1 Conceito, tipos e formas de controle. 2 Controle interno e externo. 3 Controle parlamentar. ............ 1
4 Tribunais de contas: funções, natureza jurídica, competência constitucional e infraconstitucional,
jurisdição, composição, deliberações, eficácia das decisões e princípio da simetria concêntrica. ......... 13
4.1 Contas de governo. 4.2 Contas de gestão. 4.3 Tomada de Contas Especial. ............................. 25
5 Controle administrativo. .................................................................................................................. 31
6 Lei nº 8.429/1992, e suas alterações (Lei de Improbidade Administrativa). ..................................... 35
7 Sistemas de controle jurisdicional da administração pública: contencioso administrativo e sistema da
jurisdição una. 8 Controle jurisdicional da administração pública no Direito brasileiro. ........................... 45
9 Controle da atividade financeira do Estado: espécies e sistemas. .................................................. 49
10 Tribunal de Contas da União (TCU), dos Estados e do Distrito Federal. ....................................... 51
11 Lei Complementar Estadual nº 102/2008 (Lei Orgânica do Tribunal de Contas). .......................... 57
12 Resolução nº 12/2008 (Regimento Interno do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais). .. 82
13 Constituição do Estado de Minas Gerais..................................................................................... 149
14 Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação). ...................................................................... 224
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1 Conceito, tipos e formas de controle. 2 Controle interno e externo. 3 Controle
parlamentar.
Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante
todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica
foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida
conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente
para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-mail: professores@maxieduca.com.br
O controle externo da Administração Pública relaciona-se com o controle parlamentar direto, o controle
pelo Tribunal de Contas e o controle jurisdicional. Estes são órgãos externos que realizam a função de
fiscalizar as ações da Administração Pública e o seu funcionamento.
Dentre essa parte introdutória para que fique mais específico vamos abordar o que diz o Princípio da
Proporcionalidade e a Discricionariedade.
Princípio da Proporcionalidade
Representa, em verdade, uma das vertentes do princípio da razoabilidade. Isso porque a razoabilidade
exige, entre outros aspectos, que haja proporcionalidade entre os meios utilizados pelo administrador
público e os fins que ele pretende alcançar.
Se o ato administrativo não guarda uma proporção adequada entre os meios empregados e o fim
almejado, será um ato desproporcional, excessivo em relação a essa finalidade.
Segundo o princípio da proporcionalidade, a Administração não deve restringir os direitos do particular
além do que caberia, do que seria necessário, pois impor medidas com intensidade ou extensão
supérfluas, desnecessárias induz à ilegalidade do ato, por abuso de poder.
Esse princípio fundamenta-se na ideia de que ninguém está obrigado a suportar restrições em sua
liberdade ou propriedade que não sejam indispensáveis, imprescindíveis à satisfação do interesse
público.
A discricionariedade, por sua vez é uma margem de liberdade conferida ao administrador para que
possa cumprir o dever de integrar com sua vontade ou juízo a norma jurídica, de acordo com seus critérios
subjetivos. A lei pode deixar margem de liberdade quanto ao momento da prática, à forma, ao motivo, à
finalidade e ao conteúdo.
Não cabe ao controle externo revisar os atos que foram tomados pela discricionariedade da instituição
componente da administração pública, entretanto atos produzidos de forma a ofender os meios legais
podem ser invalidados pelo controle externo, não podendo-se invocar o princípio da discricionariedade
em situações em que a lei venha a ser descumprida pela administração pública.
Quanto à posição do órgão de controle, este pode ser vinculado ao Judiciário, Executivo ou Legislativo,
Várias são as doutrinas a respeito da vinculação. Aos que defendem se tratar de vinculação com o
Poder Judiciário, deve-se entender que o órgão de controle passará a integrar o corpo da Magistratura, e
dessa forma irá constituir uma justiça especializada.
Já a vinculação ao Poder Executivo é a posição menos adotada para os dias atuais, pois alguns desses
órgãos originam-se no Executivo, o que acontece comumente em países ditatoriais.
O entendimento de grande parte da doutrina entende que a posição de controle do órgão vincula-se
ao Legislativo. O Tribunal de Contas exerce seu controle externo buscando auxílio com o Congresso
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Nacional, à Assembleia Legislativa Estadual ou Câmara de Vereadores, como órgão dotado de
competência fixada pela Constituição, sem que haja subordinação ao Parlamento.
O Brasil adota o sistema misto, onde parte dos membros são indicados pelo próprio Legislativo, e por
ele aprovada, e parte constitui-se de indicações do Executivo, com a aprovação do Legislativo. Poder-se-
ia questionar tal forma de investidura que na sua forma pura, poderia ser escorreita, todavia, foi
desvirtuada, pois os pretensos representantes do povo nomeiam os Ministros e Conselheiros ao seu
talante e da forma mais conveniente.1
Quanto as garantias, os membros do controle usufruirão das mesmas inerentes ao Poder Judiciário,
ou seja, as observadas no artigo 95, I a III da Carta Magna, quais sejam: vitaliciedade, inamovibilidade e
irredutibilidade de subsídio. No que concerne às vedações são igualmente adotadas as aplicadas aos
Magistrados.
Eis que um dos grandes desafios enfrentados pelo Controle Externo é adequar-se a um novo modelo
de Estado, as dificuldades encaradas para fiscalizar a boa aplicação dos recursos do orçamento público,
com um padrão de avaliação elevado, que satisfaça os interesses da sociedade.
Com o atual momento de crise que nosso país está passando não há que se observar apenas a
legalidade dos atos praticados, mas também a sua economicidade. Desta feita, os órgãos de controle são
de grande valia, não apenas em relação ao dinheiro público aplicado, mas também com a manutenção
da ordem jurídica imposta pelo Estado de Direito.
Controle é uma forma de manter o equilíbrio na relação existente entre Estado e Sociedade, fazendo
surgir daquele as funções que lhe são próprias, exercidas por meio dos seus órgãos, sejam estes ligados
ao Executivo, Legislativo ou Judiciário.
Em decorrência dos princípios da eficiência administrativa e da eficácia dos seus atos, o Estado se vê
cercado de mecanismos de controle das atividades estatais, gerados pela necessidade de se resguardar
a própria administração pública, bem como os direitos e garantias coletivos.
Assim, foram criados dois tipos de mecanismos previstos pela CF/88: o Controle Interno, realizado
pelos próprios órgãos do Estado, e o Controle Externo, realizado pelo Poder Legislativo que é auxiliado
pelo Tribunal de Contas.
No que toca ao que denominou-se Controle Interno, o art. 74 da CF/88 é taxativo ao dispor que os três
poderes devem mantê-lo, de forma integrada, com a finalidade de: avaliar o cumprimento de metas do
plano plurianual e a execução dos orçamentos públicos; comprovar a legalidade e avaliar os resultados,
sob os aspectos de eficiência e eficácia, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos e
entidades da administração; exercer o controle das operações de crédito; e, apoiar o controle externo.
Quanto ao Controle Externo, mencionado no art. 71 da CF/88, firme-se que é um controle político de
legalidade contábil e financeira e a ele cabe averiguar: probidade dos atos da administração; regularidade
dos gastos públicos e do emprego de bens, valores e dinheiros públicos e fiel execução do orçamento.
Mesmo que as atividades desempenhadas por esses dois mecanismos apresentem alguma
similaridade, mostra-se necessário e oportuno registrar suas diferenças, uma vez que são distintos.
O mecanismo de Controle Interno faz parte da Administração, subordina-se ao Administrador, tendo
por função acompanhar a execução dos atos e apontar, em caráter sugestivo, preventivo ou
corretivamente, as ações a serem desempenhadas com vistas ao atendimento da legislação pertinente.
Com relação ao Controle Externo, caracteriza-se por ser exercido por órgão autônomo e independente
da Administração, cabendo-lhe, entre as atribuições indicadas pela CF/88, exercer fiscalização. Mediante
tal função, os Tribunais de Contas devem verificar se os atos praticados pela Administração estão em
conformidade com as normas vigentes, observando-se as questões contábeis, financeiras,
orçamentárias, operacionais e patrimoniais.
O Controle Interno integra a estrutura organizacional da Administração, tendo por função acompanhar
a execução dos atos e apontar, em caráter sugestivo, preventivo ou corretivamente, as ações a serem
desempenhadas. Além disso, note-se o caráter opinativo do Controle Interno, haja vista que o gestor pode
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http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2023/O-controle-da-administracao-publica-no-Estado-de-Direito
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ou não atender à proposta que lhe seja indicada, sendo dele a responsabilidade e risco dos atos
praticados.
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres
da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
§ 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou
ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.
§ 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da
lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.
Importante esclarecer que o sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal é regulamentado
pelo decreto 3.591 de 06 de setembro de 2000 e suas alterações, tendo sua base legal firmada na Lei
10.180 de 06 de fevereiro de 2001 e alterações. O Decreto 3.591 por sua vez, estabelece as
competências, a estrutura, a organização, as atividades e as finalidades por meio das quais será realizada
a avaliação da ação governamental e da gestão dos administradores públicos, revelando o caráter
avaliativo do Controle Interno.
Controle interno ou controle administrativo é o exercido pela Administração Pública em relação a seus
próprios atos. Ao contrário do controle judicial que segue a inércia do Poder Judiciário, pode ser exercido
de ofício e também mediante provocação. Conforme definição de Maria Sylvia Zanella Di Pietro:
2
http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2053986.PDF - Carvalho Neto e Silva (2009, p. 4).
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Controle administrativo é o poder de fiscalização e correção que a Administração Pública (em sentido
amplo) exerce sobre sua própria atuação, sob os aspectos de legalidade e mérito, por iniciativa própria
ou mediante provocação.
No que tange aos tipos de Controle Interno, podemos citar:
O controle interno é exercido pelas entidades da Administração Pública como um todo, sejam
integrantes da Administração Pública Direta ou da Administração Pública Indireta.
Suas rotinas devem ser determinadas de modo que uma área controle a outra.
O controle interno é mais amplo que o controle judicial. Enquanto o controle judicial se limita a questão
da legalidade, o controle administrativo analisa a legalidade e pode ainda adentrar ao mérito
administrativo. Tal posicionamento é confirmado pela Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal:
A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais,
porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência e oportunidade,
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
Consoante explanado, o controle interno é aquele feito por órgãos da própria Administração Pública,
podendo ser hierárquico ou tutelar.
a.1) O controle hierárquico é feito dentro de uma estrutura administrativa hierarquizada, portanto,
pressupõe, via de regra, desconcentração administrativa. Ex.: controle de ato de um departamento por
uma secretaria.
a.2) O controle tutelar, também chamado de Supervisão Ministerial, é feito também em âmbito
administrativo, todavia, por outra pessoa jurídica distinta daquela donde precede o ato.
Em verdade, não é um controle hierárquico, pois não há hierarquia entre as pessoas jurídicas distintas
(União Federal e Autarquia Federal, por exemplo), mas apenas um controle finalístico da controlada.
Por isso, quando cabível recurso da pessoa controlada para a controladora, o mesmo é chamado de
recurso hierárquico impróprio.
O controle interno é derivado do poder de autotutela da Administração Pública sobre seus atos e seus
servidores. Esse controle é exercido normalmente pelo poder hierárquico, que por sua vez se divide em
controle hierárquico próprio e impróprio. O controle hierárquico próprio é exercido por um órgão
hierarquicamente superior que controla e fiscaliza um órgão de hierarquia inferior, e o controle hierárquico
impróprio é aquele que é exercido com auxílio de órgãos específicos de controle, mas que integrantes da
Administração Pública, vez que o controle hierárquico é espécie de controle interno, sendo exercido então
somente por órgãos do Poder Executivo.
O controle interno ou administrativo se manifesta de três formas diferentes denominadas pela doutrina
como meios quais sejam: fiscalização hierárquica, supervisão ministerial e recursos administrativos.
A fiscalização hierárquica é a manifestação do controle hierárquico próprio. É o controle exercido por
órgãos superiores sobre órgãos inferiores da mesma Administração.
Conforme salienta Hely Lopes Meirelles: “A fiscalização hierárquica é exercida pelos órgãos superiores
sobre os inferiores da mesma da mesma Administração, visando ordenar, coordenar, orientar e corrigir
suas atividades e agentes. É inerente ao poder hierárquico, em que se baseia a organização
administrativa, e, por isso mesmo, há de estar presente em todos os órgãos do Executivo”.
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O órgão superior analisa a forma de elaboração de atos administrativos, todos os aspectos pertinentes
a legalidade, além de avaliar o mérito administrativo. Analisa a observância a regulamentos próprios como
estatutos ou regimentos internos da entidade, com uma maior precisão por ser integrante do mesmo
sistema de regulação.
São aspectos fundamentais dos controles internos:
-Relação Custo-Benefício
A redução do risco de falhas quanto ao cumprimento dos objetivos e metas de uma atividade é o
fundamento para o benefício de um controle. O conceito de custo-benefício traz que o custo de um
controle não deve exceder os benefícios que ele possa proporcionar.
Frise-se que apesar da determinação da relação custo-benefício em alguns casos ser de fácil
avaliação, o administrador deve, na medida do possível, efetuar estimativas e/ ou exercer um julgamento
próprio a respeito.
-Segregação de Funções
Entende-se que um sistema de controle adequado é aquele que elimina a possibilidade de
dissimulação de erros ou irregularidades. Deste modo, os procedimentos destinados a detectar
determinados erros ou irregularidades, devem ser executados por pessoas que não estejam em posição
de praticá-los, isto é, deve haver uma adequada segregação de funções.
Assim, o sistema de controle interno, deve prever segregação entre as funções de aprovação de
operações, execução e controle das mesmas, de modo que nenhuma pessoa possa ter completa
autoridade sobre uma parcela significativa de qualquer transação.
Controle Externo3
3
Piscitelli, Tathiane. Direito financeiro esquematizado – 4. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro : Forense, São Paulo : MÉTODO, 2014
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É importante esclarecer que, os atos da administração pública quando não regulados por lei, são
realizados por discricionariedade, ou seja, aquele praticado com liberdade de escolha de seu conteúdo,
do seu destinatário, tendo em vista a conveniência e a oportunidade de sua realização. Esses atos,
todavia, devem adotar o princípio da proporcionalidade, ou seja, serem corretos e na medida em que
foram requisitados.
Frise-se portanto que o controle externo não revisa os atos realizados por discricionariedade da
instituição parte da administração pública, contudo, os atos realizados que infringirem os meios legais
podem ser invalidados pelo controle externo, não podendo assim, o princípio da discricionariedade ser
invocado em situações em que a lei venha a ser descumprida pela administração pública.
Essa fiscalização se dará por uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados,
constituída para, nos termos do artigo 166, § 1º, da Constituição, examinar e emitir pareceres
(I) sobre os projetos das leis orçamentárias e as contas apresentadas pelo Presidente da República e,
também
(II) acerca dos planos e programas previstos na Constituição, com acompanhamento e fiscalização
das gestões orçamentárias respectivas.
No exercício de suas atividades, essa Comissão poderá verificar indícios de despesas não autorizadas
e, diante disso, de acordo com o artigo 72, caput, da Constituição, poderá solicitar esclarecimentos à
autoridade responsável.
- Auxiliam o Poder Legislativo em suas atribuições de efetuar o julgamento político do agente titular de
cada poder, emitindo parecer prévio recomendando a aprovação ou rejeição de suas contas; • Julgam,
eles próprios, as contas dos ordenadores de despesa e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores
públicos da administração direta e indireta, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou
outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. Assim o fazem emitindo decisão reprovando ou
aprovando, com ou sem ressalvas, as contas prestadas ou tomadas de tais responsáveis;
- Procedem, por iniciativa própria ou por solicitação das casas legislativas, à fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos poderes das respectivas esferas de governo e das
demais entidades referidas no item anterior;
- Apreciam, para fins de registro, mediante a emissão de acórdão, a legalidade dos atos de admissão
de pessoal, na administração direta e indireta, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas
e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;
Da atribuição de julgador conferido aos Tribunais de Contas pelo texto constitucional, resulta, em
4
O CONTROLE EXTERNO DAS CONTAS PÚBLICAS: TENDÊNCIAS ATUAIS. Disponível em: http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2055730.PDF
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consequência, a competência sancionadora de imputar débito ou multa a cuja decisão a Constituição
Federal em seu art. 71, § 3º, conferiu a eficácia de título executivo, que é aquele que goza de liquidez e
certeza.
Especificamente em relação ao TCU, a LRF prevê que caberá a ele acompanhar o cumprimento de
regras específicas em relação à dívida pública, notadamente à observância das seguintes vedações: a)
o Banco Central do Brasil só poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a
dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira, devendo a operação ser realizada à taxa
média e condições alcançadas no dia, em leilão público, e b) é vedado ao Tesouro Nacional adquirir
títulos da dívida pública federal existentes na carteira do Banco Central do Brasil, ainda que com cláusula
de reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária
2º) Art. 59, § 2º – VERIFICAR os cálculos dos limites da despesa total com pessoal de cada Poder e
órgãos. Nesse caso, tem o TC também a competência para verificar o cálculo da RCL (Receita Corrente
Líquida).
3º) Art. 59, § 3º – O TCU acompanhará o cumprimento das vedações impostas ao Banco Central do
Brasil, nos §§ 2º, 3º e 4º do art. 39 da LRF.
O controle exercido diretamente pelo Congresso Nacional, isto é, de fora parte, o controle que realiza,
de maneira sistemática e minuciosa, por intermédio do Tribunal de Contas, órgão que o auxilia neste
último mister e cujas atribuições serão analisadas subsequentemente.
Atendo-nos, pois, neste passo, à atuação direta das Casas do Parlamento, desde logo, merece ser
ressaltado que, nos termos do art. 49, V, ao Congresso Nacional (Senado e Câmara, conjuntamente)
5
Bandeira de Mello, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo, 29ª edição, editora: Malheiros, São Paulo:2012.
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compete: "sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos
limites de delegação legislativa". Aliás, conforme melhor se verá ao depois, cabe-lhe também sustar os
contratos padecentes de ilegalidade, a pedido do Tribunal de Contas (art. 71, § 1).
. Consoante prescreve o art. 50, "a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas
Comissões, poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente
subordinados à Presidência da República para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto
previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada".
De fora parte estas informações pessoais, outras, por escrito, podem ser exigidas pela Mesa da Câmara
ou do Senado, e seu tempestivo desatendimento ou a prestação de informação falsa acarretarão a mesma
sanção. É o que dispõe o § 22 do mesmo artigo, verbis: "As Mesas da Câmara dos Deputados e do
Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informação a Ministros de Estado ( ... )
importando crime de responsabilidade a recusa, ou o não atendimento no prazo de trinta dias, bem como
a prestação de informações falsas".
Outrossim, uma vez constituídas Comissões Parlamentares de Inquérito - criadas pela Câmara e pelo
Senado, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a
apuração de fato determinado e por prazo certo -, estas terão poderes de investigação próprios das
autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, e suas conclusões,
se for o caso, serão encaminhadas ao Ministério Público para que promova a responsabilidade civil ou
criminal dos infratores (cf. art. 58, § 32).
Alguns poderes controladores são privativos do Senado Federal. Destarte, a ele compete, consoante
o art. 52, incisos III a IX, aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha de
magistrados, nos casos estabelecidos na Constituição, dos Ministros do Tribunal de Contas da União
indicados pelo Presidente da República, do Presidente e diretores do Banco Central da República, do
Procurador-Geral da República (cuja destituição depende de sua aprovação, por votação secreta e com
maioria absoluta) e dos chefes de missão diplomática de caráter permanente (aí, em arguição secreta).
Compete-lhe, ainda, autorizar operações externas de natureza financeira de interesse da União, dos
Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; fixar, por proposta do Presidente da
República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios; dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo
e interno da União, dos Estados, dos Municípios, Distrito Federal, Territórios, respectivas autarquias e
demais entidades controladas pelo Poder Público Federal; dispor sobre limites globais e condições para
a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno, bem como para o montante
da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
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Julgamento das contas do Executivo
É, ainda, da alçada do Congresso Nacional, de acordo com o inciso IX do precitado art. 49, julgar,
anualmente, as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução
dos planos de governo. Se ditas contas não forem apresentadas dentro de sessenta dias após a abertura
da sessão legislativa (2 de fevereiro, cf. art. 57, na redação da EC 50/2006), a Câmara dos Deputados
proceder-lhes-á à tomada (art. 51, II).
15. Finalmente, cumpre assinalar que, nos termos dos arts. 85 e 86 da Constituição, se ao Presidente
da República for irrogada a prática de crime de responsabilidade, denunciada por qualquer cidadão,
autoridade ou parlamentar, e a Câmara dos Deputados, por dois terços de seus membros, acolher tal
acusação, o Senado Federal julgá-lo-á, suspendendo-o imediatamente de suas funções tão logo instaure
o processo. Se condená-lo, destitui-lo-á do cargo, procedendo ao denominado impeachment. São crimes
de responsabilidade, conforme o art. 85, os atos que atentem contra a Constituição, especialmente contra
(I) a existência da União; (II) o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério
Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; (III) o exercício dos direitos políticos,
individuais ou sociais; (IV) a segurança interna do país; (V) a probidade na administração; (VI) a lei
orçamentária; e (VII) o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Estes crimes, conforme prevê o parágrafo único do artigo citado, são definidos em lei especial que lhes
regula o processo e julgamento.
Tal lei é a de n. 1.079, de 10.4.1950. Tal como o Presidente, também os Ministros de Estado podem
incorrer em crime de responsabilidade, conforme dantes se referiu.
O controle exercido pelo poder legislativo sobre a Administração Pública consiste, junto com a
elaboração das leis, em uma das atribuições típicas constitucionalmente delegadas ao poder legislativo,
devendo ser exercido na forma e nos limites prescritos, sob ameaça de violação do art. 2º da Constituição
Federal, que assegura a separação dos poderes.
Os parlamentares exercem controle sob a administração pública através do controle parlamentar
direto, sendo portanto os mecanismos do controle parlamentar:
Consoante leciona o respeitável doutrinador Ribas6 A Constituição Federal disponibilizou uma ampla
diversidade de instrumentos para o exercício do controle parlamentar, de modo que a operacionalização
desses mecanismos é que implicará em maior ou menor grau de eficácia do controle exercido.
Alguns doutrinadores classificam o controle político, ao lado do controle financeiro, como uma
subespécie do controle exercido pelo poder legislativo.
A designação que se demonstra mais apropriada para identificar essa espécie de controle é aquela
denominada de “controle parlamentar ou, ainda, controle exercido pelo Poder Legislativo, que revelam,
de imediato, tratar-se de fiscalização exercida pelo Parlamento ou Poder Legislativo sobre a
Administração”.
O Controle Parlamentar encontra-se disposto no artigo 49 da Constituição Federal, que determina ser
de competência exclusiva do Congresso Nacional a fiscalização e controle dos atos do poder executivo
diretamente ou por meio do Senado ou da Câmara dos Deputados.
6
RIBAS, Guilherme Favaro Corvo. O Controle parlamentar da Administração Pública e sua eficácia in ALMEIDA, Fernando Dias Menezes; MARQUES NETO,
Floriano de Azevedo; MIGUEL, Luiz Felipe Hadlich; SCHIRATO, Vitor Rhein. Direito Público em Evolução: estudos em homenagem à Professora Odete Medauar.
São Paulo: Fórum, 2013.
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Questões
01. (TJ/DFT - Juiz – CESPE/2016). No que se refere ao tema controle interno e externo e seus
respectivos órgãos estatais, assinale a opção correta.
(A) Qualquer cidadão ou sindicato é parte legítima para denunciar irregularidades ou ilicitudes ao
tribunal de contas.
(B) O controle da atividade administrativa exercido pelo CNJ sujeita todos os órgãos do Poder
Judiciário Nacional.
(C) O TCU, mediante controle externo que lhe cabe por competência exclusiva, exerce a fiscalização
da atividade contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União.
(D) Nos processos perante o TCU, em que há apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de
aposentadoria, é prescindível assegurar-se o contraditório e a ampla defesa, a despeito do decurso de
qualquer lapso temporal.
(E) No que tange ao controle interno da administração, é lícito condicionar a admissibilidade de recurso
administrativo a prévio depósito.
03. (TCE-RN - Conhecimentos Básicos para o Cargo 1 - CESPE/2015) A respeito das entidades
fiscalizadoras superiores e dos sistemas de controle na administração pública brasileira, julgue o item a
seguir.
O Tribunal de Contas da União (TCU) não exerce uma função jurisdicional em relação às contas do
presidente da República, pois aquele não julga pessoas, mas contas, e suas decisões não fazem coisa
julgada, visto que são de cunho administrativo. Na função de órgão auxiliar do Poder Legislativo, o TCU
apenas emite parecer técnico a respeito das contas.
( ) Certo ( ) Errado
04. (TCE/RS - Auditor Público Externo - Engenharia Civil - Conhecimentos Básicos - FCC) No
exercício de suas atribuições funcionais, servidores responsáveis pelo controle interno dos órgãos do
Poder Executivo de determinado Município deparam-se com elementos de que teriam sido repassados a
menor, à Câmara dos Vereadores, os percentuais da receita municipal que lhe são assegurados
constitucionalmente para cobertura da despesa do Legislativo municipal. Nesta situação, considerada a
disciplina constitucional da matéria,
I. embora seja medida de eficiência e transparência administrativa, a existência de órgãos de controle
interno no âmbito do Poder Executivo municipal não é prevista constitucionalmente.
II. está-se diante de hipótese que configura crime de responsabilidade do Prefeito do Município, por
expressa previsão constitucional.
III. os responsáveis pelo controle interno deverão dar ciência de seus achados ao Tribunal de Contas
a cuja jurisdição se submetam os órgãos e entes da Administração municipal, sob pena de
responsabilidade solidária.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) I e III.
(D) I.
(E) II.
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05. (TRF/4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa - FCC) Determinada entidade da
Administração pública federal mantém, em sua estrutura, órgão de controle interno, com a finalidade,
entre outras, de comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial da entidade. No exercício de suas atribuições, os integrantes do
referido órgão de controle deparam-se com irregularidade na execução de um contrato específico de
prestação de serviços, da qual é dada ciência ao Tribunal de Contas da União - TCU, que, a seu turno,
determina, de imediato, a sustação da execução contratual. Nesta hipótese, considerada a disciplina
constitucional da matéria,
(A) o órgão de controle interno poderia, efetivamente, possuir atribuição de avaliação de atos e
contratos quanto à legalidade e eficiência, conforme expressa previsão constitucional, mas seus
integrantes não possuem legitimidade para dar ciência de eventuais irregularidades ao TCU.
(B) o órgão de controle interno não poderia possuir atribuição de avaliação de atos e contratos quanto
à legalidade e eficiência, por se tratar de critérios restritos ao sistema de controle externo, exercido pelo
Congresso Nacional, com o auxílio do TCU.
(C) os integrantes do órgão de controle interno não poderiam ter dado ciência da irregularidade ao
TCU, dado que somente possuem legitimidade para tanto partido político, associação ou sindicato.
(D) o TCU não poderia ter determinado a sustação da execução contratual, por se tratar de ato de
competência do Congresso Nacional, a quem compete, ademais, solicitar, de imediato, ao Poder
Executivo as medidas cabíveis.
(E) os integrantes do órgão de controle interno deveriam, efetivamente, ter dado ciência da
irregularidade ao TCU, sob pena de responsabilidade solidária, possuindo, de fato, o TCU competência
para determinar de imediato a sustação da execução contratual.
06. (PC-TO - Delegado de Polícia - Aroeira) O controle exercido pelo Ministério Público sobre a polícia
é do tipo:
(A) hierárquico.
(B) interno.
(C) finalístico.
(D) externo.
07. (CGE-MA - Auditor - FGV) Assinale a alternativa que apresenta uma finalidade do controle interno.
(A) Planejar o cumprimento das metas estabelecidas no plano plurianual, a execução dos programas
de governo e dos orçamentos do Estado.
(B) Estabelecer a legalidade e cumprir os resultados quanto à eficácia e à eficiência da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial, nos órgãos e entidades da administração estadual, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado.
(C) Executar ações para obtenção das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos
e haveres do Estado.
(D) Apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
(E) Emitir parecer prévio sobre as prestações de contas consolidadas da gestão.
08. (TJ/MT – Juiz - FMPRS) Com relação ao controle da Administração Pública, assinale a opção
correta.
(A) No exercício do controle externo, é possível tanto a revogação quanto a invalidação dos atos
administrativos.
(B) No exercício de suas funções, a Administração Pública sujeita-se a controle por parte do Poder
Legislativo e Poder Judiciário, além de exercer, ela mesma, o controle sobre os próprios atos.
(C) O controle exercido pelo Poder Legislativo está restrito às hipóteses previstas na Constituição
Federal e somente pode ocorrer no âmbito da Administração Pública Direta, Autarquias e Fundações
Públicas.
(D) O controle exercido pelo Poder Judiciário deverá ser precedido do esgotamento das vias
administrativas.
(E) O controle exercido pelo Poder Judiciário tanto pode revogar quanto invalidar os atos
administrativos; quanto aos efeitos, no primeiro caso, não retroage; no segundo, retroage.
09. (SEFAZ-ES - Auditor Fiscal da Receita Estadual - CESPE) O controle exercido por determinado
órgão público sobre os seus departamentos denomina-se controle.
(A) interno.
(B) de legalidade.
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(C) externo.
(D) concomitante.
(E) provocado.
( ) Certo ( ) Errado
11. (TCU - Auditor Federal de Controle Externo – Psicologia O controle externo da administração
pública é função concorrente dos Poderes Judiciário e Legislativo. Na esfera federal, esse controle é
exercido privativamente pelo Senado Federal, auxiliado pelo TCU.
( ) Certo ( ) Errado
Respostas
01. Resposta: A
Constituição Federal
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:
( )
§ 2º Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei,
denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.
02. Resposta: C
Constituição Federal
Art. 74, Constituição Federal. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma
integrada, sistema de controle interno com a finalidade de( )
CF, art. 71, I. [...] apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante
parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento
04. Resposta: “B”. I está incorreto porque o controle interno no âmbito do Executivo Municipal é
exercido (artigo 31, CF); II está correto nos moldes do artigo 29-A, §2º, CF; III está correto porque a
legislação constitucional e de responsabilidade fiscal asseguram a solidariedade entre os agentes que
cometeram a violação e os responsáveis pelo controle interno que não a denunciarem. Logo, somente II
e III estão corretos.
05. Resposta: “D”. As atribuições do Tribunal de Contas da União estão descritas no artigo 71 da
Constituição Federal, sendo que a competência de sustação imediata de contrato não está prevista no
rol, cabendo, no máximo, como se extrai do inciso X, “sustar, se não atendido, a execução do ato
impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal”. Cabe ao Congresso
Nacional, nos termos do artigo 49, V, CF: “sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem
do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”.
06. Resposta: D.
Complementando as explicações dos nobres colegas, a resposta da referida questão pode ser extraída
do artigo 129, VII da CF, vejamos:
Art. 129- São funções institucionais do Ministério Público:
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[...]
VII- Exercer o controle EXTERNO da atividade policial, na forma da lei complementar mencionada no
artigo anterior;
07. Resposta: D.
Conforme dita a Constituição Federal de 1.988:
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
a) Fiscalizar o cumprimento, e não planejar.
c) Exerce o controle, e não executa as ações.
08. Resposta: B
A Administração Pública sujeita-se a controle por parte do Poder Legislativo e Poder Judiciário,
podendo exercer o controle sobre os próprios atos o qual é denominado controle interno, realizado no
exercício de suas funções.
09. Resposta: A.
Conforme leciona Alexandre Mazza em seu livro "Manual de Direito Administrativo - Completo Para
Concursos- 4ª Ed. 2014", o controle administrativo quanto à extensão, pode ser dividido em controle
externo e controle interno, senão vejamos:
a) controle interno: realizado por um Poder sobre seus próprios órgãos e agentes. Exemplo: controle
exercido pelas chefias sobre seus subordinados;
b) controle externo: quando o órgão fiscalizador se situa fora do âmbito do Poder controlado. Exemplo:
anulação judicial de ato da Administração.
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prestação de contas à sociedade brasileira, proprietária legítima deste patrimônio, fazendo valer o estado
democrático de direito. As ações do TCU impõem seriedade ao cumprimento das obrigações dos
servidores e agentes do Estado, na medida em que, rastreia, investiga e avalia as tomadas de decisões
destes quanto ao uso do dinheiro público, com a finalidade única de salvaguardar as divisas do país,
residindo ai sua indiscutível importância enquanto órgão imbuído de moralidade e do caráter fiscalizador
e sancionador.
Conceito
Designa-se Tribunais de Contas7 as "Cortes" especializadas em análise das contas públicas dos
diversos órgãos da Administração Pública do Estado ou União. Nestes termos, o Brasil apresenta, do
ponto de vista da estrutura administrativa, especificações e redistribuição orgânica entre os tribunais desta
natureza, cuja finalidade é a fiscalização, inspeção, análise e controle de contas públicas em todo o
território nacional, assim, atua neste cenário o Tribunal de Contas da União (TCU), os Tribunais de Contas
dos Estados (TCE's), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e os Tribunais de Contas dos
Municípios (TCM's). Entretanto, em alguns estados da federação há, apenas, o Tribunal de Contas do
Estado, responsável pelas contas dos estados e municípios, e no Distrito Federal o Tribunal de Contas
cuida, tão somente, das contas do Distrito Federal, não abarcando sob sua jurisdição nenhuma conta de
municípios.
O Tribunal de Contas, numa leitura genérica, trata-se do órgão responsável pela análise dos gastos
públicos, cuja ação fiscalizadora denomina-se "Controle Externo". Cabendo ao Poder Legislativo, que
compreende o Senado Federal, a Câmara dos Deputados, as Assembleias Legislativas e as Câmaras de
Vereadores, exercerem este controle frente aos representantes do Poder Executivo, que por sua vez
estão representados pelo Governo Federal, Governos Estaduais e Prefeituras dos Municípios, além dos
representantes do Poder Judiciário, que abrangem o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal
de Justiça (STJ), os Tribunais Regionais Federais (TRF's), os Tribunais Eleitorais (TE's) e os Tribunais
de Justiça dos Estados (TJ's), daí dizer da autonomia do Tribunal de Contas, quanto ao auxílio que presta
ao Poder Legislativo no sentido de exercer o controle externo fiscalizador dos gastos dos órgãos dos
Poderes Executivo, Judiciário e do próprio poder Legislativo. Ademais, além do controle externo, cada
Poder tem obrigação da manutenção de um "sistema de controle interno", mas vale ressaltar que, embora
seja um tribunal, o Tribunal de Contas não encontra-se circunscrito, nem faz parte do Poder Judiciário,
pois seu caráter é de natureza, eminentemente, administrativa (contábil), conquanto, trabalham em
regime de parceria e não de subordinação ao Judiciário. Contudo, importa saber que, segundo o Art. 71,
Caput, da CRFB/1988, o controle externo das contas do país está a cargo do Congresso Nacional, cujo
exercício fica sobre controle do Tribunal de Contras da União, assim está distribuído o sistema de análise
das contas públicas perante os órgãos da Administração Pública direta e indireta e os agentes
governantes.
Funções e deliberações
Os diversos Tribunais de Contas tem como função fundamental realizar a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos federativos e federados da Administração
Pública direta e indireta, estando sujeitas a esta fiscalização as empresas públicas e sociedades de
economia mista.
Entretanto, temos que observar os parâmetros que distinguem as funções do Tribunal de Contas da
União e dos Tribunais de Contas dos Estados, do Tribunal de Contas do Distrito Federal e do Tribunal de
Contas dos Municípios, embora exerçam funções correlatas e análogas, cada qual atuará dentro da sua
competência e funções, de acordo com que orienta a legislação, conforme as palavras de Melo (2011, p.
2), a seguir:
7
http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=17384&revista_caderno=9
. 14
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A Constituição Federal através dos artigos 71 a 75, dispõe sobre funções, forma de composição e
nomeação dos Ministros do Tribunal, como também sobre as demais atividades vinculadas ao Tribunal
de Contas da União.
As Constituições de cada estado disciplinam as normas pertinentes aos Tribunais de Contas
respectivos, sendo vedada, a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais, após a
Constituição de 1988, por força do artigo 31, § 4º da CF. [...]"
O Tribunal de Contas da União, sendo um tribunal administrativo, julga as contas dos administradores
públicos e demais responsáveis pela receita (dinheiro), patrimônio (bens) e valores públicos federais, ou
seja, fiscaliza os órgãos do Governo Federal, além das contas de qualquer ente ou pessoa vinculada a
este, cujas ações possam causar perdas, extravio ou irregularidades que tragam prejuízos ao patrimônio
nacional, atribuição prevista no art. 71 da Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB/1988), é
composto por nove ministros com as mesmas prerrogativas, garantias, vencimentos e impedimentos dos
ministros do STJ. Importante ressaltar que, a Constituição Federal de 1988, em seu Art. 31, § 4º, veda a
criação de Tribunais e órgãos de contas municipais, no entanto, os municípios que já possuem estas
instituições criadas anteriormente à CRFB/1988, poderão mantê-las e os demais municípios sofrerão o
controle externo da Câmara Municipal realizado mediante auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados e
Ministério Público.
Também conhecido como "Corte de Contas", o Tribunal de Contas da União é um órgão colegiado, ou
seja, é um órgão público vinculado a outros órgãos da administração pública, e composto por nove
ministros, sendo seis deles por indicação do Congresso Nacional, um pelo presidente da República e dois
indicado por auditores e membros do Ministério Público que atua junto ao Tribunal. As deliberações do
TCU são, em geral, tomadas pelo Plenário, que é a instância máxima do órgão, contudo, tais deliberações
podem ser tomadas por uma das duas Câmaras, nas hipóteses em que caibam tal possibilidade, nessas
sessões do Plenário ou das Câmaras faz-se imprescindível a presença do representante do Ministério
Público adstrito ao Tribunal, para juntos assistirem-se frente às questões apresentadas aos órgãos.
Então, o TCU na condição de órgão autônomo, cuja missão é propiciar a defesa da ordem jurídica, é
composto do procurador-geral, três subprocuradores-gerais e quatro procuradores, ambos nomeados
pelo presidente da República, aqueles concursados com título de bacharel em Direito.
A filosofia institucional do Tribunal de Contas é prestar apoio técnico ao exercício de vigilância sobre
os bens e patrimônios estatais, circunscritas suas competências aos âmbitos constitucionais e legais, isto
é, as ações do TCU devem ficar restritas às deliberações inscritas na Constituição Federal de 1988, bem
como, nas leis infraconstitucionais e outros institutos jurisprudenciais, que serão postos em prática por
sua Secretaria, esta composta de diversas unidades, dentre as quais, a Secretaria-Geral das Sessões, a
Secretaria-Geral de Administração e a Secretaria-Geral de Controle Externo, sendo que o gerenciamento
da área técnico-executiva do controle externo encontra-se sob o comando da Secretaria-Geral de
Controle Externo (Segecex), às quais estão subordinadas às unidades técnico-executivas sediadas em
Brasília e nos vinte e seis estados da federação, cabendo às estas últimas a fiscalização sobre a aplicação
dos recurso federais repassados para estados e municípios, por meio de convênios ou outros
instrumentos legais. Deste modo, as funções do TCU são: Função Fiscalizadora, Consultiva, Informativa,
Judicante, Sancionadora, Corretiva, Normativa e de Ouvidoria, e em alguns casos assumem o caráter
Educativo ou Orientador, tais funções muitas vezes são chamadas ou denominadas de competências.
I. Função Fiscalizadora - aquela que compreende a realização das auditorias e inspeções, que podem
ser por iniciativa própria, por requerimento do Congresso Nacional, para apuração de denúncias em
órgãos e entidades federais ou em programas do governo, para apreciação da legalidade de atos de
concessão de aposentadorias, reformas, pensões, admissão de pessoal no serviço público federal,
fiscalização de renúncia de receitas, além de atos e contratos administrativos gerais. A fiscalização atua
sobre alocação de recursos humanos e materiais, cujo objetivo é avaliar o gerenciamento dos recursos
públicos, que consiste em apreender dados e informações, analisando-as a fim de produzir um
diagnóstico da situação, cujo objetivo é a formação de um juízo de valor sobre a atividade analisada. Tal
inspeção ou exame surge por iniciativa do próprio órgão fiscalizador ou em decorrência de uma solicitação
pelo Congresso Nacional. Logo, cinco instrumentos são utilizados para fins de fiscalização, a saber:
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2) Auditoria: é o instrumento que permite a verificação no local, da legalidade e legitimidade dos atos
de gestão, tanto em seu aspecto contábil, quanto em suas características financeiras, orçamentárias e
patrimoniais, bem como os possíveis resultados que poderão ser alcançados pelo órgão, ente público,
projetos e programas;
3) Inspeção: cumpre à obtenção de informações não disponíveis no Tribunal, quanto para esclarecer
dúvidas acerca dos procedimentos, apura fatos trazidos ao Tribunal por meio de representações ou
denúncias;
5) Monitoramento: é o instrumento utilizado para aferir o cumprimento das deliberações proferidas pelo
Tribunal e seus resultados.
II. Função Consultiva - aquela exercida por meio da elaboração de pareceres técnicos prévios e
específicos, sobre prestação anuais de contas emitidas pelos chefes dos Poderes Executivo, Legislativo
e Judiciário, bem como, pelo chefe do Ministério Público da União, a fim de subsidiar o julgamento pelo
Congresso Nacional, também engloba o exame, "em tese", das consultas realizadas pelas autoridades
competentes para formulá-las, sobre dúvidas quanto à aplicação de dispositivos legais e regulamentares
a respeito das matérias da alçada do Tribunal.
III. Função Informativa - é aquela exercida quando da prestação de informações reclamadas pelo
Congresso Nacional, por suas Casas ou pelas Comissões, sobre a fiscalização do Tribunal, ou ainda
sobre resultados de inspeções e auditorias pelo TCU, compreende ainda a representação ao poder
competente sobre irregularidades ou apuração de abusos, assim como, o encaminhamento de relatório
das atividades do Tribunal ao Congresso Nacional.
IV. Função Judicante - esta função ocorre quando do Tribunal de Contas da União julga as contas dos
administradores públicos e outros responsáveis por dinheiro, bens, valores públicos da administração
direta e indireta, incluindo das fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal,
assim como as contas dos que causaram prejuízos, extravios ou quaisquer outras irregularidades que
venham a prejudicar o erário nacional. Através dos processos são organizados no Tribunal, as prestações
de contas, fiscalizações e demais assuntos submetidos à deliberação do Tribunal. Portanto, cabe aos
ministros ou auditores do Tribunal relatar esses processos, votar e submetê-los aos pares proposta de
acórdão, logo após a análise e instrução preliminar realizada por órgãos técnicos da Secretaria do
Tribunal. A esta função ficam os Tribunais de Contas autorizados a realizar o julgamento das contas
anuais dos administradores e responsáveis pelo erário na Administração Pública.
V. Função Sancionadora - é expressa através da aplicação aos responsáveis das sanções previstas
na Lei Orgânica do Tribunal, Lei nº 8.443/92, caso seja apurada a ilegalidade de despesas ou
irregularidade das contas, tal função básica do Tribunal está prevista na Constituição Federal/1988, em
seu artigo 71, incisos VIII a XI, que estabelece a aplicação de penalidades aos responsáveis por despesas
ilegais ou por irregularidade das contas. Estas sanções estão claramente explicitadas na Lei nº
8.443/1992 e regulam a aplicação de multa e obrigação de devolução do débito apurado, até o
afastamento provisório do cargo, o arresto de bens, a inabilitação para exercício do cargo em comissão
ou função de confiança no âmbito da Administração Pública, vale lembrar que, as penalidades não
eximem o responsável das devidas aplicações das sanções penais e administrativas por autoridades
competentes e da inelegibilidade pela Justiça Eleitoral, um vez que, o TCU envia periodicamente ao
Ministério Público Eleitoral uma lista de nomes de responsáveis por contas julgadas irregulares pelo TCU
referente ao período de cinco anos anteriores, em resposta à Lei Complementar nº 64/1990, que versa
sobre declaração de inelegibilidade. Poderá ainda o TCU, conforme artigo 71, incisos IX e X, da
Constituição Federal/1988, fixar um prazo para que o órgão adote providências cabíveis ao cumprimento
da lei, em caso de ilegalidade ou sustação do ato impugnado, caso descumprimento, o Tribunal comunica
ao Congresso Nacional, a quem caberá adotar o ato de sustação;
VI. Função Corretiva - Caso ocorra ilegalidade ou irregularidade nos atos de gestão de quaisquer
órgãos ou entidade pública, caberá ao Tribunal de Contas fixar o prazo para cumprimento da lei. Quando
não atendido o ato administrativo, o Tribunal deverá determinar a sustação do ato impugnado, assim o
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Tribunal de Contas exerce sua função corretiva. Esta função autoriza aos Tribunais de Contas aplicar
sanções por ilegalidade de contas e despesas apresentadas pelos órgãos governamentais. Tais decisões
sancionatórias dos Tribunais de Contas têm eficácia de título executivo, embora os Tribunais não tenham
competência para executá-las, pois, caberá a execução às entidades públicas beneficiárias.
Além destas previsões, as Cortes de Contas tiveram reconhecida pelo STF, por meio da súmula nº
347, a competência para apreciar a constitucionalidade de leis e atos do Poder Público, daí dizer que as
atribuições dos Tribunais de Contas ultrapassam as discussões sobre a legalidade no controle
orçamentário, financeiro, contábil, operacional e patrimonial, baseados na sua legitimidade orgânica e no
princípio da economicidade. Ademais, segundo a CRFB/1988, o Tribunal de Contas enquanto instituição
consolidou-se no importante papel de proteção ao bem público, ficando claro que o mesmo não pertence
a nenhum dos três poderes, possuindo natureza jurídica institucional autônoma e a serviço de todos os
Poderes.
Os Fundos de Participação são os recursos entregues pela União aos Estados, Distrito Federal e
Municípios, por meio de percentuais, conforme predispõe a Constituição Federal/1988, em seus artigos
159 e 161, nos quais definem o rateio em âmbito da federação e o cálculo das quotas do Fundo de
Participação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos Fundos de Financiamento do Norte,
Nordeste e Região Centro-oeste, sendo que tais cálculos obedecem aos critérios previstos na legislação
complementar e ordinária, e seus coeficientes de participação são fornecidos pelo IBGE, baseado nos
índices populacionais, até o último dia de cada exercício, passando a vigorar no ano seguinte. Já o Fundo
de Participação dos Municípios (FPM) são fixados em acordo com a Lei nº 5.172/1966, Código Tributário
Nacional, com alterações do Decreto-Lei nº 1.881/1981 e em Leis Complementares n.º 59/1988; 71/1992
e 74/1993, em casos de capitais e municípios que participam da reserva criada pelo decreto acima citado,
com coeficiente de 4,0, usa-se como baliza a renda per capta do respectivo estado. No Fundo de
Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), foram fixados os percentuais, dos 26 estados e do
Distrito Federal por meio da Lei Complementar nº 62/1989, onde estabelece a distribuição dos recursos
da seguinte forma: 85% para estados das Regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste; e 15% para estados
das Regiões Sul e Sudeste.
Segundo o Tribunal de Contas da União a Constituição Federal de 1988, lhe conferiu o papel de auxiliar
do Congresso Nacional para exercício do controle externo, estando as competências constitucionais
privativas do Tribunal previstas nos seus artigos 71, 72, 73, 74 e no artigo 161, conforme descrições
abaixo:
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1) Apreciar as contas anuais do presidente da República, através de um parecer prévio elaborado
dentro de sessenta dias, e apreciar relatórios sobre execução de planos do governo (Artºs 71, inciso I e
49, inciso IX, CRFB/1988);
2) Julgar as contas dos administradores e responsáveis pelo dinheiro, bens e valores públicos (Artº 71,
inciso II, CRFB/1988; Lei nº 4.320/1964; DL nº 200/1967, Lei 6.223/1975; Lei 8.443/1992 - Lei Orgânica
do Tribunal de Contas da União);
5) Fiscalizar as contas nacionais de empresas supranacionais de cujo capital social a União tenha
participação direta ou indireta (Artº 71, inciso V, CRFB/1988);
8) Sustar a execução do ato impugnado se não atendido, comunicando à Câmara dos Deputados e ao
Senado Federal, verificada irregularidade nas contas, o TCU assegura às partes o exercício da ampla
defesa em todas as etapas de apreciação e julgamento dos processos, matéria disciplinada pela
Resolução nº 36/1995 do TCU e o artigo 202 do Regimento Interno do TCU admite se constatada
irregularidade, havendo débito, o Tribunal ou o Relator ordenará a citação do responsável para apresentar
defesa ou recolher a quantia devida aos cofres públicos, caso não haja débitos, determinará uma
audiência do responsável pelos atos para apresentar suas justificativas, se tal decisão resulte em débito
ou cominação de multa, tal valor torna-se dívida líquida e certa, com valor de título executivo, assim, o
responsável será notificado a recolher no prazo de 15 dias o valor devido, caso contrário, formaliza-se o
processo de cobrança executiva, encaminhada ao Ministério Público e ao Tribunal para que a Advocacia-
Geral da União - AGU ou das unidades jurisdicionadas ao TCU, promovam a cobrança judicial da dívida
ou o arresto dos bens do autor do desvio;
9) Emitir pronunciamento conclusivo sobre despesas realizadas sem autorização, por solicitação da
Comissão Mista Permanente do Senado e da Câmara dos Deputados;
10) Apurar denúncias apresentadas por qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato
sobre irregularidades ou ilegalidades na aplicação de recursos federais.
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Natureza Jurídica
Parte da doutrina entende que a natureza jurídica das decisões do Tribunal de Contas seja judicante,
tendo em vista que se baseiam nos seguintes argumentos: as decisões podem ser de natureza judicante,
mesmo que advindas de um órgão administrativo.
Importante, contudo frisar que a parte majoritária da doutrina e da jurisprudência dos Tribunais
Superiores, entende que a natureza jurídica dessas decisões é administrativa, e não judicante.
E a força dessa teoria está inserida dentro da própria Constituição Federal de 1988, notadamente no
seu artigo 5º, inciso XXXV, quando estabelece um sistema de jurisdição una, também conhecido como
monopólio da tutela jurisdicional pelo Poder Judiciário. Dessa forma, as decisões administrativas
provenientes dos Tribunais de Contas estão sujeitas ao controle jurisdicional.
Importante explanar que, embora as decisões administrativas provenientes dos Tribunais de Contas
estejam sujeitas ao controle jurisdicional, como ilustrado anteriormente, essas decisões tem natureza
vinculatória em face da Administração Pública.
O mais adequado seria dizer-se, como preferem aliás a legislação francesa e outras, que, ao invés de
auxiliarem elas assistem o parlamento e o governo, para deixar claro a sua exata posição em face dos
Poderes, pois, tendo em vista a própria natureza das tarefas que lhes cabem cumprir, haveria a
Constituição de assegurar- lhes a necessária independência.
Acerca dos processos, podemos afirmar que os mesmo instaurados pelos Tribunais de Contas, têm
sua própria natureza. São processos de contas, e não processos parlamentares, nem judiciais, nem
administrativos. Assim, não são processos parlamentares nem judiciais, relembrando, apenas, que os
Parlamentos decidem por critério de oportunidade e conveniência. Não são processos administrativos,
basta evidenciar que as Instituições de Contas não julgam da própria atividade, pois quem o faz são os
órgãos administrativos.
Não é o Tribunal de Contas criação de ordem legislativa; é uma instituição constitucional da mesma
importância dos outros órgãos pelos quais a nossa Constituição buscou assegurar o exercício efetivo das
garantias de moralidade e justiça do sistema republicano.
Em síntese, podemos sublinhar que o TCU não possui subordinação hierárquica a nenhum outro órgão
ou poder, sendo, portanto, inadequada e imprópria a expressão “órgão auxiliar do Poder Legislativo”, que
não consta em parte nenhuma na Constituição.
Ressalte-se, no entanto, que, para efeito da classificação funcional orçamentária, a subfunção controle
externo encontra-se associada à função legislativa. De igual modo, nas leis orçamentárias, as dotações
relativas ao TCU constam do orçamento do Poder Legislativo e, para o cálculo dos limites de despesas
de pessoal previstos na LRF, as Cortes de Contas são incluídas no âmbito dos Poderes Legislativos.
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas da União, ao qual compete:
(...)
§ 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título
executivo.
Instituiu, portanto o artigo que as decisões do TCU de que resulte imputação de débito ou multa, terão
eficácia de título executivo. Em obediência ao princípio da simetria, iguais características terão as
decisões dos Tribunais de Contas dos Estados e dos TCMs.
Todavia, não compete às Cortes de Contas proceder à execução de suas decisões. Deste modo, o
título executivo extrajudicial, oriundo de decisão condenatória proferida pelas Cortes de Contas, deve ser
executado pelos órgãos próprios da Administração Pública, como a Advocacia-Geral da União e das
Procuradorias dos Estados e Municípios.
O Superior Tribunal de Justiça, reconhece também a legitimidade do Ministério Público para propor
ação de execução de título extrajudicial oriundo de Tribunal de Contas Estadual. Deste modo, é de suma
importância trazer à colação, a seguinte decisão:
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PROCESSUAL CIVIL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE ATIVA. AÇÃO DE EXECUÇÃO.
TÍTULO EXTRAJUDICIAL. CERTIDÃO DE DÉBITO EXPEDIDA POR TRIBUNAL DE CONTAS
ESTADUAL.
1. O Ministério Público ostenta legitimidade para a propositura de ação de execução de título
extrajudicial oriundo de Tribunal de Contas Estadual. REsp 996031/MG, PRIMEIRA TURMA, DJ de
28/04/2008 e REsp 678969/PB, PRIMEIRA TURMA, DJ 13/02/2006.
2. É que a decisão de Tribunal de Contas Estadual, que, impõe débito ou multa, possui eficácia de
título executivo, a teor do que dispõe o art. 71, § 3o, da Constituição Federal de 1988.
[...]
7. Recurso Especial provido para reconhecer a legitimidade do Ministério Público do Estado de
Sergipe, para a propositura de execução de título originário de Tribunal de Contas Estadual.
REsp. 1.109.433-SE, Primeira Turma, Rel.: Min. Luiz Fux, DJe: 27/05/2009.
Composição e jurisdição
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Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que
serão integrados por sete Conselheiros.
Princípio da simetria
O “Princípio da Simetria”8 é aquele que exige que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
adotem, sempre que possível, em suas respectivas Constituições e Leis Orgânicas (Lei Orgânica é como
se fosse a “Constituição do Município”), os princípios fundamentais e as regras de organização existentes
na Constituição da República (Constituição Federal)- principalmente relacionadas a estrutura do governo,
forma de aquisição e exercício do poder, organização de seus órgãos e limites de sua própria atuação.
Ocorre que, para a correta interpretação do “Princípio da Simetria” deve-se atentar à três pontos:
Esse princípio não é único e absoluto. Deve ser interpretado em conjunto com as demais normas
jurídicas da Constituição Federal;
O ponto de referência para a aplicação da simetria é a Constituição Federal e não a Constituição
Estadual;
A partir da Constituição Federal de 1988 o Brasil tem como “Forma de Estado”, o que se chama de
“Federalismo de Três Níveis”, sendo os entes federados: União, Estados e Municípios – além do Distrito
Federal, que possui estrutura mista -, todos eles com autonomia administrativa (competência para a auto-
organização de seus órgãos e serviços), legislativa (competência para editar leis, inclusive sua Lei
Orgânica - autoconstituição) e política (competência para eleger os integrantes do Executivo e do
Legislativo).
É interessante notar, que a Constituição Federal de 1988 buscou resgatar as competências locais e
prestigiar as peculiaridades regionais, retornando aos mencionados entes federados a autonomia que
lhes foi retirada pela ditadura militar.
Assim, o referido “Federalismo de Três Níveis”, que pode ser observado pelo artigo 18 da Constituição
Federal, é justamente o reconhecimento de que os Municípios, juntamente com o Estados, o Distrito
Federal e a União são autônomos para se organizarem, criarem benefícios para seus servidores, e tratar
de outros assuntos que desejarem, com a condição de que não violem a Constituição Federal.
Além disso, no ordenamento jurídico brasileiro há diversos outros princípios que protegem os
servidores do nosso Município, tais como: “Boa-fé”, “Segurança Jurídica”, “Proteção à Confiança”,
“Presunção de Legitimidade dos Atos Administrativos”, “Separação dos Poderes”, dentre outros, além da
própria autonomia municipal.
Questões
01. (TJ/BA - Analista Judiciário - Subescrivão – Direito – FGV/2015). Com os olhos voltados à
sistemática constitucional brasileira a respeito da fiscalização contábil, financeira e orçamentária, é
correto afirmar que o Tribunal de Contas deve:
(A) julgar as contas apresentadas por todos os agentes públicos;
(B) negar-se a registrar a aposentadoria, concedida pelo órgão competente, que não preencha os
requisitos legais;
(C) eximir-se de fiscalizar as contas prestadas pelos entes da administração pública indireta;
(D) eximir-se de fiscalizar as contas prestadas pela Mesa da Casa Legislativa, que serão apreciadas
pelo Poder Legislativo;
(E) ter suas decisões referendadas pelo Poder Legislativo para que adquiram eficácia.
8
https://marciliodrummond.jusbrasil.com.br/artigos/211108087/o-tao-falado-principio-da-simetria
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03. (IF/RJ - Auditor – BIO-RIO/2015). A respeito da fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta é correto afirmar,
EXCETO:
(A) abrangerá os aspectos da legalidade, legitimidade e economicidade dos atos da administração
pública.
(B) alcançará a aplicação das subvenções e renúncia de receitas.
(C) será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo.
(D) será exercida também pelo sistema de controle interno de cada Poder.
(E) será exercida pelo Ministério Público Federal.
05. (TRT - 3ª Região (MG) - Analista Judiciário – Contabilidade - FCC/2015). Apoiar o controle
externo no exercício de sua missão institucional, segundo a Constituição Federal, é uma das finalidades
(A) da auditoria interna.
(B) do Tribunal de Contas.
(C) da auditoria externa.
(D) do Ministério Público.
(E) do sistema do controle interno.
07. (TRT/16ª REGIÃO/MA - Analista Judiciário - FCC/2014) Nos termos estabelecidos pela
Constituição federal NÃO é atribuição constitucional do Tribunal de Contas da União
(A) julgar as contas as contas dos administradores e demais responsáveis por recursos públicos.
(B) julgar as contas do presidente da república.
(C) sustar, se não atendido, a execução de ato impugnado, comunicando à câmara dos deputados e
ao senado federal.
(D) apreciar, em regra, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer
título, na administração direta.
(E) fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a união participe,
de forma direta ou indireta, nos termos do tratado consultivo.
08. (TRT/18ª REGIÃO/GO - Juiz do Trabalho - FCC/2014) O Tribunal de Contas da União - TCU
julgou irregulares as contas prestadas por administrador de empresa pública federal, tendo sustado a
execução de contrato celebrado ilegalmente pela empresa, com violação às normas sobre licitação. O
TCU, ainda, aplicou aos responsáveis pela irregularidade das contas as sanções previstas em lei, dentre
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as quais multa proporcional ao dano causado ao erário, com eficácia de título executivo. A atuação do
TCU neste caso foi
(A) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que as empresas públicas seguem o regime de
direito privado no que toca aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários, motivo
pelo qual sequer deveriam ter sido fiscalizadas pelo TCU.
(B) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o TCU, ainda que seja competente para
fiscalizar as contas de empresa pública e para impor o pagamento de multa proporcional ao agravo, não
poderia ter-lhe atribuído a eficácia de título executivo.
(C) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o TCU, ainda que seja competente para
fiscalizar as contas de empresa pública, não poderia ter imposto ao administrador o pagamento de multa
proporcional ao agravo, uma vez que essa competência foi reservada, pela Constituição Federal, ao
Poder Judiciário.
(D) incompatível com a Constituição Federal, uma vez que o TCU, ainda que seja competente para
fiscalizar as contas de empresa pública e aplicar multa proporcional ao agravo com eficácia de título
executivo, não poderia ter sustado a execução do contrato celebrado pela empresa, uma vez que a
competência para tanto foi reservada, pela Constituição Federal, ao Congresso Nacional.
(E) compatível com a Constituição Federal em relação à competência para fiscalizar as contas da
empresa pública, para sustar a execução do contrato celebrado ilegalmente pela empresa e para impor
multa proporcional ao agravo com eficácia de título executivo.
10. (TRF/4ª REGIÃO - Técnico Judiciário - Área Administrativa - FCC/2014) Determinada entidade
da Administração pública federal mantém, em sua estrutura, órgão de controle interno, com a finalidade,
entre outras, de comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial da entidade. No exercício de suas atribuições, os integrantes do
referido órgão de controle deparam-se com irregularidade na execução de um contrato específico de
prestação de serviços, da qual é dada ciência ao Tribunal de Contas da União - TCU, que, a seu turno,
determina, de imediato, a sustação da execução contratual. Nesta hipótese, considerada a disciplina
constitucional da matéria,
(A) o órgão de controle interno poderia, efetivamente, possuir atribuição de avaliação de atos e
contratos quanto à legalidade e eficiência, conforme expressa previsão constitucional, mas seus
integrantes não possuem legitimidade para dar ciência de eventuais irregularidades ao TCU.
(B) o órgão de controle interno não poderia possuir atribuição de avaliação de atos e contratos quanto
à legalidade e eficiência, por se tratar de critérios restritos ao sistema de controle externo, exercido pelo
Congresso Nacional, com o auxílio do TCU.
(C) os integrantes do órgão de controle interno não poderiam ter dado ciência da irregularidade ao
TCU, dado que somente possuem legitimidade para tanto partido político, associação ou sindicato.
(D) o TCU não poderia ter determinado a sustação da execução contratual, por se tratar de ato de
competência do Congresso Nacional, a quem compete, ademais, solicitar, de imediato, ao Poder
Executivo as medidas cabíveis.
(E) os integrantes do órgão de controle interno deveriam, efetivamente, ter dado ciência da
irregularidade ao TCU, sob pena de responsabilidade solidária, possuindo, de fato, o TCU competência
para determinar de imediato a sustação da execução contratual.
Respostas
01. Resposta: B
Constituição Federal:
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas da União, ao qual compete:
( )
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III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na
administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público,
excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento
legal do ato concessório;
02. Resposta: D
Constituição Federal:
Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal,
quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as
atribuições previstas no art. 96. .
( )
§ 3° Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias, prerrogativas,
impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça, aplicando-se-lhes,
quanto à aposentadoria e pensão, as normas constantes do art. 40.
03. Resposta: E
Constituição Federal:
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação
das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle
externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
04. Resposta: C
De acordo com a Constituição Federal:
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno, com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e à eficiência da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres
da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
05. Resposta: E.
CF/88 - Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema
de controle interno com a finalidade de:
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
06. Resposta: A.
De acordo com a Constituição Federal:
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de
governo e dos orçamentos da União;
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da gestão
orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal, bem como da
aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres
da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
§ 1º - Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou
ilegalidade, dela darão ciência ao TCU, sob pena de responsabilidade solidária.
§ 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da
lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o TCU.
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07. Resposta: “A”. As atribuições do Tribunal de Contas da União estão descritas no artigo 71 da
Constituição Federal, sendo a competência descrita na letra “A” prevista logo no inciso II: “Art. 71. O
controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da
União, ao qual compete: I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República,
mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento; II -
julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores
públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas
pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra
irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;
08. Resposta: “D”. A competência do Tribunal de Contas da União está descrita no artigo 71, CF:
“Art. 71, CF. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do
Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
( )
VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as
sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano
causado ao erário;
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos
Deputados e ao Senado Federal;
O Tribunal de Constas da União tem a competência de sustar atos limitada, eis que cabe ao Congresso
Nacional, nos termos do artigo 49, V, CF/88 “sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem
do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”, entre eles contratos administrativos
celebrados em desrespeito às regras de licitação.
09. Resposta: “Certo”. A propósito, o artigo 73, §1º, CF traz os requisitos para a nomeação ao cargo
de Ministro do Tribunal de Contas da União: “os Ministros do Tribunal de Contas da União serão
nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I - mais de trinta e cinco e menos de
sessenta e cinco anos de idade; II - idoneidade moral e reputação ilibada; III - notórios conhecimentos
jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública; IV - mais de dez anos de
exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no
inciso anterior”.
4.1 Contas de governo. 4.2 Contas de gestão. 4.3 Tomada de Contas Especial.
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Considerando que a prestação de contas dos gestores públicos deve conter elementos e
demonstrativos que evidenciem a regular aplicação dos recursos públicos, nos termos do caput do art.
194 do Regimento Interno do TCU;
Considerando a necessidade de integrar, no exame e julgamento das contas dos gestores, o controle
da conformidade e do desempenho da gestão, a fim de contribuir para o aperfeiçoamento da
administração pública; e
Considerando os princípios da racionalização e da simplificação e a necessidade de estabelecer
critérios de seletividade para a formalização e instrução dos processos de contas ordinárias, nos termos
do parágrafo único do art. 194 e do art. 195 do Regimento Interno deste Tribunal, resolve:
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 2º Para efeito desta Instrução Normativa, estão sujeitos à apresentação de relatório de gestão e à
constituição de processo de contas os responsáveis pelas seguintes unidades jurisdicionadas ao Tribunal:
I. órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, incluídas as fundações e
empresas estatais, bem como suas unidades internas;
II. fundos cujo controle se enquadre como competência do Tribunal;
III. serviços sociais autônomos;
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IV. contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe, de forma
direta ou indireta, nos termos do respectivo tratado constitutivo;
V. empresas encampadas, sob intervenção federal, ou que, de qualquer modo, venham a integrar,
provisória ou permanentemente, o patrimônio da União ou de entidade pública federal;
VI. entidades cujos gestores, em razão de previsão legal, devam prestar contas ao Tribunal;
VII. programas de governo constantes do Plano Plurianual previsto no inciso I do art. 165 da
Constituição Federal.
§ 1º Os responsáveis pelas entidades de fiscalização do exercício profissional estão dispensados de
apresentar relatório de gestão e de terem processo de contas ordinárias constituídos pelo Tribunal, sem
prejuízo da manutenção das demais formas de fiscalização exercidas pelos controles interno e externo.
§ 2º Os estados, o Distrito Federal, os municípios e as pessoas físicas ou entidades privadas, quando
beneficiários de transferência voluntária de recursos federais, sob qualquer forma, responderão perante
o órgão ou entidade repassador pela boa e regular aplicação desses recursos, apresentando todos os
documentos, informações e demonstrativos necessários à composição dos relatórios de gestão e dos
processos de contas dos responsáveis por essas unidades jurisdicionadas.
TÍTULO II
APRESENTAÇÃO DOS RELATÓRIOS DE GESTÃO E DAS PEÇAS COMPLEMENTARES
ELABORADAS PARA CONSTITUIÇÃO DE PROCESSOS DE CONTAS
CAPÍTULO I
CRITÉRIOS DE APRESENTAÇÃO
Art. 3º Os relatórios de gestão devem ser apresentados anualmente ao Tribunal pelos responsáveis
pelas unidades jurisdicionadas, relacionadas em decisão normativa, que lhes fixará a forma, conteúdo e
prazo.
§ 1º Os relatórios de gestão anuais devem abranger a totalidade da gestão da unidade jurisdicionada.
§ 2º A critério do respectivo órgão superior, os relatórios de gestão das unidades jurisdicionadas podem
ser encaminhados ao Tribunal pelo órgão de controle interno a que se vincularem.
§ 3º Os relatórios de gestão devem ser apresentados ao Tribunal em meio informatizado, conforme
orientações contidas em decisão normativa.
§ 4º Os relatórios de gestão ficarão disponíveis para livre consulta no Portal do Tribunal na Internet,
em até quinze dias da data limite para apresentação.
§ 5º A apresentação tempestiva do relatório de gestão, com o conteúdo e forma fixados em decisão
normativa, configura o cumprimento da obrigação de prestar contas, nos termos do art. 70 da Constituição
Federal.
§ 6º Os responsáveis por unidade jurisdicionada que entrar em processo de extinção, liquidação,
dissolução, transformação, fusão, incorporação ou desestatização devem comunicar o fato ao TCU e ao
órgão de controle interno em até trinta dias do ato que tenha autorizado o processo modificador e
permanecem obrigados à apresentação dos relatórios de gestão anuais até a conclusão do evento.
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§ 5º Os órgãos de controle interno devem colocar à disposição do Tribunal em meio eletrônico, na
forma definida em decisão normativa, as peças relacionadas nos incisos IV, V e VI do art. 13 desta
instrução normativa.
§ 6º Os órgãos de controle interno podem, a seu critério, realizar auditorias de gestão sobre as
unidades jurisdicionadas não relacionadas na decisão normativa de que trata o caput.
§ 7º Na situação prevista no parágrafo anterior, caso verificadas as ocorrências a que se refere o inciso
III do art. 16 da Lei nº 8.443, de 1992, o órgão de controle interno deve:
a) se a ocorrência for classificada na alínea “b” do inciso III do art. 16 da Lei nº 8.443, de 1992,
representar ao Tribunal, nos termos do art. 237, inciso II, do Regimento Interno do Tribunal de Contas da
União;
b) se a ocorrência for classificada nas alíneas “c” ou “d” inciso III do art. 16 da Lei nº 8.443, de 1992,
recomendar a instauração de processo de tomada de contas especial, nos termos do art. 8º da Lei nº
8.443, de1992.
Art. 5º Os relatórios de gestão e os processos de contas constituídos pelo Tribunal serão organizados
de acordo com a seguinte classificação:
I. Individual, quando envolverem uma única unidade jurisdicionada;
II. Consolidado, quando envolverem mais de uma unidade jurisdicionada e for conveniente ao Tribunal
avaliar a gestão em conjunto;
III. Agregado, quando envolverem mais de uma unidade jurisdicionada e for conveniente ao Tribunal
avaliar a gestão por meio do confronto das peças de cada unidade do conjunto.
Parágrafo único. A decisão normativa de que trata o art. 3º indicará elementos suficientes para o
enquadramento das unidades jurisdicionadas na classificação estabelecida pelo caput.
CAPÍTULO II
PRAZOS
Art. 7º Os prazos estabelecidos nas decisões normativas de que tratam os arts. 3º e 4º, assim como
no art. 6º desta instrução normativa, podem ser prorrogados pelo Plenário do Tribunal, em caráter
excepcional, mediante o envio de solicitação fundamentada, formulada, conforme o caso, pelas seguintes
autoridades:
I. Presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Supremo Tribunal Federal, dos
demais Tribunais Superiores, dos Tribunais Federais nos Estados e no Distrito Federal e do Tribunal de
Contas da União;
II. Ministro de Estado ou autoridade de nível hierárquico equivalente;
III. Procurador-Geral da República;
Parágrafo único. Nos casos em que os trabalhos referidos no § 3º do art. 4º e no § 1º do art. 6º desta
instrução normativa não puderem ser concluídos a tempo de atender aos prazos fixados pelo Tribunal, o
dirigente máximo do respectivo órgão de controle interno poderá solicitar, mediante pedido fundamentado,
a prorrogação de prazo para apresentação das peças que lhe são pertinentes.
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Art. 8º O descumprimento dos prazos fixados pelas decisões normativas de que tratam os arts. 3º e 4º
ou estabelecidos pelo art. 6º, consideradas as prorrogações decorrentes do disposto no do art. 7º, poderá
acarretar as seguintes situações para os responsáveis:
I. em relação aos prazos relacionados à apresentação dos relatórios de gestão, omissão no dever de
prestar contas, para efeito do disposto na alínea “a” do inciso III do art. 16 da Lei nº 8.443, de 1992, sem
prejuízo da sanção prevista no inciso II do art. 58 dessa mesma Lei.
II. em relação aos prazos das demais peças para constituição de processos de contas relacionadas
no art. 13 desta instrução normativa, grave infração à norma regulamentar, para efeito do disposto no
inciso II do art. 58 da Lei nº 8.443, de 1992.
Art. 9º Os processos de contas somente serão constituídos pelo Tribunal se contiverem todas as peças
relacionadas no art. 13 desta instrução normativa, formalizadas de acordo com o estabelecido nas
decisões normativas de que tratam os arts. 3º e 4º.
§ 1º Nos casos de inadimplemento das condições previstas no caput, o órgão de controle interno será
informado do fato pela unidade técnica do Tribunal, para que, em até quinze dias da notificação, adote as
ações de sua alçada ou comunique a situação aos responsáveis para a adoção das providências cabíveis.
§ 2º Quando o descumprimento ocorrer em relação às condições estabelecidas pela decisão normativa
prevista no caput do art. 3º, a unidade técnica do Tribunal fixará, de acordo com a extensão das correções,
novo prazo para reapresentação da peça, permanecendo os responsáveis pela unidade em situação de
inadimplência no dever de prestar contas até o saneamento completo das impropriedades.
CAPÍTULO III
ROL DE RESPONSÁVEIS
Art. 10 Serão considerados responsáveis pela gestão os titulares e seus substitutos que
desempenharem, durante o período a que se referirem as contas, as seguintes naturezas de
responsabilidade, se houver:
I. dirigente máximo da unidade jurisdicionada;
II. membro de diretoria ou ocupante de cargo de direção no nível de hierarquia imediatamente inferior
e sucessivo ao do dirigente de que trata o inciso anterior, com base na estrutura de cargos aprovada para
a unidade jurisdicionada;
III. membro de órgão colegiado que, por definição legal, regimental ou estatutária, seja responsável
por ato de gestão que possa causar impacto na economicidade, eficiência e eficácia da gestão da
unidade.
Parágrafo único. O Tribunal poderá definir outras naturezas de responsabilidade na decisão normativa
de que trata o art. 4º.
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§ 5º Não ocorrendo o conluio referido no § 4º acima, mas verificada a prática de ato por responsável
não relacionado no rol que tenha causado dano ao Erário, o órgão de controle interno, sob pena de
responsabilidade solidária, deverá recomendar a instauração de processo de tomada de contas especial,
nos termos do art. 8º da Lei nº 8.443, de 1992.
§ 6º Não ocorrendo o conluio referido § 4º deste artigo, mas apurada a prática de ato por responsável
não relacionado no rol classificável na alínea “b” do inciso III do art. 16 da Lei nº 8.443, de 1992, o órgão
de controle interno deve representar ao Tribunal nos termos do art. 237, inciso II, do Regimento Interno
do Tribunal de Contas da União.
TÍTULO III
ORGANIZAÇÃO DOS RELATÓRIOS DE GESTÃO E DOS PROCESSOS DE CONTAS
CAPÍTULO I
PEÇAS E CONTEÚDOS
Art. 12. Os relatórios de gestão referidos no caput do art. 3º devem contemplar todos os recursos
orçamentários e extra-orçamentários utilizados, arrecadados, guardados ou geridos pelas unidades
jurisdicionadas, ou pelos quais elas respondam, incluídos os oriundos de fundos de natureza contábil
recebidos de entes da administração pública federal ou descentralizados para execução indireta.
Art. 13. Os autos iniciais dos processos de contas serão constituídos das peças a seguir relacionadas:
I. rol de responsáveis, observado o disposto no capítulo III do título II desta instrução normativa e na
decisão normativa de que trata o art. 4º;
II. relatório de gestão dos responsáveis, conforme conteúdos e formatos estabelecidos pelo Tribunal
na decisão normativa de que trata o art. 3º;
III. relatórios e pareceres de órgãos, entidades ou instâncias que devam se pronunciar sobre as contas
ou sobre a gestão dos responsáveis pela unidade jurisdicionada, consoante previsão em lei ou em seus
atos constitutivos, observados os formatos e os conteúdos definidos na decisão normativa de que trata o
art. 4º deste normativo;
IV. relatório de auditoria de gestão, emitido pelo órgão de controle interno, conforme formato e
conteúdo definidos na decisão normativa de que trata o art. 4º deste normativo;
V. certificado de auditoria, emitido pelo órgão de controle interno competente;
VI. parecer conclusivo do dirigente do órgão de controle interno competente; e
VII. pronunciamento expresso do ministro de estado supervisor da unidade jurisdicionada, ou da
autoridade de nível hierárquico equivalente, atestando haver tomado conhecimento das conclusões
contidas no parecer do dirigente do órgão de controle interno competente sobre o desempenho e a
conformidade da gestão da unidade supervisionada.
§ 1º O pronunciamento ministerial ou de autoridade de nível hierárquico equivalente sobre o parecer
do dirigente do órgão de controle interno competente não poderá ser objeto de delegação, conforme
dispõe o art. 52 da Lei nº 8.443, de 1992.
§ 2º Os exames do órgão de controle interno competente sobre a gestão dos responsáveis devem
abranger todos os recursos, orçamentários e extra-orçamentários, utilizados, arrecadados, guardados ou
geridos pelas unidades jurisdicionadas ou pelos quais elas respondam, incluídos os oriundos de fundos
de natureza contábil recebidos de entes da administração pública federal ou descentralizados para
execução indireta.
§ 3º Os relatórios de auditoria de gestão emitidos pelos órgãos de controle interno devem ser
compostos dos achados devidamente caracterizados pela indicação da situação encontrada e do critério
adotado e suportados por papéis de trabalho, mantidos em arquivos à disposição do Tribunal.
§ 4º. Os documentos a que se referem os incisos V, VI e VII deste artigo, se opinarem pela regularidade
com ressalvas e irregularidade das contas dos responsáveis, devem indicar os fatores motivadores para
cada responsável.
TÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 14. As unidades jurisdicionadas e os órgãos de controle interno devem manter a guarda dos
documentos comprobatórios de cada exercício, incluídos os de natureza sigilosa, de acordo com os
seguintes prazos:
I. dez anos, contados a partir da apresentação do relatório de gestão ao Tribunal, para as unidades
jurisdicionadas não relacionadas para constituição de processo de contas no exercício;
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II. cinco anos, contados a partir da data do julgamento das contas dos responsáveis pelo Tribunal, para
as unidades jurisdicionadas relacionadas para constituição de processo de contas no exercício.
Parágrafo único. O descumprimento do disposto no caput deste artigo poderá sujeitar o responsável à
sanção prevista no inciso II do art. 58 da Lei nº 8.443, de 1992, sem prejuízo da instauração de tomada
de contas especial para apuração dos fatos, identificação dos responsáveis e quantificação do dano ao
Erário, se for o caso.
Art. 16. Esta instrução normativa entra em vigor na data de sua publicação e aplica-se aos processos
de contas referentes ao exercício de 2010 e seguintes.
Art. 17. Fica revogada a Instrução Normativa TCU nº 57, de 27 de agosto de 2008.
