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Manual de ………………

HISTÓRIA DE QUÍMICA
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UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA
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seguintes indivíduos e instituições na elaborção deste manual:

O que se agradece (contribuição de conteúdo, Nomes de pessoas / instituições a que se


revisão, fonte de ilustrações, etc.) agradece

O que se agradece (contribuição de conteúdo, Nomes de pessoas / instituições a que se


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O que se agradece (contribuição de conteúdo, Nomes de pessoas / instituições a que se


revisão, fonte de ilustrações, etc.) agradece
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui i

Índice
Visão geral 1
Benvindo a Inserir título do curso/Módulo aqui Inserir sub-título aqui ........................... 1
Objectivos do curso ......................................................... Error! Bookmark not defined.
Quem deveria estudar este módulo ................................................................................... 2
Como está estruturado este módulo .................................................................................. 2
Ícones de actividade .......................................................................................................... 3
Acerca dos ícones .......................................................................................... 4
Habilidades de estudo ....................................................................................................... 4
Precisa de apoio? .............................................................................................................. 4
Tarefas (avaliação e auto-avaliação)................................................................................. 5
Avaliação .......................................................................................................................... 6

Unidade Inserir aqui no. da unidade 7


Inserir aqui o título da unidade ........................................Error! Bookmark not defined.
Introdução ............................................................... Error! Bookmark not defined.
Sumário ............................................................................................................................. 9
Exercícios.......................................................................................................................... 9

INDICE Pags
1. Bem-vindo ao módulo de química 5

2. Objectivos do curso 5

3. Quem deve estudar o curso 6

4. Unidade I 7

5. Introdução 7

6. Unidade II 11

7. A História da Química vista num contesto alargado 11

8. Unidade III 16

9. Relação Ciências Naturais, Ciência e Técnica 16

10. Unidade IV 18

11. Os princípios da Química da Sociedade Primitiva ao Feudalismo 18

12. Unidade V 24

13. A Química na Sociedade esclavagista antiga dos impérios Grego, Romano e no império
Helenístico e Chinês 24

i
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui ii

14. Unidade VI 31

15. Aspectos gerais sobre a interpretação dos fenómenos relacionados com as transformações
Químicas 31

16. As primeiras interpretações sobre as transforma químicas em mitos e filosofias religiosas 31

17. Interpretações sobre as transformações químicas pelas filosofias naturalistas 32

18. Unidade VII 36

19. A Química no Feudalismo: Ásia e Europa (cerca de 600 a 1500 n.e.) 36

20. Unidade VIII 40

21. Formação da Alquimia a partir das filosofias naturalistas 40

22. Unidade IX 43

23. A África vista dentro de uma perspectiva de desenvolvimento histórico geral 43

24. Unidade X 47

25. A Química na Época da transição do feudalismo ao capitalismo (1500-1770)

e no período do capitalismo industrial (1770-1870) 47

26. Unidade XII 52

27. A Crítica de Boyle - um passo novo para o despertar da Química 52

28. Unidade XIII 54

29. A teoria Flogística e seu papel no posterior desenvolvimento da Química 54

30. Unidade XIV 63

31. O Monocapitalismo e os novos desenvolvimentos da Química 63

32. Unidade XV 66

33. O surgimento e desenvolvimento da Química Clássica 66

34. Unidade XVI 82

35. O desenvolvimento da Química Moderna


Transformação da Química clássica em Química moderna 82

ii
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui iii

36. Exercícios 97

37. Respostas 104

iii
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui i
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 1

Visão geral
Ben-vindo ao módulo de História
de Química
Quando terminar o estudo do módulo de História da Química deverá será
capaz de:

 relacionar a descoberta de factos, conceitos,


hipóteses, teorias e métodos de trabalho em Química
numa perspectiva histórica e universal;
Objectivos
 conhecer as etapas mais importantes do
desenvolvimento da Química e da indústria Química
para melhor compreender o nível actual e as novas
tendências

 entender a multidisciplinaridade entre as ciências


naturais e sociais.

 Desenvolver a capacidade de apresentar e incluir


aspectos históricos nas suas aulas e evidenciar a sua
relação com o desenvolvimento histórico global;

 Explicar que a "pseudociência medieval" constituída Commented [m1]: medieval

por um conjunto extensivo de conhecimentos


empíricos e receitas acumuladas pelos precursores da
Química também constitui um momento importante
para o desenvolvimento da Química como ciência
física;

 Relacionar exemplos do seu próprio ambiente social e


cultural com o conhecimento universalizado das
ciências em particular da Química;
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 2

 Interpretar cientificamente a lógica das descobertas


da Química;

 Compreender o papel da Química na evolução


humana no passado, presente e futuro;

 Reconhecer a importância e o papel da Química e


indústria química para o desenvolvimento de
Moçambique;

 Dar exemplos da aplicação da Química Moderna

Quem deveria estudar este Commented [m2]: melhor dizer deve

módulo
Este Módulo foi concebido para todos aqueles que estudam as cadeiras do Commented [m3]: melhor dizer disciplinas
curso de Química, em particular os que se preparam para leccionarem a
cadeira de Química

Como está estruturado este


módulo
Todos os módulos dos cursos produzidos por inserir aqui nome da
instituição encontram-se estruturados da seguinte maneira: Commented [m4]: pelo Centro de Educação Aberta e à
Distância da Universidade Pedagógica
Páginas introdutórias
 Um índice completo.
 Uma visão geral detalhada do módulo, resumindo os aspectos-chave
que você precisa conhecer para completar o estudo. Recomendamos
vivamente que leia esta secção com atenção antes de começar o seu
estudo.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 3

Conteúdo do módulo
O curso está estruturado em unidades. Cada unidade incluirá uma Commented [m5]: deve-se falar em modulo ja que se trata
introdução, objectivos da unidade, conteúdo da unidade incluindo efectivamente deste
actividades de aprendizagem, um sumário da unidade e uma ou mais
actividades para auto-avaliação.
O módulo de Quimica é constituído por ....... Unidades Temáticas.
Cada unidade apresenta:
 Uma introdução, que dá uma orientação geral sobre o aspecto
central de estudo;
 Os objectivos gerais
 Um conjunto de lições, variáveis de unidade para unidade. Cada
lição possui por sua vez:
 Uma introdução;
 As horas necessárias para o estudo de cada lição;
 Os objectivos;
 Os conteúdos, onde é apresentada a matéria essencial da lição;
Um sumário, onde você pode encontrar os eixos centrais de cada lição; Commented [m6]: Trata-se de um exemplo que estou a dar-vos

Outros recursos
Para quem esteja interessado em aprender mais, apresentamos uma lista de
recursos adicionais para você explorer. Estes recursos podem incluir livros, Commented [m7]: explorar
artigos ou sites na internet.

Tarefas de avaliação e/ou Auto-avaliação


Tarefas de avaliação para este módulo encontram-se no final de cada
unidade. Sempre que necessário, dão-se folhas individuais para
desenvolver as tarefas, assim como instruções para as completar. Estes
elementos encontram-se no final do módulo.

Comentários e sugestões
Esta é a sua oportunidade para nos dar sugestões e fazer comentários
sobre a estrutura e o conteúdo do módulo. Os seus comentários serão
úteis para nos ajudar a avaliar e melhorar este módulo.

Ícones de actividade
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas margens das
folhas. Estes icones servem para identificar diferentes partes do processo
de aprendizagem. Podem indicar uma parcela específica de texto, uma
nova actividade ou tarefa, uma mudança de actividade, etc.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 4

Acerca dos ícones


Os ícones usados neste manual são símbolos africanos, conhecidos por
adrinka. Estes símbolos têm origem no povo Ashante de África
Ocidental, datam do século 17 e ainda se usam hoje em dia.
Os ícones incluídos neste manual são... (ícones a ser enviados - para
efeitos de testagem deste modelo, reproduziram-se os ícones adrinka, mas
foi-lhes dada uma sombra amarela para os distinguir dos originais).
Pode ver o conjunto completo de ícones deste manual já a seguir, cada
um com uma descrição do seu significado e da forma como nós
interpretámos esse significado para representar as várias actividades ao
longo deste curso módulo.
Clique aqui e seleccione Inserir elementos (imagem/tabela/nova unidade)
da janela do Modelo para Ensino à Distância. Escolha ou Todos os ícones
abstractos ou Todos os ícones adrinka da lista dada.

Habilidades de estudo
Inclua aqui alguns parágrafos curtos para aconselhar os alunos a planear o
seu tempo, dê dicas sobre tomada de notas, como estudar à distância, etc.
Caro estudante!

Para frequentar com sucesso este módulo terá que buscar através de uma
leitura cuidadosa das fontes de consulta a maior parte da informação ligada
ao assunto abordado. Para o efeito, no fim de cada unidade apresenta-se
uma sugestão de livros para leitura complementar.

Antes de resolver qualquer tarefa ou problema, o estudante deve certificar-


se de ter compreendido a questão colocada;

É importante questionar se as informações colhidas na literatura são


relevantes para a abordagem do assunto ou resolução de problemas;

Sempre que possível, deve fazer uma sistematização das ideias


apresentadas no texto.

Desejamos-lhe muitos sucessos!


Commented [m8]: Trata-se de um exemplo que estou a dar-vos

Precisa de apoio?
Apresente aqui pormenores do sistemas de apoio ao aluno: quem devem
contactar em caso de precisarem de apoio em relação a vários tipos de
problemas.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 5

Dúvidas e problemas são comuns ao longo de qualquer estudo. Em caso de


dúvida numa matéria tente consultar os manuais sugeridos no fim da lição
e disponíveis nos centros de ensino a distância (EAD) mais próximos. Se
tiver dúvidas na resolução de algum exercício, procure estudar os exemplos
semelhantes apresentados no manual. Se a dúvida persistir, consulte a
orientação que aperece no fim dos exercícios. Se a dúvida persistir, veja a
resolução do exercício.

Sempre que julgar pertinente, pode consultar o tutor que está à sua
disposição no centro de EAD mais próximo.

Não se esqueça de consultar também colegas da escola que tenham feitoa


disciplina de............., vizinhos e até estudantes de universidades que vivam
na sua zona e tenham ou estejam a fazer cadeiras relacionadas com
Quimica Commented [m9]: Idem

Tarefas (avaliação e auto-


avaliação)
Apresente aqui pormenores sobre as tarefas que o aluno terá de realizar.
Por ex.: Como devem ser entregues as tarefas, a quem. Inclua também
questões relacionadas com: utilização de materiais de pesquisa, regras de
direitos de autor, plagiarismo, etc.
Ao longo deste módulo irá encontrar várias tarefas que acompanham o seu
estudo. Tente sempre solucioná-las. Consulte a resolução para confrontar
o seu método e a solução apresentada. O estudante deve promover o hábito
de pesquisa e a capacidade de selecção de fontes de informação, tanto na
internet como em livros. Consulte manuais disponíveis e referenciados no
fim de cada lição para obter mais informações acerca do conteúdo que
esteja a estudar. Se usar livros de outros autores ou parte deles na
elaboração de algum trabalho deverá citá-los e indicar estes livros na
bibliografia. Não se esqueça que usar um conteúdo, livro ou parte do livro
em algum trabalho, sem referenciá-lo é plágio e pode ser penalizado por
isso. As citações e referências são uma forma de reconhecimento e respeito
pelo pensamento de outros. Estamos cientes de que o estimado estudante
não gostaria de ver uma ideia sua ser usada sem que fosse referenciado,
não é?
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 6

Na medida de possível, procurar alargar competências relacionadas com o


conhecimento científico, as quais exigem um desenvolvimento de
competências, como auto-controle da sua aprendizagem.

As tarefas colocadas nas actividades de avaliação e de auto-avaliação


deverão ser realizadas num caderno à parte ou em folha de formato A4.

O estudante deve produzir documentos sobre as tarefas realizadas em


suporte diverso, nomeadamente, usando as novas tecnologias e enviá-
los ao respectivo Departamento quer através da internet, quer dos
serviços de Correios de Moçambique .....................

Commented [m10]: Idem

Avaliação
Apresente aqui os pormenores sobre as regras e procedimentos para a
avaliação. Por exemplo: em que condições se irá processar a avaliação.

O módulo de ..............terá dois testes e um exame final que deverá ser


feito no ................., ou em local a ser indicado pela administração do curso.
O calendário das avaliações será também apresentado oportunamente.

A avaliação visa não só informar-nos sobre o seu desempenho nas lições,


mas também estimular-lhe a rever alguns aspectos e a seguir em frente.

Durante o estudo deste módulo o estudante será avaliado com base na


realização de actividades e tarefas de auto-avaliação previstas em cada
Unidade, dois testes escritos, um exame.

Commented [m11]: Idem


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 7

Unidade I
Introdução
O desenvolvimento das Ciências permitiu que as primeiras obras
de História da Química começassem a ser
J. F. Gmelin
publicadas nos meados do século XVIII.
Johann Friedrich Gmelin (1748–1804)
A consciência humana é também influenciada pela
sua consciência histórica, logo a visão global do
mundo só é possível observando-o de uma forma
multifacetado. A história liga os problemas do Commented [m12]: multifacetada

passado, presente e futuro. Assim há que observar a


história da química considerando não só o passado
mas pensando no futuro. Por exemplo, através da
industrialização, na qual a Química também
participa, apareceram novos problemas que carecem
Para mais informações a cerca deste cientista consulte de solução, embora o futuro das gerações vindouras
http://en.wikipedia.org/wiki/Johann_Friedrich_Gmelin
dela dependa. A poluição da crosta terrestre, da água
e do ar; o desequilíbrio biológico, o empobrecimento
da terra em recursos, a proliferação de armas nucleares são
exemplos elucidativos do perigo que a Humanidade corre.

A Química a par com outras ciências concorre para a resolução dos


problemas ambientais. A Química está dotada de métodos e meios
para corrigir relações de desequilíbrio ambiental e velar pela
conservação de um modo de vida saudável.

Com o início do século XX a Química passou a dominar os mais


variados sectores da vida das sociedades. Na agricultura, indústria,
medicina e criminalogia; na fabricação de tintas, adubos,
medicamentos, explosivos; na produção de gases, papel, óleos,
gorduras, detergentes, cosméticos, filmes, materiais de construção,
metais, vidro e materiais de cerâmica, foram e são aplicados
conhecimentos de Química e dos seus métodos, transformando-se
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 8

esta na chave do progresso. Hoje não existe nenhum ramo de


actividade que esteja dissociado dos progressos obtidos através da
investigação química.

Wilhelm Ostwald
Após a Segunda Guerra Mundial a história da Química
e as ciências naturais adquiriram uma nova dimensão no
seio das restantes disciplinas. Consequentemente, urge
considerar e investigar as suas leis e tendências bem
como as das suas disciplinas.

A importância da inserção da história das ciências na


sociedade ganhou interesse após a publicação da
primeira obra sobre a História da Química por J.F.
Gmelin, em 1797. Assim, químicos como H. Koop, E.
von, Meyer, A. Landenburg, A. W. Ostwald e outros,
iniciaram, a partir do século XIX, um estudo sobre o
Friedrich Wilhelm Ostwald (let. Vilhelms
percurso das suas disciplinas no passado com base em
Ostvalds) (Riga, 2 de Setembro de 1853 —
Leipzig, 3 de Abril de 1932) foi um químico e factos isolados sobre as potencialidades históricas das
filósofo alemão, nascido na Letónia
diversas áreas da Química (métodos aparelhos,
Para mais informações consulte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Ostwald princípios e conhecimentos envolvidos).

Por outro lado, através de trabalhos biográficos, estes cientistas


contribuíram para que o esforço desenvolvido pelos seus
antecessores não fosse relegado ao esquecimento. Considerando
as disciplinas específicas, pode dizer-se que aí se obteve um
contributo importante para a história da cultura e do pensamento da
Humanidade.

Da história das ciências e particularmente da História da Química,


advêm os seguintes objectivos e as seguintes tarefas:

apresentar o percurso da aquisição do conhecimento científico,


desde os seus primórdios até a actualidade como um processo
ascendente, decorrendo a partir de um estado mais baixo do saber
a um estado mais alto isto é, de um estado de verdade relativa
inferior a um estado cada vez mais próximo da verdade absoluta,
como um processo decorrendo em fases evolucionárias de
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 9

acumulação quantitativa de conhecimentos, culminando em fases


revolucionárias de mudanças qualitativas do sistema, ainda
inacabado, de reflexão teórica e abstracta do conhecimento;

apresentar, com clareza, a influência da sociedade nas suas mais


diversas formas históricas de organização sobre o desenvolvimento
das ciências em particular da química, como também a influência
recíproca destas sobre o desenvolvimento das sociedades.

Estes objectivos e tarefas, que também servem especialmente para


a historiografia da Química, são relativamente novos. Nos capítulos
que se seguem, procura-se apresentar os progressos da Química
ao longo da História da Humanidade como resultado de condições
sócio-económicas diferenciadas bem como do desenvolvimento
experimental e prático, teórico e lógico da Química.

Sumário Commented [m13]: É obrigatorio a apresentacao do sumario

Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta


unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios Commented [m14]: Idem. Trata-se da Auto-avaliacao

Auto-avaliação

Obs:
1. A unidade I apresenta apenas a Introdução. Nao apresenta
nenhum desenvolvimento;
2. Deve inserir-se o Icone de Introdução;
3. As unidades comportam determinado numero de licoes. Deve
indicar-se o numero da licao e sua designacao e tambem o tempo
de estudo que o docente/elaborador preve para o seu estudo, com
vista a orientar o estudante; (por exemplo:
 Unidade I .....
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 10

 Introducao da unidade;
 Objectivos da Unidade;
 Terminologia;
 Tempo de estudo da Unidade (por ex. X min. Ou
Y horas);
-Licao no. 1 .....
 Introducao da licao;
 Objectivos da licao;
 Terminologia;
 Tempo de estudo da Licao;
 Desenvolvimento;
 Actividades (sao questoes ou perguntas que se
julgarem pertinentes);
 Sumario
- Licao no. 2....
........................
............................
............................
No fim da Unidade apresenta-se o Sumario e por fim os
exercicios de Auto-avaliacao. Trata-se do mesmo
processo ate ao fim do modulo. Deve inserir-se tambem a
leitura complementar (Bibliografia);
 Unidade II ....
- Licao no. 1 .....
- Licao no. 2 ......
- Sumario .....
- Auto-avaliacao.....
- Leitura complementar (Bibliografia). Deve respeitar-se
as normas em uso na UP.
 Unidade III ...........
4. Deve inserir-se o Icone de Introdução;
5. O Sumario é obrigatorio. O mesmo deve fazer-se em relação à
Auto-avaliacao;
6. As Auto-avaliacoes deverao ser enumeradas da 1ª. ate a ultima
para facilitar a sua identificacao. O mesmo deve acontecer em
relacao as actividades (tambem da 1ª. a ultima). Deve indicar-se
o tempo (por ex. 10 min, 30 min, etc., tanto para as actividades
como para as Auto-avaliacoes) da sua realizacao. O mesmo
acontece em relacao as actividades.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 11

7. Em geral, antes do sumario, isto é, ao longo do Desenvolvimento


da materia pode haver actividades varias a serem relizadas pelo
estudante com vista a auto-motivar-se ao longo do seu estudo;
8. O feedback ou respostas a estas actividades devera ser dado/as no
fim da Unidade para evitar-se que o estudante nao se preocupe
em compreender e apreender a materia, correndo logo para as
respostas. Em alguns casos as resolucoes da Auto-avaliacao
aparecem devidamente assinaladas/indicadas/enumeradas no fim
do modulo;
9. O modulo nao é um livro classico. Trata-se de um material
interactivo. Deve dialogar com o estudante, que dizer, professor
está como que embutido no modulo. Por ex:
 A unidade I aborda o estudo ........... real na sua
generalidade; trata-se de.... esta unidade é composta por
7 lições e serão necessárias 30 horas de estudo no total.

 “Ao completar esta unidade , você será capaz de:


 Caro estudante!
 Nao desanime! É dificil? Tente mais uma vez.....
 Nesta primeira lição sobre ............ vamos definir os
conceitos básicos............... Deve prestar muita atenção,
pois constitui a base para o estudo posterior de....”


10. No fim da Unidade deve indicar-se literatura complementar


(Bibliografia – de acordo com as normas em uso na UP). Inserir o
respectivo Icone (Leitura);
11. As figuras devem ser identificadas ( No. – da 1ª. a ultima- e
designacao);
12. As tabelas tambem devem ser identificadas a semelhanca das
figuras, devendo-se indicar as respectivas fontes.
13. Feita uma visao geral do modulo, concluiu-se que os
conteudos existentes sao relevantes, solicitanod-se que se
facam as correccoes tecnicas indicadas, nomeadamente:
 Unidades
 Divisao das Unidades em licoes;
 Introducao (das Unidades e Licoes nos lugares
respectivos);
 Objectivos (das Unidades e Licoes nos lugares
respectivos);
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 12

 Insercao do Icones respectivos;


 Insercao das actividades com os respectivos Icones;
 Insercao dos Sumarios;
 Insercao da Auto-avaliacoes com os respectivos Icones
14.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 13

Unidade II
A História da Química vista num contexto
alargado

Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de: Commented [m15]: Aqui trat-se de uma Unidade. Deve
especifica-lo e indcar como a propria Tamplate orienta, os
respectivos objectivos. Quando se trata de uma licao, os objectivos
referem-se a esta.

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição.


Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem. Commented [m16]: Inserir os objectivos

Objectivos 



Insira aqui a terminologia nova que vai ser introduzida nesta unidade /
lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu
principal. Commented [m17]: Havendo terminologia nova a inserir, deve
Terminologia ser inserida neste espaco. Esta devera ser explicado sob a forma de
Glossario que aparece no fim do modulo.

A História da Química pode ser abordada de várias maneiras,


abordagem "internalista" que está paulatinamente a ceder
terreno a uma abordagem "externalista", mais abrangente,
que tenta inserir o trabalho científico em todo o contexto
histórico.

Uma abordagem internalista da História da Química debruça-


se sobre os pormenores científicos, sem ter em conta o
contexto histórico da Ciência.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 14

Algumas descobertas de Química estão inseridas num


determinado contesto político social e económico como por

exemplo: a teoria de acidez do oxigénio, de


Platão
Lavoisier, dependeu bastante dos estudos feitos
por este cientista sobre o Ácido nítrico, estudos
esses, que por sua vez, se relacionam com o
salpêtre ou salitre (nitrato), o principal elemento
constituinte da pólvora, que era vital para uma
potência mundial como era a França na segunda
metade do séc. XVIII.

Platão, em detalhe da Escola de Atenas, de Rafael Sanzio (c.


