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O CRISTÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS

Nosso mundo mudou completamente desde apenas algumas décadas


para cá. Podemos chamar essa mudança e a revolução tecno-virtual,
pois com o aparecimento das redes sociais associadas aos telefones
moveis, houve uma alteração no comportamento humano. E
psicologicamente isso vem afetando nossa sensibilidade e nosso
discernimento. Com certeza estamos abordando um novo tipo de
escravidão, também estamos lidando com um novo tipo de
dependência, e isso trará conseqüências terríveis para a sociedade.
Que visão estamos tendo desse novo mundo? Virtual, fantasioso, sem
limites, será que estamos percebendo que essas mudanças radicais na
sociedade tem implicações pessoais profundas e pode colocar toda a
humanidade em um perigo iminente? Primeiro vamos abordar a
questão no nível comportamental. A visão de um mundo visual e
artificial faz parte do cotidiano de milhões de pessoas, que isso está
afetando o modo de ver a realidade, não há duvida nenhuma como
pode perceber nesse texto: “ A psicóloga Melissa G. Hunt, da
Universidade da Pensilvânia, liderou o estudo , que entrevistou 143
estudantes da Penn. Hunt disse que as plataformas de mídia social dão
"a ilusão de conectividade e não conectividade verdadeira",
acrescentando: É um pouco irônico que reduzir seu uso de mídia social
na verdade faça você se sentir menos solitário”(1) A mesma psicóloga
citada acima em pesquisas recentes concluiu que o uso massivo e
constante das mídias sociais vem causando depressão e solidão (2) a
sociedade está sendo afetada profundamente por essas novas
plataformas de comunicação, e vários problemas começam a surgir. De
fato há enormes implicações sociais e morais e espirituais, e junto a
esses problemas, pais, professores, lideres cristãos não estão sabendo
como confrontar esse problema e alguns nem sequer percebem a
gravidade de tudo isso, porque eles mesmos fazem parte daqueles que
precisam de um alerta, porque estão inclusos nos que estão cedendo
drasticamente e essa escravidão virtual.

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Nunca houve uma interconectividade como experimentamos hoje em
nosso mundo, essa interação global une aproximadamente três bilhões
de usuários de internet. Nunca a civilização experimentou algo
parecido, por isso vivemos num fenômeno que é exclusivo da nossa era
de tecnologia avançada, queiramos ou não isso afeta toda a vida
humana, e o comportamento humano estão sendo influenciado por
tudo isso. Como isso nos afeta espiritualmente? O comportamento
humano está cauterizado, há uma insensibilidade crescente na
natureza humana bem como um isolamento do individuo e uma
dependência das maquinas tal como nunca uma outra civilização já
dependeu. Isso significa que em menor ou maior grau, cada uma dessas
pessoas que estão “conectadas” com esse gigantesco e babélico mundo
virtual estão dependentes. Essa dependência é consumista, porque
transações financeiras tal como compra e venda pode ser feita de
modo virtual. A comunicação de certa forma alcança de modo imediato
pessoas nos lugares mais remotos e ao mesmo tempo isola cada
membro de uma família dentro de uma casa. As implicações espirituais
são evidentes, um controle total torna-se um fato plausível como em
nenhuma outra época poderia ser disponível de modo tão imediato
como é considerado agora, a o lado da dependência virtual, as chances
de um controle em massa tornam-se ainda mãos viáveis o que faz com
a as manobras impliquem um controle total quase que imediato. É
lógico que há sem duvida o lado positivo desse fenômeno tecnológico,
não minha intenção abordar isso, porque o autor é ciente desse fato.
Meu objetivo é lidar com as implicações espirituais e elas estão sendo
vista de acordo com a cosmovisão cristã. O homem piedoso não pode
ceder a escravidão virtual cada vez mais real em nossos dias, a
vigilância também deve ser redobrada porque problemas morais vão
surgir na medida em que os instintos pecaminosos do homem podem
ser satisfeitos com um nível mais profundo de anonimato e com
extrema facilidade. Uma simples pesquisa usando palavras subjetivas
em plataformas de pesquisas de dados na internet já apresentam
resultados perigosos. Não podemos ignorar esses problemas, pois de
alguma forma eles afetam todos nós. Outro problema sério que deve
ser visto com muita cautela pelos cristãos é privacidade. De fato, não se
conta com isso hoje em dia, plataformas de comunicação como as redes
sociais roubam nossos dados, a internet não é um lugar seguro, a

