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LICITAÇÕES PÚBLICAS

1. INTRODUÇÃO

 Quando um cidadão efetua uma compra economicamente relevante, ele, mesmo que de forma intuitiva,
realiza procedimentos de planejamento e seleção do objeto pretendido, antes da contratação. Antes da
aquisição de um automóvel, por exemplo, ele identifica sua necessidade, define o objeto apto a tal satisfação,
afere os eventuais custos, avalia sua disponibilidade financeira e, por fim, seleciona, no mercado, a melhor
proposta para a aquisição daquele bem. A Administração, em suas contratações, precisa realizar ações
semelhantes. Para tanto, em razão da indisponibilidade do interesse público, buscando consagrar a isonomia
e a impessoalidade, o legislador optou por estabelecer procedimentos formais prévios para a realização
dessa contratação, objetivando a escolha da melhor proposta possível. A esse procedimento chamamos
licitação. As licitações públicas, portanto, são procedimentos através dos quais se executa uma compra
pública. Trata-se, portanto, de uma atividade instrumental para realização do serviço público.

 As licitações públicas possuem grande relevância política (instrumentos meta-jurídicos – meio ambiente,
comércio internacional, diplomacia etc), econômica e jurídica.

 O fenômeno das licitações públicas interliga-se com três fatores, que constituem vértices do processo
licitatório:
 Transparência
 Eficiência
 Combate à corrupção

2. CONCEITO

 Procedimento prévio de seleção por meio do qual a Administração, mediante critérios previamente
estabelecidos, isonômicos, abertos ao público e fomentadores da competitividade, busca escolher a melhor
alternativa para a celebração de um contrato.

 Trata-se de um procedimento, isto é, encadeamento de atos e fatos administrativos, que começa com
a detecção de uma necessidade pública e vai até a iminência da celebração de um contrato
administrativo.
 O edital não pode conter elementos que restrinjam a concorrência.

3. BASES CONSTITUCIONAIS

 Conceito central da concretização da ideia de República. Dentro da ideia de República, encontra-se o


conceito de isonomia, dentro do qual, por sua vez, encontra-se o direito de acesso aos mercados públicos,
para o qual as licitações públicas são ferramentas.

 Art. 22, XXVII, CF: Outorga à União a competência privativa para legislar sobre “normas gerais de
licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e
fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para
as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1º, III”.

 A competência privativa para legislar da União se restringe às normas gerais. Por conta disso, os
demais entes federativos podem legislar sobre normas específicas em licitações e contratação.
 Naquilo que é geral, a lei federal que tratar sobre licitações possui caráter nacional, aplicando-se a
todos os entes da Federação. Naquilo que remete a especificidades, regula apenas o campo federal.
 Em todos os casos, se o ente federado não houver expedido qualquer norma específica em seu
âmbito, a legislação federal lhe será aplicável integralmente.

Obs. A doutrina majoritária costuma definir que normas gerais são somente aquelas que estabelecem os
fundamentos da licitação, seus princípios e suas diretrizes, definindo preceitos de aplicação genérica. Ocorre
que a matéria, em termos de licitação, ganha uma controvérsia doutrinária de grandes proporções, haja vista
o fato de não haver consenso acerca de quais as normas da lei federal que podem ser consideradas gerais e
quais as que definem regras específicas.

 Art. 37, XXI, CF. Ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e
alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a
todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições
efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e
econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.

 No âmbito federal, existem, atualmente, duas leis gerais de licitações: Lei 8.666/93 (principal) e Lei
10.520/02 (Lei do Pregão), bem como duas leis que tratam acerca de contratos administrativos (Lei
8.987/95 e Lei 11.079/04). Também é considerada norma geral de licitações e contratos a lei que trata do
regime diferenciado de contratações da Copa do Mundo de 2014, da Copa das Confederações e dos Jogos
Olímpicos e Paralímpicos de 2016 (Lei 12.462/11). Além disso, o legislador tem criado normas gerais para
tratar de contratos específicos, como é o caso da Lei 12.232/10, que dispõe acerca do procedimento
licitatório e das contratações realizadas por intermédio de agências de propaganda.

* Mesmo nas disposições da Lei 8.666/93, a jurisprudência do STF reconhece que alguns dispositivos
extrapolam o caráter de norma geral e definem regras específicas de licitação.

4. OBJETO

 O objeto é o alvo da licitação, o que vai ser contratado (obras, serviços, alienações, concessões,
publicidade, construção, reformas, aquisições etc).

 Deve ser claro e tão detalhado quanto possível no edital. Se houve qualquer dúvida quanto ao objeto, a
licitação é nula.

 O objeto da licitação pode ser dividido 2 grandes grupos, segundo a lei de licitação:
 Obras de engenharia e reforma;
 Bens e serviço.

