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Índice
Introdução ................................................................................................................................... 3

1. Esfera emocional, sentimental evolutiva da personalidade ................................................. 4

2. Sentimentos ......................................................................................................................... 4

2.1. Teorias dos sentimentos .................................................................................................. 4

2.2. Tipos de sentimentos ....................................................................................................... 4

2.3. Perturbações de sentimentos............................................................................................ 4

3. Emoções .............................................................................................................................. 6

3.1. Teorias das emoções ........................................................................................................ 6

3.2. Tipos de emoções ............................................................................................................ 8

I. Alegria ................................................................................................................................. 8

II. Medo ................................................................................................................................ 8

III. Surpresa ........................................................................................................................... 8

IV. Aversão/Nojo ................................................................................................................... 9

V. Desprezo .............................................................................................................................. 9

VI. Cólera/Raiva .................................................................................................................... 9

VII. Tristeza ............................................................................................................................ 9

3.3. Perturbação das emoções ............................................................................................... 10

4. Vontade ............................................................................................................................. 11

4.1. Teorias da vontade ......................................................................................................... 11

4.2. Tipos de vontade............................................................................................................ 11

4.3. Perturbações de vontade ................................................................................................ 12

5. Diferença das emoções nos homens e nos animais ........................................................... 13

6. Conclusão .......................................................................................................................... 14

7. Bibliografia........................................................................................................................ 15
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Introdução

O presente trabalho aborda sobre a esfera emocional, sentimental e evolutiva da personalidade.

As emoções e os sentimentos são aspectos das interacções aos quais não tem sido dada
suficiente ênfase na pesquisa em Ensino de Ciências2, apesar de tacitamente todos
reconhecerem a importância das emoções na interacção social.

Em um nível básico, as emoções são partes da regulação homeostática3 e constituem se como


um poderoso mecanismo de aprendizagem. Ao longo do desenvolvimento,―as emoções
acabam por ajudar a ligar a regulação homeostática e os ‗valores‘ de sobrevivência a muitos
eventos e objectos de nossa experiência autobiográfi ca‖ (Damásio, 2000, p. 80).

O trabalho obedece a seguinte estrutura:

O título; Esfera emocional, sentimental evolutiva da personalidade;

Tipos de sentimentos, emoção e vontade;

Teorias dos sentimentos, emoção e vontade;

Perturbações de sentimentos, emoção e vontade.


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1. Esfera emocional, sentimental evolutiva da personalidade

2. Sentimentos

2.1. Teorias dos sentimentos

I. Sentimentos superiores – são conjuntos de milhares de emoções, afectos, disposições.


II. Sentimentos práticos – são satisfações e prosperidade humana, é o fundamento da
existência humana (relações emocionais, positivas ao trabalho).

PETROVSKI (1980:356), afirma que qualquer esfera da prática humana da actividade


consciente dirigida a uma finalidade que chega a ser objecto de alguma atitude da pessoa à ela;
isto se observa em primeiro lugar na actividade laboral quando o indivíduo toma consciência
de um e outros objectivos aceitando-os com os caminhos para chegar tais objectivos agrupando
os métodos e sentimentos de influência.

III. Sentimentos morais – manifestam-se dum homem para o outro.

PETROVSKI (1980), os sentimento morais se expressão a relação do individuo para com outras
pessoas, sem colectivo, seu atitude e respeito das personalidades próprias.

2.2. Tipos de sentimentos

 Primários/inatos – envolvem todas as necessidades profundamente naturais dos seres


animais.
 Secundários/adquiridos – envolve todas as necessidades que o homem vai adquirindo
durante toda a vida.
 Fundamentais – todos sentimentos, apesar da sua inesgotável multiplicidade, se podem
considerar diversidade de um número de outros que podem considerar de fundamentais.

2.3. Perturbações de sentimentos

As perturbações de sentimento causam diversas irregularidades tais como:

 Perturbações do sono

A narcolepsia é uma alteração pouco frequente do sono, que se caracteriza por crises
recidivantes de sono durante as horas normais de vigília e também de acataplexia, paralisia do
sono e alucinações.
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 Doenças convulsivas

A epilepsia é uma perturbação caracterizada pela tendência a sofrer convulsões recidivantes.


