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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves Ficha 01 Prof. Eduardo Alves - Interpretação de Textos
Texto
Ficha 1
Prof. Eduardo Alves
Ficha 01
Prof. Eduardo Alves -
Interpretação de Textos
O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO E SEUS ELEMENTOS
O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO
A enunciação como processo comunicativo é uma complexa interação de diversos elementos que levam
à formulação de um determinado enunciado. Mas de que maneira poderíamos esquematizar este processo
comunicativo?
Desmembrando o processo, observamos um falante (um dos participantes) que manipula um código
(sistema de sinais que vi utilizar; por exemplo, a língua portuguesa) para a construção de uma mensagem (texto
enunciado), sobre um referente (assunto, tema), por meio de um canal (meio pelo qual a mensagem é
veiculada), e um interlocutor (outro participante) a quem o texto é destinado e que interage com a mensagem
para compreendê-la.
Mas será que é só isso? Ao pensarmos o processo comunicativo como ato social e, como tal,
concretizando as diversas interações sociais por meio da linguagem, temos de levar em consideração o
contexto situacional (ambiente externo aos participantes, em que se realiza o processo), a interação do falante
(o que é que ele quer realmente com a mensagem) e quem é o interlocutor da mensagem. Dessa maneira, um
falante ao formular uma determinada mensagem, além de escolher o assunto, o código e o canal, escolhe seu
interlocutor e, portanto, terá de adequar sua mensagem às características do interlocutor para agir sobre ele.
Por que tudo isso? Porque é o interlocutor que constrói um sentido para a mensagem, fazendo uso de sua
competência de leitura e dos seus conhecimentos prévios, sua ideologia, sua cultura, etc.
Esse processo a que nos referimos não é uma passagem de informação linear e mecânica, mas sim
uma complexa cadeia comunicativa:
AS COMPETÊNCIAS DOS PARTICIPANTES
No esquema acima, podemos observar que tanto para o falante como para seu interlocutor são
apontados diversos conhecimentos e características que vão interferir no processo comunicativo.
A
competência comunicativa, isto é, a habilidade que um indivíduo tem para lidar com a linguagem,
seja para formular enunciados (no caso do falante), seja para atribuir sentido a eles (no caso do interlocutor),
envolve o conhecimento de uma determinada língua, suas variantes e registros. Se um falante formula um
enunciado em japonês para um interlocutor que desconhece essa língua, não se completará o processo
comunicativo; se um falante formula um enunciado em um registro ultra formal para um interlocutor de apenas
cinco anos, provavelmente o processo comunicativo não será inteiramente efetivado.
A
ideologia e a cultura dos participantes estão presentes na formulação e na leitura de um texto,
condicionando e limitando as duas atividades, pois incluem o conjunto de crenças, representações e avaliações
do mundo e da vida.
O
aspecto psicológico retrata as influências variáveis do humor, da sensibilidade, da capacidade de
tolerância de cada indivíduo no momento exato do processo comunicativo. Muitas vezes, um mesmo enunciado
em momentos diferentes pode ser formulado de maneiras distintas por um mesmo falante, e pode ser lido e
interpretado de maneiras distintas por um mesmo interlocutor.
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves A tipologia textual condiciona a formulação do enunciado a
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A tipologia textual condiciona a formulação do enunciado a modelos preexistentes. Dessa maneira,
o
falante deve conhecer as particularidades dos tipos de texto, adequando sua mensagem a eles, assim como o
interlocutor deve conhecê-las também, para poder fazer a leitura da mensagem.
Podemos concluir que o falante deve, além de observar suas próprias capacidades e
características, prestar muita atenção nas capacidades e características de seu interlocutor. Quanto mais
comuns forem as características do falante e do interlocutor, maior o êxito do processo comunicativo.
Mais uma vez voltamos ao mesmo conceito: adequação – noção fundamental para a interação
social.
AS FUNÇÕES DA LINGUAGEM
Segundo a intenção do falante, suas escolhas e combinações realizadas, sobre qual dos elementos da
comunicação centra-se a mensagem, podemos reconhecer diferentes funções da linguagem.
FUNÇÃO REFERENCIAL – A MENSAGEM CENTRADA NA INFORMAÇÃO
Quando o foco recai sobre o referente, sobre o assunto, temos a função referencial, também chamada
de
ou
Nesse caso, a comunicação visa
predominantemente discorrer sobre um assunto de maneira denotativa. Pelas suas características, é a função
que predomina em teses e textos informativos em geral.
Referente: “A linguagem consiste numa operação pela qual os homens se comunicam a respeito dos
objetos da realidade interior ou exterior sem interferência direta deles. Essa operação não manifesta o real, mas
o
transforma. O real, a coisa, é o referente. Através da linguagem, une-se uma imagem acústica a determinado
conteúdo de pensamento, que é a representação mental do referente.”
Enciclopédia Mirador Internacional
A intenção dos textos em que predomina a função referencial é evidenciar e esclarecer da melhor forma
possível o referente, evitando ambiguidades. Privilegia, portanto, a ordem direta. Seu traço mais marcante é a
objetividade e o consequente distanciamento do interlocutor, e as principal marca gramatical é a terceira
pessoa, como se observa no texto abaixo:
USP cria tecnologia para monitorar via PC temperatura de animais
Pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP de Pirassununga
estão monitorando a temperatura de animais a distância, via computador. O sistema, inédito no mundo, está
sendo testado em dez vacas leiteiras da raça holandesa.
