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UNIVERSIDADE

FEDERAL

DA

BAHIA

FACULDADE

DE

FILOSOFIA

E

CIENCIAS

H U M A N A S

MESTRADO

EM

CIENCIAS

SOCIAIS

DISSERTAÇÃO

DE

B

SQCIEDODE

UM

M OMENTO

MESTRADO

MONTE

PIO

DO

MUTUALISMO

MARIA

CONCEIÇÃO

DOS

EM

BRTISTBS

SALVADOR

BARBOSA

DA

CO STA

M6STR^r>0 6M W STÔRIA H • U. b■

^

*0 -To•••.

: or ecA

'

.

SALVAD O R - BAHIA

A G O S T O

1981

־

E

SiLVA

«ESTRADO

EM

CÍ־.r!C !A j

UNIX'EKSIDABE FETEHAL DA BAHIA

FAOJLUACE IE

FILOSOFIA E a S h O A S Hl^VWAS

MOSTRADO B1 CIENCIAS SOCIAIS

DISSERTAÇÃO DE NESTKADO

A Socicdade. Mo>ttc -

um

momñ.nio

do

tAoAÁA ConceÁçSo B .

Pío

do& A n tU to ó ¡

mutualismo

d a

C.

e

S iív a

Sa¿w uío /1 -

Bohia

Agosto

J961

n

י

r

״ T7v*r nr - .

־ “

.

.

.

ז־-י

‘ינ

11■

•••:

ז^.-• ^

.

״׳■••־

. ti.

,

S Q U A »

B a h i a .

U n i v e r s i d a d e

F e d e r a l .

F. F. C. H•

Mestrado

em

Ciênias

Sociais.

Dissertaçao

de

Mestrado.

A

S o c i e d a d e

Monte

-

Pi o

dos

A r t i

s t a s :

utn momen-

ment o

do

m u t u a l i s mo

em

S a l v a d o r ,

p o r

Ma.

Conc e i ç ã o

6 .

da

C.

e

S i l v a .

Sa lv a do r,

1981.

21lp.

il.

1.

Salvador

־

História.

2.

Salvador

-

condiçoes

s

o c i a i s .

1 .

UFBa.

I I .

F . F . C . H .

I I

I .

hf est r ado

em

Ciências

Sociais.

IV.

Dissertaçao.

I

. t

.

CDD-

918

309.18162104

421

־

índice para catálogo sistemático:

Salvador

1.

2. Salvador - condiçoes sociais. 309.18142104

-

H istoria.

918-421

•M

Para

não

C andido,

e s t e

 

tr a b a lh o

que

egm

aua

ccuáa

c h e g a r ia

ao

fi m

.

A

M a r c o s , ça.

m e u

f i l h o

,

f u

t u r

o

c h e i o

ã e

e a p e r c r . -

A

Z e n a i d e j

R e g i n a ,

F a n y

e

s t e

f r u

t o

d o

c a r i n h o

e

d e d ic a ç ã o

 

m

a t e r n a i s

de

v o c e a .

 

Todos

0 6

f a

m

i l i a r e s

 

e a t ã o

a q u i ¡

p o r q u e

me

in c e n tiv a r a m

 

a

c h e g a r .

 

 m em ória

de

meu

a vó

H a n o a l

B a rb o sa

de

S o u z a .

SUMARIO

1.

AGRADEC1>ENT0S

 

2

.

INTRODUÇÃO

 

1

3.

O TRABALHO NA SOClEnADE

ESCRAVISTADE.CADENTX

U

4 RAIZES

.

DO MUTUALISMO

 
 

1.

Corporaçoes e c o n f r a r i a s

 

13

2 . O que e r a uto a r t i s t a

20

5 A SOCIÉDAIK

.

MONTE-PIO DOS

ARTISTAS

 
 

1.

A n t e c e d e n t e s

 

35

2.

O b j e t i v o s

36

3•

Condições

e

a d m i s s ã o

 

^0

4

.

A

Soc i e d a d e

e

s u a

e s t r u t u r a

b á s i c a

43

6 A ASSISTÊNCIA:

.

COfK) OPERAVA

 

50

7. COMO SE MANTINHA A SOCIEDAI«

60

 

1.

