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B IBLIOTECA

00

DEr ARUMENIO

DE GfOGRl fl A

Fac. Fil. Cien. Letras - U. S. P:

4 ]

'J.-o

l

T

I

A POLÍTICA E O ELEITOR

Hugh A. Bone-

Universidade

de Washington.

Austin Ranney

Universidade

de Wisconsin

TOMBO

:

5263 1

IIBI

SBD- FFLCH-m3P

r adução

de F6bio

Alves

Ribeiro

RIO DE JANEIRO

1966

-

L(48ól.

GB .

CAPITULO I

Configuração e psicologia do ato de votar

política e govêrno cuidam

princloolmente da conduta política das eli- tes. Falam-nos de presidentes, congressistas, odrninistrodores, juízes, diplomatas, políticos de partido, elementos que atuam junto dos porlcrnentcres, e tantos outros poro os

e fazer política sõo a prin-

cipal ocupoçõo da exi s têncic, Significativa-

mente pouco nos dizem porém , a respeito

quais g ' overnar

Os livros sõbre

da atividade pollfico e da influência exer- cido pelo comum dos cidadãos - pessoas que só de maneira esporádica se interessam pela política e que só na cabine indevassá-

v ' el se ' sentem rnois perto da máquina 90-

vernamenf . aJ .

Nos últimos onos, entretonto, convencerem-

ciêncio política de que em

tôdas as nações modernas, inclusive os di-

se os mestres da

.

10

~

A Política e o Eleitor

todurc s,

n

t

cs xrtl t udes e a conduto

" a m a i o ri a se e x erce m

q u cis

dc s i '' mo ss os "

[de s oq rod é ve l

o s [ i mi tes

si n ô -

e n -

i mo ' a d es iqncr

r o d os

do s p e s s o c s " ] e stcbelec er n

os a tiv i - dades

d

do s e l i t es gov e r nam e nt ais.

Nu m a n ação d er n ocrát i c o

xomo

' os E st - ado s Un i - d o s as e l e i ções

pe-

r

i ó d ic c s

de ag · e nl es do e x ecutiv o

e Teqi s lodo re s

{ e, em m ui t os

est a-

do s, t crnb é m de ju ízes ) c o nsti tuem

para s e ter ce rt ez c d e qu e o g ' ov êr no "fu n d amen t e seus ju st os po -

d ê r es no consentimen to do s gove r nado s".

dec i -

o p rin c i pal m ec ani s mo

i nst it u ci oncl

'

Por c on se qu i n te,

n o s E st a . dos Unido s

a s rn ois im por t an te s

s

õ e s p ol l t ic o s

s õo os que es robel e cem

qu e m d ev e

o cup ar

os cargo s

públ ic os ;

po is

graç - a ' s ' a t a i - s d eci sões

nós deci di mo s

qu e m

há d e

decid ir t õ dcs o s outras que s tõe s. f: por isso que a comp r eensão d o

e l - eitorado or n er icc n o é tão necess á rio p a r a s e ter u m q u ad r o re o-

li s to d e c omo n o ss o gov ê rno funci o no qua nt o a co m pre e nsã o d a

configuração

e psicologia

do ato de votar

11

a t ur e za do f enô m e no .

P or o a lguns, con d u t a política sig ' n i fiC<lva ' o

a

p S I

f

~ c ologi - a dos ind i ví duos

' t a das ins t itul ç oes,

na - s div e rs o s si tua ç õ e s t

.

p ol í tica - s, cbs t r cç õo

I

c omo

.

-

. o s c c ontec í m e n

d

os e - as rceo oqics

.

d ' d

o

e~

j et os de estudo

e u ni d ad :

~~ a . n ~, l ise . P ,~r . ~ o ~ t r os, ~ I . a : ignif i cava

a

_ a , ce ntuação do ospe c t c

ci e n c ro

n a

cie n ci c

~ oll t l c o

, e po r o

u

tr os ai - nda, t r ata v - a-s e

a - pe nas d a co n du t a

do s e l e i t or es. Atualme n-

+e po ré m , o co nt r ov ér s i <l e sf r iou,

f u ' ndi do , s e não genera l i z a do,

para

um caminho

surgi nd o um ccôr do

ser o es tudo

b osto n t e

di-

sôb r e

d a c ondut - a pol í tica

p ol í ticc ,

e . não uma

o · estudo de fôda at i vi d ade

co

ou tr o set o r , i n sti tu ci ona l Porte t al c crninho

t i - oa - e do go vêr n ' O é · a conduto

t

n . s id eração

d o m odo

de p r o ce d er

do e l eit o rcd o

ou de qualqu er

b

ási co

d a pol i-

insti-

da polí ti ca . d a pr - em i s s - a de que o t e m a

dos pessoas. Acon tec im e n t os;

. u içõ e s e idéi a s

p odem

s er manifestações

ou condiç?es. significati :

conduta do elite govemant e.

 

vos doque l o q u e st ão fundamental,

mas, d i ze m

o s pc r tid ér io s

 

da es-

 

O

s pr i me i ros t rês capí tu los dêste Iiv r o desc r ev erã o e e x plonc r õ o

cola " hehavi o r is t a' ~ , nao

de ve m jama i - s s er c on fu n d i do s

c oma

as otlvidc de s

do e l e ito r cdo ' ame r icano,

f i xo n do

o i m pa c t o

de ta i s

tão prop r iamen te

dita.

.'.

ques -

.

o

ri v l dcd es

s ô b re

n os so s proc es - sos

de governar.

An tes, e n tret anto ,

o conceito

de " c ond u ta

pol í t i c a"

· e s u a rel a ç ão

f:

- s t e pont o é su fic ientem en te

import ont e

p a r a m e r e cer

'

uma palavr a

s ô b re

t

r ação.

D i qo r nos que es t o rnos i nt e r es - s ados

em es tuda r

de

urno i lus- qu - e; modo

com

o e s tudo

da " conduta

ele i toral " .

o

S e n - ado omeric o n o

proc e de

em rela ç ão

o projetos d ' e l ei . Temos,

 

s

õ b r e . o c s s u n to ,

g r an d e ' c ópia

de ' mat éri - a p rim a

já ' publ i codo . c

Const i tuição

' e o Regimento

do

S e nado ,

o text o

do s pr o ie to s,

as

CONDUTA POLITICA E CONDUTA ELEI T ORAL

o

t o s da s

r euniões

da s Comi ssõ es

e o s re sp e ct iv o s

r ela t ó r ios;

' Os

CONCEITO DE CONDUTA POUTlCA . O prog r es s o r nc i s not áv el

que s e verificou

dia l fo i ' a c r es c e n te ticc. ! e - ste conc e i t o

m e smc os p r l n ci pion t es

na ci ê ncia p olí t i c a

o tençõ o que i n v adiu oqoro

depoi s

da ' Segunda Gu err a

à c o ndu t o

Mun -

pol i-

se vem presta n do de tal manei r a

e - ss - a dis c i p lin o q u - e

tê m n e ce ss l dcde

de saber algo a s e u r - esp e it o .

m e -

nos já no d é c - ada d e 1920, ela só foi lcrqcm e nte u s ada p e la pri-

, Embo - r a o e x p ress õo "condu t o po l í tico" tenha su rg i do

pelo

melro vez · e m f i m da d éc ada

d

e 19 40 por oco si õo

de u ma co n t r ov ér-

on~i , s dos de b otes

- e rn plená r io

t - al como

o s p ubl ic o

o Congressio-

nal Record, o s req is tos

vo

r

t açõe - s do s

p r o j etos,

de

c o emo cada

s e n - ador ' se mo nif es to u

nos Ma ' s é fr eqü e nt - e "r eve-

de sere m

e l - as ' e s tampa-

e o ssi r n

po r dionte.

ent e s

- e m " o s s - e nado r es ' sua - s intervenções

dos no Congressional

ica t e m ' apen a s

bl

dit

um p r ojeto,

do

Record,

de t cl modo

c om

um sen ador ,

qu e ' o qu e c li se pu-

foi

de

uma c er ta s emelhonço

de

ter - se segu i do

o q u i lo

qu e o nte s

final

- o. O " s im" q u e ' se re q is to

p o d e

s em apoi o

no v o t - a çã o

a urno s érie d e vo t o s n ão r egistra-

A tr oca

im p r e s sa

de

pe r-

de emendas

muti l adoras.

si

- a r nultlio tero l

e nt re

e - s tudiosos da ciênc i a

polí t ica

sôb r e

o m elho r

guMas e r e sp o s t o s

en tr e

u mc comi s são

- e uma tes t e m u nho

! pode

mane i ra

de e stu dar

a questão.

