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1 Circuitos retificadores

O retificador é um circuito com diodos que converte a tensão alternada em tensão


contı́nua, necessária para o funcionamento dos dispositivos eletrônicos. Neste expe-
rimento verificaremos o funcionamento de dois tipos de retificadores monofásicos:

• Retificador de meia onda;


• Retificador de onda completa utilizando transformador com derivação central.

Para isso serão utilizados a placa protoboard e os seguintes componentes:

• Transformador 9+9 Volts;


• Diodos retificadores 1N4007;
• Resistor de carga (RL ).

1.1 Diodos

Um diodo é um dispositivo semicondutor construı́do a partir de uma junção PN,


portanto deixará que a corrente passe somente num único sentido quando adequada-
mente polarizado (polarização direta), bloqueando a corrente quando a polaridade
da tensão inverter (polarização reversa). A Fig. 1 mostra o diodo com a indicação
dos dois terminais, o sı́mbolo, e o aspecto fı́sico de diodos comerciais.
Para o diodo conduzir, mesmo em polarização direta, é necessário que a tensão da
bateria seja de pelo menos 0,7 V para vencer a barreira de potencial. Em condução
um diodo apresenta uma queda de tensão de aproximadamente 0,7 V (para diodos
de silı́cio). Com polarização reversa a corrente no diodo será muito baixa (da ordem
de nA para diodos de Si), de forma que do ponto de vista prático será zero. Quando
polarizado reversamente, toda a tensão da fonte cairá entre os terminais do diodo.
As especificações do diodo 1N4007 para os parâmetros que suporta são IF = 1 A
(corrente máxima) e VR max = 1000 V (tensão reversa máxima).

Figura 1: Diodo: (esquerda) aspecto construtivo, (meio) sı́mbolo, e (direita) aspecto fı́sico.

1
1.2 Retificador de meia onda

O circuito do retificador de meia onda é mostrado na Fig. 2. Quando o ponto


A é positivo em relação ao ponto B, o diodo está polarizado diretamente e conduz
corrente. Com isso a corrente circula de A até B pelo diodo e pela carga RL . Quando
oIvair
ponto A está negativo em relação ao ponto B, o diodo está polarizado inversamente
José de Souza
e não conduz. Portanto, tem-se corrente em RL somente nos semiciclos positivos da
tensão de entrada.
Circuitos
A frequênciaretificadores
de ondulação na saı́da é igual à frequência de entrada.
Introdução
Invertendo o diodo, a tensão de saı́da será negativa.
A tensão
A Fig. 3 mostra as formas
fornecida de onda considerando
pela concessionária de energiaumelétrica
diodo ideal. O valorao
é alternada médio
passoda
que os contı́nua
tensão dispositivos
em Reletrônicos
L é operam com tensão contínua. Então é necessário
retificá-la e isto é feito através
Vp dos circuitos retificadores que convertem corrente
alternada em corrente contínua.
V cc = ou Vcc = 0, 45Vef , (1)
π
Temos os retificadores monofásicos que são utilizados em aparelhos eletrônicos e
os retificadores
onde Vp é o valorpolifásicos
de pico dapara usoeem
tensão Vefcircuitos
é o valorindustriais
eficaz (RMS)de alta potência.
da tensão alternada
V
no secundário do transformador, sendo Vef = √p .
2
Destacaremos neste curso os três tipos de retificadores monofásicos que são:
IO –valor
Retificador de meia
médio da onda.
corrente em RL e no diodo é
II – Retificador de onda completa utilizando transformador
Vcc com derivação central.
III – Retificador em ponte (forneceILonda
= IDcompleta
= , na saída). (2)
RL
eI – Retificador
o valor de meia
de pico da corrente é onda
V
p
O diodo tem a característica de conduzir
Ip = corrente
. somente num sentido e devido(3)
a
R
esta característica unidirecional, o mesmo éL utilizado para retificar.
O tensão
A diodo ideal com
de pico polarização
inversa direta
no diodo é Vipcomporta
= −Vp . Ocomo
diodouma
devechave fechada
suportar umaetensão
com
polarização reversa comporta como uma chave aberta.
inversa maior que Vip e uma corrente direta maior que Ip .
O diodo real tem resistência direta muito baixa e resistência reversa muito alta.

