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Assembleia Municipal do Seixal

EDITAL
N.º 27/2019

Alfredo José Monteiro da Costa


Presidente da Assembleia Municipal do Seixal
Torna público, nos termos da alínea b) do n.º 1 do art.º 30.º do anexo à Lei n.º 75/2013 de 12 de
setembro, que a Assembleia Municipal do Seixal reunirá em Sessão Ordinária, a 5.ª de 2019, no
próximo dia 25 de Novembro, pelas 20H00, nas instalações dos Serviços Centrais da Câmara
Municipal do Seixal, sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, 45.
I – PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.
II – PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.
III – PERÍODO DA ORDEM DO DIA.

III.1. Ata nº 10/2018 - 6ª Sessão Extraordinária, de 19 de outubro de 2018. Aprovação.


III.2. Ata n.º 11/2018 – 7ª Sessão Extraordinária, de 9 de novembro de 2018. Aprovação.
III.3. Ata nº 12/2018 – 5ª Sessão Ordinária, de 28 de novembro de 2018. Aprovação.
III.4. Ata nº 01/2019 - 1ª Sessão Extraordinária, de 24 de Janeiro de 2019. Aprovação.
III.5. Ata nº 02/2019 – 1ª Sessão Ordinária, de 25 de Fevereiro de 2019. Aprovação.
III.6. Apreciação de informação da Câmara, sobre a atvidade desta, nos termos e para efeitos
das alíneas a) e b) do n.º 2 do art.º 25.º do Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro.
III.7. Apreciação de informação do Presidente da Câmara, sobre a atvidade do município e
situação fnanceira do mesmo, nos termos e para efeitos da alínea c) do n.º 2 do art.º 25.º
do Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro.
III.8. Opções do plano e proposta de orçamento para 2020, nos termos da alínea a) do n.º1 do
art. 25º, por força da alínea c) do n.º 1 do art. 33º, ambos do Anexo à Lei n.º 75/2013, de
12 de setembro, alterado pela Lei nº 50/2018, de 16 de agosto, autorização para a
contratação de empréstmo de curto prazo, nos termos da alínea f) do nº 1 do art. 25º do
Anexo à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, atualização dos valores da Tabela de Taxas
anexa ao Regulamento de Taxas do Município do Seixal, nos termos do art. 44º do
Regulamento de Taxas do Município do Seixal e do n.º 1 do art. 9.º da Lei n.º 53-E/2006, de
29 de dezembro, alterada pela Lei n.º 117/2009, de 29 dezembro, mapa de pessoal, nos
termos da alínea o), do n.º 1, do art. 25º do Anexo da Lei n.º 75/2013, de 12 setembro, e
autorização genérica para a assunção de compromissos plurianuais nos termos do art. 6º
da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, alterada pela Lei n.º 22/2015, de 17 de março.
Aprovação.

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Assembleia Municipal do Seixal
Nos termos do n.º 2 artgo 18º do Regimento da Assembleia Municipal, a presente sessão poderá
ser repartda por duas reuniões, fcando desde já convocada a segunda reunião, a ter lugar no dia
útl imediatamente seguinte, no caso o dia 26 de Novembro de 2019, para o mesmo horário e no
mesmo local, caso se verifque a necessidade da sua realização para conclusão do Período da
Ordem do Dia.

Para conhecimento geral se publica o presente e outros de igual teor que vão ser afxados nos
lugares habituais estabelecidos na Lei, por cinco dias (úteis) dos dez dias subsequentes à data do
presente.

Seixal, 11 de Novembro de 2019

O Presidente da Assembleia Municipal

___________________________________________________
Alfredo José Monteiro da Costa

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 10/2018
6ª Sessão extraordinária – 19 de outubro de 2018

A T A nº 10/2018
Aos dezanove dias de outubro de dois mil e dezoito, reuniu a Assembleia Municipal do Seixal, na
sua 6ª sessão extraordinária de 2018, nas instalações dos Serviços Centrais da Câmara Municipal
do Seixal, sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, presidida por Alfredo José Monteiro da
Costa e secretariada pelo 1º Secretário, Américo Augusto de Oliveira da Costa, e pela 2ª secretária,
Sara Sofia Oliveira da Silva Lopes Oliveira, com a seguinte Ordem de Trabalhos, divulgada pelo
edital nº 33/2018, de 12 de outubro.
I – PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.
II – PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.
III – PERÍODO DA ORDEM DO DIA.
III.1. Informação sobre o trabalho em curso das Comissões da Assembleia Municipal.
III.2. Ata da 1.ª Sessão Ordinária de 2018, de 19 de Fevereiro.
III.3. Fixação do valor da taxa do imposto municipal sobre imóveis (IMI) para 2019, nos termos
do n.º 5 do art. 112.º do Código do IMI (CIMI), da alínea d) do n.º 1 do art. 25.º do Anexo à
Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, atualizado pela Lei n.º 50/2018 de 16 de Agosto, e
alínea a) do art. 14.º da Lei n.º 73/2013 de 3 de setembro, alterada pela Lei n.º 114/2017
de 29 de dezembro. Aprovação.
III.4. Lançamento de derrama para 2019, nos termos da alínea d) do n.º 1 do art. 25.º do Anexo
à Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, atualizado pela Lei n.º 50/2018 de 16 de Agosto, e
alínea b) do art. 14.º e 18.º da Lei n.º 73/2013 de 3 de setembro, alterada pela Lei n.º
114/2017 de 29 de dezembro. Aprovação.
III.5. Definição da participação percentual no IRS para 2019, nos termos do art. 26.º da Lei n.º
73/2013 de 3 de setembro, alterada pela Lei n.º 114/2017 de 29 de dezembro. Aprovação.
III.6. Taxa municipal pelos direitos de passagem. Aprovação.
Estiveram presentes, para além dos membros da Mesa:
Da CDU: Paulo Alexandre da Conceição Silva, Custódio Luís Quaresma Jesus Carvalho, Maria Júlia
dos Santos Freire, Nuno Filipe Oliveira Graça, Fernando Júlio da Silva e Sousa, Carlos Alberto de
Sousa Pereira, Ana Luísa Pereira Inácio, Maria João Evaristo de Oliveira Santos, Nuno Filipe Pombo
Soares Nunes e Almira Maria Machado dos Santos;
Do PS: Samuel Pedro da Silva Cruz, Bruno António Ribeiro Barata, Tomás Baptista Costa dos
Santos, Luís Pedro de Seia Gonçalves, Célia Maria Martins Cunha, Jorge Leonel Vaz Freire, Rui
Miguel Santos Brás, Marta Sofia Valadas Barão, e Milton Natanael Palma Simões;

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Ata nº 10/2018
6ª Sessão extraordinária – 19 de outubro de 2018

Do PSD: Rui Miguel Lança Belchior Pereira, Rui Alexandrino Calção Mendes, Maria Luísa Marques
da Gama e Duarte Sérgio dos Santos Melo Correia;
Do BE: Vítor Manuel Cavalinhos, Eduardo Manuel Lino Grêlo e Sandra Anabela Alves Sousa;
Do PAN: Nuno André Batista Nunes;
Do CDS-PP: João Guilherme Nobre Prata Rebelo.
Estiveram ainda presentes os Presidentes de Junta de Freguesia de Amora, Fernão Ferro e da
União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, respetivamente, Manuel Ferreira
Araújo, Carlos Reis e António Santos e Orlando Ribeiro, tesoureiro da Junta de Freguesia de
Corroios, em substituição do Presidente Eduardo Rosa.
Registaram-se as seguintes substituições:
No grupo municipal da CDU: Hernâni Magalhães por Maria João Oliveira Santos, Paula Santos por
Nuno Pombo e Rui Algarvio por Almira Santos em virtude de Gonçalo Oliveira ter também
solicitado substituição.
No grupo municipal do PS: Sérgio Ramalhete por Milton Simões;
Para além do Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Cesário Cardador dos Santos,
estiveram presentes os seguintes Vereadores:
Maria Manuela Palmeiro Calado, Joaquim Carlos Coelho Tavares, José Carlos Marques Gomes,
Maria João Varela Macau, Eduardo Rodrigues, Elizabete Adrião, Marco Teles Fernandes, Nuno
Moreira, Manuel Pires e Francisco Morais.
A Sessão teve início cerca das 20:40 horas

I. PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.


O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos dar início aos trabalhos, depois dos
procedimentos administrativos e começamos a nossa ordem de trabalhos com o primeiro período,
que é o Período de Intervenção da População; temos um conjunto de inscrições, o período de
tempo de intervenção tem o limite de 5 minutos, dar-vos esta nota, a primeira intervenção é da
Dona Sónia Pedro, tem a palavra se faz favor.”
I.1. Sónia Pedro disse: “Boa noite a todos os presentes. Eu estou aqui em nome da Sónia Pedro,
ela está cá também mas foi ela que me pediu para ler aquilo que tenho para ler aqui, que neste
caso é um agradecimento ao senhor Presidente da Câmara do Seixal e então eu vou começar:
Exmo. senhor Presidente Joaquim Santos, em setembro de 2016 vi-me confrontada com uma
tremenda falta de respeito e sensibilidade por parte do proprietário do Restaurante Hamburgueria
Alfaiate para comigo e para com a minha família pelo excesso de ruído proveniente do tipo de
atividades e eventos que realizava no seu estabelecimento situado mesmo por baixo do meu

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apartamento; decorrente dessa falta de respeito sistemática, que o proprietário tentou esconder
com promessas falsas de que tudo iria fazer para diminuir o incomodo, surgiram problemas de
saúde pronunciados em dois dos filhos, o meu filho adolescente e estudante com episódios
recorrentes de enxaquecas e a minha filha bebé que apresenta neste momento atraso significativo
na fala e que está a ser acompanhada pela sua médica assistente. Sabendo que tal conduta era
errada chamei por diversas vezes a PSP e, quando percebi que muito pouco esta autoridade podia
fazer devido às suas limitações legais, iniciei um processo de queixa nesta Câmara Municipal, já à
data presidida pelo Presidente Joaquim Santos; não condeno que numa primeira avaliação à
minha exposição se possa ter pensado que isto poderia ser uma guerra pessoal ou uma situação
isolada e não um problema grave de inibição de um direito básico e essencial, como o descanso.
Foi então que com a minha continua presença neste auditório, solicitando ajuda ao Senhor
Presidente e apelando à sua sensibilidade pelas questões envolvidas, que o Senhor Presidente
mostrou a sua empatia e interesse por resolver o meu caso. É isso que lhe venho aqui agradecer
hoje, pois não será apenas a critica que lhe devo dirigir, mas também o reconhecimento e o valor
de um trabalho que em nada foi fácil e que embora longo devido a procedimentos legais que
tiveram que ser devidamente acautelados e cumpridos me levou a um desfecho justo e que muito
já beneficiou a minha família, trazendo o sossego e a normalidade ao meu lar. Mais digo, de má-fé
os proprietários do estabelecimento deixaram os motores ligados, aquando informados com a
devida antecedência pela Câmara Municipal do Seixal de que a Fiscalização iria encerrar o
estabelecimento e, mais uma vez quando lhe pedi ajuda o Senhor Presidente rapidamente
interveio, fazendo cessar todo o incomodo sonoro. Agradeço-lhe também a sua célere
intervenção. Mas os agradecimentos não ficam por aqui; dou o meu louvor ao funcionário Carlos
Trabuco, do Departamento de Urbanismo, que se mostrou sempre interessado e sensível à
questão e que no seu gozo de férias se disponibilizou a agilizar o processo. Agradeço-lhe também
em nome da professora Carmo Botelho, da Escola Francisco Simões, pela sua disponibilidade e
empatia e em nome da Dra. Natália Gomes médica assistente do meu agregado familiar, em
funções no Centro de Saúde da Torre da Marinha que se preocupou desde logo em avaliar,
acompanhar e atestar os danos recorrentes de toda esta situação, aos meus filhos e até a mim,
pela falta de descanso que nos trouxe. A Sónia Pedro faz também um agradecimento a mim, Sónia
Alves, que a acompanhou em todo este processo e que ajudou a diligenciar todas as necessárias
para chegarmos até onde chegamos. Mais uma vez termino aqui o meu agradecimento; Senhor
Presidente espero que este caso seja um exemplo para todas as pessoas que se sintam
incomodadas com alguma questão e que não tenham medo nem qualquer tipo de receio ou
reserva em queixarem-se daquilo que está mal. Obrigada, boa noite.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Obrigado também. Dona Maria Manuel Amaro, se
faz favor.”
I.2. Maria Manuel Amaro disse: “Boa noite a todos. Eu estou aqui como representante do prédio
da Avenida 6 de Novembro que é aquela rua que vai do antigo matadouro, para o rio, para se

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situarem, o que é que acontece, eu estou a morar naquele prédio há 25 anos e é lamentável que
por trás do prédio começou uma pequena horta e que hoje em dia está transformada numa lixeira
cheia de animais, galinhas e patos, mas tudo sem higiene nenhuma, com banheiras de água
estagnada para os animais, fizeram barracas, parece o bairro da lata, barracas atrás de barracas,
cada ano fazem uma barraca, construidas com tijolo e latão, o telhado é latão, as paredes são
tijolo e tem chaminé, fazem lá lume e tudo; o que é que acontece? Nós não estamos contra as
hortas, gostamos das hortas, estamos contra a lixeira, contra o bairro da lata; eu pergunto se
alguém que está aqui de ter, para mim não é traseira porque o meu prédio só dá para aquele lado,
há vizinhos que dá para a frente, há vizinhos que dá para trás e há vizinhos que dá para o lado, no
meu caso a minha casa dá unicamente para aquele lado, eu só vejo lixeira, estou ali a morar há 25
anos, sou professora na Quinta do Conde, do ensino secundário, é lamentável, estou a pensar
mudar de casa porque isto não tem solução. Desde 2013 que nós fomos falar com a Vereadora
Corália, minha colega, viemos a uma reunião na Câmara com uma senhora Engenheira do
Ambiente, a Vereadora Corália e mais algumas pessoas, que agora não sei situar quem eram,
disseram-nos que iam tratar do assunto e numa semana iam-nos dar uma resposta só que até hoje
não veio resposta nenhuma. Em 2015 enviamos email para a Engenheira Ana Campos, que penso
que é da parte do Ambiente ou resíduos, mandamos um email para o senhor Presidente da Junta,
nada foi resolvido; nós estamos a ficar numa situação insustentável em que os mosquitos e as
moscas, durante o verão, são insuportáveis, já estão a entrar bastantes baratas na garagem,
tivemos que fazer uma desbaratização e eu pergunto se há alguém aqui que gostava de estar
nestas circunstancias e não fazer nada; e outra coisa, como é que é possível que a Câmara de
Sesimbra, onde eu dou aulas, faz parte do Concelho de Sesimbra, os moradores de Sesimbra,
incluindo alguns familiares meus, que quiseram construir um galinheiro nas suas hortas, que ali
toda a gente tem vivendas, e passado algumas semanas o galinheiro estava confiscado, os vizinhos
não deixaram que isso acontecesse, porque há sítios e sítios que tem a ver com a saúde pública.
Portanto eu peço à Fiscalização Municipal que tome medidas urgentes que este é um assunto, nós
temos fotografias, eu estou a pensar daqui a pouco fazer vídeos. Portanto é insustentável e tem
que haver uma lei e a lei, nós vivemos em Portugal, e a lei tem que ser igual para todos. Se uns
tem que tirar um simples galinheiro pequenino ou querem construir um pequeno anexo mas não
tem licença de habitação, não tem o projeto para o fazer e é confiscado, então eu pergunto, o
nosso Concelho não tem fiscalização? Só o Concelho de Sesimbra ou outros Concelhos? É uma
vergonha, eu não quero morar mais neste concelho se isto continuar assim, tenho vergonha do
meu concelho se isto continuar assim; e pergunto mais uma vez, os senhores gostavam de ter a
vossa morada principal, a vista principal com estes barracões , com estes animais? então troquem
de casa comigo, fazemos uma permuta com os Senhores Vereadores, os Senhores representantes
do Governo; eu pago os meus impostos, tenho tudo pago, portanto é uma vergonha é uma
corrupção, não sei o que se está a passar aqui, mas alguma coisa não está a seguir a lei e nós
temos sido umas pessoas pacíficas, aguentamos anos e anos e agora estamos com vontade de nos

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mexer, não sei o que é que é preciso fazer; ou se tomam medidas, vamos contratar advogados,
vamos falar com a Direção Nacional de Saúde, com o Ministro da saúde, qualquer coisa, com o
Senhor Presidente da República, que costuma atender muita gente, não sei, nós estamos fartos ,
são anos e anos e anos. Depois aquele terreno ali baldio que, já me disseram, que é para fazer a
estação de metro, só que o metro com a crise foi rejeitado, ninguém faz ali nada, pelo menos por
ali qualquer coisa por causa do pó, a roupa fica toda cheia de pó, não fazem nada ali, não põem
nada, quando é que vão fazer o metro? Há 25 anos estou ali a levar com o pó para cima da roupa
e para cima de tudo; eu tenho a certeza que isto se fosse alguém, que se fosse a vossa casa vocês
já tinham feito alguma coisa. Obrigada”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Jorge Venâncio, se faz favor.”
I.3. Jorge Venâncio disse: “Boa noite a todos. No seguimento daquilo que a minha antecedente,
professora Manuel veio, eu venho também falar da mesmíssima coisa, do mesmo local; e como
tínhamos isto dividido porque não sabíamos como é que isto funcionava, tínhamos isto dividido
por assuntos, ela falou praticamente já de tudo mas eu quero só dizer duas coisas; é que perante
tudo aquilo que a professora Manuel disse aquilo ali também funciona como matadouro,
matadouro de animais. Eu tenho dois netos que aqui há atrasado, um veio a correr para mim «oh
avô, avô vem, cá que estão ali a matar uma coisa», eram uns coelhos a gritar porque estavam lá a
matar os coelhos, eu tenho fotografias disso, depois é a quantidade de banheiras, caldeiros,
caldeirinhos e isso tudo, assim como contentores do lixo da Câmara que para lá foram levados,
não foi por mim, que eu não sou funcionário da Câmara, mas alguém os levou para lá, para
depositarem água e depois há uma mangueira estendida ao longo daquele campo por ali abaixo,
para aí com uns 50, 60, 70 metros, não sei, sei que vai ter a algum lado, também não deve ser para
algum proprietário dar água para 3, 4 mil litros, não acredito que alguém esteja a dar água para as
pessoas regarem as suas hortinhas; por isso será uma questão de investigarem de onde é que virá
aquela água, será por algum sitio ou por alguma torneira pública ou qualquer coisa, às tantas
poderá por lá haver alguma coisa por onde possa sair. Era essencialmente este aspeto, ah para
além das hortas, que a Manuel se esqueceu de referir, vai lá um carro descarregar estrume que
depois fica ali a céu aberto; o estrume e nós que vivemos ali por cima temos que sofrer com
aquele estrume de cavalo, com aquele cheirinho e com toda a bicharada que ali se vai criando,
para além de ratos, levam para lá depois a criação de patos, galinhas, etc e temos nós de viver ali
com aquilo e ao fim do mês pagar os impostos como todos aqueles que vivem num sitio saudável.
Era só isto, muito obrigado e boa noite.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Boa noite, obrigado; senhor João Canelas, se faz
favor.”
I.4. João Canelas disse: “Boa noite; eu sou morador da Urbanização de Sta. Rita, na Torre da
Marinha, e venho aqui falar essencialmente de estacionamento, estacionamento que é um caos
todos os dias para os moradores desta urbanização. Nós temos uma zona de estacionamento,

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supostamente condicionada para moradores e aquilo que verificamos às 6 da manhã, que é a hora
que eu saio para ir para o meu trabalho é a ocupação total do estacionamento que aí existe
inviabilizando aos moradores dessa urbanização o estacionamento numa área que, supostamente,
deveria ser para eles estacionarem as suas viaturas. Esta situação continua há mais de 10 anos, eu
não moro nesta urbanização há tanto tempo, moro há cerca de 2 anos mas os meus vizinhos que
já moram lá desde o inicio têm feito inúmeras tentativas de fazer mostrar esta situação, temos
estado a ser muito bem recebidos pelo Presidente da Junta que felizmente tem-nos ouvido e sabe
do nosso problema, mas, no entanto, o que verificamos são obras que neste momento estão a ser
feitas naquele espaço, está a ser criado um espaço de estacionamento central no meio da
urbanização que presumimos ser de utilização pública, mas não verificamos a atribuição dos
dísticos de estacionamento. Falo nos dísticos porque os dísticos foi algo que já nos foi prometido
algumas vezes, quer por Vereadores desta casa que neste momento já não se encontram em
funções, mas já nos foi prometido e não são mais do que, digamos assim, um direito desta
população que, infelizmente, não tem que lidar com o estacionamento da Fertagus; que nós
percebemos que é caro, as pessoas têm o seu problema por resolver e acho muito bem, todos nós
achamos que as pessoas devam ter o seu estacionamento público mas, lá está, existe um
momento básico, em termos de vida em sociedade, que é a nossa liberdade termina quando
começa a do outro e aquilo que nós sentimos é isso, todos os dias, a liberdade das pessoas que
querem estacionar sem ter que pagar porque vão para os seus locais de trabalho, que nós
respeitamos claramente, mas por outro lado a nossa liberdade de estacionar num espaço que,
deveria haver, neste caso os dísticos que permitiriam chegar do trabalho, como eu, eu chego às 5
da tarde, quero estacionar e não consigo, ou a minha filha que também vai para a universidade,
chega quer estacionar e não pode, inclusivamente também já foi multada na minha rua, em frente
a minha casa que estacionou o carro em frente a outro de alguém que tinha ido para a Fertagus e
fomos multados. Portanto, aquilo que pedimos é um pouco da vossa atenção, da vossa
sensibilização por esta questão, acho que não deve ser a questão do custo dos dísticos, eu
acredito que existam preceitos que tenham que ser observados, mas aquilo que vos peço é
atenção sobre este caso que é aquilo que mais nos afeta neste momento. Temos também outras
situações que têm a ver com a limpeza da urbanização, que demora algum tempo a ser feita e a
desmatação por trás dos prédios que também nunca é feita; nós chegamos a ter por trás dos
prédios altura de ervas, enfim, enorme. Temos também um parque para crianças que foi feito
naquela zona só para vos informar também que esse parque é utilizado maioritariamente por
todos o tipo de, vamos dizer assim, pessoas mas não por crianças, infelizmente devia de ser um
parque só utilizado por crianças, muito equipamento já foi danificado, infelizmente, e tem um
candeeiro que nunca foi ligado, aquela zona é escura e por isso é utilizada por pessoas que não
devem ser aquelas pessoas a usarem o espaço. Basicamente são estas as nossas queixas e
apelamos à vossa atenção e agradecer a oportunidade. Obrigado.”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Obrigado também; Senhor José Lourenço, se faz
favor.”
I.5. José Lourenço disse: “Muito boa noite a todos; a Comissão de Utentes da Saúde do Concelho
do Seixal saúda a mesa da Assembleia, o executivo da Câmara, todos os eleitos e população aqui
presente. Nunca como agora a Serviço Nacional de Saúde esteve tão perto do colapso, a
demagogia e o discurso populista ministerial e até por vezes do primeiro ministro não conseguem
camuflar o esvaziamento e insuficiências do serviço público de saúde nem o crescimento
constante do fornecimento dos serviços privados ao Estado que representam já cerca de metade
do orçamento anual do ministério. Todos os dias somos confrontados com noticias que denunciam
as condições e o clima com que os profissionais de saúde têm que lidar, em hospitais e centros de
saúde. A teoria da conspiração já não colhe junto dos utentes. As evidencias são demasiado reais
para serem escamoteadas, ou sequer desmentidas. Todos os dias nos chegam novos relatos e
denuncias. Faltam médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar e administrativo. Faltam medicamentos
e materiais clínicos nos hospitais e outras unidades de saúde. Os equipamentos hospitalares estão
obsoletos ou não estão operacionais. Muitas das vezes por falta de recursos humanos, como é o
caso de alguns exames complementares de diagnóstico. Simplesmente porque Ministério das
Finanças não autoriza os hospitais a contratar, como aconteceu recentemente no Hospital Garcia
de Orta. Os utentes continuam a aguardar meses, ou anos, por uma consulta de especialidade. As
listas de espera para cirurgias são escandalosamente longas e nem as cirurgias oncológicas são
garantidas nos prazos razoáveis. As orientações que saem da Avenida João Crisóstomo são ditadas
por tecnocratas de carreira, boa parte deles por nomeação política, sem ouvir ou levar em conta
os frequentes alertas lançados por todos aqueles que mantêm as unidades a funcionar. Temos
conhecimento de casos que nos envergonham, como portugueses , e que merecem todo o nosso
repúdio, enquanto cidadãos: centros de saúde sem medicamentos básicos para dar a doentes em
situação aguda, como um Brufen ou um Voltaren; falta de toalhetes desinfetantes; para haver
papel higiénico na casa de banho dos utentes, falta nas que são utilizadas pelos profissionais que,
frequentemente, o têm de trazer de casa; prescrições de medicamentos em hospitais públicos
pedindo a familiares que os vão comprar à farmácia e voltem para seu familiar poder seguir para o
bloco operatório. Começa a ser difícil fazer determinados exame de diagnóstico porque os
privados, que já dominam cerca de 80% do sector, se recusam a fazê-lo para utentes do SNS,
apesar de terem assinado as respetivas convenções. Uma ecografia às parte moles do joelho ou
um RX em extensão à coluna só podem ser feitos pagando valores entre os 4o e os 55 euros. Por
falta de condições económicas muitos utentes ficam sem diagnóstico e, consequentemente, sem
tratamento. É fácil de aferir no sistema a diferença entre credenciais emitidas e os exames
efetivamente realizados. Falta tudo no Serviço Nacional de Saúde. Até a paciência e a motivação
de quem lá trabalha e de quem a ele recorre, são muitas as perseguições e intimidações das
administrações sobre os profissionais, como o caso recentemente divulgado pelo Sindicato de
Médicos da Zona Sul contra a ASCES Almada/Seixal, cujas repercussões nos serviços nos

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preocupam, enquanto utentes. Onde estão o novo centro de saúde de Corroios e o Hospital no
Seixal? Vamos para o 4º ano da legislatura e nada mudou. Já sem falar das extensões de Foros de
Amora e Aldeia de Paio Pires. Apesar dos números oficiais, calcula-se que, no concelho do Seixal
existam entre 35 a 40 mil utentes sem médico de família. Só na UCSP de Corroios, calculamos
cerca de 20 mil utentes nestas condições. Até onde não seria suposto, nas USF, há utentes a
descoberto. Não se consegue marcar uma consulta. Há agendas preenchidas até ao final do ano.
Os utentes são obrigados a ocupar as vagas diárias destinadas a doença aguda ou, em desespero,
a recorrerem à urgência do Hospital Garcia de Orta. O Serviço Nacional de Saúde começa a
parecer uma caricatura do que foi. O Ministério, ou o Ministro das Finanças, ele próprio, tem sido
uma verdadeira força de bloqueio ao desenvolvimento e modernização do sector público da
saúde. Todas as cativações feitas para o sector ou os malabarismos legais para protelar a
execuções de verbas, teoricamente disponibilizadas para o Ministério da Saúde, são disso
exemplo. Vejamos, os anúncios de concursos, que depois ficam vazios por terem valores
desinteressantes e completamente desfasados da realidade do mercado de construção e obras
públicas. terá sido o caso para a construção do novo centro de saúde de Corroios. As leis que
regulam o funcionamento do Estado, proíbem as cativações no sector público da saúde. O governo
mente ao dizer que aumentaram os investimentos neste sector. Em percentagem do PIB, o
Orçamento da Saúde, é hoje inferior ao de 2010, preocupa-nos a falta de tudo, até de bom senso
de quem nos governa. Algo nos diz que este vai-não-vai terá a ver com a proximidade da
transferência de competências, a chamada municipalização, à qual os nossos governantes estão
estranhamente adictos. Ainda estão por conhecer os detalhes do processo e aferir a capacidade
atual dos municípios para a sua gestão. Para já o calendário parece-nos precipitado e curto, a não
ser que o Estado esteja a preparar terreno para a entrada dos privados na gestão das
competências transferidas, uma espécie de PPP municipais, muito apetecíveis para os grandes
grupos privados e uma ampla avenida aberta para a privatização da saúde. Acabou a paciência.
Perante o impasse e os sucessivos ziguezagues a que os governos têm sujeitado a população do
nosso município, a Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal vai intensificar a luta.
Demasiada resiliência torna-se resignação e nós não nos resignamos. A saúde e a dignidade não
são negociáveis! Muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Muito obrigado, tem a palavra o Senhor Rui Sado,
eu pedia ao Senhor Presidente da Junta António Santos que apoiasse como é costume.”
I.6. António Santos leu a intervenção de Rui Sado que disse: “Boa noite para todos. Exmo Senhor
Presidente da Assembleia Municipal, Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal, Exmos
Senhores eleitos da Assembleia Municipal, Exmos Vereadores, população em geral, diz o Rui Sado:
Nos últimos dias tenho ouvido nas noticias que o Orçamento do Estado para 2019 é eleitoralista e
demagógico. Pois bem, no meu entender, este orçamento é fruto de um país que está a dar os
passos de bebé para um socialismo, se bem que ainda falta muito e muito. Não podemos esquecer
que o desgoverno do PSD/CDS-PP levou o nosso país à ruína, como estragou muitas casas,

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principalmente, com a desunião das freguesias. Contudo até à sua aprovação final há muito para
discutir e alterar, como por exemplo do Hospital do Seixal. Esta unidade hospitalar de inicio era
para ser Seixal e Sesimbra, mas já li num site que, agora vai ser só do Seixal. Isto tem que ser
alterado. Como do orçamento dos transportes, também tem que se ver a questão da ligação
fluvial dos municípios de Seixal, Almada, Lisboa, Montijo e Barreiro, como rever a frota da
empresa Transtejo. Por fim e, para não me alongar muito, quero reforçar a revisão das propinas,
porque, não é novidade para ninguém, que alguns jovens do interior deste Portugal de Abril,
depois das suas aulas universitárias, muitos desses jovens iam para bares e outros sítios, que não
cabe aqui dizer, para poderem pagar as referidas gratificações, alojamento e alimentação. Mesmo
a terminar, quero expressar o meu sentimento, depois do Orçamento aprovado, como está
previsto, as glórias não sejam só para o PS, mas também para o PCP, PEV e BE, porque já ouvi,
mesmo aqui nesta sede da Assembleia Municipal, a bancada do Partido Socialista ia apresentar
uma moção de louvor ao governo pela reposição das freguesias, quando essa luta e ainda está em
luta, foi pela maioria de esquerda na Assembleia da República e pela força do povo que lutou e
luta sempre pelo bem-estar do nosso país rumo ao socialismo. Seixal, 19 de outubro de 2018.
disse o Rui Sado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Obrigado Rui Sado, tem a palavra o Senhor
Presidente da Câmara, se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Boa noite, quero cumprimentar em nome do executivo
municipal o Senhor Presidente da Assembleia Municipal, os Senhores eleitos, a população e
também os trabalhadores da autarquia, agradecer também as várias questões que os munícipes
nos trouxeram, de facto gostaria muito de valorizar o espaço que Poder Local tem para que as
pessoas possam vir a estas reuniões e mesmo a reuniões da Câmara Municipal expor as suas
situações, facto que corresponderá, antes de mais, a um direito e da nossa parte tentaremos tudo
fazer para dar cumprimento à nossa missão que é tentar resolver e solucionar esses problemas.
Gostaria por isso de pedir a ajuda do Senhor Vereador do Ambiente, para, e também com as
questões do trânsito, para poder dar uma nota sobre a questão da Santa Rita, que depois eu
também irei intervir sobre os restantes assuntos.
O Vereador Joaquim Tavares disse: “Obrigado senhor Presidente, muito boa noite a todos,
relativamente às questões que os munícipes colocaram da urbanização de Santa Rita, entre outros
aspetos, duas questões que gostaria de dar resposta, uma que tem a ver com o espaço de jogo e
recreio e com a iluminação, que iremos, naturalmente procurar resolver, mas também a
necessidade de percebermos junto de vós, como é que é pouco utilizado o equipamento
atendendo a que é uma zona onde há muitas crianças até, se for pelo tipo de equipamento
também poderemos intervir nessa matéria ou noutras que se achem convenientes para ter
utilidade porque é esse o objetivo do equipamento. Relativamente às questões do
estacionamento são questões que nos preocupam, principalmente nas imediações das estações da

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Fertagus e da Transtejo , portanto é um problema que temos em todo o concelho, neste caso em
três pontos na Fertagus e depois ali na Transtejo. Nós temos vindo a desenvolver iniciativas junto
destes operadores no sentido de encontrarmos a solução que seria a melhor, que era, entregarem
os parques para exploração à Câmara e a Câmara disponibilizar o parque aos munícipes que
utilizassem os transportes públicos. Não temos conseguido concretizar esse objetivo, de qualquer
forma temos vindo a fazer um caminho para criar as zonas condicionadas como é do vosso
conhecimento, criamos a primeira em Corroios, também num esforço que fizemos, com a
Fertagus, foi possível reduzir o preço dos parques de estacionamento, e isso também levou a que
mais pessoas utilizassem e, ao mesmo tempo, distribuição dos respetivos dísticos e depois as
ações policiais. De todo não é uma solução, ou seja, o problema não acabou mas ficou muito
melhor do que aquilo que existia anteriormente e não acabou porque, mesmo depois de
distribuídos os dísticos a policia não tem condições e meios para fazer as ações que deveria fazer
naquelas zonas, aliás já tive oportunidade de discutir com eles a implementação em mais duas
zonas e eles tem, naturalmente, preocupações em relação a isso, mas isso não nos pode demover
de avançar com esse objetivo. Nós precisamos de aprovar o Regulamento em sessão de Câmara e
depois traze-lo à Assembleia Municipal. Portanto, as questões da distribuição, impressão dos
dísticos, isso não é problema porque já os fizemos para Corroios mas, esta situação dos
regulamentos são um problema para a policia intervir porque só intervém com base no
regulamento aprovado na Câmara e na Assembleia Municipal. Estamos a desenvolver esforços no
sentido de acelerar esta questão porque queremos implementar também o estacionamento
condicionado nestas duas áreas, e é o que posso por agora adiantar.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Obrigado senhor Vereador. Gostaria só de acrescentar
duas ou três notas àquilo que o senhor Vereador colocou e muito bem, a primeira é que a Câmara
está a concluir uma intervenção de requalificação dos espaços exteriores em substituição do
urbanizador, que não o concluiu; a obra da Câmara Municipal ainda não está concluída e o que
estamos fazer é tentar melhorar e dar as melhores condições para toda a envolvente dos edifícios
da Quinta de Santa Rita e em sequência, como o senhor Vereador disse, após deliberação na
Câmara, aprovação pela Assembleia Municipal, publicação em Diário da República, só aí é que
teremos o Regulamento do Estacionamento Condicionado, tal como já acontece em Corroios que
possa servir de base para a Câmara em colaboração com as forças de segurança poder agir sobre
as viaturas que estão numa determinada área, sem este instrumento a Câmara não tem força nem
as forças de segurança têm este poder para poderem dizer a qualquer munícipe, qualquer
cidadão, que tem lá a sua viatura, seja do concelho do Seixal, seja de fora, seja habitante ou não,
para tirar a sua viatura, só após a publicação em Diário da República deste regulamento é que é
possível a Câmara agir; e é isso que está a acontecer com sucesso, na Quinta da Mata e Quinta da
Marialva, em Corroios, porque , de facto, depois da nossa intervenção, colaboração com a PSP e
com a Junta de Freguesia de Corroios, é, já hoje, notório dois movimentos, o primeiro é que os
moradores tem sitio para estacionar, esse é o primeiro, o segundo é que a Fertagus, com a baixa

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de preços que fez, de 20%, aumentou a utilização dos parques em 30%; ora bem, isto responde a
uma perspetiva que, quer a Câmara quer a Junta de Freguesia, já tinham colocado à administração
da Fertagus que era, se baixarem os preços as pessoas vão para os vossos parques. Se não os
querem dar à Câmara, como não aceitaram - ainda numa última reunião também o disseram
novamente - então por favor baixem os preços porque esses parques de estacionamento foram
construídos com dinheiros públicos e foram os terrenos expropriados para utilidade pública;
portanto, servem para estacionar carros e não para ter oficinas de lavagem, ou outro tipo de
negócios, servem exatamente para o estacionamento. Esta solução que nós encontramos é uma
solução, digamos assim, a meio caminho entre os vários interesses em jogo mas, de facto, como o
Senhor Vereador disse o que seria de todo útil era que a Fertagus e, neste caso, as Infraestruturas
de Portugal que gerem esta exploração rodoviária, entregassem estes parques de estacionamento
à Câmara Municipal. Após as obras, após as deliberações, após a publicação em Diário da
República, teremos condições para avançar com a distribuição de dísticos e também com o
controlo efetivo dessa zona, não basta só distribuir é preciso que a policia efetue a sua fiscalização
e basta fazer o que fizemos em Corroios para termos a situação completamente tranquila e
normalizada, eu gostaria muito de valorizar muito os Senhores munícipes que vieram até nós, que
colocaram a vossa questão, nós estamos a trabalhar para no mais curto espaço de tempo
podermos concretizar essa ação. Gostava também , numa segunda nota, sobre outra matéria de
facto eu sou responsável pela fiscalização municipal e hoje tivemos aqui duas situações, uma que
já está resolvida felizmente, a da Hamburgueria Alfaiate, em Santa Marta do Pinhal, é um processo
muito difícil o de encerrar qualquer estabelecimento, também gostava de dizer, uma vez mais, não
o fazemos de forma ligeira, só o fazemos quando não existe mais nenhuma opção válida e, está
em causa a saúde dos moradores, e era o caso, por isso face à inercia do explorador em não fazer
obras de insonorização, em não tomar medidas para cessar o ruído incomodativo para estas
pessoas e estes moradores tivemos que usar a nossa força e encerrar. Claro que para o fazer há
um conjunto de diligências e deliberações e notificações, é um processo bastante complicado mas,
cá está, felizmente conseguiu-se fazer, hoje aqui também gostaria de agradecer à D. Sónia Pedro e
à D. Sónia Alves o facto de se dirigirem, neste caso à Assembleia Municipal, também para exporem
novamente este assunto, e com isto dizer que fiscalização municipal existe, existe e é atuante e,
por isso vou dizer aos senhores moradores Maria Manuel Amaro e também ao senhor morador
Jorge Venâncio que vamos analisar esta situação deste terreno a tardoz da 6 novembro; vou
também verificar se já deu entrada na fiscalização municipal alguma participação porque, de facto,
referiram uma reunião com a área do ambiente, gostava de dizer que esta matéria é claramente
da área da fiscalização municipal e não da área do ambiente, portanto e por isso a partir deste
momento, vou dizer assim, iremos tomar as medidas, sendo que, também irei avaliar se já existe
ou não alguma diligência dentro desta unidade orgânica. Sobre o Metro Sul do Tejo estamos
também sintonizados, isto é, o Metro Sul do Tejo já devia estar construido e já devia estar
operacional isso significaria menos de muitos milhares de veículos a circular nas nossas estradas e

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significaria um ganho ambiental tremendo nas emissões de CO2 que se produziriam e também na
poupança de tempo e conforto dos nossos cidadãos. Infelizmente não tem sido estas as opções
dos governos. Foi constituído um grupo de trabalho para estudar o prolongamento do Metro Sul
do Tejo, um grupo de trabalho que envolve os municípios da margem sul e o Instituto Superior
Técnico, coordenado pelo governo, estão a fazer algum trabalho, é verdade, mas o facto é que o
tempo vai passando e, como já disse o Senhor da Comissão de Utentes da Saúde, estão a passar
quatro anos e se olharmos para trás e percebermos o que é que foi feito pelo governo talvez
contemos, nem pelos dedos de uma mão, alguma obra feita no concelho do Seixal por este
governo, de facto, isto é lamentável mas também gostaríamos de ter o Metro Sul do Tejo
construído há mais tempo. Iremos também avaliar esta ligação clandestina de água que foi
também apontada pelo Senhor Venâncio e iremos depois, também, dar nota sobre esta questão.
Bom, por fim sobre as questões da saúde, nem de propósito, hoje e amanhã durante todo o dia,
temos aqui, no Auditório do Serviços Centrais da Câmara Municipal, um importante encontro de
enfermeiros dos concelhos de Almada e do Seixal, fazem uma iniciativa que eu acho que é
louvável, que é, anualmente fazem uma conferência para discutirem os seus problemas e a forma
de os ultrapassar mas eu gostaria de dizer que, pese embora a boa vontade destes enfermeiros,
destes profissionais de saúde, se não forem resolvidas todas as questões que aqui hoje foram
apontadas, e muito bem, pelo senhor José Lourenço da Comissão de Utentes de Saúde do
Concelho do Seixal, de facto não existe capacidade humana para estes problemas, problemas de
falta de consumíveis, problemas de falta de equipamentos, problemas de falta de profissionais e é
isso que é exigido ao Ministério da Saúde e ao Governo é que, de facto, possa melhorar uma
conquista de Abril que no próximo ano fará 40 anos, que é o Serviço Nacional de Saúde e nessa
perspetiva pensamos, de facto, o Seixal é um dos concelhos que tem enormes dificuldades e
carências a este nível e, nesse sentido, o Hospital no Seixal é uma necessidade, é verdade que o
processo de concurso está avançado, é verdade que no próximo dia 5 de novembro vai haver uma
reunião do júri do hospital para decidir qual é o projetista que vai fazer os projetos, depois de se
fazer os projetos é que se vai lançar o concurso para a obra, depois tem que se adjudicar a obra e
depois, ainda, tem que se consignar, etc e depois começar a obra, só depois de se construir a obra
é que se pode equipar, contratar os funcionários e abrir, por isso estamos a ver que ainda
estamos, talvez, a alguns anos de distancia do hospital, mas, no entanto volto a dizer, se não se
tivesse parado o processo em 2012 o hospital já estaria construido hoje e já estaria a funcionar,
por isso o que os governos tem que fazer é não pararem o processo, é trata-lo como nós temos
vindo a fazer e aliás também gostaria de dizer uma palavra, também, positiva é que desta vez a
Câmara do Seixal faz parte do júri deste concurso e essa é uma medida positiva numa partilha que
entendemos, de facto, relevante para podermos acompanhar de melhor forma este processo.
Bom, por fim, só falar sobre o orçamento de Estado para 2019, é um orçamento de recuperação
de direitos, na verdade, claro que, podíamos ir mais longe só, essa é a nossa opinião, e por isso as
questões colocadas pelo senhor munícipe Rui Sado do regresso das freguesias que foram extintas,

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o processo do hospital, que já falei, da renovação da frota da Transtejo e a sua qualificação, são,
de facto, temas muito importantes para a vida das populações e, nesse sentido, gostaria uma vez
mais de agradecer ao munícipes que se dignaram a colocarem as sua questões na Assembleia
Municipal e dizer que da nossa parte tudo iremos fazer para lhes dar resposta. Muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Muito obrigado Senhor Presidente da Câmara.
Terminado o período de intervenção da população, passamos para o período de antes da ordem
do dia; onze documentos e esses documentos foram recebidos até as 12 horas; no quadro
regimentar, não carecem de leitura mas serão com certeza apresentados. Começamos por um
voto de pesar, apresentado pela mesa, num procedimento que, aliás, temos feito noutras
situações e esse voto de pesar é por José Jorge Loureiro dos Santos.”

II. PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.


II.1. A Mesa da Assembleia Municipal apresentou um voto de pesar pelo falecimento de José
Jorge Loureiro dos Santos
(Documento anexo à Ata com o número 1)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Começamos por um voto de pesar apresentado
pela Mesa, aliás um procedimento já feito noutras situações, esse voto de pesar por José Jorge
Loureiro dos Santos, que passo a ler.”
(Leu integralmente o documento anexo à Ata com o número 1)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Coloco à vossa apreciação este voto de pesar e
pergunto se há alguma intervenção; Não havendo passamos à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 83/XII/2018, por unanimidade e em minuta com:
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo Municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da JFFF: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Foi aprovado por unanimidade e vamos guardar
um minuto de silêncio.
(Guardou-se um minuto de silêncio)

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: "Antes de passarmos ao segundo documento dar


uma informação que não referi há pouco que é sobre pedidos de substituição inferiores a 30 dias.
Da CDU Hernâni Magalhães por Maria João Santos, Paula Santos por Nuno Pombo, Rui Algarvio
por Almira Santos em virtude de Gonçalo Oliveira ter solicitado também a sua substituição. Do PS
Sérgio Ramalhete por Milton Simões, em relação aos senhores Presidentes de Junta, o senhor
Presidente de Junta da Freguesia de Corroios é substituído pelo tesoureiro daquela Junta, o
senhor Orlando Ribeiro, passamos agora para o segundo documento.”
II.2. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «O estado da Educação», subscrita por
Maria Júlia Freire.
(Documento anexo à Ata com o número 2)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O segundo documento é uma moção «O estado da
Educação», é da CDU e é subscrita por Júlia Freire, que tem a palavra se faz favor.”
Júlia Freire, da CDU, disse: “Decorrido um mês da abertura do ano letivo, pareceu-nos importante
fazer um breve balanço daquilo que de facto tem acontecido, na moção fazemos uma apreciação
da situação dos professores realçando a falta de respeito que tem sido manifestada para com eles
pela equipa do Ministério da Educação fazemos referência à desorientação que aconteceu nas
escolas devido à publicação em 6 de julho dois decretos estruturantes para a vida das escolas e
que intrinsecamente são extraordinariamente importantes e que poderiam ser positivos mas que
devido à pressa com que têm que ser implementados não inauguram nada de positivo à sua
aplicação, referimos os constrangimentos a nível de instalações, a nível de pessoal e de
equipamentos e também a necessidade que houve de mais uma vez se rejeitar a tentativa de
desresponsabilização do Estado com a descentralização com a municipalização da educação que
teve que ser rejeitada foi rejeitada na nossa região pela maioria das autarquias, face a isto vou
passar a ler as deliberações que aqui trazemos, portanto face ao exposto, que eu resumi
brevemente como é evidente. Face ao exposto, a Assembleia Municipal do Seixal, reunida na sua
6ª Sessão Extraordinária de 2018, no dia 19 de Outubro delibera: Valorizar o alargamento da
distribuição gratuita dos manuais escolares até ao 6º ano de escolaridade no atual ano letivo e o
seu alargamento a toda a escolaridade obrigatória, conforme o garante a proposta de Orçamento
de Estado para 2019; Solidarizar-se com a justa luta dos professores pela reposição dos seus
direitos, nomeadamente a contagem integral do tempo de serviço- 9 anos, 4 meses e 2 dias; Exigir
que a escola pública seja dotada dos meios humanos necessários para o seu normal
funcionamento, sobretudo no que respeita aos auxiliares de ação educativa; Exigir a urgente
requalificação das escolas básicas de 2º e 3º ciclo António Augusto Louro, Cruz de Pau, Paulo da
Gama e da Escola Secundária Manuel Cargaleiro; Exigir a construção dos pavilhões
gimnodesportivos em falta nas escolas básicas de 2º e 3º ciclos Dr. Carlos Ribeiro, da Cruz de Pau,
de Corroios e de Vale Milhaços; Exigir a construção das Escolas Básicas de 2º e 3º Ciclos de Santa
Marta do Pinhal e de Fernão Ferro.”

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O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Estão abertas as inscrições; desde já o senhor


Deputado João Rebelo de CDS se faz favor.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “Eu venho justificar a abstenção nesta proposta, primeiro já
notámos que há aqui um conjunto de moções que vêm aqui dos nossos amigas e amigos da CDU
sobre a educação, saúde, identificando muitos problemas que é verdade, objetivamente é
verdade, mas também gostaria de relembrar que este Governo é sustentado pela CDU na
Assembleia da República, só lembrar esse facto que gostaria, enfim, que ficasse registado; em
segundo mistura, mistura não, põe temas nacionais com temas exclusivamente do Concelho do
Seixal que é absolutamente aceitável, não digo que não, e portanto temos opiniões diferentes
sobre as gestões; daí a abstenção; nós temos não uma divergência total mas uma divergência
parcial em relação ao ponto da contabilização, reposição da contagem real dos tempos de serviço;
como sabe nós na Assembleia da República temo-nos abstido nas moções da CDU, do BE, sobre
esta questão porque o Governo já nos veio com vários números diferentes, uns manifestamente
exagerados outros quando interessa baixar a fasquia, mas ninguém está em absoluta certeza do
que é que nós realmente estamos a falar; portanto a nossa prudência a essa questão leva-nos a
abster; esta moção está metida em várias e também porque isto obedece a uma dinâmica muito
próxima das eleições, começamos a ter por parte da CDU a nossa abstenção mas valorizamos a
parte final, sim senhora, há um investimento necessário a ser feito nas escolas do Concelho do
Seixal, merece esse investimento porque foram muitas delas já há muitos anos que necessitam
desse investimento, e nós concordamos que é preciso que a Assembleia Municipal do Seixal
manifeste esse desejo e essa vontade e suponho que nos une a todos em relação objetivamente a
todas estas questões; a justificação a esta nossa abstenção, obrigado.”
O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Quem quiser usar da palavra faça o favor de se
inscrever, senhor Deputado Bruno Barata.”
Bruno Barata, do PS, disse: “Esta moção que a CDU nos trás hoje tem efetivamente uma visão
muito inclinada da realidade porque faz um rol de exigências e esquece-se de referir as escolas
básicas portanto fala só em escolas de 2º e 3º ciclo porque é responsabilidade do Governo e
esquece-se de referir as escolas básicas e como nós sabemos no Concelho as escolas básicas estão
em pior estado do que as escolas de 2º e 3º ciclo como vamos ver mais à frente no caso da moção
que temos sobre a escola básica Nuno Álvares, efetivamente a educação é uma prioridade tal
como diz este Governo eu vou dar alguns exemplos do investimento que este Governo tem feito
na educação foram contratados mais de 500 assistentes operacionais que se juntaram aos 1500
que já tinham sido contratados no ano letivo anterior, em 2015 logo no início do Governo já se
tinham renovado o contrato a 2800 auxiliares e desde que tomou posse o Governo contratou mais
de 2500 funcionários, relativamente também aos manuais este Governo introduziu os manuais
gratuitos do 1º ao 6º ano e para 2019 os alunos do ensino público vão ter os manuais grátis até ao
12º ano se isto não é investimento na educação pergunto o que será, relativamente também aos

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equipamentos que a Sra. Eleita falou esquecendo-se das escolas básicas obviamente a sua visão
extremamente inclinada dos dossiês eu queria referir que este Governo investiu em requalificação
de edifícios escolares em mais de 500 escolas, este investimento ultrapassa os 350 milhões de
euros; destas quinhentas escolas, duzentas são do 2º e 3º ciclo e secundário onde se inclui como
sabe a nossa escola de João de Barros e portanto este é o investimento e é o compromisso do
Governo com a educação tem sido uma das prioridades e portanto o Partido Socialista não
subscreve este estado de arte que fazem da educação.”
O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “senhor Deputado Rui Belchior.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Bem, quem chegasse hoje aqui chegaria a duas conclusões, primeira,
a CDU durante 3 anos não aprovou nenhum orçamento do PS deste Governo e segunda ficaria
com certeza que não vai aprovar o quarto orçamento deste Governo PS é que hoje parece a CDU
ou os seus afetos terem-se lembrado do Estado da Educação, do Estado da Saúde; parecem ter
concluído hoje que as coisas afinal não são como têm sido, digamos assim, propaladas durante os
últimos quatro anos e eu fico de certa forma satisfeito com isso, por exemplo o Estado da Saúde
nas dívidas no sector da saúde nós já vimos aqui falando nisso há pelo menos dois ou três anos,
mas com o PS estava tudo bem tinha acabado a austeridade e portanto nessa medida congratulo-
me que a CDU finalmente parece estar a compreender e portanto estou absolutamente
convencido que não irão aprovar este orçamento, obrigado.”
O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Não temos mais inscrições? Pressuponho que se
pode dar a palavra à proponente, faça favor Sra. Deputada.”
Júlia Freire, da CDU, disse: “Ora muito bem, de uma forma muito breve como é evidente
reafirmamos tudo aquilo que aqui dissemos, respondendo ao senhor Eleito do CDS dizer-lhe que
percebemos a razão da sua abstenção mas dizer-lhe também que é um bocadinho complicado,
sendo ele ainda por cima eleito na Assembleia da República, e saiba que de facto a não contagem
do tempo de serviço dos professores está cheios de inconstitucionalidades nomeadamente
porque pressupõe a passagem de uns professores pelos outros e que também sabe que na
Madeira já foi integrada a contagem do tempo de serviço, portanto isto de haver portugueses de
primeira e de segunda e nuns sítios nós votarmos de uma maneira e noutros sítios votar-mos
noutra é um bocadinho complicado, pelo menos nisso o PS é coerente porque na Madeira
também votou contra. Relativamente às escolas do 1º ciclo e às escolas do 2º e 3º ciclo nós
quando chegarmos à altura de falarmos das escolas do 1º ciclo falaremos mas não é verdade que
as escolas do 2º e 3º ciclo estão menos degradadas do que, aliás nós recebemos a resposta a duas
questões colocadas pelo PCP em escolas do Concelho que foram visitadas, por acaso eu fiz parte
dessa visita, é aqui muito perto uma delas é a António Augusto Louro e era bom que fizessem lá
uma visita porque de facto o estado dessa escola é lamentável, eu trabalho na escola secundária
Manuel Cargaleiro e a escola Manuel Cargaleiro tem condições péssimas de funcionamento
nomeadamente no que diz respeito às coberturas de ambiento, nós depois visitamos as outras

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escolas e comparamos, estamos cá para isso, relativamente ao PSD dizer só ao senhor Eleito Rui
Belchior parece que tem andado um bocadinho distraído porque a CDU nem nunca deixou de falar
nas questões da saúde e nem nunca deixou de reivindicar aquilo que é importante quer em
termos do centro de saúde de Corroios quer em termos do Hospital quer das condições de
trabalho e de vida e nas questões da educação deve andar mesmo muito distraído senhor Rui
Belchior este ano já aqui tivemos oportunidade de falar várias vezes no estado da educação e
posto isto, como é evidente, também dizer que não deixamos de realçar aspetos positivos e
congratulamo-nos com o andamento das obras na escola João de Barros sem dúvida nenhuma foi
uma reivindicação nossa que em muitos realmente está a ser feito; ok ainda bem, e os manuais
escolares já agora como é evidente está cá na moção nós realçamos esse aspeto positivo mas não
nos vamos esquecer, ó senhores Deputados. Vamos lá ser honestos, foi por proposta do PCP que
isso foi conseguido; muito obrigada.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Podemos prosseguir, então sendo assim vamos
colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 84/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Vinte (20) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do Presidente da JFFF: 1
 Onze (11) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
 Seis (6) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo Municipal do CDS-PP: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: "Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor da CDU do Bloco de Esquerda e do senhor Presidente de Fernão Ferro, abstenção do PSD e
do CDS e do PAN, o voto contra do PS. Há alguma declaração de voto? Não há declarações de
voto.”
II.3. O Grupo Municipal da PS apresentou a recomendação «Pela requalificação urgente da
EB1/JI D. Nuno Álvares Pereira em Corroios», subscrita por Nelson Patriarca.
(Documento anexo à Ata com o número 3)

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte sendo que
em relação à ordem de entrada das moções o Partido Socialista tinha uma moção IMI Familiar no
Seixal também; foi-me transmitido, e até porque conversámos sobre isto, o PS retira a moção; há
uma outra moção sobre o IMI Familiar e foi o entendimento que houve nesse sentido; sendo assim
e seguindo a ordem que está no regimento é do Partido Socialista«Pela requalificação urgente da
EB1/JI D. Nuno Álvares Pereira em Corroios», a moção é subscrita por Nelson Patriarca que tem a
palavra se faz favor.”
Nelson Patriarca, do PS, disse: “A moção está com os presentes ao fim e ao cabo portanto não
será necessário uma grande leitura da mesma; apenas realçar o facto desta ser uma escola com 36
anos com poucas ou nenhumas obras face à sua edificação e é uma escola, para quem não
conhece, sem refeitório uma copa absolutamente inadequada, em madeira, com portas
degradadas e sem condições para tal, lavatórios e elementos de casa de banho estão degradados
presos com fita cola e alguns realmente com fita cola larga e alguns incapazes do seu uso não há
casa de banho para deficientes o material está degradado o piso da zona que é utilizada como
área de ginásio, enfim, tem os tacos levantados o recreio é absolutamente descoberto conta
apenas com 12 pneus de automóveis e o que resta de uma outrora horta a cobertura da própria
escola e do telheiro exterior que dá para este recreio está degradado tem apenas uma sala de pré-
escolar que é absolutamente insuficiente para a procura e depois entramos em coisas esquisitas as
crianças do pré-escolar, por exemplo, comem em pratos de plástico, usam talheres de plástico,
isto é incorreto desde logo por uma razão nesta fase as crianças aprendem a utilizar exatamente
talheres pratos tudo isso portanto aquilo que estamos a proporcionar em termos de condições às
crianças que usufruem do ensino nesta escola é miserável, quanto às refeições elas são tomadas
na escola EB 2/3 ao lado quando as aulas interrompem as crianças ficam sem almoço, a
coordenação alertou-nos que tem feito vários alertas tem sempre visitas fizeram inúmeras
medições, inúmeras avaliações, inúmeras promessas mas a verdade é que nada tem resultado, a
carta educativa de 2006 em vigor já aproveitava para realçar uma intervenção em consonância é
certo com outros serviços cativos em redor apontava para uma verba na ordem dos 2 milhões de
euros até agora nada, em face disso e visto que a parte infraestrutural das escolas do ensino
básico do 1º ciclo do Concelho estarão sob a alçada do município nós propusemos ou
recomendamos à Câmara Municipal através desta moção que proceda à urgente requalificação e à
criação das condições indispensáveis `a concretização do direito à educação e a garantir dignidade
a toda a comunidade escolar da EB1/JI D. Nuno Álvares Pereira, enviando depois às entidades aqui
referidas, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções para apreciação desta moção? Paulo
Silva primeira inscrição, mais inscrições?
Paulo Silva, da CDU, disse: “A primeira questão é que o PS intitula como sendo uma moção mas
depois na parte deliberativa diz que recomenda, como disse aqui uma vez o Samuel Cruz é bom

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que a gente saiba o que está a fazer, se é uma moção é uma moção e se estamos perante uma
recomendação é uma recomendação, mas isto não é o mais grave, o mais grave é que o PS
recomenda à Câmara que proceda à urgente requalificação desta escola quando o PS não pode
ignorar que a obra está para se iniciar, o PS não pode ignorar isso pelo que estamos aqui perante
uma desonestidade intelectual total da parte do PS, que já nos habituou, com uma obra que sabe
que está decidida pela Câmara que se vai iniciar e vem agora com vídeos e com estes documentos
para depois dizer que foi por ação do PS que a obra se fez e isto é de uma maior desonestidade
intelectual que pode haver, inqualificável.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Samuel Cruz se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Queria em primeiro lugar de facto pedir para se trocar o título de
moção para recomendação foi algo que eu próprio tinha verificado mas não tive já tempo de
corrigir, mas dizer que o que me choca é que aquilo pode ser um debate político elevado e
recorda-to redundando isto é claro que ação gera ação e chamar aos outros desonestos quem não
se sente não é filho de boa gente, portanto eu pedia em especial ao líder da bancada da CDU, que
tem este modo de fazer política, que elevasse um pouco que é bom para todos e é bom também
para si porque o eleva e é capaz de mais.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Vítor Cavalinhos pediu? Se faz
favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Eu quero perguntar ao Partido Socialista assim diretamente o
seguinte: O Partido Socialista sabe ou não sabe que a obra está adjudicada e vai começar? Porque
se o Partido Socialista sabe que a obra vai começar está prestes a começar o Partido socialista está
a enganar a Assembleia Municipal e está a manipular a Assembleia Municipal; portanto nós não
aceitamos isso…. (aqui há uma interrupção).
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Ó senhor Vereador desculpe lá, ó senhor Vereador
desculpe lá mas o senhor está a ser perfeitamente impertinente, o senhor não pode intervir aqui
desculpe lá, eu vou interromper a Assembleia Municipal por causa do Vereador Eduardo
Rodrigues! Desculpem lá, interrompo a Assembleia, o senhor está a ser perfeitamente
impertinente, e não percebo porque é que está tão nervoso; está, está ,está com uns nervos que
até mete impressão o senhor já interrompeu a Assembleia municipal por duas vezes desculpe lá
mas o senhor não tem legitimidade para isso, e está interrompida a Assembleia. 5 minutos de
interrupção.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Ora muito bem, se faz favor, vamos recomeçando e
estas interrupções também servem para naturalmente, digamos, todos refletirmos um bocadinho
e contribuirmos para o bom funcionamento da Assembleia Municipal; estamos no período de
intervenções pergunto se há mais algum pedido de intervenção? Pergunto ao proponente se
pretende intervir? Nelson Patriarca se faz favor.”

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Nelson Patriarca, do PS, disse: “Muito bem. Então como intervenção final e com um tom de voz
um pouco mais comedido do que a habitual euforia do Paulo Silva que tem vantagens e
desvantagens neste caso penso totalmente desvantagem, a euforia muitas vezes é positivo
atenção, a desonestidade é ter isto assim há algum tempo; desonestidade é nós sabermos que
estamos a educar algumas crianças das quais podemos ter alguma responsabilidade e podemos
ter alguma intervenção que às vezes é mais barata do que certas estátuas em rotundas deste
Concelho, e não a resolvermos; desonestidade é nós sabermos que crianças que estão em
equipamentos nossos, dos quais nós temos responsabilidade, quando a outra escola ao lado vai de
férias elas não têm onde almoçar e os pais terem que procurar um ATL, recorrer a uma série de
coisas são intervenções que não são onerosas; senhor Presidente de Câmara Joaquim Santos faz
gáudio, e bem, da situação financeira da autarquia, seguramente melhor do que a anterior gestão
da autarquia a deixou, no entanto essa mais valia que aqui temos gerado e essa melhoria de
contas poderia servir para renovar essa copa, já poderia ter servido; eu estive nessa visita a essa
escola, a coordenadora da escola disse-nos taxativamente, no aniversário da escola, nos 25 anos
da escola, a anterior Vereadora, enfim hoje não estará aqui por pedido de substituição, terá
referido que enfim estava uma planificação feita, que iria para concurso no prazo de dois, três
anos provavelmente a Câmara tinha intenção de fazer essa intervenção na escola, isto foi em
2007; portanto, desonestidade, aquilo que nos parece é que poderíamos fazer pequenas
melhorias mesmo que não mexêssemos no infraestrutural por alguma falta de condições mas
desonestidade é termos crianças a comerem em pratos de plástico esse é apenas e só alguns
exemplos; também foi dito aqui que as obras da escola do Bairro Novo iriam começar e que nós
sabíamos etc. etc. Bom, até agora essas obras do Bairro Novo também ainda não começaram,
respondendo ao eleito Vítor Cavalinhos que nos fez exatamente a mesma pergunta que fez hoje
na altura sobre o Bairro Novo; Vítor já viste as obras na escola do Bairro Novo começarem? A
resposta à tua pergunta é exatamente essa, nós não sabemos porque senão saberíamos, não
temos de facto essa informação, é a resposta à tua pergunta; obviamente se todos concordarem
com o conteúdo ou não quiserem só fazer uma chicana política poderão votar a favor dela; quem
estiver contra está naturalmente contra, é legítimo, há pessoas que não gostam de alguma coisa,
há quem não goste de eucalipto, por exemplo, há quem não goste de outra coisa qualquer, de
facto nós neste momento é a moção que temos e é a recomendação que mantemos.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Muito bem, dou a palavra ao senhor Presidente da
Câmara se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Bem, eu gostaria de pedir desculpa à população e à
Assembleia Municipal, ao senhor Presidente da Assembleia Municipal por este comportamento
inadequado do executivo municipal e gostaria que não se repetisse nunca mais este tipo de
situação; a Câmara está aqui para prestar esclarecimentos e colaborar com a Assembleia
Municipal e não para responder aos eleitos da Assembleia Municipal, obrigado.”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Ora muito bem então vamos colocar à votação esta
moção. Sr Presidente da Câmara.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “É só um complemento aliás não quis meter-me na
discussão da Assembleia Municipal aliás porque acho que não é útil a não ser que haja um pedido
de esclarecimento direto à Câmara Municipal mas no entanto gostaria de dizer que houve um
concurso desta obra, basta consultar o Base-Gov, houve concurso portanto já foi adjudicada a
intervenção, está em preparação a sua intervenção nesta escola; e também gostava de dizer que
sobre o Bairro Novo decidimos que na proposta de Plano e Orçamento para 2019 essa será uma
das escolas que irá ter um projeto de requalificação e de ampliação que vai ser revisto porque já
existe há alguns anos; vamos revê-lo do ponto de vista de posição técnica legislativa e até à sua
execução vamos construir um edifício em madeira que servirá de refeitório até ao termino desta
intervenção e futuramente poderá servir de ATL ou de outro qualquer espaço que a escola
entenda, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto vamos colocar à votação esta moção.”
Rejeitada a Tomada de Posição nº 85/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Dezoito (18) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo Municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da JFFF: 1
 Dezanove (19) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi rejeitada com os votos contra
da CDU e do BE, e o voto a favor do PS, PSD, do CDS, PAN e Presidente de Fernão Ferro.
Declarações de voto? Vítor Cavalinhos se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, informou que entregaria uma declaração de voto no prazo regimental,
contudo a mesma não foi entregue.
II.4. O Grupo Municipal do PSD apresentou a moção «Ponte da Fraternidade», subscrita por
Rui Belchior
(Documento anexo à Ata com o número 4)

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos passar para o documento seguinte que é do
PSD é uma moção «Ponte da Fraternidade», subscrita por Rui Belchior que tem a palavra.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Eu era para não ler na integra mas vou ler a pedido de muitas
pessoas que sentem o mesmo problema que nós sentimos.
(Leu integralmente o documento anexo à Ata com o número 4)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções em relação a esta moção? André
Nunes e Nuno Pombo, André se faz favor.”
André Nunes, do PAN, disse: “Apenas uma nota breve para dar conta de que não deveria ser
necessário termos uma ponte diferente daquela que temos atualmente a verdade é que a falta de
transportes coletivos e a falta de uma política e de uma cultura de mobilidade obrigam de facto
que nós olhemos para a Ponte da Fraternidade como um problema, que é real, e portanto
votaremos a favor desta peça que o PSD apresenta, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Nuno Pombo se faz favor.”
Nuno Pombo, da CDU, disse: “A pedir calma porque estamos todos aqui a tentar servir a
população, nós achamos que esta solução apontada pelo PSD é insuficiente não vai resolver os
problemas que estão aqui elencados vale a pena, e até um pouco na sequência daquilo que o
senhor Deputado do PAN estava a dizer, ter noção do aumento significativo do número de carros,
provavelmente no nosso Concelho teremos 80 mil carros, portanto o problema não é só na ponte
da Fraternidade e há alturas em que a ponte da Fraternidade escoa mais ou escoa menos e
portanto há claramente um problema de trânsito neste Concelho que decorre no seu elevado
número de viaturas; este é um problema que não é apenas exclusivo do Concelho do Seixal
naturalmente; aliás nós andamos noutros Concelhos e sentimos isso, isto é um problema da Área
Metropolitana de Lisboa e dizer que do ponto de vista estatístico e a partir da década de 90 houve
um aumento brutal do transporte privado; foi um bocadinho amenizado com a altura da crise,
naturalmente pela diminuição da atividade económica, mas há uma mudança completa da
utilização do transporte público em desfavor do transporte privado e portanto exato a desfavor,
eu troquei, portanto o transporte público foi sim prejudicado, e portanto estatisticamente isso
está é visível, é visível na Área Metropolitana de Lisboa nos vários Concelhos e portanto o que
precisamos claramente e realmente, porque são esses os padrões dos países mais desenvolvidos
da Europa e com os quais nós devemos tentar claramente acompanhar, as redes de transportes
públicos são a solução para resolver também os problemas do Concelho do Seixal; nesse sentido já
foi aqui referido o metro Sul do Tejo e portanto formas de mobilidade diferentes; é de assinalar, e
não sei se terão já conhecimento, a solução da carris metropolitana que é claramente uma solução
para a Área Metropolitana de Lisboa sufragada pelos 18 concelhos da Área Metropolitana de
Lisboa e inclusive pelo Concelho do Seixal, portanto saúdo a visão e a confluência na resolução
deste problema e portanto a carris metropolitana é uma solução, na nossa opinião, que irá
melhorar a oferta e a procura e a utilização clara do transporte público; e na nossa opinião

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obviamente vai melhorar o Concelho do Seixal; aqui também o passe social único que vai custar no
máximo 80 euros e portanto acho que todos os autarcas da Área Metropolitana de Lisboa estão de
parabéns por terem adotado esta solução; e não é a CDU apenas que o diz o presidente Fernando
Medina dizia há aí umas semanas, há um problema estrutural de utilização excessiva de transporte
privado; depois, rapidamente para não perder mais tempo, temos que ter soluções ambientais
mais sustentáveis temos que ter noção que aquela zona é um território de descarbonização,
temos que ter em atenção que há outras alternativas que estão projetadas, a alternativa à
regional 10, temos, na nossa opinião, a solução da rotunda do Fogueteiro é claramente melhor e
temos que ter uma visão de futuro; temos que pensar o que é que vai ser o Concelho do Seixal em
termos de mobilidade e transportes, será que vale a pena, será que é apenas um problema da
ponte da Fraternidade? e lembro-vos que é os objetivos do desenvolvimento sustentável a agenda
2030 da ONU é para levar a sério e lá é referido claramente que temos que mudar de paradigma
relativamente à mobilidade e ao transporte; e as alterações climáticas naturalmente; bom para
terminar, claro que poderemos encontrar outras soluções naquele espaço obviamente mas
parece-nos claramente que será sobre esta conceção que aqui expomos, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções em relação a esta matéria? Vítor
Cavalinhos.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Três ou quatro notas muito breves; o PSD, não sei se é um fetiche
com a ponte da Fraternidade, mas é recorrente; aliás nós discutimos nesta Assembleia Municipal
sobre a ponte da Fraternidade já n moções e o assunto é recorrente; o PSD nunca aceitou, ou tem
dificuldade em aceitar que a ponte da Fraternidade tenha deixado de ter quatro faixas de
rodagem, quando nunca devia de ter tido e aquilo não é nenhum auto-estrada, o PSD sempre
achou que não devia de estar lá nenhuma faixa para bicicletas e portanto sempre teve dificuldade
em aceitar esta situação; o BE acha que a ponte da Fraternidade, uma faixa para cada lado, aliás é
o que existe no geral do Concelho do Seixal, mesmo a própria estrada nacional 10 só tem uma
faixa para cada lado, a via de acesso ao Seixal, todas as vias de acesso ao Seixal têm uma faixa para
cada lado, não têm 4 faixas; e portanto o problema da ponte da Fraternidade é de facto uma
pedra no sapato; nós achamos que a solução da ponte da Fraternidade estamos de acordo com ela
achamos que é evidente que tem constrangimentos, mas os constrangimentos de trânsito que
tem a ponte da Fraternidade tem o Concelho de uma forma geral, tem a estrada nacional têm
todas as vias, as vias do Concelho do Seixal têm constrangimentos, não são auto-estradas têm
constrangimentos, quando nos picos das horas de ponta, chamadas assim, há constrangimentos
de trânsito na generalidade do Concelho portanto também existem esses constrangimentos na
ponte da Fraternidade, nós achamos que isso é uma evidência, mas o problema não achamos que
seja necessário transformar a ponte da Fraternidade numa espécie de via rápida com 4 faixas de
rodagem, duas para cada lado; e portanto mantemos a posição que temos tido ao longo do tempo
e votaremos contra esta moção.” ,

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Rui Mendes se faz favor.”


