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CASAMENTO E DIVÓRCIO

Presidente Spencer W. Kimball


Presidente da Igreja - 1976 Devotional Speeches of the Year, pp. 142–155

Adverti os jovens de Sião contra os pecados e vícios que são tão difundidos em nossa
sociedade: a impureza sexual e todas as suas muitas e vis abordagens. Falei sobre a falta
de recato no vestir e no agir, que é um dos processos pelos quais Lúcifer embota nossa
consciência. Desejo agora expressar meu apreço pelos muitos que cuidadosamente
atenderam a essas exortações e advertir novamente aqueles que as ignoraram.

Falei claramente, advertindo os jovens contra a armadilha das carícias íntimas e todas as
outras perversões que os rapazes e moças às vezes cometem. Procurei também dar
esperança aos que passaram dos limites, e expliquei-lhes o caminho pelo qual o
arrependimento total pode proporcionar-lhes o perdão.

Adverti os jovens contra os muitos perigos do casamento com pessoas de outras


religiões, e com toda a força que possuía, adverti os jovens a evitarem o sofrimento e a
desilusão resultantes do casamento com pessoas de fora da Igreja e a situação infeliz
que quase invariavelmente advém quando uma pessoa que acredita se casa com um
descrente. Salientei o quanto a Igreja exige dos membros em termos de tempo, energia e
dinheiro; a profundidade dos laços espirituais que se tornam mais firmes depois do
casamento e com a chegada dos filhos; o antagonismo que decorre naturalmente de um
casamento misto; que essas e muitas outras razões são um argumento eloquente para o
casamento dentro da Igreja, no qual marido e mulher tenham a mesma formação, os
mesmos ideais e padrões, as mesmas crenças, esperanças e objetivos, e acima de tudo,
um casamento que possa tornar-se eterno quando os dois entram dignamente no templo
sagrado.
Hoje, tenho o desejo e esperança de abordar a vida em família. Esse assunto não é novo
nem espetacular, mas é vital. O casamento é relevante em toda vida, e a vida em família
é a base de nossa existência.

Felicidade e Infelicidade Conjugais

O terrível mal do divórcio agora faz parte de nossa vida social. Algo pouco conhecido
entre nossos avós e não muito comum na época de nossos pais, esse câncer se tornou tão
comum em nossos dias que praticamente toda família já foi amaldiçoada por suas
destrutivas maquinações. Essa é uma das principais ferramentas de Satanás para destruir
a fé, por meio da dissolução de lares felizes e o surgimento de frustrações na vida e
distorções de pensamento.

O casamento honroso, feliz e bem-sucedido é sem dúvida a meta principal de toda


pessoa normal. Qualquer pessoa que deliberada ou negligentemente fuja dos sérios
compromissos que ele exige não somente é anormal como também está frustrando seu
próprio desenvolvimento. Existem algumas pessoas que se casam por rancor, pelo
dinheiro ou por terem sido rejeitadas por outra pessoa. Quão distorcido é o pensamento
dessas pessoas!

O casamento é talvez a mais vital de todas as decisões e tem os efeitos de maior alcance,
porque ele está relacionado não apenas com a felicidade imediata, mas também com a
alegria eterna. Ele afeta não somente as duas pessoas envolvidas, mas também suas
famílias e particularmente seus filhos e os filhos de seus filhos, por muitas gerações.

É absolutamente horripilante o número de crianças que estão crescendo em nossa


sociedade que não têm os dois pais, o pai e a mãe, e nenhum deles é totalmente
suficiente, se for possível ter os dois. Ao escolhermos um companheiro ou companheira
para a vida e para a eternidade, sem dúvida devemos fazer um planejamento cuidadoso,
ponderar, orar e jejuar para garantirmos que essa, dentre todas as decisões de nossa
vida, seja tomada corretamente. No verdadeiro casamento é preciso haver união de
mente e de coração. Não devemos tomar uma decisão baseada inteiramente na emoção,
mas, sim, pela mente e o coração, fortalecidos pelo jejum, oração e reflexão séria, para
termos a máxima probabilidade de felicidade conjugal.