Funcionamento do circuito
Figura 2: Retificador de meia onda.
Para o ponto A positivo em relação ao ponto B o diodo está polarizado diretamente
e conduz e com isto, a corrente circula de 2A até B passando pelo diodo e RL.
Para o ponto A negativo em relação ao ponto B o diodo está polarizado
Formas de onda considerando um diodo ideal

VCC = VP / π ou VCC = 0,45 . Vef .


Figura 3: Formas de onda do retificador de meia onda, considerando um diodo ideal.
VCC é o valor médio da tensão contínua em RL.
VP é o valor de pico da tensão sendo .
1.3 Vef é o valor eficaz ou rms da tensão alternada
Retificador de onda completa com transformador no secundário docom
transformador.
derivação
central
IL = VCC / RL e ID = IL
IL é o valor médio da corrente em RL e ID é o valor médio da corrente no diodo.
O IP =também
circuito, VP / RL denominado
sendo IP o valor
de de pico da corrente.
retificador de onda completa convencional, é

mostradoTensão
na Fig.eficaz
4. Há
emuma
RL = defasagem
VP / 2 mas ade 180 eficaz
tensão entre na
asentrada
tensõesé de saı́da do trans-
PIV = -- VP sendo PIV o pico inverso de tensão
formador, VA e VB , medidas em relação ao ponto C. no diodo.
O diodo deve suportar uma tensão inversa maior do que PIV e uma corrente direta
maior queBID.será negativo, a corrente sai de A e passa por D1 e RL para
Para A positivo,
chegar aoAsponto C. Para para
especificações A negativo, B serásão
o diodo 1N4007 positivo,
IF = 1A ae corrente
VR max = sai de B e passa
1000V.
por D2 e Este
RL para
diodochegar
suportaao ponto
uma C. Somente
corrente os semiciclos
direta de 1A e uma tensãopositivos de1000V.
reversa de A ou de B
passam para a saı́da. Para qualquer polaridade de A ou de B a corrente IL circula
num único sentido em RL e por isto é contı́nua.
II –deRetificador
A frequência ondulação nadesaı́da
ondaé ocompleta utilizandodetransformador
dobro da frequência entrada. com
I-1)derivação central.
Sendo a o valor eficaz da tensão VAB = 18 V, RL = 470Ω, determine:
VCC = 8,1 V
IL = 17,2 mA ID = 17,2 mA
IP = 54 mA
PIV = − 25,4 V

Invertendo o diodo, a tensão de saída será negativa.


O diodo conduz, somente, durante os semiciclos negativos.
Os semiciclos positivos ficam no diodo.

Funcionamento do circuito.
Figura 4: Retificador de onda completa utilizando transformador com derivação central.
Este circuito é também denominado de retificador de onda completa convencional.
Há uma defasagem de 180º entre as tensões de saída do transformador, VA e VB.
As tensões VA e VB são medidas em relação ao ponto C (0V).
Quando A for positivo, B será negativo, a corrente sai de A passa por D1 e RL e
Ivair José de
chega aoSouza
ponto C.
Quando A for negativo, B será positivo,
3 a corrente sai de B passa por D2 e RL e
chega ao ponto C.
Para qualquer polaridade de A ou de B a corrente IL circula num único sentido em
Funcionamento do circuito.
Este circuito é também denominado de retificador de onda completa convencional.
Neste caso o valor
Há uma médiodeda180º
defasagem tensão
entrecontı́nua
as tensõesem
de RL é do transformador, VA e VB.
saída
As tensões VA e VB são medidas em relação ao ponto C (0V).
Quando A for positivo, 2Vp
Vcc = B será negativo,
ou aVcorrente sai de A passa por D1 e RL (4)
cc = 0, 9Vef ,
e
chega ao ponto C. π
Quando A for negativo, B será positivo, a corrente sai de B passa por D2 e RL e
onde Vefchega
= VABao /2 é oC.valor eficaz da tensão alternada de entrada. As correntes na
ponto
carga e Para qualquer
em cada um polaridade
dos diodosdesão
A ou de B a corrente IL circula num único sentido em
RL e por isto, a corrente em RL é contínua.
Somente os semiciclos positivos
Vcc de A e de B passam
IL para a saída.
IL = na saída ée o dobroIDda=freqüência
A freqüência de ondulação . de entrada. (5)
RL 2
Formas de onda considerando diodo ideal

