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CENTRO

DE

INVESTIGAÇÃO

E

Publicações CID

DIVULGAÇÃO

Textos

clássicos do pensamento

humano/4

Coordenadores:

Arcângelo K. Buzzi Leonardo Boff

 

FICHA

CATALOGRAFICA

 

(Preparada

pelo

Centro

de

Catalogação-na-fonte

do

Sindicato

Nacional

dos

Editores

de

Litros,

RJ)

Hammürabi,

Rei

da

Babilônia.

H192c

O

Cddigo

de

 

ção

e

comentários

zes,

1976.

 
 

116p.

21cm.

 

humano,

i).

 
 

Traduzido

do

Bibliografia.

1.

Direito

76-0123

Hammürabi,

de

E.

(Textos

intrjtíução,

Pètrópolis,

de

tradu-

Vo-

pensamento

Bouzon.

clássicos

original

cuneiforme.

Babilônia.

I.

Título.

II.

Série.

CDD — 340.58

CDÜ — 34(354)

340.093502

O CÓDIGO de Hammurabi

Introdtição,

tradução

(do original cuneiforme) e comentários de

E.

Bouzon

3» EDIÇÃO

VVOZES;

PETRÓPOLIS

1980

©

destâ tradução,

1976

Editora

Vozes

Ltda.

Rua Frei

Luís,

100

25.600

Petrópolis,

RJ

Brasil

 

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LUOO! ta

Sumário

Apresentação 7

Introdução:

Hammurabi,

seu

tempo

e

sua

obra

9

1. A

Babilônia

no início

do século

XI X

a.C.

9

2. Hammurabi

e

a

sua

legislação

12

3. A

sociedade

babilônica

na

época

de

Hammurabi

15

1. Prólogo

19

2. As

leis

25

3. Epílogo

109

Bibliografia 115

li.

r

Apresentação

A . TRADUÇÃO do «Código de Hammurabi» aqui apresen- tada se baseia na cópia da célebre esteia cuneiforme, que se encontra hoje no museu do Louvre, publicada per E. Berg- mann (Codex Hammurabi, Roma 1953). Foi, também, ado-

tada a numeração dos parágrafos e das colunas da edição de Bergmann, que, aliás, é a mesma de V. Scheil, o primeiro edi-

Na. presente edição o número das colunas ê

registrado em algarismos romanos na margem esquerda dò texto; os números arábicos indicam as linhas da respectiva coluna. A numeração de Scheil é, sem dúvida, inexata, já que ele supunha, na parte rasurada da esteia, a perda de apenas cinco colunas, e hoje se scfbe que foram perdidas sete colu- nas. Mas esta divisão de Scheil é, apesar de sua inexatidão, clara e comumente seguida pelos especialistas. Mesmo porque a tentativa de uma nova divisão da matéria levaria apenas a uma certa probabilidade, por não ser possível uma reconstru- ção completa das sete colunas perdidas. Na tradução dos pa- rágrafos raspados da esteia do Louvre foi aproveitada á re- construção do texto feita por G. R. Driver e J. C. Miles, baseada em tábuas cuneiformes com duplicatas ao texto da esteia, que a arqueologia encontrou em diversos lugares da Babilônia. Nesta parte foi conservada a disposição da maté- ria e a numeração alfabética de Driver e Miles.

A presente tradução portuguesa do «Código de Hummu- rabi» procurou, quanto possível, ser fiel ao texto original, respeitando as locuções típicas e o sabor semita da língua acádica. Quando a inteligibilidade do texto exigiu uma tra- dução vernácula mais livre, foram introduzidas notas, ao pé da página, com o texto acádico e sua tradução literal. As palavras em parênteses foram introduzidas pelo tradutor para facilitar a compreensão; palavras entre colchetes indicam re-

tor da esteia.

construção do texto original para completar lacunas ou luga- res destruídos da esteia. Os comentários aos parágrafos legais limitaram-se, quase exclusivamente, a explicações filológicas ou de caráter histórico, que pudessem contribuir para uma melhor compreensão do parágrafo e colocação deste em seu contexto vital.

Aos amigos, que me incentivaram constantemente a levar

à frente a publicação desta obra e me ajudaram no trabalho

árduo da revisão dos manuscritos, os meus sinceros agrade-

cimentos. Um agradecimento especial cabe, aqui, ao advogado

e amigo Dr. Domingos Bernardo G. da Silva e Sá por sua

valiosa contribuição na discussão de temas de direito com-

parado e da terminologia Rio, março de 1975.

jurídica.

E.

Bouzon

INTRODUÇÃO

Hammurabi, seu tempo e sua obra

1.

