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11ºAno Projeto Individual

de Leitura
Literatura Portuguesa

Andreia Campos 11L5 Nº2


Prof. Fernanda Freitas
Índice
Conhecimento do Passado Histórico ............................................................................................ 3
Estado Novo .............................................................................................................................. 3
25 de Abril de 1974 ................................................................................................................... 4
Guerra Colonial ......................................................................................................................... 5
Descolonização .......................................................................................................................... 6
Democracia ............................................................................................................................... 7
Biografia ........................................................................................................................................ 8
«Data» ....................................................................................................................................... 9
«25 de Abril» ........................................................................................................................... 10
Arte .............................................................................................................................................. 11
“Mulher no Trabalho” Abel Salazar......................................................................................... 11
Cartazes: Antes e depois do 25 de Abril.................................................................................. 12
História: vida viva/os testemunhos ............................................................................................. 13
Poemas, Pintura e Cartazes......................................................................................................... 14
Reflexão ....................................................................................................................................... 15
WebGrafia ................................................................................................................................... 16

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Conhecimento do Passado Histórico

Estado Novo
Em 1933, entra em vigor uma nova Constituição que, apesar de substituir a de 1911, que
entrou em desuso após o golpe militar de 1926, também vai destacar uma nova fase na vida
política de Portugal.
Na verdade, a nova Constituição é desenhada pelos militares e por Oliveira Salazar, e entrou
em vigor a 11 de abril de 1933. O regime vai perdurar até 1974, período durante o qual as
liberdades individuais e coletivas são limitadas.
Em conclusão, durante quase 50 anos, Portugal vai conhecer Presidentes da República
militares, apesar do poder estar na mão de António de Oliveira Salazar.

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25 de Abril de 1974
No dia 25 de Abril de 1974, os populares juntaram-se aos militares e juntos realizaram
a Revolução dos Cravos.
Assim, esta Revolução surgiu devido à forte oposição perante as medidas e ações
dirigidas pelo representante da ditadura em Portugal. Assim, na noite de 25 de abril as
forças militares através de diversas ações desencadearam várias manifestações de
oposição perante a ditadura. Começaram por ocupar uma rádio para explicar o que
pretendiam e desejavam, sendo que, o que eles mais ansiavam era a instalação da
democracia em Portugal. A rádio foi um dos mais importantes meios de comunicação
social durante o 25 de abril de 1974. Pelo país, as notícias da revolução foram seguidas
através deste meio e foi também dali que os portugueses ouviram as primeiras vozes
de liberdade. Foi, também, na rádio, que se ouviram as senhas que secretamente
deram o sinal para a saída das tropas dos quartéis, na madrugada do dia 25 de abril de
1974. Já durante o dia, a população foi-se juntando às Forças.
Ademais, durante o dia, a população de Lisboa foi-se juntando aos militares. E o que
era um golpe de Estado transformou-se numa verdadeira revolução. No final do dia,
Marcelo Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola.
Em suma, o dia 25 de Abril vai ficar para sempre marcado na história de Portugal não
só pelo facto de ter sido uma revolução extremamente pacífica, mas também porque
mudou o rumo e devolveu a liberdade à população.

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Guerra Colonial
Em 1961, dois acontecimentos marcam o início de uma guerra que durará 13 anos, até
que o poder revolucionário, saído do 25 de abril de 1974, obrigue a um fim político ao
conflito.
De facto, esta guerra trouxe enormes despesas a Portugal e um enorme número de
mortes e feridos.
Por fim, Marcelo Caetano, que sucede a Salazar, não encontrará solução para o
conflito, nem por meios militares nem por meios pacíficos, por isso, será apenas por
meios diplomáticos e políticos que esta guerra é travada

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Descolonização
Com a revolução dos cravos, as colónias vêm assim uma oportunidade para se
tornarem independentes. As tentativas portuguesas foram insignificantes na tentativa
de bloqueio da ação de descolonização e na pacificação dos ânimos.
Assim, Guiné, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Moçambique e Angola, Timor-Leste e
Macau tornaram-se independentes.
Este processo teve uma elevada importância na história de Portugal, visto que voltam
para Portugal os Portugueses que estavam nas colónias, que eram denominados de
“retornados”.

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Democracia

Contrariamente à ditadura, a democracia é um regime em que o povo é a personagem


principal, sendo ele soberano.
De facto, este modo político defende a liberdade, igualdade, a possibilidade na
participação política, liberdade de expressar a religião. Maioritariamente, os valores
defendidos pela democracia devolvem à população portuguesa a opinião e o comando
das suas vidas.

