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CHICO XAVIER E OS SERES INTERPLANETÁRIOS

Observação: a palavra “médium” significa, no meio espírita:


pessoa com capacidade de contatar espíritos e deles receber
influências várias.

O significado que atribuímos ao termo, neste estudo, é um


pouco diferente: pessoa dotada de singularidades psíquicas
que, em ambientes propícios, acredita ser capaz de contatar
espíritos de mortos.

A vida extraterrena despertava em Chico Xavier grande empolgação. Da


mesma forma que costuma empolgar fiéis espíritas. Embalados pela
interpretação kardecista de que a declaração de Jesus − “Na casa de Meu
Pai há muitas moradas”− se refere à vida no cosmo, médiuns vários
mantêm contatos mediúnicos com viventes espaciais, ou recebem notícias
da espiritualidade, sobre a rotina de nossos hipotéticos irmãos
interplanetários. Ainda que nos dias atuais desconheça-se qualquer
evidência de viventes no sistema solar − até mesmo vida simples, como
seres unicelulares, está difícil de ser achada −, mesmo assim, sobrevive na
seara espiritista a convicção de haver seres inteligentes nos diversos
planetas. Entretanto, a fim de contornar as evidências negativas que as
pesquisas científicas apresentam, formulou-se a hipótese de “vida
espiritualizada”, portanto, inacessível aos nossos olhos e a qualquer
equipamento de observação...

Conforme a visão de Kardec, supostamente revelada por espíritos


superiores, todos os globos do universo são habitados. Levando-se ao pé
da letra tal declaração − e esta parece ter sido esta a intenção do codificador
−, não haveria um objeto celeste no qual não se encontrasse forma
inteligente de vida, o que incluiria a lua, e os satélites dos demais planetas.

No tempo de Kardec os telescópios eram pouco potentes e os recursos


modernos observação, como as sondas espaciais, sequer se imaginavam.
Desse modo, acidentes geográficos vislumbrados na lua e em Marte
pareciam construções artificiais, o que estimulava a crença de que seres
dotados de cultura tecnológica seriam nossos vizinhos. Ocorre que, já
naqueles tempos, pesquisadores contestavam a hipótese de vida nos
planetas de nosso sistema, devido às condições desfavoráveis neles
presentes, e Kardec conhecia tais contestações. Examinou-as e as deu por
insustentáveis, por exemplo, a respeito da possibilidade de habitantes na
lua, disse:
...mas fizeram-se a essa idéia, verdadeiramente
sedutora, objeções tiradas da própria ciência. A Lua, diz-
se, parece não ter mais atmosfera, e, talvez, água. (...)

Não se concebe que, uma semelhante objeção possa ser


feita por homens sérios. Se a atmosfera da Lua não pôde
ser percebida, é racional que disso se infere que não
exista? Não pode estar formada de elementos
desconhecidos ou muito rarefeitos para não produzir
refração sensível? Diremos a mesma coisa da água ou
dos líquidos que nela existam. Com relação aos seres
vivos, não seria negar o poder divino crendo impossível
uma organização diferente da que nós conhecemos,
quando, sob os nossos olhos, a previdência da Natureza
se estende com uma solicitude tão admirável até o
menor dos insetos, e dá, a todos os seres, órgãos
apropriados ao meio ao qual devem habitar, seja sob a
água, o ar ou a terra, seja mergulhados na obscuridade
ou expostos ao clarão do Sol? (Revista Espírita,
março de 1858)

O que diria Kardec aos espíritos, na atualidade, ante a constatação da


absoluta inexistência de vida na lua?

Dentre os planetas do sistema solar, Marte foi o que incrementou as mais


fecundas idealizações. Em regra, os marcianos eram imaginados
possuidores de conhecimentos elevados. Um efeito dessa crença foi o
velado receio de que um dias seríamos invadidos por marcianos ferozes,
dispostos a aniquilar os terráqueos, com seus canhões ultra-hiper-super
destruidores.

Curiosamente, a revelação exarada por Kardec, a respeito dos moradores


de Marte, ia na contramão da maioria das hipóteses. Para o codificador, os
marcianos seriam parvos e pouco desenvolvidos. Allan Kardec considerava
o planeta vermelho o menos instruído em todo o sistema solar, enquanto
Júpiter seria o de maior progresso. Nada obstante a observação de Kardec
sobre Marte constar de uma nota de rodapé em o Livro dos Espíritos, ele
afiança que a informação lhe fora passada pela elevada espiritualidade e,
portanto, merecedora de todo o crédito. Mais tarde, na Revista Espírita,
Kardec confirmou o que registrara no códice e teceu considerações mais
amplas sobre o assunto.

O atraso mental dos marcianos, imaginado pelo líder espírita, suscitou


dificuldades doutrinárias. Visto que a tendência disseminada era considerar
os de Marte mais desenvolvidos que os da Terra, surgia a dificuldade:
como conciliar a palavra do codificador, sobre marcianos em estado
primitivo, com o sonho geral de que fossem superinteligentes?

As soluções foram de diversas modalidades. Alguns simplesmente não


deram ouvidos ao postulado kardecista − mesmo sendo seguidores de seus
ensinos −, e apresentaram suas próprias conclusões, dando a elas o status
de verdade verdadeira, ou de verdadeira verdade. Possivelmente o primeiro
choque tenha ocorrido entre a palavra do codificador e a de seu amigo
Camille Flammarion.

Não dispomos de informações sobre o quanto Flammarion conhecia dos


escritos kardequianos. Sabe-se que o astrônomo era um inflamado adepto
do pensamento espírita. Apesar disso, muitas de suas considerações batem
de frente com a explanação de Kardec. Uma delas é a teoria dos mundos
habitados, vejamos o que diz um e outro. (Destaques nos textos de nossa
autoria)

TEORIA DOS MUNDOS HABITADOS


KARDEC FLAMMARION

Pluralidade dos mundos


55. São habitados todos os globos que A vida universal! disse eu. Os
se movem no espaço? planetas do nosso sistema solar serão
todos habitados? ... São habitados os
“Sim e o homem terreno está longe de milhares de mundos que povoam o
ser, como supõe, o primeiro em infinito? . . . Essas Humanidades
inteligência, em bondade e em perfeição. assemelham-se à nossa?... Conhecê-las-
Entretanto, há homens que se têm por emos algum dia? ...
espíritos muito fortes e que imaginam
pertencer a este pequenino globo o - Nenhuma razão há, acrescentou
privilégio de conter seres racionais. Urânia, para que todos os mundos sejam
habitados agora. A época presente não tem
mais importância do que as precedentes
Orgulho e vaidade! Julgam que só para
ou as que se hão de seguir.
eles criou Deus o Universo.”
A duração da existência da Terra será
Deus povoou de seres vivos os mundos, muito mais longa - talvez dez vezes - mais
concorrendo todos esses seres para o longa - do que a do seu período vital
objetivo final da Providência. Acreditar humano. Em uma dezena de mundos,
que só os haja no planeta que habitamos tomados ao acaso na imensidade,
fora duvidar da sabedoria de Deus, que poderíamos, por exemplo, conforme os
não fez coisa alguma inútil. Certo, a casos, achar apenas um atualmente
esses mundos há de ele ter dado uma habitado por uma raça inteligente. Uns o
destinação mais séria do que a de nos foram outrora; outros sê-lo-ão no futuro;
recrearem a vista. Aliás, nada há, nem estes se acham em via de preparação,
na posição, nem no volume, nem na aqueles têm percorrido todas as suas fases;
constituição física da Terra, que possa aqui, berços; além, túmulos; e depois, uma
induzir à suposição de que ela goze do variedade infinita se revela nas
privilégio de ser habitada, com exclusão manifestações das forças da Natureza, não
de tantos milhares de milhões de sendo a vida terrestre de modo algum o
mundos semelhantes. (O Livro dos tipo da vida extraterrestre. Seres podem
Espíritos) viver, em organizações inteiramente
diversas das conhecidas no vosso planeta.
Os habitantes dos outros não têm a vossa
forma, nem os vossos sentidos. São
outros. (Livro de Urania)

Kardec, alegadamente assessorado pela alta espiritualidade, garantia que


todos os globos celestes seriam habitados. Seu amigo Flammarion,
dedicado pesquisador dos astros e dado a visões mediúnicas, não se inibiu
de asseverar coisa bastante diferente: o fenômeno vida ocorria em cerca de
dez por cento dos corpos celestes. Hoje, sabe-se que ambos estavam
equivocados... Este é um forte indício de que tais lucubrações, embora
atribuídas à revelação espiritual, advêm, em verdade, das próprias
cogitações de seus idealizadores.

No tempo de Kardec a suposição generalizada de que Marte era habitado já


tomara forma. Especulamos que, no entanto, ainda não ganhara força a
idéia de que inteligências superiores ali vivessem. Talvez, por isso, Allan
Kardec tenha optado por colocar naquele planêta seres primitivos.
Gradativamente, porém, foi conquistando proeminência a concepção de
que civilizações avançadas residiriam no orbe vizinho. Em conseqüência, o
ensinamento do codificador perdeu terreno.

Flammarion era um astrônomo respeitado na segunda metade do século


XIX, era também um grande sonhador; por conta dessa qualidade, divagou
o quanto quis a respeito das características de nossos imaginados irmãos do
sistema solar. Façamos nova comparação entre o pensamento de Kardec e o
de seu amigo.

VIDA NO SISTEMA SOLAR


KARDEC FLAMMARION
Dia virá, e mui proximamente, pois que
Segundo os Espíritos, de todos os mundos estás chamado a vê-lo, em que o estudo
que compõe o nosso sistema planetário, a das condições da vida nas diversas
Terra é dos de habitantes menos províncias do Universo será o objeto
adiantados, física e moralmente. Marte essencial - e o grande encanto - da As-
lhe estaria ainda abaixo, sendo-lhe tronomia. (...) penetrarão o mistério da sua
Júpiter superior de muito, a todos os organização vital e discutirão a respeito
respeitos. O Sol não seria mundo habitado dos respectivos habitantes. Afirmarão que
por seres corpóreos, mas simplesmente Marte e Vênus se acham atualmente
povoados de seres pensantes; que Júpiter
um lugar de reunião dos Espíritos está ainda no seu período primário de
superiores, os quais de lá irradiam seus preparação orgânica; que Saturno plana
pensamentos para os outros mundos, que em condições inteiramente diferentes das
eles dirigem por intermédio de Espíritos que presidiram ao estabelecimento da vida
menos elevados, transmitindo-os a estes terrena, e, sem jamais passar por estado
por meio do fluido universal. Considerado análogo ao da Terra, será habitado por
do ponto de vista da sua constituição seres incompatíveis com os organismos
física, o Sol seria um foco de eletricidade. terrestres. Novos métodos farão conhecer
Todos os sóis como que estariam em a constituição física e química dos astros,
situação análoga. a natureza das atmosferas. Instrumentos
(...) aperfeiçoados permitirão mesmo descobrir
Muitos Espíritos, que na Terra animaram os testemunhos diretos da existência
personalidades conhecidas, disseram estar dessas Humanidades planetárias, e pensar
reencarnados em Júpiter, um dos mundos em estabelecer comunicação com elas. Eis
mais próximos da perfeição, (...). a transformação científica que há de
Finalmente, cumpre se considere que, assinalar o fim do décimo-nono século e
naquele mundo, como no nosso, múltiplos que há de inaugurar o vigésimo.
são os graus de desenvolvimento e que, (...)
entre esses graus, pode medear lá a
distância que vai, entre nós, do selvagem Todos os mundos, acrescentou ele, não são
ao homem civilizado. Assim, do fato de atualmente habitados. Uns estão na aurora,
outros no crepúsculo. Em nosso sistema solar,
um Espírito habitar Júpiter não se segue
por exemplo, Marte, Vênus, Saturno e vários
que esteja no nível dos seres mais dos seus satélites parecem em plena atividade
adiantados, do mesmo modo que ninguém vital; Júpiter parece não ter ultrapassado o seu
pode considerar-se na categoria de um período primário; a Lua já não tem, talvez,
sábio do Instituto, só porque reside em habitantes. ... (Livro de Urania)
Paris. (O Livro dos Espíritos)

À medida que examinamos os escritos de Kardec, comparando-os com os


de Flammarion, notamos as discrepâncias crescerem. Vimos, acima, que
Kardec dizia que Júpiter, embora estivesse “próximo da perfeição”,
abrigava níveis variados de seres evoluídos. Essa idéia harmonizava com a
concepção do codificador de que algumas raças eram superiores a outras.
Júpiter deveria vivenciar igual situação. Entretanto, Camille Flammarion
tinha outra interpretação.

KARDEC FLAMMARION
Finalmente, cumpre se considere que, - Jamais, repôs um dos Marcianos, jamais
naquele mundo, como no nosso, múltiplos vosso planeta medíocre atingirá a
são os graus de desenvolvimento e que, perfeição do nosso. Sois muito espessos.
entre esses graus, pode medear lá a (...)
distância que vai, entre nós, do selvagem
ao homem civilizado. Nossos adolescentes possuem tanta
ciência inata quanto Pitágoras,
Assim, do fato de um Espírito habitar Arquimedes, Euclides, Képler, Newton,
Júpiter não se segue que esteja no nível Laplace e Darwin após todos os seus labo-
dos seres mais adiantados, do mesmo riosos estudos. Os nossos doze sentidos
modo que ninguém pode considerar-se na nos põem em comunicação direta com o
categoria de um sábio do Instituto, só Universo; sentimos daqui, a cem milhões
porque reside em Paris. de léguas, a atração de Júpiter que passa;
(O Livro dos Espíritos) vemos a olho nu os anéis de Saturno;
adivinhamos a chegada de um cometa, e o
nosso corpo está impregnado da
eletricidade solar, que põe em vibração a
Natureza inteira. (Livro de Urania)

Nada obstante o discurso de Kardec referir-se à Júpiter, a idéia nela contida


podia ser aplicável a qualquer globo. Entretanto, para o astrônomo francês
os variados graus de evolução racial vistos por Kardec não existiam.

Entre Flammarion e Kardec havia divergências inconciliáveis em assuntos


interplanetários. Kardec acreditava na existência de habitantes na lua, no
subdesenvolvimento de Marte e na condição privilegiada de Júpiter.
Flammarion supunha que os habitantes da lua houvessem perecido; que
Marte era super-desenvolvido e Júpiter primitivo.

Necessário destacar que o escrito de Kardec é tido como revelação dos


espíritos. Desse modo, o que o codificador escreveu corresponderia ao
saber privilegiado da espiritualidade, em muito superior ao da ciência
terrena. A obra de Flammarion tem o aspecto de visão profética ou
reveladora. Em ambos os casos, no entanto, o que cada um disse não ia
além do conhecimento científico da época, acrescido das múltiplas
fantasias que formularam. Em suma, nada de espiritualidade em
comunicação, apenas férteis imaginações em atividade.

Vejamos exemplo de como o astrônomo interpretava suas observações


telescópicas do planeta Marte:

Nas noites subsequentes, observei Marte com o telescópio, mas


distraído por mil estranhas idéias. O planeta aparecia, no entanto,
admirável, e assim se mostrou durante toda a primavera e todo o
verão de 1888. Vastas inundações se haviam produzido em um de
seus continentes, na Líbia, tal qual já os astrônomos observaram
em 1883 e em diversas circunstâncias. Reconhecia-se que a sua
meteorologia e a sua climatologia não se igualam às nossas, e as
águas que cobrem cerca de metade da sua superfície sofrem
estranhas deslocações e variações periódicas, de que a geografia
terrestre nenhuma idéia pode dar. As neves do pólo boreal tinham
diminuído muito, o que provava ter sido o verão daquele
hemisfério bastante quente, embora menos elevado do que o do
hemisfério austral. Finalmente, houvera pouquíssimas nuvens
sobre Marte durante toda a série de nossas observações. (Livro de
Urania)
A paisagem de Marte, hoje se sabe, é de uma desolação infinda, no entanto,
ante os olhos generosos de Flammarion se transformava, regurgitando
belas visões. O astrônomo descortinou no ressequido planeta grandes
inundações. Observou neve nos pólos e, em outro trecho, fala de “árvores
despidas de folhas, cobertas de gigantescas flores vermelhas”. Para
completar − pasmem! − descreve cidades superpopulosas:

- Quais são os países de Marte mais povoados?

Somente as regiões polares (onde da Terra se avistam as neves e


os gelos derretendo-se em cada primavera) são as inabitadas; a
população das regiões temperadas é muito densa; mas são, ainda
assim, as terras equatoriais as mais povoadas (a população é tão
densa ali quanto a da China) e, principalmente, às margens dos
mares, apesar das enchentes. Grande número de cidades são
edificadas quase sobre a água, de algum modo suspensas nos ares,
dominando as inundações de antemão calculadas e esperadas.

É provável que a suposição da existência de inundações no planeta Marte


fosse comum aos astrônomos da época, visto não conseguirem observar
adequadamente, devido às limitações dos equipamentos disponíveis.
Entretanto, Flammarion inseria nesse panorama as coloridas idéias
provindas de seus sonhos. O único dado que bate com as suposições da
época, em vista das pesquisas atuais, é a existência de geleiras nos pólos
marcianos.

Por conta do que já vimos, que mostra o quanto a imaginação permeia os


supostos contatos mediúnicos, é possível apresentar uma definição do seja
mediunidade: a soma dos conhecimentos do médium, acrescidas das
idealizações que sua mente formula.

E Chico Xavier, onde entra? Logo, logo o veremos: o médium despontou


na ciranda espacial em inícios de 1930, com o livro “Cartas de uma morta”
e depois com uma crônica mediúnica, cuja autoria foi imputada a
Humberto de Campos. perceberemos que entre Chico e Flammarion
existem alguns laços curiosos.

Antes de chegarmos a Chico, falaremos de famosa médium, cujo prestígio


era elevado no início do século XX: Catherine Elise Muller of Geneva,
mais conhecida como Hélène Smith.
Hélène Smith foi cognominada por muitos a “maior médium de todos os
tempos”. Algo como um Chico Xavier de saias e chegou a realizar feitos
que o médium mineiro não ousou. À semelhança de Chico, com
Emmanuel, Hélène possuia um alter ego, chamado Leopoldo, cuja
personalidade, dizia-se, era completamente distinta da da médium, o que
reforçava a idéia de que se tratava de um legítimo ente espiritual a
assessorá-la.

A médium realizava contatos mediúnicos com Marte e tornou-se


especializada em conversar com os habitantes daquele planeta, alguns dos
quais seriam almas humanas lá reencarnadas. O ápice do trabalho
mediúnico de Hélène se deu quando passou a falar em marcianês. É fato de
que a língua constitue o grande ponto fraco de médiuns e regressionistas.
Certo médium nacional diz “receber” o espírito de um médico alemão, mas
se provocado a um diálogo germânico, o espírito lembra que esqueceu a
panela no fogo e desaparece. De modo semelhante, pessoas que regridem a
vidas passadas recordam múltiplas identidades, em várias civilizações,
quais a egípcia, romana, judaica, inca, atlante... e até entre extraterrenos.
Entretanto, se essas nobres figuras são convidadas a discursarem em seus
“idiomas natais” o fracasso é retumbante.

Com Hélène Smith tal não se dava, em várias ocasiões a médium vertera
mensagens ditas espirituais em vários linguajares, pois a moça era
habilidosa com idiomas. O marciano de Hélène ia além de mera sucessão
de sons desconexos. Crianças e adolescentes brincam de “falar” em outras
línguas, mas a qualquer observador é clara a simulação. Em certos
ambientes religiosos se vê algo parecido: fiéis alegam discorrer em
“línguas estranhas” e tartamudeiam palavras soltas, frases curtas, sem
semelhança com o discurso normal. Hélène Smith, contudo, se
pronunciava com a firmeza de quem domina um idioma estrangeiro.
Manifestava-se com segurança e coerência. Filologistas examinaram as
mensagens marcianas: constatou-se que se tratava de língua real, embora o
significado das palavras fosse desconhecido, a estrutura lingüistica se
reconhecia claramente.

Aparentemente, não havia dúvida: o contato inteligente com os marcianos


fora obtido! Se tal fosse verdadeiro, um mundo novo se abria perante a
humanidade. No entanto, no caminho de Hélène estava Theodore
Flournoy, psicólogo que acompanhou o trabalho da médium por um bom
tempo. Flournoy reconhecia o indiscutível talento de Hélène, mas não
estava convencido de sua mediunidade. Observara deslizes nos papéis que
a moça representava, como quando declarou-se reencarnação de um
personagem literário, chamado Lorenzo Feliciani. Ao ser noticiada que
Feliciani fora criação de Alexandre Dumas, Hélène não falou mais no
assunto...

Flournoy estudou criteriosamente o marciano falado por Hélène Smith.


Concluiu que o idioma fora inteiramente construído sobre a formatação da
língua francesa. O subconsciente da médium elaborara uma complexa
estrutura fonética, toda ela calcada no francês. Era um feito admirável, mas
que desbancava a suposição mediúnica: em realidade, a bem elaborada
mediunidade de Hélène Smith provinha de suas peculiaridades psíquicas.

Com Chico Xavier ocorreu caso parecido. A principal personalidade


espiritual que o acompanhava era o espírito Emmanuel, codinome de
Publius Lentulus. O caso é que existem bons estudos, disponíveis da
internet, que demonstram seguramente a inviabilidade histórica de
Lentulus, levando-nos à conclusão de que tal figura foi construída pela
psique do médium.

Essa constatação seria suficiente para pôr por terra a tese da comunicação
com espíritos. Entretanto, o mito Chico Xavier é muito forte. Necessário se
faz a realização de outros estudos, de modo a evidenciar que o médium
extraía de seus próprios dons naturais as mensagens imputadas à
espiritualidade.

Em decorrência, continuaremos nossa investigação, objetivando responder


de onde provinham as informações sobre Marte, relatadas pelo bondoso
Chico Xavier.

CARTAS DE UMA MORTA

O livro relata a aventura de Maria João de Deus no além-túmulo; esta era a


mãe de Chico Xavier, falecida em 1915, quando o médium contava cinco
anos. Da leitura, uma curiosidade salta à vista: Maria escreve à maneira
de Chico Xavier: a narrativa é toda vertida no mesmo estilo melífluo do
médium, Chico Xavier parece ter esquecido de criar um modo de escrever
próprio para a mãe. Mais um indício de que a mão de Chico simulava ser a
mãe de Chico. No início da obra Maria João assim se pronuncia:

Quero crer que a angústia, que naquele momento avassalou a


minh’alma, originou-se da profunda mágoa que me ocasionava a
separação do lar e dos afetos familiares, pois, apesar de crer na
imortalidade, sempre enchiam-me de pavor os aparatos da morte;
e dentro do catolicismo, que eu professava fervorosamente,
atemorizava-me a perspectiva de uma eterna ausência.

Desnecessário dizer que a genitora do médium, que se confessava em vida


ardorosa adepta do catolicismo, no além converteu-se ao espiritismo,
passando a visitar os vivos e a defender a reencarnação.

Antes de visitar o planeta Marte, Maria João de Deus fala de uma excursão
de estudos que realizara a um mundo de localização não revelada. O ponto
digno de destaque são as similaridades entre a narrativa de Chico Xavier e
o escrito de Camille Flammarion, vejamos:

CHICO XAVIER / Maria João CAMILLE FLAMMARION


Três Sóis de Cores Diversas (...) uma nova luz, pálida, azulada,
bastante estranha, chegava da região para
Penetramos numa atmosfera a qual Urânia me conduzia. Essa claridade
rosada, plena de luz, mas de nada tinha de terrestre, e não me
claridade suave, que se ir radiava recordava nenhum dos efeitos que eu
espalhando sons dentro da mais havia admirado nas paisagens da Terra,
harmoniosa das cadências que os nem entre os tons tão cambiantes dos
meus ouvidos es cutaram nas crepúsculos depois da tempestade, nem
condições de minha nova vida. nas brumas indecisas da manhã, nem
Sobre as nossas frontes, durante as horas calmas e silenciosas do
contemplávamos, então, um sol clarão da Lua no espelho do mar. (...)
magnífico, cor-de-rosa quase Qual não foi a minha estupefação, quando
enrubescido , empres tando ao me apercebi de que nos aproximávamos,
ambiente, em que nos movíamos, com efeito, de um sol absolutamente azul,
as mais estranhas cambiantes . igual a um disco brilhante que houvesse
Todavia, não ficou aí a novi dade. A sido recortado nos nossos mais belos céus
seguir, percebemos que uma estrela terrestres, e destacando-se luminosamente
esver deada brilhava no infinito dos em um fundo todo negro, todo constelado
céus, misturando as suas claridades de estrelas! (...) O sol azul crescia a olhos
esmeraldinas com as tonalidades vistos; mas, novidade tão singular quanto
róseas , que se estampavam em a primeira, a luz com que ele iluminava o
todas as coisas e, de repente, dito planeta se complicava de um certo
enquanto uma dessas estrelas se lado com uma coloração verde. Olhei de
encontra va no zênite e a outra novo para o céu e avistei um segundo sol e
prestes a desaparecer nos esse de um belo verde-esmeralda! Não
horizontes desse planeta acreditava em meus olhos.
maravilhoso, outro sol sur gia,
amarelo, cor de laranja - Estamos atravessando, disse Urânia, o
amadurecida, tonalizando como um sistema solar de Gama de Andrômeda, do
elemento novo as paisagens. qual ainda não vês mais do que uma parte,
ousadas concepções dos pintores pois ele se compõe, na realidade, não
terrenos ficaria aquém das sublimes desses dois sóis, mas de três, um azul, um
realidades por nós observadas, verde, e um amarelo-laranja. O sol azul,
referentes aos efeitos da luz, nesse que é o menor, gira em torno do sol verde,
e este gravita com seu companheiro em
sistema de encantamentos . redor do grande sol alaranjado que vais
avistar dentro em pouco.

É certo que os sóis são de cores diferentes, mas parece que Chico inspirou-
se na narrativa de Flammarion para idealizar um sistema trisolar parecido.

Vejamos, agora, a viagem de Maria João de Deus a Marte. Observaremos


que Chico Xavier deixou Kardec de lado e optou por inspirar-se na visão de
Camille Flammarion: em vez de deparar marcianos rudes e primitivos,
encontrou um povo avançado e dotado de poderes especiais. Parece que,
do codificador, Chico conservou tão-somente a tese da pluraridade dos
mundos habitados, o que, conforme vimos, não era apoiada por
Flammarion.

Todas essas distantes pátrias, que os vossos telescópios focalizam,


dentro da noite imensa, não poderiam estar vazias e abandonadas.
Não se com preende uma cidade edificada, rica de monumentos e
obras, sem habitantes e sem vida. Os planetas, que rolam no
infinito, constituem a família universal, por excelência. Cada um
deles comporta uma humanidade, irmã de todas as outras que
vibram na imensidade . (Cartas de Uma Morta)

Mesmo levando em conta essa “concessão” ao codificador, o sonho


marciano de Chico Xavier foi inteiramente erigido na plataforma montada
anteriormente por Flammarion, conforme veremos:

MARTE na visão de FLAMMARION MARTE na visão de CHICO XAVIER


(Extraídos de O Livro de Urânia)
A maior disparidade entre os
mundos consiste certamente na
grande elevação da nossa
Humanidade sobre a da Terra.
Nas questões astronômicas são emi-
Essa superioridade é devida nentemente mais adiantados do que
principalmente aos progressos seus companheiros da Terra,
compreendendo todos os fenômenos
realizados pela ciência astronômica e a maior parte dos mistérios da
e à propagação universal, entre natureza do vosso planeta.
todos os habitantes do planeta,
dessa ciência sem a qual é
impossível pensar com acerto, sem
a qual não se tem senão idéias falsas
sobre a Criação, sobre os destinos.
Há muito menos água em Marte do As águas são muito mais raras. As
chuvas quase que se não verificam,
que na Terra, e muito menos mostrando-se o céu geralmente
nuvens. sem nuvens.

A maior parte das nossas plagas são Vi oceanos, ape sar da água se me
afigurar menos densa e esses
praias, planícies iguais. Poucas mares muito pouco profundos.
montanhas possuímos, e os mares
não são fundos.

Os habitantes aproveitam esses Há ali um sistema de canalizações,


mas não por obras de engenharia
transbordamentos para irrigação das dos seus habitantes, e sim por uma
vastas campinas. Têm retificado, determinação natural da topografia
alargado, canalizado os cursos de do planeta que põe em comu -
água, e construído nos continentes nicação contínua todos os mares.
uma rede inteira de imensos canais.
[Observação : aqui Chico Xavier
introduz uma variante ao discurso
de Flammarion, enquanto aquele
afirma que os canais são
trabalhados pelos marcianos, Chico
preferiu vê-los unicamente obra
natural]

Não vi montanhas , sendo notáveis


A maior parte das nossas plagas são as planícies imensas, onde os
felizes habitantes desse orbe de -
praias, planícies iguais. Poucas sempenham as suas atividades
montanhas possuímos, e os mares consuetudinárias.
não são fundos.
[Observação : ambos se
equivocaram: as mais elevadas
montanhas do sistema solar estão
em Marte. Foram vistas elevações
com 24 km de altura! Dificilmente
deixariam de ser notadas por Maria
João e pelo astrônomo em viagem
astral. A suposição de Flammarion
e de Chico Xavier sobre as
montanhas advinham das
observações astronômicas da
época, que não visualizavam
claramente a topografia do planeta.
Daí, em seus sonhos proferirem tal
disparate. Mais um indício de que
não havia a participação da
espiritualidade nas fantasias por
eles elaboradas.]

Aqui não se come, nunca se comeu, Assegurou-me, ainda, o


não se comerá jamais. A criação desvelado mentor espiritual, que
tem-se desenvolvido gradual, a humanidade de Marte evoluiu
pacifica, nobremente, do modo pelo mais rapidamente que a da
qual começara. Os organismos se Terra e que desde os pródromos
nutrem, isto é, renovam suas da formação dos seus núcleos
moléculas, por simples respiração, sociais, nunca precisou destruir
qual o fazem as árvores terrestres, para viver, longe das
cada uma de cujas folhas é um concepções dos homens
pequeno estômago. - Na tua cara terrenos cuja vida não
Pátria, não se pode viver um só dia prossegue sem a morte e cujos
sem a condição de matar. Entre vós estômagos estão sempre cheios
outros a lei de vida é a lei de morte. de vísceras e de vitualhas(*) de
Aqui, a ninguém jamais acudiu a outros seres da criação.
idéia de matar, sequer, um pássaro.
[Observação : Chico, além de
Vós outros sois todos, mais ou assumir a posição condenatória de
menos, carniceiros. Tendes os Flammarion, contra o regime
braços cheios de sangue; os onívoro do homem, até fez uso da
palavra pouco comum utilizada por
estômagos estão repletos de Flammarion: vitualhas
vitualhas. (mantimentos)]

[Observação : Flammarion
acreditava que as árvores se
nutriam exclusivamente pelas
folhas, parece que não sabia que
as raízes também desempenham
papel nutricional. Em decorrência,
coloca a errônea convicção na boca
dos evoluídos marcianos, que
deveriam saber disso...]