Rui Mendes, do PSD, disse: “A Ponte 25 de Abril quando foi inaugurada tinha uma faixa para cada
lado, vamos continuar na mesma? Julgo que não; há uma coisa chamada evolução e a evolução
aconteceu em Portugal, na década de 90 houve um aumento de transporte privado, porquê?
Houve melhorias na qualidade de vida, houve melhorias no poder de compra houve aumento do
transporte privado, houve necessidade de ir para Lisboa e como houve necessidade de ir para
Lisboa, a ponte deixou de ter uma faixa para cada lado; a ponte da Fraternidade já teve 3 faixas e
deixou de ter 3 faixas e passou a ter duas eu julgo que isso iria melhorar em muito o trânsito que
hoje em dia existe naquela zona; disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bom para concluirmos mais alguma intervenção?
Proponente Rui Belchior.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Compreendemos as várias posições que aqui foram manifestadas
naturalmente que nós não precisamos fazer nenhuma desertificação sobre os transportes públicos
com certeza não era necessária e não era a nossa ideia quando apresentamos esta moção, aqui o
problema é concreto e o problema é o problema concreto da ponte da Fraternidade naquela zona
da Amora e a verdade é que estes problemas se agravaram ou pelo menos começaram ou talvez
se tenham agravaram ainda mais a partir de 2013 quando o executivo decidiu pintar na estrada
aquilo que veio a chamar de uma ciclovia quer dizer que na altura até estava circunscrita exclusiva
àquela ponte, portanto chamar àquilo uma pista para bicicletas ou uma ciclovia, quer dizer,
estamos conversados, portanto e o que nós pretendíamos era que a situação fosse reposta da
mesma forma porque aquilo não é ciclovia nenhuma e não aproveita ninguém e com outra via
resolveria com certeza os problemas que neste momento temos, e depois só para terminar,
responder ao Vítor, evidentemente que não é nenhum fetiche é apenas reproduzir aqui se consigo
não sucede e vejo que pelos vistos não sucede as reclamações das pessoas que também sentem o
mesmo problema, como eu aliás disse na introdução; e portanto é apenas isso, não é nenhum
fetiche e continuaremos a apresentar enquanto o problema assim se mantiver, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “senhor Presidente da Câmara se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Bom, eu não ouvi nenhum pedido de esclarecimento à
Câmara Municipal, mas no entanto posso só dizer que de facto o município tem organizado um
conjunto de intervenções no sentido de dotarmos o nosso município de ciclovias e a ponte da
Fraternidade é uma dessas artérias que dará continuidade a essa ciclovia aliás estamos neste
momento a responder a uma proposta de um plano integrado suportado por fundos europeus
para a realização de ciclovias a nível metropolitano e este eixo é um dos eixos principais de
acessibilidade entre ligações e por isso será necessária esta ciclovia sendo que também lançámos
recentemente um concurso para um plano municipal de transportes portanto para de facto
percebermos o que temos que fazer para melhorar os vários pontos críticos relativamente ao
trânsito mas há uma questão que ninguém tem dúvida é que de facto se mais pessoas utilizassem

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a bicicleta em vez do automóvel teríamos menos viaturas a circular se mais pessoas utilizassem os
transportes públicos menos viaturas tínhamos a circular e menos congestionamento haveria, por
isso tratando-se de duas medidas que terão que ser com a perspetiva integrada para que de facto
consigamos o nosso objetivo que é ter menos viaturas a circular nas cidades e nesse sentido o
município está a dar os passos certos, nessa perspetiva penso que voltar atrás seria um erro,
obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto vamos colocar à votação.”
Rejeitada a Tomada de Posição nº 86/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Dezoito (18) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo Municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da JFFF: 1
 Dezanove (19) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A moção foi rejeitada com os votos contra da CDU
e do BE e os votos a favor do PS, PSD, CDS, PAN e SFF. Há alguma declaração de voto? Não há
declarações de voto, certo? Muito bem dar-vos um ponto de situação dos tempos, a CDU tem 8
minutos, o PS 4.10, o PSD 2, o BE 4.20, o PAN 4.30, o CDS 3, e SFF 4 minutos.”
II.5. O Grupo Municipal do PAN apresentou a recomendação «Assinalar do Dia Mundial da
Alimentação», subscrita por André Nunes.
(Documento anexo à Ata com o número 5)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte que é do
PAN, é uma moção é de «Assinalar do Dia Mundial da Alimentação», e é subscrita por André
Nunes que tem a palavra se faz favor.”
André Nunes, do PAN, disse: “Só um ponto prévio seria para alterar a moção e passar a ser uma
Recomendação e na parte deliberativa onde se lê «instar» passar a ser «recomendar».”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Muito bem André Nunes está registado.”
André Nunes, do PAN, disse: “O PAN traz hoje à Assembleia uma recomendação que visa assinalar
o dia mundial da alimentação que se comemora todos os anos a 16 de outubro e que pretende
consciencializar a opinião pública para as questões relacionadas com a alimentação e a nutrição

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do planeta; vivemos uma época de enormes disparidades alimentares com milhões de pessoas
subnutridas, com outras tantas obesas e com um desperdício alimentar que delapida 1,3 milhões
de toneladas de alimentos comestíveis ao ano; de resto os últimos relatórios da FAO , Fundação da
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, sustentam que a fome no
mundo está novamente em ascensão e que a obesidade continua a subir de forma galopante de
ano para ano, estimando-se atualmente um número de 672 milhões de pessoas obesas com as
doenças relacionadas com excesso de peso a atingirem anualmente 3,4 milhões de pessoas. Não
nos iludamos esta realidade não é exclusiva de outros países e não se circunscreve ao que vemos
nos noticiários é por isso que hoje recomendamos à Câmara Municipal do Seixal reforçar a luta
contra as desigualdades alimentares, contra a fome, a obesidade e o desperdício alimentar no
Concelho e a promover medidas que vão no sentido de uma dieta mais saudável e
ambientalmente sustentável, designadamente a concretizar a sugestão feita pelo grupo municipal
do PAN a expensas do direito à oposição no âmbito das Grandes Opções do Plano e Orçamento
para 2019, sobre criar a feira da comida saudável do Concelho do Seixal enquanto evento que
promove os benefícios de uma dieta saudável, e que ensina através de palestras, workshops e
jogos a adotar um estilo de vida mais saudável, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções em relação a esta moção? Portanto
está registado a alteração, não «moção» mas «recomendação», quem é que pretende intervir?
Não há intervenções? Bom, pergunto pela última vez, não há intervenções certo? Não há, bom
não havendo, vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 87/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN:1
- Do grupo Municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da JFFF: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A moção foi aprovada por unanimidade. Há alguma
declaração de voto? Paulo Silva se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “A CDU votou favoravelmente esta recomendação por considerar que
a parte deliberativa da mesma tem toda a pertinência; nunca é demais as medidas contra as
desigualdades alimentares, o combate à fome, à obesidade e ao desperdício alimentar; temos

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algumas dúvidas quanto ao considerando constante no quarto parágrafo, mas estamos a falar de
um considerando e por isso votámos favoravelmente apesar dessas dúvidas.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte.”
II.6. O Grupo Municipal do CDS-PP apresentou a recomendação «IMI familiar», subscrita por
João Rebelo.
(Documento anexo à Ata com o número 6)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Este documento é do CDS-PP é subscrito por João
Rebelo designado por, passa a recomendação portanto «IMI familiar», João Rebelo se faz favor.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “ Antes de começar senhor Presidente e para além de Proposta de
Deliberação foi um lapso na redação e de acordo com a solicitação do Partido Socialista que nós
aceitamos, o ponto 5 desaparece; só para informar os nossos colegas, o ponto 5 desaparece para
procurar o máximo consenso possível, neste caso com o grupo do Partido Socialista; esta proposta
veio ao encontro de várias políticas e há várias e esta não é seguramente a única que tenta
abordar a problemática gravíssima que todos os partidos já têm falado e em todos os fóruns, na
Assembleia da República, no Governo, Câmaras Municipais, Assembleias de freguesia, que é o
problema da natalidade em Portugal; há várias formas de abordar esta questão e tentar resolver
esse mesmo problema, é um desígnio nacional, como nós sabemos, o problema da natalidade em
Portugal depende muito da continuidade enquanto qualidade histórica indiscutivelmente, mas
também sobretudo para o eclipse social e vitalidade económica e a solidez financeira do próprio
País; infelizmente esta realidade é cada vez pior apesar de algumas tentativas em medidas que são
insuficientes seja de que Governo for e esses são os últimos indicadores dos últimos 10 anos que
são claros, temos uma diminuição forte em Portugal do número de nascimentos que neste
momento ronda uns 80 mil para termos mais ou menos a noção; os indicadores do INE são muito
preocupantes mas é verdade que há estudos feitos encomendados pelo Estado e o mais recente,
feito pela fundação Francisco Manuel dos Santos, dizia que entre a taxa de fecundidade realizada
e a desejada há uma grande diferença; ou seja, as pessoas só têm os filhos que acham possível que
conseguem sustentar familiarmente; o desejo de ter mais na maioria das famílias é indiscutível; e
portanto existem várias medidas, esta não é e de longe não será a última, há muitas outras há as
outras de âmbito fiscal outras de âmbito social não pode ser só o Estado a trabalhar nesta área
mas empresas também, em laborais há medidas variadas que devem ser feita; o Governo
atualmente tem também feito algumas propostas nesta área temos que reconhecer isso, os
partidos da oposição têm feito as suas propostas existem na Assembleia da República debates
nestas áreas; e portanto o nosso contributo numa delas e seguramente há outras tem a ver
também com esta possibilidade de recorrer ao “IMI Familiar”; porque ajuda mais as famílias com
maior número de dependentes obviamente porque ter uma taxa igual para todos não é justo;
pessoas que não têm dependentes a cargo, ou que são solteiros, têm todo o direito de o serem, e
não têm filhos a cargo, acabam por ter, quando a taxa é igual para todos, diminuição ou aumentos

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às mesmas taxas; isto não é justo tendo em conta a necessidade de ter uma política mais
agressiva, no bom sentido, de ajuda às famílias com maior número de filhos; por outro lado e é
bom, o Partido Socialista na proposta que tinha refere isso, são cada vez mais os municípios que
têm estas propostas, sejam de que cor política for, câmaras CDS, PSD, PS e CDU têm estas
propostas, têm este IMI Familiar aprovado; achamos que é tempo de fazer esta recomendação à
Câmara Municipal não sendo possível neste momento com o orçamento que vai estar, as
propostas que vão estar em debate não consagram esta proposta no ano próximo mas fica aqui a
proposta portanto e é apresentada nestes termos, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções para esta recomendação? André
Nunes e Paulo Silva a seguir.”
André Nunes, do PAN, disse: “senhor Presidente nós dividimos esta questão em dois, numa ótica
puramente fiscal a questão do IMI Familiar só faz sentido tendo em conta o peso que os impostos
têm nas famílias mais numerosas, sendo certo que essa questão seria por si só mitigada se
houvesse razoabilidade na carga fiscal algo que não tem existido, ainda que sejamos sensíveis à
escassez dos rendimentos das famílias a pergunta que naturalmente nos oferece fazer é, qual é o
impacto que a medida teria no nosso Concelho? Se implementada nos moldes propostos, o que
serviu de base à definição do montão fixo reduzido por cada filho foram feitas contas e isso sim a
quem aproveitaria e em que medida, agora indo à questão que julgamos ser central aqui o
problema reside aqui na diminuição da medida da natalidade quanto a nós a proposta parte de
uma permissiva errada a saber a quem a necessidade de incentivar a natalidade e é errada porque
mistura demografia com natalidade é manifesto que em Portugal terá a médio prazo problemas
demográficos se nada fizer para inverter o rumo, só uma nota à parte para dizer: que mesmo a
ideia de que Portugal tem vindo a perder pessoas é, à falta de meios, à falta de dados mais atuais,
falso; eu fui ver os últimos censos e, se olharmos para os resultados definitivos de 2001 e 2011,
Portugal passou a ter mais 206 mil e 61 pessoas em 10 anos, ou seja contrariamente à ideia muitas
vezes difundida continua a haver crescimento da população, simplesmente esse crescimento foi
menor do que o verificado na década anterior, passou de 5% para 2% num abrandamento mas
ainda assim num crescimento; no PAN nós olhamos para a questão demográfica de uma
perspetiva global e não exclusivamente nacional e é justamente tendo por base essa mesma
perspetiva que somos levados a concluir que não precisamos de medidas promotoras de
natalidade, antes de políticas demográficas eficazes; a premissa de que quanto a nós deveríamos
partir é nós não temos falta de pessoas o que temos é uma má distribuição das mesmas; basta ver
que somos atualmente à escala comunitária 7 mil milhões e até 2050 a estimativa sugere que
sejamos perto de 11 mil milhões o que só adensa as dúvidas, quanto a nós fundadas, quanto a
nossa capacidade para fazer face a possíveis roturas, em especial de recursos; se a consumir como
fazemos, um planeta já não chega para nós, o que acontecerá em 2050 com mais quase 4 mil
milhões de pessoas? só para concluir o próprio Primeiro ministro António Costa já admitiu que o
problema não se resolve apenas com natalidade, o apenas é relevante, mas reconhecendo e cito

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»precisamos de imigração» e por isso esse paradigma tem que ser dito com toda a clareza,
precisamos de atrair talento para viver em Portugal; em suma o nosso voto vai para rejeição da
presente recomendação e por entendermos que carece de fundamentação sobre o impacto que
terá nas famílias e nas contas da Câmara e porque discordamos do fim último que a mesma visa, o
da promoção da natalidade da natalidade em todo o caso creio que existem outras formas
inclusivamente fiscais de protegerem as famílias, obrigada.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Paulo Silva e Vítor Cavalinhos a seguir.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “A CDU entende que reduzir o IMI aos nossos munícipes sendo possível
é uma boa política e por isso hoje no Período da Ordem do Dia apresenta uma proposta da
Câmara de redução do IMI; agora o que não entendemos é a redução de IMI só para alguns
munícipes como é o caso desta proposta do IMI Familiar; não podemos aceitar benefícios que não
tenham em consideração rendimentos dos agregados familiares podendo acontecer que uma
família com rendimento elevado tenham benefício só porque têm filhos a cargo enquanto que
reformados com reformas baixas como acontece em grande parte dos reformados, o eleito do CDS
falou apenas nos jovens mas esquecendo-se completamente da questão dos reformados e esses
por mais que tentem não conseguem ter mais filhos, pelo menos a maior parte deles a
esmagadora maioria, a não ser por reformas de invalidez e esses não têm qualquer benefício; e
depois não nos venham dizer que o IMI Familiar é uma medida de apoio à natalidade; eu pergunto
se alguém conhece alguma família que decida ter um filho só para poupar 20 euros no IMI isto é
uma piada autentica; as medidas de apoio à natalidade são outras, é haver os manuais escolares
gratuitos e esses por proposta do PCP vão haver; é haver uma rede pública de creche e essa o PCP
propõe mas não vai haver; e é haver aumentos do abono de família que por proposta do PCP vão
haver e, aqui dizer, que foi o Governo do CDS, em que o CDS era parte integrante, não apoiava
unicamente, era parte integrante, que retirou o abono de família a mais de 600 mil crianças; e este
é um apoio mensal que tem repercussão no rendimento de muitas famílias; mas principalmente o
apoio à natalidade tem a ver com trabalhos com direitos, tem a ver com segurança no trabalho,
essa é a maior medida que tem que ser tomada e enquanto ela não houver vai continuar a haver
problemas de natalidade, porque todos sabemos que muitas mulheres são logo avisadas quando
são contratadas que não podem engravidar, que são autenticamente pressionadas nas empresas
para não engravidarem; e quando engravidam, porque não há trabalho com direitos, estão com
contratos a prazo, são despedidas por causa de terem engravidado; esse é o principal problema e
se forem sérios na discussão terão que concordar com o PCP que o aumento da natalidade só se
consegue efetivamente com trabalho com direitos e é esse o cerne da questão.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vítor Cavalinhos se faz favor, e Bruno Barata a
seguir.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “O Bloco de Esquerda é contra o IMI Familiar pelas seguintes
razões: Algumas delas o Paulo Silva já aqui expressou e também por uma razão de coerência e já lá

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chegarei pensamos que as propostas de redução do IMI Familiar não são nenhum incentivo à
natalidade aliás acho que isto é de uma evidência delinear, uma família não tem filhos a perspetiva
de ver reduzido o IMI em 20,00 euros são um incentivo para ter um filho? Mas alguém acredita
nisto? Eu não acredito, nós defendemos, o Bloco de Esquerda defende a redução do IMI igual para
todos, de igual forma e a questão central é a questão do rendimento por qual é a justiça de uma
família com um ou mais filhos com altos rendimentos ver reduzido o seu IMI e uma sem filhos e
com baixo rendimento não o ver reduzido há alguma justiça nesta medida, nós pensamos que não,
o problema a questão que existe aqui, no nosso ponto de vista, o principal incentivo à natalidade é
o aumento dos salários, é o fim da precariedade, é o respeitar os direitos das pessoas, é que as
pessoas se sintam confortáveis na sua carreira e que não tenham a ameaça de virem para a rua
por dá cá aquela palha, é uma política, já agora, uma política de transportes públicos, uma política
aliás no sentido das medidas que são propostas da redução dos passes sociais que aí sim vai ter
uma influência grande no seu rendimento mensal das famílias isso é uma coisa importantíssima e
portanto por este conjunto de razões e por uma questão de coerência, o Bloco defende a redução
do IMI igual para todos independentemente dos rendimentos, o Bloco defende manuais gratuitos
para todos até ao 12º ano independentemente dos rendimentos, o Bloco defende a redução das
propinas para todos independentemente dos rendimentos; é isto que se chama uma política de
generalização dos direitos independentemente dos rendimentos senão não vale; os partidos
propõem o IMI Familiar e estarem aqui preocupados com o problema dos rendimentos; mas
quando se trata de ver o problema dos manuais e a redução das propinas aí são nomeadamente o
PSD e não só o CDS que está aqui a fazer esta proposta, a vir colocar o problema dos rendimentos,
aí aqui d'el-rei que o que interessa é o problema central, é o problema dos rendimentos; deve ser
a questão importantíssima para analisar em todas as perspetivas e nesta também; portanto o
Bloco defende a baixa do IMI para toda a gente, independentemente dos seus rendimentos, tenho
dito.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bruno Barata se faz favor.”
Bruno Barata, do PS, disse: “Eu por um lado fico satisfeito com a intervenção da CDU e do BE
referenciar tantas medidas positivas do orçamento de 2019 que o Governo PS pôs no documento
portanto é de saudar esses elogios desde o reduzir das propinas, desde aumentar o abono de
família, e fazem depois também considerações que, vamos ser sérios no debate, ó meus amigos
obviamente que esta medida do IMI não é só a medida em si que faz aumentar a natalidade é um
conjunto de medidas e esta seria mais uma por isso eu digo, vamos ser sérios no debate, estar a
reduzir esta proposta com efeito direto de natalidade é estar ser redutor na análise, muito redutor
na análise, portanto esta é mais uma medida a acrescentar às várias boas medidas que estão no
orçamento de Estado de 2019; muito bem, contas, o PS subscreveu esta proposta apresentada
pelo CDS-PP mas sabe quanto é que custa e sabe quanto é que são as contas e portanto a
aplicação do IMI com os dados dos censos de 2011 estão disponíveis; na atual data a aplicação do
IMI no Concelho do Seixal reduz a receita em cerca de meio milhões de euros, estas são as contas

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e nós não fazemos propostas no ar e descabidas de análise e a Câmara tem recursos e receitas
para suportar e disponibilizar este rendimento às famílias; outro ponto: falam que efetivamente
deve ser que a redução de 20 euros, 40 euros ou 70 euros não tem em conta os rendimentos da
família, ora estão efetivamente e completamente enganados porque enquanto a proposta do
Governo PSD/CDS era em termos percentuais e isso sim em percentagem de IMI que pagavam iam
recuperar o IMI, o PS não, o PS fixou um valor absoluto ou seja, 20 euros para uma família com
poucos rendimentos é muito mais em termos relativos do que 20 euros para uma família com
muitos rendimentos, e o que interessa é o peso relativo no rendimento disponível e portanto eu
digo, vamos ser sérios na discussão, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vítor Cavalinhos.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “senhor Presidente eu queria se fosse possível e será possível ser
esclarecida aqui uma situação; eu soube agora que o Partido Socialista tinha uma moção sobre o
IMI Familiar e retirou-a e soube agora que subscreveu a moção do CDS e a pergunta que eu queria
colocar era se o Partido Socialista na reunião do executivo municipal fez alguma proposta sobre o
IMI Familiar?”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Mais intervenções? Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Vamos ser sérios na discussão, o que é que contribui para a
natalidade, o aumento do salário mínimo para 650 euros ou 20 euros de redução do IMI? É porque
o PCP propôs o aumento do salário mínimo para 650 euros e concordo com o que o Vítor
Cavalinhos aqui disse e muito bem, que a questão dos aumentos salariais isso sim que contribui
para o aumento da natalidade porque também o que disse aqui o André que as famílias gostariam
de ter mais filhos e não têm por causa dos rendimentos portanto aqui é uma questão fundamental
e o PS votou na Assembleia da República, o PS o CDS o PSD o senhor eleito João Rebelo na
Assembleia da República votou contra a proposta do PCP de aumentar o salário mínimo para 650
euros e vem agora aqui dizer que é uma redução de 20 euros é que vai ter efeitos da natalidade,
vamos ser sérios.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel Cruz.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Muito rapidamente para esclarecer apenas, o Partido Socialista
apresentou esta proposta na Câmara em 2015, fui eu próprio que o fiz.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Mas é em defesa da honra?
Não, isso responde o Presidente da Câmara ou é em defesa da honra e quer defender; eu
recomendo a todos que leiam a legislação, desculpem lá, mas tanto os vereadores como os
membros da Assembleia leiam a lei, porque senão andamos aqui sem lei e isso é que não pode
ser, portanto se é uma defesa da honra pede a palavra eu dou a palavra ao senhor Presidente da
Câmara e é o senhor Presidente que lhe dá a palavra é assim que é; para intervir é o senhor
Presidente da Câmara que lhe dá a palavra e é o Presidente que responde pela Câmara, isto é o

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quadro legal e portanto se é necessário ler a gente até distribui; ainda uma intervenção Samuel?
Então se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “É de alguma forma regimental mas para esclarecer o que se está a
passar, a honra do Vereador Eduardo Rodrigues não foi ofendida e portanto aqui fazer o pedido
em defesa da honra era utilizar indevidamente uma figura regimental; o vereador Eduardo
Rodrigues já pediu a palavra ao senhor Presidente da Câmara o senhor Presidente da Câmara tem
a capacidade de lha dar para esclarecer uma vez que foi diretamente invetivado, ou não, agora,
até agora o senhor Presidente da Câmara não deu mas eu solicito a bem da discussão a bem da
Assembleia Municipal que o faça.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pronto é um esclarecimento do Samuel Cruz
porque de facto no quadro regimental que é o quadro legal o regimento não inventa coisa
nenhuma; tem a palavra o senhor Presidente da Câmara se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “De facto na discussão deste tema na Câmara Municipal
foi levantado pelo PSD na reunião preparatória esta matéria o mesmo pelo PS; portanto de facto
nós na reunião preparatória não tínhamos esta questão, sim na própria reunião de Câmara era
isso que eu ia eu dizer, na reunião preparatória não tínhamos estudado o impacto desta medida
no dia seguinte na votação o PSD levantou a questão o próprio PS também, não houve nenhuma
proposta formal no entanto; cá está, é uma opção e de facto não a considerámos do ponto de
vista político para a presente deliberação; tal não invalida que numa próxima oportunidade essa
discussão se faça quer na Câmara Municipal quer na Assembleia; eu gostava de recordar que são
dois órgãos diferentes, têm as suas próprias funções, e por isso nós reservamos a nossa discussão
na Câmara Municipal; mas dizer que de facto no ponto de vista formal não houve nenhuma
proposta em concreto houve foi uma discussão dentro do quadro democrático da Câmara
Municipal quer na própria reunião de Câmara quer na reunião preparatória, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Muito bem, vamos colocar à votação. O João
Rebelo já não tem tempo, bom vocês vão entrar agora em dar uns tempinhos, a gente vai ter que,
pronto sim senhora até nesse modelo, até que tempo é que dará?Quanto é que é, quem é que dá
o tempo, Fernão Ferro, quanto é que é? 2 minutos.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “Eu não gosto muito de usar estes períodos de tempo como
sabem, mas para encerar a proposta, eu acho que vale a pena pelos menos ouvir os argumentos,
eu ouvi, houve uma ou duas perguntas que foram colocadas o valor já foi aqui explicado pelo meu
colega do Partido Socialista ronda os 520 mil euros objetivamente, a segunda pergunta porquê
estes valores, porque decorre da lei, ou seja a lei é que estipula que valores é que podemos fazer
em relação a esta gestão, agora argumentos, eu disse e o deputado Paulo Silva ouviu
perfeitamente eu disse isto não é só para resolver os problemas da natalidade eu disse, são
medidas variadas, laborais são medidas fiscais são medidas sociais, mas também não só da parte
do Estado mas também das empresas e das comunidades onde as pessoas estão envolvidas, são

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um conjunto de medidas e é indiscutível, segundo ninguém me vai tirar da cabeça, e eu também o


disse aqui, sobre o desejo enfim quantos filhos é que as pessoas e as famílias tinham e o desejo
que pretendiam ter é mais e devemos incentivar com várias medidas e esta é uma delas, também
disse que isto não é só a política do CDS como ouvi dizer ou do PS ou do PSD são várias as Câmaras
a adotar e uma delas também da própria CDU como sabe a Câmara de Palmela já adotou também
este IMI e isto junta-se a outros não é só para as famílias foi a pergunta que foi colocada pelo meu
colega do PAN não é só as famílias que têm filhos que têm desconto são outras também, agora eu
vou só aqui rebater um argumento e termino aqui a intervenção senhor Presidente, dizer que
Portugal não tem um problema de demografia eu posso aceitar todo o tipo de argumento como
foi aqui dito pelo André, mas lamento muito mas não é o caso o aumento da população mundial
não é Portugal seguramente e claro que há mais população porque as pessoas estão a viver mais
tempo graças a Deus e a esperança de vida tem aumentado e muito só que os números e as
projeções de qualquer instituto e não são projeções e só números meus a população em Portugal
na próxima década nos próximos 20 anos vai reduzir para 8 milhões e nós vamos ter um problema
é que vamos ter uma população muito mais idosa e a população jovem cada vez menor isso é
indiscutível não vamos agora estar aqui a tentarmos esconder este problema, concordo com todos
os outros sim não é a única medida são várias mas esta é uma que pode ajudar seguramente as
famílias, e depois a questão pode favorecer as famílias ricas, quem me dera a mim haver mais
famílias ricas no Concelho do Seixal lamento muito mas é só ver os dados que há, há muitas
famílias com muitos filhos que qualquer ajuda é bem vinda e esta é uma delas.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Muito bem, vamos colocar à votação.”
Rejeitada a Tomada de Posição nº 88/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Dezassete (17) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do CDS-PP:1
- Do Presidente da JFFF: 1
 Vinte (20) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A Recomendação foi rejeitada com os votos contra
da CDU, do BE e do PAN, e os votos a favor do PS, PSD, CDS, e SFF. Declarações de voto? André
Nunes se faz favor.”

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André Nunes, do PAN, informou que entregaria uma declaração de voto no prazo regimental.
(Documento anexo à Ata com o número 6-A)
II.7. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «Pelo Sonho é que vamos – Cooperativa de
Solidariedade Social», subscrita por Fernando Sousa.
(Documento anexo à Ata com o número 7)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte que é uma
moção «Pelo Sonho é que vamos – Cooperativa de Solidariedade Social», é uma moção da CDU e
subscrita por Fernando Sousa que tem a palavra se faz favor.”
Fernando Sousa, da CDU, leu integralmente o documento anexo à Ata com o número 7.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções para esta moção? Vítor Cavalinhos,
eu depois já informo dos tempos.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Muito rapidamente, o BE vai votar a favor desta moção mas o
Bloco deixa aqui manifestar uma opinião, esta Assembleia Municipal deve de ser informada, se
não for possível hoje mas no futuro o Bloco de Esquerda pretende que esta Assembleia Municipal
seja informada de o grau de responsabilidades e quem tem a responsabilidade que a situação
tenha chegado aonde chegou, porque a situação existe alguém tem responsabilidades, diversos
autores têm responsabilidades para que esta situação se esteja a colocar hoje e é preciso, do
nosso ponto de vista, que sejam identificados os diversos autores que contribuíram para que esta
situação seja hoje aqui a ser colocada, era só.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais pedidos de intervenção? Samuel se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “O Partido Socialista propôs aos proponentes uma alteração que penso
que foi aceite, que diz: No ponto 2 em vez de «exigir ao Centro Distrital de Setúbal», que se passe
a dizer «envidar esforços junto do Centro Distrital de Setúbal»; e uma pequena correção que
como já não há direção, talvez em vez de direção deveria ser aos órgãos sociais, uma coisa mais
light, neste momento não há direção em funções.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pronto perceberam a alteração? Sim, portanto
«envidar esforços junto do Centro Distrital de Setúbal», em vez de «exigir ao Centro Distrital de
Setúbal», muito bem. Pergunto se não há mais intervenções? Não, pergunto ao proponente, diz
que não é necessário, então passamos à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 89/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Trinta e um votos (31) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do BE: 3

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- Do Presidente da JFFF: 1
 Seis (6) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo Municipal do CDS-PP: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor da CDU, do PS, do BE, do SFF, e a abstenção do PSD, CDS e PAN. Alguma declaração de voto?
Não há declarações de voto. Vamos aos tempos, a CDU esgotou, o PS tem 45 segundos, o PSD tem
2 minutos, o Bloco também esgotou, o PAN tem 20 segundos e SFF 1 minuto e 30. ”
II.8. O Grupo Municipal do PS apresentou a moção «Pela comparticipação das atividades de
animação e de apoio à família nos Jardins de Infância da rede pública», subscrita por Samuel
Cruz.
(Documento anexo à Ata com o número 8)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte, é uma
moção «Pela comparticipação das atividades de animação e de apoio à família nos Jardins de
Infância da rede pública», portanto o proponente é o Samuel Cruz que tem a palavra. Prescinde.
Intervenções dentro do quadro que temos disponível como é evidente, Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Muito rapidamente, era uma pergunta a Câmara sobre estas medidas
se se justificam e se já estão em vigor? “
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Então intervenções mais alguma dentro dos
tempos? Não, então o senhor Presidente da Câmara se faz favor, se o entender evidentemente.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Pedia à Vereadora da educação Manuela Calado que
pudesse prestar os esclarecimentos solicitados por favor.”
A Vereadora Manuela Calado disse: “Sobre esta moção dizer-vos que portanto para além de
todos os decretos lei aqui referentes apenas gostaria de fazer aqui referência também à portaria
644-A/2015 que para além daquilo que vem aqui referido na moção também diz no seu artº 3 n.º2
que sendo obrigatória a sua oferta pelos estabelecimentos de ensino de educação pré-escolar
estes, para além daquilo que é referido, são tutelados pelos agrupamentos e pelo ministério e não
pela autarquia; o que é que isto significa? Significa que para além daquilo que está aqui em cima
da mesa, são os agrupamentos e o próprio ministério que coordena de certo modo os
prolongamentos de horários e as AEC e isso tudo; e portanto ainda de referir que também se essa
competência já está a ser assegurada pelos agrupamentos em parceria com as associações de pais
e também com algumas IPSS portanto a procura que nós temos no prolongamento de horários e
temos algumas salas com prolongamento de horários mas que não satisfazem as necessidades
dos pais aquilo que nós estamos a ver neste momento e foi uma proposta da associação da

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UCAPES numa reunião que tivemos sobre este assunto aquilo que nós estamos a tentar coordenar
é que o Ministério da Educação também possa reconhecer as associações de pais enquanto
parceiras, visto que são elas que dinamizam estes prolongamentos de horários e apoio às famílias,
mas o Ministério infelizmente não reconhece as associações como parceiros e portanto não lhes
disponibiliza o financiamento necessário e portanto nós estamos aqui já foi pedido uma reunião
ao Ministério da Educação para que nós possamos em conjunto encontrar aqui esta solução
aguardamos uma resposta para que possamos continuar a fazer o nosso caminho em conjunto
com os agrupamentos e com as associações de pais para que as famílias que mais necessitam elas
possam também ser apoiadas nesse sentido e diminuir as prestações que portanto pagam para
que seja feito este serviço portanto é neste momento aquilo que posso dizer, que estamos em
conjunto com o ministério da educação tentar ver se vemos aqui alguma solução e também com o
UCAPES e as associações de pais.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Obrigado senhor Presidente; é só um parênteses:
esta é uma matéria que está, portanto, independentemente do entendimento que tivemos sobre
o processo, que está no quadro da transferência de competências da educação; portanto se for
concretizada virá a seguir; portanto vamos proceder à votação. Ah, tem razão; o proponente, mas
não tem tempo, ah, portanto pediu tempo a Fernão Ferro foi? Samuel Cruz, se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Vou tentar ser telegráfico, bem esclarecer primeiramente a questão
da descentralização o Decreto-Lei n.º 144/2008, de 28 de julho do seu artigo 2º, nº 1 alínea b) diz:
São transferidos para os municípios atribuições e competências em matéria da componente de
apoio à família designadamente o fornecimento de refeições e apoio ao prolongamento de
horário na educação pré-escolar, ou seja este não está a ser discutido neste momento este já há 5
anos que foi delegado nos municípios, primeiro, e isso é a diferença, ser pobre é tramado em todo
o lado, no Seixal é lixado senhor Presidente e é lixado pela vossa incompetência porque de facto
lamento muito dizer mas a sua prestação foi constrangedora viu-se de que não sabia do que é que
estava a falar, a questão é esta o Ministério da Educação tem verba disponível para apoiar, a
Câmara no início do ano tem que colocar na plataforma e dizer quais são já o fez em dois casos na
freguesia de Corroios tem que fazer para todos Sra. Vereadora e aí quem está no escalão A vai
deixar de pagar e quem está no escalão B ou C vai ter proporcional e é isto que está em causa e o
que acontece é que no Concelho do Seixal há oferta mas as pessoas pagam em média pelo menos
120 euros e isso para quem é pobre é muito, é muito mais que os 20 euros que a CDU não quis
aqui dar e a Câmara como faz, não é nada novo, é como faz a Câmara de Almada é como faz a
Câmara de Sesimbra é como faz a Câmara de Lisboa é como faz a Câmara de Setúbal; todos fazem
só o Seixal é que não faz; ainda eu estava na Câmara, chamámos várias vezes a atenção mentiram-
nos, enrolaram-nos, etc. Mas é assim, tem que ir colocar na plataforma no início do ano e mais
grave e já agora não é engano do Ministério da Educação, e eu assumo exatamente aquilo que
estou a dizer porque para alem do mais o apoio é para 11 meses e onde a Câmara recebe esse

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apoio que já disse em Corroios duas vezes , e a Câmara encerra 2 meses em pausa letiva e diz ao
Ministério da Educação e só funciona 10 meses mas recebe o dinheiro; é muito feio.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bom, vamos colocar à votação a moção.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 90/XII/2018, por maioria e em minuta com:
 Vinte e um (21) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo Municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da JFFF: 1
 Dezasseis (16) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor do PS, PSD, BE, CDS do PAN e de SFF, e a abstenção da CDU. Declarações de voto? Não há.
Bom, tempos, a CDU esgotou o PS esgotou, o PSD tem 2 minutos, o BE esgotou, o PAN 20
segundos e SFF tem 25 segundos.”
II.9. O Grupo Municipal do PSD apresentou a recomendação «Alargamento do projeto A Casa
das Emoções a toda a rede pré-escolar concelhia», subscrita por Maria Luísa Gama.
(Documento anexo à Ata com o número 9)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Temos o documento seguinte que é do PSD é uma
recomendação «Alargamento do projeto A Casa das Emoções a toda a rede pré-escolar
concelhia», é subscrita por Maria Luísa Gama que tem a palavra se faz favor.”
Maria Luísa Gama, do PSD, disse: “Queria em primeiro lugar fazer aqui duas alterações, no 3º
parágrafo do texto da 2ª linha onde diz «desde 2008», queria acrescentar: «em parceria com a
Associação Acrescer», e na frase onde está «Assim, recomendamos» queria em vez disso colocar
«Assim a Assembleia Municipal do Seixal, reunida em sessão extraordinária no dia 19/10/2018
recomenda à Câmara Municipal do Seixal», e retirar a «reformulação» para ficar só o
«alargamento do projeto “A Casa das Emoções”»; não sei se foi explicito? Sim, tenho aqui a
correção, depois envio, ok? Bom, o texto está à frente não vou ler todo portanto venho aqui
salientar a boa recetividade que este projeto tem tido na promoção da saúde mental e no
desenvolvimento de competências sócio-emocionais das crianças, mas infelizmente pensamos que
apenas 10 salas dos jardins de infância concelhios em que este projeto está integrado nos parece

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muito pouco, assim recomendamos então o alargamento do projeto “A Casa das Emoções” para
que no ano letivo de 2019/2020 este possa envolver a globalidade das salas da rede pré-escolar
pública concelhia, chegando deste modo a mais crianças e respetivas famílias, obrigada.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Ora, bom, isto intervenções só se for o PAN ou
Fernão Ferro; bom, então como é que ficamos? Não há intervenções. O PSD ainda tem alguns
segundos ainda quer alguma coisa? Não. Então vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 91/XII/2018, por unanimidade e em minuta com:
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo Municipal do CDS-PP: 1
- Do Presidente da JFFF: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada por unanimidade.
Alguma declaração de voto? Não. E terminámos, estão esgotados os tempos portanto os
documentos que ainda estavam não vão ser apresentados e sendo assim vamos fazer um intervalo
de 10 minutos.”
Nuno Graça, da CDU, abandonou os trabalhos pelas 23.33, tendo comunicado o facto à mesa.

III. PERÍODO DA ORDEM DO DIA.


III.1. Informação sobre o trabalho em curso das Comissões da Assembleia Municipal.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Senhores membros da Assembleia vamos
recomeçar. O primeiro ponto é a informação sobre o trabalho em curso das comissões da
Assembleia Municipal. Eu pergunto aos senhores coordenadores se pretendem transmitir alguma
informação sobre o funcionamento das comissões, se for caso disso. Temos o Rui Brás e o Tomás
Santos. Rui Brás, se faz favor”.
Rui Brás, do PS, Coordenador da Comissão Permanente da Proteção Civil, disse: “A Comissão
Permanente da Proteção Civil tem trabalhado em articulação com a vereação que sempre se
mostrou disponível para as nossas questões. Referir que na última reunião já foi aprovado o
documento do plano de atividades da Comissão Permanente da Proteção Civil que assenta
basicamente em 12 pontos: acompanhar a atividade realizada pelo Pelouro, saber como funciona

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a proteção civil, receber alguns relatórios e informações especificas da atividade do mesmo,


fiscalização da atividade do pelouro. Ter conhecimento prévio e juntamente com a vereação fazer
um acompanhamento de alguns eventos de segurança, após as reuniões do Conselho Municipal
de Segurança a vereação transmitir à comissão o resultado da mesma, ter conhecimento do plano
municipal para incêndios florestais, perceber se existe um quadro de problemas ou carências na
proteção civil que possam vir a comprometer o trabalho eficaz da mesma e rápido em prol da
população, propor com a vereação elaborar uma proposta de calendarização para as audições a
algumas entidades competentes do nosso concelho, receber um relatório do balanço do final das
festas do concelho e de outras atividades que se realizem e nas quais a proteção civil tenha
intervido. Junto na área da sensibilização das escolas saber dos planos de emergência das escolas
básicas e secundárias do concelho e por fim, uma maior intervenção da comissão que se
disponibiliza para acompanhar o pelouro nas suas atividades”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tomás Santos”.
Tomás Santos, do PS, disse: “Eu deveria vir aqui falar sobre o trabalho das comissões, mas na
verdade, venho falar sobre o não trabalho das comissões. A verdade é que e pelo menos é o
entender da bancada do Partido Socialista que as comissões devem ser órgãos ou estruturas”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “É coordenador da comissão, certo?”.
Tomás Santos, do PS, disse: “Não!”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Então, não intervém.”
Tomás Santos, do PS, disse: “Eu pensei que as pessoas podiam”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Não ouviu! É os coordenadores das comissões”.
Tomás Santos, do PS, disse: “Peço desculpa mas se isso fizer com que hajam mais reuniões eu
posso ser o coordenador de uma comissão”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O coordenador é que fala e os membros falam nas
comissões. O coordenador não vem? Está a substituir? Muito bem, Marta Barão”.
Marta Barão, do PS, em substituição de Sérgio Ramalhete, Coordenador da Comissão
Permanente de Segurança Alimentar e Bem-estar Animal, disse: “Eu venho falar do grupo
permanente de saúde alimentar e bem estar animal, basicamente o presente grupo trabalha em
duas áreas distintas, na saúde alimentar e no bem estar animal. Neste sentido, também vinha já
deixar presente que o grupo já realizou as suas atividades e já tem o seu plano de atividades
apresentado. Neste sentido, a saúde alimentar, nós temos participado na vertente de incentivar,
não só uma alimentação saudável como demonstrar que existem outras opções alimentares. Por
exemplo, não sei se todos os presentes têm noção mas atualmente existem muitas intolerâncias
alimentares, o que obriga as pessoas a terem uma alimentação diversificada, eu sou intolerante à
lactose, eu tive a opção de escolher uma alimentação vegetariana e nós queremos transmitir

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isto à população. O nosso grupo quis apresentar variadíssimas formas e então, propusemos a
criação de workshops e mesmo um fim de semana desse tipo de alimentação, por exemplo como
há ali a feira da ladra apresentarmos com várias opções estas novas alimentações para a
população poder as conhecer melhor. Estas atividades estão planeadas, ainda não tiveram uma
data, nem uma concretização mas estão no nosso plano para realmente serem realizadas. Esta
mesma questão da alimentação também está a ser levada às escolas. Nós também
acompanhamos de perto o trabalho da autarquia a nível das vistorias, para termos um pouco de
conhecimento como é que são as vistorias nos talhos, como são as vistorias nos restaurantes. A
questão do bem estar animal, nós temos seguido o trabalho de perto que eu através do Centro de
Recolha Oficial de Animais de Companhia do Seixal, temos sabido as campanhas de esterilização,
das campanhas de adoção, também temos tido conhecimento das parcerias que o Centro de
Recolha tem com várias associações sem fins lucrativos, também temos o conhecimento da
requalificação e alargamento do mesmo centro, não só a nível do imóvel como da requalificação
que está a existir a nível dos recursos humanos que tão necessária tem sido ao longo dos anos e
basicamente é o trabalho que nós temos planeado, realizado e temos tido conhecimento e se
tiverem mais interesse podem ver o nosso planeamento que é de bastante interesse”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Custódio”.
Custódio Carvalho, da CDU, Coordenador da Comissão Permanente de Desporto, Empreitadas,
Administração Geral e Modernização Administrativa, disse: “A nossa comissão tinha uma visita
agendada para dia 22/9; por culpa minha, não consegui avisar os serviços e não consegui por a
comissão toda a funcionar. Com o vereador vamos agendar uma nova visita e depois
oportunamente informo os membros da comissão”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra Rosária Antunes”.
Rosária Antunes, da CDU, Coordenadora da Comissão de Planeamento, Mobilidade, Cultura e
Recursos Humanos e Cultura, disse: “Uma breve informação sobre as duas reuniões que já se
realizaram da comissão de mobilidade e cultura. Portanto, uma primeira reunião para discutirmos
alguns aspetos do funcionamento interno da comissão e fizemos no final de junho uma reunião
com a presença do senhor Vereador que acompanha o pelouro, na qual fizemos chegar um
conjunto de assuntos que gostávamos de ver tratados e assim foi. Entretanto, houve alteração de
vereadora nessa área e ainda não foi possível marcar uma nova reunião, também se meteu o
período das férias e iremos retomar no inicio de novembro o trabalho da comissão”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Júlia Freire”.
Júlia Freire, da CDU, Coordenadora da Comissão Permanente de Educação, Desenvolvimento
Social, Juventude e Gestão Urbanística, disse: “Também uma breve informação. Dizer que
fizemos duas reuniões. Uma primeira onde definimos o âmbito da comissão, os objetivos e depois
uma nova reunião com a sra. Vereadora do pelouro. Neste momento iremos agendar uma nova

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reunião tendo em conta o balanço, quer do arranque do ano letivo, quer também das questões
sociais que neste momento estão patentes no concelho”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Paulo Silva”.
Paulo Silva, da CDU, Coordenador da Comissão Permanente de Desenvolvimento Económico,
Plano, Orçamento e Gestão Financeira, disse: “A Comissão de Desenvolvimento Económico tem
reunido com bastante regularidade, não sei se já não teremos passado as 10 reuniões, de certeza
que sim, portanto a média de uma reunião mensal. Temos acompanhado de perto toda a
atividade da Câmara Municipal, nomeadamente o Gabinete do senhor Presidente e iremos
continuar a desenvolver, nomeadamente sobre esta assembleia reunimos e foi-nos transmitido
vários esclarecimentos sobre os diversos pontos que estão aqui a ser discutidos e feitos todos os
esclarecimentos por parte do senhor Presidente sobre as questões que lhe foram colocadas”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais alguma intervenção? Não! Então, fechamos
aqui este ponto”.
III.2. Ata da 1.ª Sessão Ordinária de 2018, a de 19 de Fevereiro.
(Documento anexo à ata com o número 10)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Não podem votar neste ponto por não terem
estado presentes nessa reunião, da CDU: Rosária Antunes e Almira Santos; do PS: Milton Simões;
do CDS-PP: João Rebelo. Orlando Ribeiro, hoje a substituir o Presidente Eduardo Rosa, de Corroios.
Pergunto se há alguma questão em relação a esta ata? Não havendo nenhuma questão vamos
proceder à votação”.
Aprovada a Deliberação n.º 33/XII/2018, por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitos:
− Do grupo municipal da CDU: 12
− Do grupo municipal do PS: 10
− Do grupo municipal do PSD: 4
− Do grupo municipal do BE: 3
− Do grupo municipal do PAN: 1
− Do presidente da JFFF: 1
Não votaram, por não terem estado presentes na sessão de 30 de janeiro, os seguintes eleitos:
Da CDU, Rosária Antunes e Almira Santos; do PS, Milton Simões; do CDS-PP, João Rebelo. Não
votou igualmente Orlando Ribeiro, da Junta de Freguesia de Corroios.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Está aprovada a ata”.

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Vamos para o conjunto de pontos da ordem de trabalhos que tem a ver com as deliberações da
Câmara Municipal no que respeita à taxa de IMI, taxa municipal de imposto sobre imóveis, ao
lançamento da derrama para 2019, à definição da participação percentual no IRS para 2019 e à
taxa municipal pelos direitos de passagem. Na reunião de líderes, houve o entendimento, aliás no
quadro do que é também o procedimento que temos seguido, de que estes pontos irão ser
apreciados em conjunto e votados individualmente, ponto a ponto; Nesse sentido, dou a palavra
ao senhor Presidente da Câmara”.
III.3. Fixação do valor da taxa do imposto municipal sobre imóveis (IMI) para 2019, nos termos
do n.º 5 do art. 112.º do Código do IMI (CIMI), da alínea d) do n.º 1 do art. 25.º do Anexo à Lei
n.º 75/2013 de 12 de setembro, atualizado pela Lei n.º 50/2018 de 16 de Agosto, e alínea a) do
art. 14.º da Lei n.º 73/2013 de 3 de setembro, alterada pela Lei n.º 114/2017 de 29 de
dezembro. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 11)
III.4. Lançamento de derrama para 2019, nos termos da alínea d) do n.º 1 do art. 25.º do Anexo à
Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, atualizado pela Lei n.º 50/2018 de 16 de Agosto, e alínea b)
do art. 14.º e 18.º da Lei n.º 73/2013 de 3 de setembro, alterada pela Lei n.º 114/2017 de 29 de
dezembro. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 12)
III.5. Definição da participação percentual no IRS para 2019, nos termos do art. 26.º da Lei n.º
73/2013 de 3 de setembro, alterada pela Lei n.º 114/2017 de 29 de dezembro.
(Documento anexo à ata com o número 13)
III.6. Taxa municipal pelos direitos de passagem. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 14)
O Presidente da Câmara Municipal disse: “De forma muito sucinta e começando pelo imposto
municipal sobre imóveis, na verdade apesar do nosso plano de consolidação orçamental em vigor
e apesar de suspenso por nossa decisão mas quanto a nós em vigor no seu acompanhamento,
dizer que deveríamos ter um valor de IMI superior, a verdade é que o município tem conseguido
concretizar uma descida com dimensão do seu endividamento e ao mesmo tempo a melhoria de
todos os seus indicadores económicos. Nessa perspetiva e mesmo tendo em consideração a
descida de IMI já constatamos porque três anos consecutivos, já iremos agora para o quatro. O
orçamento da Câmara Municipal continua a crescer e nessa medida parece-nos que existem
condições para cumprirmos aquilo que tínhamos determinado em termos do programa eleitoral
da CDU que era em todos os anos reduzir o valor da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis.
Com esta redução para 0.39 e se somarmos a redução dos quatro anos anteriores, com esta,
digamos assim, nós vamos ter uma redução acumulada de mais de 4 milhões e meio de euros.
Gostava de dar esta nota porque esta é a dimensão da redução que decidimos fazer que começou

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no ano de 2016/17/18 e agora também com a proposta para 2019 o que acumulado dá então,
este valor de menos 4 milhões e meio de euros que o município não aufere e que as famílias
também não pagam. Gostava também ainda de fazer uma referência relativamente a aspetos
relacionados com o próximo ano. O primeiro com a questão dos transportes, a questão do
financiamento do passe e do alargamento do serviço de transporte coletivo rodoviário que foi
analisada e decidida no último Conselho Metropolitano de Lisboa faz colocar sobre o município
uma necessidade de financiamento no próximo ano de 2 milhões de euros. Portanto, será uma
discussão, já fechámos o orçamento. Aliás hoje às 17 horas o orçamento da Câmara Municipal
para 2019 foi distribuído aos senhores vereadores, não foi possível haver discussão e
enquadramento para esta necessidade mas do ponto de vista das questões legais e formais que
somos obrigados, também não foram dados os passos, quer na Área Metropolitana, quer ao nível
da Câmara e Assembleia Municipal sobre a utilização dessa verba, mas gostava de dizer que vamos
ter que fazer uma reflexão no próximo ano sobre como é que poderemos enquadrar estes 2
milhões de euros porque a perspetiva é que seja com base anual, isto é, mesmo tendo saldo e a
ideia poderá passar por aí, haver um reforço numa rubrica para fazer face a esta necessidade em
2019 mas vamos ter que ver como é que em 2020/2021 e anos seguintes vamos conseguir ter uma
receita que permita enquadrar esta despesa. Este é um primeiro aspeto. Um segundo tem a ver
com a transferência de competências. Nós deliberámos a não aceitação da transferência de
competências dos 23 diplomas a 1 de janeiro de 2019 mas teremos que nos pronunciar em junho
de 2019 para sim ou não para recebermos essas competências a 1 de janeiro de 2020 e esta é
também uma questão importante porque sendo o IMI a maior receita do município, quanto a nós
não deveria ser, mas a realidade é que é. Qualquer alteração nesta receita pode ter implicações,
não só em termos dos investimentos, nas políticas sociais, mas também de novas competências e
de novas necessidades como é em matéria de transportes ou a matéria dos outros 23 diplomas
que se pretendem transferir para a Câmara Municipal do Seixal. Gostava só de deixar esta nota em
termos daquilo que é uma preocupação para um próximo ano, uma discussão política que com
certeza teremos, quer ao nível da Câmara Municipal, quer ao nível da Assembleia Municipal. No
entanto, só dizer que pensamos que com esta redução de 0,395 para 0,339 estamos a dar passos
no sentido de também de desonerar aquilo que são os orçamentos das famílias e dar melhores
condições para mais rendimentos o que é de facto, positivo. Em segundo lugar sobre a derrama.
Aqui dizer que a nossa proposta vem no sentido daquilo que foi a proposta de anos anteriores.
Isentar as empresas com volume de negócios inferior a 150 mil euros ou mesmo aquelas que
constituam residência fiscal ou fixem a sua sede social no município do Seixal durante o presente
ano e a taxa de 1,5 para as empresas com volume de negócios superior a 150 mil euros. Nada de
novo. Sobre o IRS também mantemos a nossa posição que no IMI é a maior receita da Câmara, há
também o que é uma situação quanto a nós que não devia acontecer. Também não deveria
acontecer que a maior fatia das transferências do Orçamento de Estado para a Câmara Municipal
são também por via desta receita do IRS. Não deveria ser assim, mas é! ou seja, a Câmara

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Municipal recebe das transferências do Orçamento de Estado globais 15 milhões de euros e cerca
de 8 milhões são IRS. Mais de metade só no IRS. Também não nos parece que qualquer redução
que possa acontecer no IRS, no sentido de devolver uma parte deste montante aos cidadãos
contribuintes, não nos parece que seja mais útil essa verba de 10, 20 ou 25 euros por ano ir para
essas famílias do que o município prescindir de vários milhões de euros que nos permitem atender
a necessidades sociais de todos os municípios. Vou voltar a explicar, se reduzíssemos o IRS só
aqueles que mais contribuem são os que mais recebem é que seriam beneficiados e com isso o
município perderia 1, 2 ou 3 milhões de euros o que impediria de fazer, por exemplo uma
ampliação de uma escola como agora vamos avançar na Quinta de Santo António, uma obra de 2
milhões de euros. É esta opção que a Assembleia Municipal tem que decidir, a Câmara já o fez, em
nossa opinião não faz sentido haver uma redução de IRS por esta via. Faz sentido sim, haver em
sede do que são a política de impostos nacionais. Por fim, a taxa municipal de direitos de
passagem, aqui é o segundo ano que estamos a aplicar. Só em 2018 é que sabemos o que é que
isto representa em termos de receita e nesse sentido, gostava de dizer que 0,25% significam quase
80 mil euros, o que é ridículo a Câmara do Seixal receber 80 mil euros dos operadores quando os
operadores lucram milhões com a rede da Câmara Municipal. Em cada loteamento, o loteador é
obrigado a entregar ao município a sua rede de infraestruturas para exploração entre elas está o
chamado tri-tubo. São três tubos onde passam as infraestruturas de telecomunicações, voz e
dados e o que a PT Altice agora faz é a renda à Vodafone, à MEO, à NOS ou outro operador
qualquer essa passagem à Câmara paga cêntimos e recebe destas operadoras centenas ou
milhares de euros. O que estamos aqui a fazer é um negócio altamente lucrativo. A Assembleia da
República legislou um negócio altamente lucrativo para a PT Altice e altamente lesivo para os
municípios porque no fim de contas quem tem que substituir os tubos, quem tem que os manter
nas caixas etc é o município entre outras questões. No entanto, é mais uma receita, não deveria
ser esta mas é aquela que a Lei nos possibilita. Senhor Presidente, penso que prestei os
esclarecimentos necessários, estamos disponíveis para outros se o entender”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções para este ponto? Bruno Barata, mais?
João Rebelo. A seguir? Rui Belchior, Vítor Cavalinhos, Nuno Pombo. Bruno Barata se faz favor”.
Bruno Barata, do PS, disse: “Queria em primeiro lugar neste ponto dar os parabéns ao senhor
Presidente da Câmara por tomar esta decisão de reduzir o IMI. É uma medida com a qual o PS
concorda e queria saudar o senhor Presidente. Entendemos também que na apresentação do
senhor Presidente, deveria ser contada toda a história, ou seja, o senhor Presidente da Câmara
quando foi para sessão de câmara ia propor uma redução para 0,393 e as forças da oposição e sob
proposta do PS e os outros partidos é que a taxa reduziu para 0,390 e isto é importante dizer e ao
mesmo tempo também dar novamente os parabéns ao senhor Presidente da Câmara que acolheu
as propostas da oposição e fez um esforço aquém daquele que ele desejaria porque a proposta
inicial do senhor Presidente ia colocar rendimento nas famílias apenas na ordem dos 75 mil euros
e com o contributo das forças políticas da oposição este valor duplicou e vai haver mais

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rendimento nas famílias na ordem dos 300 mil euros. É importante também dar os parabéns ao
senhor Presidente da Câmara porque adotou a fórmula Centeno, ou seja, este Governo conseguiu
esta recuperação económica e estes níveis de crescimento no país aumentando o rendimento
disponível das famílias. Esta foi a fórmula! Foi a eliminação da sobretaxa, foi as reversões das
reduções salariais, tem sido as promoções. Têm sido várias medidas de incrementar o rendimento
disponível das famílias e o senhor Presidente e bem neste aspeto aumenta o rendimento
disponível das famílias e aplica a receita Centeno aqui à Câmara Municipal. É importante também
acrescer que esta medida terá impacto na vida das pessoas como teria também a aplicação do IMI
familiar em 20 euros porque esta redução do IMI também vai ser muito pouco a cada um, há-de
ser 20 euros a um e 30 euros a outro. o IMI familiar podia também acrescer e portanto, as
medidas não podem ser avaliadas per si, individualmente, mas tem que ser numa lógica estrutural
e o senhor Presidente aplica aqui e bem a fórmula Centeno mas obviamente deixo-lhe o desafio
para aplicar a fórmula Centeno também noutros capítulos porque a fórmula Centeno e recordo
que só para 2019 tem o aumento de todas as pensões, tem a subida do mínimo de rendimento
tributável de existência de IRS, tem o reforço do abono de família, tem o programa de apoio aos
transportes públicos para redução dos passes sociais, tem a gratuitidade dos manuais escolares
que já aqui falei, tem a redução das propinas no ensino superior, tem a redução da taxa de IVA nos
contadores de eletricidade e poderia ir por aí e portanto, parabéns senhor Presidente queria-o
saudar, bem vindo à fórmula Centeno!”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “João Rebelo se faz favor”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “A posição do CDS será muito similar ao que tem sido em relação a
estas taxas, taxinhas e taxetas que vamos tendo pelo país que seja o Governo central, ou que
sejam as câmaras municipais. Ainda bem que falou o meu colega do Partido Socialista sobre a
questão do IMI familiar porque estavam a criticar o que é que é 20 euros, o que é 70 euros e a
diminuição é de 0,005 que é a belíssima oferta que nós temos aqui presente e que vai beneficiar
tanto o solteirão que não tem filhos que ganha 2 mil euros, como pessoas que têm dois ou três
filhos e que têm rendimentos familiares de 500 ou 600 euros. Fica aqui este reparo a esta
proposta que não deixa de ser estranha para quem criticou tanto a proposta que nós fizemos com
o apoio do Partido Socialista e do Partido Social Democrata. Em segundo lugar quando há
diminuição deste tipo de impostos é de saudar, mas temos que reparar se compararmos com
outros municípios em Portugal, o município do Seixal é dos municípios que tem as taxas mais
elevadas em muitas destas deliberações que hoje vamos aprovar ou não aqui na Assembleia
Municipal. São diminuições que são de saudar mas são muito limitadas tendo em conta o que
temos defendido, onde nós temos aqui maiores criticas que nós achamos que deve haver a
devolução que tem a ver com o IRS, mais uma vez não acontece e aquela teoria de que vai
favorecer quem mais tem ou quem mais ganha, pois é lógico se quem paga mais impostos tem a
devolução de IRS em termos de valor absoluto, obviamente que será essa consequência, mas seria
um sinal porque nós quando estamos em Portugal acendemos a luz pagamos um imposto, ligamos

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a água, pagamos não sei quantos impostos, taxas e mais taxas. Acabamos por estar
constantemente nos primeiros sete, oito meses do ano a estar a sustentar um Estado que depois,
temos a saúde que temos, temos a educação que temos, temos os transportes públicos que
temos, temos o sistema de infraestrutura que temos e continuamos a pagar taxas e mais taxas.
Portanto, a Câmara do Seixal podia dar um exemplo no momento em que está com contas a mais,
são dádivas saudáveis e também aqui faço também minhas as palavras do que foi dito no passado
e quem tinha criado as tais dividas etc… tinha sido a própria gestão CDU que também as tinha
feito. Claro, que eles depois arranjam outros argumentos para não sustentar isso. Neste momento
tem as contas em melhor disponibilidade e em melhor situação mantém a taxa de 5%, não há
devolução nenhuma. Depois, já respondendo a algumas perguntas que algumas pessoas vão
questionar. Ai, mas nas câmaras CDS como é que é? A câmara do CDS devolve ou na totalidade ou
em metade esta taxa só porque normalmente costumam fazer essas perguntas. Nós não podemos
concordar com uma oferta fiscal da Câmara Municipal que mexe muito pouco com o que
realmente em termos de devolução que poderia fazer para os munícipes que já pagam taxas.
Desculpem lá eu lembrar, basta ver o que pagamos todos nós pagamos quando vamos encher o
tanque do nosso carro em termos de taxas, o que nós já pagamos também em IVA de 23% etc.
Portanto, a Câmara Municipal podia ter sido mais amiga dos contribuintes, neste caso concreto e
não o é e portanto tirando a questão das derramas, não estou a ver que o CDS possa votar
favoravelmente estas propostas que vão ser aprovadas porque vêm da Câmara Municipal, do
executivo e que tiveram uma maioria de votos, mas achamos lamentável o momento em que as
contas deixaram de estar no vermelho que não disponibilidade maior para as famílias e para os
habitantes do Seixal não seja condicente com essa melhoria das contas, lamento isso”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Rui Belchior”.
Rui Belchior, do PSD, disse: “Nós, Partido Social Democrata registamos positivamente a redução
da taxa de IMI visto que no tocante ao IRS e à taxa da derrama mantém-se as mesmas condições
do ano anterior. Assim, no que diz respeito ao IMI entendemos que mais uma vez se perdeu ou se
perde a oportunidade de implementar a medida respeitante ao IMI familiar, pois como é
concebido tal medida visa objetivamente baixar o IMI para as famílias com filhos ou com
dependentes a cargo. Neste momento nos 307 municípios do país, já 226 aderiram ao IMI familiar.
Porém, o município do Seixal continua a resistir, se podemos usar esta expressão, em adotar este
mecanismo que se traduz num efetivo e verdadeiro alivio fiscal para as famílias com filhos ou com
dependentes a seu cargo. Nos casos dos imóveis destinados a habitação própria e permanente do
proprietário e respetivo agregado familiar. Creio que faltava este sublinhado que nesta noite, as
diversas pessoas que aqui vieram discutir nunca tocaram neste aspeto concreto que é a habitação
própria e permanente do proprietário e respetivo agregado familiar. A adoção desta medida podia
reduzir a taxa de IMI em 20 euros para as famílias com um dependente a cargo, 40 para as famílias
com dois dependentes a cargo e ainda 70 euros para as famílias com três ou mais dependentes a
seu cargo, mas apenas sublinho se a casa for para habitação própria e permanente e estiver

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identificada como domicílio fiscal da família, o que permite desde logo balizar os benefícios desta
medida fiscal. Acresce que não temos dúvidas que a dedução fixa é incomparavelmente mais justa
do que a percentagem, favorecendo assim as famílias de rendimentos mais baixos. Tal conclusão
faz falecer os parcos argumentos dos detratores da aplicação do IMI familiar que têm defendido
que há famílias numerosas com vastos recursos financeiros. Sem dúvida! Mas essas famílias,
infelizmente poucas beneficiam sempre, seja em que modelo e em que modalidade fiscal for,
exatamente porque têm maior capacidade financeira. No entanto, o que resulta com clareza
cristalina à compreensão de um homem médio é que a implementação do IMI familiar
iria favorecer diretamente as famílias com o maior número de dependentes a seu cargo. Famílias
que são a base e a estrutura da nossa sociedade e que por isso têm que ser preservadas e
estimuladas. O IMI Familiar constitui uma verdadeira medida de aumento de qualidade de vida
das famílias e um incentivo claro à natalidade, bem como não deixará igualmente de constituir um
verdadeiro estimulo à fixação no nosso concelho dos munícipes, sobretudo os jovens casais. Na
verdade o que não se pode fazer e faz-se é culpabilizar eternamente os sucessivos governos pelas
dificuldades financeiras da autarquia, mesmo quando apoiamos um. Mais, não podem as pessoas
apresentarem-se constantemente como mandatários das pessoas em geral, dos trabalhadores,
dos fracos e dos oprimidos e depois quando lhes toca a aplicação de medidas que os podiam
favorecer se recusam a fazê-lo. Não podemos encher a boca com determinados discursos quando
na prática nos recusamos a seguir políticas que mais beneficiam as pessoas e as famílias. Não se
pode criticar o exercício do Poder Central quando no Local fazemos ainda pior. Aqui chegados
questionamos, estarão os 226 municípios onde se incluem Palmela e Sesimbra, câmaras CDU,
errados? que já aplicaram o IMI familiar, estarão errados os 226 municípios? Ou os outros 81 onde
se inclui o Seixal estarão absolutamente certos? Ainda assim, votaremos favoravelmente a
redução da taxa do IMI, pois afinal trata-se de uma redução. Pese embora, no nosso
entendimento existisse margem para uma maior redução. Todavia essa margem será muito
provavelmente utilizada em ano de eleições por uma descida mais abrupta, ficando para já os
interesses das pessoas sacrificados à tática política e enfim, é a história da nossa vida. Finalmente
queremos deixar a advertência que não basta a este executivo adotar lemas como sejam o «Seixal
é uma terra com um mar de oportunidades», que não bastam campanhas infinitas na
comunicação social que imaginamos bastante dispendiosas, que não chega que sejam dadas
entrevistas em que se fala no jovem autarca comunista que anda a vender o Seixal ainda que isto
para muitos signifique meter o marxismo/leninismo na gaveta, obviamente que é nosso
entendimento, muito bem. Nada disto chega se não houver um verdadeiro plano, com verdadeiras
medidas de incentivo e de atração para as pessoas e para as empresas. Se nos faltarem as
infraestruturas, as estradas, a circulação rodoviária, a limpeza, a organização etc. Nada! Mesmo
apesar do notório desvio ideológico e do pragmático abandono que esperamos para sempre do
marxismo/leninismo”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vítor Cavalinhos”.

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Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “A primeira nota que queria aqui referenciar era o seguinte: O que
venho falar vem a propósito e vamos discutir o IMI e vem a propósito do que o PS acabou de por
no facebook uma coisa assim: o IMI baixa no concelho do Seixal por proposta do PS, do PSD e BE;
pôs há tempos, no dia 10, e o IMI baixa por proposta do PS, do PSD e do BE, das chamadas
oposições; e depois, hoje mesmo, nesta Assembleia Municipal, o PS pôs no facebook o seguinte
post: O PS propõe devolução do IMI às famílias com filhos, CDU e BE do Seixal chumbam propostas
de devolução do IMI e põe lá esta moção e esta moção o PS retirou-a da Assembleia Municipal. O
PS retirou esta moção. Portanto, em nome da verdade estamos em tempo de fakenews, isto é
falso porque o PS retirou a moção e colocou no facebook que esta moção tinha sido rejeitada. Vale
tudo não é? Está no facebook! Vocês acabaram de por há meia hora! Depois há mais outra nota
que diz assim: já agora o que foi votado nesta Assembleia Municipal foi a proposta apresentada
pelo CDS e que foi votada contra pela CDU, pelo Bloco e pelo PAN. A redução do IMI Familiar foi
votada por estes três partidos e não foi a proposta do PS que foi retirada, foi a proposta do CDS.
Do ponto de vista democrático e da relação entre nós e do respeito que os partidos devem ter uns
pelos outros, acho que o PS fica mal na fotografia, mas cada um toma as atitudes que quer.
Apreciaremos isso e também somos capazes de apreciar o relacionamento que temos com os
partidos e veremos o que é que dá, mas queremos aqui colocar com toda a frontalidade acho que
esse procedimento, o relacionamento entre nós não dá nenhuma saúde e a confiança que temos
entre nós, acho que isso não adianta. O PS responderá sempre como qualquer partido que põe no
facebook aquilo que quer, é evidente! Era só bom é que pusesse lá a verdade e o que lá põe
correspondesse à verdade.
Sobre o IMI o Bloco está de acordo com a redução da taxa para 0,390 e esta proposta foi
apresentada por três partidos e foi aprovada no executivo municipal por unanimidade e nós
saudamos isso. O Bloco de Esquerda está de acordo com as propostas de derrama que mantém o
caminho do ano passado, nomeadamente mantendo a isenção para as micro e pequenas
empresas com volume de negócios inferiores a 150 mil euros. O ano passado votámos a favor
deste conjunto de propostas, este ano faremos exatamente a mesma coisa. O Bloco defende que a
participação variável no IRS fixo no valor de 5%. Continuamos a ter a opinião que a devolução de
uma parte deste valor nunca abrangeria milhares de munícipes que não pagam IRS e para outros
essa devolução seria residual. Na nossa opinião, achamos que tal verba que fica no orçamento
municipal deve ser investida em projetos de âmbito social, construção de escolas, etc que
beneficiem todos os munícipes. Por último, nós defendemos que os valores da derrama, embora a
lei a isso não obrigue, no passado já foi uma obrigação, a derrama era sempre associada a uma
obra em concreto. A lei hoje já não obriga a isso. De qualquer modo, o Bloco acha que era de bom
tom e era justo e acertado que os valores da derrama fossem associadas à construção de projetos
de âmbito social”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Nuno Pombo se faz favor”.

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Nuno Pombo, da CDU, disse: “Uma primeira consideração. A justiça fiscal que hoje temos não é a
justiça social que derivamos ter. Relativamente ao IMI, salientar a redução significativa do IMI por
parte da Câmara Municipal do Seixal. Uma redução acumulada como o senhor Presidente disse, de
4,5 milhões de euros. Uma nota para não cairmos realmente na tentação dos populismos que
infelizmente, cada vez penetram mais também na sociedade portuguesa que temos que ter em
atenção, como é que vamos criar condições para que estes 2 milhões de euros façam parte do
orçamento da câmara para que se possa levar por diante a política metropolitana de transportes.
Há aqui uma questão de fundo que é considerarmos que a oferta fiscal que o Poder Local, que as
câmaras estão a possibilitar é justo e é correto, não é verdade. Isto é claramente uma política que
tem bases, que tem história e que está a minar o princípio da universalização. Este tipo de
soluções que já foram aqui avançadas, o IMI Familiar etc são claramente instrumentos errados que
não servem de modo nenhum para assegurar essa justiça social. Sobre política de rendimentos, eu
gostava de vos sensibilizar porque parece que as câmaras agora é que vão assumir um elevado
protagonismo relativamente à política de rendimentos. Gostava de vos sensibilizar para esta
publicação da OIT que se chama «trabalho digno em Portugal 2008/2018, da crise à recuperação».
Só para percebermos o populismo em que estamos a cair porque estamos constantemente a
considerar que deve haver mecanismos de redistribuição da parte do Poder Local. Figura 5.4 parte
do rendimento do trabalho ajustado do PIB em Portugal e outros países selecionados. Se
repararem vão notar que a parte do trabalho que tem direito a rendimentos está
progressivamente a baixar. Portanto, o capital está cada vez a aumentar mais. No plano europeu é
claro e evidente que os rendimentos do trabalho estão a diminuir. Depois, salários mensais na
Europa, média 884 euros em Portugal. A coluna vermelha é Portugal vejam os restantes países
europeus, é vergonhoso. Este relatório, é um relatório internacional, não faz nenhuma referência
que o Poder Local Democrático deve intervir nas políticas de redistribuição. Nenhuma! Em 133
páginas não há uma única referência. Os senhores consultem o relatório que ele está disponível. O
último gráfico, página 141, custo unitário do trabalho. Reparem que o custo unitário do trabalho
em Portugal e o custo unitário na União Europeia. Portanto, políticas de rendimento não se
resolvem da maneira como os senhores estão em grosso modo a considerar. Depois sobre a
derrama, já foi dito. Parece-nos correta que seja esta a perspetiva. Portanto, estas três alíneas que
são propostas relativamente à derrama. Sobre o IRS, é uma medida que vai beneficiar os
contribuintes mais ricos do concelho é inevitável, é óbvio, a maior parte da população não vai
receber nada com ela. Não há nenhuma suposta devolução de IRS e portanto, é uma falácia.
Estamos a criar condições para a diminuição do serviço público em desprimor que determinadas
camadas do nosso concelho recebam mais rendimentos. Estamos a menosprezar a função
universalista do serviço público por um conjunto de pessoas que irá receber o máximo 40 euros, é
uma medida claramente com alcance limitado. Relativamente a esta proposta do IRS a suposta
devolução de IRS, ela consta da Lei n.º 103/2013, artigo 26, número 2. Eu gostava de vos recordar

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qual foi a votação na Assembleia da República relativamente a esta proposta de Lei, votos a favor:
PSD e CDS/PP, votos contra: PCP, Verdes, BE e Partido Socialista”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Paulo Silva. Uma nota para todos nos situarmos,
faltam 25 minutos para a uma da manhã”.
Paulo Silva, da CDU, disse: “Houve alguém aí assim que hoje questionou para eu dar um exemplo
de desonestidade intelectual. Depois da intervenção do Vítor Cavalinhos, eu fui ao facebook da
concelhia PS/Seixal e confirmei tudo o que ele disse. Se isto não é desonestidade intelectual, o que
será desonestidade intelectual? Voltando agora ao tema que está aqui em discussão. Ao ouvir o
eleito do Partido Socialista, Bruno Barata, lembrei-me da minha professora da primária e quanto
lhe tenho que estar grato por me ter ensinado matemática. É que o Bruno Barata depois de noutra
Assembleia já ter mostrado os seus dotes matemáticos ao fazer uma conta de somar que para ele
dava 100 milhões e para quem soubesse matemática só dava 90, veio agora com uma nova pérola
matemática. Com efeito, veio afirmar que a Câmara Municipal do Seixal em termos de IMI, o
senhor Presidente da Câmara, propunha apenas uma descida para 0,0393 e com isto, os munícipes
do Seixal só iriam receber 75 mil euros e com a proposta da oposição de passar para 0,0390
duplicou o valor a devolver à população que passou para 300 mil. Oh senhor eleito, o dobro de 75
mil, um miúdo que já sabe fazer contas sabe que são 150 mil, não são 300 mil senhor eleito!
Sendo que 300 mil são o quadruplo de 75 mil e com isto quero dizer que as suas contas estão
todas erradas porque se a proposta de 0,0395 para 0,0393, não podia depois duplicar de 75 para
150, nem quadruplicar. Portanto, é bom termos bons professores e seria bom que o PS
reconhecesse os bons professores que temos para alguns - no meu caso, tive-os - e lhe desse o
tempo de progressão que lhe está em suspenso. Depois o senhor eleito do Partido Socialista veio
aqui falar na receita Centeno de aumentar o rendimento disponível para as famílias e diz que esta
receita Centeno se demonstra com o fim da sobretaxa, com as promoções na carreira, com o
aumento do abono de família, com a gratuitidade dos manuais escolares, com a redução das
propinas e com a redução da taxa de IVA numa pequena parte da eletricidade e segundo disse
tudo decisões do seu Governo. Pois é, foram decisões do Governo do Partido Socialista mas por
proposta de quem? É que temos que ser sérios na discussão como você ainda há bocado disse. E
estas propostas nenhuma foi do Partido Socialista! Foi do PCP e foi do BE, honra seja feita a quem
propôs e com isto o que é que o senhor eleito veio dizer? É que se este é o efeito Centeno, então
temos que ver que o efeito Centeno se limitou a aplicar as boas ideias e as boas propostas dos
outros, ou seja, se o PS governasse em maioria ou coligado com a direita como sempre aconteceu
então, não teria tomado nenhuma destas medidas. O aumento do rendimento disponível para as
famílias não se deve a nenhum efeito Centeno mas sim ao PCP e ao Bloco de Esquerda o que é o
mesmo que dizer senhor eleito que quanto mais força os portugueses derem ao PCP, mais haverá
de rendimento disponível para as famílias e que o efeito Centeno é unicamente isto porque ideias
do Partido Socialista para aumentar o rendimento disponível da família e pegando nos exemplos
que deu foram zero! Quanto ao João Rebelo, o problema de matemática é transversal é que se o

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IMI familiar tem um impacto de 0,05 e das contas da Câmara uma descida de 0,05 como a que foi
feita do IMI, ou seja, passar de 0,0395 para 0,0390 tem apenas um efeito de 330 mil euros. Se as
contas que o PS apresentou que o IMI Familiar tinha um efeito na receita de 500 mil euros. Então,
senhor eleito não pode ser 0,05 mas sim 0,075, ou seja, mais 50% do que aquilo que disse.
Portanto, as contas aí também não estão bem. Há aqui uma questão sobre o IMI que essa é que é
um verdadeiro escândalo é que continua por fazer a atualização dos valores matriciais dos prédios
rústicos. O que os prédios rústicos pagam é quase zero e isto é um verdadeiro escândalo que o
Governo do Partido Socialista porque isso sim, depende do Partido Socialista já devia ter criado
para esta situação ter sido revista e com isto, se os prédios rústicos pagassem pelo seu valor de
mercado, o seu real valor em vez de estar com valores completamente despropositados, um
prédio rústico está avaliado, tem um valor tributário, muitas vezes de 20 euros, 30 euros e vemos
prédios com áreas imensas a valer 100 euros, poderia-se pagar muito menos dos prédios urbanos.
É esta a forma que tem que ser feita pelo Partido Socialista sobre a atualização matricial dos
prédios rústicos. Depois sobre a questão do IRS é dizer que é da mais elementar justiça que se
mantenha a taxa, esta questão do IRS, a proposta da Câmara. Senão, vejamos: se a Câmara
abdicasse dessa taxa de IRS, quem paga de IRS 10 mil euros por ano, pouparia 500 euros. Quem
paga 500 euros de IRS por ano pouparia 2,5 euros porque são 5%, pouparia 2,5 euros, ou seja,
quem iria poupar mais era quem menos precisava e com isto mantendo esta taxa, este valor de
IRS para a Câmara, a Câmara não abdicando dele, vai com isto fazer investimento público que irá
ter um efeito multiplicador para quem menos tem porque é quem mais vai usufruir deste
investimento público, ou seja, há uma duplicação do efeito distributivo a Câmara manter este
valor de IRS em não abdicar dele, ou seja, quem menos tem, menos contribui e mais irá usufruir
com o investimento público que irá ser feito”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bruno Barata se faz favor”.
Bruno Barata, do PS, disse: “Este estilo do deputado Paulo Silva, este estilo trauliteiro em que há
muito pouco conteúdo e substância e se resume praticamente à ofensa, eu não vou entrar nesse
registo. Fico grato por me ter transportado para a infância e de se ter lembrado da sua professora
primária que é um sentimento sempre quando temos a escola primária, eu gosto de recordar.
Relativamente às contas senhor eleito Paulo Silva, eu guardei com muito apreço a documentação
que o senhor Presidente da Câmara distribuiu, tenho esta folha e tenho ali a outra na secretária.
Efetivamente a receita do ano que a Câmara vai deixar de arrecadar são os 330 mil euros e
metade de 330 mil euros são 150 mil euros que foi o que eu disse. Se disse 75 foi um lapso de
língua e tenho ali apontado 150 e peço imensa desculpa e agradeço que releve este meu lapso
porque eu queria dizer 150. Há aqui uma questão de fundo que é as coisas boas deste Governo é
tudo ideia do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista, tudo o que é mau, tudo o que funciona
mal é do PS e portanto, esse é um quadro mental que a CDU tem e que obviamente eu não vou
gastar o meu latim a tentar desconstruir porque sei que não vale a pena. É um quadro mental,
voltando às suas palavras, efetivamente desonesto. Até porque podíamos inverter aqui os papeis

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que existem atualmente na Câmara Municipal em que o Partido Comunista, a CDU, tem uma
maioria relativa e que poderíamos dizer que tudo o que é bom que a Câmara faz é por proposta do
PS, ou que foi uma ideia do PS, o que não é de todo, há coisas que o executivo faz, boas ideias do
executivo e há coisas que o executivo faz muito boas que são ideias do PS que é o caso de reduzir
o IMI, da ideia inicial de 393 para 390. Queria-lhe deixar esta nota de exemplo e de inversão dos
papeis e não queira ser o pai de todas as ideias boas. Não queira ser o pai porque não vai
beneficiar da redução do IMI Familiar. Queria só, já que estamos a falar aqui de contas e também
de dinheiro e quando se falou aqui há pouco da adjudicação da obra para a escola básica Nuno
Álvares, eu estive à procura na base.gov e não achei, pode ser lapso meu de pesquisa, vou
pesquisar melhor amanhã com a cabeça mais fresca mas não achei mas houve uma coisa que eu
achei que eu gostaria que o senhor Presidente desse uma palavra que foi a adjudicação para a
animação musical que houve da festa dos professores no pavilhão da Torre da Marinha e essa
receção à comitiva do ano escolar e só a animação musical custou 8 mil e 500 euros, uma banda.
Gostaria que o senhor Presidente explicasse. Outra coisa que eu não encontrei e não sei se teria
que encontrar é um evento passatempo que a Câmara do Seixal está a promover que está no
facebook que era o passatempo das viagens dos helicópteros e como não achei nenhuma
adjudicação, gostaria que o senhor Presidente explicasse se há alguma despesa associada a isso, se
há ou se não há”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mas isso não tem a ver com a ordem de trabalhos!”
Bruno Barata, do PS, disse: “Tem a ver com o dinheiro e com as receitas e terminei”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Atenção faltam 10 minutos, eu à 1 hora vou
perguntar se prolonga a Assembleia Municipal e vamos então fechar as intervenções. De qualquer
maneira se for caso disso, quem é que pretender intervir mais? Samuel Cruz, André Nunes, mais?
Paulo Silva, mais? João Rebelo. Mais? Então, fecham as intervenções. Samuel Cruz se faz favor”.
Samuel Cruz, do PS, disse: “senhor Presidente vai-me permitir mas uma primeira breve nota sobre
a condução dos trabalhos. De facto, os helicópteros e a banda podiam ter a ver com o ponto da
ordem de trabalhos mas de certeza absoluta que o facebook do PS/Seixal também não tem e não
vi o senhor Presidente da Mesa a interromper os intervenientes sobre essa matéria e portanto,
tem que ser igual para todos. Há uma coisa que é objetiva e inequívoca, se a CDU tivesse maioria
absoluta estávamos aqui a discutir um taxa de 0,393 e o PCP, esta bancada, ia aprovar. Como a
CDU perdeu a maioria absoluta, os munícipes do concelho do Seixal vão ter uma taxa de 0,390 e
isso é positivo para a população. É a prova que o facto do PCP não ter maioria absoluta é positivo
para a população do concelho do Seixal e acho que sobre isto não restam dúvidas porque a
primeira proposta do senhor Presidente da Câmara na Câmara foi 0,393. Esta é a primeira nota
que não é preciso fazer contas, não é preciso elaborar muito sobre o assunto, é um facto. A
segunda sobre o IMI Familiar. Eu há pouco dizia que ser pobre é tramado e ser pobre no Seixal é
lixado. Em relação ao IMI Familiar o país tem 308 concelhos, podíamos viver em 232 que aplicam o

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IMI familiar mas não, calhámos a viver no Seixal que é daquela imensa minoria que acha que isto é
uma má medida; faz lembrar aquela metáfora do condutor que vai em sentido contrário na ponte
e ouve dizer na rádio, atenção senhores condutores que vem uma pessoa em sentido contrário na
ponte. Um?! Poças, são tantos! A malta está a ir bem, os outros é que estão todos a ir mal. Sobre a
derrama, sobre o IRS, a mesma coisa. Já pertencemos à imensa minoria de concelhos que não dá
esse pequeno miminho, eu diria, aos seus munícipes de baixar o IRS. Bem! Podemos ser os últimos
dos moicanos, à nossa volta já praticamente todos fazem, mas não no Seixal. No Seixal a boa
política é taxar os seus munícipes pela taxa máxima porque se não taxar pela taxa máxima isto é
uma injustiça desgraçada, e por isso é que o Partido Socialista quer mesmo que estas sessões
sejam transmitidas. É importante que a população perceba via facebook ,ou sem ser no facebook,
quem é que quer as taxas máximas e quem é que não quer as taxas máximas; isso é
absolutamente necessário e cada um assumirá as suas opções. Justo ou injusto? Eu tenho a
certeza que qualquer munícipe do concelho do Seixal prefere pagar menos do que pagar mais. Em
relação à derrama porque há outras soluções, na derrama também por proposta do Partido
Socialista, o senhor Presidente da Câmara não me deixa mentir, andei para aí 10 anos a apresentar
na câmara propostas para proteger as pequenas e médias empresas e empresas com volumes de
negócios de 150 mil euros, nem são empresas, isso é auto-emprego. Andei 10 anos a apresentar a
redução da taxa na câmara até que foi aceite e ainda bem. Agora há uma boa solução, durante 10
anos a CDU disse que era uma ideia péssima, ao décimo primeiro disse que afinal tens razão e
baixou as taxas e adotou-se uma solução equilibrada. E uma solução equilibrada é a prova
diferenciada de tratar tudo por igual, não é uma boa solução. O comunismo, nós sabemos que é
assim! Trata tudo por igual e depois as coisas não funcionam, tratar por igual a Siderurgia Nacional
e o pequeno café que fatura 60 mil euros por ano, é evidente que tem que ser diferente, a solução
atual é diferente, demoraram 10 anos para aceitar mas é também positiva. Em relação às taxas de
passagem não tem qualquer tipo de relevância no município do Seixal, infelizmente as operadoras
deviam de pagar mais, aí acompanhamos o senhor Presidente da Câmara, devemos em conjunto
todos procurar uma solução e estamos disponíveis para isso”.
O 1.º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra o senhor deputado André
Nunes”.
André Nunes, do PAN, disse: “Uma pequena nota introdutória para manifestar a minha
concordância com aquilo que o eleito Samuel Cruz começou por dizer e também sou da opinião de
que a falta de pluralidade no passado, em contraste com aquela que existe atualmente na Câmara
tem se revelado mais vantajosa para a vivência democrática, tivemos esse exemplo aquando da
delegação de competências, já o tínhamos tido no ano passado e estamos-lo a ter este ano
novamente por aquilo que foi a votação na Câmara. Agora sobre os três principais pontos aqui em
discussão. Sobre a derrama dizer o seguinte: Constatamos que se mantém os critérios
relativamente ao volume de negócios e há questão económica. Lamentamos que num município
que tenta apostar na descarbonização que não tenham sido como o PAN propôs, recolhidos

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incentivos para que as empresas sustentáveis pudessem aqui querer fixar como já acontece em
alguns concelhos do país. Ao nível do IRS, nós até perceberíamos o argumento de que o dinheiro
retido poderia ser canalizado e investido em equipamentos sociais, se não tivéssemos tido ao
longo do tempo alguns exemplos de maus investimentos na nossa ótica e em simultâneo a
ausência de outros tantos que ficaram por fazer. Por fim, relativamente ao IMI somos favoráveis à
redução, numa ótica como no período antes da ordem do dia disse mas noutro enquadramento,
numa ótica de devolução de rendimentos às famílias, sendo certo que por mais pouco que essa
utilização seja é sempre positiva e nessa ótica, congratulamo-nos quer o executivo, quer a
oposição presente na Câmara porque nos parece vantajosa essa medida”.
O 1.º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra o senhor deputado Paulo Silva”.
Paulo Silva, da CDU, disse: “Ninguém pode dizer como já aqui foi dito que se a CDU tivesse
maioria absoluta teria feito a proposta final dos 0,0393 e não teria feito outra. Ninguém pode
dizer isso. Isso é bruxaria, de se querer adivinhar o que teria acontecido e nessa a gente não entra.
Depois, ser pobre no Seixal é tramado? Eu aqui pergunto, porquê? Temos a água mais barata da
Área Metropolitana de Lisboa, é tramado é! Na verdade, vê-se. Se é a questão, o bem público
essencial é o mais barato da Área Metropolitana de Lisboa; pronto, é claro somos todos aqui uns
tramadinhos. Agora em termos do IMI, também em termos da Área Metropolitana se formos para
o IMI per capita é um dos mais baixos da Área Metropolitana, o IMI per capita do Seixal e penso
que é por aí que se tem que ver que é o valor que paga, a taxa até pode ser mais barata, mas o
valor que as pessoas depois pagam ser mais caro. A questão do IRS, eu acho que se o PS queria ser
distributivo tinha tido no Governo uma maneira de fazer o tal efeito Centeno como uma medida
própria que era a descida do IRS para todos os portugueses, isso sim! Então, vocês têm a faca e o
queijo na mão. Vocês têm 95% do IRS para vocês, a Câmara fica com 5% e vocês os nossos 95 e
ninguém mexe, esses são nossos, as migalhas vão para os outros, eles não precisam de tanto! Para
quê que eles querem isso tudo? Isto é tramado porque os 95 alguém já fez a conta de quanto é
que é. Quanto é que o Governo vai buscar aos seixalenses e que podia aí sim, ter uma medida de
distribuição, o tal efeito Centeno para o Bruno Barata poder vir aqui dizer uma ideia que tivesse
partido do Partido Socialista, em vez de agarrar nas ideias que partirão dos outros. Depois por
último, na CDU nunca tratamos tudo por igual, em termos do IRS sempre defendemos um regime
progressivo que quem mais ganha, mais paga”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Devem todos reparar que são precisamente 1 hora,
nós temos inscritos três deputados: João Rebelo, Bruno Barata e Samuel Cruz, Vítor Cavalinhos
também, Paulo Silva também. Não estou a por à votação, mas pressuponho que com esta
intencionalidade de intervenções que os senhores líderes estão disponíveis para que a Assembleia
continue. Pressuponho! Gostaria que pudessem evitar grandes intervenções. Solicitava mesmo
que interviessem nesse sentido. Tem a palavra o senhor deputado João Rebelo”.