VCC = 2.VP / π ou VCC = 0,9.Vef


VCC é oconsiderando
Figura 5: Formas de onda do retificador de onda completa, valor médio um
da tensão contínua em RL.
diodo ideal.
VP é o valor de pico da tensão .
Vef é o valor eficaz da tensão de entrada (Vef = VAB

IL = VCC / RL e ID = IL / 2.
IL é o valor médio da corrente em RL e ID é o valor
IP = VP / RL onde IP é o valor de pico da corren
Tensão eficaz de saída =Tensão eficaz de entrada =
O PIV nos diodos é o pico negativo da tensão VAB.

II-1) Sendo a o valor eficaz da tensão VAB = 18 V,


VCC = 8,1 V
4 IL = 17,2 mA e ID = 8,6 mA
IP = 27 mA
1.4 Procedimento experimental

Retificador de meia onda

1. Monte o circuito da Fig. 2.


2. Qual é o valor de RL utilizado? Anote também o código de cores. Qual é o
valor medido?
3. Faça as seguintes medições e compare com os valores esperados:
Grandeza Valor medido Valor esperado (e equação)
Tensão na rede

VAB (AC)

Vmax

Vsaida (DC)

IL

Retificador de onda completa com transformador com derivação central

1. Monte o circuito da Fig. 4.


2. Faça as seguintes medições e compare com os valores esperados:
Grandeza Valor medido Valor esperado (e equação)
VAB e VBC (AC)

Vmax

Vsaida (DC)

IL

5
2 Circuitos retificadores em ponte

Neste experimento verificaremos o funcionamento do terceiro tipo de retificador


monofásico: o retificador de onda completa em ponte, nas variações sem filtro e com
filtro. Aplicaremos o retificador a um circuito simples com LED. Os componentes
necessários são:

• Transformador 9+9 Volts;


• Diodos retificadores 1N4007;
• Capacitor eletrolı́tico 2200 µF;
• Resistor de carga (RL );
• Resistor limitador e diodo emissor de luz (LED) vermelho, verde e amarelo.

2.1 Retificador de onda completa em ponte sem filtro

Quando o transformador não possuir a tomada central, utiliza-se uma ponte de


diodos para realizar a retificação de onda completa. A ponte pode ser construı́da
com quatro diodos (Fig. 6) ou pode ser utilizada uma ponte comercial.
Quando A é positivo em relação a B, a corrente sai de A, passa por D1, RL , D3 e
chega ao ponto B. Quando A é negativo em relação a B, a corrente sai de B, passa
por D2, RL , D4 e chega ao ponto A.
Conduzem somente dois diodos a cada vez, fazendo com que a corrente IL circule
num únicoIII
sentido em RL . Os valores
– Retificador das tensões e correntes no retificador em ponte
em ponte

Funcionamento do circuito.
Figura 6: Retificador de onda completa em ponte sem filtro.
O retificador em ponte dispensa o uso do transformador com tomada central e com
isto, pode-se ter um retificador de onda completa ligado diretamente à rede elétrica.
Quando A é positivo em relação a6 B, a corrente sai de A passa por D1, RL, D3 e
chega ao ponto B.
são iguais aos do retificador de onda completa convencional (sendo desprezada a
queda de tensão de 1,4 V nos diodos).