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conectividade virtual abre as portas para um mundo virtual de pouca
privacidade, em alguns casos, sem qualquer privacidade. Isso significa
que de alguma forma você já está sendo “desnudo” por olhos virtuais,
isso não é algo bom, faz com que o mundo virtual deixe de ser seguro e
pior ainda abre todas as possibilidades de você tornar-se uma vitima
potencial em caso de controle total. Tudo isso deve ser avaliado,
porque o custo da nossa liberdade pode ser verdadeiramente alto
enquanto que a liberdade era falsa. Dessa forma, será exigido um custo
muito alto para a compra de uma mera ilusão. É correto e certamente
muito obvio concluir que um mundo cheio de informações está
deixando o homem completamente vazio de sentimentos. O aparato
colorido das fantasias virtuais pode hipnotizar o coração, e tornar o
homem completamente insensível á realidade objetiva. Sendo assim,
lembro-me de uma frase de George Orwell, renomado autor britânico e
autor do livro “1984” quando escreveu: “A massa mantém a marca, a
marca mantém a mídia e a mídia mantém a massa”. Na penumbra
desse mundo artificial jaz a alma solitária, quase anônima de um
homem desprovido de sentimentos profundos. O que as Escrituras nos
dizem sobre isso? “Sejamos sóbrios e vigiemos” (I Tessalonicenses 5:6)
“Sede sóbrios; vigiai e orai, porque vosso adversário, anda em
derredor, como leão bramando, buscando a quem possa tragar”(I
Pedro 5:8) “Nos quais o deus desse século cegou o entendimento dos
incrédulos” (II Coríntios 4;4) “Renunciando a impiedade e as
concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria,
justa e piamente” (Tito 2:11)”E não sede conformados com este
mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso
entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e
perfeita vontade de Deus (Romanos 12:2). Frente a esses fatos,
devemos SAR de muita cautela e tomar os devidos cuidados para não
cedermos as essas novas tendências, pois o fim está próximo, e nesse
submundo de pecado e relativismo, o afrouxamento moral devido a
fragilidade com que se trata os valores mais elevados que mantem o fio
da sociedade entrelaçado entre virtudes e moralidade, está
devidamente enfraquecido que rompe-se a qualquer toque, os dias são
perigosos, mas por causa do poder hipnótico do mundo virtual, poucos
se dão conta disso.

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(1)https://www.briansussman.com/commentary/smartphones-
and-the-antichrist-satans-electronic-heyday/)
(2)https://penntoday.upenn.edu/news/social-media-use-
increases-depression-and-loneliness

Nosso mundo mudou, de certa, forma sem duvida isso tem suas
vantagens e seus perigos. Depois da segunda guerra mundial e o inicio
da guerra fria, as inquietações do homem era devido uma catástrofe de
proporções universais que poria em ameaça toda a humanidade, assim
há certos elementos no progresso que disseminam o medo e as
incertezas. Comarc Burke, num livro onde abordou o valor da família e
casamento, escreveu: “Progresso é uma palavra bonita, mas pode ter
diversos significados. Será que uma sociedade está progredindo
porque adquiriu a capacidade de produzir armas atômicas, ou porque
as suas naves espaciais são capazes de chegar ao planeta Marte ou
mais longe, ou porque podemos discar diretamente para a Austrália?
As técnicas de guerra podem ter progredido, a velocidade da
comunicação intercontinental ou interplanetária pode ter progredido,
mas...o homem estará progredindo? Esta é, certamente a pergunta
fundamental” (1). Essa percepção vai no cerne da questão. A vida
mudou para melhor, mas os homens não estão progredindo
moralmente, aqui entra a doutrina crusta da depravação total, o
homem está espiritualmente morto e suas inclinações são más.
Deveríamos atentar para certas passagens das Escrituras, pois elas
falam sobre o caminho que a depravação espiritual leva, a queda
colocou o homem na correnteza do abismo, e acredito que de certa

