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FIRMADOS NA VERDADE

II Tessalonicenses 2.1-17

Conforme tratamos na última semana, os tessalonicenses traziam consigo


uma intensa angústia quanto àqueles que já haviam morrido, pois o pensamento
grego corrente, era de que não há ressurreição dos mortos. Assim, Paulo escreve
a primeira epístola direcionada a estes irmãos, procurando tranquilizá-los quanto
aos que já haviam partido, afirmando que os que morreram no Senhor, serão
ressuscitados e arrebatados, juntamente com os que que estiverem vivos naquele
grande dia. Não obstante, os tessalonicenses têm agora, diante de si, novas e
perturbadoras questões que afligem seus corações inquietos e ansiosos. O novo e
inquietante pensamento a circular entre estes irmãos é a ideia promovida por
alguns, de que Cristo já voltara e eles não perceberam (1-2 ver). Há pelo menos
duas classes de pessoas aqui: a) os que estudaram “achologia” e traziam supostas
palavras proféticas (espírito, palavra); b) os mal-intencionados (epístola).

Diante desta triste realidade, Paulo escreve esta epístola para esclarecer
alguns pontos de fundamental importância, pois havia entre aqueles irmãos,
circulava a ideia de que Cristo já teria voltado e eles haviam sido deixados para
trás. Assim, Paulo esclarece:

1. Haverá uma grande apostasia antes da volta de Jesus (03)

A palavra apostasia aqui, dá a ideia não apenas de abandono da fé, mas de


um ato voluntário de obstinada rebelião contra Deus. Um apóstata é alguém que
nega suas crenças, desiste da caminhada, olha para trás e prefere o que lá está.
É alguém que não aceita o soberano domínio de Cristo sobre sua vida. É alguém
que é senhor de si mesmo. Para os apostatas, a verdade de Deus não interessa,
preferem a mentira e a injustiça em detrimento da verdade; pois é amarga ao seu
paladar pecaminoso e não lhes agrada, visto que ela expõe quem realmente são.

Note, contudo, que essa apostasia não é pontual, momentânea e local. Ela
ocorrerá de forma massiva e progressiva. As pessoas se rebelarão contra Deus,

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negarão sua fé e perseguirão os que forem fiéis. É o que foi dito por Jesus aos
seus discípulos, pouco tempo antes de ser crucificado (Mateus 24.9-12 ver). Isso
nos mostra que essa apostasia se dará nas fileiras daqueles que se dizem servos
de Deus daqueles que chamam a Jesus de Senhor, mas que em algum momento
passam a rejeitar seu senhorio. Tais apóstatas são pessoas que um dia ouviram a
Palavra da Verdade, se agregaram à igreja visível, mas nunca foram parte da igreja
invisível, o povo eleito, o corpo de Cristo. Em outras palavras, tais pessoas nunca
foram verdadeiramente regeneradas, justificadas e santificadas. Como diz
I João 2.19: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque,
se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram
para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”.

Perceba que essa apostasia não apenas manifestará o que está oculto nos
corações dos homens, mas fará com que “seja revelado o homem da iniquidade, o
filho da perdição”; aquele “a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua
boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda (7-8).

2. Haverá uma usurpação da glória devida somente a Deus (04-12)

O texto nos fala de alguém chamado de homem da iniquidade e filho da


perdição e que se levantará em franca revolta contra Deus, usurpando sua glória,
tomando para si o culto devido somente ao Senhor, “a ponto, de assentar-se no
santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (04). Neste
sentido João Calvino, diz que “o assunto tratado não é propriamente o nome de
Deus, e sim a sua majestade e adoração; e, em geral, tudo o que ele reivindica
para si”. Diz ainda que “a verdadeira religião é aquela pela qual o verdadeiro Deus
é exclusivamente adorado; isto, o filho da perdição transferirá para si”.

