Sei sulla pagina 1di 42
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL para cursos de Graduação Profa. Dra. Viviane L Martins
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL
para cursos de Graduação
Profa. Dra. Viviane L Martins

IFMG Campus São João Evangelista

2019

SUMÁRIO
SUMÁRIO

1 Apresentação

2 Gêneros textuais de interpretação e produção acadêmica I

3 Gêneros textuais de interpretação e produção acadêmica II

4 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT: Formatação e Citações

5 Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT: Referências

6 Texto e Textualidade

7 Coesão e Coerência Textual

8 Referências

3

4

12

18

24

28

35

42

1 APRESENTAÇÃO

Português Instrumental é o estudo da língua portuguesa, que objetiva a capacitação para a compreensão, para a interpretação e para a composição de textos. Assim, a disciplina tem por objetivo geral desenvolver habilidades e competências para a produção textual e para a compreensão/análise de gêneros textuais da esfera comunicativa acadêmica. Visando desenvolver tais habilidades, o curso procura trabalhar com os seguintes objetivos específicos:

   

Aplicar, adequadamente, as variantes linguísticas, os diferentes usos da língua portuguesa, em diversas situações de comunicação.

Desenvolver a expressão oral através de textos e atividades relacionadas com a vida social do acadêmico.

Efetivar a prática da leitura e da produção de textos acadêmicos e proporcionar conhecimentos teóricos e práticos referentes à língua portuguesa, possibilitando, dessa forma, a leitura e a produção de textos variados.

Conhecer e aplicar normas da ABNT no que tange o apoio à produção textual de escrita acadêmica, servindo como suporte para todo gênero escrito de caráter universitário.

Desta forma, o Português Instrumental é uma disciplina que, por meio da leitura e da produção de textos, possibilita aos alunos um maior rendimento educacional quanto à comunicação e à produção acadêmica e, posterior, excelência profissional, visando construir e validar instrumentos práticos para o ensino superior que possam conferir ao estudante as competências, capacidades e habilidades para o curso acadêmico.

2 GÊNEROS TEXTUAIS DE INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO ACADÊMICA I

As resenhas, resumos, relatórios e fichamentos são de suma importância para o graduando. Estes documentos têm duas finalidades principais: uma é incitar o aluno a trabalhar seu pensamento crítico, entrando profundamente do pensamento do autor, auxiliando no melhor entendimento do pensamento pesquisado. Outra é socializar o conhecimento tanto do autor como do aluno sobre determinado assunto, produzindo de uma forma mais sintética a teoria em si, podendo esta ser usada para análise introdutória ou comparativa, se for feito entre dois ou mais autores, conceitos, temas etc.

correlações estabelecidas pelo juízo crítico de quem a elaborou. ( )
correlações estabelecidas pelo juízo crítico de quem a elaborou. (
)

FICHAMENTO

O fichamento originalmente era um registro feito em fichas. Nele se resume as ideias principais de um texto, que pode ser um livro, ou parte dele, um artigo de revista e uma reportagem jornalística, por exemplo. O fichamento pode ser feito manualmente em fichas, em blocos de anotações ou em suporte informático. Este tipo de registro dá atenção à estrutura do texto, registrando as ideias apresentadas em uma sequência lógica, expondo os pontos principais e secundários, bem como os argumentos, justificativas, exemplos etc. ligados a eles. A sua elaboração inclui as referências do texto, o destaque de citações relevantes do texto e pode conter também considerações pessoais a respeito do texto. É válido ressaltar que o fichamento, segundo Medeiros (1997, p. 93), é precedido por uma leitura que atenta para o texto. Assim teremos: fichas de comentário, citação direta, resumo e crítica/analítica. Assim, os fichamentos são de extrema importância para estudos individuais, pesquisas, levantamento bibliográfico sobre algum tema e servem, fundamentalmente, como fonte referencial a ser usada em citações, diretas ou indiretas. Portanto, nunca deixe de anotar junto aos trechos selecionados, dados básicos da obra que se refere, como autor, ano e página.

RESENHA

Toda resenha é a descrição de um objeto (seja um obra literária, um filme ou uma apresentação artística) e seu papel é justamente apresentar o tema analisado. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião. Ela é um texto no qual propõe a exposição de ideias, agregado ao juízo de valor do autor, ou seja, sob a ótica do emissor. Segundo Platão e Fiorin (1995), que abordam rapidamente o assunto resenha, (p. 426-427), destacando que

A resenha pode ser puramente descritiva, isto é, sem nenhum julgamento ou apreciação do resenhador, ou crítica, pontuada de apreciações, notas e

Na

resenha crítica, além dos elementos já mencionados, entram também comentários e julgamentos do resenhador sobre as ideias do autor, o valor da obra, etc.

Para Andrade (1995, p. 60), apud Medeiros (1997, p.132), a resenha é um tipo de trabalho que “exige conhecimento do assunto, para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor”. Logo, observamos a resenha com algumas condições estruturais: delimitação, análise textual, temática, interpretativa, problematização e síntese pessoal. Segundo Santos (2001), as partes essenciais de uma resenha são:

identificação da obra (referência bibliográfica), credenciais do autor, conteúdo (resumo da obra/digesto), a crítica e a indicação do resenhista.

A resenha não é um resumo. Medeiros afirma que enquanto o resumo não aceita o juízo valorativo, o comentário e a crítica à resenha exigem esses elementos.

Exemplos:

e a crítica à resenha exigem esses elementos. Exemplos: 1 Resenha crítica de livro Os contos

1 Resenha crítica de livro

Os contos de Beedle, o Bardo J.K. Rowling Por André A. Gazola é aluno do curso de Licenciatura em Letras da UCS.

Recentemente, J.K. Rowling, a criadora de Harry Potter, lançou Os Contos de Beedle, o Bardo (Rio de Janeiro: Rocco), mesmo após ter declarado que “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, o sétimo livro da série, encerraria a saga do bruxo. De fato, neste livro não sabemos nada mais de Harry, já que nem mesmo ele é citado na obra. Entretanto, Beedle nos leva de volta ao mundo dos bruxos, ao universo de Harry Potter; além disso, seus contos, como se sabe, foram citados e lidos por seus colegas de escola. A propósito, segundo Rowling, o que a levou a publicar essa coletânea de histórias (já foram publicados “Animais fantásticos e onde habitam” e “Quadribol através dos séculos”) foi uma “novíssima tradução dos contos feita por Hermione Granger”, a amiga sabida de Harry Potter. O livro de Rowling traz cinco “histórias populares para jovens bruxos e bruxas”, mas que, com as notas explicativas da autora, podem ser perfeitamente lidas pelos “trouxas” (como Rowling se refere às pessoas sem poderes mágicos, como nós). Nessas notas, Rowling esclarece alguns termos próprios do mundo dos bruxos como, por exemplo, “inferi”, que, “são cadáveres reanimados por magia”. No mundo dos bruxos, Beedle, poder-se-ia dizer, tem a importância do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen e suas histórias se assemelham em muitos aspectos aos nossos contos de fada. Aliás, seus contos tiveram o mesmo destino dos nossos contos de fadas, ou seja, caíram no gosto das crianças e, como lemos no prefácio do livro, são usualmente contadas antes de dormir. Ademais, como afirma Rowling, nesses contos, assim como costuma acontecer nos contos de fadas, “a virtude

normalmente premiada e o vício castigado”. Nos contos de Beedle, no entanto, a magia nem sempre é tão poderosa quanto se pensa: seus personagens, apesar de serem dotados de poderes mágicos, não conseguem resolver seus problemas somente com magia. As histórias mostram, desse modo, que ao contrário do que se pensa, a mágica pode tanto resolver quanto causar problemas ou pode também não ter efeito nenhum.

é

Quanto às heroínas do livro, elas são em geral bem diferentes daquelas dos contos de fada “tradicionais”, ou seja, ao invés de esperarem por um príncipe que as venham salvar, elas enfrentam

o

Amata, que procuram (juntas) a solução para seus próprios problemas. Elas buscam amor, esperança e a cura para uma doença na chamada “fonte da sorte”. Ao final da estória, elas alcançam aquilo que desejam, muito mais por méritos próprios do que pela magia das águas da fonte que, mesmo sem saberem, “não possuíam encanto algum”. Na verdade, os heróis dos contos não são aqueles com maiores poderes mágicos, mas sim aqueles que demonstram bom senso e que agem com gentileza. Um exemplo é “O conto dos três irmãos”, onde o irmão mais novo, ao se confrontar com a Morte “em pessoa” não tenta trapaceá-la nem fazer mal a alguém. Desse modo, ao contrário dos seus irmãos, ele tem um final feliz, pois “acolheu, então, a Morte como uma velha amiga e acompanhou-a de bom grado, e, iguais, partiram desta vida”. Para aqueles que sentiam falta de Dumbledore, o poderoso mago Diretor de Hogwarts, J.K. Rowling mata um pouco da saudade: no final de cada conto, há explicações e comentários do bruxo, os quais foram encontrados após sua morte. Suas explanações são bem pertinentes: elas mostram, por exemplo, que no mundo dos bruxos existia um preconceito contra os não-bruxos (os “trouxas”), há ponto de excluí-los dos contos, ou dar-lhes apenas o papel de vilões, e também alertam para o fato de

próprio destino. No conto “A Fonte da Sorte”, por exemplo, são as três bruxas, Asha, Altheda e

que alguns dos contos foram censurados ao longo da história e adaptados para que se tornassem “adequados para as crianças”. Isso se assemelha muito àquilo que aconteceu com os contos de fada de um modo geral, os quais sofreram mudanças no enredo para que pudessem se adequar melhor à escola e ao mundo da criança. No entanto, os contos que nos são apresentados no livro são, segundo Dumbledore, os originais, ou seja, são os contos escritos por Beedle há muito tempo, sem adaptações. Outras questões são trazidas à tona nos contos: amor, tolerância, sentimentos e, como se viu, até mesmo a morte. Isso porque as histórias mostram como a magia não pode resolver tudo e o quão inútil é lutar contra a morte. Sabe-se que a mágica não é capaz de restituir o bem mais precioso: a vida.

não é capaz de restituir o bem mais precioso: a vida. Os contos, traduzidos por Hermione

Os contos, traduzidos por Hermione Granger das runas, são inéditos, com exceção de “O conto dos três irmãos”, uma história contada para Harry, Rony e Hermione no sétimo livro da série de aventuras de Harry Potter (no capítulo 21, que leva o mesmo título do conto), que tem papel crucial no fim da saga do jovem bruxo. Quanto às ilustrações do livro, quem as assina é a própria J.K. Rowling, que doou parte do lucro obtido com a venda de Os Contos de Beedle, o Bardo para o “Children’s High Level Group”, uma organização responsável por ajudar cerca de um quarto de milhão de crianças a cada ano. Em Os Contos de Beedle, o Bardo, sentimo-nos de volta ao “mundo mágico de Harry Potter”. Pena que as 103 páginas do livro acabem tão rápido: para o leitor entusiasta do mago inglês e acostumado com as suas aventuras narradas ao longo de mais de 700 páginas fica um gostinho de “quero mais”. Depois de Beedle, resta aos fãs da magia de Rowling esperar até julho de 2009, quando será lançada a primeira parte do sexto filme baseado na saga de Harry Potter, “Harry Potter e o Príncipe Mestiço”. No mundo dos livros, no entanto, parece que finalmente (e infelizmente), a saga de Potter ganhou seu ponto final. Será?

Leonardo da Silva é graduando do curso de Letras da UFSC.

ASSIS, Machado de. A causa secreta. In: Machado de Assis - obra completa v.II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.

Este é um conto que aborda um tema oculto da alma de todo ser humano: a crueldade. Machado de Assis cria um cenário onde o recém formado médico Garcia conhece o espirituoso Fortunato, dono de uma misteriosa compaixão pelos doentes e feridos, apesar de ser muito frio, até mesmo com sua própria esposa. Através de uma linguagem bastante acessível, que não encontramos em muitas obras de Assis, o texto mescla momentos de narração - que é feita em terceira pessoa com momentos de diálogos diretos, que dão maior realidade à história. Uma característica marcante é a tensão permanente que ambienta cada episódio. Desde as primeiras vezes em que Garcia vê Fortunato - na Santa Casa, no teatro e quando o segue na volta para casa, no mesmo dia - percebemos o ar de mistério que o envolve. Da mesma forma, quando ambos se conhecem devido ao caso do ferido que Fortunato ajuda, a simpatia que Garcia adquire é exatamente por causa de seu estranho comportamento, velando por dias um pobre coitado que sequer conhece. A história transcorre com Garcia e Fortunato tornando-se amigos, a apresentação de Maria Luiza, esposa de Fortunato e ainda com a abertura de uma casa de saúde em sociedade. O clímax então acontece quando Maria Luiza e Garcia flagram Fortunato torturando um pequeno rato, cortando-lhe pata por pata com uma tesoura e levando-lhe ao fogo, sem deixar que morresse. É assim que percebe-se a causa secreta dos atos daquele homem: o sofrimento alheio lhe é prazeiroso. Isso

ocorre ainda quando sua esposa morre por uma doença aguda e quando vê Garcia beijando o cadáver daquela que amava secretamente. Fortunato aprecia até mesmo seu próprio sofrimento.

É possível afirmar que este conto é um expoente máximo da técnica de Machado de Assis,

deixando o leitor impressionado com um desfecho inesperado, mas que demonstra de forma exponencial, é verdade - a natureza cruel do ser humano. É uma obra excelente para os que gostam dos textos de Assis, mas acham cansativa a linguagem rebuscada usada em alguns deles.

O
O

Joaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos maiores escritores brasileiros e entre seus livros encontram-se as coletâneas de contos Histórias da meia-noite e Contos Fluminenses.

