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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA – UNIPÊ

PRÓ-REITORIA DE ENSINO GRADUAÇÃO


CURSO DE PSICOLOGIA

CATIUCE CARDOSO DE SOUZA

VITÓRIA MARIA MEDEIROS BATISTA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO BÁSICO INTEGRADO –

IDENTIFICAÇÃO DE DEMANDAS: PSICOLOGIA DA SAÚDE

JOÃO PESSOA
2017
CATIUCE CARDOSO DE SOUZA

VITÓRIA MARIA MEDEIROS BATISTA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO BÁSICO INTEGRADO –

IDENTIFICAÇÃO DE DEMANDAS: PSICOLOGIA DA SAÚDE

Relatório apresentado a Professora Alexmara


de Barros Medeiros da disciplina Estágio
Supervisionado Básico Integrado –
Identificação de Demandas do 1° período do
Curso de Psicologia do Centro Universitário
de João Pessoa (Unipê), como requisito para a
obtenção da nota da 3° unidade.

JOÃO PESSOA
2017
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO......................................................................................................................3

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA........................................................................................4

3 ASPECTOS METODOLÓGICOS.......................................................................................6

4 DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE PRÁTICA........................................................................8

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................10

REFERÊNCIAS......................................................................................................................11

ANEXO....................................................................................................................................12
1 INTRODUÇÃO

O presente relatório é uma reflexão da experiência na prática do Estágio


Supervisionado Básico Integrado – Identificação de Demandas – disciplina oferecida no curso
de Psicologia e tem como objetivo conhecer os referenciais teóricos e práticos da observação,
considerando neste caso a ênfase na saúde, e levando o aluno a vivenciar a prática no campo
da observação no contexto educacional de ensino superior.
A observação é o principal instrumento utilizado pela Psicologia para a coleta
de dados, tal sua importância para nos iniciantes do estudo desta disciplina, onde a
compreensão e aplicação dos métodos e técnicas básicas serão estudados. Conforme as idéias
de Rudio a observação é um dos meios mais frequentemente utilizados pelo ser humano para
conhecer e compreender pessoas, coisas, acontecimentos e situações.
Ao passo que a Psicologia foi se desenvolvendo, a observação foi se mostrando
um instrumento satisfatório para a coleta dos dados com objetivo de responder duas questões
importantes acerca do sujeito que está sendo observado: o que o ele está fazendo; e sob qual
circunstância ambiental.
Rudio (1986) sugere que não é possível observar tudo ao mesmo tempo, nem
mesmo muitas coisas ao mesmo tempo. Uma das condições fundamentais de se observar bem
é limitar e definir com precisão o que se deseja observar. Esta ação é uma condição
imprescindível para garantir a validade da observação. Então utilizando-se da observação
sistemática não participante, que consiste numa ação minuciosamente planejada, que, cabe ao
aluno se manter mais objetivo possível, eliminando por completo sua influência sobre os
acontecimentos em estudo, e se limitando a somente descrever informações precisas acerca
dos fatos em questão, é que foi realizado este relatório.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

No campo do saber científico, a escolha do método a ser utilizado pelo pesquisador


está vinculada ao fenômeno tomado como objeto de estudo. Na Psicologia, uma das opções
metodológicas diz respeito ao método observacional. Esse método mostra-se relevante
especialmente para entender o que os organismos fazem e sob quais circunstâncias (DANNA
e MATOS 2006), e nos estudos que envolvem interações humanas, visto haver situações que
dificilmente poderiam ser captadas ou apreendidas de outra forma (DESSEN e MURTA,
1997; KREPPNER, 2001).
O ato de observar atualmente tem sido usado como ferramenta que permite a coleta de
dados sobre um conjunto de atitudes comportamentais típicas, possibilitando meios diretos e
satisfatórios para se estudar uma ampla variedades de fenômenos, tais como comportamentos
inconsciente ou não-intencionais.
A observação informal de situações cotidianas é diferente da observação científica,
pois a última possui uma finalidade conhecida de antemão, descrita através dos objetivos
(DANNA e MATOS, 2006) e que é atentamente buscada (FERREIRA e MOUSQUER, 2004).
Mestre, Moser e Amorim (1998) ressaltam que a importância da observação e do registro
sistemático do comportamento está no quanto a sociedade pode se beneficiar com a descrição
minuciosa do comportamento, pois ela permite que profissionais de diferentes áreas possam
se comunicar acerca de um fenômeno observado a partir de suas principais características.
Quando o observador já define anteriormente o fenômeno que vai estudar através da
observação, ele realiza uma observação sistemática, também chamada estruturada. Neste
caso, a observação requer planejamento e necessita de operações específicas para o seu
desenvolvimento. O pesquisador antes mesmo da observação, já terá feito um roteiro
predeterminado, com campo (população, circunstância, local), tempo, duração e instrumento.
Pode ser feita de modo direto, isto é, aplicando-se imediatamente os sentidos sobre o
fenômeno que se deseja observar ou, de modo indireto, utilizando-se instrumentos para
registrar ou medir a informação que se deseja obter.
Com relação ao número de observadores, a observação pode ser individual, realizada
apenas por um pesquisador, onde a maior vantagem destacada por Ferreira e Mousquer (2004)