Nos p ri meiros

a - no s da d éc ada

de

omiti - r mui t - a c o is c

que fo i dita

e inclui r p ersona g e n s

c c resce n t odos

1950 ' um c erto

núm e ro

d e e s tudiosos

se clcss i f icov om

qu er c omo

behavioristas

du

f a po l l t ic o

- · aquê l es que viam na ocentuo çõ o

o cam in ho

do conce i to

pollt icc

da salv - ação

p ara

a c i ê nc i o

como tradiC'ionalisfas - aqu ê les

que vio r n ern t - al oc en + uo çõ o

d e con - - qu - er op e n cs

o cami n ho

p ar a

a perd i ç ão ,

p e lo menos

n o pl e no

d c xiêncio.

Como

e m tcnto s

- o ut ro e con t r - ov é r si as

e r ud i to s,

o debate

sôbre

d co nd uto p ol ttic c

nõ o se fundav - a

em qualq u e r

cc ô r do gera l

s ô b r e

1 ' E x i s t - em duas úte i s disc us sõ e s

B

Revlew, c ol .

t h e Be h o vioro l A i ppr o a ch

Ro n n e y [ ed . ), Essays on the Behavioral Illinois P re ss, U r b o n c 11 1 . ,1 9 6 2, pp , 1-29.

on Trad itio n a l

.

d o cssu nto . R o b ert

A~erica r :'

A . Dchl, 'The PC!litical Sc ie nc a

. e n . ? y iorol A oprocch

i n Po l i t i ca l S c ie n ce",

55 , ' PP. 76 3 - 7 7 2 , 19 6 1 ; e < E . M. Ki n ko c + ric k , The l mp c c t o f

Pol itio al Scierrce", i n Au sti n

U nive r s i ry o f

Study of Politics,

de

Em co n se q üê nc i o, 50S , b e m p o de remosencootrc r- nosern

ma

gu

r ! ' oan o coinoa

ti vos ossi - st - e ntes, dos f u ncio n ári o s

m

el e m e n t o de compree n sã o

para

p o i s

qu - e a s essão

te rminou . e o c e i torrnos

s

se m ' crí t ica ' os re q i st o s

n ã o d a c iê nc i a

i mp r es- p o l l ticc,

s ' e -

fcc e ,

s de uma ve rdc d ei r c

ir mo s

o po nto

ero d e ' out r as

q

C

ue ex p res ' sões

f ic ç ão pol ü i c o - cie nt f f i cc .

S e , enf r e ton t o,

d e vista behav i e rist a

· e vir mo s no S e na d o ame -

e um gr a , iíde to r n a-se

nú-

open c a um

o u tros , .

ú t . eis . a pe n - a ' s

. a n os ler n b ro r r nos

"

revisã o

j ud i c - ial " ,

cr i s t cliz o çõ o d a c o n duta d e 100 s e ncdores e re spe c -

da s co m i s sões

p e sso a s ,

ent ô o o re g is to escr i to

ao . lcd o . de v á ri o s

po lí - tic o

r evel o} certos

o nvida - n , os

t i po s d e cond ut a .

cssir n o b e hcv ior i st o

co mo

" p roce s - s o

I · egisl at iv o ",

12

A Polít ic a e o Eleitor

"s epcrc çõ o cias abreviado s

t ol

como o c o rr e dent r o d e d e term i n a do s "m old es", ou s ão o p e no s o

i

mundo ve r dadei r o.

s · e r o

de pod ê res", à condut o

ese melhont es, qu e se ob se r v ou

ou são cô modo s

referên -

dos s ê res humanos,

po r

e n g · ano

d ioma

de um m undo

d e fi cções

q u e pensamos

Pro c ura o behavior i sta

estuda r

do mon e iro

m a i s < c ie nt í fico pas-

s ív el o cond u to político. E algo po r demai s cornp ll co d o e 5 · uj e itoa

c

um pro c e ss o v er dcd eirom en t e

aqui

d o s fe nôme -

o ntrov érs io

pa ra

se r disc u t ido

o s c b er-se

par a

aquilo qu e constitui

' e st udo

c

i ent f fico

'

nos polfticos .ê

B aste- no s d i zer

qu e pa ' r oo S

beha vi or ista s

a c i ê n ci c

pol

í t i ca

deve rio

p r o c u r ar

fazer

< c om qu e

os a fi rmaç õ es

teóricos

sõ bre a conduta pol í t i ca f õ s se m p ro p ostos

d a m aneir a

m ais

p re -

cisa poss í vel , , p u , < : l essem aplicar-s e

da mane ir a

mais g e ral

e s e r em -

plriccmente v e l " 1 ' f icóvei s . Julgam a ma i or i a

c

sociolog i a ,

deles de metodologia ri os de descober tas da' conduta polít i ca.

dêl és,

poll t i c c ,

qu e al g uma s ' 0 p sic o l cqi c

uer

da s

e ci

iê n ci os

socic i s irmã s, s ob re tudo muito t êm a oferece r

a ontr o pcloqic ,

à c iê n c io

que r como m o -

como re pos i t ó -

de pesqu is a d entífi o a , a d e c ri t ér io s i mpo r t o ntes .

q

paro a c o r np r eensõo

ESTUDO BEHAVIORISTA DO ATO DE VOTAR . Pô s to is to ,

é ' a

conduta

política

um modo

peculior

de descreve r .

' o s f en ôm e n o s

pol

í tico s.

A condu t a

ao o t o de vota - r é um d ê sses

fenô-

menos que podem

em rel ação ' s er e studados

e de fato

o foram

por ou tr os

m é -

todos que não o s que s e ident i f ic c r n

E também c , er to , ent r · et · anto ,

ato de vo t ar t ê m sido muito mai s . num er o s o s

cspectos da polí t ica . Na verdade, o o c ô rdo genera liz ado

com 0 ' 5 p r o c essos

b e ho v iori s tc s .

do

que

'

Os e studo s b e hcviori s to s

do que os do s demais

entre

os

mestres da ci ê nc i o polítioa de que os e studos behov i o ris t cs do voto

constituem melhor ia s ubstancial

po ro

cceito ç õo

tisfct ó ricrnente

c

Como também expl i co po r que a rn ci o r parte do mct er iol op r e se n -

todo neste

conduta eleito r ol dados à mo str a a partir d e 19 4 5 .

e m re lo çõ o

oo s estudos an teri o re s,

behcv io r i sto

a la r ga

e x p li c a ' s - e co ns ide rar

s

e-

muito co n tribu i u p ara carrea r

onduta

o m ét o d o

m e nc i onada

de que ê l - e hoje se benef i c i e ,

a t , e nd ê nc i aa ci ma

política

e conduta

eleitoral

e nos dois cap í tulos

Isto sem duv i do

de

como tê rmo s i nt e rcambiáv e is.

em es t udos

de

s - e gu i nte s f o i c olhido

D

I MENSOES DA CONDUTA NO VOTAR. N a d is cussõ o

que se

segue, figura - se

sões, confo r me s e vê na ilu s traç ã o

a con - duta

no v o t a r,

c omo - dotad a

de d u as

d i m e n -

a seg uir :

2

Ent re o s recentes

v s um õ ri o s e op recioçõe s _do s princi p uis

p o si-

çõ e s c d o to d o s

p e lo s e s tu di o s os

d o ci ê n cio p ol íti c o

com re l c c õ o

o êste

o

s s u nto , e st õ o

Ch cr l es S . Hv rre rn c n , The S I udy of Pol i tics, Un ivers it v of

lllinoi s Press,

Urbcn c ,

111., 1 9 59 ; e Vernon

Von Dvke, Pol it ical Scienc e :

A Philosophical Inquiry , S t cn f o rd U niversi ty Press , S ton fo rd, Col if., 1 96 0.

configuração e psi colog i a do a to

d

e votar

, - me mb r o s a ti vos da s o r qonizo ções

13

PREFERE NCIA

D

f

em .

irmes

I

Dem.

frágeis

Dem. in d e p .

w

~

C l

>=

i =

-c

-

- co ntr i buint e s

do s organ i zaçõe s

1 - l í de r es

d a op i n i ão

.-

vo t ont es

-

n ã o vo t an t es

~

op ol íti co s

I

Ind e pen-

Rep.

