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Dedicado ao meu amado marido, Mike à minha filha, Mary e ao meu filho,

Daniel .
A g r a d e c im e n
Só foi possível escrever este livro com a ajuda, o amor e as orações
de muitos amigos. Primeiramente quero agradecer ao Senhor por ajudar-
me a escrever um livro. Por vezes cheguei a pensar que a façanha de
escrever um livro seria impossível.

O Senhor, contudo, tomou alguns de seus vasos que ensinaram-me a


escrever este livro Possuindo as Portas do Inimigo. Peter Wagner foi o
mentor deste projeto. Este livro, portanto, não chegaria ao prelo sem seu
conselho e aquela pitada de sabedoria. Doris Wagner, sua esposa e minha
amiga pessoal esteve sempre ao meu lado oferecendo-me ajuda prática,
especialmente quando estivemos juntas no campo de batalha.

É claro que meu marido, Mike, sempre me encorajou. Às vezes


cheguei a pensar em desistir, mas aí estava ele ao meu lado, orando e
conversando comigo, contribuindo com sua pujante sabedoria.
Freqüentemente ríamos dos escritores que agradecem a toda a família e
se desculpam pelas refeições que não puderam comer juntos. Agora faço o
mesmo, não é Mike?

Meus filhos Mary e Daniel merecem ser citados pelo amor e


compreensão enquanto escrevia este livro. São eles alguns dos meus
melhores companheiros de oração e sempre me deram aquela força!

Minha mãe, Eleanor Lindsey, datilografou fielmente os manuscritos


gastando horas lendo e editando. Obrigada mamãe! Você superou o seu
chamamento. Obrigado também a Thomas Lindsey por revisar os originais.

Becky Wagner merece um agradecimento todo especial por colocar o


manuscrito no computador. Como secretária administrativa mostrou o seu
caráter cristão, pela presteza e gentileza!

Não sei como expressar meu agradecimento aos companheiros de


oração dos Generais . da Intercessão os quais jejuaram, oraram e me
amaram à medida em que eu derramava meu coração diante deles,
pedindo-lhes em carta que orassem por este livro. Obrigada, também, aos
grupos de oração da minha igreja que se dedicaram em orar,
semanalmente, para que eu entregasse este livro aos editores dentro do
prazo por eles estabelecido.

Jane Campbell a editora de Chosen Books, sempre esteve atenta,


ouvindo-me naqueles momentos em que ficava frustrada, já que, escrever
um livro sem ser escritora, foi um duro aprendizado. Ela, pacientemente,
respondeu cada uma das minhas interrogações.

Um obrigada também à Ann McMath pela capacidade editorial que


tem. Foi uma alegria trabalhar com você!
Quero agradecer e reconhecer o trabalho de Jane Rumph pelo
excelente trabalho em preparar o guia de estudo para esta edição do livro.
Jane, você é tremenda!

Quero, também, agradecer aos membros da Trinity Church de


Weatherford e ao meu pastor Don Connel por ajudarem em oração, pelas
refeições que prepararam e pelo apoio dado. Graças a vocês, Ann e
Margarita por virem à minha casa fazer a faxina! É gostoso freqüentar uma
igreja onde todos os domingos os irmãos perguntavam: Cindy, como vai o
livro? Estamos orando por você!

Dou graças a Deus por ter um grupo tão especial de crentes ao meu
lado!

Ín d ic e
Prefácio ............................................................................

Introdução .......................................................................

1 - Chamados à Intercessão.............................................

2 - Generais da Intercessão .............................................

3 - Coração Puro!.............................................................

4 - Estimuladores da Vontade de Deus!..........................

5 - O Ministério da Intercessão........................................

6 - O Dom da Intercessão ................................................

7 - Líderes de Oração.......................................................

8 - A Linguagem da Intercessão.......................................

9 - As Manifestações da Intercessão................................

10 - O Desequilíbrio na Intercessão.................................

11 - Intercessão Profética ................................................

12 - Parceiros de Oração ..................................................

13 - Louvor Intercessório..................................................

14 - Intercessão Unida.....................................................

15 - Vigílias e Caminhadas de Oração ..............................


16 - Possuindo as Portas do Inimigo ................................

Guia de Estudos ...............................................................

P r e fá c io
Durante os últimos anos venho desenvolvendo uma pesquisa sobre a
oração, arma-zenando cuidadosamente uma bibliografia de livros que
tratam de forma significativa sobre o tema. No entanto, nenhum dos 39
livros que tratam do assunto em minha biblioteca têm um conteúdo tão
completo como este. Não conheço nenhum outro livro como Possuindo as
Portas do Inimigo.

Possivelmente, ninguém conseguiu escrever um livro como este


anteriormente, e temos que admitir que muitos crentes e um bom
segmento do Corpo de Cristo não estavam preparados para tal tarefa.
Afinal, isto não é um leite da Palavra de Deus, é um churrasco gordo da
Palavra e é necessário muito crescimento e maturidade espiritual para
digerir sem se ter uma congestão! Deus, contudo, tem feito coisas
excepcionais nos vários segmentos e tradições eclesiásticas nesses dias, e
isto está produzindo um crescimento maduro na área da oração.

Na realidade, encontramo-nos no meio do maior avivamento de


oração de que se tem memória, pelo menos nos últimos séculos de nossa
história. Este movimento começou, até onde sei, na década de 70. Desde
então, surgiram os movimentos de oração, os ministérios de intercessão,
líderes de oração, intercessores por cidades, conferências sobre oração e
igrejas com vigílias permanentes de oração. Surgiram também livros sobre
o tema que estão se multiplicando em progressão geométrica. Há um
movimento crescente e intenso de oração, que transcende as várias linhas
denominacionais deixando alguns líderes da igreja pasmados!

Percebo, agora, que os crentes, em sua maioria, estão prontos para


ler o que Cindy Jacobs ensina sobre intercessão.

Cindy Jacobs foi uma das cinqüenta pessoas intercessoras, escolhida


dentre gente de primeira do mundo todo, a participar.da oração 24 horas
durante o 2° Congresso de Evange-lização Mundial realizado em Manila no
ano de 1989. O sucesso daquele Congresso, creio eu, foi devido à
intercessão poderosa que acontecia durante 24 horas na suite de um
hotel. Foi significativo, ver pentecostais e carismáticos de todos os níveis
no congresso mais evangélico nunca antes realizado. Metade da equipe de
intercessores era evangélica tradicional e a outra metade de tradição
carismática. Era previsível que os membros de cada grupo estivessem
apreensivos em como iriam se relacionar. Para alegria de todos, no
entanto, quando chegaram diante do trono de Deus, as diferenças entre
eles desapareceram. Todos sabiam como falar com Deus, sabiam ouvir de
Deus, aprenderam a encorajar e fortalecer uns aos outros e alegravam-se
ao ver Deus responder as orações.

Cindy fazia parte do grupo de tradição carismática, entretanto, desde


o Congresso em Manila, uma boa parte do seu ministério é feita entre os
evangélicos:1 Foi ela quem liderou o grupo intercessório na convenção
missionária realizada pela InterVarsity Christian Fellowship Urbana em
1990. Faz parte também da equipe de Evangelismo de Colheita de
Edgardo Silvoso que ministra na Argentina e é muito estimada por minha
esposa Doris e pelo grupo de 18 pessoas que intercedem por mim
continuamente. Conhecendo-a de forma tão pessoal, tenho certeza que
este livro, Possuindo as Portas do Inimigo é uma mensagem ungida para
todo o corpo de Cristo.

Há sete fatores que, juntos, colocam este livro num nível acima dos
demais:

Em primeiro lugar, este livro é bem pessoal. Cindy Jacobs é uma


mulher brilhante,esposa, mãe, mestra, aluna e intercessora. Doris e eu nos
sentimos honrados pois podemos contar com ela como uma amiga mui
pessoal. Ao ler este livro você notará que Cindy é uma pessoa modesta,
que nos leva a rir e a chorar à medida que compartilha conosco vitórias e
derrotas, tudo dentro de um contexto de transparência e integridade.

Em segundo lugar, é um livro bíblico. Ainda que não seja um livro


tipo sermão longo, ou um estudo bíblico, Cindy dá uma base bíblica à tudo
que ensina neste livro. Ela procura comprovar tudo o que diz e pratica à
luz das Escrituras.

Em terceiro lugar, é um livro informativo. A autora percorre os


caminhos da América e de outros países do mundo, levando-nos através
dos vários segmentos denominacionais e, conseqüentemente, colocando-
nos em contato com muitos ministérios de oração. Ela está à par do que
acontece em todo o mundo, o que pode ser conferido ao ler nomes e
lugares que ela menciona neste livro.

Em quarto lugar, é um livro cheio de compaixão. Os assuntos aqui


tratados estão situados naquele ponto extremo, onde muitas pessoas não
sabem como encaixá-Ios em seu ponto de vista tradicional na hora de
analisar um problema. Cindy reconhece este problema e, de forma gentil,
sem qualquer dogmatismo aborda os assuntos passo a passo.

Em quinto lugar, é um livro analítico. Não quero desacreditar, mas


muitos intercessores crêem que são os detentores da verdade,
especialmente quando não conseguem analisar ou explicar o que estão
fazendo. Cindy é uma daquelas pessoas que sabem equilibrar intuição com
entendimento, e o faz de tal maneira que esclarece aos outros o que Deus
está realizando com ela e através dela.

Em sexto lugar, é um livro prático. É um manual que diz a você não


apenas o que precisa ser feito, mas os passos que devem ser dados para
que seja feito.

Por último, é um livro motivador: Talvez você pense que, de todas as


atividades cristãs, a oração é a mais enfadonha de todas. Ao ler este livro,
você verá uma dimensão de oração que o motivará a agir. Você, ao
terminar este livro, estará orando mais do que nunca!

Foi isto o que me aconteceu. Através da Cindy Jacobs, minha esposa


e eu aprendemos a deixar Deus fazer coisas novas através de nós, que
antes achávamos impossíveis. Possuindo as Portas do Inimigo é um livro
que, não somente, recomendo aos meus amigos, é, também, tema de
estudo a todos os meus alunos no Fuller Seminary.

C.Peter Wagner
Seminário Teológico de Fuller
Pasadena, Califórnia

In tr o d u ç ã o
Para algumas pessoas, Possuindo os Portas do Inimigo, pode não ser
um bom título para um livro que trata da intercessão. O título é inspirado
no texto de Gênesis 22.17-18, que diz: "deveras te abençoarei e
grandemente multiplicarei a tua descendência, como as estrelas do céu e
como a areia que está na praia do mar. A tua descendência tomará posse
das cidades
dos seus inimigos, e em tua descendência serão benditas todas as nações
da terra, porque obedeceste à minha voz" (ECA).

Esta poderosa promessa foi dada a Abraão e à sua descendência. A


Igreja é a semente espiritual de Abraão e, portanto, a promessa de possuir
os portões da cidade do inimigo também diz- nos respeito hoje. As portas
do inferno não prevalecerão contra uma igreja que ora.

A igreja está se levantando como uma força militante na oração que


a levará a possuir a terra prometida de nossas nações. Possuindo as Portas
do Inimigo, é um manual de treina-mento para o exército de Deus. Em
todo o mundo, Deus está derramando um espírito de súplicas, por isso,
este manual é muito importante. Grupos de intercessores estão surgindo
por toda parte em todas as nações do mundo. Meu marido e eu fundamos
o ministério Generais da Intercessão, uma espécie de rede central que
busca novas estratégias no terreno da intercessão. Recebemos relatórios
de grupos que vão aos centros financeiros do mundo para interceder.
Alguns grupos oram, freqüentemente, junto às sedes de governo de seus
estados e países enquanto outros chegam a ir até o Pólo Norte puxados
por trenós com o fim de inter-ceder pelos esquimós. Muitos grupos se
reúnem na Wall Street para orar pela economia americana.

Este movimento de intercessão é poderoso e empolgante! Como


qualquer movimento novo que vem de Deus precisamos de muito ensino.
Estudando os últimos avivamentos de oração vejo a necessidade urgente
de proteger este tempo de visitação de erros e enganos.

Visitei muitas livrarias, em muitos lugares, à busca de material e


informações práticas para escrever este livro. Muitos livros tinham
capítulos sobre a oração, mas pouco ou quase nada sobre intercessão. Os
livros que encontrei sobre intercessão careciam de um guia prático ao
leitor.

A princípio pensava em escrever um livro alertando sobre práticas


erradas ou sobre profetismos desenfreados que estavam surgindo nos
grupos de intercessão. Sentada ao lado de Peter Wagner em seu escritório
em Altadena, Califórnia, fui desafiada por ele a ampliar o escopo deste
livro e tratar da intercessão como um todo. Foi a partir desta troca de
idéias que veio a decisão de escrever Possuindo as Portas do Inimigo na
forma atual.

Quem se beneficiará da leitura deste livro? Possuindo os Portais do


Inimigo foi escrito de forma a abranger desde o principiante em
intercessão até líderes experientes no assunto. Tenho por certo que os
pastores e líderes se beneficiarão estudando as seções práticas, escritas
especialmente para eles.

Nos meus primeiros tempos de intercessora, ficava às vezes,


frustrada por não encon-trar alguém com quem pudesse conversar a
respeito. Nem sempre tinha certeza se minha intercessão estava atingindo
o alvo ou se o tiro estava saindo pela culatra. Assim, os primeiros capítulos
deste livro foram escritos para pessoas que se sentem frustradas. Procuro
abrir, nos primeiros capítulos, meu coração aos leitores que estão
interessados no chamado à intercessão. Procurei recordar as muitas
perguntas que me vinham à mente quando alguns intercessores de guerra
experimentados, tiravam tempo para ouvir-me. Como não posso falar com
cada um de vocês pessoalmente, escrevo a vocês como se estivéssemos
conversando ao redor de uma mesa, respondendo a vocês as muitas
perguntas a respeito da oração intercessória.

Sendo que este livro é fruto de minha experiência no assunto, você


perceberá uma certa transição de capítulo para capítulo à medida que fui
crescendo em Deus e o assunto amadureceu. Verdade seja dita: foi um
caminho longo (e aqui vai uma declaração incompleta) tentar analisar o
processo que o Senhor usou para levar-me de intercessora à posição de
líder de grupo de oração. Peter Wagner costuma dizer que não faz parte da
natureza do intercessor analisar o que Deus está fazendo em suas vidas;
eles não têm tempo para isto já que estão ocupados, intercedendo. Dia
após dia sentei-me junto à máquina de escrever, orando: Senhor, mostra-
me os teus caminhos na vida de um intercessor. Mostra- me que tipos de
laços o inimigo usa conta os intercessores! O que devo compartilhar com
eles para que não sofram o que sofri?

Conversei com muitos intercessores pedindo a eles que explicassem,


no entender deles, expressões comumente usadas, como: amarrar, soltar,
dores de parto e gemidos e o resultado está no capítulo que trato da
linguagem e das manifestações da intercessão. Como resposta, muitos
chamaram-me por telefone compartilhando os erros grosseiros cometidos
por certos grupos de intercessão.

No capítulo onde trato da intercessão corporativa, você encontrará


muitas percepções práticas colhidas de alguns generais que Deus levantou
no comando da intercessão. Muitos grupos de intercessão são fracos e
ineficazes por carecerem de uma forte liderança, por isso incluí, também,
algumas orientações para pastores e líderes.Muitas dessas pessoas são
fortes na intercessão e estão à frente na liderança deste movimento de
oração. Tenho um carinho todo especial pelos pastores de outros países e,
espero, portanto, que esta seção contribua economizando a eles
sofrimento na hora de tratar com os líderes de oração sob sua
responsabilidade. Devo acrescentar que muitos líderes de grupos de
oração encontrarão guias práticos para seus grupos que, certamente,
trarão paz e ordem às reuniões.

Há um grande interesse em aprender sobre intercessão profética. No


capítulo que trato deste tema, ensino sobre oração profética e ofereço
algum material àquelas pessoas que intercessóriamente profetizam.

Um outro tema atinente entre os grupos de oração é o louvor


intercessório. Muitos já sabem da grande necessidade de guerrear nas
regiões celestiais com louvor e adoração. Procurei incluir exemplos
recentes bem como apresento o que dizem os grandes hinos da história da
Igreja.

O capítulo que escrevi sobre como tomar posse das portas do inimigo,
onde trato de batalha espiritual de alto nível, por certo, foi o mais difícil. Ao
escrevê-Io tive que deixar de lado muito material que costumo usar ao
ensinar sobre o tema. Esta é uma área pioneira que está trazendo grandes
resultados quando se trata da evangelização mundial.

Se Deus está falando a você e à igreja que você pertence e que é


tempo de intercessão, este livro lhe cairá bem. Deus o abençoe.

Cindy Jacobs
Weatherford, Texas

C A P í T U1L O

C h a m àa Idn ot se r c e s s ã o

Estávamos no começo de uma nova década, e enquanto tentava


conciliar o sono, deitada num quarto de hotel na cidade de Bradenton, na
Flórida, minha cabeça rodava num turbilhão de idéias. Estávamos ali, meu
marido e eu, recém-chegados do Texas, para parti-ciparmos de um
encontro de oração com outros líderes nacionais. O encontro se chamava:
Noventa Horas de Oração Pelos Anos Noventa! Havia uma sensação
naquele local de que estávamos no limiar de um grande mover de Deus.
Deitada, procurei descansar, enquanto matutava sobre a década que
estava findando. Deus é tão bom! Havia gastado cinco anos procurando
reunir os líderes de várias nações, num trabalho que ficou conhecido como
"Generais da Intercessão". Mike e eu havíamos aprendido bastante no
campo de batalha sobre derrubar as fortalezas do inimigo e agora
estávamos ali cheios de expectativa do que aconteceria naquele encontro.

As duas da manhã acordei-me repentinamente. Senti aquela mesma


sensação familiar de que havia perigo iminente! Orei em espírito: Deus, o
que há de errado? Alguém está em perigo? Ali mesmo surgiu em minha
mente um quadro ou uma visão de alguns amigos, Dave e Cheryl Barton.
Eles estavam dirigindo uma caminhonete vindo de Dallas e seus três
filhinhos dormiam nos bancos traseiros. Em minha visão, de repente, vi
que a roda dianteira do carro saltou fora e o carro rodopiou na pista num
terrível acidente.

Compreendi que eles estavam em perigo e que Deus queria que


orasse para que os rolamentos da roda agüentassem até que chegassem
ao local e pudessem ser avisados. Dave estava tendo muito sucesso com
seu livro: America: To Pray or Not to Pray ? (América, Orar ou Não Orar?) e
era alvo dos ataques do inimigo. As horas se arrastavam à medida que eu
clamava a Deus para que aquela roda ficasse no lugar e que eles fossem
protegidos. Durante toda a noite tive a sensação de que uma tremenda
batalha estava acontecendo nas regiões celestiais.

Cedo, de manhã, pedi na recepção do hotel que me comunicassem da


chegada do casal. Finalmente o telefone tocou em meu quarto anunciando
que haviam chegado. "Está tudo bem? Não aconteceu nada com o carro?"
E entre abraços e beijos disseram-me que tudo estava bem. Depois contei-
lhes do que sentira durante a noite e como orei por eles. Cheryl disse ter
ouvido um barulho estranho no carro durante a noite, mas David nada
percebeu de errado. Pedi-lhes, então que examinassem os rolamentos da
roda dianteira direita. David e Cheryl sabem muito bem que não sou de
brincadeira e, antes de colocar o carro na estrada outra vez, ele e Mike
levaram o carro a uma oficina mecânica.

Ao regressarem ao hotel, ambos estavam de boca aberta, rindo até


as orelhas. Num pequeno pacote nas mãos, Mike segurava o que chamou
de "troféu da intercessão". Nele estavam os rolamentos quebrados da roda
dianteira direita.

Quando ouvimos o que diziam ficamos maravilhados em como Deus


cuidou da família Barton. O mecânico trocou primeiramente os rolamentos
da roda dianteira esquerda e excla-mou: "Não sei como conseguiram
dirigir sem o carro capotar" e ao examinar a roda direita espantou-se ainda
mais: "Estes estão pior ainda!". Ele se admirou de terem dirigido todo
aquele tempo sem que as rodas trancassem. Explicou ainda que o pivô
numa condições destas deveria estar totalmente arruinado, mas ficou
inteirinho.

David sorriu, dizendo-nos: "Não podíamos deixar uma oportunidade


como esta de falar de Jesus, passasse em branco" e eu acrescentei: "Você
sabe por que pedimos para checar os pneus?" Durante meia hora eles
falaram de Jesus ao mecânico que, surpreso, ouviu toda a história,
enquanto eu agradecia a Deus por ter-me acordado de madrugada para
orar.
Talvez você também já teve uma experiência assim; ser acordado no
meio da noite com um peso de oração por uma necessidade urgente.
Possivelmente ouviu relatos de outros intercessores e tem perguntas,
como: Como saber se alguém precisa da minha oração? Como orar?
Nossas orações fazem guerra contra o diabo? Podemos frustrar os planos
de destruição?

É preciso coragem e perseverança para nos tomarmos o tipo de


intercessor que faz a diferença. Nem sempre é fácil. Se você quer colocar
em ação aquilo que Deus lhe mostrou e se você é um guerreiro, um líder
de grupo de oração, um ministro ou "simplesmente" um crente que ora,
você pode reconhecer o chamamento de Deus para orar e travar uma
guerra santa contra o inimigo.

Antes de aprendermos o "abc" da intercessão militante, quero


compartilhar, rapida-mente, as três fases ou níveis através dos quais Deus
me levou neste ministério. Com isto espero que você compreenda o que
Deus quer fazer em sua vida. Para mim, foram expe-riências novas. Na
realidade, quando Deus me chamou há dez anos atrás para a oração eu
não tinha idéia do que viria acontecer no futuro. Tudo o que sabia era que
algo novo estava acontecendo comigo. Até então eu era uma crente
"normal", professora e mãe. Sabia que tinha um chamado de Deus para a
minha vida,mas não tinha idéia do que seria e como tudo se cumpriria.

Comecei, semanalmente, a acordar pela madrugada de forma


regular. Acontecia sempre da mesma maneira: acordava de súbito,
sentindo-me perfeitamente descansada e perplexa. Depois de uma ou
mais semanas, achei que estava sendo acordada com algum propósito.
Orei a Deus a respeito. Em resposta, Deus começou a mostrar-me o
começo de uma aventura servindo o Rei dos reis como intercessora. O
Senhor mostrou que eu deveria aproveitar este tempo durante a
madrugada para orar. Às vezes acordava-me pontualmente as três da
manhã, de forma regular, por toda uma semana (o despertador de Deus é
incrível!) e depois despertava-me as duas da manhã por vários dias. À
medida que buscava a vontade de Deus vinham-me à mente nome de
pessoas e circunstâncias as mais diversas pelas quais devia orar.

Pensava assim: "Bem, ninguém está por perto; ninguém vai pensar
que estou ficando louca. A família está dormindo e o assunto aqui é entre
eu e Deus." Portanto, mencionava diante de Deus os pensamentos que me
vinham à mente.

Fiquei orando desta maneira por um bom tempo sem precisar contar
a ninguém a respeito, se o soubessem iriam pensar que eu estava louca.

Numa noite fria, senti que devia orar por um obreiro chamado Todd,
um ministro que conheci de forma casual em nossa igreja. Puxei as
cobertas sobre a cabeça e sussurrei os pensamentos que vinham à minha
mente a respeito dele. "Senhor, o Todd precisa ser curado; ele está só e
amedrontado. Suplico-te, Senhor, que o confortes, que o cures e que ele
saiba que não está só nesta hora." Aí acrescentei: "Deus, gostaria de saber
se estas orações estão funcionando". Esta foi uma exclamação sincera
diante de Deus já que me sentia uma tola agindo assim. Olhei o relógio:
eram 3 horas da manhã!

A resposta veio rápida. Na noite seguinte, na reunião de quarta-feira,


antes de tomar o rumo da porta, Todd deteve-me dizendo que queria
conversar comigo. Ele me disse: "Cindy, nem todo mundo sabe, mas eu
tenho câncer. Ontem a noite fiquei acordado sentindo muitas dores.
Sentindo-me só clamei a Deus, insistindo: "Deus, por que ninguém se
importa comigo? Naquele momento Deus me disse: Cindy está acordada
orando por você." Eram 3:10 da ma-drugada! Nem preciso dizer que fiquei
assombrada; todo aquele tempo gasto orando aquelas coisas estranhas
por gente ao redor do mundo fazia sentido. Mais tarde fiquei sabendo que
Todd foi curado de 'sua enfermidade.

Fiquei tão encorajada por aquela experiência que uma madrugada


orei com fervor, quando Deus ordenou que eu intercedesse por um senhor
idoso de nossa igreja, suplicando-lhe que ele não se machucasse no
trabalho. Fiquei tão chocada com a clareza da voz de Deus que fui
pessoalmente à casa de Buster dizer-lhe que Deus iria protegê-lo de
qualquer acidente em seu trabalho.

Na semana seguinte Buster estava trabalhando no nariz de um


Boeing 767 quando, ao dar um passo em falso, perdeu o equilíbrio e caiu
de uma altura de mais de quatro metros. Com a violenta queda, bateu com
a cara no chão de cimento do hangar. Ficou ali estirado no chão por alguns
instantes, mareado pela queda; depois começou a verificar o seu estado
enquanto seus colegas corriam para ajudá-lo. Para surpresa de todos, ele
estava bem, sen-tindo apenas algumas dores no corpo. A proteção de
Deus foi um testemunho da proteção divina aos seus colegas de trabalho.

No domingo de manhã, Buster contou-me a forma maravilhosa como


Deus o havia guardado. Este milagre fez um tremendo bem àquele
homem. Muito mais a mim. Fui tre-mendamente tocada pelo que
aconteceu. Descobri, então, que a oração intercessória
realmente funciona!

Acordar repentinamente no meio da noite não foi a única coisa que


aconteceu-me na primeira fase do meu treinamento como intercessora.
Numa ocasião estava num culto de cura divina e uma criança em estado
terminal foi trazida à reunião por sua mãe. Enquanto observava o pastor
impor as mãos sobre a criança, lágrimas vieram-me aos olhos. Senti que
meu coração foi sacudido como se aquela criança fosse meu filho. Depois
de alguns minutos
coloquei a cabeça entre os joelhos e procurei, na medida do possível, ser
bem discreta. Mike tentava consolar-me. Nenhum de nós entendeu no
momento o que se passava.
De repente, da mesma forma como começou aquele choro
desesperado, terminou. Peguei alguns lencinhos da caixa de Kleenex,
sequei as lágrimas, assoei o nariz e discretamente olhei ao redor para ver
se alguém tinha visto aquela explosão de choro. Ninguém percebeu nada
e, lá no fundo do coração, senti uma paz maravilhosa, aquela certeza
interior de que Deus fizera alguma coisa por aquela criança; e que seria
curada. Mais tarde, li que Charles Spurgeon chamava essas lágrimas de
"oração líquida".

Outras experiências marcantes aconteceram, coisas novas que eu


não entendia. Numa reunião de oração em nossa casa, estávamos
intercedendo por um novo emprego para Mike. Ele havia sido despedido do
trabalho que tinha numa empresa de aviação e agora procurá-vamos,
desesperadamente, um novo emprego para ele. Imagine você: comecei a
rir alto sem saber porquê. Queria parar, mas não conseguia. Fiquei dando
gargalhadas de um modo bem irreverente, de modo que todos me
olhavam desconfiados. Somente algum tempo depois foi que li o texto que
diz:

"Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha.


Então a nossa boca
se encheu de riso e a nossa língua de júbilo; então entre as nações se
dizia: Grandes coisas o
Senhor tem feito por eles" (SI 126.1,2).

Tenho certeza que naquele momento, nas regiões celestiais, Mike


conseguiu o seu emprego ainda que somente dois meses depois, tomamos
posse aqui na terra do que aconteceu no mundo espiritual.

Por que tudo isto estava acontecendo comigo? Parece que o Senhor
me fisgou com isto. Antes de começar a dar-me experiências em oração,
algumas de minhas orações eram precipitadas. Deus começou a lembrar-
me que, antes de ter tais experiências eu costumava orar, dizendo: "Deus,
usa-me da maneira que quiseres; farei qualquer coisa que pedires e irei a
qualquer lugar, não importa onde!" Ao buscar direção na Palavra de Deus,
um texto em particular saltou diante dos meus olhos: "Busquei entre eles
um homem que tapasse o muro, e se colocasse na brecha perante mim a
favor desta terra" (Ez 22.30). Foi então que tive a certeza de que Deus me
chamava para ser uma intercessora.

Por vários anos orei apenas conforme o que o Espírito Santo me


orientava. Não sabia porque orava daquele jeito, tinha, porém, o consolo
de que havia resultados práticos para o reino de Deus.

À medida que adquiria mais confiança de que poderia ser usada pelo
Senhor a tapar a brecha, as pessoas começaram a contar umas às outras
sobre os milagres recebidos através da oração, como nos casos de Buster
e Todd. Comecei a receber convites das igrejas para falar sobre o assunto
e mergulhei na Palavra a fim de aprender como interceder por outras
pessoas. Senti muita alegria ao ver que meu ministério crescia e que
muitas portas estavam se abrindo até que Deus me disse: "Cindy quero
que você desista deste ministério e aprenda a interceder." Bem, pensei
que já tinha feito tal coisa, entretanto veio sobre mim uma convicção
irresistível de que não sabia realmente como orar. Depois de lutar comigo
mesma, respondi: Sim, Senhor!

Assim, comecei a segunda fase que é a base de ensino deste livro.


Deus aprofundou meu aprendizado, apresentando-me soberanamente a
alguns dos seus maiores intercessores, verdadeiras lendas vivas da
oração. Alguns já partiram para estar com o Senhor enquanto outros ainda
estão trabalhando no reino. Juntos, tivemos ótimos momentos de oração.
Um princípio que aprendi durante este tempo de intercessão é que o
melhor professor é o tempo que se gasta orando e não o tempo gasto
aprendendo teoria; quer dizer, meu crescimento veio ao experimentar o
poder do Espírito Santo, desejando ser parte do seu programa e não tanto
pelo aprendizado sistemático do assunto. É difícil um intercessor analisar o
que faz, possivelmente por dedicar-se e separar-se para fazer a vontade
de Deus, tendo a oração como foco principal. Assim, observava e aprendia.

Muitos dos gigantes da oração que encontramos, são pessoas bem


humildes. Um desses é o Dr. BJ. Willhite. Ele acha que o título "intercessor"
é muito intimidador, mas todos podem ser "oradores". Bob recebeu uma
herança desses "oradores" em sua vida. Sua mãe era uma guerreira da
oração 'e partiu para estar com o Senhor enquanto orava de joelhos. Pouco
tempo depois, seu tio estava ajoelhado orando e passou para a eternidade.
Isto é andar de glória em glória.

Aos dezenove anos, Bob começou a buscar o Senhor. Durante este


tempo ele freqüen-tava o Glad Tidings Tabernacle de São Francisco
(Tabernáculo das Boas-Novas) e podia ser visto com freqüência nas salas
reservadas à oração. Não somente encontrou-se com Deus ali mas ouvia
diariamente as orações agonizantes que uma pequena mulher fazia em
inter-cessão' diante de Deus. Ela chorava e suplicava. Ele ficou
tremendamente tocado ao ouvi-Ia interceder em lágrimas pela Índia. Bob
disse: "Eu não sabia quanta lágrima podia correr de dois olhos miudinhos",
Deus tinha um propósito em fazê-lo ouvir tais orações, pois como disse a
pouco, a intercessão se aprende orando. Enquanto a mulher gemia diante
de Deus por uma nação que nunca havia visitado, Deus descortinou diante
dele as profundezas da intercessão. Foi assim que, orando a Deus, ficou
cheio do poder do Espírito Santo recebendo, no coração, um desejo de
estar cada vez mais perto de Deus.

Bob Willhite conta suas experiências em seu livro Why Pray? (Por que
orar?) Ele diz:

"Até aquele dia nunca ouvira alguém orando para que uma nação fosse
salva, mas ao estudar a Palavra de Deus deparei-me com o Salmo 2.8
quando o Pai, falando com o Filho, diz: 'Pede-me e eu te darei as nações
por herança, e as extremidades da terra por tua possessão' "(1)

Deus tomou um rapazinho de 19 anos e o ensinou a orar. Bob é a


única pessoa que recebeu um doutorado de "apóstolo da oração" pela
Universidade de Oral Roberts. Hoje, ele lidera a Embaixada Nacional de
Oração, em Washington, que divulga as necessidades de intercessão por
todos os Estados Unidos.

Um outro intercessor que influenciou-me muitíssimo é Dick Eastman.


À semelhança de Bob Willhite a herança espiritual de Dick é rica em
intercessão. Dick é o presidente de uma organização chamada Every
Home for Christ (Cada Casa Para Cristo). Ele tem a visão de levar a
mensagem do evangelho a cada lar em todo o mundo. Esta organização já
recebeu num só mês 160 mil cartões de decisões enviados de toda a parte
do mundo. Dick lidera também o movimento Change the World Ministries
(Mude o Ministério Mundial) que é um braço evan-gélico do CCPC. Creio
que esta união de oração e evangelização é o elemento chave da estra-
tégia de Deus para alcançar todo o mundo!

Nesses dias, entrevistei Dick e sua esposa Dee e fui logo


perguntando: "Dick qual ocasião em sua vida que o teria influenciado ao
chamado da oração?". Seu rosto abriu-se num sorriso quando respondeu:
"Quando era criança nunca precisei de um despertador, pois cedo de
manhã acordava ouvindo minha mãe orar em voz alta". A mãe de Dick,
Lorraine, orava incessantemente por seu filho e, também, gastava muito
tempo intercedendo pelas nações. Deus respondeu suas orações,
cumprindo-as literalmente na vida de seu filho.

É de admirar, no entanto, que seu filho não foi lá um bom exemplo na


juventude; era rebelde, como ele mesmo relata em seu livro Love On Its
Knees (Amando de Joelhos):

Eu era um jovem rebelde e aos catorze anos de idade já me envolvia em


roubos e assaltos. Minha mãe posicionou-se contra as trevas que me envolviam,
orando para que a luz de Jesus Cristo entrasse em meu coração.

Lembro-me que foi um dia especial quando as orações de mamãe


alcançaram-me. Mike, meu companheiro de crimes, estava me telefonando,
pedindo que eu fosse até a piscina comunitária. Já tínhamos montado um plano
que utilizávamos nas piscinas públicas: sabíamos onde os freqüentadores
deixavam suas toalhas, sacolas, bolsas e carteiras. Quando as pessoas entravam
na piscina para nadar, passávamos de forma casual, escolhíamos uma toalha
estendida no chão, uma bolsa ou a carteira, jogando nosso toalhão por cima dos
objetos. Fingíamos durante alguns minutos que estávamos brincando com uma
bola de vôlei, pegávamos nosso toalhão e tudo que estava debaixo dele e, na
maior cara de pau, nos retirávamos do local.

Era um domingo quando Mike me telefonou, mas não sei como, algo veio
sobre mim e eu respondi que não iria com ele. Cheguei até a dizer-lhe que não
voltaria a roubar mais. Não consegui explicar para ele o porquê, tudo o que pude
dizer era que estava mudando de vida.
Mike decidiu ir sozinho naquele dia. Ele não sabia, contudo, que um homem
sentado num lugar alto, próximo da piscina, observava seus movimentos
chamando a polícia. Mike foi preso e levado à penitenciária. Aquela noite, já que
era domingo, fui ao culto da igreja. Deus estava começando a responder as
orações de minha mãe.!2

Lorraine Eastman orou ainda com mais vigor quando Dick foi para a
universidade. Enquanto ela orava fervorosamente, Deus começou a falar
ao coração de Dick num lugar um tanto estranho: dentro do guarda-roupa
de seu dormitório. Aquele enorme guarda-roupa serviu de plataforma de
lançamento de um ministério de intercessão mundial.

Você encontrará estes e outros guerreiros de oração quando lhes


contar os surpre-endentes relatos do que Deus fez através deles. Conhecê-
los tem sido uma experiência inestimável. Eu os escutei, observei seus
métodos, e ficava perplexa com as respostas dadas às suas orações.
Ouviam, pacientemente, as perguntas que eu fazia: "Por que você orou
daquele jeito? Isto funciona sempre da mesma maneira? Como posso
saber por quanto tempo tenho que orar?" Este livro é, essencialmente,
uma compilação das riquezas tiradas das profundezas da oração de alguns
desses gigantes de Deus! Sei que eles têm interesse em passar aos novos
guerreiros de oração, as lições que nos ensinaram na escola da
intercessão. Essas são lições que devem ser aplicadas de forma contínua a
fim de mantermos a intercessão no lugar que Deus quer que esteja. Para
que a guerra seja eficientemente ganha, a espada tem que ser afiada
constantemente em Deus, em sua Palavra.

Outro aspecto de meu treinamento durante a segunda fase foi ler os


livros escritos por E.M.Bounds e Andrew Murray. Deus também falou muito
comigo através do livro, Rees Howells, Intercessor, escrito por Norman
Grubb. Fui tão tocada pela vida deste galês do início do século que lia um
capítulo, chorava muito, e tinha que esperar uma ou mais semanas antes
de voltar a ler de novo. O livro despertou em mim um desejo forte de
aprofundar-me neste ministério. "Como resultado de um encontro
poderoso com Deus, ele foi escolhido, treinado e equipado pelo Espírito
Santo durante os dias do grande avivamento do país de Gales." 3

Deus começou a levantar pessoas como Rees Howels durante aquele


grande avivamento, pessoas que se tornaram intercessores e mestres,
gente que assumiu a responsabilidade de cuidar de recém-nascidos,
orando e guiando-os na fé. Aqueles
jovens intercessores descobriram, bem cedo, como o inimigo de nossas
almas é poderoso, conforme Rees Howels disse mais tarde: "A intercessão
do Espírito Santo a favor dos santos que vivem neste mundo mau só pode
ser realizada por crentes cheios do Espírito Santo". 4

Mas Deus queria mostrar muito mais a respeito da intercessão e é


isto que apresento no terceiro passo: o surgimento dos Generais da
Intercessão. Foi neste tempo que aprendi a respeito dos portões do inimigo
e em como tomar posse deles, o que você verá no decorrer da leitura
deste livro.

1
. B .J.Willhite, Why Pray? (Lake Mary, Fia. Creation House, 1988) pg. 34
2
. Dick Eastman, Love On Its Knees (Tarrytown, N. Y, ChosenBooks, 1989)pgs
18-19
3
. Norman Grubb, Rees Howells, Intercessor, terceira edição (Fort Worth, Pa.
Christian Literature Crusade, 1983) pg. 33 - Também em Português, Editora
Betânia, B.H.
4
. Grubb, ibid

C A P í T U2 L O

G e n e r a is d a In t e r c e s
A terceira fase de meu treinamento no ministério da intercessão
começou num dia tranqüilo de 1985. Mike estava em casa consertando
alguma coisa, quando fui tomada de um
forte desejo de ficar a sós com Deus. Ele concordou que ficaria de olho nas
crianças e voltou ao seu trabalho, cantando, como sempre.

A sós no meu cantinho de oração (o nosso quarto de dormir) ajoelhei-


me ao lado da cama. Eu estava orando e jejuando já no terceiro dia,
profundamente preocupada com o estado de nossa nação. As coisas
começaram a se avolumar dentro de mim.

Ajoelhada diante de Deus, uma pergunta me veio à mente: "Pai, já


que Satanás não é onipresente, nem onisciente, como é que consegue ser
tão eficaz em sua guerra sobre as nações?" Calma e suavemente, uma voz
falou dentro de mim. Não era audível mas Deus estava se dando a
conhecer a mim. Talvez você já experimentou algo assim. Você, repentina-
mente, sabe o que Ele está falando e aquilo fica lá no fundo de seu
coração. O Senhor falou uma palavra comigo: estratégia. Ficou bem claro
que o inimigo tem uma estratégia para cada nação e ministério. Conclui,
que o seu exército jamais descansa depois das batalhas.

Você já observou que sempre que vamos a Deus com um problema,


ele freqüente-mente pede que sejamos parte da solução? Deus estava me
treinando por sete anos, primeiro, ali escondida no meu cantinho de
oração e depois pondo-me em contato com pessoas pode-rosas em Deus.
Na ocasião eu não tinha idéia de como o treinamento era intenso. Olhando
retrospectivamente posso perceber que as experiências do campo de
batalha tiveram como propósito ensinar-me o princípio de se ter o coração
puro, tema que discutiremos no próximo capítulo. Agora, um ministério
novo e expressivo teria lugar: líder de grupo de oração.

Ao responder minhas inquietações sobre as investidas de Satanás, o


Senhor inculcou em mim o desejo de reunir os seus generais ou líderes de
intercessão num só lugar. Ele queria que eu saísse do cantinho onde
estava sendo treinada. Ajoelhada ali o Senhor me deu uma estratégia:
reunir num só lugar os vários ministérios que lutam num campo de guerra
comum, o de orar pelas nações do mundo e pelos Estados Unidos, a nossa
nação.

São os generais que em época de guerra traçam os planos da


batalha. O Senhor queria que nos reuníssemos para ouvir os seus planos
estratégicos, revelado a diferentes ministérios, aprendendo como colocá-
Ios em ação. Durante este tempo, pude ver que o corpo de Cristo orava
maiormente a favor de seus próprios ministérios e propósitos, com poucos
resultados em todo o país. Deus queria que seu exército de intercessores
orasse em unidade de propósito. Ele, então, forneceu-me cinco pontos
chaves:

1. Nenhum ministério possui toda a revelação necessária para


estabelecer uma estratégia que atinja toda a nação.

2. Seria necessário que todo o Corpo de Cristo se reunisse para


que os planos fossem revelados.

3. Quando todos os ministros se encontrassem, cada um


contribuindo com a sua parte no plano estratégico geral, Deus
revelaria seus planos a todos, sem discriminação.

4. As reuniões serviriam para derrubar as barreiras existentes


entre os ministérios, e teríamos uma frente unida para
guerrear.

5. Os generais seriam pessoas já ocupadas com um ministério


reconhecido e atuariam como coordenadores dos grupos de
oração.
As diretrizes básicas para o encontro seriam as seguintes:

1.Deveríamos orar pelos pecados da nação desde o seu nascedouro,


pecados de escravatura, pecados cometidos conta o índios nativos
da terra, nossas brigas e divisões durante a guerra civil, o
aprisionamento de japoneses durante a segunda guerra mundial e
outros pecados semelhantes.
2.Deveríamos usar o texto de João 20.23 como um referencial: "Se de
alguns perdo-ardes os pecados, são-lhes perdoados; se lhos
retiverdes, são retidos". Tínhamos que tratar com alguns dos
pecados que afetam nossa nação: o preconceito racial, o
materialismo, a luxúria de Mamom, crimes e idolatria.
3.Depois de nos arrependermos destes pecados, Deus nos mostraria
quais os principados do reino de Satanás que precisavam ser
derrubados e quais deles continuariam a governar..ainda que
aleijados. Procedendo assim, romperíamos as fortalezas de
Satanás.
4.O texto de Jeremias 1.10 deveria nos servir de modelo: "Olha que
hoje te constituo sobre as nações, e sobre os reinos, para
arrancares e derribares, para destruíres e arruinares, e também
para edificares e para plantares". Não somente derrubaremos, mas
edificaremos e plantaremos. O passo seguinte seria o de orar para
que os Estados Unidos voltasse à sua herança cristã. O plantar,
entendemos, seria "o coração dos filhos voltando aos seus pais".
5.Deus adaptaria e usaria este modelo para as mais diversas nações,
onde quer que fossemos.

O Senhor nos comissionou desta forma durante aquele tempo de


oração e jejum em setembro de 1985. Logo que saí do cantinho de oração,
encontrei meu esposo Mike. Fui logo pedindo: "você pode dar uma
mãozinha para reunirmos os generais?" Ele me olhou por um instante,
respirou fundo e disse: "Sim, querida, vou te ajudar". Depois de 11 anos de
vida conjugal ele não ficava surpreso com o que eu dizia, especialmente
depois de um tempo de oração.

Deixe-me acrescentar uma coisa: como mulher envolvida no


ministério sou suspeita ao elogiar o meu marido. Ele é um homem bom e
piedoso. Sempre apoiando-me no ministério, além de ser o meu
conselheiro e melhor amigo. Sei que jamais conseguiria chegar onde
estou, ministerialmente, se Mike não me desse cobertura em oração,
encorajando-me a não desistir, rindo ao meu lado e, quando ficava
desanimada, Mike estava ao meu lado enxugando-me as lágrimas. Deus
tem me dado a visão da obra, mas toda realização vem pela fé do meu
esposo, uma fé firme, que eu chamo de "Rocha de Gibraltar da Fé".

No dia seguinte, depois de receber esta missão do Senhor, falei com


muita gente buscando conselhos práticos. Uma guerreira de oração,
Margaret Moberly foi-me de grande ajuda. Ela conversou com nosso pastor
e com outras pessoas que poderiam nos ajudar. Juntas oramos, buscando a
direção de Deus. Durante este tempo de oração, a visão aumentou.
Deveríamos começar em Dallas, depois Tulsa, Los Angeles, Washington,
Canadá, Inglaterra e Austrália, conectando cada local numa rede de
oração.

Há um lado interessante em ser um visionário. Quando se recebe a


visão, ficamos empolgados, temos muita fé e somos impregnados de
alegria. Depois quando temos trabalho duro pela frente, cansamos, e dá
aquela vontade louca de voltar atrás, desistindo da visão. Nesta hora o
diabo zomba da gente, sussurrando: "É verdade que Deus disse?" Esta é
uma batalha que tem que ser venci da através da oração e jejum. Por
exemplo, temos que orar para que as portas se abram, que haja auditórios
suficientemente grandes e que as pessoas não desanimem quando se
reunirem com suas diferenças doutrinárias.

A primeira reunião dos Generais da Intercessão foi realizada sob os


auspícios de Bob Willhite na Church on the Rock (Igreja da Rocha), em
Rockwall, no Texas. Isto foi em novembro de 1985. Sentados, aquela
primeira noite numa sala de aula da escola da igreja, sentíamos o peso do
destino. Sentimos outras coisas também. Ali estávamos, homens e
mulheres, cheios de diferenças doutrinárias, vindos das mais diversas
denominações, alguns se perguntando como seria possível orarmos em
unidade diante do Senhor.

À medida que as pessoas ao redor da sala diziam o seu nome, cidade


e que ministério representava sentíamos uma atmosfera divina
confirmando-nos que Deus se agradava com aquele tipo de encontro. Foi
então que um cavalheiro, Bob Henning abriu o seu coração para
compartilhar conosco as coisas de Deus. Com voz calma e profunda disse-
nos: "Deus nos chamou com um elevado propósito acima de nossas
diferenças doutrinárias. Há algo mais sublime no ar do que a doutrina da
unidade neste encontro. Precisamos concorrer uns com os outros ao lado
da cruz de Jesus Cristo. Todos aqui concordam que nossa nação precisa de
oração e que Jesus quer ser o Senhor sobre a nação americana." Tal
declaração era Deus falando conosco. Era como se cada um de nós desse
um suspiro profundo provocando a queda dos muros que nos cercavam.
Toda a tensão nervosa veio por terra e a presença de Deus encheu aquela
sala. Jesus Cristo é, de fato, o restaurador e Senhor sobre as brechas,
trans-formando a divisão entre os líderes em um muro de unidade.

Depois deste primeiro encontro visitamos todos os ministérios na


grande área da cidade de Dallas e a cada encontro sentíamos que os laços
ficavam mais fortes e a unidade entre nós aumentava. Os encontros
tinham esta característica: orávamos cerca de meia hora e depois Deus
usava cada ministério abrindo-nos o mapa, desvendando-nos as
estratégias de Deus. Era lindo presenciar aquilo, sentindo a unção que
vinha sobre todos nós.

Deus usou aquelas reuniões para desvendar a estratégia que Ele


tinha para a América e a cura para as nações. O espírito de unidade entre
os obreiros agradou a Deus e, depois que orávamos, sentíamos que Sua
presença descia sobre cada um de nós.

Depois de Dallas, os generais se espalharam por toda a América e por


outras nações. A cada encontro orávamos por uma necessidade particular,
percebendo que o próprio coração de Deus abria-se entre nós. Outras
vezes, sentíamos que Deus queria curar as feridas ministeriais ou alguma
outra ferida de nossa nação.

Em nosso primeiro encontro em Pasadena, Califórnia, tivemos um


exemplo do que afirmei acima. Enquanto Dick Eastman concluía sua
mensagem, Deus lembrou-me de uma palavra que eu havia recebido ao
orar antes daquela reunião. Deus me fez entender que o pecado cometido
pelos americanos, contra os japoneses durante a segunda guerra mundial,
tinha que ser perdoado, única maneira do evangelho atingir também os
japoneses. Ao compartilhar esta necessidade de perdão, um pastor da
cidade de Torrance, falou: "Eis a razão porque não consigo alcançar os
descendentes de japoneses em nossa cidade. Posso orar a respeito?" Ele
caiu prostrado em terra clamando a Deus, suplicando o perdão à nação
americana pela quantidade de casas destruídas, pelas bombas jogadas
contra aquele povo e por ferir os próprios cidadãos americanos. Não
sabíamos o que estava acontecendo na esfera espiritual, mas todos
sentimos que Deus iria operar de forma sobrenatural entre aquele povo.

Alguns meses mais tarde, enquanto lia o meu jornal de oração,


entenda-se o jornal diário, meu olhos caíram sobre um artigo escrito em 21
de abril de 1988 cujo título dizia: "Senado vota lei de ajuda aos
americanos-japoneses". O artigo dizia que o Senado decidira votar uma
verba de 20 mil dólares livre de impostos, a cada um dos milhares de
japoneses e americanos que foram forçados a abandonar seus lares, gente
que foi enviada aos campos de concentração durante a segunda guerra
mundial. Até que ponto nossas orações influíram naquela decisão do
senado? Sem dúvida, outras pessoas oravam sobre o assunto também,
mas creio honestamente que as orações tão fervorosas e sinceras levadas
à presença de Deus naquele dia em Pasadena, influenciou diretamente na
votação do senado americano.

Quero deixar bem claro, que não somos arrogantes a ponto de pensar
que somos os únicos que estamos orando. Somos apenas parte da
estratégia de Deus. A Palavra de Deus diz que Ele procura alguém que se
coloque na brecha. Creio que quanto mais nós, os intercessores, usarmos
esses momentos de unção para orar por coisas específicas, veremos os
jugos sendo quebrados, nas pessoas e nas nações.

Era necessário, contudo, conseguir novos lugares para a reunião dos


Generais da Inter-cessão, às vezes, sem ter nenhum contato na cidade
escolhida, viajava até lá esperando que Deus nos abrisse uma porta
ministerial. Mesmo sem conhecer alguém na cidade, obedecia a Deus que
nos dizia: vá! Deus sempre foi fiel, nunca falhou! O Senhor nos abençoou
levantando grupos que nos apoiavam em oração até que as portas se
abrissem.

Um dos impedimentos para que não nos recebessem era o fato de


muitos líderes andarem "queimados", ou precavidos contra a atitude de
certos intercessores e suas inter-cessões! Houve tanto abuso nesta área
que os pastores nem queriam saber do assunto. Sempre que me
encontrava com eles, o que me contavam eram coisas do arco da velha,
cometidas por gente desequilibrada, conseqüentemente, deixando-os
receosos de tudo o que diz respeito a oração intercessória. Estavam
cientes de que careciam deste tipo de intercessão, mas olhavam com
suspeita as pessoas que se apresentavam com ministério de intercessão.
Em muitos casos tivemos que reeducá-los quanto à forma de pensar sobre
a oração intercessória.

Devido a natureza dos Generais da Intercessão, tomamo-nos uma


espécie de rede referencial de operação daquelas pessoas que tinham
problemas e necessidades. Aprendemos substancialmente sobre o
assunto, resolvendo os casos de erros e enganos sofrido pelas pessoas.
Deparamo-nos com muita coisa que era fruto da mais pura ignorância,
assim, as pessoas logo que eram ministradas, mudavam completamente
de atitude. Algumas pessoas não queriam mudar, preferindo manter-se
como "guerreiro autônomo", uma espécie de "free lancer", pessoa que age
sozinha! Foi-nos difícil enfrentar este tipo de atitude o que nos deixava
profundamente tristes.

Viajando de cidade em cidade, entendemos que este tema precisava


ser abordado com o equilíbrio próprio da Palavra de Deus; não podíamos
jogar a criança fora com a água. Tínhamos que retomar à Palavra de Deus
estudando a questão da intercessão, um tema que está tão ligado ao
coração de Deus.

Senti desejo de escrever a partir das reuniões com os Generais, pois


muitos deles tinham perguntas intrigantes a respeito da intercessão e,
ainda que muitos livros sobre o assunto da oração foram publicados, livros
que tratam exclusivamente da intercessão são muito raros no meio
editorial.

Agora, contudo, vivemos um tempo crítico na história do mundo.


Creio que um grande avivamento está por chegar e que Deus está
interessado em levantar intercessores por toda a terra. Isaías 56.7 diz:
"porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os po-vos".
Creio que muita gente irá nascer no reino de Deus e ouviremos um
chamamento do coração de Deus, perguntando: "Onde estão as pessoas
que serão 'casas' de oração para todos os povos"?

Se não atendermos ao chamamento que nos é feito nesta hora, se


não formos treinados e equipados como intercessores, descobriremos que
muitas criancinhas na fé, não chegarão à maturidade, a menos que nos
coloquemos na brecha em favor delas. Fracassaremos em nossa tentativa
de ajudar a cumprir os planos de Deus para as nações; Deus quer que
nação após nação conheça a luz gloriosa do evangelho. Espero que Deus
não diga de nós: "Busquei um homem .... que se colocasse na brecha.:
mas a ninguém achei" (Ez 22.30). Estejamos, pois, treinados para a
batalha!

C A P Í T 3U L O

C o ra çã o P u

"Antes do Senhor tomar um vaso escolhido dando-lhe esta vida


intensa de intercessão, primeiramente ele tem que tratar no mais
profundo do homem com tudo o que é natural"1 (Rees Howells).

Eu era ainda uma garotinha quando meu pai, um pregador, disse algo
que ficou gravado em mim até hoje: "Querida, tenha sempre em mente
que o Espírito Santo é um cavalheiro,
ele não se intromete sem ser convidado, fica à espera de que lhe demos as
boas vindas". Esta é uma verdade bem simples que precisa ser entendida
por toda pessoa que quer ser um intercessor. Afinal, um intercessor é
alguém a quem Deus confidencia seus segredos que precisam ser cobertos
pela oração. Quanto mais puro o coração, mas Ele se sente à vontade em
nós, e quanto mais Ele compartilha Sua vontade conosco, mais produtiva
se tomam
nossas orações.

A Palavra de Deus diz que há coisas em nossos corações que são


perversas, tremen-damente iníquas e Deus nos forçará a largarmos tal
estilo de vida. Precisamos, por isso, abrir as portas pela fé, dizendo: "Vem,
Senhor. Cria em mim um coração puro". Quando abrimos as portas de
acesso aos compartimentos escuros de nossos corações, o Espírito Santo,
o cavalheiro divino, entra, e como Rees Howells tão sabiamente disse,
"trata profundamente
com tudo o que é natural."

Davi orou: "Cria em mim, Ó Deus, um coração puro" (SI 51.10). O


primeiro passo quando oramos como Davi é ter consciência real de que
precisamos orar assim. Certa ocasião, enquanto orava, senti de Deus que
Ele me pedia uma entrega total. Percebi que Ele queria tocar em áreas de
minha vida que O impediam de usar-me em intercessão. Somente depois
de um tempo de meditação foi que respondi: "Sim, Senhor. Vem e trata
com tudo o que impede que Tua obra seja completa em minha vida. Toma
o controle de tudo em mim".

Rees Howells, o intercessor, ao falar do tratamento do Espírito Santo


em sua vida, explicou a agonia que enfrentou nesta área. Deus lhe pedira
tudo de si mesmo, para que recebesse tudo o que o Espírito Santo tem.

"Não era com o pecado que Deus estava tratando; era com o eu; aquele ego
que vem desde a queda. Ele colocou seu dedo em cada parte do meu eu, assim,
teria que decidir de cabeça fria pois ele nunca me purificava de uma coisa sem o
meu consentimento. Quando eu concordava, começava a purificação"2

Quando o fim de semana chegou, Rees Howells experimentou um


tremendo trans-bordamento do Espírito Santo. O Senhor arrancou as raízes
de amargura e deu-lhe, ao mesmo tempo, um coração puro. Para algumas
pessoas como Howells, a purificação acontece depois de um tempo de
espera diante do Senhor, para outras, entretanto, o Espírito Santo limpa o
coração da pessoa instantaneamente. Preocupo-me, às vezes, porque
valorizamos muito pouco esta experiência com o Espírito, não a levamos a
sério. Deus quer nos dar um coração puro.

O segundo passo, é deixar o próprio Deus criar em nós um coração


puro, tratando com tudo o que precisa ser ajustado.

Depois de pedir a Deus que me enchesse do seu Espírito Santo, supus


que o meu coração iníquo fosse totalmente transformado e que agora
estava sob controle divino. Pensei que seria fácil viver sob o controle do
Espírito Santo; que seria instantaneamente transfor-mada, com um
coração e atitudes como o de Jesus. Enganei-me feio! Daquele dia em
diante parece que tudo o que fiz de errado brilhava diante dos meus olhos.
Além disso, ao invés de tomar-me como Cristo, percebi que meu
comportamento piorara. A única diferença agora, é que pecava e no
instante seguinte caía de joelhos convencida pelo Espírito Santo de que
havia pecado. Meu coração tomou-se, gradualmente, mais flexível e temo
diante de Deus.

Tive que tratar seriamente com o orgulho em minha vida. É


interessante notar que antes de minha entrega ao Senhor, o orgulho não
constava da lista de pecados que me asse-diava. Eu havia esquecido este
pecado nas profundezas de meu ser interior. Precisava saber, portanto,
que nenhum bem de valor havia em mim. Minha justiça era como trapo de
imun-dícia. Nesta época de entrega total, a história da vida de José foi-me
mui preciosa. O que tem a ver a vida de José com a de um intercessor?
José foi usado por Deus para intervir divina-mente na vida de uma nação.
Como tal, José é um tipo de intercessor e Deus, certamente, tratou com as
atitudes erradas em seu coração.

A história de José começa em Gênesis 37. Logo no versículo 2 vemos


um José, adolescente e jovem, cheio de orgulho:

"Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os


rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de
Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a
seu pai".

Ele era um pavão orgulhoso que Deus queria usar para mudar o curso
da nação, mas Deus tinha, primeiramente, que tratar com alguns defeitos
de caráter. Como intercessores jovens, José e eu estávamos apostando
corrida com o orgulho. Quando Deus me mostrava alguma coisa sobre
alguém, corria até ele e dizia: "Enquanto orava, Deus me mostrou que
você está cheio de amargura". Por não esperar que Deus mostrasse o
problema àquela pessoa, eu permitia que muitas pessoas ficassem
profundamente tristes comigo. Na ocasião, no entanto, eu achava que tal
pessoa era rebelde e que recusava-se a olhar os problemas em sua vida.