5. FINALIDADES

 O art. 3º da Lei 8.666/93, atualmente, define existirem três finalidades na realização do procedimento
licitatório:
 Busca pela melhor proposta (eficiência): Finalidade imediata. Análise da melhor relação custo-
benefício.
 Isonomia: Finalidade mediata. Assegura a qualquer pessoa que tenha interesse e cumpra os
requisitos de lei para contratar com o poder público a oportunidade de concorrer, em igualdade de
condições, com os demais interessados (direito ao mercado público).
 Garantia do desenvolvimento nacional: Finalidade acrescentada pela Lei 12.349/10.
Obs. Não há hierarquia ou preferência entre essas finalidades; todas têm relevância idêntica. Não pode o ente
público, por exemplo, violar a garantia da isonomia a pretexto de contratar a melhor proposta. O ente público
deve compatibilizar esses escopos todas as vezes que der início a um procedimento de licitação.

6. DESTINATÁRIOS

 Poder Público: Art. 1º, p. único, Lei 8.666/93.


 Licitantes: A estes também compete a obediência às regras licitatórias dispostas pela legislação,
obrigação que se transveste em direito público subjetivo à fiel observância do pertinente
procedimento estabelecido na lei (art. 4º, Lei 8.666/93). Esse direito pode ser exigido administrativa
ou judicialmente. Da mesma forma, quando realizada sua prestação, o licitante contratado tem o
direito de ver respeitada a ordem cronológica dos pagamentos (art. 5º) e de ter resguardada a
condição econômica de sua proposta.
 Cidadãos: Buscando fortalecer a participação e o controle social, a Lei 8.666/93 estabelece direitos
aos cidadãos, permitindo-lhes a interferência no procedimento licitatório. Pode o cidadão (mesmo
não sendo licitante) acompanhar o desenvolvimento do procedimento, desde que não interfira de
modo a perturbar ou impedir a realização de trabalhos (art. 4º, Lei 8.666/93); ter acesso a
informações contratuais, como os quantitativos e os preços unitários de determinada obra executada
(art. 7º, § 8º); impugnar administrativamente o edital (art. 41, § 1º) ou os preços registrados (art.
15, § 6º).

7. PRINCÍPIOS

 O procedimento licitatório deve observar:


 Os princípios constitucionais aplicáveis à Administração Pública, sejam os expressos no art. 37,
caput, e demais dispositivos da CF, sejam os implícitos no ordenamento jurídico;
 Princípios específicos, aplicáveis de forma direta às licitações públicas.

 Princípios constitucionais:
 Legalidade: Subordinação da ação do administrador, em função do que estabelece a lei, de forma
que ele só pode agir nos moldes e limites estabelecidos pela legislação, fazendo apenas o que a lei
expressamente autorizar ou determinar. Em outras palavras, processo de licitação é completamente
vinculado, para garantir os objetivos mencionados (desenvolvimento nacional sustentável, proposta
mais vantajosa e isonomia).
 Impessoalidade: Repele e abomina favoritismos e restrições indevidas, exigindo tratamento
equânime e marcado pela neutralidade. Desdobra-se em uma série de condutas basicamente que vão
exigir a máxima participação possível (nenhum contrato administrativo pode levar a discriminação
entre os licitantes; o número de licitantes deve ser o maior possível; só nos casos absolutamente
exigíveis, pode-se reduzir o número de licitantes).
 Moralidade: Exige que a ação da administração seja ética e respeite os valores jurídicos e morais.
 Publicidade: Exigência de transparência na licitação pública (procedimento, critérios de julgamento,
regras contratuais). Tem que ser ampla, inclusive para quem não é licitante. Para atender a esse
principio, a administração publica pode ser obrigada a fazer audiências públicas antes da realização
da licitação.
 Eficiência: Conduz a administração pública na busca da melhor proposta (vantajosidade –
maximização da relação custo-benefício).

 Princípios específicos:
 Princípio da vinculação ao instrumento convocatório: Exige que a licitação pública seja
completamente regrada pelo seu edital ou carta convite. O edital é a “lei” interna da licitação, e deve
definir tudo o que for importante para o certamente, vinculando os licitantes e a Administração
Pública à sua observância. Diz “lei” entre aspas porque, em verdade, o edital não é lei, e sim ato
administrativo, submisso à lei. Ainda que os licitantes todos concordem, nada pode ser decidido para
além do edital, do contrário pode tornar o procedimento inválido. A elaboração do edital pela
Administração Pública é livre e discricionária, na busca por satisfazer os interesses da coletividade;
todavia, após a sua publicação, a Administração fica vinculada àquilo que foi publicado. Ou seja, a
discricionariedade administrativa se encerra com a elaboração do edital e, uma vez publicado, seu
cumprimento é imperativo.
 Princípio do julgamento objetivo: Requer que todo procedimento seja aferido com base em
critérios objetivos, até mesmo em situações de desempate. O edital deve estabelecer, de forma
precisa e clara, qual critério será usado para seleção da proposta vencedora.