1510). Stanza della Segnatura. Palácio Apostólico, Vaticano -
Platão (em grego: Πλάτων, transl. Plátōn, "amplo", Atenas,
428/427 – Atenas, 348/347 a.C.) foi um filósofo e matemático
do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos
filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira
instituição de educação superior do mundo ocidental.
Para mais informações consulte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o

Aristóteles

Aristóteles (em grego: Ἀριστοτέλης, transl. Aristotélēs;


Estagira, 384 a.C. – Atenas, 322 a.C.) foi um filósofo grego,
aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus
escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica,
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 15

a poesia, o teatro, a música, a lógica, a retórica, o governo, a Enquanto a França não perdesse a Índia, na Guerra
ética, a biologia e a zoologia..
Para mais informações consulte dos sete anos, foi-lhe possível importar grandes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles
quantidades de salitre do subcontinente Indiano.
No entanto, o estado Francês teve de procurar formas de
fabricar este produto tão valioso, em França. Certamente que
não terá sido somente o incentivo económico a determinar a
forma e o conteúdo da teoria de Lavoisier; ele constituiu
apenas uma motivação adicional para que se estudasse o
nitrato em vez de outra substância qualquer. Devemos
considerar todavia, que o êxito de Lavoisier se deva também
a determinados factores adicionais, incluindo a sua
excepcional capacidade e o seu engajamento.

Um outro exemplo do avanço da Química que se relaciona


intimamente com o desenvolvimento económico, é o estudo
dos resíduos de produção do gás da hulha para a iluminação,
que veio substituir as lâmpadas de azeite do

séc. XIX. O alcatrão inicialmente considerado um transtorno,


veio a revelar-se mais tarde, depois de exames cuidadosos
do seu resíduo juntamente com a técnica da destilação
fraccionada, fonte de um conjunto de materiais valiosos,
incluindo o benzeno, que é a base de uma enorme família de
compostos orgânicos incluindo a anilina, a partir da qual se
produzem uma série de tintas artificiais. Este
desenvolvimento não teria sido possível sem o progresso,
independente mas simultâneo, da Química Orgânica, na 1ª
metade do séc. XIX, colocando-se esta à disposição do
homem para explorar o progresso industrial decorrente.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 16
Robert Boyle

Um outro exemplo peculiar e que retrata esta


interpenetração já referida, é a experiência não muito
afastada da nossa própria realidade, relacionada com a
produção do cloreto de sódio, tradicionalmente
conhecido por sal de cozinha.

Este sal que hoje em Moçambique é produzido de um


modo semi-industrial, conheceu num período comum,
consoante a região, modos de produção diferentes.

Apesar de não se saber ao certo quando é que as


populações que habitam Moçambique aprenderam a
Robert Boyle (Lismore, 25 de Janeiro de 1627 —
Londres, 31 de Dezembro de 1691) foi um filósofo produzir o sal, sabe-se, no entanto, que as populações
natural irlandês que se destacou pelos seus trabalhos
no âmbito da Física e da Química. do litoral já extraiam o sal da água do mar, utilizando
Para mais informações consulte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Boyle
métodos simples, antes da chegada dos colonizadores
europeus, e até mesmo, antes da chegada dos
comerciantes asiáticos. O sal produzido nessa altura
deveria ser utilizado para o consumo caseiro e para
operações de troca com outros produtos. A chegada dos
colonizadores e a institucionalização da lei colonial terá
provavelmente facilitado o controle desta indústria pelos
colonos.

Porém, consta que entre os anos 1964-1975, populações


habitantes das margens do rio Messalo na Província de Cabo
Delgado, teriam extraído o sal de cozinha a partir da
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 17

Demócrito

areias salgadas existentes ao longo


daquele rio, usando métodos de
separação simples.

Na origem desta produção artesanal,


estava a escassez do produto causada
pela provável paralisação da
comercialização deste produto nos
locais habituais de venda, devido a
Guerra de Libertação. Hoje, dentro de
um novo contexto histórico esta
produção artesanal desapareceu
naquela região, obviamente por se dar
(No Renascimento, Demócrito era conhecido como "o filósofo que ri").
preferência ao sal comercial, sempre
Demócrito de Abdera (em grego: Δημόκριτος, Dēmokritos, "escolhido
do povo") (cerca de 460 a.C. - 370 a.C.) nasceu na cidade de Abdera consumido nas zonas urbanas, que
(Trácia), e é tradicionalmente considerado um filósofo pré-socrático.
Cronologicamente é um erro, já que foi contemporâneo de Sócrates e,
poupa tempo e esforços.
além disso, do ponto de vista filosófico, a maior parte de suas obras
(segundo a doxografia) tratou da ética e não apenas da physis (cujo estudo De igual modo também se pode falar da
caracterizava os pré-socráticos).
Para mais informações consulte
produção artesanal do óleo, do álcool,
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%B3crito_de_Abdera
do vinagre, de tintas entre outros
produtos pelas populações de Moçambique e tentar-se
estabelecer uma relação entre estes produtos provenientes
da produção artesanal e os mesmos da produção industrial
ou semi-industrial.

Há, porém, outras dimensões e outras abordagens possíveis


da História da Química. Em certa medida, tudo depende
também da história das ideias.

Se recuarmos até a Grécia antiga, Platão (428/427 - 348/347


a.C) e Aristóteles (384 - 322 a.C) argumentavam que toda a
matéria podia ser considerada constituída por 5 elementos,
ou princípios universais: Agua, terra, Fogo, Ar e Éter. Estes
elementos foram posteriormente incorporados na cosmologia
da Europa Ocidental durante a Idade Média e não foram
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 18

Friedrich Wöhler

seriamente postos em causa até ao séc.XVII altura


em que Robert Boyle (1627-91) a atacou, postulando
que a matéria era composta de pequenas partículas
(elementos). Estas ideias sobre o átomo podem
levar-nos a recuarmos ao conceito de átomo de
Leukipos (500 - 440 a. C) e Demokrito (460 - 371 a.
C.) na Grécia antiga.

No séc. XIX o conceito (peso atómico) retoma ideias


antigas acerca dos componentes da matéria.
Friedrich Wöhler (31 de julho de 1800,
Eschersheim/Frankfurt am Main - 23 de setembro de Também no séc. XIX se debateu a identidade das
1882, Göttingen) foi um pedagogo e químico alemão.
Apesar de ter estudado em Heidelberg, interessou-se substâncias orgânicas, e diz-se que Whöler, com a
pela química mudando-se para Estocolmo para estudar
com o químico sueco Berzelius. Em 1836 foi professor sua experiência de 1828, destruiu a noção de força
de química da Universidade de Göttingen.
Para mais informações consulte vital.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_W%C3%B6hler

Há, portanto, uma certa interpenetração entre as histórias da


Química e da Filosofia.

Há por outro lado historiadores de Química que se preocupam


mais com as aparelhagens do que com as ideias.

Assim ao estudarem os gases no séc.XVIII, podem interessar-


se menos com o conceito estado gasoso do que com os
aparelhos usados na preparação e armazenagem dos gases.
Conhecer o aparelho usado por Lavoisier pode não ser mais
importante do que conhecer as ideias do cientista. No século
XIX, a preparação e decomposição de compostos orgânicos
dependiam por vezes da melhoria das técnicas de destilação.
Muitas vezes, são os conservadores de Museus as pessoas
mais adequadas a dar informações sobre certos aspectos
práticos da história da Química. Portanto, uma combinação
entre os vários modos de ver a Química parece mais
adequada do que a opção de uma só vertente.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 19

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição) Commented [m18]: Seguir as observacoes acima descritas

Exercícios

Auto-avaliação
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 20

Unidade III
Relação Ciências Naturais, Ciências e Técnica

Ao completer esta unidade / lição, você será capaz de:

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição.


Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 



Insira aqui a terminologia nova que vai ser introduzida nesta unidade /
lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu principal.

Terminologia

Antes de mais, torna-se necessário aqui frisar que as ciências,


as técnicas e os seus respectivos progressos estão
intimamente ligados ao surgimento das civilizações e aos
seus respectivos progressos. Por isso, importa definir
primeiramente o conceito de "civilização".

Apesar de existirem várias definições, consideremos


civilização como um conjunto de condições materiais, sociais,
mentais, nas quais vive um grupo de homens.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 21

Assim sendo, a civilização é sempre um


fenómeno humano. As civilizações
definem-se então por um conjunto de
caracteres que as diferenciam umas das
outras, bastando algumas vezes, um só
elemento para caracterizá-las. Tais são os
exemplos das civilizações do petróleo ou
do aço, etc. Outras vezes, designa-se uma
civilização pela sua localização no espaço
geográfico. Fala-se, por exemplo, das

██ Definição tradicional do Oriente Médio Oriente


civilizações do Médio Oriente, do

██ Definição do G8 do Grande Oriente Médio


Mediterrâneo, etc.

██ Ásia Central (algumas vezes associada ao Grande Oriente Médio) Apesar de todas as civilizações
O termo Oriente Médio define uma área de forma pouco específica, ou pressuporem uma certa estabilidade, elas
sem definição de fronteiras precisas. Geralmente considera-se incluir:
não constituem um sistema isolado. Elas
 Arábia Saudita  Iraque
 Bahrein  Jordânia interagem com outras e com o andar do
 Chipre  Kuwait
 Egipto  Líbano tempo elas evoluem, modificam-se ou
 Turquia  Palestina
 Emirados Árabes  Omã
geram novas civilizações.
Unidos  Catar
 Iémen/Iêmen  Síria Civilização num contexto amplo é por isso,
 Israel  Afeganistão
 Irão
o produto de um desenvolvimento que
Destes, os únicos países não totalmente asiáticos são o Egito (que tem ocorreu num período longo da
seu território da Península do Sinai na Ásia mas é majoritariamente
africano) e a Turquia (majoritariamente asiático, mas com a Trácia humanidade, sobre o qual existe ainda
incluída na Europa).
muito pouca informação. Esse período
O Paquistão é considerado parte intersecional entre o Subcontinente
Indiano e a Ásia Central, mas raramente no Oriente Médio. começa com o aparecimento do homem na
terra e vai até ao aparecimento da
Para mais informações pode acessar
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dio_Oriente civilização propriamente dita.

O que ocorre com frequência é que cada etapa da história do


desenvolvimento das civilizações é determinada pela procura
da resolução dos problemas socioeconómicos pelas gerações
nela intervenientes; por outras palavras, os problemas actuais
de cada era influenciam consideravelmente o desenrolar da
História.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 23

Este esquema pode ser encontrado em http://quondam.com.ar/content/publicaciones.php (um resumo mais nítido está na página seguinte)
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 25

Este esquema pode ser encontrado em http://marcosbau.com/geobrasil-2/estrutura-geologica-do-brasil/

Actualmente, o interesse pela história das ciências naturais e


pela técnica tem sido caracterizado pela revolução técnico-
científica (novas tecnologias ou TICs) e pelos enormes
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 26

problemas políticos sociais e económicos que afectam o


homem contemporâneo.

Qualquer ramo de produção moderno, independentemente se


na Agricultura, ou na Indústria, tem como base o
conhecimento produzido pelas Ciências Naturais e
Tecnologia. A corrente eléctrica, a rádio, a televisão assim
como a internet, os adubos e as fibras sintéticas, os
antibióticos, passaram a ser conhecidos e utilizados devido
aos progressos da investigação científica nas áreas das
Ciências Naturais e Tecnologia. Sem as Ciências Naturais e
a Tecnologia seria impossível a produção de automóveis e
aviões; sem elas, não se poderia obter o amoníaco do ar, a
energia dos átomos, nem novas substâncias das retortas.

Nos últimos séculos, as Ciências. Naturais e a Tecnologia não


só revolucionaram as técnicas de produção tradicionais, como
também e sobretudo, promoveram o surgimento de outras
totalmente novas. Assim como a Economia, as Ciências
Naturais e a Tecnologia determinam a imagem do mundo
moderno.

Desde Corpernicus, Kepler e Newton, que a terra já não é o


centro do Universo, mas sim, um planeta inserido num
cosmos ainda desconhecido. Os enigmas dos processos da
combustão, do processo vegetativo, das inúmeras doenças
infecciosas foram resolvidos; o interior do átomo e a fissão
nuclear foram descobertos; a lei da conservação de energia e
a relação massa-energia foram averiguadas e comprovadas
(hoje inventou-se o acelerador de partículas para se tentar
compreender melhor a origem do universo) . Os
conhecimentos trazidos por Maxwell, Plank ou Einstein;
Lavoisier, Faraday, Kekulé, Mendelejev, Rutherfod e Born; ou
mesmo por Darwin, Pasteur, Koch e outros cientistas formam
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 27

a base da actual imagem sobre o nossa macro e


microcosmos.

Qualquer um de nós está consciente de que as Ciências


Naturais, a medicina e a técnica, por exemplo, influenciam
substancialmente o modo de vida e as relações de trabalho,
apesar de muitas vezes pouco sabermos sobre as etapas que
conduziram à revolução técnico-científica.

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 28

Auto-avaliação

Unidade IV
Os Princípios da Química da Sociedade Primitiva ao
Feudalismo

Ao completer esta unidade / lição, você será capaz de:

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição. Tem


várias linhas para poder inserir vários objectivos de aprendizagem.

Objectivos 


Insira aqui a terminologia nova que vai ser introduzida nesta unidade /
lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu
principal.
Terminologia
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 29

Grupos Área Geográfica Capacidade Dentição Estágio do


Taxonomicos de Ocupação Craniana Bipedalismo
Australopithecus África (parte Muito ? Inicial
anamensis leste) pequena
Australopithecus África (parte 420cm3 ? Bípede/arbórea
afarensis (Lucy) leste)
Australopithecus África (parte ? Molar / caninos e incisivos ?
aethiopicus leste) pequenos
Australopithecus África (parte 510-530 cm3 Caninos pequenos em relação Bípede
boisei leste) ao Australopithecus aethiopicus
Australopithecus África (parte sul) 500-530 cm3 Molares e pré-molares grandes Bípede
robustus (menores que os dois anteriores)
Australopithecus África (parte sul) 430-520 cm3 Possuía incisivos maiores e área Bípede Primitivo
africanus molar menor que os da
linhagem robusta:
(A. aethiopicus, A. boisei e A.
robustus).
Homo habilis África (parte 750 cm3 Molar menor do que a linhagen Bípede Avançado
leste) robusta dos australopitecinos
Homo Surgido na Maior do que Dentição robusta (área molar ?
rudolphensis África e migrado H. habilis (?) maior do que os incisivos)
para a Ásia
Homo erectus Surgiu na Ásia e 1000 cm3 Dentição posterior menor do Bípede
migrou para a que australopitecinos
África
Homo ergaster África 1067 cm3 ? ?
Homo África, Ásia e África – 1200 Europa: mandíbula robusta e ?
heidelbergensis Europa cm3 dentes grandes
ou Ásia – 1120
Homo sapiens cm3
arcaico
Homo Europa e no 1520 cm3 Os dentes da mandíbula iam Bípede
neanderthalensi Oriente Médio e para frente para encaixar no
s no Usbequistão maxilar superior e os incisivos
(Ásia) eram largos, com raiz larga
Homo sapiens Surgimento: 1400 cm3 Arcada superciliar Bipedalismo
sapiens África? Ásia? Excelente
Figura – Quadro do Desenvolvimento Humano no Quaternário (CANTO, 1995)
Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/desvendando-arqueologia-parte-V.htm
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 30

Figura: Esquema da sequência evolutiva do Homem durante a pré-história (SILVESTRE, Oliveira, 1998).
Disponível em http://www.brasilescola.com/geografia/desvendando-arqueologia-parte-V.htm

Idade Período Ferramentas Economia Habitação Sociedade Religião

Ferramentas feitas a
mão e objetos crença em vida
encontrados na após a morte
Natureza – porrete, Bando de coletores e aparece
Paleolítico primeiramente
pedra caçadores (25–100 pessoas)
lascada,machadinha, Vida móvel – no fim do
raspador, lança, arpão, cavernas, Paleolítico,
agulhas, furadores mucambos, caracterizada
Caça e coleta
muitas vezes pela aparição de
Idade da perto de rios e
Ferramentas feitos a rituais de enterro
Pedra lagos
mão e e objetos de mortos e culto
encontrados na aos ancestrais.
Mesolítico Tribos e bandos nômades As funções de
Natureza – arco e
flecha, cesta de peixe, sacerdote e
barco serventes de
santuário
aparecem na pré-
Ferramentas feitas a Revolução
Neolítico Hortas Tribos e aparição de grupos história.
mão e e objetos Neolítica -
com líderes em algumas
encontrados na transição para
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 31

Natureza – cinzel, agricultura. sociedades neolíticas no fim


enxada, jugo, arada, Coleta, caça, do período.
foice, tear, objetos de pesca e
barro (olaria) e armas domesticação

Idade do Ferramentas de cobre e


Bronze bronze, roda de oleiro

Pecuária, Formação de estados.


Idade agricultura, Formação de estados começa
Anos
dos Classificação Tipos artesanato,Manifestações durantedo Clima
o início da idade do
Metais arqueológica humanos comérciopensamento
Formação de bronze no Egito e na
Idade do Ferro Ferramentas de Ferro (trocas) cidades Mesopotâmia e durante o
fim da idade do bronze, os
primeiros impérios são
fundados.

no

É, sem contestação, aos homens da dita "pré-história" que se


devem as honras das primeiras páginas da história das
ciências.
Julga-se que a Humanidade existe há mais de um milhão de anos, mas o

desenvolvimento do pensamento é-nos praticamente desconhecido senão

a partir de à centenas de séculos, por falta de materiais informativos.

Um período que cobre cerca de 50 milénios, permite-nos


através de legados deixados (objectos de Arte, gravuras,
pinturas e esculturas), reconhecer a existência do
pensamento nessa altura. Sobre o período precedente, pouco
se sabe, julgando-se por isso, que o homem não teria ainda
descoberto meios de expressão duráveis e ou pelo menos a
nós perceptíveis. Enfim, ao longo dos últimos milénios, o
homem inventou tudo e descobriu todas as técnicas desde o
pote até a utilização da energia nuclear.

Supõem-se que os primeiros metalúrgicos que fundiram


minérios de cobre remontam de há sete mil anos. Supõe-se
que eles não tinham nenhuma noção de distinguir entre
óxidos, carbonatos e sulfetos, mas sabiam onde e como
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 32

encontrar e obter o cobre do minério. Aliás, o uso e a


aplicação são muito mais antigos que a pesquisa científica. A
Química, assim como a Matemática e a Medicina, nasceram
das necessidades dos homens. Segundo Engels, à medida
que o homem, trabalhando, foi aprendendo a transformar a
natureza colocando-a ao serviço dos seus fins, cresceu a sua
inteligência.

Consideram-se dois grandes momentos marcantes e


importantes do desenvolvimento das ciências no 3º milénio:

I- A sociedade primitiva (50000-4000 a.n.e) e a Antiguidade onde


se inclui a ciência das civilizações do antigo Oriente
nomeadamente: Egipto, Mesopotânea, Fenícia, Israel, Índia e
China (3000 a 600 a.n.e.) e a ciência na antiga sociedade de
classes das civilizações do mundo Grego-Romano (ciência
helenística e romana- 600 a.n.e. a 600 n.e.)

II- A ciência das civilizações da Idade Média onde se incluí a ciência


da América pré-colombiana; do mundo Árabe; da Índia mediaval;
do império Bizantinico; do mundo Eslavo; do mundo Hebraico
mediaval e do ocidente mediaval Cristão (600 a 1500 n.e.).

A sociedade primitiva desenvolveu-se num período que vai dos


anos 50000 a 4000 a.n.e. e caracterizava-se pela propriedade
social dos meios de produção, onde era importante a "produção" de
alimentos, vestuário, habitação, bem como o fabrico de meios de
produção com os quais era possível trabalhar sobre a natureza,
modificando-a de tal modo que fosse possível satisfazerem-se as
necessidades de subsistência da sociedade. Já nessa altura o
homem assenhoreava-se de uma série de conhecimentos e da sua
aplicação no processo de produção, permitindo-se a si mesmo, por
um lado, a segurança da sua existência e, por outro lado, o próprio
desenvolvimento da sociedade primitiva. Uma parte desses
conhecimentos estava ligada à Química pois que, para além do
trabalho mecânico de transformação de produtos naturais (como a
pedra, a madeira e os ossos, para a produção de ferramentas), o
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 33

homem primitivo era capaz de produzir o fogo e com base


neste, conseguia transformar quimicamente certos produtos
naturais. Estes primeiros conhecimentos foram basicamente
aplicados para a satisfação imediata das necessidades da
sociedade primitiva (aquecimento, protecção, iluminação, e
confecção de alimentos) e, no auge do seu desenvolvimento,
também para a fundição e obtenção de metais como o
chumbo, o cobre e depois o bronze a partir dos seus minérios.
O período florescente da sociedade primitiva resulta do
desenvolvimento das forças de produção na passagem do
modo de vida nómada para a agricultura e pastorícia (primeira
divisão social do trabalho); esta fase do desenvolvimento
social foi atingida em parte devido ao uso de processos
químicos, particularmente na fabricação de utensílios
metálicos, primeiro de chumbo e depois de cobre e bronze.
Esses utensílios permitiram que, no final da sociedade
primitiva, houvesse um considerável aumento de
produtividade no trabalho e, consequentemente, a produção
de excedentes, que conduziriam à formação de classes. Deve
considerar-se que nessa altura ocorrem a segunda e terceira
fases da divisão social do trabalho, aparecendo assim os
artesãos e comerciantes.

A passagem da sociedade primitiva para a sociedade de


classes, nas regiões do Eufrates e Tigre, termina com a
formação de estados, por volta do ano 4000 a.n.e.

Por volta do ano 3000 a.n.e. formaram-se nas regiões do Nilo


e do Indo, cidades e estados. Na bacia do Nilo, formou-se o
império faraónico, que permaneceu até cerca do ano 300
a.n.e. Na bacia do Indo, formou-se um império cultural estável
com cidades como Harapã e Mohnejo Daro (actual Pakistão).
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 34

Também na China surgiram, por volta dos anos 2000 a.n.e.,


vários impérios, que se sucederam; reis, banqueiros,
comerciantes, entre outros, formavam as classes dominantes,
enquanto os camponeses, artesãos e escravos formavam a
classe explorada, sobretudo através do pagamento de
impostos. Estes últimos eram utilizados em trabalhos públicos
como a construção de canais para regulação da água, a
construção de pirâmides e estradas, entre outros.

Até ao ano 400 a.n.e., já eram obtidos no total sete metais:


ouro, prata, cobre, estanho, chumbo, ferro e mercúrio (este
último a partir do ano 400); por outro lado, também eram
produzidas ligas metálicas, entre as quais as ligas de ouro e
prata (designada por asem ou eletrão), a liga de cobre e
estanho e cobre e chumbo (bronzes) e a liga de cobre e zinco
(messing). No Egipto, por exemplo, eram bastante famosas
as minas de ouro na região do Núbio onde os reis do Egipto
obtinham ouro, utilizando milhares de escravos que
trabalhavam em condições extremamente precárias.