José vestia aquelas roupas coloridas (símbolo da unção) e tagarela


exibia sua posição. Este é um problema sério que enfrentamos, hoje, já
que Deus está derramando um espírito de intercessão, e muitas pessoas
pensam que, por serem intercessoras, são uma raça especial.

Ao confiar-nos o ministério da oração, Deus primeiramente limpa os


nossos corações para que os relatórios que damos-lhe em oração não
sejam sujos (corrompidos) ou tenden-ciosos. Ele quer ensinar-nos a orar
conforme a Sua vontade e não a nossa. Tendo em vista o coração do Pai, o
Senhor nos desveste daquela nossa roupagem de "unção pessoal",
interesses próprios, raízes de amargura, rejeições, doutrinas e opiniões
preconceituosas.

Como vimos anteriormente, pelo menos numa ocasião, José deu um


péssimo relatório sobre o comportamento de seus irmãos. Agora, ao virem
seu irmão menor vestido com as roupas que Jacó mais gostava, eles não o
suportaram e "despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas
que trazia" (Gn 37.23).

Este próximo versículo é muito interessante por causa de seu simbolismo:


" ... olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade;
seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o
Egito" (Gn 37.25).
Os perfumes que traziam eram usados nos dias de José para os
sepultamentos. Deus usaria os eventos nos anos seguintes da vida de José
para fazer morrer o orgulho e as ambições pessoais que impediam aquele
jovem ungido de cumprir o alto chamamento que tinha para sua vida. Há
um princípio muitas vezes doloroso para os jovens e zelosos inter-
cessores: Deus não tem pressa! Ele toma o tempo que precisar para
construir em nós o seu caráter. Paciente e metodicamente ele purificará os
nossos corações iníquos, a fim de permitir que oremos sobre os assuntos
da terra, conforme Sua vontade. Muitos de nós queremos respostas
rápidas, mas Deus gosta de nos cozinhar em banho-maria. Seu objetivo é
amaciar os corações para o sacrifício vivo. O problema com o sacrifício
vivo é que ele quer pular fora do altar. Senta-se ali por um tempo e
começa a fungar e depois de algum tempo descobre que para ser
transformado à imagem de Cristo, ele tem que sofrer. É aqui que muitos
acham que o preço a ser pago é muito alto!

Não era apenas o orgulho que Deus queria tirar da vida de José; ele
tinha reservado mais transformações para a vida dele. Deus deu a José
graça e por algum tempo tudo ia bem com ele, culminando com a posição
de mordomo da casa de Potifar, até que Deus tocou em outra área de sua
vida: suas qualidades e habilidades físicas. "José era formoso de porte e de
aparência"(Gn 39.6).

É fácil cair quando começamos a ter muito sucesso: achar que Deus
nos colocou acima dos demais por causa de nossa Capacidade de orar com
maior autoridade ou porque o ouvi-mos com mais clareza. Pensar que
Deus nos fez mais habilidosos na oração do que os "peões" da oração é um
grande laço.

Ainda que tenha resistido à tentação da mulher de Potifar, José


precisava superar o problema do orgulho. Nossas palavras, muitas vezes,
mostram a atitude de nossos corações. Veja as várias vezes em que
aparece o pronome pessoal e perceba quem está no topo da lista de
crédito de sua posição como mordomo da casa de Potifar:

"Ele, porém, recusou, e disse à mulher do seu Senhor: Tem-me por


mordomo o meu senhor, e não sabe do que há em casa, pois tudo o que
tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa,
e nenhuma cousa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois,
cometeria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?" (Gn 39.8,9).

Note que a última coisa que disse, foi: " ... e pecaria contra Deus?"
Certa ocasião com-partilhei uma resposta de oração; uma dessas
experiências fabulosas de oração respondida. Mais tarde, naquela mesma
noite, quando fui orar, senti que o Espírito Santo se entristecera. O que
quero dizer é que fiquei triste sem saber a razão de tanta tristeza.
Enquanto orava, o Senhor me deixou bem. claro que eu havia
compartilhado uma resposta de oração como se eu tivesse feito tudo
aquilo, como se Deus fosse uma parte insignificante da resposta. Ao
refletir sobre o assunto, percebi como falei fora de hora e que não
compartilhara corretamente. Arrependi-me e novamente senti que estava
purificada diante do Pai celestial.

Uma coisa boa a respeito de Deus é que se você é reprovado num


teste, Ele logo arruma outro. Foi assim com José e Deus logo encontrou
uma solução: mais um tempo na cadeia!

O tempo foi passando e Deus achou que era hora dos exames
semestrais. Deus deu sonhos a dois servos de Faraó que estavam na
prisão com José, e este, confiando que Deus lhe daria o significado dos
sonhos, pediu-lhe a interpretação.

De fato, Deus deu a José o sentido dos sonhos e este viu aí uma boa
chance de sair da prisão. Esta declaração dá o testemunho exato do que
ele pensava: "Porém lembra-te de mim, quando tudo te correr bem; e
rogo-te que sejas bondoso para comigo, e faças menção de mim a Faraó, e
me faças sair desta casa" (Gn 40.14).

José perdeu uma boa oportunidade de falar sobre o Deus de Israel e


uma vez mais não deu glória a Deus, por isso, veio a sentença: mais dois
anos de prova de fogo! Depois daqueles dois anos Deus deu a Faraó um
sonho e o copeiro-chefe, vendo que ninguém interpretava o sonho,
lembrou-se de José na prisão. Vejamos, agora, a resposta que José teve na
ponta da língua: "Respondeu-lhe José: não está isso em mim; mas Deus
dará resposta favorável a Faraó" (Gn 41.16).

Veio o dia da formatura de José: A glória já não era mais dele, e sim,
de Deus! Deus, então, tocou o coração de Faraó que colocou José como o
segundo em autoridade em todo o Egito. Quando permitimos Deus
purificar-nos o coração de todas essas coisas, Ele, por certo, compartilhará
conosco os segredos que o rei fala em sua câmara de dormir, e confiar-
nos-á a tarefa de interceder por toda a nação. Durante este tempo, Deus
nos levará ao terceiro passo desta caminhada. Um coração limpo, neste
terceiro passo, implica em que Ele não somente purificará os nossos
corações do pecado, mas também haverá de curar as feridas da alma.
"Cuidem para que ninguém se exclua da graça de Deus, nem alguma raiz
de amargura brote e cause perturbação, conta- minando a muitos" (Hb
12.115 NVI).

Não conheço uma pessoa que tenha atravessado a jornada da vida


incólume, sem feridas na alma. Algumas vezes, tomamos apenas uma
ducha no Calvário, sem permitir que Deus corte, no profundo de nossos
corações, purificando as feridas com seu sangue remidor. Não nos damos
conta da extensão da ferida de nossos corações, até que nos encontremos
em situações difíceis. Numa hora dessas, nossas palavras e ações, revelam
a profunda amargura que está dentro de nós. Se não permitirmos que o
Espírito Santo jorre sua luz sobre aqueles pecados que não foram tratados,
nossas orações ficarão manchadas pelos ferimentos de nossa alma.
Aprendi esta lição em casa quando Deus, certa ocasião, contou-me
um de seus segre-dos. Um pastor, a quem chamarei de Greg, passava por
profundas tribulações, e ele corria o risco de sofrer um ataque cardíaco se
não endireitasse suas veredas. Deus falou-me este segredo por duas
razões: Deus queria que o pastor fizesse alguns ajustes em sua vida
deixan-do-o fora do perigo de ter um ataque cardíaco, e queria também
expor as amarguras que eu tinha em meu coração contra aquele pastor.

A coisa era séria: alguns anos atrás, aquele pastor causara profundos
ferimentos em mim. De minha parte, achava que eu o havia perdoado e
que tudo estava terminado, mas fui traída pelo pensamento que me veio à
mente, logo depois daquela revelação: "Bem, ele agora aprenderá a não
ferir as pessoas e a não ser tão arrogante!" Imaginei um quadro assim:
Greg, vítima de um ataque do coração, deitado num leito de hospital.
Imaginei-me chegando,impondo as mãos sobre ele na expectativa de que
o milagre acontecesse e ele sendo totalmente restabelecido do ataque
cardíaco. Felizmente, o Senhor me sacudiu desses pensamentos frenéticos
e repreendeu-me. Deus não queria que aquele pastor sofresse um ataque
do coração e eu deveria orar para que a situação fosse revertida,
permitindo, assim, que Deus tratasse com ele secretamente. Foi então,
que vi como o meu coração estava cheio de iniqüidade. Os ferimentos da
alma me trouxeram à tona, a raiz de amargura. Pude perceber, então, que
Deus queria curar aquelas mágoas e tratar com os meus pecados. Depois
disto, foi fácil perdoá-lo pelas mágoas; pude, então, clamar a Deus por
misericórdia na vida dele para que Greg pudesse endireitar os seus
caminhos. Até o momento em que escrevo este livro, ele está sendo usado
por Deus e nunca teve o ataque cardíaco.

Muitos intercessores oram, erroneamente, por não conhecerem seus


próprios corações. Fazem orações que procedem de um coração ferido e
não oram conforme deseja o Pai celestial. Este tipo de oração,
freqüentemente acontece com pessoas que foram feridas por gente
autoritária, ou acontece com pessoas que sentiram-se rejeitadas por
líderes, cuja opinião eram-lhes muito importante.

Nosso dever, como intercessores, é o de cobrir as pessoas e situações


em oração deixando nas mãos de Deus a tarefa de convencê-Ias e curá-
Ias. Há ocasiões, é claro, que temos que confrontar as pessoas, mas
somente depois de chorar e suplicar a solução do problema diante de Deus
em oração. São muitas as pessoas que endireitaram seus caminhos e
muitas situações foram revertidas porque as pessoas aprenderam a orar.
Afinal, a maturidade nos ensina a guerrear as batalhas no cantinho da
oração. Quando oramos, Deus faz o impossível em situações que são
verdadeiros "becos sem saída".

Em Gênesis, temos um exemplo de intercessão quando um poderoso


homem de Deus, Noé, caiu embriagado pelo vinho:

"Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. Bebendo do vinho,


embriagou-se, e se pôs nu dentro de sua tenda. Cão, pai de Canaã, vendo
a nudez do pai,fê-lo saber fora, a seus dois irmãos. Então Sem e Jafé
tomaram uma capa, puseram-na sobre os próprios ombros de ambos e,
andando de costas, rostos desviados, cobriram a nudez do pai, sem que a
vissem" (Gn 9.20-23).

A atitude daqueles dois filhos, deve ser também a nossa em oração:


usarmos a inter-cessão como uma capa para cobrir a nudez do próximo.
Com o coração puro, podemos discernir a motivação que nos leva a orar.

Quero ser como o salmista que clamava:

"Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e


quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Ainda a
palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda" (SI
139.1,2,4).

Como intercessores, oramos: "Senhor envolve-me totalmente, por


dentro e por fora, cria em mim um coração limpo e puro para que eu seja o
teu servo tapando a brecha".

.Norman Grubb, Rees Howells, Intercessor, terceira edição (Fort


1

Washington, Pa. Christian Literature Crusade) Pg.88

2 . Ibid pg 40

C A P í T U4L O

E s t im u la d o r
d a V o n ta d e d e
Como intercessores, temos uma tremenda responsabilidade: Deus
nos usará para sermos os estimuladores de Sua vontade na esfera
terrestre. Isto acontece, conforme diz Bob Willhite, porque "a lei da oração
é a mais alta do universo; ela pode sobrepor-se às outra leis, sancionando
a intervenção de Deus."" Pela "lei da oração" Deus pode assim, agir
soberana-
mente num mundo chafurdado de egoísmo. Willhite coloca que esta lei
está acima da rebelião e das intenções malignas. Os meios que Deus
utiliza são os mais variados, geralmente envolvendo uma série seqüencial
de oração.

Um relato mais preciso e dramático dos executores que exigem o


cumprimento da vontade de Deus, foi-me contado durante um jantar que
teve lugar em Washington, por Mark Ballard, presidente do Mount Vernon
Bible ColIege. A esposa dele, Donna, mais tarde forneceu-me os detalhes.
A história começa numa cidade do Estado da Virgínia.

Os moradores da cidade de Christiansburg notaram que um novo


prédio surgia numa área da cidade. Depois de algum tempo, viram que a
construção recebeu uma torre bem no centro daquilo que seria o campus
de uma escola. Alguns crentes da cidade descobriram que os muçulmanos
haviam conseguido uma licença para construir um campus com o fim de
treinar estudantes do terceiro mundo a respeito da energia solar. Os
estudantes de energia solar voltariam às suas cidades com o fim de
ensinar o que aprenderam nos Estados Unidos. Ficou evidente, contudo,
que os muçulmanos tinham uma agenda secreta por trás daquela
construção: estavam construindo uma mesquita e planejavam trazer
algumas famílias para o local com o fim de instalar uma comunidade
islâmica na área.

Várias pessoas foram alertadas por Deus a respeito. Dois


intercessores que trabalhavam numa mercearia, depois de tomarem
conhecimento do assunto, começaram a interceder. Tomaram uma Bíblia,
foram ao local da construção e perguntaram aos pedreiros que
preparavam o alicerce de uma das construções se podiam fazer alguma
coisa. Os pedreiros consentiram, e enquanto o cimento ainda estava
fresco, enterraram no alicerce uma Bíblia, exigindo aquela propriedade
para o reino de Deus. Uma menina de sete anos, filha de um médico, orava
todos os dias para que aquela mesquita nunca funcionasse. As igrejas
locais começaram a orar para que Deus interviesse.

Por causa dos estimuladores, intercessores foram chamados à


oração, que exigiam que a vontade de Deus fosse feita, a lei da oração
confundiu os planos daquele grupo anti-cristão. Os empreendedores
muçulmanos esgotaram todos os recursos financeiros e de forma
surpreendente, o campus com a terra e os prédios foram tomados pelo
banco como forma de pagamento. Os prédios ficaram vazios e os
intercessores oraram para que Deus os utilizasse para sua glória.

Entretanto, um outro grupo de estimuladores trabalhava em outro


estado num projeto inspirado por Deus. O Mount Vemon Bible College
(Universidade Bíblica Monte Vemon) existia em Ohio por mais de trinta
anos e o conselho diretor sentia a necessidade de transferir a escola,
devido às condições econômicas da comunidade local. O conselho diretor
orou, pedindo a Deus, que lhes mostrasse para onde deveria ser
transferida a escola. A resposta às orações veio quando Mark Ballard
dirigia seu carro pelo estado de Virgínia em direção a Carolina. Enquanto
dirigia pela rodovia interestadual 81, teve a atenção chamada por algumas
construções em Christiansburg, ainda que não eram mui visíveis da
rodovia.

Através de uma seqüência de eventos, Mark Ballard ouviu o relato de


como os muçul-manos construíram aqueles prédios, agora vazios. O
Senhor o conduziu àqueles cristãos que intercederam para que a
construção fosse usada para a glória de Deus. O único impedimento era o
aspecto financeiro. O prédio custava 8 milhões de dólares e, depois de
algumas negociações, o banco decidiu vender a propriedade para a escola
bíblica por dois milhões e meio de dólares, cifra ainda muito elevada para
aqueles irmãos.

Em Ohio, os estudantes cientes da necessidade, se colocaram na


brecha da interces-são.Começaram a orar e jejuar três vezes por semana e
tinham reuniões de oração de ma-drugada. Deus começou a agir! No final,
o banco encarregado de vender a propriedade foi contatado pelo banco
que oferecia empréstimos para a compra, propondo um depósito de meio
milhão de dólares na conta bancária da escola bíblica abrindo com isso
uma linha de crédito que dava poder de compra para a escola. Durante as
negociações uma das secretárias do banco encontrou-se com Mark e,
chorando, contou-lhe como ela também estivera orando para que o
campus fosse vendido a uma organização cristã. Deus convocou seus
executores que oraram exigindo que a vontade de Deus fosse feita.

Por que Deus quer que oremos trazendo Sua vontade à terra? Afinal,
por que interce-der? Precisamos voltar ao começo de tudo e só então
teremos respostas à estas perguntas.

A necessidade de um intercessor nasceu no Éden. É um lugar sereno,


lindo, criado pelo Pai amado para os seus filhos, lugar cheio de amizade e
ótimos relacionamentos, e a princípio, não é um lugar muito próprio para
uma batalha. Adão amava a Eva, e esta a Adão e ambos amavam o Pai. No
fim da tarde caminhavam juntos, rindo, usufruindo a amizade do Pai.

Alguém os observava quando juntos caminhavam; alguém com ira,


inveja e ódio, matutando um meio de acabar com aquela amizade. Imagine
o ódio que Satanás tinha, ao ver Deus conceder tanto domínio a Adão.
Satanás procurou dentre todas as criaturas, as mesmas que receberam
seus nomes de Adão, uma que pudesse ser usada por ele como
instrumento, que roubasse de Adão o que mais cobiçava: poder,
autoridade, domínio e governo sobre a terra.

Foi então que, em sua procura, observando a serpente, viu que ela
era sutil e consideravelmente bela. Todas as demais criaturas ouviam-na e
riam quando ela falava. Satanás aguar-dou o momento certo e matreiro,
tomou posse daquela bela criatura. Incorporado na serpente, entrelaçado
com sua natureza e habilidades, torceu e perverteu a capacidade da
serpente usando-a em suas intenções malignas.

Satanás não atacou de imediato a criação suprema de Deus.


Paciente, esperou que o homem e sua mulher se acostumassem à tarefa
de dominar a terra e ficassem desprotegidos. Eles sabiam como cuidar do
jardim e gozavam de um ótimo relacionamento entre eles. Ele planejou
tudo, pensou no que dizer e em como fazer. Escutava a conversa deles,
observava seus gostos, até saber perfeitamente como agir: para enganá-
los, usaria as mesmas palavras que o Pai falara aos seus filhos.

Finalmente, chegou o momento que tanto esperara. Eva já observara


sua beleza indescritível e ele conversava com ela, impressionando-a com
sua sabedoria. Em meio àquela conversa deliciosa ele fez uma pergunta
cuidadosamente preparada: "É assim que Deus disse: Não comereis de
toda árvore do jardim?".

A serpente, usada verbal e polidamente pelo pervertido Satanás,


convenceu-a rapi-damente de que Deus o Pai a havia enganado. Ela
comeu. Adão, perfeitamente orientado por Deus a respeito da árvore;
treinado bem antes de Eva ser criada, não a corrigiu. Na reali-dade,
recebeu o fruto das mãos de Eva e, com uma mordida, entregou seu
governo sendo destituído de todo domínio. Satanás declarou-se, então, o
"deus deste mundo" (2 Co 4.4).

Com a quebra de comunhão com o Pai, a humanidade passou a


depender urgentemente de um intercessor. Como resultado da queda, a
humanidade inteira e as gerações por vir, ficaram sob a maldição.

O Pai, antevendo a morte da raça humana, havia preparado um


antídoto para o pecado, Jesus, o Cordeiro de Deus, morto desde a
fundação do mundo (Ap 13.8).

"Viu que não havia ajudador algum, e maravilhou-se de que não houvesse
um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua
própria justiça o susteve. Vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs
o capacete da salvação na cabeça; pôs sobre si a
vestidura da vingança, e se cobriu de zelo, como de um manto" (ls
59.16,17).

Jesus trazia salvação, libertando o povo das condições difíceis em que


vivia.

Satanás não conhecia os planos que Deus, o Pai e Criador do


universo, tinha para contra-atacar, mas deu um enigma, uma dica ao
diabo. Gênesis 3.15, diz: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua
descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás
o calcanhar".

Durante eras, Deus estava preparando a salvação que viria através


de seu filho. Possi-velmente, a vinda de seu Filho seja uma das respostas
ao enigma, creio, entretanto, que se referia a uma arma futura,
secretamente escondida, aguardando para ser revelada depois da
ressurreição. O texto de 1 Coríntios 2.8 afirma que é uma arma que
"nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem
conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória". O texto se refere
à Igreja do Senhor Jesus Cristo, exército de intercessores, mistério que está
vivo na terra hoje, "esmagando" a cabeça do maligno.

Um dos mais dramáticos casos que conheço de estimuladores,


pessoas que não exitam em interceder para que a vontade de Deus seja
feita na terra, aconteceu durante a segunda
guerra mundial e está nos anais da história britânica. O caso está no livro
Hand on the Helm (Mãos no Escudo), de Katherine Pollard Carter.

No mês de setembro de 1940, Churchill foi avisado pelo serviço de


inteligência que havia a iminência de um ataque aéreo nazista à
Inglaterra. Como as fábricas de aviões nazistas podiam construir aviões
com mais rapidez que a Inglaterra. não havia dúvida de que a Real Força
Aérea estaria em desvantagem num combate. Mais de duzentos
bombardeiros alemães entraram zumbindo no espaço aéreo inglês e
somente 26 esquadrões decolaram do solo britânico tentando impedir o
ataque aéreo.

"Foi então, que, inexplicavelmente, o quadro se modificou nos mapas


da guerra. A grande flotilha aérea nazista retrocedeu. Com 185 aviões
abatidos e em chamas, eles
fugiram! Milagrosamente, contra todas as possibilidades logísticas, a Real
Força Aérea ganhou a batalha ...

Alguns pilotos alemães capturados, foram interrogados da razão de


terem fugido, quando apenas dois aviões os atacaram. Um deles
respondeu: "Dois?", exclamou, "eram
centenas de aviões!" Um outro oficial nazista feito prisioneiro, perguntou
aos ingleses: "Onde vocês conseguiram tantos aviões para colocar nos
céus da Inglaterra?" Os ingleses apenas disfarçavam a resposta com um
sorriso. Na realidade, a poderosa esquadrilha alemã encontrou apenas um
punhado de modelos spitfires e hurricane ultrapassados da Real Força
Aérea. O céu não estava tão cheio de aviões de guerra ...

Um oficial do serviço de inteligência nazista que mais tarde foi


capturado chegou perto na tentativa de desvendar a fonte daquelas ....
miragens que confundiram os pilotos da Luftwaffe. "Quando o grande
relógio Big Ben batia toda noite as nove horas", disse o oficial alemão,
"vocês usaram uma arma secreta que não entendíamos. Era muito
poderosa e não encontramos meios de reagir contra ela."

Ele estava certo! Havia uma força poderosa em ação, cada noite,
quando o Big Ben soava suas nove batidas. Era a força poderosa de uma
nação que orava de coração contra uma força aérea que ninguém podia
contra-atacar, uma nação intercedendo diante do Deus Criador
Onipotente. Toda noite quando o relógio da torre do parlamento, o Big
Ben, batia nove horas, o povo da Inglaterra e todo o Reino Unido se
recolhia no que ficou conhecido como, momentos silenciosos de oração."2

As orações dos estimuladores de Deus, os intercessores, protegeram


a Inglaterra e isto tornou-se possível através do sangue do sacrifício de
Cristo. Jesus tornou-se o supremo realizador através de sua morte,
sepultamento e ressurreição. Sua morte na cruz quebrou o poder dó
pecado sobre as pessoas permitindo uma intervenção divina nos assuntos
da terra. A morte sacrificial de Cristo não nos trouxe somente o direito de
adoção na família de Deus: devolveu-nos através do nome de Jesus a
autoridade e o direito de estabelecer o domínio outra vez. Deus é o Deus
da segunda chance. Jesus disse: "Eis aí vos dei autoridade para pisardes
serpentes e escorpiões, e sobre todo poder do inimigo, e nada
absolutamente vos causará dano" (Lc 10.19).

Jesus pagou um alto preço antes mesmo de ir à cruz. Vimos


anteriormente que Deus "maravilhou-se de que não houvesse um
intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação" (Is 59.16),
assim, Cristo teve que pagar o preço pela oração, antes de pagar o preço
na cruz.

Em seu livro Bom for Batle (Nascido Para a Batalha), R. Arthur


Matthews diz isto de forma bem clara:

"O Soldado da Cruz ensinara seus discípulos sobre a necessidade de


orar", dizendo: "faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu". A
implicação óbvia é que Deus limitou algumas de suas atividades à oração
dos seus filhos. Se estes não orarem, Ele não agirá. O céu pode fazer e
acontecer, mas os céus também esperam e encorajam a iniciativa da
terra, para que deseje o cumprimento da vontade de Deus; a partir daí,
aqui embaixo oramos para que a vontade do céu se realize. A vontade de
Deus não é imposta na terra por um ato de onipotência inexorável e
ditatorial, algo decidido lá em cima, que sobrepuja ou ignora a vontade
dos que vivem na terra. Bem pelo contrário, Deus impôs a si mesmo o
direito de nada fazer, enquanto procura uma pessoa, um intercessor, que
clame a Ele diante desta ou daquela situação: "seja feita a tua vontade na
terra .... ".

No silêncio envolvente do Jardim das Oliveiras, em completa solitude,


Jesus é visto ativo em intercessão. Se escolher o Gólgota, será o ator
principal do Getsêmane. É aqui que Jesus se dispõe a enfrentar as dores
de parto duma luta intercessória em que, de forma ativa, escolhe fazer a
vontade de Deus, sem se importar com o alto custo de tal decisão. Seu
espírito atribulado expressa sua grande agonia em gemidos, choro e
lágrimas. Chegam reforços
para a batalha. A intensidade da luta aumenta. As legiões celestes vêm
para ajudar, mas esta batalha não lhes pertence: é uma luta particular de
Jesus! A vontade de Jesus foi testada em cada frase até que "seu suor se
tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra" (Lc 22.44). É a obra de
Deus sendo feita da maneira de Deus. Deus a deseja no céu e um homem
a realiza na terra. O Cal vário é o resultado sacrificial de uma alma que
agonizou no Getsêmane escuro, o "Soldado da Cruz" uniu sua vontade à
do Pai para que a obra fosse consumada!" 3

Na batalha do Getsêmane, Jesus propositalmente entrou em guerra


nas regiões celes-tiais, abrindo caminho para o seu triunfo no Cal vário.
Você pode imaginar como era o campo de batalha nos céus enquanto
Jesus agonizava no jardim? Os anjos de Deus inflamados preparando-se
para travar a maior guerra em favor das almas humanas; batalha
assim,jamais ocorrera em toda história do céu! Os anjos se moviam de um
lado a outro no céu. Penso que Satanás não imaginou a razão de tantos
anjos num só lugar. Possivelmente pensou que os anjos se movimentavam
para tirar Jesus da cruz. A batalha corria célere no céu, mas foi ganha Por
Jesus no Getsêmane de onde saiu rumo à vitória do Gólgota!

É bom notar que a primeira batalha pela salvação do homem


aconteceu no jardim do Éden e a última batalha teve lugar numa noite
escura de oração, também num jardim.Jesus o último Adão, estava
trazendo o mundo caído à sua posição anterior que era a de ter domínio
sobre a terra.

O pedido do Filho de Deus, "Pai, seja feita a tua vontade" teve o seu
cumprimento na cruz. Todo o pecado, enfermidades, infelicidades,
desgraças, dores no corpo e dores da alma, tudo foi pago e cancelado no
madeiro. Ao dar o último suspiro e entregar-se à morte, Jesus exclamou:
"Está consumado!" Ao reconquistar, através de sua morte e ressurreição, a
auto-ridade perdida, Ele despojou, para sempre, os principados e
potestades do mal, triunfou sobre eles, tomando as chaves da morte e da
vida. Aleluia! Ao chegar ao céu quero ver uma cena rápida da filmagem
documentando o momento em que o diabo perdeu as chaves!

Depois de ressuscitado, Jesus encontrou-se com seus onze apóstolos,


dizendo-lhes:

"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem


crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.
Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem; em meu nome
expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se
alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as
mãos sobre enfermos, eles ficarão curados" (Mc 16.15-18).

Jesus Cristo, na realidade, na hora em que subia ao alto, ao seu lugar


de intercessão, lançou as chaves para os discípulos, dizendo: "Tudo o que
pedires em meu nome, farei". Ele nos entregou as chaves das portas da
prisão, chaves que abrem liberdade aos cativos, quaisquer que sejam seus
cativeiros. Quando usamos o nome de Jesus e oramos de acordo com Sua
vontade, tornamo-nos os executores de Sua vontade aqui na terra. Agora,
nós seres humanos, podemos realizar aquilo para o qual Deus nos
vocacionou no Éden, subjugando a terra, dominando-a em nome do grande
Campeão ressuscitado; em nome de Jesus Cristo. Oramos, então, com
discernimento e de acordo com Sua expressa vontade. Ao orarmos em
nome de nosso Rei, estabelecemos a vontade de Deus na terra, como é
nos céus, e dominamos as obras de Satanás. Quando estamos em
intercessão, tornamo-nos embaixadores pleno potenciais de Deus,
revestidos de toda autoridade divina, capacitados para orar a favor dos
interesses do Todo-poderoso, do maravilhoso Deus deste universo.

É imperativo que os intercessores na América levantem-se e


executem a vontade de Deus em nossa nação. A Igreja tem que ir à
guerra, em oração, para impedir a onda de pecado e decadência que tem
vindo sobre nossa terra. Precisamos urgente de intercessores!

Em 1985 muitos de nós, envolvidos no ministério de oração,


começamos a sentir uma necessidade urgente de orar. Desde então,
muitos líderes começaram a orar seguindo um mesmo padrão ou direção,
isto é, suplicando a Deus que sua justiça e misericórdia venha sobre a
América. Recebemos muitas chaves que abriram- nos a porta do
conhecimento a fim de vermos as condições de nossa nação. Uma delas foi
perceber que ficamos tão satisfeitos e
ocupados com o derramamento do Espírito Santo na década de 60 que nos
afastamos total-mente dos problemas nacionais. Na realidade, entregamos
o governo de nossa nação aos humanistas e ateus. Por exemplo, em 1962,
dormíamos o sono da indiferença quando a Suprema Corte baniu a oração
e a leitura da Bíblia de nossas escolas públicas. Neste momento, estamos
vivendo dentro da tempestade, colhendo o fruto de nossa falta de
responsabilidade.

Deus está nos mostrando como exigir de volta aquilo que


entregamos. Tornemos, por exemplo, este assunto da oração nas escolas
públicas. Em 1988 os Generais da Intercessão patrocinaram um seminário
em Phoenix, no Arizona, com .O propósito de sacudir aquele Estado,
trazendo-o de volta a Deus. O seminário de oração tinha como propósito
derrubar de forma contínua e sistemática as fortalezas que impediam o
mover de Deus no estado do Arizona. Na parte da manhã, um dos
palestrantes, David Barton, compartilhou .O que acon-teceu no ano de
1962. De repente, por causa da lei da Suprema Corte, 39 milhões de estu-
dantes e mais de dois milhões de professores foram impedidos de fazer
diariamente, aquilo que era feito desde a fundação de nossa nação:
começar as aulas do dia em oração!

Contou-nos, David, que a oração retirada das salas de aula, dizia


apenas: "Deus Todo-poderoso, reconhecemos que dependemos de Ti, e
pedimos-te que Tua benção esteja sobre nós, sobre nossos pais, nossos
professores e nossa nação".
Enquanto aquele irmão falava, concluímos que, a desordem existente
em nossa nação e em nossos filhos, era devido ao pecado de presunção e
vaidade que tínhamos em relação ao nosso governo. Ele nos afirmou que
.O teste de aptidão escolar servia de prumo para toda a nação até o ano de
1962. Desde 1963 os casos de relações sexuais entre os estudantes
aumentou em mais de duzentos por cento. Os casos de gravidez antes do
casamento
aumentaram em mais de quatrocentos por cento; doenças venéreas como
a gonorréia, aumentaram mais de duzentos por cento e o número de
suicídios subiu em mais de quatrocentos por cento ! (4)

Estas estatísticas tocaram nossos corações. Uma das pessoas


profundamente tocadas foi o preletor da noite, Bob Willhite. Ele contou-nos
que voltou ao seu quarto de hotel e caiu de joelhos em oração sob forte
convicção de pecado. Sua geração, disse ele, era culpada por permitir que
a leitura e a oração fossem banidas das escolas, e isto o levou a agonizar
toda aquela tarde em oração.

Enquanto ele nos falava, sentíamos naquela noite, o peso de suas


palavras. Bob é um sujeito alto, um homem sóbrio, profundamente
humilde diante de Deus. Dirigiu-se a todos nós de forma tranqüila,
dizendo: "Gastei as últimas horas prostrado diante de Deus em profundo
arrependimento. Pela manhã, enquanto ouvia o David, o pecado de minha
geração caiu sobre mim". Abruptamente parou. Todos sentimos que Deus
nos convencia a todos de forma mui profunda. Bob continuou: "Estou aqui
esta noite para pedir-lhes perdão do meu pecado e pelo pecado de minha
geração. Gostaria que todas as pessoas com idade acima de 50 anos
ficassem em pé ". Homens e mulheres puseram-se em pé no vasto
auditório. Era visível que cada pessoa que se pôs em pé o fazia também
sob forte convicção de pecado. Muitas pessoas choravam. Bob, então,
continuou: "Precisamos nos arrepender diante da nova geração, por
entregar-lhes uma nação cuja herança é agora de pecado e queda."
Enquanto falava, as pessoas soluçavam por toda parte. Algumas pessoas
escondiam o rosto à medida que o poder purificador do Espírito Santo
varria aquele ambiente.

Creio que algo muito especial aconteceu naquele dia pois o coração
de uma geração tomou ao coração de outra geração. Em outras palavras,
caiu por terra o muro que separava duas gerações. A Bíblia fala a este
respeito em Malaquias 4.6: "Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e
o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fira a terra com
maldição ".

Aquela noite, a Palavra de Deus teve o seu cumprimento. Os


executores romperam o mundo espiritual com uma das armas mais
poderosas de Deus: o perdão.

Há outros ótimos exemplos de estimuladores nos tempos modernos,


por todo o mundo. Um desses grupos de estimuladores composto em sua
maioria por mulheres, como Débora e Ester ergueu-se no Brasil em 1961.
Gente que se colocou na brecha pela nação brasileira. O grupo se
autodenominou Liga das Mulheres Democráticas e teve seu começo
posicionando-se contra a iminente tomada do país pelos comunistas.

Quando os militantes apoiados por Cuba, Rússia e China começaram


a trabalhar incan-savelmente no Brasil, enchendo o país com mentiras e
falsas esperanças, os intercessores brasileiros tomaram suas "armas" e
saíram à guerra. Eles não somente oraram; colocaram pernas à oração e
saíram à luta.Quando veio a notícia de que um grande comício teria lugar
em São Paulo com dois famosos líderes comunistas russos, aquelas
mulheres telefonaram às autoridades do país explicando que, quando o
avião chegasse, centenas de mulheres se deitariam na pista do aeroporto
para impedir que o avião pousasse.

Quando o avião se aproximou do aeroporto as mulheres tomaram


posição, cantando, orando, recusando-se a sair da pista. O avião tentou
uma aterrissagem e voltou a ganhar altura. Elas ficaram firmes. Aqueles
líderes, acovardados, não puderam chegar na cidade.

Quando um outro líder comunista começou a falar, as mulheres


lotaram o local e oraram tão fervorosamente que ele não conseguia ser
ouvido por causa do barulho das orações. Aquele líder abandonou o local,
frustrado.

As forças armadas do Brasil, animadas pela coragem daquelas


mulheres e por outros grupos de resistência, levantaram-se contra os
comunistas cujo líder fugiu do país naquela mesma noite. (5)

Muitos de nós estamos orando para que muitas mulheres de oração,


quais Débora, levantem-se clamando por justiça em seus países.

Os executores de Deus podem operar em diferentes níveis, seja em


seu próprio país ou em muitas nações.

Uma das maneiras de interceder é utilizar as notícias dos meios de


comunicação e orar também para que Deus levante pessoas dentro da
mídia com notícias verdadeiras e corretas sobre a nação sem aquelas
informações parciais e distorcidas.

Alguém disse que as notícias dos jornais servem como listas de


motivos de oração. Ao ler as notícias locais podemos saber se estamos
sendo efetivos ou não na oração. Freqüentemente encorajo os irmãos a
"orar as notícias".

Certos intercessores que vivem em pequenas cidades, intercedem


tendo como base a lista telefônica. Dividem as páginas do guia telefônico,
distribuindo-os em pequenos grupos para intercessão pela cidade. Jeff
Wright, de Washington, tem uma kombi da oração: ele a enche de
intercessores uma vez por mês e sai com eles pela cidade numa jornada
de inter-cessão. Outros irmãos costumam sair pelo bairro onde moram em
caminhadas de oração. As idéias podem ser as mais criativas quando
queremos orar por nossa cidade.

A pequena cidade de Willow Park, no Texas, estava tentando votar


uma lei que permitisse a venda de bebidas alcoólicas em todo o condado e
por fazermos parte da mesma jurisdição, a notícia chegou a Weatherford,
onde moramos. O condado onde moramos está sob lei seca há vários
anos; isto é, não é permitida a venda de bebida alcoólica em toda área,
nem em supermercados ou em bares. Não quero com isso julgar os
moradores daquelas
cidades, contudo nenhum de nós queria uma atmosfera carregada com
botequins e coisas similares. (Antigamente havia meia dúzia de botequins
por toda a cidade). Chamei algumas de nossas amigas para jejuarmos e
orarmos por três dias. No terceiro dia, com duas de minhas amigas, Kurt e
Laurie fomos orar numa pequena igreja donde se avista Willow Park. Ali,
juntamente com Mary Gene, esposa do pastor, tivemos um tempo de
intercessão. Certa-
mente outras pessoas também haviam sido levantadas por Deus para orar
pelo assunto. Quebramos por fé, o vício e a escravidão da bebida, pedindo
a Deus para que a lei não fosse aprovada.

Ficamos surpresas pela derrota sofrida por aqueles que queriam


vender bebida alcoólica em nossas cidades. Quando Deus convoca seus
executores para interceder, por certo ouvirá suas orações.

. B.J. Willhite, Why Pray? (Por que Orar?) Lake Mary, FIa. Creation
1

House, 1988, pg. 91.


2. Katherine Pollard Carter em Hand on the Helm (Mão no Escudo)
Springdale, Pa. Whitaker House, 1977, pgs 4-5.

. R. Arthur Mathews, Bom for Battle (Nascidos para a batalha)


3

Robesonia, Pa. OMF Books, 1978, pgs. 14 e 15.


4
. David Barton, em America: To Pray or Not to Pray? (América: Orar
ou Não Orar?) Aledo, Tx, Wallbuilder Press, 1988. Estatísticas mencionadas
no livro.

.Clarence W. Hall, "The Country that Saved Itself" (O País que a si


5

mesmo salvou), Reader's Digest, Novembro 1964, pg. 133.

C A P í T U5L O
O M in is t é r i
d a In te r c e s s
"Um intercessor é alguém, homem, mulher ou criança, que luta em oração
a favor de outras pessoas. Como tal, a oração intercessória identifica-nos
com Cristo, pois ser como Jesus implica em ser também um intercessor.
Ele vive sempre para interceder" (1) (Dick Eastman).

Há muitas controvérsias a respeito do ministério de intercessão.


Alguns dizem que não há este tipo de ministério e que Deus chama todo o
corpo para agir como intercessores.
Outras pessoas, contudo, ao sentir o chamado de Deus para interceder, se
perguntam: Se não há este tipo de ministério, onde está o meu lugar no
corpo de Cristo? Sei que tenho uma chamada mui peculiar do Senhor para
ficar na brecha, gastando horas a sós com Deus, orando pelas nações do
mundo, por minha igreja, meu país e por seus líderes.

Quem está certo? Ambos estão certos. Do ponto de vista ministerial,


todos temos que orar e interceder como Jesus. Ele é o nosso exemplo. Se
olharmos do ponto de vista de dons concedidos, muita gente é também
chamada para ser um intercessor. A diferença está em que a intercessão,
por um lado, é de responsabilidade de todos, e por outro é um dom
concedido por Deus que faz parte do ministério de socorro. Algumas
pessoas chamadas à intercessão, recebem adicionalmente o dom da
liderança na oração. Deus não somente as usa como intercessores, como
também as habilita a ensinar aos demais os segredos da intercessão.

Pessoalmente, experimentei todas as três fases como relatei


anteriormente. Antes, ao vir as necessidades, gastava algum tempo de
oração durante o dia, nos intervalos de minhas atividades como dona de
casa e professora. Mais tarde, quando deixei o meu emprego de
professora, o Senhor me levou a gastar mais tempo durante o dia
intercedendo. Sentia um impulso de orar, especialmente durante a noite,
pela madrugada, ou enquanto meus filhos pequenos dormiam ou estavam
na escola. A terceira fase de minha vida veio com a atividade ministerial
de ser líder de grupo de oração (não parei, é claro, de ser dona de casa).
Agora, convenhamos, nem toda pessoa será chamada a ser um intercessor
de tempo integral.

O funcionamento destes diferentes aspectos de um intercessor leva-


nos a considerar a igreja como um exército onde cada patente, ou divisa é
significativo e de grande necessidade. Um exército tem muitos soldados e
poucos generais e cada pessoa tem que desempenhar sua tarefa a fim de
que a guerra seja ganha. Podemos afirmar que assim também é com
respeito ao exército de Cristo: todos seguimos a Jesus Cristo, nosso
Capitão dos Exércitos, o grande Soldado da cruz! Não é importante o cargo
ou a divisa de autoridade que ocupamos; o que importa é estar no lugar
onde Deus nos colocou!

Todo crente é chamado a ser parte do exército de intercessores;


todos oraremos e intercederemos. Alguns o farão de tempo integral,
enquanto outros fluirão mais em determinados dons do que propriamente
na intercessão onde fluem em menor escala. É de vital importância que,
neste tempo do fim, encontre- mos nosso lugar no corpo de Cristo,
cumprindo com o chamamento de Deus para nossas vidas.

Para entendermos o ministério de intercessão, seja como parte de


uma tarefa do corpo ou como chamamento pessoal, precisamos estudar a
obra de Jesus, nosso grande Intercessor.

Jesus disse: "É necessário que façamos as obras daquele que me


enviou" (Jo 9.4). Dick Eastman diz que a expressão "é necessário que
façamos" chamou-lhe atenção, pois Jesus não disse "eu espero que
façamos", ou "pretendo fazer", Jesus usou uma expressão radical quando
disse: "É necessário.!" (2)

Jesus entendia de forma mui clara que havia coisas que "era-Lhe
necessário fazer." Como crentes, deveríamos ser "pequenos Cristos" ou
seus imitadores. Quando lemos as Escrituras ,O vemos retirando-se para
lugares solitários onde passava orando a noite toda. Na realidade, Ele
gastou a vida intercedendo por nós. Se o próprio Cristo sentiu que era
impor-tante interceder enquanto estava na terra, muito mais nós, seus
discípulos devemos fazê-lo. É necessário interceder!

Há uma diferença entre oração e intercessão. Nem toda oração é


intercessória e, na realidade, muita gente nem mesmo intercede, apenas
pede a Deus que atenda a algumas de suas necessidades. A verdadeira
intercessão pode ser vista em dois aspectos: um deles tem a ver com a
intervenção de Deus e o outro o da destruição das obras de Satanás. Isto
pode ser visto na passagem bem familiar de Ezequiel 22.30: "Busquei
entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha
perante mim a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a
ninguém achei".

Este versículo nos fala duas coisas: a primeira é chegar à presença de


Deus com um pedido específico, divinamente inspirado. A segunda é a
expressão "se colocasse na brecha perante mim", que traz em seu bojo o
sentido de destruir as estratégias espirituais planejadas por Satanás.
Muitos irmãos, infelizmente, ficam na defensiva enquanto Satanás toma a
ofensiva atacando o governo, a igreja e as famílias.
Satanás é especialista em montar estratégia. Fico arrepiada quando
ouço os irmãos rirem e zombarem, dizendo que Satanás é um bobalhão
idiota, esquecendo-se que uma das lições mais enfatizadas no treinamento
de guerra é que não se deve subestimar o inimigo. Temos que reconhecer
que Satanás está metido nesta guerra há muito tempo, muito mais que
qualquer um de nós, e que ele aprecia muitíssimo esta fama de bobalhão
ignorante: afinal, ele também gosta de ser desacreditado e ri à-toa quando
as pessoas dizem que ele não existe! Contudo, temos que dar ouvidos às
palavras de Paulo que nos alertam, dizendo: "para que Satanás não
alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios" (2 Co
2.11).

Paulo não falaria dos laços e artimanhas de Satanás se eles não


existissem. Ele também possui tropas de assalto altamente treinadas;
soldados que o servem sob o jugo do terror. Paulo definiu o nosso inimigo
desta forma:

"Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra


os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo
tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes" (Ef
6.12).

Lutar, para os gregos, era uma questão de vida ou morte. Nossa


guerra contra o inimigo que quer nos destruir, é uma luta corporal no
território dele.

Efésios 6.11 diz que devemos colocar "toda a armadura de Deus"


para podermos "ficar firmes contra todas as ciladas do diabo ''. A palavra
ciladas no grego, utilizada nesta passagem, significa "metodologia". Em
termos militares podemos afirmar que o seu plano, ou estratégia de guerra
é a de dominar toda a terra.

Por isso, o papel do intercessor se reveste de tanta importância, pois


ele entra na batalha como um mediador. Hebreus 7.25 diz que Jesus vive
"para interceder por eles". Por quem? Por aqueles que vêm a Deus através
dEle! Jesus pagou o preço para podermos entrar ousadamente diante do
trono da graça, e dEle receber misericórdia em tempos de necessidade.

Podemos imaginar algo assim: alguém vem a Deus com um pedido de


acordo com a vontade dEle. Jesus, sentado à direita de Deus, diz: "Pai,
atende este pedido". Sensibilizados pela necessidade, o Pai e o Filho,
pedem ao Espírito Santo que toque no coração de alguém do Corpo, a
Igreja de Cristo na terra, para que se coloque na brecha, em oração. Há
momentos em que ficamos a nos lembrar de uma pessoa todo o tempo,
sem sabermos a razão e depois começamos a orar por ela. Vem sobre nós,
uma sensação de perigo ou de tristeza quando a levamos a Deus em
oração, e esta é uma clara demonstração da ação do Espírito Santo que
nos impele a orar por ela. É nesta hora que nos colocamos na brecha,
derramando o coração diante de Deus em intercessão. Deus, então,
começa a operar na vida da pessoa pela qual estamos orando, a vontade
de Deus é realizada e o reino de Deus se expressa na vida daquela pessoa.

Um intercessor eficaz é comparado a um atalaia atento sobre os


muros da cidade, como diz a Escritura:

"Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e


toda a noite jamais se calarão; vós os que fareis lembrado o Senhor; não
descanseis, nem deis a ele descanso até que restabeleça Jerusalém e a
ponha por objeto de louvor na terra" (Is 62.6,7).

Jerusalém é uma cidade murada e você pode, até hoje, caminhar


sobre os muros da cidade. Os atalaias, dia e noite, andavam sobre os
muros, olhos e ouvidos atentos na noite escura, escrutinando o horizonte
precavendo-se dos ataques inimigos. Através desses versículos, Deus
orienta que olhemos o futuro, em oração, descobrindo os malefícios que
podem atingir nossas cidades, nossas igrejas e famílias. Deus está
colocando os seus filhos como atalaias, guardiães que não lhe darão
descanso até que o Reino de Deus seja estabelecido em todo o mundo. A
seguir, quero colocar várias coisas que você pode fazer a fim de
desenvolver a visão de um atalaia:

1. Aliste-se no exército de Deus! Ore a Deus propondo-se a ser


um atalaia!

2. Mantenha o coração puro, a fim de discernir corretamente os


assuntos pelos quais Deus quer que você ore!

3. Desenvolva uma vida de comunhão íntima com Deus. Fique


constantemente em alerta na missão a cumprir. Um atalaia
tem que ser como um médico: deve estar sempre de prontidão,
com o bip a tiracolo! A qualquer momento, você poderá ser
avisado de uma emergência. Não importa o que estiver
fazendo, Deus mudará seus planos a fim de que você ore e
toque o alarme de guerra, impedindo o ataque do inimigo.

4. Ore e peça que Deus o ensine a tocar o alarme no momento


certo. Deus revela aos seus intercessores as necessidades
Íntimas daquelas pessoas pelas quais estão orando. Deus
confia esses segredos aos intercessores e aquilo que Deus nos
segreda deve ser mantido em sigilo; nunca jamais ser
comentado com alguém. Muitos grupos de oração pecam neste
ponto, pois tornam-se meramente reuniões de fofocas
espirituais. Se Deus revelar a fraqueza de alguém, você deve
proceder da seguinte forma:

• Peça a Deus que confirme o que Ele lhe falou a fim de ter certeza
absoluta do que ouviu. Você não vai querer orar sem qualquer objetivo.

• Depois de ter certeza de que está orando na direção certa, precisa pedir
a Deus orientação se deve ou não dizer o que você sabe à pessoa pela
qual você está orando.

• Caso você tenha permissão de Deus para contar à pessoa, ore pedindo
que Deus prepare o coração dela a fim de que a palavra caia em terreno
fértil.

• Muitas vezes você ficará quieto sem nada dizer à pessoa por quem você
está orando. Deus, a seu tempo e de sua maneira falará com ela. Esta é a
maneira mais eficaz de tratar com as fraquezas das pessoas pelas quais
você está orando. Quando Deus fala pessoalmente com elas
de que devem mudar, elas não se sentirão envergonha das, rejeitadas ou
feridas.

• Há ocasiões em que você percebe que a Igreja local está 'em perigo, e é
necessário soar o alarme em seu grupo de oração, neste caso, procure
alguém que tenha uma posição espiritual elevada e compartilhe suas
preocupações. Deixe,e nas mãos da liderança a decisão de compartilhar ou
não com os demais membros do grupo.

5. Não fique com medo de fazer orações que lhe pareçam


estranhas. Você está orando e de repente começa a interceder,
por exemplo, por um pastor na América do Sul a quem você
nem conhece. Muitos atalaias desviaram desastres que
ameaçavam pessoas que lhes eram desconhecidas. Um bom
exemplo de um atalaia ungido, é o relato de Lucas 22.31,32:

"Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos


peneirar como trigo. Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé
não desfaleça; tu, pois, quando te converteres,fortalece os teus
irmãos".

Vinita Copeland, uma intercessora, cumpriu o seu dever de atalaia a


favor de muitos dos seus "filhos espirituais". Certo dia, o Senhor a alertou
que um deles, uma mulher de nome Beth, estava sob forte ataque e que
Satanás a queria peneirar como trigo. Vinita conversou com seu marido,
A.W., e disse que não queria ser perturbada enquanto estivesse trancada
no quarto em intercessão por aquela mulher. Depois de dois dias, seu
marido ficou apreensivo e preocupado com sua esposa. Começou a
chamar por telefone outros irmãos intercessores para que orassem por sua
esposa que estava agonizando em oração. No terceiro dia, ela rompeu as
fileiras do inimigo que estavam se lançando contra sua filha espiritual. Que
bom quando uma intercessora que se dispõe a um sacrifício extra! Beth
tem agora um ministério internacional que nasceu banhado pelas lágrimas
de oração de Vinita.

Como vimos, muitas vezes Deus chama os atalaias para orar no meio
da noite. Uma guerreira de oração em Fort Worth, Noemi "Dutch" DuPuis,
acordou repentinamente no meio da noite com um forte desejo de orar por
Hayseed Stephens, um evangelista que estava trabalhando na lndonésia. A
pregação deste homem mexeu com as potestades daquela localidade. A
dona de um bordel e todas as mulheres que ali "trabalhavam" se
converteram ao Senhor. Também se converteram para o Reino de Deus o
principal traficante de drogas e o chefe de jogatinas da cidade.

Eram cerca de 4 horas da manhã quando ela acordou num


sobressalto tendo uma visão de Hayseed. Ele estava em perigo de morte,
ameaçado por gente de vários vilarejos. Mais tarde, ao encontrá-lo, ela lhe
contou que sabia muito mais do que acontecera com ele, do que ele
próprio. Isto acontece com freqüência com aqueles que têm o dom da
intercessão.

Entrementes, lá na Indonésia, eram quatro horas da tarde e Hayseed


estava saindo da casa de um diácono por quem estivera orando. Ali, na
rua, a visão era estarrecedora: mais de 600 homens com paus e enxadas
esperavam por ele. Eram muçulmanos, irados com ele, pois muita gente
estava se convertendo a Cristo. Os moradores, certos de que o evangelista
havia trazido desgraças sobre eles, queriam vê-lo morto.

Hayseed descreveu o que aconteceu a seguir: "A princípio uma onda


de terror se apoderou de mim, e gritei por socorro a Deus". Creio que esta
oração "relâmpago" fez com que o Espírito Santo acordasse sua amiga no
Texas que entrou na brecha orando para que Deus o protegesse e lhe
desse paz!

Hayseed disse mais tarde: "Depois de clamar por socorro, senti como
se um manto de paz fosse jogado sobre mim. Caminhei pelo meio da
multidão cantando suavemente o nome de Jesus". Envolto no manto da
paz, Hayseed pôde caminhar pelo meio daquela multidão irada que se
abriu como o Mar Vermelho. Tal acontecimento o fez lembrar do episódio
de Lucas 4.28-30:

"Todos na sinagoga, ouvindo estas cousas, se encheram de ira. E


levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cume do
monte sobre o qual estava edificada, para de lá o precipitarem abaixo.
Jesus, porém, passando por entre eles, retirou-se".

Como seria lindo ver o que acontece no mundo espiritual quando


Deus age de forma tão sobrenatural!

Vivemos numa era profética no que diz respeito à intercessão. Na


década de 90 uma grande colheita será feita, conseqüentemente, um
espírito de oração está sendo derramado
em todo o Corpo de Cristo. Precisamos orar para que o Senhor da seara,
envie ceifeiros para sua seara. Gente que não era acostumada a orar, está
sendo acordada no meio da noite para interceder. Deus está convocando
um batalhão de reservistas!

O espírito de oração que tem vindo sobre várias nações e povos é na


realidade os primeiros sinais das dores de parto indicando que o
avivamento está chegando. Num artigo especialmente escrito para os
lntercessores da América, Douglas Thorson escreve sobre um homem
chamado Jeremiah Lamphier. Lamphier é o exemplo do que Deus pode
fazer com qualquer pessoa, gente comum que responde ao chamado de
orar por avivamento. Isto
aconteceu em Nova Iorque lá pelos idos de 1857.

Lamphier espalhou panfletos pelas ruas convidando as pessoas a


participarem de uma reunião de oração que teria lugar na Igreja
Reformada Holandesa, na esquina da Fulton Street, bem no centro de
Manhattan. Sua fé foi testada! Quando chegou a hora ele ficou só, durante
25 minutos, esperando que alguém viesse orar! Finalmente às 12 horas e
30 minutos chegaram seis homens, um de cada vez para orar. Na semana
seguinte eram vinte as pessoas que vieram orar! Depois de algum tempo
decidiram não mais reunir uma vez por semana e, sim, diariamente.

Dentro de seis meses mais de dez mil homens de negócio se reuniam


diariamente para orar em lojas e empresas. Sem qualquer exceção, sem
inveja uns dos outros, toda a Igreja cooperou como se fosse uma só alma"
(3)

Creio que é necessário que toda a igreja aprenda sobre oração


intercessória, como um caminho a ser trilhado para um grande
avivamento. Quantos, como Lamphier estão hoje em empresas, escolas e
escritórios obedientemente fazendo o que Deus lhes pediu até que Deus
os chame para serem líderes de grupos de oração que mudarão a vida de
muitas nações?

Martin Lloyd-Jones é citado no mesmo artigo como tendo dito:

"A história dos avivamentos demonstra de maneira clara que Deus


freqüentemente age de maneira diferente, trazendo o avivamento,
mantendo o fogo aceso, sem usar,
como seria normal, os ministros, e sim gente comum; pessoas que se
consideravam sem importância, gente humilde da Igreja cristã".(4)

A chamada ecoa a cada um de nós! O próximo capítulo ajudará você


a descobrir se tem o dom da oração intercessória. É empolgante ver o que
Deus pode fazer com um vaso obediente!

1.Dick Eastman, Love on lts Knees (Amor Sobre os Joelhos),


Tarrytown, N.Y. Chosen Books, 1989, pg. 21.

2. Ibid pg. 47.


3. Doulgas Thorson, "Prayer and Revival: The Role of Prayer and
Reformation Societies in American History" (Oração e Avivamento: O Papel
da Oração e da Reforma na Sociedade da História Americana), Intercessors
for América, 1989, pg 12.

4. Ibid, pg. 4.

C A P í T U6L O

O D o m d a In te r
"Parece-me que alguns cristãos possuem uma capacidade especial
que os leva, de forma sistemática, a orar por longos períodos e,
diferentemente de outros cristãos, tais pessoas experimentam uma
resposta rápida e específica às suas orações" (1) (C Peter Wagner).

'O dom da intercessão é um assunto que tem gerado controvérsias já


que a Bíblia não o menciona diretamente. Afinal, a Bíblia também nada
fala a respeito de ministros da música
ou daqueles que cuidam do sistema de som. Os intercessores, entretanto,
podem ser coloca-dos ao lado daqueles que têm o ministério de socorro,
com a única diferença de que os intercessores servem, espiritualmente,
nos lugares celestiais, enquanto aqueles que têm o ministério de socorro,
servem aqui na terra com recursos materiais.

As Escrituras apresentam referências indiretas ao dom de


intercessão. Por exemplo, em Lucas 2.37 vemos Ana, uma viúva, que
servia ao Senhor, no Templo, com jejuns e orações noite e dia. Na
realidade, adorar noite e dia com jejuns e orações é uma ótima descrição
da vida de alguém chamado a interceder (ainda que haja muito
desequilíbrio nesta área de oração e jejum, conforme veremos mais
adiante).

Outro exemplo, é a história de Arão e Hur segurando as mãos de


Moisés. Durante uma batalha inteira ficou de mãos levantadas até que
Israel vencesse os amalequitas. Vemos aqui um tipo de dom de
intercessão em ação.

"Ora as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra
e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur
sustentavam-lhe as mãos, um dum lado e o outro do outro: assim lhe
ficaram as mãos firmes até o por do sol" (Êx 17.12).

Observe que Arão e Hur ajudaram a manter as mãos de Moisés


erguidas, mas não tomaram a vara que ele tinha nas mãos. Veja também
que eles não desceram à batalha fisicamente como o fez Josué. As pessoas
que têm o dom da intercessão não se ocupam preferencialmente com
outras coisas, tudo o que querem é orar! Quando as pessoas me
perguntam quanto tempo gasto em oração diariamente, respondo-lhes:
"tanto quanto posso". Devido a agenda de viagens, algumas vezes poderei
não gastar tantas horas em oração como em outras ocasiões, mas, sempre
que posso, tiro um dia todo para ficar a sós com o Senhor. Numa ocasião
assim, desligo o telefone e deixo um cartaz na porta do quarto: "Em
oração: não perturbe". Um dia de oração é um tempo de glória! Outras
pessoas também pensam assim.

Já mencionei aqui a conferência de oração "Noventa Horas de Oração


Pelos anos Noventas" que teve lugar na Flórida. Experimentei um tempo
glorioso de oração às duas da manhã, intercedendo pela Igreja da Rússia.
Um dos intercessores inclinou-se e disse com imensa satisfação: "Isto é o
paraíso, não é?" Tive que concordar. As pessoas chamadas para o
ministério da intercessão têm grande prazer no que fazem e vivem uma
vida extraordinária!

