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FORMAÇÃO DE BRINQUEDISTA E ORGANIZAÇÃO DE BRINQUEDOTECA - EM AMBIENTES DE SAÚDE Coordenação Geral: Dra.

FORMAÇÃO DE BRINQUEDISTA E ORGANIZAÇÃO DE BRINQUEDOTECA - EM AMBIENTES DE SAÚDE

Coordenação Geral: Dra. Maria Celia Malta Campos

CONTEUDISTAS:

Daniela Ribeiro Linhares

Maria Cecilia Aflalo

Maria Celia Malta Campos

Sirlândia Reis de O. Teixeira

Vera Melis Paolillo

Campos Sirlândia Reis de O. Teixeira Vera Melis Paolillo Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
Campos Sirlândia Reis de O. Teixeira Vera Melis Paolillo Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

Associação Brasileira de Brinquedotecas ABBri Rua Apiacás, 266, Perdizes, São Paulo/SP contatoabbri@gmail.com (11) 5533-1513

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AS FOTOS USADAS NESTE MATERIAL SÃO DO ACERVO PESSOAL DAS AUTORAS E/OU COM PERMISSÃO DE

AS FOTOS USADAS NESTE MATERIAL SÃO DO ACERVO PESSOAL DAS AUTORAS E/OU COM PERMISSÃO DE USO DA IMAGEM.

PESSOAL DAS AUTORAS E/OU COM PERMISSÃO DE USO DA IMAGEM. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri
PESSOAL DAS AUTORAS E/OU COM PERMISSÃO DE USO DA IMAGEM. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri

Associação Brasileira de Brinquedotecas ABBri Rua Apiacás, 266, Perdizes, São Paulo/SP contatoabbri@gmail.com (11) 5533-1513

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PROGRAMA

DIA

   

TEMAS

DOCENTE

   

Apresentação dos participantes e de seus contextos de trabalho. Apresentação do curso.

 

A

ABBri e sua missão

21/10

M

O

Brincar e brinquedoteca: conceito e modalidades Brinquedoteca hospitalar e humanização Contribuições do brinquedista ao paciente e equipe.

direito de brincar

Daniela

Linhares

   

Ambientes favoráveis ao brincar - projetos lúdicos no hospital: A brinquedoteca; O espaço para adolescentes; Ambientação e oficinas para acompanhantes; A brinquedoteca móvel: unidades de terapia

 

T

intensiva e pronto socorro, oficina de sucata hospitalar, brinquedoteca do adulto, terapia auxiliada por animais Procedimentos específicos da brinquedoteca hospitalar quanto ao controle de infecções: a higienização dos brinquedos

Daniela

Linhares

   

A

Brinquedoteca como espaço e tempo de aprendizagem: aspectos

 

teóricos e práticos.

22/10

M

Critérios de qualidade da brinquedoteca: subsídios para um projeto de

brinquedoteca. Como elaborar um projeto de brinquedoteca

Sirlandia

Teixieira

   

A

Brinquedoteca como contexto de pesquisa na Saúde: situação da

 

produção acadêmica

T

A

metodologia

avaliação dos serviços da brinquedoteca hospitalar: sua função e

Sirlandia

Teixeira

Síntese do dia Perguntas Reflexivas.

   

Discussão: Perguntas reflexivas e painel. Seleção do acervo para ambientes de Saúde.

 

23/10

M

Organização e Controle do acervo: sistemas para classificação de jogos e brinquedos. Segurança do brinquedo. Brinquedos de uso coletivo intenso.

Sirlandia

Teixeira

   

Estudo de casos.

 

T

O

Síntese do curso e retomada

perfil profissional do brinquedista hospitalar e suas funções.

Sirlandia

Teixeira

hospitalar e suas funções. Sirlandia Teixeira Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
hospitalar e suas funções. Sirlandia Teixeira Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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A ABBRI E SUA MISSÃO

HISTÓRICO

Nos anos da grande depressão econômica norte-americana, por volta de 1934, em Los Angeles, o dono de uma loja de brinquedos queixou-se ao diretor da Escola Municipal, de que

as crianças estavam roubando brinquedos. O diretor chegou à conclusão de que isto estava

acontecendo porque as crianças não tinham com o que brincar. Assim, iniciou um serviço de empréstimo de brinquedos como recurso comunitário. O chamado Los Angeles Toy Loan existe até hoje. Porém, foi na Suécia, em 1963, que esta ideia foi mais desenvolvida. Com o objetivo

de emprestar brinquedos e dar orientação às famílias de excepcionais sobre como poderiam brincar com seus filhos, para melhor estimulá-los, duas professoras, mães de excepcionais, fundaram a Lekotek (ludoteca, em sueco), em Estocolmo.

No Brasil, o movimento das brinquedotecas também começou a ser desenvolvido a partir

da necessidade de ajudar a estimular crianças deficientes. Em 1971, por ocasião da inauguração

do Centro de Habilitação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Paulo, aconteceu uma exposição de brinquedos pedagógicos. O interesse despertado pelo evento foi tanto que fez com que ele fosse transformado em um Setor de Recursos Pedagógicos dentro da APAE, que em 1973 implantou o Sistema de Rodízios de Brinquedos e Materiais Pedagógicos, a Ludoteca. Todos os brinquedos do Setor Educacional da APAE foram centralizados e passaram a ser utilizados nos moldes de uma biblioteca circulante. Apenas em 1981 foi montada a primeira brinquedoteca do país, a Brinquedoteca Indianópolis, em São Paulo, tendo como diretora, a responsável pela criação do termo Brinquedoteca, a pedagoga Nylse Cunha.

A partir de 1984, devido ao movimento crescente em torno do tema, surgiu a necessidade

de se criar uma associação que abarcasse a demanda. Desde então, a Associação Brasileira de

Brinquedotecas ABBri vem trabalhando em prol da divulgação do brincar, bem como formando

brinquedistas e auxiliando na montagem de brinquedotecas por todo país.

A ABBri (Associação Brasileira de Brinquedotecas) é uma entidade sem fins lucrativos

referência nacional em consultoria sobre organização de brinquedotecas e capacitação de

sobre organização de brinquedotecas e capacitação de Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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brinquedistas que desenvolve atividades de caráter sociocultural para defesa do Direito de Brincar. Reconhecida como OSCIP Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. Baseada em voluntariado e comprometida em difundir a importância do Brincar como instrumento de desenvolvimento, aprendizagem e saúde em todas as fases da vida

MISSÃO

Difundir a importância do brincar como instrumento de desenvolvimento, aprendizagem e saúde para todas as idades. Estimular a criação de Brinquedotecas e o resgate da criatividade;

Realizar projetos que estendam a possibilidade de brincar a todas as crianças;

Defender o direito das crianças a uma infância saudável e digna.

NOSSA ATUAÇÃO E AÇÕES

Trabalhamos em benefício da divulgação do valor do brincar para todas as idades, na formação de brinquedistas e auxilio na montagem de brinquedotecas por todo o Brasil.

Promovemos atividades socioculturais como publicações, assessorias para órgãos públicos na definição de políticas e normas relacionadas ao brincar e à brinquedoteca e consultorias para implantação e operacionalização de brinquedotecas.

ACADEMIA

Publica o informativo “O Brinquedista” semestralmente, onde veicula artigos, dicas e entrevista, entre outros assuntos relacionados ao universo infanto-juvenil, e mantém contato com universidades que promovem estudos, pesquisas e publicações sobre o tema.

promovem estudos, pesquisas e publicações sobre o tema. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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O DIREITO DE BRINCAR

Brincar como um direito humano

O direito de brincar está contemplado em instrumentos legais, nacionais e

internacionais

* DECLARAÇÃO DE GENEBRA SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA

Declaração de Genebra, de 23 de fevereiro de 1923, que surge de uma proposta preliminar de

cinco pontos elaborada pela International Save the Children Union que reivindicava direitos para

a criança. Este documento foi endossado pela Assembleia Geral da Liga das Nações em 26 de

novembro de 1924 como a Carta Mundial da Assistência Social à Criança.

PARÁGRAFO III: A criança deve ser o primeiro a receber alívio em tempos de aflição.

* DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS (ONU/ UNICEF -

1959) - Adotada pela Assembleia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959 e ratificada

pelo Brasil; através do art. 84, inciso XXI, da Constituição, e tendo em vista o disposto nos arts.

1º da Lei nº 91, de 28 de agosto de 1935, e 1º do Decreto nº 50.517, de 2 de maio de 1961.

Direito à educação gratuita e ao lazer infantil.

Princípio VII: A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito.

* CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA - ONU/UNICEF

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Convenção sobre os Direitos da Criança Carta

Magna para as crianças de todo o mundo, aprovada na Resolução 44/25, em 20 de novembro de

1989, e, no ano seguinte, o documento foi oficializado como lei internacional

Art. 31:

1 Os Estados Partes reconhecem o direito da criança ao descanso e ao lazer, ao divertimento e às atividades recreativas próprias da idade, bem como à livre participação na vida cultural e artística.

como à livre participação na vida cultural e artística. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
como à livre participação na vida cultural e artística. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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2 Os Estados Partes promoverão oportunidades adequadas para que a criança, em condições

de igualdade, participe plenamente da vida cultural, artística, recreativa e de lazer.

* CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Constituição da República Federativa do Brasil Diário Oficial da União. Brasília, Seção I, p. 1-

32, 05/10/1988 (Publicação Original)

Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e

ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao

lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência

familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65,

de 2010) Foi incluído o termo JOVEM em 2010.

* ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ECA

Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Diário Oficial da União. Brasília, Seção I, p. 13563,

16/7/1990 (Publicação Original)

Art. 4º - É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Art. 16. - O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:

I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições

legais;

II - opinião e expressão;

III - crença e culto religioso;

IV - brincar, praticar esportes e divertir-se;

V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;

VI - participar da vida política, na forma da lei;

VII - buscar refúgio, auxílio e orientação.

da lei; VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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* DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE HOSPITALIZADOS

CONANDA. Resolução nº 41, de 17 de outubro de 1995. Dispõe sobre os Direitos da Criança e

do Adolescente Hospitalizados. Diário Oficial da União. Brasília, Seção I, p. 16319-16320,

17/10/95:

1. Direito à proteção, à vida e à saúde, com absoluta prioridade e sem qualquer forma de discriminação.

2. Direito a ser hospitalizado quando for necessário ao seu tratamento, sem distinção de classe social, condição econômica, raça ou crença religiosa.

3. Direito de não ser ou permanecer hospitalizado desnecessariamente por qualquer razão alheia ao melhor tratamento de sua enfermidade.

4. Direito a ser acompanhado por sua mãe, pai ou responsável, durante todo o período de sua hospitalização, bem como receber visitas.

5. Direito de não ser separado de sua mãe ao nascer.

6. Direito de receber aleitamento materno sem restrições.

7. Direito de não sentir dor, quando existam meios para evitá-la.

8. Direito de ter conhecimento adequado de sua enfermidade, dos cuidados terapêuticos e diagnósticos a serem utilizados, do prognóstico, respeitando sua fase cognitiva, além de receber amparo psicológico quando se fizer necessário.

9. Direito de desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, acompanhamento do currículo escolar durante sua permanência hospitalar.

10. Direito a que seus pais ou responsáveis participem ativamente de seu diagnóstico, tratamento e prognóstico, recebendo informações sobre os procedimentos a que será submetido.

11. Direito a receber apoio espiritual/religioso, conforme a prática de sua família.

12. Direito de não ser objeto de ensaio clínico, provas diagnósticas e terapêuticas, sem o consentimento informado de seus pais ou responsáveis e o seu próprio, quando tiver discernimento para tal.

13. Direito a receber todos os recursos terapêuticos disponíveis para sua cura, reabilitação e/ou prevenção secundária e terciária.

14. Direito a proteção contra qualquer forma de discriminação, negligência ou maus tratos.

15. Direito ao respeito à sua integridade física, psíquica e moral.

ao respeito à sua integridade física, psíquica e moral. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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16.

Direito à preservação de sua imagem, identidade, autonomia de valores, dos espaços e objetos pessoais.

17. Direito a não ser utilizado pelos meios de comunicação de massa, sem expressa vontade de seus pais ou responsáveis ou a sua própria vontade, resguardando-se a ética.

18. Direito à confidência de seus dados clínicos, bem como direito de tomar conhecimento dos mesmos, arquivados na instituição pelo prazo estipulado em lei.

19. Direito a ter seus direitos constitucionais e os contidos no Estatuto da Criança e do Adolescente respeitados pelos hospitais integralmente.

20. Direito a ter uma morte digna, junto a seus familiares, quando esgotados todos os recursos terapêuticos disponíveis.

* LEI DA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR - Lei nº 11.104, de 21 de março de 2005. Diário Oficial da União. Brasília, Seção I, p. 1, 22/3/2005

“ O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os hospitais que ofereçam atendimento pediátrico contarão, obrigatoriamente, com brinquedotecas nas suas dependências. Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se a qualquer unidade de saúde que ofereça atendimento pediátrico em regime de internação. Art. 2º Considera-se brinquedoteca, para os efeitos desta Lei, o espaço provido de brinquedos e jogos educativos, destinado a estimular as crianças e seus acompanhantes a brincar. Art. 3º A inobservância do disposto no art. 1o desta Lei configura infração à legislação sanitária federal e sujeita seus infratores às penalidades previstas no inciso II do art. 10 da Lei no 6.437, de 20 de agosto de 1977. Art. 4o Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de sua publicação”.

* MARCO LEGAL PRIMEIRA INFÂNCIA (PLC 14/2015) Lei nº 13.257, de 08 de março

de 2016 - altera a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o Decreto-Lei no 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal), a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, a Lei no 11.770, de 9 de setembro de 2008, e a Lei no 12.662, de 5 de junho de 2012. Diário Oficial da União. Brasília, Seção I, p. 1-4, 09/3/2016

Oficial da União. Brasília, Seção I, p. 1-4, 09/3/2016 Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
Oficial da União. Brasília, Seção I, p. 1-4, 09/3/2016 Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Art. 4º Parágrafo único. A participação da criança na formulação das políticas e das ações que lhe dizem respeito tem o objetivo de promover sua inclusão social como cidadã e dar-se-á de acordo com a especificidade de sua idade, devendo ser realizada por profissionais qualificados em processos de escuta adequados às diferentes formas de expressão infantil.

