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01/08/2019

01/08/2019 CASO 01 André Luís foi segurado contribuinte individual e recolheu contribuição previdenciária para o
CASO 01 André Luís foi segurado contribuinte individual e recolheu contribuição previdenciária para o RGPS
CASO 01
André Luís foi segurado contribuinte individual e recolheu contribuição
previdenciária para o RGPS no período de 01/08/1992 a 01/12/2009. A
partir daí não mais exerceu atividade remunerada e não mais recolheu
contribuição previdenciária.
Em fevereiro de 2015, André Luís foi acometido de uma doença grave
que o deixou inválido. Requereu aposentadoria por invalidez perante o
INSS, mas teve o benefício negado.
Em 04 de janeiro de 2019, André Luís completou 65 anos de idade e em
03 de março desse mesmo ano faleceu em razão de falência múltipla
dos órgãos, deixando sua esposa Cláudia, de 58 anos, com quem esteve
casado há mais de 20 anos.
DIREITO PREVIDENCIÁRIO TRF – 4ªREGIÃO PROFª. ADRIANA MENEZES
DIREITO PREVIDENCIÁRIO
TRF – 4ªREGIÃO
PROFª. ADRIANA MENEZES
CASO 01 Desamparada, Cláudia requereu perante o INSS, em 28/03/2019, o benefício de pensão por
CASO 01
Desamparada, Cláudia requereu perante o INSS, em 28/03/2019, o
benefício de pensão por morte pelo falecimento de André Luís, tendo o
benefício sido negado pela perda da qualidade de segurado no dia do
óbito.
Cláudia, então, ingressou com ação judicial em face do INSS, postulando
a concessão da pensão por morte e o pagamento das parcelas vencidas
desde o óbito de André Luís.
Com base nas informações apresentadas, responda:
a) Foi correto o indeferimento do pedido de André Luís quanto à
aposentadoria por invalidez? Justifique a sua resposta.
b) O pedido de Cláudia deve ser julgado procedente? Justifique a sua
resposta.

01/08/2019

RESOLUÇÃO
RESOLUÇÃO
Art. 102. A perda da qualidade de segurado importa em caducidade dos direitos inerentes a
Art. 102. A perda da qualidade de segurado
importa em caducidade dos direitos
inerentes a essa qualidade.
Lei nº 8.213 - Art. 42: “A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida, quando for
Lei nº 8.213 - Art. 42:
“A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida,
quando for o caso, a carência exigida, será devida
ao segurado que, estando ou não em gozo de
auxílio-doença, for considerado incapaz e
insusceptível de reabilitação para o exercício de
atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á
paga enquanto permanecer nesta condição.
MANUTENÇÃO E PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO Art. 15. Mantém a qualidade de segurado, independentemente
MANUTENÇÃO E PERDA DA QUALIDADE DE
SEGURADO
Art.
15.
Mantém
a
qualidade
de
segurado,
independentemente de contribuições:
sem limite de prazo, quem está em gozo de
benefício;
I
-

01/08/2019

II - até 12 (doze) meses após a cessação das contribuições, o segurado que deixar
II - até 12 (doze) meses após a cessação das
contribuições, o segurado que deixar de exercer
atividade remunerada abrangida pela Previdência
Social ou estiver suspenso ou licenciado sem
remuneração;
André Luís não teve direito à aposentadoria por invalidez porque não ostentava a qualidade de
André Luís não teve direito à aposentadoria por
invalidez porque não ostentava a qualidade de
segurado na data que iniciou a invalidez.
O último recolhimento feito ao RGPS por André Luís
foi na competência de dezembro de 2009.
A invalidez iniciou-se em fevereiro de 2015.
André Luís perdeu a qualidade de segurado em
dezembro de 2011.
PRORROGAÇÕES DO PERÍODO DE GRAÇA Lei n. 8.213/91: Art. 15. § 1º O prazo do
PRORROGAÇÕES DO PERÍODO DE GRAÇA
Lei n. 8.213/91: Art. 15. § 1º O prazo do inciso II
será prorrogado para até 24 (vinte e quatro) meses
se o segurado já tiver pago mais de 120
contribuições mensais sem interrupção que
acarrete a perda da qualidade de segurado.
PENSÃO POR MORTE
PENSÃO POR MORTE

01/08/2019

RESOLUÇÃO Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado
RESOLUÇÃO
Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto
dos dependentes do segurado que falecer,
aposentado ou não, a contar da data:
I - do óbito, quando requerida em até cento e
oitenta dias após o óbito, para os filhos menores de
dezesseis anos, ou em até noventa dias após o
óbito, para os demais dependentes;
§2º Não será concedida pensão por morte aos dependentes do segurado que falecer após a
§2º Não será concedida pensão por morte aos
dependentes do segurado que falecer após a perda
desta qualidade, nos termos do art. 15 desta Lei,
salvo se preenchidos os requisitos para obtenção da
aposentadoria na forma do parágrafo anterior.
Art. 102. A perda da qualidade de segurado importa em caducidade dos direitos inerentes a
Art. 102. A perda da qualidade de segurado importa
em caducidade dos direitos inerentes a essa
qualidade.
§1º A perda da qualidade de segurado não
prejudica o direito à aposentadoria para cuja
concessão tenham sido preenchidos todos os
requisitos, segundo a legislação em vigor à época
em que estes requisitos foram atendidos.
Art. 48. A aposentadoria por idade será devida ao segurado que, cumprida a carência exigida
Art. 48. A aposentadoria por idade será devida ao segurado
que, cumprida a carência exigida nesta Lei, completar 65
(sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta),
se mulher.
Art. 25. A concessão das prestações pecuniárias do Regime
Geral de Previdência Social depende dos seguintes períodos
de carência, ressalvado o disposto no art. 26:
II - aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de
serviço e aposentadoria especial: 180 contribuições
mensais.

01/08/2019

Lei 10.666/2003 –Art. 3º § 1º Na hipótese de aposentadoria por idade, a perda da
Lei 10.666/2003 –Art. 3º
§ 1º Na hipótese de aposentadoria por idade, a
perda da qualidade de segurado não será
considerada para a concessão desse benefício,
desde que o segurado conte com, no mínimo, o
tempo de contribuição correspondente ao exigido
para efeito de carência na data do requerimento do
benefício.
Embora não tivesse mais a qualidade de segurado, André Luís ao completar 65 anos poderia
Embora não tivesse mais a qualidade de segurado,
André Luís ao completar 65 anos poderia se
aposentar por idade:
- Idade mínima e carência cumpridas.
Decreto nº 3.048/99 – Art. 13 § 5º A perda da qualidade de segurado não
Decreto nº 3.048/99 – Art. 13
§ 5º A perda da qualidade de segurado não será
considerada para a concessão das aposentadorias
por tempo de contribuição e especial.
§ 6º Aplica-se o disposto no § 5º à aposentadoria
por idade, desde que o segurado conte com, no
mínimo, o número de contribuições mensais exigido
para efeito de carência na data do requerimento do
benefício.
Portanto, não teria direito à aposentadoria por invalidez porque não ostentava a qualidade de segurado
Portanto, não teria direito à aposentadoria por
invalidez porque não ostentava a qualidade de
segurado na data em que se tornou inválido.
A esposa de André Luís tem direito à pensão por
morte porque, embora, não já tivesse perdido a
qualidade de segurado, no momento do óbito havia
preenchido as condições para se aposentar por
idade.

01/08/2019

CASO 2 José das Couves casou-se com Maria Rocha e com ela teve 02 filhos,
CASO 2
José das Couves casou-se com Maria Rocha e com ela teve
02 filhos, Lucas e Leandro.
Há cinco anos o casou divorciou-se e ficou determinado por
decisão judicial que José das Couves iria pagar alimentos
para a ex-esposa durante 10 anos.
Depois de divorciado, José das Couves casou-se com Joana.
Casados há 01 ano, não tiveram filhos.
José das Couves estava empregado na empresa Flor de Liz
Ltda., auferindo R$ 5.500,00 reais mensais, quando foi
acometido de uma doença do trabalho que o levou a
receber o benefício de auxílio-doença por 3 meses.
CASO 2 Diante da situação retratada, responda e justifique se alguém terá direito de receber
CASO 2
Diante da situação retratada, responda e justifique se
alguém terá direito de receber pensão por morte de José das
Couves.
Em caso positivo, quem será o beneficiário de pensão por
morte, informando o valor, a data de início de pagamento e
a duração do benefício.
CASO 2 Antes mesmo de se recuperar e ter o auxílio-doença cessado, José das Couves
CASO 2
Antes mesmo de se recuperar e ter o auxílio-doença
cessado, José das Couves veio a falecer em virtude daquela
doença do trabalho.
Estava empregado há 15 anos na mesma empresa quando
começou a receber o benefício por incapacidade.
José das Couves tinha pais vivos que dele dependiam
economicamente.
Na data do óbito de José das Couves, sua esposa contava
com 35 anos, sua ex-esposa, com 45 anos e seus filhos com
12 e 14 anos.
RESOLUÇÃO
RESOLUÇÃO

01/08/2019

“Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que
“Art. 74. A pensão por morte será devida ao
conjunto dos dependentes do segurado que falecer,
aposentado ou não, a contar da data: (Redação
dada pela Lei nº 9.528, de 1997)
I - do óbito, quando requerida em até cento e
oitenta dias após o óbito, para os filhos menores de
dezesseis anos, ou em até noventa dias após o
óbito, para os demais dependentes;
• Na data do seu falecimento, José das Couves mantinha a qualidade de segurado do
• Na
data
do
seu
falecimento,
José
das
Couves
mantinha a qualidade de segurado do RGPS?
Art. 15, I, Lei nº 8.213/91:
Mantém
a
qualidade
de
segurado,
independentemente de contribuições:
sem limite de prazo, quem está
benefício;
I
-
em
gozo de
II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior; (Incluído pela
II - do requerimento, quando requerida após o
prazo previsto no inciso anterior; (Incluído
pela Lei nº 9.528, de 1997)
III
- da decisão judicial, no caso de morte
presumida.
(Incluído
pela
Lei
9.528,
de
1997).”
1ª Classe: cônjuge, companheiro (a) e filho, não emancipado, de qualquer condição, menor de 21
1ª Classe: cônjuge, companheiro (a) e filho, não emancipado, de
qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que possui
deficiência intelectual ou mental ou com deficiência grave.
DEPENDENTES
2ª Classe: os pais.
3ª Classe: o irmão, não emancipado, de qualquer condição,
menor de 21 anos ou inválido ou que possui deficiência
intelectual ou mental ou com deficiência grave.

