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PROTOCOLO DE ENTREVISTA
National Institute of Child Health and Human Development (NICHD)
(Orbach et al, 2000)

(revisão de 2007)

I. INTRODUÇÃO
1. Olá, o meu nome é __________ e eu sou ________ (apresentar mais alguém que
esteja presente na sala; idealmente, não deverá estar mais ninguém). Hoje é
_______ (dia) e são _____ (horas).
Como podes ver, temos uma câmara de vídeo e microfones aqui, que irão gravar a
nossa conversa, de maneira a que eu possa lembrar-me de tudo o que falarmos. Às
vezes eu esqueço-me de algumas coisas e a gravação vai ajudar-me a recordar tudo o
que disseres sem ter de estar a escrever.

2. Sabes, o meu trabalho é falar com crianças/adolescentes acerca de coisas que


lhes aconteceram, e é importante que digam a verdade acerca do que lhes
aconteceu. Assim, antes de começarmos, eu gostaria de ter a certeza que tu
compreendes a importância de dizer a verdade. (para crianças mais novas, falar
sobre o que é verdade e o que não é verdade, com exemplos e jogos concretos;
exemplo: se eu disse que os meus sapatos são vermelhos, isso é verdade ou
mentira?).
Vejo que percebes o que significa dizer a verdade. É muito importante que hoje me
digas apenas a verdade, sobre coisas que te aconteceram.

3. Se eu disser alguma coisa que tu não percebas, diz ‘eu não percebi’, sim?
Se eu não perceber alguma coisa que tu digas, vou pedir-te para explicares outra
vez, está bem?

4. Se eu te fizer uma pergunta e tu não souberes a resposta, diz que não sabes.
Assim, se eu te perguntar qual é o nome do meu cão/ou do meu filho, o que é que tu
respondes?
Se a criança disser ‘não sei’, dizer: muito bem, tu não sabes, pois não?

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In Child Abuse and Neglect, 2007; 31 (11-12): 1201-1231
Tradução e adaptação de Rute Agulhas, 2008.
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Se a criança tentar adivinhar, dizer: não, tu não sabes porque tu não me conheces.
Quando não souberes a resposta, não tentes adivinhar e diz apenas que não sabes,
está bem?

5. E se eu disser coisas que estão erradas, tu deves dizer-me, sim?


Assim, se eu disser que tu tens 2 anos de idade (quando na verdade tem 5 anos), o
que é que tu dizes?
Se a criança não corrigir, dizer: e se eu me enganar e disser que tu tens 2 anos de
idade, o que é que tu me deves dizer?
Se a criança corrige, dizer: muito bem, agora sabes que me deves dizer se eu me
enganar ou disser alguma coisa que não esteja correcta.
Assim, se eu disser que tu tens estado este tempo todo de pé, o que me dizes?

II. ESTABELECIMENTO DE RELAÇÃO


Agora, gostava de te conhecer um pouco melhor.
Conta-me sobre coisas que tu gostes de fazer.
Conta-me mais acerca de… (evitar incidir sobre televisão, jogos ou fantasias)

III. TREINO EM MEMÓRIA EPISÓDICA


Evento Especial
NOTA: Esta secção varia dependendo do incidente.
Antes da entrevista, identificar um evento que a criança tenha experienciado – o
primeiro dia de escola, a festa de aniversário, férias, etc – e fazer questões acerca
desse evento. Se possível, escolher um evento que tenha ocorrido há tanto tempo
como a alegada situação de abuso sexual. Se o alegado abuso ocorreu num dia ou
evento específico, fazer questões sobre outro evento diferente.

Eu gostava de saber mais sobre ti e sobre coisas que tu fazes.


1. Há alguns (dias/meses/anos) foi (as férias/aniversário/primeiro dia de
escola/outro evento). Conta-me tudo o que aconteceu aí.
1a. Queria que pensasses bem acerca (do evento) e me contes tudo o que aconteceu
nesse dia desde a hora em que te levantaste da cama até (depende do evento).
1b. E depois, o que aconteceu? (nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário
nesta secção)
1c. Conta-me tudo o que aconteceu depois (depende do evento) até teres ido para a
cama nesse dia.