VALMIR CAMPELO
Na Presidência
5 Controle administrativo.
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e) ouvidoria: limita-se a proceder ao encaminhamento das reclamações que recebe. Ouvidoria tem-
se dedicado a receber reclamações de populares e usuários dos serviços públicos.
f) recursos administrativos hierárquicos ou de ofício: por vezes a lei condiciona a decisão ao
reexame superior, carecendo ser conhecida e eventualmente revista por agente hierarquicamente
superior àquele que decidiu. O reexame é decorrente do poder hierárquico, que consagra prerrogativas
próprias do agente superior (delegar atribuição, avocá-las, fiscalizar, rever decisões).
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o reexame da matéria decidida (devolve à Administração a possibilidade de decidir), e excepcionalmente
produzirão efeitos suspensivos, obstando a execução da decisão impugnada.
O Recurso administrativo ou hierárquico é o pedido de reexame do ato dirigido à autoridade superior
à que o proferiu. Só podem recorrer os legitimados, que, segundo o artigo 58 da Lei federal 9784/99, são:
I – os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo; II – aqueles cujos direitos ou
interesses forem indiretamente afetados pela decisão recorrida; III – organizações e associações
representativas, no tocante a direitos e interesses coletivos; IV – os cidadãos ou associações, quanto a
direitos ou interesses difusos. Pode-se, em tese, recorrer de qualquer ato ou decisão, salvo os atos de
mero expediente ou preparatórios de decisões.
O recurso hierárquico tem sempre efeito devolutivo e pode ter efeito suspensivo, se previsto em lei.
Atente-se que, se cabe recurso administrativo com efeito suspensivo e esse for interposto, é vedada a
impetração de mandado de segurança, conforme estabelece o art. 5º, I da Lei federal nº 1.533/51, que
regula o mandado de segurança, até que seja decidido.
O recurso hierárquico pode ser voluntário ou de ofício.
Na decisão do recurso, o órgão ou autoridade competente tem amplo poder de revisão, podendo
confirmar, desfazer ou modificar o ato impugnado. Entretanto, a reforma não pode impor ao recorrente
um maior gravame (reformatio in pejus).
Pedido de revisão é o recurso utilizado pelo servidor público punido pela Administração, visando ao
reexame da decisão, no caso de surgirem fatos novos suscetíveis de demonstrar a sua inocência. Pode
ser interposto pelo próprio interessado, por seu procurador ou por terceiros, conforme dispuser a lei
estatutária. É admissível até mesmo após o falecimento do interessado.
Questões
01. (IF/AP - Auxiliar em Administração – FUNIVERSA/2016). Acerca dos tipos e das formas de
controle da Administração Pública, é correto afirmar que o controle
(A) administrativo não pode ser exercido pelos Poderes Legislativo e Judiciário.
(B) exercido pelas comissões parlamentares de inquérito (CPI) é um exemplo de controle judicial.
(C) administrativo, o controle legislativo e o controle judicial são formas de controle da Administração
Pública.
(D) popular ou social não é uma forma de controle aceita no regime jurídico brasileiro.
(E) administrativo é exercido exclusivamente pelo Poder Executivo.
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(D) orçamentário e permanente.
(E) direto e indireto.
04. (TJ/MT – Juiz - FMPRS/2014) Com relação ao controle da Administração Pública, assinale a opção
correta.
(A) No exercício do controle externo, é possível tanto a revogação quanto a invalidação dos atos
administrativos.
(B) No exercício de suas funções, a Administração Pública sujeita-se a controle por parte do Poder
Legislativo e Poder Judiciário, além de exercer, ela mesma, o controle sobre os próprios atos.
(C) O controle exercido pelo Poder Legislativo está restrito às hipóteses previstas na Constituição
Federal e somente pode ocorrer no âmbito da Administração Pública Direta, Autarquias e Fundações
Públicas.
(D) O controle exercido pelo Poder Judiciário deverá ser precedido do esgotamento das vias
administrativas.
(E) O controle exercido pelo Poder Judiciário tanto pode revogar quanto invalidar os atos
administrativos; quanto aos efeitos, no primeiro caso, não retroage; no segundo, retroage.
05. (TEM – Contador - CESPE/2014) Acerca das licitações e do controle da administração pública,
julgue os itens subsequentes.
Na hipótese de um servidor, que foi demitido pelo ministro do MTE, impetrar mandado de segurança
em desfavor dessa autoridade, estará sendo realizado, por meio do julgamento do mencionado remédio
constitucional, o controle judicial da administração pública.
( ) correto ( ) errado
Respostas
01. Resposta: C
Com base nesses elementos, Maria Sylvia Zanella di Pietro conceitua “o controle da Administração
Pública como o poder de fiscalização e correção que sobre ela exercem os órgãos dos Poderes Judiciário,
Legislativo e Executivo, com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que
lhe são impostos pelo ordenamento jurídico”.
02. Resposta: D
O controle administrativo é reconhecido pela Súmula STF nº 473 e é decorrente do poder de autotutela.
Por meio do poder de autotutela, as entidades e órgãos da Administração Pública controlam e corrigem
a conveniência, a oportunidade e a legalidade dos seus próprios atos.
03. Resposta: A
Os controles administrativos são denominados genericamente de controles internos. Fazem parte da
estrutura administrativa de cada poder, tendo por função acompanhar a execução dos seus atos,
indicando, em caráter opinativo, preventivo ou corretivo, ações a serem desempenhadas com vistas ao
atendimento da legislação. Já em relação ao poder executivo, os poderes que o controlam são os
controles legislativos e de contas, denominados controles externos, ou seja, são órgãos independentes
da administração, não participando, portanto, dos atos por ela praticados, pois cabe a eles exercer a
fiscalização. Esse conjunto de controles horizontais, internos e externos, é formalmente institucionalizado
por uma rede de órgãos autônomos.
04. Resposta: B
A Administração Pública sujeita-se a controle por parte do Poder Legislativo e Poder Judiciário,
podendo exercer o controle sobre os próprios atos, no exercício de suas funções
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6 Lei nº 8.429/1992, e suas alterações (Lei de Improbidade Administrativa).
Improbidade Administrativa
Quando se fala em probidade administrativa deve-se ter em mente a observância dos princípios éticos,
como boa-fé, lealdade e princípios que configuram uma boa administração.
A improbidade administrativa é a falta de probidade do servidor no exercício de suas funções ou de
governantes no desempenho das atividades próprias de seu cargo. Os atos de improbidade administrativa
importam a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento do Erário (patrimônio da administração), na forma e gradação previstas em lei, sem
prejuízo da ação penal cabível.
Com a inclusão do princípio da moralidade administrativa no texto constitucional houve um reflexo da
preocupação com a ética na Administração Pública, para evitar a corrupção de servidores.
A matéria é regulada no plano constitucional pelo art. 37, §4º, da Constituição Federal, e no plano
infraconstitucional pela Lei Federal Nº 8.429, de 02.06.1992, que dispõe sobre “as sanções aplicáveis aos
agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função
na administração pública direta, indireta ou fundacional.”
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte;
[...]
§ 4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da
função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas
em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
A lei 8.429/92 pune os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não,
contra a administração. Agente público, para os efeitos desta lei, é todo aquele que exerce, ainda que
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra
forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função. Contudo, a lei também poderá ser
aplicada, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de
improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
Os atos que constituem improbidade administrativa podem ser divididos em quatro espécies:
1. Ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito (art. 9º)
2) Ato de improbidade administrativa que importa lesão ao erário (art. 10)
3) Ato de improbidade administrativa decorrente de concessão ou aplicação indevida de benefício
financeiro ou tributário (art. 10-A)
4) Ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública (art. 11).
Antes de adentrarmos na LIA (lei de improbidade administrativa) vamos fazer um mapeamento para
facilitar nos estudos. Os sujeitos (ativos e passivos arts. 1º a 3º), os atos de improbidade (arts. 9º, 10, 10A
e 11), as penas cabíveis (art. 12), quando estabelece norma sobre o direito de representação (art. 14),
quando prevê ilícito penal (art. 19) e quando estabelece normas sobre prescrição para propositura de
ação judicial (art. 23).
Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no
exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional
e dá outras providências.
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CAPÍTULO I
Das Disposições Gerais
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a
administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para
cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do
patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei.
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados
contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de
órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com
menos de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção
patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra
forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no
artigo anterior.
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente
público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma
direta ou indireta.
Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita
observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos
que lhe são afetos.
Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou
de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.
Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou
valores acrescidos ao seu patrimônio.
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento
ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público,
para a indisponibilidade dos bens do indiciado.
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que
assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do
enriquecimento ilícito.
Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está
sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança.
CAPÍTULO II
Dos Atos de Improbidade Administrativa
Seção I
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito
Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer
tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou
atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:
I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem
econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha
interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das
atribuições do agente público;
II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de
bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior
ao valor de mercado;
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III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação
de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado;
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer
natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei,
bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades;
V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou
a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra
atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;
VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa
sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso,
medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades
mencionadas no art. 1º desta lei;
VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública,
bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente
público;
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa
física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão
decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade;
IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de
qualquer natureza;
X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de
ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado;
XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do
acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei;
XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das
entidades mencionadas no art. 1° desta lei.
Seção II
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou
omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou
dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa
física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades
mencionadas no art. 1º desta lei;
II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou
valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a
observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos
ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas
no art. 1º desta lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie;
IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer
das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço
inferior ao de mercado;
V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de
mercado;
VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar
garantia insuficiente ou inidônea;
VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou
regulamentares aplicáveis à espécie;
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente; (Vide Lei nº 13.019, de
2014)
IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento;
X - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz respeito à
conservação do patrimônio público;
XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma
para a sua aplicação irregular;
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;
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XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou
material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas
no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratados por
essas entidades.
XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por
meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei;
XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária,
ou sem observar as formalidades previstas na lei.
XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao patrimônio particular de pessoa
física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração pública a
entidades privadas mediante celebração de parcerias, sem a observância das formalidades legais ou
regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014).
XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou
valores públicos transferidos pela administração pública a entidade privada mediante celebração de
parcerias, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído
pela Lei nº 13.019, de 2014).
XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem a observância das
formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014).
XIX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações de contas de parcerias
firmadas pela administração pública com entidades privadas; (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014).
XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a
estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular.
(Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014).
XXI - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a
estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular.
(Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014).
Seção II-A
(Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016)
Dos Atos de Improbidade Administrativa Decorrentes de Concessão ou Aplicação Indevida de
Benefício Financeiro ou Tributário
Art. 10-A.Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para conceder, aplicar
ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei
Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016)
Seção III
Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração
Pública
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração
pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e
lealdade às instituições, e notadamente:
I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de
competência;
II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer
em segredo;
IV - negar publicidade aos atos oficiais;
V - frustrar a licitude de concurso público;
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;
VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial,
teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.
VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas de parcerias
firmadas pela administração pública com entidades privadas. (Redação dada pela Lei nº 13.019, de 2014).
IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação. (Incluído pela
Lei nº 13.146, de 2015).
X - transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços na área de saúde sem a
prévia celebração de contrato, convênio ou instrumento congênere, nos termos do parágrafo único do art.
24 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. (Incluído pela Lei nº 13.650, de 2018).
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CAPÍTULO III
Das Penas
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação
específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser
aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:
I - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio,
ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos
de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição
de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou
indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de
dez anos;
II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos
ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos
direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e
proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios,
direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo
prazo de cinco anos;
III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor
da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
V - na hipótese prevista no art. 10-A, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de 5
(cinco) a 8 (oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor do benefício financeiro ou tributário
concedido. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016)
Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano
causado, assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente.
CAPÍTULO IV
Da Declaração de Bens
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração
dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal
competente. (Regulamento) (Regulamento)
§ 1° A declaração compreenderá imóveis, móveis, semoventes, dinheiro, títulos, ações, e qualquer
outra espécie de bens e valores patrimoniais, localizado no País ou no exterior, e, quando for o caso,
abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro, dos filhos e de outras pessoas que
vivam sob a dependência econômica do declarante, excluídos apenas os objetos e utensílios de uso
doméstico.
§ 2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o
exercício do mandato, cargo, emprego ou função.
§ 3º Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções
cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado,
ou que a prestar falsa.
§ 4º O declarante, a seu critério, poderá entregar cópia da declaração anual de bens apresentada à
Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do Imposto sobre a Renda e proventos de
qualquer natureza, com as necessárias atualizações, para suprir a exigência contida no caput e no § 2°
deste artigo.
CAPÍTULO V
Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja
instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualificação do
representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha
conhecimento.
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§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, se esta não
contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao
Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei.
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos
que, em se tratando de servidores federais, será processada na forma prevista nos arts. 148 a 182 da Lei
nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 e, em se tratando de servidor militar, de acordo com os respectivos
regulamentos disciplinares.
Art. 15. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho
de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade.
Parágrafo único. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento,
designar representante para acompanhar o procedimento administrativo.
Art. 16. Havendo fundados indícios de responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público
ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do sequestro dos bens
do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público.
§ 1º O pedido de sequestro será processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825 do Código
de Processo Civil.
§ 2° Quando for o caso, o pedido incluirá a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas
bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior, nos termos da lei e dos tratados
internacionais.
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa
jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar.
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o caput
§ 2º A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias à complementação do
ressarcimento do patrimônio público.
§ 3º No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público, aplica-se, no que couber, o
disposto no § 3o do art. 6º da Lei nº 4.717, de 29 de junho de 1965.
§ 4º O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente, como fiscal
da lei, sob pena de nulidade.
§ 5º A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente
intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto.
§ 6º A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da
existência do ato de improbidade ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de
qualquer dessas provas, observada a legislação vigente, inclusive as disposições inscritas nos arts. 16 a
18 do Código de Processo Civil.
§ 7º Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido,
para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro
do prazo de quinze dias.
§ 8º Recebida a manifestação, o juiz, no prazo de trinta dias, em decisão fundamentada, rejeitará a
ação, se convencido da inexistência do ato de improbidade, da improcedência da ação ou da inadequação
da via eleita.
§ 9º Recebida a petição inicial, será o réu citado para apresentar contestação.
§ 10. Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento.
§ 11. Em qualquer fase do processo, reconhecida a inadequação da ação de improbidade, o juiz
extinguirá o processo sem julgamento do mérito.
§ 12. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regidos por esta Lei o
disposto no art. 221, caput e § 1º, do Código de Processo Penal.
§ 13. Para os efeitos deste artigo, também se considera pessoa jurídica interessada o ente tributante
que figurar no polo ativo da obrigação tributária de que tratam o § 4º do art. 3º e o art. 8º-A da Lei
Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003. (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016).
Art. 18. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos
bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor
da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito.
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CAPÍTULO VI
Das Disposições Penais
Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro
beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
Pena: detenção de seis a dez meses e multa.
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos
danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado.
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito
em julgado da sentença condenatória.
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento
do agente público do exercício do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a
medida se fizer necessária à instrução processual.
Art. 22. Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei, o Ministério Público, de ofício, a requerimento de
autoridade administrativa ou mediante representação formulada de acordo com o disposto no art. 14,
poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento administrativo.
CAPÍTULO VII
Da Prescrição
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de
confiança;
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com
demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.
III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da prestação de contas final pelas
entidades referidas no parágrafo único do art. 1o desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014)
CAPÍTULO VIII
Das Disposições Finais
Art. 25. Ficam revogadas as Leis n°s 3.164, de 1° de junho de 1957, e 3.502, de 21 de dezembro de
1958 e demais disposições em contrário.
FERNANDO COLLOR
Atenção
A banca ao questionar as penalidades imposta aos agentes públicos pela LIA (lei de improbidade
administrativa) por vezes incluíam nas alternativas a pena de reclusão ou mesmo pagamento de multa
penal, mas lembrando pessoal que nas penalidades disposta na lei de improbidade administrativa (lei
8.429/92) não existe RECLUSÃO e nem o PAGAMENTO DE MULTA PENAL.
Questões
01. (TRE/SP - Analista Judiciário - Área Administrativa – FCC/2017). Considere a seguinte situação
hipotética: Beatriz, servidora pública do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, está sendo processada
pela prática de ato ímprobo que importa enriquecimento ilícito. Cumpre salientar que o Ministério Público
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Federal, na petição inicial da ação de improbidade, afastou a ocorrência de prejuízo ao erário. Nos termos
da Lei n° 8.429/1992,
(A) a medida de indisponibilidade de bens não é cabível, tendo em vista a modalidade de ato ímprobo
praticado e a inexistência de prejuízo ao erário.
(B) na hipótese de falecimento de Beatriz, seu sucessor estará sujeito às cominações da Lei de
Improbidade Administrativa, que, excepcionalmente, poderá ultrapassar o valor da herança.
(C) a medida de indisponibilidade de bens é cabível, no entanto, recairá somente sobre o acréscimo
patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
(D) Beatriz é parte ilegítima para figurar no polo passivo da ação de improbidade, por não figurar no
rol de agentes públicos sujeitos às sanções da Lei de Improbidade Administrativa.
(E) na hipótese de falecimento de Beatriz, seu sucessor não responderá por qualquer sanção, tendo
em vista a modalidade de ato ímprobo praticado.
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05. (SEDF - Professor – Direito – Quadrix/2017). Acerca do Direito Administrativo, julgue o item a
seguir.
As normas que descrevem os atos de improbidade administrativa são aplicáveis, no que couber,
àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade
ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
( ) Certo ( ) Errado
06. (TJ/MT - Técnico Judiciário – UFMT/2016). De acordo com a Lei n.º 8.429, de 02 de junho de
1992, são atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública:
(A) Permitir a aquisição de bem por preço superior ao de mercado; Ordenar a realização de despesas
não autorizadas em lei ou regulamento.
(B) Perceber vantagem econômica indireta, para facilitar a alienação de bem público; Receber
vantagem econômica direta, de qualquer natureza, para tolerar a exploração de jogos de azar.
(C) Qualquer ação dolosa que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação dos bens do Poder
Legislativo Municipal; Auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de
mandato de governador de Estado.
(D) Negar publicidade aos atos oficiais; Frustrar a licitude de concurso público.
09. (Prefeitura de Barbacena/MG - Advogado – FCM/2016). No tocante à Lei n.º 8.429/92, sobre
improbidade administrativa:
(A) As sanções, previstas na Lei de Improbidade Administrativa, são privativamente de caráter penal.
(B) A ocorrência de prejuízo ao erário é uma condição precípua para a configuração de improbidade
administrativa.
(C) A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em
julgado da sentença condenatória.
(D) As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei devem ser propostas no
máximo até o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança, sob
pena de prescrição.
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10. (Prefeitura de Chapecó/SC - Engenheiro de Trânsito – IOBV/2016). Constituem atos de
improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública, exceto:
(A) Frustrar a ilicitude de concurso público.
(B) Deixar de prestar contas quando estiver obrigado a fazê-lo.
(C) Negar a publicidade dos atos oficiais.
(D) Retardar, ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício.
Gabarito
01. C/ 02. E/ 03. E/ 04. E/ 05. Certo/ 06. D/ 07. C/
08. E/ 09. C/ 10. A
Comentários
01. Resposta: C
Lei nº 8429/92
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento
ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público,
para a indisponibilidade dos bens do indiciado.
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que
assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do
enriquecimento ilícito.
02. Resposta: E
Lei nº 8429/92
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação
específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser
aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato
( )
III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor
da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
03. Resposta: E
Lei nº 8429/92
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou
omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou
dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
()
VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou
regulamentares aplicáveis à espécie.
04. Resposta: E
Lei nº 8429/92
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa
jurídica interessada, dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar.
( )
§ 7º Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido,
para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com documentos e justificações, dentro
do prazo de quinze dias.
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06. Resposta: D
Lei nº 8429/92
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração
pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e
lealdade às instituições, e notadamente:
( )
IV - negar publicidade aos atos oficiais;
V - frustrar a licitude de concurso público.
07. Resposta: C
Lei nº 8429/92
Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou
valores acrescidos ao seu patrimônio.
08. Resposta: E
Lei nº 8429/92
Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:
I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de
confiança.
09. Resposta: C
Lei nº 8429/92
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito
em julgado da sentença condenatória.
10. Resposta: A
Lei nº 8429/92
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração
pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e
lealdade às instituições, e notadamente:
( )
V - frustrar a licitude de concurso público.
O principal argumento aduzido pela corrente doutrinária que defende o exercício da função jurisdicional
pelos Tribunais de Contas é o de que a própria Constituição, ao estabelecer o termo técnico "julgar",
conferiu parcela jurisdicional aos Tribunais de Contas.
Considerando o disposto no inciso XXXV, do artigo 5º, da Carta Magna, que dispõe que "a lei não
excluirá da apreciação do judiciário, lesão ou ameaça de direito", essa corrente aduz que a lei, em sentido
estrito, não pode promover tal exclusão.
No entanto, segundo entendimento de Victor Nunes Leal (2003. p. 162-164) e Seabra Fagundes (1967,
p. 139) a Constituição Federal promoveu a exclusão quando conferiu às Cortes de Contas a competência
para julgar as contas dos administradores públicos.
Reconhecendo, este último, que os Tribunais de Contas não integram o Poder Judiciário, mas foram
parcialmente investidos de função judicante, quando julgam as contas dos responsáveis por dinheiros e
outros bens públicos.
Afirma, ainda, Seabra Fagundes (1967, p. 142), que:
“A função judicante não decorre do emprego da palavra julgamento, mas sim pelo sentido definitivo da
manifestação da Corte, pois se a irregularidade das contas pudesse dar lugar a nova apreciação (pelo
Judiciário), o seu pronunciamento resultaria em mero e inútil formalismo”
A função judicante ocorre quando o TCU julga as contas dos administradores públicos e demais
responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluindo as
fundações e as sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público Federal, bem como as contas
daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário.
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O Direito brasileiro adotou o sistema de jurisdição una, pelo qual o Poder Judiciário tem o monopólio
da função jurisdicional, ou seja, do poder de apreciar, com força de coisa julgada, a lesão ou ameaça de
lesão a direitos individuais e coletivos (art. 5º, XXXV CF/88). Afastou, portanto, o sistema da dualidade
de jurisdição, em que, paralelamente ao Poder Judiciário, existem os órgãos de Contencioso
Administrativo, que exercem, como aquele, função jurisdicional sobre lides de que a Administração
Pública seja parte interessada.
O Poder Judiciário pode examinar os atos da Administração Pública, de qualquer natureza, sejam
gerais ou individuais, unilaterais ou bilaterais, vinculados ou discricionários, mas sempre sob o aspecto
da legalidade e da moralidade (art. 5º, LXXIII, e art. 37).
Quanto aos atos discricionários, sujeitam-se à apreciação judicial, desde que não invadam os aspectos
reservados à apreciação subjetiva da Administração, conhecidos sob a denominação de mérito
(oportunidade e conveniência).
Não há invasão do mérito quando o Judiciário aprecia os motivos, ou seja, os fatos que precedem a
elaboração do ato; a ausência ou falsidade do motivo caracteriza ilegalidade, suscetível de invalidação
pelo Poder Judiciário.
Os atos normativos do Poder Executivo, como Regulamentos, Resoluções, Portarias, só podem ser
invalidados pelo Judiciário por via de ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade), cujo julgamento é de
competência do STF, quando se tratar de lei ou ato normativo federal ou estadual que contrarie a
Constituição Federal; e do Tribunal de Justiça, quando se tratar de lei ou ato normativo estadual ou
municipal que contrarie a Constituição do Estado.
Nos casos concretos, poderá o Poder Judiciário apreciar a legalidade ou constitucionalidade dos atos
normativos do Poder Executivo, mas a decisão produzirá efeitos apenas entre as partes, devendo ser
observada a norma do art. 97 da Constituição Federal, que exige maioria absoluta dos membros dos
Tribunais para a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.
Com relação aos atos políticos, é possível também a sua apreciação pelo Poder Judiciário, desde que
causem lesão a direitos individuais ou coletivos.
Quanto aos atos interna corporis (atos administrativos que produzem efeitos internos), em regra, não
são apreciados pelo Poder Judiciário, porque se limitam a estabelecer normas sobre o funcionamento
interno dos órgãos; no entanto, se exorbitarem em seu conteúdo, ferindo direitos individuais e coletivos,
poderão também ser apreciados pelo Poder Judiciário.
1. Juízo privativo. Na esfera federal, é a Justiça Federal; excetuam-se apenas as causas referentes
à falência e as de acidente de trabalho (justiça comum) e as relativas à Justiça Eleitoral e Justiça do
Trabalho. Esse juízo privativo beneficia a União, entidade autárquica ou empresa pública, excluídas as
fundações de direito privado e as sociedades de economia mista.
2. Prazos dilatados. Pelo CPC/2015, a Fazenda Pública e o Ministério Público têm prazo em prazo
em dobro para manifestar-se nos autos. A Lei nº 9.469/97 estendeu igual benefício às autarquias e
fundações públicas.
OBS: o Ministério Público possui previsão no artigo 180, CPC e a Fazenda Pública no artigo 183.
3. Duplo grau de jurisdição. O art. 496 do CPC/2015 determina que está sujeita ao duplo grau de
jurisdição, não produzindo efeitos senão depois de confirmada pelo tribunal, a sentença proferida contra
a União, o Estado, o DF, o Municípios e as respectivas autarquias e fundações de direito público, bem
como a que julgar improcedente, no todo ou em parte, os embargos à execução de dívida ativa da
Fazenda Pública.
4. Processo especial de execução. O art. 100 da Constituição prevê processo especial de execução
contra a Fazenda Federal, Estadual e Municipal, e que abrange todas as entidades de direito público.
Esse processo não se aplica aos débitos de natureza alimentícia e aos pagamentos de obrigações
definidas em lei como de pequeno valor.
Conforme o dispositivo constitucional, o Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda
expede ofício precatório à entidade devedora, que fará consignar no seu orçamento verba necessária ao
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pagamento dos débitos constantes dos precatórios judiciais apresentados até 1º de julho, fazendo-se o
pagamento até o final do exercício seguinte, com atualização monetária.
O modelo do contencioso administrativo não tem qualquer paralelo com órgãos e estruturas atualmente
existentes no Brasil.
É bom lembrar que no sistema francês as decisões proferidas pelos tribunais administrativos não
podem ser submetidas à apreciação pelo Poder Judiciário. É bastante diferente do que ocorre com os
tribunais administrativos brasileiros, por exemplo, o Conselho de Contribuintes (segunda instância
administrativa do Fisco). No Brasil, as decisões dos tribunais administrativos sempre estão sujeitas a
controle judicial. Assim, constitui grave erro referir-se a qualquer modalidade de contencioso
administrativo em nosso país. Aqui, não há dualidade de jurisdição
Todas as causas, mesmo aquelas que envolvem interesse da Administração Pública, são julgadas
pelo Poder Judiciário. Conhecido como modelo inglês, por ter como fonte inspiradora o sistema adotado
na Inglaterra, é a forma de controle existente atualmente no Brasil. É o que se pode concluir do comando
previsto no art. 5º, XXXV, da Constituição Federal: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário
lesão ou ameaça a direito”. O referido preceito atribui ao Poder Judiciário o monopólio da função
jurisdicional, não importando se a demanda envolve interesse da Administração Pública. E mais: como a
separação de Poderes é cláusula pétrea (art. 60, § 4º, III, da CF), podemos entender que o art. 5º, XXXV,
do Texto Maior, proíbe, definitivamente, a adoção do contencioso administrativo no Brasil, pois este último
sistema representa uma diminuição das competências jurisdicionais do Poder Judiciário, de modo que a
emenda constitucional que estabelecesse o contencioso administrativo entre nós tenderia a abolir a
Tripartição de Poderes.
9
Mazza, Alexandre, Manual de Direito Administrativo, 4ª edição, Editora: Saraiva, 2014.
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Questões
02. (TRE/BA - Analista Judiciário - Área Administrativa – CESPE). Com relação à organização
administrativa em sentido amplo, julgue os itens subsequentes.
Como exemplo da incidência do princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional sobre os atos
administrativos no ordenamento jurídico brasileiro, é correto citar a vigência do sistema do contencioso
administrativo ou sistema francês.
( ) certo ( ) errado
03. (MPE/PE - Promotor de Justiça – FCC). Em sua formação, o Direito Administrativo brasileiro
recebeu a influência da experiência doutrinária, legislativa e jurisprudencial de vários países, destacando-
se especialmente a França, considerada como berço da disciplina. No rol de contribuições do Direito
Administrativo francês à prática atual do Direito Administrativo no Brasil, NÃO é correto incluir
(A) a adoção de teorias publicísticas em matéria de responsabilidade extracontratual das entidades
estatais.
(B) a adoção do interesse público como eixo da atividade administrativa.
(C) a ideia de exorbitância em relação ao direito comum, aplicável aos particulares.
(D) a teoria do desvio de poder.
(E) o sistema de contencioso administrativo.
Gabarito
01. D/ 02. Errado/ 03. E.
Comentários
01. Resposta: D
No sistema francês as decisões proferidas pelos tribunais administrativos não podem ser submetidas
à apreciação pelo Poder Judiciário. É bastante diferente do que ocorre com os tribunais administrativos
brasileiros, por exemplo, o Conselho de Contribuintes (segunda instância administrativa do Fisco). No
Brasil, as decisões dos tribunais administrativos sempre estão sujeitas a controle judicial. Assim, constitui
grave erro referir-se a qualquer modalidade de contencioso administrativo em nosso país. Aqui, não há
dualidade de jurisdição
03. Resposta: E
O Brasil adotou o sistema de unicidade de jurisdição, que, como o próprio nome indica, estabelece um
único núcleo de poder para resolver os litígios tanto de natureza comum quanto administrativa. Assim, o
sistema do contencioso administrativo, também chamado sistema de dualidade de jurisdição, por
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considerar dois âmbitos jurisdicionais, vale dizer, o jurisdicional comum e o jurisdicional administrativo,
cada qual com a incumbência de solver as disputas pertinentes à natureza de suas atribuições.
A fiscalização contábil, financeira e orçamentária será exercida pelo Poder Legislativo, mediante
controle externo, com auxílio dos Tribunais de Contas.
Todas as disposições da CR/88 relativas ao controle externo previstas para o TCU aplicam-se pelo
princípio da simetria, aos TCE’s (art. 75, CR/88), os quais, obrigatoriamente, serão compostos por sete
Conselheiros. São competências dos Tribunais de Contas (art. 71):
a) Apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio
que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento;
b) Julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos
da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder
Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que
resulte prejuízo ao erário público;
c) Apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na
administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público,
excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento
legal do ato concessório;
De acordo com o STF, o Tribunal de Contas não pode efetuar qualquer inovação no título jurídico de
aposentação examinado. Se ele constatar alguma irregularidade, deverá recomendar ao órgão ou
entidade que adote as medidas necessárias ao cumprimento da lei. Sua orientação não obriga a
autoridade administrativa a rever o ato. Também não poderá ele impor a suspensão de qualquer
pagamento, ainda que contrário à jurisprudência, uma vez que não possui tal atribuição.
d) Realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica
ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais
entidades referidas no inciso II;
e) Fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe,
de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;
f) Fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo,
ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao Distrito Federal ou a Município;
g) Prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas, ou por
qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional
e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;
h) Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as
sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano
causado ao erário;
i) Assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato
cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
j) Sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos
Deputados e ao Senado Federal;
Em se tratando de contrato administrativo, o Tribunal de Contas deverá representar ao Poder
Legislativo para que o suste diretamente. Se este não o fizer no prazo de 90 dias, o próprio Tribunal
poderá decidir a respeito (art. 71, § 2º, CR/88).
k) Representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.
Súmula Vinculante nº 03: “Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão
inicial de aposentadoria, reforma e pensão”.
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como são os casos previstos no enunciado da súmula. Para o STF, é dever dos órgãos da Administração
possibilitar e garantir o contraditório, a ampla defesa etc., pois o exercício pleno do contraditório não se
limita à garantia de alegação oportuna e eficaz a respeito de fatos. Entretanto, no ato de apreciação da
legalidade da concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão, não se garante intervenção do
particular. Esta, entretanto, fica garantida ao final de tal ato, contra o qual caberá recurso administrativo
e/ou judicial.
Assim, para a efetivação do controle, há vários sistemas de execução orçamentária. São três os
principais:
a) Pelo Poder Legislativo, utilizado na Inglaterra, Suécia, Estados Unidos, Noruega; de tipo Inglês, ou
Parlamentar;
b) Por um órgão com funções jurisdicionais, como na França, na Itália e no Brasil;
c) Por um órgão político-partidário, como na extinta União Soviética (URSS).
Sistemas
a - Controle Interno: realizado por cada setor da administração, por cada um dos Presidentes, tendo
em vista à verba que lhes é revertida.
b - Controle externo: feito pelo Tribunal de Contas dos Estados e da União, responsável por auxiliar
a atividade fiscalizadora do Poder Legislativo, que estando com seus pareceres, podem preceder a
medidas de penalidades a seus infratores, levando inclusive ao impeachment, em caso de má gerência
do patrimônio público.
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c- Controle sistêmico: é como se o controle interno e o externo fossem apenas um, enquanto na
verdade podemos enxergar o interno como um preparo para o controle externo.
Inicialmente cumpre ressaltar que as linhas mestras que delineiam a competência do Tribunal de
Contas da União encontram-se sintetizadas nos artigos 71 a 74, do Capítulo I, do Título IV da Constituição
da República Federativa do Brasil de 1988 – CRFB/88, que se destina a dispor sobre a organização do
Poder Legislativo.
Assim, partindo-se do pressuposto de organicidade do texto constitucional, poder-se-ia
equivocadamente concluir que o Tribunal de Contas da União é órgão integrante do Poder Legislativo.
Tarefa árdua, entretanto, seria enquadrá-lo na estrutura administrativa deste Poder, que é composto
unicamente pela Câmara dos Deputados e Senado Federal, a exposto do artigo 44 da CF/88.
Na sequência de leitura do texto constitucional, observa-se no art. 71 que “o controle externo, a cargo
do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União”, razão esta, talvez,
do legislador constituinte ter situado o Tribunal de Contas no capítulo que trata especificamente do Poder
Legislativo.
Destarte, o Tribunal de Contas, é um conjunto orgânico perfeitamente autônomo, dotado de plena
autonomia orçamentária e financeira, quadro próprio de pessoal e competências constitucionalmente
outorgadas, capaz de emitir juízo de valor sobre os demonstrativos contábeis e financeiros apresentados
pelos Chefes do Poder Executivo, bem como juízo de mérito sobre a execução orçamentária, arrecadação
da receita, execução da despesa, gestão patrimonial e de serviços públicos, dentre outros atos e fatos
inerentes ao exercício da atividade administrativa, que não se submetem ao controle judicial, exceto nas
hipóteses de violação ao devido processo legal e corolários da ampla defesa e do contraditório.
O Tribunal de Contas é um tribunal administrativo que tem por competência, conferida pela Carta
Magna de julgar as contas de administradores públicos e demais responsáveis por dinheiros, bens e
valores públicos federais, bem como as contas de qualquer pessoa que der causa a perda, extravio ou
outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. É ainda incumbido de aplicar sanções, todavia não
pertence ao Poder Judiciário, uma vez que o mesmo, vincula-se, para efeitos orçamentários e de
responsabilidade fiscal, ao Poder Legislativo, contudo, possui total independência em relação ao
Congresso e às suas Casas, inclusive realizando fiscalizações e julgando as contas de seus gestores.
Natureza Jurídica
Parte da doutrina entende que a natureza jurídica das decisões do Tribunal de Contas seja judicante,
tendo em vista que se baseiam nos seguintes argumentos: as decisões podem ser de natureza judicante,
mesmo que advindas de um órgão administrativo.
Importante, contudo frisar que a parte majoritária da doutrina e da jurisprudência dos Tribunais
Superiores, entende que a natureza jurídica dessas decisões é administrativa, e não judicante.
E a força dessa teoria está inserida dentro da própria Constituição Federal de 1988, notadamente no
seu artigo 5º, inciso XXXV, quando estabelece um sistema de jurisdição uma, também conhecido como
monopólio da tutela jurisdicional pelo Poder Judiciário. Dessa forma, as decisões administrativas
provenientes dos Tribunais de Contas estão sujeitas ao controle jurisdicional.
Importante explanar que, embora as decisões administrativas provenientes dos Tribunais de Contas
estejam sujeitas ao controle jurisdicional, como ilustrado anteriormente, essas decisões tem natureza
vinculatória em face da Administração Pública.
O mais adequado seria dizer-se, como preferem aliás a legislação francesa e outras, que, ao invés de
auxiliarem elas assistem o parlamento e o governo, para deixar claro a sua exata posição em face dos
Poderes, pois, tendo em vista a própria natureza das tarefas que lhes cabem cumprir, haveria a
Constituição de assegurar- lhes a necessária independência.
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Acerca dos processos, podemos afirmar que os mesmo instaurados pelos Tribunais de Contas, têm
sua própria natureza. São processos de contas, e não processos parlamentares, nem judiciais, nem
administrativos. Assim, não são processos parlamentares nem judiciais, relembrando, apenas, que os
Parlamentos decidem por critério de oportunidade e conveniência. Não são processos administrativos,
basta evidenciar que as Instituições de Contas não julgam da própria atividade, pois quem o faz são os
órgãos administrativos.
Não é o Tribunal de Contas criação de ordem legislativa; é uma instituição constitucional da mesma
importância dos outros órgãos pelos quais a nossa Constituição buscou assegurar o exercício efetivo das
garantias de moralidade e justiça do sistema republicano.
Em síntese, podemos sublinhar que o TCU não possui subordinação hierárquica a nenhum outro órgão
ou poder, sendo, portanto, inadequada e imprópria a expressão “órgão auxiliar do Poder Legislativo”, que
não consta em parte nenhuma na Constituição.
Ressalte-se, no entanto, que, para efeito da classificação funcional orçamentária, a subfunção controle
externo encontra-se associada à função legislativa. De igual modo, nas leis orçamentárias, as dotações
relativas ao TCU constam do orçamento do Poder Legislativo e, para o cálculo dos limites de despesas
de pessoal previstos na LRF, as Cortes de Contas são incluídas no âmbito dos Poderes Legislativos.
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas da União, ao qual compete:
(...)
§ 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título
executivo.
Instituiu, portanto o artigo que as decisões do TCU de que resulte imputação de débito ou multa, terão
eficácia de título executivo. Em obediência ao princípio da simetria, iguais características terão as
decisões dos Tribunais de Contas dos Estados e dos TCMs.
Todavia, não compete às Cortes de Contas proceder à execução de suas decisões. Deste modo, o
título executivo extrajudicial, oriundo de decisão condenatória proferida pelas Cortes de Contas, deve ser
executado pelos órgãos próprios da Administração Pública, como a Advocacia-Geral da União e das
Procuradorias dos Estados e Municípios.
O Superior Tribunal de Justiça, reconhece também a legitimidade do Ministério Público para propor
ação de execução de título extrajudicial oriundo de Tribunal de Contas Estadual. Deste modo, é de suma
importância trazer à colação, a seguinte decisão:
A anulação do ato praticado em ofensa aos princípios do amplo direito de defesa, do contraditório e
do devido processo legal é absolutamente possível. As decisões do STF, esclarecem o tema, uma vez
que pode-se recorrer ao Judiciário contra decisões dos Tribunais de Contas, consoante dispõe o art. 5º,
XXXV, da CF, “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”.
Importante frisar, todavia que compete ao Judiciário apenas verificar se foi observado o devido
processo legal e se não houve violação de direito individual. O Poder Judiciário não revisa decisões dos
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Tribunais de Contas, como por exemplo, declarando regulares contas que haviam sido julgadas
irregulares ou vice-versa.
O Judiciário não apreciará o mérito, mas a legalidade e a formalidade das decisões dos Tribunais de
Contas, competindo ao Supremo Tribunal Federal, o processo e o julgamento de habeas corpus,
mandado de segurança e habeas data contra atos do Tribunal de Contas da União, por exemplo.
No que concerne aos atos dos demais Tribunais de Contas, a competência originária para julgamento
de mandados de segurança e habeas data pertence aos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito
Federal. Para o julgamento de habeas corpus, quando o coator ou paciente for membro das Cortes de
Contas, a competência é do Superior Tribunal de Justiça.
Assim, o Poder Judiciário tem por força rever as decisões do Tribunal de Contas, todavia, no sentido
formal, analisando se o devido processo legal foi observado e se respeitados os direitos e garantias
individuais. O mérito da decisão, o controle, que é próprio do Tribunal de Contas, orçamentário, contábil,
financeiro, operacional e patrimonial, não é contestável pelo Poder Judiciário, consoante esclarece o
Ministro Ayres Britto.
Constituição Federal
Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal,
quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as
atribuições previstas no art. 96. .
§ 1º Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam
os seguintes requisitos:
I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;
II - idoneidade moral e reputação ilibada;
III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração
pública;
IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os
conhecimentos mencionados no inciso anterior.
O Tribunal de Contas do Estado é um órgão autônomo, que auxilia o Poder Legislativo a exercer o
controle externo, fiscalizando os gastos dos Poderes Executivo, Judiciário e do próprio Legislativo.
No que concerne aos Tribunais de contas do Estado no Brasil, existem alguns estados da federação
que possuem apenas o Tribunal de Contas do Estado, o qual é responsável pela análise das contas
estaduais e municipais. Alguns Estados possuem o tribunal de contas do estado e o tribunal de contas
dos municípios. Tem-se, ainda, uma terceira situação na qual existem o tribunal de contas do estado e o
tribunal de contas do município. Esse é caso do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro, uma vez que
os tribunais analisam as contas apenas das capitais estaduais.
O Tribunal de Contas do Distrito Federal é um órgão o qual sua função é a manutenção e preservação
do patrimônio do Distrito Federal, assegurando a efetividade e regularidade da aplicação do dinheiro
público o qual deve estar de acordo com a Lei. O Tribunal de Constas foi instalado em 15 de setembro
de 1960, na gestão do então presidente Juscelino Kubitscheck.
O TCDF aprecia as contas anuais dos governadores, emitindo parecer para o julgamento na Câmara
Legislativa. O Órgão julga as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiro, bens e
valores públicos; conferindo ainda a legalidade dos atos de admissão de pessoal, ou seja, concursos
públicos, incluindo ainda outras contratações, e a concessão de aposentadorias, reformas e pensões dos
servidores; Há ainda a avalia a execução das metas estabelecidas no plano plurianual, nas diretrizes
orçamentárias e no orçamento anual.
O Tribunal recebe ainda denúncias de irregularidades ou ilegalidades; realizando inspeções e
investigações em todas as unidades administrativas dos Poderes Executivo e Legislativo e por fim,
fiscaliza a aplicação de recursos repassados ou recebidos pelo Distrito Federal.
O Tribunal do Contas do Distrito Federal deve privar pela manutenção e preservação do patrimônio
público, ao procurar assegurar a efetiva e regular aplicação do dinheiro público em benefício da sociedade
brasiliense, uma vez que sua incumbência é exercer o controle externo da administração dos recursos
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públicos do Distrito Federal, em auxílio à Câmara Legislativa, zelando pela legalidade, legitimidade,
efetividade, eficácia, eficiência e economicidade na gestão desses recursos.
Questões
02. (PGE-PR - Procurador do Estado - PUC-PR – 2015) A respeito do sistema e órgãos de controle
da Administração Pública brasileira, assinale a alternativa CORRETA.
(A) Nos processos perante o Tribunal de Contas da União, é dispensável o contraditório e a ampla
defesa quando da apreciação da legalidade de ato de ascensão funcional de empregados públicos.
(B) O Tribunal de Contas tem atribuição fiscalizadora de verbas públicas, desde que recebidas e/ou
despendidas por pessoas da Administração Pública (direta ou indireta)
(C) Nos processos perante o Tribunal de Contas da União, é dispensável o contraditório e a ampla
defesa quando da apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e
pensão.
(D) Os Tribunais de Contas têm competência para fixar o teto remuneratório de servidores públicos
por meio de resolução administrativa.
(E) A Constituição Federal dispõe que, nos casos de contratos, licitações, dispensa e inexigibilidade,
a competência de julgamento dos Tribunais de Contas fica subordinada ao crivo do Poder Legislativo,
pois os atos de sustação devem ser adotados diretamente por ele.
03. (IF/RJ - Administrador - BIO-RIO). Com relação às decisões em processo de tomada ou prestação
de contas, no que concerne ao Tribunal de Contas da União (TCU), é correto afirmar que:
(A) as contas serão julgadas regulares com ressalvas quando comprovada omissão no dever de
prestar contas.
(B) as contas serão julgadas regulares com ressalvas quando comprovado dano ao Erário decorrente
de ato de gestão ilegítimo ao antieconômico.
(C) o Tribunal julgará as tomadas ou prestações de contas até o término do exercício em que estas
lhes tiverem sido apresentadas, adicionando-se a este prazo, quando necessário, 60 dias.
(D) o Tribunal poderá julgar irregulares as contas no caso de reincidência no descumprimento de
determinação de que o responsável tenha tido ciência, feita em processo de tomada ou prestação de
contas.
(E) as contas serão julgadas regulares com ressalvas quando comprovada prática de ato de gestão
ilegal, ilegítimo, antieconômico, ou infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil,
financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial.
04. (Câmara Municipal do Rio de Janeiro - Assistente Técnico Legislativo - Prefeitura do Rio de
Janeiro – RJ). O Tribunal de Contas da União é integrado por:
(A) nove Ministros que satisfaçam, entre outros, os requisitos de serem brasileiros e terem mais de 35
e menos de 65 anos de idade e notórios conhecimentos jurídicos contábeis, econômicos e financeiros ou
de administração pública
(B) oito Ministros que satisfaçam, entre outros, os requisitos de serem brasileiros e terem mais de 10
anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional e idoneidade moral reputação ilibada
(C) nove Ministros que satisfaçam, entre outros, os requisitos de terem mais de 30 e menos de 70 anos
de idade e mais de 10 anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional
(D) oito Ministros que satisfaçam, entre outros, os requisitos de serem brasileiros natos e terem mais
de 35 e menos de 65 anos de idade e notórios conhecimentos jurídicos contábeis, econômicos e
financeiros ou de administração pública
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05. (SEPLAG/MG - Direito – FUNCAB/2014). Assinale a alternativa correta a respeito dos Tribunais
de Contas
(A) Não possuem competência para fiscalização das contas do Ministério Público.
(B) Carecem de competência para, sem prévia autorização judicial, sustar atos administrativos
impugnados.
(C) Suas decisões possuem força de título executivo extrajudicial.
(D) Não podem apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Público.
06. (PC/DF - Perito Criminal – Geologia – FUNIVERSA). No Distrito Federal, o Tribunal de Contas
do Distrito Federal é o órgão
(A) No Distrito Federal, o Tribunal de Contas do Distrito Federal é o órgão
(B) competente para julgar as contas, entre outros casos, dos administradores e dos demais
responsáveis por dinheiros, bens e valores da administração direta e indireta.
(C) de controle interno da Câmara Legislativa.
(D auxiliar do Poder Executivo.
(E) responsável por realizar auditorias de natureza contábil nas unidades administrativas do Poder
Judiciário
Respostas
01 Resposta: A
Constituição Federal
Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno com a finalidade de:
( )
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
§ 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou
ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.
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02. Resposta: C
Constituição Federal
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
()
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados
o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
03. Resposta: D.
Lei nº 8443/1992
Art. 16. As contas serão julgadas:
( )
§ 1° O Tribunal poderá julgar irregulares as contas no caso de reincidência no descumprimento de
determinação de que o responsável tenha tido ciência, feita em processo de tomada ou prestarão de
contas.
04. Resposta: A
Constituição Federal
Art. 73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal,
quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as
atribuições previstas no art. 96. .
§ 1º Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam
os seguintes requisitos:
I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;
II - idoneidade moral e reputação ilibada;
III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração
pública;
IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os
conhecimentos mencionados no inciso anterior.
05. Resposta: C
Constituição Federal
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas da União, ao qual compete:
( )
§ 3º As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título
executivo.
06. Resposta: B
Constituição Federal
Art. 71, II, CF O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do
Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
( )
II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos
da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder
Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que
resulte prejuízo ao erário público;
07. Resposta: B
Constituição Federal
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas da União, ao qual compete:
( )
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.
( )
§ 3º As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título
executivo.
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08. Resposta: C
Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição
e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e
Conselhos de Contas dos Municípios.
Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que
serão integrados por sete Conselheiros.
09. Resposta: B
Constituição Federal
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas da União, ao qual compete:
( )
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.
( )
§ 3º As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título
executivo.
TÍTULO I
DO TRIBUNAL DE CONTAS
CAPÍTULO I
DA JURISDIÇÃO E DA COMPETÊNCIA
Art. 1º O Tribunal de Contas, órgão de controle externo da gestão dos recursos públicos estaduais e
municipais, presta auxílio ao Poder Legislativo, tem sede na Capital e jurisdição própria e privativa sobre
as matérias e pessoas sujeitas a sua competência, nos termos da Constituição da República, da
Constituição do Estado de Minas Gerais e desta Lei Complementar.
Parágrafo único. O controle externo de que trata o caput deste artigo compreende a fiscalização
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e abrange os aspectos de legalidade,
legitimidade, economicidade e razoabilidade de atos que gerem receita ou despesa pública.
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VII- o dirigente ou liquidante de empresa encampada ou sob intervenção, ou que, de qualquer modo,
venha a integrar, provisória ou permanentemente, o patrimônio do Estado, de Município ou de outra
entidade pública estadual ou municipal;
VIII- os sucessores dos administradores e responsáveis a que se refere este artigo, até o limite do
valor do patrimônio transferido, nos termos do inciso XLV do art. 5º da Constituição da República.
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XXI- acompanhar e fiscalizar a aplicação das disponibilidades de caixa do Tesouro Público no mercado
financeiro nacional de títulos públicos e privados de renda fixa, e sobre ela emitir parecer para a
apreciação do Poder Legislativo;
XXII- fiscalizar a atuação de dirigentes e liquidantes das entidades encampadas pelo Estado ou por
Município, das entidades submetidas à intervenção destes e das que, de qualquer modo, venham a
integrar, em caráter provisório ou permanente, o seu patrimônio;
XXIII- fiscalizar a aplicação de recursos públicos estaduais ou municipais repassados a entidades
dotadas de personalidade jurídica de direito privado;
XXIV- verificar a legalidade de fianças e demais garantias contratuais;
XXV- determinar a averbação de apostilas, títulos declaratórios de direito ou de quaisquer outros atos
que modifiquem assentamentos feitos em razão dos incisos VII e VIII deste artigo;
XXVI- corrigir erros ou enganos materiais de cálculos em parcelas ou somas de quaisquer atos;
XXVII- decidir sobre denúncia que lhe seja encaminhada por qualquer cidadão, partido político,
associação ou sindicato, na forma prevista nesta Lei Complementar;
XXVIII- decidir sobre a sustação da execução de contrato, no caso de não se efetivar, em noventa
dias, a medida prevista no § 1º do art. 76 da Constituição do Estado;
XXIX- expedir atos normativos sobre matéria de sua competência, no exercício do poder regulamentar;
XXX- fiscalizar a observância, para cada conta de recurso, da ordem cronológica de exigibilidade dos
pagamentos das obrigações relativas a fornecimento de bens, locação, realização de obras e prestação
de serviços, efetuados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual e municipal;
XXXI- fiscalizar os procedimentos de seleção de pessoal, de modo especial os editais de concurso
público e as atas de julgamento.
§ 1º O parecer a que se refere o inciso XI do caput deste artigo tem caráter normativo e constitui
prejulgamento da tese, mas não do fato ou caso concreto.
§ 2º Para o exercício de sua competência, o Tribunal poderá requisitar a órgãos e entidades estaduais
a prestação de serviços técnicos especializados, bem como valer-se de certificado de auditoria passado
por profissional ou entidade habilitados na forma da Lei e de notória idoneidade técnica.
§ 3º O titular de cada Poder, no âmbito estadual e municipal, encaminhará ao Tribunal, em cada
exercício, o rol dos responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos e outros documentos ou
informações considerados necessários, na forma estabelecida em atos normativos do Tribunal.
§ 4º O Tribunal poderá solicitar a Secretário de Estado ou de Município, a supervisor de área ou a
autoridade de nível hierárquico equivalente outros elementos indispensáveis ao exercício de sua
competência.
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§ 2º No relatório anual a que se refere o inciso IX do caput deste artigo, o Tribunal apresentará análise
da evolução dos custos da atividade de controle e da eficiência, eficácia e economicidade dessa atividade.
CAPÍTULO II
DA COMPOSIÇÃO E DA ORGANIZAÇÃO
Seção I
Disposições gerais
Art. 7º Os Conselheiros do Tribunal serão nomeados pelo Chefe do Poder Executivo estadual, dentre
brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos:
I- idade superior a trinta e cinco e inferior a sessenta e cinco anos;
II- idoneidade moral e reputação ilibada;
III- notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública;
IV- mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os
conhecimentos mencionados no inciso III deste artigo.
Art. 10. Não podem ocupar cargos de Conselheiro, simultaneamente, parentes consanguíneos ou
afins, na linha reta ou na colateral, até o segundo grau.
Art. 11. Os Conselheiros serão substituídos, no caso de vaga, faltas ou quaisquer impedimentos, pelos
Auditores, em regime de rodízio, conforme parágrafo único do art. 265 da Constituição do Estado.
Parágrafo único. Nas substituições, os Auditores terão os vencimentos dos Conselheiros, salvo se
convocados apenas para completar o "quórum" necessário à realização das sessões.
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Art. 12. Os Conselheiros terão as mesmas garantias, direitos, prerrogativas, impedimentos,
vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
Art. 13. O Tribunal elegerá, em escrutínio secreto, bienalmente, por maioria absoluta, o Presidente, o
Vice-Presidente e o Corregedor, sendo vedada a recondução.
Parágrafo único. A eleição a que se refere o caput deste artigo ocorrerá na última sessão plenária do
biênio, sendo que dela participarão somente os Conselheiros efetivos, ainda que em gozo de férias ou
licença.
Art. 14. O Conselheiro no exercício da Presidência do Tribunal fará jus a parcela de natureza
indenizatória de até 10% (dez por cento) do valor do subsídio.
Art. 15. Nas faltas ou impedimentos, o Presidente será substituído pelo Vice-Presidente e, na ausência
ou no impedimento deste, pelo Conselheiro mais antigo em exercício na função.
§ 1º Em caso de vacância da Presidência ou da Vice-Presidência, far-se-á nova eleição, salvo se a
vaga ocorrer nos seis últimos meses do biênio, caso em que as substituições se darão em conformidade
com o disposto no caput deste artigo.
§ 2º O Conselheiro que, nos termos do § 1º deste artigo, assumir a função nos últimos seis meses do
biênio completará o tempo do mandato interrompido, sem prejuízo de seu direito de concorrer à eleição
prevista no art. 13.
Art. 16. O Conselheiro, o Auditor e o Procurador nomeados tomarão posse no prazo de trinta dias
contados da publicação do ato de nomeação, prorrogável por igual período.
Art. 17. Os Conselheiros e os Auditores terão direito a férias após um ano de exercício.
Parágrafo único. As férias do Conselheiro corresponderão, quanto à duração, às que a Lei Orgânica
da Magistratura Nacional assegura aos membros do Poder Judiciário, na forma que dispuser o Regimento
Interno do Tribunal. (Parágrafo com redação dada pelo art. 1º da Lei Complementar nº 133, de 5/2/2014.
Seção II
Das competências do Presidente
Art. 19. Compete ao Presidente, além de outras atribuições previstas no Regimento Interno:
I- dirigir o Tribunal e seus serviços auxiliares;
II- determinar a realização de concursos públicos para provimento dos cargos de Auditor, de
Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal e daqueles que compõem seu Quadro de Pessoal e
homologar os seus resultados;
III- dar posse aos Conselheiros, Auditores e Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal;
IV- dar posse e fixar a lotação dos servidores do Quadro de Pessoal do Tribunal;
V- expedir atos de nomeação, admissão, exoneração, demissão, remoção, movimentação,
disponibilidade, dispensa, aposentadoria, atos de reconhecimento de direitos e vantagens e outros atos
relativos aos servidores do Quadro de Pessoal do Tribunal, nos termos da legislação em vigor;
VI- aplicar aos servidores do Quadro de Pessoal do Tribunal as penalidades cabíveis decorrentes de
processos administrativo-disciplinares;
VII- comunicar férias dos Conselheiros, conceder férias aos Auditores e aos Procuradores do Ministério
Público junto ao Tribunal, expedir atos de reconhecimento de direitos e vantagens e conceder licença,
por prazo não excedente a um ano, aos Conselheiros, Auditores e Procuradores do Ministério Público
junto ao Tribunal, nos termos e casos previstos em lei;
VIII- expedir ato de nomeação e de exoneração de ocupante de cargo de provimento em comissão;
IX- conceder licença, férias e outros afastamentos legais aos detentores de cargo de provimento em
comissão;
X- ceder servidores a outro órgão, nos termos da legislação em vigor;
XI- autorizar que servidor do Tribunal se ausente do País, com ou sem vencimento;
XII- convocar e presidir as sessões do Tribunal Pleno;
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XIII- relatar a suspeição oposta a Conselheiro e a Auditor;
XIV- votar em enunciado de súmula, uniformização de jurisprudência, consulta, prejulgado e projeto
de ato normativo, bem como para completar o quórum;
XV- proferir voto de desempate, salvo se houver votado para completar o quórum;
XVI- designar intérprete, quando necessário;
XVII- comunicar à Ordem dos Advogados do Brasil as faltas cometidas por patronos das partes, sem
prejuízo das penas de advertência e afastamento do recinto;
XVIII- mandar riscar expressões consideradas injuriosas às partes em processos de seu conhecimento
ou devolver peças em que se tenha feito crítica desrespeitosa a autoridade ou a membro ou servidor do
Tribunal;
XIX- remeter ao Poder Legislativo processo referente a contrato impugnado pelo Tribunal;
XX- encaminhar ao Poder competente a proposta orçamentária do Tribunal, diretamente ou mediante
delegação;
XXI- requisitar os recursos financeiros correspondentes aos créditos orçamentários, inclusive os
créditos suplementares e especiais destinados ao Tribunal, que lhe serão entregues em duodécimos até
o dia 20 de cada mês;
XXII- submeter ao Tribunal Pleno as propostas relativas a projetos de lei que devam ser encaminhadas
ao Poder Legislativo;
XXIII- mandar coligir documentos e provas para verificação de crime de responsabilidade decorrente
de atos sujeitos à apreciação do Tribunal;
XXIV- encaminhar representação ao Poder competente sobre irregularidades e abusos verificados no
exercício do controle externo;
XXV- decidir sobre requerimentos referentes a processos findos;
XXVI- determinar a adoção das medidas necessárias à restauração ou à reconstituição de autos;
XXVII- ordenar a expedição de certidões de processos e documentos que se encontrem no Tribunal,
salvo os de caráter sigiloso;
XXVIII- apresentar ao Tribunal Pleno a prestação de contas anual e os relatórios de atividades, e
encaminhá-los à Assembleia Legislativa;
XXIX- assinar e publicar o Relatório de Gestão Fiscal, exigido pelo art. 54 da Lei Complementar Federal
nº 101, de 4 de maio de 2000;
XXX- aprovar e dar cumprimento ao plano anual de fiscalização elaborado pelas diretorias técnicas;
XXXI- presidir os procedimentos de distribuição e redistribuição de processos e documentos;
XXXII- designar o Ouvidor, dentre os membros ou servidores do Tribunal;
XXXIII- constituir comissões e designar seus membros, exceto as de sindicância;
XXXIV- elaborar a lista tríplice de Auditores, segundo o critério de antiguidade, no caso de provimento
de vaga de Conselheiro, observado o disposto no art. 18 desta Lei Complementar;
XXXV- encaminhar ao Governador do Estado a lista tríplice de Auditores e de Procuradores para
provimento de vaga de Conselheiro, segundo o critério de antiguidade, observado o disposto no art. 18
desta Lei Complementar;
XXXVI- apresentar ao Tribunal Pleno os nomes dos Auditores e dos Procuradores do Ministério Público
junto ao Tribunal que satisfaçam os requisitos constitucionais, para preenchimento de vaga de
Conselheiro segundo o critério de merecimento;
XXXVII- decidir sobre conflitos de competência, ouvido o Tribunal Pleno, se necessário;
XXXVIII- exercer o juízo de admissibilidade das representações e das denúncias.
XXXIX– dirigir a “Revista do Tribunal de Contas” e designar Auditor para exercer a função de Vice-
Diretor da revista; (Inciso acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
XL – coordenar os trabalhos da comissão de jurisprudência e súmulas. (Inciso acrescentado pelo art.
1º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
§ 1º O Presidente não admitirá denúncia ou representação nem determinará a autuação de processos
quando verificar a ocorrência de prescrição ou decadência, salvo comprovada má-fé. (Parágrafo
acrescentado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
§ 2º. Na avaliação do merecimento, para fins do disposto no inciso XXXVI do caput deste artigo, serão
considerados prioritariamente a produtividade, a qualidade do trabalho e as atividades especiais
desenvolvidas no exercício do cargo. (Parágrafo renumerado pelo art. 1º da Lei Complementar nº 120,
de 15/12/2011.)
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Seção III
Das competências do Vice-Presidente
Art. 20. Compete ao Vice-Presidente, além de outras atribuições previstas no Regimento Interno:
I- substituir o Presidente em seus impedimentos, ausências, férias ou outro afastamento legal,
exercendo as suas próprias funções, cumulativamente;
II- relatar suspeição oposta ao Presidente, quando não reconhecida de ofício;
III- (Revogado pelo art. 11 da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
IV- (Revogado pelo art. 11 da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Seção IV
Das competências do Corregedor
Art. 21. Compete ao Corregedor, além de outras atribuições previstas no Regimento Interno:
I- orientar os servidores do Tribunal para o fiel cumprimento dos deveres e obrigações legais e
regulamentares no exercício de suas funções;
II- verificar a fiel execução das atividades e o cumprimento dos deveres e das obrigações legais e
regulamentares dos órgãos do Tribunal, mediante realização de correições e solicitação de informações;
III- instaurar e presidir processo administrativo-disciplinar envolvendo membros, desde que autorizado
pelo Tribunal Pleno, ou servidores do Tribunal, bem como a sindicância que o preceder, se for o caso;
IV- designar os membros das comissões de sindicância e de processo administrativo-disciplinar e
propor à Presidência a aplicação das penalidades e medidas corretivas cabíveis, na forma da lei;
V- relatar processos de denúncias e representações relativos à atuação de servidores do Tribunal;
VI- disponibilizar os dados constantes dos relatórios estatísticos relativos às atividades desenvolvidas
pelo Tribunal.
Parágrafo único. O Corregedor apresentará ao Tribunal, anualmente, relatório circunstanciado dos
serviços realizados, procedendo da mesma forma quando deixar o cargo.
CAPÍTULO III
DA OUVIDORIA
Art. 22. Funcionará junto ao Tribunal uma Ouvidoria com o objetivo de receber sugestões e críticas
sobre os serviços prestados pelo Tribunal e propor à Presidência a adoção das medidas cabíveis.
Parágrafo único. O Ouvidor apresentará ao Tribunal, anualmente, relatório circunstanciado dos
serviços realizados, procedendo da mesma forma quando deixar o cargo.
CAPÍTULO IV
DA AUDITORIA
Art. 24. Os Auditores, em número de quatro, serão nomeados pelo Governador do Estado dentre
cidadãos brasileiros que sejam detentores de diploma de curso superior, satisfaçam os requisitos exigidos
para o cargo de Conselheiro e tenham sido aprovados em concurso público de provas e títulos, observada
a ordem de classificação.
Art. 25. O Auditor tem os mesmos impedimentos e garantias do Juiz de Direito da entrância mais
elevada na organização judiciária do Estado e, quando em substituição a Conselheiro, as mesmas
garantias e impedimentos deste.
Art. 26. O Auditor somente pode aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiver efetivamente
exercido no Tribunal por cinco anos, e cumprido o tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no
serviço público.
Art. 27. Compete ao Auditor, além de outras atribuições previstas no Regimento Interno:
I- substituir o Conselheiro nas suas faltas e impedimentos, quando convocado pelo Presidente do
Tribunal ou de suas Câmaras;
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II- exercer, no caso de vacância, quando convocado pelo Presidente do Tribunal, as funções do cargo
de Conselheiro até novo provimento, observado o critério estabelecido no parágrafo único do art. 265 da
Constituição do Estado;
III- compor quórum das sessões, observados os critérios estabelecidos no Regimento Interno;
IV- atuar junto à Câmara do Tribunal para a qual for designado em caráter permanente, presidindo a
instrução dos processos que lhe forem distribuídos e relatando-os com proposta de voto, por escrito, a
ser apreciada pelos membros do respectivo colegiado;
V- emitir parecer conclusivo no processo de prestação de contas do Governador do Estado e, caso
solicitado pelo Relator, nos processos de consulta;
VI- desempenhar outras atribuições por determinação do Presidente ou do Tribunal Pleno.
CAPÍTULO V
DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL
Art. 28. O Ministério Público junto ao Tribunal compõe-se de sete Procuradores nomeados pelo
Governador do Estado, cujo provimento observará as regras previstas na Constituição da República e
na Constituição do Estado.
§ 1º Dentre os Procuradores a que se refere o caput serão escolhidos o Procurador-Geral, nos termos
do art. 31, e o Subprocurador-Geral, por ato do Procurador-Geral.
§ 2º O mandato do Subprocurador-Geral coincidirá com o do Procurador-Geral.
§ 3º Ao Ministério Público junto ao Tribunal aplicam-se os princípios institucionais da unidade, da
indivisibilidade e da independência funcional. (Artigo com redação dada pelo art. 2º da Lei Complementar
nº 120, de 15/12/2011.)
Art. 29. O ingresso na carreira far-se-á no cargo de Procurador, mediante concurso público de provas
e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Minas Gerais, em sua
realização, exigindo-se do bacharel em Direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e, observando-
se, nas nomeações, a ordem de classificação.
Art. 30. Aos membros do Ministério Público junto ao Tribunal aplicam-se as disposições da Seção I do
Capítulo IV do Título IV da Constituição da República pertinentes a direitos, vedações e forma de
investidura e, subsidiariamente, no que couber, o disposto na Lei Orgânica do Ministério Público do
Estado de Minas Gerais, na parte relativa a direitos, garantias, prerrogativas, vedações e regime
disciplinar.
Art. 31. O Governador do Estado escolherá o Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal
dentre aqueles indicados em lista tríplice elaborada e composta pelos integrantes da carreira, e o nomeará
para mandato de dois anos, permitida uma recondução, observado o mesmo procedimento.
§ 1º O Procurador-Geral fará jus a parcela de natureza indenizatória de até 5% (cinco por cento) do
valor do subsídio.
§ 2º O Procurador-Geral será substituído pelo Subprocurador-Geral, em caso de vacância do cargo e
nas suas ausências e impedimentos por motivo de licença, férias ou outro afastamento legal, e, na
ausência ou impedimento deste, por Procurador, observada a ordem de antiguidade, conforme o disposto
no art. 18 desta Lei Complementar. (Parágrafo com redação dada pelo art. 3º da Lei Complementar nº
120, de 15/12/2011.)
§ 3º O Subprocurador-Geral ou o Procurador, nas substituições a que se refere o § 2º, terá direito à
parcela indenizatória prevista no § 1º, em valor proporcional ao período de substituição. (Parágrafo com
redação dada pelo art. 3º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Art. 31-A. A totalidade dos membros do Ministério Público junto ao Tribunal compõe o Colégio de
Procuradores, órgão administrativo e deliberativo máximo, presidido pelo Procurador-Geral e
regulamentado por ato normativo próprio. (Artigo acrescentado pelo art. 4º da Lei Complementar nº 120,
de 15/12/2011.)
Art. 32. Compete ao Ministério Público junto ao Tribunal, em sua missão de guarda da Lei e fiscal de
sua execução, além de outras atribuições estabelecidas no Regimento Interno:
I- promover a defesa da ordem jurídica, requerendo, perante o Tribunal, as medidas de interesse da
Justiça, da administração e do erário;
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II- comparecer às sessões do Pleno e das Câmaras e dizer de direito, verbalmente ou por escrito, em
todos os assuntos sujeitos à decisão do Tribunal;
III- promover perante a Advocacia-Geral do Estado ou, conforme o caso, perante as procuradorias dos
Municípios, as medidas necessárias à execução das decisões do Tribunal, remetendo-lhes a
documentação e as instruções necessárias;
IV- acompanhar a execução das decisões do Tribunal a que se refere o inciso III;
V- adotar as medidas necessárias ao arresto dos bens dos responsáveis julgados em débito, quando
solicitado pelo Tribunal;
VI- acionar o Ministério Público para a adoção das medidas legais no âmbito de sua competência e
acompanhar as providências porventura adotadas;
VII- representar ao Procurador-Geral de Justiça para ajuizamento de ação direta de
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais em face da Constituição do
Estado, e ao Procurador-Geral da República, em face da Constituição Federal;
VIII- interpor os recursos previstos nesta Lei Complementar;
IX- manifestar-se de forma conclusiva, quando couber, nos processos sujeitos a sua apreciação.
§ 1º Para o exercício da competência prevista no inciso IV do caput deste artigo, o Ministério Público
junto ao Tribunal elaborará e apresentará ao Tribunal relatórios periódicos de acompanhamento das
decisões, na forma estabelecida no Regimento Interno.
§ 2° As atribuições previstas nos incisos III, V e VI do caput são de competência do Procurador-geral
e, por delegação, do Subprocurador-Geral e dos Procuradores. (Parágrafo com redação dada pelo art. 5º
da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
CAPÍTULO VI
DA ESCOLA DE CONTAS
CAPÍTULO VII
DO TRIBUNAL PLENO E DAS CÂMARAS
Seção I
Do Tribunal Pleno
Art. 35. Compete ao Tribunal Pleno, além de outras atribuições previstas no Regimento Interno:
I- emitir parecer prévio sobre as contas prestadas pelo Governador do Estado;
II- deliberar sobre licitações, de modo especial sobre editais e atas de julgamento, procedimentos de
dispensa e inexigibilidade, bem como sobre as contratações, nos casos em que o valor seja igual ou
superior a cem vezes o limite estabelecido no art. 23, I, "c", da Lei Federal nº 8.666, de 21 de junho de
1993;
III- emitir parecer sobre consultas formuladas ao Tribunal;
IV- emitir parecer, quando solicitado pela Assembleia Legislativa ou por Câmara Municipal, sobre
empréstimo e operação de crédito que o Estado ou Município realize;
V- deliberar acerca da realização de fiscalizações, no âmbito de sua competência, e decidir sobre os
processos delas decorrentes;
VI- decidir sobre denúncia e representação em matéria de sua competência;
VII- deliberar sobre prejulgados;
VIII- julgar exceção de suspeição ou de impedimento;
IX- expedir atos normativos, no exercício do poder regulamentar do Tribunal;
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X- prestar informações ao Poder Legislativo do Estado e dos Municípios, quando solicitadas,
observado o disposto no inciso XIV do art. 3º desta Lei Complementar;
XI- aprovar os enunciados da súmula de jurisprudência e fixar a orientação em casos de conflitos de
decisão;
XII- emitir o alerta, nos termos do § 1º do art. 59 da Lei Complementar Federal nº 101, de 2000, sobre
matéria sujeita a sua competência;
XIII- fixar o valor das diárias de viagens dos membros e dos servidores do Tribunal;
XIV- autorizar que se ausentem do País os Conselheiros, Auditores e Procuradores, com direito ou
não a vencimentos, conforme o caso;
XV- representar ao Poder competente sobre irregularidade e abuso apurado, indicando o ato inquinado
e definindo responsabilidades;
XVI- deliberar sobre projeto de lei que o Tribunal deva encaminhar ao Poder Legislativo;
XVII- eleger o Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor;
XVIII- sortear, na última sessão ordinária do Tribunal Pleno de cada ano, o Conselheiro-Relator, o
Revisor e o Auditor, para o acompanhamento da execução orçamentária das contas prestadas pelo
Governador do Estado, observado o princípio da alternância;
XIX- deliberar sobre a lista tríplice, no caso de vaga de Conselheiro a ser provida por Auditor ou
Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal, observados, alternadamente, os critérios de
antiguidade e merecimento;
XXII- deliberar acerca de processos administrativo-disciplinares envolvendo membros do Tribunal.
Parágrafo único. As contas prestadas pelo Governador do Estado, a que se refere o inciso I do caput
deste artigo, incluirão, além de suas próprias, a dos Presidentes dos órgãos do Poder Legislativo e do
Judiciário e as dos Chefes do Ministério Público e da Defensoria Pública, as quais receberão parecer
prévio, separadamente.
Seção II
Das Câmaras
Art. 36. Mediante deliberação de dois terços de seus membros, o Tribunal poderá ser dividido em
Câmaras, cuja presidência, composição, número e forma de funcionamento serão regulamentados pelo
Regimento Interno.
Parágrafo único. A composição das Câmaras será renovada periodicamente.
Art. 37. Compete às Câmaras, além das atribuições estabelecidas no Regimento Interno:
I- emitir parecer prévio sobre as contas prestadas, anualmente, pelos Prefeitos Municipais;
II- julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiro, bens ou valores públicos,
bem como daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que tenha resultado
prejuízo ao erário, excetuadas as de competência do Tribunal Pleno;
III- deliberar acerca dos atos de receita e despesa estaduais e municipais;
IV- emitir o alerta, nos termos no § 1º do art. 59 da Lei Complementar Federal nº 101, de 2000, sobre
matéria sujeita a sua competência;
V- deliberar sobre licitações, de modo especial sobre editais e atas de julgamento, procedimentos de
dispensa e inexigibilidade, bem como sobre as contratações, excetuados os casos previstos no inciso II
do art. 35 desta Lei Complementar;
VI- fiscalizar o repasse e a aplicação de recurso referente a convênio e instrumento congênere;
VII- apreciar, para o fim de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título,
por órgão ou entidade da administração direta e indireta, estadual e municipal, excluídas as nomeações
para cargo de provimento em comissão ou função de confiança;
VIII- apreciar, para o fim de registro, a legalidade dos atos de concessão de aposentadoria, reforma e
pensão, ressalvadas as melhorias posteriores que não tenham alterado o fundamento legal do ato
concessório;
IX- decidir sobre denúncia e representação, em matéria de sua competência;
X- deliberar acerca da realização de fiscalizações, no âmbito de sua competência, e decidir sobre os
processos delas decorrentes;
XI- deliberar sobre fiança e demais garantias contratuais;
XII- deliberar sobre outras matérias não incluídas expressamente na competência do Tribunal Pleno.
Art. 38. Cada Câmara contará com apoio administrativo de Secretaria, conforme estabelecido no
Regimento Interno.
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Art. 39. Compete ao Presidente de Câmara, além de relatar e de votar os processos que lhe forem
distribuídos e de desempenhar outras atribuições estabelecidas no Regimento Interno:
I- convocar e presidir as sessões da respectiva Câmara;
II- proferir votos em todos os processos submetidos à deliberação da respectiva Câmara;
III- proclamar o resultado das votações;
IV- resolver questões de ordem;
V- convocar, se necessário, Auditor para substituir membro da Câmara.
Parágrafo único. O impedimento ou suspeição do Presidente não lhe retira a competência prevista no
inciso III do caput deste artigo.
TÍTULO II
DA FISCALIZAÇÃO E DO CONTROLE
CAPÍTULO I
DAS CONTAS DO GOVERNADOR E DO PREFEITO
Seção I
Das contas do Governador
Art. 40. As contas anuais do Governador serão examinadas pelo Tribunal, que emitirá parecer prévio
no prazo de sessenta dias, a contar de seu recebimento.
§ 1º No prazo de sessenta dias contado da abertura da sessão legislativa, as contas serão
apresentadas pelo Governador à Assembleia Legislativa, remetendo-se cópia ao Tribunal.
§ 2º A composição das contas a que se refere o caput observará o disposto no Regimento Interno e
em atos normativos do Tribunal.
§ 3º As contas serão acompanhadas do relatório e do parecer conclusivo do órgão central do sistema
de controle interno, que conterão os elementos indicados em atos normativos do Tribunal.
Art. 41. Se as contas não forem apresentadas no prazo previsto no § 1º do art. 40 ou se não forem
cumpridos os requisitos legais e regulamentares relativos a sua correta instrução, o Tribunal comunicará
o fato à Assembleia Legislativa, para fins de direito.
Parágrafo único. O prazo para emissão do parecer prévio será contado a partir da apresentação das
contas ou da regularização do processo perante o Tribunal.
Seção II
Das contas do Prefeito
Art. 42. As contas anuais do Prefeito serão examinadas pelo Tribunal, que emitirá parecer prévio no
prazo de trezentos e sessenta dias, a contar do seu recebimento.
§ 1º As contas serão apresentadas pelo Prefeito ao Tribunal no prazo de noventa dias após o
encerramento do exercício.
§ 2º A composição das contas a que se refere o caput observará o disposto no Regimento Interno e
em atos normativos do Tribunal.
§ 3º As contas serão acompanhadas do relatório e do parecer conclusivo do órgão central do sistema
de controle interno, que conterão os elementos indicados em atos normativos do Tribunal.
Art. 43. Se as contas não forem apresentadas no prazo previsto no § 1º do art. 42 ou se não forem
atendidos os requisitos legais e regulamentares relativos a sua correta instrução, o Tribunal comunicará
o fato à Câmara Municipal, para fins de direito.
Parágrafo único. O prazo para emissão do parecer prévio será contado a partir da apresentação das
contas ou da regularização do processo perante o Tribunal.
Art. 44. Concluído o julgamento das contas do exercício, o Presidente da Câmara Municipal enviará
ao Tribunal, no prazo de trinta dias, cópia autenticada da resolução votada, promulgada e publicada, bem
como das atas das sessões em que o pronunciamento da Câmara se tiver verificado, com a relação
nominal dos Vereadores presentes e o resultado numérico da votação.
Parágrafo único. Não havendo manifestação da Câmara Municipal no prazo de cento e vinte dias
contado do recebimento do parecer prévio, o processo será encaminhado ao Ministério Público junto ao
Tribunal, para as medidas legais cabíveis.
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Seção III
Da deliberação em parecer prévio
CAPÍTULO II
DAS CONTAS ANUAIS E ESPECIAIS
Seção I
Das contas anuais
Art. 46. As contas dos administradores e responsáveis por gestão de recursos públicos estaduais e
municipais, submetidas anualmente a julgamento do Tribunal na forma de tomada ou prestação de
contas, observarão o disposto no Regimento Interno e em atos normativos do Tribunal.