01/08/2019

• Dependentes aptos a receber pensão por morte: - Cônjuge; - Filhos melhores de 21
• Dependentes aptos a receber pensão por morte:
- Cônjuge;
- Filhos melhores de 21 anos;
- ex-cônjuge????
• Com a morte de José das Couves, segurado do RGPS, seus dependentes terão direito
• Com a morte de José das Couves, segurado do RGPS,
seus dependentes terão direito à pensão por morte.
• Sua esposa e filhos menores de 21 anos terão direito à
pensão por morte de José das Couves por serem
dependentes de 1ª classe do RGPS.
• A ex-esposa, Maria Rocha, receberá pensão por morte
pelo fato de José das Couves lhe pagar pensão alimentícia
após o divórcio.
• Os pais de José das Couves não terão direito de receber
pensão por morte do filho porque pertencem à 2ª classe de
dependentes e já existem dependentes de 1ª classe.
DEPENDENTES Art. 17. A perda da qualidade de dependente ocorre: I - para o cônjuge,
DEPENDENTES
Art.
17.
A
perda
da
qualidade
de
dependente
ocorre:
I - para o cônjuge, pela separação judicial ou
divórcio, enquanto não lhe for assegurada a
prestação de alimentos, pela anulação do
casamento, pelo óbito ou por sentença judicial
transitada em julgado;
Pensão por morte - renda mensal inicial (RMI) O valor inicial da pensão por morte
Pensão por morte - renda mensal inicial (RMI)
O valor inicial da pensão por morte será:
I − igual ao valor da aposentadoria percebida, se
o segurado falecido era aposentado;
II − 100% do valor da aposentadoria por invalidez
que o segurado falecido teria direito na data do
óbito, se ele não era aposentado.

01/08/2019

• A pensão por morte será devida: - a partir da data do óbito, quando
• A pensão por morte será devida:
- a partir da data do óbito, quando requerida em
até cento e oitenta dias após o óbito, para os filhos
menores de dezesseis anos, ou em até noventa
dias após o óbito, para os demais dependentes;
-
benefício for requerido após os prazos acima;
a partir da data do requerimento, quando o
os prazos acima; a partir da data do requerimento, quando o PERDA DA CONDIÇÃO DE DEPENDENTE
PERDA DA CONDIÇÃO DE DEPENDENTE (combinação com o art. 77, §2º, da Lei nº 8.213/91)
PERDA DA CONDIÇÃO DE DEPENDENTE
(combinação com o art. 77, §2º, da Lei nº 8.213/91)
- Filho, pessoa a ele equiparada ou irmão: ao completarem
21 anos, salvo se inválido ou com deficiência;
•Os filhos Lucas e Leandro terão direito à pensão por morte
do pai até completarem 21 anos.
•Receberão o benefício a partir da data do óbito se
requererem até 180 dias da data do óbito.
- A esposa de José das Couves, Joana, terá direito de receber pensão por morte
- A esposa de José das Couves, Joana, terá direito de
receber pensão por morte durante 15 anos.
- Maria Rocha, ex-esposa de José das Couves, terá
direito de receber pensão por morte por apenas 05
anos. Embora, tivesse 45 anos na data do óbito do
segurado, ela tinha pensão alimentícia temporária por
10 anos. Como já recebeu por 05 anos, a pensão por
morte será paga por mais 05 anos.

01/08/2019

- Lei nº 8.213/91 - Art. 76 § 3º Na hipótese de o segurado falecido
- Lei nº 8.213/91 - Art. 76
§ 3º Na hipótese de o segurado falecido estar, na data
de seu falecimento, obrigado por determinação judicial
a pagar alimentos temporários a ex-cônjuge, ex-
companheiro ou ex-companheira, a pensão por morte
será devida pelo prazo remanescente na data do óbito,
caso não incida outra hipótese de cancelamento
anterior do benefício.
CASO 3 Com o conhecimento que você possui sobre a legislação previdenciária, Eduardo terá direito
CASO 3
Com o conhecimento que você possui sobre a legislação
previdenciária, Eduardo terá direito à pensão por morte
caso José e/ou Luzia venham a falecer?
Qual é a posição adotada pelo Superior Tribunal de Justiça
no caso de pensão por morte para menor sob guarda?
CASO 3 José e Luzia, ambos segurados do RGPS, são casados e não têm filhos.
CASO 3
José e Luzia, ambos segurados do RGPS, são casados e não
têm filhos.
Recentemente, obtiveram a guarda judicial do menor
Eduardo, sobrinho de Luzia.
O casal cuida da criança e tem por ela um amor imensurável.
Todo o sustento de Eduardo é suportado pelo casal.
Mas, estão preocupados com o futuro de Eduardo,
especialmente se eles vierem a falecer.
RESOLUÇÃO “Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado
RESOLUÇÃO
“Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto
dos dependentes do segurado que falecer,
aposentado ou não, a contar da data:
( )

01/08/2019

1ª Classe: cônjuge, companheiro (a) e filho, não emancipado, de qualquer condição, menor de 21
1ª Classe: cônjuge, companheiro (a) e filho, não emancipado, de
qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que possui
deficiência intelectual ou mental ou com deficiência grave.
DEPENDENTES
2ª Classe: os pais.
3ª Classe: o irmão, não emancipado, de qualquer condição,
menor de 21 anos ou inválido ou que possui deficiência
intelectual ou mental ou com deficiência grave.
• Posição recente do STJ: “O menor sob guarda tem direito à concessão do benefício
• Posição recente do STJ:
“O menor sob guarda tem direito à concessão do benefício de
pensão por morte do seu mantenedor, comprovada sua
dependência econômica, nos termos do art. 33, § 3º do
Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda que o óbito do
instituidor da pensão seja posterior à vigência da Medida
Provisória nº. 1.523/96, reeditada e convertida na Lei nº.
9.528/97. Funda-se essa conclusão na qualidade de lei
especial do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº.
8.069/90), frente à legislação previdenciária. REsp 1.411.258-
RS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, 1ª Seção, DJ
11/10/2017, DJe 21/02/2018. (Tema 732 – Informativo nº
619).
RESOLUÇÃO Lei nº 8.213/91 – Art. 16 §2º O enteado e o menor tutelado equiparam-se
RESOLUÇÃO
Lei nº 8.213/91 – Art. 16
§2º O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho
mediante declaração do segurado e desde que comprovada a
dependência econômica na forma estabelecida no
Regulamento.
Não há previsão na legislação previdenciária para que o
menor sob guarda judicial seja enquadrado como dependente
do RGPS.
CASO 4 Leonardo e Clarissa foram casados por 05 anos e se divorciaram em 03/05/2015.
CASO 4
Leonardo e Clarissa foram casados por 05 anos e se
divorciaram em 03/05/2015.
Clarissa renunciou ao direito de receber pensão alimentícia e
o divórcio foi homologado.
Em 2017, como Clarissa não conseguia trabalho e não tinha
condições de se manter, Leonardo passou a depositar a
quantia de R$ 2.500,00 todo mês na conta corrente de sua ex-
esposa e a pagar-lhe plano de saúde.

01/08/2019

CASO 4 Considerando que Leonardo era segurado da previdência social, tendo falecido em 04/01/2019, Clarissa
CASO 4
Considerando que Leonardo era segurado da previdência social,
tendo falecido em 04/01/2019, Clarissa requereu o benefício
de pensão por morte na agência do INSS.
O benefício foi indeferido sob o motivo de perda da qualidade
de dependente, vez que a requerente não teve direito à pensão
alimentícia com o divórcio.
Diante do caso apresentado, disserte sobre a decisão proferida
pelo INSS, se correta ou não, à luz da legislação previdenciária e
da jurisprudência. Justifique a sua resposta.
PENSÃO POR MORTE Art. 74, Lei nº 8.213/91: “A pensão por morte será devida ao
PENSÃO POR MORTE
Art. 74, Lei nº 8.213/91:
“A pensão por morte será devida ao conjunto dos
dependentes do segurado que falecer, aposentado
ou não (
)”
RESOLUÇÃO
RESOLUÇÃO
PENSÃO POR MORTE - BENEFICIÁRIOS 1ª Classe: cônjuge, companheiro(a) e filho não emancipado de qualquer
PENSÃO POR MORTE - BENEFICIÁRIOS
1ª Classe: cônjuge, companheiro(a) e filho não
emancipado de qualquer condição, menor de 21
anos ou inválido ou que tenha deficiência
intelectual ou mental ou com deficiência grave.
DEPENDENTES
2ª Classe: os pais.
3ª Classe: o irmão não emancipado de qualquer
condição, menor de 21 anos ou inválido ou que
tenha deficiência intelectual
deficiência grave.
ou
mental
ou
com

01/08/2019

DEPENDENTES Art. 17. A perda da qualidade de dependente ocorre: I - para o cônjuge,
DEPENDENTES
Art.
17.
A
perda
da
qualidade
de
dependente
ocorre:
I - para o cônjuge, pela separação judicial ou
divórcio, enquanto não lhe for assegurada a
prestação de alimentos, pela anulação do
casamento, pelo óbito ou por sentença judicial
transitada em julgado;
CASO 05 Pedro foi empregado da empresa TX LTDA há mais de 35 anos e
CASO 05
Pedro foi empregado da empresa TX LTDA há mais de 35
anos e teve sua aposentadoria por tempo de contribuição
concedida em 03/05/2017.
Recebia regularmente o benefício quando, em
novembro/2017 foi acometido de uma doença grave que fez
paralisar os membros inferiores. Passou a necessitar de
assistência diária de cuidadores e, por isso, requereu a
concessão de acréscimo de 25% sobre o valor da sua
aposentadoria. O INSS negou seu pedido por falta de
previsão legal.
Súmula nº 336, STJ: A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem direito
Súmula nº 336, STJ: A mulher que renunciou aos
alimentos na separação judicial tem direito à
pensão previdenciária por morte do ex-marido,
comprovada a necessidade econômica
superveniente.
CASO 05 Inconformado com a decisão administrativa, Pedro ingressou com ação perante a Vara do
CASO 05
Inconformado com a decisão administrativa, Pedro ingressou
com ação perante a Vara do Juizado Especial Federal de sua
cidade, pleiteando a concessão do referido acréscimo desde a
data da entrada do requerimento administrativo.
Após a citação, o réu, por meio da Procuradoria Geral Federal,
apresentou contestação e requereu a improcedência do
pedido do autor.

01/08/2019

CASO 05 Você, como analista judiciário, analise a situação e responda, justificando sua resposta: Deve
CASO 05
Você, como analista judiciário, analise a situação e responda,
justificando sua resposta:
Deve o pedido de João ser julgado procedente?
Qual é a posição do STJ sobre o tema e o do STF?
1. Abrangência da norma do artigo 45 da Lei nº 8.213/1991 - acréscimo que só
1. Abrangência da norma do artigo 45 da Lei nº 8.213/1991 -
acréscimo que só se aplica à aposentadoria por invalidez:
O adicional de 25% na aposentadoria por invalidez está
previsto no artigo 45 da Lei nº 8213/91.
A leitura do dispositivo permite concluir que para o segurado
ter direito ao adicional de 25% somente pode estar
aposentado por invalidez, inexistindo previsão legal para a
concessão em outra modalidade de benefício.
RESOLUÇÃO
RESOLUÇÃO
Art. 45. O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assistência permanente
Art. 45. O valor da aposentadoria por invalidez do segurado
que necessitar da assistência permanente de outra pessoa
será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento).
Parágrafo único. O acréscimo de que trata este artigo:
a) será devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o
limite máximo legal;
b) será recalculado quando o benefício que lhe deu origem
for reajustado;
c) cessará com a morte do aposentado, não sendo
incorporável ao valor da pensão.