No último capítulo, descrevi a maneira como Vinita Copeland


posicionou-se como ata-laia a favor de Beth, sua filha espiritual. Durante
três dias ela jejuou em oração, quase não dormiu até receber de Deus o
sinal de que suas súplicas foram atendidas. São coisas deste tipo que as
pessoas com o dom de intercessão comumente fazem! Não é algo
corriqueiro, mas às vezes acontece!

Daniel é um exemplo do que quero dizer. Ele se separou para buscar


o Senhor em ora-ção e jejum.

"Naqueles dias, eu Daniel, pranteei durante três se- manas. Manjar


desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem
me untei com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras" (Dn
10.2-3).

Certamente Daniel deveria estar bastante desfigurado depois de três


semanas de jejum, mas ele não se importou; Deus o comissionou a orar
até entender o sentido da visão. Suas orações desencadearam uma grande
batalha nos céus, mas o anjo enviado por Deus conseguiu vencer as
barreiras celestiais e veio até Daniel. O anjo é quem diz:

"Então (Gabriel) me disse: Não temas, Daniel, porque desde o


primeiro dia, em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te
perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e por causa das tuas
palavras é que eu vim. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por
vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para
ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia. Agora vim para
fazer-te entender o que há de suce-der ao teu povo nos últimos dias;
porque a visão se refere a dias ainda distantes" (Dn 10.12-14).

O Senhor enviou um anjo a Daniel por causa de suas orações com a


missão de fazê-Io entender a visão.

Geralmente aqueles que têm o dom da intercessão recebem de Deus


um motivo de oração. Alguns se dedicam a orar pelos pastores ou por
algum ministério. Diariamente agem como se fossem "guardiães da
oração" a favor de alguém, como atalaias vigiando a favor daquela pessoa
em oração. Falaremos mais sobre este assunto no capítulo onde trato dos
parceiros de oração.

Nem todo intercessor consegue dedicar tempo integral à oração.


Quando não estão ocupados com suas profissões, dedicam as horas livres
a intercessão. Alguns dizem que o tempo de oração é o tempo de
recreação. Por favor, não entenda mal. Orar é uma tarefa dura, e às vezes
precisamos de uma folga, para muitos, porém, orar e interceder é um
tempo de refrigério.

Uma pessoa que tem o dom da intercessão, nem sempre terá o


mesmo enfoque de oração por toda a vida. Isto pode variar. Aquela
senhora que Bob Wilhite ouvia orar segui-damente no Tabernáculo Boas
Novas, recebeu o chamado para orar apenas por
uma nação, enquanto outras pessoas, são chamadas a orar por muitas
nações. Uma dessas pessoas é Freda Lindsay do Instituto Cristo Para as
Nações, em DalIas, no Texas. Esta escola tem cerca de 1.500 alunos e está
à frente de uma grande organização missionária. O Instituto Cristo Para as
Nações já ajudou na construção de cerca de 8.700 igrejas ao redor do
mundo.

Freda Lindsay foi a palestrante do encontro dos Generais da


Intercessão em 1986. Chamada por muitos de seus alunos de "Mama", ela
é uma mulher baixinha mas com muita energia e poder de Deus. Que
experiência ouvi-Ia orando, trazendo diante de Deus todas as nações do
mundo, uma após a outra, sem parar, até que cada nação é mencionada
em inter-cessão diante do trono da graça. Naquele dia ela compartilhou
conosco a experiência de
oração de seu marido, Gordon Lindsay. Ainda que tenha passado para a
eternidade, as orações de Gordon Lindsay continuam a ter respostas em
muitos países do mundo. Disse-nos que Gordon costumava afirmar sobre a
oração: "Cada pessoa deveria orar pelo menos uma oração violenta por
dia", e acrescentou: "Creio que ele detém o recorde mundial de orações
violentas!". Para provar o que afirmava, citou-nos o texto de Mateus 11.12:
"E desde os dias de João Batista até agora se faz violência no reino dos
céus, e pela força se apoderam dele" (Edição Revista e Corrigida).

Freda contou-nos, então, esta história:

"Jamais esquecerei o tempo em que vivemos em Shreveport, na


Louisiana. Coloquei um anúncio no jornal pedindo uma empregada
doméstica. Uma senhora apareceu e ficou com o emprego. Estávamos na
cozinha falando sobre o que deveria ser feito aquele dia, quando ela
subitamente parou, e perguntou: "O que está acontecendo. O que é isto?
Esta voz de homem que ouço ... !"

Respondi-lhe: É o meu marido que está orando. É a primeira coisa


que faz todo dia pela manhã. Ele ora como se fosse uma bomba
explodindo! Ela perguntou: "Ele não esteve aqui em Shreveport há uns
três anos atrás, em tal hotel e em tal dia?". Respondi-lhe que, por viajar
muito, não me lembrava de onde ele estivera naquela época mas que lhe
perguntaria assim que saísse do quarto.

Ao sair de seu tempo de oração, perguntei-lhe: "Você esteve em


Shreveport há uns três anos atrás em tal e tal hotel?". Gordon tinha uma
mente que armazenava dados como um computador e jamais se esquecia
de nomes, lugares e datas. "Sim", respondeu-me, eu estive lá ensinando
em uma conferência". Aquela senhora exclamou: "Eu sabia, eu sabia!
Fiquei do lado de fora do seu quarto ouvindo sua oração já que nunca
antes ouvira alguém orar daquela maneira"(2)

Não seria interessante que as pessoas se lembrassem de nós pela


maneira como oramos e não por outras coisas? Que legado aquele homem
deixou! Creio que suas orações junta-mente com as orações de sua
esposa, forjaram o nascimento de um avivamento. Foi aquela vida de
oração que abriu caminho para que milhares de estudantes fossem
treinados para o campo missionário no Instituto Cristo Para as Nações.

Gordon e Freda Lindsay criam piamente no que Jesus dissera em


Mateus 9.37,38: "E então se dirigiu a seus discípulos: a seara na verdade é
grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara
que mande trabalhadores para a sua seara".

Os intercessores costumam chamar este texto de "orando na seara".


Deus coloca os seus intercessores em todo lugar para orar por todas as
nações.

Este relato mostra que os métodos usados pelas pessoas envolvidas


em intercessão são os mais variáveis. Temos que olhar para os frutos da
oração e não para os métodos de orar. Deus possui muitos intercessores
que oram de forma bem diferente um do outro. Alguns oram
silenciosamente no seu cantinho de oração, outros cantam e alguns
gritam. O certo é que você deve orar da maneira como Deus lhe mostrou
sem ficar pensando que todos devem orar da mesma maneira que você
ora.

Pessoas que são chamadas à intercessão criam regras particulares e


se disciplinam na maneira de orar; é o que dizem homens como Dick
Eastman ou Larry Lea que escreveram sobre a intercessão. Dick escreveu
The Hour that Changes the World (A Hora que Transforma o Mundo) e
Larry o livro Nem Uma Hora?, editado em português. Para algumas
pessoas chamadas à intercessão, orar faz parte de uma disciplina rígida.
Imagine aqueles dias em que o céu parece de bronze e você fica se
perguntando se levantar-se às cinco da manhã todo dia para orar, produz
algum resultado!

Outras pessoas pertencem a grupos de intercessores que oram


profeticamente. Falarei sobre este assunto mais adiante. Mas o que faz
esta gente? Basicamente levantam-se cedo pela manhã e fazem um
"check in" com o Senhor. Habituados ao horário, perguntam ao Senhor
quais as tarefas do dia (a menos, é claro, que tenham passado toda a noite
interce-dendo por algum compromisso de última hora!). A forma que
começam a orar pode variar. Muitos gastam tempo adorando ao Senhor e
depois ficam em silêncio ouvindo a Deus até que um nome vem à mente,
um texto bíblico ou uma situação especial que precisa de intercessão.
Costumo orar assim todos os dias, entretanto, é bom sermos flexíveis. Às
vezes enquanto estou adorando vejo-me repentinamente orando pela
Romênia e algum tempo depois, volto a adorar a Deus novamente.

Tenho coisas pelas quais devo orar diariamente, mesmo assim Deus
coloca em meu coração um senso de urgência por outros motivos de
oração, necessidades que estão no coração dEle. Descobri que as
urgências de Deus nem sempre são as que estão em minha lista de
oração, por isso, ser um intercessor exige da pessoa uma boa dose de
disciplina emocional já que a tendência é orarmos por assuntos que nos
preocupam e não por aqueles que Deus nos dá. Nesta, hora eu busco
primeiro "o reino de Deus", ao invés de meus desejos pessoais. Descobri,
também, que em muitas oportunidades Deus chama outras pessoas para
interceder pelas necessidades de minha família. Basta ficarmos fiéis à
agenda de Deus e Ele se encarrega das demais coisas.

Se você tem o dom da intercessão descobrirá que Deus, de maneiras


diferentes, revelará a você sobre o que ou por quem interceder durante
um determinado dia. Às vezes vejo alguém parecido com outra pessoa e
percebo que devo orar por ela. Outras vezes vejo o nome de alguém que
conheço, ou um nome semelhante, e busco o Senhor para conferir se devo
orar por aquela pessoa. Toda vez que penso em alguém que não vejo por
anos, começo a orar por ela. Estou certa de que Deus usa este expediente
chamando a atenção dos intercessores para que orem, mas eles não
percebem que é Deus sinalizando! Se num dia o nome de alguém da
congregação não me sai da cabeça, já aprendi que é Deus pedindo que ore
por ela. Ao pedir a Deus instruções em como orar por esses casos, Ele me
traz à mente vários textos bíblicos. Eis aí a importância dos intercessores
conhecerem as Escrituras: O Espírito Santo pode tirar água do poço de
águas vivas que está em nós para intercedermos corretamente.

À medida que crescemos no dom da intercessão aprendemos a


conversar e a andar com Jesus, sempre alerta ao aviso divino de que
alguém precisa de nossas orações. Alguns dizem que isto é aprender a
estar em Cristo. Através do Espírito temos uma linha aberta ao coração de
Deus. Quando esta linha está sempre ocupada com nossas conversas, é
porque já descobrimos o segredo do seu coração.

Uma outra maneira que Deus usa para nos chamar à intercessão são
os sonhos. A Bíblia fala muito a respeito dos sonhos e de sua
interpretação. Quer uns exemplos? O Senhor apareceu a Jacó num sonho
quando fugia de seu irmão Esaú. Deus usou os sonhos para mostrar sua
glória a Faraó, exaltando a José perante a nação, como vimos
anteriormente. No Novo Testamento há muitos relatos de sonhos. Por
exemplo, Deus deu um sonho a José para
que ele recebesse Maria como sua esposa e depois outro sonho avisando
que deveria fugir com o menino Jesus e Maria pois Herodes queria matá-Ia.
É comum os intercessores terem aquilo que chamo de "sonhos espirituais".
Os sonhos espirituais são bem diferentes daqueles sonhos que você tem
quando come muito churrasco gordo tarde da noite e vai dormir
empanturrado. Os sonhos que Deus dá são vívidos e reais! É o tipo de
sonho que você fica matutando sobre ele durante um bom tempo e chega
a imaginar se você sonhou mesmo ou se estava acordado! São sonhos que
ficam em sua memória, ainda que seja bom anotar os detalhes enquanto
estão bem claros em nossa mente. Vemos nas Escrituras que as pessoas
se lembravam dos sonhos e os contavam detalhadamente. Muitas vezes
Deus fala ou avisa algo em sonho, afinal, acordados não lhe daríamos
muita atenção.

Um sonho espiritual pode vir de forma clara ou, às vezes precisa ser
interpretado. Por exemplo, se o sonho é sobre um desastre temos que
entender que se trata apenas de um aviso e não de uma fatalidade.
Precisamos orar para Deus diminuir, impedir ou eliminar aquilo sobre o
qual sonhamos.

É isto o que freqüentemente acontece com minha família. Meu


esposo Mike é muito mais sonhador do que eu. Ele sempre tinha sonhos
em que via tornados e tempestades vindo contra nossa casa. Tais sonhos
nos deixavam em alerta contra os ataques satânicos. Aprendemos a
prestar atenção às pessoas que vemos nos sonhos, orando por elas,
intercedendo para que não sejam vítimas das ciladas satânicas.
Certa manhã, Mike nos contou que sonhara que cinco tornados se
levantavam contra nossa casa o que nos levou a orar com mais afinco
durante aquele dia. Graças ao alerta divino, oramos e o que veio contra
nós foi facilmente tratado e resolvido!

Um exemplo do que quero dizer ainda está vivo em minha memória.


Devido a um sonho espiritual evitamos um grande desastre. Eu estava em
Phoenix falando numa conferência e, antes de sair do quarto para o salão
onde gastaria quase todo o dia, resolvi telefonar para o Mike. A voz dele
estava engraçada e exigi dele que me dissesse o que estava acontecendo.
Depois de um tempo, com voz pausada, ele me disse: "Cindy, ontem a
noite sonhei que estava dirigindo numa auto estrada atrás de duas
caminhonetes. Em cada uma delas havia um casal, e numa delas, uma das
mulheres estava grávida. O tráfego parou repentinamente. Pisei no freio,
puxei o freio de mão, mas nada aconteceu, era como se estivesse em
câmara lenta. No momento seguinte eu bati na traseira da caminhonete
jogando-a contra a outra caminhonete que estava à frente. Quando
paramos, pulei do carro para ver se tudo estava bem. Estava preocupado
com aquela mulher grávida e corri até onde ela estava para orar por ela".

Depois que me contou o sonho oramos pedindo a Deus que


protegesse as pessoas que dirigiam seus carros naquela auto estrada e
especialmente pela segurança do Mike. Pedimos que Deus desse a ele
sabedoria ao dirigir pela auto estrada em direção ao seu trabalho.

Ao voltar para o quarto à noite, nem preciso dizer o que fiz: corri ao
telefone para saber dele como fora o seu dia e se tudo estava bem (um
ano antes um caminhão de 18 rodas chocou-se contra o seu carro. Ele saiu
ileso; daí minha preocupação com ele). Mike estava eufórico à medida que
contava o que acontecera enquanto se dirigia ao trabalho. Ele me disse:
"Cindy, Deus é maravilhoso! Dirigi o carro, atento e cauteloso, procurando
ficar longe dos carros que iam à minha frente, procurando ver se
encontrava alguma caminho-nete. Perto do local de trabalho,
repentinamente o carro que ia à minha frente bateu na traseira de um
outro. Prevenido por aquele sonho, havia mantido certa distância o que
impediu que eu também me envolvesse no acidente".

Os veículos envolvidos não eram caminhonetes e não havia nenhuma


mulher grávida, o que nos leva a admitir que Deus poderia ter protegido
aquelas pessoas, como no sonho. Neste caso, ninguém ficou ferido.

Quando você tiver um sonho espiritual pergunte a Deus se foi um


sonho dado por Ele ou não. Se Ele disser que sim, pergunte-lhe. se Ele
quer que você ore a respeito do sonho. Caso você não entenda o sentido
do sonho ore para que Deus envie alguém que o interprete para você.
Cuide-se bem, pois o diabo pode dar sonhos que são verdadeiros
pesadelos; são sonhos que produzem medo e não aquela convicção de paz
que o Senhor nos dá através dos sonhos. Você deve também orar pedindo
proteção sobre as pessoas envolvidas no pesadelo.
Deus está chamando aqueles que têm o dom da intercessão. para
que formem uma grande rede, trabalhando numa grande colheita. Há
intercessores em grande número chegando de toda parte. O Senhor está
reunindo pessoas como Rute e Noemi; pessoas
como Ester e Mordecai; gente como Débora e Baraque para a batalha final.

Vinita Copeland a quem mencionei anteriormente é uma pessoa por


quem tenho muito afeto. Um dos seus parentes olhando para os seus
joelhos, admirado, perguntou: "O que há com teus joelhos? Parecem
calombos de camelo?" Ela lhe respondeu que estava orando por seu filho
que, na ocasião, fugia de Deus pelas estradas da vida. Aquela pessoa lhe
perguntou: "Mas você não pode orar em pé?"

Foi de joelhos que esta guerreira da oração lutou toda a sua vida em
prol de milhares de membros do corpo de Cristo. Ela costumava levantar-
se as quatro da manhã e ficava em oração no porão de sua casa. Ao deixar
esta terra, seu corpo estava completamente desgas-tado pelas contínuas
batalhas da intercessão. O céu deve tê-Ia recebido, jubiloso!

Quando ainda era viva, fui visitá-Ia e, juntas, descemos ao porão onde
costumava orar. Vi um pequeno tapete e ao lado uma caixa de sapatos e
perguntei-lhe: "Nonnie (este era o seu apelido), o que faz aquele pequeno
tapete ali?" Ela me respondeu: "Querida, é aqui que costumo orar". A
presença de Deus inundou o meu ser. Ajoelhei-me e peguei a caixa de
sapa-tos que estava repleta de fotografias. "Nonnie", perguntei-lhe, "Para
que servem estas fotos?"

"São minhas fotos de oração", disse-me ela.

"Quem são estas pessoas das fotos?", voltei a perguntar.

"A maior parte dessas fotos são de gente que nem conheço",
respondeu-me. "As pessoas enviam fotografias de parentes seus para que
eu ore por eles". Explicou-me que costumava orar pelas pessoas até que
Deus lhe dissesse: "Está bem". Só então parava de orar. Marcas de
lágrimas cobriam aquelas fotos de pessoas que nunca vira antes, todavia,
de uma coisa tenho certeza: ela as conhecerá no céu! Estou certa que, de
tanto bombardear as
portas do inferno com oração, as cadeias satânicas foram quebra- das da
vida daquelas pessoas. O dom da intercessão é aquela parte do corpo de
Cristo que, mesmo escondida, é poderosa, realizando grandes coisas para
Deus. Algumas vezes, quando enfrento uma luta toda especial, clamo a
Deus: "Deus, levanta intercessores!" Geralmente anoto o dia e a hora em
que apelei assim diante de Deus, porque, cedo ou tarde alguém telefona
perguntando: "O que aconteceu com você tal dia e tal hora?" Uma
intercessora, a irmã Kay telefona regularmente, quando percebe que estou
na beira do inferno brigando com o diabo. O telefone toca, e ela pergunta:
"Cindy, o que está acontecendo? Enquanto orava por você lutei todo o
tempo contra o desencorajamento".
Como sentimo-nos encorajados em ver Deus distribuindo o dom da
intercessão a pessoas dispostas a recebê-Lo. Sejamos fiéis àquilo que nos
foi concedido.

. C.Peter Wagner, Your Spiritual Gift Can Help Your Church Grow,
1

Ventura, California, Regal Books, 1979, pg. 7 4.


2. Copiado da fita da reunião dos Generais da Intercessão; palestra de
Freda Lindsay no Instituto Bíblico Cristo Para as Nações, 17 de setembro
de 1986.

C A P í T U7 L O

L íd e r e s d e O r a
Enquanto alguns são chamados para ficar no lugar secreto da oração,
outros descobrirão que seu tempo de oração serviu de campo de
treinamento para projetá-Ios como líderes de grupos de intercessão.

Líderes de oração, são pessoas que têm um dom misto. O dom da


intercessão está ligado diretamente com um ministério de tempo integral
como aqueles de Efésios 4.1, apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e
mestres. De acordo com Efésios estes dons são concedidos para:

"Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do


seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos
cheguemos à unidade da fé e do pleno conhe-cimento do Filho de Deus, à
perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo ... " (Ef
4.12,13).

Sendo assim, líderes de oração são pessoas que equipam os santos


na oração e intercessão. O foco do ministério, dependerá de um dom
ministerial particular que se encaixe com o dom da intercessão. Ainda que
haja um número variado de ministérios de intercessão em operação nos
dias de hoje, quero considerar alguns bem visíveis já que manifestam uma
conjugação de vários dons. Tais líderes começam, por vezes, a orar numa
congregação local. Alguns ficam ali mesmo, outros começam a viajar e
ainda outros encontram organizações cujo enfoque é a oração e
intercessão.

Quando compartilhamos sobre os diferentes ministérios e os vários


tipos de líderes de oração, corremos o risco, é claro, de seguirmos um
determinado tipo de ministério ou de nos modelar a uma pessoa, deixando
de buscar em Deus nosso dom especial. Seguir exemplos de bons líderes
nesta área é bom, contudo, temos que ter a certeza de que o chamamento
e o dom vem de Deus.

Antes de darmos os exemplos de diferentes líderes de oração, quero


listar alguns pontos que o ajudarão a sobreviver às lágrimas e desgastes
tão comuns na liderança da intercessão.

Um líder de oração deve pedir a Deus qual sua esfera particular de


responsabilidade já que é freqüentemente sobrecarregado com centenas
de pedidos de oração e com necessida-des as mais diversas. A fama de
uma pessoa que tem o ministério de intercessão se espalha rapidamente,
e, mais cedo do que se imagina, estará sobrecarregado de pedidos vindos
dos mais diversos lugares.

Todos os dias recebo pedidos de oração de pessoas que telefonam ou


escrevem, bem como das mais diversas organizações cristãs. Qualquer
descuido e o líder ficará sobrecarre-gado e frustrado. Muitos intercessores
se desgastam porque não aprenderam a pedir a Deus direção sobre o
quanto devem orar e o que devem interceder.

Aprendi esta verdade com uma guerreira de oração que já está com o
Senhor. Mike e eu a visitamos, depois de ouvir notícias de como Deus a
usava em intercessão. Você já esteve diante de uma pessoa de tal estima
e consideração em cuja presença você freia a língua com medo de dizer
uma bobagem? Nós não a idolatrávamos, mas a respeitávamos muitíssimo
e ansiosos queríamos aprender com ela.

No decorrer daquele dia, aprendemos muito com ela a respeito do


ministério da inter-cessão. Quando nos despedimos, apertei-lhe a mão,
dizendo: "Vou orar por você". Olhando-me e destilando aquela profunda
sabedoria, fruto de uma longa caminhada com Deus, ela me disse: "Cindy,
Deus pediu a você para que orasse por mim?". Para dizer a verdade, levei
um choque. O oferecimento veio do meu coração, mas teria Deus me
orientado a fazer assim? Eu não tinha certeza.

Enquanto regressava para casa, comecei a buscar em meu coração a


vontade de Deus se deveria ou não orar por ela. A resposta, finalmente,
chegou: deveria orar por ela sempre que ela me viesse à mente, contudo,
ela não deveria fazer parte daquele grupo de pessoas pelas quais Deus
pedira que eu orasse diariamente. Como agradeço a Deus por Sua grande
sabedoria, pois a lição aprendida marcou-me profundamente já que as
necessidades e pedidos de oração são muito grandes!

Não é difícil encontrar nas Escrituras as bases para as diferentes


esferas de autoridade. Deus chamou Adão para cultivar um jardim. Deus
não lhe disse: "Adão, formei muitas terras e continentes e você deverá
visitar todos os lugares, supervisionando cada país". Ele chamou a Adão
com um propósito bem definido.

Um outro exemplo é o de Abraão que recebeu de Deus uma


autoridade específica, quando falou: "Sai da tua terra, da tua parentela e
da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei" (Gn 12.1).

Quando Deus levou o povo de Israel para a terra prometida, cada


uma das tribos de Israel recebeu uma herança na terra sobre a qual
deveria manter controle.

No Novo Testamento, encontramos também alguns exemplos de


comissionamentos específicos. Jesus instruiu os discípulos em Atos 1.8,
dizendo: "Mas recebereis poder; ao descer sobre vós o Espírito Santo e
sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e
Samaria, e até aos confins da terra". Era uma ordem específica: primeira-
mente Jerusalém, depois a Judéia, a seguir Samaria e depois de tudo, os
confins da terra. O líder de oração começa seu trabalho em Jerusalém, sua
casa.

Tem gente que gosta de pular este ponto, talvez por ser em casa que
Deus funde as dobras de nossa armadura. Isto está claro em Mateus 13.57
quando Jesus afirmou que "Não há profeta sem honra senão na sua terra e
na sua casa."

Quando Deus nos leva pelo aprendizado da submissão, podemos,


como servos, nos submeter à Sua liderança, colocando nossa carne sob
controle. O melhor lugar é Jerusalém pois é lá que as pessoas ainda se
lembram de todos os nossos erros e podem avaliar o quanto crescemos no
Senhor. Veja pelo seguinte ângulo: Quanto mais cedo na fornalha ardente,
mais rápido passaremos por ela. Ao deixarmos Deus polir e trabalhar em
nossa armadura, cresce-remos como servos de honra na casa do Senhor.
Depois, quando olharmos para trás, veremos que aquele foi um tempo de
grande aprendizado e de grandes bênçãos.

Anos atrás, quando passei pela prova de fogo em minha Jerusalém,


uma mulher sabia-mente me disse: "Cindy, você agradecerá a Deus por
tudo o que hoje está passando". Não posso dizer que gostei do que ela me
disse naquela hora, e dentro de mim, pensei, Você está brincando! Agora
sei que ela estava certa.

Líderes de oração na igreja


Para algumas pessoas, Jerusalém não é apenas o lugar do
treinamento, é também o lugar onde Deus quer que estejam, pois Deus
deu-lhes o dom de serem pastores-intercessores. Ainda que não sejam
reconhecidas como tal nem tenham também o título de pastor, tais
pessoas têm profundo desejo de cuidar das ovelhas em oração, alegrando-
se por ver uma ovelhinha crescer até tornarem-se guerreiros na oração.
Gastam noites em oração lutando a favor do grupo que Deus lhes entregou
para pastorear.

Estes pastores/intercessores descobrirão que a maior carga de oração


é a favor das pessoas de sua congregação local. Freqüentemente exortam
os irmãos daquela congregação para dedicarem mais tempo à oração.

O grupo de intercessão liderado por tais pessoas é a própria pulsação


da igreja. E como precisamos de grupos de oração na igreja!

O alvo das reuniões de oração de um grupo na igreja é o de orar


pelas necessidades físicas dos membros daquela congregação, por suas
necessidades financeiras, pelo pastor, obreiros, pedindo a Deus uma
direção clara do papel daquela congregação na comunidade local. Um
grupo local também ora pelas nações do mundo, mas este não é o alvo
principal. Um grupo de oração numa igreja local, geralmente não gasta
muito tempo com o ensino. Muitas pessoas ensinam enquanto oram; dão
uma pausa para ensinar e depois continuam a orar.

Creio que um número cada vez maior de igrejas sentirão a


necessidade de ter grupos locais de intercessão e admitirão como obreiros
de tempo integral, pessoas dedicadas à oração.

Desta forma, o desejo do Senhor de ver sua igreja tomando-se uma


"casa de oração para todos os povos", será uma realidade. Quanto mais e
mais pastores de oração estiverem trabalhando tempo integral, novos
templos serão construídos com "capelas" ou "salas" de oração onde as
pessoas poderão estar a sós com Deus. Muitas igrejas constroem
refeitórios, salas de recreação ou coisas semelhantes, e bem poucas têm
lugares especiais de oração, a espinha dorsal do reino de Deus. .

Há, também, muitas igrejas que não possuem ninguém que se


dedique a orar por necessidades urgentes; geralmente os obreiros estão
apenas envolvidos com aconselha-mento. Quando Mike e eu planejamos
uma reunião para os Generais da Intercessão, tele-fonamos para vários
ministérios e pedimos para falar com as pessoas encarregadas da oração
da igreja. Para nossa surpresa, as igrejas, quando recebiam nossos
telefonemas não sabiam para quem enviar nossa solicitação. Muitas
pessoas que vieram até a convenção dos Gene-rais da Intercessão não
eram líderes de oração em suas igrejas, apenas pessoas com um peso
muito grande na oração e intercessão.

Ministério itinerante de oração


Enquanto alguns irmãos permanecem guerreando em oração na
localidade, outros são chamados para interceder em ministérios
itinerantes. Muitos desses irmãos são evangelistas
intercessores cujo alvo é ganhar as pessoas para Cristo. Um exemplo do
que digo é Dick Eastman e seu ministério Cada Lar Para Cristo. Ele foi
chamado, primeiramente, como um intercessor; depois formou grupos de
oração entre os jovens e criou um ministério de oração vinte e quatro
horas. Mais tarde ele fundou um outro ministério visando levar o
Evangelho a cada lar em todo o mundo através da literatura evangélica.

Aqueles que têm um ministério de oração itinerante fazem parte


também de uma congregação local. Alguns têm uma função na igreja e
são enviados a outros lugares como uma extensão da congregação local.
Outros, contudo, têm tempo integral dedicado a viagens e têm, na
congregação local, a cobertura espiritual onde Deus os colocou em
submissão. Em ambos os casos o ministério é válido já que a igreja local se
coloca na brecha a favor de seus
familiares, suprindo também as necessidades financeiras.

Quando o intercessor se coloca sob o governo da igreja duas coisas


acontecem: ele recebe proteção espiritual e tem o dever de prestar contas
de seu trabalho. O corpo local está sempre atento para que o líder não caia
em excessos espirituais, aquilo que costumo chamar de áreas escuras do
ministério. As áreas escuras são aquelas práticas sem qualquer
fundamentação bíblica ou aqueles ensinos sem uma boa substância da
Palavra. Este é um ponto crítico para os intercessores dada a natureza de
seu ministério. O intercessor ouve a voz de Deus através do Espírito Santo
que o orienta nas atividades de oração. É que, juntamente com a voz de
Deus, outras vozes sopram dentro de nós, algumas tentando enganar-nos.
Certo intercessor colocou este assunto da seguinte maneira: "Ouvir a voz
de Deus em oração é como ligar a televisão; há muitos canais disponíveis
mas nem todos procedem do Espírito Santo. Só porque sintonizamos um
canal e ouvimos uma voz, não quer dizer que aquela é a voz de Deus.
Precisamos nos aconselhar para aprender a discernir o nosso interior e
julgar corretamente a direção de Deus em nossas vidas". A igreja local,
portanto, é o lugar onde podemos compartilhar o que Deus nos tem dado
em primeira mão.

Alguns líderes de oração se cercam de um grupo de irmãos que agem


como um conse-lho orientador, ajudando-os a manter o ministério no
prumo de Deus; isto, porém, não os dispensa de continuarem a fazer parte
de uma congregação local. No nosso caso, Deus nos tem dado um pastor
que nos orienta, bem como um grupo dedicado de líderes dentro dos
Generais da Intercessão.

Um outro tipo de dom misto é o de profeta/intercessor. Aqueles que


têm este dom profético discernem com muita propriedade as fortalezas
espirituais numa determinada área, e têm uma missão espiritual muito
parecida com aquelas da "SWAT" americana. Doris Wagner os chama de
Esquadrão Anti-Bombas que agem prevenindo e atacando.

Deus não somente pede aos intercessores que orem por


determinados lugares; Ele os leva à zona de guerra para derrubarem as
fortalezas espirituais e lutar contra os principados e potestades que
governam as nações. São esquadrões que fazem uma brecha na fileira do
inimigo, para que Deus entre naquele lugar trazendo um avivamento ou
abrindo caminho a que os missionários entrem com a Sua Palavra.
Semelhante aos estrategistas militares, tais pessoas são as primeiras a
entrar na zona de guerra preparando o caminho do Senhor naquela área.
Falaremos mais sobre este tema no capítulo onde trato da intercessão
profética.

Há, também, aqueles que têm o dom misto de mestres/intercessores


que se destacam internacionalmente como mestres na Palavra de Deus.
Podem até ensinar sobre muitos outros temas, mas a preocupação
principal deles é com a oração e a intercessão.

Todavia, um dos dons de maior evidência neste final de década é o


de apóstolo/inter-cessor. Bob Whilhite é um dos que se movem nesta
direção. Ao fundar um movimento chamado Cada Casa uma Casa de
Oração, ele desafia as igrejas para que a oração seja uma prioridade na
casa de Deus!

Uma nova etapa ministerial


Como você poderá saber que está na hora de deixar um ministério
local para ter um ministério itinerante? Afinal, o ministério é dinâmico e
muda constantemente. É fácil acomodar-se à prática de uma visão
particular e esquecer que Deus quer uma nova etapa ministerial em sua
vida.

Quando Deus traz uma nova etapa ministerial, algumas coisas


começam a acontecer. Você percebe que há um período de transição e os
indicadores podem ser os mais variados. Por exemplo, você percebe que já
não tem mais aquele peso de oração por determinado assunto; você se
esforça e não consegue orar por determinados assuntos. Geralmente, isto
vem acompanhado de uma inquietação em seu espírito.

Cautela, é tudo o que posso dizer. Pode ser que muitas das coisas que
estejam acon-tecendo com você não é porque Deus esteja mudando o seu
ministério, e sim porque você passou por alguma decepção ou frustração,
e isto o desanimou. Neste caso, você precisa encontrar a raiz do problema
que você está enfrentando. Um senso de alienação pode apoderar-se de
você pelo fato de ficar ferido, dando a impressão de que procede de Deus.

Este é um tempo de transição em que as pessoas cometem os


maiores enganos pois ao sentir que há uma mudança à vista ficam
vulneráveis à imitação ou falsificação. Geralmente antes de Deus trazer o
que tem de melhor, o inimigo lança uma proposta que parece
incrivelmente boa. Creio que esta é uma boa razão para que os líderes de
oração se cerquem de pastores e intercessores que orarão por eles.

Lembre-se, o próprio Deus pode deixar bem claro diante de você de


que Ele está para fazer mudanças em seu ministério. Não arrede o pé de
onde está até que Ele lhe dê paz e segurança no novo rumo a seguir.

Um período de transição, geralmente, tem um ou dois anos de


duração. Tive uma experiência assim depois de haver servido numa
organização como diretora de intercessão por sete anos. Sentia que havia
mudanças à vista ainda que não houvesse motivo para tal. As pessoas
falavam comigo dizendo que Deus iria tirar me daquela organização pois
tinha algo novo para mim.

Depois de algum tempo, entretanto, percebendo que Deus estava


mudando os rumos de minha vida, dirigi-me à diretoria e compartilhei com
aqueles irmãos os meus sentimentos. Quase todos concordaram que havia
mudanças à vista; apenas uma pessoa discordou. Como queria
unanimidade no assunto, orei a Deus, pedindo que Ele sondasse o meu
coração para ver se não estava cometendo nenhum engano. Deus
respondeu-me mostrando que lá no fundo do meu coração eu tinha
alguma coisa contra um dos membros da diretoria. Dirigi-me àquele irmão
e acertamos nossas diferenças.

Durante um bom tempo senti que Deus queria revelar meu


comportamento errado e que não deveria deixar aquela organização.
Afinal, amava aqueles com os quais eu trabalhava; eram-me como uma
família e, juntos, demos muito duro para erguer um ministério
internacional. Depois de seis meses, entretanto, fiquei convencida de que
deveria realmente deixar aquela organização. Compartilhei o assunto com
os irmãos do conselho mas não havia unanimidade quanto à decisão que
deveria tomar. Mais tarde, o Senhor mostrou a todos nós a pessoa que
deveria ficar em meu lugar. No dia em que ela se engajou na organização,
renunciei apoiada por todos os irmãos.

Na semana seguinte, recebi uma chamada telefônica de alguém que


me convidava para trabalhar em uma outra organização. Alegrei-me por
saber que aguardara o momento certo de Deus e que Ele abrira uma nova
porta de trabalho ministerial.

Quando Satanás não consegue convencer um líder de oração de que


ele tem que partir para outra etapa, ele o convencerá de que Deus não
quer mudança alguma. Muitas vezes, Deus dará novas visões aos
intercessores, que relutantemente, dizem: "Não! Deus me chamou para
fazer o que estou realizando". Pode até ser verdade, mas você precisara
estar aberto a mudanças.

Veja a história de Abraão e Isaque. Deus pede que Abraão ofereça o


seu filho em holo-causto, depois, Deus livra o menino e Abraão oferece
um carneiro que estava preso pelos chifres nos arbustos. A pergunta
inquietante é: E se Abraão não tivesse escutado quando Deus lhe falou
uma segunda vez? Muitas pessoas morrem na visão que têm, porque se
apegam a ela esquecendo que Deus a quer dinamizar e mudar, e não
abrem mão do que fazem!
Uma outra forma de sentir-se seguro neste período de transição é a
certeza de que a voz que você ouviu é de Deus e não de homens. Pode até
ser que as pessoas que lhe dizem, faça isto, ou faça aquilo sejam pessoas
ungidas, mas bem pode ser que não conheçam seus próprios corações.
Quando tomamos decisões não devemos nos deixar envolver pela emoção
das pessoas que querem interferir neste processo. Obedeça apenas a Deus
e não aos
homens.

Aqueles líderes de oração que têm ministério itinerante


experimentam, com freqüência, muitas mudanças ministeriais, por isso
precisam ser sensíveis à voz do Senhor para saber quando Ele quer operar
as mudanças. O Senhor pode até mesmo tirá-los do ministério itinerante
para um trabalho mais pastoral.

Creio que no futuro, veremos o surgimento de muitas novas


organizações, gente guer-reira que abrirá as portas para um grande mover
de Deus em todas as nações. Deus tem muitos "generais" em muitos
lugares que são-lhe sensíveis; são homens e mulheres que abrem caminho
pela oração para que outros ministérios, especialmente o de evangelista,
entrem na grande colheita.

À medida que o Senhor dirige, os líderes de oração devem estar


abertos às mudanças. Eles possuem dons especiais que os colocam numa
singular posição no mundo da oração. Serão de grande valor no lugar que
Deus quer que estejam!

C A P í T U8L O

A L in g u a g e
d a In te r c e s s
Manhã de domingo - Que momento emocionante para um recém-
convertido! Susana está empolgada com o que Deus está fazendo em sua
vida e com as novas coisas que está
aprendendo. Depois de arranjar um lugar, ela passa os olhos pelos avisos
da semana e pára na linha que diz: "Grupo de intercessão feminino.
Reuniões: terças pela manhã. Venha reunir-se para um tempo de oração
pela família, pela igreja e por nossa cidade".
Susana sentiu o coração bater mais forte. Então podia orar pelas
necessidades dos outros? Guardou o boletim dominical na bolsa, ansiosa
pela chegada da terça-feira.

Na terça, ela chega à igreja, deixa seu filho no berçário e entra na


sala onde se reúne o grupo de oração.

A coordenadora pediu silêncio e Susana ficou aguardando


ansiosamente as instruções. Ela está ávida por aprender, mas o que ela
ouve deixou-a confusa por um momento: "O Pastor Toddy deixou-me uma
nota escrita esta manhã dizendo que há muita oposição contra as finanças
da igreja. Este problema financeiro vem prejudicando a igreja durante todo
o verão e precisamos amarrar o inimigo que vem controlando os fundos,
para podermos pagar nossas dívidas. Vamos todos concordar em oração,
liberar a vontade de Deus e interceder até vencermos as ameaças
quebrando o jugo do inimigo".

Quando a coordenadora começou a orar, Susana entrou em pânico:


"Que foi que me levou a pensar que posso ser uma intercessora, pensou.
Nem mesmo entendi metade do que ela falou."

Este quadro não é incomum nas igrejas, hoje. Com o passar do


tempo, se Susana não desistir, acabará descobrindo o "código" da
intercessão familiarizando-se com expressões como, "concordar em
oração, e amarrar e desamarrar." É triste admitir, mas em muitos casos,
tais expressões se tomam apenas jargões que são entendidos mui
vagamente. Muitos grupos de oração carecem de autoridade por não
possuir um ensino do significado bíblico das palavras que utilizam em suas
reuniões. Quando a oração se toma um jargão, os resultados são:
entendimento errôneo e confusão.

Paulo faz-nos um apelo em 1 Coríntios 1.10, quando diz:

"Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que


faleis todos a mesma cousa, e que não haja entre vós divisões; antes
sejais inteiramente unidos, na mesma disposi-ção mental e no mesmo
parecer".

Escrevo este capítulo a fim de definir alguns dos termos usados pelos
crentes para que os intercessores falem a mesma linguagem e orem com
maior entendimento e autoridade.

Concordando em oração
"Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra,
concordarem a respeito de qualquer cousa que porventura pedirem, ser-
lhes-á concedida por meu Pai que está nos céus" (Mt 18.19).
O mundo inteiro tinha os olhos fixos no muro de Berlim. Alguns
incríveis fatos estavam acontecendo e em todo lugar a mídia comentava,
surpresa, a nova página da história que estava sendo escrita na Alemanha.
Afinal, a queda do muro de Berlim não foi profetizada previamente pela
mídia, mas, um bom grupo de crentes não somente profetizara a queda do
muro, mas aguardava também com expectativa o dia em que isto
aconteceria. Os interces-sores de Deus oravam, unidos, em todo o mundo,
para que o muro caísse por terra. Creio que a maior parte dos guerreiros
de oração não tinha idéia da missão que Deus lhes dera, que era a de orar
para que o muro fosse derrubado. Oravam conforme a vontade do Senhor.

Alguns dos líderes de oração, ao redor do mundo, se reuniram numa


conferência da Rede de Guerra Espiritual em Pasadena, na Califórnia. Os
trinta líderes, sentados em círculo, tiveram como tema principal de
discussão a queda do muro de Berlim. Foi interessante ouvir os relatos de
cada pessoa ali presente.

O irmão Dick Eastman nos contou que orou pela queda do muro de
Berlim numa fria manhã de inverno; ele impôs as mãos sobre o muro e
orou para que fosse derrubado. Contou-nos, surpreso, que não esperava
que o muro ruísse imediatamente como aconteceu com Jericó, cria,
entretanto, que um dia seria destruído. Gwen Shaw, intercessora-líder de
uma organização conhecida como "Servas dos Últimos Tempos", esteve
orando com um grupo de intercessores junto ao muro dois anos antes da
queda. Um ano antes do muro ser destruído, enquanto orávamos por um
missionário de nossa igreja que iria trabalhar na Alemanha, Deus me deu
as seguintes palavras: "Eu despedaçarei os portões de bronze e as grades
de ferro; o muro será despedaçado e não ficará pedra sobre pedra e
nenhum tijolo agarrado ao outro. Eu libertarei o meu povo que jaz sob a
escravidão". Sei que outras pessoas também estavam tendo revelações
similares, não sabia na ocasião, contudo, quem eram, onde estavam e o
que faziam.

Além dos muitos relatos daquela reunião, fiquei sabendo que os


estudantes do Instituto Cristo Para as Nações da Alemanha oravam,
insistentemente, para que o muro caísse e eles pudessem entrar ali com a
mensagem do Evangelho. Os estudantes daquela escola bíblica eram
movidos por uma fé tremenda, afinal, o prédio usado como Instituto
Bíblico, fôra construído por Hitler para treinamento da elite do exército
alemão. Fico pensando se alguém não esteve ali em oração, enquanto
Hitler construía o prédio, requisitando-o para o Reino de Deus.

Estes são alguns dos exemplos do significado de concordar em


oração. Neste caso, Deus colocou no coração de seus intercessores ao
redor do mundo, o mesmo desejo de orar pela nação alemã. Isto não é
incomum. Creio, realmente, que os intercessores são os precursores da
história, pois toda vez que a história é empurrada e colocada sob a
vontade de Deus, eles já estiveram ali orando a Deus. Numa escala menor,
isto acontece sempre que dois ou três estiverem unidos em oração. Este
conceito está bem claro no livro de Amós: "Certamente o Senhor Deus não
fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os
profetas" (Am 3.7).

Quando sabemos que o que ocorre nas pessoas e nas nações é o


resultado do "concor-dar em oração", surgem algumas perguntas que têm
de ser respondidas.

A primeira pergunta é: O que é concordar em oração? Com o quê podemos


comparar?

O "concordar em oração" é a mais poderosa arma disponível aos


intercessores. A pala-vra concordar, no texto grego, quer dizer "estar em
harmonia ou em sinfonia" e pode ser melhor entendida quando pensamos
numa orquestra sinfônica. Na orquestra, cada instru-mento participa
contribuindo com aquilo que pode tocar satisfazendo o gosto do
compositor e maestro. Semelhantemente, a Bíblia nos diz que Deus usa
muitos tipos de orações através de um sem número de pessoas para
orquestrar sua melodia divina de oração. Deus não responsabiliza e nem
pede que somente uma pessoa faça Sua vontade na terra. Sabemos, com
isto, que é muito importante ocuparmos nosso espaço na oração. Podemos
ombrear com outra pessoa, em oração, ajudando-a a suportar a carga que
ela tem por alguém.

Podemos, também, comparar o que é "concordar em oração" com


várias pessoas en-chendo uma banheira de água. Alguém a enche vinte
por cento, outra pessoa trinta, ainda outra enche dez e a última quarenta
por cento. Quando a banheira transbordar, a tarefa estará completada.
Este princípio é muito importante já que muitas pessoas acham que oram
muito pouco. Na realidade, o pouco que oram pode ser aquele um por
cento que faltava para encher a banheira.

Podemos deduzir desta ilustração, que nunca saberemos o quanto as


demais pessoas estão orando, daí que cada um de nós devemos orar com
o maior fervor possível.

Algumas pessoas acham que tem gente demais orando, mas lembre-
se: na orquestra de Deus cada instrumento toca a sua parte. Fiquei
entusiasmada com um pastor dizendo à sua congregação: "Quero que
você ore como se fosse a única pessoa orando e como se a resposta
dependesse única e exclusivamente de sua fidelidade". Se você não orar
quando for o seu turno de oração, Deus procurará outra pessoa para tapar
a brecha mas isto poderá retardar por um tempo o cumprimento de Seu
propósito.

Sempre que os intercessores se reúnem para orar, descobrem, afinal,


que todos têm o mesmo peso de oração, intercedendo pelas mesmas
necessidades.

Outra pergunta a respeito de concordar em oração, é: "Por que sinto


tanta urgência de orar por um assunto que tanta gente já está orando?"

Quem sabe você é o último balde que faltava para encher a banheira?
Uma oração que Deus usará para quebrar toda e qualquer resistência ao
cumprimento de Sua vontade! É aquele tipo de oração ou súplica que nos
faz gemer, como quem está com dores de parto (sobre a qual falarei mais
adiante). A pessoa que ora poderá ser a última daquele elo de intercessão;
a unção e a graça de Deus sobre ela são elementos necessários para
reverter ou
impedir um desastre. Numa hora assim, Deus revela ao intercessor a
dimensão do problema, como foi o caso de Neemias que orou pelo retorno
de Israel.

Uma outra questão a respeito do concordar em oração, é: "Quantas


pessoas precisam orar até que um pedido seja respondido?"

Vários fatores determinarão o número de pessoas chamadas por


Deus para uma tarefa de oração:

1. Que tipo de fortaleza você está enfrentando em oração? (Veja a


explicação do que é uma fortaleza mais adiante neste capítulo). Que tipo
de força está agindo contra uma pessoa ou contra um grupo de pessoas?
Quanto maior a resistência e quanto mais alta a atividade da potestade
territorial, mais pessoas serão convocadas para quebrar a fortaleza.

2. Que nível de autoridade no Espírito tem a pessoa que está orando? Não
estou dizendo que um tipo de oração serve e outro não ou que outras são
mais importantes! Temos observado que os guerreiros veteranos de
oração, aquelas pessoas que têm experimentado o mover de
Deus de muitas maneiras, respondendo-Ihes a oração, digo, essas pessoas
sentem uma espécie de elevação espiritual a um nível maior quando se
colocam na brecha a favor de necessidades específicas. Isto acontece
porque crêem, de coração, que Deus as atende quando oram conforme a
Sua vontade. Como resultado de tal tipo de oração, o intercessor é
revestido de uma autoridade especial. Quando o intercessor chega a este
ponto, sua oração é como uma sirene avisando o diabo que ele perdeu a
guerra.

A oração e o jejum são, também, componentes básicos necessários


para que a vontade de Deus seja feita. O jejum eleva a oração a uma
potencialização matemática. É por isso que pedimos que se formem
cadeias de jejum e oração por determinados assuntos. O jejum atinge
coisas que não seriam alcançadas somente com a oração.

Uma última pergunta: "Como posso efetivamente concordar em


oração com alguém que me traz uma necessidade?"

Se alguém pedir-lhe para orar concordando com ele em oração, você


precisa levar em conta estes pontos:
1. Como orar a respeito de uma necessidade? Por exemplo, você
poderá estar orando para que Deus realize um milagre e cure a
enfermidade de algum parente. A pessoa com a qual você está
orando, poderá estar apenas pedin-
do a Deus que a conforte no leito de dor. Geralmente pergunto
às pessoas que me trazem o pedido de oração: Que direção
Deus lhe deu neste caso? Afinal, posso ou não concordar com o
tipo de oração que estão fazendo!

2. Se eu não concordar com o que estão orando, não precisarei


discordar na frente da pessoa. O que faço, nestes casos, é
mostrar-Ihes que Deus está me dirigindo a orar de outra
maneira: Caso concordem comigo, oro imediatamente com
essas pessoas. Desta forma, não preciso preocupar-me em orar
novamente sobre o assunto ou ficar sobrecarregada de
pedidos.

3. Acaso Deus já lhe deu alguma passagem bíblica a respeito


desta necessidade? Você e a outra pessoa estão unidas no
mesmo propósito?

4. Se ambos concordam, poderão orar mais ou menos assim: "Pai,


concordo com o pedido que meu amigo orou diante de ti neste
dia. Obrigado, Pai, pois Tua Palavra de clara que 'se dois de vós
concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem,
ser-lhes-á feito por meu Pai que está nos céus'. Agora, pai,
firmados em Tua Palavra, agradeço-Te por responderes esta
oração. A Tua Palavra diz que a fé 'é a certeza de cousas que
se esperam, a convicção de fatos que se não vêem'. Oro com
fé, pedindo-Te estas coisas, agora, em nome de Jesus, Amém!".

Orando até o fim!

Orar até o fim é o que chamo de ser persistente na oração até termos
certeza de que Sua vontade foi feita na terra.

Uma das perguntas que freqüentemente ouço pelos iniciantes na


intercessão, é: "Quando devo parar de orar?" Há várias maneiras de
sabermos que uma oração já foi respondida:

1. O Espírito Santo já não nos lembra de orarmos por aquele assunto


como anteri-ormente. Deus nos lembrará de orar, continuamente,
por um assunto ou por alguma pessoa enquanto Sua vontade não
for estabelecida.
2. Quando tentamos orar por um assunto e não temos desejo algum de
orar a respeito. Costumo dizer que não existe mais unção do Espírito
Santo para orar por aquela questão. Podemos ou não ver a resposta
no mundo natural, mas do ponto de vista de Deus o assunto já foi
encerrado.

3. Quando Deus nos conduz pelas Escrituras, mostrando-nos que a


vitória já foi obtida.

4. Através das circunstâncias, Deus nos faz saber que o assunto está
encerrado no mundo natural. Por exemplo, a pessoa foi curada ou
restaurada.

Tive, certa vez uma experiência enquanto dirigia o automóvel.


Naquele dia, fiquei convicta de que Deus havia respondido nossas orações
em relação à volta da leitura da Bíblia nas salas de aula das escolas
públicas. Senti, também, que nossa oração pedindo permissão para que
Clubes Bíblicos se instalassem nas escolas foi atendida nas regiões
celestiais. Sentí-amos urgência quanto a este assunto pois houve um
declínio moral muito grande em nos-
sas escolas desde que uma lei, proibindo a leitura da Bíblia, foi aprovada.
Pedíamos, em oração, que uma nova lei fosse aprovada permitindo a volta
da leitura bíblica nas escolas. É interessante como Deus me deu certeza de
que a oração fora respondida: no momento, nem pensava no assunto, ao
contrário, enquanto dirigia estava orando a Deus pedindo direção sobre o
ministério itinerante na qual estava envolvida.

A presença do Senhor encheu o automóvel. Procure prestar atenção


sobre o que acontece quando você está a sós com Deus. Deus sempre
responde aquelas orações feitas muito tempo antes, ao invés de responder
aqueles pedidos pelos quais você está, agora, orando. Deus trabalha de
forma misteriosa, sem nos cansar. Naquela hora, tive uma visão em que
Jay Sekulow, um advogado, estava em pé diante da Suprema Corte em
Washington. Ele comparecera anteriormente diante da Suprema Corte
defendendo um judeu que se conver-tera ao cristianismo e ganhara a
causa. Eu não o conhecia pessoalmente e não havia motivos de ficar
pensando nele. Na visão eu o via argumentando perante os juízes
solicitando a apro-vação de uma lei concedendo liberdade de oração nas
escolas. Aquilo causou-me. uma sensação tão forte que comecei a orar de
alegria. Chorei tanto que quase tive que parar o carro no acostamento.

Mais tarde, chamei Davi Barton por telefone e dei-lhe as boas-novas,


como se tivesse lido a notícia nos jornais. Eu sabia que Deus já havia
respondido e que o caso fora resolvido no mundo espiritual. Teríamos que
lutar muito na esfera natural, é claro, mas Deus havia res-pondido e dado
o seu okay sobre o assunto. Davi Barton, mais tarde, escreveu uma nota
aos Amigos da Corte que ajudou na aprovação da lei na Corte americana.

Em junho de 1990 enquanto estávamos de férias com a família, li no


jornal que Jay ganhara na Suprema Corte uma causa permitindo que os
Clubes Bíblicos voltassem às escolas públicas. Aquela vitória nos céus foi,
definitivamente, homologada pela Suprema Corte dos Estados Unidos da
América.

Quebrando o jugo
"Viverás da tua espada, e servirás a teu irmão; quando, porém, te
libertares, sacudirás o seu jugo da tua cerviz" (Gn27.40).

Os jugos são opressões espirituais e cargas que Satanás coloca sobre


as pessoas para mantê-Ias na escravidão. É comum ouvirmos os
intercessores usarem a expressão quebrando o jugo. Você precisa
conhecer o que era um jugo nos tempos bíblicos e só então entenderá o
sentido desta expressão no mundo espiritual. Geralmente, eram duas
cangas, ou jugos, que eram colocados no pescoço de dois animais. O boi
mais forte ficava com a canga maior e o mais fraco, caminhava ao lado,
com uma canga menor. Trabalhavam juntos mas o boi mais fraco lavrava
juntamente com o mais forte. O texto de Mateus 11.29,30 fica bem claro
para os crentes: "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque
sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas
almas. Porque o meu jugo é suave e o meu
fardo é leve".

Quando estamos com o mesmo jugo de Cristo, o fardo ou a carga é


bem menor porque Ele, como o mais forte, suporta o maior peso. Satanás
imita este princípio bíblico, colocando cangas na vida das pessoas,
oprimindo-as, subjugando-as ao pecado, à lei, ao ocultismo e às práticas
sensuais.

Sansão é um bom exemplo de alguém que tinha sobre o seu pescoço


o jugo de Satanás. Ele era um homem poderoso mas ficou subjugado aos
filisteus devido a um relacionamento amoroso com Dalila. Esta canga,
colocou-o sob tal cegueira espiritual a ponto de não poder livrar-se dos
encantos de Dalila. O mesmo acontece hoje com os líderes e pastores. A
Bíblia deixa bem claro que não devemos entrar em jugo desigual com os
incrédulos: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos;
porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou
que comunhão da luz com as trevas?" (2 Co 6.14).

Como devemos orar por aqueles que estão sob o jugo de Satanás? Há
várias armas eficazes:

1. Jejue. Isaías 58.6, diz: "Porventura não é este o jejum que escolhi,
que soltes as liga-duras da impiedade, desfaças as ataduras da
servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?"
Quando um líder está envolvido em pecado, sugiro uma cadeia de
jejum durante vinte e um dias. Várias pessoas se comprometem a
jejuar abstendo-se de alimentos, jejuando num de terminado dia.
Cada pessoa precisa saber quais as razões do jejum e comprometer-
se a fazer sua parte para que o elo não seja quebrado.

2. Amarrando e soltando. Orar, atando todo o poder do pecado, do


legalismo, das práticas ocultas e de outras coisas na vida de uma
pessoa. Proíba o diabo de manter uma pessoa sob sua tutela,
escravizando-a.

3. Ordene ao diabo que pare de cegar as pessoas às verdades do


Evangelho (2 Co 4.4).

4. Caso exista fornicação ou adultério na pessoa pela qual você está


orando, interceda para que os laços do diabo sejam rompidos. Ore,
liberando a pessoa e ordenando
que todo o relacionamento perverso seja terminado. A passagem de
Ezequiel 13.18-23, descreve uma mulher que usa a feitiçaria para
caçar vidas humanas. Isto acontece freqüentemente nos dias hoje.
Caso alguma pessoa esteja enredada pelos laços do diabo como foi
o caso de . Sansão, haverá a necessidade de jejuar e orar soltando
os jugos que prendem a pessoa.

5. Louvor. O Salmo 149 diz que o louvor liberta as pessoas do


cativeiro. "Os altos lou-vores de Deus" servem para "meter os seus
reis em cadeias e os seus nobres em grilhões de ferro". Num outro
capítulo entraremos em maiores detalhes a respeito.

6. Unção do Espírito Santo. Uma das armas mais eficazes para


despedaçar os jugos é a unção. O Espírito age através de nós na
intercessão despedaçando os jugos do dia-
bo. O profeta Isaías diz: "E acontecerá naquele dia, que a sua carga
será tirada do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço; e o jugo será
despedaçado por causa da unção" (Is 10.27 RC).

Podemos orar para quebrar os jugos da seguinte maneira:

"Pai, em Nome de Jesus, quero te agradecer por tua vitória na vida


(cite o nome) pois todo o jugo que o inimigo trouxe à esta pessoa está
quebrado, pelo Teu poder. Satanás, você perdeu o direito sobre esta vida e
não a levará mais ao pecado. Senhor, agradeço-Te que a cegueira caiu dos
seus olhos e ela não cairá mais em pecado por causa da luz da tua
verdade. Revela-Te, nesta hora, à esta pessoa (cite o nome) para que
conheça os teus caminhos. Em nome de Jesus. Amém".

Destruindo fortalezas
As fortalezas são fortificações construídas por Satanás com o fim de
exaltar-se contra o conhecimento e os propósitos de Deus. "Porque as
armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para
destruir fortalezas; anulando sofismas" (2 Co 10.4).

A antiga cidade de Pérgamo era uma fortaleza do inimigo nos dias de


João, o apóstolo. Apocalipse 2.13, diz:

"Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e


que conservas o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de
Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde
Satanás habita"

O dicionário bíblico de Unger diz o seguinte sobre Pérgamo:

"A cidade (Pérgamo) era idólatra e o monte central, uma das


maravilhas do lugar, era cheio de estátuas e altares. A cidade era unida
através de uma catedral pagã, uma cidade universitária e o palácio real.
Cada rei fazia o melhor possível, gastando tanto quanto podia para
embelezá-la. Era uma cidade totalmente pagã, um lugar sagrado, cidade
de templos, cuja devoção era adoração sensual".(1)

Percebe-se que Pérgamo era uma cidade iníqua, lugar onde Satanás
podia livremente reinar.

Há vários tipos de fortalezas. Gary Kinnaman em seu livro


Overcoming the Dominion of Darkness (Vencendo os Poderes das Trevas),
define com clareza três tipos de fortalezas. Apresento aqui um resumo
delas:

1. Fortalezas territoriais. São hierarquias de seres celestiais das trevas


às quais Satanás deu-lhes o direito de influenciar e controlar as
nações, comunidades e famílias. Al-
gumas forças demoníacas invadem, massivamente, determinadas
áreas fortalecendo algum tipo de iniqüidade na região. Algumas
cidades se tornam fortalezas idólatras, outras se tornam fortalezas
sensuais ou lugares de habitação de espíritos religiosos.