Em algum momento, 2 % da população adulta tem uma convulsão. Um terço desse grupo tem
convulsões.

 Ansiedade

O stress agudo é semelhante ao stress pós-traumático excepto que começa dentro das quatro
semanas depois do acontecimento traumático, e dura somente entre duas a quatro semanas.

 Depressão e mania

As perturbações do humor são doenças psiquiátricas nas quais as alterações emocionais


consistem em períodos.

 Comportamento suicida

O comportamento suicida abrange os gestos suicidas, as tentativas de suicídio e o suicídio


consumado. Os planos de suicídio e as acções que têm poucas possibilidades de levar à morte
são chamados gestos.

 Alterações do apetite

A bulimia nervosa é uma perturbação caracterizada por episódios recidivantes de apetite voraz
seguidos por uma purga (vómitos auto-induzidos ou utilização de laxantes ou diuréticos ou de
ambos).

 Perturbações sexuais e psicossexuais

Uma perturbação de identidade de género é o desejo de ter o sexo oposto ou a sensação de estar
preso num corpo do outro sexo.

 Perturbações da função sexual

A ejaculação precoce é uma ejaculação que ocorre demasiado cedo, geralmente antes, durante
ou pouco depois da penetração.

O problema é frequente entre adolescentes e pode intensificar-se se existir o sentimento de que


a relação.
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 Alterações da personalidade

As alterações da personalidade caracterizam-se por padrões de percepção, de reacção e de


relação que são relativamente fixos, inflexíveis e socialmente desadaptados, incluindo uma
variedade. A perturbação de identidade dissociativa, antes chamada perturbação de
personalidade múltipla, é uma situação na qual alternam no controlo do comportamento da
pessoa duas ou mais identidades ou personalidades e na qual se ver.

3. Emoções

3.1. Teorias das emoções

As principais teorias da motivação podem ser agrupadas em três categorias principais:


fisiológicas, neurológicas e cognitivas. As teorias fisiológicas sugerem que as respostas dentro
do corpo são responsáveis pelas emoções. As teorias neurológicas propõem que a actividade
dentro do cérebro leva a respostas emocionais. Finalmente, as teorias cognitivas argumentam
que os pensamentos e outras actividades mentais desempenham um papel essencial na formação
das emoções.

 Teoria evolutiva

De acordo com a teoria evolutiva da emoção, nossas emoções existem porque ela tem um papel
adaptativo. As emoções motivam as pessoas a responder rapidamente aos estímulos no meio
ambiente, o que ajuda a melhorar as chances de sucesso e sobrevivência.

Compreender as emoções de outras pessoas e animais também desempenha um papel crucial


na segurança e na sobrevivência. Se você encontrar um animal sibilante, babando mostrando as
garras, é provável que você perceba rapidamente que o animal está assustado ou defensivo e
deixe-o sozinho. Ao ser capaz de interpretar correctamente as exibições emocionais de outras
pessoas e animais, você pode responder correctamente e evitar o perigo.

 A teoria de James-Lang (fisiológica)

A teoria da emoção de James-Lange sugere que as emoções ocorrem como resultado de reações
fisiológicas aos eventos.

Esta teoria sugere que quando você vê um estímulo externo ele leva a uma reação fisiológica.
Sua reacção emocional depende de como você interpreta essas reações físicas. Por exemplo,
suponha que você esteja andando na floresta e veja um urso pardo. Você começa a tremer e seu
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coração dispara. A teoria de James-Lange propõe que você interpreta suas reacções físicas e
conclui que está com medo (“Estou tremendo. Por isso, estou com medo”). De acordo com essa
teoria da emoção, você não está tremendo porque está assustado. Em vez disso, você se sente
assustado porque está tremendo.

 A teoria da emoção de Cannon-Bard

Outra conhecida teoria fisiológica é a teoria da emoção de Cannon-Bard. Connon discordou da


teoria da emoção de James-Lange por vários motivos diferentes. Primeiro, ele sugeriu, que as
pessoas podem experimentar reações fisiológicas ligadas às emoções sem realmente sentir essas
emoções. Por exemplo, seu coração pode correr porque você se exercitou e não porque tem
medo. Cannon também sugeriu que as respostas emocionais ocorrem muito rapidamente para
que elas sejam simplesmente produtos de estados físicos.