2 Resenha crítica de filme

CONRACK E A PEDAGOGIA DO HERÓI Por André A. Gazola é aluno do curso de Licenciatura em Letras da UCS.

objetivo deste trabalho é analisar as ações pedagógicas, sociais e culturais no filme Conrack,

produzido em 1974 com direção de Martin Ritt. A análise será feita com foco em três personagens principais, que são: Pat Conroy (o professor, representado por Jon Voight), Sra. Scott (a diretora, representada por Madge Sinclair) e Sr. Skeffington (o superintendente, representado por Hume Cronyn). Além disso, também será feita uma abordagem em relação aos alunos da escola. Pat Conray é um professor branco que passou boa parte de sua vida como racista. Tem a oportunidade de redimir-se, ensinando crianças negras em uma ilha em que essa raça é a predominante. Em sua primeira aula, depara-se com alunos que não sabem absolutamente nada, que desenvolveram sua própria linguagem e cujos recursos pedagógicos utilizados até então eram baseados em castigos físicos e psicológicos:

Sete de meus alunos não conhecem o alfabeto, três crianças não sabem escrever o nome, dezoito crianças não sabem que estamos em guerra no sudeste da Ásia. Nunca ouviram falar em Ásia. Uma criança pensa que a terra é chata e dezoito concordam com ela. Cinco crianças não sabem a data do nascimento. Quatro não sabem contar até dez, os quatro mais velhos pensam que a guerra civil foi entre os alemães e japoneses. Nenhum deles sabe quem foi George Washington ou Sidney Poitier, nenhum, jamais foi ao cinema, nem subiu no morro, nem andou de ônibus, esses meninos não sabem de nada. Dessa forma, Conroy desenvolve sua prática de ensino “revolucionária”, focando-se nas necessidades dos alunos, interpretadas por ele como a falta de oportunidades de participarem da cultura branca americana. Apesar de todo o esforço do professor, a pedagogia que ele desenvolve parte do ponto de vista branco, pois era um branco numa ilha da Carolina do Sul, ensinando cultura branca aos seus alunos. Contudo, os tempos e espaços foram, sem dúvida, diferentes daqueles vivenciados sob a tutela da diretora negra, que, embora representasse o mesmo grupo de representação dos alunos e alunas como pertencente à mesma raça e, com os quais dividia o mesmo espaço cultural, fora colonizada pela cultura branca, e investida de um lugar de representação na comunidade branca, agia com seus alunos a partir desta política cultural, onde o negro precisava ser duro e saber enfrentar a vida como um ser inferior. Segundo Fabris (2001):

Outras experiências foram oportunizadas por Pat Conroy em outros espaços pedagógicos além dos escolares, ampliando assim o conceito de pedagogia. Quando ensinava na praia, na floresta, no chão da escola, na festa de Halloween, na viagem de barco, nas ruas de Beaufort, esse professor fazia deslocamentos no tempo e espaço, e sua tentativa era de inclusão dessas crianças na vida americana.

Quando leva seus alunos e alunas a participar da festa de Halloween, ensina a nadar, convive com os habitantes da ilha e ensina a seus alunos e alunas a convivência na ilha, Pat Conroy produz deslocamentos de tempos e espaços escolares. A pedagogia do herói se caracteriza por esse desbravamento, por essa conquista de novos lugares, desse ultrapassar fronteiras, dessa luta e competição. A autora então, afirma que “Parece que Hollywood nos mostra com sua pedagogia do herói que boas aulas só podem se dar nos espaços fora da escola”. Sem dúvida o sistema deve ser enfrentado, e um professor como Conroy é algo louvável, mas não seria um tanto utópico? O sistema nos mostra isso, até mesmo nesses filmes que idealizam professores heróis. Em Conrack, o sistema é representado pelo superintendente Skeffington que, diferentemente da diretora, não é um simples alvo da colonização branca, mas é um branco impregnado pelo racismo e autoritarismo no sistema escolar: “Este é o meu latifúndio!”, diz ele em uma cena do filme. E o sistema vence no final. Conroy é demitido e, por mais que seus esforços tenham sido extremamente produtivos e gratificantes, o próximo professor, quem sabe, não terá a mesma força de disposição que Conroy teve ao lidar com aqueles alunos que tanto precisavam da atenção que lhes foi dada.

ATIVIDADE SOBRE O GÊNERO RESENHA CRÍTICA Texto 1: Saga Crepúsculo: tudo para ser um sucesso
ATIVIDADE SOBRE O GÊNERO RESENHA CRÍTICA
Texto 1: Saga Crepúsculo: tudo para ser um sucesso

Por isso, o mais importante é exatamente o resultado obtido com os alunos. Não importando o quanto utópico ele possa ser. O filme nos mostra dezenas e caminhos a seguir na prática docente, sem haver a exigência de uma prática totalmente igual e, TALVEZ, inatingível.

REFERÊNCIAS FABRIS, Elí Terezinha Henn . As marcas culturais da Pedagogia do herói. In: 24ª Reunião Anual da Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd): intelectuais, conhecimento e espaço público, 2001, Caxambu (MG). 24ª Reunião Anual da Associação de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd): intelectuais, conhecimento e espaço público.

A história de Crepúsculo é sobre Bella Swan, uma adolescente que nunca se deu bem com as outras garotas e, depois que a mãe se casa novam ente, se muda da ensolarada Phoenix para a chuvosa cidade de Forks para viver com o pai. Lá, ela começa a viver um romance com o misterioso Edward Cullen, que faz parte de uma família de vampiros. Assim como os outros de sua espécie, Edward é extremamente forte e rápido, e também não envelhece. Porém, sua família se diferencia dos outros vampiros por não beberem sangue humano. Apesar do que sentem um pelo outro, Bella e Edward tentam se afastar, para que ele não ceda ao desejo de beber o sangue dela. Mas as coisas começam a piorar para os dois quando um grupo de vampiros inimigos da família de Edward chegam à cidade procurando por Bella. Crepúsculo é o mais recente fenômeno entre a garotada. Tendo custado US$ 37 milhões, rendeu mais de US$ 145 milhões ao redor do planeta em duas semanas nos cinemas. O filme reúne elementos que atraem em cheio os espectadores mais jovens: romance e fantasia, além de toques de suspense. Um romance adolescente já complicado por definição - que ganha toques de dramaticidade por conta dele ser um vampiro. Edward é mais ou menos tudo que uma garota sonha (num mundo fantasioso,

evidentemente): lindo, protege Bella e ainda tem superpoderes. Deve ser por isso que ele é capaz de arrancar suspiros não somente da protagonista, mas da platéia feminina também. O conflito é transformado em tensão, sofrimento, dor e tudo isso que o amor provoca, mesmo

nos seres humanos normais que não brilham como diamantes sob o sol como os vampiros

As cenas

nas quais Edward mostra toda a sua força e velocidade típicas de sua espécie são impressionantes, principalmente quando ele praticamente flutua pelas paisagens geladas das florestas que circundam a

Texto 2: Mercenários 2: a vovozada continua RESPONDA SOBRE OS TEXTOS
Texto 2: Mercenários 2: a vovozada continua
RESPONDA SOBRE OS TEXTOS

cidade de Forks A fotografia gelada, numa ambientação sempre chuvosa, dá o ar sombrio que a história precisa. Mas algo incomoda em Crepúsculo: a trilha sonora. Essa já cansativa mania dos produtores de Hollywood de utilizarem a música exageradamente para sublinhar sentimentos e momentos de tensão. O final do longa é aberto, evidentemente, já pedindo uma continuação e atiçando o espectador que volte aos cinemas em 2010. Enfim, Crepúsculo é o tipo de filme a ser recomendado aos espectadores adolescentes que embarcam em sua viagem.

A fórmula do primeiro filme era simples: pegar vários astros de ação, muitos estão perto da aposentaria, e colocá-los todos juntos na tela. Por isso, o que parece mais óbvio é fazer uma continuação aumentando a quantidade de nomes que vemos em diversos filmes de ação. Liderados por Stallone, que ganha destaque no cartaz, temos um sangue novo interpretado por Liam Hemsworth e muito sangue velho aumentando o bando, com Schwarzenegger e Bruce Willis com mais coisas para fazer do que no primeiro. O mais curioso, é que a fórmula realmente funciona. Funcionou no primeiro e continua funcionando aqui. Claro que não estou falando que se trata de uma obra-prima do cinema, mas sim que o filme acaba sendo divertido e servindo seus propósitos. Aqui, eles se superam em quase todos os aspectos, e seguem a mesma linha que traçaram no filme anterior. Exceto que agora o vilão é Vilain (Jean-Claude Van Damme), cujo nome é muito similar a "vilão" em inglês. Segundo divulgaram, Stallone não quis dirigir o filme, coisa que fez no primeiro, para se dedicar mais ao roteiro do filme. O que se pode esperar, porém, não é um resultado melhor do que o primeiro. E olhe que o resultado do primeiro já não era nada de excepcional. Os diálogos não fluem necessariamente como deveriam e o humor não funciona. O filme termina com uma desnecessária luta entre Stallone e Van Damme, mas acredito que além de ser uma espécie de regra, deva ser impossível contratar o ator belga e não lhe oferecer uma cena de luta. A luta é anticlimática e talvez não de acordo com a idade dos senhores. É tolice tentar categorizar este filme em termos de bom ou ruim, então o que resta é analisar como uma nostálgica volta aos filmes de ação, e nesse sentido ele satisfaz. Recomenda-se o conhecimento desse filme a todos os públicos que apreciam um filme de ação com veterano de guerra, com uma dose de comédia.

1. Que tipo de texto são estes dois que acabamos de ler?

2. Por que eles são esse tipo de texto? Como temos certeza disso?

3.

Como começa o texto 1?

4. A autora do texto 1 se colocar a favor ou contra ao filme que ela está analisando?

5. Cite um ponto positivo que ela vê nesse filme?

Cite um ponto negativo que ele vê nesse filme? Segundo o texto 2, para que
Cite um ponto negativo que ele vê nesse filme?
Segundo o texto 2, para que tipo de público é recomendado o filme “Mercenários 2”?
Marque V ou F nos parênteses sobre o gênero resenha crítica:
) Resenha não tem título.
) Na resenha não é preciso recomendar a obra resenhada.

6. Segundo o texto 1, que elementos esse filme tem que atraem em cheio os espectadores mais jovens?

7. Segundo o texto 1, para que tipo de público é recomendado o filme Crepúsculo?

8. Como começa o texto 2?

9. O autor do texto 2 se colocar a favor ou contra ao filme que ele está analisando?

10.

11. Segundo o texto 2, qual a fórmula para a elaboração do Filme “Mercenários 2”?

12.

13.

(

pontos que, sob a sua ótica, poderiam ser melhor trabalhados (lembre-se que tais pontos podem estar

) Ao elaborar uma resenha crítica deve-se procurar resumir o assunto, apontar as deficiências e/ou

fora do escopo da obra analisada), sem entrar em muitos pormenores e, ao mesmo tempo, destacar os pontos fortes com ponderação e sem bajular.

(

) Como um gênero textual, uma resenha nada mais é do que um texto em forma de síntese que

expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc.

(

(

) Recomende a obra: Você já leu, já resumiu e já deu sua opinião, agora é hora de analisar para quem o texto realmente é útil (se for útil para alguém).

(

PROPOSTAS DE PRODUÇÃO DE RESENHA CRÍTICA

I - Escreva uma resenha sobre algum filme que você já assistiu e achou interessante. Se puder, assista-

novamente prestando atenção na história, nos personagens, cenário, costumes, efeitos espaciais, tempo e etc.

o

Siga as seguintes orientações:

1.

seguida faça um resumo da história, apresentando os personagens, o problema, o desfecho etc.

Na introdução apresente o filme (título, ano, diretor, gênero: ação, comédia, drama, etc.). Em

2. Dê sua opinião a respeito do que você observou no filme, citando:

· Pontos positivos e negativos;

· Destaques;

· Momentos mais interessantes;

· Atuação dos atores;

· Características do cenário, do figurino etc;

3.

Cite alguma curiosidade a respeito do filme ou dos seus bastidores que você tenha descoberto na

sua pesquisa.

4. Na conclusão, retome e reforce sua opinião.

pesquisa. 4. Na conclusão, retome e reforce sua opinião. 5. Dê um título a sua resenha.

5. Dê um título a sua resenha.

II - Procure um artigo de opinião ou um livro de sua área. Leia-o, procurando refletir sobre todos os aspectos abordados na obra. Verifique a linguagem escolhida pelo autor(a) e procure compreender as escolhas feitas. Escreva uma resenha para seu professor(a), tecendo comentários críticos, de modo que ele(a) tome conhecimento sobre esse livro e se interesse para lê-lo. Portanto, lembre-se de que seu destinatário não conhece a obra.

Não esqueça de que você vai precisar:

- Descrever a obra, de modo objetivo - Comentar criticamente, revelando sua opinião

Se você sentir necessidade, deve ler outros textos sobre a mesma temática da obra que será resenhada, para ajudá-lo na abordagem crítica da resenha. Faça um levantamento de aspectos que você apresentará para valorizar a obra lida e as restrições em relação a ela. Escreva sua resenha e não deixe de revisar.

3 GÊNEROS TEXTUAIS DE INTERPRETAÇÃO E PRODUÇÃO ACADÊMICA II

Dando prosseguimento aos gêneros textuais acadêmicos básicos, veremos como se estruturam os relatórios e os resumos.

