Sei sulla pagina 1di 22

El Á r b o l d e l Paraíso

¿ P o d e m o s lib e ra rn o s de 1 h is to ria
—y d e su D io s ?
R aim o n Panikkar

El silencio del Buddha


U na introducción
al ateísmo religioso

Ptrrfji. ttr —jt z f

¡ntfzaí
e n :
iwptf
í -'N
■:i'1¡
H- .
E d iciones S iruela
1.a e d i c i ó n : o c t u b r e d e 1996
2. a e d i c i ó n : f e b r e r o d e 1997
3. ‘ e d i c i ó n : m a y o d e 1997

Aü clasificación 1 B:Moteca
£94.3
f T f r b 1

Proveedor clasií
[ d - f b i f í ’c.i 'o ”"

T odo s los d e r e c h o s r e se r v a d o s . N i n g u n a p a r t e de e sta p u b l i c a c i ó n


p u e d e ser r e pr od u c id a , a lm ace na da o trans mitida en ma ne ra alguna
ni p o r n i n g ú n m e d i o , ya s e a e l é c t r i c o , q u í m i c o , m e c á n i c o , ó p t i c o ,
de g r a b a c i ó n o de f o t o c o p i a , sin p e r m i s o p r e v i o del editor.

En c u b i e r t a : C a b e z a d e B u d d h a ( s i g l o xii-xm)
C o l e c c i ó n di ri gi da p o r Vi ct ori a Cirlot,
A m a d o r Ve ga y J a c o b o S i r u e l a
D i s e ñ o g r á f i c o : G. G a u g e r & J. S i r u e l a
© R a i m o n P a n i k k a r , 1996
© E d i c i o n e s S i r u e l a , S. A., 1996
Pl a z a d e M a n u e l B e c e r r a , 15. «El P a b e l l ó n »
28028 M a d r i d . Te l s . : 3*55 57 20 / 355 22 02
T e l e f a x : 355 22 ui
P r i n t e d a n d m a d e in Spain
índice

P r ó l o g o a la p r e s e n t e e d i c i ó n 15

N o t a s o b r e el l e n g u a j e 24

P r ó l o g o a la p r i m e r a e d i c i ó n e s p a ñ o l a 27

Abreviaturas 31

El s i l e n c i o d e l B u d d h a
Introducción 35
A u to s 35
B io s 40
G r a fía 46

I. EL P R O B L E M A 51
U n e q u í v o c o de l e s a h u m a n i d a d 53

Las d ive rs as o p i n i o n e s 57
C in is m o 58
N ih ilis m o 58
A g n o s tic is m o 59
P r a g m a tis m o 60
P r o b le m a ti c is m o 61
D i a l é c t ic a 63
A p o f a tis m o 64

La r e l i g i o s i d a d b u d d h i s t a 69
Las c u a t r o n o b le s v e r d a d e s ■ 70
E l m e n s a je d e l B u d d h a 73
II. L O S T E X T O S 79
N a irá tm y a v á d a 85
N o se e n c u e n t r a n i n g ú n s u j e t o p e r m a n e n t e 89
E l a í m a n es i n i d e n t i f i c a b l e 90
E l á t m a n n o es m ás q u e u n s im p le n o m b r e 91
H a y c o n t i n u i d a d e n el c a m b io
p o r q u e n o hay átm a n 94
La t r a n s m i g r a c i ó n n o t i e n e s u j e to 95

N irv a n a 97
N i r v a n a es lo q u e es, ad i f e r e n c i a d e lo d e m á s 103
N i r v a n a es la e x t i n c i ó n d e lo f e n o m é n i c o 103
E l n i r v a n a es i n c r e a d o 104
E l n i r v a n a es el f in 104
H a y d o s c la se s d e n i r v a n a 105
E l n i r v a n a e s tá a lle n d e to d a d ia l é c ti c a 106
H a y c u a tr o c la se s d e n i r v a n a 110
E l n i r v a n a n o t i e n e n i s u je to n i o b j e t o 115