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João Rebelo, do CDS-PP, disse: “Eu suponho que o acordo é para depois votarmos as propostas, o
estarmos a prolongar certo? Eu dou o acordo para isso para não termos que regressar na 2.ª feira,
prolongamos no máximo mais uma hora, também não há muito mais tempo para isso. Eu só
gostaria de aclarar porque o nosso colega Paulo Silva gosta de fazer uma ata das reuniões e depois
dizer o que pensa sobre o que nós dizemos e muitas vezes não é bem isso. Eu não fiz nenhuma
valorização da forma que disse, eu não disse esses valores! O que eu disse foi a critica que era
feita à proposta do IMI familiar é que eram migalhas, o que é que são 20 euros ou 30 euros para
pessoas que têm filhos, etc e o montante dessa proposta era cerca de 520 mil euros e esta descida
de IMI que propõe a Câmara são 330 mil euros, é isso que eu estava a dizer, foi desta forma que
eu disse. Portanto, se chamaram migalhas à proposta do CDS o que é que estão a chamar à
proposta do executivo camarário e depois também é verdade, eu voltei a dizer querem forma mais
justa de beneficiar quem tem mais pessoas sobre a sua dependência em relação a quem não tem,
eu acho que é um critério, o tal critério distributivo que é muito mais justo na minha opinião. Os
5%, não está cá a minha colega Paula Santos. Eu peço que transmita o seguinte: o CDS tem uma
proposta já anunciou em sede de Orçamento de Estado em que propõe uma descida do IRS em
todos os escalões, pelos vistos o Partido Comunista concorda com isso. Portanto, aí estamos de
acordo, ou seja o Estado central tem 95% do IRS e está a dizer bom! Mas se o CDS defende aqui a
descida dos 5% ou a devolução de parte dele mas nós também defendemos isso em sede
orçamental para todos os escalões e depois também disse as nossas câmaras praticam isso. Eu não
estou a dizer devolver tudo porque eu não sei se alguém disse isso, eu não falei disso.
Progressivamente se pensarem em devolver parte desse IRS. Eu acho que é uma medida que seria
aceitável, a partir do momento que como eu disse, há um contraponto a isso, as contas da Câmara
Municipal, quer em termos de dívidas, quer em termos de resultados apresentados estão
melhores do que estavam a alguns anos atrás e portanto, há que fazer a justeza desta proposta. A
derrama, eu gostaria de dar a reflexão ao senhor Presidente da Câmara, não está aqui mas os
senhores vereadores hão de verificar que porquê não apresentar uma proposta ainda mais para a
frente para tentar fixar o maior número possível de empresas no concelho. Mantemos a derrama
de 1,5% para quem tem volumes de negócios superiores a 150 mil euros, porquê não pensar em
algo mais. Claro que nós temos aquela proposta que quem se instala em 2018 não paga nenhuma
derrama no primeiro ano, mas porquê que não pensaram num sistema, se calhar mais atrativo
comparando com os concelhos que estão aqui à volta e há concelhos e mais uma vez volto a dizer
para não me acusarem de estar a falar de concelhos de outra cor política, vou falar de Palmela que
é CDU que tem também uma política agressiva em termos de fixação de empresas aqui no
concelho pelo menos para fazer jus ao que foi feito naquela reportagem ainda recente de que a
Câmara Municipal estava a tentar atrair o máximo possível da instalação de empresas aqui no
concelho, porquê que não pensaram num sistema mais atrativo para esse efeito. Volto a dizer o
mesmo, falar de devolução de 5% não é estar a devolver exclusivamente a pessoas que têm
maiores rendimentos, isso é a todos. Disse o PCP que o PCP era a favor de medidas que

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abrangessem o máximo possível de pessoas, cá está uma! Vamos dar um exemplo que essas
propostas podem e devem ser feitas para esse efeito, dai que nós não temos disponibilidade para
votar a favor sobre esta questão, não querendo defender aqui o Partido Socialista, eu gostaria de
transmitir o que me disse o Samuel quando disse que ia retirar a proposta deles. Eles disseram que
retiravam a proposta e que subscreviam a do CDS. Claro que da forma como está posta não é bem
aquilo, mas também é verdade que foi nesse sentido que foi retirada a proposta do Partido
Socialista e daí eu também ter retirado do próprio texto parte dele para que merecesse o apoio do
Partido Socialista, não querendo aqui fazer de porta-voz eu tenho que transmitir o que foi o
diálogo que eu tive à entrada da Assembleia Municipal, razão para o Partido Socialista ter retirado
a proposta e ter aprovado a nossa”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “É 1 hora e 10 minutos e temos que colocar à
consideração, não é um problema de tempo porque existe tempo, mais três intervenções e eu
também mas é um pequeno esclarecimento de enquadramento das transferências para o Poder
Local, apenas isso e há a intervenção do senhor Presidente da Câmara para os esclarecimentos e
respostas que entender necessários e ponho à consideração da Assembleia através dos senhores
líderes, qual é o entendimento, à uma hora e dez. Gostava de ouvir. Isto agora é de forma muito
breve para resolvermos em relação à continuação dos trabalhos”.
Paulo Silva, da CDU, disse: “Eu proponho então, continuar os trabalhos mas limitar os tempos de
intervenção de cada eleito os que estão inscritos a dois minutos”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel”.
Samuel Cruz, do PS, disse: “Nós somos a favor da continuação, mas apenas isso”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O PSD Belchior? Cavalinhos força”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Recordar o que nós aprovámos no regimento, o que aprovámos
no regimento foi o seguinte: o prazo é uma hora mas aprovámos no regimento que se houvesse o
prolongamento da Assembleia no prazo de mais de 20 minutos que não excedesse meia hora a
Assembleia Municipal continuava foi aí que aprovámos no regimento e isto foi consensual e eu
estou de acordo que eu não preciso de falar mais de 2 minutos e acho que 2 minutos deve dar
perfeitamente para a gente acabar no máximo dos máximos há 1:30, temos todas as condições
para isso, mas o que aprovámos no regimento foi isso 1 hora mais 20 minutos para acabar as
últimas intervenções não fazia sentido nenhum e virmos cá na 2. feira para três pessoas falarem,
como é evidente, foi neste sentido do bom senso que a gente discutiu e aprovámos o regimento”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Belchior”.
Rui Belchior, do PSD, disse: “A nossa opinião é naturalmente continuar mas invocando aqui algum
bom senso; é que há eleitos que acabaram de falar e voltam-se a inscrever de imediato, assim não
é possível! É evidente que queremos acabar hoje”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Carlos, força!”.

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Carlos Reis, Presidente da JFFF, disse: “Se assumirmos todos o compromisso de à 1 e30 da manhã
terminarmos os trabalhos, não é por mim que voltamos cá na 2.ª feira; caso contrário eu não
posso continuar para além da 1 e 30 tenho que me ir embora; se assumirmos todos o
compromisso. Nós começamos a Assembleia às 20:45, a convocatória estava para as 20 horas”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Oh Carlos, se não se começou antes é porque não
se pode começar antes, se estava cá, a mesa também estava cá. Agora, a questão do limite, para
além das inscrições não se pode limitar a Câmara e a intervenção do Presidente da Câmara nas
explicações, o horário acabou a esta hora e depois não intervém quem tem que intervir, também
não pode ser! A Mesa não vai fazer isso! Não vai dizer e agora o Presidente da Câmara tem dois
minutos para falar. Desculpem lá mas isso não faço! A Mesa não faz isso! Eu acho que estamos no
quadro do consensualizarmos no regimento que é estando a terminar a Assembleia é um dos
casos que tem sentido conclui-la no ponto onde estamos, de andamento dos trabalhos, de um
conjunto de intervenções, só se houverem mais intervenções para além destas. Agora, isto vai dar
um bocadinho mais que a 1:30. Há o impedimento do Presidente de Fernão Ferro que tem que
sair à 1:30 por questões pessoais. Agora, não me é possível estabelecer esta coisa da 1:30 e depois
reparem, mais três intervenções e com as três intervenções depois o Presidente da Câmara não
tem tempo para intervir? Não pode ser! Isso a Mesa não aceita! Nem o senhor Presidente da
Câmara aceitaria, como é evidente. Portanto, o que é que nós sugerimos, das intervenções que
estão, terminávamos com estas intervenções, pode ser assim? Bruno Barata, Samuel, Cavalinhos e
Paulo Silva, e pedia que fossem breves e o senhor Presidente da Câmara a seguir intervém com o
tempo que necessitar para o esclarecimento, pode ser assim? Pode! Então se faz favor, Bruno
Barata. Prescinde? Então o Samuel”.
Samuel Cruz, do PS, disse: “Três breves notas sobre a água, sobre o IRS e sobre o IMI. Sobre a
água dizer que é falacioso dizer que o concelho do Seixal é o que tem a água mais barata, não é
que em absoluto isso não seja verdade, mas a exploração da água tem uma quadro muito próprio.
É um bem essencial e o que diz esse quadro próprio? Uma coisa que a Câmara do Seixal não faz
mas estava obrigada a fazer por lei que tinha que ter um centro de custos próprio e é muito difícil
perceber com as contas da Câmara Municipal do Seixal, pelo menos aquelas que nos são
apresentadas o centro de custos próprio da água, eu pelo menos não tenho facilidade em
entende-lo, primeira coisa, mas diz mais! Existindo esse centro de custos que não pode, não é um
negócio, não deve dar lucro. Portanto, a exploração da água no concelho do Seixal é muito barata
porque talvez a maior riqueza deste concelho seja justamente a água de excelente qualidade que
tem no seu subsolo e que por exemplo, o município de Almada, aqui mesmo ao lado não tem
nenhuma ou até será fácil de compreender que o município de Lisboa que capta a água em
Castelo de Bode e que tem pouca qualidade e até a tem que transportar até Lisboa, tem um custo
muito mais elevado, é preciso entender do que é que estamos a falar para não lançar assim coisas.
A água é uma não questão, porque a água tem um quadro próprio e que deve ser vendida ao
preço que custa a sua captação e distribuição, naturalmente. Portanto, à cerca desse assunto é

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algo que o Partido Socialista em termos de gestão é um argumento que não aceita, primeiro
ponto. Segundo ponto, em relação aquilo que é o IRS e à natureza dos impostos. IRS é um imposto
do Estado central, tal e qual como o IMI e a derrama são impostos das autarquias e a questão
também é colocada mais uma vez de uma forma falaciosa que é: o Governo até entendeu dar 5%
às autarquias mas deu daquilo que era seu e não está a pedir 5% de IMI ou 10% da derrama à
Câmara! Um fica com 95 e outro fica 5, nada disto! Para já não é verdade porque o Governo fica
com 95 mas depois há o quadro de financiamento da Câmara por parte do Governo em que muito
desse dinheiro volta para cá, como é evidente. Tem que ser! As transferências que são feitas para
a Câmara têm que vir de algum lado, em primeiro lugar. Em segundo lugar o fundamental é no
nosso enquadramento jurídico a quem é que pertence aquela receita? A receita do IRS? É do
Estado central. A receita do IMI, a receita da derrama são das autarquias e se alguém aqui abdicou
foi o Governo que abdicou de uma receita própria a favor das autarquias. Por fim, e o fundamental
e aquilo que aqui está em causa o IMI. A gestão pública é diferente da gestão privada. A gestão
privada tem um fim que é o lucro. A gestão pública tem um fim diferente que é o serviço à
população e por isso, a boa gestão pública não é aquela que dá lucro, como tem acontecido nos
últimos anos no concelho do Seixal e porquê? Porque quer dizer que se dá o lucro há uma de duas
situações: Ou a Câmara tinha recursos à sua disposição que não foi capaz de colocar ao serviço dos
munícipes e ainda ficou com o dinheiro guardado, não é isso que se pretende, não tem interesse
nenhum. Aquele dinheiro que existe nos cofres da autarquia, no caso do concelho do Seixal, no
último ano quase de 20 milhões de euros, não foram colocados ao serviço da população, o mais
lógico é que no ano subsequente se deixe de captar junto da população recursos que a Câmara
objetivamente não necessita. Reparem no disparate: as famílias vivem com dificuldades e a
Câmara lança impostos pelos valores mais elevados para captar dinheiro que não vai gastar, isto
não faz qualquer tipo de sentido, se a Câmara não tem capacidade de gastar então, não cobre
porque as famílias têm onde gastar, é isto que está verdadeiramente em causa e o senhor
Presidente da Câmara quando tem quase 20 milhões de lucro e até mete nos outdoors e tudo isso
e depois vem aqui apresentar não de livre vontade, mas depois a tentar puxar pelas oposições vou
perder 330 mil euros. O que é isto? É uma gota de água num oceano. Então, lucramos 20 milhões
de euros no fim do ano e abdicamos de captar 330 mil para quê? Esse dinheiro ficava melhor nas
famílias; ia haver certamente investimento, aquilo que o Governo tem feito. Agora até nisso é
esquizofrénico porque se ficar nas famílias, a economia cresce, roda, assim fica guardado no banco
para quê? Para nada!”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: Vítor Cavalinhos. O Vítor Cavalinhos prescinde.
Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “A Câmara Municipal do Seixal em 2017 teve um lucro de 20 milhões
mas ele não ficou na gaveta, esse dinheiro foi aplicado e o Partido Socialista tem obrigação de
saber em quê, porque foram feitas várias revisões orçamentais ao longo deste ano para aplicação
desse saldo de gerência de 2017 e que se traduziu, não só em aplicação para redução da divida e

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com isto libertar fundos para mais investimento, quando tens também para uma série de
investimentos foram programados ao longo do ano de 2018 e que vão ser lançados. Portanto, é
uma falsa questão que se está aqui a dizer. Agora ficámos a saber se fosse o Partido Socialista esse
dinheiro seria todo desbaratado e não haveria o investimento que irá haver feito pela CDU ao
longo deste ano”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Eu inscrevi-me para uma breve, um minuto, que
tem a ver com o quadro da lei da transferência para os municípios. Quero-vos dizer que sobre esta
matéria e em primeiro lugar, não é o Governo que abdica é a Assembleia da República que
aprovou e o Governo cumpre, seja qual for, cumpre uma lei da república. Em segundo lugar o que
defende, independentemente da legitimidade dos municípios, da sua autonomia para decidirem
nesta sede ou noutras, o entendimento em Congresso aprovado por unanimidade - depois
entenderam muitos deles e é verdade, é um grande número - é de que não tem sentido nenhum
estes 5% do IRS. O que tem sentido é colocar a transferência dos municípios que é isto que
defende a Associação Nacional de Municípios e que tem discutido com o Governo, com os vários
governos e agora da alteração da Lei das Finanças Locais, no quadro da participação dos impostos
do Estado que já tem IRS, ou seja, não há aqui Governo nenhum a dar coisa nenhuma. É a Lei das
Finanças Locais, a lei do país que tem uma alteração agora que ficou aquém do que os municípios
defendiam, embora positivo é verdade, em muitos aspetos e essa participação dos impostos do
Estado que tem o IRS, o IRC e o IVA é 19,5% e esses 19,5% já têm IRS. Portanto, estes 5% é um
disparate completo, não é nenhuma abdicação e devia estar a acrescentar aos 19,5% porque é no
quadro dos 19,5 que se faz a totalidade das transferências. Esta é a posição é só para transmitir
isso, esta é a posição aprovada no Congresso, em dezembro, por unanimidade na Associação
Nacional de Municípios e portanto, estar aqui a meter o IRS à parte quando ele já está no bolo
global, é um disparate no nosso entendimento e tem muito fundamento técnico nesta matéria,
não é apenas uma questão política, neste caso até de um Congresso dos municípios. Nós
continuamos a defender isto! Aumente-se os 19,5% e aproxime-se até da média europeia que é
28% para o Poder Local. Vejam lá que ainda estamos muito distantes. É de facto uma falsa
questão, é um problema que está por resolver e que deve ser resolvido. Portanto, este IRS e só
para terminar faz parte do montante a transferir para os municípios e depois pretende-se que os
municípios não abdiquem disso e no fundo abdiquem do que está na Lei das Finanças Locais que
agora tem uma alteração recente como sabem, deste ano. senhor Presidente da Câmara, se faz
favor”.
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Serei muito breve. Em primeiro lugar, eu penso que
quando debatemos e consertamos posições estamos exatamente a fazer aquilo que é esperado
dos partidos políticos e também dos seus eleitos que é no coletivo construir soluções conjuntas e
este município tem feito isso ao longo de muitos anos destes mandatos, sempre com os partidos
que quiseram contribuir e nesse sentido, essa discussão do IMI que tivemos na Câmara Municipal
não foi diferente de outras discussões que tivemos, onde tentámos chegar a posições de consenso

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e o que é frequente entre nós, felizmente que ao nível da Câmara Municipal existe alguma
abertura de espírito para discutir os problemas com talvez menos sectarismo que nalgumas outras
discussões e considerando aquilo que é essencial e do ponto de vista executivo que precisamos de
concretizar é mais fácil a discussão e o consenso e foi isso que conseguimos relativamente
também ao IMI – Imposto Municipal de Imóveis e por isso, eu gostaria de dizer que ao contrário
daquilo que foi dito que é se fosse uma maneira era de uma forma, se fosse de outra era de outra
forma, eu gostava de dizer que é a democracia a funcionar e a posição que foi escolhida, nós
estudámos duas, apresentámos uma e escolhemos outra e por isso, estamos confortáveis com a
mesma e foi por isso que a propusemos e estivemos de acordo com ela e votámos e nesse sentido,
eu gostaria de dizer que esse é um crescimento democrático que nem todos aqui nesta sala
parece que assumiram. Segundo sobre a chamada formula Centeno que apareceu em 2015,
digamos que o Seixal já está a fazer uma recuperação pelo menos desde 2012, três anos antes por
isso, Centeno não ensina nada à gestão da Câmara Municipal do Seixal. Aliás, gostava só de dar
nota sobre alguns dados do anuário financeiro de 2017 relativamente ao município e porque é
curioso, como o discurso do PS muda, eu vou dizer do PS porque o Samuel Cruz estava na Câmara
na altura e hoje está na Assembleia Municipal, permita-me só dirigir assim com simpatia mas só
para recordar que era a teoria, primeiro da Câmara falida e agora é a teoria da Câmara rica.
Curiosamente como as coisas mudam e como os entendimentos mudam. Em primeiro lugar, isto
são os dados de 2017, o Seixal é o oitavo melhor município do país no índice de independência
financeira, é o 13.º com a maior diminuição do passivo, é o 9.º com maiores resultados
económicos, é o 13.º com o melhor habita, é o 18.º melhor município com a eficiência financeira e
também é o 19.º que mais diminuiu o IMI em 2017 e por isso, esta medida que estamos hoje a
tomar é idêntica aquilo que é a descida do IMI para o ano de 2019. Também gostava de dizer que
o município com os resultados que obtém investe no ano seguinte e por isso, com prazer digo já
que hoje foi distribuído para os senhores vereadores a última revisão orçamental do ano de 2018,
onde vamos esgotar o valor dos 19/20 milhões de euros que tínhamos para investir porque o que
fazemos é com base nas mais valias geradas nos anos anteriores aplicamos nesse ano para mais
investimento, mais equipamentos, mais obras sociais, mais projetos para a nossa população. Não
há lucros, há investimento! Também gostava de dizer que relativamente à derrama que tem
apenas o valor de 1 milhão e meio de euros no Seixal, devemos ser dos municípios da nossa
dimensão com o menor valor de derrama. No entanto teremos oportunidade agora na discussão
das grandes opções do plano e orçamento para 2019 de ver qual é que é a obra, porque temos
muitas obras importantes, muitas também de cariz social, qual é aquela que selecionamos para
podermos selecionar uma para ser de facto, esse investimento de 1 milhão e meio de euros que é
o valor da derrama e que poderemos acompanhar na perspetiva de dizer que essa é a sobra, mas
também gostava só de recordar que a taxa de derrama não era igual, a nossa posição era 1%, era a
taxa mínima, taxa reduzida 1% para volume de negócios inferior a 150 mil euros e um e meio para
superiores a 150 mil euros e agora passámos com a isenção, também não era igual como o eleito

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Samuel Cruz aqui nos colocou. Por fim, apenas uma nota de rodapé porque não resisto a dizer isto
sobre a questão do desenvolvimento económico porque percebi que há um grande incómodo
relativamente a esta matéria, ou seja, o facto do município do Seixal ter o seu Plano Diretor
Municipal preparado para mais investimento, o facto do município do Seixal para não ficar
sentado à espera que aconteça qualquer coisa e procurar, quer ao nível dos grandes
investimentos, quer ao nível das grandes feiras, quer ao nível das pequenas unidades de negócio
como são os restaurantes, por exemplo. O facto, do município se empenhar nesta matéria parece
que causou grande alarme político nos lados do PSD e do PS. Eu gostava de dizer que esse é o
principio do PCP e da CDU porque nós estamos preocupados com a produção nacional e com a
criação de riqueza e de emprego e por isso, os municípios quanto a nós têm um papel importante
na promoção desse investimento e desse desenvolvimento e os municípios podem e devem fazer
mais no sentido de captar esse investimento e é isso que estamos a fazer. Não há nenhum desvio
daquilo que é o nosso rumo e que tem sido a nossa política mas noto com interesse que os
jornalistas ligados ao PSD assinalem com particular azedume este caminho de sucesso que o Seixal
está a fazer. Estas noticias e estas publicações só nos dão mais força para continuarmos no
caminho certo”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos colocar à votação o ponto III.3 que é o IMI –
Imposto Municipal de Imóveis, fixação da taxa, quem vota a favor?
Votação do Ponto III.3.
Aprovada a Deliberação nº 35/XII/2018, por maioria e em minuta com:
• Trinta e cinco (35) votos a favor dos seguintes eleitos:
− Do grupo municipal da CDU: 15
− Do grupo municipal do PS: 11
− Do grupo municipal do PSD: 4
− Do grupo municipal do BE: 3
− Do grupo municipal do PAN: 1
− Do presidente da JFFF: 1
• Um (1) voto contra dos seguintes eleitos:
− Do grupo municipal do CDS-PP:
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Foi aprovado com o voto contra do CDS e o voto a
favor de todos os outros grupos municipais. Passamos para o ponto III. 4 lançamento da derrama
para 2019, quem vota a favor?
Votação do Ponto III.4.
Aprovada a Deliberação nº 35/XII/2018, por maioria e em minuta com:

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• Trinta e quatro (34) votos a favor dos seguintes eleitos:


− Do grupo municipal da CDU: 15
− Do grupo municipal do PS: 11
− Do grupo municipal do PSD: 4
− Do grupo municipal do BE: 3
− Do presidente da JFFF: 1
• Duas (2) abstenções dos seguintes eleitos:
− Do grupo municipal do PAN:
− Do grupo municipal do CDS-PP:
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Foi aprovado pela CDU, pelo PS, pelo PSD, pelo BE,
pelo Presidente de Fernão Ferro e com 2 abstenções do CDS e do PAN. Declarações de voto?
Não!”. Passamos para o ponto III.5 definição da participação percentual no IRS para 2019, quem
vota a favor?”.
Votação do Ponto III.5.
Aprovada a Deliberação nº 35/XII/2018, por maioria e em minuta com:
• Dezanove (19) votos a favor dos seguintes eleitos:
− Do grupo municipal da CDU: 15
− Do grupo municipal do BE: 3
− Do presidente da JFFF: 1
• Um (1) voto contra dos seguintes eleitos:
− Do grupo municipal do CDS-PP: 1
• Dezasseis (16) abstenções dos seguintes eleitos:
− Do grupo municipal do PS: 11
− Do grupo municipal do PSD: 4
− Do grupo municipal do PAN: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Foi aprovado com os votos a favor da CDU, do
Bloco de Esquerda e do Presidente de Fernão Ferro, com a abstenção do PS, do PSD e do PAN e o
voto contra do CDS. Declarações de voto? Não!”. Passamos para o ponto III. 6 taxa municipal de
direitos de passagem, quem vota a favor?
Votação do Ponto III.6.
Aprovada a Deliberação nº 35/XII/2018, por maioria e em minuta com:

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• Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos:


− Do grupo municipal da CDU: 15
− Do grupo municipal do PS: 11
− Do grupo municipal do PSD: 4
− Do grupo municipal do BE: 3
− Do grupo municipal do PAN: 1
− Do grupo municipal do CDS-PP: 1
− Do presidente da JFFF: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Foi aprovado por unanimidade. Consideramos
aprovada a ata em minuta e dois apontamentos rápidos de agenda que já foi distribuída aos
líderes mas que é dia 9 de novembro a Assembleia Municipal que é a revisão orçamental e é uma
sessão extraordinária, e a 29 de novembro é a sessão ordinária para as grandes opções do plano e
orçamento. Obrigado a todos, bom fim de semana”.
III.7. Minuta da Ata
Aprovada a Deliberação nº 36/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:
• Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos:
− Do grupo municipal da CDU: 15
− Do grupo municipal do PS: 11
− Do grupo municipal do PSD: 4
− Do grupo municipal do BE: 3
− Do grupo municipal do PAN: 1
− Do grupo municipal do CDS-PP: 1
− Do presidente da JFFF: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “
Nada mais havendo a tratar, O Presidente da Assembleia Municipal deu os trabalhos por
encerrados, agradecendo a presença do executivo municipal e dos membros deste Órgão.
A sessão terminou cerca das 01:35 horas do dia 20 de outubro.
Nos termos do art.º 5.º do Decreto-Lei nº 45362 de 21 de Novembro de 1963 (com a redação
atualizada pelo Decreto-Lei nº 334/82 de 19 de Agosto, e de acordo com uma interpretação
extensiva), os documentos mencionados são arquivados, ora em pasta anexa à presente ata, ora
no respetivo processo.

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Ata nº 10/2018
6ª Sessão extraordinária – 19 de outubro de 2018

Sempre que se indicou ter sido tomada qualquer deliberação, dever-se-á entender ter sido
aprovado nos termos e para efeitos do disposto no art.º 92.º da Lei nº 169/99, de 18 de setembro,
com a redação atualizada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de janeiro, e com as alterações introduzidas
pela Lei nº 67/2007, de 31 de dezembro e pela Lei nº 75/2013, de 12 de setembro.
Para constar se lavrou a presente ata que vai ser assinada pelo Presidente e Secretários em
exercício:
O Presidente da Assembleia Municipal:

O Primeiro Secretário:

A Segunda Secretária:

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Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

A T A nº 11/2018

Aos nove dias de novembro de dois mil e dezoito, reuniu a Assembleia Municipal do Seixal, na sua
7ª sessão extraordinária de 2018, nas instalações dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do
Seixal, sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, presidida por Alfredo José Monteiro da Costa
e secretariada pelo 1º Secretário, Américo Augusto de Oliveira da Costa, e pela 2ª secretária, Sara
Sofia Oliveira da Silva Lopes Oliveira, com a seguinte Ordem de Trabalhoos, divulgada pelo edital nº
36/2018, de 31 de outubro.
I – PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.
II – PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.
III – PERÍODO DA ORDEM DO DIA.
III.1. Informação sobre o trabalhoo em curso das Comissões da Assembleia Municipal.
III.2. Opções do plano e proposta de orçamento para 2018, nos termos da alínea a) do n.º 1 do
art. 25.º, por força da alínea c) do n.º 1 do art. 33.º, ambos do Anexo à Lei n.º 75/2013 de 12
de setembro, alterado pela Lei n.º 50/2018 de 16 de Agosto. 5.ª Revisão. Aprovação.
III.3. Mapa de pessoal, nos termos da alínea o) do n.º 1 do art. 25.º do Anexo da Lei n.º 75/2013
de 12 de setembro. 3.ª alteração. Aprovação.
Estveram presentes, para além dos membros da Mesa:r
Da CDU: Paulo Alexandre da Conceição Silva, Paula Alexandra Sobral Guerreiro Santos Barbosa,
Custódio Luís Quaresma Jesus Carvalhoo, Maria Júlia dos Santos Freire, Nuno Filipe Oliveira Graça,
Rosária Maria Fernandes Antunes, Fernando Júlio da Silva e Sousa, Carlos Alberto de Sousa Pereira,
Ana Luísa Pereira Inácio, Rui Fernando Valente Algarvio e Maria João Evaristo de Oliveira Santos;
Do PS: Samuel Pedro da Silva Cruz, Bruno António Ribeiro Barata, Tomás Baptsta Costa dos Santos,
Luís Pedro de Seia Gonçalves, Célia Maria Martns Cunhoa, Jorge Leonel Vaz Freire, Rui Miguel
Santos Brás, Marta Sofia Valadas Barão, e Milton Natanael Palma Simões e Rui Jorge Guerreiro
Parreira;
Do PSD: Rui Alexandrino Calção Mendes, Maria Luísa Marques da Gama, Ricardo Manuel de
Barboza Marques de Moraes Soares e Xavier Prego Simões;
Do BE: Vítor Manuel Cavalinhoos, Eduardo Manuel Lino Grêlo e Sandra Anabela Alves Sousa;
Do PAN: Nuno André Batsta Nunes;
Do CDS-PP: João Guilhoerme Nobre Prata Rebelo.
Estveram ainda presentes os Presidentes de Junta de Freguesia de Amora, de Corroios, de Fernão
Ferro e da União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, respetvamente,
Manuel Ferreira Araújo, Eduardo Rosa, Carlos Reis e António Santos.
Registaram-se as seguintes substtuições:r
No grupo municipal da CDU:r Hernâni Magalhoães por Maria João Oliveira Santos;

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

No grupo municipal do PS:r Sérgio Ramalhoete por Milton Simões e Nelson Patriarca por Rui
Parreira;
No grupo municipal do PSD:r Rui Belchoior por Ricardo Moraes Soares e Duarte Correia por Xavier
Simões em virtude de Fátma Prior também ter pedido substtuição;
Para além do Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Cesário Cardador dos Santos,
estveram presentes os seguintes Vereadores:r
Maria Manuela Palmeiro Calado, Joaquim Carlos Coelhoo Tavares, Maria João Varela Macau,
Eduardo Rodrigues, Marco Teles Fernandes, Elisabete Adrião, Nuno Moreira, Manuel Pires e
Francisco Morais.
A Sessão teve início cerca das 20:r30 hooras.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Iremos dar inicio a esta sessão da Assembleia
Municipal, a sessão extraordinária, a 7ª de 2018, quero cumprimentar o senhoor Presidente da
Câmara, senhoores Vereadores e Vereadoras, cumprimentar os senhoores eleitos e eleitas da
Assembleia Municipal, população que está connosco, e estamos nos preparatvos de início, eu
peço a todos que possam ocupar os seus lugares e vamos dar início com o período de intervenção
da população.”

I. PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.


O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Tem a palavra o senhoor Paulo Basílio, se faz favor;
intervém aqui do microfone.”
I.1. Paulo Mota Basílio disse: “Muito boa noite senhoor Presidente, boa noite ao executvo
municipal, eleitos e eleitas, restante público; o assunto que aqui me traz é simples, parece-me que
vale a pena ficar aí para meditação; eu venhoo falar sobre a existência de uns paióis, de um
depósito de paióis militares que existem em Fernão Ferro, que foram criados, sensivelmente, em
fins da década de 60 e princípios da década de 70 do século passado, num local em que nem
sequer exista a freguesia de Fernão Ferro e a própria realidade do concelhoo do Seixal era
completamente diferente da atual e, precisamente atendendo a esta alteração que foram as
últmas décadas, principalmente as quatro últmas décadas, no concelhoo e na própria freguesia de
Fernão Ferro, aquilo que aqui me traz é uma preocupação que se poderá basear em três
perguntas que deixava ao executvo; a primeira é se tem conhoecimento que tpo de armas e ou
explosivos se encontram armazenados naqueles paióis; a segunda é, na hoipótese de um acidente
acontecer, nunca estamos livres disso, de realmente acontecer, que condições é que estão criadas
a nível de proteção e de prevenção e, juntamente com isso, o que é que está calculado para os
eventuais explosivos e os seus impactos em termos de acidente; a terceira, que é mais do que
lógica e que fará todo o sentdo acabar assim, é se fará sentdo, em 2018, atendendo ao
desenvolvimento da freguesia de Fernão Ferro e do próprio concelhoo do Seixal, a existência,
naquele local, daqueles paióis? Porque quando surgiram, no século passado, possivelmente faria
sentdo o local distante no próprio concelhoo. Eu penso que este assunto, um pouco à parte, passe
a piada, é o mesmo que a freguesia de Fernão Ferro e o concelhoo do Seixal estarem sentados em
cima de um barril de pólvora. Obrigado pela atenção dispensada.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Obrigado também ao senhoor munícipe, senhoor
Presidente da Câmara, se faz favor.”

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Muito boa noite a todos, gostaria de cumprimentar o
senhoor presidente da Assembleia Municipal, os senhoores eleitos da Assembleia, os munícipes e
população, os trabalhoadores da Câmara Municipal, em nome do executvo municipal. Eu gostava
de referir relatvamente à matéria que o senhoor munícipe Paulo Basílio aqui nos trouxe, de facto,
podemos ter no nosso território um gravíssimo problema, não vou dizer de saúde pública, mas vou
dizer mesmo que pode por em risco a vida das populações, porque na verdade a existência de um
depósito militar da NATO junto das populações de Fernão Ferro é um risco e uma ameaça e
estamos de acordo em, hoavendo tantos sítos no nosso país que, longe das populações, podem e
devem ser aproveitados para este tpo de situação, estamos de acordo em que a NATO saia do
nosso concelhoo, estamos de acordo em que aquele depósito militar seja transformado em algo útl,
vou dizer assim, para as populações do concelhoo e da freguesia de Fernão Ferro e que consigamos
aproveitar para reconverter e regenerar uma área importante do nosso território e da freguesia de
Fernão Ferro, trazendo a qualidade de vida à população que lá hoabita e a outra que futuramente lá
poderá hoabitar; por isso, eu gostaria de dizer ao senhoor Paulo Basílio e também aos moradores da
Lobateira e Pinhoal da Palmeira, que têm também o apoio da Câmara Municipal do Seixal nesta
vossa luta para acabar com o depósito de munições da NATO no Marco do Grilo, junto à freguesia
de Fernão Ferro e ainda com uma área dentro do concelhoo do Seixal e, nesta perspetva, sabemos
que está criada, se não estou em erro, uma comissão parlamentar da Assembleia da República,
penso que é assim a designação, peço desculpa se estou equivocado relatvamente aos termos,
mas sei que foi designada uma comissão para avaliar, na Assembleia da República, esta matéria e,
da parte do município contaram sempre com o nosso apoio no sentdo de contnuarmos a
denunciar este risco e esta ameaça real que existe sobre a vida das populações do concelhoo e que,
naturalmente, deverá receber uma resposta por parte do governo, sendo que do ponto de vista
do município não se justfica este depósito de munições no sito onde está e que põe em causa,
não só a regeneração urbana, como a própria qualidade de vida das populações, podendo por em
risco a sua própria vida. E nessa perspetva contarão com a nossa solidariedade, estaremos ao
vosso lado naquilo que entenderem fazer relatvamente a esta situação. Muito obrigado senhoor
Presidente.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Obrigado senhoor Presidente da Câmara e não
hoavendo mais intervenções neste primeiro período, passamos para o segundo período, período de
antes da ordem do dia com as indicações em relação aos períodos de substtuição, do PSD Rui
Belchoior por Ricardo Manuel Barbosa Soares, Duarte Correia por Xavier Simões em virtude da
senhoora Fátma Prior também ter solicitado a sua substtuição; do PS, Sérgio Ramalhoete por Milton
Palma Simões e Nelson Patriarca por Rui Jorge Parreira; da CDU, Hernâni Magalhoães por Maria
João Santos. No período de antes da ordem do dia temos um conjunto de treze documentos que
foram recebidos até às 12 hooras e distribuídos a todos os membros, portanto, não necessitam da
leitura dos documentos, naturalmente que irão ser apresentados, como é evidente.

II. PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.


II.1. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «Investmentos necessários no Concelho
do Seixal», subscrita por Paula Santos.
(Documento anexo à Ata com o número 1)

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Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O primeiro documentos é um documento da CDU, é


uma moção, «Investmentos necessários no Concelhoo do Seixal», subscrita por Paula Santos que
tem a palavra se faz favor.”
Paula Santos, da CDU, disse:r “A CDU traz à Assembleia Municipal do Seixal uma moção onde
coloca um conjunto de investmentos que hoá muito são reivindicados pela população do concelhoo
do Seixal e que ainda não foram concretzados. Trazemos esta moção neste momento atendendo
ao atual momento polítco também no nosso país, de discussão do Orçamento de Estado para
2019 e onde são, naturalmente, assumidos os compromissos de investmentos; e consideramos
que estes investmentos devem naturalmente serem integrados e serem calendarizados. O que
propomos nesta moção, é um conjunto vasto de investmentos nas áreas dos serviços públicos,
emprego, desenvolvimentos económico, proteção social, educação, juventude, saúde, cultura,
desporto, hoabitação, ambiente, mobilidade e transportes. Eu queria aqui destacar alguns dos
investmentos que achoamos fundamentais, em primeiro lugar, a construção do Hospital no
Concelhoo do Seixal que dê um passo em 2019 com o avanço do concurso para a empreitada e se
dê início à realização da obra; A construção do novo Centro de Saúde de Corroios; a conclusão das
obras de requalificação da Escola Secundária João de Barros e a requalificação de um conjunto de
escolas no nosso concelhoo, em partcular, António Augusto Louro, Cruz de Pau, Paulo da Gama e
Escola Secundária Manuel Cargaleiro. A construção dos pavilhoões gimnodesportvos nas escola que
ainda não dispõem deste equipamento, consideramos também que é ainda importante o
alargamento de equipamentos na área da infância e na área dos idosos, também no que diz
respeito às forças de segurança, dando aqui destaque para a construção das instalações da Divisão
da PSP do Seixal e depois um conjunto de investmentos no que diz respeito à mobilidade e
acessibilidades quer com o reforço do investmento na Transtejo, mas destacava também aqui a
ponte rodoviária entre Seixal e Barreiro, está aqui um erro, a construção da terceira travessia do
Tejo, a extnção da portagens na A33 e depois ainda um conjunto de investmentos na área do
ambiente, em que dava destaque ao desassoreamento da Baía do Seixal e à contnuação da
descontaminação do solo da área da ex Siderurgia Nacional. Na moção tem a possibilidade de ver
o conjunto de propostas que são feitas, que como referi correspondem a reivindicações e à
resolução de problemas concretos no concelhoo. Eu queria aqui fazer uma correção e depois farei
choegar por escrito, onde refere a construção da ponte rodoviária e ferroviária entre o Seixal e
Barreiro é somente rodoviária.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Muito obrigado; inscrições para intervenções em
relação a esta moção:r quem é que pretende usar da palavra? Bruno Barata, se faz favor.”
Bruno Barata, do PS, disse:r “Queria começar por dizer que o orçamento de estado para 2019 foi
aprovado, na generalidade, com os votos favoráveis do Partdo Comunista e do Bloco de Esquerda
e que esta solução governatva, em que ninguém acreditava ao início, só foi possível,
sensitvamente, com o apoio parlamentar do Partdo Comunista e do Bloco de Esquerda. Os
indicadores económicos mostram que o pais saiu daquele clima de austeridade e que recuperou
em todos os indicadores e alcançou todas as metas propostas no programa do governo do Partdo
Socialista. O que acontece aqui, estas reivindicações , tem toda a legitmidade, por parte da
deputada Paula Santos e do grupo municipal da CDU e, efetvamente, nós não podemos querer sol
na eira e chouva no nabal, isto porquê? Porque esta recuperação económica do pais e esta
recuperação de rendimentos é possível cumprindo também as metas impostas pelos
compromissos internacionais e, portanto, hoá que dizê-lo, que muito tem sido feito. Uma outra
questão que gostaria aqui de salientar é que , dá sempre a ideia, as coisas boas do orçamento de

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Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

Estado são do Partdo Comunista Português e as coisas menos boas são da responsabilidade do
Governo, mas não é assim, obviamente que o orçamento de Estado tem sempre a partcipação do
Partdo Socialista, do Partdo Comunista e do Bloco de Esquerda mas quem executa é o governo do
Partdo Socialista e queria deixar isto bem claro. Indo à questão do Concelhoo do Seixal, como todos
sabemos, tem sido feito e está também planeado um forte investmento no Concelhoo do Seixal que
supera os cem milhoões de euros, nesta reivindicação, nesta moção, até diz contnuar a obras da
Escola João de Barros, obviamente porque as obras já estão a decorrer, construir o posto de saúde
de Corroios, pois, o governo lançou o concurso, ele ficou deserto e, está-se a lançar um novo
concurso. Obviamente que o projeto de execução para o hoospital do Seixal, como sabemos, já está
em lançamento e portanto vem aqui com falsas questões de coisas que estão a andar.
Descontaminação dos terrenos da Siderurgia, já está a acontecer e, portanto, vem aqui tentar
capitalizar com as reivindicações de investmento do governo do Partdo Socialista. Contnua, por
exemplo, uma placa na rotunda que o governo do Partdo Socialista fez, junto ao Bairro da Cucena,
que fez um investmento em tempo recorde, em três meses construiu uma rotunda, um milhoão e
meio e está lá uma placa da Câmara “valeu a pena lutar”, mas quem constrói é o governo do
Partdo Socialista, essa é que é efetvamente a questão, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r“Mais intervenções sobre esta moção? Victor
Cavalinhoos.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse:r “O Bloco de Esquerda vai votar a favor desta moção; de qualquer
modo três observações; a primeira delas é que, depois faremos isto numa declaração de votos que
apresentarei em tempo oportuno, nós não concordamos totalmente o que está no primeiro
paragrafo, dizer que não hoá investmento público e que o investmento público no concelhoo do
Seixal é pratcamente nulo, depois argumentaremos na declaração de voto sobre esta matéria
porque não estamos de acordo com esta formulação. A outra questão é o seguinte, nas
reivindicações, nomeadamente em duas delas, estamos de acordo, mas é preciso que esta moção
reivindica a construção da Estrada Nacional 10 e a requalificação da N378 e é só relembrar que isto
é uma competência do Estado Central mas o orçamento e o plano, as GOP e orçamento, não só
deste ano como dos anteriores assumiu que vai investr três milhoões de euros na construção da
Estrada Nacional 10, coisa com o qual nós não estamos de acordo, pois achoamos que é o estado
central que tem essa competência e não devia de ser, e já manifestamos essa opinião, que não
devia ser o executvo a substtuir-se ao poder central e construir a Estrada Nacional 10; já
manifestamos isso e argumentaremos também na declaração de voto. E a últma nota é sobre o
lançamento do processo de construção do Aeroporto do campo de tro de Alcochoete; com toda a
clareza e transparência o Bloco de Esquerda não tem uma posição definida sobre esta situação,
não temos uma posição acabada, se é Montjo, se é Alcochoete e inclusive se é Beja; isso é uma
posição que está em discussão, quando o Bloco tver uma posição perfeitamente definida estará
em condições de votar e tornar clara a sua posição; isto não impede que votemos a favor do geral
da moção mas, também deixar esta referência que depois também faremos anunciar a
argumentação na declaração de voto.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções, está o Rui Mendes inscrito e eu
perguntava quem se quer inscrever mais para fechoarmos este ciclo aqui; não hoavendo mais
inscrições, Rui Mendes se faz favor.”
Rui Mendes, do PSD, disse:r “Ouvi com muita atenção o que o meu colega de bancada, Cavalinhoos,
disse e efetvamente estou de acordo com ele em quase tudo menos na posição de voto, vou

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7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

votar contra, e vou votar contra pelo seguinte, pelas razões que já aqui foram apresentadas, pelo
Vítor Cavalinhoos, pela não renovação da concessão da Fertagus, integração de serviço ferroviário
na CP, isto ainda não percebi a mais valia; construção da Estrada Regional 10, não percebo se vai
ser a Câmara a fazer se vai ser o Estado a fazer, uma coisa que até pode ser definida a nível do
orçamento de Estado entre os partdos da governação; portanto, a extnção das portagens na A33
e na IC32, também gostaria muito mas não sei como seria pagar isto tudo que aqui está, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Senhoor Presidente da Câmara, se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Muito Obrigado Senhoor Presidente. Eu gostaria de
trazer alguns esclarecimentos; de facto, nós temos informação de que o centro de saúde de
Corroios o concurso não vai ser lançado este ano, o que é lamentável, e que só existe dinhoeiro para
4 meses do próximo ano e que vai hoaver repartção para 2020, gostaria de dizer que, se isto
corresponder à realidade, fomos enganados, pelo Secretário de Estado da Saúde e pelo Ministério
da Saúde porque disse que o centro de saúde de Corroios estaria aberto este ano e colocou lá uma
placa a dizer que estaria a funcionar em 2018. Se, e percebemos perfeitamente porque já nos
aconteceu também os concursos ficarem desertos, ora não compreendemos é que isso tenhoa
acontecido, julgo que foi em setembro, estamos em novembro, a informação que transmitram é
que não vão abrir concurso este ano e que só irão fazê-lo para o próximo ano e que a dotação que
existe para o centro de saúde de Corroios só tem execução para 4 meses no próximo ano; significa
que o centro de saúde de Corroios em vez de abrir em 2018, como prometdo, só irá abrir em
2020, na melhoor das hoipóteses, portanto, gostaria de dar este esclarecimento à Assembleia
Municipal, e de facto aqui, penso que , uma vez mais, esta ideia dos cem milhoões de euros, hoão-de
ser, não sei se é 2020, 2021, 2022, cá estaremos sempre a repetr os cem milhoões de euros,
cassete. Em segundo lugar referir que relatvamente à Estrada Regional 10, gostava de dizer o
seguinte, a Câmara do Seixal não se vai substtuir ao governo, porque uma estrada regional tem
um perfil de itnerário complementar, tem um perfil especifico que só as Infraestrutura de Portugal
estão em condições de fazer, o que Câmara Municipal irá fazer é uma via municipal que
possivelmente, e acreditamos que, será no espaço canal da futura Estrada Regional 10 mas
obviamente que as condicionantes do projeto, ou melhoor, a tpologia de via, será diferente daquela
que é executada pelo município, que é uma via municipal, do que aquela que será uma estrada
nacional que será uma estrada regional que tem um perfil completamente diferente, uma largura,
faixas de rodagem, separador central, iluminação, passeios, etc, tudo isso será diferente, por isso
gostaria de afastar essa ideia de que a Câmara se vai substtuir ao Governo na execução da Estrada
Regional 10, não vamos, vamos fazer uma via municipal. Agora poderá é coincidir no espaço canal
que as Infraestruturas de Portugal selecionem para fazer a Estrada Regional 10 que, está prevista,
fará no próximo ano, 20anos! 20 anos para fazer uma Estrada Regional, dentro do Concelhoo do
Seixal, 20 anos de governos que não executaram esta via, 20 anos e, já agora, ouvi um grande
elogio ao governo de fazer uma grande rotunda, pelo menos que façam os arranjos exteriores; já
agora que terminem a rotunda, ou não se conclui os arranjos exteriores que estão previstos?
Muito obrigado Senhoor Presidente.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “ Muito obrigado Senhoor Presidente da Câmara, tem
a palavra a subscritora, Paula Santos se faz favor.”
Paula Santos, da CDU, disse:r “Senhoores eleitos, queriam então fazer uma referências às várias
questões que foram aqui colocadas que eu achoo que também revelam bem o posicionamento de
cada um dos partdos face aos investmentos que são muito relevantes para as populações do

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concelhoo e para o desenvolvimento do concelhoo, mas, naturalmente, cada partdo assume as suas
responsabilidades e os posicionamentos e aquilo que defende para o concelhoo, nós estamos cá a
defender os interesses da população. Gostaria e, de facto fiquei curiosa, o sr. eleito do Partdo
Socialista faz referencia ao investmento de 6 milhoões no concelhoo do Seixal valeria a pena
pormenorizar onde é que os 100 milhoões vão ser investdos porque, de facto tnhoa bastante
interesse, olhoe, no Orçamento de Estado o que hoá referencia ao concelhoo do Seixal, no concreto, é
a Escola João de Barros que tarda em ser concluída porque as obras já começaram, creio que esta
empresa que está lá ou empreita começou hoá um ano, um ano e, de facto não se vê
desenvolvimento da coisa. Relatvamente ao hoospital aquilo que está a ser feito neste momento
devia ter sido feito em 2016 , porque, esperar 3 anos para se lançar um concurso para projeto já
deveria ter sido feito e já deveríamos estar a avançar na obra, aquilo que diz o Orçamento de
Estado em relação ao hoospital do Seixal é exatamente o que dizia a proposta de 2016 , lançamento
do novo hoospital, tal e qual a mesma expressão, lançamento, é nisto que nós estamos
relatvamente a esta matéria. Sobre o centro de saúde de Corroios, de facto, é de ficar preocupado
porque as informações sobre centros de saúde que vão avançar e que foram dadas pelo Ministério
da Saúde da área de Lisboa e Vale do Tejo hoá referencia, deixem-me ver, para ver se não digo
alguma asneira, Rossio a sul do Tejo, Abrantes, Odivelas, Cadaval, Águas Livres-Amadora, Venteira-
Amadora, Mafra Norte, Benedita-Alcobaça, Sintra e Almargem do Bispo – Sintra, são os
investmentos que são referidos para Lisboa e Vale do Tejo, da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, eu
achoo que é para ficar bastante preocupados relatvamente a estas questões. É importante que não
se confundam questões que são relevantssimas porque de facto hoá medidas positvas, e nós
reconhoecemos, no Orçamento de Estado, sim que resultam da intervenção do PCP, é verdade, se
não fosse o PCP a bater-se pelos manuais escolares, não estava lá, se não fosse o PCP a bater-se
pelo 3º aumento extraordinário das pensões, também não constavam lá e o Partdo Socialista sabe
muito bem que se não fosse esta fase da vida polítca nacional não era este o conjunto de medidas
que estariam a ser implementadas. Queria ainda referir o seguinte relatvamente à Fertagus, hoá
aqui dois aspetos que são fundamentais, um lado defender o interessa público, e de facto o que
aqui defende o interessa das populações relatvamente a este serviço de transporte é o controlo
público sobre o serviço, estamos a falar dos carris que são geridos pelas Infraestruturas de
Portugal, o material circulante que é da CP, a empresa só tem os lucros, qual é investmento que a
empresa privada está a fazer aqui a não ser ter preços que são o dobro da CP, não percebo, de
facto, quais são as mais valias relatvamente a uma PPP que só tem lucros, os lucros são da
empresa as despesas são do Estado é isto que aqui está e a população penalizada porque tem
transportes o dobro do preço relatvamente ao transporte ferroviário de outras regiões.
Registamos aqui um conjunto de questões que foram aqui referidas, creio que o Senhoor Presidente
da Câmara já fez referência à Estrada Regional 10, e creio que justfica, de facto, esta reivindicação
pela construção desta estrada e estamos a falar de que muitos deste investmentos que já
colocamos hoá um conjunto de anos e a opção tem de ser pelo investmentos público que
contribua para o desenvolvimento, nós estamos a falar do nosso concelhoo, mas naturalmente do
desenvolvimento do nosso concelhoo, da região e do país e que efetvamente contribua para a
melhooria das condições de vida das populações.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Obrigado, vamos então colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 92/XII/2018 por maioria e em minuta com:r
 Vinte e um (21) votos a favor dos seguintes eleitos:r

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- Do grupo municipal da CDU:r 16


- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “a moção foi aprovada por maioria com os votos a
favor da CDU; Bloco de Esquerda, PAN e Presidente de Fernão Ferro e os votos contra PS, PSD e
CDS. Declarações de Voto.”
João Rebelo, do CDS-PP, informou que entregaria uma declaração de voto no tempo regimental.
(Documento anexo à ata com o número 1-A)
Vítor Cavalinhos, do BE, informou que entregaria uma declaração de voto no tempo regimental,
mas o documento não choegou a ser entregue.
II.2. O Grupo Municipal da PS apresentou a moção «Pela intervenção e requalifcação do
Complexo Desportvo do Atlltco Clube de Arrentela», subscrita por Samuel Cruz.
(Documento anexo à Ata com o número 2)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Passamos para o segundo documento, é uma
moção, «Pela intervenção e requalificação do Complexo Desportvo do Atlétco Clube de
Arrentela», subscrita por Samuel Cruz, tem a palavra se faz favor; prescinde; então intervenções,
Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse:r “Boa noite, aqui um esclarecimento ao Partdo Socialista e também à
Câmara Municipal; pelo que eu sei as garagens foram dadas de arrendamento pelo Atlétco Clube
de Arrentela, aliás, ainda não hoá muito tempo, tvemos aqui assim o Ranchoo Folclórico de
Arrentela a dizer que tnhoa sido despejados de uma garagem pelo Atlétco Clube de Arrentela,
portanto eu não sei o que é que se pode aqui assim dizer para a Câmara Municipal, quem fizer os
arrendamentos é que tem a legitmidade para colocar as ações de despejos e cobranças de rendas,
não a Câmara Municipal, penso que isto é uma questão jurídica que o Partdo Socialista devia ter
conhoecimento.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais pedidos de intervenção? Não hoá, é isto
confirma-se; Senhoor Presidente da Câmara se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Eu gostaria de dizer, em primeiro lugar, que o Atlétco
Clube de Arrentela, neste momento, é o único clube no concelhoo do Seixal que está impedido de
receber transferências financeiras da Câmara do Seixal por dividas ao Estado e, de acordo com a lei
de base do desporto, o município está impedido de fazer transferências financeiras para esta
coletvidade. A segunda questão é que, mesmo em virtude desta dificuldade o município tem
apoiado a coletvidade quer junto à Associação de Futebol de Setúbal, quer também executando
obras, do orçamento municipal, porque estamos impedidos de fazer estas transferências, como

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referi, e a últma foi, no final do ano transato, onde apoiamos com a remodelação total do sistema
de aquecimento das águas sanitárias do Atlétco Clube de Arrentela, no valor superior a 35.000
euros. Para além disso, gostaria também de dizer que, desde 1998, o município do Seixal já
transferiu/apoiou intervenções no Arrentela de mais de 1 milhoão de euros, vou repetr 1 milhoão de
euros no Atlétco Clube de Arrentela, e também quero dizer que o município do Seixal está
disponível, também estamos a acompanhoar esta e outras coletvidades, no sentdo de
conseguirmos atualizar, mesmo com as dificuldades, atualizar aquilo que são as dificuldades das
instalações, mas já agora, permitam-me também dizer aos senhoores eleitos da Assembleia
Municipal, que penso que sabem, que a competência de recuperação, requalificação e apoio às
coletvidades não é, ou não deve ser exclusiva das autarquias, alias, a últma deliberação, até da
CDU, a últma medida que propunhoa era um quadro próprio de apoio às coletvidades por parte do
Estado, e por isso, penso, que se deveria também fazer um contacto não só com esta coletvidade
mas também com todas relatvamente àquilo que são os apoios do Estado, do IPDJ, o Insttuto
Português do Desporto e Juventude , que polítca de apoio à requalificação de instalações de
coletvidades é que existe, e já agora, o que é que tem sido feito no concelhoo do Seixal
relatvamente aos apoios do Estado, para as coletvidades. Nesta perspetva gostaria de dizer que o
município do Seixal tem previsto, do seu orçamento, portanto, em 2019, se o orçamento for
aprovado, intervenções de requalificação, por via do orçamento da Câmara, no parque desportvo
do Atlétco Clube de Arrentela, e esperemos, que o Atlétco Clube de Arrentela, como outras
coletvidades conseguiram fazer, consiga, de facto resolver o seu problema da situação económica
e financeira difcil e de dividas ao Estado. Felizmente tvemos um conjunto de coletvidades nesta
situação e todas já conseguiram sair deste processo, também contaram com a nossa ajuda, porque
o apoio da Câmara não é só a nível financeiro, temos também no Gabinete de Apoio ao
Movimento Associatvo, um fiscalista e um advogado, só específicos para apoiar os clubes e por
isto este apoio é mais um que o município atribui para que as nossas coletvidades consigam
subsistr, e nesta perspetva o município vai contnuar a apoiar, como é natural, o Atlétco Clube de
Arrentela, como todas as coletvidades do concelhoo do Seixal, exigindo que o Estado, também,
financie e apoie, como é o seu dever. Muito obrigado Senhoor Presidente.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Subscritor, Samuel Cruz se faz favor”
Samuel Cruz, do PS, disse:r “O Senhoor Presidente da Câmara saberá, com certeza, que poderá nos
ter omitdo que se apoiasse o Atlétco Clube de Arrentela não era o primeiro clube que apoiava
tendo dividas à Segurança Social estando impedido de receber o dinhoeiro o dinhoeiro diretamente,
certamente não sou eu que lhoe vou ensinar como é que isso se faz porque já o fez várias vezes e,
portanto, a desculpa de que está impedido e por isso não dá, não colhoe, porque como ambos
sabemos já o fez várias vezes; depois dizer que o apoio dado ao Atlétco Clube de Arrentela, nos
últmos 20 anos, não choega a 1 milhoão de euros, como o Senhoor Presidente da Câmara disse; nos
últmos 20 anos, e foi este ano 2.845 euros, o ano passado, 2.718, em 2006 3.785, e assim vem
sendo hoá longo tempo, algo que desmascara aqui, sim, sim, aquilo que é..., ó Senhoor Presidente
estou sempre a ser interrompido, é muito desagradável..., e então, de facto não corresponde à
realidade; responder também aqui, que o Senhoor Presidente da Câmara não disse, não esclareceu
a pergunta do eleito Paulo Silva, mas eu esclareço:r o protocolo celebrado entre a Câmara
Municipal do Seixal e o Atlétco Clube de Arrentela o que cede é a receita do arrendamento,
receita essa que é da Câmara Municipal; a Câmara Municipal cede, portanto, sim, queres ler o
protocolo? nessa medida a questão também está respondida; e para finalizar apenas, aqui o que
se pede são intervenções para que a população possa usufruir plenamente daquele espaço se a

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Câmara Municipal do Seixal quiser, fá-lo, primeira questão; segunda questão, ainda que não o
queira fazer gastando dinhoeiro, o que se recomenda nesta moção que não seja dessa forma, basta
que a ação, e a ação é, a divida das pessoas que utlizam aquelas garagens, cifra-se em cerca de 35
mil euros, a divida do clube ao Estado situa-se em cerca de 30 mil euros e, portanto se a Câmara
atuar junto daquelas pessoas que utlizam as garagens e não pagam, o que é, além do mais, imoral,
a divida fica paga o assunto está resolvido e tudo é muito simples.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 93/XII/2018 por maioria e em minuta com:r
 Dezassete (17) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Vinte (20) abstenções dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “A moção foi aprovada por maioria com os votos a
favor do PS, PSD, CDS e Presidente de Fernão Ferro e abstenção da CDU, Bloco de Esquerda e PAN.
Declarações de voto, Paulo Silva e a seguir André Nunes.”
Paulo Silva, da CDU, informou que entregaria uma declaração de voto no tempo regimental, mas o
documento não choegou a ser entregue.
Andrl Nunes, do PAN, informou que entregaria uma declaração de voto no tempo regimental.
(Documento anexo à ata com o número 2-A)
II.3. O Grupo Municipal do PSD apresentou a recomendação «Revisão da atribuição de
topónimos do Concelho do Seixal», subscrita por Rui Mendes.
(Documento anexo à Ata com o número 3)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Passamos para o documento seguinte que é a
moção «Revisão da atribuição de topónimos do Concelhoo do Seixal», é do PSD é subscrita por Rui
Mendes, tem a palavra se faz favor, antes do Rui Mendes começar a intervenção dizer, porque já
foi colocada previamente, de que a formulação do últmo paragrafo, onde tnhoa delibera, em vez
de delibera é substtuído por recomenda e também o ttulo a recomendação, é isso, não é? Se faz
favor .”
Rui Mendes, do PSD, disse:r “Boa noite mais uma vez; a nossa recomendação visa o nome das ruas
do concelhoo, recomendar que se efetue a listagem dessas ruas, sejam identficados os nomes que
estão hooje em dia duplicados no concelhoo e que se evite, pelo menos, que na própria freguesia
existaM dois nomes de ruas iguais. Sei que é necessária coragem polítca para esta mudança mas
em nome da segurança julgo que deveria ser feito. Obrigado.”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Intervenções? João Rebelo, se faz favor.”


João Rebelo, do CDS-PP, disse:r “votaremos favoravelmente esta proposta, parece-me que faz
algum sentdo para se evitar alguns erros e os problemas que muitas vezes ruas com o mesmo
nome, na mesma freguesia, podem acarretar; eu sei que é difcil, é complicado, as pessoas podem
estar hoabituadas ao nome, mas isto pode corrigir alguns problemas, eventualmente; mas aproveito
a deixa para propor, se isto for aprovado, à Câmara Municipal e ao Senhoor Presidente que seja
cumprida a resolução que aqui foi aprovada hoá alguns anos, não sei exatamente quando, de que
uma rua no concelhoo do Seixal tenhoa o nome do Engº Adelino Amaro da Costa, como sabem, o ex-
ministro da Defesa que morreu no desastre de Camarate com o antgo Primeiro Ministro Sá
Carneiro; esta moção foi aqui aprovada e ainda não existe nenhouma Rua com o nome do Engº
Adelino Amaro da Costa, se esta moção for aprovada, fica já aqui o pedido para que seja cumprida
esta recomendação que foi aqui aprovada. Muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Obrigado; mais intervenções? Samuel Cruz se faz
favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse:r “Naturalmente que aprovaremos esta moção e dar apenas nota de duas
situações que se passaram comigo, enquanto Vereador, foi de pessoas, dito assim parece que não
tem gravidade, mas de facto no meu percurso enquanto vereador foram, pelo menos, dois
munícipes à Câmara queixar-se desta situação, uma que o marido tnhoa demorado o socorro por
parte dos bombeiros porque hoavendo duas ruas com o mesmo, penso que era 1º de Maio, muito
perto uma da outra a ambulância foi para a outra rua e não consegui, de facto , choegar para
socorrer o marido e foi uma situação bastante grave. O outro era, um bocadinhoo cómico, com uns
emigrantes franceses que emprestaram a choave a uns vizinhoos para cá virem passar férias e os
vizinhoos passaram a primeira noite na rua, lá os franceses porque não aparecia de forma nenhouma,
portanto, esta questão não é, em concreto, de facto tem muito, oportunamente, por isso, o Partdo
Socialista irá apresentar ou propor, que se crie um grupo de trabalhoo para criar um regulamento,
como já existe, sei lá, Sesimbra, Lisboa, em muitos sítos, e também, uma outra questão, que este
regulamento preveja uma comissão com representantes de todos os partdos para serem
atribuídos os nomes da ruas que me parece, também, algo importante, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais alguma intervenção? Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse:r “Nós consideramos que esta recomendação está aqui confusa porque
vai buscar uma norma que existe num regulamento de toponímia e que diz que não podem ser
repetdos na mesma localidade; ora assim estamos a falar de localidade, o Fogueteiro é uma
localidade, a Amora é uma localidade, Vale Milhoaços é uma localidade, depois aqui na parte
deliberatva, de recomendação, fala em concelhoo, será que aqui o que se pretenda é que só possa
hoaver uma rua António Nobre no Concelhoo do Seixal, só possa hoaver uma rua 25 de Abril no
Concelhoo do Seixal? Isto vai alterar, se calhoar, mais de metade ou 60% da toponímia, portanto, é
vermos o que estamos aqui assim a recomendar, porque depois fala em concelhoo, e evitar que hoaja
duas ruas no concelhoo com o mesmo nome e começar-se a mudar o nome das ruas, é isto que aqui
está.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Há mais algum pedido de intervenção? Não, Senhoor
presidente da Câmara, não? então o preponente.”
Rui Mendes, do PSD, disse:r “Apenas aqui para esclarecer, não é bem isto que aqui está, o que aqui
está é que se evite em diante a duplicação com topónimos já existentes no concelhoo, ou seja, em

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diante não existr o mesmo erro de dar no mesmo concelhoo os mesmos nomes que já existem
noutras localidades, noutras freguesia do concelhoo, em diante. O ponto seguinte é proceder de
forma gradual à alteração de topónimos repetdos, o desejável é ser de concelhoo, sabemos que é
difcil, se for na freguesia eu julgo que vai facilitar imenso o tema. Disse”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Esta é uma matéria que merece só um
apontamento, isto não é intervenção nenhouma, que fique claro, mas atenção que não hoá concelhoo
nenhoum no país, isto antes era assim, isto é por localidades e hooje com um simples GPS o
problema das localidades fica resolvido, se nós mudássemos tudo isto a vida das pessoas ia ser
uma coisa desgraçada, é uma matéria muito sensível, é preciso muito cuidado. Está feita a
discussão na Assembleia, vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 94/XII/2018 por maioria e em minuta com:r
 Vinte e um (21) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Esta moção foi aprovada por maioria, com os votos
a favor do PS, PSD, Bloco de Esquerda, PAN, CDS e Presidente de Fernão Ferro e os votos contra da
CDU. Declarações de voto, alguma declaração de voto? Não hoá, passamos para o documento
seguinte.”
II.4. O Grupo Municipal do PAN apresentou a recomendação «Pela organização de Workshops
Escolares Anuais em Suporte Básico de Vida para Alunos dos Ensinos Básico e Secundário»,
subscrita por Andrl Nunes.
(Documento anexo à Ata com o número 4)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “O documento do PAN, é uma recomendação «Pela
organização de Workshoops Escolares Anuais em Suporte Básico de Vida para Alunos dos Ensinos
Básico e Secundário», subscrita por André Nunes, tem a palavra se faz favor.”
Andrl Nunes, do PAN, disse:r “Obrigado Senhoor Presidente, Segundo os números apresentados
pelo Insttuto Nacional de Emergência Médica ocorrem cerca de 10.000 casos de paragem
cardiorrespiratória ou morte súbita cardíaca por ano. Destes casos, apenas 3% das vítmas
sobrevive. Também a Sociedade Portuguesa de Cardiologia alerta que em cerca de 57% das
paragens cardiorrespiratórias em que a vítma não se encontra sozinhoa, não é realizada qualquer
manobra de reanimação até que as equipas de socorro choeguem ao local, ao fim de 12 minutos a
taxa de sobrevivência é em média de 2,5% e é por isso que consideramos que é fundamental criar
uma cultura de socorro e dotar os cidadãos e cidadãs de competências no que diz respeito à

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realização de manobras de suporte básico de vida, que hooje propomos que a Assembleia delibere
recomendar à Câmara Municipal do Seixal a organização e disponibilização de Workshoops anuais
em Suporte Básico de Vida para Alunos dos Ensinos Básico, segundo e terceiro ciclo e Secundário a
integrar nos planos e atvidades das escolas dos concelhoo, mediante acordo destas.”
O Primeiro Secretário da Assembleia Municipal disse:r “Muito obrigado Senhoor Deputado; quem
deseja intervir? Tem a palavra o Senhoor Deputado João Rebelo.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse:r “Manifestar a minhoa concordância com esta proposta do PAN; o
CDS já propôs na Assembleia da República uma proposta similar que foi choumbada, infelizmente,
de apresentar nos currículos dos alunos das escolas básicas e secundárias estes mesmos cursos,
destacar que muitos países tem estes mesmos cursos são ministrados, posso citar dezenas na
Europa, e é algo que, de facto, pode ajudar a salvar vidas. Parece-me que é uma boa proposta, por
exemplo onde eu estudei na Bélgica, no ensino primário e no inicio do ensino secundário nós
tnhoamos estas mesmas aulas que eram ministradas pela Cruz Vermelhoa belga, por exemplo, hoá
outras formas de o fazer, podem ser os bombeiros, podem ser muitas outras insttuições, mas
achoamos positva esta proposta e seria positvo, também, que o Seixal fosse dos primeiros
concelhoos a fazer isso. Muito obrigado.”
O Primeiro Secretário da Assembleia Municipal disse:r “Muito obrigado Senhoor Deputado; tem a
palavra Paula Santos.”
Paula Santos, da CDU, disse:r “Boa noite. As preocupações que são trazidas por esta moção são
preocupações que no nosso ponto de vista fazem todo o sentdo e, de facto, é importante que a
formação em suporte básico de vida possa ser alargada e é importante que no seio escolar esta
preocupação esteja presente e exista. Há, contudo, aqui um aspeto que, no nosso ponto de vista,
não nos parece adequado, se os pressupostos são corretos e são justos nós consideramos que as
questões que dizem respeito à educação para a saúde não podem ser tratadas de forma avulsa;
aliás, a própria moção também alerta para isso; diz que, atualmente, no concelhoo o que temos são
Workshoops isolados e, de facto, deve hoaver aqui uma intervenção coerente e coordenada dirigida
às escolas em função, também, da maturidade de cada um dos ciclos de ensino de forma a que
seja um trabalhoo contnuo e coerente e que não tenhoa esta forma isolada como aqui é colocado e
isso parece-nos que é atngido da melhoor forma hoavendo uma artculação entre o Ministério da
Educação e o Ministério da Saúde. Nós podemos colocar aqui vários aspetos, a DGS tem programas
nacionais para a saúde escolar, consideramos que deve hoaver artculação, nomeadamente, entre
os profissionais das escolas, envolvendo depois formação dirigida a estudantes mas também com
os profissionais dos próprios centros de saúde no que diz respeito à educação para a saúde para
que não seja mais uma coisa avulsa em que depois muitas das vezes a sua concretzação e as sua
consequências não seja realmente aquelas que nós desejaríamos e queria aqui colocar, também,
que foi já estabelecido um protocolo entre o Ministério da Educação, através da Direção Geral da
Educação, e o Ministério da Saúde através do INEM para a realização destas formações quer
dirigidas a professores e funcionários quer dirigidas a estudantes, aliás, o INEM tem formadores
acreditados que, inclusivamente, certficam a formação que é dada aos professores e envolvendo-
se aqui, também os estudantes, por isso aquilo que nos parecia mais adequado era de facto em
vez de recomendar à Câmara que fizesse estes mesmos workshoops porque, de facto hoá entdades
com os formadores e a certficação necessária para e que nos parecia mais consequente
relatvamente a esta matéria, esse era um dos pontos, ou seja, que seja no âmbito destes
programas e deste protocolo que seja implementado esta formação de suporte básico de vida nas

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escolas e podíamos, naturalmente, recomendar ao Município que diligencie junto do Governo,


junto das entdades que fazem estas formações para que as escolas do Concelhoo do Seixal possam
ser abrangidas e que estes programas possam ser implementados no Concelhoo do Seixal, mas
obviamente dando esta coerência para que não seja mais uma coisa avulsa, como a própria moção
alerta, mas depois também não dar resposta a ela.”
O Primeiro Secretário da Assembleia Municipal disse:r “Muito obrigado Senhoora Deputada, não hoá
inscritos, dou palavra ao Senhoor Presidente da Câmara, se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Gostava de dizer que esta ideia não é nova, nós fomos
abordados pela Cruz Vermelhoa Portuguesa para consttuir uma Academia de Proteção Civil no
Município do Seixal; de facto vimos com bastante interesse, cujo objetvo seria similar a este, dar
competências não só às crianças como também à população sobre aspetos essenciais de proteção
civil com o suporte básico de vida e outros, gostava de dizer que este projeto seria muito
importante se pudesse ser implementado no nosso município, para efeito, solicitamos na altura
uma reunião ao Senhoor Secretário de Estado da Proteção Civil e também ao Presidente da Cruz
Vermelhoa mas, infelizmente, este projeto não avançou. Penso que a últma questão colocada pela
senhoora eleita Paula Santos parece fazer sentdo porque na verdade pensamos que , para além do
Município deverá hoaver aqui, de certa forma, uma outra entdade com responsabilidade na
matéria que possa, efetvamente, dar esse apoio para podermos desenvolver este projeto de
forma mais consentânea com aquilo que devem ser os aspetos técnicos para que as nossas
crianças possam, efetvamente, ter estas competências para o futuro.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Obrigada Senhoor Presidente, André? Não? Então
vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 95/XII/2018 por maioria e em minuta com:r
 Vinte e um (21) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Dezasseis (16) abstenções dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Esta recomendação foi aprovada por maioria com
os votos a favor do PS, PSD, Bloco de Esquerda, PAN, CDS e Presidente de Fernão Ferro e a
abstenção da CDU. Declarações de voto, Paula Santos se faz favor.”
Paula Santos, da CDU, disse:r “Queria fazer aqui uma declaração de voto, nós abstvemo-nos, creio
que na intervenção ficou claro, naturalmente os objetvos que aqui são propostos são relevantes
mas a nossa abstenção prende-se com o facto de considerarmos que estas são matérias de que o
Ministério da Educação e o Ministério da Saúde não se podem demitr e que naturalmente devem

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levar à prátca e à realidade das escolas esta formação quer dirigida aos seus profissionais quer aos
estudantes.”
II.5. O Grupo Municipal do CDS-PP apresentou a moção «Evocação do Centenário do Armistcio
da Grande Guerra», subscrita por João Rebelo.
(Documento anexo à Ata com o número 5)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Passamos para o documento seguinte que é do
CDS-PP é uma moção «Evocação do Centenário do Armistcio da Grande Guerra», subscrita por
João Rebelo, tem a palavra se faz favor.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse:r “Antes de começar a apresentação desta moção gostaria de
informar que foi-me sugerido, e eu aceitei, por parte do eleito municipal Paulo Silva, da CDU, para
alterar um bocadinhoo o texto e eu vou dizer onde é que é:r no segundo parágrafo, eu vou lê-lo:r «em
11 de Novembro de 1918 foi assinado o Armistcio em Compiègne, que pôs fim ao confito armado.
Passados cem anos evocamos o Centenário do Armistcio, prestando hoomenagem aos hoomens que
combateram em África e na Europa. Homenageamos a paz e hoonramos todos aqueles que
contribuíram e contribuem para a liberdade, segurança» e aqui tro «coesão nacional», e a pedido
da CDU, ponhoo «independência e soberania nacional». Dito isto Senhoor Presidente justfico a
apresentação deste voto, depois de amanhoã fará cem anos que foi assinado o armistcio da grande
guerra, ao contrário da 2ª Guerra Mundial, Portugal partcipou nesta guerra, o pouco mais de cem
mil portugueses foram enviados para vários teatros onde existam combates, não só nas antgas
Colónias de Angola e Moçambique, mas também em França e Bélgica, mais de sete mil faleceram,
milhoares vieram feridos e eu solicitei ao Ministério da Defesa alguns números sobre quantas
pessoas estavam identficadas no Distrito de Setúbal, bem com, também, saber se vinhoam do
Concelhoo do Seixal, não hoaviam números claros, mas também, foram milhoares que foram enviados
do Distrito de Setúbal e seguramente também do Concelhoo do Seixal e provavelmente várias
faleceram e vieram feridos de lá e , portanto, quando invocamos os mortos e os feridos e que lá
combateu também a invocar seixalenses que fora para lá enviados e este centenário que foi
celebrado a semana passada, também tve o prazer de ver o nosso colega eleito Barata que esteve
presente também neste desfile, que todos os partdos se fizeram representar, um desfile militar de
evocação desse mesmo armistcio da grande guerra, que forças armada e também forças de
segurança, PSP e GNR, partciparam no que foi o maior desfile da democracia em Portugal e
fizemos bem em recordar isto, porque foi a guerra em que Portugal partcipou, a guerra colonial
teve também muitos mortos e feridos, como sabemos, mas esta também teve, mais em mortos e
mais feridos num tão curto espaço de tempo em que foi a partcipação dos nossos compatriotas
neste confito. Foi um confito hoorrível, como foi também recordado pelo nosso colega do Partdo
Socialista, não pôs fim a todos confitos que hoá época existram e, ainda hoouve a guerra civil na
Rússia devido a problemas resultantes do desmembramento de vários impérios, revoluções e
também aquela desgraça que foi, passado um ano, a gripe espanhoola que matou mais de 20
milhoões de seres houmanos em todo o mundo, muito resultante, também, do regresso dos militares
desse confito muito enfraquecidos fisicamente e que permitu que essa doença se espalhoasse e
que muitos portugueses também faleceram com esta mesma gripe espanhoola, portanto, gostaria
que, neste momento em que a república hoomenageia e recorda esta guerra através Governo
Nacional, em que muitos concelhoos estão a fazer gostaria que também aqui e proponhoo que a
Assembleia Municipal do Seixal também invocasse esta mesma data que será depois de amanhoã, o
tal centenário, muito obrigado.”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Intervenções, Luísa Gama, se faz favor.”


Maria Luísa Gama, do PSD, disse:r “O PSD quer associar-se, naturalmente, a esta moção que evoca
o centenário do armistcio, votando favoravelmente e procurando, também, nesta associação
salientar a responsabilidade que os órgão municipais e os autarcas também tem na preservação da
memória hoistórica e lembrando, mais uma vez, com força todos aqueles que pereceram nesta
guerra, o facto que deveria ter sido a últma para acabar com todas as guerras e infelizmente esse
propósito conseguiu.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções? Não hoá mais intervenções, o
proponente, não, então vamos passar à votação.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 96/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:r
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “A proposta foi aprovada por unanimidade e vamos
aguardar um minuto de silencio, por favor. Quadro de tempos nesta altura, o tempo que falta, CDU
6 minutos, PS 6 , PSD 5 , Bloco de Esquerda 5, PAN 4, CDS esgotou o tempo e o Senhoor Presidente
de Fernão Ferro, 4 minutos.”
II.6. O Grupo Municipal da CDU apresentou a saudação «À Luta dos Trabalhadores», subscrita
por Ana Inácio.
(Documento anexo à Ata com o número 6)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Documento é da CDU, é uma saudação «À Luta dos
Trabalhoadores», é subscrita por Ana Inácio, que tem a palavra se faz favor.”
Ana Inácio, da CDU, disse:r “O passado dia 26 de Outubro, foi marcado pela grande ação de luta da
Administração Pública, com a realização de uma Greve Nacional, greve esta que teve uma forte
adesão no nosso concelhoo pois foram milhoares os trabalhoadores da Administração publica e local
que aderiram à greve, importa realçar que alguns Vereadores da Câmara Municipal do Seixal
estveram solidários com os trabalhoadores da autarquia com a ação e luta persistente dos
trabalhoadores da Administração Pública foi possível avançar na reposição de direitos e
rendimentos, anteriormente retrados pelos sucessivos governos com polítcas de direita, PS e
PSD/CDS. A luta por melhoores condições de vida e trabalhoo contnua, assim como contnua a
reivindicação do aumento geral da reformas e dos apoios de prestações gerais, a defesa e
promoção dos serviços públicos e funções sociais do Estado, a luta pela revogação das normas
gravosas da legislação laboral, pelo fim da precariedade, pelo aumento geral dos salários em 2019,

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pela redução e regularização do hoorário de trabalhoo e ainda pela rejeição da proposta do Governo
das alterações gravosas à legislação do trabalhoo, por tudo isto apelamos a que no próximo dia 15
de Novembro os trabalhoadores saiam à rua e partcipem na Manifestação Nacional convocada pela
CGTP-IN com o lema Avançarmos nos direitos, valorizar os trabalhoadores, a Assembleia Municipal
reunida a 9 de novembro de 2018 delibera saudar todos os trabalhoadores da Administração
Publica, e em partcular os trabalhoadores das Autarquias do Concelhoo do Seixal pela elevadíssima
adesão à Greve Nacional, tendo sido de pratcamente 100%, onde em 1577 apenas 4 não aderiram
à Greve; Apelar a que os trabalhoadores e as populações partcipem na Manifestação Nacional
convocada pela CGTP-IN, que se realizará dia 15 de Novembro pelas 15 hooras em Lisboa – Marquês
de Pombal; Dar conhoecimento desta Saudação a todos os trabalhoadores das Autarquias do Seixal,
ao Sindicato Nacional dos trabalhoadores da Administração Pública Local e Regional, Empresas
Públicas, concessionárias e afins – STAL, à CGTP-IN e à Comunicação Social. Obrigada.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Intervenções? Bruno Barata, se faz favor.”
Bruno Barata, do PS, disse:r “Vou tentar ser bastante telegráfico para poupar no tempo e queria
lembrar a eleita Ana Inácio do que é que este Governo já fez pelos trabalhoadores, eliminação da
sobre-taxa do IRS, reversão das reduções salariais na administração pública, reposição dos
feriados, reposição do subsidio de Natal e subsidio de férias, revisão dos escalões do IRS,
beneficiando mais de um milhoão e meio de pessoas, regularização dos precários no âmbito do
PREVPAP, descongelamento das carreiras na função pública, aumento real dos salários em 7,6%;
sabe o que é que eu gostava que a CDU perguntasse? porque é que os trabalhoadores da Câmara
estão a ser subtraídos das suas progressões? porque é que o executvo da Câmara não faz
avaliação aos trabalhoadores desde 2011, essa devia ser a sua preocupação primária, os
trabalhoadores estão a ser subtraídos por incompetência da Câmara Municipal, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Ricardo Soares.”
Ricardo Soares, do PSD, disse:r “O PSD vai votar contra este papel; mais uma vez o Governo do
PSD/CDS é justficação para todos os problemas que ocorrem dentro desta sociedade e, mesmo
após a sua saída ainda serve de argumento para todas as greves, inclusive, aqui no Município do
Seixal. É verdade o PSD e CDS aplicaram medidas impopulares, nós assumimos, não temos
vergonhoa das decisões que tomamos, decisões estas difceis, num contexto difcil, e sem se
esquecer, num momento que não tnhoamos independência financeira. É verdade, assumimos que
tomamos decisões difceis,aplicamos polítcas impopulares, tais como cortes nos subsídios, cortes
nos salários, congelamento das progressões nas carreiras, corte em 4 feriados, 3 dias a menos de
férias, redução das indemnizações; criamos uma sobre taxa de IRS, mas por outro lado hoá medidas
que a CDU não menciona também relevantes e que contribuíram para ultrapassar a crise; passo a
citar:r redução do período contributvo necessário para aceder ao subsidio de desemprego de 15
meses para 12, redução de 450 dias para 360 dias do prazo de garanta para o subsidio de
desemprego de modo a alargar o mesmo a beneficiários mais jovens, pensões mínimas não foram
congeladas, contratos a prazo foram renovados por mais tempo, taxa reduzida de 12,5% eliminada
para as empresas com matéria tributável até 12.500 euros, lucros tributáveis superiores a 10
milhoões de euros sujeitos a uma nova taxa de 5%, lucros tributáveis entre 1,5 milhoões de euros e
10 milhoões de euros passaram a ter uma sobre taxa adicional de 3% , o prazo de reporte dos
prejuízos fiscais passaram de 4 para 5 anos, limitados a 75% do lucro tributável apurado em cada
exercício; desta forma, não foram só os trabalhoadores que suportaram estas medidas as empresas
também as suportaram, também contribuíram; numa espécie de esquizofrenia polítca, a CDU

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contnua a aprovar os orçamentos destes últmos 4 anos; por outro lado a CDU também se
esquece de outros pontos fundamentais:r sem dinhoeiro não hoá polítcas públicas, sem dinhoeiro, ou
com dinhoeiro emprestado, neste caso pela Troika, os funcionários públicos e os decisores polítcos
tveram os ordenados no final do mês; o Estado português é considerado uma pessoa de bem, logo
pressupõe-se que o mesmo pague as suas dívidas; se vai buscar receitas creditcias então pague-as
a quem as deve. Mas não é tudo, também não vamos esquecer que o atual governo, composto
pelos 3 partdos, Bloco de Esquerda, PS e CDU, igualmente beneficia com as medidas do anterior
governo, que são 930 milhoões de euros para 2018 com medidas provenientes da Troika, tais como,
contribuições adicionais dos setores energétcos, bancário, farmacêutco, derrama estadual e taxa
de segurança alimentar; passo a citar os montantes, no setor de energia vai obter 90 milhoões de
euros, contribuição extraordinária sobre o setor financeiro 187 milhoões de euros, setor
farmacêutco 14 milhoões de euros, derrama estadual 596 milhoões de euros e a taxa de segurança
alimentar 12,7 milhoões de euros , neste sentdo, o PSD Seixal só pode concluir que o final da
austeridade não terminou, como é sobejamente referido pelo atual executvo e seus respetvos
parceiros. Afinal as medidas da Troika, aplicadas pelo anterior governo PSD/CDS, estão para ficar e
não estão para acabar. Tenhoo dito, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções? Samuel Cruz se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse:r “Bem, eu não sei se posso fazer um requerimento oral, agora hoá uma
coisa que eu sei, mas vou tentar, 4 pessoas foram as únicas que não fizeram greve e aquilo que eu
peço aos serviços, a listagem dos trabalhoadores que meteram férias, as mais diferentes formas de
faltar ao serviço e não serem perseguidos como estes 4 que tveram a coragem de vir trabalhoar; a
moção é persecutória nesse sentdo.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Sem diálogo; mais intervenções, não hoá mais
intervenções? A proponente, Ana Inácio se faz favor.”
Ana Inácio, da CDU, disse:r “Eu só queria ressalvar que aquilo que o senhoor eleito Bruno Barata
referiu foram propostas do PCP já com alguns anos mas que se esqueceram que a luta pelos
feriados veio do PCP entre tantas outras lutas que está possível ler na moção; e eu decidi não ler
mas, isto é muito engraçado brincar às polítcas; e já agora eu gostava de saber porque é que o
eleito pode falar comigo e eu não pude falar com ele. Tenhoo dito, aho e já agora não tenhoo dito
nada, só ressalvar aqui a questão que todas as propostas que estão a ser levadas para a frente e
tudo mais, claramente não são propostas do PS e PS tenta levar para trás porque efetvamente nós
sabemos quem é que está do lado dos trabalhoadores e sabemos quem é que nas greves esteve ao
lado dos trabalhoadores e sabemos quais foram os vereadores que estveram do lado deles.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 97/XII/2018 por maioria e em minuta com:r
 Vinte (20) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Dezassete (17) votos contra dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PS:r 11

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- Do grupo municipal do PSD:r 4


- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Esta moção foi aprovada por maioria com os votos
a favor da CDU, BE, Presidente de Fernão Ferro e os votos contra do PS, PSD, CDS e PAN.
Declarações de voto? Temos uma, Marta Barão, se faz favor.”
Marta Barão , do PS disse:r ”Eu venhoo aqui fazer uma declaração de voto, dizer que o PS não é
contra o direito à greve, trata-se sim de uma liberdade, nós temos o direito à greve como o direito
ao trabalhoo e cada individuo tem de escolhoer em querer optar pela greve ou contnuar a realizar o
seu trabalhoo sendo que é bastaste promíscuo a câmara intervir nesse sentdo e também não é aqui
o local correto para levantar bandeiras que tenhoam a ver com os sindicatos. Boa Noite.”
II.7. O Grupo Municipal do PS apresentou um voto de congratulação «Mais e melhor transporte
público na Área Metropolitana de Lisboa», subscrita por Bruno Barata.
(Documento anexo à Ata com o número 7)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Passamos para o documento seguinte que é do PS
e é um voto de congratulação «Mais e melhoor transporte público na Área Metropolitana de
Lisboa», é subscrita por Bruno Barata, tem a palavra. Prescinde, então intervenções? não hoá?
Senhoor Presidente da Câmara.”
O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Muito obrigado, eu antes de mais gostaria de referir, de
facto, hoá aqui uma certa omissão nesta proposta, é o que me parece, porque na verdade se hoá
força polítca e se hoá câmara municipal que tenhoa defendido um passe social para todos os
operadores e para toda Área Metropolitana a baixo custo tem sido a Câmara do Seixal ao longo de
mais de 20 anos que temos concretzado esta proposta; e por isso vir agora dizer que após todos
estes anos de luta, de batalhoar em vários governos, com vários Secretários de Estado dos
Transportes, vir agora dizer que os louros, vamos dizer assim, entre aspas, serão do Governo da
República, eu gostava de dizer que não hoá, de facto, garanta de que se consiga alcançar este
objetvo, de um passe de todos os operadores em toda a Área Metropolitana e com este valor e
com o reforço de carreiras necessárias porque, na verdade, de acordo com aquilo que conhoeço o
Orçamento de Estado para 2019 não integra toda a verba necessária para este objetvo e nessa
perspetva parece-me também, de certa forma, prematuro que se coloque a questão como se de
facto se conseguisse alcançar este objetvo. Sugeria maior prudência relatvamente àquilo que é
proposto neste voto de congratulação. Muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Obrigado Senhoor Presidente da Câmara, subscritor.”
Bruno Barata, do PS, disse:r “Esta Medida do transporte público na Área Metropolitana de Lisboa e
da Área Metropolitana do Porto é, efetvamente, uma grande novidade no Orçamento de Estado
para 2019, é um grande ganhoo para a população esta questão dos passes sociais que as pessoas
vão passar a pagar muito menos, o encargo familiar vai baixar significatvamente. Esta é uma das
grandes medidas do Orçamento de Estado para 2019, acontece que na Área Metropolitana,
composta por 18 municípios, só hoouve um presidente de câmara que levantou obstáculos a esta
metodologia e ele está aqui à vossa frente, foi o único que colocou dúvidas se a receita do
endividamento deveria reverter favoravelmente e, portanto, é um obstáculo objetvo a esta grande
medida do governo socialista. Disse.”

