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5º ENCONTRO DE MATEMÁTICA DO AGRESTE ALAGOANO

A MATEMÁTICA NAS MÚLTIPLAS FACES DE ATUAÇÃO


24 a 28 de setembro de 2018 – ARAPIRACA - ALAGOAS – BRASIL

SATISFAÇÃO/MOTIVAÇÃO DOS PROFESSORES DO TURNO


MATUTINO DE DUAS ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS DE
ARAPIRACA-AL
João Paulo da Silva (1); Thainnã Thatisuane Oliveira Sena (2); Ademária Aparecida de
Souza (3); Paulo Gomes dos Santos (4).

Universidade Federal de Alagoas


joaow.18@hotmail.com thainna_sena@hotmail.com ademariasouza@yahoo.com.br
paulomath07@gmail.com

Resumo

Neste trabalho discutiremos alguns aspectos teóricos e metodológicos, bem os resultados de uma
pesquisa realizada com 40 professores do turno matutino de duas escolas públicas estaduais situadas
no Bairro Baixão, na zona urbana de Arapiraca-AL. O eixo temático investigado refere-se à
satisfação/motivação dos professores quanto a diferentes faces de seu trabalho, tais como a relação
com gestores e alunos e as perspectivas de progressão profissional que o ensino os proporciona. A
escolha pelo estudo do tema ocorreu tanto a partir das discussões sobre teorias de motivação humana,
realizadas na disciplina de Projetos Integradores 5 – que integra a grade curricular do curso de
matemática da UFAL - quanto diante da necessidade de compreender as carências, satisfações ou
insatisfações que interferem no trabalho do professor e que já estamos a vivenciar no estágio
supervisionado. Nosso objetivo, portanto, será investigar, apresentar e comparar o perfil e os níveis
de satisfação/motivação nos quais se encontram professores de ambas as escolas, utilizando os dados
coletados no censo.

Palavras-Chave: Ensino, Motivação, Professor, Satisfação, Trabalho.

Introdução

Muitas pesquisas sobre satisfação/motivação no trabalho docente têm sido


desenvolvidas no sentido melhorar a qualidade do ensino ao partir do pressuposto de que
compreender o professor e seus anseios pode auxiliar no desenvolvimento de práticas
pedagógicas e na própria saúde mental do trabalhador.
Nessa perspectiva, ao contrário do que pensa o senso comum, a satisfação/motivação
docente não depende apenas das condições do local de trabalho e da remuneração financeira
pelo desempenho do mesmo. Tanto quanto isso, é importante levarmos em consideração
questões que envolvem saúde, segurança, realização profissional e integração social no
ambiente de trabalho.
Além disso, experiências de insucesso compartilhadas por grande parte destes
profissionais ou estagiários aspirantes à carreira, trazem à tona a necessidade estudarmos
como se encontram os níveis de (in)satisfação e (des)motivação de professores no ambiente
de trabalho para que possamos conjecturar como tais conceitos influenciam no desempenho
dos docentes no processo de ensino-aprendizagem. Tais conjecturas, muitas vezes criadas a
partir da análise de dados de questionários de satisfação, podem ser um passo inicial para o
desenvolvimento de pesquisas mais complexas e completas sobre o tema, as quais fogem
um pouco do alcance desta pesquisa.
Neste sentido, dado seu papel como agente transmissor de conhecimento científico e
detentor da responsabilidade de compreender a subjetividade do aluno, acreditamos ser
realmente importante dedicarmos um tempo a investigação das carências, satisfações ou
insatisfações que interferem no trabalho do professor e que, como apresentamos, vão além
das questões financeiras.
Dessa forma, para tratarmos o tema em seu sentido prático, nosso objetivo será
investigar, apresentar e comparar o perfil e, sobretudo, os níveis de satisfação/motivação nos
quais se encontram professores do turno matutino de duas escolas A e B, utilizando um
questionário como instrumento de coleta de dados. Poderemos até conjecturar alguns fatos
a partir do referencial teórico estudado e dos resultados obtidos pelo censo que realizamos,
embora façamos a ressalva de que não é possível assegurar que uma maior satisfação seja
condição necessária e suficiente para um maior desempenho no trabalho e nem que a
performance do professor seja função somente da motivação, tendo em vista a complexidade
do trabalho docente.