§ 1º No julgamento das contas anuais a que se refere o caput deste artigo serão considerados os
resultados dos procedimentos de fiscalização realizados, bem como os de outros processos que possam
repercutir no exame da legalidade, legitimidade, economicidade e razoabilidade da gestão.
§ 2º As contas serão acompanhadas do relatório e do parecer conclusivo do órgão central do sistema
de controle interno, que conterão os elementos indicados em atos normativos do Tribunal.
Seção II
Da tomada de contas especial
Art. 47. A autoridade administrativa competente, sob pena de responsabilidade solidária, adotará
providências com vistas à instauração de tomada de contas especial para apuração dos fatos e
quantificação do dano, quando caracterizadas:
I- omissão do dever de prestar contas;
II- falta de comprovação da aplicação de recursos repassados pelo Estado ou pelo Município;
III- ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiro, bens ou valores públicos;
IV- prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que possa resultar dano ao erário.
§ 1º No caso de não cumprimento do disposto no caput deste artigo, o Tribunal determinará a
instauração da tomada de contas especial, fixando prazo para cumprimento dessa decisão.
§ 2º Não atendida a determinação prevista no § 1º, o Tribunal, de ofício, instaurará a tomada de contas
especial, sem prejuízo da aplicação das sanções previstas nesta Lei Complementar.
§ 3º Os elementos que integram a tomada de contas especial serão estabelecidos em ato normativo
do Tribunal.
Seção III
Das decisões em tomada e prestação de contas
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e) desfalque ou desvio de dinheiro, bens ou valores públicos.
§ 1º O Tribunal poderá julgar irregulares as contas no caso de descumprimento de determinação de
que o responsável tenha tido ciência, feita em processo de tomada ou prestação de contas.
§ 2º Serão consideradas não prestadas as contas que, embora encaminhadas, não reúnam as
informações e os documentos exigidos na legislação em vigor, bem como nos atos normativos próprios
do Tribunal.
Art. 49. Quando julgar as contas regulares, o Tribunal dará quitação ao responsável.
Art. 50. Quando julgar as contas regulares, com ressalva, o Tribunal dará quitação ao responsável e
lhe determinará, ou a quem lhe haja sucedido, a adoção das medidas necessárias à correção das
impropriedades ou faltas identificadas, de modo a prevenir a reincidência.
Art. 51. Quando julgar as contas irregulares, havendo débito, o Tribunal determinará ao responsável
que promova o recolhimento de seu valor, atualizado monetariamente e acrescido de juros de mora, sem
prejuízo da aplicação das sanções previstas nesta Lei Complementar.
§ 1º Apurada irregularidade nas contas, cabe ao Tribunal ou ao Relator:
I- definir a responsabilidade individual ou solidária pelo ato de gestão impugnado;
II- ordenar, se houver débito, a citação do responsável, para, na forma e nos prazos regimentais,
apresentar defesa ou recolher a quantia devida, pelo seu valor atualizado;
III- determinar, se não houver débito, a citação do responsável, para, no prazo fixado no Regimento
Interno, apresentar razões de defesa;
IV- adotar outras medidas cabíveis, inclusive de caráter cautelar.
§ 2º Caracterizada e reconhecida pelo Tribunal a boa-fé do gestor, o processo será considerado
encerrado com a liquidação tempestiva do débito, devidamente atualizado, salvo no caso da existência
de outra irregularidade nas contas.
§ 3º Será considerado revel pelo Tribunal, em conformidade com o disposto nos arts. 319 a 322 do
Código de Processo Civil, o responsável que não atender à citação, sem prejuízo da tramitação do
processo.
Art. 52. O Tribunal determinará o trancamento das contas que forem consideradas iliquidáveis.
Parágrafo único. Dentro do prazo de cinco anos contados da publicação da decisão terminativa no
Diário Oficial Eletrônico do Tribunal de Contas, o Tribunal poderá, à vista de novos elementos que
considere suficientes, autorizar o desarquivamento do processo e determinar que se ultime a respectiva
tomada ou prestação de contas, observado o disposto no art. 37, § 5º, da Constituição da República.
(Parágrafo único com redação dada pelo art. 3º da Lei Complementar nº 111, de 13/1/2010.)
CAPÍTULO III
DOS ATOS SUJEITOS A REGISTRO
Art. 53. Ao Tribunal compete apreciar, para o fim de registro, a legalidade dos atos de:
I- admissão de pessoal, a qualquer título, por órgão ou entidade das administrações direta e indireta,
incluídas as fundações instituídas e mantidas pelos poderes públicos estadual e municipais, excetuadas
as nomeações para cargo de provimento em comissão ou função de confiança;
II- concessão de aposentadoria, reforma e pensão, bem como de melhorias posteriores que tenham
alterado o fundamento legal do ato concessório.
§ 1º A forma de apresentação e os prazos relativos aos atos sujeitos a registro serão estabelecidos no
Regimento Interno e em atos normativos do Tribunal, observada a legislação em vigor.
§ 2º O descumprimento do dever de apresentar ao Tribunal os atos sujeitos a registro poderá implicar
a irregularidade das contas que contiverem despesa deles decorrentes.
§ 3º Denegado o registro, as despesas realizadas com base no ato ilegal serão consideradas
irregulares.
Art. 54. Ao proceder à fiscalização dos atos de concessão de aposentadoria, reforma e pensão e dos
atos de admissão de pessoal, o Relator ou o Tribunal:
I- determinará o registro do ato que atender às disposições legais;
II- denegará o registro, se houver ilegalidade no ato, e determinará ao responsável a adoção de
medidas regularizadoras;
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III- determinará a averbação de apostilas, títulos declaratórios de direito ou de quaisquer outros atos
que modifiquem aposentadorias, reformas e pensões.
§ 1º Poderá ser determinada a realização de diligências instrutórias ou estabelecido prazo para
atendimento das exigências legais.
§ 2º O responsável que injustificadamente deixar de adotar as medidas regularizadoras determinadas
pelo Tribunal passará a responder administrativamente pelos pagamentos irregulares, sem prejuízo das
sanções previstas nesta Lei Complementar e da apuração de sua responsabilidade civil e criminal.
CAPÍTULO IV
DA FISCALIZAÇÃO DA GESTÃO PÚBLICA FISCAL
Art. 55. O Tribunal fiscalizará o cumprimento das normas relativas à gestão fiscal responsável,
notadamente as previstas na Lei Complementar Federal nº 101, de 2000, na forma estabelecida em atos
normativos do Tribunal.
Parágrafo único. Nas hipóteses previstas no § 1º do art. 59 da Lei Complementar Federal nº 101, de
2000, o Tribunal emitirá o respectivo alerta.
CAPÍTULO V
DA FISCALIZAÇÃO DOS ATOS E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
Seção I
Disposições gerais
Art. 56. O Tribunal fiscalizará a legalidade, a economicidade, a legitimidade e a razoabilidade dos atos
de gestão da receita e da despesa estaduais e municipais, em todas as suas fases, incluídos os atos de
renúncia de receita.
Art. 57. Para assegurar a eficácia das ações de fiscalização e instruir o julgamento das contas, o
Tribunal utilizará, entre outros meios de controle estabelecidos no Regimento Interno, os seguintes:
I- acompanhamento, no órgão oficial de imprensa do Estado e de Município ou por outro meio de
divulgação, das publicações referentes a atos de gestão de recursos públicos;
II- realização de inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial;
III- requisição de informações e documentos.
§ 1º As inspeções e auditorias, bem como a requisição de informações e documentos, serão
regulamentadas no Regimento Interno e em atos normativos do Tribunal.
§ 2º O Tribunal comunicará às autoridades competentes o resultado das inspeções e auditorias que
realizar, para a adoção de medidas saneadoras das impropriedades e faltas identificadas.
§ 3º Os documentos necessários para a produção da defesa do responsável poderão ser solicitados
diretamente ao Tribunal, mediante petição devidamente fundamentada, quando ficar comprovado que o
acesso aos documentos foi obstaculizado pela administração. (Parágrafo acrescentado pelo art. 6º da Lei
Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
§ 4º O prazo para a defesa do responsável ficará suspenso até que o Tribunal tome as providências
necessárias para a obtenção dos documentos a que se refere o § 3º. (Parágrafo acrescentado pelo art.
6º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Art. 58. Nenhum processo, documento ou informação poderá ser sonegado ao Tribunal no exercício
de sua competência, sob pena de aplicação de multa, nos termos do art. 85 desta Lei Complementar.
§ 1º No caso de sonegação, o Tribunal fixará prazo para o responsável apresentar os documentos, as
informações e os esclarecimentos considerados necessários, comunicando o fato à autoridade
competente.
§ 2º Vencido o prazo estabelecido nos termos do § 1º deste artigo, e não cumprida a determinação, o
fato será comunicado ao Ministério Público junto ao Tribunal, para as providências cabíveis.
Seção II
Do exame do instrumento convocatório
Art. 59. O Tribunal poderá solicitar, até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das
propostas, cópia do instrumento convocatório de licitação publicado, bem como dos documentos que se
fizerem necessários, para fins de exame prévio.
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Parágrafo único. O exame prévio de instrumento convocatório de licitação será regulamentado pelo
Regimento Interno.
Seção III
Da suspensão da licitação
Art. 60. O Tribunal poderá suspender, de ofício ou a pedido, liminarmente, o procedimento licitatório,
até a data da assinatura do respectivo contrato ou da entrega do bem ou do serviço, caso sejam
constatadas ilegalidades, observando-se, no que couber, o disposto no Capítulo II do Título IV desta Lei
Complementar.
Parágrafo único. A suspensão a que se refere o caput deste artigo poderá ser determinada pelo
Conselheiro-Relator, que submeterá sua decisão à ratificação do Tribunal Pleno ou da Câmara, conforme
o caso, sob pena de perda de eficácia.
Art. 61. O responsável pelo instrumento convocatório ou pelo ato irregular praticado será intimado para
comprovar a suspensão do edital ou de qualquer ato do procedimento licitatório, apresentar defesa ou
proceder às adequações necessárias ao atendimento da legislação em vigor, nos termos e nos prazos
previstos no Regimento Interno.
Seção IV
Dos convênios, acordos, ajustes e instrumentos congêneres
Art. 62. A fiscalização da aplicação de recurso repassado ou recebido pelo Estado ou por Município,
incluídas as entidades da administração indireta, mediante convênio, acordo, ajuste ou instrumento
congênere, será feita pelo Tribunal, com vistas a verificar, entre outros aspectos, o alcance dos objetivos
acordados, a regularidade da aplicação dos recursos e a observância das normas legais e regulamentares
pertinentes.
Art. 63. Os órgãos e entidades sujeitos à jurisdição do Tribunal que estejam inadimplentes na execução
das obrigações assumidas não poderão firmar convênio, acordo, ajuste ou instrumento congênere para
fins de recebimento de recursos estaduais ou municipais, enquanto não regularizarem a situação.
§ 1º Não se aplica o disposto no caput, caso seja comprovado que o atual gestor não é o responsável
pelos atos inquinados de irregularidade e que tomou as devidas providências para saná-la.
§ 2º Ficará sujeita à multa prevista nesta Lei Complementar a autoridade administrativa que transferir,
mediante convênio, acordo, ajuste ou instrumento congênere, recurso estadual ou municipal a beneficiário
omisso na prestação de contas de recurso anteriormente recebido ou que tenha dado causa a perda,
extravio ou outra irregularidade de que resulte dano ao erário, ainda não ressarcido.
Seção V
Das deliberações em processos de fiscalização de atos, contratos, convênios, acordos,
ajustes e instrumentos congêneres
Art. 64. Ao proceder à fiscalização dos atos, contratos, convênios, acordos, ajustes e instrumentos
congêneres, o Relator ou o Tribunal:
I- ordenará a instauração de tomada de contas especial, nos termos estabelecidos no Regimento
Interno e em ato normativo próprio, caso seja constatado indício de desfalque, desvio de bens ou outra
irregularidade de que resulte dano ao erário;
II- converterá o processo em tomada de contas especial, caso já esteja devidamente quantificado o
dano e qualificado o responsável;
III- determinará ao responsável a adoção de providências com vistas a evitar a reincidência, quando
verificar faltas ou impropriedades de caráter formal, que não caracterizem transgressão à norma legal ou
regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial;
IV- fixará prazo, na forma estabelecida no Regimento Interno, se constatada irregularidade ou
ilegalidade de ato ou contrato, para que o responsável adote as providências necessárias ao cumprimento
da lei;
V- sustará a execução de ato ilegal, se não atendida a medida prevista no inciso IV, comunicando a
decisão à Assembleia Legislativa ou à Câmara Municipal, sem prejuízo da aplicação da multa prevista no
art. 85 desta Lei Complementar;
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VI- encaminhará à Assembleia Legislativa ou à Câmara Municipal, conforme o caso, para sustação,
os contratos em que se tenha verificado ilegalidade, às quais competirá solicitar, de imediato, ao
responsável pelo órgão ou pela entidade signatária do instrumento, a adoção das medidas cabíveis.
Parágrafo único. Se o Poder Legislativo ou o responsável pelo órgão ou pela entidade signatária do
instrumento não efetivar as medidas previstas no inciso VI do caput deste artigo, no prazo de noventa
dias, o Tribunal decidirá a respeito da sustação da execução do contrato, sem prejuízo de aplicação da
multa prevista no art. 85 desta Lei Complementar.
CAPÍTULO VI
DA DENÚNCIA E DA REPRESENTAÇÃO
Art. 65. Qualquer cidadão, partido político, associação legalmente constituída ou sindicato poderá
denunciar perante o Tribunal de Contas irregularidade ou ilegalidade de atos praticados na gestão de
recursos públicos sujeitos à fiscalização do Tribunal.
Art. 66. São requisitos de admissibilidade de denúncia sobre matéria de competência do Tribunal:
I- ser redigida com clareza;
II- conter o nome completo, a qualificação, cópia do documento de identidade e do Cadastro de Pessoa
Física e o endereço do denunciante;
III- conter informações sobre o fato e a autoria, as circunstâncias e os elementos de convicção;
IV- indicar as provas que deseja produzir ou indício veemente da existência do fato denunciado.
Parágrafo único. A denúncia apresentada por pessoa jurídica será instruída com prova de sua
existência e comprovação de que os signatários têm habilitação para representá-la.
Art. 67. A denúncia será apurada em caráter sigiloso, até que sejam reunidas as provas que indiquem
a existência de irregularidade ou ilegalidade, sendo assegurada a ampla defesa.
Parágrafo único. A denúncia somente poderá ser arquivada após efetuadas as diligências pertinentes,
mediante decisão fundamentada do Relator.
Art. 68. O denunciante e o denunciado poderão requerer ao Tribunal certidão dos fatos apurados e
das decisões, a qual deverá ser fornecida no prazo máximo de quinze dias a contar do recebimento do
pedido, desde que o respectivo processo de apuração tenha sido concluído ou arquivado.
Art. 69. O denunciante não se sujeitará a qualquer sanção administrativa, cível ou penal em
decorrência da denúncia, salvo em caso de comprovada má-fé.
Parágrafo único. Comprovada a má-fé, o fato será comunicado ao Ministério Público junto ao Tribunal,
para as medidas legais cabíveis.
Art. 70. Serão recebidos pelo Tribunal como representação os documentos encaminhados por agentes
públicos comunicando a ocorrência de ilegalidades ou irregularidades de que tenham conhecimento em
virtude do exercício do cargo, emprego ou função, bem como os expedientes de outras origens que devam
revestir-se dessa forma, por força de Lei específica.
§ 1º Têm legitimidade para representar ao Tribunal:
I- Chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário;
II- membros do Ministério Público;
III- responsáveis pelos órgãos de controle interno, em cumprimento ao disposto no parágrafo único do
art. 81 da Constituição do Estado;
IV- Senadores da República, Deputados Federais e Estaduais, Vereadores e magistrados;
V- Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VI- unidades técnicas do Tribunal;
VII- servidores públicos e outras autoridades que comuniquem a ocorrência de irregularidades de que
tenham conhecimento em virtude do cargo ou da função que ocupem;
VIII- outros órgãos, entidades ou pessoas que detenham essa prerrogativa por força de suas
atribuições legais.
§ 2º Aplicam-se à representação, no que couber, as normas relativas à denúncia.
§ 3º A representação a que se refere o § 1º do art. 113 da Lei Federal nº 8.666, de 1993, será autuada
e processada como denúncia, nos termos desta Lei Complementar.
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TÍTULO III
DAS DECISÕES E DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS
CAPÍTULO I
DAS DECISÕES
CAPÍTULO II
DA FORMA DAS DECISÕES
CAPÍTULO III
DOS PREJULGADOS E DA UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA
Seção I
Dos prejulgados
Art. 73. Por iniciativa de qualquer Conselheiro, Auditor ou Procurador do Ministério Público junto ao
Tribunal, poderá o Tribunal Pleno, mediante decisão normativa, pronunciar-se sobre a interpretação de
qualquer norma jurídica ou procedimento da administração, se reconhecer que sobre estes ocorre
divergência de interpretação, observada a forma estabelecida no Regimento Interno.
Seção II
Da uniformização de jurisprudência
Art. 74. Verificada a existência de decisões divergentes, poderá ser arguido incidente de uniformização
de jurisprudência por Conselheiro, Auditor, Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal,
responsável ou interessado, nos termos do Regimento Interno.
CAPÍTULO IV
DA EXECUÇÃO DAS DECISÕES
Art. 75. A decisão do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terá eficácia de título
executivo.
§ 1º O responsável será intimado para, no prazo estabelecido pelo Regimento Interno, efetuar e
comprovar o recolhimento do valor devido.
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§ 2º Expirado o prazo a que se refere o § 1º deste artigo sem manifestação do responsável, o Tribunal
remeterá a certidão de débito ao Ministério Público junto ao Tribunal, para as providências necessárias à
execução do julgado.
§ 3º A certidão de débito individualizará os responsáveis e o débito imputado, devidamente atualizado.
§ 4º Comprovado o recolhimento integral, o Tribunal dará quitação ao responsável.
CAPÍTULO V
DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS
Art. 76. A comunicação dos atos e decisões do Tribunal presume-se perfeita com a publicação no
Diário Oficial Eletrônico do Tribunal de Contas, salvo as exceções previstas em lei.
(Artigo com redação dada pelo art. 3º da Lei Complementar nº 111, de 13/1/2010.)
Art. 77. O chamamento ao processo dos responsáveis e interessados bem como a comunicação dos
atos e termos do processo far-se-ão mediante:
I- citação, pela qual o Tribunal dará ciência ao responsável de processo contra ele instaurado,
chamando-o para se defender;
II- intimação, nos demais casos.
Art. 78. A citação e a intimação, observado o disposto no Regimento Interno, serão feitas:
I- por servidor designado, pessoalmente;
II- com hora certa;
III- por via postal ou telegráfica;
IV- por edital;
V- por meio eletrônico;
VI - por fac-símile.
Art. 79. O responsável que não atender à citação determinada pelo Relator ou pelo Tribunal será
considerado revel, para todos os efeitos previstos na legislação processual civil.
Art. 80. Aplicam-se à comunicação dos atos processuais, subsidiariamente, as disposições do Código
de Processo Civil, no que couber.
CAPÍTULO VI
DA CONTAGEM DOS PRAZOS
Art. 81. Salvo disposição em contrário, para efeito do disposto nesta Lei Complementar, os prazos
serão contínuos, não se interrompendo nem se suspendendo nos finais de semana e feriados, e serão
computados excluindo-se o dia do início e incluindo-se o dia do vencimento.
Parágrafo único. Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil subsequente, se o início ou o
término coincidir com final de semana, feriado ou dia em que o Tribunal não esteja em funcionamento ou
que tenha encerrado o expediente antes da hora normal.
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TÍTULO IV
DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS CAUTELARES
CAPÍTULO I
DAS SANÇÕES
Art. 83. O Tribunal, ao constatar irregularidade ou descumprimento de obrigação por ele determinada
em processo de sua competência, poderá, observado o devido processo legal, aplicar, isolada ou
cumulativamente, as seguintes sanções:
I- multa;
II- inabilitação para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança;
III- declaração de inidoneidade para licitar e contratar com o poder público.
Parágrafo único. Será comunicada ao órgão competente a decisão que declarar a inabilitação para o
exercício de cargo em comissão ou função de confiança e a proibição de licitar e contratar com o poder
público estadual e municipal, para conhecimento e efetivação das medidas administrativas necessárias.
Art. 84. A multa será aplicada, de forma individual, a cada agente que tiver concorrido para o fato,
sendo o pagamento da multa de responsabilidade pessoal dos infratores.
Parágrafo único. A decisão que determinar a aplicação de multa definirá as responsabilidades
individuais.
Art. 85. O Tribunal poderá aplicar multa de até R$35.000,00 (trinta e cinco mil reais) aos responsáveis
pelas contas e pelos atos indicados a seguir, observados os seguintes percentuais desse montante:
I- até 100% (cem por cento), por contas julgadas irregulares;
II- até 100% (cem por cento), por ato praticado com grave infração a norma legal ou regulamentar de
natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial;
III- até 30% (trinta por cento), por descumprimento de despacho, decisão ou diligência do Relator ou
do Tribunal;
IV- até 70% (setenta por cento), por obstrução ao livre exercício de fiscalização do Tribunal;
V- até 50% (cinquenta por cento), por sonegação de processo, documento ou informação necessários
ao exercício do controle externo;
VI- até 50% (cinquenta por cento), por reincidência no descumprimento de determinação do Relator
ou do Tribunal;
VII- até 40% (quarenta por cento), pelo não-encaminhamento de relatórios, documentos e informações
a que está obrigado por força de lei ou de ato normativo do Tribunal, no prazo e na forma estabelecidos;
VIII- até 100% (cem por cento), por omissão no cumprimento do dever funcional de levar ao
conhecimento do Tribunal irregularidade ou ilegalidade de que tenha tido ciência, na qualidade de
integrante do controle interno;
IX- até 50% (cinquenta por cento), pelo não-encaminhamento ao Tribunal da resolução e das atas de
julgamento das contas prestadas pelo Prefeito, nos termos do art. 44 desta Lei Complementar;
X- até 30% (trinta por cento), pela retenção de quantia a ser recolhida aos cofres públicos, por tempo
superior ao previsto em lei;
XI- até 10% (dez por cento), pela interposição de embargos declaratórios manifestamente protelatórios.
Parágrafo único. O valor máximo da multa de que trata o caput deste artigo será atualizado,
periodicamente, mediante ato normativo próprio do Tribunal, com base na variação acumulada no período
por índice oficial.
Art. 86. Apurada a prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao
erário, independentemente do ressarcimento, poderá o Tribunal aplicar ao responsável multa de até 100%
(cem por cento) do valor atualizado do dano.
Art. 87. O Relator ou o Tribunal poderá autorizar o recolhimento parcelado da importância devida a
título de multa, na forma estabelecida no Regimento Interno.
Parágrafo único. As parcelas deverão ser devidamente atualizadas, observando-se o índice oficial.
Art. 88. Os responsáveis que não comprovarem o recolhimento da multa aplicada no prazo
determinado, sem prejuízo das demais sanções legais, serão inscritos no cadastro de inadimplentes do
Tribunal.
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Art. 89. Na fixação da multa, o Tribunal considerará, entre outras circunstâncias, a gravidade da falta,
o grau de instrução do servidor e sua qualificação funcional.
Art. 90. O Tribunal poderá fixar multa diária, nos casos em que o descumprimento de diligência ou
decisão ocasionar dano ao erário ou impedir o exercício das ações de controle externo, observado o
disposto no Regimento Interno.
Art. 91. O débito decorrente de multa aplicada pelo Tribunal, quando pago após o seu vencimento,
será acrescido de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês e atualização da moeda até a data do
efetivo recolhimento.
Art. 92. Sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei Complementar e das penalidades
administrativas aplicáveis pelas autoridades competentes, por irregularidades constatadas pelo Tribunal,
sempre que este, por maioria absoluta de seus membros, considerar grave a infração cometida, o
responsável ficará inabilitado, por um período que variará de cinco a oito anos, para o exercício de cargo
em comissão ou função de confiança da administração estadual e municipal.
Art. 93. Verificada a ocorrência de fraude comprovada na licitação, o Tribunal declarará a inidoneidade
do licitante fraudador para licitar e contratar com o poder público estadual e municipal, por até cinco anos.
Art. 93-A. Fica instituído, no âmbito do Tribunal de Contas, Termo de Ajustamento de Gestão para
regularizar atos e procedimentos dos Poderes, órgãos ou entidades por ele controlados.
§ 1º O Termo de Ajustamento a que se refere o caput poderá ser proposto pelo Tribunal de Contas ou
pelos Poderes, órgãos e entidades por ele controlados, desde que não limite a competência discricionária
do gestor.
§ 2º A assinatura de Termo de Ajustamento de Gestão suspenderá a aplicação de penalidades ou
sanções, conforme condições e prazos nele previstos.
§ 3º É vedada a assinatura de Termo de Ajustamento de Gestão nos casos em que esteja previamente
configurado o desvio de recursos públicos e nos casos de processos com decisão definitiva irrecorrível.
§ 4º Nos casos em que o Termo de Ajustamento de Gestão impuser obrigações a particulares, por via
direta ou reflexa, estes serão notificados previamente, observado o devido processo legal.
§ 5º Os efeitos decorrentes da celebração de Termo de Ajustamento de Gestão não serão retroativos
se resultarem no desfazimento de atos administrativos ampliativos de direito, salvo no caso de
comprovada má-fé.
§ 6º O não cumprimento das obrigações previstas no Termo de Ajustamento de Gestão pelas
autoridades signatárias enseja sua automática rescisão.
§ 7º Cumpridas as obrigações previstas no Termo de Ajustamento de Gestão, o processo relativo aos
atos e procedimentos objeto do termo será arquivado.
§ 8º O Termo de Ajustamento de Gestão será publicado na íntegra no Diário Oficial Eletrônico do
Tribunal de Contas.
(Artigo acrescentado pelo art. 7º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Art. 94. Além das sanções previstas nesta Lei Complementar, verificada a existência de dano ao erário,
o Tribunal determinará o ressarcimento do valor do dano aos cofres públicos pelo responsável.
Parágrafo único. O não-cumprimento das decisões do Tribunal referentes ao ressarcimento de valores,
no prazo e na forma fixados, resultará no impedimento de obtenção de certidão liberatória para fins de
recebimento de transferências voluntárias.
CAPÍTULO II
DAS MEDIDAS CAUTELARES
Art. 95. No início ou no curso de qualquer apuração, havendo fundado receio de grave lesão ao erário
ou a direito alheio ou de risco de ineficácia da decisão de mérito, o Tribunal poderá, de ofício ou mediante
provocação, determinar medidas cautelares.
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§ 1º As medidas cautelares poderão ser adotadas sem prévia manifestação do responsável ou do
interessado, quando a efetividade da medida proposta puder ser obstruída pelo conhecimento prévio.
§ 2º Em caso de comprovada urgência, as medidas cautelares poderão ser determinadas por decisão
do Relator, devendo ser submetidas à ratificação do Tribunal na primeira sessão subsequente, sob pena
de perder eficácia, nos termos regimentais.
§ 3º Na ausência ou inexistência de Relator, compete ao Presidente do Tribunal a adoção de medidas
cautelares urgentes.
Art. 96. São medidas cautelares a que se refere o art. 95, além de outras medidas de caráter urgente:
I- recomendação à autoridade superior competente, sob pena de responsabilidade solidária, do
afastamento temporário do responsável, se existirem indícios suficientes de que, prosseguindo no
exercício de suas funções, possa retardar ou dificultar a realização de auditoria ou inspeção, causar novos
danos ao erário ou inviabilizar o seu ressarcimento;
II- indisponibilidade, por prazo não superior a um ano, de bens em quantidade suficiente para garantir
o ressarcimento dos danos em apuração;
III- sustação de ato ou de procedimento, até que se decida sobre o mérito da questão suscitada;
IV - arresto.
§ 1º As medidas a que se referem os incisos I, II e IV do caput deste artigo serão solicitadas ao
Ministério Público junto ao Tribunal, que adotará as providências necessárias a sua efetivação.
§ 2º No caso de adoção da medida a que se refere o inciso IV do caput deste artigo, o Tribunal deverá
ser ouvido quanto à liberação dos bens arrestados e sua respectiva restituição.
§ 3º Será de quinze dias o prazo máximo para que os processos com medida cautelar permaneçam
em cada órgão interno do Tribunal e no Ministério Público junto ao Tribunal.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 8º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
§ 4º Em caso do não cumprimento dos prazos estabelecidos no § 3º, fica facultado ao Relator a adoção
de medidas para agilizar a tramitação do processo, inclusive submetê-lo diretamente à deliberação,
quando for o caso, sem prejuízo da manifestação do Ministério Público junto ao Tribunal na sessão de
julgamento.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 8º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Art. 97. As medidas cautelares previstas nesta seção serão regulamentadas no Regimento Interno,
aplicando-se, subsidiariamente, o Código de Processo Civil.
TÍTULO V
DOS RECURSOS E DO PEDIDO DE RESCISÃO
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 99. Poderão interpor recurso os responsáveis, os interessados e o Ministério Público junto ao
Tribunal.
Parágrafo único. A petição será indeferida liminarmente, quando:
I- não se achar devidamente formalizada;
II- for manifestamente impertinente ou inepta;
III- o recorrente for ilegítimo;
IV- for intempestiva.
Art. 100. Salvo caso de má-fé ou erro grosseiro, o recorrente não será prejudicado pela interposição
de um recurso por outro, desde que respeitado o prazo do recurso cabível.
Art. 101. O início, o decurso e o término dos prazos relativos aos recursos que tramitem no Tribunal
obedecerão às normas do Código de Processo Civil, no que couber.
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CAPÍTULO II
DO RECURSO ORDINÁRIO
Art. 102. Das decisões definitivas proferidas pelo Tribunal Pleno e pelas Câmaras caberá recurso
ordinário, que terá efeito suspensivo e devolutivo.
Art. 103. O recurso ordinário será interposto em petição escrita contendo os fundamentos de fato e de
direito e o pedido de nova decisão, no prazo de trinta dias contado da data da ciência da decisão, na
forma estabelecida no Regimento Interno.
§ 1º O recurso ordinário será apreciado pelo Tribunal Pleno, e a sua distribuição não poderá recair no
Relator do acórdão recorrido.
§ 2º Se o recurso ordinário for interposto pelo Ministério Público junto ao Tribunal, os demais
interessados serão intimados para, caso queiram, impugná-lo ou assisti-lo, no prazo de quinze dias.
CAPÍTULO III
DO AGRAVO
Art. 104. Das decisões interlocutórias e terminativas caberá agravo formulado uma só vez, por escrito,
no prazo de dez dias contado da data da ciência da decisão, na forma estabelecida no Regimento Interno.
Art. 105. A petição de agravo será dirigida diretamente ao Relator e conterá a exposição do fato e do
direito, as razões de reforma da decisão e cópia da decisão agravada.
Parágrafo único. Recebido o recurso de agravo, o prolator da decisão agravada poderá, dentro de dez
dias, reformar a decisão ou submeter o agravo à Câmara ou ao Tribunal Pleno, observada a competência
originária.
CAPÍTULO IV
DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Art. 106. Cabem embargos de declaração para corrigir obscuridade, omissão ou contradição em
acórdãos proferidos pelo Tribunal Pleno e pelas Câmaras, formulados por escrito e dirigidos ao Relator
do acórdão, no prazo de dez dias contado da data da ciência da decisão, na forma estabelecida no
Regimento Interno.
Parágrafo único. A interposição de embargos de declaração interrompe a contagem dos prazos para
cumprimento da decisão embargada e para interposição de outros recursos.
CAPÍTULO V
DO PEDIDO DE REEXAME
Art. 108. Caberá pedido de reexame, com efeito suspensivo, em parecer prévio sobre prestação de
contas do Governador ou de Prefeito, a ser apreciado pelo Colegiado que o houver proferido.
Parágrafo único. O pedido de reexame deverá ser formulado uma só vez, por escrito, no prazo de trinta
dias contado da data da ciência do parecer, na forma estabelecida no Regimento Interno.
CAPÍTULO VI
DO PEDIDO DE RESCISÃO
Art. 109. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, os responsáveis ou os interessados poderão
solicitar ao Tribunal, no prazo de até dois anos, a rescisão das decisões definitivas do Tribunal Pleno e
das Câmaras, sem efeito suspensivo, nos seguintes casos:
I- se a decisão houver sido proferida contra disposição de lei;
II- se o ato objeto da decisão houver sido fundado em falsidade não alegada na época do julgamento;
III- se ocorrer superveniência de documentos novos com eficácia sobre a prova produzida ou a decisão
adotada.
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§ 1º O prazo para interposição do pedido de rescisão será contado a partir da data do trânsito em
julgado da decisão.
§ 2º A falsidade a que se refere o inciso II do caput deste artigo será demonstrada por decisão definitiva
proferida pelo Juízo Cível ou Criminal, conforme o caso, ou deduzida e provada no processo de rescisão,
sendo garantido o direito de ampla defesa.
Art. 110. O Ministério Público junto ao Tribunal decidirá acerca da admissibilidade do pedido, no prazo
de até quinze dias contado da data do protocolo da solicitação, nos casos em que a rescisão for requerida
pelos responsáveis ou pelos interessados.
Parágrafo único - Quando decidir pela não admissibilidade do pedido de rescisão, o Ministério Público
junto ao Tribunal submeterá, de ofício, a matéria à consideração do Tribunal Pleno, na forma estabelecida
no Regimento Interno.
TÍTULO V-A
DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA
(Título acrescentado pelo art. 9 º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
Art. 110-A. A prescrição e a decadência são institutos de ordem pública, abrangendo as ações de
fiscalização do Tribunal de Contas.
Parágrafo único – O reconhecimento da prescrição e da decadência poderá dar-se de ofício pelo relator
ou mediante provocação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas ou requerimento do
responsável ou interessado.
(Parágrafo com redação dada pelo art. 1º da Lei Complementar nº 133, de 5/2/2014.)
(Artigo acrescentado pelo art. 9º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
CAPÍTULO II
DA PRESCRIÇÃO
Art. 110-B. A pretensão punitiva do Tribunal de Contas fica sujeita a prescrição, conforme o prazo
fixado para cada situação.
(Artigo acrescentado pelo art. 9 º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Seção I
Das causas que interrompem ou suspendem a prescrição
Art. 110-D. As causas suspensivas da prescrição serão disciplinadas em ato normativo próprio.
Parágrafo único. Cessada a causa suspensiva da prescrição, retoma-se a contagem do prazo do ponto
em que tiver parado.
(Artigo acrescentado pelo art. 9 º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Seção II
Dos prazos da prescrição
Art. 110-E. Prescreve em cinco anos a pretensão punitiva do Tribunal de Contas, considerando-se
como termo inicial para contagem do prazo a data de ocorrência do fato.
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(Artigo acrescentado pelo art. 9 º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Art. 110-F. A contagem do prazo a que se refere o art. 110-E voltará a correr, por inteiro:
I – quando da ocorrência da primeira causa interruptiva da prescrição, dentre aquelas previstas nos
incisos I a VI do art. 110-C;
II – quando da primeira decisão de mérito recorrível.
Parágrafo único – Os agentes que derem causa à paralisação injustificada da tramitação processual
do feito poderão ficar sujeitos à aplicação de sanções, mediante processo administrativo disciplinar.
(Artigo com redação dada pelo art. 1º da Lei Complementar nº 133, de 5/2/2014.)
(Artigo acrescentado pelo art. 9 º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
CAPÍTULO III
DA DECADÊNCIA
Art. 110-H. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que
interrompem ou suspendem a prescrição.
Parágrafo único. Nas aposentadorias, reformas e pensões concedidas há mais de cinco anos, bem
como nas admissões ocorridas há mais de cinco anos, contados da data de entrada do servidor em
exercício, o Tribunal de Contas determinará o registro dos atos que a administração já não puder anular,
salvo comprovada má-fé.
(Artigo acrescentado pelo art. 9 º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS
(Título com denominação dada pelo art. 5º da Lei Complementar nº 133, de 5/2/2014.)
Art. 110-I. O Tribunal publicará em sua página na internet a relação dos atos, devidamente
fundamentados, que reconhecerem a prescrição e a decadência a que se referem os arts. 110-A a 110-
H desta Lei Complementar.
(Artigo acrescentado pelo art. 9 º da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Art. 110-J – O processo será extinto com resolução de mérito quando for reconhecida a prescrição ou
a decadência.
(Artigo acrescentado pelo art. 2º da Lei Complementar nº 133, de 5/2/2014.)
TÍTULO VI
DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 113. Aplica-se aos servidores do Tribunal o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado.
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IV– no primeiro dia útil dos meses de fevereiro e agosto, os quantitativos do quadro de pessoal relativo
ao último dia do semestre civil anterior, distribuídos por padrão na carreira, com a indicação do número
de nomeados e exonerados no mesmo período.
(Artigo acrescentado pelo art. 10 da Lei Complementar nº 120, de 15/12/2011.)
Art. 114-B – Os titulares do cargo de Auditor de que trata o § 3º – do art. 79 da Constituição do Estado
também serão denominados Conselheiros Substitutos.
(Artigo acrescentado pelo art. 3º da Lei Complementar nº 133, de 5/2/2014.)
Art. 115. O Tribunal publicará o seu Regimento Interno no prazo de até cento e oitenta dias contados
da data de publicação desta Lei Complementar.
§ 1º O Regimento Interno do Tribunal somente poderá ser aprovado ou alterado pela maioria absoluta
dos Conselheiros efetivos, ressalvada a matéria a que se refere o art. 36, cuja deliberação farse-á por
dois terços.
§ 2º Até que o Tribunal publique o Regimento Interno, a Presidência, por ato normativo próprio,
disciplinará as matérias não previstas no atual Regimento.
Art. 116. O Tribunal ajustará o exame dos processos em curso às disposições desta Lei Complementar,
no que couber, respeitadas as normas processuais em vigor.
Art. 117. A título de racionalização administrativa e economia processual e com o objetivo de evitar
que o custo da cobrança seja superior ao valor do ressarcimento, o Tribunal poderá determinar o
arquivamento do processo, o qual não implicará o cancelamento do débito, ficando o devedor obrigado a
pagá-lo para que lhe seja dada a quitação.
Art. 118-A – Para os processos que tenham sido autuados até 15 de dezembro de 2011, adotarse-ão
os prazos prescricionais de:
I – cinco anos, contados da ocorrência do fato até a primeira causa interruptiva da prescrição;
II – oito anos, contados da ocorrência da primeira causa interruptiva da prescrição até a primeira
decisão de mérito recorrível proferida no processo;
III – cinco anos, contados da prolação da primeira decisão de mérito recorrível até a prolação da
decisão de mérito irrecorrível.
Parágrafo único – A pretensão punitiva do Tribunal de Contas para os processos a que se refere o
caput prescreverá, também, quando a paralisação da tramitação processual do feito em um setor
ultrapassar o período de cinco anos.
(Artigo acrescentado pelo art. 4º da Lei Complementar nº 133, de 5/2/2014.)
Art. 119. Aplica-se supletivamente aos casos omissos o disposto na Lei Orgânica do Tribunal de
Contas da União.
Art. 122. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 17 de janeiro de 2008; 220º da Inconfidência Mineira e
187º da Independência do Brasil.
AÉCIO NEVES
Questões
01. Segundo o que dispõe a Lei Complementar Estadual nº 102/2008 quanto a citação e a intimação,
observado o disposto no Regimento Interno, serão feitas:
I- por servidor designado, pessoalmente;
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II- com hora certa;
III- por via postal ou telegráfica;
IV- por edital;
V- por meio eletrônico;
VI - por fac-símile.
02. De acordo com que dispõe a Lei Complementar Estadual nº 102/2008 julgue o item a seguir:
“O responsável que não atender à citação determinada pelo Relator ou pelo Tribunal será considerado
revel, para todos os efeitos previstos na legislação processual civil”.
( ) Verdadeiro
( ) Falso
Gabarito
01.A/ 02.Verdadeiro.
Comentários
01. Resposta: A.
Art. 78. A citação e a intimação, observado o disposto no Regimento Interno, serão feitas:
I- por servidor designado, pessoalmente;
II- com hora certa;
III- por via postal ou telegráfica;
IV- por edital;
V- por meio eletrônico;
VI - por fac-símile.
02. Resposta:
Art. 79. O responsável que não atender à citação determinada pelo Relator ou pelo Tribunal será
considerado revel, para todos os efeitos previstos na legislação processual civil.
RESOLUÇÃO Nº 12/200810
REGIMENTO INTERNO
TÍTULO I
DA JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA
CAPÍTULO I
DA JURISDIÇÃO
Art. 1º O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, órgão constitucional de controle externo da
gestão dos recursos públicos estaduais e municipais, com sede na Capital, presta auxílio ao Poder
10
http://www.tce.mg.gov.br/REGIMENTO-INTERNO-TCE-RES-12-2008-.html/Noticia/111189 Acesso em: 12/06/2018
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Legislativo, tem jurisdição própria e privativa sobre as matérias e pessoas sujeitas à sua competência,
nos termos da Constituição da República, da Constituição do Estado de Minas Gerais e da Lei
Complementar nº 102 de 17 de janeiro de 2008.
Parágrafo único. O controle externo de que trata o caput deste artigo compreende a fiscalização
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e abrange, dentre outros, os aspectos da
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, legitimidade, economicidade e
razoabilidade dos atos que gerem receita ou despesa pública.
CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA
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XI - emitir parecer em consulta sobre matéria de sua competência, na forma estabelecida neste
Regimento;
XII - fiscalizar as contas das empresas, incluídas as supranacionais, de cujo capital social o Estado ou
o Município participem de forma direta ou indireta, nos termos do ato constitutivo ou de tratado;
XIII - fiscalizar a aplicação de recurso repassado ou recebido pelo Estado ou por Município, por força
de convênio, acordo, ajuste ou instrumento congênere;
XIV - prestar as informações solicitadas por comissão do Poder Legislativo estadual ou municipal ou
por, no mínimo, um terço dos membros da Casa Legislativa, sobre assunto de fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre os resultados de auditoria e inspeção
realizadas nas unidades dos Poderes ou em entidade da administração indireta;
XV - aplicar ao responsável, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as
sanções previstas em lei;
XVI - fiscalizar os procedimentos licitatórios, de modo especial os editais, as atas de julgamento e os
contratos celebrados;
XVII - fiscalizar contrato, convênio, ajuste ou instrumento congênere que envolva a concessão, a
cessão, a doação ou a permissão de qualquer natureza, a título oneroso ou gratuito, de responsabilidade
do Estado ou de Município;
XVIII- estabelecer prazo para que o dirigente de órgão ou entidade tome as providências necessárias
ao cumprimento da lei, se apurada ilegalidade;
XIX - sustar, se não atendido, a execução de ato impugnado e comunicar a decisão à Assembleia
Legislativa ou à Câmara Municipal;
XX - representar ao Poder competente sobre irregularidade ou abuso apurado, indicando o ato
inquinado e definindo responsabilidades;
XXI - acompanhar e fiscalizar a aplicação das disponibilidades de caixa do Tesouro Público no
mercado financeiro nacional de títulos públicos e privados de renda fixa, e sobre ela emitir parecer para
a apreciação do Poder Legislativo;
XXII - fiscalizar a atuação de dirigentes e liquidantes das entidades encampadas pelo Estado ou por
Município, das entidades submetidas à intervenção destes e das que, de qualquer modo, venham a
integrar, em caráter provisório ou permanente, o seu patrimônio;
XXIII- fiscalizar a aplicação de recursos públicos estaduais ou municipais repassados a entidades
dotadas de personalidade jurídica de direito privado;
XXIV- verificar a legalidade de fianças e demais garantias contratuais;
XXV- determinar a averbação de apostilas, títulos declaratórios de direito ou de quaisquer outros atos
que modifiquem assentamentos feitos em razão dos incisos VII e VIII deste artigo;
XXVI- corrigir erros ou enganos materiais de cálculos em parcelas ou somas de quaisquer atos;
XXVII- decidir sobre denúncia que lhe seja encaminhada por qualquer cidadão, partido político,
associação ou sindicato;
XXVIII- decidir sobre a sustação da execução de contrato, no caso de não se efetivar, em 90 (noventa)
dias, a medida prevista no § 1º do art. 76 da Constituição do Estado;
XXIX- expedir atos normativos sobre matéria de sua competência, no exercício do poder regulamentar;
XXX- fiscalizar a observância, para cada conta de recurso, da ordem cronológica de exigibilidade dos
pagamentos das obrigações relativas a fornecimento de bens, locação, realização de obras e prestação
de serviços, efetuados pelos órgãos e entidades da administração pública estadual e municipal;
XXXI- fiscalizar os procedimentos de seleção de pessoal, de modo especial os editais de concurso
público e as atas de julgamento.
§ 1º Para o exercício de sua competência, o Tribunal poderá requisitar de órgãos e entidades estaduais
ou municipais a prestação de serviços técnicos especializados, bem como valer-se de certificado de
auditoria passado por profissional ou entidade habilitados na forma da lei e de notória idoneidade técnica.
§ 2º O titular de cada Poder, no âmbito estadual e municipal, encaminhará ao Tribunal, em cada
exercício, o rol dos responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos e outros documentos ou
informações considerados necessários, na forma estabelecida em atos normativos do Tribunal.
§ 3º O Tribunal poderá solicitar a Secretário de Estado ou de Município, a supervisor de área ou à
autoridade de nível hierárquico equivalente outros elementos indispensáveis ao exercício de sua
competência.
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III - submeter à Assembleia Legislativa projeto de lei relativo à criação, transformação e extinção de
cargos e à fixação dos vencimentos dos seus servidores;
IV - conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros;
V - determinar a realização de concurso público para provimento dos cargos de Auditor, de Procurador
do Ministério Público junto ao Tribunal e daqueles que compõem seu Quadro de Pessoal, julgando e
homologando seus resultados;
VI - elaborar sua proposta orçamentária, observados os limites fixados na Lei de Diretrizes
Orçamentárias;
VII - fixar o valor de diárias de viagens de membros e servidores do seu Quadro;
VIII - apresentar sua prestação de contas anual à Assembleia Legislativa, acompanhada do relatório
de controle interno, para fins do disposto no art. 120 da Lei Complementar nº 102/2008;
IX - enviar à Assembleia Legislativa, trimestral e anualmente, relatório das suas atividades, para fins
do disposto no art. 120 da Lei Complementar nº 102/2008;
X - divulgar, no Diário Oficial de Contas e em destaque no seu portal na internet, os demonstrativos de
sua despesa, nos termos do § 3º do art. 73 da Constituição do Estado; (Redação dada pelo art. 25 da
Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
XI - organizar e submeter ao Governador lista tríplice para provimento de cargo de Conselheiro, com
relação às vagas a serem preenchidas por Auditor e Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal.
§ 1º O Tribunal observará fielmente os princípios e as normas relativos ao controle interno, no âmbito
da sua gestão administrativa, financeira, operacional e patrimonial.
§ 2º No relatório anual a que se refere o inciso IX do caput deste artigo, o Tribunal apresentará análise
da evolução dos custos da atividade de controle e da eficiência, eficácia e economicidade dessa atividade.
TÍTULO II
DA COMPOSIÇÃO E ORGANIZAÇÃO
CAPÍTULO I
DA COMPOSIÇÃO
Seção I
DOS CONSELHEIROS
Subseção I
DA NOMEAÇÃO, POSSE E EXERCÍCIO
Art. 8º Os Conselheiros do Tribunal serão nomeados pelo Governador, dentre brasileiros que
satisfaçam os seguintes requisitos:
I - idade superior a trinta e cinco e inferior a sessenta e cinco anos;
II - idoneidade moral e reputação ilibada;
III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração
pública;
IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os
conhecimentos mencionados no inciso III deste artigo.
Parágrafo único. Não podem ocupar cargo de Conselheiro, simultaneamente, parentes consanguíneos
ou afins, na linha reta ou na colateral, até o segundo grau.
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Art. 9º Os Conselheiros tomarão posse em sessão solene do Tribunal Pleno ou perante o Presidente,
excepcionalmente.
§ 1º No ato de posse, o Conselheiro prestará o compromisso de bem desempenhar as funções do
cargo, em conformidade com a Constituição da República e a Constituição do Estado, e com as leis
federais e estaduais.
§ 2º O Conselheiro a ser empossado encaminhará ao Tribunal, previamente, as informações e
documentos necessários à formação de seu registro e pasta funcionais.
§ 3º O termo de posse será lavrado em livro próprio e assinado pelo Presidente do Tribunal e pelo
empossado.
Art. 10. O prazo para a posse do Conselheiro é de 30 (trinta) dias consecutivos, contados a partir da
publicação do ato de nomeação no Órgão Oficial do Estado, prorrogável por igual período.
§ 1º O exercício do cargo terá início dentro do prazo de 30 (trinta) dias consecutivos, contados da data
da posse, prorrogável por igual período.
§ 2º Não se verificando a posse e o exercício no prazo fixado, o Presidente do Tribunal comunicará o
fato ao Presidente da Assembleia Legislativa e ao Governador, para os fins de direito.
Art. 11. Nomeado e empossado, o Conselheiro somente perderá o cargo por sentença judicial
transitada em julgado.
Subseção II
DOS DEVERES
Subseção III
DAS VEDAÇÕES
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Subseção IV
DA VACÂNCIA
Art. 15. O Presidente do Tribunal, para fins de provimento do cargo de Conselheiro por Auditor ou por
membro do Ministério Público junto ao Tribunal, convocará sessão extraordinária, no prazo de até 30
(trinta) dias da vacância, para votação da lista tríplice, com quorum de pelo menos 5 (cinco) Conselheiros
efetivos, incluído o Presidente.
Art. 16. A lista tríplice a que se refere o art. 15 deste Regimento obedecerá, alternadamente, aos
critérios:
I - de antiguidade, hipótese em que a lista de Procuradores será elaborada pelo Procurador
Geral e a de Auditores, pelo Presidente do Tribunal, no prazo de 15 (quinze) dias da vacância;
II - de merecimento, hipótese em que o Presidente apresentará ao Tribunal Pleno os nomes dos
Auditores e Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal que satisfaçam os requisitos
constitucionais.
§ 1º Na hipótese do inciso II deste artigo, cada Conselheiro indicará, em votação secreta, três nomes,
se houver, de Auditores ou de Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal.
§ 2º Em caso de empate, será adotado o critério de antiguidade, nos termos do parágrafo único do art.
21 deste Regimento.
§ 3º Após a votação da lista tríplice pelo Tribunal Pleno, o Presidente a encaminhará ao Governador.
Art. 17. Os critérios para avaliação do merecimento, para fins do disposto no inciso II do art. 16 deste
Regimento, serão estabelecidos em resolução, observando-se, prioritariamente, a produtividade, a
qualidade do trabalho e as atividades especiais desenvolvidas no exercício do cargo.
Subseção V
DAS FÉRIAS E LICENÇAS
Art. 19. As férias poderão ser gozadas coletiva ou individualmente, conforme regulamentação em
resolução.
Parágrafo único. Não poderão gozar férias, simultaneamente, o Presidente e o VicePresidente do
Tribunal.
Art. 20. A licença e o afastamento serão concedidos pelo Presidente, nas hipóteses e termos previstos
em lei, quando não ultrapassar o prazo de um ano e, caso exceda esse período, deverão ser submetidos
ao Tribunal Pleno.
§ 1º Compete ao Tribunal Pleno a concessão de licença e afastamento ao Presidente do Tribunal.
§ 2º A concessão de licença e afastamento aos Conselheiros, incluído o Presidente, e aos Auditores
será regulamentada em ato normativo próprio.
Subseção VI
DA SUBSTITUIÇÃO
Art. 21. O Conselheiro será substituído, em caso de falta e de impedimento, pelo Auditor convocado
pelo Presidente do Tribunal Pleno ou das Câmaras, em regime de rodízio, observada a ordem de
antiguidade.
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Parágrafo único. A antiguidade no Tribunal será determinada:
I - pela data da posse;
II - pelo tempo de serviço público;
III - pela idade.
Art. 22. O Auditor, em substituição, exercerá a função de Conselheiro, sendo vedada sua participação
nas eleições de Presidente, Vice-Presidente e Corregedor do Tribunal.
Parágrafo único. Nas substituições, o Auditor terá os vencimentos do Conselheiro, salvo se convocado
pelo Presidente do respectivo Colegiado apenas para completar o quorum necessário à realização das
sessões.
CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO
Seção I
DO TRIBUNAL PLENO
Art. 24. O Tribunal Pleno é o órgão máximo de deliberação, composto pelos 7 (sete) Conselheiros.
Parágrafo único. O Tribunal Pleno será presidido pelo Presidente do Tribunal e, nos seus
impedimentos, sucessivamente, pelo Vice-Presidente ou pelo Conselheiro mais antigo no exercício da
função.
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XI - prestar informações ao Poder Legislativo do Estado e dos Municípios, quando solicitadas,
observado o disposto no inciso XIV do art. 3º da Lei Complementar nº 102/2008;
XII - aprovar os enunciados da súmula de jurisprudência e fixar a orientação em casos de conflitos de
decisão;
XIII - emitir o alerta, nos termos do § 1º do art. 59 da Lei Complementar Federal nº 101/2000, sobre
matéria sujeita à sua competência;
XIV - fixar o valor das diárias de viagens dos membros e dos servidores do Tribunal;
XV - autorizar que se ausentem do país os Conselheiros, Auditores e Procuradores do
Ministério Público junto ao Tribunal, com direito ou não a vencimentos, conforme o caso;
XVI - representar ao Poder competente sobre irregularidade e abuso apurado, indicando o ato
inquinado e definindo responsabilidades;
XVII - deliberar sobre projeto de lei que o Tribunal deva encaminhar ao Poder Legislativo;
XVIII- eleger o Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor;
XIX - sortear, na última sessão ordinária do Tribunal Pleno de cada ano, o Conselheiro Relator, o
Revisor e o Auditor, para o acompanhamento da execução orçamentária das contas prestadas pelo
Governador, observado o princípio da alternância;
XX - deliberar sobre a lista tríplice, no caso de vaga de Conselheiro a ser provida por Auditor ou
Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal, observados, alternadamente, os critérios de
antiguidade e merecimento;
XXI - deliberar acerca de processos administrativo-disciplinares envolvendo membros do
Tribunal;
XXII - dirimir as questões relativas à antiguidade no âmbito do Tribunal;
XXIII- deliberar sobre recurso ordinário;
XXIV- decidir sobre pedido de reexame e embargos de declaração apresentados contra suas próprias
deliberações, bem como sobre agravo interposto contra suas próprias decisões, decisão monocrática
proferida em matéria de sua competência originária e decisão de Câmara;
XXV- deliberar sobre os pedidos de rescisão;
XXVI- decidir sobre os recursos administrativos interpostos, pelos Conselheiros, Auditores,
Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal e pelos servidores do Tribunal.
Seção II
DAS CÂMARAS
Subseção I
DA COMPOSIÇÃO E FUNCIONAMENTO
Art. 27. O Tribunal divide-se em 2 (duas) Câmaras compostas cada uma por 3 (três) Conselheiros.
§ 1º Integram cada Câmara 2 (dois) Auditores, escolhidos pelo critério de sorteio.
§ 2º A composição da Câmara será renovada a cada 2 (dois) anos, coincidindo com a eleição do
Presidente, do Vice-Presidente e do Corregedor.
§ 3º Atua, obrigatoriamente, nas sessões das Câmaras, um representante do Ministério Público junto
ao Tribunal.
Art. 28. Os membros das Câmaras e os Auditores serão escolhidos por sorteio realizado na Sessão
do Tribunal Pleno em que ocorrer a eleição para Presidente, Vice-Presidente e Corregedor.
§ 1º A Primeira Câmara será presidida pelo Vice-Presidente e a Segunda Câmara, pelo Conselheiro
efetivo mais antigo no exercício do cargo, entre os seus membros.
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§ 2º O Presidente de Câmara será substituído, em suas ausências e impedimentos, pelo Conselheiro
efetivo mais antigo no exercício do cargo, entre os que dela fizerem parte.
Art. 30. Os Auditores em atuação nas Câmaras presidem a instrução e relatam os processos que lhes
forem distribuídos com proposta de voto a ser apreciada pelos membros do respectivo Colegiado.
Parágrafo único. Consideram-se membros dos Colegiados os Conselheiros e os Auditores quando em
substituição ou quando designados para exercer as funções de Conselheiro em caso de vacância.
Art. 31. O Conselheiro empossado em virtude de vacância, ao entrar em exercício, será designado
membro da Câmara em que ocorreu a vaga.
Subseção II
DA COMPETÊNCIA DAS CÂMARAS
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Parágrafo único. Nos atos de concessão de aposentadoria, reforma, pensão e nos atos de admissão
de pessoal, o Relator poderá determinar o registro se a informação e o parecer forem favoráveis, com a
expressa indicação de atendimento às disposições legais.
Art. 33. Cada Câmara conta com o apoio administrativo da Secretaria respectiva, que adotará as
providências necessárias para o seu correto funcionamento.
Art. 34. Mediante deliberação de dois terços de seus membros, o Tribunal poderá ser dividido em
Câmaras permanentes ou temporárias.
Subseção III
DA COMPETÊNCIA DO PRESIDENTE DE CÂMARA
Art. 35. Compete ao Presidente de Câmara, além de relatar os processos que lhe forem distribuídos:
I - convocar e presidir as sessões da respectiva Câmara;
II - proferir voto em todos os processos submetidos à deliberação da respectiva Câmara;
III - proclamar o resultado das votações;
IV - resolver questões de ordem;
V - convocar, se necessário, Auditor para substituir membro da Câmara, preferencialmente, entre os
que a integram;
VI - submeter as atas das sessões aos membros do Colegiado, para aprovação;
VII - comunicar ao Presidente do Tribunal, para a adoção das medidas cabíveis, as faltas cometidas
por patronos das partes, sem prejuízo das penas de advertência e afastamento do recinto, para fins do
disposto no inciso XVIII do art. 41 deste Regimento.
Parágrafo único. O impedimento ou a suspeição do Presidente não lhe retira a competência prevista
no inciso III do caput deste artigo.
Seção III
DA PRESIDÊNCIA, VICE-PRESIDÊNCIA E CORREGEDORIA
Subseção I
DA ELEIÇÃO E POSSE
Art. 36. O Tribunal elegerá, em escrutínio secreto, bienalmente, por maioria absoluta, o Presidente, o
Vice-Presidente e o Corregedor, sendo vedada a recondução.
§ 1º A eleição a que se refere o caput deste artigo ocorrerá na última sessão plenária do biênio, sendo
que dela participarão somente os Conselheiros efetivos, ainda que em gozo de férias ou licença.
§ 2º Na falta do quorum, deverá ser convocada nova sessão para esse fim.
§ 3º Serão utilizadas cédulas uniformes contendo o nome dos Conselheiros que poderão ser votados
para cada cargo, por ordem de antiguidade.
§ 4º Apurado o resultado, será proclamado em primeiro lugar o Presidente, e, logo após, o Vice-
Presidente e o Corregedor.
§ 5º Em caso de empate, será realizada, na mesma sessão, nova eleição.
§ 6º Na hipótese do parágrafo anterior, se, ainda assim, permanecer o empate, será considerado eleito
o Conselheiro mais antigo na função.
Art. 37. A posse do Presidente, do Vice-Presidente e do Corregedor eleitos será dada em sessão
solene, a ser realizada até o final do mês de fevereiro do ano subsequente à eleição. (Redação dada pelo
art. 1º da Resolução nº 15/2012, de 28/11/2012)
Parágrafo único. O Presidente, o Vice-Presidente e o Corregedor permanecerão no exercício das
respectivas funções até a posse de seus sucessores.
Art. 38. Além das hipóteses arroladas no art. 14 deste Regimento, dar-se-á a vacância se o eleito para
o cargo de Presidente, de Vice-Presidente e de Corregedor deixar de tomar posse, injustificadamente, na
data designada.
§ 1º Em caso de vacância da Presidência, da Vice-Presidência ou da Corregedoria, far-se-á nova
eleição, salvo se a vaga ocorrer nos 6 (seis) últimos meses do biênio, caso em que as substituições se
darão em conformidade com o disposto no art. 39 deste Regimento.
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§ 2º O Conselheiro que, nos termos do parágrafo anterior, assumir a função nos últimos 6 (seis) meses
do biênio, completará o tempo do mandato interrompido, sem prejuízo de seu direito de concorrer à
eleição prevista no art. 36 deste Regimento.
§3º Observado o disposto no §1º deste artigo, o Conselheiro eleito para completar o mandato em curso
será empossado na mesma sessão em que ocorrer a eleição, sendo vedada a sua recondução. (Redação
dada pelo art. 1º da Resolução nº 04/2012, de 25/04/2012)
§ 4º Ocorrendo a vacância do cargo de Corregedor, assumirá a função o Conselheiro efetivo mais
antigo em exercício no Tribunal que não esteja ocupando a Presidência ou a VicePresidência.
§ 5º Na hipótese de vacância, antes do término do mandato de seu titular e até a realização de nova
eleição, assumirá o cargo:
I - o Vice-Presidente, em caso de vacância do cargo de Presidente;
II - o Conselheiro mais antigo em exercício na função, em caso de vacância do cargo de Vice-
Presidente.
§ 6º A eleição a que se refere o § 5º deste artigo deverá ser convocada pelo Presidente em exercício
e realizada em até 15 (quinze) dias da declaração de vacância dos cargos.
Art. 40. O Conselheiro no exercício da Presidência do Tribunal fará jus à parcela de natureza
indenizatória de até 10% (dez por cento) do valor do subsídio. Subseção II
DA COMPETÊNCIA
DO PRESIDENTE
Art. 41. Compete ao Presidente, sem prejuízo de outras atribuições legais e regulamentares:
I - dirigir o Tribunal e seus serviços auxiliares;
II - determinar a realização de concursos públicos para provimento dos cargos de Auditor, de
Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal e daqueles que compõem seu Quadro de Pessoal e
homologar os seus resultados;
III - dar posse aos Conselheiros, Auditores e Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal;
IV - dar posse ao Presidente eleito, que empossará o Vice-Presidente e o Corregedor;
V - dar posse e fixar a lotação dos servidores do Quadro de Pessoal do Tribunal;
VI - expedir atos de nomeação, admissão, exoneração, demissão, remoção, movimentação,
disponibilidade, dispensa, aposentadoria, atos de reconhecimento de direitos e vantagens e outros atos
relativos aos servidores do Quadro de Pessoal do Tribunal, nos termos da legislação em vigor;
VII - aplicar aos servidores do Quadro de Pessoal do Tribunal as penalidades cabíveis decorrentes de
processos administrativo-disciplinares;
VIII - comunicar férias dos Conselheiros, conceder férias aos Auditores e aos Procuradores do
Ministério Público junto ao Tribunal, expedir atos de reconhecimento de direitos e vantagens e conceder
licença, por prazo não excedente a um ano, aos Conselheiros, Auditores e Procuradores do Ministério
Público junto ao Tribunal, nos termos e casos previstos em lei;
IX - expedir ato de nomeação e de exoneração de ocupante de cargo de provimento em comissão;
X - conceder licença, férias e outros afastamentos legais aos detentores de cargo de provimento em
comissão;
XI - ceder servidores a outro órgão, nos termos da legislação em vigor;
XII - autorizar que servidor do Tribunal se ausente do país, com ou sem vencimento;
XIII - convocar e presidir as sessões do Tribunal Pleno; relatar a suspeição oposta a Conselheiro, a
Auditor e a Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal;
XIV - votar em enunciado de súmula, uniformização de jurisprudência, consulta, prejulgado e projeto
de ato normativo, bem como para completar o quorum;
XV - proferir voto de desempate, salvo se houver votado para completar o quorum;
XVI - designar intérprete, quando necessário;
XVII - comunicar à Ordem dos Advogados do Brasil as faltas cometidas por patronos das partes, sem
prejuízo das penas de advertência e afastamento do recinto;
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XVIII - mandar riscar expressões consideradas injuriosas às partes em processos de seu conhecimento
ou devolver peças em que se tenha feito crítica desrespeitosa à autoridade ou a membro ou a servidor
do Tribunal;
XIX - remeter ao Poder Legislativo processo referente a contrato impugnado pelo Tribunal;
XX - encaminhar ao Poder competente a proposta orçamentária do Tribunal, diretamente ou mediante
delegação;
XXI - requisitar os recursos financeiros correspondentes aos créditos orçamentários, incluídos os
créditos suplementares e especiais destinados ao Tribunal, que lhe serão entregues em duodécimos até
o dia 20 (vinte) de cada mês;
XXII - submeter ao Tribunal Pleno as propostas relativas a projetos de lei que devam ser encaminhadas
ao Poder Legislativo;
XXIII - mandar coligir documentos e provas para verificação de crime de responsabilidade decorrente
de atos sujeitos à apreciação do Tribunal;
XXIV - encaminhar representação ao Poder competente sobre irregularidades e abusos verificados no
exercício do controle externo;
XXV - decidir sobre requerimentos referentes a processos findos;
XXVI - determinar a adoção das medidas necessárias à restauração ou à reconstituição de autos;
XXVII - ordenar a expedição de certidões de processos e documentos que se encontrem no Tribunal,
salvo os de caráter sigiloso;
XXVIII - apresentar ao Tribunal Pleno a prestação de contas anual e os relatórios de atividades e
encaminhá-los à Assembleia Legislativa;
XXIX - assinar e publicar o Relatório de Gestão Fiscal exigido pelo art. 54 da Lei Complementar Federal
nº 101/2000;
XXX - aprovar e dar cumprimento ao plano anual de fiscalização elaborado pelas unidades técnicas;
XXXI - ordenar a realização de inspeções e auditorias in loco;
XXXII - presidir os procedimentos de distribuição e redistribuição de processos e documentos;
XXXIII - designar o Ouvidor, dentre os membros do Tribunal, Auditores, Procuradores do
Ministério Público junto ao Tribunal ou servidores;
XXXIV - submeter ao Tribunal Pleno o relatório anual das atividades do Ouvidor;
XXXV - constituir comissões e designar seus membros, exceto as de sindicância e de processo
administrativo disciplinar;
XXXVI - elaborar a lista tríplice de Auditores, segundo o critério de antiguidade, no caso de provimento
de vaga de Conselheiro, observado o disposto no art. 18 da Lei Complementar nº 102/2008;
XXXVII - encaminhar ao Governador a lista tríplice de Auditores e de Procuradores do Ministério
Público junto ao Tribunal para provimento de vaga de Conselheiro, segundo o critério de antiguidade,
observado o disposto no art. 18 da Lei Complementar nº 102/2008;
XXXVIII - apresentar ao Tribunal Pleno os nomes dos Auditores e dos Procuradores do Ministério
Público junto ao Tribunal que satisfaçam os requisitos constitucionais, para preenchimento de vaga de
Conselheiro segundo o critério de merecimento;
XXXIX - submeter ao Tribunal Pleno os relatórios semestrais de acompanhamento da execução das
decisões apresentados pelo Ministério Público junto ao Tribunal, com a indicação das providências
adotadas;
XL - decidir sobre conflitos de competência, ouvido o Tribunal Pleno, se necessário;
XLI - exercer o juízo de admissibilidade das representações e das denúncias;
XLII - representar o Tribunal perante os Poderes da União, dos Estados e Municípios e demais
organizações;
XLIII - dar ciência ao Tribunal Pleno dos expedientes de interesse geral recebidos dos Poderes da
União, Estado e Municípios ou de quaisquer outras entidades;
XLIV - cumprir e fazer cumprir as decisões do Tribunal Pleno;
XLV - convocar Auditor para substituição de Conselheiro, nos termos do parágrafo único do art. 14 e
do art. 21 deste Regimento;
XLVI - fixar a jornada de trabalho dos servidores do Tribunal.
Excluído o inciso XLVII da redação original.
XLVII - relatar os processos que estão em secretaria para inclusão em pauta;(Incluído pelo art. 1º da
Resolução nº 18/2010, de 01/12/2010); (Revogado pelo art. 3º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
XLVIII - votar em processos em que lhe foi concedida vista antes da sua posse. (Incluído pelo art. 1º
da Resolução nº 18/2010, de 01/12/2010); (Revogado pelo art. 3º da Resolução nº 22/2014, de
12/11/2014)
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§ 1º Consideram-se processos findos, para efeito do disposto neste Regimento, em especial no inciso
XXVI deste artigo, aqueles em que houver decisão definitiva transitada em julgado cujos autos tenham
sido baixados em arquivo.
§ 2º O Presidente do Tribunal, no exercício de suas atribuições, deliberará por:
I - despacho;
II - portaria;
III - ordem de serviço.
Art. 42. Dos atos e decisões administrativas do Presidente caberá recurso administrativo ao Tribunal
Pleno, no prazo e forma estabelecidos em resolução.
Subseção III
DA COMPETÊNCIA DO VICE-PRESIDENTE
Subseção IV
DA COMPETÊNCIA DO CORREGEDOR
Art. 44. Compete ao Corregedor, além das funções de Conselheiro e de outras previstas em lei e
resolução:
I - organizar e dirigir os serviços da Corregedoria;
II - orientar os servidores do Tribunal para o fiel cumprimento dos deveres e obrigações legais e
regulamentares no exercício de suas funções;
III - verificar a fiel execução das atividades e o cumprimento dos deveres e das obrigações legais e
regulamentares dos órgãos do Tribunal, mediante realização de correições e solicitação de informações;
IV - efetuar o planejamento anual da atividade correcional, encaminhando-o ao Presidente e
Conselheiros para conhecimento;
V - acompanhar o cumprimento dos prazos fixados constitucionalmente em lei e neste Regimento,
divulgando relatórios, trimestralmente, incluído o Portal do Tribunal na internet;
VI - instaurar e presidir processo administrativo-disciplinar envolvendo Conselheiros, desde que
autorizado pelo Tribunal Pleno, ou servidores do Tribunal, bem como a sindicância que o preceder, se for
o caso;
VII - designar os membros das comissões de sindicância e de processo administrativodisciplinar e
propor à Presidência a aplicação das penalidades e medidas corretivas cabíveis, na forma da lei;
VIII - relatar processos de denúncias e representações relativos à atuação de servidores do
Tribunal;
IX- disponibilizar os dados constantes nos relatórios estatísticos, relativos às atividades desenvolvidas
pelo Tribunal, e promover as respectivas publicações, trimestral e anualmente, no Diário Oficial de
Contas, se for o caso, e no Portal do Tribunal na internet; (Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº
10/2010, de 30/06/2010)
X - elaborar, manter atualizado e difundir o Código de Ética dos Servidores aprovado pelo Tribunal
Pleno;
XI - fazer comunicação circunstanciada ao Tribunal Pleno ou ao Presidente, conforme o caso,
propondo as providências que julgar necessárias, quando, no exercício de suas atribuições, constatar
quaisquer irregularidades.
Parágrafo único. O Corregedor apresentará ao Tribunal, anualmente, relatório circunstanciado dos
serviços realizados, procedendo da mesma forma quando deixar o cargo.
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Seção IV
DA OUVIDORIA
Art. 45. A Ouvidoria tem por finalidade contribuir para o aprimoramento da gestão das ações de controle
do Tribunal, atuando na defesa da legalidade, legitimidade, economicidade, moralidade, impessoalidade,
publicidade, eficiência dos atos administrativos praticados por agentes, servidores e administradores
públicos, bem como dos demais princípios aplicáveis à Administração Pública.
Parágrafo único. A Ouvidoria objetiva, ainda, receber sugestão de aprimoramento, crítica, reclamação
ou informação a respeito dos serviços prestados pelo Tribunal.
Art. 46. O Ouvidor será designado pelo Presidente do Tribunal, dentre seus membros, Auditores,
Procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal ou servidores e exercerá as funções típicas por 2
(dois) anos, vedada a recondução.
Parágrafo único. O Ouvidor exercerá suas funções pelo tempo a que se refere o caput, salvo se o
mandato do Presidente se encerrar em data anterior.
Art. 47. O Ouvidor deverá encaminhar ao Presidente do Tribunal, anualmente, relatório circunstanciado
de suas atividades, procedendo da mesma forma quando deixar o cargo.
Seção V
DA AUDITORIA
Art. 49. Os Auditores, em número de quatro, serão nomeados pelo Governador dentre cidadãos
brasileiros que sejam detentores de diploma de curso superior, satisfaçam os requisitos exigidos para o
cargo de Conselheiro e tenham sido aprovados em concurso público de provas e títulos, observada a
ordem de classificação.
Parágrafo único. Os Auditores tomarão posse perante o Presidente do Tribunal.
Art. 50. O Auditor tem os mesmos impedimentos e garantias do Juiz de Direito da entrância mais
elevada na organização judiciária do Estado e, quando em substituição a Conselheiro, as mesmas
garantias e impedimentos deste.
Art. 51. Os Auditores terão direito a férias, após um ano de efetivo exercício no cargo, que
corresponderão, quanto à duração, às estabelecidas no art. 152 da Lei Estadual nº. 869/1952.
Parágrafo único. Não poderá estar em férias, simultaneamente, mais de 1 (um) Auditor de cada
Câmara, exceto nos períodos estabelecidos para férias coletivas de Conselheiros.
Art. 52. O Auditor somente pode aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiver efetivamente
exercido no Tribunal por 5 (cinco) anos e cumprido o tempo mínimo de 10 (dez) anos de efetivo exercício
no serviço público.
Art. 53. Aos Auditores aplicam-se as mesmas causas de impedimento e suspeição a que se submetem
os Conselheiros.
Parágrafo único. Os Auditores não poderão exercer funções nos serviços auxiliares do Tribunal,
ressalvada a de Vice-Diretor da Revista e a participação em comissões internas temporárias, a critério do
Presidente.
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IV - atuar junto à Câmara do Tribunal para a qual for sorteado, presidindo a instrução dos processos
que lhe forem distribuídos e relatando-os com proposta de voto, por escrito, a ser apreciada pelos
membros do respectivo Colegiado;
V - emitir parecer conclusivo no processo de prestação de contas do Governador. (Redação dada pelo
art. 3º da Resolução nº 01/2011, de 16/02/2011)
VI - desempenhar outras atribuições por determinação do Presidente ou do Tribunal Pleno.
Seção VI
DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO AO TRIBUNAL
Art. 55. O Ministério Público junto ao Tribunal compõe-se de quatro Procuradores nomeados pelo
Governador, cujo provimento observará as regras previstas na Constituição da República e na
Constituição do Estado.
Parágrafo único. Ao Ministério Público junto ao Tribunal aplicam-se os princípios institucionais da
unidade, da indivisibilidade e da independência funcional.
Art. 56. O ingresso na carreira far-se-á no cargo de Procurador, mediante concurso público de provas
e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Minas Gerais, em sua
realização, exigindo-se do bacharel em Direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e observando-
se, nas nomeações, a ordem de classificação.
Art. 57. Aos membros do Ministério Público junto ao Tribunal aplicam-se as disposições da Seção I do
Capítulo IV do Título IV da Constituição da República pertinentes a direitos, vedações e forma de
investidura e, subsidiariamente, no que couber, o disposto na Lei Orgânica do Ministério Público do
Estado de Minas Gerais, na parte relativa a direitos, garantias, prerrogativas, vedações e regime
disciplinar.
Art. 58. O Governador escolherá o Procurador Geral do Ministério Público junto ao Tribunal, dentre
aqueles indicados em lista tríplice elaborada e composta pelos integrantes da carreira, e o nomeará para
mandato de dois anos, permitida uma recondução, nos termos do § 5º do art. 77 da Constituição Estadual.
Parágrafo único. A lista tríplice será encaminhada ao Governador, bienalmente, até o dia 10 do mês
de dezembro.
Art. 59. O Procurador Geral fará jus à parcela de natureza indenizatória de até 5% (cinco por cento)
do valor do subsídio.
Art. 60. Em caso de vacância, ausência e impedimento, o Procurador Geral será substituído pelos
Procuradores, observado o disposto no § 2º do art. 31 da Lei Complementar nº 102/08 e em ato normativo
do Ministério Público junto ao Tribunal.
§ 1º No caso de vacância, deverá ser elaborada nova lista tríplice, em 15 (quinze) dias após o fato,
observado o disposto no caput do art. 58 deste Regimento, salvo se a vaga ocorrer nos 6 (seis) últimos
meses do biênio, caso em que as substituições se darão em conformidade com o disposto no caput deste
artigo.
§ 2º O Procurador, nas substituições a que se refere o caput deste artigo, terá direito ao acréscimo
previsto no art. 59 deste Regimento, proporcional ao período de substituição.
Art. 61. Compete ao Ministério Público junto ao Tribunal, em sua missão de guarda da lei e fiscal de
sua execução:
I - promover a defesa da ordem jurídica requerendo, perante o Tribunal, as medidas de interesse da
Justiça, da administração e do erário;
II - comparecer às sessões do Pleno e das Câmaras e dizer de direito, verbalmente ou por escrito, em
todos os assuntos sujeitos à decisão do Tribunal;
III - promover perante a Advocacia Geral do Estado ou, conforme o caso, perante as procuradorias dos
Municípios, as medidas necessárias à execução das decisões do Tribunal, remetendo-lhes a
documentação e as instruções necessárias;
IV - acompanhar a execução das decisões do Tribunal a que se refere o inciso III;
V - adotar as medidas necessárias ao arresto dos bens dos responsáveis julgados em débito, quando
solicitado pelo Tribunal;
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VI - acionar o Ministério Público competente para a adoção das medidas legais cabíveis e acompanhar
as providências porventura adotadas;
VII - representar ao Procurador Geral de Justiça para ajuizamento de ação direta de
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais, em face da Constituição do
Estado, e ao Procurador Geral da República, em face da Constituição Federal;
VIII - interpor os recursos previstos na Lei Complementar nº 102/2008;
a) - manifestar-se, de forma conclusiva, mediante parecer escrito, nos seguintes processos contas
anuais do Governador e dos Prefeitos Municipais; (Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 07/2009,
de 01/07/2009)
b) tomadas ou prestações de contas;
c) atos de admissão de pessoal e de concessão de aposentadoria, reforma e pensão;
d) denúncias e representações, na forma deste Regimento;
e) recursos, exceto embargos de declaração e agravos;
f) incidentes de uniformização de jurisprudência;
g) inspeções e auditorias. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
X - elaborar seu Regimento Interno;
XI - solicitar a rescisão das decisões definitivas do Tribunal Pleno e das Câmaras.
Excluído o inciso XII.
§ 1º (Revogado pelo art. 5º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
§ 2º Para o exercício da competência prevista no inciso IV do caput deste artigo, o Ministério Público
junto ao Tribunal elaborará e apresentará ao Tribunal relatórios semestrais de acompanhamento da
execução das decisões, indicando as providências adotadas.
