Sei sulla pagina 1di 3

ALIANÇA MISSIONÁRIA BATISTA DA FÉ - AMBAFE

SEMINÁRIO TEOLÓGICO BATISTA DA FÉ - STBF


BIBLIOLOGIA

A ARQUEOLOGIA E O ANTIGO TESTAMENTO


INTRODUÇÃO À BÍBLIA - R. LAIRD HARRIS

SÃO LUIS - 2019


A arqueologia e o antigo testamento

No século XVI surgiram os primeiros estudos na arqueologia, no início os


arqueólogos criaram diversas metodologias de trabalhos não muito precisas com a
intenção de analisar e entender os costumes e culturas dos povos de épocas
remotas. Porém, somente no último século mais especificamente após a Primeira
Guerra Mundial com o aperfeiçoamento da metodologia e análise arqueológica
concomitante com as novas tecnologias foi que a arqueologia obteve considerável
avanços. tal foram o avanços que ela tornou-se ciência por volta da segunda
década do século passado. Não somente isso, mas também, trabalhos
arqueológicos mais antigos puderam ser analisados novamente com o uso de
procedimentos mais aprimorados o que ajudou a decifrar histórias, costumes e
culturas não conhecidas até aquele momento ou que pouco se sabia a respeito,
como por exemplo, nomes e pinturas de antigos reis da Babilônia, registros de
antigas batalhas e leis, a pedra de Roseta que é uma pedra que carrega a descrição
de diferentes línguas e ajudou a decifrar todo o conhecimento do egito antigo,
descoberta de pergaminhos que datam de 200 a.C. até 50 d.C. em cavernas perto
do mar morto, etc. Tudo isso foi possível saber por causa das descobertas dos
arqueólogos.
Um ramo da arqueologia direcionado especificamente para a descoberta e
estudo dos relatos bíblicos - a Arqueologia Bíblica - e que concentra seus trabalhos
na região do Egito e Mesopotâmia em busca objetos e registros com relevância
teológica e religiosa ajudou a confirmar fatos relacionados com a Bíblia. São
achados que explicam cuidadosamente costumes típicos de pessoas em épocas
descritas nas escrituras sagradas.
Textos bíblicos são ilustrados e iluminados por esses achados arqueológicos
como o povo de Nuzi que tinham o costume de acordos nupciais em que a esposa
estéril deveria oferecer uma escrava ao marido para ter filhos em seu lugar e se
caso a esposa viesse a ter um filho futuramente este tomaria a primogenitura em
lugar do filho da escrava. A cidade de Megido que mostra o nível de conhecimento
arquitetônico e arte em suas edificações, a cidade Hazor da Galileia que mostra
riqueza de edificação semelhante a anterior e as minas de cobre no vale sul do mar
Morto onde se tiravam cobre que eram transportado para Eziom-Geber construções
que existiram e pertenciam à época do reinado de Salomão comprovando o
tamanho da riqueza e sabedoria deste rei. A descoberta que o povo horeu era um
povo tão avançado como qualquer outro mas que, antes pensava-se que eram povo
que habitavam em cavernas na Palestina, mostra que Abraão vivia em uma cultura
com pelo menos mil anos de conhecimento.
Achados arqueológicos também contribuíram para a confirmação de trechos
do antigo testamento comprovando que a bíblia mais especificamente o Antigo
Testamento foi escrita por testemunhas oculares. A descoberta em Jerusalém do
selo de Baruque, o escriba de Jeremias e junto com o selo um outro com os dizeres
“Pertence a Jerameel, filho do rei” e, sabendo-se que Baruque é mencionado
apenas no livro de Jeremias, só poderia ter como conclusão lógica de que o livro de
Jeremias foi escrito por uma pessoa daquela época. A descoberta de uma peça de
metal que estava gravada nela em hebraico uma palavra que traduzida seria
“sacho”, o significado fazia referência ao preço cobrado se algum israelita quisesse
afiar sua ferramenta utilizada na agricultura, esse conhecimento é prova de que o
autor de 1 Samuel escreveu o livro ciente por completo do contexto histórico de sua
época, esclarecendo o que diz em 1 Samuel 13.19-21 que por muito tempo foi de
difícil interpretação e diz o texto que os os filisteus não permitiam que os israelitas
tivessem ferreiros - a Idade do ferro na palestina.
A arqueologia no contexto bíblico auxiliou a derrubar falácias de teólogos
liberais e seu ceticismo, diziam eles que Moisés não sabia ler, os patriarcas eram
contos folclóricos e os relatos de gênesis eram apenas hipóteses para explicar a
formação de famílias, afirmativas que hoje foram todas derrubadas apesar de ainda
existir e não pouco céticos fiéis aos seus pensamentos em nossa ´época. Sabemos
também que muitos relatos sobre as escrituras não podem ser comprovados pela
arqueologia mas nós cristãos a aceitamos pela fé em Cristo Jesus o qual as
aprovou (Rm 1.4; Lc 13.25-27; Lc 16.29-31). Sabemos também que nenhuma
descoberta arqueológica, apesar de sua importância em relatar acontecimentos
históricos e proféticos, fornece discernimento espiritual. Por esta razão não
devemos apelar para ela com o intuito de provar a Bíblia.