Assim, há ali, quanto na Terra, uma O dia ali é igual ao da Terra,


sucessão de dias e de noites que não pois conta 24 horas e quase 40
difere essencialmente do que existe minutos, mas os anos constam
aqui, sendo de 24 horas, 39 minutos
e 35 segundos a duração do dia e de 668 dias, tornando as
noite. Havendo 668 desses dias no estações mais demoradas, sem
ano marciano, temos mais tempo transformações bruscas de
para os nossos trabalhos, ordem climática que tanto
investigações, estudos e prejudicam a saúde humana.
divertimentos.
[Observação : para que não ficasse
“igualzinho” Chico substituiu os “39
minutos e 35 segundos”, de
Flammarion, por “quase 40
minutos”.

Nunca tivemos vapor, nem Disse-me, ainda, o mestre desvelado,


que os marcianos já descobriram
caminhos de ferro, porque co- grande parte dos segredos das forças
nhecemos sempre a eletricidade, e a ocultas da natureza. Conhecem os
navegação aérea nos é natural. As profundos enigmas da eletricidade,
nossas frotas são movidas pela sabendo utilizá-Ia com maestria.
eletricidade, e mais aéreas do que
aquáticas. [Observação : Nos tempos de
Flammarion, e mesmo na época
que Chico escreveu “Cartas de uma
(...) morta”, as maravilhas da eletrônica,
que começaram a despontar na
Além disso ainda, sendo a década de 1960, não eram sequer
Humanidade marciana várias imaginadas. Daí a sintomática
dezenas de milhares de séculos situação dos marcianos: séculos de
anterior à terrestre, tem percorrido tecnologia à frente dos terráqueos e
não possuíam televisão, celular,
anteriormente a esta todas as fases
computador... Se na atualidade
do seu desenvolvimento. Os mais algum médium recebesse informes
transcendentes progressos de Marte, certamente falaria dos
científicos atuais da Terra não computadores ultra-avançados de
passam de pueris brinquedos de que dispunham. Mas, tanto Chico
criança, comparados à Ciência dos quanto Flammarion, como não
tinham a mínima idéia do assunto,
habitantes daquele planeta.
nada disseram. Outra evidência de
que as visões mediúnicas que
prolataram eram frutos de seu
próprio conhecimento.

Duas luas se acenderam em diversas Em vez do satélite, que ilumina


alturas, a primeira em forma de as vossas noites, observei que
crescente, por cima do lago em cujo Marte é servido por dois. Duas
seio o Sol se sumira; a segunda em luas que parecem gravitar uma
forma de primeiro quarto, muito em torno da outra, porém
mais elevada no céu e para do menores, muito menores que a
Oriente. Eram muito pequenas e não vossa.
lembravam senão de longe o imenso
facho das noites terrestres. Dir-se-ia
que de mal grado davam a sua viva,
mas pequena claridade.

Os habitantes de Marte são Vi homens mais ou menos


semelhantes aos nossos
muito superiores aos da Terra,
irmãos terrícolas, mas os seus
pela sua organização, pelo organismos possuíam
número e pela delicadeza de diferenças apreciáveis. Além
seus sentidos, e pelas dos braços tinham ao longo
faculdades intelectuais. O fato das espáduas ligeiras
de ser a densidade muito fraca protuberân cias à guiza de asas
na superfície daquele mundo, e que lhes prodigalizavam
interes santes faculdades
as substâncias constitutivas dos
volitivas. Percebi que a vida da
corpos menos pesadas lá do que humanidade marciana é mais
aqui, permitiu a formação de aérea .
seres incomparàvelmente
menos pesados, mais aéreos, [Observação : marcianos voadores,
tanto Chico, quanto Flammarion, os
mais sutis, mais sensíveis. viram...]

Se, por exemplo, pudéssemos [Observação : No trecho ao lado,


entrar algum dia em comunicação Flammarion, no seu sonho
com a terra vizinha em que habitas, mediúnico, foi informado de que os
marcianos tentavam contato com os
não em comunicação psíquica com da Terra, os quais não lhes
um ser isolado, qual o faço neste respondiam. Portanto, ele se referia
momento, mas com o próprio a seres de carne e osso, que
planeta, por centenas e milhares de queriam ser vistos pelos daqui. Isso
testemunhos, seria isso um põe por terra a alegação de que
gigantesco vôo para o progresso. quando os visionários falam de
Marte, referem-se a uma vivência
espiritualizada, fora do alcance de
- Poderiam consegui-lo desde já, se nossas vistas e dos equipamentos
o quisessem ; pois, pelo que nos de detecção que a tecnologia
toca, em Marte, estamos terrena domina...
inteiramente preparados para isso, e
o temos mesmo tentado já por Na crônica de Chico Xavier, que diz
muitas vezes. Os da Terra, porém, ser de Humberto de Campos, na
jamais nos responderam! Refletores próxima tabela, encontraremos a
mesma versão que aqui apresenta
solares, desenhando em vossas
Flammarion, a de que os marcianos
vastas planícies figuras geométricas, tentam, em vão, contato com a
provavam que existimos. Poderiam Terra. Um dos trechos diz:
responder-nos com figuras
semelhantes, traçadas em suas "Irmãos, ainda é inútil toda tentativa de
comunicação com a Terra rebelde e
planícies, ou durante o dia, ao sol, incompreensível! ]
ou durante a noite, com a luz
elétrica. Vós outros, porém, nem
nisso mesmo pensais e, se alguém
propusesse tenta-lo, os juízes
declará-lo-iam interdito, pois só
essa idéia está inacessivelmente
acima do consenso universal dos
cidadãos do teu planeta. Em que se
ocupam as suas assembléias
científicas? Em conservar o
passado. Em que se ocupam as suas
assembléias políticas? Em aumentar
os. encargos públicos. No reino dos
cegos os zarolhos são reis.

_______________________________

Vejamos, para finalizar o presente estudo, trechos da “viagem” de


Humberto de Campos a Marte, com nossos comentários. Neste episódio,
Chico Xavier põe na boca do grande escritor falecido, que não pode se
defender ou protestar, uma extravagante narrativa.

MARTE na visão de MARTE na visão de


“Humberto de Campos” Allan Kardec
Enquanto os astrônomos europeus e americanos O suposto espírito de Humberto de Campos
apresenta-se como observador privilegiado: os
examinam, cuidadosamente, os seus telescópios,
astrônomos terrenos tentavam ver alguma coisa
para a contemplação da paisagem de Marte, à de Marte por meio de telescópios (mais adiante,
distância de quase trinta e sete milhões de dirá que são fraquinhos, comparados com os de
milhas, preparando as lentes poderosas de seus Marte); enquanto ele observava in loco, podendo,
instrumentos de ótica, fomos felicitados com pois, dar testemunho muito mais seguro. Vamos
uma passagem gratuita ao nosso admirável ver se de fato foi assim...
vizinho do sistema solar(...).

A descrição das viagens, desde o princípio deste O que o autor nos diz é que não realizará a
século, é uma das modalidades mais descrição da viagem, porque se o fizesse talvez
interessantes da literatura mundial; todavia, o tivesse pouco a dizer.
homem que vá do Rio de Janeiro a Tóquio, de
No século XIX e parte do séc. XX, o estudo dos
avião, sem escalas de qualquer natureza, não clássicos e da Bíblia era comum nas escolas. Os
pode descrever o caminho, com os seus detalhes escritores costumavam fazer constantes citações
mais interessantes. (...) para se fazer entendido de personagens da mitologia, que eram facilmente
pelos companheiros da carne, teria de recorrer às entendidas pelos leitores. Na atualidade, a leitura
figuras mais atrevidas do mundo mitológico. dos textos clássicos foi posta de lado,
consequentemente, para os leitores modernos nem
sempre é fácil compreender as referências a tais
É por isso que apelarei aqui para o véu de Ísis figuras.
ou para o dorso de Pégaso, cuja patada fez
brotar a fonte de Hipocrene, no Hélicon das Pégaso era um cavalo alado, que nascera do
divindades. sangue da medusa, morta por Perseu. Segundo
algumas versões, quando o herói Belerofonte
conseguiu domar o potro e o cavalgou, este, com
um coice criou a fonte Hipocrene, no local onde
habitavam as ninfas.

Ísis era divindade egípcia, também conhecida na


Grécia. Seu véu esconderia dos homens o que
estava por detrás das aparências, ou seja, a
realidade das coisas.
A expressão usada por Chico − “apelar para o véu
de Ísis” − significa que manterá o relato do
percurso até Marte oculto.

Humberto, que em vida era dedicado pesquisador,


parece não ter tido tempo de ler os escritos de
Allan Kardec. Se o fizesse encontraria os
comentários:

Ao longe, divisei cidades fantásticas pela sua Suas moradias grosseiras, baixas como covil
beleza inédita, cujos edifícios, de algum modo, de feras, são repelentes pela incúria e pela
me recordavam a Torre Eiffel ou os mais desordem que aí reinam. (Revista Espírita –
out/1860)
ousados arranha-céus de Nova York.

Máquinas possantes, como se fossem movidas Sem indústrias, sem invenções, os


por novos elementos do nosso “hélium” habitantes de Marte gastam sua vida para
balouçavam-se, ao pé das nuvens, apresentando conquista de seu alimento. (Revista Espírita
um vasto sentido de estabilidade e de harmonia, – out/1860)
entre as forças aéreas.

O que deparamos na narrativa de Chico Xavier é a


continuidade de sua adesão ao pensamento de
Flammarion. O pior, sem qualquer explicação
sobre o porquê de ter desprezado o códice
kardecista.

O planeta avançado que “Humberto de Campos”


observou em nada corresponde àquele descrito
pelos espírito superiores a Allan Kardec.

Tive então ensejo de contemplar os habitantes “Nele veremos todas as paixões


do nosso vizinho (...). Notei, igualmente, que os desencadeadas e sem freio; o estado moral
homens de Marte não apresentam as expressões no último grau de embrutecimento; a vida
psicológicas de inquietação, em que se animal em toda a sua brutalidade; nada de
laços sociais, porque cada um não vive e
mergulham os nossos irmãos das grandes
não age senão para si e para satisfazer os
metrópoles terrenas. Uma aura de profunda seus apetites grosseiros; o egoísmo nele
tranqüilidade os envolve. reina com soberania absoluta, e arrasta
consigo o ódio, a inveja, o ciúme, a cupidez,
a morte.”
(Revista Espírita – março/1858)

(...), os marcianos já solucionaram os problemas


do solo e já passaram pelas experimentações da Eles não são canibais; suas contínuas
vida animal, em suas fases mais grosseiras. Não batalhas não têm por objetivo senão a posse
conhecem os fenômenos da guerra e qualquer de um terreno mais ou menos abundante em
caça. Caçam em planícies intermináveis.
flagelo social seria, entre eles, um
Inquietos e móveis como os seres
acontecimento inacreditável. desprovidos de inteligência, se deslocam
sem cessar. A igualdade de sua estação, por
(...) em Marte, o problema da alimentação toda a parte a mesma, comporta por
essencial, através das forças atmosféricas, já foi conseqüência as mesmas necessidades e as
resolvido, sendo dispensável aos seus habitantes mesmas ocupações; há pouca diferença
felizes a ingestão das vísceras cadavéricas dos entre os habitantes de um hemisfério a
seus irmãos inferiores, como acontece na Terra, outro. (Revista Espírita – out/1860)
superlotada de frigoríficos e de matadouros.

A vegetação de Marte, educada em parques Neste planeta a terra é árida; pouca


gigantescos, sofria grandes modificações, em verdura; uma folhagem sombria que a
comparação com a da Terra. É de um colorido primavera não rejuvenesce; um dia igual e
cinza; o sol, apenas aparente, nunca
mais interessante e mais belo, apresentando uma
prodigaliza as suas festas; o tempo escoa
expressão avermelhada em suas características monótono, sem as alternativas e as
gerais. esperanças das estações novas; não há
inverno, não há verão. (Revista Espírita –
out/1860)

Todos os grandes centros deste planeta, (...) Marte é um planeta inferior à Terra da
sentem-se incomodados pelas influências qual é um esboço grosseiro; não é
nocivas da Terra, o único orbe de aura infeliz, necessário habitá-lo. Marte é a primeira
nas suas vizinhanças mais próximas, e, desde encarnação dos demônios mais
muitos anos, enviam mensagens ao globo grosseiros; os seres que o habitam são
terráqueo, através das ondas luminosas, as quais rudimentares; têm a forma humana,
se confundem com os raios cósmicos, cuja mas sem nenhuma beleza; têm todos os
presença, no mundo, é registada pela instintos do homem sem o
generalidade dos aparelhos radiofônicos. enobrecimento da bondade. (Revista
Espírita – out/1860)

Aparelhos luminosos foram afixados, na praça (...)o tempo escoa monótono, sem as
pública, ao passo que presenciávamos a exibição alternativas e as esperanças das
de mapas quase irrepreensíveis dos nossos estações novas; não há inverno, não há
continentes e dos nossos mares. Teorias notáveis verão. O dia, mais curto, não se mede
com respeito à situação espiritual do planeta do mesmo modo; a noite reina mais
terrestre foram expendidas, entendendo longa. Sem indústrias, sem invenções,
perfeitamente as idéias dos estudiosos que as os habitantes de Marte gastam sua vida
expunham, através da linguagem universal do para conquista de seu alimento.
pensamento. (Revista Espírita – out/1860)

Enquanto os melhores aparelhos da América (...) por toda aparte, enfim, monotonia e
possuem um diâmetro de duzentas polegadas, violência; por toda a parte, a flor sem a cor
com a possibilidade de aumentar a imagem de e o perfume, por toda a parte homens sem
previdência, matando para viver.
Marte doze mil vezes, a astronomia marciana (Revista Espírita – out/1860)
pode contemplar e estudar a Terra, aumentando-
lhe a imagem mais de cem mil vezes, chegando
ao extremo de examinar as vibrações de ordem
psíquica, na sua atmosfera.

Na tabela anterior, na qual identificamos


— "Irmãos, ainda é inútil toda tentativa de algumas similaridades entre os discursos de
comunicação com a Terra rebelde e Flammarion e de Chico Xavier, vimos no
incompreensível! (...). Lá, os Irmãos se devoram escrito do astrônomo a mesma idéia aqui
exposta: a de que os marcianos tentavam
uns aos outros, com indiferença monstruosa! Os
contatar a Terra, que não respondia.
povos não se afirmam pelo trabalho ou pela
cultura, mas pelas mais poderosas máquinas de
morticínio e de arrasamento. (...). A ciência de As mulheres lançam-se sobre os homens;
seres como esses não poderia entender as mais abandonadas, mais famélicas, não são
vibrações mais elevadas do Espírito! (...) Tão senão suas mulheres.(...) alimentam e
singulares desequilíbrios provocaram na guardam suas crianças junto delas até o
personalidade terrestre um sentido bestial que completo desenvolvimento de suas forças, e
lhe corrompe os mais preciosos centros de força as repelem sem remorso, sem uma
lembrança. (...)
(...). Irmãos, (...) peçamos ao Senhor do
Universo para que as modificações, precisas ao Quando um desses homens vai morrer, ele é
seu aperfeiçoamento, sejam menos dolorosas ao logo abandonado e sozinho, estendido,
coração de suas coletividades! Oremos pelos pensa pela primeira vez; um vago instinto se
nossos companheiros, iludidos nas expressões apodera dele; como a andorinha advertida
animais de uma vida inferior, de modo que a luz de sua próxima migração, ele sente que tudo
se faça em seus corações e em suas não está acabado, que vai recomeçar
consciências, possibilitando as vibrações alguma coisa desconhecida. Ele não é
recíprocas de simpatia e comunicação, entre os bastante inteligente para supor, temer ou
dois mundos!..." esperar, mais calcula às pressas suas
vitórias ou seus defeitos; pensa num número
de animais que abateu, e se regozija ou se
aflige segundo os resultados obtidos.
(Revista Espírita – out/1860)

Concluindo: Chico Xavier talvez não tenha percebido: com sua psicografia desrespeitou
tanto o escritor Humberto de Campos quanto o codificador do espiritismo.

No que toca ao escritor maranhense, Chico o constrangeu a assinar crônica que em vida
jamais autografaria.

Relativamente a Allan Kardec, o médium mineiro desdisse o que o patrono da doutrina


afirmara tratar-se de revelação da superior espiritualidade (ou seja, desacreditou a
Kardec e aos espíritos). Sabemos que Kardec e Chico Xavier estavam tremendamente
equivocados em suas descrições sobre Marte. Porém, por coerência, Chico deveria ter se
conservado fiel à argumentação de Kardec. Nem isso fez.

Podemos, pois, aceitar, como querem nossos amigos espíritas, a autenticidade das
alegadas comunicações mediúnicas?
_______________

Lendo não poderia deixar de externar minha opinião sobre o assunto.

A codificação Kardequiana nos faz saber que tanto o perispírito quanto


o corpo são formados por matéria retirada do meio ambiente onde está o
espírito. Tanto é que quando um espírito migra de um mundo para outro,
tem que reconstituir o seu perispírit, e óbviamente também o corpo.

Se formos analisar os meios ambientes dos planetas do nosso sistema


solar, veremos que todos eles são inapropriados para a vida humana tal
qual existe na Terra. O homem ademais está perfeitamente adaptado ao
ambiente da terra. Até a ausência de gravidade, que acomete aos
astronautas que ficam muito tempo nas estações orbitais provoca a atrofia
dos músculos do corpo, constituindo-se esse o maior obstáculo para uma
viagem a Marte tripulada que levaria 6 anos de ida e volta.

RESPOSTA: esta é uma dificuldade, sem dúvida, porém à medida que


houver efetivo interesse em uma viagem tripulada até Marte, o problema
deverá ser equacionado, possivelmente com a construção de equipamentos
de exercitação adequados.

O planeta Júpiter por exemplo tem um força gravitacional tão maior do


que a da terra que um gás rarefeito na terra, lá se transformaria em um
sólido, e um ser humano que de lá se aproximasse seria imediatamente
esmagado pela força gravitacional.

RESPOSTA: correto, contudo, se nalgum tempo houver condições de


viajar-se até Júpiter, essa situação será enfrentada com a tecnologia da
época, que será capaz de contornar o óbice; ou, na hipótese contrária: não
haverá viagens para Júpiter...

Evidentemente está portanto frente a esses conhecimentos que seres que


por ventura habitassem esses mundos teriam que ter uma constituição
completamente diferente da nossa. Um exemplo claro disso existe no
nosso próprio mundo. Nas profundesas dos oceanos existem seres
animais que só podem existir lá onde a pressão é imensa a tal ponto que
um submarino não consegue ir lá, mas apesar de tudo lá existe vida
animal habitando em completa escuridão. escuridão para os nossos olhos.

RESPOSTA: você está corretíssimo, cada ser estará adaptado ao seu


ambiente. O problema é que as várias concepções sobre extraterrenos,
sejam marcianos, sejam outros, muitas vezes sequer abordam a questão.
Pintam-nos, os alienígenas, muito assemelhados conosco. A vida em outras
esferas celestiais, se houver, pode ser tão diferente da que conhecemos que
qualquer forma de contato seria inexeqüivel. O caso é que os médiuns,
volta e meia, estão conversando com viventes de outras plagas...

Por outro lado o que podemos realmente ver? A nossa visão é


extremamente limitada a um tal ponto que dizem os especialistas, só
conseguimos perceber 1/8 do que está a nossa volta. A luz visível que as
nossas retinas conseguem perceber é apenas uma diminuta, quase
insignificante faixa do espectro das ondas eletromagnéticas, pois a luz
nada mais é do que uma irradiação de uma onda eletromagnética. As
cores que percebemos são as variações de frequência dessa diminuta
faixa. Alguns animais conseguem perceber frequencias um pouco acima
e um pouco abaixo, resultando na percepção de frequencias que a ciência
chama de infravermelhas ou de ultra violetas quando estão acima ou
abaixo do espectro visível.

RESPOSTA: o problema da “invisibilidade” dos habitantes de Marte, não


seria propriamente problema. Conforme você bem explicou: sabe-se que
nossos olhos só conseguem captar estreita faixa do espectro de freqüências,
até mesmo aqui, na Terra, o que a visão nos mostra é apenas uma parcela
da riqueza de imagens que contemplaríamos caso nosso aparato visual
fosse mais desenvolvido. No entanto a ciência humana já possui
equipamentos capazes de perceber muito além daquilo que os olhos
captam. Desse modo, mesmo que não pudéssemos vislumbrar nossos
irmãos espaciais, com equipamentos adequados o óbice seria superado. O
caso é que os defensores da “invisibilidade alienígena” os colocam num
patamar inalcançável por qualquer tecnologia terrena. Isso soa, não como
uma afirmação sensata, sim como uma fuga.

Sabemos que existem nesse momento vários espíritos a nossa volta, e


esses espíritos não conseguem se perceber a todos, porque de acordo
com a sua faixa vibratória, tornam-se invisíveis uns para os outros. A
existência desses seres espirituais é favas contadas, ou ainda existem
dúvidas sobre a existência deles? Existem dúvidas sobre as mesas
girantes, sobre as posessões espirituais? Esperamos que não, pois ai o
debate seria longo.

RESPOSTA: a teoria da “faixas vibratórias” tem um ponto fraco. Segundo


ela, o grau de desenvolvimento moral acompanha a singeleza dos corpos:
quando mais desenvolvido o espírito, mais sutil seria seu invólucro carnal.
Um segundo ponto é que os espíritos desenvolvidos conseguiriam ver os
que lhes estão na escala inferior, mas não seriam capazes de contemplar os
de nível superior. Pois bem, aceitando-se tal proposição e acatando-se a
informação disponibilizado por Kardec sobre os marcianos, nós teríamos
de vê-los e eles não o conseguiriam em relação a nós. Isso porque, o
codificador noticiou que os de Marte são “inferiores”. Além disso, teríamos
também de visualizar os espíritos primitivos que estão à nossa volta, uma
vez que estes também vibrariam dentro do espectro captado por nossa
visão. Entretanto, até hoje não consegui visualizar nenhum espírito...
Quanto às possessões e às mesas girantes, não é que existam dúvidas sobre
tais fenômenos, as dúvidas estão nas interpretações que a eles são dadas...
Por isso, creio que o debate será longo mesmo...

Os especialistas espaciais descobriram um tipo de bactéria que sobrevive


ao ácido, e portanto poderia existir em Marte, por outro lado será que a
NASA que é quem tem as melhores informações sobre o espaço nos diz
toda a verdade? Será que já fizeram contacto com seres de outros
planetas e nos contaram a verdade?

RESPOSTA: existe a suposição de que a NASA e outros órgãos escondem


informações. Talvez isso aconteça. Mas, como não sabemos que tipo de
informações são ocultadas, qualquer especulação é fútil. Pode ser que as
sondas espaciais tenham descoberto jazidas de ouro em Marte e a NASA
decidiu ficar quietinha. Enquanto isso, imagina-se que estão escamoteando
informes sobre vida espacial...
Outra coisa: para grupos religiosos, que apostam na vida em Marte, só
interessa vida inteligente. Microorganismos, que para a ciência teria
importância incalculável, para aqueles não valem coisa alguma...

Existe um site na Internet que mostra inclusive fotos do que parecem ser
construções na LUA, e afirmam que o acidente com a Apolo 13 que teve
que ser desligada para poder dar um RESET e poder voltar a TERRA foi
na verdade atacada. Depois dessa excursão á lua, o homem nunca mais
voltou lá. Porque?

RESPOSTA: Porque o homem não mais voltou a lua é fácil de explicar:


atualmente não há interesse econômico para o financiamento da onerosa
viagem. Provavelmente no futuro as visitas àquele astro serão retomadas.
Existem muitas coisas que são parecidas com aquilo que a imaginação
queira conceber e que não passam de exercícios de criatividade. Muitos
deleitam-se em explorar exaustivamente essas pretensas parecenças −
porque há mercado consumidor para tal − mas nada, ou muito pouco, de
útil se extrai dessas divagações.
Portanto o que podemos afirmar? NADA. Dentro dessa visão, eu prefiro
ficar com KARDEC. Não com Flamarion pois esse não está autorizado
pelos espíritos iluminados.

Quando a visão exarada no livro "CARTAS DE UMA MORTA" de


Chico Xavier, as visões ali informadas podem ser semelhantes às que
forma vivenciadas por ANDRÉ LUIZ na colônia que tem o nome de
NOSSO LAR.
Totalmente imperceptível para os nosso limitados sentidos.

RESPOSTA: Certo, porém, conforme demonstramos, Chico Xavier foi


buscar em Flammarion, e não em Kardec, inspiração para suas narrativas
sobre Marte.

SAUDAÇÕES

Ola Montalvao,

Seria interessante mudar o assunto do e-mail para


CHICO XAVIER E OS SERES INTERPLANETÁRIOS.

Abraços
Crrobb2006

As Falhas da NASA e os UFOs

O ARTIGO seguinte foi escrito por Ray Keller, diretor do OSIRIS


(Outer Space International Research and Investigations Society-- P.O.
Box 882., Hilmar, CA 95324). Keller publicou o artigo em abril de
1994, antes do “defeito” que supostamente evitou que a sonda descrita
cumprisse inteiramente a sua missão. Isto não é nada de novo, já que
quase um quarto de século depois de termos bem sucedidamente pousado
na Lua e retornado a Terra , e os subsequentes avanços científicos, o
mínimo que a NASA poderia fazer era enviar sondas não tripuladas para
os planetas vizinhos. O programa espacial russo tinha tido duas falhas
infelizes com a perda de suas duas sondas marcianas PHOBOS. Houve a
falha do telescópio Hubble, depois a falha do OBSERVER de Marte, e
agora a falha da sonda CLEMENTINE mencionada por Keller, a seguir de
seu mapeamento da superfície lunar. Deixaremos o leitor julgar qual
das seguintes possibilidades é a mais admissível:
Apenas pura incompetência científica

Intervenção e Desabilitação por parte de alienígenas

Supressão de informação por parte do governo

Uma combinação de todas as acima.

“EBEs 3 -- NASA 1”, por Ray Keller:

“As entidades biológicas extraterrestres (EBEs) tem tido a mão superior em 1994,
tirando do ar o satélite de comunicações da Telsat canadense neste Sábado, 15 de
janeiro de 1994. E agora estão chamando a nossa atenção para o fato de que dois outros
satélites explodiram segundos apenas após terem sido lançados!!!

“Fontes de OSIRIS na América do Sul estavam a postos em Kourou, Guiana Francesa,


para assistirem o lançamento de um foguete não tripulado Ariane levando a bordo um
satélite turco e europeu para o espaço, em 24 de janeiro de 1994, Segunda feira.
Segundo estas testemunhas, um raio estreito mas intenso de luz verde
atravessou uma nuvem e atingiu o foguete logo que ele tinha saído do
solo e estava ganhando altitude sobre os mares vazios. Este foi a primeira
falha de lançamento de um foguete Ariane nos últimos quatro anos,
embora a NASA tenha advertido a ESA (European Space Agency) que
os EBEs podiam disparar algum tipo de ataque surpresa sobre um ou
mais dos satélites em órbita ou neste lançamento em particular. OSIRIS
tem sido informado que os operadores da NASA mantém uma forte
presença em Kourou, e também em uma área de lançamento altamente
secreta no Brasil ocupada por técnicos chineses em algum lugar perto da
fronteira com a Venezuela. Também, Guillermo Aldunati, editor da
conceituada revista UFO SEARCH e ANTICIPATION na Argentina, nos
tem dito que os cientistas da NASA e os militares acompanhantes
argentinos tem presenciado uma intensa onda UFO na província de Entre
Rios, mais ou menos a 80 milhas de Buenos Aires, capital da Argentina.

COMPLEMENTO: porém, as testemunhas não são unânimes nos relatos. Algumas


dessas alegam terem presenciado duendes espaciais utilizando canhões ultra-
ortodônticos e fulminando os foguetes, unicamente por estarem perturbando seus sonos
boreais.

Outros falam de aparições angélicas, que vigiam os limites das ações humanas e sempre
que os homens tentam ultrapassar essas fronteiras, os anjos derribadores interferem. E
este teria sido o caso na guiana, uma vez que seres alados foram registrados naquelas
plagas dias antes.

Por fim, há quem diga que o raio de luz verde foi a retrojeção do monstro vomitão,
cujas excrecências são extremamente ácidas para os metais dos engenhos foguetais.
Quando a gosma nojenta entrou em contato com a fuselagem dos bólidos a tragédia
tornou-se inevitável.
“Em qualquer dos eventos, a NASA rapidamente teve uma resposta!
Enquanto que a sonda conjunta do DEPARTMENT OF DEFENSE / NASA
“CLEMENTINE” não cumpriu todos os requisitos para seu lançamento, até
o final de março de 1994, o Presidente Clinton e o Vice Presidente
Al Gore estavam alarmados com o ataque UFO ao foguete Ariane. Clinton
naquela noite usou o telefone vermelho e colocou todas as nossas
forças aeroespaciais em Alerta Vermelho. Ele também ordenou ao
comandante da base aérea de Vandenberg na Califórnia para fazer com
que a estrutura de Clementine “ficasse pronta o mais rápido
possível!”