A

Babilônia

no início do século

XI X

a.C. 1

No início do segundo milênio da era pré-cristã a Ba- bilônia assistiu a uma nova invasão de hordas semi- tas ocidentais, os amorreus que se estabeleceram às margens do Eufrates, a 20 km a sudoeste da cidade de Kish. As populações sumério-acádicas das regiões cir- cunvizmFãs"est~avarn por demais fracas para poder re- sistir a esta nova invasão. A região ocupada por esses semitas chamava-se, provavelmente, Babilla 3 , que foi logo interpretado pelos novos habitantes como Bâb- ilim = «Porta de Deus». O xeque desse novo grupo, Sumuabum, não aceitou a soberania de Isin e de Larsa e começou a estender seu raio de ação tomando as cidades de Kazallu e de Dilbat- e a fortificar Babel. 4 Mas foi propriamente Sumulailu (1816-1781 a.C.), seu sucessor, que, com suas vitórias sobre os vizinhos e com a construção do «Grande Muro» da cidade, conso- lidou definitivamente Babel. 5 Na parte religiosa, ape-. sar de ser Marduk o deus principal desse, novo grupo,

1.

Cf.

H.

SchmSkel,

Geechichte

des

o Iten

V orderasrien,

p.

106ss;

D.

O.

Edzard,

Die

altbabylonisehe

Zeit,

em

Die

Altorientalischen

Reiehe

I,

fischer

Weltgeschichte.

2,

p.

165-205.

 

v

2.

Cf.

J.-R.

Kupper,

Les

nômades

en

Mésopotamie

ou

tempu

deu

rota

de

Mari,

Paris

1957.

 

8.

Este

nome

aparece

nos

documentos

de

Lagai

no. período

chamado

Ur

III

(aproximadamente

2050-1950

a.C.).

Cf.

A.

Pohl,

em

Orientalía

NS

25(1956),

p.

105.

Cf.

tb.

D.

O.

Edzard,

Das

Reich

der

III.

Dynastie

von

Ur

und

seine

Nachfolgrestaaten,

em

Die

Altorientaliachen

Jteiehe,

I,

Fischer

Weltgeschichte,

2,

p.

129ss.

 

4.

Cf.

A.

Ungrnad,

art.

"Dateniisten",

em

Keallexikon

der

Aòsyríologie,

vol.

II,

p.

175,

1-13,

Deve-se

notar

aqui

que

os

reis

das

antigas

dinas-

tias sumárias

e babilônicas

costumavam

denominar

os

seus

anos

de

governo

por

meio

de

um

acontecimento

marcante

do

ano.

5.

Cf. Reallexikon,

II,

p.

175, n"

17,

19,

27, 34, <1-43.

 

a tradição suméria é aceita e continuada. As atividades bélicas e políticas de Sumulailu constituem as, bases para a continuação de sua dinastia, que durante cerca de trezentos anos dominou a região. Seu filho Sabum (1780-1767 a.C) foi, provavelmente, o construtor da Esagila, o célebre templo de Babel dedicado a Mar-

a.C.) e seu neto

duk. fi Seu filho. Awilsin (1766-1749

Sinmuballit (1748-1729 a.C.) continuam a obra de con-

filho de Sinmuballit, o

solidação do reino. 7 Mas foi o

grande Hammurabi (1728-1686 a.C.), que levou a obra começada por Sumuaburn ao seu apogeu.

Hammurabi começou modestamente e conseguiu

manter-se, graças à sua tenacidade e grande habili- dade política, sabendo aproveitar, do melhor modo pos- sível, o jogo de pactos e alianças com os grandes reis contemporâneos e rivais, Rinsin de Larsa, èamáiadad de Assur e Zimrilim de Mari. Uma de suas primeiras preocupações foi a implantação do direito e da ordem

no país s , fundamento da unidade interna do

sétimo ano de seu reinado, conseguiu dominar ísin e Uruk 9 e outras regiões da parte oriental do Tigris. 10 Com grande paciência, autodòmínio e muito-tato polí-

tico, vai construindo por meio de suas vitórias e cqn- quistas, peça por peça, seu vast o içnpériò. Para o 31 17 ano de seu reinado a fórmula do ano anuncia: «Com confiança em Ánun e Enlil, que marcham à frente de seu exército, venceu, com a grande força que os gran- des deuses lhe deram, o país; de Emutbal e seu rei

Rimsin

. de». " A morte inesperada de ãamáiadad libertou Hammurabi da pressão de Assur e lhe deu mais liber- dade de ação. Agora Hamrrçurabi podia voltar toda a sua atenção para o seu antigo aliado Zimrilim de Mari. No ano 33' de seu Afinado conseguiu subjugar

reino. No

e colocou sob seu <|omínio Suméria e Aca-

6. Cf. Reallexikon,

II,

p.

176, n»

60.

7.

O

fato

que

o

filho

e

o

neto

de

Sumulailum

sejam

portadores

de

nomes

tipicamente

acádicos

mostra

como

os

novos

habitantes

assimilaram

rapidamente

a

cultura

acádica:

 

8. Na

fórmula

do

segundo

ano

lê-se:

"Ele

restabeleceu

o

direito

no

pais".

Cf.

A.

Ungnad,

art.

"Datenlisten",

em

Reallexikon

der

Assyriologie,

II,

p.