§ 3º Nos processos de fiscalização de concursos públicos e naqueles originados de denúncias e
representações, será dada oportunidade de manifestação preliminar ao Ministério Público junto ao
Tribunal, antes da citação, na qual, querendo, poderá apresentar apontamentos complementares às
irregularidades indicadas pela unidade técnica do Tribunal. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 07/2009,
de 01/07/2009)
§ 4º Quando da elaboração do parecer escrito conclusivo a que se refere o inciso IX deste artigo,
verificando o Ministério Público junto ao Tribunal a ocorrência de irregularidades que não constaram do
relatório da unidade técnica, estas deverão ser objeto de instrumento em apartado, no exercício da
competência descrita no inciso I deste artigo. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 07/2009, de
01/07/2009)
Subseção I
DO PROCURADOR GERAL
Art. 62. Compete ao Procurador Geral, além de outras atribuições legais e regulamentares:
I - comparecer às sessões do Tribunal Pleno;
II - organizar e dirigir os serviços do Ministério Público junto ao Tribunal;
III - designar os Procuradores para participarem das sessões das Câmaras;
IV - expedir ofícios no exercício das atribuições do Ministério Público junto ao Tribunal;
V - encaminhar à Presidência do Tribunal os relatórios a que se refere o SS 2º do art. 61 deste
Regimento;
VI - elaborar e encaminhar à Presidência do Tribunal a lista tríplice de Procuradores para provimento
de vaga de Conselheiro, segundo o critério de antiguidade, observado o disposto no art. 18 da Lei
Complementar nº 102/2008;
VII - encaminhar ao Presidente do Tribunal o nome dos Procuradores que satisfaçam os requisitos
constitucionais, para preenchimento de vaga de Conselheiro, segundo o critério de merecimento.
Parágrafo único. A competência prevista no inciso I deste artigo poderá ser delegada aos
Procuradores.
Art. 63. O Ministério Público junto ao Tribunal, para o desempenho de suas atribuições constitucionais
e legais, contará com Secretaria composta por servidores designados pelo Presidente do Tribunal.
Seção VII
DA ESCOLA DE CONTAS
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Art. 65. A Escola de Contas terá suas atribuições, estrutura e organização regulamentadas em
resolução.
TÍTULO III
DO FUNCIONAMENTO DO TRIBUNAL
CAPÍTULO I
DAS SESSÕES
Art. 66. O Tribunal Pleno e as Câmaras funcionarão com a composição que este Regimento determinar
e deliberarão, salvo disposição especial, por maioria dos votos.
Parágrafo único. As sessões do Tribunal Pleno e das Câmaras serão realizadas em dias úteis, entre 8
(oito) e 18 (dezoito) horas, conforme regulamentado em resolução específica.
Art. 67. Além das sessões ordinárias, o Tribunal poderá realizar sessões extraordinárias e solenes.
§ 1º As sessões extraordinárias, declarada sua finalidade, serão convocadas pelo Presidente do
respectivo Colegiado, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, salvo motivo relevante.
§ 2º As sessões solenes, convocadas pelo Presidente do Tribunal, terão por finalidade dar posse aos
Conselheiros, ao Presidente, ao Vice-Presidente e ao Corregedor, prestar homenagens, comemorar
datas e acontecimentos relevantes, entre outros eventos que mereçam igual distinção.
Art. 68. Nas sessões, o Conselheiro a quem couber a Presidência tem assento especial de frente para
os demais integrantes do Colegiado, tendo, à direita, o representante do Ministério Público junto ao
Tribunal e, à esquerda, o Secretário do Pleno ou da Câmara.
§ 1º Em semicírculo, de frente para o Presidente, têm assento no Tribunal Pleno os Conselheiros, por
ordem de antiguidade, a contar da esquerda para a direita.
§ 2º Nas Câmaras, observar-se-á o mesmo critério do parágrafo anterior, seguindo-se, após os
Conselheiros, os Auditores que nelas atuarem, por ordem de antiguidade.
Art. 69. Nenhuma sessão poderá ser realizada sem a presença do representante do Ministério Público
junto ao Tribunal, facultada nas sessões solenes.
Art. 70. A sessão e a votação, ordinariamente públicas, serão secretas se a lei assim o dispuser ou em
virtude de decisão da maioria absoluta de seus membros, por motivo de sigilo.
§ 1º Na sessão secreta, somente permanecerão no recinto os Conselheiros, os Auditores e o
representante do Ministério Público junto ao Tribunal que nela atuarem, as partes e seus procuradores,
observado o disposto no § 6º do art. 191 deste Regimento, e os servidores considerados imprescindíveis.
§ 2º Nas sessões, poderá o Presidente mandar retirar do recinto os que atentarem contra o decoro e
a ordem dos trabalhos.
Art. 71. Os procuradores das partes inscritos para sustentação oral manifestar-se-ão em tribuna
especial.
Seção I
DO QUORUM
Art. 72. As sessões do Tribunal Pleno serão abertas com o quórum mínimo de 4 (quatro) Conselheiros
efetivos, incluído o Presidente, à hora regulamentar.
Art. 73. As sessões das Câmaras serão abertas, à hora regulamentar, com quórum de 3 (três)
Conselheiros, efetivos ou substitutos, sendo idêntico o quórum para deliberação, observado o disposto
no art. 29 deste Regimento. (Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 21/2013, de 11/12/2013)
Art. 74. O prazo máximo de tolerância para início da sessão é de 15 (quinze) minutos, findo o qual,
não havendo quorum, o Presidente determinará a lavratura de termo circunstanciado, ficando transferida
para a sessão imediata a matéria constante da pauta.
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Art. 76 Será observado, para efeito de deliberação do Tribunal Pleno, o quórum mínimo de cinco
Conselheiros, ressalvadas as hipóteses previstas neste Regimento e na Lei Orgânica deste Tribunal.
(Redação dada pelo art. 2º da Resolução nº 21/2013, de 11/12/2013)
Parágrafo único. No cômputo do quórum mínimo de deliberação serão considerados os
Auditores que estiverem substituindo Conselheiro ou exercendo as funções do cargo de Conselheiro,
nos termos dos incisos I e II do art. 54 deste Regimento. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 21/2013,
de 11/12/2013)
Seção II
DA PAUTA E DA ATA
Art. 77. As pautas das sessões serão organizadas pelos Secretários do Tribunal Pleno ou das
Câmaras, conforme o caso, sob a supervisão dos respectivos Presidentes.
§ 1º A pauta será publicada no Diário Oficial de Contas com antecedência mínima de 48 (quarenta e
oito) horas antes da sessão e valerá como intimação às partes e a seus procuradores. (Redação dada
pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
§ 2º Se houver erro na publicação da pauta, sua retificação será realizada pelo mesmo meio com
antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas.
§ 3º Para efeito de inclusão em pauta, o Relator deverá disponibilizar o relatório, em meio eletrônico,
procedendo ao encaminhamento do respectivo processo ao setor competente, com antecedência mínima
de 5 (cinco) dias úteis, contados da sua publicação, podendo remeter, no mesmo prazo, o voto ou
proposta de voto.
§ 4º As Secretarias das Câmaras e do Pleno disponibilizarão aos Conselheiros e Auditores integrantes
dos respectivos Colegiados, bem como aos membros do Ministério Público junto ao Tribunal, por meio
eletrônico, no dia da publicação da pauta, os relatórios dos processos.
§ 5º Nenhuma matéria será submetida à apreciação do Colegiado sem prévia inclusão em pauta, salvo
medidas cautelares, ratificação de decisões monocráticas em suspensão liminar de licitação, em especial,
na hipótese prevista no art. 264, § 1º, deste Regimento, ratificação de decisões monocráticas em
suspensão liminar de concurso público, e embargos de declaração.
§ 6º. (Revogado pelo art. 5º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
§ 7º Iniciada a discussão da matéria e ocorrendo a retirada do processo de pauta, as respectivas notas
taquigráficas deverão ser juntadas aos autos.
§ 8º Na hipótese do parágrafo anterior, o processo deverá ser incluído, novamente, em pauta para
apreciação em até três sessões subsequentes, salvo motivo de força maior ou justificativa de ordem
técnica.
Art. 78. Constarão da pauta, observada a ordem de antiguidade dos Relatores, inicialmente, os nomes
dos Conselheiros e a seguir dos Auditores, os números dos processos, e a sua natureza, os nomes das
partes e de seus procuradores, se advogado, com o número de inscrição na Ordem dos Advogados do
Brasil.
Parágrafo único. (Revogado pelo art. 1º da Resolução nº 15/2013, de 16/10/2013)
Art. 79. Terminada a sessão, será lavrada a respectiva ata, dela constando:
I - hora, dia, mês e ano da abertura e do encerramento;
II - nome do Conselheiro que a presidiu;
III - nomes, pela ordem de antiguidade, dos Conselheiros e Auditores, do representante do
Ministério Público junto ao Tribunal e do Secretário presentes;
IV - nomes dos Conselheiros e Auditores que não compareceram, com ou sem justificativa;
V - processos apreciados, indicando-se, além dos números, os nomes do Relator e do Revisor se
houver, a natureza, os nomes das partes e de seus procuradores e a súmula da decisão, com indicação
dos votos vencedores e vencidos, e as declarações de impedimento e suspeição;
VI - as matérias extra-pauta.
§ 1º A ata deverá ser assinada pelo Conselheiro que preside a sessão de sua discussão e votação e
pelo Secretário do Pleno ou da Câmara, conforme o caso.
§ 2º A ata será publicada no Diário Oficial de Contas e no Portal do Tribunal na internet. (Redação
dada pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
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Seção III
DA ORDEM DOS TRABALHOS
Art. 80. À hora regulamentar, o Presidente verificará a existência de quorum para início da sessão,
observando-se o disposto nos arts. 72 a 74 deste Regimento.
§ 1º Constatada a ausência de Conselheiro, o Presidente convocará Auditor para participar da sessão.
(Incluído pelo art. 3º da Resolução nº 21/2013, de 11/12/2013)
§ 2º Havendo número legal, passar-se-á à discussão e votação da ata da sessão anterior, podendo
ser dispensada sua leitura se já tiver sido publicada no Diário Oficial de Contas. (Incluído pelo art. 3º da
Resolução nº 21/2013, de 11/12/2013)
Art. 81. Após a votação da ata, serão apreciados os processos constantes da pauta, respeitada a
ordem de antiguidade dos Relatores, salvo o pedido de preferência deferido pelo
Presidente, formulado oralmente no início da sessão, e a hipótese prevista no § 4º do art. 29 deste
Regimento. (Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 21/2014, de 12/11/2014)
Art. 82. O Conselheiro impedido ou suspeito não poderá participar de discussão, nem votar a matéria,
devendo ser observado o disposto no § 1º do art. 29 deste Regimento.
Art. 83. Após o relatório e antes de iniciada a votação, o representante do Ministério Público junto ao
Tribunal poderá usar da palavra a seu pedido, para prestar esclarecimentos, alegar ou requerer o que
julgar oportuno.
§ 1º O parecer verbal ou escrito, a que se refere o inciso II do art. 61 deste Regimento, será produzido
até o momento da sessão, antes de o Relator apresentar o seu voto.
§ 2º Durante a sessão, o Conselheiro ou o Auditor Relator poderá solicitar a audiência do Ministério
Público junto ao Tribunal.
Art. 84. Nos casos em que o Ministério Público junto ao Tribunal for parte no processo, após a leitura
do relatório será concedida a palavra primeiramente ao Procurador e, em seguida, aos representantes
das partes para sustentação oral, se for o caso.
Art. 85. Nas sessões ordinárias do Tribunal Pleno e das Câmaras, a apreciação dos processos
observará a seguinte ordem:
I - processos constantes da pauta adiada, quando houver;
II - processos constantes da pauta; III - matérias extra-pauta.
§ 1º A ordem prevista no caput deste artigo poderá ser invertida, a critério do Presidente ou por
solicitação de Conselheiro ou Auditor Relator, por motivo relevante ou conveniência do serviço. § 2º
Terão preferência, na apreciação, os processos em que haja requerimento para sustentação oral.
Art. 86. O Presidente declarará encerrada a sessão após o término dos trabalhos e fará a convocação
para a próxima sessão.
Seção IV
DA DELIBERAÇÃO
Art. 87. Após a leitura do relatório e da sustentação oral das partes, se houver, nos termos do art. 191
deste Regimento, será iniciada a votação.
Art. 88. As questões preliminares ou prejudiciais serão julgadas antes do mérito, deste não se
conhecendo se incompatível com a decisão daquelas.
Art. 89. Sempre que o objeto da decisão puder ser decomposto em questões ou parcelas distintas,
cada uma será votada separadamente, desde que assim o decida, em preliminar, o respectivo Colegiado.
Art. 90. Processos conexos serão objeto de um só julgamento, fazendo-se o apensamento devido, a
critério do Relator, observado o disposto nos arts. 156 e 157 deste Regimento.
Art. 91. Processos que versem sobre a mesma questão, e que apresentem aspectos peculiares,
poderão ser julgados conjuntamente.
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Art. 92. Poderá o Tribunal, por proposta fundamentada do Presidente da Sessão, de Conselheiro,
Auditor ou Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal, sobrestar a apreciação de processo por
motivo relevante que possa influenciar sua apreciação, para determinar medidas saneadoras, quando
forem insuficientes os elementos de convicção sobre questões preliminares ou de mérito.
Art. 93. Proferido o voto ou a proposta de voto pelo Relator, qualquer Conselheiro poderá pedir vista
do processo, observada a ordem de votação prevista no art. 99 deste Regimento. (Redação dada pelo
art. 1º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
§ 1º Após elaboração das notas taquigráficas, no prazo máximo de 7 (sete) dias, contados da data da
sessão, o processo será remetido à Secretaria competente que o encaminhará ao Conselheiro que pediu
vista, certificando a data do encaminhamento, para contagem do prazo de até 30 (trinta) dias para nova
inclusão em pauta.
§ 2º Ao final do prazo de 30 (trinta) dias, a Secretaria competente incluirá o processo, automaticamente,
na pauta da sessão subsequente, adotando as providências necessárias à respectiva publicação, salvo
se o Conselheiro determinar a inclusão em prazo menor.
§ 3º Não será admitido pedido de vista nos casos de apreciação de proposta de reforma do Regimento
Interno e de medidas cautelares, devendo o Relator, neste último caso, encaminhar aos membros do
Colegiado e do Ministério Público junto ao Tribunal o relatório, para conhecimento da matéria, antes da
realização da sessão.
Art. 94. O Conselheiro substituto que pedir vista de processo será convocado pelo Presidente do
Colegiado para proferir seu voto, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do artigo anterior. (Revogado pelo
art. 3º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
Art. 94-A. A Câmara na qual a apreciação do processo houver sido iniciada fica preventa para a
deliberação final, quando interrompida a votação em decorrência de pedido de vista, ainda que o Relator
ou o autor do pedido não mais a integre. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
§ 1º O disposto neste artigo aplica-se ao Auditor convocado em decorrência de qualquer uma das
hipóteses previstas nos incisos I a III do art. 54 deste Regimento. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº
22/2014, de 12/11/2014)
§ 2º A Secretaria da Câmara comunicará o Relator e o Conselheiro que já proferiu voto, caso não mais
integrem o Colegiado prevento, da reinclusão do processo em pauta, para que, caso queiram, participem
do prosseguimento da votação e exerçam, se for o caso, a prerrogativa prevista no art. 102 deste
Regimento. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
§ 3º Não se aplica o disposto no § 2º aos casos em que o Relator ou o Conselheiro que proferiu voto
encontrar-se afastado ou inequivocamente impossibilitado de comparecer à sessão de julgamento.
(Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
§ 4º Fica automaticamente cancelado o pedido de vista, quando houver vacância do cargo do
Conselheiro que o formulou, sem que tenha proferido o seu voto. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº
22/2014, de 12/11/2014)
§ 5º Ocorrendo a hipótese prevista no § 4º, deverá ser observado o seguinte: (Incluído pelo art. 2º da
Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
I - o processo será encaminhado ao Presidente do Colegiado competente, que determinará a sua
inclusão em pauta; (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
II - em sessão, o Presidente do Colegiado competente procederá à apuração dos votos, computando
aqueles já proferidos, nos termos do art. 100 deste Regimento, e colhendo os votos faltantes, observada,
nesse último caso, a ordem de antiguidade dos Conselheiros no Tribunal entre os membros da Câmara.
(Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
§ 6º Caso o Relator não mais integre a Câmara preventa, o processo será redistribuído entre os seus
membros, quando o Colegiado decidir pela apreciação do mérito em processo cuja votação interrompida
tenha tratado apenas de questão preliminar. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 22/2014, de
12/11/2014)
§ 7º Em se tratando de processo retirado de pauta após o início da votação, o Relator, caso não mais
integre a Câmara preventa, poderá solicitar a inclusão em pauta ao Presidente do Colegiado competente
ou encaminhar os autos ao Presidente do Colegiado competente, que determinará sua inclusão em pauta,
devendo ser observado, no que couber, o disposto no § 2º, no inciso II do § 5º e no § 6º deste artigo.
(Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
§ 8º Em se tratando de processo cujo julgamento foi interrompido por pedido de vista, o autor do
pedido, se não mais integrar a Câmara preventa, poderá, a seu critério, proceder como na hipótese do §
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7º ou determinar a inclusão em pauta e proferir voto, caso em que o Presidente do Colegiado procederá
como disposto no inciso II do § 5º. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 22/2014, de 12/11/2014)
Art. 95. Ficará adiado o julgamento do processo, em virtude de vista concedida, não podendo o Relator
e os demais Conselheiros alterarem seu voto até o retorno do processo para deliberação.
Art. 96. Terminado o julgamento, o Presidente proclamará o resultado, não podendo ser alterada a
deliberação, exceto nos casos de inexatidão material ou erro de cálculo, quando poderá ser retificada de
ofício ou mediante solicitação formulada ao respectivo Colegiado por Conselheiro, Auditor, parte ou
representante do Ministério Público junto ao Tribunal.
Parágrafo único. Se a retificação for efetuada após a comunicação oficial a quem couber cumprir a
deliberação, será feita nova intimação.
Art. 97. No caso de aprovação por unanimidade, sem qualquer discussão ou divergência, e não
havendo sustentação oral, as notas taquigráficas serão substituídas, nos autos, por certidão datada e
assinada pelo Taquígrafo-Redator e pelo titular da unidade competente.
Parágrafo único. Nos processos sujeitos à deliberação por parecer, nos termos do inciso II do art. 200
deste Regimento, as notas taquigráficas serão juntadas aos autos.
Art. 98. Os votos, pronunciamentos e apartes registrados pela unidade de taquigrafia não poderão ser
alterados ou modificados no seu conteúdo ou substância, quando revistos.
§ 1º As notas taquigráficas deverão ser revisadas em até 5 (cinco) dias, contados da data de seu
recebimento.
§ 2º Se não devolvidas no prazo a que se refere o parágrafo anterior, o processo deverá ser remetido
à unidade competente, que promoverá a juntada das notas taquigráficas originais aos autos, com a
observação de não terem sido revisadas.
Seção V
DA APURAÇÃO DOS VOTOS
Art. 99. Após a leitura do relatório e encerrada a discussão da matéria, o Presidente tomará os votos
iniciando pelo do Relator, seguindo-se o do Revisor, se houver, e os dos demais Conselheiros, observada
a ordem sequencial, nos termos do §1º do art. 68 deste Regimento.
Parágrafo único. O Conselheiro não poderá abster-se de votar o mérito, mesmo quando vencido na
preliminar, salvo caso de impedimento ou suspeição.
Art. 100. Na apuração dos votos, serão computados aqueles já proferidos, na sessão anterior, pelos
Conselheiros ou seus substitutos, ainda que não compareçam à sessão seguinte ou que tenham deixado
o exercício do cargo.
Art. 101. Se na votação de questão global indivisível ou das questões ou parcelas distintas, pela
diversidade das propostas resultantes da votação, nenhuma alcançar a maioria, deverão ser observados
os seguintes procedimentos:
I - serão colocadas em votação, inicialmente, as duas primeiras propostas apresentadas,
considerando-se eliminada a que não lograr maioria, devendo a remanescente ser submetida novamente
à votação com a proposta seguinte, observando-se a ordem de votação, procedendose assim com as
restantes, até que fiquem só duas;
II - das duas propostas restantes, será declarada vencedora a que reunir maior número de votos.
Parágrafo único. Se a divergência ocorrer na Câmara, a matéria será encaminhada ao Tribunal Pleno,
consoante inciso III do art. 26 deste Regimento, observando-se o disposto nos incisos I e II do caput deste
artigo.
Art. 102. Antes de proclamado o resultado da votação, qualquer Conselheiro poderá modificar seu
voto.
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TÍTULO IV
DO PROCESSO EM GERAL
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 103. O processo e os procedimentos no Tribunal reger-se-ão pelas disposições gerais constantes
neste Título, ressalvadas as normas específicas em contrário.
Art. 104. No âmbito do Tribunal, além dos princípios gerais que regem o processo civil e administrativo,
deverão ser observados os princípios da oficialidade e da verdade material.
CAPÍTULO II
DO RECEBIMENTO DE DOCUMENTOS
Art. 105. Todos os documentos e expedientes, referentes aos assuntos de competência do Tribunal,
serão recebidos e protocolizados pela unidade competente, observada a forma de entrega estabelecida
em ato normativo próprio.
§ 1º A protocolização compreende o registro de entrada de documento ou expediente no Tribunal,
contendo número de ordem, data e horário do registro.
§ 2º Os documentos e expedientes deverão estar redigidos de forma clara e precisa, com a indicação
da origem, o assunto, a qualificação, a assinatura e o endereço completo do signatário.
§ 3º Somente serão recebidos documentos por disquete, CD ou por outro meio material equivalente
nas hipóteses previstas nas normas legais e regulamentares pertinentes.
§ 4º Na hipótese do parágrafo anterior, a versão impressa será disponibilizada se determinado pelo
Tribunal.
Art. 106. O documento ou expediente que fizer referência a mais de um processo será fotocopiado e
protocolizado em número correspondente, mantendo as fotocópias vínculo indicativo com o original.
§ 1º Documentos distintos, encaminhados por meio de um único ofício, receberão número de protocolo
individualizado e deverão estar acompanhados de cópia do respectivo ofício.
§ 2º Em se tratando de cumprimento de diligência e apresentação de defesa dentro do prazo fixado, a
Secretaria competente promoverá a juntada da documentação aos respectivos autos e, nos demais
casos, fará o encaminhamento ao Relator ou ao Presidente.
Art. 107. A correspondência oficial, de natureza sigilosa ou dirigida a autoridade, será encaminhada
lacrada ao respectivo destinatário, com a indicação, no envelope, do número de registro no sistema
informatizado.
Parágrafo único. A correspondência de natureza sigilosa, sem a identificação da unidade destinatária,
será encaminhada à Presidência do Tribunal pela unidade competente.
Art. 108. É permitida a utilização de sistema de transmissão, tipo fac-símile, para a prática de atos
processuais que dependam de petição escrita, com indicação obrigatória do número do processo a que
se refere, bem como da qualificação completa do requerente, devendo ser encaminhados durante o
horário de expediente do Tribunal.
§ 1º A utilização de sistema de transmissão tipo fac-símile não prejudica o cumprimento dos prazos,
devendo os originais ser entregues no Tribunal em até 5 (cinco) dias, contados da data de seu término,
sob pena de ser desconsiderada a prática do ato pelo Relator.
§ 2º Aquele que fizer uso do sistema de transmissão, a que se refere o caput deste artigo, torna-se
responsável pela qualidade e fidedignidade do material transmitido, bem como por sua entrega no
Tribunal.
Art. 109. Os documentos e expedientes que não atenderem ao disposto neste Capítulo serão
encaminhados ao Relator acompanhados de certificação circunstanciada do responsável pela unidade
competente.
Art. 110. O recebimento de documentos por outros meios de processamento eletrônico terá sua
regulamentação e operacionalização estabelecidas em ato normativo próprio.
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CAPÍTULO III
DA AUTUAÇÃO
Art. 111. Somente serão autuados os documentos, de origem interna ou externa, que exijam tramitação
e instrução específicas para deliberação do Tribunal, devendo, para tanto, receber numeração e ser
classificados segundo as naturezas previstas em ato normativo próprio.
CAPÍTULO IV
DA DISTRIBUIÇÃO
Seção I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 114. A distribuição será feita por meio eletrônico, imediata e automaticamente após o recebimento
da documentação, incluída a enviada por meio de sistema informatizado e fac-símile, sendo proibida a
interferência de qualquer pessoa durante o procedimento.
§ 1º A distribuição será registrada em sistema informatizado, no qual constarão, dentre outras
informações, o número, a natureza e a sinopse do objeto do processo, o nome do Relator, a data em que
foi efetuada e, se for o caso, o nome do Revisor e do Auditor.
§ 2º No caso de impedimento do Relator sorteado, haverá nova distribuição, fazendo-se a devida
compensação.
§ 3º Os procedimentos de distribuição serão supervisionados pela Secretaria Geral.
§ 4º O procedimento de distribuição poderá ser impugnado mediante pedido escrito ao Presidente do
Tribunal em até 48 (quarenta e oito) horas, contadas a partir da publicação.
§ 5º As petições de recursos, esclarecimentos, defesas e outros documentos que visem ao resguardo
de prazo processual poderão ser encaminhados ao Tribunal por meio de fac-símile ou meio eletrônico,
devendo o interessado apresentar os originais no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de serem
desconsiderados.
Art. 115. Serão redistribuídos ao Presidente, cujo mandato se encerrar, os processos da relatoria
daquele que o suceder.
Parágrafo único. Não haverá distribuição de processo ao Conselheiro eleito Presidente a partir do dia
da sua posse, salvo daqueles cujo exame seja da sua competência privativa.
Art. 116. Em caso de restauração de autos, será mantido o mesmo Relator que houver funcionado no
processo, se em exercício.
Art. 117. Se dois ou mais processos se referirem a matéria conexa, serão distribuídos, por
dependência, a um só Relator, observado o disposto no art. 156 deste Regimento, e serão objeto de um
só julgamento.
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Art. 118. O recurso ordinário não poderá ser distribuído ao Redator do acórdão recorrido.
Art. 119. Os recursos interpostos por diferentes interessados contra a mesma decisão serão
distribuídos ao Conselheiro sorteado como Relator do primeiro deles.
Art. 120. O agravo e os embargos de declaração serão distribuídos ao Relator da decisão recorrida.
Art. 121. O pedido de reexame será distribuído a Relator, observado o disposto no parágrafo único do
art. 350 deste Regimento.
Art. 122. O pedido de rescisão será distribuído a um Relator que não tenha funcionado, nessa
qualidade, no julgamento que lhe tenha dado causa ou nos recursos interpostos.
Art. 124. O processo terá o mesmo Relator até definitiva decisão, ressalvadas as exceções
expressamente previstas neste Regimento. (Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 22/2014, de
12/11/2014)
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se, também, aos casos de reabertura de processo já
arquivado por força de decisão terminativa. (Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 22/2014, de
12/11/2014)
Art. 125. Ocorrendo vacância do cargo de Conselheiro ou afastamento por prazo superior a 30 (trinta)
dias, o Presidente do Tribunal designará Auditor para atuar nos processos de sua relatoria.
§ 1º O Auditor designado contará com o apoio da assessoria do Conselheiro afastado ou que deixou
o cargo.
§ 2º Não sendo possível a designação de Auditor, os processos considerados urgentes, nos termos
do art. 147 deste Regimento, serão redistribuídos a todos os relatores, observados os princípios do art.
113 deste Regimento. (Redação dada pelo art. 2º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
Art. 126. Em caso de férias regulamentares ou outros afastamentos de Conselheiro por prazo igual ou
inferior a 30 (trinta) dias, os processos considerados urgentes, nos termos do art. 147 deste Regimento,
serão redistribuídos a todos os relatores, observados os princípios do art. 113 deste Regimento. (Redação
dada pelo art. 2º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
Art. 127. Cessada a situação que ensejou a designação ou a redistribuição de que tratam os arts. 125
e 126 deste Regimento, os processos retornarão, de imediato, à relatoria do Conselheiro de origem.
Art. 128. Ocorrendo a vacância do cargo de Auditor ou afastamento por prazo superior a 45 (quarenta
e cinco) dias, os processos de sua Relatoria serão redistribuídos aos demais Relatores, temporariamente,
no caso de afastamento, e definitivamente, no caso de vacância. (Redação dada pelo art. 2º da Resolução
nº 07/2009, de 01/07/2009)
Art. 129. Em caso de afastamento de Auditor Relator, por prazo igual ou inferior a 45 (quarenta e cinco)
dias, os processos considerados urgentes, nos termos do art. 147 deste Regimento, serão redistribuídos
temporariamente aos demais relatores. (Redação dada pelo art. 2º da Resolução nº 07/2009, de
01/07/2009)
Art. 130. Cessada a situação que ensejou a redistribuição de que tratam os arts. 128 e 129 deste
Regimento, os processos retornarão, de imediato, à relatoria do Auditor de origem.
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CAPÍTULO V
DO IMPEDIMENTO E DA SUSPEIÇÃO
Seção I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 131. Aplicam-se aos Conselheiros, aos Auditores e aos Procuradores do Ministério Público junto
ao Tribunal, no que couber, as hipóteses de impedimento e suspeição previstas no Código de Processo
Civil.
Parágrafo único. O impedimento, de caráter objetivo, ocorrerá nas situações previstas no art. 134 do
Código de Processo Civil e a suspeição, de caráter subjetivo, nas hipóteses do art. 135 do referido diploma
legal.
Art. 132. O reconhecimento voluntário da suspeição ou do impedimento será declarado nos autos, que
serão encaminhados à redistribuição, na forma deste Regimento.
Parágrafo único. Se, durante o julgamento, Conselheiro, Auditor, ou Procurador do Ministério Público
junto ao Tribunal considerar-se impedido ou suspeito, deverá declarar o fato verbalmente, procedendo-
se ao respectivo registro em ata e nas notas taquigráficas.
Seção II
DO INCIDENTE DE IMPEDIMENTO E DE SUSPEIÇÃO
Art. 133. Os responsáveis ou interessados bem como o Ministério Público junto ao Tribunal poderão
suscitar as suspeições e os impedimentos em petição fundamentada, devidamente instruída, e dirigida
ao Relator do processo que poderá reconhecê-los ou não.
§ 1º Havendo o reconhecimento pelo Relator, os autos serão encaminhados à redistribuição.
§ 2º Em caso contrário, serão os autos encaminhados ao Presidente do Tribunal que determinará a
autuação do incidente em autos apartados.
Art. 134. A petição poderá ser liminarmente indeferida pelo Presidente, em despacho fundamentado,
se:
I - for manifestamente impertinente, inepta ou protelatória;
II - firmada por parte ilegítima.
Art. 135. Recebido o incidente, o Presidente do Tribunal decidirá, preliminarmente, sobre a concessão
de efeito suspensivo.
Art. 136. O Presidente do Tribunal concederá o prazo de 05 (cinco) dias para a manifestação do Relator
ou do Procurador do Ministério Publico junto ao Tribunal envolvido no incidente.
Art. 137. Concluída a instrução, o Presidente fará o relatório, no prazo de 15 (quinze) dias, e
determinará a inclusão do incidente na pauta de julgamento do Tribunal Pleno.
Art. 138. Reconhecida a suspeição ou impedimento pelo Tribunal Pleno, o processo será distribuído a
novo Relator ou substituído o Auditor ou Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal, conforme o
caso, para atuar no processo principal, determinando-se o arquivamento do incidente mediante certidão
nos autos.
Art. 139. Em caso de impedimento ou suspeição do Presidente, o Relator do incidente será o Vice-
Presidente.
CAPÍTULO VI
DA INSTRUÇÃO, DA TRAMITAÇÃO E DO RITO
Seção I
DA INSTRUÇÃO
Art. 140. O Relator presidirá a instrução do processo, determinando, mediante despacho de ofício ou
por provocação da unidade técnica competente, do Ministério Público junto ao Tribunal, do responsável
ou do interessado, as medidas necessárias ao saneamento dos autos.
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§ 1º A instrução compreende o exame pela unidade técnica competente, a realização de diligência,
inspeção, auditoria, intimação e demais providências necessárias à elucidação dos fatos e apuração de
responsabilidades.
§ 2º Considera-se diligência toda requisição de documentos, pedido de esclarecimentos
complementares ou de providências necessárias à instrução do processo.
§ 3º O Relator poderá, mediante portaria, delegar competência a titular de unidade técnica competente
para a instrução do processo, nos termos do art. 112 da Lei Complementar nº 102/2008, excetuadas as
determinações de inspeção, auditoria e citação, fixando o alcance e a responsabilidade por meio do ato
de delegação.
Art. 141. O relatório da unidade técnica competente deverá ser conclusivo, contendo os fatos, a
fundamentação e a sugestão das recomendações.
Art. 143. Encerrada a instrução processual, esta só poderá ser reaberta por determinação do Relator,
de ofício ou mediante pedido fundamentado de Conselheiro, Auditor ou Procurador do Ministério Público
junto ao Tribunal.
Seção II
DA TRAMITAÇÃO
Art. 144. Considera-se tramitação a movimentação física de processo ou documento de um setor para
outro.
Parágrafo único. Toda a tramitação processual será registrada em sistema informatizado de controle
de processo, resguardadas a integridade e a confiabilidade dos dados e obedecidos os critérios de
padronização estabelecidos em ato normativo expedido pela Presidência.
Art. 145. Para exame e tramitação de processos no âmbito do Tribunal serão observados os prazos
fixados em ato normativo próprio.
§ 1º A fixação dos prazos ocorrerá em função das diretrizes estabelecidas pelo Tribunal em seu plano
de metas definido para o exercício.
§ 2º Os prazos a que se refere o parágrafo anterior serão suspensos quando forem realizadas
diligências ou adotadas outras providências saneadoras, bem como nos afastamentos regimentais do
Relator sem indicação de substituto ou sobrestamento do processo.
Art. 146. A tramitação de papéis e processos, incluídos os de caráter reservado, será disciplinada em
ato normativo próprio.
Art. 147. Consideram-se urgentes, e nessa qualidade terão tramitação preferencial, os papéis e
processos referentes a:
I - solicitações de realização de inspeções e auditorias formuladas pela Assembleia Legislativa e pelas
Câmaras Municipais;
II - consultas;
III - denúncias;
IV - representações;
V - medidas cautelares;
VI - exame prévio de instrumento convocatório;
VII - casos em que o retardamento possa representar dano ao erário;
VIII - recursos previstos em lei e neste Regimento;
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IX - matérias assim deliberadas pelo Colegiado competente, por solicitação fundamentada de
Conselheiro ou Auditor.
X – contas anuais prestadas pelo Governador e pelos Prefeitos. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº
1/2016, de 25/05/2016)
Seção III
DO RITO ORDINÁRIO
Art. 148. Os processos autuados no Tribunal observarão o rito ordinário estabelecido nesta Seção,
ressalvados aqueles para os quais exista previsão, neste Regimento, de rito especial.
Art. 149. Protocolizado, autuado e distribuído, o processo será encaminhado diretamente à unidade
técnica competente, ressalvadas as hipóteses que comportem o juízo de admissibilidade, quando serão
remetidos, preliminarmente, ao Presidente ou ao Relator, conforme o caso.
Art. 150. Recebido o processo, a unidade técnica competente prestará informação circunstanciada e
o encaminhará ao Relator.
Art. 152. Quando houver manifestação do responsável ou interessado, os autos serão remetidos à
unidade técnica competente para análise, após o que, observar-se-á o disposto no art. 153 deste
Regimento, salvo determinação contrária do Relator.
Parágrafo único. Não havendo manifestação, no prazo fixado, o responsável será considerado revel,
seguindo o processo a tramitação prevista no art. 153 deste Regimento.
Art. 153. Após a instrução, os autos serão remetidos ao Ministério Público junto ao Tribunal, para
emissão de parecer escrito, nos casos especificados no inciso IX do art. 61 deste Regimento, e, em
seguida, conclusos ao Relator, que elaborará relatório, enviando o processo à unidade competente para
inclusão em pauta.
Parágrafo único. O Auditor Relator elaborará relatório e proposta de voto, enviando o processo à
unidade competente para inclusão em pauta.
Art. 154. Transcorridos os prazos para interposição de recursos pelos recorrentes elencados no art.
325 deste Regimento, a Secretaria do Colegiado competente lavrará a certidão de trânsito em julgado da
decisão do Tribunal. (Redação dada pelo art. 2º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
Parágrafo único. Certificado o trânsito em julgado, o processo será encaminhado, quando for o caso,
à unidade responsável pela certidão de débito e multa e ao gerenciamento do cadastro de inadimplentes
do Tribunal, para as providências necessárias. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 07/2009, de
01/07/2009)
CAPÍTULO VII
DO APENSAMENTO DE PROCESSOS E DA FORMAÇÃO DE APARTADOS Seção I
DO APENSAMENTO DE PROCESSOS
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estudo, informações, visando à uniformidade de tratamento de matérias semelhantes, em processos
relativos ao mesmo interessado ou não.
Art. 158. O apensamento não será feito quando deste ato resultar prejuízo para a tramitação do
processo, devendo a unidade competente, se necessário, extrair cópias de um processo para juntada no
outro, certificando sua autenticidade.
Parágrafo único. Sem prejuízo do disposto no caput, os processos conexos não serão apensados nas
seguintes hipóteses:
a) para evitar prescrição e decadência;
b) se na data em que se verificar a conexão um dos processos já estiver com a instrução concluída;
c) quando, na data em que se verificar a conexão, um dos processos estiver em grau de recurso.
Art. 160. A tramitação do processo e a prática de atos processuais, quando se tratar de matérias
conexas, terão sequência naquele que estiver em fase mais adiantada de instrução, passando esse
processo a ser identificado como principal e o processo dependente como apenso.
Seção II
DA FORMAÇÃO DE APARTADOS
Art. 161. Verificada a necessidade de ser examinada a matéria em processo distinto, deverá ser
formado processo apartado, de natureza semelhante ou diversa do processo originário, mediante o
desmembramento ou reprodução de peças do processo original.
§ 1º O processo apartado estará sujeito às mesmas regras de formação estabelecidas para os demais
processos.
§ 2º Quando a instrução do processo apartado for de competência de outra unidade do Tribunal, o
processo será a ela encaminhado.
CAPÍTULO VIII
DAS PARTES E DOS PROCURADORES
Art. 164. As partes podem praticar os atos processuais diretamente ou por intermédio de procurador
regularmente constituído.
§ 1º Constatado vício na representação da parte, será fixado prazo de 15 (quinze) dias, para que o
responsável ou interessado promova a regularização, sob pena de serem desconsiderados os atos
praticados pelo procurador.
§ 2º A atuação de procurador no processo somente se dará com a juntada do instrumento de mandato,
pressuposto essencial para sua atuação nos termos dos poderes a ele conferidos.
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§ 3º No caso de advogado ou procurador que renunciar ao mandato, ele continuará, durante os 10
(dez) dias seguintes à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes
do término desse prazo.
Art. 165. O Tribunal manterá, nos termos de ato normativo próprio, Cadastro de Jurisdicionados
contendo a qualificação completa de todas as pessoas físicas e jurídicas, públicas e privadas, sujeitas à
sua jurisdição, que estejam obrigadas, na forma da lei, a prestar contas sobre dinheiro, bens e valores
públicos.
CAPÍTULO IX
DA CITAÇÃO E DA INTIMAÇÃO
Art. 166. A integração dos responsáveis e interessados no processo, bem como a comunicação dos
atos e decisões do Tribunal, serão feitas mediante:
I - citação, pela qual o Tribunal dará ciência ao responsável de processo contra ele instaurado,
chamando-o para se defender;
II - intimação, nos demais casos.
§ 1º A citação e a intimação serão feitas:
I - por meio do Diário Oficial de Contas; (Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de
30/06/2010)
II - por via postal ou telegráfica; (Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
III - pessoalmente, por servidor designado, mediante determinação do Relator ou do Tribunal, quando
a segurança ou a urgência dos atos processuais justificarem a medida; (Redação dada pelo art. 25 da
Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
IV - com hora certa, para cumprimento da citação pessoal, se o servidor designado houver procurado
o responsável ou interessado em seu domicílio ou residência, sem o encontrar, e existindo suspeita de
ocultação, hipótese em que deverá intimar a qualquer pessoa da família, ou, em sua falta, a qualquer
vizinho, comunicando que no dia imediato voltará, a fim de efetuar a citação ou intimação, na hora que
designar, observado o disposto nos arts. 228 e 229 do Código de Processo Civil; (Redação dada pelo art.
25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
V- por edital, publicado no Diário Oficial de Contas, quando o responsável ou interessado não for
localizado, independentemente de despacho do Relator ou ordem do Tribunal. (Redação dada pelo art.
25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
VI - por meio eletrônico, quando a circunstância assim o exigir, em especial, na hipótese do art. 95 da
Lei Complementar nº 102/2008; (Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
VII - por fac-símile, quando a circunstância assim o exigir, em especial, na hipótese do art. 95 da Lei
Complementar nº 102/2008. (Incluído pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
§ 2º As citações serão realizadas por via postal e comprovadas mediante juntada aos autos do aviso
de recebimento entregue no domicílio ou residência do destinatário, contendo o nome de quem o recebeu.
(Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
§ 3º As intimações serão realizadas por meio de publicação no Diário Oficial de Contas e comprovadas
mediante juntada aos autos da correspondente certidão. (Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº
10/2010, de 30/06/2010)
§ 4º O Relator poderá optar, justificadamente e de forma expressa, por qualquer meio de comunicação,
comprovado mediante juntada aos autos da correspondente certidão. (Redação dada pelo art. 25 da
Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
§ 5º O comparecimento espontâneo do responsável ou interessado supre a citação ou intimação,
quando lhe for dada ciência dos termos do despacho ou da decisão, assumindo o interessado ou
responsável o processo na fase em que esse se encontrar.
§ 6º Se comparecer a parte apenas para alegar nulidade da citação, considera-se esta feita na data
da intimação da decisão que decretar a nulidade do procedimento.
§ 7º O responsável ou interessado que não atender à citação determinada pelo Relator ou pelo Tribunal
será considerado revel para todos os efeitos previstos na legislação processual civil.
§ 8º A unidade competente deverá certificar nos autos se houve, ou não, manifestação dos citados e
intimados.
Art.167. A comunicação dos atos e decisões do Tribunal presume-se perfeita com a publicação no
Diário Oficial de Contas, salvo as exceções previstas em lei e neste Regimento. (Redação dada pelo art.
25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
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Art. 167-A. A intimação do Ministério Público junto ao Tribunal relativa às decisões proferidas pelo
Pleno e pelas Câmaras dar-se-á com a publicação, no Diário Oficial de Contas, do parecer prévio, nos
termos do art. 207 deste Regimento, e do acórdão, quando atuar como fiscal da lei, e mediante intimação
pessoal, com o envio dos autos pela Secretaria, quando atuar como parte no processo. (Redação dada
pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
§ 1º Quando o Ministério Público junto ao Tribunal atuar como fiscal da lei, havendo carga dos autos
pelo interessado no curso de prazo recursal comum, será suspensa a contagem de seu prazo para a
interposição de recurso, ocorrendo o mesmo em relação ao prazo do interessado, quando o Ministério
Público junto ao Tribunal fizer carga dos autos em prazo recursal comum. (Incluído pelo art. 3º da
Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
§ 2º Havendo a suspensão de prazo recursal prevista no dispositivo anterior, a Secretaria comunicará
ao interessado ou ao Ministério Público junto ao Tribunal a devolução dos autos e a retomada da
contagem do prazo. (Incluído pelo art. 3º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
§ 3º Quando o Ministério Público de Contas atuar como parte, o prazo recursal será sucessivo,
correndo primeiro o prazo deste e, em seguida, o prazo do interessado. (Incluído pelo art. 3º da Resolução
nº 07/2009, de 01/07/2009)
§ 4º A intimação pessoal do Ministério Público junto ao Tribunal, nos processos em que este atue como
parte, considera-se realizada com o recebimento dos autos pela sua Secretaria, sendo que, vencido o
prazo recursal, com ou sem recurso, os autos deverão ser imediatamente restituídos à Secretaria do
Colegiado competente. (Incluído pelo art. 3º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
§ 5º A interposição de recurso pelo Ministério Público junto ao Tribunal ou pelo interessado devolve
toda a matéria do processo à apreciação do colegiado competente, vedada a possibilidade de, havendo
apenas recurso do interessado, a reforma da decisão implicar prejuízo ao recorrente. (Incluído pelo art.
3º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
CAPÍTULO X
DOS PRAZOS
Art. 170. Salvo disposição em contrário, os prazos serão contínuos, não se interrompendo nem se
suspendendo nos finais de semana e feriados e serão computados, excluindo-se o dia do início e
incluindo-se o dia do vencimento.
§ 1º Os prazos somente começam a correr do primeiro dia útil após a intimação.
§ 2º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil subsequente se o seu término coincidir
com final de semana, feriado, ou dia em que o Tribunal não esteja em funcionamento regular ou que
tenha encerrado o expediente antes da hora normal.
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CAPÍTULO XI
DO SOBRESTAMENTO
Art. 171. No caso de a decisão de mérito depender da verificação de determinado fato que seja objeto
de julgamento de outro processo ou de matéria sub judice, poderá o Colegiado competente determinar o
sobrestamento dos autos.
Parágrafo único. Da decisão de sobrestamento deverão constar, de forma específica e detalhada, o
fato que o ensejou e a indicação de sua relevância para o deslinde do processo.
CAPÍTULO XII
DAS NULIDADES
Art. 172. O Tribunal ou o Relator, observada a respectiva competência, declarará a nulidade, de ofício,
se absoluta, ou por provocação da parte ou do Ministério Público junto ao Tribunal, em qualquer caso.
§ 1º São absolutas, dentre outras hipóteses, as nulidades correspondentes à ausência de citação para
o exercício do contraditório e da ampla defesa, à inobservância das causas de impedimento previstas
neste Regimento e à ausência de fundamentação nas decisões de que possa resultar prejuízo às partes
e ao erário.
§ 2º Não se tratando de nulidade absoluta, considerar-se-á válido o ato que, praticado de outra forma,
tiver atingido o seu fim.
§ 3º No caso de a provocação de nulidade ser feita pelo responsável ou interessado, ela deverá ser
alegada na primeira oportunidade em que lhe couber falar nos autos, sob pena de preclusão.
Art. 173. As citações e as intimações serão nulas quando feitas sem observância das prescrições
contidas neste Regimento, podendo a nulidade ser declarada de ofício, ressalvado o comparecimento do
responsável ou interessado, convalidando os atos instrutórios já praticados, desde que demonstrado não
ter havido prejuízo à defesa.
Art. 175. A parte não poderá arguir nulidade a que haja dado causa ou para a qual tenha, de qualquer
modo, contribuído.
CAPÍTULO XIII
DO ARQUIVAMENTO
Art. 177. A título de racionalização administrativa e economia processual, e com o objetivo de evitar
que o custo da cobrança seja superior ao valor devido, o Tribunal poderá determinar o arquivamento do
processo, sem cancelamento do valor respectivo, a cujo pagamento continuará obrigado o devedor para
lhe ser dada quitação.
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§ 1º O valor devido será inscrito em cadastro de inadimplentes, mantido pelo Tribunal, dando-se ciência
da inscrição ao devedor.
§ 2º O custo da cobrança a que se refere o caput deste artigo corresponderá ao valor de alçada
estabelecido pela Advocacia Geral do Estado para fins de execução.
CAPÍTULO XIV
DA RECONSTITUIÇÃO E DA RESTAURAÇÃO DE AUTOS
Art. 179. Ocorrendo desaparecimento, extravio ou destruição de autos, aquele que primeiro tomar
conhecimento do fato deverá de imediato cientificar o Presidente do Tribunal que submeterá a matéria ao
Corregedor para instauração de sindicância.
Parágrafo único. Independentemente da instauração de sindicância e de sua conclusão, o Presidente,
caso os documentos ou processos não sejam recuperados, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da
instauração da sindicância, determinará a sua reconstituição ou restauração, observada a
regulamentação estabelecida em ato normativo próprio.
Art. 181. Encontrado o processo original, os autos suplementares serão a ele apensados com as
certificações devidas, passando a figurar como processo principal aquele que estiver em fase mais
adiantada de instrução.
Art. 182. Quem tiver dado causa à perda, extravio ou destruição de autos responderá pelas despesas
de reconstituição, sem prejuízo das demais penalidades previstas em lei.
CAPÍTULO XV
DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA Seção I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 182-A. A prescrição e a decadência são institutos de ordem pública, alcançando as ações de
fiscalização do Tribunal. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Parágrafo único. O reconhecimento da prescrição e da decadência poderá dar-se de ofício pelo Relator
ou mediante provocação do Ministério Público junto ao Tribunal ou requerimento do responsável ou
interessado. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Seção II
DA PRESCRIÇÃO
Art. 182-B. A pretensão punitiva do Tribunal fica sujeita a prescrição, conforme os prazos fixados neste
Regimento. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Parágrafo único. O reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva não afasta a obrigação de
ressarcimento, em caso de dano ao erário. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Subseção I
Das causas que interrompem a prescrição
Art. 182-C. São causas interruptivas da prescrição: (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de
08/10/2014)
I – despacho ou decisão que determinar a realização de inspeção cujo escopo abranja o ato passível
de sanção a ser aplicada pelo Tribunal; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
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II – autuação do feito no Tribunal, nos casos de prestação e tomada de contas; (Incluído pelo art. 1º
da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
III – autuação de feito no Tribunal em virtude de obrigação imposta por lei ou ato normativo; (Incluído
pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
IV – instauração de tomada de contas especial pelo Tribunal; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº
17/2014, de 08/10/2014)
V – despacho que receber denúncia ou representação; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014,
de 08/10/2014)
VI – citação válida; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
VII – decisão de mérito recorrível. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Subseção II
Das causas que suspendem a prescrição
Art. 182-D. Não corre o prazo prescricional durante: (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de
08/10/2014)
I – a fluência de prazo concedido à parte para cumprimento de diligência determinada pelo
Tribunal, desde a data da intimação; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
II – a vigência de Termo de Ajustamento de Gestão, desde a data da celebração; (Incluído pelo art. 1º
da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
III – o período em que o processo estiver sobrestado, desde a data da prolação da decisão de
sobrestamento; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
IV – o período em que for omitido o envio, determinado em lei ou ato normativo, de informações ou
documentos ao Tribunal, desde a data em que se caracterizar a omissão; (Incluído pelo art. 1º da
Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
V – o período de vista dos autos deferida à parte, desde a data do recebimento do pedido; e (Incluído
pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
VI – o período em que o desenvolvimento do processo estiver impossibilitado por desaparecimento,
extravio ou destruição dos autos, a que tiver dado causa a parte ou seu procurador, desde a data do
evento ou, se desconhecida esta, desde a data da determinação de reconstituição ou restauração.
(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
§ 1º Cessada a causa suspensiva da prescrição, retoma-se a contagem do prazo do ponto em que
tiver parado. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
§ 2º Considera-se que cessa a causa suspensiva: (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de
08/10/2014)
I – para fins do inciso I do caput, com o término do prazo concedido ou com o recebimento das
informações ou documentos, o que primeiro ocorrer; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de
08/10/2014)
II – para fins do inciso V do caput, com o término do prazo concedido ou, no caso de retirada dos autos,
com a sua devolução; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
III – para fins do inciso VI do caput, com a reconstituição ou restauração dos autos, conforme o caso.
(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Subseção III
Dos prazos da prescrição
Art. 182-E. Prescreve em cinco anos a pretensão punitiva do Tribunal, considerando-se como termo
inicial para contagem do prazo a data de ocorrência do fato. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014,
de 08/10/2014)
Art. 182-F. A contagem do prazo a que se refere o art. 182-E voltará a correr, por inteiro:
(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
I – quando ocorrer causa interruptiva da prescrição, entre aquelas previstas nos incisos I a VI do art.
182-C; e (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
II – quando for prolatada a primeira decisão de mérito recorrível, nos termos do inciso VII do art. 182-
C. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
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Subseção IV
Da deliberação monocrática nos processos em que for verificada a prescrição
Art. 182-G. Nos processos em que a unidade técnica manifestar-se pela ocorrência da prescrição da
pretensão punitiva, o Relator poderá reconhecê-la, em decisão monocrática. (Incluído pelo art. 1º da
Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Parágrafo único. Não caberá decisão monocrática para reconhecimento da prescrição da pretensão
punitiva nos processos: (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
I – cujo julgamento colegiado já se tiver iniciado; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de
08/10/2014)
II – que se encontrarem em grau de recurso; ou (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de
08/10/2014)
III – em que houver indícios de dano ao erário. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de
08/10/2014)
Art. 182-H. Exarada a decisão monocrática, o processo será encaminhado à Secretaria competente
para publicação, assegurado o direito de recurso, na forma prevista neste Regimento.
(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Parágrafo único. Certificado o trânsito em julgado da decisão, o processo será arquivado. (Incluído
pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Seção III
Da decadência
Art. 182-I. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que
interrompem ou suspendem a prescrição. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Parágrafo único. Nas aposentadorias, reformas e pensões concedidas há mais de cinco anos, bem
como nas admissões ocorridas há mais de cinco anos, contados da data de entrada do servidor em
exercício, o Tribunal determinará o registro dos atos que a administração já não puder anular, salvo
comprovada má-fé. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Seção IV
Disposições gerais
Art. 182-J. Nas publicações do Diário Oficial de Contas, será disponibilizado link para o inteiro teor da
decisão do Tribunal em que tiver sido reconhecida a prescrição ou a decadência. (Incluído pelo art. 1º da
Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Art. 182-K. O processo será extinto com resolução de mérito quando for reconhecida a prescrição ou
a decadência. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
TÍTULO V
DO DIREITO DE DEFESA
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 183. Aos responsáveis e aos interessados nos processos de competência do Tribunal serão
assegurados a ampla defesa e o contraditório da seguinte forma:
I - vista e cópia dos autos;
II - apresentação de documentos, justificativas e alegações escritas;
III - sustentação oral, perante o Tribunal Pleno e as Câmaras;
IV - obtenção de certidões e informações;
V - conhecimento das decisões do Tribunal;
VI - interposição de recursos.
Parágrafo único. A ampla defesa e o contraditório poderão ser exercidos pela parte ou por procurador
legalmente constituído nos autos.
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CAPÍTULO II
DA VISTA E CÓPIA DOS AUTOS
Art. 184. As partes ou seus procuradores legalmente constituídos poderão requerer vista pelo prazo
de 5 (cinco) dias e cópia de peças dos autos, mediante pedido escrito dirigido ao Presidente, em se
tratando de autos findos, ou ao Relator, em qualquer etapa do processo.
§ 1º O Relator ou o Presidente, mediante portaria, poderá delegar competência aos titulares das
Secretarias do Tribunal Pleno ou das Câmaras para autorização de pedido de vista e extração de cópia
de processo.
§ 2º Na ausência ou afastamento legal do Relator ou do seu substituto e não havendo delegação de
competência, na forma do parágrafo anterior, caberá ao Presidente do respectivo Colegiado decidir sobre
os pedidos previstos no caput deste artigo. § 3º Independem de autorização a concessão de vista e o
fornecimento de cópia de peça de processo às partes ou a seus procuradores, quando os autos estiverem
com abertura de vista para manifestação ou interposição de recurso e cumprimento de diligência.
§ 4º O advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil poderá examinar, mesmo
sem procuração, autos findos ou processos em andamento que se encontrem na Secretaria, desde que
não estejam sujeitos a sigilo.
§ 5º Na hipótese do parágrafo anterior, a obtenção de cópia dependerá de autorização do Presidente
ou do Relator.
§ 6º Poderão ser indeferidos os pedidos de que trata o caput deste artigo se o processo estiver incluído
em pauta e não restar tempo suficiente para a concessão de vista ou extração de cópias.
§ 7º O estagiário de advocacia, regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, somente
poderá praticar, isoladamente, os atos previstos no caput quando apresentar procuração conjunta ou
substabelecimento do advogado constituído nos autos e original da identidade profissional.
§ 8º A obtenção de cópia de processos dependerá do recolhimento dos respectivos emolumentos.
Art. 185. Estando a parte com vista dos autos, seu respectivo advogado poderá exercê-la fora de
Secretaria, observado o prazo concedido.
§ 1º Havendo mais de um responsável ou interessado e sendo comum a eles o prazo, só em conjunto
ou mediante prévio ajuste por petição nos autos poderão seus advogados retirar o processo do Tribunal.
§ 2º As Secretarias manterão registro de carga no qual deverão ser anotados os dados necessários à
identificação do processo e do advogado.
§ 3º O advogado retirará os autos mediante apresentação de identificação profissional, fornecimento
dos dados solicitados e assinatura no livro de carga, que registrará a quantidade total de páginas e de
volumes constantes nos autos.
§ 4º O advogado que deixar de devolver os autos no prazo fixado será intimado a fazê-lo, sob as penas
da lei, mediante publicação no Diário Oficial de Contas, envio de fac-símile, mensagem eletrônica ou via
postal e perderá o direito a que alude o caput deste artigo, sem prejuízo da representação à Ordem dos
Advogados do Brasil, e, se for o caso, do encaminhamento ao Ministério Público junto ao Tribunal para
as providências que entender cabíveis. (Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de
30/06/2010)
§ 5º Na hipótese do parágrafo anterior, considera-se perfeita a intimação formalizada via facsímile,
correio eletrônico ou postal, pela simples comprovação do respectivo encaminhamento, de acordo com
os dados fornecidos pelo advogado ao Tribunal, independentemente da pessoa que venha a recebê-la.
§ 6º Se a devolução dos autos não se fizer no prazo legal, mandará o Relator, de ofício, riscar o que
neles houver escrito o advogado e desentranhar as alegações e os documentos apresentados.
Art. 186. Havendo fato ou circunstância relevante, no momento da abertura de vista e mediante
despacho fundamentado, o Relator poderá determinar a permanência dos autos em Secretaria.
CAPÍTULO III
DA APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS, JUSTIFICATIVAS E ALEGAÇÕES ESCRITAS
Art. 187. Na etapa de instrução, cabe a apresentação de alegações de defesa ou justificativas no prazo
determinado quando da citação ou intimação do responsável, salvo na hipótese de fato novo
superveniente que afete questão processual ou o mérito do processo, ou se comprovar, dentro daquele
prazo, a ocorrência de justa causa, mediante autorização do Relator.
§ 1º Considera-se justa causa o evento imprevisto, alheio à vontade da parte, e que a impediu de
praticar o ato por si ou por mandatário.
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§ 2º O Relator não conhecerá de alegações de defesa ou justificativas adicionais que contrariem o
disposto neste artigo.
Art. 188. Em qualquer etapa do processo, desde sua constituição até o momento da inclusão em pauta,
é facultada ao responsável ou ao interessado a apresentação de documentos, comprovantes de fato novo
superveniente, que afetem questão processual ou o mérito do processo, mediante solicitação dirigida ao
Relator.
Parágrafo único. Ao tomar conhecimento do fato novo superveniente, o Relator poderá determinar o
reexame da matéria.
Art. 189. Havendo mais de um responsável pelo mesmo fato, a defesa apresentada por um deles
aproveitará a todos, mesmo ao revel, no que concerne às circunstâncias objetivas e não aproveitará no
tocante aos fundamentos de natureza exclusivamente pessoal.
Art. 190. As provas que a parte quiser produzir perante o Tribunal devem sempre ser apresentadas na
forma documental, mesmo as declarações pessoais de terceiros.
Parágrafo único. São inadmissíveis no processo as provas obtidas por meios ilícitos.
CAPÍTULO IV
DA SUSTENTAÇÃO ORAL
CAPÍTULO V
DA OBTENÇÃO DE CERTIDÕES E INFORMAÇÕES
Art. 192. A todos é assegurada a obtenção de certidões para defesa de direitos e esclarecimento de
situações de interesse pessoal, mediante pedido escrito formulado ao Presidente.
§ 1º. (Revogado pelo art. 5º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
§ 2º O pedido de certidão, se deferido, será encaminhado à Diretoria própria para que seja passada,
cabendo ao respectivo Diretor subscrevê-la e encaminhá-la à Secretaria Geral para que seja firmada e
entregue ao interessado ou procurador constituído.
Art. 193. Todos têm direito de requerer do Tribunal informações de seu interesse particular ou de
interesse coletivo ou geral.
§ 1º O pedido de informações deverá ser formulado por escrito e dirigido ao Relator, se referente a
processo em tramitação, e, nos demais casos, ao Presidente do Tribunal.
§ 2º Quando se tratar de informação cujo sigilo seja considerado pelo Tribunal como imprescindível à
segurança da sociedade e do Estado e à defesa da intimidade, o requerente será comunicado sobre a
impossibilidade de atendimento da solicitação.
§ 3º As informações pertinentes ao trâmite processual serão disponibilizadas por meio de sistema
eletrônico de consulta.
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Art. 194. As certidões e informações deverão ser fornecidas no prazo de até 15 (quinze) dias, contados
da data:
I - de protocolização do pedido no Tribunal, no caso de certidão; II - do deferimento do pedido, no
caso de informação.
Art. 195. O fornecimento de certidões eletrônicas será regulamentado em ato normativo próprio.
TÍTULO VI
DAS DELIBERAÇÕES
CAPÍTULO I
DAS DECISÕES
Art. 197. No início ou no curso de qualquer apuração, havendo fundado receio de grave lesão ao erário
ou a direito alheio ou de risco de ineficácia da decisão de mérito, o Tribunal poderá, de ofício ou mediante
provocação, determinar medidas cautelares.
§ 1º As medidas cautelares poderão ser adotadas sem prévia manifestação do responsável ou do
interessado, quando a efetividade da medida proposta puder ser obstruída pelo conhecimento prévio.
§ 2º Em caso de comprovada urgência, as medidas cautelares poderão ser determinadas por decisão
monocrática, devendo ser submetidas à ratificação do Tribunal, pelo Relator ou, na hipótese de sua
ausência, pelo Presidente do respectivo colegiado, na primeira sessão subsequente, sob pena de perder
eficácia. (Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 23/2013, de 18/12/2013)
§ 3º Na ausência ou inexistência de Relator, compete ao Presidente a adoção de medidas cautelares
urgentes.
§ 4º Quando ocorrer a redistribuição temporária de processos, nos termos dos artigos 125 e
126 deste Regimento, a competência de que trata o § 2º deste artigo será do Presidente do Colegiado
a que pertencer o Relator temporário do processo. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 23/2013, de
18/12/2013)
Art. 198. São medidas cautelares a que se refere o artigo anterior, além de outras medidas de caráter
urgente:
I - recomendação à autoridade superior competente, sob pena de responsabilidade solidária, do
afastamento temporário do responsável, se existirem indícios suficientes de que, prosseguindo no
exercício de suas funções, possa retardar ou dificultar a realização de auditoria ou inspeção, causar novos
danos ao erário ou inviabilizar o seu ressarcimento;
II - indisponibilidade, por prazo não superior a um ano, de bens em quantidade suficiente para garantir
o ressarcimento dos danos em apuração;
III - sustação de ato ou de procedimento, até que se decida sobre o mérito da questão suscitada;
IV - arresto.
§ 1º As medidas a que se referem os incisos I, II e IV deste artigo serão solicitadas ao Ministério Público
junto ao Tribunal, que adotará as providências necessárias à sua efetivação.
§ 2º No caso de adoção da medida a que se refere o inciso IV deste artigo, o Tribunal deverá ser
ouvido quanto à liberação dos bens arrestados e sua respectiva restituição.
Art. 199. Às medidas cautelares previstas, aplica-se, subsidiariamente, o Código de Processo Civil.
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d) aprovação de enunciado de súmula de jurisprudência do Tribunal;
II - parecer, quando se tratar de:
a) contas prestadas anualmente pelo Governador e pelos Prefeitos;
b) consulta;
c) empréstimos ou operações de crédito;
d) outros casos em que, por lei, deva o Tribunal assim se manifestar;
III - instrução normativa, quando se tratar de matéria que envolva os jurisdicionados do Tribunal;
IV - resolução, quando se tratar de:
a) aprovação do Regimento Interno, da estrutura organizacional, das atribuições e do funcionamento
do Tribunal e de suas unidades;
b) outras matérias de natureza administrativa interna que, a critério do Tribunal, devam revestir-se
dessa forma;
V - decisão normativa, quando se tratar de fixação de critério ou orientação, bem como de interpretação
de norma jurídica ou procedimento da administração divergente, e não se justificar a edição de instrução
normativa ou resolução;
VI - decisão monocrática, quando a lei ou o Regimento Interno autorizar o Relator ou o Presidente a
decidir isoladamente a questão.
Art. 201. São partes essenciais das deliberações terminativas ou definitivas do Tribunal de que trata o
artigo anterior:
I - o relatório, que contém as informações e conclusões técnicas, os pareceres da Auditoria e do
Ministério Público junto ao Tribunal, quando for o caso, bem como o registro das principais ocorrências
havidas no andamento do processo;
II - a fundamentação em que o Relator analisa as questões de fato e de direito;
III - o dispositivo em que o Relator resolve sobre o mérito.
Art. 202. As notas taquigráficas subsidiarão a elaboração dos registros das deliberações do Tribunal
pela unidade competente.
Seção I
DO ACÓRDÃO
Art. 203. O acórdão deverá ser precedido de ementa e conterá, além do fundamento da decisão:
I - o número do processo e o nome de todos os responsáveis, interessados e de seus procuradores;
II - a indicação do Colegiado que proferiu a decisão;
III - a parte dispositiva da decisão;
IV - a proposta de voto ou o voto vencedor e, no todo ou em parte, os vencidos, bem como o voto de
desempate, quando houver;
V - o registro dos impedimentos e das suspeições;
VI - a proclamação do resultado por unanimidade ou por maioria de votos;
VII - a data da sessão em que foi concluída a deliberação.
Parágrafo único. A ementa poderá ser elaborada pelo Relator ou pelo prolator do voto vencedor.
Art. 204. O acórdão será assinado pelo Presidente do respectivo Colegiado e pelo Relator, ressalvadas
as hipóteses previstas nos §§ 1º, 2º e 3º deste artigo: (Redação dada pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009,
de 01/07/2009)
§ 1º Vencido, no todo, o voto proferido ou proposto pelo Relator, o acórdão será assinado pelo
Conselheiro que houver prolatado o primeiro voto vencedor.
§ 2º Vencido, em parte, o Relator, o acórdão será por este assinado e pelo prolator do voto vencedor.
§ 3º No caso de afastamento por período superior a 30 (trinta) dias, o acórdão será assinado: (Redação
dada pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
I - apenas pelo Presidente do respectivo Colegiado, quando do afastamento do Relator, fazendo
constar o nome deste; (Incluído pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
II - apenas pelo Relator, quando do afastamento do Presidente do Colegiado, fazendo constar o nome
deste; (Incluído pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
III- apenas pelo autor do primeiro voto da corrente vencedora na ordem de antiguidade, quando do
afastamento do Presidente do Colegiado e do Relator do processo, fazendo constar o nome deste;
(Incluído pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
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IV- apenas pelo Presidente do Colegiado, quando o Relator for vencido no todo e o prolator do voto
vencedor estiver afastado, fazendo constar o nome deste; (Incluído pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009,
de 01/07/2009)
V- pelo Presidente do Colegiado e pelo prolator do voto vencedor, quando do afastamento do Relator
vencido em parte, fazendo constar o nome deste; (Incluído pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009, de
01/07/2009)
VI- pelo Presidente do Colegiado e pelo Relator vencido em parte, quando do afastamento do prolator
do voto vencedor, fazendo constar o nome deste; (Incluído pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009, de
01/07/2009)
VII- pelo primeiro vencido, na ordem de antiguidade, quando do afastamento dos autores do voto
vencedor; (Incluído pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
VIII- por um Conselheiro ad hoc designado pelo Presidente, quando do afastamento de todos os
integrantes do julgamento. (Incluído pelo art. 4º da Resolução nº 07/2009, de 01/07/2009)
§ 4º ;(Revogado pelo art. 1º da Resolução nº 04/2014, de 23/04/2014)
Art. 205. A súmula do acórdão será publicada no Diário Oficial de Contas, dela constando os nomes
dos responsáveis, interessados e de seus procuradores e a data de publicação será certificada nos autos
respectivos. (Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
Art. 206. Observadas as disposições do art. 98 deste Regimento, poderão ser corrigidas as inexatidões
materiais constantes da deliberação.
§ 1º Considera-se inexatidão material passível de correção a decorrente de lapso manifesto, erro
evidente de escrita ou de cálculo.
§ 2º Se tiverem sido colhidas, prevalecerão as notas taquigráficas se o seu teor estiver em desacordo
com o do acórdão.
Seção II
DO PARECER
Art. 207. Aplica-se ao parecer, que será precedido de ementa, o disposto na Seção anterior.
Art. 208. Na prestação de contas do Governador, o parecer será assinado pelo Presidente do Tribunal
Pleno, pelo Relator e pelo Revisor.
CAPÍTULO II
DOS ATOS NORMATIVOS
CAPÍTULO III
DA CONSULTA
Art. 210. O Tribunal emitirá parecer em consulta formulada por: (Redação dada pelo art. 1º da
Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
I – Chefe de Poder do Estado de Minas Gerais ou de um dos seus Municípios; (Redação dada pelo
art. 1º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
II – Presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais; (Redação dada pelo art. 1º
da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
III – Procurador-Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais; (Redação dada pelo art. 1º da Resolução
nº 05/2014, de 30/04/2014)
IV – Advogado-Geral do Estado de Minas Gerais;(Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 05/2014,
de 30/04/2014)
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V – Senador ou Deputado Federal representante do Estado de Minas Gerais; (Redação dada pelo art.
1º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
VI – Deputado do Estado de Minas Gerais ou Secretário do Estado de Minas Gerais ou de um dos
seus Municípios; (Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
VII – 1/3 (um terço), no mínimo, dos Vereadores de Câmara de Município do Estado de Minas Gerais;
(Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
VIII – Dirigente de órgão autônomo, integrante da estrutura organizacional do Estado de Minas Gerais
ou de um dos seus Municípios; (Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
IX – Dirigente de entidade integrante da administração indireta estadual ou municipal, bem como de
empresa, de cujo capital social o Estado de Minas Gerais ou um dos seus Municípios participem, de forma
direta ou indireta, nos termos de ato constitutivo ou de contrato; (Redação dada pelo art. 1º da Resolução
nº 05/2014, de 30/04/2014)
X – Representante legal de entidade associativa de Municípios; ou (Redação dada pelo art. 1º da
Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
XI – Chefe de órgão interno de controle do Estado de Minas Gerais ou de um dos seus Municípios.
(Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
Art. 210-A O parecer emitido sobre consulta tem caráter normativo e constitui prejulgamento de tese.
(Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
Parágrafo único. Considerar-se-á revogada ou reformada a tese sempre que o Tribunal firmar nova
interpretação acerca do mesmo objeto, devendo o parecer conter expressa remissão às consultas
anteriores. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
Art. 210-B A consulta será recebida, por meio de formulário eletrônico disponibilizado no Portal do
Tribunal na internet, protocolizada, autuada, distribuída e encaminhada a Conselheiro, para análise dos
pressupostos de admissibilidade, observados, no que couberem, os critérios do CAPÍTULO IV do TÍTULO
IV deste Regimento. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
§ 1º São pressupostos de admissibilidade: (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de
30/04/2014)
I – estar subscrita por autoridade definida no art. 210 deste Regimento; (Incluído pelo art. 2º da
Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
II – referir-se a matéria de competência do Tribunal; (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de
30/04/2014)
III – versar sobre matéria em tese e, não, sobre caso concreto; (Incluído pelo art. 2º da
Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
IV – conter indicação precisa da dúvida ou da controvérsia suscitada; (Incluído pelo art. 2º da
Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
V – referir-se a questionamento não respondido em consultas anteriores, salvo quando o Conselheiro
entender pela necessidade de propor a revogação ou reforma da tese vigente. (Incluído pelo art. 2º da
Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
§ 2º Preenchidos os requisitos elencados nos incisos I a IV do § 1º deste artigo, o Conselheiro
encaminhará a documentação da consulta à Assessoria de Súmula, Jurisprudência e Consultas Técnicas
para verificação do disposto no inciso V do § 1º e elaboração, no prazo de 10 (dez) dias úteis, de relatório
técnico, o qual indicará, se for o caso, as deliberações proferidas pelo Tribunal sobre a questão suscitada
e os respectivos fundamentos. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
§ 3º Na hipótese de a consulta não preencher os pressupostos de admissibilidade, o Conselheiro
determinará à Secretaria Geral e do Tribunal Pleno a adoção das seguintes medidas: (Incluído pelo art.
2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
I – intimação do consulente, mediante publicação do despacho no Diário Oficial de Contas;(Incluído
pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
II – encaminhamento, em meio eletrônico, ao consulente das deliberações do Tribunal que
demonstram a consolidação da tese, se houver; e (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de
30/04/2014)
III – arquivamento da consulta monocraticamente. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de
30/04/2014)
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Parágrafo único. As deliberações do Tribunal Pleno sobre o mérito da consulta serão aprovadas por
maioria absoluta dos Conselheiros, incluído o Presidente do Tribunal. (Incluído pelo art. 2º da Resolução
nº 05/2014, de 30/04/2014)
Art. 210-D Após a deliberação do Tribunal Pleno, a Secretaria Geral e do Tribunal Pleno providenciará:
(Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
I – a elaboração da nota taquigráfica; (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
II – a elaboração da ementa do parecer, nos termos do art. 207 deste Regimento, e a sua publicação
no Diário Oficial de Contas; (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
III – o encaminhamento, em meio eletrônico, da nota taquigráfica e da ementa do parecer ao
consulente; e (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
IV – o arquivamento do processo de consulta. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de
30/04/2014)
§ 1º A publicação da ementa do parecer no Diário Oficial de Contas valerá como intimação ao
consulente, nos termos do art. 167 deste Regimento. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de
30/04/2014)
§ 2º Na publicação de que trata o § 1º, será disponibilizado link com o inteiro teor da ementa do parecer
e da nota taquigráfica. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
Art. 210-E As consultas respondidas pelo Tribunal Pleno serão divulgadas no Informativo de
Jurisprudência, instituído na Resolução nº 03, de 20/05/2009, e disponibilizadas, em seu inteiro teor, no
Portal do Tribunal na internet. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
Art. 211 ao Art. 216. (Revogado pelo art. 3º da Resolução nº 05/2014, de 30/04/2014)
CAPÍTULO V
DA SÚMULA
Art. 218. Qualquer enunciado poderá ser incluído, revisto, cancelado ou restabelecido no repertório
das súmulas de jurisprudência mediante aprovação pelo Tribunal Pleno por, no mínimo, 5 (cinco)
Conselheiros efetivos.
§ 1º A inclusão, revisão, cancelamento e restabelecimento de súmula é de iniciativa do
Presidente e dos Conselheiros, podendo ser requerida pelos Auditores e Procuradores do Ministério
Público junto ao Tribunal.
§ 2º O Vice-Presidente será relator do projeto de súmula e das propostas de revisão, cancelamento ou
restabelecimento e apresentará os respectivos enunciados.
Art. 219. Na organização gradativa da súmula, será adotada uma numeração cardinal de referência
para os enunciados, em sequência, devendo constar a citação dos dispositivos legais pertinentes e dos
julgados em que se fundamentou a decisão.
Parágrafo único. Ficarão com nota de cancelamento os números dos enunciados que o Tribunal
revogar, mantido o mesmo número naqueles que forem modificados, com a ressalva correspondente.
Art. 220. A referência à súmula será feita pelo número correspondente ao seu enunciado e dispensará,
perante o Tribunal, a indicação de julgados no mesmo sentido.
Art. 221. O Tribunal fará, bienalmente, a consolidação das súmulas, obedecendo à ordem sequencial
dos enunciados, com indicação precisa das alterações ocorridas no período, respectivo índice remissivo,
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por número e natureza da matéria sumulada, a ser publicada no Diário Oficial de Contas e no Portal do
Tribunal na internet. (Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
Art. 222. A súmula somente poderá deixar de ser observada, quando da análise das especificidades
do caso concreto, por deliberação da maioria absoluta do Tribunal Pleno, sem prejuízo da apresentação
de voto divergente.
CAPÍTULO VI
DA UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA
Art. 223. Poderá ser arguido por Conselheiro, Auditor, Procurador do Ministério Público junto ao
Tribunal, responsável ou interessado, incidente de uniformização de jurisprudência, quando verificada
divergência em deliberações originárias do Tribunal Pleno ou das Câmaras.
Parágrafo único. Na arguição do incidente de uniformização de jurisprudência deverá ser indicada
expressamente pelo suscitante os processos nos quais tenham ocorrido as decisões divergentes.
Art. 224. Recebido o incidente de uniformização, ficam sobrestados o julgamento do processo principal
e a tramitação daqueles que versarem sobre matéria similar.
§ 1º Reconhecida a existência de divergência pelo Relator, será colhida a manifestação escrita do
Ministério Público junto ao Tribunal, e, em seguida, submetida a matéria à deliberação do Tribunal Pleno.
§ 2º Não sendo reconhecida a existência de divergência, o Relator apresentará seus fundamentos ao
Tribunal Pleno que, se os acolher, prosseguirá na apreciação do mérito do processo principal, se este
estiver no âmbito de sua competência, ou o encaminhará ao Colegiado competente.
§ 3º Vencido o Relator, na hipótese do parágrafo anterior, o incidente de uniformização prosseguirá na
forma prevista no SS 1º e passa a atuar como Relator o Conselheiro que primeiro proferir o voto vencedor.
Art. 225. Reconhecida a existência de divergência, o Tribunal Pleno fixará a exegese acolhida, por 5
(cinco) votos, no mínimo, de seus Conselheiros efetivos, incluído o do Presidente, tornando-se a matéria
súmula do Tribunal.
TÍTULO VII
DAS ATIVIDADES DO CONTROLE EXTERNO
CAPÍTULO I
DO PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES DE CONTROLE EXTERNO
Art. 226. As atividades de controle externo deverão ser planejadas e integradas, observando-se, entre
outros, os princípios da eficiência, eficácia e efetividade do controle.
Parágrafo único. O planejamento das atividades de controle externo deverá observar, dentre outros,
os critérios de materialidade, risco, relevância e oportunidade, regulamentados em ato normativo próprio.
Art. 227. O Tribunal estabelecerá as diretrizes para o exercício das atividades de controle externo, em
ato normativo próprio.
CAPÍTULO II
DAS CONTAS DO GOVERNADOR E DO PREFEITO
Seção I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 228. As contas do Governador e dos Prefeitos serão apresentadas ao Tribunal, para fins de parecer
prévio, na forma e nos prazos estabelecidos na Constituição do Estado, na Lei Complementar nº
102/2008, neste Regimento Interno e demais atos normativos do Tribunal.
§ 1º Na apreciação das contas a que se refere este artigo serão considerados os resultados dos
procedimentos de fiscalização realizados, bem como os de outros processos que possam repercutir em
sua análise.
