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Horrores

10 perturbadores pioneirismos históricos

Quando ouvimos sobre "pioneirismos históricos," a nossa tendência é pensar em


coisas boas: o primeiro homem no espaço, o primeiro homem na Lua, o primeiro
bebê de proveta e outras grandes conquistas da humanidade. Mas há um outro
conjunto bem mais sombrio de estreias históricas: casos de morte, de loucura,
tortura e assassinato que inspiraram tendências perturbadoras. Aqui estão dez
delas.

10 – O primeiro atirador em uma escola

As pessoas tem levado tiros nas escolas desde que as armas de fogo foram
inventadas. Mas na maioria dos casos, existe um alvo óbvio e uma causa óbvia, uma
relação plausível entre vítima e atirador. Foi somente no século XX que se
registrou o primeiro caso de um louco invadir uma escola, percorrer sala de aula
por sala de aula, e, aleatoriamente, começar a atirar sobre as crianças.
Em 20 de junho de 1913, um desempregado de 29 anos de idade chamado Heinz
Jacob Friedrich Ernst Schmidt entrou em uma escola em Bremen, na Alemanha, e
matou quatro meninas. Uma quinta aluna morreu ao quebrar o pescoço
enquanto tentava fugir. Todas tinham entre cinco e seis anos de idade. Vários
adultos que tentaram parar Schmidt sofreram ferimentos graves, até que um
cocheiro entrou no edifício com um tridente e conseguiu imobilizar o assassino. O
verdadeiro motivo para o massacre nunca foi esclarecido. Quando foi levado para o
hospício penal, Schmidt disse em meio às lágrimas: "Eu fui o primeiro, mas outros
virão." A veracidade da frase pode ser contestada, mas quanto a profecia implícita,
a história cuidou que se cumprisse.

9 – Os primeiros campos de concentração

Em 1896, a Espanha colonial tinha um problema. Guerrilhas armadas lutavam para


arrancar Cuba do controle espanhol e entregá-lo ao povo cubano. Temendo a perda
de sua ilha, a Espanha despachou para lá o general Valeriano Weyler. O raciocínio
desse homem era que não sendo possível distinguir os cubanos comuns dos
insurgentes, a solução era aprisionar toda a população em acampamentos batizados
de "campos de reconcentração."

Mal conservados, sem abrigo e praticamente sem comida, os campos logo se


transformaram em valas comuns. A fome assolava os presos. Doenças
varriam acampamento por acampamento. Centenas de milhares de homens,
mulheres e crianças morreram. Aqueles que se recusavam a ser internados foram
executados na hora. Ao todo, estima-se que 400.000 civis tenham morrido no que é
conhecido como o "Holocausto Cubano." Quando fotos desses acampamentos
chegaram ao resto do mundo, provocaram uma reação pública contra a Espanha.
Infelizmente, o horror desses campos reviveria através das décadas
posteriores em lugares como Belsen, Gakovo, Chacabuco, Auschwitz e
Guantánamo.
Veja também: 10 horrendos casos de inferno na Terra

8 – O primeiro ataque aéreo

No início do século XX, o conceito de guerra aérea ainda era assunto de ficção
científica, o famoso escritor britânico H.G Wells escreveu vários livros usando o
tema como argumento. Porém, tudo mudaria na Líbia, em 01 de novembro de 1911.
Naquele dia, o Tenente Cavotti, um aviador italiano, lançou quatro bombas de seu
avião sobre posições turcas estacionadas em Trípoli.

As próximas semanas presenciaram uma campanha de "ataques aéreos" sobre toda


a cidade. Bases árabes viram granadas cair sobre elas. Posições turcas foram
golpeadas. Um hospital de campanha foi acidentalmente bombardeado, provocando
a indignação internacional. Apenas 30 anos depois, na Segunda Guerra Mundial, o
mesmo princípio seria usado para devastar Londres, Pearl Harbor e as principais
cidades da Alemanha e do Japão.

Leia também: Os 10 bombardeios mais devastadores da II Guerra Mundial

7 – A primeira campanha terrorista moderna

As raízes do terrorismo podem ser rastreadas até ao século I a.C, mas foi
somente na década de 1880 que um grupo de pessoas, em busca de vingança e por
disputas políticas, decidiu atacar civis usando bombas. Nesse ano, a Irmandade da
Republicana Irlandesa, respondeu ao que considerava ser crimes britânicos
cometidos contra seu país, com uma campanha de terrorismo que tinha como alvo
principal o metrô de Londres.

Em 30 de outubro de 1883, duas bombas explodiram na linha ferroviária


metropolitana da cidade. Uma explodiu cedo demais e só danificou o túnel. A outra
atingiu diretamente um carro que passava. Quatro pessoas ficaram gravemente
feridas, mais de duas dezenas sofreram ferimentos leves. Era o início de uma
campanha de terror que somaria mais de 80 vítimas. Além do metrô, marcos
históricos e jornais também viraram alvo dos ataques.

Ironicamente, as únicas mortes que resultaram dessas explosões foram as dos


próprios terroristas: em 13 de dezembro de 1884, três deles acidentalmente
detonaram uma bomba que estava sendo armada na Ponte de Londres. Os três
morreram na explosão.

6 – A primeira marcha da morte


Nós costumamos associar marchas da morte com a brutalidade alemã e japonesa na
Segunda Guerra Mundial, porém, a primeira marcha da morte moderna foi
conduzida por soldados americanos.

O ano era 1838. O governo dos Estados Unidos vinha relocando tribos nativas
americanas durante a maior parte da década. Muitas dessas remoções resultaram
em suas próprias tragédias, no entanto, foram os cherokees, sob o olhar atento do
general Scott, que seriam vitimas da primeira marcha da morte moderna.

Sempre sob a mira das armas dos soldados, os cherokees foram forçados a
marchar cerca de 2000 quilômetros para um território escolhido para eles pelos
brancos. O mau tempo, a fome e as doenças mataram milhares de pessoas no
caminho. Estima-se hoje que 5.000 cherokees tenham morrido nesta marcha,
assassinados por um governo inescrupuloso. Aqueles que sobreviveram, se viram
distantes de casa, com poucos pertences e pouca esperança para o futuro. Essa
política brutal, seria usada contra os americanos nativos vez após outra vez, pelas
décadas seguintes.
Leia também: 10 terríveis crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos

5 – A primeira revolução moderna

A primeira revolução moderna pode ser rastreada à uma data específica: 1688, o
ano da Revolução Gloriosa da Grã-Bretanha.