2.2 Retificador de onda completa em ponte com filtro

A ondulação na saı́da do circuito retificador é grande, o que torna a tensão de


saı́da inadequada para alimentar os circuitos eletrônicos. É necessário aplicar uma
filtragem na tensão de saı́da do retificador para nivelar a forma de onda tornando-a
próxima de uma tensão contı́nua.
Uma maneira simples para a filtragem é ligar um capacitor de alta capacitância em
paralelo com a carga RL , como mostrado na Fig. 7, e normalmente utiliza-se um
capacitor eletrolı́tico. Quanto maior for a capacitância deste capacitor, menor será
a ondulação (ripple) na saı́da da fonte.
Filtro a capacitor para retificador de onda completa

Filtro a capacitor para retificador de onda completa

Funcionamento
Figura 7: Retificador de onda completa em ponte com filtro.
A filtragem para o retificador de onda completa é mais eficiente do que para o
retificador de meia onda. Em onda completa o capacitor será recarregado 120 vezes
por segundo.
Os diodos carregam O capacitor descarrega
o capacitor com o valordurante
deum tempo
pico damenor e com
tensão, Vpisto a sua semiciclo.
a cada
tensão permanece próxima de VP até que seja novamente recarregado.
Assim que aOtensão de entrada
tempo durante cair a descarrega
o qual o capacitor zero, o diodo para
é a metade de conduzir
do período ( t = T / 2).e o capacitor
Quando RL drena alta corrente é necessário um
descarrega lentamente em R , chegando à tensão mı́nima V . retificador de onda completa.
L min

A ondulação é Vond = Vp − Vmin = Q/C, onde Q = IT /2 é a carga armazenada


Funcionamento
pelo capacitor em um semiciclo. Sendo o perı́odo T = 1/f , a ondulação durante a
descarga é As equações Aparafiltragem para são
onda completa o retificador
as mesmas de onda para
utilizadas completa é mais
meia onda, no eficiente do que p
retificador
entanto, a freqüência de meiapara
de ondulação onda.
ondaEm onda écompleta
completa de 120 Hz. o capacitor será recarregado 120
por
VCC = VP – Vond / 2 segundo. O capacitor
IT Idescarrega durante um tempo menor e com isto
tensão V
permanece= =
próxima
VCC é o valor médio da tensão contínua na saída.
ond .
de VP até que (6)
seja novamente recarregado.
2C f C
O tempo durante o qual o capacitor descarrega é a metade do período ( t = T / 2
VP é o valor de pico da RL
Quando tensão no capacitor
drena (desconsiderou-se
alta corrente é necessário a queda de tensão de onda completa.
um retificador
nos diodos).
Vef é o valor eficaz ou rms da tensão alternada na saída do transformador (VAB)

f = 120 Hz para onda completa


As equações para onda completa são as mesmas utilizadas para meia ond
Vond é a tensão de ondulação ou de ripple na saída e quanto menor for Vond mais
próxima de uma entanto, a freqüência
tensão contínua de ondulação para onda completa é
pura será de 120 Hz.
I é a corrente em RL
7 a tensão de saída.
VCC
f é a freqüência = VP – Vond
de ondulação / 2 e é igual a 120 Hz para onda completa.
na saída
VCC é o valor médio da tensão contínua
--6 na saída.
A filtragem pode ser aplicada para retificadores de meia onda ou onda completa,
sendo mais eficiente para onda completa.

2.3 Procedimento experimental

Retificador de onda completa em ponte sem filtro

1. Monte o circuito da Fig. 6.


2. Faça as seguintes medições e compare com os valores esperados:
Grandeza Valor medido Valor esperado (e equação)
VAB (AC)

Vmax

Vsaida (Vcc )

IL

Retificador de onda completa em ponte com filtro

1. Monte o circuito da Fig. 7.


2. Faça as seguintes medições e compare com os valores esperados:
Grandeza Valor medido Valor esperado (e equação)
VAB (AC)

Vmax

Vsaida (Vcc )

Vond

IL

8
Circuito para LED

1. Especifique um circuito para acender um LED na saı́da Vcc do retificador com


filtro, supondo uma corrente no LED de ILED = 20 mA e queda de tensão no
LED de VLED = 1.5 V. Desenhe o circuito abaixo.