01/08/2019

Extensão do acréscimo às demais aposentadorias A Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados
Extensão do acréscimo às demais aposentadorias
A Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos
Juizados Especiais Federais - TNU, por 6 votos a 5, estendeu o
auxílio-acompanhante à aposentadoria por idade:
“TNU fixa tese para concessão de 25% aos aposentados por
idade que dependem de assistência permanente de outra
pessoa
Publicação: 17/03/2015 Processo nº 0501066-
93.2014.4.05.8502”.
Este entendimento da TNU foi confirmado na sessão de 18
de fevereiro de 2016, no julgamento do processo 5000107-
25.2015.4.04.7100.
Ao julgar recurso repetitivo (Tema 982) sobre o assunto, a seção fixou a seguinte tese:
Ao julgar recurso repetitivo (Tema 982) sobre o
assunto, a seção fixou a seguinte tese:
"Comprovada a necessidade de assistência
permanente de terceiro, é devido o acréscimo de
25%, previsto no artigo 45 da Lei 8.213/1991, a
todas as modalidades de aposentadoria.”
STJ - RECURSO REPETITIVO 22/08/2018 Adicional de 25% deve ser pago a todo aposentado que
STJ - RECURSO REPETITIVO 22/08/2018
Adicional de 25% deve ser pago a todo aposentado que
precise da ajuda permanente de terceiros
A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
seguindo o voto-vista da ministra Regina Helena Costa, que
lavrará o acórdão, decidiu por maioria de cinco a quatro que,
comprovada a necessidade de auxílio permanente de
terceira pessoa, é devido o acréscimo de 25% em todas as
modalidades de aposentadoria pagas pelo Instituto Nacional
do Seguro Social (INSS). A assistência é prevista no artigo
45 da Lei 8.213/1991 apenas para as aposentadorias por
invalidez e se destina a auxiliar as pessoas que precisam da
ajuda permanente de terceiros.
- STF suspende todos processos sobre extensão do auxílio-acompanhante garantida pelo STJ. INSS conseguiu decisão
- STF suspende todos processos sobre extensão do
auxílio-acompanhante garantida pelo STJ.
INSS conseguiu decisão na 1ª turma ao relatar
impacto de R$ 7,5 bilhões ao ano com a extensão do
benefício.
Terça-feira, 12 de março de 2019

01/08/2019

A 1ª turma do STF suspendeu todos os processos individuais ou coletivos, em qualquer fase,
A 1ª turma do STF suspendeu todos os processos
individuais ou coletivos, em qualquer fase, que
versem sobre a extensão do auxílio-acompanhante
para os segurados aposentados por invalidez às
demais espécies de aposentadoria do regime geral
da Previdência Social.
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ Em termos de repercussão econômica, a informação do Ministério da Fazenda é
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
Em termos de repercussão econômica, a informação
do Ministério da Fazenda é no sentido de que essa
utilização imoderada desse adicional leva a
benefício de R$ 7,15 bilhões ao ano, no ano em que
se discute a reforma da Previdência. Realmente essa
benesse judicial me pareceu extremamente
exagerada.”
Processo: Pet 8.002
O ministro Fux ponderou no voto que o STJ, a mercê da grave crise da
O ministro Fux ponderou no voto que o STJ, a mercê
da grave crise da Previdência, criou esse percentual
de benefício. Para o relator, o caso é “peculiar e
grave”.
“Todo o fundamento do acórdão do TRF e do STJ ao
invés de se basearam no art. 45, pura e
simplesmente, se utilizaram de princípios
normativos da Constituição, como a dignidade da
pessoa humana e a isonomia.”
CASO 6 Josué, desempregado há 06 meses após ter trabalhado numa empresa por 15 anos,
CASO 6
Josué, desempregado há 06 meses após ter trabalhado numa
empresa por 15 anos, envolveu-se com o tráfico de
entorpecentes e foi preso em fevereiro de 2019.
Cumprirá pena em regime fechado por 09 anos, deixando sua
esposa de 30 anos e seu filho de 05 anos em dificuldade
financeira. Seu casamento já perfaz o total de 10 anos e sua
esposa é aposentada por invalidez.

01/08/2019

CASO 6 A última contribuição de Josué teve como base de cálculo valor igual ao
CASO 6
A última contribuição de Josué teve como base de
cálculo valor igual ao limite máximo do salário de
contribuição.
Mas, no momento que foi recolhido à prisão não
contribuía para a previdência social. A média dos
salários de contribuição apurados no período de doze
meses anteriores ao mês do recolhimento à prisão de
Josué é igual a R$ 1.000,00.
RESOLUÇÃO Art. 80, Lei nº 8.213/91: O auxílio-reclusão será devido nas condições da pensão por
RESOLUÇÃO
Art. 80, Lei nº 8.213/91:
O auxílio-reclusão será devido nas condições da pensão por
morte, respeitado o tempo mínimo de carência estabelecido no
inciso IV do caput do art. 25, aos dependentes do segurado de
baixa renda recolhido à prisão em regime fechado, que não
receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de
auxílio-doença, pensão por morte, salário-maternidade,
aposentadoria ou abono de permanência em serviço.
CASO 6 Terão os dependentes de Josué direito ao benefício de auxílio- reclusão, visto que
CASO 6
Terão os dependentes de Josué direito ao benefício de auxílio-
reclusão, visto que ficaram sem condições de manter o seu
sustento?
Analise o caso e responda à luz da legislação previdenciária
vigente no momento do recolhimento à prisão.
§ 3º Para fins do disposto nesta Lei, considera-se segurado de baixa renda aquele que,
§ 3º Para fins do disposto nesta Lei, considera-se segurado de
baixa renda aquele que, na competência de recolhimento à
prisão tenha renda, apurada nos termos do disposto no § 4º,
de valor igual ou inferior àquela prevista no art. 13 da Emenda
Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998, corrigido
pelos índices aplicados aos benefícios do RGPS.
§ 4º A aferição da renda mensal bruta para enquadramento
do segurado como de baixa renda ocorrerá pela média dos
salários de contribuição apurados no período de doze meses
anteriores ao mês do recolhimento à prisão.

01/08/2019

Valor estabelecido como baixa renda para o ano de 2019 – Portaria ME nº 09/2019:
Valor estabelecido como baixa renda para o ano de
2019 – Portaria ME nº 09/2019: R$ 1.364,43
➢ no caso do auxílio-reclusão a média dos salários de
contribuição apurados no período de doze meses
anteriores ao mês do recolhimento à prisão deverá
ser inferior ou igual a R$ 1.364,43.
De acordo com a legislação previdenciária, os dependentes de Josué terão direito ao benefício de
De acordo com a legislação previdenciária, os
dependentes de Josué terão direito ao benefício de
auxílio-reclusão porque:
1 – Josué pode ser considerado segurado de baixa
renda;
2 – a média dos salários de contribuição apurados no
período de doze meses anteriores ao mês do
recolhimento à prisão de Josué é inferior ao fixado por
Portaria do Ministério da Economia como de baixa
renda.
1ª Classe: cônjuge, companheiro(a) e filho não emancipado de qualquer condição, menor de 21 anos
1ª Classe: cônjuge, companheiro(a) e filho não
emancipado de qualquer condição, menor de 21
anos ou inválido ou que tenha deficiência
intelectual ou mental ou com deficiência grave.
DEPENDENTES
2ª Classe: os pais.
3ª Classe: o irmão não emancipado de qualquer
condição, menor de 21 anos ou inválido ou que
tenha deficiência intelectual
deficiência grave.
ou
mental
ou
com
3 – José havia cumprido a carência mínima de 24 contribuições mensais; 4 – Preso
3 – José havia cumprido a carência mínima de 24
contribuições mensais;
4 – Preso em regime fechado;
5 – quando preso era segurado do RGPS e vai
continuar nessa continuação por até 12 meses após
o livramento.

01/08/2019

• A esposa terá direito ao benefício de auxílio-reclusão até cessar sua invalidez, caso não
• A esposa terá direito ao benefício de auxílio-reclusão
até cessar sua invalidez, caso não ocorra antes outra
causa de cessação do benefício.
• O filho receberá o benefício de auxílio-reclusão até
completar 21 anos, caso não ocorra antes outra causa
de cessação do benefício.
• Dividirão em partes iguais o valor do benefício.
CASO 7 Diante do caso apresentado e de acordo com o que dispõe a legislação
CASO 7
Diante do caso apresentado e de acordo com o
que dispõe a legislação previdenciária e o
posicionamento da jurisprudência superior,
responda de maneira fundamentada:
a) O ato do INSS foi correto?
b)
Tem
possibilidade
de
Geraldo
reverter
a
situação com o ingresso de ação judicial?
CASO 7 Geraldo trabalhou por 25 anos exposto ao agente nocivo ruído acima de 85
CASO 7
Geraldo trabalhou por 25 anos exposto ao agente nocivo ruído
acima de 85 db, de forma permanente, não ocasional e nem
intermitente.
Requereu aposentadoria especial perante o INSS, mas teve seu
pedido negado. O perfil profissiográfico previdenciário – PPP e
o laudo técnico das condições ambientais do trabalho – LTCAT
informaram que houve a utilização de EPI eficaz, capaz de
reduzir a exposição ao ruído a 83 db.
Aposentadoria Especial Lei 8.213/91: “Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida a
Aposentadoria Especial
Lei 8.213/91:
“Art. 57. A aposentadoria especial será devida,
uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei, ao
segurado que tiver trabalhado sujeito a condições
especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física, durante 15, 20 ou 25 anos,
conforme dispuser a lei.”

01/08/2019

Art. 57. § 3º A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado, perante
Art. 57.
§ 3º A concessão da aposentadoria especial
dependerá de comprovação pelo segurado,
perante o Instituto Nacional do Seguro Social–
INSS, do tempo de trabalho permanente, não
ocasional nem intermitente, em condições
especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física, durante o período mínimo
fixado.
Súmula nº 09, TNU: O uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), ainda que elimine
Súmula nº 09, TNU: O uso de Equipamento de
Proteção Individual (EPI), ainda que elimine a
insalubridade, no caso de exposição a ruído, não
descaracteriza o tempo de serviço especial
prestado.
ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE ESPECIAL TEMPUS REGIT ACTUM
ENQUADRAMENTO DE ATIVIDADE ESPECIAL
TEMPUS REGIT ACTUM
Com relação ao posicionamento do Supremo Tribunal Federal (ARE 664335/SC – STF), continua prevalecendo a
Com relação ao posicionamento do Supremo
Tribunal Federal (ARE 664335/SC – STF),
continua prevalecendo a tese que já vinha
sendo adotada pela TNU na Súmula nº 09.

01/08/2019

EFICÁCIA DO EPI – ENTENDIMENTO DO STF 1ª TESE (STF): “O direito à aposentadoria especial
EFICÁCIA DO EPI – ENTENDIMENTO DO STF
1ª TESE (STF): “O direito à aposentadoria especial
pressupõe a efetiva exposição do trabalhador a
agente nocivo a sua saúde, de modo que se o EPI
for realmente capaz de neutralizar a nocividade,
não haverá respaldo à concessão constitucional de
aposentadoria especial” (ARE 664335 RG).
O INSS agiu de forma equivocada. O segurado tem direito à aposentadoria especial.
O INSS agiu de forma equivocada.
O
segurado
tem
direito
à
aposentadoria
especial.
2ª TESE (STF): “Na hipótese de exposição do trabalhador a RUÍDO acima dos limites legais
2ª TESE (STF): “Na hipótese de exposição do
trabalhador a RUÍDO acima dos limites legais de
tolerância, a declaração do empregador no âmbito
do PPP, no sentido da eficácia do EPI, não
descaracteriza o tempo de serviço especial para a
aposentadoria” (ARE 664335 RG).
CASO 8 Maurício, 66 anos de idade, aposentado por idade com o valor de um
CASO 8
Maurício, 66 anos de idade, aposentado por idade com o valor
de um salário mínimo, é casado com Judite, 65 anos.
O casal vive numa casa muito modesta com o filho Caio, de 20
anos e que possui deficiência mental, desde o nascimento,
considerada de longo prazo.
A renda familiar é composta apenas pelo aposentadoria de
Maurício.