R

e p .

_

Rep .

dentes

in d e p e n d .

frág eis

fi - rmes

O ei x o horizo ntal

rep r esento a preferê nci a d o s ele i tores . Pode

face

e r us - ado p o ro m edir o respecti v o cprovoç õ o ou descprovcçõo

s

ao

s partid os

D em ocrátic - o e Republ i cano,

a pos i ção

-

pe

são as - uscdos pe lo Cent r o de M ichiga n .

d ia nt e dos d ivers os

ctivos

prob l erncs ,

co nd i d a t os . ' As s e te

ea ' s quol i dodes

p r io clpois

p es soai s

que ass - umem

re s -

dos

v coteporics de , preferênci<l

do Universidade

de Pe s - qu i sa de Opi ni ãa

 

O e ix o verf i c cl r e prese nto

a atividade

do s el ei tore s .

T e m esta

di

me n são se i s p rin cipais

cate gori - as :

 

1. Membro s

ativo s das organiza ç ões.

São

p ess oas

la

rmente dedica m

ao t r abalho

qu e regu-

pol íticos ou g r u p os

mu ito t e mpo de pr essõ o .

e e n er qio E ntr e

nos pa - rt i dos e agentes

ê les es t õ o I lde res

parti dá r i ' Os ,

de s d e

' Os ch e f e s

de di s t rit os

eleito r ci s

cr é os candida - tos

p

r , es i denciais,

l í d ere s

de grupos

d e p r - e s - são, <lg e nt e s d e c cbclc

par-

lam enta r ,

etc . Esti ma - se

que ap e nas

a qua r ta

p a rte

de 1 por

cento

d

a - po pulaçã o

p ert en - c e

a est a ccteqo r io . ê

 

2. Cont ~ ib uin , t e s das orga 1 nizaçõe s.

São - a t 3 pe ss oa s

que ocasio -

nalm ent e ' contr i b u - e m de clqurn

modo direto ,

cl é rn

do voto, p ara

c

p

ar t i ' do o u gru po

d e pr e s - são,

p o r ' e xe mplo,

p r e s - tando

serviços vo -

lvn t c r í os durante os campanhas , doando d i nh eir o ou comparecen -

do o - conc ' e n ' t r ações.

n esta cat - ego ri <l .

C êrc c

de 5 por ce nto

da população

se incluem

3. LídElTes de o pinião .

adulto tratam re gula rmen te

Cêr co

d

d e 25 ' P - or

< c e n t - o da populo çõ o

cmipos

e polít i ca

c om s e u s f amiHares,

e

c ' ompa , nh e iros, e, c o n sc ie nt e m e nte

ou nõ o , infl uenc iam os ' Opiniões

e

c modo de - agir d êles , E x cm i n c - s e p o r m e n or i z od ome n t e no Copl-

tu

l o

2 a ot

'" u ' açao

-

- -

I 't·

1"0 I- rc o

t

es e s

líd

I eres

d

-

- e o prmco .

l

or :e Rob ert E. Lane, Political

Life, Th e Fr ee P ress of GIe - nc0 ' 6, Novo

c ad~ ~ 19~9, P P : 52-5 6 , ? p ' : ese nt a

m

os divers o s

ruvers

~st . im - o t iv os ?I? núme ro

po lt ricc .

d e o t i v idc d e

de ' adulto s e

14

A Política e o Eleitor

4

. ' Votant e s. P o r o 25 a 35 por cento . da popul a ç ã o

adulta t ôd a

a atividade pol í tica se res ume

nor regularidad e .

de 3 0 a 4 0 po r c ento dos a d ul t o s [c-

rnoi s vo ta m , ou ' s ó o f cz em e speràdi . camen1e , mesmo . e m elei ç ões

p

si noi s de inre rê ss e e m css un t os pollti c os.

algu ns

no . a t e de vot or, com mai or o u me-

• 5. Não vo t ant e s.Cêr c a

r esidenóai s,

ernb or o · e m sua

maioria oindo op re s entem

6 . Ap o lít i cos.

E s time -se ' em 3 a 7 por cento dos adulte s e nú -

me r o daquel e s qu e não . po s su e m qualquer

líticcs n e m mani r es'la m e m r elação , aela · s qualquer in ter êsse . E n ti-

dades

cala de atuações dos otivistos de erganizações. ~ com p reen s ível ' que muito s pessoos inleress' ad a s n o m od o . de

ag i r dos votonl es ' em determinada elei çõo, d e diquem o máximo d a orençõo 0 0 c á l cu lo do s preferências . 0 . 5 pol í ti c o s p r of j . s · sionai · sfa -

zem melhor . Sabem ê l es que cs

pel o candida1e " p re f eri d o" pela

velrnente pelo , candidato para qu e m de fato são . dados e c omputado s

o ma i or n ú mero de votos. Assim, s e numa · e l eiçãe 60 p o r cento . d o oleitorcdo potencial preferem os Democratas e 40 por c ento os R e - publican . os, mas apenas vota o metade dos Democratas, c ontra a totalidade ' dos ' Republicanos, conseguem êstes uma nítida vitór i a na

p

noção d a s questõ es po -

pollticorn ente ine rt e s, const i tuem êles o pólo . oposto . d a es-

eleições n e m semp r e sõo venci d as

mciorio dc s pessoas , m as in vo rló-

r oporção

de 4 p a r a 3 . E não ' se pense que

êste e x e mplo é pura-

mente hipotético, pois o fato de haver nos Estados Unidos s ubsto n- cialmente ma i s Democratas do que Republi . canos é, em larga medida, com t pen ' s . ado pe l e f a to de que habitu · almente voto uma p r oporção

maior de Republicon o s do que de Democratas.

ASPECTO LEGAL DA CONDUTA ElEITORAL

AS ELEIÇOE S NOS EST ' ADOS UNIDOS. Votou Q Cong r esso .

america n o u m c er to núme r o de leis regulamentando . os finanças d as

campanhas · e o época dasel · eições

quanto que as E me n de s 14 ~ , 15 ~ ' e 16 ~ à Consti , tuição lim itam os

qu e

alguém se to rne elei t or . Além dessas poucas limita ç ões de âmbito nacional , t ô dc s as eleições o m ericana , s são, ' entret anto , re qidcs por

leis e po r funcion ár ios e s taduais. Em c o n ' seqüênóa, e m bora o s ' es t a -

í utos legai ' s fixando a conduto e l ei t o r al s ejam em geral se mel h an tes

podêres dos es rq do s n o est abelecim e nto

para os ccrqos no c ioncls, e n -

do s e xi q ê ncics p ara

de estado p ara

e s ta d o, e x istem e ntr e Mescerlas

d i scre p ô n cics de

r

nterês ' se .