8. MODALIDADES

 São os ritos de realização de um procedimento licitatório, ou seja, como se processa uma licitação.

 Não se confundem com os tipos de licitação, que tratam de técnicas de avaliação ou critério de
julgamento de uma licitação.

 Podem ser dividas em dois grandes grupos:


 Pelo preço do objeto contratual: A definição de valor toma por base a amplitude de competição
garantida em cada espécie licitatória. As modalidades em que a competição é mais ampla são mais
rigorosas em seu procedimento, enquanto aquelas que restringem a participação de licitantes têm
procedimento mais simplificado. Entenda-se, quanto mais simples a modalidade, mais restrita a
competição e menor o valor das contratações que podem ser feitas por meio dela.
 Pela natureza do objeto contratual: Sendo caro ou barato, determinados objetos só podem ser
adquiridos por determinada modalidade licitatória.

 O texto legal expressamente dispõe que é vedada a criação de novas modalidades licitatórias ou a
combinação das modalidades já existentes, a não ser por nova lei.

Modalidades que variam de acordo com o valor do objeto

 As modalidades licitatórias de acordo com o valor dividem-se em três: (Art. 23, Lei 8.999/93)
 Convite: Entre R$15.000,00 e R$150.000,00, no caso de obras de engenharia e reforma; entre
R$8.000,00 e R$80.000,00 para compras em geral.
 Tomada de preços: Entre R$150.000,00 e R$1.500.000,00, no caso de obras de engenharia e
reforma; entre R$80.000,00 e R$650.000,00 para compras em geral.
 Concorrência pública: Acima de R$1.500.000,00, no caso de obras de engenharia e reforma; acima
de R$650.000,00 para compras em geral.

OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA


Convite < R$150.000,00 > Tomada de preços < R$1.500.000,00 > Concorrência

COMPRAS E SERVIÇOS (EXCETO DE ENGENHARIA)


Convite < R$80.000,00 > Tomada de preços < R$650.000,00 > Concorrência
Obs. É admitida a atualização desses valores pelo Poder Executivo Federal, desde que observada a variação
geral dos preços de mercado.

 Antes de publicar o edital, sabemos o valor – e, consequentemente, a modalidade licitatória – através de


uma pesquisa na fase interna da licitação. Se as propostas chegam com valor superior à margem esperada,
deve ser reaberta uma nova licitação. Posso fazer a modalidade mais complexa no lugar da menos complexa
(“a modalidade que pode o mais, pode o menos”), mas o inverso não é verdadeiro. Em outras palavras, nos
casos em que couber convite, a Administração poderá utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a
concorrência. O raciocínio inverso não é admitido, de forma que a modalidade convite não pode ser utilizada
para uma contratação de valor compatível com a modalidade concorrência.

 A avaliação dos valores é feita pelo total do exercício financeiro. A prática do fracionamento da despesa
(divisão do objeto com a intenção de se utilizar modalidade licitatória mais simples em detrimento da mais
rigorosa que seria obrigatória, caso a compra fosse feita de uma única vez) é ilícita. Constitui crime
licitatório, sem prejuízo das sanções administrativas e cíveis cabíveis pelo mesmo fato.
Ex: 3 máquinas de xerox = Tomada de preços; não pode fazer 3 cartas convites.

Obs1. Em algumas situações, até mesmo por questões orçamentárias, a Adm. Pública, ao longo do exercício
financeiro, opta pela realização de várias licitações públicas para o mesmo objeto. Tal situação é admitida,
sendo somente necessária a utilização da modalidade mais rigorosa para cada um destes procedimentos.
Portanto, caso o Poder Público tenha a necessidade de adquirir 30 veículos, pode fazer a compra de cada um
individualmente, desde que utiliza a modalidade licitatória cabível para a aquisição de todos eles, analisados
conjuntamente.
Obs2. Excepcionalmente, o texto da lei define que é possível o parcelamento e a utilização de modalidade
mais simples, sempre que se tratar de parcelas de natureza específica que devam ser executadas por pessoas
diversas daquela que está executando a obra ou prestando o serviço principal.