De acordo com o historiador Ted Vallance, esta revolução pode ser classificada
como a primeira da era moderna, não apenas por causa da violência que a
acompanhou, mas também por causa do choque cultural por trás dela. Vallance
defende que todas as revoluções anteriores viram progressistas se chocando
contra os tradicionalistas. A partir de 1688, o que passou a se ver foram dois
grupos de progressistas se chocando um contra o outro, culminando em violência e
na profunda transformação do Estado. Em outras palavras, era a primeira vez que
dois grupos queriam mudar a sociedade de forma tão drástica, que era preciso
eliminar o outro para fazê-lo.

4 – As primeiras armas biológicas


Em 1347, as forças mongóis cercavam a importante cidade portuária de Caffa, na
Ucrânia moderna. À procura de novas maneiras para atacar os moradores sitiados,
um general desconhecido ordenou a seus homens que colocassem corpos infectados
com a peste negra nas catapultas e os jogassem para dentro da cidade. Este
incidente, além de ser o primeiro registro de guerra bacteriológica da história,
pode também, indiretamente, ter moldado o mundo moderno.

De acordo com a Enciclopédia Britânica, havia muitos comerciantes italianos em


Caffa. Há uma boa chance de que eles rapidamente voltaram para casa quando
viram a peste se espalhando pela cidade sitiada, o que resultou na doença chegar à
Europa. Como sabemos, a praga então devastou o continente, matando cerca de 25
milhões de pessoas e mudando o curso da história.

Leia mais: 10 curiosidades surpreendentes sobre os mongóis

3 – A primeira guerra química


Embora seja mais associada com a Primeira Guerra Mundial, a guerra química ainda
parece ser uma aberração moderna: o tipo de coisa que os nossos antepassados
teriam considerado como um horror além da compreensão. Por isso, pode ser uma
surpresa descobrir que há evidências científicas dela ter sido utilizada já em 256
d.c.

Em 2009, arqueólogos descobriram restos de betume e cristais de enxofre em


escavações em Dura-Europos, na Síria, no local exato onde vinte corpos de
soldados romanos que morreram asfixiados foram descobertos em 1930, pintando
um quadro terrível de alguma batalha esquecida.

Dura-Europos havia sido conquistada pelos romanos, que lá instalaram uma grande
guarnição. Por volta de 256 d.C, a cidade foi submetida a um cerco feroz por um
exército do novo e poderoso império persa sassânida.

A teoria é que os persas enfrentaram os invasores, queimando os cristais em


túneis que levavam ao forte romano, para tanto, eles utilizaram foles para soprar o
ar tóxico até os seus inimigos, o que causou inconsciência em segundos e morte em
minutos. Se a história for verdadeira, seria o mais antigo relato de guerra química
para o qual temos provas, ocorrido cerca de 1.800 anos antes depois da famosa
Batalha em Ypres.

2 – O primeiro genocídio
Não foram apenas as armas químicas cuja estreia ocorreu durante a época romana.
O genocídio é registrado primeira vez na história durante a Terceira
Guerra Púnica (149-146 a.C).

Cansados de guerrear contra a cidade de Cartago, os romanos tomaram a decisão


de destruí-la totalmente. E embora saibamos que o saque de cidades junto com o
assassinato de seus habitantes não era incomum na época, raramente era tão feroz
quanto ao que houve em Cartago. Os romanos não estavam interessados em
simplesmente ganhar uma vantagem tática ou acabar com o poderio dos inimigos,
eles odiavam tanto os cartagineses que desejavam aniquilá-los.

Para isso, eles cercaram a cidade, os moradores foram abatidos ou vendidos como
escravos; depois, os romanos passaram a desmantelar Cartago tijolo por tijolo;
em seguida, queimaram o que restou, até que sobrassem somente as cinzas. Há
ainda especulações de que eles jogaram sal sobre a terra, para que nada crescesse
por lá novamente, eles queriam ter certeza que seus odiados inimigos nunca
pudessem voltar para casa.
1 – As primeiras câmaras de gás

Hoje nós associamos as câmaras de gás com os horrores do Holocausto. Mas os


nazistas não foram os primeiros a usar esse método para exterminar os
indesejáveis. Essa “honra” vai para as forças turcas e curdas durante o genocídio
armênio.

Em 1915, o Estado otomano decidiu exterminar os armênios da face da Terra.


Milhares de pessoas foram presas, executadas ou mandadas para marchas da
morte no deserto, sob o sol escaldante; outras foram levadas para o deserto da
Síria, onde se tornaram as primeiras vítimas de câmara de gás da história. Sob as
ordens de seus captores, os civis armênios foram trancafiados em uma grande
caverna, as forças turcas então bombearam fumaça para dentro dela, até que
todos os prisioneiros tivessem morrido por asfixia. Estima-se que milhares de
pessoas morreram dessa maneira.

Os 10 bombardeios mais devastadores da II Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial ( 1939 – 1945 ) é um dos capítulos mais sangrentos da


história da humanidade. A agressão da Alemanha nazista e a subsequente resposta
dos Aliados levaram à uma guerra que rapidamente envolveu o mundo inteiro.
Naqueles anos de trevas, a ciência provou o quanto pode ser terrível quando
orientada para a violência. Forçada pela urgência da guerra, a tecnologia deu um
salto enorme, infelizmente, aperfeiçoando máquinas de matar seres humanos.