Mais especificamente, sugere-se que as emoções resultam quando o tálamo envia uma
mensagem ao cérebro em resposta a um estímulo, resultando em uma reação fisiológica. Ao
mesmo tempo, o cérebro também recebe sinais que desencadeiam a experiência emocional. A
teoria de Cannon e Bard sugere que a experiência física e psicológica da emoção acontece ao
mesmo tempo e não que uma causa a outra.

 Teoria da avaliação cognitiva

De acordo com as teorias de avaliação da emoção, o pensamento deve ocorrer antes de


experimentar emoção.

De acordo com essa teoria, a sequência de eventos envolve primeiro um estímulo, seguido de
um pensamento que leva à experiência simultânea de uma resposta fisiológica e da emoção. Por
exemplo, se você encontrar um urso na floresta, você pode imediatamente começar a pensar
que você está em grande perigo. Isso então leva à experiência emocional do medo e às reações
físicas associadas à resposta de luta ou fuga.

 Teoria da Emoção do feedback facial

A teoria do feedback facial das emoções sugere que as expressões faciais estão ligadas à
experimentação de emoções.
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3.2. Tipos de emoções

I. Alegria
A alegria é uma emoção positiva que provoca bem-estar e satisfação. Esta emoção básica
conduz a sentimentos positivos e potencia a inibição de pensamentos negativos.

A alegria pode ser desencadeada pela ‘mera’ satisfação de necessidades básicas como pelo
alcance de sucesso ou autorrealização e não só varia em tipo (e.g. prazer, excitação), como
também em intensidade (e.g. uma pessoa pode sentir-se ligeiramente alegre ou pode
experienciar momentos de êxtase) (PEREIRA, 2009).

II. Medo
Na óptica de DARWIN (2006:269) defende que a emoção medo “parece derivar do que é
repentino e perigoso”.

Apesar de o medo ser considerado uma emoção negativa, esta constitui-se como essencial para
a sobrevivência. O medo é uma emoção despertada face ao perigo ou à ameaça e, apesar de ser
considerada uma emoção negativa, pode assumir uma função protectora ou de defesa na medida
em que conduz a pessoa a reagir perante o perigo ou a ameaça (e.g. reação de fuga face à
presença de um animal perigoso). Assim sendo, esta emoção pode assumir uma função útil na
proteção, visto que provoca reações corporais inconscientes de defesa, isto porque, o “núcleo
do medo é a possibilidade de dor física ou psicológica” (EKMAN, 2003:175).

III. Surpresa
Esta emoção é despertada face a acontecimentos súbitos e inesperados e é a mais breve de todas,
tendo uma duração máxima de apenas alguns segundos. A surpresa pode desencadear o
aparecimento de outras emoções, nomeadamente a raiva, o medo ou nojo, assim como pode,
em alguns casos não despoletar qualquer outra emoção como consequência (FREITAS-
MAGALHÃES, 2011).

Diversos autores não consideram a surpresa como uma emoção, por não a conseguirem
classificar como positiva ou negativa, ou como agradável ou desagradável, alegando que as
emoções devem ser uma ou outra.
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IV. Aversão/Nojo
A emoção aversão/nojo manifesta-se perante situações desagradáveis e aversivas e “é,
claramente, uma emoção negativa” (FREITAS-MAGALHÃES, 2011:117).

A aversão/nojo pode ser desencadeada pela observação de matéria deteriorada ou eventos que
traduzam, no campo do pensamento abstrato, uma degradação dos valores sociais aceites, sendo
que “não são só os gostos, cheiros, etc., que podem provocar nojo, mas também as acções e
ideias” (EKMAN, 2003:190) acrescenta que a emoção aversão/nojo pode ser confundida ou
até mesmo alternada com a emoção cólera/raiva.

V. Desprezo
A emoção desprezo diferencia-se da emoção aversão/nojo na medida em que pode ser sentida
apenas em relação a pessoas ou ações destas e não perante gostos, cheiros ou toques. Tal como
as outras emoções, o desprezo varia em força e em intensidade. Exemplificações que superiores
hierárquicos podem revelar desprezo em relação aos subordinados, porém, estes últimos podem
também experienciar esta mesma emoção em relação aos primeiros.