Por meio de chips e sensores, um software recebe informações sobre a temperatura do animal. Esses dados
podem ser usados para melhorar o manejo, proporcionando mais conforto ao rebanho e aumento da produção.
O equipamento deverá ser validado até o final de 2004, com previsão de disposição para escala industrial já em
2005.
(http://notícias.uol.com;br/inovacao/ultimas/ult762ul1964.jhtm)
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves FUNÇÃO CONATIVA – A MENSAGEM CENTRADA NO INTERLOCUTOR Também
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FUNÇÃO CONATIVA – A MENSAGEM CENTRADA NO INTERLOCUTOR
Também conhecida por função
apelativa, centra-se no interlocutor com o
intuito de chamar sua atenção, interferir em
seu comportamento, conseguir adesão;
consequentemente, suas marcas
características são o emprego da segunda
pessoa do discurso (tu/você; vós/vocês) e
das formas verbais ou expressões
imperativas.
Como é a mais persuasiva das
funções, é muito usada nos textos
publicitários, no discurso político, em
horóscopos e textos de autoajuda. Como a
mensagem está centrada no outro, recorre-
se, de maneira explícita, ao uso de
argumentos que façam parte do universo do
interlocutor.
O
texto da promoção da revista Veja
é um bom exemplo da função apelativa ou
conativa da linguagem. Todas as frases
estão centradas no interlocutor e têm a
intenção de interferir em seu comportamento.
Os verbos na terceira pessoa do imperativo
afirmativo são responsáveis pelo tom geral
do anúncio: assine, aproveite, parcele,
escolha, informe, dê.
A revista apresenta, ainda, um
detalhe que merece ser comentado: seu
nome é um verbo no imperativo, na terceira
pessoa do singular, e tem uma história
curiosa: logo que foi lançada, os editores,
ficaram com receio de que o público apenas
“visse” a revista e não a lesse; então acrescentaram outro verbo, e seu nome foi, por muito tempo, VEJA e
LEIA. Esse caso ilustra bem a força da função conativa da linguagem.
FUNÇÃO FÁTICA – TESTANDO O CANAL
Canal (teoria da comunicação) suporte material ou sensorial através do qual se faz a
comunicação; meio utilizado para enviar o sinal de um emissor a um receptor.
(Dicionário Aurélio – Século XXI)
A
função fática está orientada para o canal físico que dá suporte à mensagem. A intenção é verificar a
“ponte” de comunicação, para se certificar do contato, prolongando-o e/ou testando-o.
São exemplos comuns que evidenciam a função fática alguns cacoetes da oralidade como “né?”
“certo?”, “Ahã”, “sei
conversas telefônicas.
”,
“hum hum”, “compreende?”, “alô” e “tá me ouvindo?”, os dois últimos típicos de
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves Nos textos abaixo – um diálogo numa sala de
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Nos textos abaixo – um diálogo numa sala de bate-papo na internet e a letra de uma música de
Paulinho da Viola -, podemos observar exemplos marcados pela função fática.
Identifique-os, compare-os:
FUNÇÃO METALINGUÍSTICA – A MENSAGEM CENTRADA NO CÓDIGO
Quando o foco está voltado para a própria matéria constitutiva da mensagem, para o código, temos a
função metalinguística. Na linguagem não verbal, temos metalinguagem quando um filme tem por tema o
próprio cinema ou uma pintura retrata o pintor exercendo sua profissão, por exemplo. Na linguagem verbal,
temos função metalinguística quando uma poesia tem por tema o fazer poético ou quando um texto qualquer
discute e/ou explica a língua.
Gramáticas e dicionários são exemplos da função metalinguística, já que usam a linguagem verbal para
falar sobre a própria linguagem, verbal; são palavras que explicam palavras. Pensando num exemplo do
cotidiano, toda reformulação sobre algo já dito é metalinguagem.
Quando falamos da função conativa, comentamos o nome da revista VEJA. Seria interessante, agora
comentar o nome da ISTO É, que sugere a função metalinguística da publicação, ou seja, uma revista que
explica os fatos.
FUNÇÃO EMOTIVA – O TEXTO EM PRIMEIRA PESSOA
A função emotiva ou expressiva se caracteriza por ter o foco voltado para o próprio falante,
expressando e evidenciando sua posição, suas emoções, seus sentimentos. O predomínio da função emotiva
evidencia o eu por trás do enunciado.
Se a função referencial é objetiva, a função emotiva é nitidamente subjetiva. Suas principais marcas
gramaticais são: o uso da primeira pessoa (a marca do eu, da subjetividade) e de adjetivos e advérbios (marcas
do posicionamento, de juízos de valor, da expressividade do falante).
A interjeição e o emprego de alguns sinais de pontuação (reticências, ponto e exclamação) são também
indicadores da função emotiva da linguagem, como no texto que segue, final do romance. São Bernardo, de
Graciliano Ramos, em que o personagem Paulo Honorário relata suas memórias:
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves “Lá fora há uma treva dos diabos, um grande
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“Lá fora há uma treva dos diabos, um grande silêncio. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e
o nordeste furioso espalha folhas secas no chão.