Fundamentação Teórica

A partir do objetivo delineado, precisamos esboçar o referencial teórico norteador de


nossa pesquisa, de modo que trataremos adiante de algumas considerações a respeito tanto
da satisfação quanto da motivação humana e a influência que tais conceitos possuem no
trabalho do professor.
Dentre muitas perspectivas, hoje podemos compreender a motivação humana como
um processo subjetivo encarregado de impulsionar o comportamento do ser humano para

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uma determinada ação, que o estimula para cumprir suas atribuições de modo que os
resultados obtidos correspondam satisfatoriamente às expectativas objetivadas.
Nesse sentido, as necessidades humanas e o desejo por sua satisfação assumem
caráter determinante sobre a motivação do indivíduo e, consequentemente, sobre a forma
com que este tende a se comportar em meio a satisfação ou insatisfação de tais necessidades.
Conforme Andrade (2017),

O comportamento motivacional é derivado das necessidades humanas, em que o


resultado dos estímulos que agem sobre os indivíduos o leva à ação. Para que haja
ação ou reação é preciso que um estímulo seja implementado [...] (ANDRADE,
2017, p.1)

Assim, sendo uma das funções do professor preparar os alunos para exercer a
cidadania e seguir um futuro acadêmico promissor, o docente geralmente será tomado por
um sentimento de orgulho ou realização, que funciona como estímulo motivacional positivo,
à medida que vivencia o progresso dos jovens e, estímulo motivacional negativo -
desmotivação -, caso contrário. Entretanto, deve-se ficar claro nem o sucesso, nem o fracasso
escolar, tampouco a responsabilidade de educar, cabem somente a ele.
Ao considerar as características do trabalho docente e das dificuldades enfrentadas
por grande parte dos professores, Telfer e Swan (1986),

O problema da motivação do professor se situa no preenchimento de necessidades


de alta ordem em uma profissão onde os padrões de carreira podem ser limitados.
O estabelecimento de metas em termos de resultados quantificáveis é difícil e o
grau de manutenção dos procedimentos nas atividades rotineiras da escola podem
ser uma verdadeira fonte de frustração. (TELFER & SWANN, 1986, p.46)

É indispensável, portanto, refletirmos melhor sobre a atual conjuntura do tema


satisfação e motivação no ambiente escolar, em busca de meios para entender o que pensa e
sente o professor em relação a seu trabalho, bem como sua função e posição como
profissional atuante, sobretudo em escolas de ensino público. Pena que infelizmente as
políticas educacionais atuais não dão conta de atender as carências de alunos e professores,
persistindo o quadro que vemos na maioria das escolas: alunos dispersos e professores
desmotivados.
Este quadro de desmotivação pode advir de inúmeros fatores, dentre os quais estão
os baixos salários, o desinteresse dos alunos, a falta de estrutura do ambiente de trabalho, até
a falta de interesse dos pais dos alunos e a sociedade ao transferirem algumas de suas