é a praticidade. No entanto, existe uma desvantagem, a possibilidade de distorção devido a

impossibilidade   de   confrontação   do   fato   observado   com   outros   observadores.   Além   da

confrontação   dos   fatos   observados,   a   observação   em   equipe   traz   como   vantagem   a

possibilidade de que vários observadores podem observar diferentes aspectos do fenômeno

observado.
Dessen e Murta (1997) ressaltam que as observações no campo natural, onde ocorre o
fenômeno estudado, permitem o acesso a características comportamentais talvez não
acessíveis em laboratório. Assim, a validade externa é favorecida, embora a validade interna
possa estar comprometida pela presença do observador no contexto. As autoras ainda citam
como uma fonte de erro, no processo de representação da realidade, a mudança de
comportamento dos observados devido à presença do observador. Elas enfatizam a
necessidade de o pesquisador definir onde, quem, como, qual comportamento, quais aspectos
e por quanto tempo o fenômeno escolhido será alvo de observação. No entanto a observação
pode envolver muitas técnicas e, como todas as práticas de observação, requer treinamento e
preparação. Objetiva-se, assim, expressar dimensões mais amplas e qualitativas.
A Psicologia da Saúde surge da necessidade de promover a saúde e de pensar o
processo saúde-doença como um fenômeno social. Enfatiza-se a necessidade de conhecer a
instituição, a realidade da saúde pública no Brasil, favorecendo uma visão crítica da
psicologia em relação ao adoecer, à hospitalização e às relações socioculturais. A preparação
de um psicólogo da saúde tem se tornado, atualmente, cada vez mais rigorosa em termos de
especializações (WITTER, 2008).
Para atingir esse tipo de formação, o conhecimento da produção científica em
Psicologia da Saúde é essencial. Sabe-se que há, nesta área, um enorme acervo de
conhecimento que são vinculados nos meios de comunicação, tais como jornais, televisão,
documentários, revistas de interesse geral e internet (COZBY, 2003). Entretando, o
conhecimento que é veiculado nos meios científicos deverá ser sempre a principal fonte de
atualização profissional. Nessas fontes, destacam-se periódicos científicos, os quais
continuam sendo o canal mais importante e ágil de disseminação da ciência.( SABADINI;
SAMPAIO; NASCIMENTO, 2009).
A Psicologia da Saúde tem como objetivos gerais a identificação de fatores
psicológicos, comportamentais e sociais da doença, a promoção e manutenção da saúde, a
prevenção e tratamento de doenças e o melhoramento do sistema e das políticas de saúde.
O especialista em Psicologia Clínica também atua na área da saúde em diferentes
contextos, além do consultório particular, inclusive em hospitais, unidades psiquiátricas,
programas de atenção primária, postos de saúde etc., prevenindo doenças no âmbito primário,
secundário e terciário. Como se pode observar, esse conceito, de fato, está intimamente
associado ao que é Psicologia da Saúde.