De acordo com EKMAN (2003), na expressão facial do desprezo poderá observar-se o


comprimir dos cantos dos lábios e o levantar de apenas um dos lados do rosto.

VI. Cólera/Raiva
A cólera/raiva é a única emoção que prepara para a defesa, proporcionando energias necessárias
para o efeito. Apesar de a cólera/raiva ser uma emoção negativa, pode muitas vezes ser útil para
contrabalançar o medo, uma vez que estas duas emoções podem ser motivadas por situações
idênticas e como resposta às mesmas ameaças.

Por exemplo, perante um assalto pode-se ter a reação de fugir, induzida pelo medo, ou de reagir
e enfrentar o assaltante, induzida pela cólera/raiva. Esta emoção pode ser incitada por pessoas,
sobretudo quando as suas ações não são aprovadas, mas “não estamos com raiva continuamente
para com a pessoa odiada, mas quando encontramos essa pessoa ou ouvimos falar sobre ela
pode facilmente despertar sentimentos de raiva” (ibdem 2003:130).

VII. Tristeza
A tristeza é uma emoção percebida como negativa e sentida em diversas situações ao longo da
vida. Refere-se que existem diferentes tipos de perda que podem provocar tristeza, como por
exemplo, rejeição por parte do outro, perda de saúde e perda de autoestima devido a fracasso
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profissional. Uma pessoa pode experienciar tristeza numa situação de luto ou face a uma
situação de insucesso profissional, ou seja, mesmo em situações tão distintas esta emoção pode
ser vivenciada, de forma mais ou menos intensa.

3.3. Perturbação das emoções

Significa uma condição exibindo uma ou mais das seguintes características durante um longo
período de tempo e uma marcada medida em que afecta negativamente uma criança no
desempenho do ensino. Descrevem-se sumariamente a seguir apenas algumas perturbações de
foro emocional que são já problemas de natureza psiquiátrica.

 Alexitimia: as pessoas que sofrem deste problema têm muita dificuldade em discernir
sobre as suas próprias emoções e descrever os sentimentos. Pode ser induzida por abuso
de drogas, stress pós-traumático, problemas vasculares estando presente no autismo e
na esquizofrenia.

 Anedonia: incapacidade total ou parcial de obter e sentir prazer no dia-a-dia, geralmente


associada à APATIA (ver adiante). Presente nos estados depressivos.

 Apagamento Emocional: não há expressão das emoções; a pessoa não transmite


qualquer estado emocional visível no rosto, no olhar, na boca (ausência de expressão).

 Apatia: geralmente é uma situação decorrente da depressão. O humor está muito


diminuído e há falta de interesse, motivação e desejo. Incapacidade de sentir afecto.
Certas doenças mentais podem provocar esta situação.

 Embotamento Emocional: neste caso significa que a pessoa não sente normalmente as
emoções; estas parecem apagadas no que se refere à intensidade e, por isso, quase não
se percebe o que ela realmente sente. Aparece na demência, em certas lesões cerebrais
e nos doentes psicóticos.

 Disforia: diferente da ansiedade, a disforia é um estado de humor desagradável e


negativo que inclui desconforto emocional e intranquilidade.

 Euforia: humor de sinal positivo, elevado, contentamento que pode ser extremo. Pode
ser uma "alegria patológica", já com carácter preocupante e a necessitar de ajuda
psiquiátrica.
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 Humor Ansioso: sensação de apreensão, tensão interior, que pode exprimir-se através
de palpitações, náuseas, sudação e outras alterações fisiológicas.

 Humor Deprimido: equivale a um estado de tristeza e disforia (ver atrás).

 Neotimia: problema decorrente de psicose que envolve sentimentos e estados afectivos


inteiramente novos, estranhos e até bizarros para o doente.

 Puerilidade: vida afectiva superficial, nenhum afecto profundo, a pessoa ri ou chora por
motivos banais.

 Restrição Emocional: sucede nos casos da pessoa com dificuldade em sentir certas
emoções. Pode ser temporário ou indicar alguma perturbação afectiva.

