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VOLUME 7 | NÚMERO 7 | 2018

ISSN 2179-846X RIC - REVISTA IBGM CIENTÍFICA 3

NESTA EDIÇÃO

07 CAPA - BENEFÍCIOS DA APLICAÇÃO DA OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA


11 A LÍNGUA PORTUGUESA NO PROCESSO COMUNICATIVO

15 CROSS CULTURAL: GERAÇÃO Y SEM FRONTEIRAS 17 LIDERANÇA SITUACIONAL NAS ORGANIZAÇÕES: UMA REFLEXÃO DE
SEUS IMPACTOS NA ATUAÇÃO DO LÍDER

04 PALAVRA DO DIRETOR GERAL 41 A INOVAÇÃO DO DESIGN THINKING COMO DIRECIONADOR


ESTRATÉGICO NA ORGANIZAÇÃO

05 EDITORIAL 46 AS VANTAGENS DAS PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS NAS


ORGANIZAÇÕES

06 EDITORIAL 52 VALORIZAÇÃO DAS RELAÇÕES ENTRE AS DIVERSAS


GERAÇÕES E A PRODUTIVIDADE ORGANIZACIONAL

23 AS CONTRIBUIÇÕES DO LÍDER PARA A FORMAÇÃO DE


UMA EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE 56 O DINAMISMO DO COMÉRCIO DE ROUPAS EM SANTA CRUZ DO
CAPIBARIBE: ETAPAS DE SUA PRÁTICA CONFECCIONISTA

29 ENTRE O DISCURSO E A REALIDADE - O DESCARTE DE RESÍDUOS


SÓLIDOS NO MEIO AMBIENTE, UM PROBLEMA SOCIAL. 62 A CONTRIBUIÇÃO DO ENFERMEIRO PARA O ENVELHECIMENTO ATIVO
NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DE FAMILIA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

35 O CONSUMO RESPONSÁVEL E A CONSCIÊNCIA COLETIVA 77 A CONTRIBUIÇÃO DO ENFERMEIRO PARA O ENVELHECIMENTO ATIVO


NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DE FAMILIA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Edição/ Edition Projeto Gráfico/Graphic Design Faculdade IBGM


Edilene Gasparini Jaime Carrapatoso Instituto Brasileiro de Gestão & Marketing
Revisão Técnica / Technical Review Colaboradores/Employees Rua Joaquim Felipe, 250 - Boa Vista, Recife-PE
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x.xxx Exemplares facebook.com/unibraoficial

Revista IBGM Científica- RIC | Instituto Brasileiro de Gestão & Marketing – Vol. 7 Nº 7 (2018) – Recife: IBGM, 2018.
Semestral 1. Administração- I. Instituto Brasileiro de Gestão & Marketing.
ISSN 2179-846X RIC - REVISTA IBGM CIENTÍFICA 17

LIDERANÇA SITUACIONAL NAS ORGANIZAÇÕES


UMA REFLEXÃO DE SEUS IMPACTOS NA ATUAÇÃO DO LÍDER
Flávia Andreza de Souza1

RESUMO: O presente artigo é um estudo sobre Liderança Situacional e tem como objetivo investigar as contribuições da Liderança Situacional para
a atuação do gestor no ambiente organizacional. Configurou-se como uma investigação exploratória (quanto aos objetivos) e bibliográfica (quantos
aos procedimentos). A fundamentação teórica está baseada nos estudo de Hersey e Blanchard (1986). Em termos de resultados foi possível observar
que o gestor capaz de equalizar o nível de desenvolvimento das pessoas, o contexto da organização e o estilo de liderança está em uma amistosa
trilha para ter sucesso como líder.

palavra-chave: Liderança. Liderança Situacional. Líder. Gestão de Pessoas.