a) Concorrência pública
 Uso: Modalidade mais complexa e utilizada, via de regra, para maiores contratações (mas pode ser
utilizada para qualquer valor – “a modalidade que pode o mais, pode o menos”).
 Sujeitos: Utilizada para quaisquer interessados que preencham os requisitos estabelecidos no edital.
A amplitude de participantes é a maior característica da concorrência.
 Intervalo mínimo: Entre a publicação do edital e abertura e julgamento das propostas, pode ocorrer
um prazo de 30 dias (para concorrência do tipo menor preço ou maior lance) ou 45 dias (para
concorrência do tipo melhor técnica ou técnica e preço), para dar tempo dos potenciais licitantes
prepararem suas propostas de acordo com o edital.
 Publicação: Deve ser anunciada em jornal de grande circulação nacional. Se tiver verba federal,
exclusivamente ou em parceria com outros órgãos, tem que ser anunciada também no Diário Oficial
da União. Se tive verba estadual, no Diário Oficial do Estado.

b) Tomada de preços
 Uso: Procedimento de menos complexidade, em relação à concorrência. Possível para contratos de
valores médios, ou seja, aqueles acima do limite do convite e abaixo do limite da concorrência.
 Sujeitos: Só é acessível aos licitantes previamente cadastrados na repartição – exame de
admissibilidade prévio –, para agilizar o julgamento. Qualquer interessado, até 3 dias antes da sessão
de recebimento das propostas, pode pedir para arquivar seus documentos na repartição (esse prazo se
refere à apresentação da documentação necessária ao cadastramento; eventual demora da
Administração, na ação de cadastrar o licitante interessado, não pode prejudicar sua participação no
certame).
 Intervalo mínimo: O prazo entre a publicação do edital e abertura e julgamento das propostas pode
ser de 15 dias (para tomada de preço do tipo menor preço ou maior lance) ou 30 dias (para tomada
de preço do tipo melhor técnica ou técnica e preço), pois demanda propostas menos complexas.
 Publicação

c) Convite ou carta convite


 Uso: Modalidade com procedimento de formalidades reduzidas utilizada para relações negociais de
valores mais baixos.
 Sujeitos: A rigor, não há um edital. A peça que vai servir de diretriz à licitação é uma carta convite,
expedida pela administração publica para pelo menos 3 potenciais licitantes previamente cadastrados
na repartição pública – não precisa receber 3 propostas válidas, e sim expedir; todavia, em nome do
principio da eficiência, a administração publica pode avaliar a economicidade (relação custo-
benefício) dessas propostas, podendo cancelar a licitação se achar conveniente. Mas nada impede
que outra pessoa que tome conhecimento delas peça seu cadastro na respectiva repartição pública,
desde que atendam às condições editalícias de cadastramento, até o terceiro dia anterior à data do
recebimento das propostas.
 Intervalo mínimo: O prazo da carta convite é de 5 dias úteis, independentemente do tipo de
licitação utilizado.
 Publicação: Dispensa a publicação de edital em diário oficial ou jornal, mas a lei exige que a
unidade administrativa afixe, em lugar adequado, uma cópia do instrumento convocatório.

Modalidades que variam de acordo com o natureza do objeto

a) Concorrência pública
 Independentemente do valor do negócio, a concorrência se faz obrigatória na celebração de
determinados contratos, em razão da importância conferida:
a) Alienação ou aquisição de imóveis pela Administração Pública. [Nota! Se o imóvel alienado tiver
sido adquirido por dação em pagamento ou decisão judicial pode-se celebrar este contrato de
alienação mediante licitação na modalidade concorrência ou leilão (art. 19, Lei 8.666/93)]
b) Contrato de concessão de serviço público.
c) Concessão de direito real de uso.
d) Contratos de obra celebrados por meio de empreitada integral.
e) Licitações internacionais.
f) Serviços de publicidade.
g) Serviços de informática.

b) Leilão
 Destina-se a alienação de bens móveis.
Ex: Leilão da Receita Federal de bens apreendidos; leilão de bens que não interessam mais à
Administração etc.
 Processa-se com cada licitante fazendo a sua oferta; quem der mais, leva o objeto da licitação.
 O leilão tratado na Lei 8.666 não é o leilão judicial, e sim administrativo.
 Pode ser cometido a leiloeiro oficial ou a servidor designado pela Administração, procedendo-se na
forma da legislação pertinente.

c) Concurso
 Destina-se a aquisição normalmente de projetos ou bens cuja natureza é eminentemente
intelectual.
Ex: Compra de projeto arquitetônico, obras de arte, design de logotipo, feitura de um hino etc.
 Aos vencedores são oferecidos prêmios ou remunerações, conforme critérios apresentados pelo
edital. Não importa o preço de produção do objeto, o prêmio é fixo.
 Julgado por uma banca (que pode ser composta por especialistas externos), e não por uma comissão
de licitação.
 Não é obrigatória a utilização dos tipos de licitação estabelecidos na Lei 8.666/93 (menor preço,
melhor técnica, melhor técnica e preço e maior lance ou oferta).
 Vale salientar que essas aquisições em matéria artística sempre podem ser adquiridas sem licitação.

