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UNIC – UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

CAMPUS AEROPORTO
CURSO DE PSICOLOGIA
8° SEMESTRE

JULIANI PAVÃO FRAGA


PATRÍCIA DA CONCEIÇÃO AGUIAR

PROJETO ACONCHEGO: AÇÕES DE PROMOÇÃO A


SAÚDE EM SALA DE ESPERA

SINOP/MT
2019
JULIANI PAVÃO FRAGA
PATRÍCIA DA CONCEIÇÃO AGUIAR

PROJETO ACONCHEGO: AÇÕES DE PROMOÇÃO A


SAÚDE EM SALA DE ESPERA

Projeto de desenvolvimento do Estágio Básico III


do Curso de Psicologia – 8º Semestre – Unic,
como exigência parcial para a obtenção de nota.

Professora Karen Pietrowski

SINOP/MT
2019
1 - DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

1. Nome do projeto: Aconchego


2. Tema: Ações de Promoção a saúde em sala de espera
3. Proponente: Juliani Pavão Fraga/ Patrícia da Conceição Aguiar
4. Orientadora: Prof Karen Pietrowski
5. Estabelecimento de ensino: Unic – Universidade de Cuiabá – Campus Aeroporto
6. Instituição da pesquisa: UBS- Joacir Rodrigues, localizada na
7. Localização: Rua dos Mognos, Q15 – Br. Vitória Régia
8. Público alvo: Gestantes e Mulheres usuárias da unidade
9. Duração: 8 horas semanais
2 – INTRODUÇÃO

A atenção básica é porta de entrada do serviço público de saúde, atuando com


cadastro de pessoas da área de abrangência vinculando-as a unidade de saúde, visitas
domiciliares, atendimento médico e de enfermagem para pacientes com consultas
programadas e livre demanda. Há ainda o acompanhamento de paciente hipertensos e
diabéticos, atenção à saúde da mulher, do homem, e crianças. E por ser porta de entrada
do serviço de saúde, a atenção básica recebe e acompanha as gestantes durante todo o
pré-natal e puerpério.
Diante desse cenário o principal objetivo do psicólogo nesse espaço de atenção
básica é proporcionar qualidade de vida e saúde mental. Saúde mental é uma construção
multifatorial, tendo como componentes os fatores hereditários e biológicos, incluindo
relações sociais saudáveis e principalmente uma atitude do indivíduo em relação a si
mesmo e aos outros. O conceito de doente mental não é definido apenas pelo sujeito com
diagnóstico ou psicopatologia e sim a partir da existência de sofrimento psíquico.
(AMARANTE, 2008). Se a instabilidade emocional surgir no período gestacional, a
mulher se depara com humor alterado pela alta taxa de hormônios, necessitando de uma
atenção psicológica específica nesse período. (BORTOLLETI, 2007).
A gravidez traz uma vulnerabilidade emocional para a mulher, pois o corpo muda
a cada trimestre, as flutuações de humor aumentam, nesse momento crítico é fundamental
um acompanhamento psicológico. Existem conflitos que se não tratados e diagnosticados
produzem um estado de desorganização, quebra de papéis e vínculos podendo levar a uma
depressão pós-parto (SAMPAIO, 2013). Os sintomas de risco são: ansiedade pré-natal,
falta de apoio familiar e social, transtornos de humor, baixa autoestima materna,
contrariedades e circunstâncias adversas. (COSTA, 2010).
Segundo Falcone (2005), a ansiedade é um componente emocional que pode
acompanhar todo o período gestacional, num estado de insegurança e incerteza. A
pesquisa se justifica pela importância do tratamento e prevenção dessas características, o
acumulo excessivo de emoções nocivas prejudica o estado mental, desenvolvendo o
estresse materno, que aumenta o nível de cortisol no sangue, diminuindo a função do
sistema imunológico, deixando o corpo mais suscetível a infecções e parto prematuro.
(RENNÓ, 2013). Os sentimentos e desejos desenvolvidos pela gestante durante a
gestação, com expectativas e planos após o parto, influenciam na sua saúde, seu bem-
estar, qualidade de vida, e posteriormente no desenvolvimento da criança.
O cuidado em saúde busca apreender as necessidades mais atenuantes do ser
humano, enfatizando a articulação entre atividades preventivas e assistenciais. As
dimensões biológicas permitem construir uma linha de cuidados também à saúde da
mulher, no contexto em que a grande demanda, a falta de infraestrutura e a escassez de
recursos constituem uma realidade a ser enfrentada. A mulher, como ser social, percorreu
uma trajetória de dificuldades decorrentes, principalmente, das condições precárias de
vida e de trabalho, discriminação e violência. A situação hoje mudou, entretanto, como a
mulher conseguiu atuar nos papeis de trabalhadora, mãe, dona de casa e chefe de família,
ela se esqueceu de cuidar de si mesma, aumentando o índice de doenças em sua vida
produtiva.
Segundo o Ministério da Saúde, as doenças do aparelho circulatório correspondem
a 36,7% das mortes femininas, seguidas pelas neoplasias (17,6 %) e doenças do aparelho
respiratório (12,6%). Dentre as 10 primeiras causas de morte encontradas, podemos citar
AIDS, câncer de mama e câncer do colo do útero.2 Em relação às doenças sexualmente
transmissíveis (DSTs), além de provocar danos graves à saúde das mulheres, são
consideradas o principal facilitador da transmissão sexual do vírus da imunodeficiência
humana (HIV). Sabe-se que, entre as mulheres afetadas, a relação heterossexual,
consensual, sem proteção e principalmente envolvendo afeto tem sido a maneira mais
frequente de transmissão.
Dentro desse cenário de campo, o ensino, pesquisa e extensão vêm ganhando
espaço para o desenvolvimento de atividades ligadas ao cuidado feminino que ultrapassa
as barreiras do adoecer humano e se concretiza com ações voltadas à realidade da própria
comunidade assistida.
Visando a saúde tanto da gestante, quanto das mulheres em geral buscamos criar
o Projeto Aconchego, que é um projeto de estágio supervisionado de psicologia, tendo
como objetivo proporcionar um espaço, a gestantes e mulheres que buscam atendimento
na UBS, para acolhimento e escuta as necessidades das mulheres, construindo vínculos
terapêuticos, educativos e dinâmico, na sala de espera.
Rodrigues et al. (2009) destaca que a sala de espera pode ser capaz de amenizar o
desgaste físico e emocional associado à expectativa pelo atendimento, o que possibilita a
diminuição da ansiedade, da angústia e da tensão diante dos procedimentos de saúde
inerentes.
3 - JUSTIFICATIVA