2. Fortalezas ideológicas. Isto tem a ver com a dominação satânica do


mundo através das filosofias que influenciam as sociedades e as
culturas. A teoria da evolução natural das espécies de Charles
Darwin é um bom exemplo do que quero dizer pois opõe-se,
totalmente, à teoria bíblica da criação. Estas fortalezas estão muito
bem descritas em 2 Coríntios 10.5, que diz: " ... e toda altivez que se
levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo
pensamento à obediência de Cristo".

3. Fortalezas pessoais. São coisas que Satanás utiliza para influenciar a


vida de uma pessoa; pecados pessoais, pensamentos, sentimentos,
atitudes e comportamentos.(2)

O irmão Edgardo Silvoso do Evangelismo de Colheita dá uma outra


definição de fortalezas: "Uma mente impregnada com a falta de esperança
é também uma fortaleza, especialmente porque leva o crente a aceitar
como imutável aquilo que de mesmo sabe ser contrário à vontade de
Deus".(3)

Em setembro de 1990 os Generais da Intercessão reuniram-se na


cidade de Mar del Plata, Argentina, com o objetivo de orar pela cidade. O
que aconteceu naquele ano, deixou-nos boquiabertos. Na ocasião, tivemos
o entendimento de que quatro espíritos territoriais sob as ordens de um
homem forte, ou demônio, governava a cidade. Cerca de trezentos
guerreiros formados por pastores e irmãos da igreja preparam-se em jejum
e oração, reunindo-se na praça para orar pela cidade. Os pastores ali
presentes, humilharam-se diante de Deus em oração. Eram quatro horas
da tarde quando começamos a orar contra o espírito dominador de
feitiçaria. Naquela hora, o relógio da torre da igreja deu as quatro
badaladas e intensificamos a intercessão contra o demônio de feitiçaria.

Mais tarde, um dos pastores atendeu a uma chamada telefônica


indagando sobre o que teria acontecido às quatro da tarde. Descobrimos
que havia uma macumbeira que, durante dois anos, se unira com outros
feiticeiros para trabalhar contra os pastores da cidade.Exata-mente às
quatro da tarde ela morreu de um ataque fulminante.

Ficamos apreensivos quando ouvimos aquele relatório. Não nos


alegramos com a morte daquela mulher, sentimos, contudo, que Deus
estava dando uma mensagem clara de juízo sobre os macumbeiros. O
Senhor dos Exércitos fez uma linha demarcadora na areia e disse: "Chega,
Diabo!" Quando as fortalezas de Satanás são derrubadas seu reino não
permanece em pé! Tenho em mente o texto de Lucas 11.21,22:

"Quando o valente, bem armado, guarda a sua própria casa, ficam


em segurança todos os seus bens. Sobrevindo, porém, um mais valente do
que ele, vence-o, tira a armadura em que confiava e lhe divide os
despojos".

No último capítulo "Possuindo os Portais do Inimigo" falaremos com


mais detalhes sobre o significado de derrubar as fortalezas.

Súplicas
A súplica, é um clamor a Deus tão forte, que pedimos como se
estivéssemos mendi-gando.

A palavra súplica, de acordo com a Concordância Bíblica de Strong,


significa "mendigar"(4) . É um tipo de intercessão não muito comum por
aqueles que ensinam sobre oração. É aquele tipo de oração feita um pouco
antes do dia de pentecoste mencionado em Atos 1.14: "Todos estes
perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e
Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos" (RC).

Súplicas e dores como de parto (sobre os quais trataremos mais


adiante) estão intima-mente ligados. A súplica pode ser comparada à uma
mulher que está para dar à luz; não tem escape, ela dará à luz! É aquela
oração "Deus precisamos de ti, agora!". É o tipo de oração que fazemos
quando uma pessoa está às portas da morte. O Senhor arrebanha o seu
povo para orar com muitas súplicas, um grito de "SOS". Geralmente,
acontece comigo quando o Senhor me acorda, subitamente, no meio da
noite. Sinto que é um "SOS". Salto da cama e começo a orar pela pessoa
que me vem à mente ou por alguém que acabei de sonhar ou ver numa
visão.

Isto freqüentemente acontece comigo. Quando alguém está em


perigo e precisa de intervenção divina, é Deus procurando alguém que se
coloque na brecha. Deus pode me acordar a hora que quiser. Na realidade,
as orações de súplicas foram o sinal de que Deus estava concedendo-me o
dom da intercessão.

Ligar e desligar
"Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no
céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos
digo que, se dois de vós concor-darem na terra acerca de qualquer coisa
que lhe pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus" (Mt
18.18,19 RC).

Duas das mais poderosas armas de guerra espiritual são o ligar e o


desligar, ou o proibir e o permitir. Tem gente que confunde o seu sentido e
acha que não há precedentes na Bíblia para tal coisa. Vejamos,
primeiramente, o sentido de amarrar e desamarrar (outra forma de
expressar-se), com alguns exemplos práticos. Gary Kinnaman dá a base
teológica para ligar e desligar.

"O uso da palavra ligar e desligar, de fato, não tem sua origem em
Jesus. Era uma expressão ou um dialeto usado pelos rabinos judeus do
primeiro século. Alexander Bruce em seu livro The Expositor's Greek New
Testament diz que ligar e desligar (no grego deo e luo ) simplesmente
quer dizer "proibir e permitir", isto é, estabelecer (VoI. 1, pg 225). As auto-
ridades religiosas do tempo de Cristo reservavam a si mesmas o direito de
estabelecer re-gras, parâmetros ou chaves para as práticas religiosas e
interação social.

Deo, que tem o sentido de amarrar e ligar, expressa também um


controle sobrenatu-ral. Em Lucas 13.15-16, Jesus repreendeu um líder
judeu, dizendo: "Hipócritas, cada um de vós não desprende (gr. luo,
desligar) da manjedoura no sábado o seu boi ou o seu jumento, para levá-
lo a beber? Por que motivo não se devia livrar (gr. luo, desligar,
desamarrar) deste cativeiro em dia de sábado esta filha de Abraão, a
quem Satanás trazia presa (gr. deo, ligada, ou amarrada) há dezoito anos?
"(5)

Os líderes religiosos dos dias de Jesus entendiam apenas o significado


natural de ligar e desligar. Jesus lhes mostrou no caso da mulher
encurvada por um espírito de enfermidade, que amarrar e desamarrar
tem, também, o seu lado espiritual. Observe atentamente que Jesus deu
ênfase ao fato de que aquela mulher estava presa por Satanás há dezoito
anos!

Você percebe que os líderes judeus ficaram furiosos porque Jesus


disse aos seus discípulos que eles tinham autoridade para ligar e soltar e,
contudo, não faziam parte do sistema político/religioso da época? Eles
perceberam que Jesus concedia aos discípulos
autoridade sobre o mundo espiritual nos lugares celestiais. É aqui que a
verdadeira ação, do amarrar e soltar ocorre; é, das regiões celestiais, que
todas as coisas na terra podem ser ligadas e desligadas, permitidas ou
proibidas.

Ligando ou amarrando
Há dois tipos de ligaduras, uma negativa e a outra positiva e ambas
são importantes na guerra espiritual. Vejamos primeiramente o amarrar
negativamente.

Amarrando no sentido negativo


Vou ilustrar com um exemplo de minha cidade o sentido de amarrar
negativamente. A cidade de Weatherford tem tudo o que você espera
encontrar numa pequena cidade texana. Anualmente, a cidade patrocina
um rodeio onde os vaqueiros vêm de todos os lugares para competir.
Disputam quem é o melhor laçador, o melhor domador, montador de touro
e, tem aquela disputa onde o vaqueiro salta do cavalo sobre um novilho
derrubando-o por terra!
Laçar um boi, prendendo-o pelos chifres e pés é a melhor ilustração para o
que estamos afirmando. O vaqueiro persegue um boi e do alto do seu
cavalo, laça-o derrubando-o por terra; depois amarra-o pelas pernas e
deixa-o imobilizado. Aí, é só virar para a galera e vibrar!

Temos aí, um quadro do que acontece no mundo espiritual quando


oramos amarrando a Satanás impedindo-o de agir em determinadas
situações. Como isto funciona?

Primeiramente certificamo-nos de uma situação na qual Satanás está


arrumando confusão. A desunião é um bom exemplo. Satanás penetra no
meio de um grupo da igreja soprando algo assim nos ouvidos dos irmãos:
"Seu pastor é um desalmado.Você se lembra da última vez que ele foi à
sua casa? Você esteve doente e não recebeu nenhuma visita?". Ou diz: "A
organista nem ligou para você. Ela deve estar falando de você pelas
costas". Ele joga seus laços sujos sobre seu pescoço e, sem perceber, as
pessoas começam a criar fofoquinhas umas das outras.

Em seguida, como intercessores, percebemos a desunião entre os


irmãos e começamos a orar. Tomando a ilustração do vaqueiro pegamos
nosso laço que é a Palavra de Deus, e montamos no cavalo da oração
detendo as obras de Satanás.

Em terceiro lugar, jogamos o laço declarando a Palavra de Deus:


"Satanás, eu te ato em Nome de Jesus Cristo! A Palavra de Deus diz que
tudo o que eu ligar na terra será ligado nos céus. Eu te ordeno: pare de
provocar divisão no meio do povo de Deus!" Podemos declarar: "Satanás,
conforme diz a Palavra de Deus, eu te proíbo de causar divisões, em nome
de Jesus, o Nazareno!"

Em alguns casos é necessário que mais de uma pessoa ligue ou


desligue em oração. O ligar e desligar são armas que devem ter como
fundamento a concordância em oração. Conforme nossa ilustração, um
novilho pode ser mais facilmente dominado enquanto que um touro bravo
pode derrubar um vaqueiro por terra. A oração deve ser feita por um grupo
unido, ou por pessoas que concordemente orem em lugares diferentes,
mantendo uma cadeia de oração no mesmo horário. Ao orar, cada
indivíduo joga um laço até que a oração detenha o touro feroz ou o ataque
de Satanás.

Esta é uma arma tremendamente eficaz para perto e para longe já


que no mundo espiritual não há distâncias. Em outras palavras, não
necessitamos estar orando ao lado da pessoa que está sendo atacada para
poder atar e parar a obra de Satanás.

Alguns anos atrás, uma mulher, aos prantos, chamou-me pelo telefone,
de manhã bem cedo. Demorei algum tempo até descobrir quem era e o
que estava acontecendo com ela. Entre soluços, conseguiu dizer-me que
uma amiga sua fora internada num hospital psiquiátrico e queria que eu
orasse por aquela pessoa. Comecei a orar fervorosamente amarrando as
forças inimigas que haviam prendido aquela pessoa. Senti como se os elos
de uma corrente fossem quebradas da mente dela e uma grande paz nos
inundou. Uma semana depois ela me telefonou dizendo que sua amiga
havia se recuperado totalmente e que tivera alta naquele mesmo dia
quando, juntas, oramos a Deus. As mãos do inimigo foram atadas
impedindo-o de controlar a mente daquela pessoa. Ela ficou totalmente
liberta.

Ligando ou amarrando
positivamente
Os intercessores, geralmente, se esquecem de um aspecto
interessante do poder de amarrar, que é o atar positivamente. Isto ocorre
quando declaramos a Palavra de. Deus contra uma determinada situação.
Precisamos entender que as palavras têm muito poder. Fomos feitos à
imagem de Deus e Ele trouxe o mundo à existência pelo poder de Suas
palavras. Provérbios 18.21 diz: "A morte e a vida estão no poder da língua,
o que bem a utiliza come do seu fruto".

Quando amarramos o inimigo utilizando como arma a Palavra de


Deus, nós o enfraquecemos minando sua resistência contra o propósito de
Deus.

Jesus nos deu um exemplo do que quero dizer. Ele amarrou o diabo
usando, positiva-mente, a Palavra de Deus contra ele no deserto,
enfraquecendo, e quebrando com a Palavra as intenções satânicas.

Amarrar ou ligar positivamente não é uma coisa automática pois nem


sempre detém a ação do diabo imediatamente. Às vezes, a luta pode
estender-se por muito tempo como no caso de Jesus que lutou durante
quarenta dias com Satanás no deserto. Mais adiante falare-mos sobre isto
com maior riqueza de detalhes.

Podemos usar o Salmo 133.1 positivamente para ligar a unidade da


Igreja: "Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos" .

No momento em que você começar a orar por seus entes queridos ou


por amigos seus que precisam conhecer o Senhor, a Palavra de Deus
começará a agir em seus corações. A Palavra de Deus cria vida no seu
interior, combatendo os pensamentos maus que se levantam contra o
conhecimento de Deus.

Em Provérbios 6.20-22 temos o seguinte: "Filho meu, guarda o


mandamento de teu pai, e não deixes a instrução da tua mãe; ata-os
perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao teu pescoço". As palavras
dos pais quando atadas nos corações dos filhos os conduzem à vida.

Quando dizemos: "Satanás eu te ato e te proíbo de atuar na vida de


tal pessoa",estamos dando uma ordem, amarrando a ação do diabo na
vida daquela pessoa, conseqüentemente, precisamos contra-atacar
positivamente semeando a Palavra de Deus na vida daquela pessoa. Está
escrito em Jeremias: "Olha, que hoje te constituo sobre as nações, e sobre
os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares, e
também para edificares e para plantares" (Jr 1.10).

Quando Jesus expulsou os cambistas do templo, Ele declarou a


Palavra que os amarrou positivamente: "Está escrito: A minha casa será
casa de oração; mas vós a transformastes
em covil de salteadores" (Lc 19.46). Jesus, obviamente, tinha razões de
sobra em citar a Palavra de Deus, e uma delas, foi a de voltar a
estabelecer o templo como uma casa de oração.

Desligando ou soltando
Os cativos ficam livres da mão do inimigo, quando os desligamos
através da intercessão. Quero compartilhar o que aconteceu com um
grupo de intercessores e, depois, analisar a maneira como isto aconteceu.

A equipe de intercessores se reuniu para uma vigília de oração


durante o segundo con-gresso de evangelização mundial em julho de 1989
nas Filipinas. Guerreiros de peso estavam ali reunidos para uma batalha de
oração. Robert Birch e Ben Jennings da Great Commission Prayer Crusade
(Cruzada de Oração da Grande Comissão); Joy Dawson uma intercessora
valente, todos se reuniram com muitos dos gigantes guerreiros de oração.
Eram homens e mulheres cujas espadas, afiadas durante anos de guerra,
abriam uma clareira nas fileiras do inimigo. Tínhamos vários pedidos de
oração, pelos quais estávamos orando quando chegou um pedido urgente
de um missionário conhecido como Bruce Olson. Só entenderemos a
urgência do pedido, quando entendermos a esfera de ação do que Deus
fez através de Bruce Olson.

Bruce é missionário entre as tribos Motilone na Colombia, cuja vida é


exemplo de cora-gem a todos quantos Deus chama para o trabalho
missionário. Saiu a campo quando tinha apenas 19 anos de idade sem
qualquer experiência missionária, apenas com o peito ardendo em fazer a
vontade de Deus. Na primeira vez que tentou evangelizar os Motilones
quase foi morto, pois os índios acabavam com qualquer pessoa que se
aproximasse de sua tribo.

Depois de anos de tentativa, sem desistir, aprendeu o idioma e levou


muitos índios a aceitarem a salvação em Cristo Jesus. Ele conseguiu
empregar entre eles novas técnicas agrícolas, um bom sistema de
prevenção de saúde e novas escolas.

Sabíamos de todos os sacrifícios feitos por ele e demo-nos conta do


seu pedido de oração: ele fora seqüestrado há nove meses por
guerrilheiros que queriam usá-lo para barganhar contra os índios. Os
guerrilheiros anunciaram que Bruce Olson seria morto.

Ficamos perplexos com o que havia acontecido. Sabíamos que não


era uma ameaça de brincadeira pois muitos outros haviam sido
martirizados pelos guerrilheiros. Ficamos sabendo que ele estava pronto
para encontrar-se com Deus mas todos entendemos que ainda não era o
tempo de Deus para ele. Quando começamos a interceder, sentimos que o
Senhor queria dar um fim naqueles ataques guerrilheiros e que Bruce seria
muito usado no ministério.O inimigo tinha que ser detido e o cativo liberto
do seu cativeiro.

Quarta-feira, 12 de julho de 1989, Joy Dawson conduziu-nos em


oração a favor de Bruce. Joy é uma irmã guerreira, uma general do
exército de Deus e não mede esforços na intercessão. Ela é uma baixinha
de olhos verdes nascida na Nova Zelândia. Em pé, ficou diante de Deus
sem nada dizer enquanto todos aguardávamos, certos de que Deus se
colocava em prontidão por algo que estava por acontecer.

Ela começou louvando, agradecendo e engrandecendo a Deus por


sua soberania e por ter completo controle da situação. A seguir, entregou
Bruce nas mãos de Deus dizendo que confiava em sua fidelidade e que
Deus estava agindo a favor de Bruce. Pediu que Deus fizesse alguma coisa
com Bruce e com os seqüestradores para que Seu nome fosse glorificado.
Com fé, creu que Deus iria responder àquele clamor.

A seguir, pediu que Deus enviasse seus anjos para ministrar-lhe


conforto e mantê-Io em paz!

Joy ficou na brecha entre Bruce Olson e as forças satânicas. Os


intercessores concor-daram à medida em que ela lutava nas regiões
celestiais certa de que, naquele momento, Deus lhe concedia autoridade e
determinação como um comandante-chefe no meio da guerra.

Empunhando a espada do Espírito ousadamente deteve as forças


satânicas que tra-balhavam contra a vida de Bruce Olson, usando o texto
bíblico de Mateus 18.18: "tudo o que ligardes na terra será ligado no céu ".
Declarou a seguir que o sangue de Jesus é eficaz na derrota de Satanás e,
exercendo fé em o nome de Jesus Cristo, liberou a vida de Bruce contra
toda a maquinação satânica. Terminou agradecendo a Deus por seu
grande poder e por seus propósitos na vida de Bruce Olson.

Só fiquei sabendo da libertação daquele irmão quando lia uma revista


cristã que men-cionava que Bruce fora libertado uma semana depois
daquele momento de intercessão na cidade de Manila. Sabemos de muitos
irmãos que intercederam por ele durante nove meses, mas aquele tempo
de oração unida contribuiu para a libertação daquele irmão.

Temos aqui um exemplo de ligar e desligar com o fim de


conseguirmos a resposta desejada. A intercessão contribuiu,
primeiramente, proibindo os guerrilheiros de matarem o irmão Bruce e
depois liberou a vida dele através da oração.

Desligar ou desamarrar em oração podem ter os seguintes efeitos:

1. Pode realmente trazer libertação física, como no caso de Bruce


Olson.

2. Uma pessoa fica liberta das doenças e enfermidades, como no caso


da mulher que tinha um espírito de enfermidade.

3. Pode liberar ou declarar que a vontade de Deus seja feita em uma


determinada situação.

4. Permite que Deus aja e mude as situações. Por exemplo, a Palavra


de Deus diz que Ele mesmo decide agir em favor das necessidades
apresentadas em oração. "Viu que não havia ajudador algum, e
maravilhou-se de que não houvesse um intercessor" (Is 59.16).
Tiago diz: "Nada tendes porque não pedis" (Tg 4.2).

Concluindo, podemos dizer o seguinte:

1. Quando amarramos detemos o ataque do inimigo.

2. Quando desligamos ou desamarramos abrimos caminho para


que a vontade de Deus seja feita e que os propósitos da
oração sejam atendidos.

Estou certa de que os exemplos bíblicos e as experiências aqui


relatadas ajudarão você a melhor entender a linguagem da intercessão,
levando-o à prática da oração.Veremos no próximo capítulo um aspecto
negligenciado da oração intercessória; é um aspecto que transcende a
todo o raciocínio e que afeta as nossas emoções.

1.Merrill F. Unger,Ungers Bible Dictionary (Dicionário Bíblico de


Unger) Chicago, Ill. Moody Press, 1957, pg 844.
2
. Parafraseado de Gary Kinnaman, Overcoming the Dominion of
Darkness (Vencendo os domínios das trevas) Tarrytown, N.Y. Chosen
Books, 1990, pgs 54,56-58.
3. Edgardo Silvoso, nota de um memorando enviado aos
colaboradores sobre o "Plano Resistência", em 15 de setembro de
1990, pg 3.
4. James Strong, Strong's Exhaustive Concordance of the Bible
(Concordância Bíblica Exaustiva de Strong) Nashville, Ten., Thomas
Nelson Publishers, Dicionário Grego sob o No. 1189
5 . Kinnaman, pgs 162,163.

C A P í T U9L O

A s M a n ife s t a ç õ
In te r c e s s ã
Vimos como nossas orações têm grande impacto quando inspiradas e
dirigi das pelo Espírito Santo. Uma das maneiras pelas quais Ele se
manifesta na intercessão é através de
nossas emoções. As evidências de seu poder não são entendidas de forma
mui clara. Muitos crentes parecem zombar das emoções com medo de
perder seu controle sobre elas. Se negarmos que as emoções se
manifestam através da oração, perderemos aquele sentido profundo da
intercessão. Não poderemos orar profundamente sem experimentarmos o
sentimento de alegria ou de tristeza de Deus.

Quando intercedemos por uma pessoa, muitas vezes identificamo-nos


com ela. Se ela está triste, sentimo-nos tristes; há ocasiões em que
sentimos em nosso espírito a mesma tristeza que o Espírito Santo sente
pela pessoa; a mesma dor que o Espírito sente, sentimos. O Espírito Santo
geme por nós a favor daquela pessoa. Tal dimensão na oração, leva-nos a
experimentar dores como de parto, choro e alegria. Muitas vezes somos
pegos de surpresa por tal tipo de emoção. São emoções que ocorrem
espontaneamente conforme a vontade do Espírito.

No primeiro capítulo, falei sobre uma criança pela qual intercedi,


chorando por ela como se fosse minha própria filha! Você, também, deve
se lembrar de como ri alto preocupando-me depois com minha atitude.
Neste capítulo, aprenderemos as várias maneiras pelas quais o Espírito
Santo opera enquanto oramos. Você entenderá se o que sente vem de
Deus, de Satanás ou se é apenas uma emoção humana que nada tem a
ver com o Espírito Santo.

Sentindo dores, como de parto!


Lá pela década de 50, John White, um inglês, estava sendo treinado
para a obra missi-onária no centro de treinamento da Missão Novas Tribos
na Pensilvânia. Cada aluno recebia uma brochura com pedidos de oração
de muitos missionários que eram trazidos diante de Deus todos os dias na
oração das sete da manhã.

Certo dia, pela manhã, ao abrir sua brochura, John leu uma carta na
qual Loretta O'Hara, missionária nas Filipinas, pedia oração. Ele não a
conhecia e nunca ouvira falar dela. A carta que tinha em mãos era um
pedido de vida ou morte. Foi escrita de um hospital em Manila onde os
médicos diagnosticaram uma terrível doença: ela sofria de câncer ou de
tuberculose na coluna cervical.

Ao ler aquele pedido, John começou a orar de maneira diferente,


sentindo que suas emoções estavam sendo afetadas. Em oração, começou
a exigir que Deus curasse a Loretta. Na realidade, ele não somente exigia,
mas insistia em que ela fosse curada. Depois de orar, sentou-se extasiado,
deslumbrado pela maneira como orou. Sentiu muita paz em seu coração,
preocupado com a maneira ousada 'com a qual falou com Deus. Antes, ele
orava pelos pedidos de oração de forma normal e as palavras que falou
diante de Deus em oração não se encaixavam em sua teologia. Sua
atitude, parecia uma falta de respeito a Deus e não combinava com a
forma britânica em que fora criado. John não sabia, mas ele havia entrado
num nível de oração onde entramos em agonia; o momento quando
sentimos dores como de parto. São dores sentidas como quem dá à luz,
dores que trazem à tona os milagres de Deus.

Esta agonia em oração afetou a vida de Loretta O'Hara. Por ocasião


daquela intercessão, Loretta estava na Nova Escócia e se dirigia a um
sanatório para tuberculosos, pois o diagnóstico final do médico era de que
tinha tuberculose na coluna cervical. Deus, contudo, tinha planos
diferentes para ela. Um grupo de ir- mãos sabendo que ela iria passar por
ali a caminho do sanatório, pediu-lhe que ficasse alguns dias falando-lhes a
respeito de missões. Loretta não tinha condições físicas de ministrar, mas
o grupo proveu-lhe todo o conforto, inclusive uma poltrona, onde sentada,
pudesse ministrar-Ihes a Palavra.

Loretta concordou em ficar ali alguns dias. Enquanto falava sobre


missões, sentada em sua poltrona, sentiu repentinamente que era melhor
ficar em pé, por isso, agarrando-se a uma mesa, levantou-se. Naquele
momento ela não sabia, mas estava entrando no reino sobrenatural da
cura de Deus.

Ao levantar, sentiu-se fortalecida. As dores de seu corpo


desapareceram. Não levou muito tempo para se dar conta de que algo
especial ocorrera em sua vida, por isso, em vez de ir para o' sanatório,
voltou para uma consulta com o médico que havia diagnosticado a
tuberculose em sua coluna. O médico ficou chateado ao vê-Ia em seu
consultório, ele, afinal, fizera o possível e o impossível para conseguir-lhe
um quarto no hospital. Loretta insistiu dizendo que queria fazer novos
exames e, apesar de relutar, o médico consentiu. Os exames provaram
que ela estava totalmente curada. Alegre, Loretta regozijou-se não
somente com a cura mas com a possibilidade de voltar ao campo
missionário.

Decidiu, então, visitar a escola de treinamento da Missão Novas


Tribos sem saber que um novo compromisso seria feito com aquele que
havia orado por ela.

Ao vê-Ia na escola, John não se deu conta de que aquela mulher era a
missionária por quem havia intercedido; sua atenção foi despertada pela
beleza da mulher. Deus já havia-lhe falado que encontraria ali na escola a
mulher com a qual se casaria, e até aquele momento não aparecera
nenhuma candidata pela qual ficasse interessado. Não demorou muito
para descobrirem que Deus queria uni-Ios em matrimônio. Depois de
algum tempo, John e Loretta ficaram admirados de como Deus interveio
em suas vidas. John sugeriu que ela se chamasse Lorrie White, nome pela
qual é conhecida até o dia de hoje.

Afinal, o que aconteceu quando John orou? Era algo dele mesmo ou
um carga de inter-cessão dada por Deus a favor de Loretta? Por que orou
com tanto fervor e intensidade? Tais perguntas são respondidas quando
entendemos o que é a oração de agonia, a oração de dores de parto!

Em Gálatas 4.19 Paulo fala de dores de parto até ser Cristo formado
em seus filhos espirituais. A palavra para "dores de parto" no grego é
odino, que tem o sentido de experi-mentar dores como de parto. Há
momentos em que Deus nos chama a interceder fortemente ajudando a
nascer a vontade de Deus em uma determinada área. Geralmente, ficamos
assombrados depois que oramos, com a sensação de que Deus nos ouviu e
realizou alguma coisa!

Você quer ter certeza de que Deus é quem está operando em nós e
que não é um alarme falso? Então, quero dar a você quatro pontos que o
ajudarão a reconhecer quando o Espírito Santo entra em ação:

1. A agonia na oração é algo que vem de Deus e não pode ser


produzida por nós mesmos. A agonia que sentimos em oração como
dores de parto são gemidos inex-primíveis, nem sempre audíveis,
conforme Paulo fala em Romanos 8.26. Conheço gente que força
gemidos e sentimentos de dores, chorando alto como se algo
estivesse acontecendo. Chegam a ter a facilidade de fazer isto como
quem abre uma torneira e depois a fecha. Os gemidos e dores que
vêm de Deus, entretanto não podem ser fechados como a torneira
de uma pia.

2. A agonia acontece, quando muita gente orou por determinado


assunto antes de você. Deus, então, escolhe você como a última
pessoa a orar para que o assunto seja resolvido. Você é quem traz
luz, para a resposta de tantas orações.

3. As pessoas que têm o dom da intercessão, por certo, entrarão em


grande agonia e dores como de parto, diferentemente daquelas que
não estão abertas para serem
usadas por Deus nesta área. Como aconteceu com John White,
contudo, Deus pode chamar qualquer crente a qual quer momento
para interceder e agonizar em oração a fim de que seus propósitos
sejam realizados.

4. A agonia e dores podem ser prolongadas ou bem curtas. Algumas


orações são respondidas rapidamente enquanto outras serão
respondidas depois de muitas dores, agonia e sofrimento.

O Antigo Testamento fala, profeticamente, de Cristo agonizando por


nós: "Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito"
(Is 53.11 - o grifo é nosso).

O Novo Testamento também nos mostra que Jesus agonizou por nós.
Quando esteve no Getsêmane orando por nós seu suor transformou-se em
grandes gotas de sangue. No túmulo de Lázaro Ele chorou. O texto diz:
"Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam,
agitou-se no espírito e comoveu-se" (10 11.33 - o grifo é nosso). Algumas
pessoas dizem que esta agitação em seu espírito era uma forma de
indignação por causa da morte de Lázaro. Estou certa de que Ele ficou
triste quando viu aquela choradeira por causa da morte de Lázaro, mas
alguma coisa aconteceu no Espírito ao interceder por Lázaro.

Há ocasiões em que a agonia é tão grande que o intercessor fica


perplexo. Neste caso, as pessoas próximas ao intercessor devem clamar
por ele, ajudando-o a levar a carga em oração. Lembre-se: agonizar é
como dar à luz, por isso, de certa forma, ao ajudar o intercessor no seu
clamor, somos como as parteiras que ajudam a pessoa à dar a luz. Outra
coisa: precisamos estar atentos para que o inimigo não se aproveite do
momento e engane o intercessor.

Uma palavra de cautela: O Espírito Santo é quem controla as nossas


emoções na hora da agonia, tudo o que temos a fazer é não nos
descontrolar emocionalmente. Os intercessores precisam ter o domínio
próprio que é um dos frutos do Espírito.

Choro e lágrimas
Durante o Congresso Norte-americano de Renovação em 1990 na
cidade de Indianá-polis, Peter Wagner, preletor do encontro, compartilhou
com os congressistas o peso que sentia pelo Japão. Como, no dia seguinte,
seguiria para Los Angeles e dali para o Japão, pediu que orássemos por
ele. Um dos líderes do encontro, Jim Bevis pediu-me que orasse a respeito.
Enquanto orava, comecei a sentir a dor e o sofrimento que o povo de
Hiroshima sentiu por ocasião da bomba atômica que foi jogada sobre
aquela cidade. Ao orar, pedi que Peter fosse usado como uma bomba nas
mãos do Espírito para romper as trevas que imperam sobre o povo
japonês.

Partindo de Indianápolis para Los Angeles no final da conferência,


Peter intensificou as orações enquanto se preparava para a viagem. No dia
seguinte, um domingo pela manhã, Peter Wagner começou a preocupar-se
com o sofrimento daquela geração atingida pelas bombas jogadas sobre
Nagasaque e Hiroshima. Enquanto orava foi acometido por fortes
convulsões de lágrimas e choro a favor do Japão e isto o deixou
preocupado pois tinha ape-
nas 15 anos de idade quando as bombas destruíram aquelas cidades. Ele
não jogara as bombas, nem participara da guerra mas Deus lhe mostrou
que naquela idade ele já curtia um profundo ódio pelos japoneses e que
muitos rapazes de quinze anos de idade morreram por causa das bombas.
Devido ao ódio ele era tão culpado quanto aqueles que deram ordens de
bombardear as cidades. Entendeu, depois, que através da intercessão
Deus agiu por intermédio dele a favor da nação japonesa.

Ao conversar com Doris, sua esposa, ela lhe trouxe uma palavra de
sabedoria. "Peter, Deus quer Ievá-lo a um arrependimento a favor
daquelas cidades bombardeadas" e isto fechou com o que Deus pusera em
seu coração.

Chegando ao Japão, Peter falou sobre este assunto com os líderes da


igreja e estudou com eles a possibilidade de reunir algumas pessoas cujos
parentes tivessem morrido durante o bombardeio de Nagasaque e
Hiroshima. Foi marcada uma reunião com aquelas pessoas.

Peter fez uma exposição bíblica sobre as bases do arrependimento, e


deu ênfase especial ao perdão entre as nações usando textos como o de
Daniel capítulo 10 e o primeiro capítulo de Neemias. Tanto Daniel como
Neemias oraram e arrependeram se de seus pecados e dos pecados de
suas nações, e era isto o que queria fazer naquela reunião. Semelhante a
Daniel ele queria dizer: "Pai, pequei". Ele não estava ali para julgar se as
bombas deveriam ou não ser lançadas, queria, isto sim, ser instrumento de
Deus para curar as feridas de um povo que fora devastado pela guerra.

Ele pediu, então, que as pessoas cujos parentes foram mortos


naquela ocasião viessem à frente. Ajoelhando-se diante delas, com
profundas lágrimas de arrependimento, pediu que Deus curasse o povo
japonês. O Espírito Santo começou a agir naquele lugar trazendo um
profundo arrependimento. Naquele auditório com mais de mil pessoas
ouvia-se um único som: eram soluços, choro, lágrimas e alguns gritos de
angústia. Aquelas lágrimas trouxeram
alívio às dores de um povo.

Peter terminou sua oração e ficou em pé. Um representante da nação


japonesa explicou que seus pecados eram maiores que o dos americanos e
clamou a Deus que perdoasse suas agressões de guerra contra a América
durante a segunda guerra mundial. O Espírito Santo usou aquele momento
para trazer cura e restauração àquela nação.

Quando choramos em intercessão, a vida de Deus é liberada para


transformar e operar em pessoas e nas nações.

Eu costumava apelidar meu marido de Spock, um apelido gracioso


tirado de um seriado de televisão já que ele era insensível e sem emoções
como o Spock do filme. Certo dia eu estava intercedendo por uma
congregação que precisava de um avivamento. "Senhor", dizia eu, "se eles
soubessem como ter um avivamento, eles o teriam. Senhor, que o teu
Espírito os renove amolecendo aqueles corações endurecidos".

Enquanto orava, Mike aproximou-se, sentou-se numa cadeira e,


orando, observava-me. Depois de algum tempo, levantei-me e, impondo-
lhe as mãos orei. Mais tarde ele disse que eu orei assim: "Deus, toma-o em
tuas mãos". Na realidade eu orei: "Senhor, dá-lhe tua compaixão e tuas
lágrimas".

Acordou de noite chorando em profusão; era como se uma bomba


relógio do tempo tivesse demorado para entrar em ação. No dia seguinte,
enquanto ministrava a um grupo de homens sobre a responsabilidade que
têm como pais em cuidar dos filhos, continuou a chorar. E tudo ficou
gravado em fita de vídeo! Hoje, meu esposo Mike chora abundantemente
sempre que o Espírito Santo o comove.

Dick Eastman falava no Instituto Cristo Para as Nações em Dallas e


disse aos alunos que Deus queria mostrar-lhes algo que era-lhe mui
pessoal. Enfiou a mão no bolso do paletó e pegou um vidrinho redondo.
Segurando-o nas mãos, explicou aos alunos que se tratava de colírio para
os olhos. O médico o receitara porque seus olhos estavam constantemente
irritados. Sabiamente o médico lhe disse: "Dick, isto acontece devido às
muitas lágrimas que
você derrama enquanto ora".

Ele não estava se orgulhando de que chorava muito enquanto orava


nem tão pouco sugerindo aos alunos que começassem a prantear pelos
corredores da escola. O Senhor pediu-lhe para mostrar aos alunos aquele
vidrinho de colírio provando que é lícito chorar e derramar muitas lágrimas
enquanto oramos.

Em algumas culturas é feio um homem chorar diante de Deus. A


cultura americana acha que é um vexame um homem chorar, ainda que
hoje o conceito esteja mudando. Sempre ouvimos frases como: "homem
que é homem, não chora"! Perguntei ao meu pai, certa vez, por que nunca
chorava, apenas para ouvir-lhe responder: "querida, homem que é homem,
não chora". Ouvi meu filho dizer à sua irmã que os homens controlam suas
emoções o que parece uma percepção muito grande para um menino de
apenas nove anos! Expliquei-lhe que Deus era também Senhor sobre suas
emoções e que não precisava controlar-se tentando escondê-Ias o que
poderia ser-lhe insalutar.

Temos em Jesus o nosso exemplo. Ele era homem e um homem forte.


Era também um grande intercessor. A Bíblia diz, não obstante, que "Jesus
chorou" (10 11.35). Este é o menor e mais poderoso versículo da Bíblia.
Seu chorou quebrou o jugo da morte que prendia a Lázaro dando-lhe a
força para ordenar que saísse do túmulo: "Lázaro, vem para fora!". Vêmo-
Lo chorando, também, sobre Jerusalém. O texto bíblico diz que "quando ia
chegando, vendo a cidade, chorou" (Lc 19.41).

Há vezes em que um grupo de pessoas chora e lamenta, como se um


manto de choro caísse sobre elas. Ou apenas um irmão no meio do grupo
começa a chorar convulsivamente. Experimentamos algo assim em nossa
congregação de Weatherford em 1990. Nem imaginávamos que toda a
igreja cairia em prantos; Deus, contudo, orquestrou-nos este tempo
singular, um momento santo, onde choramos profusamente diante dele.

A professora de crianças de nossa igreja, Linda Gosset estava de


saída para uma viagem à Rússia. O momento era-lhe de grande emoção já
que doze anos antes Deus lhe havia chamado para ministrar na Rússia e
somente agora a porta fora aberta diante dela. Ela recebeu um
chamamento para ministrar às crianças e dedicara muito de seu tempo
intercedendo por aquelas crianças distantes; crianças que nunca vira com
seus próprios olhos, entretanto, colo-cara cada uma delas sobre seus
joelhos em intercessão.

Linda é pequenina, mais parecendo uma boneca chinesa. Possui um


profundo conhe-cimento das Escrituras e vive a sorrir. Don Connel, nosso
pastor, convidou-a para ser a pregadora do culto matutino daquele
domingo e, assim, a igreja teria a oportunidade de saber por quais
necessidades orar. Na plataforma ao seu lado havia uma grande mala
marrom apelidada por Linda de "carga santa". A mala estava estufada de
Bíblias, livros infantis,histórias para crianças e presentes. No término do
culto nosso pastor pediu-lhe que abrisse a mala para que a igreja orasse
por cada peça e cada conteúdo que seria levado para a Rússia.

À medida que o pastor compartilhava com a Igreja a necessidade de


intercessão por Linda, algo diferente e singular começou a ocorrer dentro
do templo. Aquilo que a princípio era quase imperceptível foi se tomando
um ruído santo; um som solene veio sobre adultos e crianças no templo.
Enquanto tirávamos a oferta aquele ruído santo foi crescendo entre o
povo.

As sacolas de ofertas passaram por cada adulto e por cada criança. O


irmão que reco-lheu as ofertas depositou as salvas diante do altar e
começou a chorar convulsivamente. Don, nosso pastor, enfiou a mão numa
delas tirando dali um pequeno cofre. O cofrinho estava cheio de moedas.
Depois, repetiu o gesto tirando outros cofres que todos perceberam, era o
dinheiro economizado pelas crianças para a professora que partia para a
Rússia. Havia algo constrangedor naquela oferta sacrificial que trouxe um
forte espírito de intercessão e lágrimas ao culto. Os membros da igreja
começaram a orar agarrados às Bíblias, juntamente com crianças de dois e
três anos, agarrados ao material didático. Seguravam os flanelógrafos
orando e chorando, pedindo que Deus os utilizasse na comunicação do
evangelho às crianças.

Deus convocara toda a igreja para interceder e quando o espírito de


choro e intercessão percorreu o templo, tocou-nos a todos, envolvendo-nos
na intercessão em favor das crianças da Rússia. Linda passou pela
alfândega da União Soviética com toda a "carga santa" incólume. Aquelas
lágrimas pavimentaram o caminho, limpando qualquer esquema que o
inimigo tinha em mente para deter a Palavra de Deus. Uma semente de
vida foi plantada por ela em muitos corações da futura geração da Rússia.

Risos
Quando rimos, durante a intercessão, podemos ter certeza de que a
resposta está a caminho. A vontade de Deus foi feita, ou os planos do
inimigo foram anulados. "Aquele que está entronizado nos céus se ri; o
Senhor zomba deles" (SI 2.4 - ECA).

Sempre que leio este versículo sinto-me por Ele abençoada.


Recentemente, depois de uma campanha de guerra espiritual na
Argentina, este versículo deixou-me espantada.

Em junho de 1990 fomos até a Argentina colaborar no "Projeto


Resistência". Éramos quatro aqui da América: Doris Wagner, Dave Rumph
e sua esposa Jane e eu. Era o mês de Abril quando chegamos a
Resistência. Nossa intérprete era Marfa, a esposa de Ornar Cabrera, uma
mulher poderosa em Deus. Ornar é pastor da Igreja Visão do Futuro que,
na ocasião, tinha noventa mil membros. Doris, que retomara de lá alguns
meses antes, estava certa de que a cidade precisava de mais intercessores
depois que sediara um plano de evangelização liderado por Edgardo
Silvoso do Evangelismo de Colheita.

O "Projeto Resistência" tinha, como objetivo, alcançar o povo da


cidade no nível físico, emocional e espiritual. Houve um chamamento à
unidade entre os pastores tradicionais, carismáticos e pentecostais. O
objetivo era o de ter, também, na cidade, seiscentos "faróis" em casas de
irmãos com o propósito de ministrar às necessidades da vizinhança.
Depois haveria uma cruzada evangelística na cidade, cujas "casas-faróis"
se transformariam em lugares de reuniões para onde as pessoas
convertidas, durante a cruzada, seriam levadas. Este é o rascunho de um
pequeno plano que a todos envolve.

Durante aquela semana, setecentos e cinqüenta líderes da cidade


participaram de um seminário de batalha espiritual. Juntos, lutamos contra
os espíritos que se auto-proclamaram como guias da cidade. Sentimos
grande alívio depois daquele tempo de guerra. Alguns dos espíritos eram
fortes, um deles é conhecido como San La Muerte (Santa Morte) ou espírito
de morte. Na cidade, há pessoas que adoram o espírito da boa morte,
como é chamado.

Depois daquela batalha espiritual, tomamos o avião para a América.


Viajamos pela Aero líneas Argentinas. Durante o vôo, um mapa mostrava
aos passageiros a rota do avião e o lugar sobre o qual estávamos voando.
No mapa aparece o nome da cidade mais próxima da rota do vôo.

Dóris Wagner e eu olhamos o mapa, interessando-nos por cada


detalhe até que o jantar foi servido. Agora, em vez do mapa, a comida!
Repentinamente o avião entrou numa área de turbulência e começou a
subir e a descer como uma folha de papel. Dóris começou a rir alto e
descontroladamente. Eu lhe disse: "Acho que devemos começar a orar" e
comecei a rir também. Juntas sentimos a mesma inquietação e, ao mesmo
tempo nos perguntamos: "Por acaso não estamos voando sobre a cidade
de Resistência?". O mapa nos mostrava a grande cidade de Corrientes
uma cidade próxima a Resistência. Depois de dez minutos cessou toda a
turbulência e o resto da viagem foi calma até que chegamos em casa.
Mera coincidência? O fato de estarmos voando sobre a cidade onde
lutamos contra os espíritos territoriais deixou-nos intrigadas. Será que
rimos por que teríamos uma viagem tranqüila? Se foi isto, então, o que
tem o riso a ver com guerra espiritual e com intercessão?

A primeira vez que isto aconteceu veio-me à mente o Sal mo 2.4 que
mencionei ante-riormente. É um Salmo que fala do Senhor rindo,
zombando de seus inimigos. Na realidade, foi Deus quem riu através de
nós naquele avião; o inimigo pensou em atacar-nos nas alturas e Deus
zombou de todos eles. Os risos eram um sinal de que não deveríamos
temer os laços do diabo pois os anjos do Senhor nos cercavam. Este tipo
de guerra através da intercessão permite ao diabo ficar sabendo que Deus
está no controle de tudo. É também um sinal ao diabo de que nós não
temos medo dele.

Dois outros textos bíblicos apresentam o mesmo contexto de


zombarias e risadas. O primeiro diz: "O ímpio maquina contra o justo, e
contra ele range os dentes. O Senhor se rirá
dele, pois vê que vem chegando o seu dia" (SI 37.12,13 RC).

O segundo texto está no Salmo 59.7,8 que diz: "Alardeiam de boca;


em seus lábios há espadas. Pois, dizem eles, quem há que nos escute?
Mas tu Senhor te rirás deles: zombarás de
todas as nações".

Um terceiro texto que tem sido de muita importância para mim é o do


Salmo 126.1 ,2:

"Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha.


Então a nossa boca se encheu de riso, e a nossa língua de júbilo; então
entre as nações se dizia: Grandes causas o Senhor tem feito por eles".

Em seu livro God's End-Time Battle-Plan(O Plano de Deus Para a


Batalha do Tempo do Fim) Gwen Shaw diz que virá um tempo em que o
riso de Deus transbordará em nossos corações. Para isto, ela cita
Eclesiastes 3.4 que diz: "tempo de chorar e tempo de rir". Ela diz: "Se Deus
ri temos que permiti-Lo fazer por nosso intermédio, da mesma forma como
Ele fala através de nós". (1)

As pessoas que nunca experimentaram risos durante a intercessão


ficam surpresas quando damos risadas e gargalhadas durante o tempo de
oração. Chegam a dizer, admiradas: "Não imaginávamos que a intercessão
trouxesse consigo um tempo de tanto refrigério. Sempre achamos que
temos que ser mui solenes diante de Deus ou Ele de nós não se
agradaria". Ainda outras pessoas expressam-se assim: "Temos que voltar e
contar em nossas igrejas e nos grupos de oração que podemos alegrar-nos
enquanto oramos. É por isso que sentimo-nos tão cansados enquanto
oramos: nunca nos alegramos!" Aprendem a grande lição que todo
intercessor precisa saber : "... a alegria do Senhor é a vossa força" (Ne
8.10).
Estas demonstrações de emoções como sentir dores como de parto,
chorar convul-sivamente e rir descontroladamente procedem e são
dirigidas por Deus. Quando Deus nos guia, Ele também nos conduzirá à
novas formas de expressões.

A chave da intercessão é deixar-nos ser guiados por Deus. No capítulo


seguinte, fala-remos sobre os problemas que abraçamos quando queremos
resolver as coisas sozinhos, com nossas próprias mãos.
1
.Gwen Shaw, God's End- Time Baule-Plan (O Plano de Deus Para a
Batalha do Tempo do Fim), Jasper, Ariz, Engeltal Press, 1984 - pg 107.

C A P í T U1L0O

O D e s e q u ilíb
n a In te r c e s s
O telefone toca num domingo de manhã bem cedo. É uma aluna de
uma escola bíblica a quem chamarei de Pamela. Conversando
anteriormente com ela, fiquei sabendo que freqüentava uma grande
congregação que era muito forte no ministério de oração.

Falou-me, dizendo: "Cindy, não quero criticar injustamente, mas


alguma coisa não está certa com o meu grupo de oração". Depois de
contar-me o que se passava, percebi que ela freqüentava um grupo de
oração onde faltava o equilíbrio necessário.

Como isto acontece? Como um grupo pode ficar desequilibrado?

Uma irmã, que vou chamar de Estela, disse à Pamela num domingo
de manhã que tinha uma palavra de Deus para ela. Ela deveria escolher
um determinado grupo de oração e começar uma campanha de
intercessão por seu pastor. Empolgada, Estela compartilhou que o seleto
grupo de intercessores do pastor, seria convidado a viajar com ele sempre
que fosse necessário.

O que Estela não falou àquela moça é que nem o pastor nem mesmo
a liderança da igreja sabia da existência daquele seleto grupo de oração.
Pamela descobriu, mais tarde, que Estela esperava que Deus revelasse a
existência do grupo ao pastor e à liderança de forma sobrenatural.

Sem comprovar se o grupo era maduro ou não, Pamela acabou


participando das reu-niões. A princípio, tudo ia bem até que o grupo
começou a orar por coisas que divergiam da visão da congregação local.

Oravam e pediam fervorosamente a Deus que o pastor "visse a luz e


se alinhasse com a vontade de Deus", o que significava ficar alinhado com
o grupo de intercessores. Oravam, também, pedindo a Deus que o pastor
os consultasse nos assuntos pertinentes à igreja. Foi isto que a deixou
incômoda e levou-a a me telefonar.

Recomendei-a a que abandonasse aquele grupo e participasse de um


dos grupos regulares da igreja. As razões serão apresentadas mais adiante
neste capítulo.

Este é um dos típicos problemas que Mike e eu, como líderes dos
Generais da Interces-são ouvimos constantemente. Aquela irmã foi,
literalmente, sugada para fazer parte de um grupo desequilibrado de
intercessores, geralmente formado por homens e mulheres que, por várias
razões, em seu zelo de orar, saem dos padrões bíblicos. Pessoas assim,
são reprovadas e, conseqüentemente, causam confusão e divisão na
igreja. Como houve um grande avivamento nesta última década, levando a
igreja à uma vida intensa de oração, e por surgirem muitas vozes
proféticas conclamando o povo a orar, o surgimento de grupos
desequilibrados é, até certo ponto, inevitável.

Quando estudamos os grandes avivamentos do passado, descobrimos


que tiveram o seu nascedouro em muita oração, entretanto, o mover do
Espírito Santo na igreja sofreu um curto-circuito pela incapacidade de se
ter intercessores maduros e verdadeiros. Em muitos casos, a ação de
intercessores desequilibrados, contribuiu para minar a verdadeira oração e
parar o avivamento.

Quando planejávamos o encontro da Rede de Guerra Espiritual (uma


continuação da 2a consulta de Lausane sobre guerra espiritual) tive a
nítida impressão, vinda da parte do Senhor, de que assim como a frase
mestra dos dias de Lutero foi: "O justo viverá pela fé", nos dias futuros a
frase-chave será: "não militamos segundo a carne, porque as armas de
nossa milícia não são carnais".

Satanás, a antiga serpente, de forma astuta, procura minar o


avivamento, utilizando uma de suas mais eficazes armas: o engano.
Usando mentiras inteligentes que apelam à carne, ele afasta as pessoas do
propósito de Deus com a oração. Em outras palavras, ele faz hora extra,
faz cerão noite adentro, buscando produzir intercessores desequilibrados.
Então, como evitar os grupos de intercessão, desalinhados com a Palavra
de Deus?

A resposta é bem simples: Use parâmetros bíblicos, claros, como


forma de colocar no prumo certo a atividade dos intercessores. Este
capítulo tratará com alguns dos problemas que surgem nos grupos de
oração; geralmente, problemas que trazem confusão e má fama aos
irmãos. É triste o que acontece nesta área, pois os intercessores são
servos de Deus que sacrificam-se diariamente em favor de tantas vidas.
Geralmente, o desequilíbrio vem pela falta de ensino, ou porque as
pessoas de um grupo começam a imitar o que acontece num grupo
desequilibrado. Há pessoas que corrigem o rumo, assim que percebem as
áreas em que correm perigo.

Os irmãos envolvidos na intercessão devem saber que têm duas


garantias: A primeira delas é o da prestação de contas da vida espiritual.
Se têm medo de serem julgados pelo que fazem nas reuniões de oração,
então estão pisando em areia movediça conforme vimos com o grupo da
Estela.

Deixe-me acrescentar uma coisa: quando os intercessores oram por


ministérios fora de sua igreja local, devem submeter-se também àqueles
pelos quais intercedem. Caso não tenham um relacionamento íntimo com
as pessoas pelas quais oram, deveriam, pelo menos, certificar-se de que
estão orando dentro da visão daquele ministério. Aqueles irmãos que são
chamados para interceder por ministros de organizações para-eclesiásticas
precisam
ficar sob a cobertura de uma igreja local.

A segunda garantia para que um grupo não seja desequilibrado é


manter o coração puro, princípio este que focalizei no capítulo três. O
Salmo 51.10, diz: "Cria em mim.á Deus, um co- ração puro ".

Por não conhecer o seu próprio coração, Estela violou este princípio
em várias áreas. A primeira coisa que demonstrou é que tinha muito
orgulho em seu coração. Convenceu-se de que seria uma líder ao invés de
submeter-se aos grupos de oração sob a liderança da igreja. Ela achava
que as revelações que tinha eram superiores àquelas que o pastor e o
presbitério da igreja recebiam de Deus. Quando Deus começa a nos
revelar os seus segredos através da oração, podemos cair neste laço sutil
de achar que os líderes têm que nos ouvir.

Estela tinha, também, um espírito de crítica que anda de mãos dadas


com o orgulho. Ela criticava a maneira como os grupos de oração foram
estabelecidos pelo pastor, e por não ter sido convidada a liderar nenhum
deles, tratou de formar um grupo onde ela seria a líder. Ela deveria
envolver-se num dos grupos de oração da igreja provando sua fidelidade,
deixando que Deus a promovesse (ou não) à uma posição de liderança.

Precisamos pedir a Deus que nos mostre nossa motivação interior,


pois percebo que, muitos intercessores quando oram a Deus, despejam
todo seu descontentamento e amargura de coração. O que me preocupa é
que tais pessoas desconhecem quanta coisa ruim há em seus corações.
São pessoas que foram atraídas para o ministério da intercessão em busca
de poder e, de forma inconsciente, vêem no ministério uma maneira de
ficarem famosas. Somente o Espírito de Deus pode revelar os segredos de
nosso coração. Todo intercessor deveria orar assim: "Deus, vê se há em
mim algum caminho mau. Eu quero estar puro diante de ti".

Ao violar o princípio do coração puro, Estela corria um perigo ainda


maior: corria o risco de envolver-se no "espírito de Absalão" que significa,
agir com as demais pessoas como Absalão fez com seu pai, o rei Davi.
Amargurado, porque não conseguira falar com seu pai depois de regressar
do exílio, Absalão começou a minar o reino de seu pai. Parece até que fa-
zia um bom trabalho ajudando as pessoas em suas necessidades, mas a
atitude de seu coração não era correta. Ele queria chamar a atenção de
seu pai e, para isto, usou de todos os meios para vingar-se dele, usando
como arma sua capacidade em comunicar-se com as pessoas.

Como reconhecer o espírito de Absalão numa pessoa ou em nós


mesmos? Em primeiro lugar, quando o membro da igreja começa a podar o
pastor dizendo coisas sobre o seu minis-tério."Sei que o pastor tem razão,
mas estive orando e agora vejo que ele não sabe o que as pessoas
realmente precisam". Assim, conversando dá o seu ponto de vista e pode
até dizer: "Agora, se eu fosse o pastor, faria assim e assado", sem
perceber que está agindo como Absalão que diante das portas de
Jerusalém dizia ao povo: "Se eu fosse o rei, agiria da seguinte forma ... ".
Os intercessores precisam examinar constantemente a atitude de seus
corações para certificar-se do que dizem, orar corretamente e reagir
também corretamente.

Este espírito de Absalão, se for deixado à solta, pode arruinar muitas


igrejas já que as pessoas começam a procurar o intercessor pedindo
orientação em vez de buscarem conselho com o pastor. Geralmente, uma
pessoa que tem o espírito de Absalão é uma pessoa sincera que age sem
se dar conta do que está acontecendo. Quando rejeitada, sente-se
magoada, abandonando a congregação que fica ferida. Não quero dizer
com isto que toda pessoa que tem um ponto de vista diferente procurando
modificar as coisas na igreja seja um Absalão, o que quero dizer é que o
coração tem que ser examinado sempre que propomos mudanças.

Quem sabe, alguns de vocês, que são líderes de grupos de oração,


estejam se pergun-tando: "Cindy, meu pastor é um alienado; ele nem se
preocupa com o que acontece em nosso grupo de oração ou com o que
Deus nos fala. Estou muito frustrado!" Sobre este assunto, falaremos mais
adiante quando tratarmos da intercessão coletiva e sobre os amigos
intercessores, pessoas que intercedem por nós. Este é um problema que
dá muita dor de ca-
beça e tem que ser tratado por aqueles que se dedicam totalmente à
intercessão em suas igrejas.

Em seu livro Seductions Exposed (Expondo a Sedução) Gary


Greenwald tem uma parte especial em que trata da manipulação pela
intercessão, exemplo clássico do espírito de Absalão. Ele diz:
"Percebo que há uma tendência nos intercessores de compartilhar
suas revelações com os demais irmãos do grupo. Sem perceberem,
contudo, depois de algum tempo, acabam concordando uns com os outros.
Algum tempo atrás um grupo de intercessores de nossa igreja deixou esta
verdade transparecer de forma perigosa. Houve porfia na liderança e um
grupo de pessoas, com alguns da liderança, abandonaram a igreja.

Um dos intercessores recebeu uma revelação de que o juízo de Deus


cairia sobre mim pois eu, supostamente, desobedeci a Deus, conduzindo a
igreja noutra direção. Depois de compartilhar sua revelação com outras
pessoas, elas me disseram que se eu não me arre-pendesse, seria julgada
como Nabucodonosor cujos cabelos cresceram como as penas da águia
indo pastar no campo.

Por pisarem num terreno fora do seu chamamento, aqueles


intercessores que deve-riam servir como guerreiros de apoio, foram
enganados, sendo levados a acreditar que tinham uma visão melhor para
a igreja do que o seu pastor. O orgulho os deixou abertos a um espírito de
erro. Os intercessores têm como tarefa fundamental dar à luz a visão que
a liderança recebe em oração e não ficar discutindo entre eles o que vêem
no mundo espi-ritual. Aqueles intercessores estavam tentando manipular-
me com suas advertências e, conseqüentemente, caíram na manipulação
da carne. Quando confrontaram-me, falei-Ihes que haviam deixado o seu
chamamento metendo-se em assuntos que não lhes dizia respeito. Tudo
aconteceu porque um intercessor com uma forte liderança os conduzira ao
engano. Depois disto, muitos deixaram a congregação." (1)

Não estou julgando aqui, os motivos que o levaram à esta


confrontação, apenas quero comentar sobre o papel do intercessor.

Em primeiro lugar, o grupo deu uma palavra muito áspera a


Greenwald. Nabuco-donosor era um rei que levou o seu povo à uma vida
de pecado e ainda que Greenwald fosse orgulhoso, tal punição seria
demasiadamente severa para ele. Não estou dizendo que Deus não trata
com os pastores, de forma alguma! Muitas vezes o que os intercessores
dizem é o resultado da vida que têm no lar. As pessoas que,
constantemente recebem palavras ásperas de Deus, geralmente vêm de
lares desajustados e isto contamina ou mancha o que elas ouvem de Deus,
traduzindo o que Deus lhes diz em termos legalísticos.