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responsabilidades para a escola. Existe ainda o problema da agressividade e violência no
ambiente escolar, alunos que não respeitam os professores, não obedecem ao regimento,
desafiam sua autoridade, entre outros problemas que sobrecarregam psicologicamente tais
profissionais.
Além disso, determinadas questões da rotina trabalhista podem agredir de modo
significativo a saúde tanto física quanto mental dos professores. Tais questões, certamente
estão relacionadas a sistematização do trabalho e condições deste para o trabalhador,
tornando a satisfação no trabalho é uma variável de atitude que mostra o sentimento em
relação ao trabalho exercido, pelo menos em alguns de seus aspectos (SPECTOR, 2006, p.
232).
Por outro lado, a insatisfação pode resultar do fato de alguns professores – e
trabalhadores, de forma geral - sentirem-se indignos nas vezes em que são incumbidos de
desempenhar uma função pela qual não têm interesse ou que não faz tanto sentido para eles.
Também podem se sentir desvalorizados ou desqualificados em questões salariais ou de
reconhecimento profissional, sobretudo diante dos riscos do trabalho docente. (SANGOI,
2015, p.25).
Entretanto, muito se tem falado sobre uma espécie de desinteresse ou descaso de
muitos professores em relação ao planejamento de seu trabalho e também sobre as
consequências destes aspectos na aprendizagem do aluno, mas é preciso dar ainda mais
visibilidade a discussões tanto sobre quais são, quanto a respeito da influência dos fatores
motivacionais e da (in)satisfação para a manutenção de todo esse quadro. Conforme Moreira
(1997),

[...] a qualidade do ensino e a satisfação do professor no trabalho estão


intimamente ligadas e que é improvável melhorar a qualidade do ensino sem
primeiro entender quais as expectativas, motivos e interesses que ainda sustentam
os professores em uma profissão em constante desvalorização. (MOREIRA, 1997,
p.1)

Nesse sentido, é difícil acreditar que professores desmotivados em seu trabalho


consigam motivar seus alunos e guiá-los à produção de conhecimento. Por esse motivo, a
seguir, nos dedicamos a discussão dos aspectos metodológicos de nossa pesquisa a respeito
satisfação/motivação dos professores do turno matutino das escolas A e B. Isto será
importante para dar alguma validade científica aos resultados e discussões que iremos
apresentar.

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Metodologia

Como instrumento de coleta de dados, foi aplicado um questionário composto por 25


questões fechadas, das quais: 8 tinham por objetivo identificar o sujeito e avaliar seu perfil
socioeconômico e educacional; 12 referiam-se ao estado de satisfação/insatisfação do
mesmo com determinados aspectos de seu trabalho e 5 relativas a sua motivação para
determinadas ações.
O questionário foi analisado mediante recursos da estatística descritiva para permitir
que caracterizemos os sujeitos – professores - com relação a cada uma das 25 questões. A
coleta dos dados foi realizada nos dias 08/08/2018 e 09/08/2018 e foram necessários dois
momentos: no primeiro, nos deslocamos à escola A no horário do intervalo, onde
explanamos os objetivos da pesquisa e distribuímos os questionários. No dia seguinte,
procedimento similar foi realizado para a coleta na escola B. Dessa forma, realizamos uma
pesquisa, com caráter de censo, com 40 professores do turno matutino, dos quais 20 lecionam
na escola A e 20 lecionam na escola B.
As questões 1 a 8 foram dedicadas a tratar, respectivamente, sobre: 01-idade, 02-
sexo, 03-estado civil, 04-nº de filhos, 05-renda familiar, 06-tempo de atuação na rede, 07-
tipo de vínculo com o Estado e 08-modalidade de formação. As questões de 9 a 20,
classificaram segundo a escala (1) totalmente insatisfeito; (2) parcialmente insatisfeito; (3)
indiferente; (4) parcialmente satisfeito e (5) totalmente satisfeito, questões que tratam
respectiva e sequencialmente sobre: 09-relação com os colegas de trabalho; 10-relação com
os alunos; 11-relação com os gestores; 12-infraestrutura do local de trabalho; 13-segurança
no trabalho docente; 14-remuneração financeira; 15-perspectivas de progressão profissional;
16-reconhecimento dos colegas, 17-“stress” no trabalho; 18-realização profissional; 19-
apoio de instâncias superiores; 20-o trabalho em si. As questões 21 a 25, por sua vez,
buscaram classificar em (1) totalmente desmotivado; (2) parcialmente desmotivado; (3)
indiferente; (4) parcialmente motivado e (5) totalmente motivado, questões a respeito da
motivação para: 21-aprender novos métodos de trabalho; 22-trabalhar em equipe; 23-
participar de ações de formação; 24-participar de projetos de mudança na instituição; 25-
sugerir melhorias.
Os dados obtidos foram analisados mediante procedimentos quantitativos e recursos
úteis à estatística descritiva, como as planilhas do Excel. A partir disto, foram compilados

5
em gráficos e tabelas para viabilizar uma melhor visualização dos resultados, os quais
apresentamos adiante.

