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Jacques Jesion e Paula De Vincenzo Fidelis Belfort Mattos | Wasth Rodrigues e Victor Dubugras, dois artistas em conexão.

Os Monumentos da Serra do Mar

Wasth Rodrigues e Victor Dubugras, dois


artistas em conexão. Os Monumentos da
Serra do Mar
Wasth Rodrigues and Victor Dubugras, Two Artists Connection.
Monuments of the Serra do Mar
Jacques Jesion* e Paula De Vincenzo Fidelis Belfort Mattos**

Resumo Abstract

Este artigo tem o pressuposto de revisitar os The objective of this article is to revisit the “Camin-
monumentos da Serra do Mar, em São Paulo, hos do Mar” (Seaway) monuments, in Serra do
projetados pelo arquiteto Victor Dubugras, e or- Mar, São Paulo, designed by the architect Victor
namentado com murais de azulejos criados pelo Dubugras, and ornamented with tile murals cre-
artista Jose Wasth Rodrigues. A pesquisa rela- ated by the artist, Jose Wasth Rodrigues. The re-
ta as origens das obras construídas em 1922 e search recounts the origins of the works construct-
registra os marcos preservados que hoje con- ed in 1922, and registers the preserved landmarks,
*Artista plástico e arquiteto. tam com uma ação de manutenção graças ao which are maintained due to ecotourism. The
Formado em Arquitetura e turismo ecológico. O Conjunto dos Pousos do works called “Conjunto dos Pousos do Caminho
Urbanismo, Faculdades Braz Caminho do Mar é um complexo arquitetônico do Mar” (Set of Seaway Buildings), comprise an
Cubas (1983). Professor no que propicia momentos de pausa e contempla- architectural complex of monuments and buildings
Curso de Artes Visuais e ção da região e foi tombado pelo Condephaat which offer moments of rest and contemplation of
Arquitetura e Urbanismo do em 1972 devido ao seu valor arquitetônico, que the region. In virtue of its architectural value, the
Centro Universitário Belas determina a preservação do conjunto de monu- “Conjunto dos Pousos do Caminho do Mar” was
Artes de São Paulo, desde mentos artísticos de interesse histórico e turís- not only heritage listed in 1972 by Condephaat ,
2005. Principais exposições tico e foi adicionado ao Patrimônio Histórico do an organ which determines the preservation of the
individuais: Graphias, Ga- Estado de São Paulo em 1985. complex of artistic monuments containing historic
leria SESC Paulista, Galeria Palavras-chave: Monumentos. Arquitetura neo- and touristic interest, but also added to the historic
Paulo Prado, Galeria Arte colonial. Murais artísticos em azulejos. heritage list of the State of São Paulo in 1985.
Infinita. Salões e coletivas no Keywords: Monuments. Neo Colonial architec-
Brasil e exterior. ture. Artistic tile murals. 

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Introdução

No início do século XX, no Brasil, o estilo ne- lo XVIII, época das mais belas casas e solares
ocolonial, reação contra o ecletismo, caracteri- portugueses e brasileiros. (Lemos, 1974, p.130).
zou-se por uma arquitetura de cunho naciona-
lista, revisitando obras de origem colonial. Esta Nesta conferência, o arquiteto, engenheiro civil e ar-
oposição tendeu a romper com os estilos de ori- queólogo português Ricardo Severo (1869 - 1940),
gens europeias. Nas primeiras décadas surgia considerado o principal porta voz do neocolonial,
uma busca das procedências culturais brasilei- denunciava o ecletismo e defendia uma arquitetura
ras por um círculo de arquitetos e artistas com com expressões regionais de ordens compositivas
ideias vinculadas à negação do caráter histori- vinculadas ao passado colonial brasileiro.
cista. A busca pelas origens só poderia partir de
entusiastas e conhecedores de formação para Severo chegou ao Brasil em 1891, exilado de seu
gerar o movimento artístico neocolonial. país devido a seu envolvimento num movimento
político contra a monarquia em Portugal. Em São
Em afirmação de Carlos Lemos encontramos: Paulo estabeleceu contato com Ramos de Aze-
vedo (1851 - 1928), que o convidou a trabalhar
(...) o neocolonial nasceu oficialmente em 1914, em seu escritório. Retornou a Portugal por um
ano em que o arquiteto e exilado português Ri- breve período e, em 1908, instalou-se definitiva-
cardo Severo pronunciou célere conferência na mente em São Paulo.
Sociedade de Cultura Artística propugnando
pela definitiva adoção dos velhos estilos pátrios, Quase simultaneamente a Ricardo Severo, outro
que tiveram seu ponto alto no barroco do sécu- arquiteto que chegou a São Paulo neste período