178,

104.

í). Cf. Reallexikon,

II,

p.

178, n»

100.

10. l>. 178,

II ,

II,

11. p.

Cf. Reallexikon,

Cf . Reallexikon,

n «

180, n»

112, 113.

133.

Zimrilim e fazer dele um vassalo seu. 12 E dois anos mais tarde, em uma tentativa de revolta, Hammurabi destrói a cidade-reino de Mari. 1:1 Assim, Hammurabi conseguiu novamente, depois dos dias do rei sumériõ êulgi (2046-1998 a.C.), reunir a Mesopotâmia desde

o Golfo Pérsico até o Deserto da Síria sob um só cetr<£.

A grande glória de Hammurabi não éi apenas a de

ser um rei vitorioso no campo de batalha, i Ele foi tam-

bém um exímio administrador público. Seus trabalhos de regulagem do curso do rio Eufrates e a construção de canais para a irrigação incrementaram grandemen- te a produção agrícola. Em sua política externa com os vencidos Hammurabi preocupou-se, sempre, em re-

construir as cidades conquistadas e em adornar rica- mente seus templos com tronos para os deuses, está- tuas e preciosos emblemas, tentando adquirir, deste modo, a confiança dos povos subjugados ao novo rei

•e senhor. Mas o que mais caracterizou Hammurabi e

fez dele talvez a maior figura de monarca do Oriente antigo foi ; o seu sentido de justiça. Sua imensa cor- respondência com os governadores de província, espe- cialmente com Siniddinam 14 de Sippar e com Samaè- hasir 15 , demonstra um esforço enorme e uma vonta- de incansável e insubornável de fazer reinar a justiça em seu reino. Ele mesmo fazia questão de ser a últi- ma instância nos casos de justiça e qualquer cidadão tinha o direito de recorrer ao rei. Na tentativa de criar um estado de direito, empreendeu a grande re- forma jurídica, de que ó célebre «Código de Hammu- rabi» é um testemunho eloqüente. Esta obra deu-lhe um nome imperecível na história universal. Hammu- rabi morria em 1686 deixando a seu filho e sucessor Samsuiluna uma gloriosa mas, ao mesmo tempo, difí- cil herança.

12.

Cf . Bealtexikon,

IX.

p.

180, n«

135.

13.

Cf . Reallexikon,

II.

p .

181,

n '

137.

A .

Ungua d

traduz

a

fórmul a

do

35?

ano:

"Au f

Geheiss

Anua

und

Enlils

vernichtete

er

die

Mauer

vou

Mari

und

die

Mauer

von

Malprü".

 

Cf.

tb.

H.

Schmókel,

Gesrhichte

 

dea

alten

Vor-

derasien,

p.

85-93.

14.

Cf.

A.

Ungnad,

Babylonische

Briefe

o« s

der

Zeit

der

Hammurabi-

Dynastie,

VA B

6,

Leipzig

1914.

 

15.

Cf.

F.

Thureau-Dangrin,

Lettreu

de

Hatn-murahi

a

Samashasir,

Paria

11124.

Infelizmente Samsuiluna (1685-1648 a.C.) e seus su- cessores não foram capazes de continuar a obra de Hammurabi. Em 1531 a.C., o rei hitita Mursili I sa- queou e incendiou a capital Babel. 10 O último descen- dente de Hammurabi, Samsuditana (1561-1531 a.C.), parece ter morrido durante o ataque hitita contra Babel. Mursili, contudo, não ocupou Babel; logo após a conquista regressou à sua pátria. O vácuo deixado foi, logo, preenchido pela invasão das hordas cassitas. 17

2. Hammurabi e a sua legislação 18

O texto do «Código de Hammurabi» foi conservado,

em sua quase totalidade, em uma esteia de diorito ne- gro com 2,25 m de altura, encontrada pela expedição arqueológica francesa de J. de Morgan nas escavações

da

acrópole da capital elamita, Susa, durante o invei*-

no

de 1901-1902 (dezembro-janeiro). 39 Essa esteia foi

levada para o museu do Louvre, onde se encontra atualmente. Na parte superior da esteia vê-se escul-

a imagem do rei, de pé e em

atitude reverente com a mão direita levantada, diante

de uma divindade, provavelmente o deus sol Sama§ 20 ,

que, sentado em seu trono, entrega ao rei as insígnias do poder real e o encarrega de estabelecer a justiça no país. A inscrição consta de cinqüenta e uma colu- nas escritas com sinais cuneiformes da época babilô- nica antiga. Na parte inferior da esteia, sete colunas, aproximadamente, foram raspadas, perdendo-se, deste modo, de 35 a 40 artigos legais. Acredita-se que os próprios elamitas, que sob o comando do rei Shu-

pido, em baixo-relevo,

 

16. Cf.

H.

Schmõkel,

Geachichte

dea o-ltcn

Vordera&ien,

p.

114.

17. Cf.

H.

