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4.

PRINCÍPIOS DE REALIMENTAÇÃO

As características da maioria dos elementos ativos, tais como transistores, tendem a ser variáveis. Os parâmetros variam não apenas entre unidades do mesmo dispositivo mas também variam, imprevisivelmente, devido ao en- velhecimento. Um amplificador sem realimentação com um ganho de 900, por exemplo, pode ter seu ganho facilmente mudado para 700 ou para 1100 pelo simples fato de ocorrer uma substituição dos transistores. Esses inconvenien- tes podem ser contornados e, em adição, outras vantagens podem ser obtidas

Entre as vantagens que podem ser obtidas com a realimentação encontram-se

1) impedância de entrada mais alta 2) ganho de tensão mais estável 3) largura de faixa mais ampla 4) operação mais linear 5) impedância de saída mais baixa 6) redução do ruído

4.1. Amplificador geral à malha aberta

Consideremos um amplificador de ganho A v , sem realimentação, conforme diagrama da Figura 4.1 a seguir

v i

A v v o Fig. 4.1
A v
v o
Fig. 4.1

De acordo com o esquema da Figura 4.1, pode-se escrever:

4.1 De acordo com o esquema da Figura 4.1, pode-se escrever: Se A v variar de

Se A v variar de certa quantidade ∆A v , então v o irá variar de uma quantidade:

4.1, pode-se escrever: Se A v variar de certa quantidade ∆A v , então v o

Variações de ganho como esta são intoleráveis, particularmente em instrumen tação. O único caminho para se conseguir precisão digna de confiança em

um sistema a malha aberta é garantir ganho preciso e constante. Isto requer

o uso de componentes com pequena tolerância, o que implica em alto custo, ou com recalibração frequente.

Uma medida de desempenho, que indica a sensibilidade da saída para varia-

ções de ganho é a variação percentual na saída ∆v o / v o , em relação à varia- ção percentual no ganho do sistema ∆A v / A v .

Considerando o circuito representado pelo diagrama de blocos da Figura 4.1, esta medida de desempenho pode ser obtida dividindo, membro a membro,

a equação (4.2) pela equação (4.1), conforme segue:

a equação (4.2) pela equação (4.1), conforme segue: A equação (4.3) indica que a variação percentual

A equação (4.3) indica que a variação percentual (ou por unidade), em v o é

exatamente igual à variação percentual em ganho.

Embora esta conceituação tenha sido apresentada em termos do ganho de tensão, pode-se desenvolvê-la, de maneira análoga, em termos do ganho de corrente.

4.2. Amplificador geral à malha fechada

O diagrama em blocos da Figura 4.2 representa um circuito amplificador à malha fechada

+ ∑ A v - v ε v i v o B V f Fig.
+ ∑
A v
-
v ε
v i
v o
B
V f
Fig. 4.2

Trata-se de realimentação negativa porque o sinal de realimentação v f tem uma defasagem de 180 o em relação ao sinal de entrada v i . Por isto, a adi- ção algébrica de v i com v f corresponde a uma diferença.

Para indicar que o sinal de erro v ε representa diferença entre v i e v f , colo- cam-se os sinais + e – nas entradas do detector de erro, conforme mostrado na Figura 4.2.

O fator de ganho/atenuação B representa o bloco de realimentação.

De acordo com o amplificador à malha fechada da Figura 4.2, escrevem-se As seguintes equações:

fechada da Figura 4.2, escrevem-se As seguintes equações: Substituindo a equação (4.4c) na equação (4.4b),

Substituindo a equação (4.4c) na equação (4.4b), obtém-se

fechada da Figura 4.2, escrevem-se As seguintes equações: Substituindo a equação (4.4c) na equação (4.4b), obtém-se

A substituição de (4.5) em (4.4a), seguida de passos algébricos para a obten ção do ganho de tensão é mostrada na sequência:

a obten ção do ganho de tensão é mostrada na sequência: Uma vez que esta expressão

Uma vez que esta expressão de ganho corresponde ao ganho do amplifica dor com realimentação, Figura 4.2, ela é conhecida como a expressão do ga- nho de malha fechada, reescrita a seguir com a notação A vf :

fechada, reescrita a seguir com a notação A v f : Em particular, se o amplificador

Em particular, se o amplificador com realimentação da Figura 4.2 possui B=1, (realimentação unitária), pode-se concluir, através da Equação (4.6), que

realimentação da Figura 4.2 possui B=1, (realimentação unitária), pode-se concluir, através da Equação (4.6), que

Para este caso particular, o amplificador da Figura 4.2 , pode ser simplificado para o amplificador com realimentação unitária esquematizado na Figura 4.3.

+ ∑ A v - v ε v i v o V f
+ ∑
A v
-
v ε
v i
v o
V f

Fig. 4.3

Da equação (4.6) pode-se deduzir uma condição para a estabilização do ga- ganho de malha fechada A vf , conforme mostrado a seguir. Para A v B >> 1, a Equação (4.6) pode ser aproximada para:

fechada A v f , conforme mostrado a seguir. Para A v B >> 1, a

Pela equação (4.8) observa-se que A vf fica independente da quantidade A v , que, como foi dito, é altamente variável.

Em particular, para B=1 e A v >> 1, então

Em particular, para B=1 e A v >> 1, então Ou seja, para este caso, a

Ou seja, para este caso, a saída seria igual à entrada, mas possivelmente

180 o fora de fase, caso a inversão de fase necessária para realimentação negativa fosse maior no bloco A v do que no bloco B. A saída, no entanto, não pode igualar-se exatamente à entrada porque, assim, o sinal de erro seria nulo. Como este é o sinal de entrada do amplificador, o sinal de saída também seria nulo. Assim, o sinal de erro nunca deve ser exatamente nulo, mas quanto maior for o ganho A v do amplificador, menor será o erro necessário para produzir

um sinal de saída, com v o e v i seguindo um ao outro. No limite, para A v a- proximando-se de um valor infinito, o sinal de erro aproxima-se de zero. Para obter uma saída com nível maior que o da entrada, com um valor está vel de ganho à malha fechada é necessário fazer B<1.

Em geral o bloco de realimentação toma a forma de um divisor de tensão ou corrente, fazendo com que B seja menor do que 1.

Uma vez que a realimentação negativa estabiliza o ganho de malha fechada, ela reduz o efeito da distorção de frequência inerente ao bloco de ganho A v . Para ilustrar isto, suponhamos que A v seja dado pela seguinte função de trans ferência:

A v seja dado pela seguinte função de trans ferência: onde: ω c =2f c é

onde: ω c =2f c é a frequência de corte superior e A m é o ganho nas médias frequências. Portanto, considerando que A v é parte do circuito à malha fechada com reali- mentação negativa, então

Portanto, considerando que A v é parte do circuito à malha fechada com reali- mentação negativa,

Multiplicando numerador e denominador da equação (4.10) por

segue que

Multiplicando numerador e denominador da equação (4.10) por segue que
Multiplicando numerador e denominador da equação (4.10) por segue que
Multiplicando numerador e denominador da equação (4.10) por segue que

Da Equação (4.11) conclui-se que

Da Equação (4.11) conclui-se que Comparando a Equação (4.9) com a Equação (4.12), observa-se que o

Comparando a Equação (4.9) com a Equação (4.12), observa-se que o ga-

reduzido de A m para é deslocada de ω c para A m
reduzido de A m para
é deslocada de ω c para
A m

nho nas médias frequências é

A m / (1+A m B) , enquanto

a

A extensão da resposta nas altas frequências é decorrente da redução do ga- nho de médias frequências. Na Figura 4.4 ilustra-se o efeito da realimentação sobre a resposta em frequência do amplificador.

frequência de corte superior

ω c (1+A m B)

A m /(1+A m B)

ω c

ω c (1+A m B)

Fig. 4.4

O circuito à malha fechada minimiza também os efeitos da distorção introduzi- da pelo ganho A v .

Realimentação positiva

Se a tensão de realimentação v f estiver em fase com a tensão de entrada v i , o que significa que o ganho (A v B) possui fase de 0 o ou 360 o , a realimenta- ção será considerada positiva. Para este caso, em lugar do detector de erro do amplificador à malha fechada (Fig. 4.2), tem-se um ponto de soma, como mostrado no esquema da Figura 4.5.

v i

+ ∑ A v + v ε B V f
+ ∑
A v
+
v ε
B
V f

v o

Fig. 4.5

Para este caso, tem-se o seguinte equacionamento:

Para este caso, tem-se o seguinte equacionamento: 4.3. Topologias Básicas de Realimentação Existem quatro maneiras

4.3. Topologias Básicas de Realimentação

Existem quatro maneiras básicas de se implementar uma realimentação. A tensão ou a corrente pode
Existem quatro maneiras básicas de se implementar uma realimentação. A
tensão ou a corrente pode ser, total ou parcialmente, realimentada para a
entrada, em série ou em paralelo. Portanto, as quatro possibilidades bási-
cas de realimentação em amplificador são as seguintes:
Realimentação série de tensão
V i
v ε
A v
v L
R L
v f
B

Fig. 4.6

Realimentação paralela de tensão

i s v L A transresist i f =Bv L B Fig. 4.7 Realimentação série
i s
v L
A transresist
i f =Bv L
B
Fig. 4.7
Realimentação série de corrente
i o = i L
V i
v ε
R L
A transcondut
v f =Bi L
B

Fig. 4.8

R

L

Realimentação paralela de corrente

i s A i i o =i L R L i f =Bi L B
i s
A i
i o =i L
R L
i f =Bi L
B

Fig. 4.9

Os circuitos com realimentação série tendem a aumentar a resistência de en trada, enquanto que os circuitos com realimentação paralela tendem a diminu Ir a resistência de entrada. A realimentação de tensão tende a diminuir a re sistência de saída, enquanto que a realimentação de corrente tende a aumen tar a impedância de saída. Em geral, para a maioria dos amplificadores em cascata, deseja-se impedância de entrada mais alta e impedância de saída mais baixa. Isto pode ser obtido com a realimentação série de tensão, que é estudada na sequência.

Análise do amplificador com realimentação série de tensão

O diagrama da Figura 4.10 representa, de uma forma geral, um amplificador com realimentação série de tensão.

V s

Estágio Amplificador

R s i R o i o =i L i V i R i A
R s
i
R o
i o =i L
i
V i
R i
A v V i
R L
Vo
Circuito de realimentação
R if
R of
V f
B

Fig. 4.10

Para o estagio amplificador foi utilizado um modelo de amplificador, conforme mostrado na Figura 4.10. A fonte de tensão V s , com resistência R s , está

ligada em série com a tensão de realimentação V f ; e o circuito de realimenta-

ção é conectado em paralelo com a carga. Esta forma de conectar o circuito de realimentação caracteriza a realimentação série de tensão.

Aplicando a LTK à malha de entrada do amplificador da Figura 4.10, tem-se:

à malha de entrada do amplificador da Figura 4.10, tem-se: onde a tensão de realimentação V

onde a tensão de realimentação V f é:

4.10, tem-se: onde a tensão de realimentação V f é: Por outro lado, a tensão de

Por outro lado, a tensão de saída V o é:

V f é: Por outro lado, a tensão de saída V o é: Onde A v

Onde A v representa o ganho de tensão V o / V i

lado, a tensão de saída V o é: Onde A v representa o ganho de tensão

para R L → ∞:

Observe ainda que

Observe ainda que Substituindo (4.17) em (4.16), segue que: Substituindo (4.18) e (4.15) em (4.14) segue

Substituindo (4.17) em (4.16), segue que:

Observe ainda que Substituindo (4.17) em (4.16), segue que: Substituindo (4.18) e (4.15) em (4.14) segue
Observe ainda que Substituindo (4.17) em (4.16), segue que: Substituindo (4.18) e (4.15) em (4.14) segue

Substituindo (4.18) e (4.15) em (4.14) segue que:

segue que: Substituindo (4.18) e (4.15) em (4.14) segue que: ou, para R i >>R s

ou, para R i >>R s e R L >> R o , da equação acima obtém-se:

em (4.14) segue que: ou, para R i >>R s e R L >> R o

Para R L >> R o a equação (4.18) pode ser aproximada para:

R o a equação (4.18) pode ser aproximada para: O ganho de tensão do amplificador com

O ganho de tensão do amplificador com realimentação da Figura 4.10, repre- sentado por A vf , pode ser obtido diretamente da equação (4.19), conforme segue:

ser obtido diretamente da equação (4.19), conforme segue: A impedância de entrada do amplificador com realimentação

A impedância de entrada do amplificador com realimentação R if é:

entrada do amplificador com realimentação R i f é: Substituindo (4.19) e (4.20) e (4.22), após

Substituindo (4.19) e (4.20) e (4.22), após breve simplificação, encontra-se:

com realimentação R i f é: Substituindo (4.19) e (4.20) e (4.22), após breve simplificação, encontra-se:

A impedância de saída do amplificador com realimentação é:

de saída do amplificador com realimentação é: Da equação (4.23) conclui-se que a impedância de entrada
de saída do amplificador com realimentação é: Da equação (4.23) conclui-se que a impedância de entrada
de saída do amplificador com realimentação é: Da equação (4.23) conclui-se que a impedância de entrada
de saída do amplificador com realimentação é: Da equação (4.23) conclui-se que a impedância de entrada

Da equação (4.23) conclui-se que a impedância de entrada com realimenta

ção é maior

mo tempo conclui-se, da equação (4.24), que a impedância de sa

Ao mes-

da com

dor sem
dor sem

realimentação é menor do que a impedância de saída sem realimentação.