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e vai contribuir para o neocolonial foi Victor Du- Entre as expressões regionais da arquitetura tra-
bugras (1868 - 1933). Em publicação de Nestor dicional brasileira, os murais de azulejos foram
Goulart Reis Filho encontramos uma breve sínte- resgatados em razão da tradição do uso destas
se de seu percurso: matérias cerâmicas no ambiente colonial origi-
nariamente trazida de Portugal. Ressurge assim,
Ainda criança mudou-se para Buenos Aires, adequando funções para recobrimentos e fazen-
onde iniciou seus trabalhos de arquitetura. Em do reviver expressão imagética, não só como or-
1891 veio para São Paulo. Até 1894 trabalhou dem ornamental, mas também de registro como
no Banco União, sob a direção do arquiteto Ra- veículo informativo narrando visualmente episó-
mos de Azevedo. Entrou em seguida no Depar- dios históricos do Brasil.
tamento de Obras Públicas de São Paulo e co-
meçou a lecionar na Escola Politécnica. A partir Este artigo se propõe em apresentar dois artistas
de 1897 abriu o próprio escritório. Projetou e deste período, na fatura da obra arquitetônica e
construiu incessantemente. Faleceu em 1933, muralista, o Conjunto dos Pousos do Caminho do
em Teresópolis (RJ). (REIS FILHO, 2005.) Mar por Victor Dubugras e Jose Washt Rodrigues.

Segundo Cavalcanti, “a corrente neocolonial pro- Em relação a estudos anteriores publicados,


punha um retorno às formas de um Brasil colonial, esta pesquisa tende a apontar especificamente
originando-se em São Paulo, curiosamente por inter- o complexo arquitetônico e artístico e o ambien-
médio de dois estrangeiros.” (Cavalcanti, 2006, p.30). te eco turístico atual, diferenciando de pesquisas
já feitas por importantes autores como Benedito
Na busca pelas origens e como fatores de es- Lima Toledo, Carlos Lemos, entre outros, cita-
1. “(...) Wasth Rodrigues, dos nas referências bibliográficas, acentuando
pintor recém-chegado de
tudos, Ricardo Severo financiou1, em 1918,
uma temporada europeia, uma viagem para o Norte e Nordeste do Brasil, aspectos de preservação patrimonial e histórica.
(...) engajado na defesa e ao artista José Wasth Rodrigues (1891 - 1957), Encontraram-se também artigos relativos aos es-
difusão do nacionalismo, tudos estilísticos de Victor Dubugras e textos de
contava com a colaboração
pioneiro no registro das atividades artísticas do
da parcela mais importante período colonial, anotando modelos e elementos pesquisas de Iniciação Científica visando à im-
da intelectualidade brasi- da arquitetura colonial brasileira por meio de de- portância de Dubugras como arquiteto significa-
leira.” KESSEL, Vanguarda tivo cuja obra prenuncia a arquitetura moderna
efêmera: arquitetura neo-
senhos. “Homem polivalente, Washt Rodrigues
colonial na Semana de Arte foi um dos primeiros artistas a se dedicarem à brasileira. Neste artigo a intenção foi unir o uni-
Moderna de 1922, <http:// pintura sobre azulejos. A primeira obra foi o obe- verso de ambos os artistas no que se refere à
bibliotecadigital.fgv.br/ojs/ plasticidade arquitetônica e às imagens narrati-
index.php/reh/article/viewFi-
lisco da Ladeira da Memória, antigo Piques”. (TA-
le/2177/1316, p. 117). RASANTCHI, 2002 p.283). vas executadas por um dos pioneiros do muralis-

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mo brasileiro do início do século XX. Dubugras para projetar estas obras do con-
junto neocolonial formado pelos pousos e mo-
Foi realizada uma pesquisa de campo por meio numentos.
de registros fotográficos, constatando a preser-
vação das obras arquitetônicas e muralistas. A vi- A origem deste agregado ocorreu num momen-
sita ao local ocorreu em unidade de conservação to em que recursos públicos passaram a ser
estadual denominado Parque Caminhos do Mar, propostos para instalação de rodovias quando
que oferece roteiro histórico-cultural para percor- Washigton Luiz já atuava como Presidente do
rer a Estrada Velha de Santos (SP-148). Estado de São Paulo - 1920-1924. E, por meio
da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras
O conjunto e seus desdobramentos Públicas que foram concretizados.