Art. 5º . Constituem áreas prioritárias para as políticas públicas para a primeira infância a saúde, a alimentação e a nutrição, a educação infantil, a convivência familiar e comunitária, a assistência social à família da criança, a cultura, o brincar e o lazer, o espaço e o meio ambiente, bem como a proteção contra toda forma de violência e de pressão consumista, a prevenção de acidentes e a adoção de medidas que evitem a exposição precoce à comunicação mercadológica.

Art. 17º. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão organizar e estimular a criação de espaços lúdicos que propiciem o bem-estar, o brincar e o exercício da criatividade em locais públicos e privados onde haja circulação de crianças, bem como a fruição de ambientes livres e seguros em suas comunidades.

fruição de ambientes livres e seguros em suas comunidades. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
fruição de ambientes livres e seguros em suas comunidades. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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BRINCAR E BRINQUEDOTECA: CONCEITO E MODALIDADES

O brincar, em qualquer ambiente ou situação, desenvolve a resiliência, estimula a

linguagem da criança, favorece a cultura da infância/imaginação, aprimora as habilidades sociais

e cognitivas, desenvolve o humor, fortalece a autoestima, melhora a saúde física e mental da

criança, aumenta a confiança em si e no outro, promove prazer e alegria na vida das crianças, favorece a autonomia, a criatividade e a tomada de decisões. O universo lúdico compreende, de

forma ampla os termos brincar, brincadeira, jogo e brinquedo. O brincar caracteriza a brincadeira,

o jogo e o brinquedo através de características diferentes de acordo com a cultura, faixa etária, situação socioeconômica, entre outros.

faixa etária, situação socioeconômica, entre outros. Casa de bonecas adaptada para criança em cadeira de rodas

Casa de bonecas adaptada para criança em cadeira de rodas

O brinquedo é o "objeto de suporte da brincadeira" e que podem haver brinquedos estruturados (aqueles que já são adquiridos prontos) e brinquedos não estruturados (objetos quaisquer que adquirem novo significado).

(objetos quaisquer que adquirem novo significado). Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
(objetos quaisquer que adquirem novo significado). Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Parque no HU- USP A brincadeira é uma atividade que pode ser individual ou coletiva,

Parque no HU- USP

A brincadeira é uma atividade que pode ser individual ou coletiva, com estrutura e regras definidas. A existência das regras não limita o caráter lúdico da brincadeira, porque as mesmas podem ser modificadas em comum acordo com os participantes.

A concepção de jogo está integrada tanto ao brinquedo quanto à brincadeira, porém é uma ação mais estruturada e com regras definidas mais explícitas.

A brinquedoteca, de uma maneira geral, é um espaço privilegiado que fomenta o brincar com liberdade, segurança e acolhimento, garantindo à criança seu direito de brincar, inerente ao desenvolvimento saudável nos aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais, de maneira integrada e dinâmica.

e socioculturais, de maneira integrada e dinâmica. Jogo construído com material reciclado Na brinquedoteca

Jogo construído com material reciclado

Na brinquedoteca são oferecidos diferentes jogos e brinquedos e o brinquedista orienta sobre o brincar e suas variações, além de viabilizar o brincar livre e espontâneo com segurança, a conservação dos recursos para a manutenção do espaço, a sustentabilidade do serviço, a promoção do anti-consumismo, o respeito à diversidade cultural e de gênero, além de incentivar o protagonismo da criança.

de gênero, além de incentivar o protagonismo da criança. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
de gênero, além de incentivar o protagonismo da criança. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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As modalidades de brinquedotecas diferem de acordo com as combinações diversas em relação à clientela (criança, adolescente, adulto, idoso), ao contexto (localidade), ao tipo (função) e a sua operacionalização (fixa, móvel, circulante, itinerante).

Os tipos de brinquedoteca são definidos de acordo com a necessidade do grupo atendido. A escolar tem a finalidade pedagógica para dar suporte à educação; a terapêutica, de maneira adaptada, auxilia no tratamento de crianças portadoras de deficiências; a hospitalar tem o objetivo de amenizar os sentimentos negativos inerentes a esse período; as circulantes/itinerantes, atendem as crianças das comunidades através de veículos; comunitárias, que estimulam as relações na vizinhança; universitárias, com o propósito de fomentar a pesquisa sobre o comportamento infantil através dos brinquedos e brincadeiras; clínicas, para auxiliar o tratamento psicológico de crianças com questões comportamentais; empresariais, em shoppings e grandes lojas que podem ser fixas ou temporárias; em condomínios ou bibliotecas.

Independente da localidade onde a brinquedoteca se instala, algumas funções são comuns, como a socialização, o desenvolvimento da inteligência, o estímulo à criatividade, a valorização do brinquedo, a sustentabilidade, a autonomia da criança, o incentivo à responsabilidade, entre outros benefícios.

Festa junina

Festa junina

Em especial, a brinquedoteca hospitalar, funcionalmente ameniza o trauma psicológico da internação, melhora a qualidade de vida no hospital, proporciona um ambiente que inspira confiança e tranquilidade ao binômio paciente- família e proporciona elementos terapêuticos que contribuem amplamente para o processo de recuperação e cura das crianças.

para o processo de recuperação e cura das crianças. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
para o processo de recuperação e cura das crianças. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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BRINQUEDOTECA HOSPITALAR E HUMANIZAÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza que saúde é um estado completo de

bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de enfermidade. Além disso, a

humanização, no campo da saúde, é delineada como uma aposta ético-estético-política que atua

de forma transversal às demais políticas de saúde, a fim de impactá-las e interferir na qualificação

da atenção e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). A criação da Política Nacional de Humanização (PNH) pelo Ministério da Saúde, em 2003, se deu pela necessidade de avanço e qualificação do sistema nacional de saúde, na relação e nos processos de atenção ao usuário, bem como no trabalho de gestores e trabalhadores da área, reconhecendo a singularidade e a capacidade criadora de cada sujeito envolvido. Para se efetivar a humanização é fundamental que os sujeitos participantes dos processos em saúde se reconheçam como protagonistas e corresponsáveis de suas práticas, buscando garantir a universalidade do acesso, a integralidade do cuidado e a equidade das ofertas em saúde. É nesse sentido que a Brinquedoteca Hospitalar vem ao encontro da Humanização, pois garantem os três princípios fundamentais do SUS:

contemplando a saúde como um direito de todos no hospital, pois é um espaço de interação e integração do trinômio paciente-família-equipe que acolhe e respeita as particularidades dessa população atendida e trabalha com a visão totalitária desse público alvo.

A criança ou o adolescente hospitalizado ficam sob o cuidado de um grupo técnico que,

por muitos anos, não acompanhou a real necessidade da criança em brincar e se expressar e se limitou ao cuidar das condições clínicas desse indivíduo. Isso porque, a prática hospitalar se fundamenta em diagnóstico fisiopatológico, exames laboratoriais, procedimentos de intervenção

clínica e uma técnica focada na doença.

O processo do adoecer representa uma ruptura no cotidiano do indivíduo e a perda da

condição de saudável ameaça sua integridade e gera medo da perda das capacidades adquiridas.

O indivíduo se sente vulnerável diante da condição humana e necessita de readaptação e de

ressignificação dos próprios valores, principalmente durante os períodos de longa internação. Ao

durante os períodos de longa internação. Ao Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
durante os períodos de longa internação. Ao Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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brincar, há envolvimento corporal e se promove um movimento espontâneo renovador, gerando prazer e interação.

A brincadeira proporciona a abertura ao meio, compensando e reequilibrando o organismo após situação de frustração, tensão e conflito, além de contribuir para a formação, manutenção e preservação de processos cognitivos, afetivos, emocionais e socioculturais. Nesse sentido, o lúdico proporciona a transição paciente ao ser ativo, protagonista da ação.

A necessidade de brincar deve ser a satisfação em si, sem objetivos extrínsecos, de

maneira espontânea e voluntária, supondo que o paciente se torna um sujeito ativo e engajado na

ação pode se realizada consigo mesmo, com os pares ou com os adultos em qualquer lugar.

mesmo, com os pares ou com os adultos em qualquer lugar. Quando se refere à equipe,

Quando se refere à equipe, o que ressalta são as atitudes destes em relação a si e a sua família e não a competência técnica.

Uma criança que se sente aceita e amparada emocionalmente tem muitas vezes as condições mínimas e suficientes para dar encaminhamento à elaboração de uma situação interna de ansiedade ou angústia. O bem-estar do paciente pediátrico no ambiente hospitalar é um dos nortes da humanização porque o brincar permeia qualquer ambiente e possibilita a expressão e ampliação significativa da vida.

A brinquedoteca, por si só, é um espaço de troca de vivências onde a criança pode

explorar, socializar-se e expressar-se individualmente, com a participação da família ou da equipe, mas a existência de um espaço externo onde a criança possa sair do ambiente hospitalar,

externo onde a criança possa sair do ambiente hospitalar, Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
externo onde a criança possa sair do ambiente hospitalar, Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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mas não do hospital, é extremamente favorável ao imaginário infantil, potencializando a criatividade e o contato com o meio.

potencializando a criatividade e o contato com o meio. Área de lazer ao ar livre para

Área de lazer ao ar livre para as crianças hospitalizadas HU -USP

CONTRIBUIÇÕES DO BRINQUEDISTA AO PACIENTE E EQUIPE

O brinquedista, enquanto profissional especializado, é aquele que, formado nas áreas de Humanidades ou Saúde (biológicas), valoriza a potencialidade do lúdico nas relações e fomenta a sua prática cotidiana. Em sua atuação, aborda o brincar e a brincadeira como ferramentas de conhecimento e comunicação do universo imaginário que interagem com a experiência imediata de relacionamento com o ambiente. Como adulto mediador capaz de valorizar a subjetividade deste universo, oferece ganhos concretos na prática pedagógica e terapêutica. Ao organizar espaços lúdicos; mobilizar o uso, a guarda e a conservação de brinquedos, incentivar e coordenar brincadeiras coletivas, consegue demonstrar na prática que o brincar é uma das melhores formas das crianças apreciarem a vida enquanto são apresentadas a sua cultura e sociedade, colaborando assim para a formação de pessoas adultas saudáveis, capazes e felizes.

formação de pessoas adultas saudáveis, capazes e felizes. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
formação de pessoas adultas saudáveis, capazes e felizes. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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ABBRI.7

ABBRI.7 Oficina de lavagem de mãos A Brinquedoteca Hospitalar requer profissional qualificado para atuar neste ambiente

Oficina de lavagem de mãos

A Brinquedoteca Hospitalar requer profissional qualificado para atuar neste ambiente muito específico, de modo a assegurar as normas de funcionamento e os procedimentos de higienização. Independente da sua formação acadêmica, ele deve estar preparado para contribuir de maneira positiva ao ambiente. As atribuições que podem ser delegadas ao brinquedista hospitalar são:

oferecer aos pacientes internados atividades recreativas na brinquedoteca ou nos leitos;

limpar mobiliário, brinquedos e miniveículos com pano limpo e álcool 70% ou promover o treinamento à equipe de higienização que promoverá o trabalho;

organizar os diferentes ambientes lúdicos além da brinquedoteca;

ir ao quarto das crianças e convidá-las para brincar e, caso a criança não possa ir à brinquedoteca, emprestar um brinquedo;

apresentar a brinquedoteca para as crianças que vierem ao local e oferecer alguma atividade, porém é fundamental respeitar o desejo do brincar livre;

observar a classificação e catalogação dos brinquedos, zelando pelo bom uso e respeitando os critérios de registro e localização pré-estabelecidos;

anotar os empréstimos de brinquedos, orientado para que não haja troca entre os pacientes sem que seja feita limpeza adequada e prévio aviso ao brinquedista,

seja feita limpeza adequada e prévio aviso ao brinquedista, Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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além de orientar que a devolução dos brinquedos deve ser feita ao seu cuidado para conferência e limpeza adequada;

planejar e coordenar a execução dos eventos;

captar recursos para a sustentabilidade dos espaços lúdicos;

participar das reuniões com a equipe multidisciplinar para a discussão de casos;

realizar registros diários e mensais para preencher os indicadores de qualidade;

organizar arquivos e documentos pertinentes à sua área de atuação;

zelar pela guarda, conservação, manutenção e limpeza dos equipamentos, instrumentos e materiais utilizados, bem como do local de trabalho;

efetuar pesquisas e atualizações em relação às tendências e inovações tecnológicas de sua área de atuação e das necessidades do setor/departamento.

A participação do brinquedista na assistência humanizada minimiza os impactos da

hospitalização, pois a equipe, além de valorizar a competência deste profissional, torna-se disposta a ouvir e compreender as necessidades que a clientela sinaliza, buscando respeitar suas características, de forma integral.

A comunicação e a interação entre as pessoas envolvidas durante a internação, trinômio

paciente-família-equipe, torna o ambiente hospitalar mais lúdico e amigável, criando relações

colaborativas que possam transformar as limitações em possibilidades.

AMBIENTES FAVORÁVEIS AO BRINCAR - PROJETOS LÚDICOS NO HOSPITAL

Com a enfermidade e a hospitalização, a criança e/ou adolescente assumem um “estado de espera”, contudo, práticas socioeducativas que estimulem a criação e a socialização, proporcionam o seu desenvolvimento e dão novo sentido à vida, favorecendo com que apreendam conceitos novos.

Nesse contexto, relatamos nossa experiência num hospital público universitário com essa proposta que tem como objetivo proporcionar atividades em que o paciente e a família possam aprender brincando e sentir-se à vontade para desenvolver atividades que contribuam para o seu

para desenvolver atividades que contribuam para o seu Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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aprendizado, além de ajudar a protagonizar a qualidade de vida do paciente por estar em contraponto à situação passiva imposta pela hospitalização.

A brinquedoteca é um espaço muito estimulador, composto por cantinhos temáticos que

promovem a expressão livre permitindo a representação do imaginário, o desenvolvimento da

linguagem, a interação social, a estruturação de personalidade e a aproximação do real.

Esse espaço, no ambiente de saúde, garante o bem-estar físico e psíquico dos indivíduos atendidos, e caracteriza-se, dessa forma, como um equipamento imprescindível para diminuir o impacto da hospitalização, funcionando também como um suporte social às famílias enquanto um contexto saudável de convivência.