De acordo com sua finalidade, os relatórios são classificados em diversos tipos: Além disso, eles
De acordo com sua finalidade, os relatórios são classificados em diversos tipos:
Além disso, eles podem ser classificados em:
Capa

RELATÓRIO

O Relatório é um tipo de texto que, como o próprio nome indica, relata sobre algo. Escrito ou oral, ele apresenta um conjunto de informações pormenorizadas sobre determinado tema. Tratam-se de textos expositivos de caráter narrativo e descritivo, no entanto, alguns relatórios podem ser críticos, com presença de argumentação e considerações pessoais. Os relatórios fazem parte das redações técnicas sendo muito importantes para registrar uma atividade, seja na escola, na universidade ou no trabalho. Podemos citar por exemplo, participação num evento, visita a um equipamento cultural, atividade em sala e em grupo, relatar uma experiência, detalhes de uma pesquisa, apreciações sobre um livro, um filme, etc. A linguagem presente nos relatórios é formal e cuidada, com a utilização da norma culta, coerência e coesão textual.

Tipos de Relatório

Relatório Escolar: são os textos escolares em que o aluno pode relatar sobre um evento ou uma atividade proposta pelo professor. Relatório Científico: são os relatórios acadêmicos produzidos após uma pesquisa. Geralmente, eles são produzidos por pessoas do ensino superior, por exemplo, o relatório de estágio, relatório de finalização de curso, relatório de participação num evento acadêmico. Relatório Administrativo: são aqueles registros em que a empresa realiza diariamente ou mensalmente. São produzidos pelos empregados do setor administrativo, por exemplo, os “relatórios de contas”.

Relatório Crítico: quando surge opiniões apreciações do autor no corpo do texto. Relatório de Síntese: são relatórios mais simples que apresentam um resumo sobre determinada atividade, por exemplo, um relatório sobre o filme assistido em sala. Relatório de Formação: quando há o desenvolvimento de um projeto ou pesquisa, são desenvolvidos relatórios conforme o desenvolvimento da pesquisa. Ou seja, eles relatam os estágios de desenvolvimento do trabalho.

Modelo de estrutura de relatório

1.

Informar a entidade; título; equipe técnica, local e data.

2. Introdução

- Descrição do assunto (descrever em linhas gerais o assunto a ser tratado, os principais conceitos e pesquisas desenvolvidas na área).

- Buscar na literatura (livros e periódicos) as definições, características e especificidades do que será objeto de trabalho da atividade que se refere o relatório.

- Justificativa (demonstrar o porquê do desenvolvimento do trabalho, a importância do mesmo).

3. Objetivos

Material e métodos Resultados e discussão Conclusões / considerações finais Referências É O Em suma,
Material e métodos
Resultados e discussão
Conclusões / considerações finais
Referências
É
O
Em suma, segundo a ABNT o resumo geralmente deve:
ser
escrito
em um único parágrafo,
apresentando
frases concisas e

- Geral informar, de maneira geral para que está fazendo o trabalho (usar verbos no infinitivo -

avaliar, demonstrar, analisar).

-

levarão a atingir o objetivo geral.

Específicos descrever, também com verbos no infinitivo as etapas específicas das ações que

4.

Deve ser listado todo o material utilizado e a técnica adotada para alcançar os resultados. Deve ser feito de modo bastante detalhado, permitindo que o leitor seja capaz de reproduzir o mesmo procedimento e obter resultados semelhantes.

5.

- Utilizar tabelas e gráficos para a apresentação dos resultados. Títulos das tabelas devem ser

apresentados acima das mesmas e dos gráficos abaixo.

Deve ser feita a descrição de todos os resultados obtidos, iniciando com um parágrafo escrito para orientar o leitor acerca do que será apresentado.

-

-

Deve-se argumentar em função dos resultados obtidos, com base na sua experiência e em referências

de outros autores. Sempre fazer citações de outros autores (inclusive a legislação) que falaram sobre o objeto do relatório.

6.

Devem estar atreladas aos objetivos, respondendo ao que foi proposto no início do estudo. Deve ser redigido de forma direta e objetiva o que foi possível responder quanto aos objetivos.

7.

Incluir todas as referências bibliográficas e eletrônicas consultadas para a elaboração do relatório, de

modo ordenado, organizado por autor, em ordem alfabética, segundo as normas da ABNT.

RESUMO

um texto em que se apresenta a ideia global de um determinado assunto, mas de maneira

imparcial, ou seja o resumo NUNCA pode ser apenas uma “explicação” do que o estudante entendeu. O texto precisa englobar o contexto e mostrar o essencial, obedecendo a uma hierarquia de ideias e a mesma sequência em que aparecem no original. Uma síntese das IDEIAS e não das PALAVRAS, sem conter opiniões do aluno e nem desdobramentos.

resumo de texto é um mecanismo em que se aponta somente as ideias principais de um texto

fonte, de forma que é produzido um novo texto, no entanto, de maneira resumida, abreviada ou sintetizada. Nos resumos acadêmicos, para artigos, TCC, Monografias, Dissertações ou Teses, é comum o uso de palavras-chave. Também é comum a apresentação deste em língua estrangeira, sendo o mais conhecido o Abstract, em inglês.

-

escritas em ordem direta e na voz ativa; - apresentar palavras-chave apropriadas, selecionadas com rigor em relação ao conteúdo real do estudo; normalmente o número de palavras-chave varia de 3 a 5;

preferencialmente afirmativas,

- ser compreensível em si mesmo, de modo que apenas com a leitura do resumo o(a) leitor(a) possa entender sobre o que trata o estudo feito.

Exemplos:

possa entender sobre o que trata o estudo feito. Exemplos: marcado pelas estrelas, que são fogueiras

marcado pelas estrelas, que são fogueiras que os guiam ao longo do caminho.

Resumo:

Resumo de livro

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. - Ed. 47ª São Paulo: Ática, 2008.

1

A Via Láctea era imaginada como o caminho para casa de Zeus/Júpiter. Era também considerada o percurso desordenado da corrida de Faetonte pelo Céu, enquanto conduzia o carro do Sol. Os povos

Lendas da Via Láctea

nórdicos acreditavam que a Via Láctea era o caminho seguido pelas almas para o céu. Na Escócia

antiga era a estrada prateada que conduzia ao castelo do rei do fogo. Os índios primitivos acreditavam que a Via Láctea era o caminho que os espíritos percorriam até às suas aldeias, no Sol. O seu caminho

é

Existem várias lendas acerca da Via Láctea. São vários os povos, desde os Gregos, os Nórdicos e os Índios primitivos, que interpretam a Via Láctea como um caminho, um rio celestial ou como guia das almas até ao céu.

2

Construído em flashback, o protagonista masculino, Bentinho, já cinquentão e solitário, tenta "atar as duas pontas da vida" (infância e velhice), contando a história de sua vida ao lado de Capitu, a qual acaba tomando conta do romance, dada a sua força e o seu mistério. Dom Casmurro foi publicado em 1900 e é um dos romances mais conhecidos de Machado. Narra em primeira pessoa a estória de Bentinho que, por circunstância várias, vai se fechando em si mesmo e passa a ser conhecido como Dom Casmurro. Sua estória é a seguinte: Órfão de pai, criado com desvelo pela mãe (D. Glória), protegido do mundo pelo círculo doméstico e familiar (tia Justina, tio Cosme, José Dias), Bentinho é destinado à vida sacerdotal, em cumprimento a uma antiga promessa de sua mãe. A vida do seminário, no entanto, não o atrai, já o namoro com Capitu, filha dos vizinhos sim. Apesar de comprometido pela promessa, também D. Glória sofre com a ideia de separar-se do filho único, interno no seminário. Por expediente de José Dias, o agregado da família, Bentinho abandona o seminário e, em seu lugar, ordena-se um escravo. Correm os anos e com eles o amor de Bentinho e Capitu. Entre o namoro e o casamento, Bentinho se forma em Direito e estreita a sua amizade com um ex-colega de seminário, Escobar, que acaba se casando com Sancha, amiga de Capitu. Do casamento de Bentinho e Capitu nasce Ezequiel. Escobar morre e, durante seu enterro, Bentinho julga estranha a forma pela qual Capitu contempla o cadáver. A partir daí, os ciúmes vão aumentando e precipita-se a crise. Á medida que cresce, Ezequiel se torna cada vez mais parecido com Escobar. Bentinho, muito ciumento, chega

a

planejar o assassinato da esposa e do filho, seguido pelo seu suicídio, mas não tem coragem. A

tragédia dilui-se na separação do casal. Capitu viaja com o filho para a Europa, onde morre anos depois. Ezequiel, já moço, volta ao Brasil para visitar o pai, que apenas constata a semelhança entre

antigo colega de seminário. Ezequiel volta a viajar e morre no estrangeiro. Bentinho, cada vez mais fechado em usas dúvidas, passa a ser chamado de casmurro pelos amigos e vizinhos e põe-se a escrever sobre sua vida (o romance).

e

Palavras-chave: Bentinho, ciúme, Capitu, traição.

ATIVIDADES

1. Leia o texto para as atividades a seguir:

O poder do cidadão

Não é por acaso que a palavra cidadania está sendo cada vez mais falada e praticada na sociedade brasileira. Uma boa onda democrática que vem rolando mundo afora chegou ao Brasil há algum tempo e tem nos ajudado a descobrir como dar conta do que acontece na vida pública. Cidadania é a consciência de direitos democráticos, é a prática de quem está ajudando a construir os valores e as práticas democráticas. No Brasil, cidadania é fundamentalmente a luta contra

a

beneficiam uns e ignoram milhões de outros. É querer mudar a realidade a partir da ação com os outros, da elaboração de propostas, da crítica, da solidariedade e da indignação com o que ocorre entre nós. Um cidadão não pode dormir com um sol deste: milhares de crianças trabalhando em condições de escravidão, trabalhadores sobrevivendo com suas famílias num quadro de miséria e de fome, a exploração da mulher, a discriminação do negro, uma elite rica esbanjando indiferença num mundo de festas e desperdícios escandalosos, de banqueiros metendo a mão no dinheiro do depositante, da polícia batendo em preto e pobre. A fome é a realidade, o efeito e o sintoma da ausência de cidadania. O ponto de partida e de chegada das ações cidadãs. A negação radical da miséria é um postulado de mudança radical de todas as relações e processos que geram a miséria. É passar a limpo a história, a sociedade, o Estado e a economia. Não estamos falando de coisas abstratas, de boas intenções ou desejos humanitários de alguns. Cidadania é, portanto, a condição da democracia. O poder democrático é aquele que tem gestão, controle, mas não tem domínio nem subordinação, não tem superioridade nem inferioridade. Uma sociedade democrática é uma relação entre cidadãos e cidadãs. É aquela que se constrói da sociedade para o Estado, de baixo para cima, que estimula e se fundamenta na autonomia, independência,

exclusão social e a miséria e mobilização concreta pela mudança do cotidiano e das estruturas que

concreta pela mudança do cotidiano e das estruturas que dedicou-se ao projeto Ação da Cidadania contra

dedicou-se ao projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida.

a) Qual o tema central desse texto de Herbert de Souza?

b) Qual o ponto de vista defendido pelo autor?

c) Elabore um resumo do texto acima, que tenha até 5 linhas.

diversidade de pontos de vista e, sobretudo, na ética conjunto de valores ligados à defesa da vida

e

acesso aos bens coletivos. O cidadão é o indivíduo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Um cidadão com sentido ético forte e consciência de cidadania não abre mão desse poder de participação.

ao modo como as pessoas se relacionam, respeitando as diferenças, mas defendendo a igualdade de

Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, (Bocaiúva, 3 de novembro de 1935 Rio de Janeiro, 9 de agosto de 1997) foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro. Concebeu

e

2 Leia o texto abaixo para em seguida responder as perguntas

Febre Zika Zika Vírus

O

Zika vírus (ZIKV) é um vírus da família Flaviviridae, o mesmo da dengue e da febre amarela.

A O O
A
O
O

Ele é responsável por uma doença chamada febre Zika, que apresenta sinais e sintomas similares aos da dengue, porém mais brandos. E as semelhanças não acabam por aqui, a febre Zika também é uma infecção típica de países de clima tropical, transmitida através de mosquitos, como o Aedes Aegypti.

febre Zika é uma doença nova no Brasil. Como esse vírus é transmitido por um mosquito

presente em boa parte do território nacional e nunca havia circulado na população brasileira, o que significa dizer que as pessoas não têm imunidade contra essa virose, a doença rapidamente se espalhou por vários estados do país.

vírus Zika é responsável pelo desenvolvimento de uma doença febril, que costuma apresentar

um quadro clínico semelhante ao da febre Chikungunya, que é uma espécie de dengue mais branda. Esse vírus foi identificado pela primeira vez em 1947, em Uganda, em um macaco que estava sendo utilizado em uma pesquisa sobre febre amarela. Até aquele momento, o vírus era desconhecido e não havia casos relatados de infecção nos seres humanos. A primeira descrição de febre Zika em humanos ocorreu em 1954, na Nigéria. Desde então, casos esporádicos de febre Zika têm sido descritos em países da África tropical e sudeste da Ásia. Em 2007, porém, o primeiro grande surto de febre Zika foi descrito na Micronésia, no Pacífico sul. De lá pra cá, várias ilhas do Pacífico sul têm apresentado casos frequentes de febre Zika, o que tem chamado a atenção das autoridades de saúde sobre uma possível disseminação do vírus por vários países da Oceania e da Ásia. Inesperadamente, o vírus Zika foi descoberto no Brasil em Maio de 2015, na Bahia, trazido

provavelmente por algum turista. Alguns especialistas acham que a introdução do vírus no Brasil se deu durante a maciça vinda de turistas na Copa do Mundo de 2014.

vírus Zika pode ser encontrado em fluidos biológicos, como leite materno, urina, sêmen e

saliva. Isso NÃO significa, porém, que esses fluidos sejam necessariamente fontes de contaminação. Até o momento, nenhum estudo conseguiu demonstrar que o vírus é capaz de se replicar no leite materno, o que sugere que há partículas do vírus no leite, mas não vírus viável para contaminação. Portanto, até o momento, não há dados clínicos que indiquem o vírus Zika seja transmitido pelo aleitamento materno. Deste modo, não motivos que justifiquem a suspensão da amamentação por parte de mães que vivem em áreas de epidemia. Após ser picado por um mosquito Aedes contaminado, o paciente leva de 3 a 12 dias (período de incubação) para começar a apresentar manifestações clínicas. Estima-se que apenas 1 em cada 5 pessoas contaminadas (20%) irá desenvolver sintomas da febre Zika. Dentre aqueles que desenvolvem sintomas, o quadro costuma ser de febre baixa (por volta de 38-38,5ºC), dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, principalmente as pequenas, como dedos das mãos e dos pés, conjuntivite, dor nos olhos, fotofobia, coceira na pele e rash (erupções avermelhadas na pele). No dia 28 de Novembro de 2015, o Ministério da Saúde confirmou ser muito provável haver relação causal entre a febre Zika e casos de fetos com a microcefalia, uma malformação neurológica na qual o tamanho da cabeça do feto ou da criança é menor do que o esperado para a idade. Aparentemente, o risco de microcefalia é maior se a gestante contrair a febre Zika nos primeiros três meses de gravidez (primeiro trimestre), que é o momento em que o feto está sendo formado. O risco parece existir também, porém em menor grau, quando a virose é adquirida no 2º trimestre de gestação. A partir do 3º trimestre, o risco de microcefalia é baixo, pois o feto já está completamente formado. Não há nenhum tratamento específico para essa virose. O recomendado é repouso e ingestão de líquidos. Para o tratamento da dor e da febre, o mais recomendado é o paracetamol. Como é difícil a distinção da febre Zika com formas mais brandas ou iniciais de dengue, o uso de ácido acetilsalicílico

(aspirina) ou anti-inflamatórios é desencorajado. Não há vacina para febre Zika, e o controle da doença na população passa pelo controle dos focos de Aedes aegypti.