Em segundo lugar, se Deus tivesse falado que julgaria a Greenwald,


elas deveriam agir de forma piedosa, com profunda dor, como Daniel ao
interpretar o sonho de Nabucodonosor: "Senhor meu, o sonho seja contra
os que te tem ódio, e sua interpretação para os teus inimigos". Vocês se
lembram do caso que contei quando Deus me mostrou que um pastor teria
um enfarte? Eu estava ferida e queria que Deus o atingisse com um raio,
meu coração estava cheio de iniqüidades e meus pecados eram maiores
que os dele.
Em terceiro lugar, se Deus de fato lhes tivesse falado, não deveriam
expor o pastor aos demais do grupo e sim, em segredo, no seu cantinho de
oração, interceder por ele pedindo que Deus o alertasse. A Palavra de
Deus exorta-nos a que não repreendamos o ancião (l Tm 5.1). Um
intercessor não deve repreender o seu pastor e, sim, orar por ele a Deus
que tratará de mandar alguém equilibrado para exortá-Io. O Espírito Santo
age rápido com os pastores quando as orações partem de um coração
puro.

Em quarto lugar, depois de tomar todos estes procedimentos, os


intercessores devem buscar direção de Deus, pois bem pode ser que Ele os
libere dos fardos da igreja local. Em hipótese alguma, devem falar do
pastor a qualquer membro da igreja pois isto trás confusão e divisão. Um
líder de grupo de oração ou um intercessor é responsável em tapar a
brecha, deixando que Deus trate das atitudes incorretas da liderança da
igreja. Nem preciso dizer, é claro, que os pecados na área de sexo e os
desvios de conduta precisam ser tratados com o presbitério da igreja.

Por último, é possível que o pastor queira avançar em Deus mas a


congregação não está ainda preparada para mudar de rumo. Se você
observar o princípio do coração puro e o da prestação de contas, você não
o atropelará nem o levará a ser ativo demais na direção errada.

Orações fulminantes
Certa ocasião eu estava numa reunião de oração composta apenas de
intercessores, cujo líder, levantando-se, começou a falar a respeito da vida
de um político, dando detalhes e pormenores a respeito da vida dele e de
como se comportava pessimamente no mundo político. Depois de falar
sobre tudo o que ele teria que mudar, pediu-nos que começássemos a
orar. De forma compassiva, aquela mulher começou a interceder por
aquele homem, mas,
de repente, mudou o tom de sua voz. Fiquei perplexa quando a ouvi dizer:
"Deus, eu te peço que este homem ou seja salvo, se demita da política ou
morra!". Nem pude acreditar no que ouvia. Como uma líder de oração
podia proceder daquele jeito?

E não foi aquela a primeira vez. Comecei a ouvir orações deste tipo
por todo o país, orações que amaldiçoavam as livrarias pornográficas
pedindo que Deus as incendiasse. Oravam pedindo a Deus que destruísse
os cinemas que projetavam filmes pornôs, e que as pessoas que
procurassem aquelas salas de espetáculos fossem fulminadas por Deus!
Ou então, tomavam aqueles versículos dos Salmos que falam que sejam
mortos os inimigos de Deus e que sejam comidos de vermes!

Cheguei a ouvir relatórios dizendo que algumas bruxas estavam


amaldiçoando os crentes, porque, diziam elas, se não o fizessem, os
crentes as amaldiçoariam levando-as a queimar no inferno!
Percebi que tais tipos de oração não se encaixavam com os modelos
de intercessão do Novo Testamento. Depois de estudar detalhada mente o
assunto, concluí que tais tipos de oração não têm base bíblica. Vejamos
um exemplo todo especial:

"Os discípulos Tiago e João, vendo isto, perguntaram: Senhor, queres que
mandemos que desça fogo do céu e os consuma, assim como fez Elias?
Mas Jesus voltou-se, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito
sais, pois o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens,
mas para salvá-Ias. E foram para outra aldeia" (Le 9.54-56-ECA).

Às vezes não sabemos o que nos está influenciando. Quando o poder


vem sobre nós, temos a tendência de interceder de maneira diferente do
coração de Deus, por isso, precisa-mos examinar as nossas motivações.
Aqui vão duas razões porque não devemos fazer orações fulminantes:

1. Orações fulminantes deixam um péssimo testemunho a quem não é


crente. Conheci uma mulher que tinha uma casa noturna antes de
se converter. Ela detestava os crentes já que eles amaldiçoavam
seu comércio com "labaredas e terremotos". Eis suas palavras:
"tanto eu como alguém de minha família poderíamos sair feridos.
Por que não oravam por minha salvação pedindo também que
aquele prédio fosse usado a serviço do reino?".

2. Orações fulminantes que decretam morte e destruição violam o


princípio da miseri-córdia que deve ser a principal postura de um
intercessor. Por definição, o intercessor é alguém que se coloca na
brecha a favor de alguém.

Este segundo ponto vem do ensino abalizado de Bob Willhite dado


numa das reuniões dos Generais da Intercessão que muito me ajudou a
entender a maneira como devemos reagir quando Deus trás uma palavra
de juízo a uma pessoa ou nação.

Bob explicou-nos que o caráter de Deus é eterno e imutável mas que


Ele muda de idéia. Por não querer trazer seu juízo sobre as pessoas, Ele
procura intercessores que se coloquem na brecha a favor delas.

Ele nos citou Jeremias como um dos grandes intercessores do Antigo


Testamento. Jeremias não se cansava de orar por Israel até que Deus o
proibiu de continuar intercedendo pois queria trazer juízo sobre o povo.
Qual a reação de Jeremias? Continuou a pedir clemên-cia! Dez capítulos
depois vemo-lo ainda intercedendo pelo povo e Deus mudou os rumos dos
acontecimentos. Como intercessores, temos a obrigação de ficar na brecha
quando Deus
nos avisa que algo ruim está por acontecer, orando como fez Habacuque: "
... na tua ira, lembra-te da misericórdia" (Hc 3.2).

Ao ouvir um ensinamento deste quilate, minha vida foi transformada


e mudei de atitude quando Deus avisa que disciplinará ou corrigirá um
determinado pastor ou um ministério. Sempre que me coloco na brecha a
favor de uma pessoa que está sob o juízo de Deus, percebo como Ele age
poderosamente: o juízo continua mas a pessoa muda de rumo!

Creio que muitas vezes, vivemos situações de emergência, como


quando nos parece ser uma boa saída a idéia de que Deus vai destruir o
inimigo. Um exemplo disto é se seu filho está prestes a ser baleado por um
criminoso. O que quero dizer, contudo, é que mesmo repreendendo o
inimigo, não amaldiçoamos as pessoas. Nosso clamor é de que Deus julgue
de acordo com a Sua vontade.

A questão é: Deus é quem julga! Quando oramos por pessoas em


posições de autori-dade, creio que podemos dizer: Deus, salva tal e tal
pessoa, ou leve-a a renunciar ao seu cargo público. Deus é que decidirá a
maneira de tirá-los da posição em que estão.

Suportando as enfermidades
de outras pessoas
Nos últimos anos tenho ouvido pésssimos relatórios de intercessores
por todos os Estados Unidos. O mais triste deles foi a respeito de uma líder
de oração que ficou enferma. Sempre que orava, ela sentia que aquela não
era uma enfermidade sua, e sim que estava suportando a enfermidade de
uma outra pessoa. Publicamente declarou que a enfermidade da qual
padecia era irreal e que apenas carregava o sofrimento de uma pessoa
mais fraca. No
decorrer dos dias piorou. Finalmente, teve que procurar socorro médico. O
diagnóstico dizia que ela estava com um quadro avançado de diabetes. O
médico nada pôde fazer e ela morreu. Esta mulher entrou por um caminho
de arrogância e engano que acabou levando-a à morte.

Quando ouvi este caso, voltei a ler uma parte do livro de Rees
Howells, o Intercessor, já que foi ele quem trouxe à tona a idéia de que um
intercessor pode tomar o lugar ou assumir a enfermidade de uma outra
pessoa. Não 'quero com isto atacar um homem que, pessoalmente,
considero um dos pioneiros na intercessão e um grande intercessor.
Quero, isto sim, mostrar que mesmo sendo um grande intercessor, Rees
Howells, ao escrever sobre o assunto, não explicou corretamente o que o
Senhor queria lhe dizer quando falou em "identificação".

"O Sr. HowelIs já havia conhecido algo dos gemidos do Espírito nele
pelos necessitados e aflitos ... mas o que significaria interceder por um
tuberculoso? Como intercessor, ele devia entrar nos sofrimentos e tomar o
lugar daquele por quem orava. Ele sabia que um tubercu-loso preso ao
leito, não poderia ter vida doméstica normal, estava confinado a um
quarto, e estava separado de tudo quanto outrora compreendia os
interesses e prazeres da vida. Assim,durante este tempo de
"permanência", o Espírito Santo aprofundou-Se muito em identificá-Io com
o sofrimento dos outros. E à medida que o fazia, não era apenas essa
mulher, mas os tuberculosos e sofredores do mundo todo cuja carga recaía
sobre ele.

O Sr. Howells não tinha ido muito longe nesse caminho quando se
convenceu, definiti-vamente, de que, antes que tivesse terminado esse
trabalho, o Senhor permitiria, literalmen-te, que essa moléstia viesse sobre
ele, e que somente como um verdadeiro tuberculoso ele seria plenamente
capaz de interceder pelos tuberculosos. Que essa não era uma imaginação
tola, mas uma possibilidade prática, veremos mais tarde em sua vida,
quando, depois de assumir grandes riscos pessoais para cuidar de um
tuberculoso, parecia que ele havia contraído a moléstia. Além do mais, em
todas as intercessões anteriores ele havia tomado, literalmente, o lugar
daqueles pelos quais orava, e vivia como eles". (2)

Este trecho do livro de HoweIls pode ser perigoso a algumas pessoas,


já que a idéia de identificação pode ser ampliada e tomada fora do
contexto dando a entender que os inter-cessores são pessoas que operam
mudança e salvação, que sua obra traz cura e libertação.

A Palavra de Deus afirma que Jesus levou sobre si os nossos pecados


na cruz e que pelas suas pisaduras somos sarados (l Pe 2.24). Não quer
dizer que nós, ao suportarmos as doenças, fazemos a provisão de cura.
Somente a obra de Cristo da qual nos apropriamos pela oração pode
realizar isto. Afirmar que suportamos fisicamente a enfermidade de uma
pessoa por quem intercedemos é uma comunhão falsa de sofrimento. É
claro que sofremos quando intercedemos. Por exemplo, sentimos fome
quando jejuamos. O texto de Isaías 58 diz que o jejum aflige a alma e eu
creio nisto, pois quando jejuo fico aflita. Ou, então, o sofrimento vem
porque você gostaria de estar fazendo outras coisas e tem que gastar
tempo em jejum e intercessão por outra pessoa. Tem gente que nem
entende isto, achando que somos uns loucos.

Alguns podem dizer: "Mas senti as mesmas reações daquela pessoa


por quem estava orando". Ainda outros irmãos dirão: "Eu nem sabia que as
pessoas pelas quais orava sofriam das mesmas coisas que eu. Por que isto
aconteceu se eu não estava suportando suas dores?"

Precisamos entender que, quando nos colocamos na brecha a favor


de uma pessoa, colocamo-nos pela oração no lugar dela e tudo o que o
diabo está lançando sobre ela, o atinge também. Assim, uma doença que
aflige a pessoa por quem você intercede , muitas vezes vem sobre você
também.É importante que você resista a tentativa do diabo em atingir a
pessoa por quem você está orando e a você também. Se o inimigo não
pode matar a pessoa visada, ele poderá atingir o intercessor no lugar dela.
Lembre-se que o diabo vem para matar, roubar e destruir (Jo 10.10).

Às vezes você nem sabe que deveria orar por uma pessoa enferma e,
descobre mais adiante que os sintomas delas eram iguais aos seus. Por
vezes o Senhor nos coloca na brecha sem sabermos o por quê. Eis uma
boa razão em resistir aos dardos inflamados do maligno, perguntando ao
Senhor se aqueles dardos visavam você ou uma outra pessoa por quem
você estava orando.

Feitiçaria na oração
"Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição,
impureza, lascívia, idola-tria, feitiçarias .... " (Gl15.19,20).

Há alguns anos atrás, num lindo dia primaveril, recebi uma chamada
telefônica de Leslie (nome fictício), que, ofegante do outro lado da linha,
queria compartilhar comigo o seguinte: uma de suas amigas durante um
tempo de oração segregou-lhe uma palavra do Senhor de que ela iria se
casar com um famoso tele-evangelista americano, solteiro e desimpedido.
Ela parecia arrebatada contando-me os detalhes da "palavra" que havia
recebido.

Enquanto ela despejava palavras de emoções, mais eu orava


pedindo a Deus sabedoria. Leslie nem imaginava que naquela, mesma
manhã uma irmã a quem vou chamar de Febe que vive na Califómia ligou-
me contando que recebera uma "palavra" igual à de Leslie e aí a história
ficou um tanto sinistra. Era uma história igual à de Febe! Depois que Leslie
arrefeceu um pouco, orei rapidamente a Deus buscando uma palavra certa
pois não queria ofendê-Ia nem desacreditá-Ia diante de sua amiga.
Pensando que a pausa no diálogo fosse devido ao choque da notícia,
Leslie falou ao telefone: "Cindy, quero que você ore e concorde comigo em
oração para que ele e eu nos encontremos e que o casamento seja o mais
rápido possível."
Fiquei apavorada sem saber o que dizer, mas, de uma coisa tinha
certeza: não poderia concordar com ela pelas seguintes razões:

1. Deus não me confirmou que eles deveriam se casar.


2. Outra coisa importante: Deus nada dissera ao evangelista de que
eles se casariam.
3. Se deixasse de lado estes dois pontos e concordasse com ela,
estaria praticando feitiçaria, manipulando dados através da oração.

Eis o que poderia fazer:

1. Afirmei-lhe que eu também desejava um bom marido para ela.


2. Falei-lhe que Deus nada me dissera de que este evangelista seria o
seu esposo, mas que estaria disposta a orar juntamente com ela
buscando a vontade de Deus para ela, e que se ele fosse o escolhido
de Deus, ele mesmo providenciaria o encontro deles.
3. Falei-lhe também da chamada telefônica que recebera da Califómia.
Ela entendeu que Deus não tolera a poligamia, por isso uma das
duas estava errada.
4. Orei com ela e, juntas, concordamos diante de Deus que lhe desse
um esposo conforme o seu propósito.

Leslie estava a ponto de praticar feitiçaria pela oração. Como? Ela


não queria praticar a feitiçaria, mas em sua solidão pisou no perigoso
terreno da manipulação e do controle pela oração. Este é o fundamento da
bruxaria: as bruxas amaldiçoam e amarram falsamente as pessoas pelas
quais elas oram. Eis a razão de Paulo listar a feitiçaria como uma das obras
da carne em Gálatas 5.20. São orações psíquicas, feitas pela mente
humana diferentemente daquelas orações feitas conforme a mente de
Cristo. As bruxas e parapsicólogos chamam isto de poder da mente ou
"controle mental".

Nesses anos de ministério com os Generais da Intercessão Mike e eu


já vimos os mais diversos tipos de feitiçaria pela oração. Tem gente que
anda por aí "tomando posse" de casas e propriedades, o que implica em
trazer sob amarras os donos de tais propriedades.Conhecemos pessoas
que não conseguiam vender suas propriedades por que alguns crentes
oravam, tomando posse dela, e para isto oravam fervorosamente.
Sugerimos aos irmãos que desejam tomar posse de uma casa ou terreno
(ou o que quer que queiram comprar) que orem da seguinte maneira:

"Senhor, creio que já falaste ao meu coração de que esta propriedade


será minha. Agora, se este é o local que separaste para mim, peço-te que
os proprietários atuais
sejam abençoados financeiramente enquanto preparamos a
documentação para comprá-lo".

Um homem me telefonou, reclamando que sua esposa não tinha a


unção necessária para acompanhá-lo no ministério, e por isso, disse-me
ele: "ela morrerá e Deus me dará uma outra esposa". O que mais me
espantou foi que ele conseguiu convencer sua esposa de que tudo isto era
verdade! Felizmente, ele percebeu o seu erro e, depois de corretamente
instruído, mudou de idéia. Eu lhe disse. Já que Deus tudo pode, por que
não pedir para que Ele aumente a unção na vida dela?" Agradecido e feliz,
desligou o telefone.

Talvez você nem acredite, mas histórias deste tipo são comuns entre
os intercessores. As histórias apenas variam de cidade para cidade e de
pessoa para pessoa, mas no fundo todos os casos são parecidos. Deixe-me
explicar, então, o que acontece quando alguém faz orações
manipuladoras.

Ao orar, usando o poder da mente, vontade ou emoções, uma pessoa


libera suas forças psíquicas (e, muitas vezes, demoníacas) contra a pessoa
pela qual está orando. Em Provérbios 18.21 temos a seguinte declaração:
"A morte e a vida estão no poder da língua ... ". Há poder nas palavras.
Tome, como exemplo, as palavras dos espias no livro de Números. O
péssimo relatório dado por aqueles dez espias desanimou o povo. As
palavras que pronunciamos em oração têm o mesmo efeito. Se, o que
pedimos a Deus a favor das pessoas não é o que Ele tem em mente para
elas, estas poderão cair em confusão.

Os grupos de intercessão que oram segundo o espírito de Absalão,


freqüentemente oram assim: "Deus, já faz tanto tempo que temos este
pastor, o tempo dele já passou, por isso, pedimos-te que o removas daqui,
Senhor, e coloque no lugar dele alguém que seja bênção para o povo".

Se não é hora do pastor se mudar para outro lugar, tal tipo de oração
abre uma porta ao diabo que começará a atacar a vida dele, trazendo
confusão à igreja. E veja bem: mesmo que o pastor tenha plena certeza de
que Deus o chamou para pastorear aquele rebanho, ele começará a sentir
a atmosfera carregada e, toda vez que pregar ou aconselhar, será como
dar murros no ar. As obras da carne, ou feitiçaria começarão a perturbar o
pastor, com um detalhe: a pessoa que orou, também será atacada! Em
Gálatas 6.7 diz que colhemos aquilo que semeamos.

Se você se encaixa no que falei aqui, orando orações erradas,


arrependa-se e peça a Deus que afaste todo o engano de sua vida. Peça-
Lhe que mostre a você todas as orações erradas que fez. Depois, em nome
de Jesus, libere as pessoas pelas quais você, orando, tentou manipular.

Se você sente que tem gente manipulando-o em oração, analise sob a


seguinte ótica: Você está experimentando algum tipo de confusão ou peso
espiritual sem qualquer razão ou explicação? Se o problema não é físico,
nem de pecado ou contenda, ore da seguinte maneira:

"Pai, em Nome de Jesus, quebro agora todo o poder, toda oração que
é feita a meu favor que seja contra a Tua vontade para a minha vida.
Quero Te agradecer por romperes toda a escravidão e por anulares toda
oração manipuladora."

O leito nupcial
É inacreditável o que acontece em determinados círculos de
intercessores: tem gente que ora como se estivesse dando tiros no diabo,
chocando os visitantes e até mesmo o pastor, ou se arrastam,
engatinhando pelo chão do templo gemendo como se estivessem para dar
à luz. (Falei, anteriormente, que a maior parte dos intercessores são
humildes e equilibrados, são pessoas educadas. A minoria desequilibrada,
é que trás uma nódoa a todo grupo). Em termos de engano, nada se
compara, contudo, àquilo que chamo de "experiência do leito nupcial'', isto
é, um relacionamento físico com seres celestiais.

Antes de escrever este capítulo cheguei a relutar se deveria ou não


trazer este assunto. Até algum tempo atrás, não se falava muito a respeito
de relações sexuais com espíritos imundos, entretanto, com o surgimento
da Nova Era e do satanismo, no entanto, o assunto começou a virar moda
em muitos círculos. Devo dizer que mesmo entre os crentes, isto não é
algo novo. No passado, Santo Agostinho e Tomás de Aquino trataram do
assunto. Entre
os muitos temas, lutaram com a interpretação de Gênesis 6.1-4 onde diz
que os "filhos de Deus" tiveram filhos das "filhas dos homens". Este era um
assunto debatido com freqüência na idade média. Com o advento do
iluminismo o assunto ficou renegado a um plano inferior e começou-se a
duvidar da existência ou não de demônios. As investigações quanto a
atividade dos demônios deixaram de ser importantes.

Ciente de que alguns poderão dizer que, agora, faço parte dos
mesmos desequilibrados intercessores que acabei de criticar, entendo que
vale a pena correr o risco de ser mal entendida ao tratar deste assunto.
Talvez não gostemos (e eu não gosto), mas não podemos esconder o fato
de que algo está acontecendo. Posso até afirmar que algumas pessoas
têm tanta convicção do assunto que não faz a menor diferença para elas
se é ou não real. Não quero parecer sinistra mas deixar bem claro que há
aqui um problema que precisa ser exposto. Depois desta breve introdução,
deixe-me esclarecer o fenômeno com a maior discrição possível.

Fiquei a par do assunto quando conversava com uma intercessora.


Falávamos sobre generalidades quando Louise (este não é o seu nome
verdadeiro), começou a contar empol-gada a maneira como Deus abençoa
aqueles intercessores maduros na fé envolvendo-os em muita intimidade
com Ele. A palavra intimidade puxou um gatilho dentro de mime acendeu
uma luz vermelha. Pedi-lhe que contasse maiores detalhes sobre o que
queria dizer com intimidade. Aquela irmã começou a descrever em
detalhes a forma como durante a noite Jesus lhe aparecia e a levava para
seu leito nupcial. Quando ela me disse que "Jesus aparecia durante a
noite" três luzes vermelhas começaram a piscar. Por um momento achei
que não tinha entendido bem e lhe perguntei: "Louise, quer dizer que o
Senhor se revela a você como aquele que a ama?". Imediatamente ela
começou a gaguejar.

Depois de ouvir toda a história, percebi que ela estava sendo


enganada. Fico feliz em dizer que ela se livrou deste tipo de experiência.
Suas experiências começaram quando era acordada no meio da noite
sentindo que todo o seu corpo estava carregado de energia e de vida ao
mesmo tempo em que uma voz suave lhe dizia que era Jesus que se
aproximava para levá-Ia ao leito nupcial. Ela ficava excitada, algo que não
é próprio do Espírito Santo, e sim
de uma ação demoníaca. Entretanto, aquela voz bonita dizendo-lhe que
era Jesus levou-a a pensar que estava tendo uma experiência inusitada na
qual o Senhor a amava de forma toda especial.

Na realidade, Louise estava sendo atacada por espíritos malignos


com sonhos e tormentos sexuais que vêm geralmente durante a noite, se
bem que podem aparecer, também, durante o dia. Tais espíritos são
conhecidos como incubo e súcubo e o Novo
Dicionário Aurélio da língua portuguesa traz a seguinte definição para
íncubo: "Demônio masculino que, segundo velha crença popular, vem pela
noite copular com uma mulher, perturbando-lhe o sono e causando-lhe
pesadelo".*2
Depois disto, comecei a perguntar a outros líderes se alguma vez
tiveram que tratar com pessoas que tiveram experiências semelhantes.
Todos responderam positivamente. Muitos, nem mesmo sabiam como
denominar tais fenômemos mas sabiam tratar-se de experiências
demoníacas.

Como tratei o assunto com Louise? Primeiramente pedi-lhe que


renunciasse tudo aquilo como sendo pecado; como envolvimento com
espíritos malígnos. Pediu perdão a Deus por haver-se permitido crer numa
mentira de Satanás, achando que era de Jesus uma experiência satânica.

Em segundo lugar, pedimos que Deus nos mostrasse a brecha pela


qual o engano entrou. Louise confessou que seu marido não correspondia
com suas necessidades sexuais e ela andava magoada com ele pela falta
de atenção. Foi isto que a deixou como alvo fácil do inimigo.

Em terceiro lugar,juntas, examinamos os casos de intimidade nas


Escrituras e vimos que a intimidade com Deus traz alegria e prazer no
espírito e não a excitação da carne.

Por último, usei da autoridade em nome de Jesus contra aquele


demônio, contra o espírito de incubo, ordenando-lhe que jamais voltasse a
perturbá-Ia durante a noite. Ela fez a mesma coisa e ordenou ao espírito
de incubo que a abandonasse totalmente.

Certo dia, o assunto veio à tona numa reunião de intercessores e


amigos. Pergunta-ram-me o que eu sabia a respeito,já que estava
incluindo o tema num dos capítulos do livro. Compartilhei com eles tudo o
que sabia sobre este fenômeno da "recâmara do noivo", ou para ser mais
ousada, "leito nupcial". Uma intercessora compartilhou comigo uma
história de uma mulher com quem ela havia ministrado que era enganada
por este espírito de incubo.

Vamos chamá-Ia de Glória. Ela era líder de louvor e adoração e estava


profundamente apaixonada por um rapaz de ótima aparência. Eram
noivos, e quando estavam prestes a casar ele repentinamente morreu. É
claro que Glória ficou desconsolada e sentia muito a falta dele. Certa
ocasião, enquanto tocava seu violão e adorava a Deus, sentiu que alguém
entrou no quarto onde ela estava. Surpresa viu quando um espírito
parecido com o seu noivo entrou no quarto. Isto a deixou por demais
alegre. Custou a acreditar no que via, mas a pre-sença dele era tão
maravilhosa que a deixou desarmada. Ela pensou: bem, afinal ele veio
enquanto eu adorava o Senhor. Talvez Deus o permitisse para aliviar sua
tristeza.

Com o decorrer dos dias, o engano aumentou. Ela compartilhou


aquela experiência com uma outra amiga que se prontificou a orar por ela.
Pediu a Deus que mostrasse a Glória quem era de fato aquele espírito a
fim de que ela ficasse livre de sua influência. Mais tarde, quando Glória
estava adorando o Senhor em seu quarto sentiu outra vez a presença
daquele ser espiritual. Ela o viu deitado no sofá, mas para surpresa sua,
ele tinha uma aparência revoltante, horripilante. Somente os olhos se
pareciam com o de seu noivo. O Senhor revelou-lhe o espírito de incubo
como ele realmente era. Procurou ajuda e foi liberta daquela influência
maligna.

Salvaguardas contra toda


intercessão desequilibrada
A maneira mais correta de evitar todo o desequilíbrio na intercessão é
firmar-se na Palavra de Deus.
Quando, pela primeira vez, aprendi a "orar a Palavra" utilizei um
livreto com algumas orientações e com textos bíblicos para qualquer
situação que uma pessoa enfrentasse. Se alguém tivesse um problema,
abria na página indicada e orava usando as palavras do texto.
Um dia, uma mulher me telefonou com um terrível problema
financeiro. Poderia orar por ela? Puxa vida! Como podia! Orei usando todos
os versículos bíblicos a respeito de pros-peridade e até acrescentei alguns
outros que havia memorizado. Ordenei ao diabo que tirasse as mãos sujas
de suas finanças. Senti-me realizada com minha própria espiritualidade.

Quando larguei o telefone senti que o Espírito Santo havia se


entristecido, por isso tomei a orar. Deus começou a falar-me que estava
tratando com aquela mulher sobre a preguiça pois ela adiava qualquer
possibilidade de conseguir um emprego. Na realidade, ela resistia a Deus!
Todos os seus problemas financeiros eram fruto de sua desobediência.

Conclui que ela não se arrependera e que havia orado impedindo o


tratamento de Deus em sua vida. Fiquei assustada e pedi perdão
imediatamente a Deus. Desde então, aprendi a pedir-lhe que me conceda
uma palavra viva ou o rema, uma palavra que Deus nos dá para cada
assunto que ministramos.

É difícil agarrarmo-nos a esta verdade. Temos que aprender como


orar a palavra viva de Deus. Algumas pessoas oram no estilo rodízio:
andam por toda a Bíblia, buscando aquilo que melhor lhes apetece.
"Deus", dizem, "quero uma nova casa, meu vizinho de porta deve ser
gentil, e, por favor, quero ter na garagem um carro zerinho de sobremesa".

A Palavra de Deus está repleta de promessas, de bênçãos, e em


muitos casos, Ele pode querer dar-nos uma casa, um marido ou um carro
mas achar que tudo o que queremos é da vontade de Deus não é o mesmo
que orar a Sua Palavra.

Se procurarmos ouvir atentamente os assuntos pelos quais Deus quer


que interce-damos, cientes das artimanhas do diabo que procura nos
desviar da vontade de Deus, poderemos continuar a interceder
confiadamente, certos de que não haverá desequilíbrio
em nosso ministério de intercessão.
1
. Gary Greewald, Seductions Exposed (Expondo o Engano), Eagle's
Nest Publications, Santa Ana, Calif., pg. 22
2
. Norman Grubb, Rees Howells, Intercessor, Editora Betânia, 3a.
edição, texto transcrito diretamente da tradução em português. Caixa
Postal 5010, 31611-970 Venda Nova, Belo Horizonte. Pg 74

C A P í T U1 L1O

In te r c e s s ã o P r o
Uma equipe de Frontline Ministries aterrizou na cidade de Guatemala
e, enquanto se dirigiam para o hotel onde ficariam hospedados aquela
noite, todos os membros estavam
ante vendo o trabalho que tinham pela frente. Dutch Sheets, um amigo
conhecido, fazia parte do grupo e, com eles, iria construir um centro de
treinamento nas florestas de EI Petén junto ao Rio Pasión. Eles nem
imaginavam que suas vidas dependiam da intercessão de uma mulher que
sabia da viagem, Linda Snelling que ficou na brecha intercedendo pelo
grupo no estado de Ohio.

O grupo chegou na cidade, numa sexta-feira, e os planos eram de que


no dia seguinte, um sábado, viajariam para a floresta. Na manhã seguinte,
quando Dutch e o grupo chegaram no aereoporto, foram informados de
que o vôo havia sido cancelado. Se você não está familiarizado com as
companhias aéreas da América Central, saiba que isto ocorre com
freqüência, apenas foram avisados de que deveriam voltar no domingo.

A equipe decidiu orar, buscando direção de Deus. Seria Satanás que


lhes barrava o caminho ou Deus queria que ficassem na cidade mais um
dia?

Depois de algum tempo; a equipe decidiu que devia viajar e procurou


negociar com a empresa aérea um jeito de prosseguir viajem. Neste
interim, Linda Snelling estava ajoelhada em sua casa intercedendo por
eles.

Ela suplicou diante de Deus, pela equipe, durante três horas,com


orações intensas até que sentiu-se aliviada por Deus de sua tensão.A
intercessão quebrou o coração de pedra das autoridades aeroportuárias
que, sem qualquer explicação mudaram de idéia."Está bem",dis-
seram,levantando as mãos em sinal de desistência,"subam no avião,
levaremos vocês até lá."

No dia seguinte, às três da manhã, a cidade de Guatemala foi


atingida por um dos mais violentos terremotos de sua história, matando
trinta mil e deixando milhares de pessoas desabrigadas. Quando
regressaram da floresta viram que o hotel onde passaram a noite de sexta,
e as casas onde supostamente iriam se hospedar na noite de sábado,
estavam total-mente destruídas. Teriam sido atingidos por vigas e caibros
que caíram sobre as camas onde iriam dormir. Quanta alegria inundou-Ihes
o coração pela provisão de Deus!

Dutch ficou sabendo, ao retomar para os Estados Unidos, que linda


Snelling estivera orando por eles e isto encheu-lhes o coração de gratidão.
Ficou ainda mais maravilhado, ao saber que ela estivera orando
exatamente durante as três horas em que eles tentavam convencer as
autoridades aeroportuárias de que deveriam seguir viajem.

Graças a Deus pelas intensas orações de uma guerreira que disse:


"Eis-me aqui, Senhor. Irei de joelhos!". Jamais saberemos o quanto suas
orações afetaram o Reino de Deus.

O que é orar profeticamente? Como saber que temos tal tipo de


ministério? Linda sentiu bater-lhe o coração em intercessão por aquela
equipe. Como sabia que tinha que orar?

Intercessão profética é um sentimento de urgência que o Espírito


Santo nos dá, levan-do-nos a orar por situações e circunstâncias que nos
são totalmente estranhas. É, nesta hora, que você intercede pelos pedidos
de oração que estão no coração de Deus. Ele faz com que você interceda,
para que Ele mesmo intervenha no caso. Lembra-se do capítulo sobre os
estimuladores de Deus? Deus o levará a orar a fim de que a vontade d'Ele
seja feita na terra como o é nos céus.

Há diversos tipos de orações proféticas e, nem sempre, são só as


pessoas que têm o dom de profecia que oram profeticamente. Deus
conclamará a que qualquer pessoa, mem-bro do Corpo de Cristo, interceda
além do conhecimento natural, pois o Espírito Santo quer usar todos os
membros do corpo no ministério da oração. Há pessoas, contudo, que
oram profeticamente de maneira normal, são aquelas que têm o dom da
intercessão.

Neste capítulo falaremos sobre dois aspectos da oração profética: o


papel do crente na intercessão profética e o papel daqueles que têm o
dom da intercessão, conhecidos como intercessores proféticos.

O papel de cada crente


Qual a função do membro do corpo na oração profética e como saber
se você está ouvindo a sugestão do Espírito Santo?
Comece dizendo ao Senhor que você quer orar por aquilo que está no
coração d'Ele. Depois, siga os passos práticos da unção do atalaia que
apresento no capítulo cinco.

A sós, peça a Deus que lhe alargue e o capacite a orar além do


conhecimento natural, sobre aqueles assuntos que você tem no seu íntimo
ou assuntos relacionados a pessoas da família.

Gaste tempo adorando o Senhor. Através da adoração sua mente é


também santificada.

Abra a Palavra de Deus e peça-Lhe uma palavra viva sobre o assunto


que você está orando. Muitas vezes, enquanto se ora, um texto nos salta
diante dos olhos, ou, ao ler um devocional diário o assunto se encaixa
perfeitamente no tema de nossa oração.

Ouça a Deus e confie que o Espírito Santo encha os seus


pensamentos com a Sua Palavra.

Se você está aberto, perceberá que alguns pensamentos vêem à sua


mente. Às vezes um nome não lhe sai da cabeça, ou você se dá conta de
que ouve coisas como "ore por proteção" ou "Senhor, guarde o fulano de
tal". São coisas que brotam automaticamente dentro de você.

Ocorre, muitas vezes, uma identificação com alguém por quem você
está orando através de sentimentos ou de emoções. É bem possível que o
Espírito Santo se manifeste através de você com aquele tipo de emoção
sobre o qual falamos no capítulo sobre as manifestações da intercessão.

Você pode chorar ou entristecer-se. Muitas vezes as pessoas ficam


agitadas e não percebem que é um aviso para interceder por mais alguém
e não por elas próprias. Se você está agitado, pergunte a Deus o porquê
de tal agitação. Ele haverá de lhe responder. A epístola de 1 João 2.20 diz:
"E vós possuis unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento".
Em seu livro Love On Its Knees (Amor sobre os joelhos) Dick Eastman diz
algo a este respeito quando ouviu que 153 alunos estavam sendo
mantidos em cativeiro na Holanda por um grupo de terroristas. Estavam
decididos a matar, em intervalos regulares, cada uma das crianças se suas
reivindicações não fossem atendidas. Enquanto intercedia
por aquelas crianças, Dick tinha, diante de si, um quadro em que não
somente via as crianças holandesas mas também os seus filhos entre elas.
Ele diz:

"Eu sabia que isto não era verdadeiro no mundo natural. Minhas duas
filhas estavam a dez metros de distância dormindo, confortavelmente, em
suas camas. Esqueci-me deste fato. Comecei a identificar-me em
intercessão com aquele quadro e o Espírito Santo me levou a interceder de
forma tão intensa como jamais fizera antes.

Fui tomado de uma tremenda indignação e comecei a ordenar que


aqueles terroristas soltassem aquelas crianças. Com os punhos cerrados
comecei a orar. Enquanto orava aponta-va com o dedo em riste como se
estivesse diante deles, ordenando-lhes repetidamente que largasse
aquelas crianças. Chorei, suei, gritei e tremi, e, de repente, parei de orar
com uma enorme sensação de vitória." (1)

Todas as crianças foram resgatadas com vida.

E se ele tivesse sacudido os ombros indiferentemente? Pode ser que


tivesse outras coisas a fazer do que interceder por algumas crianças
desconhecidas. Todas aquelas crianças continuam vivas graças ao esforço
de alguém que resolveu pagar o preço da intercessão, identificando-se
com o sofrimento de seus pais.

É bom fazer um diário com os assuntos pelos quais estamos orando e,


depois, confir-mar as respostas. Se alguns dos pedidos de oração que você
recebe parecerem um tanto estranhos, deixe-os de lado até que alguém
mais experiente na intercessão, e o ajude a
discernir se deve ou não orar por tal assunto ou pessoa.

Até mesmo uma criança pode aprender a orar profeticamente a


exemplo do que ocorreu com nossos próprios filhos, Mary e Daniel. Num
calmo dia de primavera, Daniel, com seis anos de idade entrou porta
adentro ofegante. Eu estava ocupada preparando o jantar quando ele
gritou: "Mamãe, mamãe! Há algo errado com o meu umbigo". Logo percebi
que o que estava acontecendo era algo fora do mundo natural.

"Daniel", perguntei, "é o seu umbigo ou Deus está tentando dizer-lhe


algo?" A Bíblia diz na versão corrigida que "rios de água viva correrão do
seu ventre" (Jo 7.38) e já me acostumei com o fato das crianças ficarem
apontando para o umbigo quando Deus está lhes pedindo que orem. (É
claro que algumas vezes elas estão mesmo doentes!)

Daniel me disse: "Mamãe, alguma coisa está errada. Alguém está em


perigo".

Sentei-me ao seu lado e lhe disse: "Querido, vamos orar pedindo a


Deus que nos mostre quem está doente ou quem tem algum problema.
Okay?".

Juntos oramos. Ele perguntou: "será que alguém pode ser morto?"
"Claro, querido, peça a Deus que mostre a este alguém que ele está em
perigo". Continuamos a orar e ele perguntou: "Não poderia ser o
presidente dos Estados Unidos?".

Expliquei-lhe que isto seria assassinato e tínhamos que orar


impedindo que algo assim acontecesse. Ele orou pedindo que Deus
detivesse qualquer tentativa de assassinato contra o presidente. Depois,
saiu pela porta dos fundos em disparada para continuar brincando até a
hora do jantar.
Na semana seguinte, recebi um telefonema de uma amiga que reside
na cidade de Washington contando que o F.B.I descobrira um plano para
assassinar o presidente Reagan. Deus tinha um investigador celestial no
caso e, antes que acontecesse, o plano foi por água abaixo por causa da
intercessão de uma criança. Contei ao meu filho que Deus dispõe de
muitas pessoas e que pode escolher muitas delas para interceder por um
determinado
caso. Ele fora um dos que Deus escolhera para interceder pelo presidente.
O menino, por certo, ficou mais firme na fé!

As crianças são usadas por Deus de forma especial na intercessão


profética, porque confiam facilmente em Deus. Elas não criam barreiras
nem filtram o que ouvem para ver se é certo or; errado. Quando
ensinamos aos nossos filhos sobre o caráter de Deus, desde pequenas,
elas podem mover-se neste tipo de intercessão.

Muitas vezes, uma pessoa ora profeticamente sem se dar conta. Foi o
que aconteceu com Peter Wagner as 6:30 da manhã no dia das bruxas.*3
Ele me contou o que aconteceu quando, juntos, falávamos sobre
intercessão.

Parece que Peter estava intercedendo por toda aquela gente que
comete pecados no dia de Haloween. À medida que orava Deus foi-lhe
acrescentando alguns dados. "Senhor", disse ele, "peço- Te que salves
alguém, um perseguidor da igreja como Paulo". Bem, ficou constrangido
pelo tipo de oração, mas acrescentou: "Oro por essa pessoa para que
receba a luz de Deus, dê uma guinada de 180 graus e se torne um
anunciador de boas-novas".

Sua oração foi respondida naquela mesma noite. Um bruxo de nome


Wicca de San Francisco, se arrependeu e fechou as portas de seu templo
satânico. O Espírito Santo tomou a Peter em oração levando-o às regiões
celestiais com uma oração profética. Deus o levou de uma oração normal à
uma oração específica ajudando aquele homem a ser salvo.

É interessante que Peter Wagner não se considera uma pessoa com o


dom da intercessão, mas Deus o escolheu para orar especificamente por
aquele assunto, tendo ou não o dom.

Podemos ter muitas respostas de orações quando nos consagramos


para fazer a vontade de Deus. Aqueles que têm o dom da intercessão
perceberão que isto ocorre com freqüência.

O papel do intercessor
Aqueles que têm o dom da intercessão descobrirão que a oração
profética faz parte do chamamento de Deus para suas vidas. Como
intercessores proféticos, na realidade, profeti-zam enquanto oram. Muitas
pessoas tropeçam exatamente aqui, ficando confusas por não entender o
que lhes está acontecendo. Sabem apenas que podem orar por muito
tempo e que suas orações quase sempre são respondidas.

Peter Wagner define o que é profecia em seu livro Descubra Seus


Dons Espirituais:

"O dom da profecia é aquela capacidade especial que Deus dá a


certos membros do Corpo de Cristo para receberem e transmitirem
alguma mensagem imediata de Deus ao
seu povo, através de alguma declaração divinamente ungida". (2)

Poderíamos acrescentar que o dom de intercessão profética é aquela


capacidade de receber imediatamente de Deus um pedido de oração,
orando por ele com autoridade e unção.

Daniel era um intercessor profético e suas orações eram cheias de


poder. Vale a pena estudá-Ias. Era profeta de governadores e suas orações
mudaram o rumo da história. Veja Daniel 9.2. O Senhor queria levar o seu
povo de volta do cativeiro da Babilônia e o Senhor o lembrou que deveria
orar lembrando-lhe das palavras dadas a Jeremias:

"No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros, que
o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que
haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos" (Dn
9.2).

De posse desta promessa de Deus, Daniel começou a guerrear nas


regiões celestiais para que o povo fosse liberto de seus setenta anos de
cativeiro. Ele diz: "Voltei o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar em
oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza" (Dn 9.3).

Isto mostra claramente que a intercessão profética não ocorre


somente quando Deus nos dá um peso pelo qual interceder, mas também
quando Ele mesmo nos desperta para orar por algo que esteja em Sua
Palavra; algo falado por boca de seus profetas. Em 1 Timó-teo 1.18 Paulo
diz: "Este é o dever que te encarrego, Ó filho Timóteo, segundo as
profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o
bom combate".

Margaret Moberly, guerreira, do alto de sua sabedoria falou: "Nem


todo intercessor é um profeta, mas todo profeta é um intercessor". A
intercessão é o campo de treinamento para as pessoas que Deus haverá
de usar na área profética de maneira normal.

Há alguns anos atrás, enquanto ministrava num retiro em Hemet, na


Califórnia, orei pela esposa de um pastor e, enquanto orava sobre ela,
Deus me deu uma palavra específica sobre sua situação familiar: "Você
tem uma filha desta altura (e medi uma altura até os seus ombros) e o
Senhor me diz que ela é sua filha".

Aquelas palavras eram-me desconhecidas, mas continuaram a sair de


meus lábios. Por que o Senhor teria que dizer à uma mãe que a filha era
dela? Descobri mais tarde que aquelas palavras tinham um sentido todo
especial, pois aquela esposa de pastor era madrasta de uma menina cuja
altura chegava aos seus ombros. A garota queria morar com um parente
mas seus pais não concordavam e a justiça teria que decidir com quem
ficaria a custódia. Ele mesmo me disse que estava reivindicando a custódia
dela em intercessão. Traziam à lembrança de Deus a palavra que dissera
de que aquela era a filha deles, e proclamaram que Satanás não tinha o
direito de interferir. Tomaram posse da palavra
viva que determinava que aquela menina ficaria com eles.

Aquela moça entrou no tribunal dizendo ao pai que não queria morar
com ele, mas no meio da audiência mudou de idéia afirmando perante o
juiz que queria morar com o pai. Hoje ela está servindo a Senhor.

É no seu cantinho da oração que o profeta aprende a ouvir a voz de


Deus. Jeremias 27.18 diz: "Se são profetas, e se a palavra do Senhor está
com eles, que orem ao Senhor dos Exércitos..."

Cada profeta da Bíblia era um intercessor. Abraão intercedeu pela


cidade de Sodoma; Isaías, Jeremias e Ezequiel foram intercessores e a lista
de profetas é grande em todo o Antigo Testamento. No Novo Testamento
temos o exemplo de Simeão e Ana. A pedido de Deus eles intercederam
pelo nascimento de seu Filho.

"Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo


e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava
sobre ele. Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes
de ver o Cristo do Senhor" (Le 2.25,26).

Quanto a Ana, ela servia ao Senhor dia e noite, orando e jejuando,


reconhecendo Jesus como o Filho de Deus (Lc 2.36-38).

Uma palavra de profecia pode também ser uma forma de intercessão


por intervir divinamente na vida das pessoas que a recebem. Isto é
exatamente o que acontece quando ficamos na brecha. Apocalipse 19.10
diz: "Adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia".

Isto nos leva a um outro ponto muito interessante. Você já se


perguntou como Jesus viveu "sempre para interceder por eles"? (Hb 7.25).
Está claro que Sua obra na cruz foi intercessória, mas uma é a palavra
profética e outra a intercessão profética.

É possível que ao vir uma necessidade, Jesus toque no coração de


alguém para que comece a interceder. Através do poder do Espírito Santo,
o próprio Jesus intercede usando aquela pessoa para que Sua vontade seja
feita tanto na terra como no céu.

No avião, regressando de uma viagem a Jerusalém, fiquei orando por


meu país e comecei a preocupar-me com a situação econômica dos
Estados Unidos. Naquela hora Deus me disse: "Comece a jejuar assim que
você colocar os pés em terra porque o mercado de grãos terá uma queda.
Isto não poderá ser evitado, mas as conseqüências poderão ser
amenizadas." Nem preciso dizer o que houve: entrei num jejum direto! a
mercado de grãos
desabou mas as conseqüências não foram tão sentidas pois os
intercessores começaram a orar.

O que fazer se você for chamado a profetizar regularmente em


oração? Em primeiro lugar, não diga que você é um profeta nem se
autodenomine profeta. Deus é quem coloca os profetas no Corpo de Cristo.
Apenas diga em oração o que Deus lhe manda falar e deixe que as
pessoas que estão sobre você, em autoridade, as julgue. Se receber uma
revelação em oração, compartilhe-a se for possível. No decorrer dos
tempos as pessoas passarão a reco-nhecer o seu ministério e o ajudarão a
desenvolver o dom.

Se sua igreja e o seu pastor nada entendem sobre profecias ou


intercessões proféticas, não fique querendo que eles entendam à força o
que Deus lhe tem dado. Fique paciente-mente em oração e Deus lhe abrirá
uma porta de comunicação com eles.

Basta pedir ao Senhor por orientação e Ele abrirá as portas para que
você comunique aquilo que Ele mesmo tem colocado em seu coração.
Deus é um grande Deus! Se Ele quer que você fale o que lhe tem
mostrado, Ele o capacitará a fazê-lo. "O presente (ou dom) que o homem
faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes" (Pv 18.16).

Há alguns anos atrás fiquei um tanto frustrada pois recebia uma


enxurrada de reve-lações enquanto orava e não tinha com quem as
compartilhar. O versículo acima se encaixou perfeitamente na minha vida.
Fixei-o na porta da geladeira e nervosamente esperei. O Senhor me deu
um "chega prá lá". Por certo Ele teria outras pessoas através de quem
pudesse falar. Ele queria que eu aprendesse a ter paciência e um espírito
calmo.

Foi-me difícil esperar a hora de Deus. Acho que a palavra favorita de


Deus é espere! Certo dia, fiquei desesperada achando que jamais poderia
compartilhar aquilo que Ele me revelava durante o tempo de intercessão.
Foi quando o ouvi dizer: "Cindy, minha unção não é para ser desperdiçada.
Abrirei para você as portas no tempo certo."

No momento oportuno, quando Deus viu que eu estava


suficientemente madura para falar com temperança as coisas que Ele me
falara, Ele abriu as portas do meu ministério. Ele fará com você a mesma
coisa se você sente que tem o ministério da palavra profética.

1 . Dick Eastman em Love On lts Knee, (Amor Sobre os Joelhos)


Tarrytown, N.Y., Chosen Books, 1989, pgs 34-37
2 . C.Peter Wagner, Edição em português, Descubra Seus Dons
Espirituais, Aba Press, São Paulo, pg 230.

C A P í T U1L2O

P a r c e ir o s d e O
Há quase duzentos atrás, um sapateiro inglês começou a preocupar-
se com os povos pagãos que não conheciam a Cristo. Enquanto batia as
tachas nos solados dos sapatos, Willian Carey ficava admirando o mapa-
múndi que havia colocado acima de seus olhos. De sua banqueta de
trabalho podia ler algumas anotações que tirara do livro As Viagens do
Capitão Cook e de outros livros existentes na época.

Autodidata e sem qualquer talento, como ele mesmo dizia, Carey


tornou-se o pai das missões modernas. Ele teve que vencer a relutância de
seus irmãos batistas para começar a primeira sociedade missionária
britânica. Foi para a Índia como missionário onde ficou du-rante 42 anos.
Carey e seus companheiros traduziram toda a Bíblia em 26 dialetos da
Índia e o Novo Testamento, ou porções dele, para outros 25 dialetos.

São muitos os livros escritos sobre Willian Carey, mas que eu saiba,
ninguém escreveu alguma coisa sobre sua irmã, uma moça paralítica,
inválida sobre uma cama. Ela e Carey eram muito amigos e ele escrevia
constantemente para ela contando o que fazia em detalhes na Índia. Ela,
então, ficava todo o dia diante do Senhor em oração, intercedendo por
cada assunto. Fico pensando quem, na realidade, era responsável pelo
sucesso ministerial de
Willian Carey.

Carey e sua irmã abriram a fonte do poder espiritual, começando o


que hoje conhecemos como, sócios na oração. Como Deus age distribuindo
confiança à equipe? Ambos têm a mesma responsabilidade e a mesma
recompensa no ministério. É isto o que
diz 1 Samuel 30.24: "Porque, qual é a parte dos que desceram à peleja, tal
será a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais".

Parece-me que muitos obreiros estão vivendo sob constantes


ataques, enfrentando grandes lutas. É sobre isto que conversam quando
se encontram em conferências e reuniões fraternais, especialmente
porque muitos dos homens nos quais se espelham enfrentam também
sérios problemas. Todos se perguntam: como evitar estes tipos de
problemas?

Quando alguns obreiros, sobrecarregados de problemas, me


telefonam, uma das perguntas que faço é: "você tem alguém que ora por
você, que lhe seja companheiro de oração?" Freqüentemente respondem:
"claro, tenho alguns irmãos orando por mim."
Faço-lhes ainda uma segunda pergunta: mas eles sabem dos seus
problemas íntimos? Apenas uns poucos obreiros conseguem mobilizar
alguém que ore por eles pessoalmente.

É bíblico ter intercessores pessoais? Paulo escreveu aos Efésios


pedindo que orassem pessoalmente por ele e lhes mandou Tíquico "para
que saibais também a meu respeito, e o que faço .. " (Ef 6.21,22). Sempre
no final de suas cartas Paulo pedia oração a favor dele contando-lhes suas
necessidades.

Você já pensou em começar ou fazer parte de um grupo de amigos


intercessores? Você não precisa ser famoso para necessitar de oração.
Todo intercessor precisa de um sócio na oração que por ele interceda e
muitos obreiros estão desejosos por encontrar alguém que lhes sustente
em oração.

Peter Wagner tem boas razões para alardear que tem amigos que por
ele intercedem. Ele sempre diz que não estaria vivo se Cathy Schaller não
intercedesse por ele e comemora isto com uma festa de aniversário todos
os anos no dia 25 de março. Ele e Dóris, sua esposa, Cathy e seu esposo
celebram o dia em que ele "nasceu de novo". *4

Cathy Schaller participava de um concerto no dia 25 de março de


1983 numa igreja perto de Temple City, na Califórnia. Exatamente as 8:30
da noite começou a sentir um ataque do diabo. Começou a repreender
pedindo discernimento do Senhor. Sentiu que alguém muito próximo dela
estava em apuros, atacado por um espírito de morte e destruição e não
era nenhum de seus filhos. Orou, intensamente, pedindo que Deus
cercasse aquela pessoa
com uma legião de anjos. Enquanto intercedia suas costas doíam tanto
que seu esposo colo-cou as mãos sobre a coluna orando por ela. Depois de
vinte minutos de intercessão sentiu um grande alívio. Aquele sentimento
de trevas desapareceu. Voltou para casa sentindo-se bem sem saber por
quem intercedera aquela noite.

Ela não sabia, mas naquele exato momento Peter Wagner subia numa
escada de três metros de altura em sua garagem buscando alguma coisa
no sótão que fica acima da garagem. Era uma escada forte usada sempre
para subir ali. Exatamente às 8:30 da noite, alguma coisa desequilibrou a
escada. Peter caiu de costas no cimento da garagem. Gritou por sua
esposa que, prontamente chamou uma ambulância.

No hospital, depois de alguns exames ficou comprovado que nenhum


osso fora fraturado, não havia lesões internas, apenas alguns arranhões.
Nem a coluna ou a cabeça foi machucada. Ficou com algumas dores pelo
corpo durante alguns meses mas depois se recuperou plenamente. Ele tem
certeza que se não fossem as orações de sua sócia de oração, Satanás
teria neutralizado o seu ministério.

Se você é um líder ministerial, nas páginas seguintes quero incentivá-


lo a começar um grupo de amigos intercessores. Se alguém quer se tomar
um apoiador de oração para o ministério de algum amigo, também
encontrará aqui muita ajuda.

Os sócios de oração dos Generais da Intercessão são todos


intercessores talhados aos quais agradecemos o labor e o amor por nós.
Desde que começaram a orar por nós, o minis-tério se expandiu e eu sei
porque eles intercedem por nós para que a unção do Espírito Santo seja
contínua sobre o nosso ministério.

Depois que você se compromete com os seus companheiros de


oração e eles também se comprometem com você, pode ficar certo que
Deus lhes mostrará suas fraquezas. Às vezes atendo o telefone e um sócio
na oração me pergunta: "Cindy, por que você anda tão ansiosa? Passei
todo o dia orando por você nesta área."

Nossos companheiros de oração prestam-nos conta, regularmente, e


nos confortam quando desesperadamente buscamos a direção de Deus.
Com convites empilhados sobre a mesa para ministrar em diferentes
lugares do mundo, alguns em pé de guerra, preciso escrever regularmente
a alguns dos companheiros de intercessão pessoal pedindo-Ihes oração e
aconselhamento. "O que você tem a dizer?", pergunto, e há sempre
algumas pessoas que dão a mesma palavra do Senhor, impelindo-nos a ir
ou considerando que não é hora de fazer uma viagem assim.

Os Generais da Intercessão nem sempre tiveram pessoas como sócias


de oração. Para ser sincera, durante suas conferências a líderes cristãos
sobre intercessão, Peter Wagner ensinou-me como mobilizar os parceiros
de oração. Antes de termos os parceiros de oração, quando viajávamos a
determinados países, ficávamos exaustos, não que ninguém ficasse
orando por nós, ao contrário, tínhamos pessoas comprometidas na oração,
só que não
agiam da maneira como explicarei mais adiante. Depois, notamos uma
diferença substancial marcando nossas vidas e nossos ministérios.

Por que um líder cristão precisa de parceiros ou sócios de oração? Há


alguns anos atrás ouvi alguém explicar que quando um líder se expõe
devido ao ministério que tem, toma-se alvo fácil para os ataques de
Satanás. Se ele puder derrubá-Io, outros cairão com ele num "efeito
dominó". Satanás se lança com violência maior do que faria com um
crente comum. Tenha sempre em mente que o próprio príncipe da Pérsia
foi quem lutou impedindo que a Palavra de Deus chegasse a Daniel.

John Maxwell em seu manual de oração, The Pastor's Prayer Partners


(Companheiros de Oração do Pastor) diz o seguinte: "Toda batalha,
especialmente aquelas mais difíceis requer um número maior de recursos
além do que o líder possui nele próprio". (1)

Foi assim com Moisés. Durante a batalha contra os amalequitas Josué


prevalecia enquanto Moisés estava com as mãos erguidas. Quando suas
mãos cansaram, Arão e Hur as sustentaram no alto. Semelhantemente,
muitos líderes cristãos, não conseguem terminar o que Deus lhes ordena
fazer, por não terem o apoio de uma boa cobertura de oração. O inimigo
aperta o cerco e tensos e nervosos, não suportam a perseguição desistindo
da luta.
Convenhamos, há muitos pastores abandonando as fileiras do exército.
Qualquer que seja a obra que você faça para Deus, você precisa de
alguém que o ajude e clame diante de Deus a seu favor.

Uma outra boa razão da necessidade dos líderes cristãos terem


intercessores pessoais é a sofisticação do inimigo. Os adeptos de Satanás
estão fazendo jejuns e intercessões demo-níacas. Um líder batista enviou a
seguinte carta a Peter Wagner:

"Durante o vôo procedente de Detroit havia um homem sentado ao


meu lado, quieto, e sem interesse algum em conversar comigo. Na metade
do trajeto aéreo ele abaixou sua cabeça, como se estivesse orando. Depois
que seus lábios pararam de se mexer, perguntei-lhe: "você é crente?" Eu
não lhe dera o menor indício de que eu era um pastor Batista e professor
universitário.

Pego de surpresa com minha pergunta, reagiu, dizendo: "Não, não ...
Você se enganou, eu não sou um crente ... Na realidade, sou um
satanista". Perguntei-lhe, então, por que orava se era um satanista. Ele me
respondeu: "Você quer realmente saber?". Como demonstrei interesse, ele
acrescentou: "Meu alvo principal são os líderes cristãos e suas famílias
residentes da Nova Inglaterra; oro para que caiam." Levando a sério sua
missão, não quis continuar com o assunto." (2)

Será que estes jejuns e orações satânicas têm algum efeito? A Bíblia
diz que sim. Jezabel convocou um jejum pagão contra o justo Nabote.

"E escreveu nas cartas, dizendo: Apregoai um jejum, e trazei a


Nabote para a frente do povo. Faze! sentar diante dele dois homens
malignos, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus
e contra o rei. Depois levai-o para fora, e apedrejai-o para que morra" (1
Rs 21.9,10).

Nabote, um homem piedoso foi julgado e sentenciado à morte. Os


líderes da cidade creram naquela patifaria e não na palavra de um homem
justo. Este tipo de ataque parece que está novamente em evidência hoje,
pois muitos líderes são processados e levados às barras dos tribunais por
seus próprios irmãos na fé. Os líderes cristãos precisam enfrentar esta
realidade: Satanás está atacando por todos os flancos e seu ataque só
poderá ser detido
por sócios ou parceiros de oração que intercedam por eles de forma
regular.

Comece!
Sei que muitos líderes gostariam de ter intercessores pessoais,
parceiros de oração, mas não sabem como convocá-los e quando os
convocam, não sabem o que fazer para mantê-los a par de suas atividades
diárias. Quero tratar, neste capítulo, de alguns pas-
sos práticos na mobilização de intercessores, na forma de comunicação
com eles e em como proteger-se de possíveis laços nesta atividade. Incluo,
também, algumas orientações para saber se você tem ou não cobertura
suficiente de oração. Vejamos primeiramente os vários tipos de parceiros
de oração.