O casamento não é fácil; não é simples, como evidencia o sempre crescente índice de
divórcios. Os números precisos nos deixam espantados. Estes são do condado de Salt
Lake [antes de 1976], que provavelmente estão próximos da média. Houve 832
casamentos num único mês, e houve 414 divórcios. Isso significa que os divórcios
foram metade do número de casamentos. Houve 364 casamentos no templo, e desses
casamentos no templo cerca de 10 por cento foram dissolvidos pelo divórcio. Isso é
significativamente melhor do que a média, mas estamos mortificados em saber que haja
divórcios depois de um casamento no templo.

Estamos gratos por essa pesquisa mostrar que cerca de 90 por cento dos casamentos no
templo se mantêm. Por causa disso, recomendamos que as pessoas se casem com
pessoas da mesma origem étnica, de modo geral, e de formação econômica, social e
educacional semelhante (algumas dessas coisas não são absolutamente necessárias, mas
é preferível assim), e acima de tudo, que tenham, sem dúvida alguma, a mesma
formação religiosa. A despeito da maioria de casamentos bem-sucedidos, o maligno
ainda afeta um número monumental de famílias, sendo a causa de muitos lares desfeitos
e de vidas frustradas.

Apesar de todas as condições serem quase tão ideais quanto seria possível, existem
pessoas que dão fim a seu casamento por motivo de ―incompatibilidade‖. Vemos tantos
programas e lemos tantos romances e ficamos sabendo de tantos escândalos na
sociedade que as pessoas de modo geral pensam que ―casar-se e dar-se em casamento‖,
divorciar-se e casar-se novamente, é o padrão normal.

O divórcio propriamente dito não constitui todo o mal, mas a própria aceitação do
divórcio como remédio também é um grave pecado desta geração. O fato de um padrão
ou programa ser universalmente aceito não é prova de que esteja certo. O casamento
nunca foi fácil. Nunca será. Exige que nos sacrifiquemos, compartilhemos e tenhamos
grande altruísmo. Muitos programas de TV e histórias fictícias terminam com o
casamento: ―E eles viveram felizes para sempre‖. Como quase todos nós vimos algum
caso de divórcio entre nossos amigos ou parentes, percebemos que o divórcio não é a
cura para os problemas, mas um simples escape, e bem fraco, por sinal. Descobrimos
também que a simples realização de uma cerimônia não produz felicidade nem um
casamento bem-sucedido.

A felicidade não surge ao pressionarmos um botão, como acontece com a luz elétrica; a
felicidade é um estado de mente que vem de dentro. Precisa ser conquistado. Não pode
ser comprado com dinheiro; não pode ser adquirido em troca de nada. Alguns pensam
na felicidade como uma vida glamorosa de regalias, luxo e emoções constantes; mas o
verdadeiro casamento é baseado numa felicidade que é mais que isso, uma felicidade
que advém da entrega, serviço, compartilhamento, sacrifício e altruísmo.

Duas pessoas de formação diferente descobrem pouco depois de a cerimônia ter sido
realizada que precisam enfrentar a dura realidade. Não há mais uma vida de fantasia ou
ficção; precisamos descer das nuvens e plantar os pés firmemente no chão. É preciso
assumir responsabilidades e aceitar novos deveres. Algumas liberdades pessoais
precisam ser deixadas de lado e muitos ajustes precisam ser feitos com desprendimento.

Percebemos logo depois do casamento que o cônjuge tinha fraquezas não reveladas ou
descobertas anteriormente. As virtudes que eram constantemente magnificadas durante
o namoro, tornam-se relativamente menores, e as fraquezas que pareciam tão pequenas
e insignificantes durante o namoro assumem proporções consideráveis. Chegou a hora
de termos um coração compreensivo, de realizarmos uma auto-avaliação e usarmos de
bom-senso, raciocínio e planejamento. Os hábitos de anos tornam-se evidentes; o
cônjuge pode ser avarento ou generoso, preguiçoso ou trabalhador, devoto ou pouco
religioso, pode ser bondoso e cooperativo ou petulante e irritadiço, exigente ou solícito,
egocêntrico ou recatado. O problema dos parentes de cada lado torna-se mais evidente,
e seu relacionamento com o cônjuge também é magnificado.