 
 

T

o lve z o pr imeiro pon t o a o b serv c r-se eô b r e

os elei ç ões n o s

Estados Unid o s é que e rn rn ot ér i o de . alist am e ntoele ito r a l e d e com-

parecimento, n os s o pa í s s e io o campeão

novembro . de 19 6 0, po r a xe mplo, houve ele içõ e s p re side n ciai s

e

sem rival no m undo . E m

configuração

e psicologia

do ato de votar

15

para de pu t cdos v ern todos os 50 estcdos, eleições para . s e ncdores

e m 34 ,e pa r a governado r es

em 27; em 43 forem el e itos os m embro s

dos l eg i · s 1 . ativos estcduois e na maio ri a dêles tamb é m forem esco -

Ihidos ce nt e nas de agentes diver s os dos estados, condados, muni c í- pios e di s tritos. NQ lllinoi s viu-se cada ele i tor di o n t e de pele me - nos os se guintes plei tos em 1960: em abril , o el e i çã o primária em seu

d i strHo ele itoral par tidário . para escolha dos deleg · ados distri t ais e

seus su pl e nt e s, para a con v ençõo nccion c l do pa r tido, e p or o indica -

ção dos r espe c tivos candidatos cos cargos de presidente da r ep ú - blka, s ' enador federal, d e putodo federal, geve r nado r e vi c e - qover- na , dor , S ecret ór io de E stcdo , membro do Tribunal de Conto s , oficicl da C ô r t e Suprema, s e ncdor e s tcduol, três deputodos . estcduois, juiz ; au dito r e juiz de inquéritos do condado, e P r o c urador Geral do Es- todo. ' Em n ovembro teve êle eleição gera ' l para todos êstes cargos pú blk os de tal m odo que, tudo s orncdo, viu - se êle a braços com 42e s , o olh o s distintos! Em multes port e s de Illino i s t i ve r am também

os e leito re s eleições o r imó ri cs e g · er a i s loccis pa r a p r efeito, ve r ea - dore s, chefe de polício, juízes de paz, super i n t e n dentes e o s s i s t entes

de c on dcdo, membros das

m e s tres da ciência política denomi n crn " c é dulo comprida", .e o el ' e i -

ro r o doomericono costumo ter cs cédulas mols ' compridas do mundo. Há portanto muita coiso para o eleüor f . azer nos Estodos Uni- dos. E quem se acha I ' egolmente hcbilitodo a foz ê - loê QUALlHCAÇÃO LEGAL PARA O VOTO . Estimou -s e que na pri-

mei r c r - ele içõ o na c ional sob a nova Constituição . e m 1789, c ê rco de apen as um de cedo trinto c r nericonos o dul+o s se . ochovo legalmente hab i l itado ao e x erclcio do voto, Todos ' os estados exclulrorn do veto

as m ulheres , e os escrcvos, muitos exclufrcrn o s cidod õ os de

rn o s c ul i no que não possuíssem qualquer propriedcde ou não pcqns-

sem i m postos, e alguns negavam o vote aos memb r os de determina - dos g r u p os religiosos . De então para cá, não obstante, foram derru-

b a d as uma a ' uma cs berre i ros legais contra o exercl c i o do VO l to,do que resultou tomar - se legal, se não efetivo, o sufrágio . unive r sal dos ' adult os.

comissões de ensino, ele: E a isto que os

sexo

N ã o obstonte haja va r iação . de pormeno r es de e s tado . para

estad o, ' s ão . hoje as pr incipais exigências pa r a a qualif i cação elei·

torc l ,

1. Cidadania americano.

2. Idade mínima.

Em 46 estados ela

é de 21 anos; na Geór-

gia ' 8 n o K entucky, 18 a n os; no Alcscc, 19 e no Hawaii,

. 3 . P er íodo

mínimo de domicílio.

Cada estado exige que, pa r a

p oder votar, s e c che o c i dadão cli dorni c iliodo po r p eríodo . - m í nimo

anter i o r ( 1 a n o ' e m 36 estados, 6 meses em 11d ê les,

e 2 anos em 3) - .

Todo s, exce lo ' O Hawaii e x ige o in dc um dete rmin ado m í nimo . de de- micíli o n o con d ado ' e no distr i to eleitorol, ou s ó nes t e (po r exem -

plo, no lllin ois, % dias no condcdo e 30 na ci rc unscriç õo ' e l e itoral).

16

A Política e o Eleitor

4. Registo. E x ige cada estado que o cand i dato a eleito r re- quei - ra, por meio de um processo chamado r egisto eleito - ral, a [ nclu- são de s - eu nome na listo dos votcnt e s qu - a - lific- a d os . Existem órgãos permanentes de registo em 36 estados, nos quc is cs listas ele i torais são mant i das em coróter perrnonente, s - e ndo atualizada de tempos em tempos pelos funcionários respectivos. Em 3 e - s tados 'o sist - e ma de registo t o em coróter periódico, ' no qual após um certo Jntervo!o as

lista- s são onulodos, criando-se ou - tras i nt e iramente novas mediant e

outra série de quolificcções i ndiv i ducis. N o s es- tados restonles exis-

tem list - as perman - entes para certos tipos de ele i çõ es e

dicas par- a outra- s. Acredita-se de um modo g - era I que o req isto per- manente ' Onera menos a iniciativa do votant - e e portanto contribui

ditas per i ó-

menos

o voto àqu - e -

les que se acham em inst - ituiçõ e s penai - s e aos doent - es ment - ais . Al- guns estados privam perrncnenternente dos direitos civis os deli n- qüentes condenados, enqu - anto que outros lhes devolv - em o direito de voto uma vez cumpridas os respectiva - s pen - as . Cinco estados do sul exig - em o pcqornen+o de uma taxa ele i - toral, ' e em 17 estados,

alguns do ' Sul e outros não,

ser submetido a prova - s de olfcbetizoç õ o. Fala - ndo ' ele um modo gera - I, êstes requisitos

aproximam do ideal democrático do sufr ó qio universcl dos cdultos. Não obstonte, verifica - se ' em t ó dc s oselei ç ões que um número subs- toncicl de ornericonos v que des- ejariam vo t ar não o podem fczer , Os que sõo as - sim priv - ados pertencem o duas ccteqorics principais:

os n - egros, que numcerto número de estados do ' sul se vêem ' excluí-

dos,ilegal,

intimidaçã - o e a aplicação discrirninct ó rio da - s provas de clfcbeti-

zação; ecquelos pessoas de qualquer rcçc ou região que migram de

estado

tempo oportuno ' os requisitos de domicílio n - o estado em que s e

ocham. A cau - sa dos negros privados

mente ccolhidc ' nos últimos onos pela C ô rte Supremo. pelo Con- gres ' s - o ' e pel - a Comissã o d - os Direitos Civis. As barreiras extrc-leqc i s contra o voto dos n - egros ' estã - o sendo oos poucos derrubados no sU ' I, loca - lidade cpó s locclidcde, e verifico-se por causa disso que está votondo um número cede vez maior de neg - r os - o ponto d e , na verdade, já ser o voto dos n - eg - rosem certas ó reos um fato r i m- portante na decisão dos eleições. Mos ' só uma I ' ei ncc i onol regu- londo o r - egis - to eleitoral oferecerio socor r o efe t ivo aos miqrcntes privodos de s - eus direitos, e por ' ora há pou - ca probabil i dade que umc tal lei possa tornar - se realidade.

para des - alentar ' o desejo de vo t ar do c i dadão . 5. Outra-s ex , igências. Todos os e s - tados neqcrn

es+cbelecem que o eleitorcdo deverá

legais muito se

porém efetivamente, graç - a - s a e x ped i entes t - ais como a

para estado e que por i - sso não conseguem satisfazer em

de seus dir e itos t em sido cfivc-

Configuração

e psicologia

do ato de votar

17

AS VARI-AVEIS QUE INTERFEREM NO COMPORTAMENTO ELEITORAL

P e rguntem acertos eleitores porque votaram por Kennedy ou

Ni xon em 1960. Um responderó : "P - orque sou democrata"; outro:

c j ndc . "Porque

K en nedy é o tipo do homem jovem,enérg i co 'e inte - ligente que pre -

cis amos na Casa Branca." Não há dúvida de que fot ó res tai - s como a posição sócio-econô-

m ica, a relig i ã - o, a i - nfluênc i- ada família e a s i tucçõo interno da na-

" Porque Nixon iria bcixcr ' o - s imoostos",

e outro

ç

ão c fe t orn nossaati l ude em fa - ce dos partidos, dos problernos em

d

e bate e dos can - didatos, mos no ss os sentimentos cons - ci - en - tesa res~

p

e i to dos pa - rtidos, dos p r oblernos ' em debate ' e dos condidotos, são

o

s elementos determinantes mais imediatos do cornportornento elei-

t

o r al. Essa - s atitudes interferem entre ' a o sfôrças socioló qiccs mais ge-

r - ais e di s tcntes

que se e x er - cem

sôbre o eleitor e sõbre

seu voto

e fe t ivo pró Kennedy ou Nixon ou ma deci - são de nõo votar de todo.

