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UNIVERSIDADE PAULISTA

Instituto de Ciências Humanas


Curso de Psicologia

TERAPIAS EMERGENTES

Bruna Elen Manoel Leite – C43EHB-4


Débora Cristina Fernandes Lima – C98563-5
Élen Cristina de Freitas – C43EHB-4
Laís Oliva –
João Paulo M. Rodrigues – C649BF-6
Juliane Guimarães – C644CB-9

São José do Rio Preto


2019
UNIVERSIDADE PAULISTA
Instituto de Ciências Humanas
Curso de Psicologia

TERAPIAS EMERGENTES

Bruna Elen Manoel Leite – C43EHB-4


Débora Cristina Fernandes Lima – C98563-5
Élen Cristina de Freitas – C43EHB-4
Laís Oliva –
João Paulo M. Rodrigues – C649BF-6
Juliane Guimarães – C644CB-9

Trabalho apresentado como


requisito matéria de Ética Psicológica
do curso de Psicologia junto à
Universidade Paulista – UNIP, de São
José do Rio Preto.
Profª Mª Cristiane Camargo

São José do Rio Preto


2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...................................................................................................3
2 OBJETIVOS....................................................................................................13
2.1 Objetivo Geral.....................................................................................13
2.2 Objetivos Específicos........................................................................13
3 HIPÓTESE.......................................................................................................14
4 JUSTIFICATIVA...............................................................................................15
5 MÉTODOS.......................................................................................................16
5.1 Sujeitos................................................................................................16
5.2 Instrumentos.......................................................................................16
5.3 Aparatos de Pesquisa........................................................................16
5.4 Procedimentos para Coleta de Dados.............................................16
5.5 Procedimentos para Análise de Dados............................................16
5.6 Ressalvas Éticas................................................................................16
REFERÊNCIAS..................................................................................................17
ANEXO...............................................................................................................19
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1 INTRODUÇÃO

A atuação do psicólogo vem se expandindo cada vez mais nas diversas


áreas. Entre elas, temos: psicologo(a) clínico, da saúde, do trabalho, do
trânsito, educacional, organizacional, institucional, jurídico, do esporte,
psicólogo social e outros. Essa atuação, obviamente, acontece dentro das
resoluções do Conselho Federal de Psicologia e das normas do Código de
Ética Profissional do psicólogo.
Junto a essa atuação crescente têm surgido uma série de controvérsias
sobre a prática de psicoterapias alternativas por psicólogos, o que vêm
provocando inúmeros debates a respeito ao longo dos anos. Algumas delas
dizem estar ligadas a psicologia, mas, discute-se questões sobre a eficiência e
eficácia das terapias convencionais e alternativas, considerando os aspectos
metodológicos e as implicações epistemológicas dos estudos. (GAUER et al.,
1997).
O conselho de ética não é fechado a terapias emergentes. No entanto,
não há como estar aberto a falta de cientificidade de alguns desses métodos,
uma vez que não há dados estatísticos disponíveis e tampouco conhecimento
sobre a sua eficiência. O movimento das práticas alternativas pode ser, então,
interpretado como um efeito da pós-modernidade e das mudanças mundiais na
Psicologia que, ainda hoje, caracteriza-se pela ausência de um vocabulário
comum e de um consenso sobre seus princípios básicos. (GAUER et al., 1997).
Entende-se que as teorias na área da Psicologia tidas por científicas são
aquelas que incorporam, com uma ou outra variação, preceitos de uma lógica
empírica-racional na construção de seus aparatos teóricos e subsistem
submetendo esses aparatos a avaliações que permitam demarcar seu escopo.
Incluem-se nesse grupo as teorias psicológicas que, sem corresponder
necessariamente a um modelo de ciência natural, deram origem a práticas de
investigação, produção e validação de conhecimento que podem ser
consideradas científicas.(GAUER et al., 1997).
As práticas alternativas são contempladas, neste sentido, como
alternativas à Psicologia, na medida em que pretendem dar conta de
problemas tradicionalmente reservados à disciplina, porém, valendo-se de
4