Importante! Não tem nada a ver com concurso para provimento de cargo público. O concurso público visa
provimento de cargos públicos ou de empregos na estrutura da Administração Direta e Indireta e o sujeito
selecionado se torna agente público, estabelecendo vínculo de trabalho com o ente público. Por sua vez, a
licitação visa, mediante procedimento regularmente instituído por lei, a escolha de trabalho técnico, artístico
ou científico, mediante o pagamento de prêmio ao vencedor, não havendo qualquer preenchimento de cargos
ou contratação de empregado.

d) Pregão
 Sistema inverso do leilão.
 Destina-se a aquisição de bens simples, de baixa complexidade.
 Em lances orais, os fornecedores vão diminuindo suas ofertas de preço e aquele que pedir menos
leva.
 Adota-se a figura do pregoeiro, em vez de uma comissão de licitação, designado entre os servidores
do órgão ou entidade promotora da licitação.
 Pode ser feito de maneira presencial ou por via informática (pregão eletrônico).
 Permite a inversão das fases da licitação. A fase de disputa de preços (propostas) é anterior à fase de
habilitação. Apenas serão analisados os documentos de habilitação do licitante que apresentou a
melhor proposta. Em caso de não aceitação da proposta ou desatendimento das condições
habilitatórias, o pregoeiro examinará as ofertas subsequentes e a qualificação dos licitantes, na
ordem de classificação, até a apuração de uma que atenda ao edital, sendo o respectivo licitante
declarado vencedor.

9. SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS (SRP)

 Instrumento que facilita a atuação da Administração em relação a futuras contratações. Não tem como
objetivo imediato a contração. Seu objetivo é o registro formal de preços, o qual pode produzir (ou não)
futuras contratações.

 Utilizando esse procedimento, pode-se abrir um certame licitatório em que o vencedor terá seus preços
registrados para que posteriores necessidades de obtenção dos bens e serviços sejam dirigidas diretamente a
ele, de acordo com os preços aferidos. Vale salientar que o órgão não assume o compromisso efetivo de
contratação em relação ao licitante que tem seus preços registrados, embora ele adquira a preferência de
contratação, em igualdade de condições.

 A seleção de licitantes será feita através das modalidades concorrência ou pregão, convocando-se os
selecionados para assinar a “ata de registro de preços”, que terá vigência de até 12 meses.

10. TIPOS

 São técnicas de apreciação de julgamento das licitações.


a) Menor preço:
 Tipo mais empregado, adequado para objetos licitatórios menos complexos.
 Cada licitante terá dois envelopes – um com a documentação e outro com a proposta de preço.
Normalmente, abre-se o envelope de documentos na sessão pública; se todos estiverem corretos,
abre o envelope de preço e faz um ranking dos preços. Dessa forma, a autoridade pública julga única
e exclusivamente o valor da proposta. Só é adequado para objetos licitatórios menos complexos. O
que garante que essa avaliação seja objetiva é o edital, descrevendo bem o que vai ser adquirido para
que não haja disparidades entre as ofertas.
Obs: Normalmente, a Administração deve fazer pelo menor preço individual e não global da proposta. Por
exemplo, se está licitante para comprar lápis, borracha e papel, pode comprar o lápis da livraria A, a borracha
da livraria B e o papel da livraria C.
Obs2: A Adm. Pública não está obrigada a comprar o produto de menor preço. Se ela entender que o preço é
inexequível, pode desclassificar o licitante.
Obs3: O melhor preço não pode ser confundido com o menor valor monetário, pois existem hipóteses em
que pagar o valor mais elevado propiciará a Administração Pública vantagens maiores.

b) Melhor técnica:
 Utilizada quando se têm objetos que requerem algum tipo de planejamento, projeto.
 Cada licitante vai oferecer 3 envelopes: um com a documentação, outro com a proposta de preço e
outro com a proposta técnica.
 Abre-se primeiro os envelopes dos documentos. Em seguida, são abertas as propostas técnicas dos
licitantes habilitados, sendo realizada uma classificação de acordo com os critérios pertinentes e
adequados ao objeto licitado, sendo ainda possível desclassificação pela não consecução de
pontuação mínima. Após tal classificação, proceder-se-á à abertura dos envelopes de preços dos
licitantes classificados em suas propostas técnicas. Verificados os preços praticados, é chamado o
candidato melhor classificado na apresentação das propostas técnicas, para negociação do preço,
tendo como parâmetro a proposta de menor preço entre os licitantes que obtiveram a valorização
mínima (isto é, o menor preço proposto será o limite a ser pago pelo Poder Público), procedimento
que será feito, sucessivamente, pela ordem de classificação, até a consecução de acordo para a
contratação.

c) Técnica e preço:
 Cada licitante oferece também 3 envelopes: documentos, técnica e preço.
 Há uma avaliação única dos dois tipos diferentes de propostas (preço e técnica), realizando-se uma
média ponderada, conforme as valorizações das .propostas, para a indicação do vencedor.
 Deve ser evitado o estabelecimento de peso excessivamente elevado para a pontuação técnica, em
detrimento à de preço, sem justificativa plausível, assim como critérios subjetivos de julgamento das
propostas.

d) Maior lance ou oferta: O licitante deve oferecer proposta (lance) com o maior valor possível, tendo
como parâmetro mínimo o valor da avaliação.