As obras denominadas Conjunto dos Pousos do Hoje, conhecida como Caminho do Mar, situada
Caminho do Mar é um complexo arquitetônico na cidade de São Paulo, entre os municípios de
contendo monumentos construídos no início da São Bernardo do Campo e Cubatão, a estrada foi
descida da estrada Velha do Caminho do Mar, projetada em 1919 e executada de 1922 a 1925,
São Paulo, em 1922, na ocasião da comemora- construída com procedimento pioneiro de uso de
ção do Centenário da Independência. Importante concreto no pavimento. Foi a primeira rodovia
ressaltar a particularidade dessas obras de Victor brasileira revestida com este material.
Dubugras e Jose Washt Rodrigues, respectiva-
mente, no âmbito da arquitetura e murais artísti- O complexo arquitetônico tem concordância e
cos deste local. coesão formal entre seus marcos, o estilo de
Dubugras ali presente destaca suas expres-
Nas proximidades da data da celebração do sões, possuem particularidades arquitetônicas
Centenário, o então prefeito da cidade de São do neocolonial, mas também não se prendeu
Paulo, Washington Luiz (1869 - 1957), previu ao genuíno tradicional brasileiro. Incorporou
as edificações na Serra do Mar com a fina- outros elementos, como o uso de pedras e ma-
lidade de construir edifícios comemorativos, térias ornamentais em granito e ferro, gradis
evocando a sua história na ligação do litoral de janelas que lembram o estilo Art Nouveau
com o alto da serra e servindo de repousos e lareiras nos ambientes internos. “(...) os ele-
para viajantes com seus veículos automobilís- mentos escultóricos como colunas, arquitra-
ticos. Foram nas viagens pelas cercanias da ves, balcões, são criações de Dubugras” (TO-
cidade de São Paulo que o prefeito designou LEDO, 1985. p.71).

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Encontramos nas faces externas destes marcos, de conservação, em 1985 foi fechada para veí-
murais de azulejos de ordem funcional, por pro- culos pelo governo estadual.
teção contra intempéries, tornando-se material
impermeável e ilustrativa, transmitindo narrativas Após 20 anos transformou-se em passeio turísti-
figurais como os primeiros tropeiros nas serras, co apenas para pedestres. Em 2004, a Fundação
representação de cenas da colonização e cate- Energia e Saneamento fez o restauro de monu-
quese dos índios pelos padres jesuítas. Estas mentos, quando gestora de visitações públicas
obras murais foram concebidas por José Wasth no local. Os passeios monitorados ocorreram até
2. A partir da década de Rodrigues, como já citado, artista que partiu para fevereiro de 2011, quando fortes chuvas derruba-
1940, com a inauguração estudos e registros de nossa antiga arte colonial ram barreiras no trajeto. Entre os anos de 2011 e
da Via Anchieta, e, em 1976,
pela tutoria de Ricardo Severo. 2013 esteve em manutenção, em razão de des-
com a inauguração da pri-
meira pista da Rodovia dos lizamentos de terra que destruíram e impediram
Imigrantes, a Estrada foi A via funcionou por quase três décadas e foi a a passagem em partes da pista. No fim de 2013
sendo gradativamente aban-
principal ligação do planalto paulista ao litoral. foi promovido o ecoturismo na região, atividade
donada até ser fechada ofi-
cialmente em 1985 e, em Seu perecimento começou em 1947, devido à turística que utiliza de forma sustentável o patri-
fevereiro de 1994, teve um abertura da via Anchieta e, nos anos 1980, a mônio natural e cultural.
terço de sua extensão des-
estrada foi interditada em razão de falta de ma-
truída por queda de barreira.
Foi reaberta em 17 de abril nutenção e seu progressivo abandono2. O Con- Foi determinado pelo governo estadual, por meio
de 2004 para o trânsito de dephaat, órgão que tombou as obras no ano de decreto de agosto de 2013, designação a um
turistas (a pé) em seu eixo.
de 1972, determina a preservação do conjunto grupo de trabalho para apresentar propostas para
principal para desfrutar da
bela paisagem e relembrar a de monumentos artísticos de interesse histó- a reabertura da região. A partir de dezembro de
história dos antepassados”. rico e turístico e foi adicionado ao Patrimônio 2015, o projeto Ecoturismo Caminhos do Mar pas-
(<www.portal.santos.sp.gov.
Histórico do Estado de São Paulo em 19853. sou para a gestão da Fundação Florestal. Reaber-
br/seduc/e107_files/.../ap_
mat_mod2.pdf>). “A área incluída no tombamento se constitui to ao público, o caminho é um percurso desfiando
3. ESTRADA DO LORENA, de matas originais, localizadas numa faixa de 1 seu passado, reconhecendo a história da cidade,
MONUMENTOS DE VIC-
km de largura de cada lado do eixo da estrada, concretizada pela conservação dos seus bens.
TOR DUBUGRAS E ÁREA
DE MATA CIRCUNDANTE: ao longo de todo o traçado, desde o planal-
Caminho do Mar ou Estrada to até Cubatão, situada entre as coordenadas Dois artistas em conexão
Velha de Santos
UTM 7.361,00-7.360,00 kmN e 354,00-351,00
Processo: 00123/72
Tomb.: Res. de 11/8/72 km E.” (Fonte: Aureliano Leite, L.B.Siciliano, Nos anos de 1903 a 1914, Dubugras utilizou-
D.O.: 12/8/72 M. SavelliA. Dialessandro. <http://www.cultura. -se de dois tipos de experimentação: um ligado
Livro do Tombo Históri-
sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem>). Tornan- ao estilo art nouveau e outro proto-modernista.
co: Inscrição nº 122, p. 21,
3/7/1979. do-se um caminho secundário e com carência Suas obras têm importância significativa, sendo

