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Dez dicas de como dominar a apresentação

de TCC
O fim de um curso é, para qualquer um, uma época cheia de emoções. E não é só pela iminência de se
lançar ao mundo como um profissional completo, não! É porque o TCC, o famoso Trabalho de
Conclusão de Curso, está aí e não vai se apresentar sozinho.
Por: Taísa Silveira 01/12/2016 - 11:18 - Atualizado em: 26/06/2017 - 08:34

Seguindo essas dez dicas não tem como não se dar bem na hora da apresentação
Para que a defesa do seu TCC seja o grand-finale perfeito para a sua graduação, a UNINASSAU
conversou com a professora de Engenharias e Comunicação Maria Clara Pestana e reuniu algumas dicas
que vão lhe garantir uns pontos a mais perante a banca examinadora.

1 - Entenda do assunto
Parece óbvio e até desnecessário citar, mas esse é o ponto mais importante da lista. Você tem que ter extrema
certeza do que vai falar e de todos - todos! - os pontos do seu trabalho de conclusão de curso. Por isso, leia,
releia e depois leia mais uma vez e se certifique que sabe sobre o quê escrito mais que qualquer outra pessoa
no mundo.
Aproveite também para finalmente analisar o seu trabalho como um todo. Você passou muito tempo se
dedicando ao material por partes. “A melhor parte do TCC é a apresentação. Só aí que a gente realmente
vê o trabalho completo”, comenta a professora Maria Clara.

2 - Um roteiro de apresentação é bem-vindo...


“...para se preparar, não para ler!”, avisa a orientadora. Já leu e releu o trabalho todo? Procure então anotar os
pontos principais e crie um roteiro claro e eficiente para sua apresentação com introdução, desenvolvimento e
conclusão. Defina direitinho o que será necessário destacar durante o tempo de sua fala, que será limitado.
Esse roteiro também servirá como uma base para a elaboração dos seus slides. Mas na hora “h” lembre-se de
deixar esse roteiro bem longe: você não vai querer ler nada na hora de se apresentar e mecanizar tudo,
certo?Veja aqui três dicas para se dar bem em apresentações orais.

3 - Na dúvida, ensaie
É bom que você não conte que é só chegar, apresentar e correr para o diploma. O seu trabalho deve ser
compreendido e avaliado dentro de um tempo limitado e, por isso, ensaiar duas, três, quatro dezenas de vezes,
o que você vai abordar, é um movimento muito recomendável.
Uma outra dica nesse sentido é tentar se preparar previamente para os comentários e questionamentos dos
professores. Sim, gaste um tempo imaginando o que será cobrado e já tenha uma resposta pronta: prevenção
nunca é demais. Não é à toa que a apresentação é conhecida também como defesa de TCC. Isso vai lhe
ajudar a ter segurança em tudo o que responder!
E, no caso de algum dos examinadores lhe dirigir uma pergunta para a qual você não tem resposta, exercite a
sinceridade e diga que não sabe - ou que não era aquele o foco do trabalho.

4 - Cuidado como fala


Numa apresentação, a comunicação é uma das coisas mais importantes a se ter cuidado. Por isso, tente não
falar muito rápido (mesmo que considere o tempo muito pouco), ou a banca pode perder alguma parte do
discurso. Considere também o tamanho da sala e a quantidade de pessoas presentes: você está lá para que
lhe ouçam - e bem -, então module a voz de acordo com o necessário. Também seja firme e formal: nada de
gírias ou vícios de linguagem e pegue leve nas gracinhas! “Por isso é bom treinar, você tira esses vícios do
discurso”, reforça a professora.

5 - Sua postura é importante


Chegado o momento de se postar à frente do público. O que fazer? O que dizer? Como sobreviver? Qual o
sentido da vida??? Bom, a melhor dica é se adequar à ocasião. Vista-se de forma discreta e dê preferência a
cores neutras (preto e branco são aposta certa) e invista no bom e velho formal. “Não precisa ser chique, pode
ser simples”, explica Maria Clara.
Outra coisa que deve ter a sua atenção é a forma de se mover. Tente não gesticular muito e evite andar
demais pela sala para não desviar a atenção das pessoas presentes. “Já vi aluno andando pela sala e
arrastando os pés e outra praticamente dançando, tal qual uma bailarina”, relembra a professora. Não é preciso
dizer que nada disso é adequado. Mantenha-se o máximo de tempo possível encarando os espectadores e, se
o nervosismo for demais, escolha uma única pessoa e foque nela. Só não fique olhando para a parede, com o
olhar perdido.