Freqüentemente há pouca disposição de tomar juízo e assumir as pesadas


responsabilidades que surgem de imediato. Há relutância em deixar de lado um estilo de
vida mais dispendioso, e os jovens freqüentemente parecem ficar muito ansiosos em
equiparar-se aos vizinhos. Freqüentemente há pouca disposição em fazer os devidos
ajustes financeiros. Certas esposas jovens muitas vezes exigem que todo o luxo de que
desfrutavam no próspero lar de seu bem-sucedido pai continue a ser usufruído em sua
própria casa.

Algumas estão bastante dispostas a ajudar nas despesas para manter esse estilo de vida,
continuando no emprego depois do casamento. Conseqüentemente, elas deixam o lar,
onde estão seus deveres, para seguir ambições profissionais ou empresariais,
estabelecendo um padrão econômico estável que dificulta sua volta para a vida familiar
normal. Quando os dois cônjuges trabalham, há mais competição do que cooperação na
família. Duas pessoas extenuadas voltam para casa com os nervos tensos, orgulho
próprio, crescente independência, e então surgem os desentendimentos.

Pequenos atritos vão crescendo até tornarem-se imensos. Freqüentemente, os cônjuges


retomam pecaminosamente antigos romances, e por fim parece inevitável que o
rompimento venha por meio de um divórcio, com todo o sofrimento, amargura,
desilusão e marcas que ele sempre provoca.

Embora o casamento seja difícil, sendo comuns os casamentos em que haja discórdia e
frustração, mas a felicidade real e duradoura é possível, e o casamento pode ser um
êxtase sublime maior do que a mente humana pode conceber. Isso está ao alcance de
todo casal, toda pessoa. O conceito de ―almas gêmeas‖ é uma ficção e ilusão; e embora
todo rapaz e moça procurem com toda a diligência e fervor para encontrarem um
companheiro com quem a vida seja mais compatível e bela, é quase certo que quase
todo bom homem e toda boa mulher podem ter felicidade e um casamento bem-
sucedido se estiverem dispostos a pagar o preço.

Não existe uma fórmula infalível que garanta a todo casal um casamento feliz e eterno;
mas, como em toda fórmula, não se pode limitar ou excluir os ingredientes principais. A
escolha antes do namoro e o namoro contínuo depois do casamento são igualmente
importantes, mas não mais que o casamento propriamente dito, cujo sucesso depende de
ambos os cônjuges, não de um apenas, mas dos dois.
Num casamento consumado e fundamentado em padrões razoáveis, como já
mencionado, não existe combinação de poderes que possam destruí-lo exceto o que está
dentro de um dos próprios cônjuges ou de ambos; e eles precisam assumir a
responsabilidade de modo geral. Outras pessoas e agentes podem exercer uma
influência boa ou má. A situação financeira, política, social ou de outra natureza pode
parecer ter um certo peso; mas o casamento depende primeiramente e sempre dos dois
cônjuges que sempre podem tornar seu casamento bem-sucedido e feliz se forem
decididos, abnegados e justos.

A fórmula é bem simples; os ingredientes são poucos, embora existam muitas


amplificações dos mesmos.

Em primeiro lugar, é preciso haver a devida abordagem em relação ao casamento, que


inclui a escolha de um cônjuge que esteja o mais próximo possível do auge da perfeição
em todos os assuntos que sejam de importância para as pessoas envolvidas. E então, os
dois precisam ir para o altar do templo cônscios de que precisam trabalhar arduamente
para o sucesso dessa vida em conjunto.

Em segundo lugar, é preciso haver grande abnegação, e cada qual deve esquecer-se de si
mesmo e dirigir toda a vida familiar para tudo que esteja relacionado ao bem da família,
subjugando o egoísmo.

