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DIREIT O

ADMINIST RAT IVO – BRUNO BET T I

AULA10 - BRUNO BET T I - LICIT AÇÃO PART E1

1.LICITAÇÃO
1.1 CONCEIT O

Licitação é o procedim ento adm inistrativo disciplinado por lei em consonância

com um ato adm inistrativo prévio, que determ ina critérios objetivos para a seleção da

vantagem m ais vantajosa e a prom oção do desenvolvim ento nacional sustentável [1],

pautada na isonom ia e conduzido por um órgão de com petência específica.

Sendo assim , é um procedim ento adm inistrativo, ou seja, um conjunto de atos

adm inistrativos e não um ato singular. É um procedim ento adm inistrativo disciplinado

por lei [2] 8.666/93, 10.520/02(Lei do Pregão), 12.462/11 (Regim e Diferenciado de

C ontratação) e 13.303/16 (Lei das Estatais).

Além disso, destaque-se que é um procedim ento adm inistrativo disciplinado por

lei e por um ato adm inistrativo prévio que consiste no instrum ento convocatório.

Lem bre-se que a expressão instrum ento convocatório é gênero e que contém as

seguintes espécies: edital e carta convite.

C om o dito, a licitação é conduzida por um órgão de com petência específica que

é a cham ada com issão de licitação com disposição no art. 51 da Lei 8.666/93 que

dispõe:

Art. 51. A habilitação preliminar, a inscrição em registro cadastral, a sua alteração


ou cancelamento, e as propostas serão processadas e julgadas por comissão
permanente ou especial de, no mínimo, 3 (três) membros, sendo pelo menos
2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros
permanentes dos órgãos da Administração responsáveis pela licitação.
§ 1o No caso de convite, a Comissão de licitação, excepcionalmente, nas
pequenas unidades administrativas e em face da exigüidade de pessoal disponível,
poderá ser substituída por servidor formalmente designado pela autoridade
competente.
§ 2º A Comissão para julgamento dos pedidos de inscrição em registro cadastral,
sua alteração ou cancelamento, será integrada por profissionais legalmente
habilitados no caso de obras, serviços ou aquisição de equipamentos.
§ 3º Os membros das Comissões de licitação responderão solidariamente por
todos os atos praticados pela Comissão, salvo se posição individual divergente
estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em

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que tiver sido tomada a decisão.


§ 4º A investidura dos membros das Comissões permanentes não excederá a 1
(um) ano, vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma
comissão no período subseqüente.
§ 5º No caso de concurso, o julgamento será feito por uma comissão especial
integrada por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento da
matéria em exame, servidores públicos ou não.

O utrossim , destaca-se que na m odalidade convite a com issão de licitação

poderá ser substituída por um servidor especialm ente designado. Im porta atentar que

os m em bros dessa com issão terão r e s po ns abilidade s o lidár ia s alvo po s iç ão

individual dive r ge nt e de vidame nt e f undame nt ada e c o ns ignada e m at a.

Veja que o m andato da com issão de licitação será de 01 ano vedada a

recondução da totalidade dos m em bros para o período im ediatam ente subsequente.

Além disso, a licitação não é sigilosa, ou seja, é pública e acessível ao público

salvo o conteúdo da proposta até a respectiva abertura do envelope [3].

AT ENÇÃO. No que tange a com petência constitucional para legislar acerca de

licitações e contratos, trata-se de com petência privativa da União nos term os do art. 22,

XXVII da C RFB. C ontudo, im porta atentar que Estados e Municípios podem legislar sobre

licitações e contratos independentem ente de autorização form al da União e, nesse

caso, legislarão para adequar o tem a aos aspectos locais.

Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:


XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para
as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as
empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°,
III;

Nesse entendim ento, tem -se os seguintes julgados.

RE 423.560/MG. EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.