Schmõkel,

Geachichte

des

alten

 

Vorderaaien,

p.

171ss,

E.

Cassin.

Babylonien

unter

den

Kaasiten

und

das

mittlere

assyrische

Reich,

em

Die

altorientaliachen

Reiche,

II,

Fiacher

Weltgeachichte,

 

3,

p.

9-70.

 

18.

Para

uma

introdução

mais

completa

 

ao

"Código

de

Hummurabi",

cf.

G.

B.

Driver-J.

C.

Miles,

 

The

Babylonian

Lawa,

vol.

I.

p.

1-53.

Para

uma

visão

geral

sobre

o

direito

cuneiforme

em

geral,

cf.

V.

Koroáec. KeilBchrif-

trecht,

em

Handbuch

der

Orientaliatik,

I,

vol.

suplementar

III,

Orienta-

liaches

Recht,

p.

94-219.

 
 

19.

A

antiga

localidade

 

de

Susa

está

situada

no

Iran.

cerca

de

260 km

ao

norte

do

atual

porto

petrolífero

de

Abadan

 

20.

Koroáec,

em

op.

cit.,

p.

95,

pensa

tratar-se

do

deus

Marduk.

Assim

também

interpreta

C.

J.

Gadd,

Ideaa

oi

Divine

Rule

in

the

Ancient

E-ast,

Londres

1948,

p.

90s.

 

truknahhunte invadiram a Babilônia pelo ano 1155 a.C.

como

Susa 21 , tenham raspado essas colunas. A divisão atual

em 282 parágrafos foi feita por Vincent Scheil, seu primeiro estudioso e editor, que em 1902 conseguiu identificá-la e traduzi-la em poucos meses de tra- balho. 22

O «Código de Hammurabi» não é o corpo legal mais antigo do Oriente Antigo. Muito antes dele, já Uru-

kagina de Lagaá, no terceiro milênio da era pré-cristã, tentara uma reforma legal e estabelecera algumas leis

e preceitos. 23 A língua suméria conhece ainda um ou- tro «código» anterior ao de Hammurabi, o «Código de

Lipit-Istar de'Isin (1875-1865 a.C.). 21 Em 1953 o su- meriólogo Samuel N. Kramer identificou um documen-

to legal sumário mais antigo ainda 25 , da época da ter-

ceira dinastia de Ur 2G , que ele traduziu e publicou no ano seguinte. 27 Trata-se de uma coleção de leis do

rei Ur-Nammu (aprox. 2050-2032 a.C.). Em língua acádica o «código» mais antigo, até hoje conhecido,

é o do rei Bilalama de ESnunna 2S , que reinou no sé- culo XI X a.C.

Embora o nome «código», dado pelo seu primeiro editor, seja comumente aceito, a obra legal de Ham- murabi não pode ser chamada «codificação» no sen- tido moderno do termo. A palavra «código», em seu sentido estrito, indica o resultado de uma coleção com- pleta de todo o direito vigente ou pelo menos de uma

e carregaram

a

esteia

presa

de

guerra

para

21. Cf. W. Hinz, Da a Reich Elam, Stuttgart

1964,

22.

A

Mémoirea

publicação

de

la

da

déUgation

transcrição

en

e

Perue,

tradução

vol.

X,

de

V .

Paris

p.

104.

Scheil

1908.

foi

feita

em

23.

Cf.

F.

Thureau-Dangrin,

Sumeriach-Akkadieche

Kdnigainaehriften

(VA B

I) ,

Leipzig

1907,

p.

43-69;

M.

Lambert,

Les

"reformes"

d'Urukagina,

Bevue

d'aasvriolog\e

60(1956),

p.

169-181.

 

24.

Cf.

JY.

E.

Steele,

The

Code

Lipit-Ishtar.

N.

Texts

Kramer

relating

coleção

de

to

of

American

apresenta

the

S.

É

N.

Cf.

Journal

tábua

oi

tradução

Teatament,

pe-

Die

ArchaeoTogy

62(1948),

p.

425-480.

S.

inglesa

em

Ancient

Near

Eaatern

Princeton

1955,

p.

169-161.

 

25.

Trata-se

da

tábua

w

3191

da

uma

Old

uma

Nippur.

quena

de

argila

seca

ao

sol,

medindo

20 x 10 cm.

Geschichte

beginnt

mit

Sumer,

p.

50.

Kramer,

Cf.

Cf.

kenstein,

Nammu.

28. Cf.

26.

27.

chter,

ches

262.

H.

S.

Schmõkel,

N.

Kramer.

Orientalia

Revue

NS

te s

zum

A.

Goetze,

Loie

Gesetz

Geschichte

of

des

Alten

Law

Code,

Cf.

169-177.

Eahnunna,

M.

Eánunna,

Vorderasien,

tb.

-with

E.

New

p.

52ss.

by

Ur-Namrtu

23(1954),

Fal-

d" Ur-

Szle-

San Nicolò, Rechtsgeschichtli-

258-

Orientalia

Appendix

Le

1956;

A.