Seu objetivo é proporcionar um ambiente em que a criança possa aliviar suas angústias e ansiedades através de atividades que a ajudem no entendimento de necessidades não satisfeitas ou reprimidas.

A busca de um estado de equilíbrio em relação ao meio-ambiente, que é interrompido por

essa situação de adoecimento, encaminha o paciente a buscar novas formas de equilíbrio e a

brinquedoteca é um espaço fundamental para isso.

O incentivo de atividades lúdicas expressivas e produtivas, faz com que a criança aceite

a conviver com a doença de maneira que possa organizar sua vida e elaborar essa nova situação com a proposta de manter o desenvolvimento o mais próximo possível do adequado. No âmbito hospitalar, o lúdico é a estratégia para a preservação a saúde emocional, através continuidade ao processo de contato com a realidade, de preparação para procedimentos e novas situações que serão enfrentadas durante a internação e, inclusive, à volta para casa.

durante a internação e, inclusive, à volta para casa. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
durante a internação e, inclusive, à volta para casa. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Espaço dos lactentes No espaço para os lactentes, através do lúdico, a criança compreende a

Espaço dos lactentes

No espaço para os lactentes, através do lúdico, a criança compreende a constituição do eu e do não-eu, assimilando a composição do esquema corporal de si mesmo. Apreende conceitos primários de lateralidade; mudança de decúbito; preensão; coordenação geral global, visual e auditiva, entre outros aspectos.

A presença de um familiar durante as atividades reforça o vínculo entre ambos ao mesmo tempo que colabora para o desenvolvimento de consciência. Também há a interação com outras crianças através de atividades simultâneas.

com outras crianças através de atividades simultâneas. Brincadeira de faz-de-conta No espaço do faz-de-conta, a

Brincadeira de faz-de-conta

No espaço do faz-de-conta, a criança recria situações do seu cotidiano e explora novas formas de expressão independente do imaginário. Figurinos, adereços e instrumentos que representam a realidade facilitam as ações do simbólico e desenvolvem a imaginação, a linguagem, a memória, a atenção e a imitação.

a linguagem, a memória, a atenção e a imitação. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
a linguagem, a memória, a atenção e a imitação. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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No cantinho da leitura, o contar e ler histórias são atividades prazerosas e que oferecem

No cantinho da leitura, o contar e ler histórias são atividades prazerosas e que oferecem um estreitamento dos laços afetivos, uma riqueza de vocabulário, estruturas de linguagem e expressões. Além disso, cada história é repleta de situações que estimulam o imaginário e a reflexão de inúmeros conceitos.

Durante os jogos, as crianças delimitam seu campo de raciocínio no qual a atividade está fundamentada através do cumprimento das regras, interioriza de maneira criteriosa modelos e desenvolve atitudes e valores morais através da resolução de desafios propostas nesta experiência.

Ao se expressar com diferentes elementos artísticos, o paciente expressa seus sentimentos e necessidades usando linguagens gráficas que desenvolvem a coordenação motora, o esquema corporal, a imaginação, a percepção sensorial, a grafia e o conhecimento de diferentes conceitos

sensorial, a grafia e o conhecimento de diferentes conceitos Construção de brinquedos O brincar com materiais

Construção de brinquedos

O brincar com materiais de construção permite a exploração mais profunda das características associativas dos objetos, assim como o seu uso simbólico e social. Além de explorar e considerar as propriedades reais de cada elemento de construção, a criança relaciona os materiais com o imaginário e desenvolve o pensamento antecipatório, a iniciativa e a solução de problemas para a criação de uma nova realidade.

de problemas para a criação de uma nova realidade. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
de problemas para a criação de uma nova realidade. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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A comemoração do aniversário da criança, os festejos em datas especiais ou grandes eventos esportivo/culturais resgatam, renovam e resinificam o valor da vida social como uma vertente para o de desenvolvimento de valores enfatizando os sentimentos de pertencimento ao grupo.

enfatizando os sentimentos de pertencimento ao grupo. Natal Durante o período de internação, alguns eventos
enfatizando os sentimentos de pertencimento ao grupo. Natal Durante o período de internação, alguns eventos

Natal

Durante o período de internação, alguns eventos precisam ser considerados e celebrados neste ambiente. Eventos culturais ou educativos, de importância afetiva, quando realizados neste momento constroem uma ponte com o mundo externo.

neste momento constroem uma ponte com o mundo externo. Páscoa Os espaços lúdicos proporcionam o encontro

Páscoa

Os espaços lúdicos proporcionam o encontro de diferentes pessoas com diferentes histórias de vida, permitindo a troca de experiências e enriquecimento das relações interpessoais e intrapessoal. Nos contextos de cuidados de saúde, o brincar ajuda as crianças a terem uma sensação de normalidade, proporcionam uma oportunidade de expressão, proporcionam aprendizagem sobre o meio ambiente e mantêm e potencialmente obtêm novas competências de desenvolvimento.

obtêm novas competências de desenvolvimento. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
obtêm novas competências de desenvolvimento. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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ESPAÇO PARA ADOLESCENTES

O estágio da puberdade-adolescência é marcado por inúmeras transformações fisiológicas, corporais, comportamentais, sociais e psíquicas-afetivas. O meio social tem grande importância para o desenvolvimento no período da adolescência, uma vez que o indivíduo está mais sujeito às influências e ações do meio social. Portanto, o hospital, enquanto esfera social, deve ter seu atendimento humanizado e preocupar-se em manter o desenvolvimento da pessoa nesta fase de vida fornecendo materiais e atividades que permitam a mesma manter e descobrir seus talentos e aptidões, sendo orientadas aos novos conhecimentos.

Considerando que a facticidade da doença e a hospitalização afastam o adolescente do seu “mundo” e das pessoas com as quais convive, há uma desestruturação de sua vida e somatização de mais uma crise neste período de mudanças.

somatização de mais uma crise neste período de mudanças. Videogame no espaço dos adolescentes Para isso,

Videogame no espaço dos adolescentes

Para isso, criou-se um espaço próprio para essa clientela, independente da brinquedoteca, pois foi percebido que os adolescentes não frequentavam a mesma por considerá-la infantilizada e, ao mesmo tempo, não tinham um ambiente onde pudessem se encontrar com seus pares e, juntos ou individualmente, conseguir expressar-se e desenvolver suas potencialidades. Para efetivação deste atendimento, houve a aquisição de material para a criação de espaços para que o adolescente possa ler; jogar; assistir TV, DVD e vídeo; acessar a Internet e jogar vídeo games.

TV, DVD e vídeo; acessar a Internet e jogar vídeo games . Associação Brasileira de Brinquedotecas
TV, DVD e vídeo; acessar a Internet e jogar vídeo games . Associação Brasileira de Brinquedotecas

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Espaço dos adolescentes A criação de um espaço próprio para o paciente adolescente proporciona uma
Espaço dos adolescentes A criação de um espaço próprio para o paciente adolescente proporciona uma

Espaço dos adolescentes

A criação de um espaço próprio para o paciente adolescente proporciona uma vivência social, terapêutica e educativa que valoriza o jovem como sujeito ativo e responsável. É notável a melhora da mobilidade e envolvimento do paciente quando o mesmo frequenta o espaço pois sente-se mais alegre e comunicativo e interage melhor com a equipe e com os demais pacientes. Valoriza-se:

- o ser social intra-hospitalar em seu caráter individual, através da leitura / TV / DVD / Vídeos; e em seu aspecto grupal, através de jogos, eletrônicos ou de tabuleiro, e oficinas de expressão artística;

- o seu ser extra-hospitalar, que utiliza o computador como janela para o mundo, mantendo contato com amigos e familiares que não podem estar presentes, assegurando o vínculo com o “seu mundo”.

presentes, assegurando o vínculo com o “seu mundo”. Área externa Associação Brasileira de Brinquedotecas –

Área externa

assegurando o vínculo com o “seu mundo”. Área externa Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
assegurando o vínculo com o “seu mundo”. Área externa Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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AMBIENTAÇÃO E OFICINAS PARA ACOMPANHANTES

As unidades de internação pediátricas contam, na maior parte do tempo, com a presença

de acompanhantes, uma vez que este direito está garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n o. 8.069, de 13 de julho de 1990, no artigo 12 e pela aprovação da resolução

n o. 41 de 13 de outubro de 1995, que dispõe sobre os Direitos da Criança e do Adolescente

Hospitalizados. A presença do acompanhante pediátrico tem por finalidade dar apoio sócio afetivo e psicológico à criança / adolescente durante o processo da doença minimizando o medo, a insegurança e traumas decorrentes da hospitalização. Este direito é cumprido, sendo oferecido

no ambiente de internação junto ao paciente, acomodação para descanso e higiene, espaço de convivência e refeições (no refeitório da instituição) para a permanência do acompanhante. Esta prática humanizada permite que os pais ou responsáveis pela criança possam dar apoio emocional, desenvolver habilidades quanto aos cuidados da criança e oferecer condições de enfrentamento do stress e da ansiedade, favorecendo a formação de um microambiente familiar no contexto da instituição de internação.

A criação de um espaço de descanso e convívio para os acompanhantes e as oficinas de

artesanato tem o objetivo de resgatar a autoestima, motivar e valorizar a presença dos acompanhantes, oferecer aos acompanhantes a oportunidade de desenvolver habilidades manuais através da confecção de artigos de artesanato, fortalecer o vínculo dos acompanhantes com a criança, possibilitar o aprendizado de habilidades que podem ser utilizadas para complementar a renda familiar após a alta hospitalar.

A realização de oficinas de tear, biscuit, tricot, crochet, flor de meia de seda, bijuterias

ocorre duas vezes por semana, com duração de aproximadamente duas horas para pacientes adolescentes e acompanhantes da Clínica Pediátrica, UTI Pediátrica e Berçário. A programação das oficinas é divulgada nas unidades descritas acima e as atividades são coordenadas por

funcionários e voluntários que possuem habilidades em trabalhos manuais.

e voluntários que possuem habilidades em trabalhos manuais. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
e voluntários que possuem habilidades em trabalhos manuais. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Oficina de artesanato Esses momentos tornam o ambiente mais agradável e descontraído, facilitando as relações
Oficina de artesanato Esses momentos tornam o ambiente mais agradável e descontraído, facilitando as relações

Oficina de artesanato

Esses momentos tornam o ambiente mais agradável e descontraído, facilitando as relações entre a equipe e os acompanhantes e entre os próprios acompanhantes. Além disso, proporciona aos acompanhantes a troca de experiências e a viabilização de multiplicadores dos diferentes tipos de trabalhos manuais; possibilita a diminuição do stress e da ociosidade, minimizando a ansiedade; fortalece o vínculo entre o paciente, a equipe e o acompanhante, melhorando a comunicação; valoriza a capacidade de elaboração, a criatividade e construção de cada participante; torna possível o auto reconhecimento das suas potencialidades e a construção de novos conhecimentos e significados, aumentando a sua autoestima e motivando a permanência do acompanhante junto a criança durante a hospitalização.

do acompanhante junto a criança durante a hospitalização. Oficina de artesanato Associação Brasileira de

Oficina de artesanato

a criança durante a hospitalização. Oficina de artesanato Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
a criança durante a hospitalização. Oficina de artesanato Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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BRINQUEDOTECA

SOCORRO

MÓVEL:

UNIDADES

DE

TERAPIA

INTENSIVA

e

PRONTO

Essa opção lúdica, usada como recurso de adaptação à doença e hospitalização, pode ser implantada em qualquer ambiente que não possua tamanho adequado sugerido pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária Resolução) pela RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002. A citada RDC, na página 44 no item 3.1.6, ao descrever a unidade funcional de internação, indica uma área de recreação / lazer / refeitório para cada unidade de pediatria, psiquiatria e crônicos que possua a dimensão pré-estabelecida de 1,2 m² por paciente em condições de exercer atividades recreativas / lazer e instalação e que possua água fria no ambiente.

A triagem dos brinquedos para a composição deste espaço itinerante deve atender amplamente a clientela institucional. São utilizados brinquedos que possibilitem a aplicação das principais técnicas lúdicas de forma focal ou em suas múltiplas intersecções sensório-motoras, simbólicas, expressão gráfica e jogos de regras.

Os itens são levados em um carrinho por um brinquedista, que propõe brincadeiras para o binômio paciente-famílias, mas que também se dispõem a brincar.

paciente-famílias, mas que também se dispõem a brincar. Exemplo de Brinquedoteca móvel Associação Brasileira de

Exemplo de Brinquedoteca móvel

se dispõem a brincar. Exemplo de Brinquedoteca móvel Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
se dispõem a brincar. Exemplo de Brinquedoteca móvel Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Atividade em isolamento É importante que este serviço seja um facilitador num ambiente mais restrito

Atividade em isolamento

Atividade em isolamento É importante que este serviço seja um facilitador num ambiente mais restrito para

É importante que este serviço seja um facilitador num ambiente mais restrito para minimizar a angústia e a ansiedade geradas pelo adoecimento e hospitalização. Este mobiliário não pode ingressar totalmente em ambientes isolados, e a escolha dos brinquedos e jogos deve ser feita através da descrição das opções ou pela disposição dos itens observados através do visor do quarto.

Essa opção lúdica é muito bem-vinda no atendimento em UTI ou PSI, onde as crianças têm a mobilidade reduzida e não circulam no ambiente, por isso algumas especificidades são importantes ressaltar. Na UTI. existe um suporte de equipamento maior e que restringe o paciente ao leito, assim a brinquedoteca móvel é um excelente recurso lúdico para proporcionar mais opções de atividades às crianças. No ambiente do PSI, a brinquedoteca móvel é uma boa opção porque este setor é a porta de entrada para a internação e algumas crianças ingressam neste ambiente sem um diagnóstico definido e que pode ser uma patologia contagiosa. Neste primeiro momento na instituição hospitalar, a partilha de brinquedos representa mais um risco de infecção cruzada do que um benefício, por isso a brinquedoteca móvel é utilizada para oferecer diferentes opções lúdicas para o paciente em seu leito sem que os riscos sejam potencializados.

em seu leito sem que os riscos sejam potencializados. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
em seu leito sem que os riscos sejam potencializados. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Atendimento de criança vinda da UTI No consultório médico e nas práticas de atendimento ambulatorial

Atendimento de criança vinda da UTI

No consultório médico e nas práticas de atendimento ambulatorial que atendem populações pediátricas, a brinquedoteca móvel oferece uma variedade de brinquedos nas áreas de espera e os mesmos brinquedos, às vezes, são usados como parte da terapia. Como essas superfícies de alto contato estão expostas a secreções e excreções descontroladas, deve-se tomar cuidado para evitar que esses itens se tornem um reservatório de alto risco para a transmissão cruzada.