REFERÊNCIA PINHEIRO, Pedro. Febre Zika Zika Vírus. -1ª ed. Recife: UFPE, 2016.

1.

a)

b)

c)

d)

Responda as questões que se pede: Sobre o que trata este texto, ou seja, qual
Responda as questões que se pede:
Sobre o que trata este texto, ou seja, qual a sua ideia principal?
O que é o Zika Vírus?
Onde surgiu esse vírus?
Segundo o texto, quando e como esse problema chegou ao Brasil?
Responda novamente com atenção:
Onde esse vírus pode ser encontrado?
Quais os sintomas desse vírus nas pessoas?
O que aconteceu no dia 28 de novembro de 2015?
Qual o tratamento para a doença?
Segundo o autor, como deve ser o controle da doença pela população?

2.

a)

b)

c)

d)

e)

3. Após as explicações e atividades, produza um resumo de até 7 linhas do texto.

4 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT: FORMATAÇÃO E CITAÇÕES

As normas para os trabalhos acadêmicos são estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que é o órgão responsável pela normalização técnica no país. Essa associação é uma instituição provada, sem fins lucrativos.

Formato: papel branco, formato A4 (210 mm x 297 mm); digitação em fonte tamanho 12
Formato:
papel branco, formato A4 (210 mm x 297 mm);
digitação em fonte tamanho 12 para o texto (Times New Roman ou Arial);
a impressão deve ser feita na cor preta.
Margem:
Espaçamentos:
Paginação
Linguagem

APRESENTAÇÃO GRÁFICA

Dos elementos textuais

A)

a)

b)

c)

paginação, legendas de ilustrações e tabelas;

d)

utilizado;

e)

digitação em fonte tamanho 10 (Times New Roman ou Arial) para citações longas, notas de rodapé,

opcionalmente pode-se digitar no anverso e no verso da folha dependendo do tipo de papel

B)

Margem superior 3,0 cm Margem inferior 2,0 cm Margem esquerda 3,0 cm

Margem direita 2,0 cm

C)

Todo o texto deve ser digitado em espaço 1,5 cm, exceto: as citações de mais de três linhas, as notas de rodapé, as referências, as legendas das ilustrações e das tabelas, a natureza do trabalho, o grau pretendido, o nome da instituição a que é submetido que devem ser digitados em espaço simples. As referências, ao final do trabalho, devem ser separadas entre si por dois espaços simples. A natureza do trabalho, o grau pretendido, o nome da instituição a que é submetido devem ser

alinhados com recuo de 8 cm da margem esquerda, tanto na folha de rosto como na folha de avaliação. Os títulos das seções devem começar na margem superior da folha separados do texto que os sucede por dois espaços de 1,5, da mesma forma os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede, ou que os sucede, por dois espaços de 1,5 cm.

D)

Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente. As folhas pré-textuais, embora contadas, não são numeradas.

A numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual (Introdução), inclusive as páginas de abertura dos capítulos, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha. Havendo apêndice(s) e anexo(s), as folhas dos mesmos devem ser numeradas de maneira contínua e a paginação deve dar seguimento à do texto principal.

E)

Todo o corpo do texto pode ser escrito, preferencialmente de modo impessoal, ou seja, em terceira pessoa, mas isso não o impede de escrever seu relatório em primeira pessoa, caso você queira.

Atente-se para não misturar as pessoas do discurso em sua escrita, pois isso se configura como marca de oralidade e não é aceito em textos formais.

AS CITAÇÕES

Citação é a menção no texto de informações extraídas de uma fonte documental que tem o propósito de esclarecer ou fundamentar as ideias do autor. A fonte de onde foi extraída a informação deve ser citada obrigatoriamente, respeitando-se os direitos autorais. As citações mencionadas no texto devem, obrigatoriamente, seguir a mesma forma de entrada utilizada nas REFERÊNCIAS, no final do trabalho e/ou em NOTAS DE RODAPÉ. Todos os documentos relacionados nas Referências devem ser citados no texto, assim como todas as citações do texto devem constar nas Referências.

todas as citações do texto devem constar nas Referências. A) Citação direta É a transcrição (reprodução

A) Citação direta

É a transcrição (reprodução integral) de parte da obra consultada, conservando-se a grafia, pontuação, idioma etc. A reprodução de um texto de até três linhas, também classificadas como “citações diretas curtas”, deve ser incorporada ao parágrafo entre aspas duplas, mesmo que compreenda mais de um parágrafo. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da citação.

Exemplos:

a) Conforme Piovesan (2005, p. 46), ser “insuficiente tratar o indivíduo de forma genérica, geral e abstrata. Faz-se necessária a especificação do sujeito de direito, que passa a ser visto em sua peculiaridade e particularidade”

b)

observa-se ser “insuficiente tratar o indivíduo de forma genérica, geral e abstrata. Faz-se necessária

Na contextualização histórica do desenvolvimento de ações afirmativas à luz dos direitos humanos,

especificação do sujeito de direito, que passa a ser visto em sua peculiaridade e particularidade” (PIOVESAN, 2005, p. 46).

a

c)

é

de forma genérica, geral e abstrata. Faz-se necessária a especificação do sujeito de direito, que passa

Na contextualização histórica do desenvolvimento de ações afirmativas à luz dos direitos humanos,

útil lembrar o estudo de Piovesan (2005, p. 46), que demonstra ser “insuficiente tratar o indivíduo

a ser visto em sua peculiaridade e particularidade”.

As transcrições com mais de três linhas, classificadas como “citações longas”, devem figurar abaixo do texto, com recuo de 4 cm da margem esquerda, com fonte menor (tamanho 10) que a do texto utilizado e sem aspas.

Exemplos:

Trevisol (2003, p. 92) explica sobre a importância da educação para um futuro melhor da humanidade e chama a sociedade a refletir:

A incerteza em relação ao futuro e a insegurança que os riscos cotidianamente despertam têm levado as pessoas e os governos e enobrecerem o papel da educação. Ela tem sido apontada como a solução por excelência, o único barco que permite fazer a travessia de forma mais ou menos segura.

Ou:

Trevisol explica sobre a importância da educação para um futuro melhor da humanidade e chama a sociedade a refletir:

A incerteza em relação ao futuro e a insegurança que os riscos cotidianamente despertam têm levado as pessoas e os governos e enobrecerem o papel da educação. Ela tem sido apontada como a solução por excelência, o único barco que permite fazer a travessia de forma mais ou menos segura. (TREVISOL, 2003, p.92)

Citação indireta Citação de citação
Citação indireta
Citação de citação

B)

A citação indireta, também conhecida como paráfrase, é quando a ideia do(a) autor(a) lido(a) é incorporada ao seu texto a partir de suas próprias palavras e não mais das palavras desse(a) autor(a). Ou seja, na citação indireta, você “traduz” a ideia do(a) autor(a) com os seus próprios termos, sem jamais alterar ou deturpar o que foi dito originalmente. Essa “tradução” (citação indireta) deve ser sempre devidamente acompanhada da identificação da fonte, isto é, a informação que inclui o sobrenome do(a) autor(a) e o ano da publicação a que se refere sua paráfrase. Especificamente no caso da paráfrase, pode-se em certos casos não informar a página. Isso ocorre quando a ideia parafraseada pertence ao todo da obra consultada. No entanto, se a paráfrase

for de uma ideia presente em uma parte específica e peculiar do texto, sugere-se informar a página, mesmo que não haja citação direta. O objetivo da paráfrase é expressar uma certa ideia de um(a) autor(a) de um modo mais acessível, uma linguagem de mais fácil compreensão. Nesse sentido, a paráfrase nunca pode obscurecer a ideia do(a) autor(a) parafraseado(a); ao contrário, essa citação indireta mostra que quem parafraseia entende o conteúdo corretamente e, assim, consegue colocá-lo em seus próprios termos. Os tipos de paráfrase geralmente aceitos na escrita acadêmica não incluem a mera reprodução, que é o tipo no qual se substitui as palavras por meros sinônimos. Na escrita acadêmica, as melhores formas de parafrasear incluem:

a) fazer um comentário explicativo, que apresenta as ideias do(a) autor(a) e as explana, desenvolvendo conceitos e providenciando esclarecimentos;

b)

o estabelecimento de comparações e contrastes, relações de causas e consequências, etc.

fazer um desenvolvimento ou ampliação das ideias do original, com o acréscimo de exemplos ou

Exemplo:

Texto original do autor consultado:

“É necessário ainda reconhecer que a complexa realidade brasileira traduz um alarmante quadro de exclusão social e discriminação como termos interligados a compor um ciclo vicioso em que a exclusão implica discriminação e a discriminação implica exclusão. Nesse cenário, as ações afirmativas surgem como medida urgente e necessária” (PIOVESAN, 2005, p. 52).

Possível paráfrase:

Conforme defendido por Piovesan (2005, p. 49), no caso do Brasil, as ações afirmativas são importantes para resolver os problemas que surgem da forte relação entre exclusão social e discriminação, já que um processo leva ao outro.

C)

As citações das citações devem ser evitadas. As citações devem ser, de preferência, feitas através da fonte principal. Quando não é possível deve-se deixar a responsabilidade de sua exatidão ao autor de quem se toma, antepondo--a ao trecho citado a expressão “citado por” ou “apud” (preferível quando entre parênteses).

a) Indiretas (paráfrase)

Do ponto de vista antropológico, podemos dizer que sempre existiu preocupação do homo sapiens com o conhecimento da realidade. (MINAYO apud SILVA, 1993, p.67) Ou De acordo com Minayo citado por Silva (1993, p.67), do ponto de vista antropológico, podemos dizer que sempre existiu preocupação do homo sapiens com o conhecimento da realidade.

Diretas com menos de três linhas Precisamos avaliar que, Paráfrase e cuidados com o plágio
Diretas com menos de três linhas
Precisamos avaliar que,
Paráfrase e cuidados com o plágio
O
A
A

b)

Precisamos avaliar que “Em alguns casos - como o da impermeabilização dos solos - são problemas ambientais muito graves, com impactos diretos sobre a vida da população (enchentes).” (SOUZA apud SILVA, 2002:50) Ou

Segundo Souza (apud SILVA, 2002:50), “Em alguns casos - como o da impermeabilização dos solos - são problemas ambientais muito graves, com impactos diretos sobre a vida da população (enchentes)

c) Diretas com mais de três linhas

Impermeabilização de solos, edifícios doentes, emissão de gases do efeito estufa, produtos nocivos à camada de ozônio, intoxicação por inseticidas domésticos, contaminação por amianto, ilhas de calor são apenas algumas das expressões agora inseridas na rotina diária das grandes cidades. Em alguns casos - como o da impermeabilização dos solos - são problemas ambientais muito graves, com impactos diretos sobre a vida da população (enchentes). (SOUZA apud SILVA, 2002, p.50).

d) As citações de sites da internet devem seguir os mesmo critérios, se tiver autor, coloca-se o

sobrenome do autor, ano e número da página. Caso não tenha autor, coloque uma nota de rodapé e insira o site, precedido da expressão in.

d)

estudante é obrigado a mencionar, na citação, uma fonte, ou seja, dizer quem é o autor e de

que obra aquele trecho foi retirado. Além de ser cientificamente correto, a Lei de Direito Autoral

assim determina. Isso se traduz no respeito à paternidade da obra, que é um direito imaterial do criador intelectual.

paráfrase é uma forma de citar indiretamente, que envolve leitura, compreensão e expressão.

Há um esforço intelectual criativo em reescrever, dando forma diversa, a um conteúdo ou ideia posta

por outro autor. Se o aluno pega um texto de um determinado autor, troca palavras por sinônimos,

inverte a ordem das frases estará plagiando, não estará, por conseguinte, fazendo uma paráfrase.

diferença entre a paráfrase e o plágio é evidente. Na primeira o aluno compreende e reescreve

um conteúdo. No plágio literário há um elemento volitivo de dissimular, de tomar para si um texto que não é seu. O plagiador tenta enganar o leitor. Diz ao leitor que o texto que ele apresenta é de sua criação, quando na realidade trata-se de uma cópia fiel ou disfarçada.