Tal avanço tecnológico atingiu seu apogeu terrível nos horrores dos bombardeios
da Segunda Guerra Mundial. Aqui, não consideraremos os devastadores
bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki, mas sim, falaremos das
meticulosamente planejadas e prolongadas campanhas de bombardeamento, em
que cidades inteiras foram arrasadas, ceifando milhões de vidas.
10 - Osaka (março - agosto de 1945)

O Japão sofreu uma enorme perda de vidas durante a Segunda Guerra Mundial.
Seu amargo conflito com os Estados Unidos cresceu numa escalada de violência que
culminou com o pesadelo humanitário de Hiroshima e Nagasaki. No entanto, antes
do ataque atômico contra essas duas cidades, os principais centros urbanos do
Japão foram sujeitos a uma extensa campanha de bombardeios estratégicos.
Dessas cidades, Osaka foi particularmente atingida, sofrendo mais de 10 mil
mortes de civis nos meses de março, junho, julho e agosto de 1945. O primeiro
ataque de 13 de março e início da manhã de 14 de março foi, talvez, a mais intensa
e destrutiva de tais missões de destruição. Um total de 274 B-29, aviões
bombardeiros americanos, atacaram Osaka naquela noite, deixando devastação em
seu rastro. Napalm e bombas de fragmentação incendiárias foram despejados sob
a população civil pelos bombardeiros, e o caos reinou durante três horas e
meia. Este único ataque deixou 3.987 e mortos e 678 desaparecidos.
9 - Kassel - (fevereiro de 1942 – março de 1945)

A cidade de Kassel, na região de Hesse, no centro-oeste da Alemanha, foi alvo de


uma campanha de bombardeio contínua, que começou no início de 1942 e durou
quase até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Durante o bombardeio mais
pesado e mais intenso, na noite de 22-23 de outubro de 1943, a Real Força Aérea
Britânica atacou com 569 bombardeiros sobre o centro da cidade. A explosão
concentrada de 1.800 toneladas de bombas incendiárias resultou numa tempestade
letal. Pelo menos 10.000 pessoas morreram nas explosões e incêndios que se
seguiram, as chamas ainda ardiam sete dias depois. A cidade foi bombardeada de
forma tão dura por causa de sua importante indústria militar, essencial para a
máquina de guerra alemã: a fábrica de aeronaves Fieseler, a fábrica de tanques
Henschel, também importantes fábricas de motores e de materiais ferroviários
estavam instaladas lá. Quando os americanos chegaram em Kassel, em abril de
1945, havia apenas 50 mil habitantes, em 1939 eram 236.000.
8 - Darmstadt (setembro de 1943 - fevereiro 1944)

A cidade alemã de Darmstadt, no sudoeste do país, sofreu vários ataques aéreos,


principalmente durante 1943 e 1944. Destes, de longe, o mais destrutivo foi o
ataque de 11 a 12 de setembro de 1944, quando a RAF realizou um bombardeio
intenso sob a cidade. Em comparação com outras cidades alemãs, Darmstadt não
era um alvo natural: uma cidade universitária, com algumas pequenas indústrias,
sendo a fábrica química Merck, a única digna de nota. Apesar disso, no entanto, a
cidade foi devastada por uma força de 226 bombardeiros Lancaster e 14
Mosquitos, que intencionalmente espalharam suas bombas sobre uma área tão vasta
quanto possível, visando o centro da cidade medieval, onde as casas eram
construídas de madeira. Quase todas estas casas foram consumidas pela
ferocidade do fogo . Estima-se que 12.300 habitantes perderam a vida e os
alemães classificaram o ataque como um "atentado terrorista".
7 - Pforzheim (abril de 1944 – março de 1945)

Perto do fim da guerra, Pforzheim, uma cidade no sudoeste da Alemanha, foi


bombardeada várias vezes. A principal razão para os ataques da RAF, como
afirmado em um relatório de 28 de junho de 1944, era a de que na cidade
funcionava um centro de comércio joalheiro e de relojoaria, sendo assim, capaz de
produzir instrumentos de precisão úteis para a máquina de guerra alemã. No
entanto, a cidade não foi colocada na lista de alvos da RAF até novembro de 1944,
e o ataque principal não ocorreu até fevereiro de 1945. Tem sido sugerido - pelo
historiador Detlef Siebert - que Pforzheim foi alvejada principalmente porque era
fácil de localizar e o centro medieval da cidade era suscetível ao fogo. Em qualquer
caso, 379 aviões britânicos participaram do bombardeio em 23 de fevereiro de
1945, que em terríveis 22 minutos destruiu 83 por cento da cidade, matando
17.600 habitantes e ferindo outros milhares.
6 - Swinoujscie (12 de março de 1945)

A cidade polaca e porto de Swinoujscie sofreram extensivo bombardeio nas mãos


da Força Aérea dos EUA na Segunda Guerra Mundial, e tudo isso em apenas um dia.
Em 12 de março de 1945, a cidade que estava sobre controle alemão, e onde
moravam muitos refugiados entre sua população, foi fortemente bombardeada.
Estima-se que entre 5.000 e 23.000 pessoas perderam a vida neste ataque
extremamente destrutivo. Os números exatos são difíceis de verificar, porque
como em muitas outras partes do mundo, naquele momento, a Europa Oriental era
um caos total, mesmo com a guerra se aproximando do fim. Após o fim da guerra,
Swinoujscie - anteriormente conhecido pelo seu nome alemão de Swinemÿnde - foi
repovoada pelos poloneses, e manteve-se parte da Polônia desde então.
5 - Londres (setembro de 1940 – maio de 1941)

A Blitz de Londres – expressão nascida da palavra alemã "blitzkrieg", que significa


"guerra relâmpago" - é, para os cidadãos britânicos, o cenário de algumas das
imagens definidoras da Segunda Guerra Mundial. A capital do Reino Unido foi
submetida a uma campanha de bombardeios estratégicos realizados pela
Luftwaffe alemã, que teve a duração de 76 noites consecutivas e foi diretamente
responsável pela morte de 20.000 pessoas. Estima-se que mais de um milhão de
casas foram danificadas ou destruídas durante o bombardeio, com as áreas pobres
da cidade, como o East End sofrendo particularmente mais. No entanto, apesar de
tal devastação, a determinação da Grã-Bretanha em resistir aos ataques alemães,
ajudou a mudar o curso da guerra, e a Inglaterra tornou-se uma base para as
forças aliadas.
4 - Berlim (1940-1945)