1. Círculo íntimo. É um pequeníssimo grupo que o próprio Deus lhe dá.


Moisés tinha como pessoas chegadas a Arão e Hur, Jesus, tinha mais
intimidade com Pedro, Tiago e João. Alguns intercessores
demonstram muita fidelidade no seu chamamento e estes devem
fazer parte do círculo mais íntimo. São pessoas que agüentam o
tranco com você!

2. Círculo maior. São intercessores que se assemelham aos outros


nove discípulos de Jesus. Não oram tanto como os demais do círculo
íntimo, como Pedro, Tiago e João,
mas intercedem por você numa base sólida e regular.

3. A Congregação. São pessoas ou membros de sua igreja. Sempre que


o encontram elas dizem que estão orando por você, mas você não
tem com elas um contato pessoal. Devem ser mobilizadas à oração,
não através de cartas, do púlpito você deve informá-Ias das
necessidades de oração e do trabalho que está fazendo.

4. lntercessores avulsos. Há ocasiões em que você tem convites para


pregar ou se envolve em atividades onde há muita batalha
espiritual. Deus levantará este tipo de
intercessores que orarão por você até que a batalha haja terminado.
São pessoas que podem ser convocadas por cartas, através de
programas de rádio, televisão ou revistas cristãs.

Os obreiros itinerantes devem utilizar-se deste tipo de intercessores


já que não dispõe de uma congregação que fique na brecha a seu
favor. Dick Eastman vem, há anos, convocando este tipo de
intercessores para que orem a favor de sua família. No final de cada
conferência de sua organização ele dá o nome de cada membro de
sua família para que os irmãos orem por eles. Uma outra forma dos
obreiros itineran-tes convocar intercessores é através de cartas que
são enviadas regularmente a um determinado número de pessoas.
Não é lá uma forma íntima de pedir oração, mas muitas pessoas se
prontificam a ficar na brecha em intercessão.

Uma outra maneira de pedir oração é ser bastante franco com as


pessoas contando, do púlpito, suas necessidades e as de sua
família. Muitas pessoas relutam em expor-se publicamente, mas isto
nunca me prejudicou, ao contrário ajuda muito. Afinal, as pessoas
que me ouvem são irmãos em Cristo e os considero como parte de
minha família.

Mobilizando os parceiros de oração

Vejamos o que diz Lucas 11.9: "Por isso vos digo: Pedi e dar-se-vos-
â; buscai e achareis; bate i e abrir-se-vos-á".

1. Pedir. A primeira coisa a fazer é pedir que Deus coloque ao


seu lado parceiros ou sócios de oração que intercederão a seu
favor.

2. Buscar. Faça uma lista de pessoas que poderão orar por você
de forma regular. Ouça o que elas dizem depois que você
prega ou na saída do templo. Alguns cada vez que o
encontram, dizem: "Oro por você e por sua família todos os
dias". Ouça o que elas ouvem de Deus a seu respeito. Se você
está no ministério, Deus, certamente, já separou algumas
pessoas que estão orando por você. Mobilizá-Ias é apenas
reconhecer o que Deus já fez.
3. Bater. Escreva uma carta às pessoas cujos nomes Deus traz
ao seu coração, pedindo-lhes para que se tomem seus
parceiros de oração. Algumas delas você poderá chamá-Ias
por telefone ou falar-lhes pessoalmente.

A primeira vez que ouvi a respeito de parceiros de oração e em como


mobilizá-los, Mike e eu estávamos passando por algumas dificuldades. Ele
era, constantemente, amea-çado de ser despedido do trabalho por seu
patrão. Nossos filhos viviam sendo incomodados e parece que havia focos
de incêndio por todos os lados. Um dia eu disse: "Chega! Não agüento
mais estes ataques!" Ajoelhei-me pedindo que Deus me desse
intercessores pessoais.

Fiz uma lista com o nome de pessoas e escrevi-lhes uma carta


pedindo-lhes que se comprometessem a orar por nós. A carta enfatizava
que o que dizíamos era muito confiden-cial e que iríamos compartilhar
algumas necessidades íntimas apenas com aquelas pessoas
comprometidas conosco. Nesta carta nem lhes falei que deveriam orar por
nós diariamente, algumas pessoas, mais tarde, asseguraram-nos que o
fariam todos os dias. Ao contrário, pedi-lhes que orassem guiados pelo
Espírito Santo.

Houve uma tremenda reação. Algumas semanas depois, as coisas


começaram a mudar. O patrão do Mike deixou de incomodá-lo.Houve uma
série de ocorrências apontando-nos uma clara direção do Senhor e nossos
filhos sentiram-se aliviados de seus problemas.

O que habilita uma pessoa a ser um parceiro ou sócio de oração?

1. Um compromisso sério de oração.

2. Confiabilidade.

3. Capacidade em saber ouvir a voz de Deus e em compartilhar o que


Deus lhe diz sem aquele tom intimidador.

4. Um chamamento do Senhor em orar por você e por seu ministério.

Comunicando-se com seus parceiros


de oração
Nossa organização, Generais da Intercessão, envia um envelope pelos
correios todos os meses com nosso itinerário, uma carta pessoal e uma
folha de pedidos de oração com todas as nossas necessidades. Quando
viajamos a outros países, enviamos detalhes de como foi a viagem, as
conferências, etc. No envelope, incluímos também cópias de artigos
escritos sobre nós ou qualquer coisa que saia nos jornais a respeito de
nosso ministério.
A maneira de se comunicar com os intercessores depende do tipo de
ministério de cada pessoa. No caso dos pastores, por exemplo, eles
desenvolvem um tipo de ministério diferente do ministro itinerante.

O Dr. John Maxwell se relaciona com seus parceiros de oração de


maneiras diferentes. No momento em que escrevo este livro ele tem cem
parceiros de oração que oram por ele, todos homens. A cada quatro meses
se reúne com eles para um café; ele também se comu-nica com eles
através de cartas e telefonemas. Ele os ajunta uma vez por ano num retiro
de parceiros de oração com tudo o que se tem direito: comida,
divertimento, amizade e ministração individual com cada um deles. Eis
uma boa maneira de estreitar o relaciona-mento entre os sócios de oração.

Peter Wagner fornece a chave para um bom relacionamento com


todos os parceiros de oração: acesso total! Ele diz que seus parceiros de
oração podem alcançá-lo por telefone a qualquer hora do dia e da noite.
Ele fala também da necessidade de sermos abertos e sen-síveis aos nossos
parceiros permitindo-lhes orar por nossas mais profundas necessidades.
E como isto é importante! Seu sócio de. oração não poderá orar
efetivamente por você se não souber de suas necessidades íntimas. Pelo
que lembro, jamais qualquer companheiro de oração traiu minha
confiança.

Um outro aspecto que tanto Maxwell como Wagner destacam é a


importância da gratidão. Em Filipenses 1.3,4 temos Paulo dizendo: "Dou
graças ao meu Deus por tudo que recordo de vós, fazendo sempre, com
alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações".

As pessoas precisam ser agradecidas pelo esforço que fazem


intercedendo por nós, afinal, este é um trabalho difícil!

Algumas precauções
Você precisa saber que há alguns perigos em potencial no
relacionamento com os parceiros de oração. Eis alguns deles:

1. Falsa dependência emocional. Os parceiros de oração poderão


envolver-se emo-cionalmente com você ou você com eles de uma
maneira não salutar. Suas orações não devem excluir ou usurpar
aquilo que, como líder, você ouve de Deus regular-mente. Você
também não deve permitir anular-se em sua vida de oração por
contar com pessoas que intercedem por você.

2. Não se deixe controlar por intercessões e profecias. Você poderá


tornar-se depen-dente de seus parceiros de oração ouvindo apenas
o que eles dizem. Lembre-se que você deve prestar contas
ministerialmente aos seus superiores para que haja um bom
equilíbrio ministerial.
3. Adultério espiritual. Este é um perigo quando seu parceiro de oração
é do sexo opos-to. Cria-se laços de afeição que poderão ficar muito
fortes. Se você é casado e gasta horas conversando intimamente
com alguém do sexo oposto, você está arrumando problemas. O
adultério espiritual ocorre quando você gasta mais tempo e energia
com outra pessoa que não seja sua esposa. Cuidado! Não
compartilhe sua vida ínti-ma! As conversas íntimas podem levá-lo a
enredar-se emocionalmente. Por causa disto, muitos líderes têm
apenas parceiros de oração do mesmo sexo. Creio que você deve
pedir direção do Senhor nesta área. Jamais se encontre com seu
sócio ou parceiro de oração do sexo oposto sem que alguém esteja
presente. A maior parte dos contatos com seus parceiros de oração
do sexo oposto deverão ser feitos por telefone ou por carta.

Uma boa salvaguarda é fazer a si mesmo a seguinte pergunta: "Por


que estou chamando esta pessoa? Isto é algo que Deus quer que eu
faça ou estou procurando a pessoa num nível pessoal?" Alguns
ministros acham que nunca serão enganados nesta área.
Pessoalmente creio que se você pensa desta forma, já se enganou!

4. Escolhas erradas. Isto é muito difícil para os pastores de uma igreja


local. Muitos dizem que contar uma coisa errada para a pessoa
errada, é fofoca na certa! Cuidado
com quem você escolhe para ser seu parceiro de oração.

Quanta oração você precisa?


Muitas vezes precisamos acrescentar dados às listas de oração de
nossos companhei-ros de intercessão. Acrescento, a seguir, alguns
indicativos de que você não tem a cobertura necessária de oração e que
precisa mobilizar mais gente para orar por você, quando:

1. Você ou sua família estão quase sempre doentes ou angustiados


mentalmente.

2. Seus intercessores reclamam que estão sendo atacados pelo inimigo


e estão per-dendo sono para poder mantê-Io sob a cobertura de
oração. Já que eles são os "pára-choques" que agüentam todo dardo
de fogo que vem contra você, isto pode ser um indicativo de que o
ardor da batalha aumentou. Você, então, precisa ter mais
intercessores para dar conta do recado.

3. Você percebe que depois de longas batalhas as coisas começam a


mudar ao seu redor. Você precisa de mais intercessores para
combater as trevas que vêm contra
você.

O irmão Ornar Cabrera, da Argentina, convocou seus no venta mil


membros para que inter-cedam por ele de forma toda especial. Toda vez
que os irmãos agradecem pela refeição que vão comer, aproveitam para
orar por ele e sua família. Imagine quanto potencial de ora-ção é dirigido a
seu favor se apenas um terço fizer assim. Que cobertura de oração ele
tem!

Como ser um bom sócio de oração


Tudo o que apresentei até agora neste capítulo foi praticamente
dirigido a líderes cristãos. Agora, no entanto, quero dirigir-me aos
parceiros de oração. Que recompensa há para um sócio de oração? Eu
mesma sou uma companheira de oração para alguns de meus colegas.
Paulo, o apóstolo, escreveu para Epafras que, no meu entender, era seu
parceiro na oração. Ele diz: "Saúda-vos Epafras, que é um de vós, servo de
Cristo Jesus, combatendo sempre por vós nas suas orações, para que vos
conserveis firmes, perfeitos e plenamente seguros em toda a vontade de
Deus" (CI 4.12 - ECA).

A palavra combatendo é, no grego, agonizomai que tem o sentido de


lutar por uma vitória nos jogos públicos. Veio a ter o sentido de brigar,
como numa disputa, fazendo com que cada músculo dê o melhor de si até
conseguir o seu objetivo.(3) Epafras, entre outras coisas, era um guerreiro
que lutava em oração.

Estou certa de que muitos de vocês não estão atrás de recompensas


em sua tarefa de oração, o Senhor, porém, vê e se lembra do sacrifício que
você faz. Quando fui chamada pelo Senhor para ser uma intercessora,
elaborei uma lista de obreiros que precisavam de oração prometendo que
oraria por eles todos os dias. Naquela ocasião este texto de Mateus ficou
muito claro diante de meus olhos:

"Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e
a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para
vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde
ladrões não escavam nem roubam" (Mt 6.19,20).

Ouvi, ainda, o Senhor prometer-me: "Cindy, se você dedicar sua vida


para orar por outras pessoas, você estará acumulando intercessão a favor
de você mesma no banco dos céus. Quando você estiver no ministério
muitas pessoas irão também interceder por você". E foi isto o que
aconteceu. Naquela ocasião, os parceiros de oração não sabiam que eu
orava por eles de forma regular, e eu aproveitava aqueles momentos da
tarde quando minhas cri-
anças pequenas dormiam, para dedicar duas ou três horas de intercessão
a favor de pessoas cujos nomes Deus trazia à minha mente. Muito tesouro
foi depositado no banco dos céus.

Se você é um intercessor dedicado a orar fielmente a favor da família


de um líder cristão, você poderá enfrentar momentos em seu lar no qual
poderá dizer: "Senhor, muitas de nossas orações estão na tua presença a
favor de outras pessoas. Senhor, levanta gente que interceda por nós
também". Ele, que é fiel, levantará outras pessoas que intercederão a seu
favor.

Uma outra vantagem de ser um sócio de oração é que você se toma


um missionário pela oração. A ordem "ide por todo o mundo" se toma uma
realidade quando você ora por pessoas que estão viajando por todo o
mundo pregando o Evangelho.

Como ser um sócio de oração abençoador e não um criador de


problemas?

1. Apresente-se diante dos líderes como um servo, um ajudador. Saiba


que eles não estão ali para suprir suas necessidades e as de sua
família. Se bem que eles orem
pelos parceiros de oração, não tire vantagem disto. Certamente
haverão de apreciar esta qualidade em você já que a maior parte
das pessoas apenas vêm para sugá-los. Eles raramente recebem,
estão sempre dando!

2. Quando falar com eles ao telefone seja breve e conciso, dizendo


apenas o que o Senhor falou. São pessoas muito ocupadas e sentir-
se-ão obrigadas a falar apertando a agenda do resto do dia. Sempre
é bom perguntar se podem lhe ouvir um momenti-nho ou se devem
chamar uma outra hora do dia.

3. Não se ofenda se eles não puderem falar pessoalmente com você.


Às vezes eles não dispõe de tempo, mas isto não significa que eles
não se importam com você.

4. Cuidado para não sobrecarregar emocionalmente a pessoa pela qual


você está orando. Se você tem algo de Deus, ou uma palavra de
exortação, para falar, procure ser sensível, pois pode ser que ao
ouvir o que você tem a dizer, a pessoa fique demasiadamente
preocupada.

5. Caso você tenha uma visão ou um sonho, busque no Senhor a


interpretação. Você é quem deve interpretá-los e não eles. Se não
tiver certeza que o que tem a dizer vem do Senhor, ore um tempo
mais.

6. Ter um ministério de intercessão válido e confiável é uma questão


de tempo. Procure ser fiel no ministério da intercessão e com o
tempo uma boa amizade será construída entre você e as pessoas
pelas quais você interceda.

7. Não abuse do seu relacionamento com os líderes cristãos. Eles o


terão em alta esti-ma como pessoa e como sócio de oração, desde
que você não fique por aí contando seus problemas pessoais ou
ostentando o fato de que você é seu parceiro de oração. Este é um
trabalho que requer muita confiança.
8. Lembre-se de orar, sempre, pelos familiares do líder. Isto é sério,
afinal, eles também sofrem os ataques de Satanás.

9. O Senhor poderá usá-Io como alguém que tem a graça de interceder


por determina-dos assuntos eficazmente. Alguns de meus
companheiros de oração oram especial mente por meus filhos e me
dizem: "Por você eu oro muito pouco". Ainda outros oram mais por
meu marido do que por mim. Alguns oram para que eu não caia em
tentação.

10. Diga regularmente aos líderes o que o Senhor lhe fala. Telefone ou
escreva regular-mente.

11. Há duas ocasiões em que os obreiros pelos quais você intercede


precisam de suas orações: a noite que antecede as conferências e o
dia seguinte.

Geralmente, é na noite anterior que há sempre um pouco de


confusão no meio da família com o fim de distrair o pregador
afastando-o da leitura e da oração. Geralmente acontece uma
pequena intriga, e as crianças ficam inquietas. Da mesma forma que
Jesus pediu aos discípulos no jardim que orassem, os obreiros por
quem você intercede enfrentam o seu próprio Getsêmane!

Depois que a conferência termina, o pregador fica muito vulnerável.


Segunda-feira é o dia em que os pastores enfrentam o dia seguinte.
No domingo foi um dia de bata-lha e vitórias. Vários deles me
confessaram que a segunda-feira é o seu pior dia. Afinal, depois de
tanta tensão e exaustão ministerial se tomam alvos de críticas as
mais diversas. Satanás sabia disto. Note que foi no dia seguinte à
tentação que os anjos vieram servir a Jesus Cristo. Não sei porque,
mas muitos obreiros itinerantes enfrentam lutas durante uns quinze
dias depois que chegam de uma prolongada viagem. Geralmente,
são atacados por enfermidades ou por problemas financeiros. Isto
ocorre com freqüência quando sentem-se exaustos precisando de
um tempo de descanso. Os parceiros de oração não devem parar de
interceder até que o Senhor lhes mostre que está tudo bem, que a
casa está em ordem! A intercessão num perí-odo desses deterá os
ataques satânicos.

12. Como sócio de oração, jamais se esqueça de interceder por sua própria
família. Sempre sugiro que se leia o Salmo 91 em voz alta diariamente.

Uma organização americana, Intercessor's International


(Intercessores Internacionais) editou um manual ensinando a interceder
pelos pastores. Foi escrito especialmente para os
"guardiães da oração" como eles mesmo se denominam. No manual há
uma escala de oração diária a favor de pessoas que estão no ministério. (4)

1. Domingo: Graça diante de Deus


2. Segunda: Graça diante dos homens

3. Terça: Visão clara

4. Quarta: Espírito, alma e corpo

5. Quinta: Guerra e proteção

6. Sexta: Prioridades

7. Sábado: Família

1
. John Maxwell, The Pastor's Prayer Partners (Parceiros de Oração dos
Pastores), Bonita, Calif. Injoy Ministries, no capítulo que trata sobre
"Orando por meu líder".
2
. C. Peter Wagner, How to Have a Prayer Ministry (Como ter um Ministério
de Oração), Pasadena, Calif. Charles E. Fuller Institute, 1990.
3. Zodhiates Spiros, The Hebrew-Greek Key Study Bible, Chattanooga, Ten.
AMG publishers, 1984.
4. Beth Alves, lntercessors lnternational Prayer Manual (Manual de Oração
dos Intercessores Internacionais) San Antonio, Tx, Intercessors
International, pg. 129.

C A P í T U1L3O

L o u v o r In te r c e
Castelo forte é nosso Deus
Espada e bom escudo;
Com seu poder defende os seus
Em todo o transe agudo,
Com fúria sem igual
O príncipe do mal
Persegue sem cessar;
É forte em seu lidar
Igual não há na terra.

(Martinho Lutero, 1483-1546)

Na última reunião de um seminário de mulheres, uma senhora se


levantou e veio à frente pedindo oração. Com lágrimas nos olhos contou-
nos da forte depressão que sofria e da necessidade de hospitalização.
Estava a ponto de ter uma crise nervosa.

Os obreiros a cercaram orando por ela. Durante um bom tempo


oraram mas não havia vitória. A mulher continuava sob forte opressão
mental. O líder da conferência pediu que um líder de louvor viesse à
frente. Aquele dirigente de louvor começou a entoar louvores inter-
cessórios ou como costumamos dizer, hinos de guerra. Comecei a tocar o
piano, entrando numa guerra contra o diabo através de cânticos e louvores
de guerra. Isto é algo que vem se tomando comum entre nós, em cultos e
em grupos de oração, e isto não é novidade, basta seguir os exemplos tão
largamente expostos nas Escrituras, cantando hinos de guerra.

As mulheres em pé cantavam, batiam palmas e gritavam até que


num dado momento a mulher que viera à frente pedindo oração começou
a chorar dizendo que toda a opressão a havia abandonado. Era como se
uma nuvem negra saísse de sua cabeça. Seus pensamentos, agora, eram
claros e em ordem. Como regozijamo-nos diante de Deus por Seu amor e
mise-ricórdia!

À luz do que ocorreu, perguntamos: O que tem a ver o louvor com a


oração? O que tem a ver o louvor com guerra espiritual? Finalmente, já
que é uma poderosa arma de guerra, como fazer para incorporá-Ia no meu
grupo de intercessão?

Louvor e Oração
A passagem de Isaías 56.7 diz: "Também os levarei ao meu santo
monte, e os alegrarei na minha casa de oração". Aqui temos o fundamento
para a primeira pergunta: O que tem a
ver o louvor com a oração?

O que isto tem a ver com o louvor intercessório? A experiência que


tivemos numa con-ferência na cidade de Washington em 1986 nos ajudará
entender melhor este assunto.

O Seminário tinha como tema: "O casamento entre o louvor e a


oração", cujo propó-sito era o de ajuntar intercessores e dirigentes de
louvor numa guerra conjunta a favor de nosso país. Sabemos que muitas
pessoas se consideram adoradoras, enquanto outras apenas intercessoras.
Geralmente, os adoradores não se consideram intercessores e vice-versa,
Enquanto Mike e eu orávamos, tínhamos certeza que uma conferência
poderia levá-los a ser um só ministério. Teríamos, assim, grupos de oração
por todos os Estados Unidos com um louvor intercessório, uma arma
benéfica em benefício de toda a América.

Um dos preletores, Jim Gilbert, missionário e autor de muitos


cânticos, explicou-nos que precisava aprender muito a respeito de
intercessão. "Costumava imaginar um interces-sor trancado no quarto,
chorando, com dores no estômago", disse-nos rindo. Como ado-rador
achava que os intercessores não eram pessoas alegres, viviam
sobrecarregas com o peso das orações, e ele não, queria ser um deles.
Descobriu, entretanto, que o texto de Isaias 56.7 significa cânticos de
intercessão.

Aqui estava a chave. Voltei para casa motivada em estudar com


maior profundidade a palavra "oração" de Isaías 56.7 e descobri que a
palavra tefilah tem o sentido de uma oração musical cantada durante o
tempo de adoração. A palavra tefilah aparece 77 vezes no Antigo
Testamento.

Até poderíamos fazer uma tradução livre do texto da seguinte


maneira: "Minha casa será chamada casa de louvor e oração". No Antigo
Testamento a música e a oração estavam sempre dentro do mesmo
contexto.

Aquela passagem do Novo Testamento onde Jesus purificou o templo,


citando este mesmo versículo, tem também a idéia de adoração, de que
Deus nos alegrará em sua casa de oração. Quão triste é ver intercessores
com cara de quem tomou vinagre, cara comprida! Se não tivermos uma
intercessão alegre, o inimigo roubará toda nossa força, pois Neemias 8.10,
diz: "A alegria do Senhor é a vossa força".

Este é o maior prazer do diabo: fazer com que os intercessores sejam


pessoas tristes e sobrecarregadas com os problemas pelos quais
intercedem. Ouvi a história de uma mulher que começou a agonizar em
oração por causa de um problema. Seu marido suplicava-lhe que parasse e
descansasse um pouco, ela, porém, recusava sem perceber que toda
aquela agonia em oração era fruto de tristeza e coação. Aquele peso que a
levava a interceder não vinha de Deus e sim do diabo. Ficou tão doente
por não comer nem beber que seu estado de saúde piorou vindo a falecer.
Mesmo no meio da batalha, temos que nos manter alegres, ou o dia-bo
ficará com toda a glória!

O louvor na batalha
Já que o louvor e a oração fazem parte de um só contexto na Palavra
de Deus, o que eles têm a ver com batalha espiritual? O Salmo 149 fala do
louvor e guerra espiritual:

"Aleluia! Cantai ao Senhor um novo cântico, e o seu louvor na


assembléia dos santos ... Louvem-lhe o nome com flauta; cantem-lhe
salmos com adufe e harpa. .. Nos seus lábios estejam os altos louvores de
Deus, nas suas mãos espadas de dois gumes: para exercer vingança entre
as nações, e castigo sobre os povos; para meter os seus reis em cadeias, e
os seus nobres em grilhões de ferro; para executar entre eles a sentença
escrita: o que será
honra para todos os santos. Aleluia!" (SI 149.1,3,6-9).

O texto acima mostra que o louvor exerce vingança sobre as nações,


prende os reis em cadeias e os seus nobres em grilhões de ferro levando-
os a juízo. Que intercessão poderosa! Creio que a adoração do povo de
Deus é um tipo de guerra espiritual, o que não é bem entendido por todos
os que cantam louvores a Deus. Mais adiante entraremos em porme-nores
quanto à dificuldade que as pessoas têm em aceitar o Evangelho e como
podemos abrir o caminho pela intercessão.

Uma das mais lindas histórias de como o louvor detém a força do


inimigo ocorreu na Shiloh Christian Fellowship em Oakland, Califómia.
Naquela ocasião, a pastora era a Dra. Violet Kiteley.

Aquela Comunidade era conhecida como uma igreja de muita


adoração, cujos mem-bros criam na poderosa força de amarrar o inimigo
pelo louvor. Eles nem imaginavam a fama da igreja entre as autoridades
da cidade até que um dia receberam um convite da polícia de Oakland.
Será que podiam dar uma chegada até a Av. Pleitner e ver o que poderiam
fazer pelo local? Era uma avenida famosa na época pelo tráfico de drogas,
homossexuais e pros-titutas, um dos lugares mais perigosos da cidade.

Alegres com o convite, começaram a orar e a traçar um plano de


ação. Juntamente com a polícia, escolheram uma parte da avenida que
seria bloqueada para uma grande festa. O plano era distribuir roupas,
pães, cachorro quente e adorar a Deus inspirados no Salmo 149. Depois
pregariam a Palavra de Deus. A igreja se reuniu ali durante três sábados
segui-dos. A própria polícia convocou a imprensa para falar das atividades
da igreja e contar sobre os resultados da "operação". De acordo com a
polícia, setenta por cento dos traficantes de drogas saíram da área depois
daquelas atividades.

Perguntei àquela irmã se tiveram um tempo de louvor lutando contra


os principados e potestades que dominavam aquela área: "É claro" disse-
me ela, "lutamos baseados no Salmo 149, não estávamos ali para nos
divertir e cantar apenas. Estávamos numa guerra".

Desde então, aquela congregação vem colaborando com a polícia. A


igreja é avisada das áreas de maior conflito da cidade e onde ocorre o
maior número de crimes. Os irmãos "acampam" no local e derrotam o
inimigo através do louvor. De acordo com a Dra. Kiteley este tipo de festa
vem se espalhando por todo o país através do ministério de seu filho.

Além de amarrar o inimigo, o louvor nos leva a ficar na brecha a favor


de pessoas que precisam de libertação. Foi isto que aconteceu durante
aquele seminário de mulheres quan-do uma nuvem de trevas saiu da
mente daquela senhora. Temos um exemplo bíblico nas Escrituras: "E
sucedia que, quando o espírito maligno da parte de Deus vinha sobre Saul,
Davi tomava a harpa, e a dedilhava; então Saul sentia alívio, e se achava
melhor, e o espírito maligno se retirava dele" (1 Sm 16.23).

Há alguns anos atrás, fomos acordados às duas manhã por uma mãe
desesperada. Ainda sonolentos, ouvimos a súplica de uma mulher do outro
lado da linha, dizendo:"Depres-sa, venham depressa! Minha filha está
tentando nos matar com uma faca de açougueiro." "E o pastor?",
perguntamos-lhe. "Já tentei todo mundo" disse-nos "e somente vocês
poderão nos ajudar". Meu esposo e eu vestimo-nos rapidamente, deixamos
nossos filhos com uma outra pessoa e viajamos os 40 quilômetros até
aquela casa.

Ficamos apavorados com o que vimos logo ao entrar na casa. Uma


menina de 14 anos gritava como um animal enquanto seu pai a segurava
no chão. Ele estava desesperado e foi logo dizendo: "Estou aqui segurando
esta menina há mais de três horas mas já estou exaus-to". Enquanto ele
ainda falava ela soltou uma das mãos e agarrou na garganta do pai.
Ficamos ali alguns instantes e, sem dizer uma palavra um ao outro
começamos a adorar a
Deus por mais de duas horas. A menina ficou liberta, sentou-se e começou
a conversar conosco.

Esta é uma das maneiras bastante efetiva de ministrarmos libertação.


Assim como o louvor de Davi afastou o espírito maligno da vida de Saul, os
espíritos tiveram que largar aquela menina através do louvor intercessório.

Por que Satanás se desespera quando começamos a louvar a Deus?


Em primeiro lugar porque ele já viveu no céu e sabe o poder da adoração.
Na realidade, algumas pessoas acre-ditam que ele era o líder de louvor no
céu. Ezequiel28.13 diz: "... a obra dos teus tambores e dos teus pífaros
estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados" (RC).

Em seu livro The Rebirth of Music (O renascimento da música) LaMar


Boschman afir-ma:

"Lúcifer tem tambores e flautas em seu próprio corpo com muita


habilidade em tocá-los. Está claro que Lúcifer esbanja conhecimento
musical. A Bíblia se refere a pífaros, no plural, indicando vários desses
instrumentos.

Ele também é maquiado com tambores o que lhe capacita a conhecer


todos os ritmos em qualquer música que toca. Na realidade, ele possui
inerente nele mesmo, todos os tipos de instrumentos musicais conhecidos
hoje. Isaías 14.11 diz: "Derribada está na cova a tua soberba, também o
som da tua harpa". A harpa representa todos os instrumentos de corda.
Assim, toda esta variedade de instrumentos que temos hoje foram feitos
no corpo de Lúcifer.
Ele sabia tocar cada um deles.

Um outro nome dele é "Querubim Ungido". A ele foi concedida a


unção para servir no ministério do louvor. (1)

Em segundo lugar, ele sabe que a adoração que damos a Deus


quando louvamos e intercedemos neutraliza o seu poder.
Em terceiro lugar, ele detesta a adoração por saber que quando
usamos o Salmo 149 como arma contra ele, derrubamos toda a hierarquia
satânica. '

O Salmo 22.3 diz: "Contudo tu és santo, entronizado entre os


louvores de Israel". A ado-ração prepara um trono para Deus se assentar
em nosso meio desfazendo toda a obra do inimigo. Ele é um Deus
poderoso e Satanás não pode ter a força d'Ele. A luz dispersa as trevas
quando desce no meio dos louvores.

Foi este tipo de adoração que capacitou a Paulo e Silas, dispersando


as trevas do ini-migo. Em Atos 16.25, diz: "Por volta da meia noite, Paulo e
Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de
prisão escutavam".

Você já parou para pensar o que levou Paulo e Silas a cantar? Imagino
algo assim: Ali, amarrados no tronco, Silas comenta: "Paulo, como vamos
sair dessa?"

Depois de pensar um instante, Paulo pode ter tido: "Esta não é a


primeira vez que um judeu enfrenta problemas. Você se lembra do que
aconteceu com os muros de Jericó?"

"Não poderemos marchar pela prisão. Estamos com os pés amarrados


no tronco".

"É verdade" disse Paulo, "mas poderemos dar um grito e, quem sabe
a prisão desaba ou as portas se abrem?"

"Você está certo. Devemos começar a louvar a Deus", disse Silas,


"afinal funcionou com Josafá quando ele e o povo marcharam louvando a
Deus e venceram os amonitas". E começaram a cantarolar.

Eles louvaram a Deus a plenos pulmões, pois a Bíblia diz que os


demais companheiros de cela os ouviam. Enquanto louvavam o cárcere
começou a tremer! Houve um grande ter-remoto, e as portas da prisão se
abriram.

Estive esses dias na Argentina ministrando sobre batalha espiritual.


Estávamos todos num elevador quando ele parou repentinamente entre
dois andares. Começamos a rir até que nos demos conta de que
estávamos trancados num elevador!

Enquanto esperamos sem saber o que fazer, tive uma idéia: cantar.
Afinal, se o louvor e a oração ajudaram a que Paulo e Silas saíssem da
prisão, poderia nos ajudar a sair do ele-vador! Comecei a cantar hinos a
Deus ininterruptamente e, de repente, o elevador começou a funcionar.
Coincidência? Talvez. Creio que uma lição bem objetiva a respeito do
poder libertador do louvor está no Salmo 8.2 que diz: "Da boca de
pequeninos e crianças de peito suscitaste força (ou como Jesus ao citar
este versículo em Mateus 21.16 falou em "perfeito louvor"), por causa dos
teus adversários para jazeres emudecer o inimigo e o vingador".

Os cânticos de guerra e o louvor intercessório não somente aplacam


o vingador, mas abrem caminho para a recepção do Evangelho. Veja bem,
o carcereiro e toda a sua família foram salvos depois que Paulo e Silas
louvaram a Deus na prisão.

O louvor, juntamente com a intercessão, é uma arma eficaz que


impede o diabo de continuar cegando os olhos das pessoas que precisam
ouvir o Evangelho de Jesus Cristo (2 Co 4.4).

Em seu livro The Power of Praise and Worship (O Poder do Louvor e


da Adoração), Terry Law conta que, em 1972, no auge do comunismo, ele
estava na Rússia, ministrando com o seu grupo Living Sound. O grupo
havia sido convidado a cantar para cerca de 200 jo-vens membros do
partido comunista. Ele fora proibido de mencionar qualquer coisa a res-
peito do Evangelho. Terry concordou e ficou nos bastidores enquanto o
grupo se apresen-tava. Na metade do concerto os cantores começaram a
adorar a Deus, mãos levantadas, alguns chorando copiosamente na
presença do Senhor.

Deus agiu poderosamente e, como resultado daquela adoração, os


membros do grupo ficaram até as três e meia da madrugada ministrando e
levando muitos daqueles jovens a Cristo.

Law percebeu que testemunhara um dos maiores milagres de sua


vida. Ele diz assim:

"Descobri que se adorássemos a Deus diante deles sem ligar para


toda aquela hostili-dade, através do louvor e adoração os poderes das
trevas seriam dissipados e eles seriam libertos. As pessoas começaram a
ficar sensíveis à mensagem do Evangelho e à unção do Espírito Santo que
estava sobre nós naquele momento". (2)

Alguns dos grandes hinos da igreja têm o poder de libertar Os cativos


das garras de Sa-tanás. Fanny Crosby uma das maiores compositoras de
todos os tempos, era cega e seus hi-nos abriram os olhos das pessoas para
verem a necessidade de um Salvador. Bernard Ruffin, escrevendo sobre
ela dá testemunho de muitas pessoas que se converteram através de seus
hinos.

"Ela sempre atribuía as conversões à ação do Espírito Santo. Sempre


que escrevia um cântico, orava para que Deus a usasse na salvação de
pessoas. Orava para que milhões de pessoas fossem salvas através de
seus hinos. Sempre que alguém se convertia como resul-tado dos seus
hinos, ela glorificava a Deus e o seu poder sobrenatural. Mesmo que seus
hinos fossem escritos com o propósito de ganhar almas, dizia ela, Deus
realizava milagres através deles". (3)
Hinos escritos por ela, por Charles Wesley e Martinho Lutero
possuem, ainda, muito poder. Fui tocada por um desses hinos quando
enfrentava um problema. Procurando um hino para incluir neste capítulo,
Deus me tocou com as palavras daquele cântico "Deus cui-dará de ti", cuja
inspiração me levou às lágrimas, aliviando-me de todo peso.

A adoração é também intercessória, não importa se com um cântico


do ano 1500 ou um cântico atual, ela tem o poder de arrebentar com as
cadeias do diabo que prendem a mente das pessoas.

Temos, na Bíblia, muitas maneiras de incorporar o louvor


intercessório em nossos gru-pos e no devocional diário. Vejamos algumas
das armas que usamos no louvor de guerra, e depois veremos como incluí-
los nas reuniões de intercessão.

Há sete palavras no hebraico para louvor que podem ser usadas de


maneiras dife-rentes em nossas reuniões.

1. Halal. Jactar-se; entusiasmar-se. Alegria explosiva na hora do louvor


(a palavra ale-luia vem de halal). Há no Talmude a alusão de "lançar
fora o iníquo" (SI 117.1).

2. Yadah. Agradecer, reconhecer a alguém publicamente, estender a


mão, adorar com as mãos levantadas (2 Cr 20.19-21).

3. Baraque. Abençoar, inclinar-se, ajoelhar-se em adoração (SI


103.1,2).

4. Zamar. Dedilhar cordas, fazer musicas para Deus. É um verbo


musical para louvor.

5. Shabach. Falar bem, adequadamente em alto estilo. Significa


discursar num alto tom, gritar, dar ordens de triunfo (SI 117.1).

6. Tefllah. Interceder por alguém, súplicas, hino (ls 56.7). Towdah.


Ações de graça. Tem o sentido de erguer as mãos em
agradecimento; sacrifícios de louvor (SI 50.23).

Há muitas outras maneiras de louvar. Eis algumas delas:

Caminhando e marchando
"Todo lugar que pisar a planta de vosso pé vo-lo tenho dado, como eu
prometi a Moisés" (Js 1.3).

A marcha que Josué e o seu exército fizeram ao redor de Jericó é um


tipo de interces-são. É exemplo de persistência na intercessão. Quantos de
nós paramos de orar, quando faltava apenas mais uma volta para derrubar
os muros?

Marchar assim, ainda é eficaz em nossos dias como antigamente.


Rick compareceu a uma reunião de oração em Dallas promovida por Joy
Towe. Joy foi um precursor na área de batalha espiritual e entusiasmado
com este tipo de intercessão. Rick, um produtor de vídeo cheio de
problemas tinha uma boa perspectiva de trabalho mas não possuía os
equipamen-tos. Não tinha nem dinheiro para alugá-Ias.

Joy colocou o Rick no meio de um círculo de pessoas que começaram


a marchar ao redor (,'ele em oração. O próprio Rick diz: "Perseguimos o
emprego agressivamente; como numa guerra, por ele militamos". -

Ao sair da reunião, Rick encontrou-se com alguém duma empresa de


televisão que andava à procura de um gerente. Tinha, agora, um estúdio e
todo o equipamento necessário. Ganhou dinheiro para a empresa e supriu
suas próprias necessidades.

Um outro versículo que fala de marchar é o Salmo 48.12: "Percorrei a


Sião, rodeai-a toda".

Pisando
"Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca (pisa) aos pés os
nossos adversários" (SI108.13).

"Eis aí vos dei. autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e


sobre todo poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano" (Lc
10.19).

Pisar é como marchar só que de maneira mais agressiva. Se quando


marchamos mar-camos nosso território, ao pisarmos detemos a ação do
inimigo. Naquela reunião de oração que acabei de mencionar, eles não
apenas marchavam, pisavam! O Salmo 44.5, diz: "Com o teu auxílio
vencemos os nossos inimigos: em teu nome calcamos (pisamos) aos pés
os que se levantam contra nós".

Cantando
"Um cântico haverá entre vós como na noite em que se celebra festa
santa; e alegria de coração, como a daquele que sai ao som da flauta para
ir ao monte do Senhor, à Rocha de Israel. O Senhor fará ouvir a sua voz
majestosa, e fará ver o golpe do seu braço, que desce com indignação de
ira, no meio de chamas devoradoras chuvas torrenciais, tempestades e
pedras de saraiva" (Is 30.29,30).

Daniel, nosso filho, nasceu de pés chato, sem flexibilidade. O


prognóstico médico é de que ele não poderia inclinar-se e não caminharia
direito. Um dia quando o segurava nos meus braços, veio-me à mente
aquele cântico:

"Eu andava preso, Jesus me libertou ...

canto glória e aleluia!


Cristo me salvou!"

Fiquei cantando por quase uma hora e depois deitei-o na cama. Na


manhã seguinte quando mudava suas fraldas notei que seus pés estavam
flexíveis e o seu sapatinho calçava sem problema. Algo lhe aconteceu
enquanto eu cantava; o poder do inimigo foi anulado e Deus curou-lhe os
pés.

Batendo palmas
"Bate i palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo"
(S147.1).

A palavra "bater" nesta passagem é tecae: tinir, bater, golpear.'?

Ezequiel 6.11, diz: "Assim diz o Senhor Deus: Bate as palmas, bate
com o pé".

Bater palmas na Bíblia não somente está associado ao louvor mas à


guerra. Esta é também uma maneira de quebrarmos as cadeias.

Gritando
"Gritai contra ela, (Babilônia) rodeando-a; ela já se rendeu ... " (Jr
50.15).

"Os homens de Judá gritaram; quando gritavam ; feriu Deus a


Jeroboão e a todo o Israel diante de Abias e de Judá" (2Cr 13.15).

Em junho de 1990 uma equipe de Evangelismo de Colheita estava na'


cidade de Resis-tência para uma guerra espiritual. Analisando a cidade
descobrimos que o homem forte da cidade, Santa Morte, gostava de
música em sua adoração. A estátua dele na praça central da cidade
mostrava-o dedilhando instrumentos musicais. Um dos versículos que veio-
me à mente enquanto orávamos pela cidade foi o do Salmo 32.7: "Tu ...
me cercas de alegres
cantos de livramento".

Orando, sentimos que deveríamos usar muito louvor e música como


parte da estraté-gia para ganhar a cidade, já que os espíritos dali
gostavam de música. A luz de Deus vence-ria as trevas através do louvor.
Usamos muitas das armas descritas neste capítulo: cantamos, batemos
palmas, marchamos e gritamos. Os gritos surgiram depois de cinco horas
de oração. Quando demos um grande grito de vitória sentimos uma alegria
inexplicável. Ainda que nada víssemos com nossos olhos carnais, sentimos
no espírito que foi cortada a raíz que permitia que a Santa Morte fosse
adorada na cidade de Resistência.

"E sucedeu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as


trombetas, disse Josué ao povo: Gritai; porque o Senhor vos entregou a
cidade" (J s 6.16).
O que teria acontecido se o povo não gritasse? Certamente os muros
ficariam intactos e o povo não teria vitória.

Rindo
O riso é uma arma extremamente poderosa e até mesmo necessária
como parte das manifestações da intercessão. Como intercessores,
ouvimos tantos problemas e necessida-des durante o dia que quase
ficamos arrasados. Basicamente há dois tipos de risos no louvor
intercessório: 1. Proteção pessoal e saúde emocional. 2. Nas guerras
contra o diabo e suas forças. Ainda que tenha falado um pouco sobre eles,
quero deter-me no assunto outra vez.

1. Proteção pessoal e saúde mental. Freqüentemente os intercessores


compartilham do peso e das necessidades das pessoas que os
fazem sentir-se atônitos e cansados.
O riso é uma salvaguarda importante contra a opressão na
intercessão. Pode pare-cer-lhe estranho, mas Deus capacitou-me
com a graça de rir no meio das dificul-dades. Às vezes, meu marido
e eu, lemos as piadas de Seleções (Reader's
Digest) ou compramos aqueles cartões de felicitações cheio de
coisas engraçadas. Afinal, Provérbios diz que: "O coração alegre
aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se
abate" (Pv 15.13). O que o riso tem a ver com o louvor
intercessório? Ele quebra o poder do inimigo que procura se abater
sobre você no meio da batalha. A depressão dilui suas forças
espirituais. Alguns estudos científicos atestam o poder medicinal do
riso. As risadas profundas oxigenam o sangue produ-zindo
mudanças físicas significativas.

2. Na guerra contra Satanás e suas forças. Rir é zombar do inimigo. O


Salmo 37.12,13 diz: "Trama o ímpio contra o justo, e contra ele
ringe os dentes. Rir-se-á dele o Senhor pois vê estar-se
aproximando o seu dia". Ao escrever este livro, deparei-me diante
de muitas dificuldades. Como costumamos dizer, só dava zebra!
Minha máquina de es-crever quebrou umas seis vezes. Os
computadores ficavam malucos e dois aparelhos de fax não
funcionavam. Quando parecia que tudo ia bem e eu me assentava
para escrever, a máquina quebrava outra vez. Aí comecei a rir
descontroladamente. Fiquei com as mandíbulas doendo de tanto rir.
Depois de um tempo rindo de tudo aquilo, a máquina voltou a
operar normalmente. Coincidência? Talvez! Uma coisa, entretanto,
posso dizer: depois daquilo ela nunca mais estragou.

Alegria
A alegria e o riso estão interligados na intercessão. Como falei
anteriormente, a alegria é parte fundamental de nossa intercessão, pois
dá-nos força para a batalha. O Salmo 149.2 diz: "Regozije-se Israel no seu
Criador, exultem no seu Rei os filhos de Sião".

Joy Towe em seu livro, Praise ls (O Louvor É) diz o seguinte:

"A palavra hebraica para alegria nesta passagem é guwl, rodopiar,


rodar o corpo (sob a influência de fortes emoções). A palavra Guwl está
também em Sofonias 3.17: "O Senhor teu Deus está no meio de ti,
poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no
seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo". (5)

A tradução de "regozijar-se-á em ti com júbilo" é que o próprio Deus


fica dando vol-tinhas de alegria ao seu redor sob forte emoção!

Nossa idéia de alegria é diferente do que esta passagem quer dizer.


Estamos acostu-mados àquela alegria silenciosa, não nos expomos nem
fazemos barulho. A alegria que sentimos durante a intercessão pode variar
de uma explosão de gritos de prazer a momentos de reverência silenciosa!

Jesus alegrou-se no Espírito com a vitória que os discípulos tiveram


sobre os demônios: "Naquela hora exultou-se Jesus no Espírito Santo" (Lc
10.21). Tal regozijo é pular de alegria com exultação! A alegria afasta o
espírito pesado liberando-nos de toda opressão.

Vou exemplificar o que estou dizendo com uma experiência que tive
em 1989 durante uma convenção em Dalas, Texas. Houve uma palavra
profética dada por Beth Alves e por mim mesma durante uma convenção
da Aglow lnternational. As últimas palavras da profecia referiam-se a uma
grande batalha espiritual e a um grande mover de Deus naquela organi-
zação feminina. Falei-lhes: "Levantem-se mulheres de Deus! É hora da
guerra!". As mulheres explodiram em gritos de alegria e de guerra. Era
como se um leão poderoso desse rugidos através de oito mil mulheres de
sessenta países presentes naquela convenção.

Ali nasceu um movimento de oração que, através de Aglow


lnternational espalhou-se por 130 países do mundo. Muitas coisas
acontecem que passam-nos desapercebidas como sendo intercessão mas
que na realidade derrubam as fortalezas nas regiões celestiais. O
movimento de oração a que me refiro entre aquelas mulheres, nasceu
através de profecias, gritos de júbilo e alegria.

A alegria durante a intercessão inclui pulos de prazer como em


Sofonias 3.17, cujas manifestações incluem danças de júbilo. Nossa cultura
não consegue entender tal tipo de manifestação própria da cultura dos
judeus que canta, pula e dança de alegria.

Algo assim aconteceu durante uma conferência de guerra espiritual


da Rede de Guerra Espiritual. Mike e eu estávamos enfrentando alguns
dissabores e aproveitamos a oportunida-de para sermos ministrados pela
equipe de guerra ali presente. Eles nos cercaram em oração até que Jane,
uma irmã guerreira, começou a dançar ao nosso derredor. Era uma dança
leve e alegre. Todos riam e se alegravam enquanto Jane, talentosa como é,
dançava por toda a sala. Hoje, sabemos que aquela dança intercessória
abrira o caminho da vitória diante de nós.

Aplicação prática
O que fazer para ter um louvor intercessório nas reuniões de oração?
A primeira coisa é saber que o Espírito Santo se manifesta de muitas
maneiras. Precisamos ser sensíveis à Sua vontade nesta área.

Precisamos, também, saber que o Senhor opera dentro de nossas


culturas e conforme a crença do povo. Não force a barra! Deixe que o
Senhor comece este tipo de intercessão em seu grupo. O que pode ser
bom para uma igreja, pode produzir escândalo em outra.

Como ter todas estas manifestações de intercessão operando


juntamente? É bem pos-sível que a melhor maneira de começar uma
reunião de oração seja pela adoração já que as pessoas vêm cansadas e
sobrecarregadas.

"Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu


vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou
manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mt 11.28- 30).

Quando adoramos ao Senhor, Ele mesmo colocará o seu fardo, o seu


jugo de oração sobre nós. Assim, já não teremos nossa "carga" de oração e
sim a d'Ele. Muitas pessoas não conseguem interceder pela agenda de
Deus pois estão sobrecarregadas com seus próprios problemas. Acabam
orando na carne e não no Espírito. Jesus nos disse: "Buscai, pois, em
primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas causas vos serão
acrescentadas" (Mt 6.33).

É bom começar o tempo de adoração com cânticos. Alguns começam


com cânticos do hinário, outros com hinos mais recentes. Não importam
aqui os tipos de cânticos, o que vale é entrar "por suas portas com ações
de graça, e nos seus átrios com hinos de louvor" (SI 100.4).

As portas, no Antigo Testamento, eram importantes numa cidade


murada. Ali, os an-ciãos se assentavam para julgar as questões do povo.
As portas do Senhor são o lugar onde desenvolvemos a estratégia de
Deus. Quando você começar uma reunião com adoração e louvor
intercessórios, pode estar certo de que está começando de acordo com
Sua vontade!

Considere também as sete palavras para adoração mostradas


anteriormente. Quando Deus dirige nossa intercessão, todo o grupo se
moverá como uma orquestra, seguindo a dire-ção do Espírito Santo. Pode-
se ter, por exemplo, um tempo de Baraque, aquele momento silencioso ou
ainda pular e dançar de alegria.
Pode, também, ocorrer um tempo de proclamação: "Nunca mais se
ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruína nos teus termos;
mas aos teus muros chamarás Salvação, e às tuas portas, Louvor" (Is
60.18). Pela proclamação invocamos o Seu nome, Seu caráter e Seus
atributos.

Certo dia, enquanto orava, comecei a meditar a respeito de Deus e


Sua bondade. Sei que Ele merece todo louvor e adoração por aquilo que
Ele é. Enquanto meditava, Deus me perguntou: "Você acha que sou
egoísta?" Senti que era o próprio Deus falando comigo.

"Não, Senhor, tu não és egoísta", disse-lhe eu, "é impossível seres


egoísta".

"Então por que você acha que preciso de louvor?"

Fiquei pensando nisto por um tempo e antes que pudesse respondê-


Lo, Ele me disse: "Cindy, quero o teu louvor, porque quando o fazes, torno-
me aquilo pelo qual me louvas. Quando tens uma necessidade financeira,
por exemplo, e me louvas como Jeová Jiré, revelo-me como aquele que faz
a tua provisão. Quero que me louves para o teu próprio bem, não para o
meu bem". Tal revelação levou-me a reverenciar ainda mais o Senhor por
Sua grande bondade e misericórdia.

Muitas vezes, quando adoramos a Deus, uma pessoa pode receber


um cântico e o líder deve decidir se é apropriado ou não para o momento.
Pode ser o cântico que faltava para trazer liberação, confortar e quebrar o
poder do inimigo. Um cântico pode romper com as fileiras do inimigo e
trazer as respostas às orações do grupo.

O grupo de intercessão pode usar os vários elementos de louvor


intercessório aqui apresentados. Por exemplo, todos começarão a bater
palmas.

Não é apenas bater palmas e sim bater palmas com força, resistindo
aos ataques do diabo especialmente nos assuntos pelos quais o grupo está
intercedendo. Você sabe quando o assunto é respondido porque todos
param de bater palmas juntos. O Espírito Santo é o regente divino. É
maravilhoso como isto acontece.

Há ocasiões em que as pessoas do grupo de oração marcham


enquanto intercede por um assunto, ou bate com os pés no chão, calcando
o inimigo. Foi isto que fizemos durante o congresso americano de
renovação em Indianópolis em agosto de 1990. Estávamos em ora-ção a
uma hora da manhã quando o líder do congresso entrou na sala. Paramos
de orar e peguntamos-lhe o que estava acontecendo. Explicou-nos, então,
que o congresso tinha um rombo de 300 mil dólares e que precisavam do
dinheiro no dia seguinte. Já havíamos orado por um bom tempo e com a
quinta marcha engatada, nada nos deteria diante de Deus.
Naquela hora, um dos intercessores pegou alguns trocados de seu
bolso e os depo-sitou diante do Senhor. Outras pessoas começaram a doar
sacrificialmente. Uma freira católica que trabalha num leprosário e que
vive de prendas ou ofertas, deu tudo o que tinha.
Com aquele dinheiro no centro da sala começamos o louvor intercessório.
Ajoelhamo-nos adorando e glorificando a Deus por Suas provisões.
Declaramos, "Senhor, um peixe apenas poderá pagar toda esta dívida"
(veja o texto de Mateus 17.27). Dissemos um ao outro, "vamos e
pesquemos aquele peixe", referindo-se ao peixe que tinha uma moeda no
ventre! Escrevemos mensagens para o diabo e colamos nos solados dos
sapatos. Dissemos a ele que o congresso não terminaria endividado e que
o nome do Senhor não seria maculado. Os intercessores começaram a
pisar, calcando o inimigo. Marchamos e regozijamo-nos em Deus pela
vitória. Finalmente uma grande sensação de vitória encheu a sala onde
estávamos orando. Sabíamos que a resposta estava a caminho!

Na noite seguinte, quando o congresso terminou, ainda faltavam 150


mil dólares. O povo ofertou bastante, mas ainda faltava dinheiro! As
pessoas começaram a deixar o pavi-lhão. Alguns de nós ficamos ao redor
da plataforma e fomos surpreendidos por uma senhora baixinha que
aproximando-se do Dr. Vinson Synan, perguntou: "Desculpem-me, mas
gostaria de saber quando falta para pagar a dívida". Vinson disse-lhe que
faltavam 150 mil dólares, ao que ela respondeu: "Eu cubro o resto. Vocês
receberão um cheque de minha fundação na semana que vem". Oh! como
nos regozijamos diante da provisão de Deus!

Deus é o nosso provedor. Ele é quem faz a provisão de cura, das


necessidades finan-ceiras e de proteção. Quando aprendermos a entrar em
Seus átrios com ações de graça, com louvores intercessórios, Ele abrirá
portas que, humanamente, seriam impossíveis de ser aber-tas. Temos
armas poderosas ao nosso dispor, precisamos apenas aprender com Ele a
manei-ra de usá-Ias.

. LaMar Boschman, The Rebirth of Music (O Renascimento da


1

Música), Bedford, Tx, Revival Press, 1980, pgs 11,12

. Terry Law The Power of Praise and Worship (O Poder do Louvor e da


2

Adoração) Tulsa, Ok, Victory House, Inc. 1985, pg 31

. Bernard Ruffin, Fanny Crosby United Church Press, 1976,pgs


3

151,152
4.James Strong, Strong 's Exaustive Concordance of the Bible
(Nashville, Ten, Thomas Nelson Publishers, referência No. 8682
5
. Joy Towe, Praise Is (O Louvor É), Irving, Tx. Triunphant Praise,
1979, pg 41
C A P ÍT U L O 1 4

In te r c e s s ã o U
Intercessão corporativa. Multidões em intercessão cooperando com o
mover de Deus, assegurando a presença divina em avivamentos e em
projetos de evangelização. Donald Bloesch, em seu livro The Struggle of
Prayer (A Luta da Oração) apresenta um cenário onde os intercessores
concordam em oração sobre a evangelização. Ele diz:

"Alguém disse que a oração intercessória foi a chave do sucesso da


Missão do Interior da China (China lnland Mission) pelo menos em seus
primeiros anos de atividade.Numa conferência realizada na China em 1886
os poucos membros da missão ali presentes concor-daram que era
urgente que, pelos menos, uns cem missionários fossem mobilizados e
enviados para a China.Enquanto discutiam sobre esta missão impossível,
um deles pergun-tou: "Acaso para Deus há coisa demasiadamente difícil?"
O grupo inteiro começou a orar intensamente a favor de mais
missionários. Num determinado momento sentiram muita paz indicando
que a resposta estava a caminho. A reunião terminou com muita alegria e
louvor em agradecimento pelo cem missionários que Deus enviaria para a
China. Naquele mesmo ano, houve um expressivo número de voluntários
que se prontificaram a trabalhar na China e antes do ano terminar, cem
novos missionários foram enviados ." (1)

"Acaso para Deus há cousa demasiadamente difícil?" Esta é uma


pergunta que soa no meio da intercessão unida. Temos de Jesus a
promessa de que se dois ou três concordarem acerca de qualquer coisa,
será feita pelo Pai que está nos céus. Acrescente-se a este versículo
aquela declaração e Levíticos 26.8: "Cinco de vós perseguirão a cem, e
cem dentre vós per-seguirão a dez mil". Sentimo-nos ousados diante de
tanta promessa e não vacilamos diante do objetivo.

Estamos ouvindo o toque do clarim convocando o povo em todo


mundo à oração; um clamor a Deus a favor das nações do mundo. A
cegueira está caindo dos olhos dos crentes que começam a clamar diante
de Deus a favor de um mundo perdido, unindo-se em oração com gente de
todo o globo. Ouve-se em todos os lugares o texto de 2 Crônicas 7.14: "Se
o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar,
e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus,
perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra ".
Superando as barreiras denominacionais, multidões de pessoas de
todas as nações reúnem-se para orar a favor de seus países. Percebe-se
algumas características comuns du-rante estes momentos de oração
unida:

• Um profundo quebrantamento e humilhação diante de Deus.

• Arrependimento pelos pecados individuais e coletivos.

• Súplicas a Deus para que cure suas cidades e suas nações.

• Guerra espiritual contra os principados e potestades de


determinadas áreas geográficas .

E quais os resultados? Veja este exemplo.

Dee Jepsen sentiu que deveria armar uma tenda para orar e louvar as
24 horas do dia na esplanada do Capitólio. Isto seria feito durante os sete
dias que precederiam a marcha pa-ra Jesus. Durante aqueles dias, havia
louvor e intercessão contínuos diante de Deus a favor daquela cidade e
dos Estados Unidos. Uma das coisas mais lindas foi que nenhum crime
aconteceu naquela cidade,isto por que ela é famosa por ter um dos mais
altos índices de criminalidade do mundo. O Senhor promete que sarará a
nossa terra se orarmos.

A oração unida tem deixado suas marcas em avivamentos e no


crescimento da igreja, como no caso da Igreja de Yoido, a Igreja do
Evangelho Pleno de Seoul, na Coréia, cujo pastor é David Yong Cho. Ele
escreve o seguinte:

"A Igreja do Evangelho Pleno deve o seu crescimento fenomenal à


oração e intercessão.Nosso povo ora sem cessar.A cada fim de semana
mais de dez mil pessoas se encontram na montanha de oração da Igreja
para interceder pela salvação de almas, pela igreja e por eles próprios.A
oração é a máquina que move este grande navio que é a Igreja do
Evangelho Pleno." (2)

A Igreja o pastor Cho não é a única a ter montanhas de oração onde


as pessoas oram as 24 horas do dia. Como seria bom termos lugares assim
nos Estados Unidos!

É fácil saber que Deus está chamando o seu povo à oração não
apenas no âmbito da igreja local mas no mundo todo. David Bryant, por
exemplo, tem levado por todo o país os "Pactos de oração". Em meio a
esta ação divina há alguns aspectos práticos que precisam ser
considerados.

Este capítulo, portanto, oferece algumas orientações e passos


práticos que o ajudarão na escolha de um líder de oração.Você aprenderá
a preparar um envelope com todas as in-formações que uma pessoa
precisa ter, e também algumas orientações sobre a comunicação eficaz
entre o pastor, o líder organizacional e o líder de oração. São informações
que o aju-darão a colocar parâmetros e a construir salvaguardas que o
ajudarão a prevenir-se de muitos problemas.

