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FACULDADE UNIÃO DE CAMPO MOURÃO – UNICAMPO

SERVIÇO SOCIAL

Maria Aparecida Beteto Bueno Alves

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE SERVIÇO


SOCIAL DA FACULDADE UNICAMPO

Campo Mourão
2015
Maria Aparecida Beteto Bueno Alves

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE SERVIÇO


SOCIAL DA FACULDADE UNICAMPO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


como requisito parcial para a obtenção do título de
Bacharel ou Licenciado em Serviço Social, pelo
Curso de Serviço Social da Faculdade União de
Campo Mourão - UNICAMPO

Orientador(ª): Fernanda Albuquerque Campos.

Campo Mourão
2015
SUMÁRIO

1 BREVE HITÓRICO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL .............XX

1.1 O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL ........XX

1.2 OS SUJEITOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DO ESTÁGIO

SUPERVISIONADO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL .............................XX

2 O PROCESSO HISTÓRICO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL NA

FACULDADE UNIÃO DE CAMPO MOURÃO ...................................................XX

2.1 AS POLÍTICAS DE ESTÁGIO NA FACULDADE UNIÃO DE

CAMPO MOURÃO .............................................................................................XX

2.2 OS CAMPOS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO .........................................XX

3 FORMAÇÃO ACADÊMICA: CONTRIBUIÇÕES PARA A

FORMAÇÃO PROFISSIONAL ..........................................................................XX

REFERÊNCIAS .................................................................................................XX
1 BREVE HISTÓRICO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL NO BRASIL

De acordo com Silva (1995, p. 24), no Brasil, a partir dos anos de 1930,
iniciou-se o processo de industrialização e urbanização no país, ocorreu a
Revolução de 1930 e também a deposição do então Presidente Washington Luís
pelo Golpe de Estado por Getúlio Vargas, iniciando um período caracterizado pelo
poder centralizado no Executivo e pelo aumento da ação intervencionista do Estado.
Nesse momento histórico, enquanto o Brasil vive o intenso processo de
urbanização e industrialização, muitos países da Europa já se encontravam muito à
frente na industrialização. As lutas pelos direitos da classe operária já aconteciam de
forma mais organizada, o que garantiu várias vitórias sobre a burguesia. Referente a
este período, o autor discorre que:

O Estado Novo, então instituído, defronta-se com duas demandas:


absorver e controlar os setores urbanos emergentes e buscar nesses
mesmos setores, legitimação política. Para isso adota uma política
de massa, incorporando parte das reivindicações populares, mas
controlando a autonomia dos movimentos reivindicatórios do
proletariado emergente, através de canais institucionais, absorvendo-
os na estrutura corporativista do Estado. (SILVA, 1995, p. 24).

É neste quadro político conflituoso que ocorre a gênese da profissão


denominada Serviço Social arraigada à ideologia das Igrejas Católicas, passando
pela introdução de correntes filosóficas que fizeram parte do processo de
amadurecimento da profissão, seguindo no percurso das transformações societárias
em conjunto com as mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais da
sociedade.
Frente ao cenário histórico- político brasileiro, a emergência da profissão
encontra-se relacionada à articulação dos poderes dominantes (burguesia industrial,
oligarquias cafeeiras, Igreja Católica e Estado varguista) à época, com o objetivo de
controlar as insatisfações populares e conter qualquer possibilidade de avanço do
comunismo no país, considerado um perigo eminente.
Desta forma, pode-se afirmar que a Igreja Católica teve sua importância na
configuração da identidade que marca a origem do Serviço Social no Brasil, sendo
responsável pelo seu ideário inicial, seu campo de ação, pelas agências de
formação dos primeiros Assistentes Sociais.
Iamamoto ressalta que doutrina social da Igreja Cristã marcou a origem do
Serviço Social, pois:

O Serviço Social surge num momento em que o modo de produção


capitalista define a sociedade em que a Igreja se insere. É também
um momento em que a ideologia das classes dominantes não é mais
a da Igreja. Não é mais ela quem cria e difunde ideologia dominante.
Esta passa a ser produzida e difundida por outras instâncias da
Sociedade Civil e Política, que são monopolizadas e controladas
pelos grupos e classes que mantêm o monopólio dos meios de
produção. (IAMAMOTO, 2000, p. 230).

Como visto, Iamamoto cita a respeito do desenvolvimento histórico do Serviço


Social que surge com o fortalecimento do sistema capitalista, inserido no modo de
produção, permeando as relações sociais, e que hoje pautado na teoria social crítica
de Marx, continua em movimento na tentativa de dar respostas às mazelas da
sociedade.
Dessa maneira, considerando as relações e problemas sociais da época, e
que o trabalho desenvolvido até então não conseguia reduzir tais problemas, surge a
necessidade de buscar outros referenciais e de qualificação da profissão. Nesse
contexto, na cidade de Amsterdã, em 1899, é fundada a primeira Escola de Serviço
Social do mundo.
Em relação ao método de trabalho do profissional em Serviço Social, destaca-
se se Mary Richmond, que era assistente social (norte-americana) no início do
século XX. Ela foi considerada pioneira na profissão, porque se propôs a estudar,
registrar e sistematizar o trabalho desenvolvido até aqueles dias.
Portanto, Mary Richmond foi considerada pioneira no Serviço Social,
principalmente porque deu um estatuto de seriedade à profissão e descobriu
técnicas que possibilitaram o exercício profissional. Nessa época, várias instituições
de filantropia já remuneravam seus profissionais. Perdia-se o caráter voluntário para
constituir uma profissão dentro da divisão social do trabalho, na sociedade industrial
capitalista e desenvolvida.
No contexto brasileiro, sofremos forte influência das teorias desenvolvidas nos
Estados Unidos. A partir daí, importamos todo o material desenvolvido,
desconsiderando as peculiaridades de cada realidade social e as diferenças entre os
dois países. É importante destacar que se trata de uma época de profundas crises
econômicas, com a pobreza e a miséria se alastrando, em consequência do
acelerado crescimento urbano e industrial.
Em relação às primeiras escolas e cursos de formação profissional do Serviço
Social no Brasil, o Centro de Estudos e Ação Social de São Paulo (CEAS), foi
instituída em 1932 e formou sua primeira turma em 1937, e posteriormente, no Rio
de Janeiro, a segunda. Foi coordenada por Albertina Ferreira Ramos e Maria Kiehl.
Neste centro eram organizados cursos de qualificação para organizações leigas no
catolicismo, tinha como suporte filosófico o neotomismo, adequando política e
ideologicamente a classe operária. Para Aguiar:

Em 1949, na Sessão Internacional da UCISS, o Serviço Social


católico é assim definido: “uma forma de ação social (no sentido
moderno e técnico da palavra) que, por métodos técnicos
apropriados, baseados em dados científicos, quer contribuir para a
instauração ou manutenção da ordem social cristã favorecendo a
criação ou o bom funcionamento dos quadros sociais necessários ou
úteis ao homem” (destaque do autor). (AGUIAR, 1985, p. 32).

