Sei sulla pagina 1di 17

Cultivo do Eucalipto

Nutrição, Adubação e Calagem


Importância da nutrição mineral Embora o eucalipto tenha rápido crescimento, este é muito variável. Os
principais fatores que interferem no crescimento estão relacionados com o material genético utilizado e
com as condições de solo onde é plantado. Geralmente, são utilizados os solos de baixa fertilidade
natural, sendo necessária sua correção com a aplicação de fertilizantes.
Avaliações nutricionais em plantios de Eucalyptus spp são importantes para recomendações de uso de
fertilizantes minerais, pois propiciam melhor aproveitamento dos nutrientes, resultando em aumento da
produtividade florestal. A amostragem correta das árvores é fundamental, para o sucesso dos estudos
nutricionais.
Adubção e calagem
Adubo mineral Os nutrientes mais freqüentemente utilizados nas adubações de espécies florestais são o
N, P, K, e com menor freqüência o B e o Zn. O Ca e Mg são aplicados através de calagem. Em plantações
florestais é comum o uso de adubo simples, formado por apenas um composto químico. Neste caso,
normalmente são utilizados: Sulfato de amônio e uréia, como fontes de nitrogênio; Superfosfato simples;
Superfosfato triplo e Fosfato natural, como fontes de fósforo; Cloreto de potássio e Sulfato de potássio,
como fontes de potássio; - Bórax, como fonte de boro.
Além dos adubos simples, existem os adubos formados a partir da mistura de dois ou mais fertilizantes,
os quais, representados por formulações, são denominados de adubos mistos. A formulação do fertilizante
varia de região para região, e de acordo com a cultura que será aplicado. De maneira geral, na atividade
florestal, o fósforo é colocado em maior quantidade que os outros elementos, por ser normalmente aquele
presente em menor concentração no solo.
Calagem
O calcário é o corretivo mais usado para a correção do solo. Além de ser o mais disponível, é o mais
barato. Normalmente, é recomendada a aplicação de calcário dolomitico, que contém além do Ca,
concentração mais elevada de Mg.
teor de MgO
Calcário teor de CaO (%)
(%)
Cálcico ou calcítico até 5 45 - 55
Magnesiano 5,1 - 12 33 - 44
Dolomitico mais de 12 25 - 32 .

Épocas de aplicação
Identificada a necessidade de se fazer correções no solo, o próximo passo é determinar a época
mais adequada para aplicar o calcário e o fertilizante. A calagem é realizada durante o preparo do solo e a
adubação depende da espécie florestal utilizada, do solo, da idade das plantas e da intensidade da colheita.
Quando o solo é muito ácido (p./ex.: pH abaixo de 4,0) ou apresenta baixos teores de Ca e Mg, a
aplicação de calcário antes do plantio e durante a rotação da cultura é necessária.
Normalmente, a adubação é realizada em duas etapas. A primeira, chamada de adubação
fundamental, é feita antes ou no momento do plantio, utilizando nitrogênio, fósforo e potássio. A
segunda, também chamada de adubação de manutenção, é realizada quando as árvores tem entre 30 a 36
meses de idade. Nesse caso, é recomendado, para solos de baixa fertilidade, a aplicação de 90 kg/ha de
Cloreto de potássio (ou aproximadamente 50 g/ planta) e cerca de 2 toneladas de calcário por hectare. Em
solos com altos teores de cálcio e magnésio, a adubação de manutenção é realizada apenas com o Cloreto
de Potássio.
Recomendação de calagem
De uma forma geral, as espécie florestais plantadas no Brasil são tolerantes à acidez do solo. A
calagem tem como objetivo maior elevar os teores de Ca e Mg nos solos do que a correção do pH.
Normalmente, as quantidades recomendadas elevam o pH a valores próximos a 5,5. Dois métodos são
recomendados para determinar a quantidade de calcário à ser aplicado. Um método é baseado nos teores
de Al no solo e o outro nos teores de Ca e Mg, conforme mostrados a seguir:
A calagem é recomendada para elevar os teores de Ca e Mg no solo. Neste caso deve-se aplica-lo
antes do plantio e durante a rotação, juntamente com a adubação de manutenção. É recomendada quando
o solo é muito ácido (pH < 5,0) ou quando apresentar baixos teores de Ca e Mg. O objetivo é elevar o
solo a um pH próximo a 5,5 e/ou a Saturação de Bases entre 40 - 50%.

1. Com base nos teores de alumínio do solo:


t calcário/ha = 0,2 x mmol (+) Al+³ / dm³ no solo
Exemplo: teor de Al+³ no solo = 10 mmol(+) / dm³
t calcário/ha = 0,2 x 10 = 2
Recomendação = aplicação de 2 toneladas de calcáreio/ha

2. Com base nos teores de Ca e Mg do solo


t calcário/ha = 2 x [ 20 - (mmol(+) Ca+2 + Mg+2 / dm³ de solo)]
Exemplo: teor de Ca+2 + Mg+2 no solo = 19 mmol(+) / dm³
t calcário/ha = 2 x [20 - 19] = 2
Recomendação = Aplicação de 2 t /ha de calcário

Na prática não é aconselhável aplicar doses muito elevadas de calcário, pois além de se tornar
onerosa ela pode interferir na estrutura do solo e na microfauna. Assim, o ideal é aplicar no máximo 2
toneladas. Caso seja necessário uma aplicação maior, por exemplo 4 toneladas, é aconselhável dividir em
2 aplicações. A primeira aplicação antes do plantio e a segunda quando o plantio estiver com 30 a 36
meses de idade, isto é, junto a adubação de manutenção.
Recomendação de adubação mineral Não existem recomendações de adubação baseadas apenas
nas análises de solo, e especificas para as diferentes espécies florestais plantadas nos diferentes tipos de
solo. De maneira geral, pode-se recomendar a seguinte adubação:

Interpretação dos teores de P e K no solo, com base nos resultados da análise química.
Teores no solo Interpretação
Baixo Médio Alto
P (mg/dm³) menor ou igual a 3,0 maior que 3 e menor que 7 maior ou igual a 7
K (mmol(+)/dm³) menor ou igual a 0,5 maior que 0,5 e menor que 1,5 maior ou igual a 1,5
Recomendação de adubação com fertilizante mineral para eucaliptos, com base nos teores de P e K do
solo.
Interp. Interp. N P205 K20 Fórmula kg/ha g/pl
P K
B B 30 120 60 08-32-16 375 220
B M/A 30 120 45 10-30-10 400 240
M B 30 90 60 08-30-20 300 180
M M/A 30 90 45 08-28-16 320 190
A B 30 60 60 08-28-16 220 130
A M/A 30 60 30 10-20-10 300 180
B= baixo; M= médio; A=alta

As quantidades de adubos sugeridas são com base em um plantio no espaçamento 3m x 2m, o que
representa uma população de 1666 árvores/ha.

Adubação de plantio A regra é colocar o adubo o mais perto possível da muda. O adubo pode ser
aplicado na cova ou no sulco de plantio. No primeiro caso o adubo deve ser colocado no fundo da cova
antes do plantio, bem misturado com a terra para evitar danos à raiz das mudas No segundo caso o adubo
é distribuído no fundo do sulco de plantio, aberto pelo sulcador, ou outro implemento agricola.