1. INTRODUÇÃO mais holístico, sem priorizar a conjuntu-


ra ou o grupo, mas estabelecendo uma Liderança vem da palavra inglesa
relação entre ambos. É preciso que o lead, que significa conduzir, dirigir, guiar,
Os primeiros diálogos relacionados
líder observe também a maturidade da sendo o seu primeiro registro datado de
as teorias de liderança focavam unilate-
equipe e a necessidade de produção. 825 d.C. (SPECTOR, 2010). Em 1834 co-
ralmente na pessoa do líder (Teoria do
O objetivo deste estudo é investigar meçou-se a falar em leadership (posição
Traços, década de 30). Para essa teoria,
as contribuições da Liderança Situacio- de guia, função de condutor). No século
a liderança é nata, pautadas em uma sé-
nal para a atuação do gestor no ambien- XIX, a língua portuguesa adotou o vocá-
rie de características da personalidade
te organizacional. Configurou-se como bulo lead.
do indivíduo. O líder ideal seria aquele
uma investigação exploratória (quanto Para Robbins (2004) liderança é a
com mais traços considerados necessá-
aos objetivos) e bibliográfica (quantos capacidade e influenciar grupos ao al-
rios ao ato de liderar. Dessa forma, ou o
aos procedimentos). cance de objetivos.
indivíduo nasce líder ou nunca será.
O principal referencial teórico da Liderar é um conjunto de habilida-
Depois surgiram as Teorias Com-
investigação foi Hersey e Blanchard des desenvolvidas para conduzir varia-
portamentais (décadas de 40 a 60), com
(1986), que ofereceu a concepção ori- dos tipos de pessoas para um objetivo
seu olhar bidirecional, focado na tarefa
ginal sobre a temática discutida. Como comum (LACOMBE; HEILBORN, 2008).
ou nas pessoas. Nesse momento, já se
fundamentação complementar, teve-se Segundo Bowditch (1999), a lide-
considerava que a liderança poderia ser
a contribuição de autores contemporâ- rança pode ser entendida com um pro-
aprendida e a ênfase estava no com-
neos como Robbins (2004) e Chiavenato cesso de influência, onde um sujeito ou
portamento do líder. Quando focado
(1999), que auxiliaram nas análises, sín- grupo é orientado para o atendimento
na tarefa, o comportamento do líder é
teses e interpretações do estudo origi- de metas estabelecidas pela organiza-
autoritário, visando a produtividade. Por
nal. ção.
outro lado, se centrado no colaborador,
A liderança pode ser entendida com
o gestor comporta-se democraticamen-
2. LIDERANÇA uma influência de uma pessoa sobre
te, apoiando primeiramente as necessi-
outra em dada situação, envolvendo
dades da equipe.
2.1 Noções e Conceitos Basilares comunicação humana e visando alcan-
Após a década de 60, despontam as
Uma liderança adequada é essencial çar um ou mais objetivos (CHIAVENATO,
Teorias Contingenciais, especialmente a
para governos, empresas, e grupos que 1999).
Teoria Situacional. O líder deve agir con-
afetam nossa maneira de viver. Por isso, Geralmente, dentro das organiza-
forme as demandas da situação e da
é preciso entender o que é liderança. ções, os ocupantes de cargo de gerên-
equipe. Sua atuação deve ter um olhar
cia, coordenação, direção, supervisão
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detêm certo grau de autoridade con- 1999; BERGAMINI, 1994). O grande de- derança situacional está baseada em: (i)
ferido institucionalmente, em razão da safio do líder é perceber quando aplicar comportamento de tarefa (quantidade
função ocupada. determinada tendência, com que pes- de orientação e direção); (ii)comporta-
Entretanto, o fato de a organização soas, em que ocasião e em quais ativi- mento de relacionamento (quantidade
atribuir a seus administradores alguns dades. de apoio socioemocional); e (iii)maturi-
direitos formais não lhes assegura a ca- É nesse cenário que está inserida a dade (nível de prontidão dos colabora-
pacidade de liderança eficaz (ROBBINS, teoria da Liderança Situacional, que par- dores para executar uma tarefa).
2004). te do pressuposto que não há um único As duas primeiras bases estão re-
Grande parte do poder do líder vem estilo correto e ideal para ser aplicado lacionadas a atuação do líder. A última
do próprio grupo, considerando que a nas diversas situações e com os diferen- está ligada aos subordinados.
legitimidade da liderança é baseada na tes colaboradores do ambiente organi- No comportamento de tarefa, o foco
aceitação do líder pelos liderados (MOT- zacional. Cada situação pede uma ges- do líder é na atividade fim do trabalho.
TA, 1995). tão adaptada ao momento vivenciado. O gestor diz o que fazer, como fazer e
Bergamini (1994) destaca duas ver- quando fazer. Estabelece objetivos e
tentes comuns ao conceito de lideran- 3. LIDERANÇA SITUACIONAL define os papéis a serem seguidos.
ça: (i) como um fenômeno grupal – duas No comportamento de relaciona-
ou mais pessoas; e (ii) como processo 3.1 Noções Iniciais mento, o líder concentra-se nas rela-
intencional – líder para liderado. As organizações atuais exigem cada ções com os seus coordenados. Ele
Os líderes podem surgir natural- vez mais lideranças que consigam tra- ouve as pessoas através de uma comu-