Em terceiro lugar, é preciso dar continuidade ao namoro e às expressões de afeto,


bondade e consideração, para manter o amor vivo e cada vez mais forte.

Em quarto lugar, é preciso viver plenamente os mandamentos do Senhor, conforme


definidos no evangelho de Jesus Cristo.

Com esses ingredientes bem combinados e em constante funcionamento, é quase


impossível que haja infelicidade, desentendimentos ou rompimentos. Os advogados
especialistas em divórcio precisariam transferir-se para outro ramo, e os tribunais de
divórcio seriam fechados.

Abnegação no Casamento

Os que pretendem casar-se devem compreender que para conseguir a felicidade que eles
esperam ter no casamento, é preciso que o casamento não seja mera formalidade legal;
mas, sim, que ele significa sacrificarse, compartilhar e até reduzir um pouco a liberdade
individual. Significa economizar longa e arduamente. Significa filhos que trazem
despesas, trabalho, cuidados e preocupação; mas também as mais profundas e ternas de
todas as emoções.

Antes do casamento, cada pessoa tem liberdade de ir e vir, de organizar e planejar sua
vida como lhe parecer melhor, de tomar todas as decisões tendo a si mesma como o
enfoque central. Os enamorados deveriam darse conta, antes de fazer os votos, de que é
preciso aceitar literal e plenamente que o bem-estar da nova família deve prevalecer
sobre os interesses de cada um.

Cada qual precisa eliminar o ―eu‖ e ―meu‖ e substituílos por ―nós‖ e ―nosso‖. Toda
decisão precisa levar em consideração que haverá duas ou mais pessoas afetadas por ela.
Quando ela tiver que tomar decisões importantes, a esposa se preocupará com os efeitos
que terão sobre os pais, os filhos, o lar e a vida espiritual de cada uma dessas pessoas.
Ao pensar em sua profissão, sua vida social, os amigos e até seus interesses, o marido
tem de levar em conta que ele é apenas parte da família, e que o todo precisa ser levado
em consideração.

Todo divórcio é resultado do egoísmo de um dos cônjuges ou de ambos. Alguém está


pensando em si mesmo: nos confortos, conveniências, liberdades, luxo ou regalias.
Muitas vezes a incessante implicância de um cônjuge infeliz, descontente e egoísta pode
acabar levando a uma grave violência física. Às vezes as pessoas são instigadas até o
ponto de erroneamente sentirem-se justificadas por fazer coisas extremamente erradas.
Evidentemente, nada justifica o pecado. Muitas vezes, a mulher ou o marido sente-se
negligenciado, maltratado e ignorado até que erroneamente se sinta justificado a ampliar
os erros cometidos. Se cada cônjuge fizer freqüentemente uma auto-análise e avaliar
suas próprias imperfeições usando os padrões da perfeição e do evangelho, e se cada
cônjuge se esforçar para corrigir-se em todo desvio encontrado nessa análise, em vez de
se propor a corrigir os desvios do outro, então ocorre uma transformação e o resultado é
a felicidade. Existem muitas pessoas hipócritas que se casam que deveriam decorar a
parábola contada pelo Salvador em Lucas: Pessoas que exaltam suas próprias virtudes e
amontoam suas próprias qualidades e as comparam com as fraquezas do cônjuge. Elas
dizem: ―Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo‖. (Ver
Lucas 18:12.)

Para cada atrito existe uma causa; e sempre que há infelicidade, cada cônjuge deveria
analisar-se a si mesmo para descobrir a causa ou pelo menos parte da causa que ele
próprio originou.

Mesmo não sendo sempre calmo e sem incidente, pode haver muita paz num casamento.
O casal pode ter que enfrentar pobreza, doença, desapontamentos, fracassos e até a
morte na família, sem que nada disso lhes roube a paz. O casamento terá sucesso
enquanto não houver egoísmo nele. Os problemas e dificuldades unirão os pais de modo
inabalável, se houve total abnegação.