Adubação de cobertura Embora não seja uma prática comum a adubação de cobertura é indicada, pois
ela complementa a adubação de plantio. No caso de não se fazer a adubação de cobertura, a quantidade
recomendada para plantio e cobertura devem ser aplicadas no ato do plantio .
A adubação de cobertura é feita aproximadamente 3 meses após o plantio. O adubo é distribuído ao lado
das plantas, em faixas ou em coroamento. Após aplicação é recomendado cobri-lo com terra.
Adubação de manutenção Tem como objetivo fornecer K, Ca e Mg para as plantas. Deve ser aplicada
quando as plantas tiverem de 2,5 a 3,0 anos de idade. Nos caso de solo muito ácido ou baixos teores de
Ca e Mg, é recomendando aplicar juntamente com o potássio, o calcário dolomitico na quantidade de 2,0
toneladas por hectare. A aplicação é feita distribuindo o adubo e o Calcário entre as linhas de plantio.
Após aplicação deve fazer uma incorporação superficial, isto é, a aproximadamente 5,0 cm de
profundidade.
PRAGAS
O eucalipto foi introduzido no Brasil na década de 40 se adaptando as diferentes regiões do
Brasil. Sua proximidade taxonômica com diversas espécies brasileiras favoreceu a adaptação de muitos
insetos, logo após o início dos plantios. Os extensos plantios homogêneos e contínuos, distribuídos por
todo o Brasil forneceram grande quantidade de alimentos a estes insetos.Aliada a disponibilidade de
alimento a baixa diversidade interferiu no equilíbrio ecológico destes insetos possibilitando seu aumento
populacional descontrolado, tornando-os pragas.
A ocorrência de pragas em eucalipto no Brasil foi registrada logo depois de sua introdução. Silva
(1949) observou a ocorrência de Sarcina violascens (Lep. Limantriidae) atacando Eucalyptus tereticornis
no Rio de Janeiro. Nas décadas de 1970 e 80, vários autores observaram lagartas desfolhadoras em
eucalipto em São Paulo (Balut & Amante, 1971), em Minas Gerais (Zanúncio et. al.).

Formigas - Formigas cortadeiras


As formigas cortadeiras, conhecidas desde o século XVI e, já relatadas pelo Jesuíta José de Anchieta em
1560 (Mariconi, 1970), são consideradas até hoje como o principal problema entomológico das florestas
brasileiras. No Brasil estes insetos são chamados de saúvas ou quenquéns. A primeira pertence ao gênero
Atta com 10 espécies e 3 subespécies e a segunda aos gêneros Acromyrmex, com 20 espécies e nove
subespécies (Della Lucia et. al., 1993, cap. 3), e menos importante, os gêneros Sericomyrmex (9
espécies), Trachymyrmex (12 espécies) e Mycocepurus (3 espécies) (Anjos et. al., 1998).
Segundo Anjos, 1998 há estudos indicando que cerca de 75% dos custos e tempo gastos no manejo
integrado de pragas em florestas plantadas, ou 30% dos gastos totais até o terceiro ciclo eram destinados
ao manejo integrado de formigas. O desfolhamento causado por formigas pode reduzir a produção de
madeira no ano seguinte em um terço e, se isto ocorrer no primeiro ano de plantio, a perda total do ciclo
pode chegar a 13% da colheita. Em ecossistemas tropicais as formigas consomem em média 15% da
produçãoflorestal. Para o controle de formigas são utilizados principalmente produtos químicos na forma
de iscas. No entanto o manejo adequado dos plantios juntamente com o monitoramento é fundamental
para o sucesso deste controle
Cupins
Lagartas: consideradas pragas do Eucalyptus no Brasil podem ser classificadas em desfolhadoras e
broqueadoras.
Besouros: Podem ser classificados como desfolhadores, coleobrocas e besouro de raízes.
Sugadores: Dentre os insetos que sugam a seiva e provocam danos no eucalipto, podem ser citados, os
psilideos, cigarrinhas, trips e pulgões. Estes primeiros são compostos por insetos de origem australiana
com introdução recente no Brasil Os insetos sugadores são de grande importância para o eucaliptos por
agrigarem os psilideos, insetos saltadores, semelhante a pequenas cigarrinhas, pertencentes a Ordem
Homoptera, superfamília Psylloidea (Hodkinson, 1988). Para controle das principais pragas do eucalipto
deve-se, sempre, considerar possibilidades de manejo integrado, de controle biológico, inclusive
utilizando-se insetos parasitóides e predadores de pragas.

Manejo integrado de pragas em florestas


As populações de insetos são reguladas por forças físicas, nutricionais e biológicas. Em
condições normais, estas forças contrabalançam a enorme capacidade reprodutiva dos insetos, que
poderiam alcançar populações assustadoras, caso estas forças fossem retiradas. Na floresta os insetos
benéficos estão principalmente em dois grandes grupos: Predadores, que se alimentam externamente e
devoram suas presas (Tompson, 1943) e parasitóides que vivem sobre o hospedeiro ou dentro dele e,
gradualmente o consome. As diferenças entre parasitóides e predadores não são rígidas. Os parasitóides
usualmente são capazes de alimentar se e completar seu ciclo de vida em um único hospedeiro, enquanto
o predador alimenta-se de vários indivíduos, movendo-se livremente para procurar outras presas. A
maioria dos parasitóides pertence às ordens Hymenoptera e Diptera. Alguns parasitóides atacam
diferentes hospedeiros e outros são limitados a alguns poucos, ou apenas um hospedeiro. Por outro lado,
uma única espécie pode servir de hospedeiro para diferentes espécies de parasitóides. Os parasitóides
também não estão livres de inimigos naturais, eles podem ser atacados por outros parasitóides
(hiperparasitismo) (Furnis & Carolin,1977). A manipulação das forças biológicas se constitui numa das
ferramentas mais poderosas do Manejo Integrado de Pragas (MIP), na agricultura ou na floresta e que
envolve um grande número de técnicas. No que se refere aos aspectos biológicos do MIP estas técnicas
podem ser sintetizadas em três linhas: o uso de técnicas culturais, o controle biológico e o uso de plantas
resistentes. Os estudos de resistência de plantas se aproximaram do MIP em 1950, focado nas estratégias
de defesas da planta e seus efeitos nos insetos herbívoros e em menor extensão, nos efeitos dos insetos na
planta.
Mais recentemente, estes estudos incluíram as interações entre plantas e o terceiro nível trófico,
observando a interação tritrófica da perspectiva de cada componente. (Vinson, 1999). As técnicas
culturais compreendem o manejo da cultura, englobando todas práticas que a beneficiam e, de maneira
indireta influencia na dinâmica populacional dos insetos, tais como capina, roçagem, desbastes, adubação,
etc...Os insetos destrutivos fazem parte dos ecossistemas florestais e tem impacto significativo na
produtividade e outros valores da floresta, no entanto estes impactos adversos podem ser evitados ou
mantidos abaixo dos níveis de dano econômico, através de medidas ecológicas, compatíveis com o
manejo florestal (Waters & Stark, 1980) e integradas às outras atividades que conduzem a floresta ao seu
objetivo final, seja ele a produção de madeira, celulose, papel, paisagístico ou ambiental. Controle
biológico é um fenômeno natural que regula o número de plantas e animais com a utilização de inimigos
naturais (agentes de mortalidade biótica) mantendo as populações (excluindo o homem possivelmente)
em estado de equilíbrio com o ambiente (Bosch, et al. 1973), flutuando dentro de certos limites (Berti
Filho, 1990). Uma vez que os insetos perfazem um total de 80% (talvez 1-1.5 milhões de espécie) de
todos os animais terrestres, a inibição parcial de controle biológico natural geraria conseqüências
inimagináveis. O homem poderia não sobreviver à intensa competição com comida e fibra e ele
enfrentaria problemas relacionados à saúde devido a doenças transmitidas por insetos. Nestes termos, o
controle biológico, então, é de grande importância para nós e, provavelmente crítico a nossa
sobrevivência. (Bosch, et al. 1973).Controle biológico é um fenômeno natural que, quando aplicado
adequadamente o um problema de praga, pode prover uma solução relativamente permanente,
harmoniosa, e econômica. Mas por ser o controle biológico uma manifestação da associação natural de
tipos diferentes de organismos vivos, i.e., parasitóides e patógenos com os hospedeiros e, predadores com
as presas, o fenômeno é dinâmico, sujeito às perturbações por fatores outros como, as mudanças no
ambiente, processos adaptativos e, limitações dos organismos envolvidos em cada caso (Huffaker &
Mensageiro, 1964 apud. Bosch, et al. 1973). Quando se discute o manejo de pragas é necessário lembrar
que existe mais de um milhão de espécies de insetos, mas apenas um pequeno percentual é considerado
praga. Embora a maior parte do trabalho dos entomologistas concentra-se em matar estas pragas (Pyle et
al., 1981), é indiscutível o papel benéfico de muitos insetos para o homem. O fato dos insetos estarem
associados com algo maléfico (pragas e vetores) para a maioria da sociedade, torna difícil conscientizar a
população sobre a necessidade de conservá-los. Dentre as razões citadas por pragas Pyle et al., (1981), do
porquê conservar populações de insetos, estão os valores intelectuais, ecológicos e econômicos. Do ponto
de vista econômico, os insetos estão quase sempre associados a prejuízos. No entanto, não está bem claro
para a povo as possibilidades de lucros oriundos dos insetos, que podem ser uma enorme fonte de lucros,
basta lembrar as abelhas e o bicho da seda, que mobilizam criadores, indústria e comércio em todo
mundo. Um mercado recente, que tem mobilizado um grande número de pessoas é a produção e
comercialização de parasitóides e predadores para uso na agricultura e florestas.