mente dentro de um grupo ou por in- balhar em situações adversas, incluindo nicação bilateral, apoia e os encoraja
dicação formal. A liderança não legiti- a isso equipe e recursos enxutos. em seus esforços.
mada, ou informal é aquela que surge É preciso haver sensibilidade para Os autores consideraram, ainda, a
fora da estrutura formal da instituição e conhecer o cenário organizacional e os maturidade dos funcionários como ele-
é tão importante quanto a formal. perfis dos liderados, de forma que isso mento de extrema importância, geran-
venha a ajudar no momento de definir do uma classificação de quatro estágios.
2.2 ESTILOS DE LIDERANÇAS como se vai atuar e quais pessoas serão No primeiro nível (M1), a maturidade
Uma das teorias mais influentes envolvidas no processo. dos liderados é classificada como baixa
sobre estilos de liderança é datada Uma liderança efetiva precisa ali- para realizar certa tarefa, visto que eles
de 1939, de autoria de White e Lippitt nhar o estilo de liderança adequado, não sentem confiança em suas poten-
(CHIAVENATO, 1999; POSSI, 2006) e traz que deve estar relacionado ao nível de cialidades ou não sentem vontade para
três estilos: autocrático, liberal e demo- maturidade dos colaboradores, desta cumprir as atividades. Desta forma, o
crático. forma, é possível entender que a Teo- líder precisa delegar e acompanhar a
O líder autocrático toma as decisões ria da Liderança Situacional está focada execução de perto.
e fixa as diretrizes. Apresenta compor- nos colaboradores. No nível dois (M2), o colaborador
tamento dominador. Nesta perspectiva, a teoria vem dia- tem maturidade entre média e mode-
O liberal permite total liberdade nas logar a multiplicidade comportamental rada, suficiente para executar as tarefas
decisões, participa pouco na divisão de do gestor, onde o a maturidade dos diárias, mas não possui as habilidades
tarefas, limitando-se a opinar nas ativi- liderados é peça fortemente influente exigidas. Assim, o líder deve direcionar o
dades. (BISPO, 2013). trabalho, além de apoiar os funcionários
O estilo democrático enfatiza o líder Hersey e Blanchard (1986) propuse- no aprimoramento de sua autoconfian-
e o liderado simultaneamente. Os cami- ram uma nova visão para o conceito de ça.
nhos são debatidos coletivamente, com liderança. Para os autores, trata-se do No nível seguinte (M3), o liderado
estímulo e acompanhamento constante processo de influenciar um indivíduo ou tem maturidade de moderada a alta.
do líder. A divisão de tarefas fica sob grupo, de forma a direcionar seus esfor- Tem também as habilidades adequadas
responsabilidade da equipe, mas sobre ços para realizar um objetivo em dada para adequadas para realizar as tarefas,
a supervisão do líder, que se preocu- situação. contudo não tem desejo de ajudar o lí-
pa essencialmente com a delegação e A Teoria da Liderança Situacional der. Isso pode estar relacionado a uma
acompanhamento das ações. vem dizer que uma forma adequada de baixa motivação e falta de confiança. O
O estilo autoritário é capaz de obter liderar está relacionada com (i) escolha líder precisa estimular a participação
o maior volume de trabalho, contudo do estilo adequado no momento e (ii) o dos coordenados e ajudar na tomada
com a presença de insatisfação e ten- nível de disposição dos liderados. de decisão.
são no ambiente de trabalho. O liberal A liderança envolve: líder, liderado e No último nível (M4), o colaborador
gera pouca produtividade, qualidade situação. Ela precisa ser exercida pelo tem maturidade alta, habilidades de-
insuficiente e grupo desagregado. O lí- líder, aceita pelos liderados e acontecer senvolvidas e disposição para contri-
der democrático obtêm melhores resul- em dado momento, não obrigatoria- buir. Neste estágio, o líder não precisar
tados, incluindo qualidade no trabalho, mente sempre (NASCIMENTO, 2016). atuar como apoiador ou direcionador,
clima e comprometimento (CHIAVENA- Os líderes não são eficientes quanto visto que o funcionário tem autonomia
TO, 1999). ignoram a necessidade de adaptação e capacidade de ação sem a participa-
No cotidiano das organizações os lí- ao ambiente em que estão inseridos. ção direta do líder.
deres tendem a utilizar os três tipos de Cada nível de maturidade está rela-
estilo, considerando as diferentes situa- 3.2 Bases e Aplicações cionado a um estilo de liderança ade-
ções, pessoas e tarefas (CHIAVENATO, Para Hersey e Blanchard (1986) a li- quado (HERSEY; BLANCHARD, 1986).
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Essa intersecção gera um tipo de com- portamentos de tarefa e de rela- senvolvimento das pessoas, contexto da
portamento do líder para com seus fun- cionamento, é possível conhecer o organização e estilo de liderança para ca-
cionários (Quadro 1): determinar; com- nível de maturidade dos indivíduos. minhar na trilha do sucesso como líder.
partilhar; persuadir; delegar.
Quadro 1 – Maturidade x Estilo Adequado x Comportamen-
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 5. REFERÊNCIAS
to do Líder