Como já visto todas as escolas da época, inclusive suas sucessoras, foram


fortemente influenciadas pela doutrina social da Igreja Cristã, marcando a origem do
Serviço Social no militantismo católico, Iamamoto descreve:

O Centro de Estudos e Ação Social de São Paulo (CEAS) é


considerado como manifestação original do Serviço Social no Brasil,
surge com o incentivo e sob o controle da hierarquia. Aparece como
condensação da necessidade sentida por sacerdotes da Ação Social
e Ação Católica [...] Seu início oficial será a partir do “Curso Intensivo
de Formação Social para Moças” promovido pelas Cônegas de Santo
Agostinho, para o qual fora convidada Mlle. Adele Loneaux da Escola
Católica de Serviço Social de Bruxelas. Ao encerrar-se o curso, será
feito um apelo para a organização de uma ação social visando
atender o bem-estar da sociedade. (IAMAMOTO 1992, p. 168).

As primeiras escolas de Serviço Social apresentavam alguns critérios para


matricular-se no curso:
 Estar na faixa etária entre 18 e 40 anos.
 Comprovação de conclusão do curso secundário.
 Apresentação de referências de 3 pessoas idôneas.
 Submeter-se a exame médico.
 Ter boa saúde, ausência de defeitos físicos.
 Ter um bom convívio em sociedade.
A formação dos (as) Assistentes Sociais se pautava em quatro aspectos
fundamentais: cientifico, técnico, moral e doutrinário, os aspectos científicos e
técnicos possuíam extrema carência de objetividade, já a formação moral e
doutrinaria se apresentavam essenciais, pois na falta de uma formação moral com
base nos princípios cristãos a ação seria falha, era necessário se preparar para
reeducar as classes subalternas. Com a criação das escolas, cresce o número de
Assistentes Sociais formados, predominantemente do sexo feminino.
Helena Junqueira, pioneira como assistente social e que teve grande
importância na construção da história, afirma:

A partir dos meados da década de quarenta, assumiu o Serviço


Social uma preocupação pragmatista, alienada pela metodologia
trazida dos Estados Unidos, em razão de considerável intercâmbio
(bolsas de estudo e literatura) iniciado com aquele País, como
resposta a uma quase ausência de métodos e técnicas na
concepção européia do Serviço Social, que então predominava.
(JUNQUEIRA apud MARQUES, 1997, p. 73).

O objetivo das profissionais era promover a adaptação e a transformação das


classes menos abastadas na sociedade, pois o que se enxergava, era a
necessidade de intervir na formação moral, intelectual e social das famílias. As
condições de moradia, as precariedades das condições sanitárias eram
consideradas problemas de desajustamento do lar, numa tentativa de reformar o
homem, de ajustá-lo e reeducá-lo. “Os relatos existentes sobre as tarefas
desenvolvidas pelos primeiros Assistentes Sociais demonstraram uma atuação
doutrinaria e eminentemente assistencial.” (IAMAMOTO, 2011, p. 200).
Frente a esse momento histórico, o Serviço Social apresentava fundamentos
do Positivismo, que é o “pensamento funcionalista”, identificado, historicamente,
como Serviço Social tradicional, tendo por fim ajustar ou reajustar o indivíduo ou
grupos ao meio.
O Serviço Social era uma atividade exercida por especialistas, e até meados
da década de 1950, sem propósito lucrativo pessoal, reforçando o sentido da
caridade, como ressalta Iamamoto:

O caráter caridoso e altruísta, desinteressado, a ação informada por


um humanismo cristão que desconhece as determinações materiais,
típicos desses meios, são elementos propícios para a germinação e
o aparecimento de vocações. Vocação de servir ao próximo e,
atitude não despida de romantismo, de despojar-se de si mesmo
para servir à humanidade, que podem ser confundidas com o sentido
e conteúdo de classe do Serviço Social. (IAMAMOTO, 2000, p. 233).

A partir da década de 50, ocorre um frenesi por parte de alguns profissionais,


passando a profissão a reconhecer a necessidade de repensar sua teoria, postura e
métodos, o chamado “Movimento de Reconceituação” da profissão que se
fundamenta o exercício e os posicionamentos teóricos do Serviço Social. Passou a
se pensar na gênese do Serviço Social e seu objeto de estudo, com a necessidade
de reconhecimento da profissão, o que ocorre em 1957, porém, a formação
profissional não dava condições de desenvolver uma crítica de consciência.
De acordo com Montaño (2007, p. 19-32), duas teses surgem para explicar a
gênese do Serviço Social, a primeira, denominada perspectiva endogenista está
relacionada à “questão social”, caridade e filantropia da função, como já citado
anteriormente. A segunda tese é a perspectiva histórico-crítica, oposta à anterior,
voltada ao desempenho de um papel político, com ações de caráter técnico
especializado. Vemos, portanto, o desenvolvimento do Serviço Social, que outrora
era filantrópico e passou a ser considerado histórico-político.
Nas décadas entre 1964 a 1985 no Brasil, foi marcada por um longo período
ditatorial, passando por cinco governos: Castelo Branco (1964-67) criou os Atos
Institucionais; Costa e Silva (1967-69) instituiu o AI5; Médici (1969-74), o milagre
brasileiro; Geisel (1975-79) deu início à abertura política; e, finalmente, Figueiredo
(1979-85), que encerrou a era do militarismo com a abertura política.
Neste período em que o país viveu completa repressão e perseguições
políticas e crise econômica, o Serviço Social brasileiro também se recolheu, e se
vale desse recuo para repensar os objetivos da profissão e se aprofundar na teoria
social crítica marxista, conforme retrata Yazbek:

Sem dúvida, as ditaduras que tiveram vigência no continente


deixaram suas marcas nas ciências sociais e na profissão, depois de
avançar em uma produção crítica nos anos 60/70 (nos países onde
isso foi permitido) é obrigada a longo silêncio. (YAZBEK, 2009,
p.148-149).

As Ciências Sociais em muitos países latino-americanos que atravessaram


períodos de ditaduras passaram por um momento de longo silêncio em suas
produções teóricas. As escolas de Serviço Social, por sua vez, passaram a enfatizar
o ensino do Desenvolvimento de Comunidade, propondo um trabalho de integração
do indivíduo ao seu meio. A política desenvolvimentista provocou o empobrecimento
da classe usurpada e sem preocupação, por parte do governo, com o seu bem-estar,
ficando esta sem diversas assistências básicas como: saúde, infraestrutura de
saneamento básico, educação, entre outras necessidades.
Ao desenvolver a prática o estudante do curso de Serviço Social, encontra
diversos desafios, e, remetendo ao seu processo de formação, acredita-se ser
possível reconhecer diversos fatores que contribuem no seu processo de formação
sócio-histórica, isto o influencia diretamente no desenvolvimento de sua atuação na
atual conjuntura. (MARTINELLI, 2009). O autor relata ainda:

A origem do Serviço Social como profissão tem, pois, a marca


profunda do capitalismo e do conjunto de variáveis que a ele estão
subjacente alienação, contradição, antagonismo -, pois foi nesse
vasto caudal que ele foi engendrado e desenvolvido. (MARTINELLI,
2009, p. 66).