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respeitado como pioneiro e visionário da arqui- Paris, estudou na Escola Nacional Superior de Be-
tetura moderna no Brasil. Em relação aos monu- las Artes. Diante desta trajetória, Wasth Rodrigues
mentos do Caminho do Mar, percebemos alguns já indica e demonstra um artista fundamental con-
elementos distintos do estilo colonial como os cernente ao universo documental da história da
cumes e volutas. Nos projetos realizados para a cidade de São Paulo no início do século XX.
Serra do Mar, o arquiteto propõe deixar visíveis
os materiais como o tijolo de barro e pedra, que Retornando ao Brasil no período da primeira
aparece tanto nos projetos para a Ladeira da Me- guerra, dá continuidade aos estudos históricos,
mória, como nos pousos e monumentos da serra. empenhando-se também nos desenhos arquite-
As obras do conjunto estão intimamente integra- tônicos com finalidades documentais, como as
das com a vegetação, e a ornamentação externa antigas casas, os detalhes de gradis, portões,
culmina com a narrativa histórica por meio dos chafarizes, azulejos, etc. Como já citado anterior-
murais de azulejos de Wasth Rodrigues. Em pu- mente, foi Ricardo Severo, patrocinando viagens,
blicação de Toledo (1985, p.43) é encontrada as que confiou a José Wasth Rodrigues, um levanta-
seguintes afirmações: mento metódico da arquitetura colonial. Torna-se
grande estudioso deste estilo e, como historiador,
“A última fase da obra de Victor Dubugras foi vol- publica diversas documentações arquitetônicas,
tada ao estilo tradicional brasileiro. É necessário entre elas “Documentário Arquitetônico Relativo
um exame mais cuidadoso desta produção para à Antiga Construção Civil no Brasil” (1945).
não se confundi-la com o neocolonial”. “(...) Não
buscava a retomada das soluções formais tanto Das trilhas e calçadas à abertura de uma
mais validas, quanto mais fiéis a modelos anti- rodovia
gos”. (TOLEDO 1985, p. 43)
As trilhas eram os caminhos que permitiam aos
José Wasth Rodrigues, foi um artista que teve in- indígenas se deslocarem. Do planalto até o litoral
tensa produção por meio de diversas linguagens: paulista, um dos caminhos usados pelos nativos
pinturas, desenhos com diversas técnicas, aqua- era a Trilha dos Tupiniquins, percorridos para o
relas e murais de azulejos. Teve aprendizado em provimento de peixes e sal.
pintura com Oscar Pereira da Silva (1867 - 1939),
entre 1908 e 1909. Foi historiador e conselheiro Na conquista ao Brasil, os colonizadores, empre-
do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Na- endendo desenvolvimento, obtiveram o indício
cional. Em 1910 é contemplado pelo governo do das rotas das principais vias, entre elas a gran-
Estado por uma bolsa de estudos na França. Em diosa barreira da Serra do Mar, possibilitando os