MATURIDADE DO ESTILO DE COMPORTA- Ao fazer um passeio pelas primei- BERGAMINI, Cecília W. Liderança:
LIDERADO LIDERANÇA MENTO DO
ADEQUADO LÍDER ras abordagens de liderança, é possível Administração do Sentido. São Paulo:
M1 E1 líder perceber diversos entendimentos. Al- Atlas, 1994.
baixa capacidade tarefa alta determina
pouca motivação relacionamento gumas afirmavam que nascer com de-
baixo
terminadas características pessoais era BISPO, Nathaly. Liderança Situacio-
M2 E2 líder persuade
baixa capacidade tarefa alta essencial para ser um bom líder. Outras nal e a Teoria de Hersey e Blanchard.
muita motivação relacionamento
alto garantiam que ao aprender algumas Catho, Baurueri, 10 mai 2013. Disponí-
M3 E3 líder técnicas estava garantida a eficiência da vel em: <http://www.catho.com.br/car-
alta capacidade tarefa baixa compartilha
pouca motivação relacionamento liderança. reira-sucesso/gestao-rh/o-lider-situa-
alto
No auge dessas teorias, a atuação cional>. Acesso em: 06 maio 2017.
M4 E4 líder delega
alta capacidade tarefa baixa dos gestores estava vinculada a um per-
muita motivação relacionamento
baixo fil de liderança, baseada em um único BOWDITCH, James L., ANTHONY F.
Fonte: Hersey e Blanchard (1986) - adaptação
estilo com perfil específico. As relações Buono. Elementos de comportamen-
e conduções do cotidiano organizacio- to organizacional. São Paulo: Pioneira,
Para saber escolher o estilo de lide- nal estavam vinculadas ao tipo específi- 1999.
rança adequado para o nível de matu- co da liderança. O clima organizacional e
ridade da equipe, o líder precisa saber os resultados tinham vestígios do líder. CHIAVENATO, Idalberto. Administra-
como essa maturidade está composta A liderança situacional vem trazer ção nos Novos Tempos. Rio de Janeiro:
(HERSEY; BLANCHARD, 1986). uma reflexão para além desses ele- Campus, 1999.
O estilo de liderança depende do mentos, colocando dentro da equação
nível de maturidade do liderado, que ‘atividades realizadas’, ‘relacionamento HERSEY, Paul; BLANCHARD, Kenneth
resulta em um comportamento es- líder-liderado’ e ‘maturidade dos cola- H. Psicologia para Administradores: as
pecífico para a situação, tudo isso em boradores’. teorias e as técnicas da liderança situa-
um cenário dinâmico (Figura 1) que Essa configuração mais complexa cional. São Paulo: EPU, 1986.
necessita de constante observação trazida pela Liderança Situacional, co-
do líder para possíveis adaptações de meça a considerar elementos do am- LACOMBE, Francisco; HEILBORN,
sua atuação, caso sejam necessárias. biente e da ocasião, além das caracte- Gilberto. Administração: Princípios e
rísticas ou técnicas do líder. Tendências. São Paulo: Saraiva, 2008.
Figura 1 – Estilo do Líder Depois do fomento trazido pela lide- 2. ed.
rança situacional, os gestores não po-
Tarefa baixa e Tarefa alta e
ALTO