Ob s e r va ç õe s

a c e r c a

das

c a b e l a s

71

8. CONCLUSÃO

 

117

9

.

ANEXOS

 

1. E s t a t u t o s

d a

So c i c d a d e

Monce~Pio

dos A r t i s t a s

119

 

2. Relação

nu mé ri c a

dos

a s s o c i a d o s segundoo

o

f í c i o

.

.

.

133

3 .

Re l a ç ã o

n omi na l

dos

a s s o c i a d o s

p o r o f í c i o

138

4 .

G l o s s á r i o

18s

E n t i d a d e s

5 c o n g ê n e r e s

.

n a

c i d a d e do

S a l v a d o r

 

194

10.

referencias

BIBLIOGRAFICAS

 

202

11.

ILUSTRAÇÕES

ACEADECJMBNTOS

Não

foBBB

a

a ju d a

de

m u ito s

com

o

e e t i m u l c ,

cs

s

u g e o t o e s ,

a 8

p r e c e s ,

n ã o

t e r i a

e

s t a

t a r e f a .

A

t o c c s

e

s s e e

a m ig o s,

so u

r e c o n h e c id a .

c u m p r i d o A lgune

p a r t i c i p a r a m

n a ia

de

p e r t o

:

do

c u r s o

e

meu

P

o r i e n t a d o r ,

r o f.

L u is

h'er.rtque

D ias

c u jo

tr a b a lh o

7 a v a re S f de

C o o r d e n a d o r ' cconpar.fisr.entc

f

o i

sem pre

c e rc a d o

de

a te n ç ã o

c

a m iza d e.

 
 

08

a s s o c ia d o s

da

H ontc~ P io

doe

A

r r í s t a e

que

h

o j e

r e p r e s e n t a m

a

p r ó p r i a

S o c i e d a d e .

F

a c i l i t a r a

meu

i

n c o n d i c i o n a l

a o s

e

i r a

V a le n te ,

da

A s c l e p í a d e s

a r q u iv o s

i n

s t i t u

i ç ã o :

S r s .

A 'v e s

F crn sr.cee,

m Z a lu a r

¿ c s é

a c e e s c de '

O l i v dos

S

a n to s ,

H en riq u e

S o d r ê

P e

r e

i r a

,

M anoel

G alvão

e

Eri^dio A fo n s o

dos

S a n to s

( in

m em oriam ).

 

r a ra

Dr.

docum entação

R e n a to

que

me

B e r b c r t

tr o u x e

às

P r o f 9

X a t i a

H a t t o s o

de

C a s tr o mãos.

s u g e r i n d o

p e la

v a l i o s a

e

o r i e n t a n d o

e

־n s s

cam inhos

do

m éto d o .

 
 

Os

f u n c

i o n

á r i o s

do

A

r q u i v o

do

E s t a d o

da

B a h ia

'

a

q u i

r e u n id o s

na

p e s s o a

¿ 0.

sua

D ir e to r a

P ro /?

Ana

A m é lia

V¿

e

i r a

N a sc im e n to ,

p e

l a

s o l i c i t u d e

d is p e n s a d a .

 
 

0

I n

s t i t u

t o

do

r a tr im

ô n io

A

e

 

da

Bahia

p e la

o p o r tu n id a d e

que

mc

o f e r e c e u

na

r e a l i z a ç ã o

r t í s t i c o d e s -

t

ta

e

t r a b a l h o , r e v i s ã o

a

l e

m

b i b l i o g

d a

r á f i c a

á j u d a

de

d o s

c o m p a n h e i r o s

e

d a

0

COPLAt>,

tr a b a lh o

a c u i d a -

t e n

a

d

o so

e

p

a

c i e n t e

de

c

o l e t a

de

R eg in a dados

de

U a iz a . M aria

E u n is ia

B r e s s i . As

manas

l o

n

e A

l v e

t e

Carvalho^■'

M aria

A n t o n i e

t a

N

e v e s ,p e la

d e à i -

cação

aom

que

d a t i l o g r a f a r a m

o

t e x t o .

 
 

F átim a

e

I d a ,

ir m ã

e

cu n h a d a ,

p e la s

r e v is Õ e e

do

t e

x t o

 

e

ta b e l a s .