Eis porque as três variáveis intervenientes ' abaixo discriminadas

s ão a ma- téria primo r d i cl -embor ' a

o comportamento elei - toral.

não Ú ' ni - ca- com a qual se foz

IDENHFICAÇÃO PARTIDARIA . Um d - os padrões mais antigos e

é a preferência constonte e irre-

Ver-

difundidos na política americana

sis tíve I de d e terrnlnodcs

regiões por um partido político. Em

m

ont, por e x emplo, só dois democratas g , anharamel , eições em âm-

bi

to e st- adual desde 1854. No Mis - sissippi, nenhum republi - cano venceu

qualquer ' eleição desde ' a década de 80 do ' sé - culo pcsscdo . Estes

f atos e IQS outros sistemasunipartidários

ult- erior têm por origem a circunstância de que a maioria doselei-

t ores nessas área- s permanecem

leais ao mesmo partido g - era . çõo

descritos ' em capítulo

ap ós geraçã , o.

Tal como os mestr- es da ciência políti - ca <I empreqornyo ' expres-

s ão "identificação partidária" define o vinculoç õ o psicológi - ca de

u ma pessoa - a um partido político. Is - to pode voricr, em preferênclc

e i ntensidade, desde o . dernocrcto firme ao firme republiccno. s e têm c orno ' Posição média o completo "independ ê ncio" - <I cusêncio

d e preferêncio por quolquer partido. Não menos de 85% dos ornericonos

pre ferênc - ia par - tidári- a, e mais de um têrço dêles ochom-se

men t e vinculcdos o dete rmincdo partido. Adquirem essa identificc-

revelam algum grau de

forte-

• O +êr mo " vori é v ei s in re rveni e nt e s " e

orig inar - am_ se ' no Survey R e secrch Cenrer da

<:, f . A , n gus Campbell ' e outros, lhe Ame r ic:an Voter, John Wi - Iey & 50n,.,

a anólise usado no texto Universidade de Michig - an,

nc . , N ov - a [ orque, 1960.

5 ' Bem m e nos de 1% da povo dos Estudos Unidos se i dentifico

~tu

f i c ar e mos n os s o discussã - o aqui e clbures od r n i t i ndo ' que l Democratas e

R

- a lmente c - om qualquer dos pequ - en - os parti - dos. Dessa forma, s i moli-

e p u bl icanos são os únicos partidos à v is ta .

18

A Polít i ca e o Eleitor

ção partidária m u ito cedo em sua exist ê ncic: - a - Iguns estud o s recen - tes das ctitudes po l íti - ca - sdos crianças mostra m que ofé mesmo o l u - nos do c u rs o primár i - o costomom di z er, ref er indo - se às respectivas famíl i as: "Nós ' somos democ r ata - s" 'ou "Somos re publ i c e nos" . Na verdade, a "his t ória nat u ra l " d o identificação portidório asse-

me lh a-se mu i to estreitornente, de diversas maneiras, ao desenvolv i -

ment o das ctit u des religios - a s . Como suc ede à ma - ioria das p r eferê n- cios p o r determin a da den o minaçã - o r eliqioso. v qucse tôdas as pre- ferê n cios por det - erminado partido político não se e - stabelecem rc - cion cl rnente. O ma i o s das v ê zes "herdemos" nosso orie ntcç ã o poli-

ti - c o aq u ase da mesma maneir - a que " herdamos" nos s a r e liqiõo, em o n os moisrec o cdos de formação, sõo nossos pais que nos instruem

em matéri a re l i g iosa e po l ítica, e as nossos" têm t a is e tcis posições

aprendemos que "famí - l i as c o m o pol í t i cos, e - não tais ' outras.

A ss i r rr oom o ' a pr of undezo do fervor r eligioso vcr i o acen t uada-

men te du r nc pess oo par a o ut ra , a - ssimt - ambém acon t e c e com a inte n-

sid ad e da ide n t i fic a çã o pa rtidári a . A po l íti - c a pa rtidária apresenta

a c ontr o por +id o do verdcdeiro dev oto , da qu - e l e que não perde r nisso

de d omin g o , mas n õo se l emb r a d a re l i g ião no s dias d e sema n a, ou

da qu e l es q ue s ó vã o à i g r e j - a n o Nat al o u n a P ásc - o a , o u enfim , das -

p e s - s - o a s que, ao preencher e m

nã o dei x orn em b ranc o a - pe r qunto " A q u e r e li g i ão perten<:e? " mas

sue ficha de en t rada nos h ospit a is,

[omols põem o pé n u ma , ig r ej - a.

Sabem o s, finclrnen+e, que a o s mudanças de inte n - sidade qu er na s

pr e f . erê n c i - a s reli q i o s c s , quer vios pa r t i d á r i a s , são m u ito m a i s com un s

d

o qu e a s r n ud onçcs d e di r eçã o . E m conseq üê ncic, a i de n tificação

p

a rti d ár ia é n o t à velment e c on - stante na mai o r - ia das pessoas, e p o r-

ton to, n a m a i o ri a d - os eleit or es, O Quad ro 1 m o s t r a q ue a i dent if i<:ação partidári - a é uma d os fôrçcs ma is es t úve is d a po lí tico d o s Est a do s Un i dos. Prov a a h ist ó rio

ocasiões de crises

p rofun das m o difi - ca ms ua - safi l i a ções b ásicos . Uma dessas occsiõ e s

f o i ' a ero d o G u er ra C i v i l , e da Reconstr u çã o , quando os R e publico-

q u - e grandes p a r - cela - s de ele i tores ' só em r aras

n o s se ' tom a r - a m o parti d o rnojorit é rio da n c ç õ o 'e n essa p o sição perrnone c erorn por m a is de 6Oano ' s , O ex - emplo mais recente a dé-

c a d a d a Depressã o e d a Nova Adrnin i stroçõ o rooseveltiono, após

1 9 30, qu a n d o o s D emocrctos desl - o caram os Republi c cnos da pos i -

ç ão d e p a rti d o maj o ritár . io, a - sc- endendo à situcçõo de domínio que, de acôr do ' Com o Q u adro 1, ainda~esfrutam,

' não é ' O

únic o e l emento o deterrninor o respect - iv - o voto, da mesma forma

co rno a distribuição

no seio do e j ei-

os r esult cdos duma elei-

ção ( s e c ssim fôs- se,os Democratas jama i s perderi c m uma e l e i çõo

noci o nc l) . E entretanto

das três vorióveis a in-

t o rodo nõo é o único dado ' a c ondi c ioncr

U ma id e n f i ficoç õ o pa - r tidária individual , na v er dade,

das prefer ê nc i os

portidôr i cs

a mais importcnte

te rv ir. Um certo n ú mero de estudos têm mo s trado

que as pessoos

f

' ra çã o e ps i cologia

con I gu

do ato de votar

19

1

c

,

eg a d as

-

s

aos pa r tidos são os que mais se interessam pelas

' os qu - e ma i 'I s se envo vem em

d i r scussõ scussoes po -

~ a , f fi' p aosn q u e p o s suem maior soma de informação político, opre -

11 ' a - l cp h os elei t or , a i s ,

Ilt lcas,

5

_ do o mai ' s a1t, a p r oporçao

_

-

, e n tan

or nú mer o

d f

de . - e ec ç oes

-

o m e n

+

-

'

f

e

d

cOffi i parec l menl ' o oos P€ I os , e

o

' as

d

'.