Outra opção para casos de isolamento é a escolha do brinquedo no quarto por meio de uma pasta-catálogo plastificada, manuseada pelo brinquedista paramentado adequadamente, onde constam as fotos e as descrições de todos os brinquedos.

Após a saída do isolamento, esta pasta deve ser higienizada também. O brinquedo escolhido é levado ao quarto e depois do uso, é higienizado.

No isolamento, os brinquedos utilizados devem ser preferencialmente de material lavável, não corrosivo e atóxico (plástico, borracha, acrílico e metal). Os objetos de madeira podem ser usados se forem pintados com tintas esmaltadas laváveis. Após a sua utilização devem ser embalados e encaminhados para limpeza e desinfecção.

ser embalados e encaminhados para limpeza e desinfecção. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
ser embalados e encaminhados para limpeza e desinfecção. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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OFICINA DE SUCATA HOSPITALAR O brincar é um ato natural, social, saudável e importante para

OFICINA DE SUCATA HOSPITALAR

O brincar é um ato natural, social, saudável e importante para a criança na infância. O lúdico é a forma pela qual a criança apreende e compreende as manifestações ao seu redor, adaptando-se melhor ao meio. Através das brincadeiras a criança reconstrói e elabora as situações experienciadas. As atividades lúdicas desenvolvidas pelas crianças e pelos profissionais do ambiente hospitalar contribuem para estabelecer vínculos e elaborar experiências que permitam à criança resgatar sua essência, durante o período de hospitalização, com afetividade e respeito.

A brinquedoteca, por si só, é um espaço de troca de vivências onde a criança pode explorar,

socializar-se e expressar-se individualmente, com a participação da família ou da equipe. Este local deve ser mágico porque nele os objetos se transformam em diferentes brinquedos que dão início a brincadeiras múltiplas. A terapêutica do brinquedo no ambiente hospitalar pode se fundamentar nos objetos encontrados e usados nas rotinas e procedimentos, sendo assim, qualquer objeto pode se tornar um brinquedo. A criança pode usar os diferentes elementos do ambiente hospitalar como seringas, luvas, frascos de soro, entre outros, para transformar o objeto

de agressão em brinquedo para diversão.

o objeto de agressão em brinquedo para diversão. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
o objeto de agressão em brinquedo para diversão. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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O trabalho com sucata é adotado na brinquedoteca do Hospital Universitário da Universidade de São

O trabalho com sucata é adotado na brinquedoteca do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) porque marca a transformação tanto dos objetos quanto das pessoas que interagem com os mesmos.

As oficinas de construção de brinquedos com sucata hospitalar têm o objetivo de sensibilizar o olhar do profissional de saúde a encontrar alternativas lúdicas para os materiais de consumo hospitalar e despertar na criança um olhar diferenciado sobre o objeto agressor.

Ao pensar no brincar como um ato do organismo social que reconstrói continuamente as situações experienciadas, especialmente as dolorosas, organizamos grupos que criam brinquedos e brincadeiras com materiais hospitalares diversos para repensar o brincar durante a internação.

Deste modo, despertarmos no profissional o respeito à sensibilidade no que tange ao ver, o ouvir e o sentir da criança para a promoção de experiências reestruturantes que visem a superação do sofrimento na hospitalização. Ao ter o objeto “agressor” em seu poder e transformá-lo em brinquedo construído, as crianças lidam com a dualidade agressão e cura, tendo boas chances de superar os traumas da internação. Enquanto a criança constrói o seu brinquedo, fala abertamente de suas angústias, seus medos, suas dúvidas. No final da oficina, cada criança possui um novo brinquedo e, como idealizador e sujeito responsável pela produção artística, decide qual o lugar do brinquedo: sua casa, a brinquedoteca ou como presente para uma pessoa querida.

a brinquedoteca ou como presente para uma pessoa querida. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
a brinquedoteca ou como presente para uma pessoa querida. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Brinquedos com material reciclado  Despertar e valorizar o lúdico no ambiente hospitalar, permite ouvir
Brinquedos com material reciclado  Despertar e valorizar o lúdico no ambiente hospitalar, permite ouvir

Brinquedos com material reciclado

Despertar e valorizar o lúdico no ambiente hospitalar, permite ouvir o que a criança tem a dizer sobre o seu adoecimento e internação, podendo esta elaborar a situação e enriquecendo o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo, biológico e psicossocial.

Assim, as consequências positivas ou negativas da hospitalização dependem das experiências vividas e das relações estabelecidas pela criança durante este período.

BRINQUEDOTECA DO ADULTO

A hospitalização pode causar, em muitos indivíduos, mal-estar mental em contraposição à busca pela saúde, por isso, mesmo com a melhora da patologia, estes podem sentir-se deprimidos e desrespeitados devido a sua impotência neste momento, acarretando traumas e angústias que desequilibram sua relação com o meio. Acredita-se que a realização de atividades lúdicas/recreativas, durante a hospitalização, pode contribuir, efetivamente, para amenizar o estado ocioso mediante práticas educativas que estimulem a criatividade, a socialização, o interesse pela leitura e pela música, entre outras.

Foi realizado um estudo na unidade de Clínica Médica (CM) do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) com os objetivos de verificar se os pacientes internados

com os objetivos de verificar se os pacientes internados Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
com os objetivos de verificar se os pacientes internados Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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expressam a necessidade de realizar atividades lúdico-recreativas e identificar quais atividades consideram possíveis de serem realizadas durante a internação.

A coleta de dados foi realizada por meio de aplicação de formulário junto a 32 pacientes internados na CM. Os resultados evidenciaram que 31 participantes consideram importante a existência de um espaço ou momento com atividades recreativas. Foram citadas 148 atividades recreativas, sendo: ouvir música; usar papel e caneta para escrita de cartas, registro pessoal em diário e palavras cruzadas; realizar pinturas; participar de jogos como baralho, dominó, quebra- cabeças, damas, xadrez, futebol, bilhar e comunitários estratégicos, leitura de livros; realizar trabalhos manuais como crochet, tricot, costura, culinária, fuxico e bordado.

Este estudo mostra, sem qualquer pretensão de realizar generalizações, a vontade, expressa pelos pacientes, de realizar atividades recreativas.

pelos pacientes, de realizar atividades recreativas. Os participantes, ao atribuírem importância as atividades
pelos pacientes, de realizar atividades recreativas. Os participantes, ao atribuírem importância as atividades

Os participantes, ao atribuírem importância as atividades recreativas, sinalizam para a necessidade de um espaço/momento para que elas aconteçam, sistematicamente, como parte integrante do tratamento, durante a internação hospitalar. Nesta direção os profissionais de saúde, precisam ampliar suas ações, principalmente àquelas voltadas ao acolhimento do indivíduo, e reconhecer que, ao propiciar a realização de atividades lúdicas estão favorecendo, aos pacientes pelos quais são responsáveis, muitos benefícios ressaltando-se, dentre eles, o resgate da alegria.

Desde a sua implantação, a brinquedoteca de adultos foi incorporada ao atendimento multiprofissional e tem a colaboração de funcionários, voluntários e pacientes no planejamento e elaboração das atividades. Assim, consideramos que pensar no processo da hospitalização humana, implica em estabelecer uma aliança de inter-relação entre as diferentes áreas do

aliança de inter-relação entre as diferentes áreas do Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
aliança de inter-relação entre as diferentes áreas do Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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conhecimento, que, ao longo do percurso das suas investigações, devem ser conduzidas de forma espontânea e natural, à formação de profissionais envolvidos e comprometidos em oferecer assistência de qualidade, visando o atendimento das necessidades dos indivíduos que procuram a instituição hospitalar.

dos indivíduos que procuram a instituição hospitalar. Brinquedoteca para adultos TERAPIA AUXILIADA POR ANIMAIS A

Brinquedoteca para adultos

TERAPIA AUXILIADA POR ANIMAIS

A relação entre os seres humanos e os animais, especialmente com os cachorros, já existe

há milênios. Os animais, historicamente, têm desenvolvido um importante papel no relacionamento com as pessoas por servirem de companhia, estímulo e motivação.

A Terapia Auxiliada por Animais (TAA) teve sua difusão mundial a partir da década de

60 e consiste na utilização de animais com a finalidade terapêutica indicada para pacientes com

doenças emocionais, físicas e mentais. A TAA e a Assistência Auxiliada por Animais (AAA) ou visitação animal são os nomes oficiais dos programas que buscam ajudar na melhora dos pacientes e tem grande respeito baseado em pesquisas internacionais. A TAA utiliza, especialmente, um animal treinado que por longos períodos interage com a pessoa e realiza exercícios supervisionados para a melhora emocional, social, física e cognitiva, sendo parte de

emocional, social, física e cognitiva, sendo parte de Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
emocional, social, física e cognitiva, sendo parte de Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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um determinado tratamento cuja evolução é documentada. Por outro lado, a AAA ou visitação é uma intervenção esporádica que visa a recreação e melhora emocional da pessoa atendida. As visitas podem ser realizadas por um único animal/voluntário ou por um grupo de ambas as categorias. Em alguns casos, a visita pode ser realizada pelo animal do próprio paciente.

visita pode ser realizada pelo animal do próprio paciente. Atividade assistida por animais A presença de

Atividade assistida por animais

A presença de animais numa instituição de saúde traz benefícios visíveis a todos os contemplados, porém, é fundamental considerar os riscos que as transmissões de zoonoses podem trazer e suas complicações de ordem legal para a instituição. As zoonoses são as doenças infecciosas transmitidas entre animais e de animais para pessoas.

O contrário também pode ocorrer, microrganismos com resistência aos antimicrobianos usuais podem ser transmitidos de pessoas para os animais, promovendo a colonização dos animais por esses agentes. Deste modo, para prevenção de riscos é necessária a adoção de medidas e critérios de segurança para todos os envolvidos.

medidas e critérios de segurança para todos os envolvidos. Atividade assistida por animais A visita dos

Atividade assistida por animais

A visita dos animais sensibiliza as pessoas presentes, modificando a rotina hospitalar, proporcionando a descontração no ambiente, favorecendo o relacionamento interpessoal, contribuindo para a sensação de bem-estar, criando um ambiente mais humanizado entre pacientes, acompanhantes e equipe multiprofissional.

entre pacientes, acompanhantes e equipe multiprofissional. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
entre pacientes, acompanhantes e equipe multiprofissional. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Acreditamos também que a visitação dos animais ameniza a experiência negativa causada pela hospitalização, colaborando na recuperação das crianças, facilitando a socialização e comunicação com a equipe.

Os profissionais, pacientes e acompanhantes da área pediátrica do HU/USP reconhecem a importância do programa, aprovam e relatam que pode melhorar a interação da família com a equipe, relação da criança com outras crianças, pode aumentar a aceitação do tratamento oferecido, melhorar a colaboração nos procedimentos propostos e a interação da criança com a família.

propostos e a interação da criança com a família. Atividade assistida por animais PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS

Atividade assistida por animais

PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS DA BRINQUEDOTECA HOSPITALAR QUANTO AO CONTROLE DE INFECÇÕES: A HIGIENIZAÇÃO DOS BRINQUEDOS

Implantar e montar uma Brinquedoteca Hospitalar produz desafios em relação a inúmeros fatores como local, escolha dos brinquedos e mobiliário, estabelecimentos normas de funcionamento e higienização.

A condição de segurança, visando minimizar o risco eminente no brincar, deve considerar pontos básicos como a localização de tomadas, mobiliário com cantos arredondados e desenhos anatômicos, disposição de brinquedos nas prateleiras de acordo com o acesso da faixa etária adequada, trancas de segurança em armários, portas e janelas.

trancas de segurança em armários, portas e janelas. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
trancas de segurança em armários, portas e janelas. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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O espaço deve ser bem ventilado, iluminado e limpo com brinquedos e mobiliários

adequados ao uso hospitalar e que suportem limpeza e desinfecção constantes.

A localização precisa ser de fácil alcance aos pacientes e familiares e é fundamental

ressaltar a extrema significância da mobilidade acessível a cadeiras de rodas ou macas, além de

mobiliário mutável que possa atender o paciente em qualquer tipo de motilidade.

que possa atender o paciente em qualquer tipo de motilidade. Higienização de mobiliário Limpeza da brinquedoteca

Higienização de mobiliário

qualquer tipo de motilidade. Higienização de mobiliário Limpeza da brinquedoteca Associação Brasileira de

Limpeza da brinquedoteca

Higienização de mobiliário Limpeza da brinquedoteca Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
Higienização de mobiliário Limpeza da brinquedoteca Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Apesar de todas essas medidas importantes, os brinquedos são a maior preocupação em qualquer ambiência

Apesar de todas essas medidas importantes, os brinquedos são a maior preocupação em qualquer ambiência lúdica hospitalar e a assepsia dos mesmos deve seguir os critérios técnicos da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Todos os espaços lúdicos, em especial a Brinquedoteca Hospitalar devem funcionar de acordo com as orientações da CCIH.

devem funcionar de acordo com as orientações da CCIH. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
devem funcionar de acordo com as orientações da CCIH. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Maria de Fátima descreve, no seu capítulo no livro Brinquedoteca Hospitalar Isto é humanização, que para a remoção de sujidade, pode-se utilizar detergente neutro para limpeza manual em pia ou balde para lavagem em sala de preparo, detergente para limpeza (pouca espuma) para máquina de lavar ou detergente enzimático. O processo de desinfecção pode ser realizado através de método químico através do uso de solução germicida por meio de imersão (hipoclorito de sódio) ou fricção (álcool 70%); ou por método físico de termo desinfecção (temperatura de 60 a 95ºC por 10’ a 30’). Caso o hospital tenha estrutura, brinquedos de plásticos resistentes podem ser lavados em máquina de lavar louça e os de tecidos em máquina de lavar roupa, ambos num ciclo de água quente.

em máquina de lavar roupa, ambos num ciclo de água quente. Limpeza de brinquedos O material

Limpeza de brinquedos

O material lúdico que for não lavável deverá ser desprezado devido o contato com fluído corpóreo, sangue ou secreção. Os brinquedos de tecido não são adequados para uso na brinquedoteca, porém são permitidos para uso exclusivo e restrito ao paciente que o manuseia. As fantasias usadas devem ser devidamente separadas para a higienização, lavadas semanalmente com água e sabão em máquina de

Todos os livros devem ser encapados com contact transparente e depois de utilizados devem ser higienizados com álcool a 70%. Se for inviável encapar o livro, este deve ser mantido na brinquedoteca onde todos realizam a higienização das mãos ao entrar no local. Os livros e revistas destinados à brinquedoteca móvel que não estiverem encapados devem ser de uso exclusivo do paciente e não devem retornar à brinquedoteca.