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forma as novas tecnologias podem acelerar esse ritmo decadente.
Olhemos para as palavras de Cristo “Por ser multiplicar a iniqüidade, o
amor de muito se esfriará (Mateus 24:12) Lemos em Romanos 1:18 a
32 e vimos o quanto o home tem uma tendência natural de piorar,
ainda que o conhecimento intelectual progrida. Depois adentramos na
II Epistola de Paulo a Timóteo, lá no inicio do capítulo 3 há um
diagnostico do homem do fim dos tempos, então Paulo enumera as
marcas que distinguem o homem depravado dos últimos dias. Uma
sociedade onde torna-se mais acessível a multiplicação da iniqüidade,
acaso atualmente com essa explosão do conhecimento e as novas
tecnologias não contribuem para esse estado decadente? É lógico que o
uso das novas tecnologias quando usado com sabedoria e prudência,
tem suas vantagens, mas o problema é que são poucas as pessoas que
possuem as virtudes da sensatez e da prudência, cujo resultado seja de
fato usufruir da tecnologia para glorificar a Deus. É verdade que por
meio da internet o evangelho se expandiu, aplicativos da bíblia podem
ser baixados no seu Iphone, livros clássicos cristãos outrora
indisponíveis podem ser lidos direto no seu computador, as transações
comerciais se expandiram, e isso contribuiu com certas vantagens,
porém estou abordando os perigos inerentes, na beira de um abismo
não fechamos os olhos, eles devem permanecer abertos porque o
caminho na beira do abismo é perigoso, então aqui está, devemos ter a
bíblia como nossa lâmpada e nossa luz (Salmos 119:105) As redes
sociais contribuíram muito para o aumento da devassidão e ainda mais
para fraturar a família, as brechas são as vias que o diabo usa para
introduzir a contaminação espiritual, um dos ensinos mais claros das
Escrituras é com relação ao mundo (I João 2:15) ele nos conduz a
escravidão (João 8:34) então entendemos que qualquer tipo de
dependência que não seja Deus, é escravidão. Assim um dos intentos
satânicos é contaminar a mente das pessoas (Romanos 1:21)
contaminar o coração (Mateus 15:19) e contaminar todo o caminho
(Provérbios 13:15). O Uso da tecnologia e todos os seus aparatos e
vantagens precisam ser seguido de responsabilidade, cuidado e temor
a Deus. Além disso, não devemos deixar que as maquinas nos
dominem, temos que dominá-las. Ela não devem nos conduzir para um
estado de escravidão, precisamos ser senhores sobre as maquinas. Se
você controla a maquina, teu desejo será controlado por você, se as

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maquinas te controlam, teus desejos serão controlados por ela.(I
Timóteo 6:10). A abordagem desse assunto é sobre o cuidado, esse
assunto é um alerta, pois nosso mundo mudou, mas os homens não
mudaram, e as tendências proféticas anunciam que ele vai piorar até o
retorno triunfante de Cristo. Então enquanto estivermos aqui, cada
membro do corpo de Cristo, terão que ter discernimento para cuidar-
se, alertar os membros da família sobre o campo minado que estamos
atravessando. Devo lembrá-los que a família está sob ataque constante,
que o advento da internet também contribui para o aumento do
satanismo de uma maneira assombrosa, que o ódio e a violência e toda
espécie de iniqüidades ganhou forma virtual e cresce mais e mais cada
dia, e não é diferente a relação com o aumento de consumidores,
porque a demanda aumenta quando aumenta o numero de pessoas que
estão dispostas a chafurdar na lama maldita dos pecados mais
terríveis, agora apresentado de forma mais viável, por trás da porta de
um quarto fechado, nas mãos de uma pessoa no anonimato etc. A
conseqüência do pecado é conduzir o homem para o abismo, mas antes
de conduzir o homem completo para o abismo, a pratica do pecado
provoca um abismo dentro do coração do homem, o diabo precisa de
espaço dentro dele, então precisa cavar, e as unhas do pecado fazem
isso. O impacto psicológico das redes sociais já podem ser sentidos
hoje, Sean Parker, um dos fundadores do Facebook declarou que as
redes sociais foram desenvolvidas para consumir o máximo possível, o
tempo das pessoas. Assim, observemos que embora o homem esteja
cheio de ocupações virtuais, ele tornou-se vazio de compreensão das
coisas reais. A vida humana ocidental está entulhada de fantasias e
desprovida de coisas reais. O resultado disso é a depressão, o tédio e a
monotonia. No seu livro “Renovando Todas as Coisas” Henry Nowen,
aborda o problema da vida entediante conseqüente de uma vida fútil,
cheia de ocupações irreais: “O tédio muitas vezes está ligado ao
ressentimento. Quando estamos ocupados, ainda que nos perguntemos
se a nossa ocupação representa alguma coisa para alguém, sentimo-
nos usados, manipulados e explorados com muita facilidade.
Começamos a mos ver como vitimas, empurradas de um lado para
outro e forçadas a fazer toda espécie de coisas por pessoas que, ma
realidade, não nos levam a serio como seres humanos. Então um ódio
surdo começa a se desenvolver, um ódio que, com o tempo, se planta