Em resumo

um circuito amplificador com realimentação série de tensão

tem sua operação melhorada em relação ao seu estágio amplifica realimentação porque:

1. O ganho

2. Obtém-se uma impedânci

3. Obtém-se uma impedância de saída mais baixa

amplifica realimentação porque: 1. O ganho 2. Obtém-se uma impedânci 3. Obtém-se uma impedância de saída

Redução da distorção de frequência

Da análise anterior sabe-se que, para um amplificador com realimentação negativa, considerando A v B >>1, o ganho de tensão é:

considerando A v B >>1, o ganho de tensão é: Portanto, se o circuito de realimentação

Portanto, se o circuito de realimentação for puramente resistivo, o ganho com realimentação não dependerá da frequência, apesar de o ganho do am plificador básico depender da frequência. Na prática, em um circuito com re alimentação negativa de tensão, a distorção, devido ao ganho variável do Amplificador com a frequência, é consideravelmente menor.

Redução do ruido da distorção não linear

A conexão do sinal de realimentação em oposição ao sinal de entrada,

como

amplificador com realimentação negativa, tende a manter o sinal de ruído (o ruído da fonte de energia por exemplo) e a distorção não linear pequenos.

O

fator (1+A B) reduz consideravelmente o ruído da entrada e

Porém, deve-se lembrar que há uma redução do ganho, que é o preço pago pela melhora de desempenho. Se forem usados estágios adicionais para aumentar o ganho total, visando compensar a redução de ganho imposto pe la realimentação, o ruido pode aumentar de uma quantidade igual à que foi reduzida com a realimentação. Este problema pode ser de certa forma con tornado reajustando-se o ganho do circuito amplificador realimentado.

4.4. Circuitos Amplificadores com Realimentação série de tensão ➢ Circuito amplificador a BJT com realimentação
4.4. Circuitos Amplificadores com Realimentação série de tensão
Circuito amplificador a BJT com realimentação série de tensão
A saída é tomada do terminal de emissor.
V CC
R C
R
s
V
R E
V
o
s

Fig. 4.11

O circuito equivalente ac está esquematizado na Figura 4.12:

V s

R s B C i i V i h fe i i h ie E
R s
B
C
i
i
V i
h fe i i
h ie
E
V o
V f
R E

Fig. 4.12

R C

Note que o sinal de realimentação está conectado em série com a tensão de entrada V s . Para a malha de entrada do circuito da Figura 4.12 tem-se:

está conectado em série com a tensão de entrada V s . Para a malha de

O ganho do amplificador sem realimentação é:

O ganho do amplificador sem realimentação é: A tensão de realimentação é igual à tensão de

A tensão de realimentação é igual à tensão de saída, o que implica B=1. Utilizando a equação (4.21), obtém-se o ganho de tensão com realimentação como mostrado a seguir:

ganho de tensão com realimentação como mostrado a seguir: Na sequência determina-se a resistência de entrada.
ganho de tensão com realimentação como mostrado a seguir: Na sequência determina-se a resistência de entrada.

Na sequência determina-se a resistência de entrada. Sem a realimentação, a resistência é R i =h ie . Com a realimentação, e considerando R i >> R s , tem-se

a resistência é R i =h i e . Com a realimentação, e considerando R i

Amplificador a FET com realimentação série de tensão

Um circuito amplificador a FET, com realimentação série de tensão, está esquematizado na Figura 4.13.

V s

V DD R D - C D + R 1 - R o V o
V DD
R D
-
C D
+
R
1
-
R o
V o
V i
-
R
V f
2
+
+

Fig. 4.13

Seja R L =R D //R o , o ganho do amplificador sem realimentação é:

//R o , o ganho do amplificador sem realimentação é: O que o sinal de tensão

O

que o sinal de tensão V o está defasado em 180 o relativamente ao sinal V i

sinal negativo que aparece em (4.28), antecedendo o produto g m R L significa

.

Portanto, a tensão de realimentação V f também está defasada de 180 o em

relação à tensão V i , como ilustrado no circuito. Consequentemente, V i diferença entre V s e V f :

é a

V i diferença entre V s e V f : é a De acordo com o

De acordo com o circuito, a tensão V f , em termos de R 1 e R 2 é:

a tensão V f , em termos de R 1 e R 2 é: Portanto, o

Portanto, o circuito de realimentação fornece um fator de realimentação, que de acordo com (4.29), é dado por:

é: Portanto, o circuito de realimentação fornece um fator de realimentação, que de acordo com (4.29),

Assim, o ganho de tensão do amplificador com realimentação da Fig. 4.13, é:

do amplificador com realimentação da Fig. 4.13, é: Para A v B >> 1, a expressão

Para A v B >> 1, a expressão acima pode ser aproximada para:

B >> 1, a expressão acima pode ser aproximada para: Exemplo 4.1 – Calcule o ganho

Exemplo 4.1 – Calcule o ganho sem e com realimentação para o amplificador

A FET da Figura 4.13, dados: R 1 =80 kΩ, R 2 =20 kΩ, R o =10 kΩ, R D =10kΩ,

g m =4000 µS.

Solução

R 2 =20 k Ω, R o =10 k Ω, R D =10kΩ, g m =4000

O ganho do estágio amplificador é:

R 2 =20 k Ω, R o =10 k Ω, R D =10kΩ, g m =4000

O fator de ganho de realimentação é

O fator de ganho de realimentação é O ganho total do amplificador com realimentação é: ➢

O ganho total do amplificador com realimentação é:

é O ganho total do amplificador com realimentação é: ➢ Amplificador com Realimentação série de corrente

Amplificador com Realimentação série de corrente Outra técnica de realimentação possível consiste na tomada de uma amostra da corrente de saída através de um circuito de realimentação, cuja tensão de

saída (proporcional à sua corrente de entrada) é reaplicada à entrada do circui

to global, em série com esta.

Um estágio amplificador a BJT está esquematizado na Figura 4.14. Como o re sistor R E não é curto-circuitado por um capacitor, o circuito possui efetivamente uma realimentação série de corrente.

A corrente através do resistor R E produz uma tensão de realimentação que se opõe ao sinal aplicado pela fonte, de forma que a tensão de saída é redu- zida.

V CC R C R B C i V i I o V o V
V CC
R C
R B
C i
V i
I o
V o
V s
R E
V f

Sem realimentação

Fig. 4.14

Considere o amplificador básico sem realimentação mas levando em conta a influência do circuito de realimentação B.

O circuito equivalente ac está esquematizado na Fig. 4.15

i b i o V s R B i b R C h ie h
i b
i o
V s
R B
i b
R C
h ie
h fe
R E

Fig. 4.15 Uma vez que, sem realimentação, V i = V s , o ganho de transcondutância é:

sem realimentação, V i = V s , o ganho de transcondutância é: Para o circuito

Para o circuito de realimentação segue que:

sem realimentação, V i = V s , o ganho de transcondutância é: Para o circuito

A impedância de entrada é:

A impedância de entrada é: A impedância de saída é: ✓ Com realimentação O ganho de

A impedância de saída é:

A impedância de entrada é: A impedância de saída é: ✓ Com realimentação O ganho de

Com realimentação

O ganho de transcondutância é:

é: A impedância de saída é: ✓ Com realimentação O ganho de transcondutância é: A impedância
é: A impedância de saída é: ✓ Com realimentação O ganho de transcondutância é: A impedância

A impedância de entrada é:

é: A impedância de saída é: ✓ Com realimentação O ganho de transcondutância é: A impedância

A impedância de saída é:

A impedância de saída é: O ganho de tensão com realimentação é: Exemplo 4.2 – Calcule

O ganho de tensão com realimentação é:

de saída é: O ganho de tensão com realimentação é: Exemplo 4.2 – Calcule o ganho

Exemplo 4.2 – Calcule o ganho de tensão do circuito da Figura 4.14 para os dados fornecidos a seguir: V s =10 mV rms, C i =0,5 µF, R B =470 Ω, R C =2,2kΩ, R E =510Ω , h fe =120, h ie =900Ω. Solução

Sem realimentação,

B =470 Ω, R C =2,2k Ω , R E =510 Ω , h f e

O bloco de realimentação tem

O bloco de realimentação tem O fator (1+AB) é então: O ganho de transcondutância com realimentação

O

fator (1+AB) é então:

O bloco de realimentação tem O fator (1+AB) é então: O ganho de transcondutância com realimentação

O

ganho de transcondutância com realimentação é:

então: O ganho de transcondutância com realimentação é: O ganho de tensão com realimentação é: Sem

O

ganho de tensão com realimentação é:

realimentação é: O ganho de tensão com realimentação é: Sem realimentação (R E =0), o ganho

Sem realimentação (R E =0), o ganho de tensão é:

realimentação é: O ganho de tensão com realimentação é: Sem realimentação (R E =0), o ganho

Amplificador com Realimentação negativa paralela de tensão

Um exemplo de amplificador com realimentação paralela de tensão está es-

quematizado na Figura 4.16 .

paralela de tensão está es- quematizado na Figura 4.16 . R +V CC R C C
paralela de tensão está es- quematizado na Figura 4.16 . R +V CC R C C

R

+V CC

R C

C

f o - R s - + v f R E C E - +
f
o
-
R s
-
+
v f
R E
C E
-
+
+

V o

V s

Fig. 4.16 Uma parcela da tensão de saída (que tem polaridade oposta à tensão de en trada) é conectada à base do transistor, através do resistor de realimentação R f . Essa realimentação estabiliza o ganho total do amplificador, ao mesmo

tempo que diminui as resistências de entrada e saída.

5. AMPLIFICADORES DE POTÊNCIA

5.1. Considerações Gerais

Um amplificador recebe um sinal de algum transdutor ou de outra fonte de sinal de entrada e fornece uma versão ampliada desse sinal para um dispositivo de saída ou para outro estágio amplificador.

O sinal recebido do transdutor em geral é pequeno. Por exemplo: i) para um cassete ou CD o sinal é de alguns milivolts, ii) para uma antena o sinal é de alguns microvolts. Por outro lado, para acionar um dispositivo de saída (auto-falante ou qualquer outro dispositivo de potência), o sinal precisa ser suficientemente amplificado.

Em amplificadores de pequenos sinais, as características principais são geralmente a linearidade na amplificação e a amplitude do ganho.

Em um amplificador de pequenos sinais, os sinais de tensão e corrente são pequenos. Por isto, a capacidade de fornecimento de potência e a e- ficiência têm pouca importância para esta classe de amplificadores.

Os amplificadores de potência (também chamados amplificadores de gran des sinais) fornecem principalmente potência suficiente para uma carga de saída acionar um auto-falante ou outro dispositivo de potência, normal mente na faixa entre alguns watts até dezenas de watts.

Um amplificador de potência é normalmente o último estágio de um siste- ma amplificador.

Para fornecer uma quantidade maior de potência a uma carga, um amplificador de potência deve ser capaz de dissipar uma grande quantidade de potência.

Algumas classes de aplicações dos amplificadores de potência são:

1. Sistemas de áudio

a) componentes de áudio-receptores de rádio e televisão,

b) fonógrafos e toca-fitas,

c)sistemas estéreo e de alta fidelidade,

d) equipamentos de estúdios de gravação, etc.

Nessas aplicações, a carga é geralmente um auto-falante, que requer uma potência considerável para converter os sinais elétricos em ondas sonoras.

2. Acionamento de motores elétricos em Sistemas de Controle

eletromecânicos

a) acionadores de drivers (de discos ou de fitas)

b) braços de robot

c) pilotos automáticos

d) antenas giratórias

e) bombas e válvulas elétricas para todos os tipos de controle de processo.

As principais características de um amplificador de grandes sinais são:

a) a eficiência de potência do circuito

b) a máxima quantidade de potência que o circuito é capaz de fornecer

c) casamento de impedância com o dispositivo de saída

Depois de vários estágios de ganho de tensão, a oscilação do sinal utiliza toda a reta de carga. Qualquer ganho posterior tem que ser ganho de cor- rente. Ou seja, nos últimos estágios de amplificação, a ênfase muda de ga- nho de tensão para ganho de potência.

5.2. Classes de Operação As classes de operação indicam basicamente quanto, de um ciclo comple- to, o sinal de corrente de saída excursiona, para um ciclo completo do

sinal de entrada. Um estudo resumido das classes de amplificadores é apre- sentado na sequência.

5.2.1. Operação Classe A

A operação classe A é aquela na qual o sinal de corrente de saída excursiona

por um ciclo completo

utilizados são levados a operar em sua região ativa ou linear.

de 360 o . Isto significa que os dispositivos eletrônicos

Na Figura 5.1 mostra-se a forma de onda da corrente de saída para um amplificador Classe A.

i o I Q π 2 π 3 π 4π ωt
i o
I Q
π
2 π
3 π
ωt

Fig. 5.1

A corrente I Q é a corrente quiescente ou de polarização DC.

Circuito Amplificador Classe A com BJT a EC Na Figura 5.2 mostra-se um circuito a BJT na configuração Emissor comum para ilustrar a operação em classe A.

Um sinal de tensão AC aciona a base, produzindo uma tensão AC de saída

V S

+V CC R C R 1 C o R S C i R L R
+V CC
R C
R 1
C o
R S
C i
R L
R 2
V i
R E
C E

Fig. 5.2 O ganho de tensão do amplificador, sem considerar sua carga, nem R S :

o R S C i R L R 2 V i R E C E Fig.

A resistência AC que o coletor vê é:

A resistência AC que o coletor vê é: O ganho de tensão do amplificador, considerando sua

O ganho de tensão do amplificador, considerando sua carga:

O ganho de tensão do amplificador, considerando sua carga : O ganho de corrente do transistor

O ganho de corrente do transistor Este ganho é a razão entre a corrente AC do coletor e a corrente AC da base. Em notação matemática, isto corresponde a:

AC da base. Em notação matemática, isto corresponde a: O ganho A i depende da impedância

O ganho A i depende da impedância de saída da fonte de corrente do coletor e da resistência de carga. Entretanto, na maioria dos circuitos, pode-se usar a seguinte aproximação com erro desprezível:

resistência de carga. Entretanto, na maioria dos circuitos, pode-se usar a seguinte aproximação com erro desprezível:

A potência AC de entrada da base:

A potência AC de entrada da base : A potência AC na saída do coletor :

A potência AC na saída do coletor :

de entrada da base : A potência AC na saída do coletor : O sinal negativo

O sinal negativo é devido à inversão de fase.