01/08/2019

CASO 8 Diante da situação hipotética apresentada e, considerando o disposto na Lei nº 8.742/93
CASO 8
Diante da situação hipotética apresentada e, considerando o
disposto na Lei nº 8.742/93 e na jurisprudência do STF e STJ,
responda de modo fundamentado aos questionamentos que se
seguem:
a) Considerando o disposto na LOAS, é possível que o INSS
conceda o BPC para Judite e Caio?
b) Qual é o posicionamento do STJ em relação à apuração da
renda familiar para a concessão do BPC/LOAS?
RESOLUÇÃO Art. 20. O benefício de prestação continuada é a garantia de um salário-mínimo mensal
RESOLUÇÃO
Art. 20. O benefício de prestação continuada é a garantia de
um salário-mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao
idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que
comprovem não possuir meios de prover a própria
manutenção nem de tê-la provida por sua família.
CASO 8 c) Caso o INSS negue o benefício para Judite e Caio e eles
CASO 8
c) Caso o INSS negue o benefício para Judite e Caio e eles
resolvam ajuizar ação para obterem o BPC-LOAS, quem deve
figurar no polo passivo da ação, visto não se tratar de um
benefício previdenciário?
d) Caso Caio consiga receber o BPC poderá exercer atividade
remunerada sem prejuízo do recebimento do benefício?
e) Caso Judite consiga receber o BPC
e faleça, poderá seu
esposo receber pensão por morte?
RESOLUÇÃO § 1º Para os efeitos do disposto no caput, a família é composta pelo
RESOLUÇÃO
§ 1º Para os efeitos do disposto no caput, a família é
composta pelo requerente, o cônjuge ou companheiro, os
pais e, na ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto,
os irmãos solteiros, os filhos e enteados solteiros e os
menores tutelados, desde que vivam sob o mesmo teto.

01/08/2019

§ 2o Para efeito de concessão do benefício de prestação continuada, considera-se pessoa com deficiência
§ 2o Para efeito de concessão do benefício de prestação
continuada, considera-se pessoa com deficiência aquela que
tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental,
intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou
mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e
efetiva na sociedade em igualdade de condições com as
demais pessoas.
STJ: REsp 1797465 / SP – 21/3/2019 A Terceira Seção do STJ, ao apreciar o
STJ:
REsp 1797465 / SP – 21/3/2019 A Terceira Seção do STJ, ao
apreciar o REsp 1.112.557/MG, submetido à sistemática do
art. 543-C do CPC/1973, firmou a compreensão de que o
critério objetivo de renda per capita mensal inferior a 1/4
(um quarto) do salário mínimo previsto no art. 20, § 3°, da
Lei 8.742/93 não é o único parâmetro para aferir
hipossuficiência, podendo tal condição ser constatada por
outros meios de prova.
§ 3o Considera-se incapaz de prover a manutenção da pessoa com deficiência ou idosa a
§ 3o Considera-se incapaz de prover a manutenção da
pessoa com deficiência ou idosa a família cuja renda mensal
per capita seja inferior a 1/4 (um quarto) do salário mínimo.
• Estatuto do Idoso: Art. 34. Aos idosos, a partir de 65 (sessenta e cinco)
• Estatuto do Idoso:
Art. 34. Aos idosos, a partir de 65 (sessenta e cinco) anos,
que não possuam meios para prover sua subsistência, nem
de tê-la provida por sua família, é assegurado o benefício
mensal de 1 (um) salário-mínimo, nos termos da Lei
Orgânica da Assistência Social – Loas. (Vide Decreto nº
6.214, de 2007)
Parágrafo único. O benefício já concedido a qualquer
membro da família nos termos do caput não será
computado para os fins do cálculo da renda familiar per
capita a que se refere a LOAS.

01/08/2019

No dia 10 de agosto de 2011, no julgamento da petição 7.203, a 3ª Seção
No dia 10 de agosto de 2011, no julgamento da petição
7.203, a 3ª Seção do STJ firmou entendimento no sentido de
admitir que também o benefício previdenciário no valor de
um salário mínimo recebido por maior de 65 anos deve ser
afastado para fins de apuração da renda mensal per capita
objetivando a concessão de benefício de prestação
continuada.
“( ) 4. A inconstitucionalidade por omissão parcial do art. 34, parágrafo único, da Lei
“(
)
4. A inconstitucionalidade por omissão parcial do art. 34,
parágrafo único, da Lei 10.741/2003. O Estatuto do Idoso dispõe,
no art. 34, parágrafo único, que o benefício assistencial já
concedido a qualquer membro da família não será computado
para fins do cálculo da renda familiar per capita a que se refere a
LOAS. Não exclusão dos benefícios assistenciais recebidos por
deficientes e de previdenciários, no valor de até um salário
mínimo, percebido por idosos. Inexistência de justificativa
plausível para discriminação dos portadores de deficiência em
relação aos idosos, bem como dos idosos beneficiários da
assistência social em relação aos idosos titulares de benefícios
previdenciários no valor de até um salário mínimo. (
)”
Rec. Ext. 567.985 e 580.963, julgados conjuntamente em 17 e 18
de abril de 2013
Em 25/02/2015: REsp 1.355.052, decidiu em repetitivo a 1ª Seção do STJ que aplica-se o
Em 25/02/2015: REsp 1.355.052, decidiu em repetitivo a 1ª
Seção do STJ que aplica-se o parágrafo único do art. 34 do
Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), por analogia, a pedido
de benefício assistencial feito por pessoa com deficiência a
fim de que benefício previdenciário recebido por idoso, no
valor de um salário mínimo, não seja computado no cálculo
da renda per capita prevista no art. 20, § 3º, da Lei
8.742/1993.
• Exclusão dos benefícios assistenciais recebidos por deficientes e de previdenciários, no valor de até
• Exclusão dos benefícios assistenciais recebidos por
deficientes e de previdenciários, no valor de até um salário
mínimo, percebido por idosos.

01/08/2019

Nas ações judiciais, a legitimidade passiva é do INSS. - Ilegitimidade passiva da União. A
Nas ações judiciais, a legitimidade passiva é do
INSS.
- Ilegitimidade passiva da União.
A
autarquia
previdenciária teve
a
delegação
da
União para processar os requerimentos de BPC-
LOAS.
Cuida
da
concessão,
manutenção,
revisão
e
cessação do benefício.
Lei nº 8.742/1993 Art. 21-A. O benefício de prestação continuada será suspenso pelo órgão concedente
Lei nº 8.742/1993
Art. 21-A. O benefício de prestação
continuada será suspenso pelo órgão
concedente quando a pessoa com deficiência
exercer atividade remunerada, inclusive na
condição de microempreendedor individual.
Decreto n. 6.214/2007 Art. 3o O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS é o
Decreto n. 6.214/2007
Art. 3o O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
é o responsável pela operacionalização do Benefício
de Prestação Continuada, nos termos deste
Regulamento.
Lei nº 8.742/1993 § 1º Extinta a relação trabalhista ou a atividade empreendedora de que
Lei nº 8.742/1993
§ 1º Extinta a relação trabalhista ou a atividade
empreendedora de que trata o caput deste artigo e, quando
for o caso, encerrado o prazo de pagamento do seguro-
desemprego e não tendo o beneficiário adquirido direito a
qualquer benefício previdenciário, poderá ser requerida a
continuidade do pagamento do benefício suspenso, sem
necessidade de realização de perícia médica ou reavaliação
da deficiência e do grau de incapacidade para esse fim,
respeitado o período de revisão previsto no caput do art. 21.

01/08/2019

Lei nº 8.742/1993 § 2o A contratação de pessoa com deficiência como aprendiz não acarreta
Lei nº 8.742/1993
§ 2o A contratação de pessoa com deficiência como aprendiz
não acarreta a suspensão do benefício de prestação
continuada, limitado a 2 (dois) anos o recebimento
concomitante da remuneração e do benefício.
“( ) 1. O benefício de renda mensal vitalícia, instituído pela Lei nº 6.179/74 e
“(
)
1. O benefício de renda mensal vitalícia, instituído pela
Lei nº 6.179/74 e posteriormente substituído pela Lei nº
8.742/93, é inacumulável com qualquer benefício
previdenciário, ressalvado o direito à opção. 2. Havendo
elementos que permitam o entendimento de pretensão de
conversão de amparo assistencial em aposentadoria rural
por idade, esta sim, cumulável com pensão por morte de
rurícola, impõe-se a reabertura da instrução probatória, para
melhor aplicação do direito à espécie. (
)”
(TRU 1ª Região,
processo 0031222-68.2007.4.01.3300, de 10/4/2012).
Lei nº 8.742/1993 Art. 20 § 4o O benefício de que trata este artigo não
Lei nº 8.742/1993
Art. 20
§ 4o O benefício de que trata este artigo não pode ser
acumulado pelo beneficiário com qualquer outro no âmbito
da seguridade social ou de outro regime, salvo os da
assistência médica e da pensão especial de natureza
indenizatória.
CASO 9 Ricardo estava empregado no Supermercado ABC Ltda, em Porto Alegre, há 03 meses,
CASO 9
Ricardo estava empregado no Supermercado ABC Ltda, em
Porto Alegre, há 03 meses, quando sofreu um acidente de
moto. Terá que se afastar do trabalho por 04 meses, no
mínimo, para se recuperar.
Está preocupado com a situação porque acha que não terá
direito a benefício previdenciário, vez que conta com apenas 03
contribuições ao RGPS.
Diante do caso apresentado, responda aos questionamentos
abaixo, justificando sua resposta.

01/08/2019

CASO 9 a) Ricardo terá direito a algum benefício previdenciário? Se positivo, qual? b) Se
CASO 9
a) Ricardo terá direito a algum benefício previdenciário? Se
positivo, qual?
b) Se houver benefício devido, qual será a renda mensal inicial
e a partir de quando passará a ser devido?
c) Se no período que Ricardo estiver afastado do trabalho,
ocorrer algum evento que leve à morte, seus dependentes
terão direito à pensão por morte?
Lei nº 8.213 - art. 59: “O auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido,
Lei nº 8.213 - art. 59:
“O auxílio-doença será devido ao segurado
que, havendo cumprido, quando for o caso, o
período de carência exigido nesta Lei, ficar
incapacitado para o seu trabalho ou para a
sua atividade habitual por mais de 15 (quinze)
dias consecutivos.
RESOLUÇÃO
RESOLUÇÃO
Requisitos Qualidade de segurado Carência - Fato gerador –
Requisitos
Qualidade de segurado
Carência -
Fato gerador –

01/08/2019

ISENÇÕES DE CARÊNCIA Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez nos casos de: a) acidente de qualquer
ISENÇÕES DE CARÊNCIA
Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez nos casos de:
a) acidente de qualquer natureza ou causa;
b)doença profissional ou do trabalho e de doenças ou
afecções graves especificadas em lista elaborada pelos
Ministérios da Saúde e da Previdência Social*, atualizada a
cada 03 anos, de acordo com os critérios
SALÁRIO DE BENEFÍCIO Para o auxílio-doença: ➢ consiste na média aritmética simples dos maiores salários
SALÁRIO DE BENEFÍCIO
Para o auxílio-doença:
➢ consiste na média aritmética simples dos
maiores salários de contribuição
correspondentes a 80% de todo o período
contributivo.
RENDA MENSAL INICIAL (RMI) BENEFÍCIO RMI Auxílio-doença 91% do salário de benefício
RENDA MENSAL INICIAL (RMI)
BENEFÍCIO
RMI
Auxílio-doença
91% do salário de benefício
* O valor do auxílio-doença não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos doze
* O valor do auxílio-doença não poderá exceder a
média aritmética simples dos últimos doze salários de
contribuição, inclusive no caso de remuneração
variável, ou, se não alcançado o número de doze, a
média aritmética simples dos salários de contribuição
existentes.