A capital alemã sofreu um longo período de bombardeios que durou durante quase
toda a guerra. No total, Berlim foi o alvo de 363 ataques aéreos entre 1940 e
1945, a partir dos aviões dos britânicos, dos americanos e dos soviéticos. De 1939
a 1942, a política da RAF de bombardear apenas edifícios de importância militar
direta, foi lentamente suplantada pela nova estratégia de "bombardeio de área" -
isto é, o bombardeio de casas e centros civis. Embora a morte de civis nunca foi
explicitamente reconhecida como o objetivo, os resultados do bombardeio de área
foram inevitáveis. Entre 20.000 e 50.000 berlinenses perderam a vida no
ataques da II Guerra Mundial, e outras milhares de pessoas ficaram feridas e
desabrigadas.
3 - Dresden (outubro de 1944 - abril de 1945)

Dresden, a sétima maior cidade da Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial,


e um centro industrial extremamente importante, viveu um dos bombardeios mais
devastadores vistos até aquele ponto da história. Durante o período mais intenso,
de 13 a 15 de fevereiro de 1945, 1.300 bombardeiros de uma força conjunta da
RAF com a Força Aérea Americana, despejaram mais de 3.900 toneladas de
explosivos e bombas incendiárias sobre a cidade sitiada. Quinze quilômetros
quadrados do centro da cidade foram totalmente destruídos pelo incêndio
devastador que varreu as ruas. O número de mortos foi divulgado como em
mais 200 mil pela imprensa nazista em 1945, mas as estimativas posteriores,
incluindo uma apoiada pelas autoridades da cidade em 2010, apresentam o número
de 25.000 vítimas do ataque.
2 - Hamburgo (setembro de 1939 - abril de 1945)

Bem como Berlim, Hamburgo experimentou períodos contínuos de bombardeios


durante a maior parte da guerra. A cidade foi um alvo importante para os aliados
devido ao fato de que ela era um importante porto e centro industrial, lá também
estavam instalados os grandes estaleiros alemães que produziam centenas de
submarinos e navios de guerra. O bombardeio mais grave na cidade veio de uma
força combinada de bombardeiros britânicos e americanos durante a última semana
de julho de 1943. A Operação Gomorra, como a missão de bombardeio foi nomeada,
praticamente varreu a cidade do mapa. A gravidade das explosões, que continuaram
durante oito dias e sete noites, criou uma mortal tempestade de fogo reduzindo a
cidade à cinzas. Cerca de 3.000 aeronaves participaram nos ataques, que deixou
42.600 mortos e 37.000 feridos. Estima-se que mais um milhão de civis fugiram da
cidade. No total, 9.000 toneladas de bombas foram jogadas nesta operação.
A Europa continental nunca tinha visto algo parecido, nem tornou a ver desde
então.

1 - Tóquio (novembro de 1944 - agosto 1945)

O bombardeio estratégico principal do Japão pelos americanos começou em


novembro de 1944 e continuou até a rendição do Japão em 15 de agosto de 1945.
Os EUA já haviam executado um bombardeio menor na capital japonesa em abril de
1942, o esforço inicial deu América uma vitória em termos de moral, mas o
bombardeio não começou para valer até quase dois anos mais tarde.
Quando os poderosos B-29 Super Bombardeiros Fortaleza entraram em serviço, os
americanos fizeram pleno uso dos mesmos, colocando as suas capacidades para o
uso extensivo sobre Tóquio. Na verdade, quase 90% das bombas que caíram em
solo japonês foram despejadas por B-29s. De todas as missões sobre Tóquio, o
ataque de 9 a 10 março de 1945, cujo codinome era Operação Capela, foi o mais
significativo, e de fato, é considerado o mais destrutivo da história. Cerca de
1.700 toneladas de bombas caíram sobre a cidade, destruindo cerca de 286.358
edifícios - feitos em grande parte de madeira e papel - e matando um número
estimado de 100.000 cidadãos ou mais nos incêndios resultantes. Quando
1.000.000 de feridos e desabrigados são adicionados a esta estatística,
começamos a ter uma pequena noção da escala de destruição testemunhada
naquelas terríveis noites de 1945.

10 terríveis crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos

A maioria dos americanos gosta de pensar que suas forças armadas são uma
ferramenta para a preservação da liberdade e do bem-estar das pessoas de todo o
mundo. Gerações de soldados norte-americanos tem, de fato, realizado façanhas
nobres e heróicas em defesa desses valores. No entanto, desde os primórdios da
nação, encontrar-se com os militares dos Estados Unidos quase sempre significou
morte e destruição, em vez de liberdade e justiça. Desde a Revolução Americana
até a atual guerra contra o terror, os soldados americanos tem participado em
inúmeras atrocidades, de uma forma ou de outra, como veremos a seguir.

10 – O massacre de Balinga

Durante a Guerra Hispano-Americana, em 1898, as forças americanas capturaram


as Filipinas. De certa maneira, os americanos foram vistos como libertadores, já
que os filipinos vinham lutando contra o imperialismo espanhol durante anos;
contudo, eles não estavam dispostos a servir novamente a outra nação estrangeira.
Seguiu-se então a Guerra Filipino-americana.

Depois de sofrer pesadas baixas nas mãos de insurgentes filipinos na província de


Samar, o General Jacob H. Smith buscou vingança contra a população civil. Ele
ordenou aos seus soldados: "Eu não quero nenhum prisioneiro. Desejo que todos
sejam mortos e queimados, quantos mais vocês matarem e queimarem, mais ficarei
satisfeito. "
As tropas do General Smith iniciaram uma campanha de genocídio. Todos os nativos
com mais de dez anos de idade e capazes de portar armas foram executados,
outros milhares foram levados para campos de concentração.

Infelizmente, essas ações foram apenas um microcosmo da gigantesca brutalidade


que foi a ocupação das Filipinas pelos americanos. Estima-se que pelo menos 34 mil
filipinos morreram como resultado direto da guerra, e outros 200.000 pela
epidemia de cólera que se espalhou entre os refugiados e os jogados em campos de
concentração.

9 – O massacre de No Gun Ri

Quando as forças norte-coreanas lançaram um ataque surpresa contra a Coréia do


Sul em 25 de junho de 1950, soldados americanos mal treinados que estavam
aquartelados em Tóquio foram levados para a península. A invasão criou uma
enorme crise de refugiados, com milhares de civis fugindo dos exércitos que se
aproximavam. Temendo a infiltração de espiões que poderiam se apresentar como
civis, o comando americano ordenou que nenhum civil coreano fosse autorizado a
atravessar as linhas de batalha.