O controle biológico no Brasil


O controle biológico clássico no Brasil iniciou em 1921, com a importação de Prospaltella
berlesi (Aphelinidae) dos Estados Unidos para o controle de Pseudaulacaspis pentagona no pessegueiro.
Em 1929, foi introduzido da Uganda o parasitóide Prorops nasuta para controlar a broca do café
(Hypothenemus hampei), dentro de um programa que continuou por vários anos, com a criação e
distribuição deste parasitóide (denominada de vespa da Uganda), por mais de duas mil propriedades até
1939. Após esta data outros inimigos naturais foram introduzidos para o controle desta broca, como o
braconideo Heterospilus coffeicola (Gonçalves, 1990) e vários outros para o controle de diversas pragas
nas culturas da macieira, café, cana de açúcar, citrus, cacau e outras. (Berti Filho, 1990). Os sucessos
alcançados nos primeiros programas incentivaram vários pesquisadores e instituições a investirem no
controle biológico sendo publicados mais de 1400 trabalhos nas últimas duas décadas na área de
entomopatógenos (Alves, 1998), com ênfase aos bioinseticidas virais e bacterianos. Na área florestal
vários projetos com ênfase no controle biológico podem ser referenciados, tais como:
1. O uso de Trichogramma sp. (Hymenoptera Trichogrammtidae) no controle de lagartas desfolhadoras
de Eucalyptus spp., coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG (Berti Filho, 1990)
que em 1982 liberou 168.000 indivíduos de Trichogramma soaresi na tentativa de controlar um foco de
Blera varana Schaus em Eucalyptus cloeziana F. Muell. em Minas Gerais (Zanúncio, et al. 1993).
2. Programa de controle de lagartas desfolhadoras do eucalipto com uso de predadores, como Podisus
nigrolimbatus Spínola (Hemiptera: Pentatomidae) e P. connexivus Bergroth, coordenado pela
Universidade Federal de Viçosa -UFV, em convênio com diversas empresas florestais em Minas Gerais,
Bahia, São Paulo e Espirito Santo. (Zanúncio, et al. 1993).
3. O controle da vespa da Madeira Sirex noctilio Fabricius com a introdução do nematóide Deladenus
siricidicola Bedding seu principal inimigo natural e posteriormente os parasitóides Megarhyssa nortoni
(Cresson) e Rhyssa persuasoria (L.). O parasitóide Ibalia leucospoides Hochenwald foi introduzido
naturalmente junto com a praga (Iede & Penteado, 2000). A vespa da madeira foi observada, no Brasil,
pela primeira vez em 1988 (Iede & Penteado, 1988) e no ano seguinte iniciou o programa de controle,
coordenado pela Embrapa Florestas, no Paraná, em cooperação com diversas empresas florestais que
plantam Pinus sp. no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Além destes, muitos trabalhos individuais ou em grupos têm apresentado alternativas ao controle de
pragas florestais, com a identificação de inimigos naturais, testes de eficiência para predadores,
parasitóides e microorganismos, principalmente vírus e bactérias. Dentro do controle biológico de
formigas cortadeiras, principal praga florestal no Brasil, podem ser citados os trabalhos de Alves & Sosa
Gomez, 1983; Anjos, et al. 1993; Della Lucia, et. al., 1993; Silva & Diehl-Fleig, 1995 e Specht, et al.,
1994.

Doenças
O eucalipto pode ser atacado por vários patógenos, principalmente fungos, desde mudas até árvores
adultas. As doenças causam significativos impactos econômicos, de acordo com a espécie atacada e da
época do ano. As principais doenças que ocorrem nos eucaliptos são:
Tombamento Lesão necrótica na região do colo da plântula;
Murcha, enrolamento e secamento de cotilédones;
Tombamento de plântulas em reboleira e sua morte
Podridão de raízes Murcha e morte de mudas;
Lesões necróticas em raízes
Mofo cinzento Enrolamento de folhas, seca e queda das mesmas;
Formação de mofo acinzentado sobre as plantas afetadas.
Podridão de estacas Secamento e morte de estacas; Lesões escuras na base ou em outras partes da estaca
Esporotricose Infecção da haste principal de mudas e porção apical de brotações de minicepas; Lesões
arroxeadas em folhas; Anelamento e morte de caules e pecíolos.
Oidio: Enrugamento e deformação de folhas jovens e brotações; Aspecto acanoado das folhas adultas;
Formação de uma película pulverulenta e esbranquiçada sobre as folhas.
Murcha bacteriana : Avermelhamento ou amarelecimento da copa em árvores com idade entre 4 e 8
meses; Murcha da folhagem e queda parcial de folhas; Secamento da copa; Ao cortar-se a planta, ocorre
exsudação de pús bacteriano no caule.
Enfermidade rosada ou rubelose : Lesões e sinais em galhos e na haste principal de árvores com idade
entre 2 a 5 anos; Mortalidade de galhos e hastes.
Cancro: Secamento da copa e morte de árvores jovens (5 meses em diante) por estrangulamento da colo;
Fendilhamento da casca e seu intumescimento;
Formação de cancro no tronco, com depressão e rompimento da casca em fitas;
Aparecimento de gomose (exsudação de quino).
Ferrugem: Pontuações cloróticas em folhas jovens e caule em formação; Formação de pústulas de
coloração amarelo-vivo sobre lesões (esporos do fungo); Formação de verrugas nas lesões: Seca e morte
de tecidos afetados, com aspecto de queima
Murcha de cilindrocladium: Lesões no ápice ou bordos do limbo foliar que podem atingir toda a folha;
Manchas de coloração marrom-claro a marrom arroxeado e cinza;
Queda de folhas lesionadas; Desfolha intensa; Lesões necróticas em ramos.
Podridão do cerne: Ausência de sintomas externos; Podridão interna de coloração esbranquiçada ou parda
que ocorre mais pronunciadamente na região medular
Doenças foliares e complexos etiológicos (possuem sintomas de doenças, mais tem origens diversas)
Seca de ponteiros do Vale do Rio Doce (SPEVRD):
Seca de ponteiros de Arapoti (SPEA)
Seca de ponteiros por falta de Boro
Seca da saia do Eucalyptus viminalis
Algumas doenças de origem abiótica são importantes, pela intensidade e freqüência com que têm sido
verificadas, na cultura do eucalipto. Geralmente, as doenças de origem abiótica são decorrentes de fatores
adversos e estressantes do ambiente. Durante ou após a ação do fator adverso, as árvores podem tornar-se
suscetíveis à infecção de patógenos secundários. Os principais patógenos secundários (também chamados
de doenças abióticas) observados são
Afogamento do coleto: Intumescimento do colo Plantas com pouco desenvolvimento Seca e morte de
plantas.
Enovelamento de raízes: Plantas com pouco desenvolvimento
Seca e morte de plantas.
Gomose: Escorrimento de quino (goma) em alguns pontos do tronco
Pau-preto: Escorrimento de quino e posterior oxidação em numerosos pontos do tronco.
Geada: Desde queima de ponteiros até a perda total da copa Queima e bronzeamento da folhagem Morte
de mudas árvores jovens.
Granizo: Desfolhamento e descascamento de ramos, hastes e árvores Surgimento de pequenos cancros em
ramos e hastes Seca de ramos e morte de árvores.
Seja qual for o problema, a prescrição de medidas de controle eficientes depende da correto e completo
diagnóstico do agente causal. Outro aspecto importante a ser ressaltado é que a implementação de uma
medida de controle precisa ser balizada entre sua viabilidade técnica e a econômica. Por vezes, a medida
mais eficiente e econômica pode provocar impactos ambientais indesejáveis, como por exemplo a
contaminação ambiental por agrotóxico.