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Biografia
A 6 de Novembro de 1919, nasceu no Porto Sophia de Mello Breyner Anderson,
pertencente a uma família nobre. O pai chamava-se João Henrique Andresen e a mãe
Maria Amélia de Mello Breyner.
Assim, a escritora portuguesa passou toda a sua
infância no porto e é entre 1936-39 que se forma em
Filosofia na Universidade de Lisboa. Apesar de publicar
os seus primeiros versos em 1940, apenas se dedica
definitivamente à literatura em 1944. Casou-se em
1946 com o advogado, político e jornalista Francisco
Sousa Tavares, fruto deste casamento, tiveram 5 filhos
o que a motivou a escrever vários contos infantis.
Sophia participou ativamente na oposição ao Estado
Novo e chegou mesmo a candidatar-se pela oposição democrática, nas eleições de
1968. Foi sócia fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos. Após
a Revolução de abril de 1974 foi candidata à Assembleia Constituinte pelo Partido
Socialista, em 1975.
Em 1964, recebeu o «Grande Prémio de Poesia da
Sociedade Portuguesa de Escritores», pela publicação de
Livro Sexto (1962). Em 1977, obteve o «Prémio Teixeira
de Pascoaes» com O Nome das Coisas. Em 1994, a
Associação Portuguesa de Escritores concedeu-lhe o
«Prémio Vida Literária». Mais recentemente, pelo
conjunto da sua obra, foi distinguida com o «Prémio
Camões» (1999). Recebeu também, o Prémio
de Poesia Max Jacob (2001) e o Prémio Rainha
Sofia de Poesia Ibero-Americana em 2003.
Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2
de julho de 2004, em Lisboa, e o seu corpo foi
trasladado para o Panteão Nacional

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precisamente a 2 de julho de 2014, 10 anos após o seu falecimento.
Autora de diversos livros de poesia escreveu também contos, artigos, ensaios e peças
teatrais. Traduziu para o português diversos livros e para o francês traduziu Camões,
Mário Sá-Carneiro, Cesário Verde, Fernando Pessoa, entre outros.

«Data» Marca algo Importante e neste caso não delimita um único dia,
mas um período marcante da História.

Tempo de solidão e de incerteza


✓ Caraterização da sociedade,
Tempo de medo e tempo de traição dos sentimentos e do clima
Quadra vivenciado;
Tempo de injustiça e de vileza
✓ Apresentação de apenas
Tempo de negação aspetos negativos;

✓ Utilização da anáfora
Tempo de covardia e tempo de ira “tempo” para realçar o clima;

Quadra Tempo de mascarada e de mentira ✓ Caraterísticas da ditadura de


Salazar:
Tempo que mata quem o denuncia
- Inexistência de liberdade de
Tempo de escravidão expressão (v.10);

- O sentimento de injustiça dos


governantes para o povo (v.3);
Tempo dos coniventes sem cadastro

Tempo de silêncio e de mordaça ✓ Poucos verbos e adjetivos e


Quadra uso abundante de nomes com
Tempo onde o sangue não tem rasto o objetivo de o leitor se
deparar de imediato com a
Tempo da ameaça
realidade daquela época.

Esquema rimático:

ABBA/CCDD/FGFG

Emparelhada e Cruzada

Silaba Métrica: Decassilábico

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«25 de Abril» O dia que tanto ansiavam

Esta é a madrugada que eu esperava


Tanto ela como o povo esperavam
O dia inicial inteiro e limpo por este dia
Quadra
Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo Descrição de um dia marcante, pois


este simboliza uma mudança

Anuncia a mudança, a liberdade tão O próprio dia está como eles esperam
desejada para livremente esta mudança
“comandarem” o seu próprio destino

É estabelecido um contraste entre o “dia limpo” e a noite, visto que, o dia remete para a
mudança, algo bom, e a noite para algo sombrio e mau resultante do regime vivido naquela
época. O próprio silencio representa a inexistência da liberdade de expressão. A sociedade
anseia por este dia limpo para denunciar e se revoltar contra a escuridão vivida até então.

Versos soltos, sem esquema rimático

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Arte
“Mulher no Trabalho” Abel Salazar

De um modo geral, ao confrontarmos esta pintura com a realidade vivida na ditadura


salazarista, percebemos que a mesma representa a situação precária e miserável que o
povo vivia nessa época.
Dado que o quadro se chama "Mulher no trabalho" esta obra representa exatamente o
papel da mulher naqueles tempos, em que o sexo feminino não tinha qualquer direito
à vida política, à opinião, à liberdade e à igualdade limitando-se apenas a obedecer a
uma sociedade desigual e machista.
Em suma, felizmente, após o 25 de Abril, a mulher conseguiu assumir um papel de
maior importância na sociedade portuguesa, na qual conseguiu adquirir direto à
opinião, liberdade e igualdade algo que era impensável no tempo de Salazar.

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Cartazes: Antes e depois do 25 de Abril

Ao analisarmos o antes e o depois do 25 de abril percebemos que o sentido de


mudança continua bem presente.
De facto, a sociedade evoluiu, cresceu, reduziu algumas assimetrias e vincou outras. O
crescimento desde 1974 não foi de todo homogéneo, nem sempre positivo, por isso
algumas ideologias mantiveram-se. Por exemplo, no primeiro cartaz está escrito como
um ponto importante para o fim da exploração o direito à greve, algo que é um direito
muito recorrente acontecer hoje e é graças à força do povo e dos revoltosos que a
partir do 25 de Abril nos podemos expressar livremente, fazer greve.