2. Faça a medição das seguintes grandezas. Qual o valor do resistor utilizado? In-
dique o código de cores. Calcule a potência dissipada no resistor (PR ). Verifique
se há diferenças em VLED entre LEDs vermelhos, verdes e amarelos.
Grandeza Vermelho Verde Amarelo
RL

ILED

VLED

PRL

Comentários e conclusões
Comente sobre as divergências observadas entre as medições e os valores esperados.

9
3 Leis de Kirchhoff e equivalente de Thévenin

O objetivo deste experimento é comprovar os conceitos de resolução de circuitos


elétricos e verificar na prática o equivalente de Thévenin.
Serão utilizados os seguintes componentes:

• Fonte de tensão contı́nua;


• Resistores.

3.1 Leis de Kirchhoff

A lei das correntes de Kirchhoff (LCK) determina que a soma algébrica das correntes
em um determinado nó do circuito é sempre zero. Por sua vez, a lei das tensões de
Kirchhoff (LTK) determina que o resultado da soma algébrica das tensões ao longo
de qualquer caminho fechado de um circuito deve ser igual a zero.

3.2 Circuito equivalente de Thévenin

O equivalente de Thévenin é uma ferramenta importante para a análise de circuitos


elétricos, especialmente quando se deseja saber o comportamento de um circuito
sob o ponto de vista de dois terminais quaisquer.
Qualquer combinação de resistências e de fontes com dois terminais externos pode
ser reduzida a uma única resistência equivalente Req . Assim, para o cálculo de
correntes e tensões externas, toda a combinação pode ser substituida por Req , inde-
pendentemente do que esteja ligado aos dois terminais. Logo, poderemos enunciar
o teorema de Thévenin: “Qualquer circuito linear, ativo, com terminais de saı́da A
e B pode ser substituı́do por uma fonte de tensão em série com uma resistência”.
Para se determinar o equivalente de Thévenin de um circuito visto de dois terminais
A e B, deve-se:

• Determinar a resistência equivalente do circuito vista dos terminais A e B


com todas as fontes independentes zeradas. Assim, as fontes de tensão serão
curto-circuitadas e as fontes de corrente serão abertas. Esta resistência será a
resistência de Thévenin, Rth ;
• Determinar a tensão equivalente entre os pontos A e B quando estes se encon-
tram em aberto. Esta tensão será a tensão equivalente de Thévenin, Vth .

10
3.3 Procedimento experimental

1. Monte o circuito do diagrama:

2. Use as leis de Kirchhoff e a lei de Ohm para calcular as correntes In e as tensões


Vn nos resistores Rn (n = 1, ..., 6). Preencha a tabela com os valores medidos e
calculados:
Medido Calculado Medido Calculado
v1 I3

v2 I4

R1 I5

R2 I6

R3 V1

R4 V2

R5 V3

R6 V4

I1 V5

I2 V6

11
3. Calcule o equivalente de Thévenin para o circuito de terminais a e b e obtenha
com o multı́metro os valores de Vth e Rth . Compare os resultados.

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4 Ponte de Wheatstone

O objetivo deste experimento é testar um circuito de medição de temperatura por


ponte de Wheatstone. Serão utilizados os seguintes componentes:

• Fonte de tensão contı́nua;


• Termistor tipo NTC;
• Potenciômetro 5 kΩ;
• Resistores.

4.1 Ponte de Wheatstone com um termistor tipo NTC

O método da ponte de Wheatstone, estudado por Wheatstone no século XIX, é um


dos mais empregados para a medição de resistências na faixa de 1 Ω a 1 MΩ.
A resistência a ser medida (RX ) é colocada num circuito em ponte, como mostrado
na Fig. 8, com um galvanômetro (microamperı́metro) entre os pontos A e B. Os re-
sistores R1 e R2 têm valores de resistências conhecidos. O resistor R3 tem resistência
variável que pode ser ajustada.
O princı́pio de medição consiste em se ajustar o valor de R3 para que os pontos A
e B fiquem no mesmo potencial, ou seja, tensão VAB nula. Isso fará com que não
circule corrente pelo galvanômetro (ig = 0).
Nesta condição a ponte fica equilibrada e a resistência desconhecida pode ser deter-

Figura 8: Ponte de Wheatstone.

