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CARTA A UM EX-GAY TENTADO A VOLTAR ATRÁS

Augustus Nicodemus Lopes domingo, junho 23, 2013 29 comentários:

[A carta é fictícia bem como as personagens aqui mencionadas].

Meu caro Sandro,

Espero que esta o encontre bem, com muita saúde e alegria em todas as coisas.

Soube pelo seu pastor que você está pensando em desistir da fé e sair da igreja porque, passados já
cinco anos que você recebeu Jesus como seu Senhor e Salvador, você continua a sentir desejos
homossexuais e atração por homens. Ele me disse também que sua esposa, a Rita, tem sofrido muito
com tudo isto, muito embora você tenha sido bastante honesto com ela e não tenha, em nenhum
momento, sido infiel no casamento.

Seu pastor, que foi meu aluno no seminário teológico, me pediu para escrever para você, especialmente
pelo fato de que fui eu quem lhe ajudou nos primeiros dias depois da sua experiência de conversão.
Espero que esta carta seja usada por Deus para ajudar você neste momento difícil.

Sei que você ficou ainda mais confuso por causa do alarde da imprensa sobre um projeto que os
ativistas gays apelidaram de “cura gay”. A verdade dos fatos é que esta designação irônica é a reação
deles ao Projeto de Decreto Legislativo 234/11 do deputado João Campos, do PSDB, que suspende dois
itens da resolução do Conselho Federal de Psicologia que proibiam psicólogos de atender pacientes que
buscassem ajuda para se libertar dos impulsos e desejos homossexuais. O PDC 234 foi aprovado
recentemente na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de Deputados. Os ativistas gays
apelidaram o PDC 234 de "cura gay", uma designação irônica e maliciosa, pois o projeto não é sobre
isto. Ele apenas restabelece o direito dos pacientes de pedirem ajuda e dos psicólogos de ajudarem e
não usa o termo "cura". Se você quiser mais detalhes sobre os fatos, recomendo o artigo de Reinaldo
Azevedo sobre o assunto.

Mas, minha carta não é sobre os fatos acima mencionados, mas sobre a crise que você está passando
com estes desejos homossexuais, mesmo sendo um crente em Jesus Cristo. Você se lembra que eu lhe
alertei para o fato de que crer em Jesus como Senhor e Salvador não significaria a imediata libertação
de todas as consequências espirituais, psicológicas e mentais dos anos em que você viveu como
homossexual praticante. O pecado deixa profundas cicatrizes em nossas vidas, marca a ferro e fogo
nossa consciência com imagens, impressões, experiências, gostos e desejos, que levam muitos anos
para serem vencidos.

Seu pastor me falou que você vinha lendo material de determinados autores que afirmam que
homossexuais, uma vez convertidos, se tornam completamente libertados não somente da prática de
relações com pessoas do mesmo sexo como também da atração por pessoas do mesmo sexo. Sandro,
não duvido que em alguns casos isto possa acontecer. Sei que há casos concretos de pessoas que
viviam na homossexualidade e que, depois da conversão a Jesus Cristo, libertaram-se inclusive da
atração por pessoas do mesmo sexo. Todavia, isto nem sempre é o que acontece, como, infelizmente, é
o seu caso. Você precisa entender, contudo, que a continuidade de desejos homossexuais depois de
uma legítima conversão não significa necessariamente uma derrota e nem que Deus falhou com você.

Acho que você está esquecendo um ponto básico da doutrina cristã, que é a diferença entre pecado e
tentação. A atração por pessoas do mesmo sexo é diferente da prática de relações sexuais entre elas. A
primeira é uma tentação, a segunda é pecado. Tentação e pecado são duas coisas diferentes. Sandro,
eu tenho um coração corrompido pelo pecado, a minha natureza é pecaminosa a despeito da minha
justificação pela fé em Cristo e da presença do Espírito de Deus em mim. Diariamente, do meu coração
corrompido procedem desejos, intenções, reações e pensamentos carnais e pecaminosos. Associado a
isto, há as tentações externas trazidas pelo mundo, pelas pessoas e por Satanás.

Diariamente homens cristãos casados se sentem tentados a olhar uma segunda vez para mulheres que
não são sua esposa e se sentem tentados a imaginar e desejar ter relações com elas. Todavia, ser
tentado a fazer isto não é a mesma coisa que fantasiar estas relações ou tê-las na prática. Diariamente
cristãos verdadeiros reprimem estes desejos, dizem não a estes pensamentos e evitam a segunda
olhada. Pensam na esposa, nos filhos e particularmente em Deus, que odeia e abomina o adultério, e no
Senhor Jesus que morreu exatamente por causa destes pecados. Cada dia em que resistem a estes
impulsos e vontades é um dia de vitória e de libertação.

Caro Sandro, creio que o mesmo pode se aplicar a outras vontades pecaminosas, como desejos
homossexuais, desejos de machucar outras pessoas, a cobiça por coisas... a lista é grande. A conversão
a Cristo não significa a expulsão do pecado aqui e agora do nosso coração. É isto que você precisa
entender.

Mas agora me deixe voltar a um daqueles estudos bíblicos que lhe passei no início do discipulado e que,
pelo jeito, você esqueceu. Lembre que o processo estabelecido por Deus para libertar pessoas do
pecado é realizado por ele em três etapas que acontecem em sequência e nesta ordem. Na primeira,
Deus nos liberta da culpa do pecado - justificação. Na segunda, do poder do pecado - santificação; e na
terceira, da presença do pecado em nós - glorificação. Lembra do quadro que desenhei para você
naquele domingo?