Para a produção do cobre, estanho, chumbo, bronze e

messing, era necessário empregarem-se os processos de

oxidação e redução bem como as técnicas da sua

manipulação. Inicialmente, deve ter sido produzido o chumbo

devido à facilidade da sua obtenção, por não requerer

emprego de técnicas especializadas. Multhauf chama a

atenção de que o chumbo já era produzido na era do fogo, no

Neolítico (PbS + PbO = chumbo + dióxido de enxofre). Devido

à sua maleabilidade e ao seu baixo ponto de fusão, o chumbo

era provavelmente usado para a fabricação de objectos de


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 35

adorno. Já no ano 3000 a.n.e., os artesãos eram capazes de

fundir o chumbo, como pode ser confirmado pelo material

arqueológico encontrado na região da Mesopotânia. Também

nesse período se utilizava o chumbo nas grandes cidades

culturais indo-germânicas bem como em Mohenjo Daro e

Harappã. De entre os metais conhecidos, os que tinham maior

importância para o fabrico de meios de produção e armas,

salientam-se o cobre, o bronze e o ferro, produzidos e usados

entre os milénios 5 e 2 a.n.e. Em Chipre, cujo nome "significa

ilha do cobre" foram encontrados objectos desse metal, que

datam de 3500 anos a.n.e. Também no Egipto se usava o

cobre há cerca de 4000 anos a.n.e., certamente proveniente

da região do Sinai.

Pensa-se que a passagem para a era do cobre, nos países


da Europa se tenha verificado por volta do ano 3000 a.n.e.
Tecnicamente, a obtenção do cobre era relativamente fácil
através da já conhecida redução do minério oxidado através
do carvão, operação que era realizada em fornos que
necessitavam de bombas simples de injecção de ar, devido
ao ponto de fusão relativamente alto do cobre.

O bronze, como uma liga de cobre e 12% de estanho, já era


produzido por volta do ano 5000 no Oriente (da actual região
da Índia ao Afeganistão e Irão). Esta liga teria sido
ocasionalmente descoberta ao trabalhar-se com minérios de
cobre em presença de cassiterite (dióxido de estanho) e teria
sido identificada como uma espécie de cobre facilmente
fundível e relativamente mais duro que o cobre puro. Também
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 36

existem marcas que revelam a existência de civilizações que


tenham trabalhado o bronze no Egipto e na Índia por volta dos
anos 3000 a.n.e.

Por volta dos anos 3500 a.n.e., o homem já conhecia a técnica

de produção do vidro (primeiro na Mesopotânea e depois no

Egipto). Mais tarde (1500 a.n.e.), introduziu-se a técnica da

coloração deste, particularmente nas diferentes tonalidades

azuis, utilizando-se, com muita frequência, minérios de

cobalto, silicato de cobre e um sal duplo, o carbonato e

hidróxido de cobre. O vidro dourado era produzido, juntando-

se, ao fundido, ouro e ou cobre.

Muitos pintores da Antiguidade dominavam as técnicas de


extração de pigmentos coloridos como a púrpura e a alizarina
(só para citar alguns) a partir não somente de plantas e
animais mas também de minerais, que posteriormente eram
usados na coloração de variados objectos e até na pintura.
Um outro produto sobejamente conhecido era o vinagre, e a
técnica da sua produção a partir do vinho por oxidação em
presença do ar. A soda bem como o sabão foram produzidos
por volta dos anos 3000 a.n.e. na Babilónia. A soda, que
ocorre com abundância no Egipto com impurezas de sal de
cozinha e sulfato de sódio, é conhecida neste território desde
os anos 3500 a.n.e. Este minério era guardado em templos e
servia para a mumificação de cadáveres no Egipto.

No âmbito da História incluída neste capítulo conhecem-se


duas fases principais, divididas por um acontecimento de
importância vital: o aparecimento da agricultura. A primeira
fase cobre o período da antiga Idade da Pedra (Paleolítico,
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 37

Baixo e Alto), cuja economia se baseava na recolecção de


alimentos e na caça. A segunda fase inclui o período da
agricultura aldeã primitiva (Neolítico); o das primeiras cidades
e culturas das margens dos grandes rios, no Egipto, na
Mesopotâmia, na Índia e na China (Idade do Bronze); e,
finalmente, o das cidades independentes, que viviam do
comércio (Idade do Ferro), que inclui as civilizações clássicas
da Grécia e de Roma, do qual se deve salientar que se
conhece melhor através das fontes escritas, mais ainda
porque as tradições se transmitiram directamente à Ciência
Moderna.

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios

Auto-avaliação

Unidade V
A Química na sociedade esclavagista antiga dos impérios
Grego e Romano e no império Helenístico e Chinês(cerca
dos anos 600 a.n.e. aos ano 600 da n.e.)
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 38

Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de:

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição.


Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 



Insira aqui a terminologia nova que vai ser introduzida nesta unidade /
lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu
principal.
Terminologia

A Ciência e a Arte sofreram um desenvolvimento novo a partir


dos anos 600 a.n.e. particularmente nas regiões oeste do Mar
Mediterrâneo, pelo surgimento do campesinato como base
para o desenvolvimento económico. Nos centros comerciais,
desenvolve-se fortemente o comércio, o poder dos reis é cada
vez menos influente, os escravos são cada vez mais
adquiridos em grande número. A introdução de uma lei
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 39

democrática harmoniza os interesses da aristocracia e dos


plebeus livres.

Já que o trabalho pesado era executado por escravos, criou-se a


possibilidade de surgirem outras forças culturais. Assim
desenvolvem-se mais e mais áreas como a literatura, as línguas,
as ciências políticas, a filosofia e a matemática. Nesta época,
aparecem historiadores como Herodote e Tucides; filósofos como
Demócrito, Leucipo, Platão, Sócrates e Aristóteles, entre outros...

Mais limitados foram os progressos nas ciências naturais. Porém,


a parte experimental e prática das ciências naturais, como é óbvio,
era executada pelos escravos, pois todo o trabalho pesado deveria,
na altura, ser executado pelos escravos. Assim, também o trabalho
em oficinas químicas, como por exemplo em cerâmicas e em
minas, era executado pelos escravos. Consta, por exemplo, que por
volta do século V a.n.e., cerca de 20 000 escravos trabalharam em
minas de prata a sudoeste de Attikas.

Por volta do século IV a.n.e. Alexandre III, o Grande, conquistou o


poder na Grécia bem como nos territórios das regiões da Ásia,
Europa do sul, Ocidental e do norte de África, integrando-os no
império helenístico. Particularmente o "Egipto helenístico" viveu um
desenvolvimento económico, que permitiu o progresso consecutivo
das ciências, pois este império resultava da miscigenação de
relações de produção, ciência e cultura do Oriente Antigo e da
Grécia. O Grego passou a ser língua de ensino e a cultura oriental
absorveu elementos gregos.

De particular importância foi o Museion de Alexandria no Egipto,


criado por volta dos anos 330 a.n.e., que se transformou num dos
mais importantes centros de ensino e investigação da antiguidade.
Ligado espacialmente ao Museion existia uma biblioteca com cerca
de 700 000 obras. Ela continha a literatura científica grega e
helenística, bem como a romana. Foi aqui que Euclides escreveu a
sua obra sobre geometria; matemáticos, astrónomos e filósofos
como Arquimedes, Erethostenes, Aristrach von Somos ou
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 40

Plotemaios, estudaram e trabalharam. Este Museuion contribuiu


também para o desenvolvimento da Química (no período da
decadência do império romano com o desenvolvimento da alquimia
como um ramo independente das ciências naturais). Porém, em
que medida a ciência oriental (da China) teria exercido alguma
influência, isso fica ainda por determinar. Importa, entretanto,
salientar que os princípios da alquimia chinesa surgiram alguns
séculos antes da egípcia do império romano, que ocorreu por volta
do ano 30 a.n.e..

Com a agricultura surgiram os latifúndios nos quais eram


empregues milhares de escravos. Entretanto, os artesãos
expandiram a sua área de produção de tal modo que, com este
desenvolvimento, se tornou necessário introduzir a moeda por volta
dos anos 270 a.n.e. Com a introdução da moeda, desenvolveu-se
o imposto estatal e privado, que conduziu ao fortalecimento dos
banqueiros e mercadores. No século I a.n.e., a circulação da moeda
atingia o seu ponto mais alto. Muitas pessoas passaram a contrair
dívidas. Assim, pode-se facilmente compreender a razão pela qual,
nessa altura, apareceram as primeiras falsificações da moeda.
Neste caso particular, aqueles grupos possuidores de
conhecimentos sobre a Química davam a esta um rumo de
desenvolvimento muito especial.

Na segunda metade do século II, ocorre a crise geral das relações


de produção da Antiguidade, que foi caracterizada por revoltas de
escravos e alargamento das aristocracias provinciais. Este período,
acompanhado de grandes desvalorizações da moeda, levou a que,
sob a direcção do imperador Diokletiano, este mandasse queimar
todos os livros que contivessem informações sobre transformações
químicas, para impedir a prática da falsificação da moeda, tendo
ainda introduzido a pena de morte por incineração a vivo, contra
todos aqueles que praticassem a falsificação da moeda.

Na antiga sociedade de classes da Grécia e de Roma (cerca de 600


a.n.e. a 600 n.e) ocorreu a passagem do pensamento mistico-
religioso ao racional causal que conduziria ao aparecimento dos
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 41

conceitos químicos (elemento, composto, átomo, material e


substância), como resultado, da cada vez mais acentuada divisão
social do trabalho (na china formula-se a teoria dos 5 princípios
básicos água, fogo, madeira, metal e terra).

A formação cada vez mais crescente do excedente de produção


resultante da exploração quase desumana dos escravos
possibilitou que se forma-se uma camada social elitária de homens
livres (não participantes no processo produtivo ), cuja actividade
intelectual nas áreas da arte, filosofia e ciência, foi extremamente
importante. Todavia, a parte experimental das ciências naturais
ficavam relegadas ao esquecimento por parte dos intelectuais da
Antiguidade, que mais se interessavam em desenvolver uma teoría
única sobre o aparecimento do universo. É dentro deste quadro que
se forma a filosofia naturalista baseada em princípios materiais.

Entre outros, salientam-se os seguintes filósofos naturalistas:

Tales de Miledo (624-546 a.n.e)- considerava a água como


princípio universal

Anaximenes de Miledo (558-525 a.n.e)- considerava o ar ilimitado


como princípio universal

Heraclito de Efeso (544-483 a.n.e)- considerava o fogo como


princípio universal

Com base nestas formas do pensamento da Antiguidade, tão


importantes para a Química, desenvolveram-se no sec. V a.n.e, as
primeiras ideias sobre os conceitos actuais de elemento e átomo

Empedocles (495-435 a.n.e) - considerava 4 elementos (fogo,


água, terra e ar) os quais por combinação geravam as diferente
substancias. Os processos químicos ocorreriam com base nas
contradições como o amor e o ódio, quer dizer, a atracção e a
repulsão.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 42

Anaxagoras (500-428 a.n.e) - introduziu uma teoria mecanicista dos


elementos (1º teoria corpuscular) esclarecendo que o mundo era
material.

Leucipo de Miledo (500-400 a.n.e) e Democrito de Abdera (460-370


a.n.e) introduziram o conceito de átomo (indivisível), considerando
o universo constituído de matéria capaz de se dividir até as
partículas mais ínfimas indivisíveis, os átomos, de tamanhos e
formas diferentes, as quais, por pressão ou choques, quer dizer,
por movimento se poderiam misturar ou separar. Assim, o mundo
era constituído pelo espaço vazio e por uma mistura de átomos. As
propriedades das substâncias como dureza, cor, e peso, seriam
determinadas pela forma, pelo tamanho, pela disposição e pelo
agrupamento dos átomos (desenvolvimento especulativo da 1ª
teoria atómica).

Esta teoria atómica mecanicista foi largamente disseminada pelo


filósofo Grego Epicur 331-270 a.n.e. e pelo poeta Romano Lucrécio
96-55 a.n.e (penetração da Química em áreas da Cultura) enquanto
filósofos como Sócrates 470-399 a.n.e, Platão 428-347 a.n.e a
punham em causa por razões diferentes.

Platão por exemplo, baseava-se na teoria sobre a ordenação


matemática do espaço e unia os 4 elementos de Empedokles aos
corpos regulares de Pitágoras. Assim, uma partícula de fogo seria
um tetraedro; uma partícula de ar seria um octaedro; uma partícula
de água um icosaedro; uma partícula de terra seria um cubo (hoje
também se usa a ordenação geométrica das partículas no espaço
para esclarecer a estrutura da matéria).

Aristoteles (aluno de Platão), criticou o modelo deste sobretudo


pela falta de atenção á razão das transformações, que na sua
óptica não encontravam uma reflexão adequada na teoria
mecanicista. Através de investigações precisas e sistematizadas,
baseadas em conhecimentos detalhados sobre a natureza, este
formulou uma teoria naturalista geral na qual se incluí a questão
fundamental da Química "a transformação das substâncias".
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 43

Apoiando-se em categorias como substância, forma, materiais e


matéria, Aristoteles procurou encontrar a essência das
transformações qualitativas da matéria, postulando a existência
inicial da matéria qualitativamente unitária, que devido a
contradições naturais (quente-frio; seco húmido), se podia
transformar. A combinação destas contradições em 4
emparelhamentos básicos (quente-seco; quente-húmido; frio-seco;
frio-húmido) retratando os 4 elementos de Empedokles, seriam as
diferentes formas de uma só matéria inicial. Estas diferentes formas
poderiam por síntese, transformar-se em outras. A diversidade das
substâncias era esclarecida com base em estados actuais e
potenciais e pelo equilíbrio entre as contradições internas da
matéria.

Os ensinamentos de Aristóteles dominaram o pensamento e a


actividade química ao longo de séculos. A partir das suas ideias
estava colocada a possibilidade de que de princípio, todas as
substâncias se deixam transformar. É daí que se abriu caminho a
prática das transmutações bastante generalizada (início do ramo
experimental da Química).

A alquimia greco-helenística que se desenvolveu nos séculos III e


IV no Egipto Helenístico e Bizantinico, foi bastante influenciada pelo
pensamento mitológico oriental e pelas teorias Pitagóricas e
Platónicas. A prática da alquimia, os seus métodos e objectivos
encontravam-se enraizados nos ensinamentos filosóficos do
Daoismo e do equilíbrio Yin-Yang do séc. 2 a.n.e. na China.

O decaimento da cultura helenística e a tendência acentuada da


procura de poder e riqueza, facilitaram a incorporação da mitologia
oriental no conhecimento grego, conduzindo-o ao exercício de
manipulações e especulações. O objectivo subjacente era a
procura de uma substância (elixir da vida) a partir da qual, metais
não nobres poderiam ser transformados em nobres (ouro).

Aqui evidenciaram-se os seguintes alquimistas legendários:


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 44

Maria (a judia) e Zosimus de Panopolis (séc. IV a.n.e.)

Olimpiodoros (séc.V a.n.e.).

Da quantidade de especulações típicas na alquímia helenística


derivaram as numerosas receitas que não traziam nenhum
conhecimento novo da química (estagnação). Entretanto, a procura
do elixir da vida permitiu o desenvolvimento de uma grande
quantidade de aparelhos químicos, entre os quais se salientam
destiladores, fornos, aparelhos de sublimação e de rectificação etc.
que se aliavam as respectivas técnicas instrumentais. Porém, volta
a salientar-se que aparelhos e técnicas serviam os objectivos da
alquimia e a produção do vidro, de corantes, e de materiais de
construção.

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios

Auto-avaliação
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 45

Unidade VI
Aspectos Gerais sobre a Interpretação dos Fenómenos
Relacionados com as Transformações Químicas

Ao completer esta unidade / lição, você será capaz de:

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição.


Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 



Insira aqui a terminologia nova que vai ser introduzida nesta unidade /
lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu
principal.
Terminologia

a) Primeiras interpretações sobre as transformações


químicas em mitos e filosofias religiosas

Foi com o início das primeiras sociedades de classes (4º


milénio a.n.e. quando a vida sedentária conduziu ao
estabelecimento de cidades no Egipto e Mesopotâmia) que se
vislumbraram os primeiros indícios da prática científica,
sendo, todavia, os consignados à astronomia os de maior
relevo. A observação de fenómenos naturais levava a
interpretações de carácter religioso e místico, onde deuses
seriam seus promotores (criadores). O culto aos deuses
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 46

representava a ideologia das classes dominantes. Na


Babilónia, por exemplo, eram adorados a lua o sol e outras
estrelas. A crença nos cinco planetas (Júpiter, Saturno, Marte,
Mercúrio e Vénus) era extensamente propagada e a estes
estavam relacionados deuses próprios, os quais seriam os
determinadores de todos os destinos e acontecimentos do
universo ( oitavo centenário a.n.e.). Da teoria dos 5 planetas
passou-se para a dos 7 planetas, em que estavam inclusos o
sol e a lua. Todos os acontecimentos terrestres teriam
existência determinada pelas posições específicas dos 7
planetas e que mudanças neles poderiam ser provocadas
através de rezas, sacrifícios, juras, etc. (estas crenças vieram
mais tarde a influenciar a alquimia no Egipto helenístico). Na
China e na Índia era normal o culto aos deuses e dava-se aos
fenómenos naturais um significado místico. Porém, na Índia,
a partir do segundo milénio a.n.e. já se teriam cultivado certos
conhecimentos sobre as ciências naturais e, muito em
particular, sobre a Matemática. Por exemplo, gravuras dessa
época revelam como é que a partir do primeiro elemento (a
água), como 1º estado do Universo, teriam ocorrido todas as
restantes formas e seres do Universo. Em África, no Egipto,
no terceiro milénio a.n.e., acreditava-se no deus sol, pois este
dominava a vida no vale e no delta do Nilo; antes teria sido o
deus do céu que representava a vida e o fogo e gerava a
chuva e as tempestades.

b) Interpretações sobre as transformações químicas pelas


filosofias naturalistas

Como já foi referenciado anteriormente, as filosofias naturalísticas


foram professadas por estudiosos gregos, romanos, indianos e
chineses por volta dos anos 700 a.n.e.. Foi por essas alturas que
pela primeira vez se procurou, de um modo racional, explicar os
fenómenos naturais, sociais e científicos. As principais questões
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 47

que se colocavam relacionavam-se com a composição do universo,


a sua formação e com as causas das transformações nele
decorrentes. Desse modo, estavam a ser tocados problemas que
se relacionavam com todas as formas e substâncias bem como
com as suas mudanças qualitativas, as quais constituíam
principalmente problemas de Química. É assim que se explica a
razão pela qual as primeiras filosofias naturalistas estão
impregnadas de conceitos básicos da química, que se formaram de
um modo dedutivo, sem experimentação nem investigação
indutiva. Os principais conceitos a que se refere são os conceitos
de elemento; mixtio (o que corresponde ao ctual conceito de
composto); átomo e complexo atómico (o que corresponde ao
actual conceito de molécula). É provável que os naturalistas de
então tivessem sido influenciados pelas filosofias religiosas
indianas, as quais concebiam 5 elementos (fogo, água, ar, terra e
éter) como criação divina. Somente um desses "elementos" a água,
foi tomado como elemento inicial por Tales de Mileto (naturalista),
que considerava que todas as coisas do Universo teriam sido feitas
da mesma substância a água. Anaximandro (aluno de Tales e seu
seguidor) considerou que existia um universo caracterizado por
contradições internas, que tendiam a um estado de equilíbrio e que
seriam a causa do constante movimento causador das mudanças
(quente-frio; seco-húmido). Anaximenes tomaria, por sua vez, o ar
como elemento inicial, o qual, por densificação ou diluição originara
as nuvens, as chuvas, a terra, o abismo, etc. Por sua vez, Efesos
tomaria o fogo como princípio a partir do qual todas as coisas se
modificam. Porém, foi com Empedokles que, pela primeira vez,
surgiu a concepção de que as diferentes substâncias conteriam
elementos qualitativamente distintos e imutáveis. Esses elementos
seriam o fogo, a água, o ar e a terra. O mesmo Empedokles teria
também introduzido o conceito de mistura como produto da união
de elementos que originariam substâncias diferentes. O amor e o
ódio, a atracão e a repulsão seriam uma espécie de afinidade típica
das substâncias e seriam a causa da formação de misturas e sua
separação. O conceito elemento fora assim obtido de um modo
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 48

dedutivo. Cem anos mais tarde, Aristoteles escrevia a seguinte


definição: elemento é a parte básica a partir da qual qualquer coisa
se compõe e que não se pode subdividir. Assim se pode ver a
tentativa de procurar encontrar definições com base em relações
causais. Aristóteles fundamentara ainda que o "mixtio" (composto)
não ocorria mecanicamente, mas que formava uma unidade na sua
teoria dos 4 elementos.

Formando-se os pares [(húmido+quente); (quente+seco);


(seco+frio); (húmido+frio)] obtêm-se, respectivamente, ar; fogo;
terra e água. Estes quatro elementos não se apresentam
dissociados, mas sim como 4 formas diferentes da mesma matéria,
da qual tudo se pode obter e transformar.

Um outro conceito introduzido no séc.V a.n.e. foi o de átomo (por


Leucipo de Mileto e Democrito de Abdera), que em grego significa
indivisível. Este conceito também ocorreu nas filosofias naturalistas
indianas na mesma altura. Leucipo considerava que era impossível
dividir qualquer coisa até ao infinito e que o limite da divisibilidade
seria a obtenção de uma partícula muito pequena mas indivisível e
que, como contradição a esta, existiria o vazio. Assim todas as
substâncias que integram o universo seriam compostas por átomos
e pelo vazio e que da diversidade na combinação dos átomos, em
complexos atómicos, resultariam as diferentes substâncias. Os
átomos diferenciar-se-iam nas suas formas e a formação e
decomposição das substâncias dever-se-ia a uma variação na
ordenação e posicionamento dos átomos. Indo buscar a Heraclito
a teoria do movimento perpétuo, os atomistas afirmavam que as
modificações são devidas ao movimento no espaço de átomos
imutáveis. Paralelamente a esta filosofia materialista, foram
desenvolvidas outras teorias por indivíduos como Pitágoras, Platão
e Sócrates.

c) Princípios químico-técnicos da fabricação e produção de


Materiais

Através da sociedade e, principalmente, através das classes


dominantes, foram colocadas na Antiguidade novas exigências à
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 49

produção química, particularmente aqueles que se ligam com a


metalurgia. O ferro, o aço, o cobre, o estanho, o bronze e o chumbo,
destinavam-se, em primeira linha, à produção de armas e outros
instrumentos de guerra, bem como para a produção de outros
objectos de trabalho de vária ordem. Estes metais foram também
utilizados na escultura, que começava a delinear-se como uma
ramificação da arte e cultura. Particular atenção deve também dar-
se à obtenção de metais preciosos e semi-preciosos, que eram
utilizados na relação produto-moeda como meio de pagamento e
na satisfação das necessidades de luxúria das classes dominantes,
que aumentavam cada vez mais. Estas necessidades incluíam
também produtos de pintura, cosméticos, produtos de vidro,
produtos farmacêuticos, produtos de fermentação e de ouriversaria.
Em todas estas áreas trabalharam, os artesãos da Antiguidade
Grega e Romana, com a ajuda de escravos; os mosteiros no Egipto
helenístico; bem como os artesãos da Índia, China e outros países,
Foi nessa época que se conheceu e produziu o mercúrio como novo
metal (anos 400 a.n.e.) e a partir dos anos 100 n.e. já se descreve
a sua sublimação e consequentemente também ocorre a discrição
do primeiro recipiente desse processo. O mercúrio era utilizado
para formar amálgama e para a fabricação de pomadas contra
doenças cutâneas. Enquanto isto ocorria no Egipto helenístico, na
China por exemplo, a produção intensiva do ferro conduzia, por
volta dos anos 500 a.n.e., a um aumento considerável da produção
agrícola, que conduziu à formação de propriedades privadas. Na
China ocidental, o ferro era produzido em pequenos fornos
enquanto nas restantes regiões este era produzido em altos-fornos
com capacidade de uma tonelada de minério por forno.