“A CLEMENTINE I é a primeira exploração lunar lançada em 21 anos. A


cabeça da NASA sentiu que era tempo de chamar os militares porque os
estavam tendo muito sucesso em sabotar ou aniquilar completamente tudo
que as agências espaciais tentavam colocar lá. A sonda Clementine será
a primeira (que saibamos) a usar um sensor ancorado construído segundo
as especificações do Departamento de Defesa para defesa de mísseis e
para fazer uma foto de reconhecimento do lado escuro da lua, onde
muitos acreditam que os EBEs tem estabelecido bases ofensivas de
estágio. Fontes internas da NASA tem dito que a sonda é equipada
também com o que há de mais recente em tecnologia SDI/Star Wars, i.e.
um raio desintegrador de partículas1 – três vivas à NASA! Já era
tempo! (Muitos “Não-Intervencionistas” no passado afirmaram que os
Greys estavam sendo estritamente monitorados pela “Federação” por
qualquer sinal de intervenção não endossada pelos governos da Terra.
Verdade, os nazistas trouxeram suas interações passadas com os Greys
para os EUA por meio de seu Cavalo de Tróia fascista Bavariano: a CIA.
Em um sentido os americanos são culpados por permitirem este “inimigo
de dentro” ganhar posições na Inteligência americana. Entretanto,
isto não significa que outras nações – as Nações Sul Americanas por
exemplo – tenham “concordado” com a intervenção das forças do Império
Grey dentro de suas próprias fronteiras. Poderíamos dizer que um
ataque a uma nave terrestre como é o caso de Ariane seria um caso
definitivo de intervenção não provocada. Mas então, novamente, se
alguém fosse cuidadosamente estudar a história da intervenção dos
reptilianos-greys “ em assuntos humanos, eles veriam vários casos de
ataques não provocados sobre humanos que não deram permissão a seus
atormentadores aliens para interferirem em suas vidas. – ou em um caso
de cenário ainda pior – ser usado como cobaia para experimentos
genéticos, fonte de “fórmulas com secreções”, implantações etc. Os
reptilianos pensam que eles podem ir adiante ganhando o consentimento
de humanos por meio de fraude ou engano. Por exemplo, é inteiramente
possível hipnotizar um homem e dar a ele uma arma carregada, falar a
ele que é uma arma de brinquedo e mandar atirar em alguém. O homem é
capaz de fazer isto sob hipnose ainda que não concorde de jeito algum
com as idéia de matar alguém. E uma pessoa pode ser assim enganada e
tomar parte em atividades como estas que eles conscientemente
certamente se recusariam. Os Greys usam o engano para motivarem os
humanos a desempenhar atividades que eles naturalmente não executariam
– como atos de sabotagem contra sua própria raça ou país sem saber o
que estão de fato fazendo por causa do contexto inteiro de suas ações
está baseado em uma mentira programada. E assim os Greys/EBEs podem e
o fazem, violar os desejos humanos por meio de motivações enganosas
dos objetivos humanos. – os abduzidos que caso contrário se recusariam
a se engajar em certas atividades se a consciência deles não tivesse
sido violada e corrompida pelas mentiras ou meias verdades enganosas
dos aliens - Branton)

COMPLEMENTO: enfim, terráqueos, abram os olhos com os greys, senão vocês estão
f*. Nunca lhes emprestem suas escovas de dentes, pois jamais as verão de volta.
Guardem suas mulheres com muito cuidado e comam rapidinho seus BigMacs.

“Depois de sua foto de bases de disco na superfície do lado escuro da


lua (um projeto que muito bem sucedidamente foi levado adiante -
Branton), a Clementine usará o próprio campo gravitacional da lua par
criar um efeito e empurra-la adiante em um curso de colisão com um
asteróide vermelho conhecido como GEO-GRAPHOS. Um oficial da NASA que
deseja permanecer anônimo e que trabalha no AMES RESEARCH CENTER em
Moffet Field, Califórnia, disse recentemente para um repórter de
OSIRIS, “Sabemos que os Greys tem uma base em Geographos. Nos últimos
seis meses ele tem feito 12 correções de curso. E em dezembro 1993, o
chamado asteróide repentinamente “libertou” o que parece ser uma coisa
em forma de lua, embora isto não seja esférico mas pareça-se
cilíndrico em suas formas.”

COMPLEMENTO: é isso aí: sabíamos, sem sombra de dúvida, que a NASA esconde
informações sobre os greys. Esses nazianos nunca prestaram. O greys realizando
fabulosos bailes funks na face oculta da lua e nós aqui sem poder curtir o barato. Por
isso é que digo: abaixo a NASA!

“Ele acrescentou, “Ficamos doentes com estes Greys “cegando e


destruindo” nossos satélites. De qualquer forma, iremos jogar toda a
nossa tecnologia de defesa contra eles e realmente colocá-los a correr
atrás do dinheiro deles. Que diabos, estamos começando a pensar que os
Greys podem ter explodido a CHALLENGER. Os instrumentos chave naquele
bebê são cinco sensores avançados especificamente destinados para
detectar e rastrear mísseis. Nós empregamos neles 75 milhões da
Organização de Defesa de Mísseis Balísticos do Departamento de Defesa.
Definitivamente desta vez não iremos perder tempo. Estes sensores tem
a máxima acurácia; eles poderiam remover cirurgicamente um mosquito do
rabo de um cavalo a 245 milhas de distância. Estamos indo para cima
Zetas (greys) e empurrar tudo isto em suas goelas abaixo!!”

COMPLEMENTO: os greys são maus, mas às vezes são bons. Uma vez eu precisava
de algum pra pagar uma prestação nas Casas Bahia e um deles me emprestou. Cobrou
juros de apenas 10%. Contudo, é verdade que eles adoram explodir as coisas.
Explodiram o vesúvio, o Etna, o Krakatoa. Explodiram com a bolsa de Nova Iorque em
1930. E, ouvi dizer, estão pensando em explodir com todo o sistema solar. Mas se a
gente pagar uma skol pra eles é capaz de mudarem de idéia.

“O “asteróide “ Geographos e sua acompanhante forma lunar estão


atualmente nas vizinhanças de Júpiter. A Clementine, usando a lua como
um “estilingue” será capaz de pegar velocidade suficiente no espaço
para encontrar com o objeto por volta de julho. Não é interessante que
os astrônomos mundiais tenham sido prevenidos sobre “colisões de
asteróides” em Júpiter quase ao mesmo tempo, programado para causar
uma apresentação de fogos intergalácticos? Um outro cientista da NASA
de Ames disse que cada um dos sete asteróides a colidirem com Júpiter
causarão uma explosão muito mais massiva que a que seria causada por
uma explosão nuclear de 100 megatons! Isto soa como uma cortina de
fumaça para os armamentos de Star Wars que certamente serão empregados
contra os Greys. Mais tarde, em julho de 1994, Ray Keller e Elaine
Douglass divulgaram a seguinte informação sob o título de “CLEMENTINE
PROBE FIZZLES”. Keller começa com este seguinte comentário editorial:

“...a sonda foi capaz bem sucedidamente de atingir o lado escuro da


lua, mas os dados obtidos talvez tenham sido altamente
classificados... A Clementine foi a primeira sonda equipada com um
sistema de defesa de raio de partícula, e muitos no campo UFO
acreditam que sua missão primária era a de mapear as bases aliens no
lado escuro da lua e destruir Geographos, que eles acreditam é uma
plataforma espacial alienígena. Os mesmos ufólogos também afirmaram
uma crença de que a “forma lunar” era algum tipo de cargueiro tentando
acoplar com Geographos.

COMPLEMENTO: desconfiamos que, na verdade, os greys utilizam o lado escuro da


lua para queimarem uma erva sem serem perturbados. Digo isso, porque sempre que
voltam de lá vêm com os olhos vermelho e não dizem coisa com coisa. Acho bom que
as missões saneadores acabem mesmo com essa pouca vergonha.

“Oficiais do Departamento de Defesa estão tentando manter público o


anúncio da falha de Clementine o mínimo possível. Mas muitos na
comunidade UFO acreditam que nada há de errado com Clementine e que
ela continue a sua missão. Este suposto “defeito” pode nada mais ser
que uma outra cortina de fumaça. Parece que se repete o episódio do
Mars Observer.”

Seguindo seus comentários no editorial, Keller publicou o artigo


seguinte intitulado “HOW LONG CAN NASA KEEP THE BIG SECRET?”, de
Elaine Douglass, Organizer, Operation Right to Know/End UFO Secrecy
Now., 1801 Clydesdale, NW., Suite 501.,Washington DC 20009. Algumas
das passagens mais interessantes são reproduzidas abaixo:

“Há indicações que a agência espacial, NASA, está tão inflada com o
segredo UFO que não poderá mantê-lo por muito tempo... Por exemplo, o
ex diretor da NASA disse abertamente em abril, para a revista
INTERNATIONAL UFO LIBRARY que a sonda Mars Observer não está morta,
mas de fato, está enviando imagens para a NASA. Além disso, MAURICE
CHATELAIN disse, muitas destas imagens serão logo publicadas, “a
despeito da cobertura oficial.”

COMPLEMENTO: é fato, a NASA não poderá manter o segredo por muito tempo: as
bases da Pizza Hunt estão prontas para serem instaladas. Noticio, pois, aqui em primeira
mão. Tomem logo seus lugares na fila: a calabreza já acabou, só temos napolitana e
parmegiana.

“...Neste meio tempo, a edição para a costa oeste do noticiário da NBC-


TV transmitiu esta importante história a 3 de maio: a missão NASA-DOD
que agora deixa a Lua está sendo enviada a Marte ao invés de ir para o
asteróide, como planejado anteriormente. Esta informação não foi
transmitida para a costa leste. Pesquisadores de Marte que telefonaram
para os serviços de cópias em vídeo clips ( da transmissão)
primeiramente foram informados que as cópias estavam disponíveis e
então, no dia seguinte elas não estavam mais. No outro dia o NEW YORK
TIMES contou que devido aos “cortes de orçamento”, o DOD estava
tentando abortar completamente a missão de Clementine. “...parece que
a NASA está em conflito com uma outra agência. Por exemplo, houve
duas tentativas de sabotagem na camera de Mars Observer antes da
partida do Observer (foram os agentes da “Alternativa Três” que
estavam por de trás destas tentativas de sabotagem? -Branton).
Surpreendente!

COMPLEMENTO: notícia de última hora: os marcianos acabam de ligar. Dizem que


não vão tolerar pousos desautorizados em seu território. As naves que desobedecerem
são imediatamente rebocadas para o depósito do Marcitran, donde só liberadas após
pagamento dos emolumentos pertinentes.

( Richard) Hoagland nos trouxe esta história. Foi colocado duas vezes
lixo na parte interna das lentes da camera. ( QUARTERLY JOURNAL OF THE
MARS MISSION, Winter 1994. 122 Dodd St.,Weehawken, NJ 07087) .

“Parece que alguém está gritando um grande “não!” para NASA ir até
Marte e de fato eles podem – porque isto é uma falha da “falhada”
missão de Mars Observer que tem acelerado a perda de controle da NASA
sobre o grande segredo (De uma maneira similar, um “alguém” misterioso
contatou a Agência Espacial Russa antes que esta enviasse as sondas
PHOBOS e advertiu que não seria permitido que estas sondas
completassem as suas missões! - Branton) “Se a NASA não tivesse
voltado a Marte no ano passado a agência teria como manter uma cortina
sobre a controvérsia sobre as formas anômalas de terreno em Marte (a
“face” de Cydonia e estruturas associadas). Mas uma vez tendo ido ao
ar, a NASA ficou sob pressão intensa para refotografar a face. A
especulação é a inesperada forte pressão e razão pela qual NASA
resolveu afirmar que a missão estava perdida. E exatamente antes que a
perda fosse anunciada, um novo elemento a se acrescentar se tinha
levantado para a NASA -- o formidável Stanley McDaniel.
COMPLEMENTO: o problema não é esse. A problemática está com o prefeito de
Marte II, aquele gordo asqueroso, lubrificado a euro galático. A maior dificuldade é que
ele aumenta o valor da mordida a cada descida. Ninguém mais aguenta, tá parecendo até
o Maluf-buf-buf.

“Muitas pessoas pensam que o Relatório McDANIEL sobre a NASA e as


formas de terreno de Cydonia conduziram a NASA a dar este passo
desesperado. Um relatório pode não parecer grande coisa mas isto é
somente até você ler o relatório de McDANIEL REPORT ( Cópias do
McDANIEL REPORT podem ser pedidas para N. ATLANTIC BOOKS., Box
12327., Berkeley, CA 94701 por $22.50 cada) . Este relatório é
devastadoramente crítico para a NASA e também expõe Carl Sagan como um
agente de desinformação. Porque Mr. Lichtenstein, Mr. Rockefeller,
Mr. Bigelow, Mr. Andrus ou Mr. Hall não subsidiaram este relatório de
alta qualidade acadêmica para distribuição ao Congresso? “SE A NASA
TEM MENTIDO SOBRE A PERDA DO MARS OBSERVER, ESTE É O ATO MAIS
AUDACIOSO DE FRAUDE POLÍTICA DE TODO O SÉCULO. McDaniel, se
premeditadamente ou não, acrescentou calor na NASA. Um, porta-voz da
NASA foi a TV mostrando sinais de stress, e dez minutos mais tarde a
NASA anunciou que o Mars Observer estava perdido. Logo os vazamentos
começaram. Hoagland, McDaniel, Bob Oechsler e outros receberam
telefonemas dizendo que o anúncio era um acobertamento. Agora o ex
diretor de Comunicações da NASA, MAURICE CHATELAIN, colocou tudo isto
a limpo.

COMPLEMENTO: o único relatório que até o momento merece crédito oficial é o


RABINHOTI2, documento ultra-secreto, emitido em conjunto pelas forças beneméritas
da White Irmandade. Este escrito contém as atas das últimas reuniões, o nome dos
cachaceiros e a profissão daquelas mulheres esquisitas que estavam por lá.

“Muitas pessoas que trabalham na NASA estão agindo estranhamente. Por


exemplo, eles encontram com pessoas relativamente estranhas em lugares
públicos movimentados e falam a altas vozes sobre o engano super
secreto. Os cientistas da NASA estão acompanhando alguns
investigadores ufológicos em expedições observadoras de UFO e vistos
UFOs com ele . “Quando a entrevista com Gordon Cooper foi divulgada,
na qual Cooper fala sobre uma nave alienígena de engenharia reversa, a
cobertura seguramente estava bem perto deste final. E os astronautas
tem sido deixados de lado por um tempo...”

COMPLEMENTO: tem um desses caras da NASA que parece ter a munheca


quebrada, fica agitando ela pra cá e pra lá e falando assim: oi querida, oi santa, te
adoro! Os companheiro dizem sempre ao vê-lo: “que cara mais esquisito!”.

“...( Richard) Hoagland disse que pessoas que estavam falando com ele
tem recebido ofertas para se calarem. “Venha e trabalhe conosco no
lado oculto”, Hoagland diz que é o que eles tem ouvido.

“No lugar de Marte, Hoagland está agora enfocando a Lua. Há estruturas


artificiais na Lua, ele afirma, e assim também o faz Maurice
Chatelain. Em seu artigo, Chatelain casualmente deixa “cair a bomba”
que a missão Apollo encontrou “várias estruturas geométricas de
origem não natural “ na Lua. E de fato, algum tipo de surpreendente
livro de figuras foi publicado agora: EXTRATERRESTRIAL ARCHAEOLOGY, de
David Childress ( ADVENTURES UNLIMITED PRESS, PUBLISHERS”NETWORK.,
Box
74., 303 Main St., Kempton, IL 60946 -- for$21.00 cada) ... (Nota:
Richard Hoagland apresentou uma palestra surpreendente na Universidade
Estadual de Ohio onde revelou, entre outras coisas, o seguinte: a
NASA foi originalmente criada com um espírito que encorajava o
completo acesso público a toda informação recebida. Entretanto, um
relatório do BROOKINGS INSTITUTE que foi escrito pouco depois de sua
inclusão advertia que artefatos aliens que foram descobertos pelo
programa espacial poderiam desequilibrar o balanço social, amedrontar
fanáticos religiosos, e desapontar o “establishment” científico e de
engenharia, e que portanto estas descobertas deveriam ser mantidas
ocultas para o público. Em resumo, manter as massas no “circo” e não
deixar que vejam além disto, porque elas não estão maduras o bastante
para lidar com a verdade sem entrar em pânico. O ponto da superfície
lunar mais perto da Terra – e o centro exato do disco lunar como é
visto da Terra – é perto da cratera UKERT, que justamente acontece de
conter um notável e aparentemente perfeito triângulo ou tetraedro cujo
desenho cabe perfeitamente dentro do “círculo” da cratera. A geometria
do tetraedro é muito similar ao desenho matemático dos monumentos na
região de Cydonia em Marte, que por seu turno é baseado nas fórmulas
matemáticas e geométricas exatas das pirâmides de GIZA no Egito;
Hoagland mostrou slides de fotografias lunares, algumas das quais eram
de domínio público e outras tinham sido previamente suprimidas do
público e obtidas por meio de boa sorte e ingenuidade. Estas incluem
múltiplas visões de uma área a oeste de UKERT onde há um “shard”
isolado que se eleva 1,5 milha sobre o horizonte e se amplia de uma
base mais estreita. Além e a esquerda deste “shard” está outra torres
enorme de 6-7 milhas de altura com uma base em tripé e um área cúbica
no alto que tem mais de uma milha de diâmetro. Parece com uma enorme
torre de controle de tráfico aéreo (ou espacial?), esta estrutura
cristalina parece estar sustentando um enorme “domo” com um enorme
rede geométrica como um sistema de grade, embora o domo e as “torres
gêmeas” pareçam estar parcialmente amassadas e retorcidas por
bombardeio meteórico ou possivelmente por um antigo ataque nuclear.
Estas estruturas são claramente visíveis em fotografias ampliadas por
computadores que Hoagland conseguiu divulgar para o público. Hoagland
acredita que a sonda Surveyor 4 que desapareceu nesta área pode Ter
sido esmagada contra uma destas torres. De fato, segundo Hoagland, uma
torre na mesma região, apelidada de “castelo” alcança a incrível
altura de 30 milhas no ar de 1/6 da gravidade da terra no meio
ambiente da superfície lunar. Um eminente geólogo, Dr.Cornett,
“estremeceu” quando viu uma destas fotografias suprimidas da área em
questão, se referindo a uma área fora do domo como “Los Angeles” já
que os padrões geométricos não podem Ter sido naturais e de fato
parecem as ruínas de uma enorme cidade que foi devastada por algum
tipo de catástrofe antiga. Uma destas fotos suprimidas da Apollo 10, a
de número #4822, mostrou um incrível grupamento de construções lunares
artificiais. Hoagland e seus associados tiveram sucesso em obter
diferentes imagens desta mesma fotografia de várias agências de
pesquisa espacial, e muitas destas imagens tinha sido alterada – por
meio do airbrush? – do original, enquanto outras foram super expostas
ou sub expostas para que os artefatos aliens não pudessem ser
detectados. Também, Hoagland afirmou que a NASA acredita que o vidro
seria o material perfeito para a construção de uma arcologia ou
“ecologia artificial” para a biosfera da lua porque o vidro é profuso
devido a poeira lunar e num meio ambiente sem ar e sem água o vidro
tem uma resistência estrutural que se aproxima do aço - Branton)

“Chatelain disse que iria revelar o que aconteceu aos astronautas na


lua em um artigo futuro...

“Seja quem for da NASA que colocou as duas fotos Viking da face de
face Marte nos registros abertos há 17 anos atrás é um patriota. Mas
pelo que ouvi, entretanto, nem todas as imagens interessantes foram
disponibilizadas. E aqui está o que os pesquisadores de Marte Vince
DiPietro e John Brandenburg me contaram que tinha acontecido a poucos
anos atrás. Um estudante graduado da Universidade Estadual de
Louisiana telefonou várias vezes para DiPietro muito animadamente e
descreveu uma foto de Marte enumerada da NASA. A foto da superfície
marciana mostrava um grupo de seis faces. Cada uma parecia a face de
Cydonia. Quando DiPietro tentou obter a foto, um professor disse que
ela havia se perdido”...

“A pesquisadora UFO Linda Howe disse que um oficial militar contou a


ela que ele estava ouvindo relatos de uma guerra no espaço. Pode mesmo
ser isto? “Um amigo meu recentemente chamou a NASA e ficou conversando
com um agente de imprensa e acabou tendo uma conversa confidencial.
Segundo meu amigo, esta pessoa disse: “NASA está muito fragmentada e
muitas pessoas na NASA querem a verdade. A “NASA a muito tempo não é
dirigida por ela mesma. Um grupo maior de Inteligência está dirigindo
a NASA.”

“...NASA está agora em uma disputa de poder com um outro grupo. (Nota:
O pesquisador Anthony Kimory afirma que cientistas neo-foguetes como
Wernher von Braun e Kurt Davis foram instalados em altas posições no
início da agência espacial, com a ajuda dos agentes da CIA-PAPERCLIP.
Pode este “outro” grupo de inteligência ser ligado com os ramos de
inteligência bavariana como CIA, NSA, MJ-12, AQUARIUS, WACKENHUT,
PAPERCLIP e assim por diante? - Branton). Os dois grupos discordam
violentamente sobre como conduzir as missões de Mars Observer e de
Clementine, e a evid6encia deste conflito está aparecendo.

“Nos escalões da NASA há várias fontes de descontentamento. As pessoas


que querem dirigir um programa espacial civil não estão familiarizadas
com as operações de inteligência correntes. Há pessoas zangadas de
terem que calar a boca por causa do grande segredo e ainda terem que
contar mentiras para o público. Há pessoas que estão preocupadas de
virem a ser processadas e presas por seus papéis em manter este
segredo. “Mesmo que os grupos dirigentes discordem, elas ainda são
obrigadas a manterem este acobertamento. Mas os escalões da NASA estão
se quebrando e os grupos dirigentes estão perdendo o controle sobre
estes escalões. É uma questão de tempo.” (Nota: Este artigo foi
concluído antes que a NASA e o DOD anunciassem a falha da sonda
Clementine devido a uma perda de combustível acidental. “Que
coincidência!,” nota a autora Elaine Douglass. “Sim, de fato uma
coincidência!” -- Ray Keller).

COMPLEMENTO: enfim, a verdade está toda aí, só não a vê quem não quiser. Depois
não digam que não avisei. Agora com licença, vou tomar uma soda em Mercúrio.

Prezado Montalvão

Montalvão disse: "Kardec, alegadamente assessorado pela


alta espiritualidade, garantia que todos os globos celestes
seriam habitados. Seu amigo Flammarion, dedicado
pesquisador dos astros e dado a visões mediúnicas, não se
inibiu de asseverar coisa bastante diferente: o fenômeno
vida ocorria em cerca de dez por cento dos corpos
celestes. Hoje, sabe-se que ambos estavam equivocados...
Este é um forte indício de que tais lucubrações, embora
atribuídas à revelação espiritual, advêm, em verdade, das
próprias cogitações de seus idealizadores."

Ivan: Sem desfazer esta sua hipótese, um outra


possibilidade seria que estas cogitações foram dos
Espíritos, que sem saber o que falavam, falavam sem
saber, comportamento típico de Espíritos pseudo-sábios.
Portanto, assumindo que a hipótese espírita seja
verdadeira, temos duas possibilidades: ou Kardec não
aplicou corretamente o seu método de pesquisa ou o
método se mostrou ineficiente.

RESPOSTA: pressupondo-se que espíritos efetivamente comuniquem, a


hipótese que apresenta é perfeitamente admissível. Só que acrescentaria um
problema tremendo à doutrina kardecista, pois o codificador afirmava ter
tomado precauções para obter somente mensagens de procedência segura e
sempre da alta espiritualidade. Se se aventar a possibilidade de que Kardec
tenha sido logrado por espíritos mal-intencionados, que confiança poderiam ter
os espíritas relativamente às demais comunicações, a maioria das quais é
recebida sem rigorosas filtragens?
Ivan: No mais, gostei muito do estudo e tenho a tendência
a seguir no mesmo caminho de suas observações. Claro
que não invalido toda a obra do Chico somente a partir de
um estudo preliminar como este, pois muito ainda
precisaria ser investigado para demonstrar que o médium
tirou tudo de sua cabeça. Acredito que um ponto
interessante a se contestar seria o trabalho de Carlos
Augusto Perandréa, intitulado "Psicografia à Luz da
Grafoscopia" (talvez vcs já tenho discutido sobre ele aqui
na lista, uma vez que ele consta nos arquivos da mesma)

RESPOSTA: é vero o que disse: até aqui não temos ainda material suficiente
para invalidar, não diria a obra, pois que os escritos de Chico demonstram ter
sido produzidos por quem talentoso, sim a alegada procedência espiritual
desses registros. Porém, à medida que o estudo evoluir − e esperamos
conseguir isso em tempo razoável −, acredito que será possível chegar a um
parecer aceitável sobre a real origem dos escritos mediúnicos.

Quanto ao trabalho de Perandréa, sem intento de desrespeitar a qualidade


técnica do autor e sua boa intenção, podemos dizer que há muita empolgação
em torno dessa pesquisa, além do que merece. Veja só, Pedrandréa
selecionou um caso, dentre as talvez milhares de cartas psicografadas que o
médium assinou, alegadamente reproduzinho dizeres e assinaturas dos
mortos; e, com base nesse caso, inferiu que Chico era capaz de reproduzir os
registros gráficos dos falecidos que contatava. Somente isso já significa uma
enorme limitação ao que nos é apresentado por alguns como “prova científica
da mediunidade”.

Porém, não páram aí as dificuldades. Peradréia, como bom técnico que é, não
pode deixar de ver na grafia mediúnica da senhora comunicante, tanto traços
do registro da falecida, quanto os do médium. Defendeu então uma esdrúxula
figura, um híbrido autográfico da suposta autora com o médium. Vejamos qual
foi a conclusão de técnico ao final de sua pesquisa:

Após todos os exames efetuados, com base nos estudos técnico-científicos de


grafoscopia, conforme comentários, fundamentações e ilustrações em
macrofotografias apresentadas, pode a perícia comprovar; sem margem de
dúvidas, e chegar às seguintes conclusões CATEGÓRICAS:

1a) a mensagem psicografada por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER, aos


22.07.78, atribuída a ILDA MASCARO SAULLO, contém, conforme
demonstração fotográfica (figs. 13 a 18), em "número" e em "qualidade",
consideráveis e irrefutáveis características de GÊNESE GRÁFICA, suficientes
para a revelação e identificação de ILDA MASCARO SAULLO, como
AUTORA DA MENSAGEM QUESTIONADA.

2-) em menor número constam, também, elementos de gênese gráfica,


coincidentes com os existentes na escrita-padrão de Francisco Cândido Xavier.
Chamo a atenção para o item 2 do parecer. Ora, em qualquer exame
grofotécnico, quando aparecem elementos de gênese gráfica de duas pessoas,
significa claramente que houve fraude. Trata-se de alguém tentando reproduzir
o modo de escrever de outrem. Alguns hábeis simuladores conseguem, às
vezes, iludir até quem tenha cursos na área. Fui caixa de banco durante alguns
anos e algumas vezes passavam por nós assinaturas tidas por autênticas, mas
que eram hábeis falsificações. Só se descobria o engodo por meio de exames
técnicos acurados, que estavam além do limites formativos de um caixa-
executivo. Provavelmente, fui aluno de Perandréa. Não diretamente, mas por
meio das apostilas − muito bem elaboradas, por sinal −, que o especialista
produzia para os cursos de formação no banco.

Desse modo, se excluírmos do contexto a mediunidade, não restaria dúvida: a


letra de Ilda Mascaro foi falsificada. Entretanto, o técnico alega que isso
ocorreu porque o médium introduziu inadvertidamente elementos de sua
gênese gráfica na da autora. Em suma, o trabalho é, no mínimo, inconclusivo.
É perfeitamente possível supor que Chico Xavier tenha visto o escrito de Ilda e
esforçou-se por reproduzir a letra. Duvido muito se Perandréa acataria como
legítimo um cheque assinado nessas condições...

Por fim, envio comentário sobre discussão a respeito do caso, realizada em


setembro de 2007:

Prezado Romário,

Não pretendi me referir ao exame grafotécnico das


cartas, quando aventei a idéia de que esse seria um
caminho mais simples para se identificar a presença de
Chico Xavier nas psicografias. Estava pensando, sim, no
estilo redativo contido nas missivas.

No que se refere ao trabalho de Perandréa, ainda que


lhe respeite a formação técnica e a lisura de intenções, a
análise que fez, quando muito, pode ser considerada
uma curiosidade, ou mesmo um descompromissado
exercício de buscar coincidências. Nada que pudesse
levar a eufórica manifestação de alguns, que classificam
o resultado da investigação como “prova científica da
comunicabilidade”. Creia, não faço tal asseveração mal-
intencionado: quem examinar com um pouco de atenção
o que Perandréa fez chegará a semelhante conclusão.

A fim de facilitar sua compreensão, leve em conta


apenas essas duas questões:
Primeira: o grande limitador na qualidade da empreitada
foi que Perandréia não lhe deu continuidade. Deveria ter
prosseguido a examinar as múltiplas assinaturas
psicografadas por Chico Xavier e compará-las com às
que os falecidos utilizavam em vida. Se a similaridade
fosse expressiva e indiscutível então teríamos uma
pesquisa de peso, o que certamente despertaria o
interesse de outros grafotécnicos em examinar esse
resultado. Fala-se que Chico Xavier psicografou
milhares de cartas, infelizmente, Perandréa trabalhou
com pouquíssimos casos e partir desses extraiu uma
conclusão geral.

Segundo: em alguns momentos de seu estudo,


Perandréa me parece mais generoso que deveria.
Considere a análise que fez da palavra “Ortensio”.
Trata-se de um nome próprio, constituído de 8 letras e 7
gramas. Ele encontrou equivalências em uma letra (t) e
em três gramas. O que significa que não houve
semelhança em 7 das 8 letras e em 4 dos 7 gramas. Ou
seja, cerca de 75 por cento está diferente. E ainda assim
ele considerou o resultado positivo!

Grande abraço,

Montalvão.

Nos mais, aguardo a continuação...

Abraços,

Ivan

Prezado Montalvão e demais,

pressupondo-se que espíritos efetivamente comuniquem, a


Montalvão disse:
hipótese que apresenta é perfeitamente admissível. Só que acrescentaria um
problema tremendo à doutrina kardecista, pois o codificador afirmava ter
tomado precauções para obter somente mensagens de procedência segura e
sempre da alta espiritualidade. Se se aventar a possibilidade de que Kardec
tenha sido logrado por espíritos mal-intencionados, que confiança poderiam ter
os espíritas relativamente às demais comunicações, a maioria das quais é
recebida sem rigorosas filtragens?

Ivan: Segundo Kardec foi utilizado um método. Cabe a nós refletir e questioná-lo (o método).
De minha parte, vejo inúmeras lacunas no que foi divulgado sobre a aplicação do mesmo,
neste sentido, infelizmente, Kardec não fez uso do detalhamento tão caro atualmente à ciência.
Caso a investigação sobre o método venha a concluir pela sua ineficiência ou pela sua
aplicação inadequada, ou ainda, ambos, então muitos princípios espíritas precisam ser revistos
imediatamente. Por outro lado, pode-se abstrair do método e "jogar" toda a responsabilidade
pelas informações contidas nas obras em Kardec, cabendo aos crentes espíritas debaterem o
conteúdo. Com relação às demais comunicações. obtidas pelos diversos médiuns, coloco-as
todas sob suspeita, uma vez que não temos detalhes sobre como as mesmas foram
produzidas, cabendo aos crentes acreditarem na honestidade daqueles que as receberam. Eu
prefiro uma crença mais metódica, estruturada... prefiro a ciência.