40-51.

49(1955),

1964;

Paria

von

Szlechter,

Haven

NS

Code

E.

d'aaayriologie

The

d'ÈSmmna,

des

Lama

Bilalama

18(1949),

parte dele. Esta não foi, certamente, a intenção da obra de Hammürabi. Nota-se que alguns pontos da vida cotidiana não são tratados por Hammürabi, em- bora a praxe do dia-a-dia nos tribunais babilônicos conhecesse regras e leis que regulavam esses pontos omitidos por Hammürabi. À obra legal de Hammürabi tem um caráter bem marcante de reforma legal. Di- rige-se contra os abusos de seu tempo. Por isso, reto- ma apenas algumas tradições legais antigas comple- tando-as, tornando, às. vezes, mais rigorosas algumas penas, abolindo abusos, falsas interpretações, etc. 23 A obra de Hammürabi foi, sem dúvida, uma tentativa gigantesca de reformar e unificar o direito no seu reino. O «Código de Hammürabi» apresenta uma estrutura literária análoga à do «Código de Lipit-Istar» com sua divisão tripartida em prólogo, corpo legal e epí-

logo. No prólogo, escrito no <$Jaleto próprio do gênero épico, Hammürabi apresenta ^ como o soberano cha- mado pelos grandes deuses A0pn , Enlil, Samas e Mar- duk para fazer a justiça (iodaram) brilhar sobre o

país. 30 O

fala da finalidade da obra Hammürabi: «(Estas são) as prescrições de justiça, que Hammürabi, o rei

forte, estabeleceu e que fez Q país tomar um cami- nho seguro e uma direção 31 Acentua, também,

o grande alcance social de

«Para que o forte não oprima o fraco, para fazer jus- tiça ao órfão e à viúva, para proclamar o direito do

país

çãos para todos que respeitarem as prescrições da esteia e a maldição dos deuses para quem tentar abo- li-las. O corpo legal pode ser dividido, em linhas ge- rais, nos seguintes assuntos:

epílogo, escrito iguplmente em estilo épico,

obra, quando escreve:

»

02 O prólogo termina com o pedido de bên-

1. Leis

para

punir

possíveis

delitos

praticados

du-

rante

um

processo

judicial

(§§

1-5).

29.

Para

uma

exposição

 

mais

aprofundada

da

natureza

jurídica

da

legis-

lação

de' Hammürabi,

cf.

o

art.

"Keilschriítrecht"

de

V .

Koroèec,

em

Hand-

b-uch der Orientalietik,

X,

vol.

suplementar

III,

p.

49-219.

Cf.

tb.

H.

Pet-

schow, art. "Gesetze", em Reaüexikon

der

Assvriologie,

vol.

III,

p. 256-271».

30. Cf. Prólogo, ool. I. 27-29.

31. Cf. Epílogo, col. XLVIÍ. 1-8.

32.

Cf. Epílogo, col. XLVII ,

60-72.

2.

Leis

que

regulam

o

direito

patrimonial

 

(§§

6-

126).

3.

Leis que regulam

o

direito

de

família

e

as

he-

ranças

(§§

127-195).

4. Leis para punir

5. Leis que regulam os direitos e obrigações de clas-

lesões

corporais

(§§

196-214).

ses especiais:

 

a)

Médicos

(§§

215-223).

b)

Veterinários

(§§

224-

 

225).

c)

Barbeiros

(§§

226-227).

d)

Pedreiros

(§§

228-233). e)

Barqueiros

(§§

234-240).

 
 

6.

Leis

que regulam preços e salários (§ § 241-277).

7.

Leis adicionais

que regulam

a posse

de

escravos

(§§

278-282).

 

3.

A

sociedade babilônica na época de

Hammurabi

 

A estrutura da antiga sociedade nas diversas cidades- estados da Mesopotâmia do tempo dos ENS í 33 sumérios era baseada em um sistema de centralização tipo so- cial-teocrático. O templo do 'deus principal da cidade era o centro de toda a administração; o ENSÍ era, simplesmente, o representante da divindade. 34 O tem- plo, como centro do governo e da administração, rece- bia todo produto dos campos e do comércio, para, em

habitantes. 35 A institui-

seguida, distribuí-lo entre os

ção da realeza conservou, em si, a estrutura teocrá-

sociedade su-

tica. 30 O LUGAL = «rei» 37 , tanto na

mária como na semita, considerou-se, sempre, como um «chamado» pela divindade para governar o país. Na realidade, contudo, com o passai' dos anos, o pa- lácio foi se tornando, aos poucos, o centro administra-

33.

Sobre

a

figura

para

nóa

não

muito

clara

do

ENSÍ,

cf.

D.

O.

Edzard,

art.

"Herrscher" ,

era Reallexikon

der

Asayriologie,

IV ,

p .

337-338;

H .

Frank-

fort,

Kingahip

 

and

the

Gode,

Chicago

1948,

p.

221ss.

