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UniAlfa – Centro Universitário Alves Faria

Formas de Resolução de Conflitos no Direito do Trabalho

Goiânia - GO
2019
Formas de Resolução de Conflitos no Direito do Trabalho

O Direito do Trabalho busca, como um instrumento de justiça social, além de


melhores condições para os trabalhadores, assegurar os seus direitos e garantias laborais e,
tabém, lutar para o aprimoramentos das relações em prol do bem estar social.
Para a resolução de conflitos em âmbito laboral, segundo a doutrina majoritária
trabalhista, os meios de solução são: “autotutela ou autodefesa, autocomposição e
heterocomposição”.
A autodefesa ou autotutela não é por si só um meio de solução de conflitos, mas um
importante instrumento para se chegar à autocomposição ou à heterocomposição, não se
concretizando sem negociação coletiva. Nela, as prórpias partes defendem seus interesses,
como é o direito de greve, expressamente previsto no art. 9º da Constituição Federal, vejamos:
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos
trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre
os interesses que devam por meio dele defender.
Já a autocomposição é a negociação direta entre as partes, sem intervenção de terceiro.
Pode ser unilateral, quando uma das partes renuncia a sua pretensão, ou, bilateral,
caracterizada pela concessões recíprocas por cada uma das partes.
Algumas das formas autocompositivas, são, principalmente, o acordo ou a conciliação
para os conflitos individuais e a negociação coletiva para os conflitos coletivos.
A mediação também é uma forma de autocomposição, sendo que nela utiliza-se de um
mediador para encontrar um denominador comum e assim, dar fim ao litígio de um modo
informal.
É um processo bastante eficaz onde se busca o entendimento e a solução das
divergências de forma mais rápida e amistosa, mesmo sendo necessário um terceiro alheio à
causa e aos interesses, tendo como missão sintonizar os interesses das partes, é um mero
facilitador, não tendo poder de decisão.
A heterecomposição é uma forma de solução de conflitos, onde utiliza-se de um órgão
ou agente externo, e desinteressado a lide, para solucioná-lo, e sua decisão é imposta às partes
de forma coercitiva.
É importante destacar que, somente a presença de um agente externo não caracteriza
heterocomposição, é necessário que sua posição seja imposta, influenciando na solução do
conflito.
No Brasil, a abitragem já não tem tanta aceitação, ao contrário de muitos países, sendo
também uma forma de heterocomposição voluntária, regida pela Lei 9.307/96, é realizada por
um terceiro estranho a relação e imparcial (árbitro) ou um órgão previamente escolhido pelas
partes a fim de solucionar o conflito de forma definitiva.
Os árbitros são como juízes indicados pelas partes, ou consentidos por elas, ou
nomeados pelo juiz, em caso de ação de instituição judicial de arbitragem. Na arbitragem
existe o ‘julgamento’ de um litígio por ‘sentença’ com força de coisa julgada.
Todavia, nos conflitos individuais não tem-se admitido a arbitrgem como meio de
solução dos conflitos laborais, tendo como argumento mais contundente a hipossuficiência do
trabalhador.
E temos a jurisdição, que ainda é o meio mais utilizado para solução de conflitos,
sendo a função estatal exercida pelos Juízes e tribunais, encarregada de suprimir, de forma
imperativa e definitiva, os conflitos de interesses, aplicando o direito a um caso concreto, e
pacificando o conflito.
Na Justiça do Trabalho, os dissídios individuais são processados nas Varas do Trabalho
enquanto os dissídios coletivos nos Tribunais Regionais do Trabalho e no Superior Tribunal
do Trabalho.

FONTES:
 Constituição Federal, 1988.

 Código Civil, 2002.

 Código Penal Brasileiro, 1940.

 Lei 9.038, de 23 de setembro de 1996.

 https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/9345/Formas-de-composicao-frente-aos-
conflitos-trabalhistas

 https://pamellaflagon1.jusbrasil.com.br/artigos/244889940/solucao-de-conflitos-
trabalhistas

 https://marcelafaraco.jusbrasil.com.br/artigos/151178374/as-formas-alternativas-de-
solucao-dos-conflitos-a-arbitragem