Brinquedos que as crianças (particularmente lactentes) colocam na boca devem ser lavados e desinfetados, mesmo quando o uso é individual e independente da patologia porque

o uso é individual e independente da patologia porque Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
o uso é individual e independente da patologia porque Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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são considerados artigos semicríticos por entrarem em contato com a mucosa íntegra do paciente. Estes brinquedos devem ser feitos de materiais duráveis, laváveis e não porosos capazes de suportar a limpeza mecânica intensa, sendo importante inspecionar frequentemente para verificar possíveis danos. Qualquer objeto lúdico que tiver contato com fluídos corpóreos necessita ser imediatamente higienizado.

PRECAUÇÕES POR CONTATO : A transmissão através do contato é a mais frequente infecção hospitalar e pode ocorrer pelo contato humano ou por objetos

PRECAUÇÕES POR GOTÍCULAS: A transmissão por gotículas ocorre quando as partículas geradas pela pessoa são expelidas por secreções, que atingem até um metro de distância, não permanece suspensa no ar

PRECAUÇÕES POR AÉRESSÓIS:

microrganismos encontram-se em pequenas partículas ou gotículas evaporadas suspensas no ar

por um longo tempo e que pode ser disseminado a longas distâncias.

A precaução aérea ou aerossóis ocorre porque os

Uma abordagem colaborativa com a equipe é essencial para criar uma estratégia realista e bem- sucedida para melhorar as práticas de controle de infecção e criação de um ambiente infantil normal para crianças doentes porque o brincar é reconhecido como importante para o desenvolvimento da criança.

como importante para o desenvolvimento da criança. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
como importante para o desenvolvimento da criança. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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MOMENTO DE REFLEXÃO: As mesmas brincadeiras perduram por séculos. São acervo cultural da humanidade. Como

MOMENTO DE REFLEXÃO:

As mesmas brincadeiras perduram por séculos. São acervo cultural da humanidade. Como elas são usufruídas hoje? Ainda permanecerão em nossa sociedade, no futuro?

Vivemos numa Sociedade Líquida (Z. Bauman): impermanência e consumo rápido de bens, de identidades e de relações. Frente a esta situação atual, como pensar o papel das brinquedotecas na sociedade?

atual, como pensar o papel das brinquedotecas na sociedade? Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
atual, como pensar o papel das brinquedotecas na sociedade? Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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CRITÉRIOS DE QUALIDADE DA BRINQUEDOTECA: SUBSÍDIOS PARA UM

PROJETO DE BRINQUEDOTECA

Este texto baseia-se na Carta de Qualidade das Ludotecas Francesas (elaborado por Alice Lucot

- delegada nacional da Associação de Ludotecas Francesas). Tradução para fins didáticos pela

Profa. Dra. Vera Barros de Oliveira.

Fruto de uma reflexão em conjunto sobre a prática cotidiana, A CARTA de QUALIDADE não

se constitui em um regulamento a ser cumprido, mas trata da formulação das principais

condições de implantação e funcionamento de uma brinquedoteca, de qualquer tipo, com base

em sólidos critérios de qualidade, assegurando seu reconhecimento social. Aborda 11 temas

gerais de forma clara e didática, caracteriza cada item e fornece orientação específica para seu

desenvolvimento adequado.

1. Ética e papel de uma Brinquedoteca

2. Projeto da criação às ações a médio e

longo prazo

3. Parcerias

4. Equipe

5. Tipos de serviços oferecidos

6. Locais e espaços (de bebê, etc…)

7. Acervo de jogos e brinquedos

8. Funcionamento

9. Público

10. Acolhida

11. Comunicação

1. Ética e Papel de uma Brinquedoteca

Ter o brincar e o brinquedo no centro de todo projeto ou atividade.

Promover a atividade lúdica e o prazer de brincar.

Favorecer e promover o brincar livre (livre escolha do material, de sua utilização, dos

parceiros), saber estar presente sem intervir, respeitar o jogo e o não jogo.

Saber brincar com os jogos, apresentá-los, transmitir as regras e adaptá-los aos

diferentes públicos (idades, handicaps

Garantir as regras dos jogos, as regras do lugar e o respeito entre os jogadores.

Valorizar o patrimônio lúdico, possuindo jogos de diferentes épocas e de diferentes

culturas.

)

e às diferentes situações.

e de diferentes culturas. ) e às diferentes situações. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
e de diferentes culturas. ) e às diferentes situações. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Permitir a experiência de uma grande diversidade de jogos e para favorecer o espírito crítico. Preservar o brincar das recuperações pedagógicas, terapêuticas, comerciais e ideológicas. Ficar vigilante à manutenção da neutralidade do espaço da brinquedoteca. Informar-se sobre as condições da fabricação dos jogos e brinquedos.

Projeto - desde a criação às ações a médio e longo prazo Fazer um diagnóstico prévio: estudo do meio e das necessidades. Definir os objetivos a atingir (gerais, específicos, a curto ou longo termo) e as prioridades. Determinar as ações a realizar e estabelecer um plano de trabalho. Definir e buscar os meios necessários (humanos, financeiros, materiais Analisar a viabilidade das ações. Redigir um projeto coerente e adequado ao diagnóstico, levando em conta as diferentes etapas de realização e o orçamento. Saber apresentar e definir seu projeto. Conduzir e supervisionar as ações de acordo com os objetivos propostos. Prever avaliações durante o curso da ação (a médio e longo termo) para reajustar, se necessário. Prever ocasiões de reuniões entre os diferentes atores responsáveis pelo projeto, assim como um balanço das atividades do projeto. Realizar uma avaliação quantitativa e qualitativa.

Parcerias Afirmar sua identidade brinquedoteca frente aos parceiros. Participar ativamente da rede de brinquedotecas, desenvolver permutas e colocar em ação ações comuns. Filiar-se à rede nacional das brinquedotecas. Identificar parceiros potenciais (institucionais e associativos), no setor geográfico da implantação, tomar conhecimento de seu funcionamento e missão.

tomar conhecimento de seu funcionamento e missão. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
tomar conhecimento de seu funcionamento e missão. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Fazer-se conhecer por estes parceiros potenciais, entrando em contato com as diversas instituições e estruturas das redondezas da brinquedoteca. Identificar diferentes possíveis financiadores, seus campos de intervenção e suas exigências. Conhecer orientações e escolhas políticas das coletividades territoriais (Municípios, departamentos, regiões). Conhecer o ambiente circundante sociocultural, educativo e situar-se de forma complementar. Desenvolver parcerias com outras estruturas, construindo projetos comuns, ou participando de atividades desenvolvidas por elas. Estabelecer laços, ver parceiros nos profissionais do brincar e do brinquedo (criadores, distribuidores, fabricantes Definir o lugar e as atividades de cada um dos parceiros. Equipe Possuir pessoal assalariado diplomado. Possuir pessoal em número suficiente em função do projeto e das atividades Possuir pessoal qualificado nos domínios das atividades exercidas. Definir papéis, tarefas e responsabilidades de cada um. Favorecer a complementaridade das competências e a combinação. Aderir ao projeto da brinquedoteca. Criar uma equipe dinâmica e motivar o pessoal. Participar das ações de formação contínua nos domínios do brincar, do brinquedo e das brinquedotecas. Fazer reuniões regulares com a equipe. Favorecer a estabilidade da equipe.

5. Tipos de serviços oferecidos Preço gratuito ou pago. Brincar livre no local. Brincar no local com animação.

Brincar livre no local. Brincar no local com animação. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
Brincar livre no local. Brincar no local com animação. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Organização de manifestações e criação de animações temáticas à volta do jogo ou do brinquedo. Animação de jogos em meio externo e em outras estruturas. Atelier de fabricação e de criação de jogos. Documentação, informação, conselho, relativo ao jogo (escolha, utilização, interesse Formação sobre o jogo, o brinquedo e a atividade lúdica, acolhida a estagiários, a portadores de projetos. “Ludobus” e outros serviços itinerantes. Testes de jogos e brinquedos.

6. Locais e espaços Ter locais reservados unicamente à brinquedoteca e dispor de um espaço exterior para brincar. Dispor de superfície de tamanho suficiente às atividades e aos diversos públicos acolhidos. Possuir os tipos de locais necessários para o funcionamento da estrutura (locais para a acolhida do público, locais técnicos, administrativos, sanitários Facilitar o acesso da brinquedoteca ao público: proximidade dos locais de moradia, transportes públicos, estacionamento Dispor de locais acessíveis a todos (cadeiras de rodas, carrinhos de bebê, etc Dispor de locais claros, ensolarados, isolados, arejados. Respeitar as regras de segurança e de higiene. Organizar os espaços abertos ao público em função das idades, dos tipos de atividades e dos serviços oferecidos. Possuir mobiliário modulável e funcional, adaptado aos diferentes públicos, aos jogos, às atividades. Possuir locais atraentes (cores, elementos decorativos, estética do mobiliário, limpos, em ordem

).

7. Acervo de jogos e brinquedos

limpos, em ordem ). 7. Acervo de jogos e brinquedos Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri
limpos, em ordem ). 7. Acervo de jogos e brinquedos Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri

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Possuir um bom conhecimento material, técnico, psicológico, pedagógico, histórico e cultural dos jogos e brinquedos e atualizar esses conhecimentos. Dispor de material lúdico diversificado e em quantidade suficiente, em relação aos projetos, às atividades e aos diversos públicos acolhidos. Propor material lúdico condizente às normas de segurança. Ter jogos e brinquedos em bom estado, completos, bem condicionados e limpos. Preparar a utilização dos jogos e brinquedos: proteção, cotação, inventário, registro, marcação, aprendizagem do jogo. Utilizar uma classificação comum às brinquedotecas para analisar o material lúdico. Utilizar um método de arrumar os jogos e brinquedos adaptados aos diversos públicos (indicação simples e acessibilidade). Gerenciar o estoque dos jogos e brinquedos desde o momento da compra ao desuso (conhecimento do estado do estoque, renovação regular Divulgar, promover e valorizar todos os elementos do acervo de jogos/brinquedos. Conhecer as diferentes redes de fabricação, de edição, de distribuição do material lúdico e os autores dos jogos.

8. Funcionamento Ter um regulamento interno. Ter dias e horas de abertura regular, adaptada aos públicos visados e aos projetos. Estabelecer um emprego do tempo; abertura aos públicos diversos, acolhida às coletividades, intervenções exteriores, manifestações, arrumação do espaço lúdico, conservação e manutenção do material lúdico, entretenimento Ter tarifas (adesão, preço) acessíveis a todos. Ter tempo específico e suficiente para a seleção, a descoberta, a aprendizagem, a preparação e gestão do material lúdico, a organização dos locais Manter um controle rigoroso e estatístico da frequência do público, dos empréstimos, das adesões. Manter adequação entre os projetos e os orçamentos e fazer um relatório anual das atividades.

e os orçamentos e fazer um relatório anual das atividades. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri
e os orçamentos e fazer um relatório anual das atividades. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri

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Conhecer a legislação em vigor (locais, públicos, atividades

Assegurar ou participar da gestão administrativa e financeira da estrutura, assim como

da gestão do pessoal. Estar equipado com material informatizado, permitindo uma boa gestão da estrutura.

).

9. Público Acolher os diferentes públicos de discriminação de idade, cultura, deficiencias Favorecer os encontros e as trocas entre esses públicos. Ter escuta das expectativas desses diferentes públicos e saber adaptar-se as suas solicitações. Possuir conhecimentos sobre o desenvolvimento infantil, a psicologia, as particularidades específicas dos diversos públicos. Respeitar o ritmo e as competências dos públicos em sua apropriação do jogo. Responsabilizar o público pela utilização do jogo. Permitir aos jogadores o participar do conhecimento e o saber se conduzir referentes ao jogo, respeitando suas regras. Ir ao encontro de novos públicos. Favorecer a participação de agregados e familiares na vida da brinquedoteca.

10. Acolhida Ter uma pessoa disponível para a acolhida. Ter um ponto de acolhida identificado e arrumado para tal. Estar disponível e ter uma atitude acolhedora. Apresentar as regras gerais e o funcionamento da brinquedoteca. Ter um bom conhecimento do público para poder personalizar a acolhida. Organizar o espaço, selecionar e preparar os jogos e brinquedos em função dos públicos atendidos. Estar atento ao que se passa, observar e criar condições que permitam a cada um encontrar seu lugar em relação aos demais.

a cada um encontrar seu lugar em relação aos demais. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri
a cada um encontrar seu lugar em relação aos demais. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri

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Dar prova de flexibilidade e tolerância, adaptando-se caso a caso, tudo fazendo a fim de

respeitar o regulamento interno.

Saber escutar sem julgar e permanecer discreto.

Ter o cuidado de permanecer em seu papel de brinquedista e, em função das solicitações,

orientar para os demais profissionais.

11. Comunicação

Dar-se uma identificação específica.

Saber apresentar a brinquedoteca e seu funcionamento.

Difundir uma plaqueta de apresentação da brinquedoteca e de seu funcionamento.

Ter uma boa sinalização, permitindo localizar a brinquedoteca.

Afixar diversas informações sobre o funcionamento, na entrada e no interior da

brinquedoteca.

Figurar nos catálogos acessíveis ao público e nos profissionais, sob a denominação

Brinquedoteca.

Equipar-se de aparelhos de comunicação (telefone, fax, internet

Manter relações regulares com as mídias, com os financiadores e os parceiros.

Organizar manifestações abertas a todos e participar de eventos da vida local com a

finalidade de promover a brinquedotec.