No mesmo dia que essas ordens foram emitidas, cerca de 400 refugiados que se
encontravam em uma ponte, perto da aldeia de No Gun Ri, foram
indiscriminadamente massacrados por forças americanas.

Os americanos inicialmente negaram qualquer envolvimento no incidente,


afirmando que suas tropas não estavam nas proximidades no momento do massacre.
No entanto, mais detalhes do caso tem surgido nos últimos anos, graças aos
depoimentos tanto de sobreviventes quanto de perpetradores do massacre. Como
um veterano americano lembra: "Havia um tenente gritando como um louco, fogo em
todos, matem todos ... "

Infelizmente, este foi apenas o primeiro de muitos massacres realizados pelas


forças americanas na Coréia, massacres que só vieram à tona nos últimos anos. Não
houve justiça para os sobreviventes coreanos. A única pessoa a enfrentar
acusações por crime de guerra na Coréia, o capitão Ernest Medina, foi absolvido
pela corte marcial.

8 - O massacre de Gnadenhutten

Viver como colono na fronteira durante a Revolução Americana, era viver em um


lugar isolado, brutal e violento. Linhas de frente eram inexistentes e não havia
cavalheirismo na guerra de fronteira. Há certamente inúmeras atrocidades que a
história nunca descobrirá, mas uma que se destaca é o massacre de Gnadenhutten.

Em 8 de março de 1782, 160 milicianos da Pensilvânia cercaram a aldeia de


Gnadenhutten, no leste de Ohio. Os moradores da vila eram índios, cristãos,
pacíficos e neutros na luta. No entanto, os milicianos os acusaram de conduzir
ataques em toda a Pensilvânia e estavam dispostos a executar cada habitante da
aldeia.

Os índios foram divididos em duas cabanas, uma para os homens e outra para as
mulheres e crianças, e, em seguida, espancados até a morte antes de serem
escalpelados. Ao todo, noventa e seis, dos cem índios, foram escalpelados e
mortos; toda a aldeia foi incendiada. Um sobrevivente se escondeu na mata,
outros três sobreviventes conseguiram avisar as aldeias vizinhas.

7 - O campo de prisioneiros em Andersonville

Você pode pensar que esta imagem seja a de um prisioneiro recém-libertado dos
campos de concentração nazistas. Mas este homem, na verdade era um soldado da
União, aprisionado no campo de prisioneiros em Andersonville, Geórgia, durante a
Guerra Civil Americana.

A vida para os soldados de ambos os lados do conflito era uma experiência


angustiante, não importa onde estivessem estacionados. No entanto, sem dúvida, o
pior lugar para se estar em toda a guerra era a prisão militar do Acampamento
Sumter, em Andersonville. Sendo a maior prisão da Confederação, o campo havia
sido projetado para uma capacidade máxima de 10.000 prisioneiros. Em agosto de
1864, o número de presos chegara a 33.000.

As condições no campo eram um pesadelo. Os confederados estavam


desesperadamente sem provisões para si mesmos, o que significava que os
prisioneiros de guerra ficavam quase sem nada. Os homens não tinham abrigo do sol
durante o verão escaldante ou da chuva fria de inverno. O pequeno riacho que
corria através do campo tornou-se tanto um banheiro comum bem como a única
fonte de água potável. Consequentemente, o número de mortes por doenças e fome
subia drasticamente. Dos 45.000 homens mantidos na prisão, cerca de 12 mil
morreram e foram enterrados em valas comuns ao redor do acampamento.
Quando a guerra terminou, Henry Wirz, o comandante de Andersonville, foi preso,
julgado por um tribunal militar e enforcado. Ele foi a única pessoa de ambos os
lados do conflito, executada por crimes de guerra durante a Guerra Civil
Americana.

6 – O massacre de Dachau

O campo de concentração de Dachau, na Baviera, foi um dos campos de extermínio


mais infames da II Guerra Mundial. Pelo menos 32 mil assassinatos documentados
ocorreram lá, junto com milhares de vítimas desconhecidas que entraram no campo
sem registros. Quando chegaram ao campo em 12 de abril de 1945, os soldados
americanos se depararam com centenas de corpos espalhados por todos os lugares,
o horror da cena levou muitos a perder o controle.
Durante o curso de libertação do campo, os soldados americanos mataram pelo
menos cinqüenta guardas alemães. Alguns foram mortos tentando fugir, outros
foram sumariamente executados. Embora esses assassinatos sejam obviamente
indefensáveis dentro das regras modernas de guerra, essa atrocidade é sem
dúvida a mais compreensível nesta lista. Ela é apenas um dos muitos casos de
americanos que executam prisioneiros nazistas durante a invasão aliada, nenhum
soldado foi processado por participar nessas mortes.

5 – O ataque à aldeia de Azizabad

Desde 2001, o Afeganistão tem visto constantemente mortes de civis nas mãos das
forças americanas, seja por terra, por aviões de guerra e por ataques de drones.
Um dos casos mais divulgados ocorreu na aldeia de Azizabad, na Província de
Helmand, em 22 de agosto de 2008.

As forças americanas receberam informações de que Mullah Sidiq, um comandante


talibã, estava a caminho de Azizabad, depois de ter emboscado tropas americanas.
Durante a noite, aviões de guerra AC-130 realizaram um ataque mortal na vila. As
bombas mataram cerca de noventa civis, muitos dos quais eram crianças. Embora os
Estados Unidos alegassem ter matado Sidiq no ataque e que a maioria das vítimas
eram militantes do Talibã, Sidiq mais tarde surgiu ileso e investigações
independentes concluíram que se houvessem, eram poucos os militantes talibãs na
aldeia.

Apesar da carnificina do evento, nenhum americano foi sequer processado por seu
papel no ataque aéreo. No entanto, um afegão chamado Mohammed Nader foi
condenado à morte pelas autoridades afegãs por ter fornecido informações à
OTAN que levaram ao ataque.

