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PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

Material de Apoio
INTRODUÇÃO AO NOVO CPC

Liquidação e cumprimento de sentença (aula 3/3)

1. Liquidação de sentença .................................................................................................. 2


1.1 Cumprimento definitivo de sentença ........................................................................... 2
1.2 Execução de título extrajudicial ................................................................................... 6
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1. Liquidação e cumprimento de sentença

1.1 Cumprimento definitivo de sentença

o O cumprimento definitivo de sentença está previsto a partir do artigo 509 do


Código de Processo Civil.

o Possui natureza de mero incidente (meramente incidental). Por que? Porque é


desencadeado por meio de requerimento. Fosse ação, seria petição inicial. Outro motivo é
que a parte contrária é intimada e não citada (conforme artigos 510 e 511 do Código de
Processo Civil). Por fim, o recurso cabível da decisão que julgar a liquidação é o agravo de
instrumento (de acordo com o disposto no artigo 1.015, parágrafo único do Código de
Processo Civil). Logo, a natureza do provimento é de decisão interlocutória (consoante,
inclusive, definição do artigo 203, §§1º e 2º do Código de Processo Civil).

Artigos 203, §§1º e 2º, 510, 511, 1.015 do Código de Processo Civil:

Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e


despachos.
§1º Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o
pronunciamento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à fase
cognitiva do procedimento comum, bem como extingue a execução.
§2º Decisão interlocutória é todo pronunciamento judicial de natureza decisória que não se
enquadre no § 1o. [...]

Art. 510. Na liquidação por arbitramento, o juiz intimará as partes para a apresentação de
pareceres ou documentos elucidativos, no prazo que fixar, e, caso não possa decidir de plano,
nomeará perito, observando-se, no que couber, o procedimento da prova pericial.

Art. 511. Na liquidação pelo procedimento comum, o juiz determinará a intimação do requerido, na
pessoa de seu advogado ou da sociedade de advogados a que estiver vinculado, para, querendo,
apresentar contestação no prazo de 15 (quinze) dias, observando-se, a seguir, no que couber, o
disposto no Livro I da Parte Especial deste Código.

Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre:
I - tutelas provisórias;
II - mérito do processo;
III - rejeição da alegação de convenção de arbitragem;

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IV - incidente de desconsideração da personalidade jurídica;


V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação;
VI - exibição ou posse de documento ou coisa;
VII - exclusão de litisconsorte;
VIII - rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio;
IX - admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros;
X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução;
XI - redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1o;
XII - (VETADO);
XIII - outros casos expressamente referidos em lei.
Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas
na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no
processo de inventário.

o Exceção: hipótese de liquidação zero. Ocorre quando, ao julgar a liquidação, o


magistrado entende que nenhum valor é devido. Em tal caso, extingue o processo e a natureza
da decisão é de sentença. Consequentemente, o recurso cabível é a apelação. Esta
modalidade é produto da Jurisprudência.

o A legitimidade para desencadear o cumprimento definitivo da sentença é tanto


do credor quanto do devedor. Ambos podem ter interesse na liquidação, conforme o artigo
509 do Código de Processo Civil. O devedor pode ter interesse em cumprir para obter uma
negativa forense, por exemplo.

Artigo 509 do Código de Processo Civil:

Art. 509. Quando a sentença condenar ao pagamento de quantia ilíquida, proceder-se-á à sua
liquidação, a requerimento do credor ou do devedor:
I - por arbitramento, quando determinado pela sentença, convencionado pelas partes ou exigido
pela natureza do objeto da liquidação;
II - pelo procedimento comum, quando houver necessidade de alegar e provar fato novo.
§1o Quando na sentença houver uma parte líquida e outra ilíquida, ao credor é lícito promover
simultaneamente a execução daquela e, em autos apartados, a liquidação desta.
§2o Quando a apuração do valor depender apenas de cálculo aritmético, o credor poderá promover,
desde logo, o cumprimento da sentença.
§3o O Conselho Nacional de Justiça desenvolverá e colocará à disposição dos interessados
programa de atualização financeira.
§4o Na liquidação é vedado discutir de novo a lide ou modificar a sentença que a julgou.

o Modalidades de liquidação: a) liquidação por artigos, desencadeada sempre que


houver necessidade de alegar e provar fato novo; b) liquidação por arbitramento, quando
determinada por sentença, convencionado pelas partes ou exigido pela natureza da

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liquidação.

o O novo Código de Processo Civil traz uma nova modalidade de liquidação que
denomina de procedimento comum. Contudo, mantém a liquidação por arbitramento. Cabe
liquidação por arbitramento comum quando houver necessidade de alegar e provar fato novo.

o Na liquidação por arbitramento não preciso provar fato novo, mas tenho de
apurar o valor.

o Súmula 344 do Superior Tribunal de Justiça:

Súmula 344 do Superior Tribunal de Justiça:

A liquidação por forma diversa da estabelecida na sentença não ofende a coisa julgada.

o Logo, a parte do dispositivo que fixar a modalidade de liquidação não transita em


julgado materialmente.

o Na hipótese de sentença que dependa de cálculo aritmético, compete ao credor


anexar a memória discriminada de cálculo ao requerimento de cumprimento de sentença.

o Processamento da liquidação por arbitramento: artigo 510 do Código de


Processo Civil.

Artigo 510 do Código de Processo Civil:

Art. 510. Na liquidação por arbitramento, o juiz intimará as partes para a apresentação de pareceres
ou documentos elucidativos, no prazo que fixar, e, caso não possa decidir de plano, nomeará perito,
observando-se, no que couber, o procedimento da prova pericial.

o Ao término, a liquidação por arbitramento é julgada por meio de interlocutória. É


cabível o recurso de agravo de instrumento. É a regra geral.

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o O artigo 512 do Código de Processo Civil permite a liquidação provisória:

Artigo 512 do Código de Processo Civil:

Art. 512. A liquidação poderá ser realizada na pendência de recurso, processando-se em autos
apartados no juízo de origem, cumprindo ao liquidante instruir o pedido com cópias das peças
processuais pertinentes.

o A competência se encontra prevista no artigo 516 do Código de Processo Civil:

Artigo 516 do Código de Processo Civil:

Art. 516. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante:


I - os tribunais, nas causas de sua competência originária;
II - o juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição;
III - o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença arbitral,
de sentença estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo.
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o exequente poderá optar pelo juízo do atual
domicílio do executado, pelo juízo do local onde se encontrem os bens sujeitos à execução ou pelo
juízo do local onde deva ser executada a obrigação de fazer ou de não fazer, casos em que a
remessa dos autos do processo será solicitada ao juízo de origem.

o Existem várias regras para o desencadeamento do cumprimento de sentença.

Primeira regra: causa de competência originária dos Tribunais. O cumprimento


é processado perante o respectivo Tribunal.

Segunda hipótese: sentenças cíveis. Há várias opções. Todas existem para


evitar a expedição de precatórios. O credor tem opção de desencadear o cumprimento perante
o Juízo que decidiu a causa em primeiro grau de jurisdição, no foro do domicílio do devedor,
no Foro onde o devedor tiver bens penhoráveis ou no Juízo do local onde deva ser executada
a obrigação de fazer ou não fazer.

Terceira hipótese: sentença penal, sentença arbitral e sentença estrangeira. O


desencadeamento ocorre perante o Juízo cível competente. O credor pode optar pela hipótese
do parágrafo único.

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1.2 Execução de título extrajudicial

o Sempre que houver compatibilidade, as lacunas constantes no Livro I da Parte


Especial, referentes ao cumprimento de sentença, são preenchidas pelas regras do Livro II.

o Natureza de qualquer execução de título extrajudicial, independentemente do


objeto da prestação: as execuções de título extrajudicial têm natureza de ação. São
desencadeadas por petição inicial (o artigo 798, I refere explicitamente à petição inicial).

o O artigo 785 do Código de Processo Civil dispõe que o credor, mesmo quando
titular de crédito corporificado, pode optar pelo processo de conhecimento. A grande vantagem
é incluir um pedido de tutela provisória, por exemplo.

o A petição inicial deve estar instruída nos termos do artigo 798 do Código de
Processo Civil:

Artigo 798 do Código de Processo Civil:

Art. 798. Ao propor a execução, incumbe ao exequente:


I - instruir a petição inicial com:
a) o título executivo extrajudicial;
b) o demonstrativo do débito atualizado até a data de propositura da ação, quando se tratar de
execução por quantia certa;
c) a prova de que se verificou a condição ou ocorreu o termo, se for o caso;
d) a prova, se for o caso, de que adimpliu a contraprestação que lhe corresponde ou que lhe
assegura o cumprimento, se o executado não for obrigado a satisfazer a sua prestação senão
mediante a contraprestação do exequente;
II - indicar:
a) a espécie de execução de sua preferência, quando por mais de um modo puder ser realizada;
b) os nomes completos do exequente e do executado e seus números de inscrição no Cadastro de
Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica;
c) os bens suscetíveis de penhora, sempre que possível.
Parágrafo único. O demonstrativo do débito deverá conter:
I - o índice de correção monetária adotado;
II - a taxa de juros aplicada;
III - os termos inicial e final de incidência do índice de correção monetária e da taxa de juros
utilizados;
IV - a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso;
V - a especificação de desconto obrigatório realizado.

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o O artigo 784 do Código de Processo Civil contempla o rol de títulos executivos


extrajudiciais. É meramente ilustrativo:

Artigo 784 do Código de Processo Civil:

Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais:


I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque;
II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor;
III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas;
IV - o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública, pela
Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou mediador credenciado
por tribunal;
V - o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e aquele
garantido por caução;
VI - o contrato de seguro de vida em caso de morte;
VII - o crédito decorrente de foro e laudêmio;
VIII - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como de
encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio;
IX - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei;
X - o crédito referente às contribuições ordinárias ou extraordinárias de condomínio edilício,
previstas na respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desde que
documentalmente comprovadas;
XI - a certidão expedida por serventia notarial ou de registro relativa a valores de emolumentos e
demais despesas devidas pelos atos por ela praticados, fixados nas tabelas estabelecidas em lei;
XII - todos os demais títulos aos quais, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva.
§1o A propositura de qualquer ação relativa a débito constante de título executivo não inibe o credor
de promover-lhe a execução.
§2o Os títulos executivos extrajudiciais oriundos de país estrangeiro não dependem de
homologação para serem executados.
§3o O título estrangeiro só terá eficácia executiva quando satisfeitos os requisitos de formação
exigidos pela lei do lugar de sua celebração e quando o Brasil for indicado como o lugar de
cumprimento da obrigação.

o O artigo 784, §2º do Código de Processo Civil trata de títulos executivos


extrajudiciais oriundos de outros países. Por exemplo, contrato firmado nos Estados Unidos.
Não há que se falar em homologação deste pelo Superior Tribunal de Justiça porque não é
título judicial, mas extrajudicial.

o O título executivo oriundo de país estrangeiro pode ser executado no Brasil


desde que preenchidos certos requisitos cumulados. Primeiro requisito: o título deve ser
traduzido para o português. Segundo requisito: o valor do título deve ser convertido para a
moeda nacional. Terceiro requisito: o título deve indicar o Brasil como local de cumprimento
da obrigação. Quarto requisito: o título deve observar a legislação do país de sua formação.

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Por fim, a tradução precisa ser juramentada.

o Uma vez ajuizada ação de execução de título extrajudicial, o credor deve


requerer a intimação das pessoas elencadas no artigo 799.

Artigo 799 do Código de Processo Civil:

Art. 799. Incumbe ainda ao exequente:


I - requerer a intimação do credor pignoratício, hipotecário, anticrético ou fiduciário, quando a
penhora recair sobre bens gravados por penhor, hipoteca, anticrese ou alienação fiduciária;
II - requerer a intimação do titular de usufruto, uso ou habitação, quando a penhora recair sobre
bem gravado por usufruto, uso ou habitação;
III - requerer a intimação do promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em relação
ao qual haja promessa de compra e venda registrada;
IV - requerer a intimação do promitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito aquisitivo
derivado de promessa de compra e venda registrada;
V - requerer a intimação do superficiário, enfiteuta ou concessionário, em caso de direito de
superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real
de uso, quando a penhora recair sobre imóvel submetido ao regime do direito de superfície,
enfiteuse ou concessão;
VI - requerer a intimação do proprietário de terreno com regime de direito de superfície, enfiteuse,
concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a
penhora recair sobre direitos do superficiário, do enfiteuta ou do concessionário;
VII - requerer a intimação da sociedade, no caso de penhora de quota social ou de ação de
sociedade anônima fechada, para o fim previsto no art. 876, § 7o;
VIII - pleitear, se for o caso, medidas urgentes;
IX - proceder à averbação em registro público do ato de propositura da execução e dos atos de
constrição realizados, para conhecimento de terceiros.
X - requerer a intimação do titular da construção-base, bem como, se for o caso, do titular de lajes
anteriores, quando a penhora recair sobre o direito real de laje;
XI - requerer a intimação do titular das lajes, quando a penhora recair sobre a construção-base.

o Na inicial de execução, o credor pode pleitear medidas urgentes, como o arresto


incidental, por exemplo.

o Além das medidas urgentes, o credor dispõe de medida coercitiva introduzida


pelo artigo 782 do novo Código de Processo Civil:

Artigo 782 do Código de Processo Civil:

Art. 782. Não dispondo a lei de modo diverso, o juiz determinará os atos executivos, e o oficial de
justiça os cumprirá.
§1º O oficial de justiça poderá cumprir os atos executivos determinados pelo juiz também nas
comarcas contíguas, de fácil comunicação, e nas que se situem na mesma região metropolitana.

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§2º Sempre que, para efetivar a execução, for necessário o emprego de força policial, o juiz a
requisitará.
§3º A requerimento da parte, o juiz pode determinar a inclusão do nome do executado em cadastros
de inadimplentes.
§4º A inscrição será cancelada imediatamente se for efetuado o pagamento, se for garantida a
execução ou se a execução for extinta por qualquer outro motivo.
§5º O disposto nos §§ 3o e 4o aplica-se à execução definitiva de título judicial.

o Nos casos de execução extrajudicial ou cumprimento definitivo de sentença, o


credor pode requerer inscrição do nome do devedor em cadastros de inadimplência.

o O protesto, por sua vez, encontra-se previsto no artigo 517 do Código de


Processo Civil:

Artigo 517 do Código de Processo Civil:

Art. 517. A decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei,
depois de transcorrido o prazo para pagamento voluntário previsto no art. 523.
§1o Para efetivar o protesto, incumbe ao exequente apresentar certidão de teor da decisão.
§2o A certidão de teor da decisão deverá ser fornecida no prazo de 3 (três) dias e indicará o nome
e a qualificação do exequente e do executado, o número do processo, o valor da dívida e a data de
decurso do prazo para pagamento voluntário.
§3o O executado que tiver proposto ação rescisória para impugnar a decisão exequenda pode
requerer, a suas expensas e sob sua responsabilidade, a anotação da propositura da ação à
margem do título protestado.
§4o A requerimento do executado, o protesto será cancelado por determinação do juiz, mediante
ofício a ser expedido ao cartório, no prazo de 3 (três) dias, contado da data de protocolo do
requerimento, desde que comprovada a satisfação integral da obrigação.