01/08/2019

O auxílio-doença será devido: - a partir do 16º dia da incapacidade, quando empregado; -
O auxílio-doença será devido:
- a partir do 16º dia da incapacidade, quando
empregado;
- a partir da data do requerimento, se
requerido após o 30º dia do afastamento da
atividade, para todos os segurados.
CASO 10 Edith recebe pensão por morte de seu marido falecido no valor de R$
CASO 10
Edith recebe pensão por morte de seu marido falecido no valor
de R$ 2.000,00.
Foi surpreendida com uma ação judicial de investigação de
paternidade de um suposto filho de seu marido.
Está preocupada em ter que dividir o benefício com o filho.
Diante da situação apresentada, responda, justificando suas
respostas.
MANUTENÇÃO E PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO Art. 15. Mantém a qualidade de segurado, independentemente
MANUTENÇÃO E PERDA DA QUALIDADE DE
SEGURADO
Art. 15. Mantém a qualidade de segurado,
independentemente de contribuições:
I - sem limite de prazo, quem está em gozo
de benefício;
CASO 10 a) É possível reservar de cota de pensão por morte do filho enquanto
CASO 10
a) É possível reservar de cota de pensão por morte do filho enquanto
corre ação de investigação de paternidade contra o segurado?
b) Como fica a situação desse filho até a sentença final para
reconhece-lo como filho do segurado?
c) Caso o filho seja reconhecido, terá ele direito ao benefício de
pensão por morte?

01/08/2019

Art. 74 § 3º Ajuizada a ação judicial para reconhecimento da condição de dependente, este
Art. 74
§ 3º Ajuizada a ação judicial para reconhecimento da
condição de dependente, este poderá requerer a sua
habilitação provisória ao benefício de pensão por morte,
exclusivamente para fins de rateio dos valores com outros
dependentes, vedado o pagamento da respectiva cota até o
trânsito em julgado da decisão judicial que reconhecer a
qualidade de dependente do autor da ação.
1ª Classe: cônjuge, companheiro (a) e filho, não emancipado, de qualquer condição, menor de 21
1ª Classe: cônjuge, companheiro (a) e filho, não emancipado, de
qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que possui
deficiência intelectual ou mental ou com deficiência grave.
DEPENDENTES
2ª Classe: os pais.
3ª Classe: o irmão, não emancipado, de qualquer condição,
menor de 21 anos ou inválido ou que possui deficiência
intelectual ou mental ou com deficiência grave.
§ 4º Julgada improcedente a ação prevista no § 3º, o valor retido, corrigido pelos
§ 4º Julgada improcedente a ação prevista no
§ 3º, o valor retido, corrigido pelos índices
legais de reajustamento, será pago de forma
proporcional aos demais dependentes, de
acordo com as suas cotas e o tempo de
duração de seus benefícios.
CASO 11 Jorge era empregado de um banco comercial há 30 anos e foi demitido.
CASO 11
Jorge era empregado de um banco comercial há 30 anos e foi
demitido.
Sem boas condições financeiras, passou a contribuir pelo
regime de inclusão previdenciária com 11% sobre o valor de 01
salário mínimo. Vem contribuindo dessa forma há 05 anos.
Agora, quer se aposentar por tempo de contribuição.
Diante do caso apresentado, analise se Jorge poderá ser
aposentado por tempo de contribuição.

01/08/2019

APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO Constituição Federal, Art. 201, § 7º, I: “É assegurada aposentadoria
APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Constituição Federal, Art. 201, § 7º, I:
“É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência
social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições:
I – 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, se homem, e 30
(trinta) anos de contribuição, se mulher. ”
RESTRIÇÃO Lei 8.213/91: Art. 18 3º O segurado contribuinte individual, que trabalhe por conta própria,
RESTRIÇÃO
Lei 8.213/91:
Art. 18
3º O segurado contribuinte individual, que trabalhe por
conta própria, sem relação de trabalho com empresa ou
equiparado, e o segurado facultativo que contribuam na
forma do § 2º do art. 21 da Lei no 8.212/91, NÃO farão jus à
aposentadoria por tempo de contribuição. (Incluído pela LC
123/06)
Carência mínima: 180 contribuições mensais.
Carência mínima:
180 contribuições mensais.
Lei 8.212/91: Art. 21. § 2º No caso de opção pela exclusão do direito ao
Lei 8.212/91:
Art. 21. § 2º No caso de opção pela exclusão do
direito ao benefício de aposentadoria por tempo de
contribuição, a alíquota de contribuição incidente
sobre o limite mínimo mensal do salário de
contribuição será de:

01/08/2019

I - 11%, no caso do segurado contribuinte individual, ressalvado o disposto no inciso II,
I - 11%, no caso do segurado contribuinte individual,
ressalvado o disposto no inciso II, que trabalhe por
conta própria, sem relação de trabalho com empresa
ou equiparado e do segurado facultativo, observado
o disposto na alínea b do inciso II deste parágrafo;
§ 3 o O segurado que tenha contribuído na forma do § 2 o deste
§ 3 o O segurado que tenha contribuído na forma do § 2 o deste
artigo e pretenda contar o tempo de contribuição
correspondente para fins de obtenção da aposentadoria por
tempo de contribuição ou da contagem recíproca do tempo de
contribuição a que se refere o art. 94 da Lei n o 8.213, de 24 de
julho de 1991, deverá complementar a contribuição mensal
mediante recolhimento, sobre o valor correspondente ao limite
mínimo mensal do salário-de-contribuição em vigor na
competência a ser complementada, da diferença entre o
percentual pago e o de 20% (vinte por cento), acrescido dos
juros moratórios de que trata o § 3 o do art. 5 o da Lei n o 9.430,
de 27 de dezembro de 1996.
II - 5%: a) no caso do microempreendedor individual, de que trata o art. 18-A
II - 5%:
a) no caso do microempreendedor individual, de que
trata o art. 18-A da LC 123/06; e
b) do segurado facultativo sem renda própria que se
dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no
âmbito de sua residência, desde que pertencente a
família de baixa renda.
CASO 12 Maria das Graças é professora em uma escola particular há 26 anos. Durante
CASO 12
Maria das Graças é professora em uma escola particular há 26
anos.
Durante esse tempo dedicou-se ao ensino na educação infantil,
tendo assumido o cargo de direção da escola por 05 anos.
Maria conta, hoje, com 55 anos idade, e quer se aposentar por
tempo de contribuição.
Clara, irmã de Maria das Graças, é médica e já contribui para o
RGPS há 33 anos. Tem 52 anos de idade e também quer se
aposentar.

01/08/2019

CASO 12 Diante da situação apresentada, responda aos questionamentos, fundamentando suas respostas. a) Maria das
CASO 12
Diante da situação apresentada, responda aos
questionamentos, fundamentando suas respostas.
a) Maria das Graças e Clara já preencheram os requisitos para
a aposentadoria por tempo de contribuição?
b) O valor de suas aposentadorias teria a aplicação do fator
previdenciário?
c) Caso elas se aposentem, podem continuar trabalhando sem
prejuízo do recebimento do benefício?
No caso dos professores que se dedicam exclusivamente ao ensino infantil, fundamental e médio, o
No caso dos professores que se dedicam exclusivamente ao
ensino infantil, fundamental e médio, o tempo de
contribuição exigido para se aposentar é reduzido em 05
anos, sendo:
− 30 anos de contribuição para o professor; e
− 25 anos de contribuição para a professora.
APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO Constituição Federal, Art. 201, § 7º, I: “É assegurada aposentadoria
APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Constituição Federal, Art. 201, § 7º, I:
“É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência
social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições:
I – 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, se homem, e 30
(trinta) anos de contribuição, se mulher. ”
FATO GERADOR
FATO GERADOR

01/08/2019

STF: A jurisprudência do STF é no sentido de que “a função de magistério NÃO
STF: A jurisprudência do STF é no sentido de
que “a função de magistério NÃO se
circunscreve apenas ao trabalho em sala de
aula, abrangendo também a preparação de
aulas, a correção de provas, o atendimento
aos pais e alunos, a coordenação e o
assessoramento pedagógico e, ainda, a
direção de unidade escolar”,
fazendo jus aqueles que as desempenham ao regime especial de aposentadoria estabelecido nos arts. 40,
fazendo jus aqueles que as desempenham
ao regime especial de aposentadoria
estabelecido nos arts. 40, § 5º, e 201, § 8º,
da CF”
(ADI 3.772/DF, Tribunal Pleno, 27/03/2009) -
(AI 455717 AgR, Segunda Turma, julgado em
04/06/2013)
uma vez que “as funções de direção, coordenação e assessoramento pedagógico integram a carreira do
uma vez que “as funções de direção,
coordenação e assessoramento pedagógico
integram a carreira do magistério, desde que
exercidos, em estabelecimentos de ensino
básico, por professores de carreira,
excluídos os especialistas em educação,
Renda mensal inicial (RMI) O valor inicial da aposentadoria por tempo de contribuição corresponde a
Renda mensal inicial (RMI)
O valor inicial da aposentadoria por tempo
de contribuição corresponde a 100% do
salário de benefício, calculado pela média
aritmética simples dos maiores salários de
contribuição correspondentes a 80% de todo
o período contributivo, multiplicada pelo
fator previdenciário.

01/08/2019

O segurado que preencher o requisito para a aposentadoria por tempo de contribuição poderá optar
O segurado que preencher o requisito para a
aposentadoria por tempo de contribuição
poderá optar pela não incidência do fator
previdenciário, no cálculo de sua
aposentadoria, quando o total resultante da
soma de sua idade e de seu tempo de
contribuição, incluídas as frações, na data de
requerimento da aposentadoria, for de
acordo com a seguinte tabela:
• No caso dos professores que se dedicam exclusivamente ao magistério da educação infantil, ensino
• No caso dos professores que se dedicam exclusivamente ao
magistério da educação infantil, ensino fundamental e
médio:
Mulheres (soma do tempo de contribuição e da idade) Homens (soma do tempo de contribuição
Mulheres (soma do
tempo de contribuição
e da idade)
Homens (soma do
tempo de contribuição
e da idade)
Ano do requerimento
86
96 a 2020
2019
87
97 a 2022
2021
88
98 a 2024
2023
89
99 a 2026
2025
90
100 a partir de 2027
Pode o segurado retornar à atividade remunerada sem perder o benefício da aposentadoria e deverá
Pode o segurado retornar à atividade remunerada
sem perder o benefício da aposentadoria e deverá
contribuir em relação à nova atividade. Se for
empregado, empregado doméstico ou trabalhador
avulso poderá ter direito ao salário-família.
O aposentado que retornar a exercer atividade terá
direito ao salário-maternidade em relação à nova
atividade.