relacionamento alto relacionamento alto dem estar presos a um estilo único, não MOTTA, P. R. Gestão Contemporâ-
devem mais influenciar apenas de uma nea: a ciência e a arte de ser dirigente.
AR PER
ILH SU maneira o desempenho dos colabora- Rio de Janeiro: Record, 1995.
RT
DE RELACIONAMENTO

E E
COMPORTAMENTO

AD
PA

dores. É primordial a utilização de vários


COM

IR

3 2
estilos de liderança, consoante com as NASCIMENTO, E. M. G. Erros na equi-
diversas necessidades do momento. pe sobre a ótica da Liderança Situacio-
E E
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AR

4 1
Em vista disso, presume-se que não nal. Pensando RH, 04 abr 2016. Disponí-
EG

RM

L IN
DE AR
há uma técnica única e perfeita para vel em: <https://pensadorh.wordpress.
realizar a gestão de pessoas. O mais com/tag/situacional>. Acesso em: 06
BAIXO

Tarefa baixa e
relacionamento baixo
Tarefa alta e
relacionamento baixo oportuno é o gestor adaptar seu estilo maio 2017.
de liderança ao nível de maturidade e
BAIXO COMPORTAMENTO
DE TAREFA ALTO de desenvolvimento dos funcionários POSSI, Marcus. Gerenciamento de
ALTA MODERADA BAIXA
em casa situação específica. Projetos - Guia do Profissional: aspectos
M4 M3 M2 M1 A Liderança Situacional busca o humanos e interpessoais. Volume 2. Rio
MATURIDADE DOS LIDERADOS compartilhamento de experiências, de de Janeiro: Brasport, 2006.
Fonte: Hersey e Blanchard (1986) forma que o grupo possa evoluir e tra-
balhar de forma mais autônoma, com ROBBINS, Stephen Paul. Fundamen-
A imagem semelhante a um sino cada um gerindo seu próprio comporta- tos do Comportamento Organizacional.
é conhecida como Curva Prescritiva e mento e atuando de forma responsável São Paulo: Prentice Hall, 2004.
mostra o estilo de liderança convenien- e auto motivada.
te a cada nível de maturidade existente. O líder que desejar ser um gestor SPECTOR, Paul E. Psicologia nas Or-
Os quatro estilos são: E1 – delegação; de alto nível precisa ter em mente que ganizações. São Paulo: Saraiva, 2010.
E2 – compartilhamento; E3 – persuasão; as pessoas são os maiores valores da
e E4 – determinação. organização, de maneira que suas par- 1
Mestrado e Graduação em Administração. MBA em Gestão
de Pessoas. Analista em Planejamento e Orçamento (Secre-
Quando é feita a relação do ní- ticularidades devem ser consideradas. É taria de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco). Tu-
tora à Distância na Especialização em Gestão Pública (IFPE).
vel de desenvolvimento dos com- primordial saber equalizar nível de de-
20 RIC - REVISTA IBGM CIENTÍFICA ISSN 2179-846X

SITUATIONAL LEADERSHIP IN ORGANIZATIONS:


A REFLECTION OF ITS IMPACTS ON THE LEADER´S PERFORMANCE
Flávia Andreza de Souza1

Abstract: This article is a study about Situational Leadership and it aims to investigate the contributions of the Situational Leadership to the per-
formance of the manager in the organizational environment. It was established as an exploratory (in relation to objectives) and bibliographic investi-
gation (in relation to the procedures). The theoretical basis is based on the study by Hersey and Blanchard (1986). In terms of results it was possible
to observe that the manager who is able to equalize the level of people’s development, the context of the organization, and the style of leadership
is on a friendly path to succeed as a leader.