6 - Cuidado com os seus materiais


Para realizar uma ótima apresentação de TCC, você vai precisar de: slides com seu assunto, um computador e
um projetor. O modo de preparo é mais simples do que parece: lembre-se de não exagerar na quantidade de
slides e que o combate à poluição visual também é importante. Assegure-se que a projeção não tenha
informações ou distrações demais, esse material existe apenas para ajudar a conduzir e ilustrar a
apresentação. Os planos de fundo, fontes e recursos gráficos devem ter um padrão e o texto deve ser o
mínimo possível. “Os slides não podem ter muito texto para que o aluno não fique ‘tentado’ a ler”, avisa a
professora Maria Clara Pestana.
No dia, leve os slides em um pen drive, no pen drive reserva, suba para a nuvem, salve no e-mail, no
celular… E não, isso não é exagero. Aproveite para fazer uma revisão de funcionamento do computador e
do projetor. Segundo Maria Clara, uma hora de antecedência é o suficiente para conferir tudo o que
precisa e resolver possíveis problemas técnicos. “Se tiver algo que possa dar errado, vai dar errado, se
você deixa tudo para cima da hora”, avisa Clara. É bom não dar chance para a Lei de Murphy, não é?

7 - Assista a outras bancas


As apresentações de TCC são abertas na maioria das instituições, então que tal fazer uma visita a algumas?
Aproveite para observar como se comportam alunos e examinadores e preste atenção ao processo da defesa,
incluindo as perguntas que a banca direciona aos examinados. Isso ajuda a tirar todo medo e o mistério que
envolvem esse processo. Na UNINASSAU, as datas, horários e temas dos TCCs sempre são publicados no
blog dos cursos.

8 - Alimente-se bem
Sabe aquele ditado antiquíssimo “você é o que você come”? Então foco em ser (e comer) algo leve, saudável e
cheio de energia! Aposte em peixes, alimentos ricos em ômega 3, que ajudam a memória, carboidratos
complexos e frutas.
Certifique-se também de comer regularmente: café, lanche, almoço, lanche e jantar, no mínimo, vão
garantir um corpo bem nutrido e pronto para encarar as emoções da apresentação do TCC.

9 - Faça exercícios vocais/corporais


Retomando os ditos antigos e muito certos, desta vez em latim: o “mens sana in corpore sano” todo
mundo já ouviu falar. Um corpo equilibrado sustenta melhor a mente, então você deve se dedicar a isso,
sim! Lembre-se de não exagerar em exercícios físicos ou em alimentação pesada nos dias anteriores à
apresentação e, quando chegar o dia, aposte em uma boa sessão de alongamento. Isso vai ajudar a ter
mais energia para defender seu trabalho quando chegar a hora. Também tome cuidado com sua voz:
exercícios vocais, beber bastante água e um bom descanso para a garganta só irão fazer bem.

10 - Tente relaxar antes


O dia anterior, assim como o dia da apresentação, é um momento importante. Se puder, tire esse dia para se
dedicar a atividades relaxantes, que joguem o nervosismo para bem longe. Vale ouvir música, sair para um
passeio leve, ver um filme, conversar com os amigos, se dedicar a um hobby… você decide. O importante é
estar livre de parte da carga de nervosismo. Relaxe e concentre ouça música, converse, faça exercícios de
respiração e alongamento. Se tudo estiver preparado com antecedência, vai ser muito mais fácil respirar
tranquilamente e se divertir (sim, porque não?) no dia da sua defesa de TCC.
Como disse Maria Clara Pestana: “A chave do sucesso é a organização”.

E você? Já está se organizando para arrasar na apresentação? Conta aí!


Preparando a apresentação do TCC
Antes de preparar sua apresentação, feita normalmente no formato de slides, faça um breve
roteiro sobre o que irá apresentar.

Lembre-se de que você terá, em média, 20 minutos para apresentar o TCC. Esse tempo é
curto, e se você não for objetivo, focando nos pontos principais do trabalho, poderá
facilmente estourá-lo.

O roteiro pode ser feito de forma esquematizada, com recursos de fluxograma, setas,
palavras-chave etc., ou então ser redigido em “texto corrido”. Aqui, o importante é organizar
as ideias antes de botá-las na apresentação em si.