§ 2º A emissão do parecer prévio não exclui a competência do Tribunal para o julgamento das contas
dos administradores e demais responsáveis, bem como daqueles que derem causa à perda, extravio ou
outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário, nos termos do artigo 71, inciso II, da Constituição
da República de 1988 e do artigo 76, incisos II e III, da Constituição do Estado de 1989.
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Seção II
DAS CONTAS DO GOVERNADOR
Art. 229. As contas anuais prestadas pelo Governador serão examinadas em sessão extraordinária
pelo Tribunal, que emitirá parecer prévio no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar de seu recebimento.
§ 1º No prazo de 60 (sessenta) dias, contados da abertura da sessão legislativa, as contas
apresentadas pelo Governador à Assembleia Legislativa serão também remetidas ao Tribunal.
§ 2º Se as contas não forem apresentadas no prazo previsto pelo parágrafo anterior ou se o forem sem
atender aos requisitos legais e regulamentares quanto à sua correta instrução, o Tribunal comunicará o
fato à Assembleia Legislativa para, dentre outras medidas, promover a respectiva tomada de contas, nos
termos do art. 62, inciso XIX, da Constituição do Estado.
§ 3º Na hipótese do parágrafo anterior, o prazo para emissão do parecer prévio será contado a partir
da apresentação das contas ou da regularização do processo perante o Tribunal, dando-se ciência do
fato à Assembleia Legislativa.
Art. 230. A prestação de contas apresentada pelo Governador, observada a legislação pertinente,
consiste no Balanço Geral do Estado e nos demais documentos e informações exigidos neste Regimento
e em atos normativos do Tribunal.
§ 1º As contas serão acompanhadas de relatório e de parecer conclusivo do órgão central do controle
interno, que conterão os elementos indicados em atos normativos do Tribunal.
§ 2º Visando subsidiar a análise das contas, poderão ser realizadas inspeções, auditorias,
levantamentos e acompanhamentos.
Art. 231. Serão sorteados, na última sessão ordinária do Tribunal Pleno de cada ano, o Conselheiro
Relator, o Revisor e o Auditor para o acompanhamento da gestão estadual, observado o princípio da
alternância.
§ 1º O acompanhamento compreende, dentre outros, a avaliação e o controle da execução do
orçamento, segundo os instrumentos de planejamento governamental, assim como a verificação do
cumprimento das normas constitucionais, legais e, em especial, das normas de responsabilidade fiscal,
visando subsidiar a emissão do parecer prévio, na forma da legislação aplicável.
§ 2º Poderá ser criada uma comissão específica para o efetivo acompanhamento da execução
orçamentária e do exame das contas anuais do Governador, a critério do Relator.
Art. 232. O parecer prévio será conclusivo quanto à observância das normas constitucionais e legais
e quanto à situação financeira, orçamentária, contábil e patrimonial do Estado em 31 de dezembro.
Parágrafo único. O relatório técnico, que acompanhará o parecer prévio, conterá análise detalhada das
contas apresentadas pelo Governador, bem como elementos e informações sobre o cumprimento das
metas estabelecidas nos instrumentos de planejamento governamental e seus reflexos no
desenvolvimento econômico e social do Estado.
Art. 233. Após protocolizada e autuada, a prestação de contas do Governador será imediatamente
encaminhada à unidade técnica competente para análise, comunicando-se o fato ao Relator.
§ 1º O Relator poderá determinar as medidas necessárias à completa instrução do processo.
§ 2º Saneado o processo e havendo indício de irregularidade, o Relator determinará a citação do
Governador para que se manifeste no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias, após o que, a unidade
técnica competente procederá ao reexame, se for o caso.
§ 3º Na hipótese do parágrafo anterior, o prazo previsto no caput do art. 229 deste Regimento ficará
suspenso até o cumprimento da medida de instrução.
§ 4º Encerrada a fase instrutória, o processo será encaminhado à Auditoria e ao Ministério Público
junto ao Tribunal para emissão de parecer escrito, fazendo-se, em seguida, os autos conclusos ao
Relator.
§ 5º O Relator elaborará o relatório e a proposta de parecer prévio, remetendo o processo ao
Conselheiro Revisor que solicitará a sua inclusão em pauta para deliberação, e, se houver manifestação
ou ressalva, retornarão os autos ao Relator para exame.
Art. 234. Após a emissão do parecer prévio, o Governador responsável pelas contas será intimado da
deliberação.
Parágrafo único. Transcorrido o prazo para a interposição de pedido de reexame, o Presidente do
Tribunal:
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I - encaminhará imediatamente à Assembleia Legislativa e ao Governador o parecer prévio
acompanhado do relatório da unidade técnica competente, dos votos do Relator, do Revisor e dos demais
Conselheiros, bem como dos pareceres da Auditoria e do Ministério Público junto ao Tribunal;
II - determinará a divulgação do inteiro teor do parecer prévio no Diário Oficial de Contas e da
documentação prevista no inciso anterior no Portal do Tribunal na internet. (Redação dada pelo art. 25 da
Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
Seção III
DAS CONTAS DO PREFEITO
Art. 235. As contas anuais prestadas pelo Prefeito serão examinadas pelo Tribunal, que emitirá parecer
prévio no prazo de 360 (trezentos e sessenta) dias, a contar do seu recebimento.
§ 1º As contas serão apresentadas pelo Prefeito ao Tribunal no prazo de 90 (noventa) dias, após o
encerramento do exercício.
§ 2º Se as contas não forem apresentadas no prazo previsto no parágrafo anterior, ou se o forem sem
atender aos requisitos legais e regulamentares quanto à sua correta instrução, o Tribunal comunicará o
fato à Câmara Municipal para, dentre outras medidas, promover a respectiva tomada de contas, nos
termos da legislação aplicável.
§ 3º Na hipótese do parágrafo anterior, o prazo para emissão do parecer prévio será contado a partir
da apresentação das contas ou da regularização do processo perante o Tribunal, dando-se ciência do
fato à Câmara Municipal.
Art. 236. Observada a legislação pertinente, as contas deverão conter os balanços gerais do
Município, nos quais constarão os dados relativos à execução orçamentária, financeira e patrimonial
dos órgãos do Poder Executivo, consolidados com aqueles atinentes ao Poder Legislativo e às entidades
da administração indireta municipal, e serão acompanhadas do relatório e do parecer conclusivo do órgão
de controle interno do Poder Executivo, além de outros documentos exigidos em ato normativo do
Tribunal.
Art. 237. Aplicam-se, no que couber, aos processos de prestação de contas do Prefeito as disposições
do art. 232 deste Regimento.
Art. 238. Após a emissão do parecer prévio, o Prefeito responsável pelas contas será intimado da
deliberação.
Parágrafo único. Transcorrido o prazo para a interposição de pedido de reexame, o Presidente do
Colegiado que houver emitido o parecer:
I - encaminhará à Câmara Municipal e ao Prefeito o parecer prévio emitido, acompanhado do relatório
da unidade técnica competente;
II - determinará a publicação da ementa do parecer prévio no Diário Oficial de Contas e do seu inteiro
teor no Portal do Tribunal na internet. (Redação dada pelo art. 25 da Resolução nº 10/2010, de
30/06/2010)
Art. 239. Após o recebimento do parecer prévio, a Câmara Municipal terá até 120 (cento e vinte) dias
para julgar as contas e remeter ao Tribunal cópia autenticada da resolução aprovada, bem como das atas
das sessões em que o pronunciamento da Câmara se tiver verificado, com a relação nominal dos
Vereadores presentes e o resultado numérico da votação.
§ 1º Concluído o julgamento das contas, o Presidente da Câmara Municipal enviará ao Tribunal a
documentação pertinente, no prazo de até 30 (trinta) dias, que não poderá exceder aquele estabelecido
no caput deste artigo, após o que a Secretaria da Câmara competente do Tribunal procederá à sua
juntada ao processo e encaminhará os autos ao Ministério Público junto ao Tribunal.
§ 2º O Ministério Público junto ao Tribunal analisará a documentação a que se refere este artigo e
adotará, entre outras medidas, as seguintes providências:
I - encaminhará o processo ao Relator, para fins de arquivamento dos autos, mediante despacho, caso
a deliberação da Câmara Municipal observe a legislação aplicável;
II - comunicará ao Relator do processo a inobservância da legislação aplicável ao julgamento das
contas.
§ 3º Caso não haja manifestação da Câmara Municipal no prazo previsto no caput deste artigo, contado
a partir da data da juntada do respectivo aviso de recebimento aos autos, a Secretaria da Câmara
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competente do Tribunal certificará no processo o ocorrido, encaminhando os autos, em seguida, ao
Ministério Público junto ao Tribunal.
§ 4º No caso do parágrafo anterior, sem prejuízo das demais providências cabíveis, o Ministério Público
junto ao Tribunal remeterá os autos ao Relator que submeterá a matéria ao Colegiado competente, para
fins da aplicação da multa a que se refere o art. 85, inciso IX, da Lei Complementar nº 102/2008.
Seção IV
DA DELIBERAÇÃO EM PARECER PRÉVIO
CAPÍTULO III
DAS CONTAS ANUAIS DOS RESPONSÁVEIS E ADMINISTRADORES E DAS CONTAS
ESPECIAIS Seção I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 241. Compete ao Tribunal julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por
dinheiro, bens ou valores públicos, de órgão dos Poderes do Estado ou de Município ou de entidade da
administração indireta estadual ou municipal, bem como do Ministério Público Estadual e, ainda, dos que
tiverem dado causa a perda, extravio ou a outra irregularidade de que tenha resultado prejuízo ao erário.
Parágrafo único. Para o exercício da competência a que refere este artigo, considera-se:
I - contas anuais, o conjunto de documentos, informações e demonstrativos de natureza contábil,
financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial encaminhados ao Tribunal, na forma de tomada ou
de prestação de contas, para fins de julgamento da gestão dos responsáveis por bens, dinheiros e valores
públicos durante o exercício financeiro;
II - prestação de contas anual, o procedimento pelo qual o responsável por órgãos e entidades
estaduais e municipais apresenta documentos, informações e demonstrativos de natureza contábil,
financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial destinado a comprovar, perante o Tribunal, a
regularidade da gestão dos recursos públicos durante o exercício financeiro;
III - tomada de contas anual, o procedimento pelo qual o órgão competente toma as contas dos
responsáveis por unidades de gestão financeira e patrimonial, compreendendo o conjunto de
documentos, informações e demonstrativos de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional
ou patrimonial destinado a comprovar, perante o Tribunal, a regularidade da gestão dos recursos públicos
durante o exercício financeiro;
IV - tomada de contas extraordinária, o procedimento instaurado pelo Tribunal nos casos em que as
contas a ele devidas não tenham sido prestadas no prazo legal, nos termos do art. 3º, inciso VI, da Lei
Complementar nº 102/2008, ou se o forem sem atender aos requisitos legais e regulamentares quanto à
sua correta instrução;
V - tomada de contas especial, o procedimento instaurado pela autoridade administrativa competente
ou pelo Tribunal, de ofício, para apuração dos fatos e quantificação do dano, quando caracterizadas as
ocorrências previstas no art. 47 da Lei Complementar nº 102/2008.
Seção II
DA TOMADA E DA PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAIS
Art. 242. O Tribunal definirá, até o fim do último trimestre de cada ano, a forma de apresentação e a
composição das contas anuais, bem como os procedimentos para sua análise, observadas as diretrizes
de controle estabelecidas para o período e os critérios de materialidade, relevância e risco,
regulamentados em ato normativo próprio.
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§ 1º As tomadas e prestações de contas anuais serão acompanhadas do relatório e do parecer
conclusivo do órgão de controle interno e conterão os elementos indicados em ato normativo do Tribunal.
§ 2º Os titulares dos Poderes constituídos, nos âmbitos estadual e municipal, assim como o Chefe do
Ministério Público Estadual, encaminharão ao Tribunal, em cada exercício, o rol dos responsáveis por
dinheiro, bens e valores públicos, com a indicação da natureza da responsabilidade, e outros documentos
ou informações considerados necessários, na forma e prazo estabelecidos em ato normativo do Tribunal.
§ 3º No julgamento das contas anuais serão considerados também os resultados dos procedimentos
de fiscalização realizados e os de outros processos que possam repercutir no exame da legalidade,
legitimidade, economicidade e razoabilidade da gestão.
Art. 243. As contas serão organizadas anualmente pelos responsáveis ou ao fim da gestão, quando
da extinção, liquidação, dissolução, transformação, fusão, incorporação ou desestatização de unidades
jurisdicionadas, ocorridas antes do término do exercício financeiro.
Art. 244. Salvo disposição legal ou regulamentar em contrário, as prestações de contas anuais deverão
ser apresentadas ao Tribunal, em até 120 (cento e vinte) dias, contados do encerramento do
correspondente exercício financeiro ou do fim da gestão.
§ 1º Se as contas não forem apresentadas no prazo a que se refere o caput deste artigo ou se não
forem atendidos os requisitos legais e regulamentares quanto à sua constituição, a unidade técnica
competente comunicará o fato ao Presidente do Tribunal que determinará a instauração da tomada de
contas extraordinária.
§ 2º Após a autuação do processo de tomada de contas extraordinária, o responsável será intimado
para apresentar as contas ou proceder à sua regularização, no prazo de até 15 (quinze) dias.
§ 3º Não apresentadas no prazo a que se refere o parágrafo anterior, as contas serão consideradas
irregulares.
Seção III
DA TOMADA DE CONTAS ESPECIAL
Art. 246. As medidas administrativas internas, com vistas ao ressarcimento ao erário, deverão ser
adotadas em até 180 (cento e oitenta) dias, contados:
I - da data fixada para apresentação da prestação de contas, nos casos de omissão no dever de prestar
contas e da falta de comprovação da aplicação de recursos repassados pelo
Estado ou pelo Município;
II - da data do evento, quando conhecida, ou da data da ciência do fato, nos demais casos.
Parágrafo único. A instrução do processo de tomada de contas especial deverá conter relatório
circunstanciado acerca das medidas internas adotadas.
Art. 247. Não será instaurada a tomada de contas especial, caso ocorra o devido ressarcimento integral
ao erário no prazo a que se refere o artigo anterior e esteja comprovada a boa fé dos responsáveis.
Parágrafo único. Considera-se como integral ressarcimento ao erário:
I - a completa restituição do valor do dano atualizado monetariamente; ou
II - em se tratando de bens, a respectiva reposição ou a restituição da importância equivalente aos
preços de mercado, à época do efetivo recolhimento, levando-se em consideração o seu estado de
conservação.
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Art. 248. A tomada de contas especial será encaminhada ao Tribunal para julgamento se o dano ao
erário for de valor igual ou superior à quantia fixada em decisão normativa.
§ 1º Se o dano for de valor inferior à quantia a que alude o caput deste artigo, ou se houver, no decorrer
da tomada de contas especial, o devido ressarcimento ao erário junto ao órgão ou entidade instauradora,
o fato deverá constar do relatório do órgão de controle interno que acompanha a respectiva tomada ou a
prestação de contas anual da autoridade administrativa competente.
§ 2º As tomadas de contas especiais em tramitação no Tribunal, cujo dano ao erário seja inferior ao
valor fixado, poderão ser arquivadas, sem cancelamento do débito, desde que ainda não tenha sido
efetivada a citação dos responsáveis.
§ 3º Na hipótese do parágrafo anterior, o responsável poderá solicitar ao Relator o desarquivamento
do processo para julgamento.
Seção IV
DAS DECISÕES EM TOMADA E PRESTAÇÃO DE CONTAS
Art. 251. Quando julgar as contas regulares, o Tribunal dará quitação ao responsável.
Art. 252. Quando julgar as contas regulares, com ressalva, o Tribunal dará quitação ao responsável e
lhe determinará, ou a quem lhe haja sucedido, a adoção das medidas necessárias à correção das
impropriedades ou faltas identificadas, de modo a prevenir a reincidência.
Parágrafo único. As medidas determinadas serão objeto de monitoramento pelo Tribunal.
Art. 253. Apurada irregularidade nas contas, caberá ao Tribunal Pleno, às Câmaras ou ao Relator,
conforme o caso:
I - definir a responsabilidade individual ou solidária pelo ato de gestão impugnado;
II - ordenar, se houver débito, a citação do responsável, para, na forma e nos prazos estabelecidos
neste Regimento, apresentar defesa ou recolher a quantia devida, pelo seu valor atualizado;
III - determinar, se não houver débito, a citação do responsável, para, no prazo fixado neste Regimento,
apresentar razões de defesa;
IV - adotar outras medidas cabíveis, inclusive de caráter cautelar.
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Art. 254. Quando julgar as contas irregulares, havendo débito, o Tribunal determinará ao responsável
que promova o recolhimento de seu valor, atualizado monetariamente e acrescido de juros de mora, sem
prejuízo da aplicação das sanções legais cabíveis.
§ 1º Caracterizada e reconhecida pelo Tribunal a boa-fé do gestor, o processo será considerado
encerrado com o recolhimento tempestivo do débito, devidamente atualizado, salvo no caso da existência
de outra irregularidade nas contas.
§ 2º Julgadas irregulares as contas, os autos serão remetidos aoMinistério Público junto ao Tribunal
para as providências cabíveis.
Art. 255. O Tribunal determinará o trancamento das contas que forem consideradas iliquidáveis.
§ 1º As contas são consideradas iliquidáveis quando, por motivo de força maior ou caso fortuito,
comprovadamente alheio à vontade do agente, tornar-se materialmente impossível o julgamento de
mérito.
§ 2º Dentro do prazo de 5 (cinco) anos, contados da publicação da decisão terminativa no Diário Oficial
de Contas, o Tribunal poderá, à vista de novos elementos que considere suficientes, autorizar o
desarquivamento do processo e determinar que se ultime a respectiva tomada ou prestação de contas,
observado o disposto no § 5º do art. 37 da Constituição da República. (Redação dada pelo art. 25 da
Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
CAPITULO IV
DOS ATOS SUJEITOS A REGISTRO
Art. 256. O Tribunal apreciará, para fins de registro, mediante procedimentos de fiscalização ou
processo específico, conforme ato normativo próprio, a legalidade dos atos de:
I - admissão de pessoal, a qualquer título, por órgão ou entidade das administrações direta e indireta,
incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo poder público, no âmbito estadual e municipal,
excluídas as nomeações para cargo de provimento em comissão;
II - concessão de aposentadoria, reforma e pensão, bem como as melhorias posteriores que tenham
alterado o fundamento legal do ato concessório.
Art. 257. Para a deliberação acerca da legalidade dos atos sujeitos a registro, a autoridade
administrativa responsável deverá submeter ao Tribunal os documentos e informações atinentes aos atos
de admissão de pessoal e de concessão de aposentadoria, reforma e pensão, na forma e prazo
estabelecidos em ato normativo do Tribunal.
§1º A fiscalização dos atos de concessão de aposentadoria, reforma, pensão, complementação de
proventos de aposentadoria e de pensão, bem como do cancelamento de ato concessório dar-se-á,
dentre outros procedimentos de fiscalização, por meio do exame de documentos e de informações
enviados eletronicamente pelo Sistema Informatizado de Fiscalização de Atos de Pessoal – FISCAP.
(Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
§ 2º As informações relativas aos atos de que trata o § 1º passarão por críticas preliminares do Sistema
FISCAP, conforme parâmetros pré-definidos pela Unidade Técnica competente para identificação de
inconsistências. (Redação dada pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
§ 3º Os processos considerados consistentes pelo Sistema FISCAP serão separados por natureza e
agrupados em bloco por Município; e, tratando-se do Estado, por Órgão ou Entidade, observando-se:
(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
I - a Coordenadoria de Protocolo promoverá a autuação individualizada, cada ato recebendo
numeração própria, gerada pelo Sistema de Gestão de Administração de Processos – SGAP, seguida de
distribuição a Relator e disponibilização à Unidade Técnica;(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011,
de 27/04/2011)
II - os processos em bloco tramitarão, em capa única, junto a um processo piloto;(Incluído pelo art. 1º
da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
III - para cada bloco de processos, o sistema FISCAP emitirá um relatório que será inserido no
processo piloto, devendo conter:(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
a) número do processo, gerado pela inclusão no SGAP;(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011,
de 27/04/2011)
b) nome e número de Cadastro de Pessoa Física – CPF do servidor ou do militar;(Incluído pelo art. 1º
da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
c) natureza do ato;(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
d) cargo ou função, posto ou graduação, unidade ou órgão de lotação;(Incluído pelo art.
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1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
e) data da concessão efetiva do benefício ou data em que se deu o cancelamento;(Incluído pelo art.
1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
f) data em que se deu publicidade ao ato;(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
g) no caso de pensão, nome e número do CPF do servidor falecido e do beneficiário, relação de
dependência, data do óbito, da concessão efetiva do benefício e a data em que se deu publicidade ao
ato. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
§ 4º Recebidos os processos, a Unidade Técnica competente manifestar-se-á, nos termos do art. 150
deste Regimento. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
§ 5º Fica dispensado o envio ao Ministério Público junto ao Tribunal dos processos considerados
consistentes pelo Sistema FISCAP, entretanto, deverá constar dos autos a sua manifestação quanto à
validação da estrutura de funcionamento do sistema. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de
27/04/2011)
§ 6º O Tribunal ou o Relator poderá requisitar a documentação comprobatória do ato de concessão ou
do ato de cancelamento para fins de verificação da legalidade e da veracidade das informações recebidas.
(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
Art. 257-AA Unidade Técnica competente promoverá diligências, por meio do Sistema, visando à
instrução processual, observado o disposto no § 2º do art. 151 deste Regimento, na hipótese de apuração
de inconsistência nas informações enviadas. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2011, de
27/04/2011)
§ 1º Na ausência de manifestação, descumprimento ou cumprimento parcial da diligência pelo
jurisdicionado, no prazo fixado, a Unidade Técnica emitirá relatório circunstanciado, tomará providências
junto à unidade competente para tramitação individualizada do processo e o encaminhará ao Relator para
adoção das medidas cabíveis. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
§ 2º O descumprimento do dever de apresentar ao Tribunal os atos sujeitos a registro, na forma e no
prazo estabelecidos, poderá implicar a irregularidade das contas que contiverem despesas deles
decorrentes, sem prejuízo da sanção prevista no inciso V do art. 85 da Lei Complementar n. 102/2008.
(Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
Art. 257-B Os dados recebidos pelo FISCAP deverão ser disponibilizados para a Unidade de
Fiscalização Integrada visando subsidiar as ações de fiscalização do Tribunal. (Incluído pelo art. 2º da
Resolução nº 05/2011, de 27/04/2011)
Parágrafo único. O Tribunal poderá solicitar, para fins de exame prévio à contratação, os editais de
concurso público para admissão de pessoal instaurados pelos órgãos ou entidades municipais e
estaduais observado o disposto em ato normativo próprio. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 05/2011,
de 27/04/2011)
Art. 258. O Relator concederá prazo de até 60 (sessenta) dias para complementação da instrução
processual, apresentação de justificativas ou adequação do ato às exigências legais.
§ 1º Após a instrução do processo, o Órgão Colegiado competente ou o Relator, nos termos do art.
32, parágrafo único, deste Regimento:
I - determinará o registro do ato:
a) quando não houver infração à norma legal ou regulamentar;
b) quando constatada falta ou impropriedade de caráter formal de que não resulte dano ao erário;
c) quando constatada a decadência,
II - denegará o registro, se houver ilegalidade no ato, e determinará ao responsável a adoção de
medidas regularizadoras, em até 15 (quinze) dias, as quais deverão ser comunicadas ao Tribunal no
mesmo prazo.
§ 2º Na hipótese do inciso I do § 1º deste artigo, os processos poderão ser submetidos, em bloco, à
apreciação da respectiva Câmara mediante relação que identifique, com precisão, o servidor, seu cargo
e a unidade ou o órgão de lotação.
§ 3º Denegado o registro, nos termos do inciso II deste artigo, o responsável que, injustificadamente,
deixar de adotar as medidas regularizadoras determinadas responderá, administrativamente, pelos
pagamentos irregulares, sem prejuízo da sustação do ato, da aplicação das sanções legais cabíveis e da
apuração de responsabilidade civil ou criminal.
§ 4º Para fins do disposto no parágrafo anterior, a Câmara competente determinará a instauração ou
a conversão do processo em tomada de contas especial, para apurar responsabilidades e promover o
ressarcimento ao erário.
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§ 5º Determinado o registro e devolvidos os documentos, os autos serão arquivados pela Secretaria
da Câmara.
Art. 259. As apostilas, os títulos declaratórios de direitos e quaisquer atos que modifiquem os
assentamentos feitos em razão dos incisos I e II do art. 256 deste Regimento, serão averbados pelo
Tribunal.
CAPÍTULO V
DOS ATOS E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS Seção I
DOS PROCEDIMENTOS LICITATÓRIOS
Art. 260. O Tribunal fiscalizará as contratações públicas, bem como os respectivos procedimentos
licitatórios ou de dispensa e inexigibilidade.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, o Tribunal poderá solicitar informações e requisitar
documentos relativos aos procedimentos licitatórios e aos contratos.
Art. 261. Os critérios para a fiscalização dos procedimentos licitatórios e dos contratos referidos no
artigo anterior serão estabelecidos em ato normativo próprio.
Subseção I
DO EXAME PRÉVIO DE INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO
Art. 262. Os instrumentos convocatórios referentes aos procedimentos licitatórios instaurados pelos
órgãos ou entidades estaduais e municipais sujeitam-se a exame pelo Tribunal. (Redação dada pelo art.
3º da Resolução nº 20/2013, de 11/12/2013)
Art. 263. O Tribunal, o Conselheiro ou o Auditor poderá requisitar por iniciativa própria, ou mediante
solicitação do Ministério Público junto ao Tribunal, cópia de instrumento convocatório já publicado, bem
como dos documentos que se fizerem necessários ao seu exame. (Redação dada pelo art. 3º da
Resolução nº 20/2013, de 11/12/2013)
Parágrafo único. O Relator, a Câmara ou o Tribunal Pleno poderão determinar as diligências que
entender necessárias para complemento da instrução processual ou enviar o processo à unidade técnica
competente para análise. (Redação dada pelo art. 3º da Resolução nº 20/2013, de 11/12/2013)
Art. 264. A licitação poderá ser liminarmente suspensa se constatadas irregularidades graves que
possam causar lesão ao erário, fraude ou risco de ineficácia da decisão de mérito. (Redação dada pelo
art. 3º da Resolução nº 20/2013, de 11/12/2013)
§ 1º Em caso de decisão monocrática, o Relator deverá submeter sua decisão à ratificação do
Colegiado competente na sessão subsequente, sob pena de perda de eficácia, observado o disposto no
§ 2º do art. 197 deste Regimento. (Redação dada pelo art. 2º da Resolução nº
23/2013, de 18/12/2013)
§ 2º O responsável pela licitação será intimado para, no prazo de até 5 (cinco) dias, contados na forma
do art. 168 deste Regimento, comprovar a suspensão da licitação, sob pena de sanção nos termos do
art. 85, inciso III, da Lei Complementar nº 102/2008. (Redação dada pelo art. 3º da Resolução nº 20/2013,
de 11/12/2013)
Art. 265. Constatadas irregularidades que possam comprometer os princípios e as normas licitatórias,
o responsável será citado para, no prazo de até 10 (dez) dias, contados na forma do art. 168 deste
Regimento, apresentar defesa ou proceder às adequações necessárias ao atendimento das
determinações do Tribunal, com o envio de cópia da minuta do instrumento convocatório retificado para
análise. (Redação dada pelo art. 3º da Resolução nº 20/2013, de 11/12/2013)
§ 1º Após a manifestação do responsável, o Relator poderá encaminhar os autos à unidade técnica
competente para que promova, no prazo de 5 (cinco) dias, a análise do processo que deverá ser enviado
ao Ministério Público junto ao Tribunal para parecer conclusivo em igual prazo. (Redação dada pelo art.
3º da Resolução nº 20/2013, de 11/12/2013)
§ 2º Concluso ao Relator, o processo será submetido, em até 15 (quinze) dias, à deliberação do
Colegiado competente, o qual poderá revogar a suspensão da licitação. (Redação dada pelo art. 3º da
Resolução nº 20/2013, de 11/12/2013)
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Art. 266. Inexistindo irregularidade que justifique a suspensão do procedimento licitatório e, após
parecer conclusivo do Ministério Público junto ao Tribunal, o Relator determinará a inclusão do processo
em pauta. (Redação dada pelo art. 3º da Resolução nº 20/2013, de 11/12/2013)
Subseção II
DA SUSPENSÃO DA LICITAÇÃO
Art. 267. No exercício da fiscalização dos procedimentos licitatórios, o Tribunal, de ofício ou por meio
de denúncia ou representação, poderá suspendê-los, mediante decisão fundamentada, em qualquer fase,
até a data da assinatura do respectivo contrato ou da entrega do bem ou do serviço, se houver fundado
receio de grave lesão ao erário, fraude ou risco de ineficácia da decisão de mérito.
Parágrafo único. Aplicam-se à suspensão da licitação, no que couber, as disposições relativas ao
exame prévio de ato convocatório e às medidas cautelares estabelecidas neste Regimento.
Seção II
DOS CONTRATOS, CONVÊNIOS, ACORDOS, AJUSTES E INSTRUMENTOS
CONGÊNERES
Art. 268. O Tribunal fiscalizará os contratos, convênios, acordos, ajustes e outros instrumentos
congêneres de que resultem receita ou despesa.
Art. 269. A fiscalização dos instrumentos de que trata o artigo anterior compreenderá, além dos
requisitos para sua correta celebração, o exame da execução do objeto e das condições pactuadas, tendo
em vista os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, legitimidade,
economicidade e razoabilidade.
Parágrafo único. A atuação do Tribunal de Contas, na qualidade de Auditor Independente, nos projetos
ou programas governamentais financiados com recursos oriundos de operações de crédito contratadas
com instituições de fomento ou de doações delas recebidas, obedecerá ao seguinte: (Incluído pelo art. 1º
da Resolução nº 23/2014, de 03/12/2014)
I – a autuação do procedimento de auditoria independente e a sua distribuição ocorrerá a partir da
emissão do relatório final pela unidade técnica, ressalvadas hipóteses excepcionais em que o Presidente
do Tribunal poderá, justificadamente, determinar a autuação em momento anterior; (Incluído pelo art. 1º
da Resolução nº 23/2014, de 03/12/2014)
II - a unidade técnica emitirá relatório, conforme estabelecer o Termo de Referência do ajuste, a ser
encaminhado pelo Relator ao interessado nos prazos fixados no respectivo ajuste e nos seus anexos;
(Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 23/2014, de 03/12/2014)
III – se for realizada mais de uma auditoria independente sobre um mesmo projeto ou programa
governamental, os processos delas decorrentes serão distribuídos a um só Relator, conforme as regras
de prevenção; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 23/2014, de 03/12/2014)
IV – constatadas irregularidades na execução do ajuste, deverá a unidade técnica elaborar relatório
específico de controle externo, que será autuado em separado, distribuído por prevenção, ao Relator do
processo de auditoria independente, e processado nos termos do art. 310, parágrafo único, VII, deste
Regimento; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 23/2014, de 03/12/2014)
V – o Relator deverá dar ciência ao Tribunal Pleno do encaminhamento do relatório a que alude o
inciso II, na primeira sessão subsequente, bem como da ocorrência do previsto no inciso IV, observadas
as disposições da Resolução n. 19, de 07/12/2011, no tocante à anexação do relatório de auditoria
independente ao Sistema de Gestão e Administração de Processo; (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº
23/2014, de 03/12/2014)
VI – cumpridos os procedimentos previstos nos incisos II e V, o Relator determinará o arquivamento
do processo de auditoria independente, nos termos do art.176, IV, deste Regimento; (Incluído pelo art. 1º
da Resolução nº 23/2014, de 03/12/2014)
VII – na hipótese de ausência do Relator, o Presidente do Tribunal, com o apoio do gabinete do Relator
ausente, adotará as medidas previstas nos incisos II e V. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 23/2014,
de 03/12/2014)
Art. 270. A fiscalização da aplicação de recurso repassado ou recebido pelo Estado ou por Município,
incluídas as entidades da administração indireta, mediante convênio, acordo, ajuste ou instrumento
congênere, será feita pelo Tribunal com vistas a verificar, entre outros aspectos, o alcance dos objetivos
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acordados, a regularidade da aplicação dos recursos e a observância das normas legais e regulamentares
pertinentes.
§ 1º Os órgãos e entidades sujeitos à jurisdição do Tribunal que estejam inadimplentes na execução
das obrigações assumidas não poderão firmar convênio, acordo, ajuste ou instrumento congênere para
fins de recebimento de recursos estaduais ou municipais, enquanto não regularizarem a situação.
§ 2º Não se aplica o disposto no § 1º deste artigo caso seja comprovado que o atual gestor não é o
responsável pelos atos inquinados de irregularidade e que tomou as devidas providências para saná-la.
§ 3º Ficará sujeita à multa prevista no inciso II do artigo 85 da Lei Complementar nº 102/2008 a
autoridade administrativa que transferir, mediante convênio, acordo, ajuste ou instrumento congênere,
recurso estadual ou municipal a beneficiário omisso na prestação de contas de recurso anteriormente
recebido ou que tenha dado causa à perda, extravio ou a outra irregularidade de que resulte dano ao
erário, ainda não ressarcido.
Art. 271. A fiscalização pelo Tribunal da aplicação de recursos transferidos, sob as modalidades de
subvenção, auxílio e contribuição, compreenderá as fases de concessão, utilização e prestação de contas
e será realizada, no que couber, na forma estabelecida no artigo anterior.
Seção III
DOS ATOS DE RECEITA E DESPESA
Subseção I
DA ARRECADAÇÃO E RENÚNCIA DE RECEITAS
Art. 273. A fiscalização pelo Tribunal da renúncia de receitas será feita, preferencialmente, mediante
auditorias, inspeções ou acompanhamentos nos órgãos supervisores, bancos operadores e fundos que
tenham atribuição administrativa de conceder, gerenciar ou utilizar os recursos decorrentes das aludidas
renúncias, sem prejuízo do julgamento das prestações e tomadas de contas apresentadas pelos referidos
órgãos, entidades e fundos, quando couber, na forma estabelecida em ato normativo do Tribunal.
Parágrafo único. A fiscalização terá como objetivos, entre outros, verificar a legalidade, legitimidade,
economicidade e razoabilidade das ações dos órgãos e entidades mencionados no artigo anterior, bem
como o efetivo benefício sócio-econômico das renúncias.
Subseção II
DA DESPESA
Art. 274. A fiscalização da legalidade, legitimidade, economicidade e razoabilidade dos atos da gestão
da despesa abrangerá todas as suas fases e se realizará mediante os instrumentos legais e regimentais
pertinentes.
Seção IV
DAS DELIBERAÇÕES EM PROCESSOS DE FISCALIZAÇÃO DE ATOS, CONTRATOS,
CONVÊNIOS, ACORDOS, AJUSTES E INSTRUMENTOS CONGÊNERES
Art. 275. Ao apreciar processo decorrente de fiscalização de atos, contratos, convênios, acordos,
ajustes e instrumentos congêneres, o Relator ou o Tribunal, observadas as respectivas competências:
I - determinará o arquivamento do processo ou o seu apensamento às contas correspondentes, se
pertinente, quando não apurada transgressão a norma legal ou regulamentar de natureza contábil,
financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial;
II - determinará ao responsável ou a quem lhe haja sucedido a adoção de providências com vistas a
evitar a reincidência, quando verificadas faltas ou impropriedades de caráter formal, sem prejuízo do
monitoramento do cumprimento das determinações;
III - recomendará a adoção de providências, quando verificadas oportunidades de melhoria de
desempenho e de maior efetividade dos programas e políticas públicas, encaminhando os autos à
unidade técnica competente, para fins de monitoramento do cumprimento das determinações;
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IV - ordenará à autoridade administrativa competente a instauração de tomada de contas especial,
caso seja constatado indício de desfalque, desvio de bens ou outra irregularidade de que resulte prejuízo
ao erário;
V - determinará a conversão do processo de fiscalização em tomada de contas especial, observadas
as disposições do art. 249 deste Regimento.
Art. 276. Caracterizada infração a norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira,
orçamentária ou patrimonial, o Relator determinará a citação do responsável para, no prazo de 30 (trinta)
dias, apresentar razões de defesa.
§ 1º Acolhidas as razões de defesa, o Tribunal adotará a providência cabível, nos termos do art. 275
deste Regimento.
§ 2º Não elidido o fundamento da impugnação, o Tribunal aplicará ao responsável, no próprio processo
de fiscalização, a multa prevista no art. 85, inciso II, da Lei Complementar nº 102/2008, na hipótese de
infração a norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária ou patrimonial.
§ 3º Na hipótese do parágrafo anterior, o Relator determinará o apensamento do processo às contas
do exercício correspondente, desde que ainda não apreciadas.
Art. 277. Verificada a irregularidade ou ilegalidade de ato ou contrato, o Tribunal assinará prazo de até
15 (quinze) dias para que o responsável adote as providências necessárias ao cumprimento da lei, com
indicação expressa dos dispositivos a serem observados, sem prejuízo do disposto no inciso IV do art.
275 deste Regimento e nos SSSS 2º e 3º do artigo anterior.
§ 1º No caso de ato administrativo, o Tribunal, se não atendido:
I - sustará a execução do ato impugnado, sem prejuízo da aplicação da multa prevista no art. 85, inciso
II, da Lei Complementar nº 102/2008;
II - comunicará a decisão à Assembleia Legislativa ou à Câmara Municipal.
§ 2º No caso de contrato, o Tribunal, se não atendido, adotará a providência prevista no inciso II do
parágrafo anterior para que o Poder Legislativo delibere sobre a sustação do instrumento e solicite, de
imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 3º Se não forem efetivadas as medidas previstas no parágrafo anterior, no prazo de 90 (noventa)
dias, o Tribunal decidirá a respeito da sustação do contrato.
§ 4º Verificada a hipótese do parágrafo anterior e se decidir sustar o contrato, o Tribunal:
I - determinará ao responsável que, no prazo de 15 (quinze) dias, adote as medidas necessárias ao
cumprimento da decisão;
II - comunicará a decisão à Assembleia Legislativa ou à Câmara Municipal, conforme o caso.
§ 5º Não atendida a determinação prevista no inciso I do SS 4º deste artigo, aplicar-se-á a sanção
prevista no inciso III do art. 318 deste Regimento Interno.
CAPÍTULO VI
DOS INSTRUMENTOS DE FISCALIZAÇÃO
Seção I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Seção II
DO ACOMPANHAMENTO
Art. 279. Acompanhamento é o instrumento de fiscalização utilizado pelo Tribunal para examinar, em
um período predeterminado, a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade, a eficiência, a
legitimidade, a economicidade e a razoabilidade dos atos de gestão dos responsáveis sujeitos à sua
jurisdição.
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Art. 280. As atividades dos órgãos e entidades jurisdicionados serão acompanhadas de forma seletiva
e concomitante, mediante informações obtidas:
I - pelas publicações em órgãos oficiais de imprensa;
II - por meio de documentos requisitados pelo Tribunal e/ou colocados à sua disposição;
III - por meio de encontros e visitas técnicas ou participações em eventos promovidos por órgãos e
entidades da Administração Pública.
Seção III
DAS AUDITORIAS E INSPEÇÕES
Art. 281. O Tribunal, no exercício de suas atribuições, poderá realizar, por iniciativa própria ou a pedido
da Assembleia Legislativa, de Câmara Municipal ou de comissão de qualquer dessas Casas, auditoria e
inspeção de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial em órgão ou entidade
da administração direta ou indireta dos Poderes do Estado ou de Município e do Ministério Público
Estadual.
Art. 283. O Presidente do Tribunal aprovará o plano anual de auditorias e inspeções, observadas as
diretrizes estabelecidas para o período, bem como os critérios de materialidade, relevância, risco e
oportunidade.
§ 1º Para fins do disposto neste artigo, os Conselheiros, Auditores e Procuradores do Ministério Público
junto ao Tribunal poderão apresentar propostas de realização de auditoria e inspeção.
§ 2º A unidade técnica competente elaborará o plano anual de auditorias e inspeções e o submeterá
ao Presidente do Tribunal para apreciação.
Art. 284. O Conselheiro, Auditor e o Ministério Público junto ao Tribunal poderão propor a realização
de auditorias e inspeções, independentemente de previsão no plano anual, observadas as diretrizes
estabelecidas para o período e os critérios para o exercício do controle.
Parágrafo único. Compete ao Presidente do Tribunal autorizar a realização das auditorias e inspeções.
Art. 285. Ao servidor efetivo que exercer função típica de controle externo, designado pelo Presidente
ou pelo Diretor que dele receber delegação, para desempenhar funções de auditoria e inspeção, são
asseguradas as seguintes prerrogativas:
I - livre ingresso em órgãos e entidades sujeitos à jurisdição do Tribunal;
II - acesso a todos os documentos e informações necessários à realização de seu trabalho, até
sistemas eletrônicos de processamento de dados, que não poderão ser sonegados, sob qualquer
pretexto;
III - requerer, por escrito, aos responsáveis pelos órgãos e entidades os documentos e informações
necessários, fixando prazo razoável para atendimento.
§ 1º Durante os trabalhos de fiscalização, os servidores comunicarão a seu superior hierárquico as
irregularidades que, por sua gravidade, devam ser objeto de providências imediatas do Tribunal.
§ 2º Em casos emergenciais ou de risco potencial na realização do trabalho, poderá ser solicitado o
auxílio de força policial.
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§ 3º Os servidores designados para os fins previstos no caput deste artigo deverão guardar sigilo sobre
dados e informações, obtidos em decorrência do exercício de suas funções e pertinentes aos assuntos
sob fiscalização, utilizando-os, exclusivamente, para a elaboração de relatórios técnicos de sua
competência.
Art. 287. O relatório de auditoria ou de inspeção será minucioso, objetivo, motivado e conclusivo, de
modo a possibilitar ao Tribunal deliberar com base nos fatos relatados pela equipe técnica e nos
documentos indispensáveis à comprovação das ocorrências.
Parágrafo único. O relatório da unidade técnica competente deverá indicar os responsáveis, indícios
de irregularidades porventura encontrados, entre outros elementos que permitam o exercício do direito à
ampla defesa.
Art. 288. O Tribunal comunicará aos respectivos gestores o resultado das auditorias e inspeções que
realizar para conhecimento e, quando for o caso, determinará a adoção de medidas saneadoras das
impropriedades e falhas identificadas.
Art. 289. O Tribunal disciplinará, em ato normativo próprio, o procedimento a ser adotado em auditoria
operacional.
Seção IV
DO MONITORAMENTO
Art. 290. Monitoramento é o instrumento de fiscalização utilizado pelo Tribunal para verificar o
cumprimento de suas deliberações e os resultados delas advindos.
Art. 292. Para o exercício do monitoramento, o Tribunal manterá cadastro que contenha as
recomendações, ressalvas e irregularidades constatadas em suas deliberações, organizadas por
entidades jurisdicionadas.
Seção V
DA REQUISIÇÃO DE INFORMAÇÕES E DOCUMENTOS
Art. 294. O Tribunal, as Câmaras ou o Relator poderão requisitar, a qualquer tempo, informações e
documentos dos órgãos e entidades jurisdicionados com a finalidade de:
I - subsidiar o planejamento e execução das atividades de controle externo;
II - possibilitar o acompanhamento dos atos de gestão dos responsáveis sujeitos à sua jurisdição.
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Parágrafo único. O Relator poderá delegar, por portaria, ao responsável por unidade técnica
competente do Tribunal a requisição de informações e documentos, observado o disposto no § 1º do art.
140 deste Regimento.
Seção VI
DOS LEVANTAMENTOS
CAPÍTULO VII
DA GESTÃO FISCAL
Art. 297. O Tribunal fiscalizará, na forma prevista em ato normativo próprio, o cumprimento das normas
relativas à gestão fiscal do Estado e dos Municípios, notadamente as previstas na Lei Complementar
Federal nº 101/2000, observado, em especial:
I - o atingimento das metas estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias;
II - os limites e as condições para realização de operações de crédito e inscrição em Restos a Pagar;
III - as medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao limite legal;
IV - as providências tomadas para recondução dos montantes das dívidas consolidada e mobiliária ao
respectivo limite;
V - a destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos;
VI - o cálculo dos limites da despesa total com pessoal de cada Poder e órgão;
VII - o cumprimento dos limites com gastos totais dos Poderes Legislativos estadual e municipais.
Art. 298. O Tribunal Pleno ou as Câmaras alertará os responsáveis pelos Poderes e órgãos para que
adotem as providências cabíveis quando constatado que:
I - a realização da receita, no final de um bimestre, poderá não comportar o cumprimento das metas
de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais;
II - o montante da despesa com pessoal ultrapassou 90% (noventa por cento) do limite;
III - os montantes das dívidas consolidada e mobiliária, das operações de crédito e da concessão de
garantia se encontram acima de 90% (noventa por cento) dos respectivos limites;
IV - os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do limite definido em lei; e
V - existem fatos que comprometam os custos ou os resultados dos programas ou há indícios de
irregularidades na gestão orçamentária.
Art. 300. O Conselheiro Relator sorteado para o acompanhamento da execução orçamentária e das
contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado será o responsável pela proposição da emissão
do alerta previsto no § 1º do art. 59 da Lei Complementar Federal nº 101/2000, pela autorização da
substituição de dados dos relatórios previstos nos arts. 52 e 54 do referido diploma legal e pela aplicação
das sanções decorrentes de descumprimento das determinações do Tribunal relativas à gestão fiscal das
contas governamentais.
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CAPÍTULO VIII
DA DENÚNCIA E DA REPRESENTAÇÃO
Seção I
DA DENÚNCIA
Art. 301. Qualquer cidadão, partido político, associação legalmente constituída ou sindicato poderá
denunciar ao Tribunal irregularidades ou ilegalidades de atos praticados na gestão de recursos públicos
sujeitos à sua fiscalização.
§ 1º São requisitos de admissibilidade da denúncia:
I - referir-se à matéria de competência do Tribunal;
II - ser redigida com clareza;
III - conter o nome completo, a qualificação, cópia do documento de identidade e do Cadastro de
Pessoa Física e o endereço completo do denunciante;
IV - conter informações sobre o fato, a autoria, as circunstâncias e os elementos de convicção;
V - indicar as provas que deseja produzir ou indício veemente da existência do fato denunciado.
§ 2º A denúncia apresentada por pessoa jurídica será instruída com prova de sua existência e
comprovação de que os signatários têm habilitação para representá-la.
Art. 302. O direito de denúncia será exercido mediante requerimento dirigido ao Presidente do Tribunal
que decidirá a respeito do seu cabimento, tendo em vista o preenchimento dos requisitos constantes dos
§§ 1º e 2º do artigo anterior.
§ 1º Se a denúncia apresentar indício veemente da existência do fato denunciado, poderá o Presidente,
na falta de outros requisitos de admissibilidade, determinar ao denunciante que a complete ou a emende,
no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de arquivamento.
§ 2º Ainda que não estejam presentes todos os requisitos de admissibilidade, o Presidente,
motivadamente, diante de indício suficiente da existência da irregularidade e, levando em consideração
a sua gravidade, poderá admitir a denúncia.
Art. 303. O denunciante não se sujeitará a qualquer sanção administrativa, cível ou penal em
decorrência da denúncia, salvo em caso de comprovada má-fé.
Parágrafo único. Comprovada a má-fé, o fato será comunicado ao Ministério Público junto ao Tribunal
para as medidas legais cabíveis.
Art. 304. Em caso de urgência, a denúncia poderá ser encaminhada ao Tribunal por telegrama, fac-
símile ou outro meio eletrônico, sempre com confirmação de recebimento e posterior remessa do original
em 05 (cinco) dias, contados a partir da mencionada confirmação, sob pena de arquivamento.
Art. 306. Para apuração da procedência dos fatos denunciados o Tribunal ou Relator, entre outras
medidas, poderá:
I - intimar o denunciante para apresentar esclarecimentos, no prazo de até 15 (quinze) dias;
II - requisitar informações e documentos que entender pertinentes;
III - solicitar a realização de inspeção extraordinária ao Presidente.
Art. 307. Havendo indício de irregularidade, o Relator determinará a citação do denunciado, fixando-
lhe o prazo de 15 (quinze) dias, improrrogáveis, para defesa.
§ 1º Apresentada a defesa, serão os autos encaminhados à unidade técnica competente para análise
e manifestação conclusiva, após o que, deverão ser remetidos ao Ministério Público junto ao Tribunal,
para fins do disposto no inciso IX, alínea d, do art. 61 deste Regimento.
§ 2º Com os elementos de instrução, os autos deverão ser conclusos ao Relator para inclusão em
pauta.
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§ 3º A denúncia será convertida em tomada de contas especial na hipótese do art. 249 deste
Regimento e, nas demais hipóteses, será aplicado, no que couber, o disposto na Seção IV do Capítulo V
do Título VII.
§ 4º Sem prejuízo das medidas mencionadas nos parágrafos anteriores, se houver indícios de infração
penal de qualquer natureza na denúncia ou representação, os autos serão encaminhados ao Ministério
Público junto ao Tribunal para a promoção das medidas cabíveis.
Art. 308. O pedido de vista nos processos de denúncia e o fornecimento de informações, cópias e
certidões a eles relativas serão disciplinados em ato normativo do Tribunal.
Art. 309. O denunciante e o denunciado poderão requerer ao Tribunal certidão dos fatos apurados e
das decisões, a qual deverá ser fornecida no prazo máximo de 15 (quinze) dias, a contar do recebimento
do pedido, desde que o respectivo processo de apuração tenha sido concluído ou arquivado.
Seção II
DA REPRESENTAÇÃO
Art. 310. Serão recebidos pelo Tribunal como representação os documentos encaminhados por
agentes públicos, comunicando a ocorrência de ilegalidades ou irregularidades de que tenham
conhecimento, em virtude do exercício do cargo, emprego ou função, bem como os expedientes de outras
origens que devam revestir-se dessa forma, por força de lei específica.
Parágrafo único. Poderão representar ao Tribunal:
I - Chefes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário;
II - Membros do Ministério Público Estadual;
III - Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
IV - Senadores da República, Deputados Federais e Estaduais, Vereadores e Magistrados;
V - responsáveis pelos órgãos de controle interno;
VI - servidores públicos e demais autoridades dos órgãos e entidades da administração pública;
VII - responsáveis por unidade técnica do Tribunal;
VIII - outros órgãos, entidades ou pessoas que detenham essa prerrogativa por força de suas
atribuições legais.
Art. 312. A representação a que se refere o § 1º do art. 113 da Lei Federal nº 8.666/1993 será autuada
e processada como denúncia e obedecerá às normas previstas no art. 301 e seguintes deste Regimento.
Parágrafo único. Na hipótese do caput deste artigo, a denúncia deverá conter, além dos requisitos
previstos no § 1º do art. 301, cópia do instrumento convocatório completo.
CAPÍTULO IX
DO APOIO DOS ÓRGÃOS DE CONTROLE INTERNO
Art. 313. No apoio às atividades de controle externo, os órgãos de controle interno das unidades
jurisdicionadas do Tribunal deverão exercer, entre outras, as seguintes atividades:
I - realizar, por iniciativa própria ou a pedido do Tribunal, auditoria contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial nas unidades administrativas sob seu controle, emitindo relatório, certificado de
auditoria e parecer que consignarão qualquer irregularidade ou ilegalidade constatada e indicarão as
medidas adotadas para corrigir as falhas encontradas;
II - emitir parecer conclusivo sobre os atos de gestão dos responsáveis sob seu controle;
III - alertar a autoridade administrativa competente para que adote as medidas visando ao
ressarcimento do erário e, no caso deste não ser obtido, que instaure, imediatamente, a tomada de contas
especial;
IV - fornecer ao Tribunal informações relativas ao planejamento, execução e resultados de suas ações;
V - apoiar o monitoramento realizado pelo Tribunal para verificar o cumprimento de suas deliberações
e os resultados delas advindos;
VI - outras providências estabelecidas em atos normativos do Tribunal.
Parágrafo único. Os órgãos de controle interno deverão encaminhar ao Tribunal o plano de auditorias
para o exercício subsequente, bem como os respectivos relatórios de auditoria.
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Art. 314. Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade
ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal, sob pena de responsabilidade solidária.
Parágrafo único. Ao comunicar ao Tribunal a constatação de irregularidade ou ilegalidade, o
responsável pelo órgão de controle interno indicará as providências que foram adotadas para:
I - atender às prescrições legais e sanar as irregularidades;
II - ressarcir o eventual dano causado ao erário;
III - evitar ocorrências semelhantes.
TÍTULO VIII
DAS SANÇÕES
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 315. O Tribunal, ao constatar irregularidade ou descumprimento de obrigação por ele determinada
em processo de sua competência, poderá, observado o devido processo legal, aplicar, isolada ou
cumulativamente, as seguintes sanções:
I - multa;
II - inabilitação para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança;
III - declaração de inidoneidade para licitar e contratar com o poder público.
§ 1º A declaração de inidoneidade prevista no III deste artigo será imposta quando verificada a
ocorrência de fraude comprovada na licitação, ficando o licitante fraudador impedido de licitar e contratar
com o poder público estadual e municipal, por até 5 (cinco) anos.
§ 2º Será comunicada ao órgão competente a decisão que declarar a inabilitação para o exercício de
cargo em comissão ou função de confiança e a proibição de licitar e contratar com o poder público
estadual e municipal, para conhecimento e efetivação das medidas administrativas necessárias.
§ 3º A autoridade competente que deixar de efetivar as medidas administrativas a que se refere o
parágrafo anterior será responsabilizada, sem prejuízo da aplicação da multa prevista no inciso III do art.
318 deste Regimento e comunicação ao Ministério Público junto ao Tribunal, para adoção das
providências cabíveis.
§ 4º O cumprimento das decisões de que trata o § 2º será objeto de monitoramento nos termos do
inciso II do art. 291 deste Regimento.
Art. 316. Além das sanções previstas neste Regimento, verificada a existência de dano ao erário, o
Tribunal determinará o seu ressarcimento aos cofres públicos pelo responsável ou sucessor, observado
o disposto no inciso VIII do art. 2º deste Regimento.
Parágrafo único. O não cumprimento das decisões do Tribunal referentes ao ressarcimento de valores,
no prazo e na forma fixados, resultará no impedimento de obtenção de certidão liberatória para fins de
recebimento de transferências voluntárias.
CAPÍTULO II
DAS MULTAS
Art. 317. A multa será aplicada de forma individual, a cada agente que tiver concorrido para o fato,
sendo o seu pagamento de responsabilidade pessoal dos infratores.
Parágrafo único. A decisão que determinar a aplicação de multa definirá as responsabilidades
individuais.
Art. 318. O Tribunal poderá aplicar multa de até R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) aos responsáveis
pelas contas e pelos atos indicados a seguir, observados os seguintes percentuais desse montante:
I - até 100% (cem por cento), por contas julgadas irregulares;
II - até 100% (cem por cento), por ato praticado com grave infração a norma legal ou regulamentar de
natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial;
III - até 30% (trinta por cento), por descumprimento de despacho, decisão ou diligência do Relator ou
do Tribunal;
IV - até 70% (setenta por cento), por obstrução ao livre exercício de fiscalização do Tribunal;
V - até 50% (cinquenta por cento), por sonegação de processo, documento ou informação necessários
ao exercício do controle externo;
VI - até 50% (cinquenta por cento), por reincidência no descumprimento de determinação do Relator
ou do Tribunal;
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VII - até 40% (quarenta por cento), pelo não encaminhamento de relatórios, documentos e informações
a que estão obrigados por força de lei ou de ato normativo do Tribunal, no prazo e na forma estabelecidos;
VIII - até 100% (cem por cento), por omissão no cumprimento do dever funcional de levarem ao
conhecimento do Tribunal irregularidade ou ilegalidade de que tenham tido ciência, na qualidade de
integrantes do controle interno;
IX - até 50% (cinquenta por cento), pelo não encaminhamento ao Tribunal da resolução e das atas de
julgamento das contas prestadas pelo Prefeito, nos termos do SS 1º do art. 239 deste Regimento;
X - até 30% (trinta por cento), pela retenção de quantia a ser recolhida aos cofres públicos, por tempo
superior ao previsto em lei;
XI - até 10% (dez por cento), pela interposição de embargos declaratórios manifestamente
protelatórios.
Parágrafo único. O valor máximo da multa de que trata o caput deste artigo será atualizado,
periodicamente, mediante ato normativo do Tribunal, com base na variação acumulada no período por
índice oficial.
Art. 319. Apurada a prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao
erário, sem prejuízo do ressarcimento, poderá o Tribunal aplicar ao responsável multa de até 100% (cem
por cento) do valor atualizado do dano.
Art. 320. Na fixação da multa, o Tribunal considerará, entre outras circunstâncias, a gravidade da falta,
o grau de instrução do servidor ou do responsável e sua qualificação funcional, observados os princípios
da razoabilidade e da proporcionalidade.
Art. 321. O Tribunal poderá fixar multa diária, nos casos em que o descumprimento de diligência ou
decisão puder ocasionar dano ao erário ou impedir o exercício das ações de controle externo.
Parágrafo único. O Tribunal suspenderá a cominação prevista no caput deste artigo, na data em que
cessar o descumprimento da obrigação.
Art. 322. A decisão que cominar multa deverá identificar a irregularidade que lhe deu causa e os
respectivos responsáveis, bem como indicar a fundamentação para aplicação da sanção.
Art. 323. O Relator ou o Tribunal poderá autorizar o recolhimento parcelado da importância devida a
título de multa, na forma estabelecida no art. 366 deste Regimento.
TÍTULO IX
DOS RECURSOS
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 326. Os responsáveis e os interessados que aceitarem expressa ou tacitamente a decisão, não
poderão dela recorrer.
Parágrafo único. Considera-se aceitação tácita a prática, sem reserva, de ato incompatível com a
vontade de recorrer.
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Art. 327. As petições de recursos, obrigatoriamente formuladas por escrito, serão apresentadas à
unidade competente que promoverá sua protocolização e autuação em apenso ao processo principal e
distribuição a um Relator.
Parágrafo único. Salvo determinação em contrário, o agravo não será apensado ao processo principal.
Art. 328. A Secretaria do Colegiado competente, antes de fazer os autos conclusos ao Relator,
certificará se o recurso é renovação de anterior, o início da contagem do prazo recursal e a data de sua
interposição.
Parágrafo único. O juízo de admissibilidade dos recursos será feito pelo Relator, levando em
consideração, dentre outros aspectos, os dados contidos na certidão a que se refere o caput deste artigo.
Art. 330. Salvo caso de má-fé ou erro grosseiro, o recorrente não será prejudicado pela interposição
de um recurso por outro, desde que respeitado o prazo de interposição do recurso cabível.
Art. 331. O Relator poderá determinar diligências que entender necessárias para instrução do processo
de recurso.
§ 1º O Relator designado para atuar em recurso ordinário ou em pedido de reexame é competente
para resolver questões atinentes aos autos do processo principal, até a deliberação proferida no recurso
ordinário ou no pedido de reexame. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº
09/2013, de 08/05/2013)
§ 2º No caso de recurso ordinário e nos pedidos de reexame e de rescisão interpostos pelos
responsáveis ou interessados, será obrigatória a manifestação do Ministério Público junto ao Tribunal,
em até 15 (quinze) dias, contados da data em que receber o processo, mediante parecer escrito. (Incluído
pelo art. 1º da Resolução nº 09/2013, de 08/05/2013)
Art. 333. O início, o decurso e o término dos prazos relativos aos recursos que tramitam no Tribunal
obedecerão às normas do Código de Processo Civil, no que couber.
CAPÍTULO II
DO RECURSO ORDINÁRIO
Art. 334. Das decisões definitivas proferidas pelo Tribunal Pleno, pelas Câmaras ou pelo Relator
caberá recurso ordinário que terá efeitos suspensivo e devolutivo.
Art. 335. O recurso ordinário será interposto, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da ciência da
decisão, na forma prevista no art. 168 deste Regimento, e deverá conter:
I - o(s) nome(s) e a qualificação do(s) interessado(s);
II - os fundamentos de fato e de direito;
III - o pedido da nova decisão.
§ 1º O recurso ordinário será apreciado pelo Tribunal Pleno e a sua distribuição não poderá recair no
Relator do acórdão recorrido.
§ 2º Não caberá recurso ordinário em parecer prévio.
Art. 336. Se o recurso ordinário for interposto pelo responsável ou pelo interessado, o
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Relator poderá determinar a manifestação da unidade técnica competente, no prazo de até 15 (quinze)
dias e, em seguida, serão os autos remetidos ao Ministério Público junto ao Tribunal, para parecer
conclusivo em igual prazo.
Parágrafo único. Não havendo determinação de manifestação da unidade técnica competente, o
Relator encaminhará os autos diretamente ao Ministério Público junto ao Tribunal para cumprimento do
disposto no caput deste artigo, após o que o processo será concluso para voto e posterior inclusão em
pauta.
CAPÍTULO III
DO AGRAVO
Art. 337. Das decisões interlocutórias e terminativas proferidas pelo Tribunal Pleno, pelas Câmaras ou
pelo Relator, caberá agravo, salvo das decisões que não conhecem das consultas.
Parágrafo único. O Relator poderá fundamentadamente atribuir efeito suspensivo ao agravo, nos casos
em que da decisão agravada possa resultar lesão grave ou de difícil reparação.
Art. 338. O agravo será interposto, uma única vez, dirigido ao Relator da decisão agravada, no prazo
de 10 (dez) dias, contados da ciência da decisão, na forma do art. 168 deste Regimento, e deverá conter:
I - a exposição do fato e do direito;
II - as razões de reforma da decisão;
III - cópia da decisão agravada com o respectivo termo de juntada.
Parágrafo único. A parte poderá instruir o agravo com a indicação de cópias de outras peças
processuais que entender úteis ao julgamento da questão agravada.
Art. 339. Recebido o recurso de agravo, o Relator poderá, dentro de 10 (dez) dias, reformar a decisão,
se monocrática, ou submeter o agravo:
I - ao Tribunal Pleno, em matéria de sua competência e nas decisões de Câmara;
II - à Câmara, nas decisões de Relator em matéria de sua competência.
Art. 340. Provido ou não o agravo, a Secretaria do Colegiado competente certificará a decisão nos
autos, após o que o processo principal seguirá a tramitação regimental.
Art. 341. Transitada em julgado a decisão no agravo, cópia do acórdão será juntada aos autos do
processo principal, devendo o agravo ser apensado ao processo principal, se for o caso.
CAPÍTULO IV
DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Art. 342. Cabem embargos de declaração para corrigir obscuridade, omissão ou contradição em
acórdãos proferidos pelo Tribunal Pleno ou pelas Câmaras e em decisões monocráticas.
Art. 343. Os embargos de declaração serão dirigidos ao Relator do acórdão recorrido, no prazo de 10
(dez) dias, contados da ciência da decisão, na forma do art. 168 deste Regimento, e deverão conter, de
forma clara e precisa, a indicação da obscuridade, contradição ou omissão da decisão recorrida.
Art. 344. A interposição de embargos de declaração interrompe a contagem dos prazos para
cumprimento da decisão embargada e para interposição de outros recursos.
Art. 346. Providos os embargos de declaração, a decisão se limitará a corrigir a obscuridade, omissão
ou contradição apontada pelo recorrente.
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CAPÍTULO V
DO PEDIDO DE REEXAME
Art. 349. Caberá pedido de reexame, com efeito suspensivo, em parecer prévio sobre as contas
prestadas anualmente pelo Governador e pelos Prefeitos.
Art. 350. O pedido de reexame será interposto uma única vez, no prazo de 30 (trinta) dias, contados
da ciência do parecer prévio, na forma prevista no art. 168 deste Regimento, e conterá:
I - o(s) nome(s) e a qualificação do(s) interessado(s);
II - os fundamentos de fato e de direito;
III - o pedido de novo parecer.
Parágrafo único. O pedido de reexame será apreciado pelo Colegiado que emitiu o parecer prévio e
sua distribuição não poderá recair no Relator do processo de prestação de contas, ou, se vencido o
Relator, no prolator do voto vencedor.
Art. 351. Recebido o pedido de reexame interposto pelo responsável ou interessado, o Relator poderá
determinar a manifestação da unidade técnica competente, no prazo de até 15 (quinze) dias, após o que
serão os autos remetidos ao Ministério Público junto ao Tribunal para parecer conclusivo em igual prazo.
Parágrafo único. Não havendo determinação de manifestação da unidade técnica competente, o
Relator encaminhará os autos diretamente ao Ministério Público junto ao Tribunal para cumprimento do
disposto no caput deste artigo, e, em seguida, o processo será concluso para voto e posterior inclusão
em pauta.
Art. 352. Se o pedido de reexame for interposto pelo Ministério Público junto ao Tribunal, recebido o
recurso, poderá o Relator determinar a manifestação da unidade técnica competente, no prazo de até 15
(quinze) dias, findo o qual será concluso o processo para voto e deliberação.
Art. 353. O parecer prévio será remetido ao Poder Legislativo decorrido o prazo do art. 40 da Lei
Complementar nº 102/2008, ou, se admitido recurso, após decisão definitiva transitada em julgado.
TÍTULO X
DO PEDIDO DE RESCISÃO
Art. 354. O Ministério Público junto ao Tribunal, os responsáveis ou os interessados poderão solicitar
a rescisão das decisões definitivas transitadas em julgado proferidas pelo Tribunal Pleno e pelas
Câmaras, a qual será recebida sem efeito suspensivo.
Parágrafo único. Não caberá pedido de rescisão em parecer prévio sobre prestação de contas anual
do Governador e dos Prefeitos.
Art. 355. O pedido de rescisão, a ser apreciado pelo Tribunal Pleno, tem natureza autônoma e poderá
ser formulado uma única vez, no prazo de até 2 (dois) anos, contados do trânsito em julgado da decisão,
quando:
I - a decisão houver sido proferida contra disposição de lei;
II - o ato, objeto da decisão, houver sido fundado em falsidade não alegada na época do julgamento;
III - ocorrer superveniência de documentos novos com eficácia sobre a prova produzida ou a decisão
adotada.
§ 1º A falsidade a que se refere o inciso II do caput deste artigo, não alegada à época do julgamento,
será demonstrada por decisão definitiva proferida pelo Juízo Civil ou Criminal, conforme o caso, ou
deduzida e provada no processo de rescisão, garantido-se às partes direito de ampla defesa.
§ 2º Quando não admitido o recurso, considera-se o termo inicial do trânsito em julgado, para contagem
do prazo do pedido de rescisão, a data da publicação que inadmitiu o recurso, ressalvada a hipótese do
§ 3º.
§ 3º Quando não admitido o recurso por intempestividade, considera-se o termo inicial do trânsito em
julgado, para contagem do prazo do pedido de rescisão, a data em que a decisão recorrida transitou em
julgado.
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III - as provas que servirão para demonstrar o alegado.
Art. 357. O pedido de rescisão formulado pelos responsáveis ou interessados será protocolizado,
autuado e distribuído a um Relator, e encaminhado pela unidade de Protocolo à Secretaria do Tribunal
Pleno.
Parágrafo único. A Secretaria do Tribunal Pleno certificará se o pedido de rescisão é renovação de
anterior, o início da contagem do prazo e a data de sua propositura.
Art. 358. O pedido de rescisão será distribuído a um Relator que não tenha funcionado nessa qualidade
no julgamento que lhe tenha dado causa ou nos recursos interpostos.
Parágrafo único. O Relator poderá não conhecer liminarmente do pedido de rescisão quando não
forem atendidos os pressupostos de admissibilidade previstos no art. 355 deste Regimento, devendo ser
publicada a decisão com imediata comunicação ao requerente, nos termos do art. 78 da Lei
Complementar nº 102/2008.
Art. 359. Conhecido o pedido, se for interposto pelo responsável ou interessado, o Relator poderá
determinar a manifestação da unidade técnica competente, no prazo de até 15 (quinze) dias e, em
seguida, serão os autos remetidos ao Ministério Público junto ao Tribunal, para parecer conclusivo em
igual prazo.
Parágrafo único. Não havendo determinação de manifestação da unidade técnica competente, o
Relator encaminhará os autos diretamente ao Ministério Público junto ao Tribunal para cumprimento do
disposto no caput deste artigo, após o que o processo será concluso para inclusão em pauta.
Art. 360. Conhecido o pedido, se for interposto pelo Ministério Público junto ao Tribunal, o Relator
determinará, preliminarmente, a intimação dos responsáveis ou interessados para, caso queiram,
impugná-lo ou assisti-lo, no prazo de 15 (quinze) dias, contados na forma do art. 168 deste Regimento.
Parágrafo único. Ultrapassado o prazo fixado no caput, o Relator poderá determinar a manifestação
da unidade técnica competente, em até 15 (quinze) dias, que fará concluso o processo para inclusão em
pauta.
Art. 361. Julgado procedente o pedido, o Tribunal rescindirá o acórdão e proferirá, se for o caso, nova
decisão.
Art. 362. Para cumprimento e execução, o acórdão do pedido de rescisão e a certidão de julgamento
instruirão os autos do feito que lhes deu origem.
TÍTULO XI
DA EXECUÇÃO DAS DECISÕES
Art. 363. A decisão do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terá eficácia de título
executivo.
Art. 364. O responsável será intimado para, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da ciência da
decisão, na forma prevista no art. 168 deste Regimento, efetuar e comprovar o recolhimento do valor
devido.
Parágrafo único. Transcorrido o prazo a que se refere o caput deste artigo sem o cumprimento da
determinação, o Tribunal passará certidão de débito contendo a individualização dos responsáveis e o
valor do débito e/ou multa imputados, devidamente atualizados, e a remeterá ao Ministério Público junto
ao Tribunal, para as providências necessárias à execução da decisão.
Art. 365. Na hipótese de não provimento ou provimento parcial de recurso porventura interposto, o
responsável será intimado para efetuar e comprovar o recolhimento do valor devido, no prazo de 30 (trinta)
dias, contados da ciência da decisão, na forma prevista no art. 168 deste Regimento.
Art. 366. O Tribunal ou o Relator poderá autorizar o recolhimento parcelado da importância devida a
título de multa, em até 12 (doze) vezes.
§ 1º O pedido de parcelamento deverá ser dirigido ao Relator, em petição escrita e fundamentada.
§ 2º As parcelas deverão ser devidamente atualizadas, observando-se o índice oficial adotado pelo
Tribunal, que será fixado em ato normativo próprio.
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§ 3º A falta de recolhimento de qualquer parcela importará o vencimento antecipado do saldo devedor
e o responsável responderá pelo seu pagamento integral na data do vencimento imediatamente posterior
à da inadimplência.
§ 4º Excepcionalmente, o Tribunal poderá autorizar o recolhimento do valor da multa em até 36 (trinta
e seis) parcelas, se o responsável apresentar requerimento na forma do § 1º e comprovar que não possui
capacidade financeira para quitá-la em 12 (doze) meses. (Incluído pelo art. 1º da Resolução nº 01/2014,
de 26/02/2014)
Art. 367. O débito decorrente de multa aplicada pelo Tribunal, quando pago após o vencimento, será
acrescido de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês e de atualização da moeda até a data do efetivo
recolhimento.
Art. 368. Os responsáveis que não comprovarem o recolhimento da multa no prazo determinado no
caput do art. 364 e no art. 366, caput e SS 3º, ambos deste Regimento, serão inscritos imediatamente no
cadastro de inadimplentes do Tribunal, sem prejuízo das demais sanções legais cabíveis.
Parágrafo único. O cadastro de inadimplentes será regulamentado em ato normativo próprio. Art. 369.
Comprovado o recolhimento integral, o Tribunal dará quitação ao responsável.
Parágrafo único. Na hipótese de recolhimento não integral do valor devido, o responsável ficará inscrito
no cadastro de inadimplentes até o cumprimento total da obrigação.
TÍTULO XII
DA ALTERAÇÃO DO REGIMENTO INTERNO
Art. 370. A aprovação e alteração do Regimento Interno do Tribunal serão feitas por meio de resolução,
observada a maioria absoluta dos Conselheiros efetivos, ressalvada a matéria a que se refere o art. 36
da Lei Complementar nº 102/2008, cuja deliberação se fará por dois terços.
Parágrafo Único. A aprovação e as alterações do Regimento Interno serão publicadas no Diário Oficial
de Contas, observado, ainda, o disposto no art. 383 deste Regimento. (Redação dada pelo art. 25 da
Resolução nº 10/2010, de 30/06/2010)
Art. 372. A iniciativa do projeto será exclusiva do Presidente e dos demais Conselheiros, devendo
conter, em qualquer caso, suas justificativas.
Art. 373. O projeto, com a respectiva justificativa, após autuado, será distribuído a um Relator,
encaminhando-se cópia aos demais Conselheiros, aos Auditores e ao Procurador Geral do Ministério
Público junto ao Tribunal.
Art. 374. Os Conselheiros, Auditores e o Procurador Geral do Ministério Público junto ao Tribunal
poderão apresentar emendas ao projeto, encaminhadas diretamente ao Relator, em até 10 (dez) dias
após o recebimento da cópia do projeto.
§ 1º Findo o prazo estabelecido no caput deste artigo o Relator terá 20 (vinte) dias para emitir parecer
sobre as emendas e incorporar ao projeto as que julgar procedentes, bem como formular as razões pelas
quais opina por sua rejeição parcial ou total, e determinar a inclusão do processo em pauta para discussão
e votação.
§ 2º O Relator deverá encaminhar aos Conselheiros e ao Procurador Geral do Ministério Público junto
ao Tribunal, com a antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas à realização da sessão de
discussão e votação, cópia do projeto consolidado.
Art. 375. A matéria regimental será discutida e votada em sessão única, ordinária ou extraordinária,
realizada em dias consecutivos ou não.
§ 1º Durante os trabalhos não haverá adiamento por pedido de vista.
§ 2º A matéria aprovada em uma sessão não poderá ser objeto de reexame.
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Art. 376. Aprovado o projeto, dar-lhe-á o Relator redação final, dentro de 3 (três) dias úteis; em seguida,
será submetido ao Tribunal Pleno, em sessão única, e uma vez aprovado, lavrar-se-á o ato respectivo,
que será assinado por todos os Conselheiros e remetido à publicação.
§ 1º Será dispensada a votação da redação final se aprovado o projeto originário, sem emendas, ou o
substitutivo integralmente.
§ 2º Somente serão admitidas alterações na redação final para evitar incorreções gramaticais.
Art. 377. Aprovada a revisão do Regimento, este deverá ser republicado com as alterações, na íntegra.
Parágrafo único. As emendas ao Regimento poderão ser publicadas individualmente.
TÍTULO XIII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 378. Aplica-se aos servidores do Tribunal o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado.
Art. 379. Aplica-se, supletivamente, aos casos omissos o disposto na Lei Orgânica do Tribunal de
Contas da União e, no que couber, no Código de Processo Civil, no Código de Processo Penal e na Lei
Estadual nº 14.184/2002.
Art. 380. O Tribunal poderá firmar acordo de cooperação com entidades governamentais da União,
dos Estados, dos Municípios, do Distrito Federal e com entidades civis, objetivando o intercâmbio de
informações que visem ao aprimoramento dos sistemas de controle e de fiscalização, ao treinamento e
ao aperfeiçoamento de pessoal.
Parágrafo único. Os acordos de cooperação aprovados pelo Tribunal Pleno serão assinados pelo
Presidente do Tribunal.
Art. 381. A fiscalização dos editais de concurso público, prevista no art. 3º, inciso XXXI, da Lei
Complementar nº 102/2008, será regulamentada em ato normativo próprio.
Art. 382. As informações pertinentes aos processos autuados no Tribunal serão registradas em sistema
informatizado, de modo a resguardar a confiabilidade dos dados, observados critérios de padronização
previamente estabelecidos em ato normativo próprio.
Art. 383. O Tribunal utilizará meios informatizados para divulgar suas instruções normativas,
resoluções, portarias, pautas e atas de sessões, tramitação de processos, dentre outros atos e
expedientes de interesse público.
Art. 384. O Tribunal manterá programa de estágio para estudantes de nível universitário ou
profissionalizante.
Parágrafo único. O programa de estágio será regulamentado por meio de resolução do Tribunal que
definirá, dentre outros, os critérios de seleção, ingresso, avaliação e atividades dos estagiários,
observando-se a legislação aplicável.
Art. 385. No mês de setembro, será realizada sessão solene para entrega do "Colar do Mérito da Corte
de Contas Ministro José Maria de Alkmim", destinado a reconhecer o mérito de personalidades ou
instituições que tenham prestado relevantes serviços ao Tribunal.
Art. 386. O Tribunal expedirá normas regulamentares que se fizerem necessárias ao seu
funcionamento.
Art. 387. O Tribunal entrará em recesso anualmente, no final do exercício, em período a ser definido
pelo Tribunal Pleno.
Art. 388. O Tribunal instituirá o Diário Eletrônico com a finalidade de dar publicidade e divulgação dos
atos processuais e administrativos.
Art. 389. O Tribunal ajustará o exame dos processos em tramitação às disposições da Lei
Complementar nº 102/2008 e deste Regimento, obedecendo aos seguintes critérios quanto aos recursos:
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I - os recursos protocolizados no Tribunal, a partir de 18 de janeiro de 2008, contra decisões prolatadas
sob a vigência da Lei Complementar nº 33/1994, terão os procedimentos regidos pela Lei Complementar
nº 102/2008, observando-se, quanto aos prazos estabelecidos para interposição dos recursos, o que for
mais benéfico ao recorrente;
II - os recursos protocolizados no Tribunal até 17 de janeiro de 2008 serão autuados e distribuídos,
observando-se o disposto na Lei Complementar nº 33/1994 e, quanto aos procedimentos, o estabelecido
neste Regimento.
Parágrafo único. Os recursos de reconsideração e embargos infringentes de que trata a Lei
Complementar nº 33/1994 observarão o procedimento previsto no Regimento Interno aprovado pela
Resolução nº 10 de 3 de julho de 1996.
Art. 390. Serão admitidos pedidos de reexame contra pareceres prévios emitidos sob a vigência da Lei
Complementar nº 33/1994, interpostos dentro do prazo estabelecido no caput do art. 350 deste
Regimento.
Art. 391. Os atos normativos anteriores à vigência da Lei Complementar nº 102/2008 serão revisados,
até julho de 2009, ficando mantidas, até então, as disposições que não conflitem com a referida Lei e com
este Regimento.
Art. 392. Até que seja editado o Regulamento previsto no SS 2º do art. 20 deste Regimento Interno,
aplicar-se-á, no que couber, o disposto nos arts. 128 a 135 da Lei Complementar nº 59, de 18/01/2001
com as alterações introduzidas pela Lei Complementar nº 85, de 28/12/2005, e pela Lei Complementar
nº 105, de 14/08/2008.