Escolhendo um líder de oração


A primeira coisa que se faz é escolher um líder de oração.Como uma
igreja ou uma organização escolhe o líder? em precisamos dizer que o líder
precisa ter uma vida de pro-funda comunhão com Deus e o chamamento
para ser um ministro da intercessão. Eis outras questões que precisam ser
analisadas:

1. É uma pessoa discreta?

2. É uma pessoa de confiança, fiel e provada ministerialmente nas


atividades que anteriormente lhe foram confiadas?

3. A pessoa tem o coração de servo? Qual sua aspiração ministerial?


Está disposta a dirigir um grupo de intercessão e a querer crescer
ministerialmente?

4. Ela precisa ser controlada? Certos grupos de oração carecem de


maturidade emoci-onal e dependem totalmente das opiniões do
líder de oração. Às vezes, o líder é assim por causa de falsas
profecias ameaçadoras que estimulam o grupo a compor-tar-se e a
submeter-se compulsóriamente, do contrário, dizem tais
profecias,Deus não se agradara deles. Há casos em que o líder de
oração trata a todos com coação levando-os a se sentirem culpados
se não orarem. Esquecem que é do Espírito Santo, a tarefa de
convencer as pessoas a orar .

5. EIa é ensinável? Alguns dirigentes são arrogantes e não querem


aprender, felizmente isto acontece com uma minoria.

6. É emocionalmente equilibrada? O lar do líder de oração precisa


estar em ordem. Isto não quer dizer que uma outra pessoa não
possa dirigir o grupo de oração se algum dos cônjuges não é salvo.
Esteja atento aos sinais de amargura ou ira, especialmente quando
a conversa gira em tomo de outras igrejas ou ministérios. Velhas
feridas podem sangrar afetando o estilo de liderança e o
comportamento com o pastor ou superintendente.

7. É uma pessoa que dedica tempo diariamente para a oração e


estudo da Bíblia?

8. Ela sabe corrigir as pessoas de forma amigável, mansa e amorosa,


ou é um líder autoritário e durão?

9. É dizimista? Creio que isto é fundamental, se bem que alguns


consideram o dízimo uma prática opcional. Por vezes um dos
cônjuges não deixa o outro dizimar, argu-mentando que já dá o
dízimo do tempo!

Diretrizes básicas
Um líder de oração deve entender, claramente, os objetivos da igreja
ou da organi-zação para a qual trabalha. Habacuque 2.2 diz: "Escreve a
visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa
correndo".

Às vezes, um pastor coloca como líder de oração uma pessoa que não
está familia-rizada com as práticas e necessidades de oração da igreja. O
pior, é quando o pastor pensa que a pessoa que está na liderança irá
conduzir a vida de oração da igreja como ele faz. Isto é raro acontecer. O
líder de oração não precisa imitar os seus superiores, o que importa é
andar afinado com as doutrinas da igreja e seus objetivos.

O que apresento a seguir são normas de trabalho, como numa


empresa. São coisas que a igreja ou a liderança deveria fazer para
informar o líder de oração.

1. Uma declaração de fé e das doutrinas da igreja.

2. Formulário de compromisso. Nele, o líder de oração se


comprometerá a ser fiel à liderança pastoral e à doutrina da igreja
ou aos estatutos da organização.

3. Limites de autoridade. A liderança deve especificar neste


documento os limites de autoridade do líder de oração. Ele está
sendo convidado a desenvolver um ministério de oração ou está
limitado a apenas um grupo? Ele pode ensinar a Palavra ao grupo?
Pode convidar preletores? Quantas vezes por semana podem reunir-
se? Qual o tem-po de duração de cada reunião de oração?

4. Escala de reuniões. Deve constar os dias e horários de reuniões


com o pastor ou com a liderança da igreja.

5. Relatórios do líder de oração. Algumas organizações exigem


relatórios escritos do andamento das reuniões de oração, ou pedem
um boletim informativo. Outros gru-pos são menos formais nesta
área e não exigem tanto.

6. Um testemunho escrito por parte do líder de oração contendo


também seus conheci-mentos e objetivos com a oração.

É bom deixar bem claro e de forma escrita suas exigências e


expectativas ao líder de oração. Caso ele se afaste daquilo que juntos
concordaram, basta apenas pegar o documento e rever os seus
procedimentos. Isto dá uma certa segurança ao líder de oração.

Comunicação
Quero deixar bem claro a necessidade de um bom canal de
comunicação entre o mi-nistério e o líder de oração. Faz-se necessário
entrar em alguns detalhes pois isto pode trazer muita frustração,
especialmente para o intercessor. A velha escola ministerial acha que os
intercessores devem apenas orar, com isto, os intercessores não são
informados das ne-cessidades e decisões da igreja. Acham que o líder de
oração já os ouviu orar a respeito e isto basta como informação. Ou não
confiam nos seus líderes de grupo sentindo-se vulneráveis diante de
pessoas em que não confiam. Por isso, o líder de oração deve ser alguém
em quem o pastor confia plenamente.

Há ocasiões em que o pastor e o líder se comunicam apenas por


gestos ou por meias palavras e isto pode trazer problemas futuros. É o tipo
de comunicação ineficaz que só traz desentendimento.Sempre que viajo
costumo participar de reuniões de oração e ouço dos dirigentes coisas,
como: "Cindy, Deus me deu uma palavra de exortação ao pastor e à igreja.
O que faço?" Os intercessores precisam ter um canal de comunicação com
a liderança com o qual podem compartilhar seus sentimentos. Devem
sentir-se livres em compartilhar com os líderes sem sentir-se ameaçados
por eles. Por outro lado, um líder de oração não deve che-gar para o
pastor, dedo em riste, dizendo: "Assim diz o Senhor. .. " O que o líder está
ouvindo de Deus deve ser examinado à luz de informações que lhe são
desconhecidas.

É importante que se mantenha clara, a comunicação de ambas as


partes. Ainda que seja difícil arranjar tempo para o diálogo no meio de
tanta atividade, tanto o líder de oração como o pastor poderão evitar
futuros transtornos. Muitos intercessores jamais se tornariam um Absalão
se seus pastores conversassem com eles.

Sabiamente uma mulher me disse: "Todo compromisso é fruto de um


bom relaciona-mento". Este princípio vem sendo praticado por muitos
líderes. Veja esta observação sobre Alexandre, o Grande:

"Alexandre enfrentou o inimigo nas planícies de Issus, onde era


minoria, com um exército pequeno, na proporção de seis por um. Os
feridos se espalhavam por toda parte e sua cavalaria adquiriu coragem
inspirando-se nos valores pessoais de seu chefe.

Depois da batalha, Alexandre visitou os feridos de seu exército e


Arrian (cronista grego) nos diz: 'ele examinou suas feridas, perguntando-
lhes como aconteceu, encorajou-os a contar sobre suas façanhas e até
mesmo gabou-se deles'. Alexandre deu um funeral de honra a vinte e
cinco de seus soldados, isentou seus familiares de impostos e fez uma
estátua de bronze para cada um deles.

Liderança não é posição, mas relacionamento. A história de


Alexandre comprova que é um íntimo relacionamento e uma ligação
amistosa que inspira os liderados a grandes sacrifí-cios. Tomou-se famoso
por consultar previamente com seus oficiais a respeito dos planos de
batalha". (3)

Sem dúvida alguma, o ministério de intercessão exige grandes


sacrifícios. Muitas vezes os intercessores gastam horas em oração e jejum
a favor da liderança mas não se sentem como parte de seus ministérios.
Romanos 13.7 diz: "Pagai a todos o que lhes é devido ... a quem honra,
honra ".

Sei de muitos líderes de igrejas e organizações que fazem de tudo


para honrar seus parceiros de oração. Retomei a pouco de uma consulta
missionária da qual fui a coorde-nadora da intercessão que funcionava 24
horas por dia. Ali fomos tratados como realeza. Freqüentemente,
mencionavam do púlpito o nosso trabalho dando a entender que sentiam
os efeitos de nossa intercessão. Obviamente que aqueles 20 mil
participantes foram muito tocados agradecendo-nos sempre por nossas
orações. Trabalhar assim é um prazer; sentir-se útil e agradecidos, traz
grande coragem aos intercessores.

Se o líder der apenas uma palavra de apoio aos intercessores eles se


sentirão recom-pensados. Nas epístolas vemos como Paulo dizia aos
discípulos que orava por eles demons-trando grande apoio em suas
saudações.

Orientações para os participantes de grupos

de intercessão
Dou, aqui, algumas orientações práticas aos grupos de intercessão
que ajudarão vocês, os líderes, a manter ordem durante as reuniões.
Recomendo-lhes que utilizem estes critérios ou algumas de suas variações
na formação de um grupo. Distribua cópias destes pontos a cada
participante de seu grupo de intercessão e certifique-se de que
entenderam o conteú-do.

1. Siga o líder.

Saiba que a pessoa que dirige o tempo de intercessão, tem


autoridade espiritual para isto. Não tente liderar, ainda que você tenha
maior capacitação do que o dirigente.

2. Se você não pode seguir o líder....

Caso você perceba que o líder do grupo perdeu o rumo, mesmo assim
você não deve assumir. Fique orando pedindo que Deus conceda direção
ao dirigente. Amarre o inimigo por trazer confusão e suplique pelo
cumprimento.da vontade de Deus durante aquele tempo de intercessão.

3. Ore seguindo o fluir da reunião.


O Espírito Santo pode trazer determinadas ênfases à reunião, tais
como alegria, silên-cio ou choro. Se você começar a gemer e a chorar
copiosamente quando todos os demais estão se regozijando e rindo você
ficou fora do fluir diretivo do Espírito. Caso você sinta que Deus o está
conduzindo de maneira diferente, saia discretamente, ou peça permissão
ao líder, e encontre um outro lugar no qual você fique à vontade.

4. Continue orando e não faça do momento um culto de


libertação.

Mantenha-se atento ao propósito da reunião: você está na brecha da


oração. Satanás gosta de inverter o propósito divino da reunião através de
alguma pessoa do grupo. Caso alguém perturbe a reunião, designe uma
pessoa para ministrar sobre ela num lugar sepa-rado. A oração deve
continuar. Se a pessoa em questão precisa de aconselhamento e oração
marque uma outra hora, assim você se manterá fiel aos propósitos da
reunião de oração.

5. Ore positivamente.

Orar firmado na Palavra de Deus é uma boa pedida. Muitas das


reuniões de oração não passam de um bando de fofoqueiros de olhos
fechados. Você fica sabendo da vida dos outros .... Não lave a roupa suja
de determinadas pessoas durante o tempo de oração. Quan-do tiver que
falar da vida das pessoas para que os demais intercedam, fale apenas o
necessário.

6. Não use o tempo da oração para ficar profetizando uns sobre


os outros.

Se você receber uma palavra de Deus para alguém do grupo,


compartilhe-a no final da reunião. Caso a palavra sirva de edificação a todo
grupo, fale primeiramente com o líder do grupo e deixe que ele julgue
primeiro a palavra.

7. Seja sensível às necessidades de todo o grupo.

Isto pode ser feito de diversas maneiras. Não monopolize a reunião


fazendo longas e monótonas orações. Faça orações curtas e dentro do
tema. Não fique orando por coisas diferentes àquelas propostas na
reunião. Ouça o que os demais estão dizendo e concorde com eles. Entre
no mesmo volume de voz com o qual o grupo está orando. Se todos estão
orando silenciosamente não aumente seu volume de voz como se
estivesse diante de mil pessoas.

O sinal verbal deve vir do dirigente da reunião. Se o líder aumenta o


seu volume de voz ou se todo o grupo começa a orar fervorosamente em
voz alta, então, tudo bem. Procure saber quem está participando da
reunião de oração naquele dia. Alguém poderá se ofender? Por exemplo,
você está sendo muito crítico ou ofendendo alguma denominação
enquanto ora? Coisas assim trazem divisão quebrando a unidade da
oração.

8. Olhe para as necessidades do seu próximo e não para você


mesmo.

Intercessão é colocar-se na brecha a favor de outra pessoa. Entregue-


se às necessi-dades dos outros. Prefira-os em amor.

9. Vigie diligentemente o seu coração.

Examine as motivações de seu coração. Você está orando com


espírito crítico ou vingativo? Ou com amargura de coração e rejeição?
Saiba que tipo de oração você faz e como você ora.

10. Não fale dos líderes pelas costas.

Caso você tenha problemas com o líder de seu grupo, escolha um


momento oportuno, fora da reunião de oração, para conversar com ele. Se
não tiver os cuidados necessários, você poderá ser o causador de lutas e
divisões.

Orientações para os líderes de grupos


Há várias maneiras de conduzir reuniões de oração unidas e cada
uma delas deve ser precedida de muita sensibilidade. Eis aqui algumas
pérolas que venho colhendo no decorrer dos anos a respeito da liderança
que poderão ser-lhe útil.

A preparação

1. Ore, pedindo que Deus lhe mostre a linha diretiva ou o foco de


oração para este tempo de intercessão.

2. Busque a vontade de Deus sobre como trazer sua vontade para a


reunião. Isto pode incluir:

• Orações de súplicas. Tempo de clamor por necessidades.

• Orações declaratórias, isto é, um tempo durante o qual proclamamos os


atributos de Deus em relação às necessidades apresentadas.

• Louvor intercessório.

• Intercessão profética.

• Orando a Palavra de Deus. Peça que Deus lhe dê um texto bíblico sobre o
qual orar e reivindicar ou dê um texto bíblico a cada participante onde
possam basear suas orações.

3. Gaste você mesmo um bom tempo a sós diante do Senhor e procure


ter uma vida de perdão em relação a cada participante do grupo.
Peça ao Senhor que lhe mostre qualquer amargura escondida em
seu coração.

4. Converse com o pastor ou o seu supervisor pedindo-lhes,também,


orientação e direção.

Momentos da reunião de oração


Quais as responsabilidades do líder durante a reunião de oração
unida? O líder, por natureza, é uma pessoa responsável. Apresento aqui
duas sugestões em como levar adiante uma reunião de oração.

Em primeiro lugar, esteja ciente de que cada pedido de oração foi


apresentado diante do Senhor dando a todos a certeza de que a resposta
está a caminho. Quando você tiver paz interior dando-lhe certeza de que o
assunto foi respondido, pergunte aos intercessores se eles têm algo mais a
dizer ou a orar, ou se receberam alguma palavra do Senhor.

Em segundo lugar, mantenha o grupo em ação e, para isto,há várias


maneiras:

1. Desencoraje qualquer tentativa de alguém se tomar "a ovelha líder"


usando todo o tempo para orar sozinho. Veja em perspectiva esses
dois gigantes da oração:

"Tomás de Aquino dizia que o importante na oração não é o tempo,


mas a freqüência com que se ora. Ele sentia que as orações curtas, mas
freqüentes, valiam muito mais do que algumas poucas orações compridas.
Dwight Moody ensinava sobre a necessidade de se fazer orações curtas,se
bem que reconhecia a necessidade de orações constantes no devocional
particular de cada pessoa. Ele dizia: "Aquele que ora bastante em
particular, ao orar em público será curto e breve." Moody dizia que as
longas orações em público eram apenas uma demonstração de
religiosidade. (4)

Uma outra razão de se fazer orações curtas é que os mais jovens na


fé não têm paci-ência de ficar esperando que se termine as longas
orações, geralmente ficam vagando em pensamentos os mais diversos e,
pior, sentem-se intimidados. Por não saber orar como eles, não oram na
reunião. Um bom líder faz com que todos sintam-se à vontade na oração.

2. Instrua os intercessores a que aprendam a ouvir de Deus com um


ouvido e com outro ouvir os demais. Tal sensibilidade permitirá um
bom andamento da reunião sob a direção do Espírito Santo. Aprendi
sobre isto com Joy Dawson durante uma vigília de oração no Urbana
90, um congresso missionário do qual participei.

3. Procure saber se algum dos intercessores têm problemas de


audição. Sendo assim, deve ficar próximo do líder ouvindo as
instruções e deve estar atento aos demais. Só deve orar quando os
demais pararem de orar. Enfrentamos uma situação destas numa
vigília de oração há algum tempo atrás. Um missionário que
participava da vigília estava sempre "fora do ar". Ele insistia em
ficar orando por seu país em detrimento dos demais pedidos de
oração. Descobrimos, afinal, que ele tinha proble-mas auditivos e foi
advertido quanto ao problema que estava causando. Depois,
integrou-se ao restante do grupo.

É bom pedir às pessoas com voz fraca que não abaixem a cabeça na
hora de orar, pois aquelas pessoas com problemas auditivos se
ressentirão, e se "desligarão" da reunião. Pergunte se alguém tem
problemas nesta área orientando-as como melhor proceder.

4. Ore pelos problemas apresentados. Todos devem permanecer


orando sobre o mesmo assunto até que o dirigente apresente um
outro assunto. Se alguém tem um pedido, uma necessidade
urgente, um S.O.S. a fazer, fale com o dirigente. Se você, como líder
do grupo, sentir que o momento não é apropriado deixe que a
pessoa que fez o pedido ore sobre o assunto silenciosamente.Você,
como líder, deve lembrar o grupo dos motivos de oração.

5. Se necessário traga alguma correção. Entretanto, evite corrigir uma


pessoa publi-camente para que ela não se sinta humilhada.
Encontre-se com ela mais tarde. Têm pessoas que deixarão
transparecer que não estão a fim de submeter-se à sua lide-rança.
Se, quando confrontadas, não ouvirem você, busque orientação no
pastor ou com seu supervisor.

Se o assunto em questão não for prejudicial ao grupo, ore ao


Senhor, pois quem sabe a pessoa ouvirá a correção diretamente
dele. Isto o aliviará de problemas futuros.

6. Avalie a maturidade espiritual do grupo. Descubra uma maneira de


dar "dicas" aos intercessores de seu grupo que os ajudarão a
entender o que se passa na reunião.Você poderá dizer: "Temos a
alegria de receber a visita de fulano de tal. É a primeira vez que ele
participa de uma reunião de oração como esta". O grupo, imedi-
atamente, tomará as precauções em relação ao visitante. Instrua
particularmente o seu grupo a ouvir suas "dicas . Algumas igrejas
têm dois diferentes grupos operando em níveis diferentes. Um dos
grupos fica aberto a pessoas não acostumadas à oração, gente que
precisa de ensino e discipulado. Num outro poderão participar
intercessores pessoas acostumadas à vida de oração; pessoas que
gemem e choram, freqüentemente, diante do Senhor. Já vi pessoas
amedrontadas abandonarem as reuniões de oração porque o líder
não discerniu o nível de maturidade do grupo. Se uma pessoa
começa a gemer com dores, como de parto diante do Senhor,
procure num determinado momento da reunião explicar o que
aquilo significa. Sempre é bom ter à mão um folheto de instruções,
explicando o que é chorar, gemer, lutar, rir, etc. diante do Senhor.

Como líder de grupo ou participante, creio que você ficará empolgado


com o poder da oração unida. Pode levar tempo até que um grupo flua
concordemente, mas com paciência e muita oração, seu grupo trará um
forte impacto no Reino.

1.Donald G. Bloesch, The Struggle of Prayer (A Luta da Oração),


Colorado Springs, Col. Helmer &Howard, 1988, pg89.

2.Paul Yong Cho, Oração, A Chave do Avivamento (Waco, Tx. Word


Books, 1984).

3.Lawrence M. Miller, Barbarians to Bureaucrats (Dos Bárbaros aos


Burocratas), New York, N.Y. Balantine Books, 1989, pgs 44,45

4. Bloesch, pg 61

C A P í T U1 5L O

V ig ília s e C a m in
d e O ra çã o
No decorrer dos anos, temos visto um sem número de vigílias de
oração, com propó-sitos os mais diversos, acontecerem em toda parte do
mundo. São vigílias intensas, concen-tradas num só objetivo que é um
avivamento mundial. Rees Howells dirigiu muitas dessas vigílias durante a
Segunda Guerra Mundial. Durante cem anos os moravianos oraram
intensamente na antiga Saxônia "(atual Alemanha). Em algumas daquelas
grandes vigílias prolongadas havia um grupo de 24 homens e 24 mulheres
que se revezavam em oração contínua.

Douglas Thorson em seu livro Prayer and Revival, (Oração e


Avivamento), descreve uma grande vigília que teve lugar ao redor do ano
1.600. Cerca de 3.000 crentes residentes em catorze diferentes vilas foram
treinados por John Eliot a orar, no que ficou conhecido como "Índios que
Oram". "Eliot os ensinou à separar dias ou fazer festas solenes" diz
Thorson "para ficarem diante do Senhor com ações de graça, louvor,
jejuns, oração com muito fervor de espírito e na demonstração de uma
vida piedosa". (1)

Uma vigília de oração pode adquirir diferentes formas, quanto ao


conteúdo e tempo de duração. Algumas igrejas têm "cabines de oração"
onde uma pessoa ou um grupo pode passar a noite orando. Noutras, o
local fica aberto as 24 horas do dia para que as pessoas entrem e
comecem a orar.

As vigílias de oração são importantes porque Deus pode usar todos os


diferentes dons e todo o tipo de súplica para expressar o que está em seu
coração. Fico impressionada com o que ouço durante as vigílias de oração.
As pessoas oram expressando suas necessidades pessoais e sobre sua
vocação espiritual. Tenho uma amiga envolvida nas esferas governa-
mentais. Ela ora, fervorosamente, pedindo que Deus levante bons líderes
na esfera do go-verno. Já um pastor quando ora, sua ênfase está no bom
andamento da igreja. Os evan-gelistas, por exemplo, oram a favor do
mundo perdido!

A intercessão unida é o cumprimento da ordem de 1 Tessalonicenses


5.17 que diz: "Orai sem cessar". (2) Ninguém pode orar durante 24 horas,
mas uma equipe pode! Pense no poder e na autoridade de uma equipe
chamada pelo Senhor para orar as 24 horas. Quanto poder é liberado,
quando os irmãos concordam em oração durante todo o dia!

Falei, anteriormente, sobre a vigília de oração que realizamos durante


o II Congresso Mundial de Evangelização em Manila, nas Filipinas. Tive o
privilégio de fazer parte da equipe e adquiri muita experiência. Peter
Wagner o idealizador da vigília, chamava-a de "Usina Nuclear Espiritual" .
A equipe era formada de gente de toda as denominações, mas na hora de
orar, tínhamos grande unidade. Descobrimos que apesar de nossas
diferenças doutri-nárias, quando orávamos elas desapareciam. Na
realidade, nossas diferenças eram apenas na semântica. Depois de dez
dias juntos, Deus nos ligou com cordas que não se rebentam!

Mais adiante, vou ensinar como realizar uma vigília de oração, antes,
porém, quero testemunhar alguns dos resultados da vigília de oração do
congresso de Lausane.

Nossa primeira missão era orar por um grupo de setenta russos que
foram ao congresso. O governo soviético dera-Ihes a permissão de sair do
país, mas as autoridades filipinas não queriam lhes dar os vistos de
entrada. Os russos estavam detidos no aeroporto esperando uma decisão
do governo.

Reunimo-nos para trazer o assunto diante do Senhor, até que um


intercessor, o Paulo, compartilhou seus sentimentos achando que o
governo filipino não queria dar os vistos por medo e inimizade com a União
Soviética. Eles queriam que os russos fossem embora! Aí estava o
problema! Concordamos com o que ele disse, pois afinal, os russos
impuseram grandes prejuízos aos filipinos e agora Satanás usava este
problema histórico para impedir a entrada dos pastores russos.

Enquanto Paulo falava, o Senhor mostrou a estratégia que


deveríamos usar para quebrar o poder ,satânico que detinha os russos no
aeroporto. Uma das intercecessoras presentes era russa e ela poderia
pedir a Deus e ao povo filipino que perdoasse os comunistas russos por
tudo o que haviam feito no passado. Logo a seguir, um dos filipinos, ali
presente, retribuiria o pedido de perdão em nome do povo das Filipinas. E
foi isto o que fizemos. Numa atmosfera carregada de poder, aquela irmã
russa e o filipino se abraçaram chorando os pecados de sua nação e
perdoando-se mutuamente. O grupo, então, tomou autoridade sobre os
espíritos de medo que atacavam as autoridades aeroportuárias e declarou
que o Senhor haveria de abrir definitivamente as portas do Evangelho na
Rússia.

No dia seguinte, chegou a notícia de que haviam conseguido os


vistos. Quanto nos regozijamos em Deus quando aqueles irmãos' vieram
compartilhar conosco sobre a bondade e a misericórdia de Deus. Depois do
congresso, aqueles irmãos levaram sessenta cópias do filme Jesus e,
também, projetores para a União Soviética. Aqueles filmes trouxeram
grandes resultados naquele país.

E se não tivéssemos uma vigília permanente de oração? Oramos por


eles durante três dias! Se não tivéssemos orado, certamente não teriam
conseguido os vistos. As vigílias de oração são um meio eficaz de trazer a
vontade de Deus à Terra.

Depois de falar sobre a escala de oração e dos membros da equipe,


gostaria de trazer alguns pontos práticos sobre como começar uma vigília
permanente de oração. São experiências adquiridas naquela vigília de
oração e de outras vigílias que fizemos antes de Manila.

Escala de oração e os membros da equipe


Naquelas quatro vigílias, cada intercessor recebeu sua escala de
oração. Alguns líderes fazem uma escala com períodos que variam de
duas, três e quatro horas. Acho que duas horas é um tempo muito curto.
Quando você começa a esquentar e a ter comunhão com os demais, seu
tempo termina. Quatro horas é muito tempo. Qualquer pessoa se esgota
depois de orar tanto tempo. Agora, três horas é o tempo ideal.Três horas é
até bíblico já que os judeus costumavam orar três vezes ao dia, as nove da
manhã, meio dia e três da tarde. Os judeus dizem que Abraão teria
instituído o primeiro horário, Isaque o segundo e Jacó o terceiro. A hora
nona (três da tarde) foi a hora em que Cristo morreu na cruz e o véu do
Templo rasgou-se de alto a baixo (Mt 27.45-51).

O tamanho da equipe pode variar. Peter Wagner forneceu-me a


seguinte observação a respeito dos membros de uma equipe:

"Deveria haver pelo menos oito ou nove intercessores em cada turno.


Para que a vigília ande normalmente, você deve ter de 32 a 50 pessoas na
equipe. Com isto, se alguma
pessoa precisar sair por uma razão qualquer, tudo continuará bem. Cada
intercessor irá orar dois períodos de três horas, durante as 24 horas."

Numa de nossas vigílias tivemos apenas 24 intercessores e, mesmo


sendo uma ótima equipe, muitos tiveram que orar três turnos de três horas
cada, o que os deixou física e emocionalmente exaustos. Lembre-se, estes
intercessores ficam acordados noite e dia em oração. Alguns não
conseguem dormir direito depois de seus turnos. Fiquei tão empolgada
com o que aconteceu em Lausane que enfrentei um turno de oração de 24
horas e adoeci por causa de minha imprudência. Uma irmã sabiamente me
disse: "Cindy, quando você quebra as leis da física que Deus estabeleceu
no universo, seu corpo físico também quebra. Muitas vezes a coisa mais
espiritual a fazer, é descansar".

Além de ter uma escala de horários e definir o tamanho da equipe


você precisa tam-bém ter uma liderança plural responsável e orientações
práticas para que a vigília tenha pleno sucesso.

Liderança
É necessário ter uma boa liderança. A liderança de uma vigília de
oração deve ter um coordenador de equipe, um administrador de equipe,
um contado (mediador) e capitães de oração. Vejamos cada um deles:

Coordenador de Equipe

Esta é a pessoa que promove a vigília cuja responsabilidade é:

• Escolher a equipe de oração.

• Delegar capitães para cada turno.

• Escolher o material a ser utilizado.

• Providenciar a estrutura completa dos turnos.

• Ficar disponível para resolver qualquer problema que surgir.

• Deve levar as necessidades surgidas emergencialmente ao


conhecimento do líder de turnos.
• Cobrir os turnos ou delegar outras pessoas se o capitão do turno
tiver que deixar a reunião.

• Levar informações e dados à conferência na primeira hora


da manhã.

Administrador de Equipe

É a pessoa que ajuda o coordenador com os aspectos práticos da


vigília. É de sua res-ponsabilidade:

• Enviar as cartas-convites.

• Prover o material que será usado a pedido do coordenador.

• Distribuir os formulários com a escala de horário a ser escolhida por


cada partici-pante (dois turnos de três horas dentro de 24 horas).

• Arrumar o transporte para o grupo.

• Fazer as provisões de água e suco para a sala de oração.

A desidratação é um perigo iminente quando se hora muito tempo.


Enquanto falamos, nosso corpo perde líquido. Isto também acontece
quando oramos durante muito tempo.

Caso a vigília tenha lugar durante uma conferência, ele deve fazer o
seguinte:

• Ter um intermediário, um contato entre o líder da conferência e a


equipe de oração.

• Fornecer um relatório do que se passa na reunião dos intercessores


ao líder da con-ferência.

Contato

Sua função é a de mediar entre a conferência e a sala de oração e


não precisa ser, necessariamente, a mesma pessoa. O que faz um
mediador?

• Entrega os relatórios dos intercessores ao líder da conferência.

• Leva relatórios do líder da conferência para os intercessores. São


pedidos de oração ou notícias de respostas às orações.

Capitão

O capitão é aquele que conduz a reunião dos intercessores durante


um dos turnos. Apresento, a seguir, algumas orientações para a escolha
dos capitães e suas responsabi-lidades.

• A escolha de um capitão obedece as mesmas regras da escolha de


um líder de oração conforme descrevi anteriormente. O coordenador
da equipe deveria seguir aquelas
orientações como parâmetros de seu trabalho.

• Depois de escolhidos e selecionados pelo coordenador da equipe,


devem ser orientados quanto ao trabalho que terão pela frente. Eles
devem saber como deve ser feita a troca de horários, os objetivos
da vigília, sobre o que vão orar, etc.

• Os capitães poderão escolher dentre os intercessores alguém que


os ajude. Sempre que um capitão estiver impedido de cumprir com
o seu horário deve comunicar ao
coordenador e trocar de turno com outro capitão.

• Os capitães de oração precisam ter o que chamo de elasticidade e


flexibilidade!

Orientações práticas
Estrutura Física: .

Apresento, a seguir, algumas questões de logísticas que precisam ser


levadas em consi-deração:

• Se a vigília de oração for realizada durante uma conferência, os


intercessores bem como o lugar onde vão orar de veriam ficar no
mesmo hotel dos palestrantes. Isto facilita a comunicação entre
eles. Os intercessores poderão orar com os palestrantes se estes
assim o desejarem antes de sair para a conferência.

• Deve haver um telefone à disposição para aqueles que desejarem


pedir orações. Alguém ficará encarregado de atender o telefone
para que o tempo de intercessão não seja interrompido. Esta é uma
tarefa para o contato. Não é aconselhável ter o telefone na sala de
oração pois distrai os intercessores.

• Providencie um quadro no qual pode-se escrever os pedidos de


oração e os anúncios.

• Consiga um mapa-múndi.

• Consiga várias cópias do livro Operação Mundial de Patrick


Johnstone.

Enfoques da vigília de oração

É importante manter o objetivo da vigília, e os capitães de turnos


devem estar cientes de tudo. Veja aqui algumas sugestões:
• Comece cada turno com um tempo de louvor e adoração.

• Pode-se incluir um breve ensino da Palavra de Deus que não


ultrapasse os 15 minutos, afinal, o propósito da reunião é orar e não
estudar. Todo ensino deve ser feito tendo em vista os objetivos do
encontro.

• Apresente os novos membros da equipe e deixe-os dizer uma ou


duas frases de apresentação.

• Pode-se ficar orando de joelhos pelo mundo, utilizando o livro


Operação Mundial como fonte de informações.

• Antes de trocar os turnos, termine o tempo de intercessão com


louvor e adoração.

Formando a Equipe:

A chave para que uma vigília de oração tenha sucesso, é a unidade


entre os membros da equipe. Quero dar algumas orientações em como
criar um ambiente de unidade entre todos.

• É necessário separar um tempo para orientar e estabelecer


parâmetros para todo o grupo. Todos devem saber quem deve e
quem não deve entrar na sala de oração.

• Deve-se fazer uma agenda da escala de horários e de reuniões que


fique à disposição de todos. Quando a vigília for realizada durante
uma conferência, todos os membros
de todos os turnos devem reunir-se no primeiro turno com o fim de
estabelecer os alvos de oração. Todos devem comparecer no turno
final. É um tempo de alegria e confraternização pelas vitórias
alcançadas.

• Nesta primeira reunião de orientações gerais, todos os membros da


equipe devem ter uma oportunidade de falar e compartilhar o que
Deus lhes têm falado a respeito da conferência.

• Se for oportuno, participem juntos da ceia do Senhor.

• Celebrem o final da vigília com um jantar de confirmação. O que é


um jantar de confirmação? Este é um tempo quando os membros da
equipe descrevem o que de melhor apreciaram nos demais irmãos
durante o tempo em que juntos estiveram.

• Refeições comunitárias, quando possíveis, são meios efetivos para


estabelecer uma boa equipe. Sempre é bom fazer uma refeição com
os preletores e pessoas pelas quais estão intercedendo pois isto
anima o grupo a seguir adiante.

Outras considerações sobre vigílias de oração


O primeiro dia, geralmente, é ocupado com questões logísticas do
encontro. Um intercessor deve estar presente na hora das inscrições e orar
por todos que estão chegando e pela lista de inscritos. No Urbana'90, 20
mil estudantes inscreveram-se sem qualquer contra-tempo. Que milagre!

Às vezes precisamos orar pelo clima. Este é um tema que deve


ocupar nossa atenção antes das reuniões. Tivemos duas grandes batalhas
de oração contra a fúria da natureza que queria se abater sobre nós. Numa
delas, em Manila, um tufão formou-se crescendo em nossa direção. Já
durante o Urbana'90, havia a possibilidade de uma grande nevasca. O
tufão perdeu força e a nevasca nunca chegou!

Deixe-me compartilhar a respeito da nevasca. Num dos turnos de


oração durante aquela conferência foi-nos solicitado que intercedêssemos
pelo clima. A meteorologia previa de 15 a 20 centímetros de neve no
próximo dia e, caso acontecesse, muitos estudantes não chegariam para a
conferência e muitos vôos seriam cancelados. Eu estava encarregada de
dirigir o grupo aquela noite e fiquei compelida a orar pela situação.

Ficamos diante do Senhor, buscando saber Sua vontade quando uma


das intercesso-ras, Sandy Grady viu, numa visão, um mapa. Nele, ela podia
ver uma corrente de ar quente empurrando a massa fria para o norte de
Urbana, no estado de Ilinois. A neve não caiu, apenas choveu. Não causou-
nos surpresa ver a previsão meteorológica na televisão, no dia seguinte,
mostrando um mapa exatamente como nossa irmã viu enquanto orava.

Nas vigílias realizadas durante as conferências os palestrantes são


muito abençoados quando vêm à sala de oração, especialmente aqueles
que têm assuntos delicados a compar-tilhar. Muitos dos pregadores do
congresso de Lausane receberam ministração profética, pela primeira vez,
em suas vidas e ficaram admirados de como Deus ministrou-Ihes ao cora-
ção de forma tão íntima. A fama se espalhou, e agora todos queriam dar
uma chegadinha na sala de oração buscando um tempo de refrigério em
Deus.

Recomeçando

Esta seção deveria intitular-se "Como descer do monte sem cair" e se


refere à expe-riência pós-vigília. Quero apresentar algumas considerações
que o ajudarão no dia seguinte à vigília de oração.
• Saiba que você não é a mesma pessoa de antes. Deus moldou você,
alargou sua visão e, possivelmente, deu-lhe uma nova direção
ministerial.

• Não pense que todo mundo irá entendê-lo e nem procure ser
compreendido. Bus-que no Senhor o que compartilhar. Mateus 7.6,
diz: "Não ... lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não
as pisem com os pés, e, voltando-se, vos dilaceram". Não estou
chamando ninguém de porco, só que o princípio é válido. Algumas
das coisas que aconteceram com você são santas, e você poderá
compartilhá-Ias com umas poucas pessoas. Por outro lado, nem
sempre é possível compartilhar tudo o que sentimos. Você mesmo
terá que ter tempo para assimilar tudo o que ouviu e aprendeu!

• Não se deixe dominar pelas emoções. Você, provavelmente,


participou de momentos muito íntimos, cheios de amor. É possível
que você esteja retomando a um ambiente difícil e não tão amoroso.
Fique em alerta quanto às suas reações. Agarre-se à pala-vra e leve
todo pensamento cativo à Palavra de Deus.

• Meu esposo Mike experimentou algo assim. Ficou "balançando"


depois que retomou da Argentina. Ele participou de cruzadas onde
milhares de pessoas se converteram,
com muito poder e milagre! No primeiro dia de trabalho andava de
um lado para o outro, cabisbaixo, com uma cara comprida. Quando
lhe perguntei o que estava acon-tecendo, ele foi logo dizendo: "Que
dia! nenhum salvo, nenhuma pessoa liberta, e ninguém ficou
curado!" Felizmente ele se deu conta do que estava acontecendo e
contornou o problema.

• Cuidado com os coices do diabo. Peça aos intercessores que orem


por você durante as duas semanas seguintes. Algumas pessoas são
atacadas tão rapidamente que nem
percebem o que lhes ocorreu. Continue fortalecendo-se pela oração
contínua. Viva uma vida de louvor e delicie-se com o que de melhor
Deus tem para você!

Caminhadas de oração

As caminhadas de oração são uma forma de oração unida que leva os


intercessores diretamente à frente da batalha, geralmente à uma casa ou
à vizinhança. John Dawson fala sobre como guerrear nos bairros através
das caminhadas de oração em seu livro Taking Our cities for God
(Conquistando Sua Cidade Para Deus). John foi morar num bairro
multirracial de Los Angeles cheio de gangues violentas e tráfico de drogas.
Ele diz:

"Alguns anos atrás, nossa equipe fez uma caminhada de oração pela
vizinhança. Para-mos em frente de cada casa e repreendemos a obra do
diabo em Nome de Jesus. Pedimos também que as pessoas ali residentes
tivessem uma revelação de Jesus Cristo em suas vidas. Ainda continuamos
a orar por eles. Há um longo caminho a seguir, mas já podemos ver
algumas transformações sociais, econômicas e espirituais no bairro. Houve
ocasiões em que as forças demoníacas quase me dominavam. Fui
ameaçado de morte. Os pneus do carro foram cortados. Freqüentemente
ficava depressivo diante das pensões lotadas, jovens de-
sempregados e de famílias desintegradas, mas estava de- terminado a não
fugir.

Hoje há, pelo menos, nove famílias cristãs no mesmo quarteirão onde
resido, e já se sente uma atmosfera de paz no bairro. O bairro não está
mais se desintegrando. As pessoas começaram a reformar suas casas, e
um espírito comunitário é visível sobre toda a vizinhan-ça." (3)

As marchas de oração estão por todo o mundo. Grahan Kendricks já


reuniu cerca de 150 mil pessoas numa marcha na Inglaterra. Algumas
igrejas fazem desfiles no natal distri-buindo folhetos pelas ruas, como é o
caso de uma igreja em Hemet, na Califórnia. Josué 1.3, diz: "Todo lugar
que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado". Nas marchas, reivindi-
camos a terra para o Evangelho e fixamos os limites da cidade. Enquanto
você caminha está tomando de volta a terra das mãos do inimigo.

As caminhadas de oração não se limitam ao aspecto geográfico


apenas. Você pode ca-minhar pela terra em oração declarando
determinadas regiões sob o Senhorio de Cristo. Foi isto o que fizeram um
grupo de pastores e líderes da região de San Nicolas e Rosário na Ar-
gentina que se reuniram numa conferência de Evangelismo de Colheita em
Vila Constitución.

"O tema era batalha espiritual. A descoberta de que 109 cidades num
raio de 100 quilômetros do local onde estávamos, não tinha uma
congregação evangélica, levou-nos a tomar uma posição. Descobrimos
também que a cidade de Arroio Seco era o "trono de Satanás" em toda a
região. Há anos atrás um curandeiro conhecido como Meregildo, traba-
lhava naquela cidade. Ele se tornou tão famoso e realizou tantas curas que
vinha gente de outros países a Arroio Seco buscando ajuda. Antes de
morrer passou seus poderes a doze discípulos. Por três vezes a igreja se
estabeleceu naquela cidade e foi fechada pois havia muita oposição
espiritual.

Depois de vários dias estudando a Bíblia e orando concordemente, os


pastores coloca-ram toda a área sob a autoridade de Cristo. Alguns foram
até Arroio Seco. Em pé, diante da sede onde os seguidores de Meregildo se
reúnem, enviaram uma mensagem ao diabo afir-mando que aquela região
seria, de agora em diante, território de Deus e que muitas pessoas se
converteriam ao Evangelho de Jesus Cristo. Afinal, disseram eles ao diabo,
a igreja agora estava unida em Cristo.
Menos de três anos depois, 82 daquelas cidades têm uma igreja
evangélica e alguns dizem que em todas aquelas cidades ou há uma igreja
ou pelo menos uma família evangé-lica.(4)

Vou exaurir o tema de guerra espiritual no capítulo seguinte. Agora,


entretanto, vamos nos deter apenas em apresentar algumas orientações
práticas sobre caminhadas pela cidade. Tais orientações podem ser usadas
por pessoas individualmente ou por grupos de interces-são.

Antes de começar a caminhada, vista o seu equipamento apropriado


para a batalha, assim como se vestiria apropriadamente para outras
ocasiões. Detenha-se um instante, ore a Deus e antes de sair porta a fora
vista-se da armadura de Deus. Peça a Deus que proteja sua casa, família e
a você mesmo de acordo com o Salmo 91. Declare a vontade de Deus
enquan-to caminha. Você precisa exercitar-se espiritualmente todos os
dias da mesma forma como se exercita fisicamente. Estas caminhadas o
ajudarão duplamente: Você se exercitará no espírito e o seu corpo ficará
em plena forma.

O que apresento, aqui, é apenas um ponto por onde começar e não


uma fórmula rígida. O Espírito Santo o guiará à medida que você caminhar
pela vizinhança. Comece com uma oração assim:

"Pai, eu te louvo pela minha vizinhança. Eu a reivindico para Jesus


Cristo. Hoje eu ergo bem alto a bandeira do Senhor sobre o meu bairro.
Pai, que toda a vizinhança se converta ao Senhor Jesus Cristo. Assim como
fez Josué , cada lugar onde pisar a planta do meu pé eu co-loco sob a
autoridade do Reino de Deus. Pela fé, assim como os israelitas colocaram'
sangue do cordeiro sobre suas portas e janelas, eu coloco o sangue do
Cordeiro de Deus sobre este bairro.

Senhor Jesus, perdoa o pecado dos meus vizinhos. Na Tua Palavra


está escrito que "se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados;
se lhos retiverdes, são retidos" (Jo 20.23). Por isso, eu te peço agora que
perdoes o pecado de minha vizinhança. (Caso haja algum tipo de pecado
em seu bairro tais como brigas, crimes, rancor, amor ao dinheiro, religiões
falsas, drogas etc., peça perdão especificamente a Deus por cada pecado).
Senhor, por favor, cura os habitantes deste bairro de toda rejeição e ódio,
do egoísmo, racismo, etc. (Depois de remir os pecados do bairro, proclame
o Senhorio de Jesus Cristo à sua vizinhança).

Caso você perceba alguma área onde os demônios costumam atacar


e agir, não os enfrente sozinho, peça ajuda a outros irmãos que
caminharão e orarão com você. Certifique-se de que não haja pecado
conhecido em sua vida quando você caminhar orando pelo bairro. Peça a
Deus que lhe mostre os pecados específicos do bairro que dão direito ao
diabo de estabelecer suas fortalezas. Se é uma fortaleza de feitiçaria você
deverá jejuar antes de sair amarrando os demônios, o mesmo em relação
à Nova Era. Muitas vezes isto requer, como aconteceu com Jesus no
deserto, muito clamor e oração. Caso haja em seu bairro uma casa de
artigos religiosos, ore para que caia a cegueira dos olhos dos proprietários
e dos consumi-dores. Amarre o espírito de feitiçaria que opera nessas
pessoas e reivindique-as para o reino de Deus. "Lembre-se que não
estamos lutando contra carne e sangue e sim contra os princi-pados e
potestades que operam através dessas casas de artigos religiosos."

Não meça os resultados por aquilo que você ouve ou vê. Cada oração
que você faz é eficaz, é como uma sementinha plantada na terra. Continue
a irrigá-Ia com suas orações e ela certamente frutificará. Reivindique a
promessa de que toda ferramenta preparada contra a vizinhança não
prosperará. Marque divisas ao redor das casas e da sua própria casa pelo
sangue do Cordeiro conclamando ao diabo que fique longe dali. .

Ore a Deus para que a vizinhança conheça os seus propósitos. Se são


ricos, declare que a riqueza deles será revertida a favor dos justos. Ordene
ao diabo que pare de cegar os seus olhos impedindo-os de ver a Luz.
Alguns bairros estão se desintegrando por causa de um es-pírito de morte
que ronda suas ruas. Semeie textos como o do Salmo 1 sobre o bairro.
Que-bre o poder da morte e declare que a ressurreição de Jesus Cristo está
vindo sobre o
seu bairro.

Recite textos das Escrituras à medida que você caminha. Confie em


Deus pedindo-lhe um texto específico para cada casa. Pergunte a Deus por
quais quarteirões você é o respon-sável. Geralmente, as pessoas idosas,
sentem-se muito solitárias, ore pedindo-lhes a paz de Deus. Procure visitar
as pessoas idosas que moram sozinhas. Se seu país é rebelde, proíba a
rebelião de entrar em seu bairro. Amarre o inimigo impedindo-o de agir por
meio do tráfico de drogas, pornografia ou prostituição e ore para que tudo
o que estiver oculto seja revela-do. Se a vizinhança não se conhece, ore
para que venham a se conhecer. Acima de tudo, ore para que o Evangelho
de Jesus Cristo entre em cada casa.

Deus poderá convocá-Io para orar numa caminhada de intercessão ou


numa vigília de oração. Lembre-se de que, como Adão, Deus colocou você
na sua vizinhança para cuidar dela e protegê-Ia.

1. Douglas Thorson, "Prayer and Revival" (Oração e avivamento),


SeattIe, Wash, Inter-cesors for America, 1989, pg7

2. Dick Eastman define o que é orar sem cessar pelas pessoas: "A
explicação sem ces-sar vem do grego adialeiptos, uma palavra muito
comum da antiga Grécia que descreve alguém que tosse continuamente.
Uma pessoa não planeja a que hora vai tossir, e tosse sempre que
necessário. A necessidade motiva a resposta." Dick Eastman, Love on lts
Knees (Amor sobre os Joelhos) , Tarrytown, N.Y. Chosen Books, 1989, pg
65.
3.John Dawson, Taking our Cities for God (Iake Mary, FIa. Creation
House, 1989, pgs 28,29).

4. Edgardo Silvoso, Spiritual Waifare in Argentina and the "Plan


Resistencia", Anotações tiradas de uma palestra dada no 2° Congresso de
Lausanne (San José, Cal. Harvest Evangelism, July 1989) pg. 4

C A P í T U1L6O

P o s s u in d o a s P
d o In im ig o
"A igreja tem, em suas mãos, o poder de decidir sobre os assuntos
mundiais ... Ainda hoje o mundo lateja, devido ao poder da intercessão
usado de forma ampla, pois a igreja que ora, decide, na realidade o curso
dos eventos". (1) (Paul Billheimer)

Em julho de 1990 caíram, estrondosamente, os muros que dividiam


as nações, sem dúvida alguma, como resposta das intercessões do povo
de Deus. O Evangelho então, come-çou a ser proclamado abertamente,
surpreendendo, até mesmo os mais fortes guerreiros de oração. Andando
na crista dos acontecimentos, sete mulheres entre as quais eu também,
fomos à União Soviética ministrar às mulheres russas, interceder por elas e
ajudá-Ias espiri-tualmente.

Num dos últimos dias ali, três de nós, eu Bobbye Byerly e Mary Lance
Sisk , decidimos distribuir folhetos em russo antes de retornarmos aos
Estados Unidos. Orar e distribuir folhetos na Rússia algo de outro mundo.
Eu me detive a um quarteirão da Praça Vermelha mas as outras duas
atravessaram a rua e foram até lá distribuir folhetos .

Quando as alcancei uma delas disse: "Cindy, ninguém pega nossos


folhetos". Fiquei admirada, já que em todo o lugar por onde andamos as
pessoas pegavam ávidas e apressa-damente os nossos folhetos sem jogá-
Ios fora. Aqui era o contrário. Fiz uma experiência, e de fato, ninguém
pegava os folhetos nem mesmo olhavam para nós. Passavam por nós, com
as cabeças erguidas, ignorando nossa presença. Foi então que orei:
"Senhor, qual o problema?". Imediatamente veio-me à mente o texto de 2
Coríntios 4.4. que diz: " ... o deus deste século cegou o entendimento dos
incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de
Cristo, o qual é a imagem de Deus".

Seria isto o que acontecia na Praça Vermelha? Estaríamos dentro de


um território onde um espírito governava a Praça Vermelha cegando o
entendimento das pessoas? Junta-mo-nos as três e começamos a orar
ordenando ao diabo que largasse aquelas pessoas. Orde-namos que toda a
cegueira espiritual caísse por terra e que as pessoas estivessem abertas e
recebessem o Evangelho. Separamo-nos e, em poucos minutos, nossos
folhetos acabaram. Um grupo de pessoas do qual me aproximei queria
mais folhetos mas todos haviam sido distribuídos. Depois que oramos, o
diabo não pôde mais controlar aquelas pessoas; tomamos posse do
território que Satanás controlava.

Quando refletimos sobre o que aconteceu, fizemo-nos muitas


perguntas: Somos nós quem temos de tomar a ofensiva contra o inimigo?
Não deveríamos ficar esperando que ele nos encontre? O que o Novo
Testamento diz sobre os principados e potestades? O que são espíritos
territoriais? Jesus guerreou contra espíritos superiores das trevas? Temos
como comprovar biblicamente este movimento de guerra espiritual no que
diz respeito às potes-tades satânicas? E o que dizer do ensino de que
podemos derrubar as fortalezas do mal? Caso a resposta seja positiva,
como agir equilibradamente e em segurança?

Estas e outras questões incomodaram-me nos últimos cinco anos


depois que o Senhor me chamou para ser uma líder de guerra espiritual
em nível estratégico em muitas nações. As perguntas precisam ser
respondidas. Em primeiro lugar, quando este tema entra em dis-cussão,
temos que lembrar que estamos apenas começando a entender como
tomar nossas cidades para Deus. Ainda que ensine sobre este assunto e
me envolva na liderança de gru-pos de intercessão em outros países
ensinando-os a guerrear, não me considero uma espe-cialista sobre guerra
espiritual, como se dela entendesse tudo.

Uma coisa tenho certeza: guerra espiritual é um assunto interessante


e o diabo não quer que saibamos muito sobre ele. Orar pelas cidades,
províncias, por nações e cidades requer um grande conhecimento e tem
muita gente criando confusão e se metendo em problemas enquanto
outras pessoas estão agindo corretamente. Espero que este capítulo seja
de grande ajuda àqueles que têm o chamamento de Deus de orar por suas
cidades e por
seus países. O Salmo 2.8 é um grito nos ouvidos dos intercessores: "Pede-
me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por
tua possessão".

Lutamos uma guerra santa, resgatando vidas! Nossa luta acontece


nas regiões celes-tiais e o inimigo que enfrentamos é cruel, ladrão e
destruidor: um estrategista pervertido dos propósitos de Deus. Ele é um
inimigo que minou as leis do reino da luz estabelecendo aí seus domínios,
utilizando como sua melhor arma a passividade dos crentes. Enquanto
ficamos ocupados cuidando dos assuntos internos da igreja, ele fica livre
para ocupar com as nações do mundo.

Felizmente, um número incontável de crentes vem se despertando


para o fato de que devemos alcançar os perdidos. Um grande exército de
intercessores passou a usar uma linguagem de guerra e de termos
militares. S.D. Gordon um pastor que viveu na virada do século falou a
respeito disto, dizendo:

"A oração é a maior arma colocada nas mãos do homem e só


podemos definir o que é oração usando termos de guerra. Qualquer termo
de paz é inconcebível numa definição de oração. A terra está em prontidão
de guerra, sitiada por forças de ocupação. Assim, somente os termos de
guerra poderão definir o que é oração.

Da parte de Deus, a oração é a comunicação entre Deus e seus


aliados numa terra ini-miga. A verdadeira oração move-se em círculo.
Começa no coração de Deus, atravessa o coração humano, circunda a
terra onde a guerra se trava e volta ao coração de Deus, o co-meço,
atingindo seu propósito girando em círculo descendente".

Este capítulo visa encorajar os "militantes" ensinando-os a derrubar


as fortalezas que impedem as nações de ouvir o Evangelho. São muitos os
aspectos da batalha espiritual, e são também muitos os livros escritos a
respeito. Senti que deveria me ocupar em escrever sobre as guerras nas
altas esferas espirituais, batalhas travadas com a cúpula espiritual que
contro-la regiões e nações impedindo-as de vir a Cristo.

Temos uma descrição desta batalha espiritual em 2 Coríntios 10.3-4:


"Porque embora andando na carne, não militamos segundo a carne.
Porque as armas da nossa milícia não são
carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas; anulando
sofismas". .

Conquistando o espaço de nossas cidades, passamos a controlar


também as áreas físi-ca, política e espirituais da cidade. Afinal, o governo
dessas áreas é estabelecido nos céus e não na terra. Quando penetramos
as trevas que pairam sobre nossas cidades, a luz de Deus encontra espaço
para nelas entrar. Efésios 3.10, diz: "Para que, pela igreja, a multiforme
sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e
potestades nos lugares celestiais",

A igreja, que somos nós, deve manifestar a multiforme sabedoria de


Deus aos principa-dos e poderes que governam nossas cidades!

Quem são estes principados e potestades? Temos na Bíblia apenas


vislumbres de quem são e o que fazem. Alguns dizem que é para não
ficarmos impressionados com o alto nível espiritual destas entidades.
Concordo que há um perigo iminente de se ficar fascinado, ocupando-nos
apenas com eles. Mais adiante ofereço algumas salvaguardas, quero
anteci-par, todavia, que não deveríamos nos interessar muito por eles nem
deles ter medo. Nada nos deterá em conquistar terreno para o Reino de
Deus (Mt 11.12).

Há e haverá muitos conflitos sobre este ensino de guerra nas altas


esferas espirituais. Devemos colher os bons frutos do ensino e não ficar
julgando somente porque alguém en-sina diferentemente de nós. Em
Marcos 9.38 temos: "Mestre, vimos um homem que em teu nome expelia
demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos porque não seguia
conos-co". O que o inimigo mais quer é dividir as opiniões a respeito de
metodologia.

A hierarquia invisível

A Bíblia fala de dois reinos que estão permanentemente em conflito:


O reino de Deus e o de Satanás. No reino de Deus os anjos são
mensageiros enviados àqueles que herdarão a salvação com o fim de
estabelecer a vontade de Deus no universo (Hb 1.14). Já os anjos caí-dos
são emissários do diabo, enviados para estabelecer o seu reino de trevas.
Como preten-dem tais anjos ocupar-se das trevas e que direito legal eles
têm para agir?

Os representantes de Satanás posicionam-se sobre determinadas


regiões sob as or-dens do diabo. Governam ilegalmente afetando
diretamente as pessoas que estão sob sua jurisdição. Muitas pessoas,
desconhecendo o engano do diabo, sem se aperceberem, vivem sob a
influência destes espíritos territoriais. Os espíritos do mal usam, por
exemplo, da imoralidade e dos vícios para dominar sobre determinadas
regiões. Os espíritos territoriais
fazem uma "lavagem cerebral" nas pessoas impedindo-as de fazerem a
vontade de Cristo, neutralizando assim a influência do reino de Deus.

Uma das maiores estratégias do reino satânico é a de ordenar que os


espíritos operem através dos líderes governamentais. Depois que o líder é
"dominado" o espírito do mal, atra-vés dele, promulga determinadas leis
que impedem um avanço mais rápido do reino de Deus.

Qual a base bíblica que prova a existência desses espíritos nas altas
esferas espirituais? Para que se entenda como são esses seres, é bom
compreender algo conhecido como a lei da dupla referência. De acordo
com a Bíblia Anotada de Dake "esta lei ocorre sempre que uma pessoa
viva e conhecida é mencionada, e quando há menção de fatos indicando
que um ser invisível a utiliza como uma ferramenta para levar adiante os
seus propósitos." (3)
Há, por exemplo, duas passagens nas Escrituras que se referem a um
governador de um país e também a Satanás. São as referências de
Ezequiel 28.11-19 e Isaías 14.3-27. Os textos se referem inicialmente a
pessoas, sendo uma delas o príncipe de Tiro e a outra o rei da Babilônia.
Entrementes, o texto descreve alguém cujos atributos transcendem a vida
de uma pessoa humana. Por exemplo, o texto de Ezequiel28.14,15, diz:

"Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no


monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus
caminhos, desde o dia em que foste criado .... "

Outros governadores há que também sofreram influência de espíritos


territoriais como é o caso de Nabucodonosor. O príncipe da Pérsia o
influenciou de tal forma que ele fez uma estátua de ouro de si mesmo
ordenando que todos no reino o adorassem como sendo deus. Ele foi
usado pelo príncipe da Pérsia como um peão de xadrez a serviço dos
demônios. Deus quebrou o poder daquele espírito territorial mostrando sua
glória na fornalha ardente como o quarto homem. A luz de sua glória
repeliu as forças das trevas.

Este mesmo príncipe da Pérsia tentou matar a Daniel usando o rei


Dario como usara anteriormente a Nabucodonosor. Todos os governadores
do império, os administradores e conselheiros tramaram contra a vida de
Daniel. Não foi fácil para Daniel, parecia que agora o príncipe da Pérsia
planejara tudo certinho, mas Deus livrou a Daniel da boca dos leões e
durante um bom tempo o príncipe da Pérsia perdeu seu domínio.

Os espíritos territoriais ainda afetam hoje as nações? Certamente!


Veja a ousadia de Saddan Hussein querendo resgatar, como direito seu,
toda aquela terra da antiga Babilônia. O príncipe da Pérsia está tentando
reaver sua terra.

As Escrituras mostram como estes espíritos territoriais tentaram


matar o povo de Deus. Lembra-se de Ester? Veja também o Novo
Testamento quando o Evangelho começou a entrar em muitas nações. Em
Atos 19 os espíritos territoriais aguçaram os ourives, dizendo: "Não
somente há o perigo de a nossa profissão cair em descrédito, como
também o de o próprio templo da grande deusa, Diana, ser estimado em
nada, e ser mesmo destruída a majestade daquela que toda Ásia e o
mundo adoram" (At 19.27).

Em Efésios 6.12 vemos a hierarquia desses espíritos territoriais:


"Porque a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os poderes
e autoridades, contra os dominadores
deste mundo das trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões
celestiais" (NVI).