Manejo de plantações para desdobro


O volume de madeira, em um determinado sítio em determinado espaço de tempo, aumenta com
o aumento do número de árvores por hectare. No entanto, o diâmetro das árvores tende a diminuir com o
aumento do número de árvores, e os custos das mudas e da implantação do povoamento a aumentar.
Portanto, para decisão final em relação a espaçamento inicial e condução do povoamento mais ou menos
adensado, é necessário estimar os custos financeiros e compará-los com a receita esperada.
Evidentemente, o produto final desejado e suas dimensões devem igualmente ser levadas em
consideração, bem como a qualidade da madeira que varia em função da idade e do manejo adotado.
Embora, fixando-se o período de tempo, para que maiores volumes sejam obtidos em plantios
com espaçamentos mais estreitos, existe tendência de desenvolvimento de árvores mal formadas se o
povoamento for mantido excessivamente adensado por período muito longo. Igualmente há aumento do
número de árvores suprimidas e mortas. Isto ocorre devido ao fato de cada sítio comportar um máximo de
área basal, levando o crescimento das árvores remanescentes a ocorrer apenas devido à supressão das
árvores menos desenvolvidas e morte das árvores dominadas. Naturalmente, este é um processo lento
que pode ser antecipado pela prática do desbaste. O desbaste tem ainda a vantagem de permitir o
aproveitamento da madeira das árvores suprimidas.

Espécies recomendadas para serrraria: Diversas espécies de Eucalyptus podem ser plantadas com a
finalidade de serraria. A escolha da espécie dependerá fundamentalmente do clima da área a ser plantada
e das características físicas e químicas do solo. O E. grandis, E. saligna, E. microcorys, E. maculata, E.
pilularis, E. cloeziana, E. paniculata e E. resinifera tem sido manejados a nível mundial para serraria,
laminação e produção de postes.