3 ASPECTOS METODOLÓGICOS

A visita aconteceu na segunda-feira, no dia 05 de junho de 2017 das 13:30 as 13:50 na


recepção da clínica-escola do curso superior de Fisioterapia do Centro Universitário de João
Pessoa (Unipê). O Unipê localiza-se na BR 230 na altura do Km-22 no bairro de Água Fria na
cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba.
O campus do Unipê ocupa uma área de trinta hectares, privilegiando o verde e a
construção de prédios e espaços ecologicamente corretos. Está localizado próximo à Mata do
Buraquinho – reserva urbana de Mata Atlântica. Dentro do campus, existem mais de mil
árvores de várias espécies, como ipês e pau-brasil (UNIPÊ, 2017).
A clínica-escola de Fisioterapia do Unipê foi fundada em julho de 2000 e oferece
atendimentos a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Realiza, por ano, mais de 5
mil atendimentos a pacientes de todo o Estado. A clínica-escola também realiza palestras
educativas para a população, ministradas pelos próprios estudantes do curso de Fisioterapia,
nas áreas de: Saúde da criança e do Adolescente, Saúde do Idoso, Saúde da Mulher e do
Homem, Ortopedia e Traumatologia, Reumatologia, Neurofuncional, Pneumofuncional e
Cardiovascular (FISIOTERAPIA, 2017).
O ambiente em que o registro foi feito era iluminado e movimentado, com frequente
entrada e saída de pessoas. A recepção da clínica-escola possui uma porta de vidro em sua
entrada. Logo após adentrar nesta área é possível observar três fileiras de cadeiras amarelas
acolchoadas. Cada fileira possui acomodação para 4 lugares. A parede mais à esquerda, colada
na porta de vidro da entrada é na cor de cimento e vazada com pequenos quadrados
distribuídos uniformemente por toda parede. As paredes do restante do ambiente são azuis
claras. O local onde ocorre o atendimento dos funcionários da recepção se localiza numa área
a frente das fileiras de cadeiras de espera. Existe um balcão que separa as fileiras de espera da
área de atendimento na recepção. No canto superior direito da sala é possível ver a televisão,
onde no momento da observação passava um telejornal. No lado esquerdo, há um quadro de
avisos, e uma porta de vidro de correr para os pacientes quando chamados irem para seu
atendimento.
Com relação a estrutura da observação, ela foi sistemática, visto que foi devidamente
planejada para um fim específico. O objetivo é escolher um dos sujeitos da clínica-escola e
observá-lo no intervalo de tempo de vinte minutos. O material utilizado foi caderno de
anotações e caneta. Quanto ao local, foi realizada em campo, sem manipulação de nenhuma
variável do ambiente. A ação do observador foi não participativa, tentando ser o mais
discreto possível para evitar a desconfiança da observação pelo sujeito observado. A
observação foi realizada por dois observadores, que mais tarde tiveram a possibilidade de um
confrontamento sobre os fatos observados, e assim uma descrição mais detalhada sobre os
acontecimentos ocorridos, durante o período observado.
4 DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE PRÁTICA

Os observadores, chegaram na clínica-escola de Fisioterapia às 13:25 do dia 05 de