Em seu livro The Believers Cuide to Spiritual Waifare (O Manual do


Crente Para a Batalha Espiritual), Tom White diz que esta passagem é um
retrato do organograma de autoridade do inferno. Veja o que ele diz a
respeito da hierarquia satânica:

"Paulo iluminou o tópico descrevendo os poderes como uma


hierarquia organizada de governo, como principados (archai), autoridades
(exousia), poderes (dunamis) e forças espi-rituais da maldade
(cosmocratoras). É de supor que a estrutura de governo aqui, está em
ordem decrescente. Daniel 10.13,20 desvenda a identidade dos
principados (archai) como príncipes satânicos superiores que foram
colocados sobre as nações da terra. A palavra
exousia tem uma conotação de governo natural e sobrenatural. Na
compreensão apostólica havia forças sobrenaturais que "ficavam por trás"
da estrutura governamental humana. Sem dúvida, Paulo é um porta-voz
da noção apocalíptica judaica de que Deus concede poderes a seres
cósmicos para arbitrar os assuntos terrenos. Presume-se que os poderes,
dunamis, operam dentro de países e nas culturas influenciando certos
aspectos da sociedade. As
forças espirituais da maldade, cosmocratoras, são os muitos tipos de
espíritos que afligem as pessoas, por exemplo, espíritos do engano,
adivinhação, sensualidade, rebelião, medo e enfermidades. Geralmente,
estes são os espíritos do mal que se manifestam e são expulsos nas
reuniões de libertação. Entre eles existe, também, uma estrutura de
autoridade onde os mais fracos são subservientes dos mais fortes." (4)

Um dos nomes usados para esta hierarquia de espíritos maus é


"espíritos territoriais". Mesmo não sendo um termo encontrado na Bíblia,
descreve a lista dos governos espirituais de Efésios 6.12.

Afinal, o que queremos dizer com espíritos territoriais? Um espírito


territorial é aquele que governa sobre determinadas áreas geográficas.
Aparentemente, existe um deles conhe-cido como "príncipe da Pérsia". Em
Daniel 10.13, diz: "Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e
um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e
eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia ".

Não são apenas os espíritos do mal que dominam determinados


territórios. Parece que Deus designa alguns de seus anjos para cuidar das
nações. A versão Septuaginta do Antigo Testamento traduz o texto de
Deuteronômio 32.8 da seguinte maneira: "Quando o Altíssimo distribuía as
heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos
outros, fixou os termos dos povos conforme o número dos anjos de Deus".

F.F. Bruce afirma que o texto da Septuaginta representa a versão


original:

"Este texto bíblico pressupõe que a administração de várias nações


foi distribuída entre um determinado número de anjos ... Em alguns
lugares certos poderes angelicais
são apresentados como principados e potestades hostis, os "dominadores
deste mundo" de trevas descritos em Efésios 6.12" (5)
Uma boa fonte de pesquisa visando um aprofundamento do que são
os espíritos ter-ritoriais pode ser encontrado no ensaio que Peter Wagner e
Douglas Pennoyer fizeram e que foi editado sob o título de Wrestling with
Dark Angels (Lutando contra os Anjos das Trevas).

Alguns poderão dizer: "Eu creio que existe uma hierarquia satânica,
mas não é bíblico manter-se na ofensiva contra ela". Você pode falar sobre
a armadura de Deus de Efésios 6 e mostrar que todas as armas são de
natureza defensiva. Existe algum modelo no Novo Testamento para a
guerra contra os principados e potestades?

A resposta é: sim! Um dos melhores exemplos está em Mateus 4 que


fala da tentação de Cristo. O primeiro ato ministerial de Jesus depois de
batizado foi o encontro com Satanás no deserto. Jesus não fraquejou e
posso garantir que Ele não se intimidou em encontrar o seu oponente. Ele
não se escondeu do diabo numa caverna com a esperança de não ser
incomodado. Em outras palavras, Ele não ficou na defensiva.

Jesus, ao ser levado pelo Espírito Santo ao deserto guerreou contra


Satanás que reivin-dicava a si mesmo o direito de governar sobre a terra.
Vamos estudar mais adiante as diver-sas estratégias que Ele usou naquela
batalha espiritual. Antes, porém, vejamos o plano de guerra do diabo.

Satanás, geralmente, fala demais revelando-nos suas estratégias. Ali


no deserto ele revelou suas três áreas de guerra. Jesus defendeu-se de
todas usando o poder da Palavra de Deus.

1. O reino físico.

"Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em


pães. "

"Jesus, porém respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o


homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus".

2. O reino espiritual.

"Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus
anjos ordenará a teu respeito; que te guardem; e, eles te susterão nas
suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.

"Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor


teu Deus".

3. Reino político.

"Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os


reinos do mundo e a gloria deles, e lhe disse: Tudo isto te darei se,
prostrado me adorares. Então Jesus lhe ordenou : Retira-te, Satanás,
porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto".
Veja bem. Quando Jesus frustrou os planos do diabo no deserto, seu
ministério cres-ceu rapidamente. Os discípulos o seguiram, as pessoas
foram salvas, libertas e curadas. O poder do inimigo foi detido durante um
bom tempo. Creio que Jesus usou técnicas de guerra espiritual no deserto
fornecendo-nos um modelo de como derrubar as fortalezas.

Há cinco chaves estratégicas de batalha que Jesus utilizou contra o


diabo no deserto. A primeira é quase sempre desprezada quando se entra
numa batalha: Quando batizou, Jesus se humilhou diante de Deus. Tiago
4.6,7, diz: "Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos
soberbos, mas dá graças aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas
resisti ao diabo, e ele fugirá de vós".

Quanta diferença entre o surgimento do ministério de Cristo e de


tantos pregadores hoje! Ele se humilhou, fazendo exatamente o oposto,
não alardeando que era o Messias de Israel.

Em seu livro Taking Your Cities for God, John Dowson fala que a
humildade é uma das estratégias para conquistar uma cidade. Ele estava
em Córdoba, na Argentina com uma equipe da Jocum evangelizando
durante as semifinais da copa do mundo de futebol, mas ninguém atendia
ao Evangelho, até que discerniram um espírito de orgulho na cidade. Foi
então que dobraram seus joelhos em plena praça do centro da cidade. Ele
diz assim: "lem-
bro-me de como senti-me fortalecido pelo Senhor quando deixei de lado a
minha dignidade ajoelhando-me em plena rua". (6)

Naquele dia, sua equipe teve resultados animadores na


evangelização. O espírito de orgulho foi quebrado da vida dos moradores
daquela cidade pelo espírito. de humildade.

A segunda estratégia de Cristo foi o jejum. Mateus registra que


"depois de jejuar qua-renta dias e quarenta noites, teve fome". O jejum é
um elemento essencial para derrubar as fortalezas de uma cidade. Em seu
livro Revivals of Religion, (Avivamentos nas religiões), Charles Finney citou
a Jonathan Edwards, dizendo:

"Se sabemos que precisamos jejuar e orar para mandar um demônio


embora da vida de uma pessoa, como expulsar os demônios de
determinadas regiões se não jejuarmos?"(7)

A terceira estratégia é a Palavra de Deus arraigada em nós. A


inabalável, inerrante e precisa Palavra de Deus estava escrita em tábuas
no coração de Cristo. Muitas pessoas são enganadas por meias-verdades
numa guerra espiritual. Para lutarmos, efetivamente, preci-samos estar
intimamente inteirados com a Palavra de Deus, manejando-a como uma
espada contra o inimigo de nossas almas.

A quarta estratégia é a perseverança. A batalha não foi ganha num


dia. Jesus gastou quarenta dias em oração e jejum. Como nos sentimos
desencorajados se tivermos que perseverar por apenas um ou dois dias!
Alguns de vocês vêm lutando há tanto tempo por suas cidades que estão a
ponto de desanimar! Não desista! Chegará o dia quando o inimigo soltará
suas garras da cidade. Não se canse de fazer o bem!

A última estratégia é sempre muito criticada. Trata-se de dar ordens


aos espíritos ter-ritoriais que abandonem a área. Muitas vezes não nos
apercebemos das palavras poderosas que Cristo usou no deserto. Ao
terminar a luta, ele falou com muita autoridade: "Retira-te, Satanás!" (Mt
4.10). A Bíblia diz que o diabo o deixou; vieram anjos de Deus e o serviam.

Interessante: Jesus lutou sem que ninguém intercedesse por Ele! A


igreja ainda não existia e Ele obteve a vitória usando as chaves de Mateus
3 e 4: humildade, conhecimento da Palavra de Deus, jejum, perseverança
e autoridade!

Entrando na batalha

Em minhas viagens, ensinando sobre batalha espiritual, encontro


muitos pregadores teóricos e bem poucos praticantes. Tem gente
ensinando sobre batalha espiritual sem nunca ter lutado uma guerra,
conseqüentemente têm muitas perguntas. A mais comum é, "Como saber
que existe ali uma fortaleza do inimigo?".

Quero, antes de mais nada, falar sobre os perigos de uma batalha


espiritual e dar algu-mas salvaguardas. Este capítulo mereceria uma tarja
vermelha com a seguinte inscrição: Perigo, Carregue com Oração. Guerra
espiritual não é para imaturos.

Pessoalmente, se tivesse outra escolha, não me especializaria em


guerra espiritual. Fui chamada para ser uma profetiza! intercessora, e isto
basta para termos autoridade sobre as nações derrubando suas fortalezas.
Não estou afirmando que um crente comum não possa ser treinado na
batalha espiritual, o que quero dizer é que é uma tarefa que precisa ser
leva-da a sério!

Primeira Proteção

Há duas salvaguardas ou proteção que devem ser levadas em


consideração quando participamos de algumas guerras espirituais em
nossas cidades. Em primeiro lugar, uma ba-talha em tal nível, isto é,
contra autoridades do mal nas regiões celestiais, deve ser feita de forma
corporativa ou unida e somente por gente que sabe o que está fazendo.
Ninguém deveria entrar na guerra só por entrar. Nunca subestime o
inimigo. Você deve entender que ele é capaz de tudo, mas não se deixe
fascinar por seus poderes e habilidades.

Peter Wagner em seu livro Wrestling with Dark Angels (Lutando


contra os Anjos das Trevas), fala de dois ministros presbiterianos em Gana
que subestimaram o poder do inimigo.
"Um deles não ouviu as advertências da comunidade local e derrubou
uma árvore que era endeusada pelos sacerdotes satânicos. Quando o
último galho caiu por terra o pastor também caiu e morreu. O outro pastor
ordenou que um "macumbódromo" fosse demolido. Quando mexeram no
lugar das oferendas, ele sofreu um ataque cardíaco e morreu.

Peter Wagner continua: "Os alunos do Seminário Fuller ouviram uma


palavra de Timothy Wagner que os conclama, dizendo: "Bem-vindos à
guerra!". O propósito da evange-lização é demonstrar o poder de Deus
glorificando-o através de sinais e milagres. Agora, se subestimarmos o
poder do inimigo, pode ocorrer exatamente o contrário". (8)

Outros, como Ornar Cabrera na Argentina se trancam dentro de um


quarto de hotel orando e jejuando contra os espíritos territoriais que
governam as áreas onde as cruzadas evangelísticas terão lugar. Não é a
regra, já que Cabrera é um homem muito ungido por Deus para derrubar
os altares de Baal como fez Gideão.

Segunda Proteção

Em segundo lugar, submeta-se à autoridade espiritual agindo


sabiamente. Os Hun-guenotes na França receberam muita unção do
Espírito Santo, mas procederam erro-neamente entrando nos templos
católicos, quebrando suas imagens de adoração. A ira:
de um rei católico ascendeu-se contra eles, e milhares deles foram
massacrados.

Há muitos grupos de intercessão sendo usados por Deus para


derrubarem as fortalezas de algumas cidades e eu não quero amedrontá-
los de irem à guerra. Se tomarem as devidas precauções, tudo bem!

Muitos dos ministérios envolvidos em batalha espiritual, enviam


equipes de guerra, atiradores de elite, gente habilitada, conforme
mencionei anteriormente. Gwen Shaw, da organização End-Time
Handmaidens (Servas dos Últimos Tempos), enviou uma equipe de elite
para orar contra um terremoto que havia sido predito sobre a falha de New
Madrid, em Arkansas.

Esta é uma falha geográfica que se estende por 192 quilômetros


cortando três estados, três vezes o rio Mississipi e duas vezes o rio Ohio.

O Dr. Iben Browning predisse que um tremor de terra atingiria aquela


área no dia 3 de dezembro de 1990. Foi ele quem predisse o terremoto
que atingiu a cidade do México em 1985 e o que atingiu São Francisco em
1989, com apenas um dia de diferença do que previ-ra, além da erupção
de vulcões na Colômbia e do Monte Sta.Helena. Estas erupções se deram
dentro do prazo previsto por ele. (9)

Muitas pessoas levaram estas predições a sério, entre elas Gwen


Shaw e sua equipe de intercessores. Assim, cinco equipes cada uma com
cinco intercessores foram enviadas a cinco diferentes áreas para
interceder sobre as falhas subterrâneas e contra o terremoto. De acor-do
com ela foi uma parada dura, uma luta sem tréguas.

O dia 3 de dezembro começou e terminou sem qualquer indício de


terremoto. A im-prensa ficou esperando, atônita, pelo terremoto que não
aconteceu e publicaram depois que Browing se enganara quanto ao dia.
Quantos desastres já foram evitados por gente que se colocou na brecha
da intercessão travando uma luta a nosso favor!

Como discernir uma fortaleza sobre uma determinada área


geográfica? Que discerni-mento os intercessores da equipe de Gwen Shaw
tiveram para orar impedindo o terremoto? Este é um tema sobre o qual
ensino oito horas diárias antes que uma equipe comece a tomar uma
cidade para Deus. O que apresento, a seguir, são apenas umas poucas
linhas sobre como discernir uma fortaleza.

Discernindo as Fortalezas

A primeira coisa a fazer, depois de descobrir as fortalezas de uma


cidade, é permitir que o Espírito Santo conduza a questão. Deus tem um
plano para cada cidade. Você não pode apenas copiar o que foi feito com
sucesso noutro lugar. Através da oração e do jejum Deus dará a estratégia
correta para você. Você precisa descobrir quais as portas que deram o
direito legal para o inimigo edificar suas fortalezas. Isto é o que eu chamo
de portas da cidade.

Como disse, as portas eram lugares estratégicos numa cidade dos


tempos antigos. As portas da cidade são símbolo de autoridade. Junto a
elas os anciãos se reuniam para tratar dos assuntos da cidade e do bem-
estar do povo. Satanás luta, desesperadamente, tentando conquistar as
portas de uma cidade. São os pecados do povo que dão direito de acesso a
Satanás numa cidade. Depois de obter o direito legal de entrar numa
cidade pelo pecado
ou "portas do inferno", ele entra e sai da cidade como bem quiser.

A cidade não precisa ficar eternamente perdida. Em Mateus 16.18


temos uma promes-sa mui preciosa: "... sobre esta pedra edificarei a
minha igreja e as portas, do inferno não prevalecerão contra ela". Quando
edificamos nossas cidades à luz da lei divina, ou as reivin-dicamos
conforme as leis de Deus, as portas do inferno não podem prevalecer.

Temos outras promessas preciosas nas Escrituras a respeito dos


portões, uma delas está em Isaías 28.6: "... e fortaleza para os que fazem
recuar o assalto contra as portas". Deus nos fortalece quando batalhamos
junto às portas contra o nosso inimigo. Uma outra passa-gem está em
Gênesis 22.17: "... a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos" (RC).
Se formos fiéis ao Senhor,nossos descendentes,como diz uma outra
versão,possuirão a cidade dos seus inimigos.
Em segundo lugar, somente poderemos fechar as portas da cidade ao
diabo, quando descobrirmos quais são os seus pecados. Devemos, então,
pedir perdão pelos pecados da cidade impedindo o diabo de continuar
governando. Este arrependimento pelos pecados da cidade deve ser feito
de forma unida ou corporativa por serem pecados que também foram
praticados coletivamente. Este não é um conceito muito fácil de se
entender. Você poderá retrucar afirmando que não foi você quem pecou e
que aquelas pessoas deveriam ser res-ponsabilizadas diante de Deus. É
claro que Deus as têm como responsáveis. Deus, entre-tanto, quando julga
uma cidade o faz coletivamente. Veja como o juízo de Deus veio sobre a
Babilônia e sobre outras cidades iníquas. As cidades não têm vida eterna,
por isso devem ser julgadas aqui e agora!

Como intercessores, ficamos na brecha a favor de nossas cidades,


clamando: "No juízo, lembra-te de tua misericórdia. Merecemos ser
condenados, mas, por favor, poupa-nos, Deus". Cada crente da cidade
pede perdão dos seus próprios pecados mas podemos nos arrepender por
uma cidade ou nação, pedindo que Deus a perdoe como um todo.

Daniel, um homem justo, ficou na brecha a favor dos pecados de seu


povo. Ele orou: " ... temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos
perversamente, e fomos rebeldes,
apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos" (Dn 9.5). Neemias
também se arre-pendeu pelos pecados do povo: " ... temos procedido de
todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem
os estatutos, nem os juízos, que ordenaste a Moisés, teu servo" (Ne 1.7).

Na realidade, o domínio territorial está nas mãos da humanidade.


Adão deveria cul-tivar o Jardim do Édem, mas ainda havia um grande
território disponível. Jesus deu orien-tações precisas e estratégicas aos
discípulos em como possuir o reino. Você e eu, num certo sentido, somos
"espíritos territoriais" pois foi Deus quem determinou quando deveríamos
nascer e, caso o sigamos, onde deveremos viver. Fomos por Ele
designados para viver em determinadas áreas geográficas com o fim de
possuir os portões do inimigo na terra.

Como saber quais os pecados que sua cidade cometeu contra Deus?
Examine as três áreas pelas quais Satanás estabelece o seu domínio: Nas
áreas física, espiritual e política. Você descobrirá que há muita iniqüidade
nestas áreas. Pesquise na Biblioteca Pública, todos os livros que falam da
cidade, da sua história e do seu começo. Fale com os historiadores e com
os moradores mais antigos de sua cidade. Creio que alguns historiadores,
admitam ou
não, são escolhidos por Deus, para escrever a história das cidades. Eis
uma lista de perguntas que fazemos quando pesquisamos para os
Generais da Intercessão:

1. Por que a cidade foi estabelecida? Há indícios de que teve um


governo imoral?
2. Quais os primeiros habitantes e o que aconteceu com eles?

3. O que a cidade diz sobre ela mesma? Ela persegue algum slogan?

4. Sobre quais princípios foi a cidade estabelecida? Seu governo era


justo e piedoso, ou um governo corrupto?

5. Quem implantou o cristianismo em sua cidade? Existem provas de


engano religioso?

6. A cidade ou seus habitantes alguma vez foram atingidos por


desastres físicos? Há evidências de traumas que afetaram toda a
comunidade?

7. Há também evidência de ganância em seu modelo econômico?

Pode-se encontrar evidências da influência demoníaca, estudando sua


música, cultura, arquitetura e artes. Muitas vezes as coisas visíveis são
uma chave para o mundo invisível:

"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder


como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde
o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das causas que foram
criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis; porquanto, tendo
conhecimento de Deus não o glorificaram como Deus, nem lhe deram
graças, antes se tomaram nulos em seus próprios raciocínios,
obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios,
tornaram-se loucos, e mudaram a glória de Deus incorruptível em
semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves,
quadrúpedes e répteis" (Rm 1.20-23).

Podemos descobrir o tipo de espírito que governa uma cidade


observando a arte po-pular. Na cidade de Resistência encontramos três
painéis pintados com símbolos do espírito da morte. Quando a arte é
sensual, pode-se perceber um espírito de luxúria e sensualidade. Não
chega a surpreender que tais cidades tenham um alto índice de crimes
sexuais.

O mesmo acontece aqui na América onde é fácil distinguir através da


arquitetura, o tipo de espírito territorial. Em algumas cidades o prédio mais
alto é o do banco, quando anti-gamente a construção mais alta era o
prédio da igreja. As torres surgiram para deixar as igrejas como os prédios
mais altos da cidade.

Há uns cinco anos atrás, enquanto ensinava sobre batalha espiritual


na cidade de San-to Antônio, no Texas, percebi porque havia tantos crimes
e mortes na cidade. Há menos de um quilômetro do hotel estava o Álamo,
berço da liberdade texana. Ali, muito sangue fora derramado entre
mexicanos e texanos e isto permitiu a entrada legal de um espírito de
crime e de violência sobre a cidade.
Derrubando as fortalezas

Depois de descobrir qual o espírito que domina a cidade, o que fazer


para destruir a fortaleza do inimigo? Outra vez quero afirmar que este
capítulo é apenas uma gota d'água de tudo o que se pode dizer sobre o
assunto.

Destruindo as fortalezas no nível pessoal

A primeira batalha é travada no nível pessoal. É importante fechar as


brechas em nos-sa armadura para que o diabo não tenha acesso ferindo-
nos. Poderemos ficar citando, sem parar, aquele versículo que diz "a
maldição sem causa não se cumpre" (Pv 6.2) sem nos aper-cebermos que
há "furos" em nossa vida pela qual o inimigo tem acesso.

Num dos encontros da Rede de Guerra Espiritual, Ed Silvoso fez uma


declaração que mexeu comigo. Ele disse: "Em todo lugar onde a Escritura
fala de guerra espiritual, sempre há uma conotação, uma ligação com o
ensino a respeito de relacionamentos".

Depois daquele encontro pesquisei todas as passagens a respeito de


guerra espiritual e o que encontrei me deixou vibrando! Por exemplo,
gostamos do texto de Efésios 6.10 que diz, "quanto ao mais, sede
fortalecidos no Senhor. .. " sem cumprir aquelas coisas que pre-cedem o
"quanto ao mais". O livro de Efésios trata em sua maior parte dos
relacionamentos, no lar, no casamento e na igreja. Se o inimigo tem um pé
em qualquer uma dessas áreas temos que cuidar delas antes de nos
metermos a lutar contra os principados e potestades.

Uma das fortalezas pessoais é o ego. Qualquer direito que


reivindicarmos como nosso, será usado pelo diabo contra nós na hora da
batalha. Alguns dos direitos que temos de largar antes de derrubarmos as
fortalezas, são:

• O direito de sentir-se ofendido.

• O direito de ter o meu tempo.

• O direito de fazer o que quisermos com os nosso bens.

• O direito à auto piedade.

• O direito de se justificar.

• O direito de ser entendido.

• O direito de criticar.

Tratando com estes temas, fecharemos "as portas e manteremos o


diabo afastado de nós".
São fortalezas pessoais que não serão venci das num só dia, mas isto
não quer dizer que você não possa entrar na batalha. O Espírito Santo o
convencerá de toda área da qual Ele não se agrada. <

Algumas destas coisas poderão ser-lhe mui difíceis. O alistamento


para o exército de intercessores é como entrar num quartel. Eles cortam o
seu cabelo como eles querem, lhe dão um fuzil, dizem a que horas você
deve levantar e onde deve ir. Assim também Deus sabe como fazer de nós
bons soldados.

Destruindo as fortalezas no nível mental

Uma outra fortaleza que precisa ser destruída para conquistar-se uma
cidade para Deus está na mente dos crentes. Uma das especialidades do
diabo é a de convencer os cren-tes de que a cidade não pode ser
conquistada para Cristo; assim, durante anos ele vem limi-tando no que as
pessoas devem crer sobre a conquista de cidades. Ele vem afirmando que
apenas alguns serão salvos e que é impossível haver um avivamento em
toda a cidade, insinuando que a cidade é muito difícil de ser conquistada,
que as pessoas são duras e que não devemos perturbá-Ias com respeito a
salvação. Lembre-se da definição que Edgardo Silvoso deu de fortalezas:
"Uma fortaleza é uma predisposição mental impregnada de
desesperança que leva o crente a aceitar como imutável algo que ele sabe
ser contrário à vontade de Deus".

Destruindo as fortalezas que impedem a unidade

Edgardo Silvoso também me ensinou que uma cidade é conquistada


quando a forta-leza levantada contra a unidade for destruída da mente dos
pastores e dos crentes. Os pas-tores devem crer que Deus é poderoso para
derrubar as fortalezas ideológicas que existem entre os crentes e,
especialmente, entre as denominações. Precisam ver que a igreja é um
Corpo e que a cidade jamais será conquistada se apenas uma parte do
Corpo estiver tra-balhando. Cada junta deve trabalhar com o fim de ganhar
a cidade para Cristo. Assim como todas as tribos de Israel tiveram que
lutar, juntas, para conquistar Canaã, assim também todo o Corpo de Cristo
precisa trabalhar, junto, para herdar nosso espaço na cidade.

E como conseguir esta unidade? Deus, muitas vezes, unge um líder


para que seja um Josué na cidade. Este Josué encontrará graça diante de
Deus para reunir os pastores e líde-res. Outros, ainda, serão levantados
por Deus para estreitarem os relacionamentos e para orarem pela unidade.

A humildade tem um poder devastador contra o espírito de desunião.


Quando os pas-tores e líderes começam a abençoar os ministérios uns dos
outros ao invés de levantar mais os muros da divisão, e ao descobrirem
que este negócio de querer proteger o seu "rebanho" não passa de uma
paranóia, a unidade de Deus, então, derrubará todas as fortalezas ideo-
lógicas. Muitas vezes, esta fortaleza é quebrada, quando uma congregação
levanta uma ofer-ta para outro grupo. Você não se surpreenderia se um
pastor de outra congregação se pron-tificasse a pintar o seu templo?

Destruindo as fortalezas da crise e da guerra

Uma das maneiras de se derrubar as fortalezas ideológicas é através


das crises. Uma crise arrebenta com a arrogância ou orgulho levando o
povo de volta às crenças elementares: O Senhorio de Cristo e a
necessidade de todos em conhecê-Lo como Senhor.

Andando na contramão

Uma outra arma poderosa na batalha espiritual é mover-se na direção


contrária. Aprendi sobre isto com John Dawson. Se você quer combater o
espírito de avareza, contri-bua. Se você está destruindo um espírito de
isolamento e insolência, humilhe-se e será uma bênção.

Ataque frontal

O último aspecto que quero apresentar a respeito de guerra espiritual


neste capítulo é que podemos atacar os espíritos territoriais de nossas
nações, fazendo investidas de surpre-sa. Já vimos outros tipos de batalha
que são muito efetivos, porém, indiretos em sua natu-reza.

Quero aprofundar-me um pouco mais mostrando como os Generais


da Intercessão conduzem os grupos de intercessão na conquista das
cidades. Não estou afirmando que esta é a melhor e a mais eficiente
maneira, mas traz bons resultados. Lembre-se que você deve seguir a
orientação do Espírito Santo e que cada caso é um caso. Quem sabe este
panorama o ajudará a desenvolver um modelo estratégico para sua
cidade.

Antes que os Generais da Intercessão cheguem numa cidade,


algumas coisas devem estar prontas já que o nosso ministério visa ensinar
as pessoas a confrontar os principados espirituais de alta hierarquia.

1. Os pastores precisam estar em unidade. Isto quer dizer que a maior


parte dos pas-tores na região concordam a respeito da necessidade
de guerra espiritual e que participarão na destruição das fortalezas.
Sem isto, nos limitaremos em destruir apenas as fortalezas pessoais
e ideológicas.

2. Este assalto contra os principados tem que ser na hora de Deus, no


seu kairos (tempo estratégico). Isto só poderá ocorrer, depois que as
mãos dos principados forem en-fraquecidas através da unidade das
igrejas e depois que as fortalezas pessoais forem derrubadas. Uma
outra coisa: quando ministramos libertação em massa, expulsando
os demônios das pessoas, enfraquecemos o poder dos espíritos
territoriais.

Foi isto o que aconteceu quando Jesus enviou equipes de vanguarda


a cada cidade e vila por onde Ele haveria de passar. Quando
retomaram, estavam alegres, dizendo: "Senhor, os próprios
demônios se nos submetem pelo teu nome!". Jesus lhes res-pondeu:
"Eu via a Satanás caindo do céu como um relâmpago" (Lc 10.17,18).

Creio que Jesus se referia ao poder dos espíritos territoriais que


foram quebrados pelos discípulos, quando expulsavam os demônios,
evangelizando e curando os enfermos.

3. A liderança da cidade deve concordar em jejuar e orar


especificamente por um bom período, tempo este que o próprio
Senhor lhes indicará através da intercessão unida.

4. A liderança deve concordar em reunir os membros de suas igrejas


num seminário de batalha espiritual a fim de que haja unidade de
propósito entre todos. Na Argentina,
o Evangelismo de Colheita, dirigido por Ed Silvoso, reuniu líderes de
diferentes cidades. Quanto mais os ensinávamos mais fácil tomou-
se a conquista das cidades. (Oito horas por dia, quatro dias seguidos
foi o mais longo tempo de ensino que experimentei na Argentina).

5. A liderança local, deve estar disposta a participar da intercessão


pela cidade. Um missionário disse isto da seguinte maneira: "Quando os
israelitas entraram em Canaã os sacerdotes foram os primeiros a pisar nas
águas turbulentas do Jordão, ficando ali parados até que todo o povo
atravessou o rio".

6. Uma pesquisa a respeito da história da cidade deverá ser concluída.


(Veja as pergun-tas mencionadas anteriormente) .

7. Os resultados da pesquisa devem ser passados a todos os pastores


e líderes.

8. Os líderes devem buscar em Deus os nomes das fortalezas da


cidade.

9. Cópias da pesquisa deverão ser enviadas ao nosso escritório para


que oremos e estu-demos a estratégia para toda a área.

10. Se possível, deve haver algumas reuniões com a liderança local


antes das reuniões com toda a igreja.

11. Os pastores e líderes devem visitar os lugares onde estão as


fortalezas da cidade.

Depois de toda esta preparação, forneceremos nos seminários, a base


bíblica do que estamos realizando. Quando encerrarmos os seminários,
pedimos ao povo que orem e de nossa parte, também oraremos buscando,
em Deus, orientação se eles devem ou não nos acompanhar na oração
pela cidade. Alguns ficarão na retaguarda, orando enquanto vamos aos
locais. Os pastores e líderes formam uma tropa de choque para o ataque.
É bom fazer isto quando todos estão fisicamente descansados, contudo, na
maioria das vezes o tempo nos urge a seguir adiante. Sugerimos, aqui,
quais devem ser as qualidades das pessoas que formarão a tropa de
choque. A pessoa deve:

1. Participar das reuniões de oração buscando a vontade de Deus.

2. Ser espiritualmente madura.

3. Deve estar livre de todo pecado.

4. Não ser medrosa.

5. Estar submissa a uma congregação local.

Quem deve fazer a oração diante dos espíritos territoriais? Deve ser
feita por uma pessoa que tenha autoridade legal, uma pessoa ungida. Uma
outra pessoa poderá orar, mas já notamos que é mais eficiente quando um
líder local ora. Esta é a razão que Deus os colo-cou na cidade. Creio,
piamente, que Deus quer ensinar a guerra a cada geração, pois eles terão
que enfrentar os seus gigantes também. Nenhuma fortaleza será
permanentemente
destruída até que Jesus volte e, de uma vez por todas, jogue Satanás nas
trevas eternas. Cada geração anulará o seu poder na terra e o amarrará
por um "tempo". Juízes 3.1,2, diz:

"São estas as nações, que o Senhor deixou para, por elas, provar a
Israel, isto é, a quantos em Israel não sabiam de todas as guerras de
Canaã, tão-somente para que as gerações dos filhos de Israel delas
soubessem (para lhes ensinar a guerra), pelo menos os que dantes não
sabiam disso".

O trabalho básico já foi feito, agora, como orar contra os espíritos


territoriais?

Lembre-se de orar pedindo que cada pessoa ali seja protegida, bem
como seus fami-liares, seus ente queridos, as igrejas e também os
intercessores que oram a seu favor. Sem-pre lemos o Salmo 91 em voz
alta e outros textos bíblicos que falem de proteção. Outras vezes, paramos
e nos revestimos das armaduras de Efésios 6. Freqüentemente
humilhamo-nos sob a mão poderosa de Deus pois entendemos que nada
faremos se ele não nos der
poder e autoridade.

Aí, então, começamos a perdoar os pecados cometidos naquela


região. É sempre bom ter alguém que represente a área pelo qual se ora
pedindo perdão. Por exemplo: o governo decretou leis injustas? Se assim
for, peça a um legislador (geralmente um vereador ou depu-tado) que se
arrependa deste pecado em nome da cidade.

Depois de pedir perdão por determinado pecado, geralmente peço


aos pastores locais, especialmente aqueles fortemente ungidos e com
autoridade, que orem contra os espíritos territoriais, ordenando-Ihes que
todo o seu poder seja anulado na região. Isto somente pode-rá ser feito
depois de pedir perdão pelos pecados da cidade, do contrário a fortaleza
não será derrubada. É aqui que o líder deve depender, totalmente, da
direção do Espírito Santo. Os líderes devem responsabilizar-se plenamente
por aqueles que eles pessoalmente convidarem para fazer parte da
batalha. Tentar uma investida contra os espíritos territoriais fora da hora
pode ser desastroso. Os pastores e líderes são inundados pela paz de Deus
quando chega a hora da batalha.

A última parte deste tipo de guerra espiritual é quando "plantamos a


Palavra de Deus", na cidade, de duas maneiras:

Em primeiro lugar, preencha o vazio deixado pela partida dos


espíritos maus, colo-cando a Palavra de Deus naquele lugar. Quando
oramos contra o espírito da Santa Morte, por exemplo, todos proclamamos
em uníssono: "Jesus é a vida!". Jesus falou a respeito do assunto numa de
suas parábolas:

"Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, tendo voltado, a
encontra vazia, varrida e ornamentada. Então vai, e leva consigo outros
sete espíritos, piores do que ele, e, entrando habitam ali; e o último estado
daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também
acontecerá a esta geração perversa" (Mt 12.44,45).

Em segundo lugar, proclame que a cidade seja restaurada ao seu


chamamento inicial.

Cada cidade, foi estabelecida por Deus com um propósito, mesmo


parecendo que o inimigo a domine totalmente. Neste caso, é bom orar ao
Senhor pedindo que Ele nos mostre com qual propósito a cidade foi
estabelecida.

A cidade de Resistência foi edificada, originalmente, como uma


"muralha" com o fim de manter Corrientes, a cidade co-irmã do outro lado
do rio, livre de qualquer ataque. O propósito para a qual fora edificada
havia sido deixado de lado. Descobrimos, orando a Deus, que o dom da
cidade era artes e música. Deus queria usar esse dom a serviço do seu
reino. O dom da música é usado no louvor intercessório para "resistir o
diabo" e assim, o nome Resis-
tência é bem apropriado. "Liberamos" este dom para o bem daquela
cidade!

É assim que os Generais da Intercessão se comportam quando oram


por uma cidade. Às vezes quando estou ensinando sobre batalha espiritual
aos líderes, sinto-me como naque-la velha história do cego tentando
descrever um elefante. Na história, uma pessoa toca na cauda e diz que o
elefante se parece com uma corda. Outro, toca-lhe no dorso e afirma que
se parece com um muro. E assim por diante.

Assim, já que Deus faz com que determinados líderes se especializem


em derrubar diferentes tipos de fortalezas, cada um acha que sua área é
mais importante que a do outro. Alguns trabalharão derrubando as
fortalezas do nível pessoal, e dirão: "Temos que nos san-tificar". Outros
declararão: "Quando todos estiverem unidos, as fortalezas cairão". Outros
ainda dirão: "Não. Se você não confrontar os principados e potestades
diretamente, nada acontecerá". Cada um proclama uma parte da verdade
e sozinhos não obterão qualquer resultado. Creio que cada um deles é
necessário para tomar a cidade para Cristo.

Que Deus o abençoe a possuir as portas do inimigo. Que Ele use o


seu coração de in-tercessor para apressar a vinda do seu Reino. Fico
orando para que os princípios ensinados neste livro sirvam-lhe de guia e
encorajamento no cumprimento de seu ministério. Que privilégio orar
aquilo que está no coração de Deus!

Sejamos-Lhe fiel!

1. Paul Billheimer, The Techniqueof Spiritual Waifare (Técnicas da


Guerra Espi-ritual), Santa Ana, Cal. TBN Press, 1982,pg58

2. S.D.Gordon, Quiet Talks on Prayer (Conversas Silenciosas em


Oração), Pyramid Publications, 1967, pg 27

3. Finis Jennings Dake, Dake's Annotated Reference Bible, (A


Bíblia Anotada de Dake), sétima edição, Lawrenceville, Ga.
Dake Bible Sales Inc. 1977, pg 42 4.

4. Thomas White, The Believer's Guide to Spiritual Waifare (Guia


do Crente Sobre Batalha Espiritual) Ann Arbor, Mich. Servant
Publications, 1990, pg 34

5. F.F. Bruce, The Epistle to the Hebrews (A Epístola aos


Hebreus) Grand Rapids, Mich, Wm. Herdmans Publishing Co.
1964, pg 33

6. John Dawson, Taking Our Cities for God, (Lake Mary, FIa.
Creation House, 1989, pg 19.

7. Charles G. Finney, Revivals of Religion (Avivamentos nas


Religiões), Virginia Beach, Va. CBN University Press, pg 27.

8. C. Peter Wagner e F. Douglas Pennoyer, eds, Wrestling with


Dark Angels (Lutando contra os Anjos das Trevas), Ventura,
Cal. Regal Publishing, 1990, pg. 87.
9. Dee Lynn Freedom Alert Prayer Network Newsletter
(Minneapolis, Minn. November 20, 1990) Gwen Shaw, Angel
Letter, edição de novembro e dezembro de 1990.

G u ia d e E s t u d o s
T e x t o s -c h a v e s :
Is a ía s 1 4 .1 2 2 C o rín to s 2 .1 1

Je r e m ia s 1 .1 0 2 C o r ín tio s 1 0 .4

E z e q u ie l 2 8 .1 1 -1 9 E fé s io s 1 .2 1

D a n ie l 1 0 .1 2 -1 3 E fé s io s 3 .1 0

M a te u s 1 1 .1 2 E fé s io s 6 .1 1 -1 2

M a te u s 1 6 .1 8 C o lo s s e n s e s 2 .1 5

L u c a s 1 1 .1 7 -2 2

C A P ÍT U L O 1 :

C H A M A D OÀSIN T E R C E S S Ã O
1. Você já se acordou no meio da noite com um desejo forte de orar? Como
soube sobre o que deveria orar? Você ficou sabendo se suas orações
modificaram alguma coisa?

2. O que significa obter uma resposta de oração "dada nos céus" antes de
acontecer na esfera natural? Você concorda com este conceito?

3. Você já pensou no que significa orar precipitadamente: "Deus, eu faço


qualquer coisa que pedires; eu vou a qualquer lugar onde me enviares"?
Se você alguma vez orou assim, o que Deus pedirá de você? Que tipo de
sacrifício Ele pode lhe pedir?

4. Você acha que é uma daquelas pessoas que Deus escolheu para ser um
intercessor? Dê várias razões às suas respostas.

5. Se a "intercessão é mais ação do que ensino", você já teve oportunidade


de observar e experimentar o poder de Deus através da vida de
intercessores experimentados? Cite alguns "gigantes da oração" com os
quais você gostaria de gastar tempo aprendendo a orar.

6. Quais os livros que você leu que o desafiaram ou lhe falaram na área de
intercessão?

C A P ÍT U L O 2 :

G E N E R A IS D A IN T E R C E S S Ã O
1. Qual a importância da unidade na intercessão para que a oração tenha
resultados? Qual a diferença deste tipo de unidade, da unidade
doutrinária?

2. Com que tipo de estratégia sua igreja ou denominação pode contribuir


para o Corpo de Cristo em intercessão?

3. O que o arrependimento e o perdão de pecados têm a ver com a


destruição das fortalezas de Satanás?

4. Alguma vez Deus lhe deu uma visão que mais tarde se tomou uma
barreira? Você duvidou, então, do que Deus lhe disse? Descreva seus
temores.

5. Você já tinha pensado no jornal diário como um manual de intercessão?


De que maneiras ele pode ser útil?

6. Você conhece algum grupo de oração ou um grupo de intercessão


desequilibrado que tenha feito alguém desistir de orar? O que fazer para
tornar os líderes que você conhece cientes da necessidade de intercessão?

7. Você, como templo do Espírito Santo, imaginava ser "uma casa de


oração para todos os povos"? Discuta o tema.

C A P ÍT U L O 3 :

CORAÇÃO PURO
1. Quando Deus revela algo a você sobre uma outra pessoa, qual seu
primeiro impulso? E o que isto tem a ver com as motivações de seu
coração?

2. Alguma vez você teve mais admiração por um intercessor eficaz, do que
por Deus que res-ponde as orações? Você alguma vez se parabenizou
porque uma de suas orações foi respon-dida?

3.Você está ciente de quantas vezes você orou com desejos tendenciosos?
4.Você já percebeu que muitas vezes suas orações são contaminadas por
um coração machu-cado e ferido, pela amargura e falta de perdão?

5. Há algum jeito de Deus começar a limpar o seu coração agora mesmo?


Peça-lhe que mos-tre a você as motivações de seu coração.

6. Muitas vezes nossas intercessões desviam desastres que


desconhecemos ou silenciosa-mente encobrem pecados secretos. Qual a
sua reação em saber que nem nós nem qualquer outra pessoa sabe,
exatamente, até que ponto as orações foram respondidas, senão quando
chegarmos ao céu?

C A P ÍT U L O 1 :

O S E S T IM U L A D O R E S
1. Se "a lei da oração é a mais alta lei do universo", que implicações ela
tem na noção de que Deus não faz o mal mas o permite agir devido à
queda do homem?

2. Você concorda com o conceito apresentado de que, muitas vezes, Deus


não age até que um intercessor traga à existência aquilo pelo qual está
orando? Por quê? Se não concorda, explique.

3. O que você acha da idéia de que nós, o Corpo de Cristo, somos


responsáveis em interceder estimulando a existência da vontade de Deus?
O que aconteceria se não orássemos?

4. Você já se inteirou em algum momento de que a oração a favor de uma


pessoa, cidade ou nação, mudou o rumo da história?

5. O que teria acontecido se Jesus não tivesse obtido a vitória no


Getsêmane "pagando o preço" da submissão, intercedendo fortemente
para que a vontade de Deus fosse feita? Você acha que Deus iria adiante
com o Seu plano de redenção no Calvário?

6. Cite algumas situações em sua cidade onde Deus não está sendo
glorificado.

De que maneira o Corpo de Cristo em sua cidade pode estimular ou


executar a vontade de Deus nessas situações?

7. Você, pessoalmente, daria alguns passos intercessórios mencionados


neste capítulo? Por exemplo, enterrar uma Bíblia num jardim, jejuar,
arrepender-se dos pecados de sua geração, deitar-se numa pista de pouso,
orar pelos assuntos noticiados na imprensa, por pessoas da lista telefônica,
ou dirigir e caminhar pela vizinhança intercedendo por ela?

C A P ÍT U L O 5 :

O M IN IS T É R IO D A IN T E R C E S S Ã O
1. De que maneira a intercessão pode se tomar uma arma de guerra?
Explique como ela pode ser ofensiva ou defensiva.

2.Onde você, atualmente, se encaixaria dentro do exército de Deus?

3.Cite alguns enganos, laços e estratégias do diabo contra o Corpo de


Cristo. (Leve em conta as táticas de guerrilha, por exemplo). Para cada
uma delas você pode pensar numa contra-estratégia que a igreja poderia
usar?

4. Você é uma "sentinela junto às portas" vigiando por sua família, igreja,
bairro ou nação? O que Deus lhe mostrou pedindo que você orasse?

5. Se você faz parte de um grupo de intercessão, o que fazer para evitar


que as pessoas de seu grupo se distraiam e a reunião acabe se tomando
um clube social?

6. O que teria acontecido se Dutch DuPuis tivesse se acordado sem saber o


por quê? De que maneira um intercessor aprende a ouvir claramente de
Deus?

7. Que harmonia existe entre oração e avivamento? Como preparar o


caminho para um avivamento em sua cidade e em seu país?

C A P ÍT U L O 6 :

O D O M D A IN T E R C E S S Ã O
1. Você gosta de gastar o seu tempo de folga em oração? Você gostaria de
fazê-lo?

2. Deus deu a você um enfoque pelo qual orar? Quais?

3.O que Gordon Lindsay queria dizer com "orações violentas?"

4.Qual sua reação ao ver pessoas orando diferentemente de você?


Intercessores com jeito diferente de orar podem interceder juntos num
mesmo grupo?

5. Que tipos de disciplina espiritual poderão ajudá-Io a perseverar e a


crescer em oração, tendo ou não o dom de intercessão?

6. Quando você se depara com uma lista de oração, você acha aquilo
cansativo? Caso você utilize uma lista de oração, você dedica algum tempo
para ouvir a Deus se quer ou não responder alguns dos pedidos?

7. Você costuma orar citando versículos da Bíblia em cima das pessoas?

Descreva alguns dos benefícios deste tipo de oração.

8.Você já teve sonhos com algum sentido espiritual? E como os


interpretou?

9.Como você reage quando sonha com um desastre? E como Deus quer
que reagimos?

C A P ÍT U L O 7 :

L ÍD E R E S D E O R A Ç Ã O
1. O que devem fazer os intercessores para evitar que sua compaixão
pelos outros Ihes traga peso e desgaste?

2. Pense em alguns líderes de oração que você conhece (incluindo-se entre


eles, se você é um intercessor). O que leva você a pensar que esta pessoa
tem um dom especial? Porquê?

3. Sua Igreja tem alguém que é reconhecidamente líder de oração como


parte da equipe ministerial? De que maneira você pode ajudar sua igreja a
dar prioridade a este ministério?

4. Como intercessor, o que você acha de ser orientado e prestar contas à


sua igreja local? Quem o aconselha e ora por você? Quem lhe é mais
chegado que possa corrigi-lo, sempre que necessário?

5. Quando foi a última vez que você orou a Deus submetendo-se a uma
mudança ministerial?

6. Você já passou por um período de inquietação em seu ministério? Isto


foi um período de transição e de liberação ou você andava inquieto por
sentir-se desencorajado e amargurado?

C A P ÍT U L O 8 :

A L IN G U A G E M D A IN T E R C E S S Ã O
1. Você já participou de um grupo de intercessão onde as pessoas usavam
uma linguagem que era-lhe desconhecida? Descreva como você se sentiu
e reagiu.

2. Caso você mesmo use termos especiais na intercessão, pode dar uma
definição bíblica, concisa, para cada um deles?

3. Até que ponto a concordância em oração, tanto diminui como enfatiza a


tarefa e a respon-sabilidade de um intercessor pessoal?

4. Por que você acredita que o jejum multiplica os efeitos da oração?

5. Alguma vez você teve certeza de que suas orações foram atendidas
ainda que visivelmente nada aconteceu? Como ficou sabendo que a oração
foi atendida nos céus?

6. Forneça alguns exemplos, específicos, de fortalezas territoriais,


ideológicas e pessoais, em sua nação, cidade ou em sua família.

7. Releia a definição de fortaleza citado por Edgardo Silvoso e pense em


algumas situações de "desesperanças" em sua família, em sua cidade ou
na nação. Elas são de fato inalcançáveis? Imutáveis? Se você tivesse toda
a fé do mundo, que coisa "impossível", você pediria a Deus?

8.Como reagir à idéia de que a intercessão é uma questão de vida ou


morte?

9.Se alguém ora amarrando o inimigo e você nota que nada mudou, seria
isto um sinal de que a oração está errada ou que foi proferida
arrogantemente?

10. Por que é importante que os intercessores entendam a dimensão de


nossa autoridade em Cristo?

C A P ÍT U L O 9 :

AS MAN IF E S T A Ç ÕDEAS NI T E R C E S S Ã O

1. Deus tem emoções? Se Ele não tem emoções o que isto afeta nosso
relacionamento pes-soal com Ele?

2. Se é perigoso exigir que Deus responda nossas orações, cite alguns


indicativos de que a oração feita com clamor e lágrimas foi legítima?

3. Você já participou de um grupo de intercessão onde alguém ora e geme


como se estivesse com "dores de parto"? Ela se manteve sob controle?
Como você reagiu? E como reagiram os demais participantes?

4. É difícil para você demonstrar emoções, como chorar, mesmo estando


sozinho? Por que isto poderá ser um impedimento na oração?

5. Caso você seja inclinado a emocionar-se totalmente, alguma vez você já


riu ou chorou em oração? E Deus, Ele chora mais do que ri? Escreva sobre
isto concisamente.

6. Qual a diferença entre rir e zombar do inimigo e escarnecer dele,


ofendendo-o? Especialmente se isto ocorre durante a intercessão?

7. O grupo de oração de sua igreja é sério, solene? O que fazer para que o
seu grupo de ora-ção conheça mais da alegria do Senhor?
C A P ÍT U L O 1 0 :

O D E S E Q U IL ÍB R I O N A I N T E R C E S S Ã O
1. Você conseguiu ver a si mesmo ou outro membro de seu grupo
espelhado capítulo? Reser-ve um tempo agora e ore a Deus pedindo-Lhe
que lhe mostre as motivações de seu coração. Peça-Lhe também que
revele a você Sua expressa

2. Como intercessor, quanto tempo você gasta, diariamente, meditando na


Palavra de Deus? Você recebe direção daqueles que o Senhor colocou em
autoridade sobre você? O que mais o ajudará a mantê-Io íntegro na
oração?

3. Descreva o que você faria se descobrisse que seu pastor está errado.
Como você reagiria se um outro intercessor começasse a espalhar o
assunto para todo mundo?

4. Você conhece algum outro intercessor que vive recebendo reprimendas


dos outros? Ele tem alguma coisa do seu passado que precisa de cura?

5.Deus muda de idéia? Forneça as bases bíblicas do que você crê.

6.Se Deus mostrou a você algumas situações onde Ele vai pesar a mão em
juízo, como inter-ceder para que Ele aja misericordiosamente mudando
todo o quadro?

7. Os intercessores que ficam como "escudos de oração" a favor dos


outros, freqüentemente descobrem que estão sob fogo cruzado. O que
você faria se fosse atingido na batalha numa situação destas?

8. Você concorda que determinadas orações manipuladoras e


controladoras assemelham-se a feitiçaria? Em que se parecem?

9. Você já "fabricou" uma situação ou um caso em sua mente e depois foi


orar, pedindo que Deus o responda a respeito? Que procedimentos tomar
quando reconhecemos que estamos orando fora da vontade de Deus?

C A P ÍT U L O 1 1 :
IN T E R C E S S Ã O P R O F É T IC A

1. Você fica agitado quando ouve a respeito de intercessão profética?


Como discernir que determinadas orações vem de Deus mesmo
desconhecendo o que se passa no mundo natural?

2. Os riscos de se orar atrevida ou erroneamente o impedem de orar com


ousadia, aquelas orações que brotam do fundo de seu coração?

3. Como um boletim de oração pode nos ensinar a ouvir a Deus


corretamente? Que outros benefícios pode-se ter de um boletim de
oração?

4. Você levou a sério a idéia de que as crianças podem se mover em


intercessão profética? Como podemos treinar os nossos filhos encorajando-
os à intercessão?

5. Você já sentiu uma necessidade urgente de orar? Não seria isto um


indício de oração pro-fética? Sim ou não?

6.Se Margaret Moberly está certa, por que todos os profetas são
intercessores?

7.Uma palavra profética será sempre conclusiva? No caso de Hemet, na


Califórnia, por que os pais daquela garota "guerrearam em oração" depois
de receberem uma palavra profética?

8. Em Hebreus 7.25 Jesus é apresentado como nosso intercessor. O que


você pensa da idéia de Jesus interceder diante do Pai de acordo com as
intercessões de seus filhos aqui na terra?

9. Você tem alguém especial com o qual pode compartilhar aquilo que lhe
é revelado em oração? Alguém que o ajude a "mensurar" o que você
recebeu? Você está disposto a esperar em Deus o momento certo de
compartilhar as coisas que Ele lhe falou?

C A P ÍT U L O 1 2 :

P A R C E IR O S D E O R A Ç Ã O
1. Se você é um líder de oração ou tem o dom da intercessão, tem alguém
chegado a você que o sustente em oração enquanto você intercede? Você
comunica regularmente a ele sobre quais assuntos está orando?

2. Se você não tem um sócio de oração, com quem você pode contar para
ajudá-lo na tarefa de orar?

3.Por que razão alguns líderes relutam em ter um sócio de oração?

4.Além dos riscos já mencionados, que outros riscos existem quando há


um relacionamento íntimo com um parceiro de oração? O que devem fazer
os líderes para minimizar os perigos?

5. Descreva os perigos iminentes que cercam um líder ou um ministro que


não são alvos de contínuas intercessões.

6. Você acredita realmente que os bruxos e satanistas oram e jejuam


contra os líderes da igreja? Se o fazem, por que as maldições acertam o
alvo?

7. Se você é alvo contínuo de oração, você acha que Deus mostrará suas
fraquezas ao seu intercessor? O que você acha de uma aproximação maior
compartilhando-lhe algumas ques-tões íntimas? Quais os limites?
8. Você crê que o intercessor que carrega um líder em oração participa
igualmente das res-ponsabilidades e recompensas ministeriais? De que
maneira isto é verdadeiro?

9. A pessoa pela qual você intercede, seja ela um pastor ou um líder


ministerial já possui um parceiro ou sócio de oração? O que fazer para que
aquelas pessoas que por eles intercedem entrem num relacionamento
mais íntimo com eles?

C A P ÍT U L O 1 3 :

L O U V O R IN T E R C E S S Ó R IO
1. Você sempre imaginou uma batalha espiritual como algo rígido e
austero? Qual a impor-tância de incluir o louvor e a alegria na intercessão?

2. Você tinha idéia de que o louvor e os cânticos são uma forma de nos
exercitarmos na edi-ficação do Corpo de Cristo? É bom saber que o diabo
odeia quando adoramos a Deus. Por quê?

3. Quais os seus cânticos de louvor favoritos? De que maneira os cânticos


são uma forma de intercessão? Alguns dos cânticos não lhe parecem um
indicativo sobre quais objetivos você deve orar?

4. Pense em alguns lugares de sua cidade tão violentos quanto a Avenida


Pleitner, em Oakland. Qual a possibilidade de sua igreja organizar um
evento de louvor, oração e guerra espiritual naquele local?

5. Você fez parte de algum grupo que utiliza alguns destes mecanismos,
como, caminhadas de oração, marchas, cânticos, palmas, gritos de júbilo e
gargalhadas? O que você experimen-tou contribuiu positivamente na
intercessão?

6. Que tipo de louvor intercessório é mais adequado ao seu grupo de


oração? E nas reuniões da Igreja?

7. Por que algumas de nossas necessidades não são atentidas até que
comecemos a louvar e engrandecer a Deus por alguns de seus atributos?
Você sente que depois de louvá-Io a res-posta é imediata?

C A P ÍT U L O 1 4 :

IN T E R C E S S Ã O U N ID A
1. Existe um limite de participantes para que o grupo de intercessão seja
unido e eficaz? O que você sugere para que algumas coisas deste capítulo
sejam aplicáveis num grande grupo? (Por exemplo, o grupo tem muita
gente e as pessoas não conseguem ouvir quando alguém está orando).

2.Descreva como a oração unida aumenta a fé dos participantes do grupo.


3.Sua congregação alguma vez, participou de reuniões de oração pela
cidade com outras igrejas? Quais os benefícios deste tipo de parceria?

4. Existe um bom canal de comunicação e prestação de contas entre o


dirigente de oração, a liderança da igreja e a própria igreja? Avalie, no seu
entender, quais as fraquezas e vitórias que advém deste tipo de
relacionamento.

5. Existem pessoas problemáticas em seu grupo de intercessão que não se


submetem ao líder nem seguem o mesmo fluir da reunião? O que pode ser
feito para ajudá-Ias?

6. Por que é sempre importante ter pessoas com diversos dons no grupo
de intercessão? Cite alguns dons muito importantes para o seu grupo.

7. É freqüente em seu grupo acontecer diferentes manifestações de


intercessão, tais como, orações de súplica, orações declaratórias, louvor
intercessório e intercessão profética? Al-guns costumam orar a Palavra?
Você precisa de maiores manifestações para manter o equilíbrio?

C A P ÍT U L O 1 5 :

V IG ÍL IA S E C A M IN H A D A S D E O R A Ç Ã O
1. Você, alguma vez, participou de uma vigília de oração ou assistiu uma
conferência que teve cobertura de oração as vinte e quatro horas? Por que
algumas pessoas viajam a uma conferência arcando com todos os custos
apenas para ficar na brecha da intercessão?

2. Caso tenha participado de urna vigília de oração, qual a sua impressão?


Descreva suas rea-ções antes e depois da vigília. Você teve problemas
para voltar ao "normal"?

3. Além das vigílias de oração por assuntos específicos ou por urna


conferência, quais os outros motivos de se convocar uma vigília de oração?

4. Você conhece aIguma igreja que mantém um rodízio de oração durante


as vinte e quatro horas do dia? Conhece alguma igreja que tem "cabinas"
para oração vinte e quatro horas? Seria difícil começar algo assim em sua
igreja?

5. Quais os benefícios, para uma igreja, quando o povo de Deus se reúne


para orar num local da cidade?

6. Descreva as diferenças e os efeitos de uma marcha de oração feita por


indivíduos ou gru-pos "sem cobertura" em contraste com uma marcha de
louvor, como as realizadas na "Marcha para Jesus" onde todos estão
unidos?

7. Qual a freqüência de uma marcha de oração? Quantas marchas


precisam ser feitas até que se percebam mudanças significativas na
cidade?

C A P ÍT U L O 1 6 :

P O S S U IN D O A S P O R T A S 0 0 IN IM IG O
1. Você concorda com o que S.D. Gordon disse: "Só é possível definir o que
é oração quando usamos linguagem de guerra"? Como você reage diante
das pessoas que sentem-se incon-formáveis com o vocabulário de guerra?

2. Cite algumas das armas carnais que somos tentados a usar contra as
fortalezas do mal. Que acontecerá se agirmos nas armas da carne?

3.Por que o Senhor deixou a igreja como responsável em lutar as suas


guerras?

4.Se os anjos são designados por Deus como administradores territoriais


da mesma forma como os demônios são "espíritos territoriais", quais as
implicações decorrentes na estratégia de nossa guerra espiritual?

5. Cite alguns dos pecados históricos ou pecados atuais que dão o direito
legal a que Satanás entre numa cidade. Quais são as "portas do inferno"?

6. Por que o diabo gosta tanto de usar como "alvo" de seus ataques o
relacionamento entre os irmãos?

7. Até que ponto a libertação de demônios da vida das pessoas enfraquece


o poder dos espí-ritos territoriais de uma cidade?

8. Depois que uma fortaleza é derrubada, por que os resultados não são
permanentes? Quais as responsabilidades do Corpo de Cristo na referida
cidade ou região?

9. Quais os dons redentores de sua cidade? O que o diabo tem feito para
torcer ou corrom-per o propósito divino com a cidade?

10. Com qual pessoa você se unirá em oração pela cidade, para que todos
os dons e estra-tégias divinas funcionem, conjuntamente, no
estabelecimento do Reino de Deus?