01/08/2019

CASO 13 Sebastião estava em gozo de benefício de auxílio-doença quando, ao envolver-se com o
CASO 13
Sebastião estava em gozo de benefício de auxílio-doença quando, ao
envolver-se com o tráfico de drogas ilícitas, foi preso.
Daí, responda:
a) Sebastião, na condição de preso em regime fechado, poderá
continuar recebendo o auxílio-doença, visto que ele continua
incapacitado para o exercício do trabalho?
b) Se ele for solto logo, 30 dias após a data de sua prisão, terá direito
ao auxílio-doença?
c) Se ele continuar preso por cerca de 07 anos, terá direito de ficar
recebendo o benefício de auxílio-doença?
CASO 14 Lúcia era empregada da empresa XYZ Porto Alegre Ltda e recebia mensalmente o
CASO 14
Lúcia era empregada da empresa XYZ Porto Alegre Ltda e recebia
mensalmente o valor de R$ 2.000,00. Recebia, também, o valor de R$
800,00 de auxílio-alimentação, R$1.000,00 de comissão sobre vendas
e R$ 400,00 de auxílio-transporte, depositados em sua conta salário.
Um belo dia, verificou que os dados constantes no CNIS não traziam
todas as parcelas de salário de contribuição que lhe eram devidas.
Identificou que a empresa havia declarado como sua remuneração
somente o valor de salário de R$ 2.000,00, não tendo havido
recolhimento de contribuição previdenciária sobre as parcelas pagas à
título de auxílio-alimentação, vale-transporte e comissão sobre
vendas.
Lei nº 8.213/91 – Art. 59 § 2º Não será devido o auxílio-doença para o
Lei nº 8.213/91 – Art. 59
§ 2º Não será devido o auxílio-doença para o segurado
recluso em regime fechado.
§ 3º O segurado em gozo de auxílio-doença na data do
recolhimento
à
prisão
terá
o
benefício
suspenso.
§ 4º A suspensão prevista no § 3º será de até sessenta dias,
contados da data do recolhimento à prisão, cessado o
benefício após o referido prazo.
§ 5º Na hipótese de o segurado ser colocado em liberdade
antes do prazo previsto no § 4º, o benefício será
restabelecido a partir da data da soltura.
Lúcia entendeu que estaria sendo lesada porque se fossem computadas as verbas referidas, teria um
Lúcia entendeu que estaria sendo lesada porque se fossem
computadas as verbas referidas, teria um aumento no seu
salário de contribuição e, consequentemente, um aumento no
valor de seus benefícios previdenciários.
Assim, diante de toda a documentação relativa às parcelas que
não estavam informadas como salário de contribuição, Lúcia
requereu ao INSS que fosse feita a alteração no CNIS dos salários
de
de R$ 2.000,00 para R$ 4.200,00.
contribuição

01/08/2019

Diante da negativa da autarquia previdenciária, Lúcia ajuizou ação em face do INSS no Juizado
Diante da negativa da autarquia previdenciária, Lúcia ajuizou
ação em face do INSS no Juizado Especial Federal de sua cidade,
postulando a concessão judicial de obrigação de fazer, para
os
valores de R$ 800,00 de auxílio-alimentação, de R$ 400,00 de
auxílio-transporte e de R$ 1000,00 de comissão sobre vendas,
como salário de contribuição.
considerar
RESOLUÇÃO Lei 8.212/91: Art. 28. Entende-se por salário de contribuição: I – para o empregado
RESOLUÇÃO
Lei 8.212/91:
Art. 28. Entende-se por salário de contribuição:
I – para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida
em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos
rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante
o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua
forma, inclusive gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de
utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer
pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição
do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do
contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou
sentença normativa
Considerando o caso acima relatado, as disposições das Leis nº 8.212 e 8.213, ambas de
Considerando o caso acima relatado, as disposições das Leis nº
8.212 e 8.213, ambas
de
1991
e
a
jurisprudência do STF/STJ, responda de modo fundamentado, se
o pedido de Lúcia poderá ser julgado procedente.
RESOLUÇÃO Lei 8.212/91: Art. 28 § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta
RESOLUÇÃO
Lei 8.212/91:
Art.
28
§ 9º Não integram o salário-de-contribuição para os
fins desta Lei, exclusivamente:
c) a parcela "in natura" recebida de acordo com os
programas de alimentação aprovados
pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social,
nos termos da Lei nº 6.321, de 14 de
abril de 1976;
f) a parcela recebida a título de vale-transporte, na
forma da legislação própria;

01/08/2019

RESOLUÇÃO STJ - AgInt no REsp 1719071 – 18/9/2018 Pacífico o entendimento jurisprudencial deste
RESOLUÇÃO
STJ
-
AgInt
no
REsp
1719071
18/9/2018
Pacífico
o
entendimento
jurisprudencial
deste
Tribunal
Superior
pela
incidência
da
contribuição
previdenciária
sobre
o
décimo
terceiro
proporcional
ao
aviso
prévio
indenizado
em
razão
da
natureza
remuneratória,
como
também sobre o auxílio-alimentação pago em pecúnia e com
habitualidade.
RESOLUÇÃO RE 478410/SP, Relator(a): Min. EROS GRAU Julgamento: 10/03/2010 Órgão Julgador: Tribunal Pleno. RECURSO
RESOLUÇÃO
RE 478410/SP, Relator(a): Min. EROS GRAU
Julgamento: 10/03/2010 Órgão Julgador: Tribunal Pleno.
RECURSO EXTRORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA. INCIDÊNCIA. VALE TRANSPORTE. MOEDA.
CURSO LEGAL E CURSO FORÇADO. CARÁTER NÃO SALARIAL
DO BENEFÍCIO. ARTIGO 150, I, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL.
CONSTITUIÇÃO COMO TOTALIDADE NORMATIVA.
RESOLUÇÃO Súmula 67 TNU O auxílio-alimentação recebido em pecúnia por segurado filiado ao Regime Geral
RESOLUÇÃO
Súmula 67 TNU
O auxílio-alimentação recebido em pecúnia
por segurado filiado ao Regime Geral da
Previdência Social integra o salário de
contribuição e sujeita-se à incidência de
contribuição previdenciária.
RESOLUÇÃO 1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso extraordinário em vale-transporte ou
RESOLUÇÃO
1. Pago o benefício de que se cuida neste recurso
extraordinário em vale-transporte ou em moeda, isso não afeta o
caráter não salarial do benefício.
2. A admitirmos não possa esse benefício ser pago em dinheiro
sem que seu caráter seja afetado, estaríamos a relativizar o curso
legal da moeda nacional (
)
6. A cobrança de contribuição previdenciária sobre o valor pago,
em dinheiro, a título de vales-transporte, pelo recorrente aos seus
empregados afronta a Constituição, sim, em sua totalidade
normativa. Recurso Extraordinário a que se dá provimento.

01/08/2019

RESOLUÇÃO O pedido deverá ser julgado parcialmente procedente: Procedente em relação às verbas de
RESOLUÇÃO
O pedido deverá ser julgado parcialmente procedente:
Procedente em relação às verbas de auxílio-alimentação e
comissão sobre vendas;
Improcedente em relação à verba de vale-transporte.
CASO 15 Diante dos dados apresentados, responda, justificando sua resposta: a) Em razão da adoção
CASO 15
Diante
dos
dados
apresentados,
responda,
justificando
sua
resposta:
a) Em razão da adoção de Clarissa, os segurados têm direito de
receber salário-maternidade?
b) Qual seria o valor do benefício e sua duração?
c) Com a adoção de Clarissa, terão direito a salário-família? Por
que?
CASO 15 Augusto e César mantêm união estável há 07 anos. Ambos são segurados de
CASO 15
Augusto e César mantêm união estável há 07 anos. Ambos são
segurados de baixa renda do RGPS. Augusto é empregado de
uma loja de calçados há 06 meses (sua primeira inscrição) e
César contribui como segurado facultativo há 6 anos.
Adotaram uma criança de 08 anos, constando como pais na
certidão de nascimento de Clarissa.
César tem 40 anos e Augusto 25 anos de idade.
Lei nº 8.213/91 Art. 71-A. Ao segurado ou segurada da Previdência Social que adotar ou
Lei nº 8.213/91
Art. 71-A. Ao segurado ou segurada da Previdência Social que adotar ou
obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário-
maternidade pelo
período
de
120
(cento
e
vinte)
dias.
§
O
salário-maternidade
de
que
trata
este
artigo
será
pago
diretamente
pela
Previdência.

01/08/2019

§ 2o Ressalvado o pagamento do salário-maternidade à mãe biológica e o disposto no art.
§ 2o Ressalvado o pagamento do salário-maternidade à mãe
biológica e o disposto no art. 71-B, não poderá ser concedido o
benefício a mais de um segurado, decorrente do mesmo
processo de adoção ou guarda, ainda que os cônjuges ou
companheiros estejam submetidos a Regime Próprio de
Previdência
Social.
Carência mínima – salário-maternidade 10 contribuições mensais para: CI, facultativo, segurado especial.
Carência mínima – salário-maternidade
10 contribuições mensais para: CI, facultativo, segurado especial.
Isenção para: empregado, empregado doméstico, trabalhador avulso.
Salário-maternidade - Adoção ou guarda judicial para fins de adoção: benefício será pago por 120
Salário-maternidade - Adoção ou guarda judicial para fins de
adoção: benefício será pago por 120 dias, independentemente
da idade da criança.
É indispensável que conste na nova certidão de nascimento da
criança o nome do segurado ou da segurada adotante.
Em
todos
os
casos,
o
salário-maternidade
será pago
diretamente pela Previdência Social.
Renda mensal inicial (RMI) Benefício não é calculado pela técnica de salário de benefício. Para
Renda mensal inicial (RMI)
Benefício não é calculado pela técnica de salário de benefício.
Para o empregado = valor da última remuneração.
Para o contribuinte individual, segurado facultativo e desempregado
= 1/12 da soma dos 12 últimos salários de contribuição, apurados em
período de cálculo não superior a 15 meses.

01/08/2019

SALÁRIO-FAMÍLIA Segundo a Lei nº 8.213/91, o salário-família é devido somente ao empregado, inclusive o
SALÁRIO-FAMÍLIA
Segundo a Lei nº 8.213/91, o salário-família é devido somente
ao empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador avulso
de baixa renda com filhos menores de 14 anos ou inválidos.
O salário-família não exige carência mínima de contribuições. Será pago: a partir da data da
O salário-família não exige carência mínima de contribuições.
Será pago: a partir da data da apresentação da documentação
exigida (certidão de nascimento do filho, comprovante da
frequência escolar, atestado de vacinação).
Será pago no seu valor integral, exceto nos meses de admissão
e demissão do empregado e empregado doméstico.
REQUISITOS Baixa renda = ter salário de contribuição menor ou igual a R$ 1.364,43 (Portaria
REQUISITOS
Baixa renda = ter salário de contribuição menor ou igual a R$
1.364,43 (Portaria ME nº 09/2019).
O segurado deverá apresentar:
− a certidão de nascimento do filho ou documentação
relativa ao equiparado;
− atestado de vacinação obrigatória até os seis anos de
idade; e
− comprovação de frequência escolar a partir dos sete anos
de idade.
O empregado receberá o benefício da empresa que será reembolsada quando for efetuar o recolhimento
O empregado receberá o benefício da empresa que será
reembolsada quando for efetuar o recolhimento das
contribuições previdenciárias.
A empresa ou o empregador doméstico conservarão durante
10 (dez) anos os comprovantes de pagamento e as cópias
das certidões correspondentes, para fiscalização da
Previdência Social.

