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Índice

Apresentação, Dedicação e Gratidão

1. O que é Sagrado Feminino?


- O que é Sagrado?
- O que é Feminino?
- Conceito de Sagrado Feminino

2. A Origem do Sagrado Feminino: Xamanismo

3. Modernidade, Religião e outros cultos

4. Sagrado Feminino como um fenômeno atual e os


Círculos de Mulheres
Apresentação
Esta singela obra é fruto de meu útero, coração, intuição e
experiências, com o objetivo de servir de material base para
grupos de estudos do Sagrado Feminino. Todas as informações
aqui contidas são de minha autoria e não atingem a esperada
perfeição, como toda obra, mas espero e faço votos de que ela
alcance o maior número de corações. Assim é!

Dedicação
Dedico esta obra às minhas Deusas e às ancestrais das
ancestrais de minhas ancestrais, guardiãs desta sabedoria que
corre como um rio em minhas veias, aqui já não é mais o
sangue que corre, é VIDA que pulsa! Ahá!

Gratidão
Agradecimentos (não necessariamente nesta ordem) a todas as
mulheres da minha linhagem, às minhas Deusas e família
espiritual, à todas as minhas irmãs que me incentivam neste
caminho, à minha família terrestre que me deu condições para
que eu tivesse acesso ao espiritual, e ao meu amado companheiro
de Alma que sempre acredita em mim. Os amo. Gratidão!
1. O que é Sagrado Feminino?

O que é Sagrado?

Sugiro que iniciem os estudos a partir de uma meditação breve


e em silêncio (sem influências), onde cada mulher pensa no que
a palavra SAGRADO significa para si, e se possível, qual a
primeira imagem que vem em mente quando se pensa na
palavra SAGRADO, após isto todas que quiserem
compartilham suas respostas uma por vez e juntas formam um
conceito que faça sentido para o grupo.

Imagem: Karina Werneck.


Agora que vocês já têm o seu próprio conceito do que é o
Sagrado, compartilho com vocês o meu, através de uma poesia
que me foi inspirada, para além de conceitos fechados, abro a
vocês o meu coração:

Tudo é Sagrado A euforia da surpresa


A compaixão
O aroma das flores As lágrimas
O sabor dos alimentos O suor
O êxtase do sexo O cansaço
O som do vento O descanso
Os raios da Lua A ideia
O brotar de uma semente E a manifestação.
O amadurecimento
A decomposição
A morte e a vida
O calor do Sol
O frio do inverno
O viço da primavera
As rugas de expressão
A fumaça da lareira
O fogo
A brasa
E a combustão
As trocas celulares
O envelhecimento
O pensamento
A criação
O medo do desconhecido
O que é Feminino?

Mais uma vez vou sugerir que iniciem os estudos a partir de


uma meditação breve e em silêncio (sem influências), onde
cada mulher pensa no que a palavra FEMININO significa para
si, e se possível, qual a primeira imagem que vem em mente
quando se pensa na palavra FEMININO, após isto todas que
quiserem compartilham suas respostas uma por vez e juntas
formam um conceito que faça sentido para o grupo.

Imagem: Bárbara Ercolin.


Feminino, A Deusa

Houve um tempo em que Feminino era muito mais do que um


gênero biológico, muito mais do que um estereótipo de como se
vestir ou como se expressar...

Ela era um princípio atemporal de geração de vida de tudo o que


existe, tudo o que existiu ou virá a existir, foi chamada de
Innana, Ísis, Asherah, Astarté, Pachamama, Shakti...

Quando falamos em Feminino aqui queremos resgatar no


inconsciente coletivo algo que vai muito além de um conceito ou
um arquétipo, mas uma verdade fundamental que vive nas
brumas de um passado longínquo, de um tempo de paz e de
harmonia entre homens e mulheres, e todos os outros seres.

Esse Feminino de que falamos é amplo e irrestrito, está além


dos nossos corpos, muito embora possa ser representado por um
útero, o vazio primordial, nele não se encerra, mas dele se inicia,
pois é de onde vem toda a vida, do vazio criativo, do receptáculo
existente em toda forma de existência.
Conceito de Sagrado Feminino

Agora a partir da união dos dois conceitos, tentem formar


juntas e através de uma escuta ativa e consciente, onde cada
mulher que queira falar possa falar por vez sem interrupção,
um conceito que não precisa ser ainda o “conceito final”, pois
conhecer e tornar consciente o Sagrado Feminino é um exercício
diário e parte deste caminho, mas um “conceito-base” para que
possam começar a jornada.

Imagem: Daniela Franbez.


Sagrado Feminino

O Sagrado Feminino não é um fim a ser alcançado, ele já É,


assim como a Deusa É dentro de você e de tudo o que existe, esse
caminho espiritual é de volta para dentro, para a verdadeira
essência, ele não tem que ser tão difícil e nem tão doloroso, ele
deve fluir como uma dança.

Quando compreendemos melhor os ciclos que nos regem nós


deixamos de ser vítimas, deixamos de lamentar e aprendemos a
criar e transformar conforme a natureza.

Sagrado Feminino é resgate, é cura, é magia, é ancestralidade,


é espiritualidade, é arte, é estilo de vida e é também um
movimento.

Todas essas palavras ainda são poucas para mensurar esse


fenômeno, então Sagrado Feminino pode ser uma experiência
subjetiva e pessoal e ao mesmo tempo um saber Universal.