 

'

INTRODUÇÃO

 

T r a c a - s e

d e

uma

C e n C a t l v a

em

a l g u m a

n ¿

tL c la

sobre

a

£ase

m u C u a lista

da

l e v a n t a r m o b ilizaçao

ev o lu tiv a *

d

o ־s

t r a b a l h a d o r e s

u r b a n o s

n o

d e n tro B r a s i l .

Uma

r a z a o

p l e s

 

e

e v ^

d

e n te :

tema

pouco

explorado

na

h i s t o r i o g

r a f i a

b

s i m s

r a

i l e

i r a

,

pa־

t

e n te

nas

rea.e.nhas

b i b

l i o

g r á f i c a s .

 
 

Nao

c o n s e g u i m o s

e

n c o n t r a r

nenhum

t r a b a l h

o

e s p e -

c

í f i c o

q u e

n o s

a b r i

s s e

o

c a m i n h o .

A p e n a s

a l g u m a s

r e f e r e n c i a s

'

l i g

p r o t o ־ h i s t õ r i c a

e

i r a

s ,

s i t u a n d o ,

do

v i a

de

r e g r a ,

o

m u t u a l i s m o

b r a s i l e

como i r o

.

movimento

s i n d i c a l

uma

f a s e

 

A

i d é i a

s u r g i u

q u a n d o

em

1 9 7 4 ,

a o

d e s e n v o l v e r

'

uma

p e s q u i s a

p a r a

o

a t u a l

( a n t i g a

I n s t i t u t o

do

P a t r i m o n i o

A

r t í s

t i c

o

e

C

u l t u r a l

d a

B a h i a

F u n d a ç a o ) ,

r e a l i z a m o s

um

i r o

tudo

ção

um

sobre

a

Sociedade

com a m p l o

B a lsa no

de l a r g o

m u t u a l i s t a

e s t u d o

m a i s

s e d e

q u e

t e n t a v a

l i g e i n

e s ־ i - de

C arid ad e,

do

e s t a b

Carmo

c e n te n a r ia

n9

s t i t u

4 2 . a

E ra

p a r t e

e l e c e r

p r e s e n ç a

n

o

P e l o u r i n h o

em

s u a

e v o l u ç ã o

h i s t õ r i c o

־

u

r b a

n

D a i

a

h u m a n a n o s s a

r

i o s i d a d e

p rim e ir a

pelo

tem a,

a . i d e n

t i

f

de

r e f o r ç a d a á r e a .

n e s s a dos

A

p e la Muma

s ,

o

contram os:

u t r a s

s o c i e d a d e s

c o n g ê n e r e s

Monte

Sociedade

Pio

r t i s t a

a

ic a ç a o b u s c a

r a p i d

e n - F ro te t£

Sociedade

ra

dos

D e sv alid o s,

a e d ia d a s

de

Sao

F r a n c is c o ;S o e i¿

dad<i

do

Monte

P io

L ic e u ;

C entro

dos

A

r t í f

ao i c e s

e

C ruzeiro L i c e u

de

A r t e s

A u t o m o b i l í s t i c o

da

B ah ia,

na

e

rua

O f í c i o s

à

Orden

r u a

3f

de

são

F ra n c is c o

( I n á c io

A

c i o

l i )

, to d as

na

da F re g u e s ia

da

Se.

Gen

tro

O p e ra rio

da

B ahia,

no

do

P e lo u rin h o ;

Sociedade

Bolsa

d

e

C a r i

d a d e ,

no

L

a r g

o

d o

C

Largo a r m o ,

m e n o r e s

a m b a s

n a

F r e g u e s i a

d o

de

P a s s o ,

י

a

l e m

de

o u t r a s

s o c i e d a d e s

que

nao

d i s p o n d o

s e d e s

pro^

p

r i a

s ,

u t i l i z a r a m ~ s e

 

de

cómodos

c e d i d o s

p o r

e s t a s

s a c i e d a d e s

'

de

m aior

p r e s tíg io .

 

co n ta to

mantido

A

m o t i v a ç ã o

alguns

con

p e l o dos

t r a b mais

a a n tig o s

l h o

em

a u m e n t o u associados

s

i

no d e ssa s'

e

n t i d a d e s .