P ra tity a s a m u tp á d a 119
F o rm u la c ió n g e n e ra l 127
Es u n a le y p r i m o r d i a l 127
T o d o e s tá m u t u a m e n t e c o n d i c i o n a d o 128
La i n d a g a c i ó n e s c o lá s tic a 132
L o s d o c e v í n c u lo s 132
L o im p o s ib le es la e s t a t i c i d a d 133

Avyákrtavastüni 135
S ó lo u n a c o sa es n e c e s a r i a 150
La v e r d a d e r a l i b e r t a d es in e f a b le 151
N o h a y r e s p u e s ta a d e c u a d a 155
E l t í p i c o s o s ie g o b u d d h i s t a 156

III. L A H E R M E N É U T I C A 159
L a m u t a c i ó n d e la c o n c i e n c i a e n e l s i g lo
d e l B u d d h a y en el n u e str o 161
Las tr e s á re a s d e la c o n c i e n c i a h u m a n a 161

8
El M u n d o 162
La D i v i n i d a d 162
El H o m b re 163
L a c r is is d e la c o n c i e n c i a h u m a n a 164
Israel 166
Irán 167
China 168
Grecia 169
India 170
La i n n o v a c i ó n d e l B u d d h a 172
E l a te ís m o r e l i g i o s o 176

El a p o f a t i s m o o n t o l ó g i c o 187
La p o s tu ra d el B u d d h a 187
L a p r o b l e m á t i c a a c tu a l 193
L a c o n v e r g e n c i a e n t r e D i o s y el S e r :
la d i v i n i z a c i ó n d e l S e r 194
Antropom orfism o 195
Ontom orfismo 199
Personalismo 206
L a d i v e r g e n c i a e n t r e D i o s y el S e r :
la d e s o n t o l o g i z a c i ó n d e D i o s 210
La n e g a c i ó n d e l S e r ( A t e í s m o ) 213
La f i l o s o f í a d e l os v a l o r e s 213
La m u e r t e d e D i o s 214
El a rg u m e n to teológico 220
La n e g a c i ó n del N o - S e r ( A p o f a t i s m o ) 224
El a r g u m e n t o apofático 225
El Dios A m o r 227
El D ios A u s e n te 228
El D ios T r a n s p a r e n c ia 229
El D ios P e r d ó n 230
La e x i s t e n c i a c o m o d e u d a 232
La r e l a t i v i d a d ra d i c a l 234
Dios co m o relación genitiva constitutiva
d e la r e a l i d a d 234
La p u ra relacio n alid ad 235

9
La c o n t i n g e n c i a 239
La r a d i c a l i d a d d i v i n a 242
Pcrichárésis t r in i t a r i a 244
Epéxtasis 245
D io s y lo s se re s 249
Incompatibilidad entre ambos 249
R e l a t i v i d a d d e las r e s p u e s t a s 251
La i r r e d u c t i b i l i d a d n o - d u a l i s t a 251
La p r o b l e m á t i c a c o n t e m p o r á n e a 252

El s i l e n c i o d e l B u d d h a 255
A v e n tu r a r el s ile n c io 255
El a c a l l a m i e n t o d e la p r e g u n t a 255
La ví a m e d i a 260
El s i l e n c i o m e d i t a t i v o 263
Las c u a tr o n o b le s v e r d a d e s 265
T exto 266
Corolarios 267
L a p r e g u n t a p o r la f e l i c i d a d 267
La al eg ría p r i m o r d i a l 270
L a a s p i r a c i ó n a la f e l i c i d a d 271
La p é r d i d a d e la c o n t i n g e n c i a 273
El a s p e c t o c o m u n i t a r i o 275
El s ile n c i o d e l D io s 278
Prolegomena 278
El s i l e n c i o o r i g i n a r i o 279
El r u i d o d e l m u n d o 280
El s i l e n c i o h u m a n o 282
El s i l e n c i o d i v i n o e n el h o m b r e 283
El s i l e n c i o d i v i n o e n D i o s 286
La l i b e r a c i ó n 289

N o ta s 295
B ib lio g r a f ía 369
In d ic e e s c r itu r ís tic o 409
ín d ic e o n o m á s tic o 413
I n d i c e d e m a te r ia s 421

10
El silencio del Buddha
U na introducción
al ateísmo religioso
A los que no saben leer ni escribir*

La m ayor necesidad que ten em o s es de callar a este gran D ios co n el


apetito y co n la lengua, cuyo lenguaje, que él oye sólo, es el callado de
am or.
San Ju an de la C ru z
C arta del 22 de noviem bre de 1587
a A na de Jesús, religiosa en el C o n v en to de Beas

‘ Cf. M t XI, 25; Le X, 21.