É horrível! Se aparecesse alguém
Nem sequer tenho amizade a meu filho. Que miséria!
Casimiro Lopes está dormindo. Marciano está dormindo. Patifes!
E eu vou ficar aqui, às escuras, até não sei que hora, até que, morto de fadiga,
mesa e descanse uns minutos”.
(RAMOS, Graciliano. São Bernardo. 35. ed. Rio de Janeiro: Record, 1980.)
encoste a cabeça à
FUNÇÃO POÉTICA – AS PALAVRAS NO SENTIDO FIGURADO
Há predominância da função poética quando o foco recai sobre o trabalho com a parte material e
concreta da mensagem e, particularmente, sobre a sua construção. Como afirma Roman Jakobson, a função
poética “coloca em evidência o lado palpável, material dos signos”. Por tal motivo, ela tem a característica de
provocar estranhamento e ao mesmo tempo interesse pela mensagem por meio de um arranjo que visa o
estético, fruto de uma especial seleção e combinação dos termos, do emprego de palavras em sentido figurado,
da combinação de sons numa disposição melódica, etc.
Embora, em geral, essa função apareça na literatura, a publicidade, os provérbios e ditos populares e
até a linguagem do dia-a-dia recorrem a ela.
REFERÊNCIA TEXTUAL
Relações anafóricas e catafóricas
O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), do Rio, um centro de excelência na área, procura
ir além dos torneios. Há três anos, a instituição adotou o projeto vocação científica, que vinha sendo
desenvolvido pela fundação Oswaldo Cruz, e passou a ministrar cursos de verão para alunos do
ensino médio. Os que se destacam são convidados a fazer estágios no Impa. “É verdade que nem
todos conseguem acompanhar o ritmo, mas muitos, mesmos os que não ficam, saem daqui com
outra visão da matéria”, afirma o professor Paulo Cezar Pinto de Carvalho, do Instituto. “Cumprimos
o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do ensino”.
http:/época.globo.com/edic/19990524/ciências.htm
Algumas palavras podem não ter sua referência no contexto extratextual, mas sim no contexto textual,
isto é, no próprio texto da mensagem.
Observe o caso da palavra daqui no texto acima. Qual é seu referente? Onde o encontramos? O
referente é o IMPA do Rio e o encontramos no próprio texto. Trata-se de uma referência endofórica (end(o) =
dentro).
E mais: observado a posição do daqui, podemos perceber que ele aparece depois do referente. Em
casos como esse, em que o referente é antecedente, temos uma referência anafórica.
Já no texto abaixo, a referência de daqui é diferente.
Nas vésperas da páscoa, pesquisadores da Finlândia anunciam que comer chocolate durante a
gravidez torna os bebês mais sorridentes e ativos, mas médicos daqui do Brasil tem algumas
ressalvas.
http:/www.band.com.br
Nesse caso, o referente ( Brasil) aparece depois do advérbio: trata-se de uma referência catafórica.
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves Referência exofórica – Essas referências textuais têm uma função
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Referência exofórica –
Essas referências textuais têm uma função muito importante: a coesão do texto, articulando e
relacionando as informações que estão presentes nele. Vale ressaltar que falaremos posteriormente a coesão
textual.
O TEXTO E O CONTEXTO
Saber ler e saber interpretar um texto adequadamente são condições essenciais para qualquer pessoa obter
sucesso na vida pessoal e profissional. Nos concursos, a interpretação de textos vem ocupando boa parte da
prova e cumprindo, por isso, um papel decisivo no ingresso ao emprego público. Segundo Lino de Macedo, um
dos mentores da prova do Enem, interpretar constitui sempre uma inferência ou conclusão autorizada por sinais,
indícios ou indicadores presentes em um texto. Interpretar supõe acrescentar sentido, ler nas entrelinhas,
preencher os vazios e, dentro dos limites de determinado material, ampliar o seu conteúdo.
Assim, nas mais diferentes situações do nosso cotidiano – em casa, na rua, na escola, no trabalho, na
lanchonete – convivemos com textos. O que é texto? Uma conversa entre pais e filhos durante o almoço é um
texto? A propaganda de um produto que ouvimos pelo rádio é um texto? É texto uma história em quadrinhos,
um documentário, uma placa de trânsito, uma reportagem jornalística, uma receita, um romance, uma
entrevista ao vivo na TV, uma conta de luz, um debate político? Quando falamos, também produzimos textos?
Ou são textos apenas os escritos? Para que servem os textos? O que diferencia um texto de outro?
Os textos que seguem certamente não responderão a essas questões, mas estimularão você a
participar de uma discussão sobre a natureza e a função(finalidade) dos textos.
O
que é texto?
E
o contexto?
Tipos de contexto
Intencionalidade discursiva
São as intenções
ou
existentes nos enunciados. O sucesso de
nossa interação verbal, seja na condição de locutor, seja na condição de locutário, depende muito de nossa
capacidade de lidar com a intencionalidade. Por meio dela podemos, por exemplo, impressionar, ofender,
persuadir ou informar nosso interlocutor; podemos também pedir, implorar, reivindicar, exigir, etc.