4 – O massacre de Kandahar
Este ataque é diferente, porque, ao contrário de outros na lista, foi realizado por
um único soldado americano. Nas primeiras horas do dia 11 de março de 2012, o
sargento Robert Bales sorrateiramente saiu de sua base no bairro de Panjawi, na
província de Kandahar, e entrou em uma casa nas proximidades. Ele atirou em todos
os dez residentes, matando seis. Bales retornou brevemente para a base antes de
sair novamente para outra casa nas cercanias, onde ele matou mais doze e feriu
outros dois. Das dezoito pessoas mortas naquele dia, nove eram crianças.

Após os assassinatos, Bales supostamente voltou para a base e prontamente


confessou a seus superiores, simplesmente dizendo, "eu fiz isso." Ele se declarou
culpado em um tribunal militar, sendo, em agosto de 2013, condenado à prisão
perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

3 – A prisão de Abu Ghraib

Semelhante a do Afeganistão, a ocupação americana do Iraque também


testemunhou incontáveis atrocidades por parte das forças americanas. O mais
conhecido desse crimes foi o tratamento dado aos prisioneiros em Abu Ghraib. De
outubro a dezembro de 2003, soldados norte-americanos, com pouca experiência
em administrar uma prisão, realizaram atos incrivelmente sádicos sobre aqueles
que lhes competia guardar. Muitos detidos foram humilhados, torturados, violados,
sodomizados, e alguns até forma mortos nas mãos dos guardas.

Apesar de que houvesse atividades semelhantes ocorrendo em outras prisões


iraquianas e afegãs, os abusos em Abu Ghraib só vieram à tona, tornando-se um
escândalo mundial, em grande parte por causa da evidência fotográfica da tortura (
Cuidado: imagens chocantes ). Estas imagens de abuso foram amplamente
divulgadas; publicações como The New Yorker e 60 minutos denunciaram
detalhadamente o crime. Como resultado, onze soldados foram condenados a penas
de prisão, mas muitos dos soldados e empreiteiros privados supostamente
envolvidos nos abusos nunca enfrentaram julgamento.
2 – O massacre de Wounded Knee

Esta lista inteira poderia ser feita de injustiças horríveis perpetradas pelo
governo dos Estados Unidos contra a população nativa americana do país. Uma das
mais significativas foi o massacre de Wounded Knee. Este incidente na reserva
Pine Ridge foi o último grande conflito das Guerras Indígenas. Vinte soldados
foram agraciados com a Medalha de Honra após o massacre, mais do que em
qualquer outra batalha única na história americana.

Em 29 de dezembro de 1890, a sétima cavalaria cercou um grupo de dacotas,


incluindo mulheres e crianças, no Wounded Knee Creek. Os soldados exigiram que
os dacotas entregassem suas armas, e estavam recolhendo-as quando a violência
começou. Não está claro quem disparou primeiro, mas logo, um combate isolado
entre os alguns nativos e militares americanos se transformou no caos, com o
acampamento sendo atingido pelo fogo indiscriminado dos soldados. Os tiros de
rifle e dos canhões Hotchkiss ecoaram, ceifando centenas de vidas, soldados
montados matavam à fio de espada os que tentavam fugir.

No momento em que tudo acabou, pelo menos 150 homens, mulheres e crianças do
povo dacota tinham sido mortos e 51 feridos (4 homens, 47 mulheres e crianças,
alguns dos quais morreram mais tarde); algumas estimativas colocam o número de
mortos em 300. Vinte e cinco soldados americanos também morreram e 39
ficaram feridos (seis dos feridos morreram mais tarde). Acredita-se que muitos
tenham sido vítimas de fogo amigo, já que o tiroteio ocorreu em uma estreita faixa
e em condições caóticas.

1 – O massacre de My Lai
O massacre de My Lai é o crime de guerra mais famoso dos Estados Unidos e
tornou-se uma espécie de referência com a qual todos os atos de selvageria militar
americanos são comparados.

Em 16 de março de 1968 os homens da Companhia Charlie entraram na aldeia de My


Lai, no Vietnã do Sul, para realizar uma missão de "busca e destruição". Embora
não houvesse sinais de tropas inimigas, os soldados receberam ordens para entrar
na aldeia atirando. O incidente rapidamente transformou-se em violência e caos,
com os homens da Companhia Charlie abrindo fogo contra os moradores
desarmados da aldeia. Entre os aldeãos estavam muitas mulheres, crianças e
velhos. Estima-se que mais de 300 civis foram mortos a tiros ou à baionetadas
durante o curso de várias horas.

Apenas um soldado, William Calley Jr., foi condenado por participação no massacre.
Ele cumpriu três anos e meio em prisão domiciliar. Talvez ainda mais perturbador
do que a falta de punição pelo massacre de My Lai seja o fato de que o
comportamento da Companhia Charlie foi aceito como normal entre as tropas
americanas no Vietnã. O coronel Oran Henderson comentou certa vez que “quase
todas os soldados das companhias ansiavam por uma My Lai nas profundezas do seu
coração” .

10 horrendos casos de inferno na terra

Seja qual for a terminologia que você levar em conta: Sheol, Geena, Hades, Diyu,
Jahannam, Naraka ou simplesmente Inferno; a humanidade está repleta de
representações mitológicas de uma vida brutal de sofrimentos após a morte. No
entanto, essas descrições parecem quase triviais em comparação com algumas
experiências devastadoras da realidade. Esses infernais, esses trágicos momentos
da história humana, expuseram as desafortunadas pessoas envolvidas neles à dor,
tortura, sofrimento e terror indescritíveis. Falamos de ...

10 - Os pântanos de Ramree

O teatro asiático da Segunda Guerra Mundial foi o palco de uma batalha


verdadeiramente horrível em fevereiro de 1945. Os japoneses estacionados na ilha
fortaleza de Ramree, no sul da Birmânia, foram forçados a recuar para os
manguezais, depois da ilha ter sido invadida por um contingente da marinha
britânica. Se os cerca de 1.000 soldados japoneses que entraram no pântano
tivessem ideia do inferno que enfrentariam, eles certamente teriam se rendido aos
britânicos.