I
P r ó l o g o a la p r e s e n t e e d i c i ó n

ñ a m o tassa b h a g a va to
ara h a to s a m m á s a m b u d d h a s s a '

E ste estu d io representa p rá ctic am en te u n n u ev o libro co n respecto


a la p rim e ra ed ic ió n . Se h an in tro d u c id o u n b u e n n ú m e ro de m o d ifi
caciones adem ás de las q u e ya figuraban ta n to en la ed ició n italiana
(1985), c o m o en la inglesa (1989) y en la alem ana (1992). La revisión y
re o rd e n a c ió n de las notas, la elab o ració n de los índices, así c o m o el tra
b ajo in g e n te de la m ecan o g rafía, h a n c o rrid o a cargo de N . Shántá y
del estim ado y ya desaparecido tra d u c to r L u cin o M a rtín e z , A. N ic o lau ,
J. M .a G arcía y J. C aralt. A to d o s deseo expresar aquí m i ag rad eci
m ie n to . O tras m o d ificacio n es se d e b ie ro n a J. P ig em y, especialm ente,
a U . M . Vesci, co n q u ie n trabajé la e d ic ió n italiana q u e le fue m erec i
d am e n te dedicada. A g rad ezco ig u alm en te al d ire c to r y a los co lab o ra
dores de Siruela su ejem plar esm ero en la difícil co m p o sic ió n de este
libro.
La presente obra, q u e a p rim era vista p u ed e parecer sui generis, p e rte
n ece en realidad a la categoría de las llamadas teologías de la liberación,
au n q u e en u n sentido más am plio, ya que p reten d e m ostrar ciertas vías de
acercam iento a procesos liberadores, tanto en el ámbito- h u m a n o com o
teológico. Su in ten ció n es la de ofrecer u n h o riz o n te más ancho capaz de
p ro m o ver una com p ren sió n más profunda tan to de la teología de la libe
ración co m o de la liberación de la teología (y de la filosofía) y un a m a
yor aplicación de sus planteam ientos. Al fin y al cabo, la liberación fue la
p reo cu p ació n central de G autam a, el B uddha.
H an pasado ya tres décadas desde q u e fue concebid a la obra original
q u e ahora ofrecem os en su segunda edición. P o r aquella época, dicha
obra m arcó u n a pauta existencial en m i vida. D esde entonces, n o m e he
retractado de m i b uddhism o, co m o tam p o co he renegado de mis o p c io
nes y com prom isos anteriores. C reo, más b ien, haberlos p urificado y am