13
minada como
R2
RX = R3 . (7)
R1

Utilizaremos como R3 um potenciômetro: um resistor com três terminais e um


botão ajustável. O botão controla um cursor que percorre o resistor de uma ponta
até a outra, criando assim um divisor de tensão. Quando somente dois terminais
são conectados (o terminal central e um dos laterais) o potenciômetro serve como
resistor variável.
As pontes de Wheatstone são utilizadas muitas vezes em circuitos de medição. Para
uma ponte nas condições de equilı́brio da Eq. (7), quando houver uma variação na
resistência RX , surgirá uma diferença de potencial entre os terminais A e B. Assim,
uma variação em RX causa um desequilı́brio na ponte, o que gera uma tensão de
saı́da.
O uso de um termistor como RX na ponte permite a medição de temperatura.
Os termistores são termorresistores fabricados por materiais semicondutores, cuja
resistência depende da temperatura, podendo ser dois tipos:

• NTC (coeficiente de temperatura negativo) quando a resistência diminui com


aumento da temperatura;
• PTC (coeficiente de temperatura positivo) quando a resistência aumenta com
o aumento da temperatura.

O termistor tipo NTC é muito sensı́vel a variações de temperatura, porém o com-


portamento de sua resistência com a temperatura não é linear.

14
4.2 Procedimento experimental

1. Monte o circuito da Fig. 8.

2. Use as leis de Kirchhoff para deduzir a Eq. (7) na condição de equilı́brio da


ponte (tensão e corrente zero no galvanômetro entre os pontos A e B).

3. Use o amperı́metro entre os pontos A e B para encontrar o equilı́brio da ponte


na temperatura ambiente, ajustando R3 . Faça a medição do valor de R3 no
equilı́brio.

4. Calcule o valor do resistor NTC após o ajuste, a partir do valor medido do


potenciômetro R3 .

15
5. Coloque um voltı́metro entre os pontos A e B da ponte equilibrada e varie
a temperatura. Comente o que ocorreu, qual o sentido da tensão medido,
se a tensão aumentou ou diminuiu. Explique como foi feita a variação da
temperatura.

16
5 Amplificadores operacionais 1

O objetivo deste experimento é testar um amplificador inversor com o aplificador


operacional 741. Também será estudado o uso do amplificador operacional como
um comparador na construção de um termostato. Serão utilizados os seguintes
componentes:
• Fontes de tensão contı́nua;
IF-UFRJ
Elementos de Eletrônica Analógica Mestrado Profissional em Ensino de Física
• Amplificador operacional
Prof.741 (8Carlos
Antonio pinos);
• LED, potenciômetro deAmplificadores
Aula 11: 5 kΩ e resistores.
Operacionais

Este material foi baseado em livros e manuais existentes na literatura


(vide referências) e na internet e foi confeccionado exclusivamente
para uso como nota de aula para as práticas de Laboratório de Física
5.1 O amplificador operacional
Moderna Eletrônica. Pela forma rápida que foi confeccionado, algumas
partes foram extraídas quase verbatim de outros autores citados na
lista de referências. Trata-se de um texto em processo de constante
modificação. Por gentileza, me informe os erros que encontrar.
O amplificador operacional (amp op) é um amplificador diferencial com alto ganho,
alta impedância de entrada e baixa impedância de saı́da.
Um amplificador operacional (Amp Op) é um amplificador diferencial com alto ganho, alta impedância de entrada e baixa
A Fig. 9 mostra um amplificador operacional tı́pico com duas entradas (inversora e
impedância de saída. Os amplificadores operacionais são normalmente utilizados para amplificar tensões, como
não inversora) e uma saı́da. O sinal na saı́da terá a mesma polaridade ou polaridade
osciladores, filtros, etc...
As figuras abaixo mostram um amplificador operacional típico com duas entradas (uma positiva e outra negativa) e uma
invertida, dependendo se o sinal é aplicado na entrada inversora (−) ou não inversora
saída. O sinal na saída terá a mesma polaridade ou polaridade invertida, dependendo se o sinal é aplicado na entrada
inversora (-) ou não inversora (+).
(+). A tensão na saı́da é

