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2.

Definição dos esforços atuantes

Os cálculos realizados para definição dos esforços atuantes são o cálculo do peso do
muro, o cálculo dos empuxos e o cálculo dos momentos. As teorias de Rankine e Coulomb
satisfazem o equilíbrio de esforços vertical e horizontal.

No desenvolvimento do cálculo dos esforços solicitantes, o muro de arrimo é


decomposto em dois elementos: o muro ou tardoz e a sapata. Para o cálculo do muro, deve-se
considerá-lo como uma laje em balanço (XAVIER, 2011).

O muro recebe as ações do maciço terroso caracterizado pelo empuxo de terra e a


transfere para a sapata de fundação. A sapata por sua vez, recebe o carregamento do muro
acrescido de seu peso próprio e os transfere para o solo.

2.1 Determinação dos esforços solicitantes no muro

Com o carregamento do empuxo sendo distribuído linearmente, os esforços


ocasionados por ele têm a forma de uma parábola. A ação de sobrecarga é considerada como
uma altura de solo equivalente. Segundo Domingues (1997), para o caso de haver sobrecarga
sobre o maciço de terra acima da parede, seja sobrecarga de pedestre ou veículos, a distribuição
será trapezoidal. Isto ocorre porque a sobrecarga é transformada em uma altura ℎ0 e acrescida
à altura total h. Assim, a altura final será H = h + ℎ0 .

Distribuição dos carregamentos solicitados no tardoz (XAVIER, 2011)

Para calcular o momento fletor em uma seção genérica S, situada a uma distância x do
topo do muro, podemos usar a seguinte expressão:

Onde:
Pelo método de Rankine, o empuxo ativo e o passivo podem ser determinados pelas
seguintes equações:

Onde:

: Ângulo de atrito interno do solo;

i: inclinação do terreno adjacente.

2.2 Determinação dos esforços solicitantes na sapata

O carregamento que age na sapata do muro de arrimo é determinado pela soma dos
diagramas dos carregamentos da sapata. Carregamento referente a reação do solo e às cargas
verticais. Este é um procedimento usual figurando-se como uma solução prática. Moliterno
(1982) cita que a solução, teoricamente exata, seria considerar a sapata como placa ou mesmo
viga, sobre base elástica, porém tal solução é bastante trabalhosa.

Divide-se a sapata em duas partes: ponta ou extremidade da sapata (comprimento “a”)


e talão da sapata (comprimento “b), como podemos observar na figura a seguir:

Distribuição dos carregamentos solicitados na sapata (XAVIER, 2011)

No talão da sapata, além do peso próprio e do peso da terra, está ainda atuando a reação
do solo, já na ponta da sapata estão atuando as cargas devido ao peso próprio e ao peso de terra
sobre ela.
Para realizar os cálculos das tensões máximas e mínimas é necessário verificar uma
relação existente entre a excentricidade (“e”) e o comprimento total da sapata (“B”)

Quando a resultante vertical tem sua Quando a excentricidade da tensão


excentricidade em relação ao CG da sapata máxima em relação ao CG da sapata é
menor que B/6: maior que B/6:

N: resultante da força normal na sapata;


u: distância entre a ponta da sapata e o
ponto de aplicação de “N”

A tensão presente no tardoz (ponto “B”) é determinada da seguinte forma:

Demais tensões:

Para o cálculo do momento fletor e da força cortante, consideremos a ponta e o talão


independentes e ambos engastados na região do tardoz, como demonstrado na figura a seguir:

Condições de engastamento da ponta e do talão da sapata (XAVIER, 2011)


Sendo assim, podemos determinar os esforços e os momentos que estão agindo na
ponta e no talão da sapata:
Referências

DOMINGUES, P.C.; Indicações para projetos de muros de arrimo em concreto armado. São
Carlos, 1997. Dissertação (Mestrado) - Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de
São Paulo

MOLITERNO A.; Caderno de Muros de Arrimo. Sao Paulo. Editora Edgard Blucher, 1982.

XAVIER, A. M. Cálculo e detalhamento de muros de arrimo em concreto armado e fundação


superficial. Disponível em: <http://www.deciv.ufscar.br/tcc/wa_files/TCC2011-
ANDRE_20XAVIER.pdf>. Acesso em: 2 ago. 2019.