15
pliado. Sigo siendo cristiano e h in d ú , au n q u e m e doy cuenta de que aquí
n o acaba m i peregrin ació n.
Silvano P anunzio encabeza su perspicaz reseña de la edición italiana
co n la frase: «il silenzio di Panikkar... e la risposta di Dio». Tem e que h a
ya ido dem asiado lejos - a l m enos desde u n p u n to de vista c ristia n o -, a lo
cual respondo q u e yo jam ás m e h u biera atrevido a dar la «respuesta de
Dios». Eso sí qu e es ir dem asiado lejos, desde cualquier p u n to de vista.
Yo sólo m e he lim itado a p o n e r en relación el m ensaje del B u d d h a co n
la situación del h o m b re m o d e rn o , sin ren u n ciar p o r ello a C risto ni apar
tarm e de las dem ás tradiciones. ¿Por q u é levantar murallas y m a n te n e r ce
losam ente las separaciones? El h e ch o de ensalzar una tradició n h u m a n a y
religiosa no significa m enospreciar a las dem ás. La síntesis entre todas ellas
parece im probable y tal vez ni siquiera sea posible, pero ello n o quiere d e
cir que la única alternativa radique o en el exclusivism o o en el eclecti
cismo. N o to d o tiene p o r q ué ser com patible ni siquiera com parable y, al
decir esto, no p reten d o abogar en favor de la esquizofrenia o de la irra
cionalidad.
El radio, p o r ejem plo, n o es co nm ensurable co n la circunferencia, p e
ro am bos son reales y están m u tu a m e n te relacionados. Toda circun feren
cia tiene u n radio, au n q u e n o p u ed e ser medida p o r él. La circunferencia
transciende al radio. A ntes de ser llam ados irracionales, los n ú m ero s (co
m o ir) se llam aban numeri surdi (sordos) o incluso ficti (ficticios, es decir,
n o verdaderos núm eros). A nálogam ente, n o p o d em o s m ed ir la circunfe
rencia de D ios co n el radio del buddhism o.
A hora b ien , n o es m i in te n c ió n hacer en el cam po religioso lo que
C an to r, D e d e k in d y tantos otros h an h e c h o en el cam po m atem ático. Es
decir, que n o estoy defen d ien d o u n a mathesis universalís (o, lo que sería
peor, un a p u ra irracionalidad). Sólo p re te n d o dar cabida a la in c o n m e n
surabilidad, ya que n o veo la necesidad de m ed irlo todo. El D h am m ap a-
da [D h XXIII, 4 (323)] se refiere al nirvana c o m o a la reg ió n inalcanzable
(agata disa), n o hallada. ¡El radio n u n ca po d rá alcanzar la circunferencia!
Lo creado y lo increado son inconm ensurables.
D esde q u e se publicó la p rim era ed ició n de esta obra, m u ch o se ha es
crito sobre el tem a que en ella se estudia. Yo m ism o he dado nuevos cu r
sos y sem inarios al respecto. N o obstante, n o h e in ten ta d o in c o rp o ra r los
nuevos datos y pensam ientos a esta segunda edición. C ada libro, en efec
to, posee u n a cierta u n id ad y de h ab er añadido nuevos m ateriales a esta

16
obra no hu b iera h ech o más que destruir su propia arm onía. Lo que cu en
ta en u n estudio de este tipo es más la in tu ic ió n o rig in aria que la in fo r
m ación ulterior. D e ahí que haya q u e rid o evitar esa d efo rm ació n cien tí
fica que consiste en red u cir el valor de u n estudio filosófico a su
consonancia co n las últim as publicaciones. C o n esto no preten d o defen
d e r verdades ateinporales, pero sí qu e m e atrevo a afirm ar que seis lustros
de puesta a p ru eb a m e parecen ser un b u e n crite rio para valorar u n a obra
co m o la que aquí nos ocupa.
D espués de h ab er resistido la ten tació n de escribir más, n o quisiera
caer en la de decir m enos. Las nuevas páginas introducidas son aclaracio
nes o m odificaciones del p rim e r libro. P o r lo tanto, e n c o m ie n d o ahora lo
qu e he escrito (Jn X I X , 22] al lector, confiando en u n d iscernim iento cre
ativo (intus-legere) que le p erm ita, p o r u n valeroso «cam ino río arriba» [Dh
X V I , 10 (218)], alcanzar la Fuente.