Keywords: Leadership. Situational Leadership. Leader. People Management.

1 INTRODUCTION the conjuncture or the group, but es- dated 825 AD (SPECTOR, 2010). In 1834
tablishing a relationship between both. he began to speak about leadership (as
The first dialogues related to lea- The leader must also observe team ma- a position of guide, function of conduc-
dership theories focused unilaterally on turity and the need for production. tor). In the 19th century, Portuguese
the person of the leader (Trait Theory, This study aims to investigate the language adopted the word lead.
1930s). According to this theory, leader- contributions of the Situational Leader- For Robbins (2004) leadership is the
ship is born with the leader, based on a ship to the performance of the manager ability and influence groups to reach ob-
number of characteristics of the perso- in the organizational environment. It jectives.
nality of the individual. The ideal leader was set up as an exploratory (as to ob- Leading is a set of skills developed
would be the one with the most traits jectives) and bibliographic investigation to lead varied types of people towards
considered necessary for the act of lea- (how many to the procedures). a common goal (LACOMBE; HEILBORN,
ding. In this way, either the individual is The main theoretical reference of 2008).
born leader or never will be. the research was Hersey and Blanchard According to Bowditch (1999), lea-
Then Behavioral Theories (40 to 60s) (1986), who offered the original con- dership can be understood as a process
emerged, with their two-way look, focu- ception on the subject discussed. As a of influence, where a subject or group is
sed on the task or the people. At that complementary basis, contemporary oriented towards meeting goals establi-
time, leadership was already considered authors such as Robbins (2004) and shed by the organization.
to be learned and the emphasis was on Chiavenato (1999) contributed to the Leadership can be understood as
the leader’s behavior. When focused on analyzes, syntheses and interpretations influencing one person over another
the task, the leader’s behavior is autho- of the original study. in a given situation, involving human
ritarian, aiming for productivity. On the communication and aiming at one or
other hand, if centered on the emplo- 2 LEADERSHIP more goals (CHIAVENATO, 1999).
yee, the manager behaves democrati- 2.1 Basic Notions and Concepts Generally, within the organizations,
cally, supporting first the needs of the Adequate leadership is essential for the occupants of management, coordi-
team. governments, businesses, and groups nation, direction, supervision have a cer-
After the 1960s, the Contingency that affect our way of living. So, it is im- tain degree of authority conferred insti-
Theories emerged, especially Situational portant to understand what leadership tutionally, due to the function occupied.
Theory. The leader must act according is. However, the fact that the organi-
to the demands of the situation and the Leadership comes from the English zation gives its managers some formal
team. Their performance should have a word lead, which means to lead, to di- rights does not guarantee them effecti-
more holistic look, without prioritizing rect, to guide, and it has its first record ve leadership skills (ROBBINS, 2004).
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Much of the power of the leader co- different situations and with the diffe- when to do it. Establish objectives and
mes from the group itself, considering rent collaborators of the organizational define the roles to be followed.
that the legitimacy of leadership is ba- environment. Each situation demands a In relationship behavior, the leader
sed on the leader’s acceptance by the management adapted to the moment focuses on relationships with his co-or-
leaders (MOTTA, 1995). experienced. dinates. He listens to people through
Bergamini (1994) highlights two bilateral communication, supports and
common aspects of the concept of lea- 3 SITUATIONAL LEADERSHIP encourages them in their efforts.
dership: (i) as a group phenomenon - 3.1 First Notions The authors also considered the
two or more people; and (ii) as an inten- Today’s organizations are deman- maturity of employees as an element of
tional process - leader to leader. ding more and more leaders who can extreme importance, generating a clas-