O ganho de potência:

é devido à inversão de fase. O ganho de potência: Sendo e então A potência AC

Sendo

é devido à inversão de fase. O ganho de potência: Sendo e então A potência AC

e

é devido à inversão de fase. O ganho de potência: Sendo e então A potência AC

então

é devido à inversão de fase. O ganho de potência: Sendo e então A potência AC

A potência AC fornecida à resistência de carga:

é devido à inversão de fase. O ganho de potência: Sendo e então A potência AC

onde:

p L : é a potência AC de carga V L : é a tensão rms de carga R L : é a resistência de carga

É conveniente ter uma expressão em termos da tensão pico a pico em vez da

tensão rms.

Uma vez que V L = 0,707 V P e V P = V PP /2 , então temos:

V L = 0,707 V P e V P = V P P /2 , então

Substituindo esta expressão na expressão (5.1), temos:

V L = 0,707 V P e V P = V P P /2 , então

Potência AC máxima de carga

A compliance AC de saída, designada por PP, é a máxima tensão de saída sem ceifamento. A expressão da máxima potência de carga é um caso par- ticular da expressão (5.2), caracterizado por V PP =PP. Portanto, a referida expressão é:

P L
P L

PP

V PP

Esta é a potência AC máxima de carga que um amplificador classe A pode produzir sem ceifamento.

A variação da potência AC de carga em função da tensão pico a pico da car- ga está ilustrada graficamente através da Figura 5.3

Fig. 5.3

Observe que a potência máxima de carga ocorre quando a tensão de carga

pico a pico é igual à compliance AC de saída.

Dissipação de potência do transistor Quando não há sinal aplicado ao amplificador, a potência dissipada pelo transistor é dada por:

a potência dissipada pelo transistor é dada por: onde: P D Q : é a potência

onde:

P DQ : é a potência dissipada, quiescente

V CEQ :

tensão coletor-emissor quiescente

I CQ : é a corrente de coletor quiescente

Esta dissipação de potência não deve exceder a especificação de potência do transistor pois do contrário o transistor corre o risco de se danificar. Por exemplo, para V CEQ =10 V e I CQ =5mA, a potência dissipada é:

corre o risco de se danificar. Por exemplo, para V C E Q =10 V e

O transistor 2N 3904 tem uma especificação de potência de 310 mW para uma temperatura de 25 o C

A variação da potência dissipada no transistor em função da tensão pico a

pico na carga está ilustrada graficamente na Figura 5.4.

P D V CEQ I CQ PP V PP
P D
V CEQ I CQ
PP
V PP

Fig. 5.4

Observe que a potência dissipada no transistor, P D , é máxima quando não há sinal aplicado à entrada; e diminui quando a tensão pico a pico na carga aumenta. Portanto, o transistor deve ter uma especificação de potência maior do que a potência de dissipação quiescente, P DQ . Isto corresponde

a

uma escolha de transistor tal que

maior do que a potência de dissipação quiescente, P D Q . Isto corresponde a uma

Portanto o projetista deve ter certeza de que P DQ é menor que a especifica- ção de potência do transistor a ser usado.

A desigualdade (5.5) é verdadeira somente para o caso de operação clas- se A pois é somente nela que o transistor fica submetido à máxima dissipa- ção de potência quando não há sinal aplicado. Para as outras classes de operação, a máxima dissipação de potência no transistor ocorre na presença de sinal.

Demanda do estágio

A fonte de alimentação deve suportar a corrente exigida pelos diferentes ra-

mos. Para um amplificador como o que está esquematizado na Figura 5.2

A fonte de tensão V CC deve fornecer uma corrente contínua ao divisor resis-

tivo da base e ao circuito do coletor. Supondo que o divisor resistivo esteja estabilizado, de modo que a corrente de base possa ser desprezada, então

a corrente exigida por esse divisor é dada por:

estabilizado, de modo que a corrente de base possa ser desprezada, então a corrente exigida por

No ramo do coletor, a corrente DC exigida é

No ramo do coletor, a corrente DC exigida é Para um amplificador classe A, as variações

Para um amplificador classe A, as variações senoidais na corrente de coletor têm um valor médio nulo. Portanto, independentemente da presença do sinal AC, a fonte DC deve fornecer uma corrente média de:

sinal AC, a fonte DC deve fornecer uma corrente média de: Esta é a corrente DC

Esta é a corrente DC total exigida da fonte de tensão. Portanto, a potência DC total fornecida ao amplificador é:

Portanto, a potência DC total fornecida ao amplificador é: Eficiência do amplificador Às vezes compara-se a

Eficiência do amplificador Às vezes compara-se a eficiência de um projeto com a de outro projeto. A efi- ciência ou rendimento do amplificador em estudo é dada por:

a eficiência de um projeto com a de outro projeto. A efi- ciência ou rendimento do

onde:

onde: é a eficiência ou rendimento do estágio é a potência máxima de carga AC é

é a eficiência ou rendimento do estágio é a potência máxima de carga AC é a potência DC de entrada

Como exemplo, dados P L =50 mW e P F =400 mW, a eficiência de estágio é:

L =50 mW e P F =400 mW, a eficiência de estágio é: ✓ Isto significa

Isto significa que 12,5% da potência DC de entrada alcança a saída na forma de potência AC de carga.

Na sequência mostram-se as expressões relativas aos amplificadores em operação classe A.

Equações dos amplificadores Classe A

Grandeza Elétrica

Equação

Comentários

I C(sat)

I CQ +V CEQ /(r C +r E )

Aplica-se a todas as configurações

V CE(corte)

V CE +I CQ (r C +r E )

Aplica-se a todas as configurações

PP

2I CQ r C ou 2V CEQ

2I CQ r E ou

2V CEQ

Use a menor. Para EC e BC Use a menor. Para config. CC

P L

V L 2 /R L V PP 2 / 8 R L

Tensão rms, em volts Tensão pico a pico, em volts

P L(max)

PP 2 / 8 R L

Potência máxima de saída sem distorção

P DQ

V CEQ I CQ

Potência máxima dissipada pelo transistor

P F

V CC

I F

Potência exigida da fonte

(P L(max) / P F )x100%

Eficiência ou rendimento

Essas expressões são importantes para verificação de defeitos ou para o projeto de amplificadores classe A.

A primeira equação da tabela é relativa à corrente de saturação do coletor. Observe que ela pode ser aplicada a qualquer configuração: EC, CC, BC. Para a configuração EC por exemplo, r E =0 e a expressão reduz- se a

EC por exemplo, r E =0 e a expressão reduz- se a Para a configuração CC,

Para a configuração CC, tem-se que r C =0. Consequentemente, a expressão da corrente de saturação do coletor reduz-se a

expressão da corrente de saturação do coletor reduz-se a Exemplo 5.1 – O circuito esquematizado na

Exemplo 5.1 – O circuito esquematizado na Figura 5.5 é de um amplificador Classe A analisado anteriormente. Dado β=150, resolva as seguintes questões:

a) trace as retas de carga DC e AC

b) calcule A V , A i , A P , P L(max) , I F , P F

V S

Solução

+10V 3,6kΩ 10kΩ 1kΩ 1,5kΩ 2,2kΩ V i 1kΩ
+10V
3,6kΩ
10kΩ
1kΩ
1,5kΩ
2,2kΩ
V i
1kΩ

Fig. 5.5 a) O circuito equivalente DC está esquematizado na Figura 5.6

Aplicando a LTK à malha de saída do circuito da Figura 5.6, obtém-se:

LTK à malha de saída do circuito da Figura 5.6, obtém-se: Considerando I E =I C

Considerando I E =I C , a equação (5.12) torna-se

Considerando I E =I C , a equação (5.12) torna-se +10V R C =3,6kΩ R 1
+10V R C =3,6kΩ R 1 =10kΩ I C I E R 2 =2,2kΩ R
+10V
R C =3,6kΩ
R
1 =10kΩ
I C
I E
R
2 =2,2kΩ
R E =1kΩ

Fig. 5.6

Substituindo os valores das resistências R C , R E e da tensão V CC na

Equação (5.13), obtém-se

E e da tensão V C C na Equação (5.13), obtém-se Os pontos extremos da reta

Os pontos extremos da reta de carga são determinados na sequência. Para V CE =0, de (5.14), tem-se:

na sequência. Para V C E =0, de (5.14), tem-se: Para I C =0, de (5.14)

Para I C =0, de (5.14) segue que V CE =10V.

Portanto, os pontos extremos da reta de carga DC são:

(V CE ,I C )=(0;2,17mA)

e

(V CE ,I C )=(10V, 0)

Para traçar a reta de carga AC, note inicialmente que para o sinal AC, os capa citores e a fonte de tensão V CC são considerados curto-circuitos. A resistência de thevenin AC vista pela base é calculada, curto-circuitando-se V S , tal que:

curto-circuitos. A resistência de thevenin AC vista pela base é calculada, curto-circuitando-se V S , tal

A resistência de carga AC vista pelo coletor é:

A resistência de carga AC vista pelo coletor é: O circuito equivalente AC está esquematizado na

O circuito equivalente AC está esquematizado na Figura 5.7

r B V ce V th Fig.
r B
V ce
V th
Fig.

5.7

i c

r C

Aplicando a LTK ao circuito equivalente AC da Figura 5.7, encontra-se

que é equivalente a:

V ce V th Fig. 5.7 i c r C Aplicando a LTK ao circuito equivalente
V ce V th Fig. 5.7 i c r C Aplicando a LTK ao circuito equivalente

Por outro lado, a corrente AC do coletor corresponde a

Por outro lado, a corrente AC do coletor corresponde a E a tensão AC entre coletor

E a tensão AC entre coletor e emissor é:

corresponde a E a tensão AC entre coletor e emissor é: Substituindo as Equações (5.16) e

Substituindo as Equações (5.16) e (5.17) em (5.15), após simples ordenamen to, obtém-se:

e (5.17) em (5.15), após simples ordenamen to, obtém-se: Esta é a equação da reta de

Esta é a equação da reta de carga AC.

Cálculo do ponto quiescente (V CEQ ,I CQ ), com base no circuito da Figura 5.6:

da reta de carga AC. Cálculo do ponto quiescente (V C E Q ,I C Q

A corrente quiescente do emissor é:

A corrente quiescente do emissor é: Considerando que a corrente de coletor é aproximadamente igual à

Considerando que a corrente de coletor é aproximadamente igual à corrente de emissor, então

é aproximadamente igual à corrente de emissor, então Particularmente para V C E =V C E

Particularmente para V CE =V CEQ e I C =I CQ , a Equação 5.13 assume a seguinte forma particular:

Q , a Equação 5.13 assume a seguinte forma particular: Com a substituição dos valores conhecidos,

Com a substituição

dos valores conhecidos, calcula-se V CEQ , conforme segue:

conhecidos, calcula-se V C E Q , conforme segue: Cálculo dos pontos extremos da reta de

Cálculo dos pontos extremos da reta de carga AC:

Extremo superior. Para V CE =0 (saturação), de (5.18), tem-se

Extremo inferior. Para I C =0 (corte), de (5.18), tem-se:

Extremo inferior. Para I C =0 (corte), de (5.18), tem-se: Portanto os dois pontos extremos da

Portanto os dois pontos extremos da reta de carga AC são:

(V CE , I C )=(0;5,76mA)

e

(V CE , I C )=(6,11V;0)

Lembrar que os pontos extremos da reta de carga DC, são

(V CE ,I C )=(0;2,17mA)

e

(V CE ,I C )=(10V, 0)

Os pontos extremos das retas de carga AC e DC são suficientes para traçar essas
Os pontos extremos das retas de carga AC e DC são suficientes para traçar
essas retas, as quais estão mostradas na Figura 5.8.
I C
5,76mA
Reta de carga AC
2,17mA
Reta de carga DC
Q
1,1mA
V CE
Fig. 5.8
4,94 V
6,11V
10V

b) O ganho de tensão, considerando a carga, é:

b) O ganho de tensão, considerando a carga, é: O ganho de corrente é O ganho

O

ganho de corrente é

O

ganho de potência é

é: O ganho de corrente é O ganho de potência é De acordo com a Figura
é: O ganho de corrente é O ganho de potência é De acordo com a Figura

De acordo com a Figura 5.8, a compliance é:

corrente é O ganho de potência é De acordo com a Figura 5.8, a compliance é:

A máxima potência de carga é:

corrente é O ganho de potência é De acordo com a Figura 5.8, a compliance é:

A potência de dissipação máxima é:

A potência de dissipação máxima é: A corrente DC exigida pelos resistores de polarização é: A

A corrente DC exigida pelos resistores de polarização é:

A corrente DC exigida pelos resistores de polarização é: A corrente DC exigida pelo coletor é:

A corrente DC exigida pelo coletor é:

de polarização é: A corrente DC exigida pelo coletor é: Portanto, a corrente DC total fornecida

Portanto, a corrente DC total fornecida pela fonte é:

A

corrente DC exigida pelo coletor é: Portanto, a corrente DC total fornecida pela fonte é: A

potência DC de entrada é:

5.2.2.

Operação Classe B

Os amplificadores classe A possuem circuitos de polarização mais simples

e

mais estáveis, porém não possuem a melhor eficiência. Em algumas

aplicações, como nos sistemas alimentados à bateria por exemplo, a

corrente solicitada e a eficiência de estágio tornam-se pontos importantes

serem considerados no projeto. Por esta razão, foram desenvolvidas outras classes de operação.

a

A

operação classe B de um amplificador a transistor corresponde àquela

em que a corrente do coletor flui durante apenas 180 o do ciclo AC. Isto im-

plica que o ponto Q se situa aproximadamente no corte para as retas de carga AC e DC. A vantagem da operação Classe B é uma menor dissipa- ção de potência no transistor e redução da corrente solicitada à fonte.