recursos explicativos que destoam daqueles empregados por teorias


científicas. Os recursos explicativos das práticas alternativas, ao contrário das
teorias científicas, contêm elementos místicos, religiosos ou supersticiosos.
(GAUER et al., 1997).
Dessa forma, o alternativo não se define pela atividade prescrita em si,
nem pelo fato de se constituir como uma experiência nova no campo da
intervenção psicológica, mas pelo tipo de conhecimento veiculado e pelas
concepções de homem e de mundo a eles subjacentes. Tais práticas são
apenas formas de expressar a religiosidade e o pensamento religioso, dessa
forma, não são aceitas pelo Conselho Federal de Psicologia.
É importante, sobretudo, estar sempre atento às mudanças e
atualizações do Conselho, uma vez que, nem todas as práticas que dizem ser
psicológicas, podem ou devem ser aceitas como tal.
5

2 CONCEITO E HISTÓRIA

A proliferação de um mercado terapêutico extremamente heterogêneo


tem sido reunido sob a imprecisa designação de ‘alternativo’, ou, ‘holístico’. À
medida que esse mercado em conquistado mais adeptos, cresce, em alguns
setores, a preocupação em torno da confiabilidade dos seus resultados e da
competência profissional dos chamados ‘terapeutas alternativos’ ou ‘terapêutas
holísticos’.
Foi à partir dos anos 90 que a terapêutica alternativa do tipo nova era
alcançou visibilidade social, embora as experimentações de diferentes técnicas
e práticas possam ser identificadas, no Brasil, ainda no contexto dos
movimentos contraculturais dos anos 70. Data do início dessa década a
realização, em São Lourenço (Minas Gerais), do primeiro encontro nacional de
práticas alternativas, intitulado “I Semana da Saúde Perfeita”. E, embora o
encontro tenha sido realizado em condições relativamente precárias, a
iniciativa foi um sucesso para a época. (TAVARES, 2003).
Ao longo dos anos 80, em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e
Porto Alegre, já era possível observar diversas práticas esotéricas sendo
oferecidas a uma clientela crescente, principalmente, em espaços de grande
circulação de pessoas. Nessa época, a oferta de terapias alternativas ainda era
muito incipiente, se comparada à procura por cursos e consultas de técnicas
divinatórias e de autoconhecimento, como a astrologia, o tarô, o I Ching e as
runas, consideradas as grandes febres da década de 80. (TAVARES, 2003).
Na década de 90, observamos um deslocamento na perspectiva de
abordagem dessas práticas, agora redefinidas terapeuticamente e, também, a
emergência de um grande número de técnicas propriamente terapêuticas. A
oferta de técnicas, vivências, práticas e cursos de formação, em que concorrem
técnicas importadas e tradicionais ou, ainda, sínteses terapêuticas pessoais,
delineou um mercado bastante complexo entre agentes do saber terapêutico
oficial (médicos e psicólogos) ou agentes da cura tradicionais (pais de santo,
médiuns, benzedeiras, erveiros e etc.). (TAVARES, 2003).
Desde os anos 90, a ascensão do mercado de terapias alternativas vem
produzindo reações junto a diferentes setores da sociedade. As dificuldades na
6

demarcação de fronteiras nítidas relativas às áreas de competência dos


terapeutas alternativos, aliadas aos diferentes posicionamentos de médicos e
psicólogos em relação às possíveis contribuições das técnicas alternativas para
as terapêuticas oficiais, têm complexificado bastante as disputas em torno do
reconhecimento de várias técnicas. (TAVARES, 2003).
No processo de delimitação das competências terapêuticas, a psicologia
se destaca como uma das áreas onde esses debates têm sido travados de
forma mais intensa, através dos seus órgãos representativos profissionais. A
questão da emergência das terapias alternativas, seus problemas, seus limites
e sua competência vêm adquirindo ampla ressonância. (TAVARES, 2003).
Foi no início dos anos 90 que essas terapias começaram a ser
identificadas pelos órgãos representativos da classe. Nesse momento, a
postura adotada pautou-se por uma preocupação denunciativa de uma ameaça
externa sem, necessariamente, o reconhecimento de que essa questão
também atravessava o campo da psicologia. Assim, a estratégia mais
recorrente utilizada pelos conselhos foi chamar a atenção, através de cartazes
e alertas à população, para os riscos que essas terapias poderiam representar.
(TAVARES, 2003).
Essa reação inicial dos conselhos de psicologia decorria de uma certa
perplexidade em relação aos rumos de um movimento que, desde os anos 80,
já dava sinais da sua enorme vitalidade. À exceção, talvez, da astrologia, que
já vinha sendo largamente utilizada por psicólogos, o crescente sucesso de
práticas como o tarô, o I Ching e as runas, nos anos 80, não configurava
maiores riscos às fronteiras do saber psicológico. Até o deslocamento da
orientação esotérica para uma ênfase terapêutica. (TAVARES, 2003).
Em 1993, o Conselho Federal de Psicologia passou a reconhecer a
pouca eficácia da postura denunciativa e começou a se preocupar com o
impacto das terapias alternativas no âmbito do exercício profissional da
categoria. Em 1994, foi realizado o I Congresso Nacional Constituinte da
categoria, em que a questão das terapias alternativas foi discutida, embora não
tenha constado como uma das teses centrais da pauta, o que só iria acontecer
em 1996. (TAVARES, 2003).
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Essas discussões desencadearam, nesse mesmo ano, uma reação