Leaders can come naturally within work in adverse situations, including sification of four stages.
a group or by formal nomination. Unla- staff and lean resources. At the first level (M1), the maturity
wful, or informal leadership is one that It takes sensitivity to get to know the of those being led is classified as low to
arises outside the formal structure of organizational scenario and the profiles perform a task, since they do not feel
the institution and is as important as of the leaders, so that this will help when confidence in their potentialities or do
formal. defining how you will act and which peo- not feel inclined to carry out the activi-
ple will be involved in the process. ties. In this way, the leader must dele-
2.2 Leadership Styles Effective leadership needs to align gate and monitor the execution closely.
One of the most influential theories the appropriate leadership style, which At level two (M2), the employee has
on leadership styles is that of White must be related to the level of employee a moderate to moderate maturity, suf-
and Lippitt (CHIAVENATO, 1999; POSSI, maturity, so it is possible to understand ficient to perform daily tasks, but does
2006), and has three styles: autocratic, that Situational Leadership Theory is fo- not have the skills required. Thus, the
liberal, and democratic. cused on employees. leader must direct the work, in addition
The autocratic leader makes the de- In this perspective, the theory comes to supporting the employees in the im-
cisions and sets the guidelines. Shows to dialogue the behavioral multiplicity provement of their self-confidence.
dominating behavior. of the manager, where the maturity of At the next level (M3), the leader has
The liberal allows total freedom in the leaders is a strongly influential piece moderate to high maturity. He also has
the decisions, participates little in the (BISPO, 2013). the right skills to perform the tasks, yet
division of tasks, limiting itself to opine Hersey and Blanchard (1986) pro- he has no desire to help the leader. This
in the activities. posed a new vision for the concept of may be related to low motivation and
The democratic style emphasizes leadership. For the authors, it is the lack of confidence. The leader needs to
the leader and the leader simultaneou- process of influencing an individual or encourage the participation of coordi-
sly. The paths are discussed collectively, group, in order to direct their efforts to nates and help in decision-making.
with encouragement and constant mo- achieve an objective in a given situation. At the last level (M4), the collabora-
nitoring of the leader. The division of The Situational Leadership Theory tor has high maturity, developed skills
tasks is under the responsibility of the tells us that an adequate way to lead is and willingness to contribute. At this sta-
team, but on the supervision of the lea- related to (i) choosing the right style at ge, the leader does not have to act as a
der, who is essentially concerned with the moment and (ii) the level of disposi- supporter or leader, since the employee
the delegation and monitoring of ac- tion of the leaders. has autonomy and ability to act without
tions. Leadership involves: leader, lead the direct participation of the leader.
The authoritarian style is able to ob- and situation. It needs to be exercised Each level of maturity is related to
tain the greatest volume of work, howe- by the leader, accepted by the leaders an appropriate leadership style (HER-
ver with the presence of dissatisfaction and happen at a given moment, not ne- SEY; BLANCHARD, 1986). This intersec-
and tension in the work environment. cessarily always (NASCIMENTO, 2016). tion generates a type of behavior of the
The liberal generates little productivity, Leaders are not efficient while igno- leader towards his employees (Chart 1):
insufficient quality and disaggregated ring the need to adapt to the environ- determining; to share; persuade; to de-
group. The democratic leader achieves ment in which they are inserted. legate.
better results, including job quality, cli- Table 1 - Maturity x Adequate Style x Leader Behavior
mate and commitment (CHIAVENATO, 3.2 Fundaments and Applications
1999). For Hersey and Blanchard (1986) MATURITY ADEQUATE STYLE
OF LEADERSHIP
LEADER
BEHAVIOR