Montalvão disse: é
vero o que disse (ver e-mail abaixo): até aqui não temos ainda
material suficiente para invalidar, não diria a obra, pois que os escritos de
Chico demonstram ter sido produzidos por quem talentoso, sim a alegada
procedência espiritual desses registros. Porém, à medida que o estudo evoluir
− e esperamos conseguir isso em tempo razoável −, acredito que será possível
chegar a um parecer aceitável sobre a real origem dos escritos mediúnicos.

Ivan: Em meu ponto de vista, Montalvão, os estudos apontarão uma possível


correlação existente, mas serão incapazes de indicar razoavelmente para uma
origem dos escritos mediúnicos. Primeiro, porque assim se faz ciência de
temas complexos, principalmente aqueles que possuem inúmeras variáveis
intervenientes e sem controle nenhum. Segundo, porque novas variáveis foram
acrescentadas pela lógica kardecista, por exemplo, o que impede que D. Maria
João de Deus tenha tido contato com as obras de Flammarion no mundo
espiritual e adotado uma crença que foi passada ao Chico por via mediúnica?
O que impede que o Chico tenha mesclado as informações recebidas de sua
mãe com seu próprio conhecimento das obras de Flammarion? Como
determinar o correto momento em que o animismo dá lugar ao mediunismo e
vice-versa? Perceba que estou fazendo o papel do "advogado do diabo" :-). A
doutrina kardecista está muito bem amarrada em sua estrutura lógica, o que de
certa forma abre espaço para inúmeras contra-argumentações. É algo parecido
com o que muitos psicanalistas fazem quando alguém questiona os conceitos
psicanalíticos: é a resistência em ação!

COMENTÁRIO: como não cientista, suponho que um fenômeno


que se manifeste sob a influência de “inúmeras” variáveis e não
possa ser, de algum modo, controlado, ou se trata não de um,
mas de conjugação de fenômenos, que precisariam ser isolados,
de modo a permitir o estudo; ou se refere a alguma concepção
mística, resistente a qualquer análise, pois quando é contestada,
seus defensores criam hipóteses ad hoc para explicar as
incongruências que os cotejamentos mostrarem.
A investigação da produção psicográfica parece-me um caminho
fértil, no deslindamento dos mistérios mediúnicos, uma vez que o
autor do escrito pode, sem perceber, ter posto travas que
impeçam a inserção de explicações tapa-buraco. No caso das
mensagens de Maria João de Deus, as suposições que
apresenta, seriam insuficientes para explicar as coincidências e,
se admitidas, feririam conceitos da comunicabilidade. Se você
examinar o livro verá que a genitora do médium informa ter
viajado pessoalmente a Marte e lá presenciado o que narrou. Se
ela estivesse se baseado na suposta viagem que Flammarion
realizara ao planeta vermelho, algumas décadas antes, caberia
noticiar isso. Não sendo assim, a narrativa perderia
completamente a validade e o sentido, pois a conclusão seria a de
que a falecida estivesse mentindo (não seria um espírito de
confiança), ou teria vindo só pra confundir (o que agride os
pressupostos da saudável mediunidade).

De outro turno, sei que o fiel, que vivencia a mediunidade, ou a


ela aderiu por se sentir espiritualmente atendido, em pouco será
sensibilizado por estudos dessa natureza. No entanto, há quem
esteja se perguntando: será que é verdade mesmo? Para esses,
as reflexões como as que elaboramos (certamente existem outras
melhores) podem ser úteis.

Em verdade, trabalhos da espécie partem do espanto que as


propostas, no caso, espíritas suscitam. Poderíamos, por exemplo,
estar refletindo a respeito de temas ufológicos, mas nos
aproximamos do que nos desperta maior impressão. Em outras
palavras, essas meditações são a resultante do impacto que as
proposições espiritistas nos causam e − quem sabe? − podem
contribuir para que outros obtenham respostas às suas dúvidas
religiosas.

Montalvão disse:Quanto ao trabalho de Perandréa, sem intento de desrespeitar a


qualidade técnica do autor e sua boa intenção, podemos dizer que há muita
empolgação em torno dessa pesquisa, além do que merece. Veja só,
Pedrandréa selecionou um caso, dentre as talvez milhares de cartas
psicografadas que o médium assinou, alegadamente reproduzinho dizeres e
assinaturas dos mortos; e, com base nesse caso, inferiu que Chico era capaz
de reproduzir os registros gráficos dos falecidos que contatava. Somente isso
já significa uma enorme limitação ao que nos é apresentado por alguns como
“prova científica da mediunidade”.

Ivan: Somente uma retificação necessária em sua argumentação acima. A


conclusão do trabalho de Perandréa indica a existência de gênese gráfica entre
a carta psicografada pelo Chico e uma carta escrita pelo Espírito em vida. Em
nenhum momento há uma generalização como vc fez acima, cujos grifos são
meus.

COMENTÁRIO: concordo com sua retificação. A inferência a que


falei seria implícita, em vista da natureza do estudo. Realmente,
não está explicitada da maneira como apresentei. Em verdade, a
investigação de Perandréa teve objetivo mais ambicioso, qual seja
o de apresentar “prova científica” da sobrevivência do espírito. Por
outro lado, creio seja óbvio que os “registros gráficos” só podem
se referir aos que os falecidos produziam em vida, de outro modo
não haveria material de comparação.

Defendeu então uma esdrúxula figura, um híbrido autográfico da


Montalvão disse:
suposta autora com o médium. Vejamos qual foi a conclusão de técnico ao final
de sua pesquisa:

Ivan: Esta figura que vc chama de esdrúxula (hehehe), é na verdade muito


possível dentro dos conceitos kardecistas. É o que Kardec chamou de médium
psicógrafo semimecânico. Portanto, para o kardecismo não é esdrúxulo, mas
uma variação da mediunidade psicográfica, não sendo caracterizado como
fraude, mas sim como uma interferência do Espírito do médium na
comunicação.

COMENTÁRIO: Correto. O esdrúxulo está na inserção do


conceito espírita no método grafotécnico. Em termos religiosos,
ainda que não concordemos, aceitamos a suposição. Contudo,
um exame técnico “normal” não acataria tal excrescência.

IVAN: Concluindo, o trabalho de Perandréa é realmente inconclusivo, aliás,


quase todas as pesquisas em ciências humanas (a pesquisa mediúnica se
enquadra perfeitamente), são inconclusivas, pois apresentam fatores mais
qualitativos do que quantitativos. Como já rompemos com o positivismo nas
ciências sociais, os estudos são todos legítimos, desde que se detalhe
rigorosamente o método aplicado, ficando claro a existência de uma
complexidade impossível de ser totalmente contida por controles. Por exemplo,
no caso analisado por Perandréa existem lacunas flagrantes na pesquisa:
Chico teve contato com alguma carta da Sra. Ilda (uma entrevista com Chico e
outras pessoas resolveria, inclusives com parentes vivos da falecida)? Como
se explica o domínio do italiano? Uma análise mais detalhada caberia,
investigando o quanto o Chico dominava este idioma. Enfim, diversos outros
estudos seriam possíveis... àquela época, pois com a desencarnação do
médium e as crendices criadas em torno do mito fica cada dia mais difícil
averiguar os fatos em detalhes.
COMENTÁRIO: as lacunas que muito bem apontou, mostram que
a pesquisa olvidou pontos importantes que, em vista dessa
atitude, fazem com que o resultado seja altamente questionável.
Explicar o domínio do italiano não seria, a meu ver, dificuldade,
uma vez que não houve clara manifestação de familiaridade com
o idioma. A maioria de nós poderia verter um escrito simples em
língua estrangeira, notadamente se esse falar é próximo daquele
que dominamos. Entretanto, você tocou num ponto crucial: o
estudo de Perandréa, depois de identificadas as falhas e
limitações, poderia se tornar ponto de partida para outras
investigações com maior critério científico. Entretanto, e
infelizmente, parece que os espíritas ficaram satisfeitos com essa
limitada “prova” da sobrevivência.

Devo dizer que minha apreciação a respeito da pesquisa de


Perandréa não se baseia propriamente em “estudo”, uma vez que
não examinei ainda detidamente o experimento. Como, em
primeira leitura, surgiram os pontos controversos que citei,
suponho sejam suficientes para demonstrar as limitações desse
trabalho. Há ainda algumas questões que precisariam ser
esclarecidas, dentre elas, a que me parece mais importante seria
a conciliação entre a teoria das variabilidades psicográficas −
quais médiuns mecânicos, semimecânicos e intuitivos −, com a
teoria grafotécnica. Se não estou enganado, Kardec resguardou-
se contra contestações à psicografia, advindas das variações de
escrita (o médium com letra diferente da de quem psicografava),
postulando que somente alguns tipos de sentivos seriam capazes
de reproduzir o traço do defunto. Portanto, numa investigação de
maior amplitude, esses dados adicionais precisariam ser
considerados.

Por fim, caro Ivan, devo agradecer pelas ponderações e objeções


que apresenta, pois nos abrem novos vislumbramentos dentro
desse tema complexo.

Grande abraço,

Ivan

Comentários no site do vitor:


6 respostas a “CHICO XAVIER E OS SERES INTERPLANETÁRIOS –
EVIDÊNCIAS DE PLÁGIO”

1. Gilberto Diz:
2. January 14th, 2009 às 4:10 am

Moizés. Tu és uma pessoa que precisa de nossas preces, pois sair do caminho da
luz só pode levar-te às trevas. É claro que Chico e Flammarion tinham discursos
semelhantes. É lógico! Ambos tinham o MESMO conhecimento da verdade. Se
eu digo que o Maracanã é redondo, outra pessoa que o vê também o verá
redondo! Dizes que a ciência provou que os Grandes Médiums de Deus estavam
errados. O que sabe a ciência cética e prepotente? O conhecimento do ser
místico transcende o conhecimento do ser material. A verdade só nos é mostrada
através do Consolador profetizado por Cristo e revelado por Kardec.
Compreendo o teu desconhecimento e falta de fé. Os seres de Marte e dos outros
orbes são menos densos que os terráqueos, por isso não podem ser vistos. Não
compreendeste o óbvio? É claro que esses Grandes Médiums de Deus não
mencionavam as maravilhas eletrônicas de Marte, pois eles estavam se
comunicando com seres de suas épocas. Mencionar coisas que eles
desconheciam poderia confundi-los. Não me aprofundarei com refutações de tal
disparatado texto, deixando-o para pessoas mais preparadas, como o Sr. Carlos
Magno, que tem dez anos a mais de escolaridade que os católicos, segundo o
inconsistente IBGE e as imparciais revistas Época e Galileu. Com a palavra,
Carlos Magno!

Nivea Diz:

3. January 14th, 2009 às 4:08 pm

As pessoas acabam por jogar sua intolerância e descrença, sem saber que muitos
cegos enchergarão, que muitos surdos ouvirão, e não porque os homens
desejam, mas porque sua fé os curou…

Por que penso? O que nos faz funcionar? Somos máquinas humanas?

Tantas coisas sem sentido, mas sentido não é o que se procura e nem é a verdade
absoluta… é o que pensamos de nós e o que fazemos de nós e não o que os
outros fazem…

Com tanta guerra e maledicencia, temos escolhas em nos unir, independente de


qualquer acreditar… e ao invés de nos tornarmos defensores do nada, podemos
mudar o fim, ao invés de ficar tentando entender tanto o começo…

Abramos os olhos………

Não seremos castigados, porque são nossas as escolhas…. mas para que se
arriscar num mal que não faz bem nem a si mesmo…
Que Deus abençoe

Um abraço

4. Nivea Diz:
5. January 14th, 2009 às 4:12 pm

Só o amor e nada mais…. Isso encerra tudo

6. marcio Diz:
7. January 14th, 2009 às 6:15 pm

Excelente descoberta, trabalho e apresentação. Parabéns ao autor e ao blog por


dar-lhe espaço.

8. Renato Zanola Diz:


9. January 14th, 2009 às 7:42 pm

Caro Moizés.

Parabens pelo texto. Como Kardec nos ensinou - jamais dispensaremos a nossa
capacidade de análise.

Urania de Flammarion e Nosso Lar de CX/ Al, foram as duas primeiras obras
espíritas que li.

Sempre achei a primeira um tanto fantasiosa.

Mas o trabalho de Flammarion de tentar aproximar a ciência oficial do


espiritismo é louvavel.

Não esqueçamos q toda ciencia, filosofia e literatura é fruto de seu tempo e


lugar.

Abraços fraternos - Renato Zanola

Prezado

10. Carlos Magno Diz:


11. January 14th, 2009 às 9:53 pm

Moizés Montalvão:

-
Parabéns por se revelar uma pessoa com disposição férrea em pesquisas
literárias, mas não pela nítida intenção levada a cabo de derrogar o espiritismo
encarnado principalmente em Kardec e Chico Xavier.

Infelizmente, e a despeito da ironia mastodonte e provocação do Gilberto, não


entrarei nas minúcias do tema, exceto para dizer de maneira geral o seguinte:

1. Novamente vejo a abismal distância entre suas comparações literárias com


aquilo que realmente a mensagem veicula em linguagem para espíritas e
estudiosos sem preconceitos.

2. Para julgar por clichês analógicos buscando incongruências ou plágios, como


você teimosamente insiste, é necessário abstrair-se de um raciocínio pedagógico
a que você incita ao leitor, para de fato penetrar e ater-se a uma esfera de outra
causalidade e entendimento espiritual. Você acha isso possível?

3. Não adianta a ironia ao mencionar habitantes espirituais de níveas ou


ectoplasmáticas constituições para dissipar qualquer suspeita de que você não
aceita ou não vê congruências nessas existências.

4. Paralelo a sua abordagem, quero mencionar que a NASA nas suas tímidas
prospecções do solo marciano, não só encontrou indício de vidas unicelulares,
como, pluricelulares e provavelmente protozoárias e metazoárias tal como
existentes na Terra, bem como subsolo fértil em água, e também geleiras. Há
dois americanos aposentados, um da NASA e outro de uma grande companhia
associada, que juntos publicaram um livro em que mostram fotos proibidas
sobre os achados verdadeiros na Lua e em Marte. Tenho o nome do livro e seus
autores, mas como aqui o assunto é desmascarar o Chico e o Kardec, não cabe a
mim delatá-los.

5. Creio firmemente que para melhor qualidade de sua pesquisa, você deveria
freqüentar a escolinha kardecista, aonde poderia tirar dúvidas extra-campo
crítico, e enriquecer suas teses. No entanto, caso já a tenha freqüentado, por
favor conteste as versões e extrapolações curriculares passadas a viva voz pelos
mestres, com certeza anotadas numa boa agenda particular.

-
6. O crítico literário é sempre irresponsável perante a doutrina, vindo elaborar
teses e veicular criticismos, unicamente por achar o tema instigante, desafiador
ou meramente para o exercício de seu diletantismo intelectual. Não creio,
sinceramente, em arroubos de críticos desse naipe em visualizar-se paladinos da
verdade, hábeis iconoclastas ou encarnar um novo zorro tipo mexicano em
defesa da verdade para todos os cidadãos não vacinados, não eleitores e com
CPFs desatualizados.

Já o espírita tem a visão mais respeitosa, devocional, vive e sente a religiosidade


da obra em transcendente importância para suas aspirações nessa vida e após sua
passagem para outro plano. Sobraria do amigo crítico, alguma visão mais
otimista e menos negativa, ou quem sabe, um pouco mais talhada com verdades
contextuais na globalidade da doutrina e obras do Chico, que pudesse alentar e
aliviar o espírita de um possível dilema de ter abraçado somente mentiras e
enganos?

Acho deveras importante essa resposta do companheiro não somente para o


seguidor espírita, mas para um julgamento mais fiel de seu afanoso trabalho.

Abraços.

Gilberto Diz:
January 15th, 2009 às 12:19 am

Desculpe o exagero anterior. É que não pude me conter. À Nívea, um forte abraço e
obrigado pela aula de amor. Ao Carlos Magno, desculpe a provocação, saiba que eu o
respeito, como não poderia deixar de ser, pela sua inteligência e clara honradez de
postura e de crença. Ao Vítor e ao autor do texto, parabéns pela coragem e pioneirismo,
além de um parabéns extra por esta abertura de espaço. A internet é uma ferramenta
incrível, que vai mexer muito com o conhecimento humano e com a maneira que ele é
propagado, e o Vítor, entre alguns outros, sabe usar bem esse instrumento. Abraços mis.

PREZADO GILBERTO: se duas ou mais pessoas afiançam que o Maracanã


possui determinada forma, isso pode ser constatado e confirmado. Se Chico
Xavier e Flammarion viram homenzinhos voadores em Marte, enquanto Kardec
assegurou que ali viviam trogloditas, e hoje sabemos que todos se
equivocaram... e todos se diziam inspirados por espíritos, o que podemos nós,
simples mortais curiosos, pensar ? Ou os espíritos não sabem o que dizem, ou
não houve qualquer manifestação espiritual nesses episódios, e sim o uso da
capacidade criativa dos envolvidos. Infelizmente, meu estudo leva a essa
conclusão. Se houver argumentos que consertem tal constatação, estamos
prontos para conhecê-los. Quanto às preces, continue com elas, preciso muito e
agradeço.

NÍVEA,

O amor é o maior sentimento que Deus disponibilizou ao ente humano. Se o


soubéssemos cultivá-lo conforme os ditames divinos, mui diferente e muito
mais feliz seria nossa existência. Porém, no âmbito da discussão de idéias é
importante que apresentemos nosso pensamento, seja para acatar, seja para
contestar o que foi afirmado. Desse modo, enriquece-se a reflexão a respeito do
tema em apreciação. E todos crescemos um pouquinho que seja....

Felicidades.

..

Prezado Márcio,

Muito grato pelas palavras de estímulo.

Renato,

Muito boa sua explanação. Realmente, a ciência é fruto do contexto temporal em que
formulada. Já a filosofia nem tanto. Hoje ainda podemos apreciar o pensamento de
homens antigos e aplicá-lo, em boa parte, aos nossos tempos. Ocorre que no estudo em
questão, analisamos declarações que independeriam da época em que expressadas,
como a presença de cidades populosas em Marte, máquinas fenomenais em ação,
inundações, vegetação, etc.; já outro afiançava que ali viveriam seres semelhantes ao
homem primitivo. Foram afirmações categóricas que deveriam ser confirmadas quando
houvesse tecnologia para tal. Esta tecnologia está disponível e em vez de confirmação
temos a mais efetiva denegatória. Sorry...

Magno,

Gosto de seu modo de escrever. Revela qualidades que suponho literárias.


Sugiro que exercite mais e mais essa capacidade. Infelizmente, meu caro, sua
peroração não se presta ao cotejamento do texto que ensejou a manifestação. Se
puder demonstrar que Flammarion, Chico ou Kardec estavam corretos quando
viram habitantes em Marte, aí sim, poderemos prosseguir na discussão.
Indícios de vida simples em Marte podem existir, não falo disso. Mesmo porque,
para espíritas e espiritualistas, o que interessaria seria a presença de vida
inteligente, preferencialmente mais inteligente que a nossa. E essa é que não
aparece de jeito nenhum...

Não estamos, por ora, realizando análise global da doutrina espírita. Avaliamos
as alegações de mediunidade de Chico Xavier, a respeito da qual não
encontramos elementos que a tornem aceitável. Você me pede uma visão menos
negativa. Meu objetivo não é mostrar o espiritismo de forma negativa, sim
avaliar a crença de que espíritos comuniquem.

Mas, se deseja manifestação alvissareira, posso dá-la em relação à pessoa de


Chico Xavier, e o faço sem ironia e com todo o respeito, uma vez que Chico,
reconhecidamente foi um grande exemplo para todos nós, exemplo de
humildade, de dedicação ao trabalho, de espírito caritativo, de tolerância, de
desambição. Muito temos a aprender em relação a questões éticas e morais,
observando o modo como essa nobre figura viveu. Isso, contudo, não altera o
fato de que o médium estava equivocado quando alegava que seus escritos eram
inspirados pelo além. Até o momento, parece-nos que todas as evidências
indicam o contrário, mas não fechamos questão, o assunto está aberto para quem
queira objetivamente demonstrar que, de fato, a espiritualidade estava presente
na produção, dita mediúnica, de Francisco Cândido Xavier.

Grande abraço,

 Nivea Diz:
January 16th, 2009 às 10:25 am

Moizes,

Compreendo, tanto que acredito ser muito importante a discussão do mesmo, desde que
os objetivos não sejam tentar repercutir um modo de pensar em pessoas que propróem
idéias diferentes… Cada um acredita no que pode. Percebo que a discussão é sem
dúvida o melhor modo de trocar idéias, e não trocar críticas e frases que não enobreçam
e clareiam a mente e nem o coração humanos…

Façamos de todas nossas falas, um balsamo fraterno de luz e não um quinhão de


corregedorias ou discussões de certo ou errado… Sabemos que a nós seres humanos
certo e errado são morais, e leis morais só são passíveis de se existir através da lei que
existe no coração de cada ser humano…

O que quiz dizer, sem qualquer tipo de recriminação, é que tomemos cuidados para não
fazer de nossos saberes um debate incessante, onde provém apenas o querer a verdade…
A verdade única e concreta é Deus, e se é Deus somos todos nós, resultado de sua
perfeita criação… Desculpe se saí fora da discussão, mas acredito que como seres
humanos ainda imperfeito que somos, devemos tomar certos cuidados em não fugir do
que realmente o momento que estamos vivendo precisa… que é de paz, caridade, luz
interior e amor…
Todos os sentimentos contidos nos seres humanos enraizados na dádiva de Deus,
chamada amor… Creia que estamos um pouco distantes de saber ao certo o poder deste
amor, porém estamos dando com passos leves para começar a acreditar nele…

Obrigada pela dica…

Abraço

IPCE
Ola Montalvao e Todos

Mais um link para estudo sobre FCX. Qual a sua avaliação sobre esses fatos?

http://espiritismo-cientifico.googlegroups.com/web/Analise-Cientifica-Chico-
Xavier.pdf?hl=pt-BR&gda=mnl01FgAAADTLL-oQiSt-
Bpofn05r7N4aAc_SF7gwLlHUNDlEH_DNApGf2Bt-_42OZ40Jnbq4gokeIH4tKfaF-
A6z0MNp1B_HJ_FiG1oec6ngyrQwZquu-FIpgI1pJnRlB2y8IFe0_U

ou baixe aqui: http://groups.google.com.br/group/Espiritismo-Cientifico/files?hl=pt-BR

Será que teremos que aumentar a lista abaixo:

1) Memoria invejavel (pediamos mesmo dizer rarissima);


2) Capacidade de aprendizado rarissima (mesmo temas
complexos como fisica quimica biologia etc);
3) Capacidade de desenvolver atividades intectuais de alto nivel
em estado dissossiativo;
4) Eximio falsificador de assinaturas, pssivelmente com memoria-
fotografica
5) Mentiroso, Fraudador e conspirador(junto com Waldo Vieira)

6) E é claro uma criatividade tambem pra lá de incomum (por que


não pode ter inconsistencias internas).

Sugiro uma:

6) Vigarista.

Abraços Fraternos
Mauricio Mendonça

Psicanalítico Maurício,
Diga lá, por que essa severidade com o bondoso médium de Uberaba? Da lista
de qualidades que apresentou, concordo com as nºs 1 e 2 (desde que retire os
"raríssimas"); com a 3 (desde que retire "de alto nível", porque não atinei o
que significa), e com a 6 (desde que retire "pra lá de incomum"). As outras
constituem lucubrações de sua lavra, as quais não ratifico.

Mas, agora que tocou no assunto, há um episódio na vida de Chico que me


deixa ligeiramente pasmado, no qual os indícios de fraude são elevados.
Trata-se das materializações com Otília Diogo, das quais Chico Xavier
participou, empenhando seu prestígio na validação do teatro.

Neste evento, fico a me perguntar se o médium foi explorado em sua


ingenuidade ou se foi agente ativo na representação.

Seria esta, pois, a mácula que identifico no currículo de Chico Xavier.

Quanto ao estudo da Dra. Maria Júlia e outros, o que foi disponibilizado se


trata de um resumo resumido de investigação de maior vulto. Visto não haver
informação de onde se acha o trabalho completo, fico um tanto limitado para
lhe dar a resposta que solicita.

Vou ler o material com atenção e verificar o que de objetivo pode ser extraído
dessa pequena peça.

Grande abraço,

Moizés montalvão.

Date: Wed, 14 Jan 2009 15:27:46 -0800

From: evertonom@yahoo.com.br

Subject: Res: Res: [IPCE] Estudo academico sobre Chico Xavier x Humberto de
Campos

To: Espiritismo-Cientifico@googlegroups.com

Parabéns pelo estudo, Montalvão. Juntamente com o caso


desmoulins, são dois grandes trabalhos. Você deveria montar um
blog como o Vitor ou melhor... publicar seus estudos em uma
revista científica, pois isso engrandeceria e enriqueceria seu
trabalho, valorizando-o.
Um grande abraço.
Everton.

sim... eu concordo com o Everton, seria interessante vc sustentar sua tese sobre o
Camille que terminou assim:

Montalvão acredita que:


Luciano dos Anjos estudou (profundamente) detalhes da vida de Camille
Desmoulins e da revolução, no entanto, Luciano não lembra que estudou durante a
vigilia, entretanto, durante a hipnose ele lembrava novamente de todos os
impressionantes detalhes. Mas, depois da hipnose.. ele esquecia ainda uma vez
que tinha lido e se tornado um expert sobre a revolução francesa, assim como na
biografia de Desmoulins.
E olha que nem comentei as teorias do Montalvão sobre (in)consciente dai oriundas

Já o FCX, ao poucos vai se transfomando em um homem muito mais do que gênio..


um perito grandioso em uma série de atividades como grafia e pensadores..
Ave maria... !! : (
Estou muito curioso para os titulos que alguém com Alan Lee vai receber.

Eduardo

Mauricio,

vc tocou em um ponto que eu ai tocar mais na frente... (não toquei


para tentar manter ele focado no cerne das questões) ora.. do jeito
com o Montalvão inexoravelmente limita as hipóteses dele, em breve
ele terá que assumir que além de gênio FCX era perito em muitas
muitas muitas muitas muitas muitas muitas muitas ... coisas
atenção: perito é bem diferente de gênio

1. Caro Montalvão, assim nao vale.. vc contornou uma palavrinha


fundamental para o debate: "Perito"
E, outra coisa, FXC era antes genial e agora ele é apenas alguém
com:
bom nível cultural, adquirido das múltiplas leituras que efetuou e
possuía talento poético e literário, além de dotado de constituição
psíquica peculiar.

2. Ao menos uma coisa vc já se convençeu: sua tese pressupõe que


FCX obrigatóriamente teve que ter uma :inigualável capacidade de
Chico Xavier, que conseguia digerir massudas leituras em reduzido
tempo.
Logo, FCX era mais do que criativo ? e conseguiu se tornar perito
em Humberto?

Outra coisa: Vc obviamente já solucionou onde FCX lia as obras completas de


Humberto? Como ele as comprou? etc etc etc

e FCX nao era semianalfabeto não.. ao contrário, ele, p. ex., até formou depois de
muitos e muitos anos uma biblioteca pessoal razoável contendo os livros por ele
escritos não foi?

Caro Montalvão,

Gostaria de ter uma resposta mais clara de sua parte diante da tese sobre FCX e
Humberto de Campos...
afinal.. vc discorda do prof dr. que fez a tese e FCX não se mostrou perito em
Humberto? Em outras palavras criatividade basta para fazer o que FCX fez?

Vc discorre uma página completa sobre adjetivos como raro e comum, faz
ginásticas textuais moldando em cada ocasião para mais ou menos as habilidades
de FCX, no entanto, nao deixa claro seu pensamento.
Se vc cortou totalmente (100%) a possibilidade (mesmo remota então) de ser
verdade a comunicação espiritual, deixe 100% claro as razões.
Abraços
Eduardo

Estimado Eduardo

Vamos lá...

Estou com dificuldade em acompanhar o rumo que pretende imprimir à


discussão...

Primeiramente, não falei que a lenda classifica Chico como “semi-


analfabeto”, sim semi-alfabetizado. Esta tem sido a imagem
exaustivamente defendida pelo meio espírita em geral e era alimentada pelo
próprio Chico. O médium tudo fazia para conservar firme a idéia de que
seus dons derivavam-se da espiritualidade. Entretanto, temos elementos
para concluir que tal representação não corresponde à realidade.
Testemunhos casuais de pessoas que conviveram com o médium, e que não
tinham intento de denegri-lo, falam que, desde a infância, fora dedicado
leitor, deixando os folguedos infantis para agarrar-se aos livros.

O próprio Chico, com suas atitudes, desmente a pecha de iletrado. Quem


assistir as imagens do programa “Pinga-Fogo”, gravado em 1971, que hoje
é exibido como demonstração de mediunidade em ação diante das câmaras
televisivas, verá uma pessoa que se expressa com muita segurança e
demonstra, pelo falar, elevada cultura.

Também, as cartas que Chico escrevia aos seus editores, que não eram
produções mediúnicas, revelam alguém habituado à escrita e possuidor de
versatilidade redativa.

Também, não entendo sua insistência em diferenciar gênio e perito.


Sabemos que são termos com sentidos diferentes. Perito é quem se
especializa em determinada atividade, por meio de exaustivo estudo
(existem peritos em furtos e falsificações). Gênio é o que nasce com
qualidades que o tornam capaz de desenvolver raciocínios e atividades de
forma mais rápida e eficaz a conseguida pela média das pessoas. O gênio,
certamente, vai se tornar perito nas atividades a que se dedica, e com maior
facilidade e melhor desempenho que aqueles não dotados da genialidade.

Se quiser conhecer bom exemplo de distinção entre peritagem e


genialidade, veja o filme Amadeus. Numa das cenas, Mozart fora recebido
pelo imperador alemão. Salieri, o compositor da corte, ficara alguns dias
prepando uma canção para marcar sua presença ao encontro. A execução
da música de Salieri muito agradou ao imperador. Durante a entrevista, o
mandatário presenteou o visitante com a partitura, mas este recusou,
dizendo: “não preciso, já memorizei”; retruca o chefe do estado alemão,
“Decorou?! Com uma simples olhadela? Então mostre se é capaz de
executá-la” (os diálogos não foram exatamente assim). O que se vê a seguir
é a atuação do gênio. Mozart encontra fragilidades na composição, para a
ira de Salieri, e espanto da platéia, e refaz a música, enriquecendo-a de uma
maneira que só um portentoso talento conseguiria.

Chico Xavier era um gênio? Parece ser a questão que nos apresenta.
Informo, não disponho de dados suficientes (pelo menos por enquanto)
para qualificá-lo como tal, mesmo porque podemos contra-perguntar: qual
a fronteira entre a genialidade e a habilidade acima da média? Talvez não
seja possível estabelecer com firmeza essa linha. De momento, posso
afirmar que Chico mostrava ser escritor prolífico, versátil na escrita, na
produção literária e poética; dotado de excelente memória e de elevada
cultura. Essas ilações são deduzidas das diversas narrativas confiáveis a
respeito da vida do médium, e de suas próprias atitudes.