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1d. Conta-me mais acerca disso (nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário
nesta secção).
1e. Há bocado falaste em (actividade mencionada pela criança). Conta-me tudo
acerca disso. (nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário nesta secção)

Se a criança der uma descrição pobre do evento, continuar com as questões 2 a 2e.
Se a criança der uma descrição detalhada do evento, dizer: É muito importante que
me contes tudo o que te lembras acerca das coisas que aconteceram contigo. Podes
dizer-me quer coisas boas, quer coisas más.

Ontem
2. Para mim é muito importante saber algumas coisas que te aconteceram. Conta-
me tudo o que te aconteceu ontem, desde a hora em que acordaste até à hora em
que foste para a cama.
2a. Eu não quero que fique nada de fora. Conta-me tudo o que aconteceu desde o
momento em que te levantaste até (alguma actividade ou porção do evento
mencionada pela criança em resposta à questão anterior).
2b. E depois, o que aconteceu? (nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário
nesta secção)
2c. Conta-me tudo o que aconteceu depois (alguma actividade ou porção do evento
mencionada pela criança) até ires para a cama.
2d. Conta-me mais acerca disso (actividade mencionada pela criança)
(nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário nesta secção)
2e. Há bocado falaste em (actividade mencionada pela criança). Conta-me tudo
acerca disso. (nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário nesta secção)

Hoje
Se a criança não providencia uma narrativa detalhada de forma adequada sobre o dia
de ontem, repetir as questões 2 a 2e para o dia de hoje, usando o momento em que
chegou junto do entrevistador como o evento de fecho.
É muito importante que me contes tudo sobre as coisas que realmente aconteceram
contigo.

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O CERNE DA ENTREVISTA
IV. TRANSIÇÃO PARA QUESTÕES CENTRAIS
Agora que eu te conheço um pouco melhor, quero falar contigo sobre porque estás
aqui hoje.

Se a criança começar a responder, espere.


Se a criança der um resumo da alegação (ex: ‘o David tocou no meu pipi’, ou ‘o David
bateu-me’), passar para a questão 10.
Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança não fizer qualquer alegação, continuar com a questão 1.

1. Percebo que alguma coisa pode ter acontecido contigo. Conta-me tudo o que
aconteceu desde o início até ao final.
Se a criança fizer uma alegação, passar para a questão 10.
Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança não fizer qualquer alegação, continuar com a questão 2.

2. Como já te disse, o meu trabalho é falar com crianças acerca de coisas que lhes
possam ter acontecido. É muito importante que me contes porque (estás aqui/vieste
aqui/eu estou aqui). Conta-me porque é que pensas que (a tua mãe/pai/avó/etc) te
trouxe aqui (ou porque é que pensas que eu vim hoje aqui falar contigo).

Se a criança fizer uma alegação, passar para a questão 10.


Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança não fizer qualquer alegação e o técnico souber que houve já um
contacto prévio com outros técnicos, passar para a questão 3.

3. Sei que falaste já com (médico/professor/assistente social/outro profissional) em


(local e/ou data). Conta-me sobre o que é que falaram.

Se a criança fizer uma alegação, passar para a questão 10.


Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança não fizer uma alegação e não existirem marcas visíveis, continuar com a
questão 5.

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Quando existem marcas visíveis (e o técnico as tiver observado, ou tiver visto


fotografias, ou tiver tido conhecimento das mesmas através de outros técnicos),
dizer:

4. Eu sei (disseram-me) que tu tens (marcas/feridas/manchas/etc) em (definir parte


do corpo). Conta-me tudo acerca disso.
Se a criança fizer uma alegação, passar para a questão 10.
Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança não fizer uma alegação, continuar com a questão 5.

5. Alguém te tem aborrecido?


Se a criança confirmar ou fizer uma alegação, passar para a questão 10.
Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança não confirmar e não fizer uma alegação, continuar com a questão 6.

6. Aconteceu-te alguma coisa em (local/data do alegado incidente)


NOTA: não mencionar o nome do suspeito ou quaisquer detalhes da alegação.
Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança confirmar ou fizer uma alegação, passar para a questão 10.
Se a criança não confirmar ou não fizer uma alegação, continuar com a questão 7.

7. Alguém te fez alguma coisa que tu aches que não foi correcta?
Se a criança confirmar ou fizer uma alegação, passar para a questão 10.
Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança não confirmar ou não fizer uma alegação, continuar com a questão 8.