O u v i

d o s

m a i s

v e l h o s ,

d e p o i m e n t o s

 

e s c l a r e c e d o r e s .

'

H

is to r ia s

de

vida

a tra v é s

das

quais

nos

aproximamos

dos

movi

־

m

e n t o s

de

que

p a r t i c i p a r a m .

Foram

a s

c o n v e r s a s

com

o

m e s t r e

de

o

b ras

AbílLo

de

J e s u s ,

I n s p e t o r

de

Q u a rte ira o

 

na

zona

de

Sao

C

do

a e t a n o ,

C e n t r o

e

que O p e r á r i o

lh e

v a l e u

da

a B a h i a

p a t e n t e e

seu

M a j o r ,

p r e s i d e n t e

de

 

membro

por

d e s d e

1917

p e c i o -

v á r i o s

 

­

ב

­

d

o s

.

Com

o

S c .

Raymuado

Cotncs

H u r r o a o ,

m e c â n i c o

e

p r e s i d e n C e

 

י

d

ייc h o £

C e

o

n

e

t r o r e a

Au t o n i o b i d e

1 t s

p r a ç a ;

c i c o com

.

o

e n t i d a d e

S r .

a g l u t i n a d o r a

E v e r a l d o

A n t o n i o

d o s d e

a n t i g o s

s e -

S o u z a ,

c

r e

t a r i o

e

re s p o n s á v e l

p e la

 

Bolsa

de

C a rid a d e .

Velhos

d

o r e s

n a

p r e s e r v a ç a o

d e

s u a a

 

i n

s t i t u i ç õ

e

s

.

Q u a n d o

b a t a l h a - '

s e l e ç ã o

do

m e s t r a d o

em

C i e n c i a s

S

o

c

i a

i s

,

no

p

a n o

d e

1 9 7 6 ,

d a a p r

e s e n t e i

'

a

o s

p

r

o f e s

s

o r e s

e x a m i n a d o r e s

um

r o j e t o

d e

p e s q u i s a

q u e

p r e t e n

d

ia

e s t u d

a r

a

f a s e

a u t u a l i s C a

da

m o b iliz a ç ã o

dos

 

de

S alv ad o r

no

s e c u lo

XIX,

 

e stim u la d a

por

e s t e s

tr a b a lh a d p r e s re m a n e sc en te s.

cam

r e s

t r i ç

õ e s

As q u e

c o n d i ç o e s

p a r a

d e t e r m i n a r a m

1

a

a

p e s q u i s a

e s c o l h a

d a

A t r a v é s

e

te m p o ,

S o c i e d a d e

o

i m p u s e - '

M o n t e

P

i o

d o s

A

r

t i s t a

s ,

I n

s

t a

l a d a

em

8 5 3 .

d e

s u a

s i n g

u

l a

r

!

־

d

a d e

p r o c u r e i

e s t a b e l e c e r

a

e s t r u t u

r a

e

o s

m e c a n i s m o s

d e

um

modêlo

m u tu a lis ta .

 

V a s c u l h e i

a s

s e u

d u v i d a s ,

a s s o c i a ç o e s ?

a r q u i v o .

a s

Qual

B u s q u e i i n d a g a ç õ e s o

a

n o u t r a s

r

f o n t e s

P o r

aç ã o ?

r e e n c h e r

p

que

a s a p a r e c e r a m

l a c u n a s , e s s a s

m a i o r e s .

i o

de

s e u

 

'

~

 

Nosso

t r a b a l h o

a p r e s e n t a

o

tema

d o i s

ângu

־

lo s:

p rim eiram ente,

analisam

os

0

m u t u a l i s m o

em

sob s u a s

o

r i g e n s

,

c

s

f

u j a s

e

i c a

r

r a i z e s

que

t r a t a n d o

os

s ^

d e

se

a r

t í 3 J : a s

f i l i a v a m ,

e

a a t i g a . s

,

a s s o c ia n d o

a r

t í

f i c e s

c o r p o r a ç õ e s

p r o c u r a m o s

t a n t o

o f i c i o d e p o i s

d e

f o i

. i d e n t i ־־

Em

quanto

s

í v

e

l

,

a

q u a l i f í c a ç a o

p r o f i s

s

i o

n a l

e

os

e s t i g m a s

nos c õ r .

da

p o s ־ T in h a

cunho

do

no

l v i d a

a c o n te x to

e

i t

i s

d a

t a

no

s e io

e n t i d a d e

s o c i a l

de

dos

tr a b a l h a d o r e s ?