O curioso é que, normalmente, afirmar que alguém seja “escritor


prolífico, versátil na escrita, na produção literária e poética; dotado de
excelente memória e de elevada cultura”, significa o reconhecimento de
um singular talento. No caso de Chico Xavier, equivale a enegrecer seu
currículo...

O trabalho de “reconstruir” a figura do médium não pode ser realizado de


forma superficial e com a utilização de epítetos definitivos. Sabemos que
existe, conforme foi dito, lenda em torno da pessoa, a qual é alimentada por
seus seguidores, pela constante repetição de que o médium fora simples e
iletrado caixeiro de armazém. Por isso, não basta tão-somente afirmar que
seja tudo invencionice e dar por encerrada a reflexão. Temos de trabalhar
com o material disponível e esmiuçá-lo com o critério que o estudo exige.

Quanto ao que disse, sobre minha discordância “do professor que fez a
tese”, está enganado, não discordei do principal da conclusão, qual seja, o
de que a escrita mediúnica seja insuficiente para mostrar a presença (ou a
não presença) alegada de Humberto de Campos. Acato a afirmação de
Caroli, em grande parte. Por outro lado, creio que do cotejamento dos
registros mediúnicos, somados a certas atitudes do médium, e analisados
sob enfoques que não os dos apologistas da mediunidade, seja possível
chegar-se a conclusão a respeito da origem da obra de Chico, se espiritual
ou não. É nisto que vimos trabalhando.

Grande abraço,
Moizés Montalvão.

MANFESTAÇÕES DO site PESQUISA PSI

2009/1/14 Adylson <adylv@lbm.com.br>


Olá Montalvão:

Seu texto é um verdadeiro trabalho de pesquisador!


De meu lado, ele me lembrou as comparações detalhadas feitas por
pesquisadores entre os textos bíblicos do livro de Gênesis e textos míticos
sumerianos, egípcios e babilônicos, ficando comprovado que o texto bíblico é
uma cópia remodelada de textos anteriores, que datam do 3o. milênio a.C.
Os textos bíblicos, na realidade, foram escritos e editados entre os séculos IX e
V a.C., ou seja, mais de 2.000 anos após os textos sumerianos, egípcios e
babilônicos terem sido escritos.
A bem da verdade, em geral as religiões que vão nascendo ao longo da história
se baseiam em ideias anteriores e tradicionais, que são por
elas reinterpretadas e remodeladas.
Infelizmente, o espiritismo não foge a esta regra.
Por exemplo, tenho aqui em mãos o livro do espírito André Luiz, chamado
"Evolução em dois mundos", que ficou bem famoso por ter sido escrito por
Chico Xavier e Waldo Vieira, estando eles à distância.
O texto deste livro contém ideias advindas não só do espiritismo kardecista
como também da teosofia, utilizando termos filosóficos cartesianos.
Na realidade, a obra é o retrato de uma "mente" (ou de "mentes") influenciada
por filosofias antigas que ressurgiram no século XVIII e XIX na forma de seitas
esotéricas e ocultistas, estilizada por termos bem "aportuguesados" e poéticos,
assim como por alguns conhecimentos da ciência existente na década de
1950.
Ou seja, o texto em si não traz nada de novo ou futurista, não demonstrando
um conhecimento "espiritual" ou "avançado", mas sim um conhecimento bem
humano e arcaico.
Apesar de a literatura e a doutrina espírita serem a base para os seguidores do
espiritismo, creio que o mais importante do movimento não é a sua literatura e
as suas interpretações, mas sim os possíveis fenômenos paranormais que
ocorrem (aliás, este meu entendimento serviria para todas as religiões).
Sim, um texto espírita pode ser um grande engodo; mas, se for possível
averiguar que o médium realmente o produziu em um estado alterado de
consciência ou num processo de dissociação, é-de se perguntar como ele pôde
conseguir as informações extraordinárias que ele nos transmite, já que estaria
distante da realidade consciente.
Sem dúvida não deve ser um "espírito" que lhe transmite (se se pensa que é
um espírito, entra-se num campo meramente interpretativo), mas algum
processo paranormal advindo do próprio médium.
É este detalhe que interessa ao parapsicólogo.
De qualquer maneira, o seu trabalho é louvável, pois vai em busca da verdade.
Um abraço.
Adylson Valdez.

Caro Adylson,

Suas palavras entraram na minha mémoria com muita facilidade pois concordo com
tudo que escreveu.Movimentos religiosos sempre existiram, pessoas procurando um jeto
de convencer outra da sua verdade também. Pra mim o grande lance é estudar a
PESSOA, o EU de cada um, descobrir quais inteligencias são acessadas, como é a
sensibilidade em relação a si próprio e com o meio que vive etc, etc.Bom, eu ando me
estudando assim.

Parabéns Montalvão pela pesquisa.


Muito Grata
Angela

2009/1/16 Adylson <adylv@lbm.com.br>


Olá Montalvão:

Cheguei a ler o livro todo, já há bastante tempo.


O estilo da escrita é muito monótono, e o ato de lê-lo se trata de um verdadeiro
"samâdhi", pois parece que tende a atingir algo, mas não chega a nada. É uma
espécie de "mingau intelectual".
O processo de escrita foi relatado como você disse; mas será que foi assim
mesmo?
Diante das ideias plagiadas e cópias de trechos que você apontou em seu
comentário analítico, começo a achar que houve um engodo também com
relação ao "Evolução em dois mundos".
Mesmo assim, ocorreram fatos esquisitos, talvez paranormais, de Chico Xavier,
que ainda não tiveram explicações (pelo menos não tenho conhecimento
delas).
Quem sabe o Chico não fosse totalmente enganador em certos fenômenos,
muito embora a hipótese espírita não estaria necessariamente na base de
suas explicações.
Um abraço.
Adylson Valdez.

----- Original Message -----


From: moi
To: Fórum Virtual de Pesquisa Psi
Sent: Thursday, January 15, 2009 8:14 PM
Subject: [PesquisaPSI] Res: Re: MEDIUNIDADE

Angela e Adylson,

Grato pela positiva aceitação de meu humilde trabalho.

Adylson, diga uma coisa: conseguiu ler "Evolução em dois Mundos"? Se


conseguiu, parabéns, pois o livro é terrivelmente indigesto...

Quanto à gênese da obra, embora o inusitado do método - Chico escrevia as


páginas pares e Waldo as ímpares -, creio que haja explicação para o
"fenômeno": a dupla atuava em conjunto havia vários meses e estava bem
harmonizada. Além disso, ambos eram dotados de boa cultura geral e Waldo
Vieira ainda possuia formação em medicina. Portanto, possuiam a bagagem
necessária para a incomum empreitada. Só que o resultado não foi o esperado,
pois o livro recebeu severas críticas da própria seara espírita.

Grande abraço,

Moizés Montalvão.

Prezado Adylson

A respeito das fragilidades científicas de “Evolução em dois mundos”, cito


trecho de um artigo, de autoria de Antonio Luiz M. C. Costa, que considero
de boa qualidade, disponível em Diálogos - CartaCapital.mht.
Também nesse campo os erros continuaram a se
multiplicar toda vez que os médiuns consultaram os
espíritos sobre fatos cientificamente verificáveis. Mais
uma vez, pode-se tomar um exemplo de Chico Xavier:
Evolução em Dois Mundos (1959), supostamente
ditada por “André Luiz”, que supostamente foi médico
sanitarista no Rio de Janeiro do início do século XX
(claramente inspirado na figura de Carlos Chagas, mas
sem se comprometer com detalhes).

Ao se referir à evolução da “mônada espiritual” através


dos corpos materiais, afirma que “caminhou na direção
dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e
labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e
nas aves estranhas, descendentes dos pterossáurios,
no jurássico superior, chegando à época
supracretácea para entrar na classe dos primeiros
mamíferos”.

Nesse caso, não se trata nem de afirmações


cientificamente aceitáveis quando foram escritas, mas
superadas mais tarde. Mesmo em 1959, não passavam
de mal-entendidos típicos de leigos com conhecimento
superficial de biologia e evolução. Os dinossauros não
são “lacertinos” (lagartos) e mesmo no século XIX,
quando a origem das aves ainda era controvertida, sabia-
se que elas não descendiam dos pterossauros (seus
ancestrais eram dinossauros carnívoros bípedes, da sub-
ordem dos terópodes). Os primeiros mamíferos surgiram
muito antes da época “supracretácea” (ou seja, o
Cenozóico): são quase tão antigos quanto os primeiros
dinossauros e isso é sabido desde fins do século XIX.

Grande abraço,
Moizés Montalvão.

Carissímos,
Pitaqueando na fala de vcs...
Então, acredito que tudo que uma pessoa pensa é uma verdade, mesmo que seja só
a verdade dela. Acredito também que em se tratando de verdades universais qualquer
ser humano tem o direito de acessá-las desde que haja grau de desenvolvimento na
compreensão em relação a realidade das coisas.Vejo ambos escritores expressando suas
verdade que não é necessáriamente a minha, mas que atende um número razoável de
pessoas.Mas... se o que expressam são verdades universais... ai não sei.O caminho de
estudo vejo que ainda é longo.

Que vcs acham??


Angela

Prezada Angela,

A discussão sobre verdades universais, creio, levar-nos-á para reflexões no


campo da filosofia, que podem ser muito profícuas. Descartes encontrou
uma verdade universal: penso, logo existo. Mesmo assim, muitos
pensadores contestam a conclusão cartesiana. O que ocorre em situações
como a que citou é que, para os que crêem aquelas verdades são
universais. Veja o caso dos que acatam a mediunidade (aqui no sentido de
alegado contato efetivo com os espíritos), para esses, todos somos médiuns,
o que varia é o grau da mediunidade. Então pergunto, podemos considerar
a priori a mediunidade verdade universal, uma vez que todos seríamos
dotados dessa habilidade? Perceba que a resposta a tal indagação vai dar
panos pra manga...

Detendo-se no objeto de nosso estudo, mostramos que a declaração


disponibilizada pelos escritores ao mundo (os livros não foram destinados
exclusivamente aos crentes), divulgada como verdade inconteste
(universal), ou seja, de que havia vida em Marte, não se sustenta. Aqueles
escritores, no afã de dar força à assertiva, apresentavam o testemunho da
espiritualidade, a qual seria testemunha inatacável, uma que havia estado
no planeta, etc.

Portanto, não se trata de alguém, por exemplo, acreditar piamente que o


duende dentuço existe e vive no seu quintal, e guardar para si essa crença.
Neste caso, será válido deixar sossegado o sujeito com sua fé. Agora se
essa pessoa escreve livros, realiza cruzadas apologizando o duende
dentuço, então ele está pondo sua convicção ao crivo de seus pares. Alguns
provavelmente vão aceitar e torna-se-ão devotos do duende, mas outros não
acatarão a mensagem. Dentre estes haverá quem diga: isso é coisa do
demônio, ou, o sujeito é maluco... O que até pode ser verdade, mas se não
for acompanhado de estudo que demonstre a validade do argumento
demoníaco ou da insanidade, de nada valerá tal discurso.

Falei em outro fórum sobre uma pessoa de meu conhecimento, fervorosa


adepta do espiritismo (que, como religião merece todo o respeito,
igualmente qualquer outra). Esta moça dizia-me: “não importa o que
digam contra o espiritismo, para mim é a religião que dá todas as
respostas”. Neste caso, a fiel não estava disposta a examinar
questionamentos à sua crença, apenas vivê-la. Por outro lado, se ouvimos
coisas como: você vai reencarnar, porque é uma lei universal; os espíritos
comunicam; nossa existência é regida pelo carma... Se tais proposições
sensibilizam nosso espírito elas exigirão resposta. Então, podemos fazer
uma reflexão imediatista e concluir: isso é coisa do demônio, vade retro
satanás! Ou buscar averiguar se há algum fundamento em tais concepções.
De minha parte, optei por esta alternativa.

Grande abraço,

Moizés Montalvão.

-------Mensagem original-------

De: Mauricio Mendonca


Data: 01/18/09 13:03:31
Para: Espiritismo-Cientifico@googlegroups.com
Assunto: [IPCE] Re: Estudo academico sobre Chico Xavier x Humberto de Campos

Prezado Montalvao,

Comento apos MM2:

2009/1/14 moi <moizesbrasil@oi.com.br>


MAURÍCIO,

Ótimo que decidiu apresentar apreciação mais aprofundada, o que me


estimula a tirar a teia dos neurônios, apesar da tendinite que espicaça
meus dedos e antebraços. Tentarei dar conta ao desafio que seu escrito
significa, e sobreviver às dores. Desta vez em azul.

MAURÍCIO FALOU: MM# Bem, pelo menos agora


temos uma hipotese melhor definida para nossas
analises...Creio que no andar da carruagem irão aparecer
outros atributos hiperbolicos, mas por eqto fiquemos
com apenas(?) esses:

1) Memoria invejavel (pediamos mesmo dizer


rarissima);
2) Capacidade de aprendizado relampago (mesmo temas
complexos como fisica quimica biologia etc);
3) Capacidade de desenvolver atividades intectuais de
alto nivel em estado dissossiativo;
4) E é claro uma criatividade tambem pra lá de incomum
(por que não pode ter inconsistencias internas).

MONTALVÃO RESPONDE: algumas coisas do que


escreveu coincidem com meu pensamento, outras não.
"Aprendizado relâmpago", não recordo de ter
mencionado isso. Falei que Chico apreendia com
facilidade o que lia e falei também que o dom, embora
incomum, não é único, pois há registros de outros com
igual capacidade.

MM# Ok... entao troco para "possuidor-de-capacidade-de-


aprendizado-fora-do-comum". Pode-se dizer "rarissimo"?

RESPOSTA: pouco comum sim, rarííííssimo, não. Humberto de


Campos é exemplo de indivíduo que aprendeu muito por esforço
próprio. Na crônica humberteana, intitulada "Gomes de souza",
constante do volume "Carvalhos e Roseiras", encontramos o seguinte
trecho:

"Em 1847, com dezoito anos, o seu espírito devassava, como um


foco luminoso, os mais longínquos horizontes da mecânica, da
astronomia, das matemáticas em geral, e com tal segurança que,
sem abandonar a Escola de Medicina, onde tinha o primeiro lugar
em todo o corpo discente, requeria, desassombrado, exame para
todas as matérias do curso de engenharia".

Exemplos, dentre muitos outros, de que talentos singulares eclodem


com certa constância.
#MM2: Pois é casos muito raros...

Eu não diria que Chico Xavier dominasse "temas complexos",


quais a física, química e biologia.

MM# Livros como "Mecanismos da Mediunidade" e


"Evolução em dois mundos" atestam isso. Pode-se dizer
"possuidor-de-capacidade-de-aprendizado-fora-do-comum-
temas-variados-como-literatura-fisica-biologia"?

RESPOSTA: "Mecanismos da mediunidade" ainda não li. "Evolução


em dois mundos" tentei, sinceramente, tentei. Mas uma produção que
diz coisas como:

"São os centros vitais fulcros energéticos que, sob a direção


automática da alma, imprimem às células a especialização
extrema, pela qual o homem possui no corpo denso, e
detemos todos no corpo espiritual em recursos equivalentes,
as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a
construção dos ossos, as que se distendem para a
recobertura dos intestinos, as que desempenham complexas
funções químicas no figado..."

"Temos particularmente no centro coronário o ponto de


interação entre as forças determinantes do espírito e as
forças fisiopsicossomáticas organizadas.",

"...o psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo


o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o
governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas
transformações fundamentais, depois da morte carnal,
principalmente no centro gástrico."

"Chega, assim, o momento em que se imobiliza na


cadaverização, mumificando-se à feição da crisálida, mas
envolvendo-se no imo do ser com os fios dos próprios
pensamentos, conservando-se nesse casulo de forças
mentais, tecido com as suas próprias idéias reflexas
dominantes ou secreções de sua própria mente, durante um
período que pode varias entre minutos, horas, dias, meses ou
decênios."

Tal obra, certamente, não foi escrita para ser lida, a não ser por quem
queira, logo após a leitura, internar-se para tratamento de estafa
mental.

Em "Evolução em dois mundos" Chico certamente esteve debaixo da


influência de Waldo Vieira, que era médico e conhecia a fisiologia do
corpo humano, e apreciava o linguajar rebuscado e ininteligivel que
caracteriza a obra. Waldo continuou com seu estilo hermético e o
ampliou a níveis estratosféricos. Quem quiser comprovar, basta ler
suas publicações sob a égide da atual fé que cultiva: a projeciologia.

Ainda sobre a "Evolução em dois mundos" dispomos de comentário


que vale conhecer. (Destaques de nossa autoria)

MM2: E como seria essa influencia "criptomnetica" (segundo o Vitor)? Uma


especie de rede psiquica inconsciente? Ou pura vigarice?

...Também nesse campo os erros continuaram a se


multiplicar toda vez que os médiuns consultaram os espíritos
sobre fatos cientificamente verificáveis. Mais uma vez, pode-
se tomar um exemplo de Chico Xavier: Evolução em Dois
Mundos (1959), supostamente ditada por "André Luiz", que
supostamente foi médico sanitarista no Rio de Janeiro do
início do século XX (claramente inspirado na figura de
Carlos Chagas, mas sem se comprometer com detalhes).
Ao se referir à evolução da "mônada espiritual" através dos
corpos materiais, afirma que "caminhou na direção dos
ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes
para culminar nos grandes lacertinos e nas aves
estranhas, descendentes dos pterossáurios, no jurássico
superior, chegando à época supracretácea para entrar na
classe dos primeiros mamíferos".
Nesse caso, não se trata nem de afirmações cientificamente
aceitáveis quando foram escritas, mas superadas mais tarde.
Mesmo em 1959, não passavam de mal-entendidos típicos de
leigos com conhecimento superficial de biologia e evolução. Os
dinossauros não são "lacertinos" (lagartos) e mesmo no século
XIX, quando a origem das aves ainda era controvertida, sabia-
se que elas não descendiam dos pterossauros (seus ancestrais
eram dinossauros carnívoros bípedes, da sub-ordem dos
terópodes). Os primeiros mamíferos surgiram muito antes da
época "supracretácea" (ou seja, o Cenozóico): são quase tão
antigos quanto os primeiros dinossauros e isso é sabido desde
fins do século XIX. (Antonio Luiz M. C. Costa, in "Errar é
científico, insistir no erro é esotérico")

MM2: Voce esta sugerindo que o livro inteiro é um amontoado de frases aleatorias
(como disse o Vitor)? A rigor não se esta discutindo se o livro esta isento de erros
ou não, e sim se FCX tinha condição de produzi-lo dado o seu presumivel
desconhecimento dessa disciplina.

O certo é que o forte do médium era a arte poética e a literatura. Suas


incursões no campo científico são oriundas da memorização de
informações obtidas em livros de ciências, muitas delas claramente
equivocadas, como podemos conferir nas informações sobre Marte.
Em assuntos filosóficos o médium esteve abaixo da média, quase nada
escrevendo dentro desse importante segmento do saber.

Não tenho notícias de que demonstrasse familiaridade nessas


áreas.
MM# Lhas dei.

RESPOSTA: demonstradas insuficientes.

MM2: Mas voce nem leu um dos livros... e ja tem o veredito final? Voce é meu
amigo, ou é amigo da onça? :-)

Entretanto, a expressão "temas complexos" é um tanto dúbia,


qualquer matéria é complexa para quem não tenha traquejo. A
gramática para alguns matemáticos pode significar desafio
intelectual insuperável; a poesia para certos físicos será algo
impossível de se realizar. Da mesma forma, a química poderia
para um escritor equivaler a desafio intelectual imenso. Porém,
existem aqueles que, afortunadamente, excursionam com
tranqüilidade em áreas diversas daquelas em que apresentam
maior desempenho intelectual.

MM# Pelo visto, é o caso.

RESPOSTA: Não, não é o caso. Conforme vimos, Chico incursionava


muito bem na poética e na literatura, noutros campos demonstrava-se
dentro da capacidade média, como a de qualquer leitor curioso. Em
assuntos científicos, defendia postulações, muitas delas, suspeitas, não
amparadas por boas fontes de divulgação da ciência.

MM2: A minha conclusão difere da sua. Pelo menos os dois livros demonstram
satisfatoriamente essa diversidade... Não estou falando de obra isento de erros... e
sim de capacidade de autoria... voce confunde os dois conceitos.

A capacidade criativa de Chico Xavier era mesmo incomum.


Poucos conseguiriam reproduzir a gama de estilos conforme o
médium realizou. Por isso era considerado o "grande médium".
Mas, mesmo assim, temos notícias de alguns que estiveram
perto de realizações semelhantes. Um deles foi o sobrinho de
Chico que, um dia, resolver atribuir a produção mediúnica à
sua própria capacidade intelectual e criativa.
MM# Não tenho maiores informacoes sobre o tal sobrinho,
mas se o caso for similar ao outro citado... fica respondido.

RESPOSTA: não tenho informação sobre qual foi o "outro citado";


que eu saiba, Chico teve apenas um sobrinho com pendores
mediúnicos, Amauri Xavier Pena.

MM2: O outro medium citado foi Wlado Vieira.


______________________

Outro exemplo é o de Waldo Vieira, durante certo tempo


parceiro de Chico Xavier e que depois abandonou a faina
mediúnica para se dedicar a outra atividade, por ele
considerada mais promissora: a projeciologia. Temos, pois, já
dois bons exemplos de que aptidões como as de Chico,
reconhecidamente incomuns, são registradas em outras
personalidades.

MM# Montalvao, que logica maluca é essa? Voce acha que


esta "provado" que Waldo Vieira não é medium? e
consequentemente Chico tambem não é? é isso.

Waldo Vieira é um otimo Medium... A proposito, ainda


pretendo cita-lo, como argumento contrario da sua tese do
Medium-criativo-dissossiado-supermemoria-aprendizado-raro-
eximio-falsificador-etc....

RESPOSTA: Maurício, que conclusão doidivanas é essa? Donde


arretirou de meu texto o que disse que eu disse? De meu conhecimento,
Waldo Vieira não ab-rogou sua mediunidade, apenas a deixou de lado
para se dedicar a outra tarefa, por ele tida por mais gratificante. Foi o
que afirmei, ou tentei. Citei Waldo como exemplo de pessoa igualmente
talentosa a Chico Xavier.

MM2: Continua imerso em logica furada, meu caro. Da mesma forma se poderia
afirmar que FCX é tao bom "instrumento" mediunico quando Vieira...Ou seja, se
A=C e B=C entao A=B ... Por outra, o argumento é neutro. Não cabe na presente
argumentacao.

MAURÍCIO FALOU: Na sua opinião, Chico Xavier


seria limitado intelectualmente (baixa capacidade) para
não concluir que se tornando um especialista na obra de
Humberto de Campos - ele poderia produzir uma obra
apenas imitando Campos inconscientemente (pastiche)?
Voce acha que ele desconhecia tal possibilildidade
teorica?

MONTALVÃO RESPONDE: a questão em pauta não é esta.


Se Chico Xavier sabia ou não dessa possibilidade, isso não tem
maior relevância nos contexto da atual discussão.
Provavelmente sabia, é o que penso.

MM# Entao vamos ter que introduzir na qualificacao do


medium o termo "vigarista"... Ele estudava toda (ou quase
toda) obra do morto para poder "ressussita-lo" ... ainda mais,
que para imitar a "assinatura" dos falecidos ele teria que
treinar, a nao ser que atribuirmios outro dom: Memoria-
fotografica.

RESPOSTA: Ih, embaralhou tudo! Primeiramente, preciso


acrescentar adendo à resposta anterior. Não vejo "possibilidade
teórica" nesse contexto. Sim evidência clara e cristalina: tanto Chico
sabia, como qualquer um de nós deve saber, que se alguém estudar
longamente a obra de um autor irá entender muito bem sobre ela. Isso,
de modo algum, significa "limitação intelectual", limitação seria não se
perceber tal realidade. E, acrescento: se o pesquisador possuir
pendores literários, mais do que se tornar bom conhecedor do trabalho,
poderá escrever "à maneira de", simulando o trabalho do outro. Isso
tanto pode ser feito conscientemente, quanto sem a clara percepção do
procedimento, o que ocorre nos casos de dissociação. Para demonstrar
o que argumentei, não fiquei só nas apreciações especulativas, ilustrei
minha opinião com duas crônicas inéditas, vertidas ao estilo de
Humberto e ao de Chico. Caso queira, posso trazer outras, e vou mais
adiante: deixo o tema a ser trabalhado por sua conta. Escolha na obra
de Humberto de Campos o que quiser e peça crônica naquele molde;
ou, se preferir, faça o mesmo com Chico Xavier. Em 24 horas,
apresentarei dissertação novinha, conforme a encomenda. E note,
quem está lhe propondo isso não é nenhum talento indiscutível nas
letras, quando muito um escrevinhadorzinho.

MM2: É Dificil me fazer entender....O que estou querendo dizer é que alguem que
faça isso não pode alegar ser honesto, a não ser que seja de fato um vigarista. Me
torno um perito na vida e obra de determinado autor, sei da possibilidade de isso
produzir uma obra de falsa autoria e continuo a farsa. E isso complica mais um
pouco quando se trata de uma obra mais tecnica, como a não lida por voce.

O caso é que Chico queria que fosse da forma como


apregoava, ou seja, efetivos contatos mediúnicos. Para ele, e
para os médiuns em geral, tal asseveração e a aceitação por
parte de um grupo, constitui a validação de uma crença que
agasalham com muito carinho.
MM# Essa é apenas a sua opiniao (apesar de louvavel).....

Mas, então você me pergunta: não poderiam ser realmente


comunicações espirituais? Certo, poderiam.
MM# Aleluia! ..... se não fosse da boca pra fora.... :-(

Ocorre que, boa parte das crônicas mediúnicas são declarações


de autenticidade provindas, supostamente, do próprio morto. E
para autenticar as comunicações, com freqüência, são
obrigados a desdizerem o que disseram em vida; defenderem
uma fé que jamais confessaram e quando instados, direta ou
indiretamente,
MM# Obvio...
a falarem das coisas do outro lado tergiversam.
MM# Nem todos...

Só aqui já temos elementos sobejos para levantar o véu da


dúvida. E por conta das diversas dúvidas é que surgem as
objeções.
MM# Por conta disso nao deveria surgir....

RESPOSTA: as objeções surgem, sim, motivadas pelas dúvidas. Se


aceitamos, sem questionamentos, um assunto, não teremos motivos
para contestar as alegações apresentadas.

MM2: Estou falando de algumas duvidas aqui colocadas... por ex: apontar a
"contradicao" de um espirito se tornar espirita em um curto periodo de tempo...

Por isso quando me convida a, num supremo esforço, tomar a


teoria mediúnica por factível, sinto-me deveras triste por não
poder fazê-lo com a mesma facilidade com que alguns o
conseguem.

MM# É isso que desistimula, a dar determinada


explicacoes....Espero sinceramente que um dia consiga furar
esse bloqueio. Alô Everton, não estou dizendo pra ele se tornar
espirita, ok?

RESPOSTA: não se reprima em dar explicações, caro amigo. Eu disse


"não consigo aceitar certas declarações com a mesma facilidade que
outrem", mas, diante de argumentos firmes, não vejo porquê manteria
postura rejeitativa. Por isso, continue em sua nobre faina.
Sinto-me constrangido a expor o caminhão de questões que se
interpõe entre a rejeição e a aceitação até chegar a um parecer
que me seja satisfatório.

MM# Entendo a sua dificuldade.... mas analise se isso de


alguma forma não prejudica o seu entendimento, as suas
analises e as suas conclusoes...Eu vejo muito isso em parte de
seus textos.

RESPOSTA: Pode ser que esteja certo. E sinta-se livre para mostrar as
partes de meus escritos que estejam respaldadas em reflexões pobres
ou insustentáveis. Se for o caso, comprometo-me a rever tais
ponderações.

MM# Nada disso! É mais ou menos assim: Montalvao


pensando: "Se realmente existir
mediunidade/sobrevicencia/reencarnacao como reagiria um
espirito cetico recem desencarnado perante essa realidade?" ---
Voce poderia continuar o raciocinio.

RESPOSTA: Boa. Sugestão anotada. O problema é que para imaginar


o que um cético imaginaria, seria preciso saber claramente que tipo de
realidade ele encontraria do outro lado. De qualquer forma, vou
esforçar-me nesse exercício.

MM# Ok... Vamos lá. Tomemos como exemplo o caso de


Humberto de Campos (HC) e Aceitemos como hipoteses de
trabalho as principais hipoteses espiritas
(Mediunidade/Reencarnacao/Sobrevivencia)... ok?

RESPOSTA: hum, humm...


1) HC na ultima encarncacao era muito erudito... e é certo que
conhecesse conceitos como mediunidade(pois escreveu
contra), reencarnacao e sobrevivencia da lama;

RESPOSTA: hum, humm...

2) Mesmo que não conhecesse abssolutamente nada disso,


poderia facilemente ja as te-las conhecida em vidas pregressas
(por isso, a reencarnacao)

RESPOSTA: aqui temos um ponto a considerar (informo que ainda


estou dentro da hipótese de trabalho que sugeriu): observe que está
recorrendo a suposição de vidas pregressas mais rapidamente que o
recomendável. Permita-me reescrever sua declaração, dando-lhe outro
direcionamento:

"Mesmo que não conhecesse abssolutamente nada disso, poderia


facilemente vir a conhecê-las por meio de pesquisas e leituras (por
isso, sem necessidade de recorrer à hipótese de trabalho).

A concepção reencarnacionista, se aplicada nesse momento, não só


seria desnecessária, como demonstraria haver anseio por utilizá-la
como explicação para algum ponto de dúvida, mesmo que houvesse
outros modos explicativos dentro das possibilidades humanas. O
normal é que quando surge diante de nós um tema sobre o qual não
dispomos de informações busquemos suprir essa deficiência com o
material de pesquisa existente, o que dispensa a reencarnação.

MM2: Alguns espiritos poderiam recordar mais facilmente de suas vidas


pregressas --- uma vez lembrado, algumas informações poderiam advir daí... mas
concordo, que poderia ter outras fontes e as citei. Por exemplo, ser convidado a
participar de uma operacao de reencarnacao...

3) Provavelmentente teve contato com amigos no outro


mundo, que lhe esclareceram a sua nova situacao...
RESPOSTA: dentro da hipótese de trabalho, sim.
MM2: Otimo... é disso que estamos tratanto. Continuemos no foco.