PAUSA: Está pronto para continuar? Será melhor fazer um intervalo antes de
prosseguir?
No caso de decidir continuar, deve formular versões específicas das questões 8 e 9,
usando os factos disponíveis antes da entrevista. Assegure-se de que elas sugerem o
menor número de detalhes possível à criança. Se ainda não formulou estas questões,
faça uma pausa e formule-as cuidadosamente antes de continuar.

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8. Será que alguém (sumarie de forma breve as alegações sem especificar nomes ou
o alegado agressor e sem providenciar muitos detalhes) (por exemplo: ‘alguém te
bateu?’; ‘alguém mexeu nas partes privadas do teu corpo?’).

Se a criança confirmar ou fizer uma alegação, passar para a questão 10.


Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança não confirmar ou não fizer uma alegação, continuar com a questão 9.

9. O teu professor (ou médico/psicólogo/vizinho/etc) disse-me/mostrou-me (que tu


tocaste no pipi das outras crianças/o desenho que tu fizeste) e eu quero saber se
alguma coisa te aconteceu. Alguém (sumarie de forma breve as alegações sem
especificar nomes ou o alegado agressor e sem providenciar muitos detalhes)?
Se a criança confirmar ou fizer uma alegação, passar para a questão 10.
Se a criança der uma descrição detalhada, passar para a questão 10a.
Se a criança não confirmar ou não fizer uma alegação, passar para a secção XI.

V. AVALIAÇÃO DOS INCIDENTES


Questões abertas
10. Se a criança tiver menos de 6 anos de idade, REPETIR A ALEGAÇÃO COM AS
PALAVRAS DA CRIANÇA, sem providenciar detalhes ou nomes que a criança não tenha
mencionado.
Conta-me tudo acerca disso.

10a. E depois, o que aconteceu? ou Conta-me mais acerca disso.


(usar esta questão o número de vezes necessário até ter uma descrição completa do
alegado incidente)
NOTA: Se a descrição da criança for genérica, passar para a questão 12 (separação de
incidentes). Se a criança descrever um incidente específico, continuar com a questão
10b.

10b. Pensa nesse (dia/noite) e conta-me tudo o que aconteceu desde (algum
incidente previamente mencionado pela criança) até (alegado incidente abusivo
descrito pela criança).
(usar esta questão o número de vezes necessário para se certificar que todas as
partes do incidente são abordadas)

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10c. Conta-me mais acerca de (pessoa/objecto/actividade mencionada pela


criança).
(nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário nesta secção)

10d. Tu falaste em (pessoa/objecto/actividade mencionada pela criança), conta-me


tudo acerca disso.
(nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário nesta secção)

Se estiver confuso acerca de certos detalhes (por exemplo, acerca da sequência dos
eventos), pode ser útil dizer:
Já me contaste muita coisa e isso ajuda imenso, mas eu estou um bocadinho confuso.
Para ter a certeza de que eu compreendi tudo, por favor começa do princípio e diz-
me (como tudo começou/exactamente o que aconteceu/como acabou/etc).

Questões mais directivas relacionadas com informação mencionada pela criança


Se alguns detalhes centrais da alegação continuam a faltar ou permanecem pouco
claros depois de esgotadas as questões abertas, usar questões directivas. É
importante emparelhar ‘invitations’ com questões mais directas sempre que se
considere apropriado.

NOTA: Primeiro, focar a atenção da criança no detalhe mencionado e só depois fazer


a questão mais directiva.

Formato geral das questões directivas:


11. Tu falaste (pessoa/objecto/actividade) (completar a questão)
1. Tu falaste que estavas numa loja. Estavas exactamente onde? (pausa para
resposta) Fala-me acerca dessa loja.
2. Há bocado disseste que a tua mãe ‘bateu-te com a sua coisa comprida’. Conta-me
acerca dessa coisa.
3. Tu falaste num vizinho. Sabes o seu nome? (pausa para resposta) Fala-me acerca
desse vizinho (não pedir uma descrição).
4. Disseste que um dos teus colegas de escola viu tudo. Qual é o seu nome? (pausa
para resposta) Conta-me o que é que ele lá estava a fazer.