proibitiva do Conselho Federal:
Em maio de 1994, o Conselho de Psicologia da 3a Região,
Bahia, emitiu no Diário Oficial da União uma resolução, baseada em
pesquisa junto à comunidade científica, vetando ao psicólogo a
publicidade de algumas práticas que estavam sendo vinculadas ao
título de psicólogo ou ao exercício profissional da psicologia. Foram
citadas como carentes de critérios aceitos para a produção e para a
pesquisa, as seguintes práticas: astrologia; numerologia;
cristaloterapia; terapia energética; psicoterapia xamânica;
psicoterapia esotérica; terapia da transmutação energética; terapia
regressiva de vidas passadas; psicoterapia espiritual; terapia dos
chacras; terapia dos mantras; terapia de meditação; psicoterapia do
corpo astral; e trabalho respiratório monhâmico. (...). Em dezembro de
94, surgiu uma resolução do Conselho Federal (Res. CFP n. 016/95)
que mantinha agora, em nível nacional, a orientação da resolução da
3a . Região, acrescentando-se à lista as seguintes práticas: tarologia;
quiromancia; cromoterapia; florais; fotografia kirlian; programação
neurolingüística. (Jornal do Psicólogo, n. 64, p. 12 apud TAVARES,
2003, p. 91).

Contudo, o impacto dessa resolução não deixou de produzir reações que


acabaram se tornando vitoriosas, como foi o caso dos profissionais que
utilizavam a Programação Neurolinguística (PNL). Para muitos psicólogos, a
discussão parecia apontar para uma flexibilização dos parâmetros de
legitimidade. Dois argumentos frequentemente utilizados eram: a necessidade
de uma tolerância cognitiva, ancorada no reconhecimento da pluralidade dos
paradigmas psicológicos; e a historicidade da designação de alternativo, visto
que saberes marginais como a psicanálise foram posteriormente reconhecidos.
(TAVARES, 2003).
O ano de 1996 foi marcado por encontros preparatórios para o
congresso nacional da categoria, organizados pelos conselhos regionais. A
questão das práticas alternativas foi um dos temas abordados no âmbito do
exercício profissional. A proximidade da realização do congresso nacional, na
qual a questão seria, enfim, debatida pela categoria, gerou um clima de
expectativa. O posicionamento oficial do congresso em relação às práticas
alternativas foi a de uma mudança no eixo da discussão das práticas
alternativas, apontando para a ampliação do debate, culminando, inclusive, na
realização de um fórum nacional a fim de formular uma nova resolução do
Conselho Federal, a ser homologada até o final de 1997. (TAVARES, 2003).
O principal argumento apresentado foi o de que:
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O Conselho não é um órgão de validação e de reconhecimento


de técnicas. Tem função de normalizar o exercício profissional, isto é,
a relação do profissional com a comunidade científica, zelando pelos
princípios e compromissos da profissão. Não é o Conselho, mas sim
a comunidade científica, que tem esta responsabilidade, embora o
mesmo deva fornecer subsídios relativos ao exercício profissional
para que essa função se cumpra. Ele deve se instrumentalizar para
saber o que já é validado e o que não é, ter regras claras para a
comunidade, considerando:

a) técnicas já reconhecidas;
b) técnicas em processo de reconhecimento;
c) técnicas em fase de pesquisa.