Tavertet, 6 de enero de 1995


Fiesta de la iconofanía del M isterio anicónico
D espués de revisar de nuevo el m anuscrito y h ab erm e avergonzado de
los errores tan to de la edición italiana co m o de la inglesa y alem ana, aca
so p o r h a b e rm e p reo cu p ad o más p o r el fon do (inefable) que p o r la for
m a (visible), h e estado de nuevo ten tad o de dejarlo to d o en el silencio
—aquel noble silencio m ostrado p o r el B uddha y enseñado p o r los sabios
de casi todas las civilizaciones, desde la egipcia, la china y las africanas, sin
excluir la cristiana y la atea.
Si n o he cedido a la ten tació n de caer en el silencio ha sido posible
m e n te p o r h ab er in tu id o la relación advaita entre el silencio y la palabra.
La relación es no-dualista sin subordinacionism o del espíritu al logos, ni
del logos al espíritu. D e lo que n o se «puede» hablar es posiblem ente lo
ú n ico que pro p o rcio n a la alegría serena de in ten tar balbucir para n o caer
en la vanidad de la logom aquia, la gran epidem ia de nuestro tiem po.
O dicho de un a m anera más académ ica y prosaica, este escrito p re
tend e ser u n servicio tan to a los estudios buddhistas, sobre to d o en la cul
tura de habla hispánica, co m o a nuestros co n tem poráneos que sienten la
necesidad visceral de superar la m o d e rn id a d sin p o r eso ten e r que regre
sar a tiem pos pasados.
N i q u e d e c ir tiene q u e en la relectura del t e x t o ha h abido co m o una
nueva gestación de él. El au to r ha v u elto a vivir la terrib le y liberadora
experiencia de la contingencia. M e refiero n o tanto a la contingencia del
ser cuanto a la del pensar, querer y hablar. N o to d o lo que cae bajo nues
tra conciencia es pensable. N o s dam os cuenta de u n aspecto de la reali
dad q ue n o p o d em o s pensar, de algo que se presenta a nuestro espíritu,
pero que escapa a nuestra m ente. N o s percatam os de que nuestra v o lu n
tad n o es libre de ser libre, y q ue hablam os más de lo que m eram en te
pensam os y querem os. D ios n o p u ed e ser o b jeto ni de pensam iento ni de
volu ntad sin dejar de ser aquello m ism o que p reten d e ser...

¿A donde quiero ir a parar? —se m e preguntará, y m uy legítim am ente,


p o r aquellos q u e no h an e x p erim en tad o «el fin de la metafísica», «el fin
de la historia» o el callejón sin salida de la civilización tecno-científica
con tem p o rán ea, puesto q u e no se trata de una crisis más.
E n p rim e r lugar n o quiero ir a nin g u n a parte. E sto representaría n o h a
b e r salido de la últim a fase, la voluntarista, q ue después de N ietzsche c o n
figura prácticam en te la cultura post plató nico -aristotélica-kantiana, esto
es, occidental. N o es p o r n in g u n a voluntad de superación p o r la que p o

18
drem os superar la situación actual. N o s hace falta una actitu d más fem e
nina, y desde una perspectiva cristiana, añadiría, más m ariana. [HAfía t n o
es u n acto de la volun tad sino la aceptación de la gracia —en este caso p o r
la KexapiTW/jLevri (Le I, 28)J. La esperanza no es u n acto de la voluntad,
ni tam p o co de la m ente. N o sería esperanza, sino sim ple espera, más o
m en o s resignada, o m era expectación, más o m enos plausible. La espe
ranza del nirvana no es el deseo del m ism o —com o tam poco el no-deseo,
q ue p erten ece aún a la volu ntariedad —. La esperanza, he dicho y repeti
rem os aún, n o es de futuro, sino de lo invisible. Ella es la m ism a aspira
ció n del Ser n o ahogada p o r los deseos del ente.
E n segundo lugar, no se trata de ir a ning una parte —que en este caso
sería u na fuga mundi, u n escapism o de la co n d ició n h u m ana y una enaje
n ació n del hom bre; del h o m b re digo y no del animal rationale, o de cual
q u ier otra de sus posibles definiciones.
El símil de la m u tación , qu e h e utilizado a m enudo, es inexacto y p o
dría in d u cir incluso a e rro r si se lo interp reta evolutivam ente co m o la
aparició n de otra especie. El salto es m u ch o mayor.
La m ayoría de las tradiciones religiosas de la h u m an id ad han q u erid o
llevar al h o m b re a dar este salto: un salto fuera de la historia. Pero han
caído m uy a m en u d o en la ten tació n de quererlo describir, y q u erien d o
trascender la historia h an caído en la geografía —au n q u e se la llam e del
«más allá».
M u y significativam ente si la vida del h o m b re es más que historia, tam
bién es más que geografía —aun q u e sea una geografía celeste.
El salto transciende el espacio y el tiem po. Por esto n o es ni siquiera
salto.
N o se trata pues de ir a n in g u n a parte. E v id en tem en te n o es cuestión
de parte alguna, ju g a n d o con las palabras. N o es cuestión de parcialida
des -se a de salvar sólo el alm a, el individuo, la sociedad o la m a te ria -. Es
cuestión del todo. M e k é r a ro i r á v [«(pre)ocúpate del Todo»], dijo u n o de
los siete sabios de G recia (Periandro de C o rin to ).
E n tercer lugar, n o se trata de ir, de cam inar, de llegar a una m eta, de
conseguir u n fin. «C om o C ervantes sugiere [recordaba O rte g a y Gasset
el 14 de enero de 1922], es más sabroso el cam ino que la posada.» N i te
leología n i escatología.
El nirvana n o está en n in g ú n sitio, ni en n in g ú n final; n o tiene ni g eo
grafía ni historia.