Em face deste contexto, o Serviço Social passou a se apresentar como um


mediador de classes, quando buscamos o conhecimento sempre nos deparamos
com desafios, sempre será uma tarefa árdua e desafiante que envolve várias
determinações colocadas pela dinâmica da realidade. Significa o olhar sobre o
simples, sobre o que está posto, mas com a intencionalidade de desvelar esse
simples que oculta elementos concretos que só se revelam em um processo de
investigação.
Em meados das décadas de 1960 e 1970, ampliou-se a rede de serviços
sociais e também a demanda do trabalho do assistente social, permitindo à profissão
um considerado avanço nas esferas acadêmica e institucional, sendo no âmbito
público, e também no âmbito privado.
O curso de Serviço Social, sendo uma profissão de nível superior, onde o
profissional assistente social ganha legitimidade como profissional no campo da
intervenção social, na prestação de serviços sociais, particularmente assistenciais,
na administração e repasse de recursos e na viabilização do acesso da população a
programas e serviços.
O curso apresenta, até os dias atuais, uma formação com duração mínima de
quatro anos, obtendo também a disciplina de estágio, onde discentes se encontram
no campo de estágio supervisionado. No próximo item será abordado o tema
referente ao Estágio Supervisionado no Curso de Serviço Social.
1.1 O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

O estágio supervisionado é a oportunidade que o acadêmico tem se capacitar


e desenvolver uma postura crítica e reflexiva, constituindo uma base teórica prática
para a formação profissional. Nele o estudante tem a inserção na prática
profissional, possibilitando entrar em contato com uma realidade concreta e
contraditória. É extremamente importante, pois constitui um espaço para o
acadêmico relacionar à questão em relação entre teoria e prática (práxis), pois este
é um momento importante na construção do perfil acadêmico com estratégia
reflexiva da formação profissional que complementa o processo de
ensino/aprendizagem, dando ênfase à prática e para isto deve ser realizado de
forma que venha a acrescentar na sua formação acadêmica e futuramente
profissional.
O estágio supervisionado em Serviço Social, no Brasil, existe desde a época
das primeiras Escolas de Serviço Social, na década de 1930. A partir da
regulamentação da profissão, passa a existir legislação especifica a respeito do
estágio, com o objetivo de estabelecer e garantir exigências mínimas para a
execução, e manter a qualidade do estágio. (BURIOLLA, 2011).
Ainda em concordância com Burriolla (2001, p.13), o estágio pode ser
compreendido como uma estratégia reflexiva da formação profissional que
complementa o processo de ensino/aprendizagem, dando ênfase à prática. “O
estágio é o lócus onde a identidade profissional do aluno é gerada, construída e
referida; volta-se para o desenvolvimento de uma ação vivenciada, reflexiva e crítica
e, por isso, deve ser planejado gradativamente e sistematicamente”.
Ao observarmos as primeiras escolas de Serviço Social nas décadas de 30 e
40, o estágio é considerado parte integrante para a formação profissional. A prática
profissional neste período, segundo Lewgoy (2010), era entendida como apreensão
do “como fazer” em relação aos diferentes campos de atuação. De acordo com este
autor, as primeiras publicações relacionadas ao estágio e supervisão aconteceram
em 1947, revelando a história da formação e o exercício profissional.
No decorrer das décadas de 50 e 60, o Brasil sofre influências da Escola
Nova, que neste momento dava prioridade aos alunos, sustentados pela ideia de
que o aluno aprende fazendo.
O estágio na década de 1970 tinha como objetivo aproximar o discente da
realidade profissional, possibilitando a aplicação dos conhecimentos teóricos das
disciplinas do currículo e, ao mesmo tempo permitir que as instituições avaliassem
seus métodos de ensino, se eram apropriados com a realidade da época.
Quando refletimos sobre o campo do estágio, percebemos que é uma
discussão atual. Desde o Brasil Colônia até meados de 1940, essa vinculação é
inexistente, tendo a educação caráter intelectual e humanista. Somente a partir
desse período percebemos as primeiras relações entre educação e trabalho;
também a partir dessa data inicia-se a discussão e a implantação do estágio
enquanto prática profissional de aprendizagem.
E relação à Legislação Brasileira, as políticas brasileiras de estágio passam a
normatizar esta etapa da formação profissional a partir do ano de 1977, com
sucessivas leis e decretos (Lei 6.494/77, Decreto 87.497/82, Lei 8.859/94, Lei
9.394/96, Decreto 2.080/96, Lei 11.788/08). Desde esse período, o estágio é
definido como sistema de treinamento prático do estudante, visando formação de
habilidades técnicas e atitudes psicológicas requeridas pelo mundo do trabalho
(CFESS, 2008).
A partir de 1993, o estágio apresenta como referência a Lei 8.662/1993, que
regulamenta a profissão do Serviço Social; o Código de Ética Profissional de 1993,
com seus onze princípios indicando o rumo ético-político a serem seguidos pela
categoria profissional, assim como os conhecimentos a serem buscados; a
Resolução CFESS/CRESS nº 533/2008, que regulamenta a Supervisão Direta de
Estágio em Serviço Social e a PNE – Política Nacional de Estágio instituída pela
ABEPSS no ano de 2010.
Considerando a Lei 6.494/77, é entendido como estagiário o estudante
regularmente matriculado em cursos vinculados ao Ensino Superior público ou
particular, que esteja comprovadamente frequentando-os. Para que o estágio se
firme é necessário que haja instrumento entre a Instituição de Ensino Superior (IES)
e a pessoa jurídica de direito público ou privada interessado no estágio, denominado
“Termo de Compromisso de Estágio”.
Começaram a ocorrer mudanças significativas em meados dos anos 90, no
âmbito político, econômico e social, que trouxeram ao Serviço Social desafios e
conquistas. Em 1993 foi aprovado o Código de Ética do Assistente Social, baseado
no Código de 1986 que tem como um dos seus princípios a liberdade como valor
ético central e a defesa intransigente dos Direitos Humanos.
Em 1993 foi sancionada a LOAS – Lei Orgânica da Assistência Social, que
caracteriza a assistência social como direito do cidadão e dever do Estado. A
década de 90 é marcado por diversas mudanças no contexto social e econômico,
que modificou o mundo do trabalho e com isto uma consequente alteração no
exercício profissional do assistente social, o objetivo é fazer com que formação do
assistente social nos temor atuais dê um “salto de qualidade”, conforme aponta
(IAMAMOTO, 1998, p. 169).
De acordo com Yazbek (2009, p.22), nos anos referentes à década de 90,
assim como na última década do século XX, tornaram‐se evidentes as inspirações
neoliberais da política social brasileira, face às necessidades sociais da população.

