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Capítulo 6

Tn-l crença k
Se Deus me conduzir o olgumo situação,
tudo ocorrerá o contento

...P o rq u e este é p ara m im um in stru m ento esco lh id o para


lev ar o m eu n o m e peran te os gentios e reis, bem com o
p eran te os filhos de Israel; pois eu lhe m ostrarei quanto
lhe im p o rta sofrer pelo m eu nom e.
A tos 9.15, 16

ocê nunca sabe para onde a estrada da vida vai levá-lo.


Para M ark e Kristina nada foi muito fácil, mas basicam en­
te a vida era boa. Ambos tinham aceitado a Cristo na região da
Baía de São Francisco em 1970, e Mark, um com unicador nato
com o coração na obra de Deus, decidiu ser um profissional de
tempo integral no m inistério cristão.
Alguns anos depois, M ark estava servindo com o pastor
presidente de uma pequena rede de com unicação de igrejas da
região de Marin, norte da Baía de São Francisco. Sua preocu-
Crendices de Crentes

pação era com Matt, o filho mais velho dos quatro, que tinha
crises agudas de asm a. O ar úm ido da costa n o rd este da
Califórnia fazia sua saúde piorar.
Os m édicos disseram para os pais de M att que eles teriam
que se m udar para um clim a mais seco, como o do Arizona.
Então após m uita oração com outros líderes do seu ministério,
M ark e K ristina decidiram mudar-se para Phoenix. M esmo sen­
do propensos a aventuras, decidiram que m udar seria uma opor­
tunidade. Acreditavam que seria da vontade de Deus iniciar uma
igreja nesta nova cidade. Então M ark e Kristina seguiram o
exem plo de Abraão, que “obedeceu, a fim de ir para um lugar
que devia receber por herança” (Hb 11.8).
Deus estava dirigindo M ark e Kristina, e tudo estava indo
bem. Após alguns anos de ministério fiel, sua nova igreja esta­
va crescendo rapidamente e M ark começou um program a de
entrevistas popular de rádio, fez programas na TV evangélica
local, e com eçou a escrever um artigo mensal para uma revista
cristã dirigida aos pastores.
Tudo ia bem, e então - bum! - não se sabe de onde retornou
o pesadelo do pai e da mãe. Recuperando-se bem da asma, M att
foi a uma viagem de um dia ao Salt River, fora de Phoenix. Ele
nunca mais retornou. O filho de dezesseis anos do casal fiel -
um dos melhores jovens que alguém já conheceu - foi para Jesus
num acidente de afogamento. Dói escrever sobre isso, porque
seu pai, M ark, é um dos meus melhores amigos.
Por que Deus perm itiu que isso acontecesse? Por que en­
viou M ark e Kristina para Phoenix por causa da saúde de seu
filho, para então voltar as costas e deixar seu filho morrer?
Talvez Deus não os tenha enviado a Phoenix. Se soubessem o
que sabem agora, talvez nunca tivessem saído da Califórnia.
Ou, pior de tudo, talvez alguma coisa estivesse errada com
eles. Talvez sua fé não fosse suficiente. Talvez Deus estivesse
irado com algum a coisa.

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Falsa crença 6

Nõo revelando as implicações


das decisões erradas
Você nunca sabe onde a vida irá levá-lo. A suposição da maioria
dos cristãos é que, se você tiver certeza que Deus o está enviando a
fazer alguma coisa, tudo acontecerá de forma a realizá-la. Se
não, talvez a decisão não tenha vindo de Deus.
Veja o casamento.
Você é casado? Acha que foi da vontade de Deus? Se sim,
e com o tudo funciona direitinho quando é da vontade de Deus,
então por que vocês prometeram estar juntos “nos dias bons ou
dias maus, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza” ?
Você então admitiu que nem tudo seria perfeito? Não que espe­
rasse o pior, mas você é realista o suficiente para saber que o
casam ento seria um aprendizado para a vida toda? M uitos casa­
m entos deixam a frase “no melhor e no pior” de lado porque
muitos casais acham que seja uma confissão negativa. Sinto um
negativism o nisso.
Bem, se o casam ento não é um problem a para você, que tal
aquele novo em prego? Você orou por ele? Sentiu que Deus o
estava guiando quando aceitou a oferta?
Ou aquela escola que decidiu freqüentar?
Ou aquela casa que decidiu comprar?
Ou os filhos que decidiu ter? Teve algumas surpresas ao
tentar criá-los?
Ou acha que sua vida é uma somatória terrível de decisões
erradas e acontecimentos sem sentido? Está afundando na areia
m ovediça do seu passado? Está confuso? Se estiver difícil achar
Deus na bagunça que fez da sua vida (ou talvez se ache uma
grande vítima inocente), deixe-me ajudá-lo.
Você nunca saberá onde a vida o estará levando, e somente
o fato de achar que Deus o está guiando não significa que tudo