19
N o creo q u e podam os negar q ue el h o m b re es historia - q u e hace his
to ria y q u e vive en la historia—. Pero tam p o co creo que podam os afirm ar
q u e el h o m b re es solamente historia y que no haya en él u n «algo» que la
transciende y p o r tan to que es, «fuera» del tiem po y del espacio.
Si la m eta se vislum bra catastrófica, p o rq u e vivim os en una civiliza
ción sin futuro (ni la raza h u m an a ni el planeta soportan nuestro tren de
vida), se co m p ren d e que el h o m b re occidentalizado que vive inm erso en
el m ito de la historia se sienta atraído p o r aquellas culturas que n o viven
para el futuro.
La atracció n que los occidentales sienten p o r el b u d d h ism o p u ed e te
n e r m uchas causas inm ediatas y concretas, desde películas hasta el exilio
del p u eb lo tib etan o y el apogeo ec o n ó m ic o del Jap ó n . Pero su últim a ra
zó n m e parece ser d ebida a este sentido difuso y am orfo que la civiliza
ció n o ccidental tiene de h aber llegado al fin de su p eriplo, y que está
c o n su m ien d o tod o s sus recursos —en todo s los sentidos de la palabra—.
N o m e refiero sólo a H eid eg g er, la concien cia ecológica o el new age,
para m e n c io n a r ejem plos h eterog én eo s. M e refiero igualm ente al e cu -
m enism o, al capitalism o y a la tecnocracia. E n to d o ello hay co m o la
co n ciencia de q u e se está to can d o u n lím ite, que se está llegando a un
fin, que nos estam os acercando a u n m uro, no p o r invisible y elusivo m e
nos real.
Este estudio n o afirm a que el b ud d h ism o sea la salvación. Q u ie n lo
vea co m o una apología del b u d dhism o sólo traicionará su deseo p o r él o
sus prejuicios —y en am bos casos el libro p u ed e ser útil—, Pero su fondo
n o es éste. Este libro n o es sobre el bu d d h ism o sino sobre la conciencia
profunda del h o m b re co n te m p o rá n e o —que no p u ed o dejar de llam ar
conciencia religiosa, p o r utilizar u n sim ple vocablo.
Sin insistir sobre la palabra religión este estudio presenta u n aspecto de
nuestra situación co n tem p oránea, en la que los D ioses, los H o m b res y la
M ateria estam os coim plicados en un a circum incesíón in terdependiente.
La T ierra nos ha m ostrad o sus lím ites; los D ioses nos han revelado sus im
perfecciones y los H o m b res se h an desengañado de que p o d rían ser los
salvadores de la h u m anidad. T anto las ciencias, las religiones co m o las p o
líticas h an perd ido su p o d e r salvífico.
La ten tació n de echarlo to d o a rodar, y caer en u n nihilism o, fuerte o
suave, es m u y p atente. Pero aquella esperanza co ntra toda esperanza sigue
viva en la realidad. Q u ie n am a lo siente; quien cree lo «experiencia»;

20
q u ien desespera lo p ru eb a. Pero la h um an id ad presiente tam bién que hay
otra clase de esperanza.