junho de 2017. Ao aproximar-se da recepção da clínica foi possível observar um total de 8
pessoas na recepção. Seis estavam sentadas nas cadeiras de espera, a maioria mulheres. Duas
pessoas estavam em pé, junto ao balcão da recepção, conversando com uma das
recepcionistas.
O sujeito escolhido para a observação foi uma pessoa do sexo feminino, que
acompanhava um cadeirante, que chegou logo após a nossa entrada na recepção. O sujeito
observado aparentava ter por volta de 55 anos, estatura médio-baixa, possuía cabelos
cacheados castanho escuro e olhos castanhos. Vestia uma blusa azul manga longa fina,
bermuda jeans, usava sapatilha, bolsa e óculos de grau preto.
A observação de fato inicia-se ás 13 horas e 30 minutos. Quando o sujeito se aproxima
da recepção para receber informações sobre o atendimento, volta até seu acompanhante
(cadeirante) e senta na última fileira, próximo a ele. Inicia uma conversa com outra pessoa
sentada próxima a ela, mas durante toda a conversa, o cadeirante balbucia algumas palavras
chamando sempre sua atenção, mas ela continua a conversa perguntando algumas
informações sobre horários. Como ele não para de chamar sua atenção, ela levanta vai até
próximo dele, começa arrumar sua roupa e dizer palavras para que ele tenha calma e um
pouco de paciência, volta a sentar e conversar com outra mulher. Mas ele continua a chamar
por ela, com palavras parecida com “mãe”, mas ela somente diz: “estou conversando”, várias
vezes. Ela conversa por mais algum tempo, mas como ele não para de chamá-la, levanta-se e
fica de pé ao seu lado, parando a conversa.
O tempo em que está de pé ao lado dele, se balança algumas vezes dando sinais de
ansiedade, mas sempre que passa a mão nele, fala palavras de incentivo e motivação, pedindo
sempre um pouco de paciência a ele. Arruma algumas vezes suas roupas, mexeu numa tala em
seu braço imobilizado e ajeita suas pernas na cadeira. Sempre demonstra aparentemente muito
carinho e atenção a ele, que sempre fica calmo quando ela o acaricia ou arruma suas roupas.
Quando para fica olhando para a televisão em silêncio, balança-se um pouco, e volta sua a
atenção a ele. Como ele começa a reclamar mais da espera, ela o empurra pra lá e pra cá, sem
parar. Sempre que para, cruza os braços e olha aparentemente para a televisão.
Vem lá de dentro uma das fisioterapeutas e pergunta ao sujeito observado, quem são os
fisioterapeutas que os atendem, ela responde : “ uma se chama Aline e a outra não lembro o
nome agora”, o profissional vira e sai. Com isso o cadeirante volta a se agitar um pouco, ela
pede a ele que se acalme porque ainda vai demorar muito, pois hoje é dia em que eles voltam
muito tarde para casa. Ela continua em pé ao lado dele, dizendo palavras como “calma” e
“tenha mais paciência”, enquanto passa a mão nele ou ajeita suas roupas. Passados
aproximadamente 5 minutos, o sujeito observado volta a sentar, mas toda vez que ela senta, o
cadeirante volta a chamá-la. Então vem lá de dentro, a fisioterapeuta que provavelmente os
atendem,abre um sorriso e os chama. O sujeito observado empurra a cadeira e acompanha o
fisioterapeuta para dentro da clínica. A observação foi encerrada às 13 horas e 52 minutos,
ocorrendo assim dentro do previsto de vinte minutos.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

          A realização desse relatório foi de extrema relevância, visto que ele pode apresentar de

forma real e conclusiva as técnicas de observação estudadas anteriormente. O registro dos

fatos e fenômenos observados foram essenciais para analisar criticamente o comportamento

do   indivíduo   escolhido.   O   embasamento   teórico   foi   de   extrema   relevância   para   a

concretização do processo de observação.

            A observação visa documentar aquilo que pode ser visto, catalogado ou até mesmo,

mensurado. E, apesar da observação ser uma técnica excelente para descoberta de dados
acerca do comportamento, a análise da variável humana é bem mais complexa do que aquilo
que pode ser visto.
Os objetivos propostos inicialmente foram contemplados como parte do entendimento

a cerca do relatório. Foram analisados vários aspectos, desde o contexto social do indivíduo
até o contexto ambiental onde ele se encontra.
Sendo assim a atividade prática decorreu de forma produtiva e significativa. Mesmo
que de forma breve e sem o objetivo de grandes pretensões, a atividade pode nos mostrar de
forma clara a importância da observação nos estudos acadêmicos. A análise crítica e o
questionamento devem ser constantes nas pesquisas observacionais, visando assim o
aprimoramento do método.
Para finalizar, acreditamos que a Psicologia da Saúde ainda tem um longo caminho a
percorrer até que, de fato, se torne uma disciplina mais específica e bem demarcada dentro da
Psicologia, como merece ser.

  
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REFERÊNCIAS

COZBY, P. Métodos de pesquisa em ciência do comportamento. São Paulo: Atlas, 2003

DANNA, M. F., e MATOS, M. A. Aprendendo a observar. São Paulo: Edicon, 2006.

DESSEN, M. A. C., e BORGES, L. M. . Estratégias de observação do comportamento em 
psicologia do desenvolvimento. Ribeirão Preto: Legis Summa, 1998.

FERREIRA, V.; MOUSQUER, D. Observação em psicologia clínica. Revista de Psicologia 
da UnC, 2(1), 54­61, 2015.

Fisioterapia – Clínicas­Escola. Disponível em <http://unipe.br/clinicas­escola/fisioterapia>. 
Acesso em 19 de mar. 2017.