Entretanto, e se o espírito destacado para "esclarecer" ao escritor fosse


um dedicado católico? Ou um fiel protestante? Ou um fervoroso
muçulmano? Ou um meditativo budista? Como ficaria a cabeça de
nosso herói? Neste caso, precisaríamos saber o que ocorre com os
adeptos das diversas confissões religiosas, antes de formularmos
postulações sobre a doutrinação do falecido.
MM2: Ainda dentro da hipotese de trabalho, poderiamos concluir que esse espirito
não seria convidado a fazer um trabalho desse tipo com FCX. E portanto, sua
duvida não existiria com relacao a H Campos...pois o trabalho não existiria.

4) Teve acesso com certeza a informações sobre todos esses


processos...os quais concordou, alguns por motivos obvios
(sobrevivencia/mediunidade)... outras (a reencarnacao) por ter
presenciado algum caso ao vivo (ao morto?), ou ja ter o
conhecimento de vidas passadas, ou por acreditar em quem
estava lhe passando as informacoes... etc...

RESPOSTA: dentro da hipótese de trabalho, sim.Acontece que o que


foi dito acima, aplica-se aqui. Quanto a sobrevivência, tudo bem....
MM2: Então.... tem coerencia interna. Otimo. Fim.

, e se ele se viu vivo e acordado lá, acredito que nem precisava quem
lhe dissesse isso, seria um processo automático. Já com a mediunidade
não seria tão óbvio, imaginemos Humberto indagando ao seu
orientador: "Será que consigo falar com alguém lá na Terra?". Este
seria, digamos, um evangélico muito dedicado, que responderia: "Tá
louco? Mesmo porque isso está proibido por Deus, desde o Velho
Testamento, conforme está escrito: não se achará dentre vós quem
consulte os mortos".

Então, Campos perguntaria: "Será que vai levar muito tempo para eu
reencarnar?". Responderá o outro: "Reencarnar? Cê tá doido? Na
Bíblia diz: aos homens está destinado morrer uma vez, vindo depois o
juízo".

Vê-se, pois, que para aplicar nossa hipótese de trabalho, teríamos de


responder sobre o que sucede por lá aos demais pensamentos que não a
agasalham.
MM2: Simples....Nao escrevem livros espiritas... ou não escrevem livro nenhum já
"que é proibido".
Qto a reencarnar ou não, pode não ser uma opção...ou seja, pode ser que seja um
fenomeno natural comum a todos. Ex: nao adianta eu não acreditar que nao irei
morrer... nenhuma religiao é capaz de mudar isso,,,

Então, debatendo dentro desse paradgima não ha como


argumentar que haja incoerencia interna..portanto não justifica
a critica.

RESPOSTA: Você está certo, infelizmente o paradigma não responde


a todas as questões que surgem quando consideramos as diversas
possibilidades de formatação da esfera além-túmulo.
MM2: Responde a muitas.... as mais importantes... Mais alguma?

E alem disso:

EVERTON: Não concordo que seria "absolutamente normal"


tornar-se reencarnacionista depois da morte. Muitos "espíritos"
em sessões mediúnicas ocorridas em outros países, como
Estados Unidos, eram contrários à reencarnação.

MM$$ Ninguem disse aqui que é abssolutamente normal


TODOS os espiritos se tornarem reencarnacionistas.Eu diria
que alguns se tornarão reencarnacionista (A) outros talvez não
(B). Quais voce acha que dariam "comunicação" por um
medium espirita A ou B? Não sei se voce ja teve contato com
"reunioes mediunicas" espiritas ATUAIS, mas se teve,
relembre que muitos espirItos que lá aportam, nem sequer
conhecem a palavra reencarnacao, quanto mais o conceito.
RESPOSTA: correto, mas se quisermos ter certeza de que "os que lá
aportam" são espíritos de verdade, precisamos levar em conta as
demais suposições, principalmente as contrárias, cotejá-las e conferir
qual a que possui mais consistência.
MM2: Ok.

Ainda, considerando o que disse − que só dariam comunicação


espíritos reencarnacionistas −,

MM2: Eu nao disse isso. Disse "comunicaçao para espirita"....

temos dois problemas:

1. O que dizer dos espíritos não-reencarnacionistas, que no


espiritualismo dão comunicação? Eles quando falam da
reencarnação é para condená-la, entretanto, comunicam...
MM2: Geralmente nao condenam... deconhecem.

2. Parece que você está confundindo pensamento reencarnacionista


com pensamento mediúnico. A rigor, deveria comunicar o
espírito que aceitasse a comunicação, neste ponto a reencarnação
fica à parte.
MM2: Sendo mais especifico, o que estou dizendo é que para uma obra espirita,
somente são 'escalados' espiritos reencarnacionistas... fui claro agora?

3. Se só comunicassem os espíritos que admitissem a reencarnação,


então poderíamos concluir que, igualmente, só reencarnariam os
que nela acreditassem... Seria assim mesmo? Parece-me que o
processo é mais confuso do que parece à primeira vista.

MM2: Caro irmao confuso, espero que com os esclarecimentos dados acima, possa
ter clareado essa sua duvida... mantenha o foco, nas hipoteses de trabalho e vera
que não é assim tao dificil.

Minha queixa, dentro do espírito dialético, é que algumas


ponderações que apresento são ignoradas pelos meus diletos
contestadores. Veja um exemplo: apresentei duas crônicas,
com o fito de demonstrar que, com algum treino, é possível
escrever tanto ao estilo de Humberto de Campos, quanto ao do
próprio Chico Xavier. No entanto, minha alegação, calcada no
material exposto, não foi sequer registrada pelos
interlocutores. Deveria, sim, ter sido analisada e emitido um
parecer, seja pela validade, seja pela outra posição.

MM# Algumas coisas são por falta de tempo... outras devido a


imperfeicoes desse espirito que vos escreve....Mas se ao inves
de "concluir" primeiramente "perguntasse" ... eu seria mais
"espiritualizado" e responderia sem maiores arrodeios... :-)

RESPOSTA: pois bem, tentarei seguir sua sugestão. Por favor,


informe, considerando o paradigma mediúnico-reencarnacionista:

1. quando alguém desencarna para onde vai? Para algum lugar


específico, um planeta, ou o quê?

2. há diferença de destino entre, digamos, nacionalidades


diferentes?

3. se houver, haveria também entre raças diferentes?

4. se houver, como é que se resolve essas questões?

5. e a forma da morte, acarreta destinações diversas? Por exemplo,


tem o mesmo destino quem morre por causas naturais e quem
morre por acidente?

6. o que acontece com os adeptos de credos religiosos, notadamente


aqueles que não admitem, nem por hipótese, a mediunidade e a
reencarnação?

7. e aqueles que admitem a mediunidade, mas não a reencarnação?

Mm2: respondo no proximo post....

________________
Prezado Maurício,

pequenitas respostitas:

MM2: Voce esta sugerindo que o livro inteiro é um amontoado de frases


aleatorias (como disse o Vitor)? A rigor não se esta discutindo se o livro
esta isento de erros ou não, e sim se FCX tinha condição de produzi-lo
dado o seu presumivel desconhecimento dessa disciplina.

RESPOSTA: não creio que o Vitor tenha falado o que você fala que ele
falou; não que eu duvide de suas palavras, ou de sua verdadicidade; o
problemas são as interpretações... Mas, supondo que o Vitor tenha
proferido tal declaratório, devo dizer que, de minha parte, não estou a
sugerir que o livro seja amontoado de frases. Se reler meus comentários
sobre Chico Xavier verá que sempre reconheci o elevado nível
cultural do médium. Não obstante, o livro ser - para mim - ilegível, do
pouco que li posso dizer que os autores se esforçaram muito para
produzir tão complexa e nebulosa obra.

Chico Xavier tinha condição de escrever sobre temas científicos, porque o


conhecimento contido na publicação estava disponível a quem se
aventurasse pesquisar o assunto. "Evolução em Dois Mundos" não traz
qualquer informe que ultrapassasse o conhecimento da época. Além
disso, em alguns tópicos do estudo, Chico Xavier, ou Waldo Vieira, ou
ambos, pesquisaram em fontes de segunda categoria, pois assumiram
erros que o conhecimento científico daqueles dias já havia corrigido,
conforme o texto ilustrativo que enviei.

Trabalho equivocado semelhante efetuou Kardec ao asseverar que


durante o sono a alma passeia pelos verdejantes campos celestiais (ou
outro destino que lhe apeteça). Apesar do codificador garantir que
realizara experimentos, antes de assumir os postulados espiritistas,
certamente neste ponto não houve qualquer ensaio. O erro maior é que
até na atualidade essa falsa suposição é mantida. Alguns procuram
comprovar que de fato a alma se desgruda do corpo durante o sono,
inclusive no sono hipnótico. Deve se recordar de Hermínio Miranda e
Luciano dos Anjos teatralizando essa suposta saída da alma. Na narração
do episódio, no livro Eu Sou Camille Desmoulins, nota-se claramente que
os envolvidos assumem a errônea interpretação e simulam (talvez
inadvertidamente) que a alma de Luciano estivesse flutuando sobre seu
corpo hipnotizado...
MM2: Mas voce nem leu um dos livros... e ja tem o veredito final? Voce é
meu amigo, ou é amigo da onça? :-)

RESPOSTA: amigo, veredito final e definitivo só tenho para a minha


morte, que é certa e, segundo certa propositura neste fórum, deverá
ocorrer brevemente. Agora, falando em ler o livro, diga-me cá, e você, o
leu? Se o fez estaria pronto a esclarecer-me algumas dúvidas, advindas do
pouco que examinei na obra em referência? Comece, por exemplo,
explicando o que Chico quis dizer com a seguinte declaração:

"...o psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo


o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o
governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas
transformações fundamentais, depois da morte carnal,
principalmente no centro gástrico."

Depois, se for o caso, enviarei outras.

Grande abraço.

Moizés Montalvão.

_____________________

Montalvao,

Tentarei responder da melhor maneira possivel. O fato de estabelecermos o paradigma


facilita uma enormidade, mas lembro que caso queira tambem posso responder
considerando outros paradigmas.

Espero que o colega tenha lido o texto que indiquei sobre "espiritismo e ciencia"
compilado por mim... assim facilitaria a compreensao... vamos lá.

Para ser bem objetivo, vou introduzir um novo conceito na relação do programa de
pesquisa Lakatosiano, ficaria assim o hardcore:

- Sobrevivencia da alma (consciencia) apos o fenomeno da morte;


- A comunicabilidade entre os dois estados (encarnado e desencarnado)
- A reencarnação dessa alma
- A evolução dos seres ( corpo e alma )
RESPOSTA: pois bem, tentarei seguir sua sugestão. Por favor,
informe, considerando o paradigma mediúnico-reencarnacionista:

1. quando alguém desencarna para onde vai? Para algum lugar


específico, um planeta, ou o quê?
R# O maximo que se pode deduzir com certeza a partir do hardcore é: Um
local (ou varios) não percepitivel pelos sentidos habituais de quem está
encarnado.

2. há diferença de destino entre, digamos, nacionalidades


diferentes?
R# Considerando a evoluçao e a diversidadades dos seres, supoe-se destinos
diferentes.

3. se houver, haveria também entre raças diferentes?


R# Não vejo como deduzir isso a partir do hardcore.

4. se houver, como é que se resolve essas questões?


R# idem.

5. e a forma da morte, acarreta destinações diversas? Por exemplo,


tem o mesmo destino quem morre por causas naturais e quem
morre por acidente?
R# Idem.

6. o que acontece com os adeptos de credos religiosos, notadamente


aqueles que não admitem, nem por hipótese, a mediunidade e a
reencarnação?
R# De acordo com o hardcore, todos nascem, crescem, morrem, sobrevivem e
reencarnam...EVOLUEM. Ha quem diga que os primeiros cristão
acreditavam que não morreriam, pois seriam arrebatados por Cristo ainda
em vida (pois que voltaria em breve)... Morreram todos. Os evangelicos não
acreditam em mediunidade, mas não questionam o encontro de Jesus,
Moises e Elias... A crença nada influi em fenomenos naturais.

7. e aqueles que admitem a mediunidade, mas não a reencarnação?


R# Todos podem se agarrar as suas crenças pelo tempo que quiser... ainda hoje
se tem gente que crer que a terra é chata... isso nao muda o fato. Assim
como quem não crer na Mediunidade (mesmo depois de morto) pode evitar
a comunicacao com o mundo dos encarnados... os descrentes na
reencarnacao podem em tese retardar a sua reencarnaçao, mas de acordo
com o paradigma presente não pode evita-la indefinidamente.

Espero ter sido util,

Abraços Fraternos

Mauricio Mendonça

Prezado Maurício

Gostei de quase tudo, mas, infelizmente, continuo tão ou mais confuso


quanto antes. Vamos ver se conversando um pouco mais as dúvidas se
esfarelam.

MAURÍCIO FALOU: Espero que o colega tenha lido o texto que


indiquei sobre "espiritismo e ciencia" compilado por mim... assim
facilitaria a compreensao... vamos lá.

RESPOSTA: ainda não li, mas pretendo fazê-lo em breve.

MAURÍCIO FALOU: Para ser bem objetivo, vou introduzir um novo


conceito na relação do programa de pesquisa Lakatosiano, ficaria assim o
hardcore:

- Sobrevivencia da alma (consciencia) apos o fenomeno da morte;


- A comunicabilidade entre os dois estados (encarnado e desencarnado)
- A reencarnação dessa alma
- A evolução dos seres ( corpo e alma )

DÚVIDA: como seria essa “relação do programa lakatosiano”? E qual foi o


novo conceito introduzido? E de que modo se chega a esse “hardcore”?
Talvez sua apostila explique, mas, enquanto não a leio, se puder dar uma
ajudinha...

1. quando alguém desencarna para onde vai? Para algum


lugar específico, um planeta, ou o quê?
R# O maximo que se pode deduzir com certeza a partir do hardcore
é: Um local (ou varios) não percepitivel pelos sentidos habituais
de quem está encarnado.

DÚVIDA: (aliás duvidona) dizer que “as almas dos mortos vão para um
lugar não percebido pelos sentidos” nada clareia a dúvida. Em linhas
gerais, é o que diz qualquer proposta religiosa, com a vantagem de que
geralmente se acrescenta explicação adicional. O espiritismo, por exemplo,
fala da erraticidade que, apesar de não referir-se a endereço específico,
como seria o céu cristão, pelo menos diz que os espíritos estariam vagando
pelo espaço próximo ao mundo de onde desencarnaram.

Depois, veio Chico Xavier e coloriu com tintas multicores a proposição


kardecista. A mãe do médium afirmou que vivia numa “esfera”. Mas isso
foi antes de Chico lucubrar “Nosso Lar”. A partir de então, os espíritos
passaram a ter pouso espiritual: cidades flutuantes, onde quase tudo seria
gozo e felicidade. Aliás, ainda não vi quem analisasse as duas propostas, a
de Kardec e de Chico Xavier, e buscasse harmonizá-las. São discursos
bastante diferentes e ambos estão em vigor. Mais uma dúvida... (existe uma
miúda tentativa de harmonização, no livro “Cidade Celestial”, ou coisa
parecida, de Heigorina Cunha).

Desse modo, caro amigo, a resposta não valeu...

2. há diferença de destino entre, digamos, nacionalidades


diferentes?
R# Considerando a evoluçao e a diversidadades dos seres, supoe-se
destinos diferentes.

DÚVIDA: isso eu também supunha. O que desejo saber, já englobando as


questões 3, 4 e 5, é o que se pode dizer a respeito dessa questão. Caso não
tenha nada mais a dizer, devo dizer que a dúvida permanece tão duvidante
quanto no início, ou mais...

6. o que acontece com os adeptos de credos religiosos,


notadamente aqueles que não admitem, nem por
hipótese, a mediunidade e a reencarnação?
R# De acordo com o hardcore, todos nascem, crescem, morrem,
sobrevivem e reencarnam...EVOLUEM. Ha quem diga que os
primeiros cristão acreditavam que não morreriam, pois
seriam arrebatados por Cristo ainda em vida (pois que
voltaria em breve)... Morreram todos. Os evangelicos não
acreditam em mediunidade, mas não questionam o encontro
de Jesus, Moises e Elias... A crença nada influi em fenomenos
naturais.

DUVIDA E COMENTÁRIO: Acontece que o hardcore exclui segmentos


importantes, e sem dizer porque o faz. Desse modo, a dúvida continua. Se o
hardcore, que estamos vendo ser limitado, não consegue responder o que
acontece com os prosélitos de outros credos, ao menos deveria ter um bom
motivo para excluí-los. Porém, nem isso sua resposta explica.

A crença dos primeiros cristãos de que Jesus voltaria breve era quase
certeza disseminada. E isso é compreensível. O mestre não marcou a data
de sua vinda, apenas disse que voltaria. Lembra-se do discurso de Jesus,
pouco antes de sua crucificação?

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede


também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse
assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos
tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver
estejais vós também.
E para onde eu vou vós conheceis o caminho. (João 14:1-4)

Pois então, a garantia dada por Cristo soava como algo a suceder breve, daí
a suposição de que antes de morrerem, Jesus os arrebataria. Este trecho,
que Kardec erroneamente interpretou como base da crença na pluralidade
dos mundos habitados, mostra que a promessa seria reunir os discípulos
juntos ao Mestre, na Casa do Pai.

O encontro de Moisés e Elias com Jesus, no episódio conhecido como a


transfiguração, narrado em Mateus, cap. 17, e que Kardec
equivocadamente interpretou como uma sessão espírita, possui sentido bem
diverso que o pensado pelo codificador. Moisés simbolizava a Lei, Elias as
profecias. A aparição dessas figuras diante de Cristo, mostrava que a Lei e
os Profetas lhe estavam submissos, uma vez que o salvador estava num
plano superior a eles. Se fosse sessão mediúnica, Elias não poderia ter
aparecido, visto que na ocasião, conforme defende a interpretação espírita,
reencarnara como João Batista e seria este a se revelar.

Realmente, a crença, na maioria dos casos, nada influi nos fenômenos,


mas você disse “naturais” mesmo, ou quis dizer “sobrenaturais”?
7. e aqueles que admitem a mediunidade, mas não a
reencarnação?
R# Todos podem se agarrar as suas crenças pelo tempo que quiser... ainda
hoje se tem gente que crer que a terra é chata... isso nao muda o fato.
Assim como quem não crer na Mediunidade (mesmo depois de morto)
pode evitar a comunicacao com o mundo dos encarnados... os
descrentes na reencarnacao podem em tese retardar a sua
reencarnaçao, mas de acordo com o paradigma presente não pode
evita-la indefinidamente.

DÚVIDA: porém temos aí um problema: os que crêem na mediunidade


mas não na reencarnação, quando recebem comunicados espirituais sobre o
tema, estes são no sentido de rechaçar a possibilidade das almas voltarem à
vida. Desse modo, eles poderiam dizer dos reencarnacionistas o mesmo que
foi dito, ou seja “todos podem se agarrar as suas crenças pelo tempo que
quiser...”. E mesmo esta frase estaria incorreta. Supondo que a
reencarnação fosse realidade, ninguém poderia descrer dela o tempo que
quisesse, ou a doutrina admite a reencarnação compulsória e inconsciente?

Quanto as crenças e descrenças terrenas, o problema é mais simples de ser


solucionado. Para quem acredita que a Terra seja chata, basta levá-lo numa
viagem espacial, para que veja e comprove que não é...

Espero ter sido util,

RESPOSTA: não foi desta vez, mas a esperança permanece.

Montalvao,
seria importante que lesse o texto sugerido... pra facilitar o dialogo.... Leia entao antes
de rfesponder esse e-mail, ok?

Alguns comentarios pontuais...

2009/1/20 moi <moizesbrasil@oi.com.br>

Prezado Maurício

Gostei de quase tudo, mas, infelizmente, continuo tão ou mais confuso


quanto antes. Vamos ver se conversando um pouco mais as dúvidas se
esfarelam.

MAURÍCIO FALOU: Espero que o colega tenha lido o texto que


indiquei sobre "espiritismo e ciencia" compilado por mim... assim
facilitaria a compreensao... vamos lá.

RESPOSTA: Não percebi a recomendação, por isso ainda não li, mas
pretendo fazê-lo brevemente.

MAURÍCIO FALOU: Para ser bem objetivo, vou introduzir um novo


conceito na relação do programa de pesquisa Lakatosiano, ficaria assim o
hardcore:

- Sobrevivencia da alma (consciencia) apos o fenomeno da morte;


- A comunicabilidade entre os dois estados (encarnado e desencarnado)
- A reencarnação dessa alma
- A evolução dos seres ( corpo e alma )

DÚVIDA: como seria essa "relação do programa lakatosiano"? E qual foi o


novo conceito introduzido? E de que modo se chega a esse "hardcore"?
Talvez sua apostila explique, mas, enquanto não a leio, se puder dar uma
ajudinha...

MM3: favor ler o texto. O novo coneceito foi a evolução...

1. quando alguém desencarna para onde vai? Para algum


lugar específico, um planeta, ou o quê?
R# O maximo que se pode deduzir com certeza a partir do hardcore
é: Um local (ou varios) não percepitivel pelos sentidos habituais
de quem está encarnado.

DÚVIDA: (aliás duvidona) dizer que "as almas dos mortos vão para um
lugar não percebido pelos sentidos" nada clareia a dúvida. Em linhas
gerais, é o que diz qualquer proposta religiosa, com a vantagem de que
geralmente se acrescenta explicação adicional.

MM3: É uma pena, que até esse momento ainda não tenha ficado claro que estamos
tratando de ciencia e nao de religiao :-(((
Ou voce acha que todas as questoes de fisica estao definitivamente e claramente
explicadas?
O espiritismo, por exemplo, fala da erraticidade que, apesar de não referir-
se a endereço específico, como seria o céu cristão, pelo menos diz que os
espíritos estariam vagando pelo espaço próximo ao mundo de onde
desencarnaram.

Desse modo, caro amigo, a resposta não valeu...

MM3: Respondi de acordo com a proposta. Responder pelo que pode ser deduzido do
hardcore. Sinceramente, nao estou disposto a discutir religiao...

2. há diferença de destino entre, digamos, nacionalidades


diferentes?
R# Considerando a evoluçao e a diversidadades dos seres, supoe-se
destinos diferentes.

DÚVIDA: isso eu também supunha.

MM3: Salve, salve.

O que desejo saber, já englobando as questões 3, 4 e 5, é o que se pode


dizer a respeito dessa questão. Caso não tenha nada mais a dizer, devo dizer
que a dúvida permanece tão duvidante quanto no início, ou mais...

MM3: sinto muito.

6. o que acontece com os adeptos de credos religiosos,


notadamente aqueles que não admitem, nem por
hipótese, a mediunidade e a reencarnação?
R# De acordo com o hardcore, todos nascem, crescem, morrem,
sobrevivem e reencarnam...EVOLUEM. Ha quem diga que os
primeiros cristão acreditavam que não morreriam, pois
seriam arrebatados por Cristo ainda em vida (pois que
voltaria em breve)... Morreram todos. Os evangelicos não
acreditam em mediunidade, mas não questionam o encontro
de Jesus, Moises e Elias... A crença nada influi em fenomenos
naturais.

DUVIDA E COMENTÁRIO: Acontece que o hardcore exclui segmentos


importantes, e sem dizer porque o faz. Desse modo, a dúvida continua. Se o
hardcore, que estamos vendo ser limitado, não consegue responder o que
acontece com os prosélitos de outros credos, ao menos deveria ter um bom
motivo para excluí-los. Porém, nem isso sua resposta explica.

MM3: De novo:

R# De acordo com o hardcore, todos nascem, crescem, morrem, sobrevivem e reencarnam...EVOLUEM. A critica nao procede.

A crença dos primeiros cristãos de que Jesus voltaria breve era quase
certeza disseminada. E isso é compreensível. O mestre não marcou a data
de sua vinda, apenas disse que voltaria. Lembra-se do discurso de Jesus,
pouco antes de sua crucificação?

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede


também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse
assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos
tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver
estejais vós também.
E para onde eu vou vós conheceis o caminho. (João 14:1-4)

O encontro de Moisés e Elias com Jesus, no episódio conhecido com a


transfiguração, narrado em Mateus, cap. 17, e que Kardec
equivocadamente interpretou como uma sessão espírita, possui sentido bem
diverso que o pensado pelo codificador. Moisés simbolizava a Lei, Elias as
profecias. A aparição dessas figuras diante de Cristo, mostrava que a Lei e
os Profetas lhe estavam submissos, uma vez que o salvador estava num
plano superior a eles.

MM3: Ô Montalvao o pior cego é o que não quer ver.... Jesus estava vivo... os apostulos
atestam que estiveran com Moises e Elias falecidos a muitos seculos.... deixa pra lá....

Se fosse sessão mediúnica, Elias não poderia ter aparecido, visto que na
ocasião, conforme defende a interpretação espírita, reencarnara como João
Batista e seria este a se revelar.
MM3: Compreensao errada ou incompleta. ... Desde joao até joao ...

Realmente, a crença, na maioria dos casos, nada influi nos fenômenos,


mas você disse "naturais" mesmo, ou quis dizer "sobrenaturais"?
MM3: Se é um fenomeno... é natural - da natureza.

7. e aqueles que admitem a mediunidade, mas não a


reencarnação?
R# Todos podem se agarrar as suas crenças pelo tempo que quiser... ainda
hoje se tem gente que crer que a terra é chata... isso nao muda o fato.
Assim como quem não crer na Mediunidade (mesmo depois de morto)
pode evitar a comunicacao com o mundo dos encarnados... os
descrentes na reencarnacao podem em tese retardar a sua
reencarnaçao, mas de acordo com o paradigma presente não pode
evita-la indefinidamente.

DÚVIDA: porém temos aí um problema: os que crêem na mediunidade


mas não na reencarnação, quando recebem comunicados espirituais sobre o
tema, estes são no sentido de rechaçar a possibilidade das almas voltarem à
vida.
MM3: e dai?

Desse modo, eles poderiam dizer dos reencarnacionistas o mesmo que foi
dito, ou seja "todos podem se agarrar as suas crenças pelo tempo que
quiser...".

MM3: Se voce tivesse em outro paradigma sim. Nao no nosso caso.

E mesmo esta frase estaria incorreta.


Supondo que a reencarnação fosse realidade, ninguém poderia descrer dela
o tempo que quisesse,
MM3: Homi, voce não sabe como tem gente teimosa....

ou a doutrina admite a reencarnação compulsória e inconsciente?

MM3: É possivel.

Quanto as crenças e descrenças terrenas, o problema é mais simples de ser


solucionado. Para quem acredita que a Terra seja chata, basta levá-lo numa
viagem espacial, para que veja e comprove que não é...
MM3: Tem quem rejeite até entrar num aviao, meu caro... tem gente que fechas os
olhos pra nao ver certas coisas...

Espero ter sido util,

RESPOSTA: não foi desta vez, mas a esperança permanece.

MM3: De qualquer forma valeu o exercicio, de se manter dentro do paradigma... se saiu


até bem... com pequenas escorregadelas... normal.
E agora? Posso concluir que é melhor eu voltar a posição de não explicar o que acho
obvio? uma vez que nada explico? E nem consigo ser minimamente util?

Abraços Fraternos
Mauricio Mendonça

Olá Maurício,

Vou fazer algumas perguntas iniciais, para, nas mensagens posteriores, colocar meu
ponto de vista. Penso que a visão mais ordinária sobre uma prospecção de "como seria a
Vida Após a Morte" é, além de carente de evidências, contrariada por algumas outras
provenientes da pesquisa psíquica. Por suas respostas ao Montalvão, não consegui
vislumbrar a que tipo de natureza ou qualidade você atribui a uma "Vida Futura",
questão a qual reputo crucial para se desenvolver elucubrações mais detalhistas e
decorrentes; então, questiono se esse local "não perceptível pelos sentidos
habituais" seria composto de que? Ele seria material? Seria composto de matéria
quintessenciada, segundo a visão espírita? Sua teoria respalda a hipótese do perispírito?
Objetos inanimados teriam correspondentes ao perispírito, como duplicidades
quintenssenciadas?

Meu objetivo é debater sobre qual a prospecção de uma Vida Futura que mais se
alicerça nas evidências da pesquisa psíquica, da parapsicologia e na filosofia da
mente.

Abs,
André Luís.

Olá Andre,

Faço alguns comentarios apos MM#

2009/1/20 André Luís <aandreluis@gmail.com>


Olá Maurício,
Vou fazer algumas perguntas iniciais, para, nas mensagens posteriores, colocar meu
ponto de vista. Penso que a visão mais ordinária sobre uma prospecção de "como seria a
Vida Após a Morte" é, além de carente de evidências,

MM# Concordo plenamente.

contrariada por algumas outras provenientes da pesquisa psíquica.

MM# Daria pra explicar melhor?

Por suas respostas ao Montalvão, não consegui vislumbrar a que tipo de natureza ou
qualidade você atribui a uma "Vida Futura", questão a qual reputo crucial para se
desenvolver elucubrações mais detalhistas e decorrentes; então, questiono se esse local
"não perceptível pelos sentidos habituais" ...

MM: As respostas ao Montalvao, são para demonstrar que esses postulados podemos
deduzir algumas duvidas... mas não tudo no universo,, a nao ser que sejam introduzidos
outros itens no Hardcore... aí deixa de ser um hardcore e passa a ser um amontoado de
hipoteses,,,ou admitir algumas hipoteses auxiliares,

...seria composto de que? Ele seria material? Seria composto de matéria


quintessenciada, segundo a visão espírita?

MM: Essas duvidas, são exemplos do que nao pode ser deduzido... e como voce bem
disse carece de evidencias.

Sua teoria respalda a hipótese do perispírito? Objetos inanimados teriam


correspondentes ao perispírito, como duplicidades quintenssenciadas?

MM: Essas questoes, sao pertinentes... mas aí ja teriamos hipotese auxiliares (segundo
Lakatos)... portanto podem ser refutadas e abandonadas... Nesse sentido eu incluo o
perispirito nesse bojo, porque acho necessario um suporte "fisico"(?) para a consciencia
(ou alma). Para os objetos inanimados nao vejo essa necessidade.

Meu objetivo é debater sobre qual a prospecção de uma Vida Futura que mais se
alicerça nas evidências da pesquisa psíquica, da parapsicologia e na filosofia da
mente.

MM: Por favor, fique a vontade.


Abraços Fraternos
Mauricio Mendonça

Abs,
André Luís.

Maurício,

Respondendo depois de A2..

contrariada por algumas outras provenientes da pesquisa psíquica.

MM# Daria pra explicar melhor?

A2: Através de exemplos. A hipótese espírita sobre as visões de mortos e de


clarividência transcendente parecem ser construtos psicológicos oriundos da
personalidade do percipiente e/ou de algum "emissor" ou lugar, logo, em oposição a
interpretação que infere a possibilidade de "duplos etéreos" (e perispírito) ou de uma
natureza além-túmulo objetivamente real.