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Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Eu não posso falar, mas isto não é verdade, isto que
foi dito aqui não é verdade, em defesa da hoonra, Senhoor Presidente, se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Há uma certa inverdade nesta questão e eu gostava de
dizer que acabei de enviar um ofcio ao Senhoor Presidente do Conselhoo Metropolitano de Lisboa e
ao Primeiro Secretário Metropolitano porque, de facto, na repartção que foi acordada entre os
municípios, era a receita dos municípios. E incluíram, em 2016, os 31 milhoões de euros da
renegociação que fizemos do PCO; ora bem, isso introduziu um valor em termos de partcipação
do município superior em 10 milhoões de euros por ano, face a terem feito a média de três anos -
15, 16 e 17 - onde 16 teve 31 milhoões dessa redução do passivo e por isso, na altura, levantei a
questão que a receita média da Câmara Municipal não era de 97 milhoões de euros era de 87
milhoões de euros, o que corresponde à realidade; em segundo lugar disse que aprovava mas no
entanto gostava de ver esta questão esclarecida e, por isso, já enviei um oficio ao Senhoor Primeiro
Secretário e ao Presidente do Conselhoo Metropolitano porque o Seixal não tem menos receitas,
peço desculpas, que Almada, nem nós temos que pagar mais que Almada, por isso, só para dar
este exemplo, só porque se consideraram os passivos quando do apuramento da média o que está
errado, é tecnicamente errado considerarem os passivos; foi isso que lhoes expliquei, portanto,
nada tenhoo contra a medida, nada tenhoo, antes pelo contrário; aliás fomos nós, como disse, os
proponentes desta medidas já hoá muitas décadas, agora temos que ser justos para todos. Muito
Obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Está explicado..., hoonra também? Ponto de ordem.”
Bruno Barata, do PS disse:r”Eu queria dizer, e tal como o Senhoor Presidente disse, ele não se sentu
desonrado e por isso não era uma defesa da hoonra, foi um esclarecimento e eu quero dizer ao
Senhoor Presidente da Assembleia Municipal que abriu aqui uma prerrogatva que foi, o que está no
regulamento é o proponente encerra e deu aqui uma prerrogatva do senhoor Presidente
acrescentar explicações perante a minhoa intervenção, não foi uma defesa da hoonra, foi um artficio
que o Senhoor Presidente da Assembleia Municipal utlizou, queria manifestar o meu
descontentamento.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Está bem, o descontentamento pode manifestar
como manifestou e, portanto, a Assembleia tem, naturalmente, esse direito; eu não pus em causa
nenhoum regimento da Assembleia; de facto a defesa da hoonra, toda gente percebe, porque, de
facto o Presidente foi desonrado, não hoá dúvida nenhouma, porque foi diretamente atngido, e
portanto, em relação ao regimento e aos direitos do executvo eles são do Presidente da Câmara e
nesta matéria também extensivos aos vereadores; a lei sobre esta matéria é clara e o regimento
interpreta a lei e o regimento não é lei, como todos sabemos, portanto, sobre isto o Senhoor
Presidente disse, não fui desonrado, foi naturalmente uma figura de estlo, como todos nós
percebemos, agora que ele foi atngido diretamente, foi a interpretação que fiz; bom e portanto
pediu a intervenção para explicar, para defender a hoonra e explicou e eu, já agora, quero dizer-lhoe
que considerei perfeitamente injusta porque eu conhoeço, também muito bem o dossier. Vamos
prosseguir, sendo assim vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 98/XII/2018 por maioria e em minuta com:r
 Trinta e dois (32) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16

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- Do grupo municipal do PS:r 11


- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Cinco (5) votos contra dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Este voto foi aprovado por maioria com os votos a
favor da CDU, PS,BE, PAN e Presidente de Fernão Ferro, os votos contra do PSD e CDS.”
Rui Mendes, do PSD, informou que o PSD entregaria uma declaração de voto dentro do período
regimental, mas a declaração não foi entregue.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r”João Rebelo.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse em declaração de voto:r “O CDS vota contra porque não concorda
com o ponto 1; congratular o 11º Governo da República pela inscrição na proposta de orçamento
de Estado de 2019 de medidas que visam financiar o passe único custos reduzidos; como o
governo do Partdo Socialista é useiro e vezeiro de colocar verbas e depois não cumpre, para
depois deitar foguetes, que está com o défice mais baixo de sempre, nós temos sérias dúvidas que
isto irá acontecer; portanto, o nosso voto é por causa disso não é por causa de outra coisa porque
a medida é positva.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse em declaração de voto:r “Com dúvidas existentes quanto ao 1º ponto, da
parte deliberatva, nós votamos favoravelmente independentemente dessas dúvidas porque,
quando consideramos que o Governo do Partdo Socialista mais não fez se não aceitar uma velhoa
proposta, uma velhoa reivindicação do PCP e de outras forças polítcas.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tempos nessa altura, CDU 5minutos, PS 1, PSD 45
segundos, Bloco de Esquerda 5 minutos, PAN 4 e Presidente de Fernão Ferro 4.”
II.8. O Grupo Municipal do PAN apresentou a recomendação «Pelo Reforço da Iluminação no
Passeio Ribeirinho», subscrita por Andrl Nunes.
(Documento anexo à Ata com o número 8)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Passamos para o documento seguinte que é do PAN
é recomendação «Pelo Reforço da Iluminação no Passeio Ribeirinhoo», subscrita por André Nunes,
tem a palavra se faz favor.”
Andrl Nunes, do PAN, disse:r “Obrigado Senhoor Presidente, um ponto prévio para que na parte
deliberatva a seguir a Seixal passar a constar «que diligencie junto das entdades competentes o
reforço». O PAN traz hooje uma recomendação sobre reforço da Iluminação no Passeio Ribeirinhoo
do Seixal, porquanto é uma zona que atrai cada vez mais pessoas seja para a prátca de desporto
seja em mero lazer, sucede que a partr de uma certa hoora e isso, de uma forma mais evidente, no
período de outono/inverno, o referido passeio fica, resultante da escassa iluminação bastante mal
iluminado, essa escassez de iluminação é mais evidente em três pontos, junto ao Centro Náutco

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da Amora, na passagem da Escola Paulo da Gama e em frente à Quinta da Fidalga e portanto, neste
sentdo, o que vimos aqui recomendar à Câmara Municipal é que diligencie junto das entdades
competentes reforço da iluminação no Passeio Ribeirinhoo do Seixal em toda a sua extensão com
especial incidência nos três pontos sinalizados.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Intervenções em relação a esta recomendação?
Não hoá pedidos de intervenção, certo, confirma-se isso, Senhoor Presidente da Câmara alguma
referência, se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Claramente que todos sabem que hoá uma concessão da
iluminação pública, na EDP, a EDP ao abrigo do regulamento do serviço público de iluminação que
presta tem obrigatoriedade de garantr o nível de luminosidade nos espaços públicos e via viárias e
outras e nessa perspetva existe aqui um conjunto de áreas que são efetvamente da
responsabilidade desta entdade que nós pagamos cerca de 2,5 milhoões de euros por ano para
cumprir esse desígnio e, de facto, iremos, naturalmente, insta-los para que estes e outros
problemas que temos vindo a identficar, aliás gostava de dizer que o Município, através da
Agência Municipal de Energia, temos vindo contnuamente a solicitar à EDP um conjunto de
intervenções de requalificação da iluminação pública, sendo que, muitas tem surtdo, é verdade,
temos conseguido obrigar a EDP a fazer de alguma dimensão no município mas, ainda não é
suficiente e por isso, naturalmente, na sequencia desta recomendação da Assembleia instar a EDP
a conseguir protagonizar estas alterações necessárias. Muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Obrigado Senhoor Presidente, André ainda quer
fazer alguma referência? Não? Sendo assim vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 99/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:r
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Esta recomendação foi aprovada por unanimidade.
Declarações de voto? Não hoá declarações de voto.”
II.9. O Grupo Municipal do CDU apresentou a saudação: «Pelo 20.º Aniversário do Nobel da
Literatura atribuído a Josl Saramago, subscrita por Rosária Antunes.
(Documento anexo à Ata com o número 9)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Passamos para o documento seguinte que é da
CDU é uma saudação:r «Pelo 20.º Aniversário do Nobel da Literatura atribuído a José Saramago,
subscrita por Paulo Silva, não, Rosária Antunes, aqui não está bem, tem a palavra.”

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Rosária Antunes, da CDU, disse:r “Celebram-se este ano os 20 anos da atribuição do Prémio Nobel
da Literatura ao escritor José Saramago. Um prémio que serviu o nosso país, projetou e prestgiou
a cultura portuguesa além fronteiras contribuindo para tornar a nossa Literatura uma referência
respeitada e permanente, no contexto da cultura literária universal. Assim, a Assembleia Municipal
do Seixal, reunida no dia 9 de Novembro de 2018, saúda os 20 anos da atribuição do Prémio Nobel
da Literatura a José Saramago, congratulando-se com as muitas iniciatvas que estão a ser
organizadas para este efeito, promovidas pelas mais diversas insttuições nacionais.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Intervenções? André Nunes, se faz favor.”
Andrl Nunes, do PAN, disse:r “Eu gostaria de ler um trechoo de um texto de autoria de José
Saramago, da Fundação José Saramago, Outros Cadernos de Saramago, vou ler um trechoo porque
o texto ainda é longo e que diz, grosso modo, o seguinte «Hoje Espanhoa não é assim, tornou-se
numa terra desenvolvida e culta, capaz de dar lições ao mundo em muitos aspetos da vida social,
objetará o leitor destas linhoas. Não nego que poderá ter razão na Castelhoana, nas salas do museu
do Prado, no bairro de Salamanca ou nas ramblas de Barcelona, mas não faltam por aí lugares
onde Gutérrez Solana, portanto, de um autor a que ele se refere, se fosse vivo, poderia colocar o
seu cavalete para pintar com as mesmas tntas as mesmíssimas pinturas. Refiro-me a essas vilas e
cidades onde, por subscrição pública ou com apoio material das câmaras municipais, se adquirem
touros à ganadarias para gozo e desfrute da população por ocasião das festas populares. O gozo e
o desfrute não consistem em matar o animal e distribuir os bifes pelos mais necessitados. Apesar
do desemprego, o povo espanhool alimenta-se bem sem favores desses. O gozo e o desfrute têm
outro nome. Coberto de sangue, atravessado de lado e lado por lanças, talvez queimado pelas
bandarilhoas de fogo que no século XVIII se usaram em Portugal, empurrado para o mar para nele
perecer afogado, o touro será torturado até à morte. As criancinhoas ao colo das mães batem
palmas, os maridos, excitados, apalpam as excitadas esposas e, calhoando, alguma que não o seja, o
povo é feliz enquanto o touro tenta fugir aos seus verdugos deixando atrás de si regueiros de
sangue. É atroz, é cruel, é obsceno. Mas isso que importa se Cristano Ronaldo vai jogar pelo Real
Madrid? Que importa isso num momento em que o mundo inteiro choora a morte de Michoael
Jackson? Que importa que uma cidade faça da tortura premeditada de um animal indefenso uma
festa coletva que se repetrá, implacável, no ano seguinte? É isto cultura? É isto civilização? Ou
será antes barbárie?»; estava a citar José Saramago e, portanto, o PAN apresentará uma declaração
de voto, associa-se às comemorações do 20º aniversário do Prémio Nobel da Literatura a José
Saramago, recordando o autor e reconhoecendo o papel que este teve na divulgação e na defesa da
língua portuguesa; porém não pode votar favoravelmente a saudação apresentada pelo grupo
municipal da CDU porquanto a mesma fazendo a merecida referencia aos valores do houmanismo
da solidariedade e da justça do autor, omite uma importante mensagem por este defendida e que
faz jus a esses mesmos valores, a saber, a rejeição da tauromaquia. Temos para nós, por fim, que
José Saramago, que era um reconhoecido militante comunista, muito triste e envergonhoado ficaria
se fosse confrontado com a notcia que esse mesmo grupo municipal que lhoe dirige hoonrosas
palavras foi o mesmo que muito recentemente aprovou o esbanjamento de dinhoeiros públicos na
construção de património privado afeto à prátca de espetáculos tauromáquicos e,
consequentemente, à tortura de touros.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções para esta saudação? Não hoá;
pergunto à proponente, também não, então vamos colocar à votação.”

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Aprovada a Tomada de Posição nº 100/XII/2018 por maioria e em minuta com:r


 Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Seis (6) abstenções dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Esta saudação foi aprovada por maioria com os
votos a favor da CDU, PS, Presidente de Fernão ferro e a abstenção do PSD, PAN e CDS. Alguma
declaração de voto? Temos Luísa Gama e depois Bruno Barata e André Nunes ”
Maria Luísa Gama, do PSD, disse em declaração de voto:r “Boa noite mais uma vez; o PSD decidiu
abster-se, saudando, sem dúvida, o Prémio Nobel, a obra de José Saramago que nos engrandece a
nossa língua e a nossa literatura, sem qualquer dúvida, mas não tanto o militante e o intelectual
comunista, com o qual não nos identficamos e é assim que o definiram e, portanto, saudando a
obra sim e por isso decidimos abster-nos. Obrigado”
Bruno Barata, do PS, disse em declaração de voto:r “O Partdo Socialista, obviamente que se
associa a esta figura supra partdária, uma grande figura que ultrapassa todos os partdos;
naturalmente ele era comunista como a CDU fez questão de meter na sua moção , vincando a sua
posição ideológica, mas ele era um comunista diferente, era um comunista livre, que é uma
raridade, porque apoiou Jorge Sampaio, nas presidenciais, sem pedir licença à CDU, cortou
relações com Fidel Castro, outro dado importante foi que foi Presidente da Assembleia Municipal
de Lisboa e logo a seguir renunciou por causa de Cunhoal, que o critcou em público, apoiou
António Costa à Câmara de Lisboa, ignorando, uma vez mais, que a CDU tnhoa também um
candidato e, por isso, saudamos a figura supra partdária e este comunista livre. «Nem todas as
derrotas, nem todas as vitórias são definitvas isso dá esperança aos derrotados e deveria dar uma
lição de houmildade aos vitoriosos», José Saramago.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Ora, André Nunes e depois João Rebelo.”
Andrl Nunes, do PAN, informou que entregaria uma declaração de voto no tempo regimental.
(Documento Anexo à ata com o número 9-A)
João Rebelo, do CDS-PP, disse em declaração de voto:r “Senhoor Presidente, a abstenção do CDS é
por concordar exclusivamente com a últma parte do voto, quando ao resto discordamos em
absoluto, temos e tvemos muitas divergências com coisas que foram ditas por José Saramago, eu
podia citar imensas, nomeadamente em 92 quando ele disse, como referiu aqui o meu colega do
PSD, que achoava que Portugal devia ser uma província de Espanhoa, podia ir buscar muitas outras,
mas discordamos do percurso polítco do José Saramago, achoamos choocantes muitas afirmações

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por ele ditas, mas, por respeito ao Prémio Nobel que foi entregue e que hoonrou Portugal, a
abstenção, e, garanto-vos que custa muito, para mim fazer esta abstenção .”
II.10. O Grupo Municipal do PS apresentou a moção «Pela Criação da Figura do Jovem
Autarca», subscrita por Tomás Santos.
(Documento anexo à Ata com o número 10)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Passamos para o documento seguinte, que é PS é
uma moção «Pela Criação da Figura do Jovem Autarca», subscrita por Tomás Santos; quem é que
pretende intervir? Vítor Cavalinhoos, se faz favor e depois Ana Inácio.”
Vítor cavalinhos, do BE, disse:r “Boa noite, algumas considerações sobre esta moção; diz a
determinado passo, no segundo parágrafo, «todas as sociedades consideradas democrátcas»,
especificará consideradas democrátcas ou sociedades democrátcas, «os menores são excluídos
dos atos eleitorais e o acesso a cargos públicos»; não está aqui expresso se o Partdo Socialista está
de acordo com essa exclusão, ou achoa que essa exclusão existe e não está de acordo com ela,
porque isso quer dizer o quê? é que os menores devem poder votar a partr de que idade? devem
ter acesso a cargos públicos a partr de determinada idade? era isso que gostaria que fosse
esclarecido porque isto é uma evidencia, não são excluídos, os menores só a partr de determinada
idade é que podem votar, não sei se o Partdo Socialista pretende que seja alterada a idade de
votação, gostava de saber o que é que pensa dessa matéria, era interessante. Depois no penúltmo
paragrafo diz o seguinte «através de um programa como o jovem autarca os jovens passam a sentr
que de facto a sua opinião, a sua ação o seu voto contam»; mas não sei se isto se refere aqueles
que, é evidente que não se refere aos que não são excluídos, mas o que nós pensamos, penso eu,
que a aprovação desta ideia é um certficado de incompetência aos partdos todos e,
nomeadamente, ao trabalhoo desta Assembleia Municipal. Aho então só através de um programa
como o jovem autarca é que os jovens passam a ter, de facto, a sua opinião a sua ação e o seu
voto contam , portanto os jovens hooje sentem que a sua ação e a sua opinião não contam porque
não hoá o jovem autarca; portanto, como é evidente nós não acompanhoamos esta afirmação
porque isto era objetvamente um certficado de nulidade e desvirtuar e descredibilizar e
desvalorizar o trabalhoo que os partdos aqui representados fazem e devem fazer, se assim o
entenderem. A últma nota, ouvir os jovens na voz do seu jovem autarca mostra-se um passo
fundamental para a construção de um futuro que está mesmo ao virar da esquina; é bonito, é
evidente, mas o ouvir os jovens , para os jovens serem ouvidos não é uma condição sine qua non
que seja criado o jovem autarca porque senão estaríamos perante uma situação que no país
inteiro os jovens só são ouvidos em duas autarquias, em Mação e em Santa Maria da Feira, os
jovens não são ouvidos em mais autarquia nenhouma no país e o Bloco não está de acordo com
esta situação, como é evidente. E a últma nota é o seguinte:r nos sugerimos ao Partdo Socialista ,
esta moção já era para ter cá vindo pela terceira vez, se calhoar, era importante, se quisessem, se
retrassem e pensassem melhoor no assunto e, nomeadamente, a ideia de implementar o jovem
autarca, que eu gostava de ter mais informações sobre o que é o jovem autarca, as suas
competências, as suas atribuições e depois é ainda por cima prevê que se isto for aprovado, vai ser
criado um grupo de trabalhoo que elabore a proposta de regulamento do jovem autarca. Eu sugeria
ao Partdo Socialista que, se quisesse, que retre a moção, que traga mais argumentação, mais
informação e que esta Assembleia Municipal e os diversos partdos sejam informados do que é que
se pretende, objetvamente, do que é que os dois concelhoos onde está implementado o jovem
autarca quais são as competências, qual a qualidade da sua intervenção o que é que acrescentou

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à partcipação democrátca nesses concelhoos, a qualificação e o que é que motvou a partcipação


dos jovens na vida dessas autarquias e, portanto, qual é o valor acrescentado que esta proposta
aplicada, no concreto, nestes dois concelhoos trouxe para a vida democrátca, para o debate
democrátco e para a partcipação dos jovens e para o incentvo da partcipação juvenil destas
coletvidades. Era só.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Ana Inácio, se faz favor.”
Ana Inácio, da CDU, disse:r “A proposta do jovem autarca é uma proposta louca pois, aqui falo
pelos eleitos da CDU, pratcamos uma polítca em prol da população, naturalmente que a
juventude faz parte da população, não sei se isto é uma novidade, o estmulo para a partcipação
da juventude na vida dos concelhoos não é criar mais burocracias é sim apoiar e desburocratzar o
movimento associatvo juvenil, apostar no IPDJ que esteja realmente ao lado da juventude, é criar
condições de trabalhoo para a juventude e é ter o direito ao tempo livre que é uma coisa muito
importante para a partcipação dos jovens. Como disse aqui o eleito do Bloco nós partlhoamos da
mesma opinião que é, a CDU votará naturalmente contra porque acreditamos que a proposta é
demagoga e tem um atestado de incompetência a todos os eleitos aqui sentados; tenhoo dito.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções? Xavier Simões, se faz favor.”
Xavier Simões, do PSD, disse:r “Boa noite a todos, o PSD vai-se abster relatvamente a esta moção,
parece que ainda hoá aqui algum trabalhoo a ser feito, não é muito claro a situação do jovem autarca
e estamos disponíveis, caso seja possível, para elaboração de uma moção em conjunto, tenhoo
dito.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções? Não hoá pedidos de intervenção
então pergunto ao proponente, se faz favor.”
Tomás Santos, do PS, disse:r “Boa noite, dizer que o modelo do jovem autarca aquilo que procura
promover é uma questão muito simples que é, numa altura em que a partcipação dos jovens é
cada vez menor, nomeadamente, e isto vê-se nos atos eleitorais, em que a partcipação dos jovens
está acima dos 50%, choega muitas vezes aos 60% em algumas eleições, como por exemplo, as
autárquicas de 2017, nós achoamos que são necessários criarmos mecanismos para hoaver uma
maior intervenção; além disso que procure trabalhoar com os jovens, nomeadamente do ponto de
vista polítco é notório, e achoo que a colega desta assembleia Ana Inácio devia, em vez de vir aqui
proferir ataques com adjetvos às nossas intervenções, devia procura saber isso, devia procurar ver
isso com os jovens, que eles sentem cada vez menos, que os modelos que nós utlizamos não são
representatvos daquilo que para eles devem ser uma discussão segundo os moldes que eles
próprios consideram; por isso nós achoamos que devem hoaver mecanismos diferenciados
inovadores que aproximem os jovens da polítca. Dito isto responder a alguma considerações que
aqui foram feitas, nomeadamente relatvamente ao Vítor Cavalinhoos, eu penso que o Vítor
Cavalinhoos, o que já vem sendo hoábito, olhoou para a moção ao contrário daquilo que devia ter
olhoado que é, aqui o ponto não está no qual é a idade para votar, está em que existe um...
(esgotou o tempo), então eu terminaria dizendo assim, como vocês podem ver, disseram que nós
estamos a menorizar o trabalhoo desta câmara, nesta câmara eu pergunto quantos membros que
aqui estão que tem menos de 30 anos, eu conto três, dois estão na bancada do Partdo Socialista,
achoo que isto demonstra bem quem é procura integrar os jovens e que os mecanismos são
necessários. Obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Vamos então colocar à votação.”

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Rejeitada a Tomada de Posição nº 101/XII/2018 por maioria e em minuta com:r


 Doze (12) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Seis (6) abstenções dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
 Dezanove (19) votos contra dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do BE:r 3
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Esta moção foi reprovada por maioria com os votos
a favor do PS, Presidente de Fernão Ferro, abstenção do PSD, PAN, CDS e os votos contra da CDU e
Bloco de Esquerda Alguma declaração de voto? Não. Tempos, a CDU tem 4minutos, o PSD 30
segundos, o Bloco de Esquerda 40, o Presidente de Fernão Ferro 4 minutos, quero já dizer o
seguinte, se hoouver aqui pedidos de tempos eu vou descontar o que se deu a mais que fique claro,
porque nós demos tempos aqui a mais, portanto, se for para compensar com tempos, então
desconta-se com tempo que se deu a mais.”
II.11. O Grupo Municipal do PAN apresentou a saudação «Pelo fm da utlização de animais
selvagens nos circos», subscrita por Andrl Nunes.
(Documento anexo à Ata com o número 11)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Passamos para o documento seguinte que é do
PAN, que não tem tempo, passamos para a CDU que é uma saudação «Atletas do Clube Recreatvo
e Desportvo de Miratejo conseguem um feito inédito ao conquistarem a medalhoa de bronze no
campeonato do Mundo de danças de salão», e é subscrita por Eduardo Rosa, se faz favor.”
II.12. O Grupo Municipal da CDU apresentou a saudação «Atletas do Clube Recreatvo e
Desportvo de Miratejo conseguem um feito inldito ao conquistarem a medalha de
bronze no campeonato do Mundo de danças de salão», subscrita por Eduardo Rosa.
(Documento anexo à Ata com o número 12)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “
Eduardo Rosa, Presidente da JF de Corroios, disse:r “Aqui é uma Saudação ao Clube Desportvo e
Recreatvo de Miratejo que conseguiram um feito inédito, neste caso, ao conquistarem a medalhoa
de bronze no campeonato do Mundo de danças de salão, este feito foi conseguido pelo Sérgio
Lourenço e Cáta Sequeira em representação da Seleção Nacional, eles em 2017 já obtveram uma
serie de resultados muito positvos, que aqui não vou ler por falta de tempo, mas dizer em relação
à parte final nesta Assembleia Municipal,reunida a 9 de Novembro de 2018, uma saudação aos
atletas Sérgio Lourenço e Cáta Cerqueira, mas acima de tudo de louvar o trabalhoo desenvolvido

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7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

pelo Clube Recreatvo e Desportvo de Miratejo, bem como todo o movimento associatvo do
Concelhoo do Seixal. Obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Intervenções em relação a esta saudação, Vítor
Cavalinhoos, se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE disse:r "Eu não vou intervir sobre esta saudação porque nós estamos de
acordo vou só intervir sobre o problema o PAN apesar de não ter tempo a recomendação/moção
que eles tem pode ser perfeitamente votada porque já aqui nesta assembleia o PS prescindiu da
apresentação de documentos que aqui tnhoa e eles foram votados, portanto achoo que é
perfeitamente possível e isso já não era a primeira vez que acontecia e a sugestão que fazemos é
que a recomendação só PAN seja votada independentemente do PAN não ter tempo para a sua
apresentação nem para a sua defesa.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r "Muito bem, apesar desta intervenção que acabou
por ser uma, digamos, uma choamada de atenção à mesa com toda a pertnência no quadro do
modelo que temos funcionado, que estamos a refetr, que não é agora o momento , mas nas
reuniões de líderes em relação ao funcionamento da Assembleia e hoá ajustamentos em relação ao
regimento; e esta é uma das matérias no Período antes da Ordem do Dia, um modelo que não
pode deixar de ser refetdo, tendo sido esta a prátca, que é de ir votar uma moção sem esta ter
sido apresentada, bom mas nós hooje não vamos fazer, não é aqui, a seu tempo isso colocará na
Assembleia conforme o que for a conclusão do trabalhoo dos lideres e a proposta que vier de
ajustamento de regimento para a Assembleia e portanto estamos de acordo com a choamada de
atenção, agora não voltamos a trás, já estamos a discutr esta… Então voltamos atrás, é assim
Senhoor 1º Secretário, Senhoora 2ª Secretaria, estamos de acordo, certo, então em relação à
saudação, porque eu digo o voltar atrás podia-se dizer, mas a questão dos tempos, porque pode
hoaver intervenções em relação à primeira, então vamos lá pôr isto de forma correta, vamos atrás,
ao ponto 11, porque naturalmente pode hoaver intervenções de quem tem tempo e votamos e,
vamos a seguir ao ponto 12 que era onde estávamos, alguma dúvida,não está em questão a
apresentação da 12, a discussão e votação não está em questão, está que no modelo que temos
seguido, estamos a discutr nos lideres, vamos ver como é que fica, todos já demos opinião, eu
tenhoo a minhoa, que é de facto, digamos, inusitada, que é de votar moções sem serem
apresentadas, bom mas isto tem sede própria de discussão, já o fizemos aqui, é o modelo que está,
certo ou alguma dúvida, estamos a voltar atrás porque quem queira intervir dentro do tempo que
tem, então vamos lá suspender o 12 e concluir o 11, ou melhoor tratar o 11, tem apenas 10
segundos, André Nunes, se faz favor. Pode alguém querer intervir neste ponto, a CDU pode querer
intervir.”
Andrl Nunes, do PAN disse:r "Eu também não tomo muito tempo Senhoor Presidente, e achoo que o
Presidente Carlos Reis me cede uns segundos, a terceira peça que o PAN traz hooje a debate é uma
saudação «Pelo fim da utlização de animais selvagens nos circos», sendo que no passado dia 30 de
outubro Portugal juntou-se a uma lista, cada vez mais extensa, de países que já rejeitam a privação
de liberdade e a confinação de animais selvagens para a utlização em circos e , portanto, neste
sentdo, nós propomos que a Assembleia Municipal delibere congratular-se pela aprovação da lei
que proíbe a utlização de animais selvagens nos circos e saudar a Assembleia da República disso,
dando-lhoe conhoecimento pela aprovação da referida lei.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Intervenções, dentro de quem tem tempo, PSD tem
30 segundos, se faz favor.”

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

Rui Mendes, do PSD disse:r "Só para informar que a bancada do PSD terá liberdade de voto nesta
matéria.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções, Paula Santos.”
Paula Santos, da CDU, disse:r “Sobre a proposta que está em discussão e que iremos votar nós
iremos abster-nos relatvamente a esta proposta, a legislação que acabou por ser aprovada na
Assembleia da república vai buscar muitos pontos e muitas propostas que,inclusivamente, o PCP
tnhoa feito no debate que realizamos relatvamente a esta matéria e, em partcular, a entrega
voluntária de animais, a reconversão da atvidade dos circos, que é importante e não nos
esqueçamos que hoá aqui uma atvidade económica, a nossa abstenção prende-se sobretudo com
uma lógica que persiste na lei que foi aprovada na Assembleia da República que vai numa lógica
proibicionista, vai numa lógica de imposição relatvamente a esta matéria que nós consideramos
que não é o mais adequado, devíamos de evoluir numa forma gradual e sem imposições.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais alguma intervenção? Então vamos colocar à
votação.”
Votação do ponto II.11.
Aprovada a Tomada de Posição nº 102/XII/2018 por maioria e em minuta com:r
 Vinte (20) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 3
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Dezassete (17) abstenções dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do PSD:r 1 (Rui Mendes)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “A moção foi aprovada com os votos a favor do PS, 3
do PSD, BE, CDS, PAN e Fernão Ferro, a abstenção da CDU e uma do PSD. Alguma declaração de
voto, João Rebelo.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse em declaração de voto:r “Votei favoravelmente porque concordo
com esta medida, a lei dá um tempo para que os circos que tem animais selvagens, portanto não é
imediato, dá um prazo transitório, o que é natural, votei também favoravelmente na Assembleia da
República apesar do meu partdo ter votado contra, gostaria também, em termos de
transparência, deixar esta informação, mas como estamos aqui no Seixal e sou o único eleito do
CDS e tve também o apoio da minhoa concelhoia para votar desta maneira, voto favoravelmente
com muito gosto e achoo que Portugal dá um passo muito importante em termo de respeito pelos
animais selvagens e isso é muito positvo. Muito Obrigado.”

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Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Retomamos a saudação da CDU, que já foi


apresentada; intervenções? estamos na saudação aos atletas do Clube Recreatvo e Desportvo de
Miratejo; não hoá pedidos de intervenção, ao proponente se ainda pretende alguma referência,
não, então vamos colocar à votação.”
Votação do ponto II.12
Aprovada a Tomada de Posição nº 103/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:r
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Aprovada por unanimidade, hoá alguma declaração
de voto? Não.”
II.13. O Grupo Municipal do PS apresentou a moção «Pela celebração dos 70 anos da adoção
da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU», subscrita por Luís Gonçalves.
(Documento anexo à Ata com o número 13)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Passamos para o últmo documento que é moção
«Pela celebração dos 70 anos da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela
ONU», subscrita por Luís Gonçalves, não tem tempo para apresentar, cedência de tempo de
Fernão Ferro, quanto é que cede? um minuto, se faz favor.”
Luís Gonçalves, do PS disse:r “Esta então é uma moção pela celebração dos 70 anos da adoção da
Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU e nós queremos exatamente celebrar esta
data, hoá aqui uma alteração, entre o segundo e o terceiro paragrafo, tem que ser incluído um novo
parágrafo, ou seja, entre o paragrafo que começa «De forma oficial...» e o parágrafo «Se todos os
momentos...» deve ser incluído um adicional que diz, « No panorama nacional será ainda de
destacar este ano a celebração do 40º aniversário da adesão de Portugal à Convenção Europeia
dos Direitos Humanos (a 9 de novembro de 1978).» Adicionalmente no 2º ponto deliberatvo,
altera-se entre «dia Nacional dos direitos houmanos» e incluísse agora «e, ao 40º aniversário da
adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos» e depois aí já contnua,
documento foi distribuído, pretendemos assinalar esta data e naturalmente, estes três pontos, a
adoção pela ONU da Declaração Europeia dos Direitos Humanos, a adesão de Portugal à
Convenção Europeia dos Direitos Humanos e, naturalmente, a deliberação da Assembleia da
República definindo o Dia Nacional dos Direitos Humanos como o dia 10 de dezembro. Obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Luís deixe-nos aqui o texto por favor, facilita aqui o
trabalhoo da mesa; intervenções em relação a esta moção, dentro dos poucos que tem tempo, não
hoá pedidos de intervenção; então vamos colocar à votação.”

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Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

Aprovada a Tomada de Posição nº 104/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:r


 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Aprovada por unanimidade. Terminado o período
antes da ordem do dia, intervalo de 10 minutos.”

III. PERÍODO DA ORDEM DO DIA.


III.1. Informação sobre o trabalho em curso das Comissões da Assembleia Municipal.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Eu pergunto aos senhoores coordenadores se hoá
informações para prestar na assembleia, na últma hoouve e portanto pergunto se entre as duas
assembleias hoá matéria que justfique. Não vejo nenhoum pedido por parte dos senhoores
coordenadores, fizemos de facto uma informação recente e não hoavendo, passamos para o
segundo ponto”.
III.2. Opções do plano e proposta de orçamento para 2018, nos termos da alínea a) do n.º 1 do
art. 25.º, por força da alínea c) do n.º 1 do art. 33.º, ambos do Anexo à Lei n.º 75/2013 de
12 de setembro, alterado pela Lei n.º 50/2018 de 16 de Agosto. 5.ª Revisão. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 14)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Tem a palavra o Sr. Presidente da Câmara”.
O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Com esta 5.ª revisão nós colocamos todo o saldo de
gerência transitado do ano anterior no orçamento municipal, ou seja, o município não guarda os
recursos para anos futuros, isto é, tenta executa-los em investmentos importantes para a
população assim que naturalmente existam as condições e por isso, ao longo do presente ano de
2018, temos feito revisões orçamentais, no sentdo de podermos com equilíbrio e com
racionalidade colocar este saldo de gerência ao serviço das várias áreas de trabalhoo do município e
por isso, com esta 5.ª revisão orçamental no valor pratcamente de 1,9 milhoões de euros
executamos que conseguimos integrar a totalidade do saldo de gerência anterior de 18.8 milhoões
de euros e fazemo-lo no conjunto de áreas que na fase onde estamos nos parecem importantes
para conseguirmos concretzar alguns investmentos como estão descritos na proposta.
Sr. Presidente estou disponível para esclarecimentos se assim for necessário”.

O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Intervenções em relação a este ponto? Bruno


Barata faz favor”.

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Ata nº 11/2018
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Bruno Barata, do PS, disse:r “O orçamento e a componente do investmento no orçamento é algo


que o Partdo Socialista saúda porque nestas assembleias, em todos os fóruns, o Partdo Socialista
tem incentvado que hoaja mais investmento por parte da Câmara Municipal do Seixal porque ao
contrário até do que a bancada da CDU diz que vem sempre reivindicar investmento ao Governo
Central nunca o faz ao executvo e portanto é uma posição polítca demasiado inclinada. O que eu
queria perguntar ao Sr. Presidente é porque razão em meados de novembro vai introduzir este
valor em investmento, sabendo que dificilmente o vai executar, isto porque todos sabemos que na
últma prestação de contas que o Sr. Presidente trouxe que reportava a 31 de julhoo de 2018, o sr.
Presidente apenas tnhoa investdo 2,6 quando no orçamento tem inscrito 19,3, ou seja nos
primeiros sete meses de 2018 apenas concretzou 13% do investmento. Eu queria que o Sr.
Presidente explicasse o que é que vai conseguir executar. Isto porque o Sr. Presidente e este
executvo comunista tem se demonstrado ao longo de vários anos incapaz de concretzar
investmento no município. Agrava esta incapacidade o bom momento orçamental que a Câmara
Municipal tem, aumento das receitas, fruto aliás da boa situação económica que o país atravessa
mas, o Sr. Presidente nada concretza. Aliás, importa também fazer aqui um parênteses que na
últma Assembleia Municipal o Sr. Presidente na fase de esclarecimentos quando foi confrontado
com a escola básica Nuno Álvares, o Sr. Presidente disse consultem a base.gov e eu disse:r mas nós
consultámos e não está nada! Infuenciou aqui uma votação porque o Partdo Socialista estaria a
apresentar uma moção para a qual sabia que já hoavia adjudicação. O Sr. Presidente mentu porque
não hoavia qualquer adjudicação. Portanto, gostaria que o Sr. Presidente também se retratasse
perante esta assembleia porque infuenciou os votos, nomeadamente do Bloco de Esquerda que
disse que ia votar contra porque supostamente o Partdo Socialista não estava a jogar limpo e
portanto, agradecia que o Sr. Presidente se retratasse. Eu queria dizer também que os documentos
já estão disponíveis, o orçamento para 2019 da Câmara relatvamente a investmento faz a
seguinte distribuição:r 11 milhoões para 2019. Muito pouco, inferior a este ano! 20 milhoões para
2020, quase que duplica 10 milhoões, 20 milhoões. 2021, 31 milhoões, triplica o de 2019. O que é que
vai existr em 2021? Eleições autárquicas! Portanto, o Sr. Presidente está a protelar todo
investmento para no ano 2021 fazer uma grande obra. Mesmo assim com este valor, tenhoo
dúvidas que consiga porque hoá uma incapacidade permanente em executar e investr. Sim! Estes
orçamentos de investmento do Sr. Presidente, eu caraterizo como uma disfunção erétl
orçamental, pois o executvo comunista evidencia uma incapacidade constante e recorrente em
manter um investmento que permita desenvolver e melhoorar o concelhoo do Seixal”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Já não nos basta secretários gerais, como agora um
recentemente não interessa quem com expressões que se deviam evitar. Devíamos evitar na
Assembleia Municipal, um Secretário Geral de um determinado partdo não me pronuncio, agora
na Assembleia sim, devemos evitar. Não é da área do Governo e de quem apoia o Orçamento de
Estado. Não hoá pedidos de intervenção? Samuel Cruz”.
Samuel Cruz, do PS, disse:r “O meu colega e camarada Bruno Barata já aqui disse mas vir incorporar
saldo de gerência a meio de novembro quando todos nós sabemos o que é a contratação pública,
não é querer dizer que se quer investr ou que se está a querer incorporar o saldo de gerência
porque é evidente que mesmo aquele que se diz aqui que quer fazer este ano, já não é possível
fazer este ano, alterando agora, fazendo a alteração orçamental todo o processo de contratação
pública nunca estará pronto este ano. Aquilo é o primeiro embuste do documento que aqui

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Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

estamos a votar, mas tem mais! Porque o considerando é absolutamente delicioso mas enganador,
não é, se me permite Sr. Presidente da Câmara, a forma correta de fazer polítca e não é a forma
correta de nos relacionarmos. Já agora aproveito para lhoe fazer a questão que o meu camarada já
lhoe fez muito claramente, foi aqui dito hoá muito pouco tempo que o Partdo Socialista era
oportunista do ponto de vista polítco porque as obras do refeitório do Bairro Novo estavam para
começar. Vemos agora que de acordo com os documentos da câmara as obras para o refeitório
tnhoam 10 mil euros orçamentados e portanto, é absolutamente mentra que estvessem para
começar. Esta alteração orçamental acrescenta mais 150 mil euros e segundo o que o Sr.
Presidente da Câmara disse na reunião da Comissão não é para fazer um novo refeitório, não é
para fazer as obras que a escola necessita, essas serão feitas mais à frente, provavelmente em
2021 que é ano de eleições, mas este é apenas para comprar um pré fabricado que vai servir de
refeitório. Portanto, quem aqui veio dizer que o Partdo Socialista é oportunista polítco porque as
obras do refeitório do Bairro Novo estavam para começar é absolutamente mentroso, tal como
quem disse que as obras na escola Nuno Alvares já tnhoam até sido adjudicadas mas bastava
consultar o base.gov é mentroso porque os eleitos do Partdo Socialista que admitem enganarem-
se, tveram a consultar o base.gov e não encontraram lá nada porque não está lá nada. Portanto,
os senhoores vereadores já questonaram o Sr. Presidente da Câmara que está mal informado pelos
serviços. Enfim, o que é verdade é que alguém também nessa matéria enganou esta assembleia e
não é admissível o recurso à mentra como forma de fazer polítca, mas como eu dizia o
considerando também é bastante curioso. Oho Sr. Presidente está lá? Não está! Quem aqui disse
que estava mentu! Qual é a duvida? Os considerandos dos documentos que estamos aqui a votar
dizem o seguinte:r considerando a necessidade de efetuar alguns ajustamentos em dotações da
despesa, quer a nível de PPI, quer a AMR de forma a garantr a dotação necessária para o
desenvolvimento dos procedimentos, tanto no ano corrente como nos anos com processos com
repartção de encargos nos quais se destacam, quem lê isto fica a pensar:r bem! vão aqui fazer
umas coisas interessantes e depois estão a incorporar como o Sr. Presidente disse aqui na sua
intervenção inicial o saldo de gerência para fazer investmento e depois vemos assim, então vamos
lá ver, novas tecnologias, quando é que se vai gastar este ano? Bola! Zero! Embarcações
tradicionais aqui também diz algo que foi considerado, porque quem escreveu este documento
relevante, quanto é que se vai gastar em 2018, esta alteração diz? Bola! Quanto é que foi
orçamentado para 2019? 1000 euros! Isto é para comprar uma boias ou coisa do género. Depois
diga-se hoá aqui algo que é relevante que é os encargos com a cobrança de receitas. O que está aqui
de encargo de cobrança de receitas e isso permita ao Sr. Presidente da Câmara ser mais ambicioso
são 300 mil euros e isto significa que a Câmara não orçamentou o valor suficiente para pagar a
Autoridade Tributária que recebe à percentagem pela cobrança e isso significa que são só 12
milhoões de euros a mais que estão aqui, a Câmara em relação aquilo que não orçamentou vai
receber mais 12 milhoões de euros e é por isso que aqui estão estes 300 mil, mas também o
mercado da Cruz de Pau vem aqui referido … equipamentos a mesma coisa, zero! Bola este ano!
Aquilo que é propalado não corresponde aquilo que é a realidade e para terminar desde logo,
porque esta não é a altura certa para fazer uma alteração orçamental porque não terá qualquer
tpo de proveito este ano, depois porque nos induz em erro e depois finalmente porque é
importante para esta Assembleia porque foi aqui marcado a questão das escolas é muito
importante que seja esclarecida”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções? Só vou perguntar mais uma
vez! Há mais algum pedido de intervenção? Paulo Silva já está inscrito. Este modelo, demoramos 2

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minutos para dizer quem é que se quer inscrever, desculpem lá mas também não dá! Paulo Silva
está inscrito. Quem é que se quer inscrever mais para este ponto? Samuel Cruz, mais alguma?
Não! Então, fechoamos com estas duas intervenções. Paulo Silva se faz favor”.
Paulo Silva, da CDU, disse:r “Primeira questão, é que eu achoo que estamos a discutr hooje uma
alteração orçamental, a discussão sobre o orçamento de 2019 será uma assembleia para dia 29 de
novembro. É bom que a gente saiba o que estamos aqui a fazer, hooje é uma alteração orçamental
que visa integrar o saldo de gerência, uma verba que ainda estava disponível, uma almofada
financeira que hoavia e que tem que ser integrada no orçamento de 2018 para depois poder
transitar em termos de investmento para 2019 e em termos de orçamento está aqui um conjunto
de ações que vão ser realizadas, nomeadamente a questão de uma compartcipação financeira, um
apoio financeiro à modernização dos equipamentos das nossas forças houmanitárias de bombeiros
que é uma questão premente. Depois, a requalificação de equipamentos desportvos e municipais,
penso que o PS devia de aplaudir isto para ser minimamente coerente com uma moção que trouxe
aqui hooje, era o mínimo mas isso não interessa, com o aumento de investmento nas nossas
escolas, é isso que estamos aqui a discutr com a integração de um saldo de gerência que era uma
almofada que estava a nível da Câmara e que choegando ao final do ano está a ser integrada como
devia ser na questão do orçamento. Depois dizer que se alguém aqui não está a ser coerente
temos que dizer que é o PS porque o PS vem aqui dizer que nós só reivindicamos investmento ao
Governo, nunca reivindicamos à Câmara Municipal. Então e o PS reivindicou alguma vez
investmento ao Governo? Já trouxeram aqui alguma moção a dizer nós queremos que o Governo
faça isto. Nunca Sr. eleito! Devemos reivindicar a quem mais tem e quem mais tem é o Governo
que tem um orçamento muito maior, recebe muito mais de impostos dos seixalenses e por isso,
temos que exigir a quem mais recebe que mais invista no concelhoo do Seixal. É isso que tem que
ser feito e que qualquer socialista devia de fazer que era exigir a quem mais tem, mas quanto aos
socialistas vocês esquecem-se sempre ainda devem lá ter o socialismo na gaveta, às vezes têm que
ser obrigados a irem lá retrar nas discussões em que o PCP consegue infuenciar vocês têm que ir
retrar o socialismo que meteram na gaveta mas depois voltam a guarda-lo. Quanto à questão da
disfunção erétl, eu achoo que cada um fala daquilo que o preocupa e do que sabe”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Samuel Cruz”.
Samuel Cruz, do PS, disse:r “Para umas breves notas apenas, dizer que esta parte final da últma
intervenção foi absolutamente lamentável porque uma coisa é uma metáfora acerca do
orçamento, outra coisa é a tentatva de ataque vil e pessoal que aqui foi feita, mas as ações ficam
para cada um. Há cerca desta matéria hoá algo que é importante realçar, a Câmara Municipal do
Seixal não tnhoa qualquer intenção de investr no refeitório do Bairro Novo, estava assim hoá
décadas e ia contnuar muito mais tempo, é a prova de que aquilo que aqui fazemos nesta
assembleia tem alguma repercussão e como o PCP aqui dizia só quando na Assembleia da
República o PCP intervém é que o PS faz, eu diria isso não sei e não é o fórum que me compete
pronunciar, o que eu sei é que o Partdo Comunista aqui no Seixal anda a reboque daquilo que o
Partdo Socialista aqui traz e faz bem quanto a essa matéria. Depois, eleito Paulo Silva não é
verdade que o Partdo Socialista nunca aqui tenhoa vindo reivindicar obras do Governo e lembro-
lhoe apenas o Hospital do Seixal, por exemplo que já foi objeto de várias moções por parte do
Partdo Socialista e portanto, a verdade é só uma e não obedece a mais critérios, para finalizar é
apenas isto”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Sr. Presidente da Câmara se faz favor”.

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7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Antes de mais dizer que quando a Câmara Municipal
traz propostas de reforço orçamental é para concretzar, sendo que e penso que também sabem
que para concretzar algo do ponto de vista da execução financeira é preciso que exista cabimento
para o poder fazer e compromisso e rubrica dotada de valor porque sem isso, não se consegue
executar e para lá choegar à execução fsica e financeira da intervenção, como eu disse, é preciso
concursar, é preciso adjudicar, é preciso contratar e é claro que nesta revisão orçamental existem
um conjunto de matérias que estão a ser tratadas pelo município, umas terão execução fsica e
financeira em 2018, outras terão execução fsica e financeira em 2019. Agora o que estamos a fazer
é colocar os recursos públicos que temos à nossa disposição e executá-los de forma tempestva e
não fazer como o Governo do PS vai fazer com o Centro de Saúde de Corroios que é podia já fazer
como a Câmara do Seixal e reforçar o orçamento ou alterar o orçamento e avançar com o concurso
para a obra e não! Prefere transferi-lo para 2019; é a diferença entre o PS e a CDU, é uma diferença
assinalável do ponto de vista da eficácia. Sobre disfunções cada um saberá das suas, uma injeção
intracavernosa, uma prótese maleável, várias soluções para as disfunções, por isso quem tem que
resolva as suas. A Câmara do Seixal não tem disfunções, o que temos é um orçamento para
executar e é isso que estamos a fazer e também já agora eu não aceito este tpo de insinuações,
nem de ofensas, como o Sr. eleito aqui proferiu. A sua forma de se dirigir ao Presidente da Câmara
é totalmente inaceitável quero-lhoe dizer. Não explico nada porque se o Sr. quer explicações trata as
outras pessoas com urbanidade e o Presidente da Câmara e com respeito e o Sr. o que faz muitas
vezes e como voltou a fazer é tratar com desrespeito o Presidente da Câmara. Trate as pessoas
como deve ser, com respeito”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Desculpem lá mas diálogos aqui não! Na próxima
reunião de lideres nós vamos aprofundar a forma e nesta Assembleia voltou a acontecer. Eu digo
enquanto Presidente da Assembleia Municipal e creio que posso falar pela Mesa mas se calhoar
falaria pelo conjunto dos eleitos da Assembleia nós contnuamente já aconteceu agora utlizam-se
expressões, que eu creio que não dignificam o que é o órgão e a qualidade de intervenção daquilo
que a população espera. Aliás, é usual utlizar esta coisa do é mentra, é mentroso. Isso é uma
coisa na minhoa opinião que pode ser mais apropriado na Praça da Ribeira e não na Assembleia
Municipal. Eu estou a dizer a minhoa opinião sobre isto porque eu, enquanto autarca com 30 anos,
não sei se alguém me ouviu alguma vez dirigir-me a um colega autarca, a um eleito ou
independentemente da função, e neste caso foi dirigido ao Presidente da Câmara; eu não gostei,
confesso, se alguém me ouviu choamar mentroso a um colega?”
Samuel Cruz, do PS, disse:r “Compete ao Presidente dirigir os trabalhoos e não fazer esse tpo de
observações”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Está bem! Fica por aqui, faz favor defesa de hoonra.
Quem choamou mentroso não foi nem o Presidente da Câmara, nem o Presidente da Assembleia”.
Samuel Cruz, do PS, disse:r “Quem choamou mentroso foi o eleito Samuel Cruz porque mentram; o
que é grave não é dizerem que mentram, o que é grave é mentr, tem que se perceber isto! Aqui
mentram. Todos ouvimos e todos sabemos o que está em causa, todos sabemos! Portanto o grave
não é dizer você fez mal, o grave é agir mal, Sr. Presidente; e se calhoar não lhoe disseram porque
nunca lhoe mentram, os seus adversários não usaram essa metodologia de fazer polítca e se calhoar
nunca teve que o dizer porque eu tenhoo a certeza que se tvessem utlizado essa metodologia para
o combater tnhoa ficado profundamente irritado e, devo dizer da minhoa parte, com razão. Eu disse

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ao Sr. Presidente da Câmara que achoava que ele tnhoa mentdo porque achoo que ele mentu. Aliás,
ele tnhoa uma boa oportunidade de explicar:r eu não ment por isto e por isto, mas está-se a furtar
na forma para fugir à matéria; mas além disso já nos choamou e o Sr. Presidente da Assembleia tem
que ouvir tudo, já me choamou ordinário dali, já me choamou outras coisas e isso é que é grave”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Ficamos por aqui, para concluir; eu não retro o que
disse hoá pouco, é preciso dignificar a Assembleia, na minhoa opinião. Não lhoe dou a palavra! Se é
para defender a hoonra, é para defender a hoonra? Não lhoe dou a palavra desculpe lá, isto não é
assim, não tem palavra nenhouma. Interveio o líder ou isto já não tem lideres também? Não! Não
pode! Desculpe lá mas o senhoor não pode. Está interrompida a Assembleia por cinco minutos por
falta de educação."
Sessão interrompida.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r "Depois deste período de pausa com certeza que
ajudou a por os níveis de intervenção da Assembleia no seu lugar adequado e vamos proceder à
votação do ponto III.2 Opções do plano e proposta de orçamento – revisão. Quem vota a favor?”.
Aprovada a Deliberação nº 43/XII/2018 por maioria e em minuta com:r
 Dezanove (19) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do BE:r 3
 Dezoito (18) abstenções dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Foi aprovado com os votos a favor da CDU e do
Bloco de Esquerda e a abstenção do PS, do PSD, do CDS, do PAN e do Presidente de Fernão Ferro”.
III.3. Mapa de pessoal, nos termos da alínea o) do n.º 1 do art. 25.º do Anexo da Lei n.º
75/2013 de 12 de setembro. 3.ª Alteração. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 15)
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Sr. Presidente da Câmara se faz favor”.
O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Já agora uma questão prévia, gostaria de pedir por
favor que hoouvesse urbanidade nas intervenções relatvamente à minhoa pessoa e ao executvo
municipal. Sobre esta proposta nós vamos reforçar com mais seis postos de trabalhoo a área
operacional do município e nessa perspetva precisamos de fazer uma revisão ao mapa de pessoal
e é esse o intuito e o objeto desta proposta é de conseguirmos reforçar a componente operacional
para conseguirmos prestar melhoor serviço. Estamos disponíveis para prestar os devidos
esclarecimentos”.

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O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Obrigado Sr. Presidente da Câmara. Intervenções


neste ponto? Vítor Cavalinhoos, se faz favor”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse:r “Eu não vou falar sobre o mapa de pessoal, nós vamos votar a favor,
não temos nenhouma divergência de fundo, nem nada de extraordinário a dizer e de substancial
sobre essa matéria. Felizmente as sessões da Assembleia Municipal ainda não são transmitdas
pela internet porque quando elas passarem a ser e se esta que nós estamos a viver hooje tvesse
sido transmitda pela internet, esta Assembleia Municipal estava a dar um contributo substancial
para a descredibilização da democracia e se alguém tvesse vontade de aqui vir, certamente
pensaria duas vezes em vez de estar a perder esse tempo e ficar lá por casa a fazer outras coisas;
isto é a figura que alguns membros desta Assembleia Municipal, e já agora não só, mas
principalmente membros desta Assembleia Municipal mas é melhoor a gente não falar de nomes e
foram aqui utlizados terminologias, eu hoá mais de 12 anos que ando nisto e nunca choamei
mentroso a ninguém, nunca choamei vil a ninguém e não é assim a minhoa aprendizagem na
democracia e não tenhoo pretensões de dar lições a ninguém, como é evidente. Aliás, sou sempre
um aprendiz e sou das pessoas que se calhoar aqui está que menos percebe deste assunto mas
achoo que o espetáculo que aqui foi proporcionado, achoo que não dignifica esta Assembleia
Municipal e não dignifica os seus autores, sem pretensões de dar lições de moral e de étca
parlamentar, são só estas considerações e achoo que isto tudo não é motvo de nenhouma alegria
especial para nós que aqui estamos”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções? Bruno Barata se faz favor”.
Bruno Barata, do PS, disse:r “Relatvamente a esta terceira alteração ao mapa de pessoal num
espaço de um ano que me parece excessivo porque o mapa de pessoal é um instrumento
estratégico para gestão de uma insttuição e se em menos de um ano temos que fazer três
alterações, eu gostaria que o Sr. Presidente explicasse os motvos em duas dimensões, uma delas é
se porventura este aumento de pessoal está relacionado com a inclusão da regularização dos
precários e aproveito também a oportunidade para perguntar como está esse processo da
regularização dos precários na Câmara Municipal do Seixal. Era um ponto que gostaria que o Sr.
Presidente respondesse. Por outro lado, também em matéria de trabalhoadores, dos 1500
trabalhoadores, grosso modo, eu hoá pouco perguntei ao Sr. Presidente sobre essa matéria e o Sr.
Presidente possivelmente não teve oportunidade de apontar a questão, era importante saber
desses 1500 trabalhoadores quantos é que estão a ser prejudicados por não terem avaliação? Ou
seja, o Orçamento de Estado de 2018 aprovado também pelo Partdo Comunista e quiçá como foi
uma boa proposta aumentar as progressões possivelmente também foi das negociações e
provavelmente foi também ideia do Partdo Comunista, o Partdo Socialista implementou na
Administração Pública a recontagem das progressões e na Câmara do Seixal que se diz o partdo do
grande defensor dos trabalhoadores, essa norma orçamental não está a ser cumprida, eu gostaria
de saber desses 1500 postos de trabalhoo ocupados quantos trabalhoadores já progrediram ao
abrigo da regra que está em vigor desde 1 de janeiro de 2018?”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Mais intervenções? Não hoá mais nenhoum pedido de
intervenção. Sr. Presidente da Câmara”.
O Presidente da Câmara Municipal disse:r “Nós estamos com uma forte dinâmica de contratação
de trabalhoadores. Aliás, estamos a preparar a contratação de uma centena e meia de
trabalhoadores nos próximos meses, principalmente para as áreas operacionais. A verdade é que
pese embora toda a contratação que temos vindo a fazer, as mobilidades que temos vindo a

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Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

aceitar, a verdade é que ainda não conseguimos concretzar em toda a dimensão a saída que se
verificou desde 2011 face à impossibilidade do município contratar nos períodos da austeridade e
por isso, estas alterações ao mapa de pessoal sempre no sentdo positvo, ou seja no sentdo de
acrescentar trabalhoadores para que consigamos repor a nossa capacidade operacional e prestar
um melhoor serviço público. Sobre a questão do PREVPAP, ou seja a regularização dos vínculos
precários. Dizer que o município tnhoa oito situações e neste momento, estão todas regularizadas e
também relatvamente à avaliação integrada de desempenhoo, dizer que não existem trabalhoadores
prejudicados. É verdade que o município não conseguiu ainda concluir na totalidade o sistema de
avaliação, no entanto atribuímos os pontos necessários que os trabalhoadores conseguissem ter a
pontuação que contemplasse esses anos e quando concluirmos todo o ciclo avaliatvo que está
ainda em falta, todos os trabalhoadores que eventualmente possam subir em virtude de uma
alteração de pontuação receberão as verbas correspondentes a 1 de janeiro de 2018, Portanto,
podemos tecnicamente dizer que não existem trabalhoadores prejudicados. Sobre o numero e a
dimensão da subida da valorização foram várias centenas de trabalhoadores que já progrediram e
outros estarão em progressão, eu como não estava preparado para esta questão não consigo dizer
no concreto o numero exato mas conseguirei numa próxima oportunidade transmitr à Assembleia
Municipal com os dados corretos a dimensão dos trabalhoadores que já subiram e daqueles que se
preveem subir no próximo ano. Muito obrigado Sr. Presidente e agradeço a urbanidade das
questões”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Obrigado Sr. Presidente da Câmara, vamos colocar à
votação”.
Aprovada a Deliberação nº 44/XII/2018 por maioria e em minuta com:r
 Trinta e dois (32) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
 Cinco (5) abstenções dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Foi aprovada a proposta com os votos a favor da
CDU, do PS, do Bloco de Esquerda, do PAN e do Presidente de Fernão Ferro e a abstenção do PSD e
do CDS”.
III.4. Minuta da Ata
O Presidente da Assembleia Municipal disse:r “Consideramos a ata aprovada em minuta e dizer-
vos uma informação importante em relação à próxima Assembleia Municipal, é necessário
antecipar para 28, nós tnhoamos no nosso calendário a 29, é necessário fazer essa antecipação por
motvos de agenda, mantendo-se o calendário que já estava até em relação à reunião de líderes,

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 11/2018
7ª Sessão extraordinária – 9 de novembro de 2018

quer em relação à reunião da comissão de desenvolvimento económico. Terminada a sessão da


Assembleia Municipal, bom fim de semana para todos”.
Aprovada a Deliberação nº 45/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:r
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:r
- Do grupo municipal da CDU:r 16
- Do grupo municipal do PS:r 11
- Do grupo municipal do PSD:r 4
- Do grupo municipal do BE:r 3
- Do grupo municipal do PAN:r 1
- Do grupo municipal do CDS-PP:r 1
- Do presidente da Junta de FF:r 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “
Nada mais hoavendo a tratar, O Presidente da Assembleia Municipal deu os trabalhoos por
encerrados, agradecendo a presença do executvo municipal e dos membros deste Órgão.
A sessão terminou cerca das 24.00 hooras do dia 9 de novembro.
Nos termos do art.º 5.º do Decreto-Lei nº 45362 de 21 de Novembro de 1963 (com a redação
atualizada pelo Decreto-Lei nº 334/82 de 19 de Agosto, e de acordo com uma interpretação
extensiva), os documentos mencionados são arquivados, ora em pasta anexa à presente ata, ora
no respetvo processo.
Sempre que se indicou ter sido tomada qualquer deliberação, dever-se-á entender ter sido
aprovado nos termos e para efeitos do disposto no art.º 92.º da Lei nº 169/99, de 18 de setembro,
com a redação atualizada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de janeiro, e com as alterações introduzidas
pela Lei nº 67/2007, de 31 de dezembro e pela Lei nº 75/2013, de 12 de setembro.
Para constar se lavrou a presente ata que vai ser assinada pelo Presidente e Secretários em
exercício:r
O Presidente da Assembleia Municipal:r

O Primeiro Secretário:r

A Segunda Secretária:r

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 12/2018
5ª Sessão ordinária – 28 de novembro de 2018

A T A nº 12/2018

Aos vinte e oito dias de novembro de dois mil e dezoito, reuniu a Assembleia Municipal do Seixal,
na sua 5ª sessão ordinária de 2018, nas instalações dos Serviços Centrais da Câmara Municipal do
Seixal, sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, presidida por Alfredo José Monteiro da Costa
e secretariada pelo 1º Secretário, Américo Augusto de Oliveira da Costa, e pela 2ª secretária, Sara
Sofia Oliveira da Silva Lopes Oliveira, com a seguinte Ordem de Trabalhos, divulgada pelo edital nº
39/2018, de 20 de novembro.
I – PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.
II – PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.
III – PERÍODO DA ORDEM DO DIA.
III.1. Informação sobre o trabalho em curso das Comissões da Assembleia Municipal.
III.2. Apreciação de informação da Câmara, sobre a atividade desta, nos termos e para efeitos das
alíneas a) e b) do n.º 2 do art.º 25.º do Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro.
III.3. Apreciação de informação do Presidente da Câmara, sobre a atividade do município e
situação financeira do mesmo, nos termos e para efeitos da alínea c) do n.º 2 do art.º 25.º
do Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro.
III.4. Opções do plano e proposta de orçamento para 2019, nos termos da alínea a) do n.º1 do art.
25º, por força da alínea c) do n.º 1 do art. 33º, ambos do Anexo à Lei n.º 75/2013 de 12 de
setembro, alterado pela Lei n.º 50/2018, de 16 de Agosto, autorização para a contratação de
empréstimo de curto prazo, nos termos da alínea f) do nº 1 do art. 25º do Anexo à Lei n.º
75/2013 de 12 de setembro, atualização dos valores da Tabela de Taxas anexa ao
Regulamento de Taxas do Município do Seixal, nos termos do art. 44.º do Regulamento de
Taxas do Município do Seixal e do n.º 1 do art. 9.º da Lei n.º 53-E/2006, de 29 de dezembro,
alterada pela Lei n.º 117/2009, de 29 dezembro, mapa de pessoal, nos termos da alínea o),
do n.º 1, do art. 25.º do Anexo da Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, e autorização genérica
para a assunção de compromissos plurianuais nos termos do art. 6º da Lei n.º 8/2012 de 21
de fevereiro, alterada pela Lei n.º 22/2015 de 17 de março. Aprovação.
Estiveram presentes, para além dos membros da Mesa:
Da CDU: Paulo Alexandre da Conceição Silva, Paula Alexandra Sobral Guerreiro Santos Barbosa,
Custódio Luís Quaresma Jesus Carvalho, Maria Júlia dos Santos Freire, Nuno Filipe Oliveira Graça,
Fernando Júlio da Silva e Sousa, Carlos Alberto de Sousa Pereira, Ana Luísa Pereira Inácio, Rui
Fernando Valente Algarvio, Maria João Evaristo de Oliveira Santos e Gonçalo Rui Oliveira;

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 12/2018
5ª Sessão ordinária – 28 de novembro de 2018

Do PS: Samuel Pedro da Silva Cruz, Bruno António Ribeiro Barata, Luís Pedro de Seia Gonçalves,
Célia Maria Martins Cunha, Rui Miguel Santos Brás, Marta Sofia Valadas Barão, Milton Natanael
Palma Simões, Rui Jorge Guerreiro Parreira, Maria Virgínia Andrade Dias e José Carlos Elizeu
Chora;
Do PSD: Rui Miguel Lança Belchior Pereira, Maria Luísa Marques da Gama, Duarte Sérgio dos
Santos Melo Correia e Xavier Prego Simões;
Do BE: Vítor Manuel Cavalinhos, Francisco António Sagorro da Silva e Lígia Maria Tavares dos
Anjos;
Do PAN: Nuno André Batista Nunes;
Do CDS-PP: João Guilherme Nobre Prata Rebelo.
Estiveram ainda presentes os Presidentes de Junta de Freguesia de Amora, de Corroios, de Fernão
Ferro e da União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, respetivamente,
Manuel Ferreira Araújo, Eduardo Rosa, Carlos Reis e António Santos.
Registaram-se as seguintes substituições:
No grupo municipal da CDU: Rosária Antunes por Maria João Santos e Hernâni Magalhães por
Gonçalo Rui de Oliveira, em virtude de Nuno Pombo ter também solicitado a sua substituição;
No grupo municipal do PS: Nelson Patriarca por Milton Palma Simões, Jorge Freire por Rui Jorge
Guerreiro Parreira, Sérgio Ramalhete por Maria Virgínia Dias e Tomás Santos por José Chora.
No grupo municipal do PSD: Rui Mendes por Xavier Simões, em virtude do senhor Ricardo Morais
e da Sra. Fátima Prior terem também solicitado a sua substituição;
No grupo municipal do BE: Eduardo Grelo por Francisco António Sagorro da Silva, em virtude do
senhor Hugo Pereira ter também solicitado a sua substituição, e Sandra Sousa por Lígia Maria
Tavares dos Anjos.
Para além do Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Cesário Cardador dos Santos,
estiveram presentes os seguintes Vereadores:
Maria Manuela Palmeiro Calado, Joaquim Carlos Coelho Tavares, José Carlos Marques Gomes,
Maria João Varela Macau, Eduardo Rodrigues, Elizabete Adrião, Marco Teles Fernandes, Nuno
Moreira, Manuel Pires e Francisco Morais.
A Sessão teve início cerca das 20:30 horas e constou de duas reuniões tendo a segunda tido início,
nos termos do artigo 18º do Regimento da Assembleia Municipal, pelas 20.43h do dia 29 de
novembro, no mesmo local, depois de a primeira reunião ter terminado pela 1:00h desse mesmo
dia.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Dizer que o senhor Presidente da Câmara está
noutra iniciativa e irá chegar por volta das 21h, mas a Assembleia funcionará normalmente com o

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Ata nº 12/2018
5ª Sessão ordinária – 28 de novembro de 2018

senhor Vice-presidente da Câmara nas funções inerentes, e cumprimentar a população que está
connosco; cumprimento também os nossos trabalhadores da Assembleia e da Câmara Municipal,
e damos início a esta sessão Ordinária da Assembleia Municipal com a ordem de trabalhos que
conhecem e começamos pelo primeiro período que é o Período de Intervenção da População
dando a palavra pela ordem de inscrição.”

I. PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.


O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Senhor Samuel Marques, se faz favor.”
I.1. Samuel Marques disse: “O meu nome é Samuel António Pinto Marques, e sou promotor da
rotunda da Pavil, da petição pública para a rotunda da Pavil; é uma petição que está no site da
petição pública, neste momento conta com 624 assinaturas que já mereciam uma resposta por
parte da Câmara, mas parece que ainda até agora não houve nada; eu estive cá presente numa
reunião de executivo camarário em fevereiro, da qual tenho a ata e que me foi prometido na
altura, foi prometido a mim mas não é a mim porque podem-me prometer tudo mas eu não sou
ninguém, mas foi prometido à população de Fernão Ferro que em 6 meses haveria um projeto e
que provavelmente, muito provavelmente, iria dar-se inicio à construção da mesma rotunda; qual
não é o meu espanto que quando vou ler a ata escrita, a mesma remete para o PDM; ou seja, não
reflete aquilo que foi escrito e aquilo que foi dito na minha cara e na cara de muita gente, que
teríamos um projeto; ora se nós temos um Boletim Municipal que serve para informar tudo,
também era muito bom e muito agradável, mas mesmo muito agradável, que pelo menos a
Câmara, não a mim pessoalmente, Samuel Marques que já disse que não preciso de satisfações,
mas pelo menos aos 624 que estão aqui, e que eu vou deixar à mesa, ao menos que lhe dessem
uma satisfação porque esta gente acreditou que, de uma forma democrática e de uma forma de
petição pública, seria ouvida e, ao que parece, ninguém nos ouve; já houve acidentes e continua a
haver acidentes depois da petição pública estar feita, continua a haver gente que vai parar ao
hospital e zero, neste momento, zero; eu venho perguntar aqui à Assembleia Municipal que tem
também como função fiscalizar o executivo, é para isso que são eleitos, o que é que está a ser
feito? Porque não percebo como é que uma ata não reflete o que se passa numa reunião de
Câmara, não reflete, é omissa, está alterada e, com o perdão da palavra, eu sinto-me aldrabado,
eu em representação dos outros sinto-me aldrabado, é exatamente isso; agora eu pergunto: há
dinheiro para tanta coisa, há dinheiro para passeios de helicóptero, há dinheiro para uma estátua
ao 25 de Abril, parece que alegadamente custou 150 mil euros, eu não tive acesso portanto não
sei, não posso precisar isso, mas afinal não há nada para se falar sobre Fernão Ferro? Será que
Fernão Ferro é o quintal das traseiras onde a gente mete a sucata, não faz parte? Ah, aliás, houve
também uma petição, e já agora falando dos outros partidos também, houve uma petição parece
que o PS soube desta petição pública e houve uma moção aprovada por parte do PS; parece que
também há pessoas aqui que não conhecem os limites do Concelho, e então parece que o sítio

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onde iria ser posta a rotunda faria já parte do concelho de Sesimbra; as pessoas não conhecem os
limites territoriais do concelho em que estão...eh pá! É um bocadinho difícil que as coisas assim
funcionem; mais: esta petição pública, antes de sair para petição pública e antes de eu a pôr ao
público, falei com um amigo meu que foi candidato nas últimas autárquicas pela concelhia do PSD
de Mértola - e isto agora é para o PSD também, o PSD também tem que levar um bocadinho
também tem e vocês também têm e agora vão saber porquê; Porque da concelhia de lá pediram à
concelhia de cá que apoiassem a petição, eh pá!, apoia aí que esse fulano aqui há uns anos atrás
até foi militante do PSD, e fui militante do PSD em Palmela, para quem não sabe fui do PSD em
Palmela e concorri na altura; agora acontece o seguinte: a resposta que a concelhia de Mértola
recebeu foi esta, «não vamos apoiar porque não conhecemos o senhor»; pois agora já me
conhecem, sou eu, Samuel Marques; portanto, duas situações, 1º continuo a não ter resposta;
quem é o Presidente da Mesa? É o senhor?
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Escute, eu não lhe respondo a si, o senhor acaba a
intervenção porque está a acabar o tempo, faça o favor de concluir; não o senhor, não, não, o
senhor não respondeu com urbanidade, já chamou aldrabões, já disse que foi aldrabado, já
excedeu os limites, e ainda por cima está fardado; então conclua lá se faz favor.
Samuel Marques disse: "Pronto! Portanto é assim, está concluído e eu agora vou deixar isto à
mesa exatamente para se poder ver que foi entregue.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “E portanto eu sou o Presidente da Assembleia
Municipal, fica a saber, fica a conhecer, então, e com muito gosto. Terminada esta intervenção ao
estilo que se viu, mas é legítimo, as pessoas intervêm como entendem, mas regista-se o estilo, se
faz favor de entregar aqui, se faz favor, e passamos para o senhor José Craveiro, se faz favor.”
I.2. José Craveiro disse: “Na minha qualidade de munícipe assíduo da Assembleia Municipal sinto-
me frustrado pela forma como decorrem as mesmas; permita que faça aqui uma reflexão sobre as
razões que considero contribuírem decisivamente para a fraca adesão dos munícipes à frustração
que os presentes sentem ao assistirem a estes debates, a falta de informação aos munícipes e a
transparência são gritantes, no Período de Antes da Ordem do Dia os documentos apresentados
pelos partidos para debate e votação são apenas do conhecimento dos membros eleitos e isso
seria normal se os mesmos fossem do conhecimento público quando apresentados na Assembleia
Municipal, mas isso não acontece; salvo raras exceções, esses documentos não são lidos e por
vezes nem sequer genericamente apresentados pelos seus subscritores antes da discussão; ora
essa situação é incompreensível tendo em conta que se encontram na sala munícipes que
desconhecem completamente o conteúdo dos mesmos; em linguagem popular, com o devido
respeito, estão aqui a apanhar bonés a fazer papel de verbos de encher; é assim que promovem o
envolvimento da população nos assuntos do concelho? Penso que não; o tempo reservado para o
PAOD é escasso em função do número de documentos que são apresentados; das duas, uma, ou
aumentam o tempo ou limitam o número de documentos a apresentar por cada partido; os

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partidos disporem do tempo limitado para usarem da palavra na discussão dos documentos
apresentados e como são muitos usam todos os tipos de manobras dilatórias para poupar tempo
omitindo informação indispensável aos munícipes presentes na sala para a compreensão dos
assuntos em discussão; por outro lado o funcionamento da Assembleia Municipal deixa muito a
desejar no que respeita à rentabilização do tempo; a disposição dos deputados na sala bem como
a falta de microfones nas suas mesas aumenta significativamente o tempo da cada intervenção;
não é admissível que um deputado se levante percorra 10, 20, 30 metros para ir ao palanque, aqui
onde se encontra o micro, para dizer, vou apresentar declaração de voto, ou concordo, ou aceito
alteração, etc. etc. O facto de alguns membros estenderem ao limite o tempo da sua inscrição com
a intenção de ser o último a usar da palavra, e apesar de o senhor Presidente da Mesa pedir até à
exaustão para que se inscrevam, ou ainda o hábito que alguns deputados municipais têm de se
levantar passearem-se pela sala em frente aos que se encontram sentados provocando a distração
destes e alguma instabilidade com apartes, e ainda o facto de o senhor Presidente da Mesa
prolongar excessivamente as suas intervenções quando corrige comportamentos, quando
interpreta o regimento, quando alimenta apartes das bancadas, quando dá lições de bom
comportamento para além daquilo que é aceitável; já para não falar do que se passou na última
Assembleia que obrigou à interrupção da mesma; senhor Presidente, senhores Deputados,
provavelmente poucas pessoas vieram aqui chamar a atenção para estas pequenas questões que
acabo de levantar, mas com o devido respeito pelas competências de cada membro eleito e não
me competindo a mim fazer qualquer proposta para alterar a situação, venho humildemente pedir
uma reflexão sobre as questões apresentadas; o meu atrevimento ao fazer esta intervenção
decorre do facto de não me considerar um mero votante no período eleitoral, mas um
interveniente ativo nas questões que respeitam a todos, eleitores e eleitos; senhor Presidente
consultei o site da Câmara no sentido de analisar as atas da Assembleia Municipal e deparei-me
com atas mitigadas, ou seja, minutas de atas com o título resultados de votação mas sem
conteúdo, seria importante que as respetivas atas fossem publicadas na íntegra incluindo as
declarações de voto e os anexos, para conhecimento público; por último gostaria de pôr à reflexão
de V. Exas. A seguinte questão que penso não ser o primeiro a fazê-lo, na sequência do que
acontece noutros municípios sugiro a transmissão online das sessões da Assembleia Municipal
bem como as reuniões públicas da Câmara; talvez com a visualização das mesmas a posteriori por
parte de V. Exas. Permitem corrigir aquilo que está menos bem, admito que não tenham gostado
que acabo de explanar, é a vida! trata-se da visão de alguém que, estando do outro lado, tem do
que se passa deste lado, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra Rui Sado eu pedia ajuda como é
usual nas intervenções do Rui Sado, António Santos senhor Presidente da Junta da União de
Freguesias.”
I.3. Rui Sado disse: “Diz o Rui Sado, «Como refino ativo da Orquestra de progressão Toca a Rufar
sinto-me no dever de vir aqui a esta tribuna não para falar do que costumo discursar, dos

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problemas sociais, nacionais e locais, mas para fazer um agradecimento em meu nome pessoal e
da referida orquestra à nossa Câmara Municipal, no passado fim-de-semana realizou-se aqui neste
edifício o 4.º Congresso do Bombo que reuniu 550 bombos do Norte a Sul do País todos nós,
tocadores regentes e staff ficámos maravilhados pela cedência destas magnificas instalações e
pelo acompanhamento que tivemos por parte da Câmara Municipal do Seixal, Assembleia
Municipal do Seixal e pela União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, uma
vez que nunca nos abandonaram durante os três dias da nossa convenção de música tradicional
Portuguesa, ainda mais agradecemos à nossa Câmara Municipal que devido ao mau tempo que se
fez sentir principalmente na Cidade do Seixal no dia 25 de novembro que não nos foi possível fazer
o nosso desfile como estava previsto no nosso programa, mas mais uma vez a Câmara Municipal
através do senhor Presidente da Câmara Joaquim Santos e da Sra. Vereadora Maria João Macau
puseram este magnifico átrio ao nosso dispor para podermos dar ou transmitir a nossa cultura
tradicional aos visitantes que fizeram questão de estarem presentes nas nossas atuações, para
terminar digo como disse o nosso diretor artístico Rui Júnior antes das atuações, tudo tem um
sentido, claro que na vida tudo tem o seu sentido, se formos bem acolhidos pelos nossos autarcas
de abril só podíamos acabar o grandioso congresso onde iniciámos»; disse o Rui Sado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Terminámos as intervenções no Período de
Intervenção da População, tem a palavra o Vice-presidente da Câmara se faz favor, Joaquim
Tavares.”
O Vice-presidente da Câmara Municipal disse: “Naturalmente que relativamente à intervenção do
senhor munícipe José Craveiro, tem a ver com o funcionamento da Assembleia Municipal e a
própria Assembleia há de prenunciar-se sobre a matéria; no que diz respeito ao site da Câmara e
às informações que estão contidas iremos naturalmente tomar as medidas necessárias em
articulação com a Assembleia para que a informação esteja disponível na totalidade e não apenas
no contexto que aqui foi relatado pelo munícipe; iria pedir à Sra. Vereadora Maria João Macau
para dar então alguma informação sobre a intervenção do senhor munícipe Samuel Marques e
também comentar aquilo que foi aqui trazido pelo senhor Munícipe Rui Sado.”
A Vereadora Maria João Macau disse: “Em primeiro lugar quero também aqui agradecer o facto
do senhor Samuel ter vindo aqui colocar a questão da rotunda da Pá vil, dizer que realmente nós
temos um interesse e portanto estamos a trabalhar no sentido de criar e construir esta rotunda
também respeito muito aquilo que são as assinaturas os abaixo-assinados da população mas de
facto esta necessidade desta rotunda que também já era identificada por parte da autarquia, dizer
que realmente há aqui um processo que está em curso nomeadamente porque envolve terrenos
também particulares e portanto nós estamos a trabalhar nesse sentido, portanto tentar aqui umas
permutas portanto estive na semana passada mesmo algumas reuniões para que isso seja
realmente realizado aqui algumas alterações ali a nível de algum loteamento e portanto isso está
concertado e a partir de agora desde que haja realmente este interesse já demonstrado pelas

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partes portanto estaremos em condições de puder trabalhar e estudar realmente a rotunda da Pá


Vil, obrigada. Já agora gostava de dizer que em relação aos toca a rufar e à intervenção do Rui
Sado eu queria aqui também referir que se tratou realmente de uma iniciativa de âmbito nacional
que contou com 25 grupos de tocadores das associações do nosso movimento de base popular e
portanto foi uma manifestação de vontades de interesses para uma candidatura de Património
Imaterial da UNESCO e portanto nós estamos convictos com as parcerias de várias autarquias a
nível nacional que vieram do norte ao sul do País e portanto também estiveram connosco neste
congresso e que manifestaram realmente votos de que esta candidatura pudesse ser apresentada
pelo Estado Português portanto como património ao UNESCO tal como é o cante Alentejano, que
as percussões, o bombo seja também reconhecido a nível nacional pelas suas tradições, pelas suas
romarias, e portanto para nós foi um prazer receber aqui 600 tocadores ao longo deste fim-de-
semana passado e de muitos jovens, muitas escolas de gente jovem, de todo o País e portanto eu
queria aqui também saudar a iniciativa tendo em conta que ela mereceu esse reconhecimento de
quem contribui e participa nestes grupos aqui a nível local mas também já tivemos muitos
reconhecimentos e muitas saudações a nível nacional e de todo o País e portanto acho que é
importante que este reconhecimento seja também público, obrigada.”
O Vice-presidente da Câmara Municipal disse: “Senhor Presidente, se me permite ainda deixar
uma nota relativamente à questão que o senhor munícipe Samuel colocou relativamente às atas
da sessão de Câmara; as atas da sessão de Câmara procuram transmitir e com rigor aquilo que se
passa nas sessões de Câmara, naturalmente não sendo tão exaustivas como eventualmente alguns
munícipes poderiam gostar, mas não deixando de refletir aquilo que é o sentido do que é as
reuniões de Câmara e daquilo que lá se passa;normalmente são aprovadas por unanimidade dos
presentes e corrigidas de acordo com os contributos de cada um; lamento se não refletiu na
totalidade aquilo que o senhor munícipe achou que foi a discussão mas de qualquer forma isso
não quer dizer que os compromissos aí assumidos e aquilo que lhe foi explicado na altura não
corresponda àquilo que tem sido o esforço da Câmara em desenvolver esse projeto; disse, senhor
Presidente.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Apenas um apontamento ainda, porque se referiu
ao funcionamento da Assembleia Municipal, ao senhor José Craveiro, que costuma vir com alguma
regularidade à Assembleia Municipal mas um apontamento útil naturalmente para quem está
connosco a assistir às sessões da Assembleia Municipal e à sessão de hoje; é que os documentos
do Período de Antes da Ordem do Dia estão disponíveis aqui na receção para poderem ser
consultados pelos munícipes que estão connosco; podem naturalmente consultar e acompanhar
desta maneira a sua apreciação neste Período de Antes da Ordem do Dia; em relação às outras
matérias é, naturalmente, a opinião do munícipe mas dizer que são matérias que a Assembleia
Municipal, no quadro da sua estrutura de coordenação, da Mesa, o Presidente da Assembleia com
a Mesa e com os líderes dos grupos municipais, que naturalmente acompanham o funcionamento
da Assembleia Municipal refletem portanto o seu funcionamento e a aplicação do regimento; e

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antes de mais o que é o papel da Assembleia Municipal no quadro das suas competências de
órgão deliberativo e de acompanhamento da atividade do executivo e por outro lado órgão de
debate democrático e dignificação da democracia e desta maneira representando os seus
eleitores; e portanto é uma coincidência mas olhe que não houve nenhuma matéria que tivesse
referido que não faça parte desta reflexão; bom, portanto registamos o seu contributo, a sua
opinião evidentemente. Terminado este Período de Intervenção da População passamos para o
Período de Antes da Ordem do Dia, com uma primeira referência aos pedidos de substituição com
ausência inferior a 30 dias; da CDU, Rosária Antunes por Maria João Santos, Hernâni Magalhães
por Gonçalo Rui de Oliveira em virtude de Nuno Pombo ter também solicitado a sua substituição;
do PS, Nelson Patriarca por Milton Simões, Jorge Freire por Rui Jorge Parreira, Sérgio Ramalhete
por Maria Virgínia Dias, Tomás Santos por José Chora; do PSD, Rui Mendes por Xavier Simões em
virtude de Ricardo Morais e Fátima Prior terem também solicitado a sua substituição; do BE,
Eduardo Grelo por Francisco António Silva em virtude de Hugo Pereira ter também solicitado a sua
substituição e Sandra Sousa por Lígia Maria dos Anjos. Sendo assim, passamos para os
documentos que foram apresentados num total de 12 documentos que estão neste Período de
Antes da Ordem do Dia.”

II. PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.


II.1. A Mesa da Assembleia apresentou o voto de pesar pelo falecimento de José Jesus da Silva.
(Documento anexo à ata com o número1)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Primeiro é um voto de pesar pelo falecimento do
senhor José Jesus da Silva, é subscrito pela mesa e passo à sua leitura.”
(Leu literalmente o documento anexo à Ata com o número 1)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Dizer-vos ainda que decorre neste momento o
velório..., ainda não? Bom houve aqui um atraso que é sempre constrangedor mas estava previsto
que fosse durante a tarde de hoje portanto ainda não aconteceu; o funeral está marcado, vamos
ver se confirma, com este atraso era naturalmente uma informação útil para todos, é amanhã às
10h30 mas nós se ainda conseguirmos obter a informação durante o funcionamento da
Assembleia Municipal transmitiremos; eu pergunto quem é que pretende pronunciar-se sobre
este voto? Não? Sendo assim e compreende-se que naturalmente é um voto que todos
reconhecerão e portanto não há necessidade de intervenções, todos muito teriam a dizer, está,
por exemplo, connosco o membro da Assembleia Municipal e Presidente da União das
Associações de reformados do Seixal, Fernando Sousa, e também como sabem do movimento
associativo da união das IPSS Distrital, e portanto foram companheiros de longa data, como é
evidente; sendo assim coloco à votação e pergunto até se há algum voto contra ou alguma

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abstenção? Não havendo foi aprovado por unanimidade, e vamos guardar um minuto de silêncio
em sua memória. Obrigado, com o nosso abraço para sempre senhor Silva.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 105/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:
Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
II.2. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção: «Pela construção urgente do Centro de
Saúde de Corroios», subscrita por Rui Algarvio.
(Documento anexo à Ata com o número 2)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte que é uma
moção da CDU «Pela construção urgente do Centro de Saúde de Corroios» é subscrita por Rui
Algarvio que tem a palavra se faz favor.”
Rui Algarvio, da CDU, disse: “Quem conhece a unidade de cuidados personalizados de de Corroios
seja como utente seja como profissional sabe bem das condições de funcionamento daquela
unidade que são pouco dignas para os utentes e para os profissionais que lá trabalham, com 4
andares sem elevador, com gabinetes exíguos, sem aquecimento agora durante o inverno, sem o
mínimo de condições para os nossos utentes, neste sentido as populações têm levado a cabo
desde já há vários anos uma enorme luta em convergência com a autarquia que permitiu a
disponibilização há já vários anos de um terreno para a sua edificação em Santa Marta do Pinhal,
sabemos que em maio de 2017 foi celebrado um acordo de colaboração para a instalação desta
unidade de saúde subscrito pelo Secretário de Estado da Saúde na altura pelo presidente do
Conselho Diretivo da ARS e pelo presidente da Câmara Municipal do Seixal, era contudo desse
acordo na altura que a Câmara Municipal do Seixal assumiria a construção dos arranjos exteriores
e o Governo portanto entraria com os restantes encargos para a construção do Centro de Saúde,
no entanto a autarquia cumpriu o seu compromisso ao aprovar a empreitada referente aos
arranjos nos espaços públicos envolventes no valor de 256 mil euros mais IVA, mas
lamentavelmente fica por cumprir a palavra dada pelo Governo na concretização dos
compromissos que assumiu com as populações de Corroios e do Seixal, o adiamento sistemático
desta decisão tem claramente prejudicado a população da Freguesia contribuindo para uma

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pressão assistencial e inaceitável sobre o Hospital Garcia de Orta ao falhar o pilar basilar do SNS
que são os cuidados de saúde primários. Assim, atendendo a que os sucessivos adiamentos do
processo de construção do centro de saúde não respeitaram o acordo assumido publicamente
pelo Poder Central inserindo-se esta opção numa política de desvalorização do SNS, a Assembleia
Municipal do Seixal reunida a 28 de Novembro de 2018: Exige a abertura imediata de um concurso
público devidamente credível para a construção do Centro de Saúde de Corroios; Reafirma a
necessidade do cumprimento dos compromissos assumidos com a população do concelho por
parte do Governo, rejeitando subterfúgios que visem adiar a necessidade urgente da construção
do Centro de Saúde; E apela às populações e às comissões de utentes para que mantenham a luta
pela construção deste importante equipamento, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Estão abertas desde já as inscrições, senhor Samuel
Cruz se faz favor, pode usar da palavra.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Como ponto prévio dizer que o investimento do Governo na área da
saúde é relevante; se não vejamos, a despesa pública em saúde aumentou 8% entre 2015 e 2017,
o Sistema Nacional de Saúde recebeu mais de 350 milhões de euros dos quais 175,7 milhões para
despesas com o pessoal, 94% da população tem agora médico de família a maior taxa de
cobertura de sempre desde o início da legislatura foram contratados 9 mil trabalhadores para o
sector da saúde dos quais quase 4 mil são enfermeiros e três mil médicos, por despacho de
setembro 2017 foram abertas 6 vagas para médicos no Concelho do Seixal, 2 para o centro de
saúde de Amora, 4 para o centro de saúde de Corroios, apenas 2 médicos concorreram e foram
colocados no Centro de saúde de Corroios isso significa que por um lado o Governo investe na
saúde por outro lado o Seixal não é suficientemente atrativo para aqui se querer trabalhar e viver,
depois dizer que em relação a este caso concreto, esta moção vem em boa hora, e vem em boa
hora porque diz muito daquilo que é a postura do PCP face aos assuntos determinantes para o
futuro do concelho, eu diria que tem uma interpretação criativa dos factos porque não quero dizer
que é mentira para não ferir suscetibilidades aqui, mas demonstrou, se não vejamos, o que está
em causa com o Centro de Saúde Corroios é que os concursos públicos que já foram abertos pelo
ministério da saúde ficaram desertos e ficaram desertos porque toda a gente sabe que com a crise
que se viveu no nosso País muitas das empresas de construção fecharam, com o bom crescimento
que o País teve depois com a tomada de posse do Governo de António Costa não há capacidade
nas empresas de construção civil de fazer face aos desafios que lhe são lançados, diga-se mas o
que a moção da CDU diz, aliás atacando os funcionários do ministério da Saúde uma coisa que não
é percetível o que dizem é que se selasse um concurso credível, a decisão do valor básico do
concurso público é naturalmente uma decisão técnica e não política e portanto ficamos a saber
que o PCP entende que os trabalhadores do Ministério da Saúde não são credíveis porque chegam
a conclusões que não são credíveis, mas enfim isto é quando é com o Ministério da Saúde, tivemos
aqui que a Câmara lançou um concurso para obras numa escola e o concurso ficou deserto não é?
Aqui a Câmara já é credível, não têm é culpa nenhuma que os concursos fiquem desertos, não é

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exatamente a mesma coisa e a explicação é aquela que eu dei aqui inicialmente; mas vejamos
aquilo que eu quero dizer, a política da Câmara Municipal do Seixal é quanto pior, melhor; e este é
curiosamente talvez aquele que é o dossier mais emblemático eu tive oportunidade de consultá-lo
e vou partilhar convosco o resultado dessa partilha, então este dossier começa da seguinte forma,
em 2003 a (ARSLVT) enviou um ofício à Câmara Municipal Seixal que diz o seguinte: está no PIDAC
de 2004 a verba para a construção do Centro de Saúde de Corroios e efetivamente esteve, esteve
no PIDAC de 2004 e no PIDAC de 2005, e o que a ARSLVT pediu foi cedam-nos o terreno e a
ARSLVT pediu um terreno com 6 mil metros quadrados e a Câmara respondeu à ARSLVT, a única
coisa que se arranja é um terreno com mil e quinhentos metros quadrados, e é rústico não é
urbano e não dá para construir, e o estacionamento que nós temos é um bocadinho apertado,
façam o estacionamento no estacionamento da FERTAGUS; primeiro erro fundamental da Câmara,
a primeira responsabilidade da Câmara é o planeamento, e até 2004 a Câmara Municipal do
Seixal, vendo as carências que havia com o Centro de Saúde, não foi capaz de reservar um terreno
para construir o Centro de Saúde; bem, mas adiante, em maio de 2004, 6 meses depois da 1.ª
solicitação, realiza-se a 1.ª reunião conjunta entre as duas entidades envolvidas, tendo a ARSLVT
aceite o terreno solicitando o seu destaque e cedência, comprometendo-se a adaptar um projeto
já existente de forma a ganhar tempo e garantir a construção durante o ano de 2005; em 10 e 23
de agosto de 2004, perante a ausência de resposta por parte da Câmara Municipal Seixal
posterior à reunião de maio, a ARSLVT insiste via fax na necessidade da disponibilização do terreno
por forma a elaborar os projetos de especialidades e, ao mesmo tempo, disponibiliza o projeto a
adaptar com a respetiva planta de implantação; este projeto era um quadrado, sou eu que levanto
e vão ver porquê, depois em setembro o documento a seguir é uma informação da chefe de
divisão de planeamento da Câmara Municipal do Seixal, datada de 16 de setembro de 2004, onde
todo o processo volta à estaca zero porque diz essa técnica que considera que a localização que
tinha sido encontrada e sugerida pela própria Câmara 5 meses antes era imprópria, estou a citar,
propondo agora a relocalização do equipamento no extremo oposto na quinta da Marialva; só
havia um problema, a Câmara neste momento já conhecia o projeto e o projeto era um quadrado
e cede um terreno com formato retangular na outra ponta; ou seja, a Câmara conhecia o projeto
sabia que estava em PIDAC, a urgência é esta, agenda a 1.ª reunião em maio, e de maio não
responde até setembro; em setembro vem dizer aquilo que dissemos em maio já não conta, agora
queremos outra localização; a ARSLVT diz o projeto era um quadrado, isto agora é um retângulo,
vamos tentar adaptar e assim foi feito; a 20 de novembro a ARSLVT informa que não é possível
implantar mas vai fazer novo projeto para que em 2005 se consiga fazer então o Centro de Saúde;
depois destes atrasos e a verba é inscrita de novo pelo Governo em PIDAC, estava lá reservado
era só para aquilo, bem depois disto é exarado na própria carta que foi enviada em novembro o
senhor Vereador do Urbanismo exara o seguinte despacho, datado de 22 de novembro, «não sei
se haverá lugar a desafetação convinha saber qual é a atual situação do terreno em termos de
titularidade para vermos e reticências» e assim fica; ou seja, a Câmara primeiro sede um terreno a

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ARSLVT fez um projeto depois já não é aquele era outro depois ainda vem o Vereador dizer, bem a
gente não sabe bem o que aquilo é mais tarde iremos ver, bom, a ARSLVT responde em 11 de
janeiro apresentando uma nova função de arquitetura em janeiro de 2005 já pedindo informações
complementares sobre as infraestruturas e tudo; por deliberação em 15 de fevereiro de 2005 a
Cm-seixal faz novas correções às áreas do terreno e cede, e diz que cede o terreno; mas
imediatamente a seguir a mesma técnica vem dizer afinal não, este terreno também não serve,
isto é bom é fazer na Quinta de São Pedro, ou em Sta. Marta; portanto voltámos, venham dizer
agora que isto é culpa do Governo ou da ARSLVT, três terrenos diferentes e a ARSLVT diz assim,
então cedam lá o terreno, era necessário e isso convêm perceber, para fazer a essência que a
Câmara queria aqui era preciso fazer uma operação de loteamento; essa operação de loteamento
só veio a ser feita muito mais tarde; em 2011, avançamos porque entretanto isto para, para por
culpa da Câmara porque teria de fazer uma operação de loteamento que nunca fez e nunca cedeu
o terreno; em 2011 o Governo decide construir o Centro de Saúde da Quinta do Conde que já está
feito e inaugurado e o de Corroios, era os dois ao mesmo tempo; o Centro de Saúde da Quinta do
Conde está inaugurado e assim em 1, 3 e 21 de abril são solicitados pela ARSLVT através de
missivas para a Câmara vários documentos, nomeadamente minuta da escritura do terreno a
Câmara nunca responde e isto leva atenção, quem diz é o Presidente do ACS Almada Seixal que
escreve este e-mail para a Câmara que passo a citar, foi com surpresa que ouvi o senhor
Presidente na abertura das jornadas do Seixal Saudável afirmar que a construção do Centro de
Saúde de Corroios não avançaria por inercia da ARSLVT quando nessa mesma manhã eu tinha
informado a Sra. Vereadora Corália que os serviços da Câmara ainda não tinham feito chegar os
esclarecimentos solicitados já por três vezes; nesta altura o projeto não avança e continuo a citar
porque o terreno ainda não foi transferido para a posse da ARSLVT e enquanto esse passo não for
dado não existem condições para o lançamento de concurso; o terreno só foi cedido à ARSLVT
pelo protocolo de maio de 2017; a Câmara perdeu 13 anos, 13 anos para fazer aquilo que lhe
competia, que era ceder o terreno, e agora vem-se queixar de concursos públicos que ficaram
desertos quando os da Câmara também ficam e de não ser marcada uma reunião com a Sra.
Ministra, do mês passado para este mês; disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Mais intervenções sobre esta moção? Paula Santos
se faz favor.”
Paula Santos, da CDU, disse: “Nós ouvimos aqui um longo discurso por parte do Partido Socialista
pareceu-me que estava a tentar justificar-se porque é que ao longo de décadas e décadas e já
podemos somar aqui mais que uma de facto, os vários Governos não resolveram o problema que
há muito está identificado no Concelho do Seixal que é a construção do Centro de Saúde de
Corroios; não vale a pena estar aqui a pormenorizar o que já foi dito porque já foi essa referência
mas há aqui dois ou três aspetos que eu creio que é importante que fique claro, porque há um
conjunto de problemas que nós sentimos e que resultam de facto das opções políticas por quem
tem lá passado creio que fazer um projeto lançar um processo para a empreitada já há muito que

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podia ter sido feito e daquilo que eu percebo a competência da Saúde ainda é da administração
central e daquilo que conheço as autarquias não têm nenhuma obrigação de disponibilizar
terrenos para construir equipamentos da administração central; a Câmara do Seixal disponibiliza e
bem porque fazem falta à população, mas se o Governo quer construir equipamentos arranje
também os seus próprios terrenos porque a Câmara quando quer fazer uma escola o Governo
não dá o terreno para fazer a escola; por isso é importante que fique claro de quem é a
competência de quê; isto é um aspeto importante; se tem graça nós não achamos graça nenhuma
porque é de facto uma carência da população do nosso Concelho. Senhor Presidente, segundo
aspeto queria clarificar relativamente à carência de profissionais de saúde, há de facto carência de
profissionais de saúde mas se o Seixal não é atrativo, Almada também não é porque o ACS é
Almada e Seixal portanto há essa distribuição como também não são um conjunto de concelhos da
AML e eu podia aqui começar a identificá-los, Barreiro, Sintra, Amadora, Lisboa, em que a carência
de médicos é gritante, o numero de utentes sem médico de família é gritante e de facto há algo
aqui que importa resolver e eu diria que o problema está de facto na não valorização das carreiras
em particular dos médicos que os leva a optar por ir para fora do serviço nacional de saúde e não
quererem ingressar no serviço nacional de saúde onde há necessidade por parte dos utentes,
relativamente à construção do centro de saúde só para dizer o seguinte: É um investimento
prioritário, este Governo, podemos agora centrar-nos no atual Governo, há três anos que está em
funções e o desenvolvimento do processo está da forma em que conhecemos e de facto as
necessidades vão-se agravando ao longo do tempo, relativamente à quinta do Conde podia ter
contado também a história toda que esse Centro de Saúde há mais de 30 anos que era
reivindicado também por parte da população e que só foi construído em metade e agora é preciso
construir a outra metade, portanto relativamente a isso também podemos conversar, aquilo que é
importante e que fique aqui é que esta Assembleia Municipal mais uma vez reafirmo de facto a
necessidade urgente da construção deste Centro de Saúde que a Câmara Municipal daquilo que
não são as suas competências, mas a verdade é que o processo está muito mais avançado daquilo
que a Câmara assumiu contribuir para a resolução do problema porque é uma necessidade do
nosso Concelho e mais uma vez há falha por parte do Governo.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não há mais pedidos de
intervenção? Rui Belchior se faz favor.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Eu em função do pouco tempo que tenho era para não intervir, mas
enfim não resisto; eu de facto registei, e não me vai levar a mal o eleito Samuel Cruz, a grande
maçada que teve o cuidado de nos dar aqui a todos num tema que eu diria que nesta fase não
interessa muito às pessoas, estar a discutir agora tudo o que lá vai e que lá vai há muitos anos a
esta parte; eu acho é que as pessoas estão agora concentradas e pretendem é o presente e o
futuro e sobretudo o presente e eu aqui neste aspeto e aliás o PS ha de apresentar hoje uma
saudação ou uma moção sobre o extraordinário investimento que o Governo tem feito neste
concelho, que de facto nessa altura ou nessa fase analisaremos com melhor detalhe; eu aqui

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chegado tenho que os convidar em vez de estarmos aqui no passa culpas, porque não cedeu o
terreno, porque não fez, porque não teve possibilidades, que o façam porque é evidente que os
anúncios têm sido feitos ultimamente pelo governo do Partido Socialista é no sentido de que o
País está aqui numa dinâmica económica arrasadora e portanto eu pensaria que daria para isso e
para muito mais; e é então esse apelo que eu faço às pessoas alguns aqui até com parte integrante
e participação nesse governo façam esse apelo para que também olhem um pouco para o Seixal,
depois dizer ainda o seguinte, e nós vamos votar a favor desta moção evidentemente porque é de
facto uma necessidade é de facto um investimento prioritário, mas também aqui como já o fiz em
anteriores ocasiões apelo ao executivo da CDU que também tantos apelos a investimentos de
milhões de euros tem feito de tanta assunção de outras obras e também não são da sua
competência como é o caso agora da estrada regional 10 que o executivo assume agora a sua
construção aliás já o assumiu desde 2005 e portanto nessa medida eu faço um apelo para que
também tendo em conta que um Centro de Saúde andará na casa dos 2 milhões, 3 milhões de
euros que a Câmara também já que reconhece que de facto é uma infraestrutura tão prioritária
tão fundamental, e é, então que avance que invista e que depois peça contas ao Governo,
obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Há mais alguma intervenção? Não há mais pedidos
de intervenção, dou a palavra ao senhor Presidente da Câmara se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Quero pedir desculpas pelo atraso mas tive uma
situação que não me permitiu chegar antes. Bom, de facto, nós estamos com uma situação difícil;
isto é, quando todos pensávamos que finalmente o Centro de Saúde de Corroios iria ser
construído face portanto a um protocolo assinado entre a Câmara Municipal e a ARSLVT na
presença do senhor Secretário de Estado na altura e em funções e quando foi prometido pelo
senhor Secretário de Estado que em 2018 o Centro de Saúde estaria aberto aí chegámos a 2018 e
nem sequer o concurso ainda está adjudicado, da parte do município aquilo que ficámos de fazer
foi executado projeto de arranjo de exteriores e o respetivo concurso que está neste momento
adjudicado, falta-nos a consignação da obra e não poderemos fazer naturalmente sem o
equipamento começar a ser construído ou pelo menos estar numa fase adiantada face à
movimentação de máquinas que são necessárias fazer nos arranjos exteriores para poder concluir
este equipamento, por isso da nossa parte do executivo municipal o que temos vindo a fazer é
alertar o Governo e o Ministério da Saúde e ARSLVT para esta matéria e portanto cá está é mais
uma promessa que fica por cumprir, porque já foi promessa em 2009, já foi promessa em 2017 e
portanto os anos passam e as promessas vão continuando e as concretizações ficam só nas
palavras infelizmente tem sido esta a tónica outros equipamentos foram anunciados veremos se,
se concretizam estamos em ano de eleições uma vez mais portanto tal como em 2009 veremos
se, se concretizam, da parte do município como referi para além da intervenção em concreto dos
espaços exteriores que estamos preparados para começar e estamos também a diligenciar junto

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da Sra. Ministra para que nos receba e nos possa informar sobre qual o calendário plausível para a
construção deste equipamento tão necessário para a população muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra o proponente, Rui Algarvio se faz
favor.”
Rui Algarvio, da CDU, disse: “Dizer só que em relação à questão das empresas de construção civil
de facto se o problema fosse das empresas de construção então também provavelmente não
teríamos tido o concurso dos arranjos exteriores e tivemos portanto não faz muito sentido esse
argumento, é óbvio que o Partido Socialista fez propositadamente um concurso com um valor
irreal para que não houvesse possibilidade do concurso ser lançado e do Centro de Saúde de
Corroios ser efetivado, essa é que é a verdade, fomos aqui ao baú da história, digamos assim,
foram rebuscados dados aqui muito antigos, mas houve aqui alguns que não foram
propositadamente ditos, nomeadamente em 2007, quando foi discutido na Assembleia da
República uma petição apresentada pela comissão de utentes de Corroios; na altura houve um
debate muito interessante, dizia então o Ministro dos assuntos Parlamentares, do Governo do
Partido Socialista liderado pelo Eng. José Sócrates, «senhor Presidente, o Governo entende que a
construção do novo Centro de Saúde de Corroios é prioritária e por isso se encontra entre as listas
de prioridades do Ministério da Saúde; o ponto em que se encontra é o seguinte: está em
elaboração o programa funcional do Centro para depois avançar os passos seguintes que são
necessários para que o Centro de Saúde possa ser construído»; 2007, passamos para 2011,
segundo governo do eng. José Sócrates, numa resposta ao Grupo Parlamentar do PCP, dizia o
Governo, «a ARSLVT prevê que a definição do perfil funcional do novo Centro de Saúde de
Corroios seja terminada durante o corrente mês de fevereiro de 2011, permitindo lançar o
concurso do projeto de arquitetura imediatamente a seguir; após a aprovação do projeto de
arquitetura será possível efetuar os procedimentos para iniciar a construção do novo Centro de
Saúde de Corroios em 2011»; chegamos a 2017, então o senhor Secretário de Estado Manuel
Delgado, que entretanto já não está, veio cá veio ao Seixal e assinou aquele protocolo e, disse ele,
«apesar das dificuldades financeiras que ainda temos, as opções do Governo têm que ser tomadas
em função das necessidades mais prementes que os cidadãos têm, e aqui está estamos perante
uma necessidade efetiva pelo que o Governo assumiu que este Centro de Saúde tinha que ser
construído e cá estamos para o fazer com todo o gosto e com muita satisfação; esperemos que,
como a placa diz, mais para o fim de 2018 possamos inaugurar o Centro de Saúde e eu cá estarei -
já não está - com todo o gosto, a ajudar nesse momento importante; 9 de maio de 2017» o legado
que o Partido Socialista deixa na saúde aqui neste concelho foi numa calada pela calada da noite
algures em 2007 ter encerrado os SAP de Corroios e do Seixal, deixando o SAP da Amora como
sendo a única resposta de cuidados de saúde primários neste concelho; essa é a solidariedade do
Partido Socialista aqui no concelho do Seixal na área da saúde, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vamos colocar à votação esta moção.

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Aprovada a Tomada de Posição nº 106/XII/2018 por maioria e em minuta com:


 Vinte e seis (26) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
 Onze (11) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor da CDU, do BE, do PSD, do PAN, do Presidente de Fernão Ferro e do CDS, os votos contra do
PS; declarações de voto? Samuel Cruz se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse em declaração de voto: “Senhor Presidente depois se não se importar
já não saio daqui penso que a intervenção a seguir também é minha, mas em relação à declaração
de voto dizer que naturalmente que o nosso voto contra não significa que somos contra o Centro
de Saúde de Corroios; o Partido Socialista é a favor do Centro de Saúde de Corroios e é o Partido
Socialista que vai construir o Centro de Saúde de Corroios, o voto contra é apenas, como ficou
demonstrado, contra os termos em como a moção está redigida e mais o Partido Socialista
também entende que a construção do Centro de Saúde de Corroios está atrasada e é desejável
que se concretize o mais rapidamente possível; disse, senhor Presidente.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Há mais alguma declaração de voto? Ó Samuel
desculpe lá mas temos, João Rebelo. Ó João até é um bom exercício vir até aqui.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: "Eu ia seguir aqui a sugestão que foi feita dali a dizer que será
entregue uma declaração de voto, mas aqui eu digo será entregue uma declaração de voto no
tempo regimental.”
(Documento anexo à ata com o número 2-A)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pois, mas a sugestão do senhor Munícipe é uma
sugestão de um membro da população que não cumpre o regimento e não era possível fazer as
atas assim, as atas são registadas, são gravadas e portanto prosseguiremos com o nosso modelo.
Não há mais declaração de voto? Certo, passamos para o documento seguinte.”

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II.3. O Grupo Municipal do PS apresentou a saudação «Investimento do Governo para a


construção da Divisão Policial da Polícia de Segurança Pública no concelho do Seixal», subscrita
por Samuel Cruz.
(Documento anexo à Ata com o número 3)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O documento seguinte é do Partido Socialista é
uma saudação «Investimento do Governo para a construção da Divisão Policial da Polícia de
Segurança Pública no concelho do Seixal» é subscrita por Samuel Cruz que tem a palavra se faz
favor.”
Samuel Cruz, do PS, leu literalmente o documento anexo à Ata com o número 3.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções sobre esta saudação? João Rebelo e
depois a seguir Paulo Silva.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “Muito rapidamente, nós votaremos contra esta proposta do
Partido Socialista não porque não consideramos muito importante este investimento para a PSP e
outros investimentos que são aqui anunciados, mas como nós ainda não vimos no ponto anterior,
como disse e bem o nosso colega Rui Algarvio, este Governo é perito em anúncios mas depois
cumprir e dar as verbas ou executar o que é sugerido não acontece, e tenho receio que acontecerá
exatamente a mesma coisa como falámos no ponto anterior sobre o Centro de Saúde, mas
disponibilizo-me, já disse isso a vez passada, quando de facto se concretizar o projeto, terei todo o
gosto em votar a moção apresentada seja por quem for, seja do Partido Socialista ou de quem for
para a construção das novas instalações para a polícia de segurança pública; agora nós não vamos
é estar sistematicamente aprovar saudações ao Governo que depois, como vimos em muitos
deles, não são concluídos nem concretizados e portanto fica aqui a razão do nosso voto contra.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Paulo Silva se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Sobre esta saudação do Partido Socialista a primeira nota que temos
aqui assim a realçar era o Partido Socialista vir aqui dizer que no processo de realojamento de
famílias de Vale de Chicharros o Governo vai investir 15 milhões de euros podia dizer e você aqui
já o diz de chamar mentiroso mas não o faço por elevação, mas isto não é verdade e V. Ex a deve
de saber e tinha a obrigação de saber que isto não é verdade os 15 milhões é o investimento
global do qual a Câmara Municipal do Seixal assume 55% desse custo; segunda situação é que os
resíduos do Parque Empresarial do Seixal é com fundos Comunitários não é com verbas do
orçamento do Estado; terceira nota é que do hospital do Seixal a única realidade que sabemos é
que em 4 anos nada foi feito; quarta nota - e esta é muito importante - é que ao virem aqui falar
dos investimentos do Governo no Concelho do Seixal e não falarem do Centro de Saúde de
Corroios, quer dizer que pelos vistos foi riscado; é mais grave a situação do que nós estávamos a
pensar quando foi discutida na moção anterior; é que vocês estão a riscar e a querer omitir
qualquer referência ao Centro de Saúde de Corroios, que pelos vistos deixou de ser uma

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prioridade para o Partido Socialista; quinto, e subscrevendo aqui a intervenção do eleito João
Rebelo, por parte da CDU, quando a obra for inaugurada estaremos cá para saudar quem a
inaugurar; até lá não nos dão garantias que efetivamente as obras vão avançar.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vítor Cavalinhos se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “A minha intervenção vai ser breve; os 15 milhões de euros para o
bairro da Jamaica ou Vale de Chícharos o Paulo falou aqui sobre esse problema e a questão é
mesmo assim portanto o investimento do Governo é 7 milhões e tal e 55% do investimento é do
município, eu não vou demorar muito tempo e só quero fazer 3 perguntas ao Partido Socialista, o
Partido Socialista diz assim: O hospital do Seixal será uma realidade – só possível com este
Governo – com um investimento previsto de 70 milhões de euros, ora bem, este Governo vai
governar até outubro no máximo até ao fim do ano que vem de 2019 e eu queria fazer sobre esse
problema portanto duas perguntas, uma delas é ao longo destes 4 anos quanto é que o Governo
do Partido Socialista investiu na construção do hospital do Seixal? A outra pergunta é no
orçamento para 2019 qual é o investimento que lá está para o hospital do Seixal? E a pergunta
final é que se as verbas que o Partido Socialista ade responder que está nos orçamentos e também
está neste se até ao fim de 2019 o Partido Socialista faz aqui garante acho que não pode garantir
que o Governo vai investir os tais 70 milhões de euros até ao fim do mandato do atual Governo
para construir o hospital do Seixal? Era estas perguntas que eu queria fazer.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Rui Belchior se faz favor.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Eu quando penso que o Partido Socialista não consegue ir mais longe,
de facto continuo a ser surpreendido; mas antes disso, eu queria perguntar e queria que me
descontassem esse tempo, quem é o subscritor deste documento por parte do Partido Socialista?
embora a pergunta devesse ser dirigida à bancada que aqui não está assinada e isso faz-me
diferença (Interrupção do senhor Presidente da Assembleia para explicar que efetivamente os
documentos devem de ser assinados logo de início, mas que disse que era o Samuel Cruz) Samuel
Cruz, pronto não percebi, desculpe; de qualquer modo e continuando, reparo que o Partido
Socialista entretanto já fez aqui alguma atualização nos valores porque há aqui uns meses atrás,
falava em 100 milhões de investimento; ora somadas estas parcelas, dá a conta para cerca de 107
milhões de euros; portanto vejo que já incrementaram, talvez pela proximidade das eleições, mais
7 milhões de euros aos investimentos que vão ser feitos no Concelho do Seixal; o problema é que
esses investimentos estão ainda em pensamento e ainda não estão concretizados na matéria e
tenho dúvidas que algum dia venham a estar; bom e para já o que temos é anúncios, primeiras
pedras, maquetas, contratos e adendas a contratos, portanto de facto concretizado nada, zero.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não há mais intervenções
creio! Tem a palavra o subscritor Samuel Cruz se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “ Bom, eu diria que houve aqui manifestamente uma leitura enviesada
porque todas as obras que eu elenquei são obras, excluindo o hospital porque é emblemática, são

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obras que estão a decorrer, mas se isso fizer o Partido Comunista votar a favor posso aqui também
incluir o Centro de Saúde de Corroios; depois, em relação ao Bloco de Esquerda, dizer que a fase
do hospital do Seixal é que dia 5 de dezembro o concurso foi lançado, 5 entidades concorreram,
vai ser aberto dia 5 de dezembro; portanto, dá-se mais um passo fundamental e irreversível no
sentido da construção do hospital disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vamos colocar então à votação esta moção.”
Rejeitada a Tomada de Posição nº 107/XII/2018 por maioria e em minuta com:
 Onze (11) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 10
- Do grupo municipal SFF: 1
 Vinte e quatro (24) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
 Uma (1) abstenção dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PAN: 1
Bruno Barata, do PS, estava ausente no momento da votação.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi rejeitada com os votos contra
da CDU do PSD do BE e do CDS, a abstenção do PAN e os votos a favor da PS e do Presidente de F.
Ferro. Há alguma declaração de voto? Não há declarações de voto.”
Paulo Silva, da CDU, informou que entregaria uma declaração de voto no tempo regimental.
André Nunes, do PAN, informou que entregaria uma declaração de voto no tempo regimental.
Nenhuma das declarações foi, porém, entregue.
II.4. O Grupo Municipal do PSD apresentou a saudação «25 de Novembro de 1975», subscrita
por Maria Luísa Gama.
(Documento anexo à Ata com o número 4)
II.5. O Grupo Municipal do CDS-PP apresentou a saudação «43 anos do 25 de Novembro de
1975», subscrita por João Rebelo.
(Documento anexo à Ata com o número 5)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Então passamos para o documento seguinte é uma
saudação do PSD «25 de Novembro de 1975», é subscrita por Maria Luísa Gama; nós temos um

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documento do CDS-PP que também é uma saudação «43 anos do 25 de Novembro de 1975»,
subscrita por João Rebelo e seguíamos o procedimento, se não houver inconveniente, da
apresentação das saudações e a sua apreciação em conjunto com a votação em separado, como
não pode deixar de ser, portanto tem a palavra Maria Luísa Gama se faz favor.”
Maria Luísa Gama, do PSD, disse: “Não vou ler o documento todo apenas resumir esta saudação
pretende assinalar então os 43 anos de um momento histórico importante na construção da nossa
democracia concretiza-dor da revolução de Abril 74 e que permitiu instaurar alguma
tranquilidade definitiva na vida política portuguesa, abandonada um pouco durante, o chamado
verão quente de 75, instauraram uma democracia pluralista, multipartidária que felizmente
conservamos até hoje; assim, a Assembleia Municipal do Seixal reunida em Sessão Ordinária do
dia 28 de novembro de 2018 saúda os militares e os civis que através da sua atuação impediram o
implodir de uma guerra civil em Portugal , em consequência da ação dos paraquedistas de Tancos,
tem uma gralha, a instauração definitiva de uma democracia pluralista e multipartidária que tem
permitido ao povo português expressar-se e manifestar-se com total liberdade, premissa vital da
Revolução de 25 de Abril de 74, Obrigada.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra João Rebelo, se faz favor.”
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “Senhor Presidente voltamos a apresentar uma moção sobre o 25
de Novembro; a Assembleia Municipal do Seixal é uma das poucas Assembleias Municipais do país
que ainda não aprovou o voto de saudação ao 25 de novembro em ano algum, vamos tentando,
alguma vez vamos ter a possibilidade de aprová-lo, quem sabe? Amanhã a Assembleia da
República também irá discutir uma proposta do Partido Socialista nesse sentido e será mais que de
certeza aprovada, eu só leio as conclusões , aliás só leio a parte deliberativa porque eu tenho
pouco tempo; propomos que a Assembleia Municipal do Seixal reunida a 28 de novembro aprove
um voto de saudação dedicado a todos aqueles que a 25 novembro de 1975 colocaram
novamente Portugal na senda da democracia, da paz e da liberdade iniciada a 25 de abril de 74.
Dar solene testemunho da nossa gratidão a todos que souberam, com notável aprumo militar
como militar e grande coragem moral cumprir o seu dever, bem como prestar comovida
homenagem àqueles que tombaram em defesa da liberdade; muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Obrigado; intervenções sobre estas duas
saudações? não há pedidos de intervenção, pelo que vejo; confirma-se isso, e portanto sendo
assim, perguntando, acabaram de intervir, mas se os promotores , os subscritores têm ainda
alguma declaração a fazer, João Rebelo não, Maria Luísa Gama também não, e portanto vamos
colocar à votação; a primeira a colocar à votação é a moção do PSD, ou melhor a saudação ao 25
de novembro de 1975”
Votação do ponto II.4.
Rejeitada a Tomada de Posição nº108/XII/2018 por maioria e em minuta com:

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 Dezoito (18) votos a favor dos seguintes eleitos:


- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
 Dezanove (19) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto esta moção foi rejeitada com os votos
contra da CDU e BE, abstenção do PAN, não, votou a favor, votou tudo a favor, e portanto os votos
a favor do PS, PSD, CDS, do PAN e do Presidente de Fernão Ferro. Alguma declaração de voto?
Não senhor, há sim senhor, Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse em declaração de voto: “A CDU votou contra porque achamos que o dia
25 de novembro só merece ser comemorado por ser o dia internacional para eliminação da
violência sobre a mulher.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais alguma declaração de voto? Não, não há mais
nenhuma declaração de voto, então vamos passar à votação da saudação do CDS – 43 anos do 25
de novembro de 1975.”
Votação do ponto II.5.
Rejeitada a Tomada de Posição nº109/XII/2018 por maioria e em minuta com:
 Dezoito (18) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
 Dezanove (19) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Esta saudação foi rejeitada com os votos contra da
CDU e BE, e os votos a favor do PS, PSD, PAN ,CDS e do Presidente de Fernão Ferro. Alguma
declaração de voto? Não há declarações de voto, é isso? Confirma-se? Então passamos para o
documento seguinte que é uma moção do Bloco de Esquerda «Contra a precariedade laboral,
Solidariedade com os estivadores eventuais no porto de Setúbal», e é subscrita por Vítor
Cavalinhos, que tem a palavra.”
II.6. O Grupo Municipal do BE apresentou a moção «Contra a precariedade laboral,
Solidariedade com os estivadores eventuais no porto de Setúbal», subscrita por Vítor
Cavalinhos.
(Documento anexo à Ata com o número 6)
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “A moção é de solidariedade para com os estivadores eventuais do
porto de Setúbal, eu não vou ler como é óbvio, mas vou dar 2 ou 3 traços para que se entenda o
que está proposto e ler dois períodos da moção. A desproporção existente entre os números
trabalhadores efetivos, com contrato sem termo e os trabalhadores precários com contrato
temporário e turno é de tal forma gritante que representa hoje uma relação de um trabalhador
efetivo para cada 10 trabalhadores precários , seja em cada navio, em cada serviço ou mesmo na
globalidade do trabalho em todo o porto. Portanto a moção tem este sentido, ser solidária e
tomar uma posição sobre esta situação. Outra questão que colocamos aqui na moção, dizemo-lo
claramente, que na 5ª feira o Governo desempenhou um papel à margem do Estado de Direito e
da Constituição; primeiro, como foi denunciado pela Volkswagen, foi o próprio Governo quem se
empenhou na substituição dos trabalhadores precários que promoveram a paralisação; depois
toda a operação foi garantida com recurso a dezenas de policias que afastaram do local dos
estivadores as famílias que os acompanhavam e os deputados da Assembleia da República que
estiveram presentes; perguntamos nós, quando é que se tornou normal o Estado investir os
recursos públicos na sabotagem de uma paralisação legítima? Portanto, propomos que a
Assembleia Municipal delibere manifestar a sua total solidariedade com a justa luta dos
estivadores eventuais do Porto de Setúbal, manifestar a sua posição contra a todas as formas de
trabalho precário, originadas por uma legislação permissiva supostamente dissuasora de tais
práticas mas facilmente contornada através das engenharias contratuaiss tanto da parte do estado
como também por diversas entidades do sector privado, manifestar o seu apoio à rápida
finalização da negociação do novo contrato coletivo de trabalho que permita estabelecer a
ultrapassagem de tais limites de forma regulada e equilibrada e adequada à realidade especifica
do funcionamento do Porto de Setúbal.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções? Paula Santos, se faz favor.”
Paula Santos, da CDU, disse: “Queria desde já manifestar acordo à proposta que o Bloco de
Esquerda traz à Assembleia Municipal de solidariedade com a luta dos estivadores do Porto de
Setúbal; nós também expressamos essa mesma solidariedade e expressamos também junto dos

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trabalhadores, consideramos que é inaceitável a situação que se está a viver neste momento no
Porto de Setúbal, que não é de hoje, já vem de algum tempo e que não faz nenhum sentido que,
efetivamente 90% dos trabalhadores que ali exercem funções estejam em situação de
precariedade, sejam contratados por turno, que é aquilo que está a ser colocado neste momento
e de facto é uma luta corajosa por parte também destes trabalhadores que só estão a lutar pelos
seus direitos, por condições de trabalho e por condições de vida para si e para as suas famílias .
Apesar das promessas de diálogo e do reconhecimento pelo Governo da existência duma enorme
precariedade no Porto de Setúbal, passam meses e anos, sem que resolva este e outros problemas
com enorme prejuízo para os trabalhadores. Perante o inaceitável arrastamento desta situação e
em face das continuas manobras dilatórias e ilegalidades do patronato, os trabalhadores lutam e
exigem que a lei se cumpra, se negoceie um contrato coletivo de trabalho e se ponha fim à
precariedade, e perante esta situação insustentável é urgente que o Governo e as autoridades
intervenham pugnando pelo fim da precariedade e agindo de forma efetiva no sentido de que os
concessionários e operadores respeitem as leis do país, nomeadamente as laborais, esta devia ser
a atuação por parte do Governo e não ao contrário, não só não contribuir para que a situação
destes trabalhadores seja regularizada como ainda por cima, mobilizando os dispositivos policiais
para à força procurar quebrar esta luta dos trabalhadores, o que é uma situação verdadeiramente
inaceitável, por isso, mais uma vez, a solidariedade da CDU com a luta destes trabalhadores.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel Cruz”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Sobre esta matéria dizer que no Porto de Setúbal vive-se uma situação
de precariedade de facto inadmissível, neste sentido a Ministra do Mar acionou o IMT- Instituto
de Mobilidade e Transportes, a Administração do Porto de Lisboa, ACT, para fiscalizar tudo aquilo
que se passa nos diferentes moldes em relação às empresas, agora é preciso ver o outro lado da
questão também, e a verdade é que as propostas que estão em cima da mesa, neste momento, é
que, do lado da OPERESTIVA é contratar 48 trabalhadores sem termo, a proposta inicial era de 30
trabalhadores e no dia de assinar o contrato o Sindicato, pela via coerciva, impediu esses 30
trabalhadores de assinar o contrato definitivo, desses 48 a empresa até já aceitou, uma coisa que
eu acho que é um bocadinho inédita, que seja o Sindicato a escolher 25% das pessoas que são
contratadas, mas a oposição do Sindicato é absolutamente inflexível e diz que só aceita
negociações se forem abertas negociações para o Porto de Leixões, que nada tem a ver com o de
Setúbal e onde o SEAL nem sequer tem sindicalizados, ou sócios, como quiserem.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não há mais pedidos de
intervenção, confirma-se isso, tem a palavra o proponente, Vítor Cavalinhos.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Isto fica sempre tudo muito esclarecido quando a entidade
patronal também tem o direito a defender os seus pontos de vista e como não está cá o Samuel
fez esse trabalho e acho muito bem que o tenha feito. Já agora a Ministra do Mar que agora está a
tentar resolver o problema, dou de barato, em 2016, a Ana Paula Vitorino dizia assim “ou

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mantemos os privilégios de alguns ou mantemos o emprego de milhares”, felizmente a Ana Paula


Vitorino foi obrigada a mudar de rumo, já que estamos a falar de industria naval, e mudou de
rumo devido à firmeza dos trabalhadores que, nós daqui, mais uma vez saudamos, é só isso.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pronto está bem, defesa da honra, sim senhor.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Não vim aqui defender o trabalho de ninguém, mas sou pela justiça, e
dizer apenas duas coisas, o salário médio de um estivador são 1350 €, muito superior à média
nacional, 1ª questão, e o trabalho é feito com máquinas, já não é feito como anteriormente; 2ª, a
proposta que está em cima da mesa, eu não disse há pouco mas digo agora, é para entrarem
diretamente para o nível 7, ou seja, entrar nos quadros num escalão remuneratório muito
elevado; digam-me quantos trabalhadores no nosso país têm estas regalias.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Pois, sem comentários. Ora muito bem, então
sendo assim vamos colocar à votação...”
Aprovada a Tomada de Posição nº110/XII/2018 por maioria e em minuta com:
 Vinte e um (21) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
 Onze (11) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
 Cinco (5) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Esta moção foi aprovada com os votos a favor da
CDU, do BE, do PAN e do Presidente de Fernão Ferro, a abstenção do PSD e do CDS e os votos
contra do PS. Alguma declaração? João Rebelo, se faz favor”
João Rebelo, do CDS-PP, informou que entregaria uma declaração de voto no tempo regimental,
mas a declaração não foi entregue.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tempos, já agora aqui um pequeno parêntesis,
informar que teremos, no inicio do ano, na primeira sessão da Assembleia , uma informação de
tempos digital, portanto todos poderão acompanhar nos ecrãs, quando os tivermos colocados
aqui e quando estivermos noutro espaço, naturalmente, teremos a logística necessária. Tempos, a

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CDU tem 3' e 20'', o PS esgotou, o PSD tem 4', o BE 3', o PAN 5', o CDS 3' e o Presidente da Junta
de Fernão Ferro 4'.”
II.7. O Grupo Municipal do PAN apresentou a recomendação «Pela pavimentação e iluminação
da Rua do Ermo, na freguesia de Amora», subscrita por André Nunes.
(Documento anexo à Ata com o número 7)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Faz Favor, André Nunes”
André Nunes, do PAN, disse: “No dia em que ficamos a saber que os profissionais da tauromaquia
continuarão a ficar isentos de IVA, em que ficamos também a saber que as florestas portuguesas
estão afinal de boa saúde e não necessitam de vigilantes, o grupo municipal do PAN traz uma
recomendação pela pavimentação e iluminação da rua do Ermo na Freguesia de Amora; a rua do
Ermo é diariamente procurada por cidadãos que, provenientes da estação de comboios dos Foros
da Amora ou em direção a esta, a utilizam para chegar aos seus destinos, a rua encontra-se desde
há muito tempo em terra batida, sendo igualmente utilizada para estacionamento o qual, por sua
vez, provoca enormes buracos que, em caso de chuva, se enchem de água e, dada a escassez e
inexistência de iluminação, constituem um verdadeiro perigo para os transeuntes; nestes termos
Assembleia Municipal do Seixal delibera recomendar à Câmara Municipal de Seixal promover a
pavimentação ou diligenciar junta de entidades competentes, neste caso da REFER, se for esse o
caso, a referida artéria e diligenciar junto das entidades competentes a instalação e ou o reforço
da iluminação da referida artéria; obrigado.”
O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Muito obrigado senhor deputado; abertas as
inscrições; não havendo inscrições a palavra ao senhor Presidente da Câmara Municipal do Seixal.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Obrigado senhor Presidente em exercício; eu pedia à
Vereadora do Planeamento, Maria João Macau, que pudesse informar sobre o estado desta
intervenção.
A Vereadora Maria João Macau disse: “Eu queria, se me permitem, informar que em a relação a
esta intervenção ela insere-se dentro da envolvente do espaço da FERTAGUS, e portanto não é
nosso, isto é uma área que é da IP; contudo, já obtivemos pareceres favoráveis, a intervenção vai
ser feita por nós, em termos de câmara, que, reparem, não era também uma responsabilidade da
autarquia e, dizer-vos que, nós vamos submeter uma candidatura ao PAMUS que será ainda
realizada ao longo do mês de Dezembro, portanto estamos a substituir-nos aqui, portanto no
fundo também aquilo não é da responsabilidade da administração central porque se trata de um
terreno que é da IP e da FERTAGUS, é mais porque realmente faz falta e porque identificamos essa
necessidade; tenho aqui o projeto, a planta do projeto daquilo que vai ser intervencionado, quer
a nível da pavimentação, da iluminação, do próprio traçado e, trago o dossiê para o caso de
quererem consultar pelo menos a parte que vai ser intervencionada na Rua do Ermo. Obrigada

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O Presidente da Câmara Municipal disse: “Gostava só de acrescentar, de facto assim é, esta


intervenção devia ter sido logo executada, esta e outras, nas envolventes das estações porque de
facto não privilegiaram alguns acessos pedonais e o município, no quadro das candidaturas, ao
PORLisboa equacionamos no âmbito dos planos de ações de mobilidade urbana sustentável -
PAMUS decidimos avançar com um conjunto de intervenções de melhoria das acessibilidades,
quer pedonais quer clicáveis, onde esta, a rua do Ermo, é uma delas, a senhor vereadora Maria
João Macau está a preparar a candidatura, de facto, é uma área que não é da nossa
responsabilidade mas, no entanto, vamos candidatar esta intervenção a fundos comunitários e
esperemos que sejam aprovados e possamos fazer esta intervenção. Muito obrigado senhor
Presidente em exercício.”
O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Muito obrigado senhor Presidente; o senhor
Deputado André Nunes se quiser usar da palavra, não quer, muito obrigado, vamos passar à
votação.
Aprovada a Tomada de Posição nº111/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:
 Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 15
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
O Presidente da Assembleia Municipal estava ausente no momento da votação.
O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “A moção foi aprovada por unanimidade.
Declaração de voto, Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse em declaração de voto: “Os eleitos da CDU reconhecem a necessidade
da obra e, por ser uma obra necessária à população deste Concelho, a Câmara Municipal, mesmo
não sendo sua responsabilidade, já está a diligenciar pela sua execução e por isso nós votamos
favoravelmente pelos interesses da população acima de tudo.”
O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Temos agora uma nova moção, desta feita,
apresentada pela CDU «Pela defesa da gratuitidade do Parque de Estacionamento da
TRANSTEJO», esta moção é subscrita pela deputada Ana Inácio, peço o favor de deslocar à
tribuna.”

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II.8. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «Pela defesa da gratuitidade do Parque de
Estacionamento da TRANSTEJO», subscrita por Ana Inácio.
(Documento anexo à Ata com o número 8)
Ana Inácio, da CDU, disse: “A população de Seixal que usufrui dos serviços prestados pela
TRANSTEJO vê-se confrontada com uma elevada tarifa, face a esta realidade a Câmara Municipal
de Seixal deu início a conversações com TRANSTEJO, a TRANSTEJO retribuiu afirmando que
qualquer alteração seria feita por via de uma nova concessão dada a necessidade que a
TRANSTEJO, tem em capitalizar receita por via da exploração deste mesmo parque, é sabido que
em maio de 2017 foi celebrado o protocolo do parque de estacionamento do cais do Seixalinho
com a Câmara Municipal do Montijo a título gratuito, sendo este protocolo semelhante com o
que a Câmara Municipal de Seixal propôs à empresa TRANSTEJO e que este foi negado. Face ao
exposto, a Assembleia Municipal do Seixal reunida na sua sessão ordinária a 28 de novembro 2018
delibera exigir uma explicação à TRANSTEJO e ao governo sobre esta dualidade de critérios no que
diz respeito aos parques de estacionamento a esta Assembleia Municipal e ao executivo
Camarário. Exigir à empresa TRANSTEJO e ao governo que o parque de estacionamento do
terminal Fluvial do Seixal seja, à semelhança do parque do cais do Seixalinho, gerido pela
autarquia, garantindo assim a sua requalificação e a sua gratuitidade. Boa noite.”
O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Muito obrigado Sra. deputada, estão abertas as
inscrições, ninguém deseja usar da palavra? Então dou a palavra ao senhor Presidente da Câmara
Municipal do Seixal, se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Muito Obrigado senhor Presidente em exercício.
Gostava também de informar que, de facto, na reunião com a presidente da TRANSTEJO esta
transmitiu-me que a TRANSTEJO não pretende prescindir da receita, que hoje tem, daquele
parque de estacionamento e, só o fez no caso do Montijo porque teve orientações diretas do
Secretario de Estado, e sendo assim o que propusemos ao senhor Ministro do Ambiente que
tutela esta área foi que se fizesse de idêntica forma como aconteceu com o Montijo, entretanto o
meu gabinete tem tentado perceber com quem está este processo, ligamos para o senhor
Ministro disse que tinha enviado para o gabinete do senhor Secretário de Estado, ligamos para o
gabinete do senhor Secretário de Estado disse que afinal o processo ainda estava com o senhor
Ministro, pronto e este é o mais um filme sobre uma coisa tão simples como seja entregar ao
município do Seixal a gestão do parque de estacionamento para bem dos utentes e do transporte
público porque, afinal de contas, é isso que pretendemos, em vez das viaturas estarem
estacionadas na envolvente, por cima de passeios e taludes, e estando o parque, apenas um terço
ocupado, o que faz sentido é que essas viaturas que estão fora, por razões económicas, face aos
preços elevados praticados pela TRANSTEJO, possam ser colocados de forma gratuita no parque
que foi construído pelos dinheiros públicos e, é nessa perspetiva que estamos imbuídos de tentar
ver se, de facto, o Seixal não é diferente do Montijo, pelo menos não deveria ser, os direitos dos

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Ata nº 12/2018
5ª Sessão ordinária – 28 de novembro de 2018

Seixalenses são iguais aos habitantes do Montijo, pensamos nós, talvez para o Secretário de
Estado isso ainda não seja assim. Esperemos que o consigamos convencer, que de facto a política
tem que ser, de certa forma, democrática e as políticas tem que ser também universais e não
apenas pelas cores partidárias, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra, a proponente, Ana Inácio; obrigado
então vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº112/XII/2018 por maioria e em minuta com:
 Vinte e seis (26) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
 Onze (11) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Esta moção foi aprovada com os votos a favor da
CDU, PSD, BE, PAN CDS e Presidente de Fernão Ferro e a abstenção do PS. Declarações de voto,
Bruno Barata.”
Bruno Barata, do PS, disse em declaração de voto: “A declaração de voto do PS que se absteve,
porque somos, efetivamente, favoráveis que o parque seja gratuito mas, queria disponibilizar-me,
desde já ao senhor Presidente se precisar de ajuda para resolver o problema cá estarei, porque a
diferença entre Montijo e Seixal é que o Montijo a receita anual do parque eram cerca de 5.000 €,
do Seixal são 40.000 € e, para uma empresa que tem graves dificuldades económicas 40.000 € faz
diferença, no orçamento da Câmara que são 90 milhões e que há,efetivamente, despesa mal
executada 40.000 € para dar à população um parque gratuito; acho que se houvesse boa vontade
e não só exigências, poderia efetivamente resolver este problema; reforço mais uma vez, senhor
Presidente, disponibilizo-me para ajudar a resolver.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Passamos para o documento seguinte, é do Bloco
de Esquerda, uma moção «Pela eliminação da violência contra as mulheres», é subscrita por Vítor
Cavalinhos que tem a palavra.”
II.9. O Grupo Municipal do BE apresentou a moção «Pela eliminação da violência contra as
mulheres», subscrita por Vítor Cavalinhos.

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(Documento anexo à Ata com o número 9)


Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Rapidamente esta moção é esse mesmo o sentido, pela
eliminação da violência contra as mulheres, vou ler só o primeiro parágrafo e a parte resolutiva.
Recordamos nesta Assembleia Municipal a recente comemoração do 25 de novembro que é
reconhecido pela ONU desde 1999 como o dia internacional para a eliminação da violência sobre a
mulher. Em cada país as organizações feministas direitos das mulheres e muitos movimentos
sociais que lutam pelos direitos humanos denunciam as várias formas de violência que continuam
a ser exercidas sobre as mulheres violências diversas baseadas num traço comum, a desigualdade
de género marca da sociedade patriarcal em que vivemos e propomos deliberar que esta
Assembleia Municipal delibere apelar aos cidadãos e às cidadãs para que se mobilizem contra este
crime, apelar os órgãos autárquicos que promovam campanhas de sensibilização e informação da
população para esta problemática no âmbito das parcerias da rede social do nosso concelho.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções sobre esta moção? Não há pedidos de
intervenção? Confirma-se não há, o proponente prescinde, sendo assim vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº113/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Esta moção foi aprovada por unanimidade,
declarações de voto? Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse em declaração de voto: “Senhor eleito João Rebelo está aqui a prova
provada que na Assembleia Municipal do Seixal vota-se, e até por unanimidade, moções sobre o
25 de novembro desde que sejam 25 novembro que mereçam ser comemorados.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Marta Barão”
Marta Barão, do PS, disse em declaração de voto: “Nós só queremos fazer um reparo que
realmente nós votamos a favor só que na questão da moção quando refere acórdãos e está a
falar da jurisprudência; os juízes não conseguem fazer mais se a Lei penal não for modificada, tem
de existir uma proposta ao legislador para haver um agravamento do crime penal contra as
mulheres, boa noite.”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais alguma declaração de voto? Não, então assim
passamos para o documento seguinte, é do CDS-PP, é uma recomendação «Pela celeridade no
tratamento das licenças», subscrita por João Rebelo que tem a palavra se faz favor.”
II.10. O Grupo Municipal do CDS-PP apresentou a recomendação «Pela celeridade no
tratamento das licenças», subscrita por João Rebelo.
(Documento anexo à Ata com o número 10)
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “Muito rápido que eu tenho pouco tempo, estamos a falar de
licenças de construção, habitação; tem razão eleito Paulo Silva, o texto foi comido aqui um
bocado, é um assunto que eu sei que a câmara tem analisado; na última reunião, ou reuniões
várias, com reclamações que tem sido feitas pelos munícipes de que há processos que se arrastam
na câmara municipal, nos serviços municipais, e é uma frustração para todos, para quem pede que
essas licenças sejam passadas, acho eu, não há nenhum eleito que não se sinta frustrado quando
não se consegue resolver e acolher os pedidos que são feitos e tem muito a ver com a forma como
os serviços estão organizados e é preciso mais do que palavras para tentar resolver os assuntos;
nós sugerimos através da recomendação que a Assembleia Municipal tome uma boa nota dos
problemas que existem e que apele à câmara para arranjar um processo que simplifique tudo isso;
como é que pode ser feito? Existem Câmaras Municipais ao longo do país que têm processos mais
céleres, podemos tentar analisar o que se passa, também podem ser, ou não, problemas de
recursos humanos, não me parece, porque a ideia de centralizar os serviços, e foi uma boa ideia,
foi de, centralizando os recursos humanos aqui, haver uma resposta mais rápida a este género de
pedidos e reparamos que muitas vezes não é o caso, até se agravam; tentar estabelecer logo um
prazo, que são seis meses; se não acontecer, tem que haver uma consequência e a consequência
não pode ser aguardar mais não sei quantos meses e eu sei que não é só a Câmara Municipal do
Seixal, praticamente a maioria, a grande maioria das câmaras municipais do país, têm o mesmo
problema; de facto é necessário arranjar uma resposta, se as aplicações informáticas, plataformas
digitais ou outro tipo de investimento nestas áreas pode resolver o assunto, admito que sim, deve
se ajustar e perceber onde é que estão, em todo o processo, onde é que existem estrangulamento
e a razão desse estrangulamentos, também é uma análise que deve ser feita, se os funcionários
que estão afetos a estes serviços têm capacidade técnica ou os meios humanos suficientes para
poder responder a todos os pedidos também deve ser analisado, e deve haver consequências
sobre essa matéria, se a forma como está organizado não corresponde, pode estar em teoria bem
pensado, mas depois a resposta não acontece, também deve ser alisada e toda a gente tem que
ter o direito de analisar o processo para em todas as fases perceber onde é que parou, porque
parou, e que respostas é que temos ter. Isto não uma coisa ideológica, nada disso, não é isso que
eu quero estar aqui a demonstrar é um problema real, que existe na maioria das câmaras mas é o
que mais leva a frustrações por parte de quem recorre aos serviços municipais ao longo do país e
nós achamos que isto pode ser e deve ser aqui analisado, eu sei que na última reunião de Câmara,

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mas como sabem nós, infelizmente, ainda não temos vereadores na Câmara Municipal do Seixal,
não podemos expressar as nossas angustias e ideias e com esta moção pretendemos que fosse
referido este assunto. Obrigado
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Ora muito bem, intervenções, quem é que
pretende intervir? Vítor Cavalinhos”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Eu queria num minuto perguntar ao senhor Presidente da Câmara
que esclareça esta Assembleia Municipal, incluindo eu, como é evidente, se as recomendações
que aqui estão são tecnicamente possíveis e se é possível dar uma resposta satisfatória ao que
aqui está reivindicado, para haver aqui um mínimo de contraditório e para nós estarmos
perfeitamente esclarecidos na altura de votar”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções, há mais pedidos de
intervenções? Sendo assim dou a palavra ao senhor Presidente da Câmara”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Muito Obrigado senhor Presidente, eu gostaria que a
Sra. Vereadora, da Gestão Urbanística, Manuela Calado, pudesse dar informações relativamente à
matéria exposta na presente proposta, Sra. Vereadora por favor.”
A Vereadora Manuela Calado disse: “Obrigada senhor Presidente; as preocupações aqui
espelhadas pelo eleito João Rebelo também são as nossas preocupações, e como sendo mesmo
preocupações nós estamos a fazer todas as diligências para que todos os procedimentos
administrativos no que diz respeito ao urbanismo e à emissão de licenças e outros documentos
possam ser o mais céleres possível; dizer que, das três recomendações que aqui estão, estamos a
elencar para cada uma delas a melhor maneira de as poder ultrapassar; dizer também que nos
últimos dois anos o número de pedidos de obra que entraram na Câmara é um volume
extremamente grande e que muitas das vezes os serviços também não conseguem dar resposta
atempadamente aos munícipes que com todo o direito reclamam a maior celeridade; e portanto
nós estamos quer com a Divisão propriamente dita, quer com as próprias gestoras dos
procedimentos dos processos e depois também aqui na parte do atendimento público a tentar
simplificar também um pouco; a melhor maneira de pudermos ultrapassar os prazos porque
também a lei é clara e que já muito os ultrapassamos, e portanto vamos ter aqui um período de
experimentação a ver se aquilo que vamos implementar funciona da maior maneira possível e se
assim for melhor para todos, mas estou em crer que depois desta corrente estar toda
implementada tenho a certeza absoluta que os prazos não serão tão extensos como até agora e a
resposta será melhor para todos os munícipes e também para as pessoas que trabalham aqui na
própria autarquia para poderem melhor responder àquilo que é solicitado, disse.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “ Muito obrigado senhor Presidente.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos colocar à votação esta recomendação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº114/XII/2018 por maioria e em minuta com:

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 Vinte e um (21) votos a favor dos seguintes eleitos:


- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
 Dezasseis (16) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a recomendação foi aprovada com os
votos do PS, PSD, BE, PAN, CDS e do Presidente de Fernão Ferro, e a abstenção da CDU, há alguma
declaração de voto? Não há declarações de voto.”
II.11. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção: «Pela dignificação da Assembleia
Municipal», subscrita por Paulo Silva.
(Documento anexo à Ata com o número 11)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Então passamos para o documento seguinte que é
da CDU, dizer os tempos nesta altura: CDU 2' e 40'', PS já não tem, PSD tem 4', BE tem 3' e 30'',
PAN tem 4', o CDS esgotou, e Fernão Ferro 4'. É uma moção da CDU “Pela dignificação da
Assembleia Municipal” é subscrita por Paulo Silva que tem a palavra se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Esta é uma moção que vem no seguimento até da intervenção que o
munícipe José Craveiro aqui teve e acho que temos que trabalhar todos pela dignificação da
Assembleia Municipal, e quando digo todos é eleitos e população tem havido situações menos
dignas aqui na Assembleia Municipal as duas últimas assembleias tiveram que ser suspensas
durante 10 minutos por causa do clima que estava instaurado por outro lado chegou-nos também
ao conhecimento de pressões externas e tentativas de coação sobre membros aqui da Assembleia
Municipal a tentarem coagir o seu sentido de voto na votação nomeadamente hoje aqui do
orçamento são situações que são inadmissíveis e com questões a porem em causa a idoneidade
até de eleitos e a dizerem até que são vendidos e isso são situações e pressões sobre a Assembleia
Municipal e sobre os eleitos que nós consideramos inadmissíveis e por isso decidimos apresentar
esta moção sobre a dignificação da Assembleia Municipal e repudiando qualquer tentativa de
coação e pressão aos eleitos desta Assembleia, no exercício do seu mandato, bem como quaisquer
ofensas à honra e consideração de qualquer elemento da Assembleia Municipal, é este o sentido
desta moção e só dizer aqui assim a minha solidariedade com o eleito Vítor Cavalinhos cuja honra
foi posta em causa por uma pessoa devidamente identificada.”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções sobre esta moção? André Nunes e
Vítor Cavalinhos a seguir.”
André Nunes, do PAN, disse: “O grupo municipal do PAN vai-se abster nesta moção, não porque
não concorde com o teor da mesma e que não concorde essencialmente com a questão suscitada
agora por último, da pressão que consideramos igualmente inaceitável, mas por dois motivos:
primeiro porque este tipo de assuntos tem-nos ensinado o mandato que tem sido redimidos em
sede de líderes; não quer dizer que isso não pudesse aqui ter sido aflorado mas parece-me que
esta não é, não deveria ser a tática a seguir; e a segunda essencialmente porque me parece que a
CDU, com esta moção, está-se a colocar um bocadinho no papel de vítima, um bocado não, está a
colocar-se no papel de vítima quando na verdade também tem contribuído, e de que maneira,
para esta tensão crescente na Assembleia e, portanto, nesse sentido não que não concordemos e
portanto esta intervenção é simultaneamente também uma... agora falta-me o termo, mas para
todos os efeitos nós não é que não concordemos mas achamos de facto que é totalmente
inoportuna.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vítor Cavalinhos.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: "Quem não se sente não é filho de boa gente. No dia 3 de outubro
o senhor Fernando Castilho Albuquerque de um grupo «Seixal concelho muitas vozes», escreveu
acerca da minha pessoa aquilo que vou ler, para quem não conhece vai ficar a conhecer: «na
próxima sexta-feira (por acaso hoje não é sexta-feira e é dia 28) vamos ter Assembleia Municipal,
onde entre vários pontos teremos a votação do orçamento para 2019; quero ver como se vai
comportar o BE na votação, quero ver se outros interesses irão falar mais alto, onde a honra de
uma pessoa e refiro-me ao Vítor Cavalinhos do Bloco de Esquerda, se vai ou não votar contra a
vergonha deste orçamento; penso mesmo que os que votaram BE deviam estar presentes em
massa para saberem o que ele vai fazer; não nos podemos calar quando se desconfia de mais uma
compra da CDU, o Bloco de Esquerda a ser comprado com algumas promessas monetárias,
alegadamente claro, e depois a seguir, será que haverá dentro da Câmara algum empregado
tirando as altas esferas entre aspas, entre parênteses, que tenha a honra de andar num carro da
Câmara e com motorista? O que eles fazem para comprar o BE; o Vítor Cavalinhos pessoa
pequena, (por acaso sou, mas só sou em tamanho) pessoa pequena em altura e em mentalidade,
se votar a favor do orçamento só tem um nome e esse nome não será de paizinho de certeza
absoluta, odeio gente que se vende onde as suas tomadas de atitude vão ao encontro de estragar
a vida de muita gente, neste caso o município fica com valores de um despesismo graças ao voto
aguardemos;» e dirige-se ao José Geraldes a seguir, «Geraldes não consigo conceber que a pessoa
que é eleita para defender determinado programa que apresentou na sua campanha eleitoral e
depois faz um encosto vergonhoso à CDU; o eleitorado do BE têm que se revoltar, anda um
Cavalinhos, a ser verdade, a ter benefícios pessoais em troca de voto e as pessoas que votaram
nele como ficam? Penso que o partido deveria-o retirar dali, vendido»; em letras grandes, eu

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vendido, tudo alegadamente claro; a primeira coisa eu fui comprado aparentemente porque já
tenho direito a motorista particular num carro da Câmara; esclarecer porque acho que é preciso
ser esclarecido, que o carro da Câmara que eu utilizei foi no dia 31 de outubro, houve uma reunião
na APA – Associação Portuguesa do Ambiente e essa reunião foi no âmbito de uma comissão
específica que há nesta Assembleia Municipal para tratar exclusivamente dos problemas da
Siderurgia Nacional; contactei a Assembleia Municipal para ver se havia transporte, fui informado
que havia transporte sim senhor e no dia 31, se eu cá estivesse às 10h00 da manhã, iria no carro
da Câmara; às 10 da manhã estive cá, fui no carro da Câmara, fui acompanhado do senhor
Vereador Joaquim Tavares e do Presidente da União de Freguesias, o António Santos, o Toni, e
acompanhado de um motorista que é o senhor Mira; e portanto foi nesse carro da Câmara que eu
fui com esse motorista particular que eu fui, e portanto fui comprado desta maneira pela CDU; vai
fazer 13 anos que estou nesta Assembleia Municipal, nunca meti uma fatura de despesa à
Assembleia Municipal, um quilometro que fosse, uma refeição, zero, nunca meti uma despesa à
Assembleia Municipal; bom, portanto aqui chegados, atirar lama para cima das pessoas é a coisa
mais fácil que há, mas eu jamais, depois disto já estive em cervejarias , já estive em cafés já estive
com muitas pessoas e já houve pessoas que me falaram disto, pessoas que me conhecem, outros
que me conhecem mal, outros por intermédio da pessoa; portanto ainda por cima eu tenho um
nome que é peculiar; se fosse António Manuel ou António Joaquim se calhar não me conheciam,
Vítor Cavalinhos se calhar sou o único que existe; portanto acho que vou ficar com esta marca,
que não vou conseguir libertar-me dela de maneira nenhuma porque eu não vou conseguir falar
com todas as pessoas que leram isto ou que vão ler ainda e, mesmo que conseguisse, o mais certo
era não as conseguir convencer; e portanto o senhor Fernando Castilho aconselhou-me num post
que fez posteriormente, que quem não quer ser ofendido ou quem não quer ser tratado assim só
tem um remédio é retirar-se da política; mas eu não vou abandonar a política; e quero dizer, por
último para não gastar mais latim, o Vereador da Câmara Eduardo Rodrigues deu o meu número
de telefone ao Fernando Castilho, já agora devia-me pedir autorização para tal e não pediu, mas
isso a gente passa à frente, e eu falei com o senhor Fernando Castilho; tentou e quis falar comigo
e eu como sou boa pessoa, e sou só pequeno de estatura, mas não sou pequeno de mentalidade e
sou uma pessoa bem formada, aceitei falar com ele; pediu-me desculpas pessoalmente e eu
aceitei as desculpas; tudo verdade, exigi ao senhor Fernando Castilho que publicasse uma
retratação pública no grupo de que ele faz parte e é administrador, nos meus termos como é
evidente, coisa que ele se recusou a fazer em duas versões de retratação pública que eu lhe
propus; para acabar, vou-me defender; a defesa, aquilo que estou aqui a fazer, da minha honra
que acho que é maior do que o meu tamanho; nunca me tinham chamado vendido e ando na
política há muitos anos, nunca me tinham tratado desta forma e vou-me defender nos tribunais e
vou intentar uma ação contra o senhor Fernando Castilho que, se não deu entrada, está a dar. Era
só.”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Senhor Presidente da Câmara uma defesa da honra
do senhor Vereador Eduardo Rodrigues.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Muito bem, o senhor Vereador tem a palavra.”
O Vereador Eduardo Rodrigues disse: “Só para deixar registado que eu não tenho o telefone do
Vítor Cavalinhos, portanto não o podia ter dado.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Muito obrigado; senhor Presidente, esclarecimento
prestado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Rui Belchior se faz favor.”
Rui Belchior, do PSD, disse: “Bom, eu também considero que a CDU com a apresentação desta
moção se está a colocar acima do ponto de vista, digamos assim, está-se a colocar acima dos
outros membros da Assembleia ou, pelo menos, será essa uma tentativa e eu gostava de recordar
aqui, com toda a frontalidade, que alguns dos incidentes e nós naturalmente acompanhamos essa
preocupação, fazer já este parênteses, porque de facto tem havido aqui incidentes que não
prestigiam este órgão nem os seus eleitos, isso é um facto, mas queria também dizer isto com
toda a frontalidade do mundo porque é do tamanho do conhecimento geral que muitos, ou alguns
destes incidentes, não serão muitos, têm tido inclusive a própria participação do senhor
Presidente da Câmara com alguns eleitos em alguns desentendimentos em que o próprio
Presidente da Câmara tem estado envolvido; e é preciso dizer isto com toda a frontalidade
porquanto aqui não há inocentes e não há uns bons e outros maus há de facto alguns exageros na
luta do calor político que de facto acompanhamos; que esses eleitos possam vir de hoje para o
futuro a moderar determinados comportamentos e determinadas atitudes, nem sempre é fácil;
queremos também dizer, como é evidente, que estamos solidários com o eleito Vítor Cavalinhos
por alguns dos comentários que terá sido alvo nas redes sociais ou que foi alvo nas redes sociais
sem dúvida nenhuma, mas gostava também, e não me vão levar a mal que o diga e nem com isto
quero de forma nenhuma desvalorizar este incidente com o Vítor Cavalinhos, de modo nenhum,
mas queria também ter visto esta preocupação e esta solidariedade que é absolutamente legitima
com os membros da bancada do Partido Social Democrata, no último mandato, que foram alvo de
tentativa de agressão de um senhor membro da população, aliás várias tentativas de agressão na
mesma Assembleia, e não vimos nem apresentação de documentos, nem solidariedades, nem
tomadas de posição, nem coisíssima nenhuma; aliás, vimos relativizarem a situação, vimos essa
mesma pessoa continuar na Assembleia sem que fosse retirada da mesma, nas costas dos nossos
membros, e nós tivemos, como se diz, de encaixar e tivemos, que remédio!, continuar; talvez se
fosse hoje, tivéssemos tomado outra atitude. Portanto, para terminar, também dizê-lo com a
frontalidade habitual, o eleito Paulo Silva falou aqui e esperava que o tivesse concretizado, ainda
vai a tempo de o fazer, concretizado o que é que quer dizer com chantagens e pressões para que
certos membros desta Assembleia optem por determinado sentido de voto; eu aqui também
tenho que dizer com frontalidade e já disse isto três ou quatro vezes mas é de facto a forma como

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eu hoje aqui queria dizer isto, com toda a clareza do mundo, relativamente a coações e a
chantagens eu diria, não falemos disso, porque ainda há poucos meses nós, aqui neste mesmo
púlpito, falámos daquilo que considerávamos uma chantagem por conta do processo do assessor
do PSD e por conta do voto que nós o ano passado teremos tido a ousadia de ter votado contra o
orçamento, e foi-nos vetado um assessor que estava combinado e que, aliás, o processo já estava
em curso; nada de mal com isso mas é preciso que as pessoas consigam ver a amplitude geral das
coisas e não só circunscrever-se às partes que efetivamente lhes interessam, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Não há mais intervenções
sobre esta matéria, pergunto ao proponente se pretende ainda alguma intervenção? O
proponente tem 40 segundos.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Muito telegraficamente, as pressões foram aqui ditas pelo Vítor
Cavalinhos; quanto ao Rui Belchior foi injusto porque lembro-me que pelo menos uma vez em que
houve um ataque a vossas excelências enquanto membro desta Assembleia Municipal eu estive lá
a defendê-lo; portanto não foi só por serem outros, nesse caso aconteceu consigo.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vamos passar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº115/XII/2018 por maioria e em minuta com:
 Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
 Uma (1) abstenção dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PAN: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Portanto a moção foi aprovada pelos votos a favor
da CDU, do PS do PSD do BE do CDS e do Presidente de Fernão Ferro e a abstenção do PAN.
Alguma declaração de voto? Samuel Cruz.”
Samuel Cruz, do PS, disse em declaração de voto: “ O Partido Socialista votou a favor do texto da
moção porque se intitula pela dignificação da Assembleia Municipal porque pese embora o teor da
discussão aquilo que foi deliberado foi trabalhar com a firme convicção de melhorar e criar a
relação entre eleitos, repudiar qualquer tentativa de coação e pressão aos eleitos desta
Assembleia Municipal, afirmar na sua ação a defesa intransigente do Poder Local Democrático,
conquistado pós 25 de Abril de 1974; e portanto é única e exclusivamente o que o Partido
Socialista delibera e quis associar-se a esta moção e eu pedi ao eleito Paulo Silva para subscrever e

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ele disse-me que sim e estranhamente depois aqui disse-me que não; mas isso sim não ajuda ao
bom entendimento entre todos; e por fim, essa moção do PS é sobre a Assembleia Municipal e o
Partido Socialista se pudesse queria também acrescentar um ponto, pedindo à Câmara Municipal
que tenha o máximo cuidado e rigor nas informações que traz a esta Assembleia por forma a não
influenciar o sentido de voto com informações que não correspondem à realidade dos factos.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Isso já é um bocadinho abusivo na declaração de
voto, já não é matéria de declaração de voto. Ora, nós nesta altura os tempos temos um último
documento e os tempos é: CDU 20'', PSD 20'', PAN 3' minutos, e Presidente de Fernão Ferro 4'
minutos .”
II.12. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «Ponte pedonal e ciclável Seixal-Barreiro,
uma velha reivindicação das populações dos dois concelhos», subscrita por Maria João Santos.
(Documento anexo à Ata com o número 12)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ A moção é sobre «Ponte pedonal e ciclável Seixal-
Barreiro, uma velha reivindicação das populações dos dois concelhos», é apresentada pela CDU e
subscrita por Maria João Santos, tem 20 segundos.”
Maria João Santos, da CDU, disse: “Acho que não vou conseguir em 20 segundos contudo esta é
uma moção que diz: Os municípios do Seixal e do Barreiro têm trabalhado em conjunto nos
últimos anos no sentido de concretizar ligações entre os dois concelhos. Várias têm sido as
propostas e os projetos colocados aos governos e inscritos nos vários instrumentos de
planeamento territorial. Inesperadamente, a Câmara Municipal do Barreiro tornou público,
perante o aumento das despesas de construção decorrentes da imposição da Administração do
Porto de Lisboa, não é favorável à construção da Ponte Pedonal Barreiro – Seixal, decisão que tem
como consequência imediata o adiamento de todo o processo relacionado com esta construção,
perdendo-se a candidatura a fundos europeus. Face ao exposto a Assembleia Municipal do Seixal,
reunida em sessão pública no dia 28 de novembro de 2018: Reitera a necessidade absoluta de
concretização da ponte para a ligação pedonal e ciclável entre o Seixal e o Barreiro, conforme
compromisso escrito assumido entre os dois municípios em março de 2017, fundamental para
aproximar os dois concelhos, facilitar a circulação das suas populações, bem como garantir as
ligações de atividades económicas à rede local, regional, nacional e internacional.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Intervenções, dentro dos tempos disponíveis;
passou um bocadinho o tempo. Samuel tem um tempinho? Tem tempo de? Diga.”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Senhor Presidente, os pontos de ordem são feitos acerca do decorrer
dos trabalhos e este ponto de ordem é um apelo à CDU que depois de tantos apelos, que eu acho
que são generalizados a todos, da elevação desta Assembleia, trazer um documento em que a
maioria dos partidos não têm tempo para discutir e o próprio proponente tinha 20 segundos para

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apresentar não é certamente dignificar esta Assembleia e por isso o Partido Socialista apela à
bancada da CDU que retire o documento.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bom, feita esta intervenção tem enquadramento
regimental bom vamos lá a ver a questão é assim dentro dos tempos existem intervenções, a CDU
não tem tempo para falar, bom então dentro dos tempos não há intervenções? Rui Belchior tem
20 segundos, Rui. Atenção nós estamos a refletir esta matéria porque já vimos aqui várias
bancadas, já vimos isto em várias bancadas.”
Rui Belchior, do PSD, disse: "Eu diria que esta ponte não será para velhos porque a ser pedonal e
ciclável não estou a ver como é que pessoas de determinadas idades poderão depois beneficiar
desta infraestrutura, portanto nós somos contra entendemos que ela deve ser, a ser feita e a
haver um dispêndio de dinheiro nestes montantes com certeza mais ainda para a rodoviária mas
entendemos apostar na rodoviária e não numa pedonal e ciclável com certeza haverá outros
projetos para gastar dois milhões de euros, olhe num centro de saúde por exemplo.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bom, não há mais pedidos de intervenção até
porque de facto também não há mais tempo, convenhamos! Atenção, tem a palavra o senhor
Presidente da Câmara, se faz favor.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “É apenas um esclarecimento relativamente às pontes
entre os dois concelhos; dizer que está previsto desde 1999 a Ponte Seixal/Barreiro inserida na
estrada regional 10, ponte rodoviária e que no próximo ano fará 20 anos de inscrição no plano
rodoviário nacional foi estudada no âmbito da terceira travessia sobre o Tejo e o estudo prévio
custa 15 milhões de euros mas não se deslumbra nestas duas décadas de governos que tenha
havido vontade de a executar, apesar de ter estado no plano rodoviário nacional publicado e
aprovado na Assembleia da República e veremos se nos próximos 20 anos haverá vontade dos
governos para a executar, a outra ponte é ferroviária e é a ponte do metro sul do Tejo aqui
também podemos colocar duas décadas de um objetivo que seria da terceira fase levar o metro
sul do Tejo até ao Seixal, Barreiro e à Moita mais em concreto à Baixa da Banheira, e aqui também
se vê claramente que duas décadas passaram e que este projeto ficou em Corroios, por
responsabilidade dos governos naturalmente, bom, há uma nova visão sobre a mobilidade para
quem não sabe que é a chamada mobilidade suave para que as pessoas tenham uns estilos de vida
saudáveis desde os mais pequenos claro que consigam caminhar até aos mais idosos e que
portanto corresponde a uma estratégia dos municípios que foi aprovada em EIDT - Estratégia
Integrada no Desenvolvimento Territorial de Lisboa que os municípios promovessem ações
relacionadas com a mobilidade suave, ações emanadas da própria União Europeia e por isso cada
município desenvolveu um conjunto de projetos dentro do seu concelho e com ligações entre os
concelhos, por exemplo Palmela, Sesimbra e Setúbal estão a desenvolver uma ciclovia em torno
da Arrábida uma ciclovia um caminho uns trilhos em torno da Arrábida, o Seixal e o Barreiro
resolveram fazer uma ciclovia entre os dois municípios para interligar e corresponder a esta

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expectativa, há outros concelhos com outros projetos ao nível portanto da mobilidade suave e por
isso assinámos um protocolo com a Câmara Municipal do Barreiro em 2017 para efetivarmos esta
parceria um consórcio entre os dois municípios sendo que o Líder consórcio seria a Câmara
Municipal do Barreiro, pois bem, foi então avançado não só com o protocolo como o estudo
prévio está neste momento um problema base concluído e onde se previa a construção de uma
ponte pedonal e ciclável entre os dois municípios com uma parte móvel que teria 40 metros eis
que a Administração do Porto de Lisboa diz não senhor, no regulamento da APL o canal de Coina,
apesar de não passar lá nenhum barco nenhuma embarcação de grande porte, mas não
precisamos de ter um vão móvel de 60 metros portanto 30 para cada lado e isso encareceu o
projeto de 4,2 milhões de euros para 6 milhões de euros, isto é mais 1,8 milhões de euros por 20
metros de ponte móvel, a APL que não reúne com o Presidente de Câmara do Seixal porque o
Presidente de Câmara do Seixal está a pedir reuniões à APL sucessivamente desde dezembro do
ano passado e está a fazer um ano e portanto não quer receber o Presidente de Câmara para
discutir esta matéria tal como não quer receber a administração da Siderurgia Nacional tal como
não quer receber a administração da Baía do Tejo sobre outros problemas que temos no concelho,
e por isso o que decidimos foi, bom apesar desse sobre custo não necessário mas no entanto da
parte do Seixal entendemos que este projeto é válido, é útil, tem esse carácter estratégico de, 50
anos depois, poder haver uma ligação entre as duas margens, entre as duas populações e fazê-mo-
lo de acordo com aquilo que serão as melhores práticas relacionadas com a mobilidade;
estranhamente da parte do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro recebi a resposta de que
neste momento não era prioritário; recordar também que temos fundos europeus aprovados para
este objetivo no valor de portanto 2 milhões de euros por isso ficamos aqui de certa forma
defraudados relativamente a um objetivo nobre que de certeza apesar de haver sempre opiniões
claro que a rodoviária é muito importante mas esta pedonal e reciclável também é muito
importante poderemos dizer que talvez não seja tão importante mas é muito importante
também, e por isso é um investimento que está ao nosso alcance tem fundos europeus é uma
parceria entre os dois municípios e de facto considero uma menoridade e um erro histórico que 50
anos depois não aproveitemos este projeto para podermos materializar essa ligação e essa
responsabilidade ficará sempre do Partido Socialista e do Presidente da Câmara do Barreiro, muito
obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Vamos então colocar à votação esta moção.”
Aprovada a Tomada de Posição nº116/XII/2018 por maioria e em minuta com:
 Vinte e um (21) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1

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- Do grupo municipal SFF: 1


 Dezasseis (16) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “ Portanto a moção foi aprovada com os votos a
favor da CDU, do BE, do PAN, do Presidente de Fernão Ferro e a abstenção do PS, do PSD e do
CDS. Há alguma declaração de voto? Sim senhor, se faz favor declaração de voto, Samuel Cruz.”
Samuel Cruz, do PS, disse em declaração de voto: “ O Partido Socialista absteve-se nesta votação
não porque concorde ou discorde da substância mas como forma de protesto da forma como ela
decorreu.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais alguma declaração de voto? Não, então
damos por encerrado o Período de Antes da Ordem do Dia.”