Concluímos

a t r a v é s e n ta o .

d o s

s e u s

p r o p ó s i t o s

e

h i s t o r i a n d i n â m i c a

,

 

A

S o c i e d a d e

M o n t e

P i o

d o s

A r t i s

t a

s

s u r g e

 

uma

ordem

s o c i a l

l

s

i g i o s a

a v e l

c i d a d e

do

p e l a

m a io r

e

s c r a v

S a l v a d o r ,

i s t a

p a r t e

das

d e n t r e e

r ¿

r e s p o n ־ c o n t i n -

n e s t a em

q u e

c o m e r c i a l ,

o

b u r o c r á t i c a

e r a como

,

b r a ç o r o d u t i v a s ,

e s c r a v o

p

a t i v i d a d e s

g

s

e n t e

u a s

d e

c o n g ê n e r e s

b

á s i c o

s

vao

u a

p o p u l a ç ã o

a l c a n ç a n d o ,

a t i v a .

A

i n d i c a

v i t a l i d a d e ao

mesmo

q ue

tempo

e

o

l a

e

proces^

s

o

d e

d e b i l i t a ç ã o

do

t r a b a l h o

A

t

u t e l a

do

q ue

de

c e r ta

m aneira

c o n fe ria

e s c r a v o . e s ta b ilid a d e

ao

escravo,

s e n h o r cessa

para

com

o

t r a b a l h a d o r

l i v r e

q u e

p a s s a

a

a s s u m i r

o s

c i s c o s

e

i n c e r ־

t

t

res

e z a s

r a b

de

s u a

j l h c

ou

impelem

s o b r e v i v ê n c i a

v e l

oa

h i c e ,

que

g

trabalham

a

i n d i

p e s H o a l

e n c i a

por

e

d a

f a m i l r a r .

m o r t e ,

t

A o d o s

i n

v a l e s

s e

i d e z

p o r t e m o

~

e n ti

s

c r i a r

c o n ti

p ró p ria

para

־

3

-

 

D iversam ente

do

que

a c o n te c ia

nos

 

que

s

c

e

i a ç Õ e s

i n d u s t r i a l i z a v a m ,

d e s e n v o l v i a m

em

a p e n a s

p a r t i c

u l a r

n a i d a d

a t i v

s

I n g l a t e

s

r r a

t ^ n

,

e i

a s

j s

c e n tro s e s s a s a i s

a s s o -

c

a r a t e r

r e i v i n d i

c a t o r i o

,

sob

o

e p a j e r n a l

i

stno

. c o n t r o l a d o r

do

t

a d o .

Foi

un

p r i n e i r o

p asso

na

o rg a n iz a ç a o

dos

tra b a

l

h a d o r e s

como

c l a s s e

,

embora

a g l u t i n a n d o

com

p r o p ô s ¿

t

o s

e

l

i

t i z a n

t e e

.

A

m a r g e m

p e

r m a n e c i a

uma

m i n o r i a s m a s s a

c o n s i d e r á v e l '

de

tes

t r a b a l h a d o r e s

sem

abono

de

"boa

co n d u ta "

p ara

ad m issão

nes

grêm ios.

 
 

A

f a s e

m u t u a l i s t a

e n

t r a

em

c o l a p s o

e s g o t a n d o

com

a

a b o l ^

ç

a õ

do

t r a b a l h o

e s c r a v o ,

momento

em

que

c o d o s

s

e u s

r e c u r s o s ,

c ed e

l u

g a r

a

uma

e t a p a

de

m o b i l i z a ç ã o

os d o s

tra b a lh a d o re s ,

correspondente

as

n o v a novas

d i r e t r i z e s

da

 

Ao

s i n d i c a i s

e s f o r ç o

   

s u c e d e

o

economia

'

n

d

a c i o n a l .

a s

l u t a s

d a

a s s i s t ê n

i n

c i a

m ú t u a , .

r e i n v

d i c a t õ r i a s

e m p e n h o

 

CAPITULO

 

1

1

.