Exemplo de plágio e de paráfrase:

Texto original Os antigos exerciam a liberdade nos debates da agora, na efetiva determinação dos assuntos políticos da cidade. Os modernos fizeram por sua vez uma nova história para a liberdade. Ergueram, em face do Absolutismo e para sua ruína, a barreira dos direitos fundamentais dos indivíduos. Isto fizeram os Iluministas no plano abstrato do pensamento, enquanto as revoluções e seu constitucionalismo fizeram no plano concreto da prática política, indissociáveis num único momento histórico.

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) ) A citação é uma menção, no texto, de
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso)
) A citação é uma menção, no texto, de uma informação colhida em outra fonte.
) A citação direta é uma citação livre na forma de paráfrase.
) A citação indireta pode ser curta ou longa.
) Na citação indireta não se tem acesso ao texto original.
) Na citação direta a indicação do número da página é obrigatório.
) Na citação direta de menos de três linhas não é necessário colocar aspas.
) A citação indireta dispensa a identificação da fonte bibliográfica
Transcreva as citações diretas em citações indiretas (paráfrase):

RIBEIRO, Luís Antônio Cunha. Princípio Constitucional da Liberdade. A Liberdade dos Antigos, a Liberdade dos Modernos e a Liberdade dos Ainda mais Modernos. In: PEIXINHO, Manoel Messias et ali. Os Princípios da Constituição de 1988. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2006.

Paráfrase De acordo com Ribeiro (2006), a liberdade para os antigos era associada à ideia de democracia. A participação do cidadão no processo político era sinônimo do ser livre. Na modernidade, a liberdade está associada a direito fundamental, ideal iluminista tornado concreto pelos constitucionalistas.

Plágio Os antigos debatiam na agora e isso para eles era a liberdade. Uma nova ideia de liberdade foi feita pelos modernos. Criaram os direitos fundamentais para combater e destruir o absolutismo. Os iluministas pensaram os direitos fundamentais, enquanto as revoluções e seu constitucionalismo tornaram-no efetivo.

ATIVIDADES

1.

(

(

(

(

(

(

(

2.

a) É possível entender ser a pesquisa científica uma investigação metódica acerca de um assunto determinado com o objetivo de esclarecer aspectos do objeto de estudo. O que poderia diferenciar a pesquisa de um estudante e de um cientista é basicamente o seu alcance ou grau. A finalidade das pesquisas em nível de graduação é levar o estudante a refazer os caminhos já percorridos, repensando o mundo. (BASTOS, Cleverson; KELLER, Vicente. “Aprendendo a aprender”, 2000, p. 55).

b) Por onde se começa a solução de um problema? Imagine que você é um escoteiro e se perdeu numa floresta. Seu problema é voltar ao acampamento. Qual seria seu procedimento? O que significa encontrar a solução para o problema? A solução é o caminho que o levará de onde você está ao lugar onde você deseja ir. Imagine que você não sabe para onde ir: não poderá fazer nada inteligente.

Gritará, chorará, andará a esmo. O procedimento inteligente é o seguinte: pegue seu mapa, identifique

o

inteligência segue o caminho inverso da ação. E é somente isso que a torna inteligência. Começando do ponto ao qual se deseja chegar, evita-se o comportamento errático e desordenado a que se dá o nome de tentativa e erro." (ALVES, R. Filosofia da ciência. Introdução ao jogo e suas regras, 2007, pp. 35-6)

Introdução ao jogo e suas regras, 2007, pp. 35-6) ponto para onde ir, o ponto onde

ponto para onde ir, o ponto onde você se encontra e, a partir do primeiro, trace um caminho. A

c) Outra questão importante para o ensino de língua materna é a maneira como o professor concebe

a

muito o como se estrutura o trabalho com a língua em termos de ensino. A concepção de linguagem

linguagem e a língua, pois o modo como se concebe a natureza fundamental da língua altera em

tão importante quanto a postura que se tem relativamente à educação. (TRAVAGLIA, L. C. Metodologia e prática de ensino da Língua Portuguesa, 1995)

é

d) A educação presencial e a distância começam a ser fortemente modificadas e todos nós, organizações, professores e alunos somos desafiados a encontrar novos modelos para novas situações. Ensinar e aprender, hoje, não se limita ao trabalho dentro da sala de aula. Implica em modificar o que fazemos dentro e fora dela, no presencial e no virtual, organizar ações de pesquisa e de comunicação que possibilitem continuar aprendendo em ambientes virtuais, acessando páginas na Internet, pesquisando textos, recebendo e enviando novas mensagens, discutindo questões em fóruns ou em salas de aula virtuais, divulgando pesquisas e projetos. (MORAN, José Manuel. Internet no ensino. Comunicação & Educação. V (14): janeiro/abril 1999, p. 17-26.)

5 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT: REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS

Livros: Artigos: Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado:
Livros:
Artigos:
Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado:

Também chamada de Bibliografia, é a relação detalhada de todas as obras consultadas durante a elaboração de um trabalho acadêmico. Toda referência deve ser apresentada, preferencialmente, seguindo-se as regras da ABNT (NBR 6023), aparecendo tanto ao longo do trabalho, em notas de rodapé e citações (maneira mais sintética) e ao final do trabalho (de maneira completa). Todas as obras utilizadas, direta ou indiretamente, na elaboração do texto devem fazer parte da bibliografia. O sistema recomendado pela ABNT no qual as referências são apresentadas é em ordem alfabética. Considera-se o sobrenome do autor e a data para ordenar as referências bibliográficas. Todas as obras consultadas são relacionadas ao final do texto da tese ou dissertação em ordem alfabética.

Formas de fazer as referências

Seguem abaixo algumas formas de apresentação das referências conforme normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). De modo geral, as referências bibliográficas devem ser colocadas em uma lista ao final dos trabalhos. Essas referências serão colocadas sequencialmente, em ordem alfabética do sobrenome dos autores. Quando houver mais de uma referência do mesmo autor, elas devem estar ordenadas cronologicamente (por ano de publicação). A regra básica é aquela segundo a qual as obras devem ser citadas começando-se pelo sobrenome do autor (colocar em CAIXA ALTA) seguido de vírgula; o prenome, ponto; o nome do livro ou em negrito, ou sublinhado ou em itálico, ponto; edição (só a partir da 2ª); local da editora, dois pontos; editora, vírgula; ano de publicação da obra, ponto (caso a obra não mencione o ano da publicação, em seu lugar escreva s.d. (sem data). Conforme exemplo abaixo:

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª Ed. São Paulo: Atlas, 2007.

No entanto, os elementos especificados e sua ordem dependem do tipo de publicação. Todo tipo de material, escrito ou audiovisual, podem ser referenciados, porém vejamos como são referenciados alguns tipos mais comuns de publicação:

A)

RUIZ, J. A. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2006. LAVILLE, C; DIONNE, J. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências

humanas. Belo Horizonte: Artmed, 2009.

B)

GUARITA, Sérgio. “Fusões e aquisições no Brasil: evolução do processo”. Revista FAE Business, Curitiba, v. 1, n.3, p. 24-26, 2002.

C)

BASTOS, A. V. B. Comprometimento no trabalho: a estrutura dos vínculos do trabalhador com a

organização, com a carreira e com o sindicato. Tese de Doutorado. Universidade de Brasília, Brasília,

1998.

D) Artigos de Jornais e Revista Não Especializadas:

O ROSTO DO ENSINO SUPERIOR. “Governo divulga o provão com a lista das melhores e piores

faculdades”. Veja, São Paulo, v.30, n.º 17, p.86-95, abr.1997.

E) Congressos - Anais

JACOMETTI, M. et. al. “Influências sobre a construção da identidade do indivíduo: o caso Banestado”. In: ENCONTRO NACIONAL DOS PROGRAMAS DE PÓSGRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO, 2001, Campinas. Anais do 25º Encontro da ENANPAD. Campinas, 1994, p.

Artigo e/ou matéria em meio eletrônico
Artigo e/ou matéria em meio eletrônico

16-21.

F)

ALVES, Maria Bernardete Martins; ARRUDA, Susana Margareth. “Como fazer referências:

bibliográficas, eletrônicas e demais formas de documentos”. 2012. Disponível em:

<http://bu.ufsc.br/framerefer.html>. Acesso em: 20 set. 2018.

ATIVIDADES

1. Elabore a correta referência bibliográfica das obras abaixo:

A Cura de Schopenhauer (2009) Autor: Irvin Yalom Editora: Cannes Local: Estados Unidos

A hora da estrela (2006) Autor: Clarice Lispector Editora Ática Local: São Paulo

Alice nos País das Maravilhas (2010) Autor: Lewis Caroll Editora: Oxford Press Local: São Paulo

As flores do mal (1987) Autor: Charles Baudelaire Editora: Zahar Local: Rio de Janeiro

Canto Geral (2008) Autor: Pablo Neruda Editora Ática Local: São Paulo

Ensaio sobre a cegueira (2001) Autor: José Saramago Editora: Porto Local: Porto

“Competitiva: como transformar informação em um negócio lucrativo”. (2007) Autor: Elisabeth Gomes e Fabiane Braga. Revista Inteligência. Local: São Paulo

“Uso das linguagens controlada e natural em bases de dados: revisão da literatura” (2002) Autor: Luís Lopes Revista Ciência da Informação, v. 31, n. 1 Local: São Paulo

Apenas os elementos essenciais, que são aqueles dispensáveis na identificação do documento.
Apenas os elementos essenciais, que são aqueles dispensáveis na identificação do documento.

Leitura em análise documentária de artigos de jornais. (2001) Dissertação de Mestrado de Luiza Fagundes Universidade Estadual Paulista Local: Marília, São Paulo

A praticidade da leitura intergrada. Autor: Mário Rosetto e Andrea Nogueira Site: www.educare.com.org Consulta em maio de 2019

2. Dentre as opções abaixo, assinale a afirmativa CORRETA que trata da estrutura universal formada por elementos que auxiliam na organização do conteúdo do trabalho científico:

A)

trabalho para trabalho, sendo Capa; Lombada; Folha de rosto e Errata alguns desses elementos.

B)

preocupação com a sequência, e a natureza do conteúdo elaborado na composição do trabalho

Na estrutura apresentada pela norma da ABNT, os elementos obrigatórios podem variar de

As estruturas presentes nas recomendações da ABNT podem ser adotadas de forma livre, sem uma

acadêmico pode assumir qualquer posição.

C)

composição das partes de um trabalho acadêmico, além de exigir que existam todas as partes descritas pela norma.

D)

segmentos. Esses são chamados de elementos pré-textuais; textuais e pós-textuais, com partes obrigatórias e facultativas.

E)

Embora a seção REFERÊNCIAS esteja localizada na parte pós-textual, dependendo da

Na composição de um trabalho acadêmico, a ABNT estrutura as partes do trabalho em três

A orientação existente nas normas da ABNT considera uma sequência obrigatória para a

justificativa apresentada pelo aluno, ela poderá ser apresentada no corpo de elementos textuais.

3. - Referência foi definida como um conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento. Assim, deve ser constituída de elementos. Que elementos seriam os citados nesta definição?

A)

o sujeito, verbo e complemento da referência.

B)

consultado.

C)

melhoria da identificação do documento.

D)

E)

Apenas os elementos complementares que são indispensáveis e devem ser acrescentados para uma

Os elementos fundamentais, definidos como aqueles que não podem faltar na referência, tal como

Os elementos complementares, estes definidos como obrigatórios na definição do documento

Elementos essenciais e elementos complementares, sendo o primeiro obrigatório e o segundo

facultativo, respectivamente, na identificação do documento utilizado como fonte de informação.

4. Marque a opção correta, considerando também os elementos complementares na estrutura da referência, de acordo com a ABNT:

A) SCARPA, E. M. Aquisição da linguagem. In: Mussalin & Bentes (org.) Introdução à linguística:

domínios e fronterias. vol. dois, p. 203-232. São Paulo: Cortez Editora.

B) SCARPA, E. M. Aquisição da linguagem. In: Mussalin & Bentes (org.) Introdução à linguística:

domínios e fronterias. vol 2, p. 203-232. Cortez Editora: São Paulo.

C)

SCARPA, E. M. AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM. In: Mussalin & Bentes (org.) Introdução à

linguística: domínios e fronterias. vol 2, p. 203-232. São Paulo: Cortez Editora.

D) SCARPA, E. M. Aquisição da linguagem. In: Mussalin & Bentes (org.) Introdução à linguística:

domínios e fronterias. Volume 2º, p. 203-232. São Paulo: Cortez Editora.

E)

domínios e fronterias. vol 2, p. 203-232. São Paulo: Cortez Editora.

SCARPA, E. M. Aquisição da linguagem. In: Mussalin & Bentes (org.) Introdução à linguística:

ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1991. 270 p. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina
ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1991. 270 p.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia
Fundamentos de Metodologia Científica. Eva Maria Lakatos e Marina de Andrade
Como deve ser referenciado um artigo de revista? Marque a opção correta:
SEKEFF, Gisela. Revista Domingo: O emprego dos sonhos. Rio de Janeiro 2002.
SEKEFF, Gisela. O emprego dos sonhos. Domingo, Rio de Janeiro em 3 fev.2002.
O emprego dos sonhos. Domingo, Rio de Janeiro, ano 26, n. 1344.

5.

ordenada dos documentos efetivamente citados no texto ((NBR 6023, 2000). Na lista abaixo o exemplo correto de referência é:

A)

270 páginas, São Paulo, 1991.

B)

3.

C) LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia cientifica, SP, 1991.

D)

cientifica. Atlas, São Paulo.

E)

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia cientifica.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica.

As referências são um dos elementos obrigatórios do trabalho científico e constituem uma lista

Marconi. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1991. 270 p.