“Efetivamente, no país, apesar dos consideráveis avanços na Pr


oteção Social, garantidos na Constituição Federal de 1988 e ex
pressos, por exemplo, no ECA, LOAS e no SUS, esses últimos
anos não romperam com as características neoliberais que se
expandiram desde os anos 90, face às necessidades sociais da
população”. (YAZBEK, 2009, p. 23).

A Associação Brasileira de Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS –, ao


aprovar as novas Diretrizes Curriculares para o curso de Serviço Social, atribui ao
estágio supervisionado um novo estatuto este é compreendido enquanto atividade
integralizadora do currículo e estabelece que deve ocorrer mediante a supervisão
sistemática, tendo como base a construção conjunta de um plano de estágio, feito
pela unidade de ensino e unidade campo de estágio.

O Estágio Supervisionado é uma atividade curricular obrigatória, que


se configura a partir da inserção do aluno no espaço sócio-
institucional para capacitação do exercício do processo de Trabalho
do Assistente Social, o que pressupõe supervisão sistemática. Essa
supervisão será feita obrigatoriamente pelo professor supervisor
através da reflexão, acompanhamento e sistematização com base
em planos de estágio elaborado em conjunto entre unidade de
ensino e unidade campo de estágio, tendo como referência a Lei de
Regulamentação da Profissão e o Código de Ética Profissional
(ABEPSS, 1996:13).

O Serviço Social e sua prática dispõem condições potencialmente


privilegiadas, pela proximidade que tem ao dia a dia das classes subalternas, de
recriar aquela prática profissional, exigindo não só a formação universitária de
subsídios teóricos éticos e políticos que possa fazer com que este profissional
contribua para novos rumos. (IAMAMOTO, 2010).
A inclusão do Serviço Social deve ser dentro dos reais limites em que se
encontra circunscrita à prática profissional, e não como um mecanismo dos setores
que o legitima como estratégia do controle social e difusão da ideologia dominante.
Desde seus primórdios aos dias atuais, a profissão tem se redefinido, considerando
sua inserção na realidade social do Brasil, entendendo que sua importância social,
se expressa pela maneira de atuar nas mazelas da questão social brasileira, que em
outros termos, revelasse nas desigualdades sociais e econômicas. (IAMAMOTO E
CARVALHO, 2009).
O assistente social lida, no seu trabalho cotidiano, com situações singulares
vividas por indivíduos e suas famílias, grupos e segmentos populacionais, que são
atravessadas por determinações de classes. São desafiados a desentranhar da vida
dos sujeitos singulares que atendem as dimensões universais e particulares, que aí
se concretizam, como condição de redefinir suas necessidades sociais da esfera
privada para a luta por direitos na cena pública, potenciando-a em fóruns e espaços
coletivos. Isso requer tanto competência teórico-metodológica para ler a realidade e
atribuir visibilidade aos fios que integram o singular no coletivo quanto à
incorporação da pesquisa e do conhecimento do modo de vida, de trabalho e
expressões culturais desses sujeitos sociais, como requisitos essenciais do
desempenho profissional, além da sensibilidade e vontade políticas.
Embora a profissão tenha um histórico de práticas de adaptação de sujeitos à
ordem e que eram extremamente conservadoras, que precisa ser repensando e que
nossas praticas sejam revistas.
As mudanças que ocorrem no Serviço Social exige um novo perfil profissional;
assim no âmbito dessas mudanças, pois o Assistente Social precisa-se adequar a à
realidade atual, atentando-se para as mudanças ocorridas em relação ao mundo do
trabalho, mudanças que também afetam a trajetória do Serviço Social.
Tendo em vista as transformações ocorridas e o fato do Serviço Social
hegemonicamente primar por profissionais críticos, competentes e comprometidos
com o fazer profissional, imbuídos de conhecimentos teórico-metodológicos, técnico-
operativos e ético-políticos, a ABEPSS elabora e aprova um novo projeto
pedagógico em 1996, denominado Diretrizes Curriculares:
A LDB, Lei nº. 9.394, aprovada em dezembro de 1996, no mesmo ano a
ABEPSS verificou a necessidade de revisar o do Currículo do curso de Serviço
Social, tendo em vista a necessidade de mudança em uma sociedade capitalista,
que refletem diretamente sobre o Serviço Social e que motiva o repensar constante
de seus rumos sociais.
Para estar à frente dessas mudanças e atuar resolutivamente nesta realidade
social, o Serviço Social precisava assumir um direcionamento ético-político,
comprometido com a classe trabalhadora, expresso na construção das Diretrizes
Curriculares.
Entende-se ser de fundamental importância pesquisar o estágio
supervisionado no processo de formação do assistente social, suas relações e seus
papéis.

A supervisão é um “processo educativo”, onde o supervisor e o


supervisionado aprendem em conjunto, onde há a torça, o debate.
Existe a preocupação de a prática profissional estar respaldada em
uma teoria, e de a visão da unidade teoria-prática, na ação
supervisora. (BURIOLLA, 2003, p. 64).

O autor destaca a importância do trabalho coletivo e integrado do supervisor e


estagiário, para que possa haver o desenvolvimento do processo de estágio e a
satisfatória formação profissional do aluno.
É importante ressaltar a importância do trabalho conjunto na graduação em
Serviço Social, pois por meio do envolvimento desses sujeitos no processo de
estágio, “poder-se-á contribuir para uma formação integrada, possibilitando ao
estagiário a superação da dicotomia entre a teoria e a prática profissional do
assistente social”. (BURIOLLA, 2003, p. 66).
O estágio supervisionado é considerado um desafio para a formação
profissional da categoria na atualidade, e propõe um esforço coletivo dos sujeitos
envolvidos nesse processo para que, sendo obrigatório ou não, transforme-se num
ambiente de formação profissional e construção de novos saberes. No item a seguir
serão abordados os sujeitos envolvidos nesse processo como: os supervisores de
campo, os supervisores acadêmicos e o próprio acadêmico.
1.2 OS SUJEITOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DO ESTÁGIO
SUPERVISIONADO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