O

TRABALHO

NA

SOCIEDADE

ESCRAVISTA

DECADENTE

segunda

mecade

Os

do

p r o c e s s o s

se c u lo

e

XIX,

f e r o n e n o s de

se

v i v i d o s sob

ocupa

p e l o

B r a s i l

na

angulo

p a r t í

c

u l a r

e

r e

s t r i t o

o

p r e s e n t e

que e s t u d o ,

e x i g e m

u n a

c o a p r e e n s a o ־

do

trab alh o Salvador

naquela

de

sociedade.

S itu a r

uaa in s e r id a

e n tid a d e

en

u e

en ta o ,é

reconhece~ la

iru tu a lis ta dos poucos

na

cen

tro s

urbanos

b

r a

s i l e

i r o

s

que

se

forma

continua

e

c r e s c e n t e ,

p a r t e

da

s o c i e d a d e

transform ava e s c r a v o c r a t a

de m a is

a m p l a ,

 

a

p

ró p ria

naçao.

 
 

A

o r d e m

s

o

c i a l

v i g e n t e

f u n d a v a

s u a

u t i

l

i z a n d o

a

f o r

ç a

d e

t r a b a l h o

e s c r a v o .

 

p r o d u ç ã o a s s i m ,

E s t r u t u r a v 8 - s e

em

duas

camadas

s o c i a

i s

b á s i c

a s :

os

s u b m e t i d o s

e

os

c o m p o ־

p

p

r o p r ie tá r io s ,

e s s o a s . ^

E s s e

ta n to

u n i v

do

e r s o

tra b a lh o

s o c i a l

e

p r o d u t o r e s d a q u e le s,

t a

v a

quanto

i m p r e g n a d o

de

de

um

suas

n

e n t e

b á s i c o

a

e s c r a v i d a o .

As

s a t i v

i d a d e s

p r o d u t i v a s ,

 

que

־ sua

alimentavam

re

d o r,

d irecio n

economia,

ad as

para

nantinham -se

0

m e r c a d o .

A

nas

areas

m a n e i r a

d e

r u r a is l i c a r

en

de¿ a

f

o r ç a

de

t r a b

a l h o

s o

c

i a

l ,

b e a

a s s i m

o

modo

de

a p a p r o p r i a ç ã o

do

seu

produto,

configuram

 

sua

e s t r u

t u r a

sõcio-econôm ica

t íp ic a .

 

D e n t r o

d

e

s s e

q u a d

r o

e

q u e

o c o r r e m

a s

m u d a n ç a s

'

i

d e n t i f i c a d a

s

na

c o n s t a n t e

e x p a n sa o

.e

d i v e r s i f i c a ç a o

das

a t i v ^

dades

p r o d u tiv a s .

Sao

e l a s

geram

a l t e r a ç õ e s

s o c i a i s

da

e s c r a

r

na

a ־

r d e m rém, em

vo

o

que e i t o

e

s

c

r a v i

v o l t a d o s t r a b a l h o

8 1 a

, quer

a

d e . e f

i m e d i a t o , do

de

p a r a

t r a n s f o r m

a ç a o c o n t i n g e n t e

l i v r e . ^ 0

q u e r r e g i m

r

e

e m o t o ,

t o d o s

t r a b a l h o d i m i n u i

de

e s c r a v o s

p o ־

zão

d i r e

t a

do

c re sc im e n to

da

p o p u la ç a o

de

t r a b a l h a d o r e s

l i v r e s ,

d

e c o r r e n t e

d e s s e

s u r t o

e x p a n s i o n i s t a

e

d i v e r s i f i c a d o .