Circuito Push-Pull Quando um transistor opera em classe B, ele corta um semiciclo. Visando e- vitar a distorção resultante, utilizam-se dois transistores num arranjo denomi nado push-pull. Isto significa dizer que um transistor conduz durante um se- miciclo e o outro transistor conduz durante o outro semiciclo. Com os circui- tos push-pull é possível montar amplificadores classe B que apresentem

baixa distorção, alta potência de carga e alta eficiência. O diagrama esquemático de um seguidor de emissor push-pull classe B está

mostrado na Figura 5.9(a)

+V CC

+V CC R R 1 1 R R 2 2 R R 2 2 R
+V CC
R
R
1
1
R
R
2
2
R
R 2
2
R L
R
R 1
1
(b)

(a)

Fig.

5 9

B está mostrado na Figura 5.9(a) +V CC +V CC R R 1 1 R R

V s

Observe que o circuito amplificador da Figura 5.9(a) é uma combinação de um seguidor de emissor npn com um seguidor de emissor pnp, num arranjo

complementar ou push-pull.

O circuito equivalente DC está esquematizado na Figura 5.9(b). Os resisto res de polarização devem ser escolhidos de tal modo a posicionar o ponto Q no corte. Isto polariza o diodo emissor de cada transistor entre 0,6 V e 0,7V, qualquer que seja a tensão necessária para tão somente desligar o diodo emissor. Idealmente

para tão somente desligar o diodo emissor. Idealmente ✓ Observe a simetria do circuito. Pelo fato

Observe a simetria do circuito. Pelo fato de os resistores de polarização se rem iguais, cada diodo emissor é polarizado com a mesma tensão. Por isto a tensão coletor-emissor de cada transistor é metade da tensão de alimen- tação, ou seja:

Reta de carga DC

da tensão de alimen- tação, ou seja: Reta de carga DC ✓ Como não há resistência

Como não há resistência DC nos terminais do coletor ou do emissor do circuito da Figura 5.9(b), a corrente DC de saturação é infinita. Isto implica que a reta de carga DC é vertical, como mostrado na Figura 5.10.

Esta é uma situação perigosa. Ao se projetar um amplificador classe B

a tarefa mais difícil é posicionar o ponto Q na região de corte, de forma está- vel. Qualquer diminuição significativa em V BE em função da temperatura pode deslocar o ponto Q para a parte de cima da reta de carga em direção a corren tes perigosamente altas.

I

C
C

Reta de carga DC

Reta de carga AC Q
Reta de carga AC
Q

(V CC / 2R L )

(V CC / 2)

V CE

Fig. 5.10

Mas por enquanto vamos admitir que o ponto Q mantenha-se firme no corte, que corresponde à posição indicada no gráfico da Figura 5.10.

Reta de carga AC

O circuito equivalente AC ao circuito da Figura 5.9(a) está esquematizado na

Figura 5.11.

i c
i c
da Figura 5.9(a) está esquematizado na Figura 5.11. i c r e R i R L
da Figura 5.9(a) está esquematizado na Figura 5.11. i c r e R i R L
da Figura 5.9(a) está esquematizado na Figura 5.11. i c r e R i R L
da Figura 5.9(a) está esquematizado na Figura 5.11. i c r e R i R L
r e R i R L
r e
R i
R L

V o

V S

Fig. 5.11 A equação da reta de carga AC deduzida anteriormente, (5.18), pode ser aplicada ao presente caso, com um pequeno ajuste, que é substituir r C por r E :

pode ser aplicada ao presente caso, com um pequeno ajuste, que é substituir r C por

onde r E =R L

da qual foi deduzida que a corrente de saturação AC é:

da qual foi deduzida que a corrente de saturação AC é: e a tensão AC de

e a tensão AC de corte é:

a corrente de saturação AC é: e a tensão AC de corte é: Para o seguidor

Para o seguidor de emissor em estudo, I CQ =0, V CEQ = V CC / 2 e r E =R L . Portanto a corrente AC de saturação e a tensão de corte reduzem-se para:

AC de saturação e a tensão de corte reduzem-se para: A reta de carga AC está

A reta de carga AC está esboçada na Figura 5.10. Quando qualquer um dos transistores estiver conduzindo, o ponto de operação desse transistor oscila para cima ao longo da reta de carga; enquanto isso, o ponto de operação do outro transistor permanece no corte.

A excursão da tensão do transistor que está conduzindo pode seguir todo

o caminho desde o corte à saturação. No semiciclo seguinte, o outro transis- tor faz a mesma coisa. Devido a esta forma de operar, a compliance AC de saída de um amplificador push-pull classe B é maior do que a do classe A. A compliance do amplificador classe B é:

que a do classe A. A compliance do amplificador classe B é: De acordo com a

De acordo com a Figura 5.11, o equivalente AC do transistor que está condu- zindo é praticamente idêntico ao seguidor de emissor classe A. O ganho de tensão com carga é dado por:

emissor classe A. O ganho de tensão com carga é dado por: O ganho de corrente

O ganho de corrente A i ainda é aproximadamente igual a β, e o ganho de po- tência é

é aproximadamente igual a β, e o ganho de po- tência é Funcionamento global do circuito

Funcionamento global do circuito push-pull da Figura 5.9 Para o semiciclo positivo da tensão de entrada, o transistor de cima conduz

enquanto o transistor de baixo opera no corte. O transistor de cima funciona como um seguidor de emissor comum, de modo que a tensão de saída é aproximadamente igual à tensão de entrada. A impedância de saída é muito baixa por causa do seguidor de emissor.

Para a metade negativa do ciclo da tensão de entrada, o transistor de ci- ma opera no corte, enquanto o transistor de baixo conduz. O transistor de baixo se comporta como um seguidor de emissor comum, de modo que mais uma vez, a tensão de carga é aproximadamente igual à tensão de entrada.

Em resumo, o transistor de cima manipula com o semiciclo positivo da ten são de entrada e o transistor de baixo manipula com o semiciclo negativo. Durante cada semiciclo, a fonte vê uma alta impedância de entrada olhan-

para cada base, enquanto a carga vê uma baixa impedância de saída.

Distorção de cruzamento Na Figura 5.12 mostra-se o circuito equivalente AC de um seguidor de emis- sor push-pull classe B. Suponha que nenhuma polarização seja aplicada aos diodos emissores. Então, a tensão AC que chega tem que aumentar até cer-

ca de 0,7V para vencer a barreira de potencial. Enquanto o sinal de tensão de

entrada é menor do que 0,7V, não há fluxo de corrente pelo transistor T 1 . De maneira análoga, no outro semiciclo não há fluxo de corrente por T 2 até que a tensão AC seja mais negativa do que -0,7V.

não há fluxo de corrente por T 2 até que a tensão AC seja mais negativa
T 1 T 2 R L
T 1
T 2
R L
0,7V
0,7V

Fig.

5.12

Através da Figura 5.12 nota-se que o sinal de tensão que aparece na saída

é distorcido devido ao ceifamento entre os semiciclos ( do instante em

que um transistor corta o sinal e o instante em que o outro se liga). A este ti- po de distorção dar-se o nome de distorção de cruzamento (ou distorção por “crossover”).

Para eliminar a distorção de cruzamento, aplica-se uma pequena polarização direta para cada diodo emissor.
Para eliminar a distorção de cruzamento, aplica-se uma pequena
polarização direta para cada diodo emissor. Isto significa posicionar o pon-
to Q acima do corte, como mostrado na Figura 5.13
I
C
I C(sat)
Ponto Q
I CQ
V CEQ
V CE

Fig. 5.13

Fazendo-se I CQ de 1 a 5% de I C(sat) , é suficiente para eliminar a distorção de cruzamento.

Falando estritamente, temos a operação classe AB. Isto significa que a corrente do coletor flui em cada transistor durante mais de 180 o e menos de 360 o . Como o funcionamento está mais para classe B do que para classe A, esta forma de operação é mais conhecida como classe B.

Distorção Não linear

Um amplificador classe A de grande sinal alonga uma metade do ciclo e comprime a outra. Uma solução para isto é a linearização do emissor, que permite reduzir a distorção não-linear a níveis aceitáveis. O seguidor de emissor push-pull classe B reduz a distorção ainda mais porque os dois semiciclos têm a mesma forma. Embora alguma distorção não linear ainda permaneça, ela é muito menor do que com classe A.

A razão da distorção mais baixa é que todos os harmônicos pares cance- lam-se. Os harmônicos são múltiplos da freqüência de entrada. Por exem- plo, para f i =1kHz, o segundo harmônico será de 2kHz, o terceiro harmônico

será de 3kHz, e assim por diante. Um amplificador classe A de grande sinal

produz todos os harmônicos: f i , 2f i , 3f i , 4f i , 5f i , e

assim por diante.

Um amplificador classe B push-pull produz somente os harmônicos ímpares:

f i

, 3f i , 5f i , etc. Por isto, a distorção é menor com amplificadores

push-pull classe B.

5.2.3. Potência no amplificador classe B A potência de carga, a potência dissipada no transistor, a corrente drenada e a eficiência de um estágio seguidor de emissor push-pull classe B são muito diferentes daquelas do amplificador classe A. Para trabalhar com amplificado- res classe B é importante conhecer as expressões de potência apresentadas na seqüência.

Potência de carga A potência AC na carga de um amplificador push-pull classe B é dada por

apresentadas na seqüência. Potência de carga A potência AC na carga de um amplificador push-pull classe

onde:

p L : é a potância AC na carga V PP : é a tensão pico a pico na carga R L : é a resistência da carga Na prática, a tensão pico a pico da carga pode ser medida por meio de um os- ciloscópio.

I C V CEQ Fig. 5.14
I C
V CEQ
Fig. 5.14

Através da Figura 5.14 mostra-se a reta de carga AC ideal e as formas de on- da obtidas em um dos transistores de um seguidor de emissor push-pull clas- se B. O outro transistor produz o outro semiciclo (em pontilhado).

V CE

A máxima tensão pico a pico na carga é PP, então, da Expressão (5.23),

deduz-se que a potência máxima na carga é dada por:

deduz-se que a potência máxima na carga é dada por: Potência dissipada no transistor ✓ Idealmente,

Potência dissipada no transistor

Idealmente, a dissipação de potência do transistor é zero quando não há sinal de entrada. Na realidade há uma pequena dissipação de potência em cada transistor em razão da pequena polarização direta necessária para evitar a distorção de cruzamento.

Quando um sinal é aplicado à entrada, a potência dissipada no transistor torna-se significativa e seu valor depende de quanto a reta de carga AC é usada. No pior caso, a dissipação atinge um máximo quando é usada 63% da reta de carga AC.

Pode-se demonstrar que a máxima potência dissipada pelo transistor é:

quando é usada 63% da reta de carga AC. ✓ Pode-se demonstrar que a máxima potência

Como o pior caso de dissipação de potência é (PP) 2 / 40 R L , então cada

transistor no amplificador classe B precisa ter uma especificação maior que (PP) 2 / 40 R L . Corrente drenada pelo estágio A corrente DC de alimentação solicitada pelo estágio amplificador push-pull Classe B é:

onde:

pelo estágio amplificador push-pull Classe B é: onde: I 1 : é a corrente DC através

I 1 : é a corrente DC através dos resistores de polarização I 2 : é a corrente DC através do coletor do transistor superior

Quando não há sinal de entrada, I 2 = I CQ e a corrente drenada é pequena. Porém, quando há sinal de entrada, a corrente drenada aumenta porque a corrente do coletor do transistor superior torna-se grande.

Se for usada toda reta de carga AC, o transistor superior terá uma corren te senoidal de meia onda através dele com um valor de pico dado por:

de carga AC, o transistor superior terá uma corren te senoidal de meia onda através dele

O

ou

valor médio ou DC de um sinal de meia onda é:

O ou valor médio ou DC de um sinal de meia onda é: Esta expressão permite
O ou valor médio ou DC de um sinal de meia onda é: Esta expressão permite

Esta expressão permite calcular a corrente de alimentação máxima do coletor.

A potência DC fornecida ao circuito é:

máxima do coletor. A potência DC fornecida ao circuito é: Isto se aplica a qualquer amplificador

Isto se aplica a qualquer amplificador push-pull classe B com uma única fonte

de alimentação V CC . Na ausência de sinal, a potência DC é pequena porque

a corrente drenada é mínima. Mas quando um sinal utiliza toda a reta de car- ga AC, a potência DC fornecida ao estágio atinge um máximo.

Eficiência do estágio

A eficiência do estágio é:

car- ga AC, a potência DC fornecida ao estágio atinge um máximo. Eficiência do estágio A

Um amplificador push-pull classe B tem uma eficiência de estágio mais alta

do que um amplificador classe A. Pode-se demonstrar que um estágio push- pull classe B tem uma eficiência máxima de 78,5%. Como mencionado anteri- ormente, um amplificador classe A tem um eficiência baixa, tipicamente muito menor que 25% (valor máximo teórico).

Exemplo 5.2 – Um seguidor de emissor push-pull classe B tem uma tensão de alimentação de 30 V. Calcule a potência máxima numa carga de 100Ω.

Solução A execução máxima da tensão durante cada semiciclo é metade da tensão de alimentação, que é 15V. Portanto, a tensão pico a pico máxima, sem que haja

ceifamento é:

que é 15V. Portanto, a tensão pico a pico máxima, sem que haja ceifamento é: A

A máxima potência na carga é:

que é 15V. Portanto, a tensão pico a pico máxima, sem que haja ceifamento é: A

Exemplo 5.3 – Se a corrente através dos resistores de polarização é 1mA,

qual é a eficiência do seguidor push-pull do exemplo anterior ?