Resultados e discussões

Uma avaliação dos dados relativos as 8 primeiras questões do questionário traçam o


perfil dos professores de ambas as escolas. Dos 20 professores integrantes do corpo docente
matutino da escola B, 15 (75%) são do sexo feminino e 5 (25%) do sexo masculino com
idade entre 23 e 52 anos e média de 38,35 anos com desvio padrão de 8,65 anos. Dos mesmos
20, 12 (60%) são casados, 6 (30%) solteiros, 1 (5%) namora e 1 (5%) é viúvo. Além disso,
12 (60%) já são pais de em média 1,7 filhos, enquanto que 8 (40%) não possuem filhos.
Estes profissionais possuem renda familiar (em salários mínimos) entre 0 e 2 (10%), 2 e 4
(55%), 4 e 6 (25%) e acima de 6 (10%) e em sua metade são concursados. O tempo de
trabalho como professor varia entre 2 e 27 anos com média de 12,95 anos com desvio padrão
de 8,00 anos. No que compete à formação acadêmica, 4 (20%) indicaram licenciatura e 16
(80%) indicaram pós-graduação ou especialização, não havendo mestres ou detentores de
outros títulos na instituição.
Por outro lado, dos 20 professores integrantes do corpo docente matutino da escola
A, 15 (75%) são do sexo feminino e 5 (25%) do sexo masculino com idade entre 25 e 55
anos e média de 40,1 anos com desvio padrão de 8,26 anos. Dos mesmos, 11 (55%) são
casados, 5 (25%) solteiros, 1 (5%) namora e 3 (15%) são viúvos. Além disso, 15 (75%) já
são pais de em média 2 filhos, enquanto que 5 (25%) não possuem filhos. Tais profissionais
possuem renda familiar (em salários mínimos) entre 0 e 2 (20%), 2 e 4 (30%), 4 e 6 (45%) e
acima de 6 (5%). O tempo de trabalho como professor varia entre 3 e 25 anos com média de
13,2 anos e desvio padrão de 6,9 anos. Dos docentes, 12 (60%) são concursados. No que
compete à formação acadêmica, 1 (5%) indicarou licenciatura, 15 (75%) indicaram pós-
graduação ou especialização e 4 (20%) indicaram mestrado, não ocorrendo profissionais
com outros títulos na instituição.
Neste sentido, existe a mesma proporção de homens e mulheres como professores do
turno matutino em ambas as instituições. A média de idade destes sujeitos na escola B é
menor e menos homogênea em relação aos que lecionam na escola A. Também verificamos
que a maioria dos profissionais destas escolas são casados e que há mais pais na escola A
que na escola B. No aspecto financeiro, a renda familiar média dos professores (em salários

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mínimos) da escola B é de 3,65 e a classe do salário modal é 2 a 4 salários, enquanto que na
escola A é de 3,68, e o salário modal está na classe 4 a 6 salários, embora nesta última escola
a distribuição seja menos homogênea. Avaliamos ainda que o conjunto dos professores do
turno matutino da escola A possuem mais concursados, mais experiência e maior
distribuição do tempo de carreira em relação aos da escola B. Nas duas escolas, a maior parte
tem pós-graduação ou especialização, porém apenas a escola A possui mestres.
A seguir apresentaremos uma síntese da análise dos dados das questões 9 a 25,
referentes a discussão dos níveis de satisfação/motivação no trabalho no qual se encontram
os professores matutinos das duas escolas. Lembremos que foi solicitado o julgamento de
cada uma das questões segundo escala crescente de satisfação enumerada de 0 a 5 (vide
metodologia).
A distribuição percentual dos níveis de satisfação dos professores da escola A com
relação às questões 9 a 20, mostra que os professores estão satisfeitos (total ou parcialmente)
com a maior parte dos quesitos apresentados, com exceção das questões 14, 15, 16, 17 e 19.
Além disso, apenas nas questões 14, 15 e 19, a insatisfação (parcial ou total) é maior do que
a satisfação (parcial ou total):

Figura 1 – Percentual de satisfação dos professores do turno matutino da escola A.