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves AS INFORMAÇÕES SOBRE O TEXTO Muitas informações relevantes para
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AS INFORMAÇÕES SOBRE O TEXTO
Muitas informações relevantes para a leitura do texto se encontram na mensagem propriamente dita.
Observe alguns exemplos de elementos que podem propiciar antecipações em relação a leitura:
Gênero textual – a identificação do gênero textual (artigo de jornal, propaganda, romance, artigo cientifico,
charge, receita, bula, piada, etc.) permite a antecipação da construção textual e da possível intenção do falante,
por exemplo, ao ler do editorial de um jornal, conhecendo as características básicas do gênero, podemos
esperar um texto marcado por sequências argumentativas com o intuito de fazer a defesa de uma posição em
relação a um assunto, na tentativa de ganhar a adesão do leitor, portanto, o reconhecimento desse gênero nos
prepara para a leitura não esperaremos um texto narrativo, nem descritivo, mas um texto argumentativo.
O autor – a identificação do autor do texto (sua história, sua profissão, sua ideologia, sua área de estudo ou
trabalho, etc.) permite antecipar a temática ou a tendência do texto, por exemplo, se o texto é assinado por um
pesquisador na área de biologia, podemos esperar um desenvolvimento temático voltado para essa área do
conhecimento, se é assinado por um líder comunitário, podemos esperar um desenvolvimento temático que
ressalte, por exemplo, o lado social, etc.
A época – a identificação da época, do contexto histórico em que estava inserido o texto quando foi
produzido, por exemplo, um texto que fale sobre o futuro de um país, produzido no momento em que esse país
atravessa uma grave crise político-econômica, será construído de forma diferente de um outro produzido em
época de prosperidade.
O veículo ou suporte – a identificação do veículo que disponibiliza o texto (jornal, revista jovem, revista
especializada, boletim de uma associação, etc.), suas características ideológicas, seu público-alvo, sua tiragem
pode antecipar algumas informações relacionadas ao texto a ser lido: um artigo sobre moda numa revista
feminina que tem público-alvo de alto poder aquisitivo e faixa etária acima de 30 anos pode apresentar
conceitos muitos diferentes se comparados a um artigo sobre o mesmo assunto publicado numa revista
feminina voltada para adolescentes.
TIPOLOGIA E GÊNEROS TEXTUAIS
1.
:
tipo textual predominante em gêneros com crônica, romance, fábula, piada,
conto de fada, etc.
2.
:
tipo textual predominante em gêneros como retrato, anúncio, classificado,
lista de ingredientes de uma receita (como no texto de abertura), lista de compras, cardápio, etc.
3.
:
tipo textual predominante em gêneros como manifesto, sermão,
ensaio, editorial de jornal, crítica, monografia, redação dissertativa, tese de mestrado, etc.
4.
ou
:
tipo textual predominante em gêneros como
aulas expositivas, capítulos de livro didático, verbetes de dicionários e enciclopédias, etc.
5.
ou
:
tipo textual predominante em gêneros como
horóscopo, propaganda, receita culinária (modo de fazer), manual de instruções de um aparelho, livros de
autoajuda, etc.
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Ficha 1

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TEXTO 1

) (

O celular destruiu um dos grandes prazeres do século passado: prosear ao telefone.

Hoje, por culpa deles somos obrigados a atender chamadas o dia todo. Viramos uma espécie de telefonistas de nós mesmos: desviamos chamadas, pegamos e anotamos recados

Depois de um dia inteiro bombardeado por ligações curtas, urgentes e na maioria das vezes irrelevantes, quem vai sentir prazer numa simples conversa telefônica? O telefone, que era um momento de relax na vida da gente, virou um objeto de trabalho. O equivalente urbano da velha enxada do trabalhador rural. Carregamos o celular ao longo do dia como uma bola de ferro fixada no corpo, uma prova material do trabalho escravo.

A situação é delicada. ( ) Tipo textual: Gênero: O que pretende o autor ao
A situação é delicada. (
)
Tipo textual:
Gênero:
O que pretende o autor ao elaborar o texto 1 ?

O celular banalizou o ritual de conversa a distância. No mundo pré-celular, havia na sala uma poltrona e uma mesinha exclusivas para a arte de telefonar. Hoje, tomados como num transe, andamos pelas ruas, restaurantes, escritórios e até banheiros públicos berrando sem escrúpulos num pedaço de plástico colorido.

Misteriosamente, uma pessoa ao celular ignora a presença das outras. Conta segredos de alcova dentro do elevador lotado. É uma insanidade. Ainda não denunciada pelos jornalistas, nem estudada com o devido cuidado pelos médicos. Aliás, duas das classes mais afetadas pelo fenômeno.

Marcelo Tas (O Estado de São Paulo, 29/11/2004.)

TEXTO 2

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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves TEXTO 3 NOVINHOS PARA SEMPRE Quer manter seus sapatos
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TEXTO 3
NOVINHOS PARA SEMPRE
Quer manter seus sapatos sempre lindos e brilhantes? Aprenda com profissionais o jeito certo de engraxar
e cuidar deles (
)
O que você vai precisar
1.