Informar as manifestações através de dispositivos particulares como quadros, avisos

Arquivar e pôr à disposição a relação dos eventos realizados na brinquedoteca (artigos da imprensa, fotos, etc.)

QUESTÃO REFLEXIVA:

habilidades e competências você considera essenciais para o perfil do gestor da brinquedoteca?

Com base nos critérios de qualidade acima, quais as

Com base nos critérios de qualidade acima, quais as Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
Com base nos critérios de qualidade acima, quais as Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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TORNANDO A BRINQUEDOTECA UMA REALIDADE Orientações básicas para projetar, criar e manter

A ludicidade vem assumindo a cada dia maior importância nas ações e atividades que envolvem

crianças e adolescentes, seja na educação, no esporte, na cultura e no lazer, seja na área da saúde e afins. Surge daí o enorme interesse pelas brinquedotecas e outros espaços de brincar que vêm sendo implantados em número cada vez maior. Neste sentido, torna-se fundamental a qualificação do profissional e das equipes para uma forma de trabalho que efetivamente acredite no poder transformador do livre brincar, dos jogos, dos

brinquedos, dos diversos materiais com potencial lúdico, das brincadeiras seja em locais internos ou em contato com a natureza e das outras formas de expressão como as artes.

A proposta da brinquedoteca, no entanto, é muito mais do que uma sala de brinquedos ou de um

local para brincar, pois, ela transcende um espaço físico determinado. O que importa é proporcionar o brincar individual ou em grupo; é possibilitar o afloramento de valores e relações interpessoais positivas entre as crianças e entre elas e os adultos. Estes estão lá como facilitadores para que, através da brincadeira, possam promover um ambiente criativo, uma atmosfera lúdica, onde é possível ao mesmo tempo se divertir, revelar e desenvolver potenciais; onde se acolha a

convivência entre pares e Inter geracional o que inclui as famílias e quando possível, a comunidade. Assim sendo, independentemente do tamanho e do tipo da brinquedoteca, seguem sugestões que irão ajudar na tomada de decisões importantes para a criação de uma brinquedoteca que se proponha a desenvolver um trabalho de qualidade, uma vez que elas podem ser implantadas em vários lugares, atender diversos públicos e prestar serviços diferenciados.

São TRÊS os principais aspectos a serem considerados:

A necessidade de um PROJETO CONCEITUAL

O Projeto é a bússola que nos dá o rumo e o caminho a percorrer para a implantação e a manutenção do cotidiano da brinquedoteca ou espaço lúdico. Ele deve incluir, entre outras coisas: a definição dos objetivos, o perfil do público, a

coisas: a definição dos objetivos, o perfil do público, a Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri
coisas: a definição dos objetivos, o perfil do público, a Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri

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forma de organização do acervo, a programação das atividades e serviços prestados, o papel da equipe, a obtenção de recursos.

Elaboração de um projeto do espaço físico afinado com a proposta lúdica.

a importância da QUALIFICAÇÃO E CAPACITAÇÃO CONTÍNUA DA EQUIPE Ela envolve duas facetas:

O Gerenciamento ou gestão dos aspectos administrativos e do trabalho interdisciplinar em equipe, a programação das atividades e dos serviços prestados, a divisão das funções internas entre outras atribuições da equipe.

A Capacitação pessoal do profissional no que se refere conhecimento da criança e das etapas de seu desenvolvimento e sua relação com o universo lúdico que vai implicar diretamente na qualidade da relação adulto-criança na brinquedoteca.

A AVALIAÇÃO e/ou SISTEMATIZAÇÃO Aprendendo com a experiência:

Observação da criança e dos brinquedos em situação de brincadeira: registros e análise para aquisição de novos conhecimentos e elaboração de novas propostas.

Levantamentos quali-quantitativos / análise / resultados da atuação da brinquedoteca tomando como base os objetivos do Projeto Conceitual inicial.

Disseminação dos resultados.

QUESTÃO REFLEXIVA: Com base na discussão sobre como elaborar um projeto de brinquedoteca, como você imagina que poderia iniciar o projeto de brinquedoteca hoje, de acordo com a sua realidade e contexto?

hoje, de acordo com a sua realidade e contexto? Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
hoje, de acordo com a sua realidade e contexto? Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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A BRINQUEDOTECA COMO ESPAÇO E TEMPO DE APRENDIZAGEM:

ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS

O brincar é inerente ao desenvolvimento humano, as crianças brincam porque sentem prazer, para se expressarem naturalmente, espontaneamente. O brinquedo, considerado suporte da brincadeira, propicia a representação, a expressão de sentimentos, imagens que se referem à realidade. Ao brincarem, as crianças representam cenas do seu cotidiano de forma a assimilar o que não conseguem compreender sozinhas.

As brincadeiras infantis apresentam características próprias de cada fase do desenvolvimento e dão a oportunidade de conhecermos o “universo” infantil. Para compreendermos como são as características das brincadeiras de acordo com o desenvolvimento em que se encontram as crianças, recorremos a Piaget (1896-1980), o qual concebe o conhecimento como um processo construtivo a partir da interação entre o sujeito e o objeto.

a partir da interação entre o sujeito e o objeto. I – Brincadeira Sensório-motora ou de

I Brincadeira Sensório-motora ou de Exercício; II Brincadeira Simbólica; III Brincadeira de Regras (jogos) (Piaget, J. Relações entre Afetividade e inteligência no desenvolvimento mental da criança. WAK, 2014, p. 323)

Piaget em “A formação do símbolo na criança” (1945/1964) descreveu três estruturas de jogos - o jogo de exercício, o jogo simbólico e o jogo de regras relacionados intimamente ao

e o jogo de regras – relacionados intimamente ao Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
e o jogo de regras – relacionados intimamente ao Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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desenvolvimento cognitivo descrito por ele em estádios, entendidos como formas de relação com o mundo e consigo mesmo:

- Brincadeira de Exercício estádio Sensório-Motor - que vai de zero aos dois anos de

idade. Nele há o aparecimento do jogo de exercício e neste estágio os esquemas motores

adquiridos pela criança passam a ser exercitados e generalizados a outras situações.

- Brincadeira Simbólica estádio Representativo (ou Pré operatório): por volta dos

dois anos, com a formação das imagens mentais e até cerca de sete anos, o jogo simbólico se faz presente. Ele aparece quando a criança utiliza um objeto qualquer para representar um objeto ou um acontecimento. Para Piaget (1964, p. 156), no jogo simbólico (ou brincadeira de faz de conta) a criança reproduz o que vivenciou, por meio das representações simbólicas, e muitas vezes revive situações novas e/ou que lhe foram desagradáveis para tentar assimilá-las, a fim de compreendê-las. Este processo possibilita à criança um equilíbrio afetivo e cognitivo. A invenção, a busca por representar os objetos ou acontecimentos de maneiras variadas, possibilitará a construção de símbolos que serão utilizados como meio de expressão verbal e por imagens e também levará ao aparecimento do pensamento interior, na fase posterior de seu desenvolvimento.

- Brincadeira de Regras estádio Operatório concreto - entre quatro a onze anos

ocorre o gradual declínio do jogo simbólico e o aparecimento do jogo de regras. No processo de desenvolvimento do brincar, a criança vai se adaptando cada vez mais ao real, apresentando uma preocupação com a imitação exata do mundo em que vive e por isso o jogo de construção expressa essa transição entre o imaginário e subjetivo e o que é objetivo. Ela também gradualmente passa a se socializar, diferenciando e ajustando os papéis que representa e que se tornam complementares uns aos outros. Surgem as brincadeiras coletivas, mais estruturadas e com vivencia de papéis, como pequenos jogos dramáticos. Todo este processo vai tornando possível os jogos com regras. Ao contrário dos outros tipos de brincadeira, que vão declinando conforme a criança cresce, o jogo de regras continuamente aumenta sua importância com a idade. O jogo de regras pode se desenvolver durante toda a vida, “considerado como uma atividade lúdica do ser socializado, Piaget (1964, p. 184).

lúdica do ser socializado ” , Piaget (1964, p. 184). Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri
lúdica do ser socializado ” , Piaget (1964, p. 184). Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri

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São jogos de regras: “jogos de combinações sensório-motoras (corrida, jogos de gude) ou intelectuais (cartas, xadrez), com competição dos indivíduos (sem o que a regras seria inútil) e regulamentados quer por um código transmitido de gerações em gerações, quer por acordos momentâneos. Piaget (ibid).

De acordo com Macedo (1992) e Brenelli (1996), os jogos de regras são importantes instrumentos de observação e diálogo sobre os processos de pensar e construir conhecimento. Esta situação permite uma aproximação do mundo mental do sujeito, através da análise dos meios ou procedimentos utilizados durante as partidas. Analisando suas ações, o sujeito tem a oportunidade de tomar consciência sobre o que está produzindo, perceber seus erros, os acertos e criar novas possibilidades de ação, isto o leva a ampliar o conhecimento que tem de si mesmo, aprende a buscar os próprios recursos, discriminar o que sabe e em que precisa obter ajuda.

Conhecendo

como

se

o

processo

de

desenvolvimento

cognitivo,

poderemos

proporcionar espaços de brincar que possibilitem a sua observação e estimulem esse processo.

ASPECTOS PRÁTICOS

COMO

ORGANIZAR

O

AMBIENTE

DA

BRINQUEDOTECA

EM

FUNÇÃO

DO

DESENVOLVIMENTO INFANTIL?

DA BRINQUEDOTECA EM FUNÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL? - O espaço físico – visa proporcionar interação e

- O espaço físico visa proporcionar interação e a sociabilidade. É necessário um ambiente livre, sem estar atravancado com mesas e cadeiras

- O mobiliário deve ser leve, confortável, adequado ao tamanho dos usuários, fáceis de limpar, de transportar e de armazenar, permitindo flexibilidade de arranjos.

e de armazenar, permitindo flexibilidade de arranjos. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
e de armazenar, permitindo flexibilidade de arranjos. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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- Um ESPAÇO DE ACOLHIDA na entrada em uma Brinquedoteca é fundamental, tanto às

crianças como às suas famílias: demarca o ingresso para um espaço e um tempo diferenciado,

um território livre onde predominam as brincadeiras.

Espaços internos bem planejados favorecem que a criança se organize espacialmente e interaja melhor com os objetos e pessoas.

-

-

Um quadro com as regras internas da Brinquedoteca, com seu horário, a orientação para cuidar

e

guardar os brinquedos ao final, etc., pode e deve ser feita com as crianças, periodicamente,

sendo que elas mesmas podem sugerir seu conteúdo, colori-lo, ilustrá-lo, escolher onde vai ser afixado, etc.

O ACERVO DA BRINQUEDOTECA EM FUNÇÃO DO DESENVOLVIMENTO DA BRINCADEIRA SIMBÓLICA E DE CONSTRUÇÃO

Material não estruturado, de preferência orgânico, como madeira, papéis diversos, borracha, tecidos de algodão, juta, cortiça, cordas, barbantes, pedras polidas, etc.

Blocos, caixas de papelão ou madeira, pranchas, em geral são muito versáteis e possibilitam a criação de jogos e brincadeiras, combinados com material figurativo, como miniaturas de animais, bonecos, carrinhos.

Pranchas de madeira sobre suportes de diversas alturas podem gerar jogos de equilíbrio, funcionar como entradas inclinadas em castelos, pistas de corrida de carrinhos.

Caixas rusticas de madeira do tipo usado para transporte de frutas e verduras podem ser empilhadas ou enfileiradas, para serem puladas, escaladas, servir de esconderijo e abrigo ou como mobiliário, criado de acordo com o jogo imaginário.

• Uma pia no ambiente - água é amada pelas crianças e pode fazer parte das atividades.

Espelhos - para internalizar a imagem corporal, fazer caretas, posturas, experimentar fantasias

e adereços, para se ver brincando, dançando e interagindo.

e adereços, para se ver brincando, dançando e interagindo. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
e adereços, para se ver brincando, dançando e interagindo. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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A ORGANIZAÇÃO DAS ROTINAS E ESPAÇOS PARA BRINCAR

Este texto apresenta o tema espaço e rotina de uma forma inovadora, pois permite e reflexão sobre os ambientes que vivenciamos diariamente. A reflexão que convidamos para a leitura é como o espaço para brincar deve ser olhado e cuidado por todos que nela convivem. Assim, colocamos a organização dos espaços, ambientes e rotinas como uma pratica de gestão compartilhada.

O projeto deve considerar do pressuposto de que o desenvolvimento de uma prática diferenciada, pautada pelo respeito à criança, precisa articular os direitos, os espaços e as linguagens, como a arte, o movimento e o brincar. Desta forma a prioridade inicial será a adequação dos espaços externos e internos que favorecem a prática lúdica. Começamos com a pergunta mais dificil, mas também a mais importante:

COMO VAMOS PLANEJAR O

TEMPO E O ESPAÇO PARA ESTE ESPAÇO DE

BRINCAR”?

Ao criar rotinas, é fundamental deixar uma ampla margem de movimento, senão encontraremos o terreno propício à alienação. “ (Barbosa, 2006)

Para conversarmos sobre este desafio em mudar nosso conceito e pratica de rotinas diárias, iremos considerar alguns tópicos a serem explorados: organização do espaço e do tempo, organização dos grupos de crianças, cuidados com salas, corredores e com os materiais.

ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO E DO TEMPO: CRIANDO INTIMIDADE.

ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO E DO TEMPO: CRIANDO INTIMIDADE. A reorganização dos espaços faz-se necessária para

A reorganização dos espaços faz-se necessária para favorecer a atividade lúdica, tendo em vista que a criança se conhece e compreende o mundo que acerca por meio do brincar e das brincadeiras, além de desenvolver processos psíquicos, como a imaginação, a linguagem, o pensamento, a memória, a criatividade, a expressão e a comunicação.

a memória, a criatividade, a expressão e a comunicação. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
a memória, a criatividade, a expressão e a comunicação. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Os espaços internos podem ser organizados por áreas semiabertas (com três lados fechados) também conhecido como área base, tornando-se, assim, áreas dinamizadas pelas crianças, que se comunicam entre si, criam e inventam, sem depender o tempo todo do adulto. Em cada área, o brinquedista organiza cantos de atividades que provoquem situações de aprendizagem. Os espaços podem ser temáticos, tendo como limites os próprios materiais, caixas com brinquedos, linhas coloridas no chão e até mesmo paredes que permitam a visualização de outros ambientes. Esta delimitação não quer dizer inflexibilidade de materiais e brincadeiras, pois a busca de um equilíbrio entre a existência de locais delimitados e abertos para inventar brincadeiras, sendo ainda possível transformar estes espaços conforme as necessidades das atividades lúdicas e expressivas (por ex.: a contação de histórias, o desenho e a pintura, e outras que venham a ser ofertadas).

