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Publicado em NOVA ESCOLA 02 de Fevereiro | 2017

Língua Portuguesa

Gramática com textos:

ponto-final, ponto e vírgula e dois-pontos

novaescola

Objetivo(s)

Analisar o papel dos sinais de pontuação no textoponto e vírgula e dois-pontos novaescola Objetivo(s) Identificar os usos do ponto-final, do ponto e vírgula

Identificar os usos do ponto-final, do ponto e vírgula e dos dois-pontos em diferentes textos.Analisar o papel dos sinais de pontuação no texto Conteúdo(s) Pontuação: ponto-final, ponto e vírgula e

Conteúdo(s)

Pontuação: ponto-final, ponto e vírgula e dois-pontose dos dois-pontos em diferentes textos. Conteúdo(s) Ano(s) 6º, 7º, 8º, 9º Tempo estimado Seis aulas

Ano(s)

6º, 7º, 8º, 9º

Tempo estimado

Seis aulas

Desenvolvimento

1ª etapa

Inicie a aula propondo que os alunos leiam os dois trechos abaixo do Código de Defesa do Consumidor. Diga a eles que esse documento legisla sobre os direitos e deveres de quem compra e vende. Explique que é a ele que devemos recorrer, por exemplo, quando nos sentimos lesados numa

transação comercial.

Código de Defesa do Consumidor

Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990.

CAPÍTULO I - Disposições Gerais

Art. 1° O presente Código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos Arts. 5°, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituição Federal e art. 48 de suas Disposições Transitórias.

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

§ 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.

§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo,

mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

CAPÍTULO III - Dos Direitos Básicos do Consumidor

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou

nocivos;

II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços,

com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;

IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais

coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou

impostas no fornecimento de produtos e serviços;

V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações

desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais,

individuais, coletivos e difusos;

VII

- o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção

ou

reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou

difusos, assegurada a proteção jurídica, administrativa e técnica aos

necessitados;

VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus

da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for

verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

IX - (Vetado);

X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

Terminada a leitura, discuta com a moçada os temas tratados nos dois capítulos. Mostre aos alunos que o primeiro trecho apresenta as determinações gerais do Código e o seguinte determina os direitos básicos do consumidor.

Leia cada um dos direitos e, junto com a turma, tente explicar como eles se aplicam na prática. Exemplifique que, se um brinquedo tiver algum defeito de fabricação e ferir uma criança, seu fabricante estará infringindo o item I do Artigo 6º. Se alguém vender um pacote de biscoito sem especificar a quantidade exata na embalagem, vai esbarrar no item III do mesmo Artigo.

Comente com os estudantes que a redação de uma lei deve ser pensada de modo a evitar interpretações dúbias. A linguagem adotada, a sintaxe e a pontuação devem caminhar em direção a essa clareza.

2ª etapa

Peça que a turma observe os usos do ponto-final, dos dois-pontos e do ponto

e vírgula nos trechos do Código apresentados na etapa anterior. Sugira que

os alunos se coloquem em duplas e elaborem uma explicação para o

aparecimento de cada sinal de pontuação no texto. Dê um tempo para que realizem a atividade.

Em seguida, retome os trechos e discuta as respostas coletivamente. A turma deve perceber que, no Capítulo I, o ponto-final aparece nos três Artigos e no final dos dois parágrafos do Art. 3. Conclua com a turma que ele é usado para encerrar sentenças com sentido completo. Os trechos do texto que terminam em ponto-final tratam dos elementos envolvidos nas transações de consumo e devem ser claros e definitivos. Essa assertividade pode ser observada tanto na maneira como as frases são construídas, quanto na escolha do sinal de pontuação.

Passe, então, à análise do Capítulo III. Nele são explicitados os direitos básicos do consumidor, enumerados em dez itens. Mostre à classe como a pontuação auxilia na organização do texto. Os dois-pontos antecipam que os direitos serão apresentados; o ponto e vírgula separa cada um deles; e os algarismos romanos os evidenciam. O texto do Artigo 6º constitui-se de um grande período em que os direitos são apresentados.

3ª etapa

Inicie pedindo que a turma leia a carta abaixo. Explique que ela acompanha um CD-ROM enviado pelo Ministério da Saúde a médicos de todo o país.

Caro médico:

Nós, do Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde, a Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde e com o apoio do Conselho Federal de Medicina, apresentamos a você esse CD-ROM sobre a dengue.