Vo = A(V2 − V1 ) , (8)

onde A é o ganho diferencial (ou ganho de malha aberta, A = ∞ para amp op


ideal).
A figura também mostra os pinos do amplificador operacional 741, um dos circuitos
integrados clássicos da eletrônica, o qual contém 20 transistores e 11 resistores.

v1
inversora +V +
_ - Zsaida

entradas 1 -
Zentrada

Saída +
2 + _
+ +
-V _ VTH = A(v2 –v1)
não inversora v2

Figura 9: Amplificador operacional tı́pico, circuito equivalente de Thévenin e pinos do amp op 741.

V saida = A(V 2 − V1 )
17
A → ganho diferencial (open-loop gain , ganho de malha aberta) A=∞ (ideal)
31
O 741 tem ganho A ≈ 100 000 e exige uma fonte de alimentação simétrica. Ele
tem impedância de entrada muito alta, Zi ≈ 2 MΩ, e impedância de saı́da baixa,
Zo ≈ 75 Ω. Isso significa que o 741 amplifica o sinal na sua saı́da quase sem
consumir corrente na entrada. A saı́da está limitada a uma pequena corrente de
cerca de 20 mA.
Utilizando dois resistores, os amplificadores podem ser levados a ter um ganho
programado, realimentando uma das entradas com parte da tensão de saı́da. As
duas “regras douradas” dos projetos com amplificadores operacionais são:

1. Nenhuma corrente irá fluir nas entradas.


2. As tensões nas duas entradas serão iguais (nos casos em que há realimentação
da tensão da saı́da na entrada).

5.2 Amplificador inversor de ganho 10

A configuração da Fig. 10, onde o sinal de saı́da é transmitido à entrada inversora


com realimentação negativa, é o amplificador inversor. O ganho em tensão do
circuito é dado por
Vo R2
A= =− . (9)
Vs R1

+14 V
R2
10 kΩ

+14 V

R1
Vs
5 kΩ
Vo
LM741

10 kΩ
-14 V

-14 V

Figura 10: Circuito para amplificador inversor de ganho 10.

5.3 Termostato

O amplificador operacional sem realimentação utiliza o ganho de malha aberta e


tem aplicação como comparador de tensão. Neste caso, uma pequena diferença de

18
tensão entre as entradas é amplificada, levando a tensão de saı́da a um valor próximo
da tensão de alimentação positiva ou negativa, dependendo do sinal da diferença.

14 V

+V
3.3 kΩ 560 Ω

3.3 kΩ
LM741

-V
5 kΩ NTC

0V

Figura 11: Circuito para termostato usando o amplificador operacional como comparador.

Um termostato pode ser construı́do usando um amplificador e um termistor tipo


NTC como sensor de temperatura (Fig. 13).

19
5.4 Procedimento experimental

Amplificador inversor de ganho 10

1. Monte o circuito da Fig. 10 com R1 = 10 kΩ e R2 = 100 kΩ.

2. Ajuste a tensão Vs e preencha a tabela com os valores medidos e calculados.

Vs Vs medido Vo medido Vo calculado


−2, 0 V

−1, 5 V

−1, 0 V

−0, 5 V

0, 5 V

1, 0 V

1, 5 V

2, 0 V

3. Como a Eq. (9) pode ser deduzida a partir das “regras douradas”?

4. Comente sobre o regime de linearidade do amplificador operacional.

20
Termostato usando o amplificador operacional como comparador

1. Monte o circuito da Fig. 13.

2. Encontre a posição do potenciômetro em que o LED muda de estado.

3. Varie a temperatura do termistor de modo a ligar e desligar o LED, com o


potenciômetro inalterado.
Explique o que acontece no circuito com a variação da temperatura.