Feito isso, uma ordem para seus slides pode ser a seguinte:
 Apresentação: seu primeiro slide deve conter o título do trabalho, seu nome e o do seu orientador. Você
também pode acrescentar o nome da Instituição de Ensino.
 Introdução: aqui começa uma sequência de slides, em que você deve justificar o que te levou a escolher
o tema. Conte, por exemplo, sobre uma conversa, uma situação vivenciada ou uma obra descoberta, ou
seja, algum episódio curioso que já desperte o interesse da banca e demais presentes. Em seguida,
explique quais os objetivos do trabalho, a metodologia utilizada e de que forma conduziu sua pesquisa.
 Desenvolvimento: os slides do desenvolvimento devem mostrar no que constituiu, em si, o seu
trabalho. Evidencie as ações, a abordagem, as mudanças que se fizeram necessárias etc.
 Resultados: hora de mostrar quais foram os principais resultados obtidos com sua pesquisa. Para essa
parte, tente usar, no máximo, até 3 slides.
 Conclusão: diante dos resultados, sua conclusão deve retomar a ideia central do projeto, e se os
objetivos do estudo foram alcançados. Você também pode indicar a necessidade de futuras pesquisas e
como seu trabalho poderá contribuir com elas.

Dicas práticas para produção dos slides de


apresentação do TCC

 Priorize o uso de palavras-chave ou, no máximo, frases bem curtas. Os slides devem apenas
servir de apoio na condução da sua apresentação, e não trazer todo o conteúdo que você tem a
falar;

 Use recursos como bold (negrito), italic, cores, parágrafos e outros espaçamentos como forma
de organizar e classificar as informações, direcionando o público para a detecção visual
imediata dos pontos mais importantes;

 Utilize recursos visuais. Fluxogramas, gráficos, fotos, ilustrações etc., são muito bem-vindos,
mas desde que usados de forma equilibrada e que realmente agreguem informações ao texto;
 O layout dos slides deve ser sóbrio, com no máximo duas cores para fundo e textos, e dois
tipos e tamanhos de fontes. Busque sempre o alto contraste entre fundo e texto. Priorize tons
escuros para a cor das letras e tons claros para o fundo, já que essa combinação funciona bem
tanto para ambientes com pouca ou muita iluminação;

 Se a sua apresentação irá durar 20 minutos, 20 também pode ser um bom número médio de
slides a serem apresentados. Se você fizer mais do que isso, pense que terá menos de 1 minuto
para falar sobre cada slide, o que pode deixar sua apresentação com cara de mal planejada e
‘corrida’ demais.

É hora de treinar a apresentação do TCC


Após uma revisão minuciosa dos slides (não deixe nada fora dos padrões definidos, nem um
erro ortográfico sequer passar batido), é hora de treinar!

Simule a apresentação do TCC quantas vezes forem necessárias, seja para si mesmo, na
frente do espelho, ou com a ajuda de amigos ou familiares.

Para fazer uma ótima apresentação de TCC, essa repetição prática antes do dia vai te
ajudar a ter domínio do conteúdo, a identificar e fazer correções necessárias, a controlar
melhor o tempo e a diminuir seu nervosismo.

O dia anterior a apresentação do TCC


Até este dia chegar, você já deve (ou deveria, pelo menos) ter concluído o material da
apresentação, e lido e relido muitas vezes o TCC propriamente dito.

Por isso, o dia anterior ao TCC, pelo menos no mundo ideal (e você deve se esforçar para
alcançar esse ideal), deve ser de muito descanso, alimentação balanceada, lazer e atividade
física moderada. Procure deitar cedo e dormir bem à noite, por no mínimo 8 horas.

Na hora de apresentar o TCC


Cuidado com a fala: mesmo com a tensão natural, atente-se para falar de forma pausada,
em tom de voz firme e adequado, evitando brincadeiras, gírias e usando corretamente a
língua portuguesa.
Atenção à postura: aja de forma equilibrada, neutra, evitando gesticular ou movimentar-se
exageradamente de um lado para o outro da sala.
Evite também olhar exclusivamente para algum membro da banca. É natural que, durante a
apresentação, você busque a cumplicidade do seu orientador. Isso não é legal! Em seus
treinos anteriores ao grande dia, exercite olhar para uma plateia imaginária enquanto fala, e
bote isso em prática para garantir uma ótima apresentação de TCC.
Para finalizar, evite os looks carregados, com roupas e cores muito chamativas. Também
não arrisque deixar seu celular ligado.