6.

a opção CORRETA a respeito dessa ordenação:

A)

recomendada pela ABNT.

B)

formatação recomendada pela ABNT.

C)

formatação recomendada pela ABNT.

D)

recomendada pela ABNT.

E)

recomendada pela ABNT.

7.

A)

B)

C)

fev. 2002.

D)

fev. 2002.

E)

A formatação de uma referência procura seguir uma ordem de apresentação. Desta forma, assinale

Autor, Editora (caso exista), Título, Edição (caso exista), Cidade e Ano garantem a formatação

Autor, Cidade, Editora (caso exista), Título, Edição (caso exista) e nº da página garantem a

Título, Edição (caso exista), Autor, Cidade, Editora (caso exista) e Nº de páginas garantem a

Autor, Título, Edição (caso exista), Cidade, Editora (caso exista) e Ano garantem a formatação

Autor, Edição (caso exista), Cidade, Título, Editora (caso exista) e Volume garantem a formatação

O emprego dos sonhos. SEKEFF, Gisela . Domingo, Rio de Janeiro, ano 26, n. 1344, p. 30-36, 3

SEKEFF, Gisela. O emprego dos sonhos. Domingo, Rio de Janeiro, ano 26, n. 1344, p. 30-36, 3

5 TEXTO E TEXTUALIDADE

Interpretar um texto não é simplesmente saber o que se passa na cabeça do autor quando ele escreve seu texto. É antes inferir. Se eu disser: “Levei minha filha caçula ao parquepode-se inferir que tenho mais de uma filha. Ou seja, inferir é retirar informações implícitas e explícitas do texto. Há de se tomar cuidado, entretanto, como o que chamamos de “conhecimento de mundo”, que nada mais

é

vendo televisão, enfim, vivendo. Isso porque, muitas vezes, uma questão leva o candidato a responder não o que está no texto, mas exatamente aquilo em que ele acredita. Contudo não basta retirar informações de um texto para responder corretamente as questões ou entendimento do texto. É necessário saber de onde tirá-las. Para tanto, temos que ter conhecimento da estrutura textual e por quais processos se passa um texto até seu formato final de dissertação, narração ou descrição. Tudo o que dizemos ou escrevemos em uma situação comunicativa é chamado de enunciado. Na fala, os enunciados são delimitados pela entonação e, na escrita, pela pontuação. Podemos identificar três tipos de enunciados a frase, a oração e o período.

do que aquilo que todos carregamos conosco, fruto do que aprendemos na escola, com os amigos,

conosco, fruto do que aprendemos na escola, com os amigos, FRASE: O enunci ado “Você de

FRASE: O enunciado “Você de novo!” está repleto de sentido, por isso é chamado de frase. Para construir uma frase, o enunciado não precisa ser extenso. Desde que tenha sentido completo em um contexto específico, uma simples palavra pode funcionar como frase. Assim, as frases podem apresentar verbo ou não.

ORAÇÃO: Chama-se oração o enunciado construído necessariamente com um ou mais verbos. Veja alguns exemplos:

Fiquem parados! Estamos esperando a hora do almoço.

PERÍODO: Período é um enunciado construído de uma ou mais orações. Se o período apresenta apenas uma oração, é chamado simples. O período é composto quando é formado por mais de uma oração. Exemplo: Chegamos / todavia estava muito cedo.

PARÁGRAFO: Os períodos se organizam em parágrafos. Mas, diferente do período, o parágrafo não

é

parágrafo é identificado no texto pelo seu início afastado da margem do papel, o que facilita tanto ao

uma organização essencialmente sintática. Ele tem uma função estética e também estrutural. O

escritor como ao leitor, percebê-lo de forma isolada para que de modo analítico, capte as ideias principais do texto e posteriormente, sintetizá-las compreendendo então o texto num todo. Ele avisa o leitor de que está começando outro bloco de ideias, relacionado com o anterior e o posterior, se houver. O parágrafo é recurso visual, pois o nosso pensamento não é organizado na forma de parágrafos. Mas na hora de redigir, precisamos organizá-lo numa linguagem comum a nós e ao nosso leitor.

a) Parágrafo Narrativo: O parágrafo narrativo deve transmitir fielmente a intenção da narração. Ele tem como matéria o fato, ou seja, qualquer acontecimento de que o homem participe direta ou indiretamente. O relato de um episódio é composto por elementos como, enredo, personagens, ação, tempo, espaço, causa, consequência, foco narrativo, clímax e desfecho. Estes podem aparecer em sua totalidade ou parcialmente dentro de um parágrafo narrativo. É certo que todos os elementos nem sempre estarão contidos em um só parágrafo, sendo assim presentes em outras unidades da narração, contudo há a possibilidade destes serem observados num mesmo parágrafo, devido a capacidade do autor e sua perícia na utilização dos recursos de linguagem a ele disponibilizados. O parágrafo

narrativo tem como núcleo o incidente, o fato ocorrido, nele também, geralmente, não se tem o tópico frasal explicito, pois este está diluído implicitamente no ordenamento da narração.

b) Parágrafo Descritivo: É aquele que descreve o objeto, ser, paisagem ou até mesmo um sentimento.

Tal descrição se dá pela apresentação das características predominantes e pelo detalhamento destas. É, portanto o objeto matéria da descrição. Uma descrição perfeitamente realizada, não se mostra pelas

descrição perfeitamente realizada, não se mostra pelas minúcias descritivas do objeto. A descrição deve

minúcias descritivas do objeto. A descrição deve apresentar o ângulo do qual será feita a descrição, não só o físico, mas também a atitude da observação.

ATIVIDADES

Responda as questões de 1 a 10 de acordo com o texto de Jorge Amado:

O primeiro dever passado pelo novo professor de português foi uma descrição tendo o mar como tema. A classe inspirou-se, toda ela, nos encapelados mares de Camões, aqueles nunca dantes navegados; o episódio do Adamastor foi reescrito pela meninada. Prisioneiro no internato, eu vivia na saudade das praias do Pontal onde conhecera a liberdade e o sonho. O mar de Ilhéus foi o tema de minha descrição. Padre Cabral levara os deveres para corrigir em sua cela. Na aula seguinte, entre risonho e solene, anunciou a existência de uma vocação autêntica de escritor naquela sala de aula. Pediu que escutassem com atenção o dever que ia ler. Tinha certeza, afirmou, que o autor daquela página seria no futuro um escritor conhecido. Não regateou elogios. Eu acabara de completar onze anos. Passei a ser uma personalidade, segundo os cânones do colégio, ao lado dos futebolistas, dos campeões de matemática e de religião, dos que obtinham medalhas. Fui admitido numa espécie de Círculo Literário onde brilhavam alunos mais velhos. Nem assim deixei de me sentir prisioneiro, sensação permanente durante os dois anos em que estudei no colégio dos jesuítas. Houve, porém, sensível mudança na limitada vida do aluno interno: o padre Cabral tomou-me sob sua proteção e colocou em minhas mãos livros de sua estante. Primeiro "As Viagens de Gulliver", depois clássicos portugueses, traduções de ficcionistas ingleses e franceses. Data dessa época minha paixão por Charles Dickens. Demoraria ainda a conhecer Mark Twain, o norte-americano não figurava entre os prediletos do padre Cabral. Recordo com carinho a figura do jesuíta português erudito e amável. Menos por me haver anunciado escritor, sobretudo por me haver dado o amor aos livros, por me haver revelado o mundo da criação literária. Ajudou-me a suportar aqueles dois anos de internato, a fazer mais leve a minha prisão, minha primeira prisão.

1. Padre Cabral, numa determinada passagem do texto, ordena que os alunos:

a) façam uma descrição sobre o mar;

b) descrevam os mares encapelados de Camões;

c) reescrevam o episódio do Gigante Adamastor;.

d) façam uma descrição dos mares nunca dantes navegados;

e) retirem de Camões inspiração para descrever o mar.

2. Segundo o texto, para executar o dever imposto por Padre Cabral, a classe toda usou de um certo:

a) conhecimento extraído de "As viagens de Gulliver";

b) assunto extraído de traduções de ficcionistas ingleses e franceses;

c) amor por Charles Dickens;

d) mar descrito por Mark Twain;

e) saber já feito, já explorado por célebre autor.

3.Apenas o narrador foi diferente, porque:

a) lia Camões;

b) se baseou na própria vivência;

c) conhecia os ficcionistas ingleses e franceses;

d) tinha conhecimento das obras de Mark Twain;

e) sua descrição não foi corrigida na cela de Padre Cabral.

foi uma descrição”. Contudo nesse texto predomina a:
foi uma descrição”. Contudo nesse texto predomina a:

4.O narrador confessa que no internato lhe faltava:

a) a leitura de Os Lusíadas;

b) o episódio do Adamastor;

c) liberdade e sonho;

d) vocação autêntica de escritor;

e) respeitável personalidade.

5.Todos os alunos apresentaram seus trabalhos, mas só foi um elogiado, porque revelava:

a) liberdade;

b) sonho;

c) imparcialidade;

d) originalidade;

e) resignação.

6.Por ter executado um trabalho de qualidade literária superior, o narrador adquiriu um direito que lhe agradou muito:

a) ler livros da estante de Padre Cabral;

b) rever as praias do Pontal;

c) ler sonetos camonianos;

d) conhecer mares nunca dantes navegados;

e) conhecer a cela de Padre Cabral.

7.Contudo, a felicidade alcançada pelo narrador não era plena. Havia uma pedra em seu caminho:

a) os colegas do internato;

b) a cela do Padre Cabral;

c) a prisão do internato;

d) o mar de Ilhéus;

e) as praias do Pontal.

8.Conclui-se, da leitura do texto, que:

a) o professor valorizou o trabalho dos alunos pelo esforço com que o realizaram;

b) o professor mostrou-se satisfeito porque um aluno escreveu sobre o mar de Ilhéus;

c) o professor ficou satisfeito ao ver que um de seus alunos demonstrava gosto pela leitura dos

clássicos portugueses;

d)

bom atleta ou bom em matemática;

e)

personalidade no colégio dos jesuítas.

a competência de saber escrever conferia, no colégio, tanto destaque quanto a competência de ser

graças à amizade que passou a ter com Padre Cabral, o narrador do texto passou a ser uma

9. O primeiro dever

a) narração;

b) dissertação;

c) descrição;

d) linguagem poética;

e) linguagem epistolar.

10.Por isso a maioria dos verbos do texto encontra-se no:

a) presente do indicativo;

b) pretérito imperfeito do indicativo;

c) pretérito perfeito do indicativo;

d) pretérito mais que perfeito do indicativo;

A É
A
É

e) futuro do indicativo.

5.1 TEXTOS FIGURATIVOS E TEXTOS TEMÁTICOS

distinção entre o texto dissertativo e o narrativo nem sempre está isenta de equívocos. Um

deles consiste em considerar que, na dissertação, o autor assume um ponto de vista pessoal, expõe sua opinião sobre a questão posta em debate, enquanto na narração, ao contrário, não expressa opinião alguma, restringe-se a relatar episódios e acontecimentos. Nada mais equivocado. Nos dois tipos de texto, a opinião do autor está presente. O que de fato os distingue é o modo de dizer, isto é, a forma de expressão que o autor escolhe para manifestar sua interpretação dos fatos ou como é comum dizer sua visão de mundo. Na dissertação, o modo é direto e, para isso, conceitos abstratos são utilizados. Os textos dissertativos são também chamados de textos temáticos, considerando-se como temas palavras de natureza abstrata, conceitos que não representam elementos do mundo natural. Tais palavras abstratas servem para traduzir interpretações sobre acontecimentos ou para organizar genericamente um conjunto de dados particulares. Exemplos disso são palavras como: energia, inflação, poder, progresso, evolução, privacidade, retrocesso, descontentamento, situação, etc. É claro que um texto temático (ou dissertativo) não pode ser constituído exclusivamente de palavras abstratas, mas elas são predominantes. Em síntese, o texto dissertativo ou temático é aquele em que o autor manifesta suas concepções de maneira direta, dizendo, predominantemente por meio de conceitos abstratos, a sua opinião sobre qualquer questão posta em debate. Esse tipo de texto contém interpretações genéricas sobre dados concretos da realidade. Já no texto narrativo o autor escolhe outro caminho para manifestar suas opiniões. Ele usa palavras concretas, que remetem a elementos do mundo natural, e constrói com elas um simulacro (uma representação simulada) do universo natural. Cria um mundo do “faz de conta”, inventa uma história

(“Era uma vez”). Por meio desse espetáculo montado é que o autor do texto narrativo manifesta suas opiniões sobre as questões postas em debate ao seu redor. Se quer, por exemplo, ridicularizar a

monarquia, o narrador constrói um espetáculo com a figura de um rei caricato, injusto, indolente. Se quer elogiar o regime monárquico, constrói um espetáculo em que o rei assume a figura de um homem justo, forte, generoso, humano, preocupado com seu povo. Como o texto narrativo opera com figuras concretas, ele costuma também ser chamado de texto figurativo por contraste com o texto temático, que opera com conceitos abstratos.

importante ressaltar que tanto o texto temático quanto o figurativo contêm opiniões dos

autores que os escreveram: o modo de opinar é que se faz de maneira diferente. A título de exemplo, vamos supor que, por meio de um texto temático (ou dissertativo), o autor pretenda emitir opiniões sobre o caráter passageiro das coisas do mundo. Poderia, por exemplo, emitir suas opiniões assim: A eternidade dos bens materiais é uma ilusão:

tudo o que é matéria se dissolve no tempo. A vida, a beleza, a alegria, tudo se dissolve na brevidade do tempo. Como se pode notar, o autor diz sua opinião de maneira direta, operando basicamente com conceitos abstratos: eternidade, ilusão, tempo, vida, beleza, alegria. Mas a mesma opinião poderia ser dada por meio de um texto figurativo. Bastaria criar um simulacro do mundo, onde as coisas todas perecem, chegam ao fim. É o que faz Gregório de Matos nesta passagem: “Nasce o Sol e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas, a alegria.” Como se vê, monta-se um espetáculo para demonstrar que as coisas

concretas como o Sol e a Luz são efêmeras, breves, para passar o tema do caráter finito das coisas do mundo. Para detectar o tema central de um texto temático é preciso percorrer o texto todo e tentar encontrar uma ideia genérica disseminada através dos temas parciais. Para detectar o tema que está por baixo das figuras é preciso levar em conta que uma figura nunca tem significado em si mesma. O tema emerge do encadeamento entre as várias figuras disseminadas pelo texto. É a coerência entre elas que nos revela o tema subjacente. Numa propaganda, a figura do sol, associada a praia, gente bonita, ondas coloridas, coqueiros verdes, brisa, leva ao tema do lazer, do descanso. Num romance como Vidas Secas, a mesma figura do sol, associada a terra ressequida, esqueletos de animais, açudes secos, vegetação desfolhada, leva ao tema da desolação, da morte.