Durante a Depressão Econômica da década de 1930, a taxa de divórcios caiu


significativamente. A pobreza, os fracassos e desapontamentos uniram os pais. A
adversidade consegue cimentar relações que a prosperidade pode destruir.

O casamento que é fundamentado no egoísmo quase certamente fracassará. Aquele que


se casa pelo dinheiro, pelo prestígio ou pelo status social sem dúvida ficará
desapontado. Aquele que se casa para satisfazer sua vaidade e orgulho, ou que se casa
por raiva ou para se mostrar para alguém está apenas engando a si mesmo. Mas aquele
que se casa para dar felicidade bem como para recebê-la, para servir tanto quanto para
ser servido, e que procura os interesses dos dois e depois os da família terá boa chance
de ter um casamento feliz.
Contudo, existem pessoas que não procuram o advogado nem terminam seu casamento,
mas permitem que seu casamento se torne fraco, deteriorado e insosso. Existem
cônjuges que caíram do trono de adoração e estão relegados ao estado de co-ocupante
da casa, que apenas se senta à mesma mesa e possui em conjunto coisas que não podem
ser facilmente divididas. Essas pessoas estão trilhando por um caminho que pode levar a
problemas. Bem fariam em reavaliar sua situação, reacender a chama do namoro,
expressar seu afeto, reconhecer a bondade e aumentar sua consideração mútua para que
seu casamento novamente se torne belo, terno e cada vez melhor.

O amor é como uma flor, e tal como o corpo, necessita de constante nutrição. O corpo
mortal em pouco tempo fica debilitado e morre, se não for freqüentemente alimentado.
A tenra flor murcha e morre sem alimento e água. Da mesma forma, não podemos
esperar que o amor dure para sempre a menos que ele seja constantemente nutrido com
porções de amor, com a manifestação de afeto e admiração, expressões de gratidão e
atenção abnegada.

A abnegação total consome ainda outro fator no casamento feliz. Quando se busca
sempre o interesse, o conforto e a felicidade do outro, o amor nascido no namoro e
fortalecido no casamento crescerá até atingir proporções enormes. Muitos casais
permitem que seu casamento se deteriore e seu amor esfrie como pão amanhecido,
piadas velhas ou comida requentada. Sem dúvida os nutrientes mais essenciais para o
amor são a consideração, a bondade, a atenção, a preocupação, as expressões de afeto,
os abraços afetuosos, a admiração, o orgulho, o companheirismo, a confiança, a fé, a
amizade, a igualdade e a responsabilidade. Para sermos realmente felizes no casamento,
precisamos guardar fielmente os mandamentos do Senhor. Ninguém, seja solteiro ou
casado, pode ser sublimemente feliz sem que seja justo. Existem satisfações temporárias
e situações camufladas para o momento, mas a felicidade permanente e total só pode
advir da pureza e da dignidade. Uma pessoa que possui profundas convicções religiosas
não consegue jamais ser feliz enquanto estiver inativa na Igreja. A sua consciência
continuará a afligi-la, a menos que se torne entorpecida, mas a essa altura o casamento
já estará em perigo.

Uma consciência pesada pode tornar a vida quase insuportável. A inatividade é


destrutiva para o casamento, especialmente quando os cônjuges têm diferentes graus de
inatividade. As diferenças religiosas são as mais difíceis e um dos mais insolúveis
problemas do casal.

A Divindade da Instituição do Casamento

O casamento foi ordenado por Deus. Não se trata simplesmente de um costume social.
Sem um casamento adequado e bem-sucedido, ninguém será exaltado. Leiam as
palavras do Senhor, que diz que o casamento é certo e direito.