Seguindo essas dicas, nós temos certeza de que você fará uma ótima apresentação de
TCC!

Fim da trabalheira com formatação


Voltando ao ponto lá do começo do texto, a parte burocrática e que causa pavor em muita
gente, a formatação do TCC de acordo com as normas ABNT, agora pode ser feita de um
jeito simples e automático com o Mettzer, uma ferramenta online que se encarrega disso pra
gente.
Medo de falar em público:
Saiba como melhorar!

Publicado porMiguel Lucas


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As pessoas que sentem medo de falar em público, a grande maioria não está relacionado com situações
em que se tem de falar perante multidões. Pelo contrário, muitas pessoas ficam temerosas em situações
menores do dia a dia. Sentem receio a falar frente a frente, num pequeno grupo de pessoas, ou até
mesmo para pedir uma indicação lhes causa um terrível incómodo. Uma pessoa pode ficar nervosa
durante uma reunião, quando os colegas de trabalho têm de interagir com ela. Ou pode ficar ansiosa ao
apresentar-se a novos colegas.
Exemplo de um relato: Quando eu fiz a defesa de tese, todo o tempo os meus joelhos estavam
tremendo, e as minhas mãos suando. E isso foi apenas na frente do meu orientador e dois membros da
comissão. Por dentro, principalmente no começo, eu estava gritando “me tira daqui“.

Cascata de sintomas físicos e pensamentos negativos


As pessoas também podem ficar ansiosas em situações ou atividades na comunidade. Há pessoas que
ficam ansiosas na igreja, quando convidados a fazer uma leitura ou um elogio, ou mesmo quando se
faz um brinde. A ansiedade pode disparar quando algumas pessoas falam com alguém que represente
a autoridade.
Aquilo que as pessoas mais temem relativamente à tarefa de falar em público é a sua própria reação
física e que outros irão notar os seus sintomas. Os sintomas podem incluir uma voz trémula, sudorese,
tremores, rubor facial, dificuldade em recuperar o fôlego, tonturas, náuseas, problemas
gastrointestinais e outros.
Para além da cascata de sintomas físicos provocados pela ansiedade gerada pela dificuldade de
estabelecer um diálogo, a mente pode também ser inundada com pensamentos de medo. Estes
pensamentos automáticos negativos como: “As outras pessoas vão pensar que sou estúpido porque
gaguejo e fico agitado quando falo” ou “Como é que eu vou sair dessa?“
Ao iniciar-se este ciclo vicioso do corpo/mente gera-se dúvida nas capacidades para lidar de
forma eficaz com as situações. Quanto mais sintomas corporais se fizerem sentir, mais alerta a
mente fica, e consequentemente mais medo é sentido e mais o corpo amplifica esses sintomas.
Como resultado, muitas pessoas tentam o seu melhor para evitar falar em público. O
evitamento proporciona alívio imediato, mas é temporário e prejudicial. Para além de afastar a
pessoa das suas tarefas e necessidades, irá reforçar ainda mais o comportamento de evitamento de
situações desagradáveis, dado que quando evita falar em público os seus sintomas negativos
diminuem, gerando um sentimento de bem-estar, mas aumentando o problema original (mais medo de
falar em público).
Felizmente, existem muitas maneiras saudáveis que você pode aprender e diminuir o pânico de falar
em público. Em seguida apresento algumas estratégias para aprender a lidar com a ansiedade e medo,
assim como para reforçar a autoconfiança e a autoestima:

O seu corpo e a ansiedade


Dado que as pessoas que sofrem de medo de falar em público ficam usualmente muito preocupadas
com o que está acontecendo no seu corpo, é importante a prática de estratégias para diminuir os
sintomas físicos. O primeiro passo é parar de temer as reações físicas, pois esse medo aumenta ainda
mais a intensidade dos sintomas. Observe essas sensações sem se exaltar, aceite os sintomas
e aguente a onda de ansiedade.
Para que possa conseguir fazer isso é preciso relembrar-se que embora o sintomas sejam
desagradáveis, eles não lhe podem causar dano nenhum, não irão prejudicá-lo. Depois de um pico de
intensidade máxima dos seus sintomas, eles têm inevitavelmente de reduzir.