Solução

A corrente máxima drenada pelo coletor é:

? Solução A corrente máxima drenada pelo coletor é: A corrente total drenada pelo estágio é:

A corrente total drenada pelo estágio é:

pelo coletor é: A corrente total drenada pelo estágio é: A potência DC máxima fornecida ao

A potência DC máxima fornecida ao estágio é:

total drenada pelo estágio é: A potência DC máxima fornecida ao estágio é: Portanto, a eficiência

Portanto, a eficiência do estágio é:

total drenada pelo estágio é: A potência DC máxima fornecida ao estágio é: Portanto, a eficiência

Esta eficiência é alta, comparada à eficiência do amplificador classe A.

Esta é uma das razões pela qual um circuito push-pull classe B é frequente- mente usado como estágio de saída de um amplificador multiestágios. A efici- ência maior significa que, da potência que recebe da fonte, ele entrega uma maior quantidade de potência à carga do que um amplificador classe A.

5.2.4. Polarização de amplificadores classe B Como já foi mencionado, a tarefa mais difícil ao se projetar um amplificador classe B é posicionar o ponto Q próximo ao corte, de forma estável. Nesta se- ção discute-se este problema e a sua solução.

Polarização com divisor de tensão Na Figura 5.15 mostra-se a polarização com divisor de tensão, de um circuito push-pull classe B. Os dois transistores têm que ser complementares, o que significa dizer que as curvas de V BE , suas especificações máximas, etc. devem ser similares. Por exemplo, os transistores 2N3904 e 2N3906 são complementares, sendo o primeiro um transistor npn e o segundo um transistor pnp. Eles têm similaridade nas curvas de V BE , nas especificações máximas, e assim por diante. Pares complementares como esses estão

disponíveis para o projeto de praticamente qualquer push-pull classe B.

+V CC +V CC R 1 R R 2 2V BE 2V BE R 2
+V CC
+V CC
R 1
R
R
2
2V BE
2V BE
R
2
R
R
1
(a)
(b)

Fig.

5 15

Para evitar a distorção de cruzamento, posiciona-se o ponto Q ligeiramente acima da região de corte, com o valor de V BE em algum ponto entre 0,6V e 0,7V. Entretanto, este é o maior problema porque a corrente do coletor é muito sensível às variações de V BE . As folhas de dados indicam que um aumento de 60mV em V BE produz uma corrente de coletor 10 vezes maior. Por isto quase sempre é necessário um resistor ajustável para fazer o correto posicionamento do ponto Q.

Entretanto, um resistor ajustável não resolve o problema da temperatura. Nestas circunstâncias, o ponto Q mudará quando a temperatura variar. A tensão V BE diminui em aproximadamente 2mV por cada 1 o C de aumento na temperatura. À medida que a temperatura aumenta para o circuito da Figura 5.15(a), a tensão fixada para cada diodo emissor força a corrente de coletor a aumentar rapidamente. Portanto, o ponto Q fica instável com a po-

larização por divisor de tensão.

Um outro problema para o circuito da Figura 5.15(a) é a deriva térmica. Quando a temperatura aumenta, a corrente do coletor aumenta, e conse-

ainda mais o valor de V BE . Essa situação em sequência pode fazer com que

a corrente do coletor ultrapasse seus valores nominais, aumentando a potên- cia a níveis excessivos, podendo destruir o transistor. A ocorrência da deriva térmica depende das propriedades térmicas do transistor, de como ele é res- friado e do tipo de dissipador de calor usado. Portanto, a polarização por divi- sor de tensão como a da Figura 5.15(a) pode ser facilmente atingido pela de- riva térmica, o que implica na destruição do transistor.

Polarização por diodo Uma forma de proteger o circuito contra a deriva térmica, é com a polarização por diodo, como ilustrada na Figura 5.15(b). A idéia básica é a utilização de diodos de compensação para produzir a tensão de polarização nos diodos emissores. Para que esta idéia funcione, as curvas dos diodos devem se igua lar às curvas de V BE dos transistores. Assim, qualquer aumento de temperatu- ra reduz a tensão de polarização proporcionada pelos diodos de compensa- ção em uma quantidade adequada. Por exemplo, considere que uma tensão de polarização de 0,65V estabelece uma corrente de coletor de 2mA.

Se a temperatura aumentar em 30 o C, a tensão através de cada diodo de

compensação cai em cerca de 60mV. Como a tensão V BE necessária também diminui em 60mV, a corrente do coletor permanece fixa em 2mA.

Para que a polarização por diodo seja imune às variações de temperatura, as curvas dos diodos devem se igualar às curvas de V BE por uma ampla fai xa de temperatura. Isto não ocorre facilmente com circuitos discretos por causa da imprecisão dos componentes. Por outro lado, a polarização por diodo com circuitos integrados é fácil e permite obter curvas quase idênti- cas.

Com a polarização por diodo, a corrente do coletor iguala-se à corrente a- través dos diodos de compensação, a qual é dada por:

a- través dos diodos de compensação, a qual é dada por: Exemplo 5.4 – Determine a

Exemplo 5.4 – Determine a corrente quiescente no coletor do circuito 5.15(b), dados V CC =30V e R=4,7kΩ.

Solução

A corrente do coletor, igual a corrente dos resistores de polarização, é:

igual a corrente dos resistores de polarização, é: Esta é uma aproximação porque foi usado o

Esta é uma aproximação porque foi usado o valor V BE =0,7V. O valor real é li- geiramente diferente.

V B E =0,7V. O valor real é li- geiramente diferente. R +V CC R (a)

R

+V CC R (a)
+V CC
R
(a)

Fig. 5.16

(b)

Espelho de corrente A polarização por diodo baseia-se no conceito do espelho de corrente, uma técnica de circuito amplamente usada em circuitos integrados lineares.

+V CC

Para o circuito espelho de corrente da Figura 5.16(a) a corrente da base é

é muito menor que a corrente pelo resistor e pelo diodo, de modo que:

onde:

a corrente pelo resistor e pelo diodo, de modo que: onde: I R : é a

I R : é a corrente através do resistor I D : é a corrente através do diodo

Se a curva do diodo for idêntica à curva da junção emissor-base do transistor, a corrente do diodo será igual à corrente do emissor, ou seja:

do diodo será igual à corrente do emissor, ou seja: Como a corrente do coletor é

Como a corrente do coletor é praticamente igual à corrente do emissor, con- clui-se que:

praticamente igual à corrente do emissor, con- clui-se que: Este resultado significa que a corrente de

Este resultado significa que a corrente de coletor pode ser estabelecida con- trolando a corrente do resistor. Como a corrente do resistor é refletida pelo circuito de coletor, este circuito é chamado espelho de corrente.

A Figura 5.16(b) é o esquema de um circuito espelho de corrente pnp.

De maneira análoga à análise feita para o circuito da Figura 5.16(a), a corren- te de coletor é aproximadamente igual à corrente do resistor. Se a curva da Junção base-emissor do transistor for compatível com a curva do diodo, a cor rente do coletor é aproximadamente igual à corrente do resistor.

A polarização por diodo do seguidor de emissor push-pull classe B da Figura 5.15(b) é realizada com dois espelhos de corrente. A metade supe- rior é um espelho de corrente npn, e a metade inferior é um espelho de corrente pnp. Para que este tipo de polarização seja imune a variações de temperatura, as curvas dos diodos devem ser compatíveis com as curvas das junções base-emissor dos respectivos transistores. Isto é mais difícil de se conseguir com circuitos discretos. Por outro lado os circuitos integra dos possibilitam diodos e transistores com características praticamente idênticas, o que permite a polarização por diodo com melhor desempenho.

Exemplo 5.5 – Qual a corrente quiescente de coletor do seguidor push-pull classe B esquematizado na Figura 5.15(b), dados R=4,7kΩ e V CC =30V.

Solução

Trata-se de um espelho npn em série com um espelho pnp. A corrente de cole tor é igual à corrente pelos resistores de polarização. Portanto:

à corrente pelos resistores de polarização. Portanto: Exemplo 5.6 – O circuito push-pull esquematizado na Figura

Exemplo 5.6 – O circuito push-pull esquematizado na Figura 5.17 contém transistores ligados como diodos. Calcule a corrente de coletor

1kΩ 1kΩ
1kΩ
1kΩ

+30V

Fig. 5.17

Solução

Novamente, a corrente de coletor é igual à corrente através dos resistores, ou seja:

é igual à corrente através dos resistores, ou seja: A vantagem de se usar transistores ligados

A vantagem de se usar transistores ligados como diodos é a facilidade de se ajustar as curvas dos diodos com as curvas das junções base-emissor quan- do se usa o mesmo tipo de transistor para substituir os diodos e para os tran- sistores. Isto sempre é possível com os circuitos integrados.

5.2.5. Acionador de classe B

Para acionar um amplificador classe B é mais fácil utilizar um transistor EC em vez de capacitores de acoplamento, como ilustrado na Figura 5.18. O tran sistor T 2 é uma fonte de corrente que estabelece a corrente DC de polarização pelos diodos. Ajustando R 2 , pode-se controlar a corrente DC do emissor, que é a mesma que passa por R 4 . Isto significa que T 2 envia corrente contínua

aos diodos compensadores. Os espelhos de corrente fazem com que as cor-

rentes nos coletores de T 3 e T 4 tenham o

mesmo valor quiescente. +V CC

R 3 R 1 T 3 2V BE T 4 T 2 R L R
R 3
R 1
T 3
2V BE
T 4
T 2
R L
R 2
R 4

V L

V S

Fig.5.18

Quando um sinal AC é aplicado à entrada, o transistor T 2 age como um am-

plificador linearizado. O sinal amplificado e invertido aparece no coletor de T 2 e é aplicado às bases dos transistores T 3 e T 4 . Para o semiciclo positivo, T 3 conduz, enquanto T 4 opera no corte. Para o semiciclo negativo, T 3 opera no corte, enquanto T 4 conduz. Como o capacitor de acoplamento na saída se comporta como um curto AC, o sinal AC é acoplado à resistência de carga.

Na Figura 5.19 mostra-se o esquema do circuito equivalente AC do acionador EC R 3
Na Figura 5.19 mostra-se o esquema do circuito equivalente AC do acionador
EC
R 3
R
3
r
e
r
e
T 2
T 2
R 4
R
4
(a)
(b)
Fig.5.19

Os diodos (transistores ligados como diodos) são substituidos pelas suas

resistências AC do emissor. Em qualquer circuito prático, r e é pelo menos 100 vezes menor do que R 3 ; em notação matemática, tem-se:

R 3 ≥ 100 r e Por esta razão, o circuito da Figura 5.19(a) pode ser simplificado para o circui- to da Figura 5.19(b). Nota-se portanto que o estágio acionador é um amplifi- cador linearizado, cujo ganho de tensão sem carga é:

cador linearizado, cujo ganho de tensão sem carga é: Em geral, a impedância de entrada dos

Em geral, a impedância de entrada dos transistores classe B é muito alta, de modo que o ganho de tensão com carga do estágio acionador é praticamente igual ao seu ganho de tensão sem carga.

Amplificador completo Na Figura 5.20 está esquematizado um amplificador completo, o qual possui três estágios: um amplificador de pequeno sinal (T 1 ), um amplificador classe A de grande sinal (T 2 ) e um seguidor de emissor push-pull classe B (T 3 e T 4 ).

No primeiro estágio, a polarização por divisor de tensão determina a corrente de coletor. No segundo estágio, ocorre a mesma coisa.

R 7 R R 3 5 T 3 2V BE T 1 T 4 T
R
7
R
R 3
5
T
3
2V BE
T
1
T
4
T
2
R
4
2
R
6
R
8

R

+V CC

R 1

Fig.5.20

R L

V L

Exemplo 5.7 – Para o circuito amplificador completo da Figura 5.20, conside- re os seguintes dados: R 1 =10kΩ, R 2 =5,6kΩ, R 3 =R 4 =1kΩ, R 5 =12kΩ, R 6 =1kΩ,

R 7 =1kΩ, R 8 =100Ω, R L =100Ω, V CC =30V. Determine o ganho de tensão do

primeiro estágio, considerando que todos os transistores possuem o mesmo

β=100.

Solução

A tensão DC na base de T 1 é V B1 =[ R 2 /(R 1 +R 2 )] V CC ≈ 10,77V. A tensão DC no

emissor de T 1 é V E1 =V B1 -V BE1 =10,77V-0,7V≈10,1V. Portanto, a corrente I E1 é:

=10,77V-0,7V≈10,1V. Portanto, a corrente I E 1 é: A resistência r e 1 é: A tensão
=10,77V-0,7V≈10,1V. Portanto, a corrente I E 1 é: A resistência r e 1 é: A tensão

A resistência r e1 é:

A tensão DC na base de T 2 V B2 =[R 6 /(R 5 +R 6 )]V CC ≈2,31V. A tensão no emissor

é V E2 =V B2 –V BE2 =2,31V-0,7V=1,61V. Portanto, a corrente

do emissor é:

A tensão no emissor é V E 2 =V B 2 –V B E 2 =2,31V-0,7V=1,61V.

A

resistência r e2 do transistor T 2 é:

A resistência r e 2 do transistor T 2 é: A impedância de entrada do segundo

A

impedância de entrada do segundo estágio é:

T 2 é: A impedância de entrada do segundo estágio é: O A valor de r

O

A

valor de r e2 =1,55Ω foi desprezado por ser bem menor que R 8 =100Ω.

resistência AC do coletor do primeiro estágio é:

por ser bem menor que R 8 =100 Ω. resistência AC do coletor do primeiro estágio

O ganho de tensão é:

por ser bem menor que R 8 =100 Ω. resistência AC do coletor do primeiro estágio

Exemplo 5.8 – Qual o ganho de tensão do segundo estágio do circuito da

Figura 5.20 ?