III. PERÍODO DA ORDEM DO DIA.

III.1. Informação sobre o trabalho em curso das Comissões da Assembleia Municipal.


O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Os coordenadores das Comissões pretendem
intervir? Não haverá informações que tal justifiquem. Não havendo, passamos então para o ponto
2 e 3 que é a Apreciação de informação da Câmara, sobre a atividade desta e sobre a apreciação
de informação do Presidente da Câmara, sobre a atividade desta. Senhor Presidente da Câmara
por favor.
III.2. Apreciação de informação da Câmara, sobre a atividade desta, nos termos e para efeitos
das alíneas a) e b) do n.º 2 do art.º 25.º do Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro.
(Documento anexo à ata com o número 14)
III.3. Apreciação de informação do Presidente da Câmara, sobre a atividade do município e
situação financeira do mesmo, nos termos e para efeitos da alínea c) do n.º 2 do art.º 25.º do
Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro.
(Documento anexo à ata com o número 15)
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Obrigado senhor Presidente. Vou ser muito breve
porque o tempo da Câmara Municipal é limitado e por isso gostaria de dizer que estou disponível
para responder a questões que estão relacionadas com a atividade entre 11 de Agosto e 16 de
Novembro. Também sobre as deliberações e sobre a situação financeira da câmara Municipal,

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podemos dizer que continua equilibrada com uma tendência crescente em termos de receita, ao
mesmo tempo, os pagamentos também estão em dia, de facto por aqui nada de novo. Neste
sentido, senhor Presidente e por uma questão de economia de tempo, uma vez que temos o plano
de 2019 para apresentar e debater, reservar-me-ei para os esclarecimentos que os senhores
eleitos entenderem necessários sobre esta matéria. Muito obrigado.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Obrigado. Intervenções neste ponto, quem é que
pretende intervir, Luís Gonçalves por favor.”
Luís Gonçalves, do PS, disse: “Eu queria questionar o senhor Presidente da Câmara sobre duas
questões, a primeira é como é que está o dossiê da compra deste edifício dos Serviços Centrais;
nós vamos discutir as GOP a seguir, e o valor das rendas parece-me que não preverá as rendas
para 2019, estamos à espera de comprar o edifício ainda este ano? Se não, como é o estado de
andamento do processo. A segunda questão tem a ver com a estação do ano em que estamos,
com as - no seixal acontece sempre - cheias; eu gostava de saber qual o seu feedback sobre as
inundações no concelho e a equipa que, na Câmara, trabalha com a limpeza de sumidouros e
sarjetas. Se há alguma coisa a assinalar, se tem feito um bom trabalho e qual a apreciação do
senhor Presidente sobre esta questão. Muito obrigado”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções, vamos registar: está o Carlos
Pereira inscrito. Quem é que pretende intervir mais? Custódio, Paulo Silva, Rui Brás, vamos neste
pacote, depois veremos se há uma 2ª volta. Portanto a primeira é o Carlos Pereira, por favor.”
Carlos Pereira, da CDU, disse: “Muito Boa noite, senhor Presidente eu gostaria de saber,
relativamente ao edifício da Mundet, como é que se processa de instalação do hotel, quantos
quartos e ponto de situação desse processo.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Paulo Silva.”
Paulo Silva, da CDU, disse: “Boa noite, duas questões, a primeira se a Câmara pretende fazer
alguma intervenção, isto porque chegaram várias queixas de munícipes por causa das obras de
repavimentação da A1, em que durante a noite perdem horas porque quando passam na A2,
desculpem A2, era só para ver se estavam com atenção, na A2 que quando passam a saída de
Almada deparam-se com obras e depois ficam lá de madrugada, 1hora a 1hora e meia, uma
situação escandalosa, dizendo que não há qualquer sinalização por parte da concessionária. Se a
Câmara tem conhecimento disso e se pretende intervir para haver 1 aviso logo à saída da ponte
para poderem sair, nomeadamente para Almada ou para outras vias que não haja
condicionamento de trânsito. A segunda é sobre uma situação existente a seguir à Ponte da
Fraternidade, no lado do Seixal, já quando se vai da Rotunda da Ponte da Fraternidade para a
Torre da Marinha, está ali um buraco já para ser resolvido há algum tempo, o que é que se passa
para a Câmara não intervir, se é competência da Câmara, se não é competência da Câmara, o que
é que se passa com essa situação?”

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Custódio Carvalho.”


Custódio Carvalho, da CDU, disse: “Boa noite a todos; senhor Presidente também referente à
Mundet, gostaria de saber o ponto de situação do parque da Mundet como estão a decorrer as
obras e para quando a inauguração do mesmo, Obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Nuno Graça”
Nuno Graça, da CDU, disse: “Boa noite a todos, queria fazer duas questões: a primeira tendo em
conta aquele que é um movimento à escala global e sabendo dos esforços da Câmara para
promover soluções isentas de pesticidas e herbicidas na manutenção dos espaços públicos, como
é que está essa situação relativamente à utilização de glifosato e quais é que são as alternativas
idealizadas ou encontradas para proibir ou deixar de utilizar este herbicida; e a outra questão tem
a ver com a limpeza urbana, como é que está a decorrer a recolha do lixo? Se há algo a referir quer
positivo, quer negativo. Obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Rui Brás.”
Rui Brás, do PS, disse: “Boa noite a todos os presentes, senhor Presidente eu venho colocar uma
questão sobre a recolha do lixo no nosso concelho, continua a ter falhas, existem um grande
número de queixas por parte dos munícipes relativamente à recolha dos resíduos urbanos e a
minha questão é saber se essa falha por meios técnicos ou humanos ou por ambos. Também
sobre a iluminação, há locais no nosso concelho que existe muito fraca ou nenhuma iluminação,
como o caso das Paivas e do Casal do Marco, perguntar se tem havido algumas inspeções neste
sentido. Queria também perguntar sobre a Pista Carla Sacramento, tem-se ouvido relatos sobre
equipamentos destruídos, quer no Pavilhão, falta de alguma higiene no local, problemas nos
balneários, inclusivamente acho que a pista não está nas melhores condições, queria saber se
existe algo previsto para o mesmo. Muito obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Então segunda e última ronda de pedidos de
intervenção; não registo mais nenhum pedido de inscrição e tem a palavra o senhor Presidente da
Câmara.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Muito obrigado, eu pedia aos senhores Vereadores
responsáveis pelas várias áreas que foram aqui versadas, pedia ao Vereador José Carlos Gomes
que pudesse informar sobre o Parque Urbano do Seixal e sobra as intervenções no Complexo
Municipal de Atletismo Carla Sacramento, pedia também à Vereadora Maria João Macau que
pudesse falar sobre o Hotel Mundet e sobre as obras de repavimentação da A2, aquilo que nós
conhecemos até esta data, pedia ao Vereador Joaquim Tavares que pudesse informar sobre a
questão das inundações, o que é que se prevê o que é que se perspetiva, as nossas intervenções, o
mesmo sobre aquele abatimento na estrada nacional 378, ainda sobre as alternativas ao glifosato,
o ponto de situação da higiene urbana e também as questões relacionadas com a iluminação

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publica. Eu responderei depois à questão da aquisição dos Serviços Centrais; então Vereador José
Carlos Gomes.”
O Vereador José Carlos Gomes disse: “Muito obrigado senhor Presidente, boa noite a todos os
presentes. No que diz respeito à questão colocada pelo senhor Eleito em relação à empreitada do
Parque Urbano da Mundet, no Seixal, dizer que esta foi uma obra adjudicada por concurso publico
ao abrigo do código dos contratos públicos e tem uma adjudicação no valor de 331 mil euros; dizer
que estes trabalhos estão a decorrer com normalidade, estamos também com perspetivas de
começar também a plantação de algumas árvores, é um parque arborizado, mas em sítios
específicos há necessidade de colocar também alguma arborização, em zonas, de facto, muito
especificas; também estamos com a aplicação de sementeiras em prado regado, em prado de
sequeiro ,execução de charcas, execução de sinalética informativa de perigo de queda junto à
escarpa, seja nos estamos a tratar ali de uma zona de excelência com uma vista espetacular sobre
a Baía, Lisboa e o Barreiro e foi muitos anos um local que a população não tinha acesso e com a
provável finalização do Parque em finais de janeiro, queremos adicionar também ao parque alguns
elementos decorativos, alguns elementos que possam efetivamente servir as nossas crianças,
servir os nossos idosos, nomeadamente um circuito de manutenção, de aparelhos de ginástica,
aparelhos de lazer, que seja um lugar aprazível e de lazer, tem uma vista extraordinária como eu
disse, era uma vista que não era possível que para todos os habitantes do concelho do Seixal
pudessem usufruir e que vão naturalmente usufruir de um sitio excecional. É mais uma obra que
está efetivamente em fase de conclusão. No que diz respeito à segunda questão levantada pelo
senhor eleito do Partido Socialista em relação à Pista Carla Sacramento, desconheço a questão da
falta de higiene, não tenho essa nota, antes pelo contrario as coisas estão a correr normalmente,
que não existem problemas nos balneários, os balneários são frequentados diariamente por várias
entidades e não me tem feito chegar situações problemáticas, pontualmente chegou uma situação
relacionada com os armários dos balneários, que foi tratada, mas não tenho tido conhecimento de
situações problemáticas nos balneários nem tão pouco de falta de higiene. No que diz respeito à
pista essa sim, a Câmara Municipal do Seixal irá investir na Pista Carla Sacramento, não só no
alargamento do relvado do campo de futebol, que é também uma componente da pista de
atletismo, como também no próprio tartan, que está degradado. Tivemos uma reunião com o
IPDJ, com a Federação Portuguesa de Atletismo, houve um compromisso, na altura, por parte do
senhor Presidente do IPDJ, Dr. Augusto Baganha, no sentido do IPDJ também comparticipar
naquilo que seria o valor da pista de tartan; infelizmente essa situação não se veio a concretizar e,
a Câmara Municipal do Seixal vai pelos seus próprios meios investir sozinha na pista, no tartan e
na própria requalificação do próprio equipamento que serve muito a nossa população e serve
muito as equipas não só do nosso concelho como de fora, vos dizer que, senhor eleito , não tenho
conhecimento de falta de higiene nem de problemas nos balneários, pode acontecer uma situação
pontual, mas nada que não seja resolvido logo na altura. senhor Presidente.

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O Presidente da Câmara Municipal disse: “Muito Obrigada, Vereadora Maria João Macau, por
favor.”
A Vereadora Maria João Macau disse: “Eu vou começar exatamente pela hasta Pública da Mundet
e dizer que se deu inicio à Hasta pública; surgiram 4 candidaturas, houve um período de pré-
qualificação destes candidatos, seguindo-se depois o edital para o período de audiência prévia e as
coisas estão, neste momento, em análise por parte do júri. Não tivemos nenhuns
constrangimentos em relação a este processo. Quanto à repavimentação da A2, dizer que não são
obras realizadas por parte da Câmara, trata-se de um concurso aberto pela BRISA e tendo ganho a
empresa Tecnovia, sabemos que está a ser feita a repavimentação entre o Fogueteiro e Almada e
só tivemos conhecimento que isto foi resultado de concurso que foi aberto anteriormente.”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Obrigado, claro que vamos reportar estas queixas
diretamente à BRISA e às Infraestruturas de Portugal, que são concedentes, o Estado, e à BRISA
que é a concessionária, serão esses constrangimentos que iremos reporta-los. Sr Vereador
Joaquim Tavares, por favor”
O Vereador Joaquim Tavares disse: “Obrigado senhor Presidente, relativamente às questões
colocadas, dando primeiro nota das questões da iluminação pública, o contrato de concessão com
a EDP, que pressupõe que a EDP deve fazer fiscalização e a manutenção dos equipamentos, a EDP
abandonou a fiscalização da rede de iluminação pública há muito tempo, trabalha por via das
reclamações que são feitas por munícipes ou pelo município, por outras entidades, o que nós
fizemos foi, criamos, no protocolo com a Agência de Energia, também, uma linha de trabalho da
Agência fazer este tipo de levantamento para além daquilo que a própria Câmara faz e, portanto,
posso dizer que todas as semanas fazemos ponto de situação quer de novas reclamações, quer
daquilo que, entretanto, foi recuperado pela intervenção da EDP. Há uma situação que subsiste no
Casal do Marco, que resulta, ali na zona do Continente e da Estação dos Comboios, por um lado
de uma opção que a própria empresa tomou relativamente à redução da iluminação daquela área
e também do corte de um cabo que houve no quadro da Urbanização de Santa Rita e que temos
estado a tentar resolver com o empreiteiro mas já acionamos, a Câmara vai assumir essa
responsabilidade e depois imputar posteriormente, porque não podemos continuar a prolongar
esta situação e já solicitamos à EDP a resolução do problema, esperemos que seja breve. Cheias,
Valas e sumidouros aquilo que podemos dizer é que ninguém pode garantir que não haja cheias
mesmo sendo o são Pedro o Santo Padroeiro cá da terra, há algumas dificuldades em assumir esta
responsabilidade de qualquer forma, aquilo que são as medidas preventivas, foram tomadas, nós
fizemos a desmatação das valas e também dos terrenos que ajudam na impermeabilização e
relativamente ao sumidouros, para além das ações das equipas de limpeza que tem essa
responsabilidade, nas ações integradas temos feito todas semanas, em vários bairros do nosso
Concelho, temos reforçado essa verificação dos sumidouros e, portanto, pensamos que estão
criadas as condições para que tal não aconteça, a menos que haja chuvas de grandes dimensões,

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esperamos que assim não seja. Aquilo que tem a ver com a Ponte da Fraternidade, mais
concretamente com a rotunda na 378, aqui na Torre da Marinha, aquilo é uma estrada Nacional,
nós, desde logo, fizemos um oficio à EDP, na semana a seguir fizemos um oficio ao senhor
Secretário, ao senhor Ministro das Infraestruturas, todas as semanas telefonamos várias vezes a
saber o ponto da situação, hoje houve uma inspeção vídeo, no local, que nós acompanhamos, a
informação que nos deram é que não tinha colapsado e que seria menos grave que aquilo que se
estava a imaginar mas precisam de mais pormenores para apresentar o relatório, portanto,
aguardamos o relatório e a reparação, naturalmente, que é da responsabilidade das
Infraestruturas de Portugal. Limpeza Urbana, apesar daquilo que o senhor eleito do PS trouxe,
não é aquilo que corresponde ao conhecimento que temos da realidade e ao contrario de queixas
tem havido, em reconhecimento pela ação da intervenção da Câmara, há situações pontuais,
principalmente, no porta a porta, que ocorreram por via quer da greve dos trabalhadores quer do
plenário que realizaram, foram comunicadas à população e retomadas no dia a seguir e, houve
durante o período de verão uma situação de quase inoperacionalidade da AMARSUL, reconhecida
pela própria, que levou à acumulação de muitos resíduos na envolvente dos ecopontos e a Câmara
substituiu a empresa em diversas matérias, incluindo, a vazar ecopontos e recolocar outros para
criar espaço para a deposição, também desse tipo de material. Mas ainda importa dizer que nesta
matéria não é só o investimento de milhares de euros na compra de novos equipamentos que
temos feito ao longo dos anos é também a capacidade que temos tido, e temos sido inovadores
nessa matéria, em comprar equipamentos que contribuem também para haver menos esforço
físico por parte dos trabalhadores e , naturalmente, com melhores resultados. Precisamos ainda
de mais pessoal, houve um período, como se sabe, do anterior Governo, onde não foi possível
reforçar os quadros de da autarquia, estamos a falar da área operacional, com gente já com
alguma idade, muitos a passar à reforma, outros a terem limitações no exercício de atividades
físicas desta natureza e, portanto, está previsto abrir um concurso para 69 novos trabalhadores
para esta área para continuarmos a ter capacidade de resposta todos os dias nesta matéria. Dizer
ainda que estamos com uma nova linha intervenção, articulada com a AMARSUL, que é nas zonas
de moradias unifamilares, nalgumas áreas já está a funcionar, foram distribuídos, também,
contentores e há um sistema de recolha, quer de papel/cartão quer de embalagem, porta a porta,
e vai ser estendido a todas as áreas que neste momento tem recolha porta a porta, portanto, este
sistema também da recolha de reciclados, ficando apenas o vidro nos vidrões respetivos que
continuarão a ocupar a via publica nessas zonas. Também dar nota que apresentamos uma
candidatura no âmbito do POSEUR para uma ação experimental na recolha de RUB - Resíduos
Urbanos Biodegradáveis, sendo a recolha específica deste subproduto, e ganhamos essa
candidatura, estamos em fase de aquisição de duas viaturas e em 2019 iremos implementar essa
mesma recolha e também avaliar os seus resultados para vermos se é esse o caminho ou para ver
como é que vamos evoluir, estando sempre preocupados em evoluirmos e em tirarmos, também
do ponto de vista ecológico, darmos as melhores respostas, as respostas mais adequadas nesta

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matéria. Em relação às questão do glifosato e aquilo que tem sido o investimento da Câmara, nós
já tínhamos assumido que o caminho era abandonarmos a aplicação deste produto nas zonas
urbanas, principalmente. A Câmara adquiriu três equipamentos que já estão a laborar, sendo que
um deles ainda está em fase experimental e são equipamentos de monda térmica, aliás são os
únicos equipamentos existentes na Península Ibérica, o concelho do Seixal adquiriu estes
equipamentos que já estão em uso noutros países da Europa e que têm por objetivo isso mesmo,
fazermos todo o controlo das ervas através da aplicação da monda térmica, de altas temperaturas,
e com tecnologia já testada em vários pontos da Europa. Disse, senhor Presidente”
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Muito obrigada aos senhores Vereadores, só para
terminar sobre a aquisição dos Serviços Centrais da Câmara Municipal, para além da nossa
remessa do processo para o Tribunal de Contas, tivemos no inicio do mês de novembro, eu diria,
finalmente, o despacho conjunto dos dois Secretários de Estado das Autarquias Locais e do
Orçamento, foi remetido para o Tribunal de Contas, entretanto já nos colocou um conjunto de
perguntas, ainda hoje mesmo durante a tarde, estive a ver as ultimas alterações da nossa
resposta, seguirá amanhã para o Tribunal de contas, de facto, nada de novo nas questões
colocadas pelo Tribunal de Contas, já agora dizer que felizmente, o que revela o auditor que
pegou naquele processo parecia que não conhecia a auditoria especifica que foi feita à Câmara
Municipal sobre esta matéria, bem como todos o vasto conjunto, não só de contraditório, como
também do processo que enviamos com o parecer jurídico e com os estudos todos que
realizamos. Muita coisa repetida, muito assunto que já tinha sido informado, mas no entanto
vamos voltar outra vez a informar para que não restem nenhumas duvidas relativamente ao
Tribunal de Contas sobre a validade e a mais valia desta operação. Muito Obrigado senhor
Presidente.”
III.4. Opções do plano e proposta de orçamento para 2019, nos termos da alínea a) do n.º1 do
art. 25º, por força da alínea c) do n.º 1 do art. 33º, ambos do Anexo à Lei n.º 75/2013 de 12 de
setembro, alterado pela Lei n.º 50/2018, de 16 de Agosto, autorização para a contratação de
empréstimo de curto prazo, nos termos da alínea f) do nº 1 do art. 25º do Anexo à Lei n.º
75/2013 de 12 de setembro, atualização dos valores da Tabela de Taxas anexa ao Regulamento
de Taxas do Município do Seixal, nos termos do art. 44.º do Regulamento de Taxas do Município
do Seixal e do n.º 1 do art. 9.º da Lei n.º 53-E/2006, de 29 de dezembro, alterada pela Lei n.º
117/2009, de 29 dezembro, mapa de pessoal, nos termos da alínea o), do n.º 1, do art. 25.º do
Anexo da Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, e autorização genérica para a assunção de
compromissos plurianuais nos termos do art. 6º da Lei n.º 8/2012 de 21 de fevereiro, alterada
pela Lei n.º 22/2015 de 17 de março. Aprovação
(Documento anexo à ata com o número 15)
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra o senhor Presidente da Câmara”.

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O Presidente da Câmara Municipal disse: “Gostaria de apresentar as Grandes Opções do Plano


para 2019 em quatro dimensões. A primeira, tem a ver com aquilo que é a nova configuração
política na Assembleia da República e com os avanços que se conseguiram concretizar também
relativamente àquilo que são as políticas relacionadas com as autarquias locais. De facto, algumas
das amarras de gestão a que estávamos obrigados pelo anterior Governo desapareceram,
atenuaram-se, apesar de e isso sendo verdade, ainda existe um conjunto de limitações que ainda
subsistem sobre os municípios e que gostaríamos que fossem ultrapassadas. Sabemos que existem
muitas propostas neste momento, na Lei do Orçamento de Estado para 2019 que se forem
aprovadas podem agilizar os procedimentos relativamente aos municípios e assim esperamos que
possamos desenvolver a nossa atividade de forma mais autónoma e mais eficaz e mais próxima
das populações. Também gostaria ainda de dizer neste primeiro enquadramento que continua a
existir uma menoridade relativamente às autarquias no país que é o incumprimento da Lei das
Finanças Locais porque na verdade, os municípios ainda não têm as verbas necessárias de acordo
com a justa repartição dos impostos de Estado, ou seja, a Lei das Finanças Locais não está a ser
cumprida e também dizer que relativamente à média europeia as autarquias portuguesas são as
que estão mais distantes em termos da percentagem de participação dos impostos do Estado,
outros municípios a nível europeu têm muito mais verbas provenientes do Orçamento de Estado,
das verbas do Estado do que tem as autarquias portuguesas em percentagem. Por isso, o nosso
orçamento apesar de crescer, cresce cerca de 2 milhões e meio de euros, de 86,5 milhões para 89
milhões de euros para 2019. A verdade é que precisaríamos pelo menos de mais 30 milhões, isto
é, o nosso orçamento deveria ficar nos 120 milhões de euros para conseguirmos corresponder a
toda a justa expectativa das populações para que conseguíssemos prestar um melhor serviço.
Também gostava ainda de referir-me nesta primeira dimensão que relativamente às questões em
termos financeiros, o município continua a consolidar a sua situação económica e financeira, o ano
passado tivemos um resultado líquido positivo de quase 20 milhões de euros, tivemos também um
saldo de gerência de cerca de 19 milhões de euros. Reduzimos em cinco anos a dívida da Câmara
Municipal em 50 milhões de euros e conseguimos, não só ter as contas equilibradas, os
pagamentos a tempo e horas, mas começamos já a ter o reconhecimento de várias entidades,
nomeadamente da Ordem dos Contabilistas certificados. Diz-nos a Ordem que o Seixal foi em
termos absolutos o 19.º município que mais diminuiu o IMI. Diz-nos também que somos o 13.º no
país com a maior diminuição do passivo. Diz-nos também que somos o 13.º no país com a maior
diminuição de dívida. Fomos também o 9.º município no país com maiores resultados económicos
e fomos também o 18.º melhor em termos de eficiência financeira. Por isso, estes resultados e
esta consolidação económica, a perspetiva que temos para o ano de 2019 é que com o orçamento
de 2019 e a sua execução possamos continuar a fazer este caminho de melhoria das contas
públicas do município do Seixal. A segunda nota tem a ver com a democracia e a forma como este
orçamento foi construído. Foram solicitados contributos a todos os partidos, eu próprio reuni com
os partidos políticos que têm assento na Assembleia Municipal e na Câmara Municipal: o CDS a 27

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de setembro, com o PAN a 1 de Outubro, com o PS a 8 de Outubro, com o Bloco de Esquerda


também a 8 de Outubro e ainda com o PSD também no dia 8 de Outubro. Dizer que fomos
sensíveis a um conjunto de questões que nos foram apresentadas, por exemplo do CDS, de 19
propostas que foram apresentadas considerámos 13 propostas. Do PAN todas as propostas que
foram apresentadas foram consideradas, as 30 propostas. Da parte do PS não houve nenhuma
proposta apresentada pese embora o tempo que esperei duma semana porque me disseram que
o Partido Socialista me apresentavam propostas até 6.ª feira (dia 8), como não aconteceu mandei
perguntar e disseram-me que seria na 2.ª feira até ao final do dia, na 2.ª feira seguinte, e de facto,
nada veio em termos do Partido Socialista. Do Bloco de Esquerda, 30 propostas, 29 foram
consideradas e ainda dizer que do PSD, de 8 propostas 8 consideradas. Por isso, dizemos que este
plano e orçamento para 2019 não é um plano e orçamento exclusivo da CDU mas é antes um
plano e orçamento das forças democráticas eleitas que legitimamente estão a representar os seus
eleitores nos órgãos municipais e dessa perspetiva, eu gostaria de agradecer a todos a forma
como pudemos discutir as grandes opções do plano para o próximo ano e onde pudemos também
traçar melhores caminhos para o próximo futuro. Estou em querer que esta forma como gerimos e
construímos este orçamento será também um motivo de grande satisfação e de orgulho para
quem acredita na democracia e acredita no Poder Local. A terceira dimensão que gostaria de
referir tem a ver com os investimentos. Na verdade este orçamento para 2019 contínua a
acentuar o carácter desenvolvimentista de orçamentos anteriores, isto é, ao contrário da política
de austeridade o que nós defendemos é uma política de desenvolvimento, uma política de
investimento público e é nessa perspetiva que este orçamento está construído e obriga-nos
também os instrumentos legais para que tenhamos uma visão plurianual quando se avança com
um orçamento e por isso, este orçamento, tal como os anteriores perspetivam-se ao ano de 2019
mas também nos anos seguintes, apesar de claramente é um orçamento para discutir para 2019.
Temos um cenário de investimento global contados esses anos de praticamente 84 milhões de
euros, em termos de equipamentos e intervenções em concreto neste quadro plurianual e por
isso, se percebe que este conjunto de investimentos será muitíssimo importante para a nossa
população porque por exemplo, se o hospital tem o valor de investimento de 70 milhões de euros
o que estamos a querer dizer é que a Câmara Municipal em quatro anos vai investir mais de 84
milhões de euros. Temos um conjunto de objetivos que queremos vir a concretizar, gostaria de
referir-me à loja do cidadão do concelho do Seixal um objetivo que foi protocolado com o Governo
e que queremos concretizar a partir do próximo ano, com o inicio da construção a partir de 2019.
Também outro projeto importante tem a ver com este entendimento agora da participação.
Estamos a preparar um modelo onde a população seja chamada a pronunciar-se sobre
intervenções no seu bairro e este projeto começou esta segunda feira em Corroios com um acesso
pedonal, estamos a construir na Estrada nacional 101, entre o viaduto da A2 sobre a EN10 1 e a
rotunda da rua cidade de Almada com a rua cidade de Luanda e a rua casa do povo. É um projeto
de proximidade, de participação chamado «operação a minha rua mais perto de si» e queremos

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não só, resolver problemas que são das ruas, problemas dos bairros mas principalmente chamar a
população a poder pronunciar-se sobre as intervenções que são necessárias para que a Câmara
Municipal possa responder ao seu objetivo. Prevemos no orçamento para 2019 uma verba de
cerca de 400 mil euros para podermos desenvolver este conjunto de projetos de participação.
Depois, uma outra área muito importante e que está relacionada com esta da proximidade que é a
área das juntas de freguesia. As nossas juntas de freguesia são nossos parceiros, destinámos no
orçamento para 2019 praticamente 2 milhões de euros, mais do que em 2018. Estamos a
perspetivar que no mandato possamos transferir para as quatro juntas de freguesia 7 milhões de
euros. Já falámos sobre o centro de saúde de Corroios, no entanto gostaria uma vez mais de dizer
que essa verba dos arranjos exteriores que foram agora concursados consta como é natural do
orçamento para 2019, assim esperemos que consigamos fazer esta intervenção. Também outra
obra importante tem a ver com o prolongamento da rede clicável e da rede de ciclovias do
município, iremos avançar para a Avenida Afonso Costa com a ciclovia, prolongamento da ciclovia
da baía e que seguirá a ponte da fraternidade avançando pela Afonso Costa até à Avenida Marcos
de Portugal e também continuamos a considerar o avanço para a ponte pedonal e ciclável entre o
Seixal e o Barreiro. Ainda nesta perspetiva das ciclovias e da mobilidade suave, avançamos com
uma novidade neste orçamento que é o sistema partilhado de bicicletas do Seixal e queremos que
comecemos em 2019 a construir este sistema onde as pessoas possam utilizar bicicletas do
município para poderem fazer pequenas deslocações entre vários pontos no nosso município. Em
matéria de requalificação e regeneração urbana, queremos também desenvolver novos quiosques
mais adaptados à realidade. É verdade que hoje mesmo está a ser terminado e fomos verificar
isso, o quiosque do Seixal em madeira, aquele quiosque muito pitoresco está neste momento a ser
terminada essa intervenção, mas o que estamos a falar são de quiosques com alguma dimensão e
que para os quais também há uma verba especifica e que corresponde a uma novidade no
orçamento de 2019, isto é todos os quiosques do Seixal terão uma nova composição para que
consigamos dar não só melhor funcionalidade a quem opera e a quem é utente mas também
melhor enquadramento urbano. Na área da mobilidade também vias importantes estão a ser
projetadas, estamos a falar de projetos de requalificação da Rua Quinta de Cima em Vale de
Milhaços com a Avenida Infante D. Henrique com a ligação ao nó da A33, a requalificação da
Avenida do Mar de Belverde para a Verdizela e Fonte da Telha, a Rua Bento Moura Portugal
correspondendo à Azinhaga das Paivas e também a Avenida 25 de Abril entre a Torre da Marinha e
o Casal do Marco, são quatro artérias importantes que queremos perfilar e requalificar não só
para dar melhor transitabilidade aos veículos, mas também melhor segurança para os peões.
Continuando agora na área da educação, existem duas grandes obras que queremos concretizar a
ampliação da escola básica da Quinta de Santo António na Cruz de Pau e também a obra da escola
básica de Paio Pires que vão ser praticamente duas novas escolas. Os valores de investimento são
superiores a 1 milhão e meio de euros cada uma, quando uma nova escola custa cerca de 2
milhões de euros. Por isso, estamos a ver que vamos intervir não só no edificado existente, como

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criar novas salas e também intervir nos espaços exteriores para que consigamos ter melhores
escolas. Também ainda outra área importante tem a ver com o fórum cultural do Seixal que
comemora em 2018 25 anos já teve uma intervenção importante ao nível da cobertura,
continuará a sofrer remodelações e requalificações e isso prevê-se também para 2019 com um
valor de cerca de 200 mil euros. Estão também previstas obras de requalificação no Cinema S.
Vicente em Paio Pires e vamos avançar para a construção do Centro Internacional de Medalha
Contemporânea na Quinta da Fidalga. Sobre a área desportiva também existem verbas para a
construção do complexo desportivo do Clube Associativo de Santa Marta do Pinhal, da Piscina
Municipal de Paio Pires, do Complexo de Atletismo Carla Sacramento, também do Estádio
Municipal da Medideira, para além depois de um conjunto de outros apoios que estamos a
direcionar para as coletividades em termos da requalificação das suas infraestruturas, quer
desportivas, quer culturais. Também na área social, gostaria de destacar a creche da Associação
dos Serviços Sociais dos Trabalhadores das Autarquias do Seixal que vai avançar em 2019 e
também podemos dizer que é uma novidade, decidimos colocar uma verba para financiamento de
lares de idosos do concelho, assim que houver uma linha de financiamento do Governo para estes
equipamentos o município tem já uma rubrica destinada a isso. Aliás num encontro recente com o
senhor Presidente da República e com o senhor Secretário de Estado da Segurança Social esta
transmitiu-nos que estará para breve a abertura de candidatura de financiamento para
equipamentos sociais. Eu perguntei-lhe como breve seria visto que vamos ter eleições daqui a um
ano e ela ficou um bocadinho chateada comigo mas não sei porquê eu não fiz por mal, só lhe
perguntei no sentido de perceber porque estamos a aprovar o orçamento e precisávamos de
saber. Também ainda referir-me à área da habitação social, temos mais de 400 mil euros para a
requalificação dos espaços públicos na Quinta da Cucena, no Fogueteiro, também em Vale de
Milhaços. Ainda o realojamento de Vale de Chícharos, protocolado com o Governo, o município
vai investir um valor de cerca de praticamente 7 milhões de euros. Também gostaria de referir-
me, ainda na área da habitação, ao programa «Reabilite o seu prédio» que sofreu o chamado
upgrade e neste momento, aumentámos os níveis de comparticipação do município
relativamente a intervenções na fachada e agora com uma novidade que apoiamos também com 5
mil euros obras de reabilitação das coberturas. Ainda gostaria de referir-me ao ambiente, o
parque urbano do Seixal a obra está em curso, o senhor Vereador José Carlos Gomes já o referiu,
temos também uma primeira fase de outro parque que é o parque metropolitano da
biodiversidade e ainda o ecossistema vivo de tecnologias para a descarbonização da baía do Seixal
um conjunto de medidas muito importantes, no âmbito das smarts cities e que queremos
concretizar. Queremos também no próximo ano adjudicar o parque urbano do Miratejo com a
valorização da Olaria Romana do Brasileiro Rouxinol, dos mais importantes monumentos nacionais
ligados ao período romano e também relativamente às infraestruturas para além da conclusão do
centro Distribuidor de Água de Fernão Ferro, a obra está praticamente concluída, faltam agora um
conjunto de outras pequenas intervenções para podermos operar a entrada em funcionamento do

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Centro Distribuidor mas para além desse, vamos fazer grandes intervenções de condutas, vamos
continuar a fazê-lo em 2019, estamos a falar de Vale de Milhaços, estamos a falar de Fernão Ferro,
estamos a falar de Santa Marta do Pinhal, Belverde, são tudo áreas que vão merecer intervenções
profundas em termos de redes de água. Já ao nível do saneamento talvez a obra mais importante
seja a intervenção que estamos a fazer na Verdizela, onde metade da Verdizela está neste
momento a ser intervencionada em termos da rede de saneamento em baixa com um valor de 1
milhão de euros e queremos avançar em 2019 com uma bacia de retenção em Corroios
exatamente para prevenir as cheias que possam surgir em termos presentes e futuros. Na higiene
urbana o senhor Vereador já também o referiu mas dizer que vamos continuar com o modelo de
substituição dos contentores de 800 mil litros por contentores semienterrados e enterrados, os
chamados molok e também vamos continuar a investir em mais equipamentos para melhorarmos
os níveis de higiene urbana do município. Ao nível do trânsito e da mobilidade, agora mais em
termos operacionais, não só as pavimentações irão continuar como estamos a assistir todos os
dias a novas intervenções como também uma grande intervenção de sinalização horizontal,
demarcação de vias, está também uma verba importante prevista ao nível do orçamento para
2019, para além depois do conjunto importante de intervenções, em edifícios municipais, em
escolas básicas e outros equipamentos que estamos a preparar. Dizer que este orçamento de 2019
é melhor que o orçamento de 2018 e por isso, estamos em querer que se o orçamento de 2018 foi
aprovado, este orçamento de 2019 sendo também uma versão melhorada porque tem mais
verbas e mais projetos do que aquele que foi em 2018, estamos em querer que também será
aprovada. A última dimensão que gostaria de fazer referência também com os trabalhadores da
Câmara Municipal e a sua valorização porque na verdade somos um município, com a nossa
dimensão que não prescinde de ter equipas técnicas e operacionais com capacidade de
intervenção, ainda hoje mesmo fizemos um encontro com os funcionários que estiveram em
situações complexas e difíceis e que deram uma grande resposta ao serviço público e por isso
hoje, eu e o senhor Vereador do Ambiente lhes agradecemos por terem desempenhado tão
importantes tarefas mas quem diz este conjunto de funcionários dirá outro conjunto de
funcionários. Por isso, eu gostaria de dizer que os nossos 1600 trabalhadores são fundamentais
para podermos continuar a desenvolver o nosso trabalho e por isso, merecem não só o nosso
respeito, a nossa valorização, não só em palavras e em atos e é por isso, que este orçamento para
2019 tem cerca de mais de 2 milhões de euros para recursos humanos, para responder à
valorização das suas carreiras porque agora foi possível com os novos avanços descongelar
carreiras e progressões e por isso, este orçamento tem mais 2,5 milhões e meio de euros para esse
efeito, para mais contratações e para poderemos ter melhores condições. Claro que se este
orçamento porventura, numa hipótese remota não pudesse ser aprovado, não teríamos dinheiro
suficiente para o próximo ano para poder até ao final do ano responder a todos os pagamentos
necessários aos funcionários porque existe esta necessidade entre o orçamento de 2018 e o
orçamento de 2019 há um crescimento e ele é notório nos recursos humanos, estou em querer

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que todos compreenderão a importância da aprovação deste orçamento, nem que seja só pelo
facto de não deixarmos 1600 pessoas, 1600 famílias sem o correspondente vencimento de acordo
com aquilo que será a sua justa expectativa e também aquilo que é a nossa opção em termos
políticos, estou certo a falar de todos, desde o Bloco de Esquerda, ao CDS, tenho a certeza. Para
nós este orçamento não sendo o ideal, o ideal seria ser um orçamento de 120 milhões de euros,
como eu referi mas no entanto, é o orçamento possível face à realidade do município e estamos
em querer que se daqui a um ano tivermos executado em 100% o Seixal avançará mais um
patamar na qualidade de vida das populações e o Seixal avançará também mais um patamar na
referência que hoje é no Poder Local em todo o país, como assistimos muito recentemente com a
entrega de vários prémios ao município, o último o prémio «viver em igualdade» que a área social
conquistou mas sabemos bem que este município é uma bandeira que nós queremos continuar a
elevar bem alto em prol das nossas populações”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Ainda não perguntei mas já estão registadas: Bruno
Barata, André Nunes, Vítor Cavalinhos, Rui Belchior, Luís Gonçalves e João Rebelo. Então, Bruno
Barata”.
Bruno Barata, do PS, disse: “Se eu tivesse apenas uma frase para definir este documento, diria
que a sigla das GOP no Seixal não corresponde às grandes opções do plano, mas sim grandes
obstáculos ao progresso. O tom geral do documento é o mesmo de sempre, não é um projeto para
o município, não existe uma ideia estratégica, esconde-se na mesma trincheira de sempre, dizer
mal do Poder Central. Caros eleitos municipais, mas alguém acredita nesta canção de embalar que
tenta adormecer a consciência política dos munícipes. O preâmbulo do documento remete
sempre para o poder central e nada fala do Poder Local. Exemplo: «compreendemos a
importância da interrupção da obra destruidora que estava em curso e se valorizem as medidas
positivas que entretanto foram concretizadas, mas também tempo suficiente para confirmar o
carácter limitado e insuficiente da situação atual e a necessidade de se avançar para uma
verdadeira política que assegure o investimento, o aumento da produção nacional e a criação de
emprego, o que é a verdadeira política senhor Presidente? O que é uma falsa política? Não
podemos escrever clichés sem qualquer sentido. Ao investimento já lá irei, certo que antes de
criticar dever-se-á fazer um exame de consciência, o senhor Presidente sente-se bem com a sua
consciência de pouco ou nada a fazer em termos de investimento no concelho e vir exigir
investimentos de forma tão pouco colaborativa e exacerbada. Caros eleitos municipais a
verdadeira política é o investimento público para 2019 que é de 4,8 mil milhões. É o maior valor
desde 2010, este representa um crescimento de 17%. A verdadeira política é o investimento
público do Governo no concelho do Seixal, a nova divisão policial do Seixal, projeto de execução a
decorrer. Rotunda da estrada nacional 10 no Bairro da Cucena, feito! Remoção dos resíduos do
parque industrial do Seixal a decorrer, realojamento das famílias de Vale de Chícharos mais
conhecido por bairro da Jamaica, a decorrer. Obras de requalificação da Escola João de Barros a
decorrer e cá está o Hospital do Seixal que será uma realidade e só é possível com este Governo.

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Centro de Saúde de Corroios a decorrer o projeto de lançamento da empreitada. Por outro lado,
como tenho dito nesta assembleia, o ano de 2018 o investimento da Câmara Municipal é uma
miragem e revela a enorme incapacidade do executivo em executar passo a contradição nos
termos, ou seja, o relatório financeiro que o senhor Presidente trouxe aqui à pouco que refere o
investimento feito até 31 de Outubro de 2018 até ao final de Outubro 10 meses a execução do
investimento é de apenas 31%, nem 1/3 do orçamento conseguiu executar senhor Presidente! 5
milhões executados numa dotação de 17 milhões, nem 1/3. Este é um exemplo do que é falsa
política, mas vamos continuar com a verdadeira política, vem o senhor Presidente exigir um
aumento da produção nacional e da criação de emprego. Informo o senhor Presidente que este
Governo vai manter a criação de emprego que tem tido desde o inicio da legislatura, foram criados
mais 321 mil postos de trabalho, o crescimento do emprego é estimado em 0,9%, com a taxa de
desemprego a atingir os 6,3% em 2019, o mínimo dos últimos 14 anos, com tudo isto e pelo
terceiro ano consecutivo a economia portuguesa vai crescer acima da média da economia
europeia. Sim, é efetivamente verdadeira política atinge-se o grau máximo de resultados na
história da democracia. A cassete do Partido Comunista Português está gasta e desatualizada,
sugiro que tentem ouvir o som diversificado do spotify, está mais alinhado com o Portugal do Web
Summit, com o Portugal que subiu 9 lugares no ranking mundial de e-goverment nas Nações
Unidas, subiu 9 lugares em relação a 2016. Os investimentos anunciados para 2019 pelo senhor
Presidente da Câmara não são mais que um exercício de cópia e cola, ou seja, todos os anos são
prometidos os mesmos investimentos e nada acontece, veja-se por exemplo o caso da Piscina
Municipal de Paio Pires que anda nestes documentos há pelo menos 10 anos. É verdade ou é
mentira que os grandes obstáculos ao progresso se mantém inalterados de 2018 para 2019, ou
seja, estivemos mais um ano parados. É verdade ou é mentira que se repetem, programar a nova
loja do munícipe de Fernão Ferro com mais serviços para a população da freguesia, executar os
projetos para a requalificação do mercado municipal da Torre da Marinha, executar os projetos
para a construção do pavilhão multiusos do concelho do Seixal na freguesia da Amora,
implementar o wifi em todos os equipamentos públicos e parque urbanos, certificar os serviços da
Câmara Municipal com base nas normas da qualidade, reforçar o modelo de captação de
investimentos com um conjunto... bla bla bla... é um parágrafo enorme, nem vos vou maçar é
cópia, cola, virgula por virgula. É verdade ou mentira, senhor Presidente que se mantém
inalterado o documento de 18 para 19? Mas vamos a mais! Desenvolver o projeto para a criação
de um posto de transferência de pescado no Seixal para apoiar os pescadores do concelho e dos
concelhos limítrofes. Criação do conselho municipal para o desenvolvimento económico e social
do concelho do Seixal, construir uma estação de serviço de auto caravanas junto ao terminal
fluvial do Seixal, desenvolver estudos para a instalação de um terminal de receção de
embarcações, de operadores, marítimo ou turístico no antigo terminal fluvial do Seixal, executar
os projetos de requalificação dos núcleos urbanos, programar um passeio ribeirinho entre o
Miratejo e Corroios, construir o plano municipal de ruído. Podia estar aqui mais de 30 minutos a

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dar exemplos de cópia e cola que é o que este documento é, mas é uma cópia que se mantém
atual porque em 2018 nada foi feito, isso sim é falsa política! senhor Presidente fico com dúvidas
que tenha lido as suas GOP para 2019 porque se as leu e as subscreveu ainda é mais grave, pois no
Seixal nada de novo, é a repetição da repetição, é a repetição do nada. Nada! Este documento é
tão cópia e cola que nem se dignou a inscrever as deliberações aprovadas nesta Assembleia
Municipal, como conselho municipal para a juventude ou a rotunda junto à Pavil. Sim, senhores
eleitos municipais, o senhor Presidente não respeita esta Assembleia passa um corretor ou um
lápis azul nas deliberações desta assembleia, mas senhor Presidente, nem tudo é mau neste
documento, existe pelo menos uma novidade e boa a redução do IMI mas como todos sabemos
ela só aconteceu porque toda a oposição exigiu mais à Câmara, ao Presidente da Câmara para
reduzir esse imposto. Sobre habitação social vem o senhor Presidente enganar os mais incautos
com a seguinte afirmação: o município do Seixal assumiu um compromisso financeiro em relação a
este processo superior o realizado pela Administração Central que tem a responsabilidade sobre a
matéria. Em primeiro lugar, recomendo que leia a Constituição da República Portuguesa,
nomeadamente a alínea b) do n.º 2 do artigo 65.º onde se diz e se fala do direito à habitação e
depois refere incube ao estado promover em colaboração com as regiões autónomas e com as
autarquias locais a construção de habitações económicas e sociais. Sim! Também é
responsabilidade das autarquias a habitação social e sim com este Governo cumpre-se a
Constituição. Este Governo fez a sua parte e obrigou a Câmara Municipal a resolver um problema
com mais de 30 anos com um investimento para o realojamento das 234 famílias do bairro da
Jamaica. Sim, o Partido Socialista cumpre e também cumpre nos objetivos ambientais para o
concelho, o senhor Presidente assume que houve um ligeiro avanço na questão da
descontaminação dos solos e que há um longo caminho a percorrer. Pois há! Mas foi o Partido
Socialista que iniciou a descontaminação dos solos. Gostava de ver este executivo com a mesma
dinâmica de execução que o Governo tem ou gostava de ver este executivo com a mesma energia
na execução com aquela que demonstra nas suas reivindicações. Sobre a participação dos
munícipes vem o senhor Presidente referir que pretende aprofundar os modelos de participação
pelo que iremos implementar um novo modelo de participação, qual modelo senhor Presidente?
Não concretiza nas GOP, não está nada! senhor Presidente, o Partido Socialista não se consegue
rever nesta cópia, neste documento dos grandes obstáculos ao progresso. O Partido Socialista tem
uma visão estratégica do que quer para este concelho. O Partido Socialista vai tornar este
concelho um lugar bom para viver, trabalhar e investir. O Partido Socialista vai tornar este
concelho numa referência da Área Metropolitana de Lisboa. Sim, temos uma estratégia para isso;
sim, na verdadeira política temos propostas; dou-lhe alguns exemplos: grande parque verde
urbano, escola pública em horário completo, margem do rio judeu e da baía do Seixal acessível a
todos, dinamizar zonas industriais para gerar emprego local, orçamento participativo aberto a
todos e às necessidades de cada bairro, programa Simplex Seixal+, incentivos para captar
empresas e emprego, festival da criação, pousada da juventude no Seixal, Hub criativo, criação da

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policia municipal, redução da tarifa da água para famílias numerosas. Sim, o Partido Socialista tem
uma visão para o concelho. Sim, temos política verdadeira. Estimados munícipes, sobre a estrutura
orçamental proposta para as GOP importa salientar aquilo que nunca me canso de repetir nestas
assembleias, não há investimento quando comparado o orçamento inicial de 18 com o orçamento
inicial de 19 o orçamento cai 3%, página numero 85, mas se compararmos o orçamento atual fruto
das alterações orçamentais com o orçamento para 2019 o orçamento cai de 17 milhões para 11
milhões. O orçamento de 18 em investimento é de 17 milhões para 19 vai ser de 11 milhões, ou
seja, para 19 será apenas metade do previsto para 2018. O orçamento refere que em 2019 as
despesas com o pessoal e tal como o senhor Presidente referiu previstas aumentam cerca de 8%
comparativamente ao orçamento do ano anterior decorrente da previsão da melhoria das
condições remuneratórias dos trabalhadores. Pois é, senhor Presidente só poderá aumentar as
condições remuneratórias porque o Partido Socialista assim previu mas foi no orçamento de
estado para 2018 foi há um ano atrás. senhor Presidente assim espero que se conseguir concluir o
processo avaliativo dos trabalhadores já vai com um ano de atraso. Sim senhor Presidente! Este
aumento é a sua divida para com os trabalhadores, sim estou a falar de falsa política. Caros eleitos
municipais, voltando ao cópia e cola do senhor Presidente na conclusão refere: o orçamento para
o exercício de 2019 foi ainda elaborado num contexto de alguma instabilidade política com
reflexos de incerteza nas políticas impostas às populações e ao pais, esta cópia que refere
instabilidade política ou é da altura do PREC ou é com certeza uma cópia cola do documento de
2012 ou de 2015. O Partido Socialista não consegue acompanhar este documento e esta estratégia
de adiar o concelho, este adiar do presente e do futuro é uma mistura entre incapacidade do
executivo e o protelar do investimento para 2021, ano que ocorrerão as tão desejadas pelo
Partido Socialista, próximas eleições autárquicas, mas digo-lhe senhor Presidente a sua intenção
de protelar todo o investimento para 2021 pode sair-lhe caro, pois se em 2018 apenas conseguiu
executar 30% dos 17 milhões, pergunto como conseguirá executar 31 milhões que inscreveu para
2021? Termino como comecei, este documento é um grande obstáculo ao progresso, falta
investimento e insensibilidade para questões prioritárias e estratégicas, é o que este executivo
comunista tem demonstrado em mais de 40 anos de desgoverno da Câmara Municipal do Seixal,
se os concelhos vizinhos de Almada e Barreiro puderam mudar o rumo político também o Seixal
poderá mudar para muito melhor com uma verdadeira política, 2021 espera por nós!”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “André Nunes se faz favor”.
André Nunes, do PAN, disse: “O PAN apresenta-se à discussão do orçamento para 2019, tal como
fizera na preparação do orçamento para 2018 com o sentido de responsabilidade e o espírito
construtivo que se impõem aos partidos políticos, fê-lo depois de no orçamento anterior e no que
considerou ser uma operação de cosmética orçamental em matéria de bem estar animal e
ambiental ter visto o grosso das suas propostas desconsideradas e mesmo as que foram
aproveitadas não terem sido implementadas, tal não nos desvincula do compromisso que
assumimos aquando da tomada de posse, de procurar consensos e contribuir para o

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desenvolvimento do concelho, razão pela qual também este ano apresentámos por escrito um
total de 26 propostas. Propusemos a criação de um programa de iliteracia nacional capaz de
mitigar os sintomas cada vez mais precoces de depressão nos jovens, propusemos a inclusão nos
programas curriculares do 1.º ciclo da prática de atividades que potenciam aprender a estar
consigo próprio e com os outros, como seja a pintura, o yoga ou o mindfulness, propusemos a
criação de feira de comida saudável do concelho do Seixal enquanto evento que promove os
benefícios de uma dieta saudável, propusemos a criação do passe desportivo municipal enquanto
ferramenta que democratiza e facilita a prática de exercício físico e cuja subscrição dá acesso às
coletividades desportivas do concelho em condições atrativas, propusemos a criação do
laboratório municipal das artes para que os autores do concelho possam nas diferentes áreas
explorar e potenciar as suas capacidades artísticas, propusemos a criação de um programa de
voluntariado sénior em articulação com as instituições e associações locais que permita ocupar e
realizar a população das faixas etárias mais velhas, propusemos o repintar do traçado rodoviário
do concelho com especial incidência em passadeiras e tendo em vista uma maior segurança de
peões e automobilistas. Propusemos o delimitar dos diferentes espaços de estacionamento do
concelho, tendo em vista a erradicação do estacionamento ordenado. Propusemos também a
contratação de três médicos veterinários com experiência na realização de esterilizações.
Propusemos a contratação de um enfermeiro veterinário que auxilie na esterilizações e garanta os
pós operatórios. Propusemos a dotação de uma sala do centro de recolha de uma sala de recobro.
Propusemos a implementação de um sistema de videovigilância no centro de recolha a fim de
dissuadir o abandono de animais de companhia e que permita a recolha de prova em casos de
abandono. Propusemos a dotação do centro de recolha de um sistema de climatização que
garanta a temperatura do espaço ao longo de todo o ano. Propusemos a criação de parques
caninos nas diferentes freguesias do município. Propusemos a criação de um programa municipal
de combate de abandono de animais de companhia, tendo em vista a consciencialização da
sociedade para a problemática do abandono animal. Propusemos a dotação do centro de recolha
de um espaço físico capaz de receber animais de médio e de grande porte apreendidos no âmbito
de situações de maus tratos e de posse ilegal. Propusemos a criação de pombais contracetivos em
vários pontos do município como forma de controlo ético e populacional daqueles animais e
propusemos por fim aumentar a disponibilidade de caixotes de lixo e dota-los de cinzeiros de rua,
por exemplo na zona pedonal da marginal, nas ruas próximas dos mercados junto às casas de
madeira dos pescadores e das paragens de autocarro como por exemplo, no cais fluvial do Seixal.
Propusemos a adoção de medidas de fixação de empresas ambientalmente sustentáveis através
da concessão de benefícios ao nível da derrama. Propusemos a utilização pelos órgãos e serviços
do município de papel reciclado. Propusemos a não utilização de garrafas, pratos e copos de
plástico nos serviços municipais e eventos do município. Propusemos a não utilização de glifosato
no espaço público. Propusemos a reparação e manutenção dos bebedouros existentes da
instalação de novos bebedouros, com a inclusão de bebedouros rebaixados, disponiveis para

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animais. Propusemos a adoção de um modelo de gestão arbórea que mitigue os efeitos das
oscilações de temperatura, em especial nos núcleos urbanos onde a reflexão e a adoção dos
materiais tende a conservar mais o calor no verão. Propusemos a plantação de repelentes naturais
de insetos como seja a plantação de citronela e propusemos a implementação de um programa
municipal de promoção de reciclagem com possibilidade de redução de taxas na fatura da água.
Somos suspeitos, bem sabemos mas consideramos que as nossas propostas têm o mérito de
trazer para cima da mesa matérias que durante décadas estiveram afastadas das políticas públicas
do concelho e que contribuem no seu todo para uma sociedade mais justa, mas ética, mais
sustentável e mais compassiva conseguido com o reduzido impacto orçamental. Após analisarmos
as 286 páginas do orçamento para 2019 a nossa primeira leitura foi a de que somente três das 26
propostas que apresentámos foram consideradas e mesmo essas foram com nuances como seja, o
facto de duas delas serem com adaptações, medidas igualmente programáticas da CDU e a outra
só estar a ser adotada em parte. Fomos depois confrontados em sede de comissão de
desenvolvimento estratégico e planeamento com números do senhor Presidente da Câmara que
apontava no sentido e de uma aceitação quase total das nossas propostas, pelo que esperançados
voltámos a analisar o documento com a disponibilidade de quem gostaria de admitir o erro, se
esse existisse, sucede porém que mesmo num cenário hipotético de algumas das nossas propostas
estarem a ser contempladas com uma redação diferente continuámos a não ver o que o senhor
Presidente da Câmara viu e esse é para nós o aspeto negativo que ressalvamos no debate deste
orçamento, o qual nos esforçámos que fosse sério e elevado e que não, por nós, mas não foi
expressões como: serão tidas em conta, serão transmitidas e abordadas serão objeto de análise,
serão consideradas e analisadas em conjunto, utilizadas no ofício que o senhor Presidente dirigiu
ao Grupo Municipal do PAN não significam aceitação. Para que fique claro o executivo da Câmara
Municipal não adotou, como o senhor Presidente da Câmara referiu, a quase totalidade das
propostas do PAN - no melhor dos cenários aceitou seis. Aceitamos que o faça, pois não nos
merece contestação que quem governa é livre de aceitar ou não as propostas da oposição. O que
não podemos aceitar, e dizemos aqui, é que nos queiram passar um atestado de menoridade e
falta de inteligência e é isso que, quanto a nós, foi feito, por exemplo, quando se remete para o
novo centro de recolha a existência de um espaço físico para receber animais apreendidos no
âmbito de situações de maus tratos e de posse ilegal e depois reconhece através de uma
cabimentação para 2019 no montante de 5 mil euros para a construção de um novo centro de
recolha, que tal medida não será implementada nos próximos anos; o mesmo vale para a
contratação de médicos veterinários e de um enfermeiro veterinário dependente de concursos
cuja morosidade é por todos conhecida pois não serão seguramente os 5 mil euros de
cabimentação para a aquisição de serviços médicos veterinários a justificar a adoção da proposta e
isto só para dar dois exemplos que nos são caros. Agora noutro registo dizer que nos parece
insuficiente querer reduzir a viabilização de um orçamento a aceitação das propostas que cada
força política apresenta. Sim, é positivo ver propostas aceites contando que as mesmas sejam

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implementadas, mas tal não pode ser, pelo menos para nós, fator único e decisivo, existe todo um
trabalho de oposição que tem estado a ser a ver pela sua não concretização mal aproveitado, isto
para não dizer desconsiderado pelo executivo. No caso o Grupo Municipal do PAN chegam a ser
vários os meses sem respostas a requerimentos efetuados, por exemplo continuamos a aguardar
resposta a um requerimento dirigido à Câmara Municipal a 22 de dezembro de 2017, as pensas de
um contacto de um grupo de moradores dos redondos e claro são várias as peças, moções e
recomendações apresentadas e aprovadas nesta e por esta assembleia e que continuam em bom
português na gaveta. Só no caso de peças do Grupo Municipal do PAN foram três as aprovadas
nesta Assembleia, dessas senhor Presidente quantas já foram implementadas? Há parte de
considerações legalistas que se possam querer fazer sobre a obrigatoriedade da Câmara acolher
aquelas, seria de bom tom e num sinal de respeito por este órgão e pelos seus representantes que
as mesmas fossem concretizadas e o fossem em tempo útil. Dizer, como foi dito pelo senhor
Presidente da Assembleia Municipal em sede de reunião de comissão e cito que a implementação
de certas propostas implicam alterações orçamentais é também neste domínio mais uma
demonstração de má vontade política a mesma que aqui se denuncia. Em conclusão, queremos
deixar claro que o PAN vota medidas concretas e não intenções, vota políticas e não expectativas,
vota em função da sua agenda e não em função da agenda de terceiros. Queremos também deixar
claro que não aceitamos o cenário catastrófico que nos foi apresentado em caso de rejeição do
orçamento. O orçamento será chumbado se uma maioria o decidir, será aprovado se uma maioria
o permitir e nós no PAN convivemos muito bem com isso, responderemos pelo nosso voto e
assumiremos, como não pode deixar de ser e na nossa quota parte as consequências que dele
resultem, o que não me parece correto, muito menos justo é culpar a oposição por uma eventual
inviabilização do orçamento porquanto isso sim, é não assumir as consequências políticas de
quem tendo sido escolhido para governar sem maioria se permitiu a governar como se a tivesse,
sem ser capaz de granjear os consensos necessários ao exercício do mandato. Se porventura se
der o caso do orçamento não ser aprovado nesta sessão, tal não nos deve afastar de procurarmos
a sua viabilização no mais curto espaço de tempo possível e só nos convoca a todos encontrar uma
solução de consenso que faça jus ao mapa político vigente no concelho”.
O 1.º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra o senhor deputado Vítor
Cavalinhos.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Eu nesta primeira intervenção não vou ainda falar do orçamento
mas vou falar de clarificação que é uma coisa que é muito importante das nossas vidas. Há cerca
de um ano foi estabelecido um acordo informal entre a CDU e o Partido Socialista que permitiu ao
PS ter uma representante na mesa da Assembleia Municipal, a Sara, dois vereadores a meio
tempo, dois assessores, carros novos para usar para além do serviço. Curiosamente o Luís
Cordeiro quando foi vereador com pelouro nunca lhe ofereceram um carro novo, mas isso faz
parte do passado e até a particularidade de ter um vereador que deixou de o ser para ser assessor
de outro vereador. Tudo normal e nada de estranho. Em troca o Partido Socialista comprometeu-

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se a não inviabilizar os principais instrumentos de gestão, GOP, orçamento e relatório de


atividades. Tal informação foi nos prestada pelo senhor Presidente da Assembleia Municipal a
mim próprio e pelo senhor Presidente da Câmara e pelo ex-vereador Jorge Gonçalves a uma
delegação do Bloco de Esquerda, constituída pelos meus camaradas Francisco Morais, Almerinda
Bento e Fátima Barata. A Assembleia Municipal precisa da confirmação inequívoca desta
realidade. As pessoas que foram os atores de tal acordo têm o dever de esclarecer a Assembleia
Municipal; porquê? Porque tal acordo tem consequências, a mais importante delas é que cabe ao
Partido Socialista a total responsabilidade de viabilizar o plano e o orçamento, não se pode
querer o melhor de dois mundos, ter o sol na eira e água no nabal. Esta primeira intervenção era
só para dizer isto mas agora faço já a segunda que ainda tem a ver com a clarificação e é o
seguinte: O Partido Socialista votou contra as GOP e o orçamento por serem eleitoralistas e terem
pouco investimento. Aliás, o Bruno Barata fez aqui a abertura da campanha eleitoral que acho que
só começa em 2021, mas já estamos em plena campanha eleitoral e viva as eleições e a campanha
eleitoral. Aliás, apresentou aqui um programa que até podia ter apresentado para tornar este
orçamento numa maravilha que não é. O PS votou contra, na sessão de Câmara, e informou, e eu
assisti à sessão de Câmara, que não apresentou propostas de alteração porque ao longo do ano
quis agendar 4 propostas no executivo municipal e o Presidente não aceitou. O partido que quer
ser alternativa, acho que está a fazer birra mas é a minha opinião. O interessante desta coisa é que
ainda por cima a clarificação é o seguinte pormenor, mas na reunião da comissão de
desenvolvimento do dia 26/11, anteontem, Samuel Cruz que é o líder da bancada do PS disse
textualmente e vou citar: «A não aprovação do orçamento nada trará de bom para o concelho, o
PS irá votar contra mas espera que alguém o viabilize porque era melhor para o concelho». Estão
aqui testemunhas de outros partidos que poderão confirmar. A citação é textual. Portanto, qual é
o PS? Dois PS que já falaram aqui mas até parece que há mais! O Rui Belchior não levará a mal, o
Rui Belchior disse mais ou menos a mesma coisa e é líder da bancada do PSD e disse assim,
citação: «Eu também estou preocupado e o melhor que poderia acontecer era alguém viabilizar o
orçamento»; e a pergunta é: mas que raio de forma de fazer política é esta? Que responsabilidade
demonstram estes partidos, mas principalmente o Partido Socialista? Quer votar contra mas quer
que outros votem a favor para depois os acusar de terem votado a favor porque o orçamento é
mau porque senão não votavam contra. Vota contra e ao mesmo tempo afirma que a
consequência do tal voto nada trará de bom para o concelho! Vota contra, fica com bandeira de
ter votado contra, mas ao mesmo tempo quer que outros tirem as castanhas do lume para não ser
responsabilizado por aquilo que o próprio conhece e nada trazer de bom para o concelho. O PS
quer ser um partido especial, quer que o seu voto contra não tenha consequências porque nada
de bom significará para o concelho. Em política isto tem um nome, eu não lhe vou dar nome mas
vocês todos sabem qual é”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Defesa da honra? Tem que ser é a honra mesmo!”

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Samuel Cruz, do PS, disse: “É defesa da honra porque aquilo que aqui foi dito é mentira porque o
Cavalinhos não percebeu várias coisas. Primeiro lugar, não me vou pronunciar sobre as suas
teorias da conspiração porque nada temos a ver com isso, primeira coisa. A segunda coisa é que
na sequência do Vítor Cavalinhos se queixar das muitas pressões que estava a sofrer neste
processo enfim, devo dizer que quem se mete nesta vida tem que ter arcaboiço, nomeadamente
para a opinião pública que é livre de tudo. O que eu disse e é apenas para explicitar isto e é nessa
medida senhor Presidente que é a minha defesa da honra, aquilo que foi dito para toda a gente
perceber e toda a gente percebeu e também se percebeu que o Vítor Cavalinhos teve a cabeça um
bocado complicada e até aqui também não conseguiu explicar aquilo que queria dizer porque era
uma confusão o discurso é que a não aprovação do orçamento não traz nada de bom para o
concelho, é evidente que gerir uma câmara por duodécimos não é bom, mas já tinha dito no
principio da reunião que consideramos que a responsabilidade, a existir, não sabemos qual vai ser
o sentido de voto desta assembleia, a responsabilidade de não aprovação é única e
exclusivamente de quem tem a responsabilidade de conduzir o processo e é do senhor Presidente
da Câmara, e é ele que tem que procurar os consensos necessários à aprovação deste documento.
É este o sentido do que eu quis dizer e acho que todos perceberam”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Sem diálogos! Rui Belchior”.
Rui Belchior, do PSD, disse: “Eu também pedia um minuto ou dois para fazer a defesa da minha
honra, para dizer o seguinte: Não esperava isto de si Vítor! Revelar conversas completamente
informais no seio de uma comissão que não está a ser gravada, vir aqui para assembleia municipal
descontextualizar as afirmações que os eleitos fizeram, acho verdadeiramente extraordinário e
fica-lhe muito mal; desculpe lá dizer-lhe isto, com toda a frontalidade, fica-lhe muito mal porque
isto é uma espécie de queixinhas que não tem cabimento nenhum. Desculpe lá dizer-lhe isto e não
esperava isso de si. Foi uma autêntica desilusão porque a partir de agora tenho que estar muito
atento porque vejo que o Vítor está a assentar coisas que se dizem na sequência de algumas
dinâmicas que surgem das próprias reuniões e é exatamente neste aspeto e concordo em
absoluto com o que o eleito Samuel Cruz aqui disse. É evidente que nós não ficamos aos pulos do
município não ter orçamento, como é evidente. Isso faz ou responsabiliza-nos para sermos nós
PSD com 4 membros, nós é que temos essa responsabilidade de viabilizar? Aliás, como você aqui
bem me disse é o PS que tem um acordo e não o PSD, pelo menos que nós saibamos. Portanto é
nessa medida que eu também queria esclarecer para que não haja aqui nenhuma dúvida. Aliás,
acho que a nossa intervenção seguramente será esclarecedora como aliás, todas as que aqui
fazemos. Muito obrigado senhor Presidente, eu agora começava a minha intervenção. O
orçamento e as grandes opções do plano do município do Seixal para 2019, com esta ou com
aquela alteração de circunstância continua assente na mesma forma de ser e de estar, tal como os
orçamentos dos anos anteriores, este praticamente igual continua a basear a sua essência em
princípios demagógicos, populistas e até como alguns dizem eleitoralista, assim resulta da análise
deste documento que a CDU e este executivo prossegue com as suas eternas justificações e a sua

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eterna vitimização com recurso a expressões como: o inicio da atual legislatura que fica marcada
por uma nova correlação de forças na Assembleia da República que deu inicio à rotura com a
política devastadora que vinha a ser seguida até então e continua, tempo suficiente para que se
compreenda a importante interrupção da obra destruidora que estava em curso. Ora, tais frases
para além de serem propositadamente descontextualizadas visam por um lado a desculpabilização
do executivo em face da sua inoperância, da sua incapacidade política, da sua inércia e já agora
porque não podia faltar visa escamotear e justificar uma divida astronómica com que tem
asfixiado o Seixal. Por outro lado, visa desde logo hostilizar o PSD e o CDS, partidos que em tempo
de troika foram obrigados a tomar medidas gravosas é verdade, para reduzirem um défice de
11,2% e assim, salvar o país da eminente banca rota a que os socialistas e a gestão danosa de
Sócrates nos havia condenado. Todavia, tais frases podem-se também aplicar hoje à realidade
desta Assembleia Municipal, porém com ligeiras nuances, o inicio do atual mandato fica marcado
por uma nova correlação de forças na Assembleia Municipal que deu inicio à rotura com a política
devastadora que vinha a ser seguida até então. Como todos sabem, os graves problemas
financeiros deste município não são da responsabilidade do Governo PSD/CDS, nem sequer da
troika visto que já em 2010 esta câmara tinha uma medida de 25 milhões de euros a fornecedores
a que se haveria de juntar um endividamento de mais de 43,4 milhões de euros, com os sucessivos
empréstimos à famigerada banca, o município do Seixal terá no final de 2019 uma divida de capital
de cerca de 65 milhões e meio de euros, números absolutamente estrato-esféricos e que
traduzem bem aquela que tem sido a gestão desta Câmara Municipal governada há 44 anos pelo
PCP ou pela CDU. Em boa verdade e é preciso que se diga o cenário só não é pior em virtude da lei
dos compromissos implementada pelo Governo PSD/CDS que obrigou a disciplinar a contabilidade
das autarquias locais foi aliás, o que sucedeu com este executivo que foi obrigado a reformular as
suas antigas práticas. Por outro lado, o PSD não consegue compreender que estes orçamentos
continuem igualmente a ser apresentados e formatados numa lógica de nós vamos fazer e nós
vamos diligenciar junto do Governo até porque grande parte destas reivindicações são as mesmas
de sempre e isto apesar do PCP sustentar há 4 anos esta solução política e os seus sucessivos
orçamentos e tudo, apesar da implementação que o PCP ainda tem neste concelho e apesar do
anuncio do Governo PS na voz de alguns dos seus membros com assento nesta Assembleia
Municipal, em especial do membro Bruno Barata, de um putativo investimento de 100 milhões de
euros no concelho do Seixal, mas até à data e esta é a nossa visão zero, nada! Com o fim da
legislatura à vista, nem Hospital do Seixal, nem reposição das freguesias que já ninguém fala nelas,
tema tão grato a esta CDU, nem Loja do Cidadão, nem Centro de Saúde de Corroios, nem
alternativa à Estrada Regional 10, nem a esquadra do Seixal. É preciso que se diga sendo que esta
última infraestrutura que está apenas no pensamento e não no mundo material foi alvo do
anúncio entusiasmado do eleito Bruno Barata da eventual canalização de 2,5 milhões de euros
para o inicio do processo de discussão desta esquadra, mas a verdade é que passados 4 anos os
factos, estão traduzidos na matéria são inexistentes, apesar da vanglória de uns e outros pela

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assinatura de adendas, primeiras pedras, maquetas, concursos públicos, publicações,


apresentações em power point ou até mesmo porque falta tudo o resto, um mero anúncio ou
ainda uma mera conversa informal. Enfim, tudo serve para continuarmos a fazer de conta e
representar o nosso papel que em muitas situações servem para ir preservando os lugares pagos
faustosamente, diga-se, com o dinheiro público. Todavia, para as pessoas do Seixal nada! Aliás, no
capitulo do anuncio de medidas andam ambos PS e CDU de braço dado, pois ainda que nada se
faça, apesar do passar dos anos e das décadas sempre se vai fazendo uns fóruns, umas iniciativas
onde se anuncia a construção de tudo e mais alguma coisa, criando nas populações a sensação e a
legitima expectativa que tais projetos são a curto prazo ou de construção imediata, não são! Aliás,
como está bom de ver pela consulta desta GOP e orçamento algumas das obras anunciadas
percorrem os anos até 2022 e nalguns casos passam mesmo para o vazio classificado como outros
saltando assim, para lá do respetivo mandato para 2023/2024 e por aí fora, isto no nosso entender
é eleitoralismo e é iludir as populações face ao anuncio de determinadas medidas ficam
convencidas de que as mesmas são para breve e não para dali a 5 ou 10 anos, com efeito que não
se diga, vamos construir que se diga em nome da honestidade intelectual, vamos começar a
construir o que é ligeiramente diferente, lamentavelmente é o que se passa com as piscinas de
Paio Pires, a requalificação do Mercado da Cruz de Pau, pavilhão desportivo de Fernão Ferro ou
até a erradicação definitiva dos problemas de Vale de Chícharos, Santa Marta e até com a Estrada
Regional 10 que volta a ser uma promessa recuperada de 2005. Temos também agora entre
muitas outras promessas o Centro Cultural de Amora cuja verba reservada para este ano é de 5
mil euros e que depois por aí vai até 2021, passando depois para a classificação cá está de outros
anos, mas o que interessa isso e entretanto anuncia-se como se fosse uma obra para meia dúzia
de meses mas não é. Já agora por falar em anúncios são escandalosas as verbas despendidas por
este executivo em publicidade e em propaganda, vale tudo em nome da criação de uma realidade
paralela ou de um mundo de fantasia, são estes estratagemas e expedientes seguidos pelos
partidos políticos que acabarão por condenar o regime democrático e este sistema enquanto o
conhecemos. Para já, estamos só com o desinteresse cada vez mais generalizado e que no Seixal
representa mais de metade do eleitorado. O orçamento e as grandes opções do plano são um
instrumento político feito de opções e medidas políticas, medidas essas que não são as do PSD,
por isso o PSD nesta Assembleia Municipal será hoje coerente com a sua posição de sempre de
não caucionar ou patrocinar um orçamento do PCP que como todos admitem e concordam está
nos antípodas da nossa ideologia política e da nossa conceção sobre a vida e sobre a sociedade.
Ainda que hoje seja evidente como já o referimos antes que por parte deste executivo se note um
nítido abandono do marxismo-leninismo como é concebido assenta as suas linhas orientadoras
num projeto de sociedades estatizante e coletivista, pois na verdade até esta CDU como se
constata pelo seu novo paradigma de resto anunciado com todas as letras na comunicação social
de atracão do grande capital já percebeu e reconheceu mesmo que seja à custa da perda da sua
identidade, identidade essa que há muito deixou de ser coerente pela modernização da sociedade

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porquanto hoje, no Seixal, não temos já um Partido Comunista no executivo, temos antes o
projeto e a ideia de um grupo de pessoas e de um movimento que já nada tem de comunista, nem
da forma como age, nem como decide, uma vez que foi obrigado a adaptar-se, ainda que não
admita, a uma nova era que passa pela atração de investimentos do grande capital, pela
candidatura aos fundos comunitários e pela frequente necessidade dos empréstimos contraídos à
banca; e é por tudo isto, sem qualquer pingo de ironia, que este movimento e a sua política deve
ser reclassificado e deve agora, perdoar-me-ão o termo, ser denominado de “santismo” na medida
em que o seu grande impulsionador é o Presidente Joaquim Santos. Por outro lado, o PSD
responsável como já demonstrou em diversos processos como o da aquisição dos edifícios centrais
da Câmara e apesar de não ignorar em virtude da nova correlação de forças os dois enormes
elefantes que estão presentes hoje nesta sala, em sentido figurado claro está! Um que se traduz
na possibilidade do orçamento pela primeira vez no concelho do Seixal ser hoje chumbado nesta
assembleia. O outro, o acordo que foi feito no inicio deste mandato pela CDU com o PS que se
traduzia como é claro, em lugares, meios e regalias em troca da viabilização pelo PS dos grandes
dossiês. O PSD por sua vez tem apenas 4 membros nesta assembleia e tem apenas um vereador
com pelouro. Para a comissão política do PSD, tal pelouro só se justificava caso o PSD tivesse
absoluta liberdade de voto e caso lhe fosse concedido que não foi um assessor. Quanto a essa
liberdade de voto já percebemos que afinal a mesma não existe ou pelo menos na perspetiva do
senhor Presidente não existe e sobre isto basta ver o lamentável processo que se seguiu após o
chumbo pelo PSD do orçamento de 2018 em que a punição imediata foi impedir o PSD ter um
assessor, como aliás aqui já tivemos oportunidade de denunciar. Nessa altura explicámos aqui
para grande perplexidade de alguns os motivos pelos quais considerávamos que a oposição não
deveria ter pelouros, isto se queria ser mesmo oposição, hoje temos exatamente a mesma ideia,
hoje ainda mais consolidada, a oposição não deveria ter pelouros, até porque nos termos da lei
perde esse mesmo estatuto, o de oposição. Para além disso é do conhecimento geral que a
tolerância deste executivo tem se limitado àqueles que estejam prontos para colaborar e é por
conta desta realidade que as pessoas têm que fazer uma opção clara ou colaboram ou se opõem,
sendo que esta ultima atitude é a expectativa do eleitorado que nos elegeu que afinal os partidos
desempenham o seu papel de oposição e não de colaboração, no sentido mais negativo que a
expressão pode ter. Francamente é difícil de compreensão que as pessoas vejam os seus meios
vetados, se queixem do tratamento, se queixem da consideração, da comunicação, decidam não
contribuir com qualquer proposta para o orçamento que não cumpram com os termos do acordo
com que se comprometeram em sinal de protesto por aquilo que chamam determinadas atitudes
e depois não sejam capazes de renunciar ao pelouro como no caso dos vereadores do PS. Já no
caso do vereador do PSD a questão do veto do assessor deveria em nosso entendimento ter sido
mais do que suficiente para tal renuncia pois é inadmissível a chantagem do voto pelo lugar
porque como sempre aqui afirmei o PSD não se vende por lugares é tempo que as pessoas
perceberem e ainda estão a tempo disso que a atribuição de pelouros menores serve apenas para

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comprometer os partidos que os aceitam a executar uma política que não é a sua. Em rigor estas
situações servem apenas para diluir a expressão e a importância dos partidos deveriam apenas
fazer o seu papel de oposição, a aceitação dos pelouros pela oposição é uma deformação que
comporta uma ideia de aliança que nós PSD repudiamos categoricamente, com este presente
envenenado a CDU procura apenas semear ilusões e provocar hesitações e divisões nos outros
partidos. Neste orçamento em que no fundamental nada mudou e sendo fácil de prever o que
sucederá, caso o mesmo não seja aprovado o PSD enquanto partido independentemente das
posições que outros possam ter tomado ou de compromissos que possam ter assumido
desconhecendo o PSD enquanto partido, quais não se sente minimamente responsável pelos
constrangimentos que possam advir do chumbo deste orçamento. É aliás impensável que tal
suceda, pois mediante o atual quadro, visto que em face dele é óbvio que quem tem essa
responsabilidade é a CDU e o PS, devem por isso todos os intervenientes tirar as suas ilações, fazer
a respetiva leitura política, salta no entanto à vista que a CDU contava com o PS e ignorou e
descurou todas as outras forças partidárias incluindo o Movimento Somos Fernão Ferro ou pelo
menos não conseguiu convencer nenhuma destas forças da bondade e do mérito deste
orçamento, pelo que tendo a CDU, em face do quadro atual, a obrigação de garantir a viabilidade
deste orçamento, teremos forçosamente que concluir que não foi capaz, não teve a habilidade, o
engenho ou até mesmo a vontade política para o conseguir, falhando assim a aprovação deste
documento, não por culpa dos outros partidos mas sim por culpa própria. Cabia indiscutivelmente
a este executivo avaliar devidamente a situação atual e a tal correlação de forças com assento
nesta Assembleia que é hoje diferente mas parece que não se esforçou o suficiente, o que leva a
pensar que as pessoas ainda não compreenderam e continuam a persistir nos mesmos erros e nos
velhos hábitos, a verdade é que hoje e temos que sublinhar o movimento democrático no Seixal
avançou e conquistou esta nova realidade que se opõe às anteriores realidades de maiorias
absolutas, a consciência deste novo quadro deveria servir para ultrapassar as dificuldades
ciclópticas de décadas da CDU e não que esta continuasse na mesma senda como se nada tivesse
resultado do ultimo ato eleitoral por tudo o que se expôs, o PSD como sempre votará contra este
orçamento”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “É uma e dois minutos e vamos fechar aqui! Nós
temos que retomar amanhã às 20 horas, há uma inscrição Luís Gonçalves e Alfredo Monteiro se
querem registar as inscrições a gente regista, já! Mas não tem sentido, acho eu, as inscrições
fazem-se amanhã. Está um inscrito que não acabou interveio hoje que é o Luís Gonçalves. Está
bem, podemos registar não há problema nenhum. Então, João Rebelo, Alfredo Monteiro, mais?
Cavalinhos ficam registadas estas e amanhã continua-se. A CDU 36 minutos, PS 6 minutos, PSD 3,
Bloco 5,35, PAN 2, CDS 11 e Fernão Ferro 11 e Câmara 5, é o que cada um falta. Então amanhã 20
horas”.
Início da segunda reunião, pelas 20.43h do dia 29 de Novembro.