KREPPNER, K. Psicologia Teoria e Pesquisa: Sobre a maneira de produzir dados no estudo


da interação social. 2001.

MESTRE, M. B. A., MOSER, A. M., e AMORIM, C. A. Psicologia Argumento: Observação


e registro do comportamento. 1998.

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao Projeto de Pesquisa Científica. 11° Ed. Petrópolis:
Vozes, 1986.

SABADINI, A. A. Z. P.; SAMPAIO, M. I. C.; NASCIMENTO, M. M. Preparando um


periódico científico. In: SABADINI, A. A. Z. P.; SAMPAIO, M. I. C.; NASCIMENTO, M.
M.; KOLLER, S. H. (Org.). Publicar em psicologia: um enfoque para a revista científica.
São Paulo: Associação Brasileira de Editores Científicos de Psicologia; Instituto de Psicologia
da Universidade de São Paulo, 2009. p. 35-74.

WITTER, G. P. Psicologia da saúde e produção científica. Estudos de Psicologia, V. 25, n°4,


2008.
Pró-Reitoria de Ensino de Graduação
Curso: Psicologia
Disciplina: Estágio Supervisionado Básico em Observação: Identificação de Demandas
Período: 2017.1
Professora: Alexmara Medeiros
Aluno: Catiuce Cardoso de Souza e Vitória Maria Medeiros Batista

PROTOCOLO DE OBSERVAÇÃO

Data: 05 de junho de 2017 Local: Clínica-Escola de Fisioterapia (Unipê)


Hora inicial: 13:30 horas Hora final: 13:50 horas Duração: 20 minutos
Situação observada: Observação em saúde

Descrição do sujeito observado:


O sujeito escolhido para a observação foi uma pessoa do sexo feminino, que acompanhava um
cadeirante. O sujeito observado aparentava ter por volta de 55 anos, estatura médio-baixa,
possuía cabelos cacheados castanho escuro e olhos castanhos. Vestia uma blusa azul manga
longa fina, bermuda jeans, usava sapatilha, bolsa e óculos de grau preto.

Registro do comportamento:
O sujeito observado se aproxima da recepção para receber informações sobre o atendimento,
volta até seu acompanhante, um cadeirante, senta-se na última fileira próximo a ele. Conversa
com outra mulher, sentada próxima a ela, mas o cadeirante não para de chamar sua atenção.
Então levanta, aproxima-se dele ajeitando suas roupas e falando algumas palavras como
“calma” e “tenha paciência”. Fica em pé ao lado dele, balançando-se um pouco, de braços
cruzados, olha fixamente para a televisão. Algumas vezes volta sua atenção a ele, sempre
demonstrando aparentemente muito carinho, utiliza palavras de incentivo. Volta a ficar
olhando a televisão de braços cruzados, sempre balançando-se um pouco. Até serem
chamados para o atendimento.

Relato do ambiente físico:


O ambiente em que o registro foi feito era iluminado e movimentado, com frequente entrada
e saída de pessoas. A recepção da clínica-escola possui uma porta de vidro em sua entrada.
Logo após adentrar nesta área é possível observar três fileiras de cadeiras amarelas
acolchoadas. Cada fileira possui acomodação para 4 lugares. A parede mais à esquerda, colada
na porta de vidro da entrada é na cor de cimento e vazada com pequenos quadrados
distribuídos uniformemente por toda parede. As paredes do restante do ambiente são azuis
claras. O local onde ocorre o atendimento dos funcionários da recepção se localiza numa área
a frente das fileiras de cadeiras de espera. Existe um balcão que separa as fileiras de espera da
área de atendimento na recepção. No canto superior direito da sala é possível ver a televisão,
onde no momento da observação passava um telejornal. No lado esquerdo, há um quadro de
avisos, e uma porta de vidro de correr para os pacientes quando chamados irem para seu
atendimento.

Relato do ambiente social:


Grupo de oito pacientes que aguardavam o atendimento de fisioterapia e duas recepcionistas.

Avaliação do comportamento observador:


O sujeito observado aparentava alguns sinais de ansiedade e nervosismo, caracterizados
principalmente quando ficava em pé balançando-se e olhando a televisão, apesar de sempre
que conversava com seu acompanhante (cadeirante) tentar mostrar uma certa tranquilidade e
entusiasmo.