E n este libro n o he in ten tad o teo rizar sobre el buddhism o en general


aparte del problem a de D ios que nos 'concierne. U n a sola hipótesis q u i
siera avanzar del o rd en de una cosm ovisión com parada: u n a sim ilaridad
profunda entre el cristianism o y el buddhism o. A m bos, pero especial
m e n te el b uddhism o, superan el paradigm a in m anencia-transcendencia.
U n cierto cristianism o in te n tó hacerlo liberándose de la tutela judaica y
helénica, pero nun ca consiguió ser u n aspecto do m in an te de la religión
cristiana. D e ahí q u e la m u tu a fecundación que este libro auspicia e n
cu en tre a este nivel u n te rre n o propicio.
La gran revolución metafísica de la naciente in tu ició n cristiana, en su
esfuerzo p o r independizarse tanto de la visión del m u n d o h eb reo com o
griego, fue tam bién la de ap un tar hacia un a transcendencia co n v irtién
dola en el otro p o lo de la inm anencia; esto es la T rinidad. Es u n a buena
p arte de la c o rrien te m ística cristiana desde C apadocia a R e n an ia y más
allá. Pero la c o rrie n te p re d o m in a n te fue la histórica y el cristianism o no
p u d o prescindir de apoyarse en u na cosm ología. La in tu ició n trinitaria se
atrofió o se convirtió en u n a co n cep ció n psicológica p o r em inencia. In
cluso la palabra «católico» se in te rp re tó geográficam ente. La E n carn ació n
subrayó casi exclusivam ente la inm an en cia divina y la Parousía cerraba el
círculo. La in tu ició n profunda del B uddha habla otro lenguaje —que aca
so en cu en tre resonancias en los arquetipos adorm ecid o s del alma occi
dental.

Podría salpicar de n om bres ilustres y conocidos esta in tro d u cció n , no


para explicar sus ideas sobre B uddha, C risto o las dos religiones corres
po nd ien tes, sino para d escribir las creencias —y d u d a s- personales de los
tales personajes. N o voy a traicionar confidencias, pero sí q uiero sola
m e n te afirm ar que el problem a de D ios, la cuestión del A bsoluto, de la
N ad a o sim plem ente del sentido de la vida es u na p reo cu p ació n univer
sal y adem ás personal e íntim a. «El problem a de D ios n o es, pues, u n p ro
blem a teo rético sino personal», escribió Z u b iri [1985, pág. 116]. H ay un
nivel personal que transciende, o m ejo r dicho, que es previo o sim ple
m e n te más h o n d o que el de las ideas e, incluso, filiaciones religiosas más
o m en o s oficiales. Las libreas del homo religiosus n o son todas «religiosas»,

21
y aun debajo de las vestim entas hay una piel hum ana que en su m ism a
desnudez siente el enigm a de la vida, el frío de la m u erte, la nostalgia de
lo n o dicho, el a rre p en tim ien to de lo n o hecho, la in certid u m b re sim
p lem en te delante de lo d esconocido y, n o obstante, acuciante. H ay un
p u d o r más cultural q u e in n ato de hablar de esta ultim idad en la que to
dos som os igualm ente ignaros. Las o piniones u n e n y desunen a los h o m
bres, pero la c o m u n ió n de la ignorancia n o tiene fisuras. P u e d o afirm ar
que estas confidencias han n u trid o páginas de este libro aunque el m e ta
bolism o filosófico las haya convertido en filosofem as académ icos.