É possível administrar um espaço com pouco investimento quando temos o objetivo de iluminar um canto escuro, um corredor de passagem, buscar novos usos para os bancos estreitos, trazer as plantas para dentro, adotando uma proposta de liberdade para as crianças brincarem e de convivência.

As áreas devem propiciar lugares tranquilos, lugares para brincar com jogos e movimentos ou ficar sozinho, ler, empilhar, imaginar, viver papeis sociais, expressar-se por meio de várias linguagens. As mesas fazem parte de alguns espaços, mas não determinam o ambiente. Muitas atividades podem ser realizadas nas mesas em pequenos grupos.

Não é nossa intenção apresentar várias sugestões para a criação de áreas expressivas para o cotidiano de uma brinquedoteca, mas ressaltar que a água, argila, a tinta, o papel, o chão, as roupas, plantas, a luz e a integração do externo com o interno, devem interagir com a criança e ter a criança como protagonista.

EM SÍNTESE, O ESPAÇO SE TRANSFORMA EM AMBIENTES.

Eis algumas estratégias de mudanças:

1. O espaço deve ser atraente para as crianças, permitindo a existência de diferentes atividades no mesmo espaço físico, respeitando a fase do desenvolvimento físico da criança, incentivando a criatividade, o brincar, o descobrir e oportunizar a exploração das crianças de diferentes idades;

a exploração das crianças de diferentes idades; Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
a exploração das crianças de diferentes idades; Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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2. O espaço deve ser dividido em áreas de interesse bem definidas, de forma a encorajar diferentes tipos de atividades e assegurar a visibilidade dos objetos e materiais que incluem, bem como a locomoção entre as diferentes áreas

Sugiro um debate sobre o espaço por meio de algumas perguntas que podem contribuir na identificação das necessidades do ambiente a ser analisado e modificado.

O espaço convida a brincar?

O espaço convida a escolher materiais e tomar decisões?

As crianças podem brincar sozinhas ou com pouca supervisão de adultos?

O espaço permite flexibilidade para a organização de novas experiências?

O espaço permite flexibilidade para variar a organização dos grupos (homogêneos e/ou mistas de idade)?

A organização do espaço favorece o convívio das crianças portadoras de necessidades especiais com as outras?

A flexibilidade dos espaços permite que as crianças desenvolvam atividades no seu próprio ritmo e conforme seus interesses, podendo permanecer sozinhas e depois encontrar os seus pares?

O ambiente é instigante para novas descobertas, exploração e pesquisa?

Os brinquedos estão guardados em altura que as crianças alcancem?

Tem livros de literatura infantil, sem e com palavras, colocados em locais acessíveis às crianças?

Tem casinha de bonecas? Oferece materiais para o brincar simbólico?

Neste sentido, a organização dos espaços interfere diretamente na administração do tempo. Uma ação planejada de tempo para o uso dos espaços e materiais permitem que as propostas planejadas sejam organizadas não em blocos únicos, pois se pensa mais em termos do tempo disponível e não numa organização de horários. Assim, é possível acompanhar o ritmo das crianças que, sendo curiosas, estão sempre em movimento, explorando e investigando.

estão sempre em movimento, explorando e investigando. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
estão sempre em movimento, explorando e investigando. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Vamos experimentar outro jeito de conviver com as crianças? Exercitando a escuta, respeitando suas escolhas, convivendo com idades diferentes, provendo materiais que estimulem suas descobertas.

provendo materiais que estimulem suas descobertas. Organizar uma área com uma variedade de atividades para
provendo materiais que estimulem suas descobertas. Organizar uma área com uma variedade de atividades para

Organizar uma área com uma variedade de atividades para brincar, explorar, pensar e conviver montado com muitos materiais relacionados, oferece a oportunidade de tomada de decisão pela criança, exigindo uma atenção especial do brinquedista para assegurar sempre de que os objetos estejam limpos, secos, não danificados, não apresentem riscos e atendam as necessidades das crianças em desenvolvimento .

e atendam as necessidades das crianças em desenvolvimento . Brinquedoteca do Hospital Universitário Lauro Wanderley

Brinquedoteca do Hospital Universitário Lauro Wanderley UFPa

do Hospital Universitário Lauro Wanderley – UFPa Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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QUESTÃO REFLEXIVA: Com base no texto acima, o que diferencia uma brinquedoteca de uma sala de brinquedos?

DIFERENTES FORMAS DE CLASSIFICAR E ORGANIZAR OS BRINQUEDOS E

JOGOS

A escolha para formar um acervo de brinquedos e outros objetos e materiais lúdicos embora seja

uma tarefa gostosa, quase sempre traz várias dúvidas. Alguns critérios podem nos ajudar muito

nessa hora. Entre eles, levar em conta a qualidade do material, a segurança, a durabilidade do

brinquedo; sua resistência para uso coletivo intenso, quando no caso de instituições com grande

número de crianças, a possibilidade dele vir a propiciar diferentes maneiras de brincar, as

contribuições que traz à fase de desenvolvimento da criança a que se dirige, a diversão e o

envolvimento que proporciona.

A mesma coisa acontece quando pensamos o que fazer na hora de organizar os vários itens

escolhidos para compor este acervo. Neste momento, optar por um sistema de classificação será

bem útil; seja ele mais simples, mais complexo ou criado pela própria equipe de trabalho.

mais complexo ou criado pela própria equipe de trabalho. Para que esta tarefa fique mais fácil

Para que esta tarefa fique mais fácil

e mais esclarecedora iremos

percorrer algumas ideias existentes

e o pensamento de alguns

pesquisadores que nos mostram

como eles compreendem os

diferentes tipos de brinquedos,

jogos e ouros objetos que as

crianças usam para brincar.

jogos e ouros objetos que as crianças usam para brincar. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri
jogos e ouros objetos que as crianças usam para brincar. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri

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Há aqueles que preferem diferenciar os objetos estruturados bonecas, bolas, carrinhos, jogos de tabuleiro, etc. que são produzidos para brincadeiras específicas ou com funções previamente determinadas dos não estruturados como, por exemple, blocos de diferentes cores e formas, sucata variada, pedaços de tecidos, de madeira, galhos, folhas entre várias outras coisas com as quais a criança constrói e brinca do que quiser.

Num outro enfoque, os objetos são agrupados segundo a maneira pela qual são confeccionados, ou seja, industrialmente ou artesanalmente. Podemos ainda separá-los segundo o material com que são produzidos, ou seja, madeira, metal, plástico, tecido, etc. Sendo ainda possível ter o grupo daqueles que possuem algum tipo de mecanismo e os que não têm nenhum.

Outras abordagens interessantes partem de autores que, mesmo não querendo buscar um sistema classificatório, agrupam os objetos de brincar a partir da natureza brinquedo de ar, de água, de fogo e de terra criando a partir daí, diferentes brincadeiras. É o que nos mostra Gandhy Piorski ao observar as brincadeiras das crianças do Lageado (Ceará).

Elza Antunha denomina “Jogos Sazonais” aqueles que predominam de acordo com as estações do ano: pipa quando há vento, bolinha de gude e pião na época de terra seca batida entre muitos outros objetos e brincadeiras que na opinião da autora são coadjuvantes, através de gerações, no amadurecimento das funções psicomotoras das crianças. De outro lado, estão os “Jogos de Salão” onde predominam as funções mentais, como no xadrez e outros tabuleiro ou de cartas.

Há quem prefira a classificação simplificada de Raquel Altman baseada na simples descrição do objeto, ou ainda o sistema de Roger Caillois que diferencia brinquedos ou jogos a partir de características tais como a competição, a sorte e o azar, a imitação e a vertigem, levando em conta, ainda, as diferentes atitudes do participante ao brincar ou jogar.

Quando o desafio é classificar e catalogar o acervo de uma brinquedoteca ou outro espaço lúdico, dois sistemas de classificação bem conhecidos no Brasil têm sido muito utilizados:

- O sistema ESAR de Denise Garon baseado nas etapas de desenvolvimento da criança propostas por Piaget. De acordo com a autora, o sistema é um instrumento de classificação e análise dos jogos e brinquedos, feito para auxiliar principalmente os profissionais da área lúdica e da

principalmente os profissionais da área lúdica e da Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
principalmente os profissionais da área lúdica e da Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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educação. A coleção de jogos e brinquedos pode ser dividida em quatro famílias: (E) jogo de exercício; (S) jogo simbólico; (A) jogo de montar e (R) jogo de regras.

- O Sistema ICCP (International Council for Childrens’s Play) de André Michelet, criado a partir de quatro critérios principais, segundo os quais os brinquedos podem ser analisados: o valor funcional (adaptação ao seu usuário), o valor experimental (o que a criança pode fazer e aprender com ele), o valor de estruturação (o que ele ajuda na elaboração da área afetiva) e valor de relação (se ele facilita o estabelecimento de relações interpessoais).

No entanto, há equipes que preferem criar seus próprios sistemas de classificação utilizando critérios mais próximos às suas realidades ou propostas de trabalho.

Não esgotamos aqui a apresentação de autores nem de sistemas, pois são quase infinitas as possibilidades de classificar tudo que se transforma em objeto de brincar nas mãos das crianças. Muitos outros exemplos poderão ser investigados, uma vez que existem inúmeras visões de como estabelecer critérios e categorias para agrupar, distinguir, tipificar, enfim, de conhecer melhor a natureza e a riqueza dos brinquedos, dos jogos e das brincadeiras infantis.

O SISTEMA ESAR

Retomando, na 1ª. classificação dos tipos de brinquedo, o ESAR, tem-se: jogo de Exercício (letra E); jogo Simbólico (letra S); jogo de Acoplagem (letra A-derivada da palavra em francês Assemblage, que traduzimos para o português, pela palavra Acoplagem ou montagem); jogo de Regras (letra R) formando assim a sigla do sistema ESAR.

A organização física dos jogos e brinquedos pode se limitar a estes quatro grupos e ter somente

uma letra como índice de localização, correspondente aos quatro tipos de jogos. Em uma situação concreta, torna-se conveniente fazer observações relativas à realidade lúdica do contexto, assim como, às habilidades reais necessários aos jogadores, guiando-se pela Psicologia do

necessários aos jogadores, guiando-se pela Psicologia do Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
necessários aos jogadores, guiando-se pela Psicologia do Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Desenvolvimento. No caso da brinquedoteca, devem-se seguir os seguintes passos: Dar ao jogo sua identidade, determinando primeiramente o tipo de jogo do qual ele pertence; de qual tipo de jogo se trata?; Um jogo de exercício? Um jogo simbólico? Um jogo de montar? Um jogo de regra? A quais subcategorias pertencem este jogo? Pode pertencer a mais de uma subcategoria? (não mais do que três subcategorias, e as mais significativas); em qual ordem estas subcategorias são dominantes?

A indexação das subcategorias complementa o código básico ESAR e auxilia na escolha e

utilização do Brinquedo. Exemplo:

Tabela de Classificação de Objeto Lúdico (C.O.L) Elaborada por Denise Garon, usando

como base o sistema E.S.A.R, emprega as mesmas categorias de brinquedos e jogos, acrescentando cores para sua melhor identificação, além do detalhamento das funções e do tipo

de atividades propiciadas pelos objetos lúdicos.

e do tipo de atividades propiciadas pelos objetos lúdicos. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
e do tipo de atividades propiciadas pelos objetos lúdicos. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
e do tipo de atividades propiciadas pelos objetos lúdicos. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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QUESTÃO REFLEXIVA: Qual a classificação que melhor atende a organização dos jogos e brinquedos na

QUESTÃO REFLEXIVA: Qual a classificação que melhor atende a organização dos jogos e brinquedos na brinquedoteca hospitalar?

dos jogos e brinquedos na brinquedoteca hospitalar? Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
dos jogos e brinquedos na brinquedoteca hospitalar? Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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SEGURANÇA DO BRINQUEDO - BRINQUEDOS DE USO COLETIVO INTENSO

Pensar no brincar e na brinquedoteca como agentes que promovem saúde física e mental, é pensar também no brincar e na brinquedoteca como agentes de segurança. Numa brinquedoteca,

os brinquedos não precisam ser caros, mas alguns cuidados são essenciais para tornar a atividade

lúdica para as pessoas ainda mais interessante. Neste sentido, além dos jogos, brinquedos e brincadeiras, o papel do brinquedista pode tornar o brincar na brinquedoteca mais seguro e saudável, como é o caso do brinquedista que faz uma pré-seleção de acordo com a idade e o local onde a brincadeira vai acontecer. Sendo no espaço da brinquedoteca hospitalar, a atenção para a segurança no momento do brincar é diferente da atenção dada à criança na escola ou em casa.

Para pensar na segurança, os brinquedos devem ser selecionados a fim de proporcionar sentimentos de competência e realização por trazerem resultados gratificantes. Para o brinquedista responsável da brinquedoteca, este posicionamento torna-se essencial, haja vista algumas limitações que a criança pode apresentar. O brinquedista também deve propor atividades adequadas à situação da criança, caso contrário ele pode gerar emoções desagradáveis na mesma. Outro aspecto é o brinquedista se preocupar com a sua própria higiene e abster-se de interagir com a criança quando estiver em situação de atenção à sua própria saúde.

Encontrar um brinquedo que seja divertido, seguro e educativo é uma prova de carinho e

responsabilidade com as crianças. Neste sentido, ao escolher um brinquedo, é preciso observar

se este está de acordo com a idade e o desenvolvimento da criança a que se destina. A segurança dos brinquedos colocados a disposição das crianças, devem seguir algumas normas básicas de segurança sugeridas por órgãos competentes como o INMETRO e outros.

A fim de evitar possíveis riscos na hora da brincadeira, antes de adquirir um, jogo ou brinquedo

para a brinquedoteca, deve-se atentar para as seguintes questões:

Vale a pena “perder um tempo” lendo todos os avisos e instruções. Se estes não existem ou se não estiverem em português, às vezes é melhor optar por outro brinquedo.