Desbastes: Os desbastes de plantios florestais são necessários quando se deseja obter toras de diâmetros
elevados ao final da rotação. Este é o caso da produção de toras para serraria e de postes de grandes
dimensões. Quando o objetivo for a produção do maior volume possível de madeira de pequenos
diâmetros, em espaço de tempo menor até o corte final, os desbastes não são necessários. Como cada
sítio permite apenas um determinado valor limite de área basal, reduzindo o número de árvores, a área
basal máxima se distribuirá por um número menor de árvores remanescentes que atingirão diâmetros
maiores. A estratégia mais recomendável é manter o povoamento crescendo em taxas próximas do
máximo incremento corrente anual em área basal, o que pode ser conseguido por desbastes leves e
freqüentes. O primeiro, ou primeiros desbastes, devem ser pesados para eliminar também árvores mal
formadas, tortas, bifurcadas e doentes, mesmo que apresentem dimensões elevadas. Deve-se evitar a
retirada de grupos de árvores e procurar manter uma distribuição uniforme de espaçamento entre as
árvores remanescentes. Isto evita a formação de clareiras e o crescimento de plantas invasoras entre as
árvores. Evita-se também o surgimento de número excessivo de brotações de gemas epicórmicas, que
podem prejudicar a qualidade da madeira. Este último inconveniente ocorre devido ao estimulo pela luz
de gemas dormentes ao longo do fuste e também quando as árvores entortam devido a desbastes
excessivos.
Demarcação para desbastes: A demarcação do desbaste é uma operação especializada para a qual é
necessário treinamento e discernimento para reconhecer as árvores que devem ser retiradas e as que
devem permanecer e a importância de uma distribuição adequada de espaço entre as árvores. Para
assegurar-se que o número de árvores preconizado por hectare permaneça após o desbaste é
recomendável indicar-se o comprimento de duas linhas de árvores que conterão 10 árvores, por exemplo,
ao final do desbaste. Um método simples de calcular consiste em multiplicar o número remanescente de
árvores pela distância entre linhas, dividir este valor pela área de um hectare (10000 m2 ). Em seguida
dividir-se 5 (número de árvores em uma linha) pelo valor anteriormente obtido. O valor resultante é o
comprimento de duas linhas onde devem ser deixadas dez árvores. Aplicando para uma distância entre
linhas de 3m: 3 m X 500 = 1500 m / 10000 m2 = 0,15 m-1
5 / 15 m-1= 33,3 m.
Portanto, para obter-se a densidade de plantas remanescente pretendida (500 árvores/ha) é necessário
deixar-se dez árvores a cada 33 m de linha dupla. Deve ser mencionado que não é necessário deixar-se
sempre, por exemplo, cinco árvores em cada linha de 33 m, pode-se se necessário deixar quatro árvores
em uma liDeve ser mencionado que não é necessário deixar-se sempre, por exemplo, cinco árvores em
cada linha de 33 m, pode-se se necessário deixar quatro árvores em uma linha e seis na outra, e assim por
diantenha e seis na outra, e assim por diante.
Sistemas de desbastes: Do ponto de vista econômico e operacional, em grandes áreas é preferível
executar-se o corte e extração de madeira mecanizados ao invés do manual, desta maneira é mais
econômico fazer-se desbaste sistemático e não o seletivo, no primeiro desbaste. Aplica-se também
quando não houver interesse no manejo da rebrota das touças, ou então para espécies que não apresentem
rebrota satisfatória. Nos demais casos os desbastes seletivos são os mais recomendáveis. Em geral, nos
desbastes sistemáticos se retira totalmente uma linha a cada três linhas de árvores e se efetua o desbaste
seletivo, nas duas linhas remanescentes, nos desbastes subsequentes. Este sistema de desbaste é
recomendável para plantios muito homogêneos ou seja aqueles plantados com material genético
selecionado e com técnicas silviculturais adequadas Do ponto de vista econômico e operacional, em
grandes áreas é preferível executar-se o corte e extração de madeira mecanizados ao invés do manual,
desta maneira é mais econômico fazer-se desbaste sistemático e não o seletivo, no primeiro desbaste.
Aplica-se também quando não houver interesse no manejo da rebrota das touças, ou então para espécies
que não apresentem rebrota satisfatória. Nos demais casos os desbastes seletivos são os mais
recomendáveis. Em geral, nos desbastes sistemáticos se retira totalmente uma linha a cada três linhas de
árvores e se efetua o desbaste seletivo, nas duas linhas remanescentes, nos desbastes subsequentes. Este
sistema de desbaste é recomendável para plantios muito homogêneos ou seja aqueles plantados com
material genético selecionado e com técnicas silviculturais adequadas
Produção de madeira para desdobro:
As recomendações que serão apresentadas a seguir aplicam-se ao Eucalyptus grandis mas em
princípio podem também ser utilizadas para outras espécies de eucalipto.O aproveitamento das toras para
serraria é tanto mais elevado quanto maior for o diâmetro da tora. Assim, quanto mais cedo o povoamento
atingir diâmetros elevados mais lucrativo será o empreendimento florestal. Para atingir este objetivo, os
desbastes pesados e precoces são recomendáveis por estimularem precocemente o crescimento em
diâmetro. Entretanto, a madeira produzida em idades jovens dos povoamentos, nos quinze primeiros anos
de crescimento de Eucalyptus grandis, é de qualidade inferior com elevadas tensões de crescimento. Para
aumentar a proporção de madeira de boa qualidade, e limitar a madeira de qualidade inferior a um
pequeno cilindro central, deve-se executar desbastes leves inicialmente. Devem também ser atrasados,
pelo menos para permitirem a retirada de madeira com dimensões adequadas e mais interessantes do
ponto de vista comercial. Os desbastes devem ser leves até o décimo quinto ano e mais pesados após essa
idade. Para evitar fustes deformados e supressão exagerada de copa viva, os demais desbastes devem ser
repetidos em intervalos mais curtos.
Os regimes de desbaste que vem sendo adotados na silvicultura brasileira não seguem a proposta
apresentada. De modo geral adotam-se desbastes precoces e pesados com o objetivo de produzir toras de
35 a 45 cm de diâmetro em rotações curtas de 15 a 18 anos. Este regime tem o inconveniente de produzir
elevada proporção de madeira juvenil, de baixa qualidade, no cilindro central da tora. Entretanto, é mais
versátil em termos de permitir alterar o objetivo para a madeira produzida em função de alterações de
mercado. Possibilita ainda maior gama de produtos, em menor tempo, que pode ser interessante
comercialmente. Por outro lado, prolongar a rotação para muito mais de 35 anos com o objetivo de
aumentar a proporção de madeira de alta qualidade, aumenta o risco de ocorrência de podridão do cerne. [
Visando assegurar a adoção de manejo específico para o povoamento e a região de interesse,
considerando o potencial de produção e o sortimento específicos do povoamento florestal, como função
da idade e dos regimes de manejo, é necessário utilizar simuladores de crescimento e produção. Existe no
mercado nacional, em fase de implantação, o simulador de crescimento e produção denominado
SISEUCALYPTUS. Este simulador, desenvolvido pela EMBRAPA, pode ser uma ferramenta de extrema
importância para a definição do regime de desbastes ideal para cada povoamento e situação de mercado.
A proposta apresentada acima é apenas uma sugestão que pode ser aplicada em princípio, entretanto deve
ser reconsiderada quando houver disponibilidade de dados de inventário e informações de mercado para
cada caso.
Condução de brotações das cepas: A eliminação das cepas é a melhor alternativa quando não houver
perspectivas de mercado ou interesse na produção de madeira de menores dimensões que poderiam ser
obtidas mantendo-se as brotações das cepas. A produção de madeira das árvores remanescentes é maior
no caso de eliminação das cepas. A condução das cepas, quando desejável, se faz pela retirada dos brotos
extranumerários e manutenção de dois a três brotos por cepa. Os brotos a serem mantidos devem ser bem
distribuídos e implantados no tronco o mais próximo possível do solo. Para selecionar corretamente os
brotos é necessário aguardar o crescimento dos brotos por pelo menos um ano ou até que ocorra
diferenciação clara entre os brotos.
Sistemas agroflorestais
Importância A combinação de árvores com pastagens (sistemas silvipastoris), com pastagens e a inclusão
de culturas agrícolas durante a fase inicial de desenvolvimento das espécies arbóreas (sistemas
agrossilvipastoris) e mesmo a associação de árvores com culturas agrícolas (sistemas silviagrícolas) são
de grande aplicabilidade. A atividade florestal exige rotações mais longas que as demais atividades
agropecuárias, principalmente para que se obtenha um produto final para serraria. O corte do eucalipto
para industrialização ocorre normalmente aos 7 anos de idade, num regime que permite até 3 rotações
sucessivas e econômicas, com ciclo final de até 21 anos. Os reflorestamentos tradicionais de eucalipto são
representados por densos maciços florestais, plantados em espaçamentos regulares e normalmente com
uma única espécie. Entretanto, nas propriedades rurais, além dessa possibilidade de plantio, as árvores
também podem ser plantadas de forma integrada com as atividades agrícola e pecuária ou, ainda, como
prestadoras de serviços como quebra-ventos, cercas vivas, proteção de animais, sem no entanto esquecer
o seu potencial para gerar produtos econômicos. Para que se tenha sucesso nesse empreendimento,
precisa-se considerar o espaçamento da espécie florestal. Nesses sistemas normalmente são usadas
menores densidades de plantio e diferentes arranjos espaciais das espécies florestais em campo. Plantios
mais adensados resultam na produção de um elevado número de árvores com pequenos diâmetros, as
quais normalmente são utilizadas para fins menos nobres como lenha, carvão, celulose, engradados e
estacas para cercas. Espaçamentos amplos resultam em um número menor de plantas por unidade de área,
tornando mais fácil o acesso de máquinas para o plantio e tratos culturais. Facilitam também a retirada da
madeira e empregam menos mão-de-obra, além de permitirem a produção de madeira de melhor valor
comercial (postes, vigas, esteios e serraria). Como desvantagens há maior necessidade de tratos culturais
e menor derrama natural. Na produção de madeira de alta qualidade, para serraria, é necessário que os
espaços entre as plantas sejam superiores ao normal. Assim, o manejo florestal deve ser baseado em
podas freqüentes e rigorosas, de forma a alcançar um mercado com maiores preços mediante uma
mercadoria de maior valor agregado. Dessa forma, a implantação de povoamentos, assim manejados, é
naturalmente uma excelente alternativa para se integrar as atividades agrícola, florestal e pecuária em um
sistema de produção misto. Práticas de manejo em eucalipto, caracterizadas por espaçamentos iniciais
largos, desbastes precoces e pesados e podas altas, revelam-se superiores aos tradicionais, com a
produção de madeira de boa qualidade, com bons resultados econômicos. Além disso, permitem a
penetração de altos níveis de radiação no sub-bosque, o que, por sua vez, favorece o desenvolvimento
satisfatório de outras espécies, também com valor econômico, associadas
Coeficientes técnicos
O modelo típico de sistema de produção apresentado envolve o cultivo do eucaliptos em áreas dobradas e
de cerrados o que determina coeficientes técnicos para dois diferentes sistemas de produção. No primeiro,
prevalecem as áreas dobradas, mais dependentes no uso de mão-de-obra, enquanto que no segundo, nas
áreas de cerrados, o sistema de produção se desenvolve mais com o uso da mecanização. Observa-se que
a produção em áreas de cerrados permite um maior número de plantas por hectare. Entretanto, na
produção final, os retornos financeiros, tanto no cerrados quanto nas áreas dobradas os benefícios
econômicos são muito próximos. Durante o levantamento das informações, optou-se por não colocar os
custos de administração. Considerando-se os valores de 2% à 3%, observa-se que as atividades tem
retorno muito pequeno na produção de Eucalipto. Provavelmente, as empresas que utilizam máquinas e
equipamentos próprios, bem como terra de baixo custo de oportunidade, fato que fazem com que os
custos sejam menores.