D os últim os obstáculos he ten id o aún que superar. C u a n d o la situa


ció n m undial es la que es, cuando la urgencia de los rem edios a to m ar no
p e rm ite dem ora, cuando la praxis se hace im prescindible, ¿no será u n lu
jo irresponsable entretenerse en elucubraciones de m era teoría?
La respuesta teórica a la o bjeció n consiste en negar la dicotom ía y en
m ostrar qu e sin una teoría subyacente la praxis sola no se sostiene. La res
puesta práctica estriba en confesar que este libro es fruto él m ism o de una
praxis. Y m i reacción personal ha sido siem pre aquella de vivir lo escri
to y escribir lo vivido —sin mayores pretensiones.
El segundo obstáculo surge precisam ente de la contestació n q u e aca
b o de dar. C u a n d o tan to se ha escrito y aun vivido sobre el particular (y
tan p oco se lee y se practica para acabarlo de em peorar), ¿vale la pena ta
m año esfuerzo para volver sobre u n tem a sobre el que los intelectuales ya
han pensado, los hom bres de acción ya han probado, y p o r el que el res
to de los m ortales n o se interesa?
Justificarm e in g en u am en te d iciendo que hago o digo algo nuevo no
convence. Si es algo nuevo lo que hago o digo posiblem ente m añana ya
n o lo será. La novedad, además, no es criterio ni de verdad ni de eficacia
—antes más bien al co n trario —. Pensar qu e la h u m anidad ha tenido que es
perar hasta que yo haga o diga algo nuevo es algo que raya en lo ridículo.
Si m e lim ito sólo a regurgitar lo añejo o a im itar a otros, aún vale en
tonces m enos la pena —a no- ser que se trate de una simple obra de divul
gación o que m e apunte a u n «partido», lo que es perfectam ente legítim o.
La ten tació n del silencio es aún m ayor cuando se descubre que u n n ú
m ero creciente de autores em pieza a tratar m u y seriam ente el tem a, y que
proliferan tam bién grupos de acción. L eyendo a m uchos escritores y co
n o cien d o m uchos m ovim iento s u n o se da cu enta de que lo que está en

22
tela de ju ic io n o es u n a u otra o p in ió n sobre D ios, B uddha, o sobre algo
parecido, sino q u e se trata del destino m ism o de la h u m an id ad y que el
problem a tiene raíces q u e se re m o n tan a m ilenios atrás, allá p o r los in i
cios m ism os de la historia. ¿Q u ién p u ede estar entonces cierto de que su
diagnóstico está suficientem ente fundam entado?
Es precisam ente esta agnosia y esta skepsis la que ha elim inado m i in
decisión y ha ayudado a disipar, p o r lo m eno s parcialm ente, m i duda. Es
precisam ente p o rq u e se ventila algo que p erten ece al m ism o destino h u
m ano, que to d o aquel que siente que debe hacer o decir algo debe in
tentarlo, siem pre, claro está, que haya «sufrido» el problem a en su carne,
lo haya p o n d e ra d o en su m e n te y vivido en su corazón. N o se sabe, e n
tonces, si se dice o hace algo nuevo o viejo. Se sabe sólo que la escritura
ha conseguido ser u n a expresión genuina de lo que u n o es y p o r tanto ya
no hay que justificar nuestros escritos, co m o n o tenem os que justificar
nuestro ser. D e to d o esto habla este libro.

M u c h o ha llovido (in telectualm ente), m uchos aluviones han o c u rri


do (existencialm ente), m uchas inundaciones han ten id o lugar (sociológi
cam ente), m uchas flores han crecido (personalm ente), en el diálogo
bu dd hista-cristian o desde la p rim era edición de este libro.
Esta obra n o ha afrontado directam ente este tem a, au nq u e haya h abi
do u n diálogo latente e im plícito debido a que planteam os la problem á
tica en este siglo y lugar —y debem os p o r tanto ser conscientes de las exi
gencias de la sociología del conocim iento.
U n a observación, sin em bargo, nos parece im p o rtan te: el lugar del
diálogo. Este lugar n o es la arena do ctrinal com o tam poco la ética o la
cosm ológica. E l lugar, au n q u e d ep en d ien te de las coordenadas m e n cio
nadas, se sitúa en la ú ltim a experiencia del h o m b re sobre la realidad. E x
perien cia que ambas tradiciones declaran inefable; pero que ambas tam
b ié n in u n d an de palabras. Es m u y legítim o hacer hablar al silencio; pero
tam bién es conveniente, a veces, re c o rre r el cam ino inverso y reto rn ar las
palabras a su silencio o riginario.
Q u ie n n o ha gustado del silencio n o saborea la palabra.

Tavertet
Pascua del 1996

23