LICITAÇÃO E CONTRATAÇÃO PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL. LEI
ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE BRUMADINHO MG. VEDAÇÃO DE CONTRATAÇÃO
COM O MUNICÍPIO DE PARENTES DO PREFEITO, VICE-PREFEITO, VEREADORES E
OCUPANTES DE CARGOS EM COMISSÃO. CONSTITUCIONALIDADE. COMPETÊNCIA
SUPLEMENTAR DOS MUNICÍPIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. A
Constituição Federal outorga à União a competência para editar normas gerais

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sobre licitação (art. 22, XXVII) e permite, portanto, que Estados e Municípios
legislem para complementar as normas gerais e adaptá-las às suas realidades. O
Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que as normas locais
sobre licitação devem observar o art. 37, XXI da Constituição, assegurando “a
igualdade de condições de todos os concorrentes”. Precedentes. Esse julgado já foi
cobrado em prova com o seguinte questionamento: um determinado Estado editou
uma lei de licitação que exigia que o licitante apresentasse como documento para
ser habilitado a certidão negativa de violação dos direitos do consumidor. Dentro
da permissão constitucional para legislar sobre normas específicas em matéria de
licitação, é de se louvar a iniciativa do Município de Brumadinho-MG de tratar, em
sua Lei Orgânica, de tema dos mais relevantes em nossa pólis, que é a moralidade
administrativa, princípio-guia de toda a atividade estatal, nos termos do art. 37,
caput da Constituição Federal. A proibição de contratação com o Município dos
parentes, afins ou consanguíneos, do prefeito, do vice-prefeito, dos vereadores e
dos ocupantes de cargo em comissão ou função de confiança, bem como dos
Nesse caso o STF entendeu a referida lei estadual como inconstitucional. Assim, é
inconstitucional lei estadual ou municipal que traga exigência não disposto no art.
27 da Lei 8.666/93. servidores e empregados públicos municipais, até seis meses
após o fim do exercício das respectivas funções, é norma que evidentemente
homenageia os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa,
prevenindo eventuais lesões ao interesse público e ao patrimônio do Município,
sem restringir a competição entre os licitantes. Inexistência de ofensa ao princípio
da legalidade ou de invasão da competência da União para legislar sobre normas
gerais de licitação.
ADI 3.735. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LEI 3.041/05, DO
ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL. LICITAÇÕES E CONTRATAÇÕES COM O PODER
PÚBLICO. DOCUMENTOS EXIGIDOS PARA HABILITAÇÃO. CERTIDÃO NEGATIVA DE
VIOLAÇÃO A DIREITOS DO CONSUMIDOR. DISPOSIÇÃO COM SENTIDO AMPLO,
NÃO VINCULADA A QUALQUER ESPECIFICIDADE. INCONSTITUCIONALIDADE
FORMAL, POR INVASÃO DA COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR
SOBRE A MATÉRIA (ART. 22, INCISO XXVII, DA CF).
1. A igualdade de condições dos concorrentes em licitações, embora seja
enaltecida pela Constituição (art. 37, XXI), pode ser relativizada por duas vias: (a)
pela lei, mediante o estabelecimento de condições de diferenciação exigíveis em
abstrato; e (b) pela autoridade responsável pela condução do processo licitatório,
que poderá estabelecer elementos de distinção circunstanciais, de qualificação
técnica e econômica, sempre vinculados à garantia de cumprimento de
obrigações específicas.
2. Somente a lei federal poderá, em âmbito geral, estabelecer desequiparações
entre os concorrentes e assim restringir o direito de participar de licitações em

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condições de igualdade. Ao direito estadual (ou municipal) somente será legítimo


inovar neste particular se tiver como objetivo estabelecer condições específicas,
nomeadamente quando relacionadas a uma classe de objetos a serem contratados
ou a peculiares circunstâncias de interesse local. 3. Ao inserir a Certidão de
Violação aos Direitos do Consumidor no rol de documentos exigidos para a
habilitação, o legislador estadual se arvorou na condição de intérprete primeiro do
direito constitucional de acesso a licitações e criou uma presunção legal, de
sentido e alcance amplíssimos, segundo a qual a existência de registros
desabonadores nos cadastros públicos de proteção do consumidor é motivo
suficiente para justificar o impedimento de contratar com a Administração
local. 4. Ao dispor nesse sentido, a Lei Estadual 3.041/05 se dissociou dos termos
gerais do ordenamento nacional de licitações e contratos, e, com isso, usurpou a
competência privativa da União de dispor sobre normas gerais na matéria (art. 22,
XXVII, da CF). 5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.

Notas da m onitora:

[1] Será estudado em m om ento oportuno, quando analisado os princípios.

[2] Por várias leis inclusive, o que dificulta o estudo.

[3] Pois o licitante não pode saber de antem ão a proposta do outro licitante.

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