01/08/2019

CASO 16 Renato da Silva, exerce atividade agropecuária, na condição de produtor rural, numa área
CASO 16
Renato da Silva, exerce atividade agropecuária, na condição de
produtor rural, numa área de 03 módulos fiscais na região do
Mato Grosso do Sul, há cerca de 30 anos.
Exerce a atividade rural em regime de economia familiar com
sua esposa e não tem empregados permanentes.
Em 03 de junho de 2019, completou 60 anos de idade e
resolveu se aposentar por idade. Com receio de ver negado o
seu pedido perante o INSS, está pensando em ajuizar ação
judicial, sem passar pelo requerimento administrativo.
CASO 16 Com os dados apresentados, responda: a) Renato, de fato, tem direito à aposentadoria
CASO 16
Com os dados apresentados, responda:
a) Renato, de fato, tem direito à aposentadoria por idade?
b) Caso ele ajuíze ação judicial sem prévio requerimento
administrativo, como deverá ser o julgamento do seu
pedido? Qual a posição adotada pelo STF, nesse caso?
c) Supondo que Renato tivesse 30 anos de efetivo exercício
rural, mas já não mais explorasse a atividade rurícola há 10
anos, vindo completar 60 anos de idade quando já estava
“na cidade”, sem estar na qualidade de segurado na DER
terá ele direito de se aposentar por idade?
Constituição Federal, Art. 201, § 7º, II: É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência
Constituição Federal, Art. 201, § 7º, II:
É assegurada aposentadoria no regime geral
de previdência social, nos termos da lei,
obedecidas as seguintes condições:
homem, e sessenta anos de idade, se mulher, reduzido em cinco anos o limite para
homem, e sessenta anos de idade, se
mulher, reduzido em cinco anos o limite para
os trabalhadores rurais de ambos os sexos e
para os que exerçam suas atividades em
regime de economia familiar, nestes
incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o
pescador artesanal”.

APOSENTADORIA POR IDADE II sessenta e cinco anos de idade, se

01/08/2019

LEI 8.213/91 Art. 48. A aposentadoria por idade será devida ao segurado que, cumprida a
LEI 8.213/91
Art. 48. A aposentadoria por idade será devida ao
segurado que, cumprida a carência exigida nesta
Lei, completar 65 (sessenta e cinco) anos de
idade, se homem, e 60 (sessenta), se mulher.
§ 1 o Os limites fixados no caput são reduzidos
para sessenta e cinquenta e cinco anos no caso
de trabalhadores rurais, respectivamente
homens e mulheres, referidos na alínea a do
inciso I, na alínea g do inciso V e nos incisos VI
e VII do art. 11.
LEI 8.213/91 Art. 11, VII: VII – como segurado especial: a pessoa física residente no
LEI 8.213/91
Art. 11, VII:
VII – como segurado especial: a pessoa física
residente no imóvel rural ou em aglomerado
urbano ou rural próximo a ele que,
individualmente ou em regime de economia
familiar, ainda que com o auxílio eventual de
terceiros, na condição de:
LEI 8.213/91 § 2 o Para os efeitos do disposto no § 1 o deste
LEI 8.213/91
§ 2 o Para os efeitos do disposto no § 1 o deste
artigo, o trabalhador rural deve comprovar o
efetivo exercício de atividade rural, ainda que
de forma descontínua, no período
imediatamente anterior ao requerimento do
benefício, por tempo igual ao número de
meses de contribuição correspondente à
carência do benefício pretendido, computado
o período a que se referem os incisos III a VIII
do § 9 o do art. 11 desta Lei.
LEI 8.213/91 a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados,
LEI 8.213/91
a) produtor, seja proprietário, usufrutuário,
possuidor, assentado, parceiro ou meeiro
outorgados, comodatário ou arrendatário
rurais, que explore atividade:
1. agropecuária em área de até 4 (quatro)
módulos fiscais;

01/08/2019

De acordo com o §5º, do artigo 9º, do RPS, entende-se como regime de economia
De acordo com o §5º, do artigo 9º, do RPS,
entende-se como regime de economia
familiar a atividade em que o trabalho dos
membros da família é indispensável à própria
subsistência e ao desenvolvimento
socioeconômico do núcleo familiar e é
exercido em condições de mútua
dependência e colaboração, sem a utilização
de empregados permanentes.
PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO “( )2. A concessão de benefícios previdenciários depende de requerimento do
PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO
“(
)2.
A concessão de benefícios previdenciários
depende de requerimento do interessado, não se
caracterizando ameaça ou lesão a direito antes de sua
apreciação e indeferimento pelo INSS, ou se excedido o
prazo legal para sua análise. É bem de ver, no entanto,
que a exigência de prévio requerimento não se confunde
com o exaurimento das vias administrativas.
3. A exigência de prévio requerimento administrativo não
deve prevalecer quando o entendimento da
Administração for notória e reiteradamente contrário à
postulação do segurado.
LEI 8.213/91 Art. 11, §7º: O grupo familiar poderá utilizar-se de empregados contratados por prazo
LEI 8.213/91
Art. 11, §7º: O grupo familiar poderá utilizar-se de
empregados contratados por prazo determinado
ou de trabalhador de que trata a alínea g do
inciso V do caput, à razão de no máximo 120
(cento e vinte) pessoas por dia no ano civil, em
períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por
tempo equivalente em horas de trabalho, não
sendo computado nesse prazo o período de
afastamento em decorrência da percepção de
auxílio-doença.
PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO 4. Na hipótese de pretensão de revisão, restabelecimento ou manutenção de
PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO
4. Na hipótese de pretensão de revisão, restabelecimento
ou manutenção de benefício anteriormente concedido,
considerando que o INSS tem o dever legal de conceder a
prestação mais vantajosa possível, o pedido poderá ser
formulado diretamente em juízo – salvo se depender da
análise de matéria de fato ainda não levada ao
conhecimento da Administração –, uma vez que, nesses
casos, a conduta do INSS já configura o não acolhimento
ao menos tácito da pretensão. (
)”
RE N. 631.240-MG RELATOR: MIN. ROBERTO BARROSO

01/08/2019

PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO Exige-se, em regra, o prévio requerimento administrativo como condição para a
PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO
Exige-se, em regra, o prévio requerimento
administrativo como condição para a
propositura da ação judicial contra o INSS,
sob pena de extinção do processo sem o
julgamento do mérito por carência de
interesse-necessidade de agir.
No caso do segurado especial, a regra do artigo 3º, §1º, da Lei 10.666/2003 é
No caso do segurado especial, a regra do artigo 3º, §1º, da
Lei 10.666/2003 é incompatível com o seu regime jurídico,
sendo necessária a manutenção da qualidade de segurado
especial quando completada a idade mínima (60 e 55 anos
de idade, homem e mulher, respectivamente) e a carência de
180 meses de exercício de atividade rural para a concessão
da aposentadoria por idade.
PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO Dispensa-se o prévio requerimento administrativo nas seguintes hipóteses: A) Tese
PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO
Dispensa-se o prévio requerimento administrativo
nas seguintes hipóteses:
A) Tese jurídica notoriamente rejeitada pelo INSS;
B) Negativa comprovada de protocolo do pedido
administrativo;
C) Nas ações de revisão de benefício previdenciário,
salvo se depender de dilação probatória a cargo do
segurado ou de seu dependente;
Eis a tese repetitiva firmada pelo STJ - 1ª Seção: “tese delimitada em sede de
Eis a tese repetitiva firmada pelo STJ - 1ª Seção:
“tese delimitada em sede de representativo da
controvérsia, sob a exegese do artigo 55, § 3º
combinado com o artigo 143 da Lei 8.213/1991, no
sentido de que o segurado especial tem que estar
laborando no campo, quando completar a idade
mínima para se aposentar por idade rural, momento
em que poderá requerer seu benefício.

01/08/2019

Se, ao alcançar a faixa etária exigida no artigo 48, § 1º, da Lei 8.213/1991,
Se, ao alcançar a faixa etária exigida no artigo 48, § 1º, da Lei
8.213/1991, o segurado especial deixar de exercer atividade
rural, sem ter atendido a regra transitória da carência, não
fará jus à aposentadoria por idade rural pelo
descumprimento de um dos dois únicos critérios legalmente
previstos para a aquisição do direito. Ressalvada a hipótese
do direito adquirido em que o segurado especial preencheu
ambos os requisitos de forma concomitante, mas não
requereu o benefício”.
CASO 17 Flávia mantinha união estável com Natália há mais de 10 anos. Numa discussão
CASO 17
Flávia mantinha união estável com Natália há mais de 10 anos.
Numa discussão que tiveram, Flávia atirou em Natália, que veio
a óbito.
Flávia foi processada pela morte da companheira e condenada
pelo crime de homicídio doloso. A sentença judicial transitou em
julgado.
Natália era servidora púbica há 12 anos e se orgulhava de estar
exercendo cargo público da União. Não aderiu ao regime de
previdência complementar dos servidores públicos federais.
Súmula 54, TNU – Para a concessão de aposentadoria por idade de trabalhador rural, o
Súmula 54, TNU –
Para a concessão de aposentadoria por
idade de trabalhador rural, o tempo de
exercício de atividade equivalente à carência
deve ser aferido no período imediatamente
anterior ao requerimento administrativo ou à
data do implemento da idade mínima.
CASO 17 Natália deixou 02 filhos do primeiro relacionamento que manteve com José. Maurício, de
CASO 17
Natália deixou 02 filhos do primeiro relacionamento que manteve com
José. Maurício, de 14 anos, possui deficiência mental e Andreia, de 22
anos que estava curso de graduação em Medicina na data do óbito da
servidora.
Diante da situação apresentada, responda às perguntas, fundamentando
as respostas.

01/08/2019

CASO 17 1- Quem terá direito à pensão por morte de Natália? E qual a
CASO 17
1- Quem terá direito à pensão por morte de Natália? E qual a
duração do benefício?
2 – Como será calculado o valor da pensão, sabendo que
Roberta não era aposentada?
3 – Terá incidência de contribuição previdenciária sobre os
proventos de pensão por morte dos dependentes de Natália?
RESOLUÇÃO IV - o filho de qualquer condição que atenda a um dos seguintes requisitos:
RESOLUÇÃO
IV - o filho de qualquer condição que atenda a um dos
seguintes requisitos:
a) seja menor de 21 (vinte e um) anos;
b) seja inválido;
c) tenha deficiência grave; ou
d) tenha deficiência intelectual ou mental, nos termos do
regulamento;
RESOLUÇÃO Lei nº 8.112/90: Art. 217. São beneficiários das pensões: I - o cônjuge; II
RESOLUÇÃO
Lei nº 8.112/90:
Art. 217. São beneficiários das pensões:
I - o cônjuge;
II - o cônjuge divorciado ou separado judicialmente ou de
fato, com percepção de pensão alimentícia estabelecida
judicialmente;
III - o companheiro ou companheira que comprove união
estável como entidade familiar;
RESOLUÇÃO V - a mãe e o pai que comprovem dependência econômica do servidor; e
RESOLUÇÃO
V - a mãe e o pai que comprovem dependência econômica
do servidor; e
VI - o irmão de qualquer condição que comprove
dependência econômica do servidor e atenda a um dos
requisitos previstos no inciso IV.