Se isso for verdade, então o santo dos últimos dias ponderado e inteligente planejará
cuidadosamente sua vida para garantir que não haja impedimentos em seu caminho. Ao
cometer um erro grave, uma pessoa pode colocar em seu caminho alguns obstáculos que
talvez jamais possam ser removidos e que irão bloquear sua jornada rumo à vida eterna
e a divindade, que é sua meta final. Se duas pessoas amam o Senhor mais do que a
própria vida, e amam um ao outro mais do que a própria vida, trabalhando juntas em
total harmonia, com os programas do evangelho como sua estrutura básica, sem dúvida
terão essa grande felicidade. Se o marido e a mulher forem freqüentemente ao templo
sagrado, ajoelharem-se juntos em oração no lar com sua família, forem de mãos dadas
para suas reuniões da igreja, mantiverem sua vida inteiramente casta—mental e
fisicamente—então todos os seus pensamentos, desejos e amor estarão centralizados
num único ser, o seu cônjuge, e ambos trabalharem juntos para a edificação do reino de
Deus, então sua felicidade será a maior possível.

Muitas vezes, há pessoas casadas que se apegam a outras, apesar de o Senhor ter dito:
―Amarás tua esposa de todo o teu coração e a ela te apegarás e a nenhuma outra.‖ (D&C
42:22)

Evidentemente, isso também significa: ―Amarás teu marido de todo o teu coração e a
ele te apegarás e a nenhum outro‖. Freqüentemente, as pessoas continuam a apegar-se à
mãe, ao pai e aos amigos. Às vezes, a mãe não quer perder a influência que tinha sobre
os filhos; e tanto o marido quanto a mulher voltam ao pai ou à mãe em busca de
conselho ou para fazer confidências, quando deveriam apegar-se ao cônjuge em quase
tudo e manter em segredo todas as suas intimidades.

Seria muito bom que os casais procurassem imediatamente encontrar sua própria casa,
separada dos familiares de cada lado. A casa pode ser bem simples e despojada, mas
será uma residência independente. Sua vida de casados deve tornar-se independente dos
familiares de ambos os lados. Vocês os amarão mais do que nunca, apreciarão seus
conselhos; gostarão de sua companhia; mas viverão sua própria vida, tomando suas
próprias decisões, por meio de suas próprias reflexões fervorosas, depois de terem
recebido conselhos daqueles que os devem dar. Apegarse não significa apenas ocupar a
mesma casa; significa unir-se intimamente e permanecer unidos.

―Portanto, é legítimo que (…) os dois serão uma só carne; e tudo isto para que a Terra
cumpra o fim de sua criação; E para que se encha com a medida do homem, de acordo
com sua criação antes que o mundo fosse feito.‖ (D&C 49:16–17)

Nossos próprios números não são satisfatórios. De 31.037 casamentos, nossos registros
indicam que apenas 14.169 foram realizados no templo para toda a eternidade. Isso
significa 46 por cento. Há 7.556 membros que se casaram fora da Igreja. Isso é
terrivelmente perturbador para nós. Isso representa 24 por cento, querendo dizer que
cerca de 9.000, ou 30 por cento, aparentemente deram pouca importância a si mesmos e
sua posteridade, casaram-se fora do templo, onde poderiam receber a chave para a vida
eterna. Será possível que não saibam ou não se importam?

Evidentemente, a maioria das pessoas que se casam fora da Igreja e do templo não
avaliam bem a questão. A pesquisa que mencionei revelou que apenas um em cada sete
cônjuges que não são membros seriam convertidos e batizados na Igreja. Essa é uma
grande perda. Isso significa em muitos casos não apenas a perda do cônjuge não
batizado, mas também dos filhos e até às vezes do outro cônjuge.

Amamos aqueles que se filiam à Igreja depois do casamento. Elogiamos e honramos


essas pessoas, mas as chances não estão a nosso favor. De acordo com as estatísticas
citadas, em quase 6.500 dos casamentos recentes, nunca acontecerá de os dois cônjuges
estarem filiados à Igreja para finalmente unirem a família. Isso deixa-me muito triste. O
programa total do Senhor para a família não pode ser desfrutado plenamente se as
pessoas estiverem sob jugo diferente no casamento. Instamos todos os jovens a tomarem
a firme e séria decisão de casarem-se no templo, de modo que essa determinação lhes
proporcione as ricas promessas do casamento eterno com toda a alegria e felicidade que
o acompanham. Isso agradará o Senhor, que confia muito em vocês. Ele disse que a vida
eterna só pode ser alcançada da forma que Ele planejou. Gostaria de citar uma ou duas
escrituras antes de terminar.