Para uma abordagem mais profunda a respeito da prática do estágio


supervisionado no processo de formação profissional do assistente social, é
necessário relatar sobre as funções dos sujeitos envolvidos nesta atividade
curricular, que implica o “acompanhamento e a orientação profissional, por meio do
processo de supervisão acadêmica e de campo”, sendo um dos princípios das
diretrizes curriculares que fundamentam a formação profissional, preconizados pela
ABPESS: a indissociabilidade entre estagio e supervisão. (ABPESS, 2009, p. 179).
Entende-se desta forma, que não há como desenvolver a prática do estágio
supervisionado sem a participação de todos os sujeitos envolvidos, bem como, não
há como desenvolver o estágio supervisionado sem supervisão e sem estagiário,
pois cada um tem uma função determinante no processo.
O trabalho vinculado entre a supervisão acadêmica e a de campo na atividade
de estágio é uma das funções dos supervisores no processo de formação
profissional na efetivação do projeto ético-político, devendo haver mútuo
comprometimento das instituições envolvidas, dos profissionais dos alunos
(acadêmicos).
De acordo com a ABPESS (2009, p. 179), a supervisão do estágio está
envolvida com duas dimensões diferenciadas e articuladas, de acompanhamento e
orientação profissional, sendo uma supervisão acadêmica que caracteriza a prática
docente com a responsabilidade do professor supervisor no contexto do curso e
outra a supervisão de campo, que envolve o acompanhamento das atividades
prático-institucionais de maneira direta. O conjunto de sujeitos envolvidos “O aluno
estagiário; o supervisor de campo (assistente social); o professor (supervisor
acadêmico); as instituições de ensino; as instituições de campo e demais
profissionais envolvidos no lócus de realização do estágio”.
Em relação à inserção e encaminhamento do aluno ao campo de estágio, é
de responsabilidade das instituições de ensino e seus respectivos representantes,
conforme estabelece a Resolução 533/2008 em seu artigo 1º:
As Unidades de Ensino, por meio dos coordenadores de curso,
coordenadores de estágio e/ou outro profissional de serviço social
responsável nas respectivas instituições pela abertura de campo de
estágio, obrigatório e não obrigatório, em conformidade com a
exigência determinada pelo artigo 14 da Lei 8662/1993, terão prazo
de 30 (trinta) dias, a partir do início de cada semestre letivo, para
encaminhar aos Conselhos Regionais de Serviço Social de sua
jurisdição, comunicação formal e escrita, indicando: I- Campos
credenciados, bem como seus respectivos endereços e contatos; II-
Nome e número de registro no CRESS dos profissionais
responsáveis pela supervisão acadêmica e de campo; III- Nome do
estagiário e semestre em que está matriculado. (CFESS, 2008, Art.
1º).

As competências dos supervisores, acadêmico e de campo, e dos


acadêmicos estão vinculadas às orientações consoantes nas seguintes legislações:
Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, Lei de Regulamentação da Profissão (Lei
nº 8.662/93) e a Resolução do CFESS, nº 533, de 29 de setembro de 2008.
Os supervisores acadêmicos têm a função de orientar os estagiários e avaliar
seu aprendizado, em constante diálogo com o supervisor de campo, almejando a
compreensão e qualificação do estudante durante o processo de formação e
aprendizagem das dimensões teórico-metodológicas, ético-políticas e técnico-
operativas da profissão, em conformidade com o plano de estágio.
Os supervisores de campo devem realizar a inserção, acompanhamento,
orientação e avaliação do estudante no campo de estágio, de acordo com o plano de
estágio, elaborado em conformidade com o projeto pedagógico e com os programas
institucionais vinculados aos campos de estágio, garantindo diálogo permanente
com o supervisor acadêmico, no processo de supervisão.
E ao estagiário, que é o sujeito investigativo, crítico e interventivo, cabe
conhecer e compreender a realidade social, inserido no processo de ensino-
aprendizagem, construindo conhecimentos e experiências coletivamente que
permitam a qualidade de sua formação, mediante o enfrentamento de situações
presentes na ação profissional, identificando às relações de força, os sujeitos, as
contradições da realidade social. (ABPESS, 2009, p. 179-180).
A Coordenação de Estágio possui atribuições elencadas pela PNE, da vista
como esfera de organização e gestão da política de estágio, indicando a
necessidade de todas as Unidades de Formação Acadêmicas (UFAs), possuir essa
instância, fundamental para o encaminhamento de um estágio com qualidade. Cabe
à esta Coordenação atuar diretamente articulada às coordenações de curso ou
departamentos, de modo a viabilizar as novas demandas de qualificação do Estágio
como elemento central da formação profissional.
No capítulo posterior, será abordada a discussão a respeito do Estágio
Supervisionado no curso de Serviço Social especificamente na Faculdade União de
Campo Mourão – PR, abordando a estrutura do curso na referida faculdade, as
legislações e diretrizes vigentes, e outras especificações.

2 O PROCESSO HISTÓRICO DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL NA


FACULDADE UNIÃO DE CAMPO MOURÃO

As informações específicas relacionadas aos cursos e estrutura da faculdade


estão expostas no Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI da Faculdade
União da cidade de Campo Mourão-PR, que terá vigência de 2015 até 2019. O PDI
apresenta-se como uma ferramenta de gestão acadêmica e aborda a assuntos
relacionados a todos os setores da instituição, sendo tanto as atividades
administrativas quanto as atividades pedagógicas.
Nele também estão contidas:

[...] as questões relativas à filosofia de trabalho, à missão, propor


uma visão de futuro, estabelecer políticas de atuação acadêmica,
para as atividades de ensino e de extensão, bem como elaborar as
políticas de gestão acadêmica e propor uma estrutura organizacional
para possibilitar o funcionamento da instituição. (PDI, 2014, p. 06).

O PDI é uma ferramenta de gestão institucional, e se difere do Projeto


Pedagógico Institucional – PPI, pois este é um documento direcionador das práticas
das instituições, abordando os valores, princípios e diretrizes, de natureza teórico-
filosófica.
As Instituições de Ensino Superior – IES têm como atividade central o
trabalho com o conhecimento, e na Faculdade União de Campo Mourão, o foco está
presente no ensino e na extensão. De acordo com o PDI (2014), “a pesquisa,
compreendida como elemento indispensável para uma apropriação crítica, criativa,
significativa e duradoura do conhecimento científico”, desta forma, sendo propiciado
pelo ensino será sempre preocupação da instituição, porém não está presente na
vigência atual deste PDI, que como citado anteriormente, aborda o período 2015 a
2019, porém tem planejamento de implantação na próxima vigência.
A Faculdade União de Campo Mourão tem sede no Município de Campo
Mourão, Estado do Paraná e apresenta-se como uma instituição particular de ensino
superior, tendo como mantenedora o Instituto Makro União de Pós-Graduação e
Extensão. É pessoa jurídica de direito privado, com fins lucrativos, com sede e foro
no Município de Campo Mourão, Estado do Paraná, tendo seu contrato social
arquivado na Junta Comercial do Estado do Paraná.
Seu regimento corresponde ao contrato social da Mantenedora, pelas normas
deliberadas em seu Conselho de Ensino e Extensão - CONSEE e pela legislação
específica do ensino superior vigente no país, emanada dos órgãos deliberativos e
executivos. (PDI, 2014, p.10).
A Faculdade União de Campo Mourão está inserida no contexto local e
regional do município como uma instituição de ensino superior em amplas condições
de proporcionar a formação superior de profissionais, em diferentes áreas do
conhecimento. Há a possibilidade e projetos para o desenvolvimento de cursos de
pós-graduação e da expansão institucional pela implantação de novos cursos,
ressaltando que isso tais planejamentos levarão em consideração as demandas e
necessidades do processo de desenvolvimento sócio econômico e cultural da
sociedade local e regional.
A Faculdade possui seis cursos de graduação em funcionamento, sendo
estes: Enfermagem, Psicologia, Serviço Social, Gestão Comercial. Gestão de
Cooperativas e Estética e Cosmética. O curso tratado em específico neste trabalho é
o curso de Serviço Social.
Cabe ressaltar que nesta instituição há 1000 alunos e dentre estes 200 são
do curso de Serviço Social. A primeira turma que recebeu a graduação foi no ano de
2013, a segunda em 2014 e a terceira turma está em formação.
O curso de Serviço Social teve início na Faculdade União de Campo Mourão
no início do ano letivo de 2010, juntamente com os cursos de Enfermagem,
Psicologia, Tecnologia em Gestão Comercial e tecnologia em Gestão de
Cooperativas, oferecendo 80 vagas na turma inicial no curso de Serviço Social. A
portaria de autorização do curso é a Portaria do MEC nº 134, disponibilizando
atualmente 80 vagas anuais. (Procurador Institucional da Faculdade União de
Campo Mourão, 2014).
2.1 AS POLÍTICAS DE ESTÁGIO NA FACULDADE UNIÃO DE CAMPO
MOURÃO

