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Antropologia Social e Cultural

Aula 4
Pessoa, Indivíduo e Corporalidade:
Outras Formas de se Pensar a
Diferença.
Objetivo da aula
Promover a reflexão sobre conceitos
contemporâneos para temáticas clássicas da
Antropologia, tais como: noção de pessoa; noção de
indivíduo; corporalidade e subjetividade.
As noções de pessoa e de corporalidade na
antropologia
Tendemos a tomar como natural a concepção do
indivíduo, principalmente porque todos temos um
corpo biológico e, portanto, nos vemos como únicos.
Existem aspectos simbólicos que formam nossa
consciência corporal; o indivíduo é uma concepção de
pessoa moderna, ocidental, não podendo ser
universalizável.
O corpo para Mauss
Mauss analisa a noção de pessoa e procura mostrar
que o indivíduo é uma categoria social, que se formou
historicamente na nossa sociedade.
Noção de técnicas do corpo: os homens utilizam seu
corpo seguindo tradições.
Críticas: a análise de Mauss sobre a noção de pessoa
ainda carrega um certo evolucionismo ao apontar para
um desenvolvimento, um tanto linear, do sentimento
do eu à noção pessoa.
Corporalidade
[...] a criança, como o adulto, imita atos bem-
sucedidos que ela viu serem efetuados por pessoas
nas quais confia e que têm autoridade sobre ela. O
ato se impõe de fora, do alto, mesmo um ato
exclusivamente biológico, relativo ao corpo. O
indivíduo assimila a série de movimentos de que é
composto o ato executado diante dele ou com ele
pelos outros.” (Mauss, 2003, p. 405)
Prestígio social
A noção de prestígio: o imitador tem como
referência exemplos que ele considere bem-
sucedidos.
Os homens valem-se de seu corpo em sociedade;
A análise da corporalidade está associada a
situações e contextos específicos, mas revela
questões universais presentes nas relações entre
indivíduo e sociedade.
Fonte:
http://southernsudan.prm.ox.ac.uk/details/1998.346.229/index.html
Acesso em: 03 jul. 2018
Atividade 1
Reflita sobre essa relação entre corporalidade e
educação. Pensando no nosso contexto social,
vocês acham que é possível, a partir dessa ideia,
analisar algo sobre escola?
O processo de individualização nas sociedades
modernas
Noção do indivíduo como sujeito empírico e também
do indivíduo como um ser moral.
Indivíduo moral: independente, autônomo, único. O
indivíduo é, assim, um valor supremo, constituinte da
sociedade individualista.
Ex: direitos civis: as sociedades igualitárias dão maior
valor ao indivíduo, este sobrepõe-se à sociedade.
Indivíduo e diversidade
A variedade de noções do que é o homem está
relacionada à própria variedade social.
Segundo Dumont (2000), na sociedade de castas da
Índia, temos uma base hierárquica: o indivíduo está
subordinado à sociedade em sua totalidade;
No individualismo: a sociedade está subordinada ao
indivíduo.
Sociedade tradicional indiana

Fonte: https://supercurioso.com/que-es-el-sistema-de-castas-
hindu/ Acesso em: 03 jul. 2018
Indivíduo, pessoa e modificações corporais
Em 1950 o francês Marcel Mauss já mostrava que pensar nas
técnicas corporais, incluindo os ornamentos corporais, pode
ser revelador de aspectos importantes de uma cultura e da
construção da pessoa.
São muitos os registros de sociedades tradicionais, até pouco
tempo chamadas de “primitivas”, que mantinham, ou
mantêm, diversos ritos de passagem nos quais os indivíduos
mudam seu status social a partir dessas modificações.
(Antônio; Barreiros, 2016, p. 181 – 182)
Escarificações Nuer

Fonte:
https://www.megacurioso.com.br/tatuagens/44
978-escarificacao-sinal-de-forca-e-de-beleza-em-
tribos-africanas.htm Acesso em: 03 jul. 2018
Outros grupos africanos

Fonte:
http://weknownyourdreamz.com/symbol/
sl347635.html Acesso em:03 jul. 2018
Raoni Txucurramãe - kayapó

Fonte:
https://br.pinterest.com/pin/308074430731802415/?lp=true
Acesso em : 03 jul. 2018
Vídeo

Iniciação Xavante

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=MtiFhsJnj7U
Acesso em: 05 jul.2018.
Atividade 2
Faça um paralelo com esse universo que estamos
tratando acerca de sociedades tradicionais, com as
práticas de modificações corporais nas sociedades
ocidentais contemporâneas.
Ritual de passagem
Transposição do jovem para a vida adulta.
Quase sempre estes ritos iniciáticos utilizam
mudanças no corpo do indivíduo para inscrever
nele a vida social e religiosa da comunidade.
O corpo passa a conter o sinal de um tempo, de
uma passagem, de um destino.
A passagem marcada no corpo
Um homem iniciado é um homem marcado. O
Objetivo da iniciação, em seu momento de
tortura, é marcar o corpo: no ritual iniciático, a
sociedade imprime sua marca no corpo dos
jovens. […] A marca é um obstáculo ao
esquecimento, o próprio corpo traz impressos
em si os sulcos da lembrança – o corpo é uma
memória.” (CLASTRES, 2003, p. 201)
As marcas na sociedade ocidental
Le Breton (2004) fala do corpo, em nossas sociedades,
como um acessório de encenação de si mesmo, como
uma construção pessoal. Se o mundo cada vez mais
nos escapa, o corpo é tomado como um lugar de
pleno domínio do indivíduo. Para este autor, a
tatuagem, ao menos entre os jovens, em grande
medida deixou de ser uma maneira de dissidência,
delinquência ou signo de marginalidade, como já foi
em um passado recente. Haveria hoje um sentido
maior de embelezar o corpo.” (Antônio; Barreiros,
2016, p. 187)
As marcas contemporâneas
Mas não é só isso, é também uma maneira de escrever na
carne momentos importantes da vida (a gente pode
perceber uma proliferação de tatuagens com nomes
próprios: filho, mãe, pai etc.), nas palavras do autor “[...]
o corpo torna-se simultaneamente arquivo de si e
decoração. […] O sinal é a memória de um
acontecimento, da abertura pessoal duma passagem da
existência, da qual o indivíduo não quer perder a
lembrança.” (LE BRETON apud Antonio; Barreiros, 2016,
p. 187)
Tatuagens

Fonte:
https://br.pinterest.com/pin/531706299743306566/?lp=true
Acesso em: 03 jul. 2018
Tatuagens

Fonte:
https://br.pinterest.com/pin/647111040180873439/
Acesso em: 03 jul. 2018
Tatuagens

Fonte: https://fotostatuagens.com/fotos-de-
tatuagens-de-leao/ Acesso em: 03 jul. 2018
Piercing e modificações corporais

Fonte: https://news.am/eng/news/310364.html
Acesso em: 03 jul. 2018
Duas maneiras de pensar marcas corporais
Vitor Sérgio Ferreira (2006) propõe duas maneiras
de se pensar as marcas corporais contemporâneas:
um universo experiencial que remete a essas
manifestações como um ato lúdico, impulsivo e
momentâneo, a partir de valores mais estéticos ou
de influência do universo da moda, com referência à
“sensualidade”, originalidade”, à “juventude”; e um
outro grupo que tem nessas marcas um projeto
longo e durável, que extrapola a expressão estética,
aqui existe um projeto de
expressão de uma subjetividade
que se constrói como diferente.”
(Antônio; Barreiros, 2016, p. 187)
Atividade 3
Diferencie as modificações corporais em sociedades
tradicionais das modificações em sociedades
modernas ocidentais.