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em nossos corações como um companheiro sempre ansioso. O nosso
ódio ardente pouco a pouco se transforma num ódio frio, esse ódio
gelado é o ressentimento, que tem efeito envenenador muito grande
sobre a nossa sociedade”. Uma época cheia de coisas supérfluas
tendem a controlar os homens com coisas completamente destituídas
de verdades e realidades, e isso provoca a mais terrível escravidão
espiritual. Nós somos chamados a liberdade e não a escravidão
(Gálatas 5:13) e para que a liberdade espiritual seja real temos que
estar livres da corrupção do mundo (II Pedro 2:15) A sabedoria e a
prudência sempre nos conduz para a forma mais sensata de lidar com
essas coisas que estou abordando aqui; primeiro devemos colocar o
reino de Deus em primeiro lugar e então devemos viver sempre no
mundo real, mas acima de tudo vivendo dentro da realidade da
esperança do evangelho, a comunhão familiar não pode ser perdida,
em seguida os relacionamentos “virtuais” não podem substituir nunca
os relacionamentos reais. Aqueles “fios” que nos desligam
completamente da realidade precisam muitas vezes ser “cortados” e
muitos laços de famílias e de amigos e irmãos precisam ser “reatados”,
e isso deve ser feito agora, antes que seja tarde, mais do que nunca o
cristão autentico tem que opor-se contra a onda gigantesca de
iniqüidades que assolam nossa sociedade, não importa quão poucos
sejam os cristãos que percebam esse fenômeno catastrófico, a reação
precisa começar com você.

A simples percepção que o mundo mudou é um convite á reflexão de


que precisamos tomar cuidado, espiritualmente falando, o mundo
nunca muda para melhor. Lembre-se que a primeira invenção do
homem depois da queda foi o homicídio. No capitulo 6 de Genesis a
civilização toda está no auge da depravação, então vem o dilúvio,
depois da família de Noé ergue-se novamente a civilização, então
Cristo profetiza que a sua vinda seria caracterizada por sinais distintos,
entre as quais, os dias seriam como os dias de Noé. Então o mundo
pode e de fato melhorou bastante em certos setores, mas não se
esqueça que também a era da ciência e tecnologia, o século vinte foi
selado com duas guerras mundiais e mais 22 guerras de grandes