Sendo a sala de espera um espaço que acolhe um grande número de pessoas e uma
diversidade de atividades, esta pode ser concebida como uma aliada para intervenções
que possuem como foco a saúde coletiva, por intermédio da modalidade grupal. Não
obstante, ações nesse local proporcionam aos usuários e profissionais o avanço de um
nível individual e centralizador para outro, grupal, o qual repercutirá no âmbito social. As
ações de grupos interdisciplinares no contexto da saúde pública são estratégias que podem
oportunizar o intercâmbio de saberes, metodologias e esquemas conceituais entre as áreas
de atuação (PAIXÃO; CASTRO, 2006; TEIXEIRA; VELOSO, 2006).
Pelo caráter interdisciplinar e multiprofissional das ações em saúde que podem e
devem ser realizadas em salas de espera, a inserção da Psicologia mostra-se de grande
relevância. Dessa maneira, o psicólogo interessa-se pelas formas de comunicação e
transmissão das informações entre usuários e funcionários, e pelas atitudes daqueles
diante do que foi recomendado, contribuindo para a compreensão da "responsabilidade
de cada indivíduo em assegurar seu próprio bem-estar" (MARTINS-BORGES, 2012, p.
579). A Psicologia da Saúde se alicerça na promoção de saúde e na educação, intervindo
no âmbito social e diretamente no cotidiano das pessoas com a finalidade de prevenir
possíveis riscos ou problemas. Sob esse panorama, o presente trabalho se fundamentou
na perspectiva de que os usuários sejam protagonistas de sua própria qualidade de vida
(CASTRO; BORNHOLDT, 2004).
Deste modo, acredita-se que a sala de espera de uma Unidade Básica de Saúde deva
constituir-se num ambiente de acolhimento e vínculo, aproximando cada vez mais a
comunidade e os serviços de saúde. O processo de educação pode estimular nos pacientes
a responsabilidade do autocuidado, gerando a interpretação de que muitas situações são
preveníeis. Desta forma, é por meio dos diálogos que acontecem na sala de espera que
podemos detectar problemas de saúde, através de expressões faciais dos pacientes, bem
como avaliamos, interagimos, desmistificamos determinados tabus e entendemos
determinadas crenças, e consequentemente, vemos e entendemos o usuário em sua
integralidade, além de humanizar os burocratizados serviços prestados.
4 - OBJETIVOS

4.1-Objetivo Geral

Implementar a sala de espera na UBS- Joacir Rodrigues na cidade de Sinop-MT,


com vistas a propiciar um espaço de acolhimento e troca de vivências, assim como
reflexão acerca dos significados e modos de cuidados em saúde, promovendo qualidade
de vida as participantes.