Libertação da: Designação Quando: Como:


Culpa do pecado Justificação Passado Ato único realizado uma única vez
Poder do pecado Santificação Presente Processo incompleto e imperfeito
Presença do Glorificação Futuro Ato único realizado de uma vez
pecado para sempre

Só recordando: a primeira etapa, a libertação da culpa do pecado, é a justificação, que é um ato de


Deus, único e pontual, no qual ele nos considera justos diante dele mesmo com base nos méritos de
Cristo. Corresponde, na nossa experiência, à conversão, arrependimento e fé. É um ato legal de Deus
feito de uma vez para sempre e é a base das etapas seguintes. Foi o que aconteceu com você naquele
dia que você, arrependido e quebrantado por seus pecados, voltou-se para Cristo em fé suplicando o
seu perdão.

A etapa seguinte é libertação do poder do pecado. Trata-se da santificação, que é um processo que se
inicia imediatamente depois da justificação e que dura nossa vida toda. Ele consiste, não na erradicação
do pecado e de nossa natureza decaída, mas em mortificar esta natureza, dominá-la, subjugá-la e
mantê-la sob controle. Essa é a etapa do processo de salvação que você está vivendo agora. Lembra da
ênfase que dei à necessidade de usar os meios de graça como oração, meditação e comunhão com
outros irmãos em Cristo? Lembra que oramos para que o Espírito de Deus produzisse diariamente em
você o fruto do domínio próprio? Sandro, neste processo há uma luta constante, ferrenha e interminável
que você tem que travar contra o pecado que habita em você, contra as tentações de Satanás e do
mundo. Todavia, esta luta em si não é pecado. Ser tentado não é pecado. Sentir desejos pecaminosos,
vontade de fazer o mal, disposição para o que é errado, estas coisas vão nos acompanhar todos os dias
de nossa vida e não são pecado – a não ser que cedamos a elas. A vitória consiste em dizer "não" a
todas elas, diariamente, todos os dias de nossa vida, pelo poder do Espírito.

A terceira etapa que lhe falei é a glorificação, quando ocorrerá a libertação da presença do pecado em
nós. Ela ocorrerá quando morrermos ou se estivermos vivos quando da vinda do Senhor Jesus. Haverá
a ressurreição dos mortos e a transformação dos crentes que estiverem vivos. Todos os filhos de Deus
serão transformados para serem como o Senhor Jesus, num corpo glorificado e sem pecado, glorioso,
imortal e incorruptível, com o qual os filhos de Deus viverão eternamente no novo céu e na nova terra
onde habita a justiça. Só então, Sandro, você e eu seremos finalmente livres dos desejos carnais que
habitam em nosso coração.

Deus não prometeu que você ficaria livre de toda tentação e de todos os desejos a partir do momento
que você cresse em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Você foi perdoado e justificado de seus
pecados – inclusive do pecado do homossexualismo. Mas isto representou apenas o início do seu
processo de libertação do poder do pecado que habita em você, processo este que é incompleto e
imperfeito nesta vida, embora bastante real. Você precisa aprender a lutar e a dominar todos os seus
desejos pecaminosos, inclusive o desejo de ter relações com pessoas do mesmo sexo, da mesma forma
que os crentes heterossexuais lutam e dominam seus desejos de prostituição, fornicação, adultério,
impureza e pornografia.

No seu caso, após a conversão você recobrou a atração pelo sexo oposto, casou com a Rita e tiveram
dois filhos. Mas isto nunca significou que você ficaria livre da tentação pelo mesmo sexo, como você
está sendo tentado agora. Outros, não conseguiram casar e optaram por viver solteiros, no celibato, sem
relações sexuais com qualquer pessoa. Resolveram renunciar a tudo para se manterem fiéis a Cristo
que disse que o caminho é estreito e a porta é apertada. Em qualquer situação, Sandro, a vitória
consiste em resistir ao desejo e seguir o caminho da obediência, que é a mesma coisa para os
heterossexuais.

Acredito que você está desanimando desnecessariamente pois de alguma forma foi levado a pensar que
a conversão lhe libertaria completamente dos desejos que você tinha antes de conhecer a Jesus Cristo.
Espero que esta carta seja útil para trazer verdadeira libertação.

Por favor, não interprete minha carta erroneamente. Não estou limitando o poder de Deus ou dando
brecha para que você volte aos seus antigos pecados com a consciência tranquila. Como eu disse, as
relações homossexuais, na prática ou nas fantasias eróticas de quem se masturba diante de um
computador, são pecado e iniquidade. Ser tentado a fazer isto não é. Portanto, fique firme, continue a
praticar as disciplinas e exercícios espirituais, continue a conversar com a Rita e a abrir seu coração
para ela e a ver seu pastor regularmente. Conte comigo em tudo que precisar. Acima de tudo, não
desista, pois Deus nunca nos prometeu uma viagem tranquila, somente uma chegada certa.

Termino declarando a minha mais completa confiança na veracidade destas promessas bíblicas, que
deixo para sua meditação:

Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça (Rm
6.14). Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à
justiça. 21 Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos
envergonhais; porque o fim delas é morte. 22 Agora, porém, libertados do pecado, transformados
em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; 23 porque
o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus,
nosso Senhor (Rm 6:20-23).

Do seu irmão e amigo,


Augustus

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Postado por Augustus Nicodemus Lopes.


Sobre os autores:
Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja
Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana
doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.
O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe
dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.
O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.