I ' t

rent - e oos con I o+os - o port i

b

id d

d

did

d

i d

I'

o b em c o m o s co m e nos - I nc ma - ' os c que r - ar - a Vn.1 - a - e

opo s,

c ha pas O , _ op e l osto , e l t o r a é ls. tamb é m v ' er dadeiro j os pessoas me n os partidári : a - s

'

,

_

as que men - os s e , i nteressam, os que menos deba - t em po l tticc,

SOO

,

o - s síduas ô s u rna - s .

' d

m en o s c onhe cem o respe i to

os neg 6 CIOS ' p u . bli

ICOSe soo - menos

T

emoS, todos, ouv i do falar a respeito do "eleitor independente "

_ aqu ê le v e lho e nobre herói d o s manu a is de educ , açã o cívica

qu , e não ' s o e d eix e , con t am i nar por ceqo opêgo a q u a lqu er

do, que sempr e v - ota n o melho r , o andidato ' e

do m

cumpri en te m en - to de ' s - eu - sdeveres de cidadã ' o, Ma - s quando procuramos po r êl- e na massa do e l - e it - o r a - do de fat - o existente,nã ' o o , e n contra- mos. 0.5 _ pouco s que ' a si mesmos se "i , nd e pendent - es", v - eri f ica-se que não t ê m pref. e r ência partidári , as pelo foto de só pos - s u írem

p a rt - i-

se i nte r esso pr o fun-

pelo s negócios públko - s, i ' en , do - elevada con · sciênáa do

po u ccs prefer ê n c - i a - s políticas de qu a lq u e r natur , ez , a j - s _ impl- esmente

p ú -

blicos. O indep en dente idea l pode ser pess o - a de oonsciê n óa livre

não - e s tão ê les muit - o intere - s - s - a , do sna po l lric o e nos negóci o s

e ' a - I - t i va,mos ' o indep e nde n te

apenas . alguém que pouco se preoc u pa

da vida r e al p o de muito bem ser

com oqu ê l es assunto s,

ORIENTAÇÃO Q U AN TO A OS

PR O BLEMAS , D esiqno esta ex-

pressão a otirude de uma pes - s - o a e m

momen t o quonto ôquilo que ' O go v êrno d everia fa z - e r s o em levar em

cont- a qucl o pa r tido o u q u ais os indivíd u os que o cupam

g

Unidos ê s ses problemas e dê l es s o e - ocupam, nesse sentid o ê Em primeir o lugar, o el - eitor t í pico nã o se preocupa muito com

o rnoioric da s questões

relo ç õ ' o oos prob l emas

do

os cor-

'

os públicos , Em que grau conhecem o s eleitores dos Estados

debatida ' s pelos líderes po l íticos - e agit a -

das pela impr e n s a . Eis oqui duos ilustr ' ações dêsse fato: na ' el - e i -

~ão Dewey - Truman, em 1948, a Lei Toft-Hartley - foi objeto de cá-

o ela posi- obra - s cl ó s -

sicos s ô bre a s pos i ções d - o €1 - e i~orado - 6 mostrou que nada menos

lido s debates e os dois candida ' tos tomaram em relação

ç õ o n í t i do (De w ey pró, Truman

cont r o}: mo s ' uma das

de u mtê rço do eleitorado

qu e o out r ci f ê r ç o porte não demon s trcvo qualquer ln r er ê sse nesse

c onrrov é r s io . Na - s el- eiçõ e s Ei' senhower- Ste v en ' son de 1952 a 1956 o~ jo r nais estavam cheios de c r ític a - s dos R _ epublicanos à - infiltro -

ç co comuni sta n o gov ê rno federa l , permitida pel - os Democratas,

j amais tinha ouvido folc r dessa l e i, e

qu e se def endic rn

alegando m á fé _ j mas ou - tra ob r a cl á ssico sôbre

;. B er nard R Berelson e outros Voting, T · 1;eUni v er si ry o f Chi - c ag o - ress, Chic - ag . o ,1954, pp , 218, ')27,

20

A Política e o Ele it or

o

comport - amento

- el - eito rc I 7 mostrou

que ex í quo

m i noria

de el e i-

tores

em qualquer

das duas

el - eições se preocupovo

com a questão .

Em segu - ndo

lugar, - oseleito - res se preocupam

mais com os pro -

blemcs

gerai - s d - o que

com as

questões

parti - cular - es, tendo s ô bre

êles maior

cópi - a de informcções.

Por exemplo,

quondo

o Surv e y

Resecrch

fêz aos

vota - ntes,

em 1956, 8 perguntas

sôbreo

p r obl e ma

ger-

al da

"amiz - ade

para

com ' as outras

opinião

nações",

' a respeito

e que

verificaram

que

op

e nc s

12% não

tinhcm

78% pos s u l o m

alguma noção

d - aquilo

que o g ' ovêmo

estava

a fczer

ne - sse ' s et or.

Mm

qu - ando perguntaram

sôbre

a qu - estão

mais espec í fico,

como

a

" cjudo aos países neutros", verificcrcm

que 28% não tinh a m

op i-

nião

e que s6 53% disserem

aquilo

que esteve

s - endo f ei to ,

n ess e

particular,

pe l o govê r no.

A maioria

das pessoas,

em outras

pel o-

vrcs,

sente com

muita fôrça

que umo depressão

como

a de 1929

ou uma guerra

como

a da

Coréia

são coisas

más

s e r

evitadas,

mas muito poucos reconhecem

e dever i am de

ou se preocupam

cl -

gum

medo

com

os méritos

e deméritos

de preços

' Ou

da expansão

da

Comis - são do Regimento

do contr ô le Interno

da Câmara

dos

D e putados .

Finalmente,

é obscura ' e ccndidotos

e inexata

o idéia

de que pa r a

o eleito r pos i- o gru-

os po r tidos

ções

po de pesquisas

Har tley

tinham r - e petida - s vêzes tomado

entrevistados

o

se v corccterizom

pelas respectivas

em fa - ce dos diversos problemas .

e o contrôle

que identificcssern

Em 1948, por exemplo,

ducs questões,

os qucis

Dewey

de Berelson 9 escolheu

de preços,

sôbre

a Lei Tcf+- e Trumcn

- e pedi - u aos

face

e rnois

posições onlcqônicos

a posição

de cada candidato

cada problema .

S6 16%a - certaram

em três ou quatro.

Centerem

podendo

às posições

em tôdas

a o s quatro,

Dentro do mesmo espírito,

1956 10 que " sóm e nte

de um têrço

erraram

verif i cou

a 60 % da parcelo

sustento opiniões

diíeren

t

i do como relcçõo

mot i vo, em parte, naturalmente,

orn

"informado"

o Survey Research

a respeito

partidárias,

40 % que vos pa r -

Isto tem por dos partidos

da população

dos questões

cssirn situcr

(isto é,a

parcela

diversas) percebem

êsle

oqu ê le

ç os

ou que lhe são "próprios". a notório incapaci - dade

partidários

e riccnos

em assumir posições

uniformes em relação

às diversas

questões.

da tendênclo

do

eleitor

de

acreditar

que o partido

Tcmb é rn resulto com o qual

s o e ident - ifi - ca defende

o QS posi-

ções

Ce r tam e nt - e esta confusõo g ' enerolizada

cjudo a explicar

g

dos advogam,

que

lhe são caras,

muito

lecis

emboro isso possa

s

oo partido

s - er ou não verdade ir o.

oquilo

qu e ' Os parti-

tantos el e itores

dili -

ô bre

porque

' e nciam monter-se

de suo tradi - cional preferência

7 Campbell e outros,

8 Ibid., o . 174.

9 B e relson e outros, op. cit., pp . 227-228.

1

op. cit., pp, 50 - 51 .

0 Campbell

e outros, op. cit., p . 180 .

Configuração

e psicologia

mes mo

e l - e itor e s detestem.

qu - ando

os chefes

do ato de votar

d ê sse pcrtido

ossumem

posições

que

21

os

OR , 15NTAÇAO DOS CANDIDATOS.

