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FICHAMENTO – PATAMAN, Carole. O contrato sexual (Cap. 1, pp. 15-37).

São Paulo: Editora


Paz e Terra, 1993.

O poder de um homem enquanto pai é posterior ao exercício do direito patriarcal de um homem


(marido sobre uma mulher (esposa). Os teóricos do contrato não tinham a intençao de contestar o
direito patriarcal original em seu ataque violento ao direito paterno. Em yez 'disso, eles
incorporaram o direito conjugal em suas teorias e, ao fazê-lo, deram ao preceito do direito sexual
masculino sua forma contratual moderna. (PATAMAN, 1993, p.18)

O contrato original é feito depois da derrota política do_pai e cria o trabalho-mercadoria a tem a l
moderno (PATAMAN, 1993, p.18)

A história do contrato social é tratada como um relato da constituição da esfera pública da liberdade
civil. A outra esfera, a privada, não é encarada como sendo politicamente relevante. O casamento e
o contrato matrimonial também são considerados, portanto, politicamente irrelevantes. (PATAMAN,
1993, p.18)

A transformação impede que se recupere e reconte a história perdida, tem-se, facilmente, a


impressão de que os contratos sexual é social são dois contratos distintos, embora relacionados, e
que o contrato sexual diz respeito à esfera privada. O patriarcado parece não ser, então, relevante
para o mundo público. 18 para todos os trechos (PATAMAN, 1993, p. 18)

A liberdade civil depende do direito patriarcal.(PATAMAN, 1993, p.19)

Marxistas, comunistas, anarquistas e social-democratas relegam à questão do contrato sexual ao


segundo plano.

Minha preocupação é com o contrato enquanto um princípio de associação e uma das formas mais
importantes de instituição das relações sociais, tais como a relação marido e mulher ou a relação
entre capitalista e trabalhador (PATAMAN, 1993, p. 19)

O objeto de todos os contratos em que estou interessada é um tipo muito especial de propriedade, a
propriedade que os indivíduos detêm em suas pessoas (PATAMAN, 1993, p. 20)

O artifício do estado natural é utilizado para explicar por que, dadas as características dos homens
nesse estado, a entrada no contrato original é um ato racional. (PATAMAN, 1993, p.21)

Mas as mulheres não nascem livres,.elas não tem liberdade natural. As descrições clássicas, do.
estado natural também contêm um tipo de sujeição — entre homens e mulheres. Com exceção de
Hobbes, os teóricos clássicos argumentam que as mulheres naturalmente não têm os atributos e as
capacidades dos “indivíduos”. A diferença sexual é uma diferença política; a diferença sexual é
diferença entre a liberdade e a sujeição. As mulheres não participam do contrato original através do
qual os homens transformam sua liberdade natural na segurança da liberdade civil. […] As
mulheres são objeto do contrato. (PATAMAN, 1993, p. 21)

O contrato sexual é o meio pelo qual os homens transformam seu direito natural sobre
as mulheres na segurança do direito patriarcal civil(PATAMAN, 1993, p.21)

Um motivo pelo qual a dominação e a subordinação patriarcais raramente têm recebido a .atenção
que merecem é que a subordinação freqüentemente tem sido um tema-menor entre os
críticos do contrato. (PATAMAN, 1993, p.23)

“Entretanto, a exploração é possível justamente porque, conforme demonstrarei, os contratos


referentes às propriedades que as pessoas detêm em si próprias colocam o direito de controle
nas mãos de uma das partes contratantes.” (PATAMAN, 1993, p. 24)

A astúcia dos teóricos do contrato foi apresentar tanto o contrato original como os reais como
exemplificadores e asseguradores da liberdade individual.(PATAMAN, 1993, p. 24)

A dominação patriarcal é essencial nas teorias de todos os autores clássicos, mas tem sido quase que
totalmente desprezada pelos teóricos e ativistas políticos radicais (sejam eles liberais ou socialistas,
como G. D. H.Cole); as vozes feministas não foram ouvidas (PATAMAN, 1993, p.25)

A_“sociedade civil” diferencia-se das outras formas de ordem social através da separação das
esferas pública e privada; a sociedade civil é dividida em dois domínios contrários, cada qual com
modos de associação característicos e distintos.(PATAMAN, 1993, p. 27)

O contrato sexual, deve-se enfatizar, não está associado apenas na esfera privada. O patriarcado não
é puramente familiar ou está localizado na esfera privada. O contrato original cria a sociedade civil
patriarcal em sua totalidade. Os homens passam de um lado para outro, entre a esfera privada e a
pública, e o mandato da lei do direito sexual masculino rege os dois domínios. A sociedade civil é
bifurcada, mas a unidade da ordem social é mantida, em grande parte, através da estrutura das
relações patriarcais. Nos capítulos 5 e 7 analisarei alguns aspectos da dimensão pública do
patriarcado e explorarei algumas relações entre a dominação patriarcal nas duas esferas. A
dicotomia público/privado, assim como a natural/civil, tomam uma dupla forma e assim mascaram
sistematicamente essas relações p. 29

Quando as feministas se esquecem de que a aceitação ou a rejeição do “indivíduo” pode ser


politicamente necessária, elas aceitam a construção patriarcal da feminilidade.(PATAMAN, 1993, p.
32)

Contar a história do contrato sexual é mostrar como a difenrença sexual, o que é ser “homem” ou
“mulher”, e a construção da diferença sexual enquanto diferença política são essenciais para a
sociedade civil,(PATAMAN, 1993, p. 34)

Quando as feministas ocupam, de forma acrítica, o mesmo terreno, que o contrato, uma reação
possível contra o patriarcado, que parece, combater a sujeição das mulheres, também, serve para
consolidar a forma caracteristicamente modema de direito patriarcal.(PATAMAN, 1993, p.35)

A história do contrato sexual é sobre relações (hetero)sexuais e sobre mulheres personificadas


como seres sexuais. A história nos ajuda a compreender os mecanismos através dos quais os homens
reivindicam os direitos de acesso sexual e de domínio dos corpos das mulheres. (PATAMAN, 1993,
p. 36)