11. PROCEDIMENTO LICITATÓRIO

 A licitação, como procedimento formal, caracteriza-se por trâmites que devem ser respeitados pelo gestor,
como precedentes necessários à contratação pretendida. A melhor doutrina costuma dividir esse
procedimento em fase interna e fase externa, separadas pela publicação do edital.

11.1. FASE INTERNA


 Nela é estabelecida a construção dos elementos que regram as condições do ato convocatório, antes de
trazê-las ao conhecimento público. Dessa forma, compreende todos os atos de planejamento. A realização de
uma boa fase interna é fundamental para a realização da fase externa. A Constituição Federal, no seu art.
174, diz que o planejamento é obrigatório para o setor público e indicativo para o setor privado.

 São identificados, na legislação, vários momentos formais necessários, na tramitação interna do


procedimento licitatório:
 Solicitação da contratação, pelo setor interessado: Começa com a identificação de uma necessidade
pública, requerendo, através de um memorando para o setor competente, o suprimento daquela
necessidade.
 Confecção e aprovação do projeto básico ou termo de referência (no pregão) e, quando for o caso,
do projeto executivo;
 Pesquisa de preços: Estimativa dos gastos necessários para a contratação. Garante a adequação do
procedimento da fase externa, o controle dos preços e a boa descrição do objeto da licitação.
 Indicação dos recursos orçamentários e a adequação da despesa às exigências da' Lei de
Responsabilidade Fiscal;
 Designação da comissão ou do pregoeiro;
 Elaboração da minuta do edital e seus anexos;
 Exame da minuta pelo órgão de assessoramento jurídico da Administração: O edital é submetido à
Procuradoria Jurídica do órgão, que vai dar um parecer sobre o tipo, a modalidade, os requisitos etc.
Permite um controle preventivo da legalidade, evitando relações contratuais ilegais, equivocadas ou
prejudiciais ao interesse público. A ausência do parecer jurídico não acarreta anulação do
procedimento, embora possa dar ensejo à responsabilização do gestor. Possui natureza opinativa, de
caráter obrigatório, porém não vinculante.
 Autorização de abertura da licitação (fase externa), pela autoridade competente.

11.2. FASE EXTERNA

 Inicia-se com a publicação do instrumento convocatório (edital ou carta convite), seguida dos
procedimentos relacionados à disputa licitatória, como possibilidade de impugnação do instrumento, sessão
pública, habilitação, classificação das propostas, julgamento, adjudicação e homologação.

Notas!
- O instrumento convocatório deve ser gratuito ou cobrado somente pelo seu custo.
- Com a publicação do edital, abre-se a possibilidade de impugná-lo. Qualquer pessoa, licitante ou não, pode
questionar qualquer edital.

 Sempre que o valor estimado para uma licitação ou para um conjunto de licitações simultâneas ou
sucessivas for superior a 100 (cem) vezes o valor máximo previsto para a modalidade tomada de preços, o
processo licitatório será iniciado, obrigatoriamente, com uma audiência pública, com o intuito de discutir os
termos do edital, concedida com antecedência mínima de 15 (quinze) dias úteis ela data prevista para a
publicação elo edital. Essa audiência eleve ser divulgada, com a antecedência mínima de 10 (dez) dias úteis
de sua realização, pelos mesmos meios previstos para a publicidade da licitação.