4.2-Objetivos específicos

 Desenvolver ações educativas, de caráter preventivo e de promoção da saúde,


direcionadas às reais necessidades da gestante e das mulheres participantes.
 Estabelecer reflexões sobre as questões relacionadas à autoestima, ao
autoconhecimento e às relações familiares e sociais, de acordo com as
representações simbólicas e culturais das participantes.
 Amenizar a ansiedade por algum eventual acontecimento, orientando a cerca de
manejo das emoções.
 Contribuir para a saúde integral da gestante, possibilitando uma gestação
humanizada.
 Promover reflexão e aprendizagem de forma dinâmica, modificando a percepção e
comportamento frente as transformações da subjetividade feminina.
 Aprimorar o desenvolvimento biopsicossocial dos pacientes.
 Estimule nos pacientes a responsabilidade do autocuidado.
5. METODOLOGIA

O projeto será desenvolvido na UBS- Joacir Rodrigues, localizada na Rua dos


Mognos, Q15 – Br. Vitória Régia , tendo como público alvo as gestantes e as mulheres
usuárias do atendimento na unidade, provenientes da comunidade local.
A carga horária das atividades será de 8 horas semanais, articuladas em dois grupos:
de gestantes e de saúde da mulher. Nas terças serão os encontros com as mulheres e nas
quartas com as gestantes.
As atividades serão dinâmicas, educativas e reflexivas em forma de um diálogo
informal direcionando a ação para o tema previamente selecionado, utilizando uma
linguagem acessível e clara.
Serão utilizados recursos próprios da Unidade tais como: sala, cadeiras, mesas, entre
outros. Além de materiais levados pelas estagiárias como: caneta, cartolinas, papel cartão,
papel madeira, e.v.a, feltro, cola, tesoura, data-show e etc.
6. CRONOGRAMA

Mês Datas Oficiais


FEVEREIRO 13 20 27

MARÇO 13 20 27

ABRIL 03 10 11 15 17 23 24 30

MAIO 07 08 14 15 21 22

O Projeto de Estágio Básico I - O grupo de estágio deverá fazer


até 04 Intervenções, o restante das horas/datas serão de
observações in locu

13/02: Supervisão
20/02: Supervisão
27/02:Supervisão
13/03: Supervisão
20/03: Supervisão
27/03: Supervisão
03/04:Supervisão
10/04: Supervisão
11/04: Observação
15/04: Supervisão
17/04: Observação
23/04: Ida
24/04: Encontro
30/04: Encontro
07/05: Encontro
08/05:Encontro
08/05:Supervisão
14/08:Encontro
15/05: Encontro
15/05:Supervisão
21/05:Encontro
22/05:Encontro
22/05: Supervisão
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMARANTE, P., Saúde mental e atenção psicossocial, 2°ed. Rio de Janeiro: Editora
Fiocruz, 2008.
BORTOLLETI, F.F., Psicologia na prática obstétrica-abordagem interdisciplinar,
Barueri-SP, ed. Manole, 2007

COSTA. E.S, Alterações fisiológicas na percepção de mulheres durante a gestação,


Repositório institucional, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará, 2010
disponível em: <http://repositorio.ufc.br/ri/handle/riufc/4380> último acesso em oito de
setembro de 2017.

SAMPAIO, L.F., O Papel do obstetra e do psicólogo na depressão pós-parto, Revista


da faculdade de ciências médicas de Sorocaba, 2013, vol. 15, p. 180-183, Disponível
em:< https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/13171 último acesso em:
dez de setembro de 2017

RENNÓ, J. A Influência do estresse materno na gestação, Revista Debate em


Psiquiatria, junho 2013, disponível em:
<http://abp.org.br/download/revista_debates_15_23_07.pdf>. Acessos em 24 de ago.
2017.
FALCONE, V.M., Atuação multiprofissional e saúde mental de gestantes, Revista de
Saúde Pública, v.39, n°4, 2005. Disponível em:
<http://www.revistas.usp.br/rsp/article/view/31912>. Acessos em: 21 de out. de 2017

RODRIGUES, A. D.; DALLANORA, C. R.; ROSA, J.; GERMANI, A. R. M. Sala de


espera: um ambiente para efetivar a educação em saúde. Revista Vivências, v. 5, n. 7, p.
101-106, 2009.

PAIXÃO, N. R. A.; CASTRO, A. R. M. Grupo sala de espera: trabalho


multiprofissional em unidade básica de saúde. Boletim da Saúde, Porto Alegre, v. 20, n.
2, p. 71-78, 2006.