Esse usurpador, virá no poder de Satanás, realizando grandes sinais,


arrebatando para si as multidões que estarão em plena rebelião contra Deus,
lideradas por esse impostor (9-10). Aqui podemos perceber um grande contraste
entre Jesus Cristo e este vigário de Satanás, pois enquanto Jesus veio salvar os

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pecadores e libertá-los da escravidão do pecado, este homem da iniquidade, virá
para escravizar suas almas. Contudo, não devemos pensar que suas obras estão
restritas ao tempo do fim (07). Embora não saibamos exatamente quem o detém,
sabemos que há muitos ministros do engano, servos da mentira, que mediante
sinais e prodígios, tem negociado a fé de muitos, arrebanhando uma multidão que
servirá aos propósitos nefastos, deste que é a encarnação do mal. E isso acontece,
porque os homens têm rejeitado a Deus, deleitando-se na injustiça e no pecado.
Consequentemente Deus mesmo os rejeita e endurece seus corações (ver 11-12).

Não obstante o quadro pareça aterrorizante e até mesmo desanimador, o


Texto Sagrado nos dá a certeza de que o mal não triunfará (7-8). O que fica
evidente é que...

3. Podemos ter esperança, pois Deus é o Senhor da história (13-17)

É interessante perceber como Paulo contrasta a triste realidade para a qual


o mundo caminha, com o destino glorioso que espera a igreja de Deus que mesmo
atribulada, perseguida e humilhada nesta terra, não ficará prostrada, mas sairá
vitoriosa, triunfante, de mãos dadas com seu noivo, o Redentor, o Senhor da
história, o Cristo que morreu, mas ressuscitou e um dia voltará com poder,
majestade e grande glória.

Paulo vê na santa vocação da igreja, razões para render graças ao Senhor e


estas ações de graças tem como fundamento a salvação entesourada para os
crentes em Cristo Jesus (13-14 ver). É importante perceber que tal salvação não
foi escolha da igreja de Tessalônica, assim como não é nossa; tal escolha foi feita
na eternidade pelo nosso Senhor e Deus (Efésios 1.4). Ela é unilateral, vem de
cima, do céu, vem de Deus.

Uma vez que estavam cientes de que o mal não triunfará e que as tribulações
e perseguições pelas quais estavam passando, teriam fim, esta igreja deveria
lançar fora as dúvidas que atormentavam seus corações, permanecendo firmada
na verdade, perseverando nos ensinamentos recebidos, aguardando a volta do

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Senhor Jesus Cristo. Destarte, o apóstolo Paulo afirma no verso 15: “Assim, pois,
irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja
por palavra, seja por epístola nossa”.

A igreja de Cristo, está hoje entrincheirada, militando sob ataques


incessantes do pecado e do mal, mas chegará o dia em que ela se levantará para
receber das mãos do Senhor a sua vitória, pois Ele é o fundamento de sua
esperança, Ele é quem lhe concede eterna e gloriosa consolação (16-17 ver). Por
conseguinte, William Barclay diz que “o cristão é alguém que pode considerar a
luta e a aflição como algo muito pequeno em comparação com a glória que virá”.

Conclusão

Caminhando para o fim e diante do exposto, precisamos ter algumas coisas


em mente, a fim de estimularmos a nós mesmos numa caminhada cristã
perseverante.

 Somente a Escritura deve reger nossas crenças, de forma que ela seja
o fundamento da nossa esperança (1-2);

 Temos o dever de conhecer e amar a verdade. Jesus afirmou que sua


palavra é a verdade, logo, se não amamos sua Palavra...

 Embora a apostasia seja inevitável, os verdadeiros crentes, jamais


apostatarão da fé (João 10.27-30 ver). Não obstante, uma ressalva
precisa ser feita: não temos o direito de especular quem está ou não
está salvo, pois somente Deus é juiz da consciência humana.

 Não precisamos temer o fim, pois o mal jamais triunfará (7-8).

 Portanto, por mais passemos por dificuldades e angústias nesta vida,


chegará o dia em que estaremos para sempre com aquele que é o Alfa
e o Ômega, o Princípio e o Fim. Portanto, declaremos com toda
esperança e convicção: Maranata! Ora vem Senhor Jesus!