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deslocamentos entre o litoral e o planalto. Entre sagem dos tropeiros, constituindo a principal via
os exploradores, partindo de São Vicente, em entre o Planalto e o Porto de Santos. Concluída
1532, estavam Martim Afonso, João Ramalho, em 1792, foi um padrão determinante no desen-
e o Padre Manuel da Nóbrega que sobem este volvimento paulista4.
acesso até chegar a São Paulo de Piratininga.
Segundo Denise Mendes, mestre em história
Em 1560 o governador Men de Sá passa tam- social pela Universidade de São Paulo, “O me-
bém por este caminho e constata que uma nova lhoramento do caminho para o mar foi peça fun-
ligação seria necessária para facilitar tal desloca- damental da política de fortalecimento econômi-
mento. Assim, implementa o Caminho do Padre co paulista, na qual a produção e comércio do
José de Anchieta. Aberta de maneira intricada açúcar tinham destaque, e marcou a história da
pelos índios estabelecia, inicialmente, passa- transposição da barreira natural da serra.” (Men-
gem apenas para pedestres. Gradativamente des: http://www.historianet.com.br/conteudo/
essa trilha passou por melhorias com instalação default.aspx?codigo=606).
de pequenas pontes e muros de arrimo para a
possibilidade de transportar mercadorias, mas as Após quase 50 anos, a partir deste ponto da imen-
dificuldades eram grandes para a condução de sa estrada calçada, o Marechal engenheiro Daniel
produtos até o porto da baixada. Pedro Muller dá inicio à montagem de uma es-
4. A empresa Eletropaulo foi trada planejada para atender tráfego de carroças
responsável pela restaura-
ção da Calçada do Lorena,
Mais de dois séculos após, em 1790, Bernardo que conduziam açúcar e café. Concluída em 1841,
através de pesquisas histó- José Maria de Lorena, que governou a Capita- data de 1846 a passagem de D.Pedro II por esta
ricas, arqueológicas e arqui- nia de São Paulo entre 1788 e 1798, determina a via, e é denominada Estrada da Maioridade, em
tetônicas. Finalizou-se em
1992 o processo de reparo
execução de um caminho calçado com pedras. homenagem a sua ascensão ao trono do Brasil.
de três trechos da Calçada, Através de estudos cartográficos, pelos oficiais
dois séculos após sua ori- do Real Corpo de Engenheiros, foi concebida Entrando no século XX, foi em 1913, por intermé-
gem. O trabalho de arqueo-
logia e restauração foi con-
uma calçada de pedras, que faria a ligação entre dio do presidente Rodrigues Alves, que a estra-
duzido pelo historiador Paulo São Paulo e a baixada litorânea, numa distância da passou a ser chamada Caminho do Mar, e foi
Eduardo Zanettini, arqueólo- de nível com mais de 700 metros. Possuía deline- pavimentada com o propósito de circulação de
go responsável pela pesqui-
sa na Calçada do Lorena,
ado sinuoso e com largura aproximada de 3 me- veículos automobilísticos, sob a forma de pedras
e consultor de Arqueologia tros, contendo pedras de até 0,40 m de largura. macadamizadas.
Histórica da Eletropaulo S/A,
Fundação Patrimônio Histó-
rico da Energia, de início de
Finalmente a calçada torna-se importante via de Com o governo de Washington Luís em 1920,
1989 ate julho de 1992. exportação para mercadorias, liberando a pas- sua administração foi designada às estradas para

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automóveis, como a São Paulo-Santos e a São E em publicação de Toledo (1975) podemos