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 50

Exercícios
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 51

Auto-avaliação

Unidade VII
A Química no Feudalismo: Ásia e Europa (cerca de 600 a 1500
n.e.)

Ao completer esta unidade / lição, você será capaz de:

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Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 



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lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
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principal.
Terminologia

Nos primeiros séculos da nossa era (n.e.), ocorreram, em muitos


países, mudanças no modo de produção com o surgimento do
feudalismo. Na China, por exemplo, esta situação foi marcada pelo
fim da dinastia Han (séc. III); na Índia, com a decadência do Império
resultante da expansão ocidental e os primeiros estados
germânicos (no século V). A formação sócio-económica do
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 52

feudalismo caracterizava-se pela propriedade privada dos meios de


produção. Institucionalmente ligada à privatização da terra e ao
direito de o proprietário determinar um certo valor da produção do
producente para si, tornava os camponeses dependentes. A luta
entre os camponeses e os senhores feudais foi, nessa altura, a
força motriz do desenvolvimento social, que iria conduzir, mais
tarde, a grandes diferenciações entre os camponeses e artesãos,
por um lado, e ao desenvolvimento da agricultura, e do comércio e
consequentemente das cidades, por outro. Assim, comerciantes e
artesãos proeminentes, aliados aos camponeses, iriam mais tarde
pôr fim a este período. Na cultura do Feudalismo, dominavam
concepções religiosas do Cristianismo, Budismo, Hinduísmo e a
partir do século VIII do Islamismo que pouco depois se transformou
juntamente com aquelas em religiões mundiais. Na Europa o
Cristianismo tornou-se o núcleo ideológico da classe feudal.
Instituições cristãs tornaram-se proprietárias e detentoras não só
do poder ideológico mas também do poder político, exercendo uma
acção manipuladora sobre a classe explorada. Este período, que
se prolongou até ao primeiro milénio, é considerado como um
período de estagnação para a ciência, devido a proibições e até
mesmo a destruições feitas sob ordem da igreja como são os casos
da destruição de parte da Biblioteca do Museion de Alexandria e da
academia platónica em Atenas. Apesar de o núcleo da cultura e
ciência oriental ter sido destruído na Europa pelos cristãos a partir
do século III/IV, na Pérsia e na Índia manteve-se intacta e até sofreu
um certo desenvolvimento. Assim, a alquimia não se perdeu.

No século VII, os Árabes ocuparam a Palestina, o Egipto, a Síria e


o Irão e no século VIII o norte da Índia, o norte da África e os
Pirenéus. Sob domínio religioso e ideológico, estas regiões
“transformaram-se” no império Árabe. Sob influência árabe e do
Islamismo, a cultura e a ciência conheceram, nestas regiões, um
novo desenvolvimento. Todas as obras científicas da Antiguidade,
que haviam escapado da exterminação, foram traduzidas para
árabe, incluindo até a obra filosófica de Aristóteles. Assim apareceu
o Aristotelismo Árabe. Na área da Matemática, desenvolveu-se a
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 53

aritmética, a geometria, o cálculo por aproximação e a álgebra


numérica. A trigonometria tornou-se um campo específico.

A Medicina Árabe também se desenvolveu, tendo sido, igualmente


para a Química de uma importância vital. Pela primeira vez, passa-
se a conhecer a pequena circulação. Na área da Química
desenvolveu-se a alquimia Árabe. Métodos, procedimentos,
substâncias e aparelhos da alquimia foram, pela primeira vez,
sistematizados.

A partir dos séculos XII/XIII e devido à intensificação da luta de


classes, este processo transfere-se também para a Europa, tendo-
se desenvolvido até que se denotaram os primórdios do modo de
produção capitalista, com a formação da burguesia europeia das
cidades. O surgimento de fábricas de produção têxtil formou o
embrião da produção capitalista. Através da Espanha, Sicília, Sul
de Itália e França entravam os conhecimentos do mundo árabe na
Europa cristã. «Por exemplo, não só os conhecimentos sobre a
produção de papel e de pólvora mas também os relativos à
construção de moinhos movidos por vento e por água. A
optimização destes instrumentos e dessas técnicas e a descoberta
da arma de fogo tornaram possível que as lutas contra o poder
feudal e a expansão europeia fossem “bem sucedidas”. O
conhecimento sobre a obtenção do papel conduziu
concomitantemente à descoberta do processo de impressão na
Europa através de J. Gutenberg, por volta do ano de 1440.

Durante o Feudalismo (600-1500), a intensificação da relação


produto-moeda,que conduz mais tarde (séc. XIII) a formação da
Burguesia, o desenvolvimento científico conhece uma nova
dinâmica sob condições específicas do Feudalismo e das suas
contradições.

Se por um lado o Cristianismo institucionalizado toma um papel


importante na Educação, por outro, a sua ideologia porém entra em
choque com ideias específicas leccionadas e disseminadas pelos
mosteiros, cuja função principal era ensinar o Cristianismo. É a
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 54

época da Inquisição e da estagnação do desenvolvimento da


ciência.

Gabir Ibn Hayyan (alquimista, procurou sistematizar as substâncias


químicas conhecidas até então) e a sua escola por exemplo (séc.9-
10), reconhecia, influenciada pela teoria dos 4 elementos da
antiguidade, o enxofre como princípio das transformações
(originado pela união fogo, ar e água) e o mercúrio (originados pela
união terra e água) como o princípio da ocorrência da fundição.

Ar Razi, médico Persa (865-925), desenvolveu os métodos e as


experiências da alquimia Árabe (entre os anos 900 e 1000 cria-se
uma simbologia para os metais e substancias químicas conhecidas
até então).

Nesta época importa ainda frisar que, com o desenvolvimento da


técnica de destilação a vapor foi possível extrair e isolar uma série
de substancias naturais como éteres oleosos e perfumes. Por outro
lado já se produzia o cloreto de amónio e a pólvora (legado chinês).
Além disso, a metalurgia, a siderurgia e a tinturaria ganharam um
novo impulso.

A aplicação da força do vento e da água, a descoberta da


impressão de livros (1440), a produção do papel e da pólvora
(legados chineses), bem como a introdução de várias tecnologias
mineiras, formam então o embrião de uma nova sociedade
capitalista.

A abertura e institucionalização de Universidades como centros de


ensino e investigação nessa altura podem ser consideradas como
o prenúncio de uma nova etapa que iria ser bastante próspera para
o desenvolvimento das ciências e concomitantemente da Química.
Todavia aqui deve ser salientado, que sob condições da sociedade
feudal e do monopólio educacional por parte do clero, cuja
ortodoxia e cujo dogmatismo se salientavam num ensino
meramente formal (escolástica) não era possível um
desenvolvimento são das ciências.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 55

A famosa obra de Geber escrita no séc. XIII “Summa perfeccionis


magisterii” contêm uma quantidade de métodos e modos quimico-
analiticos novos de identificação da pureza dos metais.

Alberto Magno (alemão, 1193-1280) e Tomas de Aquino (italiano,


1224-1274) também podem ser considerados alquimistas do
mundo Europeu.

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios

Auto-avaliação

Unidade VIII
Formação da Alquimia a partir das filosofias naturalistas.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 56

Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de:

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Objectivos 



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lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
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principal.
Terminologia

No século II a.n.e., a alquimia formou-se como uma área específica


das ciências naturais, tendo começado inicialmente na China e
depois ocorrido no império romano, em particular no Egipto para
mais tarde se desenvolver até ao século XVI na Europa. O
característico da alquimia é o desenvolvimento de métodos e
aparelhos químicos, que permitissem transformar metais em ouro
ou produzir uma medicina capaz de manter o estado jovem no
homem (principio de imortalidade). As suas raízes partem da China,
tendo como base filosófica (filosofia naturalista do Daoismo) o
principio de Yin-Yang, segundo quem tudo o que existe se
transformaria no seu oposto, sempre que se atingisse um
determinado estágio de desenvolvimento. As transformações
ocorreriam com mudanças temporais do equilíbrio de Yin-Yang.
Maior carácter Yang significaria Juventude, frescura e saúde. Em
contrapartida, o envelhecimento e a morte deverse-iam ao aumento
do carácter Yin. O estado estávell seria o de um equilíbrio ideal entre
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 57

Yin e Yang e este princípio serviria para todas as coisas existentes


no universo (animais vegetais, minerais, etc.). Por exemplo, o
mercúrio e o estanho teriam mais Yin enquanto o chumbo e o
bronze teriam mais Yang. Por seu turno, no ouro existiria o
equilíbrio ideal entre o Yin e o Yang daí o seu carácter nobre. Quem
quisesse permanecer jovem e são deveria pois então descobrir
uma medicação que facultasse um equilíbrio equiparável ao
existente no ouro. Numa época mais avançada, a principal função
da alquimia estava na procura de métodos, que transformassem os
metais não nobres em nobres, por exemplo em ouro (impérios
romano, bizantino, arábico e na Europa).

Representantes da Alquimia:

a) China- Huai Nan Tse, Wei-Po-Yang e Pao-Pu-Tse;

b) Império Romano e Bizantico- Demokrito, Maria (a Judia),


Zosimos, Cristiano, Kleopatra, Stephanus, Hermes;

c) Império Árabe e Europa mediaval- Gabir ibn Hayyan, ar Razi


Abu Bakar Muhammad, Alberto Magnus, Tomás de Aquino

Segundo Razi, foram colocadas novas imposições à alquimia:

-Apresentação e sistematização de todas as substâncias químicas


conhecidas até então segundo as suas propriedades;

-Apresentação e sistematização de todos os aparelhos e discrição da


sua aplicabilidade;

-Apresentação e sistematização das bases teóricas da alquimia


segundo princípios da filosofia naturalista e os seus métodos.

Limitações da alquimia:

Segundo os princípios da alquimia, todos os seres teriam estados


intermediários, daí que se colocasse a questão de se o homem
poderia ser meio homem ou se, por exemplo, o mercúrio poderia ser
meio mercúrio, etc., porém, esta questão ficou em aberto até ao
século XIX, altura em que foi definitivamente resolvida.

Princípios da Técnologia Química desse período.


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 58

Foi nessa altura que se desenvolvem a destilação; em particular, a


destilação a vapor principalmente para a obtenção de perfumes a
partir de extractos de flores, etc., no séc. XIII. Regista-se a obtenção
da pólvora pelos árabes (constituída de 10 partes de nitrato, duas
partes de pó de carvão, e duas partes e meia de enxofre) apesar de
esta ter sido anteriormente descoberta pelos chineses com base na
mistura nitrato, enxofre e mel por volta do séc.X. Também é dos
chineses que os árabes obtiveram a técnica de produção de papel,
cuja matéria-prima era o bambu chinês. Paralelamente a isto tudo,
foram descobertos o álcool e os ácidos minerais, que se tornaram
substâncias importantes no subsequente desenvolvimento da
Química. Julga-se que o álcool tenha sido destilado, pela primeira
vez, no sul da Itália no séc.XII, tendo encontrado logo uma
aplicação na medicina. Também os ácidos minerais teriam sido
produzidos, pela primeira vez, no sul da Itália, particularmente o
ácido sulfúrico e o nítrico bem como uma espécie de água régia,
obtendo-se assim um solvente importante para futuros trabalhos
experimentais em química.

Neste período desenvolve-se uma série de Universidades entre as


quais se salientam as Universidades de Barcelona (1119), Paris
(1150), Oxford (1167), Pádua (1222), Salamanca (1254),
Montpellier (1289), Praga (1348), Viena (1365), Krakow (1368),
Heidelberg (1386), Erfurt (1392), Leipzig (1409), Rostock (1414),
Greifswald (1456), Wittenberg (1502) e Jena (1558). Nessas
Universidades, muitas delas ainda sob o poder do feudalismo, os
cursos mais comuns eram os de arte, retórica, gramática, dialéctica,
aritmética, geometria, astronomia e música. Mais tarde, iniciou-se
o ensino da medicina e concomitantemente alguns princípios da
Química. Convêm salientar que nos séculos XII e XIII, a Inquisição
teria proibido e perseguido uma série de académicos, sobretudo na
Itália, Espanha, Alemanha, em Portugal e França.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 59

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios

Auto-avaliação

Unidade IX
A África vista dentro de uma perspectiva de desenvolvimento
histórico geral

Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de:


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 60

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição.


Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 



Insira aqui a terminologia nova que vai ser introduzida nesta unidade /
lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu
principal.
Terminologia

De entre vários problemas que se colocam, é a ausência de


documentos escritos em África, apesar de anualmente se publicarem
bastantes livros sobre a história de África. Na realidade, os
documentos escritos, de que se deplora a raridade, não só são de
facto muito menos numerosos do que nos outros continentes, como
também e sobretudo, se encontram mal distribuídos por períodos e
por regiões.

As fontes escritas podem ser classificadas nas grandes categorias a


seguir indicadas:

* Fontes antigas (egípcias, núbias e greco-latinas)

* Fontes árabes

* Fontes europeias ou soviéticas (narrativas ou de arquivos)

* Fontes africanas (meroítas, etíopes, em língua ou escrita árabe,


em escrita africana moderna, em língua europeia...)

* Fontes asiáticas e americanas.


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 61

As fontes árabes são as mais importantes por poderem elucidar


grandes períodos obscuros da história. Porém, muitas são tidas
como fontes privadas, permanecendo ainda intactas nas casas mães
das sociedades missionárias, nos arquivos do Vaticano e com os
herdeiros dos primeiros viajantes. Devem citar-se igualmente os
documentos de origem propriamente africana, como as narrativas
históricas do sultão Njoya, em língua bamum. Não nos esqueçamos
todavia, que durante a Idade Média europeia só uma ínfima minoria
da aristocracia sabia ler e escrever. Se assim o fizermos, evitaremos
o erro crasso cometido por muitos de que a África Negra é um
mundo sem escrita.

Outras fontes a ter em conta são:

*Fontes cronológicas- Se um historiador quiser retornar ao passado


sem um ponto de referência cronológico, é como um viajante que
conduz um automóvel sem conta-quilómetros Com efeito, os
africanos estabeleceram processos elementares de computação.
Conta-se que no reino Bono Mansu, cada soberano tinha um vaso
num templo especial, vaso esse no qual depositava todos os anos
uma pepita de ouro, até a sua morte. Entre os Dogons, por exemplo,
o senhi é uma festa solene que se celebra todos os sessenta anos, e
nessa altura é feito um entalhe num tronco de árvore sagrada
conservada numa gruta.

* Fontes da tradição oral- de validade ainda muito mais discutida,


embora cada vez menos.

*Fontes arqueológicas - que ocupam um lugar privilegiado pelos


seus métodos de determinação.

*Fontes da linguística
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 62

*A etnologia e a antropologia cultural - baseada nos traços


culturais comparados para seguir a evolução das sociedades e as
relações entre elas

* A arte - que para o continente africano enfrenta a dificuldade de


conservação derivada de factores climáticos

* As outras ciências - a etnobotânica a etnozoologia, a


paleobotânica e porque não a etnoquímica- A difusão da banana, do
arroz, do milho, do ferro e da pólvora bem como as técnicas ligadas
com a sua produção e tratamento não se encontram dissociadas; a
extracção do sal, o fabrico do sabão e a produção de corantes
associada a uma vasta tecnologia combinada com a indústria têxtil,
a arte e a cultura; o fabrico de bebidas alcoólicas e do vinagre bem
como a extracção da farinha e de leveduras para a indústria
alimentar caseira devem ser tomados como momentos importantes
do conhecimento humano.

Distinguem-se as seguintes fases na história do desenvolvimento


africano:

* As civilizações paleolíticas (primeira, Idade da pedra na qual esta


é simplesmente talhada ou lascada para servir de ferramenta; para
depois já na segunda Idade da Pedra onde também são usados o
osso e o chifre, que conjuntamente com a pedra atingem uma
especialização notável pelas suas dimensões mais pequenas e pela
sua elegância; ou ainda na terceira Idade da Pedra, na qual ela é
ainda muito mais polida) caracterizadas por um leadership
incontestável da África como um local de primeira ordem para a
elaboração e difusão de técnicas da pedra pelo mundo fora;

* A revolução neolítica e as suas consequências (desenvolvimento


demográfico, migrações, etc.)- Aqui a África continua a
desempenhar ainda um papel notável, que culmina com aquilo a que
se "chamou" de milagre egípcio;
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 63

* A revolução dos metais ou a passagem dos clãs a reinos e


impérios,

* Os séculos de reajustamento: primeiros contactos europeus;


tráfico de escravos e suas consequências (séculos XV-XIX),

* A ocupação europeia e as reacções africanas até aos movimentos


de libertação após a segunda Guerra Mundial,

* A Independência, o neocolonialismo e os seus problemas, a


instabilidade política social e económica, a fraca percepção e apatia
de muitos governos africanos em relação ao reconhecimento do
valor e ao contributo da ciência e dos cientistas para o
desenvolvimento económico e social;

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios

Auto-avaliação

Unidade X
A Química na Época da transição do feudalismo
ao capitalismo (1500-1770) e no período do
capitalismo industrial (1770-1870)
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 64

Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de:

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição.


Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 



Insira aqui a terminologia nova que vai ser introduzida nesta unidade /
lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu
principal.
Terminologia

O desenvolvimento da Química, no período entre 1500 e 1870,


ocorre sob uma base económica e social, que culmina com o
nascimento e a implantação do capitalismo na Europa bem como o
fim do poder feudal. Na primeira fase (1500-1770), o
desenvolvimento das forças produtivas dá-se com a invenção de uma
série de máquinas e de dispositivos técnicos, que conduzem a um
considerável aumento da produtividade. Este processo ocorre ao
mesmo tempo que os europeus chegam à América, Ásia e África,
desenvolvendo e expandindo, consequentemente, o comércio
internacional. Nesta altura, Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda
e França tornam-se potências colonizadoras bastante fortes,
obtendo com isso mais valias extras, que lhes permitem fortificar as
suas economias (acumulação de capital e a consequente
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 65

consolidação e fortificação do capitalismo). O forte


desenvolvimento do capitalismo não só permitiu a destruição da
base económica do feudalismo como também conduziu à eliminação
da sua base ideológica, instaurando-se assim uma base adequada
para o desenvolvimento das ciências, pois os interesses da
burguesia, que se formava e consolidava, só assim seriam
realizados. Os ensinamentos milenares dos chineses, indianos,
gregos, romanos e árabes da antiguidade, que, melhorados e
elaborados, entraram na Europa, foram em certa medida
dogmatizados pelos europeus na Idade Média. Esses conhecimentos
serviram de fundamento para o desenvolvimento de uma ciência
cada vez mais objectiva na época de formação e consolidação do
capitalismo. As descobertas tecnológicas, as observações e
experimentações orientadas influenciaram-se mutuamente e
conduziram à revolução científica no século XVII. A construção do
microscópio, pelo Holandês von Linsen (1600), conduziu mais tarde
a novas descobertas no campo da biologia e da medicina. Antes
disso, já Galilei havia utilizado o telescópio para perscrutar o
firmamento e apesar de ter sido obrigado a desmentir o resultado
das suas observações pela Inquisição, estas levaram mais tarde ao
decaimento da teoria geocêntrica e de toda a teoria escolástica. As
novas armas de fogo, que entretanto eram construídas, impunham,
à balística, a resolução de questões matemáticas e físicas, que
conduziram ao desenvolvimento destas; por exemplo, os problemas
do movimento dos corpos, da queda livre e da oscilação foram
resolvidos por Newton. De um modo geral, num acto revolucionário,
as ciências naturais demonstraram que a utilização de métodos
somente indutivos da Antiguidade e da Idade média não eram, de
certo modo, salutares para o seu desenvolvimento. Desse modo, a
nova ciência clássica, que começou a formar-se, ligava-se aos novos
métodos e objectivos que se impunham à ciência. No geral, pode
dizer-se que, como objectivo fundamental era primordial utilizar os
conhecimentos das ciências naturais no interesse do
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 66

desenvolvimento salutar do Homem, objectivo esse que encontrava


grandes barreiras de realização nas universidades ainda feudais.
Por esse motivo, foram criadas e financiadas, pela Burguesia e
certos indivíduos progressistas da aristocracia, instituições
revolucionárias, chamadas sociedades científicas e ou academias
das ciências. De entre elas salientam-se a Academia de Lincei em
Roma (1603), que teve em Galilei um dos seus membros; a Academia
do Cimento em Florença (1657); a Sociedade Ereneutica em
Rostock (1662); a Academia Natural Curiosum (1652) em
Schweinfurt; a Real Society em Londres (1662); a Academia das
Ciências em Paris (1665) e a Sociedade de Brandenburg em Berlim.
Com estas instituições, desenvolveram-se novas formas de
comunicação académica que permitiram o desenvolvimento das
ciências em toda a Europa, durante este período.

No âmbito da Química, este período é determinado por mudanças


importantes nos seus objectivos e tarefas:

a) Numa fase anterior, o crescimento do número de alquimistas


como resultado da necessidade de fabricação de moedas falsas,
levou ao decaimento da bibliografia alquimista em mística - aqui
impunha-se que a química pudesse produzir moeda;

b) O esforço de intensificar a utilização das minas, a extracção de


sais bem como a proliferação da manufactura na produção de
substâncias químicas levaram a que forças progressistas se
virassem, com mais incidência, para a actividade química tendo esta
adquirido um carácter lucrativo;

c) A propagação, sobretudo pelo comércio mundial, de doenças e


epidemias como a cólera, a sífilis e as pestes pela Europa, impõem
à Química uma nova tarefa. Era necessário utilizar os
conhecimentos da Química para combater essas doenças. Nesta
base forma-se a Iatroquímica. O Suíço Theophrastus Bombastus von
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 67

Hohenheim, mais conhecido por Paracelcius apelava aos químicos


e aos médicos com sólidos conhecimentos de química para que não
se preocupassem em produzir ouro mas sim medicamentos. Com o
trabalho de outros iatroquímicos como Thurneysser, J.B.von
Helmont, Daniel Sennert, Johanes Glauber Angelus Sala e Andreas
Livadus, os conhecimentos de Química passam a fazer parte
integrante do conhecimento dos farmacêuticos, médicos e químicos,
os quais deviam produzir medicamentos. As farmácias
transformam-se assim numa forma institucional da Química e a
Iatroquímica passa a ser uma área de ensinamento da medicina nas
Universidades, tendo sido iniciada primeiro na Universidade de
Marburg.

Iatroquímica significa "química para os médicos". Ela estava


directamente ligada a produção de medicamentos para a cura e não
virada à produção do ouro. Nas teorias da Iatroquímica o equilíbrio
corporal estaria relacionado com a carência ou o excesso de
princípios químicos no corpo humano. Era por isso importante
conhecer as substâncias químicas e suas propriedades com vista a
poderem servir para medicação. Por exemplo, a febre e a peste
seriam causadas por excesso de enxofre no organismo, o excesso de
mercúrio deveria provocar náuseas e sal a mais, no organismo,
provocaria diarreias, etc.

Aristocratas economicamente poderosos, todavia, progressistas,


que participaram na formação das novas sociedades científicas,
como por exemplo, Boyle da R. Society de Londres e outros, que
tinham laboratórios privados como Cavendish e que viam, como
objectivo essencial, o desenvolvimento da química como uma
ciência pura e não como uma actividade puramente lucrativa. Para
tal não só lhes bastou o interesse de observar e experimentar mas
também a necessidade de provar opiniões de carácter filosófico-
naturalista ou alquimista. Foi assim que estes obtiveram muitos
conhecimentos novos sobre a Química, que posteriormente vieram
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 68

a ser a base da fundamentação crítica da Química até então


praticada. Apesar de tudo, Boyle ainda deixou em aberto a questão
sobre quais seriam ou o que seriam os elementos químicos

d) Apesar de ter renascido a atomística de Gassend, intelectual


católico que se baseava na atomística de Demócrito mas como
criação divina, dando campo ao credo sobre teorias idealistas com
a formulação de um criador supremo de todas as coisas, o
amadurecimento das tendências mercantilistas, isto é, a existência
de cientistas que defendiam a investigação dos processos químicos
na diferentes fábricas de produção artesanal e sua massificação
com o objectivo de torná-la acessível ao homem e ao seu bem estar,
veio contribuir para uma mudança revolucionária da química no
período posterior.

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios

Auto-avaliação

Unidade XII
A Crítica de Boyle - um passo novo para o despertar da
Química
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 69

Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de:

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição.


Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 



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lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
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Terminologia

Com base em resultados experimentais, Boyle discutiu e criticou


severamente a Iatroquímica universitária de então, pois que esta
não se apresentava suficientemente convincente se tomasse e
analisasse com cuidado reacções químicas, por exemplo, as
reacções de combustão, ou mesmo, se se analisasse a destilação a
seco da madeira. Nos dois processos, formavam-se, no primeiro,
cinza e fumo e, no segundo, carvão, água, vinagre da madeira e
metanol.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 70

Onde estariam, aí, os 4 elementos (água terra fogo e ar) e os três


princípios básicos (enxofre, mercúrio e sal) do universo?

Como conclusões obtidas com base na experimentação, Boyle


escreveria, em determinados momentos, o seguinte: «com isto o
leitor atento concluirá ser de direito duvidar sobre os 4
elementos e os três princípios postulados pela alquimia e
iatroquímica, pois estes não aparecem como partes
constituintes de todas as substâncias, ou então ainda, de tudo
isto, só posso concluir que é duvidoso afirmar que todos os
corpos compostos se formam na base do mesmo número de
elementos ou princípios».

Foi entretanto Newton quem concretizou as ideias de Boyle ao


basear-se na lei de Kepler sobre os movimentos planetários, donde
derivou a lei da gravitação e extrapolou-a do macro aos
microcosmos, postulando que também as partículas pequenas dos
corpos possuíam certas forças de atracção e repulsão que as
mantinha unidas a certas distâncias; por exemplo, a formação do
nitrato de cobre, pela dissolução do cobre em ácido nítrico, dever-
se-ia ao facto de as partículas pequenas do ácido poderem penetrar
nos espaços intermediários entre os átomos do metal, provocando
assim a sua dissolução. Devido às forças de atracção entre as
partículas do metal e do ácido, formar-se-iam grupos de partículas,
tendo como centro um corpúsculo metálico, que seria envolvido por
uma esfera externa de partículas do ácido. O equilíbrio entre as
forças de atracção e repulsão, entre as partículas, seria responsável
pela manutenção de uma certa distância entre estas e determinaria
a sua coexistência na nova substância, o nitrato de cobre.

Um avanço considerável da Química não poderia ser obtido através


de especulações sobre átomos e grupos de átomos. Assim, nos finais
do século XVII, um grupo de químicos, dos quais se salientam os
alemães Becher e Stahl bem como os seus estudantes, contribuíram
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 71

muito para o posterior desenvolvimento da química ao procurarem


que esta fosse utilizada para solucionar problemas de fome e miséria
resultantes da guerra dos trinta anos na Alemanha. Deste modo,
influenciados pelo progresso da produção burguesa na Grã-
Bretanha e Holanda, estes procuraram aplicar os conhecimentos de
química não somente para a produção de medicamentos mas
também em todas as indústrias onde fosse possível aplicá-los. Com
isso procuravam melhorar a produção de modo que esta
respondesse às necessidades da sociedade. Assim a química passou
a estar relacionada de um modo bem demarcado à resolução de
problemas sociais globais, tendo-se desenvolvido
consideravelmente. Estes intelectuais seriam os representantes da
química flogística.

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios

Auto-avaliação
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 72

Unidade XIII
A teoria Flogística e seu papel no posterior desenvolvimento
da Química

Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de:

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Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 



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lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu
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Terminologia

Como já se havia referenciado, Becher e Stahl tornaram-se os


fundadores da flogistica. A teoria flogistica tinha como base os
ensinamentos da experiência, principalmente, com o trabalho
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 73

intensivo nas minas, com a tinturaria e nos outros centros de


produção química. Esta teoria, baseada no processo da combustão,
durou cerca de 75 anos na Europa. O novo e importante nela teria
sido a identificação do papel do carvão na redução de óxidos
metálicos e produção dos respectivos metais, donde Stahl viria a
concluir que o carvão doava qualquer coisa nova aos óxidos, que os
transformava em metais. A essa qualquer coisa ele denominou
flogisto. Ele via, de um modo lógico, que ao se oxidar o metal, por
exemplo, qualquer coisa saía dele e essa qualquer coisa voltava a
combinar-se com o óxido metálico quando reagisse com o carvão no
processo de redução. Por outro lado, processo semelhante ocorreria
com o enxofre, que ao ser queimado, perderia qualquer coisa que
entretanto voltava a receber ao se reduzir a trióxido de enxofre
obtido. Assim, pode ver-se como o processo redox era inversamente
interpretado e que este significava, naquela altura, a separação do
flogisto (a componente inflamável). Apesar da falsidade de tais
conclusões, pois, como se pode ver, aqui estão trocados os processos
de oxidação e redução, a teoria flogistica veio, de certo modo,
influenciar, pela primeira vez, o desenvolvimento da Química sob
uma base corpuscular, passando as reacções químicas a serem
observadas como processos decorrentes entre átomos, em que estes
participavam como reagentes e que conduziam à formação de
determinados produtos (partindo do princípio de que o flogisto seria
uma partícula elementar). Convém sobremaneira salientar que de
princípio teria sido encontrada a relação entre a oxidação e a
redução e que estes processos não se consignam somente aos metais,
mas a muitas outras substâncias. Assim, a teoria do flogisto tornou-
se generalizada, tendo sido seguida por intelectuais como Pristley,
Cavendish, Lomonossov, Scheele e Neumann.

A Química flogística foi importante para o posterior


desenvolvimento da Química como "ciência", pois levou a que, com
base no princípio do flogisto se realizassem experiências tendentes
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 74

a sintetizar e isolar o flogisto. Isto veio a permitir a síntese de muitos


gases, seu isolamento e sua investigação. Assim, a teoria do flogisto
veio fornecer as bases teóricas necessárias para a demonstração
dos fenómenos de oxidação/redução e sua real relação por
Lavoisier, nos finais do século XVIII. Entretanto, ideias do flogisto
desviaram as atenções dos investigadores para as substâncias
gasosas. Assim foram realizadas uma série de experiências,
envolvendo a produção de gases a partir das quais derivaram muitos
métodos hoje utilizados. Por exemplo, coube ao inglês J. Black
(1755) a descoberta do dióxido de carbono através da reacção de
ácidos com calcário, tendo dado ao gás libertado o nome de ar fixo,
pois que este ao se fixar, ou seja, reagir com água de cal levava à
formação de uma substância sólida, ou ao britânico Hales (1727) a
construção da tina pneumática para a recolha de gases libertados
na destilação a seco tendo plantas como substrato, que foi
melhorada por Priestley (1770), ao utilizar o mercúrio como líquido
de recolha, permitindo que também se recolhessem gases solúveis
em água como o dióxido de enxofre, o amoníaco, o cloreto de
hidrogénio, entre outros. O mesmo Priestley viria, mais tarde
(1774), a descobrir o oxigénio com base na decomposição térmica
do óxido de mercúrio. Independentemente deste, Scheele havia
(1772) descoberto o oxigénio, sendo porém a descoberta do cloro
(1774), pela acção do cloreto de hidrogénio sobre o dióxido de
Manganês a mais importante descoberta deste cientista. Finalmente
o inglês Cavendish, para além de ter caracterizado os gases,
determinou as suas densidades específicas para os diferenciar,
utilizando para tal o método simples de recolhê-los em recipientes
iguais para depois pesar a massa de volumes iguais. Como se sabe,
Cavendish trabalhou mais com o hidrogénio (que havia sido
sintetizando por Boyle e que também já era conhecido por Scheele)
ao qual deu o nome de ar inflamável. Com o hidrogénio, Cavendish
julgava ter sintetizado o flogisto de Stahl, pois ele imaginava que na
reacção do ácido com o metal, da qual se libertava o *flogisto*, este
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 75

era liberto pelo metal. De igual modo havia pensado Black.


Cavendish chegou mesmo a pensar (já que o hidrogénio é por si só
combustível) que o flogisto só poderia provir do metal. Entretanto,
pela união desse suposto flogisto com o oxigénio, Cavendish obteve
água como produto final, o que o levou a duvidar, em certa medida,
se teria descoberto o flogisto ou não. Utilizando reacções de
combustão entre o oxigénio e o nitrogénio, Cavendish também
obteve, isolou e caracterizou os óxidos do azoto.

As contradições da teoria do flogisto têm como base a tentativa de


perceber as variações nas massas ocorrentes nos reagentes, bem
como a conclusão de que os somatórios finais das massas seriam os
mesmos. Por exemplo, a experiência de Lomonossov para confirmar
o postulado flogístico de Boyle, na reacção de oxidação do metal
que, de princípio, pela flogística, deveria perder peso com a saída
do flogisto isto não acontecia; em contrapartida, o óxido formado
ganhava peso. Para além disso, o somatório da massa dos reagentes
e o somatório da massa dos produtos, no fim da reacção, eram
iguais. O mesmo teria descoberto Boyle, só que ele interpretara que
algumas partículas da chama teriam penetrado no metal, dando-lhe
maior peso, enquanto que Stahl teria dito que o flogisto seria uma
substância tão fina e especial que, ao sair do metal, o tornava
pesado. Com Lomonossov foi diferente, pois este resolveu fazer a
experiência de Boyle num sistema fechado. Deste modo, foi
descoberta e enunciada a lei da conservação da massa por
Lomonossov, que a distendeu para a lei da conservação da força.

À volta da determinação da veracidade sobre o flogisto foram feitas


experiências, uma das quais culminou com a determinação da
percentagem do oxigénio no ar por Scheele, pela determinação do
volume do ar retirado pela água na reacção de combustão do fósforo
num cilindro fechado por água (a mesma experiência pode ser feita,
utilizando uma vela, um copo e um prato contendo água). O
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 76

oxigénio, por não arder, recebeu o nome de ar desflogistisado, quer


dizer, livre de flogisto e, por isso, seria um bom alimentador das
combustões. Entretanto, a experiência que mais espantou Cavendish
foi a do gás fulminante (detonante) entre o hidrogénio e o oxigénio
com formação da água. Isso levou a que ele concluísse que a água
não podia ser um elemento, pois formava-se a partir do ar
inflamável e ar desflogistisado. Porém, Cavendish morreu em 1810
como um Flogista.

Quem viria mais tarde a pôr termo às teorias do flogisto com base
em experiências sobre os fenómenos da combustão, seria Lavoisier,
tendo, deste modo, contribuído para definir melhor os conceitos
elemento, composto, e daí derivar os conceitos ácidos, bases e sais
bem como a nomenclatura dos elementos e compostos químicos.
Também a percepção genérica sobre as reacções químicas, em
particular sobre as reacções de oxidação e redução dentro de uma
perspectiva antiflogistica, em que a reacção de oxidação e redução
do mercúrio e seu óxido teriam desempenhado o papel mais
importante, pois foi daí que Lavoisier eliminou totalmente o flogisto,
tendo dado nome de oxigénio (formador de ácido) ao gás que se
libertava da reacção de redução do oxido de mercúrio e que,
entretanto, se combinava com o carbono para formar dióxido de
carbono, que em água teria características ácidas. Lavoisier
apoiou-se em determinações qualitativas e quantitativas nas suas
experiências e, através delas, demonstrou que a combustão dos
metais e não metais com o oxigénio ocorria com formação dos
compostos desses elementos com o oxigénio e que, por redução, era
possível voltar a obtê-los de novo.

Neste período, para além da produção do ferro, tendo como redutor


o carvão vegetal, também eram produzidos outros metais tais como
o Ouro, a Prata, o Chumbo, o Cobre e o Estanho bem como outros
metais novos e semimetais tais como o Bismuto (sec.XIII), Antimónio
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 77

(séc.XVI), Cobalto (1735), Níquel (1751) e Zinco. Para a produção


da prata, usava-se o processo de amalgamação. Já se produzia
enxofre através do processo de extracção a vapor e pressão; também
se produzia o nitrato de sódio e o carbonato de potássio bem como
o oxidante da pilha seca e muitas ligas metálicas.

Nesta altura, foi elaborada uma nova bibliografia química, que


tornou os processos tecnológicos e analíticos da química vastamente
conhecidos e aplicáveis. Esse facto conduziu ao desenvolvimento
das forças produtivas em geral.

Com a revolução industrial, a Química conhece um


desenvolvimento considerável entre 1770 e 1870. O
descobrimento da máquina a vapor veio revolucionar o
processo de produção, que passou a ser executado por
máquinas em todas as áreas de produção, transformando-se,
assim, a manufactura em indústria moderna. Deste modo,
estava definitivamente formada e consolidada toda a base da
sociedade burguesa. Como se pode deduzir, a revolução
industrial está ligada a mudanças revolucionárias nas áreas
das ciências naturais e matemáticas. Assim, foi verificado que
conhecimentos obtidos através das ciências naturais
poderiam ser aplicados para intensificar a produção. Deste
modo, a burguesia assenhorava-se mais e mais das ciências.

Foi nesta época que se desenvolveu a calorimetria e a formulação


de lei da conservação de energia por Mayer em 1842, que veio a ser
a base do desenvolvimento da termodinâmica, à qual está também
ligada a investigação de processos químicos. A descoberta da
indução electromagnética por Farraday, em 1831, constitui uma das
bases do desenvolvimento da electrodinâmica, que, posteriormente,
viria a desempenhar um papel importante na química. Na área da
biologia, a necessidade de intensificação da agricultura leva à
investigações sobre o desenvolvimento das plantas e
consequentemente sobre a relação entre a alimentação das plantas
e a constituição dos solos, o que conduziu à formação da química
agrícola e à produção de adubos. A descoberta da célula, nas
plantas e animais, levou ao desenvolvimento da citologia, que trouxe
ao conhecimento um novo impulso baseado no princípio geral sobre
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 78

a existência de partes elementares nos organismos. Desse modo, a


evolução foi colocada como um princípio geral de todas as ciências
naturais. Para a química, este princípio tornou possível, no final do
século XIX, a percepção da sistemática natural e a organização do
sistema periódico de Mendeleyev e Mayer em 1869. As ciências
naturais e particularmente a Química foram também influenciadas
pelos sistemas filosóficos, que surgiram com a formação do
capitalismo. Aqui salientam-se o sensualismo materialista da escola
inglesa de Locke e o racionalismo francês, que convergem na ideia
de que o mundo é reconhecível e que o conhecimento se obtém por
percepção sensorial e que este é um reflexo da realidade objectiva.
Estas teorias influenciaram, por exemplo, cientistas como Lavoisier.
Os sistemas das filosofias mecânico-materialistas também
influenciaram o desenvolvimento da teoria atómica de Dalton e a
síntese da ureia com base em tiocianato de amónio por Wöhler, que
viria a pôr fim à teoria da força vital responsável pela formação das
substâncias orgânicas nos organismos vivos. Estava assim
demonstrado que o mundo vivo e inanimado pode ser investigados e
sintetizados a partir dos seus componentes. Foi neste período (1770-
1870) que se desenvolveu não somente a indústria química mas
também a base teórica da química, formando-se assim a química
clássica, que mais tarde se viria a subdividir em química inorgânica,
química orgânica e química física. Paralelamente também se
desenvolveram novas formas institucionais e de comunicação da
química. A nova indústria têxtil fortalece-se e impõe à Química a
solução de novos problemas. Assim, a soda e o carbonato de
potássio passam a ser obtidos sinteticamente, o enxofre passa a ser
produzido intensivamente, a produção de corantes intensifica-se
bem como a produção do ferro e do aço.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 79

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios

Auto-avaliação

Unidade XIV
O Monocapitalismo e os novos desenvolvimentos da Química

Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de:

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição.


Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 

HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 80



Insira aqui a terminologia nova que vai ser introduzida nesta unidade /
lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu
principal.
Terminologia

O desenvolvimento da química neste período (1870-1945) esteve


directamente ligado a mudanças políticas e sócio-económicas, que
ocorreram, com particular incidência, na Europa e América. Se por
um lado houve formação do Monocapitalismo, por outro e como
consequência disso, iniciam-se as contradições internas do
imperialismo, que culminam com a primeira grande guerra mundial.
Entretanto, a cada vez mais saliente contradição do capitalismo e
do imperialismo conduziu à formação de forças extremamente
reaccionárias e agressivas do capital financeiro. Estas forças viriam
mais tarde a permitir a deflagração da Segunda Grande Guerra
mundial, que teve o seu fim com a formação de dois blocos distintos
com ideologias diferentes. As ciências naturais, em particular a
Química, desempenharam um papel importante nestes 75 anos da
história da humanidade. A sua cada vez mais intensiva utilização
como força produtiva da sociedade humana conduziu a novas
descobertas. Foram descobertas novas fontes de energia, novas
áreas da indústria como a técnica de alta frequência e a electrónica,
a indústria de automóveis e de aviação e a indústria óptica entre
outras. A indústria química desenvolveu-se exponencialmente,
transformando-se na força motriz do processo de produção e
reprodução. Com a utilização dos conhecimentos sobre a
termodinâmica, foi possível construir as máquinas do frio, e o
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 81

dínamo veio abrir novas perspectivas para a obtenção de energia e


sua utilização. A física clássica aprofundava as suas bases,
desenvolvendo-se. Os conhecimentos de matemática tornam
possível o desenvolvimento das teorias cinética dos gases, da
termodinâmica, do electromagnetismo, da teoria da luz e dos efeitos
electrodinâmicos. Desenvolve-se a indústria electrotécnica. Com a
descoberta da radioactividade e o reconhecimento do campo
magnético como forma existencial da matéria, a descoberta da
quantificação da energia e da teoria da relatividade, a Física
desenvolveu as suas bases revolucionárias afectando
consideravelmente a imagem que se tinha até então sobre o mundo.
Também a química é influenciada pela física e surgem assim os
modelos novos sobre o átomo, as moléculas e até se formula a teoria
da valência. A então institucionalizada química-física traz novos
conhecimentos sobre a catálise, a fotólise, o estado coloidal e sobre
a cinética das reacções químicas, que são essenciais para a
preparação e elaboração das grandes sínteses.

Na biologia, em particular a teoria evolucionária de Darwin,


influenciou não somente as ciências naturais mas também o
pensamento filosófico. Os novos conhecimentos trazidos pela
fisiologia, microbiologia, citologia, genética e embriologia
conduziram a novas questões para a química; na zona limítrofe
entre a biologia, a medicina e a química, formou-se a bioquímica.

De particular importância para o desenvolvimento da ciência


química, nos últimos anos do século XIX, considera-se a altura em
que se finaliza a formação do seu corpo clássico. Aqui
desempenham um papel importante a institucionalização da
química-física bem como os métodos da química-orgânica Passo a
passo, a interpretação termodinâmica de fenómenos energéticos em
processos de transformação das substâncias, a descoberta da
afinidade química e a formulação da teoria cinética da matéria e o
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 82

conhecimento sobre o equilíbrio químico conduzem a percepção


sobre a força motriz das reacções químicas.

Com a penetração profunda na química dos estados de agregação


da matéria, a teoria das soluções ou do comportamento dos
electrólitos foi possível modernizar áreas de produção da química
inorgânica. Métodos analíticos de bases físicas possibilitaram a
identificação da estrutura das substâncias. Desenvolve-se a química
das substâncias naturais bem como a das substâncias heterocíclicas.

Todos estes avanços vieram permitir o desenvolvimento


revolucionário de novos processos como o processo Solvay, o
processo de contacto, os processos electrolíticos e electroquímicos,
que conduziram a formação de vários ramos novos da indústria e
que conduziram a uma concentração massiva de capital, levando à
formação de sociedades anónimas nos anos 60 e 70 do século XIX.