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proporções que dizimaram mais de 200 milhões de almas. Assim,
concordo como o filosofo René Girard: “Quer queiramos quer não,
estamos hoje numa situação propriamente apocalíptica, no sentido da
revelação violenta da violência humana. A violência do homem é
revelada pelo que se passa hoje, e, uma vez que transcende as
possibilidades humanas, coloca ao mesmo tempo a espécie em perigo.”
(René Girard em “O Bode Expiatório e Deus”) A tecnologia e as redes
sociais tornaram os homens mais egoístas, aliás o egoísmo é
antropocentrismo e além disso o egoísmo provoca o vicio do
consumismo assim vimos como a rede é realmente uma armadilha se
não tivermos bom senso e discernimento. O ouro que vem do Egito
com os hebreus serviram na construção do tabernaculo, mas também
serviu para construir o bezerro de ouro. A vida do homem ocidental
moderno elevou-se para uma vida melhor em diversos setores, e isso
está muito evidente, de que com o desenvolvimento social vem a
tecnologia e com ela a promessa do paraíso psico-emocional. O
consumismo é uma marca distinta da nossa civilização, e então o
sistema nos escraviza, inventando coisas desnecessárias que se tornam
necessárias aos viciados em idolatrar as coisas, essa fome em
possessividade é que está tornando o homem cada vez mais escravo
das coisas que ele mesmo inventa. Tozer certa vez escreveu: “Não pode
existir duvida de que o apego possessivo ás coisas é um dos hábitos
mais perniciosos da vida. Pelo fato de serem tão naturais, raras vezes
as pessoas reconhecem pelo mal que é; todavia, suas conseqüências
são trágicas” (A. W. Tozer em “Em Busca de Deus”) Veja que isso pode
ser percebido com provas simples, por exemplo; os games. Olhe como
as crianças viciam nesses jogos eletrônicos. Outro exemplo, note o
comportamento das pessoas que ficam todos os dias no mundo virtual,
se ficam por algumas horas sem acesso a internet, há uma alteração no
comportamento delas tornam-se agressivas ou mal humoradas, esses
sinais são evidencias claras que a tecnologia está controlando o
homem, ao invés do homem controlar a tecnologia. Sem duvida hoje
vivemos sob alienação constante da tecnologia, ela nos seduz, e de fato
tem escravizado muitas pessoas, como poderia ser chamada a nossa
era, que seria uma utopia inalcançável se pudéssemos voltar a 40 anos
atrás, e tentar reimaginar sob a obscuridade da ignorância, o que seria
nosso mundo quatro décadas depois...Chamaríamos de tecnopia: uma
utopia tecnológica? Muito bem, foi Dawkins quem alertou: "A
inteligência artificial poderia significar o fim da raça humana", diz
Hawking. Levando em conta que a cisão de Dawkins seja mais
pessimista olhando para movimentos radicais como o
transhumanismo, de certa forma, faz sentido a sua declaração se for

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interpretada de forma subjetiva. O fim da sensibilidade é o fim de uma
civilização. Se os fundamentos de alguns absolutos ruírem, a tendência
do homem é a autodestruição. Duas guerras mundiais que ocorreram
no século passado, são modelos clássicos de exemplo que o homem
tem dentro de si esse impulso para a destruição quando os valores são
absorvidos por conveniências e os absolutos cedem para o relativismo.
O diabo sabe que basta que o homem perca o senso, se a visão do certo
e do errado pode ser comprometido, tudo mais vem com
conseqüências devastadoras. Até aqui quero que percebam, que a
tendência natural do homem por possuir coisas sem sentimento de
saciedade e a destruição da sensibilidade quando andam juntas, não é
necessário que ocorra crises catastróficas como uma guerra mundial,
apenas indivíduos autônomos sob um regime tecnocrático de
escravidão já é necessário para que haja uma ruptura com
anormalidade e o homem desça os degraus da coerência. Estamos
vivendo isso hoje. Veja bem, eu não estou afirmando que a tecnologia
em si é má, o problema é o homem. D e certa forma, a tecnologia nos
ajudou muito e ainda ajuda, creio que não podemos negligenciar o lado
bom. Porém essa dependência gera escravidão, e nenhuma escravidão
é boa, não quando o artificial controla pessoas, pois quanto mais
vivemos de ilusão, mais alheios ficaremos na realidade. O que percebo
é que parece que estamos revivendo um gnosticismo tecnológico, onde
há um inverso situacional. Abandonamos o mundo real, para viver no
artificial, deixamos a realidade como se ela fosse ruim, para entramos
num mundo de ilusões de ótica. Cito o exemplo, qualquer um poderia
perceber o impacto da leitura de um livro que toca a natureza com os
sentidos humanos, o livro de Henry Thoreau “Walden; ou a Vida nos
Bosques” uma vez que Thoreau interagiu com a natureza e extraiu dela
a observação necessária para dar um sentido a vida, a experiência dele
é uma inversão do homem moderno, que penetra nos bosques da
tecnologia, mas se perde no emaranhado de ilusões, pois a tecnologia é
um claustro, o mosteiro dos desalmados, homens que enrijecem a
sensibilidade e tornam-se mais egoístas e anônimos, mas esse
anonimato é uma anomalia, porque sendo observável, o centro da
comunhão familiar é quebrado, para que todos os componentes de
uma família se individualizem, os próximos distantes, a loucura desse
dilema, é que toda a família agora pode ser prodiga sem sair de casa,
basta entrar no caminho virtual e percorrer as longas jornadas que faz
co que cada próximo torne-se distante. E mais, às vezes as descidas
para os lugares mais obscuros são manejos fáceis para provar das mais
devassas bolotas que a terra distante do anonimato coloca diante do
homem, dando-lhe uma falsa segurança de libertinagem, como se fosse