Paulo-Sorocaba. Como slogan na candidatura encontrar:
afirmava: “Governar é abrir estradas”.
O trecho da Serra de Paranapiacaba, compreen-
A fim de elucidar a informação das etapas das dido entre o Rio das Pedras e o Rio Perequê, que
construções das vias da Serra do Mar em São descem a Serra buscando o Rio Cubatão, abri-
Paulo, podemos observar no processo de tom- ga diversas vias e restos de caminhos, da maior
bamento por meio do Condephaat: Processo: importância na história de São Paulo e do Brasil.
00123/72 na Resolução de Tombamento de Nesse setor da encosta foram abertos sucessiva-
11/8/72. Publicação do Diário Oficial, Poder Exe- mente o Caminho do Padre José (trilha utilizada
cutivo, Seção I, 12/08/1972, p. 44: por Anchieta), a Calçada do Lorena (utilizada por
D. Pedro I, na viagem de 7 de setembro de 1822),
A necessidade cada vez maior de comunicação a Estrada da Maioridade e o Caminho do Mar.
entre o planalto e o litoral fizeram com que Ber-
nardo José de Lorena, conde de Sarzedas, que Na conclusão deste mesmo Livreto (TOLE-
governou a capitania de 1788 a 1795, realizasse DO,1975), publicado pela Prefeitura do Município
melhoramentos no antigo caminho utilizado pe- de São Bernardo do Campo, o autor afirma:
los viajantes e tropeiros, na Serra do Mar, cons-
truindo, a partir de projeto de engenheiro militar A riqueza do Patrimônio Ambiental junto aos
português João da Costa Ferreira, a estrada Caminhos do Mar e as possibilidades excep-
calçada de pedras que passou a ser conhecida cionais que se abrem para o seu aproveitamen-
como Calçada do Lorena e, mais tarde, como to estão a exigir medidas imediatas para a im-
Estrada da Maioridade. plantação dos planos aqui propostos.

Em 1922, o governo de Washington Luiz deu Para tanto, espera-se que a iniciativa da Protur
início à construção do Caminho do Mar, primei- e da Prefeitura de São Bernardo do Campo, de
ra estrada pavimentada em concreto armado na alcance incomum, encontre ressonância junto
América Latina, e à construção dos monumen- aos órgãos estaduais e federais interessados
tos projetados por Victor Dubugras: Cruzeiro pelos problemas do lazer metropolitano e da
Quinhentista, Pontilhão da Serra, Belvedere Cir- proteção do patrimônio ambiental e que possa
cular, Padrão do Lorena, Rancho da Maioridade se integrar, com sucesso, no quadro das inicia-
e Pouso de Paranapiacaba. http://www.cultura. tivas do gênero, das administrações dos muni-
sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem. cípios de toda a região.

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Assim, o autor já alerta no ano de 1975 para o ram a serra em direção ao planalto e mostram o
cuidado merecido deste magnífico patrimônio progresso da estrada e os transportes.
por órgãos estaduais e federais. O que viria a
ocorrer 30 anos após esta publicação. 1. Pouso de Paranapiacaba.

Os monumentos e os murais do Caminho do Mar O Pouso de Paranapiacaba (nome de origem indíge-


na que significa lugar de onde se avista o mar) está si-
(...) Foram ainda os azulejos paulistanos de tuado no início da descida no trecho de Serra do Mar
Ranzini5 os empregados nas obras do já citado e é a primeira parada em que se enxerga o mar ao
Victor Dubugras ao longo do caminho do mar, se deslocar da capital paulista para o litoral (Figura 1).
executadas durante as comemorações do Cen-
tenário da Independência. Washington Luís, o Construído em estrutura de pedra, granito com gra-
Figura 1. Pouso de Paranapiacaba. Fonte: https://geolocation. chefe do governo paulista, chamou o mesmo nulação grossa, beiral largo devido ao alto índice de
ws/v/P/33913242/casaro-pouso-paranapiacaba-na-estrada/en
arquiteto que convocara quando prefeito de chuvas na região, contém salas de descanso e alpen-
São Paulo por ocasião do remanejamento do dres adornados com os murais de azulejos de Wasth
velho largo da Memória para essas tão significa- Rodrigues7, contendo grande painel representando
tivas construções dispostas margeando aquela estradas de rodagem de São Paulo (Figura 2).
estrada, a primeira da América Latina com pavi-
mentação de concreto. (LEMOS, 1984, p.169). Segundo Toledo, “nele figuram estradas que não
estavam ainda abertas: é sem dúvida obra de
Neste artigo foram documentados os pousos que quem confia no futuro e representa aquele mo-
contém os azulejos de José Wasth Rodrigues. Os mento tão significativo na história das estradas
5. Primeira fábrica de cerâ- 7. A técnica de Wasth Rodri- monumentos são formados pelo Pouso de Pa- paulistas” (Projeto Lorena, 1975).
mica, louças e azulejos na gues para a produção dos ranapiacaba, Rancho da Maioridade, Padrão do
cidade de São Paulo. azulejos decorados é a do Lorena e Cruzeiro Quinhentista. Atribuído como pouso, tinha a função de restauran-
6. O trecho da Mata Atlân- sobre-esmalte, que “consis-
tica que se inicia na Serra te em trabalhar diretamente
te para os turistas com vista para a Serra do Mar.
da Jureia (Iguape - SP) e vai sobre a superfície esmalta- Foram edificados em 1922 e, devido à grande ri-
até a Ilha do Mel (Paranaguá da, com pincel, ou empre- queza natural, histórica e artística, a área foi de- Considerada um marco de uma era tecnológica,
- PR) foi declarado Reserva gando-se um sistema de
da Biosfera, pela Unesco, máscaras sucessivas para clarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera a estrada contendo pavimentação de concreto é
em 1991. Fonte : http://www. cada tema ou cor. O azulejo da Mata Atlântica6. apta para acatar a passagem de carros. Há uma
brasil.gov.br/meio-ambien- assim trabalhado é levado inscrição com ideia visionária de Afonso Arinos
te/2014/07/reserva-de-ma- ao forno, sendo queimado a
ta-atlantica-e-sitio-do-patri- uma temperatura de 850ºC” As obras murais concebidas por Wasth Rodri- numa parte da azulejaria: “As grandes linhas fér-
monio-natural-mundial (Morais,1988,p.127) gues homenageiam os pioneiros que percorre- reas de penetração de pouco valem sem todo um