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Separação de incidentes
12. Isso aconteceu uma vez ou mais do que uma vez?
(se apenas aconteceu uma vez, passar para a secção VI)
(se o incidente aconteceu mais do que uma vez, continuar com a questão 13)

Explorar incidentes específicos (questionamento aberto)


13. Conta-me tudo acerca da última vez (ou da primeira vez/de uma altura em que
te lembres melhor) que alguma coisa aconteceu.
13a. E depois, o que aconteceu? Ou conta-me mais cerca disso
(nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário nesta secção)

13b. Pensa (naquele dia ou noite) e conta-me tudo o que aconteceu, desde (eventos
precedentes mencionados pela criança) até (alegado incidente abusivo descrito pela
criança)
(nota: usar variantes desta questão o n.º de vezes necessário até que todas as partes
do incidente tenham sido exploradas)

13 c. Conta-me mais acerca (pessoa/objecto/actividade mencionada pela criança)


(nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário nesta secção)

13 d. Tu falaste em (pessoa/objecto/actividade mencionada pela criança). Conta-me


tudo acerca disso.
(nota: usar esta questão o n.º de vezes necessário nesta secção)

Questões mais focadas relacionadas com a informação mencionada pela criança


(Se alguns detalhes centrais da alegação ainda estão em falta ou continuam pouco
claros após questionamento exaustivo com questões abertas, usar questões mais
directas. É importante emparelhar ‘invitations’ abertas com questões directas,
sempre que se considere apropriado).

(nota: primeiro, focar a atenção da criança no detalhe mencionado, e depois colocar


a questão directa)

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Formato geral das questões directas:

14. Tu falaste em (pessoa/objecto/actividade), (como/quando/onde/quem/qual/o


quê) (completar a questão directa)

1. ‘Tu falaste que estavas a ver televisão. Estavas exactamente onde? (…) Conta-
me tudo acerca disso’.
2. ‘Há bocado falaste que o teu pai apertou-te. Conta-me exactamente o que
ele fez’.
3. Tu disseste que estava lá um amigo. Como é que ele se chama? (…) Conta-me
o que é que ele estava a fazer’.
4. ‘Há bocado disseste que o teu tio… (deu-te um beijo à francesa/fez sexo
contigo, etc). Conta-me exactamente o que é que ele fez’.

VI. PAUSA
Agora eu quero ter a certeza de que compreendi tudo e ver se existe mais alguma
coisa que eu precise de perguntar. Eu vou (pensar acerca do que tu me disseste/ver
as minhas notas/verificar…)

(Durante este período de intervalo/pausa, rever a informação recebida, verificar se


falta alguma informação e planear o resto da entrevista).

Após a pausa
(Para elicitar informação importante que não tenha sido mencionada pela criança,
colocar questões abertas e directas adicionais, tal como descrito acima. Coloque uma
questão aberta (‘conta-me mais acerca disso’) após cada questão mais directa. Após
terminar estas questões, continuar com a secção VII).

VII. ELICITAR INFORMAÇÃO QUE NÃO FOI MENCIONADA PELA CRIANÇA


(Deve colocar estas questões mais focadas apenas se já tentou outras abordagens e
continua a sentir que falta alguma informação importante. É muito importante
emparelhar ‘invitations’ abertas sempre que possível).

(nota: em caso de múltiplos incidentes, deve dirigir a criança aqueles mais


relevantes, pelas próprias palavras da criança, colocando questões directas apenas
depois de dar à criança a oportunidade para elaborar os detalhes mais centrais)

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* Antes de continuar para o próximo incidente, assegure-se que obteve todos os


detalhes acerca de cada incidente específico.

Formato geral das questões focadas em informação que não foi mencionada pela
criança:

Quando tu me contaste acerca (incidente específico identificado pelo tempo ou


localização), tu falaste (pessoa/objecto/actividade). Foi (questões directas)?

(sempre que apropriado, continuar com uma ‘invitation’: conta-me acerca disso)

Exemplos:
1. ‘Quando me contaste aquilo que se passou na cave, falaste que ele tirou as
calças. Aconteceu alguma coisa às tuas roupas? (…) conta-me tudo acerca
disso’.
2. ‘Quando me contaste sobre a última vez, falaste que ele te tocou. Ele tocou-
te por cima das tuas roupas? (…) conta-me tudo acerca disso’.
3. ‘Ele tocou-te por debaixo das tuas roupas? (…) conta-me tudo acerca disso’.
4. ‘Tu falaste acerca de uma coisa que aconteceu no recreio. Alguém viu o que
aconteceu? (…) conta-me tudo acerca disso’.
5. Sabes se alguma coisa deste tipo possa ter acontecido com outras crianças?
(…) conta-me tudo acerca disso’.
6. ‘Contaste-me sobre algumas coisas que aconteceram na garagem. Sabes
quando é que isso aconteceu?’