Designa-se

com

esta

ex-

pres s ã o

o atitude

de

uma

pessoa

com relo ç õo

às qualidades

pe - s -

s

- o ai - s dos ccnd i dctos

sem levar - se

em conta

a denominação

 

parti -

dá6 a

pe

ou o pos - ição

a dois tipos

rt e nce

diante

dos diversos

probl - ema - s. Est - a ati - tude

as

principais.

Um consiste

' em noções

s ô bre

q u - a l idad - e s instrumentais

do condidcto,

cquelcs

que deverão

im -

p

el i -Ios

a agir

de det - erminada

maneira.

Assim é que um gostava

d

e N ix on por

crer

ma - nter equilibrado

o orça-

ment o ;

outro gostava

que êle procurorio de Ke n nedy

por acreditar

que êle defend e -

ria o s indi c olisrno

e promov - eria

a inteqrcçõo

rocicl .

O outro

tipo

c o nsjs b e em n - o ç ões s õ bre

as qu - alidades

simbólicos

dos candidatos,

u el - as que fazem

aq

(

tav am

m

ou não deveria)

as por - ve re m nêle

o espécie

de homem

íntegro,

que um presidente

bondoso

deve - ria " gos-

ser. A s sim é que

d e lke" não tanto por aquilo

em 1956 muitoseleHores

que êle fizera como presidente,

um homem

e isento ' em face

d

as mesqu i nharias

da

pol í tico

de pcrf i do, oo mesmo

tempo

ern

que muito s

voton r es

exprimiam

desgôsto por Stevenson

porque

cont eve p i ada ' se

por i ser divorciade , 11

 

A i m e n s o popularidade

pessoal

de Dwight Eisenhower

e o co-

te

l icis rno

de J o hn Kennedy

deram

à orientação

dos candidatos

u n ç õ o d e s usodcmente

f

importonfe

nos recent - es eleições

uma presid e n-

c

i ai s .

Na maioria

das eleições, entretcn+o,

0 ' 5 qualidades

pessoais

d

o s ca - n did atos sõo nitidamente

menos visíveis, menos

ci

das, tornando-se

dêsse

modo fatôres

menos poderosos

bem conhe- na d e ter-

mi na ç ão do s r esultados.

COMO MOTUAMENTE REAGEM AS VARIAVEIS. Em primei r o

lu

gar ,

se de

eleição

para elei çã o,

a partir

os problemos

de

e os ccndido t os

pa r tidos pa r t - idá-

v o ariam consider ô velrnente,

em c o n . fron t econtinuama

rias da maioria

a

votar um indiv í duo em determin - ada

f r o n ro .suo pr e fe r ê ncio

1856 o - s principais

ser os mesmos. As preferências

das pessoos,

além de mai o s, permane - c - em cs mesmas

Portento,

a questão

eleição depende

de como

há de

como ' se con-

o longo alcance com seus sen-

o lon qo de tôdaa

sua vida .

partidário

t

i ment o s i me diatos e circunstancia - is

sôbre os problemos

' e os

ca - n-

di

d a to - s naquela eleição determinada.

 
 

Em s eq undo

lugar,

se tôdcs

- 0 - 5 três variáveis

o impelem

fo - r-

teme n ' te no mesma

dir - eção

que

e partido

- se êle é Democrotc

e

apr o v a

do fundo

do coração

o máx - imo de participação

do go-

v

êr no n os a - ssuntos e - conômicos,

e vê em Kennedy

um grande

ho-

m

ca

e m

m pa nh a

-

mu i to

provàvelmente

e preocupação

mo - strará consider á vel

quem hav - erá

- i , nt - erêsse , i l - a

muito

sôbre

de ve - ncer;

p

r ovàve lm e nt ' e

irá votar,

e é quose

certo

que votará

por Kennedy:

e

é d~ todo admissível

que votará

em tôda

a chapa

Democrático .

-

11 Ib i d . , pp . 55-59 .

22

A Palítica e a E le itar

Ma s que s uced e rá se se c c hor s ujeita a p r essõ e s contr o s tontes I Qu e c c on te c e r ó se fôr ' Um firm e D e rno cr o t o, co nvencido d e q u e os

D e r n o cró ti c os r nont erõ o ' a p r osp e ridcde , ma s que o pr obabil i d a d e

d e n os

al é m d iss o não des e j ar ve r u m c a tó lico

p r ov óve lrn en t e i n ter e sscr- se- é me no s pel o c amp a nha, p reocu p cn- da - s e p a u ca cem re lc çõ o a qu e m será a ven ce dar, se ndo ou tros s im

me nos pravó vel se u co r n p o re cimen t o

e sta que v o t o rem , o d m issl v e lrnen te re pc r t irõ o

K e nn e dy , e N i x o n ; e a ma i s cer ta é qu e nõ o ma nten h a m ín teg r a a

chapa pa r t i d ó ri a . Os efe i to s con t rcstcn t e s tas pressõ e s desen c ont r odos

encontram iiustrc çõ o nos Quad r os 2 e 3. NO ' estude que f ê z dos

elei çõ es de 1952 C Surv e y ~e , s ' e a r ch Cen t e r clo ssi ficou os entrevis-

to dos d e sde aqu êl es qu e e ram p ró -D e mo c r ó fi c o s e m +õdos cs trê s

vo ri é ve i s I (DDD), otrov és dos , n e ut r os " e m t ôdas el os (???), até o s

q u e ' e r a m pr ó -R e pub lk cnosmo s

c orno

s a lve da gu erra é m cio r, e na C asa B ro nco ê T a l pessoo

rn c n t e r e m ' Os R ' e publi ' ú ana s a

ó s umas; os p e ss ocs

seus

vo t a s entr e

s ô b r e e co r nportcrnen ! o eleitorc l d e s - e das p r e ssões nomo mes ma dire çã o

três (RRR) .

Os Oucdr o s 2e3

m ostrem qu e ' a s pessoas a solvo de p res-

de

sões co ntrcst ontes (DDD e R ' RR) -op re s en tcrn O ' menor n ú mero

d efe c ç õ es para as ccnd i dcto s

opos t os, e que os i pes s oos mci s su -

[

eitc s a ta i - s pr e ssõ es (D ? R) q u ase sempre ' Se d i vidi r am. MQstram

t

a

m bé m que houve mui t o mcis ' ab st enções elei t o r cis e ntre os que

s

o fre r e m p ressões maiores (31 % ) de que ' e nt r e oqu ê l e s que n õ o 0 - 5

s

of re rem ( 4% ) . I s to ilustra muito b e m o reg r a geral de que as pre - s-

s

õe s cen tr a s tantes enfrcqu e ce r n as prefer ê ncics e i n i bem asativ , i -

d

c des , c o pas s e que as pr e s s õ e s na m esma direçã o consoli dem

os pref e rê ncias

e e stimu l ' ama a t i vi d ade.

o MAPA COGNITIVO DO ELEITOR

Os sentimen t os

de ' e lei tor sôb r e part i dos, problemcs

e ccn-

d

i dctos n õ o s urgem po r ge r açã ' e espontânea.

Come eutras otit u -

d

e s humanas , formem -s e pelo in te r c çõ o ent r e oe s trut ' u r a

ps i cofl-

si co deel ' eitere

n õ o pede s e rcompreen dido

de ss e inte r c ç õo .

a im p o rt ância de ornb i ente s o ci cl e p oll tic o , ma s t amb ém se d eve

con s id e r or o q u i lo sôbr e que otuc e c mb ie n t e , A p arte mais si g n if i cátiva da e strufu r c in terno de e l e itor é e

s eu " mapa coqniti v o" da r e cli d cd e s ociol 'e po lític o. T ôda p essoa

t r az no es p í rito um c er to quadre de corno é e mundo pol í t ico que e

c e rca. E s , t e quod r o in c l u i bcbi t uo l m en re sua p erce p çã o d e q u e 0 1 -

gu m a s c e isas e st õ o a c c o ntec e r

to m d e cer to man eir a seu be m- e s t ar,

seu ambiente f í sico ' e soc i ol. Seu med e de agir

s e - se ' focal iz - a r o p e nc s um dos os pe c to s

N c moio r pa r te

d êste

l i vre p r ocura - se

a c e ntuar

n o m u ndo, de ' q ue tai s ceis a s

cfe -

d e q u e aq ui lo q ue é f e i t o pe l o s

Configuraçã O ' e psicolagia do ata de vetar

23

que de t ê m a s ré deas de poder af e ta de clqurn modo a marcha dos

aconteô m e ntes

estar, de que cqu ê les rn o ndo tó rios p e rtencem , a determinados par- tides, e que (n o s c o m ponhas) t c is partidos estãeempe : nhades numa

d i ' sputa na qu al ê le s e poderá in se r i r , se a s sim e de s ejo r . Sua cti - tude face às e leiçõ es ba se ia- se nessa s cone x õe s .