 Publicação do instrumento convocatório: Nas modalidades descritas pela Lei 8.666/93, os resumos dos
editais devem ser publicados, no mínimo, por uma vez:
 No Diário Oficial da União: Em licitações de órgãos ou entidades federais, ou quando se tratar de
obras garantidas ou financiadas parcial ou totalmente com recursos federais.
 No Diário Oficial do Estado ou do DF: Respectivamente, em licitações feitas por órgãos ou
entidades do Estado, Município ou do Distrito Federal.
 Em jornal diário de grande circulação: No Estado e também, se houver, em jornal de circulação
no Município ou na região onde será executado o contrato, podendo a Administração, conforme o
vulto da licitação, adicionar outros meios de divulgação para ampliar a área de competição.
Obs1. Na modalidade convite, basta que a unidade administrativa fixe, em local apropriado, cópia do
instrumento convocatório (carta convite).
Obs2. Na modalidade pregão, descrita pela Lei na 10.520/2002, a convocação dos interessados será efetuada
por meio de publicação de aviso em diário oficial do respectivo ente federado ou, não existindo, em jornal de
circulação local e facultativamente, por meios eletrônicos e conforme o vulto da licitação, em jornal de
grande circulação.
Obs3: No tratamento dado pela Lei Geral, os avisos das licitações realizadas por órgãos municipais
deveriam ser publicados nos Diários Oficiais do Estado; noutro prumo, pelo regramento dado pela Lei do
Pregão, nas licitações municipais realizadas nessa modalidade, será possível o cumprimento da formalidade
mediante a publicação no Diário Oficial do Município.
Obs4: O aviso publicado deverá conter a indicação do local em que os interessados poderão ler e obter o
texto integral do edital e todas as informações sobre a licitação. Ademais, eventual modificação que altere a
formulação de propostas, após a publicação, exige a reabertura do prazo, após a nova publicação.

 Habilitação: Momento do procedimento licitatório em que o órgão licitante buscará identificar a aptidão
ou capacidade do licitante. Os licitantes habilitados terão suas propostas avaliadas. Os documentos exigidos
para fins de habilitação estarão relacionados a:
 Habilitação jurídica: Tem por fundamento a necessidade de verificação da capacidade do licitante
no exercício de direitos e deveres, para caso de eventual responsabilização pelas obrigações
pactuadas.
 Qualificação técnica: Tem como escopo a verificação da habilidade ou aptidão (capacidade técnica)
para a execução da pretensão contratual. Por isso mesmo, deve ser proporcional ao objeto contratual.
 Qualificação econômico-financeira: Objetiva identificar a capacidade econômica no particular, de
forma que fique resguardada a existência de condições suficientes e compatíveis com a posterior
execução contratual.
 Regularidade fiscal e trabalhista: Tem o condão de demonstrar e prestigiar o interessado está
devidamente inscrito nos cadastros públicos pertinentes e mantém-se regular com suas obrigações
fiscais e trabalhistas.
 Cumprimento da proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menor de 18 anos e
de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos:
Manifesta-se como cumprimento a uma regra constitucional (art. 7º, XXXIII, CF).
Obs. De acordo com a Lei 8.666/93 (§ 1º do art. 32), as exigências de apresentação de documentos de
habilitação podem ser dispensadas, no todo ou em parte, nos casos de convite, concurso, fornecimento de
bens para pronta entrega e leilão. A Lei 13.243/16 ampliou a possibilidade de dispensa dos documentos de
habilitação para a contratação de produto para pesquisa e desenvolvimento, desde que para pronta enrega ou
até o valor previsto para compras e serviços, na modalidade convite (R$80.000,00).
Obs2. Se a empresa não demonstrar quaisquer dos documentos previstos no edital, ela é desclassificada.
Obs3. Todos esses documentos só podem ser exigidos na medida exata da razoabilidade do cumprimento do
contrato.

 Classificação das propostas:


 Inicialmente, as propostas são avaliadas em seu conteúdo. Primeiro, faz-se uma avaliação da
adequação da proposta aos requisitos estabelecidos pelo edital (preço máximo, confecção da planilha
de preços, exequibilidade dos preços ... ) – avaliação formal. Identificada a inadequação aos
requisitos estabelecidos no ato convocatório, a proposta será desclassificada.
 Quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas, a
Administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova
documentação ou de outras propostas, facultada, no caso de convite, a redução deste prazo para três
dias úteis.
 Como segundo passo da classificação, após a avaliação do conteúdo das propostas, é feito o
julgamento, de acordo com o critério adotado (tipo de licitação). Tal julgamento apontará a melhor
proposta para a contratação (ex: no tipo menor preço, será classificada, em primeiro lugar, a proposta
com menor preço).

 Homologação e adjudicação:
 Homologação: Ato administrativo pelo qual a autoridade superior manifesta sua concordância com
a legalidade e a conveniência do procedimento licitatório. Se não houver homologação, a
consequência prática é que a licitação não produzirá nenhum efeito.
 Adjudicação: Ato administrativo pelo qual se declara como satisfatória a proposta vencedora do
procedimento e se afirma a intenção de celebrar o contrato com o seu ofertante. Durante o prazo de
90 dias, o licitante fica obrigado a manter os preços e as condições do contrato que ele ofereceu.
 O primeiro classificado não tem direito subjetivo à adjudicação. Da mesma forma, o adjudicatário
não tem direito subjetivo ao contrato, podendo a licitação ser revogada ou anulada.

Nota! Se a licitação for na modalidade tomada de preços ou carta-convite, desaparece a fase da


habilitação.