A Lei n. 8662, de 7 de junho de 1993, que regulamenta a profissão de


assistente social estabelece as seguintes competências e habilidades técnico-
operativas:

Formular e executar políticas sociais em órgãos da administração


pública, empresas e organizações da sociedade civil; Elaborar,
executar e avaliar planos, programas e projetos na área social;
Contribuir para viabilizar a participação dos usuários nas decisões
institucionais; Planejar, organizar e administrar benefícios e serviços
sociais; Realizar pesquisas que subsidiem formulação de políticas e
ações profissionais; Prestar assessoria e consultoria a órgãos da
administração pública, empresas privadas e movimentos sociais em
matéria relacionada às políticas sociais e à garantia dos direitos civis,
políticos e sociais da coletividade; Orientar a população na
identificação de recursos para atendimento e defesa de seus direitos;
Realizar estudos sócio-econômicos para identificação de demandas
e necessidades sociais; Realizar visitas, perícias técnicas, laudos,
informações e pareceres sobre matéria de Serviço Social; Exercer
funções de direção em organizações públicas e privadas na área de
serviço social; Assumir o magistério de Serviço Social e coordenar
cursos e unidades de ensino; Supervisionar diretamente estagiários
de Serviço Social. (CFESS, 1999, p.02).

A Faculdade União de Campo Mourão possui uma Política de Estágios com


diretrizes direcionadas a todos os cursos, de acordo com o perfil acadêmico da
Instituição, tais diretrizes devem garantir:
 Respeito às peculiaridades e à natureza de cada curso, expressas na
construção do projeto pedagógico e na legislação que regulamenta as
profissões;
 Cumprimento da legislação que regulamenta os estágios na Instituição de
Ensino;
 A participação e envolvimento no estágio por todos: professores, acadêmicos,
responsáveis pelo campo de estágio;
 Realização de práticas que visem à consolidação do curso, e ao mesmo
tempo estejam voltadas à busca de soluções para os problemas educacionais
locais e regionais;
 A existência de diretrizes e princípios gerais para a elaboração de
Regulamentos de Estágios, específicos para cada curso;
 Articular ensino, pesquisa e extensão nas atividades do estágio curricular;
 Incentivar o surgimento de projetos originais e empreendedores nas
atividades do estágio supervisionado. (PDI, 2014, p. 26).
O PDI (2014, p. 26), relata a respeito da conceituação geral dos estágios, que
de acordo com a lei nº 6.494/77 e o Decreto nº 87.497/82 os estágios obrigatórios e
não obrigatórios são disciplinas de caráter especial, estando prevista na grade
curricular do curso, sendo parte constitutiva da formação do profissional de nível
superior. Os estágios são realizados por meio de atividades de base com alto grau
de excelência do nível pedagógico, desenvolvida em local original de trabalho.
O estágio é um saber didático-pedagógico com sentido de integralização, de
revisão e de reorientação dos aspectos particulares da profissionalização prevista no
currículo do curso na sua totalidade e é um dos processos da avaliação do
profissional formando, tendo como parâmetro à configuração do profissional que se
quer formar, expressa no projeto pedagógico do curso. De qualquer forma, o estágio
é um momento privilegiado e culminante da articulação teoria/prática/teoria que deve
ser iniciada e desenvolvida ao longo do curso.
Os estágios curriculares apresentam algumas especificidades no que diz
respeito à concepção de currículo e da grade curricular, podendo ser realizados sob
a forma de:

a) Estágio Supervisionado obrigatório, para os cursos de bacharelado


e outras denominações, tendo como objetivo o desenvolvimento da
aprendizagem dos acadêmicos mediante execução de práticas
profissionais, diretamente acompanhados por docente supervisor no
âmbito das concepções, métodos e técnicas das práticas na
respectiva área de conhecimento;
b) Prática de Ensino sob a forma de estágio supervisionado, quando o
curso é uma licenciatura e seus fins são a formação de profissionais
da educação e a supervisão direta do docente ocorre no âmbito das
concepções, métodos e técnicas das práticas pedagógicas;
c) Estágio não obrigatório, quando não está previsto na grade
curricular do curso e é realizado voluntariamente pelo estudante em
competente campo de estágio, com objetivo de complementar
algum aspecto de sua formação acadêmico profissional, a
supervisão e acompanhamento são de natureza indireta e visam
preservar a relação entre atividades e práticas desenvolvidas com
os métodos e técnicas da área de formação do curso. (PDI, 2014,
p.27).