Art. 392-A. Para os processos que tenham sido autuados até 15 de dezembro de 2011, adotar-se-ão
os prazos prescricionais de: (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
I – cinco anos, contados da ocorrência do fato até a primeira causa interruptiva da prescrição; (Incluído
pelo art. 2º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
II – oito anos, contados da ocorrência da primeira causa interruptiva da prescrição até a primeira
decisão de mérito recorrível proferida no processo; (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 17/2014, de
08/10/2014)
III – cinco anos, contados da prolação da primeira decisão de mérito recorrível até a prolação da
decisão de mérito irrecorrível. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Parágrafo único. Nos processos a que se refere o caput, a pretensão punitiva do Tribunal prescreverá,
também, quando a paralisação da tramitação processual do feito em um setor ultrapassar o período de
cinco anos. (Incluído pelo art. 2º da Resolução nº 17/2014, de 08/10/2014)
Art. 393. A revisão regimental será realizada após 1 (um) ano, contado da data da publicação do
Regimento Interno e observará rito específico disposto em regulamento próprio.
Parágrafo único. O prazo previsto no caput deste artigo poderá ser prorrogado a critério do Tribunal
Pleno.
Questões
01. (TCE-MG: Auditor - Conselheiro Substituto – FUNDEP/2018) A respeito do que está previsto no
Regimento Interno do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (Resolução Nº 12, de 19/12/2008),
assinale a alternativa INCORRETA.
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(A) O titular de cada Poder, no âmbito estadual e municipal, encaminhará ao Tribunal, em cada
exercício, o rol dos responsáveis por dinheiro, bens e valores públicos e outros documentos ou
informações considerados necessários, na forma estabelecida em atos normativos do Tribunal.
(B) No relatório anual de suas atividades, o Tribunal apresentará análise da evolução dos custos da
atividade de controle e da eficiência, eficácia e economicidade dessa atividade.
(C) O ouvidor será designado pelo presidente do TCE-MG, dentre seus membros, auditores,
procuradores do Ministério Público junto ao Tribunal ou servidores.
(D) Os auditores em atuação nas Câmaras presidem a instrução e relatam os processos que lhes
forem distribuídos com proposta de voto a ser apreciada pelos membros do respectivo Colegiado.
(E) Os auditores não poderão exercer funções nos serviços auxiliares do Tribunal, ressalvada a de
vice-diretor da Revista, a participação em comissões internas temporárias e a Corregedoria a critério do
presidente.
Gabarito
01.E/ 02. Verdadeiro
Comentários
01. Resposta: E
Art. 53. Aos Auditores aplicam-se as mesmas causas de impedimento e suspeição a que se submetem
os Conselheiros.
Parágrafo único. Os Auditores não poderão exercer funções nos serviços auxiliares do Tribunal,
ressalvada a de Vice-Diretor da Revista e a participação em comissões internas temporárias, a critério do
Presidente.
PREÂMBULO
Nós, representantes do povo do Estado de Minas Gerais, fiéis aos ideais de liberdade de sua tradição,
reunidos em Assembleia Constituinte, com o propósito de instituir ordem jurídica autônoma, que, com
base nas aspirações dos mineiros, consolide os princípios estabelecidos na Constituição da República,
promova a descentralização do Poder e assegure o seu controle pelos cidadãos, garanta o direito de
todos à cidadania plena, ao desenvolvimento e à vida, numa sociedade fraterna, pluralista e sem
preconceito, fundada na justiça social, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição:
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
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§ 2º – O Estado se organiza e se rege por esta Constituição e leis que adotar, observados os princípios
constitucionais da República.
Art. 3º – O território do Estado somente será incorporado, dividido ou desmembrado, com aprovação
da Assembleia Legislativa.
TÍTULO II
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
Art. 4º – O Estado assegura, no seu território e nos limites de sua competência, os direitos e garantias
fundamentais que a Constituição da República confere aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no
País.
§ 1º – Incide na penalidade de destituição de mandato administrativo ou de cargo ou função de direção,
em órgão da administração direta ou entidade da administração indireta, o agente público que deixar
injustificadamente de sanar, dentro de noventa dias da data do requerimento do interessado, omissão
que inviabilize o exercício de direito constitucional.
§ 2º – Independe do pagamento de taxa ou de emolumento ou de garantia de instância o exercício do
direito de petição ou representação, bem como a obtenção de certidão para a defesa de direito ou
esclarecimento de situação de interesse pessoal.
§ 3º – Nenhuma pessoa será discriminada, ou de qualquer forma prejudicada, pelo fato de litigar com
órgão ou entidade estadual, no âmbito administrativo ou no judicial.
§ 4º – Nos processos administrativos, qualquer que seja o objeto e o procedimento, observar-se-ão,
entre outros requisitos de validade, a publicidade, o contraditório, a defesa ampla e o despacho ou a
decisão motivados.
§ 5º – Todos têm o direito de requerer e obter informação sobre projeto do Poder Público, a qual será
prestada no prazo da lei, ressalvada aquela cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e
do Estado.
§ 6º – O Estado garante o exercício do direito de reunião e de outras liberdades constitucionais e a
defesa da ordem pública, da segurança pessoal e dos patrimônios público e privado.
§ 7º – Ao presidiário é assegurado o direito a:
I – assistência médica, jurídica e espiritual;
II – aprendizado profissionalizante e trabalho produtivo e remunerado;
III – acesso a notícia divulgada fora do ambiente carcerário;
IV – acesso aos dados relativos à execução da respectiva pena;
V – creche ou outras condições para o atendimento do disposto no art. 5º, L, da Constituição da
República.
§ 8º – É passível de punição, nos termos da lei, o agente público que, no exercício de suas atribuições
e independentemente da função que exerça, violar direito constitucional do cidadão.
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Art. 5º – Ao Estado é vedado:
I – estabelecer culto religioso ou igreja, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter
com eles ou com seus representantes relações de dependência ou de aliança, ressalvada, na forma da
lei, a colaboração de interesse público;
II – recusar fé a documento público;
III – criar distinção entre brasileiros ou preferência em relação às demais unidades e entidades da
Federação.
TÍTULO III
DO ESTADO
CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO
Seção I
Disposições Gerais
Art. 6º – São Poderes do Estado, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o
Judiciário.
Parágrafo único – Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, é vedado a qualquer dos
Poderes delegar atribuição e, a quem for investido na função de um deles, exercer a de outro.
Seção II
Da Competência do Estado
Art. 9º – É reservada ao Estado a competência que não lhe seja vedada pela Constituição da
República.
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d) custas dos serviços forenses;
e) produção e consumo;
f) florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais,
proteção do ambiente e controle da poluição;
g) proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
h) responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico,
estético, histórico, turístico e paisagístico;
i) educação, cultura, ensino e desporto;
j) criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;
l) procedimentos em matéria processual;
m) previdência social, proteção e defesa da saúde;
n) assistência jurídica e defensoria pública;
o) apoio e assistência ao portador de deficiência e sua integração social;
p) proteção à infância e à juventude;
q) organização, garantias, direitos e deveres da Polícia Civil.
§ 1º – No domínio da legislação concorrente, o Estado exercerá:
I – competência suplementar;
II – competência plena, quando inexistir lei federal sobre normas gerais, ficando suspensa a eficácia
da lei estadual no que for contrário a lei federal superveniente.
§ 2º – O Estado poderá legislar sobre matéria da competência privativa da União, quando permitido
em lei complementar federal.
Seção III
Do Domínio Público
Art. 12 – Formam o domínio público patrimonial do Estado os seus bens móveis e imóveis, os seus
direitos e os rendimentos das atividades e serviços de sua competência.
Parágrafo único – Incluem-se entre os bens do Estado:
I – as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, salvo, neste caso, na
forma da lei federal, as decorrentes de obra da União;
II – as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;
III – os lagos em terreno de seu domínio e os rios que em seu território têm nascente e foz, salvo os
de domínio da União;
IV – as terras devolutas não compreendidas entre as da União.
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Seção IV
Da Administração Pública
Art. 14 – Administração pública direta é a que compete a órgão de qualquer dos Poderes do Estado.
§ 1º – Administração pública indireta é a que compete:
I – à autarquia, de serviço ou territorial;
II – à sociedade de economia mista;
III – à empresa pública;
IV – à fundação pública;
V – às demais entidades de direito privado, sob controle direto ou indireto do Estado.
§ 2º – A atividade administrativa do Estado se organizará em sistemas, principalmente a de
planejamento, a de finanças e a de administração geral.
§ 3º – É facultado ao Estado criar órgão, dotado de autonomia financeira e administrativa, segundo a
lei, sob a denominação de órgão autônomo.
§ 4º – Depende de lei específica:
I – a instituição e a extinção de autarquia, fundação pública e órgão autônomo;
II – a autorização para instituir, cindir e extinguir a entidade a que se refere o § 14 do art. 36, sociedade
de economia mista e empresa pública e para alienar ações que garantam o controle dessas entidades
pelo Estado;
III – a autorização para criação de subsidiária das entidades mencionadas neste parágrafo e para sua
participação em empresa privada;
IV – a alienação de ações que garantam, nas empresas públicas e sociedades de economia mista, o
controle pelo Estado.
§ 5º – Ressalvada a entidade a que se refere o § 14 do art. 36, ao Estado somente é permitido instituir
ou manter fundação com personalidade jurídica de direito público, cabendo a lei complementar definir as
áreas de sua atuação.
§ 6º – (Revogado pelo art. 3º da Emenda à Constituição nº 75, de 8/8/2006.)
§ 7º – As relações jurídicas entre o Estado e o particular prestador de serviço público em virtude de
delegação, sob a forma de concessão, permissão ou autorização, são regidas pelo direito público.
§ 8º – É vedada a delegação de poderes ao Executivo para criação, extinção ou transformação de
entidade de sua administração indireta.
§ 9º – A lei disciplinará as formas de participação do usuário de serviços públicos na administração
pública direta e indireta, regulando especialmente:
I – a reclamação relativa à prestação de serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de
serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços;
II – o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo,
observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII, da Constituição da República;
III – a representação contra negligência ou abuso de poder no exercício de cargo, emprego ou função
da administração pública.
§ 10 – A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e das entidades da administração
direta e indireta poderá ser ampliada mediante instrumento específico que tenha por objetivo a fixação de
metas de desempenho para o órgão ou entidade.
§ 11 – A lei disporá sobre a natureza jurídica do instrumento a que se refere o § 10 deste artigo e,
entre outros requisitos, sobre:
I – o seu prazo de duração;
II – o controle e o critério de avaliação de desempenho;
III – os direitos, as obrigações e as responsabilidades dos dirigentes;
IV – a remuneração do pessoal;
V – alteração do quantitativo e da distribuição dos cargos de provimento em comissão e das funções
gratificadas, observados os valores de retribuição correspondentes e desde que não altere as unidades
orgânicas estabelecidas em lei e não acarrete aumento de despesa.
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§ 12 – O Estado e os Municípios disciplinarão, por meio de lei, os consórcios públicos e os convênios
de cooperação com os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos bem como
a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos
serviços transferidos.
§ 13 – A transferência ou cessão, onerosa ou gratuita, de pessoal efetivo ou estável para entidade não
mencionada no § 1º deste artigo fica condicionada à anuência do servidor.
§ 14 – Lei complementar disporá sobre normas gerais de criação, funcionamento e extinção de
conselhos estaduais.
§ 15 – Será de três quintos dos membros da Assembleia Legislativa o quórum para aprovação de lei
que autorizar a alteração da estrutura societária ou a cisão de sociedade de economia mista e de empresa
pública ou a alienação das ações que garantem o controle direto ou indireto dessas entidades pelo
Estado, ressalvada a alienação de ações para entidade sob controle acionário do poder público federal,
estadual ou municipal.
§ 16 – A lei que autorizar a alienação de ações de empresa concessionária ou permissionária de
serviço público estabelecerá a exigência de cumprimento, pelo adquirente, de metas de qualidade de
serviço e de atendimento aos objetivos sociais inspiradores da constituição da entidade.
§ 17 – A desestatização de empresa de propriedade do Estado prestadora de serviço público de
distribuição de gás canalizado, de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica ou de
saneamento básico, autorizada nos termos deste artigo, será submetida a referendo popular.
Art. 15 – Lei estadual disciplinará o procedimento de licitação, obrigatória para a contratação de obra,
serviço, compra, alienação, concessão e permissão, em todas as modalidades, para a administração
pública direta, autárquica e fundacional, bem como para as empresas públicas e sociedades de economia
mista.
§ 1º – Na licitação a cargo do Estado ou de entidade de administração indireta, observar-se-ão, entre
outros, sob pena de nulidade, os princípios de isonomia, publicidade, probidade administrativa, vinculação
ao instrumento convocatório e julgamento objetivo.
§ 2º – (Suprimido pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 15, de 1/12/1995.)
Art. 16 – As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, sendo obrigatória a
regressão, no prazo estabelecido em lei, contra o responsável, nos casos de dolo ou culpa.
Art. 17 – A publicidade de ato, programa, projeto, obra, serviço e campanha de órgão público, por
qualquer veículo de comunicação, somente pode ter caráter informativo, educativo ou de orientação
social, e dela não constarão nome, símbolo ou imagem que caracterizem a promoção pessoal de
autoridade, servidor público ou partido político.
Parágrafo único – Os Poderes do Estado e do Município, incluídos os órgãos que os compõem,
publicarão, trimestralmente, o montante das despesas com publicidade pagas, ou contratadas naquele
período com cada agência ou veículo de comunicação.
Art. 18 – A aquisição de bem imóvel, a título oneroso, depende de avaliação prévia e de autorização
legislativa, exigida ainda, para a alienação, a licitação, salvo nos casos de permuta e doação, observada
a lei.
§ 1º – A alienação de bem móvel depende de avaliação prévia e de licitação, dispensável esta, na
forma da lei, nos casos de:
I – doação;
II – permuta.
§ 2º – O uso especial de bem patrimonial do Estado por terceiro será objeto, na forma da lei, de:
I – concessão, mediante contrato de direito público, remunerada ou gratuita, ou a título de direito real
resolúvel;
II – permissão;
III – cessão;
IV – autorização.
§ 3º – Os bens do patrimônio estadual devem ser cadastrados, zelados e tecnicamente identificados,
especialmente as edificações de interesse administrativo, as terras públicas e a documentação dos
serviços públicos.
§ 4º – O cadastramento e a identificação técnica dos imóveis do Estado, de que trata o parágrafo
anterior, devem ser anualmente atualizados, garantido o acesso às informações neles contidas.
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§ 5º – O disposto neste artigo se aplica às autarquias e às fundações públicas.
Art. 19 – A administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro das respectivas áreas de
competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei.
Parágrafo único – As administrações tributárias do Estado e dos Municípios, atividades essenciais ao
funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários
para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de
cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou de convênio.
Seção V
Dos Servidores Públicos
Subseção I
Disposições Gerais
Art. 21 – Os cargos, funções e empregos públicos são acessíveis aos brasileiros que preencham os
requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei.
§ 1º – A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público
de provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei
de livre nomeação e exoneração.
§ 2º – O prazo de validade do concurso público é de até dois anos, prorrogável, uma vez, por igual
período.
§ 3º – Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, o aprovado em concurso
público será convocado, observada a ordem de classificação, com prioridade sobre novos concursados,
para assumir o cargo ou emprego na carreira.
§ 4º – A inobservância do disposto nos §§ 1º, 2º e 3º deste artigo implica nulidade do ato e punição da
autoridade responsável, nos termos da lei.
Art. 22 – A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado, para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público.
Parágrafo único – O disposto neste artigo não se aplica a funções de magistério.
Art. 24 – A remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 7º deste artigo somente
poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso,
assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices.
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§ 1º – A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da
administração direta, autárquica e fundacional dos Poderes do Estado, do Ministério Público, do Tribunal
de Contas e da Defensoria Pública e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais, não poderão exceder o subsídio mensal dos
Desembargadores do Tribunal de Justiça, nos termos do § 12 do art. 37 da Constituição da República e
observado o disposto no § 5º deste artigo.
§ 2º – Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não podem ser superiores
aos percebidos no Poder Executivo.
§ 3º – É vedado vincular ou equiparar espécies remuneratórias para efeito de remuneração de pessoal
do serviço público.
§ 4º – Os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem
acumulados para o fim de concessão de acréscimo ulterior.
§ 5º – O subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos são
irredutíveis, ressalvado o disposto nos §§ 1º, 4º e 7º deste artigo e nos arts. 150, caput, II, e 153, caput,
III, e § 2º, I, da Constituição da República.
§ 6º – A lei estabelecerá a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos,
obedecido, em qualquer caso, o disposto no § 1º deste artigo.
§ 7º – O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo e os Secretários de Estado serão
remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, e
observado, em qualquer caso, o disposto no § 1º deste artigo.
§ 8º – A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos
do § 7º deste artigo.
§ 9º – Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o § 1º deste artigo,
as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.
§ 10 – O disposto no § 1º deste artigo aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia
mista, bem como às suas subsidiárias, que recebam recursos do Estado para pagamento de despesas
de pessoal ou de custeio em geral.
§ 11 – Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e
da remuneração dos cargos, funções e empregos públicos.
Art. 27 – A despesa com pessoal ativo e inativo do Estado e dos Municípios não pode exceder os
limites estabelecidos em lei complementar.
§ 1º – A concessão de vantagem ou o aumento de remuneração, a criação de cargo, emprego e função
ou a alteração de estrutura de carreira bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer
título, por órgão ou entidade da administração direta ou indireta ficam condicionados a:
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I – prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos
acréscimos dela decorrentes;
II – autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as
sociedades de economia mista.
§ 2º – Decorrido o prazo estabelecido em lei para a adaptação aos parâmetros por ela previstos, serão
suspensos os repasses de verbas estaduais aos Municípios que não observarem os limites legalmente
estabelecidos.
§ 3º – Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, dentro do prazo fixado na
lei complementar referida no caput, o Estado adotará as seguintes providências, sucessivamente:
I – redução de pelo menos 20% (vinte por cento) das despesas com cargos em comissão e funções
de confiança;
II – dispensa ou exoneração de servidor público civil não estável, admitido em órgão da administração
direta ou em entidade autárquica ou fundacional, que conte menos de três anos de efetivo exercício no
Estado;
III – dispensa ou exoneração de servidor não estável, observados os critérios de menor tempo de
efetivo serviço e de avaliação de desempenho, na forma da lei.
Art. 28 – A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para provimento com portador de
deficiência e definirá os critérios de sua admissão.
Art. 29 – Os atos de improbidade administrativa importam a suspensão dos direitos políticos, a perda
de função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e na gradação
estabelecidas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
Subseção II
Dos Servidores Públicos Civis
Art. 31 – O Estado assegurará ao servidor público civil da Administração Pública direta, autárquica e
fundacional os direitos previstos no art. 7º, incisos IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX,
XXII e XXX, da Constituição da República e os que, nos termos da lei, visem à melhoria de sua condição
social e da produtividade e da eficiência no serviço público, em especial o prêmio por produtividade e o
adicional de desempenho.
§ 1º – A lei disporá sobre o cálculo e a periodicidade do prêmio por produtividade a que se refere
o caput deste artigo, o qual não se incorporará, em nenhuma hipótese, aos proventos de aposentadoria
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e pensões a que o servidor fizer jus e cuja concessão dependerá de previsão orçamentária e
disponibilidade financeira do Estado.
§ 2º – O adicional de desempenho será pago mensalmente, em valor variável, calculado nos termos
da lei, vedada sua concessão ao detentor, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de
livre nomeação e exoneração.
§ 3º – Para fins de promoção e progressão nas carreiras será adotado, além dos critérios estabelecidos
na legislação pertinente, o sistema de avaliação de desempenho, que será disciplinado em lei, podendo
ser prevista pontuação por tempo de serviço.
§ 4º – Serão concedidas ao servidor ocupante de cargo de provimento efetivo e função pública férias-
prêmio com duração de três meses a cada cinco anos de efetivo exercício no serviço público do Estado
de Minas Gerais.
§ 5º – A avaliação de desempenho dos integrantes da Polícia Civil, para efeito de promoção e
progressão nas respectivas carreiras, obedecerá a regras especiais.
§ 6º – Fica assegurado ao servidor público civil o direito a:
I – assistência e previdência sociais, extensivas ao cônjuge ou companheiro e aos dependentes;
II – assistência gratuita, em creche e pré-escola, aos filhos e aos dependentes, desde o nascimento
até seis anos de idade;
III – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas.
Art. 32 – A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório
observará:
I – a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos que compõem cada carreira;
II – os requisitos para a investidura nos cargos;
III – as peculiaridades dos cargos.
§ 1º – (Revogado pelo art. 6º da Emenda à Constituição nº 57, de 15/7/2003.)
§ 2º – (Revogado pelo art. 6º da Emenda à Constituição nº 57, de 15/7/2003.)
§ 3º – Observado o disposto no caput e incisos deste artigo, a lei disporá sobre reajustes diferenciados
nas administrações direta, autárquica e fundacional dos três Poderes do Estado, visando à reestruturação
do sistema remuneratório de funções, cargos e carreiras.
Art. 33 – O direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica.
Art. 34 – É garantida a liberação do servidor público para exercício de mandato eletivo em diretoria de
entidade sindical representativa de servidores públicos, de âmbito estadual, sem prejuízo da remuneração
e dos demais direitos e vantagens do seu cargo.
§ 1º – Os servidores eleitos para cargos de direção ou de representação serão liberados, na seguinte
proporção, para cada sindicato:
I – de 1.000 (mil) a 3.000 (três mil) filiados, 1 (um) representante;
II – de 3.001 (três mil e um) a 6.000 (seis mil) filiados, 2 (dois) representantes;
III – de 6.001 (seis mil e um) a 10.000 (dez mil) filiados, 3 (três) representantes;
IV – acima de 10.000 (dez mil) filiados, 4 (quatro) representantes.
§ 2º – O Estado procederá ao desconto, em folha ou ordem de pagamento, de consignações
autorizadas pelos servidores públicos civis das administrações direta e indireta em favor dos sindicatos e
associações de classe, efetuando o repasse às entidades até o quinto dia do mês subsequente ao mês
de competência do pagamento dos servidores, observada a data do efetivo desconto.
Art. 35 – É estável, após três anos de efetivo exercício, o servidor público nomeado para cargo de
provimento efetivo em virtude de concurso público.
§ 1º – O servidor público estável só perderá o cargo:
I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar,
assegurada ampla defesa.
§ 2º – Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o
eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização,
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de
serviço público federal, estadual e municipal.
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§ 3º – Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade,
com remuneração proporcional ao tempo de serviço público federal, estadual e municipal, até seu
adequado aproveitamento em outro cargo.
§ 4º – Como condição para aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de
desempenho por comissão instituída para essa finalidade.
Art. 36 – Aos servidores titulares de cargos de provimento efetivo do Estado, incluídas suas autarquias
e fundações, é assegurado regime próprio de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante
contribuição do Estado, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que
preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.
§ 1º – Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados
com proventos calculados a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17:
I – por invalidez permanente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se a
invalidez for decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou
incurável, na forma da lei;
II – compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de
contribuição;
III – voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço
público e cinco anos no cargo efetivo em que se der a aposentadoria, observadas as seguintes condições:
a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e cinquenta e cinco anos de
idade e trinta de contribuição, se mulher;
b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se mulher, com proventos
proporcionais ao tempo de contribuição.
§ 2º – Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua concessão, não poderão
exceder a remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de
referência para a concessão da pensão.
§ 3º – Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por ocasião de sua concessão, serão
consideradas as remunerações utilizadas como base para as contribuições do servidor aos regimes de
previdência de que tratam este artigo e os arts. 40 e 201 da Constituição da República, na forma da lei.
§ 4º – É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria
aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em lei
complementar, os casos de servidores:
I – portadores de deficiência;
II – que exerçam atividades de risco;
III – cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a
integridade física.
§ 5º – Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos, em relação
ao disposto no § 1º, III, “a”, deste artigo, para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo
exercício de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.
§ 6º – É vedada:
I – a percepção de mais de uma aposentadoria pelos regimes de previdência a que se referem este
artigo e o art. 40 da Constituição da República, ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos
acumuláveis na forma prevista nesta Constituição;
II – a percepção simultânea de proventos de aposentadoria pelos regimes de previdência a que se
referem este artigo e o art. 39 desta Constituição, bem como os arts. 40, 42 e 142 da Constituição da
República, com a remuneração de cargo, função ou emprego públicos, ressalvados os cargos
acumuláveis na forma prevista nesta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão
declarados em lei de livre nomeação e exoneração.
§ 7º – Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte, que será igual:
I – ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido, até o limite máximo estabelecido para os
benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 da Constituição da República,
acrescido de 70% (setenta por cento) da parcela excedente a esse limite, caso o servidor estivesse
aposentado na data do óbito;
II – ao valor da totalidade da remuneração do servidor no cargo efetivo em que se deu o falecimento,
até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o
art. 201 da Constituição da República, acrescido de 70% (setenta por cento) da parcela excedente a esse
limite, caso o servidor estivesse em atividade na data do óbito.
§ 8º – É assegurado o reajustamento dos benefícios de pensão e aposentadoria para preservar, em
caráter permanente, seu valor real, conforme critérios estabelecidos em lei.
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§ 9º – O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou municipal será contado para efeito de
aposentadoria, e o tempo de serviço correspondente, para efeito de disponibilidade.
§ 10 – A lei não poderá estabelecer nenhuma forma de contagem de tempo de contribuição fictício.
§ 11 – Aplica-se o limite fixado no art. 24, § 1º, à soma total dos proventos de aposentadoria, inclusive
quando decorrentes da acumulação de cargos, funções ou empregos públicos, bem como de outras
atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da
adição de proventos de aposentadoria com remuneração de cargo acumulável na forma desta
Constituição, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração ou de cargo
eletivo.
§ 12 – Além do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores públicos titulares de
cargo efetivo observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência
social.
§ 13 – Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração, bem como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-se o regime
geral de previdência social.
§ 14 – Lei de iniciativa do Governador do Estado poderá instituir regime de previdência complementar
para os servidores de que trata este artigo, por intermédio de entidade fechada de previdência
complementar, de natureza pública, que oferecerá aos respectivos participantes planos de benefícios
somente na modalidade de contribuição definida, observado, no que couber, o disposto no art. 202 da
Constituição da República.
§ 15 – Após a instituição do regime de previdência complementar a que se refere o § 14, poderá ser
fixado para o valor das aposentadorias e pensões de que trata este artigo o limite máximo estabelecido
para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201 da Constituição da
República.
§ 16 – O disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço
público até a data da publicação do ato de instituição do regime de previdência complementar, mediante
sua prévia e expressa opção.
§ 17 – Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo dos proventos da aposentadoria
previsto no § 3º deste artigo serão devidamente atualizados, na forma da lei.
§ 18 – Incidirá contribuição, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargo
de provimento efetivo, sobre a parcela dos proventos de aposentadoria e das pensões concedidos pelo
regime de que trata este artigo que supere o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime
geral de previdência social de que trata o art. 201 da Constituição da República.
§ 19 – Quando o beneficiário, na forma da lei, for portador de doença incapacitante, a contribuição
prevista no § 18 deste artigo incidirá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de
pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de
previdência social de que trata o art. 201 da Constituição da República.
§ 20 – O servidor de que trata este artigo que tenha cumprido as exigências para aposentadoria
voluntária estabelecidas no § 1º, III, “a”, e no § 5º e que opte por permanecer em atividade fará jus a
abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária.
§ 21 – Fica vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência para os servidores
ocupantes de cargos de provimento efetivo do Estado e de mais de um órgão ou entidade gestora do
respectivo regime, ressalvado o disposto no § 10 do art. 39.
§ 22 – O órgão ou entidade gestora do regime próprio de previdência social dos servidores do Estado
contará com colegiado, com participação paritária de representantes e de servidores dos Poderes do
Estado, ao qual caberá acompanhar e fiscalizar a administração do regime, na forma do regulamento.
§ 23 – Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento de proventos de aposentadorias e
pensões concedidas aos servidores e seus dependentes, em adição aos recursos do Tesouro, o Estado
poderá constituir fundos integrados pelos recursos provenientes de contribuições e por bens, direitos e
ativos de qualquer natureza, mediante lei que disporá sobre a natureza e a administração desses fundos.
§ 24 – É assegurado ao servidor afastar-se da atividade a partir da data do requerimento de
aposentadoria, e a não concessão desta importará o retorno do requerente para o cumprimento do tempo
necessário à aquisição do direito, na forma da lei.
§ 25 – Para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na
administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de
previdência social se compensarão financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei.
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Subseção III
Dos Servidores Policiais Civis
Art. 38 – Assegurados, no que couber, os direitos, garantias e prerrogativas previstos nas Subseções
I e II deste Capítulo e observado o disposto no art. 32 desta Constituição, a lei disporá sobre os planos
de carreira e o regime jurídico dos servidores policiais civis.
Parágrafo único – Lei complementar estabelecerá os requisitos e critérios para a concessão de
aposentadoria aos servidores policiais civis que exerçam atividades de risco ou cujas atividades sejam
exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, nos termos do § 4º
do art. 40 da Constituição Federal.
Seção VI
Dos Militares do Estado
Art. 39 – São militares do Estado os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, que
serão regidos por estatuto próprio estabelecido em lei complementar.
§ 1º – As patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são asseguradas em
plenitude aos Oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos, postos e
uniforme militares.
§ 2º – As patentes dos Oficiais são conferidas pelo Governador do Estado.
§ 3º – O militar em atividade que aceitar cargo ou emprego público permanentes será transferido para
a reserva.
§ 4º – O militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou função públicos temporários, não eletivos, ainda
que de entidade da administração indireta, ficará agregado ao respectivo quadro e, enquanto permanecer
nessa situação, somente poderá ser promovido por antiguidade, terá seu tempo de serviço contado
apenas para aquela promoção e transferência para a reserva e será, depois de dois anos de afastamento,
contínuos ou não, transferido para a inatividade.
§ 5º – Ao militar são proibidas a sindicalização e a greve. (Vide arts. 12 e 13 da Emenda à Constituição
nº 39, de 2/6/1999.)
§ 6º – O militar, enquanto em efetivo serviço, não pode estar filiado a partidos políticos.
§ 7º – O Oficial somente perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele
incompatível, por decisão do Tribunal de Justiça Militar, ou de tribunal especial, em tempo de guerra, e a
lei especificará os casos de submissão a processo e o rito deste.
§ 8º – O militar condenado na Justiça, comum ou militar, a pena privativa de liberdade superior a dois
anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no parágrafo anterior.
§ 9º – A lei estabelecerá as condições em que a praça perderá a graduação, observado o disposto no
art. 111.
§ 10 – Os direitos, deveres, garantias e vantagens do servidor militar e as normas sobre admissão,
promoção, estabilidade, limites de idade e condições de transferência para a inatividade serão
estabelecidos no estatuto.
§ 11 – Aplica-se ao militar o disposto nos §§ 1º, 3º, 4º e 5º do art. 24, nos §§ 1º, 2º, 3º, 4º, 5º e 6º do
art. 31 e nos §§ 9º, 24 e 25 do art. 36 desta Constituição e nos incisos VIII, XII, XVII, XVIII e XIX do art.
7º da Constituição da República.
§ 12 – Os militares da mesma patente perceberão os mesmos vencimentos e vantagens, excetuadas
as provenientes de cursos ou tempo de serviço.
§ 13 – Aos pensionistas dos militares aplica-se o que for fixado em lei complementar específica.
Seção VII
Dos Serviços Públicos
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I – o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial
de seu contrato e de sua prorrogação e as condições de exclusividade do serviço, caducidade,
fiscalização e rescisão da concessão ou da permissão;
II – a política tarifária;
III – a obrigação de o concessionário e o permissionário manterem serviço adequado.
§ 3º – É facultado ao Poder Público ocupar e usar temporariamente bens e serviços, na hipótese de
calamidade, situação em que o Estado responderá pela indenização, em dinheiro e imediatamente após
a cessação do evento, dos danos e custos decorrentes.
§ 4º – As reclamações relativas à prestação de serviço público serão disciplinadas em lei.
§ 5º – A lei estabelecerá tratamento especial em favor do usuário de baixa renda.
Seção VIII
Da Regionalização
Subseção I
Disposições Gerais
Subseção II
Da Região Metropolitana, Aglomeração Urbana e Microrregião
Art. 42 – O Estado poderá instituir, mediante lei complementar, região metropolitana, aglomeração
urbana e microrregião constituídas por agrupamento de Municípios limítrofes, para integrar o
planejamento, a organização e a execução de funções públicas de interesse comum.
Art. 43 – Considera-se função pública de interesse comum a atividade ou o serviço cuja realização por
parte de um Município, isoladamente, seja inviável ou cause impacto nos outros Municípios integrantes
da região metropolitana.
§ 1º – A gestão de função pública de interesse comum será unificada.
§ 2º – As especificações das funções públicas de interesse comum serão definidas na lei complementar
que instituir região metropolitana, aglomeração urbana e microrregião.
Art. 44 – A instituição de região metropolitana se fará com base nos conceitos estabelecidos nesta
Constituição e na avaliação, na forma de parecer técnico, do conjunto dos seguintes dados ou fatores,
dentre outros, objetivamente apurados:
I – população e crescimento demográfico, com projeção quinquenal;
II – grau de conurbação e movimentos pendulares da população;
III – atividade econômica e perspectivas de desenvolvimento;
IV – fatores de polarização;
V – deficiência dos serviços públicos, em um ou mais Municípios, com implicação no desenvolvimento
da região.
§ 1º – Lei complementar estabelecerá os procedimentos para a elaboração e a análise do parecer
técnico a que se refere o caput deste artigo, indispensável para a apresentação do projeto de lei
complementar de instituição de região metropolitana.
§ 2º – A inclusão de Município em região metropolitana já instituída será feita com base em estudo
técnico prévio, elaborado em conformidade com os critérios estabelecidos neste artigo.
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Art. 46 – Haverá em cada região metropolitana:
I – uma Assembleia Metropolitana;
II – um Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano;
III – uma Agência de Desenvolvimento, com caráter técnico e executivo;
IV – um Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado;
V – um Fundo de Desenvolvimento Metropolitano.
§ 1º – A Assembleia Metropolitana constitui o órgão colegiado de decisão superior e de representação
do Estado e dos municípios na região metropolitana, competindo-lhe:
I – definir as macrodiretrizes do planejamento global da região metropolitana;
II – vetar, por deliberação de pelo menos dois terços de seus membros, resolução emitida pelo
Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano.
§ 2º – Fica assegurada, para fins de deliberação, representação paritária entre o Estado e os
Municípios da região metropolitana na Assembleia Metropolitana, nos termos de lei complementar.
§ 3º – O Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano é o órgão colegiado da região
metropolitana ao qual compete:
I – deliberar sobre o planejamento e a execução das funções públicas de interesse comum;
II – elaborar a programação normativa da implantação e da execução das funções públicas de
interesse comum;
III – provocar a elaboração e aprovar o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da região
metropolitana;
IV – aprovar as regras de compatibilização entre o planejamento da região metropolitana e as políticas
setoriais adotadas pelo poder público para a região;
V – deliberar sobre a gestão do Fundo de Desenvolvimento Metropolitano.
§ 4º – Fica assegurada a participação de representantes do Estado, dos Municípios da região
metropolitana e da sociedade civil organizada no Conselho Deliberativo de Desenvolvimento
Metropolitano.
Subseção III
Das Regiões de Desenvolvimento
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V – promover a cultura e preservar as tradições da região.
§ 2º – É obrigatória a inclusão, nas propostas orçamentárias e nos planos plurianuais de despesas de
capital, de dotações especificamente destinadas às regiões de desenvolvimento, que serão administradas
pelas respectivas autarquias.
§ 3º – Lei complementar disporá sobre as autarquias territoriais de desenvolvimento, sua organização
e funcionamento.
§ 4º – A lei criará o Fundo de Desenvolvimento Regional.
CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
Seção I
Do Poder Legislativo
Subseção I
Da Assembleia Legislativa
Art. 52 – O Poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa, que se compõe de representantes
do povo mineiro, eleitos na forma da lei.
§ 1º – O número de Deputados corresponde ao triplo da representação do Estado na Câmara dos
Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados
Federais acima de doze.
§ 2º – O número de Deputados não vigorará na legislatura em que for fixado.
§ 3º – Cada legislatura terá a duração de quatro anos.
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§ 3º – A Mesa da Assembleia poderá encaminhar pedido de informação a dirigente de entidade da
administração indireta, ao Comandante-Geral da Polícia Militar e a outras autoridades estaduais, e a
recusa, ou o não atendimento no prazo de trinta dias, ou a prestação de informação falsa constituem
infração administrativa, sujeita a responsabilização.
Art. 55 – As deliberações da Assembleia Legislativa e de suas comissões serão tomadas por voto
aberto e, salvo disposição constitucional em contrário, por maioria de votos, presente a maioria de seus
membros.
Parágrafo único – Adotar-se-á a votação nominal nas deliberações sobre as proposições a que se
refere o art. 63.
Subseção II
Dos Deputados
Art. 56 – O Deputado é inviolável, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.
§ 1º – O Deputado, desde a expedição do diploma, será submetido a julgamento perante o Tribunal de
Justiça.
§ 2º – O Deputado não pode, desde a expedição do diploma, ser preso, salvo em flagrante de crime
inafiançável.
§ 3º – Na hipótese prevista no § 2º deste artigo, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro
horas à Assembleia Legislativa, para que esta, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a
prisão.
§ 4º – Recebida a denúncia contra Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Tribunal de
Justiça dará ciência à Assembleia Legislativa, que, por iniciativa de partido político nela representado e
pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação.
§ 5º – O pedido de sustação será apreciado pela Assembleia Legislativa no prazo improrrogável de
quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa.
§ 6º – A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato.
§ 7º – O Deputado não será obrigado a testemunhar sobre informação recebida ou prestada em razão
do exercício do mandato, nem sobre pessoa que a ele confiou ou dele recebeu informação.
§ 8º – Aplicam-se ao Deputado as regras da Constituição da República não inscritas nesta Constituição
sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidade, remuneração, perda de mandato, licença,
impedimento e incorporação às Forças Armadas.
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§ 2º – Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda de mandato será decidida pela Assembleia Legislativa
pelo voto da maioria de seus membros, por provocação da Mesa ou de partido político representado na
Assembleia Legislativa, assegurada ampla defesa.
§ 3º – Nos casos dos incisos III, IV e V, a perda será declarada pela Mesa da Assembleia, de ofício ou
por provocação de qualquer de seus membros ou de partido político representado na Assembleia
Legislativa, assegurada ampla defesa.
§ 4º – A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato,
nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e
3º.
Subseção III
Das Comissões
Subseção IV
Das Atribuições da Assembleia Legislativa
Art. 61 – Cabe à Assembleia Legislativa, com a sanção do Governador, não exigida esta para o
especificado no art. 62, dispor sobre todas as matérias de competência do Estado, especificamente:
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I – plano plurianual e orçamentos anuais;
II – diretrizes orçamentárias;
III – sistema tributário estadual, arrecadação e distribuição de rendas;
IV – dívida pública, abertura e operação de crédito;
V – plano de desenvolvimento;
VI – normas gerais relativas ao planejamento e execução de funções públicas de interesse comum, a
cargo da região metropolitana, aglomeração urbana e microrregião;
VII – fixação e modificação dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar;
VIII – criação, transformação e extinção de cargo, emprego e função públicos na administração direta,
autárquica e fundacional e fixação de remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na Lei de
Diretrizes Orçamentárias;
IX – servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, seu regime jurídico único,
provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civil e reforma e transferência de militar para a
inatividade;
X – fixação do quadro de empregos das empresas públicas, sociedades de economia mista e demais
entidades sob controle direto ou indireto do Estado;
XI – criação, estruturação, definição de atribuições e extinção de Secretarias de Estado e demais
órgãos da administração pública;
XII – organização do Ministério Público, da Advocacia do Estado, da Defensoria Pública, do Tribunal
de Contas, da Polícia Militar, da Polícia Civil e dos demais órgãos da Administração Pública;
XIII – organização e divisão judiciárias;
XIV – bens do domínio público;
XV – aquisição onerosa e alienação de bem imóvel do Estado;
XVI – transferência temporária da sede do Governo Estadual;
XVII – matéria decorrente da competência comum prevista no art. 23 da Constituição da República;
XVIII – matéria de legislação concorrente, de que trata o art. 24 da Constituição da República;
XIX – matéria da competência reservada ao Estado Federado no § 1º do art. 25 da Constituição da
República;
XX – fixação do subsídio do Deputado Estadual, observado o disposto nos arts. 24, § 7º, e 53, § 6º,
desta Constituição, e nos arts. 27, § 2º, 150, caput, II, e 153, caput, III, e § 2º, I, da Constituição da
República;
XXI – fixação dos subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado,
observado o disposto no art. 24, §§ 1º e 7º, desta Constituição, e nos arts. 150, caput, II, e 153, caput, III,
e § 2º, I, da Constituição da República.
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XVI – aprovar, por maioria de seus membros, a exoneração, de ofício, do Procurador-Geral de Justiça,
antes do término de seu mandato;
XVII – destituir, na forma da lei orgânica do Ministério Público, por maioria de seus membros, o
Procurador-Geral de Justiça;
XVIII – destituir do cargo o Governador e o Vice-Governador do Estado, após condenação por crime
comum ou de responsabilidade;
XIX – proceder à tomada de contas do Governador do Estado não apresentadas dentro de sessenta
dias da abertura da sessão legislativa;
XX – julgar, anualmente, as contas prestadas pelo Governador do Estado, e apreciar os relatórios
sobre a execução dos planos de governo;
XXI – escolher quatro dos sete Conselheiros do Tribunal de Contas;
XXII – apreciar, anualmente, as contas do Tribunal de Contas;
XXIII – aprovar, previamente, após arguição pública, a escolha:
a) dos Conselheiros do Tribunal de Contas indicados pelo Governador do Estado;
b) dos membros do Conselho de Governo indicados pelo Governador do Estado, do Conselho Estadual
de Educação e do Conselho de Defesa Social;
c) de Interventor em Município;
d) dos Presidentes das entidades da administração pública indireta, dos Presidentes e dos Diretores
do sistema financeiro estadual; (ADI 1.642 julgada parcialmente procedente para restringir a aplicação do
dispositivo às autarquias e às fundações públicas, excluindo-se os dirigentes das sociedades de
economia mista e das empresas públicas. Acórdão publicado no Diário da Justiça Eletrônico em
19/9/2008.)
e) de titular de cargo, quando a lei o determinar.
XXIV – eleger os quatro membros do Conselho de Governo a que se refere o inciso V do art. 94;
XXV – (Inciso declarado inconstitucional em 7/8/1997 – ADI 165. Acórdão publicado no Diário da
Justiça em 26/9/1997.)
XXVI – aprovar convênio intermunicipal para modificação de limites;
XXVII – solicitar a intervenção federal;
XXVIII – aprovar ou suspender a intervenção em Município;
XXIX – suspender, no todo ou em parte, a execução de ato normativo estadual declarado,
incidentalmente, inconstitucional por decisão definitiva do Tribunal de Justiça, quando a decisão de
inconstitucionalidade for limitada ao texto da Constituição do Estado;
XXX – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos
limites de delegação legislativa;
XXXI – fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;
XXXII – dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia do Estado em operações de
crédito;
XXXIII – zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos
outros Poderes;
XXXIV – aprovar, previamente, a alienação ou a concessão de terra pública, ressalvados:
a) os casos previstos no § 2º do art. 246 e nos §§ 3º e 8º do art. 247;
b) a alienação ou a concessão de terras públicas e devolutas rurais previstas no art. 247, com área de
até 100ha (cem hectares);
XXXV – mudar temporariamente sua sede;
XXXVI – dispor sobre o sistema de previdência e assistência social dos seus membros e o sistema de
assistência social dos servidores de sua Secretaria;
XXXVII – manifestar-se, perante o Congresso Nacional, após resolução aprovada pela maioria de seus
membros, na hipótese de incorporação, subdivisão ou desmembramento de área do território do Estado,
nos termos do art. 48, VI, da Constituição da República;
XXXVIII – autorizar referendo e convocar plebiscito nas questões de competência do Estado.
§ 1º – No caso previsto no inciso XIV, a condenação, que somente será proferida por dois terços dos
votos da Assembleia Legislativa, se limitará à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o
exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.
§ 2º – A representação judicial da Assembleia Legislativa é exercida por sua Procuradoria-Geral, à
qual cabe também a consultoria jurídica do Poder Legislativo.
§ 3º – O não encaminhamento, à Assembleia Legislativa, dos convênios a que se refere o inciso XXV,
nos dez dias úteis subsequentes à sua celebração, implica a nulidade dos atos já praticados em virtude
de sua execução.
§ 4º – O exercício da competência a que se refere o inciso XXXVIII dar-se-á nos termos da lei.
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Subseção V
Do Processo Legislativo
Art. 66 – São matérias de iniciativa privativa, além de outras previstas nesta Constituição:
I – da Mesa da Assembleia:
a) o Regimento Interno da Assembleia Legislativa;
b) o subsídio do Deputado Estadual, observado o disposto nos arts. 27, § 2º, 150, caput, II, e
153, caput, III, e § 2º, I, da Constituição da República;
c) os subsídios do Governador, do Vice-Governador e do Secretário de Estado, observado o disposto
nos arts. 150, caput, II, e 153, caput, III, e § 2º, I, da Constituição da República;
d) a organização da Secretaria da Assembleia Legislativa, seu funcionamento e sua polícia, a criação,
a transformação ou a extinção de cargo, emprego e função e o regime jurídico de seus servidores;
e) a criação de entidade da administração indireta da Assembleia Legislativa;
f) a autorização para o Governador ausentar-se do Estado, e o Vice-Governador, do País, quando a
ausência exceder quinze dias;
g) a mudança temporária da sede da Assembleia Legislativa;
h) a remuneração dos servidores da Secretaria da Assembleia Legislativa, observados os parâmetros
estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias e o disposto nos arts. 24 e 32 desta Constituição;
II – do Tribunal de Contas, por seu Presidente, a criação e a extinção de cargo e função públicos e a
fixação do subsídio de seus membros e da remuneração dos servidores da sua Secretaria, observados
os parâmetros da Lei de Diretrizes Orçamentárias;
III – do Governador do Estado:
a) a fixação e a modificação dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar;
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b) a criação de cargo e função públicos da administração direta, autárquica e fundacional e a fixação
da respectiva remuneração, observados os parâmetros da Lei de Diretrizes Orçamentárias;
c) o regime de previdência dos militares, o regime de previdência e o regime jurídico único dos
servidores públicos da administração direta, autárquica e fundacional, incluídos o provimento de cargo e
a estabilidade;
d) o quadro de empregos das empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades
sob controle direto ou indireto do Estado;
e) a criação, estruturação e extinção de Secretaria de Estado, órgão autônomo e entidade da
administração indireta;
f) a organização da Advocacia do Estado, da Defensoria Pública, da Polícia Civil, da Polícia Militar e
dos demais órgãos da Administração Pública, respeitada a competência normativa da União;
g) os planos plurianuais;
h) as diretrizes orçamentárias;
i) os orçamentos anuais;
IV – do Tribunal de Justiça, por seu Presidente:
a) a criação e a organização de juízo inferior e de vara judiciária, a criação e a extinção de cargo e
função públicos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhe forem vinculados, bem
como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes, observados os parâmetros estabelecidos na
Lei de Diretrizes Orçamentárias e o disposto nos arts. 24 e 32 desta Constituição;
b) a criação, a transformação ou a extinção de cargo e função públicos de sua Secretaria e da
Secretaria do Tribunal de Justiça Militar e a fixação da respectiva remuneração, observados os
parâmetros estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias e o disposto nos arts. 24 e 32 desta
Constituição;
c) a organização e a divisão judiciárias e suas alterações.
§ 1º – A iniciativa de que tratam as alíneas “a”, “d”, “e”, “f” e “g” do inciso I do caput será formalizada
por meio de projeto de resolução.
§ 2º – Ao Procurador-Geral de Justiça é facultada, além do disposto no art. 125, a iniciativa de projetos
sobre a criação, a transformação e a extinção de cargo e função públicos do Ministério Público e dos
serviços auxiliares e a fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na
Lei de Diretrizes Orçamentárias e o disposto nos arts. 24 e 32 desta Constituição.
Art. 67 – Salvo nas hipóteses de iniciativa privativa e de matéria indelegável, previstas nesta
Constituição, a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Assembleia Legislativa de projeto
de lei, subscrito por, no mínimo, dez mil eleitores do Estado, em lista organizada por entidade associativa
legalmente constituída, que se responsabilizará pela idoneidade das assinaturas.
§ 1º – Das assinaturas, no máximo vinte e cinco por cento poderão ser de eleitores alistados na Capital
do Estado.
§ 2º – (Suprimido pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 32, de 18/3/1998.)
Art. 69 – O Governador do Estado poderá solicitar urgência para apreciação de projeto de sua iniciativa.
§ 1º – Se a Assembleia Legislativa não se manifestar em até quarenta e cinco dias sobre o projeto,
será ele incluído na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que
se ultime a votação.
§ 2º – O prazo estabelecido no § 1º não corre em período de recesso da Assembleia Legislativa nem
se aplica a projeto que dependa de quórum especial para aprovação, a projeto de lei orgânica, estatutária
ou equivalente a código e a projeto relativo a plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual
ou crédito adicional.
Art. 70 – A proposição de lei, resultante de projeto aprovado pela Assembleia Legislativa, será enviada
ao Governador do Estado, que, no prazo de quinze dias úteis, contados da data de seu recebimento:
I – se aquiescer, sancioná-la-á; ou
II – se a considerar, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrária ao interesse público, vetá-la-á
total ou parcialmente.
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§ 1º – O silêncio do Governador do Estado, decorrido o prazo, importa sanção.
§ 2º – A sanção expressa ou tácita supre a iniciativa do Poder Executivo no processo legislativo.
§ 3º – O Governador do Estado publicará o veto e, dentro de quarenta e oito horas, comunicará seus
motivos ao Presidente da Assembleia Legislativa.
§ 4º – O veto parcial abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 5º – A Assembleia Legislativa, dentro de trinta dias contados do recebimento da comunicação do
veto, sobre ele decidirá, e sua rejeição só ocorrerá pelo voto da maioria de seus membros.
§ 6º – Se o veto não for mantido, será a proposição de lei enviada ao Governador do Estado para
promulgação.
§ 7º – Esgotado o prazo estabelecido no § 5º sem deliberação, o veto será incluído na ordem do dia
da reunião imediata, sobrestadas as demais proposições, até votação final, ressalvada a matéria de que
trata o § 1º do artigo anterior.
§ 8º – Se, nos casos dos §§ 1º e 6º, a lei não for, dentro de quarenta e oito horas, promulgada pelo
Governador do Estado, o Presidente da Assembleia Legislativa a promulgará, e, se este não o fizer em
igual prazo, caberá ao Vice-Presidente fazê-lo.
Art. 71 – A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo
projeto na mesma sessão legislativa por proposta da maioria dos membros da Assembleia Legislativa.
Art. 72 – As leis delegadas serão elaboradas pelo Governador do Estado, por solicitação à Assembleia
Legislativa.
§ 1º – Não podem constituir objeto de delegação os atos de competência privativa da Assembleia
Legislativa, a matéria reservada a lei complementar e a legislação sobre:
I – organização do Poder Judiciário, do Ministério Público e do Tribunal de Contas, a carreira e a
garantia de seus membros, bem assim a carreira e a remuneração dos servidores de suas Secretarias;
II – planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.
§ 2º – A delegação ao Governador do Estado terá a forma de resolução da Assembleia Legislativa,
que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício.
§ 3º – Se a resolução determinar a apreciação do projeto pela Assembleia Legislativa, esta o fará em
votação única, vedada qualquer emenda.
Subseção VI
Da Fiscalização e dos Controles
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Art. 74 – A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Estado e das
entidades da administração indireta é exercida pela Assembleia Legislativa, mediante controle externo, e
pelo sistema de controle interno de cada Poder e entidade.
§ 1º – A fiscalização e o controle de que trata este artigo abrangem:
I – a legalidade, legitimidade, economicidade e razoabilidade de ato gerador de receita ou determinante
de despesa e do de que resulte nascimento ou extinção de direito ou obrigação;
II – a fidelidade funcional do agente responsável por bem ou valor públicos; e
III – o cumprimento de programa de trabalho expresso em termos monetários, a realização de obra, a
prestação de serviço e a execução orçamentária de propostas priorizadas em audiências públicas
regionais.
§ 2º – Prestará contas a pessoa física ou jurídica que:
I – utilizar, arrecadar, guardar, gerenciar ou administrar dinheiro, bem ou valor públicos ou pelos quais
responda o Estado ou entidade da administração indireta; ou
II – assumir, em nome do Estado ou de entidade da administração indireta, obrigações de natureza
pecuniária.
§ 3º – As unidades administrativas dos Poderes do Estado e as entidades da administração indireta
publicarão, mensalmente, no órgão oficial e, facultativamente, em jornais locais, resumo do demonstrativo
das despesas orçamentárias executadas no período.
Art. 76 – O controle externo, a cargo da Assembleia Legislativa, será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas, ao qual compete:
I – apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado e sobre elas emitir parecer
prévio, em sessenta dias, contados de seu recebimento;
II – julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiro, bem ou valor públicos,
de órgão de qualquer dos Poderes ou de entidade da administração indireta, facultado valer-se de
certificado de auditoria passado por profissional ou entidade habilitados na forma da lei e de notória
idoneidade técnica;
III – fixar a responsabilidade de quem tiver dado causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que
tenha resultado prejuízo ao Estado ou a entidade da administração indireta;
IV – promover a tomada de contas, nos casos em que não tenham sido prestadas no prazo legal;
V – apreciar, para o fim de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título,
pelas administrações direta e indireta, excluídas as nomeações para cargo de provimento em comissão
ou para função de confiança;
VI – apreciar, para o fim de registro, a legalidade dos atos de concessão de aposentadoria, reforma e
pensão, ressalvadas as melhorias posteriores que não tenham alterado o fundamento legal do ato
concessório;
VII – realizar, por iniciativa própria, ou a pedido da Assembleia Legislativa ou de comissão sua,
inspeção e auditoria de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial em órgão
de qualquer dos Poderes e em entidade da administração indireta;
VIII – emitir parecer, quando solicitado pela Assembleia Legislativa, sobre empréstimo e operação de
crédito que o Estado realize, e fiscalizar a aplicação dos recursos deles resultantes;
IX – emitir, na forma da lei, parecer em consulta sobre matéria que tenha repercussão financeira,
contábil, orçamentária, operacional e patrimonial;
X – fiscalizar as contas estaduais das empresas, incluídas as supranacionais, de cujo capital social o
Estado participe de forma direta ou indireta, nos termos do ato constitutivo ou de tratado;
XI – fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados ou recebidos pelo Estado, por força de
convênio, acordo, ajuste ou instrumento congênere;
XII – prestar as informações solicitadas pela Assembleia Legislativa, no mínimo por um terço de seus
membros, ou por comissão sua, sobre assunto de fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial, e sobre os resultados de auditoria e inspeção realizadas em órgão de qualquer
dos Poderes ou entidade da administração indireta;
XIII – aplicar ao responsável, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, a sanção
prevista em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao
erário;
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XIV – examinar a legalidade de ato dos procedimentos licitatórios, de modo especial dos editais, das
atas de julgamento e dos contratos celebrados;
XV – apreciar a legalidade, legitimidade, economicidade e razoabilidade de contrato, convênio, ajuste
ou instrumento congênere que envolvam concessão, cessão, doação ou permissão de qualquer natureza,
a título oneroso ou gratuito, de responsabilidade do Estado, por qualquer de seus órgãos ou entidade da
administração indireta;
XVI – estabelecer prazo para que o órgão ou entidade tome as providências necessárias ao
cumprimento da lei, se apurada ilegalidade;
XVII – sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado e comunicar a decisão à Assembleia
Legislativa;
XVIII – representar ao Poder competente sobre irregularidade ou abuso apurados;
XIX – acompanhar e fiscalizar a aplicação das disponibilidades de caixa do Tesouro Estadual no
mercado financeiro nacional de títulos públicos e privados de renda fixa, e sobre ela emitir parecer para
apreciação da Assembleia Legislativa.
§ 1º – No caso de contrato, o ato de sustação será praticado diretamente pela Assembleia Legislativa,
que, de imediato, solicitará ao Poder competente a medida cabível.
§ 2º – Caso a medida a que se refere o parágrafo anterior não seja efetivada no prazo de noventa dias,
o Tribunal decidirá a respeito.
§ 3º – A decisão do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terá eficácia de título
executivo.
§ 4º – O Tribunal encaminhará à Assembleia Legislativa, trimestral e anualmente, relatórios de suas
atividades.
§ 5º – O Tribunal prestará contas à Assembleia Legislativa.
§ 6º – (Revogado pelo art. 3º da Emenda à Constituição nº 78, de 5/10/2007.)
§ 7º – O Tribunal de Contas, no exercício de suas competências, observará os institutos da prescrição
e da decadência, nos termos da legislação em vigor.
Art. 77 – O Tribunal de Contas, com sede na Capital do Estado, é composto de sete Conselheiros e
tem quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território do Estado.
§ 1º – A lei disporá sobre a organização do Tribunal, que poderá ser dividido em Câmaras, cuja
composição será renovada periodicamente.
§ 2º – (Revogado pelo art. 3º da Emenda à Constituição nº 78, de 5/10/2007.)
§ 3º – Ao Tribunal de Contas compete privativamente:
I – elaborar seu Regimento Interno, por iniciativa de seu Presidente, eleger seu órgão diretivo e
organizar sua Secretaria;
II – submeter à Assembleia Legislativa projeto de lei relativo a criação e extinção de cargo e a fixação
do subsídio de seus membros e da remuneração dos servidores de sua Secretaria, observados os
parâmetros estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias;
III – conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros, aos seus servidores e aos que
lhe forem imediatamente vinculados.
§ 4º – Haverá um Ministério Público junto ao Tribunal de Contas, ao qual se aplicam os princípios
institucionais da unidade, da indivisibilidade e da independência funcional e ao qual incumbe, na forma
de lei complementar, a guarda da lei e a fiscalização de sua execução.
§ 5º – O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas compõe-se de Procuradores, brasileiros,
bacharéis em Direito, aprovados em concurso público de provas e títulos e nomeados pelo Governador
do Estado, que também escolherá e nomeará o seu Procurador-Geral dentre aqueles indicados em lista
tríplice elaborada e composta pelos integrantes da carreira, para mandato de dois anos, permitida uma
recondução, na forma de lei complementar.
Art. 78 – Os Conselheiros do Tribunal de Contas são escolhidos dentre brasileiros que satisfaçam os
seguintes requisitos:
I – mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;
II – idoneidade moral e reputação ilibada;
III – notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos, financeiros ou de administração pública;
e
IV – mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exijam os
conhecimentos mencionados no inciso anterior.
§ 1º – (Parágrafo 1º e incisos I e II declarados inconstitucionais em 6/10/2005 – ADI 2.959 e ADI 3.361.
Acórdãos publicados no Diário Oficial da União em 30/11/2005.)
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§ 2º – Alternadamente, cabe ao Governador prover uma e à Assembleia duas ou três vagas de
Conselheiro. (Expressão “ou três” declarada inconstitucional em 6/10/2005 – ADI 2.959. Acórdão
publicado no Diário Oficial da União em 30/11/2005.)
§ 3º – (Parágrafo declarado inconstitucional em 6/10/2005 – ADI 3.361. Acórdão publicado
no Diário Oficial da União em 30/11/2005.)
§ 4º – O Conselheiro do Tribunal de Contas tem as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos e
subsídio do Desembargador, aplicando-se-lhe, quanto a aposentadoria e pensão, as normas constantes
no art. 36 desta Constituição.
Art. 79 – Os Auditores do Tribunal de Contas, em número de sete, são nomeados pelo Governador do
Estado, depois de aprovada a escolha pela Assembleia Legislativa, cumpridos os seguintes requisitos:
(Caput declarado inconstitucional em 5/3/1997 – ADI 1.067. Acórdão publicado no Diário da Justiça
em 21/11/1997.)
I – ter título de curso superior de Direito, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis ou Administração
Pública;
II – ter mais de cinco anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exijam os
conhecimentos da formação mencionada no inciso anterior;
III – ter idoneidade moral e reputação ilibada; e
IV – ter, no mínimo, trinta e, no máximo, sessenta e cinco anos de idade na data da indicação.
§ 1º – O Auditor tem os mesmos impedimentos e garantias do Juiz de Direito de entrância mais elevada
e, quando em substituição a Conselheiro, os mesmos impedimentos e garantias deste.
§ 2º – O Auditor somente pode aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiver efetivamente
exercido, no Tribunal de Contas, por mais de cinco anos.
§ 3º – Os Auditores do Tribunal de Contas, em número de quatro, serão nomeados após aprovação
em concurso público de provas e títulos, observada a ordem de classificação e os requisitos previstos na
Lei Orgânica do Tribunal de Contas.
§ 4º – Sempre que ocorrer a vacância de cargo de Auditor do Tribunal de Contas, será realizado
concurso público para seu provimento.
§ 5º – O edital do concurso público a que se refere o § 4º deste artigo será publicado no prazo de cento
e oitenta dias contados da ocorrência da vacância.
Art. 80 – A Comissão Permanente a que se refere o art. 164 pode, diante de indício de despesa não
autorizada, ainda que sob a forma de investimento não programado ou de subsídio não aprovado, solicitar
à autoridade responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários.
§ 1º – Não prestados os esclarecimentos, ou considerados insuficientes, a Comissão solicitará ao
Tribunal de Contas pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo de trinta dias.
§ 2º – Se o Tribunal entender irregular a despesa, a Comissão proporá à Assembleia Legislativa a sua
sustação.
Art. 82 – Qualquer cidadão, partido político, associação legalmente constituída ou sindicato é parte
legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidade ou ilegalidade de ato de agente público.
Parágrafo único – A denúncia poderá ser feita, em qualquer caso, à Assembleia Legislativa, ou, sobre
assunto da respectiva competência, ao Ministério Público ou ao Tribunal de Contas.
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Seção II
Do Poder Executivo
Subseção I
Disposições Gerais
Art. 83 – O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Estado, auxiliado pelos Secretários de
Estado.
Art. 88 – Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Governador ou o Vice-Governador do
Estado, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.
Art. 89 – O Governador residirá na Capital do Estado e não poderá, sem autorização da Assembleia
Legislativa, ausentar-se do Estado por mais de quinze dias consecutivos, sob pena de perder o cargo.
Parágrafo único – O Governador e o Vice-Governador do Estado, no ato da posse e ao término do
mandato, farão declaração pública de seus bens, em cartório de títulos e documentos, sob pena de
responsabilidade.
Subseção II
Das Atribuições do Governador do Estado
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V – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
VI – fundamentar os projetos de lei que remeter à Assembleia Legislativa;
VII – sancionar, promulgar e fazer publicar as leis e, para sua fiel execução, expedir decretos e
regulamentos;
VIII – vetar proposições de lei, total ou parcialmente;
IX – elaborar leis delegadas;
X – remeter mensagem e planos de governo à Assembleia Legislativa, quando da reunião inaugural
da sessão legislativa ordinária, expondo a situação do Estado;
XI – enviar à Assembleia Legislativa o plano plurianual de ação governamental, o projeto da Lei de
Diretrizes Orçamentárias e as propostas de orçamento, previstos nesta Constituição;
XII – prestar, anualmente, à Assembleia Legislativa, dentro de sessenta dias da abertura da sessão
legislativa ordinária, as contas referentes ao exercício anterior;
XIII – extinguir cargo desnecessário, desde que vago ou ocupado por servidor público não estável, na
forma da lei;
XIV – dispor, na forma da lei, sobre a organização e a atividade do Poder Executivo;
XV – decretar intervenção em Município e nomear Interventor;
XVI – celebrar convênio com entidade de direito público ou privado, observado o disposto no art. 62,
XXV; (Expressão “observado o disposto no art. 62, XXV” declarada inconstitucional em 7/8/1997 – ADI
165. Acórdão publicado no Diário da Justiça em 26/9/1997.)
XVII – conferir condecoração e distinção honoríficas;
XVIII – contrair empréstimo externo ou interno e fazer operação ou acordo externo de qualquer
natureza, após autorização da Assembleia Legislativa, observados os parâmetros de endividamento
regulados em lei, dentro dos princípios da Constituição da República;
XIX – solicitar intervenção federal, ressalvado o disposto nesta Constituição;
XX – convocar extraordinariamente a Assembleia Legislativa;
XXI – apresentar ao órgão federal competente o plano de aplicação dos créditos concedidos pela
União, a título de auxílio, e prestar as contas respectivas;
XXII – prover um quinto dos lugares dos Tribunais do Estado, observado o disposto no art. 94 e seu
parágrafo da Constituição da República;
XXIII – nomear Conselheiros e os Auditores do Tribunal de Contas e os Juízes do Tribunal de Justiça
Militar, nos termos desta Constituição;
XXIV – nomear dois dos membros do Conselho de Governo, a que se refere o inciso V do art. 94;
XXV – exercer o comando superior da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, promover seus
oficiais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos;
XXVI – nomear o Procurador-Geral de Justiça, o Advogado-Geral do Estado e o Defensor Público-
Geral, nos termos desta Constituição;
XXVII – exercer outras atribuições previstas nesta Constituição;
XXVIII – relevar, atenuar ou anular penalidades administrativas impostas a servidores civis e a militares
do Estado, quando julgar conveniente.
Parágrafo único – É vedada a inclusão daqueles inelegíveis em razão de atos ilícitos, nos termos da
legislação federal, em lista tríplice a ser submetida ao Governador do Estado para escolha e nomeação
de autoridades nos casos previstos nesta Constituição.
Subseção III
Da Responsabilidade do Governador do Estado
Art. 91 – São crimes de responsabilidade os atos do Governador do Estado que atentem contra a
Constituição da República, esta Constituição e, especialmente, contra:
I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e do Ministério Público, da União e do
Estado;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais, coletivos e sociais;
IV – a segurança interna do País e do Estado;
V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
§ 1º – Os crimes de que trata este artigo são definidos em lei federal especial, que estabelece as
normas de processo e julgamento.
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§ 2º – É permitido a todo cidadão denunciar o Governador perante a Assembleia Legislativa por crime
de responsabilidade.
§ 3º – Nos crimes de responsabilidade, o Governador do Estado será submetido a processo e
julgamento perante a Assembleia Legislativa, se admitida a acusação por dois terços de seus membros.
Art. 92 – O Governador do Estado será submetido a processo e julgamento perante o Superior Tribunal
de Justiça, nos crimes comuns.
§ 1º – O Governador será suspenso de suas funções:
I – nos crimes comuns, se recebida a denúncia ou a queixa pelo Superior Tribunal de Justiça; e
(ADI 5.540 julgada parcialmente procedente para dar interpretação conforme ao inciso I do § 1º do art.
92, consignando que não há necessidade de autorização prévia da Assembleia Legislativa para o
recebimento de denúncia e a instauração de ação penal contra Governador de Estado, por crime comum,
cabendo ao Superior Tribunal de Justiça, no ato de recebimento da denúncia ou no curso do processo,
dispor, fundamentadamente, sobre a aplicação de medidas cautelares penais, inclusive afastamento do
cargo. Decisão publicada no Diário da Justiça Eletrônico em 8/5/2017, p.75, col. 1.)
II – nos crimes de responsabilidade, se admitida a acusação e instaurado o processo, pela Assembleia
Legislativa.
§ 2º – Na hipótese do inciso II do parágrafo anterior, se o julgamento não estiver concluído no prazo
de cento e oitenta dias, cessará o afastamento do Governador do Estado, sem prejuízo do regular
prosseguimento do processo.
§ 3º – (Parágrafo declarado inconstitucional em 19/10/1995 – ADI 1.018. Acórdão publicado no Diário
da Justiça em 17/11/1995 e republicado em 24/11/1995.)
§ 4º – (Parágrafo declarado inconstitucional em 19/10/1995 – ADI 1.018. Acórdão publicado no Diário
da Justiça em 17/11/1995 e republicado em 24/11/1995.)
Subseção IV
Do Secretário de Estado
Art. 93 – O Secretário de Estado será escolhido entre brasileiros maiores de vinte e um anos de idade,
no exercício dos direitos políticos, vedada a nomeação daqueles inelegíveis em razão de atos ilícitos, nos
termos da legislação federal.
§ 1º – Compete ao Secretário de Estado, além de outras atribuições conferidas em lei:
I – exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos de sua Secretaria e das entidades da
administração indireta a ela vinculadas;
II – referendar ato e decreto do Governador;
III – expedir instruções para a execução de lei, decreto e regulamento;
IV – apresentar ao Governador do Estado relatório anual de sua gestão, que será publicado no órgão
oficial do Estado;
V – comparecer à Assembleia Legislativa, nos casos e para os fins indicados nesta Constituição;
VI – praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo
Governador do Estado.
§ 2º – Nos crimes comuns e nos de responsabilidade, o Secretário será processado e julgado pelo
Tribunal de Justiça e, nos de responsabilidade conexos com os do Governador do Estado, pela
Assembleia Legislativa.
§ 3º – O Secretário de Estado está sujeito aos mesmos impedimentos do Deputado Estadual,
ressalvado o exercício de um cargo de magistério.
§ 4º – As condições e a vedação previstas no caput deste artigo aplicam-se à nomeação para os cargos
de Secretário Adjunto, de Subsecretário de Estado e para outros cargos que se equiparem a esses e ao
de Secretário de Estado, nos termos da lei.
Subseção V
Do Conselho de Governo
Art. 94 – O Conselho de Governo é o órgão superior de consulta do Governador do Estado, sob sua
presidência, e dele participam:
I – o Vice-Governador do Estado;
II – o Presidente da Assembleia Legislativa;
III – os líderes da maioria e da minoria na Assembleia Legislativa;
IV – o Secretário de Estado da Justiça;
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V – seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, dois dos quais nomeados
pelo Governador do Estado e quatro eleitos pela Assembleia Legislativa, todos com mandato de dois
anos, vedada a recondução.
Art. 95 – Compete ao Conselho pronunciar-se sobre questões relevantes suscitadas pelo Governo
Estadual, incluídos a estabilidade das instituições e os problemas emergentes de grave complexidade e
implicações sociais.
Parágrafo único – A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho.
Seção III
Do Poder Judiciário
Subseção I
Disposições Gerais
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V – a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto no art.
36 desta Constituição;
VI – o Juiz titular residirá na respectiva comarca, salvo autorização do Tribunal;
VII – a criação ou restauração de comarca ou vara importará a previsão das respectivas estruturas
administrativa, judiciária, notarial e de registro definidas na Lei de Organização e Divisão Judiciárias;
VIII – o ato de remoção, disponibilidade e aposentadoria do magistrado, por interesse público, fundar-
se-á em decisão pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou do Conselho Nacional de
Justiça, assegurada a ampla defesa;
IX – os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e as decisões, fundamentadas,
sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a
seus advogados ou somente a estes, nos casos em que a preservação do direito à intimidade do
interessado no sigilo não prejudique o interesse público no que se refere à informação;
X – as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e tomadas em sessão pública, e as
disciplinares, tomadas pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou do órgão especial,
assegurada a ampla defesa;
XI – nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser constituído órgão
especial, com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros, para o exercício de atribuições
administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno, provendo-se metade das
vagas por antiguidade, e a outra metade, por eleição pelo tribunal pleno;
XII – a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de comarca de igual entrância atenderá, no
que couber, ao disposto nas alíneas “b”, “d”, “e” e “f” do inciso II;
XIII – a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedadas férias coletivas nos juízos e tribunais
de segundo grau, e seu funcionamento será garantido, nos dias em que não houver expediente forense
normal, por Juízes em plantão permanente;
XIV – o número de Juízes na unidade jurisdicional será proporcional à efetiva demanda judicial e à
respectiva população;
XV – os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero
expediente sem caráter decisório;
XVI – a distribuição de processos será imediata, em todos os graus de jurisdição.
Parágrafo único – (Revogado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 71, de 31/8/2005.)
Art. 99 – Um quinto dos lugares dos tribunais de segundo grau será composto de membros do
Ministério Público com mais de dez anos de carreira e de advogados de notório saber jurídico e de
reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados pelos órgãos de
representação das respectivas classes em lista sêxtupla.
Parágrafo único – Recebidas as indicações, o Tribunal de Justiça formará lista tríplice e a enviará ao
Governador do Estado, que, nos vinte dias subsequentes, escolherá um de seus integrantes para
nomeação.
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Art. 101 – O subsídio do magistrado será fixado em lei, com diferença não superior a 10% (dez por
cento) nem inferior a 5% (cinco por cento) de uma categoria da carreira para a subsequente, e não poderá
exceder a 90,25% (noventa vírgula vinte e cinco por cento) do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal
Federal.
§1º ao §5º – (Revogado pelo art. 49 da Emenda à Constituição nº 84, de 22/12/2010.)
Art. 104 – Compete privativamente ao Tribunal de Justiça propor ao Poder Legislativo, observadas as
limitações desta Constituição:
I – a alteração do número de seus membros;
II – a criação e a extinção de cargo e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhe
forem vinculados, bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes;
III – (Revogado pelo art. 49 da Emenda à Constituição nº 84, de 22/12/2010.)
IV – a revisão da organização e da divisão judiciárias, bienalmente;
V – a criação de novas varas.
Subseção II
Do Tribunal de Justiça
Art. 105 – O Tribunal de Justiça, com jurisdição em todo o Estado e sede na Capital, compor-se-á de
desembargadores em número fixado em lei de sua iniciativa, com competência definida nesta
Constituição e na legislação pertinente.
§ 1º – O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente, constituindo câmaras regionais,
a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à Justiça em todas as fases do processo.
§ 2º – O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais
funções da atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de
equipamentos públicos e comunitários.
Art. 106 – Compete ao Tribunal de Justiça, além das atribuições previstas nesta Constituição:
I – processar e julgar originariamente, ressalvada a competência das justiças especializadas:
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a) o Vice-Governador do Estado, o Deputado Estadual, o Advogado-Geral do Estado e o Procurador-
Geral de Justiça, nos crimes comuns;
b) o Secretário de Estado, ressalvado o disposto no § 2º do art. 93, os Juízes do Tribunal de Justiça
Militar, os Juízes de Direito, os membros do Ministério Público, o Comandante-Geral da Polícia Militar e
o do Corpo de Bombeiros Militar, o Chefe da Polícia Civil e os Prefeitos Municipais, nos crimes comuns e
nos de responsabilidade;
c) o mandado de segurança contra ato do Governador do Estado, da Mesa e da Presidência da
Assembleia Legislativa, do próprio Tribunal ou de seus órgãos diretivos e colegiados, de Juiz de Direito,
nas causas de sua competência recursal, de Secretário de Estado, do Presidente do Tribunal de Contas,
do Procurador-Geral de Justiça, do Advogado-Geral do Estado e contra ato da Presidência de Câmara
Municipal ou de suas comissões, quando se tratar de processo de perda de mandato de Prefeito;
d) habeas corpus, nos processos cujos recursos forem de sua competência ou quando o coator ou
paciente for autoridade diretamente sujeita à sua jurisdição;
e) habeas data, contra ato de autoridade diretamente sujeita à sua jurisdição;
f) mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão, de
entidade ou de autoridade estadual da administração direta ou indireta;
g) ação rescisória de julgado seu e revisão criminal em processo de sua competência;
h) ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal em face desta
Constituição e ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo estadual em face desta
Constituição;
i) conflito de competência entre Juízes de Direito, em matéria de sua competência recursal;
j) as causas e os conflitos entre o Estado e os municípios, entre estes e entre as respectivas entidades
da administração indireta;
k) reclamação para a preservação de sua competência e a garantia da autoridade de suas decisões,
conforme estabelecido em lei;
II – julgar, em grau de recurso as causas decididas em primeira instância, ressalvadas as de
competência de Tribunal Federal, do Tribunal de Justiça Militar ou de órgãos recursais dos juizados
especiais;
III – solicitar a intervenção no Estado e em Município, nos casos previstos nesta e na Constituição da
República.
§ 1º – (Revogado pelo art. 5º da Emenda à Constituição nº 63, de 19/7/2004.)
§ 2º – Compete ao Presidente do Tribunal de Justiça expedir ato de nomeação, remoção, promoção,
disponibilidade e aposentadoria de magistrado de carreira da respectiva jurisdição.
Subseção III
Dos Tribunais de Alçada
Subseção IV
Da Justiça Militar
Art. 109 – A Justiça Militar é constituída, em primeiro grau, pelos Juízes de Direito e pelos Conselhos
de Justiça e, em segundo grau, pelo Tribunal de Justiça Militar.
Art. 110 – O Tribunal de Justiça Militar, com sede na Capital e jurisdição em todo o território do Estado,
compõe-se de juízes Oficiais da ativa, do mais alto posto da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros
Militar, e de juízes civis, em número ímpar, fixado na Lei de Organização e Divisão Judiciárias, excedendo
o número de juízes Oficiais ao de juízes civis em uma unidade.
§ 1º – Os juízes Oficiais da ativa e os integrantes do quinto constitucional serão nomeados por ato do
Governador do Estado, obedecendo-se a regra do art. 99.
§ 2º – O Juiz do Tribunal de Justiça Militar e o Juiz Auditor gozam, respectivamente, dos mesmos
direitos e vantagens do Desembargador e do Juiz de Direito de entrância mais elevada e sujeitam-se às
mesmas vedações.
§ 3º – O subsídio do Juiz do Tribunal de Justiça Militar e o do Juiz Auditor serão fixados em lei,
observado o disposto no art. 101 desta Constituição.
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Art. 111 – Compete à Justiça Militar processar e julgar os militares do Estado, nos crimes militares
definidos em lei, e as ações contra atos administrativos disciplinares militares, ressalvada a competência
do júri quando a vítima for civil, cabendo ao Tribunal de Justiça Militar decidir sobre a perda do posto e
da patente de oficial e da graduação de praça.
Parágrafo único – Compete aos Juízes de Direito do Juízo Militar processar e julgar, singularmente, os
crimes militares cometidos contra civis e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, cabendo ao
Conselho de Justiça, sob a presidência de Juiz de Direito, processar e julgar os demais crimes militares.