100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Totalmente insatifeito Parcialmente insatisfeito Indiferente


Parcialmente satisfeito Totalmente satisfeito

Fonte: Acervo do autor.

No mesmo contexto, os docentes da escola B demonstraram mais intensidade de


insatisfação nas questões 14, 15, 16, 17 e 19, que superam, inclusive os níveis de satisfação:

7
Figura 2 – Percentual de satisfação dos professores do turno matutino da escola B.

100%

80%

60%

40%

20%

0%

Totalmente insatifeito Parcialmente insatisfeito Indiferente


Parcialmente satisfeito Totalmente satisfeito

Fonte: Acervo do autor

Por sua vez, a distribuição do percentual dos níveis de motivação dos professores da
escola A com relação às questões 21 a 25, mostra que a maioria absoluta dos docentes está
parcialmente motivada ou totalmente motivada para desempenhar as respectivas ações.
Todos os índices de indiferença ou insatisfação (parcial ou total) estão abaixo dos 20%:

Figura 3 – Percentual de motivação dos professores do turno matutino da escola A.

100%

80%

60%

40%

20%

0%
Questão 21 Questão 22 Questão 23 Questão 24 Questão 25

Totalmente desmotivado Parcialmente desmotivado


Indiferente Parcialmente motivado
Totalmente motivado

Fonte: Acervo do autor.

8
No mesmo contexto, a motivação (parcial ou total) também é maior entre a maioria
dos professores da escola B, entretanto a desmotivação é mais intensa do que na escola A,
como percebemos abaixo:

Figura 4 – Percentual de motivação dos professores do turno matutino da escola B.

100%

80%

60%

40%

20%

0%
Questão 21 Questão 22 Questão 23 Questão 24 Questão 25

Totalmente desmotivado Parcialmente desmotivado


Indiferente Parcialmente motivado
Totalmente motivado

Fonte: Acervo do autor.

Dessa forma, podemos perceber que os professores da escola A demonstram maior


satisfação (parcial ou total) ou ainda, menor insatisfação (parcial ou total), quando
estabelecemos uma comparação com os dados referentes aos professores que trabalham na
escola B.
Para atestar a representatividade dos resultados obtidos, tabulamos as medidas
descritivas de média ̅̅̅̅̅
(𝑋), desvio padrão (𝜎) e coeficiente de variação (𝐶𝑉(%)). Sabemos
que, quanto menor é este último, menor será a variabilidade em relação a média do conjunto
de dados e maior a representatividade das informações sistematizadas. Na tabela a seguir,
calculamos tais medidas para o conjunto das notas atribuídas (em escala de 1 a 5) pelos
professores das escolas 1 e 2 e classificamos, de acordo com o menor coeficiente de variação,
qual delas possui professores mais satisfeitos/motivados segundo a perspectiva de cada
questão de 9 a 25.