0

e n t e n -

d i m e n t o ,

do,

escravo

te m

s Õ c i o - e c o n ô m i c a ,

p o r t a n t o , sempre

c

versus o n t a

o

do

m u t u a l i s m o

i

no p r o d u ç ã o

a p a r e c e

e s t a r á

em

su b o rd in ad o

liv r e

tra b alh o

modo

d e

d e l o g o

S a l v a d o r , r e l a ç a o

em

no

s é c u l o do

p a s s a -

tr a b a lh o

am biente

q u a l

e s t a

urbano. e n r a i z a

Quando

a

se.

n o

s e r o l a ç a o

e s t r u t u r a

a r t ^

d i r e t a m e n t e

culada

e

n tre

0 8

m eio s

de

p r o d u ç ã o ,

i s

t o

é ,

a

t

e r

r

a ,

as

m a t e r i a s

p

r i m a s ,

as

f e r r a m e n t a s ,

 

o

m a q u i n a r i o ,

e t c ,

e

a

f o r ç a

de

t r a b a ־

l h o

homcD

c o s

ou

t r a b a l h a d o r

s e j a ,

o

h o n v n l i v

1-1< c r a v o ,

cCc.

ã s

o H n trv

1 >0 R><׳m nós

,

r e , I i ( ; a d 0 E

s e a

p r e

e s t i v e r a m

f u n ç Õ c s

a r t e s a o

e

r e c í p r o c a s

d o o e s t i c o ,

o b ã s i

'

s t e

s

c o a p o n e n t e s

d o

b r a n c o

s e n h o r

e

do

n e g r o

e s c r a v o .

 

Coube

ao

p r i m e i r o

a

p r o p r i e d a d e

d o s

o e i o s

de

p

ro d u ç ã o ,

 

das

p e s s o a s

.dos

t

rab a

111 n d o r u s

n e g r o s

e

d o s

b e n s

p r o ־ na do

u z id o B . produção

seu

d

Q u a n to

s o

ao

s e g u n d o ,

a

i n r c í a r í g i d o

c

i v ê n c i a

q u a s e sis te m a t i v o ,

a

que

a

de

íim

e x c l u s i v a

c o n t r o l e

c

i a

l ,

cercado

como

pelo

c o m p o rta m e n to

Os

t r a b a l h a d o r

d e

c o n v

de

p r ó p r i o s

i o p e d i r ־ lh e '

d e s t e

a

e v a s a o .

n e c a n i s r a o s

s o c i a l

tip o

 

de

s o c ie d a d e ,

im p o s s ib ilita r a m

sua

uiobilidade

s o c i a l

t

i c

a

l

de

m u i t a s

m a n e i r a s ,

como

s

p r o i b i ç ã o

do

casam en to

ver~ e n t r e

b ranco,

senhor

b

r a n c o s

e

n e g r o s ,

a s

r e g r a s

c c g a

d e

c o n d u t a

a s

s e g u n d o

um

a d r e o

p

ou

não.

de

o b e d i e n c i a

d o

n e g r o

p a r a

d i t a d c o a

0

'

da

a

p r e s e n ç a

Q uanto

do

"monos

u r b a n a '' c a t i v o

t r a b a l h a d o r

é

.

S

I n v e r s a m e n t e ,

a l v a d o r ,

n a i s

a c e n t u a - '

q u a n t o

e mais

d e s e n v o l v e

e

p r o d u z

a

c i d a d e

f u n ç õ e s

e s p e c i f i c a m

e n t e

u r b a -

n

a s ,

n a i s

c r e s c e

o

c o n t i g e n t e

de

t r a b a l h a d o r e s

l i v

r e

s

.

d

o s

em

/'o s

o c u p a ç o e s

n e g ro s ,

e s c ra v o s

m e n o s

s o c i a l i s e n t e

ou

q u a l i f i c a d

l i v

r e

s ,

a

e s ta o e

s

:

s

d i s t r i b r v i ç o s

u i ־ d o —

m

v

e

é s t i c o s ,

da

a r t e s a n a t o ,

s o c i a l

o

,

que

i s

c o n d iç ã o

e

v i s t

como

r a

t r a n s p o r t e s

do

se

u r b a n o s ,

i s t o o

t r a b a l h o ,

c o m p r e e n d e

s

i g

e t c i ^ A como

o

e , i f i c a d

n

s s i m e l e

,

e

se v i v i d o

a c r a - dava p e l o

n

e g r o

e a

s u a s

 

r e p r e s e n t a ç õ e s

de

c s c r a v o ,

 

e

l i b e r t o n e g r o

t o

c i d a d a o . do

e c r e s c e n t e

En n ¿ , de a t i n

t

g

i

r

ge