...seria composto de que? Ele seria material? Seria composto de matéria


quintessenciada, segundo a visão espírita?

MM: Essas duvidas, são exemplos do que nao pode ser deduzido... e como voce bem
disse carece de evidencias.

A2: Sim, mas existe uma interpretação bem mais defensável para uma "Vida Futura",
mais científica, mais escorada na psicologia, e que não precisa explicar perguntas como
"para onde vamos depois que morremos", porque simplesmente não iremos pra lugar
nenhum. Seria uma prospecção miniminista do dualismo a qual presentemente acredito
ser o melhor modelo.

MM: Essas questoes, sao pertinentes... mas aí ja teriamos hipotese auxiliares (segundo
Lakatos)... portanto podem ser refutadas e abandonadas... Nesse sentido eu incluo o
perispirito nesse bojo, porque acho necessario um suporte "fisico"(?) para a consciencia
(ou alma). Para os objetos inanimados nao vejo essa necessidade.

A2: Eu já pensei assim. Mas, convenhamos, por que a necessidade de um suporte


físico? Por que a mente deve ser subordinada a matéria? Então você seria, de certo
modo, um adepto da teoria da produção, já que um tal "suporte físico" criaria a mente?
Qual o fundamento pra você restringir a natureza da vida mental a um subproduto da
matéria (mesmo que esta seja algo transcendente, mas que não deixa de ser físico, como
uma mesa ou um elétron)? E mais. Alegar um pressuposto físico para a existência da
mente também não deixa um teórico sobrevivencialista vulnerável frente a 2ª lei da
termodinâmica? Cheguei uma vez a pensar num monismo energético (assim
justificando uma base física para a consciência:
http://parapsi.blogspot.com/2008/07/para-uma-teoria-etiolgica-de-uma-mente.html),
mas hoje reputo ser extremamente desnecessário. Aliás, tirando isso e a
complacência que tive ao panpsiquismo, no link acima existe um bom resumo
de minha opinião metafísica transcendencialista.
Abraços,
André Luís.

André,
Que bom que vc se manifestou! vou ler seu texto hj a tarde.
Entendo as questões que vc levanta... eu mesmo, às vezes, tendo a refletir
metafisicamente fazendo certos paralelos, em que o principio vital pode ser
traduzido em algo entre as monadas de Leibniz e a vontade de potência de
Nietzsche (claro, a última tomada como ontologia). Mas, de fato, o que é matéria?
Em qual momento a matéria " inerte(?!) " se torna principio vital? O caminho das
respostas perpassa entre muitas coisas a diferença de aceleração?
As obras do André Luis, as do Luis Sérgio e, claro, a própria codificação dão pistas
sobre o processo de forma geral, mas... e sobre os detalhes que vc levanta... acho
isso um ótimo debate... vou ler o texto.
Eduardo Lima

Montalvao,

Estou me sentindo melhor respondendo a questoes pontuais em cada e-mail... na medida


do possivel rogo a manter esse formato.

2009/1/19 moi <moizesbrasil@oi.com.br>

Prezado Maurício,

pequenitas respostitas:

MM2: Voce esta sugerindo que o livro inteiro é um amontoado de frases


aleatorias (como disse o Vitor)? A rigor não se esta discutindo se o livro
esta isento de erros ou não, e sim se FCX tinha condição de produzi-lo
dado o seu presumivel desconhecimento dessa disciplina.

RESPOSTA: não creio que o Vitor tenha falado o que você fala que ele
falou; não que eu duvide de suas palavras, ou de sua verdadicidade; o
problemas são as interpretações... Mas, supondo que o Vitor tenha
proferido tal declaratório, devo dizer que, de minha parte, não estou a
sugerir que o livro seja amontoado de frases.
MM3: Nao só disse como ofereceu um exemplo (um pequeno texto), feito pelo
computador...
Se reler meus comentários sobre Chico Xavier verá que sempre
reconheci o elevado nível cultural do médium. Não obstante, o livro ser -
para mim - ilegível, do pouco que li posso dizer que os autores se
esforçaram muito para produzir tão complexa e nebulosa obra.
MM3: Pois é... como disse: é complexa. Realmente o "autor" (suponhe-se Andre Luiz)
teve esse objetivo.

Chico Xavier tinha condição de escrever sobre temas científicos, porque o


conhecimento contido na publicação estava disponível a quem se
aventurasse pesquisar o assunto. "Evolução em Dois Mundos" não traz
qualquer informe que ultrapassasse o conhecimento da época. Além
disso, em alguns tópicos do estudo, Chico Xavier, ou Waldo Vieira, ou
ambos, pesquisaram em fontes de segunda categoria, pois assumiram
erros que o conhecimento científico daqueles dias já havia corrigido,
conforme o texto ilustrativo que enviei.

MM3: E nem eu disse o contrario - disse que as obras de FCX não se resumiam a
publicacoes literarias --- Agora permita-me irritar um pouco:

COMO PODE VOCE AFIRMAR CATEGORICAMENTE QUE ."Chico Xavier, ou Waldo


Vieira, ou ambos, pesquisaram em fontes de segunda categoria"..VOCE TEM PROVAS INQUESTIONAVEIS QUANTO A
ISSO?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

Trabalho equivocado semelhante efetuou Kardec ao asseverar que


durante o sono a alma passeia pelos verdejantes campos celestiais (ou
outro destino que lhe apeteça). Apesar do codificador garantir que
realizara experimentos, antes de assumir os postulados espiritistas,
certamente neste ponto não houve qualquer ensaio. O erro maior é que
até na atualidade essa falsa suposição é mantida.

MM3: COMO ASSIM


FALSA? ??????????????????????????????????????????????????????????????????????
?

Alguns procuram comprovar que de fato a alma se desgruda do corpo


durante o sono, inclusive no sono hipnótico. Deve se recordar de
Hermínio Miranda e Luciano dos Anjos teatralizando essa suposta saída
da alma. Na narração do episódio, no livro Eu Sou Camille Desmoulins,
nota-se claramente que os envolvidos assumem a errônea interpretação e
simulam (talvez inadvertidamente) que a alma de Luciano estivesse
flutuando sobre seu corpo hipnotizado...

MM3: COMO ASSIM


"SIMULAM"???????????????????????????????????????????????????????????????????
??

MM2: Mas voce nem leu um dos livros... e ja tem o veredito final? Voce é
meu amigo, ou é amigo da onça? :-)

RESPOSTA: amigo, veredito final e definitivo só tenho para a minha


morte, que é certa e, segundo certa propositura neste fórum, deverá
ocorrer brevemente.

MM3: Nao lembro de ter dito "brevemente"... em todo caso garanto: Vais morrer! :-)))
- - Mas voce disse que não leu o livro e ja conclui negativamente sobre o mesmo.... é
extranho.

Agora, falando em ler o livro, diga-me cá, e você, o leu?


MM3: Sim, o li... mas apesar da minha formação em ciencias...entendi muito pouco do
mesmo.

Se o fez estaria pronto a esclarecer-me algumas dúvidas, advindas do


pouco que examinei na obra em referência? Comece, por exemplo,
explicando o que Chico quis dizer com a seguinte declaração:

MM3: Nao penso que FCX seja o real autor dessa obra... Posso estar errado, mas por
eqto essa é minha posicao. Por real autor, não estou dizendo que ele recebeu um FAX
com a copia dos textos... estes passaram por sua mente, portanto teve tambem sua
parcela de participação, mas não a origem e teriam aí ,

Comece, por exemplo, explicando o que Chico quis dizer com a seguinte
declaração:

"...o psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo


o equilíbrio emotivo e o avanço cultural daqueles que o
governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas
transformações fundamentais, depois da morte carnal,
principalmente no centro gástrico."

Resp: Chico não quis dizer nada, pois não foi ele quem disse.(Evidentemente isso tudo
no paradigma que estou inserido)
Depois, se for o caso, enviarei outras.

MM3: Espero perguntas melhor formatadas....

Abraços Fraternos
Mauricio Mendonça

Maurício

Se reler meus comentários sobre Chico Xavier verá


que sempre reconheci o elevado nível cultural do
médium. Não obstante, o livro ser - para mim - ilegível,
do pouco que li posso dizer que os autores se
esforçaram muito para produzir tão complexa e
nebulosa obra.
MM3: Pois é... como disse: é complexa. Realmente o "autor"
(suponhe-se Andre Luiz) teve esse objetivo.

Qual seria “esse” objetivo de André Luiz ao preparar uma obra tão
espantosamente confusa? (Pelo menos para minhas limitadas qualidades
intelectuais)

MM3: E nem eu disse o contrario - disse que as obras de FCX não


se resumiam a publicacoes literarias --- Agora permita-me irritar
um pouco:

COMO PODE VOCE AFIRMAR CATEGORICAMENTE


QUE ."Chico Xavier, ou Waldo Vieira, ou ambos, pesquisaram em
fontes de segunda categoria"..VOCE TEM PROVAS INQUESTIONAVEIS
QUANTO A
ISSO ??????????????????????????????????????????????????????????
???????????????????????????????????????????????????

Claro que tenho, e são provas inquestionabilíssimas. Porém, cite minha


declaração por inteiro, senão a idéia que apresenta não corresponderá ao
que eu disse, vejamos:
Além disso, em alguns tópicos do estudo, Chico Xavier, ou Waldo
Vieira, ou ambos, pesquisaram em fontes de segunda categoria, pois
assumiram erros que o conhecimento científico daqueles dias já
havia corrigido, conforme o texto ilustrativo que enviei.

Note bem: “em alguns tópicos”, não no livro inteiro. Conforme o texto
ilustrativo que enviei, foi demonstrado que alguns dos assertos do livro
eram inaceitáveis, mesmo para os conhecimentos daqueles dias. Caso não
se demonstre que o escrito por mim apresentado esteja incorreto, ficamos
entre duas opções: ou André Luiz se meteu numa seara que não lhe era
afeta, ou Chico e Waldo pesquisaram em fontes de segunda categoria...
Com qual ficamos?

Trabalho equivocado semelhante efetuou Kardec ao


asseverar que durante o sono a alma passeia pelos
verdejantes campos celestiais (ou outro destino que lhe
apeteça). Apesar do codificador garantir que realizara
experimentos, antes de assumir os postulados
espiritistas, certamente neste ponto não houve
qualquer ensaio. O erro maior é que até na atualidade
essa falsa suposição é mantida.

MM3: COMO ASSIM


FALSA????????????????????????????????????????????????????
????????????????????

Que eu saiba, nenhuma, nenhumíssima, pesquisa neurológica sobre o sono


flagrou a alma desconectada de sua estrutura corpórea. Se conhecer alguma
investigação que demonstre o contrário, por favor, gostaria muito de ser a
ela apresentado.

Alguns procuram comprovar que de fato a alma se


desgruda do corpo durante o sono, inclusive no sono
hipnótico. Deve se recordar de Hermínio Miranda e
Luciano dos Anjos teatralizando essa suposta saída da
alma. Na narração do episódio, no livro Eu Sou
Camille Desmoulins, nota-se claramente que os
envolvidos assumem a errônea interpretação e
simulam (talvez inadvertidamente) que a alma de
Luciano estivesse flutuando sobre seu corpo
hipnotizado...
MM3: COMO ASSIM
"SIMULAM"???????????????????????????????????????????????
??????????????????????

Engraçado, pensei que fosse implicar com o “teatralizando”... Vamos ver


os episódios em questão:

– Está se sentindo bem, Luciano? – pergunto eu. – Onde você se


encontra no momento?
– A um metro mais ou menos de nós. Acima... Não posso olhar
para baixo; às vezes, uma espécie de atração me deixa inseguro.
– Você já sabe que o processo não oferece riscos.
– Parece que vai descer e depois sobe.
É claro que ele ainda experimenta algum temor em afastar-se do
corpo, provavelmente devido à traumatizante experiência da decapitação.
Ele próprio tenta explicar:
– É que eu estou numa situação diferente.
– Sim, é uma situação nova para o espírito. (O desprendimento
consciente.)
– Não sei se estou aqui ou ali – continua ele. (Isso é verdadeiro
também, porque nos estados superficiais a consciência fica como que
dividida, ou melhor, partilhada pelo corpo físico e pelo perispírito.)
– Devo ficar calmo – diz ele para se tranqüilizar. – Deus nos
ajudará.
As sugestões apropriadas são dadas. (Capítulo 5)

A reunião seguinte foi no dia 16 de junho de 1967. O


desprendimento ainda oferece algumas dificuldades operacionais, mas
Luciano vai se tornando mais familiarizado com sua técnica. Habituado a
observar fenômenos de natureza psíquica, ele consegue ser bastante
objetivo para ver e descrever o que se passa com ele próprio.
Vejamos, a respeito, este diálogo inicial:
– O que você está sentindo de diferente hoje? – pergunto eu.
– Estava muito perto – diz ele.
Ou seja, não se desprendera o suficiente do corpo físico a ponto
de libertar-se da sua influência inibidora.
– Você não se tinha ainda desprendido totalmente, não é isso?
– Deve ser. Agora está na posição certa.
– Onde você se encontra no momento?
– Em cima de vocês, a um metro mais ou menos.
– Mas o corpo fica em pé ou deitado?
– Deitado.
– O corpo espiritual também?
– Também.
– Por que você disse vocês? Tem mais gente aí?
– Não. Vocês... sou eu mesmo...
– É porque o corpo nessa posição é como se fosse uma terceira
pessoa.
– É. Fico olhando...
Também este fenômeno nada tem de insólito. É bastante comum o
espírito desprendido referir-se a seu próprio corpo físico como se fosse
outra pessoa ou pertencesse a outro indivíduo. Em casos extremos de
rejeição, o espírito nem deseja mais reassumir o corpo, pois equivale a
voltar para uma prisão. Este não era, claro, o caso de Luciano. Mais de
uma vez encontrei, contudo, pessoas que se referiam a si mesmas
empregando a terceira pessoa: ele ou ela, como se o corpo não lhe
pertencesse. Em um caso dramático dos arquivos de Luís J. Rodriguez
(autor do livro God Bless the Devil), uma vez desprendido, o espírito não
queria de forma alguma retomar ao corpo que o mantinha prisioneiro a
uma existência de penúria e angústia. (Capítulo 6)

Dileto Maurício, esses textos podem demonstrar que, contrariamente ao


que afirmou, as crenças interferem nos fenômenos... Hermínio e Luciano
admitiam a realidade dos desdobramentes e − ploft! − eles ocorriam...
Então, já estou vendo você dizer: mas como, como pode afirmar que, de
fato, ele não estava desdobrado? Elementar, meu caro mauriciótson, se tal
postulação fosse concreta, ela ocorreria amiúde nas sessões hipnóticas. E
tal não se dá. Nem mesmo nas sessões regressionistas, realizadas por outros
que não Hermínio Miranda, se ouve falar de tal felômeno. O erro da dupla
foi admitir, sem testar, o desprendimento do espírito. Se realizassem alguns
experimentos simples fatalmente a inveracidade da proposição ficaria
demonstrada. Mas como se tratava de uma equipe de dois, aferrada a essa
convicção, ela tinha que aparecer, mesmo teatralizadamente...

MM2: Mas voce nem leu um dos livros... e ja tem o


veredito final? Voce é meu amigo, ou é amigo da onça?
:-)

RESPOSTA: amigo, veredito final e definitivo só tenho


para a minha morte, que é certa e, segundo certa
propositura neste fórum, deverá ocorrer brevemente.

MM3: Nao lembro de ter dito "brevemente"... em todo caso


garanto: Vais morrer! :-))) - - Mas voce disse que não leu o livro
e ja conclui negativamente sobre o mesmo.... é extranho.

Eu li o livro, até onde pude, o que não foi muito. Do pouco que examinei
foi possível concluir, infelizmente, de forma negativa...
Quanto a minha possível breve morte, implicitamente a citou, pois já está
usando meu passamento para ilustrar suas perorações... Espero que seja
pior profeta que analista...

Agora, falando em ler o livro, diga-me cá, e você, o


leu?
MM3: Sim, o li... mas apesar da minha formação em
ciencias...entendi muito pouco do mesmo.

Então, indiretamente, concorda que o trabalho é, diríamos, minha nossa


senhora do bom parto!

Comece, por exemplo, explicando o que Chico quis


dizer com a seguinte declaração:

"...o psicossoma é ainda corpo de duração


variável, segundo o equilíbrio emotivo e o
avanço cultural daqueles que o governam,
além do carro fisiológico, apresentando
algumas transformações fundamentais,
depois da morte carnal, principalmente no
centro gástrico."

Resp: Chico não quis dizer nada, pois não foi ele quem disse.
(Evidentemente isso tudo no paradigma que estou inserido)

Então, please, explique o que André Luiz quis explicar com esse escrito
desexplicativo...

Depois, se for o caso, enviarei outras.

MM3: Espero perguntas melhor formatadas...

Basta dizer a formatação que deseja. Meu objetivo é tirar algumas das
múltiplas dúvidas que o exame da obra em apreço me suscitou. Posso
enviar outras? Mas, primeiro responda a que está pendente...
Prezado Montalvão,
respondendo>
Podemos, pois, aceitar, como querem nossos amigos espíritas, a autenticidade das
alegadas comunicações mediúnicas?

repostas: .. Sim. eu acho bem mais cientificamente provável que FCX tenha feito tudo
TUDO que fez com ajuda de espiritos, pois nao vejo, em termos epistemológicos, como
ele ter sido conscientemente (termo aqui usado como sapiente e bem acordado)

a. perito em vários e vários autores das mais diversas áreas do conhecimento


humano

b. perito em leitura fria

c. perito em imitar diversas assinaturas

d. excelente ou no minimo ótimo mágico

e. hábil em fazer às vezes tudo isso de olhos fechados

f. alguns politicos e homens importantes tem uma rede de informações


"secreta" que lhes fornece dados pessoais sobre pessoas que ele vai tratar
ao longo do dia.. eu nao acredito em termos epistemológicos claro que
FCX TINHA TAL REDE pessoal quando ele atendia aleatoriamente (mas
democraticamente) todos que o procurassem (todos igual a milhares).
Pessoas vindas de todo o Brasil e "sabe-se lá Deus de onde
mais" adivinhando infomarções muito particulares, assinaturas, etc etc etc
etc etc etc etc etc etc etc etc

d. ser um bom ator ou sofrer de dissociação


e. mesmo uma rarissima memória extraordinária para mim não faria tudo
isso...

O Mauricio pode continuar... a lista... é longa ainda

atenção: E MUITO MENOS NAO faço A MINIMA idéia de como ele faria tudo isso
INCONSCIENTEMENTE... pois tal conceito carece de explicação melhor..
Mas claro Montalvão.. Vc pode acreditar em coisas extraordinárias.. eu
acredito em bom senso cientifico
abraços,

Eduardo

Prezado Eduardo,

A indagação que lancei não teve intento malévolo, ela é consequencia


das demonstrações que a antecedem. O curioso é que sua objeção
foca unicamente o fecho do estudo e nele concentra as críticas. O
recomendável seria que, primeiro, demonstrasse a incorreção do
argumento que defendemos, qual seja, o de que Chico Xavier, com
sua psicografia criativa e colorida, desprezou boa parte dos ensinos
de Kardec. Depois, sim, contestar a sustentabilidade do exposto ao
final.

Comentários direcionados especificamente à conclusão, sem levar em


conta a explanação precedente, dão a impressão de que a questão
reflexiva, lançada ao final do estudo, foi feita isoladamente sem que
houvesse uma cadeia de argumentos que a sustentasse.

Desse modo, as considerações que apresenta ficam destoadas do


artigo que a inspiraram. Por exemplo, no meu texto nada é dito sobre
Chico ser mágico, imitador de assinaturas, ator, etc. A discussão
sobre essas possíveis peculiaridades do médium deve ser feita,
porém no momento adequado. Desprezar, sem comentários, o
estudo pode significar que aceita o que nele se contém.

Aguardo, pois, manifestação que seja atinente ao contido na


explanação.

Grande abraço,

Moizés Montalvão.

Montalvão,

Impávido Eduardo,

Vamos se conseguimos ver o pôr-do-sol com as mesmas cores...

EDUARDO: 1. se vc acha que FXC é perito ou não na


obra de HdC (como tb concluiu o autor da tese)... eu tb
não sei, porque vc ainda não disse.. e estou esperando
essa informação de sua parte .. já faz tempo.. é a única
coisa que eu perguntei até o momento

RESPOSTA: Uma pessoa que, perante uma obra de 27 volumes,


escreve, nela inspirada, 12 livros, deve ser um perito. Evitei usar a
palavra porque, conforme dito em remessa anterior, não vi
necessidade de seguir o trilho para o qual me empurrava, de
distinguir se Chico era gênio ou perito. De qualquer modo, é muito
provável que ele conhecia bem os escritos de Humberto de Campos.
Espero que assim se esclareça e responda-se a sua única pergunta.

2. Já o resto dos adjetivos de FCX.. vc mesmo dá motivos


para eu pensar assim.. ou qualquer um que saiba contar
.. ou vc não notou ? vc mesmo (direto ou indiretamente)
já adjetivou o FCX de quase de tudo aquilo ali.. ao tc
comigo ou com o Mauricio.. ou se utilizando de textos que
concluem tais coisas.

RESPOSTA: Tudo bem, concordo com você e realmente penso mais


ou menos de acordo com sua exposição. O que reclamei é que o
escrito que você respondeu não versava sobre a questão que
levantou: sua respeitável pessoa pôs minha argumentação de lado,
preferindo dar destaque a assunto que, no momento, é secundário,
qual seja, os possíveis qualificativos aplicáveis a Chico Xavier.

3. mas como vc nao fala..

RESPOSTA: prometo esforçar-me por falar mais, até conseguir


satisfazê-lo...

eu vou dizer.. eu acho que a comunicação era muito mais


provavel como verdadeira do que o FCH ter se tornado
um perito em Humberto de Campos.. em uma sentenca
simples eu respondi minha tese..

RESPOSTA: Ok, sua tese está respondida, infelizmente ainda tenho


que dar continuidade a minha...

4. Montalvão.. só mais uma coisa.. se vc tiver estudando


a cura de uma doença.. vc tem que juntar e comparar
"empiricamente" em face de um melhor
campo teorico possivel TODAS AS PESQUISAS
FEITAS SOBRE TAL PATOLOGIA.. meu Deus.. isso é
basico.. vc nao pode apenas olhar um angulo de cada
vez... entende isso? tal concepção epistemológica serve
para tudo.. até para se pesquisar FCX.

RESPOSTA: talvez não acredite, é justamente isso o que venho


fazendo, ao menos tentando... De qualquer modo, caso eu tenha
deixando algum ângulo do assunto de lado, sinta-se em casa para
demonstrar onde foi que errei. Porém, por favor, demonstre-o
apontando em meu escrito o deslize e dando exemplos de pesquisas
que o contestem.

Cordiais saudações,

Moizés Montalvão.

Abraços
Eduardo

Prezado Eduardo,

apesar de vc ter ditigido seus questionamentos ao Montalvão, darei meus pitacos. Em


azul negrito:

De: Eduardo Lima <eduardo_rlima@hotmail.com>


Para: grupo grupo <espiritismo-cientifico@googlegroups.com>
Enviadas: Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009 21:16:04
Assunto: RE: Res: [IPCE] CHICO XAVIER E OS SERES INTERPLANETÁRIOS

Prezado Montalvão,
respondendo>
Podemos, pois, aceitar, como querem nossos amigos espíritas, a autenticidade das
alegadas comunicações mediúnicas?

repostas: .. Sim. eu acho bem mais cientificamente provável que FCX tenha feito tudo
TUDO que fez com ajuda de espiritos, pois nao vejo, em termos epistemológicos, como
ele ter sido conscientemente (termo aqui usado como sapiente e bem acordado)

a. perito em vários e vários autores das mais diversas áreas do conhecimento


humano

Ele era perito em literatura. No restante, tinha um conhecimento médio, plagiando


diversos autores para suprir sua falta de conhecimento. Ele não era bom em
História. Ele não era bom em Física. Ele não era bom em Biologia.

b. perito em leitura fria

Sim. Mas se tornar perito em leitura fria não é difícil. Um ator treinou 2 meses
para um programa na Globo sob a direção de Jayme Roytman e conseguiu
enganar o público se passando por um paranormal. Algumas pessoas nunca
treinaram e naturalmente usam leitura fria de forma inconsciente. A Natasha
Demkina, a menina com "visão de raio-x", parece ser uma delas.

c. perito em imitar diversas assinaturas

Assinaturas são justamente o mais fácil de se fraudar. E apenas 35% das


assinaturas tinham semelhança. 65% eram diferentes. Isso dificilmente pode ser
considerado um perito.

d. excelente ou no minimo ótimo mágico

Por quê? Quais fenômenos ele exibiu que necessitaria ser um ótimo mágico? Seja
qual for sua resposta, que eu saiba, ele nunca foi submetido a situações controladas
de teste. Nesses casos, um mágico de meia-tijela já é suficiente. Talvez mesmo um
mágico ruim já seja suficiente. De fato, o Thomas Green Morton é considerado
pelo mágico profissional Cronos um mágico extremamente ruim e enganou muita
gente.

e. hábil em fazer às vezes tudo isso de olhos fechados

Há dúvidas se de fato ele ficava com os olho fechados. Ele já exibiu suas
habilidades com uma venda?

f. alguns politicos e homens importantes tem uma rede de informações "secreta"


que lhes fornece dados pessoais sobre pessoas que ele vai tratar ao longo do dia.. eu
nao acredito em termos epistemológicos claro que FCX TINHA TAL REDE
pessoal quando ele atendia aleatoriamente (mas democraticamente) todos que o
procurassem (todos igual a milhares). Pessoas vindas de todo o Brasil e "sabe-se lá
Deus de onde mais" adivinhando infomarções muito particulares, assinaturas, etc
etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc
Muitas pessoas iam a Uberaba apenas para ver o Chico. Precisavam se instalar em
hotéis. Nos hotéis, elas precisavam assinar documentos, revelando assim suas
assinaturas. Passavam outras informações, como nome completo, identidade. Se
Chico tinha uma rede de informações, talvez houvesse um esquema com a rede de
hotéis local.

d. ser um bom ator ou sofrer de dissociação

De fato o Chico já trabalhou como ator, interpretando ele mesmo. E não há nada
que impeça ele sofrer de dissociação, esquizofrenia. Acaso há testes que mostrem
que ele não sofria de tais enfermidades?

e. mesmo uma rarissima memória extraordinária para mim não faria tudo isso...

Não creio que seja raríssima... uma boa memória já seria suficiente para muita
coisa.

O Mauricio pode continuar... a lista... é longa ainda

atenção: E MUITO MENOS NAO faço A MINIMA idéia de como ele faria tudo isso
INCONSCIENTEMENTE... pois tal conceito carece de explicação melhor..
Mas claro Montalvão.. Vc pode acreditar em coisas extraordinárias.. eu acredito em
bom senso cientifico
Como vê, o extraordinário não é tão extraordinário assim...

Um abraço.
Vitor

abraços,

Eduardo

Vitor,
Vc foi claro e direto.. gostei muito.. bem.. pois é ne.. neste caso, faço meus os
seus argumentos.. não preciso falar mais nada
gostei.
abraços.
Eduardo

Prezado Eduardo,

Aproveitando o ensejo, e sem muito tempo para longos pitacos, eu


me questiono a respeito de sua total desconsideração pelo conceito
de inconsciente. Logo você, um homem dado a discussões
"epistemológicas", deixar de lado um conceito tão importante como
esse...

Já me referi aqui, noutras ocasiões, aos processos


inconscientes possivelmente envolvidos na mediunidade, e cheguei
a designar a fraude inconsciente como uma espécie de auto-
engano. É bastante frequente, num contexto terapêutico, observar
pessoas que agem de uma maneira claramente inconsciente das
consequências de suas atitudes, e não simplesmente por falta de
conhecimento. Pode-se, na maior parte das vezes, acessar com
algum esforço as origens traumáticas e os complexos afetivos
relacionados a tais comportamentos. Isso é tão comum e tão óbvio
para o psicólogo clínico, que não podemos fugir da idéia de um
inconsciente. Até mesmo abordagens recentes, como a Psicologia
cognitiva, falam sobre processos inconscientes.

Ademais, creio que, para qualquer um aqui na lista, os fenômenos


de hipnose, dissociação, etc. demonstram claramente a ocorrência
de processos inconscientes. Portanto, não vale dizer que não existe
inconsciente. A grande questão que se coloca diante dos espíritas é
que acreditam ser estes fenômenos resultantes da intervenção de
entidades espirituais, ao invés de fragmentos da própria
personalidade do médium. Essa constitui uma longa controvérsia no
meio parapsicológico, mas alguns estudos, como os de Eisenbud,
apontam claramente para uma origem psicológica dessas
experiências.

E como argumentou o parapsicólogo Stephen Braude, boa parte


dos investigadores psíquicos, incluindo o próprio Ian Stevenson,
pecaram por diversas vezes em não explorar mais adequadamente
a psicodinâmica dos médiuns, deixando escapar assim dados
valiosos sobre as origens psicológicas dessas experiências. Para
mim, o maior problema dos estudos acerca da sobrevivência é
ainda a diferenciação do joio e do trigo... e, certamente, uma
compreensão mais ampla dos limites de PSI, o que ajudaria
igualmente a determinar até que ponto hipótese como Super-Psi
serviriam para abarcar os fenômenos de mediunidade.

Um enorme abraço.
Everton.

Caro Everton e tb Vitor,

eu já imaginava que vc Everton iria falar algo, e aproveito para tb


deixar mais claro algumas coisas que eu já disse, mas que no meio
de tantas precisam ser repetidas. Pois acho que não fui claro..

1. eu acredito piamente que existe o inconsciente.. alias.. pra mim tal


conceito explica muita MUITA MUITAAAAA COISA.. MAS NO MEU
CASO... apenas como curioso do assunto.. eu conclui (junto com
outros claro) que tal conceito da forma como é apresentado na
psicologia não me parece ainda tão viavel (um pouco
incompleto).. pois para mim, com simplicidade (e certa ousadia
sei) acho mais claro e provável que tudo que seja 90% das
manifestações do inconsciente tenha causas nas profundas e fortes
informações não lembradas (assim sim) de vidas passadas.

2. o Vitor, por exemplo, se eu tiver entendido bem, aproximou de


forma ate interessante (que me fez refletir dois dias diga-se) o
conceito de inconsciente com o de animismo.. mas so tem uma coisa
FUNDAMENTAL NESSA CONTRA ESSA TEORIA.. por exemplo, nos
fenomenos de transe mediunico.. quase todos são MUITO
conscientes.. talvez 95%. Ou seja...