Cientes da importância do combate a essa doença e do valor da sua atuação profissional no manejo da dengue trazemos neste CD-ROM uma série de imagens, vídeos, capturados em um trabalho de campo, além de entrevistas

e textos sobre a doença. Ao utilizar-se do conteúdo deste CD-ROM, todas as

vezes que você visualizar esta página, e ao mesmo tempo estiver conectado

à Internet, estaremos mapeando sua entrada.

Esperamos que ele possa auxiliá-lo no seu trabalho com os pacientes, na prevenção, e na formação das equipes de saúde.

Aproveitando a oportunidade, gostaríamos de divulgar uma boa notícia: os profissionais da saúde no Brasil, em breve, contarão com o serviço da Universidade Aberta de Educação Permanente em Saúde, onde você poderá realizar cursos de especialização, atualização e aperfeiçoamento.

Bom trabalho! Não esqueça: a dengue se combate todos os dias!

Disponível em: Ministério da Saúde.

Peça que os estudantes retomem as duplas e, utilizando a gramática, proponha que expliquem os usos dos dois-pontos no texto. Determine um tempo para a realização da atividade.

Durante a correção, enfatize que os dois-pontos podem ser usados para invocação em correspondências comerciais ou pessoais. Nesse caso, eles podem ser substituídos por vírgulas. A invocação Caro médico: poderia ser

trocada por Caro médico, .

Além dessa ocorrência, os dois-pontos aparecem outras três vezes no texto:

a) Aproveitando a oportunidade, gostaríamos de divulgar uma boa notícia: os

profissionais da saúde no Brasil, em breve, contarão com o serviço da Universidade Aberta de Educação Permanente em Saúde, onde você poderá realizar cursos de especialização, atualização e aperfeiçoamento.

b) Não esqueça: a dengue se combate todos os dias!

c) Dengue: decifra-me ou devoro-te.

As duplas devem perceber que, nesses casos, o sinal de pontuação introduz uma afirmação que explicita a ideia anterior.

Como tarefa para casa, solicite que os alunos elaborem uma carta de reclamação dirigida a uma empresa devido aos maus serviços prestados.

A situação é a seguinte: uma pessoa vai a um supermercado e encontra um produto com um preço bastante atrativo. O preço está disposto em uma pequena placa debaixo do produto. Ao chegar em casa, a consumidora confere a nota e descobre que pagou mais do que constava na placa próxima . Ela resolve, então, escrever uma carta ao supermercado, reclamando do problema. No texto, refere-se ao artigo do Código que foi desrespeitado. Lembre a moçada de prestar atenção ao uso dos três sinais de pontuação estudados em sala.

4ª etapa

Inicie a aula com a leitura de algumas cartas. Observe o conteúdo, a argumentação e o uso adequado dos sinais de pontuação estudados.

Em seguida, entregue aos alunos o trecho abaixo do livroMinha Vida de Menina, de Helena Morley. Apresente de maneira resumida a autora e o texto aos alunos. A obra é um diário escrito no final do século 19 na região de Diamantina, Minas Gerais. Quem conta a história é uma menina, filha de garimpeiro, que entra na adolescência num Brasil recém saído da escravidão

e da monarquia. A narrativa apresenta o cotidiano dela, fala sobre sua família

e seus estudos. O texto inspirou o filme Vida de Menina, de Helena Solberg, lançado em 2005.

Minha Vida de Menina

Sábado, 10 de junho A família inventou agora um jogo de trinta e um. Quando é na Chácara eu não perco porque as negras fazem sempre uma ceia muito boa para as nove horas e eu ainda volto para casa a tempo de fazer meu exercício. Na casa de tio Geraldo só dão uma fatia de pão fino, que parece um espelho. Na casa de Iaiá também eu não gosto de ir porque ela só dá biscoito de goma com café.

Ontem a Luisinha, que é um demônio para descobrir as coisas, me disse: "Eu já sei onde Iaiá guarda a lata de manteiga. Quando chegarem os biscoitos vamos lá e os besuntamos de manteiga".

Levou-me ao quarto de Iaiá e mostrou a lata na prateleira.

Chega a bandeja de café com biscoitos e tiramos uns dois ou três cada uma, fomos para o quarto e, mesmo no escuro, tiramos a lata e com o dedo íamos besuntando os biscoitos. Quando já tínhamos dado um rombo na lata, eu disse a Luisinha: "Já estou ficando com remorsos, Iaiá vai pensar que é Eva". Luisinha respondeu: "Não boba, ela pensa que é o Nico".

Consolei-me. Fechamos a lata e pusemos no lugar. Quando fomos dando uma dentada nos biscoitos, todas duas soltamos um grito de nojo e saímos correndo para cuspir no terreiro. Era banha sem sal com que Iaiá unta o cabelo.