―E é dada uma pedra branca a cada um dos que entram no reino celestial, na qual está
escrito um novo nome que ninguém conhece, a não ser aquele que o recebe. O novo
nome é a palavra-chave‖. (D&C 130:11) O normal é que as pessoas se casem. Isso foi
planejado por Deus desde o princípio. Uma pessoa não é inteiramente normal se não
deseja casar-se. Lembrem-se: ―Nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o
homem, no Senhor.‖ (I Coríntios 11:11) Ninguém pode rejeitar esse convênio (do
casamento celestial) e alcançar o reino eterno de Deus. É assim que será.

―Na glória celestial há três céus ou graus; E para obter o mais elevado, um homem
precisa entrar nesta ordem do sacerdócio [que significa o novo e eterno convênio do
casamento]; E se não o fizer, não poderá obtê-lo. Poderá entrar em outro, mas esse será
o fim de seu reino.‖ (D&C 131:1–4)

―Pois eis que eu te revelo um novo e eterno convênio; e se não cumprires esse convênio,
então serás condenado.‖ (D&C 132:4)

Ser condenado significa interromper seu progresso. Essas são as palavras do Senhor.
Foram ditas diretamente para nós. Não existe dúvida quanto a elas. ―E quanto ao novo e
eterno convênio, foi instituído para a plenitude de minha glória; e aquele que recebe sua
plenitude deve cumprir a lei (…).
Portanto quando estão fora do mundo [depois que tiverem morrido] não se casam nem
são dados em casamento, mas são designados anjos no céu, anjos esses que são servos
ministradores, para ministrar em favor daqueles que são dignos de um peso muito
maior, imensurável e eterno de glória. Porque esses anjos não guardaram minha lei;
portanto não podem crescer, mas permanecem separados e solteiros, sem exaltação, no
seu estado de salvação, por toda a eternidade; e daí em diante não são deuses, mas anjos
de Deus para todo o sempre‖. (D&C 132:6, 16–17)

Para terminar:

―Abraão recebeu todas as coisas que recebeu, por revelação e mandamento, pela minha
palavra, diz o Senhor; e entrou para sua exaltação e assenta-se em seu trono. (…) Ide,
portanto, e fazei as obras de Abraão; guardai minha lei e sereis salvos.‖ (D&C 132:29,
32)

Irmãos e irmãs, quero dizer-lhes que essa é a palavra do Senhor. É extremamente séria,
e ninguém deve questionar o Senhor. Ele fez a Terra, criou as pessoas. Ele conhece
todas as condições. Ele estabeleceu o programa, e não somos suficientemente
inteligentes ou espertos para conseguir dissuadi-lo dessas coisas importantes. Ele sabe o
que é certo e direito. Pedimos que pensem nessas coisas. Todos vocês, estudantes,
assegurem-se de que seu casamento seja certo. Certifiquem-se de que sua vida esteja
certa. Certifiquem-se de que sua parte no casamento seja desempenhada devidamente.

Peço ao Senhor que os abençoe. Essas coisas nos preocupam muito porque há divórcios
demais e eles estão aumentando. Tornou-se comum falar sobre o divórcio. Assim que
ocorre uma pequena crise ou uma pequena discussão na família, falamos em divórcio e
corremos a procurar o advogado. Essa não é a maneira do Senhor. Devemos voltar e
acertar nossos problemas e tornar nosso casamento compatível, terno e abençoado.

Oro para que o Senhor abençoe cada um de vocês que estão diante de decisões a serem
tomadas antes e depois do casamento. Peço que Suas bênçãos estejam sobre cada um de
vocês e deixo-lhes meu testemunho de que esta Igreja é verdadeira e divina, em nome
de Jesus Cristo. Amém.

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