21
6 Amplificadores operacionais 2

O objetivo deste experimento é testar os circuitos amplificador somador e amplifica-


dor não inversor, usando o aplificador operacional 741. Serão utilizados os seguintes
componentes:

• Fonte de tensão contı́nua;


• Gerador de sinais;
• Amplificador operacional 741 (8 pinos);
• LED, potenciômetro de 5 kΩ e resistores.

6.1 Amplificador somador inversor

Quando aplicamos mais de um sinal de tensão à entrada inversora, na configuração


com realimentação negativa, o circuito é o chamado amplificador somador inversor.
Se as duas tensões aplicadas são Va e Vb , cada uma em série com um resistor (Ra e
Rb , respectivamente), a tensão na saı́da será
 
Rf Rf
V0 = − Va + Vb , (10)
Ra Rb
onde Rf é o resistor da realimentação negativa.
10 kΩ
10 kΩ

+14 V
sine
10 kΩ
Vo
LM741

sine

-14 V

Figura 12: Circuito para amplificador somador.

6.2 Amplificador não inversor

A configuração de circuito, na qual o sinal é aplicado à entrada não-inversora, é o


circuito amplificador não inversor.

22
10 kΩ

+14 V

10 kΩ
+14 V
Vo
LM741
5 kΩ

-14 V -14 V

Figura 13: Circuito para amplificador não inversor e pinos do 741.

Se Rf é o resistor da realimentação negativa, Rs é da entrada inversora, e a tensão


aplicada à entrada não-inversora é Vp , a tensão na saı́da será
Rf + Rs
V0 = Vp . (11)
Rs

6.3 Procedimento experimental

Amplificador somador

1. Monte o circuito da Fig. 12. Utilizando dois geradores de sinais, mostre pelo
menos duas combinações de sinais de entrada e seu respectivo sinal de saı́da.
Analise V0 com o osciloscópio. Desenhe as formas de onda encontradas com
detalhes como escala de tempo e amplitude.

2. O ganho verificado foi o esperado?

23
Amplificador não inversor

1. Monte o circuito da Fig. 13. Construa uma tabela da tensão na entrada não-
inversora do 741 e a tensão de saı́da V0 .

Rf +Rs
2. Demonstre que o ganho do circuito amplificador não-inversor é A = Rs .

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3. Determine dos dados a faixa de tensão de entrada, para a qual o regime do
circuito é linear.

4. O ganho e a faixa de tensão (questão 3) verificados foram os esperados?

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7 Amplificador operacional integrador

O objetivo deste experimento é analisar e verificar o funcionamento de um circuito


integrador com amplificador operacional.
Serão utilizados os seguintes componentes:

• Fonte de tensão contı́nua;


• Amplificador operacional 741 (8 pinos);
• Capacitor eletrolı́tico 2200 µF;
• Resistores.

Vi
R
C
Vcc

Vn Vo

Vp
-Vcc

Figura 14: Circuito para amplificador integrador.

O integrador é um circuito que simula o operador matemático integral. Devido à


propriedade da corrente através de um capacitor,
dv
i=C , (12)
dt
a tensão de saı́da do circuito é proporcional à integral da tensão de entrada.

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7.1 Procedimento experimental

1. Analise o circuito de Fig. 14 e encontre a expressão para V0 como função de Vi .

2. Projete um circuito integrador para gerar uma tensão na saı́da em formato de


rampa que varie de 0 a +10 V em 10 segundos, usando um divisor de tensão
para obter Vi . Utilize o voltı́metro para testar seu circuito. O capacitor deve
ser de 2.2 µF e os resistores disponı́veis são: 100 Ω, 560 Ω, 3.3 kΩ, 8 kΩ, 10 kΩ,
68 kΩ, 100 kΩ e 1 MΩ.

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3. Faça dez medições da tensão de saı́da para t = 5 s e t = 10 s e construa uma
tabela.

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