A respiração
A respiração é outra fator importante a ter em consideração. Muitas pessoas nas situações agudas
prendem a respiração ou respiram muito rápido, de forma irregular e superficial. Essas sensações
criam uma reação de emergência no corpo. Aprender algumas técnicas respiratórias de forma
controlada e voluntária é um recurso importante para a diminuição dos sintomas físicos desagradáveis.
Exemplo prático:
Respire, inspire e expire enquanto pensa em algumas imagens ou pensamentos que induzam uma
palavra como, “estou calmo” ou ” relaxa”, ou “ok descontrai”. Expire lentamente e expire totalmente.
À medida que inspira pense na palavra escolhida, e quando expira tente livrar-se da tensão, stress ou
medo. Para aprofundar este assunto, leia o nosso artigo: 10 técnicas poderosas de relaxamento.
A técnica de respiração agregada às sensações de relaxamento minimizam a tensão no seu corpo.
Quando estamos com medo, os nossos músculos ficam mais contraídos e tensos, porque estamos em
guarda, ficamos prontos na iminência que algo aconteça. Quando você está tenso, o seu corpo
pressente o perigo.
Quanto mais consciente tiver desse estado, mais facilmente e de forma deliberada irá conseguir relaxar
a tensão no corpo, ao descontrair o corpo, mais ele dá a mensagem para si mesmo que já não existe
necessidade de proteger-se contra o perigo inicial.

A expressão corporal
A sua postura e expressões faciais jogam um papel importante na expressão do seu medo. Quando uma
pessoa está relaxada e confiante, os seus ombros estão abertos, a sua postura é ereta e esboça-se um
sorriso suave. Mas, quando você está com medo, a sua postura é mais fechada, todo o corpo colapsa,
você quer ser invisível. O seu rosto expressa tensão, sobrolho franzido, testa enrugada, maxilares
fechados.
Em vez disso, consciente e deliberadamente adote uma postura confiante e relaxada, enviando
mensagens para o seu corpo de que tudo irá correr bem e que está capaz de lidar com o desafio entre
mãos. Desta forma você aciona a parte mais primitiva do seu cérebro, enviando a mensagem para si
mesmo: “não há perigo aqui”.

A sua mente e o medo


Para ajudar a sua mente a tornar-se numa aliada de confiança e a aumentar a sua consciência e
diminuir os pensamentos automáticos prejudiciais é necessário tonar-se mais consciente dos seus
processos de pensamento e do diálogo que tem consigo mesmo.
É imperativo implementar formas de autodiálogo mais positivas e construtivas, afirmando
formas de lidar com os seus medos e ao mesmo tempo agir de acordo com isso.
Esta forma de descrever a ação de forma virada para a solução, redireciona a sua atenção para a
sua estrutura mental positiva e consequentemente dá-lhe de volta uma sensação de capacidade para
executar a tarefa temida. A ação de execução da tarefa sobrepõem-se ao medo. Mesmo com a noção de
dificuldade presente, a sua atenção está agora focada no processo que tem de realizar. Para aprofundar
este assunto, pondere ler o artigo: Abandone a preocupação, passe à ação
O medo, na grande maioria das vezes distorce a realidade. Se for um medo construído nas suas
inseguranças, você vai acreditar que aquilo que está sentido não o deixa realizar o que pretende e pode
conduzi-lo a pensamentos do tipo “se eu perder a noção do que estou dizendo, eu vou parecer
um idiota e perder a credibilidade e o respeito de todos.”
Na realidade, embora seja desagradável perder a sua linha de pensamento, “não é uma catástrofe” e a
probabilidade de perder a sua credibilidade e respeito pode revelar-se muito baixa. Mesmo que possa
temporariamente esquecer algo, as pessoas nem sempre são castradoras, com calma e foco é
possível recuperar de novo a linha de raciocínio.
Na pior das hipóteses, mesmo que perante esse pequeno incidente algumas pessoas possam julgá-lo,
você teve a oportunidade de fazer o que tinha de ser feito, seguir em frente e comprovar que mesmo
com algum sentimento de medo e um ou outro pequeno percalço é possível cumprir aquilo a que se
propôs.