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Crendices de Crentes

sairá de acordo com o esperado. Mas, como vou mostrar neste


capítulo, para onde quer que a vida o leve, Deus estará ao seu lado.
Pergunte ao M ark e à Kristina. Eles seriam os prim eiros a
lhe dizer que a mão forte de D eus os sustentou nas noites
escuras.
Todo o problem a - esperar que tudo seja de acordo com o
esperado, e então ficar desapontado, até desiludido, quando algo
não acontece - é um retomo ao assunto do último capítulo. Lem­
bra-se? A busca incansável da felicidade? Isso é o que inconscien­
temente permitimos que atrapalhe a forma como pedimos a Deus
e com o esperam os nele.
Ao invés de procurarmos fazer a coisa certa, incom oda­
mos a Deus para que nos dirija para o melhor. Pedir a vontade
de Deus torna-se a busca daquilo que nos proporcionará o m e­
lhor sucesso com m enor esforço. Então esperam os em Deus
para d esco b rir sua “ p erfeita” vontade, p orque se não e s ti­
verm os debaixo de sua “p erfeita” vontade, algo de ruim pode
acontecer.
Eis como funciona. Sabemos que Deus sabe o futuro (se
não tiver certeza disso, leia novamente o capítulo 1). Então,
com o sabe o que vai acontecer, esperam os que Deus nos
redirecione do caminho errado para o certo. Dos piores vizi­
nhos para os melhores. Da solidão para o melhor casamento
possível.
M ais ainda, temos a idéia errada de que a vontade de Deus
seja algum lugar bom, posição ou trabalho. Sim, Deus se preo­
cupa m uito para onde vamos, onde moramos, e todas a peque­
nas coisas que fazemos, mas se preocupa muito mais em como
vivemos, independente de onde vivemos, como nos comporta­
mos em qualquer emprego que nos dá, e como aprendemos a
am ar a pessoa com quem nos casamos.
E sempre a mesma coisa: “Em todas as circunstâncias,”
Paulo escreveu, “aprendi a estar contente”. Posso todas as coisas,

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Falsa crença 6

trabalhar em qualquer função, am ar meu cônjuge e meus filhos,


ajudar a igreja local, relacionar-m e com os vizinhos, naquele
que me fortalece (ver Fp 4.12, 13).
Sim, eu posso.
Sim, você pode.

MichciBl Jordon do Pé
Nossa compulsiva e obsessiva necessidade de felicidade, para
que tudo funcione corretamente, impede que aprendamos de
Deus quando as coisas não estão funcionando tão bem. G asta­
mos então um tem po enorme desperdiçando energia mental e
emocional m editando nas coisas que deveríamos, poderíamos e
conseguiríamos fazer. E pelo fato disso nos m anter presos ao
passado, não conseguim os fazer nada em relação ao futuro.
Temerosos de tom ar a decisão errada, podem os ficar fora da
vontade de Deus (significando que ficaríamos realmente infelizes),
e ficar paralisados pela indecisão.
A Nike tem bons conselhos básicos para todos nós que
somos apreensivos: Simplesmente faça. M ichael Jordan sim ­
plesmente fez. Nunca vou esquecer meu olhar de adm iração
quando ele ganhou sozinho o sexto jogo do campeonato final
contra o Utah Jazz. Utah estava na frente com três pontos e a
menos de um minuto de acabar o jogo. Nenhum problem a para
M ichael, que fez uma cesta rápida, roubou a bola do melhor
jogador do Utah, Karl Malone, e fez outra cesta. No que pare­
ceu um momento miraculoso, os Bulis ganharam o cam peonato
número seis - por um ponto.
Você viu o comercial do Michael Jordan sobre o erro? Eu
peguei meu bloco de rascunhos e tomei nota: “Perdi mais de nove
mil cestas na minha carreira. Tive o jogo na mão por vinte e sete
vezes, e perdi. Falhei muitas vezes. Esta é a razão do meu sucesso.”
Faça alguma coisa!