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Nós vamos retomar os nossos trabalhos, a


continuação da 5ª sessão ordinária, estamos no ponto de apreciação das Grandes Opções do
Plano e Orçamento para 2019 fica aqui o desejo de que seja com sucesso para o concelho. Nós
temos em termos de inscrições que vinham da sessão de ontem: Luís Gonçalves, eu próprio estava
inscrito, a mesa esteve aqui a ponderar e como não intervieram todos os grupos municipais PS,
PSD, PAN e o Bloco de Esquerda. Aliás, a intervenção do Bloco de Esquerda foi situada logo à
partida em dois planos, uma primeira e uma segunda, mas entendemos ter sentido antes da mesa
intervir e neste caso, o Presidente, abrir inscrições para que todos os grupos municipais que o
entenderem possam intervir e faremos uma intervenção na sequência disso. Parece-nos ajustado
que todos possam ter o espaço para poder intervir. Pareceu-nos que tinha mais sentido que antes
de uma intervenção da Mesa, e neste caso do Presidente, que todos pudessem, os grupos
municipais que ainda não o fizeram intervir, no sentido de que nos parece ajustado e nesse
sentido, abrimos inscrições não será com certeza a ultima ronda, nós estamos sensivelmente a
meio do funcionamento da Assembleia Municipal neste prolongamento da sessão da Assembleia.
Portanto, Luís Gonçalves já está inscrito mantém a inscrição, não? Então vamos ajustar agora as
inscrições. João Rebelo. Mais nesta primeira ronda? Mais pedidos de intervenção? Fernando
Sousa. Mais? Vítor cavalinhos também pediu a palavra. Então vamos fazer e depois a seguir
continuaremos as inscrições. Tem a palavra o João Rebelo. A Câmara tem 5 minutos, a CDU 36, o
PS 6, o PSD 3, o Bloco de Esquerda 10, o PAN 2, o CDS 11 e Fernão Ferro 11. Se faz favor João
Rebelo”.
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “Antes de começarem a contar o tempo, eu gostaria de relembrar
que eu me inscrevi ontem, fartei-me de levantar o braço, parti do pressuposto que estava inscrito
e pelos vistos não passou, eu até a brincar disse: três pessoas na mesa e não conseguem verificar
que eu estou a levantar o braço, não sou muito alto, mas também não sou assim tão reduzido que
não se consiga ver que eu estou ali a agitar, portanto peço que o vosso campo de ação vá para
além destas primeiras filas que são gente importante com certeza, mas nós lá atrás também
merecemos alguma consideração. Eu inscrevi-me, fartei-me de levantar o braço, achei que era
positivo ontem à noite ouvir todos os partidos aqui representados numa primeira ronda,
esticávamos um bocadinho para além de uma hora não custava nada mas ficamos assim e
estamos bem assim. As grandes opções do plano e orçamento apresentados pela CDU para 2019
poderão ser conhecidas e reconhecidas pelo cognome de «para o ano é que é mas o Governo do
PS não deixa». Toda a retórica explicativa das GOP é a mesma de sempre, reivindicações muitas,
queixinhas imensas e contra tudo que mexe ou a culpa é do Governo PS, Governo esse que eles
apoiam na Assembleia da Republica há mais de três anos mas que se serve aqui do Seixal como
bode expiatório para tudo o que não é feito. Parece-me muita hipocrisia política e muito má
consciência ou a culpa é dos organismos do Estado que não correspondem ao que é solicitado ou
a culpa é da FERTAGUS, que são das empresas que se não investem deviam, ou a culpa é da
oposição. Só não culpam os seixalenses porque isso, claro, não convém, há eleições para disputar.

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Toda esta retórica visa um único objetivo, tentar disfarçar uma gritante incapacidade de resolver
os problemas e melhorar as vidas dos seixalenses. Numa análise mais detalhada do orçamento,
podemos sintetizar no seguinte: é o mesmo modelo e a mesma visão de sempre da CDU do Seixal.
É um orçamento pouco amigo das famílias e pouco amigo das empresas, é dirigista à boa maneira
comunista, cheio de alçapões e de manhas, imune à mudança. Mudança essa tão esperada e
desejada pelo povo do Seixal. Em termos fiscais não aceitou as nossas propostas do IMI familiar ou
da devolução do IRS aos munícipes. Não tem um projeto integrado e global para a mobilidade
sustentada no concelho. Não tem uma visão clara para resolver muitos problemas que se arrastam
há anos. Só propõem políticas de remendos. Repete ano após ano, promessas, projetos e obras,
mas muitas delas não cumpridas e algumas delas até há décadas e estas promessas voltam a ser
feitas com o descaramento como se fossem novidades a ser apresentada ao povo seixalense. Não
se vislumbra uma visão de fundo para cativar investimento privado, alavancar o turismo ou
garantir ensino de referência no concelho. E qual é a visão sustentada, arrojada para os problemas
ambientais do concelho? Nem vê-la! Como responder à frustração crescente dos jovens do
concelho que têm que procurar emprego fora do Seixal. Remete para um futuro distante
investimentos urgentes e alguns deles aliás, a bater convenientemente com os calendários
eleitorais das próximas autárquicas de 2021. Numa coisa este orçamento é generoso e muito
generoso, festas, festinhas e festanças para animar a malta e enganar os incautos e propaganda
então, não falar, muitos meios mesmo para que ela seja feita. Por muita maquilhagem e cosmética
que exista, este orçamento não responde credivelmente a todos estes problemas que aqui
elenquei. Parece que a CDU baixou os braços, só vai gerando expetativas e elas todas muito
baixas. Este orçamento não merece por isso a aprovação. Há um dado que eu considero positivo,
mas também achei estranho que o Partido Socialista não considere, que é a diminuição do
passivo; não há hipóteses nenhumas que, sem contas certas, se possa investir credivelmente e
com futuro, mas isso, como nós sabemos, o PS é muito bom a gastar o que não tem, para que
outros depois paguem e resolvam as questões. Isto tem muito a ver com o que foi aqui dito pelos
nossos colegas do Bloco de Esquerda, também do PSD e que eu acho que é relevante, numa
declaração política, que deixamos por escrito na segunda Assembleia Municipal logo a seguir às
eleições e à posse da atual Assembleia deixamos uma declaração que continua na nossa opinião
muito atual. Dizia ela: «Com o fim da maioria absoluta da CDU a Assembleia Municipal passou a
ganhar um papel relevantíssimo na vida dos seixalenses, o debate das propostas das várias
bancadas, bem como as deliberações do executivo camarário passarão a exigir a busca de
consenso que só melhora a vida das populações, mas para isso caberá a todas as forças políticas
de uma forma transparente informarem os municípios dos acordos celebrados para garantir uma
maioria de decisões no executivo camarário». Ora, pergunto eu, e depois de várias afirmações de
vereadores socialistas parece que a maioria CDU alcançou um acordo de um Governo com o
Partido Socialista; é verdade senhores deputados municipais, temos aqui um geringal, uma
geringonça à moda do Seixal. O CDS considera essencial que qualquer acordo celebrado seja

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tornado publico e não seja feita de uma maneira escondida e ocultando a verdade ao povo
seixalense. Em segundo lugar não gostaríamos de ver nos próximos quatro anos este cenário
deprimente de ver os partidos políticos propagandear a paternidade de medidas positivas,
passando a ser pais, mais os tios dessas propostas e no que corre mal só encontrámos órfãos, as
maioria estabelecidas serão responsáveis pelo positivo e pelo negativo que resultará do exercício
da governação do executivo municipal. O CDS/PP já definiu a sua posição, somos e seremos
oposição à maioria CDU mas será uma posição credível e apresentará alternativas e contribuirá
com propostas positivas. Nós apresentámos várias propostas, poucas foram consideradas e
lamentamos muito isso e na política fiscal há que grandes discrepâncias. Não nos resta outra
alternativa senão votar contra este orçamento”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Fernando Sousa”.
Fernando Sousa, da CDU, disse: “As Grandes Opções do Plano estão contidas num documento
provisional e de grande conteúdo político. Nesse sentido, a Câmara Municipal do Seixal tem vindo
ao longo dos anos a apresentar várias propostas dirigidas ao bem estar dos munícipes, dotando o
Concelho de infraestruturas e equipamentos, que coloca o concelho na linha da frente, no
contexto nacional. De entre várias áreas de intervenção, destaca-se a área de intervenção social.
Assim, e como é do conhecimento geral, é o único concelho que dispõe de 11 centros de dia, com
várias respostas sociais/valências, muitos deles em cooperação com a Segurança Social. De referir
que a Câmara Municipal do Seixal continua a prestar apoio às instituições, adaptando os espaços
às novas exigências, bem como à respetiva manutenção dos edifícios, onde funcionam os centros
de dia. Para além do apoio às instituições de idosos, tem sido levado a cabo pela Câmara
Municipal do Seixal um extenso programa de apoio a várias às instituições sociais do concelho.
Assim, e na continuidade dos apoios que se têm verificado ao longo dos anos, a Câmara Municipal
do Seixal incluiu nas Grandes Opções do Plano para o exercício de 2019 a verba de 3 milhões 907
mil 610 euros destinados ao desenvolvimento social. É um valor significativo e importante para as
instituições sociais do concelho e, que irá certamente continuar a manter, pese embora as
dificuldades com que as instituições se debatem atualmente, as suas respostas sociais, destinadas
às famílias e cidadãos mais frágeis e descriminados. Nesse sentido, e tendo sempre presente,
como objetivo principal, as pessoas, espera-se que as Grandes Opções do Plano apresentadas
pelo executivo municipal, sejam aprovadas por esta Assembleia Municipal porque caso o não
sejam, quem perderá será a população do concelho do Seixal e, em especial, quem depende das
instituições sociais”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vítor Cavalinhos”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Vou fazer mais duas breves intervenções e depois sobre o
orçamento e as GOP ainda farei uma terceira. Na minha primeira intervenção comecei ontem por
defender a necessidade de clarificar o nosso debate porque é necessário em nome de um debate
democrático são que as pessoas falem olhos nos olhos, outros e outras preferem substituir o

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debate franco e leal pelos insultos, ofensas e notícias falsas nas redes sociais, sem direito a defesa
e contraditório mas esse é o caule de cultura que levou ao Poder os trumps e os bolsonaros. Vem
isto a propósito do Rui Belchior, por quem eu tenho elevada consideração, se ter sentido ofendido
de ter sido referido o que disse na reunião da comissão de desenvolvimento e quero tornar claro o
seguinte, a frase que citei do Rui Belchior não está descontextualizada coisa nenhuma. Não foi dito
em nenhuma conversa informal mas no decurso da reunião, a afirmação tem manifeste interesse
político para o debate que estamos a travar, tem aliás tudo a ver com o mesmo, nenhum membro
da comissão pediu reserva e que a sua opinião não fosse divulgada, nunca em tempo algum,
alguém defendeu que as reuniões das comissões deviam ser secretas e o que se lá diz era segredo
de estado ou mais propriamente a segredo do município. A frase citada é incomoda para o PSD,
isso é um facto mas a responsabilidade é da sua contradição de querer votar contra o orçamento e
querer simultaneamente que o mesmo seja aprovado. Inúmeras vezes, eu e outros deputados
municipais citámos o senhor Presidente da Câmara para questioná-lo, apontar contradições de
coisas que ele tinha dito na dita reunião. Podemos citar o senhor Presidente, só não podemos citar
o Rui Belchior. Segundo tal lógica nunca poderíamos citar nada que nos fosse dito e só poderíamos
falar do que fosse dito nas sessões da Assembleia Municipal. A segunda nota desta segunda
intervenção é o seguinte: o senhor Presidente da Câmara na sua intervenção de abertura
informou que no processo de elaboração do orçamento reuniu com diversos partidos que lhe
apresentaram dezenas de propostas e na sua esmagadora maioria foram consideradas e
integradas, a ser verdade não restaria a estes partidos outro caminho que não votar a favor das
GOP e do orçamento. A verificar-se tal situação assistir-se-ia ao paradoxo da irresponsabilidade da
aprovação dos documentos recair sobre todos os partidos, menos sobre o PS que não apresentou
propostas e que tem um acordo com a CDU na qual se compromete a não inviabilizar tais
documentos. O PS viola o acordo tem as respetivas vantagens associadas ao facto de o ter
estabelecido e ainda ficava de mãos livres para ser a única oposição. Estávamos perante a versão
moderna da Delfina costureira e da Delfina patroa. Olhos nos olhos, dizemos ao senhor Presidente
da Câmara que está deliberadamente a induzir em erro esta Assembleia Municipal. O Bloco de
Esquerda fez propostas, algumas delas: medidas de segurança nas passadeiras da Estrada Nacional
10, nada previsto, novas formas de participação dos cidadãos nada de novo previsto, o orçamento
participativo o senhor Presidente considera o gabinete de participação proposto nas GOP contém
a proposta do Bloco. Não contempla porque é uma coisa diferente. Defendemos que deve ser
elaborado um calendário para por em prática a deliberação da Assembleia Municipal sobre o
Boletim Municipal que não foi considerada. Dizemos que é preciso avaliar o modelo de gestão das
piscinas, compromisso assumido pela Câmara que deve estar concluído até ao final de 2018 para
eventuais mudanças, não está considerada. Não foram cumpridos os objetivos da 1ª revisão
orçamental de abril, a necessidade de cumprir a recomendação aprovada por unanimidade na
Assembleia Municipal de 5 de julho de 2018 para o executivo elaborar com urgência a estratégia
local e priorize soluções habitacionais de acordo com o Decreto Lei 37/2018, não está

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considerado. Está considerado nas Grandes Opções do Plano e as únicas propostas são: a
construção de habitação a custos controlados e o realojamento de Vale de Chícharos e propõe o
plano municipal de habitação que é uma proposta que é dos anos anteriores e está eternamente
adiada a elaboração deste plano de habitação. Propusemos desenvolver a rede ciclável como
alternativa ao transporte motorizado. O senhor Presidente da Câmara afirmou: não temos
conseguido concretizar o aumento da rede ciclável, vamos tentar concretizar a segunda fase, as
outras seis fases já estão a ser preparadas. Afirmámos e defendemos que é preciso um relatório
de execução de avaliação do PDM compromisso de apresenta-lo até ao final de 2018. Não sei se
vai ser cumprido ou não. Defendemos a transmissão via net das reuniões da Câmara e da
Assembleia Municipal, a proposta está considerada nas GOP. Defendemos a informação pública
sobre os impactos no desenvolvimento local Lisbon South Bay, não está previsto. Defendemos o
fim do turno duplo não está considerada. Defendemos a atualização da Carta Educativa, está
considerada. Defendemos a construção da pousada da juventude e a Câmara passa a bola para o
Poder Central. Defendemos a redução dos contratos de prestação de serviços e recibos verdes,
reconhecemos que está a haver uma evolução nesse aspeto. Defendemos a disseminação da
oferta do wifi gratuito e aberto a todos os espaços públicos no concelho, não está considerada.
Defendemos que é preciso fomentar nas escolas e associações juvenis e outras entidades,
colóquios e ações e programas de sensibilização sobre alguns dos maiores dramas sociais como o
assédio nas diversas expressões de xenofobia, os direitos das mulheres, a violência de género e no
namoro, o bullying, as problemáticas da discriminação associadas à população LGBT, não está
considerado nada neste aspeto. Defendemos a avaliação da forma como são concedidos apoios a
coletividades na promoção do desporto que depois essa promoção do desporto é feita por
associações privadas e não estamos de acordo com isso, e é preciso ser avaliado esse processo.
Defendemos que são necessárias respostas sociais a situações de melhor carência social e
económica, designadamente às situações de desemprego, doença, abandono e de solidão que não
está considerada. Defendemos que são precisas novas estratégias de combate ao abandono e
solidão, não está considerada. Defendemos o transporte solidário, não está considerada.
Defendemos novas instalações para a Uni Seixal,está considerada”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Nova ronda de intervenções. Rui Algarvio, mais?
Vítor Cavalinhos. Rui Algarvio se faz favor”.
Rui Algarvio, da CDU, disse: “Defender o acesso à saúde como um direito humano constitui um
desígnio do Poder Local Democrático que afirma a saúde como fator diferenciador do estado de
desenvolvimento social e humano das sociedades. Uma sociedade com elevados níveis de saúde
proporciona igualdade de oportunidades, promove a equidade, a justiça social, o bem estar e a
felicidade das suas comunidades. Nesta medida o município do Seixal tem desde sempre assumido
a promoção da saúde e a prevenção da doença como uma prioridade da agenda política que se
tem materializado na concretização de projetos e medidas conducentes à melhoria da saúde e da
qualidade de vida dos munícipes, dinamizados em parceria com os diversos setores do município

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entre os quais, o da saúde. As grandes opções do orçamento de 2019 aprofundam uma dinâmica
de colaboração intersetorial, tentando contribuir para a resolução de problemas de forma
integrada através da intervenção nas variáveis que condicionam a modificação de
comportamentos, de modo a que as populações possam desenvolver na plenitude as suas
capacidades físicas, intelectuais e afetivas. A participação do município do Seixal na Rede
Portuguesa de Municípios Saudáveis e na Rede Europeia de Cidades Saudáveis da Organização
Mundial da Saúde, reforçando o projeto saúde para todos, constitui um excelente exemplo de
uma dinâmica local de promoção de saúde bem sucedida. A aprovação das GOP permitirá que em
2019 se aprofunde e promova o projeto Seixal Saudável e as suas várias ações, como são a festa
das 9 luas, a preparação para o nascimento e a parentalidade, prevenir em coleção, aventura na
cidade, imagem e movimento, transforma o teu lanche, casa das emoções, segurança rodoviária,
conversas com a saúde entre muitas outras ações. É fundamental continuar a aprofundar
parcerias com as instituições de saúde locais das quais resultem mais valias para a população,
nomeadamente os projetos de saúde comunitária, Saúde sobre Rodas, saúde oral e o Gira Lua. Em
contraposição a este dinâmica local temos assistido ao longo dos anos a um claro desinvestimento
na área da saúde por parte dos sucessivos governos. O que resulta num total desrespeito pela vida
e pela saúde das populações que tem levado a que persistam situações de redução de horários de
funcionamento de serviços e uma enorme carência de profissionais de saúde e falta de
investimento em novos equipamentos de saúde. O município do Seixal tem estado na linha da
frente, defendendo os interesses das populações ao reivindicar mais e melhores respostas no
acesso à saúde, exigindo-o junto do Estado central medidas que permitam uma resposta
adequada às necessidades das populações em matéria de cuidados de saúde primários e de
cuidados hospitalares. Em 2017 e 2018 o município do Seixal estabeleceu com o Ministério da
Saúde dois acordos: um para a construção do novo Centro de Saúde de Corroios e outro que foi
uma adenda ao protocolo para a construção do hospital no Seixal, onde a Câmara Municipal do
Seixal assumiu um considerável compromisso financeiro de modo a poder dar resposta às
necessidades das populações. Assim, a autarquia cumpre com a sua palavra ao passo que o
Governo Central por via de sucessivos adiamentos inexplicáveis dos seus compromissos continua a
demonstrar pouco interesse pela melhoria da saúde das populações do concelho”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vítor cavalinhos”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “Analisamos hoje as Grandes Opções do Plano e Orçamento para
2019. A primeira constatação que pretendemos fazer sem nenhuma satisfação é que o atual
governo à semelhança dos anteriores teima em não cumprir a Lei das Finanças Locais que retira ao
concelho verbas consideráveis. O orçamento para 2019, no valor de 89 milhões de euros, cresce
2,5 milhões em comparação com o de 2018 que era de 86,5 milhões de euros. Do lado da receita
verifica-se que a mesma vem apresentando ao longo dos últimos anos uma estabilidade em
termos de rigor e realismo na sua previsão, contrariamente ao que acontecia num passado não
muito distante, muito por exigência do Plano de Consolidação Orçamental. A receita cresce 2,9%,

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relativamente a 2018, proveniente do crescimento dos impostos diretos e da venda de bens e


serviços. Regista-se que há uma redução do crescimento da receita que em 2018 tinha sido de
4,11% relativamente a 2017. Em termos dos impostos diretos é de referir a subida da receita do
IMT que se perspetiva aumentar em quase 2 milhões de euros e que é um sinal demonstrativo de
alguma dinâmica da atividade económica. Merece referência positiva a baixa da taxa de IMI de
0,395% para 0,390%. Do lado de despesa verificam-se algumas alterações dignas de registo. As
despesas com pessoal crescem 0,83%, fruto da melhoria das condições remuneratórias dos
trabalhadores. A aquisição de bens e serviços reduz 4,05%. Dois factos que o Bloco considera
relevantes são o resultado líquido do exercício no qual os proveitos superam os custos e a redução
da dívida do município. No que diz respeito à participação da população na vida do concelho o BE
entende como fundamental o envolvimento e participação da população na procura de soluções,
valorizando os seus contributos e ideias. É preciso encontrar formas que potenciem essa
participação. O BE defende a continuidade das reuniões de câmara descentralizadas em horário
noturno e com mais frequência. O BE continua a defender a implantação de um modelo de
orçamento participativo. As GOP de 2018 inscreveram o objetivo de implementar um projeto de
participação de população, dotando tal objetivo com um financiamento de 300 mil euros. Tal
projeto não saiu do papel. As GOP de 2019 inscrevem de novo o objetivo de o pôr em prática.
Quanto à análise das Grandes Opções do Plano, mantemos a atitude de sempre, valorizar o que
têm de positivo e assinalar as suas insuficiências, as suas debilidades e as más opções que as
enformam. Fazemos a sua apreciação em função dos nossos critérios e não apagamos as nossas
divergências. Aspetos que valorizamos: A prestação do serviço público; políticas sociais, no âmbito
da Ação Social Escolar e de apoios diversificados às várias associações e instituições sociais,
desportivas e culturais que no nosso concelho desenvolvem a sua ação. O Projeto de Participação
da População o aumento do apoio às freguesias, projeto de construção de habitação a custos
controlados para jovens. O apoio municipal ao Programa de Realojamento de Vale de Chícharos, o
aumento da comparticipação de apoio aos Bombeiros do Concelho, particular relevância assume a
construção em curso do quartel de Bombeiros Mistos de Amora. A reabilitação dos Bairros Sociais,
já prevista em 2018, mas adiada para 2019. A finalização da requalificação do Mercado da Cruz de
Pau, a finalização da requalificação da EB1/JI D. Nuno Álvares Pereira em Miratejo, a construção
da Universidade Sénior. Aspetos que consideramos negativos: O fraco investimento no que diz
respeito ao desenvolvimento económico, nomeadamente no investimento e apoio às micro e
pequenas empresas. Custos do Boletim Municipal. A este propósito convém recordar que o BE foi
o primeiro partido no Seixal a defender a abertura do Boletim Municipal a todas as forças políticas
através de colunas de opinião. Defendemos uma edição mensal para diminuir os seus custos. Em
2018 criticámos o adiamento para 2019 de todos os projetos de requalificação e ampliação de
escolas e construção de jardins de infância (EB1/JI Qta. de Santo António, Aldeia de Paio Pires, EB
da Arrentela e Jardim de Infância da Quinta de S. Nicolau). Os objetivos assumidos nesta área para
2019 são no mínimo pouco ambiciosos: ampliação da EB1/JI Quinta de Santo António só pronta

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em 2020; ampliação da EB1/JI Aldeia de Paio Pires só pronta em 2022. O Jardim de Infância da
Quinta de S. Nicolau só pronto em 2022. A requalificação e ampliação da EB da Arrentela só
pronta em 2021. A requalificação e ampliação da EB do Bairro Novo só pronta em 2021. Ainda na
área da educação outro aspeto que nos merece particular reprovação é a continuação do turno
duplo, não se notando nenhuma preocupação do executivo em alterar esta situação lamentável
que já só quase persiste no nosso concelho. Merece referência crítica o conjunto de projetos de
inegável necessidade e mérito, mas que transitam de ano para ano e vão sendo eternamente
adiados. Os mais relevantes têm um financiamento residual neste orçamento e a sua
concretização só será eventualmente levada acabo em 2022. Registam-se alguns: Loja do
Munícipe de Fernão Ferro; instalação da Loja do Cidadão; Pavilhão Multiusos da Amora; Núcleo
Náutica de Recreio de Amora; Ponte Pedonal Seixal-Barreiro; Centro Cultural de Amora; Centro
Residencial para Pessoas com Deficiência; Apoio Municipal ao Programa Prohabita. O Plano
Municipal de Habitação continua a ser um projeto eternamente adiado e que é urgente elaborar e
executar. Ainda a propósito de habitação convém lembrar que a Assembleia Municipal aprovou
por unanimidade no dia 5 de Julho de 2018 uma recomendação ao executivo para elaborar com
urgência a estratégia local e priorize as soluções habitacionais que pretende ver desenvolvidas no
município ao abrigo do 1º direito - Decreto-lei 37/2018 de 4 de Junho. Outros projetos e
intenções que merecem do BE fundadas reservas o previsto Eco-resort do Seixal - desconhecemos
tudo acerca do mesmo; a prevista profusão de hotéis causa-nos justificadas desconfianças, porque
não queremos que o Seixal venha a ser vítima da pressão turística que vive a outra margem do
Tejo. O plano acena com 800 milhões de investimento público e privado. Desconhecemos tais
projetos. O plano perspetiva “novos usos económicos e produtivos para os 537 hectares
disponíveis na envolvente da fábrica SN.” Desconhecemos tais projetos. O BE manifesta a sua
oposição ao investimento municipal de 3 milhões de euros na construção do troço da alternativa à
Estrada Nacional 10 até à Amora. Essa é uma responsabilidade do poder central. O que a
sociedade precisa mesmo é de mais e melhores transportes públicos. O BE sugere que se utilize
essa verba para investir no parque escolar para acabar de vez com o turno duplo. O BE manifesta-
se contra a transformação do palacete da Quinta da Fidalga em hotel de charme. Deve ser um
projeto de vertente cultural. A Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, que continua lamentavelmente
sem cumprir o seu objetivo primordial, ser oficina de artes, é um exemplo inadmissível de
utilização do erário público para uma obra de mérito, que é, mas que continua a ser pouco mais
que um armazém. Como sempre fez, o Bloco analisa as GOP e o Orçamento de uma forma
equilibrada, relevando os seus propósitos e propostas com mérito e assinalando as suas
insuficiências e opções que consideramos erradas e em consequência dessa apreciação o BE
abster-se-á na votação das GOP e Orçamento para 2019. O Bloco com esta abstenção faz o que
tem feito desde sempre; o Bloco nunca votou a favor das Grandes Opções do Plano e só uma vez
votou contra. O Bloco mantém a sua coerência com base numa avaliação dos méritos, das

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deficiências, do nosso ponto de vista, mas é evidente que assumimos uma posição política e esse
voto também tem a ver com isso”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “O Bloco excedeu o tempo, nós vamos depois
compensar todos com uma tolerância. Nós gastaremos todo o tempo que for necessário para ter
orçamento. Portanto, se for essa a ideia o PS até poderá ter um bónus. Mais inscrições? Luís
Gonçalves”.
Luís Gonçalves, do PS, disse: “Quero vir falar sobre desporto, uma das áreas da nossa Câmara. O
Seixal na área de desporto é marcado por um movimento associativo muito forte e dinâmico,
estas caraterísticas acabam por contrastar com o egoísmo da Câmara em termos de investimento.
É que coerência em política é uma virtude admirável mas o que temos aqui não é coerência, o que
temos aqui é imobilismo, são compromissos adiados, são promessas que se eternizam sem
concretização. Desde logo é certo que hoje votamos as GOP de 2019 e não o relatório e contas de
2018 mas hoje votamos o orçamento e as contas para 2019 e não uma vaga declaração de
intenções sem verba cabimentada. Assim, pese se concordem com os investimentos em
infraestruturas, a verdade é que nos fica a impressão que há coisas que vão sendo colocadas
nestes documentos para encher, não se fazendo intenção de realizar a obra já ou fazendo-a,
realizando-a muito devagarinho, se fossem pilhas era ótimo, dura, dura, dura, são obras!
Demoram, tardam, faltam. Naquilo que são apresentadas como principais opções são exemplo a
inclusão das medidas, projeto para a construção do pavilhão desportivo de Amora direcionado
para o voleibol e requalificar o complexo municipal de atletismo Carla Sacramento mas soa
familiar. A apresentação destas medidas para 2019 é igual à apresentada em 2018. Estas são
mesmos iguais, mas por exemplo temos a evolução de desenvolver para realizar os projetos de um
novo estádio de futebol em Vale de Milhaços, diga-se na prática não há verba cabimentada na
mesma. Se isto não se fazia, porquê incluir em toda a medida neste documento anual. De resto
saudamos e associamos à preocupação de requalificar os equipamentos desportivos do
movimento associativo popular querendo mais e melhores respostas para a população, bem como
promover o desporto adaptado como forma de inclusão das pessoas com deficiência e projeção de
atletas para-olímpicos. Contudo, estas são mesmos declarações de intenções que em sede de
discussão orçamental se deveria pormenorizar e detalhar melhor. Por falar em detalhe e indo
aqui ao pormenor chamava a atenção para a alocação das verbas para a construção das piscinas
na Aldeia de Paio Pires anunciava-se nos investimentos plurianuais do ano passado 1,5 milhões de
euros em 2019, passou a 800 mil euros porquê? Para o estádio da Medideira anunciava-se 1
milhão de euros em 2019, passou a 5 mil euros porquê? Para o novo pavilhão de Fernão ferro
anunciavam-se 50 mil euros em 2019 passou a 5 mil euros porquê? Para a segunda fase do parque
urbano do Seixal estavam previstos 200 mil euros, temos agora 1000 euros, porquê? Para o
complexo desportivo do Clube associativo de Santa Marta do Pinhal anunciavam-se 529 mil euros
em 2018 sem verba futura, como não se construiu e agora se anuncia para 2019 229, 230 e 350
mil euros para 2020, o que nós temos não é uma boa gestão porque daqui a uns tempos vamos ter

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o embandeirar em arco com um super avido orçamental, uma excelente gestão orçamental. O que
nós temos aqui não é boa gestão, o que nós temos aqui é não executar a verba cabimentada e
portanto, ficamos com o dinheiro porque não desaparece, verdade seja dita, nem é só no
desporto por exemplo, para o centro Internacional da Medalha Contemporânea promessa que já
vinha do passado anunciavam-se 400 mil euros para 2019, passou para 230 mil euros agora e
vamos ver se é executada. Termino dizendo que não concordamos com o orçamento mas é de
referir que a credibilidade do documento fica afetada pelas sistemáticas falhas de execução das
sucessivas maiorias CDU”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mais intervenções? Então qual é o ponto de
ordem? ”.
Paulo Silva da CDU disse: “Nos termos regimentais no final há uma última ronda pelos partidos …
na discussão do orçamento. Está no regimento! (discurso inaudível).
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vocês querem interromper a Assembleia Municipal
e querem conversar é? A Assembleia Municipal está interrompida cinco minutos, porque isto
assim não funciona!”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Vamos recomeçar. Os tempos nesta altura com as
atualizações, com este ajustamento proporcional que feito aqui pela Mesa, a Câmara tem 15
minutos., PS 9, PSD 7, a CDU 39, o PAN 4,5, CDS 7,5 e a Junta de Freguesia de Fernão Ferro 13
minutos. O Bloco de Esquerda já esgotou. Inscrições? Bruno Barata era para um ponto de ordem à
Mesa”.
Bruno Barata, do PS, disse: “O meu ponto de ordem à Mesa tem a ver com o seguinte: o senhor
Presidente estava a insistir para as inscrições e havia aqui algum impasse e se bem me recordo o
senhor Presidente que faria intenção de intervir disse no inicio que na qualidade de Presidente ia
deixar que todos os grupos fizessem a sua intervenção para aí sim, intervir, tendo em
consideração que todos os grupos já fizeram a sua intervenção, eu muito desejaria ouvir as sábias
palavras do senhor Presidente”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Eu fico sensibilizado até por esta simpatia do Bruno
Barata mas quis a Mesa dar espaço para que todos pudessem intervir. Significa que está atento
com uma atitude de ajudar o funcionamento da Assembleia Municipal. Pergunto se há inscrições?
Eu retomo a minha inscrição e até para ajudar faria uma curta intervenção. Esta minha
intervenção enquanto Presidente Assembleia Municipal, não é normal intervir e a Mesa intervir,
mas justifica-se em face do quadro que nesta altura parece perspetivar a não aprovação por este
órgão das Grandes Opções do Plano e do Orçamento para 2019. Trata-se de uma leitura em
consonância com as intervenções já produzidas ontem, e hoje também, pelo PS, PSD e PAN e em
concreto hoje pelo CDS e pelo que se pode inferir o posicionamento do Presidente da Junta de
Fernão Ferro. A confirmar-se tal constituirá um quadro inusitado da vida do concelho em quatro
décadas de Poder Local, uma circunstancia, estamos perante uma coligação negativa,

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empobrecedora da democracia e da vida municipal e um incomensurável prejuízo para as


respostas às necessidades e legitimas expetativas da nossa população, comunidade educativa,
instituições sociais, agentes culturais, desportivos e económicos; ou seja, hoje o voto contra o
orçamento é um voto contra o concelho, o seu desenvolvimento sustentado e o seu progresso e
qualidade de vida da população, as legitimas aspirações dos trabalhadores municipais, o
investimento em equipamentos coletivos, a qualificação do serviço público, a promoção do
turismo e da atividade económica, a regeneração dos núcleos urbanos antigos, o apoio ao
movimento associativo e às associações humanitárias de bombeiros - com um parênteses: no
levantamento que a Associação Nacional de Municípios Portugueses fez no ano passado o
concelho do Seixal é o terceiro concelho em Portugal com maior apoio aos bombeiros voluntários.
Fica o registo para quem não conheça; e com que argumentos fundamentados ou propostas
alternativas? Nenhuns como ontem bem se viu nas intervenções do PS e do PSD e do PAN e hoje
do CDS; o que preside é a estratégia partidária de obstaculizar a gestão da Câmara, colocando os
interesses de partido e de grupo acima das necessidades das populações. O PS e o PSD não
colocaram nenhuma questão em concreto em relação às propostas do orçamento e foram longe
na hipocrisia política. Não será bom para o concelho a não aprovação das GOP e do orçamento,
mas não é um problema nosso. Ao PAN sugiro que reflita uma visão mais global da vida municipal,
sendo que mesmo que fossem apenas - e não são como o senhor Presidente explicou - seis
propostas as acolhidas, tal significaria uma interessante participação, é só fazer as contas em 1800
rubricas das GOP face à sua representatividade de 1 para 33 neste órgão. Eu não sei, a aprovação
do André Silva hoje na Assembleia da República, quantas propostas é que o PAN fez, mas é apenas
um exercício que nós todos devemos fazer. O PS não assume compromissos que livremente
aceitou e vota mesmo contra as responsabilidades de gestão no âmbito dos respetivos pelouros
que tem na Câmara. O PS rompe os compromissos por mera tática política porque é incapaz de ser
alternativa credível, tem receio do trabalho sério da CDU e do seu património neste concelho,
refugia-se na única justificação que apresentou, é um orçamento eleitoralista para 2021. Ainda
bem, senhor Presidente da Câmara, felicito-o porque só haverá obra em 2021 se existir
planeamento sustentado como é o caso, se existir hoje trabalho e obra como está à vista de todos
aqueles que olham, em primeiro lugar, para os interesses da população e não para interesses
próprios; e é um argumento de que é um orçamento de cópia e cola, contrapõe as GOP e o
orçamento com capacidade de investimento, saúde financeira, superadas as dificuldades que
fomos capazes. Continuidade e criatividade do projeto da CDU. Saúde financeira ao melhor nível
do país, conforme o anuário financeiro e que eu testemunho no âmbito dos dados que dispõe a
Associação Nacional de Municípios Portugueses. O PSD deve estar a falar de Aveiro ou, na área do
PS, também podia referir Portimão, como o primeiro e os segundos mais endividados do país e
cujo saneamento financeiro conta com a ajuda, neste orçamento, também do Seixal através da
comparticipação para o fundo de apoio municipal. Estamos a ajudar também a população de
Aveiro e Portimão e de muitos outros no país. Tomara que o país estivesse como o Seixal com uma

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percentagem, um peso de endividamento de 60% quando o de Portugal é de 130 e o peso do


endividamento do Seixal é dos mais baixos do país nesta altura. Rui Belchior, era bom um
exercício, a leitura do anuário, acho que interessa a todos os autarcas. Tomara o país estar em
índices na linha da frente na União Europeia, como estamos nos 15 primeiros em 308 municípios
como ontem bem evidenciou o senhor Presidente da Câmara com base nos dados insuspeitos e
credíveis, uma vez mais, do anuário financeiro. Mas ainda, senhor líder do PSD Rui Belchior, o seu
voto é também contra as boas sugestões que integram a proposta de orçamento apresentadas
pelo vereador do património e para o concelho ficar beneficiado, também depende de si e do seu
voto, mas valerá ainda a pena, fi-lo em ligeiro percurso pelos diversos programas eleitorais do PS
ao PSD e passando pelo movimento Somos Fernão Ferro, façam esse exercício que é interessante,
e constatarão que um grande número de propostas dos diversos partidos que se apresentaram em
termos eleitorais integram as GOP e o orçamento, não só para este ano, mas na perspetiva de
2021 o que tornará ainda mais injustificável o voto contra; injustificável perante a população e os
seus eleitores; mesmo sem orçamento aprovado, se for esse o caso, o concelho com a CDU não irá
parar mas serão acrescidas as dificuldades para a resposta que a nossa população merece. Será
assim, por exemplo, com o cemitério e o pavilhão desportivo de Fernão Ferro ou o Estádio do
Amora Futebol Clube ou a ampliação de escolas ou a qualificação da rede viária ou a valorização
da recolha de resíduos urbanos; e em que quadro é que ficará - naturalmente que é uma
preocupação que não deixarão de partilhar - a aquisição deste edifício que deliberámos
recentemente por unanimidade? Uma pequena nota breve a propósito de várias intervenções
transversais a todos, e não posso deixar aqui de referir como autarca de muitos anos também
neste concelho e com as atuais responsabilidades até de âmbito nacional, que é a «cassete»; para
mim isto é uma verdadeira «cassete» quando a oposição diz que a CDU se centra na reivindicação
e nas culpas dos poderes centrais ou dos governos. Era o que faltava que neste concelho não
tivéssemos capacidade reivindicativa em nome das populações, que não exigíssemos ao Governo
os investimentos a que temos direito e para os quais pagamos impostos, no IRS ou nas empresas,
e que esses investimentos, como aconteceu ao longo de anos na margem sul e no concelho do
Seixal com vários governos, fossem, por opções partidárias, desviados para outros concelhos. Ah!,
sim então, o Centro de Saúde de Corroios que é competência do Governo e mesmo assim, ainda
irá ficar até na transferência de competências, veja lá Rui Belchior! Se calhar, não conhecem isto,
nós estivemos contra o modelo, mas o investimento em equipamentos de saúde, mesmo com a
transferência fica na área do Poder Central porque a ele compete que nós não defendêssemos
investimentos e valeu a pena em várias e tantas matérias como aquelas que já aqui falámos e que
tão bem conhecem. Este é um bom plano de atividades e orçamento. Aliás, uma outra «cassete» é
que é pouco amigo das famílias. Então, mas não estamos num dos concelhos que mais desceu o
IMI? Não estamos num dos concelhos que tem a fatura da água e dos resíduos e dos efluentes
mais baixa das duas áreas metropolitanas? uma das mais baixas! E que tem taxas urbanísticas ou
de derrama reduzidas? Se isto não é apoio às famílias e apoio à atividade económica onde é que

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está a «cassete» que tantas vezes dizem vir da CDU? É uma «cassete» da oposição por falta de
argumentos, por falta de proposta e por falta de alternativa. Este é um bom plano de atividades e
orçamento porque é bom para a população, para o desenvolvimento do concelho. Está nas vossas
mãos a decisão que vos responsabilizará perante a população e no futuro imediato. Mais
intervenções? Não havendo mais intervenções, vamos para a ronda final que é do regimento e eu
não questiono. Eu é que dirijo e conheço tão bem como todos o regimento. Agora, eu pergunto se
há intervenções antes da ronda final; Então, vamos para a ronda final! Não há mais intervenções,
faremos uma ronda final e eu dou a palavra ao senhor Presidente da Câmara”.
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Eu sou um autarca também com alguns anos, 16 no
exercício de funções no concelho do Seixal, já presenciei 16 discussões de orçamento, os últimos 5
com funções acrescidas em termos de responsabilidade, mas confesso que é a primeira vez que
assisti a uma discussão no orçamento sem o discutir, isto é no conjunto ...”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Ó, senhor Presidente da Câmara peço-lhe imensa
desculpa de o estar a interromper mas houve aqui um lapso da mesa e que nenhum dos líderes
ajudou, é que no quadro do regimento é o Presidente da Câmara que fecha. Senhor Presidente
peço imensa desculpa houve aqui um lapso coletivo. Portanto, agora é a ronda e por ordem de
intervenção, pergunto a Fernão Ferro se quer intervir? Se não quiser não é obrigado”.
Carlos Reis, Presidente da Junta de Fernão Ferro, disse: “Foi opção da Câmara Municipal do Seixal
não convocar o Presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro em representação do Grupo
Municipal de cidadãos eleitores Somos Fernão Ferro, nos termos do estatuto do direito da
oposição Lei 24/98 de 26 de maio, que refere no artigo 3º do nº 3 que a titularidade do direito da
oposição é ainda reconhecida aos grupos de cidadãos eleitores. Para além do que refere a
Constituição da República Portuguesa no seu artigo 114, n.º2, ou seja, é reconhecido às minorias o
direito de oposição democrática. Não foi por esta razão permitida da devida e justa participação
democrática por parte do Somos Fernão Ferro na construção de um documento de gestão do
município do Seixal, note-se que já aconteceu exatamente a mesma coisa no âmbito da delegação
de competências, documento de real importância na vida do concelho e da população pelo que
confrontados com esta impossibilidade e desconhecendo o seu conteúdo até dia 20 de novembro
de 2018, muito depois da sua aprovação em sessão de Câmara, consideramos que as opções do
plano e a proposta de orçamento para 2019 não estão legitimadas para vir a esta Assembleia, uma
vez que não foi cumprido o estatuto do direito de oposição, razões pelas quais está justificada e
fundamentado o voto contra do Grupo Municipal Somos Fernão Ferro”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “CDS, se faz favor, João Rebelo”.
João Rebelo, do CDS-PP, disse: “Eu não vou repetir parte dos argumentos que já aqui expliquei à
bocado mas há uma parte da narrativa que foi aqui exposta pelo senhor Presidente da Assembleia
Municipal e que será provavelmente também a narrativa do senhor Presidente da Câmara e da
bancada da CDU, tem haver que se este orçamento não for aprovado vem aí uma desgraça e a

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responsabilidade é toda da oposição. Não sei se há adjudicação recente de mais cartazes para
serem colocados, há uma semana atrás a adjudicação na Câmara para mais cartazes serem
colocados se tem a ver com isso ou não, para depois atacarem a oposição mas eu gostaria de
explicar duas ou três razões para o qual o voto contra do CDS está exatamente tendo em conta o
que tem sido a nossa postura ao longo do tempo. Primeiro, eu estou aqui porque em termos da
votação que tivemos sempre mostrámos as nossas criticas ou demonstrámos eleitoralmente as
nossas criticas à Câmara da CDU este modelo de governação. Portanto, é absolutamente legitimo
votar contra este orçamento seria era ilegítimo e defraudar quem votou em nós nas últimas
eleições de votar exatamente um orçamento que tem tudo a ver com os orçamentos do passado
seria ilógico da nossa parte ter outro tipo de comportamento e defraudar quem votou e quem
vota no PS ou votou no PAN ou votou no Bloco de Esquerda ou votou no movimento de Fernão
Ferro porque não votaram na CDU. Depois, eu já disse, já afirmei e já manifestei esta crítica ao
executivo camarário e ainda não mudaram o chip, ou seja, já não têm maioria absoluta mas
continuam a praticar e a executar o poder político como se estivessem em maioria absoluta e está
acontecer agora exatamente o que aconteceu quando nós discutimos as transferências de funções
e de atribuições para as juntas de freguesia em que o projeto chumbou porque não houve esse
diálogo, chumbou não! Foi retirado à ultima da hora para não ser chumbado, mas essa prática e
esta atitude da Assembleia Municipal forçou o executivo a uma melhor negociação, não foi
perfeita mas uma melhor negociação com a Junta de Freguesia de Fernão Ferro; mas também
ouvimos o que estamos a ouvir aqui, que vem aí desgraça, vão paralisar as juntas, é uma
catástrofe etc… não! Correu bem porque depois foram alteradas as propostas para melhorar essa
mesma postura e aí sim, acolheu a maioria dos votos das várias bancadas. Aliás, não houve votos
contra porque houve a abstenção do PSD e do CDS e a votação favorável de todos os outros. Os
partidos alteraram o seu sentido de voto porque tinham exatamente alterado a proposta. Estamos
exatamente no mesmo caminho mas também e aqui reafirmo o que foi dito pelos meus colegas
do PSD, do PAN, do Bloco de Esquerda e de Fernão Ferro. O Partido Socialista tem especialíssimas
responsabilidades e isso eu acompanho a critica que foi aqui feita. Então, têm pelouros e vão votar
contra o orçamento que permite o exercício, enfim de efetivar a ação desses mesmos pelouros.
Isso é que não faz sentido nenhum! Eu há bocado fiz o meu discurso e coloquei esta questão e
ainda não tivemos resposta do Partido Socialista, ou estão ou não estão? Isto é preciso clarificar
porque depois se altera, poderá até, eu lembro-me de um apelo que foi lançado pelo Bloco de
Esquerda antes de haver este acordo com o Partido Socialista um acordo assim um bocadinho
escondido, o Bloco de Esquerda disponibilizou-se em comunicado para uma maioria de esquerda
governar a Câmara Municipal, maioria no sentido de Bloco de Esquerda e CDU governarem a
Câmara Municipal. A CDU não quis, preferiu um acordo às escondidas com o Partido Socialista que
não está a resultar e isto é indiscutível. Portanto, o Partido Socialista deve também aqui uma
resposta a quem nos está a ouvir e que está aqui presente e também deve uma resposta aos
seixalenses porque têm responsabilidades porque assinaram esse acordo, a Mesa foi eleita com o

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apoio do Partido Socialista e da CDU e nós não podemos estar aqui a esconder como aqui foi dito
por colegas nossos, há aqui um elefante que as pessoas veem que está lá, cheira a elefante, mas
não é elefante. Desculpem lá mas esta clarificação é necessária e é urgente. Termino, senhor
Presidente, estou a ultrapassar o meu tempo, a legitimidade do voto contra do CDS é exatamente
que quem votou em nós não estava à espera que nós caucionássemos orçamentos da CDU que
são iguais ao que foi feito; e isto o concelho não merece, daí o nosso voto contra”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Só dar um esclarecimento ao senhor Presidente da
Junta de Fernão Ferro, o senhor Presidente da Junta de Fernão Ferro no quadro legal não está ao
abrigo do estatuto da oposição. O estatuto da oposição é para os partidos. Aliás, o senhor
Presidente da Junta não está aqui a representar, não é membro da Assembleia Municipal,
enquanto representante do movimento Somos Fernão Ferro. Está na Assembleia Municipal no
quadro legal enquanto Presidente da Junta de Fernão Ferro, não em representação do
movimento. Portanto, alegou o estatuto da oposição e não tem enquadramento legal para o
estatuto da oposição. PAN se faz favor”.
André Nunes, do PAN, disse: “Breves notas, começar pela primeira que me parece aquela que é
pelo menos no nosso entender fulcral. Existe um ofício da Presidência da Câmara Municipal, do
senhor Presidente, que comprova aquilo que ontem o Grupo Municipal do PAN aqui disse, é que
as 26 ou 30 propostas que possam eventualmente ter sido feitas por nós, não foram consideradas
na totalidade. Aliás, na segunda feira, em sede de comissão de desenvolvimento eram 29 em 30,
ontem passaram a ser 30 em 30. Entretanto, a ver pelas palavras do senhor Presidente, houve
uma medida que veio a ser implementada já depois do orçamento estar a ser aprovado na Câmara
Municipal. Agora seja como for existe efetivamente um ofício que atesta que as medidas que o
PAN propôs não foram adotadas. Portanto, vir dizer, como o senhor Presidente da Mesa da
Assembleia aqui vem dizer e como já ontem o senhor Presidente da Câmara tinha dito, não é
verdade e o ofício atesta-o. Portanto, esse era o ponto prévio que se imponha começar por dizer.
O eleito João Rebelo já falou um pouco na questão da responsabilização e que vai ser feita à
oposição mas seria interessante perceber, desde logo é a desresponsabilização que está a ser feita
pela Câmara Municipal e por maioria pelo senhor Presidente da Mesa da Assembleia que
aparentemente continua a não perceber que existe um quadro atualmente nesta Assembleia que
não é o mesmo quadro que resultou nas últimas décadas de democracia e portanto, esta
desresponsabilização é fácil enfatizar e é fácil colocar o foco na questão da responsabilização da
oposição, mas isso só demonstra que continuam a não perceber que esse quadro mudou e seria
interessante que numa ótica de construtiva e se efetivamente o que nos move a todos e deduzo
que sim que é isso que nos move a todos é um melhor concelho seria interessante mudar a ficha.
Até porque e só para concluir a questão da coragem. Eu discordo profundamente aquilo que foi
dito pelo senhor Presidente da Mesa da Assembleia justamente porque nós, oposição, não temos
interesse nenhum em chumbar o orçamento quanto mais não seja porque sermos nós os
principais visados por esse chumbo. Não temos, nem dispomos dos meios que a Câmara Municipal

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dispõe ao nível do marketing e se o fazemos é por um imperativo de consciência; eu falo por mim,
não poderei falar pelos outros grupos, mas por um imperativo de consciência e pegando naquilo
que o eleito João Rebelo disse, essencialmente por respeito ao eleitorado do PAN que não
esperaria que viabilizássemos um orçamento em que, na melhor das hipóteses, repito, das 30 ou
das 26, porque efetivamente nós, por escrito, apresentámos 26, apresentam na melhor das
hipóteses 6! Portanto, o repto que nós gostaríamos de deixar, uma vez que o chumbo me parece
ser evidente, era em vez de estarmos a prolongar este discurso fúnebre, mais vale é começarmos
a olhar em frente e desta vez eu exorto o senhor Presidente da Câmara a escutar verdadeiramente
a oposição e a fazer refletir no orçamento a ser aprovado aquilo que a oposição realmente
sugere”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Bloco”.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse: “A primeira coisa que é preciso dizer aqui é o seguinte: o
orçamento se não for aprovado como se prevê que não venha a ser, a primeira nota é que não há
nenhuma tragédia no concelho do Seixal por o orçamento não ser aprovado. É preciso termos
calma e não transformarmos em tragédia uma coisa que não tem tragédia nenhuma e nem a
Câmara fica paralisada e nem fica em perigo os salários dos 1600 trabalhadores como o senhor
Presidente se calhar por exagero ou de linguagem ontem disse aqui. Não fica em perigo nada
dessas coisas porque a Câmara de acordo com a Lei até o orçamento ser aprovado terá que gastar
em cada mês aquilo que gastou no orçamento de 2018, além de tudo mais ainda pode fazer
revisões orçamentais e pode ir resolvendo os problemas. Esta primeira nota é para desvalorizar ou
dar pouca importância àquilo que se pode vir aqui a passar não é nada para isso. Se o orçamento
for rejeitado não é a mesma coisa que beber um sumo de laranja, é uma coisa que tem uma
importância porque não aconteceu até hoje e é uma importância e não é uma coisa de somenos,
se não é uma tragédia que não é, mas é preciso também valorizar e ao mesmo tempo não
desvalorizar esse facto. E é preciso no seguimento daquilo que eu estou a dizer eu vou acabar as
minhas palavras agora como comecei na primeira intervenção, é preciso falar claro nesta
Assembleia Municipal, o senhor Presidente da Assembleia Municipal já disse que o Partido
Socialista não cumpriu os compromissos que fez, disse-o textualmente está gravado. Eu espero
que o senhor Presidente da Câmara também fale claro e também fale dessa matéria e que fale e
que diga claro o que é que negociou com o Partido Socialista e afirme aqui que o Partido Socialista
está a violar os acordos que fez nas negociações que teve com ele. Termino dizendo o seguinte, o
orçamento, se for aprovado, a responsabilidade principal, a Câmara que continuando a falar claro,
foi a Câmara que escolheu o parceiro preferencial com que negociou e com que se comprometeu,
foi a Câmara, foi o executivo, foi o senhor Presidente. Foi a Câmara que escolheu o Partido
Socialista como parceiro preferencial. Foi com o Partido Socialista que estabeleceu um acordo
informal não escrito e que foi o Partido Socialista que ficou com as vantagens, as pretendas de ter
esse acordo. Toda a gente conhece mais que não seja e quem assistiu a esta Assembleia Municipal
ficou a conhecer e portanto, dando nome às coisas todos temos que assumir as nossas

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responsabilidades mas uns têm que assumir mais responsabilidades que outros e quem tem
principalmente que assumir a responsabilidades desta situação com toda a franqueza e com toda
a frontalidade é a maioria da CDU que escolheu como parceiro o PS, é a vida! E o PS viola o que
estabeleceu, viola os acordos que estabeleceu com a CDU e esse é um facto, que está na opinião
pública. O Partido Socialista essa marca ficar-lhe -á se calhar até sempre e agora espero bem que
fique e cada um que assuma as suas responsabilidades e o Partido Socialista nesta matéria tem
que assumir as suas e não são poucas. O Bloco de Esquerda absteve-se na votação deste
orçamento. O Bloco de Esquerda não fez nada diferente daquilo que tem feito até aqui e foi claro
como tem sido sempre claro, reconhecemos vantagens, tivemos oportunidade de o dizer e no
orçamento estão opções que não são as nossas opções e acho que isto é uma evidência, senão
não éramos do Bloco de Esquerda, não tem nada de extraordinário. Já agora uma nota final
também para isto não ser nenhum ambiente de nenhuma tragédia; eu uma vez desafiei o Paulo
Silva aqui numa Assembleia Municipal que informasse esta Assembleia Municipal em que
autarquia é que a CDU, não tendo pelouros atribuídos ou não estando no poder, quais são os
orçamentos que vota a favor? Dá-me ideia que nenhum e tem toda a legitimidade para isso; a CDU
nas diversas autarquias onde está na oposição, normalmente, ou vota contra ou abstém-se e isso
é a democracia e é o exercício da democracia. Aqui também estamos em pleno exercício da
democracia, é por isso que se fez o 25 de abril e aqui os partidos vão votar e vão assumir as suas
responsabilidades. Era só.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Rui Belchior”.
Rui Belchior, do PSD, disse: “Eu queria dizer, não querendo eternizar esta discussão e de fazer
uma espécie de ping pong com o Vítor Cavalinhos mas, em nome do meu bom nome, tenho que
dizer aqui qualquer coisa mais sobre o assunto até na medida porque o senhor Presidente como
toda a gente reparou aproveitou exatamente a inconfidência que o Vítor Cavalinhos à sua
maneira e descontextualizada, repito, fez para dizer que havia hipocrisia, da parte do PSD, etc. e
mais uma vez quero clarificar que é evidente que o PSD não tem nenhum interesse que o
município não tenha um orçamento. O que eu quero dizer é que não tem que ser o PSD por todos
os motivos e mais alguns a aprovar este orçamento. É uma coisa bastante clara quanto a nós.
Portanto, quanto a isso parece que estamos claros. Depois rejeitamos veementemente que nós o
PSD tenhamos composto aqui uma espécie de coligação negativa, rejeitamos. Aliás, sobre isto não
falemos de coligações negativas, temos o exemplo claríssimo hoje, atualmente, na Assembleia da
República de partidos que perderam as eleições e estão a governar e da qual a CDU apoia e aprova
orçamentos e etc. Portanto, não falemos de coligações negativas. Depois, dizer que o PSD ao
contrário do que aqui foi afirmado não votou a favor e explicou aqui abundantemente porque é
que não vota a favor, desde logo pela repetição de medidas que são anunciadas sucessivamente e
que nunca são concretizadas. Creio que isto é elemento suficiente para o PSD não se
comprometer. Depois dizer o seguinte: o orçamento é o instrumento político mais importante do
que qualquer órgão político do município e como instrumento político que é, é também uma

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questão política e somos nós o PSD, tendo de facto como aqui foi dito e muito bem pelo Vítor
Cavalinhos, tendo a CDU optado em sede de negociações pós eleitorais pelo PS é o PSD que tem
que viabilizar? Nós não aceitamos essa responsabilidade mas de modo nenhum! Aconteça o que
acontecer! O PSD jamais poderia ir por cima para usar esta expressão do Partido Socialista com
quem a CDU se comprometeu. Isto é preciso ficar claro! Não vale a pena vir com essa história da
responsabilização dos outros partidos, estão aqui seis partidos, estão todos errados, só a CDU é
que está certa, só a CDU é que fez o esforço, só a CDU é que é a vitima deste processo. A CDU é
que tinha a obrigação. Primeiro, de escolher melhor o seu parceiro, talvez. Depois ter nesta sede,
pressentindo que o quadro não era favorável, tinha que ter convencido pelo menos uma das
forças partidárias e bastava uma e não foi capaz e é essa reflexão que tem que fazer porquê que
não foram capazes? Porque isto é falta de competência política e falta de ser capazes para ser
redundante de convencer uma força política que fosse, uma! E é disto que estamos a falar”.
O 1º Secretário da Assembleia Municipal disse: “Tem a palavra agora o representante do Partido
Socialista, faz favor senhor deputado Samuel Cruz”.
Samuel Cruz, do PS, disse: “O poeta diz que o sonho comanda a vida e que sempre que um
homem sonha o mundo pula e avança, eu acredito nisso! Marx disse que o mundo prático
influencia decisivamente o pensamento e com a sua dialética simplificadamente na tese, antítese
e síntese se faz a boa filosofia. Também acredito nisso não sendo, no entanto, marxista. Aqui
chegado é caso para dizer que já fizemos a tese e já fizemos a antítese; é pois, o momento de fazer
a síntese. Poderemos fazer essa síntese de duas formas, vitimizarmo-nos, dizer que isto é uma
desgraça, que os trabalhadores não vão ter ordenados, o que, diga-se, é mentira porque o
legislador não é louco e criou a figura dos duodécimos e os duodécimos quer dizer que a Câmara
passa a ser gerida em doze parcelas, justamente para assegurar os salários dos trabalhadores; o
que não vai acontecer é um novo investimento e não vai acontecer durante breves dias porque
este discurso já foi ensaiado aquando da delegação de competências da juntas. Era uma tragédia,
tinha que ser aprovado porque se não só lá para maio ou para junho e para meio do ano, isto
nunca ia funcionar, afinal não foi aprovado, reunimo-nos todos, votámos de novo todos, foi
perfeitamente a tempo e mais! Todos batemos palmas, todos ficámos contentes porque
entendemos que a nova solução era melhor que a primeira solução. É isso que temos que fazer
neste momento, arregaçar as mangas e ir ao trabalho. Vai certamente haver uma solução porque
todas as forças políticas representadas na Câmara têm pelouros ou querem ter. Uma das coisas
que pode acontecer é os pelouros serem retirados aos vereadores do Partido Socialista, o eleito
Vítor Cavalinhos já pregou uma grande partida aqui ao seu camarada porque já sabemos que não
vai para exercer as suas funções ter carro, telemóvel ou assessor porque isso são prebendas , não
concordamos! Isto sim é o ponto zero da política, os meios que são disponibilizados a todos para
desempenhar o seu trabalho não são prebendas são instrumentos de trabalho e muito bem. Agora
sem fugir a nenhuma questão, quem foge é o senhor Presidente da Câmara que não quer ouvir”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Oh Samuel, se continua neste tom, em primeiro

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lugar eu vou estar atento a partir de agora e quando o senhor estiver a olhar para o computador
ou para o telemóvel eu vou chamar-lhe à atenção a si e a qualquer membro da assembleia porque
eu acho uma falta de elegância a toda a prova, e em segundo lugar, quando for à casa de banho eu
também vou dizer que o líder do PS foi à casa de banho. Vamos lá ver se a gente tem aqui
elevação na Assembleia Municipal, é o que se pede a todos e eu diria ao líder do PS. Faz favor”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Com toda a frontalidade senhor Presidente da Assembleia Municipal,
não retiro uma virgula àquilo que disse. O senhor Presidente da Câmara passou ontem toda a
noite a assinar postais de natal; uma coisa é estarmos com atenção a ouvirmos as intervenções
que são feitas e tomarmos os nossos apontamentos, outra coisa é despacharmos os postais de
natal para entregar nesta quadra, não é correto, não é assim que nos respeitamos uns aos outros”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Eu vou estar atento e também não retiro nada do
que disse”.
Samuel Cruz, do PS, disse: “Então, dizia eu acerca do compromisso, eu entendo perfeitamente a
intervenção do João Rebelo, tenho alguma dificuldade em entender as outras que foram feitas
sobre esta matéria; porquê? Porque no Seixal existe uma tradição de atribuir pelouros às forças da
oposição. Eu próprio fui eleito vereador em 2005, fui vereador de 2005 a 2013, desses 12 anos tive
pelouro 8, nos outros 4 também me foi atribuído um pelouro que eu entendi não aceitar
porque não tinha a dignidade suficiente para aquilo que tinha sido o resultado do Partido
Socialista. Diga-se que eram, aí sim, prebendas, tomar conta da Loja da Defesa do Consumidor que
tinha dois funcionários. Ora, de facto, um vereador e um assessor para gerir dois funcionários era
uma coisa que era inaceitável mas ainda assim a proposta foi feita. Desses 12 orçamentos, eu tive
enquanto vereador oportunidade de votar, votei 11 contra e abstive-me uma vez. Nunca qualquer
problema houve acerca disto. Aliás, lembro-me perfeitamente das palavras de Alfredo Monteiro
secundado pelo senhor Vereador Manuel Pires, num momento, em 2005, eu ainda miúdo, de
aceitar ou não aceitar o pelouro; disseram-me textualmente, o pelouro não condiciona de
qualquer forma; aqui essa não é a questão e nunca foi e eu não fujo às questões, tal como não foi
o ano passado. O Vereador Manuel Pires, eleito pelo PSD, tem pelouros e votou contra e nada de
mal veio ao mundo, não vi nunca qualquer indignação por parte desta assembleia. Francamente
não entendo o que é que mudou, mas é verdade que existe um entendimento, é o entendimento
que sempre existiu. Um entendimento que deve existir no seio da Câmara que é o entendimento
do todo, do senhor Presidente da Câmara, dos senhores vereadores, porque são uma equipa é
assim que o nosso sistema está organizado de terem um franco diálogo com todos e o
entendimento é este: franco diálogo no seio da Câmara e não obstaculizar aquilo que são os
dossiês prementes; e aqui é que divergimos de opinião. O Partido Socialista entende que esse
dever de diálogo foi quebrado e justifica-o. Eu não vou aqui ser fastidioso mas vou-vos dar um
pequeno exemplo, porque eu acho que a vida é feita de pequenas coisas. O Partido Socialista
apresentou várias propostas para serem discutidas na reunião de câmara, nenhuma chegou à

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discussão, o Partido Comunista é livre de votar contra, mas não! Recusou-se a ir à discussão,
recusou-se a fazer o debate democrático e não está correto. O Partido Socialista apresentou um
voto de pesar pela morte de António Arnaut, fundador do Sistema Nacional de Saúde que eu acho
que a todos orgulha. O senhor Presidente da Câmara escudou-se na falta de prazo regimental para
levar esse voto de pesar à discussão. Só há aqui um problema, é que se o PS tivesse respeitado o
prazo regimental para apresentar o voto de pesar teria forçosamente que ter apresentado o voto
de pesar pela morte de António Arnaut, antes de António Arnaut morrer, o que é francamente
desagradável, eu diria; mas há mais! A forma como todas estas coisas são geridas, o André há
bocadinho deu um exemplo que eu achei delicioso; de facto, na segunda feira reunimos; o senhor
Presidente da Câmara disse aceitei todas as propostas do PAN menos uma, não vai certamente
dizer que é mentira. Ontem senhor Presidente da Câmara veio aqui dizer que tinha aceite todas e
isso a mim coloca-me, um problema na votação porque das duas uma: ou não é verdade, coisa
que eu não quero acreditar, e não é certamente ou o orçamento foi modificado depois de ter sido
aprovado na Câmara e isso é uma ilegalidade e não pode acontecer. Portanto, é este tipo de
respeito que temos que ter uns pelos outros até pelos vereadores que trabalham consigo, senhor
Presidente!”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel acabou o tempo”.
Samuel Cruz, do PS, disse: “Eu vou terminar!”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Não! Mas terminou o tempo. Agora terminamos o
tempo”.
Samuel Cruz, do PS, disse: “Muito rapidamente. Dizia eu: Eu irei terminar mas quer dizer o Vítor
Cavalinhos veio aqui estendeu-se à vontade e depois foi dada uma extensão para todos, aqui o PS
está a falar e...”
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Mas está a propor uma extensão é? Voltamos ao
principio”.
Samuel Cruz, do PS, disse: “Vou terminar! Falta de respeito para com a equipa. O Vereador Marco
tem o pelouro da Proteção Civil, no fim da época dos fogos e bem, foi organizado um almoço com
todos os bombeiros do concelho. O Vereador Marco soube depois de ter acontecido, não está
correto! Na receção à comunidade educativa, todos os vereadores da CDU participaram, nenhum
dos vereadores da oposição foi convidado, não está correto! Para terminar, o Presidente da Junta
de Fernão Ferro que não foi chamado para discutir, refugiaram-se numa questão formal, eu quero
querer que não há perseguição política e nenhum dos presidentes da junta foi chamado para
discutir este orçamento, não está correto senhor Presidente, os presidentes da junta têm um
papel fundamental .“
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel vai continuar? Já passou 2 minutos!”
Samuel Cruz, do PS, disse: “Toda a gente pode falar menos eu”.

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Não! Não! Desculpe lá”.