 

34.

Cf.

A.

L.

Oppenheim,

Ancient

Mesopotamia,

 

Chicago

1864,

p.

74ss;

H.

Schmõkel,

Kulturgeachichte

des

Alten

Orient,

 

Stuttgart

1961,

p.

85BS.

35.

Cf.

R.

Harris,

Organisation

and

Administralion

ot, the

Cloíater

in

Ancient

Babylonia,

Journal

oi

Economie

and

Social

History

of

the

Orient

6(1963),

121-157;

W .

Bollig-,

art.

"Gesellschaft",

em

Reallexiktm

der

Assy-

riologie,

III,

p.

234,

§

2.

36.

Cf.

H,

Frankfort,

op.

cit.,

p.

2J5ss.

Aliás,

no

início

da

chamada

"Lista

suméria

dos

reis"

pode-ae

ver

claramente

esta

mentalidade.

Cf.

trad.

ingl.

em

ANE T

265:

"When

Kingship

waa

lowered

from

heaven

"

37.

O

3umeriograma

LUGAL

significa

"liomem

grande".

 

tivo e político do país. Era o.lugar das grandes deci- sões, a última instância a que o cidadão podia apelar. No tempo de Hammurabi, principalmente, esse centra- lismo atingiu o seu auge. Hammurabi criou um siste- ma completo de governadores e altos funcionários que lhe permitiu um controle absoluto sobre todas as es- feras da vida pública do país 38 , como aliás se pode d-eduzir da inúmera correspondência do rei com seus

funcionários e de outros documentos

da

época. Ja

A sociedade babilônica no tempo de Hammurabi es- tava dividida em três classes sociais. O homem livre,

em posse de todos os direitos de cidadão, era chamado awllum. 10 Dessa camada social eram recrutados os funcionários, os escribas, os sacerdotes. A essa classe pertenciam também os profissionais independentes, os comerciantes, os camponeses e grande parte dos sol- dados. 11 Naturalmente, havia dentro da classe dos awllum toda uma gama de diferenças sociais desde os influentes governadores, altos funcionários, ricos co- merciantes até os pequenos camponeses ligados a uma obrigação feudal. A partir da época de Hammurabi aparece na sociedade babilônica uma classe intermé- dia entre os awllum e os escravos. Os membros desta classe são denominados no «Código de Hammurabi»

muskênum. 42 Não se conhece, ao certo,

função dessa class« na estrutura da sociedade babi- lônica. No tempo de Hammurabi formava, sem dúvi- da, a grande massa da população. Agrupava, prova- velmente, os pequenos arrendatários, os soldados mais simples, pastores, escravos libertos, etc. Muitos de- les ganhavam a vida alugando-se como trabalhador

a verdadeira

38.

Cf.

H.

Schmòkel,

Kulturgeachichte,

p.

94-97;

D.

O.

Edzard.

Die

altba-

bylonische

Zeit,

em

Die

Altorientaliachen

Reiche

[,

Fischer

Weltgeachichte,

p.

193-202.

 

39.

Cf.

A .

Ungnad,

Babylonische

Briefe

aus

der

Zeit

der

Hammurabi-

Dvnaatie,

VA B

6.

Leipzig

1914,

p.

3-64;

F.

Thureau-Dangin,

Lettrea

de

Hammurabi

à

Samaihaair,

Paris

1924;

G.

E.

Driver,

Lettera

of

the

First

Dynaaty,

The

Oriental

Institute

of

Chicago

3(1924),

I,

w

 

1-31.

40.

O

termo

acádico

awilum

significa

em

si

"homem".

Cf.

W .

von

So-

den,

Akkadiachea

HandiCôrterbuch,

vol.

I,

p.

90a.

 

41.

Cf.

W .

Rollig.

art.

"Gesellschaft",

em

Reallexikon

der

Assyriologic,

vol.

III,

p.

235;

H.

Schmòkel,

Kulturgeachichte

dea

Alten

Orient,

p.

38-46.

42.

N o

"Código

de

Hammurabi"

aparece,

em

geral,

o

sumeriograma

MAS.EN.GAG.

O

nome

muJkênum

entrou

na

língua

etiópica

e

árabe

com

o significado de "pobre".

O

termo

italiano

"meschino",

o

francês

"mes-

quin"

e

o

português

"mesquinho"

sofreram,

sem

dúvida,

por

meio

do

árabe,

influência

do

acádicO

muikênum.