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VIII. SE A CRIANÇA NÃO REFERE INFORMAÇÃO ESPERADA


Usar apenas as questões consideradas relevantes.

Se tem conhecimento de conversações em que a informação foi mencionada, dizer:

1. Eu sei que falaste com (---) em (tempo/local). Conta-me sobre o que é que
falaram.
(se a criança não fornece mais informação, colocar a questão 2; se der mais
informação, dizer: conta-me tudo acerca disso)

2. Eu ouvi/soube (ele/ela disse-me) que tu disseste (resuma a alegação de forma


específica mas, se possível, sem mencionar detalhes incriminatórios). Conta-me tudo
acerca disso.

3. Se alguma coisa foi observada, dizer:


a. Eu ouvi dizer que alguém viu (---). Conta-me tudo acerca disso.

Se a criança negar, passar para 3b.

b. Aconteceu-te alguma coisa em (local/tempo)? Conta-me tudo acerca disso.

Se a criança ficou com lesões ou marcas, dizer:

4. Eu vejo (eu ouvi) que tens (marcas, queimaduras) no teu (---). Conta-me tudo
acerca disso.

5. Alguém (resumir, sem identificar o nome do suspeito agressor, a não ser que a
criança já o tenha feito anteriormente, nem providenciar mais detalhes
incriminatórios)?

Se a criança negar, passar para a próxima secção.

Se a criança reconhecer algo, dizer:


Conta-me tudo acerca disso.

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IX. INFORMAÇÃO ACERCA DA REVELAÇÃO


Tu disseste-me porque viste aqui hoje falar comigo. Deste-me muita informação que
me ajuda realmente a compreender o que aconteceu.

(Se a criança mencionou ter contado a alguém sobre o(s) incidente(s), passar para a
questão 6. Se a criança não mencionou ter contado a alguém, investigar sobre uma
possível revelação)

1. Diz-me o que aconteceu depois (do último incidente)

2. E depois, o que é que aconteceu?


(nota: usar esta questão tão frequentemente quanto necessário ao longo desta
secção)
(se a criança mencionar uma revelação, passar para a questão 6. Se não, continuar
com as questões seguintes)

3. Alguém mais sabe aquilo que aconteceu?


(se a criança identificar alguém, passar para a questão 6)
(se a criança confirmar, mas não mencionar um nome, perguntar: quem?)
(se a criança identificar alguém, passar para a questão 6)

4. Agora queria perceber como é que as outras pessoas descobriram acerca de


(incidente)
(se a criança identificar alguém, passar para a questão 6)
(se continuar a faltar informação, continuar com as questões seguintes)

5. Quem foi a primeira pessoa para além de ti e do (agressor) a descobrir/saber


sobre (alegado abuso descrito pela criança)?

6. Conta-me tudo o que consigas sobre como é que (a primeira pessoa mencionada
pela criança) descobriu. (…) Conta-me mais acerca disso.
(se a criança descrever uma conversação, dizer: conta-me tudo o que falaram).

7. Mais alguém sabe acerca de (alegado abuso descrito pela criança)? (…) Conta-me
mais acerca disso.
(se a criança descrever uma conversação, dizer: conta-me tudo o que falaram).

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Se a criança não mencionar ter contado a alguém, repetir toda a secção se


necessário, para cada um dos incidentes descritos pela criança.

X. FECHO
Dizer:
Tu contaste-me muitas coisas hoje e eu quero agradecer-te por me teres ajudado.

1. Existe mais alguma coisa que aches que eu deva saber?

2. Há alguma coisa que me queiras dizer?

3. Existem algumas questões/perguntas que me queiras fazer?

4. Se quiseres voltar a falar comigo, podes fazê-lo através deste n.º de telefone (dar
à criança um cartão com o nome e n.º de telefone)

XI. TÓPICO NEUTRO


O que é que vais fazer hoje quando saíres daqui?
(falar durante alguns minutos com a criança sobre um assunto neutro)

São (horas) e a nossa entrevista/sessão terminou/está completa.

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