3 ª -ed. Rio de Janeiro, Agir, 1959, pp. 160-161)
3
ª -ed. Rio de Janeiro, Agir, 1959, pp. 160-161)

Entre as personagens do texto, há relações de dominação.

ATIVIDADES

Leia os textos e responda:

O cururu Tudo quieto, o primeiro cururu surgiu na margem, molhado, reluzente na semi-escuridão. Engoliu um mosquito; baixou a cabeçorra; tragou um cascudinho; mergulhou de novo e bum-bum! Soou uma nota soturna do concerto interrompido. Em poucos instantes, o barreiro ficou sonoro, como um convento de frades. Vozes roucas, foi-não-foi, tãs-tãs, bumbuns, choros, esgüelamentos finos de rãs, acompanhamentos profundos de sapos respondiam-se. Os bichos apareciam, mergulhavam, arrastavam-se nas margens, abriam grandes círculos na flor d‘água. (…) Daí a pouco, da bruta escuridão, surgiram dois olhos luminosos, fosforescentes, como dois vagalumes. Um sapo cururu grelou-os e ficou deslumbrado, com os olhos esbugalhados, presos naquela boniteza luminosa. Os dois olhos fosforescentes se aproximavam mais e mais, como dois pequenos holofotes na cabeça triangular da serpente. O sapo não se movia, fascinado. Sem dúvida queria fugir; previa o perigo, porque emudecera; mas já não podia andar, imobilizado; os olhos feiíssimos, agarrados aos olhos luminosos e bonitos como um pecado. Num bote a cabeça triangular abocanhou a boca imunda do batráquio. Ele não podia fugir àquele beijo. A boca fina do réptil arreganhou-se desmesuradamente; envolveu o sapo até os olhos. Ele se baixava dócil entregando-se à morte tentadora, apenas agitando docemente as patas sem provocar nenhuma reação ao sacrifício. A barriga disforme e negra desapareceu na goela dilatada da cobra. E, num minuto, as perninhas do cururu lá se foram, ainda vivas, para as entranhas famélicas. O coro imenso continuava sem dar fé do que acontecia a um dos seus cantores.

(LIMA, Jorge de. Calunga

1.

Numa primeira leitura percebemos que o texto trata de animais: o cururu (certo tipo de sapo), o

cascudinho (um tipo de peixe), o mosquito e a serpente. Mas, num segundo momento, sabe-se que tais animais são representações de seres humanos. Quais são os indicadores no texto que nos

permitem interpretar esses bichos como seres humanos?

2.

a) Quem é o dominador? Quem é o dominado?

b) Cite passagens do texto em que ocorram figuras concretas que simbolizam o tema da dominação.

3. O texto trata de diferentes formas de dominação. Há um tipo de dominação exercida unilateralmente, isto é, o dominador não conta com o consentimento do dominado; há outro tipo, bilateral, em que o dominador exerce o seu domínio com a aceitação do dominado.

a) Qual é a forma de dominação unilateral? b) Qual é a forma de dominação
a) Qual é a forma de dominação unilateral?
b) Qual é a forma de dominação bilateral?
c) Qual é a estratégia usada pelo dominador para incutir no outro o desejo de ser dominado?
5.
das reticências do título do texto é:
A)
autoritário
B)
injusto;
C)
estranho;
D)
desigual
E)
incoerente.
6.
O gerúndio da primeira frase pode ter como forma verbal desenvolvida adequada ao texto:
A)
embora dissecasse;
B)
porque dissecou;
C)
enquanto dissecava;

4. Interprete, dentro do contexto, o significado da passagem: “O coro imenso continuava sem dar fé do que acontecia a um dos seus cantores.

Que país… Dissecando os gastos públicos no Brasil, um economista descobriu barbaridades no Orçamento da União deste ano. Por exemplo: Considerada a despesa geral da Câmara, cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$ 3.700. Ou R$ 1,3 milhão por ano. Entre os senadores, a loucura é ainda maior, pois o custo individual diário pula para R$ 71.900. E o anual, acreditem, para R$ 26 milhões. Comparados a outras ”rubricas”, os números beiram o delírio. É o caso do que a mesma União despende com a saúde de cada brasileiro apenas R$ 0,36 por dia. E, com a educação, humilhantes R$ 0,20.

(Ricardo Boechat, JB, 6/11/01)

Considerando o sentido geral do texto, o adjetivo que substitui de forma INADEQUADA os pontos

D)

já que dissecou;

E) logo que dissecou.

7. A explicação mais plausível para o fato de o economista citado no texto não ter sido identificado

é:

A)

B)

C)

D)

E)

não ser essa uma informação pertinente; o jornalista não citar suas fontes de informações sigilosas;
não ser essa uma informação pertinente;
o jornalista não citar suas fontes de informações sigilosas;
evitar que o economista sofra represálias;
desconhecer o jornalista o nome do informante;
não ser o economista uma pessoa de destaque social.
”…um economista descobriu barbaridades no Orçamento da União…”;
”Entre os senadores, a loucura é ainda maior…”
”E com a educação, humilhantes R$ 0,20”;
”…os números beiram o delírio.”;
”…cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$3.700.”.
Os exemplos citados pelo jornalista:
atendem a seu interesse jornalístico;
indicam dados pouco precisos e irresponsáveis;
acobertam problemas do Governo;
mostram que os gastos com a classe política são desnecessários;
demonstram que o país não dispõe de recursos suficientes para as despesas.
o termo milhão deveria ser substituído por milhões;
a conjunção ou tem valor de retificação do termo anterior;
o signo $ se refere ao dólar americano;
o termo milhão concorda com a quantidade da fração;
o numeral 1,3 é classificado como multiplicativo.

8.

veiculado pelo texto é:

A)

B)

C)

D)

E)

O item do texto em que o jornalista NÃO inclui termo que indique sua opinião sobre o conteúdo

9.

A)

B)

C)

D)

E)

10. Na oração ”Ou R$ 1,3 milhão por ano.”:

A)

B)

C)

D)

E)

7 COESÃO E CORÊNCIA TEXTUAL

Na construção de um texto, assim como na fala, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê ou diz. Na construção de um texto, assim como na fala, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que é dito, ou lido. Esses mecanismos linguísticos que estabelecem a conectividade e retomada do que foi escrito ou dito, são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência, não só entre os elementos que compõem a oração, como também entre a sequência de orações dentro do texto. Assim, a coesão é o mecanismo relacionado com elementos que asseguram a ligação entre palavras e frases, de modo a interligar as diferentes partes de um texto, enquanto a coerência, por sua vez, é responsável por estabelecer a ligação lógica entre ideias, para que, juntas, elas garantam que o texto tenha sentido. Vejamos como cada uma se organiza a seguir.

tenha sentido. Vejamos como cada uma se organiza a seguir. COESÃO Como não se prepara uma

COESÃO

Como não se prepara uma receita simplesmente amontoando os ingredientes, também não se constrói um texto simplesmente superpondo frases. O significado de um texto não é o resultado da mera soma das partes. Por isso mesmo, para compreender o sentido de um texto não basta apreender

o

com que se relaciona: o sentido das partes não é solitário, mas solidário. Entre as várias partes do

sentido isolado de cada uma de suas partes. No texto, o sentido de cada parte depende das outras

texto existem múltiplas e complexas relações, indicadas por certos elementos que chamamos de marcadores de coesão. A coesão textual é marcada, sobretudo, por:

Palavras que retomam ou antecipam outras (os anafóricos e catafóricos). O significado desses

elementos só se define por confronto com outras palavras que vêm antes (caso dos anafóricos) ou depois deles (caso dos catafóricos).

Exemplos:

Anáfora

Mariana comprou um novo carro. O veículo é o lançamento do ano. Perceba a retomada do substantivo “carro” por outro substantivo, “veículo”.

O doutor está de férias. Ele só retornará aos atendimentos no próximo mês. Nesse exemplo, houve a retomada do substantivo “doutor” pelo pronome “ele”.

Catáfora

Só desejamos isto: férias! Perceba que o pronome demonstrativo “isto” antecede o referente “férias”, que aparece logo depois.

Pedro comprou vários ingredientes: açúcar, farinha, ovos, chocolate em pó e leite. Note que a expressão “vários ingredientes” antecede o referente que apresenta quais itens Pedro comprou: “açúcar, farinha, ovos, chocolate em pó e leite.”

Elipse (ou “apagamento”) de certas palavras, que ficam subentendidas. Para preencher o espaço vazio com a palavra adequada, é preciso ter noção do todo. Exemplo: Trabalho com fatos, você, com ideias.

• Expansão lexical, ou seja, a disseminação de palavras ou expressões sinônimas ao longo do texto.

A expansão lexical:

evita repetições enfadonhas de palavras;

acrescenta informações sobre o termo que vem expandido por sinônimos; define a orientação

argumentativa do texto. Exemplo:

Houve época, nas tradições hebraicas, em que se associava a figura do juiz à do criador do universo, quando o magistrado obrava, fosse por uma hora, com inteireza sua sentença. (magistrado sinônimo de juiz)

estabelecem conexão entre duas partes do texto;
estabelecem conexão entre duas partes do texto;

Conectores, isto é, palavras cuja função é estabelecer conexões entre duas partes do texto. Os conectores:

criam certas relações argumentativas. Além disso, os conectores servem para assinalar várias intenções com que certas partes são encaixadas no texto. As conjunções são os conectores mais comuns, porém expressões inteiras podem servir como conectores.

ATIVIDADES

Texto para as questões 1 e 2 .O trecho que segue faz parte do romance O Coronel e o lobisomem e relata o confronto entre essas duas personagens numa sexta-feira, noite de lua cheia. O narrador (o próprio Coronel) conta que, após um susto da mula que montava e uma sequência de assobios e risadas, ele se vê diante de uma enorme figura de cachorro bravio e ameaçador. E prossegue:

Era trabalho de gelar qualquer cristão que não levasse o nome de Ponciano de Azeredo Furtado. Dos olhos do lobisomem pingava labareda, em risco de contaminar de fogo o verdal adjacente. Tanta

chispa largava o penitente que um caçador de paca, estando em distância de bom respeito, cuidou que

o

no galho mais firme, aguardava a deliberação do lobisomem. Garrucha engatilhada, só pedia que o assombrado desse franquia de tiro. Sabidão, cheio de voltas e negaças, deu ele de executar macaquice que nunca cuidei que um lobisomem pudesse fazer. Aquele par de brasas espiava aqui e lá na

mato estivesse ardendo. Já nessa altura eu tinha pegado a segurança de uma figueira e lá de cima,

esperança de que eu pensasse ser uma súcia deles e não uma pessoa sozinha. O que o galhofista queria

que eu, coronel de ânimo desenfreado, fosse para o barro denegrir a farda e deslustrar a patente. Sujeito especial em lobisomem como eu, não ia cair em armadilha de pouco pau. No alto da figueira estava, no alto da figueira fiquei.

é

(CARVALHO, José Cândido de. O coronel e o lobisomem . 41ª ed. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1994, p. 179)

1.

outros termos que se referem à mesma personagem. Cite quatro palavras ou expressões que, dentro

No início do trecho, aparece a palavra lobisomem, que no decorrer da narrativa é substituída por

do contexto, são usadas para designar o lobisomem.

2.

que vem delineada no trecho?

Sob o ponto de vista argumentativo, qual a intenção do coronel ao criar essa imagem de lobisomem

3. “Santa Rita é a cidade que eu estive lá neste fim de semana. Reescreva esse trecho, adaptando-a

à língua culta escrita e usando os elementos coesivos necessários.

4.

Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o risco de infarto,

mas também de problemas como morte súbita e derrame. Significa que manter uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente já reduz, por si só, as chances de desenvolver vários problemas. Além disso, é importante para o controle da pressão arterial, dos níveis de colesterol e de glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o estresse e aumentar a capacidade física, fatores que, somados, reduzem as chances de infarto. Exercitar-se, nesses casos, com acompanhamento médico e moderação, é altamente recomendável.

a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias. o conectivo “mas também” inicia oração
a expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias.
o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste.
o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização.
o termo “Também” exprime uma justificativa.
o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no sangue”.
“[
]
a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas.”
“Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe [
“O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper [
Indique as relações semânticas estabelecidas pelos conectivos em destaque:
Eu não consegui apresentar o trabalho porque estava muito nervosa!

ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009.

As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na construção do sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que

a)

b)

c)

d)

e)

5.

entre línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe que disseminou pela Europa, além do vírus propriamente dito, dois vocábulos virais: o italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava “influência dos astros sobre os homens”. O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper, isto é, “agarrar”. Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado.

Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios

RODRIGUES. S. Sobre palavras. Veja, São Paulo, 30 nov. 2011.

Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação

entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse. O fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é:

a)

b)

c)

astros sobre os homens’.”

d)

“O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava ‘influência dos

e) “Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo

infectado.”

6.

I. Como a chuva estava muito forte, não foi possível continuar o show.

II.

III. Os manifestantes terão suas reivindicações atendidas, exceto se usarem de violência.

IV. Estava doente, mas foi trabalhar.

V. Os brasileiros são tão trabalhadores quanto os norte-americanos.

a) causa, causa, condição, oposição, comparação.

b) comparação, condição, finalidade, oposição, tempo.

c) causa, causa, conformidade, oposição, condição.

d) finalidade, comparação, tempo, condição, causa.

e) causa, causa, condição, condição, comparação.

COERÊNCIA

A coerência é a relação que se estabelece entre as partes do texto, criando uma unidade de sentido. Segundo Fiorin e Platão (1997:261), a coerência é “um conjunto harmônico, em que todas as partes se encaixam de maneira complementar, de modo que não haja nada destoante, nada ilógico, nada contraditório, nada desconexo”. Para Koch (1995: 11), “ela é o que faz com que o texto faça sentido para os usuários, devendo ser vista, pois, como um princípio de interpretabilidade.

vista, pois, como um princípio de interpretabilidade ” . Argumentativa: o argumento deve ser pertinente à

Argumentativa: o argumento deve ser pertinente à tese ou afirmação para qual ele foi criado.

Exemplos de frases incoerentes:

COERÊNCIA EXTERNA: Compatibilidade entre os significados inscritos no texto e os dados de realidade, entre o que diz o texto e o nosso conhecimento de mundo. COERÊNCIA INTERNA: Compatibilidade (ou ausência de contradição) entre os significados inscritos no texto. COERÊNCIA E ARGUMENTATIVIDADE: O texto coerente parece mais verdadeiro; o incoerente inspira suspeita sobre a sua confiabilidade.

NÍVEIS DE COERÊNCIA

longo do texto. Uma transformação não pode ser realizada sem estar pressuposta nas transformações anteriores. Uma personagem não pode entrar em desespero, por exemplo, sem algum motivo anterior que justifique esse novo estado.

ruptura provoca estranheza e até o nonsense. Se a ruptura figurativa tiver alguma funcionalidade, ela deve ficar clara para o interlocutor. • De linguagem: a linguagem (ou a variedade linguística) escolhida deve ser compatível com a

Figurativa: todas as figuras do texto devem convergir para o tema que pretendem representar. A

Narrativa: pressupõe ausência de contradição entre as várias transformações que vão ocorrendo ao

personagem, com a situação e com o tema. Não faz sentido usar palavras chulas e vulgares num discurso no Senado.

“A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo” “Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio. O vento é uma imensa quantidade de ar” “O terremoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas” “Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.

ATIVIDADES

1. Tanto a incoerência externa quanto a interna, sejam elas resultantes da ignorância ou do descuido do enunciador, chegam a ter efeitos arrasadores e vexaminosos para o autor do texto. A seguir, foram transcritos dois trechos, cada um ilustrativo de um desses dois tipos de incoerência. I. Coleção de pérolas vivas, voluntárias e involuntárias do jornalismo @@@ Folha de S. Paulo:

Chocolate tem as propriedades da maconha, revela pesquisa publicada pela revista científica Nature. O Estado de S. Paulo: Pesquisa revela que chocolate tem as propriedades encontradas na maconha, diz a revista Nature. O GLOBO: O peixe cação tem as propriedades das substâncias encontradas na maconha, informa a revista Nature. Quem errou? O Globo errou ao traduzir cacao como cação e não chocolate.

II. Decidi escrever minha autobiografia antes que alguém o fizesse. (Frase da ISTO É, atribuída à ex- atriz Janet Leigh nº 1386 24.04.96, p. 91)

a) Que tipo de incoerência ocorre no trecho I?

b) E no trecho II?

Como deveria ser a frase correta?
Como deveria ser a frase correta?

c) Que efeito produzem?

2. “O ministro Paulo Renato Souza, da Educação, no programa Boa Tarde, Brasil, afirmou: É preciso investir no ensino médio. Nós já definimos uma reforma para o ensino que vai de encontro ao que os alunos querem, que é mais flexibilidade. (DUARTE, Sérgio Nogueira. Língua viva. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 27 set 1998. 1º- Caderno, p. 16)

a)

O que ele realmente disse?

Considerando a expressão “vai de encontro ao”, na afirmação acima, o que o ministro queria dizer?

b)

3. “João Carlos vivia em uma pequena casa construída no alto de uma colina, cuja frente dava para leste. Desde o pé da colina se espalhava em todas as direções, até o horizonte, uma planície coberta de areia. Na noite em que completava trinta anos, João, sentado nos degraus da escada colocada à frente de sua casa, olhava o sol poente e observava como a sua sombra ia diminuindo no caminho coberto de grama. De repente, viu um cavalo que descia para sua casa. As árvores e as folhagens não o permitiam ver distintamente; entretanto observou que o cavalo era manco. Ao olhar de mais perto verificou que o visitante era seu filho Guilherme, que há vinte anos tinha partido para alistar-se no exército, e, em todo esse tempo, não havia dado sinal de vida. Guilherme, ao ver seu pai, desmontou imediatamente, correu até ele, lançando-se nos seus braços e começando a chorar” (KOCH & TRAVAGLIA, 2003, p. 123).

a) O texto acima é coerente, ou seja, tem sentido?

b) Quais são os problemas que você encontrou no texto? Enumere esses problemas e justifique-os.

4. Identifique as INCOERÊNCIAS nos textos a seguir:

a) Encontrando um milhão de dólares na rua, eu procuraria o cara que perdeu e, se ele fosse pobre,

devolveria”. (Yogi Berra)

perdeu e, se ele fosse pobre, devolveria”. (Yogi Berra) b) processado”. (Tabuleta numa estação ferroviária.)

b)

processado”. (Tabuleta numa estação ferroviária.)

“Cuidado! Tocar nesses fios provoca morte instantânea. Quem for flagrado fazendo isso será

c)

trouxera da Suécia: ria, chorava, balbuciava palavras, tomava mamadeira e fazia xixi. Ela me alucinava. Sonhei com ela noites a fio. Queria dormir com ela uma noite que fosse. Um dia, minha vizinha esqueceu-a em minha casa. Fui dormir e, no dia seguinte, quando acordei, lá estava a boneca no mesmo lugar em que minha amiguinha havia deixado. Imaginando que ela estivesse preocupada, telefonei-lhe e ela mais do que depressa veio buscá-la.”

“Devo confessar que morria de inveja de minha coleguinha por causa daquela boneca que o pai lhe

d)

“Conheci Sheng no primeiro colegial e aí começou um namoro apaixonado que dura até hoje e

talvez para sempre. Mas não gosto da sua família: repressora, preconceituosa, preocupada em manter as milenares tradições chinesas. O pior é que sou brasileira, detesto comida chinesa e não sei comer com pauzinhos. Em casa, só falam chinês e de chinês eu só sei o nome do Sheng. No dia do seu aniversário, já fazia dois anos de namoro, ele ganhou coragem e me convidou para jantar em sua casa. Eu não podia recusar e fui. Fiquei conhecendo os velhos, conversei com eles, ouvi muitas histórias da família e da China, comi tantas coisas diferentes que nem sei. Depois fomos ao cinema eu e o Sheng.

e)

dia de trabalho. Ouvindo o rádio, deu conta de que fizera sozinho a quina na loto. Fora de si, acordou toda a família e bebeu durante a noite inteira. Às quinze para as seis, sem forças sequer para erguer- se da cadeira, o filho mais velho teve de carregá-lo para a cama. Não tinha mais força nem para erguer o braço. Quando o despertador tocou, Oswaldo, esquecido da loteria, pôs-se imediatamente de pé e ia preparar- se para ir trabalhar. Mas o filho, rindo, disse: “Pai, você não precisa trabalhar nunca mais na vida.”

f)

“O quarto espelha as características de seu dono: um esportista, que adorava a vida ao ar livre e

Era meia-noite. Oswaldo preparou o despertador para acordar às seis da manhã e encarar mais um

não tinha o menor gosto pelas atividades intelectuais. Por toda parte, havia sinais disso: raquetes de tênis, prancha de surf, equipamento de alpinismo, skate, um tabuleiro de xadrez com as peças arrumadas sobre uma mesinha, as obras completas de Shakespeare”.

g) “Embora existam políticos competentes e honestos, preocupados com as legítimas causas populares, os jornais, na semana passada, noticiaram caso de corrupção comprovada, praticadas por um político eleito pelo povo. Isso demonstra que o povo não sabe escolher seus governantes. (FIORIN, José Luiz & SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto: leitura e redação. 13.ed. São Paulo: Ática, 1997.)

h)

Universitária, onde está situada a Universidade que Vossa Magnificência, com alto descortino, dirige, resolveu interditar o acesso ao campus nos finais de semana, ouso vir à presença de Vossa Magnificência para manifestar-lhe meu repúdio ao fato de uma instituição pública querer subtrair da população de uma cidade desumana um espaço de lazer. Francamente, achei a maior sujeira da parte da USP, sacanagem, nada a ver.”

“Tendo tomado conhecimento pelos periódicos da capital paulista de que o Prefeito da Cidade

i) “Lá dentro havia uma fumaça espessa que não deixava que víssemos ninguém. Meu colega foi à cozinha, deixando-me sozinho. Fiquei encostado na parede da sala, observando as pessoas que lá estavam. Na festa, havia pessoas de todos tipos: ruivas, brancas, pretas, amarelas, altas,

baixas etc.. (FIORIN, José Luiz & SAVIOLI, Francisco Platão. Lições de texto: leitura e redação. 2.ed. São Paulo: Ática, 1997.)

j) João foi a uma partida de futebol, sem nenhum entusiasmo, pois esperava ver um mau jogo. Quando

saiu do estádio, estava decepcionado com o péssimo futebol apresentado.

Prezado assinante,
Prezado assinante,

k)

o preferido dos altos executivos de empresas do ramo de telecomunicações. Enquanto os empresários,

“A reunião para o acerto das ações ocorreu num jantar, em um elegante e caro restaurante, que era

em voz baixa, selavam o acordo, um grupo musical cantava música sertaneja e pagode. Na mesa ao lado, crianças comemoravam um aniversário comendo batatas fritas, sobre as quais colocavam bastante catchup.

l)

entrado na faculdade e acordou bem cedo”.

“Naquela manhã Paulo ligou para o amigo, cumprimentando-o, leu no jornal que seu amigo tinha

m) “É realmente apropriado que nos reunamos aqui hoje, para homenagear Abraham Lincoln, o homem que nasceu numa cabana que ele construiu com suas próprias mãos”. (Político, em discurso, homenageando Lincoln.)

n)

É com alegria que renovamos a sua assinatura do X. Afinal, ao continuar preferindo o melhor jornal do país, você não só comprova que sabe bem com quem compartilhar o seu dia-a-dia, como também demonstra que gosta de curtir coisas legais.

o)

animadamente. Quando ela entrou, todos pararam de falar e olharam para ela. Ela não se importou e foi postar-se embaixo do lustre num dos cantos da sala”. (FIORIN & SAVIOLI)

“Embaixo do único lustre, colocado bem no meio do teto, um grupo de pessoas conversava

p)

prejudicial à saúde. Adolescentes, aos dezesseis anos, ainda não têm maturidade suficiente para avaliar os malefícios que o consumo imoderado de bebidas alcoólicas lhes poderá causar. Além disso, nessa idade, gostam de novidades e, como muitas vezes são tímidos, utilizam-se de bebidas alcoólicas

A ciência já demonstrou que o consumo exagerado de bebidas alcoólicas é extremamente

para ficar extrovertidos, sem pensar nas consequências nefastas desse tipo de bebida. Por esses motivos, a lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para menores de dezoito anos deve ser revogada.

q)

damos o resto. (Yogi Berra, jogador norte-americano de beisebol, famoso por suas declarações

“Damos cem por cento na primeira parte do jogo e, se isso não for suficiente, na segunda parte

esdrúxulas.)

r)

presidente Nixon, durante as investigações do caso Watergate.)

Eu não estava mentindo. Disse, sim, coisas que mais tarde se viu que eram inverídicas. (Ex-

s)

Boy Roche, deputado representante de Tralee no Parlamento Britânico.)

“Um homem não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, a menos que ele seja uma ave.” (Sir

8 REFERÊNCIAS

BLIKSTEIN, Izidoro. Técnicas de comunicação escrita. 13 ed. São Paulo, Ática, 1995. FÁVERO, Leonor. Coerência e coesão textuais. 4. Ed. São Paulo, Ática, 1992. FIORIN, Jose Luiz; SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto: leitura e redação. 16. ed. São Paulo: Atica, 2005. GAZOLA, André. Resenhas críticas. Disponível em: https://www.lendo.org/. Acesso em Ago 2019. KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e escrever estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto,

estratégias de produção textual. São Paulo: Contexto, 2009. KOCH, Ingedore Vilhaça. O texto e a construção

2009.

KOCH, Ingedore Vilhaça. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 2003. KOCH, I. G.; TRAVAGLIA, L. C. Coerência textual. São Paulo: Contexto, 2006. KOCH, I. G. V.; BENTES, A. C.; CAVALCANTE, M. M. Intertextualidade: diálogos possíveis. São Paulo: Cortez, 2007. ROJO, Roxane. (Org.) Escola conectada: os multiletramentos e as TICs. São

Paulo: Parábola, 2013. MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT. 25. ed. São Paulo: Atlas, 2004. MEDEIROS, João Bosco. Português Instrumental. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2009. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2015. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro: 2002. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 21. Edição revista e ampliada. São Paulo: Cortez, 2000.