Samuel Cruz, do PS, disse: “É a última coisa!”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Quer uma nova ronda?”
Samuel Cruz, do PS, disse: “A última coisa senhor Presidente que é uma proposta, ontem falou
aqui da ponte, a ponte não é uma prioridade, os fundos comunitários podem ser realocados a
outros, eu dou-lhe três propostas com o dinheiro que é para fazer uma ponte ciclável e pedonal
para o Barreiro pode fazer a rotunda da Pavil, pode alargar a Ponte da Fraternidade ou pode
acabar a … ”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Samuel, se isto for assim vou passar a cortar o som.
Samuel Cruz, do PS, disse: “Eu percebo a emoção”.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A sua emoção! Vamos lá ser claros, passou dois
minutos e disse-lhe 30 segundo antes. Paulo Silva”.
Paulo Silva, da CDU, disse: “Três notas muito breves e antes da intervenção que tinha preparado
sobre as afirmações aqui feitas pelo eleito Samuel Cruz. Primeiro, o senhor Presidente da Câmara
não pode estar agarrado ao telemóvel enquanto o senhor Samuel Cruz intervém mas o senhor
Vereador do Partido Socialista, Eduardo Rodrigues, pode estar agarrado ao telemóvel o tempo
todo a gravar a sua intervenção. Na verdade uma coerência total. Segunda constatação, o que o
senhor Presidente da Câmara diz na reunião da Comissão pode ser aqui divulgado sem qualquer
tipo de problemas, o que o eleito Samuel Cruz diz nessa mesma reunião não pode ser divulgado, é
uma falta de chá, é uma falta de respeito. Terceira situação; se o Partido Socialista entende que
houve falta de respeito pelos seus vereadores que têm pelouro só tem um caminho, não é votar
contra o orçamento é demitir-se imediatamente e entregar os pelouros, isto é o que deviam ter
feito se fossem coerentes. Entrando agora nas questões que aqui temos. Estamos a chegar ao final
de uma discussão sobre as Grandes Opções do Plano, o que foi aqui dito pela oposição para votar
contra? Mais do mesmo! Uma cassete que vão aqui repetindo, repetindo e repetindo. Portanto se
alguém aqui veio com cassete não foi a CDU foi efetivamente meia dúzia de chavões sem
conteúdo para quererem justificar o injustificável com duas nuances. O PSD veio aqui por em
causa a aceitação de pelouros pela oposição, dizendo que devia ser rejeitada quando me lembro
que no mandato passado o Rui Belchior aqui defendeu o trabalho feito pelo PSD e pelo vereador
do PSD dando que era um exemplo que devia de ser seguido. Portanto, mudam-se os vereadores,
mudam-se as opiniões quanto a essa questão. A segunda pela sua gravidade também temos aqui
que realçar é o CDS vir aqui afirmar que os jovens deste concelho são frustrados, não é esta a
nossa opinião sobre a juventude do nosso concelho, nós orgulhamos-nos da juventude do nosso
concelho e é a garantia do futuro deste concelho. A terceira nota veio aqui assim o eleito Bruno
Barata dizer que investimento neste concelho só feito pelo Governo. O Governo é que investe
neste concelho, a Câmara não investe nada e dá alguns exemplos que é o bairro da Jamaica é o

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exemplo do investimento do Governo neste concelho, mas a Câmara não investe? Ó senhor eleito,
você pensa que repetindo uma mentira 1000 vezes consegue transforma-la em verdade, devia de
saber que e este investimento no bairro da Jamaica é comparticipado pelo Governo apenas em
45%, a Câmara custeia 55%. Então, a Câmara não faz investimento e o Governo é que faz quando
a maior parte dos custos do investimento é feito pela Câmara? Haja decoro nas afirmações que se
fazem. O centro de saúde de Corroios, a realidade o que é que diz? É um investimento em que
parte é do poder central, parte é da Câmara Municipal. Qual parte? Ó senhor eleito, essa
ignorância não lhe fica bem! Sabe qual é a realidade? É que a parte que é do Governo não avança!
É que quanto ao Centro de Saúde de Corroios aquilo que a Câmara Municipal se obrigou, as suas
obrigações no projeto já está a empreitada adjudicada e pode avançar o que o Governo se
obrigou não está adjudicada a obra. Pois é, aqui se vê quem faz má política e boa política. É que a
boa política é feita pela Câmara Municipal, não pelo Governo que fala em milhões e então, o
senhor eleito Bruno Barata é um especialista em vir aqui falar em milhões que a gente até perde
as contas. Não somos só nós, você também se perde quando começa a fazer as contas dos milhões
todos e erra sempre nas contas, mas fala em tantos milhões e o que é que a população deste
concelho viu até agora do Governo? Uma mão cheia de nada ou de quase nada. Depois, diz que
este concelho precisa da energia do PS e lembrei-me da energia que o senhor eleito Bruno Barata
teve quando veio aqui falar numa das suas intervenções de tantos milhões e quando numa
discussão sobre os problemas da TRANSTEJO chegou aqui e disse: não há mais problemas com a
TRANSTEJO, isto foi no inicio deste mandato, não há mais problemas! O Governo já tem 10
milhões para a TRANSTEJO, isto vai ficar tudo um brinquinho e o que é que os seixalenses vêm ao
final deste ano? Zero! O que vêm é que o PS a chumbar uma proposta do PCP agora na discussão
do Orçamento de Estado para 2019 para haver um reforço de verbas de 5,25 milhões para a
TRANSTEJO para modernização da frota, para reparação da frota que é bem necessário mas o PS
chumbou, apesar de há um ano atrás o senhor eleito ter vindo aqui dizer que não havia problema
que era mais 10 milhões. A energia do PS é um mar de promessas para um zero de realidades. Não
temos dúvidas que a correlação de forças alterou-se e por isso, tivemos o cuidado de ouvir os
partidos da oposição, as suas propostas e cumprindo o que é estipulado pela Lei e tendo sido
muitas das suas propostas incorporadas neste orçamento. Não temos dúvidas que estamos aqui
perante um orçamento participativo que não é o orçamento da CDU, mas sim o orçamento
apresentado pela CDU e com as propostas aceites do Bloco de Esquerda, do PSD, do PAN e do
CDS. É um orçamento que vincula todos porque várias das propostas que apresentaram estão
incluídas no orçamento. Não poderiam estar todas evidentemente como também todas as
propostas da CDU não estão no orçamento. Nós teríamos muito mais propostas. Aliás, o senhor
Presidente começou por dizer que o orçamento que o concelho necessitava não era um de 89
milhões, era um de 120 milhões para todas as propostas que nós temos poderem lá estar, não é
possível infelizmente, por isso também todas as propostas da CDU não estão lá e foram muitas as
propostas que a Câmara Municipal porque também ouviu no debate interno da CDU, do PCP, do

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PEV, propostas para o orçamento, houve muitas que não ficaram englobadas, porque não é
possível porque não há verbas para todas, mas algumas nossas foram englobadas, algumas do
Bloco de Esquerda foram englobadas, algumas do CDS foram englobadas, algumas do PAN foram
englobadas, algumas do PSD foram englobadas, expeto do PS que não foram nenhumas e porquê?
Porque aquilo que o eleito Samuel Cruz disse que era um franco diálogo que havia na Câmara
redundou em zero propostas do Partido Socialista, foram ouvidos, comprometeram-se a
apresentar as propostas e não apresentaram nenhumas, porquê? Porque desde inicio, ainda sem
conhecerem o orçamento, o Partido Socialista já tinha decidido, não interessava o que lá estava. A
decisão do Partido Socialista estava tomada que era de votar contra o orçamento, na política de
terra queimada que quer para este concelho. Vem agora aqui o eleito Samuel Cruz dizer não há
problemas nenhuns no chumbo do orçamento, o dinheiro para a despesas correntes, o
pagamento dos salários está assegurado, só não vai é haver investimento. Então, podemos aqui
concluir que o Partido Socialista vota contra o orçamento porque é contra o investimento neste
concelho porque nas suas palavras é a única coisa que vai ser prejudicada com o chumbo do
orçamento, é uma das conclusões que também daqui tiramos. Vieram também aqui alguns dizer
que é um orçamento com verbas para a publicidade. Ora, temos que promover o concelho do
Seixal. É uma realidade que temos que promover o concelho do Seixal, há cada vez uma maior
concorrência entre os municípios pela captação de investimento e se não promovermos aquilo
que é nosso o que de bom há neste concelho serão os outros a fazê-lo e hoje é comum dizer-se
que o Seixal está na moda e cada vez mais os órgãos de comunicação social vêm aqui fazer
reportagens sobre o concelho do Seixal, sobre os seus restaurantes, sobre os seus sítios, o que se
pode aqui visitar, um titulo de exemplo, no meu escritório todos os anos fazemos um jantar de
natal anual, eu deixo isso sempre à escolha da equipa e Lisboa era sempre o destino, o ano
passado fui surpreendido queríamos ir ao Lisboa à Vista, ao Seixal e eu disse ótimo, vamos todos
para o meu concelho. Este ano, Mundet Factory óptimo, vamos todos para o meu concelho, mas
porquê? Porque o Seixal está na moda e cada vez é mais atrativo e com isto consegue-se criar mais
riqueza, criar mais postos de trabalho e desenvolver este concelho e por isso é necessário este
trabalho de promoção do concelho do Seixal. Uma última nota antes de terminar, o Partido
Socialista veio aqui dizer que este era um orçamento cópia e cola em relação ao de 2018. Então,
podiam ter justificado, se o orçamento é um cópia e cola de 2018 porquê que alteram o seu
sentido de voto? É que em 2018 abstiveram-se aqui! Portanto, se isto é verdade o que vocês
afirmam a vossa coerência mais uma vez é posta em causa. Da nossa parte temos a dizer que com
o orçamento aprovado ou sem orçamento aprovado e trabalhando em duodécimos,
continuaremos a trabalhar para o desenvolvimento deste concelho, com a mesma energia e
confiança que o fazemos desde o 25 de abril, com a mesma energia e confiança que conseguimos
construir este concelho e transforma-lo num concelho onde dá gosto viver e que cada vez é mais
atrativo para todos e como o demonstra o facto de ainda recentemente o insuspeito «Expresso»
ter considerado que o concelho do Seixal era o concelho do país onde mais portugueses gostariam

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de viver, esta é a prova do nosso trabalho do que estamos a fazer e do que estamos a construir
neste concelho e que iremos continuar a fazer com orçamento aprovado ou sem orçamento “.
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “senhor Presidente da Câmara”.
O Presidente da Câmara Municipal disse: “Eu há pouco estava então a referir que é a primeira vez
que assisto à discussão de um orçamento sem praticamente o discutir porque na verdade um
plano e orçamento é traduzido num conjunto de mapas financeiros e de ações e de projetos
concretos e na verdade, o que assistimos nestes dois dias foi uma troca, podemos dizer assim, de
passa culpas sobre quem devia aprovar o orçamento e não o aprova, ou seja, em vez de se discutir
de facto, quais é que são as opções concretas para o futuro deste concelho o que se discutiu e o
que eu assisti aqui, eu e os senhores vereadores, foi um passa culpas entre os partidos a dizerem
quem é que devia aprovar e quem é que não aprova. É a primeira vez que não se discute o
orçamento, se discute apenas a votação do orçamento e por isso, eu gostava de dizer, uma vez
mais porque já apresentei o orçamento mas vou referir-me a aspetos que consideramos essenciais
na estratégia futura porque é isso que as pessoas esperam de nós. O que as pessoas esperam dos
seus eleitos é que representem as suas necessidades e tragam e apresentem soluções, não é
andar com politiquices como nestas últimas horas aqui se assistiu nesta Assembleia Municipal.
Então ao votar contra a aliança negativa PS, PSD, CDS, PAN e Somos Fernão Ferro estão contra a
reabilitação do núcleo urbano antigo do Seixal. Estão contra a reabilitação do núcleo urbano
antigo de Arrentela e reabilitação do núcleo urbano antigo de Amora. Com todas as mais valias
que isso trás, que está provado no Seixal porque esta visão, este posicionamento do Seixal hoje
em termos nacionais foi conseguido graças a um trabalho conjunto e onde a reabilitação do
núcleo urbano antigo foi um dos vetores fundamentais. Já sabemos que estão contra porque vão
votar contra o orçamento como já manifestaram, mas também estão contra o Centro Distribuidor
de Agua de Fernão Ferro porque e também sobre todos os investimentos relacionados com o
abastecimento público de água e saneamento. Estão contra o desenvolvimento. Estão contra esta
qualificação em termos dos serviços públicos e também estão contra a concretização do parque
urbano do Seixal e de outros parques urbanos que constam da proposta de plano e orçamento
para 2019 e também estão contra a ampliação de duas escolas básicas do nosso concelho, na Cruz
de Pau, Quinta de Santo António e em Paio Pires e de certeza que a comunidade educativa saberá
deste voto contra, desta aliança negativa: PS, PSD, CDS, PAN e Somos Fernão Ferro. E na cultura o
concelho que foi agraciado com o prémio melhor programação cultural autárquica 2017 aqui
perdoei-me a expressão mas chamar armazém ao trabalho que se pretende fazer e ao projeto que
queremos fazer, não me parece minimamente adequado mas votar contra este orçamento é
também votar contra o Centro Cultural de Amora. A população saberá desta vossa posição e sobre
a área desportiva, a Piscina Municipal de Paio Pires, o Estádio da Municipal da Medideira, o
pavilhão desportivo municipal de Fernão Ferro, é verdade que são projetos que constam deste
Plano e Orçamento para 2019 e a população saberá que PS, PSD, CDS, PAN e Somos Fernão Ferro
votaram contra estes investimentos fundamentais na área do desporto. Na área social, o Centro

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de Dia do Casal do Marco ou a creche dos trabalhadores das autarquias do Seixal. Na habitação, o
realojamento social de Vale de Chícharos também foi votado contra. Será interessante eu quando
colocar a questão à Sra. Secretária de Estado da Habitação: olhe o PS, lá no concelho votou contra
o processo de realojamento de Vale de Chícharos, imagine! E sobre mobilidade, a ponte
Seixal/Barreiro já percebemos que agora para o PS já não é útil, era antigamente e deixou de ser,
mas então a alternativa à nacional 10, a conclusão dessa via, a alternativa à nacional 10 não é
importante? Sabemos que o PS, PSD, CDS, PAN e Somos Fernão Ferro, a aliança negativa, é contra
estes investimentos e ainda sobre os serviços públicos, também são contra a reabilitação do
mercado municipal da Cruz de Pau e também contra a Loja do Cidadão, para além do cemitério
municipal de Fernão Ferro. Aliás, vai ser muito curioso quando souber que o Presidente da Junta
de Freguesia de Fernão Ferro votou contra investimentos essenciais da sua freguesia. Eu acho que
toda a gente vai ficar de boca aberta com esta tamanha decisão de facto, extremamente
interessante para a população da freguesia, eu como freguês de Fernão Ferro vou ficar de certeza
surpreendido, não serei de certeza o único. Sobre desenvolvimento económico e turismo, estamos
prestes a anunciar a adjudicação do hotel Mundet, uma concretização deste município, uma
proposta da Câmara Municipal, de reabilitação de uma parte de uma antiga fábrica corticeira que
vamos transformar num alojamento turístico mas com um fortíssimo caráter patrimonial e que
teve quatro concorrentes. Disseram-nos alguns anos atrás, vocês nunca terão uma proposta para
esse hotel e nós provámos que tínhamos razão e houve quatro propostas. Claro que uma será
vencedora mas ainda ficamos mais satisfeitos porque apesar do que os senhores dizem e do que
os senhores pensam e do que vão decidir contra o futuro deste concelho, na semana de 10 de
dezembro vai ser anunciada uma grande fábrica com 200 postos de trabalho, 200 milhões de
euros de investimento no concelho do Seixal e é uma conquista da CDU porque parece que só nós
nos preocupamos com o desenvolvimento deste concelho, os senhores demitiram-se e vão-se
demitir das vossas funções enquanto eleitos da Assembleia Municipal ao votarem contra o futuro
e o desenvolvimento do concelho do Seixal. Mas também vos quero dizer que para além de
votarem contra estes investimentos, estes e muitos outros que constam da nossa proposta do
plano e orçamento, também apoios às coletividades, aos bombeiros, às instituições sociais, às
próprias juntas de freguesia que gostaríamos de aprofundar essa parceria que estamos neste
momento a cimentar. Aliás, não só um aumento de 20% que foi concretizado, pensávamos nós
que íamos ter a verba 20% superior em 2019 porque se for chumbada já não teremos a verba que
foi protocolada, não sei como é que se vai resolver. Não temos dinheiro suficiente para pagar a
junta de freguesia o que foi mas também obras como vamos apresentar neste sábado, o senhor
Vereador do Ambiente irá com o senhor Presidente da Junta de Freguesia de Amora apresentar
mais um parque, mais um espaço de jogo e recreio na Cruz de Pau para a nossa população, o
financiamento da Câmara Municipal e este tipo de parcerias que com certeza serão mais difíceis
mas senhores eleitos assisti de facto, acho que não perceberam, lamento que tenha sido assim.
Assisti a vários exemplos de obras e equipamentos com 5 mil euros no orçamento de 2019. Pois

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bem! Eu disse-o a Câmara Municipal do Seixal precisava de ter um orçamento de 120 milhões de
euros para conseguir enquadrar do ponto de vista orçamental todas estas necessidades mas a
nossa opção é de utilizar os saldos de gerência para podermos reforçar estas rubricas e podermos
avançar com os projetos e com as intervenções. senhores eleitos foi isso que fizemos este ano,
com a quinta revisão orçamental, fizemos cinco revisões orçamentais este ano e introduzimos no
nosso orçamento cerca de 20 milhões de euros para possibilitar que estas obras possam avançar e
é por isso que têm 5 mil euros no inicio do orçamento mas quando chegar ao final do orçamento,
ao final da execução de 2019 terão o dinheiro inscrito do saldo de gerência e chama-se fazer
gestão, nem isso compreenderam? Nem isso percebem? E uma questão mais grave quero dizer é
que há uma diferença substancial em termos da verba com recursos humanos da Câmara
Municipal do Seixal, isto é que gastámos, vamos gastar em 2018 quase 33 milhões e meio de euros
em recursos humanos e vamos necessitar para 2019 de 36 milhões de euros. Mais cerca de 2
milhões e meio de euros. Se não for aprovado o orçamento vai ser muito interessante os
trabalhadores da autarquia vão saber que quem bloqueou um mês de salário, porque é isso que
estamos a falar, foram os senhores da aliança negativa PS, PSD, CDS, PAN e Somos Fernão Ferro,
bloquearam um mês de salário. Vai ser muito interessante esta situação para os trabalhadores da
autarquia. De certeza que os trabalhadores da autarquia neste momento estão felicíssimos com
esta posição dos partidos da Assembleia Municipal. Cá estaremos para explicar e responsabilizar
cada uma das forças políticas porque é isso que se trata, responsabilidade! Senhores eleitos, nós
fizemos um grande esforço para ouvir todos com muito tempo de antecedência. No final de
setembro, principio de outubro, até 8 de outubro, ouvimos todos os partidos políticos, tentámos
obter propostas, analisámos essas propostas e é claro senhores eleitos, compreenderão todos que
nem tudo aquilo que é assumido do ponto de vista da nossa execução se pode traduzir pela
síntese que existe do ponto de vista do articulado e pela questão concreta de transformar numa
rubrica, toda a gente compreende que não é possível introduzir todas as questões que nós
fazemos e que nós estamos a desenvolver no plano e orçamento, discriminar todas as atividades,
todos os projetos e é por isso, que eu não entendo sinceramente a posição do Bloco de Esquerda
de facto, nós na maior parte das questões estamos completamente de acordo e estamos a
trabalhar até para o seu desenvolvimento com nuances é verdade. Do PAN então, os pombais
contracetivos o que eu disse na reunião foi: vamos estudar com a Faculdade de Ciências que fez os
estudos para a Câmara Municipal sobre as gaivotas e sobre os pombos, vamos estudar essas
possibilidades, é um compromisso do Presidente da Câmara. Então, não é válido? É só porque não
está na proposta pombais contracetivos, agora que não se acredita e o que é lamentável e é à
conclusão que eu chego é que por mais democracia que exista, por mais abertura para ouvir os
partidos e receber as suas propostas, por melhor que fosse este orçamento, de certeza que não é
perfeito mas também não é imperfeito os senhores já tinham a vossa decisão tomada. A aliança
negativa PS, PSD, CDS, PAN e Somos Fernão Ferro já tinham antes de conhecer o próprio
documento já tinham a sua decisão tomada que era de rejeitar este orçamento e foi por isso que o

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PS apresentou zero propostas, inacreditável! O Partido que se acha em condições, Bruno Barata
ontem dizia 2021 é já ali, estão sedentos do poder porque acham que vão ganhar. 2021 é já ali,
mais dois anos, se pudessem passavam já o tempo no relógio do senhor eleito Bruno Barata se
pudessem passava já tudo muito rápido para poder conseguir ganhar as eleições como ele acha.
Não apresenta uma proposta para o plano e orçamento, já está a pensar em 2021 para quê que eu
me vou estar a chatear a fazer propostas, depois a CDU até aceita as minhas propostas, eu vou
esconder o jogo, vou estar caladinho, eu vou criticar para que depois possa passar para 2021. Eu
acho que isto revela uma grande irresponsabilidade dos senhores eleitos do PS, do PSD, do CDS,
do PAN e do Somos Fernão Ferro. Uma grande irresponsabilidade, um grande nível de imaturidade
política e de facto, não estão à altura do desafio e nós vamos provar que mesmo com o vosso voto
contra nós vamos conseguir ultrapassar estas dificuldades é que nós na CDU, das dificuldades
fazemos forças e não há-de ser por causa disto que nos irão derrotar. A nossa força política já tem
muitos anos e não é este tipo de situação de bloqueios como os senhores pensam que nos vão
impedir de chegar onde queremos. E onde queremos chegar é concretizar as ações que a
população precisa e que o concelho precisa, se for só com a CDU que seja, não gostaríamos que
fosse de forma diferente. Por isso, no inicio deste mandato com todos os partidos políticos, todos!
Com o PS, com o PSD e com o Bloco de Esquerda, partidos que foram eleitos para a Câmara
Municipal expusemos a situação e transmitimos o nosso posicionamento, estamos disponíveis
como em mandatos anteriores para partilhar o poder executivo na Câmara Municipal, mas desta
vez nós temos maioria absoluta e por isso gostaríamos de perceber da vossa parte que garantias
podem existir para que pelo menos os grandes dossier`s não sejam inviabilizados para podermos
dar alguma estabilidade porque todos compreendem que em democracia quem ganha deve
governar e por isso, não compreendemos o porquê desta situação, porque o compromisso
assumido pelo PS, pelo senhor Vereador porque este compromisso não é entre partidos, são
coisas abstratas, entre pessoas e pessoas com palavra. Eu prezo a minha palavra, se eu dou a
minha palavra tento cumpri-la e se não a cumprir peço desculpa e explico porquê, já aconteceu
muitas vezes, mas não compreendo porquê que havendo um compromisso político da parte dos
eleitos do PS e do PSD, o Bloco de Esquerda decidiu não aceitar nenhum pelouro e não ter
nenhum tipo de entendimento, porque de facto, isso não se introduziu na realidade e hoje
estamos aqui prestes a inviabilizar o plano e orçamento para 2019 da Câmara Municipal do Seixal.
Eu diria é um afastamento que V. Exas. se auto propuseram e que com certeza, nós iremos avaliar
no quadro da decisão que hoje for tomada pelos partidos, mas como estava a dizer será mais
difícil o ano 2019, mas a população saberá e nós faremos questão de o dizer sempre, a população
saberá em cada processo, em cada equipamento, em cada projeto, em cada apoio, só a CDU
esteve ao seu lado para concretizar estes objetivos, todos os outros partidos rejeitaram e nós
iremos chamar a população, as instituições para esta luta e para esta batalha, chegou a hora da
população se levantar e responsabilizar quem se deve responsabilizar por bloquear o
desenvolvimento do concelho”.

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O Presidente da Assembleia Municipal disse: “Obrigado senhor Presidente da Câmara. Vamos


colocar à votação”.
Rejeitada a Deliberação nº 46/XII/2018 por maioria e em minuta com:
Dezasseis (16) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
Dezoito (18) votos contra dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
Três (3) abstenções dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal do BE: 3
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “A proposta de GOP e orçamento foi, como já se
previa, eu também tenho a mesma opinião que já estava tudo decidido antes, foi aprovada pela
CDU, teve a abstenção do Bloco de Esquerda e foi rejeitada com os votos contra do PS, do PSD, do
PAN, do CDS e Fernão Ferro. Eu não posso deixar de dizer isto, hoje ficou a perder a população do
concelho do Seixal”.
III.5. Minuta da Ata
Aprovada a Deliberação nº 47/XII/2018 por unanimidade e em minuta com:
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos:
- Do grupo municipal da CDU: 16
- Do grupo municipal do PS: 11
- Do grupo municipal do PSD: 4
- Do grupo municipal do BE: 3
- Do grupo municipal do PAN: 1
- Do grupo municipal do CDS-PP: 1
- Do grupo municipal SFF: 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “
Nada mais havendo a tratar, O Presidente da Assembleia Municipal deu os trabalhos por
encerrados, agradecendo a presença do executivo municipal e dos membros deste Órgão.

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5ª Sessão ordinária – 28 de novembro de 2018

A sessão terminou cerca das 22.57 horas do dia 29 de novembro.


Nos termos do artº 5º do Decreto-Lei nº 45362 de 21 de Novembro de 1963 (com a redação
atualizada pelo Decreto-Lei nº 334/82 de 19 de Agosto, e de acordo com uma interpretação
extensiva), os documentos mencionados são arquivados, ora em pasta anexa à presente ata, ora
no respetivo processo.
Sempre que se indicou ter sido tomada qualquer deliberação, dever-se-á entender ter sido
aprovado nos termos e para efeitos do disposto no artº 92º da Lei nº 169/99, de 18 de setembro,
com a redação atualizada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de janeiro, e com as alterações introduzidas
pela Lei nº 67/2007, de 31 de dezembro e pela Lei nº 75/2013, de 12 de setembro.
Para constar se lavrou a presente ata que vai ser assinada pelo Presidente e Secretários em
exercício:
O Presidente da Assembleia Municipal:

O Primeiro Secretário:

A Segunda Secretária:

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

A T A nº 01/2019

Aos vinte e quatro dias de janeiro de dois mil e dezanove, reuniu a Assembleia Municipal do
Seixal, na sua 1ª sessão extraordinária de 2019, nas instalações dos Serviços Centrais da Câmara
Municipal do Seixal, sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, presidida por Alfredo José
Monteiro da Costa e secretariada pelo 1º Secretário, Américo Augusto de Oliveira da Costa, e pela
2ª secretária, Sara Sofa Oliveira da Silva Lopes Oliveira, com a seguinte Ordem de Trabalhos,
divulgada pelo edital nº 39/2018, de 20 de novembro.
I – PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.
II – PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.
III – PERÍODO DA ORDEM DO DIA.
III.1. Informação sobre o trabalho em curso das Comissões da Assembleia Municipal.
III.2. Transferência de competências da Administração Central para a Administração Local.
Publicação de diplomas setoriais. Não aceitação. Aprovação.
III.3. Atualização dos valores da Tabela de Taxas anexa ao Regulamento de Taxas do Município do
Seixal, nos termos do art. 44º do Regulamento de Taxas do Município do Seixal e do n.º 1 do
art. 9º da Lei n.º 53-E/2006 de 29 de dezembro, alterada pela Lei n.º 117/2009 de 29 de
dezembro. Aprovação.
III.4. Associação de Municípios do Portugal Romano. Aceitação da alteração dos estatutos.
Aprovação.
III.5. Alteração ao loteamento municipal. Aquisição da área correspondente ao Lote C-92 pelos
dois proprietários dos prédios confnantes. Processo n.º 5/M/2006. Revogação da
deliberação n.º 279/2017-CMS de 3 de agosto.
Estiveram presentes, para além dos membros da Mesa
Da CDU: Paulo Alexandre da Conceição Silva, Paula Alexandra Sobral Guerreiro Santos Barbosa,
Hernâni José Pereira Peixoto Magalhães, Nuno Filipe Oliveira Graça, Rosária Maria Fernandes
Antunes, Fernando Júlio da Silva e Sousa, Carlos Alberto de Sousa Pereira, Ana Luísa Pereira Inácio,
Almira Maria Machado dos Santos, Armando da Costa Farias e Raul João Felícia Ramires;
Do PS: Samuel Pedro da Silva Cruz, Bruno António Ribeiro Barata, Tomás Baptista Costa dos
Santos, Luís Pedro de Seia Gonçalves, Célia Maria Martins Cunha, Jorge Leonel Vaz Freire, Nelson
Filipe Lampreia de Oliveira Patriarca, Rui Miguel Santos Brás, Marta Sofa Valadas Barão e Milton
Natanael Palma Simões;
Do PSD: Rui Miguel Lança Belchior Pereira, Maria Luísa Marques da Gama, Ricardo Manuel de
Barboza Marques de Moraes e Soares e Xavier Prego Simões;
Do BE: Vítor Manuel Cavalinhos e Eduardo Manuel Lino Grêlo;
Do PAN: Nuno André Batista Nunes;

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

Do CDS-PP: João Guilherme Nobre Prata Rebelo.


Estiveram ainda presentes os Presidentes de Junta de Freguesia de Amora, de Fernão Ferro e da
União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, respetivamente, Manuel Ferreira
Araújo, Carlos Reis e António Santos e Joaquim Garcia, em substituição do Presidente da Junta de
Corroios.
Registaram-se as seguintes substituições
No grupo municipal da CDU Custódio Carvalho por Armando Farias em virtude de Maria João
Oliveira Santos ter também solicitado a sua substituição; Maria Júlia Freire por Raul Ramires em
virtude de Nuno Pombo e Gonçalo Oliveira terem também solicitado a sua substituição, e Rui
Algarvio por Almira Santos.
No grupo municipal do PS Sérgio Ramalhete por Milton Palma Simões.
No grupo municipal do PSD Duarte Correia por Ricardo Manuel de Barboza Marques de Moraes e
Soares e Rui Mendes por Xavier Prego Simões em virtude de Fátima Prior ter também solicitado a
sua substituição.
Faltou à sessão a eleita Sandra Sousa, do BE.
Para além do Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Cesário Cardador dos Santos,
estiveram presentes os seguintes Vereadores
Maria Manuela Palmeiro Calado, Joaquim Carlos Coelho Tavares, Maria João Varela Macau,
Marco Teles Fernandes, Elizabete Adrião, Nuno Moreira, Cláudia Guerreiro em substituição de
Eduardo Rodrigues, Manuel Pires e Francisco Morais.
A Sessão teve início cerca das 20 35 horas e terminou pela 1 30h do dia 25 de janeiro de 2019.
Devido a um problema técnico, a gravação áudio da sessão não apresenta condições para ser
possível a sua transcrição, pelo que a presente ata é redigida a partir da minuta da ata elaborada
pelo 1º Secretário Américo Costa, durante a sessão, minuta aprovada por unanimidade no fnal da
mesma.
O Presidente da Assembleia Municipal abriu os trabalhos saudando os presentes, comunicando
que o Presidente da Câmara chegaria mais tarde por estar numa outra iniciativa e dando conta das
substituições de eleitos registadas na sessão. De seguida passou-se para o período de Intervenção
da população e o presidente deu a palavra à primeira munícipe inscrita, Sónia Alves.

I. PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.


I.1. Sónia Alves fez uma intervenção a propósito da Escola Básica da Quinta de Santa Marta,
queixando-se da degradação do edifcado, do cheiro a mofo e da humidade e dos problemas
respiratórios que tal comporta para algumas crianças. Afrmou já ter tido uma reunião com a
Vereadora Manuela Calado mas que há da parte da autarquia um desleixo protelado.
O Presidente da Assembleia Municipal deu de seguida a palavra à munícipe Ana Monteiro.
I.2. Ana Monteiro apresentou-se como mãe do Tiago Ribeiro, aluno que frequenta a escola do
Bairro Novo e queixou-se de que a dieta vegetariana não está a ser cumprida na escola da Quinta
dos Franceses, que é a escola onde o flho vai almoçar.

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

O Presidente da Assembleia Municipal deu de seguida a palavra a Paulo Sousa.


I.3. Paulo Sousa, morador nos Redondos, faz uma intervenção a propósito da manutenção das
construções existentes, bem como das condições dos acessos e da mobilidade na freguesia,
referiu a necessidade de rotundas e de melhoria da iluminação pública.
O Presidente da Assembleia Municipal deu de seguida a palavra a Samuel Marques.
I.4. Samuel Marques, interveio para perguntar sobre as reivindicações para Fernão Ferro, e para
apresentar algumas reclamações, designadamente sobre um ginásio privado que irá ser fechado e
sobre o facto de ainda não estar a ser construída a rotunda junto à PAVIL.
O Presidente da Assembleia Municipal deu a palavra a Cristina Silva.
I.5 Cristna Silva apresentou uma reclamação sobre infltrações no seu apartamento, dizendo estar
há mais de um ano à espera de resposta da Câmara.
O Presidente da Assembleia Municipal deu a palavra a Miguel Alves.
I.6. Miguel Alves interveio para reclamar sobre o estacionamento na Quinta de S. Nicolau,
referindo que o Metro Sul do Tejo "só estraga a vida aos moradores".
O Presidente da Assembleia Municipal deu de seguida a palavra ao Vice-Presidente da Câmara
Municipal.
O Vice-presidente da Câmara Municipal disse ter tomado nota das questões apresentadas e
passou a palavra aos Vereadores para respostas mais concretas.
A Vereadora Manuela Calado disse, a respeito da Escola de Santa Marta que se iria realizar uma
intervenção grande na escola, na pausa letiva, incluindo a reforma das casas de banho; a respeito
da dieta vegetariana, a reclamação foi enviada à empresa gestora do refeitório, aguarda-se
resposta.
A Vereadora Maria João Macau disse, a respeito do fecho do ginásio que se trata de repor uma
situação de legalidade, uma vez que o ginásio está a ocupar um espaço público. Em relação à
reclamação do munícipe Paulo Sousa, tomou nota e informará por escrito.

II. PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.


II.1. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «Pela qualidade do ambiente na Aldeia de
Paio Pires», subscrita por Paula Santos.
(Documento anexo à Ata com o número 1)
Paula Santos, da CDU, apresentou a moção.
André Nunes, do PAN, disse associar-se à luta da CDU sobre a poluição em Paio Pires.
Nuno Graça, da CDU, interveio igualmente sobre esta moção. (Não há notas sobre a sua
intervenção)
O Presidente da Câmara Municipal fez referência às entidades que acompanham e monitorizam a
atividade da Siderurgia Nacional; informou que a Câmara está a desenvolver estudos com o IST
sobre partículas encontradas na zona e que pretende contribuir para a s soluções.

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

Paula Santos, da CDU, disse que a CDU tem vindo a acompanhar a população desde o início e
pretende ajudar a resolver o problema e a encontrar respostas. Informou que o PCP, na
Assembleia da República, fez um requerimento que foi aprovado por unanimidade e serão ouvidas
a Câmara do Seixal e a Agência Portuguesa de Ambiente.
Paula Santos, da CDU, prescindiu da intervenção fnal.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a moção à votação.
Aprovada a Tomada de Posição nº 1/XII/2019 por unanimidade e em minuta com
 Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do PS 11
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do BE 2
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1
Samuel Cruz, do PS, apresentou uma declaração de voto, referindo que votou a favor, mas que
considera que a Câmara Municipal pode ter atitude mais proativa.
II.2. Samuel Cruz, do Grupo Municipal do PS, apresentou uma declaração política, referindo-se à
situação dos Vereadores do PS na Câmara Municipal a quem foram retirados os pelouros,
Elizabete Adrião e Marco Teles. Referiu que Elizabete Adrião foi melhor vereadora do que ele
próprio e que Marco Teles, na proteção civil, acompanhou no terreno todas as ocorrências. Têm
trabalho feito. Acusou o PCP de alguma hipocrisia. Com respeito ao orçamento, referiu ainda que
o PS apresentou propostas, e que todas foram entregues ao Presidente da Câmara.
II.3. Rui Belchior, do Grupo Municipal do PSD, apresentou uma declaração política, referindo a
retirada da confança política do PSD ao Vereador Manuel Pires. Considera que Manuel Pires não
representa o PSD e que a carta enviada pelo Presidente da Câmara em que não reconhece a
posição do PSD é um desrespeito e uma afronta institucional ao partido.
II.4. O Grupo Municipal do PAN apresentou um pedido de esclarecimentos, subscrito por André
Nunes:
(Documento anexo à Ata com o número 2)
André Nunes, do PAN, procedeu à leitura do documento.
Samuel Cruz, do PS, fez por duas vezes uma interpelação à mesa. (Não há notas sobre a sua
intervenção)
Tomás Santos, do PS, também interveio. (Não há notas sobre a sua intervenção)
II.5. O Grupo Municipal da CDU apresentou a saudação «À luta dos estudantes da Escola
Secundária Manuel Cargaleiro», subscrita por Ana Inácio.
(Documento anexo à Ata com o número 3)

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

Ana Inácio, da CDU, procedeu à leitura da saudação.


Rui Belchior, do PSD, interveio afrmando tratar-se de um paradigma de contestação da CDU que
apesar de ter coisas da sua competência para resolver, prefere fazer reivindicações.
O Presidente da Câmara Municipal disse que a Câmara faz a sua parte e que os responsáveis têm
de fazer as suas.
Ana Inácio, da CDU, prescindiu da intervenção fnal.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a saudação a votação.
Aprovada a Tomada de Posição nº2/XII/2019 por unanimidade e em minuta com
 Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do PS 11
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do BE 2
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1
Bruno Barata, do PS, apresentou uma declaração de voto referindo que votou a favor, mas que
existem problemas nas escolas básicas que não são resolvidos e que o Presidente da Câmara não
está preocupado com eles.
II.6. O Grupo Municipal do PS apresentou a Saudação «Programa Nacional de Investmento
2030», subscrita por Samuel Cruz.
(Documento anexo à Ata com o número 4 )
Samuel Cruz, do PS, apresentou a saudação, relevando o conjunto muito alargado de
investimentos para o concelho.
João Rebelo, do CDS-PP, disse que se se cumprirem os compromissos é positivo para o concelho e
que seria bom alcançar consensos.
Paulo Silva, da CDU, disse que «de boas intenções está o inferno cheio» e que a população precisa
de concretizações e não de intenções, sendo que o PS já trouxe outras intenções de investimento
de que ainda se aguardam as realizações. Se fzerem obra a CDU cá estará para a saudar. Até lá, a
população está cansada de assistir às promessas do Poder Central não cumpridas e o
investimento no concelho é quase só da autarquia.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse que saudar intenções é o mais fácil de fazer; saudar o investimento
concretizado é que é mais difcil.
Rui Belchior, do PSD, disse estar satisfeito por Paulo Silva já saber diferenciar entre intenções e
deliberações e que com o PS é tudo «à la longue».
Bruno Barata, do PS, interveio. (Não há notas sobre a sua intervenção)

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Ata nº 01/2019
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O Presidente da Câmara Municipal disse tratar-se de período pré-eleitoral. Referiu que o governo
nem teve a consideração de dialogar com os municípios onde promete investimentos. Deu o
exemplo da alternativa à EN10, que há 20 anos vem sendo prometida.
Samuel Cruz, do PS, deu nota fnal referindo que a vontade de Vítor Cavalinhos discordar com ele
é tão grande que, por vezes, aquele nem o ouve.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a saudação à votação.
Reprovada a Tomada de Posição nº 3/XII/2019 por maioria e em minuta com
 Onze (11) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PS 11
 Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
 Nove (9) abstenções dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do BE 2
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1
II.7. O Grupo Municipal da CDU apresentou a saudação «Aos 40 anos do Serviço Nacional de
Saúde», subscrita por Paulo Silva.
(Documento anexo à Ata com o número 5)
Paulo Silva, da CDU, apresentou formalmente a saudação, tendo procedido à leitura da parte
deliberativa.
Não se verifcaram outras intervenções.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a saudação à votação.
Aprovada a Tomada de Posição nº 4/XII/2019 por maioria e em minuta com
 Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do PS 11
- Do grupo municipal do BE 2
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do presidente da Junta FF 1
 Cinco (5) abstenções dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PSD 4

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Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

- Do grupo municipal do CDS-PP 1


II.8. O Grupo Municipal do PS apresentou a moção «Pela erradicação das descargas de esgotos
doméstcos na Baía do Seixal»», subscrita por Luís Gonçalves.
(Documento anexo à Ata com o número 6)
Luís Gonçalves, do PS, enquanto proponente prescindiu de apresentar a moção.
Paulo Silva, da CDU, disse já não haver descargas de esgotos domésticos na baía, apenas
descargas de esgotos pluviais. Por vezes há problemas, sendo que a responsabilidade é da
SIMARSUL.
O Presidente da Câmara Municipal reforçou que não há nenhuma razão para haver esgotos para
a baía, a não ser que haja problemas no emissário da SIMARSUL, mas que sempre que tal se
verifca a empresa é alertada e tudo tem sido resolvido.
Luís Gonçalves, do PS, disse que se tratou de uma situação concreta que aconteceu e que não é
inédita.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a moção à votação.
Aprovada a Tomada de Posição nº 5/XII/2019 por maioria e em minuta com
 Dezoito (18) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PS 11
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1
 Dezoito (18) abstenções dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do BE 2
II.9. O Grupo Municipal da CDU apresentou a saudação «Ao Clube Desportvo Águias Unidas do
Fanqueiro»», subscrita por Manuel Araújo.
(Documento anexo à Ata com o número 7)
Manuel Araújo, da CDU, procedeu à leitura da saudação.
Não se verifcaram outras intervenções.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a saudação à votação.
Aprovada a Tomada de Posição nº 6/XII/2019 por unanimidade e em minuta com
 Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do PS 11

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Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

- Do grupo municipal do PSD 4


- Do grupo municipal do BE 2
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1
II.10. O Grupo Municipal do PS apresentou a moção «Pela restauração da democracia e do
estado de direito na Venezuela», subscrita por Samuel Cruz.
(Documento anexo à Ata com o número 8)
Samuel Cruz, do PS, prescindiu da apresentação da moção.
Armando Farias, da CDU, disse que o povo da Venezuela tem direito a votar e a decidir. Todas as
eleições tiveram observadores de acompanhamento e foi reconhecido o ato democrático das
eleições. A Venezuela tem a maior reserva petrolífera do mundo e decidiram pôr o petróleo ao
serviço do povo e a seguir os EUA decidiram que isto é os seus interesses. Lembrou que os EUA
invadiram o Iraque com base na mentira das armas químicas e disso resultaram 200 mil mortos e
milhares de estropiados. Há boicote económico e fnanceiro ao povo da Venezuela. Não está em
causa a democracia, mas sim interesses económicos e fnanceiros do imperialismo. Há ofensiva
contra a democracia na Venezuela, não há falta de pagamento, há boicote. Esta semana Portugal
tem tido falta de medicamentos e não estamos com boicote fnanceiro. Repetem-se métodos e
mentiras para desestabilizar um povo soberano. A nossa constituição não está a ser respeitada,
não respeitamos a soberania de um povo.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse que são públicas as opiniões do BE sobre a Venezuela. Há crítica
sobre a evolução da democracia na Venezuela. o BE está de acordo com a ONU e o secretário geral
Guterres no apelo ao diálogo e contra a escalada do confito. BE apela a uma solçução política que
leve a eleições porque Maduro não soube manter a democracia. O BE rejeita a ingerência externa,
nomeadamente a ameaça de Trump invadir a Venezuela.
Samuel Cruz, do PS, disse que a Venezuela conhece 1500% de infação e que não terá pernis para
o Natal por culpa dos suinicultores do Montijo, que esta é a propaganda do regime mas que na
verdade os direitos mais básicos da população não estão assegurados, quer do ponto de vista
político, quer das suas necessidades básicas.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a moção à votação.
Aprovada a Tomada de Posição nº 7/XII/2019 por maioria e em minuta com
 Dezoito (18) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PS 11
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1
 Dezasseis (16) votos contra dos seguintes eleitos

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Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

- Do grupo municipal da CDU 16


 Duas (2) abstenções dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do BE 2
II.11. O Grupo Municipal do PS apresentou o voto de pesar pelo falecimento de António Fonseca
Ferreira, subscrito por Samuel Cruz.
(Documento anexo à Ata com o número 9)
Samuel Cruz, do PS, procedeu à leitura do voto de pesar.
Não se verifcaram intervenções.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs o voto de pesar à votação.
Aprovada a Tomada de Posição nº 8/XII/2019 por unanimidade e em minuta com
 Trinta e seis (36) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do PS 11
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do BE 2
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do presidente da Junta FF 1

III. PERÍODO DA ORDEM DO DIA.


III.1. Informação sobre o trabalho em curso das Comissões da Assembleia Municipal.
Não se verifcaram intervenções.
III.2. Transferência de competências da Administração Central para a Administração Local.
Publicação de diplomas setoriais. Não-aceitação. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 10)
O Presidente da Câmara Municipal disse que sobre esta matéria quer a Câmara quer a Assembleia
já tomaram posição, não existindo condições para aceitar competências que o Estado quer
transferir para a Câmara do Seixal. Todas as dúvidas anteriores continuam depois da publicação
dos decretos-lei. Desconhecem-se as matérias a transferir e os recursos a adotar. Dois anos de
processo de diálogo e não há estudos para se analisarem as matérias a transferir. A opção
responsável é não aceitar a transferência sem se conhecerem as condições e os meios em
concreto. Há muitos municípios a não aceitarem. No entanto é favorável à descentralização e à
regionalização.
Samuel Cruz, do PS, disse que de boas intenções está o inferno cheio. A descentralização é uma
base para uma reforma do Estado para maior efcácia e proximidade. Tratou-se de um longo
processo de reorganização e deve haver cooperação entre poder central e local. A Administração

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deve ser ágil. O PCP é contra o processo por ter uma tendência conservadora. Após 2021 as novas
competências serão obrigatórias. Considera que o município tem condições para receber desde já
algumas áreas, nomeadamente a Proteção Civil, as áreas portuárias e de bem estar animal.
André Nunes, do PAN, disse que se questionava se os motivos para rejeitar as competências serão
os que foram apresentados pelo Presidente da Câmara e que não podemos ambicionar apenas um
serviço público de qualidade, mas de total transparência.
João Rebelo, do CDS-PP, disse que o CDS-PP tem dúvidas sobre o modelo descentralizador e
acompanha as posições apresentadas pelo Presidente da Câmara, mas o documento tem outras
matérias com as quais não concorda, como a regionalização ou as freguesias, daí ir abster-se.
Concorda com a parte do processo ter sido mal preparado e mal conduzido.
Rui Belchior, do PSD, disse que o PSD assumiu um acordo sobre esta matéria, dizendo sim à
descentralização de competências para os municípios, mas não há envelopes fnanceiros; o
governo não cumpriu com a sua parte. Disse que Costa, em ano eleitoral, quer dizer que fez uma
reforma, mas tudo se atrasou neste processo que deveria estar decidido nesta legislatura. É uma
oportunidade perdida. PSD irá abster-se.
Vítor Cavalinhos, do BE, disse que 45 anos depois do 25 de abril e relativamente à regionalização
a Constituição continua por cumprir. Quanto à descentralização, disse que o PS nos quer
convencer da bondade do processo. É inadmissível que os municípios não conheçam os estudos
que existem e estão no governo. É falta de respeito pelo Poder Local.
Hernâni Magalhães, da CDU, disse que isto não é um processo de descentralização, mas um
enviar de competências para as autarquias. É a desresponsabilização do governo e não uma
descentralização. É necessário adequar os meios às necessidades.
Bruno Barata, do PS, disse que o PCP é contra porque o acordo é entre o PS e o PSD e que este
processo implica a destruição da estratégia do PCP de quanto pior melhor. O presidente da
Câmara deveria fazer a análise de cada Decreto Lei, mas não; O Presidente da Câmara rejeita tudo
e deu o exemplo do jogo; se o governo não fez trabalho sério, que trabalho fez a Câmara do
Seixal? A orientação vem do comité central e já está; é um mau serviço à população o não aceitar
as competências e um auto-atestado de incompetência do Presidente da Câmara.
Paulo Silva, da CDU, disse que todas as forças políticas são favoráveis ao processo de
descentralização. A CDU não aceita é que o governo queira impor processo sem conhecimento das
matérias;
João Rebelo, do CDS-PP, disse em resposta ao Vítor Cavalinhos que é contra a regionalização, mas
não é contra a Constituição; houve um referendo em que se votou contra, logo não há
incumprimento de quem governava à época; logo é preciso propor novo referendo. Questiona que
modelo é este se nada se sabe sobre regionalização.
Samuel Cruz, do PS, disse que em 2021 há obrigatoriedade de receber todas as competências e a
Câmara do Seixal devia preocupar-se com isso; sugere-se que se vão aceitando algumas - as praias;
as margens do rio Judeu e do Coina são importantes; o dispendioso será o concessionário a
assumir. Fogo e bombeiros também podia ser considerado.
Paulo Silva, da CDU, disse que a competência é do Estado e a colaboração é da autarquia;

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

Paula Santos, da CDU, disse que o PS desconstrói as posições do contra, mas as condições são
zero e levantam muitas preocupações; o governo não cumpre a lei que PS e PSD acordaram; não
há norma legal que permita as transferências para as autarquias; é o processo que está em causa;
vai criar desigualdades em todas as áreas; descentralização não há nenhuma.
A eleita Marta Barão, do PS, comunicou à mesa e abandonou os trabalhos neste ponto.
O Presidente da Câmara Municipal disse que o município não tem condições para assumir estas
competências mas não se deve confundir tal com incompetência. O governo é que foi
incompetente e o resultado desta assembleia será a confrmação disso mesmo. O governo deve
assumir que errou. A Câmara Municipal está disponível para discutir tudo, desde que seja para
melhorar a vida das populações.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a proposta à votação.
Aprovada a Deliberação nº 1/XII/2019 por maioria e em minuta com
 Dezanove (19) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do BE 2
- Do presidente da Junta FF 1
 Onze (10) votos contra dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PS 10
 Seis (6) abstenções dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
André Nunes, do PAN, informou que entregaria uma declaração de voto no tempo regimental.
(Documento anexo à ata com o nº 10-A)
III.3. Atualização dos valores da Tabela de Taxas anexa ao Regulamento de Taxas do Município
do Seixal, nos termos do art. 44º do Regulamento de Taxas do Município do Seixal e do n.º 1 do
art. 9º da Lei n.º 53-E/2006 de 29 de dezembro, alterada pela Lei n.º 117/2009 de 29 de
dezembro. Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 11)
O Presidente da Câmara Municipal disse que se tratava da atualização das taxas de acordo com a
infação.
Vítor Cavalinhos, do BE, levantou uma dúvida quanto ao ponto 15 da tabela.
O Presidente da Câmara Municipal esclareceu o eleito quanto a essa questão.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a proposta a votação.
Aprovada a Deliberação nº 2/XII/2019 por maioria e em minuta com
 Dezoito (18) votos a favor dos seguintes eleitos

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

- Do grupo municipal da CDU 16


- Do grupo municipal do BE 2
 Dezoito (17) abstenções dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PS 10
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1
III.4. Associação de Municípios do Portugal Romano. Aceitação da alteração dos estatutos.
Aprovação.
(Documento anexo à ata com o número 12)
O Presidente da Câmara Municipal solicitou a intervenção do Vereador Manuel Pires.
O Vereador Manuel Pires disse que se tratava de uma alteração simples e aproveitou para, com a
anuência do senhor Presidente, fazer uma intervenção esclarecendo a sua posição face à retirada
de confança do PSD; declarou que o seu compromisso foi assumido para com os eleitores e que o
PSD não lhe deu a possibilidade de discutir o assunto pelo que se manterá como Vereador.
Nelson Patriarca, do PS, questionou a posição do Presidente da Assembleia ao permitir esta
intervenção desenquadrada do assunto.
O Presidente da Assembleia Municipal disse não ser aceitável considerar que há parcialidade da
sua parte; a questão foi colocada à mesa e o senhor Vereador pediu para defender a honra e
considerou que esta declaração é de toda a justiça que tenha sido feita.
Samuel Cruz, do PS, fez um ponto de ordem e disse que não se podem alterar as regras a bel
prazer do Presidente da Assembleia. É verdade que o Vereador Manuel Pires tinha todo o direito à
defesa da honra, mas devia te-lo feito na altura própria. Lamentou, ainda, que o Vereador Manuel
Pires saia desta maneira.
O Presidente da Câmara Municipal disse que era neste ponto que o Vereador deveria intervir pela
natureza das suas funções executivas.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a proposta a votação.
Aprovada a Deliberação nº 3/XII/2019 por maioria e em minuta com
 Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do PS 10
- Do grupo municipal do BE 2
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

 Um (1) voto contra dos seguintes eleitos


- Do grupo municipal do PSD 1
 Três (3) abstenções dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PSD 3
III.5. Alteração ao loteamento municipal. Aquisição da área correspondente ao Lote C-92 pelos
dois proprietários dos prédios confnantes. Processo n.º 5/M/2006. Revogação da deliberação
n.º 279/2017-CMS de 3 de agosto.
O Presidente da Câmara Municipal explicou o conteúdo da proposta.
Não se verifcaram intervenções.
O Presidente da Assembleia Municipal pôs a proposta a votação.
Aprovada a Deliberação nº 4/XII/2019 por maioria e em minuta com
 Trinta e um (31) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do PS 10
- Do grupo municipal do BE 2
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1
 Quatro (4) abstenções dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PSD 4
O Presidente da Assembleia Municipal disse “
III.6. Minuta da Ata
Aprovada a Deliberação nº 5/XII/2019 por unanimidade e em minuta com
 Trinta e cinco (35) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do PS 10
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do BE 2
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do presidente da Junta FF 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse: “

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 01/2019
1ª Sessão Extraordinária – 24 de Janeiro de 2019

Nada mais havendo a tratar, O Presidente da Assembleia Municipal deu os trabalhos por
encerrados, agradecendo a presença do executivo municipal e dos membros deste Órgão.
A sessão terminou cerca da 1 30 horas do dia 25 de janeiro.
Nos termos do art.º 5.º do Decreto-Lei nº 45362 de 21 de Novembro de 1963 (com a redação
atualizada pelo Decreto-Lei nº 334/82 de 19 de Agosto, e de acordo com uma interpretação
extensiva), os documentos mencionados são arquivados, ora em pasta anexa à presente ata, ora
no respetivo processo.
Sempre que se indicou ter sido tomada qualquer deliberação, dever-se-á entender ter sido
aprovado nos termos e para efeitos do disposto no art.º 92.º da Lei nº 169/99, de 18 de setembro,
com a redação atualizada pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de janeiro, e com as alterações introduzidas
pela Lei nº 67/2007, de 31 de dezembro e pela Lei nº 75/2013, de 12 de setembro.
Para constar se lavrou a presente ata que vai ser assinada pelo Presidente e Secretários em
exercício
O Presidente da Assembleia Municipal

O Primeiro Secretário

A Segunda Secretária

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 02/2019
1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

A T A nº 02/2019

Aos vinte e cinco dias de fevereiro de dois mil e dezanove, reuniu a Assembleia Municipal
do Seixal, na sua 1ª sessão ordinária de 2019, nas instalações dos Serviços Centrais da
Câmara Municipal do Seixal, sitas na Alameda dos Bombeiros Voluntários, presidida por
Alfredo José Monteiro da Costa e secretariada pelo 1º Secretário, Américo Augusto de
Oliveira da Costa, e pela 2ª secretária, Sara Sofa Oliveira da Silva Lopes Oliveira, com a
seguinte Ordem de Trabalhos, divulgada pelo edital nº 06/2019, de 21 de fevereiro.
I – PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.

II – PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.

III – PERÍODO DA ORDEM DO DIA.

III.1. Informação sobre o trabalho em curso das Comissões da Assembleia Municipal.


III.2. Ata da 2.ª Sessão Extraordinária de 28 de março de 2018.
III.3. Apreciação de informação da Câmara, sobre a atvidade desta, nos termos e para
efeitos das alíneas a) e b) do n.º 2 do art.º 25.º do Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de
setembro.
III.4. Apreciação de informação do Presidente da Câmara, sobre a atvidade do município
e situação fnanceira do mesmo, nos termos e para efeitos da alínea c) do n.º 2 do
art.º 25.º do Anexo I à Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro.
III.5. Contrato interadministratvo de delegação de competências no âmbito da atribuição
da concessão destnada ao exercício, em exclusivo, da atvidade de exploração da
rede municipal de distribuição de eletricidade em baixa tensão, a celebrar entre a
Área Metropolitana de Lisboa e o Município do Seixal. Autorização e aprovação de
minuta.
III.6. Contrato interadministratvo de delegação de competências no âmbito do serviço
público do transporte de passageiros, a celebrar entre a Área Metropolitana de
Lisboa e o Município do Seixal. Autorização e aprovação de minuta.
III.7. Opções do plano e proposta de orçamento em vigor, nos termos da alínea a) do n.º 1
do art. 25.º, por força da alínea c) do n.º 1 do art. 33.º, ambos do Anexo à Lei n.º
75/2013 de 12 de setembro, alterada pela Lei n.º 50/2018 de 16 de agosto. Revisão.
Aprovação.
III.8. Mapa de pessoal, nos termos da alínea o) do n.º1 do art. 25.º do Anexo à Lei n.º
75/2013 de 12 de setembro, que vigora com as alterações da Lei n.º 50/2018 de 16
de agosto. Alteração. Aprovação.

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 02/2019
1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

Estveram presentes, para além dos membros da Mesa


Da CDU: Paulo Alexandre da Conceição Silva, Custódio Luís Quaresma Jesus Carvalho, Maria
Júlia dos Santos Freire, Hernâni José Pereira Peixoto Magalhães, Nuno Filipe Oliveira Graça,
Carlos Alberto de Sousa Pereira, Ana Luísa Pereira Inácio, Rui Fernando Valente Algarvio,
Maria João Evaristo Oliveira Santos, Almira Maria Machado dos Santos e Armando da Costa
Farias;
Do PS: Samuel Pedro da Silva Cruz, Bruno António Ribeiro Barata, Tomás Baptsta Costa dos
Santos, Luís Pedro de Seia Gonçalves, Célia Maria Martns Cunha, Jorge Leonel Vaz Freire,
Nelson Filipe Lampreia de Oliveira Patriarca, Rui Miguel Santos Brás, Marta Sofa Valadas
Barão e Milton Natanael Palma Simões;
Do PSD: Rui Miguel Lança Belchior Pereira, Rui Alexandrino Calção Mendes, Maria Luísa
Marques da Gama e Duarte Sérgio dos Santos Melo Correia;
Do BE: Vítor Manuel Cavalinhos, Eduardo Manuel Lino Grêlo e Sandra Anabela Alves de
Sousa;
Do PAN: Nuno André Batsta Nunes;
Do CDS-PP: Marlene da Conceição Aires Pires Abrantes.
Estveram ainda presentes os Presidentes de Junta de Freguesia de Amora, de Corroios, de
Fernão Ferro e da União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires,
respetvamente, Manuel Ferreira Araúoo, Eduardo Rosa, Carlos Reis e António Santos.
Registaram-se as seguintes substtuições
No grupo municipal da CDU Rosária Antunes por Maria João Oliveira Santos, Paula Santos
por Almira Santos em virtude de Nuno Pombo e Gonçalo Oliveira terem também solicitado a
sua substtuição, e Fernando Sousa por Armando Farias;
No grupo municipal do PS Sérgio Ramalhete por Milton Palma Simões;
No grupo municipal do CDS-PP João Rebelo por Marlene Abrantes.
Para além do Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Cesário Cardador dos
Santos, estveram presentes os seguintes Vereadores
Maria Manuela Palmeiro Calado, Joaquim Carlos Coelho Tavares, Maria João Varela Macau,
Eduardo Rodrigues, Marco Teles Fernandes, Elizabete Adrião, Nuno Moreira, Manuel Pires e
Francisco Morais.
A Sessão teve início cerca das 20 30 horas e constou de duas reuniões tendo a segunda tdo
início, nos termos do artgo 18º do Regimento da Assembleia Municipal, pelas 20.30h do dia
26 de fevereiro, no mesmo local, depois de a primeira reunião ter terminado pela 1 00h
desse mesmo dia.
Na segunda reunião registou-se a falta dos eleitos Bruno Barata e Tomás Santos, do PS.
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Bom, vamos então dar início, informar que o
Senhor Presidente da Câmara vem um pouco mais tarde, vem de outra iniciatva; a primeira
referência em relação aos pedidos de substtuição com ausência inferior a 30 dias, da CDU
Rosário Antunes por Maria João Oliveira Santos, Paula Santos por Almira Santos em virtude
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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 02/2019
1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

de Nuno Pombo e Gonçalo Rui Oliveira terem também solicitado a sua substtuição,
Fernando Sousa por Armando Farias, do PS Sérgio Ramalhete por Milton Palma Simões, do
CDS-PP João Rebelo por Marlene Abrantes. Começamos pelo Período Aberto à População.”
I. PERÍODO DE INTERVENÇÃO DA POPULAÇÃO.
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Temos connosco o Presidente da Associação
Humanitária dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal representada também pela
Direção e o Corpo de Bombeiros pelo responsável do Corpo de Bombeiros, o Senhor
Comandante, e naturalmente os restantes responsáveis e que vêm para apresentar
cumprimentos; e é com enorme gosto naturalmente ter nova direção eleita e o novo
Presidente connosco; e portanto tem a palavra Senhor Presidente se faz favor.”
I.1. Bento Brázio Romeiro disse “Permitam-me antes de mais que em nome da Direção da
Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal e também do
Comando, Senhor Comandante, 2º Comandante, adounto, chefes e subchefes do nosso
Corpo de Bombeiros que vos cumprimente e dirioa a todas as nossas mais cordiais e sinceras
saudações, como é sabido no passado dia 11 de abril tomaram posse novos órgãos sociais
desta digníssima insttuição do nosso Concelho e entendemos por bem, Direção e Comando,
apresentar cumprimentos a todas as insttuições do nosso Concelho, oá apresentámos
cumprimentos ao Senhor Presidente da Câmara Municipal do Seixal, aos senhores
Presidentes de Juntas de Freguesia de Corroios, Amora, e União das Freguesias e também de
Fernão Ferro, apresentámos também cumprimentos à nossa homologa dos Bombeiros
Voluntários de Amora, Cruz Vermelha Portuguesa delegação do Seixal, Divisão Policial do
Seixal e Guarda Nacional Republicana, e entendemos por bem hooe aqui apresentar também
cumprimentos a todos vós digníssimos deputados municipais do nosso Concelho,
gostaríamos aliás de aproveitar este momento para em nome da associação dirigirmos um
convite quer ao Senhor Presidente da Câmara e aos senhores Vereadores quer ao Senhor
Presidente da Assembleia Municipal e a todos os deputados municipais para dentro de um
calendário a acordar entre vós visitarem as nossas instalações, visitarem nomeadamente o
nosso quartel sede situado aqui no Seixal, visitar o nosso destacamento em Santa Marta do
Pinhal e visitarem o futuro destacamento dos bombeiros sito em Fernão Ferro
nomeadamente situado na Av. 23 de ounho, 1833 nº147, Flor da Mata, Freguesia de Fernão
Ferro, inscrito na conservatória do registo predial do Seixal e inscrito na matriz n.º 18,
secção H e HI da mesma Freguesia, o Corpo de Bombeiros neste momento é consttuído, a
Associação aliás, tem ao seu serviço mais de 150 bombeiros, entre Infantes, Cadetes,
Fanfarra, Quadro de Honra, Voluntários e Quadro Atvo, o Quadro Atvo de assalariados
neste momento é consttuído por 81 elementos, neste momento podemos afrmar que em
prestação de serviço público a corporação dos bombeiros do Seixal é a terceira corporação
do nosso País, esta corporação vai fcar enriquecida brevemente com uma EIP, uma Equipa
de Intervenção Permanente que fcará localizada no destacamento de Fernão Ferro; estas
EIP são fnanciadas, como sabem, a 50% com verbas do Ministério da Administração Interna
do Governo e os outros 50% da Câmara Municipal do Seixal; aliás, neste momento o
destacamento de Fernão Ferro está a ser construído, em fase de conclusão neste momento,
e foi oboeto de uma candidatura ao programa operacional de sustentabilidade e efciência
no uso de recursos chamado PORSEUR na alínea de intervenções da rede de infraestruturas
para reforço da operacionalidade, a sua localização foi oboeto de uma candidatura, esta

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 02/2019
1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

candidatura e o seu estudo de localização foi oboeto do parecer favorável da Autoridade


Nacional de Proteção Civil e a sua localização encontra-se neste momento integralmente em
área classifcada como média perigosidade de incêndios forestais, para além obviamente da
facilidade das suas acessibilidades nomeadamente no eixo da estrada nacional 378 para
toda a Freguesia, o acesso à A33, à A2, a Lisboa enfm, o custo total deste quartel do
destacamento orça em cerca de 439 mil euros, o fnanciamento de 355 mil euros por parte
do POSEUR dos fundos de coesão e 85 mil euros atribuídos pela Câmara Municipal do
Seixal, e agora vamos assistr a uma nova fase que será as acessibilidades que constam para
além do prooeto de obras, a rede de água a rede de esgotos, o sistema semafórico , a rede
elétrica, enfm todo um conounto de intervenções que é necessário realizar e que vão orçar
em mais de cerca de 250 mil euros que vão ser também oboeto de fnanciamento integral
por parte da Câmara Municipal do Seixal. Senhores Deputados, senhores Vereadores,
Senhor Presidente da Assembleia Municipal reiteramos as nossas mais cordiais saudações e
o deseoo de um bom trabalho a todos vós e aqui fca o convite para em data oportuna
visitarem as nossas instalações e também oportunamente assistrem à inauguração do
destacamento de Fernão Ferro do Corpo de Bombeiros da Associação Humanitária dos
Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal. A todos as nossas melhores saudações em nome
dos Órgãos Sociais, Direção, Senhor Comandante José Raimundo, 2º Comandante, Adounto,
Chefes, e Subchefes, tvemos o maior prazer em estar aqui convosco. Obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Obrigado Senhor Presidente, Senhor
Comandante, e naturalmente à Direção e ao Comando dos Bombeiros. Senhor Vice-
presidente foi feito o convite, se faz favor.”
O Vice-presidente da Câmara Municipal disse “Naturalmente que a corporação como
referiu a Direção e o Corpo de Bombeiros através do Senhor Presidente tnham estado
presentes em sessão de Câmara e portanto do ponto de vista da Câmara iremos encontrar
calendário adequado para fazer a visita e aproveito a oportunidade para reiterar aquilo que
lhes foi transmitdo na sessão de Câmara um grande reconhecimento pelo trabalho dos
Bombeiros e a convicção que podem contar com a Câmara Municipal para aoudar a
enfrentar as difculdades que normalmente se apresentam em cada momento e nós
estamos sempre presente nessas difculdades, disse Senhor Presidente.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Obrigado Senhor Vice-presidente, no que se
refere à Assembleia Municipal e portanto ao convite que também foi aqui formulado ao
Presidente e naturalmente aos eleitos da Assembleia Municipal, nós teremos todo o gosto
em agendar esse convite, fá-lo-emos artculando com a Câmara, com o Senhor Presidente
da Câmara é assim que tem sentdo; bom, e portanto agradecemos a vossa vinda aqui foi
um enorme prazer, deseoar as maiores felicidades para esta Direção para o trabalho dos
bombeiros naturalmente que estamos a falar de uma insttuição que é uma insttuição de
referência primeira depois do 25 de Abril, uma insttuição de referência não apenas do
Concelho do Seixal mas no País; o Senhor Presidente acabou há pouco de referir que se trata
de uma das três Associações de Bombeiros Voluntários, esta oá com carácter de bombeiros
mistos, do País e portanto que para além do inestmável serviço que presta, no fundo de um
serviço público às populações do nosso Concelho é também uma insttuição que está no País
quando é necessário e tem prestado também um inestmável apoio a outras populações em
situações difceis que acontecem ao longo dos anos e que mais recentemente, nos últmos

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 02/2019
1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

anos, tveram lugar como sabemos e onde estveram os Bombeiros do Concelho do Seixal e
esta associação; portanto sabemos, e posso dizer em nome de todos, contnuarão em
termos de direção e de comando para honrar este património inestmável dos Bombeiros e
desta associação no Concelho do Seixal, obrigado uma vez mais. Bom, não temos mais
intervenções no Período de Intervenção da População, o primeiro ponto da Ordem de
Trabalhos, e passamos para o Período de Antes da Ordem do Dia. Nós temos um conounto
de 15 documentos, portanto seguiremos a ordem que está defenida no regimento para
apreciação destes documentos e naturalmente o tempo que o regimento determina para
este período.”

II. PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA.


II.1. O Grupo Municipal da CDU apresentou a moção «Reforçar o transporte fuvial.
Melhorar a prestação do serviço público à população do Seixal», subscrita por Armando
Farias.
(Documento anexo à ata com o número 1)
O Presidente da Assembleia Municipal disse “O primeiro documento é da CDU, é uma
moção «Reforçar o transporte fuvial. Melhorar a prestação do serviço público à população
do Seixal», é subscrita por Armando Farias que tem a palavra se faz favor.”
Armando Farias , da CDU, disse “O problema que nos traz aqui hooe é um problema que oá
bastas vezes veio a esta Assembleia, é um problema recorrente mas preocupa-nos; tem a
ver com o transporte fuvial do Seixal/Lisboa e Lisboa/Seixal; apesar das lutas das
populações e dos utentes, não se tem visto melhorias relatvamente aos problemas que têm
sido apontados, é um meio de transporte essencial para a população do Seixal que são
milhares de pessoas todos os dias fazem a travessia do rio Teoo Lisboa/Seixal e Seixal/Lisboa
e causa bastantes transtornos e preouízos às pessoas e não se tem visto de facto melhorias;
pelo contrário, o que se tem visto é cada vez mais uma degradação do transporte seoa por
falta de embarcações e o que daí decorre em termos de atrasos programações que não são
cumpridas, falta de pessoal, falta de manutenção, enfm é tudo aquilo que oá se conhece
porque muitas vezes este problema oá foi colocado, sabemos todos as razões porque isto
acontece porque sucessivos governos deixaram degradar e estrangular as empresas de
transportes públicos e neste caso concreto o transporte fuvial, o PSD/CDS tem grandes
responsabilidades porque no período da troika de facto o estrangulamento foi muito forte
mas também o Partdo Socialista não está a responsabilizar do que se passou até aqui e por
outro lado não tem dado respostas portanto conhece à muito os problemas sabe como tem
que ser arranoadas as soluções mas não tem contribuído para as soluções; e há aqui alguns
aspetos que nos preocupam porque em novembro do ano passado o Governo anunciou que
iria, enfm, desenvolver um processo para a compra de 10 embarcações não apenas para o
Seixal para a Transteoo, não apenas para o Seixal mas também com ligação ao Montoo e a
Cacilhas e anunciava que isso iria ser um programa até 2022; passados três meses, não é 3
anos, é 3 meses, vem repetr o anúncio mas agora oá não é 2022, agora é 2024; e portanto
isto faz entender que o PS, tal como tem acontecido de outras vezes, faz anúncios neste
caso em período pré-eleitoral e isto preocupa-nos porque não há garantas que de facto se
venham a concretzar os investmentos que são tão necessários; e por isso temos que tomar
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Ata nº 02/2019
1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

uma posição muito forte relatvamente à necessidade de resolver este problema, por outro
lado também entendemos que deve haver uma artculação entre os transportes fuviais
com outros transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa e há dois aspetos pelo
menos que consideramos que é muito importante um deles é o passe único para a Área
Metropolitana de Lisboa todos sabem que foi aprovado uma proposta do PCP na
Assembleia da República a partr da qual que foi inscrito no orçamento para 2019 no
sentdo de reduzir o passe social com a aplicação a partr de 1 de abril, mas depois,
relatvamente à rede completa de transportes, aos operadores todos integrados, ainda falta
a concretzação; portanto é fundamental que nos manifestemos para a concretzação desse
oboetvo também, por outro lado há ainda a questão do parque de estacionamento no
terminal fuvial, a autarquia oá tomou posição oá está colocada ao Ministro responsável falta
a resposta e nós entendemos que devemos reafrmar e reiterar esta posição porque isso é
muito importante para as populações e porque a autarquia oá manifestou que fazendo uma
boa gestão do parque, por outro lado também a preço gratuito para os utentes e é nesse
sentdo que nós colocamos esta moção para reafrmar a exigência ao Governo de avançar
com urgência para a aquisição de embarcações capazes de garantr a regularidade das
ligações fuviais entre o Seixal e Lisboa. Reiterar a necessidade imperiosa de o Governo dar
uma resposta de emergência no reforço dos meios para a reposição de material necessário,
não é só à espera dos barcos é que de imediato tem que haver investmento no reforço para
a manutenção da frota atual. Apoiar as iniciatvas da Autarquia que visam assumir a gestão
do parque de estacionamento do Terminal Fluvial do Seixal, aliás à semelhança daquilo que
foi feita ao adotado Cais do Seixalinho no Montoo que também não é nada de novo.
Reforçar a urgência na criação de um passe social intermodal, tal como foi referido, que
cubra todos os operadores, todas as carreiras e toda a área geográfca da Área
Metropolitana de Lisboa. E por últmo saudar as populações e as suas Comissões de Utentes
pela sua ousta luta pela melhoria do transporte fuvial de passageiros, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Intervenções para este ponto? Quem é que
pretende intervir? Não há pedidos de intervenção? Rui Belchior e Samuel Cruz a seguir.”
Rui Belchior, do PSD, disse “De facto eu não sei se a CDU, a CDU que fala tanto no PSD e na
moção da Ponte da Fraternidade eu aqui diria a mesma coisa e devolvia também o
comentário; é obsessão da CDU com esta moção, também oá é para aí a terceira vez que ela
cá aparece; de qualquer modo, das duas uma, ou esta moção oá estava feita ou então é
mera tátca polítca atendendo que ainda no passado dia 15 de fevereiro o Governo terá
anunciado o concurso público e internacional de aquisição de pelo menos 10 novos barcos,
se não estou em erro; o que aqui se coloca é que eventualmente a CDU oá não acredita em
nada do que diz o PS, mas isto, lá está!, e não querendo ser fastdioso, não bate certo com o
facto dos últmos quatro orçamentos os senhores terem votado exatamente ao lado do PS e
das suas opções, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Samuel Cruz se faz favor.”
Samuel Cruz, do PS, disse “Começar por dizer o seguinte eu habituei-me a ver o PCP mais
organizado e, de facto, 3 vezes a mesma moção aqui e quando, ao contrário daquilo que diz
o Presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal e também Presidente da
Câmara Municipal da Moita, que oá saudou este investmento, vem aqui ao arrepio a CDU do
Seixal ser mais, enfm, Estalinista do que o próprio Estalinismo e dizer que, enfm,
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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 02/2019
1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

contnuamos nós aqui como os heróis da aldeia gaulesa; se não, veoamos se não é de saudar
o investmento anunciado 90 milhões de euros, 10 novos navios, 57 milhões para aquisição
de barcos e 33 milhões para manutenção; um navio chega em 2020, 3 chegam em 2021 e,
depois, ao ritmo de 2 por ano até perfazer 10 navios; bem, enfm, vem a CDU dizer que quer
que de imediato se comprem navios; há um problema, isto não é como ir comprar o carro
ao stand, não há um stand de navios em que vamos ali e dizemos «olhe quero meia dúzia,
eu quero meia dúzia de navios», não é assim, era bonito mas não é assim, tem que se ter um
bocadinho de calma; e portanto, o que é importante é decidir a compra, a manutenção está
a ser feita gostávamos todos que fosse mais rápido mas não é possível e portanto, como não
é possível, tem que ser mesmo assim; e o dinheiro sabe-se de onde é que vem também, são
15 milhões do POSEUR - aliás, oá os nossos bombeiros vieram aqui dizer que vão receber - 40
milhões do fundo ambiental e o remanescente da Transteoo; e depois vem aqui exigir um
passe Intermodal único para toda a Área Metropolitana de Lisboa, mas acabou de se saber
que é uma reivindicação de anos e anos que era a integração da Fertagus no passe único foi
conseguida o passe máximo para quem circula aqui no Concelho se apanhar na zona de
Fernão Ferro o comboio eram 100 euros para cada pessoa , uma família 200 euros; passe
único passa a 40 euros por pessoa 80 euros no total, mais de 50% de poupança, não chega;
enfm, agora devem de estar preocupados é capaz de haver algumas carreiras em Mafra que
não estão integradas ou alguma coisa do género é capaz, mas enfm, é aquela velha técnica
da CDU de aumentar sempre mais um ponto, sempre mais um para contnuar a reivindicar
porque resolver não sabem nada, só sabem é reivindicar; e mais, a seguir vêm aqui falar do
Parque da Transteoo , é fácil; olhem para o relatório de contas; o Partdo Socialista do Seixal
oá se disponibilizou ao Senhor Presidente da Câmara para resolver a situação e é barato,
relatório de contas da Transteoo evidencia que o parque é uma empresa pública enfm muito
mais má situação fnanceira, estou em crer, e não querem piorar, aquele parque rende 50
mil euros ano; 50 mil euros, felizmente para a situação da Câmara, são peanuts como diria o
Jorge Jesus, e portanto é muito fácil a Câmara vai negociar com a Transteoo, assume e nós
garantmos que mediante este pagamento o parque passa para a Câmara e pode ser
disponibilizado gratuitamente; custa 50 mil euros, até a Junta de Freguesia do Seixal pode
chegar-se à frente se assim o quiser, diga-se; e portanto, estas são as soluções e portanto é
procurarmos as soluções e não nos focarmos no problema, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Mais intervenções? Quem é que pretende
intervir mais? Paulo Silva se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse “Eu só vinha perguntar aqui ao eleito do Partdo Socialista
quanto é que a Câmara Municipal do Montoo está a pagar por fcar com a gestão do Parque
de estacionamento da Transteoo no Montoo, e acho que o Seixal tem os mesmos direitos
que o Montoo, a população do Seixal tem igual direitos que a população do Montoo e tenho
pena que o Partdo Socialista não tenha esta visão e meta os Seixalenses em segundo lugar.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Mais intervenções? Não há mais pedidos de
intervenção, é isso? Samuel.”
Samuel Cruz, do PS, disse “A resposta é simples, não sei e não tenho que saber, sou eleito
no Seixal, não sou eleito no Montoo.”

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Assembleia Municipal do Seixal
Ata nº 02/2019
1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

O Presidente da Assembleia Municipal disse “Senhor Vice-Presidente da Câmara sobre este


tema.”
O Vice-presidente da Câmara Municipal disse “Tenho ideia que o Senhor Presidente da
Câmara oá deu nota da reunião que tvemos com o Senhor Ministro do Ambiente e com o
Senhor Secretário de Estado que tem a área para discutr esta temátca da preocupação que
temos relatvamente às carreiras ou à falta de barcos para garantr as carreiras entre o Seixal
e Lisboa e naturalmente que todos fcam satsfeitos por haver uma perspetva de resolução
a longo prazo mas todos os dias é necessário transportar passageiros para Lisboa e é
necessário que se garanta que há condições para realizar esse transporte e portanto foi isso
que também dissemos ao Senhor Ministro ao Senhor Secretário de Estado e é isso que
efetvamente é necessário garantr que é as pessoas chegarem ao terminal e poderem
embarcar para Lisboa e para não fcarem ali por não terem o barco à hora que é expetável e
para o qual organizaram a sua vida, portanto as medidas que foram tomadas podem-se
saudar e têm que se pedir outras medidas para manter a frota a funcionar e a dar resposta
às necessidades dos utentes. Uma nota também sobre o entendimento que temos
relatvamente aos municípios do nosso Concelho e a aquilo que transmitmos a propósito do
parque, não queremos mais porque os nossos munícipes não são mais mas também não
queremos menos, é nas condições em que entregaram o parque do Montoo que devem
entregar o parque de estacionamento do Seixal e a Câmara é génio, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse ”Pergunto ao proponente Armando Farias se
pretende intervir. Se faz favor.”
Armando Farias, da CDU, disse “É muito breve, a CDU valoriza os avanços quando tem que
valorizar, valorizamos por exemplo quando a Transteoo teve na perspetva de ser privatzada,
por ação do PCP e da CDU não foi privatzada, e nós valorizamos isso como um facto muito
importante; oá neste Governo por ação da CDU e do PCP isso foi muito importante, agora
nós trazemos a esta Assembleia quantas vezes forem necessárias e sempre que os
problemas da população não esteoam resolvidos e este é o problema que nós temos; não se
trata de pedir embarcações para agora, a moção não diz isso e nem eu disse isso, trata-se de
concretzar e não fazer anúncios num contexto que pode não vir a ser concretzado, pelo
menos na perspetva que é colocada; trata-se de concretzar e trata-se no imediato de
encontrar condições, isto é, de haver verbas disponíveis para a manutenção e reparação da
frota porque a população o exige, obrigado.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Vamos colocar à votação esta moção.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 9/XII/2019 por maioria e em minuta com
 Vinte (20) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do BE 3
- Do Presidente da JFFF 1
 Quinze (15) votos contra dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PS 10

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Ata nº 02/2019
1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

- Do grupo municipal do PSD 4


- Do grupo municipal do CDS-PP 1
 Uma (1) abstenção dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal do PAN 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Portanto a moção foi aprovada com os votos
a favor da CDU, do BE, JFFF, a abstenção do PAN e os votos contra do PS do PSD e do CDS.
Passamos para o documento seguinte que é uma declaração polítca; em termos
regimentais portanto oá abordamos isto, está tomada de posição mas a designação é
declaração polítca; portanto não carece de apreciação e de votação , é apresentada por
Samuel Cruz, se faz favor tem a palavra.”
II.2. Samuel Cruz, do Grupo Municipal do PS, disse em declaração polítca: “Obrigado
Senhor Presidente desde logo pela correção; também dizer que eu simplesmente é a quem
me cumpre aqui a vir ler porque esta declaração polítca é subscrita pelo Partdo Socialista,
pelo Partdo Social Democrata, pelo PAN pelo CDS e pelo movimento Somos Fernão Ferro.
Passaram, desde que o orçamento foi reoeitado pela maioria dos eleitos da Assembleia
Municipal, mais de 2 meses. Durante esse período toda a oposição tem sido suoeita a uma
inaceitável campanha de responsabilização que encerra em si mesma duas manifestas
inoustças a primeira a de não ter havido, por parte do Senhor Presidente da Câmara, a
mínima vontade de procurar consensos durante todo o processo de negociação do
orçamento e a segunda, a de ao longo destes 2 meses o Senhor Presidente ter ignorado a
disponibilidade de toda a oposição para iniciar novo processo negocial. Recentemente o
Senhor Presidente da Assembleia enviou convocatórias para um conounto de reuniões de
trabalho entre a Mesa da Assembleia Municipal do Seixal, os Líderes dos Grupos Municipais
e os senhores Presidentes das Juntas de Freguesia. Quanto a isso, Senhor Presidente da
Assembleia, o que se nos oferece dizer é que, mantendo o mesmo espírito que motvou a
abertura para renegociar o orçamento ainda em dezembro de 2018, não estamos, porém,
disponíveis para que a convergência a encontrar se faça na ausência de quem, por lei, está
obrigado a procurá-la pese embora a consideração que o Senhor Presidente da Mesa da
Assembleia Municipal merece, é ponto de ordem para os signatários que o executvo se faça
representar nas negociações e que, desta feita, se mostre realmente disponível para
auscultar as diferentes sensibilidades que compõem a Assembleia Municipal. É igualmente
encarado com preocupação pelos signatários os prazos defnidos para as negociações
propostas, as quais, estendendo-se até meados de abril, confituam com a urgência, que V.
Exa. bem reconhece, do processo de aprovação de um orçamento. Nesse sentdo e
antecipando que só questões insanáveis de agenda oustfcam tão dilatado prazo, propõem
os aqui signatários, desde oá, a aceitação prévia de duas medidas comuns às forças
partdárias que representam, a saber a inclusão, em sede de novo orçamento de todas as
medidas propostas e aprovadas em Assembleia Municipal neste mandato autárquico e a
adoção de mecanismos que garantam a pluralidade do Boletm Municipal; disse.”
II.3. O Grupo Municipal do PSD, apresentou a recomendação «Pela criação do cartão
sénior municipal», subscrita por Rui Mendes:
(Documento anexo à ata com o número 2)

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Ata nº 02/2019
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O Presidente da Assembleia Municipal disse “Prosseguimos então, o terceiro documento é


uma moção do PSD «Pela criação do cartão sénior municipal», é subscrita por Rui Mendes e
tem aqui duas alterações que foram colocadas e feitas pelo subscritor evidentemente que
são as seguintes No quarto parágrafo na terceira linha onde se lê «reunida em sessão
ordinária de 25 de fevereiro de 2019 delibera Recomendar à Câmara Municipal do Seixal 1
– A criação do cartão sénior»; portanto, saindo a restante formulação desta linha; ainda o
título, em vez de Moção é Recomendação; sendo assim, tem a palavra o Rui Mendes, o
proponente se faz favor.”
Rui Mendes, do PSD, disse “Pronto, a moção, neste caso a recomendação, é pela criação
de um cartão Sénior Municipal à imagem de várias autarquias onde oá existe esta iniciatva
que visa a divulgação deste programa também aos munícipes e aos comerciantes deste
Concelho de forma a fomentar não só a melhoria para os nossos cidadãos e para os nossos
munícipes mais seniores mas também para melhorar os nossos comerciantes poderem
tomar algum partdo sobre isto, disse.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse “ Intervenções? Paulo Silva se faz favor.”
Paulo Silva, da CDU, disse “Dizer que ao contrário do que tanto apregoam quando vêm
ideias que são válidas da oposição nós estamos cá para votar favoravelmente e por isso
vamos votar favoravelmente esta recomendação.”
O eleito Tomás Santos, do PS, integrou os trabalhos a partr desta altura.
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Mais intervenções? Não há mais
intervenções confrma-se, então o proponente se deseoar, não, também não, então vamos
colocar à votação. Eu não perguntei ao Senhor Vice-presidente se pretendia intervir? Não.
Então vamos colocar à votação.”
Aprovada a Tomada de Posição nº 10/XII/2019 por unanimidade e em minuta com
 Trinta e sete (37) votos a favor dos seguintes eleitos
- Do grupo municipal da CDU 16
- Do grupo municipal do PS 11
- Do grupo municipal do PSD 4
- Do grupo municipal do BE 3
- Do grupo municipal do PAN 1
- Do grupo municipal do CDS-PP 1
- Do Presidente da JFFF 1
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Portanto a Recomendação foi aprovada por
unanimidade. Há alguma declaração de voto? Não.”
II.4. O Grupo Municipal do BE apresentou a moção «Pelo combate à violência de
género», subscrita por Vítor Cavalinhos:
(Documento anexo à Ata com o número 3)

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O Presidente da Assembleia Municipal disse “Passamos para o documento seguinte que é


uma moção do BE «Pelo combate à violência de género», é subscrita por Vítor Cavalinhos
que tem a palavra se faz favor.”
Vítor Cavalinhos, do BE, disse “A primeira nota que queria deixar antes de apresentar a
moção, que não a vou ler como é evidente, é curioso e do meu ponto de vista e do ponto de
vista do Bloco, é curioso, estranho, e é surpreendente que este assunto, pela sua gravidade,
mereça nesta Assembleia Municipal a atenção do BE e do CDS-PP; e que todos os outros
assuntos, desde o cartão sénior às outras coisas, à correta sinalização do corredor do BUS,
todos os outros assuntos, são 15 assuntos que são trazidos a esta Assembleia Municipal, e a
violência doméstca merece pouca ou nenhuma atenção a não ser destes dois partdos; é
surpreendente e é também lamentável. Três ou quatro notas para não gastar muito tempo.
O combate à violência de género é um dos maiores desafos das nossas sociedades; a
violência doméstca é o crime contra as pessoas que mais mata em Portugal, este crime
contnua a assumir-se como uma das principais formas de criminalidade, sendo que, os
crimes contra as pessoas, é apenas superado em número de ocorrências, pelo crime de
ofensa à integridade fsica simples, segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna
de 2017. Só em 2019 oá foram assassinadas 10 mulheres e 1 criança em contexto de
violência doméstca e de relações de intmidade. Nestes casos, existam oá processos,
queixas, tentatvas de pedir aouda que não foram ouvidas por ninguém, o sistema que
deveria apoiar as vítmas de violência doméstca contnua a falhar redondamente. A semana
passada foi assassinada no Ribateoo uma senhora com 53 anos com dois tros pelas costas e
tnha apresentado às autoridades uma queixa em setembro que estava a ser ameaçada e
ninguém fez nada; é mais uma morte a lamentar; aliás, hooe, não sei se leram, aconselho se
quiserem ler o público, e veoam mais uma pérola desse brilhante causídico que é o Neto
Moura que toma sobre esse problema a decisão, o tribunal de 1ª instância decretou a
pulseira eletrónica para um agressor e o Dr. Neto Moura decidiu que lhe deveria ser retrada
a pulseira eletrónica porque aquilo tem que ser com o consentmento dele como ele não
consentu portanto vamos ver o que é que dá; aproximando-me do fm nós nesta moção
propõe, depois tem um conounto de propostas que eu também não vou, de recomendações
de deliberações entre elas (só duas ou três), a primeira delas é Saudar todas as
manifestações e concentrações que, nas últmas e próximas semanas, ocorrerão por todo o
país exigindo medidas efetvas de combate à violência de género; Acrescentamos, e o Paulo
Silva alertou-nos para essa situação, acrescentamos o seguinte Medidas portanto
manifestações e concentrações ações que respeitem e promovam os valores da democracia
e da consttuição da República, é preciso fazer aquilo porque senão às duas por três todo o
tpo de oportunismos de populismos de extremismos podiam se aproveitar desta situação e
nós achamos que isso era perfeitamente inadmissível, portanto as outras questões e
deliberações Exigir ao Governo e à Assembleia da República que tomem o combate à
violência de género como prioridade efetva e, Instar o Governo a acelerar os processos de
formação e sensibilização dos e das várias agentes nos processos de violência. Juízes e
magistrados, forças de segurança, assistentes sociais, técnicos de saúde, e Instar o Governo
a iniciar o processo de debate alargado para a criação de equipas multdisciplinares
especializados, e remeter esta moção ao Governo, Presidente da Assembleia da República e
grupos parlamentares. No ponto 3 são instados os respetvos órgãos de soberania a
procederem a um conounto de medidas, são 6 alíneas que eu também não vou ler mas o
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1ª Sessão ordinária – 25 de fevereiro de 2019

essencial da moção está compreendida pela Assembleia e pelos digníssimos munícipes que
estão a assistr aos nossos trabalhos portanto acho que toda a Assembleia e os membros
têm presente e têm elementos sufcientes para decidirem em consciência o sentdo do seu
voto sobre esta moção.”
O Presidente da Assembleia Municipal disse “Intervenções? Bruno barata se faz favor.”
Bruno Barata, do PS, disse “De uma forma muito sucinta, este até é um assunto demasiado
sério para fazer oogo polítco porque efetvamente a violênc