Subseção V
Do Tribunal do Júri
Art. 112 – Em cada comarca funcionará pelo menos um Tribunal do Júri, com a composição e a
organização que a lei federal determinar, assegurados o sigilo das votações, a plenitude da defesa e a
soberania dos vereditos, e com competência para julgar os crimes dolosos contra a vida.
Subseção VI
Do Juiz de Direito
Art. 113 – O Juiz de Direito exerce a jurisdição comum estadual de primeiro grau e integra a carreira
da magistratura nas comarcas e juízos e com a competência que a Lei de Organização e Divisão
Judiciárias determinar.
Parágrafo único – Compete ao Juiz de Direito julgar mandado de injunção quando a norma
regulamentadora for atribuição do Prefeito, da Câmara Municipal ou de sua Mesa Diretora, ou de
autarquia ou fundação pública municipais.
Art. 114 – O Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas, com competência exclusiva
para questões agrárias, para dirimir conflitos fundiários.
Parágrafo único – Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o juiz se fará presente no
local do litígio.
Art. 115 – O Tribunal de Justiça avaliará, periodicamente, as comarcas e o volume dos trabalhos
forenses e proporá, se necessário, a reavaliação das entrâncias e a criação de novas varas.
Subseção VII
Dos Juizados Especiais
Art. 116 – A competência e a composição dos juizados especiais, inclusive dos órgãos de julgamento
de seus recursos, serão determinadas na Lei de Organização e Divisão Judiciárias, observado o disposto
no art. 98, I, da Constituição da República, e, no que couber, no inciso VII do art. 98 desta Constituição.
Subseção VIII
Da Justiça de Paz
Art. 117 – A lei disporá sobre a Justiça de Paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto
direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para celebrar casamento,
verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer
atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na legislação.
Parágrafo único – A eleição do Juiz de Paz, observado o sistema majoritário e a coincidência com as
eleições municipais, será disciplinada na lei.
Subseção IX
Do Controle de Constitucionalidade
Art. 118 – São partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de
constitucionalidade:
I – o Governador do Estado;
II – a Mesa da Assembleia;
III – o Procurador-Geral de Justiça;
IV – o Prefeito ou a Mesa da Câmara Municipal;
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V – o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado de Minas Gerais;
VI – partido político com representação na Assembleia Legislativa do Estado;
VII – entidade sindical ou de classe com base territorial no Estado;
VIII – a Defensoria Pública.
§ 1º – Aplica-se o disposto neste artigo à ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo
municipal em face da Constituição da República. (Expressão “em face da Constituição da República”
declarada inconstitucional em 12/2/2003 – ADI 508 e 699. Acórdãos publicados no Diário Oficial da
União em 19/2/2003.)
§ 2º – O Procurador-Geral de Justiça será ouvido, previamente, nas ações diretas de
inconstitucionalidade.
§ 3º – Declarada a inconstitucionalidade, a decisão será comunicada à Assembleia Legislativa ou à
Câmara Municipal.
§ 4º – Reconhecida a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma desta
Constituição, a decisão será comunicada ao Poder competente para adoção das providências
necessárias à prática do ato ou início do processo legislativo, e, em se tratando de órgão administrativo,
para fazê-lo em trinta dias, sob pena de responsabilidade.
§ 5º – Quando o Tribunal de Justiça apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato
normativo estadual, citará, previamente, o Advogado-Geral do Estado e o Procurador-Geral da
Assembleia Legislativa, que defenderão o ato ou texto impugnado, ou, no caso de norma legal ou ato
normativo municipal, o Prefeito e o Presidente da Câmara Municipal, para a mesma finalidade.
§ 6º – Somente pelo voto da maioria de seus membros ou de seu órgão especial poderá o Tribunal de
Justiça declarar inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal, incidentalmente ou
como objeto de ação direta, ou declarar a constitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou
municipal que seja objeto de ação declaratória de constitucionalidade.
§ 7º – As decisões definitivas de mérito proferidas pelo Tribunal de Justiça nas ações diretas de
inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e
efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e
indireta nas esferas estadual e municipal.
§ 8º – Em caso de necessidade de esclarecimento de matéria ou circunstância de fato ou de notória
insuficiência das informações existentes nos autos, poderá o relator requisitar informações adicionais,
designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão ou fixar data para, em
audiência pública, ouvir depoimentos de pessoas com experiência e autoridade na matéria.
§ 9º – Na hipótese de processamento simultâneo de ação direta de inconstitucionalidade e de ação
declaratória de constitucionalidade que tenham identidade de objeto, o Tribunal de Justiça adotará as
medidas necessárias à efetivação do princípio da economia processual, ouvindo-se todos os envolvidos
nesses processos a fim de assegurar o princípio do contraditório e da ampla defesa.
Seção IV
Das Funções Essenciais à Justiça
Subseção I
Do Ministério Público
Art. 119 – O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, a
que incumbe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais
indisponíveis.
Parágrafo único – São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a
independência funcional.
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VI – exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei complementar respectiva;
VII – requisitar diligência investigatória e instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos
jurídicos de suas manifestações processuais;
VIII – exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis com sua finalidade,
vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidade pública.
Art. 121 – Além das funções previstas na Constituição da República e nas leis, incumbe ao Ministério
Público, nos termos de sua lei complementar:
I – exercer a fiscalização de estabelecimento prisional ou que abrigue idoso, menor, incapaz ou
portador de deficiência;
II – participar de organismo estatal de defesa do meio ambiente, do consumidor, de política penal e
penitenciária e de outros afetos à sua área de atuação.
Art. 124 – O Ministério Público junto do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça Militar será exercido
por Procurador de Justiça integrante do Ministério Público Estadual.
Art. 125 – É facultada ao Procurador-Geral de Justiça a iniciativa de lei complementar que disponha
sobre:
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I – organização, atribuições e Estatuto do Ministério Público, observado o seguinte:
a) ingresso na carreira do Ministério Público mediante concurso público de provas e títulos, assegurada
a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado de Minas Gerais, em sua realização,
sendo exigidos o título de bacharel em Direito e, no mínimo, três anos de atividade jurídica, e observando-
se, nas nomeações, a ordem de classificação;
b) promoção, por antiguidade e merecimento, alternadamente, de uma para outra entrância ou
categoria, e da entrância mais elevada para o cargo imediato de Procurador de Justiça, aplicado, no que
couber, o disposto no art. 98, II;
c) subsídio fixado em lei, com diferença não superior a 10% (dez por cento) nem inferior a 5% (cinco
por cento) de uma categoria da carreira para a subsequente, não podendo exceder o valor atribuído ao
Procurador-Geral de Justiça, que não poderá ser superior ao que perceber o Desembargador do Tribunal
de Justiça;
d) aposentadoria dos membros do Ministério Público e pensão de seus dependentes, nos termos do
art. 36 desta Constituição;
e) direitos previstos nos incisos VIII, XII, XVII, XVIII e XIX do art. 7º da Constituição da República, no
§ 4º e no inciso I do § 6º do art. 31 desta Constituição;
II – controle externo da atividade policial, por meio do exercício das seguintes atribuições, entre outras:
a) fiscalizar o cumprimento dos mandados de prisão;
b) receber, diretamente da autoridade policial, os inquéritos e quaisquer outras peças de informação;
c) fixar prazo para prosseguimento de inquérito policial;
d) requisitar diligência à autoridade policial;
e) inspecionar as unidades policiais civis ou militares;
f) receber cópia de ocorrência lavrada pela Polícia Civil ou pela Polícia Militar;
g) avocar, excepcional e fundamentadamente, inquérito policial em andamento;
III – procedimentos administrativos de sua competência;
IV – manutenção de curadorias especializadas para atuação na defesa do meio ambiente, dos direitos
do consumidor e do patrimônio cultural do Estado.
Parágrafo único – A distribuição de processos no Ministério Público será imediata.
Art. 126 – Aos membros do Ministério Público são asseguradas as seguintes garantias:
I – vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo senão por sentença judicial
transitada em julgado;
II – inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado
competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada a ampla
defesa;
III – irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto no caput e nos §§ 1º e 7º do art. 24 desta
Constituição e nos arts. 150, caput, II, e 153, caput, III, e § 2º, I, da Constituição da República.
Parágrafo único – Aplica-se aos casos de disponibilidade e aposentadoria, por interesse público, o
disposto no inciso II deste artigo.
Art. 127 – Os membros do Ministério Público se sujeitam, entre outras, às seguintes vedações:
I – receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas processuais;
II – exercer a advocacia;
III – participar de sociedade comercial, na forma da lei;
IV – exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério;
V – exercer atividade político-partidária;
VI – receber, a qualquer título ou pretexto, auxílio ou contribuição de pessoa física ou de entidade
pública ou privada, ressalvadas as exceções previstas em lei.
§ 1º – As funções do Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira, que
deverão residir na comarca da respectiva lotação, salvo autorização do chefe da instituição.
§ 2º – Aplica-se aos membros do Ministério Público o disposto no inciso V do art. 102 desta
Constituição.
Subseção II
Da Advocacia do Estado
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§ 1º – A Advocacia-Geral do Estado será chefiada pelo Advogado-Geral do Estado, nomeado pelo
Governador entre Procuradores do Estado, integrantes da carreira da Advocacia Pública do Estado,
estáveis e maiores de trinta e cinco anos.
§ 2º – Subordinam-se técnica e juridicamente ao Advogado-Geral do Estado as consultorias, as
assessorias, os departamentos jurídicos, as procuradorias das autarquias e das fundações e os demais
órgãos e unidades jurídicas integrantes da administração direta e indireta do Poder Executivo.
§ 3º – O ingresso na classe inicial da carreira da Advocacia Pública do Estado depende de concurso
público de provas e títulos, realizado com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do
Estado de Minas Gerais, em todas as suas fases.
§ 4º – Ao integrante da carreira referida no § 3º deste artigo é assegurada estabilidade após três anos
de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho, após relatório circunstanciado e conclusivo da
Corregedoria do órgão.
§ 5º – No processo judicial que versar sobre ato praticado pelo Poder Legislativo ou por sua
administração, a representação do Estado incumbe à Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa, na
forma do § 2º do art. 62.
Subseção III
Da Defensoria Pública
Art. 129 – A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, a que incumbe
a orientação jurídica, a representação judicial e a defesa gratuitas, em todos os graus, dos necessitados.
§ 1º – À Defensoria Pública é assegurada autonomia funcional e administrativa.
§ 2º – Compete à Defensoria Pública, observados os prazos e os limites estabelecidos na lei de
diretrizes orçamentárias, a elaboração de sua proposta orçamentária.
§ 3º – No caso de a Defensoria Pública não encaminhar sua proposta orçamentária dentro do prazo a
que se refere o § 2º, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária
anual, os valores constantes na lei orçamentária vigente.
§ 4º – Ocorrendo a hipótese prevista no § 3º ou desacordo entre a proposta orçamentária a que se
refere este artigo e os limites estipulados na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo procederá
aos ajustes necessários, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual.
Art. 130 – Lei complementar organizará a Defensoria Pública em cargos de carreira, providos na classe
inicial mediante concurso público de provas e títulos, realizado com participação da Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção do Estado de Minas Gerais, assegurada aos seus integrantes a garantia de
inamovibilidade e vedado o exercício da advocacia fora de suas atribuições institucionais.
§ 1º – O Defensor Público-Geral da Defensoria Pública será nomeado pelo Governador do Estado,
escolhido dentre três defensores públicos de classe final, indicados em lista tríplice pelos integrantes da
carreira, para mandato de dois anos, permitida uma recondução.
§ 2º – É obrigatória a criação de órgão da Defensoria Pública em todas as comarcas.
Art. 131 – Às carreiras disciplinadas nas Seções I, II e III e nas Subseções I, II e III da Seção IV deste
capítulo aplica-se o disposto nos arts. 24 e 32 desta Constituição, devendo os servidores integrantes das
carreiras a que se referem as Subseções II e III da Seção IV ser remunerados na forma do § 7º do art.
24.
Subseção IV
Da Advocacia
Art. 132 – O advogado é indispensável à administração da Justiça e inviolável por seus atos e
manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
Parágrafo único – É obrigatória a representação das partes por advogado, para ingresso ou defesa em
Juízo, perante juiz ou tribunal estadual.
Seção V
Da Segurança do Cidadão e da Sociedade
Subseção I
Da Defesa Social
Art. 133 – A defesa social, dever do Estado e direito e responsabilidade de todos, organiza-se de forma
sistêmica visando a:
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I – garantir a segurança pública, mediante a manutenção da ordem pública, com a finalidade de
proteger o cidadão, a sociedade e os bens públicos e privados, coibindo os ilícitos penais e as infrações
administrativas;
II – prestar a defesa civil, por meio de atividades de socorro e assistência, em casos de calamidade
pública, sinistros e outros flagelos;
III – promover a integração social, com a finalidade de prevenir a violência e a criminalidade.
Art. 134 – O Conselho de Defesa Social é órgão consultivo do Governador na definição da política de
defesa social do Estado e tem assegurada, em sua composição, a participação:
I – do Vice-Governador do Estado, que o presidirá;
II – do Secretário de Estado da Justiça e de Direitos Humanos;
III – do Secretário de Estado da Educação;
IV – de um membro do Poder Legislativo Estadual;
V – do Comandante-Geral da Polícia Militar;
VI – do Chefe da Polícia Civil;
VII – de um representante da Defensoria Pública;
VIII – de um representante do Ministério Público;
IX – de três representantes da sociedade civil, sendo um da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção
do Estado de Minas Gerais, um da imprensa e um indicado na forma da lei.
§ 1º – Na definição da política a que se refere este artigo, serão observadas as seguintes diretrizes:
I – valorização dos direitos individuais e coletivos;
II – estímulo ao desenvolvimento da consciência individual e coletiva de respeito à lei e ao direito;
III – valorização dos princípios éticos e das práticas da sociabilidade;
IV – prevenção e repressão dos ilícitos penais e das infrações administrativas;
V – preservação da ordem pública;
VI – eficiência e presteza na atividade de colaboração para atuação jurisdicional da lei penal.
§ 2º – A lei disporá sobre a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Social.
Art. 135 – A lei disporá sobre a criação e a organização de serviços autônomos de assistência
psicossocial e jurídica, a cargo de profissionais com exercício de suas atividades junto das unidades
policiais.
Subseção II
Da Segurança Pública
Art. 136 – A segurança pública, dever do Estado e direito e responsabilidade de todos, é exercida para
a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes
órgãos:
I – Polícia Civil;
II – Polícia Militar;
III – Corpo de Bombeiros Militar.
Art. 137 – A Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar se subordinam ao Governador
do Estado.
Art. 138 – O Município pode constituir guardas municipais para a proteção de seus bens, serviços e
instalações, nos termos do art. 144, § 8º, da Constituição da República.
Art. 139 – À Polícia Civil, órgão permanente do Poder Público, dirigido por Delegado de Polícia de
carreira e organizado de acordo com os princípios da hierarquia e da disciplina, incumbem, ressalvada a
competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração, no território do Estado, das infrações
penais, exceto as militares, e lhe são privativas as atividades pertinentes a:
I – Polícia técnico-científica;
II – processamento e arquivo de identificação civil e criminal;
III – registro e licenciamento de veículo automotor e habilitação de condutor.
Art. 140 – A Polícia Civil é estruturada em carreiras, e as promoções obedecerão ao critério alternado
de antiguidade e merecimento.
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§ 1º – O ingresso na Polícia Civil se dará em classe inicial das carreiras, mediante concurso público
de provas ou de provas e títulos, realizado privativamente pela Academia de Polícia Civil.
§ 2º – O exercício de cargo policial civil é privativo de integrantes das respectivas carreiras.
§ 3º – Para o ingresso na carreira de Delegado de Polícia, é exigido o título de Bacharel em Direito e
concurso público, realizado com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado de
Minas Gerais, e exigido curso de nível superior de escolaridade para a de Perito Criminal.
§ 4º – O cargo de Delegado de Polícia integra, para todos os fins, as carreiras jurídicas do Estado.
Art. 141 – O Chefe da Polícia Civil é livremente nomeado pelo Governador do Estado dentre os
integrantes, em atividade, da classe final da carreira de Delegado de Polícia.
Art. 142 – A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, forças públicas estaduais, são órgãos
permanentes, organizados com base na hierarquia e na disciplina militares e comandados,
preferencialmente, por oficial da ativa do último posto, competindo:
I – à Polícia Militar, a polícia ostensiva de prevenção criminal, de segurança, de trânsito urbano e
rodoviário, de florestas e de mananciais e as atividades relacionadas com a preservação e restauração
da ordem pública, além da garantia do exercício do poder de polícia dos órgãos e entidades públicos,
especialmente das áreas fazendária, sanitária, de proteção ambiental, de uso e ocupação do solo e de
patrimônio cultural;
II – ao Corpo de Bombeiros Militar, a coordenação e a execução de ações de defesa civil, a prevenção
e combate a incêndio, perícias de incêndio, busca e salvamento e estabelecimento de normas relativas à
segurança das pessoas e de seus bens contra incêndio ou qualquer tipo de catástrofe;
III – à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros Militar, a função de polícia judiciária militar, nos termos
da lei federal.
§ 1º – A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar são forças auxiliares e reservas do Exército.
§ 2º – Por decisão fundamentada do Governador do Estado, o comando da Polícia Militar ou do Corpo
de Bombeiros Militar poderá ser exercido por oficial da reserva que tenha ocupado, durante o serviço
ativo e em caráter efetivo, cargo privativo do último posto da corporação.
§ 3º – Para o ingresso no Quadro de Oficiais da Polícia Militar – QO-PM – é exigido o título de bacharel
em Direito e a aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, realizado com a
participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado de Minas Gerais.
§ 4º – O cargo de Oficial do Quadro de Oficiais da Polícia Militar – QO-PM –, com competência para o
exercício da função de Juiz Militar e das atividades de polícia judiciária militar, integra, para todos os fins,
a carreira jurídica militar do Estado.
Art. 143 – Lei complementar organizará a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.
Parágrafo único – Os regulamentos disciplinares das corporações a que se refere o caput deste artigo
serão revistos periodicamente pelo Poder Executivo, com intervalos de no máximo cinco anos, visando
ao seu aprimoramento e atualização.
CAPÍTULO III
DAS FINANÇAS PÚBLICAS
Seção I
Da Tributação
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IV – contribuição de seus servidores e militares, ativos e inativos, bem como de seus pensionistas,
com alíquota não inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União, para
custeio de regime próprio de previdência.
§ 1º – Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a
capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir
efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei,o
patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.
§ 2º – As taxas não poderão ter base de cálculo própria de imposto, ou integrar a receita corrente do
órgão ou entidade responsável por sua arrecadação.
§ 3º – A instituição do imposto previsto na alínea “a” do inciso I obedecerá ao disposto em lei
complementar federal, nas hipóteses mencionadas no inciso III do § 1º do art. 155 da Constituição da
República.
Art. 145 – O imposto previsto na alínea “a” do inciso I do artigo anterior é devido ao Estado:
I – relativamente a bem imóvel e aos respectivos direitos, quando situado no Estado;
II – relativamente a bem móvel, título e crédito, quando o inventário ou arrolamento se processar em
seu território, ou nele tiver domicílio o doador.
Parágrafo único – O Estado respeitará, na fixação da alíquota do imposto de que trata este artigo, o
índice máximo estabelecido pelo Senado Federal.
Art. 146 – Aplicam-se ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação as seguintes normas:
I – será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de
mercadorias ou prestações de serviços com o montante cobrado nas anteriores por este ou outro Estado;
II – a isenção ou não incidência, salvo determinação em contrário da legislação:
a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações
seguintes;
b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores;
III – poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços;
IV – as alíquotas estabelecidas em resolução do Senado Federal serão aplicáveis a operações e
prestações interestaduais e de exportação;
V – o Estado fixará as alíquotas para as operações internas, observado o seguinte:
a) limite mínimo não inferior ao estabelecido pelo Senado Federal para as operações interestaduais,
salvo:
1) deliberação em contrário estabelecida na forma da lei complementar federal, conforme previsto na
alínea “g” do inciso XII do § 2º do art. 155 da Constituição da República;
2) por resolução do Senado Federal, na forma da alínea “a” do inciso V do § 2º do art. 155 da
Constituição da República;
b) limite máximo, na hipótese de resolução do Senado Federal, para a solução de conflito específico
que envolva interesse do Estado;
VI – para as operações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado,
adotar-se-á:
a) a alíquota interestadual, quando o destinatário for contribuinte do imposto; ou
b) a alíquota interna, quando o destinatário não for contribuinte dele;
VII – caberá ao Estado a diferença entre a alíquota interna e a interestadual, nas operações e
prestações interestaduais que lhe destinem mercadorias e serviços para contribuinte do imposto, na
qualidade de consumidor final;
VIII – o imposto incidirá ainda:
a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, ainda
que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o
serviço prestado no exterior, se no Estado estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário
da mercadoria, bem ou serviço;
b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços não
compreendidos na competência tributária do Município;
IX – não haverá incidência do imposto, ressalvada a hipótese prevista no inciso XI:
a) sobre operação que destine mercadoria para o exterior nem sobre serviço prestado a destinatário
no exterior, assegurada a manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas
operações e prestações anteriores;
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b) sobre operação que destine a outro Estado petróleo, lubrificante, combustível líquido e gasoso dele
derivados, e energia elétrica;
c) sobre o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial;
d) (Alínea declarada inconstitucional em 15/2/1996 – ADI 84. Acórdão publicado no Diário da Justiça
em 19/4/1996.)
e) (Alínea declarada inconstitucional em 15/2/1996 – ADI 84. Acórdão publicado no Diário da Justiça
em 19/4/1996.)
f) sobre prestação de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e
imagens de recepção livre e gratuita;
X – não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos
industrializados, quando a operação realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado a
industrialização ou a comercialização configure fato gerador dos dois impostos;
XI – as isenções, os incentivos e os benefícios fiscais poderão ser concedidos ou revogados pelo
Estado, na forma de lei complementar federal;
XII – à exceção deste imposto, nenhum tributo estadual poderá incidir sobre operações relativas a
energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais.
Art. 147 – A saída de carvão vegetal será acobertada por documento fiscal emitido no Município
produtor e, quando destinada a industrialização neste Estado, seu imposto poderá ser diferido.
Art. 148 – (Artigo declarado inconstitucional em 15/2/1996 – ADI 84. Acórdão publicado no Diário da
Justiça em 19/4/1996.)
Subseção I
Da Repartição das Receitas Tributárias
Art. 149 – Em relação aos impostos de competência da União, na repartição das respectivas receitas,
pertencem ao Estado:
I – o produto da arrecadação do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, incidente
na fonte sobre rendimentos pagos, a qualquer título, pelo Estado, suas autarquias e fundações públicas;
II – vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir nos termos do art. 154,
I, da Constituição da República;
III – a quota-parte do produto da arrecadação do imposto sobre a renda e proventos de qualquer
natureza e sobre produtos industrializados, na forma a que se refere o art. 159, I, “a”, e II, da Constituição
da República;
IV – trinta por cento do produto da arrecadação do imposto de que trata o art. 153, § 5º, da Constituição
da República.
Art. 150 – Na repartição das respectivas receitas, em relação aos impostos de competência do Estado,
pertencem aos Municípios:
I – cinquenta por cento do produto da arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos
Automotores;
II – vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do Imposto sobre Operações Relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal
e de Comunicação;
III – vinte e cinco por cento dos recursos recebidos pelo Estado, em razão do disposto no inciso II do
art. 159 da Constituição da República, na forma estabelecida no § 1º deste artigo.
§ 1º – As parcelas a que se referem os incisos serão diretamente creditadas em contas próprias dos
Municípios beneficiários, em estabelecimento oficial de crédito, onde houver, observados, quanto às
indicadas nos incisos II e III, os seguintes critérios:
I – três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de
mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus territórios;
II – até um quarto, de acordo com o que dispuser a lei.
§ 2º – As parcelas do imposto a que se refere o inciso I serão transferidas pelo Poder Executivo
Estadual aos Municípios até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação.
§ 3º – É vedada a retenção ou a restrição à entrega ou ao emprego dos recursos atribuídos aos
Municípios e previstos nesta subseção, não estando impedido o Estado de condicionar a entrega de
recursos ao pagamento de seus créditos, inclusive de suas autarquias.
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Art. 151 – O Estado divulgará, no órgão oficial, até o último dia do mês subsequente ao da arrecadação,
o montante de cada um dos tributos arrecadados, os recursos recebidos e os transferidos sob forma de
convênio, os valores de origem tributária entregues e a entregar e a expressão numérica dos critérios de
rateio.
Parágrafo único – Os dados divulgados pelo Estado serão discriminados por Município.
Subseção II
Das Limitações ao Poder de Tributar
Art. 152 – É vedado ao Estado, sem prejuízo das garantias asseguradas ao contribuinte e do disposto
no art. 150 da Constituição da República e na legislação complementar específica:
I – instituir tributo que não seja uniforme em todo o território estadual, ou que implique distinção ou
preferência em relação a Município em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivo fiscal
destinado a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do
Estado;
II – instituir isenção de tributo da competência do Município;
III – estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua
procedência ou destino.
§ 1º – Não será admitida, no período de noventa dias que antecede o término da sessão legislativa, a
apresentação de projeto de lei que tenha por objeto a instituição ou a majoração de tributo estadual.
§ 2º – O disposto no § 1º deste artigo não se aplica a projeto de lei destinado exclusivamente a adaptar
lei estadual a norma federal.
Seção II
Dos Orçamentos
Art. 154 – A lei que instituir o plano plurianual de ação governamental estabelecerá, de forma
regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração Pública para as despesas de capital e
outras delas decorrentes e para as relativas a programas de duração continuada.
Parágrafo único – O plano plurianual e os programas estaduais, regionais e setoriais previstos nesta
Constituição serão elaborados em consonância com o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado e
submetidos à apreciação da Assembleia Legislativa.
Art. 155 – A Lei de Diretrizes Orçamentárias, compatível com o plano plurianual, compreenderá as
metas e prioridades da Administração Pública Estadual, incluirá as despesas correntes e de capital para
o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as
alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais.
§ 1º – O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, de iniciativa do Governador do Estado, resultará
das propostas parciais de cada Poder, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Defensoria
Pública, compatibilizadas em regime de colaboração.
§ 2º – Para proceder à compatibilização prevista no parágrafo anterior e à efetiva verificação dos limites
estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias, será constituída comissão permanente, composta de
seis membros, indicados:
I – um, pela Mesa da Assembleia;
II – um, pelo Governador do Estado;
III – um, pelo Presidente do Tribunal de Justiça;
IV – um, pelo Procurador-Geral de Justiça;
V – um, pelo Presidente do Tribunal de Contas;
VI – um, pelo Defensor Público-Geral do Estado.
§ 3º – A comissão a que se refere o parágrafo anterior, com amplo acesso a todos os documentos
pertinentes à sua função, emitirá laudo conclusivo sobre a capacidade real do Estado de arcar com os
custos das propostas parciais e indicará, se for o caso, os ajustes necessários ao equilíbrio da despesa
com a receita.
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§ 4º – A lei definirá os critérios e a competência desta comissão, que acompanhará e avaliará as
receitas do Estado, para o fim de se estabelecer a justa remuneração do servidor.
§ 5º – A Lei de Diretrizes Orçamentárias fixará percentual não inferior a um por cento da receita
orçamentária corrente ordinária do Estado, destinado ao atendimento das propostas priorizadas nas
audiências públicas regionais, a ser incluído na Lei Orçamentária Anual e executado, com o respectivo
pagamento, até o final do exercício financeiro correspondente, sob pena de responsabilidade, nos termos
do inciso VI do art. 91.
Art. 156 – As propostas orçamentárias dos Poderes Legislativo e Judiciário serão elaboradas,
respectivamente, pela Assembleia Legislativa e pelo Tribunal de Justiça, observados os limites
estipulados conjuntamente e incluídos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Parágrafo único – O disposto neste artigo se aplica, no que couber, ao Ministério Público e ao Tribunal
de Contas.
Art. 158 – A lei orçamentária assegurará investimentos prioritários em programas de educação, saúde,
habitação, saneamento básico, proteção ao meio ambiente, fomento ao ensino, à pesquisa científica e
tecnológica, ao esporte e à cultura e ao atendimento das propostas priorizadas nas audiências públicas
regionais.
§ 1º – Os recursos para os programas de saúde não serão inferiores aos destinados aos investimentos
em transporte e sistema viário.
§ 2º – Tomando-se como referência as respectivas dotações orçamentárias, o percentual executado e
pago das despesas com publicidade não será superior, em cada trimestre, ao percentual executado e
pago das despesas decorrentes das propostas priorizadas nas audiências públicas regionais, ressalvados
os casos de despesas imprevisíveis e urgentes, decorrentes de calamidade pública.
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II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta, e
condições para a instituição e funcionamento de fundo.
Art. 160 – Os projetos de lei relativos a plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento
anual e a crédito adicional serão apreciados pela Assembleia Legislativa, observado o seguinte:
I – caberá à Comissão Permanente de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia
Legislativa:
a) examinar e emitir parecer sobre os projetos de que trata este artigo e sobre as contas apresentadas
anualmente pelo Governador do Estado;
b) examinar e emitir parecer sobre os planos e programas estaduais, regionais e setoriais previstos
nesta Constituição, e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentários, sem prejuízo da
atuação das demais comissões da Assembleia Legislativa;
II – as emendas serão apresentadas na Comissão indicada no inciso I, a qual sobre elas emitirá
parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário da Assembleia Legislativa;
III – as emendas ao projeto da lei do orçamento anual ou a projeto que a modifique somente podem
ser aprovadas caso:
a) sejam compatíveis com o plano plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias;
b) indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa,
excluídas as que incidam sobre:
1) dotação para pessoal e seus encargos;
2) serviço da dívida;
3) transferência tributária constitucional para Município; ou
c) sejam relacionadas:
1) com a correção de erro ou omissão; ou
2) com as disposições do projeto de lei.
§ 1º – O Governador do Estado poderá enviar mensagem à Assembleia Legislativa, para propor
modificação nos projetos a que se refere este artigo, enquanto não iniciada, na Comissão a que se refere
o inciso I, a votação da parte cuja alteração for proposta.
§ 2º – Os projetos de lei do plano plurianual das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão
enviados pelo Governador do Estado à Assembleia Legislativa, nos termos da lei complementar a que se
refere o art. 159.
§ 3º – Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária
anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos
especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.
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VII – a concessão ou utilização de crédito ilimitado;
VIII – a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos previstos no art.
158, para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresa, fundação pública ou fundo;
IX – a instituição de fundo de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa;
X – o lançamento de títulos da dívida pública estadual e a realização de operação de crédito interna e
externa, sem prévia autorização da Assembleia Legislativa;
XI – a aplicação de disponibilidade de caixa do Estado em títulos, valores mobiliários e outros ativos
de empresa privada;
XII – o aporte de recursos pelo Estado, por suas autarquias e fundações, por empresas públicas e
sociedades de economia mista, a entidade de previdência complementar privada, salvo na qualidade de
patrocinador, situação na qual, em hipótese alguma, sua contribuição normal poderá exceder a do
segurado;
XIII – a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação
de receita, pelo Estado e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo
e inativo e com pensionistas dos Municípios.
§ 1º – Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá, sob pena de
crime de responsabilidade, ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual ou sem lei que a autorize.
§ 2º – Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que tenham
sido autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele
exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do
exercício financeiro subsequente.
§ 3º – A abertura de crédito extraordinário somente será admitida, ouvido o Conselho de Governo e ad
referendum da Assembleia Legislativa, por resolução, para atender a despesas imprevisíveis e urgentes,
decorrentes de calamidade pública.
§ 4º – É permitida a vinculação dos recursos de que trata o art. 149 para os efeitos previstos no inciso
IV, alínea “e”, deste artigo.
Art. 163 – Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Estadual ou Municipal, em virtude de
sentença judicial, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à
conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações
orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
§ 1º – É obrigatória, no orçamento das entidades de direito público, a inclusão da verba necessária ao
pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios
judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento, em valores atualizados
monetariamente, até o final do exercício seguinte.
§ 2º – As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder
Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda determinar o pagamento
integral e autorizar o sequestro da quantia respectiva, a requerimento do credor, exclusivamente para os
casos de preterimento de seu direito de precedência ou de não alocação orçamentária do valor necessário
à satisfação do seu débito.
§ 3º – O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo, retardar ou tentar
frustrar a liquidação regular de precatório incorrerá em crime de responsabilidade.
§ 4º – Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários, vencimentos,
proventos, pensões e suas complementações, benefícios previdenciários e indenizações por morte ou
por invalidez, fundadas em responsabilidade civil, em virtude de sentença judicial transitada em julgado,
e serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos.
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§ 5º – O disposto no caput deste artigo, relativamente à expedição de precatórios, não se aplica ao
pagamento de obrigações definidas em lei como de pequeno valor, devidas pelas Fazendas Públicas
estadual ou municipal em virtude de sentença judicial transitada em julgado.
§ 6º – O Estado e os Municípios poderão fixar, por leis próprias, valores distintos para os débitos das
entidades de direito público a serem considerados de pequeno valor para fins do disposto no § 5º,
segundo a capacidade econômica de cada entidade, valores esses que não poderão ser inferiores ao do
maior benefício pago pelo regime geral de previdência social.
§ 7º – É proibida a expedição de precatório complementar ou suplementar de valor pago, bem como o
fracionamento, a repartição ou a quebra do valor da execução, vedado o pagamento em parte na forma
estabelecida no § 5º deste artigo e em parte mediante expedição de precatório.
Art. 164 – Os projetos de lei de que trata esta seção serão apreciados, na forma do Regimento, por
comissão permanente da Assembleia Legislativa, com a competência indicada no inciso I do art. 160.
CAPÍTULO IV
DO MUNICÍPIO
Art. 165 – Os Municípios do Estado de Minas Gerais integram a República Federativa do Brasil.
§ 1º – O Município, dotado de autonomia política, administrativa e financeira, organiza-se e rege-se
por sua Lei Orgânica e demais leis que adotar, observados os princípios da Constituição da República e
os desta Constituição.
§ 2º – Ao Município incumbe gerir interesses da população situada em área contínua do território do
Estado, de extensão variável, delimitada em lei.
§ 3º – O Município se sujeita às vedações do art. 19 da Constituição da República.
§ 4º – Todo o poder do Município emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos de sua Lei Orgânica e da Constituição da República.
§ 5º – O Município pode subdividir-se em Distritos e, estes, em Subdistritos.
Art. 167 – Lei complementar estabelecerá os requisitos para a criação, incorporação, fusão e
desmembramento de Municípios, observado o disposto no art. 18, § 4º, da Constituição da República.
Art. 168 – O topônimo pode ser alterado em lei estadual, verificado o seguinte:
I – resolução da Câmara Municipal, aprovada por, no mínimo, dois terços de seus membros;
II – aprovação da população interessada, em plebiscito, com manifestação favorável de, no mínimo,
metade dos respectivos eleitores.
Seção I
Da Competência do Município
Art. 169 – O Município exerce, em seu território, competência privativa e comum ou suplementar, a ele
atribuída pela Constituição da República e por esta Constituição.
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III – instituição, decretação e arrecadação dos tributos de sua competência e aplicação de suas rendas,
sem prejuízo da obrigação de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;
IV – criação, organização e supressão de Distrito, observada a legislação estadual;
V – promoção do ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento
e da ocupação do solo urbano, ficando dispensada a exigência de alvará ou de qualquer outro tipo de
licenciamento para o funcionamento de templo religioso e proibida limitação de caráter geográfico à sua
instalação;
VI – organização e prestação de serviços públicos de interesse local, diretamente ou sob regime de
concessão, permissão ou autorização, incluído o transporte coletivo de passageiros, que tem caráter
essencial.
Parágrafo único – No exercício da competência de que trata este artigo, o Município observará a norma
geral respectiva, federal ou estadual.
Seção II
Da Lei Orgânica do Município
Art. 172 – A Lei Orgânica pela qual se regerá o Município será votada e promulgada pela Câmara
Municipal e observará os princípios da Constituição da República e os desta Constituição.
Seção III
Dos Poderes
Art. 173 – São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o Executivo.
§ 1º – Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, é vedado a qualquer dos Poderes delegar
atribuições, e, a quem for investido na função de um deles, exercer a de outro.
§ 2º – À Câmara Municipal cabe, entre outras matérias de sua competência privativa, suspender, no
todo ou em parte, a execução de ato normativo municipal declarado, incidentalmente, inconstitucional,
por decisão definitiva do Tribunal de Justiça, quando a decisão de inconstitucionalidade for limitada ao
texto da Constituição do Estado.
Art. 174 – O Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores serão eleitos, para mandato de quatro anos, em
pleito direto e simultâneo, realizado em todo o Estado no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao
do término do mandato daqueles a quem devam suceder, aplicadas as regras do art. 77 da Constituição
da República no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores.
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§ 1º – A equipe de transição de governo indicada pelo candidato eleito para o cargo de Prefeito terá
pleno acesso às informações relativas às contas públicas, aos programas e aos projetos de governo, nos
termos de lei municipal.
§ 2º – A posse dos Vereadores, do Prefeito e do Vice-Prefeito será no dia primeiro de janeiro do ano
subsequente ao da eleição.
§ 3º – O Prefeito e quem o houver sucedido ou substituído no curso do mandato poderão ser reeleitos
para um único período subsequente.
Subseção I
Do Poder Legislativo
Art. 175 – O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, que se compõe de Vereadores.
§ 1º – O número de Vereadores é proporcional à população do Município, observados os limites
estabelecidos na Constituição da República.
§ 2º – No início e no término de cada mandato, o Vereador apresentará, à Câmara Municipal,
declaração de seus bens.
§ 3º – O Vereador se sujeita, no que couber, às proibições, incompatibilidades e perda de mandato
aplicáveis ao Deputado Estadual.
§ 4º – Ao Vereador será assegurada ampla defesa em processo no qual seja acusado, observados,
entre outros requisitos de validade, o contraditório, a publicidade e o despacho ou decisão motivados.
Art. 176 – Compete privativamente à Câmara Municipal, no que couber, o exercício das atribuições
enumeradas no art. 62.
Subseção II
Do Poder Executivo
Art. 178 – O Prefeito é processado e julgado originariamente pelo Tribunal de Justiça, nos crimes
comuns e nos de responsabilidade.
Parágrafo único – Na forma da Lei Orgânica, compete à Câmara Municipal o julgamento do Prefeito
por infração político-administrativa, observada a regra do § 4º do art. 175.
Subseção III
Da Remuneração do Prefeito e do Vereador
Art. 179 – A remuneração do Prefeito, do Vice-Prefeito e do Vereador será fixada, em cada legislatura,
para a subsequente, pela Câmara Municipal.
Parágrafo único – Na hipótese de a Câmara Municipal deixar de exercer a competência de que trata
este artigo, ficarão mantidos, na legislatura subsequente, os critérios de remuneração vigentes em
dezembro do último exercício da legislatura anterior, admitida apenas a atualização dos valores.
Seção IV
Da Fiscalização
Art. 180 – A Câmara Municipal julgará as contas do Prefeito, mediante parecer prévio do Tribunal de
Contas, que terá trezentos e sessenta dias de prazo, contados de seu recebimento, para emiti-lo, na
forma da lei.
§ 1º – Como procedimento fiscalizador e orientador, o Tribunal de Contas realizará habitualmente
inspeções locais nas Prefeituras, Câmaras Municipais e demais órgãos e entidades da administração
direta e da indireta dos Municípios.
§ 2º – As decisões do Tribunal de Contas de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia
de título executivo.
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§ 3º – No primeiro e no último ano de mandato do Prefeito Municipal, o Município enviará ao Tribunal
de Contas inventário de todos os seus bens móveis e imóveis.
§ 4º – O Tribunal de Contas exercerá, em relação ao Município e às entidades de sua administração
indireta, as atribuições previstas no art. 76 desta Constituição, observado o disposto no art. 31 da
Constituição da República.
Seção V
Da Cooperação
Subseção I
Disposições Gerais
Art. 182 – A cooperação técnica e financeira do Estado, para a manutenção de programas de educação
pré-escolar e de ensino fundamental e para a prestação de serviços de saúde de que trata o art. 30, VI e
VII, da Constituição da República, obedecerá ao plano definido em lei estadual.
Parágrafo único – A cooperação somente se dará por força de convênio que, em cada caso, assegure
ao Município os recursos técnicos e financeiros indispensáveis a manter os padrões de qualidade dos
serviços e a atender às necessidades supervenientes da coletividade.
Subseção II
Da Assistência aos Municípios
Art. 183 – O Estado assegurará, com base em programas especiais, ampla assistência técnica e
financeira ao Município de escassas condições de desenvolvimento socioeconômico, com prioridade para
o de população inferior a trinta mil habitantes.
§ 1º – A assistência, preservada a autonomia municipal, inclui, entre outros serviços:
I – abertura e manutenção de estrada municipal ou caminho vicinal;
II – instalação de equipamentos necessários para o ensino, a saúde e o saneamento básico;
III – difusão intensiva das potencialidades da região;
IV – implantação de mecanismo de escoamento da produção regional;
V – assistência técnica às Prefeituras, Câmaras Municipais e microrregiões;
VI – implantação de política de colonização, a partir do estímulo à execução de programa de reforma
agrária;
VII – concessão de incentivos, com o objetivo de fixar o homem no meio rural;
VIII – implantação de processo adequado para tratamento do lixo urbano.
§ 2º – A coordenação da execução dos programas especiais será confiada à autarquia territorial de
desenvolvimento implantada na região, assegurada na forma da lei a participação de representantes dos
Municípios envolvidos.
§ 3º – Na execução de programa especial, ter-se-á em vista a participação das populações
interessadas, por meio de órgãos comunitários e regionais de consulta e acompanhamento.
§ 4º – A Polícia Militar poderá, por solicitação do Município, incumbir-se da orientação à guarda
municipal e de seu treinamento, e da orientação aos corpos de voluntários para o combate a incêndio e
socorro em caso de calamidade.
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Seção VI
Da Intervenção no Município
TÍTULO IV
DA SOCIEDADE
CAPÍTULO I
DA ORDEM SOCIAL
Art. 185 – A ordem social tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça
sociais.
Seção I
Da Saúde
Art. 186 – A saúde é direito de todos, e a assistência a ela é dever do Estado, assegurada mediante
políticas sociais e econômicas que visem à eliminação do risco de doenças e de outros agravos e ao
acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Parágrafo único – O direito à saúde implica a garantia de:
I – condições dignas de trabalho, moradia, alimentação, educação, transporte, lazer e saneamento
básico;
II – acesso às informações de interesse para a saúde, obrigado o Poder Público a manter a população
informada sobre os riscos e danos à saúde e sobre as medidas de prevenção e controle;
III – dignidade, gratuidade e boa qualidade no atendimento e no tratamento de saúde;
IV – participação da sociedade, por intermédio de entidades representativas, na elaboração de
políticas, na definição de estratégias de implementação e no controle das atividades com impacto sobre
a saúde.
Art. 187 – As ações e serviços de saúde são de relevância pública, e cabem ao Poder Público sua
regulamentação, fiscalização e controle, na forma da lei.
Parágrafo único – A execução das ações e serviços será feita pelo Poder Público e,
complementarmente, por pessoa física ou jurídica de direito privado.
Art. 188 – As ações e serviços públicos de saúde no âmbito do Estado integram rede nacional
regionalizada e hierarquicamente constituída em sistema único, e se pautam também pelas seguintes
diretrizes:
I – descentralização com direção única, em nível estadual e municipal;
II – regionalização de ações da competência do Estado;
III – integralidade na prestação de ações de saúde adequadas à realidade epidemiológica, com
prioridade para as ações preventivas e consideradas as características socioeconômicas da população e
de cada região, sem prejuízo dos serviços assistenciais;
IV – participação da comunidade;
V – participação complementar das instituições privadas no sistema único de saúde, segundo diretrizes
deste, mediante contrato de direito público ou convênio, assegurada a preferência a entidades
filantrópicas e às sem fins lucrativos;
VI – valorização do profissional da área da saúde, com a garantia de planos de carreira e condições
para reciclagem periódica.
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Art. 189 – O sistema único de saúde será financiado com recursos provenientes dos orçamentos da
seguridade social, da União, do Estado, dos Municípios, e com os de outras fontes.
Art. 190 – Compete ao Estado, no âmbito do sistema único de saúde, além de outras atribuições
previstas em lei federal:
I – controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar
da produção de medicamentos, equipamentos imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos;
(Vide Lei nº 12.687, de 1/12/1997.)
(Vide Lei nº 14.133, de 21/12/2001.)
II – executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, e as de saúde do trabalhador;
(Vide Lei nº 13.317, de 24/9/1999.)
(Vide Lei nº 13.866, de 10/5/2001.)
III – ordenar a formação de recursos humanos na área da saúde;
IV – participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico;
V – incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico;
VI – fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, e bebidas e
águas para o consumo humano;
VII – participar do controle e da fiscalização da produção, do transporte, da guarda e da utilização de
substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;
VIII – colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o de trabalho;
IX – adotar rígida política de fiscalização e controle da infecção hospitalar e de endemias;
(Vide Lei nº 11.053, de 30/3/1993.)
X – garantir o atendimento prioritário nos casos legais de interrupção da gravidez;
XI – gerir o fundo especial de reserva de medicamentos essenciais, na forma da lei;
XII – promover, quando necessária, a transferência do paciente carente de recursos para outro
estabelecimento de assistência médica ou ambulatorial, integrante do sistema único de saúde, mais
próximo de sua residência;
XIII – promover a instalação de estabelecimentos de assistência médica de emergência nas cidades-
polo;
XIV – executar as ações de prevenção, tratamento e reabilitação, nos casos de deficiência física,
mental e sensorial;
XV – implementar, em conjunto com os órgãos federais e municipais, o sistema de informação na área
da saúde.
Parágrafo único – O Estado instituirá instrumentos para controle unificado dos bancos de sangue.
Subseção Única
Do Saneamento Básico
Art. 192 – O Estado formulará a política e os planos plurianuais estaduais de saneamento básico.
(Vide Lei nº 11.720, de 28/12/1994.)
§ 1º – A política e os planos plurianuais serão submetidos a um Conselho Estadual de Saneamento
Básico.
§ 2º – O Estado proverá os recursos necessários para a implementação da política estadual de
saneamento básico.
§ 3º – A execução de programa de saneamento básico, estadual ou municipal, será precedida de
planejamento que atenda aos critérios de avaliação do quadro sanitário e epidemiológico estabelecidos
em lei.
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Seção II
Da Assistência Social
Art. 193 – A assistência social será prestada pelo Estado a quem dela necessitar, independentemente
de contribuição, sem prejuízo da assegurada no art. 203 da Constituição da República.
(Vide Lei nº 12.262, de 23/7/1996.)
(Vide Lei nº 12.925, de 30/6/1998.)
Art. 194 – As ações estaduais, na área de assistência social, serão implementadas com recursos do
orçamento do Estado e de outras fontes, observadas as seguintes diretrizes:
I – desconcentração administrativa, segundo a política de regionalização, com participação de entidade
beneficente e de assistência social;
II – participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas
e no controle das ações em todos os níveis.
Parágrafo único – O Estado promoverá plano de assistência social às populações de áreas inundadas
por reservatórios.
(Parágrafo regulamentado pela Lei nº 12.812, de 28/4/1998.)
(Vide Lei nº 15.012, de 15/1/2004.)
Seção III
Da Educação
Art. 195 – A educação, direito de todos, dever do Estado e da família, será promovida e incentivada
com a colaboração da sociedade, com vistas ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Parágrafo único – Para assegurar o estabelecido neste artigo, o Estado deverá garantir o ensino de
Filosofia, Sociologia e noções de Direito Eleitoral nas escolas públicas do ensino médio.
(Parágrafo com redação dada pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 62, de 23/12/2003.)
Art. 196 – O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I – igualdade de condições para o acesso e frequência à escola e permanência nela;
II – liberdade de aprender, ensinar e pesquisar, e de divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de ideias e de concepções filosóficas, políticas, estéticas, religiosas e pedagógicas,
que conduza o educando à formação de uma postura ética e social próprias;
IV – preservação dos valores educacionais regionais e locais;
V – gratuidade do ensino público;
VI – valorização dos profissionais do ensino, com a garantia, na forma da lei, de plano de carreira para
o magistério público, com piso de vencimento profissional e com ingresso exclusivamente por concurso
público de provas e títulos, realizado periodicamente, sob o regime jurídico único adotado pelo Estado
para seus servidores;
VII – gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
VIII – seleção competitiva interna para o exercício de cargo comissionado de Diretor e da função de
Vice-Diretor de escola pública, para período fixado em lei, prestigiadas, na apuração objetiva do mérito
dos candidatos, a experiência profissional, a habilitação legal, a titulação, a aptidão para liderança, a
capacidade de gerenciamento, na forma da lei, e a prestação de serviços no estabelecimento por dois
anos, pelo menos;
(Inciso regulamentado pela Lei nº 10.486, de 24/7/1991.)
(Inciso declarado inconstitucional em 5/2/1997 – ADI 640. Acórdão publicado no Diário da Justiça em
11/4/1997.)
IX – garantia do princípio do mérito, objetivamente apurado, na carreira do magistério;
X – garantia do padrão de qualidade, mediante:
a) avaliação cooperativa periódica por órgão próprio do sistema educacional, pelo corpo docente e
pelos responsáveis pelos alunos;
b) condições para reciclagem periódica pelos profissionais de ensino;
XI – coexistência de instituições públicas e privadas.
Parágrafo único – A gratuidade do ensino a cargo do Estado inclui a de todo o material escolar e a da
alimentação do educando, quando na escola.
(Vide Lei nº 11.871, de 21/8/1995.)
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Art. 197 – A descentralização do ensino, por cooperação, na forma da lei, submete-se às seguintes
diretrizes:
I – atendimento prioritário à escolaridade obrigatória;
II – garantia de repasse de recursos técnicos e financeiros.
Parágrafo único – A cessão de pessoal do magistério se dará com todos os direitos e vantagens do
cargo, como se em exercício em unidade do sistema estadual de ensino.
(Artigo regulamentado pela Lei nº 12.768, de 22/1/1998.)
(Vide Lei nº 14.158, de 4/1/2002.)
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cento) da receita orçamentária corrente ordinária do Estado, repassados em parcelas mensais
equivalentes a um doze avos do total, no mesmo exercício.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 47, de 27/12/2000.)
(Declarada a inconstitucionalidade da Emenda à Constituição nº 47, de 27/12/2000 – que acrescentou
o parágrafo ao art. 199 –, em 4/3/2009 – ADI 2.447. Acórdão publicado no Diário da Justiça Eletrônico em
4/12/2009.)
§ 2º – Dos recursos a que se refere o parágrafo anterior, 7,5% (sete e meio por cento) serão destinados
prioritariamente à criação e à implantação de cursos superiores nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri
pela Universidade do Estado de Minas Gerais – Uemg – e pela Universidade Estadual de Montes Claros
– Unimontes –, podendo, justificadamente, ser empregados na manutenção de outras atividades das
respectivas universidades.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 47, de 27/12/2000.)
(Declarada a inconstitucionalidade da Emenda à Constituição nº 47, de 27/12/2000 – que acrescentou
o parágrafo ao art. 199 –, em 4/3/2009 – ADI 2.447. Acórdão publicado no Diário da Justiça Eletrônico em
4/12/2009.)
§ 3º – Na instalação das unidades da Universidade Estadual de Minas Gerais, ou na encampação de
entidades educacionais de ensino universitário, levar-se-ão em conta, prioritariamente, regiões
densamente povoadas não atendidas por ensino público superior, observada a vocação regional.
(Parágrafo renumerado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 47, de 27/12/2000.)
§ 4º – As atividades acadêmicas e administrativas das universidades públicas estaduais serão
reguladas por normas específicas.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 72, de 24/11/2005.)
Art. 200 – Respeitado o conteúdo mínimo do ensino fundamental estabelecido pela União, o Estado
lhe fixará conteúdo complementar, com o objetivo de assegurar a formação política, cultural e regional.
Parágrafo único – O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários
normais das escolas públicas de ensino fundamental.
(Vide Lei nº 15.434, de 5/1/2005.)
Art. 201 – O Estado aplicará, anualmente, nunca menos de vinte e cinco por cento da receita resultante
de seus impostos, incluída a proveniente de transferências, na manutenção e no desenvolvimento do
ensino.
§ 1º – A parcela de arrecadação de impostos transferida pelo Estado aos Municípios não é considerada
para efeito do cálculo previsto neste artigo.
§ 2º – Para efeito de cumprimento do disposto neste artigo, serão considerados o sistema estadual de
ensino, os recursos transferidos para o sistema municipal de ensino e os aplicados na forma do art. 203.
§ 3º – A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades
do ensino obrigatório, nos termos do plano estadual de educação, observadas as diretrizes nacionais da
educação.
§ 4º – O ensino fundamental público terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social
do salário-educação, na forma da legislação federal.
(Vide Lei nº 13.458, de 12/1/2000.)
§ 5º – O percentual mínimo a que se refere este artigo será obtido de acordo com os valores reais dos
recursos na data de sua arrecadação.
Art. 202 – O Estado publicará no órgão oficial, até o dia dez de março de cada ano, demonstrativo da
aplicação dos recursos previstos no artigo anterior, por Município e por atividade.
Art. 203 – Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas e podem ser dirigidos às escolas
comunitárias, confessionais ou filantrópicas, definidas em lei, que:
I – comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação;
II – assegurem a destinação do seu patrimônio a outra escola comunitária, filantrópica ou confessional,
ou ao Poder Público, no caso de encerramento de suas atividades.
§ 1º – Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para ensino
fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando
houver falta de vagas e de cursos regulares da rede pública na localidade de residência do educando,
obrigado o Poder Público a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.
(Parágrafo regulamentado pela Lei nº 10.638, de 17/1/1992.)
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§ 2º – As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder
Público.
Art. 205 – É defeso ao Estado auxiliar, com recursos financeiros e humanos, o Município que deixe de
comprovar a regular e eficaz aplicação, no ano imediatamente anterior, do mínimo constitucional na
manutenção e no desenvolvimento do ensino.
Art. 206 – Compete ao Conselho Estadual de Educação, sem prejuízo de outras atribuições a ele
conferidas em lei e observadas as diretrizes e bases estabelecidas pela União:
I – baixar normas disciplinadoras dos sistemas estadual e municipal de ensino;
II – interpretar a legislação de ensino;
III – autorizar e supervisionar o funcionamento do ensino particular e avaliar-lhe a qualidade;
IV – desconcentrar suas atribuições, por meio de comissões de âmbito municipal.
Parágrafo único – A competência, a organização e as diretrizes do funcionamento do Conselho serão
estabelecidas em lei.
Seção IV
Da Cultura
(Vide Lei nº 11.726, de 30/12/1994.)
Art. 207 – O Poder Público garante a todos o pleno exercício dos direitos culturais, para o que
incentivará, valorizará e difundirá as manifestações culturais da comunidade mineira, mediante,
sobretudo:
I – definição e desenvolvimento de política que articule, integre e divulgue as manifestações culturais
das diversas regiões do Estado;
II – criação e manutenção de núcleos culturais regionais e de espaços públicos equipados, para a
formação e difusão das expressões artístico-culturais;
III – criação e manutenção de museus e arquivos públicos regionais que integrem o sistema de
preservação da memória do Estado, franqueada a consulta da documentação governamental a quantos
dela necessitem;
IV – adoção de medidas adequadas à identificação, proteção, conservação, revalorização e
recuperação do patrimônio cultural, histórico, natural e científico do Estado;
V – adoção de incentivos fiscais que estimulem as empresas privadas a investir na produção cultural
e artística do Estado, e na preservação do seu patrimônio histórico, artístico e cultural;
(Vide Lei nº 13.464, de 12/1/2000.)
(Vide Lei nº 17.615, de 4/7/2008.)
VI – adoção de ação impeditiva da evasão, destruição e descaracterização de obras de arte e de outros
bens de valor histórico, científico, artístico e cultural;
VII – estímulo às atividades de caráter cultural e artístico, notadamente as de cunho regional e as
folclóricas;
VIII – formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões.
(Inciso acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 81, de 9/7/2009.)
§ 1º – O Estado, com a colaboração da comunidade, prestará apoio para a preservação das
manifestações culturais locais, especialmente das escolas e bandas musicais, guardas de congo e
cavalhadas.
§ 2º – O Estado manterá fundo de desenvolvimento cultural como garantia de viabilização do disposto
neste artigo.
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§ 3º – A lei estabelecerá o Plano Estadual de Cultura, de duração plurianual, visando ao
desenvolvimento das ações de que tratam os incisos I a VIII deste artigo e de outras consideradas
relevantes pelo poder público para a garantia do exercício dos direitos culturais pela população.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 81, de 9/7/2009.)
(Vide Lei nº 11.726, de 30/12/1994.)
(Vide Lei nº 22.627, de 31/7/2017.)
Art. 208 – Constituem patrimônio cultural mineiro os bens de natureza material e imaterial, tomados
individualmente ou em conjunto, que contenham referência à identidade, à ação e à memória dos
diferentes grupos formadores da sociedade mineira, entre os quais se incluem:
I – as formas de expressão;
II – os modos de criar, fazer e viver;
III – as criações científicas, tecnológicas e artísticas;
IV – as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados a manifestações
artístico-culturais;
V – os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, espeleológico,
paleontológico, ecológico e científico.
(Vide Lei nº 13.956, de 24/7/2001.)
Art. 209 – O Estado, com a colaboração da comunidade, protegerá o patrimônio cultural por meio de
inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, de outras formas de acautelamento e
preservação e, ainda, de repressão aos danos e às ameaças a esse patrimônio.
Parágrafo único – A lei estabelecerá plano permanente para proteção do patrimônio cultural do Estado,
notadamente dos núcleos urbanos mais significativos.
Art. 210 – A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de fatos relevantes para a cultura
estadual.
Seção V
Da Ciência e Tecnologia
Art. 212 – O Estado manterá entidade de amparo e fomento à pesquisa e lhe atribuirá dotações e
recursos necessários à sua efetiva operacionalização, a serem por ela privativamente administrados,
correspondentes a, no mínimo, um por cento da receita orçamentária corrente ordinária do Estado, os
quais serão repassados em parcelas mensais equivalentes a um doze avos, no mesmo exercício.
Parágrafo único – A entidade destinará os recursos de que trata este artigo prioritariamente a projetos
que se ajustem às diretrizes básicas estabelecidas pelo Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia –
Conecit –, definidos como essenciais ao desenvolvimento científico e tecnológico do Estado, e à
reestruturação da capacidade técnico-científica das instituições de pesquisa do Estado, em conformidade
com os princípios definidos nos Planos Mineiros de Desenvolvimento Integrado – PMDIs – e
contemplados nos Programas dos Planos Plurianuais de Ação Governamental – PPAGs.
(Artigo com redação dada pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 17, de 20/12/1995.)
(Vide arts. 100 e 101 da Lei nº 11.050, de 19/1/1993.)
(Vide Lei nº 17.348, de 17/1/2008.)
Art. 213 – Entre outros estímulos, a lei disporá, observado o art. 146, XI, sobre concessão de isenções,
incentivos e benefícios fiscais a empresas brasileiras de capital nacional, com sede e administração no
Estado, que concorram para a viabilização da autonomia tecnológica nacional, especialmente:
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I – as do setor privado:
a) que tenham sua produção voltada para o mercado interno, em particular as dedicadas à produção
de alimentos, com utilização de tecnologia indicada para a exploração dos recursos naturais e para a
preservação do meio ambiente;
b) que promovam pesquisa tecnológica e desenvolvimento experimental no âmbito da medicina
preventiva e terapêutica, publiquem e divulguem seus resultados e produzam equipamentos
especializados destinados ao uso de portador de deficiência;
c) que promovam pesquisa tecnológica voltada para o desenvolvimento de métodos e técnicas
apropriadas à geração, interpretação e aplicação de dados minerogeológicos, além de criação,
desenvolvimento, inovação e adaptação técnica, em equipamentos;
d) que promovam pesquisa tecnológica no desenvolvimento e na adaptação de equipamentos
eletroeletrônicos;
II – as empresas públicas e sociedades de economia mista cujos investimentos em pesquisa científica
e criação de tecnologia se revelem necessários e relevantes ao desenvolvimento socioeconômico
estadual;
III – as empresas que promovam a pesquisa e a utilização de tecnologias alternativas.
(Vide Lei nº 17.348, de 17/1/2008.)
Seção VI
Do Meio Ambiente
Art. 214 – Todos têm direito a meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo
e essencial à sadia qualidade de vida, e ao Estado e à coletividade é imposto o dever de defendê-lo e
conservá-lo para as gerações presentes e futuras.
(Vide Lei nº 14.181, de 17/1/2002.)
(Vide Lei nº 14.309, de 19/6/2002.)
§ 1º – Para assegurar a efetividade do direito a que se refere este artigo, incumbe ao Estado, entre
outras atribuições:
I – promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e disseminar, na forma da lei, as
informações necessárias à conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
(Inciso regulamentado pela Lei nº 15.441, de 11/1/2005.)
II – assegurar, na forma da lei, o livre acesso às informações básicas sobre o meio ambiente;
(Inciso regulamentado pela Lei nº 15.971, de 12/1/2006.)
III – prevenir e controlar a poluição, a erosão, o assoreamento e outras formas de degradação
ambiental;
IV – exigir, na forma da lei, prévia anuência do órgão estadual de controle e política ambiental, para
início, ampliação ou desenvolvimento de atividades, construção ou reforma de instalações capazes de
causar, sob qualquer forma, degradação do meio ambiente, sem prejuízo de outros requisitos legais,
preservado o sigilo industrial;
V – proteger a fauna e a flora, a fim de assegurar a diversidade das espécies e dos ecossistemas e a
preservação do patrimônio genético, vedadas, na forma da lei, as práticas que provoquem a extinção das
espécies ou submetam os animais a crueldade;
(Vide Lei nº 14.181, de 17/1/2002.)
VI – definir mecanismos de proteção à fauna e à flora nativas e estabelecer, com base em
monitoramento contínuo, a lista de espécies ameaçadas de extinção e que mereçam proteção especial;
(Inciso regulamentado pela Lei nº 10.583, de 31/1/1992.)
(Inciso regulamentado pela Lei nº 14.181, de 17/1/2002.)
VII – controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que
importem riscos para a vida, a qualidade de vida, o meio ambiente, bem como o transporte e o
armazenamento dessas substâncias em seu território;
VIII – criar parques, reservas, estações ecológicas e outras unidades de conservação, mantê-los sob
especial proteção e dotá-los da infraestrutura indispensável às suas finalidades;
IX – estabelecer, através de órgão colegiado, com participação da sociedade civil, normas
regulamentares e técnicas, padrões e demais medidas de caráter operacional, para proteção do meio
ambiente e controle da utilização racional dos recursos ambientais;
X – manter instituição de pesquisa, planejamento e execução que assegure ao órgão indicado no inciso
anterior o suporte técnico e operacional necessário ao cumprimento de sua finalidade;
XI – preservar os recursos bioterapêuticos regionais.
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§ 2º – O licenciamento de que trata o inciso IV do parágrafo anterior dependerá, nos casos de atividade
ou obra potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, de estudo prévio de
impacto ambiental, a que se dará publicidade.
§ 3º – Parte dos recursos estaduais previstos no art. 20, § 1º, da Constituição da República será
aplicada de modo a garantir o disposto no § 1º, sem prejuízo de outras dotações orçamentárias.
§ 4º – Quem explorar recurso ambiental fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, na
forma da lei.
§ 5º – A conduta e a atividade consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão o infrator, pessoa
física ou jurídica, a sanções administrativas, sem prejuízo das obrigações de reparar o dano e das
cominações penais cabíveis.
§ 6º – São indisponíveis as terras devolutas, ou arrecadadas pelo Estado, necessárias às atividades
de recreação pública e à instituição de parques e demais unidades de conservação, para a proteção dos
ecossistemas naturais.
(Vide art. 52 da Lei nº 20.922, de 16/10/2013.)
§ 7º – Os remanescentes da Mata Atlântica, as veredas, os campos rupestres, as cavernas, as
paisagens notáveis e outras unidades de relevante interesse ecológico constituem patrimônio ambiental
do Estado e sua utilização se fará, na forma da lei, em condições que assegurem sua conservação.
(Vide Lei nº 14.309, de 19/6/2002.)
(Vide art. 57 da Lei nº 20.922, de 16/10/2013.)
Art. 215 – É obrigação das instituições do Poder Executivo, com atribuições diretas ou indiretas de
proteção e controle ambiental, informar o Ministério Público sobre ocorrência de conduta ou atividade
considerada lesiva ao meio ambiente.
Art. 217 – As atividades que utilizem produtos florestais como combustível ou matéria-prima deverão,
para o fim de licenciamento ambiental e na forma estabelecida em lei, comprovar que possuem
disponibilidade daqueles insumos, capaz de assegurar, técnica e legalmente, o respectivo suprimento.
Parágrafo único – É obrigatória a reposição florestal pelas empresas consumidoras, nos limites do
Estado, preferencialmente no território do Município produtor de carvão vegetal.
(Vide Lei nº 14.309, de 19/6/2002.)
(Vide Lei nº 20.922, de 16/10/2013.)
Seção VII
Do Desporto e do Lazer
Art. 218 – O Estado garantirá, por intermédio da rede oficial de ensino e em colaboração com entidades
desportivas, a promoção, o estímulo, a orientação e o apoio à prática e difusão da educação física e do
desporto, formal e não formal, com:
I – a destinação de recursos públicos à promoção prioritária do desporto educacional e, em situações
específicas, do desporto de alto rendimento;
II – a proteção e incentivo às manifestações esportivas de criação mineira;
III – o tratamento diferenciado para o desporto profissional e não profissional;
IV – a obrigatoriedade de reserva de áreas destinadas a praças e campos de esporte nos projetos de
urbanização e de unidades escolares, e a de desenvolvimento de programas de construção de áreas para
a prática do esporte comunitário.
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Parágrafo único – O Poder Público garantirá ao portador de deficiência atendimento especializado no
que se refere à educação física e à prática de atividades desportivas, sobretudo no âmbito escolar.
Art. 219 – O clube e a associação que fomentem práticas esportivas propiciarão ao atleta integrante
de seus quadros formas adequadas de acompanhamento médico e de exames.
Art. 220 – O Poder Público apoiará e incentivará o lazer, e o reconhecerá como forma de promoção
social.
Parágrafo único – O Estado incentivará, mediante benefícios fiscais e na forma da lei, o investimento
da iniciativa privada no desporto.
Seção VIII
Da Família, da Criança, do Adolescente, do Portador de
Deficiência e do Idoso
Art. 222 – É dever do Estado promover ações que visem assegurar à criança e ao adolescente, com
prioridade, o direito a vida, saúde, alimentação, educação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade,
respeito, liberdade, convivência familiar e comunitária, e colocá-los a salvo de toda forma de negligência,
discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
§ 1º – O Estado estimulará, mediante incentivos fiscais, subsídios e menções promocionais, nos termos
da lei, o acolhimento ou a guarda de criança ou adolescente órfão ou abandonado.
§ 2º – O Estado destinará recursos à assistência materno-infantil.
§ 3º – A prevenção da dependência de drogas e afins é dever do Estado, que prestará atendimento
especializado à criança e ao adolescente dependentes, desenvolvendo ações que auxiliem sua
integração na comunidade, na forma da lei.
(Parágrafo regulamentado pela Lei nº 11.544, de 25/7/1994.)
Art. 223 – As ações do Estado de proteção à infância e à juventude serão organizadas na forma da lei,
com base nas seguintes diretrizes:
(Vide Lei nº 10.501, de 17/10/1991.)
(Vide Lei nº 11.397, de 6/1/1994.)
I – desconcentração do atendimento;
II – valorização dos vínculos familiar e comunitário, como medida preferencial para a integração social
da criança e do adolescente;
III – atendimento prioritário em situações de risco, definidas em lei, observadas as características
culturais e socioeconômicas locais;
(Vide Lei nº 15.473, de 28/1/2005.)
IV – participação da sociedade, mediante organizações representativas, na formulação de políticas e
programas e no acompanhamento e fiscalização de sua execução.
Parágrafo único – O Estado manterá programas socioeducativos destinados à criança e ao
adolescente privados das condições fundamentais necessárias ao seu pleno desenvolvimento e
estimulará, por meio de apoio técnico e financeiro, os de igual natureza de iniciativa de entidade
filantrópica.
(Vide Lei nº 10.501, de 17/10/1991.)
Art. 224 – O Estado assegurará condições de prevenção das deficiências física, sensorial e mental,
com prioridade para a assistência pré-natal e à infância, e de integração social do portador de deficiência,
em especial do adolescente, e a facilitação do acesso a bens e serviços coletivos, com eliminação de
preconceitos e remoção de obstáculos arquitetônicos.
(Vide Lei nº 10.837, de 27/7/1992.)
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§ 1º – Para assegurar a implementação das medidas indicadas neste artigo, incumbe ao Poder Público:
I – estabelecer normas de construção e adaptação de logradouros e edifícios de uso público e de
adaptação de veículos de transporte coletivo;
(Inciso regulamentado pela Lei nº 11.666, de 9/12/1994.)
II – celebrar convênio com entidade profissionalizante sem fins lucrativos, com vistas à formação
profissional e à preparação para o trabalho;
III – estimular a empresa, mediante adoção de mecanismos, inclusive incentivos fiscais, a absorver a
mão de obra de portador de deficiência;
IV – criar centros profissionalizantes para treinamento, habilitação e reabilitação profissional do
portador de deficiência e do acidentado no trabalho, e assegurar a integração entre saúde, educação e
trabalho;
(Inciso regulamentado pela Lei nº 11.944, de 19/10/1995.)
V – implantar sistemas especializados de comunicação em estabelecimento da rede oficial de ensino
de cidade-polo regional, de modo a atender às necessidades educacionais e sociais de portador de
deficiência visual ou auditiva;
VI – criar programas de assistência integral para excepcional não reabilitável;
VII – promover a participação das entidades representativas do segmento na formulação da política
de atendimento ao portador de deficiência e no controle das ações desenvolvidas, em todos os níveis,
pelos órgãos estaduais responsáveis pela política de proteção ao portador de deficiência;
VIII – assegurar, nas emissoras oficiais de televisão do Estado, tradução, por intérprete, para portador
de deficiência auditiva, dos noticiários e comunicações oficiais;
IX – promover a formação dos policiais militares e demais servidores públicos responsáveis pela
segurança do trânsito, para habilitá-los ao atendimento das necessidades do portador de deficiência;
X – destinar, na forma da lei, recursos às entidades de amparo e de assistência ao portador de
deficiência.
§ 2º – Ao servidor público que passe à condição de deficiente no exercício de cargo ou função pública,
o Estado assegurará assistência médica e hospitalar, medicamentos, aparelhos e equipamentos
necessários ao tratamento e à sua adaptação às novas condições de vida.
Art. 225 – O Estado promoverá condições que assegurem amparo à pessoa idosa, no que respeite à
sua dignidade e ao seu bem-estar.
(Vide Lei nº 12.666, de 4/11/1997.)
(Vide Lei nº 13.176, de 20/1/1999.)
§ 1º – O amparo ao idoso será, quanto possível, exercido no próprio lar.
(Vide Lei nº 13.763, de 30/11/2000.)
§ 2º – Para assegurar a integração do idoso na comunidade e na família, serão criados centros diurnos
de lazer e de amparo à velhice e programas de preparação para a aposentadoria, com a participação de
instituições dedicadas a essa finalidade.
§ 3º – Aos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos é garantida a gratuidade nos transportes coletivos
urbanos mediante apresentação da carteira de identidade ou de trabalho, sendo vedada a exigência de
qualquer outra forma de identificação.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 28, de 1/10/1997.)
Art. 226 – Para assegurar a efetiva participação da sociedade, nos termos do disposto nesta seção,
serão criados o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Conselho Estadual de
Defesa dos Direitos do Portador de Deficiência e o Conselho Estadual do Idoso.
(Vide Lei nº 10.501, de 17/10/1991.)
(Vide Lei nº 13.176, de 20/1/1999.)
(Vide Lei nº 13.799, de 21/12/2000.)
Parágrafo único – O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos do Portador de Deficiência e o
Conselho Estadual do Idoso serão instituídos até o dia 15 de março de 1993.
(Artigo com redação dada pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 6, de 21/12/1992.)
Seção IX
Da Comunicação Social
Art. 227 – A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma,
processo ou veículo, não sofrerão restrição, observado o disposto na Constituição da República e nesta
Constituição.
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Parágrafo único – Nenhuma lei ou ato do Poder Público poderão constituir embaraço à plena liberdade
de informação jornalística em veículo de comunicação social, observado o seguinte:
I – é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato;
II – é assegurado o direito de resposta proporcional ao agravo, além de indenização por danos material,
moral ou à imagem;
III – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito
a indenização por dano, material ou moral, decorrente de sua violação;
IV – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais
que a lei federal estabelecer;
V – a publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade;
VI – é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
Art. 228 – A produção e a programação das emissoras de rádio e de televisão oficiais atenderão aos
seguintes princípios:
I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II – promoção das culturas nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua
divulgação;
III – regionalização de produções culturais artística e jornalística, nos percentuais estabelecidos em lei
federal;
IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
Parágrafo único – As emissoras de rádio e de televisão sob controle do Estado ou de entidade de
administração indireta reservarão horário para a divulgação das atividades dos Poderes do Estado,
conforme dispuser a lei.
Art. 229 – Os veículos de comunicação social da administração direta e indireta do Estado são
obrigados a:
I – manter conselhos editoriais integrados paritariamente por representantes do Poder Público e da
sociedade civil;
II – manter comissões de redação compostas de representantes dos profissionais habilitados, eleitos
diretamente por seus pares.
Art. 230 – Para os efeitos do disposto nesta seção, o Estado instituirá, como órgão auxiliar, o Conselho
Estadual de Comunicação Social, composto de representantes da sociedade civil, na forma da lei.
(Vide arts. 65 a 68 da Lei nº 11.406, de 28/1/1994.)
CAPÍTULO II
DA ORDEM ECONÔMICA
Seção I
Do Desenvolvimento Econômico
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§ 4º – O planejamento governamental terá caráter indicativo para o setor privado.
Art. 232 – A exploração, pelo Estado, de atividade econômica não será permitida, salvo quando
motivada por relevante interesse coletivo.
§ 1º – As entidades de administração indireta no exercício de atividade econômica não poderão gozar
de privilégio fiscal não extensivo ao setor privado.
§ 2º – A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública e da sociedade de economia mista,
bem como de suas subsidiárias, que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de
bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:
I – a sua função social e as formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade;
II – a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e
obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
III – a licitação e a contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da
administração pública;
IV – a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação de
acionistas minoritários;
V – os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.
(Parágrafo com redação dada pelo art. 45 da Emenda à Constituição nº 84, de 22/12/2010.)
Art. 234 – O serviço público estadual de fomento ao desenvolvimento econômico do Estado será
executado por instituições creditícias oficiais.
Art. 235 – Fica criado fundo destinado ao fomento e ao desenvolvimento socioeconômico do Estado,
voltado para as médias, pequenas e microempresas e para as cooperativas, na forma da lei.
(Vide Lei nº 11.396, de 6/1/1994.)
Seção II
Do Sistema Financeiro Estadual
Art. 236 – O sistema financeiro público estadual, estruturado de modo a promover o desenvolvimento
equilibrado do Estado e a servir aos interesses da coletividade, com a função precípua de democratizar
o crédito e permitir à população o acesso aos serviços bancários, é constituído pelas instituições
financeiras oficiais estaduais.
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Art. 237 – As instituições financeiras estaduais são órgãos de execução da política de crédito do
Governo do Estado, sendo constituídas nos segmentos do sistema financeiro que convierem ao
desenvolvimento financeiro estadual.
Art. 238 – A transformação, a fusão, a cisão, a incorporação ou a extinção das instituições financeiras
oficiais estaduais dependerão de prévia autorização da Assembleia Legislativa.
Parágrafo único – Ainda que ocorra modificação na estrutura das instituições de que trata este artigo,
o Estado deterá, no mínimo, cinquenta e um por cento das ações com direito a voto nas constituídas sob
a forma de sociedade anônima.
Art. 239 – Sem prejuízo do sistema de centralização das receitas públicas, o recolhimento de tributos
e demais receitas públicas estaduais será efetuado nos estabelecimentos públicos ou privados
autorizados pela administração fazendária.
(Caput com redação dada pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 53, de 12/12/2002.)
Parágrafo único – A autorização a que se refere o caput deste artigo será publicada no órgão de
imprensa oficial dos Poderes do Estado e divulgada na internet, na página eletrônica do Estado.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 53, de 12/12/2002.)
Art. 240 – Os recursos captados pelas instituições oficiais estaduais serão integralmente aplicados no
interesse do desenvolvimento do Estado.
Art. 241 – O Conselho Diretor de cada instituição financeira estadual terá, entre seus membros, um
Diretor representante dos servidores, com direito a voz e voto e por estes eleito livremente.
§ 1º – O Diretor representante dos servidores não executará funções operacionais, cabendo-lhe
promover e incentivar a participação dos servidores na melhor gestão da empresa.
§ 2º – O Diretor representante dos servidores terá estabilidade no emprego durante o período de
representação e por mais um ano depois de terminado o mandato.
Seção III
Do Turismo
Art. 242 – O Estado apoiará e incentivará o turismo como atividade econômica, reconhecendo-o como
forma de promoção e desenvolvimento, social e cultural.
Art. 243 – O Estado, juntamente com o órgão colegiado representativo dos segmentos do setor, definirá
a política estadual de turismo, observadas as seguintes diretrizes e ações:
I – adoção de plano integrado e permanente, estabelecido em lei, para o desenvolvimento do turismo
no Estado, observado o princípio da regionalização;
(Vide Lei nº 12.398, de 12/12/1996.)
(Vide Lei nº 14.368, de 19/7/2002.)
II – incentivo ao turismo para a população de baixa renda, inclusive mediante estímulos fiscais e criação
de colônias de férias, observado o disposto no inciso anterior;
III – desenvolvimento de infraestrutura e conservação dos parques estaduais, reservas biológicas,
cavernas e abrigos sob rocha e de todo potencial natural que venha a ser de interesse turístico;
IV – estímulo à produção artesanal típica de cada região do Estado, mediante política de redução ou
de isenção de tarifas devidas por serviços estaduais, conforme especificação em lei;
(Vide Lei nº 12.708, de 29/12/1997.)
(Vide Lei nº 13.437, de 30/12/1999.)