01/08/2019

RESOLUÇÃO § 1 o A concessão de pensão aos beneficiários de que tratam os incisos
RESOLUÇÃO
§ 1 o
A concessão de pensão aos beneficiários de que tratam
os incisos I a IV do caput exclui os beneficiários referidos nos
incisos V e VI.
§
2 o A concessão de pensão aos beneficiários de que trata o
inciso V do caput exclui o beneficiário referido no inciso VI.
§
3 o O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho
mediante declaração do servidor e desde que comprovada
dependência econômica, na forma estabelecida em
regulamento.
RESOLUÇÃO II - o cônjuge, o companheiro ou a companheira se comprovada, a qualquer tempo,
RESOLUÇÃO
II - o cônjuge, o companheiro ou a companheira se comprovada, a
qualquer tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união
estável, ou a formalização desses com o fim exclusivo de constituir
benefício previdenciário, apuradas em processo judicial no qual
será assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.
RESOLUÇÃO Art. 220. Perde o direito à pensão por morte: I - após o trânsito
RESOLUÇÃO
Art. 220. Perde o direito à pensão por morte:
I - após o trânsito em julgado, o beneficiário condenado
pela prática de crime de que tenha dolosamente resultado
a morte do servidor;
RESOLUÇÃO Terá direito à pensão da servidora pública Natália apenas o filho menor de 21
RESOLUÇÃO
Terá direito à pensão da servidora pública Natália apenas o
filho menor de 21 anos.
Como possui deficiência mental, receberá a pensão por morte
até ser afastada sua deficiência, ainda que ultrapasse os 21
anos de idade.
A filha de 22 anos não terá direito à pensão por morte da
servidora porque a maioridade previdenciária do filho ocorre
quando ele completa 21 anos, não se prorrogando pela
pendência de curso universitário.

01/08/2019

CASO 17 2 – Como será calculado o valor da pensão, sabendo que Natália não
CASO 17
2 – Como será calculado o valor da pensão, sabendo que Natália
não era aposentada?
RESOLUÇÃO I - à totalidade dos proventos percebidos pelo aposentado na data anterior à do
RESOLUÇÃO
I - à totalidade dos proventos percebidos pelo aposentado na
data anterior à do óbito, até o limite máximo estabelecido para
os benefícios do regime geral de previdência social, acrescida
de 70% (setenta por cento) da parcela excedente a este limite;
ou
RESOLUÇÃO Lei nº 10.887/2004: Art. 2 o Aos dependentes dos servidores titulares de cargo efetivo
RESOLUÇÃO
Lei nº 10.887/2004:
Art. 2 o Aos dependentes dos servidores titulares de cargo
efetivo e dos aposentados de qualquer dos Poderes da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas
suas autarquias e fundações, falecidos a partir da data de
publicação desta Lei, será concedido o benefício de pensão por
morte, que será igual:
RESOLUÇÃO II - à totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo na data anterior
RESOLUÇÃO
II - à totalidade da remuneração do servidor no cargo
efetivo na data anterior à do óbito, até o limite máximo
estabelecido para os benefícios do regime geral de
previdência social, acrescida de 70% (setenta por cento)
da parcela excedente a este limite, se o falecimento
ocorrer quando o servidor ainda estiver em atividade.
Parágrafo único. Aplica-se ao valor das pensões o limite
previsto no art. 40, § 2 o , da Constituição Federal.

01/08/2019

RESOLUÇÃO 3 – Terá incidência de contribuição previdenciária sobre os proventos de pensão por morte?
RESOLUÇÃO
3 – Terá incidência de contribuição previdenciária sobre os
proventos de pensão por morte?
RESOLUÇÃO Terá direito à pensão da servidora pública Natália apenas o filho Maurício. Receberia a
RESOLUÇÃO
Terá direito à pensão da servidora pública Natália apenas o
filho Maurício.
Receberia a pensão por morte até completar 21 anos de idade,
mas na condição de pessoa com deficiência mental, terá direito
ao benefício até que seja afastada a deficiência.
RESOLUÇÃO Lei nº 10.887/2004: Art. 5º - Os aposentados e os pensionistas de qualquer dos
RESOLUÇÃO
Lei nº 10.887/2004:
Art. 5º - Os aposentados e os pensionistas de qualquer dos
Poderes da União, incluídas suas autarquias e fundações,
contribuirão com 11% (onze por cento), incidentes sobre o
valor da parcela dos proventos de aposentadorias e pensões
concedidas de acordo com os critérios estabelecidos no art.
40 da Constituição Federal e nos arts. 2 o e 6 o da Emenda
Constitucional n o 41, de 19 de dezembro de 2003, que supere
o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime
geral de previdência social.
RESOLUÇÃO O valor da pensão será equivalente à totalidade da remuneração da servidora no cargo
RESOLUÇÃO
O valor da pensão será equivalente à totalidade da
remuneração da servidora no cargo efetivo na data anterior à
do
óbito, até o limite máximo estabelecido para os benefícios
do
regime geral de previdência social, acrescida de 70%
(setenta por cento) da parcela excedente a este limite.

01/08/2019

RESOLUÇÃO Incidirá contribuição previdenciária sobre o valor da pensão que superar o limite máximo estabelecido
RESOLUÇÃO
Incidirá contribuição previdenciária sobre o valor da
pensão que superar o limite máximo estabelecido
para os benefícios do regime geral de previdência
social.
CASO 18 Josivaldo é Auditor Fiscal do Estado de Santa Catarina desde o ano de
CASO 18
Josivaldo é Auditor Fiscal do Estado de Santa Catarina desde o
ano de 2001, sofrendo desde então o desconto de contribuição
previdenciária sobre o valor total do seu salário para o regime
próprio de previdência dos servidores de SC.
Em 10 de fevereiro de 2019 pediu vacância do cargo de auditor
e, no mesmo dia, tomou posse no cargo de Auditor da Receita
Federal
A União e a FUNPRESP-EXE inseriram Josivaldo no novo regime
previdenciário, com limitação ao teto do RGPS nos descontos do
RPPS federal, com base em parecer da consultoria jurídica da
AGU.
RESOLUÇÃO Caso o dependente seja portador de doença incapacitante a contribuição previdenciária incidirá apenas
RESOLUÇÃO
Caso o dependente seja portador de doença
incapacitante a contribuição previdenciária
incidirá apenas sobre o valor da pensão que
superar o dobro do limite máximo estabelecido
para os benefícios do regime geral de
previdência social.
Valor máximo estabelecido para os benefícios do RGPS no ano
de 2019: R$ 5.839,45
CASO 18 Diante da situação apresentada, responda as seguintes perguntas: a) existe tratamento constitucional
CASO 18
Diante
da
situação
apresentada,
responda
as
seguintes
perguntas:
a) existe tratamento constitucional para tal situação?
b) existe posicionamento de Tribunal Superior?

01/08/2019

RESOLUÇÃO § 14 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, desde
RESOLUÇÃO
§ 14 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,
desde que instituam regime de previdência complementar para
os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo,
poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a
serem concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite
máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de
previdência social de que trata o art. 201. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98)
RESOLUÇÃO § 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§
RESOLUÇÃO
§ 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o
disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que
tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do
ato de instituição do correspondente regime de previdência
complementar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de
15/12/98)
RESOLUÇÃO § 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será
RESOLUÇÃO
§ 15. O regime de previdência complementar de que trata o §
14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder
Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos,
no que couber, por intermédio de entidades fechadas de
previdência complementar, de natureza pública, que
oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios
somente na modalidade de contribuição definida. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
RESOLUÇÃO No final do ano de 2017, em sessão administrativa, o STF se posicionou: SERVIDORES
RESOLUÇÃO
No final do ano de 2017, em sessão administrativa, o STF se
posicionou: SERVIDORES DO STF ORIUNDOS DE ESTADOS E
MUNICÍPIOS TÊM DIREITO AO REGIME PRÓPRIO DE
PREVIDÊNCIA.
O STF decidiu que os servidores oriundos de estados, do
Distrito Federal e dos municípios que ingressaram no STF
depois da criação do regime complementar de previdência dos
servidores públicos e da instituição do Fundo de Previdência
dos Servidores do Judiciário da União (Funpresp-Jud) têm
direito ao regime previdenciário próprio anterior, sem limitação
ao teto do Regime Geral de Previdência Social.

01/08/2019

RESOLUÇÃO A exigência é que tenham sido ocupantes titulares de cargos efetivos nos entes federativos
RESOLUÇÃO
A exigência é que tenham sido ocupantes titulares de cargos efetivos
nos entes federativos e que não tenha havido descontinuidade no
serviço público – ou seja, desde que o servidor tenha saído do poder
público local e entrado imediatamente no STF.
O relator do processo administrativo, ministro Dias Toffoli, explicou
que o artigo 40 da Constituição da República, ao instituir, para os
servidores titulares de cargos efetivos, um regime de previdência de
caráter contributivo e solidário mediante contribuição do ente
público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, o faz, de
maneira indistinta, para os integrantes da União, dos estados, do
Distrito Federal e dos municípios.
RESOLUÇÃO “Não se afigura nada razoável que, após diversos recolhimentos em porcentagem sobre seu vencimento
RESOLUÇÃO
“Não se afigura nada razoável que, após diversos recolhimentos
em porcentagem sobre seu vencimento para o regime próprio
do ente de origem, o servidor dos estados, do Distrito Federal
ou dos municípios que venha a tomar posse em cargo público
no Supremo Tribunal Federal, em que pese o regramento
previsto na Constituição, veja seus proventos de aposentadoria
limitados ao teto do regime geral”, explicou. A decisão foi por
maioria.
Processo REsp 1671390 / PE RECURSO ESPECIAL 2017/0110037-8 Relator(a)
Ministro HERMAN BENJAMIN (1132) Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA
Data do Julgamento 08/08/2017 Data da Publicação/Fonte 12/09/2017
RESOLUÇÃO “Em - nenhum de seus vinte e um parágrafos, se indica, de forma veemente,
RESOLUÇÃO
“Em - nenhum de seus vinte e um parágrafos, se indica, de
forma veemente, que esses servidores deverão ser tratados
diferenciadamente a depender do ente federativo a que se
encontrem vinculados”, afirmou. “Pelo contrário: após indicar,
na cabeça do artigo 40, que estava a se referir aos servidores da
União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, o
texto constitucional somente volta a se referir aos indivíduos
atingidos pela norma como ‘servidores públicos’, o que permite
compreender que em momento algum o legislador pretendeu
fazer distinção entre entes da Federação para esse fim.
compreender que em momento algum o legislador pretendeu fazer distinção entre entes da Federação para esse