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Tabela 1 – Medidas descritivas para a comparação dos índices de satisfação dos professores
do turno matutino das escolas A e B.
ESCOLA A ESCOLA B ESCOLA (A OU B)
Questão Medidas descritivas Medidas descritivas (>) satisfação/motivação
̅𝑨
𝑿 𝝈𝑨 𝑪𝑽𝑨 (%) ̅𝑩
𝑿 𝝈𝑩 𝑪𝑽𝑩 (%)
09 4,6 0,49 10,65 4,1 0,99 24,14 A
10 4,0 0,77 19,25 3,9 0,77 19,74 A
11 4,45 0,69 15,50 4,0 1,05 26,25 A
12 4,2 0,93 22,14 3,35 1,01 30,14 A
13 3,15 1,31 41,58 3,5 1,16 33,14 B
14 2,3 1,14 49,56 2,2 1,29 58,63 A
15 2,55 1,16 45,49 2,55 1,47 57,64 A
16 2,95 1,12 37,96 2,55 1,28 46,27 A
17 2,95 0,92 31,18 2,65 1,31 49,43 A
18 3,35 1,11 33,13 3,35 1,11 33,13 Indiferente*
19 2,9 1,22 42,06 2,55 1,20 47,05 A
20 3,55 1,12 31,54 3,3 1,00 30,30 B
21 4,0 0,71 17,75 3,35 1,35 40,29 A
22 4,3 0,71 16,51 3,85 0,85 20,07 A
23 4,1 0,89 21,70 2,95 1,24 42,03 A
24 4,0 0,95 23,75 2,8 1,25 44,64 A
25 4,6 1,16 25,21 3,55 1,16 32,67 A
Fonte: Acervo do autor.

Considerações Finais

Ao considerarmos os destaques e limitações da pesquisa realizada, podemos concluir


que, analisados em conjunto, a maioria dos professores das escolas A e B revelaram
satisfação com a maior parte das questões abordadas - mesmo que em diferentes intensidades
– quando postos a classificá-las segundo a escala de 1 a 5 pré-definida. Entretanto, em
aspectos como remuneração financeira, perspectivas de progressão profissional,
reconhecimento dos colegas e apoio de instâncias superiores, percebemos índices
consideráveis de insatisfação. Nesse sentido, vale o registro de que é alarmante, por exemplo,

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termos uma maioria expressiva de professores pouco crentes de que podem progredir em sua
profissão e que se sentem desamparados pelo Estado.
Em outra perspectiva, quando confrontamos os dados referentes aos professores da
escola A com aqueles relativos aos professores da escola B e analisamos sob o ponto de vista
da estatística descritiva, obtivemos que apenas nas questões 13 (segurança no trabalho) e 20
(trabalho em si), os professores da escola B apresentam níveis de satisfação/motivação mais
expressivos e representativos do que escola A. Na escola A, portanto, lecionam professores
mais satisfeitos/motivados com relações aos tópicos que abordamos na pesquisa.
Além da análise quantitativa de dados que aqui expusemos, também esperamos ter
ressaltado a importância de compreendermos a satisfação/motivação como fatores
interligados e influentes no trabalho docente, de modo que sugerimos que sejam feitos
estudos mais completos e complexos sobre o tema.

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Referências

ANDRADE, Sofia; Motivação, uma necessidade intrínseca do ser humano. Disponível


em: http://www.psicologia.pt/artigos/ver_opiniao.php?motivacao-uma-necessidade-
intrinseca-do-ser-humano&codigo=AOP0443 acesso em: 28 de Julho de 2018.

MOREIRA, Herivelto. A investigação da motivação do professor: a dimensão


esquecida. Revista Educação e Tecnologia. Campinas, n. 1, p. 88-96, 1997.

SANGOI, Thais Picolin. (In)Satisfação no trabalho de docentes de uma escola estadual:


um estudo de caso . 2015. 114 p. Dissertação (Mestrado em emfermagem)- Universidade
Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, 2015. Disponível em:
<http://coral.ufsm.br/ppgenf/images/Mestrado/Dissertacoes/2014_2015/Dissertacao_Thais
_Picolin_Sangoi.pdf>. Acesso em: 31 Agosto de 2018.

SPECTOR, Paul E. Psicologia nas organizações. Saraiva, 2006.

TELFER, Ross; SWANN, Trevor. Teacher motivation in alternate promotion structures for
NSW high schools. Journal of Educational Administration, v. 24, n. 1, p. 38-58, 1986.

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