4. Vontade

4.1. Teorias da vontade

O poder da vontade…

 Reconhecimento, ao sujeito titular do direito, de um âmbito de liberdade independente


de qualquer vontade estranha [Savigny]
 Poder ou senhorio da vontade concedido pela ordem jurídica [Windscheid]
 Presença de direitos subjectivos em pessoas totalmente destituídas de vontade;
 Essa mesma presença em pessoas que, por ignorarem a existência dos direitos em causa,
não podem assumir uma qualquer vontade que lhes sirva de suporte.

4.2. Tipos de vontade

A seguir são apresentadas, em ordem alfabética, 13 tipos ou qualificações da vontade:

1. Vontade altruísta. O temperamento altruísta representa força motriz para as atitudes em


benefício dos demais. Este tipo de vontade permeia todas as acções da consciência em
função da assistência aos outros. Quanto maior for o autoconhecimento e a auto-
superação, melhores serão as condições de trabalho.
2. Vontade contínua. A personalidade activa ou proactiva possui uma espécie de gasolina
azul‖ para a realização contínua. Em alguns casos manifesta-se nas conscins
hiperactivas, as quais, sabendo utilizar suas energias, podem ser muito mais produtivas
do que a média, gerando a hiperactividade eficaz (RAZERA, 2001).
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3. Vontade cosmoética. A intencionalidade da consciência qualifica a vontade cosmoética.


4. Vontade débil . A vontade débil aparece quando a consciência cede aos obstáculos que
a vida apresenta.
5. Vontade descontínua. A atenção saltuária e os interesses volúveis e sem prioridade são
próprios da consciência que possui múltiplas vontades descontínuas.
6. Vontade egoísta. A pessoa tem muito ―gás‖ e motivação quando trata de interesses
puramente egoístas; quando o assunto é o outro, apresenta má vontade, certa preguiça
ou desmotivação. Em tese, a consciência que busca o poder fora de si ou possui
necessidade de controlar e manipular os outros ao seu redor sofre de vontade egoísta ou
anticosmética.
7. Vontade emocional. A vontade emocional é aquela que nasce da instintividade ou das
emoções, geralmente para atender necessidades imediatistas do ego infantilizado. Sua
motivação é mais psicossomática que mental somática.
8. Vontade externa. A consciência que é dependente da vontade externa é sempre movida
ou motivada pelos incentivos dos outros; precisa de um referencial externo para se sentir
segura. Normalmente tem um bom desempenho no trabalho se estiver sob pressão.
9. Vontade humana. A consciência que busca atingir somente metas relativas à vida
humana.
10. Vontade mental somática. A consciência qualifica sua vontade a partir da lucidez e do
auto discernimento.
11. Vontade multidimensional. Quando a variável multidimensional entra na vida de uma
consciência, seus valores são outros e as desilusões humanas deixam de representar
obstáculos.
12. Vontade passiva. O determinismo toma conta da vida de uma pessoa que espera os fatos
acontecerem para depois tomar as atitudes.
13. Vontade política. A vontade política é aquela que nasce da conscientização quanto à
colectividade, suas necessidades, dificuldades e interesses.

4.3. Perturbações de vontade

Hiperdulia: é o aumento dos desejos. Segundo Jaspers: é um sentimento gigantesco de força;


o pensamento possui força e clareza extraordinárias.

Hipo bulia: é a diminuição dos desejos; há um sentimento de passividade e abandono; falta a


transformação do impulso volitivo em acção. O indivíduo não tem vontade nem de pensar.
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Negativismo: o indivíduo tem uma resistência, sem motivo, contra qualquer tipo de impulso,
ideia ou ato motor. Existem 2 tipos de negativismo: o passivo, onde o indivíduo se abstém de
realizar qualquer ato, e o activo, onde o indivíduo realiza sempre o oposto do que lhe é pedido.

Fenómenos em eco: nesse caso a vontade encontra dificuldade em estabelecer limites e


critérios. Há uma espécie de círculo vicioso onde, a partir do momento em que a vontade leva
a uma acção, essa acção se torna repetitiva, sem motivo de assim o ser. São exemplos de
fenómenos em eco: ecopraxia (repetição de actos complexos), ecomimia (repetição dos
próprios actos) e ecolalia (repetição de sons ou falas).

Obediência Automática: o paciente realiza de forma passiva e imediata as ordens que lhe são
comunicadas, e nesse caso a vontade carece de independência e autonomia, e a vontade do
paciente é dependente da vontade alheia.