Os fugitivos, muitos dos quais feridos e com pouca munição, foram atacados pelos
crocodilos de água salgada, cujo tamanho médio é de 4,50 metros de comprimento.
Os ataques desses animais a pessoas estão bem documentados, o excesso de
sangue da batalha apenas catalisou o frenesi das feras. O naturalista britânico
Bruce Wright, que estava na ilha, observou que "dos 1.000 soldados japoneses que
entraram nos pântanos de Ramree, apenas cerca de 20 foram encontrados vivos."

9 - A Grande Revolta dos Judeus

A Grande Revolta dos Judeus em 66 depois de Cristo contra os romanos, que


tinham sido por muito tempo os opressores da Judéia, terminou quando os antigos
mestres retornaram para dar uma punição exemplar aos rebeldes. Durante anos, o
sentimento anti-romano sufocava os judeus e cresceu mais ainda devido às ações
insanas do louco imperador Calígula. Mesmo décadas após a morte de Calígula, o
espírito de revolta permaneceu entre os judeus. No ano 66, depois dos romanos
terem saqueado o templo judaico, levando grandes quantidades de prata e ouro, os
judeus se revoltaram, aniquilando a pequena guarnição romana estacionada em
Jerusalém.

Querendo abafar rapidamente esta insurreição, Roma enviou 60.000 fortemente


armados e experientes legionários. Os romanos cercaram Jerusalém, e, no ano 70
depois de Cristo, finalmente quebraram as defesas da cidade. Os romanos furiosos
mataram, estupraram e pilharam indiscriminadamente. Para eles, todos os judeus
eram considerados parte da revolta original. Pensar no inferno vivido pelos judeus
é de estremecer. Muitos dos habitantes da cidade foram mortos, crucificados ou
vendidos como escravos. Embora os registros variem, mais de um milhão de judeus
morreram, e o templo sagrado, onde Jesus ensinara, foi destruído.

8 - Colonização do Império Asteca

Ser um asteca no século XVI, era realmente experimentar o inferno na Terra.


Antes da invasão espanhola da América Central, liderada por Hernán Cortés, o povo
asteca só havia guerreado contra seus rivais primitivos, como os Totonac e o povo
Tlaxcaltec. Agora, eles enfrentavam a força dos invasores espanhóis, com armas
que os astecas nunca tinha visto ou mesmo imaginado. Não é nenhuma surpresa que
os espanhóis tenham oprimido o povo asteca. No entanto, os métodos violentos que
eles usaram contra toda a população, em vez de apenas para com os combatentes,
foi o que tornou a invasão verdadeiramente infernal. O fato surpreendente é que
houve um debate papal, para discutir se os habitantes da América Central eram
realmente humanos, na tentativa de justificar o tratamento cruel dado aos povos
do Novo Mundo.

Juntamente com a invasão, a introdução da varíola pelos invasores europeus, matou


incontáveis milhões de astecas, que, sem nunca terem encontrado a doença, não
tinham desenvolvido nenhuma imunidade contra ela.

7 – O acidente no K-19

A provação que os tripulantes do submarino nuclear russo K-19 sofreram, só pode


ser descrita como o inferno debaixo d'água. Em 4 de julho de 1961, durante a
realização de exercícios perto da costa sul da Groenlândia, houve um grande
vazamento no sistema de refrigeração do reator, que ameaçava matar todos a
bordo. Para piorar as coisas, um defeito no rádio de longo alcance do submarino, os
impedia de fazer contato com Moscou. Assim, o grupo encontrava-se a várias
centenas de metros abaixo do nível do mar, com a radiação nuclear a contaminar
lentamente todo o navio e sem nenhum meio de solicitar ajuda. Imaginar um cenário
isolado mais devastador é uma tarefa difícil. Entregar-se a um navio de guerra
americano nas proximidades, estava fora de questão para Zateyev, o capitão do
navio. Ele temia que, entregando-se aos americanos, eles iriam descobrir todos os
documentos confidenciais que estavam no submarino. Para evitar um motim,
Zateyev confiscou todas as armas da embarcação, exceto 5 pistolas, que foram
entregues a seus cinco oficiais mais confiáveis.

Em uma tentativa desesperada de salvar o submarino da completa contaminação


nuclear, uma equipe de oito membros da tripulação foi incumbida de entrar na
seção altamente contaminada, a fim de soldar uma nova tubulação de
abastecimento de água para o sistema de refrigeração danificado. A medida
temporária comprou o tempo suficiente para a tripulação ser resgatada por um
submarino convencional. Todos os oito membros da equipe de reparo morreram
pouco tempo depois do acidente. Nos anos seguintes, mais 15 tripulantes
morreriam por envenenamento causado pela radiação.
6 - A Peste Negra

Com o pico entre 1348 e 1350, a peste negra matou cerca de 200 milhões de
pessoas na Europa: um escalonamento de 60% do total da população europeia da
época. O verão de 1348 foi particularmente úmido em todo o Velho Mundo; grãos
encharcados apodreciam nos campos e havia uma agitação generalizada causada
pela iminente escassez de alimentos. Esse problema, no entanto, desvaneceu-se
com o surto da peste bubônica. A epidemia espalhou-se rapidamente, em especial
nas cidades, onde a superlotação e as terríveis condições sanitárias aceleraram a
velocidade com que os moradores malfadados sucumbiam à doença fatal.

Na pessoa infectada logo surgiria bulbos, furúnculos do tamanho de punhos, mais


comumente encontrados ao redor da virilha, axilas e no peito. Esses inchaços
intensamente dolorosos, a princípio eram vermelhos antes de tornarem pretos,
dando a epidemia seu nome. Uma vez que o indivíduo desenvolvesse esses
furúnculos, a morte dele estava prevista para os próximos dois dias. Era um
inferno terrível para os sobreviventes, obrigados a testemunhar a morte dolorosa
de todos os seus amigos e familiares, vendo cadáveres apodrecendo nas ruas e
vivendo com o medo de contrair a doença; talvez, um destino pior do que sucumbir
à praga.

