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ESBOÇO DE CONCLUSAO TCC

No decorrer deste artigo, busquei explicar o contexto


histórico em que se situa a discussão relativa ao prazo
prescricional das pretensões indenizatórias movidas contra
a Fazenda Pública. Com efeito, é preciso perceber que o
debate se iniciou ao tempo do CC-1916, cujo regime de
prescrição tinha por regra geral o prazo vintenário.

Essa circunstância levou muitos doutrinadores a se


confundirem, acreditando que na redação original do CC-1916
a Fazenda Pública não gozaria de privilégio prazal, o que é
manifestamente um equívoco, pois, à luz do art. 178, § 10, VI,
do Código Civil revogado, já se notava que as pessoas jurídicas
de direito público não estavam submetidas ao regime geral de
prescrição vintenária, mas sim a um prazo mais favorável,
estipulado pelo legislador em 5 anos.
Essa foi a tendência reproduzida com o Decreto 20.910/32,
que praticamente repetiu, no seu art. 1º, a redação do art. 178,
§ 10, VI, do CC-1916, inovando apenas na extensão do prazo
privilegiado, na medida em que aclarou que a prescrição de 5
anos aplicar-se-ia não apenas às pretensões constantes de
demandas de natureza pessoal, mas também àquelas de
natureza real como a quaisquer outras pretensões formuladas
contra a Fazenda Pública.
Com o advento do CC-2002 - e a consequente redução do prazo
de prescrição aplicável à pretensão de reparação civil prevista
no art. 206, § 3º, V, daquele diploma -, parte da doutrina
inclinou-se em considerar que o prazo trienal do código
civilista aplicar-se-ia aos entes fazendários. O argumento era
que o elemento finalístico do Decreto 20.910/32, que foi o de
dar tratamento favorecido à Fazenda Pública, autorizaria a
aplicação do prazo de 3 anos estipulado pelo novo código, até
porque o próprio art. 10 do Decreto 20.910/32 ressalvava a
aplicabilidade, nas pretensões dirigidas à Fazenda Pública, de
prazos de prescrição menores, eventualmente previstos na
legislação esparsa. Com isso, restaria prejudicado o prazo
quinquenal do decreto.
O STJ, no entanto, rejeitou essa argumentação doutrinária.
Tendo em consideração a existência de uma antinomia
aparente entre os prazos de prescrição trienal, do CC-2202, e o
quinquenal, previsto no Decreto 20.910/32, considerou a
controvérsia dirimível pelo critério da especialidade. Assim, ao
julgar o REsp 1.251.933/PR, sob o rito dos recursos repetitivos
(CPC, art. 543-C), aquele tribunal superior lavrou acórdão,
onde ficou consignado que o prazo prescricional aplicável às
pretensões indenizatórias movidas contra a Fazenda Pública é
o de 5 anos, previsto no Decreto 20.910/32, que prevalece em
face do prazo de 3 anos do CC-2002 (art. 206, § 3º, V), dada
sua especialidade normativa.