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sistema de bons caminhos por onde possam vir Encontra–se na parte frontal, azulejos criados por
às estações os produtos de toda sorte. A estrada José Wasth Rodrigues representando a subida
de rodagem é hoje em toda parte do mundo civi- da Serra por personagens históricos e políticos
lizado tanto ou mais importante que a via férrea. influentes no século XIX (Figura 8 e 9). Esta fa-
Basta lembrar que o automóvel será o principal chada tem forma convexa projetada por Dubu-
meio de locomoção no futuro (...)” (Tropas e Tro- gras, seguindo a sinuosidade da via. Diante do
peiros, junho 1904. Afonso Arinos). monumento existem resquícios do pavimento de
macadame original.
2. Rancho da Maioridade
Wasth Rodrigues executa uma grande composi-
Este pouso diz respeito à construção da Estrada ção das figuras retratadas8, subindo e descendo
da Maioridade, e à passagem da Família Real em a estrada, conciliando com a curvatura. Situa-se
Figura 2. Mural de azulejos como mapa das Estradas de Ro- 1846. A casa monumento foi construída em 1922, numa parte que permite uma visão em 360º, avis-
dagem. Fonte: foto de Jacques Jesion. e é relativo à data histórica da nomeação de D. tando a Baixada Santista e o complexo industrial
Pedro II ao trono do Brasil, com 14 anos de idade. de Cubatão. (Figuras 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9).

Era considerado um repouso durante a viagem


entre São Paulo e Santos. No centro estão as ar-
mas do Império, o escudo e esfera armilar. Sím-
bolo originado do período de D. Manoel, signifi-
cando a era dos Descobrimentos.

8. Esses azulejos de Wasth Valorização e Uso dos Bens


Rodrigues foram, em 1965, Culturais- Livreto Ilustrado, Figura 3. O Rancho da Maio-
parcialmente arrancados a publicado pela Prefeitura do ridade. Arquitetura de Victor
marretadas e em parte subs- Município de São Bernardo Dubugras e detalhes laterais
tituídos por outros, de exe- do Campo e a Protur - Tu- de Washt Rodrigues. Fonte:
cução bisonha. Em outubro rismo de São Bernardo do MORAIS, Frederico. Azuleja-
de 1967, outra vez, eram Campo S.A, 1975.<http:// ria contemporânea no Brasil.
arrancados e substituídos. www.novomilenio.inf.br/san- São Paulo: Ed. Publicações
TOLEDO, Benedito Lima de. tos/h0102x7.htm> e Comunicações, 1988.

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Figuras 4 (acima) , 5 (acima dir.), ...

...6 (acima) e 7 (acima dir,) A


subida da serra por persona-
gens históricos. Fonte: foto
de Jacques Jesion.

Figura 8. Detalhe do mural.


Fonte: foto de Jacques Jesion.

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3. Padrão do Lorena

Este monumento foi construído no ponto em que


o Caminho do Mar cruza com a antiga Calçada
do Lorena. No arco central há um medalhão de
azulejos com o retrato de Lorena, concebido em
homenagem a Bernardo José Maria de Lorena.