Os Estágios Supervisionados proporcionam experiência acadêmico-


profissional, promovendo um vínculo entre o conhecimento teórico produzido pela
Instituição com o conhecimento utilizado nas práticas sociais na área profissional de
cada um dos cursos de graduação. É uma maneira de rever a adequação das
disciplinas e respectivas ementas, objetivos e conteúdos trabalhados no curso e sua
relação com a produção de conhecimentos necessários aos novos profissionais de
nível superior.
Os estágios transformam as atividades relacionadas à conclusão de curso em
oportunidades para estabelecer diálogos e intercâmbios com diferentes segmentos
da sociedade, abrindo caminhos para possíveis projetos de pesquisa e extensão nas
áreas de conhecimento abrangidas pelos cursos em coesão tanto com as
necessidades destes segmentos quanto da vida nacional, onde o aluno terá mais
contato com pessoas que estão inseridas em sua área de atuação. O estágio
permite a compreensão de como ocorrem as práticas sociais no âmbito dos cursos
de graduação, podendo assim formar um olhar crítico para esta realidade,
oportunizando o questionamento, a reavaliação e subsidiando reformulações do
projeto pedagógico dos cursos.
Quando o aluno realiza o estágio curricular, este tem a possibilidade de
colocar em prática os conhecimentos produzidos durante o tempo de permanência
na Faculdade, além de aprofundar o intercâmbio com o campo de atuação ou
mercado de trabalho relacionado com seu curso. Os estágios que não são
obrigatórios devem ser realizados como forma de complementação do ensino e da
aprendizagem do acadêmico.
Já os estágios curriculares obrigatórios possuem disciplinas para o
planejamento e a execução de suas atividades de ensino e, como tais, devem ser
acompanhados e avaliados pelos professores do curso. Neste sentido, o trabalho do
orientador e do supervisor de estágio é docência.
Desta forma, os estágios devem apresentar, em sua estrutura, uma carga
horária definida na matriz curricular, ementa, programa, com conteúdo, cronograma
abrangendo desde planejamento com os acadêmicos até a conclusão das atividades
previstas, definição do período de realização das atividades, metodologia, definição
do nível de exigência, controle da execução e formas de avaliação e apresentação
do resultado final. Deve ter obrigatoriedade de 75% de frequência na
operacionalização do estágio, de acordo com a regulamentação própria do curso,
devendo possuir, para acompanhamento pedagógico, coordenação de estágios em
cada curso, docentes supervisores (professores do curso e da área de
conhecimento) e supervisores de campo (profissional da área desenvolvendo
atividades no local de estágio).
O PDI da Faculdade União de Campo Mourão descreve que a
regulamentação dos estágios é elaborada pelo Colegiado do Curso e aprovada pelo
Conselho de Ensino e Extensão da Faculdade União de Campo Mourão, onde está:

[...] coordenará as atividades dos estágios curriculares, de caráter


obrigatório, estendendo sua ação aos chamados estágios
extracurriculares, não obrigatórios, realizados com a finalidade de
desenvolvimento ou aprofundamento de conhecimentos por livre
escolha dos estudantes universitários, em reais situações de trabalho
e em áreas de profissionalização da graduação, desde que não
causem prejuízos à integralização de seu currículo. (PDI, 2014, p.
24).

Para que haja uma satisfatória execução e conclusão do estágio


supervisionado este depende da escolha de atividades para serem desenvolvidas e
aprofundadas, bem como o planejamento dessas atividades, em conjunto com os
estagiários, com realização de estudos prévios ou revisão de estudos já realizados
em consonância com os objetivos da prática profissional a ser desenvolvida.
Outros fatores importantes são o domínio dos conhecimentos teórico-práticos
que constituem a formação profissional e a utilização de metodologias e técnicas de
intervenção que visem a transformação da realidade e valorizem o ser humano.
A execução da prática do Estágio Supervisionado deve originar a produção de
relatórios científicos que possam contribuir para ampliação e aprofundamento do
domínio de conhecimentos no curso e que possam ser colocados a serviço dos
interesses de diferentes grupos sociais, bem como a realização de experimentos
científicos, que, de alguma forma, resultem em benefício social, em melhoria das
condições da existência humana.
Também deve contribuir para a elaboração de monografias sobre temas
estudados e vivenciados durante o estágio supervisionado e a produção de artigos
científicos tendo em vista a socialização do conhecimento produzido por meio da
publicação em periódicos internos e externos.
O Estágio Supervisionado da Faculdade União de Campo Mourão possui,
como citado anteriormente, uma equipe especializada no acompanhamento do
planejamento e execução, sendo um suporte ao aluno e também a supervisão para
avaliação.
Tal supervisão, sendo uma forma de assessoria e acompanhamento do aluno,
é desenvolvida “por docentes indicados pela coordenação do curso, de forma a
proporcionar aos estagiários o pleno desempenho de ações, princípios e valores
inerentes à realidade da profissão em que se processa a vivência prática”. (PDI,
2014, p.30).
Nos casos de necessidade em relação à composição de grupos para
realização dos estágios, a coordenação do curso deve aprovar e delimitar as
diretrizes para a realização em grupo.
Em relação à carga horária de supervisão dos estágios, esta deve ser definida
pelo coordenador de curso em conformidade com o currículo pleno do curso e
planos didáticos específicos. A respeito da supervisão indireta:

A supervisão indireta deve ocorrer somente quando o curso não tiver


condições de abrir campos de estágio em regiões próximas da
unidade de ensino, e que isso impossibilite o deslocamento contínuo
do docente-supervisor, devendo ser supervisionados diretamente por
profissional da unidade concedente e ocasionalmente pelo docente
supervisor. (PDI, 2014, p. 31).

Cada curso tem as especificações próprias referentes à supervisão realizada


e a forma de supervisão adotada, com regulamento próprio e plano de estágio do
docente supervisor.
Para obter aprovação nas Disciplinas de Estágio Supervisionado, cuja carga
horária é constituída exclusivamente de estágios o aluno precisa atingir a carga
horária percentual de frequência prevista no Regimento da Faculdade e no
Regulamento próprio para o estágio supervisionado e obter, no mínimo, grau
numérico 7 (sete) de média aritmética, na escala de 0 a 10, no conjunto das
atividades previstas e realizadas na disciplina. Está exposto no PDI:

Não caberá nas disciplinas de estágio, exame final, 2ª chamada ou


regime de dependência, previstos para as demais disciplinas. A
reprovação por insuficiência de nota ou frequência implica na
repetição integral do estágio no período seguinte, mediante nova
matrícula, observado o prazo máximo de integralização curricular.
(PDI, 2014, p. 31).

Portanto as disciplinas de Estágio Supervisionado apresentam maior nível de


dedicação prática por ser totalmente presencial, e não sendo uma disciplina teórica,
não possibilita avaliações posteriores ao período vigente da disciplina.

2.2 OS CAMPOS DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Neste item serão apresentados dados relevantes, realizados através da


pesquisa documental referente aos campos de estágios supervisionados do Curso
de Serviço Social da Faculdade União de Campo Mourão. Os dados correspondem
aos anos de 2012, 2013 e 2014.
É importante ressaltar que entre as instituições e os campos de estágio, se
encontram várias áreas de atuação como: Assistência Social; Educação; Saúde;
Habitação; Judiciários, APAE e Dependência Química.
Nos quadros abaixo veremos como se deu a distribuição desses campos de
estágios de acordo com a área de atuação de cada um e qual o valor
correspondente de cada campo em relação à pesquisa realizada, bem como os
municípios abrangentes e os setores (público ou privado) referentes.
Interessante destacar que a maioria dos campos de estágio conveniados a
esta Faculdade é de caráter público, onde podemos destacar as Prefeituras
Municipais, Secretarias de Saúde, APAE, Hospitais Públicos, Fóruns de Comarca,
Universidade Federal Tecnológica e Secretaria Municipal de Assistência Social.
Quadro 01 – CAMPOS DE ESTÁGIO (2012 a 2014) POR ÁREA DE ATUAÇÃO.