Graxa
2.
Estopa
3. Escova
4. Gel limpador
Passo a passo para engraxar sapatos
 Remova a graxa velha usando um pedaço de estopa e gel limpador. Limpe bem, para não deixar resíduos.
 Passe um pedaço de estopa limpa no pote de graxa e depois aplique no sapato, espalhando por toda a
superfície do couro.
 Escove bem o sapato. Quando o brilho aparecer, pare de escovar. Depois, você pode lustrar mais com uma
flanela limpa. (
)
(Nicole Ramalho. Criativa, março 2004.)
Tipo textual:
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TEXTO 4
DE UM CERTO TOM AZULADO
Casou-se com o viúvo de espessa barba, embora sabendo que antes três esposas haviam morrido. E
com ele subiu em dorso de mula até o sombrio castelo.
Poucos dias haviam passado, quando ele a avisou de que num cômodo jamais deveria entrar. Era o
décimo quinto quarto do corredor esquerdo, no terceiro andar. A chave, mostrou, estava junto com as outras
no grande molhe. E a ela seria entregue, tão certo estava de que sua virtude não lhe permitiria transgredir a
ordem. E não permitiu, na semana toda em que o marido ficou no castelo. Mas chegando a oportunidade da
primeira viagem, despediu-se ela acenando com a mão, enquanto com a outra apalpava no bolso a chave
proibida. Só esperou ver o marido afastar-se caminho abaixo. Então, rápida, subiu as escadas do primeiro,
do segundo, do terceiro andar, avançou pelo corredor, e ofegante parou frente à décima quinta porta.
Batia seu coração, inundando a cabeça de zumbidos. Tremia a mão hesitante empunhando a chave.
Nenhum som vinha além da pesada porta carvalho. Apenas uma fresta de luz escorria junto ao chão.
Devagar botou a chave na fechadura. Devagar rodou, ouvindo o estalar de molas e linguetas. E
empurrando lentamente, bem lentamente, entrou.
No grande quarto, sentadas ao redor da mesa, as três esposas esperavam. Só faltava ela para completar o
jogo de buraco.
(Marina Colasanti. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986, p. 115-6).
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves TEXTO 5 POR QUE ALGUNS ATLETAS TÊM MORTES FULMINANTES?
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TEXTO 5
POR QUE ALGUNS ATLETAS TÊM MORTES FULMINANTES?
Eles estão sujeitos a mortes súbitas na mesma frequência que indivíduos comuns e sedentários. Para
isso, basta o atleta ter predisposição ou uma doença crônica. “Como são pessoas públicas, eles são mais
observados que um cidadão comum e o caso se torna maior. Mas mortes súbitas sempre aconteceram, não
estão aumentando”, diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros Neto, da Unifest. Calcula-se que no Brasil, a
cada ano, cerca de 160 mil pessoas sejam vítimas de mortes fulminantes. Só que isso não rende muita notícia.
Mas basta a vítima ser um atleta mais conhecido (
)
para o caso ganhar os jornais. É bom lembrar, porém, que
algumas características do dia-a-dia dos atletas são fatores agravantes. A hipertermia, ou seja, o aquecimento
excessivo do corpo, especialmente em dias de calor e de alta umidade do ar, é um deles. Outro é o possível
uso de anabolizantes, pois o usuário tende a ter um aumento no nível de colesterol, o que compromete as
funções cardíacas. Por falar nisso, ao contrário do que se pensa, essas mortes repentinas não são sempre
relacionadas ao coração. Também podem acontecer óbitos fulminantes ligados a problemas pulmonares ou
neurológicos. Para evitar novos sustos, os médicos recomendam, além de exames preventivos mais
rigorosos, que os estádios e ginásios passem a contar com mais recursos, como aparelhos adequados para
ressuscitação.
(Mundo estranho, ed. 26. Publicação especial da Revista Superinteressante).
Tipo textual:
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TEXTO 6
Longo, seco e quente é o verão de Santiago. Uma poeira amarelada cobre a cidade durante esses meses:
o sol derrete o asfalto e afeta o humor dos santiaguenses; por isso, quem pode procura escapar. Quando eu
era menina, minha família saia para temporadas de dois meses na praia, um verdadeiro safári no automóvel de
meu avô, carregado com uma tonelada de bagagens sobre a capota e três crianças completamente
desnorteadas lá dentro. Naquela época, as estradas eram péssimas e tínhamos de serpentear na subida e
descida de ladeiras, o que representava um esforço descomunal para o veículo. Tínhamos sempre de trocar
pelo menos um pneu, para o que era necessário aliviar o carro de toda a carga que transportava.
Meu avô
sempre levava sobre os joelhos uma grande pistola, daquelas que em tempos remotos eram usadas em
duelos, pois acreditava que na subida de Curacavi, sintomaticamente chamada de La Sepultura, bandidos
costumavam emboscar-se. Se tais figuras havia, provavelmente não passavam de pedintes, que fugiriam ao
primeiro tiro disparado para o alto; nós, no entanto, passávamos sempre rezando, método certamente
infalível contra assaltos, pois nunca vimos os sinistros bandoleiros. Nada disso existe hoje. Agora, alcançam-
se os balneários, em menos de duas horas, percorrendo-se magníficas estradas.