 

Ifí

jornaleiro. 13 Em sua reforma legal Hammurabi preo-

cupa-se,

cura defender os seus direitos

ção ao salário

A camada ínfima da sociedade babilônica era for-

mada pelos escravos. Em geral, a sorte dos escravos dependia, em grande parte, do sentido humanitário dos senhores. Mas os escravos tinham na lei uma certa proteção. E a reforma de Hammurabi preocupou-se também com os direitos dos escravos. Hammurabi de- termina o limite máximo do tempo de serviço para aqueles que por dívidas eram obrigados à escravidão. 41 A um escravo, a reforma de Hammurabi dava o di-

e pro-

em rela-

também,

com

a

situação

dessa

classe

especialmente

que lhe é devido.

reit o d-e esposa r a filh a de um homem livre , e os fi - lhos deste casamento eram considerados livres. 43 Ham- murabi determina, outrossim, como proceder a divisão da herança em tais matrimônios. 16 A legislação de Hammurabi admitia uma certa diferença entre os vá- rios tipos de escravos. A escrava que gerava filhos em lugar da esposa principal, por exemplo, gozava na so- ciedade babilônica de uma situação privilegiada aceita

e protegida pela reforma de Hammurabi. 47 Os mais

infelizes entre os escravos eram, sem dúvida, os pri-

sioneiros

A família era a unidade menor da sociedade e re-

presentava um papel central, como cerne da estrutu- tura social babilônica. Vigorava o sistema patriarcal. Embora a poligamia fosse permitida, o matrimônio ex-a, de certo modo, monogãmico; só uma mulher po- dia ter o título e os direitos plenos da esposa. 49 No esforço de reforma de Hammurabi vê-se, claramente, uma grande preocupação do legislador em salvaguar-

de guerra trazidos

para a

Babilônia. 48

43. Cf. H. Schmôkel, Kulturgesckickte

dea A.O.,

p.

42s.

44. Cf. acima,

§

117.

45. Cf. acima,

§

175.

46. Cf.

acima, S 176.

 

47. Cf. acima.

§ 146-147.

48.

Se

um

mercador

babilôçico

encontrasse,

durante

sua

expedição

comer-

cial,

um

escravo

babilõnico,

devia

redimi-lo.

A

legislação de Hammurabi

determina

do

a

resgate:

ordem

cf,

§

das pessoas obrigadas

32.

a reembolsar o mercador pelo preço

49.

Havia

algumas

exceções,

onde

era

permitido

uma

segunda

esposa:

cf.

§

141;

145;

148.

O

homem

podia

ter

outras

concubinas,

mas

a

sua

primeira

mulher

tinha

o

atatus

de

esposa.

Cf.

H.

Schmôkel,

Kulturgeachiehte

des

Alten

Orient,

p.

29ss;

A.

L.

Oppenheim,

Ancient

Meaopotamia,

p.

77.

dar os direitos da esposa contra a arbitrariedade do

e dos filhos. Geralmente era o pai que esco-

lhia a esposa para o seu filho e pagava o terhatum, isto é: a quantia exigida pelo pai da noiva como com-

pensação pela perda da filha. As famílias mais ricas ajuntavam ao terhatum um presente nupcial comple- mentar chamado em acádico biblum. Saindo da casa de seu pai, a esposa levava consigo um dote — deno- minado em acádico seriktum — que permanecia du- rante o matrimônio propriedade da esposa e depois de sua morte era dado aos filhos ou" voltava à casa de seu pai, caso essa esposa morresse sem deixar filhos. Após as formalidades do pagamento do terhatum era redigido o contrato matrimonial, considerado na re- forma de Hammurabi como «conditio sine qua non» para a validade do matrimônio. 50 A Babilônia conhe- cia, também, o costume da filiação adotiva. Os pro- blemas ligados a tal costume são largamente trata- dos na legislação de Hammurabi. 51

No tempo de Hammurabi o comércio era, sem dú- vida, supervisionado e regulamentado pelo palácio. Mas as transações comerciais estavam, de fato, nas mãos

do tamkãrüm. 52 As diversas mercadorias eram trans- portadas por via marítima pelo Eufrates ou em cara- vanas e atingiam as localidades mais distantes do mun- do então conhecido. Com o grande desenvolvimento da vida comercial na época de Hammurabi, o tamkãrüm se tornou mais uma espécie de banqueiro que finan- ciava a expedição comercial por meio de uma socieda- de (tappütum) ou enviava um agente seu (samallüm) com capital para as diversas transações ou com mer-

cadorias para

divididos após a viagem de acordo com o contrato fei- to antes da partida. O pequeno comércio varejista era explorado pela taberneira, que vendia não apenas bebi- das, mas tudo o que era necessário para o dia-a-dia.

marido

vender. 53 Os lucros ou prejuízos eram

50. Cf.

|

128.

El. Cf.

§ 185-193.

Cf.

tb.

M.

David,

art.

"Adoption",

em

Reallexikon

der

Assuriologie,

I,

p.

37-39.

52. Cf.

~W. F.

Leemans,

art.

"Handel",

em

Reallexikon

der

Assyriologie

IV,

p.

76ss.

53. Cf.

§

88-107.

Aqui

Hammurabi

preocupa-se,

especialmente,

com

o

peri-

go

de

fraude

quer

por

parte

do

tamkarum

como

por

parte

do

Samallüm.