Solução

O segundo estágio é um amplificador linearizado porque não há capacitor de

derivação no emissor. Portanto, a resistência AC total do ramo do emissor é:

Portanto, a resistência AC total do ramo do emissor é: Conforme comentado no exemplo anterior, o

Conforme comentado no exemplo anterior, o efeito de r e2 no valor total da re- sistência do emissor de T 2 é muito pequeno. Por isto r e2 pode ser desprezado implicando num erro inferior a 2%.

O terceiro estágio é um seguidor classe B, o que significa que apenas um dos

transistores conduz de cada vez. A impedância de entrada olhando para a ba- se do transistor que está em condução é:

para a ba- se do transistor que está em condução é: O coletor de T 2

O coletor de T 2 vê dois diodos conduzindo em série com o resistor de R 7 =1kΩ.

A corrente DC através desses diodos é aproximadamente igual à corrente DC

através do resistor do emissor de T 2 , que foi calculada no exemplo anterior, encontrando-se o valor I E2 =16,1 mA. Portanto, cada diodo tem uma resistên- AC de

2 =16,1 mA. Portanto, cada diodo tem uma resistên- AC de Esta resistência é muito menor

Esta resistência é muito menor do que a resistência de 1k do resistor R 7 . Por- tanto, no circuito equivalente AC, as resistências AC dos dois diodos podem ser desprezadas, de modo que a resistência AC vista pela saída do segundo estágio é:

a resistência AC vista pela saída do segundo estágio é: Esta é a resistência equivalente da

Esta é a resistência equivalente da associação em paralelo da impedância de saída do segundo estágio, R 7 =1kΩ, com a impedância de entrada do terceiro estágio, z i3(base) =βR L =10kΩ. Para concluir, calcula-se o ganho de tensão do segundo estágio, que é:

i 3 ( b a s e ) = β R L =10k Ω. Para concluir,

Exemplo 5.9 – Qual o ganho de tensão do amplificador de três estágios esque

matizado na Figura 5.20, considerando os dados e cálculos dos dois últimos exemplos. Qual o valor de PP ? Qual é a tensão de entrada aproximada que produz PP ?

Solução Conforme calculado no Exemplo 5.7, I E2 =16,1mA. Esta é a corrente que circu la em cada diodo de compensação. Portanto, a corrente que circula em cada diodo emissor no estágio final é de 16,1mA, que corresponde a r e3 =1,55Ω. Assim, o ganho de tensão do terceiro estágio é:

Ω. Assim, o ganho de tensão do terceiro estágio é: Também no Exemplo 5.7, foi determinado

Também no Exemplo 5.7, foi determinado que o ganho do primeiro estágio é A v1 =183, e no Exemplo 5.8, encontrou-se o ganho do segundo estágio, sendo este de A v2 =8,91. O ganho total do amplificador é

no Exemplo 5.8, encontrou-se o ganho do segundo estágio, sendo este de A v 2 =8,91.

Cada transistor no terceiro estágio tem uma tensão quiescente coletor- emissor de:

estágio tem uma tensão quiescente coletor- emissor de: Conforme (5.20), a compliance é PP=V C C

Conforme (5.20), a compliance é PP=V CC =30V Este é aproximadamente o maior valor da tensão pico a pico na carga, sem ceifamento. A tensão de entrada aproximada que produz o valor de PP é:

A tensão de entrada aproximada que produz o valor de PP é: Qualquer aumento na tensão

Qualquer aumento na tensão V S que ultrapasse o valor de 18,75mV, produz ceifamento no sinal de saída.

5.3. Outros Amplificadores classe B O seguidor de emissor push-pull classe B é o circuito classe B mais usado.

Ele tem as seguintes vantagens: baixa distorção, alta compliance AC de saida e alta eficiência de estágio.

Existem outros amplificadores classe B, que preservam a estrutura básica do amplificador classe B estudado anteriormente.

Push-pull com alimentação dividida Um amplificador classe B com alimentação dividida está esquematizado na Figura 5.21.

V S

+V CC R 2V BE R R
+V CC
R
2V BE
R
R

-V CC

L

Fig. 5.21

Aplicando a LTK à malha de saída que envolve os dois transistores do circuito da Figura 5.21, para tensões DC, tem-se:

do circuito da Figura 5.21, para tensões DC, tem-se: Aplicando a LTK à malha de saída

Aplicando a LTK à malha de saída que envolve a carga, para tensões DC, tem-se:

de saída que envolve a carga, para tensões DC, tem-se: Como V L Q =0, o

Como V LQ =0, o sinal AC da saída do amplificador foi acoplado diretamente à carga R L . A tensão quiescente entre os diodos compensadores também é nula. Em relação ao sinal AC, os diodos agem como se fossem pequenas resistên-

cias de valor r e . Como z i(base) de cada transistor é muito alta, praticamente todo sinal AC de entrada passa através dos diodos para as bases dos transistores classe B. Uma outra vantagem de um circuito com alimentação subdividida é a sua alta compliance de saída. Como V CEQ =V CC para cada transistor, então

a

compliance de saída é:

PP=2V CC A alta compliance AC de saída permite ao circuito produzir uma maior potên-

cia de carga sem distorção.

Push-pull com compensação por termistor Uma alternativa aos espelhos de corrente para compensar o seguidor de emissor push-pull classe B é o uso de termistores (resistores cuja resistência diminui quando a temperatura aumenta). Através do circuito esquematizado na Figura 5.22, mostra-se a compensação

por termistor

na Figura 5.22, mostra-se a compensação por termistor V i +V CC R 1 R 2

V

i

+V CC R 1 R 2 2V BE R 2 R L R 1 Fig.
+V CC
R 1
R
2
2V BE
R
2
R L
R 1
Fig. 5.22

Push-pull Darlington e Sziklai

Quando o seguidor de emissor push-pull classe B a BJT não é suficiente para

excitar uma determinada carga, pode-se utilizar pares Darlington, conforme

circuito esquematizado na Figura 5.23.

+V CC R R E Fig. 5.23
+V CC
R
R E
Fig. 5.23

R L

V i

Sabe-se que, cada par Darlington age como um transistor simples com ganho de corrente muito alto. Com isto, a impedância de entrada da base aumenta e a impedância de saida do emissor diminui. Uma vez que, cada par Darlington possui duas quedas V BE , são utilizados quatro diodos de compensação, como mostrado na Figura 5.23. Um circuito como este pode produzir uma potência AC de carga muito grande. A Figura 5.24 é de um circuito push-pull classe B com um par Darlington na parte superior e um par Sziklai na parte inferior. O par Sziklai, às vezes é chamado Darlington complementar; age como um tran- sistor único do tipo pnp com um ganho de corrente muito alto. Note que são necessários apenas três diodos compensadores, embora este fato não se constitua na vantagem principal. O mais importante nesse circuito é que os dois transistores de saída são do tipo npn.

Isto é importante porque, na prática, é mais fácil casar transistores de potência se forem do mesmo tipo.

V i

+V CC R R E
+V CC
R
R E

Fig. 5.24

R L

Amplificador push-pull acoplado por transformador

Os transistores complementares tornaram os transformadores obsoletos na maioria das aplicações de áudio. Mesmo assim, ainda pode ser encontrado o amplificador a EC push-pull classe B mostrado na Figura 5.25.

ν in

+V CC X TF 1 TF 2 T 1 n:1 R in n:1 R T
+V CC
X
TF 1
TF 2
T 1
n:1
R in n:1
R
T
2

Fig. 5.25

R L

Note que os dois transistores são NPN e, um único diodo compensador é

usado. Se a curva do diodo compatibiliza-se aproximadamente com as curvas das junções base-emissor dos transistores, a corrente quiescente de coletor não varia muito com a temperatura. O sinal AC de entrada é acoplado, por transformador, às bases. Os dois sinais das duas metades do enrolamento secundário do transformador de entrada, TF 1 , acionam as duas bases dos dois transistores respectivamente. Esses dois sinais são, entre si, iguais em amplitude e 180 o fora de fase. Para o semiciclo positivo da tensão no secundário de TF 1 , o transistor T 1 conduz, enquanto T 2 opera no corte, resultando no circuito equivalente AC esquematizado na Figura 5.26

+ T + 1 R in + R X T 2
+
T
+
1
R in
+
R
X
T
2

R L

ν in

Fig. 5.26

Para o semiciclo negativo da mesma tensão, T 1 opera no corte enquanto T 2

conduz, resultando no circuito equivalente AC mostrado na Figura 5.27

ν in

T R in 1 R X + T 2 +
T
R in
1
R
X
+
T 2
+

Fig. 5.27

R L

Na Figura 5.25 as duas bases dos dois transistores recebem sinais AC que estão 180 o fora de fase entre si. O transformador consiste numa forma de se produzir dois sinais fora de fase. A desvantagem desta forma esta no custo mais alto e no maior volume do transformador. Uma alternativa para produzir um divisor de fase esta mostrada na Figura 5.28.

Observe-se que o divisor de fase é um amplificador fortemente linearizado

pelo resistor do emissor.

fortemente linearizado pelo resistor do emissor. Fig. 5.28 Pelo fato de os resistores do coletor e
fortemente linearizado pelo resistor do emissor. Fig. 5.28 Pelo fato de os resistores do coletor e
fortemente linearizado pelo resistor do emissor. Fig. 5.28 Pelo fato de os resistores do coletor e
fortemente linearizado pelo resistor do emissor. Fig. 5.28 Pelo fato de os resistores do coletor e
fortemente linearizado pelo resistor do emissor. Fig. 5.28 Pelo fato de os resistores do coletor e

Fig. 5.28

Pelo fato de os resistores do coletor e do emissor terem o mesmo valor, o divisor de fase tem um ganho de tensão unitário para a situação sem carga. Portanto, os sinais de saída têm amplitudes iguais entre si e fases opostas, proporcionando exatamente o tipo de alimentação necessária para o circuito da Figura 5.25. Em outras palavras pode-se substituir o transformador de entrada pelo divisor de fase.

5.4 Especificação de Potência do Transistor

A temperatura na junção coletor-base de um transistor impõe um limite na dissipação de potência permissível, P D . Dependendo do transistor, uma

temperatura da junção na faixa de 150 o C a 200 o C destrói o transistor. As folhas de dados especificam a temperatura máxima da junção como

T J,max . Por exemplo, para o transistor 2N3904, T J,max =150 o C; 2N3719, T J,max =200 o C.

para o transistor

Temperatura ambiente O calor produzido na junção passa através do invólucro do transistor (cápsula plástica ou metálica) e irradia para o ar do meio em volta. A temperatura desse ar, conhecida como temperatura ambiente, é geralmente por volta de 25 o C; mas pode ser muito maior em dias quentes. A temperatura ambiente também pode ser muito mais alta dentro de uma parte do equipamento eletrônico.

Dissipadores de calor Uma forma de se aumentar a especificação de potência máxima de um

transistor é livrar-se do calor o mais rápido possível. Esta é a finalidade de um dissipador de calor (uma massa metálica). Se a área da superfície do encapsulamento do transistor for aumentada, permite-se que o calor escape mais facilmente para o meio ambiente.

mostram-se três tipos de dissipadores de calor

Na Figura 5.29

DISS IPADOR DE CALOR DE PRESSÃO ORELHA METÁLICA 2 1 TRANSISTOR COM PLACA DISSIPADORA
DISS
IPADOR DE
CALOR DE
PRESSÃO
ORELHA METÁLICA
2
1
TRANSISTOR COM PLACA
DISSIPADORA

TRANSISTOR DE POTÊNCIA COM COLETOR LIGADO AO ENCAPSULAMENTO

1. BASE 2. EMISSOR CARAPAÇA - COLETOR

Fig. 5.29

Para o exemplo da Figura 5.29(a), quando a peça é encaixada ao

encapsulamento do transistor, o calor é irradiado mais rapidamente por causa do aumento da área da superfície das aletas.

Para o exemplo da Figura 5.29(b) mostra-se o esboço de um transistor de potência com placa . A placa metálica constitui um trajeto para o calor do transistor escapar, podendo ser fixada ao chassi do equipamento eletrônico. Como o chassi é um dissipador massivo de calor, este pode escapar facilmente do transistor para o chassi.

Os transistores de grande potência, como os representados na Figura 5.29(c) têm o coletor ligado diretamente ao encapsulamento para permitir que o calor escape o mais facilmente possível. O encapsulamento do transistor é apertado contra o chassi. Para evitar que o coletor entre em curto com o terra do chassi, usa-se uma fina arruela de mica entre o encapsulamento do transistor e o chassi.

5.5 Operação Classe C

Operação classe C significa a corrente de coletor fluir durante menos de 180 o do ciclo AC. Uma conseqüência deste conceito é que a corrente de coletor de um amplificador classe C é não senoidal porque ela flui em pulsos. Para evitar distorção que poderia ocorrer com uma carga puramente resistiva, o amplificador classe C sempre aciona um circuito tanque ressonante, resultando numa tensão de saída senoidal.

Um amplificador classe C pode produzir potência de carga maior do que o amplificador classe B. Entretanto, para amplificar uma onda senoidal, ele deve estar sintonizado na freqüência senoidal. Por isso, o amplificador classe C sintonizado é um circuito de banda estreita; é capaz de amplificar somente a freqüência de ressonância e aquelas próximas dela.

Para evitar a utilização de capacitores e indutores grandes no circuito ressonante, os amplificadores classe C sempre operam em rádio freqüências (RF), que são freqüências acima de 20KHz. Portanto, embora seja a classe mais eficiente de todas, a classe C é útil somente em aplicações de RF com banda estreita.