(Isabel Allende. Meu país inventado. Rio de Janeiro: Bertrand no Brasil, 2003, p. 31.)
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves Exercícios TEXTO 1 O governo brasileiro está certo ao
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Exercícios
TEXTO 1
O governo brasileiro está certo ao eleger a manutenção do emprego como prioridade, mas isso não
bastará para preservar o novo padrão de vida alcançado por milhões de famílias, se os chamados fundamentos
da economia forem comprometidos. A redução da pobreza no Brasil, desde a última década, resultou não só do
retorno ao crescimento econômico, mas também do controle da inflação e do fortalecimento das políticas
sociais. A lembrança destes fatos é particularmente importante neste momento, quando a crise global ameaça
lançar milhões de pessoas na miséria, em todo o mundo, e as metas de redução da pobreza - as chamadas
Metas do Desenvolvimento do Milênio -parecem tornar-se mais distantes.
Com uma indústria importante e diversificada e uma agropecuária eficiente e competitiva, o Brasil tem
condições excepcionalmente favoráveis para enfrentar a crise originada nos mercados financeiros do mundo
rico. Mas uma parcela considerável de sua população ainda vive em condições precárias e alguns milhões d e
famílias só recentemente ingressaram no mercado de consumo. Os efeitos sociais mais graves da crise devem
ser menos sentidos no Brasil do que em outros países em desenvolvimento, mas nem por isso as autoridades
nacionais devem desconsiderar o cenário social descrito no Relatório de Acompanhamento Global preparado
pelo Banco Mundial.
Segundo esse relatório, o número de pessoas em extrema pobreza aumentará em 2009 devido à crise
global. A retração econômica nos países em desenvolvimento deverá jogar na extrema pobreza 55 milhões de
pessoas, na melhor hipótese, ou 90 milhões, na menos favorável, segundo o Banco Mundial. Os países de
renda baixa serão afetados, de acordo com o relatório, por uma combinação de desastres: redução dos volumes
e dos preços de exportação, do dinheiro enviado pelos migrantes, do turismo, do investimento estrangeiro e,
talvez, da ajuda oficial. Muitas famílias em países pobres ou em desenvolvimento dependem da ajuda de
parentes no exterior. Com o desemprego no mundo rico, essa fonte secou.
As maiores vítimas da crise global pouco sabem de economia e finanças e simplesmente batalham para
manter suas famílias e conquistar melhores condições de vida. Nos países de renda média como o Brasil, isso
pode corresponder a uma geladeira, um televisor, um aparelho de som - comprados a crédito - e, mais
importante, mais educação para os filhos.
(O Estado de S. Paulo, Notas e Informações, A3, 26 de abril de 2009, com adaptações)
01. Em resumo, o texto diz que
A) o maior problema, que impede o crescimento econômico brasileiro, está na ausência de educação de
qualidade para boa parte da população.
B)
a atual crise econômica mundial terá como consequência o aumento da pobreza em todo o mundo, embora
os efeitos dessa crise pareçam menos ameaçadores no Brasil.
C)
o desconhecimento das características da economia e das finanças públicas de um país é fator que
compromete o crescimento do mercado de consumo.
D)
o comportamento imprevisível de uma sociedade preocupada com o desemprego é empecilho para um
desenvolvimento realmente sustentável do país.
E)
as condições precárias em que vive boa parte da população brasileira são uma realidade que põe em xeque
a sustentabilidade das políticas sociais.
02.
De acordo com o texto, a redução da pobreza no Brasil teve como razões principais:
A) ênfase no número de empregos, expansão da indústria e agropecuária bastante rentável.
B) manutenção do número de empregos, fortalecimento da indústria e agropecuária expressiva.
C) retomada do crescimento econômico, controle da inflação e políticas sociais efetivas.
D) crise financeira nos países ricos, controle eficaz da inflação e expansão industrial.
E) crescimento do mercado consumidor, retração econômica nos países ricos e agropecuária competitiva.
03.
É correto associar o último parágrafo do texto à ideia exposta em:
A) A lembrança desses fatos é particularmente importante neste momento
B) quando a crise global ameaça lançar milhões de pessoas na miséria, em todo o mundo
C) o Brasil tem condições excepcionalmente favoráveis para enfrentar a crise originada nos mercados
financeiros do mundo rico.
D) uma parcela considerável de sua população ainda vive em condições precárias
E) e alguns milhões de famílias só recentemente ingressaram no mercado de consumo.
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves 04. Há relação de causa e consequência entre os
Texto
Ficha 1
Prof. Eduardo Alves
04.
Há relação de causa e consequência entre os segmentos abaixo, EXCETO em:
A) desemprego nos países desenvolvidos e diminuição da renda de imigrantes no exterior.
B) crise financeira global e aumento no número de pessoas em extrema pobreza no mundo.
C) redução dos índices de pobreza no Brasil e uma população vivendo ainda em condições precárias.
D) uma combinação de acontecimentos desfavoráveis e efeitos desastrosos na economia dos países mais
pobres.
E)
uma indústria e uma agropecuária importantes e melhores condições para enfrentamento da crise.