1. Prólogo

CoL I

rei dos Anunnaki(e )

Quando o sublime Anum Enlil o senhor do céu

e da terra,

aquele que deter-

mina o destino do país, assinalaram a Marduk \ filho primogênito de Ea 5 , a dignidade de Enlil 8 sobre to-

10

dos os homens, (quando) eles o glorificaram entre os Igigi 7 , (quando) eles pronunciaram o nome 8 sublime de Babel ,J (e) a fizeram poderosa no universo, (quan-

1.

a Anum

cujo

sumeriograma

AN

pode

também

significar

"céu"

ou

"deus"

em

geral

é

a

divindade

suprema

do

Panteão

sumério,

aceito

tb.

como

tal

pelos

povos

semitas

—• acádicos,

babilônios

e

assírios

que

se

estabeleceram

na

Mesopotâmia

 

(cf.

D.

O.

Edzard,

art.

"AN" ,

em

Worter-

buch

der

Mythologie,

vol.

I,

p.

40;

E ,

Dhorme,

Lea

Religiona

de

Babylonie

et

d'Asayrie,

Paris

1949,

p.

22-26;

45-48).

 

2.

d Anunnaki:

inicialmente

uma

expressão

 

coletiva

para

designar

todos

os

deuses,

mais

tarde,

em

contraposição

aos

Igigu,

passou

a

designar

ape-

nas

os

deuses

da

terra

(cf.

D.

O.

Edzard,

art.

"Anunna",

em

 

Worterbuch

der

Mj/tholoffie,

I,

p.

42).

É

pra-

 

3.

"'Enlil:

o

sumeriograma

EN.Ll-L

significa

"Senhor

do

vento".

ticamente

o

"chefe

executivo"

do

Panteão

sumério.

Seu

templo

principal

ficava

na

cidade

de

Nippur

(cf.

F.

Notscher,

em

Reallexikon

der

Aaayrio-

logie,

vol.

XI,

p .

382-387;

D.

O.

Edzard,

Wortb.

der

Mythologie,

I,

p.

59-61).

 

4.

"VMarduk:

era

o

deus

nacional

 

de

Babel.

A

menção

mais

antiga

deste

deus

encontra-se

aqui

no

prólogo

do

Código

de

Hammürabi.

A

ascensão

de

Marduk

a

deus

nacional

deu-se

com

a

hegemonia

de

Babel

sob

a

dinas-

tia

de

Hammürabi.

O

poema

babiiônico

da

criação

"Enuma

elií"

foi

com-

posto

como

justificativa

teológica

desta

supremacia

de

Marduk

(cf.

D.

O.

Edzard,

art.

"Marduk",

em

Wõrtb.

der,

Mythologie,

I,

p.

96;

E.

Dhorme,

Leu

Religiona,

p.

139-150;

168-170).

 
 

5.

d Ea,

também

chamado

Enki,

é

o

deus

da' sabedoria

e

da

magia.

Ea

erã

o

senhor

do

Abzu,

isto

é:

das

águas

doces.

Era

considerado

o

pai

de

Marduk

(cf.

 

E.

Ebeling,

art.

"Enki" ,

em

Reallexikon

der

Aaayriologie,

II,

p.

374-379;

D.

O. Edzard,

art.

"Enki",

em

Wõrtb.

der

Mythologie,

 

I,

p.

66).

6. A

expressão

acádica

ellilutum

indicava

a

dignidade

e

ao

mesmo

tempo

as

funções

de

Enlil.

7.

deuses

d Igigi:

do

era

céu

uma

(cf .

D .

designação

O.

Edzard,

babilõnica

Worterbuch

coletiva

der

para

indicar

os

Mythologie,

vol.

I,

grandes

80^

p .

E.

Dhorme,

Lea

Religions

de

Babylonie

et

d'Ãéayrie,

p.

45-47).

8. Quando

os

deuses

pronunciavam

o

nome

alguma

coisa,

eles

a

cria-

vam.

Uma

coisa

sem

nome

pertencia

ao

caos,

Cra

inexistente

para

a

men-

talidade

sumério-babilôniea.

Cf.

G.

Contenau,

IAL Magie

chez lea Aaayriena

et

lea

Babyloniena,

Paris

1947,

p.

127-185.

 

9.

A

cidade

Babel

aqui

expressa

pelo

sumeriograma

KA. DINGIR. ít A

= "porta

de

deus"

era

a

capital

do

reino

de Hammürabi

(cf.

E.

XJnger,

art.

Oppenfaeim,

Geachichte

"Babylon",

Áncient

em

Reallexikon

der

Aaayriologie,

Chicago

1964,

Hetteniamita,

vol.

I,

p.

330-369;

A .

p.

I/.

Moortgat,

297-300).

A.

Meaopotamia,

bis

zum

Vorderaaiena

p.

München

109-125;

1950,

do) estabeleceram para ele (Marduk) em seu meio

20

uma realeza eterna, cujos fundamentos são firmes co- mo o céu e a terra, naquele dia Anum e Enlil pronun- ciaram o meu nome, para alegrar os homens, Hammu-