O Conselho deverá estimular e incentivar a comunidade


científica para a discussão e pesquisa das diferentes práticas
alternativas. O Conselho deverá promover ações políticas no sentido
de, em conjunto com outros Conselhos de Saúde, possibilitar a
discussão e posterior regulamentação sobre a utilização de recursos
de saúde que não são exclusivos de quaisquer profissões, mas que
poderão ser utilizados enquanto prática das diversas profissões de
saúde” (CNP, 1996, p. 18 apud TAVARES, 2003, p. 94).

A realização do Fórum Nacional de Práticas Alternativas resultou na


formulação de duas resoluções implementadas pelo CFP, a saber: 010/97 e
011/97. A primeira, segundo sua ementa, estabelece critérios para divulgação,
publicidade e exercício profissional do psicólogo, associados a práticas que
não estejam de acordo com os critérios científicos estabelecidos no campo da
psicologia, permitindo ao psicólogo, no seu exercício profissional, divulgar
somente técnicas ou práticas já reconhecidas pela psicologia. As técnicas e
práticas não reconhecidas poderão ser utilizadas como recursos
complementares se estiverem em processo de pesquisa segundo os critérios
dispostos na resolução n. 196/96, do Ministério da Saúde. (TAVARES, 2003).
A segunda resolução, por sua vez, na sua ementa, dispõe sobre a
realização de pesquisas com métodos e técnicas não reconhecidas pela
psicologia, em que confere ao psicólogo a possibilidade de fazer uso de
técnicas não reconhecidas, desde que esteja regulamentada sob a forma de
um protocolo de pesquisa. Procedimentos adicionais devem ser observados: é
vedado o recebimento de honorários; a população submetida ao procedimento
deve estar consciente desse fato e o reconhecimento da validade da técnica
depende de ampla divulgação dos resultados. (TAVARES, 2003).
9

A revogação da resolução proibitiva (029/95) configurava uma


reivindicação da categoria. No entanto, as que se seguiram, embora
amplamente debatidas em fóruns legítimos, não parecem oferecer muitas
alternativas para a situação de muitos psicólogos que fazem uso das terapias
alternativas em sua atividade profissional. (TAVARES, 2003).
A preocupação com a utilização, pelos psicólogos, de técnicas não
reconhecidas, configura apenas uma das dimensões do problema do
alternativo: essa rede, cada vez mais, vem produzindo seus próprios critérios
de competência profissional, que, através de uma regulamentação extraoficial,
vem desmonopolizando os critérios oficiais de saberes terapêuticos já
estabelecidos, como é o caso da psicologia. Assim, as resoluções 010/97 e
011/97 do CFP não regulamentam o alternativo, mas sim as fronteiras já
definidas do saber psicológico, excluindo do seu campo de ação as técnicas
alternativas. Sobre as técnicas alternativas, o CFP não mais se pronuncia,
uma vez que não fazem parte do escopo das técnicas reconhecidas como
psicológicas. (TAVARES, 2003).
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3 O QUE DIZ O CONSELHO?

Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos:

[…]

c) Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de


trabalho dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando
princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente
fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação
profissional.

Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:

[…]

b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais,


ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de
preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais;

[…]

f) Prestar serviços ou vincular o título de psicólogo a serviços


de atendimento psicológico cujos procedimentos, técnicas e meios
não estejam regulamentados ou reconhecidos pela profissão; (CFP,
2005).

O Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP Nº


10/2005) cita, em alguns de seus artigos, que o psicólogo não pode utilizar
técnicas não regulamentadas ou reconhecidas pela profissão. No entanto, não
há uma lista de técnicas e práticas reconhecidas pelo Sistema Conselhos de
Psicologia. Assim, quando falamos em práticas reconhecidas, nos referimos ao
reconhecimento advindo da ciência, que é desenvolvido na academia e por
meio de pesquisas.
O Conselho Federal e Conselhos Regionais de Psicologia têm o papel
de verificar se o psicólogo está desenvolvendo sua função conforme determina
a legislação profissional, independente da teoria adotada no trabalho de cada
psicólogo. Ou seja, o CRP precisa se certificar de que a prática profissional
está sendo conduzida dentro dos padrões éticos definidos pela legislação
correlata.
Importante ressaltar que o desenvolvimento da Psicologia enquanto
ciência é benéfico, entretanto, a partir do momento em que uma técnica
desenvolvida pela ciência passa a compor o repertório profissional dos
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psicólogos, ela passa também a ser objeto de orientação e fiscalização do