ÁREAS DE CAMPOS DE CAMPOS DE CAMPOS DE


ATUAÇÃO ESTÁGIO ESTÁGIO ESTÁGIO
(2012) (2013) (2014)

Assistência Social 10 12 30

Saúde 04 09 13
Educação 03 08 08

Dependência Química 01 01 02
Judiciário - 01 02

APAE - 01 02
Habitação - 01 -

TOTAL 18 33 57

Fonte: Faculdade União de Campo Mourão, 2015.


Org. O autor.

Quadro 02 - CAMPOS DE ESTÁGIO (2012 a 2014) POR SETOR ECONÔMICO.

CAMPOS DE CAMPOS DE CAMPOS DE


ESTÁGIO ESTÁGIO ESTÁGIO
SETORES (2012) (2013) (2014)

PÚBLICO 13 06 52

PRIVADO 05 27 05

TOTAL 18 33 57
Fonte: Faculdade União de Campo Mourão, 2015.
Org. O autor.
Quadro 03 – MUNICÍPIOS CAMPOS DE ESTÁGIO (2012 a 2014).

CAMPOS CAMPOS CAMPOS


DE DE DE
MUNICÍPIOS ESTÁGIO ESTÁGIO ESTÁGIO
(2012) (2013) (2014)

ARARUNA 01 01 03
CAMPO MOURÃO 12 19 24

ENGENHEIRO 01 - -
BELTRÃO

FAROL 01 - 01
GOIOERÊ 01 01 02

MAMBORÊ 01 03 06
PEABIRU 01 02 03

JANIÓPOLIS - 01 02
RANCHO ALEGRE - 01 -

TERRA BOA - 02 02
RONCADOR - 01 02

JURANDA - 01 02

ALTAMIRA DO - 01 04
PARANÁ

JURANDA - - -

LUIZIANA - - 05
UBIRATÃ - - 01

TOTAL 18 33 57
Fonte: Faculdade União de Campo Mourão, 2015.
Org. O autor.
3 FORMAÇÃO ACADÊMICA: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO
PROFISSIONAL

Tendo em vista o quadro atual do Serviço Social brasileiro, o exercício da


profissão está exigindo um profissional que possua competência para propor seus
projetos com a instituição, buscando apreender a realidade social e possuindo
autonomia de preservar seu campo de trabalho, suas atribuições e qualificações
profissionais. Desta forma, a formação acadêmica deve considerar o ensino, a
pesquisa e a extensão no objetivo de capacitar o aluno para que ele possa exercer a
profissão com embasamento teórico e ético-político, e, como já dito, apreendendo de
forma crítica a realidade social.
Iamamoto (2014, p. 612) faz uma abordagem do nível acadêmico-profissional,
relatando que existiam, em agosto de 2011, 358 cursos de graduação autorizados
pelo MEC, e desses, dezoito era de ensino à distância (EAD), ofertando 68.742
vagas e na modalidade presencial, neste mesmo ano eram 340 cursos, ofertando
39.290 vagas.
A função principal da Universidade é fomentar as parcerias entre os campos
de estágio, e na visão dos docentes, esta deve também consolidar essa parceria
para construir novos campos de estágios, reconhecendo que os alunos devem
complementar a formação em atividades realizadas nos projetos de extensão e nos
grupos de pesquisa.
Podemos observar que os cursos das instituições EAD são a grande maioria
da oferta de vagas, porém a questão a se analisar não é somente a oferta de vagas,
que apresentou expansão acelerada os últimos anos, mas sim a questão da
qualidade desses cursos fornecidos pelas instituições privadas (em sua maioria),
muitas vezes com ausência de pesquisa e extensão, turmas com muitos alunos e
estágios que não garantem supervisão acadêmica e de campo articuladas.
A esse respeito, as mudanças advindas da LDB/1996, em específico a
expansão dos cursos à distância, têm sido objeto de discussão na profissão do
Serviço Social, onde se questionam a qualidade e a competência no sentido de
assegurar uma formação profissional com a qualidade proposta nas Diretrizes da
ABEPSS, de 1996. (RIBEIRO, 2009, p. 87).
Esta autora ainda explica que outra questão a se considerar nesses cursos é
a realização de seus estágios supervisionados, pois estes não podem ser feitos
também à distância.
Iamamoto (2014, p. 628-629) também discorre que a expansão acelerada de
oferta de vagas, a prevalência de instituições de ensino privadas não universitárias
em detrimento das universidades, a precarização das condições de trabalho docente
com rebaixamento salarial e a mudança no perfil socioeconômico dos estudantes,
com ampliação dos acessos às IES (política de cotas, bolsas ProUni, crédito escolar,
etc.) são importantes mudanças ocorridas na realidade atual da formação
acadêmica.
Oliveira (2009) expõe que, na formação acadêmica, o estágio supervisionado
é entendido como espaço de vivência, onde o aluno pode desenvolver sua ação e
conhecimento profissional adquirido, tomando consciência das inúmeras relações
entre a prática profissional e a social. Porém, a autora pontua que:

[...] a experiência de estágio pode ser dicotômica, empobrecida ou


até frustrante. Os sujeitos envolvidos no processo de supervisão –
estudantes, assistentes sociais, supervisores acadêmicos e de
campo – necessitam ter claros seus diferentes papéis, buscando
num esforço coletivo a superação das dificuldades e limites que o
exercício do estágio supervisionado apresenta no interior dos
campos de estágio e das UFAs. (OLIVEIRA, 2009, p. 108).

Como visto, a prática do estágio supervisionado é indispensável na formação


acadêmico-profissional do aluno, porém o desafio está em alcançar a sua real
compreensão para a construção da identidade profissional do acadêmico.
Para a Faculdade União de Campo Mourão definir a sua visão significa
antecipar o que deseja ser no futuro. Ao explicitar a visão de futuro a instituição se
coloca hoje onde deseja estar daqui a alguns anos. A visão adotada é expressa da
seguinte forma:

“Nosso objetivo é interferir na realidade social de forma a, estimular


na criança o sonho de estudar na UNICAMPO, atender o ideal do
adulto e proporcionar ao idoso o sentimento de orgulho de ser quem
é, e de onde aprendeu a sê-lo. A força que nos impulsiona é a
consciência coletiva dos objetivos institucionais. O respeito, ética,
honestidade, competência, comprometimento e qualidade, são os
valores que nos guiam. O atendimento as especificidades dos
acadêmicos, é o que nos diferencia. Disseminar o conhecimento é o
nosso fundamento básico. Mudar o perfil do egresso é o nosso
compromisso durante a sua permanência na Instituição”.

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