Poder de foco
Então, tal como podemos concluir, uma parte importante para o treinamento da sua mente é o poder do
foco. Quando estamos com medo, a nossa mente tende a fixar-se nas coisas que são assustadoras para
nós, como os sintomas do nosso corpo ou no auto-julgamento. E, para o bom e para o mau, aquilo em
que nos focamos expande-se.
Desta forma, se nos momentos que antecedem a exposição pública você se focar em coisas que o
façam sentir-se vulnerável ??e fraco, todos os seus receios aumentam até ao ponto da incapacidade,
fazendo a sua mente gritar: “não consigo, tenho de sair daqui”. Regride-se a um estado infantil,
sentindo-se impotência.
Em vez disso, concentre-se em coisas que façam parte do processo de interação ou de exposição física
e verbal. O seu foco depende de si. Foque-se em alguns dos seus pontos fortes, faça com que eles se
expandam. Visualize-se numa situação difícil e como os seus pontos fortes o ajudariam a ultrapassar
essa dificuldade.
Posteriormente construa um cenário de sucesso e o que seria necessário fazer para que você fosse bem
sucedido. Simule mentalmente o seu desempenho. Simule e visualize-se a ultrapassar os seus receios e
relembre-se daquilo que usou para o ajudar. Essa será a sua estratégia de eficácia e segurança.
Dica: Diga a si próprio, “mesmo sentido sensações desagradáveis e este medo irracional, eu irei
conseguir executar aquilo que necessito e quero, pois sei o que fazer e naquilo em que me focar
para ser bem-sucedido“,
Quando as pessoas estão ansiosas, tendem a perder a sua perspectiva. Sentem que tudo o que fazem é
monumental e tudo é muito arriscado. Mude a sua perspetiva. Imagine qual a importância desse
pequeno acontecimento daqui a 5 ou 10 anos? Provavelmente não terá qualquer relevância, ou se tiver
será ínfima.
Dica técnica para executar: Com isto em mente, foque-se nas estratégias necessárias à execução de
um bom desempenho. Junte a essas estratégias, as técnicas de respiração e relaxamento, assim como
uma boa expressão corporal. Coloque-se nesse estado. Faça isso. Certamente a sua atitude mudou.
Você passou a expressar uma atitude positiva. Sente-se agora mais capaz de enfrentar os seus receios.
O seu corpo ficou mais vigoroso, mais ereto, a sua expressão facial abriu-se, o seu discurso mais fluído
e a sua voz mais segura. Certamente todo o seu corpo transmite-lhe confiança. E a confiança é a
antítese do medo.

O seu espírito
Espírito, significa a relação que você estabelece consigo mesmo, como os outros e com o mundo, e não
ser-se religioso. Isto numa perspectiva psicológica. O nosso medo está relacionado com as
preocupações do ego, expressando autofoco e proteção a nós mesmos. Se pretendemos dar uma boa
impressão de nós mesmos e preocuparmo-nos com o que os outros irão pensar acerca de nós, poderá
inflamar o medo.
Como a forma de nos relacionarmos passa pelo contato com os outros através da nossa linguagem
verbal e não verbal, cada vez que temos de interagir e falar com outros, é quase como se a nossa
autoestima estivesse na linha de fogo.
Se o nosso espírito, ou estado mental for receoso, então o que descrevi anteriormente faz sentido. O
nosso espírito será tomado pelo medo, e a nossa auto estima passa a estar na linha da frente da batalha
que pretendemos enfrentar. E o resultado, como podemos imaginar, é levar uns tiros nos próprios pés.
Uma ótima maneira de elevar o seu estado de espírito é conectar-se às pessoas e ao seu propósito. Isto
porque quando estamos com medo, tudo gira em torno de nós, e como os acontecimentos nos irão
afetar, fazendo-nos esquecer o verdadeiro propósito de querer efetuar o nosso objetivo.
Lembre-se que na interação com os outros, você está lá para compartilhar informações, e não para
colocar o seu ego à prova. Em vez de resistir e afastar-se dessas situações, desenvolva um espírito
aberto. Além disso, quanto mais você humanizar as pessoas, menos medo terá delas. Por vezes, o seu
medo é igual ao medo dos outros. Eles são tão humanos quanto você.