Sagrado Feminino É!
2. A Origem do Sagrado Feminino:
Xamanismo

Imagem: Karina Werneck.

Quando os primeiros seres humanos “tocados” pelos Deuses


tomaram consciência de si e do Todo, supomos que sua primeira
atitude foi a de temor e reverência à grandeza da natureza e
assim iniciaram-se os primeiros cultos a uma Grande Mãe que
dava vida e alimento, assim como as fêmeas. E assim a ideia do
Sagrado Feminino se inicia no contexto do Xamanismo pré-
histórico.

Xamanismo é toda forma de culto focada na comunhão do ser


com a natureza de maneira a integrá-lo em harmonia a uma
rede que compartilha com todos os seres viventes do Universo.
3. Modernidade, Religião e outros cultos

Imagem: Daniela Franbez.

Com a modernidade e o desenvolvimento tecnológico o Sagrado


Feminino se desenvolveu dentro da bruxaria praticada por
sociedades agrícolas, principalmente nos cultos à Mãe Terra, às
Deusas representantes dos grãos, da fertilidade e outras mais,
relacionando-se também não somente aos ciclos de plantio e
colheita, mas a toda a sazonalidade ao longo do período de um
ano solar, dando origem então às celebrações de Roda do Ano
praticadas até hoje.
Posteriormente integra também as religiões, especialmente com
a Inquisição e a imposição do Cristianismo em partes diversas
do mundo.

O Sagrado Feminino sai então do contexto Xamânico-


Magístico para timidamente renascer na Virgem Maria e no
culto às santas católicas, nas Yabás de Umbanda e Candomblé,
e também nas suas entidades femininas, em especial a
controversa figura de Pombogira.

Por outro lado, na Europa um homem chamado Gerald Gardner


propõe o renascimento da bruxaria por meio de uma nova
religião chamada Wicca, e daí por diante foram-se abrindo
espaços para outras práticas antigas ressurgirem como a
Stregheria (bruxaria tradicional italiana) e o crescente Neo-
Xamanismo trazido principalmente da floresta amazônica
pelas religiões ayahuasqueiras que já formam diversos cultos
dissidentes de ritual eclético e Universalista, trazendo também
o retorno do culto aos Deuses e por consequência também o
retorno do culto ao Sagrado Feminino.
3. Sagrado Feminino como um fenômeno
atual e os Círculos de Mulheres

Imagem: Vandana Shakti.

O círculo propõe a ideia de ritual nos moldes antigos praticados


por milhares de anos por nossas ancestrais. O círculo representa
o Todo, o Universo, e quando estamos em círculo somos esse
microcosmo emanando vibrações para o Todo. A ideia de círculo
também traz o sentimento de igualdade entre todos, rompendo
assim com as hierarquias do patriarcado.

Hoje estão sendo recriados os antigos ritos femininos de outrora


por meio dos Círculos de Mulheres. Inicialmente ele propõe a
troca acolhedora entre mulheres, como um espaço seguro onde
ser abrir sobre seus problemas, funcionando como se fosse uma
“terapia de grupo”, mas muito mais do que isso, esse movimento
vem despertando nas mulheres profundos mistérios antes
escondidos na psique inconsciente, trazendo à tona uma nova
visão de mundo, com novos valores a serem transmitidos a
nossos descendentes, os filhos do futuro, como fizeram nossas
ancestrais, valores de ecologia, de integração, empatia e
solidariedade.

E em um nível mais profundo ainda, os rituais também podem


devolver às mulheres seus postos de antigas sacerdotisas
despertando dons e potencialidades ocultas.

Como tudo o que é bom, o Sagrado Feminino também se


popularizou e muito vem sendo banalizado e comercializado de
forma vulgar, por isso mais do que nunca é preciso lembrar que
esta sabedoria não nos pertence e não nos cabe segurá-la ou
monopolizá-la, senão transmiti-la para todos os cantos do
mundo de forma livre por onde houver mulheres.
Colaboradoras
Karina Werneck - Ilustrações
Sou Karina Werneck, taróloga em primeiro lugar, doula, reikiana, bruxa. Aprendendo a
experimentar um pouco de tudo. Desenhando por amor, mas às vezes por dinheiro também.
De vida cigana, cidades vêm e vão. Filha de Nanã, 23 anos, no calendário Maia, Macaco Lunar
Azu: selo o processo da magia, com o tom lunar do desafio.

Contato: https://facebook.com/caliopeprojeto

Bárbara Ercolin - Ilustrações


Ilustradora feelancer, apaixonada pelo subjetivo da vida, canceriana e sonhadora incurável.

Contato: http://instagram.com/babiercolin

Daniela Franbez - Ilustrações


25 anos, paulista. Artista visual e ilustradora. Ama viajar, passar por experiências e sempre tem
uma folha em branco na bolsa.

Contato: http://facebook.com/daniela.franbez

Vandana Shakti (Camila Reis) - Ilustrações e Autora do E-book


Bruxa, terapeuta e artista orgânica. Pesquisadora da magia da vida em todos os seus mistérios,
principalmente no interior do ser e na natureza. Dedica-se especialmente ao Xamanismo
Universalista, com foco para o Sagrado Feminino e autoconhecimento por meio de Plantas de
Poder.

Contatos:
11. 95491-0642
vandanashakti@hotmail.com
http://facebook.com/vandanashakti
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