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A QUESTÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA

Durante muito tempo na história, as crianças foram vistas como adultos em miniaturas,
o que lhes conferia tratamento muitas vezes iguais aos que eram dispensados aos adultos,
tanto no sentido da permissividade, quanto no sentido da cobrança cultural tal qual a um
adulto. Com as inúmeras mudanças de filosofias e as constantes lutas de grupos e instituições
pró-infância, por meio de muitas batalhas travadas e muitas lutas encampadas.
Porém, a criação e efetivação de leis não garantem o exercício do direito. Conforme
nos mostra o texto, apesar da mudança de filosofia, da criação de leis, da criação de órgãos
que fiscalizam rotineiramente a infância, há um aumento na restrição de direitos. Neste
aspecto, diversos fatores contribuem para que estes direitos não se efetivem com nível de
satisfação desejado. Um dos principais fatores é a situação econômica de um país, pois,
conforme nos informa os autores, quanto menos desenvolvido economicamente é um país,
menos existirá a garantia de efetivação de direitos básicos. Outro fator importante a nível
macro é a prevalência de concepções políticas que caminham por vias liberais, relegando os
mais pobres, mais fracos, menos instruídos, para as periferias dos direitos; as crianças estão
incluídas nestes contextos.
Os direitos direcionados as crianças também são comumente divididos nos chamados
“Três Ps”, a saber: Proteção, Provisão e Participação. No primeiro divisor, vemos o
tratamento dispensado a criança em relação a sua identidade, imagem, o pertencimento a uma
nacionalidade. Já o segundo trata do direito à alimentação, saúde, moradia, educação. No
terceiro divisor, prevalece o direito da criança opinar sobre sua vida, mesmo que tutelada por
adultos, mas com a abertura de interferir no rumo de sua vivencia no mundo. Talvez este
último divisor seja o mais difícil de se efetivar, tendo em vista que ainda prevalece a
concepção da incapacidade infantil em opinar sobre o mundo a sua volta.
A concepção, no entanto, é que estes direitos são interdependentes, o que significa que
a não efetivação prática de um destes direitos coloca os demais sob a mesma condição; no que
inferimos que se um é quebrado, nenhum deles foi efetivado.
A criança tem sua própria forma de ver o mundo, não havendo então a possibilidade de
dissociar o mundo adulto do mundo infantil, onde tanto a pessoa adulta participa de um
quanto do outro, como com a criança acontece a mesma coisa. Neste contexto, o mundo
infantil configura-se então como um universo aberto, permitindo que, mesmo com pouca
idade, as crianças reflitam sobre o mundo a sua volta. Neste sentido, as crianças nutrem em
seu íntimo uma variedade de concepções: de mundo, da vida, das circunstancias e dos direitos
quando efetivados ou negados, mesmo que não entendam como se dá o processo.