Perda de controle
Temer a perda de controlo também amplifica a ansiedade. Assim, aprender a gerir o medo, a
ansiedade e confiar que está a aprender um conjunto de estratégias e formas de raciocinar é imperativo
para criar a percepção de que no final tudo vai ficar bem.
Embora seja sábio preparar e ensaiar uma conversa, ou alguns cenários para que no momento de se
expor tenha algo que lhe transmita segurança. É igualmente importante que vá com o fluxo e deixar
que tudo acontece naturalmente. Além disso, Aprenda a confiar em si mesmo, nos outros, e em algo
mais.
Dica: Lembre-se que se trata de, apenas aparecer, ser quem você é, e genuinamente conectar-se e
compartilhar informação com os outros.
A maioria das pessoas odeia a sua ansiedade de falar em público e quer conquistá-la o mais
rapidamente possível, se fosse possível quase como que por magia. Mas isso é de todo impossível.
Sejamos então realistas, a maioria das circunstâncias difíceis são os nossos melhores professores. Se
adotarmos este ponto de vista, a ansiedade ou o medo de falar em público deve ser olhado não como
um inimigo, mas como uma lição a ser aprendida.
Muitos dos meus clientes ficaram surpreendidos com aquilo que aprenderam e descobriram acerca
deles mesmos, acerca dos outros e da vida, aceitando o desafio de enfrentar os seus medos,
aprenderam a lidar com a ansiedade de uma maneira muito melhor e eficaz. Isto permite-nos parar e
prestar atenção naquilo que realmente importa. Trabalhar com o medo, em vez de contra ele, pode
levar ao desenvolvimento pessoal e espiritual.

Ansiedade social: Como ultrapassar algumas das barreiras para falar com as
pessoas
Se você pretende movimentar-se livremente na esfera social, então isso significa que vai ter que
aprender como iniciar uma conversa, continuar uma conversa e ser capaz de fazer isso com uma ampla
gama de pessoas com diferentes interesses e valores, na verdade, você vai precisar aprender a fazer
conversa de ocasião.
Aquilo que se pretendo não é que se transforme num exímio conversador, mas que fique munido de
algumas ferramentas que lhe permitam ser capaz de manter a sua própria linha de raciocínio, no
sentido de eliminar o vaguear da mente para pensamentos de interferência que conduzem ao
desconforto.

Barreira à conversa nº1


A ansiedade social impede que você se sinta confiante e confortável, seja falar com desconhecidos ou
até mesmo com os seus entes queridos. A conversa de ocasião é uma forma de conversa que você
necessita para falar sobre uma gama de assuntos, por vezes de forma fugaz com pessoas que não
conhece num cenário que lhe é geralmente desconhecido.
Se sofrer de ansiedade social, significa que esta é uma das áreas ou situações que certamente mais
evita. Pode acontecer a pessoa sofrer de medo de falar em público sem ter ansiedade social. Mas quem
sofre de ansiedade social, a probabilidade de ter medo de falar em público está quase sempre presente.
Quebre esta barreira lendo os seguintes artigos:

 Compreender o incómodo da ansiedade social


 Como combater a fobia social

Barreira à conversa nº2


Não é apenas o facto de ter saber como fazer uma conversa de ocasião interessante e estimulante para
ambas as partes que faz com que a maioria das pessoas fiquem ansiosas, se sintam um pouco
desajeitadas e grossas, é também o facto dos pensamentos ruminantes negativos muitas vezes
interferirem no diálogo.
Os pensamentos ruminantes negativos, são pensamentos que surgem dentro da sua cabeça e que
fazem-no sentir-se mal. Normalmente você não fica ciente do que está dizendo, mas percebe como se
está sentido, e usualmente sente-se mal.
Este tipo de pensamentos torna quase impossível sentir-se relaxado e calmo quando tem de conversar
com as pessoas, e é muito mais provável que fique consciente e auto-focado na percepção que a outra
pessoa lhe transmite de também sentir-se desconfortável enquanto fala com você.
Quebre esta barreira lendo os seguintes artigos:

 Como quebrar o terrível hábito da preocupação


 Como lidar com pensamentos e sentimentos negativos

Barreira à conversa nº3


Então o que é que você pode abordar com alguém que não conhece, num ambiente desconhecido,
se sofre de ansiedade social ou medo de falar em público?
A resposta, infelizmente, é tudo e nada, exceto os temas habituais de sexo, política e religião, e
se estiver a trabalhar, então não diga mal do seu gerente ou chefe. Para além disso você pode falar
sobre tv, feriados, o que está passando nas notícias, os mais recentes gadgets, dos seus filhos, algo
engraçado que você viu, todos os assuntos podem ser interessantes e divertidos para ambos se você
souber como introduzir o assunto corretamente.
Quebre esta barreira lendo o seguinte artigo:

 15 Estratégias eficazes para desenvolver a sua confiança

Como introduzir um tema de conversa corretamente


Para introduzir um tema de conversa corretamente, você precisa ouvir o que a outra pessoa está
dizendo, encontrar um gancho ou um link para um assunto que você tenha em mente e moldá-la em
torno de uma frase de transição, tais como “eu percebo o você quer dizer com isso, já me aconteceram
situações semelhantes com o meu computador, há alguns dias o meu computador … “
Você também pode usar uma pergunta para “forçar” a outra pessoa a falar mais sobre o assunto. Você
pode pedir a sua opinião sobre algo. Você pode dar uma opinião. Mas a maior barreira que você
encontrará é alimentar a sua inibição, isto pode arruinar qualquer tentativa de diálogo.