Seu mapa co p niti vo tornb ér n opr e sento vcqoilo que - os psi< : ólo- ges chamam " a f ete "; isto é , muitos do s elementos de que se com - põe êsse m apa sõo dotcdos de conotcções emociona i s faverá-

veis o u desfc v o róv eis .

elei t er v e r i f i ca, par e x emplo, que os n e qócios prosperam

e por c on s egu i nte atinge at é certo ponto seu bem-

Assim é que em d et e r rnincdo

momento e (c que é

agra d ó v e l), m a s que eústeum per i qo cedo vez rnoior de guerra

os irn-

postos ( cois o irritonte), rncs o s Republiconos só se p r eocupem - cem a bem- es t ar dos r i c os (co i so odiosa); Nixen t e m experi ê nc i c (feto

(a 'que in t r anq u iliza); ' Os Democrc t c s cont i n o om a curnentor

tranqui l iza - der) m o s é - ernproodo (fe t o desag r adável) , 00 ' passo que

bem), é jevem e

iné~ p ' er , i , en+ ' e(e que incomode) , cl é rn d o e cot ó lico (e que incomoda

muito - au entus i o s rno mui- ta). ' E assim por dian t e. -

Sofrem os todos, constorr te rn e nte , e bombcrdeio de ' uma torrente

se m fim de " s i n a i s" pol í t i cos da t elev i são, das jornais, de nossos

que se en -

sinais ent r etan t o fi -

c a m reqistr c d os e mn6s

reqistro dos num a chapa fotoqr ó f i co. Alguns sôo re c ebidos, outros

em nossos re-

oeptócu l os m e nt - ais e sõo i nterp re todos

c o q n itivos. Na rea lid ade, alg - unsd ês ses

alterações na e s trutura e colorido d e tais r nopos, mas o rnopo de

uma lndivi duclidc d e

de que os

sõo rejeitodos. O s que s ão a c e i to s võo ab r igar-se

: Ken o nedy , er n b o r o s irn p ó tico (e que i mpressiona

f amíli as e ami go s , e todo s os demoi s "tronsrnis s ores"

co n trcr n e m nosso ' cmbi e nte. N e m todos ê sses

da r no n eiro c orno os raies lum i no s os são

à lu z de nossos

mapas s i nais ocosionorn certos

típica e x erce rno i or efeito sôbre êsses sincis

sin oi s s ôbr e O ' mapa .

Q

u al,

ame ri, can e ?

entã o , a aparênc i a

da mapa

cegnitive de ele i torcdo

PE RC EPÇ ÃO . E princ í p i o b á s i co da moderno psicoloq i c que o

q uad r e mental , de um ind i v í d u o a res pe i te de mundo mu i to raramen-

te, se ten r o , - c erre s - pendecem

Uma das ccusos dê s ' se reg i st r o i mper fe i t o é cquilo que e psic61ege

- sele-

tiva". Em o utros p alav r a s , e mundo e x ter i or e nvie - nos de con tí nuo si_nais, alguns do s quais no s occsioncm prczer e nos dõo s enso-

ç co d e sequrcnç o, ' 0 . 0 posso que outros nos trczem dor e xmsie-

dade. NãO ' orest ornos ' igual cten çõ o c Todos ê sses s i nais nem Ihes

dame - sa mes ma im, ertâ nóa ' e i nte r preto ç õo . Aecantrár i e,

~es o dar b ea a - c olh i da O QS , sina i sag r adóv , ei , s, concedendo-lhes

e x ctid õ o oo mundo " real" e x istent - e.

H

arry Stack Sulli van de nom i ne " meconls r no dadesatençãe

tende-

ugar de pree m inênc iaj a es

si n a i s d es agradáveis em ger , al most ro -

24

mo-nos surdos,

e mesmo

se êl · es procuram

. A Política e o Eleitor

forçar

a ' entrada,

nós

tratamos de expuls ó -los

Não estcmos

que querem perceber Dizemos que aquilo

de modo

a que

êles não I1'OS aborreçam.

só percebem

dizendo

aqui que os pessoas

cs pessoas

aquilo

e que cada

que

qual vive num mondo côr - de - roso.

percebem

é até

certo

ponto

afetado

por aquilo

que

elos

querem

 

Estemecani . smo

psicológi , coexerce

receber. função de importância

no

comportornento

eleitoral,

porque tende

a destorcer

O quadro

que

os eleitores

têm dos partidos,

dos problemcs

' e dos candidatos.

Na

campanha

de

1948, por

exemplo,

Oewey opunhc-se

publicamente

co contrôle de preços

pelo govêrno.

O grupo Berelson 12 verificou

que dos entrevistados

do Partido Republkano

que também

se opu-

nham

'Cl tal

contrôle,

só 14% scbicrn

que Dewey pensava

como

 

Republicanos

que eram partidários

do contrôle,

70No

êles, · e dos pensavam

que Dewey também

assim pensava.

Na mesmo

campa-

nha, Jrumon; freqüentemente,

denuncioro

a lei Taft-Hartley.

O gru-

po Berelson 12 verificou que dentre O ' S entrevisrcdos Democráticos

q

era favorável veis dito lei

. ue tcrnbêmee

opunham

a essa

l - ei, só 10% achavam

que

40% dos

que Trurncn

favorá-

.

a ela, co passo

julgavam .

Democrctos

cceitovo.

que Truman lambéma

Como

podem

as pessoas

que se inclinam

por determinadas

posições em fcce dos problerncs

candidatos

no . fato decchcrem

que elas. Como aquêle . · adV l Ogado do ' interior,

sua defesa perante

assim:

CONCEITUAÇAO. zem com os s i no i s

dHigenciar

no sentido

casos

de apoiar

está

de posição

oposto ê Em muitos

a resposta

que seu candidato

o j ' úri, muitos

nas

cpóio

as mesmas posições

ao fazer

a súrnulo de

vêzes raciocinamos

meus

fatos ,"

menos

fa-

im-

de nós tantas

quais

baseio

"Eis aí os - conclusões

Tudo isto mostra

que o que os eleitores

tão

depois

de os receberem

é pelo

portante

na fixação

de suas atitudes

quonto

a natureza

dos sinois

recebidos

E, pois,

' necessário

saber

que arrumação

mental

dão

êles

dcquilo que recebem política.

aos

sinais,

como os oproximom, - em suma,

qual

o sentido

como "con ' ceituamHa

que extrcern realida - de

Configuração

e psicologia

do ato de votar

25

dos jornais

e nos rnonuois

de ciêncio política.

Temos a sequir

uma

c onversa entre entrevistcdor

e entrevistado

dêste

tipo,

uma mulher

qu e v i via em certo

arrabalde

de Chicago:

1 3

Existe

algo

que

lhe desagrade

nos

Dernocrotos i ê

Pelo fato

de

ter

sido

criada

em localidade

mente Republkana

- uma

pequena

cidade

notoria- na reqi õ o

de Chicago

-

havia

coisas

de que

não gostava .

Era

a influência '

do família

que

dêsse

modo

se exercia .

Que em particular

havia ' que

lhe causava

desagrado

. no Partido Democrático?

Por exemplo,

o Partido

De-