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Texto 14 - Ditadura à Brasileira 1964 – 1985 A democracia golpeada à esquerda e à direita.


Marco Antonio Villa

Tese central: De acordo com o texto: Ditadura à Brasileira, do autor Marco Antonio Villa: “Os
anos 1964 – 1968 não podem ser considerados como ditadura, no sentido da etimologia
política desse conceito. O Congresso Nacional manteve-se aberto, assim como as Assembleias
Legislativas e as Câmaras dos Vereadores. É verdade que o legislativo foi diversas vezes ceifado
pelas cassações, mas, mesmo assim, era um espaço de discussão política e de crítica ao
regime.” (VILLA, Marco Antonio, 2014).

Ou seja, nos anos em que o Regime Militar foi instaurado no Brasil, de 1964 à 1985, os
primeiros 4 anos não podemos ser ditos como ditatoriais pelo sentido etimológico da palavra
ditadura, porque instituições públicas estavam à disposição da população.

Argumentação: Villa retrata em sua obra, os argumentos que sustentam a tese central. Tais
argumentos segundo ele são: “Os executivos estaduais ainda tiveram eleições – como em
1965, em alguns estados-, e na esfera dos municípios, executando-se as capitais e as cidades
consideradas áreas de segurança nacional, ocorreu a renovação sistemática dos prefeitos.”
Isto é, houveram eleições. O que não possibilita a não participação da população.

O autor argumenta também que: “No terreno da liberdade de imprensa, os jornais que se
colocaram no campo oposicionista denunciaram as mazelas do regime. As editoras publicaram
livremente seus livros – mesmo sofrendo perseguições por parte dos órgãos de segurança do
regime ou de grupos paramilitares. O mesmo ocorreu nos mundos teatral e cinematográfico.”

“A música popular brasileira teve nos anos 1964-1968 um período de ouro. Nesses quatro anos
ocorreram diversos festivais que consagraram uma nova geração de cantores e compositores.
O entusiasmado gerado pelos festivais nunca mais se repetiu, apesar de diversas tentativas, ao
longo das décadas seguintes.”

“O Cinema Novo tratou do regime militar. E lhe fez duras críticas. Apesar das pressões da
censura, os cineastas produziram e exibiram seus filmes no Brasil e no exterior. Alguns deles
foram premiados e ganharam amplo espaço na imprensa.”

“Nesses anos é que o movimento estudantil obteve maior importância política. A União
Nacional dos Estudantes, nos governos Castello Branco e Costa e Silva, foi um importante
aliado da oposição. As bandeiras políticas da UNE estavam voltadas para o restabelecimento
da democracia. Os decretos punitivos, tanto os vinculados diretamente aos estudantes quanto
aqueles referentes à livre organização, foram repudiados. Havia uma enorme simpatia popular
pelos estudantes e suas demandas – uma delas era a ampliação de vagas nas universidades.”

“A célebre passeata dos 100 mil, em 26 de junho de 1968, apesar das faixas “Abaixo a
ditadura”, paradoxalmente, não poderia ocorrer em um país ditatorial. O eixo da passeata era
a defesa das liberdades democráticas. E deve se recordar que uma comissão dos
manifestantes acabou sendo recebida, dias depois, em uma audiência pelo presidente Costa e
Silva, sempre com ampla cobertura da imprensa.”

Debate historiográfico: O autor relata que: “Apesar desses espaços de liberdade, foram
cometidos diversos crimes contra os direitos humanos, opositores foram detidos de maneira
ilegal, torturados, e ocorreram casos de assassinatos de presos políticos. Jornalistas foram
perseguidos, proprietários de jornais foram coagidos pelas autoridades governamentais e
artistas sofreram humilhações, como no tristemente célebre episódio que envolveu os atores
da peça Roda Viva, tanto em São Paulo, quando Marília Pêra e Rodrigo Santiago foram
agredidos e obrigados a irem para a rua frente ao teatro despidos, quanto em Porto Alegre,
quando os atores Zelão e Elizabeth Gasper foram sequestrados, humilhados e abandonados na
periferia da cidade.” (VILLA, 2014).

Mesmo assim, as pessoas vão as ruas reivindicar o direito de voto a Presidente da República
em plena ditadura.

Villa quando cita Frederico Lustosa Costa nos disse: “Durante os anos 60 e 70, o número de
empresas estatais atingiu seus maiores quantitativos, crescimento este ocorrido
principalmente no regime militar. Durante a ditadura brasileira (1964 a 1985) foram criadas
302 empresas estatais, enquanto que na era Vargas, no governo Kubitschek e no governo
Goulart foram criadas, respectivamente, 15, 23 e 33 empresas.”

É bom lembrarmos que os militares políticos eram leitores de obras autoritárias.

A censura se apresenta para uma atividade mais sistemática quanto as questões morais e
comportamentais do governo. A censura evitaria a participação do povo no quesito direito,
não podendo interferir nos assuntos políticos.

Houve a expansão das Universidades públicas, criação dos CNPQ’s (Conselho Nacional de
Pesquisas) e o CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Neste
período, foram criados novos cursos de pós-graduação, levando a sua expansão.

Em seguida, acontece uma desestrutura econômica no regime dos militares. Tancredo Neves
assume a presidência, mas logo morre, em plena época em que a democracia é instalada no
Brasil.