Inibição: Onde começa e como pará-la


Praticamente todos os problemas relacionados com a ansiedade, e que consequentemente geram medo
e inibição começam na nossa cabeça, começa nos pensamentos que temos acerca do que a outra pessoa
pode estar pensando, o que pensamos sobre nós mesmos e sobre o nosso desempenho.
Dizer uma piada e todo mundo virar os olhos, ter alguém que se desvie de nós enquanto falamos e pior
ainda, inventar uma desculpa descabida e sair, deixando uma mensagem subtil de que estavamos a ser
chatos e entediantes e que por isso todos se recusam a falar connosco. Bem, este cenário desprezível, é
certamente aquilo que já lhe passou algumas vezes pela cabeça como tendo grande probabilidade de
realmente acontecer.
Declarações motivacionais
Para evitar a inibição é necessário parar de pensar sobre si mesmo (nos seus medos) e sobre o seu
desempenho, e focar-se apenas em si, nas suas habilidades, nas suas forças e virtudes. Faça disso a sua
missão, foque-se nas suas declarações motivacionais ou de enfrentamento, assim como aquelas que lhe
transmitem calma, e diga-as a si mesmo em voz alta ou de forma silenciosa a qualquer momento que
precise.
É como ter a sua própria conversa de vitalidade portátil à sua disposição na forma de uma afirmação
que se pode dizer quer em voz alta ou de forma silenciosa, inpirando-o e fazendo-o sentir-se bem.
Mas, atenção, não será por dizer umas quantas frases ou palavras que irá resolver o seu problema,
longe disso. Tem de perceber e sentir que essas palavras mexem consigo, que acredita nelas e que
acima de tudo consegue transformá-las em ações. Consegue fazer com que elas o orientem e motivem
a continuar em situação percepcionadas como difíceis.
Para aprofundar este assunto, pondere ler os artigos:

 Coloque todas as suas habilidades em jogo


 Seja o seu maior fã
Passos para a construção das suas declarações motivacionais:
1. Escreva uma lista de pequenos tópicos de conversa.
2. Escreva uma afirmação ou frase que lhe transmita bem-estar assim que a verbalize
3. Pratique com as pessoas da sua confiança e ajusta conforme necessário
4. Perceba com os outros fazem e modele o estilo que mais lhe convém
5. Esteja pronto para aproveitar algumas situações sociais e accione a sua declaração motivacional
quando necessário.

Complemento
O medo de falar em público comporta em si algumas fragilidades associadas à percepção que a pessoa
tem acerca de si mesmo, de alguns dos seus traços, capacidades e crenças. É imperativo que para além
de algumas especificidades que abordei referentes a esta problemática, sejam complementadas com o
desenvolvimento e melhoria de três construtos vitais.
Falo de como superar timidez, da melhoria da autoestima e da construção da autoconfiança. Acredito
que se trabalhar nestes três aspetos em conjunto, ficará mais próximo de superar o seu medo de falar
em público.
Que as leituras e consequentes exercícios propostos, assim como as novas formas de raciocinar não
sejam um impeditivo de abraçar esta oportunidade para resolver o seu medo de falar em público. Claro
que é trabalhoso, claro que necessita da sua dedicação, persistência e motivação.
Não desista nas primeiras dificuldades, e muito menos em pequenos recuos. Se recuar, é sinal que já
conseguiu dar alguns passos, é possível voltar a conseguir, e desta vez com mais conhecimento para ir
mais longe. Para ir até à total superação do seu medo de falar em público.
Não faria sentido estar a repetir matéria já escrita e publicada por mim. Como complemento
indispensável à sua melhoria, pondere ler os seguintes artigos:

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Ajude-me a contribuir para a superação do medo de falar em público.
Abraço,
Miguel Lucas