Altura dominante: média das alturas das 100 árvores de maior diâmetro por hectare.
Área basal: somatório da área transversal do tronco, normalmente a 1,3 m de altura, de todas as árvores
do povoamento, expressa em m3 /ha.
Árvores dominantes: árvores cujas copas estão acima do nível geral do povoamento.
Árvores matrizes: árvores das quais são coletadas sementes ou propágulos para produção de mudas
Cinza: material resultante da queima da madeira. Pode ser usada sem preparo algum, tomando-se o
cuidado de monitorar o solo e as plantas para evitar desequilíbiros nutricionais.
Clone: grupo de plantas geneticamente idênticas, derivadas, assexuadamente, de uma única planta.
Composto: adubo orgânico preparado a partir da compostagem da mistura de esterco de animais e
resíduos vegetais. É um adubo orgânico com baixo teor de nutrientes e seu emprego requer a aplicação
em grandes quantidades.
Cone: estrutura reprodutiva das coníferas (equivalente ao fruto em espécies folhosas) constituida de um
grande número de folhas modificadas em forma de escamas que contêm as sementes
DAP: diâmetro à altura do peito, convencionado como o diâmetro do tronco a 1,3 m de altura.
Déficit hídrico: resultado (negativo) do balanço hídrico em que o total de água que entra no sistema via
precipitação é menor que a quantidade total de água perdida pela evaporação e pela transpiração pelas
plantas.
Desbaste: corte e remoção parcial das árvores de um povoamento, visando acelerar o crescimento em
diâmetro ou para melhorar a qualidade do povoamento.
Desbaste comercial: desbaste em que as árvores removidas têm valor comercial.
Desbaste pré-comercial: desbaste, normalment, poucos anos após o plantio, em que as árvores
removidas ainda não têm valor comercial.
Desbaste seletivo: desbaste somente das árvores que não se enquadram num critério pré-estabelecido
(por exemplo: diâmetro mínimo, boa forma de tronco etc.).
Desbaste sistemático: desbaste em que o corte das árvores é feito seguindo-se um esquema padrão, com
base em sua posição no povoamento (por exemplo: linhas alternadas, uma linha em cada três, etc.).
Desrama ou poda: remoção dos ramos até certa altura do tronco.
Esterco: dejeto de animais domésticos, misturado com restos vegetais que servem de cama para animais.
Fuste: parte comercial do tronco das árvores.
I.C.A: incremento corrente anual, é a diferença entre os volumes em duas idades sucessivas.
I.M.A: incremento médio anual, é a taxa de crescimento anual em volume de madeira, num determinado
período de tempo Índice de sítio: medida da qualidade do sítio baseada na altura das árvores dominantes
no povoamento em uma determinada idade.
Lixo urbano tratado: lixo das áreas urbanas, de composição variável, tratado para aplicação em culturas
agrícolas e florestais.
Organoléptico - (òr). [De organ(o)- + -léptico.] Adj. Fisiol. Diz-se de propriedade demonstrada por um
corpo, ou por uma substância, e que impressiona um ou mais sentidos (São cinco os sentidos: visão,
audição, olfato, gosto e tato).
Pedúnculo: haste que prende uma inflorescência, uma flôr ou um fruto (ou cone) ao ramo ou tronco da
planta.
Poda ou desrama: remoção dos ramos até certa altura do tronco.
Populações disjuntas: populações de plantas cujas áreas de abrangência são separadas espacialmente.
Procedência: local onde está estabelecido o povoamento que gerou a semente utilizada.
Profundidade efetiva do solo: profundidade da camada de solo que pode ser explorada pelas raízes, sem
restrições.
Raiz pivotante: raiz primária da planta, com crescimento vertical, formando a continuação do eixo da
planta.
Resíduo de esgoto tratado: material sólido resultante do tratamento de esgoto, seco e moído,
que apresenta teores elevados de N, moderados de P e baixos de K.
Rotação: número de anos planejado entre o estabelecimento da floresta e o seu corte final.
Taxa de atratividade: renda convertida em valores anuais atualizados para a época de plantio, com juros
próximos aos da Caderneta de Poupança
Vermiculita: substrato mineral composto de silicato de alumínio expandido com tratamento a altas
temperaturas
PLANTIO DO EUCALIPTO

Assim como você cultiva milho, mandioca, feijão e outros produtos, você poderá cultivar
também uma floresta. Isto se faz em muitos países do mundo.
Se isso não for feito, será muito difícil continuar com agricultura, principalmente em regiões
montanhosas.Assim, numa programação de prazo mais longo, você não terá mais áreas esgotadas ou sem
uso, e seus filhos e netos poderão continuar vivendo da lavoura.
Você terá também outra fonte de renda. A madeira está cada vez mais cara e seu preço vai subir muito
mais. Quem for inteligente vai levar vantagem.Você deve escolher uma espécie florestal que cresça
rápido e que dê retorno econômico. Você pode, por exemplo, escolher o eucalipto.
O eucalipto é plantado, atualmente, em quase todo o mundo, por ser uma planta que possui
espécies diversificadas e adaptáveis a várias condições de clima e solo. Para se ter uma idéia da
diversificação das espécies, existem eucaliptos que se adaptam muito bem em regiões de temperatura de
350C e outros que suportam um frio de até 180C abaixo de zero.
A maioria das espécies plantadas no Brasil apresenta um crescimento rápido, produz grande quantidade
de madeira e subprodutos e tem fácil adaptação.
Embora se diga que o eucalipto prospera nos mais variados climas e solos, como toda plantação,
ele necessita de certos cuidados, principalmente de manejo para sua boa produção, desenvolvimento e
adequação ambiental.
O eucalipto é considerado uma cultura recuperadora de solo. Por ter raízes profundas, ele busca,
nas camadas inferiores do solo, nutrientes minerais que já estão fora do alcance de raízes superficiais.
Por esse motivo, o eucalipto pode controlar a erosão do solo e também ocupar áreas que são
impróprias para a agricultura, além de reconstituir no longo prazo as reservas subterrâneas de água do
solo. Além disso, serve de matéria-prima para diversas finalidades como marcenaria, apicultura, papel e
celulose, energia, etc.
Dentre as principais espécies cultivadas recomenda-se:
• papel e celulose (grandis, saligna, urophylla).
• mourão para cerca (citriodora, robusta, globulus).
• pontalete para construção (citriodora, robusta, globulus).
• energético - lenha, carvão (grandis, urophylla, torililana).
• postes (citriodora, robusta, grandis).
Apresentamos, neste folheto, algumas instruções técnicas que podem ajudar, a você agricultor,
no plantio de eucalipto.

VOCÊ PODE PRODUZIR SUAS MUDAS


Prepare a Terra
Retire terra de barrancos numa profundidade de aproximadamente 50cm e peneire, deixando-a livre de
torrões.
Encha as Embalagens
Utilize sacos plásticos com 8 cm x 15 cm (ou semelhantes), com 4 ou mais furos na parte inferior ou
tubetes.
Encha-os uniformemente com a terra peneirada, deixando-a compactada.
Faça a Semeadura: Organize os sacos plásticos ou tubetes, já cheios com terra, em canteiros com 1 metro
de largura, por 5 metros de comprimento numa superfície plana, colocando um bem encostado ao outro;
no caso de tubetes utilize uma tela para encaixá-los. .
Cerque os canteiros com tábuas, varas, tijolos ou mesmo terra;
Peneire uma camada fina de terra sobre os sacos plásticos ou tubetes, numa peneira de malha fina (fubá);
Dilua 150 g de adubo NPK 4-14-8 (ou parecido) em 8 litros d'água e aplique em cada m2 de canteiro;
Peneire novamente uma leve camada de terra, para isolar o adubo da semente;
Efetue a semeadura distribuindo de 3 a 5 sementes em cada saquinho;
Peneire novamente uma leve camada de terra fina.
Cobertura e Irrigação
Peneire uma camada de 0,5cm de palha de arroz, com peneira de malha (feijão), ou cubra com “sombrite”
50%" (ou sapé);
Caso a cobertura seja sombrite ou sapé, mantenha uma altura de 10 cm do canteiro;
Retire a cobertura quando a muda atingir 2 cm de altura;
Após a semeadura, faça duas irrigações abundantes por dia.
Seleção e Repicagem
Quando as mudas atingirem 3 a 4 cm, deixe as mais vigorosas e arranque as utras, podendo aproveitá-las
cortando suas raízes, deixando no máximo 0,5cm.
Plante essas mudas nos sacos plásticos ou tubetes em que não houve germinação.
Adube após a Seleção e Repicagem
Utilize a mesma adubação da semeadura logo após a seleção das mudas;
Repita a adubação a cada 15 dias, por mais duas ou três vezes;
Quando as mudas atingirem 15 cm, não adube mais.
Faça a Movimentação das Mudas
Quando as mudas atingirem cerca de 15 cm, faça a movimentação, colocando as maiores nas laterais do
canteiro e as menores no centro;
Pode-se efetuar novas adubações no centro do canteiro, até que as mudas menores alcancem o tamanho
das outras. Na dúvida, não coloque mais adubo.
Selecione e Encaixote
Quando a muda atingir de 15 a 30 cm, diminua a irrigação para o “amadurecimento” (que é quando ela
fica avermelhada e pronta para o encaixotamento);
Após ó "amadurecimento", selecione as mudas do mesmo tamanho e encaixote-as para serem
embarcadas.