3. ou seja.. não dá eu escutar alguem, entre tantos exemplos,


falando que uma pessoa pode: ler algo (a ponto de se tornar perito)..
depois esquecer.. e lembra durante um trase.. e depois em
vigilia esquece de novo que leu.. pois a informação volta para o tal
inconsciente... etc etc ETC ETC ETC ETC ETC ETC ETC

Eu acho tudo isso extramente implausivel sob muitos aspectos...


poxa vida.. já falam por ai ate de ventriloquismo inconsciente... por
favor.... nao dá.. ao menos para mim..

4. por fim, eu poderia tb argumentar que o FCX.. foi sem duvidas


NENHUMA UM HOMEM CULTO, mas que essa cultura nao veio dessa
vida, pois nao vejo MESMO, nas suas biografias com ele conseguiu
acumular ela, mas, no entanto, tal erudição veio do seu
inconsciente.. de outras vidas .. logo, PRONTO! PROBLEMA PARA
MIM RESOLVIDO POIS eu acredito nesse conceito de incosciente.. e
vcs que tentem, provar ao contrário... Mas simplesmente nao
faço isso entre outras coisas porque não acho isso produtivo..
ja que não é intelectualmente honesto e possivel ainda.

5. Em suma sumaris.. nao sou conta tal conceito.. AO CONTRARIO


COM JA DISSE, ACREDITO PIAMENTE NELE, MAS SOU TOTALMENTE
CONTRA.. usa-lo de forma minimalista cortando na raiz um rico
debate que acho que seria extremamente produtivo antes de
tudo, para uma propria melhor definição de um conceito tão
importante e ainda pouco claro

Devido a tudo isso.. nao vejo como se testar bem ainda se existem
psicoides p. ex., sem cair em metafisica, nem acho que seja possivel
adjetivar de forma facil certos fenômenos de inconsciente, sobretudo,
se tal adjetivo corta TOTALMENTE um debate teorico que pode
enriquecer melhorando o proprio conceito de inconsciente. Só
isso.

abraços a todos,

Eduardo

Eduardo,

Irei acessar os arquivos da lista para me atualizar sobre o debate


transcorrido anteriormente.

Com relação ao inconsciente indicado abaixo, acredito que vcs


devam estar se referindo à instância psíquica postulada
detalhadamente por Freud. Neste sentido, tal definição não
aparece de forma nenhuma incompleta, pois é um conceito que se
adapta perfeitamente à teoria psicanalítica. Por outro lado, parece-
me que não há muita familiaridade, aqui na lista, com este conceito,
sendo utilizado de forma indevida, pois o mesmo deve ser
entendido juntamente com outros conceitos que o complementam e
que com ele exercem relação, como, por exemplo: pulsão, libido,
princípio do prazer, princípio de realidade, "eu" (ego), "isso" (Id),
"supereu" (superego), conteúdos latentes, conteúdos manifestos,
censura psíquica, sonhos, atos falhos, sintomas, mecanismos de
defesa, representante psíquico, afeto, etc, etc, etc.
Portanto, caso queiram utilizar este conceito de forma a abranger os
fenômenos espíritas, faz-se necessário estabelecer uma nova e
completa teoria sobre o Inconsciente (em inicial maiúscula, com a
finalidade de entendê-lo como instância psíquica e não como "não
consciente"), adaptando-o de forma coerente ou mesmo utilizando
um conceito diferenciado.

Att.,

Ivan

Caro Eduardo,

Permita-me comentar, muito brevemente, alguns trechos:

Vou em ARIAL:
De: Eduardo Lima <eduardo_rlima@hotmail.com>
Para: grupo grupo <espiritismo-cientifico@googlegroups.com>
Enviadas: Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009 18:41:19
Assunto: RE: Res: Res: [IPCE] CHICO XAVIER E OS SERES
INTERPLANETÁRIOS

Caro Everton e tb Vitor,

eu já imaginava que vc Everton iria falar algo, e aproveito para tb deixar mais claro
algumas coisas que eu já disse, mas que no meio de tantas precisam ser repetidas. Pois
acho que não fui claro..

1. eu acredito piamente que existe o inconsciente.. alias.. pra mim tal conceito explica
muita MUITA MUITAAAAA COISA.. MAS NO MEU CASO... apenas como curioso
do assunto.. eu conclui (junto com outros claro) que tal conceito da forma como é
apresentado na psicologia não me parece ainda tão viavel (um pouco incompleto).. pois
para mim, com simplicidade (e certa ousadia sei) acho mais claro e provável que tudo
que seja 90% das manifestações do inconsciente tenha causas nas profundas e fortes
informações não lembradas (assim sim) de vidas passadas.
EVERTON: Continuo esperando as pesquisas do IPCE a esse
respeito, que, sem dúvida, é um tema bastante difícil de se acessar
em termos científicos, o das vidas passadas (assim poderia nos dizer
o falecido ou "desencarnado" Ian Stevenson).

2. o Vitor, por exemplo, se eu tiver entendido bem, aproximou de forma ate interessante
(que me fez refletir dois dias diga-se) o conceito de inconsciente com o de animismo..
mas so tem uma coisa FUNDAMENTAL NESSA CONTRA ESSA TEORIA.. por
exemplo, nos fenomenos de transe mediunico.. quase todos são MUITO conscientes..
talvez 95%. Ou seja...

EVERTON: Sim, muitos são os médiuns conscientes. Mas ainda aí


existe algum tipo de dissociação ocorrendo: seja no campo da fala, da
escrita, etc. A não ser nos casos de alegada "mediunidade
intuitiva", cuja inspiração é atribuída a um espírito, mas o médium não
se sente forçosamente influenciado.

3. ou seja.. não dá eu escutar alguem, entre tantos exemplos, falando que uma pessoa
pode: ler algo (a ponto de se tornar perito).. depois esquecer.. e lembra durante um
trase.. e depois em vigilia esquece de novo que leu.. pois a informação volta para o tal
inconsciente... etc etc ETC ETC ETC ETC ETC ETC ETC
Eu acho tudo isso extramente implausivel sob muitos aspectos... poxa vida.. já falam
por ai ate de ventriloquismo inconsciente... por favor.... nao dá.. ao menos para mim..

EVERTON: Olha, eu também pensava assim... mas a cada dia que


passa, eu percebo como a mente é humana é complicada. O que você
acabou de descrever é algo totalmente possível, e acontece, por
exemplo, na hipnose: o indivíduo é hipnotizado e recebe a sugestão
de abrir um guarda-chuva quando sair do estado hipnótico. Ao retomar
a consciência, não se lembra de nada do que foi sugerido, e age sem
total conhecimento dos fatores subjacentes que o levaram a se
comportar de tal maneira (pode até explicar a situação de um modo
completamente errôneo, embora o faça de boa vontade). A sugestão
permaneceu num nível inconsciente, mas está lá. Outro exemplo:
passo por uma rua que não costumo ir, mas não reparo muito nela. À
noite, ao dormir, tenho um sonho em que essa rua é palco para um
enredo inusitado. Eu, conscientemente, nem prestei atenção, mas a
memória ficou registrada subliminarmente. Muitos músicos passam
por maus bocados na justiça acusados de plagiar música alheia:
contudo, é bem possível que alguns deles tenham sido vítimas da
chamada criptmonesia, a qual inseriu melodias ou harmonias
alheias na música como se fossem criação própria. Algo parecido
pode (não digo necessariamente) ter acontecido com FCX em alguns
casos sugestivos.

4. por fim, eu poderia tb argumentar que o FCX.. foi sem duvidas NENHUMA UM
HOMEM CULTO, mas que essa cultura nao veio dessa vida, pois nao vejo MESMO,
nas suas biografias com ele conseguiu acumular ela, mas, no entanto, tal erudição veio
do seu inconsciente.. de outras vidas .. logo, PRONTO! PROBLEMA PARA MIM
RESOLVIDO POIS eu acredito nesse conceito de incosciente.. e vcs que tentem, provar
ao contrário... Mas simplesmente nao faço isso entre outras coisas porque não acho
isso produtivo.. ja que não é intelectualmente honesto e possivel ainda.
EVERTON: Também não me parece intelectualmente
honesto recusar-se a pensar o contrário do que você defende se as
evidências não favorecerem o seu conceito de inconsciente.

5. Em suma sumaris.. nao sou conta tal conceito.. AO CONTRARIO COM JA DISSE,
ACREDITO PIAMENTE NELE, MAS SOU TOTALMENTE CONTRA.. usa-lo de
forma minimalista cortando na raiz um rico debate que acho que seria
extremamente produtivo antes de tudo, para uma propria melhor definição de um
conceito tão importante e ainda pouco claro

Devido a tudo isso.. nao vejo como se testar bem ainda se existem psicoides p. ex., sem
cair em metafisica, nem acho que seja possivel adjetivar de forma facil certos
fenômenos de inconsciente, sobretudo, se tal adjetivo corta TOTALMENTE um debate
teorico que pode enriquecer melhorando o proprio conceito de inconsciente. Só
isso.
EVERTON: Não nego que se possa melhorar o conceito e que esse
debate seja produtivo para tal melhoria. Mas jamais poderemo negá-
lo.

abraços a todos,

Eduardo

Eduardo,

comentando em azul negrito

De: Eduardo Lima <eduardo_rlima@hotmail.com>


Para: grupo grupo <espiritismo-cientifico@googlegroups.com>
Enviadas: Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009 18:41:19
Assunto: RE: Res: Res: [IPCE] CHICO XAVIER E OS SERES
INTERPLANETÁRIOS

Caro Everton e tb Vitor,

eu já imaginava que vc Everton iria falar algo, e aproveito para tb deixar mais claro
algumas coisas que eu já disse, mas que no meio de tantas precisam ser repetidas. Pois
acho que não fui claro..

1. eu acredito piamente que existe o inconsciente.. alias.. pra mim tal conceito explica
muita MUITA MUITAAAAA COISA.. MAS NO MEU CASO... apenas como curioso
do assunto.. eu conclui (junto com outros claro) que tal conceito da forma como é
apresentado na psicologia não me parece ainda tão viavel (um pouco incompleto).. pois
para mim, com simplicidade (e certa ousadia sei) acho mais claro e provável que tudo
que seja 90% das manifestações do inconsciente tenha causas nas profundas e fortes
informações não lembradas (assim sim) de vidas passadas.
2. o Vitor, por exemplo, se eu tiver entendido bem, aproximou de forma ate interessante
(que me fez refletir dois dias diga-se) o conceito de inconsciente com o de animismo..
mas so tem uma coisa FUNDAMENTAL NESSA CONTRA ESSA TEORIA.. por
exemplo, nos fenomenos de transe mediunico.. quase todos são MUITO conscientes..
talvez 95%.

A pergunta que não quer calar: era esse o caso do Chico?

3. ou seja.. não dá eu escutar alguem, entre tantos exemplos, falando que uma pessoa
pode: ler algo (a ponto de se tornar perito).. depois esquecer.. e lembra durante um
trase.. e depois em vigilia esquece de novo que leu.. pois a informação volta para o tal
inconsciente... etc etc ETC ETC ETC ETC ETC ETC ETC
Eu acho tudo isso extramente implausivel sob muitos aspectos... poxa vida.. já falam
por ai ate de ventriloquismo inconsciente... por favor.... nao dá.. ao menos para mim..

Mas Eduardo, é justamente assim com muitas pessoas que fazem terapia de vidas
passadas. Muitas delas durante a hipnose dramatizam uma vida passada baseadas
no que leram em um livro há muito tempo. E quando saem da hipnose não
lembram o que falaram! Aí vc tem exatamente o caso: leu - esqueceu - relembrou
durante o transe/hipnose - esqueceu quando saiu do transe/hipnose. Como pode ser
implausível algo que está tão bem documentado?!

Porém, no caso do Chico, eu queria saber se ele lia as psicografias depois ou se


entregava logo tudo para a editora.

4. por fim, eu poderia tb argumentar que o FCX.. foi sem duvidas NENHUMA UM
HOMEM CULTO, mas que essa cultura nao veio dessa vida, pois nao vejo MESMO,
nas suas biografias com ele conseguiu acumular ela, mas, no entanto, tal erudição veio
do seu inconsciente.. de outras vidas .. logo, PRONTO! PROBLEMA PARA MIM
RESOLVIDO POIS eu acredito nesse conceito de incosciente.. e vcs que tentem, provar
ao contrário... Mas simplesmente nao faço isso entre outras coisas porque não acho
isso produtivo.. ja que não é intelectualmente honesto e possivel ainda.
Ele conseguiu essa cultura com Clóvis Tavares, que lhe forneceu dezenas de livros.
Talvez mesmo centenas. E mais: Clóvis Tavares sabia italiano. Será que Chico não
teve aulas de italiano com o Clóvis?

5. Em suma sumaris.. nao sou conta tal conceito.. AO CONTRARIO COM JA DISSE,
ACREDITO PIAMENTE NELE, MAS SOU TOTALMENTE CONTRA.. usa-lo de
forma minimalista cortando na raiz um rico debate que acho que seria
extremamente produtivo antes de tudo, para uma propria melhor definição de um
conceito tão importante e ainda pouco claro

Devido a tudo isso.. nao vejo como se testar bem ainda se existem psicoides p. ex., sem
cair em metafisica, nem acho que seja possivel adjetivar de forma facil certos
fenômenos de inconsciente, sobretudo, se tal adjetivo corta TOTALMENTE um debate
teorico que pode enriquecer melhorando o proprio conceito de inconsciente. Só
isso.

abraços a todos,
Eduardo

Olá pessoal, gostaria de dar minha contribuição ao estudo


da mediunidade. Repasso um texto que publiquei em meu
blog, onde há outros, referentes à mediunidade e
espiritismo em geral. http://bulevoador.haaan.com

Abraços a todos!

PARNASO DE ALÉM TÚMULO

Marcelo Druyan

1ª parte: Crítica Literária

Falar sobre Chico Xavier é pisar em terreno ardiloso. Sua


figura é tão protegida no meio espírita que me faz lembrar
os embaraços de Salman Rushdie com o Islã. É
personagem intocável, Maomé do espiritismo. Nem Kardec
é tão adorado e venerado quanto. Os espíritas, ainda que
respeitem - vez ou outra - a voz dos críticos; reagem com
emoção extrema quando os olhares céticos voltam-se para
o médium mineiro. Todavia…

“Parnaso de Além-Túmulo” foi a primeira obra psicografada


por Chico, lançada em 1932 pela Federação Espírita
Brasileira, quando o médium contava, então, com 22 anos
de idade. Esta primeira edição trazia 60 poemas assinados
por nove poetas brasileiros, quatro portugueses e um
anônimo. A partir da 2ª edição, publicada em 1935, foram
acrescentados outros, até a versão definitiva, a 6ª, de
1955, com 259 poemas de 56 autores brasileiros e
portugueses.

O livro, em todas as suas edições, sempre causou


polêmicas.

Agripino Grieco, poeta, crítico, ensaísta e menção honrosa


da Academia Brasileira de Letras, afirmou, no jornal
paulista Diário da Noite, em junho de 1944:

“Os livros póstumos, ou pretensamente póstumos, nada


acrescentam a gloria de Humberto de Campos, sendo
mesmo bastante inferiores aos escritos em vida.
Interessante: de todos os livros que conheço como sendo
psicografados, escritos por intermédio de um médium,
nenhum se equipara aos produzidos pelo escritor em vida.”

João Dornas Filho, laureado escritor mineiro e membro da


Academia Mineira de Letras, declarou ao jornal paulista
Folha da Manhã, em abril de 1945:

“Esse homem que em vida nunca assinou um verso


imperfeito, depois de morto teria ditado ao Sr. Xavier
sonetos inteiros abaixo de medíocres, cheios de versos mal
medidos, mal rimados e, sobretudo, numa língua que Bilac
absolutamente não escrevia!”

O escritor nordestino Osório Borba, crítico atroz de Chico,


em agosto de 1958 disparou no Diário de Minas:

“As pessoas que se impressionam pela ‘semelhança’ dos


escritos ‘mediúnicos’ de Chico Xavier com os deixados
pelos seus indigitados autores, ou são inteiramente leigas
sem maior discernimento em matéria de literatura, ou
deixaram-se levar ligeiramente por uma primeira
impressão. Se examinarem corretamente a literatura
psicográfica verão que tal semelhança é de pastiche, mais
precisamente, de caricatura. O pensamento das
psicografias é absolutamente indigno do pensamento dos
autores a quem são imputados, e a forma em geral e a
técnica poética, ainda piores. E há inúmeros casos de
parodia e repetição de temas, frases inteiras, versos, além
dos plágios”.

Existem ainda outros críticos quanto à autenticidade das


obras psicografadas por Chico, assim como há os que a
defendem. Creio que o essencial ao objetivo deste texto
está posto, pois quero me referir exatamente à polêmica
causada por estas obras. Vou me repetir: qual o objetivo de
uma obra psicografada?

Não creio que um grande escritor utilize-se de um médium


por puro diletantismo. O que se quer demonstrar, está
claro, é a imortalidade da alma. Um Olavo Bilac utiliza-se
de um médium para dizer: a morte não existe! Entretanto,
obras psicografadas têm sido objeto de crítica e não se
revelaram a impressão digital de seus autores, quando
encarnados. Então, se um espírito - por uma razão ou outra
- não tem condições de ser fiel a si mesmo quando
encarnado, para quê se manifestar? Para levantar
polêmicas em jornais?

2ª parte: Animismo ou Espiritismo?

Terezinha Acioli Lins de Lima é parapsicóloga pós-graduada


em Parapsicologia pelo Instituto Pernambucano de
Pesquisas Psicobiofísicas. Ela publicou um interessante
texto intitulado “Parnaso de Além Túmulo - Hipóteses e
Discussões” que pode ser lido na íntegra em
http://br.geocities.com/existem_espiritos/parnaso_discussa
o

Apesar de não concordar com todos os detalhes da


conclusão da autora, vou servir-me de algumas partes do
texto, procurando não incorrer em descontextualização. A
principal delas diz respeito ao mimetismo:

“O mimetismo é uma capacidade especial existente no ser


vivo, seja animal ou homem, como uma técnica de
sobrevivência. Há pássaros que imitam o canto de outras
aves; o papagaio imita a própria voz humana. Daí ser
evidente a hipótese de que há pessoas dotadas dessa
aptidão e, portanto, capazes de imitar as outras na voz,
nos gestos, no andar, no olhar, NAS EXPRESSÕES
ARTÍSTICAS E ATÉ NOS ESTILOS LITERÁRIOS (…)”
[destaque meu]

Mais:

“No caso em estudo, o caminho mais curto (navalha de


Occan) é a descrição do fenômeno, partindo do processo
inconsciente do agente psi, da mente de uma pessoa viva e
não atribuir a algo, até agora, desconhecido - o espírito de
um morto.

Essa idéia é ratificada por Ernesto Bozzano, quando opina:


‘para resolver o grande problema da sobrevivência do
espírito humano desencarnado, o melhor método é o de
estudar os poderes do espírito humano encarnado’.
[Observação minha: Ernesto Bozzano foi um dos mais
famosos pesquisadores espíritas de seu tempo].

Também enfatiza essa hipótese Alexandre Aksakof que foi


o primeiro, entre os estudiosos do Espiritismo, que se deu
conta da EXTREMA DIFICULDADE [destaque meu] de se
comprovar a realidade de uma comunicação mediúnica,
uma vez que grande parte das manifestações espíritas
poderia ser atribuída à ação do inconsciente do médium.
Esta é a razão pela qual ele denominou esses fenômenos
de anímicos.”

Em sua conclusão, ela cita, entre outras coisas:


“O Parnaso de Além-Túmulo (…) é produto da dinâmica
inconsciente do agente psi em combinação com o seu
cotidiano, as suas aquisições culturais e experiências (…)”

A hipótese anímica, portanto, sugere a ocorrência de um


mimetismo inconsciente na mediunidade de Chico Xavier.
Mas se o médium “copia”, de onde ele retira o “material
original”?

3ª parte: Bagagem cultural

Chico Xavier tinha apenas o 1º grau completo, mas estava


longe de ser um simplório ignorante. Na seção “Palavras
Minhas”, do livro “Parnaso de Além Túmulo”, o próprio
Chico escreveu:

“Começarei por dizer-lhe que sempre tive o MAIS


PRONUNCIADO PENDOR para a literatura; constantemente,
a melhor boa vontade animou-me para o ESTUDO. (…) É
verdade que, em casa, SEMPRE ESTUDEI o que pude, mas
meu pai era completamente avesso à MINHA VOCAÇÃO
PARA AS LETRAS, e muitas vezes tive o desprazer de ver
os MEUS LIVROS E REVISTAS queimados”. [destaques
meus]

Quando os jornalistas David Nasser e Jean Manzon


visitaram a casa de Chico, em 1944, encontraram numa
estante “versos de Guerra Junqueiro, Tolstoi e uma
PORÇÃO DE AUTORES MORTOS”. [destaque meu]
O livro da Editora Vozes, “O Espiritismo no Brasil -
Orientação para Católicos”, de Boaventura Kloppenburg,
traz o depoimento de um padre da Arquidiocese de Belo
Horizonte. Embora possa se objetar que trata-se de um
livro católico, a passagem a seguir é o registro de um
encontro desse padre com Chico Xavier:

"(…) em julho de 33, salvo engano, ele me deu para ler um


álbum de poesias dele. Eram poemas, sonetos, quase todos
melhores do que a imitação de Guerra Junqueiro que ele
publicou no Parnaso de Além Túmulo. Foi por intermédio de
Francisco Xavier que conheci Augusto dos Anjos. Ele
declamava grande parte do 'Eu'. Lera tanto Augusto dos
Anjos que o sabia de cor. Ainda me lembro muito de ouvi-
lo cantar com entusiasmo o 'Árvore da serra’. Em 1933 ele
estava encantado com Augusto dos Anjos. Já por essa
época, lia ele o espanhol e o francês, assim me disse várias
vezes. Conhecia bem a literatura brasileira e lia muito (…)”.

No mesmo livro é citado o depoimento de Frei Boaventura


Chasseriau, que esteve várias vezes em Pedro Leopoldo
para observar o médium:

“Fez o curso primário e estudou mais um ano com uma


professora particular. Distinguia-se, com efeito, por sua
inteligência, sua MEMÓRIA PRODIGIOSA e sua APLICAÇÃO
AO ESTUDO. SÓ QUERIA LER E ESTUDAR (…)” [destaques
meus]

4ª parte: Parnaso de Aquém.


Chico era inteligente, articulado e talentoso. Mas seu
Parnaso era do Além?

Existe a hipótese de que as obras de Chico Xavier sejam


fruto de animismo inconsciente, calcado no mimetismo de
autores conhecidos por ele. Se há talento nisso, não é
nenhuma aberração ou feito extraordinário. Há casos muito
mais interessantes sobre falsários que pintam melhor que
artistas originais e escritores que reproduzem com
perfeição o estilo de diversos autores, sem recorrerem à
teatralidade mediúnica.

Existe também a possibilidade de má fé, falsificação


consciente, pastiche criminoso. Infelizmente, não temos
registros dos controles empregados à época, se é que
existiram. E embora isto inevitavelmente ofenda os
espíritas, a hipótese de fraude, por princípio, nunca pode
ser descartada.

Os espíritas, em sua maioria, alegam que “a renda da


venda dos livros psicografados, uma admirável fortuna, foi,
desde o início, totalmente doada em favor de hospitais,
asilos, orfanatos e outras instituições beneficentes, vivendo
Chico Xavier de seu parco salário de humilde funcionário
público”. Não duvido disso e acho louvável. O que me
espanta é saber que as pessoas associam fraude apenas
com dinheiro - o que é muito comum em nossos dias -
esquecendo-se de que há tantos motivos “nobres” ou
“escusos” para uma fraude, quanto existem maneiras de se
fraudar.

É necessário, também, retomar o próprio Chico, na citação


da 3ª parte deste texto, dando outra ênfase:
“(…) sempre tive o mais pronunciado pendor para a
literatura; constantemente, a melhor boa vontade animou-
me para o estudo. (…) É verdade que, em casa, sempre
estudei o que pude, MAS MEU PAI ERA COMPLETAMENTE
AVESSO À MINHA VOCAÇÃO PARA AS LETRAS, e muitas
vezes tive o desprazer de ver os meus livros e revistas
queimados”. [destaque meu].

A repressão de uma disposição confessa não teria


provocado uma dissociação inconsciente que permitisse ao
jovem Chico - na personalidade de outros autores - exercer
a sua vocação?

Enfim, como disse no início, é um terreno ardiloso. Chico


Xavier conquistou corações e mentes no Espiritismo
brasileiro, abriu as portas para uma revoada de “médiuns
psicógrafos” que vieram em sua esteira e tornou-se um
mito protegido por uma intocável aura de santidade. É uma
fonte rica de estudos e acredito que não devemos recusar-
nos ao tema, mesmo quando acuados pelo ataque de
prosélitos.
Date: Fri, 23 Jan 2009 23:45:24 -0200

From: moizesbrasil@oi.com.br

To: Espiritismo-Cientifico@googlegroups.com

Subject: Res: RE: Res: Res: [IPCE] CHICO XAVIER E OS SERES


INTERPLANETÁRIOS

Prezado Eduardo,

Acredito que esteja assoberbado ante as indagações dos companheiros, por


isso, sem intento de acrescentar mais reclamos, consulto-lhe tão-somente
sobre a sentença destacada a seguir:
EDUARDO:pois para mim, com simplicidade (e certa ousadia sei) acho mais claro e
provável que tudo que seja 90% das manifestações do inconsciente tenha causas nas
profundas e fortes informações não lembradas (assim sim) de vidas passadas.

Em que fundamenta sua certeza de que esse elevado percentual de


manifestações inconsciente advenha de lembranças de outras vidas? E em que
firma sua convicção de que as lembranças de vidas passadas sejam reais? Na
experiência de Luciano dos Anjos?

Grande abraço,

Moizés Montalvão.

Não Montalvão, as perguntas, além de ótimas, foram respondidas


rápido porque (de forma curiosa para mim) algumas me dizem coisas
que eu mesmo ja disse antes.. como igualmente em parte neste
caso aqui.. eu ja lhe disse antes que: (mas digo de novo com prazer)

Depois de ler muito casos (acho... que suficientes para isso inclusive
o de Luciano, acho apenas) conclui o seguinte:

a. existem fenômenos anomalos

b. estes fenomenos anomalos nao são explicados totalmente por


teorias dentro das ciências normais, pois às vezes, tais teorias são
incompletas, fracas (se nao explicam claro que são assim rsrss)

c. tais fenomenos anômalos parecem se encaixar melhor no campo


teorico PSI ou espirita, mas sobretudo ESPIRITA.

atenção infelizmente as melhores teorias (do meu ponto de vista


claro) nao são com toda justiça consideradas acadêmicas estando, na
melhor das hipoteses, em uma fase pre-paradigmatica, como no caso
das PSI, ou pior ainda, considerada com mera religião, como no caso
da espirita.

Igualmente sei que não é facil mudar ou inventar macro-paradigmas,


alias ja disse varias vezes que de 500 anos para cá, a meu ver isso so
ocorreu 2 vezes, mas no meu caso.. nao acredito em explicações
extraordinarias demais eu gosto de boas teorias em face de fatos..
logo.. me convenci das teorias espiritas.

abraços
Edu.

Caro Ivan,

Sou curioso sobre o conceito inconsciente e gosto, portanto, de saber


o que os especialistas tem a dizer sobre isso.

Vc me pareceu alguem que leu muito sobre isso... então queria


saber:

a. todas as correntes da piscicologia trb com com tal conceito ? quais


as pricipais divergências teoricas?

b. a partir da resposta acima qual conceito de psicologia explica


alguem estudar um livro a ponto de se tornar perito, ou bom, ou
memorizar e, em seguida, esqueçer totalmente.. para em
transe dissociativo (ou mediunico) lembrar, e depois, do tal transe
voltar a esqueçer totalmente que leu?

PS. nesta pergunta ainda tem um problema,, eu garanto a vc,,


(acredite por enquanto, apenas com base da empiria simples) que
talvez 90% dos transes mediunicos ou dissociativos (o merito nao
importa agora) são bem conscientes

abraços

Eduardo

Prezado Eduardo,

Sem intento imiscuitivo no diálogo entre sua nobre pessoa e o


distinto Ivan, peço vênia para um comentarísculo de nada,
concernente à questão “b”.

EDUARDO: b. a partir da resposta acima qual


conceito de psicologia explica alguem estudar um
livro a ponto de se tornar perito, ou bom, ou
memorizar e, em seguida, esqueçer totalmente..
para em transe dissociativo (ou mediunico) lembrar,
e depois, do tal transe voltar a esqueçer totalmente
que leu?
Conquanto concorde com a existência de casos da espécie, chamados
eventos criptomnésicos, nos quais as pessoas aprendem e o
aprendizado fica como que esquecido nalguma gaveta do arquivo
cerebral e, ante estímulo inesperado, o esquecido aflora; considero
desnecessário aplicar à Chico Xavier tal suposição. Se aconteceu com
o médium tal circunstância; se ocorreu parcialmente, ou sempre, ou
nunca, em nada alteraria a suposição que defendemos: que os
“poderes” mediúnicos eram do próprio Chico. Estivesse o
conhecimento vivo em sua mente, ou adormecido, não faz diferença
(ao menos é minha conjetura). O que importa é que ele cultivava e
divulgava, pelas razões que lhe eram satisfatórias, estar sob
comando da espiritualidade, notadamente do espírito Emmanuel, que
se sabe, não existiu. A primeira questão, neste ponto, seria
responder: como pode Chico receber orientação de um ente
inexistente?

Há outro problema com Emmanuel. Tempos depois de Chico tê-lo


anunciado ao mundo (parece-me que vários anos depois) foi
divulgado que o hipotético tribuno reencarnara no corpítio de Manuel
de Nóbrega. Então, porque Nóbrega não assessorava o médium, em
lugar do distanciado romano? Pela lei da evolução, Nóbrega não seria
personalidade mais madura, pois teria alguns séculos de experiência
acumulada? Provavelmente, haja respostas espíritas para essa
aparente confusão, se houver, gostaria de conhecê-las. Haja ou não,
bastam esses fatos para mostrar que o caso de Chico pede
abordagem psicológica ou mesmo psiquiátrica.

A melhor maneira de aferir a legitimidade dos contatos mediúnicos,


creio, passa pelo exame da obra do medianeiro em sua amplitude, e
desvinculado da hipótese espírita (pois esta funciona não para aferir o
médium, sim para validá-lo). Fazendo isso, tornam-se visíveis os
equívocos dos supostos espíritos, as fragilidades da interpretação
espiritista, a perceptível presença do médium nas comunicações, o
cinturão protetor que a liderança espírita criou em torno dele e, até
mesmo, possíveis fraudes, enfim, tudo fica mais visível ante o exame
global da produção desse bondoso e imaginativo homem.

Defendo seja este o caminho.

Grande abraço,

Moizés Montalvão.