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“liberdade”. Então diante desses fatos, a proposta é que devemos
reagir, e não perder os limites que definem o real da ilusão, e que a
percepção e o bom senso estejam ativos na nossa vida, de modo a
vivermos com sabedoria e prudência em tempos que parecem
perigosos e são de certa forma, muito complexos, porque envolvem
valores e problemas que em longo prazo, se não forem resolvidos
podem ser catastróficos para a humanidade. O que a bíblia nos diz? Os
dias difíceis devem ser confrontados com vigilância (Mateus 24:42 a
44, 25:13 Lucas 35 Apocalipse 16;15) Sobriedade (I Pedro 1:13 I
Tessalonicenses 5:2 a 6 I Pedro 4:2) Mortificação da carne
(Colossenses 3:3 a 5 I João 3:2 e 3) Comunhão com os Santos e muito
amor fraternal (I João 2:20 e I Tessalonicenses 3:12 e 13)

Paulo adverte que a vida do cristão precisa ser vivida com cuidado e
sabedoria, nesse caso a prudência deve ser uma marca distinta na vida
espiritual, porquanto sendo ele peregrino, não tem seu coração voltado
para as coisas passageiras do presente século “Amados, peço-vos como
a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências que
combatem contra a alma”(I Pedro 2:11) sendo assim, são mui valiosas
as palavras de Paulo “Andai em sabedoria para com os que estão de
fora, remindo tempo porquanto os dias são maus” (Colossenses 4:5
com Efésios 5:16). Ora se os dias são maus, precisamos discernir os
tempos, de outra forma, iremos cair nos mesmo erros dos judeus que
rejeitaram a Cristo (Lucas 12:56). A palavra grega em Efésios 5:16 e
Colossenses 4:5 que foi traduzido como “remindo” é
“Exagorazomenoi” e significa aproveitar ao Maximo o tempo presente,
tomar posse do agora e viver completamente e intensamente para
Cristo. Não gastar o tempo em vão então é uma ordem do Espírito
Santo e ouso dizer que é uma doutrina bíblica, pois sendo uma ordem,
atribui-se ao assunto em pauta uma exigência á obediência á vontade
de Deus como Cristo nosso Senhor assim ensinou na oração modelo
(Mateus 6:10) veja que com relação aos últimos dias, o diabo não perde
o seu tempo em incitar que os homens perdem o tempo com coisas
supérfluas e toda espécie de embromação e engano (Apocalipse
12:12). Veja que é necessário que se entenda que a vida cristã exige
profundidade, as raízes são necessárias, de outra forma o mundo e
seus cuidados sufocarão e estará comprometida toda estrutura da vida
espiritual. Assim que é constante a admoestação cristã de que devemos

