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Diarreias agudas - Transmissão: ingesta de carne, ovos, leites e aves

contaminados
- Clínica: febre, cólicas e diarreia líquida; em alguns casos com
1. DEFINIÇÃO sangue ou muco
- Volume fecal > 10mg/kg/dia c) Shigella:
- ≥ 3 evacuações líquidas em 24h - Transmissão: fecal-oral e interpessoal
- Disenteria é a diarreia aguda com sangue, muco e/ou pus + - Clínica: febre + diarreia aquosa que evoluiu para disenteria,
tenesmo e urgência para defecar com tenesmo e cólicas
- A diarreia mata por desidratação e causa morbidade por - Comum manifestações neurológica (convulsões)
desnutrição - Associa-se à síndrome hemolítico-urêmica

2. CLASSIFICAÇÃO d) V. cholarae:
- Aguda = dura até 14 dias - Transmissão: fecal-oral (principalmente mariscos e peixes
- Persistente = ≥ de 14 dias malcozidos)
- Crônica = dura > 30 dias - Clínica: diarreia aquosa profusa, fezes amarelo-esverdeadas
com odor de peixe, sem muco ou sangue; fezes em “água de
3. FISIOPATOLOGIA arroz”
- Desequilíbrio entre absorção e secreção de solutos no TGI - Paciente perde > 90mEq/L de Na
- Tipos: - Não há dor abdominal ou febre!
a) Osmótica
Aumento de substâncias dentro do lúmen e) C. jejuni:
Exemplo clássico: infecção pelo Rotavírus - Clínica: semelhante à disenteria por Shigella. Associa-se à
b) Secretora síndrome de Guillain-Barré e artrite reativa
Sistemas de transporte ativos
Exemplo: bactérias que secretam enterotoxinas 5. DIAGNÓSTICO DA DESIDRATAÇÃO
c) Invasiva
Inflamação: ↑motilidade e ↓ reabsorção colônica
Disenteria

4. ETIOLOGIA
4.1. Viral
- Quando suspeitar? Presença de náuseas, vômitos e,
eventualmente, febre. Fezes líquidas, SEM sangue o pus
- Principais agentes: Rotavírus, Norovírus (creches),
Calicivírus, Astrovírus e Adenovírus entérico
a) Rotavírus:
- Principal causa de diarreia em < 2 anos
- Clínica: vômitos + febre + diarreia líquida e volumosa

4.2. Bacteriana
- Quando suspeitar? O quadro clínico pode ser semelhante às
infecções virais ou pode levar a quadros mais graves, com
comprometimento sistêmico. Quadros de diarreia associados
a infecção bacteriana podem ser causa de disenteria
6. TRATAMENTO
- Principais agentes: E. coli, Salmonella, Shigella, C. jejuni, Y.
enterocolítica, C. defficile, V. cholarae A) PLANO A: Terapia domiciliar para prevenir
a) E. coli: desidratação e desnutrição (SRO ou soro caseiro)
• Manter a alimentação habitual
Principal causa de diarreia bacteriana no Brasil • Aumentar a ingesta de líquidos:
Enteroto (diarreia do viajante) < 1 ano: 50-100ml
xigênica: Clínica: evacuação abundante, aquosa e 1-10 anos: 100-200ml
explosiva, sem muco associada a náuseas e dor • Suplementar zinco por 10 a 14 dias:
abdominal. Não há febre < 6 meses: 10mg/dia
> 6 meses: 20mg/dia
Enteropa Diarreia persistente
• Orientar sinais de gravidade:
togênica: Clínica: vômitos, mal-estar e febre,
- Piora da diarreia, vômitos repetidos, muita sede, recusa
eventualmente com muco
de alimentos, sangue nas fezes e diminuição da diurese
Enteroin Semelhante à disenteria por Shigella, porém
vasiva: não há produção de toxinas
Clínica: cólicas, vômitos e disenteria. Pode
Entero- B) PLANO B: Terapia de Reidratação Oral na unidade de
simular abdome agudo. Ausência de febre ou
hemorrá saúde
febre baixa. Produz toxinas Shiga like
gica:
- SHU: O157:H7  Solução de reidratação oral (SRO):
- 50 a 100ml/kg em 4 a 6 horas
b) Salmonella: - A quantidade depende da sede do paciente
- Deve ser administrada até que desapareçam os sinais de - Casos de Salmonelose: tratar crianças com fatores de risco
desidratação para doença sistêmica com ciprofloxacino, ampicilina ou
 Reavaliar o paciente: ceftriaxone
- Se desaparecem sinais de desidratação: plano A - Amebíase: tratar casos de disenteria com comprovação
- Se continuar desidratado: gastróclise laboratorial ou quando não há melhora após tratamento para
- Se desidratação grave: plano C shigelose → Metronidazol 30mg/kg/dia, 3x/dia por 5 dias
 Recomendações:
- SRO deve ser administrada com colher, copo ou seringa. b) Vitamina A
NÃO usar mamadeira! - Deve ser administrado a populações com risco de deficiência
- Vômitos são comuns. Aguarde de 5 a 10 minutos e c) Antieméticos
retorne a TRO - Ondansetrona 0,1mg/kg (0,15 a 0,3/kg)
- Aleitamento materno pode ser mantido. Outros d) Probióticos
alimentos não! - Saccharomyces boulardii (250-750mg/dia) e Lacotobacillus
- Caso o tratamento ultrapasse as 4h, pode-se oferecer reuteri
alimentos e) Racecadotrila - inibidor da encefalinase
 Indicações para gastróclise ESPGHAM: considera como coadjuvante – não interfere na
- Perda de peso após as duas primeiras horas de TRO motilidade intestinal
- Vômitos persistentes
- Distensão abdominal com RHA +
- Dificuldade de ingestão da SRO

C) PLANO C: Hidratação venosa

 Recomendações:
- Reavaliação do paciente a cada 15 a 30min
- Quando a criança estiver apta, iniciar a oferta de SRO
(5ml/kg/hora)
- Se os sinais de desidratação grave: repetir plano C
- Se sinais de desidratação (não grave): suspender hidratação
venosa e iniciar plano B
- Pelo menos após 6h de observação. Se ausência de sinais de
desidratação: criança liberada com plano A

7. TRATAMENTO ESPECÍFICO
a) Antibióticos:
- Indicações: Disenteria
Cólera
Giardíase sintomática com confirmação
Imunodeprimidos
Pacientes com anemia falciforme
Crianças com prótese
Disseminação bacteriana extra-intestinal
- Casos de disenteria: cobrir Shigella → Ciprofloxacino
15mg/kg de 12/12h por 3 dias; Ceftriaxona 50 a 100mg/kg/dia
EV por 3 a 5 dias; Cefotaxima 100mg/kg de 6/6h
- Casos suspeitos de cólera com desidratação grave:
eritromicina, azitromicina ou ciprofloxacino
- Giardíase com confirmação: metronidazol 15mg/kg/dia, 3x
ao dia por 5 dias