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Crendices de Crentes

Nado o arriscar, nada a ganhar


Estávamos pagando nossa casa há mais de dez anos. Tantas lem ­
branças. Enquanto nos aprontávamos, eu chorava separando os
papéis nas caixas.
M udar tam bém tinha sido difícil para os antigos m orado­
res da nossa nova casa. Enquanto estavam morando lá, perde­
ram seu filho mais velho, morto num acidente de moto algumas
quadras adiante. Uma árvore em memória de David faz sombra
na janela da sala de estudos. Posso vê-la agora lá fora, apenas a
alguns passos da mesa de onde estou escrevendo.
Enquanto falávamos da dor da mudança, o antigo dono da
casa disse algo tão simples, que nunca esquecerei. “Ensinamos
nossos filhos,” disse com orgulho, “a fazer a melhor decisão
possível com a informação disponível no momento, e não olhar
atrás.”
M ichael Jordan e o antigo dono da nossa casa têm também
a fé de Abraão. E pelo que sei, eles nem mesm o são os que
chamaríamos de “convertidos” ! Como os filhos de Deus podem
ser tão apreensivos e temerosos quando o mundo é excessiva­
mente corajoso? Porque acontece isso? Estamos tão preocupados
em fazer qualquer coisa que não fazemos nada.
Eis aqui um resumo das crendices de crentes sobre a von­
tade de Deus para suas vidas:

• A vontade de Deus para sua vida será sempre co­


nhecida de antemão.
• Você será totalmente feliz quando descobrir exata­
mente qual é a vontade de Deus e realizá-la - e
infeliz quando não o conseguir.
• Deus não lhe dirá qual é sua vontade, porque a vida
é um grande jogo de adivinhação quando se tenta

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Falsa crença 6

determ inar qual a sua vontade para nossa vida.


(Seria como jogar Batalha Naval com Deus: Acertou!
Errou! Acertou! Acertou! Errou. Errou. Errou.)
• Você não precisa fazer nada nem sofrer qualquer
dano até que descubra exatamente o que Deus quer
que faça, porque não deseja estar fora da vontade
de Deus.
• Quando tom ar a decisão errada, você saberá disso
porque nem tudo funcionará corretamente, signifi­
cando com certeza que você não estava fazendo a
vontade de Deus.
• Claro que você saberá que tomou a decisão correta
e que estará dentro da vontade de D eus, se tudo
estiver funcionando corretam ente. E, claro, você
será feliz.

Pense sobre isso: Se fé é a convicção de fatos que não se


vêem (ver Hb 11.1), você está realmente vivendo pela fé se sem­
pre souber o que Deus quer para sua vida antes de qualquer
coisa? Toda decisão na vida é espinhosamente arriscada, e quanto
m aior a possibilidade de sucesso, m aior a chance de falhar.
Pergunte ao gerente do seu banco. Os maiores rendim en­
tos no mercado de investimentos sempre vem acom panhados
dos maiores riscos. Ponha seu dinheiro num investim ento sem
risco, e a inflação irá comer seu lucro.

Foi Dsus, ou foi outro coisa?


Em Atos 16 lemos sobre a intrepidez de Paulo ao enfrentar gran­
des incertezas. Ele sabia que tinha que seguir em frente mesmo
não sabendo a verdadeira vontade de Deus para sua vida.

