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GOIÂNIA, ____ / ____ / 2015

PROFESSOR: Daniel

DISCIPLINA: Literatura SÉRIE:1° ano

ALUNO (a):_______________________________
No Anhanguera você é
NOTA: + Enem

LISTA DE EXERCÍCIOS – P2 2° BIMESTRE

Gêneros literários

Texto 1

Para que ninguém a quisesse

Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e
parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que
eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da
gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem
dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.

Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por
ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.

Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio
pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.

Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do
desejo inflamado que tivera por ela.

Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de
cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.

Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o
tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a
rosa desbotava sobre a cômoda.

Marina Colasanti

01. Identifique a alternativa correta:

a) O texto lido é uma história para ser representada num palco.

b) O texto resume-se às confissões dos sentimentos íntimos de um poeta.

Pré-Universitário Colégio Anhanguera – Há 37 anos educando gerações.


c) O texto lido é uma narrativa.

02. No texto, o autor preocupa-se em :

a) registrar seu mundo interior

b) apresentar um fato do mundo exterior

No texto aparecem duas personagens que vivem uma situação de desequilíbrio:

03. Identifique o motivo desse desequilíbrio.

04. Nós, leitores, presenciamos a situação ou tomamos conhecimento dela através da fala do narrador?
Explique.

05. Todo fato acontece num lugar. Portanto, é possível identificar um espaço em narrativas. Em que
espaço acontece o fato narrado?

06. Assinale as alternativas corretas:

a) Em relação ao texto, vale afirmar: à medida que a narrativa vai-se desenrolando, existe interesse do
leitor em saber como acabará a história.

b) Todo texto narrativo é montado como esse, ou seja, só no final da narrativa revela-se o desfecho da
história.

c) Há diversas opções de montagem de uma narrativa. Uma delas é começar pelo final da história,
depois narrar o início e o meio.

07. Ciúme / beleza

Em relação a esse conto, qual dessas palavras expressa causa e qual delas expressa conseqüência?
Por quê?

08. "...mimetizada com os móveis e as sombras". Essa frase expressa, em linguagem figurada, o
resultado da violência do marido contra a mulher. Explique por quê.

09. Releia fragmentos do texto:

a) "... mandou que descesse a bainha..."

b) "...exigir que eliminasse os decotes..."

c) "... permitindo que fluísse em silêncio..."

Os verbos destacados denunciam a concepção que o tal marido fazia de sua esposa. Que concepção
é essa?

Texto 2

Pré-Universitário Colégio Anhanguera – Há 37 anos educando gerações.


Você vai ler um trecho de uma peça de teatro, em que se torna necessário distinguir:

I. O texto em si, que interessa à literatura;

II. A peça plenamente realizada num palco, com atores, recursos de iluminação, cenário e, muitas
vezes, música.

A cena transcrita, que integra a peça Pedreira das almas, de Jorge Andrade, mostra um encontro
decisivo entre Gabriel e Mariana, as personagens centrais.

GABRIEL: Mariana! Agora, a decisão depende apenas de nós.

MARIANA: Eu sei.

GABRIEL: Queres me acompanhar assim mesmo? Casaremos na primeira capela do vale.

MARIANA: Não te faria feliz, Gabriel.

GABRIEL: Por que não?

MARIANA: Levaria para as tuas terras, para ti, todo este ódio.

GABRIEL: Este ódio não está em ti.

MARIANA: Sem o consentimento de minha mãe, estaríamos sempre ameaçados. Não ouviste sua
ameaça?

GABRIEL: Tua mãe é injusta.

MARIANA: É injusta, mas é minha mãe. Também não partiste por causa de teu pai?

GABRIEL: Terei que ficar, Mariana? E esperar novamente?

MARIANA: (Aflita) Não! Seria arriscar tua vida.

(...)

GABRIEL: Ninguém irá me procurar. Não sabem onde ficam nossas terras.

(...)

MARIANA: (Abraçam-se) Gabriel! (Contém os soluços) Gabriel.

GABRIEL: Como poderei viver, lá, sem te ver na varanda, fiando, tecendo, ouvindo o barulho do tear,
ou das chaves penduradas no cinto do teu vestido?

(...)

(Gabriel e Mariana, dominados por um grande amor, ficam abraçados, olhando o vale enquanto
corre o pano lentamente)

10. Transcreva a(s) alternativa(s) correta(s):

Pré-Universitário Colégio Anhanguera – Há 37 anos educando gerações.


a) O texto pertence ao gênero narrativo.

b) O texto não pertence ao gênero narrativo, embora conte uma história.

c) O texto é uma história que se destina a ser representada num palco.

d) O texto resume-se às confissões íntimas de um poeta.

11. Entre os personagens que dialogam e os demais membros da família há uma situação de
desequilíbrio. Qual?

12. De que maneira nós tomamos conhecimento da situação: através da fala de um narrador ou através
dos diálogos das personagens?

As partes do texto escritas entre parênteses e em itálico são chamadas de rubricas. Através das
rubricas, o autor da peça indica como devem comportar-se os atores que vão representar os papéis de
cada personagem, além de descrever o espaço.

13. Pode-se afirmar que as rubricas substituem, de certo modo, a fala do narrador? Justifique.

14. Quando o texto for encenado, os atores falarão a rubrica? Por quê?

15. Que diferenças podemos notar entre o relacionamento do casal de personagens do texto 1 e o casal
do texto 2?

16. Na fala de Gabriel expressa-se uma idéia do papel que cabe à mulher no casamento. Essa
concepção é diferente da opinião mais tradicional? Comente.

Texto 3

Soneto de amor total

Amo-te tanto, meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante

E te amo além, presente na saudade

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante.

Pré-Universitário Colégio Anhanguera – Há 37 anos educando gerações.


Amo-te como um bicho, simplesmente

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinícius de Moraes

17. O eu-poético refere-se à realidade do mundo exterior ou à sua realidade interior? Justifique.

18. A quem se dirige o eu-poético?

19. Transcreva o que for correto em relação ao texto:

a) O texto expressa sentimentos íntimos de um eu-poético. Não se conta nenhuma história.

b) No texto há indicação de espaço físico.

c) Há duas personagens enfrentando situações de desequilíbrio.

d) Se não há enredo, não há interesse em saber o desfecho.

20. Analise a estrutura das rimas utilizadas no texto.

21. Assinale a resposta correta:

A rima é um recurso que contribui:

a) para uma possível memorização do poema.

b) para a melodia, o que aproxima a poesia da música.

c) para acentuar o significado de palavras-chave do poema, como no texto lido, em que rimam
verdade, liberdade, saudade.

d) todas as alternativas estão corretas.

Pré-Universitário Colégio Anhanguera – Há 37 anos educando gerações.

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