In the daily life of organizations, lea- situational leadership is based on: (i) M1 S1 leader
ders tend to use the three types of sty- task behavior (amount of orientation low capacity
little motivation
high task
low relationship
determines

le, considering the different situations, and direction); (ii) relationship behavior
people and tasks (CHIAVENATO, 1999; (amount of social-emotional support); M2 S2 leader
low capacity high task persuades
BERGAMINI, 1994). The great challenge and (iii) maturity (level of employee rea- a lot of motivation high relationship

of the leader is to realize when to apply diness to perform a task).


M3 S3 leader shares
a certain tendency, with which people, The first two bases are related to the high capacity low task
little motivation high relationship
on what occasion and in what activities. leader’s performance. The latter is lin-
It is in this scenario that the theory of ked to subordinates. M4 S4 leader
high capacity low task delegates
Situational Leadership is inserted, that In task behavior, the leader’s focus is a lot of motivation low relationship
assumes that there is not a single cor- on the end of work activity. The manager
Source: Herseu and Blanchard (1986) – An adaptation.
rect and ideal style to be applied in the tells you what to do, how to do it, and
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To know how to choose the leader- out’, ‘leader-led relationship’ and ‘matu- H. Psicologia para Administradores: as
ship style appropriate to the level of rity of employees’. teorias e as técnicas da liderança situa-
team maturity, the leader needs to know This more complex configuration cional. São Paulo: EPU, 1986.
how this maturity is composed (HERSEY; brought by the Situational Leadership
BLANCHARD, 1986). begins to consider elements of the en- LACOMBE, Francisco; HEILBORN,
Leadership style depends on the vironment and the occasion, besides Gilberto. Administração: Princípios e
level of maturity of the leader, which the characteristics or techniques of the Tendências. São Paulo: Saraiva, 2008.
results in a specific behavior for the si- leader. 2. ed.
tuation, all in a dynamic scenario (Figure After the encouragement brought
1) that requires constant observation of by situational leadership, managers MOTTA, P. R. Gestão Contemporâ-
the leader for possible adaptations of cannot be tied to a unique style, they nea: a ciência e a arte de ser dirigente.
his / her performance if necessary. should no longer influence only in a way Rio de Janeiro: Record, 1995.
the performance of employees. The use
Picture 1 – Leadership Styles of various leadership styles is essential, NASCIMENTO, E. M. G. Erros na equi-
depending on the diverse needs of the pe sobre a ótica da Liderança Situacio-
moment. nal. Pensando RH, 04 April 2016. Avai-
In view of this, it is assumed that lable at: <https://pensadorh.wordpress.
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PER
SU
there is no single, perfect technique for com/tag/situacional>. (Accessed: 06
AR
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S S
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thing to do is the manager adapt their


ES

3 2
leadership style to the level of maturity POSSI, Marcus. Gerenciamento de
S S and development of employees in the Projetos - Guia do Profissional: aspectos
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4 1
specific situation. humanos e interpessoais. Volume 2. Rio
GA

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Situational Leadership seeks the de Janeiro: Brasport, 2006.
sharing of experiences, so that the
group can evolve and work more au- ROBBINS, Stephen Paul. Fundamen-
tonomously, with each one managing tos do Comportamento Organizacional.
Fonte: Hersey e Blanchard (1986) their own behavior and acting in a res- São Paulo: Prentice Hall, 2004.
ponsible and self-motivated way.
The bell-like image is known as the The leader who desires to be a top- SPECTOR, Paul E. Psicologia nas Or-
Prescriptive Curve and shows the con- -level manager needs to keep in mind ganizações. São Paulo: Saraiva, 2010.
venient leadership style at each existing that people are the highest values of
maturity level. The four styles are: S1 - the organization, so their particularities
delegation; S2 - sharing; S3 - persuasion; must be considered. It is paramount to 1
Masters in Administration. MBA in People Management.
Analyst in Planning and Budget at Secretaria de Agricultu-
and S4 - determination. know how to level the level of people’s ra e Reforma Agrária de Pernambuco. Distance Tutoring in
Public Management Specialization at Instituto Federal de
When the relation of the level of de- development, organizational context, Pernambuco (IFPE).
velopment of the task and relationship and leadership style to walk the path of
behaviors is made, it is possible to know success as a leader.
the level of maturity of the individuals.
REFERENCES
FINAL THOUGHTS
BERGAMINI, Cecília W. Liderança:
As you take a stroll through the first Administração do Sentido. São Paulo:
approaches to leadership, you can per- Atlas, 1994.
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claimed that being born with certain BISPO, Nathaly. Liderança Situacio-
personal characteristics was essential nal e a Teoria de Hersey e Blanchard.
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that by learning some techniques lea- at: <http://www.catho.com.br/carreira-
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leadership profile, based on a single BOWDITCH, James L., ANTHONY F.
style with a specific profile. The rela- Buono. Elementos de comportamen-
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zational climate and results had traces CHIAVENATO, Idalberto. Administra-
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Situational leadership brings a re- Campus, 1999.
flection beyond these elements, placing
within the equation ‘activities carried HERSEY, Paul; BLANCHARD, Kenneth