5. Diferença das emoções nos homens e nos animais

DARWIN (1872) op cit PEREIRA (2009), no seu livro A expressão das emoções no homem e
no animal, defende que as emoções se encontram presentes em todos os seres humanos, assim
como em outros animas próximos a nível evolucionário. Para além disso, os movimentos
musculares faciais são universais, uma vez que os indivíduos possuem a capacidade de
expressar algumas emoções de forma igual, independentemente da cultura ou etnia defende.

Diversos estudos que foram realizados, concluíram que as expressões faciais de algumas
emoções são universais e comum ao Homem e aos animais. Nos seres humanos “as reações são
essencialmente as mesmas “que nos animais”, mas temperadas, separa-se, pela razão e pela
sabedoria” (DAMÁSIO, 2013:76).

Na óptica de Damásio, emoção e a razão não se podem dissociar, exercendo as emoções uma
função essencial no raciocínio e tomada de decisão. Do estudo de 12 pessoas com lesões pré-
frontais, resultou a constatação, em todos os casos, da associação entre um comprometimento
na tomada de decisões e a perda de emoções e sentimentos. Dos estudos que realizou conclui
que “parece existir um conjunto de sistemas no cérebro humano consistentemente dedicados
aos processos de pensamento orientado para um determinado fim, ao qual chamamos raciocínio,
e à seleção de uma resposta, a que chamamos de decisão, com uma ênfase especial sobre o
domínio pessoal e social”, sendo que este “mesmo conjunto de sistemas está também envolvido
nas emoções e nos sentimentos e dedica-se em parte ao processamento dos sinais do corpo”
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Conclusão

Depois de uma profunda pesquisa bibliográfica chegamos a concluir que as emoções


desempenham uma função social e comunicativa, interferindo na definição de relações
interpessoais e redes sociais, assim como uma função intrapessoal, psicológica e biológica que
garante a sobrevivência da espécie. O rosto humano, por sua vez, desempenha um papel
fundamental na comunicação de emoções, afigurando-se o reconhecimento de expressões
faciais como um meio imediato de obter informação relativa às emoções do outro. As emoções,
para além de complexas e multidimensionais incluindo fenómenos biológicos até fenómenos
subjetivos e sociais, assumem um papel fulcral na regulação vital e na socialização humana.
Estas encontram-se presentes nas diferentes espécies animais, desempenhando um papel
importante na comunicação e nas relações interpessoais, através de expressões faciais e
corporais, bem como na sobrevivência da espécie, favorecendo a sua adaptação.
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Bibliografia

DAMÁSIO, A. (2000) O Mistério da Consciência: do corpo e das emoções do conhecimento


de si. São Paulo: Companhia das Letras.

DAMÁSIO, A. (2013). O sentimento de si: Corpo, emoção e consciência. Lisboa: Temas e


Debates.

DARWIN, C. A expressão das emoções no homem e nos animais. São Paulo: Companhia das
Letras. 2006.

FREITAS-MAGALHÃES, A. (2011a). O código de Ekman: O cérebro, a face e a emoção.


Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

FREITAS-MAGALHÃES, A. & Batista, J. (2009). Escala de percepção do medo: Primeiro


estudo de construção e validação na população portuguesa. Revista da Faculdade de Ciências
da Saúde: Edições Universidade Fernando Pessoa, 6, 428-438.

MOLINA, Ma José T; A vontade, o processo de tomada de decisões a inteligência artificial,


Teoria cognitiva global.

PEREIRA, H. F. V. S. (2009). O reconhecimento das emoções básicas em jovens portadores


de deficiência mental: Estudo empírico na APPACDM de Matosinhos. (Dissertação de
Mestrado não publicada). Universidade Fernando Pessoa, Porto.

RAZERA, Graça; Hiperatividade Eficaz: Uma escolha Consciente; 258 p.; Instituto
Internacional de Projeciologia e Conscienciologia (IIPC); Rio de Janeiro, RJ; 2001.

STRONGMAN, K. T. (1998). A psicologia da emoção (4ª ed.). Lisboa: Climepsi Editores.

<http://www.politicaexterna.com/16661/explicando-funes-mbti-sentimento-introvertido-fi-o-
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<http://www.blog.ljunior.com/sentimentos/>.

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