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vigiar em todo o tempo (Lucas 2:36) justamente porque vigilância e
sobriedade, bem como leitura da bíblia, oração, tempo com a família,
nada disso é perda de tempo. Muito menos ainda nossa vida de piedade
e devoção. Ao invés de cedermos as tentações do presente século e
aderir as coisas que destroem a nossa sensibilidade, devemos lutar
para manter o equilíbrio e gerenciar o nosso tempo ao ponto de jamais
comprometer a nossa vida espiritual por causa das barganhas e as
parafernálias que o mundo da tecnologia nos oferece com tanta
insistência. Assim, ao invés de fugirmos para um “monastério”
precisamos na verdade é lidar com a situação com sabedoria e
discernimento para que o tempo seja administrado com sabedoria e
prudência. Essa é a regra, a via pelo qual devemos confrontar todos
esses problemas que enfrentamos, vivendo em um mundo pós
moderno. Precisamos entender a questão encarar todas as
complexidades da atualidade, e viver de modo correto, para a glória de
Deus, aproveitando as oportunidades de proclamar o evangelho sem,
contudo prostrar-se em adoração a essa maquinaria eletrônica e
todos os seus aparatos que de certa forma vem escravizando muita
gente inclusive muitos cristãos. Assim a bíblia exige mais do que
cautela para se viver de acordo com as exigências do Novo Testamento,
remir o tempo é bem mais do que ir a igreja duas vezes por semana, ou
gastar alguns minutos em oração e ler alguns versículos da bíblia.
Trata-se de algo mais profundo e mais responsável, somos mordomos
do tempo que o Senhor nos dá “Ensina-nos a contar os nossos dias, de
tal maneira que alcancemos corações sábios” (Salmos 90:12) e de
maneira tal deve ser essa contagem, que se exige o maximo da nossa
sabedoria e prudência, porque a vida é curta demais para se viver em
prolongadas atividades superficiais. Ora quando começamos a
perceber essas verdades, então começaremos a agir de acordo com a
voz do Espírito Santo, pois os emaranhados da tecnologia possuem um
poder de atração e são ainda mais potentes em escravizar pessoas. É
impossível não percebermos isso em nossos dias, porque esse fato tem
acorrentado uma serie de problemas comportamentais e terão
conseqüências ainda mais terríveis em um futuro próximo. Assim a
oportunidade de mostrar ao mundo que as coisas passageiras não
cativam os cristãos e ao mesmo tempo demonstrar que podemos usar
de todo o aparato tecnológico sem, contudo ser escravo desse sistema,

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é um meio eficaz de testemunhar ao mundo que a sabedoria e a vida
piedosa podem andar de mãos dadas. É difícil muitas vezes tomar a
iniciativa de ser da “contramão” no sistema vigente, mas ter um Novo
Testamento no bolso e abri-lo para uma leitura devocional enquanto
estamos na fila do banco é uma atitude radical em nossos dias, e o
mesmo não é diferente em qualquer local de espera e até mesmo em
uma praça publica. Dessa forma, quando ainda temos percepção do
valor precioso do tempo, não iremos provocar uma desordem
espiritual na vida ao ponto da nossa sensibilidade morrer dentro de
nós, Paulo fala das aflições do tempo presente (Romanos 8:18) fala
sobre o deus desse século que cega o entendimento dos incrédulos (II
Coríntios 4:4) dias difíceis devem ser vividos com cuidado (Mateus
24:10). Precisamos ter a percepção da urgência das coisas espirituais, a
busca pelo reino de Deus e a sua justiça deve ser nossa meta, nossa
prioridade durante todo o trajeto da nossa peregrinação nesse mundo.
“Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as
suas obras em mansidão e sabedoria” (Tiago 3:13) ocupar-se com
essas coisas é um mandamento do Senhor como prescreve Paulo em I
Timóteo 4:15 , a seqüência dessa exortação é para que tenhamos
cuidados (Versículo 16) devemos perseverar nas coisas certas, é
agindo de forma correta em tempos de crises morais e espirituais que
vamos manter o nosso testemunho e brilhar como estrelas em um
firmamento de trevas espirituais (Filipenses 2:15) Assim o “Tem
cuidado de ti mesmo” na admoestação paulina é muito atual, pois
nossos dias exigem cuidado, pois são dias difíceis (II Timóteo 3:1 a 8) e
assim sendo, devemos viver de modo que venhamos agradar a Deus e
não a nós mesmos “Para que possais andar dignamente diante do
Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e
crescendo no conhecimento de Deus” (Colossenses 1:10) Que o Senhor
ilumine os nosso olhos (Efésios 1;18) para que possamos enxergar as
trevas do presente século e que nossa luz seja como o esplendor da
aurora. Amém.

Clavio J. Jacinto (48) 99812-3759 claviojj@gmail.com

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