11.3. REGIME DIFERENCIADO DE CONTRATAÇÕES PÚBLICAS (RDC)

 Procedimento para licitações públicas mais ágil, menos burocrático, criado especificamente, a priori, para
a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas e que depois passou a ser empregado para uma
série de outras áreas da administração pública (ex: obras ligadas ao SUS, setor de tecnologia e educação,
portos, logística).

 Não é uma escolha do administrador usá-lo ou não; ele só pode ser empregado nas áreas autorizadas por
lei.

 Peculiaridades:
1) Encurtamento dos prazos;
2) Inversão das fases: primeiro analisa as propostas, depois faz a habilitação.
3) Possibilidade de negociação direta, e não só no pregão ou no leilão.
4) O orçamento prévio feito pela administração fica indisponível para os licitantes.

12. ANULAÇÃO E REVOGAÇÃO

 O princípio da autotutela administrativa permite à Administração Pública a revisão de seus atos, seja por
vícios de ilegalidade (invalidação), seja por motivos de conveniência e oportunidade (revogação).

 A invalidação (anulação) deve ocorrer quando identificada a ilegalidade. Trata-se de um poder-dever por
parte do administrador. Essa anulação pode ocorrer de ofício ou por provocação de terceiros, induz à
invalidação do contrato é não gera obrigação de indenizar, ressalvado o dever de indenização pelo que o
contratado houver executado até a data em que for declarada a nulidade e por outros prejuízos regularmente
comprovados, contanto que não lhe seja imputável.

 A revogação pressupõe um juízo de conveniência e oportunidade por parte do administrador. A Lei


8.666/93 estipular que a licitação poderá ser revogada por razões de interesse público decorrente de fato
superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta. O dispositivo
objetivou evitar abusos gerenciais e proteger o competidor de boa-fé. Além da necessidade de respeitar o
contraditório, ampla defesa e exigir parecer escrito e fundamentado (também necessários no caso da
anulação por ilegalidade), a revogação da licitação pressupõe que seu motivo seja baseado em fato
superveniente, pertinente (possuindo relação direta entre fato e· motivo da revogação), suficiente (de tal
forma que justifique a medida) e condizente com o interesse público.
Obs. O STJ tem firmado entendimento no sentido de que a revogação da licitação, quando antecedente da
homologação e da adjudicação, é bastante pertinente e não enseja contraditório.

12. CONTRATAÇÃO DIRETA

 Embora a realização de contratos pela Administração Pública exija, em regra, a obediência ao certame
licitatório (princípio da obrigatoriedade), o legislador ressalvou hipóteses em que o gestor pode prescindir da
seleção formal prevista neste estatuto, contratando diretamente com o fornecedor. Essas hipóteses de ressalva
encontram fundamento no próprio texto constitucional, uma vez que o inciso XXI do artigo 37, da
Constituição Federal, ao estabelecer a obrigatoriedade do procedimento de licitação para os contratos feitos
pela Administração, já inicia seu texto com a ressalva aos casos especificados na legislação.

 A Lei Geral de Licitações prevê hipóteses de contratação direta (dispensa e inexigibilidade), porque
admite que nem sempre a realização do certame levará à melhor seleção pela Administração ou que, pelo
menos, nem sempre a sujeição do negócio ao procedimento formal e burocrático previsto pelo estatuto serve
ao eficaz atendimento do interesse público. Como se trata de exceção, tudo relacionado à contratação direta
deve ser interpretado de maneira restritiva.

DISPENSA
 Competição viável. Ou seja, embora seja possível, em tese, realizar a licitação, a lei autoriza que a
autoridade pública a dispense.
 Só cabe nos exatos casos especificados pela lei (taxatividade)
 (Art. 17) Dispensada – Situações em que a licitação deve ser dispensada.
 (Art. 24) Dispensável – Entendendo o gestor que a realização da licitação atende ao interesse
público, poderá fazê-la.

INEXIGIBILIDADE
 Competição inviável. Circunstâncias em que a lei concebe como factualmente impossível realizar a
licitação, por inexistência de competitividade.
Obs. A maioria da doutrina entende que competição inviável, para fins de aplicação da hipótese de
inexigibilidade licitatória, não ocorre apenas nas situações em que é impossível haver disputa, mas
também naquelas em que a disputa é inútil ou prejudicial ao atendimento da pretensão contratual,
pelo confronto e contradição com aquilo que a justifica (o interesse público).
 O rol trazido pela lei é exemplificativo (não taxatividade).
 (Art. 25)

 De qualquer forma, mesmo sem a observância dos procedimentos relativos às modalidades licitatórias, a
contratação direta deve obediência aos princípios do Direito Administrativo, exigindo, por exemplo, o
respeito a condicionantes da eficácia e a elementos de instrução.