Amplificador Sintonizado

O diagrama esquemático da Figura 5.30 é de um amplificador classe C.

esquemático da Figura 5.30 é de um amplificador classe C. +V CC C L R L
+V CC C L R L R B
+V CC
C
L
R L
R B

Fig. 5.30 O circuito tanque ressonante é sintonizado na freqüência do sinal de entrada. A freqüência de ressonância é

5.30 O circuito tanque ressonante é sintonizado na freqüência do sinal de entrada. A freqüência de

onde

f r

: é a freqüência de ressonância do circuito tanque

A freqüência de ressonância é aquela na qual a reatância capacitiva é, em módulo, igual à reatância indutiva. Nesta freqüência, a impedância do circuito ressonante paralelo é muito alta.

Considera-se que o fator de qualidade Q do circuito é maior do que 10; uma
Considera-se que o fator de qualidade Q do circuito é maior do que 10; uma
condição geralmente satisfeita em circuitos de RF sintonizados.
Quando o circuito é sintonizado na freqüência de ressonância, a tensão
através de R L é máxima e senoidal.
Na Figura 5.31, mostra-se a variação do ganho de tensão com a freqüência
A
A máx
Fig. 5.31
f r
f

Note que o ganho de tensão atinge um valor máximo A max na freqüência f r .

Acima e abaixo desta freqüência, o ganho de tensão é mais baixo quanto mais afastada de f r for a freqüência. Quanto mais alto o valor de Q, mais brusca a diminuição do ganho em cada lado de f r .

Polarização O diagrama esquemático da Figura 5.32 é do circuito equivalente DC, onde R S é a resistência DC do indutor de RF, tipicamente de poucos ohms.

R B
R
B

+V CC

R

S

Fig. 5.32

Observa-se que não há polarização DC aplicada às junções do transistor.

Portanto V BE =0, I BQ =0 , I CQ =0 e, conseqüentemente V CEQ =V CC , indicando que o ponto quiescente está situado no corte.

Reta de carga AC

Trata-se aqui de um caso particular de amplificador a EC, cuja reta de carga AC tem pontos extremos, deduzidos anteriormente, determinados pelas seguintes expressões gerais

determinados pelas seguintes expressões gerais Para o amplificador classe C em particular, como

Para o amplificador classe C em particular, como especificado acima, I CQ =0 V CEQ =V CC e portanto

e

Para o amplificador classe C em particular, como especificado acima, I C Q =0 V C

Para maior clareza, os pontos extremos da reta de carga AC, Equações (5.32)

são especificados a seguir sob a forma de pares ordenados

(0, I C,sat ) = (0, V CC / r C )

e

(V CE,corte , 0) = (V CC ,0)

Com estes dois pontos traça-se a reta de carga AC, conforme Figura 5.33

I C V CC /r C RETA DE CARGA AC V CC V CE
I
C
V CC /r C
RETA DE CARGA AC
V CC
V CE

Fig. 5.33

Circuito equivalente AC Considerando que o fator de qualidade ‘Q’ é maior que 10, o circuito equivalente AC pode ser aproximado ao circuito mostrado na Figura 5.34. Neste circuito equivalente, a resistência série, intrínseca do indutor foi omitida. Num amplificador classe C, o capacitor de entrada faz parte de um

grampeador DC negativo.

Portanto, no lado da entrada de um amplificador classe C, o sinal é grampeado negativamente

R B L C r C
R B
L
C
r C

Fig. 5.34 Na freqüência de ressonância, a tensão pico a pico da carga atinge valor máximo. Sabe-se, de cursos básicos, que a largura de banda de um circuito ressonante, B, é:

onde

a largura de banda de um circuito ressonante, B, é: onde f c i : é

f ci : é a freqüência inferior de meia potência

f cs : é a freqüência superior de meia potência

A largura de banda, B, está relacionada com a freqüência f r e com o fator Q, da seguinte forma:

de meia potência A largura de banda, B, está relacionada com a freqüência f r e

Note que, quanto maior o fator de qualidade, Q, menor a largura de banda, o que corresponde a uma sintonia cada vez mais fina.

Quase sempre os amplificadores classe C têm um Q do circuito maior do que 10. Isto quer dizer que a largura da banda é menor do que 10% da freqüência de ressonância. Por esta razão os amplificadores classe C são de banda estreita

L C R L R S
L
C
R L
R S

Resistência AC do coletor Qualquer bobina ou indutor tem uma certa resistência R S em série. Embora os diagramas esquemáticos nunca mostrem essa resistência em série como um componente separado, é importante recordar que ela existe, como mostrado na Figura 5.35

Fig. 5.35

O fator de qualidade do indutor é dado por

O fator de qualidade do indutor é dado por Q L : é o fator de

Q L : é o fator de qualidade do indutor X L : é a reatância indutiva R S : é a resistência interna do indutor

C L R P
C L
R P

Fig. 5.36

Este é o fator de qualidade somente do indutor. O circuito completo tem um Q mais baixo porque inclui o efeito da resistência de carga bem como da resistência interna do indutor. De cursos básicos, sabe-se que a resistência em série do indutor pode ser substituída por uma resistência R P em paralelo, como mostrado na Figura

5.36

R L

A resistência em paralelo, do indutor, é dada por

A resistência em paralelo, do indutor, é dada por Todas as perdas no indutor estão representadas

Todas as perdas no indutor estão representadas pela resistência R P . Na

ressonância, jX L cancela

que a resistência AC que o coletor vê, na ressonância é

-jX C , restando R P em paralelo com R L . Isto significa

, restando R P em paralelo com R L . Isto significa O fator de qualidade

O fator de qualidade do circuito completo, Q, é dado por

O fator de qualidade do circuito completo, Q, é dado por Neste circuito, Q é menor

Neste circuito, Q é menor do que Q L . Na prática, Q L é geralmente 50 ou mais enquanto Q é 10 ou mais. Como Q L é 50 ou mais, a maior parte da potência de carga AC é liberada para o resistor de carga, desperdiçando só uma pequena quantidade de potência na resistência do indutor.

Grampeamento DC Para visualizar melhor o grampeamento DC do lado da entrada, considere-se o circuito da entrada, conforme Figura 5.37

V P 0 + - ≅ -V P ≅ -2V P +V P 0 R
V P
0
+
-
-V P
-2V P
+V P
0
R B
DIODO
-V P
EMISSOR

Fig. 5.37

O gerador de entrada carrega o capacitor de acoplamento até que sua tensão atinja um valor aproximadamente igual a V P com a polaridade mostrada. Nos semiciclos positivos, o diodo emissor conduz rapidamente nos picos; isto é suficiente para repor qualquer perda de carga ocorrida durante o ciclo. Nos semiciclos negativos, o único percurso da descarga é através de R B .

Considerando que o período T do sinal de entrada seja muito menor que a constante de tempo de descarga R B C, o capacitor perde somente uma pequena quantidade da sua carga

Para repor a carga perdida do capacitor, a tensão da base deve excursionar ligeiramente acima de 0,7V para ligar rapidamente o diodo emissor em cada pico positivo. O ângulo de condução da corrente do coletor, portanto, é muito menor do que 180 o . É por isso que a corrente do coletor consiste de um trem de pulsos estreitos como mostrado na Figura 5.38

corrente do coletor consiste de um trem de pulsos estreitos como mostrado na Figura 5.38 MENOS

MENOS DE 180 O

I C

θ

Fig. 5.38

Ciclo de Trabalho

A condução rápida do diodo emissor em cada pico positivo produz pulsos estreitos de corrente do coletor. Com pulsos com essa característica, é conveniente usar o conceito de ciclo de trabalho, definido como segue:

usar o conceito de ciclo de trabalho, definido como segue: onde D: ciclo de trabalho W:

onde D: ciclo de trabalho W: largura do pulso T: período dos pulsos Por exemplo, se um osciloscópio mostra uma largura de pulso de 0,2μs e um

período do sinal de 1,6μs o ciclo de trabalho é

mostra uma largura de pulso de 0,2μs e um período do sinal de 1,6 μ s

Filtragem dos Harmônicos

De cursos básicos sabe-se que, qualquer forma de onda não senoidal é equivalente a um somatório de um sinal na freqüência fundamental, f, com

sinais de freqüências múltiplas dessa fundamental, 2f, 3f, 4f,

Na Figura 5.39 mostra-se o sinal não senoidal da fonte de corrente do coletor alimentando o circuito tanque. Considerando que o circuito tanque é ressonante na freqüência fundamental f, então todos os harmônicos são filtrados, chegando à carga uma onda senoidal na freqüência fundamental f, como mostrado na figura

I C
I C
C L R P R L
C L
R P
R L

2V CC

V CC

V CE,sat

Fig. 5.39

Compliance AC de saída de um amplificador classe C

Sob condições de sinal completo, a tensão da carga excursiona, de aproximadamente V CE,sat até 2V CC . Como V CE,sat é aproximadamente igual a zero, a compliance AC de saída de um amplificador classe C é

a compliance AC de saída de um amplificador classe C é Observações importantes O amplificador classe

Observações importantes O amplificador classe C é um tanto incomum. Primeiramente ele grampeia o sinal de entrada negativamente para se obter pulsos de corrente altamente distorcidos. Em seguida ele utiliza um circuito ressonante de alto Q para recuperar a freqüência fundamental.

A ausência de resistores de polarização implica em menos drenagem de corrente. Além disso, devido aos estreitos pulsos de corrente, a dissipação de potência do transistor é menor do que com classe A ou classe B. O efeito final é a menor drenagem de corrente, o que implica numa maior eficiência do estágio. A eficiência da operação classe C pode se aproximar de 100%,

Exemplo 5.10 - Explique as formas de onda que aparecem na Figura 5.40

≅ +30V +15V ≅ +15V +0,7V 470pF 2μH 0 ≅0V -4,3V -9,3V 1000pF +15V +5V
≅ +30V
+15V
≅ +15V
+0,7V
470pF
2μH
0
≅0V
-4,3V
-9,3V
1000pF
+15V
+5V
0,01μF
1KΩ
0
4,7KΩ
0
-5V
- 15V

Fig. 5.40

Solução

1 o ) O sinal da fonte AC de entrada é um sinal com:

a) valor de pico igual a 5V

b) valor pico a pico de 10V e

2 o ) O sinal que aparece na base do transistor é o sinal de entrada grampeado negativamente. A tensão DC da base é - 4,3V porque a tensão da base deve excursionar até aproximadamente +0,7V para ligar o diodo emissor em cada ciclo positivo e repor a carga do capacitor. Portanto, o sinal grampeado tem:

a) valor pico a pico igual a 10V

b) valor médio igual a - 4,3V

3 o ) No coletor o sinal aparece invertido por causa da ligação EC e apresenta os seguintes valores:

a) tensão pico a pico igual a 30V

b) tensão média igual a +15V

É importante lembrar que o ponto quiescente está situado no corte, o que implica uma tensão quiescente de +V CC

4 o ) Finalmente, o sinal passa do coletor para carga, através de um capacitor colocado em série com a carga. Esse capacitor anula a componente DC do sinal

Exemplo 5.11 - Considerando Q L =50 para o circuito da Figura 5.40, calcule a

freqüência de ressonância, a corrente de saturação AC, a tensão de corte AC e a compliance AC de saída

Solução

A freqüência de ressonância é

AC de saída Solução A freqüência de ressonância é Portanto, a reatância indutiva é A resistência

Portanto, a reatância indutiva é

de ressonância é Portanto, a reatância indutiva é A resistência em paralelo do indutor é A

A resistência em paralelo do indutor é

indutiva é A resistência em paralelo do indutor é A resistência AC de carga é A

A resistência AC de carga é

indutiva é A resistência em paralelo do indutor é A resistência AC de carga é A

A corrente AC de saturação é

indutiva é A resistência em paralelo do indutor é A resistência AC de carga é A

A tensão AC de corte é

A tensão AC de corte é O fator de qualidade total do circuito é E a

O fator de qualidade total do circuito é

E

AC de corte é O fator de qualidade total do circuito é E a largura de

a largura de banda é

de qualidade total do circuito é E a largura de banda é Finalmente, a compliance AC

Finalmente, a compliance AC de saída é

largura de banda é Finalmente, a compliance AC de saída é 5.5.1 Relações de potência para

5.5.1 Relações de potência para operação classe C Pelo fato de o ângulo de condução na operação classe C ser menor do que 180 o , a análise matemática das relações de potência nos amplificadores classe C tornam-se muito complicadas. Nesta seção descrevem-se rapidamente tais relações sem dedução.

Potência de carga

A potência AC de carga de um amplificador classe C é dada por

onde

AC de carga de um amplificador classe C é dada por onde P L : é

P

L : é a potência AC de carga

V

PP : é a tensão pico a pico de carga

R

L : é a resistência de carga

A potência máxima de carga é

: é a resistência de carga A potência máxima de carga é Os amplificadores classe C

Os amplificadores classe C quase sempre são acionados com carga suficien-

te para usar toda reta de carga AC. Isto resulta em potência de carga máxima

e rendimento máximo do estágio

Dissipação de potência do Transistor

Na Figura 5.41 mostra-se a tensão ideal entre coletor e emissor num amplifica dor classe C

V CE 2V CC V CC 0 θ
V CE
2V CC
V CC
0
θ

Fig. 5.41 Devido ao circuito tanque ressonante, todos os harmônicos são filtrados para

fornecer uma tensão senoidal com uma freqüência fundamental f r . Como a tensão máxima é de aproximadamente 2V CC , o transistor deve ter uma especificação V CEO maior do que 2V CC . Na Figura 5.42 mostra-se o sinal de corrente do coletor. Nota-se que a

O transistor deve ter uma especificação de corrente de pico, maior do que

este valor.