05.
O desenvolvimento do texto se faz
A)
como um relatório de fatos que vêm acontecendo no mundo todo, simultâneos à atual crise econômica
global.
B) numa análise dos efeitos da crise financeira mundial e do surgimento de futuras consequências dessa crise.
C) a partir de uma situação de tranquilidade para a economia global, em virtude da manutenção da oferta de
empregos.
D)
de modo a valorizar os direitos inerentes, à população brasileira, de manutenção do padrão de vida já
alcançado.
E)
de maneira pessimista, como alerta para uma crise mundial descontrolada, o que não permite previsões
sobre seus efeitos no momento.
06.
resultou não só do retorno ao crescimento econômico, mas também do controle da inflação e do
fortalecimento das políticas sociais. (1º parágrafo)
A afirmativa acima está corretamente reproduzida com outras palavras, sem alteração do sentido original, em:
A)
não resultou do retorno ao crescimento econômico, mas sim do controle da inflação e do fortalecimento das
políticas sociais.
B)
não resultou nem do retorno ao crescimento econômico, nem do controle da inflação e do fortalecimento das
políticas sociais.
C)
resultou não apenas do retorno ao crescimento econômico, nem menos do controle da inflação e do
fortalecimento das políticas sociais.
D)
resultou apenas do retorno ao crescimento econômico, como do controle da inflação e do fortalecimento das
políticas sociais.
E)
resultou tanto do retorno ao crescimento econômico quanto do controle da inflação e do fortalecimento das
políticas sociais.
TEXTO 2
Tecnologia da informação a serviço da saúde
(1) A importância dos avanços tecnológicos para a área da saúde se dá das mais diversas formas. Seja por meio de
equipamentos cada vez mais modernos, que permitem a realização de exames, para o tratamento do câncer, antes
impensáveis, como o PET-CT, seja pela possibilidade da descoberta de novas vacinas e curas para inúmeras
moléstias, como é o caso das vacinas contra a AIDS, que frequentemente vêm sendo testadas. A tecnologia pode
também ajudar o segmento por meio de softwares e aplicativos que dinamizam e humanizam o atendimento dos
pacientes.
(2) “A partir principalmente da última década, a evolução tecnológica impactou o mercado da medicina no que se
refere ao atendimento dos pacientes. Questões básicas, como marcação de consultas e autorização dos planos de
saúde, atualmente, podem ser feitas de maneira muito mais ágil graças a programas desenvolvidos especificamente
para isso”, diz Antônio Araújo, representante de um grupo empresarial especializado em desenvolvimento de
softwares.
(3) As afirmações de Araújo são corroboradas por quem atua dentro dos hospitais: “Um dos recursos que utilizamos é
a automatização dos resultados. Com isso, os exames ficam disponíveis diretamente no prontuário eletrônico do
paciente e permitem ao médico analisar resultados recentes e antigos, fazendo comparações no histórico de exames
do paciente”, diz o gerente de Tecnologia da Informação de um dos hospitais do Recife.
(4) De fato, destaca o gerente, o desenvolvimento de softwares e aplicativos voltados para clínicas e hospitais tem
forçado as empresas de saúde a melhorarem seus serviços, sob pena de perderem pacientes para a concorrência.
Ou seja, conta-se com o uso da tecnologia no controle e na agilidade do atendimento ao paciente e na locomoção
dentro do hospital, além dos serviços solicitados pela enfermagem, que agora são todos controlados e
acompanhados, gerando maior agilidade e contribuindo para atendimento e diagnósticos mais rápidos e precisos.
(Especial Publicitário. Revista Veja. Edição 2441- 02/09/2015. Adaptado).
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves 07. O Texto 2 tem como finalidade principal: A)
Texto
Ficha 1
Prof. Eduardo Alves
07.
O Texto 2 tem como finalidade principal:
A)
forçar as empresas de saúde a controlarem seus serviços pela adoção de novos softwares
voltados para a automatização dos resultados .
B)
argumentar a favor do prontuário eletrônico do paciente, já que esse tipo de tecnologia permite a comparação
de resultados recentes e antigos.
C)
corroborar a ideia de que a tecnologia da informação pode ser um suporte valioso para serviços médicos
mais rápidos e precisos.
D)
ressaltar a urgência de exames para o tratamento do câncer, e a importância da descoberta de novas
vacinas e curas para inúmeras moléstias.
E)
defender o uso da tecnologia no controle e na
locomoção dos pacientes dentro dos hospitais, que, assim, serão acompanhados com maior agilidade.
08.
Analise o seguinte trecho: “A importância dos avanços tecnológicos para a área da saúde se dá das mais
diversas formas. Seja por meio de equipamentos cada vez mais modernos, que permitem a realização de
exames, para o tratamento do câncer, antes impensáveis, como o PET-CT, seja pela possibilidade da
descoberta de novas vacinas e curas para inúmeras moléstias, como é o caso das vacinas contra a AIDS.”
Nesse trecho, merece destacar que as expressões sublinhadas:
A)
estão presentes no segmento sem que tenham sido antecipadamente anunciadas.
B)
poderiam estar no plural, em concordância com os termos ‘equipamentos’ e ‘novas vacinas’.