Sistema Conselhos de Psicologia. Assim, o CFP não adota o procedimento de
reconhecer técnicas ou práticas psicológicas, mas cumpre a função de verificar
se a atuação profissional dos psicólogos está de acordo com a ética
profissional.
O Conselho Federal de Psicologia regulamenta a atuação do psicólogo
na psicoterapia, conforme Resolução CFP nº 010/2000. Entretanto, de acordo
com a legislação brasileira, a psicoterapia não é atividade privativa de
psicólogos, podendo ser praticada por outros profissionais, desde que não
utilizem o título de psicólogo.
Em relação à hipnose, há a Resolução CFP nº 13/2000, que dispõe que
o psicólogo poderá recorrer a Hipnose, dentro do seu campo de atuação,
desde que possa comprovar capacitação adequada. Considerando que não há
regulamentação detalhando qual seria a capacitação adequada, cabe ao CRP
verificar se a habilitação apresentada pelo profissional atende ao Código de
Ética ou não.
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4 CONCLUSÃO

Essa discussão em torno das terapias emergentes acontece há algumas


décadas. Nota-se que a cientificidade da técnica não é analisada pelo
conselho, mas sim, pela academia e universidades, de tal modo que não existe
uma listagem oficial daquilo que é ou não aceito como terapia psicológica. Há o
consenso, porém, de que o saber psicológico é de caráter científico, embora,
não necessariamente, segundo os preceitos das ciências naturais.
A pluralidade de paradigmas na psicologia e falta dessa definição do
saber e da atuação profissional, parece contribuir para o surgimento de novas
práticas e técnicas que, embora se digam psicológicas, não passaram pela
validação de sua efetividade, e nem de sua cientificidade. Dessa forma, surgem
práticas alternativas às tradicionais, que são popularizadas rapidamente graças
aos seus métodos e promessas extravagantes de resultados, mas que não
possuem nenhum rigor científico.
Esse fato extrapola as já citadas terapias alternativas de compreensões
holísticas ou espirituais. É o caso dos variados tipos de coaching, constelação,
mentoring e outros tipos de terapias alternativas focadas em resultados rápidos
e mudanças específicas. Há, também, as chamadas terapias de reorientação
sexual, que ganhou força nos últimos anos, sendo, inclusive, motivo de
julgamento nos tribunais de instâncias superiores.
Muito embora as terapias holísticas ou espirituais ainda atuem
confundindo-se com o saber psicológico e essas novas terapias emergentes
vêm extrapolando o espaço que é do psicólogo na área da saúde mental, o
CFP pouco tem se posicionado sobre o tema, já que não se trata de psicologia,
apesar de haver uma proposta de lei popular a fim de proibir a prática do
coaching, inclusive. Fica nítido, portanto, a necessidade de um aprofundamento
no debate dessas questões que, sem sombra de dúvidas, dizem respeito a
sobrevivência e aos limites da profissão e, por extensão, do próprio
profissional.
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REFERÊNCIAS

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional dos


Psicólogos, 2005. Disponível em <https://site.cfp.org.br/wp-
content/uploads/2012/07/codigo-de-etica-psicologia.pdf>. Acesso em 23 Mai
2019.

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Existe uma lista de técnicas


reconhecidas pelo CFP?. Disponível em:
<https://site.cfp.org.br/contato/psicoterapia/>. Acesso em 23 Mai 2019.

GAUER, Gustavo et al. Terapias alternativas: uma questão contemporânea em


psicologia. Psicol. cienc. prof., Brasília, v. 17, n. 2, p. 21-32, 1997. Disponível
em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-
98931997000200004&lng=en&nrm=iso>. Accesso em 23 Mai 2019.

TAVARES, Fátima Regina Gomes. Legitimidade terapêutica no Brasil


contemporâneo: as terapias alternativas no âmbito do saber psicológico.
Physis, Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 321-342, Dec. 2003. Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-
73312003000200006&lng=en&nrm=iso>. Accesso em 23 May 2019.