I

I C C,sat θ
I
C
C,sat
θ

Fig. 5.42

As partes pontilhadas do ciclo representam o tempo em que o transistor fica desligado. A potência de dissipação do transistor aumenta com o ângulo de condução, que é menor que 180 o e maior que 0 o . No pior caso, que coincide com o classe B, onde o ângulo de condução é 180 o , a potência de dissipação do transistor é

que coincide com o classe B, onde o ângulo de condução é 180 o , a

Uma orientação cautelosa para o projeto é usar transistor com especificação de potência maior do que o pior caso, representado por (5.34). Sob condi- ções normais de alimentação, o ângulo de condução é menor que 180 o e o transistor está bem dentro da sua especificação de potência

Corrente drenada O valor médio ou DC do sinal da corrente de coletor esboçado na Figura 5.42, depende do ângulo de condução. Para um ângulo de 180 o , a corrente média

é I C,sat / π. Para ângulos de condução menores que 180 o , a corrente média é

menor que I C,sat

Esta corrente média ou DC é a única corrente drenada por um amplificador classe C. A potência fornecida ao circuito é

/ π.

classe C. A potência fornecida ao circuito é / π. P F : é a potência

P F : é a potência DC solicitada pelo circuito à fonte V CC : é a tensão de alimentação, fornecida pela fonte I F : é a corrente DC solicitada ou drenada da fonte As dissipações de potência estão na carga, no transistor e no indutor.

é a corrente DC solicitada ou drenada da fonte As dissipações de potência estão na carga,

P F : é a potência DC solicitada pelo circuito à fonte

P L :

P D : é a potência dissipada no transistor

P indutor : é a potência de perda no indutor

é a potência de carga DC

Eficiência de estágio A eficiência de estágio de um amplificador classe C é dada por

de estágio de um amplificador classe C é dada por Num amplificador classe C, a maior

Num amplificador classe C, a maior parte da potência DC solicitada à fonte de alimentação é convertida em potência AC de carga; as perdas no transistor e no indutor são suficientemente pequenas que podem ser ignoradas. Por esta razão, os amplificadores classe C têm uma alta eficiência por estágio Para um ângulo de condução igual a 180 o a eficiência do estágio é aproximadamente igual a 78,5%, que é o valor teórico máximo para a operação classe B. Quando o ângulo de condução diminui a eficiência de estágio aumenta.

Alimentação a pleno sinal Para atingir uma eficiência alta, o sinal AC de entrada deve ser suficientemente grande para alimentar o amplificador classe C ao longo de toda reta de carga AC. A tensão de saída tem uma excursão pico a pico de aproximadamente 2V CC . Neste caso o amplificador classe C é o mais eficiente de todas as classes porque libera mais potência de carga para uma dada potência de alimentação, mas somente dentro de uma largura de banda estreita.

Exemplo 5.12 - Analisar novamente o circuito esquematizado na Figura 5.40 para determinar a potência máxima de carga e as perdas no indutor. Se a potência de dissipação do transistor for de 7,5mW , qual a corrente de alimentação e qual a eficiência do estágio ?

Solução como V CC =15V, então PP= 2 (15V)=30V e

a corrente de alimentação e qual a eficiência do estágio ? Solução como V C C

A resistência em paralelo do indutor é R P =3,26KΩ, determinado anteriormen-

te. Portanto a perda de potência para o indutor é

te. Portanto a perda de potência para o indutor é Usando a Equação (5.35), segue que

Usando a Equação (5.35), segue que

para o indutor é Usando a Equação (5.35), segue que A corrente drenada pelo circuito é

A corrente drenada pelo circuito é

(5.35), segue que A corrente drenada pelo circuito é E, a eficiência do estágio é 5.5.2

E, a eficiência do estágio é

segue que A corrente drenada pelo circuito é E, a eficiência do estágio é 5.5.2 Multiplicadores

5.5.2 Multiplicadores de freqüência

5.5.2 Multiplicadores de freqüência

Além da sua utilização para amplificação eficiente de potência, um circuito classe C sintonizado pode ser usado como um multiplicador de freqüência. A idéia consiste em sintonizar o tanque ressonante num harmônico da freqüência de entrada. A Figura 5.43 mostra um sinal de pulsos estreitos de corrente sendo aplicado a um circuito sintonizado

de corrente sendo aplicado a um circuito sintonizado f=1 MHz Fig. 5.43 Os pulsos têm uma
de corrente sendo aplicado a um circuito sintonizado f=1 MHz Fig. 5.43 Os pulsos têm uma

f=1 MHz

de corrente sendo aplicado a um circuito sintonizado f=1 MHz Fig. 5.43 Os pulsos têm uma

Fig. 5.43 Os pulsos têm uma freqüência fundamental de 1 MHz. Num amplificador classe C sintonizado comum, sintoniza-se o circuito ressonante na freqüência fundamental. Cada pulso de corrente carrega o capacitor uma vez por ciclo. O sinal de tensão de saída é senoidal e tem uma freqüência de 1 MHz.

Suponha-se que a freqüência de ressonância do tanque foi modificada para

2 MHz. Este é o segundo harmônico de 1MHz . O capacitor e o indutor trocam energia, neste caso, a uma taxa de 2MHz, produzindo uma tensão de carga de 2MHz. Sintonizando o tanque em 3MHz, terceiro harmônico de 1 MHz, obtém-se um sinal de saída de 3MHz. Neste caso os pulsos de corrente de 1 MHz recarregam o capacitor a cada três ciclos de saída. Desde que o Q do circuito ressonante seja alto, a tensão da carga se assemelha praticamente a uma onda senoidal perfeita. Na Figura 5.44 mostra-se uma configuração de multiplicador de freqüência. O

sinal de entrada tem uma freqüência f. Este sinal é grampeado negativamente na base. A corrente do coletor resultante é um trem de pulsos estreitos com

uma freqüência fundamental f. Sintonizando o tanque ressonante no n-ésimo

harmônico, tem-se uma tensão de carga cuja freqüência é nf , onde n é inteiro.

A potência da carga diminui quando a sintonia é feita em harmônicos mais

altos.

+V CC C L R in nf f R L R B
+V CC
C
L
R in
nf
f
R L
R B

Fig. 5.44 Quanto maior o valor de ‘n’ mais baixa a potência de carga. Devido ao rendi- mento decrescente em harmônicos mais altos, um multiplicador de freqüência classe C sintonizado como o da Figura 5.44 normalmente é usado somente para baixos harmônicos, como o segundo ou o terceiro. Para n maior que 3, procuram-se dispositivos semicondutores mais eficientes.

5.6 Operação Classe D O amplificador classe D é amplamente usado em transmissores devido à sua eficiência. O princípio básico por trás de um amplificador classe D é a utiliza- ção de transistores como chaves em vez de fontes de corrente.

Como a dissipação de potência de uma chave é idealmente nula, a eficiência de estágio de um amplificador classe D aproxima-se de 100%.

Num amplificador classe D são usados dois transistores na configuração push -pull como chaves para produzir uma onda quadrada, que então é filtrada para recuperar a freqüência fundamental.

Circuito e seu funcionamento

Na Figura 5.45 mostra-se uma maneira de se construir um amplificador classe

D.

+V CC ∙ ∙ T 1 L C ∙ T 2 R L
+V CC
T 1
L
C
T
2
R
L

Fig. 5.45

É

uma conexão a EC push-pull de dois transistores complementares. Um

transformador de RF acopla o sinal de entrada a cada base. Para o semiciclo positivo da tensão de entrada, o transistor T 1 opera no corte e o transistor T 2 na saturação. Para o semiciclo negativo da tensão de entrada, T 1 opera na saturação e T 2 no corte. Por isto, a tensão que alimenta

o circuito sintonizado alterna-se entre 0 e +V CC , como ilustrado no circuito

equivalente do lado de saída, esquematizado na Figura 5.46

+V CC 0
+V CC
0
L C 0,636V CC R L 0 - 0,636V CC
L
C
0,636V CC
R L
0
- 0,636V CC

Fig. 5.46

Observe que a alimentação para o circuito ressonante em série é uma onda quadrada com valor pico a pico igual a V CC . Este sinal não senoidal, é a soma

de uma freqüência fundamental f com harmônicos dessa freqüência. Esta tensão com forma de onda quadrada, presente no coletor, pode ser expressa da seguinte maneira

dessa freqüência. Esta tensão com forma de onda quadrada, presente no coletor, pode ser expressa da

Desde que o Q seja alto, o circuito ressonante em série deixa passar a

freqüência fundamental e bloqueia os harmônicos. O resultando é uma tensão na carga, praticamente senoidal, dada por

freqüência fundamental e bloqueia os harmônicos. O resultando é uma tensão na carga, praticamente senoidal, dada

6. O AMPLIFICADOR OPERACIONAL- PRINCIPIOS E APLICAÇOES EM CIRCUITOS LINEARES BÁSICOS

6.1 Introdução O amplificador operacional (Amp. Op). é um amplificador DC de alto ganho, composto por vários estágios acoplados diretamente entre si, sendo o primeiro deles um amplificador diferencial, como ilustrado na figura abaixo. Dentre seus vários campos de aplicação, estão os sistemas eletrônicos de controle industrial, a Instrumentação industrial, a instrumentação médica, os equipamentos de telecomunicações, os sistemas de aquisição de dados, etc. Vários fabricantes produzem Amp. Op., sob a forma de circuito integrado. Para especificação de um Amp. Op. é utilizada uma codificação que permite identificar seu fabricante e suas características, fornecidas nos manuais. Na Tabela 6.1 ilustra-se o código utilizado pelos fabricantes mais conhecidos, para um particular amplificador operacional.

OUTROS PUSH-PULL v ESTAGIOS CLASSE B
OUTROS
PUSH-PULL
v
ESTAGIOS
CLASSE B

o

AMP.

DIF.

AMP. OP.

O amplificador operacional exemplificado na Tabela 6.1 é conhecido simplesmente como “o 741 “.

Tabela 6.1

6.1 é conhecido simplesmente como “o 741 “. Tabela 6.1 Um diagrama esquemático simplificado do 741

Um diagrama esquemático simplificado do 741 está mostrado na Figura 6.1.

- O primeiro estágio é um amplificador diferencial que usa transistores PNP

( T 1 e T 2 ).

- Um espelho de corrente (D 2 e T 4 ) produz a corrente de cauda do amplificador diferencial que permite um CMRR alto.

- Visando obter um ganho de tensão o mais alto possível com o amplificador

diferencial, utiliza-se como carga

um outro espelho de corrente (D 1 e T 3 ).

- A saída do amplificador diferencial (coletor de T 2 ) alimenta um seguidor de emissor (T 5 ) .

- O estágio seguidor de emissor ( T 5 ) eleva o nível de impedância para evitar o abaixamento da carga do amplificador diferencial.

- O sinal que sai do seguidor de emissor é aplicado a T 7 , que é um acionador de classe B.

D 2 D 3 T T 6 4 T 8 R 2 R 3 D
D 2
D 3
T
T 6
4
T
8
R 2
R 3
D 4
D 5
V
T
d
9
+V CC
T 1
T 2
T 5
T 3
T 7
D 1
R 1

Fig. 6.1

+V

V o

CC

-V EE

Cada amplificador operacional tem o seu diagrama esquemático fornecido nos manuais do fabricante.

Nas análises de circuitos contendo amplificadores operacionais não é

utilizado

o esquema complicado da Figura 6.1. O símbolo do amplificador operacional, utilizado nos esquemas de circuito, está apresentado na Figura 6.2.

Entrada não-inversora

+ saída - Fig. 6.2 + R o R i v d - A d
+
saída
-
Fig. 6.2
+
R o
R i
v d
-
A d v d
V o

Entrada inversora

amplificador operacional.

Na Figura 6.3 mostra-se um modelo simplificado de baixas freqüências para

o

onde:

R i é a resistência diferencial de entrada R o é a resistência de saída

A d

é o ganho diferencial de malha aberta

Outras notações:

V d

V o

é a tensão diferencial de entrada é a tensão de saída

De modo geral, um amplificador operacional apresenta as seguintes características:

1. A resistência diferencial de entrada, R i , é muito alta (na ordem de MΩ)

2. A resistência

3.

4. O ganho de modo comum, A MC , é muito baixo

de saída, R o , é muito baixa ( dezenas de Ω)

O ganho diferencial, A d , é muito alto (de 10 3 a 10 9 )

Outros parâmetros que identificam um amplificador operacional são:

1. Taxa de subida ou slew-rate

2. Tensão de offset de entrada

Sendo I 1 e I 2 as correntes dos terminais inversor e não inversor, as correntes de compensação de entrada (corrente de offset) e de polarização de entrada são dadas por

de offset) e de polarização de entrada são dadas por 6.2. Circuitos Lineares Básicos com Amplificador

6.2. Circuitos Lineares Básicos com Amplificador Operacional

Os circuitos amplificadores em geral são circuitos eletrônicos lineares porque seus dispositivos eletrônicos operam dentro de uma faixa linear de suas curvas características.

A análise de circuitos lineares à base de amplificador operacional é muito simplificada quando supomos características ideais para o amplificador o- peracional. Os resultados são bastante satisfatórios, sendo tão exatos na prática quanto melhor forem as características do amp-op utilizado, com- paradas aos outros componentes do circuito.

Os circuitos eletrônicos lineares à base de amplificador operacional apre- sentados a seguir são analisados sob a hipótese de que as características do amplificador operacional são ideais, o que implica basicamente:

R i =∞, R o =0, A d =∞, v d =0

(6.1)

6.2.1 Amplificador Inversor

O amplificador inversor, além de aumentar a amplitude do sinal, imprime ao mesmo, uma defasagem de 180 o . Seu esquema está mostrado na

Figura 6.1.

V s

R 2

R 1 i 2 - V d i 1 +
R 1
i 2
-
V d
i 1
+

V o

Fig. 6.1 Pela hipótese (6.1), a impedância de entrada do Amp-Op é R i =. Então, de acordo com o circ