V – apoio a programas de orientação e divulgação do turismo regional e ao desenvolvimento de
projetos turísticos municipais;
VI – criação de fundo de assistência ao turismo, em benefício das cidades históricas, estâncias
hidrominerais e outras localidades com reconhecido potencial turístico desprovidas de recursos;
(Vide Lei nº 11.520, de 13/7/1994.)
(Vide Lei nº 15.686, de 20/7/2005.)
VII – regulamentação do uso, ocupação e fruição dos bens naturais e culturais de interesse turístico;
VIII – manutenção e aparelhamento das estâncias hidrominerais;
IX – proteção do patrimônio ecológico e histórico-cultural do Estado;
X – apoio à iniciativa privada no desenvolvimento de programas de lazer e entretenimento para a
população;
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XI – apoio a eventos turísticos, na forma da lei;
XII – promoção da educação para o turismo em todos os níveis educacionais;
(Inciso acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 51, de 29/10/2001.)
XIII – divulgação de informações sobre a atividade do turismo, com vistas a conscientizar a população
da importância do desenvolvimento do setor no Estado.
(Inciso acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 51, de 29/10/2001.)
Parágrafo único – O Estado incentivará o turismo social, mediante benefícios fiscais, na forma da lei.
Seção IV
Da Política Urbana
Art. 244 – Compete ao Estado participar do processo de execução das diretrizes dos planos diretores,
na forma deste artigo.
§ 1º – As atividades e serviços a cargo do Estado e de suas entidades de administração indireta, no
âmbito urbano, serão articulados com os do Município, visando harmonizar e racionalizar a execução das
diretrizes do respectivo plano diretor, em favor do objetivo comum de ordenar o pleno desenvolvimento
das funções sociais da cidade e de garantir o bem-estar de seus habitantes.
§ 2º – A articulação de que trata o parágrafo anterior será incumbência de órgão constituído,
paritariamente, por representantes dos Poderes Públicos estadual e municipal.
§ 3º – As entidades da Administração Pública Estadual, concessionárias dos serviços públicos relativos
a equipamentos urbanos, obrigam-se a realizar e instalar os respectivos serviços de infraestrutura urbana
nos loteamentos novos, no prazo de cento e oitenta dias contados de sua aprovação pelas autoridades
municipais.
Art. 245 – O Estado assistirá os Municípios que o solicitarem na elaboração dos planos diretores.
§ 1º – Na liberação de recursos do erário estadual e na concessão de outros benefícios em favor de
objetivos de desenvolvimento urbano e social, o Estado atenderá, prioritariamente, ao Município já dotado
de plano diretor, incluídas, entre suas diretrizes, as de:
I – ordenamento do território, sob os requisitos de zoneamento, uso, parcelamento e ocupação do solo
urbano;
II – aprovação e fiscalização de edificações, observadas as condições geológicas, minerais e hídricas
e respeitado o patrimônio cultural a que se refere o art. 208, entre outros requisitos compatibilizados com
o disposto neste inciso;
III – preservação do meio ambiente e da cultura;
IV – garantia do saneamento básico;
V – urbanização, regularização e titulação das áreas deterioradas, preferencialmente sem remoção
dos moradores;
VI – participação das entidades comunitárias no planejamento e controle da execução dos programas
a elas pertinentes;
VII – manutenção de sistemas de limpeza urbana, coleta, tratamento e destinação final do lixo urbano;
VIII – reserva de áreas urbanas para implantação de projetos de cunho social.
§ 2º – O Estado incentivará, mediante assistência técnica, a criação de cidades-satélites, para
expansão urbana de cidades consideradas históricas, com o objetivo de preservação do núcleo cultural.
§ 3º – Adotar-se-á o mapeamento geológico básico como subsídio técnico para a planificação do uso
e ocupação do solo.
Art. 246 – O Poder Público adotará instrumentos para efetivar o direito de todos à moradia, em
condições dignas, mediante políticas habitacionais que considerem as peculiaridades regionais e
garantam a participação da sociedade civil.
(Vide Lei nº 11.265, de 4/11/1993.)
(Vide Lei nº 11.622, de 6/10/1994.)
§ 1º – O direito à moradia compreende o acesso aos equipamentos urbanos.
(Parágrafo renumerado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
§ 2º – A legitimação de terras devolutas situadas no perímetro urbano ou na zona de expansão urbana,
assim considerada a faixa externa contígua ao perímetro urbano de até 2km (dois quilômetros) de largura,
compatibilizada com o plano urbanístico municipal ou metropolitano, é limitada, respectivamente, a 500m2
(quinhentos metros quadrados) e a 2.000m2 (dois mil metros quadrados), permitida ao ocupante a
legitimação da área remanescente, quando esta for insuficiente à constituição de um novo lote.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
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(Vide Lei nº 11.020, de 8/1/1993.)
(Vide Lei nº 13.468, de 17/1/2000.)
§ 3º – Será onerosa a legitimação:
I – de terreno ocupado por proprietário de outro imóvel urbano ou rural no mesmo município;
II – de área superior a 1.000m2 (mil metros quadrados), situada em zona de expansão urbana;
III – da área remanescente.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
§ 4º – O Poder Executivo poderá delegar aos municípios, nos termos da lei, a discriminação e a
legitimação das terras devolutas situadas no perímetro urbano e na zona de expansão urbana.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
§ 5º – A legitimação onerosa efetuada pelo município obedecerá à tabela de preços previamente
aprovada pela Câmara Municipal.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
§ 6º – Das áreas arrecadadas pelo município em processo discriminatório administrativo ou ação
judicial discriminatória, 30% (trinta por cento) continuarão a pertencer ao Estado e serão destinadas,
prioritariamente, a:
I – construção de habitações populares;
II – implantação de equipamentos comunitários;
III – preservação do meio ambiente;
IV – instalação de obras e serviços municipais, estaduais e federais.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
§ 7º – Serão encaminhados à Assembleia Legislativa:
I – relatório anual das atividades relacionadas com a alienação ou a concessão administrativa, sem
prévia autorização legislativa, de terras públicas e devolutas;
II – relação das terras públicas e devolutas a serem legitimadas administrativamente,
com antecedência mínima de 90 (noventa) dias da expedição do título.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
Seção V
Da Política Rural
(Vide Lei nº 11.744, de 16/1/1995.)
Art. 247 – O Estado adotará programas de desenvolvimento rural destinados a fomentar a produção
agropecuária, organizar o abastecimento alimentar, promover o bem-estar do homem que vive do trabalho
da terra e fixá-lo no campo, compatibilizados com a política agrícola e com o plano de reforma agrária
estabelecidos pela União.
(Caput regulamentado pela Lei nº 11.405, de 28/1/1994.)
(Vide Lei nº 13.195, de 29/1/1999.)
§ 1º – Para a consecução dos objetivos indicados neste artigo, será assegurada, no planejamento e
na execução da política rural, na forma da lei, a participação dos setores de produção, envolvendo
produtores e trabalhadores rurais, e dos setores de comercialização, armazenamento, transportes e
abastecimento, levando-se em conta, especialmente:
I – os instrumentos creditícios e fiscais;
II – o incentivo à pesquisa tecnológica e científica e à difusão de seus resultados;
III – a assistência técnica e a extensão rural;
IV – o seguro agrícola;
V – o cooperativismo;
VI – a eletrificação rural e a irrigação;
VII – a habitação para o trabalhador rural;
VIII – o cumprimento da função social da propriedade;
IX – a alienação ou a concessão, a qualquer título, de terra pública para assentamento de trabalhador
rural ou produtor rural, pessoa física ou jurídica, ainda que por interposta pessoa, compatibilizadas com
os objetivos da reforma agrária e limitadas a 100ha (cem hectares).
(Inciso com redação dada pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
§ 2º – A alienação ou concessão de que trata o inciso IX do parágrafo anterior será permitida uma
única vez a cada beneficiário, ainda que a negociação se verifique após o prazo fixado no § 4º.
§ 3º – Independem da prévia autorização legislativa:
I – a alienação ou concessão de terra pública previstas no plano de reforma agrária estadual, aprovado
em lei;
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II – a concessão gratuita do domínio de área devoluta rural não superior a 50ha (cinquenta hectares)
a quem, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, a possua como sua, por 5 (cinco) anos
ininterruptos, sem oposição, tenha nela sua moradia e a tenha tornado produtiva.
(Parágrafo com redação dada pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
§ 4º – Será outorgado título de domínio ou de concessão de uso, inegociável pelo prazo de dez anos,
ao beneficiário do disposto no inciso IX do § 1º que comprovar exploração efetiva e vinculação pessoal à
terra, nos termos e condições previstos em lei.
§ 5º – O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos,
independentemente do estado civil, nos termos e nas condições previstos em lei.
§ 6º – Quem tornar economicamente produtiva terra devoluta estadual e comprovar sua vinculação
pessoal a ela terá preferência para adquirir-lhe o domínio, até a área de duzentos e cinquenta hectares,
contra o pagamento do seu valor, acrescido dos emolumentos.
§ 7º – São vedadas a alienação e a concessão de terra pública:
I – a membro dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo e a dirigente de órgão e entidade de
administração pública direta e indireta;
II – a servidor de órgão ou entidade da Administração Pública vinculado ao sistema de política rural do
Estado;
III – a proprietário de mais de duzentos e cinquenta hectares;
IV – a pessoa jurídica cuja titularidade do poder decisório seja de estrangeiro;
V – a cônjuge ou a parente consanguíneo ou afim, até o terceiro grau, ou por adoção, das autoridades
e do servidor indicados, respectivamente, nos incisos I e II e de beneficiário de terra pública rural em área
contígua à do beneficiário.
(Inciso com redação dada pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
§ 8º – Na ação judicial discriminatória, o Estado poderá firmar acordo para a legitimação de terra
devoluta rural com área de até 250ha (duzentos e cinquenta hectares), atendidos os seguintes requisitos:
I – cumprimento da função social, nos termos do art. 186 da Constituição Federal; e
II – devolução, pelo ocupante, da área remanescente.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 3º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
§ 9º – Serão encaminhados à Assembleia Legislativa:
I – relatório anual das atividades relacionadas com a alienação ou a concessão administrativa, sem
prévia autorização legislativa, de terras públicas e devolutas;
II – relação das terras públicas e devolutas a serem legitimadas ou concedidas administrativamente,
com antecedência mínima de 90 (noventa) dias da expedição do título ou da celebração do contrato.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 3º da Emenda à Constituição nº 34, de 8/7/1998.)
(Artigo regulamentado pela Lei nº 11.405, de 28/1/1994.)
Art. 248 – O Estado formulará, mediante lei, a política rural, conforme a regionalização prevista nesta
Constituição, observadas as peculiaridades locais, para desenvolver e consolidar a diversificação e a
especialização regionais, asseguradas as seguintes medidas:
(Vide Lei nº 11.405, de 28/1/1994.)
I – implantação e manutenção de núcleos gratuitos de profissionalização específica;
II – criação e manutenção de fazendas-modelo e de serviços de preservação e controle da saúde
animal;
III – divulgação de dados técnicos relevantes concernentes à política rural;
IV – oferta, pelo Poder Público, de infraestrutura de armazenagem, de garantia de mercado na área
estadual e de sistema viário adequado ao escoamento da produção;
V – repressão ao uso de anabolizante e ao uso indiscriminado de agrotóxico;
VI – incentivo, com a participação do Município, à criação de granja, sítio e chácara em núcleo rural,
em sistema familiar;
VII – estímulo à organização participativa da população rural;
VIII – adoção de treinamento de prática preventiva de medicinas humana e veterinária e de técnicas
de exploração e de reposição florestal, compatibilizadas com a exploração do solo e a preservação do
meio ambiente;
IX – oferta, pelo Poder Público, de escolas, postos de saúde, centros de lazer e centros de treinamento
de mão de obra rural, e de condições para implantação de instalações de saneamento básico;
X – incentivo ao uso de tecnologias adequadas ao manejo do solo;
(Vide Lei nº 12.596, de 30/7/1997.)
XI – programas de fornecimento de insumos básicos e de serviços de mecanização agrícola;
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XII – programas de controle de erosão, de manutenção de fertilidade e de recuperação de solos
degradados;
XIII – assistência técnica e extensão rural, com atendimento gratuito aos pequenos produtores rurais
e suas formas associativas e aos beneficiários de projeto de reforma agrária;
XIV – prioridade para o abastecimento interno, notadamente no que diz respeito ao apoio aos
produtores de gêneros alimentícios básicos;
XV – criação e manutenção de núcleos de demonstração e experimentação de tecnologia apropriada
à pequena produção;
XVI – apoio às iniciativas de comercialização direta entre pequenos produtores rurais e consumidores.
Seção VI
Da Política Hídrica e Minerária
Art. 249 – A política hídrica e minerária executada pelo Poder Público se destina ao aproveitamento
racional, em seus múltiplos usos, e à proteção dos recursos hídricos e minerais, observada a legislação
federal.
(Vide Lei nº 13.199, de 29/1/1999.)
Art. 250 – Para assegurar a efetividade do objetivo do artigo anterior, o Poder Público, por meio de
sistema estadual de gerenciamento de recursos hídricos e sistema estadual de gerenciamento de
recursos minerários, observará, entre outros, os seguintes preceitos:
I – adoção da bacia hidrográfica como base de gerenciamento e de classificação dos recursos hídricos;
(Vide Lei nº 13.771, de 11/12/2000.)
II – proteção e utilização racional das águas superficiais e subterrâneas, das nascentes e sumidouros
e das áreas úmidas adjacentes;
(Vide Lei nº 12.503, de 30/5/1997.)
(Vide Lei nº 13.771, de 11/12/2000.)
III – criação de incentivo a programas nas áreas de turismo e saúde, com vistas ao uso terapêutico
das águas minerais e termais na prevenção e no tratamento de doenças;
IV – conservação dos ecossistemas aquáticos;
(Vide Lei nº 14.181, de 17/1/2002.)
V – fomento das práticas náuticas, de pesca desportiva e de recreação pública em rios de preservação
permanente;
(Vide Lei nº 14.181, de 17/1/2002.)
VI – fomento à pesquisa, à exploração racional e ao beneficiamento dos recursos minerais do subsolo,
por meio das iniciativas pública e privada;
VII – adoção de instrumentos de controle dos direitos de pesquisa e de exploração dos recursos
minerais e energéticos;
VIII – adoção de mapeamento geológico básico, como suporte para o gerenciamento e a classificação
de recursos minerais;
IX – democratização das informações cartográficas, de geociências e de recursos naturais;
X – estímulo à organização das atividades de garimpo, sob a forma de cooperativas, com vistas à
promoção socioeconômica de seus membros, ao incremento da produtividade e à redução de impactos
ambientais decorrentes dessa atividade.
§ 1º – Para a execução do gerenciamento previsto no inciso I, o Estado instituirá circunscrições
hidrográficas integrantes do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos, na forma da lei.
§ 2º – Para preservação dos recursos hídricos do Estado, a lei estabelecerá as hipóteses em que será
exigido o lançamento de efluentes industriais a montante do ponto de captação.
§ 3º – Para cumprimento do disposto no inciso V, a lei instituirá sistema estadual de rios de preservação
permanente.
(Parágrafo regulamentado pela Lei nº 15.082, de 27/4/2004.)
(Artigo regulamentado pela Lei nº 13.199, de 29/1/1999.)
Art. 251 – A exploração de recursos hídricos e minerais do Estado não poderá comprometer os
patrimônios natural e cultural, sob pena de responsabilidade, na forma da lei.
(Artigo regulamentado pela Lei nº 13.199, de 29/1/1999.)
Art. 252 – Os recursos financeiros destinados ao Estado, resultantes de sua participação na exploração
de recursos minerais em seu território ou de compensação financeira correspondente, serão,
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prioritariamente, aplicados de forma a garantir o disposto no art. 253, sem prejuízo da destinação
assegurada no § 3º do art. 214.
Art. 253 – O Estado assistirá, de modo especial, o Município que se desenvolva em torno de atividade
mineradora, tendo em vista a diversificação de sua economia e a garantia de permanência de seu
desenvolvimento socioeconômico.
§ 1º – A assistência de que trata este artigo será objeto de plano de integração e de assistência aos
Municípios mineradores, a se efetivar, tanto quanto possível, por meio de associação que os congregue.
§ 2º – A lei que estabelecer o critério de rateio da parte disponível do imposto a que se refere o art.
144, I, “b”, reservará percentual específico para os Municípios considerados mineradores.
(Vide Lei nº 13.803, de 27/12/2000.)
§ 3º – A lei criará o Fundo de Exaustão e Assistência aos Municípios Mineradores, formado por
recursos oriundos do Estado e dos Municípios interessados, cuja gestão dará prioridade à diversificação
de atividades econômicas desses Municípios, na forma de lei complementar.
Art. 254 – O Estado promoverá e incentivará sua política de desenvolvimento energético e a exploração
de recursos hídricos, de gás canalizado e de outras formas de energia, observadas as diretrizes gerais
da legislação federal pertinente.
(Caput regulamentado pela Lei nº 13.199, de 29/1/1999.)
§ 1º – A exploração de fontes energéticas e a produção de energia receberão tratamento prioritário do
Estado, com vistas ao desenvolvimento socioeconômico regional e à criação de recursos para a
viabilização de projetos pioneiros considerados estratégicos para esses fins.
§ 2º – O Estado executará a política a que se refere este artigo, observadas as condições nele
estabelecidas, por intermédio das suas entidades constituídas para esse fim ou de empresas privadas
delegatárias.
Art. 255 – O Estado alocará recursos para o atendimento de projetos prioritários para o
desenvolvimento energético nas áreas de geração, de transmissão, de transporte e de distribuição de
energia.
Parágrafo único – O aporte de recursos, para os fins deste artigo, levará em consideração a
arrecadação tributária proveniente do setor e a sua capacidade de execução técnica de tais projetos.
TÍTULO V
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 257 – O Governador eleito designará Comissão de Transição, cujos trabalhos se iniciarão, no
mínimo, trinta dias antes de sua posse.
Parágrafo único – O Governo do Estado oferecerá as condições necessárias para que a Comissão
possa efetuar completo levantamento da situação da administração direta e da indireta, inclusive
mediante a contratação de auditoria externa.
(Vide Lei nº 19.434, de 11/1/2011.)
Art. 258 – Todo agente político ou agente público, qualquer que seja sua categoria ou a natureza do
cargo, e o dirigente, a qualquer título, de entidade da administração indireta, obrigam-se, ao se
empossarem e ao serem exonerados, a declarar seus bens, sob pena de nulidade, de pleno direito, do
ato de posse.
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Parágrafo único – Obrigam-se a declaração de bens, registrada no Cartório de Títulos e Documentos,
os ocupantes de cargos eletivos nos Poderes Legislativo e Executivo, os membros do Poder Judiciário,
os Secretários de Estado e os dirigentes de entidades da administração indireta, no ato de posse e no
término de seu exercício, sob pena de responsabilidade.
(Vide Lei nº 10.048, de 26/12/1989.)
(Vide Lei nº 13.164, de 20/1/1999.)
Art. 260 – As diretrizes para a atuação estatal nas áreas de que trata o Título IV serão definidas
conjuntamente pelo Estado e pela sociedade civil por meio de órgãos colegiados que serão criados em
lei.
Art. 261 – É facultado a qualquer pessoa e obrigatório para o servidor público representar ao Ministério
Público, quando for o caso, contra ato lesivo ao meio ambiente, ao patrimônio artístico ou histórico, ao
turismo ou paisagismo e aos direitos do consumidor.
Art. 262 – A não instalação e a não manutenção das creches previstas nesta Constituição acarretarão
direito do servidor a indenização, na forma da lei, sem prejuízo do disposto nos arts. 5º, LXXI e § 1º, e
103, § 2º, da Constituição da República, e nos arts. 4º, § 7º, V, 106, I, “h”, e 118, § 4º, desta Constituição.
Art. 263 – O Estado instituirá contencioso administrativo para a apreciação de recursos contra as
decisões da Fazenda Estadual, com composição paritária entre o Estado e os contribuintes, sem prejuízo
da competência do Poder Judiciário.
Art. 264 – Nenhum benefício ou serviço da previdência social poderá ser criado, majorado ou estendido
sem a correspondente fonte de custeio total.
Art. 265 – Na forma da Lei Orgânica do Tribunal de Contas, a instrução dos processos de fiscalização
financeira e orçamentária será promovida por Auditor quando não estiver substituindo Conselheiro.
Parágrafo único – A substituição de Conselheiro por Auditor se fará em regime de rodízio.
(Vide art. 11 da Lei Complementar nº 102, de 17/1/2008.)
Art. 266 – O Estado dará prioridade ao aumento de sua participação no capital da Telecomunicações
de Minas Gerais S. A. – Telemig – por meio de subscrição de novas ações, até atingir o montante de vinte
e cinco por cento do capital social, em parcelas anuais da ordem de cinco por cento cada uma, para
custear projetos em áreas prioritárias e regiões servidas deficientemente e para atender a populações de
baixa renda.
Art. 267 – A empresa pública que se constituir a partir do patrimônio da autarquia Caixa Econômica do
Estado de Minas Gerais será mantida, vedada sua alienação ou extinção.
Art. 268 – Lei complementar, de iniciativa privativa da Assembleia Legislativa, disporá sobre a
Ouvidoria do Povo, órgão auxiliar do Poder Legislativo na fiscalização da execução dos serviços públicos
estaduais.
Parágrafo único – A lei de que trata este artigo estabelecerá a competência e a organização da
Ouvidoria do Povo e os critérios de nomeação do Ouvidor-Geral.
Art. 269 – A recusa de posse, pelo candidato nomeado para ingresso na magistratura de carreira ou
no Ministério Público, importa perda do direito ao provimento durante o período de validade do concurso
a que se tenha submetido.
Parágrafo único – O Tribunal de Justiça, na designação da comarca ou vara para exercício do Juiz
Substituto, dará preferência à que estiver vaga há mais tempo.
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Art. 271 – Para o fim de plantão forense diuturno, em Comarca com mais de uma vara, fora do horário
de funcionamento externo do foro, o Presidente do Tribunal de Justiça designará Juiz, na forma da Lei de
Organização e Divisão Judiciárias.
Art. 272 – O advogado que não for Defensor Público, quando nomeado para defender réu pobre, em
processo civil ou criminal, terá os honorários fixados pelo Juiz, no ato da nomeação, segundo tabela
organizada pelo Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado de Minas Gerais, os
quais serão pagos pelo Estado, na forma que a lei estabelecer.
(Vide Lei nº 13.166, de 20/1/1999.)
Art. 274 – As serventias do foro judicial constituem serviço público sujeito à administração, ao controle
e à fiscalização do Poder Judiciário.
Art. 275 – O ingresso em cargo das serventias do foro judicial se fará mediante concurso público de
provas e títulos, realizado, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado de
Minas Gerais, pelo Tribunal de Justiça, que fará o provimento respectivo.
Art. 276 – Os servidores das serventias do foro judicial estarão sujeitos, na forma da Lei de
Organização e Divisão Judiciárias, ao regime jurídico único a que se refere o art. 30.
(Vide Lei nº 10.254, de 20/7/1990.)
(Vide Lei Complementar nº 59, de 18/1/2001.)
Art. 277 – Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder
Público.
§ 1º – A lei regulará as atividades dos notários, dos oficiais de registro e de seus prepostos e definirá
a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário, observada a legislação federal.
§ 2º – Os emolumentos relativos aos serviços notariais e de registro serão estabelecidos no Regimento
de Custas e Emolumentos, observada a legislação federal.
(Vide Lei nº 15.424, de 30/12/2004.)
§ 3º – O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos,
realizado com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado de Minas Gerais.
(Vide Lei nº 12.919, de 29/6/1998.)
§ 4º – Nenhuma serventia permanecerá vaga por mais de seis meses sem abertura de concurso para
provimento ou remoção.
(Vide Lei nº 12.919, de 29/6/1998.)
(Vide Lei Complementar nº 59, de 18/1/2001.)
Art. 278 – Lei ordinária fixará os critérios populacionais, socioeconômicos e estatísticos, para criação,
fusão e desmembramento dos serviços notariais e de registro.
(Artigo regulamentado pela Lei nº 12.920, de 29/6/1998.)
Art. 279 – O Estado promoverá, no âmbito de sua competência, condições necessárias à instalação,
na rede hospitalar, de alas para atendimento de hemofílicos e aidéticos.
Art. 280 – É garantida ao estudante hemofílico a reposição de aulas perdidas por motivo de saúde.
Art. 281 – A lei estabelecerá estímulos em favor de quem fizer doação de órgão para transplante, na
forma de lei federal, sob cadastramento e controle a cargo do Estado.
(Vide Lei nº 10.860, de 5/8/1992.)
(Vide Lei nº 11.553, de 3/8/1994.)
Art. 282 – O oficial do corpo, quadro ou serviço de saúde ou veterinário que possua curso universitário,
terá contado, como tempo de efetivo serviço, um ano para cada cinco anos de efetivo serviço prestado,
até que esse acréscimo perfaça o total de anos de duração do mencionado curso.
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Art. 283 – O vencimento do integrante do Quadro do Magistério será fixado, respeitado o critério de
habilitação profissional, a partir de valor que atenda às necessidades básicas do servidor e às de sua
família, e terá reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo.
Parágrafo único – O vencimento será fixado com diferença não excedente a cinquenta por cento de
um nível para outro da carreira.
Art. 283-A – Os servidores ocupantes de cargo de provimento efetivo das carreiras da área de
educação do Poder Executivo do Estado e o pessoal civil da Polícia Militar poderão ser remunerados na
forma de subsídio, fixado nos termos de lei específica, observados os limites e parâmetros estabelecidos
nesta Constituição e o disposto neste artigo.
§ 1º – A lei instituidora do regime de subsídio de que trata o caput poderá facultar ao servidor a opção
entre o regime de remuneração composto de vencimento básico e vantagens e o regime de subsídio.
§ 2º – Ao servidor remunerado na forma de subsídio fica assegurada a percepção de verbas de
natureza indenizatória, inclusive as relativas à extensão de carga horária, de vantagens decorrentes de
direitos remuneratórios estabelecidos no caput do art. 31 desta Constituição, exceto o adicional de
desempenho e os direitos estabelecidos em lei não aplicáveis ao regime de subsídio, e do abono de
permanência de que trata a Constituição da República.
§ 3º – O servidor remunerado na forma de subsídio não perceberá qualquer outra parcela que lhe
tenha sido concedida, no regime remuneratório anterior à instituição do regime do subsídio, por força
desta Constituição e da legislação ordinária, inclusive aquelas de que tratam o art. 284 e o inciso II do art.
290 desta Constituição e os arts. 112, 113, 114, II, 115, 118 e 120 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias da Constituição do Estado, assegurado o direito às férias-prêmio adquiridas e a adquirir.
§ 4º – É assegurado ao servidor enquadrado no regime de subsídio o pagamento pelo exercício de
cargo em comissão ou de função de confiança, nos termos da lei.
§ 5º – O servidor enquadrado no regime de subsídio em exercício de cargo em comissão ou função de
confiança não fará jus à percepção das parcelas remuneratórias vedadas ao servidor remunerado na
forma de subsídio, nem ao cômputo do tempo para a aquisição de novos adicionais.
(Artigo acrescentado pelo art. 46 da Emenda à Constituição nº 84, de 22/12/2010.)
§ 6º – Os servidores integrantes das carreiras de que trata o caput cujas vantagens pecuniárias tenham
sido incorporadas pela implantação do regime de subsídio e que posteriormente retornem ao regime de
remuneração farão jus, unicamente, a vantagens pecuniárias, gratificações, adicionais, abonos, prêmios,
verbas de representação e outras parcelas estabelecidos na lei que reinstituir o regime remuneratório e
na legislação específica superveniente.
(Parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 94, de 30/6/2015.)
Art. 284 – Fica assegurada ao Professor e ao Regente de Ensino, enquanto no exercício de regência
ou na orientação de aprendizagem, a percepção de gratificação de pelo menos dez por cento de seus
vencimentos, a título de incentivo à docência.
(Vide alínea “b” do inciso I e alínea “b” do inciso IV do art. 2º da Lei nº 18.975, de 29/6/2010.)
Art. 286 – (Artigo declarado inconstitucional em 18/3/1992 – ADI 152. Acórdão publicado no Diário da
Justiça em 24/4/1992.)
Art. 288 – A jornada de trabalho de ocupante de cargo das classes de Especialista de Educação será
cumprida no regime básico de vinte e quatro horas semanais.
§ 1º – Ao ocupante de cargo das classes de que trata este artigo fica ressalvado o direito de optar pelo
regime de quarenta horas semanais, assegurado o vencimento correspondente a essa jornada.
§ 2º – A opção de que trata o parágrafo anterior poderá ser manifestada no prazo de noventa dias
contados da data do início do respectivo exercício.
Art. 289 – Para o exercício em substituição de atividade de magistério mediante designação para
função pública, dar-se-á prioridade ao servidor aprovado em concurso público para o cargo
correspondente.
Parágrafo único – No caso de vacância, só se aplica o disposto neste artigo quando não houver
candidato aprovado em concurso público, ou, se houver, não aceitar a nomeação.
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Art. 290 – O servidor público que desempenhe a sua atividade profissional em unidade escolar
localizada na zona rural fará jus, proporcionalmente ao tempo de exercício na mencionada unidade
escolar:
I – a férias-prêmio em dobro, em relação às previstas no art. 31, § 4º, desta Constituição, se integrante
do Quadro de Magistério;
(Inciso com redação dada pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 57, de 15/7/2003.)
II – a gratificação calculada sobre seu vencimento básico, incorporável à remuneração.
(Inciso com redação dada pelo art. 2º da Emenda à Constituição nº 57, de 15/7/2003.)
Art. 291 – Para os fins do art. 203, o Estado apoiará, prioritariamente, o ensino comunitário da rede
estadual das unidades da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade – Cnec.
Art. 292 – O disposto no art. 196, V, não se aplica às instituições educacionais oficiais criadas por lei
estadual e existentes na data da promulgação da Constituição da República que não sejam total ou
preponderantemente mantidas com recursos públicos.
Art. 293 – Fica assegurada a cada unidade do sistema estadual de ensino público dotação mensal de
recursos para os fins de conservação, manutenção e funcionamento.
Art. 294 – O Estado manterá suas atuais instituições de pesquisa ou as que lhes venham a suceder e
lhes assegurará as condições necessárias ao cumprimento do disposto na parte final do parágrafo único
do art. 212.
Parágrafo único – Fica mantida a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais com
as atribuições constantes do art. 212.
(Vide Lei nº 11.552, de 3/8/1994.)
Art. 295 – Incumbe ao Estado, conjuntamente com os Municípios, realizar censo para levantamento
do número de portadores de deficiência, de suas condições socioeconômicas, culturais e profissionais, e
das causas da deficiência para orientação do planejamento de ações públicas.
(Artigo regulamentado pela Lei nº 13.641, de 13/7/2000.)
Art. 296 – O Estado instituirá apólice-seguro, com valor definido em lei, que será devida e paga
integralmente à família da vítima de homicídio qualificado por motivo fútil ou torpe, latrocínio, rapto ou
sequestro seguidos de morte ou de que resulte incapacidade física, mental ou motora permanente.
Parágrafo único – O réu incurso em condenação definitiva resgatará a apólice-seguro ao Estado,
mediante ressarcimento em amortizações iguais e sucessivas pelo fruto do trabalho assalariado prestado
ao estabelecimento penal designado, e a pena será proporcional à capacidade de quitação do débito, se
cumprida mais da metade da sentença condenatória.
Art. 298 – Ao proprietário rural cujo imóvel seja atingido por inundação causada por represamento de
águas decorrentes de construção de usina hidrelétrica serão assegurados, pelo Estado, o fornecimento
prioritário de energia elétrica e a recomposição de malha rodoviária, na área de influência da barragem.
Art. 299 – A variação nominal da folha global de pessoal de cada um dos Poderes do Estado, do
Tribunal de Contas e da Procuradoria-Geral de Justiça não poderá ser superior, em cada quadrimestre,
à variação nominal da receita estadual ocorrida no período.
§ 1º – Para os efeitos do disposto neste artigo, considera-se a data de 1º de janeiro como termo inicial
do primeiro quadrimestre.
§ 2º – A variação nominal da folha global de pessoal e a composição da receita estadual a que se
refere este artigo serão apuradas segundo critérios definidos em lei.
(Artigo acrescentado pelo art. 1º da Emenda à Constituição nº 11, de 17/12/1993.)
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Questões
01. (TJ/MG - Analista Judiciário - Oficial de Justiça – EJEF). Sobre as garantias do magistrado
explicitadas na Constituição do Estado de Minas Gerais, é INCORRETO afirmar que
(A) os juízes nomeados para os tribunais de segundo grau adquirem, a partir da posse, a vitaliciedade
e, pelos magistrados de carreira, após dois anos de exercício no cargo
(B) a inamovibilidade dos juízes é quase absoluta; a remoção compulsória somente se dará por razão
de interesse público.
(C) os vencimentos são irredutíveis, na forma da Constituição da República.
(D) o magistrado vitalício perderá o cargo em decorrência de decisão administrativa, tomada pela
maioria absoluta dos membros do Tribunal.
02. (TJ/MG - Oficial Judiciário – FUMARC). Consoante dispõe a Constituição do Estado de Minas
Gerais, é INCORRETO afirmar que:
(A) A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de
provas ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de
livre nomeação e exoneração.
(B) Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, o aprovado em concurso público
será convocado, observada a ordem de classificação, com prioridade sobre novos concursados, para
assumir o cargo ou emprego na carreira.
(C) A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado, para atender a necessidade
temporária de excepcional interesse público, principalmente quanto a funções de magistério.
(D) As funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e
os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e
percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefa e
assessoramento.
03. (TJ/MG - Oficial Judiciário – FUMARC). Marque a opção CORRETA, de acordo com a
Constituição do Estado de Minas Gerais:
(A) O servidor público da administração direta, autárquica e fundacional investido no mandato de
Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, não lhe sendo facultado optar por sua remuneração.
(B) A despesa com pessoal ativo e inativo do Estado e dos Municípios pode exceder os limites
estabelecidos em lei complementar como meio de valorização do trabalho.
(C) A concessão de vantagem ou o aumento de remuneração, a criação de cargo, emprego e função
bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, por órgão ou entidade da
administração direta ou indireta ficam condicionados a prévia dotação orçamentária.
(D) Ao servidor público que, por acidente ou doença, tornar-se inapto para exercer as atribuições
específicas de seu cargo, serão assegurados os direitos e vantagens a ele inerentes, excluído seu
definitivo aproveitamento em outro cargo.
04. (AL/MG - Analista de Sistemas – FUMARC). A respeito do Poder Legislativo do Estado de Minas
Gerais, é correto afirmar, EXCETO:
(A) Cada legislatura terá a duração de quatro anos.
(B) O Poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa.
(C) A Assembleia Legislativa terá comissões permanentes e temporárias.
(D) O número de Deputados vigora na própria legislatura em que é fixado.
05. (TJ/MG - Técnico Judiciário – FUMARC). Pela definição da Constituição Estadual de Minas
Gerais, são órgãos do Poder Judiciário todas as opções abaixo, EXCETO:
(A) o Tribunal de Justiça
(B) os Juízes de Direito
(C) os Tribunais do Júri
(D) os Tribunais de Alçada
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II – a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
III – a de dois cargos e empregos privativos de profissionais de saúde com profissões regulamentadas.
Parágrafo único – A proibição de acumular estende-se a em pregos e funções e abrange autarquias,
fundações e empresas públicas, sociedades de economia mista, bem como suas subsidiárias, e
sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público.
07. (IPSEMG - Analista - Tecnologia da Informação – FUNDEP). De acordo com o que dispõe a
Constituição do Estado de Minas Gerais sobre a acumulação de cargos públicos, é INCORRETO afirmar
que
(A) a proibição de acumulação de cargos estende-se a empregos e funções.
(B) a proibição de acumulação de cargos não abrange as empresas públicas e sociedades de
economia mista estaduais, que não dependam de recursos do Estado para pagamento das despesas de
pessoal ou de custeio em geral.
(C) as hipóteses de acumulação permitida pressupõem compatibilidade de horário.
(D) a acumulação de 2(dois) cargos de dentista enquadra-se nas hipóteses de permissão
constitucional de acumulação.
Gabarito
01. D/ 02. C/ 03. C/ 04. D/ 05. D/ 06. B/ 07. B.
Comentários
01. Resposta: D
Constituição do Estado de Minas Gerais
Art. 100 – São garantias do Magistrado:
( )
§ 1º – O magistrado vitalício somente perderá o cargo em decorrência de sentença judicial transitada
em julgado.
02. Resposta: C
Constituição do Estado de Minas Gerais
Art. 22 – A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado, para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público.
03. Resposta: C
Constituição do Estado de Minas Gerais
Art. 27 – A despesa com pessoal ativo e inativo do Estado e dos Municípios não pode exceder os
limites estabelecidos em lei complementar.
( )
I – prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos
acréscimos dela decorrentes.
04. Resposta: D
Constituição do Estado de Minas Gerais
Art. 52 – O Poder Legislativo é exercido pela Assembleia Legislativa, que se compõe de representantes
do povo mineiro, eleitos na forma da lei.
( )
§ 2º – O número de Deputados não vigorará na legislatura em que for fixado.
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1486905 E-book gerado especialmente para ROGERIO CAVALCANTI TRINDADE
05. Resposta: D.
Constituição do Estado de Minas Gerais
Art. 96 – São órgãos do Poder Judiciário:
I – o Tribunal de Justiça;
II – (Revogado)
III – o Tribunal e os Conselhos de Justiça Militar;
IV – os Tribunais do Júri;
V – os Juízes de Direito;
VI – os Juizados Especiais.
06. Resposta: B
Constituição do Estado de Minas Gerais
Art. 25 – É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, permitida, se houver compatibilidade
de horários e observado o disposto no § 1º do art. 24:
I – a de dois cargos de professor;
II – a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
III – a de dois cargos e empregos privativos de profissionais de saúde com profissões regulamentadas.
07. Resposta: B
Constituição do Estado de Minas Gerais
Art. 25 – É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, permitida, se houver compatibilidade
de horários e observado o disposto no § 1º do art. 24:
( )
Parágrafo único – A proibição de acumular estende-se a em pregos e funções e abrange autarquias,
fundações e empresas públicas, sociedades de economia mista, bem como suas subsidiárias, e
sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público.
Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do §3o do art. 37 e no
§ 2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei
no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras
providências.
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1o Esta Lei dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito
Federal e Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5 o,
no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal.
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei:
I - os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo
as Cortes de Contas, e Judiciário e do Ministério Público;
II - as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e
demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
Art. 2o Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, às entidades privadas sem fins lucrativos
que recebam, para realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento
ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou
outros instrumentos congêneres.
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Parágrafo único. A publicidade a que estão submetidas as entidades citadas no caput refere-se à
parcela dos recursos públicos recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das prestações de contas a
que estejam legalmente obrigadas.
Art. 3o Os procedimentos previstos nesta Lei destinam-se a assegurar o direito fundamental de acesso
à informação e devem ser executados em conformidade com os princípios básicos da administração
pública e com as seguintes diretrizes:
I - observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção;
II - divulgação de informações de interesse público, independentemente de solicitações;
III - utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da informação;
IV - fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na administração pública;
V - desenvolvimento do controle social da administração pública.
Art. 4o Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I - informação: dados, processados ou não, que podem ser utilizados para produção e transmissão de
conhecimento, contidos em qualquer meio, suporte ou formato;
II - documento: unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou formato;
III - informação sigilosa: aquela submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão
de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado;
IV - informação pessoal: aquela relacionada à pessoa natural identificada ou identificável;
V - tratamento da informação: conjunto de ações referentes à produção, recepção, classificação,
utilização, acesso, reprodução, transporte, transmissão, distribuição, arquivamento, armazenamento,
eliminação, avaliação, destinação ou controle da informação;
VI - disponibilidade: qualidade da informação que pode ser conhecida e utilizada por indivíduos,
equipamentos ou sistemas autorizados;
VII - autenticidade: qualidade da informação que tenha sido produzida, expedida, recebida ou
modificada por determinado indivíduo, equipamento ou sistema;
VIII - integridade: qualidade da informação não modificada, inclusive quanto à origem, trânsito e
destino;
IX - primariedade: qualidade da informação coletada na fonte, com o máximo de detalhamento
possível, sem modificações.
Art. 5o É dever do Estado garantir o direito de acesso à informação, que será franqueada, mediante
procedimentos objetivos e ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão.
CAPÍTULO II
DO ACESSO A INFORMAÇÕES E DA SUA DIVULGAÇÃO
Art. 6o Cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e procedimentos
específicos aplicáveis, assegurar a:
I - gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulgação;
II - proteção da informação, garantindo-se sua disponibilidade, autenticidade e integridade; e
III - proteção da informação sigilosa e da informação pessoal, observada a sua disponibilidade,
autenticidade, integridade e eventual restrição de acesso.
Art. 7o O acesso à informação de que trata esta Lei compreende, entre outros, os direitos de obter:
I - orientação sobre os procedimentos para a consecução de acesso, bem como sobre o local onde
poderá ser encontrada ou obtida a informação almejada;
II - informação contida em registros ou documentos, produzidos ou acumulados por seus órgãos ou
entidades, recolhidos ou não a arquivos públicos;
III - informação produzida ou custodiada por pessoa física ou entidade privada decorrente de qualquer
vínculo com seus órgãos ou entidades, mesmo que esse vínculo já tenha cessado;
IV - informação primária, íntegra, autêntica e atualizada;
V - informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e entidades, inclusive as relativas à sua
política, organização e serviços;
VI - informação pertinente à administração do patrimônio público, utilização de recursos públicos,
licitação, contratos administrativos; e
VII - informação relativa:
a) à implementação, acompanhamento e resultados dos programas, projetos e ações dos órgãos e
entidades públicas, bem como metas e indicadores propostos;
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b) ao resultado de inspeções, auditorias, prestações e tomadas de contas realizadas pelos órgãos de
controle interno e externo, incluindo prestações de contas relativas a exercícios anteriores.
§ 1o O acesso à informação previsto no caput não compreende as informações referentes a projetos
de pesquisa e desenvolvimento científicos ou tecnológicos cujo sigilo seja imprescindível à segurança da
sociedade e do Estado.
§ 2o Quando não for autorizado acesso integral à informação por ser ela parcialmente sigilosa, é
assegurado o acesso à parte não sigilosa por meio de certidão, extrato ou cópia com ocultação da parte
sob sigilo.
§ 3o O direito de acesso aos documentos ou às informações neles contidas utilizados como fundamento
da tomada de decisão e do ato administrativo será assegurado com a edição do ato decisório respectivo.
§ 4oA negativa de acesso às informações objeto de pedido formulado aos órgãos e entidades referidas
no art. 1o, quando não fundamentada, sujeitará o responsável a medidas disciplinares, nos termos do art.
32 desta Lei.
§ 5o Informado do extravio da informação solicitada, poderá o interessado requerer à autoridade
competente a imediata abertura de sindicância para apurar o desaparecimento da respectiva
documentação.
§ 6o Verificada a hipótese prevista no § 5o deste artigo, o responsável pela guarda da informação
extraviada deverá, no prazo de 10 (dez) dias, justificar o fato e indicar testemunhas que comprovem sua
alegação.
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I - criação de serviço de informações ao cidadão, nos órgãos e entidades do poder público, em local
com condições apropriadas para:
a) atender e orientar o público quanto ao acesso a informações;
b) informar sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades;
c) protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações; e
II - realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras formas
de divulgação.
CAPÍTULO III
DO PROCEDIMENTO DE ACESSO À INFORMAÇÃO
Seção I
Do Pedido de Acesso
Art. 10. Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e
entidades referidos no art. 1o desta Lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a
identificação do requerente e a especificação da informação requerida.
§ 1o Para o acesso a informações de interesse público, a identificação do requerente não pode conter
exigências que inviabilizem a solicitação.
§ 2o Os órgãos e entidades do poder público devem viabilizar alternativa de encaminhamento de
pedidos de acesso por meio de seus sítios oficiais na internet.
§ 3o São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de
informações de interesse público.
Art. 11. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato à informação
disponível.
§ 1o Não sendo possível conceder o acesso imediato, na forma disposta no caput, o órgão ou entidade
que receber o pedido deverá, em prazo não superior a 20 (vinte) dias:
I - comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta, efetuar a reprodução ou obter a certidão;
II - indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou parcial, do acesso pretendido; ou
III - comunicar que não possui a informação, indicar, se for do seu conhecimento, o órgão ou a entidade
que a detém, ou, ainda, remeter o requerimento a esse órgão ou entidade, cientificando o interessado da
remessa de seu pedido de informação.
§ 2o O prazo referido no § 1o poderá ser prorrogado por mais 10 (dez) dias, mediante justificativa
expressa, da qual será cientificado o requerente.
§ 3o Sem prejuízo da segurança e da proteção das informações e do cumprimento da legislação
aplicável, o órgão ou entidade poderá oferecer meios para que o próprio requerente possa pesquisar a
informação de que necessitar.
§ 4o Quando não for autorizado o acesso por se tratar de informação total ou parcialmente sigilosa, o
requerente deverá ser informado sobre a possibilidade de recurso, prazos e condições para sua
interposição, devendo, ainda, ser-lhe indicada a autoridade competente para sua apreciação.
§ 5o A informação armazenada em formato digital será fornecida nesse formato, caso haja anuência
do requerente.
§ 6o Caso a informação solicitada esteja disponível ao público em formato impresso, eletrônico ou em
qualquer outro meio de acesso universal, serão informados ao requerente, por escrito, o lugar e a forma
pela qual se poderá consultar, obter ou reproduzir a referida informação, procedimento esse que
desonerará o órgão ou entidade pública da obrigação de seu fornecimento direto, salvo se o requerente
declarar não dispor de meios para realizar por si mesmo tais procedimentos.
Art. 12. O serviço de busca e fornecimento da informação é gratuito, salvo nas hipóteses de
reprodução de documentos pelo órgão ou entidade pública consultada, situação em que poderá ser
cobrado exclusivamente o valor necessário ao ressarcimento do custo dos serviços e dos materiais
utilizados.
Parágrafo único. Estará isento de ressarcir os custos previstos no caput todo aquele cuja situação
econômica não lhe permita fazê-lo sem prejuízo do sustento próprio ou da família, declarada nos termos
da Lei no 7.115, de 29 de agosto de 1983.
Art. 13. Quando se tratar de acesso à informação contida em documento cuja manipulação possa
prejudicar sua integridade, deverá ser oferecida a consulta de cópia, com certificação de que esta confere
com o original.
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Parágrafo único. Na impossibilidade de obtenção de cópias, o interessado poderá solicitar que, a suas
expensas e sob supervisão de servidor público, a reprodução seja feita por outro meio que não ponha em
risco a conservação do documento original.
Art. 14. É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de negativa de acesso, por certidão ou
cópia.
Seção II
Dos Recursos
Art. 16. Negado o acesso a informação pelos órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, o
requerente poderá recorrer à Controladoria-Geral da União, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias se:
I - o acesso à informação não classificada como sigilosa for negado;
II - a decisão de negativa de acesso à informação total ou parcialmente classificada como sigilosa não
indicar a autoridade classificadora ou a hierarquicamente superior a quem possa ser dirigido pedido de
acesso ou desclassificação;
III - os procedimentos de classificação de informação sigilosa estabelecidos nesta Lei não tiverem sido
observados; e
IV - estiverem sendo descumpridos prazos ou outros procedimentos previstos nesta Lei.
§ 1o O recurso previsto neste artigo somente poderá ser dirigido à Controladoria-Geral da União depois
de submetido à apreciação de pelo menos uma autoridade hierarquicamente superior àquela que exarou
a decisão impugnada, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 2o Verificada a procedência das razões do recurso, a Controladoria-Geral da União determinará ao
órgão ou entidade que adote as providências necessárias para dar cumprimento ao disposto nesta Lei.
§ 3o Negado o acesso à informação pela Controladoria-Geral da União, poderá ser interposto recurso
à Comissão Mista de Reavaliação de Informações, a que se refere o art. 35.
Art. 18. Os procedimentos de revisão de decisões denegatórias proferidas no recurso previsto no art.
15 e de revisão de classificação de documentos sigilosos serão objeto de regulamentação própria dos
Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, em seus respectivos âmbitos, assegurado ao
solicitante, em qualquer caso, o direito de ser informado sobre o andamento de seu pedido.
Art. 20. Aplica-se subsidiariamente, no que couber, a Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, ao
procedimento de que trata este Capítulo.
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CAPÍTULO IV
DAS RESTRIÇÕES DE ACESSO À INFORMAÇÃO
Seção I
Disposições Gerais
Art. 21. Não poderá ser negado acesso à informação necessária à tutela judicial ou administrativa de
direitos fundamentais.
Parágrafo único. As informações ou documentos que versem sobre condutas que impliquem violação
dos direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão
ser objeto de restrição de acesso.
Art. 22. O disposto nesta Lei não exclui as demais hipóteses legais de sigilo e de segredo de justiça
nem as hipóteses de segredo industrial decorrentes da exploração direta de atividade econômica pelo
Estado ou por pessoa física ou entidade privada que tenha qualquer vínculo com o poder público.
Seção II
Da Classificação da Informação quanto ao Grau e Prazos de Sigilo
Art. 24. A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão de
sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como
ultrassecreta, secreta ou reservada.
§ 1o Os prazos máximos de restrição de acesso à informação, conforme a classificação prevista no
caput, vigoram a partir da data de sua produção e são os seguintes:
I - ultrassecreta: 25 (vinte e cinco) anos;
II - secreta: 15 (quinze) anos; e
III - reservada: 5 (cinco) anos.
§ 2o As informações que puderem colocar em risco a segurança do Presidente e Vice-Presidente da
República e respectivos cônjuges e filhos(as) serão classificadas como reservadas e ficarão sob sigilo
até o término do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição.
§ 3o Alternativamente aos prazos previstos no § 1o, poderá ser estabelecida como termo final de
restrição de acesso a ocorrência de determinado evento, desde que este ocorra antes do transcurso do
prazo máximo de classificação.
§ 4o Transcorrido o prazo de classificação ou consumado o evento que defina o seu termo final, a
informação tornar-se-á, automaticamente, de acesso público.
§ 5o Para a classificação da informação em determinado grau de sigilo, deverá ser observado o
interesse público da informação e utilizado o critério menos restritivo possível, considerados:
I - a gravidade do risco ou dano à segurança da sociedade e do Estado; e
II - o prazo máximo de restrição de acesso ou o evento que defina seu termo final.
Seção III
Da Proteção e do Controle de Informações Sigilosas
Art. 25. É dever do Estado controlar o acesso e a divulgação de informações sigilosas produzidas por
seus órgãos e entidades, assegurando a sua proteção.
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§ 1o O acesso, a divulgação e o tratamento de informação classificada como sigilosa ficarão restritos
a pessoas que tenham necessidade de conhecê-la e que sejam devidamente credenciadas na forma do
regulamento, sem prejuízo das atribuições dos agentes públicos autorizados por lei.
§ 2o O acesso à informação classificada como sigilosa cria a obrigação para aquele que a obteve de
resguardar o sigilo.
§ 3o Regulamento disporá sobre procedimentos e medidas a serem adotados para o tratamento de
informação sigilosa, de modo a protegê-la contra perda, alteração indevida, acesso, transmissão e
divulgação não autorizados.
Art. 26. As autoridades públicas adotarão as providências necessárias para que o pessoal a elas
subordinado hierarquicamente conheça as normas e observe as medidas e procedimentos de segurança
para tratamento de informações sigilosas.
Parágrafo único. A pessoa física ou entidade privada que, em razão de qualquer vínculo com o poder
público, executar atividades de tratamento de informações sigilosas adotará as providências necessárias
para que seus empregados, prepostos ou representantes observem as medidas e procedimentos de
segurança das informações resultantes da aplicação desta Lei.
Seção IV
Dos Procedimentos de Classificação, Reclassificação e Desclassificação
Art. 28. A classificação de informação em qualquer grau de sigilo deverá ser formalizada em decisão
que conterá, no mínimo, os seguintes elementos:
I - assunto sobre o qual versa a informação;
II - fundamento da classificação, observados os critérios estabelecidos no art. 24;
III - indicação do prazo de sigilo, contado em anos, meses ou dias, ou do evento que defina o seu
termo final, conforme limites previstos no art. 24; e
IV - identificação da autoridade que a classificou.
Parágrafo único. A decisão referida no caput será mantida no mesmo grau de sigilo da informação
classificada.
Art. 29. A classificação das informações será reavaliada pela autoridade classificadora ou por
autoridade hierarquicamente superior, mediante provocação ou de ofício, nos termos e prazos previstos
em regulamento, com vistas à sua desclassificação ou à redução do prazo de sigilo, observado o disposto
no art. 24. (Regulamento)
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§ 1o O regulamento a que se refere o caput deverá considerar as peculiaridades das informações
produzidas no exterior por autoridades ou agentes públicos.
§ 2o Na reavaliação a que se refere o caput, deverão ser examinadas a permanência dos motivos do
sigilo e a possibilidade de danos decorrentes do acesso ou da divulgação da informação.
§ 3o Na hipótese de redução do prazo de sigilo da informação, o novo prazo de restrição manterá como
termo inicial a data da sua produção.
Art. 30. A autoridade máxima de cada órgão ou entidade publicará, anualmente, em sítio à disposição
na internet e destinado à veiculação de dados e informações administrativas, nos termos de regulamento:
I - rol das informações que tenham sido desclassificadas nos últimos 12 (doze) meses;
II - rol de documentos classificados em cada grau de sigilo, com identificação para referência futura;
III - relatório estatístico contendo a quantidade de pedidos de informação recebidos, atendidos e
indeferidos, bem como informações genéricas sobre os solicitantes.
§ 1o Os órgãos e entidades deverão manter exemplar da publicação prevista no caput para consulta
pública em suas sedes.
§ 2o Os órgãos e entidades manterão extrato com a lista de informações classificadas, acompanhadas
da data, do grau de sigilo e dos fundamentos da classificação.
Seção V
Das Informações Pessoais
Art. 31. O tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito
à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais.
§ 1o As informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, vida privada, honra e
imagem:
I - terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo máximo de 100
(cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a
que elas se referirem; e
II - poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão legal ou
consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem.
§ 2o Aquele que obtiver acesso às informações de que trata este artigo será responsabilizado por seu
uso indevido.
§ 3o O consentimento referido no inciso II do § 1o não será exigido quando as informações forem
necessárias:
I - à prevenção e diagnóstico médico, quando a pessoa estiver física ou legalmente incapaz, e para
utilização única e exclusivamente para o tratamento médico;
II - à realização de estatísticas e pesquisas científicas de evidente interesse público ou geral, previstos
em lei, sendo vedada a identificação da pessoa a que as informações se referirem;
III - ao cumprimento de ordem judicial;
IV - à defesa de direitos humanos; ou
V - à proteção do interesse público e geral preponderante.
§ 4o A restrição de acesso à informação relativa à vida privada, honra e imagem de pessoa não poderá
ser invocada com o intuito de prejudicar processo de apuração de irregularidades em que o titular das
informações estiver envolvido, bem como em ações voltadas para a recuperação de fatos históricos de
maior relevância.
§ 5o Regulamento disporá sobre os procedimentos para tratamento de informação pessoal.
CAPÍTULO V
DAS RESPONSABILIDADES
Art. 32. Constituem condutas ilícitas que ensejam responsabilidade do agente público ou militar:
I - recusar-se a fornecer informação requerida nos termos desta Lei, retardar deliberadamente o seu
fornecimento ou fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa;
II - utilizar indevidamente, bem como subtrair, destruir, inutilizar, desfigurar, alterar ou ocultar, total ou
parcialmente, informação que se encontre sob sua guarda ou a que tenha acesso ou conhecimento em
razão do exercício das atribuições de cargo, emprego ou função pública;
III - agir com dolo ou má-fé na análise das solicitações de acesso à informação;
IV - divulgar ou permitir a divulgação ou acessar ou permitir acesso indevido à informação sigilosa ou
informação pessoal;
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V - impor sigilo à informação para obter proveito pessoal ou de terceiro, ou para fins de ocultação de
ato ilegal cometido por si ou por outrem;
VI - ocultar da revisão de autoridade superior competente informação sigilosa para beneficiar a si ou a
outrem, ou em prejuízo de terceiros; e
VII - destruir ou subtrair, por qualquer meio, documentos concernentes a possíveis violações de direitos
humanos por parte de agentes do Estado.
§ 1o Atendido o princípio do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, as condutas
descritas no caput serão consideradas:
I - para fins dos regulamentos disciplinares das Forças Armadas, transgressões militares médias ou
graves, segundo os critérios neles estabelecidos, desde que não tipificadas em lei como crime ou
contravenção penal; ou
II - para fins do disposto na Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e suas alterações, infrações
administrativas, que deverão ser apenadas, no mínimo, com suspensão, segundo os critérios nela
estabelecidos.
§ 2o Pelas condutas descritas no caput, poderá o militar ou agente público responder, também, por
improbidade administrativa, conforme o disposto nas Leis nos 1.079, de 10 de abril de 1950, e 8.429, de
2 de junho de 1992.
Art. 33. A pessoa física ou entidade privada que detiver informações em virtude de vínculo de qualquer
natureza com o poder público e deixar de observar o disposto nesta Lei estará sujeita às seguintes
sanções:
I - advertência;
II - multa;
III - rescisão do vínculo com o poder público;
IV - suspensão temporária de participar em licitação e impedimento de contratar com a administração
pública por prazo não superior a 2 (dois) anos; e
V - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a administração pública, até que seja
promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade.
§ 1o As sanções previstas nos incisos I, III e IV poderão ser aplicadas juntamente com a do inciso II,
assegurado o direito de defesa do interessado, no respectivo processo, no prazo de 10 (dez) dias.
§ 2o A reabilitação referida no inciso V será autorizada somente quando o interessado efetivar o
ressarcimento ao órgão ou entidade dos prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção
aplicada com base no inciso IV.
§ 3o A aplicação da sanção prevista no inciso V é de competência exclusiva da autoridade máxima do
órgão ou entidade pública, facultada a defesa do interessado, no respectivo processo, no prazo de 10
(dez) dias da abertura de vista.
Art. 34. Os órgãos e entidades públicas respondem diretamente pelos danos causados em decorrência
da divulgação não autorizada ou utilização indevida de informações sigilosas ou informações pessoais,
cabendo a apuração de responsabilidade funcional nos casos de dolo ou culpa, assegurado o respectivo
direito de regresso.
Parágrafo único. O disposto neste artigo aplica-se à pessoa física ou entidade privada que, em virtude
de vínculo de qualquer natureza com órgãos ou entidades, tenha acesso a informação sigilosa ou pessoal
e a submeta a tratamento indevido.
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
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nacional ou à integridade do território nacional ou grave risco às relações internacionais do País,
observado o prazo previsto no § 1o do art. 24.
§ 2o O prazo referido no inciso III é limitado a uma única renovação.
§ 3o A revisão de ofício a que se refere o inciso II do § 1o deverá ocorrer, no máximo, a cada 4 (quatro)
anos, após a reavaliação prevista no art. 39, quando se tratar de documentos ultrassecretos ou secretos.
§ 4o A não deliberação sobre a revisão pela Comissão Mista de Reavaliação de Informações nos
prazos previstos no § 3o implicará a desclassificação automática das informações.
§ 5o Regulamento disporá sobre a composição, organização e funcionamento da Comissão Mista de
Reavaliação de Informações, observado o mandato de 2 (dois) anos para seus integrantes e demais
disposições desta Lei. (Regulamento)
Art. 36. O tratamento de informação sigilosa resultante de tratados, acordos ou atos internacionais
atenderá às normas e recomendações constantes desses instrumentos.
Art. 38. Aplica-se, no que couber, a Lei no 9.507, de 12 de novembro de 1997, em relação à informação
de pessoa, física ou jurídica, constante de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou
de caráter público.
Art. 39. Os órgãos e entidades públicas deverão proceder à reavaliação das informações classificadas
como ultrassecretas e secretas no prazo máximo de 2 (dois) anos, contado do termo inicial de vigência
desta Lei.
§ 1o A restrição de acesso a informações, em razão da reavaliação prevista no caput, deverá observar
os prazos e condições previstos nesta Lei.
§ 2o No âmbito da administração pública federal, a reavaliação prevista no caput poderá ser revista, a
qualquer tempo, pela Comissão Mista de Reavaliação de Informações, observados os termos desta Lei.
§ 3o Enquanto não transcorrido o prazo de reavaliação previsto no caput, será mantida a classificação
da informação nos termos da legislação precedente.
§ 4o As informações classificadas como secretas e ultrassecretas não reavaliadas no prazo previsto
no caput serão consideradas, automaticamente, de acesso público.
Art. 40. No prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da vigência desta Lei, o dirigente máximo de cada
órgão ou entidade da administração pública federal direta e indireta designará autoridade que lhe seja
diretamente subordinada para, no âmbito do respectivo órgão ou entidade, exercer as seguintes
atribuições:
I - assegurar o cumprimento das normas relativas ao acesso a informação, de forma eficiente e
adequada aos objetivos desta Lei;
II - monitorar a implementação do disposto nesta Lei e apresentar relatórios periódicos sobre o seu
cumprimento;
III - recomendar as medidas indispensáveis à implementação e ao aperfeiçoamento das normas e
procedimentos necessários ao correto cumprimento do disposto nesta Lei; e
IV - orientar as respectivas unidades no que se refere ao cumprimento do disposto nesta Lei e seus
regulamentos.
Art. 41. O Poder Executivo Federal designará órgão da administração pública federal responsável:
I - pela promoção de campanha de abrangência nacional de fomento à cultura da transparência na
administração pública e conscientização do direito fundamental de acesso à informação;
II - pelo treinamento de agentes públicos no que se refere ao desenvolvimento de práticas relacionadas
à transparência na administração pública;
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III - pelo monitoramento da aplicação da lei no âmbito da administração pública federal, concentrando
e consolidando a publicação de informações estatísticas relacionadas no art. 30;
IV - pelo encaminhamento ao Congresso Nacional de relatório anual com informações atinentes à
implementação desta Lei.
Art. 42. O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta Lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias
a contar da data de sua publicação.
Art. 43. O inciso VI do art. 116 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, passa a vigorar com a
seguinte redação:
“Art. 116. .....
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da autoridade
superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de outra autoridade
competente para apuração;
Art. 44. O Capítulo IV do Título IV da Lei no 8.112, de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte art.
126-A:
“Art. 126-A. Nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente por dar
ciência à autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, a outra autoridade
competente para apuração de informação concernente à prática de crimes ou improbidade de que tenha
conhecimento, ainda que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou função pública.”
Art. 45. Cabe aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, em legislação própria, obedecidas as
normas gerais estabelecidas nesta Lei, definir regras específicas, especialmente quanto ao disposto no
art. 9o e na Seção II do Capítulo III.
Art. 47. Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de sua publicação.
DILMA ROUSSEFF
Questões
01. (SAAE de Barra Bonita – SP - Procurador Jurídico - Instituto Excelência/2017) De acordo com
a Lei 12.527, de 18 de novembro de 2011 podemos dizer que o acesso às informações públicas será
assegurada mediante:
(A) Realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras
formas de divulgação.
(B) Realização de audiências e participação de entidades públicas que irá conceder o acesso imediato
à informação disponível.
(C) Realização de audiências e informações de conhecimento para toda população.
(D) Nenhuma das alternativas.
02. (IF-PE - Arquivista – IF-PE/2017) Indique a afirmativa INCORRETA, segundo a Lei 12.527 de 18
de novembro de 2011.
(A) A informação armazenada em formato digital será fornecida nesse mesmo formato.
(B) Os órgãos e entidades do poder público devem viabilizar alternativa de encaminhamento de
pedidos de acesso por meio de seus sítios oficiais na internet.
(C) São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de
informações de interesse público.
(D) É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de negativa de acesso, por certidão ou cópia.
(E) No caso de indeferimento de acesso a informações ou as razões da negativa do acesso, poderá o
interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua ciência.
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03. (TRF - 2ª REGIÃO - Analista Judiciário – Arquivologia- CONSUPLAN/2017) “A Lei nº
12.527/2011 regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas. Essa norma entrou
em vigor em 16 de maio de 2012 e criou mecanismos que possibilitam, a qualquer pessoa, física ou
jurídica, sem necessidade de apresentar motivo, o recebimento de informações públicas dos órgãos e
entidades.”
(Disponível em http://www.acessoainformacao.gov.br/assuntos/conheca-seu-direito/a-lei-de-acesso-a-informacao.)
04. (SEDF - Técnico de Gestão Educacional - Apoio Administrativo – CESPE/2017) Com base na
Lei n.º 12.527/2011 - Lei de Acesso à Informação —, julgue o próximo item.
Cidadão que solicite informações de interesse público deve esclarecer a finalidade para a qual
pretenda utilizar as informações requeridas.
( ) Certo
( ) Errado
06. (IF-RJ - Enfermeiro – FCM/2017) Relativamente à lei que regula o acesso à informação (n.º
12.527/2011), analise os itens abaixo e marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso:
( ) São consideradas imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado e, portanto, passíveis
de classificação, as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito possam pôr em risco a defesa e a
soberania nacionais ou a integridade do território nacional.
( ) Admite-se a negativa de acesso à informação necessária à tutela judicial ou administrativa de
direitos fundamentais.
( ) É dever do Estado controlar o acesso e a divulgação de informações sigilosas, produzidas por seus
órgãos e entidades, assegurando sua proteção.
( ) No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o
interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 dias a contar da sua ciência.
A sequência correta é
(A) F, F, V, V.
(B) V, V, V, F.
(C) F, V, F, F.
(D) V, F, F, V
(E) V, F, V, V.
07. (POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - Perito Criminal - Área 1 – IBFC/2017) Assinale a alternativa correta,
considerando o disposto na Lei n° 12.527, de 18/11/2011, sobre o procedimento de acesso à informação:
(A) Apenas a pessoa sobre quem se busca obter informações poderá apresentar pedido de acesso a
informações aos órgãos e entidades vinculados à referida lei, por qualquer meio legítimo, devendo o
pedido conter a identificação do requerente e a especificação da informação requerida
(B) Apenas a pessoa sobre quem se busca obter informações poderá apresentar pedido de acesso a
informações aos órgãos e entidades vinculados à referida lei, por qualquer meio legítimo, sendo
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dispensável que o pedido contenha a identificação do requerente e a especificação da informação
requerida
(C) Somente o Ministério Público poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e
entidades vinculados à referida lei, por qualquer meio legítimo, sendo dispensável que o pedido contenha
a identificação do requerente e a especificação da informação requerida
(D) Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e entidades
vinculados à referida lei, por qualquer meio legítimo, sendo dispensável que o pedido contenha a
identificação do requerente e a especificação da informação requerida
(E) Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e entidades
vinculados à referida lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a identificação do
requerente e a especificação da informação requerida
08. (POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - Perito Criminal - Área 1 – IBFC/2017) Assinale a alternativa correta,
considerando o disposto na Lei n° 12.527, de 18/11/2011, sobre recursos no procedimento de acesso à
informação:
(A) No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o
interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 30 (trinta) dias a contar da sua ciência, sendo
que o recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada,
que deverá se manifestar no prazo de 1 (um) dia
(B) No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o
interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da assinatura da decisão,
sendo que o recurso será dirigido à autoridade que exarou a decisão impugnada, que deverá se
manifestar no prazo de 24 (vinte e quatro) horas
(C) No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o
interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua ciência, sendo
que o recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada,
que deverá se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias
(D) No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o
interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 15 (quinze) dias a contar da assinatura da
decisão, sendo que o recurso será dirigido à autoridade que exarou a decisão impugnada, que deverá se
manifestar no prazo de 24 (vinte e quatro) horas
(E) No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o
interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 5 (cinco) dias a contar da sua ciência, sendo
que o recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada,
que deverá se manifestar no prazo de 15 (quinze) dias
09. (POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - Perito Criminal - Área 1 – IBFC/2017) Assinale a alternativa correta,
considerando o disposto na Lei n° 12.527, de 18/11/2011, sobre recursos no procedimento de acesso à
informação:
(A) O prazo mínimo de restrição de acesso à informação classificada como reservada vigora a partir
da data de sua produção e é de 20 (vinte) anos
(B) O prazo máximo de restrição de acesso à informação classificada como reservada vigora a partir
da data de sua publicação e é de 15 (quinze) anos
(C) O prazo mínimo de restrição de acesso à informação classificada como secreta vigora a partir da
data de sua produção e é de 25 (vinte e cinco) anos
(D) O prazo máximo de restrição de acesso à informação classificada como reservada vigora a partir
da data de sua publicação e é de 25 (vinte e cinco) anos
(E) O prazo máximo de restrição de acesso à informação classificada como secreta vigora a partir da
data de sua produção e é de 15 (quinze) anos
10. (POLÍCIA CIENTÍFICA-PR - Perito Criminal - Área 1 – IBFC/2017) Assinale a alternativa correta,
considerando o disposto na Lei n° 12.527, de 18/11/2011, sobre restrição de acesso a informações
pessoais, relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem:
(A) Terão seu acesso público, desde que sejam objeto de classificação de sigilo, e pelo prazo máximo
de 25 (vinte e cinco) anos a contar da sua data de publicação, a agentes públicos legalmente autorizados
e à pessoa a que elas se referirem
(B) Terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo, e pelo prazo máximo de
100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa
a que elas se referirem
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(C) Terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo, e pelo prazo máximo de
20 (vinte) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa
a que elas se referirem
(D) Terão seu acesso público, desde que sejam objeto de classificação de sigilo e pelo prazo máximo
de 100 (cem) anos a contar da sua data de publicação, somente à pessoa a que elas se referirem.
(E) Terão seu acesso restrito desde que sejam objeto de classificação de sigilo e pelo prazo máximo
de 25 (vinte e cinco) anos a contar da sua data de produção, somente à pessoa a que elas se referirem.
11. (PC-AC - Delegado de Polícia Civil – IBADE/2017) Quanto à Lei de Acesso à Informação (Lei n°
12.527/2011), assinale a alternativa correta.
(A) O prazo máximo de restrição de acesso à informação classificada como ultrassecreta é 30 (trinta)
anos.
(B) A Administração Pública pode condicionar o deferimento do pedido de acesso a informações à
apresentação, pelo interessado, dos motivos determinantes da solicitação.
(C) Quando se tratar de acesso à informação contida em documento cuja manipulação possa
prejudicar sua integridade, o pedido de acesso à informação deverá ser negado pela Administração
Pública.
(D) Quando não for autorizado o acesso por se tratar de informação total ou parcialmente sigilosa, o
requerente deverá ser informado sobre a possibilidade de recurso, prazos e condições para sua
interposição, devendo, ainda, ser-lhe indicada a autoridade competente para sua apreciação.
(E) A informação armazenada em formato digital será fornecida nesse formato, independentemente da
concordância do requerente.
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15. (Prefeitura de Rio Branco – AC - Nutricionista – IBADE/2017) Acerca da Lei de acesso à
informação (Lei Federal nº 12.527/2011), assinale a assertiva correta.
(A) Para o acesso a informações de interesse público, a identificação do requerente pode conter
exigências que inviabilizem a solicitação.
(B) São facultadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de
informações de interesse público.
(C) O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso em até 24 (vinte e quatro)
horas à informação disponível.
(D) Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos públicos, por
qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a identificação do requerente e a especificação da
informação requerida.
(E) É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão de negativa de acesso, por certidão ou cópia,
mediante pagamento de taxa simbólica, definida em lei.
Gabarito
01. A / 02. A / 03. C / 04. Errado / 05. A / 06. E / 07. E / 08. C / 09. E
10. B / 11. D / 12. D / 13. C / 14. B / 15. D .
Comentários
01. Resposta: A.
Art. 9º O acesso a informações públicas será assegurado mediante:
II - realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à participação popular ou a outras formas
de divulgação.
02. Resposta: A.
A- Incorreta. O §5º do art. 11 dispõe que a informação armazenada em formato digital só será fornecida
nesse mesmo formato caso haja concordância do requerente.
Art. 11, § 5º A informação armazenada em formato digital será fornecida nesse formato, caso haja
anuência do requerente.
B- Correta. Literalidade do § 2º do art. 10. Os órgãos e entidades do poder público devem viabilizar
alternativa de encaminhamento de pedidos de acesso por meio de seus sítios oficiais na internet.
C- Correta. Literalidade do § 3º do art. 10. São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos
determinantes da solicitação de informações de interesse público.
D- Correta. Literalidade do art. 15. No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões
da negativa do acesso, poderá o interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias
a contar da sua ciência.
03. Resposta: C.
Segundo o inciso I do §1º do art. 31 o prazo para acesso das informações é de no máximo 100 anos,
contados da sua produção.
Art. 31. § 1º As informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, vida privada,
honra e imagem: I - terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo
máximo de 100 (cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados
e à pessoa a que elas se referirem;
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05. Resposta: A.
Art. 3º Os procedimentos previstos nesta Lei destinam-se a assegurar o direito fundamental de acesso
à informação e devem ser executados em conformidade com os princípios básicos da administração
pública e com as seguintes diretrizes:
V - desenvolvimento do controle social da administração pública.
06. Resposta: E.
I- Verdadeiro. Art. 23. São consideradas imprescindíveis à segurança da sociedade ou do Estado e,
portanto, passíveis de classificação as informações cuja divulgação ou acesso irrestrito possam: I - pôr
em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade do território nacional;
II- Falso. Art. 21 - Não poderá ser negado acesso à informação necessária à tutela judicial ou
administrativa de direitos fundamentais.
III- Verdadeiro. Art. 25 É dever do Estado controlar o acesso e a divulgação de informações sigilosas
produzidas por seus órgãos e entidades, assegurando a sua proteção.
IV- Verdadeiro. Art. 15 No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa
do acesso, poderá o interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da
sua ciência.
07. Resposta: E.
Art. 10. Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e
entidades referidos no art. 1o desta Lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a
identificação do requerente e a especificação da informação requerida.
08. Resposta: C.
Art. 15. No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá
o interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua ciência.
Parágrafo único. O recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a
decisão impugnada, que deverá se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias.
09. Resposta: E
Art. 24. A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão de
sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como
ultrassecreta, secreta ou reservada.
10. Resposta: B.
Art. 31. O tratamento das informações pessoais deve ser feito de forma transparente e com respeito à
intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais.
§ 1º As informações pessoais, a que se refere este artigo, relativas à intimidade, vida privada, honra e
imagem:
I - terão seu acesso restrito, independentemente de classificação de sigilo e pelo prazo máximo de 100
(cem) anos a contar da sua data de produção, a agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a
que elas se referirem; e
II - poderão ter autorizada sua divulgação ou acesso por terceiros diante de previsão legal ou
consentimento expresso da pessoa a que elas se referirem.
§ 2º Aquele que obtiver acesso às informações de que trata este artigo será responsabilizado por seu
uso indevido.
§ 3º O consentimento referido no inciso II do § 1o não será exigido quando as informações forem
necessárias:
I - à prevenção e diagnóstico médico, quando a pessoa estiver física ou legalmente incapaz, e para
utilização única e exclusivamente para o tratamento médico;
II - à realização de estatísticas e pesquisas científicas de evidente interesse público ou geral, previstos
em lei, sendo vedada a identificação da pessoa a que as informações se referirem;
III - ao cumprimento de ordem judicial;
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IV - à defesa de direitos humanos; ou
V - à proteção do interesse público e geral preponderante.
§ 4º A restrição de acesso à informação relativa à vida privada, honra e imagem de pessoa não poderá
ser invocada com o intuito de prejudicar processo de apuração de irregularidades em que o titular das
informações estiver envolvido, bem como em ações voltadas para a recuperação de fatos históricos de
maior relevância.
§ 5º Regulamento disporá sobre os procedimentos para tratamento de informação pessoal.
11. Resposta: D.
A- Errada - Art. 24, § 1º Os prazos máximos de restrição de acesso à informação, conforme a
classificação prevista no caput, vigoram a partir da data de sua produção e são os seguintes:
I - ultrassecreta: 25 (vinte e cinco) anos; II - secreta: 15 (quinze) anos; e III - reservada: 5 (cinco) anos.
B- Errada - Art. 10, § 3º São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da
solicitação de informações de interesse público.
C- Errada - Art. 13. Quando se tratar de acesso à informação contida em documento cuja manipulação
possa prejudicar sua integridade, deverá ser oferecida a consulta de cópia, com certificação de que esta
confere com o original.
D- Correta - Art. 7, §2º.
E- Errada - Art.11, § 5º A informação armazenada em formato digital será fornecida nesse formato,
caso haja anuência do requerente.
12. Resposta: D.
Art. 4º, VII - autenticidade: qualidade da informação que tenha sido produzida, expedida, recebida ou
modificada por determinado indivíduo, equipamento ou sistema;
13. Resposta: C.
Art. 16. Negado o acesso a informação pelos órgãos ou entidades do Poder Executivo Federal, o
requerente poderá recorrer à Controladoria-Geral da União, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias se:
I - o acesso à informação não classificada como sigilosa for negado;
II - a decisão de negativa de acesso à informação total ou parcialmente classificada como sigilosa não
indicar a autoridade classificadora ou a hierarquicamente superior a quem possa ser dirigido pedido de
acesso ou desclassificação;
III - os procedimentos de classificação de informação sigilosa estabelecidos nesta Lei não tiverem sido
observados; e
IV - estiverem sendo descumpridos prazos ou outros procedimentos previstos nesta Lei.
§ 1º O recurso previsto neste artigo somente poderá ser dirigido à Controladoria-Geral da União depois
de submetido à apreciação de pelo menos uma autoridade hierarquicamente superior àquela que exarou
a decisão impugnada, que deliberará no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 2º Verificada a procedência das razões do recurso, a Controladoria-Geral da União determinará ao
órgão ou entidade que adote as providências necessárias para dar cumprimento ao disposto nesta Lei.
§ 3º Negado o acesso à informação pela Controladoria-Geral da União, poderá ser interposto recurso
à Comissão Mista de Reavaliação de Informações, a que se refere o art. 35.
14. Resposta: B.
Art. 4º, VIII - integridade: qualidade da informação não modificada, inclusive quanto à origem, trânsito
e destino;
15. Resposta: D.
Art. 10. Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e
entidades referidos no art. 1º desta Lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a
identificação do requerente e a especificação da informação requerida.
§ 1º Para o acesso a informações de interesse público, a identificação do requerente não pode conter
exigências que inviabilizem a solicitação.
§ 2º Os órgãos e entidades do poder público devem viabilizar alternativa de encaminhamento de
pedidos de acesso por meio de seus sítios oficiais na internet.
§ 3º São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de
informações de interesse público.
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