Os azulejos laterais representam cenas do sé-


culo XVIII, como tropeiros e mulas carregando
mercadorias (Figura 10).
Figura 9. Vista lateral do mural. Fonte: foto de Jacques Jesion.
4. Cruzeiro Quinhentista

O marco Cruzeiro Quinhentista consiste de um


ponto central com uma cruz de granito, envolvi-
da por bancos de pedra que protegem o monu-
mento. Caracteriza o ponto de convergência das
antigas vias que desciam as serras e o desco-
brimento da América. Representa a chegada dos
portugueses e cenas da colonização e catequese Figura 11. Cruzeiro Quinhentista. Fonte: http://www.panora-
mio.com/user/44319/tags/Baixada%20Santista
dos índios pelos padres jesuítas. No pedestal da
cruz estão gravados os nomes Ide Tibiriçá, An-
chieta, Mem de Sá, Nóbrega, Leonardo Nunes,
Figura 10. Azulejos laterais. Fonte: https://www.flickr.com/ Martim Afonso, João Ramalho e as datas de
photos/fhotonauta/4030852985 1500 e 1922 (Figuras 11, 12, 13 e 14).

Considerações finais

O artigo aborda a importância do conjunto arqui-


tetônico e artístico envolvendo os elementos que
Figura 12. Cruzeiro Quinhentista, Composição de Azulejos.
o compõem, considerando os marcos pousos e Fonte: http://www.panoramio.com/user/44319/tags/Baixa-
murais de azulejos como registro documental e da%20Santista

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Figura 13. Cruzeiro Quinhentista, Composição de Azulejos. Figura 14. Cruzeiro Quinhentista, Composição de Azulejos.
Fonte: http://www.panoramio.com/user/44319/tags/Baixa- Fonte: http://www.panoramio.com/user/44319/tags/Baixada%20Santista
da%20Santista

comemorativo da importante ligação entre o pla- ral que tem na arquitetura o seu suporte.
nalto e o litoral, ao mesmo tempo em que con-
figuram marcos na paisagem, recantos de per- Dubugras previa em espaços externos a inter-
manência e condição privilegiada de fruição da venção artística para complementação informa-
paisagem durante o percurso. tiva, histórica e estética. Neste panorama firma-
-se a relação arquiteto e artista em cooperação,
A união sugerida foi inserir junto à construção da arquitetura e arte como espaços poéticos que
rodovia marcos monumentais de pouso e con- se complementam, dois artistas sugerindo des-
templação projetadas pelo arquiteto Victor Dubu- de aí uma integração das artes, termo que será
gras e ornamentadas pelo artista plástico José consolidado no período moderno, na arte, arqui-
Washt Rodrigues, que realiza uma produção mu- tetura e cidade.

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Podemos considerar Dubugras como arquiteto KESSEL, Carlos. Vanguarda efêmera: arquitetu-
proto modernista, devido ao uso e a sua maneira ra neocolonial na Semana de Arte Moderna de
particular de construção, ou seja, pode ser consi- 1922,<http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.
derado um precursor do movimento moderno. O php/reh/article/viewFile/2177/1316>
texto tratou em apresentar um conjunto de obras
arquitetônicas, que tiveram importância como LEMOS, Carlos. O que é patrimônio histórico.
marco comemorativo de 1922. Brasiliense: São Paulo, 1987.

Posteriormente o local foi considerado patrimô- _______________Alvenaria Burguesa: breve his-


nio e hoje a sua permanência vincula-se a sua es- tória da arquitetura residencial de tijolos em São
trutura arquitetônica e inserção espacial em local Paulo a partir do ciclo econômico liderado pelo
privilegiado ligado à natureza. café. São Paulo: Nobel, 1989. 2ed. rev. Ampl

Em visita realizada em novembro de 2015 pela _______________Arquitetura brasileira. São Paulo:


empresa Fundação Patrimônio Histórico da Ener- Editora Melhoramentos,1974.(Serie Arte e Cultura).
gia e Saneamento, foi possível verificar conserva-
ção das obras e a estrutura de um conjunto for- _____________ Azulejos decorados na moderni-
mado pelas vias e o complexo dos monumentos dade arquitetônica brasileira. Revista do Patri-
arquitetônicos. mônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de
Janeiro, n.20, p.167-174, 1984.
A atividade atual de ecoturismo nesta localidade
colabora para o reconhecimento da área e tam- MORAIS, Frederico. Azulejaria contemporânea
bém de sua preservação. no Brasil. São Paulo: Ed. Publicações e Comu-
nicações, 1988.
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