C)
exercem uma função ‘predicativa’, pois correspondem ao núcleo do predicado da sentença.
D)
por estarem repetidas, enfraquecem a relevância da informação que expressam.
E)
sinalizam que o conteúdo apresentado vem sob a forma de alternativas; funcionam ainda como itens
coesivos.
TEXTO 3
Existem dois conceitos frequentemente utilizados no dia a dia do enfermeiro: o cuidar e o tratar. Ao refletir sobre o
significado dessas palavras, constatamos a grande diferença existente entre esses dois termos, que não devem ser
confundidos, apesar de se encontrarem de forma paralela em qualquer exercício da equipe multidisciplinar de saúde.
Assim, revela-se fundamental a atitude e o comportamento adotado pelo enfermeiro quando da prestação de
cuidados de enfermagem, dado que a natureza desses diferenciará o enfermeiro que cuida do enfermeiro que trata,
embora a essência da enfermagem se baseie apenas no cuidar por excelência.
Os enfermeiros que tratam concentram todos os seus cuidados apenas na enfermidade, descurando o ser humano
com receios, crenças, dúvidas e sentimentos por trás da doença, que se constitui para esse profissional apenas mais
um caso, a ser resolvido aplicando-se as técnicas corretas e adequadas à situação. Esta prática simplista e
contraditória das diretrizes preconizadas pela profissão da enfermagem apresenta-se como a mais cômoda e fácil
para o desenvolvimento do exercício profissional, constituindo uma negligência muito grave que atenta contra todos
os princípios inerentes à profissão.
Por outro lado, os enfermeiros que cuidam dirigem todos os seus cuidados de modo holístico, respeitando a pessoa
enferma como ser biopsicossocial, valorizando-a como pessoa única e insubstituível, com características e vontade
próprias, conforme a ideologia adotada e defendida pela profissão, dignificando-a e elevando-a ao seu mais alto nível.
Por tudo isso, o enfermeiro deve criar metodologias que conduzam à prestação de cuidados com qualidade, reunindo
todas as competências adequadas para interagir de maneira eficaz com a pessoa enferma e com os familiares, de
modo a que esses depositem toda a sua confiança e empenho nos cuidados oferecidos, participando ativamente
nesses cuidados. No entanto, para a concretização do cuidar no dia a dia também é fundamental que a equipe de
enfermagem assuma completamente o espírito de equipe e a congruência de comportamentos, abandonando
quaisquer metas individuais, visando apenas alcançar o mesmo objetivo comum e final: a prestação de cuidados
holísticos com qualidade, minimizando tanto quanto possível a crescente problemática da desumanização de
cuidados.
Torna-se de grande importância, então, que o enfermeiro repense cuidadosamente o verdadeiro significado da
essência da enfermagem, aperfeiçoando os pontos menos positivos encontrados nos seus atos profissionais e
fortalecendo os mais altos.
Para a prestação de cuidados de qualidade é imperativo que o enfermeiro promova um ambiente de empatia com o
paciente, recorrendo à comunicação verbal e não verbal para estabelecer uma relação de ajuda eficaz, nunca
descurando o toque, quando necessário. Esse profissional também deverá criar e contribuir para um ambiente de
trabalho agradável e responsável entre os outros elementos da equipe multidisciplinar.
Afinal, existirá emoção mais nobre e sublime do que nós, enfermeiros, sentirmos que estamos colaborando na mais
rica de todas as atividades humanas – o alívio do sofrimento do nosso próximo?
Antônio Carvalho e Marily Abreu. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/cuidar-em-enfermagem/14277.
Acesso em 25/04/2012. Adaptado.
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Texto Ficha 1 Prof. Eduardo Alves 09. Analisando o conteúdo global do Texto 3, podemos
Texto
Ficha 1
Prof. Eduardo Alves
09.
Analisando o conteúdo global do Texto 3, podemos afirmar que, por meio dele, o autor intenciona,
privilegiadamente:
A)
divulgar técnicas e procedimentos atualizados a serem aplicados pelo enfermeiro quando do exercício de sua
profissão.
B)
fazer a distinção entre dois tipos de comportamento recorrentes no exercício da enfermagem e discorrer
acerca de cada um deles.
C)
defender, com argumentos convincentes, sua opinião desfavorável à participação do enfermeiro na equipe
multidisciplinar.
D)
denunciar profissionais de enfermagem que não têm cuidado dos pacientes de modo holístico, nem como
seres biopsicossociais.
E)
compartilhar um pouco da sua prática diária, dos problemas que enfrenta com os pacientes e desabafar suas
queixas.
10. Analisando a abordagem do tema, o Texto 3 revela um autor:
A) que domina a teoria e a prática, já que também exerce a profissão de enfermeiro, sobre a qual comenta.
B) desejoso de ingressar na profissão de enfermeiro, estando para isso já bem preparado do ponto de v ista
teórico.
C)
desprovido de embasamento teórico e prático, uma vez que não experimenta o cotidiano da profissão de
enfermeiro.
D) cujas opiniões se fundamentam em observações da rotina dos enfermeiros, feitas na condição de paciente.
E) que tem leituras aprofundadas sobre o assunto abordado, mas carece de conhecimento prático mais
consistente.
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