PLANTIO DO EUCALIPTO - COMECE ASSIM:

ESCOLHA O LOCAL - De preferência, escolha terreno de morro, que esteja fraco, abandonado ou com
samambaia; terreno cansado, com sinal de enxurrada e que não esteja produzindo.
Comece a preparar o terreno dois meses antes do plantio.
Onde tem formiga, não se planta eucalipto.
Assim que você escolher o terreno, faça uma vistoria nele e nas redondezas.
Elimine os formigueiros que encontrar dois meses antes do plantio.
Coloque 10 gramas de isca de cada olheiro ativo. Não coloque dentro do olheiro nem na terra solta da
boca do olheiro.

AVISO IMPORTANTE - não pegue a isca com a mão, use uma vasilha só para isto.
Veja na redondeza também. Formiga não respeita cerca nem divisa de propriedade.
LIMPE TODA A ÁREA
Você deve fazer a operação de destoca ou preparo do terreno, aproveitando o material existente na
lavoura, juntando o resto do mato e fazendo leiras no sentido das curvas de nível.
Comece roçando o mato e leiras formando um cordão, conforme a figura. A fileira deve ter a largura de 3
metros.
FAÇA PLANTIO DIRETO OU ARAÇÃO E GRADAGEM
Preferencialmente deve ser utilizado o plantio direto.
Alternativamente, quando a inclinação do terreno permitir, após a limpeza do terreno, inicie os trabalhos
de aração e gradagem. De preferência esses trabalhos devem ser realizados após algumas chuvas ou com
o solo úmido; isso melhora a profundidade da aração. Se necessário, faça a gradagem duas vezes.
PLANEJE OS CAMINHOS E ACEIROS
Quando você efetuar os trabalhos de limpeza e aração, faça uma programação dos aceiros e carreadores
internos. Os aceiros devem ter no mínimo 6 m de largura em todo o perímetro da área, facilitando a
prevenção e combate a incêndios.
Os carreadores internos em áreas inclinadas deverão ser traçados em sentido bem suave, cortando as
águas, de modo a não serem prejudicados pela erosão. Poderão ser traçados com saídas e escoamento de
águas ou com elevação de terras no sistema de curvas de nível. Não faça talhões com mais de 15 hectares.
APLIQUE O FORMICIDA CORRETAMENTE E COM CUIDADO
Quanto maior o formigueiro, maior a quantidade de formicida que você deve colocar no olheiro. Caso
você coloque uma quantidade pequena, as formigas ficam resistentes àquele formicida, começam a retirar
do formigueiro os granulados e não os carregam mais. Caso isso aconteça, mude de marca de produto e
diferencie o atrativo.
Para você ficar sabendo se está colocando a quantidade correta de formicida, meça rapidamente o
formigueiro conforme o desenho e siga as instruções nele contidas:

5 metros 2 metros

Meça a terra solta (murundu) em m2.


No exemplo: 5m x 2m = 10m2 é a área do formigueiro.
Para cada 10m2 (área) use 100 gramas de formicida, ou para cada 1m2, 10 gramas.
O ESPAÇAMENTO É MUITO IMPORTANTE
À medida que deixamos maior espaço (área) para cada planta, ela irá se desenvolver mais em menor
tempo. Quando mantemos o espaçamento muito fechado, corremos riscos de ter um alto índice de árvores
dominadas.O espaçamento que se recomenda é de 3m x 2m, perfazendo 6 m2 de área por árvore, com
1.666 plantas por hectare.Isso não impede que você agricultor escolha o espaçamento que melhor se
adapte à situação de suas terras, lugar ou topografia. Porém, em nenhuma hipótese, o espaçamento deve
ser menor do que 2 x 2 metros.
ALINHAMENTO
O alinhamento poderá ser feito através de cordas, conforme o espaçamento desejado; marque a corda na
distância entre uma cova e outra. Nos terrenos planos, você pode utilizar trator com sulcador, que
cruzando as linhas deixará o espaçamento desejado. As covas devem ser espaçadas de 2 metros na linha e
3 metros na fileira, sempre desencontradas, conforme o desenho acima.
ADUBE DE ACORDO COM O TERRENO
O agricultor pode utilizar a adubação mecânica ou manual, de acordo com a inclinação do seu terreno e
com as características minerais e físicas do seu solo.
No plantio são utilizados de 150 a 250 gramas de NPK 10-30-10 ou uma fórmula semelhante a essa por
planta, com uma cobertura da mesma fórmula depois de 10 meses a um ano. O ideal é proceder a uma
análise do solo antes de adubar.
No caso da adubação mecânica, quando o trator fizer o sulco, pode também efetuar a adubação em
conjunto (adubação em sulco). Esse procedimento ajuda nos resultados e diminui os custos.
A adubação manual é utilizada em terrenos inclinados, onde não se consegue mecanização.
COVEAMENTO EM TERRENOS INCLINADOS
A cova deve ser feita com 40cm de largura por 40cm de profundidade e aterrada. Em seguida deve-se
colocar o adubo.Você deve efetuar o plantio com as primeiras chuvas, pois nesse caso as covas ficarão
com terras soltas (aterradas). Na hora do plantio utilize uma enxadinha pequena para reabrir um espaço
para colocar as mudas.Quando o coveamento é aberto e não é aterrado, o sol seca rapidamente a terra de
fora e ao se efetuar o plantio a terra a ser colocada na planta estará seca. Nunca plante em covas muito
pequenas nem em solos compactados.

VEJA COMO FAZER AS COVAS


Comece no pé do morro, fazendo as covas bem perto do mato enleirado, como na figura da página 6.
A 2 metros ao lado, abra a outra cova. Use o enxadão, cavando de cima para baixo no sentido do morro.

Quando a cova é de profundidade pequena as raízes encontram impedimento para penetração, que na
maioria dos casos se dá devido à compactação do terreno. Nesse caso as raízes se enroscam e em
conseqüência teremos uma planta com desenvolvimento lento e provavelmente comprometida. Quando a
cova for mais profunda, a planta encontra condições de desenvolver as raízes e conseqüentemente
consegue um crescimento normal.
As covas devem ser abertas pelo menos 30 dias antes do plantio. Isto é muito importante.
A terra da cova deve ser colocada para o lado de baixo, quase em cima da leira do mato.
Depois, raspe a terra em volta da cova e jogue dentro dela. Não encha a cova toda, deixe faltando meio
palmo.Desse jeito, quando chover, tem espaço para segurar a água e alguma terra que escorrer.

CUIDADOS AO TRANSPORTAR AS MUDAS


Quando transportar as mudas do viveiro de produção para o local do armazenamento, você deve ter
cuidado especiais:
o caminhão deve ser coberto com lona, mesmo que a distância não seja muito longa, pois o vento causado
pela velocidade do veículo queima as folhas das mudas;
as caixas deverão ser colocadas no chão ou no local do armazenamento, devagar, para não abalar as raízes
e causar perdas;
essa operação deverá ser observada e repetida no transporte do local do armazenamento para o campo;
ao distribuir as mudas, nas proximidades das covas, nunca as jogue de cima e sim utilize meios que
possibilitem colocá-las suavemente na cova ou na sua proximidade.
GUARDE AS MUDAS CORRETAMENTE
em sacos plásticos - limpe uma área plana onde tenha água nas proximidades; faça canteiros com 1m de
largura e 5 a 10m. de comprimento, para que haja ventilação nas mudas; deixe espaço de 0,5m entre um
canteiro e outro, para trânsito na irrigação.
Nunca armazene todas as mudas juntas sem espaço, formando um canteiro único, pois dessa forma
poderá ocorrer abafamento e conseqüentemente doenças. Guarde as mudas em lugares abertos, e
iluminados.
em tubetes - o armazenamento ideal das mudas é feito em telas com 1m de largura e comprimento de até
10m, fixas em madeira, na altura de 1m a 1,30 metro. Os tubetes devem ser distribuídos na tela sempre
com espaços para ventilação. No caso de não possuir telas na propriedade, você poderá armazenar as
mudas na terra com os seguintes cuidados:
faça canteiros de 80cm de largura e comprimento que não ultrapasse 10 metros;
peneire uma camada de areia ou terra solta, de aproximadamente 10cm de altura e sobre esses canteiros e
distribua os tubetes espaçados;
irrigue conforme a necessidade. Após ser retirada do tubete, a muda tem uma durabilidade de um a dois
dias.
A HORA DO PLANTIO
Se a embalagem da muda que vai ser plantada for de saco plástico, retire-o totalmente e cubra a cova com
terra, 1 a 2 cm acima da parte superior do colo da muda. A terra deverá ser comprimida com as mãos ou
pés, deixando a muda na posição vertical. Observe sempre se o adubo foi bem misturado à terra.
As mudas embaladas em tubetes devem ser conduzidas para o local de plantio, para serem retiradas dos
mesmos. Pegue a muda pelo tubete, nunca pelas folhas. Aperte o tubete plástico com os dedos dando um
leve toque na parte superior para a muda soltar por dentro. Você deve ter o cuidado de não levar terra
compactada para a cova, porque isso pode entortar a muda e prejudicar o seu desenvolvimento inicial.