5 - A Batalha de Stalingrado

Embora os envolvidos tenham sido vítimas do frio extremo, ao contrário do


tradicional calor atribuído ao inferno, não há dúvidas de que a experiência do 6 º
Exército Alemão na Batalha de Stalingrado foi totalmente infernal. Os alemães
assaltaram a cidade em 23 de agosto de 1942 e envolvera-se em um conflito com os
russos, que só terminou quando os nazistas finalmente se renderam no dia 2 de
fevereiro de 1943. Entre estas datas, as duas facções suportaram a força do cruel
inverno russo, embora seja inegável que os alemães, despreparados, sem
mantimentos e roupas adequadas, verdadeiramente atravessaram o inferno na
terra.
Uma manobra do Exército Vermelho deixou cerca de 230.000 soldados alemães
isolados e cercados no centro da cidade, o local se tornaria um túmulo congelado
para muitos deles. Não querendo admitir a perda da cidade estrategicamente
inestimável, o alto comando alemão proibiu a retirada de seus soldados. Em vez
disso, tentaram fornecer-lhes munição, roupas e alimentos por ar, embora o
fornecimento para um número tão grande fosse quase impossível. Na falta de
abastecimento adequado de alimentos e roupas para o frio, os alemães que não
pereceram de fome foram obrigados a suportar o inferno russo. Relatos revelam
que os dedos de alguns homens estavam tão inchados por causa do frio, que eles
não podiam colocá-los nos gatilhos de seus rifles.

4 - A grande fome da China

Em 1949, cerca de dez anos após os comunistas tomarem o poder na China, um dos
desastres mais catastróficos do século XX se abateu sobre a população chinesa, já
severamente empobrecida: a terrível falta de alimentos que devastou o país.
Acredita-se que o flagelo tenha sido o resultado dos efeitos combinados das
radicais mudanças agrícolas implementadas pelo partido comunista de Mao, com
uma série de secas generalizadas e o desordenado crescimento populacional da
China.

A natureza agrária da sociedade chinesa de meados do século XX faz com que a


estimativa do número total de mortos seja difícil, a maioria dos estudiosos
concorda que tenha sido entre 20 milhões a 40 milhões de pessoas. Assim como o
número inimaginável de mortes, a fome deu origem a uma série de histórias
infernais. Em pequena aldeia de 45 habitantes, 44 pessoas pereceram por falta de
alimentos. A única sobrevivente, uma mulher idosa, mergulhou na loucura devido ao
inferno que foi forçada a suportar. Outro relato, fala de um adolescente faminto
em um orfanato que matou e comeu seu irmão de quatro anos de idade.

3 – O comércio de escravos africanos

Embora restos de ódio racial ainda permaneçam em alguns bolsões da sociedade


atual, é indiscutível que a humanidade já percorreu um longo caminho desde o
inferno desprezível que era o comércio de escravos africanos, onde inúmeras
pessoas foram violentamente arrancadas de seus lares e forçadas a partir para o
outro lado do Atlântico. Essas viagens resultaram na morte milhões de pessoas,
incapazes de suportar os tormentos dos navios negreiros. Os sobreviventes, saíam
de um inferno para entrar em outro ainda mais cruel, onde eram obrigados a
trabalhar de graça, em péssimas condições, para senhores sem nenhuma
compaixão.

No ano passado, fomos lembrados muito sem rodeios sobre a realidade infernal
enfrentada pelos escravos nos Estados Unidos, graças a Quentin Tarantino, no
dolorosamente sincero Django Livre. A visão da escravidão americana de Tarantino,
lamentavelmente, não se desvia para muito longe da verdade. De fato, há centenas
de relatos terríveis que rivalizam com Django em sua natureza infernal. Um dos
mais tristes é o de Margaret Garner que - tendo escapado por um breve tempo de
seus opressores com seu filho - decidiu matar a criança, em vez de correr o risco
de vê-la jogada novamente no inferno da escravidão.
2 – O genocídio em Ruanda

A luta violenta entre os tutsis e hutus, os dois grupos étnicos de Ruanda, havia
começado muito antes de sua escalada catastrófica em 1994. Os hutus, o grupo ao
qual a maioria dos cidadãos ruandeses pertence, havia tomado o poder das mãos
dos tutsis em 1962. Ao longo dos próximos 30 anos, as tensões raciais entre os
dois grupos se acumulava e explodiu em 1994, quando o assassinato do presidente
hutu Juvenal Habyarimana levou a matança em massa de tutsis, bem como de seus
simpatizantes. Durante os próximos 100 dias, os hutus tentariam exterminar seus
rivais seculares, tentativa que resultou na morte de cerca de um milhão de tutsis.

Como se essa matança implacável não fosse infernal o suficiente, extremistas


hutus acrescentaram uma vil e repugnante arma ao seu arsenal. Tendo assassinado
os maridos de centenas de milhares de mulheres tutsis, a etnia hutu queria
garantir que elas não fossem mais capazes de trazer tutsis ao mundo. Existem
inúmeros relatos de mulheres que foram mutiladas sexualmente com facas, facões,
água fervendo e ácido. Os hutus, em um exemplo de como o ser humano pode ser
mau, alistaram muitos homens infectados pelo HIV, para estuprarem as viúvas
tutsis, quase sempre exultantes, por terem negado às essas mulheres, uma morte
rápida e indolor.

1 - O Holocausto

Considerando que este foi o episódio mais negro da história da humanidade, não
havia nenhuma maneira de o Holocausto não estar no primeiro lugar dessa lista.
Dizer que a experiência dos judeus, poloneses, ciganos e homossexuais (entre
outros) na Alemanha nazista foi infernal, é de certa forma, diminuir o verdadeiro
horror do Holocausto.

Embora haja uma infinidade de histórias de horror dos campos de concentração


nazistas, talvez as mais chocantes sejam as que envolvem Josef Mengele, o "Anjo
da Morte". Mengele, pós-graduado em antropologia e medicina, realizou uma série
de experimentos com seres humanos, usando os prisioneiros de Auschwitz como
cobaias. Essa experiências incluíam a tentativa de mudar a cor dos olhos através de
várias injeções na íris, amputações de membros e a união de duas pessoas por meio
de cirurgia, a fim de que se tornassem "gêmeos". Nem mesmo o poeta Dante, em
seus mais inspirados pesadelos poéticos, seria capaz de pensar em torturas tão
cruéis.