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Crendices de Crentes

“E, percorrendo a região frígio-gálata,” Lucas relata, “tendo


sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia,
defrontando M ísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de
Jesus não o permitiu. E, tendo contornado M ísia, desceram a
Trôade” (At 16.6-8).
Como todos, você leu rapidamente esta passagem, passando
por cima das passagens da B íblia para chegar logo aos assuntos
centrais e espirituais? Se sim, você perdeu a parte principal do
capítulo. Como você sabe, Paulo estava tentando descobrir a
vontade de Deus, e não conseguia. Estes dois versículos “insigni­
ficantes” relatam semanas de cam inhada - muitas sem destino
- ao redor da Ásia Menor, que é hoje a Turquia. N a realidade,
foram dezesseis mil quilômetros de caminhada! E tudo que Paulo
tinha a dizer era que Deus não os queria na Á sia (“tendo sido
im pedidos pelo Espírito Santo a pregar”) ou na Bitínia (“o
E spírito de Jesu s” tam bém não gostou da idéia). Sem q u al­
quer explicação de Deus. Sem nenhuma sugestão. Sem opções
e esgotados de tanta caminhada.
M as Paulo continuou seguindo em frente, correndo os
riscos, ainda sem saber exatam ente a vontade de Deus. F i­
nalm ente, “ à noite, sobreveio a Paulo um a visão na qual um
varão m acedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: P assa
à M acedônia e ajuda-nos. A ssim que teve a visão, im ed iata­
m ente, procuram os partir para aquele destino, concluindo que
D eus nos havia cham ado para lhes anunciar o ev an g elh o ”
(vs.9, 10).
Finalmente, uma direção de Deus! Como algo poderia dar
errado? Bem, Deus estava guiando, mas muitas coisas deram
errado. Depois de algumas semanas (não sabemos com certeza
pelo texto quantas semanas tinham se passado), não há nenhum
relato importante, somente um acontecimento incom um eviden­
ciando ainda mais a frustração de Paulo, mais que qualquer pla­
no estratégico de ministério.

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Falsa crença 6

Uma jovem adivinhadora, continuava aborrecendo Paulo


e seus com panheiros quando, finalmente “Paulo, já indignado,
voltando-se, disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, eu te
mando: retira-te dela! E ele, na m esm a hora saiu” (v. 18) - e
todo o inferno apartou-se. Antes de perceber o que estava aconte­
cendo, Paulo e Silas foram levados à presença das autoridades
que, “açoitando-os,” os lançaram brutalmente no cárcere (v.23).
Ali estavam eles. Acorrentados. A meia-noite. E quando
Paulo e Silas estavam lá sentindo as dores e sentados na prisão
úm ida e repulsiva, começaram a “cantar louvores a D eus” (v.25).
E o que não aconteceu, o que não foi dito, foi: “Então,
Paulo,” Silas se queixaria, “você poderia falar novam ente sobre
aquela visão da M acedônia? Foi Deus, ou foi outro engano como
o que tivem os na noite anterior? Se soubesse, Paulo, eu nunca
teria feito essa viagem com você. Se D eus nos trouxe aqui,
tudo deveria ter dado certo. Não tenho mais tanta certeza de
que D eus está nos dirigindo. Afinal, por que um Deus tão bom
deixa que coisas tão ruins aconteçam com pessoas tão boas
com o nós?”
Não, nada disso. Ao contrário, cantaram louvores a Deus,
e enquanto cantavam, “os demais companheiros de prisão es­
cutavam .” As pessoas daquela prisão estavam para m udar suas
vidas para sempre por causa da resposta divina dada a Paulo e
Silas. N ada estava indo bem, mas esses dois homens estavam
determ inados a tirar o melhor proveito de tudo.
De repente, houve um grande terremoto e Paulo e Silas
estavam livres. Mas não quero m encionar essa parte. Essa é a
parte da história que os cristãos mais ouvem. Ao contrário, que­
ro que reflita na resposta de Paulo e Silas à incrível reviravolta
dos acontecimentos. Nunca sabemos onde a estrada da vida nos
levará, mas para onde quer que seja, Deus estará lá com você.
No final Deus fez com que todas as coisas cooperassem
para o bem. O carcereiro filipino e toda a sua família tornaram-se