Analise o brinquedo antes de entregá-lo à criança, verificando se contém o selo de certificação de segurança INMETRO.

se contém o selo de certificação de segurança INMETRO. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
se contém o selo de certificação de segurança INMETRO. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Passe a mão pelas arestas, pontas e bordas.

Se for para crianças até três anos, verifique se existem peças pequenas e/ou facilmente descartáveis, como por exemplo, rodas, olhos, pelos, etc.

Os brinquedos devem ser cuidadosamente higienizados com os produtos adequados e por pessoas instruídas para isso.

Crianças com menos de dois anos não devem compartilhar os mesmos brinquedos entre si.

Os brinquedos que os pequenos levam a boca devem ser retirados logo após a brincadeira, para evitar contaminação para outra criança.

Os brinquedos retirados para higienização devem ficar em local inacessível para as crianças em qualquer idade.

Evite brinquedos de materiais duros e pesados.

Quando se tratar de um boneco de pano, verifique a costura, certifique-se de que está bem cosido e que a criança não tem acesso ao enchimento.

Evite brinquedos com cordas ou fios compridos, em especial quando há crianças menores de cinco anos (caso as crianças os enrolem em volta do pescoço, podem ficar com dificuldade de respirar ou até se sufocar).

Procure guardar as embalagens, mas se tiver que desfazer-se delas, anote ou guarde a parte da identificação do fabricante: se ocorrer algum acidente, poderá precisar dele.

A brinquedoteca é frequentada por crianças de diferentes idades, por isso, evite que os mais novos utilizem os brinquedos destinados aos mais velhos, pois podem não ser adequados à sua faixa etária.

Os brinquedos são bens de consumo, por isso a brinquedista deve fazer uma revisão periódica dos brinquedos e separar os que estiverem danificados ou faltando peças de modo que possa prejudicar a brincadeira.

faltando peças de modo que possa prejudicar a brincadeira. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
faltando peças de modo que possa prejudicar a brincadeira. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Os brinquedos quebrados podem ser reaproveitados no espaço das artes plásticas ou serem remontados no espaço de oficina ou sucatoteca, ou ainda podem ser consertados.

Os brinquedos deixados no chão podem se tornar uma armadilha, provocando quedas, por isso, depois da brincadeira o brinquedista deve, sempre que possível, ensinar as crianças a arrumar os brinquedos.

Evite brinquedos pontiagudos: às vezes, a orelha do coelhinho é suficiente para provocar machucados em crianças até os três anos.

Na hora de organizar as prateleiras de brinquedos, procure seguir a lógica, do

menor para o maior, isto é, ordene os brinquedos de acordo com a idade de quem

coloque próximo ao chão os brinquedos para os menores de

vai acessá-los. Ex

:

03 anos e assim sucessivamente.

Para diminuir ainda mais os riscos, ao escolher os brinquedos, jogos e materiais plásticos, procure verificar se estes são adequados para a situação da criança.

O que se deve examinar ao adquirir um brinquedo?

O consumidor, ao adquirir um brinquedo, deve conferir a presença do selo do Inmetro e respeitar

a recomendação da faixa etária a que o produto se destina. Além disso, deve evitar comprar

brinquedos no mercado informal, principal destino de produtos falsificados e contrabandeados, que não apresentam garantia de qualidade e colocam em risco a segurança e a saúde das crianças.

Orientações para uso do brinquedo

- Para o uso correto e seguro dos brinquedos, é importante ler atentamente as instruções na embalagem e, em caso de dúvida, entrar em contato com o fabricante.

- Ao entregar o brinquedo à criança, deve-se retirar toda a embalagem, inclusive grampos, elásticos e peças de segurança.

- Periodicamente, convém inspecionar os brinquedos, para verificar se apresentam defeitos ou algum tipo de risco, como peças frouxas.

defeitos ou algum tipo de risco, como peças frouxas. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
defeitos ou algum tipo de risco, como peças frouxas. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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- Caso o consumidor encontre produtos com o selo falsificado ou sem o selo no mercado formal, denunciar a Ouvidoria do Inmetro (0800 285-1818), no caso do mercado formal e às prefeituras para o caso do mercado informal.

- Para

outros

assuntos

relacionados

a

brinquedos,

acesse

o

Portal

do

Consumidor

O

BRINQUEDO INSTITUCIONAL

O

brinquedo institucional é aquele que busca atender as necessidades do atendimento de muitas

crianças. Isto é, o brinquedo institucional precisa ter características específicas, pois o mesmo

estará à disposição de muitas crianças ao mesmo tempo e o mesmo será utilizado com muito mais frequência do que o brinquedo comum. Por isso, este tipo de brinquedo deve ter as seguintes

caraterísticas:

- Maior durabilidade

- Ter muitas possibilidades de ações

- Provocar muitas respostas e promover muitas experiências

- Atender as necessidades das faixas etárias correspondidas

- Mais seguro do que o brinquedo comum

- Cheiro suave

- Mobilizar os aspectos biopsicossociais

- Atender normas de segurança para o uso individual e em grupo

CASO REFLEXIVO: Em um hospital pediátrico que atende crianças em regime de internação, não havia uma brinquedoteca hospitalar. Algumas pessoas da equipe de humanização chegaram à conclusão de que, se não há brinquedoteca, então deve haver brinquedos espalhados por vários setores do hospital por onde há circulação de crianças. Foram deixados brinquedos na sala de espera, no canto do corredor que vai para a internação, entre outros espaços. Na sala de espera do ortopedista, foi colocada uma gangorra. Analise esse caso e aponte os equívocos e acertos da situação.

esse caso e aponte os equívocos e acertos da situação. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri
esse caso e aponte os equívocos e acertos da situação. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri

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O PERFIL PROFISSIONAL DO BRINQUEDISTA HOSPITALAR E SUAS FUNÇÕES

SUA ATUAÇÃO NA BRINQUEDOTECA FRENTE ÀS CRIANÇAS E FAMÍLIAS

O perfil profissional e o perfil pessoal do brinquedista se integram e se complementam de forma íntima e dinâmica: ter um bom equilíbrio emocional, ser comunicativo, afável e acolhedor sem ser invasivo, ser atento ao que se passa a seu redor sem controlar e direcionar as pessoas, ser organizado e, principalmente, gostar de BRINCAR.

Sua formação: ter noções básicas, mas claras e bem fundamentadas, do desenvolvimento infantil em suas grandes etapas. É fundamental conhecer as primeiras etapas - das coordenações sensoriais e motoras e sua relação com a formação da consciência corporal. A consciência corporal é a primeira forma de consciência e é ela que vai possibilitar o desenvolvimento da organização interna do pensamento, da linguagem receptiva e expressiva, da formação da memória de curto e longo prazo, assim como o desenvolvimento da imaginação criativa. A seguir, veremos o ingresso progressivo no mundo das regras, lógicas, sociais e morais.

O PERFIL PESSOAL DO BRINQUEDISTA E O AUTOCONHECIMENTO

Aprender a se conhecer melhor é muito importante para o brinquedista, uma vez que crianças e seus familiares, ao perceberem uma tensão ou mal-estar velado nos brinquedistas, inibem a vontade de brincar. Conviver com crianças e suas famílias em uma brinquedoteca vem a ser um desafio, porque exige coerência interna e equilíbrio, mas por outro lado, pode vir a criar situações privilegiadas de interação social, aprendizagem, expressão e felicidade.

Buscar se conhecer melhor, identificar as situações e/ou pessoas que os deixam mais tensos, defendidos ou irritados, observar como essa tensão é manifestada/descarregada, por exemplo, fisicamente, com tensões musculares, problemas de sono ou de digestão etc., ou ainda, se essas tensões são extravasadas em ambientes sociais, com uma postura mais trancada, uma expressão forçada de afabilidade.

O BRINQUEDISTA E A ORGANIZAÇÃO DA BRINQUEDOTECA

O BRINQUEDISTA E A ORGANIZAÇÃO DA BRINQUEDOTECA Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
O BRINQUEDISTA E A ORGANIZAÇÃO DA BRINQUEDOTECA Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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Uma brinquedoteca bem operacionalizada supõe que haja um brinquedista que compreenda a importância da organização do espaço, do acervo, do registro da frequência dos usuários e a ponha em prática. Uma brinquedoteca parece-se nesse sentido, um pouco com qualquer outro ambiente, ou seja, quando tudo parece correr bem, com tranquilidade e fluidez, é porque foi bem organizado e está sendo bem conduzido.

Pontos importantes:

Procurar manter vivas as linhas mestras do projeto inicial e fazer reuniões periódicas, com voluntários ou com familiares das crianças, para que o projeto não se torne algo estático, preso num papel sem sentido, mas que se atualize e fortaleça com a inclusão ponderada de sugestões.

Fortalecer o trabalho de equipe, onde os que a frequentam são ouvidos, podem expressar suas opiniões e contribuem para sua manutenção. todos os que frequentem a brinquedoteca devem sentir como um espaço seu, onde há liberdade, troca de ideias e companhia para brincar.

ATIVIDADES LÚDICAS E EXPRESSIVAS - Uma brinquedoteca pode e deve propiciar atividades voltadas para o contar histórias, o pintar, desenhar, colar etc., os diversos tipos de teatro, como o de fantoches, de sombras, etc., assim como as atividades musicais de bandinha etc. Porem, não se espera que o brinquedista domine essas atividades. No entanto, é esperado que ele saiba da riqueza de sua utilização e, como as crianças, se aventure nesse universo mágico de explorações e descobertas. As artes, em suas mais diversas modalidades plásticas, dramáticas

e

musicais fazem parte da rotina de uma brinquedoteca, sempre via um caráter lúdico, expressivo

e

prazeroso.

REGRAS - O respeito ás regras é fundamental em uma brinquedoteca. Daí a importância de o brinquedista, por meio de sua postura e de sua ação, mostrar o respeito ao outro, assim como ao material, uma vez que esse é de uso coletivo. A criança imita de preferência a forma de se comportar de quem lhe é significativo. A importância da postura do brinquedista, por exemplo, apoiando ou acompanhando as crianças no guardar os jogos e brinquedos após usá-los, sempre de forma discreta, favorece que elas os guardem.

sempre de forma discreta, favorece que elas os guardem. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
sempre de forma discreta, favorece que elas os guardem. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua

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PAPEL DO BRINQUEDISTA - o brinquedista não é um recreacionista, o qual centraliza em si

a atenção das crianças e oferece um miniespectáculo. Ao contrário, ele deve buscar que parta

das crianças a iniciativa e a condução do que vai ser feito. Em uma brinquedoteca, predomina sempre o brincar livre e espontâneo, mas, por vezes, atividades semi dirigidas são bem-vindas pelas crianças e propiciam uma maior interação.

Assim, no perfil profissional do brinquedista são destacados aspectos e competências tais como:

o saber estar presente sem intervir,

a organização do tempo, espaço e do acervo,

a acolhida e o registro dos frequentadores,

a relevância da ligação entre a equipe de profissionais do local e as famílias,

a relevância do trabalho prévio e das avaliações periódicas.

CASO REFLEXIVO: A brinquedoteca hospitalar é um espaço interdisciplinar que pode ser utilizado, desde que preservada a sua essência, por diversos profissionais. Assim, é comum, por exemplo, um Pedagogo Hospitalar utilizar os brinquedos, com vistas a estimular algum tipo de aprendizagem, é o que chamamos de dimensão educativa das situações lúdicas. Neste sentido, Kishimoto (1997), apud Teixeira (2012), ressalta que o educador, por meio do jogo, brinquedo

ou brincadeira, pode potencializar situações de aprendizagem, desde que mantida a condição para

a expressão do jogo e a ação intencional da criança para brincar.

Neste caso, o que diferencia o trabalho do brinquedista do trabalho dos demais profissionais?

do brinquedista do trabalho dos demais profissionais? Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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RELAÇÃO DE BIBLIOGRAFIA – VIDEOS – SITES DOCUMENTOS OFICIAIS CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA

RELAÇÃO DE BIBLIOGRAFIA VIDEOS SITES

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. Acesso em: 07 jul. 2007. Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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VIDEOS SUGERIDOS

Entrevistas:

Sirlandia

Reis

de

O.

Teixeira

(ABBri):

Maria Ângela C. Barbato e Sirlandia Reis de O. Teixeira (ABBri):

Gilles Brougère - o aprendizado do brincar

Lino de Macedo: Brincar é mais que aprender

Lino de Macedo: Brincar é mais que aprender Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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Propostas Lúdicas:

Brincandando Dia Internacional do Brincar - realização IPA

Bebes precisam de brinquedos? O Cesto de Tesouros (em espanhol):

1.

As aventuras de um menino e sua caixa de papelão:

Programa DIREITO AO BRINCAR Rede Marista de Solidariedade

http://www.brincar.org.br/iniciativas 1-Brinquedos e Brincadeiras- Roda Historiada- http://youtu.be/UCKF-EPJ5EM 2-Brinquedos e Brincadeiras Bilboquê - http://youtu.be/atJDUnxYZkA 3-Brinquedos e Brincadeiras - Vai e vem - http://youtu.be/N4TxU64EHK4

4- Brinquedos e Brincadeiras - Carrinho de rolimã - http://youtu.be/A-ROPauW0uE

LINKS SITES INFORMATIVOS

Associação Brasileira de Brinquedotecas. http://brinquedoteca.org.br

Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar - PUC-SP.

A BRINQUEDOTECA: http://www.abrinquedoteca.com.br/ Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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Segurança

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Disponível

em:

 

Produtos

e

Serviços

com

Conformidade

Avaliada

-

Busca.

 

Fundação

Joaquim

Nabuco.

Brincadeiras

do

Norte

e

Nordeste

do

Brasil.

Disponível

INCLUIR

BRINCANDO

 

Guia

do

brincar

inclusivo.

Disponível

em:

 

IPA Brasil - www.facebook.com/redebrincar

Laboratório

de

Brinquedos

e

Materiais

Pedagógicos

Faculdade

de

Educação-USP:

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Universitária

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primeiros anos. A experiência de Lóczy.JM Editora, SP,2004 Associação Brasileira de Brinquedotecas – ABBri Rua
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CARTA DA CRIANÇA HOSPITALIZADA. Instituto de Apoio à Criança (2000). Lisboa, Edições IAC. Disponível em: