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A Maldição do Egocentrismo

“Sabe, porém isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos, ”

porque haverá homens amantes de si mesmos

(II Timóteo 3:1 e 2)

“O homem é um deus para o homem” (Karl Marx)

Uma das coisas mais difíceis de lidar é com o ego, é ele o terreno mais fértil para semear tudo o que se relaciona com transtornos e desequilíbrios, entre seus mais producentes frutos está o megalomaníaco. Nesse caso a ênfase de ser centro, a grandeza de ser maior pisando sob os demais até chegar na plataforma mais alta as custas de conveniência proposital é o suporte do megalomaníaco e por fim todos os egocêntricos. O desejo de ser sob a custodia da ameaça de que ninguém mais usurpe esse lugar, mas fique no topo sozinho, tendo os demais como meros admiradores da sua posição orbitalmente superior. Esse é tema difícil de lidar, estou apenas abordando isso, porque esse é um problema sério, muito sério um agravante devastador que está destruindo a igreja moderna. A pompa eclesiástica dá todo o suporte para a ascensão do egocentrismo. Portar um titulo eclesiástico é hoje em dia, rara exceções, acreditar num poderoso misticismo que envolve o titulo eclesiástico, desde cedo, partindo do cerne da religião desviada do evangelho de dar poderes mágicos aos ministros da religião, ostentação privilegiada na conduta e imunidade pessoal, assim procede toda essa blasfêmia de usurpar a posição que só pertence a Deus e roubar-lhe a glória que lhe pertence. Essa é a tendência do homem caído, dificilmente você encontra pessoas que estejam vivendo em trato e humildade de modo a ter o ego crucificado e então proclamar “não vivo eu Cristo vive em mim”. Elas tendem a serem o centro, são excepcionalmente maníacas na questão da vida centrada em si mesma, na arrogância disfarçada muitas vezes de falsa humildade e no falso esplendor de acreditarem ser dignas do ajustamento psicológico de que são melhores e maiores do que as outras, justamente porque portam um titulo eclesiástico ou possuem certas inclinações para o mesmerismo e a retórica misturada com a manipulação psicológica. A sede pelos elogios, a ânsia pela fama, a mórbida tendência do sentimento de não ser ameaçado por qualquer

ente que esteja confrontando o “status quo” ou a sua condição de proeminência. Não é assim o homem de Deus, o homem regenerado não quer ocupar um lugar de divindade mas de servidão, não quer a plataforma da exuberância pessoal mas o quarto secreto da devoção, não quer ser o primeiro mas o ultimo, e do coração se ouve o brado da conduta mais pura “é necessário que ELE cresça e eu diminua”(João 3:30) A estética espiritual do homem servo de Deus é que tanto pode subir ao monte para confrontar falsos profetas como também fugir covardemente de Jezabel, porque no poder de Deus, o que o homem faz

é para a glória de Deus, na força da sua carne, o que faz o conduz a sua própria vergonha e ruína. Há um caminho oposto ao megalomaníaco é

o caminho da negação do ego pelo cruz. (Marcos 8:34 e Lucas 9:23) O

homem torna-se um desequilibrado quando torna-se excêntrico, nesse caso quando sai do centro de Cristo e evoca para si a exaltação de si mesmo e o consagra como semi-divindade. Do mesmo modo o homem jamais pode torna-se concêntrico, ou seja, evoca a si mesmo como centro do seu mundo existencialista. A espiritualidade bíblica não permite qualquer tipo de idolatria, não permite que haja outra forma de movimento espiritual que não esteja indo inexoravelmente a Cristo (efésios 1;10). Mas a tendência do homem moderno, ouvindo a voz da serpente, ainda que dentro de uma religião cristã, é notável que o mover-se é quase sempre egocêntrico. Essa é uma das maldições mais terríveis que se perpetua dentro da cristandade; a exaltação do homem, muitas vezes as custas da manipulação e do engano, mas cada vez mais predomina o humanismo entre os cristãos, justamente porque estão cada vez mais egocêntricos. O exemplo mais claro disso e

a prova mais evidente é a sede pelo poder, a luta para manter o poder,

os meios que se usa para se alcançar os fins, que na sua maioria são evidentemente maquiavélicos. A idéia de uma liderança servil apagou- se da mentalidade dos evangélicos, títulos eclesiásticos (Como exemplo: Pastor) alcançou níveis tão elevados de conceitos humanistas que é sempre associado como “o ungido” ou “o intocável” ou “o infalível” ocupando uma posição até mesmo superior ao sumo sacerdote da antiga aliança, essa tendência também se aplica a “cantores” “pregadores” e as inovações mais atuais; “apóstolos” “pastoras” etc. Portar um titulo eclesiástico é notório á uma “elite” que está bem acima dos homens, ocupando posições de “semi-deuses” na

maquina religiosa moderna. Todo esse mover está indo ao rumo contrario daquilo que Cristo ensinou, e isso está muito claro em suas palavras, porém é ignorado de tal forma, que a voz de Cristo perdeu a relevância no atual sistema. (Leia Mateus 20:25 a 28) De qualquer forma, as minhas observações são nítidas, fruto de anos de apontamentos. Não receio em errar, pois a experiência me dá certeza e evidencias solene apresentam, o egocentrismo é a causa da devastação do atual sistema, é o vírus mortífero que mata a espiritualidade da igreja, que torna qualquer congregação num campo de disputas por posições, destaque e poder. Isso é notável, a arrogância, o orgulho, o egoísmo, e com essas falhas satânicas vem o totalitarismo religioso, a caricatura do líder que está acima da media e precisa de um holofote luminoso, um altar para ser idolatrado, toda a pompa e intocabilidade, como ser superior, a voz do Espirito Santo ressoa “Nada façais por contenda ou por vangloria, mas por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3). Sim amado leitor, esse versículo está na bíblia. Assim, apenas ressalto a ressonância da vida de Cristo, que não tendo como por usurpação de ser igual a Deus, mesmo tendo a plenitude da divindade, desce ao mundo dos egocêntricos e brada “neguem-se a si mesmos”, deixem de ser antropocêntricos, parem de cultuarem a si mesmos e disputarem o primeiro lugar, porque os últimos serão os primeiros. E nessa visão radicalmente oposta a todo esse sistema glamorizado de semideuses eclesiásticos, o Senhor Jesus toma uma toalha cinge-se e vai lavar os pés encardidos dos discípulos e então se decepcione com o mundo religioso, porque você descobre que eles não fazem o mesmo.

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20).

O ego adâmico é um usurpador por excelência, ele é um monstro recalcado na razão e possui argumentos sofisticados e alienantes, tão devassos são seus ardis que ele engana o próprio homem. Há um tratamento adequado para o eu, é a cruz. Sabemos que esse não é um tratamento nada agradável, expulsar o ego do trono do coração é um

trabalho muito humilhante, é uma humilhação pessoal terrível, é uma afronta sem tamanho para o orgulho. O ego é forte, a personificação mais eficiente seria chamá-lo de um dragão que cospe fogo dentro de nós. O homem tem sede de grandeza, cristo nos ensinou senso de baixeza. Ele, o Senhor dos senhores, está lá numa estrebaria, um bebê indefeso e frágil. Não caro leitor, não era um palácio, Deus se fez homem (I Timoteo 3:16) o Verbo se fez carne (João 1;14) mas ele não foi uma criança indefesa que nasceu num palácio, a baixeza de sua condição pessoal também foi acompanhada por uma baixeza social. Eis um brado contra a arrogância humana, um insulto ao orgulho dos filhos de Adão. Sem opulência e sob condições humilhantes, o Filho de Deus dá os passos seguintes na vida cotidiana e os passos são firmes, deixam marcas profundas na humanidade, é um caminho estreito justamente porque é um caminho de redução, é uma via crucis, um andar sob o solo firme da humildade, enquanto que sacerdotes e reis andavam numa corda bamba de exaltação tendo as profundezas abissais diante deles. Pois a maioria dos homens prefere andar sobre essa corda bamba com os olhos fechados para o abismo. Assim muitos cristãos caem na mesma armadilha. Sem um ego inflado a vida se trona insuportável para tais. Despreze as coisas mundanas e temporais, os reinos desse mundo e a gloria deles, e sua partida para além nunca será uma tristeza, o desapego ao mundo e um apego ao Senhor é tudo o que precisamos para viver cristo vendo a morte como ganho. Quais requisitos para uma vida de ressurreição espiritual que ira proceder uma ressurreição corporal seguida da glorificação plena do ser? Viver como um crucificado. “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nossos Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Galatas 6;24) O homem egocêntrico deseja gloria, portanto tem sede de púlpito, tem necessidade de fama, de reconhecimento, de elogios, de aplausos, de admiração, precisa de centralidade, aqui está o espírito do erro na sua essência mais pessoal, há mais humanistas na igreja hoje do que nunca. Não são cristãos! São humanistas evangélicos, nada mais. Toda a forma de tirar Cristo do centro é uma manifestação de humanismo, é o ego na sua ação mais sutil causando o metabolismo espiritual para criar orgulhosos disfarçados de santos, negadores da cruz, inimigos da cruz, vivem o oposto da vida espiritual proposta por Cristo. Eles usurpam o

“eu Sou” pensam que são alguma coisa, por isso fazem nutrindo essa ilusão : “eu sou” seguido de um titulo eclesiástico ou de uma posição de status “eu sou” o apostolo, “eu sou” o pastor, “eu sou” o bispo “eu sou”

o profeta, etc. Se acham em vantagem, portadores da soberba, muitos

desses, verdadeiros ditadores, pragmáticos e maquiavélicos, existe uma enorme contradição nisso querendo serem bíblicos são na verdade antibiblicos, porque na declaração paulina o que vale é “eu não sou” mas CRISTO É. Só existe uma plataforma onde o homem santo pode encontrar verdadeira glória: na cruz de Cristo. Todas as outras plataformas são catapultas do inferno para promover egos orgulhosos. Muitas vezes a falta de maturidade leva o homem cristão a cair nessa terrível armadilha. O problema do egocentrismo não é apenas de

caráter mundano, também não somente um problema da liderança cristã, é sim um agravante que está muito bem enraizado nos membros das igrejas modernas. Isso já era um problema das igrejas do Novo Testamento, olhe para a situação caótica da igreja de Corinto, Paulo também percebeu o problema do egocentrismo na igreja da Galacia (Veja Gálatas 5:15) mas como foi profetizado que o egocentrismo se acentuaria muito e seria um sinal dos últimos dias (II Timóteo 3:1 a 7) quero salientar que esses egocêntricos são corruptos de entendimento

e réprobos quanto a fé (II Timóteo 3:8). Nutrir sentimentos de auto-

exaltação, causar brigas e intrigas para disputar cargos, promover confusão para chamar a atenção, atropelar o próximo para se autopromover, não repartir as funções ministeriais com colegas que possuem capacidade e chamado, para trabalhar em equipe, tudo isso é egocentrismo. Percebe-se isso claramente, e ainda mais, com o tempo aprendemos que existem pessoas que nem sequer tem a capacidade de ensinar com coerência, todavia por causa de posições eclesiásticas, não permitem que outros tomem o seu lugar porque não desejam perder a

gloria dos homens, sentem-se ameaçados e não desejam perder o “status” temem perder a posição central, temem que os olhos dos outros se desviem para outra personagem que não seja o centro; ele mesmo. Infelizmente isso ocorre com freqüência hoje em dia. E esse pecado tem destruído congregações, causando escândalos por causa de egocêntricos que não permitem jamais que alguém se destaque mais do que eles, não enxergam uma igreja como um corpo mas como uma platéia que deve estar pronta para olhar somente para eles.

O Vicio de ser Egoísta

Cristo não era egoísta, sua vida era de total desprendimento dos interesses pessoais. Cristo era um servo nato. Isso é uma afronta a qualquer lógica religiosa, afinal de contas um Deus encarnado, um Emanuel que vem sob as tonalidades de um servo de ultima classe, um lavador de pés fedorentos, um sábio sem diplomas, um amigo de pecadores e simpatizante das classes mais baixas. Sua rota vai de encontro aos gadarenos num cemitério, aliás foi no “campo santo” que ele vai conversar com um cadáver, retira-lo da tumba, lugar imundo. Suas parábolas eram extremamente ofensivas, veja que no filho prodigo, da vida mais devassa e revestida de misericórdia, de um conto do bom samaritano, é exposto todo o vicio do egoísmo do sacerdote e do levita e aclamado como é boa a espiritualidade de um samaritano rotulado com um perfil de infiel a ortodoxia da religião formal. Em tudo isso Cristo massacrou o egoísmo humano, derrubou os muros de palha da altivez humana. Para Cristo não havia o politicamente correto, não existiu o aforismo da maldição egoísta “Pouca brasa, meu peixe primeiro” não havia lugar para o pragmatismo e muito menos para os fins que justificam os meios. Jesus era puro de coração, e seus seguidores se não seguem a risca essa definição são falsos cristãos. Cristo não era viciado em egoísmo, ele repartia e multiplicava ainda mais para repartir. Não quis seguir sozinho no ministério que daria conta se quisesse, mas chama pessoas para compartilhar tarefas, e porque fez isso? Porque não era egoísta. Sua vida soma a totalidade do desprendimento pela causa do outro. Num instante de perene dor, o instantâneo do inferno na terra, a cruz, ele doa perdão e um lugar no paraíso ao mais delinqüente dos homens. Cristo era fenomenal, seus seguidores seguem a regra e os demais, apenas assumem o bom nome dele, para em seguida tornar mais feroz ainda a própria condenação, porque nada pode ser tão terrível quanto um ego inchado fantasiado

com trapos remendados de religião humanistas decorados com versículos bíblicos. Seja santo e não serás egoísta, porque a vida cristã

é incompatível com o egoísmo

A religião cristã é a fé dos opostos, pelo menos dentro da perspectivas do mundo, a bíblia assinala que o cristão trilha opostos permanentes. Aqui temos algo a dizer, por exemplo, a graça divina confere o fato de que a justificação pela fé exclui qualquer mérito humano e sempre reforça o fato da confiança plena da obra consumada e perfeita de Cristo na cruz. Assim também no que se insiste sobre uma vida bem sucedida, o convite das Escrituras é para um viver no Espírito sob o aspecto que mais é negligenciado hoje em dia, a humildade e a humilhação. Creio que seja esse o ponto que justifica porque se prega hoje tão pouco sobre o quebrantamento e a humildade. Veja que quando Cristo começou seu sermão no monte, de inicio ele enfatiza a pobreza de espírito, o que num sentido literal, Cristo fala sobre o ser mendigo das coisas celestiais, isso requer uma observância da nossa condição de total dependência de Deus em tudo. Isso é o posto da auto- suficiência, que denota orgulho e rebelião. Mas ainda prossigo nessa radical seqüência das exigências ao novo homem transformado pelo Espírito Santo, pois enquanto que o mundo monta palcos o Espírito Santo clama por humilhação. Enquanto que o mundo oferece a gloria humana pelos degraus do egocentrismo, nos vamos ver o Senhor nos chamando para a humilhação, e isso notamos na vida de Paulo, depois de quase três décadas de fé cristã ele vai reconhecer que é um dos principais pecadores (I Timóteo 5:17) ser peregrino e estrangeiro já denota um fator conclusivo, o cristão não tem uma morada permanente aqui nesse mundo, não somos de um sistema que jaz no maligno (I João 5:19). Então a voz do Santo Consolador que nos guia a toda verdade nos convida a humilhar-se e não a exaltar-se. A humilhação é um papel perene na vida do cristão, só ao Senhor cabe o dureiro da exaltação. “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará” (Tiago 4:10) “Humilhai-vos pois, debaixo da potente mão de Deus, para que ao seu tempo ele vos exalte” (I Pedro 5:6). Essa é uma regra áurea, um principio permanente. A Deus cabe a responsabilidade de dar honra ao homem que se submete a humilhação por amor e reconhecimento a Soberania de Deus. Nisso consiste em que muitos obreiros e cristãos nada tem a apresentar a não palha inútil. Porque são orgulhosos. Toda a humildade procede de um coração santificado assim como a pompa e o orgulho mais arrogante procede de um coração diabólico. Não é tarefa fácil falar sobre humildade em nossos

dias de homens arrogantes e amantes de si mesmos. Nessa geração de egocêntricos, nem mesmo o evangelho pode ser pregado na sua essência mais divina porque os ouvintes se ofendem com a mensagem da bíblia. Por mais cômico que seja isso, a contradição mais ridícula da igreja moderna é que seus membros odeiam toda a mensagem que interprete a voz do Espírito e que ao mesmo tempo seja ofensiva porque suas convicções não se encaixam com aquilo que a bíblia ensina. Segue que as convicções pessoais de muita gente tem sido a autoridade final em questões de fé e pratica e não as Escrituras, e isso pode ser observável mesmo entre aqueles que defendem a suficiência final das Escrituras, ou “sola Scriptura”. Mas esse convite a humilhação é uma coisa seria. Isso funciona para qualquer um e é uma exigência para todos porque o modelo maior é Cristo e ele se humilha na cruz, se humilha na servidão quando lava os pés dos apóstolos, quando nasce numa estrebaria, quando se submete a viver nove meses no útero de Maria, quando é rejeitado pelos mestres de Israel “E sendo ele em forma de homem humilhou-se a si mesmo” (Filipenses 2:8) A voz que em Genesis ecoa como um trovão quando ordena as coisas criadas, aquela voz de autoridade que ordena Lazaro sair da sepultura, aquela voz digna de respeito que ordenou libertação aos cativos quando expulsava os demônios, que deu voz de autoridade contra a tempestade, ela se cala no silencio da humilhação da cruz “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca, como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca” (Isaias 53:7). Esse caminho de humilhação na presença do Senhor é um convite a rendição e reconhecimento da sua eterna Soberania sobre a nossa vida. É um reconhecimento da nossa fraqueza e impotência espiritual, uma necessidade da vida piedosa é essa tão exigida descida ao pó, ao reconhecimento da nossa debilidade e total dependência, e mais que isso também é uma forma como crucificamos o nosso orgulho, pois na humilhação reduzimos o nosso ego a nada. Cristo insistiu sobre isso, ele ensinou com voz firme, com certeza absoluta que os que a si mesmo se exaltam, serão humilhados e os que se humilham serão exaltados (Mateus 23:12 Lucas 14:11 e 18:14) por isso, há um caminho a percorrer na presença do Senhor, esse quebrar-se da alma, essa descida aos pés da cruz, essa inclinação até os lugares mais inferiores

do Calvario, um prostrar-se aos pés do Senhor, e isso é rebaixar-se diante de todos os homens. Não estou nada satisfeito com o egocentrismo que prevalece hoje em dia entre os que se dizem cristãos, homens arrogantes e briguentos, promotores de disputas internas e formadores de elitismo espiritual, não há vento do Espírito soprando sobre esses homens, eles estão trancafiados no obscurantismo de seus corações arrogantes, estão acorrentados pelos grilhões do orgulho, escravos do ego e regido por princípios puramente satânicos, pois são essas coisas que caracterizam a índole dos filhos das trevas, a natureza de um homem que está cego e manipulado pelas potestades dos ares (Efesios 2:2) é essa natureza egocêntrica e rebelde.

O Homem Magnânimo

Numa sociedade moralmente doente, não é popular falar sobre virtudes como magnanimidade e equidade. Esses conceitos morais estão completamente fora de moda, e diga-se de passagem, nem sequer são incentivadas e ensinadas hoje em dia nos púlpitos, razão porque a maior parte dos pregadores encontrariam grandes dificuldades em apresentar a prática do que irão pregar. Assim como a equidade remete o homem para a pratica de uma justiça imparcial, exclui dessa virtude qualquer tipo de conveniências. Assim, o homem magnânimo é aquele que enfrenta todos os riscos e perigos, tomando decisões sem interesse pessoal, por intenções objetivas de promover a causa do próximo. Seu ideal é uma generosidade elevada desprendida de interesses puramente pessoais, seu sacrifício gira em torno da promoção do próximo, a alegria e a satisfação dele estão no alcance desse objetivo. Nada 00é centralizado em interesses pessoais. O homem magnânimo não sente riscos, ele não se entristece quando alguém se destaca mais do que Ele e nem mesmo se entristece quando alguém é promovido, pois a base pelo qual se sustenta o padrão moral de suas virtudes é magnanimidade. É notável que o sistema mundano seja piramidal, ficando algumas pessoas no topo influenciando e controlando as demais que ficam abaixo delas. Uma analise da vida de Cristo e vimos que Jesus era um homem magnânimo, sua missão desde

o principio é elevar pobres pecadores a santos, filhos de Adão a filhos

de Deus, perdidos em salvos, condenados em justificados, idolatras em sacerdotes reais, e como Cristo alcance isso? Pela sua morte! A cruz foi a via pelo qual muitos homens banidos da presença de Deus podem ter acesso pelo vivo caminho consagrado pela redenção de Cristo. A adoção é a doutrina que é sustentada pelo fato da cruz ter sido uma obra consumada e perfeita realizada pelo nosso Bendito Salvador na cruz do Calvário. Toda a vida de Cristo está permeada de todas as virtudes mais elevadas, ele é o homem por excelência Deus feito carne de forma mais humilhante. Percebem esses paradoxos, o Senhor desce os degraus da mais baixa servidão lavando os pés dos discípulos e sobre o altar da cruz expondo-se a mais extrema vergonha, mas porque ele o Senhor fez isso? Para dar os pobres e miseráveis mortais pecadores a dignidade da justificação pela fé, o perdão dos pecados, o resgate da maldição eterna, e remoção da penalidade que foi imposta a cada filho de Adão. Isso é ser um homem magnânimo na sua forma existencial mais completa e nEle temos o exemplo de um ideal de vida cristã. Se realmente aquelas pessoas que professam a fé em Cristo vivessem de acordo com os princípios que Ele ensinou aos seus seguidores, não teríamos tantos problemas na igreja atual, pois o numero de egocêntricos seriam reduzidos a quase nada, esses poucos egocêntricos seriam expostos pela própria conduta sinalizando que seriam meros carnais buscando satisfação para o ego. É maravilhoso perceber como Cristo tinha essas marcas distintas, os valores de suas ações refletiam o modo como ele viveu e morreu por causa dos pecadores. Completamente desprendido de interesses pessoais, não era conivente com qualquer tipo de erro, não aderiu a qualquer tipo de conveniências, era reto em seus propósito e puro em suas intenções. “nos fez reis e sacerdotes” (Apocalipse 1:6) mas isso teve o preço da sua completa humilhação e a condição de esvaziamento, a graça teve um custo, o dom gratuito de Deus teve um preço incalculável, precisamos ver a graça pelo ângulo da redenção efetuada por Cristo na cruz. Sem ser magnânimo Cristo nuca poderia ter inaugurado o sacerdócio real de todos os santos. Por essa perspectiva vamos entender o quanto é importante que a magnanimidade seja pregada, porque ela é um distintivo espiritual no verdadeiro cristão, é uma prova de que tem o espírito de Cristo (Romanos 8:9). Que o Senhor possa abrir os nossos olhos para essas tão preciosas verdades

“Se você se intitula cristão, você deve mostrar isso em seus modos e comportamentos “ (J. C. Ryle)

Enfermos na Fé

Existem enfermidades espirituais, Paulo fala sobre ser são na fé,(Tito 1:13) e também trata da enfermidades na fé (Romanos 14:1) note que não é da fé, mas na fé. A questão não é a fé em si, mas a pessoa que tem uma perspectiva errada no coração com relação a certos aspectos doutrinários, e que precisa ser corrigida de forma paciente, pois parece não ter uma maturidade para discernir as coisas reais das fantasias.(Veja Hebreus 5:12 a 14). Paulo abordou esse problema em Romanos 14, e isso estava ocorrendo dentro da igreja, porque há pessoas que ainda são meninos no entendimento, ao invés de serem adultos no entendimento (I Coríntios 14:20). Assim quando não há um crescimento e um progresso espiritual, pode sobrevir dificuldades pela falta de sobriedade, entendimento e discernimento. Paulo já tinha admoestado “Sede transformado pela renovação de vosso entendimento” (Romanos 12:2). O apostolo citado, escreve varias cartas que foram inseridas no Canon do Novo Testamento, corrigindo desvios doutrinários, muitas vezes conseqüente de má interpretação, falta de maturidade e discernimento espiritual dos crentes daquelas igrejas. Uma enfermidade espiritual pode levar a apostasia, em outra parte nos é dito sobre pessoas que naufragaram na fé. (I Timóteo 1:19) Como se trata de um problema espiritual, precisa ser resolvido, de forma paciente, porque alguns demoram a avançar no conhecimento espiritual, e firmar-se na sã doutrina e ter uma vida cristã saudável. Por isso Paulo tanto exorta na pregação de uma doutrina saudável (Tito 2:1 e 7) Porque de outra forma, a má exegese vai sempre resultar em mensagens espiritualmente doentes, daí a questão de um preparo adequado, temor e muita responsabilidade na exposição das doutrinas da graça e das Escrituras de um modo geral. A enfermidade interfere no vigor e no fervor espiritual, ela debilita e mata, Pois esse é o fator

que determina a gravidade de uma vida enfermiça: debilidade e morte. Agora veja que há decadência nessa gravidade, pessoas que não tratam da enfermidade na fé, chegam ao estado crônico de não mais suportar a sã doutrina (II Timóteo 4:3) por isso o remédio apresentado é ”Pregues a palavra, instes a tempo e a fora do tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina”(II Timóteo 4:2). A Palavra e somente a Palavra, bem dividida e por isso mesmo, a igreja bíblica e espiritualmente saudável é criteriosa em ter obreiros aprovados que manejam bem à Palavra da verdade. (II Timoteo2:15) e com relação aos cristãos, aquele que é sábio, prudente e criterioso, vai buscar sempre ouvir sermões bíblicos e se congregar junto a igreja que prega a suficiência das Escrituras.

Autor: Clavio J. Jacinto

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