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Crendices de Crentes

cristãos, e sabemos pela carta de Paulo aos Filipenses que dali


surgiu uma sólida e influente com unidade cristã naquela cida­
de. M as a lição é clara: Somente porque D eus o leva a fazer
algum a coisa não significa que tudo irá funcionar corretam ente
e da forma que queremos que seja, e que seremos felizes.
Com o Paulo e Silas, você também pode cantar louvores a
Deus, você pode louvá-lo pelo caminho, lembrando-se que todo
o mau que está acontecendo nada tem a ver com você, com seu
sofrimento pessoal, com você ser uma pessoa má. Não! Como
os prisioneiros que estavam ao lado de Paulo, todas as pessoas
do seu relacionam ento estão ouvindo. Estão observando como
você lida com a adversidade, vendo se Jesus é tão real em sua
vida com o diz, ou se somente o louva quando está feliz.
A m igos de M ark e K ristina foram transform ados para
sem pre quando os ouviram cantando belos louvores a Deus à
meia-noite. A inda estão cantando. Seu filho M att também está
cantando no céu. Você pode ouvi-los?

Grandioso Deus dos Céus: Aumenta


minha fé para ir aonde me guiares, não importa o preço. Confes­
so que algumas vezes fico desanimado ao ouvir as sugestões de
teu Espírito, quando vejo que conduzirá ao caminho íngrem e e
rochoso. Dê-m e coragem para seguir em frente. Amém.

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Capítulo 7

TfcUfc crençn, 7:
Se eu orar bastante e trabalhar para isso,
um dia meu problemo será solucionado

D esv en tu rad o o h o m em q u e sou! Q u em m e


liv rará do corpo d e sta m orte?
R o m an o s 7.24

/ l uvido num grupo de ajuda numa igreja muito, muito distante...


1 / “Então, Lúcia, como foi a sua reunião de fam ília?”
“Bem... foi difícil, mas fiquei feliz de ter ido. M inha tia
M elissa veio com o novo marido e trouxe o bolo de queijo que
ela sem pre faz. Foi realmente difícil para meu tio Plínio quando
eles se divorciaram , e ela fugiu com o Ricardo. Decidi ficar
com m inha boca fechada durante a reunião.”
“Você não a repreendeu?”
“Claro que sim. E não comi seu bolo.”

Tenho um problema. Na realidade, tenho muitos proble­


mas, mas gostaria de contar um em particular: tenho o pavio
Crendices de Crentes

curto. Isso acontece desde que posso me lembrar. M inha mãe


pode lhe falar sobre isso. Minha esposa. Meus filhos. As pessoas
que trabalham comigo.
Quero dizer, algumas vezes perco a paciência, especial­
mente quando estou cansado e muito estressado. Já disse coisas
de que me arrependi amargamente, e já fiquei constrangido em
público diversas vezes.
Fico irritado com tudo que faz as pessoas ficarem irritadas:
os motoristas na via expressa. M eu cortador de grama quebran­
do quando faltava pouco para terminar. Cães que fazem bura­
cos no quintal. Diferenças entre minha esposa e eu. E, claro, as
pessoas da igreja. Fico bravo quando as coisas não são como eu
quero.
Mas nunca feri ninguém, nunca fui preso por briga. Minha
raiva nunca é demasiada, mas nunca é controlada como deveria.
Tenho orado sobre isso. Jejuado para me livrar disso.
R ecebido conselho e oração por isso. Lido livros sobre isso.
Pregado sobre isso. E agora estou escrevendo sobre isso, mas
não para lhe dizer como resolver seu problem a com a raiva em
cinco passos simples.
Estou falando nisso para ajudá-lo a entender e aceitar o
fato de que seja você como for, nunca conseguirá mudar. Isso o
irrita? Essa afirm ação o deixa desapontado? Por favor escute
isso. De algum a forma, deve ser a coisa mais im portante e
libertadora que tenho dito em todo esse livro, mas vai levar muito
tempo para eu explicar e vai fazer você pensar muito.
Posso dizer novam ente? Seja você como for, nunca conse­
guirá mudar. Sei que isso parece negar tudo o que pastores já
disseram de púlpito, de que se você amar a Jesus, orar, ouvir as
pregações, se outros orarem por você, você irá mudar. Essa é
uma das razões pelas quais Deus nos deu a Bíblia, certo?
Concordo! Como pastor, prego sobre mudanças. A princípio,
escrevi esse livro porque pessoas iriam lê-lo, m udariam a forma

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