Retire a muda com a palma da mão esquerda ficando as raízes entre os dedos, com a ponta dos dedos na
frente da ponta das raízes e com uma enxadinha, faça um buraco no centro da cova com a mão direita(se
você for canhoto inverta o uso das mãos).
USE UM CUPINICIDA
Antes do plantio, observe se na área existe cupim, pois eles cortam as raízes, causando a morte da planta.
Nesse caso, aplique uma colher de chá de um cupinicida, bem espalhado no fundo da cova.
REPLANTIO
Deixe uns 20% de mudas para o replantio.
Ele deve ser feito entre 30 e 60 dias depois do plantio.
Não é necessário abrir de novo a cova, mas afofar o local onde você vai plantar a nova muda.
Nos primeiros 6 meses, você deve deixar a cova livre de mato mantendo sempre a “coroa” limpa até 1
metro em volta da cova.
Continue combatendo a formiga.
Lembre-se que a muda que morre é a árvore de amanhã. É uma viga ou um poste que você perdeu. È uma
partida que você deixou de entregar.
O plantio de eucalipto pode ser consorciado com o de milho ou de feijão no primeiro ano, desde que não
haja mais do que uma única linha de feijão ou de milho ao centro da rua em que foi plantado o eucalipto.
FAÇA A MANUTENÇÃO DA FLORESTA
- Combate à formiga - deixe sempre uma ou mais pessoas percorrendo a área para controlar as formigas
cortadeiras; controle as formigas até 10 m longe das divisas. As incidências maiores são próximas a
matagais e locais sujos.
- Capinas mecânicas - nas áreas planas, plantadas com espaçamento de 3 m x 2 m, você pode efetuar uma
gradagem nas entrelinhas e capinas manuais nas linhas. Essa operação fixa mais quantidade de água no
solo, beneficiando a planta e, diminui o custo de manutenção.
- Capinas manuais - em solos inclinados ou levemente inclinados, onde não se consegue mecanização,
efetue a capina manual, que poderá ser por coroamento ou por trilhamento.
- Coroamento: deverá ser feito um circulo medindo 1 m de uma extremidade a outra, ou seja, com 0,5 m
de raio, sempre mantendo a vegetação das entrelinhas roçadas.
Trilhamento: nunca deve ser feito acompanhando as águas, pois isso ajudaria a erosão do local e lavagem
do terreno, levando adubo para as partes baixas e, em alguns casos, destruindo o plantio.
Você deve sempre manter o eucalipto limpo até que ele domine sua área.
COMO FAZER A LIMPEZA DA ÁREA (COROA)
Quando a “coroa” é feita corretamente (50cm de raio) a muda tem espaço suficiente para um bom
desenvolvimento.

Atenção: quando você agricultor for plantar em áreas de pasto (braquiária), faça uma “coroa” maior, com
75cm de raio e adube com superfosfato simples 150g/cova. A cobertura também deve ser feita 60 dias
após o plantio, mantendo ainda a “coroa” sempre limpa.

REFORME AS ÁREAS IMPRODUTIVAS


Quando uma plantação de eucalipto, depois de cortada, não apresenta brotação suficiente para uma
produção econômica, você deve reformá-la, isto é, plantá-la novamente com eucalipto, sem a necessidade
de destoca dos tocos antigos.
Quando não há possibilidade de mecanização, após a limpeza efetue o coveamento conforme orientado
anteriormente, seguindo o mesmo alinhamento do plantio anterior.
Nos casos de terrenos planos com espaçamento que suporte mecanização, você pode cortar os tocos bem
baixos e utilizar um trator com arado reformador, cobrindo-os com terra, e depois efetuar as demais
operações de coveamento, adubação e plantio.
Mantenha sempre o eucalipto limpo. No início da brotação do antigo plantio, faça a desbrota com foices
ou enxadas, não deixando prejudicar o novo plantio.
INCÊNDIOS - MELHOR PREVENIR
mantenha os aceiros de divisa sempre limpos e gradeados;
fique atento às queimadas dos vizinhos, principalmente na época em que os agricultores efetuarem as
queimadas para preparo do solo, o que geralmente ocorre no inverno;
fique sempre alerta, pois não se sabe quando um incêndio se inicia;
se for possível, coloque cartazes educativos alertando para o perigo de fogo.
ANOTE
Transporte as mudas em caixas ou balaios. As mudas devem ficar deitadas e sempre as hastes devem ficar
viradas entre si, isto é, sempre folha com folha.
Antes de retirar as mudas do canteiro, elas devem ser bem molhadas.
Não deixe as mudas tomando vento ao sol. Elas devem ser molhadas e ficar à sombra enquanto são
plantadas. Não podem ressecar.
Plante no mesmo dia as mudas transplantadas.
Quanto menor o tempo que elas ficarem fora do canteiro, melhor.
Retire aos poucos do canteiro a quantidade que você vai precisar para o plantio. Evite tirar muitas de uma
só vez, para evitar o ressecamento das mudas.
O melhor dia para plantar é depois de uma chuva, que molhe a terra da cova, ou dia úmido que esteja
nublado ou com chuva miúda.
A muda deve ficar aprumada e mais enterrada, deixando folga para a água da chuva.
Nunca cobrir o ramo novo da muda com terra.
Não use adubo químico no dia do plantio. Se você quiser usar adubo químico, deve fazer isto 3 ou 4 dias
antes do plantio, jogando no fundo da cova.
Proteja sua floresta contra incêndios, mantendo limpos os aceiros, na largura mínima de 4 metros.
Atenção: não plante eucalipto embaixo de linhas com energia elétrica, sem deixar a distância exigida por
Lei.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
“PLANTIO DO EUCALIPTO” - SMA, FUNDAÇÀO FLORESTAL, CHAMPION, CATI - SAA,
SERFLORA S.A. - 1992;
“REFLORESTAR É O CAMINHO”, EMATER-ES, ARACRUZ S.A. - 1992.
“CUSTOS E RENDIMENTOS OPERACIONAIS DE UM PLANTIO DE EUCALIPTO EM REGIÃO
DE CERRADO”-Silva.K.R. et allii,Dptº de Engenharia Florestal – Univ. Federal de Viçosa,2004.
“SILVICULTURA DO EUCALIPTO”-Ambiente Brasil,in www.ambientebrasil.com.b
“CULTIVO DO EUCALIPTO – PRODUÇÃO DE MUDAS”- Ferrari, M.P.; Embrapa Sistemas de
Produção 4 ISSN 1678-8281;2003.
“CULTIVO DO EUCALIPTO – NUTRIÇÃO , ADUBAÇÃO E CALAGEM”- Bellote, A .F.J et allii,
M.P.;Embrapa Sistemas de Produção 4 ISSN 1678-8281;2003.
“BOLETIM 200-IAC-INSTRUÇÕES AGRÍCOLAS PARA AS PRINCIPAIS CULTURAS
ECONÔMICAS”-Duarte,F.R. et allii, 6ª edição, 1998.
“BOLETIM 100-IAC- RECOMENDAÇÕES DE ADUBAÇÃO E CALAGEM PARA O ESTADO DE
SÃO PAULO”-Gonçalves,J.L.deM. et allii,Campinas, 1997.