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A violência no Brasil mata mais que a Guerra na Síria

Documentário do jornal 'O Globo' retrata em números a rotina violenta do país.


Entre 2001 e 2015, houve 786.870 homicídios, o equivalente à população de João Pessoa
https://brasil.elpais.com/brasil/2017/12/11/politica/1513002815_459310.html
O Brasil mata. Mata muito. Entre 2001 e 2015 houve 786.870 homicídios, a enorme maioria (70%) causados por arma de
fogo e contra jovens negros. Os números da violência no maior país da América Latina atingem dimensões ainda mais
preocupantes ao se compararem com guerras internacionais deste século. Desde que começou o conflito sírio, em março de 2011,
morreram 330.000 pessoas. A guerra de Iraque soma 268.000 mortes desde 2003. Brasil, com 210 milhões de habitantes, é o país
que mais mata no século XXI.
O jornal O Globo retratou em números essa rotina violenta e cedeu parte do resultado ao EL PAÍS. Um documentário de
14 minutos, conduzido pela voz de Lázaro Ramos, compara os assassinatos registrados no Brasil com os de guerras, conflitos
internacionais, terrorismo e locais conhecidos pela violência. Segundo os números do jornal, o Brasil matou nos últimos 15 anos o
equivalente à população de Frankfurt, Sevilha ou João Pessoa.
A falta de políticas públicas que abordem a segurança como um problema crônico e prioritário é um dos assuntos
tratados no vídeo. Em um país onde se assassina uma pessoa a cada dez minutos, o documentário, alerta: "Enquanto está
assistindo a este vídeo, mataram mais um".
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Os cristãos continuam sendo vítimas de fundamentalismo, nacionalismo religioso, regimes totalitários e até mesmo de genocídio
A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apresentou recentemente em Roma o documento “Perseguidos e
esquecidos – Relatório sobre os cristãos oprimidos por causa da fé entre 2015 e 2017”, que revela aumento da perseguição
religiosa nos últimos anos.
Entre agosto de 2015 e julho de 2017, os cristãos continuaram sendo vítimas do fundamentalismo, do nacionalismo
religioso e dos regimes totalitários.
O estudo examina profundamente a realidade de países nos quais a falta de liberdade religiosa dos cristãos é mais
intensa. Os países analisados foram o Iraque, a Síria, o Egito, a Nigéria, a Índia, o Paquistão, a China, a Coreia do Norte, a
Eritreia, a Turquia, a Arábia Saudita, o Irã e o Sudão.
O relatório anterior (2013-2015) já tinha registrado uma piora na situação, mas este novo documento aponta que a
violência contra os cristãos aumentou mais ainda.
“Entre 2015 e 2017, os cristãos sofreram crimes contra a humanidade: alguns foram enforcados ou crucificados, algumas
mulheres violentadas e sequestradas e outras desapareceram para sempre”.
Casos gravíssimos: Arábia Saudita e Coreia do Norte
Na abordagem por países, o relatório afirma que, na Arábia Saudita e na Coreia do Norte, “a situação é tão dramática que
não é possível piorar”. A Coreia do Norte é o país onde ocorre hoje “a perseguição mais perversa e as crueldades mais
indescritíveis contra os cristãos, incluindo a negação de comida e o aborto forçado. Também foram registrados casos de fiéis
amarrados a cruzes e queimados vivos, assim como outros esmagados por compressores a vapor”.
Oriente Médio: genocídio
No Oriente Médio, o êxodo forçado de cristãos iraquianos é tão grave que “uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo
corre o risco de desaparecer dentro de três anos se a situação trágica atual não melhorar”. Esse êxodo de cristãos também afeta a
Síria, especialmente a cidade de Alepo, que antes abrigava a maior comunidade cristã de todo o Oriente Médio.
O relatório denuncia:
“O Estado Islâmico e outros grupos armados islamistas cometeram genocídio contra os cristãos na Síria e no Iraque (…)
No Oriente Médio, os governos ocidentais e as Nações Unidas não conseguiram oferecer ajuda de emergência enquanto ocorria o
genocídio”. Em paralelo, o documento agradece pelo trabalho das organizações e instituições cristãs, sem o qual “não se
conseguiriam cobrir essas necessidades e a presença cristã teria desaparecido totalmente no Iraque e em países próximos”.
Índia e China: intolerância até por parte do governo
Os últimos dois anos na Índia também foram piores para os cristãos, que sofreram maior número de ações violentas e repressões
instigadas pelo nacionalismo religioso. Os ataques vêm aumentando desde 2014, quando o partido conservador nacionalista hindu
chegou ao poder. Por sua vez, o presidente da China descreveu o cristianismo como “uma infiltração estrangeira” e aumentou a
hostilidade contra as comunidades cristãs, acusadas de resistirem ao governo. A China removeu uma infinidade de cruzes e
destruiu edifícios religiosos cristãos. Autoridades locais chegaram a proibir, em algumas áreas, até mesmo as árvores de Natal e
os cartões com motivos cristãos.
África: perseguição e mais genocídio
No Egito, os cristãos também estão em situação pior que há dois anos. O relatório da Ajuda à Igreja que Sofre recorda, por
exemplo, o atentado ocorrido em dezembro de 2016 no Cairo, onde ao menos 29 pessoas foram mortas e mais de 50 ficaram
feridas. Apenas quatro meses depois, no Domingo de Ramos deste ano, outros atentados em igrejas de Alexandria e Tanta
mataram mais 44 pessoas e feriram outras 120. No mês de maio, 28 peregrinos morreram num ataque perpetrado por extremistas.
Os três atentados foram reivindicados pelo Estado Islâmico.
https://pt.aleteia.org/2017/11/03/perseguicao-contra-os-cristaos-no-mundo-se-agravou-nos-ultimos-2-anos/