O desenvolvimento da indústria química veio mudar a posição


social dos químicos, que passaram a ser sujeitos desse
desenvolvimento. Além do químico como académico, formaram-se
os químicos industriais e engenheiros, que seriam os responsáveis
pela produção industrial, ou seja, pela introdução e realização
tecnológica do resultado da investigação química. Aqui ocorre uma
ligação estreita entre a indústria e as instituições universitárias,
colocando-se, nestas últimas, as bases materiais necessárias à
investigação. Também se desenvolveram novas formas de
organização, informação e comunicação, que permitiram um
desenvolvimento rápido da química e a aplicação dos resultados da
sua investigação.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 83

Sumário
Apresente aqui um breve sumário ou resumo do que foi abrangido nesta
unidade/lição (pode rever objectivos e fazer o seu resumo com base nos
objectivos para a unidade / lição)

Exercícios

Auto-avaliação

Unidade XV
Commented [m19]: Trata-se de uma unidade muito lonto longa
que podia e devia ser subdividida em varias licoes

O surgimento e desenvolvimento da Química Clássica

Ao completar esta unidade / lição, você será capaz de:

 Inserir aqui os objectivos de aprendizagem para esta unidade / lição.


Tem várias linhas para poder inserir vários objectivos de
aprendizagem.
Objectivos 




HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 84

Insira aqui a terminologia nova que vai ser introduzida nesta unidade /
lição. Este elemento é completamente opcional. Se não quiser utilizar,
seleccione a tabela e faça: Table / Delete / Table a partir do menu
principal.
Terminologia

Aqui são de realçar os seguintes aspectos:

a) A Institucionalização da Química Clássica e as mudanças


revolucionárias nas teorias da Química

b) Desenvolvimento de métodos experimentais e a diferenciação da


Química

c) O papel de químicos importantes como Pristley, Lavoisier,


Scheele, Avogadro, Lomonossow, Dalton, Berzelius, Dobereiner,
Mayer, Mendeleyev, Faraday, Wöhler, Cannizzaro, Kekulé,
Butlerov, etc. no desenvolvimento do corpo teórico da œuímica
Clássica;

d) Aparecimento e desenvolvimento da Indústria Química básica;

e) Novas aplicações da Química (Agricultura, Fisiologia e


Indústria).

Foi nesta época que se desenvolveu a calorimetria e se formulou a


lei da conservação de energia por Mayer (em 1842), que veio a ser
a base do desenvolvimento da termodinâmica, à qual está também
ligada a investigação de processos químicos. A descoberta da
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 85

indução electromagnética por Farraday, em 1831, constitui uma das


bases do desenvolvimento da electrodinâmica, que, posteriormente,
viria a desempenhar um papel importante na química. Na área da
biologia, a necessidade de intensificação da agricultura leva à
investigações sobre o desenvolvimento das plantas e
consequentemente sobre a relação entre a alimentação das plantas
e a constituição dos solos, o que conduziu à formação da química
agrícola e à produção de adubos. A descoberta da célula, nas
plantas e animais, levou ao desenvolvimento da citologia, que troce
ao conhecimento um novo impulso baseado no princípio geral sobre
a existência de partes elementares nos organismos. Desse modo, a
evolução foi colocada como um princípio geral de todas as ciências
naturais. Para a química, este princípio tornou possível, no final do
século XIX, a percepção da sistemática natural e a organização do
sistema periódico de Mendeleyev e Mayer em 1869. As ciências
naturais e particularmente a Química foram também influenciadas
pelos sistemas filosóficos, que surgiram com a formação do
capitalismo. Aqui salientam-se o sensualismo materialista da escola
inglesa de Locke e o racionalismo francês, que convergem na ideia
de que o mundo é reconhecível e que o conhecimento se obtém por
percepção sensorial e que este é um reflexo da realidade objectiva.
Estas teorias influenciaram, por exemplo, cientistas como Lavoisier.
Os sistemas das filosofias mecânico-materialistas também
influenciaram o desenvolvimento da teoria atómica de Dalton e a
síntese da ureia com base em tiocianato de amónio por Wöhler, que
viria a pôr fim à teoria da força vital responsável pela formação das
substâncias orgânicas nos organismos vivos. Estava assim
demonstrado que o mundo vivo e inanimado pode ser investigados e
sintetizados a partir dos seus componentes. Foi neste período (1770-
1870) que se desenvolveu não somente a indústria química mas
também a base teórica da química, formando-se assim a química
clássica, que mais tarde se viria a subdividir em química inorgânica,
química orgânica e química física. Paralelamente também se
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 86

desenvolveram novas formas institucionais e de comunicação da


química.

A nova indústria têxtil fortalece-se e impõe à Química a solução de


novos problemas. Assim, a soda e o carbonato de potássio passam a
ser obtidos sinteticamente, o enxofre passa a ser produzido
intensivamente, a produção de corantes intensifica-se bem como a
produção do ferro e do aço.

A revolução industrial iniciada na Grã-Bretanha por volta de 1770


e que um pouco mais tarde chega a França, Holanda e Alemanha
(1830), atinge a Suécia em 1840 e a Russia em 1850. Esta traz
consigo um novo dinamismo salutar ao desenvolvimento das
ciências. Este dinamismo era caracterizado pela existência de um
processo acelerado de substituição do trabalho manual pelo
mecanizado, pelo surgimento e desenvolvimento da base energética
da produção com a utilização da energia da água e do vapor, pelo
melhoramento do sistema de transporte e de comunicação, pela
substituição da manufactura pela fábrica, enfim pela formação do
mercado capitalista mundial. Com a revolução industrial, também
decorre uma internacionalização das ciências, entre outros através
da troca de informações e de contactos de trabalho. Um outro
grande impulso foi dado as ciências naturais pelos sistemas
filosóficos que se formaram salientando-se os sistemas
mecanicistas-materialistas que influenciaram o desenvolvimento da
química. Cientistas importantes como Lavoisier (fundador do
sistema antiflogistico), Dalton (fundador da teoria atómica), Liebig
e Wöhler (que provaram a unidade entre o mundo orgânico e
inorgânico, contribuindo para o fim da teoria da força vital), foram
amplamente influenciados pelas filosofias mecanicistas-
materialistas.

Com a formação do sistema antiflogistico, o processo do


desenvolvimento do conhecimento químico foi conduzido até a
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 87

formação da química clássica entre 1770 e 1870. Formou-se a


estequiometria e a química analítica e estabeleceram-se as três
disciplinas básicas da química, nomeadamente: química
inorgânica, orgânica e física.

Durante este período, foram criadas novas formas Institucionais e


de comunicação da Química, novas estruturas de ensino e formação.
Formou-se a indústria química básica, e surgiram novos ramos da
indústria química.

A substituição do flogisto pelo oxigénio (air pur) e a interpretação


correcta dos fenómenos Redox por Lavoisier (1780), trouxeram uma
nova forma compreensiva para o entendimento sobre o decorrer das
reacções químicas. A partir daí Lavoisier desenvolveu uma nova
teoria sobre o decorrer das reacções químicas sob os pontos de vista
qualitativo e quantitativo. Lavoisier pode definir com precisão o
conceito de elemento e composto, bem como definiu os conceitos
ácidos, base, sais e óxidos, (aqui salientam-se também os nomes dos
cientistas Fourcroy, de Mourveau e Berthollet) que formaram a base
de uma nova nomenclatura dos elementos e compostos químicos
(contida na obra antiflogistica "Traité elementaire de chimie",
1789).

Algumas definições de Lavoisier

"Elementos são todas aquelas substâncias que nós, de modo nenhum,


até hoje as conseguimos decompor."

"Compostos são todas aquelas substâncias que, de um modo simples


ou complicado, se formam a partir dos elementos."

"Ácidos são compostos do oxigénio com os não metais."

"Óxidos (Bases) são compostos do oxigénio com metais."


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 88

"Sais são compostos que se formam a partir de ácidos e bases."

Deste modo, pode-se imaginar a razão pela qual o cloreto e o fluoreto


de hidrogénio foram tidos, por muito tempo, como compostos
oxigenados e o cloro foi tido como um óxido de um elemento ainda
por isolar.

Um outro problema importante na história da química do séc. XVIII,


é o interesse em se tentar saber a razão pela qual as substancias se
combinavam para formar outras bem como as proporções em que
estas se combinavam. Foi a partir daí que foram descobertas as
relações estequiométricas na química que tem como precursores o
mineiro alemão Carl Wenzel (1740-1793) que determinou com
exactidão a composição quantitativa de 200 sais diferentes , o
químico sueco Bergman (1735-1784) e o alemão Richter que
fundaram as bases da estequiometria. Este último influenciado pela
filosofia de Kant descreve na sua tese de doutoramento " Über den
Nutzen der Mathematik in der Chemie" as vantagens da aplicação
de conhecimentos matemáticos na química. Em 1792, Richter
introduz pela primeira vez o conceito "estequiometria" na química
através da sua obra "stöchiometrie oder Meßkunst chymischer
Elemente" (estequiometria ou arte de medir os elementos químicos),
tendo formulado simultaneamente a lei da neutralização.

A lei das proporções constantes de Proust e Berthollet (1801), a lei


das proporções múltiplas de Dalton (1803) e a lei do volume dos
gases de Gay-Lusac (1805), constituem elementos decisivos
baseados em fundamentos de carácter quantitativo que tornam firme
o sistema antiflogistico da química nos princípios do séc. XIX.
Também importa evidenciar a base atomística dessas leis elaborada
por Dalton entre 1805 e 1808, a qual, une a base quantitativa a
qualitativa. Assim, átomos seriam as mais pequenas partículas dos
elementos definidos por Lavoisier. Como uma característica
importante de qualquer substância estava a massa relativa (peso
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 89

atómico). Nessa base, Dalton determinou as massas relativas de


muitos elementos, elaborando em 1805 uma tabela de pesos
atómicos. Como padrão de comparação, Dalton escolheu a massa
relativa do hidrogénio. Dalton diferenciava também átomos
isolados (O) e conjunto de átomos (O2; O3), dando deste modo um
novo impulso a nova teoria molecular que viria a ser formulada em
1811, por Avogadro, que entretanto só veio a ter aceitação total na
Química a partir de 1860 através dos trabalhos de Cannizzaro.

O desmoronamento da química antiflogistica está ligado a formação


da Química clássica no séc.XIX. O processo da sua formação
ocorreu em diferentes planos. A química internacionaliza-se nas
academias, universidades e outras instituições académicas. Um
grande contributo foi prestado por cientistas como Liebig (cuja
escola por ele fundada permitiu elaborar e desenvolver uma
concepção teórica na área da química orgânica e introduzir a
química como uma ciência experimental bem como estabelecer uma
relação entre a química como ciência e a produção química
correspondendo deste modo aos interesses e anseios da sociedade);
Bunsen (análise qualitativa e quantitativa de gases), Pristley,
Lavoisier, Scheele, Lomonossow, Dalton (teoria atómica),
Avogadro (teoria molecular), Berzelius (diferenciação entre a
química inorgânica e orgânica; 1º conceito sobre química
orgânica), Dobereiner (relação entre os pesos atómicos e as
propriedades dos elementos e o agrupamentos destes em triades),
Newland (lei das oitavas), Mayer e Mendeleyev (princípio clássico
da ordenação dos elementos na tabela pariódica), Faraday (Leis dos
processos de electrólise e com estas a criação da base para a
determinação das massas atómicas relativas dos elementos a partir
dos seus equivalentes electroquímicos), H. Helmhotzt e R. Clausius
(1ª e 2º lei da termodinâmica), Wöhler (fim da teoria da força vital
com a obtenção experimental do ácido oxálico e da ureia),
Cannizzaro (Relações entre átomos e moléculas nas substancias
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 90

simples e nos compostos bem como na definição de valência),


Kekulé (formulação de uma teoria completa sobre os compostos de
carbono), Butlerov (Compilação de uma teoria sobre a estrutura das
substancias, entre outros).

Saliente-se ainda que os trabalhos de Berzelius, Liebig e Kjeldhal


permitiram a determinação das propriedades características de
funções orgânicas e sua sistematização em ácidos orgânicos (1770);
ácidos gordos (1813); alcalóides (1819); aldeídos (1835); álcoois
(1836), hidratos de cardono(1844); cetonas e esteres (1848);
aminas e compostos metalorgânicos (1849); compostos diazonicos
(1858).

Algumas teorias importantes da Química Clássica

1-A teoria atómica e molecular como exemplo do desenvolvimento


histórico de conceitos Químicos

Todos nós sabemos que os processos químicos podem ser descritos


através de equações, tratando-se elas ou não de reacções
reversíveis. Isto demonstra claramente que as reacções químicas
podem ser interpretada qualitativa e quantitativamente. Além dos
tipos atómicos, são descritas nessas equações, as relações
estequiométricas inerentes a reacções específicas. Deste modo,
qualquer reacção química A + B = C + D, tem como base uma
concepção molar quantitativa.

A formação histórica de cada conceito quantitativo mostra-nos a


importância, da experimentação, da formulação de hipóteses e
teorias no âmbito da química.

A adopção de um modelo quantitativo na Química e o


reconhecimento intrínseco da estrutura atómica da matéria
determinam o início de uma nova era na química. Senão vejamos:
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 91

Experiencias do séc. XVIII levaram a formulação da lei de


conservação da massa por Lomonossov (1748) e Lavoisier (1774):
numa reacção química a soma das massas dos reagentes é igual a
soma das massas dos produtos (através das experiências de
combustão do chumbo e de decomposição térmica do óxido de
mercúrio respectivamente).

Outras regularidades são descobertas e reconhecidas mais tarde:


por Proust: dois elementos reagem entre si numa relação de massas
constante (lei das proporções constantes) e por Dalton: se dois
elementos se combinam formando mais do que um composto a
primeira lei permanece válida mas ocorre também a lei das
proporções múltiplas, que diz que a relação das massas de 2 ou mais
elementos que reagem mutuamente formando compostos diferentes
corresponde a números inteiros simples (como são os exemplos da
formação dos óxidos de Chumbo 2, 4 e 2-4 nas proporções
respectivas de 1:1, 1:2 e 1:3).

Até aos princípios do séc.XIX as ideias atomísticas de Democrito e


Aristóteles permaneceram encobertas de um carácter especulativo e
esquecidas. Em 1808, Dalton, baseando-se nela e tendo tomado
como verdadeira a ideia da descontinuidade da matéria,
desenvolveu e esclareceu uma teoria atómica tendo como base
resultados experimentais. A partir dela Dalton formulou os
seguintes postulados da sua teoria:

Os elementos químicos são formados por átomos

Os átomos não podem ser criados nem destruídos

Átomos do mesmo elemento são idênticos


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 92

Átomos de elementos diferentes são diferentes

A combinação entre átomos nos compostos corresponde a números


inteiros simples

Deste modo ficavam esclarecidas as leis das proporções constantes


e múltiplas bem como a lei da conservação da massa. As relações
de massa nelas encontradas advinham do facto de que átomos de um
elemento reagem com um certo nº de átomos de outro elemento.

Relações quantitativas similares podem ser encontradas nas


reacções dos gases. Gay- Lusac e Humboldt verificaram mais tarde
que os gases reagem em proporções de volume correspondentes a
números inteiros simples (ex: formação da agua, do NO e do
amoníaco nas proporções de 2:1, 1:1 e 1: 3 respectivamente)

Como se pode verificar, as relações de massa e volume durante as


reacções químicas são similares. Deste modo, a hipótese atómica de
Dalton pode ser aplicada para esclarecer a variação de volume
decorrente amiúde nas reacções gasosas.

Se tomar-mos em consideração que existe um mesmo nº de átomos


para volumes gasosos iguais, então fica esclarecida a ocorrência de
números inteiros nas relações de volume ( ex 2 Volumes de
Hidrogénio + 1 Volume de Oxigénio = 2 Volumes de Água).

Tendo porém em consideração que para o mesmo volume gasoso em


condições normais de temperatura e pressão existe o mesmo nº de
partículas n, então dever-se-ia esperar uma partícula atómica do
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 93

oxigénio em ambas as partículas do produto da reacção, quer dizer,


o oxigénio teria que ser divisível (contradição experimental).

Esta contradição ficou resolvida pela hipótese molecular de A.


Avogadro (1811), a partir da qual o mesmo volume de qualquer gas
em condições semelhantes, incluindo os átomos, contem o mesmo nº
de moléculas. Isto permite concluir que as unidades químicas mais
pequenas são as moléculas e que os elementos químicos podem
existir sob a forma de moléculas.

Daí sugerem-se certas consequências para a hipótese atómica e


molecular (de Dalton e Avogadro):

A hipótese atómica de Dalton colocou a mercê da ciência do séc.


XIX a questão sobre como átomos do mesmo elemento e ou de
elementos diferentes se combinavam; sobre que propriedades
apresentariam os átomos como parte integrante das moléculas e
sobre a relação entre os átomos nas moléculas.

Os trabalhos de sistematização dos átomos no Sistema Periódico


(por Döbereiner, Mayer, Mendeleyev) tem aqui o seu ponto de
partida como também as investigações posteriores sobre a
composição das moléculas (tamanho, estrutura etc.).

2- Sistematização dos elementos na Tabela Periódica

3- Teoria Ácido/Base (reacções químicas)

4- Desenvolvimento da Teoria das ligações químicas

5- Desenvolvimento da teoria estrutural dos compostos químicos


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 94

Neste breve resumo histórico sobre o desenvolvimento de teorias e


alguns conceitos químicos, pode ver-se o reflexo da dimensão
macroscópica mensurável da matéria na submicroscópica não
directamente observável. Assim, a partir daí, foram desenvolvidos
por exemplo, os actuais conceitos de átomo, molécula, substância e
estrutura.

Entretanto existem sempre limites. por exemplo para as relações


quantitativas a equação de Einstein E= mc2 demonstra claramente
que a lei da conservação da massa só é aplicável a reacções que
envolvem energias pequenas.

A actual técnica dos semicondutores mostra que também podem


ocorrer composições não estequiométricas na formação das
substâncias.

Desenvolvimento de métodos experimentais e o seu papel na


diferenciação da Química

Aqui serão considerados o desenvolvimento e a sistematização dos


métodos da análise qualitativa e quantitativa das substâncias
inorgânicas, e a formação da Química Analítica;

O desenvolvimento de métodos experimentais quimico-físicos e o


desenvolvimento da Química Física;

O desenvolvimento dos métodos da síntese e análise orgânica e a


diferenciação entre a Química Orgânica e Inorgânica;

As teorias da constituição das substâncias orgânicas e os problemas


da sua representação em fórmulas;

O sistema dos compostos químicos de Cannizaro, Kekulé e Butletov;

A sistematização dos elementos químicos.


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 95

A aplicação da química na Agricultura e fisiologia e a formação de


novos ramos da indústria química - modernização da indústria
química e a transição para a produção química massiva

Em estreita relação com o desenvolvimento do corpo teórico da


química clássica do século XIX, a produção química também sofreu
mudanças profundas que a renovaram e modernizaram por
completo surgindo deste modo novos ramos da indústria química.
Como resultado da influência da revolução industrial surgiram
novos parâmetros de vida que conduziram a novas necessidades que
foram impostas directamente à química. Em primeira linha estas
concentravam-se na produção massiva de substâncias químicas
básicas como são os casos da Soda, da potassa, do ácido sulfúrico,
dos corantes, de metais e de adubos. Assim a cooperação existente
entre a produção química e a química como ciência conduziram a
introdução de novos métodos químico - tecnológicos para a
produção desses materiais. Deste modo pode compreender-se a
substituição do processo de Leblanc (1742-1806) pelo processo de
Solvay (1838-1922) na produção da Soda ou então a substituição do
processo da camara de chumbo pelo processo de contacto (por Gay-
Lusac e J. Glover) na produção do ácido sulfúrico. Impulsos
determinantes foram dados em particular pela química dos adubos
e pela agroquímica de Justus von Liebig (aqui punha-se claramente
a relação entre a constituição do solo e a alimentação das plantas).
Com base em iniciativas de Liebig surgiram em meados dos anos 60
do séc. passado as primeiras fábricas de adubos. Também surgiu a
indústria do gás de iluminação principalmente devido aos trabalhos
do engenheiro Francês Philipe Lebon (1769-1804) e do Inglês
William Murdock (1754-1839) bem como do alemão W. A.
Lampadius que em 1800 descobriu e desenvolveu o método da
desgasificação do carvão. Estes trabalhos conduziram à formação
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 96

da química do alcatrão como um novo ramo da indústria química.


Da interligação das diferentes áreas resultou um aumento
considerável da produtividade. Foi nesta altura que o Alemão Runge
isolou a anilina, a chinolina e o penol (Fenol), abrindo novas
possibilidades para a síntese orgânica. A escola do Inglês Hoffmann
(1818-1892) torna-se no ponto de partida para o desenvolvimento
de corantes sintéticos que vieram a substituir os corantes naturais.

Nos últimos anos do século passado e os primeiros do nosso, o


desenvolvimento da química esteve directamente ligado a
transformações socio-políticas na Europa e América com a
formação, por um lado do capitalismo de concorrência livre que
conduziu à 1ª Guerra Mundial e por outro com a formação do
Socialismo depois da Revolução de Outubro de 1917 e a formação
da extinta União Soviética em (1922????).
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 97

A formação completa da Química clássica

A formação completa da química Clássica dá-se com o


desenvolvimento da termodinâmica e dos métodos da química
orgânica e inorgânica. Impulsos na química física são dados por
Farraday, Arrhenius (1859-1927), Van’t Hoff (1852-1911), J. Gibbs
(1839-1903), H. Nernst (1864-1941) e W Ostwald. Este último
estabeleceu a química física como disciplina independente, tendo
conduzido pela primeira vez na Universidade de Leipzig práticas de
química física em 1887. Como foi dito, a termodinâmica constituía
um forte pilar da química física e com base nela tornou-se possível
interpretar o carácter energético das reacções químicas, tendo sido
a partir daí que se passou a conhecer melhor a afinidade química
que conduziu a elaboração da teoria cinética da matéria e do
equilíbrio químico. Com a penetração profunda na química dos
estados de agregação da matéria, na teoria das soluções e no
comportamento dos electrólitos obtiveram-se conhecimentos
importantes para a modernização de ramos de produção da química
inorgânica. A partir do desenvolvimento termodinâmico da cinética
química bem como a partir da descrição dos fenómenos da
superfície entre fases iniciou-se a investigação catalítica. Como
conhecimentos de base salientaram-se a formulação da 1ª e 2ª lei da
termodinâmica bem como a introdução do conceito de entropia
(1850/1865) pelo físico Rudolf Clausius, o desenvolvimento da
teoria cinética dos gases tendo Loschmidt determinado o número de
moléculas por cm3 (em 1865); a formulação da lei da acção das
massas (entre 1864 e 1879 por Guldberg e Waage; o
desenvolvimento da Equação de Gibbs e Helmholtz (em 1882) e da
lei de Le Chatelier este entre 1884 bem como a derivação da 3ª lei
da termodinâmica por Nernst e Max Planck em 1906.

Os trabalhos de Arrhenius (1883) sobre a condutibilidade galvânica


dos electrólitos foram marcantes para o modo de pensar na
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 98

electroquímica. Neles, o cientista desenvolveu em 56 teses a teoria


da dissociação electrolítica que foi confirmada em 1885 pelos
trabalhos de Vant Hoff que havia pouco antes (1884) elaborado as
bases teóricas da cinética química e mais tarde (1887) estabeleceu
a equação da pressão osmótica.

Entretanto, foi Wilhem Ostwald quem reconheceu na sua total dimensão a


teoria de dissociação de Arrhenius. Ostwald, que trabalhou em catálise,
energética, afinidade e electroquímica estabeleceu as bases fundamentais
para a síntese química. Com base nos resultados de Arrhenius, Ostwald
elaborou a sua teoria de diluição a partir da qual foi possível calcular
constantes de dissociação dos electrólitos fracos com base em medições
de condutividade dos mesmos e fazer depoimentos sobre a força dos ácidos
e bases. No mesmo ano (1888), Nernst desenvolveu a teoria osmótica dos
elementos galvânicos e a sua famosa equação que veio a permitir o cálculo
de potenciais electroquímicos bem como da força electromotriz das
reacções químicas e dos potenciais redox.

O desenvolvimento subsequente da cinética química bem como a


compreensão dos fenómenos na superfície de fases nos finais do séc. XIX
tornaram possível a investigação da catálise. Em 1894 Ostwald tenta pela
1ª vez definir a catálise e catalisadores.

Também na 2ª metade do séc.XIX se completou a formação do corpo


teórico e dos métodos da química orgânica e inorgânica. Se em 1880 eram
conhecidos 15000 substâncias orgânicas, em 1910 eram conhecidas
135000. A química orgânica concentrava-se nos compostos
metaloorganicos e no esclarecimento da estrutura dos compostos
orgânicos. Durante este período formaram-se novos centros de produção
de corantes orgânicos, de substâncias teraupeticamente activas e de
investigação de substâncias naturais de importância fisiológica. Aqui
salientam-se como não podia deixar de ser os nomes de Kekulé, Butlerov
e Schorlemmer principalmente pelo seu trabalho na formulação clássica
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 99

da teoria estrutural na química orgânica. Deve-se entretanto também


salientar os trabalhos de Bel e de Vant Hoff sobre a estrutura espacial dos
compostos orgânicos bem como o trabalho de Bayer (teoria das tensões
da química orgânica teórica) ou ainda os trabalhos de Vislicenus e de Van
Laar sobre a determinação de isómeros geométricos e sobre a tautomeria
respectivamente. A química inorgânica desenvolveu-se nesse período à
sombra da química orgânica, utilizando por analogia os seus resultados
baseando-se no sistema periódico e nas teorias básicas da classificação.
De grande interesse foram os compostos complexos, a identificação e
obtenção de mais 33 elementos químicos, a investigação do
comportamento das substâncias inorgânicas em solução e a química dos
corpos sólidos inorgânicos. Aqui salientam-se os trabalhos de Alfred
Werner (1866-1919) que elaborou uma teoria sobre os compostos
complexos inorgânicos tendo introduzido os conceitos básicos como o
número de coordenação, ligante, e átomo central, como também
classificou uma série de isomerias e elaborou uma nomenclatura própria
nesta matéria. A teoria da coordenação clássica estabeleceu-se entretanto
na 1ª metade do séc.XX.

Entre 1894 e 1898 foram descobertos e identificados os gases nobres e


ordenados na tabela periódica como elementos muito pouco reactivos.

A investigação sobre o comportamento dos compostos inorgânicos em


solução e a passagem da química das soluções aquosas à química das
soluções não aquosas permitiu compreender melhor a teoria de
dissociação de Arrhenius dimensionar a teoria de ácidos e bases que foi
aplicada a soluções não aquosas por Franklin, considerando-se deste
modo outros solvosistemas.

O desenvolvimento da química do estado sólido em particular a química


dos cristais e a geoquímica vieram trazer os conceitos de isomorfia
polimorfia e cristais mistos permitindo o desenvolvimento posterior da
química dos corpos sólidos como uma disciplina independente.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 100

Unidade XVI
O desenvolvimento da Química Moderna

Transformação da Química clássica em Química moderna

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Terminologia
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 101

Aqui falar-se-á sobre a radioactividade natural e o novo conceito de


átomo e elemento, bem como dos primeiros modelos atómicos; sobre
o desenvolvimento do conceito de valência química e as novas
teorias ácido/base; Sobre as primeiras reacções nucleares e
transformações dos elementos bem como sobre a Radioactividade,
a energia nuclear e a bomba atómica;

Sobre algumas áreas especiais da química (hidratos de carbono e


proteínas; desenvolvimento da bioquímica e seus métodos; síntese
de corantes e o desenvolvimento das teorias clássica e moderna de
corantes; síntese e esclarecimento da estrutura da borracha;
polímeros sintéticos, primeiros plásticos e elásticos;
desenvolvimento de procedimentos de catálise a baixa e alta
pressão; a química do petróleo, do gás e do carvão; o
desenvolvimento de fibras sintéticas, dos adubos e insecticidas).

Nos finais do século XIX começaram a acumular-se as contradições


entre a concepção atómica mecanicista e as novas descobertas no
âmbito da Física. A teoria de dissociação formulada por Arrhenius
em 1887, veio fornecer o impulso decisivo para a mudança nas
ideias sobre a constituição da matéria e sobre a essência da
electricidade, a sua natureza corpuscular e que seria esclarecida em
relação com a descoberta dos raios catódicos, cujas partículas os
electrões só poderiam provir do átomo, quer dizer, entrariam na
composição do átomo e simultaneamente da matéria. Assim, a
concepção mecanicista sobre a existência do átomo como partícula
indivisível passava a ser insustentável.

Com o desenvolvimento da Física do campo electromagnético, da


teoria quântica e da teoria da relatividade nos princípios do século
XX, foi possível não só romper com a teoria clássica de Newton, mas
também, revolucionar o sistema de conceitos da química clássica.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 102

Os conceitos básicos da química elaborados ao longo do século XIX,


particularmente as hipóteses atómica e molecular deixam de ser
suficientes para esclarecer as novas observações: A estruturação do
átomo torna-se na base teórica do desenvolvimento da química
moderna.

Como foi dito, o principal impulso revolucionador do sistema de


conceitos da química foi dado pela física, principalmente com a
descoberta dos raios catódicos (J.W.Hittorf 1869), raios canais (E.
Goldstein 1886), bem como a sua respectiva identificação como dois
tipos distintos de partículas elementares (com carga negativa e
positiva respectivamente) (J.J.Thomson, 1886/1907) e a
identificação dos raios X (C. Röntgen 1895) e o fenómeno da
"Radioactividade" (A.E. Becquerel 1850; H.Becquerel 1896; M.
Curie e P. Curie 1898), tendo sido encontrado nessa base a
demonstração clara de que o átomo é divisível. Por outro lado, os
novos resultados encontrados na análise espectral, derivando daí a
formulação de novas hipóteses entravam em profunda contradição
com a teoria mecanicista. Tornara-se pois necessária uma
reformulação da teoria atómica bem como de categorias como
elemento, molécula e valência.

Um primeiro modelo atómico estático foi desenvolvido por


J.Thomson em 1903 (modelo de morango), ordenando
uniformemente as partículas negativas (electrões) numa esfera
carregada positivamente. Mais tarde (1911), o físico nova-zelandês
Ernst Rutherford demonstra através de experiencias de dispersão de
raios alfa por laminas metálicas finas que a maior parte do volume
atómico era ocupada pelas cargas negativas e que as cargas
positivas se localizavam no centro do átomo, formulando assim um
novo modelo melhorado do átomo (Átomo planetário). A
estabilidade deste modelo seria mantida pelo equilíbrio entre a
força colombiana e a força centrífuga do sistema. Porém, este
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 103

modelo era deficiente pois não tomava em linha de conta as novas


descobertas na área da espectroscopia (relação entre a constituição
atómica e as séries espectrais J.Balmer 1885, J. Rydberg 1890, F.
Paschen 1908) nem observava as regularidades electrodinâmicas.
Um novo modelo atómico mais dinâmico foi então desenvolvido pelo
Dinamarquês N. Bohr (aluno de Rutherford), que tomou em
consideração os novos fundamentos da teoria quântica de Max
Plank e Albert Einstein. Bohr calculou com base na teoria quântica
o impulso de rotação do electrão bem como com base na força
coulombiana nuclear, as orbitas estacionárias dos electrões,
esclarecendo as contradições energéticas do modelo de Rutherford.
A partir do modelo de Bohr tornava-se possível estabelecer relações
entre a periodicidade, a ocupação electrónica e as propriedades dos
elementos. Entretanto os postulados de Bohr não entravam em
concordância com as teorias da química clássica. Daí a necessidade
de se realizarem experiencias confirmativas dos mesmos. Assim
destacam-se os cientistas físiscos James FranK (1882-1964), Gustav
Hertz (1887-1975), Arnold Sommerfeld (1868-1951) (1916:introduz
os números quânticos secundários); os Americanos Arthur Holly
Compton (1892-1962), George Eugene Uhlenbeck (nascido em
1900) e Samuel Abraham Goudsmit (1902- 1979) (1925: introduziu
o número quântico de spin); o Austríaco Wolfgang Pauli (1900-
1958) (1925: postula o princípio de exclusão de Pauli), bem como
Henry N. Russel (1877-1957) e Frederick A. Saunders (1925:
simbologia para designar os estados electrónicos).

A nova concepção atómica e a sua reprodução modelar formaram a


base para a fundamentação teórica da essência interna das leis
básicas da Química; do Sistema periódico dos elementos em adição
ao princípio de ordenação trazido por Moseley (1887-1915). Com
base nas relações entre a ocupação electrónica e as respectivas
energias tornava-se possivel concluir sobre as relações entre a
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 104

estrutura fina do átomo e a periodicidade das propriedades dos


elementos químicos.

Com estes modelos (clássicos e quânticos), para os químicos


suficientemente esclarecedores, chegou-se em 1925 ao apogeu da
teoria atómica com a formulação do modelo mecânico - quântico do
átomo por Heisenberg (1901-1976), Max Born (1882-1970) e
Pascoal Jordan (1902-1980); ou ainda, com a formulação do
modelo mecânico -ondulatório do átomo pelo americano Arthur
Holly Compton, que em 1922 identificou a existência de quantas de
luz, o francês Louis V. P. De Broglie (1892-1987), que demonstrou
as propriedades ondulatórias de partículas com massa estacionária,
por exemplo o electrão, e introduziu o conceito de onda material.

O físico Austríaco Erwin Schrödinger (1887-1961) formulou a


equação de onda-equação de Schrödinger com base nos
conhecimentos trazidos pela estatística quântica do indiano Bose
(!858-1937). No mesmo ano (1926) Max Born demonstrava com
base na resolução da equação de Schrödinger, a importância do
conceito de orbital como a região de maior probabilidade de se
encontrar o electrão no espaço Também se deve salientar aqui o
trabalho de Heisenberg relativamente a formulação da relação de
incerteza (1927).

Aqui devemos salientar a introdução de toda uma série de novos


conceitos como núcleo atómico, electrosfera, número atómico,
isotopia, ressonância, covalência etc. que constituem o sistema de
categorias da química moderna.

Em conexão com o desenvolvimento de teorias atómicas modernas


foi também possível esclarecer sobre as causas da reactividade
química, sobre o tipo de compostos químicos e sobre os tipos de
ligação química. Formulou-se a teoria electrónica de Valência,
formulou-se a hipótese de valência parcial de Johannes Thiele, etc.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 105

O conhecimento profundo sobre a estrutura fina do átomo permitiu


por exemplo concluir que uma ligação química resultava do
ordenamento electrónico; que a valência dos elementos se devia ao
número de electrões cedidos ou aceitados por um determinado
elemento (George Falk e John Maurice Nelson 1880-1953 e 1876-
1965 respectivamente); que a ligação iónica seria de natureza
electrostática (Walter Kossel 1888-1956), que a covalência (Irwing
Langmuir 1919) se devia a formação de pares electrónicos comuns
e que o preenchimento da camada electrónica conduzia à formação
predominante de um octeto (Gilbert Newton Lewis,1875-1946).

Em 1919, Langmuir elaborou uma teoria única tomando em


consideração todos os modelos até então apresentados sobre as
ligações químicas postulando que:

a valência positiva seria determinada pelo nº de electrões cedidos


pelo elemento;

a valência negativa seria determinada pelo nº de electrões aceites


por um elemento;

a covalência seria resultante do partilha de pares electrónicos pelos


átomos no composto.

Os conhecimentos da mecânica ondulatória não só permitiram


desenvolver métodos para calcular energias de ressonância e
consequentemente esclarecer a estabilidade de muitos compostos
orgânicos com a formulação da teoria de ressonância (Linus
Pauling, em 1945 prémio Nobel da Química e em 1963 prémio Nobel
da Paz), como também permitiram através da função de onda
caracterizar a força das ligações químicas e calcular a densidade
de distribuição electrónica nas moléculas, conduzindo assim a mais
conclusões sobre as ligações químicas. Foi a partir daí que
cientistas como Heitler (1904-1981), London, Condon e Hückel,
Mulliken (1896-1986) e F. Hund desenvolveram métodos de
aproximação para calcular e descrever as ligações químicas e as
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 106

suas estruturas electrónicas respectivas (Método das O.


Moleculares, Método de Valência Bond).

Enquanto a interpretação espectroscópica conduzia ao


conhecimento cada vez mais preciso sobre a electrosfera, a
descoberta da radioactividade espontânea (natural) e da isotopia
levaram a que se fizessem estudos mais detalhados sobre o núcleo
atómico. Isto conduziu à formação da física nuclear e da química
nuclear. Neste âmbito, salientam-se os trabalhos de Francis W.
Aston (1877-1945) que em 1919 construiu um espectografo de
massa; Rutherford que concluiu com êxito a primeira reacção
nuclear artificial ao bombardear o azoto com partículas alfa (14N
+ 4He = 17O + 1H); Chadwick (1891-1967) que estendeu o método
a outros elementos (boro, carbono, oxigénio e berílio); Cockroft e
Walton que bombardearam lítio e boro com protões acelerados
obtendo o hélio; bem como Bothe, Fredericc, Becker, Heisenberg,
Tamm, Ivannenko,Clayton, Strassmann, Kurcatov, Flerov, entre
outros , todos dos anos 30 do nosso século, que conduziram com
sucesso reacções nucleares artificiais.

Uma outra característica da transformação da química clássica em


moderna, foi a diferenciação que esta sofreu e como consequência
a formação de novos ramos e disciplinas especiais por exemplo, a
Química dos Hidratos de carbono e das proteínas, a Bioquímica, a
teoria dos corantes, a concepção polimérica, a teoria dos grupos
cromóforos etc.

Algumas Tendências Seleccionadas do Desenvolvimento da


Química após 1945

Em 1945, depois da capitulação da Alemanha nazi e do Japão,


termina a segunda grande guerra mundial, na qual participaram 61
países. Durante o período da guerra, a população mundial era de
1,7 biliões, dos quais 110 milhões participaram activamente na
guerra, tendo morrido cerca de 50 milhões nela. Nunca a história
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 107

da humanidade teria conhecido uma guerra tão sangrenta e


violenta. Os danos causados pela guerra e os investimentos feitos
nela foram da ordem dos quatro triliões de dólares americanos.
Para o bem da humanidade, a guerra terminou com a vitória dos
aliados. Foi nesta altura que se formou o bloco socialista e foi a
partir desta altura que mais países começaram a obter as suas
independências dos colonizadores.

Depois do rescaldo da guerra, teve inicio a revolução técnica -


científico dos anos 50, que se foi desenvolvendo até à sua forma
específica dos dias de hoje. Característico para a revolução técnica
- científico é a aceleração da aplicação prática dos resultados da
investigação científica. Só para exemplificar, passaram-se somente
20 anos entre o descobrimento da radioactividade artificial e a
construção da primeira central de energia atómica (1934-1954)
enquanto que na época da revolução industrial foram necessários
111 anos para construir a primeira central eléctrica depois da
descoberta da electricidade por Galvani (1771-1882). Ao longo
deste período nunca a matemática e as ciências naturais teriam
conhecido um desenvolvimento tão rápido que pode até ser
considerado de exponencial. Desse modo as disciplinas tradicionais
da matemática e das ciências naturais foram sendo desenvolvidas
cada vez mais, mas também muitas disciplinas passaram a utilizar
com maior incidência a matemática. Melhorou-se a técnica do
cálculo e hoje em dia a informática aparece como uma disciplina
especializada. O desenvolvimento da microelectrónica e da
biotecnologia, da física dos corpos sólidos, da física nuclear, da
química do estado sólido, da espectroscopia e da biologia
molecular, só para citar alguns, são exemplos vivos do
desenvolvimento actual das ciências naturais e da tecnologia. Tendo
como base os conhecimentos científicos daí obtidos, a indústria
química tem vindo a sofrer um desenvolvimento considerável desde
meados do século XX. Através da produção massiva de plásticos, de
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 108

fibras sintéticas e elásticos, de adubos, corantes, produtos


farmacêuticos e outros produtos químicos de base, ela tem
conhecido uma mudança estrutural, que provoca mudanças
profundas em outras áreas da vida social. Só para exemplificar
salientam-se áreas como a indústria alimentar, a indústria do
vestuário, a indústria médica, a indústria caseira, a construção civil,
a indústria mineira, a agricultura e a indústria florestal, a indústria
de automóveis, e mesmo até muitas áreas da cultura.

Esta penetração, em quase todas as áreas da economia, é uma


característica da revolução técnica-Científico. Às ciências químicas
cabe-lhes no contexto da revolução técnica-Científico:

- Elaborar as teorias científicas necessárias para dominar e realizar


as tarefas ligadas à produção, em particular à produção massiva;

- Sintetizar, analisar e resolver todos os problemas decorrentes do


processo de produção.

Só para se ter uma visão sobre a produção literária registada ao


longo das primeiras décadas da segunda metade do nosso século
veja-se a tabela 1, onde estão contidas as comunicações científicas
de química registadas segundo Hoffmann.

Tab.1- Nr. de comunicações em revistas sobre assuntos de química


por intervalo de tempo ∆t para o crescimento em dois milhões,
segundo Hoffmann.

Número de Comunicações Ano ∆t em Anos

2 Milhões 1955 49

4 Milhões 1967 12

6 Milhões 1974 7

8 Milhões 1978 4
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 109

Como se pode deduzir, só a ocorrência de mudanças profundas ao


longo das últimas décadas do nosso século na institucionalização da
química, na formação e na profissionalização dos químicos pode
explicar este elevado número cada vez mais crescente de
comunicações científicas. Na realidade, formaram-se muitas novas
Universidades, Escolas Superiores, Academias e Institutos de ensino
e investigação, aumentando não só o número de indivíduos com
conhecimentos específicos mas também dando um novo impulso à
investigação e disseminação do conhecimento científico.

Tendo em conta todos estes factores importa entretanto aqui realçar


os seguintes aspectos:

A Revolução técnico-científico e a sua influência sobre o


desenvolvimento da indústria química -económico e cultural e o
papel da indústria química na economia. e das ciências químicas;

A química orgânica em movimento;

A química inorgânica em movimento;

A química física em movimento;

O desenvolvimento de novas áreas da indústria química (a química


do petróleo, Gás natural e do carvão; plásticos, elásticos e fibras
sintéticas);

A ciência como força motriz do desenvolvimento socioeconómico

Como resultado da revolução técnico científica dos anos 50, a


Química como as outras ciências, também conheceu um
desenvolvimento enorme. O perfil de produção da indústria química
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 110

baseada na produção massiva de plásticos, elásticos, fibras


sintéticas, adubos minerais, corantes e produtos farmacêuticos, bem
como produtos químicos inorgânicos de base, conheceu uma
transformação estrutural cuja influencia se faz sentir em todos os
níveis da vida social.

Devido ao seu enorme e crescente potencial de conhecimentos


(duplicação em cada 15 anos), a ciência Química tem podido estar
cada vez mais em condições de poder resolver os problemas a ela
ligados como também (apoiada nas suas teorias modernas e nas
condições metodológicas que possui) de encontrar os caminhos mais
adequados para a sua realização prática.

Devemos considerar principalmente os seguintes critérios que


permitem este tão notável desenvolvimento:

Produção de um sistema eficiente de projectos virados a


investigação básica; produção de um sistema eficiente de projectos
virados a investigação aplicada; investigação industrial; produção
de grupos de investigação interdisciplinar (multidisciplinar);
transição da formação laboratorial para a formação aplicada com
um aumento concomitante dos conhecimentos teóricos e
tecnológicos, permitindo deste modo tornar prestigiado o químico
industrial; produção de um sistema de tratamento de dados para o
seu sistema de informação e comunicação.

Os anos 60 foram pautados pelo desenvolvimento de processos


orientados à dinâmica dos sistemas naturais. Nesta era salienta-se
a iniciação na compreensão sobre a necessidade de estruturação,
sistematização e estabilização dos processos tecnológicos. A nova
concepção dinâmica dos sistemas naturais conheceu o seu apogeu
nos anos 70, com a formulação da teoria de estruturas dissipativas
dos sistemas químicos (Ilya Prigogine: 1977 prémio Nobel da
química) bem como com a descoberta de um princípio básico de
ordenamento nessas estruturas (o principio de ordenamento por
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 111

flutuação). Um exemplo evidente para essas estruturas dissipativas


é a conhecida reacção oscilativa de Belousov-Zhabotinskij (BZR),
relacionada com a oxidação do ácido maléico por bromato em
presença de iões de Cério, manganês ou Ferro. A variante clássica
da reacção de (BZR) são as reacções de bromação e oxidação de
compostos orgânicos em soluções ácidas de iões bromato e em
presença de redoxcatalisadores unielectrónicos. Hoje são
conhecidos 30 compostos orgânicos e 10 catalisadores diferentes. O
espectro de reacções oscilativas tornou-se ainda maior com a
descoberta de oscilações que não necessitam de ser catalisadas, bem
como com a introdução de variantes heterogéneas. O
esclarecimento das estruturas dissipativas criou um problema
complicadíssimo a cinética química, até hoje, ainda por resolver.

Também se deve dar particular relevo à desenvolvida e generalizada


termodinâmica irreversível (de Paul Clansdorff e Ilya Prigogine),
que se abre para as trocas de energia e de matéria com o ambiente,
um estado fora do equilíbrio e da auto catálise ou mesmo da catálise
cruzada.

Por outro lado os trabalhos de cientistas como Heinz von Foerster;


Humberto Maturana; Francisco Varela; entre outros, sobre
organização e reposição individual "Autopoise (autoprotolise?)"
são um momento inesquecível dos anos 70, que trouxeram uma nova
concepção sobre as particularidades químicas dos sistemas vivos.

No campo da química orgânica foi notável o desenvolvimento


consecutivo de aparelhos máquinas e reagentes na base do uso dos
conhecimentos novos da Química física. Isto deu início ao
desenvolvimento de métodos mais eficientes para a separação de
substâncias, para o esclarecimento estrutural e para a compreensão
mais íntima dos mecanismos das reacções e dos princípios de
síntese.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 112

Com os novos conceitos de classificação, nas quais as substancias


orgânicas podem ser classificadas segundo o percurso da reacção
(Adição, Eliminação, Substituição) ou segundo o tipo de partícula
(radical, nucleofilica, electrofílica) ou segundo o número de
partículas intervenientes no processo determinante da velocidade,
foi possível ultrapassar a classificação anterior, por exemplo
segundo as classes de substancias, e criaram-se as condições
essenciais para a síntese de compostos complicados como as
aziridinas chalconicas e os éteres de coroa, entre outros.

No campo da Química inorgânica, a compreensão e aplicação dos


ensinamentos da teoria quântica veio possibilitar o esclarecimento
sobre as relações de ligação nos compostos de coordenação como
os chelatos, os clatratos e os complexos-π. Surgiram novas
disciplinas e novas áreas de investigação como a química dos
complexos e a química dos compostos metalo-orgânicos.
Conhecimentos novos foram trazidos sobre a química dos sistemas
não aquosos, sobre a química dos corpos sólidos, sobre a química
dos gases nobres, sobre a química do silício, do boro, do flúor, do
fósforo, do arsénio e do lítio, bem como sobre a química dos
elementos de transição, dos lantanídeos e dos actinídeos.

De grande importância é também a aplicação dos métodos


espectroscópicos (UV-; IV-; espectroscopia de ressonância do spin
electrónico (1944/54); RMN-(1946); espectroscopia electrónica
para análise química "ESCA"-(1958); desenvolvimentos na
espectroscopia de massa (1947), espectrometria de Mössbauer e
espectroscopia quadrupola nuclear.

Na zona limítrofe entre a Química, a Farmacêutica e a Bioquímica,


desenvolveu-se o esclarecimento da estrutura e a síntese de
antibióticos de alta acção biológica (entre outros, a
penincilina:1942, a estreptomicina:1944, a cloreomicina:1949, a
aureomicina:1948) bem como outros produtos farmacêuticos
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 113

importantes (como são os exemplos da ergotamina:1961 e da


coenzima-A: 1959/61).

Importantes transformações ocorreram na química do petróleo do


gás natural e do carvão, determinadas pela cada vez mais saliente
motorização e diminuição constante dos produtos energéticos
naturais, que conduziram o químico a uma utilização mais racional
desses produtos esgotáveis: De entre outros salientam-se processos
como o Cracking, o Reforming e a Alquilação.

O gás natural que foi tão pouco usado nos anos 20 transformou-se
a partir dos anos 50 num produto energético e químico de ponta. A
possibilidade de transporte oferecida pelo gás através de Pipelines
veio aumentar consideravelmente as suas possibilidades de
aplicação. Para além da importância como fonte de energia, nos
anos 60, o gás natural passou a ser utilizado para a obtenção do
amoníaco, do gás de síntese, do hidrogénio bem como passou a ser
aplicado como redutor.

A limitação de reservas do petróleo e do gás natural no mundo


acrescida da manipulação do preço de petróleo e gás natural pelas
multinacionais detentoras destes recursos, conduziu a que nos anos
70 houvesse uma estagnação da química do petróleo e ao mesmo
tempo um desenvolvimento da química do carvão, passando-se a
produzir gás de síntese e metano bem como de hidrocarbonetos
aromáticos a partir do carvão.

Com a transição para a produção massiva de plásticos e elásticos,


a indústria química dos séc. XX passou a conhecer um
desenvolvimento considerável. Assim, nos EUA, no Japão e na
extinta URSS, foram construídas fábricas modernas de produção de
polietileno, policloreto de venilo e polistireno, bem como plásticos
de construção como o polipropileno, as poliamidas alifaticas, os
poliesteres, os poliuretanos, os amino- e fenoplastos, o
poliacrilnitril, os policarbonatos e as epoxiresinas.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 114

Entre 1960 e 1980 foram produzidos cerca de 40 novos tipos de


plásticos especiais. Aqui é de salientar e considerar os trabalhos do
Alemão Karl Ziegler (1898-1973) e do Italiano Giulio Natta (1903-
1979), que em conjunto desenvolveram em 1953 catalisadores
mistos, os famosos Ziegler-Natta-catalisadores, adequados para a
produção industrial de polímeros estereoespecíficos como o
polipropileno isoctático, o polibuteno-1 e o 1,2-Polibutadieno.
Deste modo estava colocada a possibilidade de obtenção de
polímeros com propriedades específicas nas mãos da humanidade.
Estes catalisadores conduziram mais tarde a novas descobertas na
polimerização em solução, de alfa- olefinas. Assim pela
polimerização foi possível obter o poliisopreno, bem como do trans-
1,4- Poliisopreno. Por outro lado também foi possível obter o cis-
1,4-polibutadieno a partir do butadieno. Em 1958/59 fez-se a
coopolimerização do etileno e do propileno.

Hoje, a metade das necessidades em borracha sintética é satisfeita


pela produção da borracha a base de estireno e butadieno. Para
aplicações especiais foram já desenvolvidos 20 tipos diferentes de
borracha sintética.

Devido a existência e ao desenvolvimento acentuado de dois


problemas globais, nomeadamente o problema da alimentação e o
problema ecológico, a química tem vindo a conhecer uma nova
responsabilidade. O seu contributo na solução do problema da
alimentação concentra-se no desenvolvimento e produção de
adubos químicos de alta efectividade bem como de pesticidas para
a Agricultura. Por outro lado, o desenvolvimento e o consumo
massivo de produtos químicos conduzem a injecção sistemática de
produtos nocivos ao ambiente. A análise e a investigação de leis e
tendências ecológicas representa hoje um trabalho com carácter
económico e científico relevante, cuja solução também implica uma
contribuição acentuada da Química.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 115

Hoje não podem prevalecer dúvidas sobre a relação intrínseca entre


a Química, a ciência da transformação da matéria e o
desenvolvimento do modo e das condições de vida Humanas, pois,
ao longo de um percurso tão pequeno de cerca de 150 anos, não
existiu ainda uma outra disciplina que não a tecnologia química que
tenha trazido tantos benefícios para a humanidade.

O seu trajecto bem sucedido tem a sua origem na investigação de


relações e leis naturais e na solução sistemática de problemas
práticos básicos, feitos pelas instituições universitárias por um lado,
mas por outro, também na investigação aplicada orientada ao
mercado e para as necessidades da Humanidade. Este sim terá sido
o grande mérito da estratégia de que a Química se pautou sempre.

Podemos também dizer com certeza que os nossos conhecimentos


acerca das interrelações científicas cresceram bastante e com um
vigor imbatível, de igual modo sucedendo com o nosso mundo
material, e que a maior parte dos problemas com que a civilização
se depara resulta de um estágio inadequado dos conhecimentos.

Assim, uma investigação intensiva pode oferecer-nos a única chance


para o progresso. Importa entretanto, que os cientistas tenham
responsabilidade para com os conhecimentos que adquirem,
devendo ser eles a transmitir a informação necessária para produzir
a confiança pública dos seus métodos e dos seus produtos. Este é o
pré-requisito necessário para uma aceitação social do progresso
tecnológico e para a compreensão de que não existe outro caminho
para a humanidade senão o do progresso, tendo sempre em conta
que o mesmo está sujeito a influências das normas sociais e da
actividade política.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 116

I - EXERCICIOS

1- Diga em que se fundamentava a Alquimia; os países de onde é


originária, no mundo clássico e como ocorreram a sua transição para
o Ocidente.

2- Estabeleça a sequência evolutiva da teoria ácido base indicando


os nomes de cientistas envolvidos.

3- Porque é que Aristóteles foi um grande crítico da teoria atómica


mecanicista largamente disseminada pelo filósofo Grego Epicur
(331-270 a.n.e) e pelo poeta Romano Lucrécio (96-55 a.n.e).
4- Que contributo teve o trabalho de Dalton no desenvolvimento da
química moderna e que contradição principal se encontra no seu
postulado?

5- Diga quem foram os fundadores da teoria flogística e em que se


fundamentava.

6- O químico Alemão Wöhler, Friedrich; viveu entre 1800 – 1882


Porque feitos se notabilizou na história do desenvolvimento da
química? Justifique!

7- Que contributo trouxe à ciência o senhor conhecido por


Theophrastus Bombastus von Hohenheim (Paracelcio).

8-.Em que se fundamentava a crítica de Boyle às teorias apregoadas

pela Iatroquímicas de Paracelcos e outros.


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 117

II- EXERCICIOS

1-Defina o conceito Civilização e indique a sua característica


principal bem como a sua relação com as ciências.

2-A teoria de dissociação electrolítica de Arrhenius pode ser


considerada como um dos marcos importantes para o
desenvolvimento da Química Moderna. Porquê?

3-Diga em que consistiu a teoria flogística e quem foram os seus


fundadores.

4- Quais os motivos Químicos que evocam o nome Nobel (Alfred


Bernhard) ?

5- O composto 1,2-diidroxiantroquinona foi um dos produtos que


marcou uma era do desenvolvimento da Química.

a) Diga em que milénios era produzido e para que servia.

6- Que contribuição teve o cientista Kekulé no desenvolvimento


da química?
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 118

III- EXERCÍCIOS

1- O Desenvolvimento da Química pode ser caracterizado por etapas


históricas bem distintas. Uma dessas etapas cobre a Sociedade
primitiva e a sociedade de Classes do antigo Oriente:

a)- Indique os principais povos e impérios abrangidos nesta etapa

b)- Que princípios da química caracterizam esta etapa do


desenvolvimento da química?

c)- Caracterize a 1ª e a 2ª fases que cobrem esta etapa.

d)- Quais eram os principais materiais obtidos pela produção


química e que métodos eram já dominados nesta etapa?

2-A segunda etapa do desenvolvimento da química está estritamente


ligada a formação da Sociedade esclavagista.

a)- Indique o período que cobre esta etapa.

b)- Que correntes filosóficas são predominantes nesta etapa?


Caracterize-as.

c)- Que filosofias eram sustentadas pelos filósofos Demócrito,


Leucipo, Platão, Ependokles e Aristóteles?

d)- Qual foi o contributo da China nesta etapa?

e)- Onde se cimentava o desenvolvimento da química nesta etapa?

f)- Quais eram os principais produtos da química e que métodos eram


já dominados nesta etapa?

3- O desenvolvimento da Química como uma ciência está


estritamente ligado aos nomes de cientistas como Bunsen, Lavoisier,
Avogadro, Dalton, Döbereiner, Meyer, Wöhler, Kekulé, Mendelev,
Faraday, Cannizzaro, Wöhler, entre outros, que deram um grande
contributo para a sua instalação, o seu desenvolvimento e a sua
diferenciação.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 119

a) Quando surge a Química Clássica e quando surge a Química


Moderna?

b) Quais são as áreas da Química que surgem e se desenvolvem com


a implantação da Química Clássica?

c) Quais são os principais marcos dos quais está baseado o


desenvolvimento da Química moderna?

d) Seleccione para cada uma dessas duas etapas do desenvolvimento


da Química dois nomes de cientistas que julgue poderem ser
considerados representativos e diga qual foi o seu contributo no
desenvolvimento da Química.

4- A teoria de dissociação electrolítica de Arrhenius pode ser


considerada como um dos marcos importantes para o
desenvolvimento da Química Moderna. Porquê?

5- Quais são os principais problemas enfrentados hoje pela


química?

6- Em todo o desenvolvimento da Química desde os seus


primórdios existe uma ausência quase que total do contributo dos
povos Africanos! Comente criticamente esta afirmação.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 120

IV-EXERCICIOS
1. a) Que relação existe entre a teoria de dissociação formulada
por Arrhenius em 1887 e a essência da electricidade?
b) Que importância tem em relação à concepção mecanicista?
2. Identifique os inventos e os seus representantes principais
que permitiram concluir
sobre a divisibilidade do átomo.
3. a) Que aspectos evolutivos se apresentam no modelo atómico
de Bohr ?
b) Que contribuições trouxeram para o desenvolvimento da
química ?
4. Que contradições energéticas apresentava o modelo de
Rutherford e porque acontecimentos foram sanadas ?

V-EXERCÍCIOS

1 – Que importância técnico-científico teve o desenvolvimento dos


métodos espectrais ?
2- Explique porque o conhecimento dos mecanismos das reacções foi
importante para o desenvolvimento industrial e da Química em
particular.

3 – a) O que leva as grandes sociedades industriais a repensarem,


actualmente, as fontes energéticas.

b) Que alternativas se apresentam para Moçambique, nesta área ? Dê


dois exemplos actuais !

Commented [m20]: Parece ser mais didactico-pedagogico


seguir a sugestao que dei acima: Actividades ao longo do
desenvolvimento da Unidade e ou licoes; Exercicios de Auto-
avaliacao no fim da Unidade; Feedback das actividades e da auto-
avaliacao no fim da Unidade, ou, querendo, feedback da auto-
avaliacao no fim do modulo, mas tudo devidamente eidentificado.
De recordar que a auto-avaliacao tem Icone.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 121

I - RESPOSTAS

1- R: Procurava várias formas de transformar os metais em ouro e


vice-versa, o prolongamento da vida e o segredo da imortalidade.

No mundo clássico começou no Egipto helenístico e passou para o


Ocidente através dos escritos de grandes alquimistas árabes como
Al-Razi.

2- R: Teorias: Acido base de:


Arrhenius (1859-1927)
De Lewis;(1875-1946)
Bronsted- Lowry (1879-1947).

3- R : a) porque a teoria atómica mecanicista considerava o mundo


como mistura de átomos ; as propriedades das substâncias seriam
determinadas pela forma, tamanho, disposição e agrupamento de
átomos. Criticada por Aristóteles porque não contemplava os
fenómenos de transformação.

4- R: Em 1808, Dalton, desenvolveu e esclareceu uma teoria atómica


tendo como base resultados experimentais.
A contradição:
Nos postulados de Dalton não estava esclarecida a hipótese
molecular das partículas.

5- R : a) Alemães Becher e Stahl.


b) Segundo esta teoria, todas as substancia que ardem deveriam
conter um princípio ardente - o flogisto.

6- R: Sintetizou a ureia a partir de cianeto de amónio (1828),


primeiro composto orgânico, quebrando desta forma a teoria da força
vital.

7- R: Fundou a Iatroquímica a partir das bases da alquimia.

8-.R : Na falta dos 4 ou 3 elementos, nas suas experiências.


HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 122

II-RESPOSTAS

1- R : a) Conjunto de condições materiais, sociais, mentais, nas quais


vive um grupo de homens ;

b) A civilização é sempre um fenómeno humano.

c) O surgimento e desenvolvimento das ciências estão ligados ao

surgimento e desenvolvimento das civilizações.

2- Foi decisiva na mudança nas ideias sobre a constituição da matéria


e sobre a essência da electricidade, a sua natureza corpuscular e que
seria esclarecida em relação com a descoberta dos raios catódicos,
Cujas partículas, os electrões entrariam na composição do átomo e
concomitantemente da matéria. Assim, a concepção mecanicista
sobre a existência do átomo como partícula indivisível passava a ser
insustentável

3- R: a) 1,2- diidroxiantraquinona = Alizarina; foi produzido nos


milènios 3 e 2 a.n.e.;
Servia para colorir tecidos que também eram produzidos nessa era.

4. R: Kékulé reconheceu a equivalência do carbono bem como a sua


aptidão de formar longas cadeias, sendo o mais importante a sua
dedução sobre a estrutura do benzeno (anel benzénico) da qual
nasceu a química orgânica estrutural.
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 123

III-RESPOSTAS

1- a). A Sociedade primitiva evoluiu por volta dos 50000 anos

a. n. e e se estendeu sensivelmente até aos 4000 anos a.n.e.

Este período inclui o desenvolvimento das ciências do antigo oriente


(Antiguidade) nomeadamente o Egipto, a Mesopotânea, A Fenícia,
Israel, Índia e China entre o ano 3000 e o ano 600 a.n.e;

O desenvolvimento das ciências na antiga sociedade de classes das


civilizações Grego-Romanas (ciência helenística e romana) entre o
ano 600 a.n.e. e o ano 600 .a n.e.

b) Caracterizava-se pela propriedade social dos meios de produção,


onde era importante a "produção" de alimentos, vestuário, habitação,
bem como o fabrico de meios de produção;

Produção do fogo e com base neste, conseguia-se a transformação


química de certos produtos naturais.

c) As Duas fases principais:

1a Fase: caracterizou-se pelo aparecimento da agricultura. A


primeira fase cobre o período da antiga Idade da Pedra (Paleolítico,
Baixo e Alto), cuja economia se baseava na recolecção de alimentos
e na caça.

2a: Fase: inclui o período da agricultura aldeã primitiva (Neolítico);


o das primeiras cidades e culturas das margens dos grandes rios, no
Egipto, na Mesopotâmia, na Índia e na China (Idade do Bronze); e,
finalmente, o das cidades independentes, que viviam do comércio
(Idade do Ferro), que inclui as civilizações clássicas da Grécia e de
Roma.

d) Materiais

Descoberta e desenvolvimento de corantes naturais e descoberta de


metais por volta do ano 35.000 a.n.e;
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 124

Métodos:

Registos escritos e o consequente despontar da tradição escrita em


forma de receitas no Egipto por volta do ano 4200 a.n.e.

2 – a) Até ao ano 400 a.n.e.,

b) Filosofias naturalísticas (baseadas em princípios materiais)


tentavam desenvolver uma teoria única sobre o aparecimento do
universo (a partir do ano 600 a.n.e.).

c) Filosofias naturalísticas

d) Os chineses produziam objectos de bronze com 54% de chumbo;


(somente a partir dos anos 1800 a.n.e. é que se conhecem objectos
de estanho e cobre na China a Idade do Bronze começa na Europa a
partir do ano 1000 a.n.e.)

e) Ásia menor e no Egipto, onde, eram bastante famosas as minas de


ouro.

f) Produtos: Cobre, estanho, chumbo, bronze e messing.

Métodos:

Processos de oxidação e redução e técnicas de manipulação destes


processos.

2-a) Nascimento da Química Clássica nos séculos XVIII e XIX ,


(1770-1870).
A química moderna nasce com a diferenciação da química clássica
e formação de novos ramos e disciplinas.

b) Diferenciação entre a química inorgânica e orgânica, (1º conceito


sobre química orgânica);

[A formação completa da Química Clássica dá-se com o


desenvolvimento da termodinâmica e dos métodos da Química
orgânica e inorgânica. Impulsos na Química física são dados por
Farraday, Arrhenius (1859-1927), Van’t Hoff (1852-1911)]
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 125

c)-A estruturação do átomo;

(torna-se na base teórica do desenvolvimento da Química Moderna)

A descoberta e a identificação dos raios X por C. Röntgen em


1895) ;
A "Radioactividade" (A.E. Becquerel 1850; H.Becquerel 1896; M.
Curie e P. Curie 1898);
Os raios catódicos (electrões) por J.W.Hittorf em 1869, dos raios
canais (protões) por E. Goldstein em 1886, bem como a sua
respectiva identificação como dois tipos distintos de partículas
elementares (com carga negativa e positiva respectivamente) por
J.J.Thomson, 1886/1907, tendo sido encontrado nessa base a
demonstração clara de que o átomo é divisível.

4- A teoria de dissociação formulada por Arrhenius em 1887, foi


decisiva na mudança nas ideias sobre a constituição da matéria e
sobre a essência da electricidade, a sua natureza corpuscular e que
seria esclarecida em relação com a descoberta dos raios catódicos.
cujas partículas os electrões só poderiam provir do átomo, quer dizer,
entrariam na composição do átomo e concomitantemente da matéria.
Assim, a concepção mecanicista sobre a existência do átomo como
partícula indivisível passava a ser insustentável.

5 e 6 (abertas)
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 126

IV- RESPOSTAS

1. a) A teoria de Arrheniuos e a essência da electricidade


demonstraram a divisibilidade da matéria dando novo
conhecimento sobre o carácter corpuscular do átomo,
constituição por electrões e protões.

b) Demonstrou que o átomo é uma partícula divisível ao


Contrario da teoria mecanicista

2. A descoberta e a identificação dos raios X por C. Röntgen

em 1895 e o fenómeno da "Radioactividade" (A.E. Becquerel

1850; H.Becquerel 1896; M. Curie e P. Curie 1898, dos raios

catódicos (electrões) por J.W.Hittorf em 1869, dos raios

canais (protões) por E. Goldstein em 1886, bem como a sua

respectiva identificação como dois tipos distintos de

partículas elementares (com carga negativa e positiva

respectivamente) por J.J.Thomson, 1886/1907, tendo sido

encontrado nessa base a demonstração clara de que o átomo

é divisível.

3. a) Tomou em consideração os novos fundamentos da teoria


quântica de Max Plank (1900) e Albert Einstein (1905). Bohr
calculou com base na teoria quântica o impulso de rotação do
electrão bem como com base na força coulombiana nuclear,
as orbitas estacionárias dos electrões,

b) A partir do modelo de Bohr tornava-se possível


estabelecer relações entre a periodicidade, a ocupação
electrónica e as propriedades dos elementos
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 127

4. A estabilidade deste modelo seria mantida pelo equilíbrio


entre a força colombiana e a força centrífuga do sistema. este
modelo não tomava em linha de conta a relação entre a
constituição atómica e as séries espectrais J.Balmer 1885, J.
Rydberg 1890, F. Paschen, nem observava as regularidades
electrodinâmicas
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 128

V-RESPOSTA

1- Aumentou os conhecimentos sobre a estrutura dos diversos


compostos então produzidos, desenvolveu a análise química ;

- Desenvolveu a análise da composição de substâncias então


conhecidas, espectro de massa.

2- Permitiu um maior controlo sobre o evoluir das reacções químicas


dando maior possibilidade de reproduzi-las em ocasiões seguintes
o que representou maior possibilidade de produção e
produtividade.

3 – a) A necessidade de substituir os recursos esgotáveis como o

Petróleo

b) As grandes questões ligadas ao ambiente que se levantam


actualmente. Commented [m21]: Ligado ao comentario supra
HISTÓRIA DE QUÍMICA Inserir sub-título aqui 129

BIBLIOGRAFIA Commented [m22]: DEve obedecer as normas emu so na


Universidade Pedagogica

1. BARROS, José António


2. JUERGEN Henrich Maar; História da química., primeira parte
dos primórdios a Lavoisier 2008

3. B. Bensaude-Vincent e Isabelle Stengers, Historia da química-


colecção História da química e bibliografia, 1996

4. Maria José Aragão, História da Química- química História, 2008