MORLEY, Helena. Minha Vida de Menina. São Paulo: Cia das Letras, 1998,

p.61.

Após a leitura, comente com os alunos aspectos do cotidiano da menina distantes do nosso - a manteiga como objeto de desejo e o uso da banha para hidratar os cabelos.

Em seguida, mostre à turma o uso dos dois-pontos para introduzir o discurso direto - a fala de um personagem. Diga a eles que esse uso pode também anteceder citações de textos alheios. Os dois-pontos são seguidos de duplas aspas, que delimitam o início e o fim da fala ou da citação.

De posse da gramática de uso da classe, leia as determinações de uso do ponto-final, do ponto e vírgula e dos dois-pontos em um texto. Relacione-as

com as observações levantadas pela turma ao longo das aulas. Faça uma síntese coletivamente no quadro e peça que os alunos anotem-na no caderno.

Como tarefa para casa, proponha que os estudantes assistam ao filme Vida de Menina e leia a resenha Um diamante redescoberto, escrita por Isabela

Boscov (confira o texto abaixo).

Um diamante redescoberto

Vida de Menina traz de volta à luz uma das melhores obras literárias do Brasil do século XIX

Isabela Boscov

Filha de pai inglês e de mãe mineira, esta de família muito católica e tradicional, Alice Dayrell Caldeira Brant escreveu, entre 1893 e 1895 - mais ou menos dos seus 13 aos 15 anos - um diário. Nele, descrevia seus afazeres do dia-a-dia na cidade de Diamantina e lhes ajuntava comentários marotos. Por exemplo, sobre o escândalo que a paixão de seus pais causava entre as tias, que não haviam tido a sorte de escolher o próprio marido. Ou sobre a avareza dos parentes ricos, que desdenhavam da teimosia de seu pai em catar diamantes nas lavras quase esgotadas. Alice se surpreendia que o lado brasileiro da família visse o trabalho como coisa de negros - mas tinha como normal que os ex-escravos continuassem agregados à casa de sua avó, a qual se queixava de que o 13 de Maio libertara todo mundo, "menos ela". Falava das amigas, dos vizinhos, do padre e dos professores, numa tagarelice vivaz e cheia de inteligência que, lida, quase que se pode ouvir. Essa voz inconfundível e essa argúcia são algumas das qualidades que fazem de Minha Vida de Menina, a versão desse diário publicada em 1942 (sob o pseudônimo Helena Morley), um dos títulos cruciais da literatura brasileira - na opinião do crítico Roberto Schwarz, comparável, na produção do século XIX, apenas à obra de Machado de Assis. A poeta Elizabeth Bishop concordaria: fascinada pelo livro, ela tomou a iniciativa de traduzi-lo para o inglês, nos anos 50.

Em 2005, o diário de Helena Morley ganhou uma adaptação cinematográfica que teve passagem brevíssima pelos cinemas. Dirigido por Helena Solberg, com Ludmila Dayer encantadora como a protagonista, Vida de Menina - que sai agora em DVD - incorre numa realização algo amadora. Nem todos os atores se entendem com a câmera, e alguns diálogos mais se esvaem do que propriamente terminam. Mas, de certa forma, isso contribui para a graça do filme. Helena Morley escreveu com a inconseqüência que as garotas costumam dedicar aos seus diários, sem ter nenhum fim mais "importante" em vista do que o de papear consigo mesma e anotar pensamentos que, quando formulados em voz alta, lhe rendiam

reprimendas. É provável que, se enxergasse alguma posteridade no seu caderno, Helena tivesse tentado enfeitá-lo ou torná-lo menos episódico, roubando-lhe a franqueza e a perspicácia. Essa é a virtude que, com seu jeito também ele muito despretensioso, a diretora soube preservar, e pela qual deve ser prestigiada. Por isso, e por trazer de volta à luz uma leitura tão rica e prazerosa que, se fosse obrigatória no currículo escolar, talvez convertesse alunos aos livros com a mesma eficiência com que outros supostos clássicos os afastam deles.

5ª etapa

Organize a discussão coletiva do filme e da resenha. Mostre aos alunos que a resenha tenta trazer ao leitor os principais pontos da obra, enfatizando aspectos que podem cativar ou afastar possíveis expectadores. Comente com a turma, também, os sinais de pontuação apresentados no texto. Confirme se os estudantes entenderam os porquês de seus usos.

Avaliação

Proponha que os alunos produzam uma nova resenha do filme Vida de Menina. Nela, devem citar um trecho da resenha de Isabela Boscov, utilizando as marcas de pontuação - dois-pontos e aspas.

Créditos: Conceição Aparecida Bento Formação: Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo e professora universitária.