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História: vida viva/os testemunhos
No âmbito da disciplina de Literatura Portuguesa em parceria com a biblioteca escolar,
Carlos Poças Falcão e Torcato Ribeiro foram convidados a narrar histórias e vivências
da época antes e após o 25 de Abril.
Na verdade, Poças Falcão frequentava o liceu, e é importante referir que, o facto de
pertencer àquela escola, levou-o a fazer parte de alguns atos de rebeldia, a participar
ativamente na mudança de paradigmas, por exemplo, conseguiu que o reitor criasse
uma sala de convívio misto. Esta posição perante o regime provinha muito do seu pai
que era um opositor da ditadura salazarista; lembra-se de ouvir rádios clandestinas
com figuras marcantes na revolução, como é o caso de Santos Simões. Já Torcato
Ribeiro viveu esta mudança de uma forma mais calma, visto que estava inserido num
contexto completamente diferente. Contudo, afirma no dia 25 de abril havia um
grande aparato na rua, mas não sabia se era contra ou favor do regime.
De facto, o regime era duramente autoritário, estava instalado um clima de medo na
população, devido ao facto de a polícia ser a maior aliada do regime. Torcato Ribeiro e
Carlos Falcão contam factos verídicos que demostram a prepotência da PIDE que
retirava o acesso ao trabalho aos opositores do regime, tiravam a liberdade, o sustento
e, muitas vezes, eram presos e torturados, comandando assim o povo através da
tirania e abuso de poder. Outro aspeto bastante vincado por ambos era a separação de
sexos, por exemplo, nas suas escolas não podiam frequentar os mesmos espaços. Um
outro fator bastante caraterizante da sociedade era a censura, só havia a RTP e esta
tinha um papel importante, os jornais sofriam muito pela censura e a sociedade era
fortemente controlada.
Assim, Salazar, como refere Torcato foi um “Tosco” que não conhecia outras
realidades, beneficiou muito da ajuda de Espanha, manteve o país analfabeto, retirou
todos os direitos às mulheres e parou o desenvolvimento de Portugal durante 48 anos.
Contudo, gerou muita riqueza, riqueza essa que não traz conhecimento. Após o 25 de
Abril tudo se desenvolveu, as colónias tornaram-se independentes, depois de
morrerem em combate 8 mil pessoas e traumatizarem outros tantos e de muitos

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ficarem com marcas para toda a vida, o 25 de abril que era para ser um golpe de
Estado tornou-se uma revolução pacífica.
Por fim, é importante ressalvar que a sociedade salazarista era uma sociedade
ignorante, de medo e que a revolução é um corte acompanhado por um sonho e
motivos muito nobres.

Poemas, Pintura e Cartazes


Ao associarmos a mensagem que está por trás dos poemas, pintura e cartazes é
percetível a mensagem idêntica que os mesmos transmitem.
Como retratam os poemas, a data tão aguardada é agora apresentada no poema “25
de Abril”. Enquanto que “Data” faz transparecer uma sociedade reprimida e apresenta
uma esperança de um novo dia que é o 25 de abril, com isto, percebemos que o cartaz
tem a esperança e os ideais necessários para a mudança, para um país igual, justo,
livre que é absolutamente impensável privar o ser humano de algo que é inato como a
liberdade de expressão. Já a pintura tem representada a opressão caraterizada pela
figura feminina.
Por fim, estas composições artísticas, realçam a importância que esta mudança teve
para uma sociedade melhor e que o 25 de abril foi uma das grandes e maravilhosas
páginas da história de Portugal.

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Reflexão
O 25 de Abril foi um marco importante para Portugal, por isso é transmitido desde
sempre a sua importância e valor.
Apesar de ser uma data bastante falada, muito se desconhece sobre este
acontecimento e através das pesquisas e da entrevista realizada foi-me possível
adquirir mais conhecimentos e ficar realmente a conhecer o que aconteceu em
Portugal no período salazarista.
A ditadura Salazarista leva-nos a refletir sobre o que temos e não damos valor, no
sentido em que atualmente vivemos num país mais justo, igual e temos liberdade em
todos os níveis, mas realmente nem pensamos na sorte que temos em podermos
comandar a nossa vida e dizer o que pensamos de forma livre.
De facto, é um orgulho estudar a história do nosso país e perceber a evolução e a
forma como o povo, através da união e determinação, conseguiu alcançar a liberdade
que durante muito tempo foi um sonho e passou a ser uma realidade.

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WebGrafia
http://visao.sapo.pt/visaojunior/noticias/2016-04-11-25-de-Abril---O-Dia-da-Liberdade
http://ensina.rtp.pt/artigo/o-25-de-abril-em-ondas-de-radio/
http://ensina.rtp.pt/artigo/o-estado-novo/
https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/EstadoNovo.aspx
http://media.rtp.pt/memoriasdarevolucao/acontecimento/o-processo-de-
descolonizacao/
https://www.pinterest.pt/pin/438889926171310802/?lp=true
https://gulbenkian.pt/museu/artist/abel-salazar/
https://www.ebiografia.com/sophia_de_mello_breyner_andresen/

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